André Luiz Ruiz e o livro “O Amor Jamais Te Esquece”

Este artigo fornece evidências de que o livro “O Amor Jamais Te Esquece”, de André Luiz Ruiz, é uma fraude histórica.

 

Introdução

André Luiz Ruiz é um alegado médium autor de vários romances espíritas. Um de seus livros, “O Amor Jamais Te Esquece”, fornece mais detalhes sobre certas passagens obscuras do livro “Há Dois Mil Anos”, de Chico Xavier. Em artigos passados tratei extensamente deste livro, apontando severas incongruências históricas. Recomendo aos leitores que leiam os artigos “Livro Há Dois Mil Anos (1939) de Chico Xavier”, “Emmanuel, o guia de Chico Xavier”, “A Suposta Materialização de Emmanuel” e “Mais Provas de que Emmanuel Não Existiu”, caso ainda não o tenham feito. Será importante para entender melhor as provas apresentadas aqui. 

O livro “O Amor Jamais Te Esquece” faz parte de uma trilogia. Os dois livros que lhe sucedem são: “A força da bondade” e “Sob as mãos da misericórdia”. 

Foi-me informado por um internauta chamado FernandoUr Uran [orkut: http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=4033792992902687740, acessado dia 10/10/2007] o seguinte a respeito do primeiro livro da trilogia: 

Se alguém ler os livros “Há 2000 anos”, do Espírito Emmanuel e “O Amor jamais te esquece”, do Espírito Lucius encontra algumas curiosidades interessantes. Vejamos: 

No capítulo I do “Há 2000 anos”, o então amigo de Publius Lentulus Cornelius (c.1-79), Flaminius Severus, sugere ao Publius uma audiência com o Imperador Tiberius Claudius Nero Caesar (42 aC-37 dC) a fim de uma possível viagem para a Judéia para tratar do caso de sua filha Flavia (24-79). Este fato aconteceu no ano de 31 da EC e foi aceito por Publius. 

Nesse ano, o Imperador Tiberius realmente foi à Roma para tratar algo relacionado com a morte de Lucius Aelius Sejanus (20 aC-31 dC). Nesta ocasião, Flaminius Severus teve uma conversa particular com o Imperador. Este fato é narrado no capítulo 2, parágrafo final, e no 3 de “O Amor jamais te esquece”. O assunto tratado foi exatamente o da conversa com o seu amigo Publius. 

Nesse livro do Espírito Lucius, há uma novidade, ou melhor, um fato novo até hoje desconhecido, porque não está narrado em documento “oficial”, histórico ou não, por causa de seu caráter sigiloso – é o capítulo 4 – A missão secreta de Públio (Publius, em Latim). 

Nesse capítulo, o Imperador Tiberius declara o então senador Publius Lentulus Cornelius como um legado do poder imperial romano na Judéia, isto é, um fiscal do Imperador designado naquela região oriental. Também, lê-se que o Publius recebe a missão secreta de buscar algo de verdadeiro sobre Jesus de Nazaré. 

Por quê essa missão secreta? Porque o Imperador Tiberius estava debilitado fisicamente e recebera notícias de um possível profeta curador naquela região, então dirigida por Pôncio Pilatos. Desta forma, desejava ser curado por aquele profeta. 

No capítulo II – Um Escravo -, o Espírito Emmanuel descreve o seguinte fato: 

“…Publius Lentulus… não conhecera Jerusalém, onde o esperavam como legado [fiscal do poder governativo] do Imperador [no caso, Tiberius], para a solução de vários problemas administrativos de que fôra incumbido junto ao governo da Palestina….” (“Há 2000 anos”, FEB, cap. II) 

Por que o Espírito Emmanuel cita esse fato? Muito provavelmente porque estivera reunido com o Imperador em audiência preparada pelo seu amigo Flamínio Severus e também amigo do Imperador. 

Aquela descrição sobre ser legado do poder imperial romano na Palestina é narrada no livro “O Amor jamais te esquece”, do Espírito Lucius, capítulos 3 – O Pedido de Flaminius – e no 4 – A Missão secreta de Públio. 

No final do cap. 3 deste livro, o Espírito Lucius descreve o diálogo entre Tiberius e Flaminius Severus: 

- “Além disso, desejo que o senador Públio Lentulus, como legado de César e do Senado, possa fazer algumas diligências que necessito, a fim de me auxiliar em caso pessoal que, no momento oportuno lhe relatarei, de maneira a permitir que sua presença na Palestina nos beneficie mutuamente. 

“Por isso, Flaminio, incumbo-te de provindenciar os detalhes da dispensa de Públio dos serviços administrativos do Senado e a sua designação como legado do poder imperial nas províncias orientais, com plenos poderes….” (“O Amor jamais te esquece”, cap. II, IDE) 

No cap. 4 – A Missão secreta de Públio -, o então Publius Lentulus Cornelius recebe diretamente do Imperador Tiberius aquela designação de legado imperial na Palestina e o pedido pessoal de sondar Jesus de Nazaré para curá-lo de suas dores físicas. 

Esses fatos são chamados de “assuntos de Estado”… 

Consultei um pesquisador de História, o senhor José Carlos Ferreira Fernandes, e eis o que ele me disse: 

Mais uma vez, ilações sem base em fontes independentes além das próprias psicografias.  Se um aristocrata romano tivesse sido nomeado para uma missão na Judéia, essa seria uma missão pública (como a missão de Plínio o Moço na Bitínia, onde atuou extraordinariamente como legado propretoriano para fins de reorganização financeira da província), mesmo porque haveria a necessidade do apoio de todo o “establishment” provincial, quer romano, quer local.  E isso não se coaduna com uma “missão secreta”.  Além de tudo, nenhum aristocrata de alta estirpe aceitaria uma missão “secreta” desse tipo, numa província de segunda classe, missão que não pudesse ser comentada com seus pares, ou comemorada em inscrições, ou lembrada na pompa funebris por ocasião de seus funerais.  Ignorar isso é ignorar o modo como funcionava a sociedade romana, como funcionava a complexa teia das relações sociais e das clientelas, indispensável para a manutenção da “dignidade” e do “poder” dos grandes. 

Por outro lado, se houvesse mesmo necessidade de uma missão suficientemente importante na Judéia, e se se quisesse que um aristocrata a comandasse, ou a supervisionasse, as ordens seriam enviadas ao governador da Síria (um legado propretoriano de nível senatorial) – era esse o procedimento padrão, e foi isso que ocorreu na época dos distúrbios por ocasião da morte de Herodes (intervenção de Públio Quintílio Varo, cônsul 13 a.C, procônsul da África c. 9-8 aC, legado propretoriano da Síria c.7-4 aC, o mesmo que mais tarde seria massacrado pelos germanos no Teutoburger Wald no ano 9 dC, perdendo as conquistas da Germania Magna), ou para a instalação de estátuas de Calígula no Templo (intervenção de Públio Petrônio Áugure, cônsul sufeta 19 dC, procônsul da Ásia 29-35 dC, legado propretoriano da Síria 39-42 dC).  Quem supervisonava a província procuratoriana de 2a. classe da Judéia, posta sob governo de procuradores eqüestres, era o legado propretoriano da Síria (de nível senatorial, e que comandava as legiões e as tropas auxiliares da Síria).  Não havia necessidade de chamar um aristocrata de Roma exclusivamente para isso. 

Mas essas intervenções eram excepcionais.  Esperava-se que o procurador da Judéia (que comandava as tropas auxiliares estacionadas na província – antes da revolta de 66-73 dC, jamais houve legiões estacionadas na Judéia, ou seja, não havia “legionários” lá – o que se vê nesses filmes épicos, ou o que se lê em “Há Dois Mil Anos”, é historicamente incorreto…) resolvesse as coisas.  E assim foi.  Daí o comentário esclarecedor de Tácito, que, descrevendo a situação da Judéia sob o império de Tibério (reinou 14-37 dC), justamente a época da crucifixão de Cristo e da supressão de várias revoltas (como se pode ler em Flávio José), diz simplesmente “sub Tiberio quies”, “sob Tibério, tudo permaneceu calmo”.  Calmo porque todos os “problemas” puderam ser resolvidos localmente, pelos dois procuradores, Valério Grato (c.15 – c. 25 dC) e Pôncio Pilatos (c. 16 – c. 36 dC), que sucessivamente governaram a província nessa época.  Foram os dois que mais tempo ficaram no cargo (Tibério tinha o costume de não mudar os governadores, se eles iam “levando” bem as coisas). 

Em anexo, trechos de Tácito e de Flávio José (Iosef ben-Matathiahu, José filho de Matias, depois Titus Flavius Iosephus) sobre o assunto.  Assim, justamente na época da tal “missão secreta” do inexistente “Públio Lêntulo” à Judéia, tudo permanecia calmo – ou seja, nada ocorrendo que não pudesse ser resolvido localmente.  Nem mesmo houve necessidade de se recorrer ao legado propretoriano da Síria, quanto mais a um aristocrata romano de alta estirpe… 

Abaixo os trechos de Tácito e Flávio José enviados-me pelo senhor José Carlos: 

Tácito, “Histórias”, livro V, cap. 9: 

“Gneu Pompeu foi o primeiro dos romanos a subjugar os judeus; pelo direito de conquista, ele penetrou em seu Templo, mostrando a todo o mundo que seu sacrário estava vazio, com nenhuma imagem divina albergada, e que, ao fim das contas, nada havia a ser revelado.  As muralhas de Jerusalém foram destruídas, mas o Templo foi deixado incólume.  Após essas regiões terem caído, no curso de nossas guerras civis, nas mãos de Marco Antônio, Pácoro, rei dos partas, conquistou a Judéia; mas ele foi derrotado e morto por Públio Ventídio, e os partas retrocederam novamente para além do Eufrates.  Gaio Sósio então reduziu mais uma vez os judeus à nossa sujeição.  O poder real, que havia sido outorgado por Antônio à pessoa de Herodes, foi aumentado e consolidado pelo vitorioso Augusto.  Por ocasião da morte de Herodes, um certo Simão, sem esperar pela aprovação do Imperador, usurpou o título real, sendo então punido por Quintílio Varo, governador da Síria, e a nação dos judeus, com suas liberdades restringidas, foi dividida em três tetrarquias, postas cada uma sob o comando dos filhos de Herodes.  Sob Tibério, tudo permaneceu calmo.  Mas quando os judeus foram instados por Calígula a erguerem sua estátua no Templo, eles preferiram, ao invés, a guerra.  A morte do Imperador, contudo, pôs fim ao distúrbio.  Estando os antigos reis ou mortos ou reduzidos à insignificância, Cláudio confiou a província da Judéia a cavaleiros romanos, ou a seus próprios libertos, um dos quais, Antônio Félix, mergulhando em todo o tipo de comportamento violento e vicioso, exerceu seu mandato com os poderes de um rei e com a alma de um escravo.  Ele casou-se com Drusila, neta de Antônio e Cleópatra, e portanto era, com o próprio Imperador, aparentado de Antônio.” 

Flávio José, “A Guerra Judaica”, livro II, cap. 10: 

Gaio César [i.e., Calígula] abusou de tal forma de sua sorte a ponto de declarar-se um deus, e de desejar ser assim endereçado, chegando a eliminar os maiores representantes da nobreza de seu país; e chegou a estender sua impiedade até aos judeus.  Assim, mandou Petrônio [legado da Síria] com um exército até Jerusalém, a fim de postar estátuas suas no Templo, instruindo-o para massacrar tantos quantos fossem necessários, e para reduzir os demais à escravidão e o país à mais abjeta servidão, se encontrasse resistência.  Mas Deus tomou a si a situação.  Petrônio marchou de Antióquia até Jerusalém com três legiões e inúmeras tropas auxiliares.  Muitos dos judeus não podiam acreditar no que ocorria; mas os demais sentiam-se tristes e paralisados, sem saber como se defenderem – pois os exércitos já tinham alcançado Ptolemaida. (…)Os judeus se reuniram em grande número, com suas esposas e filhos, na planície em volta de Ptolemaida, suplicando a Petrônio, inicialmente apelando pela obediência a suas leis, e depois também oferecendo suas próprias vidas.  Diante da persistência e obstinação da multidão, Petrônio deixou então seu exército e as estátuas em Ptolemaida e, internando-se na Galiléia, convocou uma assembléia de todos os homens em Tiberíades.  , lembrou a todos do poder de Roma e das ameaças de César, acrescentando que a petição para que as estátuas não fossem colocadas no Templo não era ditada pela razão – já que todas as demais nações do Império haviam albergado as imagens do Imperador em suas várias cidades, e mesmo em seus templos; apenas os judeus se opunham, num comportamento tanto de revolta quanto injurioso à majestade imperial.  Mas a multidão continuava insistindo, argumentando com a obediência a suas leis e a seus costumes ancestrais e lembrando a proibição de se confeccionar imagem divina ou humana, ou de se a colocar em público em qualquer parte do país, muito menos no próprio Templo.  Então Petrônio replicou: “Não estou eu também sob a lei de meu senhor? Se transgredir as ordens recebidas, e vos poupar, perecerei – e aquele que me enviou, e não eu próprio, far-vos-á guerra.  Porque, como vós, também tenho minhas obrigações a cumprir.”  Ao ouvir isso, a multidão passou a gritar que estavam todos prontos para morrer pela lei ancestral.  Petrônio então ordenou-lhes que se calassem, e os interrogou depois: “Faríeis guerra a César?” Os judeus então responderam-lhe: “Oferecemos sacrifícios duas vezes ao dia pela saúde de César e pela do povo romano”; e acrescentaram que, se as imagens tivessem que ser postas no Templo, então Roma teria de sacrificar antes toda a nação judaica, e que todos, incluindo suas esposas e filhos, estavam então prontos para serem mortos.  Essa atitude impressionou Petrônio, e ele teve compaixão da multidão, por causa de seu apego à religião de seus antepassados, e também por causa de sua coragem; assim, despediu a multidão, sob o pretexto de deliberar acerca da decisão a tomar.  No dia seguinte, Petrônio mandou chamar privadamente os representantes da nação, e depois publicamente toda a multidão.  Em ambas as ocasiões, ora tentando argumentos persuasivos, ora avisos, ora mesmo ameaças, insistiu acerca do poder de Roma, da raiva do Imperador se suas ordens não fossem cumpridas, e enfim do fato de ele próprio estar atado às suas obrigações.  Mas nenhum deles se deixou demover, e Petrônio passou a temer o fato de o país poder encontrar-se à beira de um período de fome, porque era a época do plantio, e a multidão continuava reunida, como um só homem, sem cuidar dos trabalhos agrícolas, por já 50 dias.  Então, ao fim, mais uma vez reuniu todos e comunicou que tomaria a seus próprios ombros os riscos: “pois, pela providência divina, ou convencerei César, escapando da morte, assim como vós, ou então, ao contrário, serei vítima, como vós, de sua ira, por minha desobediência”.  Logo depois, dispersou a multidão e retornou a Ptolemaida, enquanto todos oravam pelo sucesso de sua missão junto ao Imperador.  Voltando a Antióquia com suas tropas e com as estátuas, Petrônio mandou uma correspondência a César, informando-o acerca do descontentamento ocorrido na Judéia, e das súplicas da nação, às quais julgara prudente atender; aconselhava o Imperador a permitir aos judeus a prática de seus costumes ancestrais, a fim de manter sob seu domínio, e em paz, tanto a terra quanto as pessoas.  Gaio, contudo, respondeu-lhe de maneira violenta, ameaçando Petrônio de morte caso não cumprisse imediatamente suas ordens acerca da instalação de suas estátuas no Templo em Jerusalém.  Contudo, ocorreu que aqueles que levavam a carta de Gaio foram detidos no mar por tempestades durante três meses, enquanto a correspondência que informava acerca do assassinato de Gaio, ocorrido logo depois, fizeram boa viagem.  Assim, Petrônio recebeu na Síria a carta referente à morte do Imperador vinte e sete dias antes de receber as ordens para a instalação das estátuas.” 

Conclusão 

O livro “O Amor Jamais Te Esquece”, de André Luiz Ruiz, é uma fraude histórica, e portanto, suas duas continuações também o são. Recomendo ao Movimento Espírita Brasileiro que comece a chamar especialistas sobre os assuntos abordados nos romances mediúnicos de forma a revisá-los e no mínimo alertar o leitor sobre tais problemas quando encontrados.  Pede-se o mínimo de respeito e cuidado para com o leitor. 

Agradecimentos 

Agradeço ao internauta FernandoUr pelo resumo do livro  e ao senhor José Carlos pelo pronto-auxílio oferecido, ambos contribuíram de forma inestimável para a feitura deste artigo.  

Referências 

Ruiz, André Luiz . “O Amor Jamais Te Esquece”. Editora: Ide.

50 respostas a “André Luiz Ruiz e o livro “O Amor Jamais Te Esquece””

  1. Jorge Diz:

    Olá
    Quero ser o primeiro a comentar, pois há uma coincidência junguiana aqui: ontem assisti a um filme, cujo tema era EXATAMENTE esse.
    (Nesse capítulo, o Imperador Tiberius declara o então senador Publius Lentulus Cornelius como um legado do poder imperial romano na Judéia, isto é, um fiscal do Imperador designado naquela região oriental. Também, lê-se que o Publius recebe a missão secreta de buscar algo de verdadeiro sobre Jesus de Nazaré.)
    No filme, o Tibério está morrendo e manda alguém investigar mais sobre Jesus. Vou pegar os dados (pode ser útil a fonte do diretor do filme) e te informo.
    Jorge

  2. Carlos Magno Diz:

    NOVA PROVA DE QUE PÚBLIO CORNÉLIO LÊNTULO EXISTIU!

    O professor Jorge Almeida em seu “O ESPAÇO DE HISTÓRIA” nos dá uma nova prova cabal de que Públio Cornélio Lêntulo, de fato existiu. O respeitável historiador deixa claro a participação do personagem Lêntulo durante o período em que trata da Revolta de Catilina. Essa prova histórica reforça ao fato de que Emmanuel, reencarnação de Lêntulo, foi verdadeiramente mentor do médium Francisco Cândido Xavier.

    A seguir reproduzimos alguns trechos da pesquisa do professor Jorge Almeida:
    “A esmagadora maioria dos senadores apoiou Cícero. Catilina tentou justificar-se, mas os clamores dos adversários impediram-no de falar. Na noite do dia seguinte abandonou Roma, para reunir-se a Mânlio na Etrúria.
    Em toda esta “trama” é evidente o objectivo de Cícero. Era em Roma que Catilina constituía uma ameaça real. Provocando-o com as “denúncias”, obrigando-o a abandonar a cidade, o cônsul “decapitava” ali o movimento dos populares. Catilina, ao intimidar-se e ao “fazer a vontade” a Cícero cometeu um grave erro táctico.

    Liberto do adversário, Cícero tratou de defender Murena (Crasso foi outro dos defensores), explicando aos optimates e equites acusadores que a sua condenação só “levaria água ao moinho” dos agora já realmente revoltados partidários de Catilina. E, apesar das provas gritantes, Murena foi absolvido.

    Em Roma, à frente do movimento rebelde – de que faziam parte, entre outros, Caio Cornélio Cetego, Públio Gabínio e Lúcio Estatílio – ficou o pretor de 63, Públio Cornélio Lêntulo.

    O cônsul aproveita a oportunidade. Servindo-se dos alóbrogos como agentes provocadores, ordena-lhes que finjam anuir às solicitações de Lêntulo. Em vésperas de regresso à sua terra, os alóbrogos pedem aos chefes do movimento uma carta a garantir-lhes o prometido, dizendo que sem ela os seus não acreditariam no que lhes iam dizer. Lêntulo, Gabínio, Cetego e Estatílio entregam-lhes o documento. Mais, como os gauleses houvessem solicitado um encontro com Catilina, Lêntulo fê-los acompanhar por um dos seus, com uma carta para o chefe rebelde.
    Na noite de dois para três de Dezembro, quando se preparavam para deixar Roma, os alóbrogos são detidos. Agora com provas na mão, na manhã de três de Dezembro, Cícero ordena a prisão dos conspiradores. Lêntulo, Cetego, Gabínio e Estatílio são encarcerados (Cepário, de Tarracina, que se havia posto em fuga, é capturado pouco depois).

    O texto completo pode ser encontrado no endereço:www.azpmedia.com/história/component/option.com.contact/item3

  3. Carlos Magno Diz:

    PROVADO QUE PÚBLIO LÊNTULO EXISTIU!

    EMMANUEL FOI A REENCARNAÇÃO DE LÊNTULO!

    MAIS UMA VEZ SE COMPROVA O QUE TODOS OS ESPÍRITAS SABIAM. FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER REALMENTE PSICOGRAFAVA MENSAGENS DE EMMANUEL E JAMAIS MENTIU OU ENGANOU O PÚBLICO ESPÍRITA!

    O site que informaremos depois de autorizado pelo sr. Vitor Moura, fornece amplas e inequívocas provas baseadas em pesquisas científicas. Uma das provas está em “A Epístola de Publius Lentullus (Públio Lêntulo) ao Senado” “Arqueologia Bíblica”

  4. MoonChild Diz:

    Alo Carlos Magno,

    Muito interessante sua pesquisa, parabéns. É sem dúvida grande contribuição da sua parte em nome da verdade.

    MC

  5. Carlos Magno Diz:

    Ok. MoonChild.
    Argumentos são para ser usados. Abs.

  6. Carlos Magno Diz:

    A referida prova sobre Públio Lênturo pode ser encontrada no site arqbib.atspace.com/Jesus htlm

  7. Vitor Diz:

    Carlos,

    1. O link não funciona

    2. O que vc passou é fato sabido há muito! Está até no livro de Chico Xavier.

    “Sim – respondeu o amigo, estremecendo -, reconheço esta efígie. Trata-se de Públio Lentulus Sura, teu bisavô paterno, estrangulado há quase um século, na revolução de Catilina.”

    Então vc confundiu os personagens, o bisavô com o bisneto. O bisneto é que não existiu. Melhor sorte da próxima vez….:)

  8. Carlos Magno Diz:

    Vitor, você está enganado, é Publio Cornélio Lêntulo. Anote aí de novo: arqbib.atspace.com/Jesus html

    Acabei de conferir, está ok! Este é o link de “Arqueologia Bíblica”.

    O outro do professor Jorge Almeida também está funcionando. Tente de novo!

  9. Vitor Diz:

    Cara,

    1. o link é: http://www.azpmedia.com/historia/content/view/70/28/

    2. Pára de multiplicar os mesmos posts nos diversos tópicos. 1 em um local é o suficiente.

    3. PRESTA ATENÇÃO NO TÍTULO E NAS DATAS:

    CAPÍTULO XXIV – a revolta de Catilina. O primeiro triunvirato

    Está falando da revolta da Catilina! Olha a data: “pretor de 63!” ISSO É 63 ANTES DE CRISTO!

    “Trata-se de Públio Lentulus Sura, teu bisavô paterno, estrangulado há quase um século, na revolução de Catilina.”

    Não confunda as coisas! Explicado?

  10. Carlos Magno Diz:

    Vitor:

    Parece que escorreguei na banana no caso do bisavô. Mas procure em arqbib.atspace.com/

    Clique em “O Aspecto Físico de Jesus” e veja o que falam do historiador Titus Livio, contemporâneo de Pilatos e Lêntulo.

    De todas as formas continuo afirmando que as fontes históricas não comportam tudo o que realmente aconteceu. Há falhas e omissões de fatos, nomes etc. E existem manipulações, quem não sabe disso? É altamente irresponsável afirmar-se que o que existe na história oficial confirma tudo.

    Ah, Vitor, só repeti os comments porque você vem apagando meus comentários. Faça-me o favor, tente deixá-los postados mesmo que não goste deles. Se esforce, amigo. E pode falar mal de mim também que aceito numa boa, sou democrático.

  11. MoonChild Diz:

    Amigos,

    Aqui vão alguns links com respostas muito interessantes aos artigos deste site, para quem quiser conhecer outras opiniões:
    1. http://br.groups.yahoo.com/group/espiritismo-brasil/message/70821
    2. http://br.groups.yahoo.com/group/espiritismo-brasil/message/70831
    3. http://br.groups.yahoo.com/group/espiritismo-brasil/message/70810

    Abraços

  12. MoonChild Diz:

    Desculpem a nova mensagem, mas tem um site que acho muito importante para pesquisa de Emmanuel:
    http://br.geocities.com/cepak2001br/cartadepubliolentulo.html

    Abraços

  13. Vitor Diz:

    1. O texto é apócrifo, eu explico bastante sobre a carta num artigo anterior.

    2. Quando eu apago seus posts, é porque nada de útil acrescentam à discussão.

  14. Vitor Diz:

    MoonChild,

    eu comento justamente esse site em http://obraspsicografadas.haaan.com/2007/mais-provas-de-que-emmanuel-no-existiu/

    Algumas pessoas tem-me citado como evidência da existência do senador Públio Lentulus o site http://br.geocities.com/cepak2001br/cartadepubliolentulo.html. No entanto, sinto dizer que o site absolutamente nada prova com relação à existência do senador. Eis o que o pesquisador José Carlos disse a respeito de seu conteúdo:

    De meu conhecimento, nenhum autor clássico, ou Padre da Igreja, cita a carta de Públio Lêntulo. Se ele diz que Tertuliano a menciona, deve dizer em que obra de Tertuliano está tal menção. Igualmente, se ele diz que algum escritor eclesiástico a menciona (e, para que se tivesse ao menos um mínimo de credibilidade, teria de ser Eusébio de Cesaréia, ou os bizantinos do séc. V dC), deve indicar o nome do historiador e a obra (incl. capítulos). Do mesmo modo, diz-se que São João de Damasco (séc. VIII dC) teria citado a carta – mas ninguém, até agora, disse em que obra está essa citação. Todas as citações conhecidas por mim são espúrias, do séc. XIII ou de além, e mais, ocidentais. Isso não quer dizer que não possa haver citações mais antigas, mas, mais uma vez, eu pergunto: quem citou, e em que obra, e em que data, e qual a tradição do manuscrito que chegou até nossos dias? Coisa bem direta, e simples de responder – se se tiver a resposta.

    Então até que o autor do referido site aponte as referências em que vinculou tais informações, só posso dizer que seu conteúdo é completamente inválido como uma pesquisa séria. Ademais, a carta é só uma pequena parte dos problemas do livro. Ainda que existisse – o que considero altamente improvável – há uma miríade de erros no livro “Há Dois Mil Anos” que permaneceriam sem solução.

  15. MoonChild Diz:

    Alo Vitor,

    Vou analizar sua colocação, obrigado.

    Em relação ao comentário acima desse de sua autoria, “1. O texto é apócrifo, eu explico bastante sobre a carta num artigo anterior.
    2. Quando eu apago seus posts, é porque nada de útil acrescentam à discussão.”

    Nessa msg, o Sr. se refere a mim ou ao Carlos M. ?

    Abraços

  16. Vitor Diz:

    Ao Carlos.

  17. MoonChild Diz:

    Vitor,

    Desculpe mais uma vez a mensagem “a mais” porém uma questão, por que o Sr. se refere a igreja católica como “Igreja” com I maiúsculo e com a palavra a só. Dessa forma, fica a impressão que o Sr. além de Ateu e Espírita, é também católico (sem cinismo aqui), e ainda que a “Igreja” é a única.

    Posso estar me confundindo é claro :-) ou não, de qualquer forma é seu direito ter quantas religiões e opiniões quiser.

    Abraços
    Obs. Ver msg acima “De meu conhecimento, nenhum autor clássico, ou Padre da Igreja, cita a carta de Públio Lêntulo”

  18. Vitor Diz:

    Ess aí é a escrita do senhor José Carlos, não minha.

  19. MoonChild Diz:

    Vitor,

    Obrigado novamente pela resposta, esta é minha ultima mensagem neste artigo: gostaria que se possível o sr. respondesse algumas colocações:

    1. O Sr. não acha estranho no mínimo, e talvez muito tendenciosa essa afirmação do Sr. José Carlos, tendo em vista que ele refere que nenhum “Padre da Igreja” cita a carta de Públio ? Talvez não fosse interessante questionar os requisitos do autor para constatar a veracidade da carta ?

    2. Por que o Sr. as vezes aceita argumentos anedota para criticar Chico (como por exemplo o argumento da professora particular misteriosa, sem nome, que ele teria tido), mas rejeita a carta de Públio por falta de fontes suficientes e sobre a ótica de alguém que diz que nenhum “Padre da Igreja” confirma a carta, numa colocação bem tendenciosa (se um padre tivesse citado, ele provavelmente acreditaria, apenas porque ele é Padre, e da Igreja {a única})

    3. De qualquer forma, não sei se o Sr. sabe mas faltam argumentos históricos até para provar a existência de Jesus ? Sim. Os historiadores da época não relataram sua existência. Uma das fontes pra isso é o super comentado e muito controverso documentário Zeitgeist (espírito da época), que pode ser visto aqui gratuitamente:
    http://www.zeitgeistmovie.com
    (dá pra assistir na página e também tirar, existe legenda só em espanhol).

    Obs. se possível peço ao amigo que responda por favor as 3 colocações acima indo direto ao ponto, dessa forma podemos continuar a discussão saudável no fúturo, não vou mais comentar aqui para não atrapalhar o fluxo.

    Abraços

  20. Vitor Diz:

    1. Sobre a veracidade da carta nem foi preciso consultar o senhor José Carlos. Sua falsidade consta na própria Enciclopédia Católica de 1914, quando Chico Xavier era uma criança. A Igreja Católica desse período teria todo o interesse do mundo que a carta fosse autêntica, mas ela sabe que não é.

    2. Eu não aceitei – ou não foi importante considerar – como verdadeiro o argumento da professora particular. Citei apenas porque acho que tal informação, apesar de duvidosa, deve ser conhecida. No meu artigo dei o benefício da dúvida para Chico Xavier nesse ponto. A carta foi rejeitada por ser apócrifa e ter nítidos sinais de fraude.

    3. Uma coisa é não se poder afirmar a existência de Jesus, outra totalmente diferente é poder afirmar a inexistência. Então um exemplo: vc diria que é possível que um centurião romano da época de Cristo se chamasse Michael Jackson? Não é possível, correto? Vc pode perfeitamente afirmar a inexistência de tal centurião, porque vc sabe que é impossível alguém ter esse nome naquele local naquela época. Seria o caso de vários dos personagens do livro “Há Dois Mil Anos”.Já um centurião chamado Cornélius que, digamos, fosse mudo, bem, esse centurião vc não pode provar nem negar a existência. Seria o caso de Jesus. Note que são casos COMPLETAMENTE diferentes.

    Agora, se por um acaso fosse descoberto que Jesus não existiu, eu não ficaria nem um pouco surpreso :)

    Um abraço.

  21. Gilberto Diz:

    Como leitor atento do site, depois de tudo que li pró e contra as obras de Xavier, a impressão que tenho é: quem se importa com as incongruências dos livros? Quem se importa se Xavier contatava os mortos ou não? Quem se importa com fraudes, fakes, hoaxes ou simplesmente imaginação fértil? O homem foi canonizado por uma agrande parcela dos espíritas brasileiros, e o que ele dizia ou escrevia tornou-se uma espécie de “Novo Testamento” espírita (tendo Kardec como “Velho Testamento”). Quem que se diz espírita brasileiro sequer sugere que Xavier era embusteiro, pois, afinal, ele “dedicou a sua vida à caridade”, “nunca recebeu um tostão por suas obras”, “não tinha estudos”, e por aí vai. Como toda figura santificada, Xavier crescerá e florecerá após a sua morte. Ele sai fortalecido pela eternidade. Histórias que sugerem um “pós-Novo Testamento” já estão em todas as partes: centenas de médiuns já “psicografam” Xavier, fotos de materializações dele já surgem, até testemunhas fidedignas, presentes ao seu enterro, dizem que o céu se abriu durante o funeral e a alma de Xavier foi levada por sua mãe, a vista de todos. Vai ser interessante o que vai surgir nos próximos anos ou décadas. Quem viver, verá.

  22. Carlos Magno Diz:

    Gilberto:

    Com relação à sua profecia, nada de novo. Isso já acontece desde que Chico estava nesse mundo.
    No meu entendimento o espiritismo não é religião. Tem muitos milhões de adeptos, mas não se encaixa de forma absoluta num contexto histórico-religioso mundial.
    As grandes religiões mundiais alvoreceram precedidas de um grande mensageiro, um enviado, chamado pelos indus de Avatar. Cada um, a seu tempo, implantou um novo método, inaugurou uma nova era do pensamento humano, mesmo que na época fosse entendido unicamente como religiosidade ou mitologia. Assim foi com Zaratustra, Buda, Jesus, Maomé, dentre os mais conhecidos.
    Em evos passados, mensageiros trouxeram novos “ajustes” às crenças religiosas de civilizações, que repercutiriam por séculos, pois assim se impunha. Como acontecido com Viasa, Hermes, Orfeu, ou Moisés e outros de menor expressão e conhecimento público, como Manes, incompreendido e até hoje estigmatizado.

    O espiritismo, talvez pudéssemos enquadrá-lo nestes “ajustes”, pois é um movimento que nada de novo acrescentou ao conhecimento antigo, ao cristianismo propriamente, mas veio realçar a mediunidade, tão citada no velho testamento, a crença da reencarnação, conhecida há milênios pelos orientais e tratar de coordenar aos seus seguidores além da disciplina de um verdadeiro cristão, um comportamento social ético atualizado, humanizado e participativo nos grandes problemas da vida.

    Justificou com abundantes argumentos a necessidade de se seguir as pregações de Jesus, observar criteriosamente suas parábolas e buscar entendê-las com olhares mais cuidadosos, fugindo do aspecto histórico-literal, pois indubitavelmente Jesus usou de simbolismos e metáforas que agora, em medidas e proporções, seriam desnudadas. A grande maioria dos ensinamentos do nazareno confirma antigas crenças e práticas do oriente distante e, principalmente egípcias, dali de perto da Galiléia. A caridade ensinada pelos orientais, foi colocada em grande destaque, pois no conjunto de uma espiritualidade faz-se necessária sua pratica para o desgaste do carma e auxílio possível aos irmãos de jornada, bem como à praticidade mediúnica, revitalizada por Kardec, em reuniões diversas de desobesessão, ensinamentos e curas.

    O espiritismo foi e é um movimento são, necessário, que modernizou a linguagem propositalmente dogmática das religiões cristãs, que abriu muitas portas ao entendimento do povo e que trouxe luz e alento em abundância. O povo entende assim, pratica da maneira ensinada e obtém lenitivos e esperanças. Tudo é verdadeiro, nada é falso na doutrina, salvo enganos ocasionais até de entidades que incorporam e dizem de seu pensamento pessoal. Esses foram personalidades no passado, portanto podem errar, pois a vida terrena é aprendizado cíclico e em constante progressão, como é a vida enfim!. Mas não desabonam e nem desmentem o cerne das mensagens e ensinamentos contidos na doutrina.

    Entretanto, há os puristas que nada fazem além de buscar defeitos na doutrina, e os “doutos” no conhecimento mediúnico e psíquico que desejam de todas as formas mudar conceitos ou passar-se por iconoclastas, ser admirados, e reverenciados como cientistas do psiquismo. Há centenas desses como há os permanentes críticos ateus, os materialistas e os que não entendem o espiritismo da maneira como se fundamenta.

    Há, portanto, basicamente, dois níveis do pensamento que se ocupam do espiritismo: o do povo e dos intelectuais, incluindo-se aqui nesses últimos os descrentes e os semi-descrentes. E havendo diversas nuances e segmentos, sempre haverá discussões.

    Eu, particularmente, fico com o povo, apesar de todos os exageros, pois o instinto, a intuição, a sabedoria inconsciente da corrente popular faz emergir sistematicamente verdades e descobrir falsidades. O Chico é um exemplo desse louvor popular, justo e necessário. Há muitas coisas sobre a evolução cíclica da humanidade embutidas, por exemplo, numa simples oração, num ritual, no exercício da espiritualidade ou em práticas mentais como fazem espíritas mais científicos, ou esotéricos. Mas isso é uma outra conversa que não caberia nessa exposição um tanto simplória.

  23. Carlos Magno Diz:

    Vitor,

    Se não estiver “muito” zangado comigo, apague por favor o comentário anterior que terminou com “ensinamentos e curas”. Foi mal, tentei dividir, mas meu computador deu “tilt”, engasgou e me traiu.

    Me sentirei eternamente grato por essa gentileza funcional.

  24. Carlos Magno Diz:

    Vitor:

    Voltando ao tema da inexistência de Jesus por você exposto ao MoonChild, reputo como mais uma das “falsidades ideológicas” históricas. Pergunto: A quem interessaria negar Jesus? Claro, primeiramente a quem o crucificou.
    Assim, tentam desconsiderar o historiador Josefo e desqualificar a carta de Publio Lêntulo. Está muito claro.
    Provando-se que Lêntulo nunca existiu, desaparece outra prova evidente e clara da existência do mestre nazareno. Mas ainda sobra a contestada carta de Flavio Josefo. Ufa que entrave!

    Segundo, a negação interessa também aos ateus e materialistas, pois assim as religiões cristãs, que eles tanto detestam, seriam também desqualificadas.

    Terceiro, interessa da mesma forma a alguns fanáticos ortodoxos que nunca admitiram a Nova Aliança e vivem no passado ancestral.

    A manobra é tão bem urdida que se estende por séculos, e os próprios falsários plantam argumentações vazias, para eles mesmos desconsiderar.

    Assim, os teóricos de plantão vão engolindo essas manobras, mesmo através de alguns adeptos da própria igreja, metidos nessa difamação. Há até a declaração de um Papa demente negando à Cristo! Veja você o que são as trevas mentais!!

    À propósito, pode você apresentar argumentos documentais do que afirma de que a igreja no passado desconsiderou a carta de Lêntulo taxando-a de apócrifa? Acredito na sua afirmação, mas gostaria de ler o conteúdo refutador dos fanfarrões sobre as provas em contrário.

    Conheça o livro “Jesus a Verdade e a Vida” do professor Fida Hassnain, editora Madras. É pleno de citações, argumentos e cópias de manuscritos, até de pergaminhos seculares budistas (budistas, veja só, documentos à salvo dos bispos e cardeais da igreja!), acusando a passagem de Jesus pelos seus templos, antes e após a crucificação.

    Bem, como você deve ter ouvido falar ou lido, o mestre não morreu na cruz. Não porque nunca tivesse existido, ele existiu de fato, mas porque foi retirado à tempo e sobreviveu saudável por muitas décadas. Mas isso também é uma outra história. Por ora fico por aqui.
    Excelente final de semana. Muitas reflexões e profunda meditação.

  25. Gilberto Diz:

    UM ABRAÇÃO A TODOS!!

  26. Jorge Fernandes Diz:

    OLá a todos,
    Vitor dixi:

    “Uma coisa é não se poder afirmar a existência de Jesus, outra totalmente diferente é poder afirmar a inexistência. Então um exemplo: vc diria que é possível que um centurião romano da época de Cristo se chamasse Michael Jackson? Não é possível, correto? Vc pode perfeitamente afirmar a inexistência de tal centurião, porque vc sabe que é impossível alguém ter esse nome naquele local naquela época. Seria o caso de vários dos personagens do livro “Há Dois Mil Anos”.Já um centurião chamado Cornélius que, digamos, fosse mudo, bem, esse centurião vc não pode provar nem negar a existência. Seria o caso de Jesus. Note que são casos COMPLETAMENTE diferentes.”

    Eu acho teus silogismos muito SIMPLES: você usa a tese de pós-doutorado em filologia romana do Sr. José Carlos na Harvard University :) como fundamento (premissa) de teus argumentos. Ora, você está se fundamentando em uma tese, como se ela já tivesse sigo julgada no tribunal da História :) !!!

    Isto não é ciência…
    Claro, isto é um blog… kkkk

    Outro fundamento FRÁGIL é a tal da Enciclopédia Católica de 1914: Provar que uma carta é falsa ou inverossímil não é o mesmo que provar a inexistência do (in) provável autor.

    Vejo uma carência, aqui, de um investigador profundo dos TEXTOS BÁSICOS do espiritismo. Será que os meninos que estão estudando de fato, com seriedade, as obras básicas não querem sujar as mãos na boa luta ou não se sentem capazes?

  27. Jorge Fernandes Diz:

    Veja Vitor,
    Você aponta os erros dos outros e eu aponto os teus.
    Pense em mim como um pai rigoroso que deseja que o filho se aprimore ainda mais.
    Eu tenho grande simpatia pelo teu trabalho, mesmo considerando os excessos de paixão que o instigaram.
    Quanto à sincronicidade junguiana:
    (http://pt.wikipedia.org/wiki/Sincronicidade)
    1- Não há sincronicidade:
    Veja, eu estou interessado neste blog, logo peguei o filme que se parecia tratar do assunto.
    2- Se o TEMA do filme era exatamente o POST SEGUINTE do blog interessado, essa é apenas UMA POSSIBILIDADE entre tantas (porque havia a possibilidade de você postar, também, sobre esse assunto).
    3- Eu não sou tão estúpido de confundir qualquer “coincidência” (Probabilisticamente possível) com a tal da sincronicidade (junguiana), que, está sim, poderia ser mais determinante na investigação psi.
    Votando ao filme:
    1- Se o TEMA é o mesmo do livro “O Amor Jamais Te Esquece”, onde o diretor do filme foi buscar “inspiração”?
    2- O diretor do filme se baseou em algum livro (QUAL?), que também SERVIU DE FONTE para “O Amor Jamais Te Esquece”?
    ( Nós estamos falando do TEMA – ” alguém recebe a missão secreta de buscar algo de verdadeiro sobre Jesus de Nazaré” – não se está querendo saber se foi o Senador Lento (Suplicy?) ou não, combinado?)
    Estou fazendo um digressão para resolver essa coincidência e deixando o Lento de lado, por hora.
    Vamos ao filme:
    1- Título: Missão Romana
    2- É uma produção italiana, mas eu não consegui ver quem fez o roteiro ou se foi baseado em algum livro.
    Pegue na locadora, e veja ( não está em jogo aqui qualquer consideração estética, lembre-se).
    Vitor, dê uma olhada na cena do aperto de mão sobre o fogo com o alemão bonitão e veja se não parece algo muito “maçônico” :) :)
    Paz e Luz a todos,

  28. Vitor Diz:

    Oi, Jorge

    comentando após***:

    01.”Ora, você está se fundamentando em uma tese, como se ela já tivesse sigo julgada no tribunal da História!!!”

    ***Se há erros, que apontem. Mudarei imediatamente.

    02. “Outro fundamento FRÁGIL é a tal da Enciclopédia Católica de 1914: Provar que uma carta é falsa ou inverossímil não é o mesmo que provar a inexistência do (in) provável autor”.

    *** A carta é o de menos. A maior prova de falsidade é o próprio livro. A pesquisa sobre a construção dos nomes romanos parece-me bem sólida.

    Um abraço,
    Vitor

  29. luciana Diz:

    esta trilogia em especial “O amor jamais te esquece”,foram os livros mais lindos que eu já li.O Mestre é representado de uma forma tão maravilhosa que em vários momentos eu me senti lá naquele cenário.As reencarnações posteriores das personagens mostrando como o universo e suas leis imutáveis são perfeitas.Como DEUS é misericordioso, nós cavamos nossas expiações e ELE nos dá todo apoio para que saiamos fortalecidos.Maravilhoso livro em toda sua trilogia.

  30. Maria Decapitada Diz:

    Muito bom o teu questionamento sempre é valido pois como consequência abriu um lugar a várias idéias que aí estão nas diversas conclusões ou comentários acima.
    Concordo com o que alguém aí em cima escreveu de que como comprovar aqueles instantes da história? Pois “A verdade é o momento a cada instante” e naquela época infelizmente não havia o que graças a Deus existe hoje filmes, livros youtube.
    Mas quem somos nós para dizer: – não foi não existiu?
    E você tem servido as intenções de Deus, pois graças a você pude saber que existe este livro do André Luiz que vai complementar o que acabei de ler “A Dois mil Anos” e “Cinquoenta Anos Depois”
    Inclusive estou gravando esta sua página pois sou estremamente curiosa e quero saber tudo que existe com relação a vida de Jesus Cristo.
    Obrigada

  31. Jesa Nideck Diz:

    Se André Luis é uma fraude, Chico é um genio, o maior de todos. Estudem afundo os livros de André Luis e verão que coisas relacionadas ao lhc , matéria escura, energia escura, infinitamente pequeno enfim anti matéria,coisas que estão em debate agora, à décadas já eram reveladas, aliás muito antes ainda o codificador tudo revelava.Só tenho o ensino primário. Depois de repetitivos transes entre as dimensões e fenômenos acontecidos comigo de vários tipos, resolvi estudar o espiritismo. E sou uma testemunha viva como milhões devem ser. E afirmo com toda minha alma. O espíritismo não é fraude, é Remédio, é Esperança, é Verdade é Jesus que também não é fraude. Fraude são vocês com toda certeza.

  32. José Roberto Diz:

    Amigos,
    Por acidente acabei entrando nesta página, e lendo a, quero humildemente dizer-lhes algo:
    Estive domingo passado no evento das Casas André Luiz no Expo Center Norte, e ao final do evento palestrou-nos o nosso grande amigo Divaldo.
    De vida parecida com a de Chico, depois de maravilhosa esplanação, encerrou com uma prece de uma magnitude tamanha, que todos ali presentes, realmente se sentiram tocados pelo amor de Jesus. Divaldo, quase centenário, assim como Chico, são dádivas do Mestre com o amor de Deus para nós. Mas é preciso esvaziar o coração e a mente, termos a humildade de saber que nada sabemos, e diante destes dois singelos exemplos, pois há milhares deles por aí, e deixar entrar em nós estes rios de amor.
    É tão bom amar, aprendamos a amar. desculpem-me a pobreza do vocabulário, pois não sou estudioso da História, mas conheço a minha. E posso afirmar que o advento do Evangelho na visão Espírita mudou minha vida, e tirando todas as dúvidas qua acumulava em relação ao cristianismo, ficou apenas a certeza de que este é um caminho bom.

  33. lucia Diz:

    olá….

    gostaria de saber quem é o espírito Lucius. ouvi dizer que é Pilatos, será isso mesmo?
    obrigada. lúcia.

  34. Luciana Cardoso Diz:

    “O amor jamais te esquece” é um dos livros espíritas mais lindos que já li e me parece que ainda depois de tantos anos, as pessoas ainda sentem necessidade de levantar opiniões infundadas e que tem como único objetivo tentar provar algo que não existe. Noso querido amigo Vitor, ao que vejo, é um ser que tem uma profunda necessidade em querer acreditar em Jesus e sua vontade é tanta que nenhum argumento é capaz de convencê-lo. Não se preocupe querido irmão, um dia, vocÊ vai ter a prova que tanto procura. Só uma observação, não seja tão duro nas acusações, neste caso, no que se refere ao nosso querido irmão André Luiz Ruiz, ele é um ser humano que merece de nós, outros humanos, toda admiração pelos inúmeros feitos em nome dó amor ao próximo. Tente expor sua opinião de forma menos ofensiva. A sua opinião nao é a verdade absoluta, não tente colocá-la como tal.
    Muita paz a todos.

  35. raphaelo Diz:

    Gostaria de saber qual é o objetivo para a avliação destes fatos, ou seja, qual a validade de comprovar se são realmente históricos ou estóricos?

  36. Vitor Diz:

    São vários objetivos, entre eles auferir a qualidade ou não da psicografia, aumentar o senso crítico do povão etc.

  37. SERGIO FERNANDES Diz:

    GOSTSRIA DE SABER MAIS SOBRE A ENTREVISTA QUE DEU HOJE NO PROGRAMA TRANSIÇÃO, SOBRE AS FOTOS DA ESTRELA QUE ESTÃO COM TARJA, QUE ESTRÊLA É AQUELA;
    E OS DESENHOS FEITOS POR “LUZES”, ETC.

    OBRIGADO

    SERGIO

  38. homeover Diz:

    SE OS LIVROS PSICOGRAFADOS POR CHICO XAVIER SÃO UMA FRAUDE,E TODA ESSA DIVERSIDADE DE ASSUNTOS QUE ELE ABORDOU FORAM PRODUTO DE SUA PRÓPIA MENTE.TRATA-SE DE UM GRANDE GÊNIO,POIS COM INSTRUÇÃO PRIMÁRIA,PRODUZIU LIVROS GENIAIS.SUA EXTENSA OBRA É TESTEMUNHO DO PENSAMENTO DE DIVERSOS AUTORES DESENCARNADOS,DESDE POETAS LAUREADOS ATÉ CIENTISTAS E PENSADORES.OS CRÍTICOS E NEGADORES DE PLANTÃO PODEM PRODUZIR EXTENSAS ANÁLISES,COM PARECERES DE ESPECIALISTAS PARA NEGAR A OBRA DE CHICO,MAS ELA ESTÁ AÍ PARA TODOS.

  39. Paty Mi Diz:

    Eu leio a bastande tempo as obras de Chico Xavier, do Prakriti, enfim tudo relacionado a nossa existência e nossa missão neste plano.
    Conheci as obras de André Luiz Ruiz a 2 anos atrás e simplesmente me apaixonei…vinha de encontro com muitas obras que já tinha lido e me esclareceu dúvidas à respeito de Publius Lentulus e Pilatos. Achei muitíssimo interessante e li a trilogia com muito entusiasmo. Estou fazendo um apanhado sobre esses assuntos edificantes e tomei a liberdade de divulgar para quem se interessa em um blog para ser pesquisado e para que cada um faça o seu melhor agora: apocalipsesinaldostempos.blogspot.com

  40. Ricardo Diz:

    Muita gente inteligente aqui!!! Gostei!

  41. jose olimpio Diz:

    aprendi e tenho aprendido muito com os livros do andré luiz ruiz.
    Vamos fazer o que o apostólo Paulo recomenda.
    Leia de tudo e retem o que e bom.
    freterno abraço

  42. JU Diz:

    aprendi e tenho aprendido muito com os livros do andré luiz ruiz.
    Vamos fazer o que o apostólo Paulo recomenda.
    Leia de tudo e retem o que e bom.
    freterno abraço 2

  43. Elton Teodozio Diz:

    Meus irmãos, como é boa a existência de vocês, continuemos esta caminhada. E olhe que já são três anos de comentários. Paz e Luz para uma geração de regeneração.

  44. Rosana Diz:

    Vamos ser lógicos: O que nos acrescenta saber se Publio Lentulus é o bisavô ou o bisneto, citado nos livros de Emannuel ou de Lucius?
    A nós, espíritos reencarnados, as datas históricas apenas nos localizam na situação descrita, para que possamos compreender os hábitos descritos, graças à limitação dos(as) nossos(as) cérebros/mentes, que AINDA necessitam dos parâmetros de início, meio e fim, para entender o que nos é explicado.
    O grande ensinamento dos livros citados e de tantos outros, é o exemplo de amor incondicional de Jesus para com todos, inclusive com aqueles que seriam responáveis pelo seu sofrimento.
    O olhar de Jesus via/vê o passado, o presente e o futuro das criaturas, já que o passado está impresso no perispírito, o presente está se manifestando e o futuro é apenas a consequência do que fizemos e fazemos.
    Assim, vamos nos ater aos ensinamentos de Paulo: Lê tudo, retém o que é bom.
    Saudações fraternas a todos.

  45. l.c.cucciolli Diz:

    Estas pessoas que criticam o Espiristimo não passam de seres ignóbeis a sobre a Doutrina; pois o Espiritismo não é somente religião, mas também filosofia e ciência. Definição do próprio Allan Kardec: Espiritismo é a ciência que estuda a origem, a natureza e a destinação dos espíritos, no livro de sua autoria “O que é o Espiritismo”.

  46. Kennedy Diz:

    Este Carlos Magno é digno de compaixão, pois busca discutir de um assunto que não tem conhecimento, com que autoridade e que conhecimento tal criatura possui sobre o assunto tratado??? Tal pessoa só quer criar polêmica para aparecer e digo mais este sim é um embusteiro de marca maior. A argumentação dele é tão apagada e fraca como ele mesmo deve ser. Perdi meu tempo lendo essas lambanças escritas por este mofino. E com referencia a este tal de Moon child é só um puxa-saco deste outro infeliz, sendo ele também infeliz. Os dois não passam de acéfalos dígnos de compaixão.

  47. Sonia Regina Diz:

    Muito bom os comentários,e com ctz o melhor eh retermos o que nos interessa e for bom, não soh do que lemos, mas de tudo que vemos, ouvimos, vivenciamos no nosso dia a dia. E quanto ao Dr Andre, sera pra mim sempre o exemplo de ser humano que tive o privilegio de conhecer aos meus 13 anos ha 21 anos, que DEUS o abençoe sempre!!!

  48. Jose geraldo Diz:

    Interessante o calor e a eloqüência dos arrazoados do jovem Vitor, gostaria de lembrar ao nobre e estudioso polemizador que fora de Deus e da Caridade tudo eh ILUSÃO. E de caridade e temor a Deus nosso querido Chico entendia e exemplificava muito bem.Cuidado Vitor, o tempo urge e quando chegar a sua hora de através o grande rio da morte, te serão pedidos contas de quantas lagrimas enxugastes e quantas bocas famintas saciastes…as polemicas permaneceram encasteladas na poeira milenar das bibliotecas virtuais ou NAO.

  49. Seloé Pacheco Diz:

    Li duas triologia,
    mais alguma obras de Andre Luiz Ruiz.
    Gostaria de saber porque dessa comparações com as obras de Chico Xavier”Emmauel”.
    O que existe de errado?
    Abraços fraternos.

  50. Vitor Diz:

    A inexistência de alguns personagens.

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