Roger Bottini : Falso MédiuM

Este artigo, de Artur Felipe de A. Ferreira, mostra como dois médiuns, Roger Bottini e Hercílio Maes, tomaram como pessoas reais deuses da mitologia grega. O caso de Roger Bottini é ainda mais grave pois ele afirma psicografar mensagens de um desses deuses, no caso, Hermes. Vale lembrar que Chico Xavier caiu nesse mesmo problema, psicografando mensagens de Públio Lentulus, que se dizia um senador romano na época de Cristo mas que na verdade jamais existiu. São todos casos de médiuns com mediunidades fraudulentas. Vamos agora ao artigo do Felipe!

Médium “universalista” diz receber mensagens de deus grego

por Artur Felipe de A. Ferreira

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Muitas comunicações há, de tal modo absurdas, que, embora assinadas com os mais respeitáveis nomes, o senso comum basta para lhes tornar patente a falsidade. Outras, porém, há, em que o erro, dissimulado entre coisas aproveitáveis, chega a iludir, impedindo às vezes se possa apreendê-lo à primeira vista. Essas comunicações, no entanto, não resistem a um exame sério. (…) De fato, a facilidade com que algumas pessoas aceitam tudo o que vem do mundo invisível, sob o pálio de um grande nome, é que anima os Espíritos embusteiros. A lhes frustrar os embustes é que todos devem consagrar a máxima atenção; mas, a tanto ninguém pode chegar, senão com a ajuda da experiência adquirida por meio de um estudo sério. Daí o repetirmos incessantemente: Estudai, antes de praticardes, porquanto é esse o único meio de não adquirirdes experiência à vossa própria custa.” (Allan Kardec, em “O Livro dos Médiuns“) 

Na Antiguidade, os povos não possuíam meios de explicar os fenômenos naturais e emprestaram a esses fenômenos nomes de deuses, considerando-os como tais. O trovão inspirava um deus, a chuva outro. O céu era um deus pai, e a terra uma deusa mãe, sendo os demais seres seus filhos. Originaram-se, a partir daí, histórias e aventuras que explicavam de forma poética o mundo que os rodeava. Esses núcleos arquetípicos mitológicos recebem o nome de “mitologemas”. A um conjunto de mitologemas de mesma origem histórica dá-se o nome de “mitologia”.

A Mitologia Grega, especificamente falando, “é o estudo dos conjuntos de narrativas relacionadas aos mitos dos gregos antigos, de seus significados e da relação entre eles e os povos” (Wikipedia), e advém de uma mistura entre a cultura dos indo-europeus, pré-gregos, e até mesmo dos asiáticos, egípcios e outros povos com as quais os gregos estabeleceram contato.

O estudo da genealogia e filiação das divindades cultuadas pelos gregos chama-se “teogonia”, o mesmo nome da obra do poeta Hesíodo, escrita possivelmente no século VIII a.C.

Segundo a teogonia imaginada pelos gregos, toda a desordem universal teria sido posta em ordem por Zeus e se desenvolve por seis gerações sucessivas de deuses. Zeus, em determinado momento, casa-se com Maia, uma das setes filhas de Atlas e Pleione, filha de Oceano. Zeus, para que Maia e sua irmãs escapassem do gigante Órion, transformou-as no aglomerado estelar das Plêiades, integrante da constelação de Touro. Com Zeus, Maia teve Hermes, o belo mensageiro dos deuses. E é justamente sobre Hermes, essa figura mitológica que só existiu nas narrativas dos gregos antigos, que iremos tratar daqui por diante.

Segundo a Encyclopaedia Britannica – Volume XI, Hermes Trismegisto “é uma divindade complexa, com múltiplos atributos e funções. Hermes foi no início um deus agrário, protetor dos pastores e dos rebanhos. Um escrito de Pausânias deixa bem claro esta atribuição do filho de Maia: ‘Não existe outro deus que demonstre tanta solicitude para com os rebanhos e para com o seu crescimento’. Mais tarde, os escritores e os poetas ampliaram o mito, como por exemplo, Homero, nos seus poemas épicos Ilíada e Odisséia. Na Odisséia, por exemplo, o deus intervém como mago e como condutor de almas (nas Rapsódias X e XXIV).”

Segundo ainda a farta literatura sobre o assunto, Hermes é também o deus das estradas. Nas encruzilhadas, para servir de orientação, os transeuntes amontoavam pedras e colocavam no topo do monte a imagem da cabeça do deus. A pedra lançada sobre um monte de outras pedras, simbolizava a união do crente com o deus ao qual elas estavam consagradas. Considerava-se que nas pedras do monte estavam a força e a presença do divino.

Para os gregos, Hermes regia as estradas porque andava com incrível velocidade, por usar as sandálias providas de asas. Deste modo, tornou-se o mensageiro dos deuses, principalmente de seu pai, Zeus. Conhecedor dos caminhos, não se perdendo nas trevas e podendo circular livremente nos três níveis (Hades ou infernos, Terra ou telúrico e Paraíso ou Olimpo), Hermes tornou-se um deus condutor de almas.

A astúcia, a inventividade, o poder de tornar-se invisível e de viajar por toda a parte, aliados ao caduceu com o qual conduzia as almas na luz e nas trevas, são os atributos que exaltam a sabedoria de Hermes, principalmente no domínio das ciências ocultas, que se tornarão, na época helenística, as principais qualidades do deus.

A partir deste ponto, Hermes se converteu no patrono das ciências ocultas e esotéricas. É ele quem sabe e quem transmite toda a ciência secreta. O feiticeiro Lúcio Apuléio declara em seu livro de bruxaria (de magia) que invocava Mercúrio – o Hermes dos romanos – como sendo aquele que possuía os segredos da magia e do ocultismo.

Hermes Trismegistos é o nome grego dado ao deus egípcio Thoth, considerado o inventor da escrita e de todas as ciências a ela ligadas, inclusive a medicina, a astronomia e a magia. Segundo o historiador Heródoto, já no séc. V a.C. Thoth era identificado e assimilado a Hermes Trismegisto, i.e., ao Três Vezes Poderoso Hermes.

No mundo greco-latino, sobretudo em Roma, com os gnósticos e neoplatônicos, Hermes Trismegisto se converteu num deus cujo poder varou os séculos. Na realidade, Hermes Trismegisto resultou de um sincretismo com o Mercúrio latino e com o deus egípcio Thoth, o escrivão no julgamento dos mortos no Paraíso de Osíris, e patrono de todas as ciências na Grécia Antiga.

Em Roma, a partir dos primeiros séculos da era cristã, surgiram muitos tratados e documentos de caráter religioso e esotérico que se diziam inspirar-se na religião egípcia, no neoplatonismo e no neopitagorismo. Esse vasto conjunto de escritos que se acham reunidos sob o nome de “Corpus Hermeticum”, coleção relativa a Hermes Trismegisto, é uma fusão de filosofia, religião, alquimia, magia e astrologia, e tem muito pouco de egípcio.

Hermes Trismegisto foi, na Mitologia Grega, o deus que reuniu os atributos que todos os grandes pensadores e iniciados desejaram transmitir às futuras gerações.

O Hermetismo foi estudado durante séculos pelos árabes e, por seu intermédio, chegou ao Ocidente, onde influenciou homens como Albertus Magnus. Em toda a literatura Medieval e do Renascimento são frequentes as referências a Hermes Trismegistos e aos Escritos Herméticos, estudados e aprofundados, principalmente, pelos Alquimistas e pelos Rosacruzes. Para os Rosacruzes, Hermes Trismegistos foi um sábio. O Dr. H. Spencer Lewis, escritor e Grande Mestre da Ordem Rosacruz, se referia a Hermes como uma pessoa real.

É justamente baseado e confiante neste enorme engano que o médium ramatisista Roger Bottini afirma que, – pasmem os queridos leitores –, psicografa mensagens de Hermes Trismegisto (cujo sobrenome aparece erroneamente grafado em seus livros), o deus da mitologia grega! Segundo o referido médium, já citado aqui nos artigos “Saint Germain, Novo ‘Governador do Planeta’ ou apenas um Bon Vivant?“, “Universalismo Crístico ou Misticismo anti-espirítico?“ e “Insistindo nos mesmos erros“, Hermes Trismegisto é seu espírito protetor e, certa feita, o levou, em desdobramento, a uma cidade astral chamada “O Império do Amor Universal”[1]. Ali Roger Bottini teria conhecido um anjo chamado Gabriel, que o leva a uma visita ao “Templo da União Divina”, onde assiste a espetáculos de música, teatro, e danças. Daí conhece Danúbio, espírito de suposta alta hierarquia que diz ser o protetor responsável por sua encarnação na Terra. Em uma reunião de confraternização, o médium relata, em um de seus livros, ter visto Jesus e recebido do próprio uma benção pelo seu trabalho literário em benefício da humanidade.

Vemos aí, claramente, que o médium não se faz de rogado e, sem qualquer timidez e ao mesmo fingindo modéstia, coloca-se sempre acompanhado de sumidades do além, entre eles o próprio Jesus Cristo, que ainda o elogia por sua elevada missão. Nada que nos surpreenda, já que o médium Roger Bottini declara ter sido também, como já comentamos em artigos anteriores, filho de Allan Kardec em outras encarnações.

Em meio a narrativas onde comparecem faraós egípcios e habitantes da mitológica Atlântida, surgem “dragões” e “magos negros”, “ditadores do abismo” e “senhores da escuridão”, onde fica evidenciado que o autor, em linhas gerais, pega carona nos textos da sofrível obra de R.A. Ranieri conhecida como “O Abismo“, no livro “Erg, O Décimo Planeta“ de Roger Feraudy (que aponta o auge dos eventos catastróficos na Terra para o ano 2036), além dos não menos fantasiosos livros “Legião“, “Senhores da Escuridão” e “A Marca da Besta”, de Robson Pinheiro. Todos esses autores, por sua vez, parecem ter se inspirado no livro “Os Exilados de Capela“, de Edgard Armond, que até hoje é confundido como sendo autenticamente espírita. Para completar, as obras de Hercílio Maes/Ramatis servem para dar o cunho sincrético e místico, assim como corrobora as profecias de destruição do planeta por conta da aproximação de um suposto “astro intruso”.[2]

Nesse conjunto de tolices e absurdos, que bem poderiam ser apresentados como meros frutos de uma imaginação hiperexcitada, o que mais causa tristeza e indignação é o de atribuírem tais ludíbrios ao Espiritismo, fazendo-se passar seus autores como “espíritas”, e seus conceitos como inteiramente de acordo com a magna Doutrina Espírita. Além disso, fica evidente a faceta mercantilista, onde editoras sem o menor compromisso ético e doutrinário logo se assanham em patrocinar tais empreitadas devido ao grande número de leitores ávidos por consumirem fantasias espirituais, mas pouco interessados em realmente se esclarecerem.

Por conta disso tudo, acaba caindo o Espiritismo na total falta de credibilidade perante boa parte da opinião pública, sendo que a Doutrina se coloca clara e frontalmente contrária a essa postura caricata, sensacionalista e mercantilista.

São mais do que atuais os ensinamentos espíritas, inclusive as próprias instruções de Allan Kardec e dos Espíritos Superiores acerca das mistificações: 

“Se é desagradável ser enganado, mais desagradável ainda é ser mistificado; esse é, aliás, um dos inconvenientes de que mais facilmente nos podemos preservar.

Consultando os Espíritos sobre esse tema (mistificações), eis as respostas que nos deram”: 

Pergunta de AK: – “As mistificações constituem um dos escolhos mais desagradáveis do Espiritismo prático; haverá um meio de nos preservarmos deles?”

Resposta: – “Parece-me que podeis achar a resposta em tudo quanto vos tem sido ensinado. Sim, certamente, há um meio simples: o de não pedirdes ao espiritismo senão aquilo que ele vos pode e deve dar-vos; sua finalidade é o melhoramento moral da humanidade; tanto assim que, se não vos afastardes desse objetivo, jamais sereis enganados, porquanto não há duas maneiras de se compreender a verdadeira moral, ou seja, a moral que todo homem de bom-senso pode admitir. O papel dos Espíritos não é o de vos informar sobre as coisas deste mundo, mas o de vos guiar seguramente no que vos possa ser útil para o outro mundo. Quando vos falam do que a este (mundo dos homens) diz respeito, é que o julgam necessário, mas não para dar resposta a uma solicitação vossa. Se vedes nos Espíritos os substitutos dos adivinhos e dos feiticeiros, então, sim, é certo que sereis enganados. 

Pergunta de AK: – “Mas, há pessoas que nada perguntam e que são indignamente enganadas por Espíritos que vêm espontaneamente, sem serem chamados”. 

Resposta: – “Se elas não perguntam nada, é porque se comprazem em ouvir o que eles dizem, o que dá no mesmo. Se acolhessem com reserva e desconfiança tudo o que se afasta do objetivo essencial do espiritismo, os Espíritos levianos não as tomariam tão facilmente por enganados”. 

Pergunta de AK: – “Por que permite Deus que pessoas sinceras e que aceitam o Espiritismo de boa-fé, sejam mistificadas? Não poderia isto ter o inconveniente de lhes abalar a crença?” 

Resposta: – “Se isto lhes abalar a crença, é porque a fé que demonstram ter não é muito sólida; as que renunciassem ao espiritismo, por um simples desapontamento, provariam não o terem compreendido e não se apegaram à parte séria. Deus permite as mistificações, para experimentar a perseverança dos verdadeiros adeptos e punir os que do Espiritismo fazem objeto de divertimento”. (Espírito da Verdade em “O Livro dos Médiuns”, cap. XXVII da Segunda Parte, nº 303). 

Cabe aos espíritas sinceros darem um basta nessas ardilosas imposturas, através do esclarecimento constante e da denúncia bem fundamentada. Caso contrário, em breve teremos um Movimento Espírita completamente dominado por esses autênticos falsos profetas, sejam eles encarnados ou da erraticidade. Tal chamamento nos foi trazido por Erasto, com o qual concluímos o presente estudo:

É incontestável que, submetendo ao crivo da razão e da lógica todos os dados e todas as comunicações dos Espíritos, fácil se torna rejeitar a absurdidade e o erro. Pode um médium ser fascinado, e iludido um grupo; mas, a verificação severa a que procedam os outros grupos, a ciência adquirida, a alta autoridade moral dos diretores de grupos, as comunicações que os principais médiuns recebam, com um cunho de lógica e de autenticidade dos melhores Espíritos, justiçarão rapidamente esses ditados mentirosos e astuciosos, emanados de uma turba de Espíritos mistificadores ou maus”. – Erasto, discípulo de São Paulo. (Paris, 1862) 

*** 

Bibliografia consultada sobre Hermes Trismegisto: Hermes Trismegisto –Ensinamentos Herméticos AMORC Grande Loja do Brasil – Dr. H. Spencer Lewis; Grande Dicionário Enciclopédico de Maçonaria e Simbologia – Nicola Aslan; La Franc-Maçonnerie Rendue Intelligible à Ses Adeptes – Oswald Wirth; Encyclopaedia Britannica – Volume XI; O Vale dos Reis – O Mistério das Tumbas Reais do Antigo Egito – John Romer; A Doutrina Secreta – Volume V – H.P.Blavatsky; Odisseia – Homero




[1] “A História de um Anjo” – Editora do Conhecimento.

[2] Hercílio Maes/Ramatis, como era também ligado ao Rosacrucianismo, incluiu no livro “O Sublime Peregrino” (cap. I) o seguinte comentário: “Assim, em épocas adequadas, baixaram à Terra instrutores espirituais como Antúlio, Numu, Orfeu, Hermes, Crisna, Fo-Hi, Lao Tsé, Confúcio, Buda, Ma-harshi, Ramacrisna, Kardec e Ghandi, atendendo particularmente às características e aos imperativos morais e sociais do seu povo.” Vemos aí, mais uma vez, que Hercílio Maes “importa” do rosacrucianismo diversas concepções, possivelmente colocando-as na boca de um espírito, como já vimos no artigo investigativo “Ramatis pode nem existir”. Confiram.

No trecho acima mencionado, Orfeu também é mencionado como figura real, enquanto, na verdade, também não passa de uma personagem da mitologia grega, filho de Apolo e da Musa Calíope.

205 respostas a “Roger Bottini : Falso MédiuM”

  1. Roberto Diz:

    Posso dizer que na minha opinião este foi o único artigo deste blog que vale à pena ser lido e considerado como proveitoso.
    Várias citações de alertas feitos nas obras básicas ajudam a fazer entender os perigos que as mistificações encerram.
    Tudo há de se ter uma explicação aceitável à razão, e a Doutrina Espírita não corrobora a fascinação oferecendo meios de esclarecer os interessados.
    O texto é favorável mas eu acredito que o trabalho dos Universalistas não se confunde com a Doutrina Espírita. Já li livros do Roger Bottini Paranhos; achei uma leitura interessante. Não gostei do último livro que li pois tinha uma conotação muito fantástica que não deixa uma impressão construtiva ou edificante para o leitor. Não é um livro que eu recomende para ninguém; desestimulou fazer novas leituras.
    Penso que existem várias leituras de entretenimento, outras de ficção como Harry Potter, Senhor dos Anéis, Crônicas de Nármia, O Código Da Vinci, e tantos outros que fizeram grande sucesso trazendo mensagens agradáveis aos simpatizantes do gênero.
    Se outros escrevem livros numa linha não menos fantástica do que estes alegando serem influenciado por espíritos pode ser que seja assim. Existem espíritos tão esclarecidos ou pouco esclarecidos quanto existem reencarnados na mesma condição.
    Concluindo, o Espiritismo não está ameaçado ou não tem responsabilidade pelo que façam profitentes de outros segmentos filosóficos que não se dizem espíritas, assim como não têm ligação com o que disse o autor do Código da Vinci por mais que ele possa ter sido influenciado por algum espírito na elaboração de sua ficção.
    O Espiritismo nos esclarece que os espíritos influenciam em nossa vida muito mais do que supomos, à ponto de serem muitas vezes eles quem nos dirigem.

  2. Bruno Diz:

    “(…) Chico Xavier caiu nesse mesmo problema, psicografando mensagens de Públio Lentulus, que se dizia um senador romano na época de Cristo mas que na verdade jamais existiu. São todos casos de médiuns com mediunidades fraudulentas.”
    Incrível a disposição que tens de atacar Chico em qualquer oportunidade que apareça. O pior é se dizer espirita, imparcial, e que apenas busca a verdade.

  3. Vitor Diz:

    Oi, Bruno
    falei alguma mentira? Apenas citei fatos. Nada mais.

  4. Bruno Diz:

    Fatos? Tudo que você posta nesse blog são hipóteses, baseadas muitas vezes em evidências simplórias e levianas, emitindo conclusões sempre à seu modo, que extrapolam exageradamente (e algumas vezes nem relação direta têm) as informações fornecidas.

  5. Vitor Diz:

    Bruno,
    qualquer historiador sério te dirá que Públio lentulus (da época de Cristo) é ficção. Inclusive vários “acontecimentos” que Chico narra em “Há Dois Mil Anos” são contraditos por documentos. Veja esse artigo:
    .
    http://obraspsicografadas.haaan.com/2011/lntulo-e-o-conselho-de-guerra-de-tito/

  6. Bruno Diz:

    Vitor, já dei uma olhada nesse post, não tive tempo ainda de o ler com calma, porem vou pegar um domingo e ler na íntegra algumas matérias interessantes do site.
    Quanto ao meu comentário, ficou mais que explícito que critiquei seu modo de dirigir as coisas, não fiz qualquer afirmação a respeito de Públio Lentulus ou qualquer coisa do tipo. No entanto, sua conclusão foi a seguinte: “(…) São todos casos de médiuns com mediunidades fraudulentas”. Portanto meu amigo, mesmo que a primeira premissa seja tida como verdadeira, isso não torna sua conclusão válida de jeito nenhum. Pra mim não passa de mais um comentário tendencioso seu.

  7. Vitor Diz:

    Oi, Bruno
    Pode até ser tendencioso, mas isso não tira a veracidade dele. É preciso separar as duas coisas. Mas, uma vez que tal espírito não existiu, logo o fenômeno é, de um jeito ou de outro, fraudulento…

  8. Roberto Diz:

    Qualquer historiador sério tipo o JCFF, que nem historiador é e muito menos sério?
    Qualquer historiador sério te dirá que Jesus Cristo é ficção, inclusive vários acontecimentos narrados no Novo Testamento não são confirmados por documentos.
    Se qualquer historiador sério não poderá dizer que Jesus Cristo existiu baseando-se nos mesmos tipos de documentos que possam ter restado ou sido criados, o que se dirá de Publio que foi um personagem muito menos importante?
    Falando nisso, CADÊ a refutação do teu falso historiador JCFF, ou historiador que só pesquisa bibliotecas do Vaticano para provar a existência ou inexistência de alguém, o católico ferrenho que se escondeu o quanto pôde para não fragilizar suas hipóteses furadas para atacar a Doutrina Espírita, e que ficou SEM ARGUMENTOS, VAZOU, caiu da boca quando Pedro de Campos lançou o livro dele exclusivamente voltado para confirmar as evidências de que Publio Lentulus existiu?
    .
    Prometeu, logo que ficou sabendo do livro (sim, livro, e não artigos mixurucos do teu blog ZERO científico e 100% difamatório) que iria rodar a baiana e refutar com todo o requinte de sua verve verborrágica os absurdos do livro, isso há já mais de um ano atráz?
    .
    Desapareceu do blog, virou pó, desmaterializou, e quando apareceu NÃO apresentou a refutação de historiador (falso) sério (piada).
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    Os leitores que se deixaram enredar pelos sofismas do senhor JCFF, o Gazedobacen (gazeteiro do banco central que usava suas tardes e manhãs de expediente na repartição pública para postar aqui neste blog), devem esperar sentados, ou esquecer deste assunto pois o que ele pode fazer ele pelo que dá a entender, já fez, e quem cair na sua falácia, caiu, quem esperou mais qualificação para seus argumentos teve que se DECEPCIONAR com o senso crítico deste senhor que, forçado a se posicionar, obrigou-se a fazer uma defesa inacreditável da Igreja Católica referente aos crimes cometidos pela mesma durante a inquisição, tentou pateticamente reescrever a história, adulterar fatos, CONTRADIZER VÁRIOS HISTORIADORES (de verdade) SÉRIOS numa flagrante incoerência e absurdidade lógica.
    .
    Aliás, nem é bom lembrar das barbaridades que este homem escreveu para não ficar revoltado com tanta desfaçatez. O critério deste senhor para encontrar alguém na história de sua Biblioteca da Igreja Católica Apostolica Romana é NULO.

  9. Roberto Diz:

    Cadê o teu historiador (não é) sério (piada isso) Vitor? Cadê a refutação do livro de Pedro de Campos?
    Cadê?
    Prova de fraudes se têm em relação a este JCFF, tentou fraudar a história, subverter os fatos criando versões estapafúrdias para defender a Igreja Católica de seus crimes bárbaros contra a humanidade, tentou fraudar a lógica dizendo que há provas da existência de Jesus Cristo na história e usou A BÍBLIA para prova isso, que mostra-se disposto a qualquer estratagema para defender a sua Igreja Católica contra aquilo que ele acredita ser uma ameaça, e é, contra seu poder, dogmas e desmandos, a Doutrina Espírita.

  10. Vitor Diz:

    Roberto, tudo o que você diz já há tempos foi devidamente esclarecido, mas você volta com as mesmas abobrinhas e erros. Assim não da. MAIS UMA VEZ:
    .
    01 – Qualquer historiador sério tipo o JCFF, que nem historiador é e muito menos sério?
    .
    Qualquer historiador sério, tipo aqueles que escreveram o verbete sobre os Lêntulos constante em La Grande Encyclopédie (Paris, H. Lamirault et Cie. Éditeurs, publicada entre os anos 1886 e 1902), tomo 22, pág. 18, que, após a enumeração dos Lêntulos históricos, explicitamente assevera o seguinte:
    .
    Le Publius Lentulus, prédécesseur supposé de Pilate en Judée, auquel on a atribué une lettre au Sénat décrivant la physiognomie de Jésus-Christ, n’as pas de caractère historique. [Tradução: O Públio Lêntulo suposto predecessor de Pilatos na Judéia, ao qual se atribui uma carta ao Senado em que se descreve a fisionomia de Jesus Cristo, carece de existência histórica].
    .
    Ou ainda o Dictionnaire de la Biblie, de F. Vigouroux et al., Letouzey & Ané Éditeurs, Paris, 1908, 4o volume, cols. 167-172, s.v. “Publius Lentulus”, que expressa o mesmo parecer.

    Publius Lentulus: personnage immaginaire auquel on attribué une lettre apocryphe décrivant la personne de Notre Seigneur. [Tradução: Públio Lêntulo: personagem imaginária, à qual se atribui uma carta apócrifa descrevendo as feições de Nosso Senhor.]
    .
    Claro, todas essas referências (e outras) já haviam sido mostradas ao Sr. Scur. mas ele insiste em se fazer de portador de Alzheimer.
    .
    02 – “Qualquer historiador sério te dirá que Jesus Cristo é ficção”
    .
    É justamente o contrário! Qualquer historiador sério te dirá que Jesus NÃO É ficção. Por exemplo, o Dr. Chris Forbes, da Universidade de Macquarie em Sidney, Australia. É especialista em história da religião. Veja o que ele diz aos 4min08s nesse video http://www.youtube.com/watch?v=a-2HBSfPZpU : “Não há nenhum historiador sério do cristianismo que afirme que Jesus não existiu [...] nenhum historiador antigo sério duvida mais que Jesus foi uma pessoa real”
    .
    03 – “Se qualquer historiador sério não poderá dizer que Jesus Cristo existiu baseando-se nos mesmos tipos de documentos que possam ter restado ou sido criados, o que se dirá de Publio que foi um personagem muito menos importante?”
    .
    Publio era muitíssimo mais importante à época e teria que ter sido citado por Flavio Josefo, ou Josefo teria sido severamente punido e perdido totalmente sua credibilidade. Teria que ter sido citado por diversas outras fontes também. Se não foi citado, é porque não existiu. Josefo cita até Jesus.
    .
    04 – “Falando nisso, CADÊ a refutação do teu falso historiador JCFF,”
    .
    Antes de tudo, você sabe que o Pedro de Campos NÃO É historiador, não sabe? E a refutação está aqui: http://obraspsicografadas.haaan.com/2011/resposta-ao-prof-pinheiro-martins-com-referncias-iniciais-a-pedro-de-campos-e-a-seu-trabalho-sobre-a-existncia-de-pblio-lentulusemmanuel-guia-de-chico-xavier/
    .
    Feliz?

  11. Vitor Diz:

    1) Refutação do livro de Campos (MAIS UMA VEZ): http://obraspsicografadas.haaan.com/2011/resposta-ao-prof-pinheiro-martins-com-referncias-iniciais-a-pedro-de-campos-e-a-seu-trabalho-sobre-a-existncia-de-pblio-lentulusemmanuel-guia-de-chico-xavier/
    .
    2) Historiadores afirmando a existência de Jesus (MAIS UMA VEZ): http://www.youtube.com/watch?v=a-2HBSfPZpU
    .
    3) Historiadores DEFENDENDO os “crimes bárbaros” da Igreja Católica, publicado em uma revista científica, no artigo “Mitos e verdades em ciência e religião – uma perspectiva histórica” (MAIS UMA VEZ):
    .
    “Segundo o meu conhecimento ou de meus colegas que trabalham com a história da revolução científica, NENHUM cientista perdeu sua vida por causa de suas concepções científicas. Muito embora a Inquisição italiana, de fato, tenha incinerado o copernicano do século XVI Giordano Bruno, porém, em razão de suas concepções heréticas em relação à divindade ou não divindade de Cristo e não porque ele acreditasse na infinitude do universo ou por ele ser copernicano. Ele defendia a ideia de que Cristo não possuía um corpo humano e que sua morte na cruz foi mera ilusão, o que fez com que algumas autoridades eclesiásticas ficassem um pouco desgostosas com ele. Ele também tinha outras ideias heréticas.
    Contrariamente às histórias frequentemente contadas sobre a tortura e a prisão de Galileu, sabemos hoje que aparentemente ele nunca foi fisicamente torturado – ele pode ter vivido um sofrimento mental considerável, mas nunca fisicamente torturado. Ele deixou a cidade de Florença e foi para Roma em 1633. Quando lá chegou –
    para seu julgamento – ele permaneceu inicialmente na Embaixada da Toscana e não em uma prisão ou gabinetes da Inquisição. Os poucos dias que passou dentro do
    Vaticano durante seu julgamento não foram dentro de uma cela, mas em um apartamento especial com três cômodos disponibilizado para ele como convidado de
    honra de um dos padres que faziam parte da Inquisição. Para tornar sua estadia a mais agradável possível, eles permitiram que suas refeições fossem preparadas pelo cozinheiro-chefe na Embaixada Italiana e trazidas a essa “não cela”.
    Após sua condenação, ele não foi encarcerado, mas ficou detido em regime de prisão domiciliar, primeiramente na Villa Medici em Roma, depois no Palácio do Arcebispo em Sienna onde ele permaneceu por um longo período e, então, finalmente em sua própria casa de campo nos arredores de Florença. Não acredito que nenhum de nós gostaria de ficar detido em prisão domiciliar durante qualquer período de tempo, embora esse tenha sido um destino bastante diferente daquele atribuído a ele de acordo com tantos estudos populares sobre a vida de Galileu.”
    .
    Espero que o Scur não se faça mais vítima de Alzheimer. Estou repetindo as mesmas coisas diversas vezes, porque ele faz questão de ignorá-las e voltar com o mesmo papinho de tempos em tempos, papinho esse já devidamente refutado diversas vezes.

    http://www.espiritualidades.com.br/Artigos/N_autores/NUMBERS_Ronald_L_tit_Mitos_e_verdades_em_ciencia_e_religiao_uma_perspectiva_historica.pdf

  12. Biasetto Diz:

    Tem duas coisas que, às vezes, me irritam pra valer neste blog. A primeira, é a insistência de pessoas, tipo Scur, em negar as evidências de que Xavier não foi tudo que se diz por aí, muito longe do mito que se criou.
    A 2ª é quando o Vítor posta estas merdas, tipo aí em cima. A igreja perseguiu sim, filósofos, críticos, cientistas. Se matou ou não matou todos, se prendeu ou não prendeu, isto não diminui em nada, estas absurdas ações católicas, durante o período medieval.
    O Vítor afirma que há cristãos católicos que fizeram grandes obras, o que é perfeitamente aceitável, lógico e compreensível. Agora, isto não é motivo suficiente, pelo menos na minha opinião, pra acharmos que a igreja católica merece elogios. Sempre existiu e continua existindo um monte de sacanagem no meio do catolicismo. Veja o que diz o pessoal da Canção Nova, que reacionários e imbecis.
    O papa é uma besta, um cretino.
    Como diz o Scur: qual é o teu pastel Vítor?
    Onde você quer chegar com estas postagens?
    O que você quer dizer? Que é bom ser católico, que é bom seguir a bíblia? Que é bom ser casto? Que masturbação é pecado? Que o melhor é evitar o uso de camisinhas e só fazer sexo pra procriação?
    Se tu gostas do catolicismo, vá à missa então, confesse seus pecados, comungue, venere o Cristo católico, filho da Virgem Maria.
    Se é que você já não esteja fazendo isto né?
    Vai saber, se, pior ainda: sempre fez.

  13. Bruno Diz:

    Vitor católico?

  14. Vitor Diz:

    Biasetto,
    a Igreja MERECE SIM elogios. MUITOS!
    .
    “A Igreja Católica Romana deu mais financiamento e apoio social ao estudo da astronomia por mais de seis séculos, desde a recuperação do conhecimento tradicional no final da Idade Média até o Iluminismo, do que qualquer instituição – e, provavelmente, mais do que todas as outras juntas. O que teríamos feito sem a Igreja Católica?
    A razão pela qual a Igreja inicialmente se interessou tanto pelos observatórios foi para estabelecer a data para a Páscoa, mas no final das contas esses observatórios foram utilizados para estudar a geometria do sistema solar bem como outros assuntos de interesse geral da Astronomia. Além disso, hoje sabemos que a escola médica Papal, San Viansa, atualmente a Universidade de Roma, foi durante anos, décadas e até mesmo séculos, no início do período moderno, a pioneira em estudos de anatomia e fisiologia.”
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    Por outro lado, a Ciência merece sim REPRIMENDAS. MUITAS!
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    “Os acadêmicos Alberto Giublini e Francesca Minerva publicaram um artigo no, ATENÇÃO!, “Journal of Medical Ethics” intitulado “After-birth abortion: why should the baby live?“ – literalmente: “Aborto pós-nascimento: por que o bebê deveria viver?” No texto, a dupla sustenta que é lícito e moralmente correto matar tanto fetos como recém-nascidos. Acreditam que a decisão sobre se a criança deve ou não ser morta cabe aos pais e até, pasme!, aos médicos. Para esses dois, AS MESMAS CIRCUNSTÂNCIAS QUE JUSTIFICAM O ABORTO JUSTIFICAM O INFANTICÍDIO, cujo nome eles recusam — daí o “aborto pós-nascimento”. Para eles, “nem os fetos nem os recém-nascidos podem ser considerados pessoas no sentido de que têm um direito moral à vida”. Não abrem exceção: o “aborto pós-nacimento” deveria ser permitido em qualquer caso, citando explicitamente as crianças com deficiência. Mas não têm preconceito: quando o “recém nascido tem potencial para uma vida saudável, mas põe em risco o bem-estar da família”, deve ser eliminado.
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    O texto está publicado aqui: http://jme.bmj.com/content/early/2012/02/22/medethics-2011-100411.full.pdf+html
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    O editor defende os autores aqui:
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    http://blogs.bmj.com/medical-ethics/2012/02/28/liberals-are-disgusting-in-defence-of-the-publication-of-after-birth-abortion/
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    Não foi Steven Pinker que disse que a Ciência nada tem a ver com moralidade? Sim, foi ele: http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/o-livre-arbitrio-nao-existe-dizem-neurocientistas
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    “Para o cientista cognitivo Steven Pinker, a solução talvez seja manter a ciência e moralidade como dois reinos separados.”
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    Aí dá nisso: infanticídio!
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    Resumindo: A Igreja MERECE SIM elogios. Merece reprimendas também, óbvio. Mas demonizá-la, como você está fazendo, é ridículo. É FACÍLIMO demonizar a Ciência e os cientistas também. Posso citar atos EXTREMAMENTE CRUÉIS de diversos cientistas que fariam a Santa Inquisição parecer PIADA! Mas não vou negar a contribuição magnífica que a Ciência forneceu, nem a contribuição magnífica que a Igreja forneceu.

  15. Roberto Diz:

    Vitor,
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    Tu e o inquisidor católico JCFF estão devendo, em maus lençois com seus sofismas e informações enganadoras; ambos achavam que estavam abafando e foram desmascarados – glória de Pierrot que durou pouco, mas é curioso que tu continue citando estes argumentos caducos para alegar que Publio Lentulus não existiu, muito curioso e uma falta de apreço consigo mesmo na minha opinião. Respondam primeiro ao livro de Pedro de Campos de forma decente para continuarem com esta ladainha de pesquisa histórica provando qualquer coisa que o valha.
    .
    O JCC não refutou COISA NENHUMA, está DEVENDO, fugiu da raia, sumiu do MAPA, DESMATERIALIZOU do teu blog; compreensível porque a desonestidade e vilania trazem em seu bojo um plano de fuga caso o crime seja descoberto.
    .
    FUGIU, VERGONHA, FAZ UM ANO já.
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    A resposta da espiritualidade veio sem que vocês dois sequer suspeitassem, ficaram sustentando por um tempo esta invectiva contra Emmanuel e Chico Xavier e agora estão nesta situação vexatória.
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    Da parte do JCFF o que vejo é este arremedo de resposta que aparece no link que tu postou acima mostra um JCFF acuado tartamudeando tímidas explicações mas PROMETENDO ou vaticinando uma resposta posterior que viria arrasadora mas que NUNCA CHEGOU.
    .
    Aquilo não está à altura de uma explicação, refutação ou o que for, e os erros que este senhor JCFF cometeu estão expostos depois da publicação do livro do Pedro de Campos “Lentulus – Encarnações de Emmanuel – Inquirição Histórica”.
    .
    Diga para o gazedobacen materializar de novo no teu blog, nem que seja na forma de pirulito, para RESPONDER ao livro do PEDRO DE CAMPOS. Se alguém quizer consultar os argumentos histórico estude o livro ou leia em links como este:
    http://www.editoraideal.com.br/ler_materia.php?id=116

  16. Biasetto Diz:

    Vítor, você concorda com isto?
    .
    http://www.youtube.com/watch?v=fubD8zUe1RQ
    .
    http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=0-2l1Yv-YTg
    .
    http://www.youtube.com/watch?v=MGo-7L9Qz1M
    .
    http://www.youtube.com/watch?v=Cy9d555JGDM&feature=related
    .
    http://www.youtube.com/watch?v=aPva_AD1vBE&feature=related
    .
    http://www.youtube.com/watch?v=C54wvgYji60&feature=related
    .
    E tem muito mais…

  17. Biasetto Diz:

    Vítor,
    enviei vários vídeos a você, estão aguardando aprovação.
    depois vou responder a estas bobageiras, que você escreveu aí.
    aguarde…

  18. Vitor Diz:

    Não, não concordo. E daí? Vou apresentar um quadro falso do papel da Igreja na sociedade por isso, ignorando as vastíssimas contribuições que ela nos deu? Dá para fazer a mesma coisa com a Ciência. Há experimentos EXTREMAMENTE cruéis com animais ATÉ HOJE. No livro “O Parente mais Próximo”, Roger Fouts fala de um procedimento em que um grupo de chimpanzés teve seus dentes arrancados pelo impacto de uma esfera de aço, a fim de que estudantes de odontologia pudessem praticar neles cirurgia de reconstrução. Cruel o suficiente para você?
    .
    E não esqueça que também há experimentos com humanos, coisa ainda mais grave. Recentemente, por exemplo, o governo americano pediu desculpas por inocular sífilis em diversos cidadãos guatemaltecos durante vários anos para estudar seus efeitos!
    .
    http://www.cartacapital.com.br/internacional/eua-reconhecem-morte-de-83-guatemaltecos-em-experimento-sobre-sifilis/
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    Ou ainda experimentos feitos com prisioneiros: http://www.ufrgs.br/bioetica/pesqpris.htm
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    E o médico nazista Joseph Mengele? Sabe as atrocidades que ele fez?
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    Demonizar é fácil. Mas é perder credibilidade também, caindo no ridículo.

  19. Roberto Diz:

    Encontrei na internet uma resposta do Pedro de Campos à inquirições feitas a ele em relação ao blog do Vitor Moura, sem citá-lo, mas para quem acompanha o que é dito aqui fica fácil compreender que eles se referiam à turminha difamadora deste blog.
    .
    Retirei isto do blog do próprio Pedro de Campos, autor do livro que demonstra as evidências históricas da existência de Publio Lentulus.
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    Por Pedro de Campos

    Vamos nesta postagem comentar assunto de real interesse sobre o tema em tela, trazido a nós por dois leitores da Revista UFO. O tema foi motivado pela recente edição da UFO 173, que trouxe matéria sobre Chico Xavier, em textos produzidos por Fernando Ramalho, co-editor da UFO no Distrito Federal, e por Paulo Poian , consultor da revista na cidade de Araras. As matérias, em nível de excelência, com posições jornalísticas imparciais e especializadas, mostraram o pensamento de cada autor, sempre com prudência e uso da razão, sabendo que na Ufologia e no espiritismo as incógnitas são ainda muitas para a nossa ciência atual.
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    O fundamento científico para introduzir o tema de Ramalho foi notável, e sua base espiritista de argumentação ET-UT não deixou por menos. Naturalmente que a maioria dos ETs da Ufologia, para os espíritas seriam UTs, entidades dotadas de corpos “menos materiais”, mas sobra uma minoria de casos cuja melhor hipótese é a extraterrestre, na qual ETs de mundos tridimensionais chegariam à Terra por caminhos desconhecidos. Ramalho mostra sua teoria fundamentando os argumentos em O Livro dos Espíritos. No âmbito espiritista, salvo pequenas exceções, irrelevantes para quem argumenta de modo jornalístico como Ramalho, seu desempenho foi perfeito. Ambas as matérias foram muito apreciadas pelo público, conforme os e-mails e as cartas recebidas. Seus autores são dignos dos nossos melhores elogios.
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    Dentre os leitores que aplaudiram, encontram-se dois, em particular, que serão chamados aqui de “confrades”. Eles teceram comentário sobre os graves acontecimentos na internet. A excelente matéria da UFO deu aos confrades o impulso que faltava. Eles abriram o coração para contestar os céticos de sites especializados. Ambos alegaram, constrangidos, que o ceticismo veiculando na internet coloca a Ufologia no “patamar do ridículo” e o espiritismo como algo “imaginado por Chico Xavier”. Indignados com o que qualificaram de “calúnias, injúrias e difamações a Chico Xavier”, faltas que caracterizariam “crimes na internet”, reuniram farto material que nos foi encaminhado, cujo teor será aqui examinado. Para os confrades, os “agressores” devem ser alvo de ação judicial.
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    Particularmente, no que tange à chamada Epístola Lentuli, escrita por Públio Lentulus [Conhecido como espírito Emmanuel, mentor de Chico Xavier], devemos dizer que a tal carta foi alvo de nossos estudos anos atrás, quando esboçamos o livro que foi lançado pela Lúmen Editorial apenas no ano passado. Os nossos comentários sobre a famosa carta foram feitos dentro de um contexto maior, em meio aos argumentos de uma inquirição histórica, elaborada para produzir o livro Lentulus – Encarnações de Emmanuel. Curiosamente, a famosa carta adquiriu uma importância especial no Brasil, em meados do século passado, porque os céticos e os adversários do espiritismo a tomaram como signo a ser combatido, instrumento de contestação e ataque à Doutrina Espírita. O livro está à disposição nas livrarias e, também, incentivou os dois confrades a escrever-nos.
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    Eles argumentam que intelectuais de segmentos religiosos, incluindo aficionados por história, teologia e parapsicologia, contrários aos movimentos da chamada “Nova Era” e buscando conter a revirada de intelecto em suas fileiras religiosas, adotaram a estratégia de criticar os principais do espiritismo. Falam que os opositores da Doutrina, vendo o movimento espiritista avolumar a cada dia, durante as comemorações do centenário de Chico Xavier tentaram desgastar a imagem do médium e a do espírito Emmanuel. Contudo, encontrando dificuldade para atingir a moral de Chico, a qual fora impecável durante toda sua vida, os “agressores” concentraram esforços para mostrar que, embora o médium estivesse bem intencionado, o que escrevera fora obra de sua imaginação.
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    Argumentam os confrades que para tais ofensores, os demais médiuns também não passariam incólumes, porque estariam alinhados com Chico, urdindo mistificações numa tentativa de “perpetuar o engano”; e acentuam: “Como se fosse mesmo possível orquestrar uma impostura tão grande, com milhares de obras mediúnicas e milhões de assistências fraternas, totalmente gratuitas, nos centros verdadeiramente espíritas do Brasil e do mundo”.
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    Reiteram ainda que, numa “dissimulação atrevida”, os ofensores chegam a se autodenominar espíritas, infiltram-se nos sites de debates como “cordeiros”, mas no decorrer dos diálogos transformam-se em “lobos”. Afrontando a honra de Chico, divulgam na internet um trabalho cuidadoso de desqualificação, que teria por objetivo influenciar o público com almejada sagacidade, procurando causar dúvida à obra do valoroso médium.
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    Asseveram que “a prática rasteira”, feita para encobrir a verdade e difamar o médium, fora planejada com astúcia, feita calculadamente de modo rebuscado para sugerir farta “erudição” do acusador, quando não passaria ele de “pseudo-sábio”. Seu texto, extenso em conteúdo, teria a intenção de “desestimular uma leitura completa”; pois o leitor usual, ao não terminá-la, deixaria de fazer a réplica, retendo apenas, em seu íntimo, de modo subliminar, a impressão de ter lido um trabalho de “sabedoria”, que lhe causara dúvida atroz, uma espécie de “algo errado” que estaria presente no trabalho do admirável médium.
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    Os confrades ventilam como hipótese que para os divulgadores do espiritismo com pouco tempo de explorar a internet, a tal desonra teria sido realizada para desestimular uma leitura integral; aos radialistas espíritas, cujo tempo é escasso, para fazê-los calar, sem comentários; aos articulistas, cujo espaço na mídia impressa é limitado, para dificultar a contestação; ao público, em geral, por meio de uma pseudo-erudição, para causar dúvida e desgastar a Doutrina. Um sistema de cansaço teria sido empregado, fazendo o leitor “não terminar a leitura até o final do ano”, por ser enfadonha.
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    Contudo, os confrades dizem que os ofensores, em razão de suas próprias fraquezas, teriam feito os intelectuais espíritas formarem consenso, concluindo que a tal difusão, injuriosa por excelência, “impacta disposições da Carta Magna e outras normas legais vigentes”. Quanto a nós, devemos lembrar que atualmente tramita no Congresso Nacional um projeto, visando regulamentar legislação sobre crimes na internet, que deve ser acompanhado.
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    A missiva dos confrades suspeita que “parte das afrontas” poderia ter saído dos computadores de instituições públicas. “Cujos HDs poderiam comprovar o delito, assim como os Servidores” [Aqui devemos ressaltar que nos HDs achamos difícil, pois setores da organização bancária aventada os apagam em rotinas periódicas, alegando “medida de proteção contra hackers, diferente dos Provedores”].
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    Os confrades consideram que tais funcionários estariam afrontando ramos do Direito e Portarias das instituições empregadoras, ensejando, inclusive, “instauração de sindicância interna” e “denúncia para atuação profilática do Ministério Público”. Mas se dizem incertos para atuar junto ao MPU [Aqui devemos ressaltar que o órgão aventado é entidade íntegra, independente deste ou daquele servidor ou de eventual pleiteante ao cargo, que pode ter a posse obstada caso a Certidão de Distribuição Criminal positive o processo].
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    Quanto a nós, reputamos tudo isso como caso grave. Se legalmente confirmado, haveria sérias consequências aos infratores. Os servidores são contratados para servir; tudo o que sai de órgão público pressupõe-se que seja a mando dele. Contudo, devemos ressaltar aos confrades que as instituições públicas, em particular as duas citadas no comunicado, possuem “Gerência de Inspeção” com o propósito de atuar internamente junto aos funcionários, fazer sindicâncias externas e inspecionar dados nos computadores; quanto aos Provedores externos de internet, estes devem ser contratados mediante Licitação Pública, sob contrato específico com cláusula que permita inspeção do órgão público para apurar fatos que lhe digam respeito. Também não é incomum no serviço de inspeção a ocorrência de denúncia anônima, fundamentada com documentação evidenciando a suspeita, para a devida apuração. Contudo, neste caso, mesmo que a infração seja comprovada pelo órgão, o procedimento seria administrativo, de âmbito interno da instituição, não judicial. O caminho judicial é outro.
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    Apenas a título de comentário, a Constituição Federal dá ao cidadão livre-escolha de crença religiosa. E feitos como calúnia, injúria e difamação não podem ser admitidos, ensejando punição por força de lei. Ninguém está acima das leis. O melhor seria que a ética estabelecesse os limites da razão em todas as atividades, inclusive no serviço público, na crítica literária, na referência a pessoas e na interação comum entre seres humanos. Contudo, na falta da ética, em meio à paixão cega que leva ao cometimento de crimes, cabe ao lesado ou à instituição lesada adotar as medidas cabíveis para obstar as afrontas. Os crimes contra a honra devem ser evidenciados para apresentação formal, em qualquer delegacia, preferencialmente em delegacia especializada, onde são melhor compreendidos.
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    Os fatos podem ser levados à Justiça por meio de Boletim de Ocorrência (BO), incluindo páginas impressas da internet, e-mails e demais evidências que possam caracterizar os crimes; há casos em que não precisa sequer advogado; após a entrada da ação no Juizado Especial Criminal, e no Cível, o juiz pode determinar a retirada do conteúdo da internet e condenar o infrator ao pagamento de danos morais e materiais.
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    Dentro de certas regras, a Defensoria Pública também pode interferir, instruindo o feito a favor do lesado, podendo ser procurada em sua cidade. Ela está reservada àqueles que não têm condições de pagar advogado. É exercida por profissionais altamente competentes e com desempenho em ganho de causa acima da média.
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    Em todos os casos, um advogado experiente é sempre recomendável; o valor indenizatório em crimes contra a honra pode, eventualmente, cobrir as custas do processo. Em ação separada, o advogado pode, no caso de funcionário público ou equiparado com evidências do delito, acionar a Fazenda Pública para instruir a demanda judicial e, como decorrência, instaurar procedimento administrativo contra o servidor. Neste caso, recomendamos consultar um advogado.
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    Para finalizar, salientamos aos confrades que a União dos Delegados Espíritas de São Paulo – UDESP, nas pessoas dos doutores Demétrio Loricchio, Wladimir Bianchi, Bismael Moraes e outros da ativa, aqui não expressos, talvez possa ajudar na empreitada, embora a finalidade da UDESP seja outra. Talvez a entidade, após examinar o caso detidamente e observar perdas e danos oriundos do cometimento de “crimes contra a honra de Chico Xavier e outros médiuns”, possa tomar as rédeas do caso e interpor “ação coletiva” subscrita pelos lesados, pleiteando a “retirada do conteúdo na internet” e o “ressarcimento correspondente”. Caso mais grave, chega-se inclusive à “pena de reclusão”. Recomendamos consultar pessoalmente a UDESP.
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    Por ora, este é o nosso parecer, de âmbito administrativo. Vejam os vídeos abaixo para outros esclarecimentos.
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    Pedro de Campos é autor dos livros: Colônia Capella – A outra face de Adão; Universo Profundo; UFO – Fenômeno de Contato; Um Vermelho Encarnado no Céu; Os Escolhidos da Ufologia na Interpretação Espírita, publicados pela Lúmen Editorial. E também do recém-lançamento: Lentulus – Encarnações de Emmanuel. E dos DVDs Os Aliens na Visão Espírita, Parte 1 e Parte 2, lançados pela Revista UFO

  20. Vitor Diz:

    Oi,Scur
    li, li, mas não vi qualquer refutação às críticas do JCFF. Melhor sorte da próxima vez!

  21. Roberto Diz:

    Mas quem disse que eu coloquei isto aí para refutar o JCFF?
    Quem deveria refutar o livro do Pedro de Campos é ele, não o contrário, e o que me fez colocar isto aí foi a curiosidade do sumiço do JCFF do blog, virou pó e talvez o conteúdo deste texto do Pedro de Campos possa explicar o porque disto.
    Lembro que o ilustre “faz-de-conta-que-faço-pesquisa-histórica” Gazedobacen prometeu mandar para o Pedro de Campos, categoricamente, a sua resposta ao livro.
    Fez isso? Alguma notícia sobre?
    Parece que a suspeita que eu lancei de ele estar usando a estrutura do Banco Central para criar seus sofismas, e o desequilibrio emocional que ele mergulhou de imediato naquele tempo, mais as afirmações que li e postei aqui podem ter espantado o machão que houvera prometido me destruir num processo jurídico tão ameaçador quão patético.

  22. Roberto Diz:

    Vitor,
    E tu foi procurar no lugar errado a refutação pois o livro em si já desautorizou o JCFF e o link que eu coloquei antes continha parte dos argumentos presentes no livro.
    Tá nervoso também tu Vitor Reformation do Espiritismo Tabajara?

  23. Vitor Diz:

    tem várias notícias a respeito, o problema é que sempre vão surgindo mais e mais coisas para se ir atrás, por exemplo, recentemente descobrimos que o Chico já havia sido alertado à época (1939) sobre a não existência do Públio Lentulus, e o artigo em que saiu deve ter sido publicado em algum jornal de Minas gerais. Estamos buscando essa relíquia. Outros artigos muito importantes relacionados ao assunto estão com a FEB e só deverão ser disponibilizados online no 2º semestre desse ano. Estamos aguardando a liberação para incluir na resposta.

  24. Vitor Diz:

    Como fui procurar no lugar errado a refutação? Há vários e vários problemas INSOLÚVEIS que o Pedro de Campos SEQUER menciona no livro dele!
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    a) “Não há NENHUMA POSSIBILIDADE duma “legação” ou “missão” do senador “Lêntulo” na Judéia procuratoriana de Pôncio Pilatos. O problema é que as pessoas não entendem a lógica da administração romana sob os Júlio-Cláudios, e a fantasiam para a lógica da administração burocrática brasileira. Pode-se usar a palavra “governador” para se referir ao chefe romano de províncias como a Ásia, ou Chipre, ou a Síria, ou a Judéia; mas a diferença era enorme: nesses exemplos, a Ásia (província senatorial) era governada por um ex-cônsul, com o título de “procônsul da Ásia”; Chipre (também província senatorial) era governada por um ex-pretor, que também tinha o título de “procônsul”; em ambos os casos, esses magistrados tinham “imperium”, e podiam nomear “legati” de nível senatorial; a Síria era uma província imperial, governada por um ex-cônsul, que tinha o título de “legado de Augusto com poderes propretorianos” (legatus Augusti pro praetore), o qual não tinha “imperium”, já que era um representante direto do Imperador; somente o Imperador poderia nomear-lhe “legati” senatoriais; enfim, a Judéia era uma província imperial procuratoriana, governada por um procurador eqüestre, que também, obviamente, não possuía “imperium” (e que não era nem magistrado, e nem promagistrado – era um “procurador”, um “encarregado”, posto sob a égide do legado propretoriano mais próximo – no caso da Judéia, do legado propretoriano da Síria), e que nem podia receber do Imperador “legati”, já que “legati” eram senadores… Ele (no caso, Pilatos) tinha que “se virar” como pudesse, e, se algo saísse fora do controle, não era o Imperador que trataria do assunto, mas sim o legado propretoriano da Síria, como aliás ocorreu inúmeras vezes (caso da deposição de Pilatos, p.ex., ou o caso da estátua de Calígula a ser instalada no Templo de Jerusalém). Portanto, “Lêntulo”, o senador, JAMAIS poderia ter sido um legado na Judéia, fosse de que natureza fosse essa sua “legação”;
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    b) Outra dificuldade diz respeito ao comportamento de “Lêntulo” diante de Pilatos, tal como narrado em “Há Dois Mil Anos”: “Lêntulo” trata Pilatos como igual, mas eles não eram iguais, “Lêntulo” era um senador, Pilatos era um cavaleiro… Contudo, para Francisco Cândido Xavier, eram iguais, sim: tratava-se dum “funcionário federal” despachado pelo governo central, por um lado (Lêntulo), e dum “governador federal” nomeado pelo mesmo governo central, por outro (Pilatos) – mais uma vez, a analogia com a administração brasileira, especialmente com a do Estado Novo. Mas, no “mundo real” do Império Romano da época de Cristo, se estivesse na Judéia, o senador “Lêntulo” simplesmente daria ordens a Pilatos, e, ipso facto, assumiria o governo da província (o que criaria um imbroglio de autoridade, entre o senador “Lêntulo” na Judéia e o também senador que era o legado propretoriano da Síria…);
    .
    c) Além disso, há a informação de que Lêntulo teria exercido funções de “edilidade” em Jerusalém, algo totalmente absurdo. Os edis eram magistrados que exerciam suas funções em Roma (eram magistrados municipais romanos); não havia tais magistrados em Jerusalém, e nenhum romano (muito menos um SENADOR) exerceria tais funções inferiores numa cidade estrangeira – mais uma vez, a falsa analogia com a administração brasileira contemporânea;
    .
    d) Caráter das tropas romanas na Judéia: outra dificuldade diz respeito à afirmação, pela psicografia, acerca da existência de “legionários” na Judéia, quando não houve legiões estacionadas na Judéia até à revolta de 66-72 dC – a província tinha apenas unidades de auxiliares (auxilia): quatro unidades de infantaria (cohortes) e uma de cavalaria (ala); no entanto, não há nenhum indício, mesmo indireto, na psicografia, de conhecimento acerca da diferença entre tropas legionárias e auxiliares – algo no mínimo estranho;
    .
    e) Antroponímia equivocada: uma dificuldade adicional refere-se, claro, à antroponímia romana, que, na psicografia, encontra-se totalmente equivocada – e mais, equivocada seguindo um padrão de erro constante e bem estabelecido. Da mesma forma que Xavier decalcou a (suposta) administração romana da época dos Júlio-Cláudios na administração brasileira conhecida, decalcou também a antroponímia romana na antroponímia brasileira sua conhecida (“apelido” + “nome”, ou “primeiro nome” + “nome de família”, ao invés do tria nomina romano) – daí poder afirmar, p.ex., que “Sálvio Lêntulo” e “Públio Lêntulo” eram “parentes” (já que eram “Lêntulos” – mas, pelas regras romanas, não podiam ser parentes, já que ostentavam gentílicos diferentes, “Sálvio” e “Cornélio”). Ou seja, o “senador” “Públio Lêntulo”, em última análise autor da psicografia, “esqueceu-se” de como se organizava a administração romana; e esqueceu-se também do modo como os romanos eram denominados – do que mais se teria esquecido?
    .
    f) Sem vestígio algum, ao contrário de contemporâneos de carreira semelhante: enfim, deve-se notar que a carreira de “Lêntulo” não foi uma carreira trivial; ele permaneceu longuíssimos anos na Palestina, arruinando seu “cursus” (aliás, por quê?); participou das conspirações contra Nero; foi sempre um partidário dos Flávios (i.e., dos vencedores da guerra civil de 69 dC), tendo sido inclusive membro do conselho de guerra de Tito. Não se pode, portanto, em hipótese alguma, alegar, no seu caso, a “inexistência de registros”. Uma personagem tão peculiar teria inevitavelmente deixado rastros na História; para começar, ele teria sido citado por Flávio José; teria recebido um consulado, no mínimo um consulado sufeta (tendo em vista tanto ter se posicionado no “lado certo”, i.e., vitorioso, quanto também levando-se em conta a sua nobreza). Tem-se o “cursus” de TODOS os comandantes das legiões que participaram da revolta da Judéia, e que estiveram presentes no conselho de guerra de Tito; e todos foram, mais cedo ou mais tarde, alçados a cargos ou comandos mais importantes, recebendo a recompensa do consulado, quer ordinário, quer sufeta. Sobre Lêntulo… NADA… Se não há registros de espécie alguma, quer em Flávio José, quer entre os demais historiadores, quer nos testemunhos epigráficos, o mais razoável, racional e econômico a supor é que isso se deva ao fato de ele simplesmente não tenha existido…
    .
    Nenhuma dessas muitas e grandes dificuldades é explicada, ou sequer enfrentada condignamente, pelo sr. Pedro de Campos. Como no caso da progênie de Lêntulo Sura, ele, infelizmente, se vale duma “hipótese de trabalho” não demonstrada, qual seja, que Lêntulo “deveria” exercer uma legação na Judéia, já que havia, na estrutura administrativa romana, “legações”…
    .
    Portanto, não há como se sustentar, historicamente, que houve, no tempo de Cristo, um senador “Públio Lêntulo”, em missão à Judéia, que tenha escrito um relatório ao Imperador.”
    .
    FELIZ, SCUR?

  25. Biasetto Diz:

    Vítor, não é a igreja católica que merece elogios, mas alguns católicos, o que é bem diferente. Você tem que considerar, que por um milênio, de 500 a 1500, a igreja católica DOMINOU a Europa e, mesmo de 1500 pra cá, continuou MUITO FORTE, muito poderosa. Por outro lado, existiram pessoas incrivelmente egoístas, ruins, sacanas que, em nome da ciência, praticaram atrocidades. Porém, a ciência se preocupa em ser ética, em ter critérios e mecanismos de controle, só que não consegue “controlar” todas as pessoas do seu meio. A diferença entre a instituição igreja e a instituição ciência, é que a 1ª é fundamentalmente dominadora, arrogante, totalitária e arcaica; enquanto que a segunda, procura ser o inverso.

  26. Biasetto Diz:

    Vítor, usando uma colocação piegas: “um erro não justifica o outro”.
    Em qual igreja do Rio de Janeiro, você é coroinha?

  27. Toffo Diz:

    A Igreja está perdendo espaço no mundo, esta é a verdade. Em alguns países da Europa, como a França, os países escandinavos e a Alemanha, ela virou minoria. Há católicos nas províncias francesas que precisam se deslocar de cidade para assistir a uma missa, porque não há párocos nas igrejas. O islamismo e as igrejas evangélicas estão comendo pelas bordas. O atual papa ainda defende uma igreja histórica, conservadora, excludente. Os escândalos de pedofilia abalaram muito a credibilidade da instituição, notadamente em países de forte tradição católica, como a Irlanda. Mas há bons católicos sim. Posso citar Hans Krug, um teólogo suíço dissidente, um cara muito inteligente e lúcido, esse cara eu leio. E há católicos do passado que não há como dizer mal. Os papas João 23 e Paulo 6º, pór exemplo. Tudo tem uma medida, e a gente deve aproveitar o que há de bom nas coisas.

  28. Toffo Diz:

    Hans Küng, desculpem.

  29. Biasetto Diz:

    Sim Toffo, sempre há pessoas interessantes e capacitadas, com grandes feitos, nos mais diversos segmentos. Minha crítica é referente à instituição, ao dogmatismo e os preconceitos que difunde. Só isso! Mas não é pouco, porque há muita gente seguindo as besteiras das doutrinas cristãs.

  30. Vitor Diz:

    “A Campanha da Fraternidade é uma campanha realizada anualmente pela Igreja Católica Apostólica Romana no Brasil, sempre no período da Quaresma. Seu objetivo é despertar a solidariedade dos seus fiéis e da sociedade em relação a um problema concreto que envolve a sociedade brasileira, buscando caminhos de solução. A cada ano é escolhido um tema, que define a realidade concreta a ser transformada, e um lema, que explicita em que direção se busca a transformação. A campanha é coordenada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). [...] O gesto concreto se expressa na coleta da solidariedade, realizada no Domingo de Ramos. É realizada em âmbito nacional, em todas as comunidades cristãs católicas e ecumênicas. A destinação é a seguinte: 45% para a própria paróquia aplicar em programas de promoção humana; 35% para a Diocese aplicar na mesma finalidade; 10% para a CNBB Regional e 10% para a CNBB Nacional.”
    .
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Campanha_da_Fraternidade
    .
    “A Campanha da Fraternidade é realizada no Brasil desde 1964. Anualmente, a igreja seleciona um tema de interesse coletivo e procura envolver toda a sociedade durante a Quaresma, período entre o Carnaval e a Sexta-feira Santa, em que os católicos praticam ações para ajudar o próximo assim como fez Jesus, segundo o catolicismo.”
    .
    http://g1.globo.com/parana/noticia/2012/02/campanha-da-fraternidade-2012-discute-saude-publica-brasileira.html
    .
    Será que é tão difícil reconhecer as coisas boas que a instituição Igreja faz?

  31. Biasetto Diz:

    Ações beneficentes da Igreja Universal do Reino de Deus, Edir Macedo é um santo! Será que é tão difícil reconhecer as boas ações que a igreja dele faz?
    .
    http://www.arcauniversal.com/iurd/noticias/amor_ao_proximo-3225.html

  32. Biasetto Diz:

    Mais esta pra você Vítor:
    .
    http://www1.folha.uol.com.br/folha/especial/2005/papa/0056.shtml

  33. Vitor Diz:

    Não, não é difícil. Mas independente disso ele é criminoso e deveria estar na cadeia.

  34. Biasetto Diz:

    Políticos corruptos também fazem “coisas boas”: doam cadeiras de rodas, bolas, uniformes, realizam churrascos, até arranjam empregos e consultas médicas, dentaduras, óculos …
    Você é um tirador de sarro Vítor Moura, vai jogar capoeira no Leblon, que você ganha mais …

  35. Biasetto Diz:

    Ah! não diga??? Mas ele é tão bom, arrecada 500 milhões de reais por ano, extorquindo os crentes, os necessitados e desesperados … mas deve doar uns 10 milhões pra meia dúzia de instituições, por isso ele é bom, muito bom …

  36. Biasetto Diz:

    http://www.alterosa.com.br/html/noticia_interna,id_sessao=9&id_noticia=71810/noticia_interna.shtml

  37. Biasetto Diz:

    Como os religiosos são bonzinhos …
    .
    http://noticias.gospelmais.com.br/justica-fecha-fundacao-renascer-ha-indicios-de-que-sonia-e-estevan-hernandes-formaram-uma-organizacao-criminosa.html

  38. Vitor Diz:

    Esse garoto aqui está até hoje esperando o notebook que o Sergio Cabral prometeu:
    .
    http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI163008-15215,00-O+GAROTO+DA+CAMERA.html
    .
    E essas doações só ocorrem em período de eleição. As ações sociais da Igreja ocorrem todo ano.

  39. Biasetto Diz:

    Até chorei aqui, de tão sensibilizado que fiquei.
    Aqui em Bragança Paulista, o colégio particular mais caro é o Coração de Jesus, das filhinhas de Jesus, todas imaculadas. 950 reais a mensalidade e tudo é caro lá. Só estudam ricos e metidos nesta escola, inclusive há preconceito e discriminação na instituição católica.
    É tudo pela FRATERNIDADE.

  40. Biasetto Diz:

    Não me diga, mais uma vez!!!
    O que você tem a me dizer sobre as Casas André Luiz?
    Você sabia que tem um centro espírita em Santa Rita do Passa Quatro, assim como outros, que realiza cirurgias espirituais, SEM COBRAR UM CENTAVO? A pessoa passa pela cirurgia lá (sem cortes), fica alojada por dois dias, recebe orações, visitas, alojamento, banho, visitas e orientações, palestras, sem PAGAR UM CENTAVO.

  41. Vitor Diz:

    Se a instituição faz mais mal do que bem à sociedade deve ser fechada, claro. A polícia do RJ também é extremamente corrupta, extorquindo os civis, é preconceituosa contra negro e pobre… mas já pensou como vai ficar o RJ sem a polícia? A volta dos traficantes nos morros, aumento da violência, etc…

  42. Biasetto Diz:

    dá pra reconhecer isto?
    http://www.bebedouro.sp.gov.br/redecrianca/index.php?option=com_content&view=article&id=29:centro-assistencial-espirita-do-qcalvario-ao-ceuq-caecc&catid=16&Itemid=40

  43. Biasetto Diz:

    http://www.lbv.org/index.php/a-lbv-

  44. Vitor Diz:

    Depende. O centro diz para largar o tratamento convencional ou diz que é para continuar com o tratamento convencional? Se disser para continuar com o tratamento convencional não vejo problema algum.

  45. Vitor Diz:

    Falácia da generalização indevida. Então se eu postar um vídeo de um religioso fazendo uma boa ação ou de um ateu cometendo um crime posso generalizar então?

  46. Biasetto Diz:

    Bem, Vítor, aí a história é outra, você está misturando as coisas. O problema em questão, é que o Estado não está cumprindo, como deveria, seu papel.
    Então, você justificaria, se eu criasse uma igreja, arrecadasse 100 mil reais por mês, doasse 10 mil a uma instituição carente, justificaria minha ação como algo elevado, sublime?

  47. Biasetto Diz:

    Vítor, já te disse que vejo muitas virtudes em você, mas você só quer atacar o espiritismo. Porque você não mostra aqui, coisas boas praticadas pelos espíritas, pelos centros espíritas?
    Eu não busco destruir o espiritismo (nem tenho poder pra isto). Eu critico, questiono a veracidade das psicografias, baseado em fatos, evidências. Também critico e denuncio a existência de muitas pessoas se fazendo passar por médiuns, fato concreto este, com certeza.
    Porém, também é fato, que há muita gente boa no meio espírita e muita coisa boa sendo feita pelos centros, como ajuda a família necessitadas, com agasalhos, alimentos, remédios, até moradia.
    Só que você vem aqui falar, pra que reconheçam as ações beneficentes da igreja católica, mas não menciona o espiritismo. Qual é o teu propósito?

  48. Vitor Diz:

    Não, depende de como você coletou esses 100 mil (foi extorquindo?) e do que vai fazer com os outros 90 mil (encheu seu bolso com a grana dos fiéis?).
    .
    Eu não estou dizendo que a Igreja é santa. Ela tem seus problemas. Muitos e gravíssimos. Assim como a Polícia. Mas não sei se o mundo ficaria melhor sem elas.

  49. Vitor Diz:

    Meu propósito está explícito desde o início: “O objetivo deste site é analisar cientificamente livros ou mensagens ditos “psicografados”, ou seja, escritos ou ditados por um suposto espírito através de um “médium”, apontando erros e acertos à luz da Ciência atual. Também busca analisar possíveis fontes de informação em que o médium teria se baseado para escrever a obra, possibilidades de plágio (fraude), de “plágio inconsciente” (também conhecido como criptomnésia), e mesmo a possível ocorrência de um genuíno fenômeno paranormal. Serão analisadas obras de médiuns famosos e menos conhecidos.”
    .
    Aqui é apenas para analisar a paranormalidade dos fenômenos, se existe ou não. Eu apresento médiuns que julgo genuínos e fraudulentos, apresentando assim os dois lados. Só estou mencionando as ações sociais da igreja católica porque você resolveu demonizá-la injustamente, tanto no aspecto histórico quanto social, como se não trouxesse nada de bom. Se disserem que o espiritismo SÓ trouxe coisa ruim, também é exagero e vou criticar.

  50. Vitor Diz:

    Note que eu nunca fiz um post criticando as ações sociais do Chico Xavier ou do Divaldo Franco. Nunca publiquei algo como “Fechem a Mansão do Caminho!!!” O foco aqui é apenas nos fenômenos. Às vezes algumas considerações sobre o caráter e a psicologia dessas pessoas se fazem necessárias, claro.

  51. Matusalém Diz:

    Envio esta matéria abaixo Vitor, somente para que há historiadores sérios tentando provar que Jesus é ficção.
    Como esta pesquisa é de uma site ateu, depois enviarei matérias de sites imparciais.

    As Provas e as Contra Provas da inexistência de Jeusus

    A Igreja serviu-se de farta documentação, conforme já mencionamos anteriormente, com intenção de provar a existência de Cristo. No entanto, a história ignora-o completamente. Quanto aos autores profanos que pretensamente teriam escrito a seu respeito, foram nesta parte falsificados. Por outro lado, documentos históricos demonstram sua inexistência. As provas históricas merecem nosso crédito, porque pertencem à categoria dos fatos certos e positivos, e constituem testemunhos concretos e válidos de escritores de determinadas escolas.

    A interpretação da Bíblia e da mitologia comparada não resiste a uma confrontação com a história. Flávio Josefo, Justo de Tiberíades, Filon de Alexandria, Tácito, Suetônio e Plínio, o Jovem, teriam feito em seus escritos, referências a Jesus Cristo. Todavia, tais escritos após serem submetidos a exames grafotécnicos, revelaram-se adulterados no todo ou em parte, para não se falar dos que foram totalmente destruídos. Além disso, as referências feitas a Crestus, Cristo ou Jesus, não são feitas exatamente a respeito do Cristo dos Cristãos. Seria mesmo difícil estabelecer qual o Cristo seguido pelos cristãos, visto que esse era um nome comum na Galileia e Judeia.

    Segundo Tácito, judeus e egípcios foram expulsos de Roma por formarem uma só e mística superstição cristã. As expulsões ocorreram duas vezes no tempo de Augusto e a terceira vez no governo de Tibério, no ano 19 desta era. Tais expulsões desmentem a existência de Jesus, porquanto, ocorreram quando ainda o nome de cristão aplicava-se a superstição judaico-egípcia, a qual se confundiu com o cristianismo.

    Filon de Alexandria, apesar de ter contribuído poderosamente para a formação do cristianismo, seu testemunho é totalmente contrário à existência de Cristo. Filon havia escrito um tratado sobre o Bom Deus — Serapis —, tratado este que foi destruído. Os evangelhos cristãos a ele muito se assemelham, e os falsificadores não hesitaram em atribuir as referências como sendo feitas a Cristo.

    do site ateu:

    http://ateus.net/artigos/critica/jesus-cristo-nunca-existiu/

  52. Matusalém Diz:

    Envio-lhes, agora uma matéria publicada na revista Superinteressante em 1996. Portanto Vitor, os historiadores não estão em consenso quanto à existência de Jesus.Observe abaixo uma pequena parte da matéria e o site da revista que tem todo o tema..

    A história falsificada

    Outros textos clássicos também foram adulterados. No importante Antiguidades Judaicas, que fornece informações importantes sobre Jesus e o cristinianismo, o historiador Flávio Josefo (37-100), lá pelas tantas, afirma que Jesus “fazia milagres” e que “apareceu, três dias depois da sua morte, de novo vivo”, afirmação pouco crível para um ex-judeu feito cidadão romano. “Claro que esso trecho foi distorcido”, explica Maria Luiza Corassim, professora de História Antiga na Universidade de São Paulo. “Josefo não podia acreditar que Jesus fosse o Messias. Isso é coisa dos monges copistas. Do século II ao século XV as únicas cópias existentes dos livros estavam nos conventos. Eles agregavam o que queriam”.

    Agora, boa parte do trabalho dos pesquisadores é separar o que é verdade de fato, sobre Jesus e sua época, e o que era propaganda.

    http://super.abril.com.br/religiao/procura-se-jesus-cristo-436480.shtml

  53. Vitor Diz:

    Oi, Matusalém
    quem é esse historiador?

  54. Vitor Diz:

    Oi, Matusalém
    há duas passagens na obra de Flávio José sobre Cristo. Apenas uma é considerada uma interpolação. Na obra “Um Judeu Marginal”, de John P. Meier, ele defende uma autenticidade parcial.
    .
    Uma discussão sobre o assunto encontra-se aqui:
    .
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Testimonium_Flavianum
    .
    “Menos polêmica do que o Testimonium é esta passagem em que Flávio Josefo também cita Jesus, mas sem parecer crer nele como o Messias. Ela aparece já no final das Antiguidades Judaicas, quando Josefo descreveu a situação política da Judeia na década de 60.
    .
    “E agora César, tendo ouvido sobre a morte de Festus, enviou Albinus à Judeia, como procurador. Mas o rei privou José do sumo sacerdócio, e outorgou a sucessão desta dignidade ao filho de Ananus [ou Ananias], que também se chamava Ananus. Agora as notícias dizem que este Ananus mais velho provou ser um homem afortunado; porque ele tinha cinco filhos que tinham todos atuado como sumo sacerdote de Deus, e que tinha ele mesmo tido esta dignidade por muito tempo antes, o que nunca tinha acontecido com nenhum outro dos nossos sumos sacerdotes. Mas este Ananus mais jovem, que, como já dissemos, assumiu o sumo sacerdócio, era um homem temperamental e muito insolente; ele era também da seita dos Saduceus, que são muito rígidos ao julgar ofensores, mais do que todos os outros judeus, como já tinhamos dito anteriormente; quando, portanto, Ananus supôs que tinha agora uma boa oportunidade: Festus estava morto, e Albinus estava viajando; assim ele reuniu o sinédrio dos juízes, e trouxe diante dele o irmão de Jesus, o que era chamado Cristo, cujo nome era Tiago e alguns outros; e quando ele formalizou uma acusação contra eles como infratores da lei; ele os entregou para serem apedrejados; mas para aqueles que pareciam ser os mais equânimes entre os cidadãos, e igualmente mais precisos quanto as leis, eles não gostaram do que foi feito; eles também enviaram ao rei (Herodes Agripa II); pedindo que ele ordenasse a Ananus que não agisse assim novamente, porque isto que ele tinha feito não se justificava; alguns deles foram também ao encontro de Albinus, que estava na estrada retornando de Alexandria, e informaram a ele que era ilegal para Ananus reunir o sinédrio sem o seu consentimento. Albinus concordou com eles e escreveu iradamente a Ananus, e o ameaçou dizendo que ele seria punido pelo que havia feito; por causa disso, o rei Agripa tirou o sumo sacerdócio dele, quando ele o tinha exercido por apenas três meses, e fez Jesus, filho de Damneus, sumo sacerdote.”

  55. Marcos Arduin Diz:

    Depois de dar só uma corrida de olhos por aqui, parece que no frigir dos ovos estamos com uma disputa entre preto, branco e cinza.
    Posso ter entendido mal, mas a alocação e gradação desses tons aí vai depender da fé de cada um. Assim o Scur que ver o Chico todo branco, todo puro, todo infalível… O maior e mais perfeito médium de todo o Brasil e do Mundo. O Vitor parece querer ver o Chico todo preto, todo sacana, todo safado, plagiador, inventor de psicografias, etc e tal. E eu fico lá no cinza, entendendo que perfeição não existe em nenhuma pessoa ou instituição.

  56. Gazozzo Diz:

    Qualquer livro que condene a rebeldia é um instrumento de controle. A bíblia é o mais emblemático exemplo: a rebeldia é vista como algo extremamente condenável – vejam vocês que satanás foi de anjo a chefe absoluto do mal, simplesmente porque era rebelde e questionou Deus.

    Sendo assim, eu me identifico com Lúcifer, pois ele não aceitou as coisas impostas por Deus. Toda imposição é cabresto, é controle. Deus, por essa ótica, é um canalha, um déspota; E digo mais: mesmo tendo seu filho unigênito (segundo a lenda, claro) feito sacrifício pela salvação da humanidade, ainda assim, a salvação continua condicional: você precisa declarar que Deus é o mestre, ou então, pode esquecer a salvação; Pior: não apenas deixaremos de receber a salvação como queimaremos E T E R N A M E N T E no inferno – e sem chance de arrependimento, pra piorar! Isso é muito amor, não é não? ;-) Fico imaginando o deus cristão todo indignado porque uma pessoa, mesmo diante do sacrifício de Cristo, não ter dobrado seus joelhos diante da sua majestade: “humano desgraçado! Te dei a vida inteira pra poder se ajoelhar e me aceitar como SENHOR. Agora tu vai se foder pra sempre aqui nessa piscina de enxofre! Rá! Eu avisei!”

    Eu me recuso a dobrar os joelhos para um deus orgulhoso e que precisa de auto-afirmação. Porra, se ele sabe que é o senhor, pra que ele precisa que as pessoas digam isso a ele? acho que deus tá precisando de um psicólogo, nunca é tarde pra se fazer uma terapia. Talvez seja complexo de édipo, já que sua mãe não pode fazer sexo para concebê-lo, já que sexo é impuro, é pecado – mesmo considerando que o corpo foi feito para fazer sexo…PELO PRÓPRIO DEUS.

    Não dá, simplesmente não dá!

    E como é que um deus pode levar a sério as coisas que uma pessoa fala a respeito dele? Sabiam que BLASFÊMIA é o único PECADO SEM PERDÃO? Sendo assim, já estou fodido, então sinto-me no direito de meter o pau sem culpa. Fica a dica: a melhor maneira de se rebelar contra o cristianismo é blasfemar. Porque você não pode se arrepender depois! ;-)

  57. Gazozzo Diz:

    A Blasfêmia no Cristianismo

    No terceiro livro do Velho Testamento, Levítico, 24:16, está escrito que os que blasfemam “sejam certamente condenados à morte.”
    A teologia Cristã pode condenar a blasfêmia, como no Evangelho de Lucas, onde blasfemar contra o Espírito Santo é declarado imperdoável.
    Porém, na mensagem mais simples do tempo de Jesus, quando as idéias Cristãs confiavam na influência da autoridade natural contra o poder religioso secular do período do Segundo Templo Judeu (as posições trocaram no séculos que seguiram), esta repreensão pode ser interpretada como uma advertência contra uma reação real do Espírito Santo, na forma de uma maldição que pode prejudicar uma pessoa irreparavelmente (sendo assim imperdoável, mas não propositalmente). Esta declaração, com efeito, antes de fixar uma lei arbitrária, estabelece a importância desta Pessoa da Divindade.
    Uma leitura cuidadosa de Marcos 3:29 mostra isto: “Quem blasfema contra o Espírito Santo jamais obterá perdão, mas é culpado de um pecado eterno”.
    A Enciclopédia Católica tem um artigo mais extenso sobre blasfêmia [3].

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Blasf%C3%A9mia

  58. Roberto Diz:

    Claro Arduin, esta é a tua postura, ficar em cima do muro, não sabe se vai, não sabe se fica, não sabe se casa ou se compra uma moto.
    Muitos agem assim em relação a vivência do que dizem conhecer, no caso, a Doutrina Espírita, usam-na conforme a conveniência.
    Conheci muitos pavões da sabedoria no movimento espírita que não chovem, não molham, mas alimentam-se com o conhecimento de uma teoria que lhes convém ao orgulho cego, e se afastam do que em verdade interessa, e que é a razão primordial de ser de toda Lei de todos os profetas, de todos os espíritos e psicografias, sintetiadas na única máxima de amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.

  59. Roberto Diz:

    Gazozo,
    Você está na idade média no que diz respeito a visão de Deus.
    Depois do Antigo Testamento que apresentava Deus desta forma humanizada, cruél, sanguinária, vingativa, veio o Deus Amor do Novo Testamento de Jesus, em que é apresentado como Pai amoroso, justo e bom.
    Depois de Jesus veio a deturpação de sua mensagem da parte dos homens, e aí surgiu esta história de inferno, de anjo caído, de Lúcifer e estas alegorias espezinhadora das consciências, e há pouco mais de 150 anos chegou-nos o Consolador Prometido que reestabelece tudo o que Jesus havia dito, sem parábolas, sem meias palavras, utilizando-se da racionalidade, do positivismo para se fazer entendido mas principalmente, convocando para a ação prática, para o amai-vos e instruí-vos, para o fora da caridade não há salvação, só que muitíssimo distante desta visão antropomórfica de Deus.

  60. Gazozzo Diz:

    Roberto, quando você sair do mundo encantado dos espíritos a gente conversa, ok?

  61. Gazozzo Diz:

    Quis dizer que sua visão espírita é fantasiosa, não acrescenta nada de racional na conversa.

  62. Rafael Maia Diz:

    Vitor, compartilho da sua mesma opinião em relação a igreja católica. Acho que no juntar dos pesos a igreja trouxe muito mais beneficios para humanidade do que qualquer outra instituição.

    Os erros da igreja foram poucos comparados com as das instituições ou sistemas de governo da sua época, sem dúvida foi uma instituição de muito sucesso e que trouxe enormes benéficios.

    Excelente análise vitor, não deixe de mudar sua opinião devido a pressões de outras pessoas simplismente porque nao compartilha com a opinião deles, afinal, é comum muitos aqui atacarem as pessoas e não as idéias.

    Abraços

  63. Biasetto Diz:

    O centro não diz pra largar o tratamento convencional.
    Ao contrário, até incentiva.

  64. Biasetto Diz:

    Quais benefícios, Rafael?
    Você poderia enumerá-los?

  65. Biasetto Diz:

    Concordo, plenamente!
    E é exatamente aí, que está o problema das religiões, o problemas do cristianismo.
    É verdade que sempre houve e há, ações beneficentes no meio religioso, no meio cristão, seja católico ou “evangélico”. Porém, falando só dos dias atuais, há 2 BILHÕES de cristãos no mundo. Fico me perguntando: com certeza, uma grande parcela deste pessoal, foi agemado, amedrontado, limitado pelos dogmas bíblicos e inúmeras pregações de padres e pastores. Será? S E R Á ??? Que estas pessoas não viveriam melhor, muito melhor, se estivessem livres destas amarras, destas crenças preconceituosas, limitadoras, problemáticas??? E se, se elas vivessem melhor, o mundo (pelo menos o ocidental), não seria melhor também??? Então, fica difícil precisar, mas não é exagero dizer, que a igreja fez e continua fazendo um grande mal às pessoas.
    E este grande mal, que já significou e ainda significa UM GRANDE ATRASO À SOCIEDADE AMERICANA, por exemplo, não é recompensado por algumas simples e limitadas obras assistenciais. Portanto, na minha equação, o prejuízo é MUITO MAIOR, DO QUE O GANHO.

  66. Biasetto Diz:

    * quis dizer, na ALGEMADO (e não “agemado”)

  67. Biasetto Diz:

    Quando estudamos o passado, e nos vem aquela imagem do “homem das cavernas” lá, dando uma paulada na cabeça da mulher, arrastado-a pelos cabelos e e fazendo sexo com ela, sem o menor carinho, ainda que possamos entender isto como uma imagem ilustrativa, também sabemos, que as coisas aconteciam, mais ou menos assim. Quando estudamos aquelas guerras, brigas, conflitos da Antiguidade ou mesmo da época medieval, e sabemos de toda aquela matança, que ocorria realmente, quando uma tribo, muitas vezes movida apenas pelo medo, arrasava com a outra, não poupando crianças, mulheres, pessoas idosas … então, a gente entende, eu penso assim, que os religiosos, apesar que eles também fizeram muitas guerras, quando foi interessante a eles, mas os religiosos, as religiões, conseguiram, de alguma forma, pôr um certo freio em toda esta selvageria e, nesse caso, até foi válido dizer, que Deus iria punir os homens violentos, inclusive com o inferno. O mesmo deve ter acontecido, com relação à promiscuidade sexual, principalmente quando as sociedades humanas já haviam descoberto e dominado a agricultura e a domesticação dos animais, então já não fazia mais sentido, que tantas pessoas nascessem e nascessem e nascessem … então, a igreja, as doutrinas religiosas frearam muitas vezes, a “maldade”, a orgia do sexo, os abusos, o que acabou se transformando, os ensinamentos religiosos, cristãos, em sinônimo de moral, ética, dignidade, compaixão, caridade…
    Só que os tempos são outros, a sociedade se transformou completamente, os renascentistas, os iluministas, os cientistas, mostraram outras realidades, outros caminhos para o progresso, para a convivência social, numa condição melhor.
    Mas tem muitas gente ainda, muita gente, quer não quer ver, que a sociedade, uma grande parcela dela, não se convence mais com estas ideias de pecado, de céu, de inferno, de fúria de Deus, ou maldade do diabo. O mundo é outro, as religiões travam a evolução, o progresso. Não há espaço mais, ou cada vez há menos espaço, pra ideias de que homossexualismo não é coisa de Deus, se a criança não for batizada, não tem a garantia do céu; se o casal, ou as pessoas, fizer/fizerem, sexo só por prazer, Deus fica bravo. Isto tudo não dá mais, MIL VEZES, NÃO DÁ MAIS!!!
    Eu vou aplaudir a igreja católica e as evangélicas, que defendem o cristianismo, no dia em que, juntas, afirmarem:
    - homossexualismo não é e nunca foi pecado;
    - ninguém precisa seguir Jesus pra se salvar;
    - o uso da camisinha não só pode, como deve ser feita.
    Só me bastam estas três mudanças, estas três ideias. Mas até lá …

  68. Roberto Diz:

    Ué Biasório,
    O Espiritismo atende estas tuas três solicitações! Ah, sim, mas tu não suporta a ideia de umbraaaal, claro.

  69. Roberto Diz:

    Com quem acredita em anjo caído, diabo, Deus vingativo, realmente, não acrescenta. O sujeito tem que sair da idade média sem dúvida e é engraçado que diga, cheio de si, que o mundo que ele não consegue entender é o que deve ser chamado de “encantado”.

  70. Roberto Diz:

    Rafael,
    Agora eu entendo porque tu é tão tíbio na defesa de tuas ideias. Uma hora quer provar iluminação espiritual por conta de equações estatísticas sobre a probabilidade de alguém morrer no dia de jogo de copa do mundo, noutra hora já acha que os detratores do espiritismo tem razão, noutra vira católico defendendo as barbaridades cometidas pelos homens que deturparam a mensagem cristã para atender seus interesses…
    É muito razoável Rafael. Daqui a pouco tu vais começar a sacrificar 50 res para o deus Júpiter abençoar a tua vida.
    Se pelo menos houvesse uma coerência, um linha de raciocínio, mas este vira-volta, este vira-vira à lá Roberto Leal é complicado, parece o Vitor Moura espírita-católico-reformista-cético-ateu tudo xunto-reunido contra o Chico Xavier.

  71. Biasetto Diz:

    Pois é Scur, por coisas assim, que eu sou “simpatizante” do espiritismo, considero-no a doutrina mais interessante e “sedutora”. Porém, isto não significa que seja verdadeira, autêntica ou, pelo menos, que os que se declaram médiuns, de fato sejam médiuns. Entendeu?

  72. Biasetto Diz:

    E mais Scur: eu suporto a ideia do umbral sim, mas não por coisas fúteis. Entendeu?

  73. Roberto Diz:

    Matusalém,
    .
    Josepho sofreu intervenções copistas em seus escritos, a serviço da Igreja Católica Apostólica Romana, e graças a esta sanha de adulterar, fraudar, impor a sua verdade para a sociedade visando o poder político no mundo temos tantas incertezas sobre o que por ventura tivesse havido de registros fidedignos na história.
    .
    A mesma desonestidade se repete na postura deste Vitor Moura, deste JCFF, católicos ciosos de poder mundano que montaram uma estrutura paralela buscando dominar as consciências através de suas ameaças de infernos, purgatórios, limbos e o paraíso somente para os que aceitassem o absurdo incomensurável do “Fora da Igreja não há salvação”.
    .
    Isso foi uma agressão, uma violência talve pior do que as matanças da Inquisição e das Cruzadas, pois pessoas foram telematizadas pelo engodo praticado pelos açambarbadores da verdade que privaram a humanidade da luz do Cristo por mais de dois milênios.
    .
    Quanto atraso, quanta perda de tempo, quanta maldade estes senhores (provavelmente eu incluso, em outras existências) espalharam com sua moral deformada e mesquinha que usou o próprio Jesus para alcançar seus propósitos torpes e perpetuarem-se no comando. Tudo fazem para retardar o progresso, são retardatários de todo e qualquer avanço social muitas vezes só adotado depois de séculos de anacronismo vexatório.
    .
    A revolta que causa em pessoas libertas de suas garras formadas de dogmas esdrúxulos, moralismo hipócrita e abandono da racionalidade é compreensível; prisioneiros anseiam por liberdade acompanhada da verdade que lhe entregará responsabilidade pelos seus atos, e não de dependência de despachantes de Deus que ousam apresentarem-se como intermediários indispensáveis para que os filhos se dirijam ao Pai diretamente, sem vigários gerais, sem confessionários, sem pecados perdoados pela palavra de um hipócrita.
    .
    A ignorância é aceitável devido ao estágio evolutivo em que nos encontrávamos, e a mensagem de Jesus não seria compreendida tão facilmente, mas o progresso intelectual e moral traria o esclarecimento das dúvidas e desfaria os enganos que as religiões promovessem, por imperfeição própria dos homens, mas a vilania que conduz o astuto faz com que o mesmo se utilize da mesma ignorância para manipular e aprisionar, sem escrúpulos, e assim propagar a mentira por meio de sofismas que usam de meias verdades para inocular este vírus de difícil diagnóstico, porque está disfarçado do que não é, e somente à custa de muito sofrimento, de muitos mártires, de muito esforço a humanidade poderá se livrar desta famigerada doença.
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    Somos todos culpados disso, todos sem excessão em algum momento de nossas reencarnações anteriores, ou ainda agora, deturpamos, ferimos, atrasamos a chegada da luz do progresso, da verdade, da paz; hoje precisamos arregaçar as mangas e fazer o caminho contrário restituindo o que retiramos indevidamente da ordem e harmonia social, mas infelizmente ainda estamos muitos de nós apegados a uma era que está nos extertores dos últimos momentos, porque não há mais muito tempo para ela, o futuro chama, a renovação é inevitável e isto tudo isso que fizemos de mal passará a ser conhecido, num futuro breve, apenas em livros de história de civilizações antigas e atrasadas que praticavam iniquidades usando o nome do bem, num flagrante contra-senso e desonestidade.

  74. Vitor Diz:

    A Igreja Católica teria TODO o interesse de interpolar os escritos de Flavio Josefo citando Públio Lentulus, já que ele forneceria mais uma prova da existência de Jesus. Mas se nem isso ela fez, é porque Públio Lentulus é uma figura completamente indenfensável… você deu um tiro no próprio pé, Scur.

  75. Roberto Diz:

    Biasetto,
    A ida de André Luis para o umbral se deu não por coisas fúteis.
    Não se trata apenas de sua conduta sexual, que me parece ser um ponto que mais te preocupa, mas antes disto havia a postura orgulhosa, a atitude de ser servido pela posição que ocupava na sociedade, a dificuldade em enxergar as dores alheias e doar-se um pouco que seja para mitigá-las num egoísmo de classes vestido com a elegância de uma posição social e econômica abastada.
    Entenda que não foi ninguém além dele próprio que se colocou no umbral após a morte Biasetto; tu viu no filme mesmo a atitude dos espíritos tarefeiros que iam às regiões de sofrimento tentar resgatar os que por ali estagiavam, mas eles não queriam, não estavam interessados assim como a sobrinha de Lisias que abominava a vida em família lá no Nosso Lar.
    Poxa vida, vocês mesmos escreveram dias atrás, o Juliano, o Tonigui, que se era para ficar no “paraíso” sem poder gozar os prazeres sexuais dos quais eles se declaram praticamente escravos, preferiam as regiões inferiores – tu não vê Biasetto que é uma escolha da própria pessoa respirar o ar que lhe é afim?
    Quantas vezes fazemos admoestações a uma criança no intuito de protegê-la, e ela teima em não aceitar o aviso dos mais experientes acabando por colher sarças e espínculos por suas escolhas? Depois que chegam as consequências muitas vezes ela se toma de orgulho e fica revoltada contra quem lhe advertiu, fica rebelde com a situação em que se encontra, e só a custa de tempo, sofrimentos e reflexões ela se curva para a realidade: foi ela a responsável pelo que lhe ocorreu.
    É o mesmo com o umbral Biasetto, e para lá que o rebelde se dirige por escolha própria.
    Tu não lembra que o André Luis chegou a retornar ao umbral quando viu sua esposa com outro marido? Estava no livre arbítrio dele aceitar a nova situação, compreender a importância daquele que ele poderia tanto considerar um benfeitor para sua família quando um invasor que precisaria ser destruído, obsidiado – é assim que se formam as falanges dos justiçeiros, dos obsessores desencarnados que dedicam-se aos atos de vingança e distribuição do fel que mora em sua revolta incontida.

  76. Roberto Diz:

    Vitor, leia sobre os detalhes desta interpolação na análise histórica feita no livro de Pedro de Campos no teu blog.
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    Publio Lentulus é perfeitamente defensável e as informações que o teu vigário geral montou, distorcidas e incompletas, não são suficientes para alcançar este desiderato que vocês tanto desejam.
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    Quem quiser avaliar quais informações são mais completas, se as do católico enrustido e gazeteiro escritor em blogs, ou se as perquirições históricas feitas pelo Pedro de Campos, leia o livro e compare, e decida por si mesmo.
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    Vou colocar apenas o trecho que fala das interpolações:
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    SOFREU INTERPOLAÇÃO COPISTA
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    Orígenes foi um dos mais importantes pais da Igreja. Nasceu em Alexandria, no ano 185, e desencarnou em 254. Foi duramente torturado numa prisão de Tiro, Fenícia (hoje Sur – Líbano), durante as perseguições do imperador Décio. São Jerônimo inventariou 800 escritos de Orígenes, mas informa que Eusébio de Cesareia teria elencado cerca de dois mil trabalhos.
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    Seu famoso livro, Contra Celso, foi escrito em torno do ano 248, sendo vigorosa resposta de Orígenes à obra de Celso, O discurso verdadeiro (170-185), que não chegou até nós, no qual o filósofo pagão faz duras críticas ao Cristianismo, a Jesus e a Maria.
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    Orígenes escreveu seu livro 60 anos depois de Celso, em meados do século III, e fundamentou seus argumentos na obra do antigo escritor judeu Flávio Josefo (37-103), na obra Antiguidades judaicas, que fora publicada no final do primeiro século, no ano 94.
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    Josefo, por sua vez, para escrever as Antiguidades teve acesso aos documentos do Estado, em especial ao arquivo de Tibério, do qual tirara informações valiosas sobre João Batista, Jesus, Tiago e Mateus, além de constatar a existência dos Atos de Pilatos, maço de escrituras da qual faria parte a Epístola Lentuli. Em particular, o apócrifo Evangelho de Nicodemos é notado nas entrelinhas da obra de Josefo, podendo ser interpretado como oriundo dos tempos de Tibério. Por certo, não foram poucos os registros enviados a Roma da administração de Pilatos que ficaram nos arquivos do Estado e tiveram grande valor para o Cristianismo.
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    A exatidão dos escritos de Flávio Josefo foi confirmada em época recente, com as descobertas dos pergaminhos de Qumran e Massada, em Israel. Em particular, o Testimonium Flavianum (Testemunho de Flávio), como hoje conhecido, menciona a existência de Jesus, mas, de modo intrigante, suspeita-se que os copistas fizeram “interpolação” no texto original de Josefo, alterando os dizeres de Antiguidades. Hoje, o escrito está assim: “Havia neste tempo Jesus, um homem sábio [se é lícito considerá-lo apenas um homem, com tantos atos admiráveis ensinando àqueles que amavam a inspiração na verdade]. Foi seguido não só pelos judeus, mas também pelos gentios. [Era o Cristo]. E quando o principal de nossa nação o acusou diante de Pilatos, eles o crucificaram. Os que o amaram na vida não o deixaram nem mesmo após sua morte. [Ele lhes apareceu vivo novamente no terceiro dia, como os santos profetas o tinham predito e que faria ele outras mil coisas maravilhosas]. A sociedade dos cristãos que vemos ainda hoje tirou dele seu nome” (Antiguidades judaicas, L.18, cap.4, §772).
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    Alguns críticos consideram como “interpolação” o que colocamos no texto em itálico; outros, mais severos e mordazes, como Lentsman, autor de A origem do Cristianismo (Lisboa, s.d.), e o italiano Emilio Bossi, de Gesù Cristo non è mai esistito (Milano, 2010), estão de acordo que o texto inteiro não existia. Em síntese, argumentam que tal parágrafo, em meio a outros, com seu assunto diferente, fica solto e a esmo na redação, sem o necessário encadeamento que requer uma narrativa.
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    Assim, com desprezo, Lentsman qualifica os copistas da Igreja como “tão ingênuos quanto piedosos” (A origem…, cap.2); enquanto Bossi diz que “as palavras atribuídas a Josefo são as de um bom cristão”, ressaltando que Josefo “jamais as escreveria, pois um judeu não falaria como cristão” (Gesù…, cap.2).
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    Não obstante a franca acusação desses autores, as suspeitas não foram sem motivo. Na verdade, parte das interpolações se transformou em certeza. Isso porque Orígenes, quando escrevera sua obra (Contra Celso), fundamentando-se em Josefo (Antiguidades), não encontrou nela o Testimonium Flavianum (o parágrafo 772, antes mostrado). Orígenes falara de João Batista, que está em Antiguidades (L.18, cap.7, §781) e de Tiago o Justo, irmão de Jesus (L.20, cap.8, §856), mas não achou lá o tal Testimonium e, tampouco, a expressão “Ele era o Cristo”.
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    Orígenes não viu o Testimonium em Antiguidades porque, quando a lera, para fazer a sua obra, o escrito ali não estava. Em seu livro, ele ressalta que Josefo (militar judeu que combatera Vespasiano) “não acreditava que Jesus era o Cristo” (Contra Celso, L.1, §47). E sendo Josefo um judeu convicto, Jesus para ele não era o Messias; um judeu conservador jamais afirmaria: “Ele era o Cristo”; mas usaria outro termo, como, por exemplo, “chamado Cristo”, que, de fato, Orígenes toma tal expressão e a usa por duas vezes ao mencionar Josefo (Contra Celso, L.2,§13).
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    Isso deu margem para se suspeitar que os copistas houvessem adulterado o livro Antiguidades, “interpolando” o Testimonium Flavianum para facilitar a aceitação pública de que “Jesus era o Cristo”. Assim, poderiam colocar todo prestígio do historiador Josefo (um judeu) a favor da Igreja. Contudo, seria preciso transformar a “suspeita” de interpolação em algo mais palpável, que pudesse dar realidade aos indícios. Então, examinando outros autores cristãos, a consistência foi achada na obra de Eusébio de Cesareia.
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    Eusébio, por sua vez, foi um patriarca da Igreja dos mais respeitados, viveu entre os anos 260 a 340, sendo amigo do famoso imperador Constantino Magno. Escreveu inúmeras obras, cuja mais importante foi História eclesiástica, composta de dez livros. Começou a escrevê-la no ano 312, relatando as ocorrências eclesiásticas desde o início do Cristianismo até o ano 324, quando Constantino governou absoluto e toda perseguição foi abolida ao largo do Império.
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    Para surpresa geral, cerca de 70 anos após a obra de Orígenes, Eusébio usou o livro de Josefo, vendo nele aquilo que Orígenes não vira – o Testimonium Flavianum e a frase “Ele era o Cristo”. Ambos estavam ali, nas Antiguidades, sendo transcritos por Eusébio, em sua obra História… (L.1, cap.11, §8).
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    Os registros de Eusébio denotam que em algum ano, entre as duas publicações, no período de 248 (quando saiu Contra Celso, de Orígenes) a 312 (publicação dos primeiros volumes da História eclesiástica, de Eusébio), os copistas haviam feito “interpolação”, alterando os originais de Antiguidades. Com tal evidência, seria preciso verificar agora o “quando” e o “motivo” da interpolação.
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    O “quando” estava entre os anos 275 e 303, desde o governo de Tácito até o final do de Diocleciano, quando este decidiu repelir os cristãos. Num período aproximado de 30 anos, houve paz para a Cristandade e a Igreja desenvolveu intensa atuação política para obter credibilidade, fazer adeptos e persuadir o governo a aceitá-la. Verificou-se então um tempo fértil de culto regular, de construções de igrejas e de fábricas copistas funcionando como nunca na produção de obras literárias e escritos cristãos. O objetivo era converter judeus e pagãos, fortalecer a nova religião e torná-la lícita no Império – razão das interpolações copistas no texto de Josefo e, também, no do senador romano Públio Lentulus, autor da Epístola Lentuli.
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    Sobre essa Epístola, a psicografia de Chico Xavier (Há 2000 anos…, FEB, 1939), veio esclarecer e alterar por completo o entendimento que se tinha do senador Lentulus e de sua narrativa sobre Jesus. Sabe-se hoje que a famosa carta sofreu interpolação copista. Não vamos aqui reproduzi-la na íntegra, já o fizemos num texto anterior, mas somos impelidos a mostrar algumas partes que foram mexidas.

    A Enciclopédia Católica Original, num artigo de Anthony Maas, publicado em 1910, traz uma das versões da carta e, no seu preâmbulo, dá que Lentulus fora “governador de Jerusalém”. Ora, quem lê a psicografia Xavier observa que Lentulus não fora “governador”, nem “procurador”, “presidente”, “prefeito” ou “procônsul” como aparece em outras versões da carta, mais sim um “legado do imperador”, um jovem magistrado romano, ao nível de questor, fazendo ali trabalho jurídico, como mostra o livro Lentulus (p.285-286). Que a interpolação deu ao senador um cargo errado (o de “governador”) isso é notório!
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    Não vamos nos deter aqui no corpo da carta, do qual já falamos longamente em outro trabalho, mas temos que registrar o engano copista em seu final: “É o mais belo entre os filhos dos homens” (Speciofus forma pre filiis hominum). Ora, isso se trata de cópia integral do Salmo 45 (44), versículo 3, que foi interpolado na Epístola. Por certo, o copista quis mostrar que a narrativa estava conforme a profecia sobre o Messias, da qual ainda iremos falar. Quem lê a psicografia Xavier nota que Lentulus era um senador romano totalmente avesso à religião judaica, nada sabia dos Salmos, portanto, não poderia tê-lo colocado na carta.
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    As mexidas do copista são notórias. Se ontem elas foram boas e se serviram aos propósitos da época, o mesmo não se pode dizer hoje, pois causam grandes transtornos ao entendimento. No lance seguinte vamos entender melhor os acontecimentos que favoreceram essas interpolações e, também, entrever o que teria ocorrido com a Epístola Lentuli naquele período de grave martírio para os cristãos.

  77. Roberto Diz:

    QUEIMA DA EPÍSTOLA ORIGINAL
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    Diocleciano imperou entre os anos 284 e 305. Era tio do papa italiano Caio de Dalmácia, que pontificou de 283 a 296. Esse papa entendeu que para ser bispo era necessário ter um currículo. O bispo não podia ser ordenado sem antes passar pelos graus menores, obtidos com a prática e o estudo constante. O postulante devia ter sido ostiário (guarda de porta e de utensílios de valor), leitor (das sagradas escrituras), acólito (ajudante de missa), subdiácono, diácono (clérigo menor), sacerdote (padre) e exorcista (presbítero a quem cabia doutrinar e fazer a retirada de espírito obsessor). Acredita-se que a proximidade familiar com o papa deixava o imperador mais confiante.
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    No terceiro quartel do século III, os cristãos aproveitaram para fazer intenso proselitismo, convertendo para sua doutrina milhares de neófitos. Entraram em todos os setores da vida social, da administração pública e do exército. As publicações religiosas foram inúmeras, em benefício das coisas do Cristo. Nesse tempo, o culto dominical e seus locais de celebração eram conhecidos de todos. Os bispos podiam apontar para as suas igrejas sem o menor receio, apesar de o culto cristão não estar liberado e de a religião ser ainda ilícita perante o regime vigente.
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    A Epístola Lentuli, por sua vez, como documento do Estado era exemplar único. O doutor Theodor Gabler, em Die Opuscula Academica (Berlage, 1831, p.638-692), assim como outros estudiosos, estimou que, naquele tempo, a carta fora achada nos arquivos oficiais e traduzida. Algumas cópias teriam sido tiradas do documento original (com “interpolações” copistas semelhantes às do Testimonium Flavianum), no intuito de elevar o prestígio do senador Públio Lentulus e mostrar quem fora o Cristo, no dizer daquele magistrado que na época estava em Jerusalém. A Epístola seria então um instrumento de persuasão da Igreja que visava sensibilizar os homens de governo e o Senado para concederem ao Cristianismo o diploma de “religião lícita”.
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    Então, sobreveio a morte do papa Caio de Dalmácia, sobrinho do imperador, cessando sua influência. Ao mesmo tempo, Diocleciano começou a sentir-se inseguro diante de certas ocorrências no exército envolvendo militares cristãos. Estes, envoltos na nova fé, passaram a ter dificuldade em conciliar a religião e os combates de guerra, os quais eram vitais para os objetivos do exército, enfraquecendo as fileiras de Galério, o braço direito de Diocleciano.
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    Avesso ao Cristianismo e sob pressão dos chefes militares e de intelectuais neoplatônicos, ambos advogando que para o Império voltar a ser forte seria preciso afastar tudo o que não fosse da tradição pagã, o imperador emanou uma série de éditos contra os cristãos. Seu objetivo era solucionar o problema do exército e reforçar a segurança do Império. A princípio, não havia castigo de morte, mas as coisas foram tomando um rumo diferente do imaginado pelo imperador.
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    Os militares cristãos até então afastados das solenidades aos deuses pagãos, realizadas no exército, foram intimados a participar delas e a sacrificar aos deuses. Houve extremo desagrado ao largo do Império. Quem se recusou, ou desobedeceu, foi expulso do exército. Então a agitação nas cidades se tornou maior, ninguém queria um retrocesso nas liberdades que julgavam adquiridas. Mas a lei vigente não dava guarida aos novos costumes, os quais se tornaram ilegais, a favor dos chefes militares que abraçavam as ideias pagãs.
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    Mesmo os cristãos que aceitaram o édito e, num ato de apostasia (para satisfazer César), sacrificaram aos deuses visando manter os seus cargos públicos ou permanecer engajados no exército, tiveram frustradas suas aspirações – o “sinal da cruz”, feito pelo público, passou a ser grande empecilho. Segundo Lactâncio, preceptor de Crispo, filho de Constantino, autor do livro Sobre a morte dos perseguidores, diz no capítulo 10 que os arúspices – adivinhos imperiais – alegaram que o sinal da cruz frustrava os vaticínios e nada podia ser predito na cerimônia. Então as coisas ganharam novo rumo – havia incompatibilidade religiosa e o governo se viu compelido a adotar outras medidas contra os cristãos.
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    Nos pontos mais distantes do Império, onde a Igreja não havia chegado, o povo era pagão. Mas na Espanha, nas Gálias, na Grécia e na Itália a influência cristã estava num crescimento formidável, embora os cristãos fossem ainda minoria. Puxando o crescimento estava a Ásia Menor, a região de Bizâncio, a costa do Egito, da Líbia e de Cartago – nesses locais, os cristãos já atingiam metade da população, com grande influência nos exércitos e nos cargos públicos do governo. Contudo, sendo a maioria pagã ao largo do Império, o governo se determinou a repelir o que fosse cristão.
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    Então mandou preparar um édito imperial, em 23 de fevereiro de 303, dia de festa da Terminália (homenagem ao deus Terminus, protetor das fronteiras e patrono das famílias), no qual se mandava demolir as igrejas, queimar as escrituras e impedir a celebração do culto – o dominicum (História eclesiástica L.8, cap.2, §4). No édito, foi condenada à fogueira toda literatura cristã, quer em latim, em grego ou na língua hebraica. Todo cristão em serviço público ou em atividade no exército estava obrigado a renunciar sua crença e a desdizê-la publicamente.
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    No cumprimento do édito, os soldados foram incumbidos de saquear as igrejas e as bibliotecas, retirar tudo o que fosse religioso e toda literatura, queimando tudo em praça pública. Quem se opusesse, ou oferecesse resistência, perdia a liberdade e os direitos civis de cidadão romano. Então as prisões construídas para os assassinos ficaram abarrotadas de bispos, padres, diáconos, leitores e exorcistas, não restando lugar para os verdadeiros criminosos (HE, L.8, cap.6, §9).
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    O rigor das medidas foi acentuado ainda mais com a promulgação de três editos sucessivos, dando início a um período de dez anos de perseguições até o final de 312, com flagelos, martírios e suplícios horrorosos. Nenhuma perseguição anterior deixara tantas narrativas de sofrimento quanto à de Diocleciano. Enquanto a maioria dos cristãos raciocinou a fé, seguiu as leis e “deu a César o que é de César”, sem renunciar à vida, outros, contudo, partiram da premissa de que o amor ao Cristo devia sobrepor-se, não importando o custo, dando-se ao martírio. Então pereceram: São Sebastião, tribuno de uma coorte pretoriana, varado de setas; Santa Inês, condenada ao lupanar após sua recusa de se casar com um pagão, escondeu ali sua nudez com a longa cabeleira e, mais tarde, foi decapitada; o papa Marcelino, em Roma; Santa Lúcia, em Nápoles, e milhares de outros martirizados.
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    O jovem bispo Irineu, em Sírmio, no Danúbio, casado e com filho pequeno (naquele tempo o casamento de padre não era proibido pela Igreja), quando no cavalete de tortura sua esposa e seus pais gritavam para ele renunciar, em benefício da vida que tinha pela frente. Mas o jovem se manteve firme. Quando o governador deu o ultimato: “Sacrifica aos deuses, sacrifica!”, porque assim poderia soltá-lo, ele respondeu: “Sacrificar? Mas estou sacrificando a mim mesmo, pelo meu Deus, a quem devo tudo!”
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    Em Antioquia, os suplícios foram horríveis – os mártires foram assados sobre grelhas. As penas graves, que não impunham a morte, mandavam arrancar um olho, mutilar um dos pés e jogá-los no fogo. As penas consideradas brandas prescreviam trabalhos forçados nas minas de metal de cada província (HE, L.8, cap.12, §10). Em Roma, pouco antes, o bispo africano Félix já houvera sentenciado: “Prefiro ser queimado vivo a deixar queimar as divinas escrituras”. Enquanto Santa Irene, vendo duas irmãs martirizadas, declarou: “Preferimos ser queimadas vivas e sofrer tudo que quiserem, a entregar os nossos livros”. Fizeram-se prisões e castigos intermináveis, com bibliotecas inteiras destruídas.
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    Lactâncio conta em seus registros (Sobre…, cap.12) que ao amanhecer do primeiro dia, quando a luz ainda tênue se apresentou no céu, o prefeito para assuntos da Igreja, acompanhado dos chefes, dos tribunos militares e dos funcionários do fisco, juntos arrancaram as portas da igreja e foram buscar as imagens; depois, então, pegaram as escrituras e as queimam; a todos os perseguidores foi permitido fazer despojos, pilhagens, agitação e correrias. Ao longe, Diocleciano e seus conselheiros discutiam se não seria preferível incendiar a igreja. Mas consideraram que um incêndio de grandes proporções podia alastrar-se e incendiar partes da cidade, pois a igreja estava rodeada por grandes e numerosos edifícios. Os guardas pretorianos, formando esquadrão, avançaram e destruíram tudo. Em poucas horas arrasaram o imponente templo até o nível do solo. A Igreja Romana e os arquivos pontifícios fumegaram sem cessar até não sobrar sequer um papiro.
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    Durante os anos de perseguição, os arquivos oficiais do Cristianismo sofreram perda irreparável – toda documentação de posse das igrejas foi destruída. Tem-se que seja essa a principal razão do pequeno número de escritos cristãos, anteriores ao século IV, hoje remanescente, segundo Curtis Giordano, autor de História de Roma (Vozes, 1983).
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    Em meio ao caos, o original da Epístola Lentuli e algumas de suas primeiras cópias por certo fumegaram. Tem-se que esse documento oficial do Estado ali fora perdido, embora não se descarte que uma das cópias antigas ainda possa ser achada em arquivo inexplorado. Ela não era como as demais escrituras nem como os registros apócrifos para espalhar a religião nascente, cujas cópias fartas circulavam nas igrejas, mas sim um documento único do governo, do qual os copistas, anos antes da queima, tiraram raríssimas cópias. Para a Igreja, a Epístola fora instrumento político num curto período, não era uma escritura para ser estudada nas comunidades cristãs. Esse o motivo de sua raridade e de não ser ela divulgada na Antiguidade como outras.
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    A carta de Lentulus foi reproduzida em poucas cópias e com imperfeições, traduzida do latim para o grego como todas as escrituras da Igreja antiga. Era um registro não religioso, usado como instrumento de persuasão, testemunho vivo de um senador romano relatando Jesus ao Senado. Suas cópias ficaram acessíveis por alguns anos antes do édito de 303 e, depois dele, foram guardadas na ilegalidade, assim como outras que escaparam da queima, até o ano 313, quando Constantino e Licínio assinaram o Édito da Tolerância, em Milão.
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    Em 324, quando Constantino superou seu oponente e tornou-se soberano no Império, o retrato falado de Jesus chegou aos artistas da pintura, que com as informações puderam pintar murais e telas artísticas, enriquecendo como nunca as artes sacras do Cristianismo, então religião lícita; mas, ainda assim, a Epístola ficaria confinada ao arquivo, relegada ao esquecimento por longo tempo.
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    Apenas na Idade Média, mais de um milênio depois, quando redescoberta nas antigas bibliotecas, seria classificada como literatura apócrifa de época tardia, dada sua condição de cópia imperfeita, que não mais permitia identificá-la como documento oficial do estado romano. Contudo, ainda assim, naquele tempo, muitos especialistas não puderam conhecê-la. E, ainda hoje, não é incomum observar-se a ausência dela nas listas de apócrifos.
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    Quanto a tal ausência, não há que se estranhar em demasia. Nicephorus, patriarca de Constantinopla (806 a 815), quando elaborou sua cronografia, intitulada Stichometery of Nicephorus, na qual mostra os livros canônicos desde Adão até o primeiro quartel do século IX, nela não colocou o Apocalipse de João. A surpresa foi enorme! Afinal, o Apocalipse era tido como livro dos mais antigos da Cristandade; então se cogitou que sua acolhida no cânone fora tardia. Constatou-se que, no segundo século, o Apocalipse ainda não era lido nas igrejas, havendo notícias de seu uso apenas no século V, em algumas igrejas da Palestina, durante as cerimônias da sexta-feira da Paixão.
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    Acredita-se que tal ausência fora devido ao conteúdo teológico díspar entre o Apocalipse e os Evangelhos Sinóticos; ou seja, ao que há de acontecer no “fim do mundo”, segundo seu autor, além de que a doutrina, para ambos, em nada se assemelha. Nos Sinóticos, não se observa castigo aos homens de Estado, mas sim o “Dai a César o que é de César”; no Apocalipse, ao contrário, vemos o ódio massacrar os detentores do poder, chamando-os de “Babilônia, a grande prostituta”. Do começo ao fim do Apocalipse, há vingança e destruição, diferente dos Evangelhos que ensinam “dar a outra face” e “reconciliar-se com os inimigos”. Com tais antagonismos, sem dúvida houve hesitação até o livro ser incluído no cânone. Por certo, a Epístola Lentuli teve tratamento semelhante em termos de ausência, acolhida e divulgação.

  78. Roberto Diz:

    Agora, diante destes textos de Pedro de Campos e com passagens dos escritos de Josepho, vou fazer referência a uma acusação estapafúrdia que leio aqui de quando em vez.
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    O Vitor e outros que se dizem ex-espíritas conhecedores da Doutrina acusam, por exemplo, o livro “Há Dois Mil Anos” de Emmaneul por Chico Xavier de ser anti-semita ec culpar OS JUDEUS pela condenacão de Jesus Cristo como se o livro devesse adulterar o que aconteceu e está presente na própria obra de Josepho que utilizam para desautorizar a existência de Publio ou para confirmar a existência de Jesus nos registros da história
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    No livro de Josepho, um judeu que não acredita que Jesus fosse o Messias, ele afirma:
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    “… E quando o principal de nossa nação o acusou diante de Pilatos, eles o crucificaram.” (Antiguidades judaicas, L.18, cap.4, §772).
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    Então esta acusação deveria ser retratada na boca de cada um dos senhores que usam de tanta jactância para falar do que não entendem, não pesquisaram, e nem tampouco se interessam saber como seria de fato pois importa apenas acusar, injuriar e difamar no vazio, por mero sistema e ranço ideológico.
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    Uma vergonha que não enrubece a face de um cara de pau.

  79. Roberto Diz:

    Para ficar mais completo, mais uma parte do livro de Pedro de Campos sobre a Epístola Lentuli:
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    VÍNCULO MESSIÂNICO COM O SALTÉRIO
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    Os evangelistas oficiais da Igreja, com a missão de normalizar as escrituras e dar a elas redação esmerada, foram buscar no Antigo Testamento os pormenores do Messias. Jesus, em seus sermões, estava convicto de ser o Cristo, e os fundadores da Igreja precisavam sacramentá-lo. Os detalhes estavam nas Escrituras Sagradas. Seria preciso buscar ali os itens alusivos ao Messias, confirmá-los na pessoa de Jesus e, na redação dos Sinóticos, não dar margem a incoerência.
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    Mateus escreveu nitidamente para demonstrar que Jesus era o Messias anunciado pelos profetas. Marcos, instruído por Pedro, mostrou Jesus como o filho de Deus, confirmando as predições. Lucas, médico de profissão e amigo de Paulo, apresentou Jesus como médico do corpo e da alma, o Messias redentor do mundo. João, por sua vez, disse que Jesus dera sinais extraordinários, os quais não ficaram registrados em livro, e finalizou dizendo que Jesus era o Messias: “Estes sinais miraculosos foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo” (Jo 20,31). Nos Sinóticos, os evangelistas oficiais da Igreja tiveram a preocupação de harmonizar os quatro Evangelhos entre si, alinhavando tudo, inclusive os aspectos messiânicos, para não dar margem à dúvida sobre quem fora Jesus.
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    É preciso notar que na Antiguidade havia uma máxima: “À mulher de César não basta ser honesta, precisa também parecer honesta”. Então, registrar a aparência do Cristo e sua personalidade, como o fizera a Epístola Lentuli, um documento de César, poderia suscitar dúvida ao público, em razão da árida imagem profetizada por Isaías, embora o salmista profetizasse em seu canto a beleza das formas. Seria preciso a máxima cautela, pois havia risco de interpretação desconexa.
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    Isaías, quando inspirado, profetizou sobre o Messias: “Desde criança crescera diante dele mesmo, como um renovo, como raiz que brota de uma terra seca; não tinha beleza nem esplendor que pudesse atrair o olhar de outros, nem formosura capaz de deleitá-los” (Is 53,2); quando Jesus iniciou o seu ministério, as multidões ficaram pasmadas: “Tão desfigurado estava o seu aspecto, e a sua forma não parecia a de um homem” (Is 52,14).
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    Por outro lado, de modo aparentemente oposto, o cântico do Saltério anunciava: “És o mais belo dos filhos dos homens” Salmo 45 (44), 3; e completava, no versículo 7, “Teu trono é de Deus”. Não havia dúvida de que o salmista, em seu hino de enaltecimento, falava do Rei-messias, o Ungido que haveria de vir, o consagrado divino.
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    Embora se possa dizer que a verdade não pode estar em coisas que divergem, a coerência entre Isaías e o salmista pode perfeitamente existir, caso o primeiro estivesse falando de Jesus no “início” de seu ministério e o segundo, referindo-se a ele no final de sua missão. De fato, isso parece se confirmar na Epístola Lentuli, cujo testemunho fora dado próximo da Paixão de Cristo, no término de sua missão, relatando traços fisionômicos consoantes ao canto genérico do Saltério.
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    Convém lembrar que Isaías escrevera tais palavras sete séculos antes de Cristo, prevendo a figura do Messias desde criança e seu aspecto físico quando já homem, no início de sua missão. No começo de seu ministério, a expressão de Jesus estava marcada pela vida simples da aldeia. Qualquer alteração fisionômica, vinda depois, no curso de sua missão, poderia ser tomada como desconformidade aos escritos de Isaías. Contudo, se Jesus fosse descrito três anos depois, no final de seu ministério, quando seu aspecto inicial já houvera dado lugar a uma feição de sublimidade, próxima da referida no Salmo, tal fato seria difícil conciliar nos argumentos do cânone, que teriam de mostrá-lo sob dois aspectos. Afinal, ele viveu para que se cumprisse aquilo que fora anunciado sobre o Messias.
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    Assim, toda descrição do Cristo, na redação dos Sinóticos, por certo foi abolida pelos redatores oficiais, mesmo que oriunda dos apóstolos ou dos discípulos. Mas a Igreja não podia abolir as escrituras heréticas nem os documentos oficiais do governo, cujo domínio não era seu. Então tais escritos permaneceram e foram usados mais tarde.
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    A Epístola Lentuli era um texto oficial, escrito por um senador do Estado e, face às predições veterotestamentárias, ninguém da Igreja, então em seu início, podia corroborar com ele sobre a fisionomia de Jesus. Ninguém podia dar a ela referendo de validade, mesmo sabendo que o Cristo, no início de seu ministério, trazia o aspecto profetizado por Isaías e que, três anos depois, na plenitude de seu ministério, quando já próximo de sua Paixão, levava consigo os esplendores sublimes do Saltério, que coroavam de beleza e enalteciam a sua divina missão.
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    Embora os apóstolos e os discípulos tenham convivido com o Cristo durante anos, inclusive antes de seu ministério, os registros canônicos sequer dão uma linha sobre os seus traços fisionômicos, algo deveras incomum para quem com Ele convivera; mas compreensível, para quem observa as dificuldades em harmonizar os escritos neotestamentários com os dizeres de Jesus: “Era preciso que se cumprisse tudo o que está escrito sobre mim na lei de Moisés, nos profetas e nos Salmos” (Lc 24,44).
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    Sem dúvida, os evangelistas oficiais da Igreja ficaram impedidos de mostrá-la, para não haver risco, caso a fisionomia mostrasse um mínimo desacordo, de impactar sua coerência messiânica com os registros veterotestamentários. Mas a Epístola Lentuli não tinha tal preocupação, pois era um documento do Estado, não um apócrifo (como fizeram dela os copistas), e acabou servindo aos pintores e artistas sacros para execução de suas obras de arte, sendo, por intermédio delas, divulgada de modo indireto, inclusive na Antiguidade.
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    Pedro de Campos
    Administrador, ufólogo, consultor da revista UFO,
    espírita colaborador da revista Espiritismo & Ciência,
    pesquisador de psicobiofísica, médium e autor de vários livros, dentre os quais o mais recente:
    Lentulus – encarnações de Emmanuel – inquirição histórica [Lúmen Editorial, 2010].

  80. Roberto Diz:

    CRISTO DE BARBA BIFURCADA – PORTA MARINA DE ÓSTIA
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    Descrição: uma das primeiras imagens do Cristo com a marca inconfundível da Epístola Lentuli – “a barba repartida no meio”. Foi escavada na Porta Marítima de Óstia, em Roma, com datação precisa graças à descoberta em meio à argamassa de uma moeda de bronze com a efígie do imperador Magnus Maximus (383-388), que permitiu estimar a conclusão da obra no ano 394. Está em exposição no Museo Nacionale dell’Alto Medievo, Roma. Trata-se de uma figura de homem da cintura para cima, a meio corpo, com idade na casa dos 30 anos; vestido com toga branca que lhe cobre os braços, mas deixa a mão direita de fora e erguida, mostrando três dedos com sinal característico do Cristo; figura com cabelos compridos, repartidos no meio, e barba longa, bifurcada no queixo, tal como descrito na Epístola Lentuli; no alto da cabeça, uma inconfundível auréola branca realça sua condição divina que, juntamente aos dedos, não deixa dúvida de ser uma representação do Cristo abençoando quem parte ou chega a Roma de viagem. Trata-se de fisionomia em mural de mármore, feita nos moldes da Epístola Lentuli.
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    Fonte da imagem: . Acesso em maio 2011.
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    Fontes dos relatos:
    . Acesso em maio 2011.
    . Acesso em maio 2011.
    . Acesso em maio 2011.
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    CRISTO BARBADO – CATACUMBA DE COMMODILLA
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    Descrição: Cristo Barbado com traços ainda rudes, cabelos compridos e repartidos no meio, barba não muito longa e cabeça aureolada. Afresco do final do século IV, catacumba de Commodilla, localizada na via das Sete Igrejas, não distante da Via Osteniense, Roma, Itália.

  81. Roberto Diz:

    http://www.ostia-antica.org/regio3/7/7-8_1.jpg
    http://www.collezioni-f.it/ostia/ostia.html Acesso em maio 2011.
    http://www.ostia-antica.org/regio3/7/7-8.htm Acesso em maio 2011.
    http://culturamugellana.wordpress.com/2010/09/23/ancient-ostia-a-christian-crypt-iv-century-ad-with-an-image-of-christ-giving-a-blessing-has-been-found/ Acesso em maio 2011.

  82. Vitor Diz:

    Oi, Scur

    01 – Em nenhum lugar da extensa cópia do livro de Pedro de Campos ele explica porque diabos Flávio José não citou Públio Lentulus no Conselho de Guerra de Tito.

    02 – O livro é antissemita e essa passagem do Flávio José , que eu saiba, ainda que autêntica, não muda nada, já que todos sabemos que Caifás teve um pezinho nada discreto na crucificação de Jesus. Agora a narrativa do livro mostrando um Pilatos “bonzinho” está errada historicamente. Filo de Alexandria, filósofo judeu, escreve sobre Pilatos, uma década após sua deposição, que ele era “um homem de disposição muito inflexível, sem misericórdia e obstinado”, e recrimina “sua corrupção e seus atos insolentes, seus roubos, os hábitos de insultar o povo, a crueldade e os constantes assassinatos do povo sem julgamento e sem sentenças de condenação, bem como sua terrível desumanidade incessante e gratuita”. Assim o livro de Chico é uma falsidade histórica só por isso. E aquele episódio de Pilatos mandando o povo escolher entre jesus e Barrabás é tido como ficção também:
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    “O Pilatos que está na Bíblia propõe que os judeus escolham entre soltar Cristo ou um bandido, Barrabás. A multidão escolhe pelo fora-da-lei. Diante disso, qualquer leitor é levado a concluir que não foram nem Roma nem as elites judaicas as responsáveis pela morte de Jesus, mas sim “o povo judeu”.
    O episódio é tido como um dos menos verossímeis do Novo Testamento. “Não existe nenhum outro caso conhecido em que um procurador romano fosse ouvir o que a população achava. Ainda mais se esse povo nem romano era. Aquilo tudo parece ter sido criado contra os judeus”, diz o historiador Pedro Paulo Funari, da Unicamp.”
    .
    Assim,, outra falsidade histórica. Ficção.
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    03 – O livro é antissemita porque Chico plagiou “Vida de Jesus”, de Ernest Renan, que era antissemita. Aí tira toda a culpa dos romanos e joga tudo nos judeus. Renan disse: “a raça semítica, comparada à raça indo-européia, representa eternamente uma combinação inferior da natureza humana”.

  83. Roberto Diz:

    Vitor,
    Tu é muito bobinho, liso que nem lambari recém pescado.
    01 – Os longo e bem acabados, bem escritos e bem fundamentados textos não foram feitos ou postos ali por mim para falar sobre o que tu citou, mas para falar sobre a epístola lentuli. Diversionismo da tua parte, fuga pela tangente.
    02 – Mas que Pilatos bonzinho velho! Tu não leu o livro, fala sem saber, chuta, força a barra, é um irresponsável mesmo. Tu precisa, tu depende da mentira depois de ter dito tanta bobagem neste teu blog. O livro mostra a insegurança de Pilatos em tomar a decisão tendo tantas coisas envolvidas, de um lado a senha dos fariseus por alcançar os objetivos traçados pelo Sinédrio onde apenas Nicodemus e José de Arimatéia tentaram argumentar timidamente à favor de Jesus, do outro lado a vigilância que vinha sofrendo de Publio como enviado de Tibério justamente para fiscalizá-los nos seus desvios, corrupção e desmandos.
    Mostra o livro que ele desejaria se livrar da responsabilidade de julgar um justo, repassou para Herodes que devolveu Jesus para ele, repassou para o povo a decisão sabendo O haviam recebido com aclamação quando em Jerusalém poucos dias antes e escolheu Barrabás que era um malfeitor conhecido por todos, mas surpreendentemente e sob o estímulo dos fariseus virou uma turba inconsciente pedindo a morte de Jesus, e se viu diante de Jesus intrigado pela sua figura perguntando e ouvindo resposta de Jesus sobre “a Verdade”.
    03 – Olha tchê, aqui tu apelou de forma incrível! O que têm a ver alhos com bugalhos? Centavos novos com sentar nos ovos? Te pára guri, larga desta cachaça velho!

  84. Vitor Diz:

    01 – O Pilatos do livro faz de tudo para salvar Jesus. Mostra-o como super-mega-ultra bem intencionado. Se ele era “inseguro”, “fraco”, “corrupto” ou mesmo “estuprador”, isso em NADA altera o fato que ele, na pseudo-psicografia, FEZ O QUE ESTAVA AO SEU ALCANCE para salvar Jesus. Isso é FALSIDADE HISTÓRICA.
    .
    02 – O julgamento Jesus x Barrabás é inverossímil. Isso também mostra que a pseudo-psicografia é fraudulenta. “Embora o Evangelho de João coloque na boca de Pilatos a frase: “Tendes o costume de que eu vos livre um homem por ocasião da páscoa.” (Jo 18:39), a confirmação dessa prática não é encontrada, nem no Antigo Testamento, nem no Talmud, o que torna tanto a figura de Barrabás, quanto a situação descrita naquele livro, de duvidosa autenticidade histórica.
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    03 – Como o Chico definitivamente plagiou o livro de Ernest Renan, ele retrata o povo judeu insandecido, como culpado da morte de Jesus, além da elite judaica. E inocenta os romanos. Essa é a relação.

  85. Vitor Diz:

    Scur,
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    veja aqui:
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    http://galileu.globo.com/edic/117/rep_cristianismo.htm
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    “Estudos críticos da Bíblia, mais freqüentes nas últimas décadas – por parte de estudiosos ateus, judeus e até cristãos – rejeitam a versão que mostra Pôncio Pilatos comovido com Jesus e inconformado com a suposta multidão que teria pedido sua morte.
    .
    Baseados em diversos relatos, como os de Flávio Josefo (35-100 d.C.), autor de A Guerra Judaica, e nos princípios do Direito Romano, esses historiadores estão convencidos de que a condenação de Jesus foi apenas mais uma entre as milhares realizadas pelos romanos na Palestina. “Foi basicamente um ato oficial de terrorismo. Roma não tolerava rebeliões em seus domínios”, afirma o teólogo Fernando Altemeyer Júnior, professor da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo. A morte na cruz era a pena imposta pelos romanos para os delitos contra o império.
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    Ameaça ao grupo
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    A acusação contra Jesus por parte dos judeus se restringiu aos saduceus, a facção que apoiava a dominação romana e controlava a nomeação dos sumos sacerdotes. Jesus teria sido uma ameaça para eles, segundo o teólogo Hermínio Andrés Torices, professor da PUC de Campinas e do Instituto Teológico de São Paulo. “Tudo indica que houve um complô desse grupo restrito, mas não uma vontade coletiva dos judeus de Jerusalém”, diz Torices. O judaísmo na época de Jesus era muito diversificado, mas apesar das muitas facções, o sentimento contra a dominação estrangeira era geral e muito forte na população local.
    .
    Um outro tema tratado nos evangelhos, a libertação de Barrabás, serviu para temperar essa suposta vontade coletiva dos judeus de condenar Jesus à morte. O privilégio de os judeus poderem pedir durante a Páscoa a libertação de um condenado não passa de uma lenda, segundo diversos estudiosos, como Paul Winter (1904-1969), em seu livro póstumo Sobre O Processo de Jesus, de 1974.”
    .
    Conclusão: Livro “Há Dois Mil Anos” é FRAUDE HISTÓRICA.

  86. Vitor Diz:

    Scur,

    sobre os dois “Cristos” barbados (o de Óstia e o da catacumba) já constavam no estudo do JCFF sobre a “Aparência Física de Jesus”, em 4 partes, que há muito está disponível no meu “blog”… Lá está mais do que explicado que essa imagem barbada, QUE CONSTA NA CARTA DE LÊNTULO, NÃO ERA a visão primitiva que os cristãos tinham da “physiognomia Christi”; que surgiu somente a partir da 2a metade do séc. IV dC, e mais, que somente se consolidou como a imagem-padrão de Cristo após o fim da querela das imagens em Bizâncio (843 dC). Portanto, isso, e somente isso, já prova que a “carta de Lêntulo” é espúria, já que cita uma descrição de Cristo que somente se tornou padrão MUITO DEPOIS DA MORTE DE CRISTO.
    .
    Parte 1: http://obraspsicografadas.haaan.com/2009/o-estudo-da-aparncia-fsica-de-jesus-parte-1/
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    Parte 2: http://obraspsicografadas.haaan.com/2009/estudo-da-aparncia-fsica-de-jesus-parte-2/
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    Parte 3: http://obraspsicografadas.haaan.com/2009/estudo-da-aparncia-fsica-de-jesus-parte-3/
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    Parte 4:
    http://obraspsicografadas.haaan.com/2009/estudo-da-aparncia-fsica-de-jesus-parte-4/

  87. Roberto Diz:

    Lá está mais do que explicado que este senhor JCFF não explica coisa nenhuma, só enrola, enrola, enrola, mata o leitor de tédio com seus raciocínios enfadonhos que não levam a lugar nenhum, e para os mais desavisados leva a desistência, a se entregar e dizer algo como: tá, tá, tá bom, chega, não vou mais perder tempo com este blábláblá – que seja do jeito que tu queres e não me perturbes mais!
    Lá e aqui a história se repete, sempre as mesmas estratagemas, as mesmas urdiduras – haja paciência!
    .
    Qual era a imagem primitiva que os cristãos tinham da fisionomia de Jesus? Responda sem pestanejar em um único parágrafo, já que quer dar a entender que leu aquela tralha toda escrita pelo inquisitor mor JCFF?
    .
    Estes sofismas sem fim são muito desgastantes.

  88. Roberto Diz:

    01 – Blábláblá, blábláblá
    02 – Isto mostra que tu é um zero à esquerda, não merece qualquer crédito, só fala abobrinha, não é confiável.
    03 – A relação é que você não bate bem das ideias e não dá para perder tempo aqui.

  89. Vitor Diz:

    Em escritos, no início, a maioria optava por um Jesus muito feio, de acordo com profecias. Já na arte as primeiras imagens que temos era de um rapaz sem barba.

  90. Vitor Diz:

    O que o Scur quis dizer acima foi: “não tenho respostas, mas não posso largar minha fé em Chico Xavier de jeito nenhum, assim vou ignorar o que os historiadores dizem e atacar a sanidade e a credibilidade do Vitor, já que não posso fazer o mesmo com os historiadores”

  91. Rafael Maia Diz:

    Scur voçe fala como se eu fosse parcial. Eu realmente não defendo a igreja porque gosto dela. Eu reconheço que ela foi uma boa instituição devido aos feitos dela. Apenas isso.

    Uma instituição de 2.000 anos que, em todos os períodos em que ela participou, sempre trouxe avanços para a sociedades.

    Scur, se a igreja católica não nos tivesse trazido a idéia de um Deus humano solidário, amoroso e que busca ao bem é provável que vc nem tivesse nesse computador digitando.

    Se, na história humana, houvesse prevalecido as religiões que existiam até o surgimento do cristianismo, religiões estas que pregam o sacrifício a fúria dos deuses a guerra e a destruição, nós não teríamos 2 guerras mundiais, teriamos tido 5 ou 6 talvez. Nações certamente lutariam com muito mais fervor por terras e bens. As pessoas seriam muito mais materialista do que já são. E certamente vc não estaria agora digitando essas palavras.

    Se com todo apelo solidário das religiões que pregam o amor ao próximo(originarias do cristianismo), nós já temos o que temos, imagina se a ideologia da morte e da guerra ou da ideologia materialista territorial tivesse prevalecido. Nossa…. só de imaginar me dá arrepios.

    Só pra vc ter uma idéia, a policia que nós criticamos tanto, fazendo uma comparação, a sua simples existência consegue evitar um estado de caos absoluto. Sem ela, como foi o que aconteceu na bahia e no ceara, a cidade para. Nada funciona. Porque sua presença na sociedade evita males piores, muito piores em comparação aos que nós vemos enquanto ela existe.

    O mesmo raciocínio se aplica as religiões. Religiões encabeçadas como o cristianismo servem como NORMAS DE CONDUTA MORAL que evita males maiores para a sociedade. Claro, sem falar em muitos outros benefícios fora esses.

    Se comparar a ambição materialista de estados como a alemanha nazista e todas as mortes que ela causou no mundo e igreja é uma benção e Deus, por exemplo.

  92. Juliano Diz:

    Vitor

    Sobre o episódio Jesus/Barrabas, o historiador cristão John Dominic Crossan prova em um de seus livros, acho que é “O Jesus Histórico”, não tenho certeza, mas enfim (…), no livro ele prova com dados históricos que esta situação narrada de Jesus/Pilatos e Barrabas é totalmente inverídica, absurda até. Também ele faz um estudo com dados históricos, baseado em relatos da época, da personalidade de Pôncio Pilatos, e a conclusão é que o relato bíblico e por extensão pra nós aqui do CX em seu livro, em absolutamente nada tem a ver com o Pilatos histórico. Mas absolutamente nada! Pilatos era uma pessoa fria, dizimou uma rebelião matando praticamente todos os rebelados com requintes até de crueldade, calculista, corrupta, pois mantinha uma estreita ligação baseada em interesses econômicos com os fariseus. Situação que nada tem a ver com o Pilatos bíblico. Como diz Crossan, o que ocorreu foi que Jesus e seus discípulos devem de fato ter feito uma alcazarra num templo judeu ou algum local público de Jerusalém, e Pilatos sabendo da situação mandou prende-lo e o condenou a morte por crucificação, o que deve ter ocorrido, como muitos morriam crucificados na época, diga-se. Após, Jesus virou comida de cachorro, o corpo caiu podre da cruz, pois era proibido a retirada do corpo do crucificado da cruz, tal “privilégio” sendo apenas concedido para pessoas de famílias importantes da cidade, e após consentimento do governador local, no caso aqui, Pilatos. Situação que quase com toda certeza não era o caso de Jesus. Sequer de Jerusalém ele era. O que veio depois foi criação histórica para formar uma doutrina (José de Arimatéia nunca existiu, ressurreição e etc (…)).

  93. Juliano Diz:

    Scur

    Me dá um mês, no máximo, pois ando corrido pra caramba, que vou fazer um artigo desmontando esta tua argumentação. Evidentemente que você não vai concordar, mas servirá para que terceiros tirem as suas conclusões.

  94. Antonio G. - POA Diz:

    Não concordo, Rafael. O sentimento religioso não é o único (e nem o melhor) caminho para a construção da paz social. O bem comum, a moral, a solidariedade e outros valores socialmente aceitos como “humanitários” podem ser cultivados independentemente de crença no sobrenatural. Há sociedades notadamente ateias onde estes valores são muito mais observados do que em grupamentos eminentemente religiosos. Deus e religiões não são indispensáveis à harmonia da vida em sociedade.

  95. Roberto Diz:

    O que eu quis dizer eu disse, não preciso de tradutores.
    A única fé que fui obrigado a largar é a de que tu fosse uma fonte confiável logo nos primeiros parágrafos que li do teu blog há anos atrás, de lá para cá só mais das mesmas absurdidades, incoerências e uma boa e generosa dose de desonestidade intelectual
    A questão da historicidade está muito bem justificada no livro do Pedro de Campos, com citações de historiadores, de documentos, datas, um registro bem acabado dos assuntos que se propôs estudar, não preciso eu me ocupar disso.
    A tua sanidade está em questão para que se seja tolerante com o teu comportamento. Tu sai com cada uma que parece que se está conversando com pessoa com deficiência cerebral de tão incoerente que é o raciocínio, portanto, de que adianta esta conversa? Nada, tu está comprometido até o pescoço com esta farsa que tu montou junto com este JCFF, e não têm como recuar, precisa insistir nas teses difamatórias por mais estapafúrdias que sejam, e tu não está nem aí com a precisão, com a dignidade, com a aclamada “ciência” que passa longe das tuas considerações.
    .
    Vou citar o caso dos “estudos” católicos do senhor JCFF em relação a Epístola Lentuli. Antes de ter chegado o livro do Pedro de Campos o que se tinha eram informações dispersas na internet que nenhum leigo no assunto se disporia a aprofundar por justamente ter mais o que fazer de sua vida.
    Aí surge o verborrágico e sofismático JCFF com seus infindáveis textos recheados de citações, muitas delas totalmente inócuas para elucidar o que se pretenderia no título de seus artigos, procurando conduzir o leitor que sobrevivesse há uma ou duas páginas de leitura para que admitisse que o autor, por ser culto, usar termos incomuns, citar supostos historiadores também desconhecidos (até um tal de Settipani foi usado como a cereja do bolo em termos de confiabilidade histórica na análise dos nomes de romanos, um Ibraim Sued francês que faz consultinhas para interessados em saberem se são parentes de romanos famosos baseado em seus sobrenomes e outras quinquilharias) e despejar assim
    suas idéias distoridas em textos enfadonhos e enganosos.
    Bem, ai surge o livro e se têm um contraponto às ideias do vigário geral JCFF, e se percebem erros, esquecimento de documentos, citações, motivações presentes em contextos nunca abordados pelo supra-sumo da historicidade JCFF.
    Que becs! Quantos erros! É como eu disse, muito cansativo tratar de assuntos que este canastrão maquinou em seu textos, muito charope, improdutivo e principalmente, impreciso.
    .
    Ele afirmou em vários textos dele que citações históricas dando conta da Epístola Lentuli surgiram somente depois de mil anos após a morte de Jesus, depois teve que baixar um pouco para 750 e poucos anos, e chega o livro e vemos que existem sim referências históricas nos primeiros séculos do cristianismo que foram muito bem explicadas no livro de Pedro de Campos.
    Este sacripantas JCFF que vá refazer o seu estudo para ter melhor sorte, corrigir seus erros e parar de citar autores inexpressivos, palpiteiros de história tanto quanto ele como se fossem a última palavra em termos de evidências históricas.
    Quem quiser ficar com a versão negadora ou a confirmadora fará sua escolha, se tiver paciência para analisar toda estas informações, mas abra o olho para a desonestidade intelectual de uns e outros para não ser enredado no engano proposital.

  96. Vitor Diz:

    01 -”Ele afirmou em vários textos dele que citações históricas dando conta da Epístola Lentuli surgiram somente depois de mil anos após a morte de Jesus, depois teve que baixar um pouco para 750 e poucos anos, e chega o livro e vemos que existem sim referências históricas nos primeiros séculos do cristianismo que foram muito bem explicadas no livro de Pedro de Campos.”
    .
    NÃO, NÃO E NÃO. Não existe NENHUMA referência histórica até o século XIV depois de Cristo. E o Pedro de Campos NÃO apresenta qualquer coisa para mudar isso. Você está delirando, Scur, mais uma vez, delirando! Está vendo coisas que NÃO EXISTEM no livro do Pedro de Campos.

  97. Vitor Diz:

    O que o sr. Campos (ou qualquer espírita que apóie, CONTRA TODA A EVIDÊNCIA HISTÓRICA, CONTRA O CONSENSO DOS HISTORIADORES) teria de DEMONSTRAR (PORQUE É DELES O ÔNUS DA PROVA) é que :
    .
    a) Lêntulo Sura teve descendência masculina;
    .
    b) houve um “Públio Lêntulo” contemporâneo de Tibério (e de Cristo) que era, de fato, descendente de Lêntulo Sura;
    .
    c) esse “Lêntulo” exerceu uma “legação” na Judéia, sob Pôncio Pilatos (e deve-se explicar muito bem que tipo de legação era essa – E ISSO, POR SI SÓ, SERIA UMA GRANDE DESCOBERTA HISTÓRICA, MERECEDORA DE CONSTAR NOS MAIS IMPORTANTES PERIÓDICOS ESPECIALIZADOS EM HISTÓRIA ADMINISTRATIVA ROMANA DA ÉPOCA DOS JÚLIO-CLÁUDIOS – seria o PRIMEIRO, e até aqui ÚNICO, testemunho duma legação imperial de nível senatorial numa província procuratoriana, algo que é tido, PELO CONSENSO HISTÓRICO ATUAL, à luz do muito que se sabe das estruturas administrativas romanas, como IMPOSSÍVEL, pois não se mandavam legados para províncias procuratorianas, e um legado senatoria presente numa província como a Judéia simplesmente anularia a administração do procuraddor). SÓ ISSO JÁ SERIA CAPAZ DE LEVAR À FAMA O PESQUISADOR QUE O PUDESSE DEMONSTRAR;
    .
    d) que esse “Lêntulo” permaneceu inúmeros anos na província, arruinando o seu “cursus honorum” senatorial usual – OUTRA GRANDE DESCOBERTA HISTÓRICA, referente a um senador romano, duma das mais importantes casas da aristocracia patrícia, que arruína seu “cursus” (DO QUAL DEPENDE TODO O SEU “STATUS” E O SEU PODER NA SOCIEDADE ROMANA) permanecendo, ANOS A FIO, numa obscura província procuratoriana…;
    .
    e) que, muito depois, esse “Lêntulo”, partidário de Vespasiano, foi um “consultor civil” na guerra judaica, tendo participado (APESAR DO TESTEMUNHO HISTÓRICO EM CONTRÁRIO DE FLÁVIO JOSÉ) do conselho de guerra de Tito.
    .
    Se os itens “a” a “e” acima puderem ser DEMONSTRADOS, direta ou indiretamente que seja, a partir de testemunhos literários, papirológicos ou epigráficos, AÍ SIM se pode começar a conversar noutros termos, e num outro patamar… Até lá.. é FALSIDADE HISTÓRICA MESMO.

  98. almir Diz:

    HÁ DOIS ANOS QUE ACESSO ESSE BLOG, E SÓ POSTEI DUAS VEZES. PERCEBI QUE POSTAM NELE, VÁRIOS ESPÍRITAS, ALGUNS COM MUITA FREQUÊNCIA E QUE PODERÍAMOS CLASSIFICAR DE VERDADEIROS TALIBANS. NUM POST ACIMA, O SR. VÍTOR DEFENDE TENAZMENTE O CATOLICISMO AFIRMA O ABSURDO QUE A IGREJA NÃO PERSEGUIU NINGUÉM POR CONVICÇÕES CIENTÍFICAS. ISTO É UMA MENTIRA E, HISTORIADORES QUE AFIRMAM O MESMO SÃO SUSPEITOS.

    PENSEI QUE ESTE SENHOR FOSSE MAIS HONESTO E IMPARCIAL. ME ANGANEI.
    .
    O JESUS DOS EVANGELHOS É UMA LENDA. PORQUE SUA HISTÓRIA É SEMELHANTE EM MUITOS ASPECTOS A DE KRISHNA? A CITAÇÃO DE FLÁVIO JOSEFO SOBRE JESUS, TAMBÉM É CONSIDERADA UMA FRAUDE, UMA INTERPOLAÇÃO DE CRISTÃOS INTERPOLAÇÃO TENDENCIOSA PARA VALIDAR A HISTORICIDADE DE UM MITO.
    .
    O VATICANO É UM BAIRRO MAL FREQUENTADO E O PAPA DEVERIA PEDIR PUBLICAMENTE PERDÃO PELOS CRIMES COMETIDOS PELA IGREJA TODOS OS DOMINGOS, NUM POOL DE TELEVISÃO E TRANSMITIDO MUNDIALMENTE. E MESMO ASSIM NÃO SERIA SUFICIENTE PARA PAGAR TODOS OS ERROS E CLERICALISMO COMETIDO POR ESSA INSTITUIÇÃO DE PEDÓFILOS. DIZEM QUE EXISTE UMA FRATERNIDADE BRANCA, A IGREJA É A NEGRA.
    .
    ENDOSSOU A DITADURA EM VÁRIOS PAÍSES, ABENÇOOU ARMAS E AVIÕES DE GUERRA, DEU ABRIGO A NAZISTAS E É INIMIGA DA LIBERDADE E DOS DIREITOS DO HOMEM. SONHA EM TER O ANTIGO PODER PARA PODER PERSEGUIR DE NOVO. QUANTO AOS ESPÍRITAS DEVERIAM LER RENE GUENON “O ERRO ESPÍRITA”. ANTIGAMENTE OS IGNORANTES ACREDITAVAM QUE OS MALES ERAM PROVOCADOS POR DEUSES MAUS, OS HOMENS DE CIÊNCIA DEMONSTRARAM-LHES QUE NÃO ERA VERDADE.
    .
    MAS, TEM UM GRUPINHO POR AÍ QUE ACREDITA EM “ESPÍRITOS” E SUAS INFLUÊNCIAS, OU SEJA, A SUPERSTIÇÃO CONTINUA, SÓ MUDARAM OS RÓTULOS, A LADAINHA É A MESMA. DIZEM ATÉ QUE TEM VIDA EM MARTE, QUE A NASA ESCONDE ISSO E AQUILO, MISTURAM UFOS COM ESPIRITISMO (NOME INFELIZ), E OLHA QUE ESTAMOS NO ´SECULO XXI, MAS A SUPERSTIÇÃO CRESCE CADA VEZ MAIS.
    .
    O BUDA MOSTROU E DEMONSTROU, QUE “ESPÍRITOS, DEUSES E LADAINHAS…” SÃO INVENÇÕES DOS SACERDOTES PARA SATISFAZER AS SUAS CARÊNCIAS PSIQUICAS E ESPIRITUAIS. DEMONSTROU AINDA O MESTRE QUE NÃO HÁ DEUS ALGUM NO UNIVERSO E QUE O SANTUÁRIO ESTAVA E ESTÁ VAZIO. MAS TEM GENTE QUE SENTE CARÊNCIA POR UM PAI, DAÍ ACREDITAM NUM “DEUS”.

  99. Vitor Diz:

    Oi, Almir
    quais a sprovas você possui para sustentar sua posição? E fiquei curioso com relação a esse lance que o Buda “demonstrou que deuses e espíritos são invenções… onde está essa demonstração?

  100. Biasetto Diz:

    Almir, de modo geral, concordo com tudo que você disse!

  101. almir Diz:

    é a ultima vez que escrevo neste blog. você exige provas e mais provas… pena… posso apresentar inúmeras… pra quê? para você se desfazer delas com seus sofismas?
    .
    de coração, sr. vítor eu o admirava, continuo achando que o sr. presta um serviço ao desmascar alguns erros que existe aquí ou alí… mas percebi logo que o senhor não é imparcial.
    .
    os mestres que auxiliaram HPB, NEGAVAM QUE EXISTEM TAL DEUS NO UNIVERSO, BASICAMENTE A CONCEPÇÃO DELES

    SE OS PESQUISADORES DE TODOS OS NÍVEIS fossem apresentar provas e mais provas, iriam perder tempo em acumulá-las e não chegariam a lugar algum.
    .
    leia cartas dos mestres ao alfred p. sinnet e numa delas você encontrará um mestre refutando um chela leigo inglês que sustentava que buda era um emissário de deus, e o mestre nega o tal deus e as assertivas do chela.
    leia também, mas leia mesmo, o livro do heródoto barbeiro ex jornalista da tv 2 cultura, e historiador, que escreveu um bom livrinho sobre o buda.
    .
    basicamente o pensamente desses mestres é o pensamento do buda e eles dizem:
    .
    “A idéia de Deus não é algo inato, mas uma noção adquirida, e só temos uma coisa em comum com as teologias: nós revelamos o infinito. Mas, enquanto nós atribuímos a todos os fenômenos que procedem do espaço, da duração e do movimento, infinitos e ilimitados, uma causa material, natural, sensível e conhecida (pelo menos para nós), os teístas lhes atribuem causas espirituais, sobrenaturais, ininteligíveis e desconhecidas.
    .
    O deus dos teólogos é simplesmente um poder imaginário – ‘un loup-garou’5 como d’Holbach o expressou – um poder que nunca se manifestou a si mesmo. O nosso principal propósito é liberar a Humanidade do seu pesadelo, ensinar ao homem a virtude por amor a Ela, e que avance pela vida confiando em si mesmo, em vez de se apoiar em uma muleta teológica, que por incontáveis idades, tem sido a causa direta de toda a miséria humana.”
    .
    completa um mestre trans-himalaico:
    .
    “A nossa Doutrina não conhece compromissos. Ela afirma ou nega porque nunca ensina a não ser aquilo que sabe ser a verdade.
    .
    Portanto, negamos a deus tanto como Filósofos quanto como Budistas.
    .
    Sabemos que existem outras vidas planetárias e espirituais, e sabemos que no nosso sistema não há isso que se chama de Deus, seja pessoal ou impessoal. ‘Parabrahm’ não é um Deus e sim, a Lei imutável e absoluta; e ‘Iswar’ é o efeito de ‘Avidya’, e ‘Maya’, ignorância baseada na grande ilusão. ”
    .

    foi um prazer senhor. até nunca mais.
    ainda com minhas considerações e estimas.

  102. almir Diz:

    um adendo…..
    “Portanto, negamos a deus tanto como Filósofos quanto como Budistas.
    …”

  103. Biasetto Diz:

    Taí, Vítor!
    O Almir tem pinta de um cara que sabe o que diz e poderia contribuir em muito nos comentários aqui, quem sabe até fazer um artigo, sei lá!
    Mas irritou-se com suas contradições e a ridícula postura em ficar defendendo este bando de criminosos que operaram em nome de Deus e Jesus Cristo, por muitos e muitos séculos.
    A igreja católica fede, você não faz a menor ideia de quantos crimes estes caras cometeram, você não faz a menor ideia de quantos fetos foram enterrados em quintais de convento, muito menos imagina, quantas criança foram abusadas por padres. Você fica tentando minimizar as atrocidades da Inquisição, mas a Inquisição foi MUITO PIOR do que dizem, MATOU MUITO MAIS GENTE do que é dito. Eu tenho revistas aqui em casa, falando da Inquisição na América, no Brasil, coisas que não são faladas, pouco são mencionadas.
    Mas assim como disse o Almir, não vou perder meu tempo, em ficar mostrando aqui, vou ter que digitar os artigos, não mereço isto.
    Você fica defendendo esta merda desta doutrina, que em pleno século XXI, ainda insiste em crucificar gays, insiste em criticar o incentivo da distribuição de camisinhas na África, um continente repleto de doenças, pobreza, miséria, tristeza, atrocidades… Lamentável Vítor Moura, vergonhoso!

  104. Vitor Diz:

    Oi, Biasetto

    Eu não defendo a Doutrina. Defendo fatos. Apenas isso.

  105. José Carlos Ferreira Fernandes Diz:

    Sr. Biasetto,

    Mostre as estatísticas. Mostre quantos foram condenados à morte pela Inquisição, qual o percentual de condenações à morte diante do total de julgamentos, e compare com as condenações à morte (em números absolutos e relativos) de outros tribunais, no mesmo período, sejam religiosos, sejam civis. Mostre quantos foram “mortos” pela Inquisição. Descreva os tipo de tortura utilizados, e mostre que somente eram usados na Inquisição; ou melhor, que a Inquisição torturava “mais barbaramente” que os outros – principalmente que os tribunais civis, ou que os tribunais protestantes. Deve ser fácil, não? O sr. é o professor de História, formado em História, tem o aval da estrutura jurídica de nossa sociedade para ensinar História a nossos filhos. Mostre o que sabe – não com palavras nojentas, mas com númeors e estatísticas comparativas. Creio que não lhe peço muito…

    Mostre quantos “fetos” foram enterrados nos conventos, e mostre que, nesses conventos, NUNCA tinham funcionado, nas suas próprias dependências ou nas proximidades imediatas, maternidades (além das parteiras de ocasião, ou do simples acaso, era a “Igreja Podre”, principalmente através de seus conventos de freiras, que exerceram, por muito tempo, e em muitos lugares, a função de maternidade – além, claro, de receptoras de crianças enjeitadas; e, em ambos os casos, a taxa de mortalidade era altíssima). Não lhe ensinaram isso no seu curso de História? O sr. acha que os fetos vinham de onde? Claro, das freiras “podres”, desgraçadas, parasitas. Deve ser fácil mostrar isso, e provar tudo direitinho. Prove.

    Mostre quantas crianças foram vítimas de “abuso” por parte de padres (refiro-me a casos que tenham tido pelo menos julgamento em primeira instância…); compare com o total de padres; mostre quantas crianças foram vítimas de abuso por outros tipos de pessoas, que não padres; compare com o total dessas pessoas (pode ser qualquer grupo de controle – pastores protestantes, professores de Educação Física, “gays”…), e prove, assim, que, proporcionalmente, os padres são mais propensos a “abusar” das crianças. Deve ser fácil mostrar isso, não, sr. professor de História? Afinal, o sr. estudou para isso, para levar em conta todas as circunstâncias, para não emitir opiniões gratuitas, para não se deixar levar pelas emoções – não é para isso que a sociedade lhe reconhece o direito (ou melhor, o privilégio) de ensinar História, de ajudar a formar o caráter e as opiniões de nossos filhos? Mãos à obra, mostre os números. Todos.

    Enfim, sr. Biaseto, professor de História, dê exatamenteo os nomes daqueles que foram condenados pela Igreja, ou pela Inquisição, POR CAUSA DE DOUTRINAS CIENTÍFICAS (e não me venha de novo com Galileu, muito menos com Bruno!!!). Prove, com extratos de documentos, e de citações de trechos de análises históricas, que eles foram condenados POR CAUSA DE SUAS OPINIÕES CIENTÍFICAS…

    Sinto muitíssimo, sr. Biasetto, mas quem “fede” aqui, e muito, por se encontrar muito apodrecido, é o seu senso crítico – e o sr. se formou em História!!! Para quê? Isso não lhe serviu de nada, no passado, para que o sr. pudesse fazer uma análise racional de cunho histórico, por rápida que fosse, das “psicografias” de Xavier (veja, não estou aqui entrando no mérito de o sr. o considerar médium ou não, muito menos no fato de o sr. continuar a se ter por espírita, ou simpatizante do Espiritismo; falo de FATOS, não de posicionamentos filosófico-religiosos pessoais, quaisquer que sejam, ou que tenham sido…). O sr., o professor de História, engoliu tudo com a mesma sofreguidão com que um carneiro faminto tosa a grama; seus conhecimentos de nada lhe valeram, o sr. foi mais uma rês do rebanho; e só muito depois, e depois de muito teimar, e até mesmo de muito insultar a terceiros, se convenceu (ao menos, acabou se convencendo… mais uma vez, parabéns!). E, agora, seus estudos históricos, sr. Biasetto, e seu diploma, também de pouco, ou mesmo de nada, lhe adiantam, já que o sr. se mostra absolutamente incapaz de analisar FATOS; confunde miseravelmente um posicionamento filosófico-religioso particular com os fatos demonstráveis, e quer, porque quer, que, pela simples razão de não gostar (que digo eu? Odiar, e odiar irracionalmente, isso sim!) de determinada instituição, cegar-se diante da Realidade, e querer imputar-lhe, INJUSTIFICADA E FALSAMENTE, tudo de ruim. Que belo exemplo de imparcialidade! Que belo exemplo de racionalidade histórica!

    Mas deixemos tudo isso de lado… Mostre os números. Eles existem, posso lhe garantir. Depois, discutiremos.

    JCFF.

  106. Biasetto Diz:

    José Carlos,
    Como sou uma pessoa que procuro ser coerente, faço elogios às suas pesquisas sobre Emmanuel/Lentulus. Porém, certas coisas que você afirma me DÃO NOJO!
    .
    Você diz:
    .
    “Inquisição, qual o percentual de condenações à morte diante do total de julgamentos, e compare com as condenações à morte (em números absolutos e relativos) de outros tribunais, no mesmo período, sejam religiosos, sejam civis.”
    .
    Pera aí, pera aí cidadão! A igreja não tinha que ter feito tribunal algum, realiza cara! Uma instituição religiosa, falando de Jesus Cristo, Deus, amor ao próximo. Que direito ela tinha de lançar UMA ÚNICA PESSOA À FOGUEIRA. Você usa de um critério absurdo, pra defender esta instituição podre. Sua lógica é: “a igreja matou, mas matou menos que outros tribunais, então ela é boa!” R I D Í C U L O ! ! !
    Olha aqui, JCFF, nem vou mais perder meu tempo com um sujeito tão trouxa como você.
    Você é um cara desprezível, que quer achar meios “DIVERSIONISTAS” pra defender a podridão, o abuso de puder, o lixo histórico, a maldade, a crueldade. Quantas pessoas sofreram torturas, inclusive psicológica, por parte da igreja. Batava, até pouco tempo, em uma cidadezinha, um senhor mais velho se enamorar com uma moça jovem, pra serem ignorados na cidade, para que as pessoas virassem a cara pra eles e dificultassem a vida deles, principalmente, por causa da igreja. Tá cheio de histórias assim. Eu repito o que eu sempre digo: é fato que existiram pessoas boas, até maravilhosas no meio católico, em todos os meios religiosos. Mas a instituição igreja católica, com seus dogmas, com seus preconceitos, com seus atos covardes e humilhantes, com seus julgamentos arbitrários e abusivos, é UM LIXO! FEDE E FEDE MUITO. Veja as merdas que aquele padreco da Canção Nova, vários deles (postei alguns vídeos aqui) falam, defendem, perpetuam … Tenha “santa paciência”, tu é besta demais!

  107. Biasetto Diz:

    Vítor, minha paciência contigo também já esgotou.
    Fato? Que fatos?
    Vai à missa com o JCFF e beija a mão do padre, que este é o teu lugar.

  108. Vitor Diz:

    Fatos históricos. Nada mais que isso. Eu duvido que você encontre aqui eu defendendo qualquer coisa da Doutrina Católica, em todos os meus posts. Pode procurar. Ganha um doce se achar alguma coisa.

  109. Biasetto Diz:

    E aí o AzedoCoroinhaBacen, veja como o padreco de tua igrejinha sabe tudo hein? Tá pondo Xavier no chinelo, quem diria, meu caro, quanta sabedoria e revelação.
    http://www.youtube.com/watch?v=L-MeYlhEOKU&feature=related
    Será que ele psicografou isto tudo?

  110. Biasetto Diz:

    Tem mais esta pra você aí …
    http://www.youtube.com/watch?v=fezbvxmrvkE&feature=related

  111. José Carlos Ferreira Fernandes Diz:

    Sr. Biasetto,

    Do sr. eu só quero os números, as estatísticas e os documentos que embasam os seus pontos de vista. Tal é o bastante. O resto é (isso sim) verborragia, irracionalidade, fanatismo e diversionismo. E, quanto à sua observação de que a Igreja não tinha que ter tribunal nenhum, etc., etc., isso somente mostra sua total incapacidade de entender as circunstâncias específicas das épocas passadas, o “contexto” social de cada período histórico, algo a meu ver imperdoável num professor de História. Não lhe ensinaram isso em seu curso de graduação de História? Ou o sr. faltou a essa aula?

    Bem, mas sem mais diversionismos: mostre seus dados; justifique-se. Basta de mensagens nojentas; crie coragem, homem, elabore um texto, ou vários textos; demore o tempo que quiser, mostre, com fatos, números, estatísticas, comparações e documentação o quão “podre” é a Igreja. Demonstre, racional e embasadamente, tudo aquilo que lhe pedi em minha mensagem anterior. Não tenha pressa, repito; pode demorar semanas, ou mesmo meses. Sem “stress”. Estou aguardando.

    JCFF.

  112. Biasetto Diz:

    José Carlos,
    Você é ousado no uso das palavras, mas não me engana mais. Pra que você quer números? Que número? Quantas pessoas a igreja podia matar? Há um número “x”, que a inocenta.
    Dá aula que você menciona, ou eu faltei mesmo, ou meus professores não sabiam nada mesmo. Porque NENHUM deles se preocupou em inocentar a tua igrejinha assassina. Muito pelo contrário, condenaram-na, você sabia? Eu tive professores da Unicamp, até com doutorado.
    Você procura textos do Vaticano ou de autores católicos, que nem conseguem disfarçar isto, pra minimizar, ou melhor NEGAR as verdades.
    Cara, você é patético. Eu tentei te levar a sério, até me aproximar, mas você deve ser um fanático católico, louco pra se ajoelhar aos pés do santo papa, faz-me rir …
    Eu vou gastar meu pouco tempo livre e vou de dar os números. Aguarda uns dias aí, o ministro da eucaristia, aguarda, que vou te preparar uma, pode esperar.

  113. José Carlos Ferreira Fernandes Diz:

    Sr. Biasetto,

    O sr. sabe perfeitamente que o fanático não sou eu; e o sr. também sabe que não tentou, honestamente, nenhum tipo de aproximação. Mas, estou aguardando seus textos. Não mais mensagens – textos. De novo: sem pressa. Mas deixe de ser mentiroso; não ponha palavras em minha boca, não insinue que eu defendo “mentiras”, que eu não tenho olhar crítico sobre a atuação da Igreja (como, aliás, sobre a atuação de qualquer outra instituição). Não sou eu que sou o “pregador” aqui, e o sr. (e outros), no íntimo, sabem muito bem disso. O sr.comete um erro primário, confunde “ser partidário” (duma corrente filosófica, ou religiosa, qualquer que seja) com “ter que denegrir”, escamoteando ou falsificando FATOS para ajustar uma “visão negra” dessa instituição à sua visão pré-concebida (e que, provavelmente, lhe enfiaram na cabeça ao longo de sua graduação), a fim de justificar e de fortalecer suas opiniões preconcebidas.

    Assim, talvez, afinal, a culpa não seja toda do sr.; é possível, mesmo, que, em grande parte, não seja sua – devem ter-lhe feito uma boa “lavagem cerebral” durante seu curso de História; a orientação de doutrinação materialista e esquerdista assumida por esses cursos é um fato que vem ocorrendo nas últimas décadas, e, é claro, a transformação da espiritualidade e da religião, em geral, e da Igreja, em particular, numa “bête noire”, a ser não analisada, mesmo criticada, mas simplesmente caricaturada, demonizada e caluniada, tornou-se uma prática “de rigueur”…

    Talvez justamente por causa disso o sr. se mostre absolutamente incapaz de separar a assunção duma postura filosófica, ou religiosa (ou ambas), fruto duma análise racional, mas metafísica, da investigação factual, também fruto duma análise racional, mas física, documental, mesmo empírica. Como seus mentores, provavelmente, eram materialistas anti-religiosos (em maior ou menor grau, de maneira mais ou menos explícita, ou consciente), somente puderam lhe fornecer “slogans”. E é à luz desses “slogans”, dessas opiniões preconcebidas, desse “wishful thinking”, que o sr. (e pessoas como o sr.) “analisam” “racionalmente” os fatos; e eles são sutilmente distorcidos; deixam de representar a Realidade, tornando-se meros instrumentos para o fortalecimento dos “slogans” absorvidos durante a doutrinação. Para o sr., bem como para pessoas que tiveram um percurso semelhante ao seu, não existe a possibilidade de “analisar” uma instituição à luz estritamente das evidências factuais, reconhecendo nela suas virtudes (e apontando, claro, seus defeitos e limitações), DENTRO DE SEUS CONTEXTOS ESPECÍFICOS, SOCIAIS E TEMPORAIS, e, AO MESMO TEMPO, não seguir (via análise pessoal, íntima, mas racional metafísica) seus ditames filosóficos, ou religiosos. Se (via doutrinação) tais ditames não são seguidos, então a instituição deve, “ipso facto”, ser demonizada, independentemente da Realidade JUSTAMENTE PARA MANTER a doutrinação, as pregações e os “slogans”. Porque, a partir do momento em que uma análise efetivamente RACIONAL E FACTUAL venha a ser realizada, esses “slogans” começam a ruir. Isso é triste, muito triste, mas esse é o panorama cultural usual deste nosso Brasil, mesmo entre vários “encanudados”, reduzidos a serem um “proletariado de terceiro grau” (e aqui falo em termos intelectuais, não econômicos…); e o sr., sr. Biasetto (e não me refiro aqui, em absoluto, a suas virtudes pessoais, profissionais, mesmo familiares, que, pelo que me constam, nada deixam a desejar – eu não o calunio, nem o xingo, nem parto para baixas acusações pessoais, como o sr., sr. professor de História, racional, “encanudado”, fez e faz comigo…), é a imagem perfeita desse cenário deprimente.

    Mas, esperemos seus textos, seus números, suas estatísticas, suas comparações, seus documentos…

    JCFF

  114. Antonio G. - POA Diz:

    A sociedade avança, progride, inexoravelmente. Entre vacilos e tropeços, a evolução segue sempre o seu curso.
    Aqui no Rio Grande do Sul, dentro de alguns dias, todos os crucifixos expostos em ambientes do Poder Judiciário gaúcho serão retirados. Por decisão unânime, cinco desembargadores do Conselho da Magistratura do Tribunal de Justiça determinou a medida. Essa decisão atende ao princípio constitucional de um Estado laico, sem nenhuma relação de interdependência com qualquer corrente ou instituição religiosa (no caso, a Santa Madre Igreja Católica). Como gaúcho e brasileiro, saúdo a soberana e lúcida decisão. Isto é muito importante. Ainda é pouco. Quase nada. Mas é mais um passo na evolução da humanidade. Um dia, a religiosidade fará parte do passado, e o homem será mais livre, independente. E mais feliz.

  115. Vitor Diz:

    Oi, Antonio G. Poa,
    você sabe que os países sem religiosidade são justamente os que possuem as maiores taxas de suicídio, não? O paraíso dos ateus, a Dinamarca, país considerado até como possuidor do povo mais feliz do mundo, possui uma taxa de suicídio mais que o dobro da do Brasil. E já foi provado que pessoas sem religiosidade possuem maior tendência ao suicídio. Veja o artigo “Religious Affiliation and Suicide Attempt” de 2004, que diz: “Religiously unaffiliated subjects had significantly more lifetime suicide attempts and more first-degree relatives who committed suicide than subjects who endorsed a religious affiliation.” O artigo foi publicado numa revista de altíssimo fator de impacto. Está disponível online aqui: http://ajp.psychiatryonline.org/article.aspx?articleid=177228

  116. José Carlos Ferreira Fernandes Diz:

    O homem já foi “livre”, “independente” e “feliz”, sem ser dominado pelo tacão da religiosidade: na época do Terror, sob a Revolução Francesa, ou, mais recentemente, nos países ex-comunistas, mais especialmente na (antiga) União Soviética, o paraíso do Estado Ateu, lobo travestido, falsamente, com a alcunha de “Estado leigo”…

    Claro, dir-se-á que esses maus exemplos não eram “Estados leigos”, de fato (a que ponto chega a negação da Realidade…); mas, no duro, não é um “Estado leigo” o que os “neo-ateus” “racionais” “libertários” defendem – é um Estado ateu militante, no qual ninguém, a não ser eles próprios, se sintam à vontade, e onde ninguém, a não ser eles próprios (ou os que seguem sua cartilha) controlem as rédeas do poder. Claro, isso é camuflado (como sempre…) com alguns “slogans” e “palavras de ordem”: “avanço”, “progresso”, “liberdade de expressão e de crença”. Bela liberdade essa, que PROÍBE que símbolos religiosos entranhados na própria História e na própria formação da sociedade (no caso, os crucifixos, ligados à formação histórica, social, religiosa e moral do Brasil) sejam exibidos… Foi assim que começou o Terror; é assim que começa tudo…

    É preciso ter a mente muito embotada pelo lava-rápido cerebral da doutrinação materialista fanática para não conseguir perceber a diferença entre um Estado efetivamente “leigo”, no sentido de preservar a liberdade (E GARANTIR A PRÁTICA) das mais diversas correntes filosófico-religiosas, e a exibição da herança cultural própria duma sociedade. Não se trata, absolutamente, de apoiar a “evolução”, o “esclarecimento”, ou quaisquer outro desses conceitos “bonitinhos”, devidamente “pasteurizados” pela cartilha “politicamente correta” e “bacaninha”. A simples exibição de crucifixos (no caso dum país de tradição cultural católica, como o Brasil, e ainda majoritariamente católico, ao menos em termos gerais, e, de qualquer modo, grandemente cristão…), ou, aliás, a exibição de quaisquer símbolos religiosos ligados à herança e à tradição cultural própria e específica da sociedade em apreço (p.ex., símbolos budistas, ou hinduístas, ou muçulmanos, ou quaisquer outros, em suas respectivas sociedades…) não se configura, em absoluto, contrária ao “Estado leigo”, assim entendido como aquele que garante a separação entre Religião e Estado, bem como a defesa do livre exercício de qualquer corrente filosófico-religiosa (e a GARANTIA DE SUA PRÁTICA). Isso é algo por demais óbvio para qualquer um que, com mais de dois neurônios atuantes (e não atingidos pela lavagem cerebral “materialista” “racional” “libertária”), analise serena e racionalmente a questão…

    Mas não é disso que se trata; se trata duma luta de poder, da tentativa da IMPOSIÇÃO, a uma maioria (esmagadora) ainda religiosa, e que, na média, e no geral, pauta, ou tenta pautar, suas vidas (TANTO PÚBLICAS QUANTO PRIVADAS) de acordo com os ditames de suas crenças (católicas em especial, ou cristãs em geral, ou de quaisquer outras correntes religiosas, no mais geral ainda), dos pontos de vista duma minoria militante, cujas idéias, JÁ IMPLEMENTADAS NA PRÁTICA em muitos países, deu no que deu – Lênin, Stálin, Pol Pot et caterva (e não venham dizer que não eram ateus militantes, que sua ideologia não era atéia e anti-religiosa, podendo ser rastreada, em suas origens, até ao próprio Iluminismo e à “tabula rasa” de Helvétius…). Bela evolução! Bela liberdade! Bela felicidade!

    Tudo isso, claro, travestido com os mais belos nomes, e com os mais lindos ideais (como no caso daquele professor de História cá deste “blog”, e sua cantilena libertária contra a “Igreja Podre”, as “freiras depravadas”, gerando bebês para os enterrar, recém-nascidos, nos escuros subterrâneos dos conventos…). Vamos ver se, retirando os crucifixos, as plagas gaúchas ficam, de fato, mais “livres”, mais “esclarecidas”, mais “felizes”, mais “evoluídas”… Claro, essas pessoas podiam levar sua crença fanática à sua conclusão óbvia, e iniciar, p.ex., um movimento para a demolição da estátua do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro – sem dúvida, tal monumento nada mais é que uma “poluição visual” inadmissível e intolerável para os castos olhos dos “neo-ateus” “racionais” “libertários” “evoluídos” “bacaninhas” “melhores-que-esses-crentes-burros-ou-nojentos”…

    Quem quiser poderia, na minha modesta opinião, obter detalhes interessantes acerca de toda essa problemática (e iniciar, de fato, se assim desejar, UMA DISCUSSÃO DE ALTO NÍVEL, E NÃO UMA RELES PREGAÇÃO DOUTRINÁRIA MATERIALISTA) nos seguintes endereços eletrônicos:

    Sobre os novos “fanáticos seculares”:
    http://teismo.net/quebrandoneoateismo/2012/02/02/dennis-prager-sobre-o-perigo-dos-fanticos-seculares/

    Sobre a manifestação da cultura religiosa como um pretenso ataque ao (“slogan” do) Estado Leigo:
    http://teismo.net/quebrandoneoateismo/2010/11/12/tcnica-cultura-religiosa-atentado-contra-estado-laico/

    E, depois, o “pregador fanático” sou eu…

    JCFF

  117. Vitor Diz:

    Oi, JCFF

    A crítica dos símbolos religiosos no Poder Judicário é que se pode por crucifixos, então também deveria poder colocar despacho de macumba, imagens do buda etc… só não poderia colocar imagens do Maomé para não ter ameaças de bomba…

    E o Estado laico deve “garantir a prática” sim, mas de forma PRIVADA, não PÚBLICA. A França deu um passo nesse sentido ao proibir a burca:
    .
    http://www1.folha.uol.com.br/mundo/979188-franca-emite-primeiras-multas-contra-mulheres-que-usam-burca.shtml

  118. Roberto Diz:

    Folgo em saber que finalmente as cartas estão na mesa, abertas, e se pode conhecer o jogo de cada sem trapaças e blefes.
    Eis aí o JCFF, tal qual ele realmente é! Eis aí o Vitor Moura, desvelado por completo.
    O que é possível se fazer em nome do predomínio, ainda hoje!
    Os frequentadores deste blog são, em maioria quase hegemônica, ou ateus ou religiosos materialistas, e poucos e raros espiritualistas perdidos no praticar ou teorizar.
    Espíritas não os há por aqui, apenas simpatizantes mal iniciados na própria reforma íntima.
    Se destacam os religiosos materialistas pois alimentam uma contradição alucinante: creem no espírito contanto que manifesto na matéria que lhe fere os sentidos físicos, e pouco ou nenhum valor dão aos princípios morais que se depreendem do fato de aceitarem a continuidade da vida.
    Mas estão em destaque personalidades como o JCFF, uma velada incógnita que só a muito custo se revelou. Deseja sobreviver na labuta argumentativa basendo-se restritamente em números, em documentos ou citações meticulosamente interpretadas num contexto que lhe seja favorável aos propósitos nem sempre publicáveis, como se todo o resto não tivesse permissão de existir ou sequer cogitado.
    Mas é muito interessante assistir as máscaras caírem, finalmente, e já não sem tempo pois todos merecem conhecer a verdade.
    Vamos acompanhando…

  119. Vitor Diz:

    Oi Scur,
    enquanto você não aceitar que o Chico era charlatão ou doente mental, e que Emmanuel não existiu, você sabe que ninguém dará ouvidos a nenhuma das besteiras que você diz aqui, não sabe?

  120. Sergio Moreira Diz:

    Opa! Ae, Biaseto! Ganha um doce! Agora ficou emocionante o Blog.

  121. José Carlos Ferreira Fernandes Diz:

    Vítor,

    Essa é uma argumentação comumente utilizada, mas, bem analisada, não se sustenta. Não se trata de “qualquer” manifestação religiosa, mas daquela (muito raramente, daquelas) ligada(s) inequivocamente à história cultural da sociedade em apreço. No caso do Brasil, ao Cristianismo, em geral, e ao Catolicismo, em particular. Uma pessoa pode não ser católica, ou mesmo cristã; pode ter uma série de reservas (grandes ou pequenas, bem ou mal fundamentadas que sejam, não importa) com relação a essa “herança cultural”, mas o fato é que essa pessoa vive numa sociedade com tal “background”; não gostou, mude-se – vá para Cuba, ou para a Coréia do Norte, são lugares legais, onde as pessoas são “livres” da “opressão religiosa” (pena que tais “paraísos” terrestres estejam se extinguindo rapidamente… por quê será?). Para o bem ou para o mal, goste-se ou não, a sociedade brasileira liga-se à tradição ocidental judaico-cristã (o “velho trio”, filosofia grega, direito romano e Cristianismo), e, dentro dessa tradição, à corrente católica (mais especificamente, à corrente católica ibérica…). As coisas são assim. É, ainda, a voz da maioria, da esmagadora maioria, e não se pode, em absoluto, tolher as manifestações culturais da maioria em nome duma (pretensa) “proteção” às minorias.

    Isso é um “truque” dos militantes “neo-ateus”, não para salvaguardar a separação entre Religião e Estado, ou a liberdade de expressão, mas para BANIR TODA MANIFESTAÇÃO RELIGIOSA DA ESFERA PÚBLICA, RESTRINGINDO TAL ESFERA PÚBLICA, OU SEJA, O EXERCÍCIO EFETIVO DO PODER, EXCLUSIVAMENTE À SUA IDEOLOGIA; e isso mesmo que tais manifestações de índole cultural (no caso, religiosa) sejam a da maioria, mesmo que liguem-se à história cultural da sociedade em apreço. É um projeto de índole ditatorial, autoritária, de conquista de poder, travestido como um movimento de “evolução” e de “garantia à liberdade”. Simples assim. Só não vê quem não quer.

    Passemos a um (hipotético) exemplo. Na antiga Índia (refiro-me aqui à Índia Britânica, ao “Raj”), havia vários “Estados-vassalos”, governados por seus príncipes (que tinham vários títulos: rajás, marajás, nababos, etc.); havia (como há) na Índia várias religiões, sendo que as mais representativas eram o Hinduísmo, o Islamismo e o Siquismo; e cada um desses Estados vassalos tinha uma “religião oficial”, por assim dizer, que era a religião da casa reinante (geralmente uma das “três grandes”). Uma casa reinante muçulmana podia governar um Estado muçulmano, ou uma casa reinante hindu, um Estado hindu; mas as coisas podiam se complicar; uma casa reinante hindu podia governar um Estado de maioria muçulmana, ou, vice-versa, uma dinastia muçulmana podia governar um Estado de maioria hindu. Ou uma casa sique podia governar um Estado de população mista, hindu, muçulmana e sique… Tudo isso ocorria por razões históricas, usualmente ligadas a antigas guerras de conquista, mas isso não vem ao caso. O fato é que esse “mix” existia.

    Ora, o que se verificava, no “Raj”, tanto nas áreas sob a dominação direta da Coroa britânica quanto nos vários Estados-vassalos, era um altíssimo grau de tolerância e de liberdade religiosa (muito disso se perdeu, infelizmente…), qualquer que fosse a religião da casa reinante (que, lembre-se, podia ser diferente da religião da maioria de seus súditos); e isso não impedia que os símbolos religiosos da casa reinante, bem como os da corrente religiosa da maioria da população (caso fossem diferentes) se mostrassem onipresentes na esfera pública. Os de religião diversa, usualmente, não os viam como “ofensivos”, ou como toldando, de qualquer modo que fosse, o seu livre exercício religioso. Eram coisas da vida. Agora, suponha que, nesse ambiente, num desses Estados vassalos, de religião mista, uma pequena minoria de cristãos “fundamentalistas” começasse a lutar pela “supressão” de todas as manifestações públicas e oficiais de símbolos religiosos, em nome da “liberdade”. Se acaso o governante aceitasse isso, ELE ESTARIA SENDO UM TIRANO, não um garantidor da paz e da felicidade de seus súditos: que direito tem, ao fim das contas, uma minoria barulhenta de cristãos de impor, num Estado de tradição hindu (ou muçulmana, ou sique, ou mista) a supressão de todos aqueles símbolos consagrados pela tradição, e que, em grande parte, confundem-se com a própria cultura e com a própria civilização local? Isso é liberdade?

    A tradição civilizacional brasileira é, ao menos até agora, cristã e católica. Crucifixos são parte dessa tradição; estátuas de orixás, não (como também não o são, p.ex., estrelas de Davi, ou crescentes…). Talvez, no futuro, o “ethos” cultural da composição da maioria da população mude a ponto de fazer, p.ex., que uma nova corrente filosófico-religiosa, cujo símbolo seja, diga-se, um “smile”, venha a prevalecer de modo esmagador, ou amplamente majoritário; nesse caso, e ao longo do tempo, e NATURALMENTE, “smiles” iriam acabar sendo dependurados nas repartições. Se esse (hipotético) Brasil futuro permanecesse um Estado leigo, garantindo a liberdade de filiação e de exercício religioso, nada mais restaria (serena e racionalmente) à eventual minoria cristã remanescente, a não ser lamentar a decadência de sua religião, e tentar praticá-la em suas vidas, sem se importar com os “smiles”. A meu ver, não teria cabimento esses cristãos desse futuro brasileiro hipotético quererem retirá-los das repartições públicas porque (pretensamente) se sentissem “incomodados” com eles, ou porque eles, de algum modo, seriam uma ameaça ao tal “Estado leigo”. Simples assim. Nesse caso (hipotético) do “Brasil smiliano”, uma campanha orquestrada por uma minoria cristã remanescente para a retirada dos sacrossantos “smiles” da esfera pública seria apenas fruto de fanatismo, ou duma tentativa de conquista de poder. Nada teria a ver com “liberdade de expressão”, ou com outras desculpas “bonitinhas”.

    De novo: sejam coerentes, detonem o Cristo Redentor!!!

    JCFF.

  122. Vitor Diz:

    Oi, JCFF
    eu nem digo que seja para tirar os símbolos religiosos porque pessoas de outra religião ou mesmo os sem religião se sentiriam incomodados, mas sim porque estamos falando de um ambiente de trabalho do governo, e, como tal, tem que parecer um ambiente de trabalho e não um templo religioso – ou multi-religioso! Simplesmente tais símbolos não cabem em um ambiente de trabalho! DIFERENTEMENTE DO CRISTO REDENTOR, que NÃO ESTÁ LOCALIZADO EM UM AMBIENTE DE TRABALHO! Assim, não há “incoerência”.
    .
    Por isso sou a favor da retirada de tais símbolos religiosos, de impedir que as mulheres andem por aí de burca. Quer andar de burca? Ande dentro de casa! Ninguém está impedindo isso! Quer usar crucifixos? Use DENTRO de casa. As pessoas não devem ficar por aí ostentando PUBLICAMENTE a sua religião, indo ao trabalho ou à escola fazendo propaganda de sua ideologia religiosa. A menos que a escola seja particular, como a PUC, claro. Aí pode usar crucifixos lá dentro à vontade, e pode até ter aula de ensino religioso. A proibição se restringe à esfera pública, ao ambiente de trabalho e de ensino públicos. É o que eu acho.

  123. José Carlos Ferreira Fernandes Diz:

    Bem,Vítor,

    Devemos concordar em discordar. Em quê, dadas as características históricas e culturais do Brasil, os crucifixos nas repartições “perturbam” o ambiente de trabalho? Quanto a “propaganda” ou “proselitismo” religioso oficial, isso ocorreria, sim (a meu ver), se as pessoas fossem obrigadas a se persignarem ao passarem por tais crucifixos, ou se a repartição, COM DINHEIRO PÚBLICO, comprasse uns vasinhos de flores e as trocasse periodicamente… ISSO, a meu ver, não deveria ser permitido, porque todos, católicos ou não, cristãos ou não, religiosos ou não, pagam impostos, e o dinheiro em questão não poderia ser desviado para uma ostensiva PRÁTICA religiosa (ou anti-religiosa), qualquer que seja. Mas, sinceramente, não consigo ver os tais “crucifixos”, por si mesmos, como capazes de tolher a liberdade religiosa de alguém, ou de “contaminar” o ambiente de trabalho… Eu, sinceramente, não me persigno quando entro numa repartição, quase nem presto atenção a esse símbolo. De novo: não vejo razão alguma (a não ser, claro, as que já aqui elenquei) para os retirar, DADAS AS CIRCUNSTÂNCIAS HISTÓRICO-CULTURAIS ESPECÍFICAS do Brasil. Crucifixos em repartições num país de maioria protestante, p.ex., não teriam qualquer razão de ser; seriam, aí sim, um desrespeito ao ambiente histórico-cultural específico de tais sociedades…

    Se, um dia, digamos, a esmagadora maioria da população brasileira venha a se tornar kardecista, e se, por causa disso, retratos de Kardec vierem a ser dependurados nas repartições, NESSE CASO ESPECÍFICO, NESSAS CIRCUNSTÂNCIAS SOCIAIS ESPECÍFICAS, eu,sinceramente, não veria tais retratos, por si mesmos, como de índole a atrapalhar quer a liberdade religiosa e a laicidade do Estado (supondo que sejam preservadas), quer o bom andamento dos serviços nas citadas repartições. De novo: é querer ser “mais realista que o Rei”, e transformar, para fins de propaganda e de conquista de espaço público (i.e., de poder), por parte duma minoria, uma questão que, para mim, é de importância absolutamente secundária.

    Dentro dessa óptica, Vítor, a meu ver, o Cristo Redentor, sim, teria de ser considerado um “acinte”: ele está lá, ONIPRESENTE, num espaço público, dominando toda a cidade, virtualmente forçando todos a contemplá-lo, de braços abertos (e com o Sagrado Coração esculpido no peito!!!), sempre lembrando a todos o “poder” e o “tacão” da “nojenta Igreja” e da “retrógrada religião”, responsáveis (claro…) pelo “atraso” da Civilização. E, o que é pior, quero crer que seja mantido, ao menos em parte, com verbas públicas (oh, horror!!!)…

    Mais uma vez: DETONEM O CRISTO REDENTOR!

    JCFF.

  124. Vitor Diz:

    Caro JCFF,
    tais símbolos religiosos pertubam sim o ambiente de trabalho. A retirada deles é inclusive recomendada em diversos artigos por conselheiros profissionais. Veja esse artigo, por exemplo:
    .
    http://dropsdecarreira.com.br/blog/2012/01/voce-mantem-objetos-pessoais-na-mesa-de-trabalho/
    .
    “A presença de objetos pessoais desperta bons sentimentos nas pessoas, o que pode contribuir decisivamente para que elas trabalhem mais motivadas, pois a empresa as concede um “cantinho personalizado”, criando um ambiente bem familiar e acolhedor. Mas, como tudo na vida, não convém ultrapassar os limites do bom senso. Por isso, é bom ficar bem atento a algumas orientações:
    Cuidado com o excesso de objetos – Ter a mesa atulhada de coisas pode refletir uma imagem de desorganização e caos, além de dificultar a execução das tarefas em função do espaço reduzido;
    Seja amigo do bom gosto – Peças feias, bregas, de gosto duvidoso devem ficar bem guardadas em casa, nunca expostas numa mesa de trabalho;
    Não se exponha demais – Se perceber que a bandeirinha do seu time de coração causa algum tipo de turbulência além da saudável brincadeira, é melhor tirá-la. O mesmo se aplica a fotos íntimas com a família ou ainda OBJETOS RELIGIOSOS ou de natureza político-partidária. Não se trata de abrir mão de suas convicções, ideais ou preferências. É apenas diplomacia para prevenir conflitos, fofocas e provocações;
    Discrição no uso de brinquedos – Se você é aficcionado por carrinhos, ursinhos, bonequinhos, miniaturas de aviões, joguinhos ou outros objetos do universo infantil, vá com calma. Leve poucos e em tamanho reduzido. O risco de quem exagera é ser (mal) visto como um profissional imaturo e infantilizado, que não conseguiu superar, por completo, a fase da infância e adolescência. Imagine um diretor de multinacional com uma miniatura do Bob Esponja ao lado do seu notebook…
    Se você vem falhando em alguns desses pontos, sugiro corrigir os exageros. Se seu ambiente de trabalho tem sido ‘espartano’ e impessoal, a recomendação é dar um toque mais pessoal. Procure estar cercado de objetos que lhe trazem felicidade. Esse sentimento certamente será transferido para as suas tarefas profissionais!”
    .
    Além disso, o Flamengo é o maior time do Brasil. Imagine se colocássemos uma bandeira do Flamengo no ambiente de trabalho apenas por sermos maioria… não é propício, não é legal. Já tem lugar propício para expor esses objetos, seja na arquibancada do campo de futebol, seja em templos, igrejas, mesquitas…ambiente de trabalho é outra coisa.
    .
    Quanto ás verbas públicas: o Cristo Redentor é um caso especial porque, embora seja mantido por verbas públicas, o retorno que ele dá atraindo turistas é muito maior do que o dinheiro que consome. Assim, não se pode dizer que não esteja havendo retorno positivo (lucro) à sociedade…

  125. Vitor Diz:

    Caro JCFF,
    se você encontrasse um despacho de macumba no seu ambiente de trabalho, você não ia ficar incomodado? Eu ficaria…ia me perturbar muito… lugar de macumba é no terreiro…

  126. Vitor Diz:

    Apenas para deixar claro: sou contra símbolos religiosos no ambiente de trabalho tanto quanto sou contra a presença de bandeiras de time de futebol no ambiente de trabalho. Essas coisas não estão em um ambiente adequado…apesar de a cultura brasileira ser fanática por futebol…

  127. Antonio G. - POA Diz:

    JCFF disse: “Foi assim que começou o Terror; é assim que começa tudo…”
    Quanta bobagem JCFF !! Que desperdício de vocabulário e conclusões “sem pé nem cabeça” !! Puro ato reflexo, sem ponderação nem cautela. Teoria da Conspiração a esta altura do campeonato !!?? Você me decepciona. Nem vou me dar ao trabalho de refutar seus verborrágicos argumentos. Só vou lhe perguntar o seguinte: Como você se sentiria se estivesse sendo julgado por um suposto crime cometido contra um muçulmano se, na sala do tribunal, bem atrás do magistrado, pudesse ser vislumbrada uma imponente Lua Crescente e Estrela ? Você ficaria confortável e confiante na isenção do juiz?
    Isso que está sendo feito é correto, lúcido e respeitoso. É bom para a nação. É bom os cidadãos. Sinal de que o atraso começa a ceder espaço para a evolução.
    .
    Vitor, porque você acha que a taxa de suicídios de um país tem relação direta com o nível de liberdade e felicidade do povo? Você acha que noruegueses, dinamarqueses e suecos são menos livres e felizes do que guatemaltecos, indonésios e brasileiros ? Não lhe ocorre que, dependendo do nível de discernimento e entendimento da realidade o suicídio pode ser para alguns uma “alternativa viável”?
    Como regra geral, o ateísmo é diretamente proporcional às melhores condições sociais, culturais, econômicas e sanitárias. Ou seja, quanto mais desenvolvido o país, maior o número de ateus.

  128. Vitor Diz:

    Oi, Antonio,
    o suicídio SEMPRE será uma alternativa viável. A questão é: será que é a melhor alternativa? Veja ainda o que o artigo diz: “it was found that greater moral objections to suicide and lower aggression level in religiously affiliated subjects may function as protective factors against suicide attempts. Further study about the influence of religious affiliation on aggressive behavior and how moral objections can reduce the probability of acting on suicidal thoughts may offer new therapeutic strategies in suicide prevention.”
    .
    Ou seja, pessoas com filiação religiosa possuem menor nível de agressividade. E quando vemos os números de mortos nos governos ateístas, comprovamos que é isso mesmo!
    http://www.4shared.com/photo/5-LNLnvh/mortosporateus.html

  129. Biasetto Diz:

    Vítor,
    Eu responder a você e ao JCFF, adequadamente. Porém, preciso de um tempo pra isto.
    Agora, você disse:
    .
    Ou seja, pessoas com filiação religiosa possuem menor nível de agressividade. E quando vemos os números de mortos nos governos ateístas, comprovamos que é isso mesmo!
    .
    Então, deixa os espíritas em paz, deixa que acreditem no Chico, no Divaldo, em vida em Marte, Nosso Lar.
    Deixa de falar que é ateu, porque eu nem acredito que seja, pois você deve ser católico.
    Você é o MÁXIMO DA CONTRADIÇÃO.
    E estes dados que você apresenta aí, esta informação, muitas eu já refutei no nosso grupo de discussão. Por que você não diz, por exemplo, que os países onde mais há violência no mundo, incluindo assassinatos, são majoritariamente religiosos, cristãos, católico?

  130. Vitor Diz:

    Porque a violência não vem da religião em si, e sim da desigualdade social. Pobreza não gera violência. Riqueza não gera violência. Agora em países em que há forte contraste pobreza x riqueza, como é na maioria dos países religiosos, aí sim você vai encontrar violência.

  131. Biasetto Diz:

    Ocorre meu amigo historiador, que tanto entende, que você não é capaz de perceber, que a pobreza também está relacionada à falta de cultura, de senso crítico, exatamente, porque as religiões, nestes países, ajudam a manter a ignorância. Veja o caso brasileiro, por exemplo, em que as igrejas evangélicas estão dominando, cada vez mais, as tvs abertas, com aqueles cultos de horror e extremo mau gosto. Isto ajuda a melhorar a sociedade? E a igreja católica faz, ainda que de forma mais discreta e melhor elaborada, a mesma coisa. Vítor, vai ler um pouco de Sociologia, vai…

  132. Vitor Diz:

    Oi, Biasetto,
    apresentando dados sobre os presos, verificamos que a proporção de presos sem religião é muito maior do que a proporção de pessoas sem religião na população:
    http://1.bp.blogspot.com/_8HVlrT3XE20/TNjHVPQeIYI/AAAAAAAAAQM/7afNhp8dIv8/s1600/religiaoprisoesinglaterra.JPGProporção dos Sem Religião nas Prisões

  133. Roberto Diz:

    Está ficando engraçado ver o GazedoBacen revelado, ou inapelavelmente nu, usando sua verve para defender a parte sombria que deveria ser rejeitada por qualquer católico lúcido.
    .
    Os alemães dão lições nesta área quando nacionalmente não defenderem em nenhum aspecto as atrocidades nazistas, nem inventam sofismas para romantizar qualquer justeza nos atos cometidos naquela fase terrível da história da humanidade e do povo alemão em particual. A meia dúzia de neonazistas que pululam por lá também o fazem em outros lugares do mundo porque precisam de uma bandeira para intentarem algum ideal que lhes valha de inspiração para expelir o fel que lhes domina as entranhas.
    .
    A pregação católica que vemos aqui vai na contra mão do bom senso e busca deturpar e reescrever a história com tintas favoráveis, talvez para que as pessoas esqueçam um passado que não importou, não estava tão errado assim, que estava de acordo com o “contexto histórico daquele tempo” e era uma necessidade inevitável e até sadia.
    .
    Espernear, se debater, rugir e babar na volúpia de enganar, ainda hoje, não têm mais o efeito e alcance que tinha há algumas décadas porque as pessoas não se amedrontam mais com bichos-papões que não amedrontam mais, não têm acolhida na consciência da coletividade que os repudia, muitas vezes instintivamente, afastando toda esta barbaridade que lhe foi empurrada goela abaixo por dois milênios.
    .
    Não se tratam de slogans ou bandeiras erguidas sem razão, mas sim um sentimento de preservação, de defesa contra esta perversidade.
    Se ficar provada a aleivosia de qualquer médium, qualquer espírito, o Espírita deverá deixá-lo de lado e seguir adiante sem intento de defender o indefensável, mas para o GazedoBacen o indefensável não existe nas fileiras de sua crença, e curiosamente atribui aos que não admitem a injunção de seu raciocínio a pecha de fanáticos. Uma coisa é defender que Publio não existiu porque não achou registros na história que a própria Igreja deixou que fosse documentada após os devidos “ajustes” interpolados ou destruidores, têm argumentos que podem ser aceitos no todo ou parcialmente, outra bem diferente é defender que não houve o que está exarado em centenas ou milhares de fontes, ou vívido na lembrança de multidões quanto na atualidade das intromissões dogmáticas no cotidianos das pessoas.
    .
    A argumentação é cuidadosa e tenazmente preparada para impedir que as viseiras sejam removidas dos olhos da mole humana que chamam de rebanho, e que num passado muito recente lhes temia, bajulava, ajoelhava, confessava pecados, beijava mãos asquerosas e aceitava um culto exterior que anestesiava sua capacidade de pensarem por si mesmos.
    .
    Esta fase triste da história da humanidade felizmente está se despedindo sem deixar saudades. As pessoas não se submeterão mais a isto, em geral, e os áulicos desta hidra abominável perdem tempo tentando proteger a cabeça podre da dominação política e econômica em nome de Deus, pois Deus não faz parte deste circo de horrores que está sendo expulso da cidadela intelectual das pessoas libertas das ilusões, mentiras e dogmas moribundos. Rest in Peace falso saber, falsa cultura, falso cristianismo!

  134. José Carlos Ferreira Fernandes Diz:

    Não creio, Vítor, que as situações possam ser comparadas (ao menos, na minha opinião). Um time de futebol, por mais popular que seja, não é uma quase unanimidade, sequer local, quanto mais nacional; e, quanto à “distração”, se formos levar a tese do autor citado às últimas conseqüências, qualquer coisinha “diferente” dum “padrão” “atrapalharia” o ambiente de trabalho. Se uma funcionária, p.ex., viesse vestida (ainda que decentemente, sem nenhum decote escandaloso!…) com um vestido estampado, um esquisitão qualquer poderia argumentar que o “tipo da estampa” “atrapalha sua concentração” (“Detesto aquelas flores, me atrapalham a concentração… Deviam ser proibidas!”)… Prove-se que não! Assim, a conseqüência lógica do argumento, levado ao seu extremo (e fatalmente o seria, mais cedo ou mais tarde, já que nele não há nenhum limite…), é que, em todos os ambientes de trabalho, todos deveriam se vestir UNIFORMIZADOS (preferencialmente de acordo com sua hierarquia), todos deveriam ter mesas/cadeiras/computadores UNIFORMIZADOS (idem), todos deveriam ter os mesmos cortes de cabelo (modelos específicos para homens e mulheres, e, mais uma vez, consoante o grau hierárquico…); até as jóias teriam de ser escrupulosamente padronizadas, nos tamanhos, formatos e materiais. Pois “penteados exóticos” (o que é “exótico”?), ou “jóias estranhas” (o que é “estranho”?), ou roupas “diferentes” (o que é “diferente”?), ou uma arrumação “não usual” de “objetos” na mesa de trabalho (o que é “não usual”? E que “objetos”?), TUDO ISSO pode “atrapalhar” a concentração de terceiros, ferir-lhes as susceptibilidades (“Ao ver brincos de pingentes, sinto-me mal… Deviam ser proibidos!…”) e comprometer a “produtividade”. Ou seja, a conseqüência (lógica) desse argumento, aplicado em sua plenitude (e fatalmente o seria, pois, repito, ele não tem limites intrínsecos, é magnificamente “geral” e, portanto, pode ser facilmente levado ao paroxismo), é uma SOCIEDADE TOTALITÁRIA, um arremedo do “1984”…

    Novamente: diante das circunstâncias histórico-culturais específicas duma dada sociedade (e, claro, APENAS à sua luz, E SOB TAIS CIRCUNSTÂNCIAS), certas manifestações simbólicas, mesmo religiosas, não podem, por qualquer pessoa de fato racional, ser reputadas como “comprometendo a liberdade de expressão”, ou “ferindo o Estado Leigo”, ou mesmo “atrapalhando o ambiente de trabalho”. É óbvio que há limites, para o bom-gosto e para o bom senso; mas, a meu ver, isso não se aplica, em absoluto, no caso específico dos crucifixos. Mais uma vez: trata-se duma situação absolutamente secundária, mesmo trivial, sobre a qual virtualmente ninguém tecia controvérsias, transformada, convenientemente, em “cavalo de batalha” por uma minoria articulada. Criou-se um problema onde antes não havia problema algum (e nem ameaça alguma ao Estado leigo, ou à liberdade de expressão…). Só não vê isso, repito, quem não quer.

    Sobre o “despacho de umbanda”, eu ficaria horrorizado, como TAMBÉM ficaria horrorizado se fosse celebrada uma missa, ou uma oração inequivocamente católica, antes do início do expediente (e eu não apenas me recusaria a participar, mas lutaria para que acabasse). No entanto, se eu vivesse numa sociedade que, cultural e tradicionalmente, venerasse os orixás, não me importaria o mínimo que fosse por ver dependurados (E APENAS DEPENDURADOS, sem que eu fosse obrigado a praticar qualquer ato ritual diante deles) tais fetiches nas repartições (desde que a liberdade de expressão e de prática religiosa fossem garantidas). O mesmo digo para retratos de Kardec, ou “smiles” (conforme meus dois exemplos anteriores). De novo, Vítor, aí entram as especificidades históricas e culturais da sociedade em apreço (que podem, claro, ir mudando ao longo do tempo). Simples assim. A situação, a meu ver, está muito bem encaminhada nos dois “links” que forneci, e creio que, quanto a isso, discussões poderiam ser iniciadas, por quem quisesse, lá.

    JCFF

    Quanto ao outro comentário: é óbvio que não haverá refutação, porque se tratam de FATOS; portanto, basta qualificá-los de “verborragia”, e, magicamente, não se têm mais que apresentar argumentos… Quanto à “sala do tribunal”, isso depende. Se, na referida sociedade, houvesse, de fato, direito assegurado à livre expressão de convicções filosófico-religiosas (e, por conseguinte, a “Lua Crescente”, ou o Corão, ou qualquer outro símbolo, fossem resultado das circunstâncias específicas ligadas à história e à cultura local), SEM PROBLEMA ALGUM; e se, como parte da ritualística, tivesse que jurar “sob o Corão”, juraria. Com certeza, nesse caso, sentir-me-ia melhor do que diante dum juiz num tribunal SEM NENHUM SÍMBOLO RELIGIOSO da antiga União Soviética, ou das atuais Cuba e Coréia do Norte. Seria interessante que o comentarista respondesse ONDE se sentiria melhor: diante dum juiz no Brasil, num tribunal com o NOJENTO CRUCIFIXO, ou num tribunal da Coréia do Norte, sem símbolo religioso nenhum…

    É preciso que as pessoas se libertem da idolatria: não é um objeto, símbolo de circunstâncias histórico-culturais específicas (Crucifixo, Crescente, estátua de Zeus, “Smile”, foto de Kardec, estrela de Davi; ou Zend-Avesta, Bíblia, Talmude, Corão, Vedas, Tripitaca, Analectos; ou o que for), que, POR SI APENAS, garantirão (ou não) justiça e isenção. É a própria constituição da sociedade que o fará. Novamente: o que fica claro é a criação duma polêmica onde antes não havia polêmica, a cuidadosa elaboração dum problema onde antes não havia problema, a construção dum “cavalo de batalha” para fins de afirmação de poder, por parte duma minoria militante, cujas idéias já causaram tanta desgraça a tantas nações. Mais uma vez: só não vê quem não quer.

    JCFF

  135. Antonio G. - POA Diz:

    Vitor, eu não defendo o suicídio como a melhor alternativa. Só não acho que o fato de um país ter um nível relativamente alto de suicídios o classifiquem com um país de povo infeliz. Muita gente religiosa só não comete suicídio por medo do “castigo de Deus”. Convenhamos que não é o melhor motivo para não atentar contra a própria vida. Aliás, muita gente só não faz muitas coisas socialmente reprováveis exatamente por medo da punição divina. Novamente, considero esse um péssimo motivo para alguém ser decente.
    Também tenho sérias reservas à afirmação de que pessoas com filiação religiosa tem menor nível de agressividade. Esta conclusão me parece muito “pedagógica”, bastante suspeita. Não vejo isso, na vida real. O ateísmo não é uma posição de quem não tem limites. Ser ateu não significa ser um sociopata, um tresloucado agressivo. Alguns ateus que eu conheço estão entre as pessoas mais éticas, gentis e solidárias que eu já conheci. E, honestamente, não conheço nenhum “monstro ateu”. É claro que um sujeito totalmente desajustado poderá, inclusive, declarar-se ateu. Mas isso será muito mais em nome do apreço pela transgressão do que fruto de uma reflexão sobre as questões transcendentais.

  136. Antonio G. - POA Diz:

    JCFF, eu não acho o crucifixo um objeto nojento. A cruz é um símbolo esteticamente interessante. Já quando na cruz temos a figura de um homem torturado, pregado e sangrando, acho uma representação bastante mórbida, desconfortável. Não me causa boa impressão. Mas isso faz parte da estratégia. Serve para impressionar, causar comoção e adesão. É marketing dos bons.
    .
    Esse argumento de que a presença dos crucifixos é meramente uma questão de tradição, sem que represente de nenhuma forma a postura dos que operam a coisa pública, não me parece consistente. Não. Isto não é um “cavalo de batalha”. É uma demonstração de respeito à lei e aos direitos individuais, que a mim são muitíssimo caros. Desde a proclamação da república (mais exatamente desde a Constituição de 1891), o Estado brasileiro é laico, independente de qualquer religião. Então, em qualquer recinto de órgão público, inclusive (e especialmente) nos órgãos do judiciário, a retirada de TODO E QUALQUER símbolo religioso já deveria ter sido providenciada. Estamos com 121 anos de atraso.

  137. José Carlos Ferreira Fernandes Diz:

    Idolatria… Cavalo de batalha, sim. Imposição das idéias duma minoria, sim, sem qualquer consideração pela cultura e pela História da sociedade em apreço. Mas, voltando ao ponto: onde o comentarista sentir-se-ia mais à vontade, “ceteris paribus”: num tribunal do Brasil, ou num da Coréia do Norte?

    JCFF

  138. Vitor Diz:

    Oi, JCFF
    a questão é que já existem locais propícios para se colocar crucifixos – igrejas. Não há porque estender isso ao ambiente de trabalho. Quanto à padronização, isso já existe nas escolas com uniformes, mesas, cadeiras, computadores também. O máximo que se faz é uma adaptação para canhotos. E muitas empresas também padronizam a vestimenta de seus funcionários. Quanto a estampas que não agradem, já vi camisas escritas “EU ADORO SHREKA”, com o símbolo do ogro Shrek. Pode-se até andar na rua assim, mas não cabe num ambiente de trabalho, a pessoa não será vista como um profissional sério. Quanto a cortes de cabelo, o cabelo é da pessoa e ela faz o que quiser com ele! O corpo é dela! É só não ser um risco de saúde pública, como ir infestado de piolhos ao trabalho, colocando em risco o restante dos funcionários, que está tudo bem. Mas mesmo quanto a isso pode haver restrições, ao trabalhar num restaurante, você não pode estar com seu cabelo comprido, ao menos se quiser trabalhar lá! Parece que em bancos também já estão vetando as pessoas usarem barba. Agora, se em ambientes de trabalho, em especial órgãos públicos, podem-se colocar crucifixos, então sou a favor de em Igrejas (católicas ou evangélicas) colocarmos em todas elas essa imagem:
    http://4.bp.blogspot.com/-DeohVWMqvgk/TiSvbXd197I/AAAAAAAALrg/YhXZHKkcvSg/s1600/evolucao_humana.jpg

  139. Antonio G. - POA Diz:

    Não compreendo sua pergunta sobre tribunal brasileiro versus tribunal nortecoreano…
    O Brasil, mal ou bem, é um país onde predomina o Estado Democrático de Direito. A Coreia do Norte é um país de regime autocrático, totalitário, onde a figura do governante confunde-se com o Direito e ao poder absoluto divino. O atual ditador é chamado de Divino Líder. Em qualquer lugar, público ou privado, a foto do sujeito está afixada, de maneira ainda muito mais ostensiva do que os crucifixos no Brasil. Ou seja, não tem crucifixo, mas tem o “retrato” do Divino Líder.
    Preciso discorrer mais a este respeito?

  140. Vitor Diz:

    Oi, Antônio
    recomendo fortemente que você leia esse link que o JCFF passou:
    .
    http://teismo.net/quebrandoneoateismo/2010/11/12/tcnica-cultura-religiosa-atentado-contra-estado-laico/

  141. José Carlos Ferreira Fernandes Diz:

    Bem, Vítor, teremos então que concordar em discordar. Tudo reside, a meu ver, na questão da tradição cultural, e da importância que, na formação da própria sociedade, uma determinada corrente filosófica, ou religiosa (ou ambas), assumiu (e, ainda hoje, assume). Muito de nossa moral, de nossos costumes, de nosso posicionamento diante da vida, etc., foi moldado por tal tradição, e é seguido, ainda hoje, como parte integrante dessa sociedade, por todos, pertençam ou não à instituição que, em grande parte, os moldou (diferentemente, apenas para citar seu exemplo, do “ogro Shrek”…). Certas imagens de cunho religioso fazem parte dessa tradição (noutras sociedades, isso não ocorre – p.ex., em países de tradição cristã protestante). Esses símbolos encontravam-se, como coisa comum, não apenas nos locais de culto (da grande maioria da população), mas também em vários dos espaços públicos dessa sociedade. O fato de lá continuarem ainda hoje não fere, em absoluto (no caso específico do Brasil), nem a eficácia do “Estado leigo”, nem a liberdade de crença, e justifica-se tanto pela história cultural quanto pelo fato de a maioria da população ainda seguir tal tradição religiosa. Eis tudo. É claro que as coisas podem mudar; em 50 anos, p.ex., pode ser que tenhamos uma outra sociedade (melhor ou pior, não importa), onde a permanência de tais símbolos, pelo fato de não mais serem considerados importantes, ou representativos, PELA GRANDE MAIORIA DA POPULAÇÃO (E NÃO APENAS POR UMA MINORIA), venha a ser considerada inconveniente, e assim, NATURALMENTE, tais símbolos seriam então retirados (a partir do consenso de toda a sociedade, não a partir da ação estruturada por uma minoria militante, que se escuda nos pretextos de “liberdade”, “evolução”, etc para negar à maioria justamente essa “liberdade”). Tudo bem. Afinal, há muitos e muitos séculos atrás, havia nos tribunais imagens dos deuses do Panteão greco-romano; e, hoje, sequer pensar em reintroduzi-las seria simplesmente uma aberração. Coisas da vida, “as voltas que o mundo dá”… Pode ser que, um dia, crucifixos sejam apenas peças de museu; mas, se assim for, que ocorra naturalmente, e por ação da maioria, não por orquestração de minorias fanáticas que se abrigam num manto de pseudo-racionalidade e de pseudo-amor à liberdade.

    De novo: tempestade num copo d’água, criação (artificial) dum problema onde não havia problema, e onde não existia (como não existe) nenhuma ameaça à liberdade, etc., e em absoluto desrespeito à tradição, aos costumes, aos sentimentos e às crenças da maioria da população. Isso é um fato.

    Bem, quanto ao outro comentarista, então, ao que parece, sentir-se-ia mais assegurado em seus direitos num tribunal brasileiro, com símbolos religiosos, do que num tribunal dum país ativamente anti-religioso (o epíteto “divino”, ou qualquer outro da espécie, dado ao líder, não passa duma paródia, e paródia satânica, sintoma da assunção da esfera divina, absoluta, pelo ser humano, o que é comum no materialismo exacerbado; a ideologia que permeia aquele Estado é materialista, e atéia – ou ainda se duvida disso?). Trata-se, como o próprio comentarista bem notou, dum Estado “autocrático e totalitário”, como todos aqueles em que foi imposta uma ideologia ativamente materialista e atéia. Tudo bem. Basta isso. Já é suficiente.

    JCFF.

  142. Toffo Diz:

    Tenho lido isto aqui. Mas vejam, no Senado romano não havia crucifixos. Por que a gente não volta a falar do Lentulus? Que aliás é o tema deste debate.

  143. Antonio G. - POA Diz:

    JCFF, se você está satisfeito com suas conclusões, para mim também está bom.
    Desde que esta questão ganhou espaços na mídia e nas conversas informais, tenho lido e ouvido um grande número de pessoas dizendo que “isso não tem relevância”, “temos coisas mais importantes para tratar”, “a presença de um crucifixo na parede de um tribunal nunca constrangeu alguém”, “é uma questão de cultura e tradição”, etc. Acontece que todos que dizem isso têm em comum o “simples detalhe” de serem todos cristãos, especialmente católicos.
    Pesquisas revelam que cerca de 80% da população brasileira se declara cristã. Será que os 20% restantes são obrigados a “engolir” esta imposição da maioria? Seriam todos os não-cristãos cidadãos de segunda classe? Isto é próprio da democracia?
    Aí eu me lembro daquela máxima: Pimenta nos olhos dos outros é colírio.

  144. Antonio G. - POA Diz:

    Vitor, você assim você está provocando… Esta imagem que você propõe está um pouquinho em desacordo com as Sagradas Escrituras…

  145. José Carlos Ferreira Fernandes Diz:

    Em quê um crucifixo numa repartição (tendo em vista, repete-se, as circunstâncias históricas, sociais e culturais específicas que estão envolvidas…) torna algum não-católico um cidadão de segunda classe? Que direitos fundamentais lhe são negados? Que cargos públicos não pode ocupar? A que cargos eletivos não pode concorrer? Que parte da proteção da lei sobre sua pessoa, seus bens e suas atividades lhe é negada?

    Invertendo a argumentação falaciosa: será que os 80% são obrigados a “engolir” a imposição duma MINORIA MILITANTE ANTI-RELIGIOSA (que, claro, está muito distante de ser 20% da população), travestida de arauto da “tolerância” e da “modernidade”?

    Vejam como raciocina o fanático, capaz de desprezar por irrelevante uma parte considerável da herança cultural da sociedade, bem como a crença duma parte considerável da população; e tudo isso… EM NOME DA LIBERDADE!!!

  146. José Carlos Ferreira Fernandes Diz:

    Caro sr. Toffo,

    De fato, na casa do Senado (a “Cúria Júlia”, assim chamada por causa dos trabalhos de restauração lá ordenados por Júlio César e Augusto), no Fórum, havia uma estátua de ouro personificando a Vitória (“Nikê” gr., “Victoria” lat.), com o respectivo altar, instalado por Augusto em 29 aC, em comemoração à sua vitoriosa conclusão das guerras civis (vitória naval em Ácio, em 31 aC, seguida pela conquista do Egito, com o suicídio de Antônio e de Cleópatra, em 30 aC). A estátua (uma mulher vestida, com asas, com uma coroa na cabeça e carregando um laurel no braço levantado) era uma obra de arte grega, e havia sido capturada pelos Romanos em 272 aC, quando conquistaram a cidade de Tarento, no sul da Itália.

    No altar instalado junto à estátua queimava-se incenso em ocasiões especiais, e diante dele todo senador, quando primeiramente ganhava acesso ao Senado, fazia seu juramento de lealdade ao Imperador. Mesmo depois da conversão de Constantino, e do Cristianismo ter sido considerado não apenas uma “religio licita” (Edito de Milão, 313 dC), mas, mesmo, a religião da casa imperial, e, na prática, a “religião preferida”, tanto o altar quanto os sacrifícios permaneceram, sendo requeridos inclusive dos senadores cristãos. E os Imperadores, mesmo cristãos, permaneceram como “Sumo Pontífices” (chefes da religião estatal romana, i.e., do antigo paganismo).

    O altar foi enfim removido pelo Imperador cristão Constâncio II em 357 dC, cessando-se os sacrifícios nos recintos do Senado, embora a estátua, considerada como obra de arte, tivesse permanecido intocada. Juliano, o Apóstata (reinou 361-363 dC, sobre todo o Império), o último Imperador pagão, mandou restaurar o altar, bem como os sacrifícios. Após a morte de Juliano, e do reinado brevíssimo de Joviano (363-364 dC, sobre todo o Império), Valentiniano I (Ocidente, 364-375 dC), embora cristão, manteve tanto a estátua quanto os sacrifícios, embora isentasse os senadores cristãos de neles participar.

    Contudo, o Edito da Tessalônica, de 380 dC, promulgado pelo Imperador Teodósio I (Oriente, 379-395 dC), e endossado no Ocidente, estabeleceu o Cristianismo (niceno) como religião de Estado, cessando-se as subvenções aos cultos pagãos e aos colégios sacerdotais; e, em 382 dC, o filho e sucessor de Valentiniano I, Graciano (Ocidente, 375-383 dC), abdicou do título de “Sumo Pontífice”, proibiu todos os sacrifícios públicos pagãos e ordenou a retirada do altar do Senado, embora, mais uma vez, a estátua permanecesse.

    Na época, muitos senadores ainda eram pagãos, e mesmo muitos senadores cristãos mostravam-se favoráveis à manutenção da situação tal qual antes. Assim, uma deputação do Senado, chefiada pelo prestigioso senador pagão Quinto Aurélio Símaco, dirigiu-se em 384 dC a Milão, onde então se encontrava a corte imperial ocidental, e apresentou, diante de Teodósio I (que então lá se encontrava) e de Valentiniano II (Ocidente, 383-392 dC), uma petição para a restauração do altar, em nome da tolerância (o discurso sobreviveu, e, desde sua época, foi considerado um modelo de elegância linguística e de persuasão retórica): “Observamos as mesmas estrelas, o mesmo Céu nos é comum, e nos circunda um mesmo Universo; por que não permitir, prudentemente, que cada um busque a Verdade por seu próprio caminho? Pois uma única via não deve ser considerada suficiente para dar conta [ou: explicar] tão grande mistério.” (“Eadem spectamus astra, commune Coelum est, idem nos Mundus involvit. Quid interest qua quisque prudentia verum requirat? Uno itinere non potest perveniri ad tam grande secretum.”)

    De qualquer modo, Graciano, influenciado por Ambrósio, bispo de Milão, não permitiu a restauração do altar; durante a breve usurpação de Eugênio em Roma (392-394 dC) ele foi, de fato, restaurado, para ser, mais uma vez, retirado em 394 dC, por ocasião da vitória definitiva de Teodósio I (que passou, a partir de então, e até à sua morte no ano seguinte, a governar sozinho todo o Império). Uma última vez, em 402 dC, outra deputação do Senado, liderada pelo mesmo Símaco, dirigiu-se a Milão, a fim de peticionar sua restauração diante do Imperador Honório (Ocidente, 395-423 dC); dessa vez, nem foi ouvida, e as autoridades mandaram retirar a própria estátua do recinto da Cúria Júlia. Seu fim é ignorado.

    JCFF.

  147. Biasetto Diz:

    A quem interessar …
    Eu me propus a responder ao JCFF e ao Vítor, a respeito dos últimos comentários por eles realizados, no que se refere à Igreja Católica, de modo que furtei um pouco do meu restrito tempo de descanso e “lazer”, mas tudo bem.
    Registro aos demais “freqüentadores” do blog, que não me agrada postagens longas, mas farei uso de um espaço significativo aqui.
    Antes, porém, quero mencionar algumas explicações que considero importantes:
    1º) Eu tenho sido acusado de anti-religioso, perseguidor dos cristãos e coisas assim. Eu não sou, a princípio, anti-religioso, muito menos opositor ao cristianismo em sua essência. O que procuro, ao expor minhas ideias, é combater a ignorância, a crendice, a estupidez, o preconceito, a discriminação. Portanto, uma vez buscando tais propósitos, se esta postura se confronta com os ensinamentos religiosos, surge como conseqüência de minhas convicções, mas não se consolidam em um sentimento de prazer ateu ou cético.
    2º) Eu não sou anti-espírita, nem anti-chiquista. O que eu busco, através de minhas pesquisas, também analisando as pesquisas e comentários de outros participantes do blog, são respostas às dúvidas que surgem sobre as ações e obras ditas mediúnicas. Portanto, estarei sempre à espera, de que os espíritas que se sentiram/sentem incomodados ou injustiçados, perante às postagens neste site, possam me esclarecer, me convencendo de que Chico Xavier e outros que se declaram médiuns, de fato disseram/dizem a verdade. Porém, quanto a esta expectativa, confesso que só tenho encontrado frustrações.
    Feitas estas colocações, vamos à exposição de minhas ideias e convicções contrárias às apresentadas por JCFF e Vítor Moura, a respeito do catolicismo.
    DOCUMENTO 1 – O PAPEL DA IGREJA NO MUNDO FEUDAL – A predominância da Igreja durante toda a Idade Média se deu tanto no plano socioeconômico como cultural. No início da Alta Idade Média, com a ruralização da sociedade e a ausência de um poder político centralizado, a Igreja o “substituiu”, sendo basicamente A ÚNICA INSTITUIÇÃO que atuava em TODAS AS ESFERAS da vida social. No plano econômico, o poder da Igreja cresceu durante a Idade Média com a “aquisição” de terras e o enriquecimento monetário por meio de VARIADAS COBRANÇAS, como o dízimo.
    A religião católica foi se afirmando através dos séculos de diferentes maneiras. Quando, por exemplo, as tribos germânicas se converteram ao cristianismo, isto não significou que, de um dia para o outro, todas as suas crenças, superstições, costumes e hábitos tivessem se alterado de forma substancial. Vale destacar que, apesar do MONOPÓLIO DA CULTURA ERUDITA E DO CONTROLE IDEOLÓGICO exercido pela Igreja verificou-se, entre as massas camponesas, a manutenção de uma forte tradição cultural pagã, pré-cristã, associada a elementos culturais “bárbaros” e que se manifestava em rituais e crenças populares que não eram aceitos pelo clero. Porém, a Igreja acabou se aproveitando da força de muitas dessas tradições culturais que alimentavam o imaginário coletivo. Foi o caso, por exemplo, da própria definição da data do nascimento de Cristo, HISTORICAMENTE IMPRECISA, E QUE A IGREJA FEZ COINCIDIR com uma antiga comemoração pagã da época dos romanos, em homenagem a Saturno (deus que fazia parte da mitologia grega e que foi incorporado, quando da dominação romana sobre a Grécia).
    A Igreja também foi a principal responsável pela difusão do ensino, que ficou restrito, majoritariamente – e principalmente durante a Alta Idade Média –, aos clérigos. As escolas foram fundadas nos mosteiros e abadias e foram praticamente as únicas existentes durante a Alta Idade Média, com o intuito de formar os clérigos e atender às necessidade dos culto.
    A Igreja era a MAIOR DETENTORA DE TERRAS naquela sociedade essencialmente agrária. Portanto, destacava-se no jogo de concessão e recepção de feudos. ELA CONTROLAVA AS MANIFESTAÇÕES MAIS ÍNTIMAS DA VIDA DOS INDIVÍDUOS: sua consciência através da confissão, sua vida sexual através do casamento, seu tempo através do calendário litúrgico, seu conhecimento através do CONTROLE SOBRE AS ARTES, AS FESTAS, O PENSAMENTO, SEU DOMÍNIO SOBRE A PRÓPRIA VIDA E A PRÓPRIA MORTE ATRAVÉS DOS SACRAMENTOS (só nasce verdadeiramente com o batismo, só se tem o descanso eterno no solo sagrado do cemitério). Ela legitimava as relações horizontais sacralizando o contrato feudo-vassálico, e as verticais JUSTIFICANDO A DEPENDÊNCIA SERVIL.
    Foi em 27 de novembro de 1095, último dia do Concílio de Clermont, que o papa Urbano II pregou a I Cruzada. Esta irá terminar em 15 de julho de 1099, com a entrada dos cruzados em Jerusalém e o MASSACRE DA POPULAÇÃO DA CIDADE: no Templo e no Pórtico de Salomão, os cavalos avançaram COM SANGUE ATÉ AOS JOELHOS.
    De fato, são oito as cruzadas referidas pela historiografia tradicional. Julga-se hoje que a cruzada pode ter acelerado sob certos aspectos o desenvolvimento da Europa Ocidental, mas que de modo nenhum o provocou; o arranque econômico do Ocidente é muito anterior a 1095. Na verdade, o surto e a propagação da ideia de cruzada devem ser intimamente relacionados com os movimentos militaristas e messiânicos que se desenvolveram nos séculos XI e XII, TODOS ELES ANIMADOS POR UMA ÂNSIA ARDENTE E ANGUSTIADA DE SALVAÇÃO.
    A Idade Média foi o momento de um fervilhar de heresias no interior de um sistema homogêneo, que era o cristianismo. A Igreja preocupou-se em destruir esses desvios, e COM VIOLÊNCIA. O que ocorria, sobretudo, eram movimentos de resistência ou de revolta com relação à instituição eclesiástica. E é nisso que as heresias, apresentadas sob um aspecto inteiramente negativo, constituem também um sinal da vitalidade daquela época, na qual fermentava, irreprimível, a LIBERDADE DE PENSAMENTO.
    O riso era CONDENADO pelo cristianismo oficial da Idade Média. O tom sério caracterizava a cultura medieval oficial, sendo a única forma de expressar a verdade, o bem e tudo o que era importante.

    DOCUMENTO II – A INQUISIÇÃO, A INTOLERÂNCIA E AS EXECUÇÕES – Os Tribunais da Inquisição, criados pela Igreja Católica em 1231 para investigar e punir “crimes contra a fé católica”, foram com o tempo, reduzindo suas atividades em diversos países. Entretanto, com o avanço do protestantismo, em meados do século XVI, a alta hierarquia da Igreja e alguns governantes católicos decidiram reativar a Inquisição. Uma das atribuições dos inquisidores foi a organização de uma lista de livros proibidos aos católicos, o Index liborum prohibitorum. Além disso, RECEBERAM DO PAPA AUTORIZAÇÃO PARA UTILIZAR ATÉ MESMO A TORUTA como forma de obter a confissão.
    A Inquisição era um tribunal eclesiástico destinado a defender a fé católica: vigiava, perseguia e condenava aqueles que fossem suspeitos de praticar outras religiões. Exercia também uma severa vigilância sobre o comportamento moral dos fiéis. A Igreja receava que as ideias inovadoras conduzissem os crentes à dúvida religiosa e à contestação da autoridade do Papa.
    As novas propostas filosóficas ou científicas eram, geralmente, olhadas com desconfiança pela Inquisição que submetia a um regime de censura prévia todas as obras a publicar, criando o Index, catálogo de livros cuja leitura era proibida aos católicos, sob pena de excomunhão.
    As pessoas viviam amedrontadas e sabiam que podiam ser denunciadas a qualquer momento sem que houvesse necessariamente razão para isso. Quando alguém era denunciado, levavam-no preso e, muitas vezes, era torturado até confessar. Alguns dos suspeitos chegavam a confessar-se culpados só para acabar com a tortura. No caso do acusado não se mostrar arrependido ou de ser reincidente, era condenado, em cerimónias chamadas autos-da-fé, a morrer na fogueira.

    A utilização de fogueiras como maneira de o braço secular aplicar a pena de morte aos condenados que lhes eram entregues pela Inquisição é o método mais famoso de aplicação da pena capital, embora existissem outros. Seu significado era basicamente religioso – dada a religiosidade que estava impregnada na população daquela época, inclusive entre os monarcas e senhores feudais -, uma vez que o fogo simbolizava a purificação, configurando a ideia de desobediência a Deus (pecado) e ilustrando a imagem do Inferno.
    Em muitos casos também queimavam-se em praça pública os livros avaliados pelos inquisidores como símbolos do pecado.

    O condenado era muitas vezes responsabilizado por uma “crise da fé”, pestes, terremotos, doenças e miséria social, sendo entregue às autoridades do Estado, para que fosse punido. As penas variavam desde confisco de bens e perda de liberdade, até a pena de morte, muitas vezes na fogueira, método que se tornou famoso, embora existissem outras formas de aplicar a pena.
    Jan Huss (1369-1415), nascido na Boêmia, atual República Tcheca, era teólogo e reitor da Universidade de Praga. Influenciado pelas ideias de Wycliff, afirmou que “ninguém é representante de Cristo nem de Pedro se não imitar os seus costumes.” Os seus críticos sermões contra os ESCÂNDALOS DOS MEMBROS DO CLERO, CONTRA O CULTO DS SANTOS, CONTRA AS INFULGÊNCIAS E CONTRA A HIERARQUIA geraram uma pronta reação da Igreja Católica, que o excomungou. Convocado para explicar suas ideias no Concílio de Constança, foi CONDENADO E PRONTAMENTE EXECUTADO (QUEIMADO VIVO) em 1415, apesar de possuir um salvo-conduto (GARANTIA DE VIDA).
    GIORDANO BRUNO – No último interrogatório pela Inquisição do Santo Ofício não abjurou e no dia 8 de fevereiro de 1600 foicondenado à morte na fogueira. Obrigado a ouvir a sentença ajoelhado, Giordano Bruno teria respondido com um desafio: Maiori forsan cum timore sententiam in me fertis quam ego accipiam (“Talvez sintam maior temor ao pronunciar esta sentença do que eu ao ouvi-la”).
    A execução de sua sentença ocorreu no dia 17 de fevereiro de 1600. Na ocasião teve a voz calada por um objeto de madeira posto em sua boca.
    Os agentes do Santo Ofício prenderam-no oito anos antes em Veneza, cidade onde o filósofo respondeu ao primeiro processo que a Inquisição lhe moveu. Sabe-se com detalhes deste episódio porque a documentação foi publicada em 1933, por Vicenzo Spampanato. Giordano Bruno, que há anos vivia no exterior, teria retornado à Itália em razão de um embuste. Uma dupla de livreiros, atendendo a um desejo de um nobre veneziano chamado Giovanni Mocenigo, ao encontrar Bruno na Feira do Livro de Frankfurt, na Alemanha, em 1590, convidou-o para vir à cidade dos doges a pretexto de ensinar a mnemotécnica, a arte de desenvolver a memória (tida como atividade mágica, herética), na qual ele era um perito.
    Uns tempos depois da sua volta à Itália, devido a um áspero desentendimento, Mocenigo trancou-o num quarto da sua mansão e chamou os agentes do tétrico tribunal inquisitorial para levarem-no preso, acusando-o de heresia. Encarceraram-no na prisão de San Castello no dia 26 de maio de 1592.
    Na primeira vez em que o interrogaram, Bruno conciliou. De nada lhe serviu. Em seguida, o Santo Ofício de Roma, alegando soberania em casos de heresia, exigiu que o Doge, o governante de Veneza, mesmo a contragosto, lhe enviasse Bruno algemado. Enquanto não se deu o translado, além de terem-no torturado, colocaram-no num espantoso calabouço. Era um poço imundo, úmido e escuro como breu, cavado num porão a beira do canal. A viagem a Roma, ainda que a ferros, deve ter-lhe parecido um alivio.
    Em 27 de fevereiro de 1593 ele chegou à prisão papal. Seguiu-se então um longo e morníssimo processo, onde os inquisidores não sabiam bem o que fazer com ele. Interrogou-o Roberto Bellarmino, o jesuíta que, anos depois, em 1616, já Cardeal, iria também acusar Galileu Galilei. Sujeitaram-no a vinte e uma entrevistas. Ocorreu que nestes anos em que passou encarcerado, Bruno mudou sua posição. O confinamento, a má comida, o frio permanente e a constante espionagem dos seus vizinhos de cela (nos processos encontram-se citados mais de cinco testemunhos deles), ao invés de enfraquecerem-lhe o ânimo, tiveram um efeito contrário. Além de aumentar o desprezo de Bruno pela Igreja, endureceu-lhe a posição: “não creio em nada e não retrato nada, não há nada a retratar e não serei eu quem irá se retratar!”. Infelizmente, não foi esse o entender definitivo da Congregação do Santo Ofício, que se reuniu em 21 de dezembro de 1599, presidida pelo Papa Clemente VIII.
    “Os padres teólogos”, determinou o documento final, “deverão inculcar no dito frade Giordano (Bruno era frei dominicano, mas não mais vinculado à ordem), que suas proposições são heréticas e contrárias à fé católica… Se as rechaçar como tais, se quiser abjurá-las, que seja admitido para a penitência com as devidas penas. Se não, será fixado um prazo de 40 dias para o arrependimento que se concede aos hereges impenitentes e pertinazes. Que tudo isso se faça da melhor maneira possível e na forma devida”.
    A inquisição no Brasil vigorou de 1565 a 1796; durante este período tivemos cerca de 15.000 inquisitados, com 951 mortes e o restante degredados, fugitivos, inocentados e alguns dados como mortos (desaparecidos). Entretanto, a grande maioria sofreu penas brandas.
    Joana d’ Arc – Joana foi queimada viva em 30 de maio de 1431, com apenas dezenove anos. A cerimónia de execução aconteceu na Praça do Velho Mercado (Place du Vieux Marché), às 9 horas, em Ruão.
    Antes da execução ela se confessou com Jean Totmouille e Martin Ladvenu, que lhe administraram os sacramentos da Comunhão. Entrou, vestida de branco, na praça cheia de gente, e foi colocada na plataforma montada para sua execução. Após lerem o seu veredicto, Joana foi queimada viva. Suas cinzas foram jogadas no rio Sena, para que não se tornassem objeto de veneração pública. Era o fim da heroína francesa.
    Quantas pessoas foram perseguidas e mortas pela Inquisição? Impossível responder com precisão esta pergunta, mas foram muitas e muitas. Alguns estudiosos falam em milhões, o que talvez seja um exagero, mas milhares e milhares, com certeza.
    DOCUMENTO III – A IGREJA CONDENA OS PRAZERES E PREGA A DISCRIMINAÇÃO
    O sexo na visão dos especialistas da atualidade: O sexo é uma das coisas que provocam as sensações mais intensas e maravilhosas na nossa vida. Além disso, ele está ao alcance de todos os casais. Ele não precisa ser comprado e nem é necessário pagar royalties para nenhuma multinacional para praticá-lo com tudo o que se tem direito. No entanto, poucas pessoas tiram todo o proveito que poderiam nessa área. Pratique e aproveite!
    O homossexualismo na visão dos especialistas da atualidade: As principais organizações mundiais de saúde, incluindo muitas de psicologia, não mais consideram a homossexualidade uma doença, distúrbio ou perversão. Desde 1973 a homossexualidade deixou de ser classificada como tal pela Associação Americana de Psiquiatria. O homossexualismo é uma orientação sexual, que não faz de ninguém nem melhor nem pior. É apenas uma manifestação sexual, tanto quanto comum, como o heterossexualismo.
    O sexo na visão da igreja (Padre Paulo Ricardo/TV Canção Novo): Muitas vezes nós nos esquecemos, que o cristianismo é missionário. Pecado é algo que faz mal, isto quer dizer que a relação sexual fora do casamento faz mal. Faz mal a gente ser um objeto, sem amor. O sexo só é aceitável, quando podemos nos doarmos como alma, não como carne.
    O homossexualismo na visão da igreja (Padre Paulo Ricardo/TV Canção Nova): Nosso Senhor nos prometeu a felicidade no céu. O bom católico odeia o seu pecado. É necessário que se combata a palavra ilusória do demônio. Os heterossexuais vivem a dureza do matrimônio, a cruz do matrimônio. A vida é boa, bela, mas é marcada pelo peso da Cruz. A igreja diz que o homossexualismo é pecado. A igreja quer e pede a todos os seus fieis, a castidade. A igreja pede aos homossexuais que vivam a luta da castidade, que o homossexual não caia no canto da sereia.
    Padre Fábio de Melo/TV Canção Nova, falando sobre o homossexualismo: A homossexualidade não é a pior coisa do mundo, não é o pior pecado. Nós temos o direito de propor a reflexão, indicando a castidade. A psicologia acredita que consegue reorientar a sexualidade de uma pessoa, por isso, quanto mais cedo for descoberto o homossexualismo, melhor. O amor ainda é o recurso que nos permite recuperar as pessoas.
    Rock, tatuagens e piercings – visão moderna de especialistas: desde os tempos mais remotos, as pessoas se pintam, fazem uso de apetrechos exóticos, gostam de música e manifestações de dança, arte e erotismo. A utilização de apetrechos no corpo, só deve ser considerada negativa, quando possa causar prejuízos à saúde, ou se transforme numa obsessão sem limites.
    Rock, tatuagem e piercings – visão da Igreja Católica/Padre Leo/TV Canção Nova: Ele é o pai da mentira (o demônio). Ele tem um projeto de destruição da infância, através de desenhos e programas específicos. Os malefícios que ele vai realizando, quando uma criança, desde de pequenininha, compra um chiclete, molha na língua aquele papelzinho e faz uma pequena tatuagem. O ser humano não pode fazer tatuagem, porque o profeta Isaías disse: “você está tatuado nas mãos de Deus”. Noventa e nove por cento de todos os meus filhos e filhas, que fizeram tatuagem, têm um símbolo demoníaco no seu corpo.Rock é música do demônio, funk também. As letras cultuam o demônio. O seu corpo é morada de Deus. Você não tem o direito de deixar uma única marca do demônio neste corpo.
    A masturbação (informativo) – A masturbação é o acto da estimulação dos órgãos genitais, manualmente ou por meio de objectos, com o objectivo de obter prazer sexual, seguido ou não de orgasmo, sendo uma práticasexual não-penetrativa. Podendo ser autoaplicada, quando o que promove a estimulação é o mesmo que a recebe ou pode ser aplicada a uma pessoa diferente, quando o que promove a estimulação o promove em outro. Registros de que o Homo sapiens se masturbava são datados da era paleolítica há 10000 a.C., com inscrições feitas por homens primitivos mostrando figuras de masturbação solitária, coletiva ou como parte de rituais. A masturbação não provoca infertilidade, não importando a idade que ela ocorra, não apresentando um influencia negativa na produção de espermatozóides. Vários programas de orientação sexual que divulgam a abstinência sexual propõem a masturbação como uma alternativa para a prevenção de AIDS (SIDA) e outras doenças sexualmente transmissíveis, alcançando resultados bastante interessantes com comprovadas pesquisas que apontam para uma diminuição significativa no número de infecções do HIV em Uganda.
    A masturbação na visão da Igreja – Padre Paulo: em todas as circunstâncias, a masturbação é sempre considerada um pecado grave. O pecado sempre acorrenta, ele sempre nos torna escravo. Aceitando a cruz de Cristo, podemos nos afastar do pecado, da escravidão.
    Padre Leo (oração contra a masturbação): Senhor Jesus, pelo seu corpo, alma e divindade, venha tocar nos meus órgãos genitais, tirando do inconsciente, do meu consciente e do meu subconsciente, ou até mesmo, da minha dimensão física, os vícios decorrentes da masturbação física, mas também da masturbação visual, auditiva, através de músicas, de filmes, de sussurros …

    - Conclusão: Eu poderia ir muito além, mas acho que para bom entendedor, pelo que foi exposto, está claro que a Igreja Católica, se fez poderosa e rica, através das doações que recebeu, da pilhagem e do saque. Está claro, que a Igreja Católica passou a ser respeita e seguida na Europa, mais tarde na América e em outras regiões do planeta, porque impôs, de forma abusiva e ameaçadora, suas crenças, convicções, seus dogmas. Está claro também, que a Igreja Católica prega, ainda hoje, a ignorância, a estupidez, o preconceito e a discriminação. Muitos de seus ensinamentos vão contra os fundamentos aceitos, de modo geral, no que se refere à Psicologia, a Antropologia, a Sociologia, a Filosofia e demais ramos das ciências.
    Existiram e existem pessoas boas dentro da igreja, os operários, padres que ajudam necessitados, vão à luta. É fato, com certeza! Porém, num contexto mais amplo, a Igreja Católica, como instituição poderosa, ampla, que também influencia a opinião, as decisões das pessoas, comete erros graves, incentivando a manutenção das crendices, do medo, a ideia do pecado, da cruz, do sangue de Jesus, da carne de Jesus … Uma loucura total.
    Eu poderia ter mencionado outros temas, como o problema da pedofilia, que não é uma questão exclusiva do meio católico, é verdade, mas que já criou e continua criando muitos prejuízos a muitas crianças e seus familiares. E a Igreja, várias vezes, isto é fato também, procurou esconder esta verdade. Agir de forma covarde e absurda, transferindo padres, quando sabia ou deveria saber, que continuariam praticando tais atos.
    Eu poderia também mencionar que a Igreja continua pregando o sexo, mesmo no casamento, com enormes restrições. Ela condena o prazer, sempre condenou. Agindo assim, critica o uso de camisinhas, o que é um absurdo, pois sabemos muito bem, que o uso deste recurso, é de fundamental importância, tanto para se evitar uma gravidez indesejável, como as DSTsAids. Basta ver o que ocorre na África.

    Fontes (textos e artigos adaptados):
    - Pelos Caminhos da História, Adhemar Marques, Editora Positivo.
    - A Idade Média e o Nascimento do Ocidente, Hilário Franco Júnior, Brasiliense.
    - Dicionário de História Medieval, Pierre Bonnassie, Lisboa: Dom Quixote.
    - Ano 100, ano 2000 – na pista dos nossos medos, Georges Duby, Unesp.
    – A cultura popular na Idade Média e no Renascimento, Hucitec/UNB.
    - História Global, Gilberto Cotrim, Editora Saraiva.
    - Wikipédia, a enciclopédia livre.
    - vídeos diversos, TV Canção Nova.

  148. Vitor Diz:

    Oi, Antonio
    mesmo quando Darwin veio com a sua Teoria da Evolução membros do clero o defenderam.
    .
    “Frederick Temple, later archbishop of Canterbury, who preached on the relations between science and religion in the University Church during the BA meeting, welcomed the reign of natural law and thereby allowed space for the development of an evolutionary reading of nature, a view he reiterated later in his Bampton Lectures. Besides, one of Darwin’s earliest supporters was the novelist and clergyman Charles Kingsley.”
    .
    Aliás, a maior crítica não veio da Igreja, e sim da Física, que atrapalhou demais a vida do Darwin.

  149. José Carlos Ferreira Fernandes Diz:

    Sr. Biasetto,

    Sem diversionismos. Não vou responder a mensagens; elabore um texto decente (ou vários textos, como preferir), com a evidenciação relacionada não apenas a uma lista bibliográfica, mas também a notas de rodapé, e não um “corta-e-cola” mal arranjado. Já lhe disse: sem pressa, sem “stress”, leve o tempo que quiser. E, de preferência, demonstre, com os DOCUMENTOS, os NÚMEROS e as COMPARAÇÕES pertinentes, os tópicos constantes naquela sua mensagem (inclusive o caso das “monjas assassinas” de seus próprios bebês recém-nascidos). E agora também, já que tocou no assunto, faça o mesmo para a propriedade territorial da Igreja (mostre que, como bom professor de História que é, conhece sua organização, seu pioneirismo em várias tecnologias, o fato de, muitas vezes, ocuparem lugares inicialmente devolutos ou não cultivados, etc.). Eu lhe garanto que há bons estudos (inclusive QUANTITATIVOS) disponíveis. Vamos lá, homem! Mostre que vale o sal que come!

    JCFF

  150. Vitor Diz:

    Artigo que acabou de sair sobre o assunto:
    .
    http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/a-unica-perseguicao-religiosa-que-ha-no-brasil-e-aos-crucifixos-ou-o-argumento-tolo-de-que-ou-todas-as-religioes-sao-representadas-ou-nenhuma-e-digo-por-que-e-tolo/
    .
    Por Reinaldo Azevedo
    .
    08/03/2012 às 6:51
    A única perseguição religiosa que há no Brasil é aos crucifixos. Ou: O argumento tolo de que ou todas as religiões são representadas ou nenhuma. E digo por que é tolo
    .
    Direitos e valores coletivos, à diferença do que pensam os que se auto-intitulam “progressistas”, estão correndo riscos. As minorias organizadas estão, aos poucos, minando valores universais para impor a sua pauta. Vale para a turma da bicicleta ou para aqueles que se querem representantes do “laicismo” e defendem que se cassem e se cacem os crucifixos dos tribunais. Nesse caso, com o devido respeito também a alguns leitores por quem tenho estima, o mais tolo dos argumentos é o que sustenta que “ou se contemplam todas as religiões ou não se privilegia nenhuma”. Então vamos pensar.
    .
    Fundamento
    O crucifixo não está nos tribunais porque os juízes vão julgar segundo os dogmas de uma religião, mas porque aquele signo concentra valores, ATENÇÃO!, da nação brasileira, de sua história e de sua formação. Eliminá-los corresponde a uma tentativa de reescrever essa história. Quando alguém diz que, então, elementos de outras religiões deveriam estar presentes, passa a operar com outro critério, que é o da REPRESENTAÇÃO. Ora, caso se vá levar adiante esse critério, é preciso ser sério: mais de 90% dos brasileiros são cristãos. Logo, a exposição desses elementos teria de ser feita segundo uma hierarquia, certo? Mas esperem.
    .
    Os ateus continuariam excluídos, uma vez que, para eles, aqueles elementos todos são inúteis e não espelham o seu pensamento. Ao se eliminar o crucifixo, o que se tem por óbvio? Já que é impossível expressar todas as convicções, então que não se expresse nenhuma! Logo, os que abraçaram o critério da representação acabam se dando por satisfeitos que prevaleça a convicção da minoria: a parede nua! Em nome da justiça, folgam, então, com a injustiça. É bonito isso?
    .
    Não! O meu critério, já disse, não é esse. Aqueles crucifixos, para começo de conversa, não estavam lá — e não se espalham Brasil afora — por força de uma lei, mas de uma herança cultural. É UMA EXPRESSÃO DA NAÇÃO, NÃO DO ESTADO. SIM, O ESTADO É LAICO, A NAÇÃO É RELIGIOSA. A religião da maioria, é bom destacar, vive em harmonia com todas as outras crenças. A ÚNICA PERSEGUIÇÃO QUE HÁ NO BRASIL É AOS CRUCIFIXOS. Eliminar esses signos corresponde a tentar levar confusão onde ela não está instalada.
    .
    Ademais, há uma covardia essencial nisso tudo, de que tratarei em outro post — nele, farei um desafio ao presidente da OAB do Rio. Se ele tiver uma boa resposta, publicarei de bom grado. Mas sigo. Ora, caso se leve, então, a sério a representação, o que estariam querendo dizer seus defensores? Que as demais religiões tiveram na formação da nação brasileira e sua mentalidade a mesma importância do cristianismo? Bem, acho que ninguém correria o ridículo de afirmá-lo.
    .
    A verdade, lamento, é que os novos perseguidores de crucifixo, em nome da igualdade, estão é sendo notavelmente intolerantes. Na Internet, com raras exceções, os que defendem a proposta com unhas, dentes e poucos argumentos afirmam as maiores bobagens sobre a Igreja Católica, a Santa Inquisição, as Cruzadas… No fim das contas, tudo restolho de anos de marxismo chulé nas escolas, nos cursinhos, nas faculdades, em que rematados ignorantes deixam de lado os fatos para fazer proselitismo de suas convicções.
    .
    Um bobalhão mandou um comentário pra cá: “Não venha me dizer agora que a Inquisição não matou ninguém…” Claro que não vou dizer! Ele é que não se conforma com o fato de que a Revolução Francesa tenha matado em quatro anos mais do que o Santo Ofício em quatro séculos. Ademais, o que isso tudo tem a ver com o caso? Devo considerar agora que todas as idéias republicanas são essencialmente más porque Robespierre cortava cabeças?
    .
    Se o debate devesse se concentrar nos valores essenciais do cristianismo e nos valores essenciais do laicismo, tentando saber, vá lá, quem matou mais, a conta seria amplamente favorável aos cristãos. MAS O DEBATE NÃO É ESSE!!! Eu me oponho à caça aos crucifixos porque vejo nisso a intolerância de uma minoria e a tentiva de apagar a história. A ação foi de uma tal Liga Brasileira de Lésbicas. Suas representantes deveriam se envergonhar. O cristianismo foi a primeira grande corrente religiosa e de pensamento a dignificar as mulheres e a lutar de maneira organizada para protegê-las de práticas homicidas.”

    Não! Não é o laicismo do estado que está na base dessa escolha. É a intolerância.
    .
    Eu continuo sendo CONTRA crucifixos nos locais de trabalho PÚBLICOS simplesmente porque entendo que um local de trabalho precisa se parecer com um local de trabalho e não com um templo religioso. Da mesma forma sou contra colocar bandeirinhas de time de futebol para não se parecer com um estádio de futebol. Esses objetos a meu ver prejudicam a imagem do órgão.

  151. José Carlos Ferreira Fernandes Diz:

    Outra coisa, sr. professor de História:

    A “arte da memória” (ou seja, o desenvolvimento de processos mnemônicos para facilitar tanto o raciocínio quanto a memorização de conhecimentos) NUNCA foi considerada “herética”; ela foi cultivada por MUITOS ECLESIÁSTICOS, inclusive Hugo de São Vítor (c.1096-1141, teólogo, filósofo e educador), São Tomás de Aquino (1225-1274), Tomás Bradwardine (1290-1349, arcebispo da Cantuária), o jesuíta Mateus Ricci (1552-1610, missionário na China a partir de 1582, tendo vivido até à sua morte em Pequim)… Nenhum deles jamais condenado como herege. Os Dominicanos, inclusive, foram grandes estudiosos e incentivadores desses processos (p.ex., o “Thesaurus Antificosae Memoria”, do frei dominicano Cosme Rosselli, falecido em 1578 e publicado postumamente em Veneza em 1579).

    Que papelão! Cuidado com as suas fontes…

    JCFF.

  152. Biasetto Diz:

    JCFF,
    Eu não tenho pra ficar jogando fora. Pra bom entendedor, o que está colocado acima, prova que a Igreja se impôs à força. Prova que a Igreja, se apoderou de bens, ROUBOU, ao longo da História. Prova que a Igreja, ainda hoje, continua pregando a estupidez.
    Eu gostaria de saber de você, se você concorda com as pregações dos padres católicos, na linha que citei. Só isso.
    Para por aqui, porque tenho mais o que fazer. Eu tenho vários livros, com muito mais conteúdo, mas não vou ficar dedicando meu tempo a este serviço, que não paga meu sal. Aliás, está falando igual ao Scur, que questionou se você usava seu tempo no Bacen, pra ficar postando no blog, coisa que eu não faço.
    Senhor católico, continue a defender as pregações da tua igrejinha, que eu prefiro cuidar de coisas mais úteis e proveitosas.
    O papa lhe mandou um beijo, na bunda!

  153. Antonio G. - POA Diz:

    JCFF, eu sou mesmo anti-religioso. Para mim, um crucifixo ou uma lagartixa na parede têm o mesmo efeito. Só que eu não corro o risco de temer ser julgado segundo preceitos religiosos de uma lagartixa. Perante uma corte que expressa uma “preferência religiosa, eu correrei este risco. Agora, problema de constrangimento sofre quem, mesmo sem ser ateu, professa outra crença que não seja a cristã. Esse sim, está sendo obrigado a “engolir” símbolos (e eventualmente conceitos e preconceitos) diversos e/ou antagônicos a sua crença. E isso é muito constrangedor e injusto. Além de inconstitucional.

  154. Vitor Diz:

    Oi, Antônio
    desculpe, mas não é inconstitucional. O Estado é laico, não é ateu. É permitido colocar símbolos religiosos. Eu sou contra não por uma questão constitucional, mas simplesmente porque acho que símbolos religiosos não cabem em um ambiente de trabalho, não é local propício para isso.

  155. Vitor Diz:

    Retirei o plugin de “reply”.

  156. Juliano Diz:

    Como todos sabem sou ateu, não acredito nesta figura mitológica criada pelo ser humano denominada deus. Agora, nos últimos dias ocorreu um amplo debate sobre a decisão do TJ-RS referente a proibição de se ter cruxifixos nas paredes das repartições públicas do estado do Rio Grande do Sul, sob o argumento que o estado é laico. Vendo o debate, vou meter a minha colher. O que eu acho disto? Para surpresa geral, penso que as pessoas que entraram com o pedido judicial não tinham mais o que fazer não? Num linguajar metafórico, o que ganham ficarem dando tiro de espingarda calibre 12 em passarinho? Que radicalismo burro de ateísmo (coisa típica do materialismo histórico) é este? Que renega uma tradição cultural de 500 anos a troco de absolutamente nada? Só tendo como resultado natural o arrefecimento e mais preconceitos e discriminações por parte de pessoas que professam o cristianismo para com os ateus. Sinceramente, é muita burrice! O TJ/RS, quando provocado tinha que se manifestar, e aí há a possibilidade de fundametação jurídica para ambos os lados. O Tribunal foi pela tese da laicidade. Pessoalmente não concordo. Mas é uma tese jurídica defensável sim. Mas tinha também a possibilidade, com fundamentos jurídicos robusto de se ir contra tal tese. Mas aí é decisão do tribunal, não me cabe aqui questionar. Mas eu pergunto: Pra quê impetrar uma ação destas? Que ganho de conteúdo doutrinário, conceitual, há nisto? Na verdade este ateísmo é vinculado diretamente ao materialismo histórico, que a história mostrou que não deixa de ser outra forma de religiosidade excludente, hoje nada mais que outra forma de radicalismo da pior espécie, muito pior e perigoso que a pregação religiosa cristã, lamentavelmente. Eu sou um ateu liberal e sempre disse isto! Não acredito em deus exatamente por achar que deus se existisse seria deus! E não um general com sérios problemas psicológicos pessoais a resolver e que simplesmente sumiu (por quê não existe) do campo de batalha que é a vida! Alguém viu deus por aí? E como já disse aqui, o dia que além do meu ateísmo eu me convencer que a existência termina com a morte, nunca mais vão me ver criticando a religião. Como a vida é só esta, não me cabe daí então ficar tentando influenciar de alguma forma como as outras pessoas pretendem viver, pois é inegável que a idéia de finitude é algo naturalmente desagradável. Agora os materialistas históricos insistem neste discurso ideológico e pregador do fim da religião, custe o que custar. Numa visão de mundo que é correto apenas e unicamente a visão deles! E pela mesma vale tudo! Quanta burrice! Quanto fanatismo e sectarismo também! Nisto concordo com o JCFF e o Vítor.

  157. Roberto Diz:

    Biasório,
    Daqui a pouco o Vigário Geral JCFF vai começar a te chamar de veado. De burro está faltando pouco, apesar de já estar dito nas entrelinhas. Já te disse que tu não vale o sal que tu come, esta é de praxe quando ele perde a pose, e faltará uma ameaça de processo aniquilador, sem misericórdia, até o fim, o que é próprio também do temperamento a lá Torquemada que move este católico saudoso dos tempos em que o povo hipnotizado vinha beijar a mão do padre asqueroso que lhe oferecia, com môfa e desprezo, dedos cheios de anéis, ou do tempo em que se alguém discordasse de seu poder supremo fazia o herege virar churrasco.
    Aliás, muito bom o teu texto, a tua pesquisa, porque estas barbaridades é bom lembrar de vez em quando para sacudir alguns decimetros da consciência destas rochas que não enxergam que já eram, já tiveram seu tempo de glória e desgraça espiritual.
    Como disse o Bruno, temem muito mais quem lhe dita a pena infame do que ele que a sofreria.
    Que história repugnante esta que maculou a mensagem de Jesus com tanta crueldade, egoísmo e fealdade moral.
    .
    Rest in peace passado ignominoso!

  158. Roberto Diz:

    Coloquei nesta matéria, bem no início, partes do livro do Pedro de Campos sobre as reencarnações do Emmanuel onde o autor descreve dados históricos sobre a Epístola Lentuli, as adulterações feitas pelos copistas nos livros de Flávio Josefo, sobre os Atos de Pilatos, etc., e nisto temos uma história sendo contada buscando apresentar indícios da existência de Publio Lentulus conforme a ciência humana e inexata chamada História.
    .
    Depois disso parece que decidiu reencarnar no blog o Vigário Geral JCFF que é o autor de várias teses diferentes apresentadas com entusiasmo como sendo a palavra final em termos da historiografia de Publio Lentulus.
    .
    O autor finalmente obrigou-se a tira sua máscara e passou a defender abertamente os dogmas e versões contadas por sua santa mãe Igreja Católica em relação a História que eles escolheram oficializar em suas bibliotecas. Montou uma versão destes dados e a apresenta volta e meio como o suprassumo final que liquida toda e qualquer questão.
    .
    A minha opinião sobre seus argumentos foi sempre a de que eram tendenciosos e montados para atingir um objetivo, mas longe ficam de me convencer, pois são frágeis tanto por estarem direcionando o leitor para a conclusão que interessa ao autor, notadamente sem isenção e consequentemente duvidoso, quanto por desconsiderar quaisquer outros dados que o mesmo autor não obteve, não conhecia ou não teve o cuidado de apresentar antes de suas conclusões peremptórias.
    .
    Reflito sobre a fragilidade das versões dos fatos quando são contados por alguém que se propõe a isso. Não conseguimos obter versões com qualidade suficiente para considerá-las como fatos ocorridos do jeito que foram contados nem para acontecimentos ocorridos horas ou anos atrás, o que se dirá de séculos e milênios? Sempre haverá as interpretações dos fatos segundo a compreensão de quem contou a história, ou de interesses variados.
    .
    Quem sabe a verdade provada e comprovada, documentada, aceita integralmente pelos seus contemporâneos como fato inquestionável, se tudo é sujeito às manipulações?
    Quem contar a história daqui a 10 anos sobre a corrupção no governo Lula, sobre o mensalão e tal, vai dizer o que? Que Lula roubava junto? Que foi vítima de seus apoiadores corruptos? Que foi conivente? Que lutou pela justiça? O José Dirceu será visto como um inocente perseguido politicamente ou como chefe da quadrilha? Encontrarão por aí, dando sopa, sentenças jurídicas oficiais dando conta de culpabilidade ou lerão revistas da época?
    .
    Não há como ter provas definitivas sobre isso então como querer aceitar que uma partícula mínima de dados que chegam séculos, milênios depois, e que passaram pela interpretação, adulteração, cópia, tradução, guerras, lutas políticas por hegemonia, enfim, como asseverar conclusivamente que não existe tal pessoa porque não estava escrito no livro de um ou dois indivíduos que decidiram registrar isso anos ou décadas depois? Temos os originais dos livros de Josefo? Passaram pelas mãos da Igreja estes originais? Enfim, são tantas variáveis que precisa ser muito pretensioso para querer dizer que tal coisa se deu de tal jeito e ponto final.
    .
    Porém, para os que precisam de uma explicação com fundamentos que o deixem num nível de conforto para fechar questão, então serve uma versão dentre as infindáveis possíveis. Já para outros interpretarão com a medida do que realmente representam, ou seja, será mais uma versão, mais uma visão particular que não representa a verdade final.
    .
    Engraçado que é este um princípio semelhante ao que ele utiliza para defender a sua rica, nobre e superior Igreja, apresenta outra versão, por mais contraditória que seja, por mais inacreditável que pareça, ou por mais repugnância cause em que lê, e quer que a versão dele seja a verdade neste caso também onde existem incontáveis provas, ou testemunhos de que eram assim mesmo, sofríveis, injustas e vergonhosas.
    .
    Getúlio Vargas se suicidou mesmo? Por quê? Dá-se uma versão de acordo com o que se soube na época, mas não haveria possibilidades de que fatos ignorados alterem esta versão conhecida ou mais aceita?
    .
    Keneddy foi morto por Lee Oswald ou por alguém que mandou matá-lo e depois matou o responsável? Agiu sozinho ou foi uma das peças desta história? Se não se pode como saber os porquês já nos julgamentos daquela época, como assumir que esta versão é irretocável ou a mais pura realidade?
    .
    Esta matéria “História” não é uma ciência exata e têm um valor relativo quando confrontada com a “verdade”. História é o que alguém te conta baseado em alguns dados, não todos.
    .
    Portanto, dizer que Publio não existiu porque não têm registro no livro de Josefo de que ele fizesse parte do conselho de guerra de Tito é muito pouco.
    Dizer que Publio não existiu porque a carta da epístola Lentuli não tem origem exata, ou não têm um original dela sem as interpolações costumeiras daquela época, ou porque foi destruída em alguma guerra, ou destruída para atender interesses particulares ou institucionais da Igreja ou do Estado em algum momento, também é pouco, é uma versão, uma opinião, uma possibilidade mas não uma certeza definitiva baseada em dados materiais concretos.
    .
    Se não existem os ATOS de Pilatos, que foi destruído segundo se diz, mas que existem sinais de ter existido tal documento isto é outra prova de que a história é também o que resta dela, não toda a história, não o todo absoluto da verdade.
    .
    Enfim, eu me sinto absolutamente confortável com o que conheço sobre Emmanuel, sobre Chico Xavier, e sobre a história contada por Emmanuel no tempo em que era Publio Lentulus, pois a boca que fala mentiras não pode servir para dizer grandes verdades, e não há nos pensamentos e psicografias de Emmanuel nada que procure prejudicar as pessoas, pelo contrário, apenas quer iluminá-las com a inspiração de fazer o bem, de ser verdadeiro, de não ser conivente com o mal em instância alguma, de ser cristão na prática.
    .
    Digam o que quiserem os incomodados com a moral resultante de toda esta obra de livros e de doação integral realizados por Chico Xavier em nome de Jesus, em nome da Doutrina Espírita. Duvidem, montem versões e teorias a vontade, é um direito de quem deseja assim fazê-lo, mas não destruirão como desejam a reputação de Chico Xavier a não ser na mente dos apressados, inseguros ou mal intencionados mesmo, como o próprio Vigário Geral JCFF Toquemada.

  159. Biasetto Diz:

    JCFF,
    Você fala muito em “diversionismo”, mas então seja honesto e responda, mas sem rodeios, por favor:
    1º) A Igreja matou ou não matou, em nome de Deus?
    2º) A Igreja na atualidade, condena ou não, a masturbação e o homossexualismo?
    3º) Você, o que pensa sobre estas práticas?
    Mas não seja covarde, não escreva uma “bíblia”, para “diversionar”. Apenas responda-me às estas três perguntas.
    Não minta, porque é pecado hein?

  160. Vitor Diz:

    Oi, Scur
    comentando:
    .
    01 – “Coloquei nesta matéria, bem no início, partes do livro do Pedro de Campos sobre as reencarnações do Emmanuel onde o autor descreve dados históricos sobre a Epístola Lentuli”,
    .
    Que dados históricos? O Pedro não apresenta UM sequer. O que ele apresenta são meras especulações. Ele simplesmente parte do princípio que a tal Epístola existiu e tenta recriar a história para explicar seu desaparecimento. Nada mais.
    .
    02 – “Josefo, por sua vez, para escrever as Antiguidades teve acesso aos documentos do Estado, em especial ao arquivo de Tibério, do qual tirara informações valiosas sobre João Batista, Jesus, Tiago e Mateus, além de constatar a existência dos Atos de Pilatos, maço de escrituras da qual faria parte a Epístola Lentuli”
    .
    Faria…logo, sem certeza alguma. Isso não é dado histórico. É especulação. Nada mais.
    .
    03 – “Depois disso parece que decidiu reencarnar no blog o Vigário Geral JCFF que é o autor de várias teses diferentes apresentadas com entusiasmo como sendo a palavra final em termos da historiografia de Publio Lentulus.”
    .
    Não só ele como QUALQUER HISTORIADOR, QUALQUER FONTE ACADÊMICA DE HISTÓRIA, lhe dará a palavra final que esse Publio Lentulus não existiu. Já apresentei as fontes diversas vezes, não preciso repetir.
    .
    04 – “Não há como ter provas definitivas sobre isso então como querer aceitar que uma partícula mínima de dados que chegam séculos, milênios depois, e que passaram pela interpretação, adulteração, cópia, tradução, guerras, lutas políticas por hegemonia, enfim, como asseverar conclusivamente que não existe tal pessoa porque não estava escrito no livro de um ou dois indivíduos que decidiram registrar isso anos ou décadas depois?”
    .
    Porque TODOS os que foram citados no texto de Josefo como compondo o Conselho de Guerra de Tito sabemos o destino POR OUTRAS FONTES, com carreiras que PUDERAM SER ACOMPANHADAS. Repito: TODOS. Menos o Públio, que não é citado, nem pudemos acompanhar a carreira por outras fontes. Não há NADA.
    .
    04 – “Temos os originais dos livros de Josefo?”
    .
    Não. Mas temos cópias e referências em outras fontes da época.
    .
    05- “Passaram pelas mãos da Igreja estes originais?”
    .
    Sim. E daí? Não há motivo algum para a Igreja apagar a existência de Publio Lentulus, ainda mais que ele forneceria mais uma prova da existência de Cristo. Seria um tiro no pé! E nem teria como fazer isso, já que sabemos por outras fontes o destino de TODOS os que compuseram o Conselho de Guerra de Tito. TODOS. Menos o Públio, que não existiu.
    .
    06 -” Portanto, dizer que Publio não existiu porque não têm registro no livro de Josefo de que ele fizesse parte do conselho de guerra de Tito é muito pouco.”
    .
    Então vamos aumentar isso. NÃO SÓ NÃO TEM REGISTRO, COMO NÃO PUDEMOS ACOMPANHAR SUA CARREIRA POR OUTRAS FONTES, AO CONTRÁRIO DO QUE ACONTECE COM T-O-D-O-S Os OUTROS QUE FORAM CITADOS. Repito: T-O-D-O-S.
    .
    07 – “Enfim, eu me sinto absolutamente confortável com o que conheço sobre Emmanuel,”
    .
    RÁ! Eu tb me sinto absolutamente confortável com o que sei de Emmanuel. Mas no meu caso, eu tenho o apoio de acadêmicos.
    .
    08 – “sobre Chico Xavier, e sobre a história contada por Emmanuel no tempo em que era Publio Lentulus, pois a boca que fala mentiras não pode servir para dizer grandes verdades,”
    .
    Mas ele nunca disse grandes verdades. Só grandes mentiras. Tipo Atlântida existiu, Jesus foi julgado junto com Barrabás, um tal de Públio Lentulus existiu na época de Cristo e morreu no Vesúvio…
    .
    09- “e não há nos pensamentos e psicografias de Emmanuel nada que procure prejudicar as pessoas,”
    .
    IMAGINA! ELE SÓ DISSE QUE OS JUDEUS FORAM OS MAIORES CULPADOS PELA MORTE DE JESUS ÀS VÉSPERAS DO HOLOCAUSTO!ISSO COM CERTEZA SÓ MELHOROU A IMAGEM DELES!!!

  161. Biasetto Diz:

    A Igreja Católica não foi e nem é a pior das instituições. Apenas é mais uma instituição, que construiu sua história no contexto do “jogo da vida”. Se tem algo bom, quando fez uso da espada, como bem lembrou o Juliano, se deve ao fato de ter contido e evitado o avanço islâmico na Europa. E não se trata de preconceito de minha parte, para com os islâmicos, é que nós conhecemos muito bem a história das conquistas árabes e também sabemos como se vive no meio islâmico hoje, ainda que, com certeza, existam muitos islâmicos boa praça!
    A questão, é que a Igreja Católica, assim como outras doutrinas, entidades religiosas, faz uso da ideia de que foi escolhida por Deus, como sua representante na Terra: conversa fiada, nada mais que isso.
    As igrejas, num contexto geral, prestariam um grande serviço à humanidade, caso se contentassem em ser “consolação”, mas querem ir além: querem ditar regras, fazem julgamentos, disputam o mercado. Aí, as coisas se complicam. Se metem no que não deveriam se meter: coisas do Estado e, pior ainda, querem ensinar ciências, mas esquecem se fundamentam em contos de fadas.

  162. Biasetto Diz:

    Vítor,
    É fato inegável, que quanto mais uma sociedade avança no conhecimento humano e na conquista da qualidade de vida, ela mais se afasta das religiões. O motivo é muito simples: o esclarecimento mostra às pessoas, que as religiões se fundamentam em dogmas frágeis e risíveis. Além disso, à medida que as pessoas melhoram em conquistas materiais, elas agregam prazeres e, as religiões, de modo geral, condenam os prazeres. Então, as estatísticas mostram, que religiões como o cristianismo mantêm-se fortes em países atrasados, com enormes abismos econômicos e sociais. Nestes países, as pessoas, com pouca instrução, medos, carências e frustrações, encontram nos cultos, uma espécie de fuga à própria realidade. Também se contentam com a ideia, de que os “ricaços” vão pro inferno e eles, os “coitadinhos”, ganharão o paraíso. Porém, para isto, devem manter-se no sacrifício, firmes na cruz, seguindo o exemplo de Jesus.
    Talvez, você até esteja certo, em defender a ideia de que ateus ou céticos estão mais sujeitos ao suicídio que os crentes. Talvez, ironia da vida, aqueles que creem, mesmo que seja em fábulas, ficções e promessas vagas, vivam até melhor, em certos aspectos, do que os ateus, céticos e críticos. Porém, os crentes também não estarão livres das limitações doutrinárias. Agindo assim, deixarão de aproveitar a vida, de forma mais intensa e ampla, centrados em preconceitos e medo da ira divina, viverão resignados em suas dores, fechados em um mundo bem menos colorido. O que ganharão? Bem, eles respondem que ganharão o paraíso. Será?
    Você apostaria nisso?

  163. Biasetto Diz:

    http://ocuiabano.com.br/Noticia/2037/Pastor-quer-Biblia-Sagrada-e-livros-evangelicos-em-bibliotecas-de-Cuiaba.html

  164. Roberto Diz:

    Vitorino,
    .
    01 – Negativo! Cita fontes históricas e mostra indícios da existência dos Atos de Pilatos onde existem citações sobre ter havido um procurador na Judéia e outros detalhes que não lembro, mas não me interessam mais. Aliás, comprei o livro só para ler este capítulo, pois jamais me chamaria atenção na livraria livros como este ou como os de materializações de espíritos. Este tipo de literatura é para quem duvida, está numa etapa inicial do estudo da vida no plano espiritual.
    .
    Porque me importaria quem foi fulano ou beltrano em reencarnação tal e qual? Espíritos geralmente não ligam e fazem questão de não entrar neste mérito, pois eles foram incontáveis personagens em várias reencarnações e isto não muda quem são eles em essência – espíritos imortais em trabalho de evolução.
    .
    Seu eu sei que existem espíritos, que interferem em nossas vidas, e que vieram contar-nos detalhes sobre assuntos que não conheceríamos sem a sua intervenção, o que devo fazer é refletir somente sobre qual é a consequência desta certeza na minha vida. Quem traz informações sobre as Leis de Causa e Efeito, Reencarnação, Multiplicidade dos Mundos Habitados, Comunicabilidade dos Espíritos, enfim, tudo isso são informações decisivas para qualquer pessoa que já percebeu que deve haver algo além do que nossos sentidos físicos detectam, deve haver uma razão para nossas existências, e se há, qual é, porque, de onde, para onde, porque ser bom, porque amar, porque trabalhar, estudar, ser justo, auxiliar, etc…?
    .
    Eu parto do princípio de que há espíritos, se comunicam, e o resto eu devo julgar pelo que eu tiver de noções do certo, errado, aceitável, razoável, ou não, e escolho o que me atende. A narração de Pedro de Campos me atende perfeitamente, e isso não significa que eu ache que ele está perfeitamente correto no que diz, apenas avalio que poderia fazer sentido, pois há um contexto, um conjunto intrinsicamente ligado com os interesses variáveis e geralmente malsãos da humanidade no que diz respeito ao conhecimento da verdade.
    .
    02 – Exato, é especulação, assim como há especulações em toda a ciência, principalmente quando se formam teorias, incógnitas que recebem letras para compor as fórmulas criadas para explicar aquilo que não podemos saber ao certo o que é. Variáveis k, lambda, i, e por aí vai são provas da limitação dos nossos conhecimentos, e as teorias que são destituídas do posto de última palavra e substituídas por outras, até chegarem novas, muito mais embaraçam a minúscula ciência humana. Especula-se, aliás, isso é o que o Vigário Geral JCFF mais faz em seus textos tendenciosos, especulações, algumas grosseiras como, por exemplo, aquelas em que analisa o perfil psicológico de Chico Xavier para disto desmerecê-lo, de alguma forma, e vencer a natimorta batalha.
    .
    03 – Bom Vitor, convenhamos que os teus historiados mariolas, ou melhor, MARIÓLOGOS, CRISTÓLOGOS OU PEDRÓFILOS estão abaixo da crítica para formarem o teu “qualquer historiador ou fonte acadêmica de história” em upper-case, ou os incoerentes padres e teólogos católicos que precisam antes de avaliar o bolor de suas bibliotecas manchadas por milênios de vilania e cupidez, explicarem o que acontece com a “alma”, como eles chamam, depois da morte. Cuidem primeiro de solucionarem suas incoerências absurdas expressas em dogmas caóticos e inaceitáveis à razão; aprimorem-se, evoluam, pois a humanidade considera estas aberrações como vencidas em seu prazo de validade, graças a Deus não precisamos mais viver com esta tutela espúria sombreando nossos passos.
    .
    03 – Meu caro, o teu todos em letras maiúsculas para mim são generalizações tentando emprestar alguma força para o que as pessoas pretendem dizer. Sou muito avesso a isto, acho muito fraco florear argumentos com palavras assim. Todos, ninguém, tudo, todo mundo, qualquer historiador, nada, etc., isso é fraquinho, fraquinho.
    .
    Tenho certeza que TU NÃO LEU AS FONTES QUE ESTÁ USANDO COMO REFERÊNCIA PARA DIZER O QUE DIZES, está comendo na mão do Vigário Gazedobacen.
    .
    04 – Então figura! Copiou, ferrou, e ponto final. Copiaram e adulteraram, inegavelmente, e se fazem isso passa a ser um documento inconfiável. Se os homens tivessem um pingo de honestidade poderíamos confiar em cópias, como não podemos, não tem proposta meu caro, não tem. Se na tua lógica, ou a do teu vigário, não se podem aceitar cópias da epístola lentulis, não podemos aceitar NENHUMA CÓPIA. Se para ti serve estas VERSÕES, beleza, segue com elas, normal, sem estresse, mas não me venha querer impor a tua versão goela abaixo porque eu não sou pitoco guri.
    .
    05 – Isso é a TUA opinião Vitor, a TUA e de mais alguém mais, mas não é a de TODO MUNDO, TODOS HISTORIADORES, TODOS LEITORES, enfim, representam sempre opiniões. Tiro no pé é aceitar o que venha da Igreja como confiável ao extremo, aliás, não é tiro no pé, é na testa mesmo, pois estes carinhas foram muito mentirosos e torpes moralmente (não todos, é claro, mas os que detinham o poder não eram trigo nada limpo).
    .
    Sobre esta tua opinião de que forneceria mais uma prova da existência de Jesus eu me reservo o direito de crer no que eu quiser, e neste capítulo eu acredito que a Igreja pode não ter querido muitas provas em momentos da história. Elegeram Maria como a personagem a ser enaltecida, louvada, idolatrada, mesmo que pouco soubessem a respeito dela, e usaram a figura psicologicamente forte no imaginário popular para atribuírem-se a alcunha de mãe a si própria: a santa mãe Igreja Católica, a “mãe de Deus” (que absurdo, a criatura ser mãe do Criador, e o Criador ser confundido com seu filho, coisa de louco). Estas estratégias mostram como temiam a força de Jesus, e deixá-lo em posição secundária, apresenta-lo derrotado pregado numa cruz, morto e ensanguentado, é uma tentativa de impor a resignação e o medo aos seus fiéis. A mãe nunca aparece morta, fica como imortal na Terra, e Jesus, liquidado.
    .
    O Espiritismo descrucificou Jesus, até que enfim!
    .
    06 – Tá, beleza, tá bom prá ti, ok, para mim não, e não precisamos mais discutir isso.
    .
    07 – Claro, fique à vontade com o apoio dos MARIÓLOGOS,CRISTÓLOGOS, PEDRÓFILOS E GAZESDOBACEN, dentre outros acadêmicos que comem livros e ciências imaginárias mas não fazem o que o mestre tentou lhes ensinar – eis os doutos e fariseus de nossos tempos – RÁ!
    .
    08 – Prá ti guri, prá ti é mentira, e não é de se admirar que seja assim para ti porque tu nunca fez pesquisa na prática, tu não conhece patavinas sobre a mediunidade, tu é um teórico surfista de internet, jogador de capoeira das areias de Copacabana, e possivelmente sustentado por alguma cúria diocesana que banca o teu modernismo de blog – tu és um laranja deste pessoal aí.
    .
    09 – Bom, bom, bom Vitor, esta aí é uma piada do caramba, muito engraçado te ver escrever isso. Os argumentos quanto ao conselho de guerra de Tito são bem legais, agora isto aí de antisemitismo de Emmanuel é comédia pura.

  165. José Carlos Ferreira Fernandes Diz:

    Sr. Biasetto:

    Quem me deve respostas (respostas fundamentadas) é o sr., sr. Biasetto, não eu. Não estou aqui julgando a validade, por si só, dum posicionamento filosófico, ou religioso; estou querendo apenas as EVIDÊNCIAS FACTUAIS, EFETIVAS E, MESMO, NUMÉRICAS E COMPARATIVAS, de certos FATOS que o sr. elencou, só ísso. Mas, como não as tem, parte (como outros) para a baixaria, para o ataque pessoal, e para o diversionismo. Eis tudo (desde quando buscar a Verdade é “perda de tempo”?!?). Continuarei aguardando, sem pressa. Se, ao longo do tempo, não as mandar, é então EVIDÊNCIA de que não as tem, de que defende não idéias fundamentadas, mas meros “slogans”. O modo como o sr. apresenta suas idéias, o modo como as defende (ou melhor, como torce as coisas e insulta os outros para tanto) já deve ter deixado claro, para qualquer observador imparcial, a extrema fraqueza (que digo eu? A mentira!) de suas posições FACTUAIS.

    JCFF.

  166. Biasetto Diz:

    José Carlos,
    Você usa de uma tática bem interessante, mas nada convincente.
    O que você quer?
    E te dei TODAS as respostas. Vejamos:
    1º) Eu afirmo que a Igreja Católica não tem nunca teve e não tem nada de santa. Pois bem: mostrei, e não é nada novidade pra quem conhecesse um pouquinho de História, que a Igreja se estruturou através de doações e pilhagens. É fato!
    2º) Eu afirmo que a Igreja Católica fez uso da força, julgou, condenou e matou pessoas. Falei mentira? O senhor vai negar a existência da Inquisição? É fato!
    3º) Eu afirmo que, em pleno século XXI, a Igreja Católica, defende a ideia de que masturbação é pecado, homossexualismo é pecado, que o sexo só deve ser feito entre casais casados, inclusive dizendo que as pessoas devem se casar virgens. Mostrei o que dizem os padres, tá aí, quem leu meu comentário, constatou. Se alguém duvida do que eu disse, é só procurar os vídeos da Canção Nova, no youtube. É fato!
    4º) Eu afirmo que a Igreja Católica diz que tatuagem, rock, piercing é coisa do demônio, mostrando total ignorância e, mais uma vez, preconceito e discriminação. Repito o que disse no comentário acima: é só procurar os vídeos no youtube.
    5º) Eu afirmo que a Igreja Católica escondeu e esconde casos de pedofilia, transferindo os envolvidos de paróquia ou simplesmente, fingindo que não vê. Acusei sem provas? Tá cheio de reportagens assim, inclusive tem um especial realizado pelo SBT, pelo Roberto Cabrini. É só procurar no youtube. É fato!
    6º) Eu disse e repito, que no meio católico, incluindo na Igreja, existiram e existem pessoas maravilhosas, mas no todo, a Igreja é arcaica, preconceituosa. É mentira isto? O papa incentiva as pessoas a usarem camisinhas para evitarem uma gravidez indesejada? O papa incentiva as pessoas a usarem camisinha para evitarem DSTs? Responda-me, ele incentiva? Ou critica o sexo, o prazer e, assim sendo, defende a castidade e critica a camisinha?
    7º) Eu disse que a Igreja se baseia em histórias fantasiosas, falácias, contos de fadas. Isto é ou não é verdade? Então, me diga que o senhor acredita nas histórias bíblicas. Não seja covarde, já te disse. Se tu queres acreditar no catolicismo, não tenha vergonha de assumir o que pensa. Porque atacar o espiritismo é fácil né? O Scur, pelo menos, vem aqui e diz no que acredita, se mostra por inteiro. O senhor, ah … o senhor, é um enganador, um embusteiro ou, então, um covardão, que não tem coragem de assumir aqui, que condena o homossexualismo, que condena a masturbação. Vai José Carlos, assume, seja homem de verdade e não falastrão. Assuma que para o senhor, a Igreja Católica é uma santa instituição, uma instituição verdadeira, que o senhor é contra o homossexualismo sim, que o senhor é contra a masturbação sim. Se o senhor fizer isto, passo a respeitá-lo, porque aí, vou entender melhor a tua cruzada em desmerecer o espiritismo e a tua devoção católica. Posso até não concordar com tuas escolhas, mas vou respeitá-la e não discutimos mais. Agora, ficar se escondendo, que coisa feia hein? Baixaria é isto!
    Ah … o senhor me perguntou sobre números? Eu não sei. O senhor que é tão estudado, por favor, me tira esta dúvida: QUANTAS PESSOAS A IGREJA CATÓLICA MATOU? Por favor, o senhor deve saber. E eu ficarei grato pela informação. Só não me venha dizer, que não matou ninguém, porque aí, o teu caso é de internação em uma clínica psiquiátrica. Agora, se o senhor conseguir justificar as mortes realizadas em nome de Deus, Jesus Cristo, a Virgem Maria, o santo papa e os scambau, tudo bem, assim será.
    Não responde às minhas perguntas, porque não tens coragem de mostrar quem realmente é.
    Belo homem és tu.

  167. Biasetto Diz:

    Dez mil vezes, ler um monte de bobagens de um sujeito autêntico, do que ler um monte de palavrinhas bonitinhas, um monte de referências eruditas, pra dar um toque de sabedoria, de uma pessoa que se esconde, se forja, mente e não se revela de verdade!
    Mas este é o perfil de muitos religiosos fervorosos. Não são nem um pouco confiáveis, melhor estar rodeado de “pecadores”, porque, como bem diz o dito popular: “de boas intenções, o inferno está cheio” – eu diria: transbordando!!!

  168. José Carlos Ferreira Fernandes Diz:

    Sr. Biasetto,

    Sem diversionsimos. Apenas as demonstrações daquela sua mensagem. Continuo aguardando…

    JCFF.

  169. Biasetto Diz:

    E pra finalizar seu azedume, eu não preciso saber sobre as informações e os livros maravilhooooosos que tu lê. Não faz parte do currículo, estes temas não são discutidos em sala de aula. Se Emmanuel existiu/existe, se o tal senador é real. Eu não sou pago pra discutir isto com meus alunos. Portanto, estou plenamente consciente, de que para aquilo que o currículo de História cobra dos professores, estou muito bem preparado sim. Inclusive acabei de fazer um curso de formação de professores, realizando todas as tarefas de 18 módulos e sendo aprovado em uma prova final, com 7,5 de média, sendo que as questões não eram apenas sobre História, mas também sobre a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, PCNs, didática, fundamentos pedagógicos … e olha, que vou te dizer mais ainda viu: eu estava meio que dormindo no dia da prova, fui o 1º a entregar a folha de respostas, porque de teoria eu já estou bem cansado, a prática, o azedão, é bem diferente, com certeza: bem diferente da sala confortável em que tu deves trabalhar, o que também não me compete, porque deves fazer jus à posição que ocupa.
    Passar bem, seu “bragão ensaboado”.

  170. Biasetto Diz:

    Enquanto eu escrevia a mensagem acima, tu colocavas mais uma vez este tal “diversionismo” na pauta. Kakaká!!!
    Não se assume né?
    Eu respondi e respondo tudo que me perguntam, mas tu! Só o que interessa.
    Vítor, este JCFF é um farsante, muito mais que os médiuns que ele ataca. Ele é mais fraude que o Lentulus e você fica puxando o saco do cara.
    Bela dupla Batman e Robin, ou seria: Coringa e Pinguim?

  171. Vitor Diz:

    Oi, Scur
    comentando:
    01 – “Negativo! Cita fontes históricas e mostra indícios da existência dos Atos de Pilatos”
    .
    Não, não cita. Cadê a prova de que Josefo constatou “a existência dos Atos de Pilatos, maço de escrituras da qual faria parte a Epístola Lentuli.” CADÊ?
    .
    E veja o que se sabe sobre o “Atos de Pilatos”, é pura ficção: http://pt.wikipedia.org/wiki/Atos_de_Pilatos
    .
    02 – “Exato, é especulação”
    .
    Então, sem prova alguma.
    .
    03 – “Meu caro, o teu todos em letras maiúsculas para mim são generalizações”
    .
    Que você mesmo pode conferir.
    .
    04 – “Bom Vitor, convenhamos que os teus historiados mariolas, ou melhor, MARIÓLOGOS, CRISTÓLOGOS OU PEDRÓFILOS estão abaixo da crítica para formarem o teu “qualquer historiador ou fonte acadêmica de história” em upper-case, ou os incoerentes padres e teólogos católicos que precisam antes de avaliar o bolor de suas bibliotecas manchadas por milênios de vilania e cupidez, explicarem o que acontece com a “alma”, como eles chamam, depois da morte. ”
    .
    E o que o (_*_) tem a ver com as calças?!! Agora para se estudar HISTÓRIA tem que saber o que ocorre na vida após a morte?!
    .
    05 – “Então figura! Copiou, ferrou, e ponto final. Copiaram e adulteraram, inegavelmente, e se fazem isso passa a ser um documento inconfiável.”
    .
    Então já que pensa assim, JOGUE FORA O LIVRO DOS ESPÍRITOS CUJAS MENSAGENS DOS ESPÍRITOS ERAM ADULTERADAS PELO KARDEC E TODOS OS LIVROS DO CHICO XAVIER QUE ERAM ADULTERADOS PELO MANUEL QUINTÃO. Seja coerente consigo mesmo.
    .
    06 – “Sobre esta tua opinião de que forneceria mais uma prova da existência de Jesus eu me reservo o direito de crer no que eu quiser, .”
    .
    Ah, isso nem precisava dizer. Mais crédulo que você não existe.
    .
    07-”Claro, fique à vontade com o apoio dos MARIÓLOGOS,CRISTÓLOGOS, PEDRÓFILOS E GAZESDOBACEN, dentre outros acadêmicos que comem livros e ciências imaginárias mas não fazem o que o mestre tentou lhes ensinar ”
    .
    De novo: e o que o (_*_) tem a ver com as calças?!
    .
    08 – “Prá ti guri, prá ti é mentira,”
    .
    Para mim e para qq pessoa racional e instruída.
    .
    09- “Os argumentos quanto ao conselho de guerra de Tito são bem legais, agora isto aí de antisemitismo de Emmanuel é comédia pura.”
    .
    Você acha comédia porque você não foi um judeu perseguido justamente por essa ideia de ter sido culpado pela morte de Jesus.

  172. Antonio G. - POA Diz:

    Vitor, talvez você precise informar-se um pouco mais sobre a questão da (in)constitucionalidade. A presença dos crucifixos (ou de qualquer outro símbolo religioso) fere diretamente o princípio constitucional de um Estado laico. Dê uma olhada no artigo abaixo:
    http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/revista/Rev_19/artigos/PauloSerejo_rev19.htm
    .
    Juliano disse: “Agora os materialistas históricos insistem neste discurso ideológico e pregador do fim da religião, custe o que custar. Numa visão de mundo que é correto apenas e unicamente a visão deles! E pela mesma vale tudo! Quanta burrice! Quanto fanatismo e sectarismo também!”
    Eu digo: Menos, meu amigo! Menos! Tá parecendo um JCFF às avessas…
    .
    A todos: Quem acompanha meus comentários a mais tempo, já deve ter entendido que quando eu digo que sou anti-religioso, quero dizer que sou contra AS RELIGIÕES, e não contra as pessoas religiosas. Respeito o direito de cada um acreditar no que quiser. Quem eu não respeito são os líderes religiosos que fazem da fé instrumento de dominação mental, autopromoção e exploração econômica. Eu estou convencido – e não acho mesmo necessário ficar escrevendo laudas e mais laudas para justificar este convencimento – que as religiões são o maior causa de atraso do progresso e evolução da humanidade. E tudo que puder ser colocado como prova de que as Religiões também constribuíram de forma positiva, eu poderei dizer que tais progressos poderiam ser obtidos igualmente por outras vias (a via da moral e da ética, por exemplo), que independem das religiões. Ponto. E não é preciso concordar comigo, Juliano.
    .
    Bom Dia!

  173. Antonio G. - POA Diz:

    Vitor, só mais uma ilustração, que vem daí do seu Estado:
    (E não pretendo postar mais nada a respeito deste assunto, a menos que seja “provocado”).
    .
    Ao comentar a decisão do Conselho da Magistratura do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul de retirar crucifixos e demais símbolos dos espaços públicos dos prédios da Justiça estadual gaúcha, o presidente da OAB/RJ, Wadih Damous, criticou o fato de o Supremo Tribunal Federal (STF) ter o símbolo exibido em seu plenário. “O crucifixo deixa de expressar a separação entre igreja e Estado que é um princípio republicano básico. Portanto, é in”, argumentou.

    “A República no Brasil proclamou o Estado laico e reconheceu o direito de todos professarem a religião de sua crença. Não cabe a qualquer órgão público de qualquer esfera impor esse ou aquele símbolo religioso”, completou destacando que a imposição desrespeita aqueles que adotam crenças diferentes”.

  174. Antonio G. - POA Diz:

    Um exemplo eloquente da barbárie perpetrada em nome de Deus e da religião. E não é na Idade Média. É hoje. Agora mesmo.
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Ex%C3%A9rcito_de_Resist%C3%AAncia_do_Senhor
    .
    Recomendo dar uma olhada no You Tube: http://www.youtube.com/watch?v=Y4MnpzG5Sqc
    Parece que tem versão legendada, também.

  175. Antonio G. - POA Diz:

    Vitor, acho que retirar o “replay” foi uma boa providência.

  176. Antonio G. - POA Diz:

    Um pouco acima, escrevi: Quem acompanha meus comentários a mais tempo… Deveria ter digitado “há mais tempo”.

  177. Juliano Diz:

    Antonio G.

    Digo e repito que é uma discussão inócua, um tiro de espingarda calibre 12 num passarinho, e este parado ainda. Evidente que tem fundamento legal a tese do laicicismo, o TJ do RS é no meu entender e de muitos o melhor TJ do Brasil! Então (…) eu entendo os desembargadores. E eu em nenhum momento disse que eles erraram e coisa e tal. Apenas ressalto que em nada acrescenta tal debate. E o argumento dos religiosos neste tópico tem sim a sua lógica e razão de ser. É o tipo do debate que os religiosos adoram! Por quê? Pois possuem argumentos! E no fim é mais vitimização e venda dos ateus como intransigentes e radicais! O que sobre os materialistas históricos é uma grande verdade, diga-se! Este é o ponto!

  178. Roberto Diz:

    NOS DIVERSOS CAMINHOS
    .
    “Examinai-vos a vós mesmos, se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos.” – Paulo. (II CORÍNTIOS, 13:5.)
    .
    Diversas atitudes caracterizam os estudantes da Revelação Nova.
    .
    Os que permanecem na periferia dos ensinamentos exigem novas demonstrações fenomenológicas, sem qualquer propósito de renovação interior.
    .
    Aqueles que se demoram na região da letra estimam as longas discussões sem proveito real.
    .
    Quantos preferem a zona do sectarismo, lançam-se às lutas de separatividade, lamentáveis e cruéis. Todos os que se cristalizam no “eu” dormitam nos petitórios infindáveis, a reclamarem proteção indébita, adiando a solução dos seus problemas espirituais.
    .
    Os que se retardam nos desvarios passionais rogam alimento para as emoções, mantendo-se distantes do legítimo entendimento.
    .
    Os que se atiram às correntes da tristeza negativa gastam o tempo em lamentações estéreis.
    .
    Aqueles que se consagram ao culto da dúvida perdem a oportunidade da edificação divina em si mesmos, convertendo-se em críticos gratuitos, ferindo companheiros e estraçalhando reputações.
    .
    Quantos se prendem à curiosidade crônica, borboleteiam aqui e ali, longe do trabalho sério e necessário.
    .
    Aqueles que se regozijam na presunção, passam o dia zurzindo o próximo, quais se tossem inquisidores permanentes do mundo.
    .
    Os que vivem na fé, contudo, acompanham o Cristo, examinam a si próprios e experimentam a si mesmos, convertendo-se em refletores da Vontade Divina, cumprindo-a, fielmente, no caminho da redenção.
    .
    Vinha de Luz, cap. 99 – do espírito Emmanuel

  179. Antonio G. - POA Diz:

    Certo, Juliano. Eu sei que essa discussão não vai resolver os problemas do mundo. A questão da retirada dos crucifixos é apenas um ato simbólico, mas que eu acho importante, porque denota respeito à diversidade e ao princípio legal. Apenas isso.
    Quanto aos materialistas históricos a que você se refere, eu nem de longe me vejo como um deles. Sou, muito antes disso, um humanista. Minha visão de mundo não se funda no materialismo. Sou defensor de um modus vivendi baseado na ética e no respeito, privilegiando o ser e o saber.

  180. Juliano Diz:

    Antonio G.

    Eu sei que você não é um materialista! Pelo menos as tuas posições não indicam isto! E se fosse também é um direito teu. Pessoalmente, vejo nos materialistas outra forma de crença similar a religiosa, no meu entender, mais raivosa e radical no sectarismo. E você há de convir comigo que o que não falta são ateus materialistas históricos, lamentavelmente.
    Sobre o outro tópico, repito, gastou-se um tiro de espingarda calibre 12 num passarinho! É um ato simbólico que em nada acrescenta ao direito de cada um professar o seu ateísmo e não ser discriminado. No meu entender ocorre exatamente o contrário com tal ato, só radicaliza-se o preconceito e serve de forte argumento aos religiosos de demonstração do radicalismo dos ateus. O que no caso eles tem razão, lamentavelmente.

  181. Antonio G. - POA Diz:

    Ok, estamos de acordo. Eu pensei que você estava me tachando de materialista, coisa que eu não sou. Por isso, o meu contra-argumento.

  182. Juliano Diz:

    Antonio G.

    Vejo que o debate tem que se ater mais na figura de deus e o direito de não crença neste ser que ninguém nunca viu.
    O ateu não crê em deus pois nunca o viu, ao contrário do crente religioso que crê em algo que ele também nunca viu. Isto tem que ficar claro! O debate tem que se ater no campo das idéias, de como um deus é vendido pela religião como algo que de divino não tem absolutamente nada! Pois faz escolhas, é sectário, dúbio, é calcado numa teoria de salvação onde o próprio termo diz ser algo que muitos irão sofrer uma segunda morte se não o adorarem (narcisismo puro na veia), ou vão para um inferno eterno e etc (…). Uma situação por si só absurda! O que há de divino nisto?
    Enfim Antonio, vejo que o debate tem que se ater no campo das idéias sobre deus. E não ficar querendo tolher a força, mesmo que com fundamento legal, uma tradição cultural de um país aceita por boa parte da população, e que é um direito da mesma em assim proceder. Vejo que uma possível e gradual mudança tem que ocorrer no campo do debate de idéias, de conceitos, e não da vedação ou não de símbolos.

  183. Biasetto Diz:

    Antonio, Juliano e colegas,
    Imaginem a seguinte situação: eu, professor, falo em alto e bom tom na sala de aula, que “o homossexualismo não é o PIOR DOS PECADOS”. Vou além e digo: “que quem traz uma tatuagem no corpo, tem a marca do demônio no corpo e que tatuar o corpo, escutar rock e usar piercing são tudo coisas do demônio.”
    E falo isto, pregando, raivoso, alterado …
    Por favor, só me respondam: o que vai acontecer comigo, se um aluno ou uma aluna, sentir-se profundamente ofendido(a), por ter tatuagem, curtir e rock e, além disso, for gay. Se o pai ou mãe deste aluno(a) for uma pessoa politizada e “encrenqueira”? Estou ferrado! Este assunto vai parar nas tvs, não duvido nada, que passe no Fantástico, no Jornal Nacional – até imagino a manchete: “professor humilha aluno homossexual e tatuado, acusando-o de obra do demônio”. Eu seria processado, poderia ser condenado a pagar uma indenização por danos morais, talvez perdesse o emprego.
    E, quer saber, mereceria tudo isto, porque agir assim é crime, TÁ NA CONSTITUIÇÃO, É C R I M E
    Agora, o incrível, padrecos de merda, desta igreja de merda, do Jota Azedo, fazem isto, em rede nacional e a sociedade se cala.
    Jota Azedo, quem deu o direito pros padrecos desta instituição fajuta tua aí, chamar um gay de pecador? Quem deu direito pra esta mesma instituição, chamar uma pessoa tatuada, de obra do demônio?
    Canalhas!
    Imagine um pai ou uma mãe, vivendo problemas com um filho homossexual, tatuado, com piercing, caso existam conflitos entre eles, mas amando o filho, chorando por ele, ouvindo um padre CANALHA, COVARDE, falando isto aí.
    Você não tem vergonha em reverenciar esta cambada de canalhas?
    Taí, uma coisa que deveria ser feita neste país: entidades meterem um processo nesta turma de cafajestes e desequilibrados, que têm a coragem de afirmar que uma tatuagem é marca do demônio. Que nojo!

  184. Vitor Diz:

    Biasetto,
    Sugiro para você a leitura do livro “Cristianismo e Direitos Humanos, Cristãos e a Luta por Justiça Social”, para vários exemplos da atuação positiva da Igreja na sociedade. Um trecho do livro:
    .
    “Deve-se lembrar que os direitos dos pobres foram e têm sido defendidos e promovidos por muitas igrejas ou organizações baseadas na fé que têm-se centrado na justiça social, mas não especializadas em direitos humanos per se, nem sempre usaram o termo proeminente em si. A Comissão Pastoral da Terra (CPT), do Brasil e a Pastoral do Menor são bons exemplos”

  185. Antonio G. - POA Diz:

    Juliano, definitivamente: Estamos de acordo em quase tudo, menos quanto a sua opinião de que a retirada dos símbolos religiosos dos recintos do poder judiciário seja assunto sem relevância. Eu acho que é muito relevante, sim. Sei que é “uma tradição cultural de um país aceita por boa parte da população”. Mas acho que já passou da hora disto ser modificado. Ou continuaremos vivemos sob a “ditadura da maioria”. Aprovação de “boa parte” não justifica a violação do direito de uma minoria. Isso não tem pouca importância. É muito importante.
    Mas é só a minha opinião. Ficamos por aqui.

  186. Biasetto Diz:

    Tudo bem Vítor, não duvido disto aí. Vou além: na época da ditadura militar na América Latina, muitos padres, membros da igreja, foram corajosos e bateram de frente às atrocidades causadas por autoridades militares.
    Mas, uma coisa não justifica outra.
    E, o JCFF estava me cobrando sobre os meus comentários, dizendo que faço acusações levianas. Veja isto (reconheço que não pude checar a fonte, mas acredito que as informações sejam verdadeiras):
    http://www.reocities.com/realidadebr/rn/catolica/c210301.htm

  187. Biasetto Diz:

    http://veja.abril.com.br/blog/acervo-digital/religiao/igreja-catolica-escandalos-que-abalaram-o-vaticano/

  188. Biasetto Diz:

    Vítor,
    Será que dá pra Igreja Católica mudar o discurso?
    Será que dá pra Igreja Católica ter mais amor ao próximo, na hora de falar sobre temas polêmicos, não machucando ou discriminando pessoas?
    Será que dá pra Igreja Católica se modernizar um pouco?
    Será ???

  189. Biasetto Diz:

    http://www.conjur.com.br/2009-mai-18/professor-condenado-piada-racista-sala-aula

  190. Biasetto Diz:

    http://www.athosgls.com.br/noticias_visualiza.php?contcod=28955

  191. Biasetto Diz:

    CF/1988, ARTIGO 5º, INCISO X – são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação;
    INCISO V – é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem;
    Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:

    I – a soberania;

    II – a cidadania;

    III – a dignidade da pessoa humana;

    IV – os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;

    V – o pluralismo político.
    Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:

    I – construir uma sociedade livre, justa e solidária;

    II – garantir o desenvolvimento nacional;

    III – erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais;

    IV – promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.
    O que padres e pastores andam dizendo sobre escolhas/orientação sexual é CRIME, pois fere o texto constitucional. Eu não estou nem discutindo religião, estou discutindo a DIGNIDADE DO SER HUMANO, A INTIMIDADE DO SER HUMANO, FUNDAMENTOS LEGAIS.

  192. Juliano Diz:

    Biasetto

    Ao invés de ficar se preocupando em tirar cruxifixo da parede de repartição pública. Está aí algo em que caberia sim um processo crime por difamação. Além de uma ação cível, onde a rede de televisão entraria como co-ré, pois vendeu o seu horário no canal para tal prática absurda!

  193. Biasetto Diz:

    Eu não sou gay, não tenho tatuagem e nem uso piercing, mas se tivesse envolvido com tudo isto, na minha cabeça, estaria tudo normal.
    Eu não acho bonito uma pessoa encher o corpo de tatuagem ou piercing, mas não a discrimino, não a critico por isso, não a diminuo, MUITO MENOS, afirma que ela está influenciada pelo demônio.
    A igreja deveria mandar este padres calarem a boca. Porque se pregam o amor por um lado, estão pregando a GUERRA, POR OUTRO. Então, como fica isto?
    Tá tudo bem, porque são “pessoas de Deus”?
    Difícil hein?

  194. Vitor Diz:

    Oi, Biasetto
    claro que uma coisa não justifica a outra. Mas não precisa demonizar…o bem e o mal existe em todos…há instituições, organizações e movimentos bem piores do que a Igreja que são essenciais à sociedade…. a polícia do RJ por exemplo, com sua corrupção…a própria Revolução Francesa matou mais do que a Santa Inquisição… e por acaso não trouxe coisas boas, essenciais?

  195. Biasetto Diz:

    Ah! sou pecador sim, gosto de assistir a uns filminhos quentes e acho a masturbação uma delícia. Não custa nada, não prejudica a saúde, não tem efeitos colaterais desagradáveis e resolve muita coisa, sem risco algum. Eta coisa boa, porque até o pobre pode se beneficiar com este prazer, mas a igreja quer tirar isto dele também. Pobre tá ferrado mesmo!

  196. Biasetto Diz:

    Olha Vítor,
    A igreja não tem (e jamais conseguiria) ser perfeita, mas tem uma obrigação moral elevada e leva informações há milhões de pessoas, e faz a cabeça de muitas delas. É lamentável.
    Quanto à polícia do RJ, não duvido que exista muita coisa negativa. Também, em um país, onde a bancada evangélica se revoltou, por questões de crença e críticas religiosas, aí a presidenta deu um ministério pro sobrinho do Macedão, pra agradar os rebeldes, o que se pode esperar???

  197. Vitor Diz:

    Oi, Antonio
    comentando:
    01 – “O crucifixo deixa de expressar a separação entre igreja e Estado que é um princípio republicano básico. Portanto, é in”, argumentou.”
    .
    Não vejo necessariamente assim. O crucifixo pode ser visto como um símbolo de que o Estado e a Igreja, embora separados, podem trabalhar em conjunto por uma sociedade melhor.
    .
    02 – “A República no Brasil proclamou o Estado laico e reconheceu o direito de todos professarem a religião de sua crença. Não cabe a qualquer órgão público de qualquer esfera impor esse ou aquele símbolo religioso”,completou destacando que a imposição desrespeita aqueles que adotam crenças diferentes”.
    .
    Mas ninguém está impondo. Pode-se colocar uma estrela de Davi no lugar, ou do lado… não é uma imposição…
    .
    Mas repito que sou contra porque aí vai parecer mais um templo multirreligioso do que com um local de trabalho.

  198. Antonio G. - POA Diz:

    Vitor, o fato concreto é que não existe estrela de Davi nem Crescente, nem foto do Chico Xavier em nenhum tribunal, que eu saiba. Só vejo a onipresença do crucifixo católico. E olha que eu conheço muitos tribunais…
    Um tribunal é um local onde se decide sobre direitos, deveres, patrimônio e até sobre a liberdade das pessoas, entre outras coisas. Uma audiência ou julgamento é um ato solene, que requer equilíbrio, imparcialidade e isenção. Para muita gente, a presença imponente de um símbolo religioso que não se alinha ao seu credo, pode ser fator de sério desconforto. E isso desacata o já referido princípio constitucional. A questão vai bem além da estética. É, antes disso, uma questão legal. Quanto a isso, eu não tenho a menor dúvida. Mas, que bom que você é contra os símbolos religiosos nos tribunais, ainda que por outros motivos.

  199. Roberto Diz:

    Tonigui,
    .
    Que suscetibilidade é essa vivente? Vai se mixar por enxergar um “imponente símbolo religioso”? Vai ter um sério desconforto, tipo assim, uma diarreia?
    Porque alguém se borraria desse jeito diante de um crucifixo católico? Será que o símbolo estaria funcionando para incomodar a consciência de alguém?
    .
    Enquanto não for substituído o símbolo da dor, do sofrimento, do crime infamante que cometemos contra o Espírito mais elevado que o mundo recebeu para nos servir de modelo e guia que fique lá o crucifixo então, em toda a escola, em toda a repartição pública, nas câmaras legislativas e tribunais para deter um pouco que seja, mesmo que num olhar involuntário, o ímpeto de corrupções, indiferença, crimes de toda ordem, ou para sensibilizar e inspirar os frequentadores a praticarem atos que não os envergonhe diante dEle.
    .
    Um dia não muito distante as pessoas trarão Cristo consigo e sua imagem não precisará ser mostrada para que Ele seja lembrado, e aí veremos imagens de beleza homenageando toda expressão do bem.
    .
    Aqueles que seguirem outras religiões não sentir-se-ão ameaçados ou desconfortáveis por ver estas imagens. Aliás, que desconforto estranho é esse? Explique-me um caso em que alguém ficaria tão fragilizado assim por ver uma imagem que seja símbolo de religiões? Se o símbolo estiver segurando uma metralhadora, um cabeça decepada, etc., aí sim poder-se-ia ficar intimidado.
    .
    Todas as religiões tem o bem em sua essência, apesar dos equívocos praticados por seus fieis ou maiorais, e símbolos que invoquem de alguma forma este bem não são motivo de desconforto para ninguém. Que tipo de gaúcho que tu é Tonigui? Onde tu aprendeu a ser frouxo desse jeito? Medo de crucifixo? Não estou entendendo!?

  200. Juliano Diz:

    Biasa

    O crime é de Difamação:
    “Art. 139. Difamar alguém, imputando-lhe fato ofensivo à sua reputação:
    Pena – detenção, 3 (três) meses a 1 (um) ano, e multa.”

    A grande questão é que parte da doutrina coloca que para ocorrer a tipicidade é necessário ficar claro quem é o sujeito passivo que está sendo difamado. E aí um juiz mais conservador pode entender que na pregação não há um sujeito passivo determinado (pessoa física ou jurídica), havendo a figura da imunidade de crítica prevista no artigo 142 do CP ao sujeito ativo! Mas aí é interpretação de juíz conservador, que tem, diga-se, pleno direito de assim interpretar, faz parte do jogo. Porém, uma parte grande da doutrina entende que sim, há a possibilidade de uma associação, ou mesmo uma pessoa física, que não é diretamente nomeada impetrar e condenar o acusador por ato difamatório a uma categoria que ela faz parte, no caso os gays! Deve já ter por aí alguns embates, creio eu. Entendo que é algo que vale a pena acionar o judiciáiro, nem que seja pra encher o saco deste povo sem respeito algum pelo outro diferente!

  201. Juliano Diz:

    Roberto

    Tenho que admitir que não consegui deixar de rir do teu último comentário. Com todo respeito ao Antonio G., que tenho em alta estima, como você. Mas o teu comentário foi de uma figura rara (pra tudo que é lado) que tem às vezes umas sacadas muito engraçadas! rsrs

  202. Biasetto Diz:

    Valeu Juliano, é isto aí.

  203. Antonio G. - POA Diz:

    Scur, como sempre, você está “fora da casinha”…
    Eu disse QUALQUER SÍMBOLO RELIGIOSO. Não sei se você realmente não entendeu, ou está só se fazendo de bobo. Acredito na segunda hipótese.
    Quanto a eu ter medo de crucifixo, realmente é uma boa piada. Se eu não tenho medo de “Deus”, vou ter medo de cruzinhas ou outros símbolos? Eu não tenho medo de nada imaginário. Só temo coisas reais, meu amigo. Pessoas religiosas como você é que têm medo. E, por causa do medo é que acreditam em bobagens. Sei disso, porque também já tive medo.

  204. Roberto Diz:

    Tonigui,
    Ainda bem que não tem medo, já estava preocupado com o conterrâneo. Não se deve deixar quicando desse jeito que os nossos compratiotas de outros estados adoram uma deixa dessas para dar bangornaço neste tipo de bola.
    Medo não combina com gaúcho, tchê!

  205. Ana Diz:

    Não vou entrar no “mérito” do debate porque não tenho conhecimento histório e retórica para tanto.

    Vocês podem ser resumidos em três tipos: os que acham que todo médium/espírita é trapaceiro, os que acham que toda religião é horrenda e os que acham que o ateísmo/afins é a solução para todos os males/detentor da verdade-absoluta-que-ninguém-mais-vê.

    Ora, que coisa! Vocês homens letrados, doutores, inteligentíssimos e evoluidíssimos (e não estou aqui fazendo um trocadilho com o Espirítismo), não conseguem respeitar a liberdade de credo ou não-credo.

    Todos, apesar de tanta informação e conhecimento, perdem a chamce de um debate sóbrio e rico para serem tomados pela paixão da “verdade absoluta”, do “único caminho”, da “única resposta”.

    Quão pobres vocês se tornam ao tentarem derrotar a fé (ou a ausência dela)…

    Roberto, que mal a Igreja Católica te fez? E você Biasetto, acha que se levar sua filha à missa de batismo de um priminho ela será abusada sexualmente? Não sabia que o professor de natação dela também é risco, ou aquele amigo do irmão mais velho dela? Ou mesmo o juiz que convive com sua família há anos?

    Os argumentos dos dois são ótimos, mas
    ambos perdem a classe quando se inflamam. O debatedor só usa termos chulos quando não possui mais argumentos válidos.

    Vítor e JC são gentlemans… Mas tão pouco flexíveis. Negam tudo, negam até a verdade quando também não possuem mais argumentos válidos.

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