DECIFRANDO ANTONIA

Este artigo, de Marcio Rodrigues Horta, é uma análise minuciosa do mais forte caso de reencarnação por regressão hipnótica já registrado, o caso Antonia, já publicado no blog aqui. Marcio parece ter conseguido encontrar explicações normais para este caso.

DECIFRANDO ANTONIA 

Decifra-me ou te devoro!

Esfinge de Tebas 

Marcio Rodrigues Horta[1] 

Thomas Kuhn afirmou que uma revolução científica resulta antes da reinterpretação dos dados existentes que do acúmulo de fatos novos[2]. Infelizmente, trata-se aqui de uma contra-revolução, pois tenciono evidenciar que o conhecimento excepcional apresentado por Laurel Dilmen (LD) resulta de uma capacidade rara da mente humana, mas não necessária ou prioritariamente de reencarnação. Para mim, convicto da sobrevivência após a morte e simpatizante da reencarnação, não é uma situação confortável escrever um texto como este; aliás, considerando meus escritos anteriores, parece um fado evidenciar fraude nos[3] ou que os textos reencarnacionistas que li não demonstraram seus termos. No caso Antonia, pesquisado por Linda Tarazi, com muitos, inicialmente acreditei que reunia condições para ser o corvo branco de William James; tanto que resolvi fazer uma nova tradução para o português do artigo Um caso inusual de regressão hipnótica com alguns aspectos inexplicados[4], publicado em 1990, visto que a existente não me agradava. Entrementes, ao trabalhar mais proximamente ao texto, pude perceber que dentro dele pulsava uma explicação mais econômica dos dados existentes[5], que talvez dispense qualquer tema metafísico para dar conta dos aspectos apresentados. 

HISTÓRIA FACTUAL & ESTRANHAS LACUNAS 

Na década de 80, Tarazi investigou alegações reencarnacionistas feitas sob hipnose por sua paciente LD, constatando que muitos fatos nelas contidos são verdadeiros, embora alguns só possam ser averiguados em livros por demais especializados, em documentos existentes em arquivos de um município espanhol e da Igreja Católica. Não obstante, um aspecto que salta aos olhos e que a própria investigadora se deu conta é que a narrativa fornecida por LD era lacunada: 

“Os episódios eram incompletos e fora de ordem cronológica, mas ela continuou a divulgar fatos detalhados que haveriam de ser encontrados apenas em fontes obscuras”. 

Salientando os acertos de LD, Tarazi não desenvolveu um estudo crítico acerca da importância do que os espaços vazios ocultam. Alguns aspectos históricos problemáticos são: 1º) a nacionalidade alemã de Erica (a mãe de Antonia) e de sua dama-de-companhia. Embora possível, a presença de duas alemãs germanófonas no interior de uma ilha americana no início da colonização espanhola (meados do séc. XVI) é muito pouco provável – em momento algum a narrativa explicou suas presenças ali. O nome completo de Erica também não foi fornecido, tornando muito difícil a averiguação[6].

2º) A viagem de Antonia à Alemanha. Segundo a narrativa, Erika, deprimida pela ausência do marido, resolveu “visitar seu irmão Karl”. Com efeito, caminhando para meados do séc. XX, a infante LD pôde viajar para Dresden com sua mãe porque era relativamente fácil fazê-lo. Vivemos num mundo em grande medida livre e, se tiverem dinheiro, as pessoas vão praticamente onde querem – inclusive as mulheres -, alcançando rápida e seguramente seu destino. Assim, apesar da depressão econômica, membros de uma família de classe média baixa americana que desejassem fazer uma viagem longa podiam reunir economias, obter dinheiro emprestado num banco, pedir a familiares etc. E no séc. XVI? Seria simples sair de Hispaniola, uma ilha no recém-descoberto Novo Mundo, e alcançar o miolo continental da Saxônia apenas porque se desejou fazer uma visita? Ainda que não fosse impossível, qual a plausibilidade dessa história? Esta não recende um anacrônico feminismo?

Apresento aqui dificuldades históricas muito prováveis para essa narrativa no séc. XVI: caso resolvesse viajar para fora de Hispaniola, Erika teria que pedir permissão ao seu marido ausente, por carta (sim, porque na época os familiares eram chefiados pelo pai & marido). Esta talvez chegasse & talvez não à zona militarizada na qual o oficial espanhol servia. Se chegasse, é pouco provável que o militar consentisse, pois o risco de vida para seus entes queridos era enorme, o custo financeiro de tal viagem muito grande e, por fim, ele acabaria por ficar sozinho, sem sua família (e bens também? Vendidos para financiar a empreitada?)[7] – como efetivamente ocorreu na narrativa. Fora de Hispaniola e sem ninguém para defendê-las, as damas corriam o risco de sofrer toda sorte de abusos no navio, naufrágio, escorbuto, piratas, pestes, guerras – uma lista imensa de males.

Mas imaginemos que o militar, até então descrito como apegado à família, após ingerir algum cogumelo tropical resolvesse permitir a viagem. Para poder embarcar, Erika muito provavelmente teria que pedir autorização ao governador espanhol em Santo Domingo, pois não se vivia num mundo liberal, e o direito de ir e vir não existia a menos que uma autoridade lhe desse um salvo conduto, um passe de trânsito livre. O governador só faria isso se o chefe da família consentisse e se o potentado considerasse essa viagem conveniente aos interesses do império. Naquele momento, com grande custo econômico, a Espanha estava colonizando Hispaniola e parte substantiva da América, ou seja, enviando gente para tomar posse de seus novos territórios, e não convinha agir no sentido inverso. O governador talvez resolvesse consultar a matriz, pois estava subordinado diretamente ao Conselho das Índias, sediado na Espanha, e não haveria de contrariar sua política senão por bons motivos; nesse caso, a resposta para a solicitação de Erika entraria no mundo burocrático e lento da corte, em Madri, e demoraria meses, talvez anos para voltar[8].

Não obstante, segundo a narrativa, Antonia deixou a ilha de Hispaniola e (após um lapso de tempo e circunstâncias ignorados) se apresentou em Leipzig. Leipzig? Presumindo-se a inexistência de uma linha náutica regular fazendo esse trajeto, ou seja, de um navio partindo de Hispaniola rumo à Alemanha bem na ocasião conveniente para Erica e Antonia, elas teriam que alcançar a península ibérica e zarpar novamente para um porto do norte da Alemanha – nova autorização, nova avaliação de conveniência política, tempo, dinheiro etc[9]. A Alemanha só se unificou em 1871; no séc. XVI, havia naquele território vários principados desunidos, com feudos e taxas de passagem a cada pequena extensão de viagem; para ir de um porto no norte germânico até Leipzig, no centro continental, o custo da viagem por terra seria alto e esta poderia levar meses, numa terra conflagrada por pestes, guerras regionais e religiosas[10]. Eis aspectos que a lacuna da narrativa oculta. Magicamente, independentemente das circunstâncias reais de uma viagem notável como essa para aquele tempo, Antonia deixa Hispaniola e se reapresenta incólume em Leipzig, como se tivesse saído de uma sala e entrado noutra (coisa bem possível num museu).

3º) A própria pesquisadora, escrupulosa, admitiu jamais ter encontrado uma prova histórica que Antonia Micaela Maria Ruiz de Prado existiu. E algum documento deveria existir, pois, segundo a narrativa, a protagonista teria sido processada pela inquisição espanhola, instituição obcecada pela produção de documentos e zelosa na conservação de seus arquivos. Juan Ruiz de Prado (o alegado irmão mais novo de seu pai) é um personagem histórico conhecido, tendo sido enviado duas vezes de Madri para Lima para atuar como inquisidor; seu nome está fortemente ligado à história do Peru, e não se prosperava na inquisição espanhola senão após longa pesquisa que mostrasse filiação, árvore genealógica, a condição de cristão velho, posição de nobreza (ou seja, que nenhum antepassado ou parente realizou trabalhos braçais) etc. Enfim, o inquisidor era largamente estudado e esses apontamentos eram publicados e arquivados.

4º) A construção do nome da protagonista parece se constituir apenas da junção do pouco significativo conjunto “Antonia Micaela Maria” ao sobrenome do personagem histórico Juan “Ruiz de Prado”. Por que o sobrenome de Erika não compõe seu nome? A princípio, passada uma geração, um novo sobrenome deveria ter sido acrescentado ao nome da filha. Digamos que a mãe se chamasse Erika Shultz; então, pela tradição de formação dos nomes espanhóis, o resultado seria Antonia Micaela Maria Ruiz de Prado Shultz, este último sobrenome informando a ascendência materna (os sobrenomes anteriores informam a ascendência paterna, primeiros e mais relevantes na tradição espanhola). Teríamos aqui uma lacuna que o inconsciente de LD, por não conhecer a tradição espanhola, não soube preencher corretamente?

5º) Por que um personagem tão importante no drama foi chamado apenas “tio Karl”? Seu nome completo foi omitido, seu exato local de trabalho também; ainda assim, houve quem[11] levantasse arquivos ingleses à procura de um professor Karl com as características apontadas, um lente que abandonou a batina para casar, que teve uma mulher e uma filha mortas prematuramente, que se mudou para Oxford. Nada foi encontrado! Ou seja, um padrão aqui se repete: quando o personagem é histórico, seu nome completo é fornecido, detalhes de sua vida etc., mas apenas até onde a história sabe; quando o personagem não é histórico, o inconsciente é incapaz de prover detalhes – se o faz, não há corroboração histórica posterior.

6º) Segundo a narrativa, Antonia praticava atividades físicas regulares desde a infância, sendo algo como uma “atleta” – imagino-a magra e forte, portanto; todavia, ela também é descrita como muito atraente para os homens de seu tempo. Por paradoxal que pareça, essa relação entre o cultivo do corpo feminino e o interesse masculino é corrente hoje, mas não era no séc. XVI. O padrão estético era outro: as mulheres gordas, muitas vezes bem gordas, tinham franca preferência; a obesidade feminina era interpretada como sinal de prosperidade e, principalmente, de saúde. Ademais, por volta dos 22 anos, uma mulher que não tivesse se casado seria vista como candidata a solteirona; Antonia foi descrita como virgem aos 29 anos, culta e viajada – tudo o que um homem não desejava numa mulher naquele tempo. Muito dificilmente um ou ainda dois inquisidores cairiam de amores por ela. Pelo contrário, sua figura provavelmente causaria repulsa nos eclesiásticos, que haveriam de preferir uma adolescente ingênua, frágil, carnuda e ainda com dentes.

7º) O teatro dos acontecimentos muda nova e subitamente de Leipzig para Oxford; Antonia e seu tio Karl simplesmente reaparecem atuando em negócios governamentais espanhóis na Inglaterra. Quem financiou a mudança? Quem a autorizou? Como os personagens superaram o veto aristocrático à sua participação nos negócios públicos[12]? Do que eles viviam na Inglaterra? Incrivelmente, após ser presa, Antonia fugiu da prisão inglesa e se reapresentou na França, escapando para a Espanha!!! Um verdadeiro passe de mágica uma garota escapar de uma enxovia inglesa, quando estava sob a acusação de inimiga do Estado, não deixar vestígios documentais históricos, embarcar num navio de não se sabe quem não se sabe como e alcançar o território francês, seguindo dali facilmente para a Espanha, sem os inevitáveis problemas de recursos, feudos, guerras, doenças, violência etc.

8º) Por fim, nossa heroína Antonia (sim, pois trata-se de uma vida excepcionalíssima, sempre no limite do ou forçando o possível) segue para Lima para encontrar seu tio, um inquisidor que mais tarde será famoso. Por que não o fez antes, quando estavam na Espanha? É um mistério, mas claro que a protagonista não apreciava nada fácil, resolvendo encontrá-lo no outro lado do Atlântico. Mais uma vez, todos os detalhes reais de uma tal viagem são omitidos, e a personagem vira o mundo com a facilidade que um visitante avança pelas salas de um museu. 

EVIDÊNCIAS DE TRANSPOSIÇÃO 

Por essas e outras razões, sustento que muito provavelmente Antonia nada mais é do que a projeção da vida & personalidade de LD ambientadas no mundo hispânico do séc. XVI; porém, a existência de Antonia é condição sine qua non para a explicação por reencarnação para o caso, pois, se a protagonista não existiu historicamente, logicamente não pode haver reencarnação. Restará apenas uma paciente que, hipnotizada, apresentou desse modo inusitado conhecimentos remotos sobre a história do séc. XVI, visto que Tarazi pesquisou e asseverou que LD não obteve tais conhecimentos por leituras ou filmes. Como então ela teria conhecimento de detalhes extremamente precisos da história hispânica do séc. XVI? Por ora, fiquemos com a evidência de transposição.

Observe-se que Antonia teria nascido no continente americano em 1555, durante o início da colonização espanhola, momento de dura luta para viabilizar as novas possessões através da produção de alimentos, e LD nasceu na América durante os anos da depressão, no meio de uma crise econômica aguda. Erika (a mãe de Antonia) teria ascendência germânica e a mãe de LD também. Antonia era filha única e LD o foi durante muito tempo (sua irmã é temporã). Antonia não tinha irmãos e LD também não. Antonia viajou na adolescência para Leipzig; na infância, LD o fez para Dresden, cidade ao lado. A morte está associada a esta viagem, pois a mãe de Antonia morreu assim que chegou à Alemanha; LD seguiu para a Alemanha por ocasião da morte de seu avô. Na Alemanha, Antonia foi educada por seu “tio Karl” (uma provável metáfora para os inúmeros museus, centros culturais e universidades da região) e LD viveu na Alemanha um despertar cultural impactante em seus museus. Antonia invadia bibliotecas e universidades, assim como LD fazia na juventude. Antonia travestia-se de roupas masculinas, assim como no teatro de LD. Antonia cantava, cozinhava, gostava de esgrima, luta, frequentava o mundo masculino, assim como LD. Antonia casou-se e teve dois filhos; LD também. Antonia mudava de residência com frequência, assim como LD fez durante toda sua juventude. Antonia era politicamente conservadora e LD pertenceu à juventude do partido republicano. Antonia era ativista política em favor de sua fé e pátria e LD fazia política nos arredores de Chicago. Antonia era irrequieta culturalmente e LD idem. Antonia era católica devota, religiosa portanto; LD era luterana e converteu-se ao metodismo etc. É perfeitamente razoável argumentar tratar-se aqui da biografia de LD ambientada no séc. XVI, personificada em Antonia. 

 

 

LD, séc. XX

 

Antonia, séc. XVI

 

 

Nasceu nos EUA, continente americano.

Nasceu em Hispaniola, continente americano.

 

 

Período da grande depressão (dificuldades econômicas, portanto).

Início da colonização espanhola (esforços para produzir alimentos).

 

 

Seu pai era o único numa vizinhança pobre com formação superior.

Seu pai era um oficial espanhol cercado de servidores incultos e escravos.

 

 

Classe média baixa.

Nasceu numa pequena fazenda (plantation).

 

 

Sua mãe era alemã, e LD nasceu durante a depressão econômica.

Sua mãe era alemã, e sofria de depressão psicológica.

 

 

Filha única, inicialmente.

Filha única.

 

 

Sem irmãos homens.

Sem irmãos homens.

 

 

Criança excepcionalmente esperta.

Criança excepcionalmente esperta.

 

 

Gostava de atirar com fuzil.

Gostava de atirar.

 

 

Mudou-se muito de residência.

Mudou-se muito mundo afora.

 

 

Viajou à Alemanha na infância.

Viajou à Alemanha na adolescência.

 

 

Foi para Dresden, ao lado de Leipzig.

Foi para Leipzig, ao lado de Dresden.

 

 

Descoberta cultural na Europa.

Descoberta cultural com tio Karl.

 

 

Nesta viagem há uma morte (seu avô).

Nesta viagem há uma morte (sua mãe).

 

 

Cantava.

Cantava.

 

 

Cozinhava.

Cozinhava.

 

 

Apreciava esgrima.

Apreciava esgrima.

 

 

Religiosa metodista.

Religiosa católica.

 

 

Falava bem alemão e mal espanhol.

Falava bem alemão e mal espanhol.

 

 

No teatro, apreciava a companhia de intelectuais.

Em sua estalagem em Cuenca, apreciava a companhia de estudantes e professores.

 

 

No teatro, travestir-se de homem é usual.

Travestia-se de homem.

 

 

Invadia bibliotecas.

Invadia bibliotecas e universidades.

 

 

Conservadora, pertenceu à juventude republicana.

Conservadora, defendia fortemente homens e instituições do império espanhol.

 

 

Relacionou-se com pessoas de inúmeras nacionalidades e ascendências.

Relacionou-se com pessoas de inúmeras nacionalidades e ascendências.

 

 

Gostava de ocultismo.

Gostava de ocultismo.

 

 

Casou-se e teve dois filhos.

Casou-se e teve dois filhos.

 

 

UMA NOITE NO MUSEU 

Uma comédia agradável, um filme intitulado Uma noite no museu, brinca que fechadas as portas, distantes dos olhos das pessoas, os personagens de um museu saem de seus estandes e passam a atuar condicionados por seu enredo histórico, muitas vezes entrando em relação com personagens de outras salas. Os diversos tipos de informação expostos durante o dia ganham vida à noite, tal como poderia acontecer no inconsciente de uma pessoa. A própria Tarazi observou que LD vivenciou um episódio marcante em sua infância, uma viagem à Alemanha, particularmente a Dresden, onde a menina pôde frequentar naquele importantíssimo centro cultural europeu muitas exposições em museus: 

“Seu avô morreu quando LD tinha seis anos e, com sua mãe, ela permaneceu seis meses em Dresden, Alemanha. Elas não visitaram Leipzig, cidade próxima, onde Antonia supostamente passou um par de anos em sua adolescência. Foi aqui que, pela primeira vez, ela foi apresentada a edifícios e artefatos dos sécs. XV ao XVIII, devido aos muitos palácios e castelos transformados em museus. Eles fascinavam-na. Ela não era uma criança que corre através do museu tentando tocar e mexer em tudo, mas permanecia assombrada por horas, fixando e estudando prédios, mobília, arte, armas, armaduras, roupas, joalheria e utensílios de tempos idos”. 

Repare-se que a menina LD não era como os outros & fascinada, fixava a exposição assombrada por horas, contida nos movimentos mas ativa cognitiva e emocionalmente. Logo, é razoável admitir que ela pode ter “fotografado” mentalmente todos os detalhes das exposições às quais compareceu e, armazenando-os no inconsciente, após algum tempo reapresentou-os impregnados num enredo teatral, a “vida” de Antonia.

Uma exposição num museu europeu de primeira linha, e a Alemanha estava recheada deles, resulta de um trabalho extremamente preciso, que começa geralmente com a contratação de doutores em história e figurinistas de excepcional talento para a montagem de seus estandes e salas temáticas. Cada informação exposta é retirada de fontes primárias e secundárias confiáveis e, assim, precisamente estudada e montada, a exposição da África tribal deve possuir datas, nomes, pequenas descrições de eventos, figuras & bonecos adornados, objetos idênticos aos do evento representado etc. O mesmo costuma acontecer com a inquisição, tema onipresente em exposições nos museus, pois causa grande comoção no mundo e mentalidades democráticos. Cópias de quadros idênticos aos originais (se não forem os próprios originais), documentos, bonecos vestidos como os apavorantes inquisidores, nomes de potentados, datas, pequenas narrativas de episódios, máquinas de tortura, calabouços etc. são apresentados com grande realismo. Nos anos de ascensão e governo nazista, quando a infante LD esteve por lá, a Alemanha estava especialmente interessada no assunto, visto sua intenção de repetir vários procedimentos da inquisição e convencer a população acerca de sua normalidade.

Portanto, LD não precisava necessariamente ter lido livros e documentos de difícil acesso para narrar com pertinência fatos do séc. XVI durante sua hipnose – historiadores altamente qualificados podem ter feito isso por ela. Para explicar o caso, precisamos apenas nos comprometer com a hipótese que as exposições que visitou em Dresden (e, mais tarde, na região de Chicago[13]) eram muito boas e, principalmente, que a menina possuía a rara capacidade de conhecer e, com o tempo, acomodar inconscientemente em sua memória (num grau ótimo e muito superior à maioria das pessoas) as informações que lhe impressionaram. Criptomnésia e enredo teatral[14] podem explicar o caso mais satisfatoriamente do que a reencarnação – no mínimo, essa hipótese evidencia que a explicação por reencarnação não segue necessariamente ou merece possuir alguma preferência para o caso. Segundo Tarazi, LD: 

“revelou “vidas” na África tribal, Esparta, Egito antigo, Espanha do século XVI, início & fim do século XVII na Inglaterra”. 

Parece-me legítimo insinuar que cada “vida passada” que LD apresentou em sua terapia corresponde a uma exposição que viu e esqueceu em museus europeus e da região de Chicago; podemos imaginar a menina entrando numa sala com a África tribal sendo representada, fascinada frente a um estande de Esparta, impressionada com o Egito antigo etc., e, anos depois, para cada uma das salas, hipnotizada, elaborou uma “vida prévia” condizente e precisa.

Por que LD resolveu inconscientemente ambientar seus desejos mais profundos no séc. XVI? Talvez porque fosse a época que melhor se adequava à sua própria história presente. LD envolveu-se profissionalmente com teatro; como figurinista teatral, certamente possuía olho de águia para indumentária histórica e, dai, para objetos utilizados em tempos passados (segundo Tarazi, ela lia pequenas biografias de personagens). Organizou também um pequeno grupo teatral, viajou com teatro itinerante pelos EUA e, principalmente, experimentou a dramaturgia, ao escrever  uma peça sobre a reforma protestante para sua igreja; para conceber seu enredo, LD estudou algo da inquisição – quem sabe um pouco da espanhola, posto que um dos episódios centrais da reforma foi o encontro de Lutero com Carlos V, ocasião na qual o imperador espanhol controlava os países baixos, Hispaniola & parte da América, além de parte da Alemanha[15].

Assim, vemos que tudo que as coisas pedem é uma mudança de perspectiva. Em seus escritos, Tarazi realçou as adequações históricas da narração de sua paciente. Neste trabalho, salientei as inadequações da possível realização inconsciente de LD, ou seja, busquei mostrar que talvez o que não havia sobre o séc. XVI nos museus, a narradora ignorava e lacunou – aliás, ela parece ter apresentado os eventos históricos em forma de estandes, salas temáticas, do modo como são frequentemente apresentados em museus. Por fim, gostaria de salientar que a posição que assumo presentemente é provisória. Aguardo a chegada do livro Under the inquisition, de Tarazi[16], bem mais amplo do que o artigo em tela; após sua leitura, permitir-me-ei reconsiderar sem nenhum constrangimento todo o tema, e publicar um artigo mais bem fundamentado. 

BIBLIOGRAFIA 

BIAZETO, E.;

 

 

 

BRAUDE, S.:

 

“Uma análise crítica do livro Nosso Lar e contestação da existência do espírito André Luiz”. Rio de Janeiro: blog Obras psicografadas, 2011.

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“Wallace e a reencarnação”. Com a tradução do artigo de Wallace de 1904, “Teríamos já vivido na Terra? Viveremos nela novamente?”. Santos: Cpdoc espírita, 2011.

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Vinte casos sugestivos de reencarnação. São Paulo: Nova Fronteira, 1970.

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“Um caso raro de regressão hipnótica com algum conteúdo inexplicado”. The Journal of the American Society for Psychical Research, vol. 84, nº 4, 1990.




[1]Doutor em filosofia pela USP e funcionário de carreira do TRE/SP.

[2]Kuhn 1998 posfácio de 1969.

[3]Vide Biazeto 2011 & 2011a. Horta 1996; 2007; 2011 & 2012.

[4]Tarazi 1990. A nova tradução segue abaixo.

[5]Segundo Stevenson, “as “personalidades” geralmente evocadas durante as regressões a uma vida anterior, induzidas hipnoticamente, parecem constituir uma mistura de vários ingredientes. Estes podem incluir a personalidade atual do paciente, suas expectativas daquilo que ele pensa que o hipnotizador deseja, suas fantasias sobre aquilo que ele imagina ter sido sua vida anterior e, talvez ainda, elementos obtidos paranormalmente” (Stevenson 1970 p.22).

[6]A presença de mulheres alemãs no início da colonização espanhola da América não é provável, mas não é impossível; sabe-se que companhias alemãs de mineração se envolveram com o ouro e a prata do novo mundo, inclusive fornecendo mineiros. Na colonização portuguesa, Martim Afonso de Souza trouxe alguns alemães (muito provavelmente homens) para São Vicente em 1532; por essa época, Hans Staden comandava o Forte de Bertioga e, em 1557, escreveu sobre suas peripécias no Brasil (cf. Rosenthal 1986). Contudo, não encontrei informações sobre mulheres germânicas em Hispaniola nessa época – a principal possibilidade remete a cripto judias buscando ocultação.

[7]Em 1936, um ensaísta americano escreveu uma inspiradora advertência a ser sempre observada por um pensamento histórico crítico & realista: “os diretores dos filmes antigos costumavam fazer coisas estranhas. Uma das mais curiosas era seu hábito de mostrar as pessoas andando de carro, depois descerem atabalhoadamente e se afastarem sem pagar o motorista. Rodavam por toda a cidade, divertiam-se ou se dirigiam a seus negócios, e isso era tudo. Sem ser preciso pagar nada. Assemelhavam-se em muito à maioria dos livros da Idade Média que, por páginas e páginas, falavam de cavaleiros e damas, engalanados em suas armaduras brilhantes e vestidos alegres em torneios e jogos. Sempre viviam em castelos esplêndidos com fartura de comida e bebida. Poucos indícios há de que alguém devia produzir todas essas coisas, que armaduras não crescem em árvores e que os alimentos (que realmente crescem) têm que ser plantados e cuidados. Mas assim é. E tal como é necessário pagar por uma corrida de táxi, assim alguém nos séculos X a XII tinha que pagar pelas diversões e coisas boas que os cavaleiros e damas desfrutavam. Também alguém tinha que fornecer alimentação e vestuário aos clérigos e padres que pregavam enquanto os cavaleiros lutavam” (Huberman 1986 I).

[8]Acerca da liberdade de ir e vir, as monarquias absolutas eram muito distintas das democracias modernas; assim como nos estados socialistas atuais, a movimentação individual dependia de autorização governamental. Um exemplo interessante vem do absolutismo português, irmão do espanhol: em 1792, quando o inconfidente Tomás Antônio Gonzaga aportou em Moçambique, foi informado pelo governo local que não poderia “abandonar a ilha sem a ordem expressa do capitão-general”, ou seja, do governador. E isso não se devia à sua condição de condenado, pois segundo o historiador, “essa regra valia para todos os habitantes” (Gonçalves 1999 p. 323). E isso acontecia em todo o império: para casar com sua amada Marília, Gonzaga solicitou autorização à rainha; para viajar ao Rio de Janeiro, Tiradentes pediu ao governador Barbacena – sem um passe, seria preso na estrada real por trânsito ilegal etc.

[9]Gonzaga partiu do Rio de Janeiro em 25/05/1792 e alcançou Moçambique em 31/07/1792; ou seja, sua viagem demorou mais de dois meses (cf. Gonçalves 1999 p. 319). Em 1807, a família real portuguesa fugiu de Napoleão Bonaparte seguindo de Lisboa para Salvador; a viagem durou 54 dias, quase dois meses no mar com uma escolta inglesa protegendo a frota para evitar os perigos – e estes eram muitos: em 08/12/1807, “uma violenta tempestade destrói velas e mastros e dispersa os navios”; no final de dezembro, “por falta de ventos, as naus levam dez dias para percorrer trinta léguas, distância que, em situação normal, seria vencida em dez horas” (Gomes 2008 p. 92). O historiador informa também que, em 1807, “o envio de uma carta de Lisboa para Paris demorava cerca de duas semanas. Os correios viajavam por estradas de terra esburacadas, que ficavam praticamente intransitáveis em dias de chuva. Para ir e voltar, gastava-se um mês ou até mais” (pp. 49-50). A viagem de duas mulheres partindo de Hispaniola rumo à Leipzig poderia durar perfeitamente uns seis atribulados meses e custar uma pequena fortuna.

[10]Recordo que, anos mais tarde, Galileu Galilei, em sua derradeira viagem à Roma, partiu de Florença em 20/01/1633 e só alcançou a capital em 13/02/1633; 24 dias para percorrer 231km; isso porque atravessar feudos por estradas de péssima qualidade, chuva, lama a deter a carroça, buscar autorizações & alimentos, precaver-se contra malfeitores e, no caso, evitar doenças locais custaram um bom tempo & dinheiro.

[11]Segundo Braude (2003 pp. 190-198 & 222-224), Alan Gauld, um famoso estudioso do tema, “possui suspeitas muito razoáveis sobre o valor da evidência desse caso. Uma diz respeito à possibilidade que Laurel certa vez tenha lido (e, então, se esquecido mais tarde) alguma obscura novela rica em acurados detalhes históricos do período. Com efeito, existe um precedente para tal preocupação; existe ao menos um pequeno corpo de evidências para este tipo de criptomnésia. [...] Entretanto, a busca de Gauld por tal novela foi muito mal sucedida. Tarazi, do mesmo modo, não encontrou nenhum livro com a informação relevante. [...] Parciularmente, o problema está na falta da evidência não somente para a existência de Antonia mas também para seu tio Karl. Sou extremamente grato à Gauld nesse tema. Com sua costumeira tenacidade e fertilidade habitual de recursos, ele embarcou numa busca cuidadosa por indícios de Antonia e Karl na Inglaterra. Ele assume, razoavelmente, que tais traços deveriam existir, dadas as afiliações acadêmicas de Karl e o alegado ativismo político de Antonia. Mas essa busca também nada obteve”. Na nota 3 ao texto, Braude descreve em detalhes a extraordinariamente extensa pesquisa levada a cabo por Gauld.

[12]O absolutismo monárquico não funcionava como a democracia contemporânea, que permite a praticamente todos participarem da política; esta era prerrogativa dos bem-nascidos. Por exemplo: a sociedade portuguesa era tão rigidamente estamental que, Gonzaga, para passar do Judiciário (lugar da pequena nobreza) para a chefia do Executivo (restrita à alta nobreza), auxiliou na tentativa de organizar uma Nova República em Minas Gerais, sendo preso e condenado. Segundo a narrativa de LD, Antonia e seu pai administraram uma estalagem, ou seja, realizaram trabalhos braçais e, portanto, estavam alijados da nobreza; essa circunstância seria sem dúvida objeto de averiguação da inquisição e poderia impedir que seu alegado irmão, Juan Ruiz de Prado, assumisse uma posição de destaque na inquisição espanhola.

[13]Segundo Tarazi, LD frequentava museus na juventude: “com doze anos … quanto mais estudava e aprendia, menos tinha em comum com seus colegas. … Seus amigos liam histórias em quadrinhos, enquanto ela lia clássicos. Eles gostavam de Frank Sinatra e ela gostava de ópera. Eles gostavam de jogar bola e, ela, de palestras no museu” (negrito-itálico meu).

[14]Stevenson apontou a capacidade dramática excepcional da mente humana quando inconsciente ou em algum estado alterado (Stevenson 1977). Adendo que, durante o sonho, o inconsciente constrói num átimo um enredo com os fatos da vida e, no seu desenrolar, produz no sonhador a forte convicção de sua realidade. A palavra hipnose vem de Hypnos, o deus grego do sono, e o estado hipnótico talvez seja basicamente uma variante do estado onírico.

[15]Segundo Tarazi, LD “relatou que, quando trabalhava como desenhista de figurino teatral, leu vários livros sobre figurinos históricos retirados da principal biblioteca pública de Chicago. Vários desses livros possuíam esboços biográficos dos personagens históricos retratados. Mais tarde, leu alguns livros sobre Lutero e a Reforma Protestante, que obteve na Biblioteca Pública de Evanston quando estava escrevendo a peça Dia da reforma para o Conselho das Igrejas de Evanston” (negritos-itálicos meus).

[16]Aos historiadores do futuro, deixo registrado que, em 2013, um livro encomendado nos EUA demora três meses para ser entregue no Brasil…

170 respostas a “DECIFRANDO ANTONIA”

  1. Marciano Diz:

    Tudo indica que esse caso Antonia seja produto da imaginação mal informada deste tipo de gente que gosta de explorar a credulidade pública.
    Análise bem racional a de mrh.
    Essas regressões são assim mesmo, na melhor das hipóteses, quando não há má-fé, o paciente (o hipnotizado), sob sugestão, busca em sua memória, em sua visão do passado, normalmente formada de romances ou filmes históricos, uma construção de acordo com a sugestão do hipnotizador. É por isso que existem tantas inconsistências e anacronismo.

  2. Gorducho Diz:

    A a paciente da regressão era intelectualmente bem dotada; esteve em Dresden frequentando por iniciativa própria o ambiente cultural (museus); teve posteriormente contato com a biblioteca pública de Chicago e outras (aliás, nem um pouco difícil para alguém com curiosidade e inteligência morando numa cidade como Chicago!). Em Dresden porque não poderia ler nas ou retirar para ler em casa livros das bibliotecas públicas?
     
    What’s the fuss?
     
    Questão provisória dependente do livro a chegar: quais tão extraordinárias informações a regressão proporcionou sobre a época?
     
    Crítica ao Sítio cuja Crença Oficial é a Espírita: só más notícias para os Espíritas aqui… :(

  3. Gorducho Diz:

    Sr. autor: não interprete o fraterno comentário como crítica. O artigo é excelente!
     
    Aos historiadores do futuro, deixo registrado que, em 2013, um livro encomendado nos EUA demora três meses para ser entregue no Brasil…
    ! Deve ser o provedor. Ano passado encomendei um relativamente volumoso. Já no dia seguinte me apareceu o form do courier para inserir o cpf e depois 2 wks. Notando-se que o local onde resido requer por parte da mercadoria expressivo percurso no solo terrícola após a última aerogare.

  4. Gorducho Diz:

    Sr. Administrador: desculpe. favor fechar o bold após “!”

  5. Sandro Fontana Diz:

    Olá, um breve comentário:

    Não querendo desmerecer o trabalho do autor (Horta), mas não vi nada de “científico”, e até mesmo lógico, na apresentação inicial e contexto do estudo.

    O texto não contempla a falseabilidade em seu conteúdo, ou seja, não é se explicando algo que se justifica outro. Um exemplo disso é qdo um cético diz q um médium pode ter levantado uma mesa com o pé, mas não consegue demonstrar q o mesmo fez isso. Ora, como hipótese é possível, mas na ocorrência do fenômeno, isso tb o é. Alias, não só com o pé, mas com fios (usados por mágicos) ou outras formas.

    Referente ao texto, como justificativa mais provável, se analisarmos da mesma forma um caso semelhante (a tabus e épocas) veremos q a lógica do autor erraria no julgamento.

    Horta traz a tona vários pontos culturais da época, onde demonstraria q os relatos, senão impossíveis, seriam pouco prováveis, tendendo a julgar o relato como uma ilusão ou fantasia, pelo principio (talvez) da navalha de Occam.

    Vamos, por uns instantes, usar da mesma lógica que o autor, porem simulando um momento e caso diferente:

    Imaginem que uma Senhora X, relata em hipnose regressiva q viveu no século XV. Ela teria dito q teria nascido aproximadamente no ano de 1412. Nos relatos ela fala q sua família teria sido parte dos camponeses. Depois ela relataria q era muito religiosa e decidiu ir para a guerra. Falaria tb q se disfarçou de homem e foi combater com outros soldados…

    Usando a mesma lógica do autor, e período em questão, provavelmente (em falta de uma falseabilidade) o mesmo tomaria postura similar, principalmente se não houvessem relatos do caso de Joana D´arc.

    Joana fez muito mais q a alegada mulher, num tempo pior e mais rígido que da referida alegação hipnótica.

    Meu ponto de crítica é esse. Não estou dizendo que o caso da hipnose é ou não é real ou válido, mas estou demonstrando que o a hipótese levantada é mais fraca que o caso em sí.

    Nas demais comparações de personalidade (convergentes com a pessoa atual), até estranho o autor, uma vez q ele alega acreditar (portanto conhecer do conhecimento espírita), não se atentar ao próprio principio relatado por Kardec.

    Kardec defendia a hipótese de que, mesmo em encarnações futuras, se manteriam determinadas características pessoais, principalmente na questão de gostos e caráter.

    Não desejo e nem é o lugar apropriado para se aprofundar no caso, porem seria necessário, além de analisar e comparar semelhanças, analisar e comparar as diferenças.

    abraços a todos

    Sandro

  6. mrh Diz:

    Karos,
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    grato p/ elogios e críticas.
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    Claro, as críticas são as + importantes, pq mexem c/ a vaidade, uá uá uá…
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    Brincadeira, ñ sou vaidoso! (devo ser então mentiroso)
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    Sandro, vc tem razão. Ñ c trata d 1 crítica terminante, no sentido q obriga a razão a aderir, + apenas d mostrar q a tese da reencarnação ñ segue necessariamente do estudo da Tarazi ou talvez nem mereça ser considerada a melhor explicação.
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    Ou seja, a decisão encerra 1 juízo probabilístico.
    .
    Até axo q nem sequer temos obrigação d decidir, apenas d nos informar.
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    O método é científico, só ñ é popperiano. Ptto, ñ c trata d falseabilidade, no início, + d evidenciar aspectos, algo + kuhnianno, digamos.
    .
    Komo na gestalt, mudar o ponto d vista. Onde c via 1 velha, vê-se agora 1 coelho.
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    Axo particularmente Joanna D’Arc bem menos problemático q o caso Antonia. C fosse só se vestir d homem e lutar, p/ fanatismo religioso, seria bem + simples e ñ daria essa polêmica toda.
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    A parte inicial mostra como seria improvável historicamente 1 biografia assim no XVI; segue p/ a falta d documentação, num caso tão recheado deles. Depois mostra como os traços d Antonia são os d LD, inclusive traços biográficos, e ñ haveria razão p/ isso. Antonia poderia ter existido e ter 1 mãe portuguesa (o relato começaria fortíssimo se fosse). + ela tem 1 mãe alemã, como a d LD etc.
    .
    As evidências numa balança imaginária começam a ficar problemáticas p/ a reencarnação.
    .
    P/ fim, a busca p/ 1 livro q LD tenha lido c torna desnecessária, pois ela pode saber dos fatos indiretamente, p/ museus.
    .
    Assim, o mistério pode simplesmente ñ existir, ser 1 “mistério” epistemológico, e ñ ontológico.
    .
    Há 1 momento d raciocínio + rígido, qdo falo em lógica. + creio ser pertinente afirmar q c Antonia ñ existiu, ñ pode haver reencarnação.
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    Qto à navalha d Occam, é verdade, ao final, creio q as evidências eliminam a necessidade (veja, digo necessidade, ou seja, a única explicação lógica) d c invocar qquer tema metafísico. Está no início do texto, mas só no fim q podemos apelar p/ ela como critério d decisão. Mas decidir ñ é obrigatório…
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    Gde abraço a todos,
    Mrh.

  7. Montalvão Diz:

    .
    Prezados.
    .

    O texto do Márcio Horta é merecedor de elogios principalmente por dois motivos: 1) foi elaborado por simpatizante da reencarnação: normalmente os crentes não são tão severos quanto o foi o Horta na aferição de histórias supostamente corroborantes das múltiplas existências; 2) resultou de aprofundada investigação sobre peculiaridades da época a demonstrar fato comum a esses relatos: quando são aprofundados não resistem à verificação.
    .
    Não são poucos os que julgam poder demonstrar a reencarnação por meio de regressões a imaginadas vidas anteriores. Ocorre que a maioria das recordações podem ser reputadadas banais, inconvincentes, porém restaria uma quantidade nobre em que as narrativas são ricas em elementos corroboradores de evento reencarnacionista. E aí surge a questão: as regressões evidenciariam o vaivém reencarnativo, ou não se prestam a essa desejada comprovação?
    .
    Vez em quando surgem histórias que ganham expressiva divulgação, relatando casos que atestariam vivencias pregressas. Um que ficou famoso, e até hoje é comentado, ocorreu na década de 1950. O comerciante Morey Berstein praticava a hipnose amadoristicamente. Depois de muito se divertir com amigos e interessados resolveu experimentar a arte vasculhando vidas passadas. Em princípio não teve muito sucesso, mas, diz ele, casualmente encontrou uma moça que fez relato altamente sugestivo e que veio provocar amplas manifestações na imprensa americana. O acontecimento rendeu um livro, sucesso literário, que foi intitulado “O Caso Bridey Murphy”.
    .
    Depois surgiram muitos relatos de regressões, porém, conforme dissemos, a maioria era formada por testemunhos pobres, pouco convincentes, mas, vez por outra aparece material de melhor qualidade. De qualquer modo, mesmo as mais bem elaboradas não conseguem suprir o necessário para se tornar probativa da reencarnação. Dentre essas destaco as experiências de Hermínio Miranda e Luciano dos Anjos, contadas na obra “Eu Sou Camille Desmoulins”, em que Luciano dos Anjos descobre ser a reencarnação do jornalista francês. As alegações da dupla foram por mim comentadas em trabalho que o Vitor fez a gentileza de publicar nesse Blog. A empreitada conjunta de Hermínio e Luciano, embora não tenha tido maior repercussão, pode ser considerado melhor elaborado que a de Morey Berstein.
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    Pode-se, ainda, citar a investigação que o psiquiatra Brian Weiss diz ter levado a termo com uma de suas pacientes ? no livro apresentada por Catherine ? na qual teria desenterrado dezenas de lembranças de outras existências, boa parte delas recheada de detalhes.
    .
    Nada obstante a existência de relatos elaborados, a tentativa de comprovar a realidade da reencarnação por meio dessas práticas, seja na versão terapêutica (TVP – Terapia de vidas passadas), seja na busca por lembranças arquivadas na mente mística (RMVP – Regressão de memória a vidas passadas), resulta debalde. Isso é facilmente demonstrável por dois aspectos que são três. Um deles podemos denominar “histórico”, que foi o objeto da pesquisa do Márcio: a verificação dos informes prestados pelo regredido, se são coerentes com a realidade histórica que reportam. Se há algum que o seja, até aqui não é conhecido. Some-se o fato de que as “revelações” estão sempre no âmbito do que é conhecido, mesmo quando se diz que certa informação seria de difícil obtenção, o fato é que está disponível. Nenhum tesouro perdido, nenhum documento inédito, nenhuma informação que completasse lacunas nas pesquisas históricas aparecem em depoimentos regressionistas.
    .
    Além disso, o noticiamento de fatos históricos, que são confirmados, mesmo os não facilmente localizáveis, apenas demonstrariam que o regredido deve estar bem informado sobre o período sobre o qual confabula. Sabe-se que a mente devidamente sugestionada é habilidosa e forjar enredos utilizando o material armazenado na memória. Então, não haveria nada de sobrenatural, ou paranormal, no fato de alguém sob sugestão hipnótica lucubrar enredo contendo eventos históricos reais.
    .
    Outro ponto importante, a desdizer que as lembranças sejam legítimas é a barreira da língua. Há notícias de regressões até na imaginada Atlântida, alguns noticiam detalhes de como era a vida naquela civilização, tida por ultra-avançada. No entanto, ninguém que tenha “vivido” em Atlântida consegue falar atlante. O mesmo se dá com quem esteve entre os incas, os astecas, maias, hebreus… se se dá o caso de falarem uma ou outra palavra tal pode ser creditado a ter decorado o informe contido nalgum publicativo.
    .
    Por fim, é certo que a hipnose não possui condição de acessar recôndito místico da mente e de lá extrair recordações de existências pregressas. Essa suposição seria postulável quando se imaginava que a hipnose fosse força quase mágica a proporcionar o desabrochamento de “poderes” nos hipnotizados. Hoje só desinformados acreditam nisso, mesmo porque, se fosse verdade, os parapsicólogos estariam fazendo uso dessa ferramenta corriqueiramente, a fim incrementar manifestações paranormais.
    .
    Parabéns ao Márcio, almejamos que outros bons artigos de sua lavra apareçam.
    .
    Cordiais saudações.

  8. Sandro Fontana Diz:

    Olá Marcio…

    Por favor, não leve a crítica especificamente a sua pessoa, mesmo q ela tenha escrito o artigo… hehe

    Minha ideia foi demonstrar q certos métodos não invalidam e não explicam algo simplesmente por poderem ser dessa forma.

    Só não concordo com o que disse q seria mais fácil para Joana D´arc do q para o caso em questão. Imagine uma mulher em 14xx, indo combater com homens e ter q conviver com eles… Se a vida dela tivesse sido contada por alguém hj em regressão hipnótica, eu mesmo desconfiaria muito e tvz nem acreditasse. Só acreditamos por que há documentação histórica.

    No meu ver, qquer caso de regressão de memória somente passa a ter valor qdo as informações fornecidas acabem vindo com a relação atual/passado, fora isso fica complicado.

    Concordo que a pessoa envolvida pode até ter investigado o caso e fraudar isso, mas lembremos que essas pessoas, geralmente, nem tem interesse em divulgar tal fato. O q há publicado são os raros q aceitam, os outros ficam limitados a consultórios.

    Voltando ao método de análise, este q é o foco aqui, uma explicação aparentemente sensata não anula o fato em si. Vou a dois exemplos:

    A russa Nina Kulagina ficou famosa por aceitar divulgar seus poderes de telecinese, onde os pesquisadores alegaram que ela movimentava objetos com o poder da mente (http://www.youtube.com/watch?v=aa1_EEShWWU).

    O vídeo exibe algo simples, porem o conhecido James Randi demonstra q pode fazer o mesmo sem poder algum da mente, só com truques (http://www.youtube.com/watch?v=pYGjtlgGtY4).

    A lógica é, mesmo q Randi demonstre poder fazer algo tao simples com mágica, isso não implica que ela tenha usado de tal método, alias, “malandramente” me parece q Randi gosta de escolher o q pretende demonstrar e parece não ser algo que ele exporia a pesquisadores, ou seja, se Nina enganou tanta gente, Randi teria feito o mesmo?

    Claro q não, ao menos no exemplo que ele deu, uma vez q não passa de um vídeo. Sera q, ao imporem condições a ele e um grupo de pesquisadores juntos o observando, examinando etc, ele teria conseguido enrolar? Difícil.

    Esse é o grande problemas dos “pseudocéticos”, aqueles que optam por uma hipótese por uma crença pessoal igual a de qquer religioso.

    Nesse vídeo: (http://www.youtube.com/watch?v=4jgMzcRxxEE), se pode observar mais demonstrações de Nina, inclusive ela movimentando os palitos sem o paliteiro, algo q o Randi usou para demonstrar como faria a fraude (provavelmente com um imã por baixo da mesa ou linhas nos dedos). Nina demonstrou, ainda com pesquisadores presentes, a mesma coisa, sem o paliteiro de metal e com um vidro sobre.

    O ponto q eu qro chegar agora é q, mesmo q um evento paranormal possa parecer reproduzível facilmente por qquer mágico ou ilusionista, isso não quer dizer que seria a mesma coisa com pessoas ditas paranormais e sob controle.

    Recentemente a Parapsychological Association anunciou q irá patrocinar o pesquisador Braude (PhD) nas investigações de um grupo chamado Felix Experimental Group.

    Esse grupo alega, e demonstra, momentos de telecinésia com mesa girante (incluindo levitação da mesma) e casos de ectoplasmia (pela boca mesmo).

    Em entrevista, anunciando a pesquisa, Braude relata uma análise inicial do caso, onde foram colocadas várias câmeras para filmar os eventos.

    Ainda é cedo para qquer conclusão final, porem os testes preliminares indicam que o caso vale a pena investigar. É normal que pesquisadores avaliem bem um caso para não investir em algo fraudulento descarado.

    http://www.scientificexploration.org/talks/29th_annual/29th_annual_braude_investigation_spiritist_seance_germany.html

    Nesse exemplo agora, veja, não bastaria um cético vir e dizer q o médium poderia ter erguido a mesa com o pé etc… mesmo q se demonstrasse tal feito, isso não implicaria em explicação ou justificativa. Se não me engano, no fim do pronunciamento de Braude, nas perguntas dos presentes, um deles vem até ele e pergunta se não era possível algum deles ter erguido com os pés etc, Braude responde q havia uma câmera em baixo e outras duas em cima.

    Em suma, é bom mantermos a imparcialidade em investigações como essas. Essa é uma muito esperada por todos os céticos e pseudocéticos, uma vez q sempre pediam a replicação do fenômeno. Agora é só esperarmos e vai ter um bom Show! rs..

    Abraços

    Sandro

  9. Montalvão Diz:

    Há alguns anos quando o “caso Antonia” começou a ser citado como forte evidência da reencarnação (falava-se em revelações admiráveis), fiz resumida apreciação a respeito, isso em outro site. Vasculhando meu arquivo achei o texto e o posto aqui por ilustrativo.
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    O CASO ANTONIA
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    O autor do escrito percebe as dificudades de acatar-se o regressionismo como probante da reencarnação. Logo no início declara:
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    “Este caso é difícil de classificar. Provavelmente, nós deveríamos vê-lo como um exemplo aparente de reencarnação, com o fenômeno emergindo através da regressão hipnótica a vidas passadas ao contrário da conduta espontânea da criança submetida. Naturalmente, casos de regressão são problemáticos. Alguns terapeutas pensam que se eles conseguem ligar os problemas atuais a uma vida passada, e especialmente se eles conseguem livrar os pacientes de seus problemas, então isto demonstra a validade das histórias dos pacientes. Infelizmente, muitos leigos não vêem que este é simplesmente um non-sequitur, e não percebem que a hipnose não fornece nenhum acesso garantido ou de confiança à verdade.”
    .
    “(…) está claro que a hipnose freqüentemente libera uma criatividade e uma imaginação latente da pessoa (veja, por exemplo, O’Connell, Shor, & Orne, 1970; Orne, 1951, 1972; Spiegel & Spiegel, 1978; e a discussão da regressão no capítulo 4).”
    .
    “(…) essa criatividade pode exagerar o conteúdo de que o sujeito se esqueceu e que a hipnose ajuda a resgatar, e isso levar uma pesquisa considerável para demonstrar que nada paranormal estava ocorrendo (veja Venn, 1986, para um bom exemplo).”
    .
    Essas ressalvas que o autor apresenta, possivelmente atingem a maior parte das regressões, tornando-as, portanto, inválidas como argumento favorável à reencarnação. Porém há quem defenda a existência de eventos que escapariam de tal limitação, em vista da quantidade de informes históricos minuciosos que apresentam. Este seria o caso de Antonia.
    .
    O redator aponta os pontos fortes e frágeis da narrativa. A parte firme está nas revelações históricas detalhadas, algumas conflitando com as propaladas por estudiosos, as quais, mais tarde se revelaram corretas, segundo a narrativa. Os aspectos mais frágeis estariam principalmente na ausência do registro de caso de Antonia nos anais da Inquisição (os inquisidores eram muito rigorosos nessas anotações) e nas discutíveis explicações para justificar o fato.
    .
    Os comentários que fizemos sobre a regressão de Luciano dos Anjos se aplicariam quase todos ao caso Antonia. Destacamos a questão do idioma: Antonia praticamente não falou espanhol, este é um problema sério, pois põe sob suspeição a veracidade da lembrança. Se fóssemos esmiuçar a narrativa detalhadamente teríamos de estender essa reflexão por muito mais tempo que seria o desejável. Podemos afirmar que o caso pede estudos mais detalhados, porém, em leitura preliminar, não pode ser considerado prova firme da reencarnação.
    .
    Uma declaração nesse caso, que nos deixou em dúvida, reside na gravidez de Antonia:
    .
    “Normalmente, uma apreensão pela Inquisição teria desgraçado Antonia e todos os seus descendentes. Mas devido à sua relação especial com um dos Inquisidores (mais sobre isso posteriormente) e um importante favor pessoal que ela executou para o outro, um frasco cheio de tinta foi “acidentalmente” derramado, seu livro. Como resultado, nos registros da Inquisição, apesar de escrupulosamente detalhados, não possuem nenhuma menção a Antonia. Antonia perdeu sua virgindade em torno da idade de vinte e nove anos, quando um homem a tomou pela força na câmara de tortura.”
    .
    Dificilmente as coisas poderiam acontecer dessa forma. Os acusados que passavam por tortura não ficavam a sós com o torturador. Dois inquisidores e outros elementos acompanhavam o processo. Para que Antonia fosse usada sexualmente pelo torturador, certamente teria de ter dado para os demais presentes ao evento. Teria sido mais fácil ela engravidar de um dos inquisidores, ou, talvez, de um carcereiro.
    .
    Montalvão
    .
    Na época dizia que eu que “o caso pede estudos mais detalhados”, estudo este que o Márcio com toda competência realizou.
    .
    Saudações contrarregressionistas

  10. mrh Diz:

    Bão Montalvão… viu, rimou… gostei dos apontamentos.
    .
    E 1 pto da Tarazi em particular me preocupa, qdo ela admite q a narrativa d LD pode ñ ser inteiramente verdadeira + mesmo assim axa q ñ devemos descartar a reenarnação.
    .
    Penso d outro modo, c a narrativa for falsa, ou bem duvidosa, devemos nos coçar e procurar outra explicação.
    .
    Alguma coisa no cerne da narrativa deveria sustentar aquela documentação toda, manter 1 fio, mas ñ consigo encontrá-lo. Qdo admito q ele ñ existe, o conjunto faz sentido.
    .
    + Sandro, ñ c preocupe, continuo estudando o caso cuidadosamente e ñ pretendo agir em momento algum como 1 cético desonesto ou sistemático, pelo contrário. Compreendo seus argumentos, e estou investigando presentemente como ligar os dados conhecidos s/ 1 biografia exatamente tal como a apresentada a sustentá-los.
    .
    Vai q a Tarazi tem razão… rs

  11. Marciano Diz:

    Montalvão mandou bem, como sempre.
    Deixou pouco espaço para que eu comente alguma coisa.
    Só quero ressaltar que uma recorrência nesses casos de vidas pregressas é como disse Montalvão, a pessoa lembrar-se de outra vida, detalhes, mas na melhor das hipóteses, fala textos decorados de outra língua, não tem fluência verbal na língua que falava em outra vida e, o pior de tudo, fala com sotaque típico dos falantes estrangeiros de sua atual reencarnação.
    Sem contar que os detalhes históricos sempre se parecem com a descrição que a literatura e o cinema fazem da época em que viveu anteriormente, nunca o real.
    Ou seja, tudo encenação, ou farsa total, ou induzida pelo hipnotizador manipulador.

  12. mrh Diz:

    Eu tb li casos d gente q fala q viveu na Atlântida…

  13. Gorducho Diz:

    Aliás, não invalidando de modo nenhum os comentários de Sandro Fontana, tenho minhas dúvidas até aonde vai a realidade dessa história da Jeanne d’Arc…
    Admito que não tenho maior estudo sobre o tema, mas segundo ouvi dizer em conversas informais (ressalto), mais teria sido construção feita no século xix, em particular pelo Jules Michelet (História da França). Obra do nacionalismo francês, na mesma linha dos druidas imaginada pelo Jean Reynaud (adotada pelo Kardec que até virou um); dos “espíritos” do Kardec que reencarnavam; &c.
    Nós aqui acompanhamos real time como ocorre o processo de construção de mitos, então sempre devemos ser céticos, sempre com um pé atrás.

  14. Gorducho Diz:

    Bien entendu, não se trata de questionar a existência histórica da moça camponesa que tinha visões e foi executada pela Inquisição, por razões políticas!

  15. Gorducho Diz:

    Eu tb li casos d gente q fala q viveu na Atlântida…
     
    Será que ninguém em regressão até agora se recordou de vida pregressa ainda na Capella?

  16. Antonio G. - POA Diz:

    Bom dia, senhores!
    .
    Não tenho participado, mas continuo atento ao que rola por aqui. Desta “cachaça”, eu não largo… rsrsrs
    .
    Sobre Joana D’Arc: Os franceses a consideram como uma Jesus Cristo com cromossomos XX: Jovem de origem humilde, casta, altruísta, destemida, milagrosa, mártir e santa. Quase uma Chico Xavier…
    .
    Abraços a todos.

  17. mrh Diz:

    Bebum.

  18. Sandro Fontana Diz:

    Ola pessoal, eu até ia para com minha conversa, mas ainda acho que dá para explorar a questao de métodos rsrsrs

    Na minha opinião a existencia de Joana D’arc é inegável, porem o “mito” dela é discutivel.

    Acho q seria um debate sem fim e com razao (lógica) para todos os lados.

    Alguns poderiam argumentar q ela nao foi tudo q se fala, ou que criaram uma imagem impossivel para sua epoca etc.

    Debater isso seria um problema pq cada um de nós tem uma visao diferente relativa a qquer coisa ou pessoa.

    Para alguns o Lula foi o “Jesus Cristo”, criando uma renda familiar “garantia”, enquanto que para outros ele foi um salafrário criando uma compra de votos oficializada.

    Tentando jogar isso num pensamento mais científico, Lula existiu (e existe) mas o mito q ele foi ou deixou de ser, irá depender do ponto de vista de quem escreve e conta a história.

  19. Marciano Diz:

    Gorducho,
    sem querer correr o risco de ser apressado em conclusões e já sendo, embora eu não acredite na existência física dos personagens Jesus, Maomé, Buda, etc., acredito na existência física de Mademoiselle Jeanne. Só não acredito que as coisas tenham se passado como registram os livros de história e até a história oficial da ICAR, Biasetto que me desculpe (pela parte dos livros de história).
    Acredito que ela tenha sido usada com propósito político/militar, que fosse esquizofrênica (tanto os livros de história como os da ICAR descrevem vários sintomas).
    No resto, não acredito.

  20. mrh Diz:

    Tá meio parado esse blog, ñ? Vamos tomar providências já!
    .
    Biazetto, o Papa Xisto X, no séc. XVI, era 1 santo homem. A ICar garantia a liberdade e felicidade das pessoas…
    .
    Aguardemos o efeito da evocação…

  21. mrh Diz:

    buááá ñ deu certo!!!

  22. Larissa Diz:

    Excelente artigo. Eu já participei de sessões de regressão hipnótica e a conclusão que cheguei é que as “vidas passadas” que eu relatava, nada mais eram que reinterpretações de minha vida atual. De minha parte, desacredito totalmente.

  23. Marciano Diz:

    mrh, experimente falar de cx ou divaldo. É o assunto predileto de todos.

  24. Antonio G. - POA Diz:

    Marciano, eu também tenho razoáveis dúvidas sobre a existência do “Jesus Histórico”. Desconheço qualquer documento que esclareça isto de força inequívoca.
    .
    Ainda hoje, saiu no site do Terra a seguinte matéria:
    .
    História de Jesus é farsa criada por romanos.
    Historiador americano afirma que a figura de Jesus foi usada como propaganda pelos romanos para acalmar os povos sob seu domínio.
    O pesquisador americano Joseph Atwill, que afirma que a figura de Jesus Cristo foi fabricada pela aristocracia romana, diz ter encontrado novos dados que confirmam sua teoria. O historiador diz que um relato da Judeia do século I contém diversos paralelos entre Jesus e o imperador romano Tito Flávio. As informações são do site do jornal britânico Daily Mail.
    Atwill afirma que essas “confissões” são “clara evidência” de que a história de Jesus é “na verdade construída, ponta à ponta, baseada em histórias anteriores, mas especialmente na biografia de um César romano”.
    “Cidadãos alertas precisam saber a verdade sobre nosso passado para podermos entender como e por que governos criam falsas histórias e falsos deuses”, diz Atwill. O americano irá apresentar seus dados em uma palestra em Londres. A entrada custa 25 libras (cerca de R$ 87).
    Segundo o pesquisador, a criação de uma figura foi usada como propaganda pelos romanos para acalmar os povos sob seu domínio. “As facções de judeus na Palestina da época, que aguardavam por um messias guerreiro profetizado, eram uma constante fonte de insurreição violenta durante o primeiro século”, diz o historiador.
    “Quando os romanos exauriram os meios convencionais de anular rebeliões, eles mudaram para a guerra psicológica. Eles pensaram que o meio de parar a atividade missionária fervorosa era de criar um sistema de crença adversário. Foi quando a história do messias ‘pacífico’ foi inventada”, diz Atwill.
    Cidadãos alertas precisam saber a verdade sobre nosso passado para podermos entender como e por que governos criam falsas histórias e falsos deuses.
    O pesquisador diz que, ao invés de encorajar a guerra, o messias inspirava a paz e ainda dizia aos judeus darem a “César o que é de César” e, assim, pagar suas taxas para Roma.
    Atwill diz ter encontrado um relato de Flávio Josefo (historiador romano) sobre a guerra entre romanos e judeus. O americano argumenta que o texto contêm diversos paralelos entre o texto e o Novo Testamento.
    A sequência de eventos e localidades visitadas por Jesus Cristo segundo o texto bíblico é aproximadamente a mesma da campanha militar de Tito Flávio, imperador romano durante a guerra, afirma Atwill. O Daily Mail destaca, contudo, que Tito Flávio nasceu em 39 d.C. e morreu em 81 d.C., muito depois de Jesus Cristo.
    O historiador americano afirma que os imperadores romanos nos deixaram um quebra-cabeça a ser desvendado. Segundo Atwill, a solução do enigma é: “nós inventamos Jesus Cristo e somos orgulhosos disso”.
    .
    Não sei se é isso mesmo. Mas faz tanto sentido quanto os aludidos documentos que “provariam” a existência física de um certo Jesus de Nazaré. Acho que a dúvida será eterna.

  25. Antonio G. - POA Diz:

    CX e Divaldo são ótimos “sacos de pancadas” para os detratores do espiritismo, sem dúvida. Muito merecidamente, diga-se de passagem.
    Por analogia, aprecio muito “baixar a ripa” também no Sai Baba e na Madre Teresa de Calcutá, duas figurinhas nem um pouco santas…

  26. Toffo Diz:

    Só para constar, Joana D’Arc e São Luís, aquele mesmo que é o “patrono” do espiritismo, são ícones da direita francesa.
    .
    Segundo o Humberto de Campos post-mortem, aquele que virou para-heterônimo de CX, Joana D’Arc teria sido a derradeira encarnação terrestre de Judas Iscariotes, na qual pereceria pelo fogo honrando o mesmo Senhor que havia traído, 1400 anos antes.
    .
    Essa turma de Marte não é mole! Marciano, Marcio, Marcelo, têm todos no DNA a poeira rubra e áspera do Planeta Guerreiro! Sobra o Montalvão, que não é vermelho, mas albino, porém com a brancura das brasas dormidas… Realmente, após as análises montalvanescas e marcianistas, pouco espaço há para comentar alguma coisa. Mas ressalto a visão crítica do Horta, que apesar de filorreencarnacionista trouxe a sua visão desconfiada do fenômeno analisado, quando no mínimo poderia ter sido leniente. Muito bom! Para mim, que mudei de lado tardiamente, é um sinal de saúde intelectual.
    .
    Outro apontamento interessante que ele trouxe foi a visão compartimentada, de escaninho, que geralmente as pessoas têm ao evocar um passado histórico: “Neste trabalho, salientei as inadequações da possível realização inconsciente de LD, ou seja, busquei mostrar que talvez o que não havia sobre o séc. XVI nos museus, a narradora ignorava e lacunou – aliás, ela parece ter apresentado os eventos históricos em forma de estandes, salas temáticas, do modo como são frequentemente apresentados em museus.” Na verdade, uma evocação estudada.
    .
    Sabem, na verdade esse assunto me parece bastante antigo e magistralmente criado por um dos maiores escritores de todos os tempos, Miguel de Cervantes – o seu “Dom Quixote” em suma não passa das consequências do empanturramento mental causado pelo excesso de leituras das famosas Novelas de Cavalaria numa mente frágil, mas ao mesmo tempo moralmente tenaz. Muitas dessas experiências me parecem quixotescas, mesmo. Seu tataraneto direto seria Kafka – ambos, com a sua grandeza, deixam o leitor atordoado, estupefato, com o absurdo que se configura real… uma linha que seria seguida, em escala infinitamente menor, pelos “médiuns” em seus romances, CX à frente. É isso.

  27. Montalvão Diz:

    Antonio G. – POA Diz: [...] “Atwill afirma que essas “confissões” são “clara evidência” de que a história de Jesus é “na verdade construída, ponta à ponta, baseada em histórias anteriores, mas especialmente na biografia de um César romano”.
    “Cidadãos alertas precisam saber a verdade sobre nosso passado para podermos entender como e por que governos criam falsas histórias e falsos deuses”, diz Atwill. O americano irá apresentar seus dados em uma palestra em Londres. A entrada custa 25 libras (cerca de R$ 87).”
    .
    COMENTÁRIO: putz&grila, assim é mole… vai que ele consiga casa cheia, digamos 200 assistentes: 10.000 libras (quase R$40.000,00!). Não é à toa que Dan Brown ficou rico com sua versão mambembe do santo Graal. Vou passar a dar palestras provando a inexistência do anãozinho gigante… por que não pensei nisso antes?
    .
    Saudações palestrativas.

  28. Montalvão Diz:

    Toffo diz: “Essa turma de Marte não é mole! Marciano, Marcio, Marcelo, têm todos no DNA a poeira rubra e áspera do Planeta Guerreiro! Sobra o Montalvão, que não é vermelho, mas albino, porém com a brancura das brasas dormidas…”
    .
    COMENTÁRIO: pô, Toffo, branquinho sim, albino não… Nada contra os despigmentados, até os acho charmosos, conquanto tenham sérias limitações expositivas ao sol. E saiba que morei no Paraná alguns anos e lá me chamavam de “moreninho”. Mas, fiquei encafifado em relação à cor das “brasas dormidas”, a meu ver seriam pretinhas, ou não?
    .
    Saudações colóreas

  29. Gorducho Diz:

    O que é a inflação… a Annie cobrava 50 ou no máximo 75¢ quando era numerada a poltrona :(

  30. Toffo Diz:

    Provocação pura, Montalvão! kkkk

  31. FJJ Diz:

    Assuntos religiosos, de qualquer forma, representam uma grande fonte de renda, desde que a pessoa saiba explorá-los, seja propagandeando-os ou criticando-os.
    Quanto ao tal Jesus histórico, também, pra mim, tanto faz, como tanto fez. Se existiu, não me diz nada de nada. Ou foi um louco alucinado (as narrativas cristãs, me levam a esta conclusão), ou não tenho motivos suficientes para admirá-lo, pois as fontes para tanto são extremamente inconfiáveis, forjadas e absurdas.

  32. FJJ Diz:

    Já vi críticas à linha de pensamento Zeitgeist, neste sítio, mais vejo muita lógica entre as histórias judaico-cristãs e as histórias envolvendo as crenças mesopotâmicas e egípcias.
    http://www.youtube.com/watch?v=XhYdTJl89nU

  33. FJJ Diz:

    * desculpem-me: ‘mais’ = MAS

  34. FJJ Diz:

    http://pt.wikipedia.org/wiki/H%C3%B3rus

  35. FJJ Diz:

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Os%C3%ADris

  36. FJJ Diz:

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Epopeia_de_Gilgamesh

  37. FJJ Diz:

    http://www.youtube.com/watch?v=12bhqxSTmH0

  38. FJJ Diz:

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Zoroastrismo

  39. FJJ Diz:

    http://ccientifica.blogspot.com.br/2013/10/criacionismo-na-unicamp-de-novo.html?utm_source=dlvr.it&utm_medium=facebook

  40. FJJ Diz:

    http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/742938-na-unb-disco-voador-e-astrologia-tem-status-de-ciencia.shtml

  41. Marciano Diz:

    Viu como se faz, MRH?
    .
    Antonio,
    Essa ideia de que Jesus é um personagem fictício é antiga, vários pesquisadores já escreveram livros e artigos sobre isso.
    Sempre aparece alguém desqualificando os autores.
    Eu mesmo já acreditei em um Jesus histórico, não milagreiro, mas fundador de religião.
    Comecei a desconfiar aos 12 anos, quando pesquisei em fontes não religiosas e não encontrei nada.
    As poucas referências que existem são falsas, como a história da adulteração de texto de Flávio Josefo.
    O pior é que Buda, Maomé, Krishna, são todos imaginários também.
    Existem vários estudos sobre esses outros neste sentido e não se encontra referências histórias a eles desvinculadas de religião.
    Não deixaram rastro. E foram tão importantes. Claro que é porque não existiram. Foram inventados muito tempo depois da época em que teriam existido.
    .
    Quanto aos outros que você mencionou, também gosto de baixar a lenha neles porque eram todos fariseus, hipócritas.
    O personagem bíblico Jesus não gostaria nem um pouquinho deles, detestava hipocrisia.
    .
    Toffo,
    Potius sero quam nunquam. Antes tarde do que nunca. (Tito Lívio, Ab Urbe Condita 4.2.14).
    E sua análise acrescentou muito, como sempre. Seus comentários são sempre sábios e profundos.
    .
    FJJ,
    Ainda tem isto, todos esses personagens fictícios, imaginários, são plagiados uns dos outros.
    É porque é mais fácil dar uma nova explicação para histórias antigas do que criar uma inteiramente nova.
    Foi mais ou menos o que Rivail fez, quis dar uma nova explicação para a religião católica, para os evangelhos.
    A mesma linha seguiram Jean Baptiste Roustaing e Joseph Smith. Dão uma nova roupagem a crenças antigas.

  42. Marciano Diz:

    A Universidade de Brasília não é a única que financia palhaçadas do gênero. Existe isso no mundo todo.
    Essa gente não pode ser séria, são todos uns picaretas.

  43. Antonio G. - POA Diz:

    Religião é instrumento de dominação e exploração.
    Quase sempre, fonte de renda para os espertalhões. E de dispêndio financeiro para os incautos. É doloroso pensar que pais de família, muitas vezes, desviam recursos que deveriam ser para alimentar um filho para entregar para a “obra de Deus” administrada por um devotado missionário do “Senhor”. Um crime! Ou haveria substantivo melhor definidor de tal ato?

  44. Larissa Diz:

    “Um crime! u haveria substantivo melhor definidor de tal ato?”
    .
    Antonio: Que tal uma tristeza?
    .
    Eu não me incomodo com as pesquisas do gênero levadas a cabo em universidades. Só me pergunto se elas são realizadas com o devido rigor científico ou se são mais um foro de esoterismo inócuo.

  45. Antonio G. - POA Diz:

    É… Um triste, cruel e lamentável crime.

  46. Toffo Diz:

    Usando um chavão dos muitos que meu falecido pai gostava de usar, perde-se na noite dos tempos a tentativa humana de explicar o aparentemente inexplicável, ou de validar objetivamente a existência de almas ou espíritos. Mas há que ser ver uma coisa: a capacidade de fantasiar e criar ficção e arte é uma das faculdades inerentes à inteligência humana, ao lado da capacidade de emitir juízos de valor e acumular conhecimento objetivo. Mas são duas vertentes que, embora tenham a mesma origem, não se misturam, porque têm naturezas distintas. Mesmo assim, o homem sempre fantasiou a realidade e sempre o fará. Seria muito legal que assim fosse se isso se limitasse à mitologia e ao folclore dos povos, mas a capacidade de emitir juízos de valor acabou por levar essa capacidade de fantasiar a níveis de paroxismo absolutamente inaceitáveis, como as jihads e os atos de guerra e terroristas derivados de religião. Esse pessoal das universidades que insiste em temas fantásticos, a meu ver, acaba incidindo no erro primordial de confundir a fantasia com o real.
    .
    Na verdade, o real é na maioria das vezes algo extremamente tedioso, monocromático, chato, sem o menor encanto, porque é aquilo e acabou. Por isso que nós recorremos à fantasia, uma maneira de nos refrescar do rigor do real e viajar na imaginação. Mas, parafraseando o Marciano, est modus in rebus, ou seja, há uma medida para as coisas, e exagerar no real, assim como exagerar no imaginário, é nocivo. Muito do que se discute aqui não passa de exagero do imaginário. E como o ser humano adora se enredar numa discussão, a coisa vai longe!…

  47. Marciano Diz:

    Cientistas indianos também emprestaram seu prestígio para dar foros de veracidade à hipótese da panspermia, com o episódio da “red rain”, a chuva vermelha.
    O caso foi perfeitamente esclarecido posteriormente, mas ainda há quem alimente a fantasia, para explicar o fenômeno, mesmo incorrendo no ridículo de precisar olvidar-se de princípios básicos da ciência e evidência fática.
    É da natureza humana (de quase todos) fantasiar e misturar fantasia com realidade.

  48. FJJ Diz:

    A fantasia e a imaginação também desempenham um papel importante em nossa vida, porque nos permitem fugir um pouco à dura realidade em que vivemos, de modo que em certos momentos é bom dar umas “viajadas”. Porém, como muito bem comentou o Toffo, é preciso conhecer limites.
    A brincadeira do faz de conta termina quando se faz necessário discernir entre o mundo real e o mundo ficcional, principalmente quando a ficção começa a ditar atitudes, escolhas e julgamentos. E este é o lado cruel das crenças religiosas, especialmente destas crenças esquisitóides e mirabolantes, que levam pessoas a fanatismos e ações, de fato, tolas e até criminosas.
    São crenças que segam as pessoas, naquilo que elas podem ter de melhor: o raciocínio, este recurso fantástico que nos diferencia dos demais animais, o poder de pensar, refletir e escolher a partir do bom senso, a partir da análise criteriosa e detalhista.
    Algo que muitos e muitos crentes parecem ter jogado fora.

  49. FJJ Diz:

    Choca-me quando vou a uma livraria, local raro (atualmente), e me deparo com a farta “literatura espiritualista”, repleta de best sellers, em detrimento das poucas obras de caráter científico.
    Nas palavras de Goethe, “O declínio da literatura indica o declínio de uma nação.”

  50. Toffo Diz:

    Hoje predomina a autoajuda. Talvez porque a realidade atual seja dura demais para se aguentar. A realidade do ter, não do ser. Pra existir hoje você precisa ter grana. Imagine sair à rua hoje sem carteira. Você não chega a lugar nenhum. Uma carteira com documentos e cartões de crédito é às vezes mais importante que seu dono. Diante de tal crueza, por que não sonhar com uma cidade com parque da música e aeróbus, e flores cariciosas para depois da morte?

  51. Larissa Diz:

    Hj vou comprar “Deus um delírio”. Tô correndo de autoajuda chiquista, choprista, gasparettista, etc.

  52. Biasetto Diz:

    DeMarte, você é f*@, visitando o blog, verifiquei suas provocações e me senti tentando a respondê-las. Motivos particulares têm me afastado destas discussões, mas vamos tentar.
    Não sou esquerdista, sou realista. Você sabe muito bem, que na época da Revolução Industrial, os patrões exigiam dos empregados 12, 13, 14 horas diárias de serviços, sem quaisquer garantias, não havia distinção entre crianças, homens, mulheres, idosos. Não havia férias, benefício de espécie alguma.
    E aí foram surgindo movimentos operários, revoltas, algumas radicais, como dos luditas ingleses (quebradores de máquinas), vários foram presos e enforcados. E nesse contexto, também surgiram ideólogos, que visualizaram algo mais, pois consideraram que além da questão direta envolvendo patrões e empregados (burguesia e proletariado), havia a questão de que o poder político, estatal, também estava com a elite financeira e econômica, então estes pensadores, entenderam que precisavam chegar à conquista deste poder também, porque precisavam reformar as leis, o próprio governo. E assim foram surgindo novas concepções, como o socialismo utópico, o anarquismo, o socialismo cristão e o famoso socialismo científico, o marxismo. Podemos afirmar, de forma crítica, que todos estes segmentos apresentavam – nas devidas proporções e particularidades – uma grande dose de fantasia; mas também não podemos negar, que em muito contribuíram para que surgissem leis que trouxeram vantagens e benefícios à classe operária, aos trabalhadores de modo geral, leis que são justas, que regulamentaram limites, que procuraram estabelecer condições dignas de trabalho …
    Hoje, o que se vê, com o chamado “novo liberalismo”, “novo capitalismo”, é um retrocesso, pois as pessoas, todos nós, estamos vivendo, como bem disse o JFF e o Toffo, nos comentários acima, uma situação de desesperança, tristeza, desilusão com a vida – é o paradoxo do mundo moderno, ao invés de estarmos usufruindo de todos os benefícios da tecnologia, da terceira revolução industrial, da era digital, estamos vivendo cada vez mais sem tempo, correndo, acumulando trabalho, tarefas, metas, funções – é uma sociedade doente. Nós vivemos numa sociedade doente. Tanto que um dos setores que mais cresceu na área da saúde foi o da saúde mental, a indústria do “remédio da emoção”, é difícil não encontrar uma, em cada três pessoas, no mundo atual, que não esteja fazendo uso de algum medicamento controlado, seja um antidepressivo, um ansiolítico; ou não esteja fazendo psicoterapia, ou não esteja lendo autoajuda, ou não esteja procurando “ajuda espiritual”, especialmente no Brasil, onde cresce de forma assustadora este “evangelismo milagreiro”, porque, mesmo que nós venhamos a criticar tudo isso, temos que admitir que faz parte do desespero das pessoas, em meio a toda esta onda de violência, de trânsito caótico, de medo, de insegurança, é uma busca, uma tentativa.
    Ou seja, longe de mim, muito longe de mim, dizer que sou esquerdista, muito menos socialista, comunista. Mas eu não vejo nada de maravilhoso neste capitalismo selvagem, concentrador, injusto, gerando desigualdades absurdas – o que não significa dizer que eu seja contrário à ideia de que uns ganham mais do que outros, claro que não sou. Agora, considerar que 10% da população de um país detenha 80% de suas riquezas, por exemplo, eu acho isto inaceitável. além de inaceitável, acho um atraso pra toda humanidade. Lembro-me de uma frase, mas não me lembro o autor: “Dinheiro é igual esterco, só tem serventia quando espalhado”.
    Falando em “lembro-me”, lembro-me de um comentário que vi aqui, faz um mês (talvez um pouco mais), se a História é ciência – História é ciência (e como ciência, usa-e inicial maiúscula), porque o historiador deve utilizar em suas pesquisas, análises e conclusões, o método científico. Deve fazer uso de estudos sistemáticos, avaliar com critérios as fontes, que são os documentos, deve questionar estas fontes, compará-las, utilizando-se também de outras ciências, outras disciplinas, como a Geografia, a Sociologia, a Antropologia, a Arqueologia, a Biologia (a genética, por exemplo, muito importante), a Química …
    E assim, voltando-se à questão do Jesus Cristo, a História admite como fonte de estudos os depoimentos orais – porque os evangelhos, apesar de serem documentos escritos, eles foram escritos a partir de depoimentos orais, eles não foram escritos a partir de documentos escritos, especialmente documentos oficiais que, dentre da lógica positivista, fecharia a questão sobre a existência do Jesus homem. Por exemplo, se houvesse um documento oficial de Roma antiga, onde se mencionasse a condenação e execução de Jesus, estaríamos muito bem servidos. Mas não há.
    Depoimentos orais que se transformaram em fontes escritas, especialmente quando se apresentam dispersos, com várias versões, traduções – e sabendo nós, sobre várias histórias semelhantes de outros povos da Antiguidade, ali do Oriente Próximo, que apresentavam crenças parecidas, falavam de messias, profecias, livre arbítrio, apocalipse, dilúvio … e ainda sabemos, que estes povos se relacionavam em trocas comerciais, conflitos territoriais, faziam-se prisioneiros uns aos outros, não há nada de absurdo entender que tais personagens, lembrando-se de outros “iniciados” do Oriente, nunca tenham realmente existido, mas representem uma figuração de ideias, uma “entidade idealizada”.
    A História também tem sido muito mal usada, há historiadores que se deixam influenciar por “teorias exóticas”: “astronautas do passado”, “os mistérios das pirâmides”, “as fantásticas pedras de Puma Punku”, “o observatório de Stonehenge”, “as misteriosas esferas da Costa Rica”, aí a História acaba virando “estória”, porque mesmo que existam fatos que chamam a atenção nestas descobertas, existem também todo o “fantástico”, o “sensacional” e o interesse em se vender tudo, fazer alarde, causar.
    A questão da interpretação que o Montalva citou, realmente pode ser válida. O DeMarte disse que eu estava virando budista. Religião, nenhuma me pega mais. Passei desta fase em definitivo. É possível encontrar sabedoria nos livros religiosos, principalmente naqueles que versam sobre paciência, serenidade, compaixão, disciplina, determinação, distanciamento, pensamento positivo, enfim … as religiões têm um lado “bonzinho”. O problema, na minha visão, recai sempre nas questões de “revelações”, aí as religiões são um desastre total. só falam bobagens, praticam os terror – umas mais, outras menos, mas sempre dizendo algo do tipo: “ou você aceita esta verdade, ou vai pagar muito caro”, isto é nojento, nunca entendi como pode isto ser de natureza divina, caso deus exista, simplesmente porque não faz sentido algum, um ser que cria tudo e todos e penaliza tudo e todos.
    Finalizo minha passagem por aqui:
    - Parabéns Márcio pelo artigo, muito bom. Aliás, precisamos nos encontrar, vê se me avisa, quando estiver na terrinha.
    - Antonio, sempre é bom ler seus comentários.
    - O Carlos faz falta aqui, acrescentaria muito a todos estes temas.
    - “Bar do Bigode”, com certeza!

  53. Biasetto Diz:

    Só um detalhe: misturei FJJ com JFF, vixi! (será saudades do José Carlos?)
    Cometi uns errinhos no texto, é a pressa. Sempre ela.
    Como diz o macaco Simão, vou pingar meu colírio alucinógeno.
    Não vou pingar meu colírio, mas vou tomar meu “remedinho”.
    Abraços !!!

  54. Marciano Diz:

    Eu gostei,
    Larissa.
    Ri à beça com o comentário sobre nossa senhora de Fátima, quando ela ajudou o Karol Wojtyla. Lá pelo meio do livro, se me lembro bem.
    .
    Biasetto,
    meu objetivo foi alcançado de novo.
    .
    Eu queria trazer você de volta ao blog.
    Sei exatamente onde aperta seu sapato, daí a provocação com o pé esquerdo.
    .
    Agora, só pra não dizer que te provoquei malandramente pra te trazer de volta e vou te deixar falando sozinho, onde uns ganham mais e outros ganham menos, todos se esforçam ao máximo para conseguirem uma vida melhor.
    Deve ser por isso que os Estados Unidos são um paraíso econômico, para onde vão brasileiros, CUBANOS (arriscando a vida, e às vezes perdendo-a), CHINESES (idem), e só se vê americanos saindo dos EEUU para posições de comando em multinacionais americanas.
    O país onde o socialismo deu certo foram os Estados Unidos.
    O que é inaceitável mesmo são países onde o povo vive na miséria e apenas os chefes da nação vivem bem, perpetuando-se no poder, onde não se tem liberdade nem de deixar o país, não existe nem colégio eleitoral para eleger generais de quatro em quatro anos, onde não há censura à imprensa, porque não há necessidade, a imprensa é oficial, não existe imprensa privada e, consequentemente, não há o que censurar; onde não há assassinatos disfarçados em suicídio, porque os dissidentes são assassinados no paredão ou em estádios esportivos, com transmissão pela TV, e a munição cobrada dos parentes.
    .
    Mas isso foi só uma armadilha pra te pegar, que funcionou.
    O que eu quero mesmo é fazer como estou fazendo com o Super Montalvão, faxinar qualquer resquício de crenças absurdas que você ainda tenha.
    E olhe que consegui fazer com que o Montalvão prossiga com a pesquisa sobre a real existência de um sujeito comum chamado Yeshua ou seja lá o que for.
    Você parece que já ultrapassou essa barreira, talvez com uma ajudinha do nosso amigo Bernacchi, mas ainda crê que possa existir algo fora da matéria.
    Esse é o meu real objetivo contigo, desfazer completamente a lavagem cerebral que nossos pais, avós e colaterais, além de amigos e vizinhos fazem quando a gente nasce, a crença no fantástico (comigo não deu certo, mas quando funciona, é difícil de desfazer completamente).
    .
    Quanto à história, está cheia de mentiras oficiais, e você sabe disso. O que a história registra, na maioria das vezes, é mentira, é a verdade modificada, ao prazer dos poderosos de cada época.
    Não vou discutir história contigo, por causa da lição de Apeles, que sempre levei em conta.
    Mas reflita sobre o seguinte:
    .
    Como os europeus faziam para conseguir escravos?
    Quem descobriu o Brasil?
    Quem inventou o avião?
    Quem foi o Tiradentes?
    Quem foi Paul Revere?
    O que foram as entradas e bandeiras?
    Como foi a guerra da secessão?
    Tudo semelhante à história de Gandhi, Madre Teresa, etc.
    Quem foi pior, Hitler ou Stalin?
    Qual era a religião de Hitler?
    .
    Cuidado com a história (oficial).
    Cuidado com a responsabilidade que você tem com seus alunos e, principalmente, cuidado com os poderosos do lugar onde você leciona, se contrariar os interesses e crenças deles.
    Ainda bem que você está deixando essa vida (de professor).
    .
    Engraçado é que, mesmo a história oficial sendo muitas vezes mentirosa, nunca registrou nada sobre jesus, sobre maomé, , budha. Salvo, é claro, se o livro de história tem ligações com as respectivas religiões.
    Procure referências histórias sobre jesus em livros de história de países não cristãos; faça o mesmo aqui no Brasil, sobre maomé, ou Sidarta Gautama.
    A verdadeira história do corão, do islamismo, é ainda mais imaginária do que a do cristianismo, dos evangelhos.
    .
    No mais, bem-vindo de volta, Biasetto.
    Apareça de vez em quando.
    E o FJJ é um cara maneiro, tão esperto quanto você, mas ainda com algumas aparas.
    JFF deve ser lapso freudiano pela falta do JFCC, sujeito ultra arrogante, católico fervoroso, mas inteligente e culto e que faz falta aqui, com seus artigos muito bem escritos (apenas um pouco longos demais).
    Também sinto falta dele.
    O Estudo que ele fez sobre o Emanuel chiquista é muito bom.
    .
    Antonio parece até um fantasma, aparece e desaparece de repente.
    Não estou me lembrando do Carlos.
    Nos vemos no Bar do Bigode.

  55. Biasetto Diz:

    DeMarte, só hoje, vou aceitar suas provocações.
    Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa, portanto, não misturemos as coisas.
    Os livros de História podem trazer mentiras, mas também trazem verdades. O problema é que muitas “verdades” são questionáveis, pois as histórias também são interpretativas, a História é uma ciência social, não é exata.
    Claro que existem manipulações, farsas, quesitos em que os EUA, país que você idolatra, são especialistas.
    Você parece não querer entender minhas críticas. Jamais defenderei o regime cubano ou a China comunista, muito menos a ditadura existente na Coreia do Norte. Mas, considerar que os EUA servem de exemplo, há uma grande distância. Centrados na sua “revelação” do “destino manifesto”, ainda que o país tenha produzido grandes pensadores e idealistas, na época da independência, os norte-americanos produziram nos séculos XIX e XX uma máquina de destruição, capaz de cometer atrocidades incontáveis. Se julgam “juízes do mundo”, mas são os responsáveis por atos de hipocrisia, contradição e cultura fútil, jamais vistos na história das sociedades humanas. O fato de receber muitos imigrantes, mais de 40 milhões, nos últimos 200 anos, não significa que representem o paraíso terrestre. Eu, particularmente, se pudesse deixar o Brasil, preferiria a Europa ou o Canadá, ou até mesmo a Costa Rica, mas não gostaria de viver na terra do hot dog. Nem gosto de salsicha, além disso, tem rato na coca-cola.
    Quanto à questão da crença na vida espiritual, não acredito, nem desacredito – já falei aqui, que tanto faz acreditar ou não, procuro evidências. As religiões não me agradam neste quesito, apresentam explicações dogmáticas, muitas delas completamente absurdas e irracionais. É o meu ponto de vista! Já tive um pé e meio no espiritismo, mas abandonei em razão de tantas bobageiras, contradições, falhas, mentiras. Apenas considero que “pode ser”, pode ser que algo sobreviva, mas não tenho resposta pra isso. Eu gosto de histórias, histórias boas. É difícil de encontrá-las, é fato, mas existem algumas, no terreno da espiritualidade, da ufologia, até mesmo da paranormalidade. Sou crítico, sou cético, sou seletivo, mas não afirmo com 100% de certeza, de que tudo se resume à matéria e ponto final. Parafraseando algo que o próprio Vitor disse aqui, “com certeza mesmo, não sei nem se o Sol existe”.
    Não me provoque mais, porque vou te mandar pra Marte.

  56. Larissa Diz:

    Marciano – Qual era a religião de Hitler?
    .
    Ele era teósofo, não?

  57. Larissa Diz:

    Biasetto – Sou crítico, sou cético, sou seletivo, mas não afirmo com 100% de certeza, de que tudo se resume à matéria e ponto final.
    .
    Idem

  58. Gorducho Diz:

    O que eu sei sobre o Hitler é que ele está cumprindo pena de 4 anos em Plutão.

  59. Marciano Diz:

    Biasetto,
    Está enganado, eu não idolatro os EEUU, só reconheço que a democracia deles funciona.
    Se dependesse unicamente de mim eu moraria na Suíça ou na Noruega, talvez na Suécia.
    Canadá é uma opção viável.
    E eu joguei a isca pra te atrair para que você comente sobre religião, não sobre política ou história.
    Eu quero te deixar 100%, tu ainda vais morar em Marte.
    .
    Larissa, existe muita controvérsia sobre a religião de Hitler. Por isso eu citei o assunto. Livros de história não se entendem sobre o fato. Há quem sustente que ele era ateu, o fato é que era cristão, como toda a família.
    Existem fotos dele entrando ou saindo de igrejas.
    Dê uma olhadinha aqui, se tiver interesse pesquise mais em fontes variadas:
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Vis%C3%A3o_religiosa_de_Adolf_Hitler

  60. Marciano Diz:

    Grassouillet, você está enganado, a pena é de mil anos.

  61. Larissa Diz:

    O conceito de raça ariana q Hitler abraçou era totalmente teosofico. Há alguns anos vi um filme contado por uma das secretarias dele contando q ele era vegetariano.

  62. FJJ Diz:

    Homem do Planeta Vermelho, os 4 anos plutônicos vão muito além dos 1000 anos terrenos.
    E o coitado do Lampião, cumprindo pena na Lua? Este espiritismo chiquista é mesmo sensacional.

  63. Larissa Diz:

    Lampião na lua? Whadefa?

  64. Marciano Diz:

    Por falar em filmes antigos, tem um, de 1999, “The Confession”, com o ator judeu indiano Ben Kinglsey, cujo verdadeiro nome é Krishna Pandit Bhanji, no qual o filho do personagem morre em razão de negligência dos médicos que deveriam atendê-lo no setor de emergência de um hospital (Biasetto vai ficar feliz de ver que nos EEUU também acontece isso).
    O personagem de Kingsley mata os médicos (ir)responsáveis pela morte do filho.
    O advogado dele é o Alec Baldwin, o qual fica atônito quando vê que o personagem de Kingsley confessa o crime e quer cumprir a pena, por questão de ética.
    Ele achou que não deveria deixar vivos os médicos que negaram atendimento de urgência a seu filho, causando-lhe a morte, mas reconhece que deve pagar por isso.
    O engraçado é que o personagem age assim porque acredita que é a lei de deus.
    .
    Faz pouco mais de um ano, uma médica no setor de emergência do Hospital Getúlio Vargas, na Penha, RJ, negou atendimento ao filho de um indivíduo, dizendo que deveria passar pela triagem.
    O cara disse a ela que aquele seria seu último plantão.
    Efetivamente, com a ajuda de outro, roubou um carro, interceptou o carro da médica quando ela saía do hospital, matou-a e foi embora.
    http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/medica-morta-ao-sair-do-plantao-teria-sido-ameacada-por-pai-de-paciente-horas-antes-do-crime
    .
    Quando uma piranha de décima categoria tenta dar o golpe da barriga em um “nouveau riche” ligado a marginais desde a infância, a ética de Kingsley diz que ele está certo de espancar a piranha até a morte e depois alimentar os cães com os restos mortais dela, só que depois o cara deveria confessar e pagar pelo crime.
    .
    Notícia recente, desta semana, diz que um promotor carioca com menos de um ano no Ministério Público de Pernambuco, cumprindo dever de ofício, promoveu ação que resultou na perda de 25 hectares de terra de um fazendeiro daquelas paragens, incluídas aí a sede da fazenda e uma fonte de água mineral que rende mais de um milhão de reais por ano.
    O fazendeiro teria cometido crimes ambientais.
    Até aí, tudo bem.
    Ocorre que as terras foram a leilão e quem as arrematou foi a família da noiva (advogada) do promotor, pela bagatela de cem mil reais.
    Então o fazendeiro encomendou a morte do promotor, prontamente executada.
    Pela ética de Kingsley, ele estaria certo, deve agora confessar seu crime e pagar por ele.
    .
    Vejam o trailer do filme de Kingsley:
    http://www.youtube.com/watch?v=7-ZxX6KonSM
    Depois, se me derem esse privilégio, gostaria de saber a opinião de Montalvão, Biasetto, JFF, Larissa, Toffo, Gorducho, Antonio (se estiver vendo), Vitor (se tiver tempo), sobre a tal ética cinematográfica.

  65. Marciano Diz:

    Quer dizer que são 4 anos plutônicos. . .
    Coitado do Hitler.
    .
    Larissa, é verdade, ele era vegetariano, não bebia nem fumava, era artista plástico, foi um dos responsáveis pela primeira lei de proteção aos animais do mundo, combateu com valentia e honra na primeira guerra, não foi promovido a sargento porque acharam que ele não tinha capacidade de liderança.
    Acabou com o desemprego e com a inflação na Alemanha arrasada pela primeira guerra (e não era inflaçãozinha de Collor nem Sarney, não – veja aqui: http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=169).
    .
    Transformou a Alemanha arrasada pela primeira guerra e humilhada pelo tratado de Versalhes numa grande potência militar.
    Tem mais é que ficar morando em Plutão eternamente.

  66. FJJ Diz:

    Marciano, você está certo:
    http://grupoallankardec.blogspot.com.br/2013/04/onde-estaria-o-espirito-de-hither.html

  67. FJJ Diz:

    http://www.vinhadeluz.com.br/site/noticia.php?id=1041

  68. FJJ Diz:

    Impressionado, perguntei ao Chico: Então Chico, o planeta Plutão é uma planeta-penitenciária? E ele me respondeu: “É sim, Geraldinho. Em nosso sistema solar, temos penitenciárias espirituais em Plutão, em Mercúrio e na nossa Lua terrena. Eu soube, por exemplo, que o espírito de Lampião está preso na Lua. É por isso que alguns astronautas que lá pisaram, sentindo, talvez, um frio na alma, voltaram à Terra meio desorientados e tristes. Soube de um que até se tornou religioso depois de estar por lá!”

  69. FJJ Diz:

    E em Marte, o que temos por lá?

  70. Marciano Diz:

    Ich bin rechts wieder.

  71. Marciano Diz:

    Em Marte só tem gente boa.
    Até a mãe de cx sabe disso.
    Só Rivail discorda, mas ele não sabia de nada.

  72. Larissa Diz:

    E a NASA é o profeta que desvendou o mistério. http://falhasespiritismo.org/tag/jupiter/

  73. FJJ Diz:

    Hahaha!

  74. FJJ Diz:

    Os sábios pensadores iluministas que idealizaram a constituição estadunidense não foram capaz de reconhecerem os direitos das mulheres nem dos negros, o que coloca a democracia do país em crítica, o Mississípi e a KKK sabem muito bem do que estou dizendo. Já assistiu Mississípi em chamas, Marciano?
    Você gostaria de ser mórmon ou amish ?

  75. Marciano Diz:

    Não apele, JFF, tu tá é puxando o saco do Biasetto.
    Naquele tempo mulher não tinha direito a nada em lugar nenhum.
    Eu vivo sacaneando mormons e amishes aqui.
    Quanto à KKK, prefiro usar o direito de ficar calado.
    Eu assisti ao filme e ele não tem nada com a realidade.
    Leia aqui:http://en.wikipedia.org/wiki/Mississippi_Burning
    .
    A história do filme é vagamente baseada nos fatos reais.
    Historical background.

    Mississippi Burning was based on the historical events surrounding the murders of three Mississippi civil rights workers. The story was first turned into a 1975 television docudrama titled Attack on Terror: The FBI vs. the Ku Klux Klan, depicting many of the same events as the film.

    Neither production gave the real names of the murderers, due to legal considerations, and Mississippi Burning does not mention the victims (who are referred to as “the Boys”) by name in the film. In the film credits they are simply identified as “Goatee”, based on Michael Schwerner, played by Geoffrey Nauffts; “Passenger”, based on Andrew Goodman, played by Rick Zieff; and “Black Passenger”, based on James Chaney, played by Christopher White.

    The film presents Clinton Pell’s wife as the informant. The identity of the real informant, known in history as “Mr. X.”, was a closely held secret for forty years. In the process of reopening the case, journalist Jerry Mitchell and teacher Barry Bradford discovered his real name.The mysterious black associate of Rupert Anderson who threatens to castrate the mayor while he is bound to the chair is based on Colombo crime family capo and FBI informant Gregory Scarpa Sr. The character “Frank Bailey”, played by Michael Rooker, is based on Alton Wayne Roberts, Stephen Tobolowsky as “Clayton Townley” based on Samuel Bowers and Pruitt Taylor Vince as “Lester Cowens” based on Edgar Ray Killen.

    According to the testimony of Colombo crime family contract killer Gregory S. Scarpa Jr., the cinematic version may have come closer to the truth than the official FBI story out of Washington, D.C. His story has been supported in several news accounts by unnamed FBI agents purported to have worked on the MIBURN case, as well as Scarpa’s own FD-209 reports, which were released and made public after his death. Scarpa has said that his father, Gregory Scarpa Sr., capo of the Colombo crime family and Top Echelon FBI informant, offered his services in the case to his FBI handler, Anthony Villano. He made a three-day trip to Mississippi where, posing as a member of the national Ku Klux Klan himself, he and an FBI helper kidnapped a local appliance salesman and Ku Klux Klan member who was viewed by the FBI as a potential weak link in the case. They took the man to a remote location, tied him to a chair, and interrogated him. The first two times he told the story, the agent and Scarpa believed that the man was lying. On the third try, Scarpa pulled his gun on the suspect. “He said he took a gun and put it in the guy’s mouth and said: For the last time, where are the bodies or I’ll blow your head off”, Gregory S. Scarpa Jr. testified. Events similar to Scarpa Jr.’s story are reenacted in the film. The KKK member finally confessed to the location of the bodies, Scarpa Jr. said.

    One such report, written in January 1966, states that Scarpa was later used as a “special” — the FBI term for a nonagent working for the Bureau in the murder of Vernon Dahmer, the head of the NAACP office in Hattiesburg, Mississippi. Dahmer’s house was torched by the Ku Klux Klan, and the memo states that Scarpa Sr. was sent to Hattiesburg to work on the case. However, evidence from journalist Jerry Mitchell and Illinois high school teacher Barry Bradford contradicts this account. They claim that the informant who revealed the location of the bodies was highway patrolman Maynard King, who gave the information willingly to FBI agent Joseph Sullivan. The similarity between Scarpa’s account and the film may be best explained by the fact that Scarpa’s testimony was recorded some years after the film was released. Both the Justice Department and the FBI have officially declined to comment on any role Gregory Scarpa Sr. may have played in the MIBURN. In Cartha DeLoach’s account of the MIBURN case in his memoir, Hoover’s FBI, he does not mention Scarpa. It does say that a squad of COINTELPRO agents were sent to interview members of the Ku Klux Klan and that “many of them were big, bruising men, highly trained in the tactics of interrogation.”

    Cartha “Deke” DeLoach’s official version is that the FBI paid for its first big break in the case, which was the location of the bodies. In his memoirs, he describes the men only as “a minister and a member of the highway patrol.” DeLoach does not say how the two men knew that the three civil rights workers had been buried under twelve feet of dirt in an earthen dam on a large farm a few miles outside Philadelphia, Mississippi, but he did say that the FBI paid $30,000 for the piece of crucial information.

    The statement made by “Mayor Tilman” to the FBI agents is paraphrased from a quote by U.S. Senator James Eastland, who reportedly said that when the three civil rights workers (Mickey Schwerner, James Chaney, and Andrew Goodman) went missing in Mississippi on June 21, 1964, “the incident is a hoax and there is no Ku Klux Klan in the state; the three have gone to Chicago”, and that it was staged by the three young men to call attention to their cause. J. Edgar Hoover, who was being pressured by President Lyndon B. Johnson, was determined to break the case. He flew to Mississippi just before the first anniversary of the disappearance, which was officially regarded as a “kidnapping” to justify the FBI’s involvement.

  76. FJJ Diz:

    Não estou não; critiquei vocês dois, pois ele elogiou os ideólogos iluministas que fizeram a independência, e você elogiou a democracia do país do fast food.
    Mudando de assunto, veja esta notícia. Apesar de cretina, não deixa de ser lógica. Besta são as mulheres, os negros e os gays, que insistem em frequentar igrejas e centros kardecistas, porque se estes segmentos lerem com atenção o que diz a Bíblia e os livros de Kardec, devolveriam com ódio, aqueles que os denigrem:
    http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,comissao-de-direitos-humanos-aprova-projeto-que-autoriza-igrejas-a-vetar-gays,1086494,0.htm

  77. Marciano Diz:

    FJJ
    Eu não conheço bem a prática do espiritismo, mas sei de gays que dão palestra, gays assumidos.
    Não assumidos, quase todos os espiritas são.
    Divaldo, cx, aquele escurinho de cujo nome não me lembro agora…

  78. Marciano Diz:

    Biasetto,
    comme tutti maledetti schifosi italiani, tu devi parlare italiano.
    Leggi questo:
    .
    Di Gesù Cristo — persona reale, essere umano — la storia non ci ha conservato nessun documento,
    nessuna prova, nessuna dimostrazione.
    Non solo Cristo non scrisse nulla, ma nulla neppure fu scritto di lui.
    Tolta la Bibbia — che, come vedremo, non solo non ci può fornire la prova che Cristo sia stato
    un uomo reale, ma ce ne fornisce molte, anzi è tutta quanta una prova del contrario — nessun autore
    profano, dei molti che sarebbero stati suoi contemporanei, ci ha lasciato qualche cenno di lui.
    I soli autori profani del suo tempo che fecero il suo nome — Flavio Giuseppe, Tacito, Svetonio
    e Plinio — o furono interpolati e falsificati, come i primi due, o, come gli altri due, parlarono di
    Cristo soltanto etimologicamente, per designare la superstizione che dal suo prese il nome ed i seguaci
    della medesima; ed in ogni caso scrissero senza averlo conosciuto e senza rendersi garanti
    della sua esistenza, molto tempo dopo e in cenni fuggevoli che, come dimostreremo, stanno a provare
    piuttosto ch’egli non è mai esistito.

  79. Marciano Diz:

    Leggi il resto dal link al di sopra.
    Buona lettura.
    Ci parliamo domani.
    Doppo il pranzo.

  80. mrh Diz:

    Biazetto, grato por ter dado o ar da graça… seus comentários e links são inestimáveis…
    .
    E gostei de todos os outros tb…
    .
    Agora cei o jeito serto de evocar vc…

  81. Toffo Diz:

    Nossa, está difícil de acompanhar aqui, uns estão em Mercúrio, outros na Lua, outros em Plutão e tem ainda um marciano que fala italiano. Afinal, ma su che dopo tutto si sta parlando, mia gente?

  82. Larissa Diz:

    Che casino da Dio!

  83. Montalvão Diz:

    .
    FJJ Diz: Os sábios pensadores iluministas que idealizaram a constituição estadunidense não foram capaz de reconhecerem os direitos das mulheres nem dos negros, o que coloca a democracia do país em crítica, o Mississípi e a KKK sabem muito bem do que estou dizendo. Já assistiu Mississípi em chamas, Marciano?

    VOCÊ GOSTARIA DE SER MÓRMON OU AMISH?
    .
    COMENTÁRIO: uma vez quase me tornei mórmon. Contava doze anos quando conheci um velhinho, aparentemente próspero, que cortava cabelo de graça. Naquela idade qualquer troquinho que pintasse era a maior festa, então eu pegava a grana com minha madrasta para o corte e corria à casa do benfeitor. Minha genitora-postiça sempre acreditou que o dinheiro era gasto no barbeiro da esquina…
    .
    Fiquei amigo do velhinho, dele e da esposa, um casal adorável. Um dia comentei que meu avô, parte de pai, era norteamericano. Não sei porque, a notícia alvoroçou o casal, a partir daí quiseram de tudo quanto foi jeito levar-me para os Estados Unidos, em Salt Lake City, onde teria morada e estudo garantido, nada disseram sobre a conversão, mas desconfiei que fosse parte do pacote. Ficaram horas e dias descrevendo as múltiplas vantagens que teria com a mudança. Queriam meu endereço para falar com meus pais. Eu sabia que a resposta de meu pai, que odiava gringos (apesar de ser filho de um) e de minha madrasta seria rotundo não, então nem me dei ao trabalho de fazer a consulta, mantive o pé firme na negativa. O casal fez de tudo, gastaram quilos de saliva, quando perceberam não haver chance de que o convite fosse aceito passaram a me tratar com frieza e por fim deixaram de me atender. Não fui para os esteites e perdi minha fonte de renda…
    .
    Se tivesse ido não sei com que cabeça estaria hoje mas, com certeza, rebentaria no ingrês… What is this? This is an umbrella. Is umbrella white? NO, this is yellow… What is that? That is a book. Where is the book? I DON’T KNOW!
    .
    Sorry.

  84. Montalvão Diz:

    FJJ Diz: “Impressionado, perguntei ao Chico: Então Chico, o planeta Plutão é uma planeta-penitenciária? E ele me respondeu: “É sim, Geraldinho. Em nosso sistema solar, temos penitenciárias espirituais em Plutão, em Mercúrio e na nossa Lua terrena. Eu soube, por exemplo, que o espírito de Lampião está preso na Lua. É por isso que alguns astronautas que lá pisaram, sentindo, talvez, um frio na alma, voltaram à Terra meio desorientados e tristes. Soube de um que até se tornou religioso depois de estar por lá!”
    .
    COMENTÁRIO: pergunta errada redunda resposta tal qual, a indagação seria: “Chico, esses cogumelos que você anda comendo…”

  85. Larissa Diz:

    Montalvão, se vc houvesse ido não estaria aqui hj nos dando o ar de sua graça. Provavelmente teria dez esposas e viveria em uma comunidade sem internet. Pior, votaria nos republicanos!

  86. Antonio G. - POA Diz:

    Marciano, o “médium” negro a que você se refere é o Raul Teixeira. Tiazíssima. Grande orador sobre “coisa nenhuma”, como de resto são os oradores espíritas. Está meio sequelado de um AVC que sofreu tempos atrás.
    .
    Quanto à “ética de Kingsley”, é realmente uma questão interessante. O que eu penso é que, numa sociedade que se pretende civilizada, não cabe a Lei de Talião. Não se pode aceitar que as pessoas tomem para si o direito de fazer justiça pelas próprias mãos. Isto seria a negação da civilização e do bom senso. Uma afronta ao estado democrático de direito. Inadmissível.
    Só que, se, por exemplo, um filho meu morresse por uma escancarada negligência médica, ou fosse de alguma forma gravemente ferido ou morto por ação de algum bandido, eu não teria o menor pudor em pessoalmente eliminar fisicamente o autor. Não teria remorso. Muito menos teria receio de algum “castigo divino”. E não acharia que deveria ser punido, claro.
    O enunciado desta lei é: Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”.
    .
    Abraços a todos.

  87. Antonio G. - POA Diz:

    Marciano,
    Sobre a questão espíritas-gays:
    .
    Como eu fui espírita por longos (e renegados) anos, acho que posso ter sido um gay não assumido, já que nunca pratiquei tal modalidade sexual.
    Pensando bem, talvez eu até tenha tido, vez ou outra, alguma vontadezinha de assumir uma posição “diferente” da minha natureza…
    Mas, passou !!!! (ufa!).
    .
    rsrsrsrs

  88. Antonio G. - POA Diz:

    Biasetto, guardate: io sono nato lontano, ma sono anche italiano.

  89. Gorducho Diz:

    Grande orador sobre “coisa nenhuma”, como de resto são os oradores espíritas.
     
    Um episódio me marcou quando tinha uns 11 anos. Fui com minha mãe (viúva) numa palestra do Divaldo (a única que assisti pessoalmente) num clube aqui na nossa cidade. Ela era Evangelizadora e eu (confesso :( ) acreditava nisso; e ia com ela de boa vontade, sem nunca terem me obrigado a nada em casa! Rezava e tudo…
    Ao voltarmos para casa ela muitíssimo constrangida me comentou que a palestra não tinha nexo – era só palavrório “sofisticado”. Lógico que não foram essas as palavras exatas dela, as quais não me lembro decorridas expressivas décadas.
    Depois, com o passar do tempo, acabou percebendo que era tudo imaginação de inocentes, e se retirou discretamente, mantendo as amizades feitas – como já comentei neste Sítio.
     
    Italiano: há uns 25 anos estava-me faltando só o certificado de nascimento de nosso avô paterno; na época era bem mais fácil… Tinha um amigo de infância já falecido que estava morando morando em cidade balneária próxima. Combinei visitá-lo e ele me levaria de carro na Prefeitura (nessa cidadezinha a anagrafia é junto à). Falta de férias me impediram de ir e nesse ínterim ele voltou (nascera na Italia mas tinha ido morar lá mais por briga com a namorada – voltou e viveram felizes para sempre aqui :) ). O projeto ficou suspenso e depois foram complicando pela demanda, e como minha vida era aqui…
    Mas, constrangidamente digo que tenho mais facilidade com o francês (mais com espanhol e inglês antes do), claro)… A vantagem da Italia é que pode-se gritar misturando alguma coisa de espanhol, e acaba-se entendendo-se!

  90. Marciano Diz:

    Montalvão,
    Escapaste de boa.
    Se tivesses ido, ou serias um mórmon convicto ou alguns dos avenging angels teria dado conta de você.
    .
    Permita-me algumas correções de sua gramática “ingresa”:
    Is THE umbrella white?
    No, this ONE is yellow.
    .
    Congratulations for your choice.
    I’ve been coopted by the NSA and I wasn’t so lucky.
    Classified salutations.
    .
    Antonio,
    É bom tê-lo de volta.
    Fique mais tempo desta vez.
    É esse cara mesmo (Raul Teixeira).
    Quanto à ética de Kingsley, obrigado pela resposta.
    Minha pesquisa é nesse sentido que você se manifestou.
    Tenho a impressão de que as pessoas adotam a Lei de Talião, mas não têm coragem de admitir.
    Estão sempre contra, mas quando a coisa é consigo, o bicho pega.
    Parabéns pela sinceridade.
    Era o que eu esperava de você.
    Eu ainda acho que Kingsley (o personagem) agiu corretamente em se entregar depois e confessar o crime. É a parte mais difícil. Eu não me entregaria também, apesar de achar o correto.
    Aguardo as respostas dos demais.
    Que sejam igualmente sinceras.
    A virtude está em ser virtuoso, não em aparentá-lo.
    .
    Quanto à questão “gay”, acho que só os figurões o são.
    A grande massa dos espíritas, os que não têm proeminência, tem a mesma taxa de gays da população em geral.
    É como no candomblé, parece-me, numa análise superficial.
    .
    Leggi il libro di Bossi e dimmi da dove tu vienni.
    Un abraccio.
    .
    Grassouillet,
    Arduin deveria fazer como sua mãe, sair discretamente pela porta dos fundos e manter as amizades.
    .
    Ancch’io sono stato prossimo di andare in Italia, ma questa è uma lunga storia, non la posso raccontare qui.
    Saluti riservati.

  91. Marciano Diz:

    ERRATA:
    Alguns dos “avenging angels” teriaM dado conta de você.

  92. Toffo Diz:

    Leggermente Sovrappeso: congratulações à sua mãe, uma mulher inteligente e de fibra. Ficar constrangida por uma palestra do DPF foi a coisa mais sensata que ela fez. Dos pajés da velha guarda do espiritismo-cristão, acho ele o mais pernicioso. Além do ar arrogante, de quem pontifica para a plebe ignara, tem uma aura de falsidade que o trai a quem quer que tenha olhos de ver. Mas isso não é tudo: além de dizer bobagens, divulga dados falsos (aquela palestra divulgada neste blog em que ele afirma que a Sra. Kim Phúc – a antiga ‘menina do napalm’ – tinha morrido, e é mentira, ela está bem viva e atuante, sendo embaixadora da Unesco em causas pacifistas), plagia obras (v. o entrevero com CX), propaga uma mixórdia evangélica que diz ser espiritismo e, evidentemente, falseia autorias, porque são suas, evidentemente, as obras que ele alega ser de espíritos.
    .
    Mas eu disse ‘pajés’ do espiritismo, porque, estatisticamente, a maioria dos pajés e xamãs das tribos e das religiões animistas e os sacerdotes e médiuns espiritualistas é de homens efeminados. Como num certo sentido xamãs e médiuns se aproximam, a estatística vale para todos. Porque isso não sei, talvez haja uma explicação antropológica.

  93. Montalvão Diz:

    .
    Larissa Diz: Montalvão, se vc houvesse ido não estaria aqui hj nos dando o ar de sua graça. Provavelmente teria dez esposas e viveria em uma comunidade sem internet. Pior, votaria nos republicanos!
    .
    COMENTÁRIO: mas mataria no ingrês, minha grande frustração de consumo…
    .
    Dez esposas? Se fossem esposas veterotestamentárias bem que eu ia querer, mas modernas de modo algum, não há santo que aguente dez, eu mal aguento uma (brincadeirinha querida, você é maravilhosa!) [para o caso dela vir a ler...]
    .
    Americano… vou te contar, hem? Como é que conseguiram ser os mais poderosos com aquelas cabeças? Uma nação de elege Bush presidente deveria prolatar louvores aos brasileiros por terem só entronizado um Lula…
    .
    Saudações josephsmithinianas

  94. Montalvão Diz:

    .
    Marciano Diz: Montalvão, escapaste de boa.
    Se tivesses ido, ou serias um mórmon convicto ou alguns dos avenging angels teria dado conta de você.
    .
    COMENTÁRIO: ou um hell angel…

    Permita-me algumas correções de sua gramática “ingresa”: Is THE umbrella white?
    No, this ONE is yellow.
    .
    COMENTÁRIO: beleza: 90% de acerto, acho que já posso passar para o advanced…
    .
    Tenho forte impressão-certeza de que o “one” não constava da lição que estudei. Acho que era: NO, it is yellow… Mesmo assim, estou feliz…
    .
    See you in the next lesson…

  95. almir de carvalho Diz:

    nãoooooooo larissa, hitler não era teósofo! é certo que ele pode ter se utilizado da teosofia, mas, deturpando-a…

  96. Antonio G. - POA Diz:

    Moltalvão: “See you next lesson” é o bastante. rsrsrs

  97. Larissa Diz:

    Ele utilizou o (pseudo) conhecimento oculto (pseudo) revelado por Blavatsky em suas teorias nazistas. Melhorou?

  98. Marciano Diz:

    Montalvão,
    There are many ways to say the same thing, just as in Portuguese and other languages.
    “No, it is yellow” is also correct, but “No, this is yellow” is wrong.
    When you ask “Is THE umbrella white?”, the answer imposes the personal pronoum “it” or the the demonstrative pronoum “this” preceding the pronoum “one”, to specify to what umbrella are you referring.
    If you say just “this is yellow”, it could be any umbrella.
    .
    That one’s for free.
    The next lesson will have a small fee. Small for me, I don’t know for you.
    Greeding salutations.

  99. Larissa Diz:

    vígurla após Blavatsky.

  100. Larissa Diz:

    A teosofia nada mais é que uma seita ocultista, camuflada de discussão filosófica, que visa obter a “sabedoria dos deuses”. Sua forma atual foi criada pela russa Helena Blavatsky, que divulgou amplamente os conceitos da teosofia pelo ocidente ao fundar a Sociedade Teosófica em 1875 e através de diversos livros, entre eles o famoso “A Doutrina Secreta“, de 1888. A teosofia alega que o mundo foi e ainda será habitado por 8 espécies definidas de seres, em tempos determinados, chamadas de Ronda. Cada espécie, ou Ronda, se subdivide em 7 outras sub-espécies. Ainda segundo a teosofia, cada Ronda deve terminar para começar outra. Já houve a Ronda dos deuses sem corpo, dos deuses com corpo, já passamos pela quinta Ronda que é a da população evoluída de Atlantida, mas que teve seu tempo chegado ao fim através de um terrível terremoto. No momento, estaríamos na sexta Ronda, composta pelos seres humanos que derivam da raça atlante.

    Blavatsky alega ainda que a raça humana é dividida em sete sub-espécies, todas derivadas da raça ariana que é a mais poderosa e inteligente sobre todas as sub-espécies. Ela alega ainda que a raça ariana são os atlantes, mas sem os poderes de semi-deuses. E nessa linhagem de sub-espécies aparece como inferior a raça semítica, ou seja, os egípcios e os judeus. Segundo a Teosofia Ariana, eles precisariam ser destruídos para que a raça ariana pudesse evoluir para a sétima Ronda, pois eram muito limitados para evoluir junto aos outros e, por isso, travavam a sétima evolução.

    Essa Teosofia Ariana foi amplamente divulgada na Rússia e países germânicos. Os semitas passaram a ser considerados um estorvo, uma paralisia; a teosofia ganhou inúmeros adeptos. Entre esses adeptos estava Dietrich Eckart, que recebeu uma profecia da comunidade teosófica: ele seria o mentor do homem que levaria a raça semítica à extinção e a raça ariana à sétima evolução. E isso quase aconteceu.

    Eckart foi um dos fundadores do “Partido Alemão de Trabalhadores”, que foi nomeado mais tarde como “Partido Socialista Alemão de Trabalhadores (Nationalsozialistische)”, e que obviamente foi chamado de Partido Nazista e gerou o Nazismo. Em 1919, Eckart conheceu um jovem promissor chamado Adolf Hitler durante um comício do partido. Eckart percebeu que aquele seria o jovem da profecia e passou a ensiná-lo as teorias teosóficas, arianas e anti-semíticas. Isso não quer dizer que Hitler aprendeu a odiar judeus com Eckart; Hitler já aprendera o anti-semitismo em sua juventude Viena. O seu ódio apenas foi aumentado e moldado conforme os desejos do partido Nazi. Antes de falecer, Eckart pronunciou que Hitler seria quem regeria o partido conforme seus desejos e levaria a raça ariana à evolução.

    Conhecendo melhor esses fatos, podemos entender o porquê da perseguição aos judeus naquela época. Não foi algo simplesmente implantado por Hitler, mas era um pensamento ocultista que já vinha sendo disseminado desde a época de Blavatsky. Quando Hitler tomou o poder na Alemanha e declarou guerra contra os aliados que haviam vencido a primeira guerra mundial, ele se sentiu confiante para a execução da limpeza étnica e quase limpou a Europa dos judeus, ciganos e egípcios. Toda essa matança e o Holocausto foi influenciado, dentre outros fatores, pela teosofia, que acreditava ser a limpeza étnica um caminho para a evolução da raça ariana. O extermínio de semitas foi chamado de “Solução Final” e gerou a perseguição e a prisão de judeus nos famosos e desprezíveis campos de extermínio.

    Para aqueles que não abrem mão de provas visíveis e paupáveis, basta dar uma olhadinha no símbolo da teosofia. A suástica, símbolo do Nazismo está presente lá no simbolo da teosofia. Pois é, está é uma das inúmeras características da teosofia levada para o nazismo.

  101. Marciano Diz:

    CORRECTION:
    “. . . or the demonstrative pronoum . . .”, not “the the”.
    .
    The hasty bitch brings forth blind whelps.
    .
    A frase acima é sacanagem com você, substitua por “A pressa é inimiga da perfeição”.

  102. Marciano Diz:

    Larissa,
    pra mim a suástica era um símbolo hinduísta.
    Será que tanto Hitler como Blavatsky não usurparam o mesmo símbolo?

  103. Larissa Diz:

    Sim, usurparam. Hitler, sem dúvidas, em alusão à Teosofia. Veja que a suástica nazista está a 45 graus e a hindu em um angulo de 90. Outro símbolo esotérico usado no nazismo é SS – que é das runas.
    http://es.wikipedia.org/wiki/S%C3%ADmbolos_nazis
    .
    Ou seja, mais uma vez um lunático religioso causou caos na terra.

  104. Antonio G. - POA Diz:

    A vida era mais fácil antes da construção da Torre de Babel…
    rsrsrs

  105. Marciano Diz:

    Os uniformes da SS foram desenhados por Hugo Boss.
    E o “Kiss” usava o “ss” igual ao da SS, depois mudaram, porque pegou mal.

  106. Marciano Diz:

    Arduin,
    eu vejo que você é um homem sério e que construiu uma sólida crença, sedimentada por muitos anos de estudo da DE.
    Acho você uma pessoa muito inteligente, excelente argumentador, em outras palavras, te admiro como pessoa.
    O que me causa pasmo é como alguém como você pode olhar para uma foto como essa que o Gorducho linkou, e levar isso a sério.
    Não sei se você já aplicou o método da dúvida sistemática, se já questionou o que aprendeu sobre espiritualidade, se já aventou a hipótese de que isso seja fantasia.
    Como botânico, você conhece bem a metodologia científica.
    Experimente o método da falseabilidade, de Popper.
    A própria DE proclama a “fé raciocinada” (o que me parece uma “contradictio in adjecto” – fé e raciocínio, sim, são mutuamente exclusivos).
    Seja como for, admita a hipótese de ser tudo fantasia, raciocine com essa possibilidade, ponha em teste sua fé.
    Faça isso por algum tempo, use o pensamento crítico, use seus conhecimentos científicos.
    Se depois continuar com sua fé inabalada, eu desisto.
    Não quero te convencer de nada, só quero que você investigue, que questione.

  107. almir de carvalho Diz:

    oi larissa: complete o seu conhecimento sobre a suástica para não dizer besteiras:
    “…”A suástica, símbolo do Nazismo está presente lá no simbolo da teosofia. Pois é, está é uma das inúmeras características da teosofia levada para o nazismo.”…..
    .
    o símbolo da suástica foi encontrada desde tempos antigos, em cavernas do homem primitiva, o nazismo apropriou-se dela, n]áo é um símbolo nazista, muito menos hindu…
    .

    “… É muito importante fazer a distinção entre Swástika e Sowástika (em páli e tibetano), ou seja na língua ocidental, Suástica e Sovástica, esta giranda da direita para a esquerda, considerada sinistra e involucional pelas religiões orientais e pelos povos antigos do Ocidente que, pelo contrário, tinham aquela Suástica, girando da esquerda para a direita, como símbolo benéfico e evolucional.
    .
    Adolf Hitler e os seus pares apropriaram-se deste símbolo sagrado multimilenar e alteraramn-o pervertendo numa maléfica Sovástica.”
    .
    …”Com efeito, o sentido das rotações da Suástica e da Sovástica é quem determina o seu significado directo astronómico, cósmico: se for na direcção destrocêntrica, positiva, solar, marca a Evolução Universal, e é representada pela Suástica adoptada por Carlos Magno; se for no sentido sinistrocêntrico, negativo, lunar ou inverso à rotação dos ponteiros do relógio, assinalará a Involução Planetária e, no contexto mais imediato, o pretender sujeitar o intemporal e sagrado ao espaço estritamente temporal e profano, e é representada pela Sovástica adoptada e adaptada por Adolf Hitler.”
    .
    “”‘…Por seus braços ou gamas que são ramas deixando um traço de fogo atrás de si no movimento circum-giratório, a Swástika é o símbolo da Acção Universal, do Ciclo manifestado em contínua transformação de toda a Vida-Energia em Vida-Consciência, levando o nome sânscrito tradicional Pramantha….”
    .
    por: Vítor Manuel Adrião, renomado escritor esotérico português, é consultor de investigação filosófica e histórica, formado em História e Filosofia pela Faculdade de Letras de Lisboa, tendo feito especialização na área medieval pela Universidade de Coimbra. Presidente-Fundador da Comunidade Teúrgica Portuguesa e Director da Revista de Estudos Teúrgicos Pax, Adrião é profundo conhecedor da História Medieval do Sagrado, sendo conferencista de diversos temas relacionados ao esoterismo, às religiões oficiais, aos mitos e tradições portuguesas, às Ordens de Kurat (em Sintra) e do Santo Graal, das quais também faz parte.

  108. Marciano Diz:

    Regressão hipnótica acabou levando à suástica.
    Será que isto aqui ajuda?
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Su%C3%A1stica

  109. Larissa Diz:

    Almir, sei sobre a suástica e conheço a teosofia. A mahikari pasmem, tb usava suástica como símbolo.

  110. Marciano Diz:

    Aqui no Brasil a suástica pode dar reclusão de dois a cinco anos para quem usá-la “para fins de divulgação do nazismo” (elemento normativo do tipo).
    Para qualquer outra finalidade, está liberada.

  111. Marciano Diz:

    Elemento subjetivo do tipo. O especial fim de agir. É ferrugem no Penal.

  112. Arnaldo Paiva Diz:

    Boa tarde para todos
    Gostaria – embora com grande atraso -, deixar meus comentários sobre o assunto discutido neste tópico.
    .
    Na década de 80, Tarazi investigou alegações reencarnacionistas feitas sob hipnose por sua paciente LD, constatando que muitos fatos nelas contidos são verdadeiros, embora alguns só possam ser averiguados em livros por demais especializados, em documentos existentes em arquivos de um município espanhol e da Igreja Católica. Não obstante, um aspecto que salta aos olhos e que a própria investigadora se deu conta é que a narrativa fornecida por LD era lacunada:
    “Os episódios eram incompletos e fora de ordem cronológica, mas ela continuou a divulgar fatos detalhados que haveriam de ser encontrados apenas em fontes obscuras”.
    .
    Apesar de – como disse Montalvão – o texto do Márcio Horta ser merecedor dos nossos elogios, e ser o mesmo simpatizante da reencarnação, – não sei se o mesmo é espírita – não resta a menor dúvida que o trabalho a que o mesmo se propôs foi cumprido – fazer uma análise do que ocorreu(?) -, a contento principalmente pela honestidade empregada no estudo. Mas o que tenho notado é que muitas das respostas às dúvidas que surgem, quando se analisa estes casos de regressão de memória, quanto a questões de fantasias, bem como em relação às lacunas existentes, acredito que seriam solucionadas ou pelos menos traria um pouco de luz, se fosse feito um estudo mais aprofundado em relação à memória e seu funcionamento, bem como em relação à profundidade do transe a que é levado o paciente. Se o Márcio Horta for espírita, teria lançado mais luz a esse caso se estivesse adentrado esses campos, afinal de contas fazem parte importante do processo.
    .
    No meu ponto de vista não podemos fazer uma análise em profundidade deste e de outros casos, sem pelo menos nos inteirarmo-nos do que seja memória, e como a mesma funciona, pois o certo é que a temos apenas como um sistema de armazenamento de lembranças do que fizemos nos nossos dias de vida, a começar no útero materno e acontecimentos que aparecem nos relatos referentes a existências passadas .
    .
    No seu livro Psi Espírito, o psicólogo Adenauer Novaes (espírita), nos diz o seguinte em relação à memória:
    “A memória compreende as capacidades: de fixar ou reter informação das mais diversas naturezas, de poder ser evocada reproduzindo o conteúdo apreendido, de localizar a informação instantaneamente, bem como de permitir que os dados sejam flexíveis a conexões emocionais”.
    .
    “(…) Podemos entender a memória não necessariamente como um reservatório ou um local onde se encontram armazenados os resíduos das experiências, mas como um campo onde se encontram conexões num sistema de rede vinculando emoções e informações que se assemelham. Os registros não são guardados na memória por semelhança numérica, verbal ou por datas. Eles são gravados pela conexão afetiva que os une de forma aleatória, isto é, não linear, porém são acessados por similitude. Ela é seletiva, classificando as experiências vividas pelo tônus emocional a elas aplicado”.
    .
    Seria como os HD’s usado nos computadores, onde procuramos guardar em pastas, arquivos e informações de acordo com os seus conteúdos, suas similaridades, talvez esteja aí a explicação – no caso da regressão de memória – das lacunas existentes que são interpretadas como falhas gerando dúvidas e até incredulidades no processo.
    .
    Outro ponto que não pode deixar de ser observado nas analises dos casos de regressão de memória, com a finalidade de buscar comprovação da existência de vidas anteriores ou reencarnação, é o grau de aprofundamento do transe, pois é dele que depende uma maior fidelidade dos relatos.
    .
    Hermínio Miranda no seu livro A Memória e o Tempo, tecendo comentários sobre o trabalho de Albert De Rochas neste campo das regressões, começando pela metodologia, ele nos diz o seguinte:
    .
    “Dentro da melhor tradição dos magnetizadores e como discípulo do Barão Du Potet, De Rochas (também Conde, além de Coronel e Engenheiro) usa a técnica dos passes e dos toques, reservando a sugestão para conduzir o diálogo, depois que o sensitivo está preparado:
    - Sob a influência de passes longitudinais praticados de alto a baixo – escreve ele à pág. 35 – (Livro As Vidas Sucessivas) e combinados com a posição da mão direita sobre a cabeça do sujeito sensato à minha frente, produz-se uma série de estados aparentemente de vigília, mas que apresentam cada uma das características que tem servido para os classificar e que se sucedem sempre na mesma ordem.
    .
    É preciso lembrar aqui que a técnica dos passes, tanto quanto a da sugestão, ou a que resulta de uma cominação de ambas, são de uma flexibilidade muito ampla. Aqui, como em tudo quanto se refira à hipnose e à magnetização, a atitude mais prudente é não dogmatizar, nem propor exclusivismos, ou adotar procedimentos e conclusões muito rígidos. de Rochas, por exemplo, usava passes transversais para projetar o paciente no futuro, e também para despertar o paciente em transe. Quando aos toques, variam não apenas a maneira de fazê-los, como os pontos de eleição no corpo físico. Preferimos, no entanto, comentar tais aspectos à medida em que este estudo se desenvolve.
    .
    Na experiencia do Coronel, por outro lado, os diversos estágios da magnetização a partir da vigília, – sonambulismo, “rapport”, simpatia ao contacto, simpatia à distância – eram nitidamente separados por uma espécie de pausa em estado de letargia.
    .
    Creio que vale a pena uma sumária repassagem pelas suas observações, que continuam a apresentar interesse e ensinamentos. Transcrevemos da pág. 36 e seguintes:
    .
    SONAMBULISMO – O sensitivo tem a aparência de uma pessoa desperta, no gozo de todas as suas faculdades, mas muito sugestionável, e apresenta o fenômeno da insensibilidade cutânea que persiste em todos os estados seguintes. A memória é normal.
    .
    RAPPORT – O sensitivo somente tem conhecimento do magnetizador e das pessoas que aquele haja posto em “rapport” com ele, seja pelo contato, seja mesmo por um simples olhar. Marcante sensação de bem-estar. Diminuição da memória normal e da sugestibilidade. A sensibilidade começa a exteriorizar-se nos limites de uma camada paralela ao corpo e situada a cerca de 35 milímetros da pele. O sensitivo vê os eflúvios exteriores dos corpos organizados e dos cristais.
    .
    SIMPATIA AO CONTATO – A sensibilidade continua a exteriorizar-se, verificando-se a existência de uma segunda camada sensível a 6 ou 7 centímetros da primeira, e de menor sensibilidade. O sensitivo percebe reflexivamente as sensações do magnetizador, quando este se põe em contato com ele. A sensibilidade cutânea desapareceu, bem como a memória dos fatos; ela não tornará a manifestar-se nos estados seguintes, mas a memória da linguagem subsiste nestes estados, dado que o sensitivo pode conversar com o magnetizador.
    .
    Continua

  113. Marciano Diz:

    A religião é uma capa de cordeiro que alguns lobos gostam de vestir para enganar a chapeuzinho vermelho.

  114. mrh Diz:

    oi Arnaldo, estou acompanhando… ñ deixe de salientar o ponto qdo chegar lá..

  115. Arnaldo Paiva Diz:

    Boa dia mrh
    .
    Peço-lhe minhas desculpas por não ter continuado, pois pensei que tinham encerrado este tópico, mas vou terminar de trazer estes conhecimentos que são muito esclarecedores do que acontece no processo de regressão de memória.
    .
    Continuemos então:
    Aproveitamos a oportunidade para um comentário adicional. A diferenciação entre memória dos fatos e memória da linguagem é sutil, mas de grande importância. A linguagem representa papel de relevo em todo o contexto desta fenomenologia, pois é o instrumento de comunicação entre operador e sensitivo. Seu mecanismo oferece, não obstante, certas peculiaridades e surpresas. Por exemplo: o sensitivo descrevendo uma existência anterior, usualmente fala a língua que conhece no momento, mas pode também usar a que conheceu no passado. Voltaremos a este aspecto mais adiante.
    .
    Mais importante, porém, é a sua condição de falar. Só excepcionalmente – e anda ignoramos as razões – o ser em transe profundo sofre inibição da linguagem. A uma paciente regredida à idade de um ano, De Rochas só conseguia respostas sim/não, ou sinais com a cabeça. A outra, igualmente regredida à infância, o operador pergunta se ela sabe falar. “Ela me responde que não”, observa o autor.
    .
    Prossigamos.
    SIMPATIA À DISTÂNCIA – O sensitivo percebe todas as sensações do magnetizador, mesmo sem contato, desde que distância não seja muito grande. Não vê mais os eflúvios exteriores dos corpos, mas vê os órgãos interiores dos seres vivos. Não é mais sugestionável, e perde completamente a memória de sua vida; não conhece mais que duas pessoas – o magnetizador e ele próprio – mas não sabe seus nomes.
    .
    Chamo a atenção para o importantíssimo aspecto de que o paciente nesse estado se põe ao abrigo da sugestibilidade. Quanto à perda das lembranças dos fatos de sua vida e dos nomes, seu e do magnetizador, tenho minhas reservas. Tais lembranças não são apagadas subitamente da memória integral – são apenas deslocadas, mesmo porque, estarão de volta em toda a sua plenitude, ao despertar. Toda a experimentação com os dispositivos espirituais nos indica que, a não ser em estados de grave alienação mental, o espírito está sempre consciente.
    .
    Prossigamos, porém, com De Rochas, estudando suas observações finais:
    - A partir desse estado – simpatia à distância – em geral pouco antes ou pouco depois, conforme o sensitivo, a sensibilidade, que até então se exteriorizava em camadas concêntricas à periferia do corpo, condensa-se para formar, de início, a cerca de um metro à sua direita, uma coluna nebulosa azul, nas proximidades do corpo; e depois, à sua esquerda, outra coluna análoga vermelha (em alguns sensitivos a ordem é inversa), até que, enfim, as duas colunas se reúnem para formar uma só, cuja forma vai se definindo gradativamente até constituir o fantasma do sensitivo. Esse fantasma, ligado ao corpo físico por um laço luminoso e sensível, é como um cordão umbilical, e se torna cada vez mais móvel e obediente à vontade. Há uma tendência marcante de elevar-se a uma altura que ele não pode ultrapassar, e que parece depender do grau de evolução intelectual e moral dos sensitivos, que vêem flutuar em torno deles seres constituídos de uma cabeça com o corpo terminando em ponta, como uma vírgula. Sentem-se felizes de se encontrarem fora do envoltório físico, de seus andrajos, segundo a expressão que usam com frequência, e ao qual lhes repugna regressar. Todos estes fenômenos se desenvolvem e se definem ao logo de uma série de estados distintos, separados por fases de letargia que se sucedem como os dias sucedem às noites. Passes transversais trazem o sensitivo de volta à vigília, fazendo-o passar, em ordem inversa por todos os estados e todas as letargias pelos quais passou ao adormecer.
    .
    Vamos a alguns comentários, tão breves quanto possível. Em primeiro lugar, os destaques: são do original apenas os que sublinham as palavras fantasma, andrajos, e estados; os demais são do autor.
    .
    A metodologia utilizada por De Rochas e suas minuciosas e preciosas observações sob re a fenomenologia testemunhada resultam de uma colagem muito ampla de experimentações cautelosas, um consenso, uma rotina. O iminente pesquisador era homem de respeitável cultura humanística e científica, e se habituara à observação meticulosa e fria dos fatos. Durante muitos anos estudou e aprofundou-se na teoria e na prática dos fenômenos inabituais da mente. Suas observações são positivamente afirmativas e nítidas, mas não dogmáticas.

  116. Arnaldo Paiva Diz:

    Bom dia mrh (continuação)
    .
    OBSERVAÇÕES PRELIMINARES
    Em que consiste elas?
    .
    - O mecanismo fundamental do complexo fenômeno é o processo de desdobramento ou desprendimento do perispírito, a que o Autor chama de fantasma.
    - À medida que o perispírito começa a deslocar-se para fora dos seus andrajos – leia-se corpo físico – vai dse deslocando também a sensibilidade, que passa a ser encontrada não mais no corpo material, mas nas suas imediações.
    - A partir de certo ponto, também a memória parece deslocar-se, porque deixa de manifestar-se no corpo físico, embora permaneça atuante ali, a memória da linguagem.
    - Mas não apenas a sensibilidade e a memória sofrem modificações e deslocamentos, mas também a sugestibilidade se altera radicalmente, e o sensitivo passa a oferecer resistências praticamente invencíveis aos comandos do operador, com os quais, porventura, não concorde.
    - Alterações substanciais também ocorrem c om a visão, pois o sensitivo em transe é capaz de perceber – com os olhos físicos fechados, não nos esqueçamos – as diversas camadas energéticas que envolvem os corpos, os órgãos internos dos seres vivos, bem como a presença de seres igualmente desdobrados, como ele, ou totalmente desligados de seus corpos, ou seja, espíritos desencarnados.
    - Quanto ao processo do desdobramento em sí, começa com o aparecimento da sensibilidade nas camadas próximas à pele, até que o “fantasma” se forma pela união das duas colunas nebulosas, uma azul, à direita e outra vermelha, à esquerda o que parece uma separação temporária, seguida da reunificação da polarização perispiritual. Isso nada tem de fantástico, porque se o perispírito é, como tudo parece indicar, um campo magnético, um corpo energético, terá que ser realmente dotado de cargas negativas e positivas que interagem.
    - A ligação corpo físico/perispírito, pelo laço luminoso, que ao autor faz lembrar o cordão umbilical, é apenas a confirmação do que videntes de todos os tempos vêm testemunhando.
    - A sensação de bem-estar e a relutância em regressar ao corpo físico são constantes em observações antigas, tanto quanto nas mais recentes. Desprendido do pesado corpo material, gozando de uma liberdade muito maior, de uma visão espiritual consideravelmente ampliada, situado praticamente no contexto da imortalidade, o espírito não tem, realmente, pressa alguma em voltar para a prisão da carne.
    .
    Quanto às limitações “físicas”, ou espaciais do deslocamento do perispírito, a que alude De Rochas, certamente sua observação é válida, e é da sua experiência, mas não é a rega geral, pois é muito rica a literatura especializada em relatos de pessoas em transe espontâneo ou provocado, que se deslocam a grandes distâncias. Os casos que levaram o eminente pesquisador francês a tais conclusões devem ter resultado de inibições naturais e de compreensíveis temores que seus sensitivos não puderam ou não quiseram vencer.
    .
    LAURENT
    Aliás, uma das dificuldades a suplantar para se alcançar um estado satisfatório de transe é, precisamente, o temor do paciente ou sensitivo. Poucos descreveram tão bem esse temor como um dos primeiros pacientes do próprio De Rochas, por nome Laurent, jovem sensível e inteligente e que o autor deixa relatar o que sentiu com suas próprias palavras:
    .
    - Um vago temor me invadiu – escreveu ele. A idéia de um sono, no qual minha vontade será anulada, me fazia quase recusar a me prestar a tal experiência, se o receio de ser tido como medroso não se opusesse. Sentimento muito complexo: pavor do desconhecido, respeito humano, no fundo, muito banal e – o que, de repente predomina – uma confiança encorajadora no experimentador. Todavia não é senão com emoção bastante viva que me entrego às mãos do Sr. De Rochas, mesmo sem esperar que eu seja suscetível de ser adormecido.
    .
    Esse depoimento autêntico e honesto, indica que o operador deverá sempre fazer um trabalho preparatório junto ao paciente, a fim de ganhar-lhe a confiança, não por artifícios, mas pela convicta sinceridade, mesmo que o paciente esteja desejoso da experiência. O processo da magnetização (ou da hipnose), dificilmente será despojado da sua intrínseca característica de artificialidade. Muito embora todos nós nos desprendamos do corpo físico, em maior ou menor grau, sempre que adormecemos, não é sem compreensível reservas que entregamos a chave da nossa morada a uma pessoa que, muitas vezes, nem conhecemos direito. Que irá esse estranho fazer conosco? Levar-nos ao ridículo? Violar nossos segredos? Induzir-nos ao crime? Abusar de nosso corpo? Causar-nos algum dano psíquico ou físico? Despertar alguma latente ansiedade, para a qual ainda não estejamos preparados?
    .
    Como se vê, os problemas são muitos; e há todo um código de ética a ser observado com indubitável rigor, por aqueles que se propõem a essa tarefa, pois o que se oferece à manipulação são certos controles vitais do complexo computador humano. Um clima de respeito e seriedade é indispensável, mandatório.
    .
    Continua

  117. mrh Diz:

    Tô leno, tô leno…

  118. Cacique Diz:

    mrh,

    Após terminar de ler o tratado do fraterno Arnaldo, vc chegará à conclusão de que perdeu alguns minutos da sua vida. Não adianta. O espiritismo pretende-se científico e lógico, mas é apenas melífluo, cansativo e tolo. Não de uma tolice qualquer, mas revestida de um palavreado rocambolesco e pretensamente elevado.
    /
    /
    Regressões – ou suposta regressões – não passam de aspectos da psique que afloram em forma de símbolos, a fim de serem analisados, interpretados e ressignificados. Não há nada de sobrenatural ou paranormal nisso. Ao sonharmos, muitas vezes não fazemos senão trazer à superfície certas lembranças, que por alguma razão não acessamos quando estamos acordados ou em estado vígil.
    /
    /
    Há pessoas que têm sonhos lúcidos e lembram de tudo ao acordar. Em tais sonhos, elas mesmas determinam o roteiro onírico, por assim dizer, podendo voar, pular de prédios, lutar contra monstros, ter várias namoradas (dos), et cetera. Na regressão por hipnose, o paciente, que experimenta um sonho lúcido ou algo semelhante, induzido que está pelo terapeuta, recheia o sonho com questões históricas e fragmentos da sua própria personalidade, dando a entender que regressou a uma época anterior, quando foi esta ou aquela personagem.
    /
    /
    Não nego a existência de uma divindade ou um batalhão delas, mas não consigo acreditar nisso. Também não descarto a hipótese de existência de uma outra dimensão. O que eu insisto em dizer é que nenhuma das “evidências” sobre isso me convence. Falta de fé? Não! Apenas presença da razão.

  119. mrh Diz:

    !

  120. mrh Diz:

    “A Companhia de Jesus, famosa pelo poderio exercido em todos os setores
    das sociedades regidas pela legislação católico-romana e pelos feitos e realizações que
    nem sempre primaram pela obediência e o respeito às recomendações do excelso
    patrono, de cujo nome usou e abusou, proporcionou-me auxílios inestimáveis, vantagens
    verdadeiramente inapreciáveis! Instruí-me brilhante e rapidamente à sua sombra, como
    tanto almejara desde a infância! Absorvia, sequioso, o manancial de ilustração que me
    ofertavam na comunidade ao observarem minhas ambições frementes, fácil instrumento
    que seria eu para se amoldar sob o férreo domínio de suas garras! Era como se minha
    inteligência apenas recordasse do que era dado a aprender, tal o poder de assimilação
    que em minhas faculdades existia! Minha gratidão, por sua vez, não conheceu limites!
    Prendi-me à Companhia com todas as forças de que dispunha minhalma ardorosa.
    Obedecia aos superiores com zelo fervoroso, servindo-os a contento, indo mesmo ao
    encontro dos seus desejos! Os interesses da Igreja, como do clero da organização em
    foco, aprendi a respeitar e servir acima de todas as demais conveniências, fossem quais
    fossem, tal como bem assentaria a um vero jesuíta!
    Não me referirei à causa divina. Não a esposei, dela não cogitando a fim de
    edificar minhalma com as claridades da Justiça e do Dever. Tampouco aprendi a amar a
    Deus ou a servir o Mestre Redentor no seio da comunidade a que me filiara.
    Certamente que na Companhia de Jesus existiam servos eminentes, cujos
    padrões de desempenhos cristãos poder-se-iam equiparar ao dos primeiros obreiros do
    apostolado messiânico. Com esses, todavia, não me solidarizei. Não os conheci nem
    suas existências lograram interessar-me. Da poderosa organização religiosa que foi a
    Companhia de Jesus, eu apenas desejava a posição social que ela me podia
    proporcionar, a qual me compensasse da obscuridade do meu nascimento: como os
    deleites do mundo, as loucas satisfações do orgulho, das ambições inferiores, das
    vaidades soezes, já que o perjúrio da noiva idolatrada cerceara meus nascentes projetos
    honestos!
    Assim sendo, isto é, a fim de todo esse detestável cabedal lograr adquirir,
    servi com zelos frenéticos às leis da Inquisição! Persegui, denunciei, caluniei, intriguei,
    menti, condenei, torturei, matei! Denunciaria, meu próprio pai, tal a demência que de mim
    se apossara, levando-o ao tribunal como agente da Reforma, se, protegido pela
    misericórdia celeste, não tivesse ele entregado antes a alma ao Criador! Não o fazia,
    porém, propriamente com requintes de maldade: meu intento era servir os superiores,
    engrandecer a causa da Companhia, provar com dedicação imorredoura e incondicional a
    gratidão que me avassalara a alma apaixonada, pelo amparo que me haviam dispensado!
    Fui, eu mesmo, vítima da mesma instituição, porque, reconhecendo-me submisso,
    penhorado pelos favores recebidos, exploravam os chefes maiorais tais sentimentos,
    induzindo-me à prática de crimes abomináveis, certos da minha impossibilidade de
    tergiversação. Se, ao em vez desta, eu optasse por alguma comunidade franciscana, terme-
    ia certamente educado, transformando-me numa alma de crente, incapaz de práticas
    danosas. Pelo menos ter-me-ia habituado à honradez dos costumes, ao respeito ao nome
    do Criador, ao interesse pelas desgraças alheias, pensando em remediá-las. A
    Companhia de Jesus, no entanto, mau grado o nome excelso do qual se valeu a fim de
    inspirar-se, converteu-me em réprobo, uma vez que me aliciei justamente ao
    departamento político-social, que tantos abusos cometeu no seio das sociedades e em
    nome da religião!
    Durante muito tempo esqueci aqueles que me haviam atraiçoado. Não os
    procurei, não me importou o destino que tinham tomado. A verdade é que se transferiram
    para a Holanda, onde Jacinto de Ornelas se incumbira de certa missão militar. Mas um
    dia o acaso me pôs novamente na presença deles! Haviam já passado quinze longos
    anos que sua execrada visita à mansão de meus pais convertera meu coração
    sentimental em fornalha de ódios! Os deveres profissionais, que o tinham afastado da
    Pátria, agora o faziam retornar, gozando de excelente conceito até mesmo nas
    antecâmaras reais, desfrutando invejável posição social. Ao vê-lo, obrigado a apertar-lhe
    a mão em certa cerimônia religiosa, fi-lo como a um estranho, sentindo, não obstante, que
    o coração fremia em meu peito, enquanto a antiga rivalidade, as doridas angústias
    experimentadas no passado fervilhavam, tumultuosas, à sua vista, prevenindo-me de que,
    se o sentimento de amor por Maria Magda desaparecera, sufocando-me na vergonha do
    perjúrio indigno, no entanto, a chaga aberta então sangrava ainda, clamando por
    desforras e represálias!
    Procurei observar a vida de tão odiado varão: seus passos de adepto da
    Reforma, seu passado como seu presente, o que fazia, o que pretendia, como vivia, o
    grau de harmonia existente no lar doméstico e até as particularidades de sua existência,
    graças ao experimentado corpo de espiões que me ficava as ordens, como bom agente
    do Santo-Ofício que era eu. Jacinto de Ornelas era feliz com a esposa e amavam-se terna
    e fielmente. Tinham filhos, aos quais procuravam educar nos preceitos de boa moral.
    Maria Magda, dama formosa e cortejada, que se impunha na sociedade por virtudes
    inatacáveis, apresentava a beleza altiva e digna das suas trinta e três primaveras, e,
    desorientado, enlouquecido por mil projetos nefastos e degradantes, ao vê-la pela
    primeira vez, depois de tantos anos de ausência, senti que não a esquecera como a
    princípio supusera, que a amava ainda, para desventura de todos nós!
    A antiga paixão, a custo sopitada pelo tempo, irrompeu porventura ainda
    mais ardente desde que comecei a vê-la novamente, todas as semanas, praticando
    ofícios religiosos numa das igrejas da nossa diocese, como boa católica que desejava
    parecer, a fim de ocultar as verdadeiras inclinações reformistas que animavam a família
    toda.
    Desejei atraí-la e cativar, agora, as atenções amorosas negadas outrora, e,
    sob a pressão de tal intento, visitei-a oferecendo préstimos e me desfazendo em
    amabilidades. Não o consegui, todavia, não obstante as visitas se sucederem.
    Recrudesceu em meu seio o furor sentimental, compreendendo-me totalmente esquecido,
    tal como a erupção inesperada e violenta de vulcão adormecido desde séculos! Tentei
    cativá-la ternamente, rojando-me em mil atitudes servis, apaixonadas e humilhantes.
    Resistiu-me com dignidade, provando absoluto desinteresse pelo afeto que lhe depunha
    aos pés, como também pelas vantagens sociais que eu lhe poderia fornecer.
    Experimentei suborná-la levando-a a compreender o poder de que dispunha, a força que
    o hábito da Companhia me proporcionava no mundo todo, o acervo de favores que lhe
    poderia prestar e ao marido, até mesmo garantias para exercer a sua fé religiosa, pois eu
    saberia protegê-los contra as repressões da lei, desde que concordasse em aquiescer
    aos meus ansiosos projetos de amor! Repeliu-me, no entanto, sem compaixão nem
    temor, escudada na mais santificante fidelidade conjugal por mim apreciada até então,
    deixando-me, aliás, convencido de que mais do que nunca se escancarara supremo
    abismo entre nossos destinos, que eu tanto quisera unidos para sempre!
    Ora, Jacinto de Ornelas y Ruiz, que fora conhecedor da paixão que me
    infelicitara a existência, agora, vendo-me assediar-lhe o lar com atitudes amistosas,
    percebeu facilmente a natureza dos intentos que me animavam. Eu, aliás, não procurava
    dissimulá-los. Agia, ao contrário disso, acintosamente, dado que a pessoa de um jesuíta
    e, ainda mais, oficial do Santo-Ofício, era inviolável para um leigo! Posto ao corrente dos
    fatos pela própria esposa, que junto dele procurava forças e conselhos a fim de resistir às
    minhas insidiosas propostas, encheu-se de temor, desacreditado dos laços de
    parentesco; e, concertando entendimentos e resoluções com os seus superiores,
    preparou-se a fim de deixar Madrid, buscando refúgio no estrangeiro para si próprio, como
    para a família.
    Descobri-o, porém, a tempo! Viver sem Magda era tortura que já me não
    seria possível suportar! Eu quisera antes tornar-me desgraçado, ainda que desprezado
    por ela com descaso porventura mais chocante, quisera mesmo ser odiado com todas as
    forças do seu coração, mas que a tivesse ao alcance dos meus olhos, que a visse
    freqüentemente, que a soubesse junto de mim, embora que em verdade separados
    estivéssemos por duras e irremediáveis impossibilidades!
    Desesperado, pois, desejando o inatingível por qualquer preço, denunciei
    Jacinto de Ornelas como huguenote, ao Tribunal do Santo-Ofício, pensando livrar-me dele
    para melhor apossar-me da esposa! Provei com fatos a denúncia: livros heréticos em
    relação à Virgem Mãe, que sempre foram armas terríveis nas mãos dos denunciantes
    para perderem vítimas das suas perseguições, espantalhos fabricados, não raramente,
    pelos próprios que ofereciam a denúncia; farta correspondência comprometedora com
    luteranos da Alemanha; inteligências com adeptos dispersos pelo país inteiro como pela
    França; sua ausência sistemática do confessionário, os próprios nomes dos filhos, que
    lembravam a Alemanha e a Inglaterra, mas não a Espanha, e cujos registros de batismo
    não pôde apresentar, alegando haverem sido realizadas na Holanda as importantes
    cerimônias. Tudo provei, não, porém, por zelo à causa da religião que eu pudesse
    considerar digna de respeito, mas para me vingar do desprezo que por amor dele Maria
    Magda me votava!
    Uma vez preso e processado, Jacinto foi-me entregue por ordem de meus
    superiores, os quais me não puderam negar a primeira solicitação que no gênero eu lhes
    fazia, dados os bons serviços por mim prestados à instituição.
    Conservei-o desde então no segredo de masmorra infecta, onde o
    desgraçado passou a suportar longa série de martirizantes privações, de angústias e
    sofrimentos indescritíveis, por inconcebíveis à mentalidade do homem hodierno, educado
    sob os auspícios de democracias que, embora bastante imperfeitas ainda, não podem
    permitir compreensão exata da aplicação das leis férreas e absurdas do passado! Nele
    cevei a revolta que me estorcia o coração em me sentindo preterido pela mulher amada,
    em seu favor! Meu despeito inconsolável e o ciúme nefasto que me alucinara desde
    tantos anos inspiraram-me gêneros de torturas ferazes, as quais eu aplicava possuído de
    demoníaco prazer, recordando as faces rosadas de Maria Magda, que eu não beijara
    jamais; as tranças ondulantes cujo perfume não fora eu que aspirara; os braços cariciosos
    e lindos que a outro que não eu – que a ele! haviam ternamente prendido de encontro ao
    coração! Cobrei, infame e satanicamente, a Jacinto de Ornelas y Ruiz, na sala de torturas
    do tribunal da Inquisição, em Madrid, todos os beijos e carícias que me roubara daquela a
    quem eu amara até à loucura e ao desespero!
    Fiz que lhe arrancassem as unhas e os dentes; que lhe fraturassem os dedos
    e deslocassem os pulsos; que lhe queimassem a sola dos pés até chagá-las, mas
    lentamente, pacientemente, com lâminas aquecidas sobre brasas; que lhe açoitassem as
    carnes, retalhando-as, e tudo a pretexto de salvá-lo do inferno por haver anatematizado,
    obrigando-o a confissões de supostas conspirações contra a Igreja, sob cujo nome me
    acobertei para a prática de vilezas,
    Presa de enlouquecedoras inquietações, Magda procurou-me…
    Suplicou-me, por entre lágrimas, trégua e compaixão! Lembrou-me sua
    qualidade de parente próximo, como a qualidade de Jacinto, também parente; os dias
    longínquos da infância encantadora, desfrutados no doce convívio campestre, entre as
    alegrias do lar doméstico, protegido ambos pela intimidade de quase irmãos…
    Cínico e cruel, respondi-lhe, interrogando se fora pensando em todos aqueles
    detalhes inefáveis de nossa juventude que, consigo mesma, ou certamente com Jacinto,
    concertara a traição abominável que me infligira…
    Falou-me dos filhos, que ficariam à mercê de duríssimas conseqüências, com
    o pai acusado pelo Santo-Ofício; e, ainda mais, se viesse ele a morrer, em vista do
    encarceramento prolongado; concluindo por suplicar, banhada em pranto, a vida e a
    liberdade do marido, como também a minha proteção a fim de se refugiarem na
    Inglaterra…
    Falei então, após lançar-lhe em rosto o odioso fel que extravasava de
    minhalma, vendo-a à mercê de minhas resoluções:
    “- Terás de retorno teu marido, Maria Magda… Mas sob uma condição, da
    qual não abrirei mão jamais: Entrega-te! Sê minha! Consente em aliar tua existência à
    minha, ainda que ocultamente… e to restituirei sem mais incomodá-lo!…”
    Relutou a desgraçada ainda durante alguns dias. Todos os arrazoados que
    uma dama virtuosa, fiel à consciência e aos deveres que lhe são próprios, poderia
    conceber a fim de eximir-se à prevaricação, minha antiga noiva apresentou à minha
    sanha de conquistador desalmado e inescrupuloso, por entre lágrimas e súplicas, no
    intuito de demover-me da resolução indigna. Mas eu me fizera irredutível e bárbaro, tal
    como ela própria, quando outrora lhe suplicara, desesperado ao me reconhecer
    abandonado, que se amerceasse de mim, não atraiçoando meu amor a benefício de
    Jacinto! Aquela mulher que eu tanto amara, que teria feito de mim o esposo escravo e
    humilde, tornara-me feroz com o perjúrio em favor de outro! Levantavam-se, então, das
    profundezas do meu ser psíquico, as remotas tendências maléficas que, em Jerusalém,
    no ano de 33, me fizeram condenar Jesus de Nazaré em favor da liberdade do bandoleiro
    Barrabás ! Aliás, existia muito de capricho e vaidade nas atitudes que me levavam a
    desejar a ruína de Magda; e, enquanto o casal execrado sofria o drama pungente que o
    homem moderno não compreende senão através do colorido da lenda, eu me rejubilava
    com a satisfação de vencê-la, despedaçando-lhe a felicidade, que incomodava meu
    orgulho ferido!
    Quando, alguns dias depois do nosso entendimento, a desventurada noiva da
    minha juventude, descendo à sala de torturas, contemplou o espectro a que se reduzira
    seu belo oficial de mosqueteiros, não mais trepidou em aceder aos meus ignóbeis
    caprichos! Eu a conduzira até ali propositadamente, a título de visitá-lo, observando que
    sua relutância ameaçava prolongar-se!
    Para suavizar os sofrimentos do marido, furtando-o às torturas diárias, que o
    extenuavam; a fim de conservar aquela vida para ela preciosa sobre todos os demais
    bens, e a qual minha sanha assassina ameaçava exterminar, a infeliz esposa curvou-se
    ao algoz, imolou-se para que de seu sacrifício resultasse a libertação, a vida do pai dos
    seus filhos muito queridos!
    Não obstante, meu despeito exasperou-se com o triunfo, pois, mais do que
    nunca, reconheci-me execrado! Eu pretendera convencer Magda a associar-se para
    sempre ao meu destino, embora lhe concedendo o retorno do esposo. Ela, porém, que se
    sacrificara às minhas exigências intentando salvar-lhe a vida, não pudera ocultar o
    desprezo, o ódio que minha desgraçada pessoa lhe inspirava, o que, finalmente, me
    provocou o cansaço e a revolta. Detive-me então, exausto de lutar por um bem inatingível,
    e renunciei aos insensatos anelos que me dementavam. Mas, ainda assim, sinistra vindita
    engendrou-se em meu cérebro inspirado nos poderes do Mal, a qual, realizada com o
    requinte da mais detestável atrocidade que pode afluir das profundezas de um coração
    tarjado de inveja, de despeito, de ciúme, de todos os vis testemunhos da inferioridade em
    que se refocila, deu causa às desgraças que há três séculos me perseguem o Espírito
    como sombra sinistra de mim mesmo projetada sobre o meu destino, desgraças que os
    séculos futuros ainda contemplarão em seus dolorosos epílogos!”

  121. mrh Diz:

    Publiquei a passagem acima pq 1 dos aspectos relevantes do caso Antonia é a busca p/ 1 novela q ela pode ter lido e esquecido.
    .
    Tal novela pode existir, pois no livro Memórias d 1 suicida há 1 passagem d enredo semelhante, sugerindo 1 fonte e enredo comum na época, 1 filme, 1 livro, 1 peça teatral.
    .
    É saber quem a Ivone copiou p/ saber quem a LD recuperou.
    .
    Pobre Camilo C. Branco; teve 1 vida e morte difíceis e postumamente foi caluniado, sendo apresentado irresponsavelmente como 1 monstro inquisidor, s/ 1 prova sequer, apenas a liberdade religiosa aqui interpretada como o direito d caluniar.

  122. Gorducho Diz:

    O texto acima transcrito: de donde é??

  123. mrh Diz:

    Memórias d 1 suicide…

  124. mrh Diz:

    candidato: Beggars of the Sea, Rafael Sabatini.

  125. Gorducho Diz:

    E o que tem a ver o texto com o affair Antonia? Desculpe a burrice, mas não percebo a conexão… Acredito que possa ser o caso de outros leitores também.

  126. mrh Diz:

    Procura-se nos meandros parapsicológicos 1 livro d fundo, onde a dear LD tenha lido os fatos ou enredo d sua história. Ñ encontraram ainda. Mas eu me lembrei d 1 enredo parecido, da mesma época, sugerindo q o livro d fundo existe; p/ isso publiquei a passagem acima.
    .
    Agora, ñ consegui ainda fazer o download do livro do
    Sabatini.
    .
    Toda a passagem da “vida” d Antonia na Inglaterra vem do clássico e grande sucesso The Sea Hawk, c/ certeza. Ela só assumiu 1 personagem.
    .
    Preciso chegar nos inquisidores namoradores…

  127. Gorducho Diz:

    A obra está disponível no Gutemberg.

  128. mrh Diz:

    e os inquisidores namoradores estão nela?

  129. Marciano Diz:

    Ache logo o personagem e ponha os textos relevantes aqui, mrh.
    Claro que muita coisa foi modificada, ou propositadamente ou por falhas de memória.
    Vamos ver se bate.

  130. Arnaldo Paiva Diz:

    Boa tarde
    mrh
    .
    Você diz:
    Publiquei a passagem acima pq 1 dos aspectos relevantes do caso Antonia é a busca p/ 1 novela q ela pode ter lido e esquecido.
    .
    Tal novela pode existir, pois no livro Memórias d 1 suicida há 1 passagem d enredo semelhante, sugerindo 1 fonte e enredo comum na época, 1 filme, 1 livro, 1 peça teatral.
    .
    É saber quem a Ivone copiou p/ saber quem a LD recuperou.
    .
    Pobre Camilo C. Branco; teve 1 vida e morte difíceis e postumamente foi caluniado, sendo apresentado irresponsavelmente como 1 monstro inquisidor, s/ 1 prova sequer, apenas a liberdade religiosa aqui interpretada como o direito d caluniar.
    .
    Comentário: É o velho ditado, “o macaco nunca olha para o seu próprio rabo”. Quando você tece um comentário dessa natureza, não consegue enxergar que está caindo no mesmo erro, pois eu posso lhe perguntar se você não está sendo um caluniador também, ao lançar levianamente e irresponsavelmente, uma afirmativa dessas – “É saber quem a Ivone copiou” – sobre a pessoa de Ivone do Amaral Pereira, sem provas? Você também não tem provas que ela tenha copiado de alguém. Portanto, primeiramente vá atrás das provas, que verdadeiramente comprove que ela agiu assim, porque senão você não passa de um caluniador.
    .
    É impressionante com que facilidade se lança dúvidas sobre o comportamento de pessoas de bem, só pelo fato de não se conhecer ou não se acreditar (ou não querer conhecer, e nem querer acreditar) que um determinado fenômeno possa existir, apesar dos fatos apresentados sobre os mesmos, mas que não se dão ao trabalho de analisá-los – porque não existe interesse – para depois com honestidade, mas só depois emitir suas conclusões.
    .
    Como querer analisar um fenômeno sem conhecê-lo? Meu amigo mhr, me diga como conversar sobre um determinado assunto sem conhecê-lo. Você pode me explicar?

  131. Arnaldo Paiva Diz:

    Melhor dizendo, como fazer afirmativas sobre o que não conhecemos?

  132. Gorducho Diz:

    Depois que domingo me dei um nó mental com a curvatura do círculo continuo meio enrolado…
    A tese é que a parte vivida na Inglaterra pela personagem Antonia é baseada no movie The Sea Hawk que é baseado no roteiro The Beggars of the Sea do Seton Miller, e não na novel The Sea Hawk do Rafael Sabatini?
     
    É isso? :(

  133. Gorducho Diz:

    Na história da Antonia o inquisidor também acaba atacando a Santa Inquisição, após o naufrágio que culmina com o passamento daquela?
    O texto é de cunho semelhante?
    É isso?
    :(

  134. mrh Diz:

    Oi Arnaldo,
    .
    Lamento ter ferido sua sensibilidade. Desculpe-me.
    .
    Ocorreu-me a possibilidade q alguém interpretasse o q escrevi acima deste modo, como vc fez.
    .
    É até ato reflexo, d tão imediatamente q vem esse pensamento.
    .
    Todavia, se buscarmos compreender a natureza do método hipotético-dedutivo, veremos q ñ há pesquisa s/ hipótese inicial.
    .
    Já afastei há muito a possibilidade q esses longos romances tenham realmente c originado d mediunidade.
    .
    Tb ñ creio + q os auto-proclamados médiuns sejam escritores, sequer isso.
    .
    Lastreado no estudo d vários casos, concluí q há 1 indústria do livro q opera copiando trabalhos acadêmicos, livros famosos, filmes etc e os reapresentando como obras do outro mundo.
    .
    Assim, formei minha hipótese inicial, q tem c confirmado em todos os casos q estudei até agora.
    .
    Por duro q seja, p/ o avanço da ciência é necessário comunicá-la, p/ q historiadores do fenômeno, sociólogos, psicólogos etc possam seguir suas pesquisas e advertir os incautos.
    .
    Ñ sei ainda c a Ivone “copiou” deliberadamente (leitura “caluniosa” como acima vc interpretou) ou c ela elaborou mentalmente e realmente acreditou q devolvia mediunicamente (parece q vc ñ considerou q eu possa estar cogitando tb dessa possibilidade).
    .
    Mas num ponto ambas as leituras c encontram: ela ñ apresentou 1 prova sequer p/ dizer o q disse, e afirmar q Camilo, além d ter vivido 1 vida sofrida, foi o monstro p/ ela descrito. Neste aspecto, convém aos espíritas perceber a gravidade d seu “falar livremente, por falar”.
    .
    Abraço, Mrh

  135. mrh Diz:

    Arnaldo,
    .
    A Ivone era minha “médium” favorita, enquanto eu acreditava neles, e independentemente da justificativa acima, o “copiou” foi apenas 1 gracejo.
    .
    Gorducho,
    .
    O livro original parece ser o d Sabatini, q vem c/ 2 títulos, antes do filme (c entendi direito o q li na net) era o The beggers, depois do sucesso do filme o livro passou a ser o The hawk, por motivos editoriais.
    .
    Parece q o Miller era o roteirista, e adaptou o texto para o cinema, alterando-o muito.
    .
    Mas ñ tenho certeza dessa história toda, e também andei me enganando por aí, pois ñ sei ao certo d onde desencavar as informações interessantes.
    .
    Qdo descobrir, publico.

  136. Arnaldo Paiva Diz:

    Bom noite
    .
    mrh Diz:
    Oi Arnaldo,
    Lamento ter ferido sua sensibilidade.
    .
    Comentário: Você não feriu a minha sensibilidade, apenas me refiro que quando se fala de determinada pessoa – podia até ser outra qualquer -, eu teria contestado do mesmo jeito, porque não se deve falar das pessoas no sentido pejorativo sem a conhecê-la, sem estar comprovado de que ela é merecedora (?) do que estamos acusando-a, principalmente quando não a conhecemos, pois conheço pessoas do meu relacionamento que foi vítima de calúnia e teve sua vida quase destruída, passou por sérios sofrimentos. Se torna mais grave ainda quando a pessoa não está mais em condições de se defender. Talvez seja por isso que os céticos não acreditam na figura e ensinos de Jesus, porque ele disse que “façamos aos outros somente aquilo que gostaríamos que os outros nos fizessem”, pois com certeza se assim agíssemos, o mundo estaria bem diferente.
    .
    mrh: Todavia, se buscarmos compreender a natureza do método hipotético-dedutivo, veremos q ñ há pesquisa s/ hipótese inicial.
    .
    Comentário: Qualquer hipótese inicial surge de uma investigação analítica do objeto em estudo, ou seja, depois de ser estudado – no caso – o escrito mediúnico através da psicografia, com o instrumento adequado – no caso o médium -, é que se chega a várias deduções as quais se procura extrair por eliminação das várias hipóteses levantadas, o resultado final. Você fez justamente o contrário, partiu daquilo que você considera o resultado final sem nenhuma análise, afirmando que a médium copiou de alguém, passando a investigação girar em torno da procura de quem ela copiou. Isso não é nada científico e nem honesto”. Veja bem, você disse que foi uma brincadeira, mas uma brincadeira que se tornou verdade, pois já estão até apontando o livro/filme que serviu de base para a psicografia de Ivone. Isso não se faz.
    .
    “O erro dos que querem fazer análise de obras mediúnicas aqui neste site, está em querer falar de coisas sem levar em consideração o elemento principal do fenômeno, o espírito. Sem a existência do espírito, não existe mediunidade, nem reencarnação, como investigá-las então! Então, claro está que a primeira coisa a ser estudada para se poder fazer análise das demais, seria confirmar se há existência ou não do espírito, ou seja, se há continuidade da vida após a morte e em caso afirmativo, investigar se o Espírito poderia entrar em contato como os homens”.
    .
    mrh: Lastreado no estudo d vários casos, concluí q há 1 indústria do livro q opera copiando trabalhos acadêmicos, livros famosos, filmes etc e os reapresentando como obras do outro mundo.
    .
    Comentário: Isso não é motivo para incluir todos os médiuns como utilizadores desse processo, existe a mediunidade real, como existe as industrias reais e os que falsificam os seus produtos. Aliás a falsificação só existe porque existe o original, o real. Não acredito que Ivone Pereira tenho usado desses artifícios, até que se prove o contrário.
    .
    mrh: Assim, formei minha hipótese inicial, q tem c confirmado em todos os casos q estudei até agora.
    .
    Comentário: Você poderia me apresentar um dos casos que você estudou para que eu possa fazer também a minha avaliação e opinar? Tenho interesse nisto também porque assim me ajudaria a conhecer melhor os médiuns, pois – não estou alheio a isso – sei que existem muitas obras que são frutos de médiuns vaidosos, e por isso mesmo sujeitos a mistificação. Nem toda obra que dizem ser mediúnica, não passam de fruto do animismo de certos médiuns, mas não é o caso de Ivone Pereira.
    .
    mrh: Ñ sei ainda c a Ivone “copiou” deliberadamente (leitura “caluniosa” como acima vc interpretou) ou c ela elaborou mentalmente e realmente acreditou q devolvia mediunicamente (parece q vc ñ considerou q eu possa estar cogitando tb dessa possibilidade).
    .
    Comentário: Em ambos os casos, você não poderia dizer o que disse sem uma análise investigativa. Você acredita que a vida continua após a morte? se não acredita, qualquer análise que você fizer sobre este assunto certamente não vai está fundamentada, portanto, sem valor científico, e não passará de uma análise no mínimo leviana.
    .
    mrh: Mas num ponto ambas as leituras c encontram: ela ñ apresentou 1 prova sequer p/ dizer o q disse, e afirmar q Camilo, além d ter vivido 1 vida sofrida, foi o monstro p/ ela descrito. Neste aspecto, convém aos espíritas perceber a gravidade d seu “falar livremente, por falar”.
    .
    Prezado amigo, você não conhece o fenômeno mediúnico por isso mesmo não entende o que se passa. Para Ivone Pereira, não foi ela que escreveu, foi o próprio Espírito que contou a sua própria história, relatando ocorrências que o mesmo viveu na época de Jesus, inclusive que assistiu a crucificação do mesmo, ela não tem como provar isto, bem como quando ele estava reencarnado na época da inquisição no seio da igreja católica e onde praticou muitas atrocidades. Para ela isso é uma verdade porque ela está vendo o Espírito, conversando com ele, fornecendo a sua mão para que o mesmo escreva, para ela não resta nenhuma dúvida que foi aquele Espírito que contou a sua própria história. Você não conhece o mecanismo da mediunidade de psicografia, e se conhece, por favor me descreva qual era o tipo de mediunidade psicográfica de Ivone Pereira.
    .
    Agora imaginemos (preste atenção) para uma melhor compreensão nossa, que este Espírito tenha sido uma figura conhecida numa existência anterior a que ele esteve encarnado como Camile Castelo Branco, com o nome “X”, por exemplo, e que exista a história de “X” escrito em algum livro, se o médium que serve de instrumento para que ele descreva sua história envolvendo a existência quando ele era “X”, claro está que vai ser a mesma história apenas com palavras diferentes e acrescentadas de alguns detalhes que não era do conhecimento de quem escreveu o livro sobre “X”, porque o livro não foi escrito por ele. Neste caso, – que é o que acontece com quem faz estas análises – vai-se dizer que o médium copiou da história de “X”, a história de Camile Castelo Branco, ou no mínimo plagiou. O médium fica numa situação bem difícil, porque pelo pensamento dos analistas, isso não é levado em consideração e aí o médium fica na situação de “se correr o bicho pega e se ficar o bicho come”.
    .
    Então, para mim, não existe seriedade nestas avaliações por não se conhecer como as coisas se dão.

  137. Arnaldo Paiva Diz:

    Bom noite mrh (continuando)
    .
    Ao postar estes comentários de Hermínio Miranda, estou querendo mostrar que o transe usado para a regressão de memória para efeitos terapêuticos, não tem a mesma eficiência como comprovação reencarnacionista, que o transe utilizado para comprovação científica da reencarnação, pois Hermínio Miranda, nos mostra a possibilidade de o paciente no transe superficial, vir a viver determinado personagem que por ventura ele tenha representado numa peça teatral por exemplo, portanto, acompanhemo-lo na análise sobre o caso de Joséphine, pesquisado pelo cientista Albert De Rochas. Diz Hermínio:
    .
    As experiências de De Rochas com Laurente, em 1893, foram meramente exploratórias, limitadas à vida presente do sensitivo. Ao que se depreende, não estava na intenção de ambos qualquer propósito de explorar memórias de outras existências, conceito que parece de início, fora das cogitações do pesquisador.
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    Somente em 1904, 11 anos após, De Rochas teve oportunidade de retornar seus estudos de regressão. A sensitiva era uma jovem de 18 anos, empregada doméstica em casa de um alfaiate de Voiron. Chamava-se Joséphine. Inteligência medíócre, considerada um tanto astuta.
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    O Coronel adormeceu-a, como de hábito, por meio de passes longitudinais, sem nenhum propósito específico; apenas “para saber que fenômenos ela apresentaria”. “… e tive a surpresa – prossegue ele – de verificar que, sem nenhuma sugestão, eu a fazia recapitular o curso de sua vida como aconteceu cm Laurent, que eu não observava desde 1893”.
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    Parece que a linguagem do autor não está muito precisa neste ponto. Se ele declara que não se utilizou de nenhuma sugestão, não foi ele que “a fazia recapitular” a vida, e sim ela, que espontâneamente buscava na sua memória pregressa episódios que desejava narrar. Regredida à fase infantil, ela se porta como criança, tem as reações normais de uma criança.
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    As experiências com Joséphine continuaram em outras oportunidades, nas quais o magnetizador procurou prepará-la melhor e reduzir o tempo necessário para levá-la ao estado da primeira infância. Ao cabo de algumas sessões, escreve o autor, … tive a idéia de continuar os passes longitudinais”.
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    - Interrogada, – prossegue o autor – Joséphine respondeu por meio de sinais às minhas perguntas; e foi assim que ela me fez entender, pouco a pouco, em diferentes sessões, que não havia ainda nascido e que o corpo no qual deveria encarnar se encontrava no ventre de sua mãe, em torno de quem ela permanecia, mas cujas sensações exerciam sobre ela pouca influência.
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    O relato nos revela, portanto, uma situação inteiramente inesperada: a idéia de prosseguir com os passes parece ter surgido ali, naquele momento, sem premeditação e planejamento, como imprevista fora a informação de que haviam alcançado um estágio em que “ela não havia ainda nascido”.
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    - Novo aprofundamento do sono – prossegue De Rochas – determinou a manifestação de uma personagem sobre a qual tive, de início, alguma dificuldade em determinar a natureza. Ela não queria dizer quem era, nem onde estava. Respondia-me num tom ríspido e com voz de homem, que estava ali mesmo, pois me falava; aliás, não via nada porque “estava no escuro”. Tornando-se o sono ainda mais profundo, foi um velho recolhido ao seu leito e doente há muito tempo que respondia às minhas perguntas, após muita tergiversação; um camponês ardiloso que temia comprometer-se e desejava saber porque estava sendo interrogado.
    .
    Estamos aqui ante uma regressão total que poderíamos chamar de Estágio 2, para distinguí-la do Estágio 1. Neste, o sensitivo, mergulhado na sua vida presente ou mesmo numa das anteriores, apenas se recorda de fatos, e ainda pode aceitar certas sugestões. Espontâneamente regredida aos 6 anos, na primeira sessão, Joséphine aceita a sugestão de que o lenço do Coronel De Rochas é uma boneca e a embala infantilmente, bem como na fase da primeira infância, chupa-lhe o dedo como um bebê.
    .
    Já no Estágio 2, não ocorre apenas uma recordação, mas uma revivescência, na qual a sugestão é criticamente analisada e aceita ou não. O sensitivo se coloca totalmente naquele contexto, com todas as suas condições psicológicas, culturais, e até “físicas”. Assim que Joséphine mergulha nas memórias daquela vida anterior, há uma completa mudança de situação – sua individualidade se reveste das características do velho camponês doente, desconfiado, rude, um tanto agressivo. Ela não está mais se lembrando de uma situação anterior, ela a está vivendo, na personalidade de uma pessoa algo diferente, mas substancialmente semelhante.
    .
    Comentário: Nestes trechos fica claro a diferença dos acontecimentos dependendo da profundidade do transe. O paciente fica imune às sugestões que lhes são dadas, podendo até questioná-las.

  138. mrh Diz:

    No caso da Ivone, ñ tenho motivos para suspeitar d fraude, ptto, prefiro a hipótese d criptomnésia. Trata-se d cópia d produtos culturais anteriores, mas ñ d fraude intencional. Como no caso d Antonia.
    .
    Acompanhei sua exposição, Antonio, muito interessante por apontar a experiência d Rojas c/ a hipnose. Mas ñ consegui ver d imediato em q ela modificaria a análise acima sobre Antonia. Se alteriaria, ou se alteraria substancialmente.
    .
    Assim, convém vc deixar a exposição geral e entrar no ponto. Por ex., no q esta exposição favorece a interpretação reencarnacionista para o caso Antonia? Em q ela critica a interpretação por criptomnésia?

  139. mrh Diz:

    Quanto aos estudos anteriores, já desenvolvidos, ver a crítica d Biazetto ao livro Libertação, d CX – neste blog. Axo q podemos começar por este (dei meus pitacos neste estudo).

  140. mrh Diz:

    http://obraspsicografadas.org/2007/marilusa-moreira-de-vasconcellos-e-o-livro-confidncias-de-um-inconfidente/

  141. Gorducho Diz:

    O Martírio… foi um dos primeiros livros que li… Minha avó espírita perfunctoriamente frequentadora da Umbanda era profundamente impressionada pela obra! Mas não me lembrava nada do plot.
    Passei uma vista d’olhos e me parece que e a fonte é o Chiquismo – tanto ideologia quanto o vocabulário.
    Não sei nada do Camilo Castelo Branco (literatura não é minha praia) para saber se ele também usava esse tipo de vocabulário. Talvez, pela época…?
    Como não poderia deixar de ser dentro da linha Chiquista, a personagem também estava presente na condenação de “Jesus Cristo”! A imaginação dos autores espíritas é bem limitadinha :)
     
    A velha cidade santa dos judeus – Jerusalém – vivia horas febricitantes nessa manhã ensolarada e quente. Encontrei-me possuído de alegria satânica, indo e vindo
    pelas ruas regurgitantes de forasteiros, promovendo arruaças, soprando intrigas, derramando boatos inquietadores, incentivando desordens, pois estávamos no grande dia do Calvário e sabia-se que um certo revolucionário, por nome Jesus de Nazaré, fora
    condenado à morte na cruz pelas autoridades de César, com mais dois outros réus. Corri ao Pretório, sabendo que dali sairia para o patíbulo o sentenciado de quem tanto os judeus maldiziam. Eu era miserável, pobre e mau. Devia favores a muitos judeus de Jerusalém. Comia sobejos de suas mesas. Vestia-me dos trapos que me davam. Diante do Pretório, portanto, ovacionei, frenético, a figura hirsuta e torpe de Barrabás, ao passo
    que, à suprema tentativa do Procônsul para livrar o carpinteiro nazareno, pedi a execução deste em estertores de demônio enfurecido, pois aprazia-me assistir a tragédias, embebedar-me no sangue alheio, contemplar a desgraça ferindo indefesos e inocentes,
    aos quais desprezava, considerando-os pusilânimes. . . E presenciar aquele delicado jovem, tão belo quanto modesto, galgando pacientemente a encosta pedregosa sob a ardência inclemente do Sol, madeiro pesado aos ombros, atingido pelos açoites dos rudes soldados de Roma contrariados ante o dever de se exporem a subida tão árdua em pleno calor do meio-dia, era espetáculo que me saberia bem à maldade do caráter e a que, de
    qualquer forma, não poderia deixar de assistir!…

  142. Arnaldo Paiva Diz:

    mrh, você diz:
    .
    No caso da Ivone, ñ tenho motivos para suspeitar d fraude, ptto, prefiro a hipótese d criptomnésia. Trata-se d cópia d produtos culturais anteriores, mas ñ d fraude intencional. Como no caso d Antonia.
    .
    Comentário: Tudo bem, me apresente o estudo que você fêz explicando as causas que leva você a afirmar que o fenômeno Ivone Pereira pode ser explicado pela criptomnésia. Quais foram as experiências que o levou a pensar assim. Quais as obras nas quais a médium se baseou para escrever o livro Memórias de um suicída.
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    mrh: Acompanhei sua exposição, Antonio, muito interessante por apontar a experiência d Rojas c/ a hipnose. Mas ñ consegui ver d imediato em q ela modificaria a análise acima sobre Antonia. Se alteriaria, ou se alteraria substancialmente.
    .
    Comentário: Se você não conseguiu ver o relacionamento do que estou expondo com o caso Antonia, é porque você não está familiarizado com o fenômeno que leva as pessoas ao transe, portanto, incapaz de fazer uma avaliação e muito menos um juízo sobre o caso por falta de conhecimento técnico. Então é de se perguntar até que pondo sua avaliação e julgamento pode ser levado a sério?
    .
    mrh: Assim, convém vc deixar a exposição geral e entrar no ponto. Por ex., no q esta exposição favorece a interpretação reencarnacionista para o caso Antonia? Em q ela critica a interpretação por criptomnésia?
    .
    Comentário: Primeiramente, temos que levar em consideração que a regressão de memória feita em Antonia, foi realizada por uma amadora conforme consta na primeira apresentação constante no site, e com fins terapêuticos e não com fins de investigação reencarnacionista. Em relação ao transe no caso Antonia, foi num estágio em que a paciente aceitava sugestões, não foi nesse estágio que De Rochas chama de SIMPATIA À DISTÂNCIA onde nele o sensitivo “não é mais sugestionável”.
    .
    Dependendo do estágio do transe, o paciente não se lembra mais, ele vive o personagem que foi em determinada existência como está relatado por De Rocha quando diz: – “Novo aprofundamento do sono determinou a manifestação de uma personagem sobre a qual tive, de início, alguma dificuldade em determinar a natureza. Ela não queria dizer quem era, nem onde estava. Respondia-me num tom ríspido e com voz de homem, que estava ali mesmo, pois me falava; aliás, não via nada porque “estava no escuro”. Tornando-se o sono ainda mais profundo, foi um velho recolhido ao seu leito e doente há muito tempo que respondia às minhas perguntas, após muita tergiversação; um camponês ardiloso que temia comprometer-se e desejava saber porque estava sendo interrogado”.
    .
    Veja que o moça passou a viver uma existência onde ela tinha sido homem, pois se manifestou até com voz de homem, de modo ríspido, é o que nós podemos dizer que ela estava lá.
    .
    É neste relato que notamos inequivocamente, as diferenças existentes nos transes superficiais e nos transes mais profundos, pois no transe superficial, o sensitivo mergulhado na sua vida presente ou mesmo numa das anteriores, apenas se recorda de fatos, e ainda pode aceitar certas sugestões, foi o que aconteceu com Josephine quando ela se encontrava num transe superficial regredida aos 6 anos de idade, e nesta condição aceitou a sugestão de que o lenço do Coronel De Rochas é uma boneca e vivendo esta sugestão passa a brincar infantilmente com o lenço.
    .
    Já no transe profundo considerado como estágio 2, além do paciente ser o personagem, ainda resiste às sugestões que lhes são dadas, questionando-as.

  143. mrh Diz:

    Muito bom, Gorducho, muito bom… uma autêntica colaboração…

  144. mrh Diz:

    Enfim, Antonio, pelo q entendi, vc sustenta q a reencarnação é a melhor explicação pq LD já estaria p/ além d qualquer sugestão.

  145. mrh Diz:

    qual o autor de O martírio?

  146. Gorducho Diz:

    Me confundi com o título: MEMÓRIAS DE UM SUICIDA !
    O livro do qual falávamos, claro.

  147. mrh Diz:

    Não c confundiu não. O livro existe, acabei de achar na net, publicado em 40, e o da Ivone em 54. Há outras similaridades, como o vale dos suicidas etc. Grande descoberta, karo, acho q precisamos avisar o Antonio… brincadeira, caro amigo, mas é assim que a ciência avança, agente põe a hipótese a teste junto ao público. Se vierem informações relevantes, a pesquisa anda.

  148. mrh Diz:

    O Martírio dos suicidas – Almerindo Martins De Castro

  149. Vitor Diz:

    CARACA!!!SERÁ QUE É PLÁGIO????

  150. mrh Diz:

    c tem, Vitor? Mas axo q o Antonio tem razão num ponto… a princípio, devemos considerar a Ivone correta, digo eu, apenas alguém que copiou involuntariamente coisas que leu e esqueceu. Plágio só devemos admitir com provas bem satisfatórias…

  151. Gorducho Diz:

    A referência que eu citei é do “Memórias…” de Yvonne. Eu me confundi. Bom, qual livro li há mais de 40 anos atrás também não lembro! Na minha cabeça ficou “Martírio…”; mas nem percebi que existissem dois títulos parecidos.
    No “Memórias…” tem a assinatura do Chiquismo, segundo o proveitoso método de análise sugerido pelo Professor.
    Tem o pericaldo:
    [Memórias] Serviram-me reconfortante caldo, pois eu tinha fome. Deram-me a beber água cristalina e balsamizante, pois eu tinha sede.
    [Nosso Lar]A essa altura, serviram-me caldo reconfortante, seguido de água muito fresca, que me pareceu portadora de fluidos divinos.
     
    Tem missões à crosta… Só que as almas descem planando atraídas (concluo) pelo campo gravítico. O pessoal de Nosso Lar utiliza se bem me lembro uma espécie de ekranoplano para deslocar-se até cá na crosta.
     
    Tudo programado, partiu do Instituto a caravana missionária, composta de oito personagens, isto é, quatro servidores especializados, do Hospital, e quatro assistentes da Vigilância, que os guiariam com segurança às localidades indicadas.
    Soavam precisamente as vinte e três horas nos campanários singelos das primeiras localidades a serem visitadas, quando os dedicados servos de Maria
    começaram a planar nas latitudes pitorescas da terra de Santa Cruz, dirigindo-se sem vacilações para o centro do país.

  152. mrh Diz:

    !!

  153. mrh Diz:

    O livro tem 1 capítulo inteiro sobre o caso Camilo C. Branco, e é escrito tb naquele estilo espiritim-chiquim, entre o piedosismo e a severidade. Com certeza Ivone passou os olhos ali. Agora é ter a paciência do batimento, pois há muitas semelhanças.

  154. Gorducho Diz:

    Ocorre-me perquirir quais seriam os motivos dessa furiosa ronha dos Espíritas contra o suicídio. Porque essa fúria toda?
    Generalizadamente, a cultura judaico-cristã, claro, mas me parece que o espiritismo leva isso a um paroxismo.
     
    Alô, alô, Sr. JCFF, se acaso estiver na escuta: saudades do Sr. Poderia esclarecer o porque dessa implicancia com o suicídio?

  155. Arnaldo Paiva Diz:

    Relatos do livro O Martírio dos Suicidas
    .
    Para demonstrar que a situação vivida por Camilo, longe de ser uma exceção, é uma realidade a ser compartilhada por todos os que seguiram o mesmo caminho ilusório, relacionamos outros depoimentos.
    .
    Na seqüência, anotações resumidas, elaborado pela Sociedade Espírita Raios de Luz (Tapera – RS), a partir do relato de suicidas, inseridos em o livro O Martírio dos Suicidas.
    .
    Dr. Raul Martins – Juiz íntegro, inteligente, católico fervoroso. Suicidou-se em 21 de novembro de 1920. Trinta e três meses após, ele próprio conta suas experiências.
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    “O candidato a suicídio se ilude, supondo que vai se libertar das dores, das tristezas, da miséria. Que trágica ilusão!
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    Eu também me enganei – e, longe de diminuir o sofrimento, ele aumentou e se tornou muito mais profundo aqui no espaço, onde não há noite nem dia, onde não se pode dormir pelo menos..
    .
    São milhões os desgraçados que como eu, se debatem nas trevas da amargura -amargura que, além de tudo, é inútil, porque ninguém morre. Aqui, se vive, mais vivo que nunca. Aqui sim, se sofre!
    .
    Sejam fortes vocês que estão lendo estas páginas! Quando forem vítimas do sofrimento, afugentem a idéia do suicídio porque se nele caírem, será aberto diante de seus pés, o mais tenebroso inferno!”
    .
    Jacinto – O caso que segue foi narrado pelo próprio suicida, a um amigo, pedindo-lhe que publicasse tão dramática exposição, servindo de alerta a quem pensa em suicídio:
    .
    “Sou Jacinto, seu amigo, morto há 25 anos. Matei-me com um tiro nos miolos. Lembra-se de mim? Na véspera do meu suicídio, estive no seu escritório e contei-lhe sobre minha vontade de acabar com a vida. Você me aconselhou – e seus conselhos, tive a loucura de não seguir. No dia seguinte, matei-me.
    .
    Venho agora, dizer-lhe o que é o suicídio e pedir-lhe que escreva e publique tudo, para alertar aos outros loucos que têm em mente, a idéia de fugir da vida.
    .
    No dia em que me matei estava desesperado e você sabe os motivos. Ajeitei o revólver no céu da boca. Dei o tiro, mas verifiquei ainda estar vivo, sentindo dores agudas e ouvindo os gritos dos meus familiares – mas não podia me mover.
    .
    Continuei com o corpo morto, mas sem poder me separar do cadáver. Assim paralisado, assisti aos funerais ouvi os lamentos e as recriminações dos presentes, pelo meu ato. Horrorizado, vi fecharem o caixão sobre mim. Fui conduzido, assistindo a tudo e sempre sentindo a dor do ferimento da boca.
    .
    Carregaram-me ao cemitério, me enterraram e me deixaram sozinho. Senti a sufocação do fundo da cova, mas não podia fazer o mais leve movimento. Estava colado ao corpo morto!
    .
    As dores que sentia eram fabulosamente insuportáveis. E, logo a seguir, passei a sentir o cheiro do corpo apodrecendo. Senti as mordeduras dos vermes, milhões de mordidas ao mesmo tempo, por todo o corpo. Dores incríveis!
    .
    Muito tempo depois, a carne foi se separando dos ossos, foi se acabando e eu sempre ali, sentindo as dores e assistindo a tudo.
    .
    A sede, a fome e o frio me torturavam. A dor do ferimento da boca nunca me abandonou. Jamais tive um único minuto de descanso, em que eu pudesse dormir.
    .
    O jazigo foi aberto duas ou três vezes, para a colocação de cadáveres de pessoas da família. De quem? Nunca pude saber, porque não conseguia ao menos ir olhar quem estava enterrado ao meu lado.
    .
    Nestes últimos dias, fui libertado! Vou continuar minha condenação em outro lugar. Antes disso, aqui estou para pedir-lhe que diga aos que sofrem, o que é o suicídio.
    .
    Esta é minha contribuição.
    .
    Rio de Janeiro, outubro de 1917.”
    .
    ANTERO DE QUENTAL – Grande poeta português suicidou-se aos 49 anos de idade, em 11 de setembro de 1891. Suas amarguras foram muitas, pois uma doença o impedia de ter filhos e constituir família. Vivendo entre moços alegres e sadios, que faziam planos para o futuro e os realizavam, apenas a ele era negada tal felicidade. O que você vai ler é um resumo do que foi escrito por ele próprio, dezesseis anos após seu suicídio.
    .
    “Venho cumprir minha obrigação de levar aos tristes da Terra, um pouco da experiência que adquiri, depois de tanto sofrer.
    .
    Muitas vítimas de doenças incuráveis ou de desgostos, passam a odiar a vida e anseiam pela morte. Parece que sentem doloroso prazer em aumentar em si mesmos, as causas do sofrimento, inventando novos males, novos motivos de dor, agarrando-se aos que já existem, mostrando sua fraqueza com lamentos amargurados, criando uma atmosfera de tristeza, que parece não acabar, parece não ter fim, a não ser com a morte.
    .
    Quando o sofredor pensa em suicídio, este ato maldito fica desde logo na sua cabeça, como esperança sorridente! Não se pensa mais com paciência, calma e resignação. Não se pensa nas pessoas amadas.
    .
    Nós, os suicidas, desprezamos todos os recursos que Deus nos forneceu para sairmos vitoriosos das amarguras.
    .
    A tentação do suicídio é um pesadelo que nos toma acordados.
    .
    Apossa-se de nós, nos domina, sem nos deixar pensamento algum de esperança. Mas, mesmo a estes, Deus envia socorro, na forma de pequenas esperanças, pequenos incidentes que, olhados com carinho, ver-se-ia neles, a mão do Criador, nos auxiliando – e a idéia do suicídio seria abandonada.
    .
    Quantos que me lerem, não terão passado por isso?
    .
    Infelizmente, quando tais ajudas divinas acontecem, nós preferimos ignorá-las, por serem pequenas demais ao nosso “tão grande” sofrimento. E desvairados, colocamos um ponto final na vida. Um pouco mais de calma e a tempestade teria passado…
    .
    Eu fui um destes. Cada nova desilusão me fazia alimentar com maior carinho, a idéia de suicídio. Por fim, lá nem precisava de motivos. Eu os inventava, naquela vontade louca de me torturar.
    .
    Sentia alguns alarmes da consciência – e não percebia que estes alarmes eram a grande mão de Deus afastando de mim, os planos de morte. Era Ele, me pedindo calma e paciência.
    .
    Por fim, consegui calar a voz da consciência. Eu escondia de todos, o meu desejo louco de morrer, com receio que me convencessem do contrário. E, vencido, tomado da máxima covardia, cedi.
    .
    E dizem que o suicídio não é covardia!
    .
    O suicida foge da vida. E quem foge é um covarde!
    .
    Não se diga também que, para o suicídio, é preciso coragem.
    .
    Não! Quem se mata não busca a morte. Busca é uma libertação para o sofrimento e a fuga da luta que não somos fortes para sustentar. Eu cedi a esta fraqueza e sofro agora a conseqüência.
    .
    Ah, se soubessem os que me lêem, o preço coração tem a que se paga por esta covardia, ninguém se resposta e o suicidaria.
    .
    Os maiores martírios da Terra são doces consolações quando comparados aos mais suaves sofrimentos de um suicida.”

  156. Gorducho Diz:

    Sou Jacinto, seu amigo, morto há 25 anos. Matei-me com um tiro nos miolos.
    (….)
    Senti as mordeduras dos vermes, milhões de mordidas ao mesmo tempo, por todo o corpo. Dores incríveis!
    Muito tempo depois, a carne foi se separando dos ossos, foi se acabando e eu sempre ali, sentindo as dores e assistindo a tudo.
    A sede, a fome e o frio me torturavam. A dor do ferimento da boca nunca me abandonou. Jamais tive um único minuto de descanso, em que eu pudesse dormir.
    O jazigo foi aberto duas ou três vezes, para a colocação de cadáveres de pessoas da família. De quem? Nunca pude saber, porque não conseguia ao menos ir olhar quem estava enterrado ao meu lado.
    Nestes últimos dias, fui libertado! Vou continuar minha condenação em outro lugar. Antes disso, aqui estou para pedir-lhe que diga aos que sofrem, o que é o suicídio.

     
    As histórias espíritas nunca batem… Afinal, vai-se para o inferno espírita: “umbral”, “vale dos suicidas”… – ou fica-se na cova?
    A Antonia se bem me lembro soube que havia morrido porque não sentiu mais as lágrimas do amante. O personagem aqui sente até os vermes comerem-lhe.
    Quanta coerência nos relatos…

  157. mrh Diz:

    esse último queria ter ido para o vale dos vermicidas… brincadeira, hein povo, brincadeira… rs

  158. mrh Diz:

    Gorducho,
    .
    permita-me 1 pitaco: o cristianismo promete 1 outro mundo, paradisíaco; sem +, faz sentido c matar rapidamente p/ obtê-lo.
    .
    Ptto, a objeção radical ao suicídio aparece como 1 ponto da maior relevância, senão ninguém ficaria p/ aqui. É a contrapartida necessária da promessa do paraíso.
    .
    C prometeu o paraíso, tão importante qto torna-se o inferno.
    .
    Embora o cristianismo e o espiritismo exagerem no seu inferno, concordo com eles num ponto: exortar as pessoas a resistir ao suícídio, tentar d novo, + 1 vez e sempre é doutrina da maior importância.
    .
    E eu concordo c/ ambas tbém noutro ponto: há criaturas das trevas a empurrar as pessoas despenhadeiro abaixo, e cumpre denunciá-las, lançar luz sobre sua existência e atuação, coisa q dentre outros JC fez muito bem e o espiritismo tb.

  159. Gorducho Diz:

    É isso que eu tinha curiosidade de saber. Então a ronha contra o suicídio é um corolário à crença em paraíso, ressurreição.
    Faz sentido. Na religião greco-romana, como não há sobrevivência dos pedestres, não há necessidade de oposição ao suicídio. Ok, fecha.
    E então no judaísmo essa oposição ao suicídio só terá surgido após eles passarem a sobreviver após a morte, ou seja, após terem assimilado o zoroastrismo. É isso?

  160. mrh Diz:

    Podem ter existido outras razões antanho, karo, noutro contexto prometedor (ou ñ)… axo q nenhuma civilização topa legal c/ o suicídio. Mesmo na Suécia, tenho lido críticas culturais fortes, dizendo q ñ c incentiva a pessoa a lutar, q na primeira bagaça elas desistem etc. Ñ há mãe q fique contente c/ seu amado desistindo sem luta… etc. (Sabe o meu queridinho filho, o Érickq Larssnçttscovtzigth? C matou! Ñ é fofo?)

  161. Gorducho Diz:

    Segundo a Wikipedia a questão do suicídio aparece no tratado Semachot 2:1–5; o qual integra o Talmud Babilônico, obra composta a partir do século III AD.
    Reli o episódio da Masada e o Josefo nada fala de ronhas religiosas contra o suicídio.
    Então fecha, é isso mesmo: ao venderem afterlife e Paraíso os sacerdotes têm mesmo que desencorajar os pedestres de tentarem emigrar para o mesmo.
    Não defendo o suicídio, apenas me espanto com a fúria dos espíritas contra o mesmo.
    Não, nas culturas em que o suicídio é aceito e até incentivado a luta não é desincentivada. Haja vista os romanos: pode-se falar o que se queira deles menos que fossem covardes e fugissem da luta – lembremos do Júlio Cæ em Munda; os japoneses na WWII…

  162. Gorducho Diz:

    (…) Júlio Cæsar em Munda;

  163. Arnaldo Paiva Diz:

    Boa noite , Gorducho
    Analisemos os seus comentários sobre o que postei relacionado ao suicídio:
    .
    “Sou Jacinto, seu amigo, morto há 25 anos. Matei-me com um tiro nos miolos.
    (….)
    .
    Senti as mordeduras dos vermes, milhões de mordidas ao mesmo tempo, por todo o corpo. Dores incríveis!
    Muito tempo depois, a carne foi se separando dos ossos, foi se acabando e eu sempre ali, sentindo as dores e assistindo a tudo.
    A sede, a fome e o frio me torturavam. A dor do ferimento da boca nunca me abandonou. Jamais tive um único minuto de descanso, em que eu pudesse dormir.
    O jazigo foi aberto duas ou três vezes, para a colocação de cadáveres de pessoas da família. De quem? Nunca pude saber, porque não conseguia ao menos ir olhar quem estava enterrado ao meu lado.
    Nestes últimos dias, fui libertado! Vou continuar minha condenação em outro lugar. Antes disso, aqui estou para pedir-lhe que diga aos que sofrem, o que é o suicídio.
    .
    Ante este caso, você comenta: “As histórias espíritas nunca batem… Afinal, vai-se para o inferno espírita: “umbral”, “vale dos suicidas”… – ou fica-se na cova?”
    .
    Comentário: Gorducho finaliza dizendo: “A Antonia se bem me lembro soube que havia morrido porque não sentiu mais as lágrimas do amante. O personagem aqui sente até os vermes comerem-lhe.
    Quanta coerência nos relatos…”
    .
    Estes são uma amostra dos analistas científicos(?) do site obraspsicografadas.org que, com o intuíto de apenas fazer críticas destruidoras sobre a Doutrina Espírita, e não uma análise do que é apresentado, o debatedor espírita tem que ficar explicando sempre as mesmas coisas repetidamente, porque existe um descaso do que já foi informado, sinal evidente de que não há interesse de se estudar, de se conhecer, mas apenas de condenar, de criticar a qualquer custo, para fazer prevalecer a pseudo-ciência.
    .
    A crítica do nosso amigo Gorducho, é uma demonstração do que falei acima, vejamos como o mesmo se expressa: ” As histórias espíritas nunca batem… Afinal, vai-se para o inferno espírita: “umbral”, “vale dos suicidas”… – ou fica-se na cova?”
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    Quer dizer, agora se recebe a crítica porque – segundo Gorducho – não bate, não tem as mesmas palavras, existe diferenças, mas se batesse seria plágio de um outro livro qualquer, quem sabe até de Memórias de um Suicída. Me desculpem, mas isso não é nem uma crítica séria, e muito menos uma análise científica.
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    Como eu já tive oportunidade de explicar aqui mesmo neste blog, o Umbral é uma criação mental dos desencarnados, portanto, existem muitos umbrais, ou seja, locais que expressam os pensamentos dos Espíritos que – se assim posso me expressar – vibram numa faixa de pensamentos criando os seus próprios ambientes, citando inclusive que a região em que nos encontramos nada mais é do que uma extensão do mesmo. No caso dos suicidas, por se dizer que existe o Vale dos Suicídas, então para o Gorducho, o Espírito suicida teria que cair logo dentro do vale, isto retrata bem o pensamento religioso das religiões tradicionais, que diz que o indivíduo cai no céu ou no inferno, esquecendo que a Doutrina Espírita não é uma religião como as que conhecemos, pois não tem dogmas, nem rituais, nem artigos de fé, mas explicações do que é o mundo espiritual trazido por aqueles mesmos Espíritos que lá se encontram.
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    Em todas as nossas ações os sentimentos com que as realizamos é determinante no estado em que vamos nos encontrar do outro lado da vida, por isso que no cometimento do mesmo ato por dois Espíritos – no caso o suicídio por exemplo -, o que vai determinar a situação melhor ou pior de cada um no mundo espiritual, é o sentimento que o levou à prática do mesmo.
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    Vejamos bem, no caso do Jacinto, ele não relata diretamente o que o levou ao cometimento, diz apenas isso: “No dia em que me matei estava desesperado e você sabe os motivos. Ajeitei o revólver no céu da boca. Dei o tiro, mas verifiquei ainda estar vivo, sentindo dores agudas e ouvindo os gritos dos meus familiares – mas não podia me mover”.
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    Não vou levantar questionamentos para não fazer julgamento sem conhecer os motivos, mas o certo é que os sentimentos que o envolveu à prática do suicídio, fez com que o mesmo ficasse fortemente ligado fluidicamente ao corpo material. Clareando o entendimento diria que quando nós reencarnamos, trazemos uma carga fluídica ligando o corpo físico ao corpo espiritual ou perispírito, para viver 50 anos por exemplo na vestimenta carnal, se o Espírito resolve sair do campo material pelo suicídio com 30 anos de idade por exemplo, sai do corpo impregnado de uma carga fluídica muito forte (grande), pois ainda restaria 20 anos para o desgaste da mesma, e esta carga fluídica fica presa ao corpo espiritual ligando-o ao cadáver, dificultando o afastamento do Espírito, e por ele estar ligado fluidicamente ao corpo de carne, forçosamente faz com que o Espírito suicida viva todos os estados de putrefação do corpo físico, daí o relato tão dramático do Jacinto, até que com o transcorrer dos anos haja a drenagem dos fluidos preso ao perispírito e consequentemente o desligamento fluídico liberando-o daquele sofrimento.
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    E aí, através da mediunidade vem trazer sua experiência na esperança de que outros não caia nesta ilusão assim se expressando: “Venho agora, dizer-lhe o que é o suicídio e pedir-lhe que escreva e publique tudo, para alertar aos outros loucos que têm em mente, a idéia de fugir da vida”.
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    Quando o Gorducho diz: “Não defendo o suicídio, apenas me espanto com a fúria dos espíritas contra o mesmo”.
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    Espero que você diga também que não defende o cigarro, mas apenas se espanta com a fúria dos médicos que dizem que o cigarro produz câncer de pulmão, da boca…
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    Espero que você diga também que não defende o alcoolismo, mas apenas se espanta com a fúria dos Alcoólicos Anônimos ao procurar tirar as pessoas do alcoolismo.
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    Espero que você diga também que não defende a fome, mas apenas se espanta com a fúria dos que lhes dão de comer.
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    Uma de duas, ou o Gorducho não entendeu nada do que leu sobre o suicídio apresentado pelos próprios Espíritos através da psicografia, ou apenas se referiu aos espíritas com este tipo de observação intencionalmente, com o intuito de desvirtuar o ensino espírita. Se assim não foi meu amigo, então por favor me explique sobre esta fúria dos espíritas contra o suicídio.

  164. Arnaldo Paiva Diz:

    Já mrh diz:
    Gorducho,
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    permita-me 1 pitaco: o cristianismo promete 1 outro mundo, paradisíaco; sem +, faz sentido c matar rapidamente p/ obtê-lo.
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    Comentário: Apesar de seguir os ensinos de Jesus, esse não é o caso do Espiritismo, pois não promete nem Céu e nem Inferno, o que a Doutrina Espírita faz é esclarecer que cada um constrói a sua felicidade ou infelicidade, que pode com suas ações tornar a sua vida feliz ou desgraçada e que a chance é igual para todos, mostrando as causas dos sofrimentos
    .
    Agora esse céu do cristianismo só não leva tantas pessoas ao suicídio porque é mal explicado os gozos lá existentes, fazendo com que os que aqui estão, prefiram os gozos de cá, que são imediatos, se vive agora, não tem incertezas. Fora disso, em termos de evitar o suicídio, não tem diferença do materialismo, pois é tão incentivador quanto o mesmo, porque a incerteza e o nada são quase a mesma coisa.
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    mrh: Embora o cristianismo e o espiritismo exagerem no seu inferno, concordo com eles num ponto: exortar as pessoas a resistir ao suícídio, tentar d novo, + 1 vez e sempre é doutrina da maior importância.
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    Comentário: Mais um equívoco em relação ao Espiritismo, pois o mesmo não fala baseado em suposições, são os que viveram ou vivem as situações que vem contar a situação em que se encontram ou passaram após a morte do corpo físico, bem como as suas causas.
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    mrh: E eu concordo c/ ambas tbém noutro ponto: há criaturas das trevas a empurrar as pessoas despenhadeiro abaixo, e cumpre denunciá-las, lançar luz sobre sua existência e atuação, coisa q dentre outros JC fez muito bem e o espiritismo tb.
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    Comentário: Concordo plenamente com você, mas infelizmente não posso me furtar de dizer que o materialismo silenciosamente coopera com o aumento do suicídio inclusive o legal, chamado eutanásia, e quem o divulga naturalmente tem sua parcela de responsabilidade.

  165. Gorducho Diz:

    Como eu já tive oportunidade de explicar aqui mesmo neste blog, o Umbral é uma criação mental dos desencarnados,
     
    Muito bom! A mim não me surpreende pois como já tive oportunidade manifestar-me neste Sítio, o Sr. é uma pessoa inteligente, não monotemática (como “alguns”…) .
     
    (…)Io Espírito suicida teria que cair logo dentro do vale, isto retrata bem o pensamento religioso das religiões tradicionais, que diz que o indivíduo cai no céu ou no inferno, esquecendo que a Doutrina Espírita não é uma religião como as que conhecemos, pois não tem dogmas, nem rituais, nem artigos de fé, mas explicações do que é o mundo espiritual trazido por aqueles mesmos Espíritos que lá se encontram.
     
    Não, Sr. Arnaldo, não disse isso. Como espíritos não existem, iremos todos para a cova ou o crematório. Como está claro na Bíblia, que vocês usam só quando acham que lhes convém, a pó voltaremos.

  166. Gorducho Diz:

    Complementando: só falta o Sr. explicar que o “Umbral” é uma criação mental – nada a discordar! – para os seus Irmãos de Crença :)

  167. Arnaldo Paiva Diz:

    Bom dia Sr. Gorducho
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    Não, Sr. Arnaldo, não disse isso. Como espíritos não existem, iremos todos para a cova ou o crematório. Como está claro na Bíblia, que vocês usam só quando acham que lhes convém, a pó voltaremos.
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    Comentário: Por que espíritos não existem! Não basta só o Sr. afirmar que eles não existem, se faz necessário que o Sr. explique por A + B, contra argumentando de forma que fique claro que os espíritos não existem, caso contrário, sua afirmação não passa de uma negação sistemática, apoiada apenas no preconceito, quem sabe.
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    O Sr. fez referência à Biblia, por quê? O Sr. é um adepto da Bíblia ou foi só para atacar o Espiritismo? Eu gostaria que o Sr. me respondesse esta pergunta, porque se não foi só para atacar o Espiritismo, gostaria de lembrá-lo que a Bíblia é um repertório de fenômenos mediúnicos, e só existe fenômeno mediúnico com a presença de espíritos, depois dela só o Livro dos Médiuns de Allan Kardec.

  168. Gorducho Diz:

    De fato Sr. Arnaldo, escrevi precipitadamente num tablet emprestado a partir dum bar. Expressei mal meu pensamento, corrijo:
    Como eu acho que espíritos não existem, iremos todos para a cova ou o crematório. Como está claro na Bíblia, que vocês usam só quando acham que lhes convém, a pó voltaremos.
     
    Mas respondo mesmo é para lhe felicitar pela resposta:(…) o Umbral é uma criação mental dos desencarnados, &c.
     
    Seu argumento para as incoerências das mensagens é brilhante: sendo tudo criação das perimentes, qualquer relato vale, pois lógico que as almas podem, por definição, imaginarem e portanto relatarem qualquer coisa!
    Muito bom mesmo (sinceridade aqui).

  169. Montalvão Diz:

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    Fiquei dias fora da discussão: hoje conferindo as postagens vejo que o querido Arnaldo continua a luta em defesa do indefensável. Ele parece acreditar que tem comprovação de que regressões de memória reportem legítimas recuperações de lembranças de outras vidas. Do mesmo modo que faz o saudoso Arduin, que se apega ao experimento de Crookes e não vê que o trabalho do cientista não prosperou, Arnaldo recorre a experimentações vetustas, qual de De Rochas, esperando com elas argumentar convincentemente em favor das vidas anteriores.
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    O esforçado defensor não percebe o mais evidente: trabalhos qual o De Rochas minguaram e feneceram sem deixar vestígios de qualquer utilidade. Se as alegadas descobertas realizadas há mais de século fossem conhecimento produtivo teriam progredido como acontece com qualquer descoberta promissora. Tentar validar memórias de vidas passadas recorrendo a De Rochas equivale a legitimar o paranormal apoiando-se nas experimentações de Puységur.
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    O trabalho de De Rochas é referido sem que dele se possa demonstrar qualquer continuidade. Os regressionistas hodiernos não dispõe de teoria que mereça esse nome e que dê sustentação à ideia de que pessoas hipnotizadas despertem poderes místicos latentes dentro de si. Essa é concepção de uma ingenuidade sem par. O mais admirável é que se a hipnose possuísse a capacidade de despertar poderes adormecidos ou estimular lembranças reencarnacionistas, certamente estudos precisos e exaustivamente conferidos estariam disponíveis. Mas tais não existem.
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    É facílimo demonstrar que as memórias são fantasiações, já falei isso para o Arnaldo. O caso é que certas considerações parecem passar pelo seu sistema digestório mental sem serem processadas. Vou resumí-las.
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    1) os relatos históricos feitos por regredidos, em geral, são medíocres, típico de quem conhece superficialmente eventos do passado e com esse parco conhecimento edifica os enredos. Mesmo as melhores recordações, aquelas que parecem reportar lembranças admiráveis, qual seria o caso de “Antonia” (mas o belo estudo do Horta demonstrou que a qualidade das lembranças é apenas aparência), e as recordações de Luciano dos Anjos, narradas no livro “Eu sou Camille Desmoulins”, escrito em parceria com Hermínio Miranda, quando cotejadas com rigor mostram-se limitadas ao conhecimento histórico vigente. É óbvio que a prática da regressão não possui elementos que testifiquem satisfatoriamente em prol da veridicidade da reencarnação.
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    2) a língua é a barreira instransponível pelos que pensam recuperar reais memórias de vidas passadas. Embora certos autores digam que os regredidos são capazes de falar nos idiomas que conheceram noutras existências tal alegação é falaciosa. No máximo conseguem dizer palavras soltas. No caso de, por exemplo, um brasileiro em estado de “regressão” elaborar discurso em inglês não haveria maior surpresa, visto que muitos nacionais têm o inglês como segunda língua. O castelo começa a ruir quando o sujeito “se lembra” de ter vivido nos tempos de Cristo, ou entre os gregos antigos, como soldado romano, como asteca… aí a encenação psicológica se revela por inteiro, pois nessas condições os lembradores de outras vidas são incapazes de falar naqueles idiomas.
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    Outros óbices óbvios se contrapõem à crença na regressão a vidas passadas. Se fossem reais, considerando as centenas milhares de práticas da espécie levadas a termo em várias partes do mundo, diversos mistérios históricos estariam elucidados, registros escritos de povos do passado, que resistem à decifração já teriam sido esclarecidos; lacunas na história teriam sido completadas. A regressão, no entanto, é inócua como subsídio à história e a outras ciências.
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    Selecionei trechos das manifestações do Arnaldo para comentar, mas não tenho esperança de que ele perceba a ingenuidade dessa crença. Do mesmo modo que vem resistindo a sugestão de pôr seus espíritos sob testagens objetivas, o que esclareceria em definitivo se essas entidades realmente comunicam, é bem provável que faça ouvidos moucos às inconsistências do regressionismo.
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    ARNALDO: Prezado amigo, VOCÊ NÃO CONHECE O FENÔMENO MEDIÚNICO POR ISSO MESMO NÃO ENTENDE O QUE SE PASSA. Para Ivone Pereira, não foi ela que escreveu, foi o próprio Espírito que contou a sua própria história, relatando ocorrências que o mesmo viveu na época de Jesus, inclusive que assistiu a crucificação do mesmo, ela não tem como provar isto, bem como quando ele estava reencarnado na época da inquisição no seio da igreja católica e onde praticou muitas atrocidades. Para ela isso é uma verdade porque ela está vendo o Espírito, conversando com ele, fornecendo a sua mão para que o mesmo escreva, para ela não resta nenhuma dúvida que foi aquele Espírito que contou a sua própria história. VOCÊ NÃO CONHECE O MECANISMO DA MEDIUNIDADE DE PSICOGRAFIA, e se conhece, por favor me descreva qual era o tipo de mediunidade psicográfica de Ivone Pereira.
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    COMENTÁRIO: o sincero Arnaldo imagina conhecer o “fenômento mediúnico”, tanto que consegue apontar de imediato quem o desconheça (estes são todos os que duvidam da mediunidade). No entanto, a explicação que dá para a vivência mediúnica de Ivone é confusa, visto reconhecer a subjetividade dos escritos da autora, ou seja, admite que Ivone “pensava” ter redigido sob influência de desencarnados. Conquanto esse reconhecimento seja um tanto contraditório, considerando-se que provindo de quem defende a realidade dos contatos com mortos, por outro lado, demonstra a percepção madura do comentarista: realmente, os que se julgam médiuns “pensam” estar em contato com espíritos quando redigem seus escritos em estado dissociado. No entanto pensar que seja não quer dizer que seja.
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    Em suma, o fato de Ivone acreditar que fora impressionada por um real espírito, só isso, não legitima que verdadeiramente espíritos tenham se articulado com a mulher. Quer dizer, nessa condição, a mediunidade permanece duvidosa: o livro de Ivone é insuficiente para provar a comunicação.
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    Antes que o denodado Arnaldo indague o que então provaria a ação dos mortos (embora ela já o saiba) relembro-lhe o que vem ouvindo desde que aportou nesse espaço: testes objetivos. Testes que ponham a manifestação de espíritos a desnudo de forma inquestionável. Se com baterias de testagens concretas a espiritualidade der retorno que não deixem dúvidas sobre sua presença dentre os vivos, pronto!, teríamos dado gigantesco passo na harmonização com os que se foram. A partir de então as perspectivas de daí resultar enorme progresso para a humanidade seriam estupendas. Lamentavelmente, os “espíritos” não querem cooperar…
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    ARNALDO: Agora imaginemos (preste atenção) para uma melhor compreensão nossa, que este Espírito tenha sido uma figura conhecida numa existência anterior a que ele esteve encarnado como Camile Castelo Branco, com o nome “X”, por exemplo, e que exista a história de “X” escrito em algum livro, se o médium que serve de instrumento para que ele descreva sua história envolvendo a existência quando ele era “X”, claro está que vai ser a mesma história apenas com palavras diferentes e ACRESCENTADAS DE ALGUNS DETALHES QUE NÃO ERA DO CONHECIMENTO DE QUEM ESCREVEU O LIVRO SOBRE “X”, porque o livro não foi escrito por ele. Neste caso, – que é o que acontece com quem faz estas análises – vai-se dizer que o médium copiou da história de “X”, a história de Camile Castelo Branco, ou no mínimo plagiou. O médium fica numa situação bem difícil, porque pelo pensamento dos analistas, isso não é levado em consideração e aí o médium fica na situação de “se correr o bicho pega e se ficar o bicho come”.
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    COMENTÁRIO: a alegação de que o conteúdo de um escrito esteja além do conhecimento do médium é de difícil comprovação. Dificilmente serviria com argumento em favor da mediunidade.
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    Ao tentar justificar as dificuldades que teriam os médiuns para serem convincentes, Arnaldo percebe (apesar de não se conscientizar amplamente do fato) que os escritos psicografados são insuficientes para evidenciar a mediunidade: servem para convencer quem já esteja convencido. Indiretamente, o comentarista percebe que só por meio de verificações objetivas é que espíritos darão mostras de sua realidade.
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    ARNALDO: Ao postar estes comentários de Hermínio Miranda, estou querendo mostrar que o transe usado para a regressão de memória para efeitos terapêuticos, não tem a mesma eficiência como comprovação reencarnacionista, que o transe utilizado para comprovação científica da reencarnação,
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    COMENTÁRIO: seria interessante que o Arnaldo explicasse melhor essa alegação, de que há um nível de transe para a terapia e outro para a perquirição científica da reencarnação. Primeiro deveria demonstrar que realmente a hipnose pode ser reputada ferramenta de pesquisa científica de vidas passadas. O nobre faz declarações contundentes sem delas dar qualquer demonstração de que sejam merecedoras de crédito. Parece acreditar que basta dizer que seja conforme postula e tudo está resolvido. Lamentavelmente, o que diz está no rol das falácias. Nenhum recordação de vida pregressa é de caráter científico, se houver alguma, uma pelo menos, é desconhecida e o Arnaldo deveria postá-la que nosso conhecimento.
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    O chamado “transe hipnótico” depende mais do hipnotizado que do hipnotizador. É certo que o agente pode pretender apenas deixar o paciente em estado de relaxamento e não lhe dar comandos que aprofundem essa condição. Até aí é aceitável. No entanto, nada obsta que a terapia se beneficiasse exatamente do estado de transe profundo, visto que assim, em tese, sugestões terapêuticas seriam melhor acatadas. Além disso, conforme já foi dito, a famigerada terapia de vidas passadas é apenas hipnoterapia com vestimenta mística. Não há qualquer diferença registrável entre dar diretamente ao paciente sugestões desapartadas da crença reencarnacionista e estimular-lhe fantasias que atuarão como bengalas psicológicas. Em verdade, a prática da regressão sujeita o infeliz que a procura a muito maior risco de cair numa ciranda infinda de fantasiações, ou seja, envredar numa espécie de dependência de ter regressões para se sentir “curado”. A hipnoterapia tradicional minimiza esse risco.
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    ARNALDO: Somente em 1904, 11 anos após, De Rochas teve oportunidade de retornar seus estudos de regressão. A sensitiva era uma jovem de 18 anos, empregada doméstica em casa de um alfaiate de Voiron. Chamava-se Joséphine. Inteligência medíócre, considerada um tanto astuta.
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    O Coronel adormeceu-a, como de hábito, por meio de passes longitudinais, sem nenhum propósito específico; apenas “para saber que fenômenos ela apresentaria”. “… e tive a surpresa – prossegue ele – de verificar que, sem nenhuma sugestão, eu a fazia recapitular o curso de sua vida como aconteceu cm Laurent, que eu não observava desde 1893”.
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    COMENTÁRIO: quem vir nesse descritivo qualque similaridade com a historieta que Brian Weiss divulgou com sua provável inventada Catherine não será coincidência: muitos dos relatos da espécie partem desses “acidentes”: o terapeuta procurava outra coisa e achou vidas passadas… a criatividade desses sujeitos é bem limitada.
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    Destaque-se o método de De Rochas, de hipnotizar com “passes longitudinais”. Hermínio Miranda, nos experimentos que realizou com Luciano, copiou a técnica do coronel. Não estou certo se De Rochas alegava apenas fazer os movimentos e o paciente já caia “popotomizado”. Se ele alegou isso acho meio difícil que tivesse grande sucesso. Não que seja impossível, mas esse processo daria certo com pessoas altamente suscetíveis e previamente informadas do que delas se esperava. O método eficaz de hipnotização requer comandos verbais, mesmo com o uso de aparelhos auxiliares.
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    ARNALDO: Por que espíritos não existem! Não basta só o Sr. afirmar que eles não existem, se faz necessário que o Sr. explique por A + B, contra argumentando de forma que fique claro que os espíritos não existem, caso contrário, sua afirmação não passa de uma negação sistemática, apoiada apenas no preconceito, quem sabe.
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    COMENTÁRIO: prezado, para efeitos práticos não se pode discutir a existência de espíritos (poder pode, é claro, mas seria discussão pouco produtiva). Espíritos podem existir, eles lá quietinhos e nós cá, cada qual cuida de sua vida. Em termos utilitários, a conversa deve centrar-se na hipótese de que espíritos interajam com os vivos. Se se conseguir demonstrar a comunicação, a existência virá provada como consequência. Então, vou pedir vênia ao declarante para modificar a frase: “espíritos, se existirem, não comunicam”. Cabe a quem discordar provar o erro de tal afirmação, ou continuar feliz na sua crença sem adentrar em litígio de opinião.
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    ARNALDO: O Sr. fez referência à Biblia, por quê? O Sr. é um adepto da Bíblia ou foi só para atacar o Espiritismo? Eu gostaria que o Sr. me respondesse esta pergunta, porque se não foi só para atacar o Espiritismo, gostaria de lembrá-lo que a Bíblia é um repertório de fenômenos mediúnicos, e só existe fenômeno mediúnico com a presença de espíritos, depois dela só o Livro dos Médiuns de Allan Kardec.
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    COMENTÁRIO: o kardecismo propõe que a Bíblia seja manual mediúnico-reencarnacionista. Kardec precisava dessa certeza para dar força à doutrina que elaborou. E ele encontrou muitas “provas” dessa suposição. O problema é que todas foram obtidas ao arrepio de boas exegeses. Não há a mínima condição de demonstrar legitimamente a mediunidade ou reencarnação por meio da Bíblia. Se quiser confirmar, levante suas provas de haver discurso multividas na Bíblia ou que esta apóie a comunicação de espíritos para que as analisemos.
    .
    Saudações fraternas.

  170. mrh Diz:

    !!!

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