UM NOVO CASO EUROPEU DO TIPO REENCARNAÇÃO (2013)

O caso a seguir é extremamente dramático, e de uma beleza ímpar também. As situações vividas pela personagem principal são tão penosas que o suicídio parece ter sido a única saída. E apenas no momento de sua morte foi capaz de encontrar a paz que tanto precisava e a chance de iniciar uma nova vida, dessa vez mais feliz.

UM NOVO CASO EUROPEU DO TIPO REENCARNAÇÃO

Por DIETER HASSLER

RESUMO

Quando a seleção é restrita a casos resolvidos que não ocorrem na mesma família, existe somente um número muito pequeno de casos do tipo reencarnação (CORT) relatados na Europa. O caso descrito neste artigo pertence formalmente a esta rara categoria e conseqüentemente merece o registro. Várias características do caso são descritas: uma premonição vivenciada pela mãe do sujeito; três sonhos anunciadores e sua exatidão; o comportamento específico do sujeito, especialmente aquele relacionado ao sexo oposto; uma doença específica afetando o sujeito; as habilidades raras do sujeito; e dois incidentes de uma natureza psicocinética ou poltergeist vividas pela mãe da personalidade anterior após a morte desta última. Além disso, o caso se apresenta particularmente incomum porque envolve um encontro casual entre a mãe do sujeito e a personalidade anterior no momento em que esta morreu, sugerindo que o caso poderia ter-se desenvolvido porque este encontro ofereceu um incentivo para a personalidade anterior reencarnar com esta mãe em particular. Devido à possibilidade de vazamento de informação associada ao encontro casual, embora tão fugaz quanto possa ter sido, isso desvaloriza o caso com respeito às declarações da criança sobre a sua existência anterior: ao menos em teoria elas podem ser explicadas por meios normais. Há, portanto, um pequeno inconveniente que o caso em mãos não seja particularmente forte com respeito às declarações do sujeito.

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INTRODUÇÃO

Ian Stevenson, o pai da pesquisa da reencarnação, mostrou casos de crianças (sujeitos) que pareceram lembrar espontaneamente vidas passadas como ‘casos do tipo reencarnação’ (comumente referidos CORTs). Os mais ricos e mais convincentes vêm do sudeste da Ásia (e.g., Mills, 1989; Mills & Dhiman, 2011; Stevenson, 1975, 1977, 1983a), mas eles têm sido relatados de todos os países em que qualquer esforço tenha sido feito para encontrar exemplos (e.g. Rivas, 2003; Stevenson 1983b). O número total de CORTs europeus investigados é bastante pequeno (Stevenson, 2003). Eles são mais difíceis de encontrar do que em outras partes do mundo, o que é provavelmente o motivo de porque somente uns poucos pesquisadores fizeram esforços para encontrá-los.

A maior parte dos CORTs europeus ou permaneceu não-resolvida, significando que a personalidade anterior não pôde ser identificada, ou eles são casos resolvidos ‘em família’, indicando que o sujeito e a personalidade anterior pertencem à mesma família. Casos em família sofrem da fraqueza intrínseca de que informações normais transferidas dos membros da família para o sujeito sobre as circunstâncias da personalidade anterior não podem em princípio ser seguramente excluídas (vazamento de informação). Assim as declarações feitas pelo sujeito por si não são suficientes para criar um caso forte ou convincente.

Os casos de mesma família ou, de forma mais ampla, casos com possíveis vazamentos de informação podem, apesar disso, ser muito sugestivos de reencarnação, se além das declarações feitas pelo sujeito eles exibam outras características, tais como um comportamento específico, um conhecimento ou habilidades incomuns, ou doenças ou marcas de nascença que correspondam aos ferimentos infligidos na personalidade anterior.

Os CORTs mais desejáveis de investigar são aqueles em que as memórias não podem ser facilmente descartadas como tendo sido adquiridas por meios normais. Como regra essas condições se aplicam a casos que podem finalmente ser resolvidos envolvendo duas famílias separadas, que antes de quaisquer tentativas de resolução não tiveram contato uma com a outra. Esses são extremamente raros na Europa. Ian Stevenson foi o principal investigador de CORTs pelo mundo afora, mas de suas publicações nós temos apenas quatro casos resolvidos da Europa não pertencentes à mesma família (Stevenson, 2003, pp. 51, 100, 105, 210). Entretanto, típico de muitos CORTs, esses quatro também sofrem de fraquezas que reduzem o seu valor ou suporte para a hipótese de reencarnação; por exemplo, em um deles (Wolfgang Neurath em Stevenson, 2003, p. 100) a família do sujeito e da personalidade anterior eram proximamente relacionadas como vizinhas, e em outro (Helmut Kraus em Stevenson, 2003, p. 105) não pôde ser verificado de forma independente — como se aplica ao caso descrito aqui.

Existe um pequeno número adicional de tais casos por outros pesquisadores, mas eles também têm falhas similares àquelas do caso presente. Peter e Mary Harrison (Harrison, 1991, p. 11) contribuíram com o caso de ‘Nicola’, que em um exame mais próximo ainda permanece não resolvido, porque as referências que puderam ser encontradas em documentos são relativas apenas ao pai da personalidade anterior, e não à personalidade anterior (presumivelmente do sexo masculino). Outro caso impressionante é o de Jenny Cockell (1993, 2008), bem-verificado, mas pelo próprio sujeito em vez de por pesquisadores independentes. Para ser generoso, pode-se adicionar a esta categoria o caso de ‘Christina’, investigado e publicado por Rawat e Rivas na Holanda (Rawat, 2007, p. 95). A personalidade anterior não pôde ser verificada, mas uma provável identidade foi localizada. É neste contexto que acreditamos que o caso a ser descrito aqui será de algum valor como um exemplo da rara categoria dos casos resolvidos europeus não pertencentes à mesma família.

PANORAMA PARA O CASO

Eu tenho feito esforços para encontrar CORTs em países de língua alemã desde a virada do século. A maior parte dos contatos que eu tive com os pais cujas crianças alegam lembrar uma vida passada foi facilitada pela internet (Hassler, 2012). Mas em um período de 10 anos eu encontrei somente dois casos que valiam a pena investigar e subseqüentemente publicar em um livro em alemão sobre CORTs (Hassler, 2011).

Em novembro de 2011 um padre de uma paróquia cristã local (Christengemeinschaft Erlangen, 2012), aberto à idéia de reencarnação, e conhecendo o meu interesse em CORTs, informou-me por telefone de uma mãe que vivia próxima e que teve experiências com seu filho, o qual alegou ter vivido antes. Eu não tinha conhecimento anterior sobre esta mãe ou sobre sua família.

Em 8 de novembro de 2011 eu tive a primeira entrevista com a mãe envolvida, a quem eu chamarei pelo pseudônimo de ‘Sra. Wolf’. Ela se instruiu como enfermeira e depois estudou psicologia na universidade de Paris. Ela começou sua carreira profissional como psicóloga, e agora está praticando psicoterapia em uma clínica particular. Com 45 anos de idade, ela agora vive como uma mãe solteira junto com três dos seus cinco filhos. O sujeito do caso relatado aqui é o seu terceiro filho, um menino de 14 anos, a quem eu darei o pseudônimo de ‘Rolf’. Ele tem duas irmãs mais velhas e duas mais novas.

A Sra. Wolf era aberta ao conceito de reencarnação desde a sua juventude.

Ela contou sua história de boa vontade, mas disse que preferia que ela não fosse publicada com o seu nome verdadeiro: ela queria evitar publicidade com medo de ser ridicularizada. Sua narração restringiu-se aos fatos, sem excursões a argumentos esotéricos. Assim eu julguei seu relato tão objetivo quanto se podia esperar de uma pessoa recordando eventos que ocorreram entre 10 e 16 anos antes. Como se descobriu, algumas das datas que ela forneceu estavam erradas por um ano ou dois.

A SEQUÊNCIA DOS EVENTOS COMO DITOS PELA MÃE DO SUJEITO[1]

Premonições

A Sra. Wolf contou que as suas experiências começaram em 1994 ou 1995 (investigação posterior revelou que isso se deu de fato em março de 1996), quando ela freqüentava uma discoteca em Erlangen, Alemanha. Quanto mais a noite avançava mais ela se sentia apreensiva sobre dirigir para sua casa em Bamberg, onde ela vivia por então. Ela não sabe exatamente por que esse sentimento surgiu. Ele ficou tão intenso perto do fim do evento que em pânico ela foi corajosa o bastante para pedir a um homem que lhe era um completo estranho que a deixasse ficar com ele em sua casa a noite toda. A única razão para esse pedido era evitar a necessidade de ir dirigindo para casa. Quando seu pedido foi rejeitado, ela ficou na danceteria tanto quanto possível, o que foi até por volta das duas da manhã, quando ela foi então obrigada a dirigir para casa. Ela decidiu tomar a autobahn (auto-estrada) e, ao contrário da sua prática normal, dirigiu muito lentamente, e não mais do que 80 km/h.

Outro carro na autobahn a ultrapassou, viajando a aproximadamente 100 km/h. Quando ele voltou à sua pista na frente dela, ela viu na luz fraca alguém na estrada ser atropelado por este carro. A Sra. Wolf parou o seu carro perto da vítima e puxou-a para fora da pista. Era um rapaz de cerca de 18 anos, e ele olhou para ela por um breve momento antes de perder a consciência. Ele começou a sangrar pela boca e nariz, mas não muito. A parte de baixo de sua perna direita estava em um ângulo não natural. A Sra. Wolf tomou-o nos braços e sentiu o seu pulso, que estava se tornando progressivamente fraco. Sentindo que ele estava prestes a morrer ela lhe disse: “Não tenha medo. Entre na luz e aceite os fatos como eles são.”

Não muito tempo depois disso ele morreu em seus braços: sendo instruída como enfermeira ela era capaz de reconhecer os sinais. Os assistentes da ambulância tentaram reviver o rapaz, realizando ressuscitação nele por duas horas, mas sem sucesso.[2]

Foi então que a Sra. Wolf supôs que o rapaz havia tentado suicídio. Ela acredita que os estranhos sentimentos de pânico que ela teve na discoteca estavam relacionados a esses eventos.

Sonhos Anunciadores

Pelo resto daquela noite terrível, ela pediu a uma amiga que ficasse com ela em sua casa. Rumo à madrugada ela conseguiu adormecer. Ela sonhou com a vítima do acidente, vendo-o e reconhecendo-o claramente. Ele a abraçou e fez com que ela soubesse a sua intenção de vir a ela, dizendo que queria estar perto dela. Ela entendeu isto ser um desejo de reencarnar em sua família. Em seu sonho a Sra. Wolf se opôs veementemente a tal idéia. Ela não queria para si mesma o fardo de uma pessoa suicida, e disse que ele não pertencia à sua família e que devia retornar para a sua própria. No entanto, ele não aceitou este argumento, recusando-se a ir para a sua própria família e insistindo em voltar para ela como seu filho. Eles não puderam chegar a qualquer acordo.

Na noite seguinte o mesmo rapaz apareceu em um sonho, pedindo novamente que ela se tornasse sua mãe. A Sra. Wolf desaprovou essa idéia tanto quanto na noite anterior. Durante a terceira noite após o acidente ela sonhou com o rapaz novamente. Desta vez ele estava parado em um lago pitoresco. Perto dali, em um cemitério sobre uma colina, um funeral estava acontecendo.[3] Eles estavam a uma distância dos enlutados. O homem lhe explicou que este era o seu próprio funeral. A Sra. Wolf ficou espantada e perguntou em seu sonho por que ele estava sendo enterrado perto deste lago. Ele respondeu que este era o seu lago natal — o Lago Maggiore na Itália (investigação posterior revelou que o lago perto do cemitério em que ele foi enterrado era o Lago di Pieve di Cadore). Para a Sra. Wolf isso não correspondia com a sua aparência, já que ele era loiro e de olhos azuis ao invés de ter o que ela considerava ser um típico olhar italiano.

A Sra. Wolf se sentiu feliz com a perspectiva de que ele iria agora entrar no mundo espiritual e podia já não querer ficar com ela. No entanto, ele declarou claramente seu desejo de estar com ela, como tinha feito duas vezes antes. Mas desta vez ela cedeu um pouco, dizendo que ela iria aceitar a sua vinda nas seguintes condições: ele não deveria tentar suicídio; ele deveria ter resolvido as pendências com a sua própria família; e ele deveria retornar em 18 meses. Ao dizer isso ela sabia no fundo que, naquele momento, ela não tinha marido ou namorado; que estava totalmente ocupada em cuidar de sua filha mais velha, a qual sofria de leucemia, e até mesmo que, se ela tivesse um relacionamento não planejado, ela faria uso de contraceptivos. O jovem em seu sonho indicou que ele estava feliz com esta resposta, abraçou-a e saiu em direção ao cortejo fúnebre. E assim, o sonho acabou.

Contato com a Mãe da Vítima

Usando as informações do obituário, a Sra. Wolf contatou a mãe do jovem falecido e soube que ele era ‘Mário’, um loiro de olhos azuis de 18 anos e ascendência alemã/italiana. A Sra. Wolf disse que seus pais viviam parte do ano na Itália, perto do Lago Maggiore, onde o seu filho foi sepultado, e na maior parte do ano eles administravam uma loja em Erlangen, Alemanha (mais tarde ficou claro que a memória da Sra. Wolf sobre o lago específico foi errônea).

Ela soube com a mãe de Mário que, na noite do acidente, Mário voltou para a casa de seus pais para tirar o carro de sua mãe e dar uma volta rápida. Em uma curva da estrada, perto da autobahn, ele perdeu o controle do carro, que saiu da estrada e capotou em um campo adjacente. Pensava-se que ele tinha sido capaz de sair praticamente ileso e que correra para a auto-estrada, supostamente em estado de choque, onde foi atropelado por um carro, como já descrito. Se ele tinha a intenção de cometer suicídio ou só queria pedir ajuda não está claro.

Em sua conversa com a mãe de Mário, a Sra. Wolf foi cuidadosa em não revelar quaisquer detalhes sobre os seus sonhos. Ela tinha medo do ridículo, ou de causar problemas de relacionamento se o sonho fosse se tornar realidade.

Eventos Posteriores

Um ano e meio depois, como a Sra. Wolf lembrou, ela teve um caso (investigação posterior revelou que isso não poderia ter sido mais do que nove meses depois). Percebendo que o preservativo usado tinha arrebentado, ela tomou a pílula do dia seguinte. Apesar disso ela ficou grávida. Na época ela havia esquecido sobre o seu sonho relativo a Mário, então ela não fez nenhuma conexão com os eventos relatados acima. Em 9 de setembro de 1997, em Erlagen, Alemanha, a Sra. Wolf deu à luz ao seu menino loiro e de olhos azuis a quem eu dei o pseudônimo ‘Rolf’.

Declarações Feitas pelo Sujeito

Um dia quando Rolf tinha três ou quatro anos de idade ele disse espontaneamente à sua mãe: “Eu vivi antes. Eu morri em um acidente de carro, mas não foi tão ruim. A minha cabeça sangrava um pouco e a minha perna doía”.

Esta observação a chocou porque, pela primeira vez em muitos anos, ela agora se lembrava do acidente e dos seus sonhos posteriores. A descrição do menino do acidente foi muito precisa: um pequeno sangramento na cabeça e uma perna lesionada. Rolf fez sua declaração surpreendente apenas uma vez e enquanto ele estava sozinho com sua mãe, por isso não houve outras testemunhas.

Características Comportamentais do Sujeito

A Sra. Wolf (sem conhecimento das declarações mãe de Mário feitas mais tarde) caracteriza o filho como se segue: –

1. Roupas da moda são muito importantes para ele. Ele age como um trendsetter[4] em estilos de roupas.

2. Roupas americanas são as suas favoritas.

3. Ele leva horas para ajeitar o cabelo.

4. Ele usa perfume (e não apenas loção corporal) em seu corpo.

5. Ele é um rapaz encantador que sabe dobrar todos à sua volta.

6. Sua maneira de andar e sua postura são um meio de chamar a atenção dos outros.

7. Meninas de sua idade o adoram.

8. Se lhe fosse permitido ele iria pintar o cabelo loiro.

9. Ele é útil para os outros.

10. Ele tem habilidades práticas (por exemplo, jardinagem, criação de dispositivos eletrônicos).

11. Certa vez, ele mostrou uma habilidade surpreendente ao pintar um retrato muito rapidamente, mas ele (ainda) não usa essa habilidade.

12. Ele é fraco para resistir a pressão psicológica exercida sobre ele.

13. Ele tem mostrado algum interesse em religião e ao seu próprio pedido vai ser crismado.

14. Ele adora comer refeições caras.

15. Ele não tem talento lingüístico.

16. Alguns incidentes sugerem que ele possui algumas habilidades telepáticas.

As características comportamentais 1, 3, 4, 5, 6 e 8 podem ser interpretados como especificamente feminino. Mas ainda não está claro se Rolf vai se tornar homossexual ou transexual.

Características Físicas do Sujeito

Em CORTs não apenas as características comportamentais devem ser comparadas entre o sujeito e a suposta pessoa anterior, mas as características corporais também, como feito por Stevenson (1997).

Rolf tem uma enfermidade nos joelhos. Desde os três anos de idade ele era apaixonado por futebol e está treinando muito. Com doze anos ele começou a reclamar sobre uma dor permanente em seu joelho direito, que se espalhou para o esquerdo seis meses depois. Ele pediu a sua mãe para ir com ele ver um médico. O médico diagnosticou a doença de Osgood Schlatter e disse que provavelmente ele superaria isso aos 18 anos.

Ele é altamente alérgico a muitos tipos de pólen.

Seus olhos azuis e os cabelos loiros são consistentes com a disposição genética da Sra. Wolf.

INVESTIGAÇÃO DO CASO

A Sra. Wolf não tem registro escrito dos eventos descritos acima. Ela declarou que aproximadamente seis meses depois da morte de Mário, ela perdeu o contato com a amiga que foi sua companhia pelo resto da noite do acidente, e ela é incapaz de restabelecer esse contato. Ninguém mais estava presente quando Rolf fez suas declarações sobre o ‘seu’ acidente, por isso não há segunda testemunha para estas declarações. As únicas testemunhas independentes a qualquer um dos os eventos poderiam possivelmente ser a sogra e os pais da vítima, Mário. Seu curto contato com a mãe de Mário foi interrompido poucas semanas depois do acidente. Assim, a lista de pessoas a serem entrevistadas é curta, compreendendo, no lado sujeito, Rolf e sua mãe, a Sra. Wolf, em Uttenreuth, e a sogra da Sra. Wolf em Erlangen, e do lado da personalidade anterior, o seu pai, em Erlangen, e sua mãe em Weikersheim, todos eles vivendo na Alemanha.

Resultado das Entrevistas e Documentos Encontrados

Eu entrevistei Rolf em 12 de junho de 2012. Só recentemente, depois de nossos primeiros contatos, que sua mãe informou-lhe sobre a sua experiência na autobahn, seus sonhos e sua imaginação se ele poderia ser a reencarnação de Mário. Ele disse que não tinha nenhuma lembrança direta dos acontecimentos de uma vida anterior, nem ele se lembrava de ter dito uma vez a sua mãe sobre sua morte em um acidente de carro. Mostrei-lhe dez itens de bens pessoais de Mário misturados com dez objetos da minha própria casa, a fim de ver se ele reconhecia alguns deles e, nesse caso, os “corretos”, mas ele não reconheceu nenhum dos objetos.

Ele também foi levado para a loja dos pais de Mário, mas também não reagiu com sinais de reconhecimento. Estes resultados negativos estão de acordo com o que é conhecido de outros casos. Como regra geral, as memórias de vidas anteriores são esquecidas aos sete ou oito anos de idade.

A sogra da Sra. Wolf negou saber qualquer coisa sobre o caso.

Cartas para os pais de Mário não foram respondidas. As tentativas de alcançá-los via membros de clubes italianos em Erlangen e lojistas de ascendência italiana não foram bem sucedidas. A partir de registros do governo local eu fui capaz de determinar as datas de nascimento e de morte de Mário. Com isso, eu fui capaz de encontrar o obituário de Mário e um pequeno artigo sobre o acidente no jornal local, o Erlanger Nachrichten. O artigo confirma as declarações acima citadas feitas pela Sra. Wolf, a data de nascimento de Mário, ou seja, 16 de maio de 1977, e a data da morte de Mário, 9 de março de 1996. Deve ser salientado que o nascimento Rolf, em 9 de setembro de 1997, ocorreu exatamente 18 meses após o dia da morte de Mário, refletindo o “acordo” feito no sonho da Sra. Wolf.

O local de nascimento de Mário foi em Ludwigshafen, na Alemanha, o local de morte foi em Baiersdorf, perto de Erlangen, na Alemanha, e o local de sepultamento em Pieve di Cadore, norte da Itália. O cemitério Pieve di Cadore está localizado na zona rural montanhosa perto do lago artificial, o Lago de Pieve di Cadore. Além do lago exato esses registros se encaixam bem com o terceiro sonho anunciador da Sra. Wolf.

Quando o pai de Mário retornou da Itália para Erlangen, eu tive uma entrevista com ele. Ele não revelou muito, apenas que seu filho falecido era uma pessoa muito charmosa, que era muito preocupado com sua aparência. Ele não podia dar o endereço da mãe e da irmã de Mário porque ele tinha perdido o contato com seus familiares passados. Ele é divorciado e casou de novo recentemente.

DECLARAÇÕES FEITAS PELA MÃE DA VÍTIMA

Do obituário eu obtive o nome completo da mãe de Mário e, com a ajuda da internet, consegui o endereço dela. Nossa primeira entrevista foi em 16 de abril de 2012. Contrariamente às minhas expectativas, conversar com ela sobre a morte de seu filho e dos acontecimentos que se seguiram não foi de modo algum problemático, porque ela acredita em reencarnação e já tinha tido experiências paranormais. Eu não tive que fazer-lhe muitas perguntas, porque ela falou abertamente sobre como ela se lembrava dos acontecimentos. Durante a minha entrevista eu evitei fazer quaisquer perguntas direcionadoras, e tive o cuidado de não revelar as informações relevantes que eu recebi da Sra. Wolf (um registro exato de nossa extensa conversa estaria fora do escopo deste relatório).

Características Comportamentais

Quando Mário era vivo, ele e sua mãe tiveram uma relação próxima. Ela caracteriza os modos de Mário na Tabela 1.

Características Corporais

Mário foi relatado ter tido uma marca de nascença no lado direito de seu corpo e uma longa cicatriz, pouco visível, acima das sobrancelhas. Nada disso pode ser visto em Rolf. Havia, eu acho, algumas semelhanças faciais entre Mário e Rolf, e embora, por causa da minha promessa de anonimato, nenhuma fotografia pudesse ser incluída aqui, aquelas que eu mostrei aos outros indicam que eles poderiam muito bem ser tomados por irmãos. Mário era alérgico a pólen (como Rolf é hoje). A mãe de Mário confirmou a lesão na perna direita de Mário. Ela tinha sido posta em gesso quando ela foi vê-lo no hospital. Isso corresponde com os joelhos doloridos de Rolf.

Tabela 1

Declarações sobre o Comportamento e o Caráter de Mário Comparados com o de Rolf

Declarações feitas pela

mãe de Rolf sobre Rolf

Declarações feitas pela

mãe de Mário sobre Mário

1. Roupas da moda são muito importantes para ele. Ele age como um formador de opinião em estilos de roupas.

Roupas da moda e uma roupa perfeita eram imperativas. Na escola, ele foi o criador de tendências de roupas.

2. Roupas americanas são as suas favoritas.

As roupas de estilo americano eram suas favoritas.

3. Ele leva horas para ajeitar o cabelo.

Ele era muito meticuloso sobre o seu estilo de cabelo.

4. Ele usa perfume (e não apenas loção corporal) em seu corpo.

Ele usava perfume sobre o corpo.

5. Ele é um rapaz encantador que sabe dobrar todos à sua volta.

Ele era muito popular.

6. Sua maneira de andar e sua postura são um meio de chamar a atenção dos outros.

Seu andar era feminino e ereto.

7. Meninas de sua idade o adoram.

Garotas de sua idade o adoravam, mas ele rejeitava qualquer aproximação da parte delas.

8. Se lhe fosse permitido ele iria pintar o cabelo loiro.

Cabelo preto era o seu favorito. Aos 13 anos de idade, ele sabia que ele era gay e se apaixonou por um menino (branco) de cabelo preto. Ele não pintou o cabelo.

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Ele escureceu sua pele usando creme de pele e fazendo bronzeamento artificial.

9. Ele é útil para os outros.

Ele era útil aos outros.

10. Ele tem habilidades práticas (por exemplo, jardinagem, criação de dispositivos eletrônicos).

Suas habilidades práticas se manifestaram quando ele aprendeu rapidamente a fazer sorvete ou dirigir um carro. Ele encerrou sua carreira prematuramente na escola porque ele viu seu futuro na fabricação e venda de sorvetes.

11. Certa vez, ele mostrou uma habilidade surpreendente ao pintar um retrato muito rapidamente, mas ele (ainda) não usa essa habilidade.

Mário era bom em desenho e pintura. Certa vez, ele fez um desenho sobre a parede inteira de sua sala de estar e uma pintura a óleo em uma noite.

12. Ele é fraco para resistir à pressão psicológica exercida sobre ele.

Mário resistiu à pressão psicológica constante de seu pai e sua irmã, mas também expressou claramente um desejo de morrer. Se sua morte deve ser entendida como uma fuga da pressão psicológica permanece em aberto.

13. Ele tem mostrado algum interesse em religião e ao seu próprio pedido vai ser crismado.

Mário demonstrou um interesse em religião (a Cientologia).

14. Ele adora comer refeições caras.

Um dos seus maiores desejos era sair para um jantar exclusivo com a sua mãe.

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Ele falava um alemão fragmentado.

15. Ele não tem talento lingüístico.

Ele tinha talento linguístico, falando italiano, alemão e inglês fluentemente. Ele estava aprendendo francês com facilidade.

16. Alguns incidentes sugerem que ele possui algumas habilidades telepáticas.

Sua mãe admitiu que ele tinha algumas habilidades telepáticas.

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Boas maneiras à mesa.

 

Circunstâncias da Morte de Mário e do seu Funeral

Quando tinha treze anos, Mário percebeu que ele era gay. Pouco tempo antes de sua morte, ele soube que um rapaz a quem ele havia se apaixonado já estava comprometido com outro homem e queria apenas um relacionamento platônico. Ele queria urgentemente consultar sua mãe sobre este problema, mas por causa das dificuldades de agendamento ele não teve a oportunidade de fazê-lo. Em vez de marcar um encontro com a mãe, ele soube que ela ia se divorciar de seu pai. Como resultado disso, ele teve que trabalhar em estreita colaboração com o seu pai e sua irmã, a quem ele odiava. Quando ele era jovem, havia sido gravemente ferido, ou melhor, intimidado por eles. Sob esta pressão psicológica enorme Mário ficou deprimido e talvez seja compreensível que — como disseram os seus amigos mais tarde — ele pode ter tido a intenção de cometer suicídio.

A mãe de Mário permanece sem saber se ele pretendia se matar correndo para o carro na auto-estrada. Ele havia ficado preso em seu carro quando perdeu o controle, saiu da estrada e capotou no campo. Uma pessoa não aperta o cinto de segurança quando ela tem a intenção de cometer suicídio, ela argumentou. Ele pode ter tido a intenção de sinalizar por ajuda, indo para a autobahn e, em seu estado de choque, acidentalmente, entrou na frente do carro que se aproximava. Destruir o carro de sua mãe, além de seus problemas de relacionamento não resolvidos pode também ter sido demais para ele suportar. Ele pode ter pensado que ele poderia fugir da pressão psicológica se matando.

A mãe de Mário confirmou que o cemitério de Pieve di Cadore, onde Mário foi sepultado, está situado na zona rural montanhosa, e o lago próximo seria visível a partir de lá, como visto pela Sra. Wolf em seu terceiro sonho.

Eventos Psicocinéticos Após a Morte de Mário

A mãe de Mário também relatou eventos que aconteceram depois da morte dele, e que ela considera como tentativas de comunicação post-mortem. Ela disse que ela tinha o hábito de ouvir CDs de música suave ao dirigir seu carro. Quando Mário ia com ela ele protestava contra isso, e mudava para o modo de rádio e uma estação de transmissão de música pop. Três semanas após a morte de Mário, quando sua mãe estava dirigindo ao longo de uma estrada que regularmente tomavam juntos, ela estava pensando em Mário quando o rádio ligou espontaneamente do modo de CD para o modo de rádio, sem a sua intervenção, e começou a tocar música pop. Ela interpretou isso como tendo sido iniciado por Mário. No entanto, ela perguntou a um técnico de garagem se o rádio podia ligar automaticamente e foi-lhe dito que isso era impossível.

Cerca de sete semanas após a morte de Mário outro evento psicocinético aconteceu com ela. Todas as luzes se apagaram na loja onde ela e alguns clientes estavam. Na verdade, todo o local estava escuro. Ela ligou para os serviços de utilidade pública para pedir ajuda e foi dito que não sabiam de nenhuma falha de energia, mas prometeram enviar um técnico. Depois de já ter tido a experiência com o rádio do seu carro ela  suspeitava que Mário pudesse estar envolvido, de modo que ela disse em voz alta: “Mário, pare com esse absurdo Você não pode desligar todas as luzes com os clientes presentes.”

O resultado imediato foi a volta da energia e o retorno das luzes. Ela ligou para os serviços de utilidade pública uma segunda vez, mas não puderam dar qualquer explicação.

MEIOS NORMAIS DE EXPLICAR O CASO

O ponto mais fraco neste caso deve ser o fato de que não há testemunhas independentes, tanto para as declarações feitas pela Sra. Wolf quanto para algumas daquelas feitas pela mãe de Mário. Além disso, as duas testemunhas principais são crentes na reencarnação, o que aumenta o perigo de relatórios tendenciosos. Em teoria, o caso poderia ter sido fabricado pela Sra. Wolf, fazendo uso dos dados de registros impressos no jornal. Mas não há motivo de sua parte para perpetrar tal farsa. Ela não tinha nada a ganhar e não tinha a intenção de fazer qualquer lucro com isso. Se ela tivesse, ela, certamente, não iria querer permanecer anônima. Nenhum dinheiro foi pago a ela. Pelas entrevistas tive a impressão de que as duas testemunhas eram pessoas honestas e racionais, e que os seus relatórios poderiam ser invocados como descrições objetivas.

Ao quebrar o caso em seus componentes, é possível explicar a maior parte dos seus elementos normalmente ou na base de fenômenos parapsicológicos que são normalmente interpretados como efeitos dos vivos. A Sra. Wolf afirma que ela não disse nada sobre o acidente de Mário ou o seu envolvimento nele depois que Rolf nasceu até poucos meses atrás. Ela diz que tinha esquecido tudo sobre o evento até Rolf fazer sua declaração surpreendente. As únicas pessoas que ela tinha falado sobre o assunto foram o seu amigo mencionado acima e o sacerdote que me informou sobre o caso.

Uma razão para ser tão relutante em falar sobre o evento foi o medo de ser ridicularizada, mas ela estava ainda mais preocupada com a possibilidade de que a mãe de Mário tentasse entrar em contato com Rolf (falar com outras pessoas aumentaria significativamente o risco de a mãe de Mário obter sucesso em encontrá-lo). Do sonho ela formou a impressão de que, por algum motivo, a alma de Rolf queria vir para ela, em vez de para a sua mãe anterior ou a sua antiga família. Talvez irracionalmente, a Sra. Wolf sentisse que era seu dever proteger Rolf de sua mãe anterior. Como resultado, ela acredita ser impossível para o seu filho tê-la ouvido dizer inadvertidamente como Mário morreu.

Ela mesma nunca falou sobre o conceito de reencarnação na frente de Rolf. Ela insiste veementemente que Rolf não poderia ter sabido o que ele disse, como relatado acima, sobre a sua pré-existência e a sua suposta morte em uma vida anterior. Eu não tenho nenhuma razão para duvidar dela, mas é possível que ela pudesse, contudo, estar errada, e que, sem ela saber, Rolf tenha ouvido uma conversa a qual ela não se lembra. Se for esse o caso, devemos assumir que um menino de 3 ou 4 anos de idade poderia entender o conceito de reencarnação e juntar os pedaços para dramatizar e personalizar o que ele ouviu falar em uma história, talvez com a intenção de agradar a sua mãe. Se esta explicação é inaceitável alguém poderia concebivelmente sugerir que Rolf tinha fortes habilidades paranormais que lhe permitissem conhecer os fatos do acidente e, em seguida, personalizá-los em uma história de reencarnação.

A premonição da Sra. Wolf do acidente poderia ser explicada como precognição, um fenômeno conhecido na parapsicologia, que não tem ligação para um além. Mas esta designação não é muito mais do que mudar o nome. Em essência, ninguém realmente entende este processo: tudo o que temos em mão são descrições de muitos fenômenos semelhantes. Os sonhos anunciadores podem ser reduzidos aos desejos da Sra. Wolf de cumprir uma necessidade psicológica inconsciente de ter um filho, em combinação com a telepatia ou a clarividência para transmitir-lhe algumas informações sobre o cemitério e seus arredores. O momento exato do nascimento de Rolf 18 meses mais tarde, o tempo especificado no “acordo” do sonho, poderia ser visto como premonitório ou como uma coincidência. No entanto, é duvidoso que qualquer necessidade inconsciente tenha de fato existido, porque a Sra. Wolf em seu sonho se opôs fortemente à idéia de ter a vítima do acidente como seu futuro filho.

A similaridade de 13 características comportamentais entre Mário e Rolf pode em princípio ser declarada como coincidência, mas o grau de correspondência, sem contradições óbvias, é bastante notável. A dor nos joelhos de Rolf não precisa de explicação porque não tem nenhuma influência sobre o destino de Mário. É uma conexão casual como as alergias de Rolf e de Mário. Alergias são comuns hoje em dia e não é improvável que duas pessoas as tenham.

Os eventos psicocinéticos podem não ter nada a ver com uma pessoa falecida, apesar das atribuições do experiente. Havia uma pessoa-foco presente com necessidades psicológicas óbvias que pode tê-los causado, a fim de provar a si mesma a sobrevivência da alma do seu filho. Mas deve-se ter em mente que não há nenhuma prova ou modus operandi conhecido para uma pessoa viva exercer maravilhas psicocinéticas com algum grau de intencionalidade; falar sobre campos psi não explica como psi está funcionando realmente (Roll & Persinger, 2001). Só se sabe que coisas como esta aconteceram por todo o mundo por muitos séculos, e elas não podem ser explicadas como fraude ou engano, ou como qualquer outro evento normal (Gauld & Cornell, 1979).

ELEMENTOS PARANORMAIS DO CASO

Não é possível com este caso resolver a questão sobre se seus diferentes aspectos podem ser desmontados e contabilizados separadamente, independentemente da sua possível interconexão, como já foi feito anteriormente. Quando todos os elementos do caso são considerados em conjunto, parece muito improvável que tantas improbabilidades e fenômenos paranormais inexplicáveis pudessem se encaixar para imitar reencarnação.

Há um conhecimento inesperado de Rolf de fatos que ele não poderia ter conhecido por meios normais, junto com o seu desejo, quando uma criança pequena, de colocá-los em uma história de reencarnação personalizada. A premonição emocional da Sra. Wolf de eventos futuros, causando-lhe profunda preocupação, se encaixa com os seus sonhos anunciadores em que ela vê corretamente o campo ao redor do local do enterro de Mário e prevê a data de nascimento de seu filho no futuro. Além disso, 13 características comportamentais entre Mário e Rolf coincidem. O rapaz tem uma fraqueza em seu joelho e sente dor, onde a perna de Mário ficou ferida. Finalmente, o falecido Mário parece interferir com os acontecimentos na Terra. Todas essas maravilhas são cobertas facilmente pela hipótese da reencarnação ou por um conceito espiritualista que inclui a reencarnação.

CONCLUSÃO

Embora formalmente um muito desejado caso resolvido europeu não pertencente à mesma família, esta cai para o nível de um caso resolvido ‘em família’ ao considerar-se os sonhos anunciadores e a ligação entre a Sra. Wolf e Mário no local do acidente. Pode-se perguntar se o caso teria ocorrido sem esta conexão. As correspondências entre as características comportamentais de Mário e Rolf são um tanto tênues, e os fatos essenciais do caso não são corroborados pelo depoimento de testemunhas independentes. No entanto, tomando todos os seus elementos em conjunto, ainda é um caso intrigante.

Jim Tucker introduziu uma ‘escala de força de caso’ para CORTs que mede aspectos como marcas de nascença correspondentes aos ferimentos fatais, declarações verificadas sobre uma vida anterior, e habilidades ou aptidões incomuns relacionadas com a vida anterior. Tucker relatou um valor médio de 10,4 para os 799 casos de seis países que considerou inicialmente (intervalo = –3 a 49: Tucker, 2000), enquanto os CORTs europeus de Stevenson deram um valor médio de 6,4 (Stevenson 2003, p.252). Tucker deu 4 pontos para o caso em questão (1 para as declarações verificados sobre a vida anterior, 1 para a identificação da personalidade anterior, e 2 para a distância entre a residência principal da personalidade anterior e o local de nascimento do sujeito), o que está abaixo da média. Esta classificação não deve, contudo, ser interpretada como uma medida objetiva absoluta para casos individuais. Ele permanece sujeito ao julgamento individual, o que implica também em pontuações mais altas.

REFERÊNCIAS

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Cockell, J. (1993) Yesterday’s Children: The Extraordinary Search for My Past Life Family. London: Piatkus.

Cockell, J. (2008) Journeys Through Time: Uncovering My Past Lives. London: Piatkus.

Ellis, D. (2003) A case suggestive of reincarnation of cats? Paranormal Review Issue 28 (October), 23.

Gauld, A. and Cornell , A. D. (1979) Poltergeists. London: Routledge & Kegan Paul.

Harrison, P. and Harrison, M. (1991) The Children that Time Forgot: Startling Evidence of Life After Death. Emsworth, Hants: Kenneth Mason Publishing.

Hassler, D. (2011) Früher, da war ich mal groß. Und. . . Indizienbeweise für ein Leben nach dem Tod und die Wiedergeburt. Band 1: Spontanerinnerungen kleiner Kinder an ihr “früheres Leben”. Aachen: Shaker Media.

Hassler, D. (2012) Home Page about CORT and other circumstantial evidence for survival after death and reincarnation. www.reinkarnation.de

Lowry, Richard (2012) Website for Statistical Computation. http://vassarstats.net/binomialX.html

Mills, A. (1989) A replication study: three cases of children in Northern India who are said to remember a previous life. Journal of Scientific Exploration 3, 133-184.

Mills, A. and Dhiman, K. (2011) Shiva returned in the body of Sumitra: a posthumous longitudinal study of the significance of the Shiva/Sumitra case. ProcSPR 59, 145-193.

Rawat, K. S. and Rivas, T. (2007) Reincarnation: The Scientific Evidence is Building. Vancouver: Writers Publisher.

Rivas, T. (2003) Three Cases of the Reincarnation Type in the Netherlands. Journal of Scientific Exploration 17, 527-532.

Roll, W. and Persinger, M. A. (2001) Investigation of poltergeists and haunts. In Houran, J. and Lange, R. (eds.) Hauntings and Poltergeists: Multidisciplinary Perspectives, 154-163. Jefferson, NC: Mc Farland.

Stevenson, I. (1975) Cases of the Reincarnation Type, Vol. I: Ten cases in India.

Charlottesville, VA: University Press of Virginia.

Stevenson, I. (1977) Cases of the Reincarnation Type, Vol. II: Ten cases in Sri Lanka.

Charlottesville, VA: University Press of Virginia.

Stevenson, I. (1983a) Cases of the Reincarnation Type, Vol. IV: Ten cases in Thailand and Burma. Charlottesville, VA: University Press of Virginia.

Stevenson, I. (1983b) American children who claim to remember previous lives. Journal of Nervous and Mental Disease 171, 742-748.

Stevenson, I. (1997) Reincarnation and Biology: A Contribution to the Etiology of Birthmarks and Birth Defects, Vol. 1: Birthmarks; Vol. 2: Birth Defects and other Anomalies. Westport, CT: Praeger.

Stevenson, I. (2003) European Cases of the Reincarnation Type. Jefferson, NC: Mc Farland.

Tucker, J. B. (2000) A scale to measure the strength of children’s claims of previous lives: methodology and initial findings. Journal of Scientific Exploration 14, 571-581.

 

Referência original: Hassler, Dieter. A New European Case of the Reincarnation Type. Journal of the Society for Psychical Research, Jan. 2013, Vol. 77, Issue 910, pp. 19-31.

Traduzido por Vitor Moura Visoni




[1] Esta seção foi verificada pela mãe de Rolf para confirmar que os fatos estão recordados corretamente.

[2] Esta associação de um caso ostensivo da reencarnação com um elo forjado na cena de um acidente de viação fatal pode fazer as especulações de Ellis (2003) concernentes a tal elo em um outro caso muito diferente parecerem um pouco menos fantasiosas.

[3] Na verdade, o funeral ocorreu três ou quatro dias depois do sonho, mas a decisão de enterrar o corpo de Mário em Pieve di Cadore tinha sido feita pela mãe de Mário imediatamente após a sua morte.

[4] Trendsetter é um formador de opinião, uma pessoa que dita a moda (comportamento, modo de se vestir, etc.) (Nota do Tradutor).

249 respostas a “UM NOVO CASO EUROPEU DO TIPO REENCARNAÇÃO (2013)”

  1. NVF Diz:

    Vitor, gostaria de ler mais artigos sobre análises isentas da obra de Kardec. Existe algum artigo nesse sentido, que você tenha encontrado, a ser traduzido?
    .
    Sobre esses casos de reencarnação, é mesmo interessante os relatos se concentrarem no sudeste da ásia. Parece haver algum tipo de relação nisso, tipo a crença das pessoas de lá. Mas pode ser que a não-crença dos europeus gere uma espécie de preconceito que bloqueie os relatos oriundos da europa.

  2. Jorge Batata Diz:

    “bloquear relatos oriundos da europa”??? Não. Reencarnação é papo de indiano doido. E de vez em quando aparece algum americano, brasileiro, francês, italiano, que foi INFLUENCIADO pela doidice indiana.

  3. Jorge Batata Diz:

    ô Vitor, com toda essa documentação que você possui sobre “sobrevivência da personalidade” após a morte, você conclui , então, que religiões (Ou seita, ou filosofia…sei lá como esse povo se auto denomina) como o Budismo estão totalmente descartadas/refutadas??? (Vide que no budismo a personalidade não sobrevive após a morte). Qual a sua opinião a respeito?

  4. Vitor Diz:

    NVF, sobre artigos relativos à obra de Kardec, considero que depois do site do Julio, o “Criticando Kardec”, restou pouco a ser dito. O site “Falhas do Espiritismo” também é muito bom. Mais material só na forma de livros.

  5. Vitor Diz:

    Oi, Jorge
    totalmente refutada é meio forte de dizer, mas a evidência empírica desses casos sugere que todas as religiões parecem equivocadas em um ponto ou outro (ou em muitos pontos), inclusive o Budismo. Mas pode ser que existam casos particulares em que nenhuma personalidade sobrevive, não dá para generalizar. O que parece refutado é a afirmação de que nenhuma personalidade sobrevive em qualquer caso. A evidência empírica sugere fortemente que pelo menos em certos casos alguma personalidade sobrevive sim.

  6. Toffo Diz:

    Eu preferiria não sobreviver, rsrsrs.

  7. Sanchez Diz:

    Todas as doutrinas que afirmavam a reencarnação eram baseadas inteiramente em deliberações filosóficas e não havia na época uma preocupação em estabelecer uma fundamentação empírica. Isso não significa que o fenômeno da reencarnação esteja errado. As diferentes interpretações de um princípio ou a má utilização de uma metodologia não torna estes inválidos.

  8. NVF Diz:

    Vitor, você disse: “Mais material só na forma de livros.”
    .
    Me indica alguns livros que você conheça sobre o assunto, por favor.

  9. Vitor Diz:

    Oi, NVF,
    Tem o livro “Secular Spirituality” escrito pela pesquisadora Lynn Sharp. Está no formato imagem, tem 30 e poucos megabytes, e pode ser baixado no link abaixo:
    .
    http://www.4shared.com/office/KR-1bTxy/LynnSharp-SecularSpirituality.html#
    .
    A Lynn Sharp é colega do pesquisador John Monroe, que escreveu o “Laboratories of Faith”. Porém, ela aborda o movimento espiritualista na França sob um enfoque diferente, mais voltado para os aspectos sociais. Por exemplo, ela fala bastante no socialismo romântico e procura situar Kardec dentro deste movimento. Ela explora também as propostas básicas para o avanço da humanidade centradas no melhoramento do homem ou no da sociedade.

  10. Gorducho Diz:

    Analista Nestor: inicialmente deve estudar (note que “estudar” aqui não tem a conotação deselegante sublinhada por vários na outra rubrica – o Sr. mesmo está pedindo indicações) a excelente apostila do Sr. JCFF aqui disponível. Irá se situar no contexto da época. Daí será fácil perceber o acoplamento desse contexto místico com o magnetismo animal (Mesmerismo) e o Socialismo Romântico. Depois deve ler os livros citados da Lynn Sharp (primeiro) e depois do Monroe. Do livro de Sharp só é importante mesmo o capítulo I que trata justamente do Socialismo. Para nós que conhecemos o espiritismo, os outros capítulos são chover no molhado.

  11. Gorducho Diz:

    NVF, sobre artigos relativos à obra de Kardec, considero que depois do site do Julio, o “Criticando Kardec”, restou pouco a ser dito.
     
    O Sítio é bom sim, mas deve ser lido com cautela. Me parece que o autor desconhece as reais origens do Kardecismo, e as real motivação do Kardec, que era reformar o Cristianismo (que para ele era a ICAR), necessitando encontrar um pretexto para tal. O autor me parece aderir à mitologia oficial espírita, i.e., que o Kardec “estudou” os fenômenos, “consultou” as almas, &c. Posso estar fazendo injustiça com o Sítio, ressalvo.
    Criticando o Espiritismo é excelente, mas aí nos aspectos religiosos: os espíritas tentando inventar reencarnação na Bíblia, &c. Não me parece que seja sua área de interesse…

  12. João Carlos Diz:

    Pessoal, sou espírita e baseado nas informações da doutrina eu diria que o caso de Mário, tão cuidadosamente estudado por vocês, tem pontos questionáveis, vejamos:
    1- Os fatos relatados mostram que a família de Mário não possuía bases sólidas, , pois houve a separação e havia dificuldades nas relações. 2- Considerando ainda os relatos, observamos que a fragilidade da família impactava Mário, sugerindo tratar-se de jovem com dificuldades emocionais. 3- A sexualidade de Mário sugere tratar-se de espíritos ainda com graves conflitos, trilhando existências de provas. 4- A provável busca pelo suicídio também sugere o citado desequilíbrio.
    Conclusão: Nestas condições, e principalmente se ocorreu realmente o suicídio, nenhum espirito, em tão pouco tempo após a desencarnação, ou a morte se preferirem, reuniria condições para estar planejando a sua reencarnação, escolhendo a futura mãe, etc…
    O suicida ou seres que estão ainda com muitos conflitos a resolver, ao retornar ao mundo espiritual passam longo tempo inconscientes, necessitam de tratamentos, preparação, muita ajuda para viabilizar uma nova existência.
    As ferramentas cientificas até aqui desenvolvidas pelo “homem”, são frágeis para a busca que estão fazendo. Neste momento tem dois caminhos:
    Aguardar o esgotamento do seu corpo animal, momento em que será transformado em pó por microrganismos, tal qual ocorre com as folhas das árvores que caem a todo momento.
    Ou desenvolver estudos considerando a “fé”, o que abre novos horizontes.

    No caso de “não haver” sobrevivência após a morte; ótimo, não verá as bactérias consumindo os seus despojos.

    No caso de “haver” sobrevivência após a morte, é bom estar suficientemente “elevado” para desligar-se rapidamente dos seus despojos para não sentir a ação dos referidos microrganismos, que, diga-se de passagem, estão agindo de acordo com as leis da natureza. Definindo melhor, podemos substituir a palavra natureza pela palavra DEUS,

  13. Gorducho Diz:

    Falhas do Espiritismo é excelente (…)
     
    Infelizmente praticamente não há literatura em vernáculo sobre o Kardec. Há alguns trabalhos razoáveis, mas referem-se ao espiritismo já aqui (Brasil) estabelecido, não quanto às origens e o trabalho do Kardec. Pelo menso eu desconheço :(

  14. Toffo Diz:

    Secular Spirituality eu estou lendo, devagar, porque o livro é bastante profundo e não é um romance. Estou lendo também Unruly Spirits, de M. Brady Brower (Universidade de Illinois), que focaliza mais os aspectos da psicologia e de como os espíritas e médiuns se inserem no desenvolvimento dessa ciência, entre os séculos 19 e 20.
    .
    Realmente eu reconheço que existe pouquíssima literatura em português sobre Allan Kardec (ou Hyppolite Rivail), o que para mim evidencia várias coisas: falta de interesse por parte dos brasileiros, que o veem apenas como o “guru”, o “codificador” de uma doutrina consolidada e à qual dão fé (espíritas), ou que o veem como uma figura sem grande importância social e histórica (acadêmicos); pura e simples ignorância; ou então má-fé, já que essa literatura costumeiramente retrata Kardec e o espiritismo de forma imparcial, tirando-lhe a “aura” de verdade incontestável, sei lá. Existe uma única obra brasileira recente que me lembre sobre Kardec, publicada pela FEB há mais de 30 anos, mas evidentemente é encomiástica.

  15. Marciano Diz:

    NVF Diz:
    AGOSTO 3RD, 2013 ÀS 21:45
    .
    “Sobre esses casos de reencarnação, é mesmo interessante os relatos se concentrarem no sudeste da ásia. Parece haver algum tipo de relação nisso, tipo a crença das pessoas de lá. Mas pode ser que a não-crença dos europeus gere uma espécie de preconceito que bloqueie os relatos oriundos da europa.” .
    .
    Eu já acho que é precisamente o contrário.
    Estou com o Jorge Batata.
    .
    Vitor, sendo possível, poste alguns desses livros no blog, para a gente comentar.

  16. Gorducho Diz:

    Além disso, as duas testemunhas principais são crentes na reencarnação, &c.
     
    Acho que com isso podemos dar o “caso” por encerrado, não?

  17. Vitor Diz:

    Oi, Marciano
    eu só coloco livros e artigos em português. Só abri uma exceção para o artigo do Everton publicado em espanhol sobre o Chico Xavier, porque ainda não era possível publicar uma tradução já que as revistas exigem um certo ineditismo e não pode aparecer uma versão já traduzida e publicada na internet.

  18. Vitor Diz:

    Gorducho,
    por que o caso estaria encerrado por isso? Então se uma criança nascida no Brasil se lembra de uma vida passada no Japão e pesquisa posterior confirma que a criança descreveu com exatidão uma vida que realmente existiu, com informações que não eram disponíveis em registros públicos, por exemplo, constando apenas em um diário guardado em um baú que não foi aberto por 50 anos, porque o caso seria considerado encerrado apenas pelo fato de as duas famílias serem crentes em reencarnação?
    .
    Para o caso do Mário/Rolf em questão, as similaridades comportamentais aliadas ao conjunto de enfermidades são bastante notáveis, sugerindo a sobrevivência da personalidade de Mário no corpo de Rolf.

  19. Gorducho Diz:

    É claro que eu estava brincando, mas também é claro para mim que a mãe do rapaz – crente – queria vê-lo reencarnado.
     
    O ponto mais fraco neste caso deve ser o fato de que não há testemunhas independentes, tanto para as declarações feitas pela Sra. Wolf quanto para algumas daquelas feitas pela mãe de Mário. Além disso, as duas testemunhas principais são crentes na reencarnação, o que aumenta o perigo de relatórios tendenciosos.

  20. Vitor Diz:

    Oi, Gorducho

    a parte dos relatórios pode se dar nos episódios em que o próprio pesquisador não teve como verificar – por exemplo, o episódio da mudança do CD para o rádio e o apagão dentro da loja. No entanto, isso não vale para as características comportamentais, já que o próprio pesquisador pôde entrevistar o Rolf e a mãe do Mário, conseguindo extrair uma similaridade de certa forma impressionante das características comportamentais. A mãe de Mário não estava ciente das características comportamentais de Rolf! A entrevista, portanto, foi feita em condições simples-cego. O pesquisador informa ter tomado o cuidado de não influenciar a mãe de Mário nas respostas. Como não temos acesso às perguntas feitas, aqui temos de confiar nas palavras do investigador (embora isso possa ser resolvido enviando um email a ele solicitando a entrevista completa).
    .
    Opesquisador também informa a existência de similaridades físicas, já que diz que Mário e Rolf bem poderiam ser tomados como irmãos.

  21. Jorge Batata Diz:

    Galera…vamos sair pra rua e protestar contra o Vitor Moura….rs. Existe uma extensa literatura sobre o espiritismo anglo saxão , onde os espíritos NEGAVAM A EXISTÊNCIA DA REENCARNAÇÃO e o tio Vitor não coloca essa material aqui no blog pra gente.

  22. Vitor Diz:

    Jorge Batata,
    .
    os estudos do JCFF há muito mencionam essa divergência entre os espiritismos, e eu divulguei tais estudos sim. .
    .
    “Andrew Jackson Davis considerou o reencarnacionismo kardecista “uma magnífica casa construída sobre areia” (ou seja, uma doutrina teoricamente bela, mas sem fundamentos sólidos); que Home, numa carta, sarcasticamente observou que “… tinha tido o prazer de encontrar no mínimo doze Marias Antonietas, seis ou sete Marias rainhas da Escócia, incontáveis Luíses e outros reis, e cerca de vinte Alexandres, mas nunca um simples John Smith”; e que o mesmo Home, por ocasião da morte de Kardec, pretensamente psicografou-lhe uma mensagem na qual este peremptoriamente abjurava sua doutrina reencarnacionista ( [...] Home, em seu livro Lights and Shadows of Spiritualism, 1877, pág. 224, coloca-se frontalmente contra a doutrina de Kardec, alegando, basicamente: 1º) que Kardec não era médium, não tendo, portanto, nenhuma experiência pessoal efetiva acerca desse tipo de assunto; 2º) que Kardec não havia se servido bem dos médiuns com os quais havia trabalhado; e 3º) que nada do que Kardec havia deixado escrito em “O Livro dos Espíritos” tinha valor do ponto-de-vista especificamente espírita, expressando não o pensamento dos espíritos, mas apenas o pensamento consciente ou subconsciente do próprio Kardec). A maior oposição à doutrina de Kardec por parte da escola anglo-saxã centrou-se contudo em Howitt, que a classificou de “lamentável” e “repelente”, acrescentando que, se tal teoria fosse verdadeira, existiriam forçosamente milhões de espíritos que, ao morrerem, teriam procurado em vão, no outro mundo, por seus parentes, filhos e amigos (situação não presente nas comunicações obtidas pelos médiuns britânicos e norte-americanos). Um dos espíritos-guias (“controles”) de Stainton Moses, chamado Imperator, havia, por outro lado, ensinado que a reencarnação podia ocorrer em certos casos excepcionais, como uma segunda chance a almas que se haviam por demais aviltado moralmente, tendo, por assim dizer, praticamente perdido a sua personalidade, ou para espíritos superiores em missão especial na Terra. Conan Doyle, por sua vez, ponderou que, sendo algo concernente ao seu próprio futuro, a reencarnação, para um espírito, poderia ser-lhe tão desconhecida e misteriosa como o é para nós (ou seja, que os espíritos poderiam, mesmo quando “desencarnados”, não se lembrar de encarnações anteriores). A situação nunca chegou a se harmonizar; a divisão entre as duas escolas tornou-se bastante explícita por ocasião do Congresso Espírita Internacional de Liège (1923); a última das conclusões adotadas pela Seção de Filosofia do Quinto Congresso Internacional Espírita de Barcelona, de 1934, referente à reencarnação, assim rezava: “Previsto existirem diferenças, de momento irredutíveis, entre os que consideram a Reencarnação como processo necessário para a Evolução e os que crêem poder a Evolução efetuar-se sem esse processo, foi aprovada transacionalmente e como prova de tolerância a conclusão seguinte: os espíritas de todo o mundo, reunidos em Congresso, afirmam unanimemente a sobrevivência da personalidade humana depois da morte corporal, considerando-a cientificamente provada como um fato. Os espíritas latinos e hindus, representados neste Congresso pelos delegados da Bélgica, Brasil, Cuba, Espanha, França, Índia, México, Portugal, Porto Rico, Argentina, Colômbia, Suíça e Venezuela, afirmam a Reencarnação como lei de vida progressiva, segundo a frase de Allan Kardec: ‘Nascer, morrer, renascer e progredir sempre’; e aceitam-na como uma verdade de fato. Os espíritas não latinos, representados no Congresso pelos delegados da Inglaterra, Irlanda, Holanda e África do Sul, consideram não ter demonstração suficiente para estabelecer a doutrina da Reencarnação formulada por Kardec. Cada escola, portanto, fica em liberdade para proclamar as suas convicções a respeito da Reencarnação”. A situação permanecia virtualmente inalterada por ocasião do Congresso Espiritista Internacional de Londres (1960), tendo o delegado brasileiro, Hélcio Pires, no relatório publicado no “Mundo Espírita” de 30 de novembro de 1960, declarado: “A Reencarnação é ainda o ponto principal e o único obstáculo a um entendimento geral entre os espíritas de todo o mundo”. As declarações acima citadas, de 1934 e de 1960, são, aliás, uma prova cabal, dada pelos próprios espíritas, de que se pode ser espírita e não se ser reencarnacionista. Seria, contudo, errôneo pensar que a oposição ao reencarnacionismo kardecista centrou-se apenas no meio espírita da Grã-Bretanha e Estados Unidos; mesmo na França, o reencarnacionismo, para não falar a própria reencarnação, jamais foi consensual entre os espíritas (embora os não-reencarnacionistas estivessem, desde a época de Kardec, em minoria), e, de fato, os primeiros estudos detalhados de fenômenos por assim dizer “mediúnicos” efetuados naquele país, ainda dentro da tradição do “magnetismo animal” e do “sonambulismo artificial”, tendiam a corroborar o não-reencarnacionismo e, mesmo, o anti-reencarnacionismo – quanto a isso, bastam os seguintes exemplos: 1º) inicialmente, os estudos e trabalhos pioneiros de Jules Denis, barão du Potet de Sennevoy (1796-1881), que passou a se interessar por assuntos ligados ao “magnetismo animal” em 1815, iniciou seriamente suas investigações em 1821 e as publicou regularmente a partir de 1827 no Le Propagateur du Magnétisme Animal e, desde 1845 até 1861, no Journal du Magnétisme et du Psychisme Experimental (esse último periódico ainda publicado em 1934); 2º) também os três volumes sucessivos dos Arcanes de la vie future dévoilés, mais conhecidos como “Telégrafo Celeste”, publicados a partir de 1847 por Alphonse Cahagnet (1809-1885); 3º) ainda, as investigações de Piérart (morto em 1878), inicialmente secretário do barão du Potet e redator-chefe do Journal du Magnétisme, e que, de 1858 a 1870, com sua Révue Spiritualiste, opôs-se à Révue Spirite da escola de Kardec; 4º) enfim, mais recentemente, nos estudos de René Sudre, parapsicólogo, que inclusive, num artigo na Psychic Research de maio de 1930 comentou o reencarnacionismo nos seguintes termos: “Ainda que possa admitir a fé na sobrevivência [da alma] sob o ponto de vista religioso, dentro do mesmo espírito rejeito como absurda a doutrina da reencarnação, e compreendo o fato de o mundo anglo-saxão, no geral, se recusar a aceitar tal ensinamento”. Ver a respeito dos tópicos tratados nesta nota Nandor Fodor, Encyclopaedia of Psychic Science, s.v. Spiritualism e Reincarnation, e Fernando M. Palmès, SJ, Metapsíquica e Espiritismo, 2ª edição, Editora Vozes, Petrópolis, 1961.”

  23. Gorducho Diz:

    Por Serápis! Não estou entendendo nada!
     
    Outro carro na Autobahn a ultrapassou, viajando a aproximadamente 100 km/h. Quando ele voltou à sua pista na frente dela, ela viu na luz fraca alguém na estrada ser atropelado por este carro. A Sra. Wolf parou o seu carro perto da vítima e puxou-a para fora da pista. Era um rapaz de cerca de 18 anos, e ele olhou para ela por um breve momento antes de perder a consciência. Ele começou a sangrar pela boca e nariz, mas não muito. A parte de baixo de sua perna direita estava em um ângulo não natural. A Sra. Wolf tomou-o nos braços e sentiu o seu pulso, que estava se tornando progressivamente fraco. Sentindo que ele estava prestes a morrer ela lhe disse: “Não tenha medo. Entre na luz e aceite os fatos como eles são.”
     
    A Sra. Wolf presenciou o acidente! Acompanhou ele morrer… Não é isso? Ou então não entendi nada…

  24. Vitor Diz:

    Oi, Gorducho,
    sim, a Sra. Wolf presenciou o acidente sim. E daí?

  25. Gorducho Diz:

    Galera…vamos sair pra rua e protestar contra o Vitor Moura….rs. Existe uma extensa literatura sobre o espiritismo anglo saxão , onde os espíritos NEGAVAM A EXISTÊNCIA DA REENCARNAÇÃO e o tio Vitor não coloca essa material aqui no blog pra gente.
     
    Além da excelente apostila do Sr. JCFF – alô, alô Sr. Administrador: onde reencontrá-la? -; o livro do Monroe já foi disponibilizado. Agora literatura em português praticamente não há mesmo. Infelizmente para que deseja estudar Espiritismo com seriedade e não lê bem pelo menos o inglês e francês. Talvez haja alguma coisa traduzida para o espanhol – não sei…

  26. NVF Diz:

    Obrigado, Vitor. Mas parece que nesse livro se defende Kardec. Não deve ser muito imparcial, né?

  27. NVF Diz:

    Eu acredito nos conhecimentos do Toffo e do Gorducho para elaborarem bons artigos a serem publicados neste blog, com relação ao tema “Allan Kardec”.
    .
    Fica aí a ideia. Espero que amadureça, rs.

  28. Vitor Diz:

    Oi, Gorducho
    depois que o 4shared cortou a minha conta, a apostila do JCFF não está mais acessível. Tenho que fazer um novo upload. Mais tarde eu faço.

  29. Jorge Batata Diz:

    1 – O site “Falhas do espiritismo” é uma obra prima. Principalmente quando se conta a história do cristianismo….

    2 – João Carlos, o que é “desenvolver estudos considerando a fé” ? Fé e razão não se misturam, apesar dos espiritas (E de outras religiões) acharem que sim. Espero que o seu “estudos” não tenha nada a ver com ciência e tal.

    3 – Eu queria ver estudos com materialização (Não aquelas manjadas do Chico Xavier de 1960, mas coisa mais atual…). Algum espirita poderia me explicar porque esse fenômeno praticamente morreu dentro do espiritismo????

  30. Sanchez Diz:

    Vitor
    .
    Aguardando a apostila do JCFF. Eu pensei a que estava no post “Algumas Notas sobre a Origem, e os Primeiros Tempos, do Espiritismo” fosse completa, mas apenas uma enxugada. Mesmo assim muito bom o trabalho de resgatar a história do espiritualismo.
    .
    Nota a obra do Sir. Arthur Conan Doyle “Historia do Espiritismo” tem o título diferente da versão inglesa que se chama “Historia do Espiritualismo”. O pouco da informação que vem para o Brasil já vem distorcido. O jeito é aprender inglês.

  31. Toffo Diz:

    A reencarnação kardecista é inteiramente recortada do modelo de Fourier, Reynaud e Leroux. Eu estou convencido de que a adição do “dogma” da reencarnação na doutrina espírita é fruto da convicção pessoal de Allan Kardec. Ele nunca fundamentou a tese, apenas afirmou que “os espíritos ensinaram” (quais?), no Livro dos Espíritos. Estranho, porque 400 km mais a oeste, os espíritos em Londres diziam coisa diferente.

  32. Marciano Diz:

    Valeu, Vitor.
    Eu perdi essa apostila do jcff, vou aguardar também.

  33. Jorge Batata Diz:

    “Estranho, porque 400 km mais a oeste, os espíritos em Londres diziam coisa diferente”.

    EXATO!!!!!

  34. Vitor Diz:

    Marciano e Sanchez,
    já tem material no blog aqui:
    .
    http://obraspsicografadas.org/2012/algumas-notas-sobre-a-origem-e-os-primeiros-tempos-do-espiritismo/

  35. Vitor Diz:

    João Carlos
    .
    comentando:
    .
    01 – “A sexualidade de Mário sugere tratar-se de espíritos ainda com graves conflitos, trilhando existências de provas”
    .
    Você acha que todo homossexual é um perturbado, que está nessa condição para pagar alguma falta que cometeu numa existência anterior? Quanto preconceito…
    .
    02 – “A provável busca pelo suicídio também sugere o citado desequilíbrio”
    .
    Sugere apenas a enorme pressão que ele sentia da família. Tivesse ele nascido numa família menos preconceituosa não haveria desequilíbrio… que foi o que supõe-se ter acontecido nessa nova vida.
    .
    03 – “O suicida ou seres que estão ainda com muitos conflitos a resolver, ao retornar ao mundo espiritual passam longo tempo inconscientes, necessitam de tratamentos, preparação, muita ajuda para viabilizar uma nova existência.”
    .
    Difícil é provar isso… e ainda há evidência empírica contrária a isso: http://obraspsicografadas.org/2012/ruprecht-schulz-estranho-caso-de-reencarnao-que-legitima-o-suicdio-e-o-aborto/

  36. Marciano Diz:

    Valeu, Vitor, eu não estava encontrando o link.
    .
    Toffo,
    Já naquele tempo em que JCFF publicou o estudo dele sobre as origens do espiritismo eu tinha mencionado o Alamar:
    .
    1. “Marciano Diz:
    AGOSTO 19TH, 2012 ÀS 22:09
    JCFF,
    Tenho o maior respeito por vc e, embora não partilhe de suas crenças, evidentemente, sei que vc é uma pessoa muito séria. Já eu, espero que me perdoe por esse pecadilho, sou dado a umas pilhérias de vez em quando. Claro que eu sabia que era um erro involuntário de digitação, vc não faria esse tipo de brincadeira, mas tratando-se de Joseph Smith e de sua história bizarra, parece até um lapso freudiano. No fundo, vc deve saber que JS era um charlatão. Um abraço.
    Arduin,
    Bom vê-lo de volta aqui.
    Eu sempre imaginei o que diria um sujeito como o Alamar aqui, ele é do tipo espírita nervosinho. Eu acho que ele se julga importante demais para comentar aqui. Espírito superior, essas coisas, mas ele é um cara divertido.
    Um abraço pra vc também, irmão.
    Gostaria de comentar mais, só que estou sem tempo para pensar seriamente.
    Um abraço pra vc também, Vítor.”

  37. Sanchez Diz:

    Vitor
    .
    Você ou alguém que comenta tem notícias do José Carlos Ferreira Fernandes. Refiro se ele tem algum projeto relacionado sobre historia do espiritualismo ou algo parecido. Acho o texto dele muito bom queria saber se tem mais material dele.
    .
    Obrigado.

  38. Vitor Diz:

    Sanchez,
    ele me disse ontem: “Estou pensando em reorganizar todos os meus textos esparsos sobre Lêntulo numa única obra, mais extensa e coerente, e me voltar então para pesquisas mais profundas sobre a origem e os primeiros tempos do Espiritismo. Creio que, no que diz respeito a Xavier e a Lêntulo, já foi dito tudo o que havia para se dizer”

  39. Robespierre Diz:

    O que pode levar uma pessoa, no caso JCFF, a ficar anos a fio tentando refutar o espiritismo? Seus trabalhos são bons? com certeza, não nego. Mas porque JCFF não nos presenteia com textos sobre alguns assuntos mal explicados da santa igreja de Roma?? Por favor senhor JCFF, não desperdice a sua intelectualidade com apenas UM assunto. Abra os seus horizontes. Afinal de contas, como o sr. mesmo já disse ao Vitor, já foi dito tudo sobre Xavier e Lêntulo. Agora ficar batendo na mesma tecla? das duas uma: Ou é limitação (Coisa que sabemos que não é) ou alguma neura freudiana mal resolvida com os espíritas.

  40. NVF Diz:

    Realmente, sobre Chico Xavier já foi dito tudo o que tinha para se dizer. Deixemos as pessoas com sua fé nele. Quem quiser se esclarecer, encontrará facilmente contrapontos à mediunidade do CX.
    .
    Já esse livro sobre os primeiros tempos do espiritismo, em português, será uma obra prima para começarmos a questionar, dessa vez, Allan Kardec. Me incomoda muito a postura dos kardecistas ortodoxos. Precisamos de uma fonte para esclarecê-los.

  41. NVF Diz:

    Robespierre,
    .
    O simples interesse pelo assunto se transforma num hobby prazeroso.
    .
    Também, acho que o principal motivo que leva muitas pessoas, como o Vitor, o Júlio Siqueira e o JCFF, a questionarem o Espiritismo, seja a extrema arrogância e prepotência dos espíritas ao dizerem que são mais racionais que todo mundo, que são ciência, quando acreditam em coisa ridículas como “nosso lar”.

  42. NVF Diz:

    O catolicismo já tem críticas acertadas desde Voltaire, ou antes. Já foi dito tudo sobre as ridicularidades do catolicismo.
    .
    Quanto ao Espiritismo que parece haver, ainda, pouca crítica bem feita.

  43. Gorducho Diz:

    Se teria boa vendagem eu não sei. Provavelmente não, pois em geral o que vende é porcaria; assim como é a audiência das programações televisivas. Mas que seria totalmente pertinente uma obra em português sobre o Espiritismo em geral seria. Tanto que para quem deseja estudar, é-se obrigado a recomendar literatura em idiomas estrangeiros que a maioria pessoas não domina.
    É um paradoxo: no país onde de longe mais há espíritas, não há literatura no respectivo vernáculo.
    Há alguns bons trabalhos, mas sobre o Espiritismo já aqui estabelecido, as transformações que sofreu, origens da FEB, &c. Ou sobre algum detalhe específico.
    Mas desconheço haver sobre o Espiritismo em sua generalidade, particularmente as reais origens dessas crenças.

  44. Robespierre Diz:

    NVF,

    Em termos de arrogância, os católicos ganham disparado. Claro, não falo das pessoas humildes, sem cultura, ou seja o povão. Estou falando dos chamados “intelectuais católicos”. Eles se julgam os donos da verdade. De mãos dadas com a razão. Não concordo que as ridicularidades do catolicismo já foram devidamente debatidas. E os milagres? a santa igreja não anda junto com a ciência?. Cadê as provas? Cadê o Deus cristão (Mas sem apelas para a fé, senão não vale)? e muitas outras coisas.

    Atacar Chico Xavier?? hahahahahaha. Gostaria de ver o sr. JCFF e sua turma atacando os principais céticos do Brasil. Tem um monte por ai sedento por debate. Agora ficar chutando cachorro morto é fácil né?

    quando acreditam em coisa ridículas como “nosso lar”

    Sim…é ridículo acreditar no nosso lar, assim como é ridículo acreditar que Deus criou o universo sabendo que antes do big bang nao existia NADA (Católicos), assim como é ridículo afirmar que um fenômeno que PARECE reencarnação SEJA reencarnação (Espiritualistas). Esse é o problema….NÃO OLHAR O PRÓPRIO UMBIGO. Todos nós acreditamos em coisas ridículas……

  45. Marciano Diz:

    Detetor de Biasetto ativado.
    Bip. Bip. Bip.
    “O que pode levar uma pessoa, no caso JCFF, a ficar anos a fio tentando refutar o espiritismo?”
    .
    “Todos nós acreditamos em coisas ridículas……” (Eu não acredito em coisas ridícular, Biasa).
    Tava com saudades de você, maluco.

  46. Toffo Diz:

    Quando o JCFF fez essa análise das origens do espiritismo, eu ainda não estava aqui no pedaço, portanto não participei dos debates. Li e achei bom, mas incompleto. Falta o contexto social, econômico e político da França daquela época. Na verdade, a origem do espiritismo é essencialmente política e social, muito além das questões religiosas. Surgiu no refluxo da derrota das correntes socialistas na Segunda República e o fracasso da revolução de 1848. Não nos esqueçamos de que o espiritismo surgiu no Segundo Império, uma época particularmente turbulenta na história francesa, época de autoritarismo, de repressão política, de aproximação com a igreja católica e, a par das descobertas científicas, um período de intensa atividade colonialista (da qual aparecem ecos na visão eurocêntrica e nos problemas étnicos e raciais que a doutrina espírita apresenta). O espiritismo surge primordialmente como contraponto à ordem política e social vigente, como uma proposta de melhoria da sociedade através da reencarnação, ideia trazida dos socialistas românticos, e da diminuição das desigualdades sociais através da caridade – entendida como atos de solidariedade entre as classes, nos quais os mais ricos dividiriam com os mais pobres. Por isso o espiritismo (kardecismo) é para mim uma doutrina de caráter regional, pensada para uma sociedade específica (a francesa) e uma conjuntura sócio-político-econômica existente (o Segundo Império). É isso.

  47. Gorducho Diz:

    Por isso mesmo que o assunto necessitaria um livro. Eu sabia muito vagamente algo sobre o Andrew Jackson Davis. Mas, humildemente confesso, nada sabia sobre os detalhes do proto-espiritismo na América, ou seja o Second Awakening, o Burned-Over District, &c.
    Como o Sr mesmo, Analista Toffo, se não me engano tem mencionado, é incrível que o país disparadamente onde mais há espíritas – e com grande população – virtualmente não tenha literatura no respectivo vernáculo.

  48. Robespierre Diz:

    Marciano,

    O Biasetto é espírita…não? Eu não sou. Sou apenas um curioso. E fica ai falando que sou ele que daqui a pouco o Vitor me bloqueia.

  49. Gorducho Diz:

    Aliás, dentro da pouca literatura sobre Espiritismo existente em vernáculo, não sei se os Srs estudiosos – em particular o Sr, Prof Biasetto…- já leram a ótima tese de FÁBIO LUIZ DA SILVA CÉU, INFERNO E PURGATÓRIO: representações espíritas do além
     
    Para quem não a conhece ainda, recomendo fortemente.

  50. Robespierre Diz:

    Vitor,

    Não estou conseguindo baixar os PDF desses dois links. Você pode por favor me enviar via e-mail?

    http://obraspsicografadas.org/2012/um-estudo-de-replicao-trs-casos-de-crianas-no-norte-da-ndia-que-alegam-se-lembrar-de-vidas-anteriores-1989/

    http://obraspsicografadas.org/2012/o-caso-de-ajendra-singh-chauhan-forte-caso-sugestivo-de-uma-vida-passada-2004/

  51. Marciano Diz:

    Tá bem, Robespierre, eu acredito que você não é o Biasa.
    Você acha que o Vitor bloqueou Biasetto, logo, não é o próprio, senão saberia que não houve bloqueio. E você nem sabe que o Biasetto não é mais espírita. Como poderia ser o Biasetto e não saber disso. Não é?
    São só parecidos no estilo.
    Vou reclamar no Procom sobre meu detetor.

  52. Robespierre Diz:

    Hahahahahahahaha blz….

    Acho que confundi mesmo…mas teve um que foi expulso pelo Vitor, nao teve?

  53. Toffo Diz:

    o grande mal dos espíritas brasileiros é que eles conhecem parcamente a história e a evolução da sociedade francesa no século 19. Sem esse conhecimento não é possível ter uma ideia exata do que representou o espiritismo num determinado contexto histórico. De qualquer forma, considero que o espiritismo à brasileira não é o espiritismo original. É outra coisa, uma adaptação sincrética do catolicismo com certas práticas esotéricas e o espiritismo lato sensu. Como a turma vive bem assim, que vivam…

  54. Sanchez Diz:

    Toffo
    .
    Com o pouco que se tem eu penso que há material suficiente, para ter uma noção da história. O problema do movimento espírita é que eles abandonaram o estudo acadêmico e ficaram com a idolatria. Se o espiritismo hoje fosse “a moda Kardec” ficaria excelente, pois teria um grupo mais coeso e mais preocupado em dialogar com a ciência e com a pesquisa séria.

  55. Marciano Diz:

    Teve, Bias, digo, Robespierre, na realidade o Scur (conhece?) e o merden, o Contra está suspenso durante os próximos jogos.
    .
    Toffo,
    Aí é que o bicho pega, o sonho de Rivail de dialogar com a ciência e com a pesquisa séria teria matado de vez o espiritismo. Foi o que aconteceu na França.

  56. Marciano Diz:

    Perdão, o comentário acima foi endereçado ao Sanchez, não ao Toffo.

  57. Sanchez Diz:

    .
    Aguardando as provas científicas de que espírito/consciência (como preferir) não existe…

  58. Marciano Diz:

    Texto publicado na Folha de São Paulo – QUINTA-FEIRA, 8 DE AGOSTO DE 2013
    .
    AUTOR:
    MARCELO KNOBEL, 44, físico, é professor do Instituto de Física Gleb Wataghin e pró-reitor de graduação da Unicamp
    .
    Pode ser lido aqui:
    http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/81335-abuso-quantico-e-pseudociencia.shtml
    .
    MARCELO KNOBEL
    TENDÊNCIAS/DEBATES
    Abuso quântico e pseudociência
    Ayres Britto diz que sua visão espiritualista é confirmada pela física quântica, mas não é disso que ela trata. O analfabetismo científico é um risco à sociedade
    Em entrevista recente à Folha, o recém-aposentado ministro do Supremo Tribunal Federal, Carlos Ayres Britto, afirmou que sua visão espiritualista de mundo seria confirmada pela física quântica, citando diversos autores, entre os quais Einstein (“A vida começa aos 70″, em 18 de novembro).
    Cito dois trechos:
    1) “Depois, de uns 12 anos para cá, comecei a me interessar por física quântica, e ela me pareceu uma confirmação de tudo o que os espiritualistas afirmam. A física quântica, sobretudo os escritos de Dannah Zohar [especializada em aconselhamento espiritual e profissional].”
    2) “Einstein, físico quântico que era, cunhou uma expressão célebre: ‘efeito do observador’. Ele percebeu que o observador desencadeava reações no objeto observado. (…) Claro que quando você joga teoria quântica para a teoria jurídica, se expõe a uma crítica mordaz. O sujeito diz: “Mas isso não é ciência jurídica’.”
    Na verdade, a fascinante física quântica aplica-se somente a sistemas físicos na escala atômica, jamais a questões profissionais ou jurídicas. As analogias podem ser exercícios criativos ou poéticos até interessantes, mas não passam disso.
    Ao buscar a palavra “quantum” em qualquer livraria virtual, é assombroso notar que a maioria das obras listadas refere-se a supostas explicações quânticas dos mais diversos aspectos da vida -da memória à cura de enfermidades, passando pelo sucesso no amor e na carreira.
    Como físico, acredito em coisas incríveis, como entes que são ondas e partículas simultaneamente, universos multidimensionais, tempos e comprimentos que dependem da velocidade do objeto, estruturas nanoscópicas que podem atravessar verdadeiras paredes e muitos outros fenômenos que certamente não são nada intuitivos e continuam sendo impressionantes, mesmo após anos e anos de estudo.
    Mas em ciência o importante é que as teorias sejam comprovadas seguindo critérios rígidos, metodologias adequadas e publicadas em periódicos de circulação internacional, para que outros pesquisadores possam tentar repetir os experimentos e modelos, verificando possíveis falhas e buscando explicações alternativas, com certo ceticismo. Não é o caso das ideias citadas pelo ministro.
    Ocorre que, diariamente, somos inundados por inúmeras promessas de curas milagrosas, métodos de leitura ultrarrápidos, dietas infalíveis, riqueza sem esforço. A grande maioria desses milagres cotidianos são vestidos com alguma roupagem científica: linguagem um pouco mais rebuscada, aparente comprovação experimental, depoimentos de pesquisadores “renomados”, alardeado acolhimento em grandes universidades. São casos típicos do que se costuma definir como pseudociência.
    A maioria das pessoas vive perfeitamente bem sem saber diferenciar ciência de pseudociência. Mais cedo ou mais tarde, porém, em alguns momentos da vida esse conhecimento pode ser muito importante. Seja para decidir um tratamento médico, seja para analisar criticamente algum boato, seja para se posicionar frente a alguma decisão importante que certamente influenciará a vida de seus filhos e netos.
    A sociedade como um todo deve assimilar a cultura científica. É importante a participação de instituições, grupos de interesse e processos coletivos estruturados em torno de sistemas de comunicação e difusão social da ciência, participação dos cidadãos e mecanismos de avaliação social da ciência.
    Em uma sociedade onde a ciência e a tecnologia são agentes de mudanças econômicas e sociais, o analfabetismo científico, seja de quem for, pode ser um fator crucial para determinar decisões que afetarão nosso bem-estar social.
    É impossível tomar uma decisão consciente se não se tem um mínimo de entendimento sobre ciência e tecnologia, como funcionam e como podem afetar nossas vidas.

  59. Marciano Diz:

    Homo vult decipi; decipiatur.
    O homem deseja ser enganado: engane-o.

  60. Sanchez Diz:

    Minha intenção não é de fazer apologia de que o espiritismo de Kardec fosse o melhor, mas penso que nesse ambiente o diálogo seria possível e muito produtivo. Quem dera que o espiritismo francês tivesse morrido com a pesquisa séria. A meu ver depois que Kardec morreu o espiritismo kardeciano foi diluído com outras doutrinas espiritualista causando sua morte.
    .
    Gostei da reportagem.

  61. Gorducho Diz:

    A meu ver depois que Kardec morreu o espiritismo kardeciano foi diluído com outras doutrinas espiritualista causando sua morte.
     
    É claro: quando o Socialismo Utópico morreu, o Kardecismo morreu. Por definição.
    É evidente que doutrinas espiritualistas, genericamente consideradas, não morrem.

  62. Toffo Diz:

    Marciano: em português corrente, me engana que eu gosto.

  63. Marciano Diz:

    Sanchez,
    Alegra-me você ter gostado da reportagem, principalmente pelo fato de que parece-me (perdoe se eu estiver errado) que você é um pouco vulnerável à inserção da expressão “física quântica” em textos de pseudociência. É um truque muito usado para emprestar credibilidade às afirmações de embusteiros.
    .
    Toffo,
    Comecei minha carreira profissional trabalhando como tradutor. O que você jocosamente fez é o que se chama de tradução livre; embora não corresponda ipsis litteris ao que foi dito, evoca de forma melhor o pensamento que o autor quis transmitir.

  64. Sanchez Diz:

    Marciano
    .
    Na verdade eu antes ficava fascinado com esse tipo de literatura, mas hoje estou curado, porém estou fazendo tratamento. Se aparecer algum sintoma, por favor chamar minha atenção kkk.
    .
    Toffo também pode chamar minha atenção se eu cair em devaneio.
    Abraço.

  65. NVF Diz:

    Toffo,
    .
    Você tem algum blog ou qualquer outro lugar em que publica suas análises sobre espiritismo?
    .
    Se tiver, me indica por favor. Se não tiver, sugiro que crie um canal e coloque essas ideias em mini artigos.
    .
    Por favor.
    .
    Abraços.

  66. Marciano Diz:

    Tô ligado, Sanchez.

  67. Antonio G. - POA Diz:

    Marciano disse:
    “Homo vult decipi: decipiatur.
    O homem deseja ser enganado: engane-o.”
    .
    Esta expressão, pelo que sei, não tem autoria conhecida. James Randi costuma usá-la. Eu a considero perfeita.
    .
    Bom dia a todos!

  68. Marciano Diz:

    Bom dia, Antonio,
    A frase é atribuída a Petronius, um escritor romano, aquele do Satiricon, o livro que até hoje é revivido em histórias.
    Ele teria dito “Mundus vult decipitur, ergo depiciatur”.
    James Randi usa mesmo, só que ele usa a variação “Homo”, em vez de “Mundus”.

  69. Toffo Diz:

    São poucos os blogs como esse aqui do Vitor, os blogs de discussão espírita são como tudo o mais em espiritismo: minoria. Muitos não são atualizados desde 2009, 2010. Os blogs contra, então, são mínimos. A turma é fanatizada mesmo.

  70. Marciano Diz:

    Toffo,
    eu sou um dos poucos que não é e nunca foi espírita ou espiritualista, sempre fui materialista.
    Cético, no sentido estrito do termo, eu acho que era quando era criança, eu desconfiava de tudo o que diziam de deus e religiões, embora me sentisse culpado por isso.
    Hoje sou descrente mesmo, quem quiser dizer que eu tenho fé na descrença, que o diga, dizer isso é uma imbecilidade. Ou o sujeito crê em algum nonsense ou crê na descrença. Papo de crente. Que digam então que sou crente na descrença, eu sei que não existe nada além da matéria.
    Agora que eu sou fanático pelo blog, isso sou.

  71. Robespierre Diz:

    Marciano,

    E qual a sua opinião a respeito desses casos de reencarnação (Como os dados que conferem referente ao morto…marcas de nascimento etc)?

  72. Marciano Diz:

    Robespierre,
    está implícito pelo que eu disse antes que considero tudo insanidade, ou fraude ou ingenuidade.
    Os motivos já foram suficientemente explicados por outros aqui, inclusive Montalvão, razão pela qual eu, como bom devoto de Belphegor (demônio da preguiça), avalizo.
    Sua pergunta me faz voltar a desconfiar de sua dupla personalidade. Biasetto também não acredita mais em espíritos, só que ainda tem umas crendices por aparar.
    Eu já disse antes, estou com preguiça de dizer de novo, pelo menos em detalhes, vou resumir. Se lesões de outra vida deixam marcas de nascença, porque será que só acontece isto em uma percentagem infinitesimal de casos? Por que todos os reencarnados não apresentam marcas de nascença? Será que nunca tiveram lesões graves em vidas anteriores?
    Quem apresenta os casos de reencarnação sempre são pessoas que mostram interesse em provar a hipótese.
    Para que investigar uma hipótese tão inverossímel, se não se acredita nela?
    Eu não perderia tempo investigando casos de reencarnação, monstro de Loch Ness, casas assombradas, pé grande, abominável homem das neves, triângulo das Bermudas, foo fighters (não o grupo de música), quiromancia, tarot, telepatia, levitação, atlântida, lemúria, premonição, lobisomens, rabdomancia (e qualquer outra “mancia”), ubiquidade, possessão, cirurgias espirituais, poder da prece, i ching, acupuntura, viagem no tempo, multiversos, duplo etéreo, doppelgängers (mitologia alemã), saci-pererê, duendes, exus, Far darrig (mitologia irlandesa), leprechauns (idem), Baal-Zebub (o das moscas), chupa-cabras, vampiros, ghouls (mitologia árabe), golem (mitologia judaica), caipora, zumbis … A lista é interminável.
    Só o faria se achasse que teria chance de descobrir que podem ser verdadeiras. E seria muito bobo se achasse isso.
    É tudo farinha do mesmo saco.
    Cada um (dos crentes) acredita na maluquice que lhe é mais aprazível.
    Eu prefiro ter os pés no chão do que viver sonhando.
    Para mim, o único mistério que existe é o fato de pessoas inteligentes, com conhecimentos bem vastos, conseguirem acreditar em coisas tão pueris.
    Deve ser mesmo coisa da seleção natural, como eu já disse aqui antes, citando dois pesquisadores.

  73. Gorducho Diz:

    Se este modelo reencarnatório é válido, todos os que morreram com ferimentos deveriam reencarnar com marcas, mesmo que estatisticamente falando nunca se conheça a correlação morto vs reencarnado atual. Como reencarnam as pessoas que morrem deformadas nos incendios, guerras, acidentes…?
    Até acho então mais válidas as Reencarnações:
     
    (i) Romântica – não há marcas.
     
    (ii) Chiquista – os compromissos morais adquiridos conscientemente na carne, e obviamente espelhados no periespírito, somente na carne podem ser resolvidos. Ou seja, por razões morais, é impossível curar na erraticidade o periespírito. Somente a carne da próxima encarnação servirá como “filtro” (sentido figurado, claro) retentor das impurezas do periespírito.

  74. Robespierre Diz:

    “Sua pergunta me faz voltar a desconfiar de sua dupla personalidade. Biasetto também não acredita mais em espíritos, só que ainda tem umas crendices por aparar”

    Não sou o Biasetto. E outra…baixa a bola…vc tá querendo dizer que eu (O suposto Biasetto) apararia minhas crencides com VOCE??? cada uma….rsrs.

  75. Robespierre Diz:

    Esses céticos….

    Tudo é fraude, mas o gozado é que não conseguem provar a fraude. Ai mergulham em suas piscinas céticas cheias de FÉ.

    Esses religiosos….

    Adoram falar mal da religião dos outros, mas não olham o próprio umbigo. Alô …alô…..sr. JCFF estamos esperando seus estudos sobre o catolicismo romano.

  76. Marciano Diz:

    Agora tenho certeza de que é o Biasetto.
    Chamando descrentes de católicos.

  77. Robespierre Diz:

    KKKKKKKKKKKKKKKKK vc é doido

  78. Vitor Diz:

    01 – “Se lesões de outra vida deixam marcas de nascença, porque será que só acontece isto em uma percentagem infinitesimal de casos? Por que todos os reencarnados não apresentam marcas de nascença? Será que nunca tiveram lesões graves em vidas anteriores?”
    .
    Marciano, se vc tivesse se dado ao trabalho de ler o livro “Vida Antes da Vida”, de Jim Tucker – material que é apenas introdutório! – teria visto essa questão ser abordada e respondida. Eis o que é informado no livro:
    .
    Quando examinamos os casos, uma pergunta se impõe: se o trauma no final da vida pode produzir marcas e defeitos de nascença na próxima encarnação, por que há maior número de bebês que nascem sem esses problemas? Uma das explicações prende-se a uma idéia já discutida aqui. Ao falar da hipnose, eu disse que ela é capaz de promover mudanças em certas pessoas. Algumas respondem à hipnose muito mais prontamente que outras. Na verdade, há aquelas que não se deixam de modo nenhum hipnotizar. No caso do renascimento, é de esperar também que algumas pessoas sejam mais suscetíveis a ter marcas no novo corpo produzidas por traumas passados. A hipnose não logra produzir marcas na pele na maioria de pessoas, mas alguns sujeitos se revelam bastante suscetíveis a isso. De igual modo, na maior parte dos casos, lesões na hora da morte não afetarão o feto da vida seguinte; mas vez por outra isso acontecerá.
    Não sabemos bem quais fatores determinariam a suscetibilidade de uma pessoa à transferência de traumas; um desses fatores, porém, talvez seja a crença cultural. Se a crença vigente numa cultura ampara a possibilidade de um trauma sofrido numa vida passada afetar o feto em desenvolvimento, então os membros dessa cultura podem mostrar-se mais suscetíveis a apresentar lesões do que os de outra. Na hipnose, as expectativas do sujeito quanto ao que possa acontecer durante o estado de transe provavelmente afetam os resultados. Do mesmo modo, as crenças relativas à vida e à morte talvez promovam ocorrências subseqüentes como as marcas de nascença. Isso explicaria, ao menos em parte, por que se registram mais marcas de nascença em certos lugares que em outros. A despeito do caso de Patrick, temos poucos desse tipo nos Estados Unidos. A não-aceitação do fenômeno, aqui, pode fazer com que os americanos estejam menos sujeitos a desenvolver marcas de nascença oriundas de traumas antigos do que os habitantes de outros países.
    Isso posto, devo ressaltar que os casos de marca de nascença não correspondem necessariamente às crenças religiosas cultivadas em muitas das comunidades onde foram registrados. O conceito de karma, que tão importante para o hindu e o budista, afirma que as condições em que a pessoa nasce são determinadas por sua conduta em vidas pregressas. Com base nisso, poderíamos supor que, após um assassinato, o culpado e não a vítima ostentaria marcas ou defeitos de nascença na vida seguinte em resultado da dívida kármica; mas não acontece assim, pelo que vemos. Temos apenas três casos em que as crianças pensavam ostentar marcas ou defeitos de nascença em castigo de atos cometidos numa vida anterior, dos quais diziam lembrar-se. Um dos sujeitos, um garoto do Sri Lanka chamado Wijeratne, recordava a vida do seu tio, enforcado dezoito anos antes do seu nascimento por ter esfaqueado a esposa que queria se separar dele. Wijeratne veio ao mundo com a mão e o braço direitos deformados, mais curtos que o normal, e sem um músculo peitoral do lado direito do tórax. O menino dizia que tinha a mão mirrada porque matara a esposa com ela, na vida anterior.
    Em todos os outros casos, as crianças afirmaram ter tido, na vida pregressa, ferimentos que levaram para os novos corpos; aqui, portanto, o padrão parece mais consistente com a idéia de imagens mentais ou lembranças que provocam alterações físicas. Não obstante, os membros dessas culturas geralmente se mostram mais propensos a ter o corpo ou a saúde afetados por causas espirituais, de modo que essa propensão pode torná-los mais suscetíveis a apresentar marcas de nascença oriundas da vida anterior, mesmo quando as marcas não se conformam às suas noções do karma.
    Para além das diferenças culturais, precisamos considerar também as diferenças individuais. Ainda que a vida passada seja aceita como causa de marcas e defeitos de nascença mais facilmente em certos países que em outros, as expectativas podem variar muito de pessoa para pessoa. Membros de culturas nas quais se registra maior número de casos exibem variados graus de crença na reencarnação, tal como nos Estados Unidos os dogmas religiosos variam entre as pessoas, e o grau de crença ou expectativa na mente individual pode afetar a probabilidade de marcas de nascença subseqüentes. Da mesma forma, os dogmas culturais em geral nos Estados Unidos não acolhem a crença na reencarnação, o que não impede certas pessoas de esperarem renascer. Exemplo disso é William, o menino já apresentado no Capítulo 1: ele nasceu com um problema cardíaco que lembrava os ferimentos fatais recebidos pelo avô durante um tiroteio. O avô era católico romano praticante, mas acreditava na reencarnação. Essa crença talvez o tenha tornado mais suscetível a apresentar um defeito de nascença correspondente aos ferimentos fatais de sua vida anterior.
    Outra pergunta que se impõe é: por que há tantos casos relacionados à pele? Alguns envolvem deformidades como ausência de dedos ou membros, mas só uns poucos dizem respeito a doenças internas. Cabe-nos apenas especular sobre as causas disso, que também podem apontar para um fenômeno da consciência. Ficamos muito mais conscientes das lesões na pele do que nos órgãos internos; portanto, é mais provável que levemos sua lembrança para uma próxima vida. Do mesmo modo, se um homem tem os dedos amputados no momento em que é morto, toma decerto consciência desse fato, mas não perceberá, por exemplo, que o seu fígado foi dilacerado por uma bala. Deformidades podem surgir em conseqüência da percepção de lesões por parte da personalidade anterior e os órgãos internos talvez sejam poupados porque a vítima não toma consciência dos danos a elas inflingidos.
    O caso de William é uma exceção a isso. Se o seu problema cardíaco for a manifestação das lesões sofridas pelo avô, ocorre-nos perguntar por que ele não apresenta ao menos uma marca de nascença no peito para emparelhar com o defeito do coração. Não tenho uma resposta definitiva para essa pergunta, mas pergunto-me se o avô pensou que aquela dor no peito significava ter sido atingido no coração. Em tal caso, ele se concentraria mais no coração do que na pele. Para complicar as coisas, mesmo não tendo William uma marca de nascença no peito para coincidir com a deficiência cardíaca, tem outra no pescoço, que talvez se relacione à morte do avô. Carol Bowman encaminhou-me a William e sua mãe. Quando os encontrei pela primeira vez, a mãe não disse que ele tinha alguma marca de nascença. Em nossa correspondência subseqüente, contou que na verdade o menino apresentava um sinal no pescoço, abaixo da orelha esquerda, e mandou-me uma fotografia desse sinal. A marca se localiza na mesma área que, no pescoço do avô, apresentava uma esfoladura, segundo o relatório da autópsia. A esfoladura deve ter sido grave, pois foi incluída no parágrafo único da autópsia que descrevia o exame externo do corpo. A mãe de William, na verdade, pensava que o pai tinha sido atingido ali, mas como a autópsia não falou em nenhum orifício de entrada ou saída naquela área, o ferimento se deveu sem dúvida a um projétil que passou de raspão por seu pescoço. Portanto, juntamente com um problema cardíaco que lembra o trauma sofrido pelo avô, William exibe uma marca de nascença correspondente a uma esfoladura, mas nenhuma que coincida com os diversos orifícios de entrada e saída provocados pelas balas no corpo da vítima. Para especular um pouco mais a respeito, talvez o avô de William percebesse o ferimento no pescoço antes de concentrar-se no trauma cardíaco fatal, não se dando conta do impacto dos outros projéteis.
    O caso de William ressalta também um fator prático que possivelmente explica a baixa incidência de defeitos nos órgãos internos. Uma criança nascida numa aldeia asiática com o mesmo problema cardíaco de William seguramente morreria poucos dias depois de vir ao mundo, se não antes. Não teria a oportunidade de discorrer sobre uma existência anterior e nós jamais ouviríamos falar do caso. Talvez ocorram casos de defeitos nos órgão internos, mas eles não ficam conhecidos como casos de renascimento porque as crianças morrem em tenra idade.

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    02 – “Só o faria se achasse que teria chance de descobrir que podem ser verdadeiras. E seria muito bobo se achasse isso.”
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    Carl Sagan devia ser muito bobo então, pois foi exatamente isso que ele disse no livro “O Mundo Assombrado pelos Demônios”. Mas Sagan pelo menos leu a obra de Stevenson antes de emitir sua opinião favorável.

  79. Marciano Diz:

    Vitor, o que li não muda minha opinião. A comparação é infeliz. Estatísticamente, o número de reencarnados com marcas de traumas é praticamente zero em relação aos que não tem marca alguma.
    Ademais, não é explicado por que razão as marcas só aparecem na primeira encarnação após o trauma, na encarnação seguinte não aparecem.
    Se isto fosse verdade, acumulando marcas de várias encarnações passadas, seríamos todos piores do que o Quasimodo.
    Será que a atual é a minha primeira encarnação? Eu não tenho marca alguma. Aposto como você também não tem.
    Está parecendo que você precisa reler o Demon Haunted World.
    Veja este trecho:
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    “Another eye-opener was Martin Gardner’s Fads and Fallacies in the Name of Science. Here was Wilhelm Reich uncovering the key to the structure of galaxies in the energy of the human orgasm;
    Andrew Crosse creating microscopic insects electrically from salts; Hans Horbiger under Nazi aegis announcing that the Milky Way was made not of stars, but of snowballs; Charles Piazzi
    Smyth discovering in the dimensions of the Great Pyramid of Gizeh a world chronology from the Creation to the Second Coming; L. Ron Hubbard writing a manuscript able to drive its readers insane (was it ever proofed? I wondered); the Bridey Murphy case, which led millions into concluding that at last there was serious evidence of reincarnation; Joseph Rhine’s ‘demonstrations’ of ESP; appendicitis cured by cold water enemas, bacterial diseases by brass cylinders, and gonorrhoea by green light – and amid all these accounts of self deception and charlatanry, to my surprise a chapter on UFOs.”
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    Ele cita vários casos de charlatanismo e inclui entre eles o caso de Bridey Murphy, o qual, segundo ele, teria levado milhões à conclusão de que finalmente havia sérias evidências de reencarnação.
    Isso parece texto de quem aceita a hipótese?
    Note que ele colocou “demonstrations” of ESP, entre aspas, consulte seu livro.
    Mais adiante Sagan diz:
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    “More than a third of American adults believe that on some level they’ve made contact with the dead. The number seems to have jumped by 15 per cent between 1977 and 1988. A quarter of Americans believe in reincarnation.”
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    São estas as palavras de quem admite reencarnação?
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    Mais adiante ele relata a conversa com o Dalai Lama:
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    “In theological discussion with religious leaders, I often ask what their response would be if a central tenet of their faith were disproved by science. When I put this question to the current, Fourteenth, Dalai Lama, he unhesitatingly replied as no conservative or fundamentalist religious leaders do: in such a case, he said, Tibetan Buddhism would have to change. Even, I asked, if it’s a really central tenet, like (I searched for an example) reincarnation? Even then, he answered. However, he added with a twinkle, it’s going to be hard to disprove reincarnation. Plainly, the Dalai Lama is right. Religious doctrine that is
    insulated from disproof has little reason to worry about the advance of science. The grand idea, common to many faiths, of a Creator of the Universe is one such doctrine – difficult alike to demonstrate or to dismiss.”.
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    Veja que eu não destaquei nada.
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    O trecho que você vive dizendo que mostra que Sagan achava que reencarnação pode ser uma coisa a ser estudada é este:
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    “At the time of writing there are three claims in the ESP field which, in my opinion, deserve serious study:”
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    Vamos direto para o 3, que é o que nos interessa:
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    “(3) that young children sometimes report the details of a previous life, which upon checking turn out to be accurate and which they could not have known about in any other way than reincarnation. I pick these claims not because I think they’re likely to be valid (I don’t), but as examples of contentions that might be true. The last three have at least some, although still dubious, experimental support.”
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    Vou traduzir, não para você, mas para os demais que não sabem falar inglês:
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    “(3) que jovens crianças às vezes relatam os detalhes de uma vida prévia, a qual, após verificação, mostra-se acurada e que delas não poderiam saber por qualquer outro modo além da reencarnação. Eu escolho essas afirmações não porque as acho válidas (não acho), mas como exemplos de alegações que PODERIAM (ele escreve o might, poderiam, em itálico; como não sei escrever em itálico aqui, coloquei em maiúsculas) ser verdadeiras. As últimas três tem pelo menos algum, apesar de ainda assim dúbio, apoio experimental”.
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    Nota bene: Ele escolhe esses exemplos não porque pensa que sejam provavelmente válidos (ele não acha), mas que “poderiam” ser verdadeiros, porque alguns, pelo menos, têm apoio experimental, ainda que dúbio.
    .
    Vitor, não dá para dizer que Sagan considerava válida a hipótese de reencarnação.
    Ele diz disso claramente.
    .
    Leia de novo, por favor, no seu livro.
    Se tiver dificuldade de encontrar os trechos, diga-me, eu te indicarei as páginas, capítulos, o que for necessário.
    Eu traduzi o mais literalmente possível, embora não seja minha técnica, aposto na tradução livre. Só fiz assim para que não reste dúvida, quis ser o mais fiel possível ao texto original.
    .
    Eu só acho que TALVEZ Sagan fosse bobo porque achava que poderíamos encontrar sinais de vida em outros planetas, que algum ET pudesse encontrar um cd vagando pelo espaço, identificasse aquela porcaria como algo que contivesse informações e conseguisse ler o cd. Mas conhecendo Sagan como conheço, eu acho que ele pensava que NÓS fôssemos os bobos.
    É um jeito de conseguir apoio de governantes ignaros para pesquisa científica.
    .
    .
    Quanto a você,
    BIASETTO/ROBESPIERRE,
    Você sempre soube que eu sou quase tão doido quanto você. No bom sentido, claro.

  80. Marciano Diz:

    Vitor, você vive citando Sagan fora do contexto, pinçando a trecho acima, sem fazer uma interpretação teleológica do mais que ele diz no livro e em outras obras.
    Não vá me expulsar do blog por causa disso.

  81. Vitor Diz:

    Marciano
    comentando:
    01 – “Estatísticamente, o número de reencarnados com marcas de traumas é praticamente zero em relação aos que não tem marca alguma.”
    .
    Não sei em qual estatística você se baseia para dizer isso, mas vários motivos para isso já foram levantados. E Tucker ainda diz:
    .
    “As marcas e os defeitos de nascença não são raros em nossos casos. Um terço dos casos na Índia inclui marcas e defeitos de nascença que corresponderiam a ferimentos em personalidades anteriores, com 18% apoiados em registros médicos que confirmam a semelhança. Devo observar que a porcentagem real das crianças que, relatando lembranças da vida anterior, apresentam marcas de nascença deve ser bem mais baixa. Não raro temos de tomar decisões quanto aos casos a examinar e, como nos interessamos particularmente por marcas de nascença, em geral é esse o tipo que escolhemos. Por isso registramos aqui maior número deles.”
    .
    E precisamos considerar os casos “silenciosos”, ou seja, os casos em que crianças não relatam memórias de uma vida anterior mas apresentam marcas condizentes com as feridas fatais de uma vida anterior. Esses casos estão computados na sua estatística?
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    02 – “Ademais, não é explicado por que razão as marcas só aparecem na primeira encarnação após o trauma, na encarnação seguinte não aparecem”.
    .
    Quem disse que não aparecem? A rigor, são pouquíssimos os casos bem documentados em que o pesquisador pôde descobrir a segunda reencarnação de um indivíduo!E muitas marcas de nascença são curadas durante a vida do indivíduo, desaparecendo com o tempo (é claro que isso não ocorre com os defeitos de nascença, que tratam de falta ou deformações de membros).
    .
    03 – “Vitor, não dá para dizer que Sagan considerava válida a hipótese de reencarnação. Ele diz disso claramente.”
    .
    Ele diz claramente que não achava PROVÁVEL que fosse válida. Mas deixou claro também que, embora improvável, a possibilidade de ser verdadeira não era de forma alguma desprezível. E por isso ele pediu maior atenção da comunidade científica para esse programa de pesquisa.

  82. NVF Diz:

    Eu só acho muito interessante a sugestão nas palavras dos céticos, no sentido de insinuar que eles são mais sãos e inteligentes que os “crentes”. Isso é tão interessante quanto o religioso achar que sua religião é melhor que a do outro, como os próprios espíritas fazem.
    .
    Eu gosto de observar a parcialidade presente em todos nós, o que me faz concluir que é coisa da natureza humana. Por quê, não sei. Talvez os “espíritos de Kardec” tenham razão: é o orgulho humano.
    .
    Assim, o cético vai negar tudo de qualquer jeito, simplesmente porque ele não quer acreditar, prefere desse jeito, acha mais inteligente. Assim como o “crente” vai forçar argumentos a favor do seu fenômeno.

  83. Vitor Diz:

    Marciano
    comentando:
    01 – “Vitor, você vive citando Sagan fora do contexto,”
    .
    E eu costumava ser tão bom em interpretação de texto… :-)
    .
    02 – “Não vá me expulsar do blog por causa disso”
    .
    Você já me viu expulsar alguém por esse motivo?

  84. Marciano Diz:

    NVF,
    o que você acha de quem acredita em monstro de Loch Ness, casas assombradas, pé grande, abominável homem das neves, triângulo das Bermudas, foo fighters (não o grupo de música), quiromancia, tarot, telepatia, levitação, atlântida, lemúria, premonição, lobisomens, rabdomancia (e qualquer outra “mancia”), ubiquidade, possessão, cirurgias espirituais, poder da prece, i ching, acupuntura, viagem no tempo, multiversos, duplo etéreo, doppelgängers (mitologia alemã), saci-pererê, duendes, exus, Far darrig (mitologia irlandesa), leprechauns (idem), Baal-Zebub (o das moscas), chupa-cabras, vampiros, ghouls (mitologia árabe), golem (mitologia judaica), caipora, zumbis?

  85. Marciano Diz:

    Quando foi que eu disse que sou mais inteligente do que qualquer um aqui?
    Ao contrário, o que eu disse é que não entendo como pessoas inteligentes e cultas podem acreditar em bobagens.
    Não ponha palavras em meus dedos (foi digitado).rs

  86. Marciano Diz:

    Vitor, quando falei em expulsão, estava brincando.
    É o famoso “comic relief” de que falei com o Montalvão.
    O resto era sério.
    Você é um excelente argumentador (como Arduin e Montalvão). É bastante versado em parapsicologia (ao menos na teoria).
    Eu já te disse antes, você fez ouvidos moucos, você defendia o espiritismo com a mesma verve, há cerca de uma década.
    Se eu te conhecesse há uns doze anos e negasse o espiritismo, você usaria toda sua inteligência e capacidade de argumentação para provar que estou errado.
    Vou esperar mais dez anos.
    Desculpe-me a sinceridade, pra mim você trocou seis por meia-dúzia.

  87. Marciano Diz:

    NVF, crença não tem nada a ver com inteligência (ou falta dela).
    Eu não nego que tenho inteligência acima da média (geral), não acima da média dos comentadores do blog, os quais, salvo raras exceções, são todos bem dotados intelectualmente.
    Para mim pouco importa quem é mais ou menos inteligente, não vejo isso como uma competição.
    Quando eu era criancinha minha inteligência, como a de toda criança, era muito pouca, e eu já desconfiava de tudo.
    À medida que fui crescendo e aprendendo coisas, fiquei muito mais desconfiado.
    Só isso.
    Não tenho motivo para me orgulhar de coisa alguma, orgulho é um sentimento idiota (na minha modestíssima opinião).
    Não vivo me comparando com ninguém. Não sinto necessidade alguma. Apenas tenho o mesmo direito de pensar que todos os demais têm.
    Talvez seja a falta de livre arbítrio de que o Vitor fala.
    Talvez a culpa seja minha, mas você vive me interpretando erroneamente.
    Leia de novo o que escrevi.
    Ou peça ajuda ao Vitor, ele é bom em interpretação de textos.

  88. Gorducho Diz:

    À medida que fui crescendo e aprendendo coisas, fiquei muito mais desconfiado.
     
    Independentemente de qualquer coisa que esteja sendo discutida aqui, e dos posicionamentos de cada um, é uma regra de vida que deveria ser adotada por todos sensatos.
    Minha mãe, que foi espírita – eu ia com ela e também acreditava, confesso – sempre me ensinava isso. Aplicando na prática a regra, percebeu que era ilusão de inocentes…

  89. Marciano Diz:

    NVF,
    Gostei do seu comentário no artigo das fraudes de cx (aquele no qual você disse que o Vereza dá aulas de física quântica no apartamento dele), vou continuar a conversar contigo só aqui, porque, como já disse lá, aquele artigo já se esgotou, ninguém diz mais nada sobre plágios, só assuntos outros bem variados.
    Vou te indicar um link da Wikipédia em português, é um bom começo, embora a Wikipédia não seja perfeita, é a mais atualizada.
    Depois você mesmo pode consultar outras fontes (de quântica mesmo, não essas coisas de malucos religiosos como Vereza).
    Dê uma olhadinha, mesmo que não leia tudo, ao menos na parte em que fala do embasamento matemático.
    Esclareço que física quântica ou mecânica quântica são espressões sinônimas, como você mesmo poderá verificar em qualquer fonte confiável.
    .
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Mec%C3%A2nica_qu%C3%A2ntica
    .
    Note que a Wikipédia, como toda enciclopédia, faz um raso resumo do assunto, mas veja que mesmo a parte de matemática que se aprende no ensino médio prova que Vereza não tem a menor condição de entender o que é física ou mecânica quântica.
    Será que o Vereza aprendeu e ainda se lembra do que são matrizes e determinantes?
    Ele e seus “alunos” conhecem profundamente o cálculo vetorial?
    Conhecem equações diferencias, equações integrais, teoria dos anéis, séries de MacLaurin, séries de Taylor?
    No apartamento de Vereza discute-se origem da teoria quântica: a radiação do corpo negro; a dualidade onda-partícula para ondas eletromagnéticas: o efeito fotoelétrico e o efeito Compton; ondas de probabilidade e ondas de matéria: a natureza dual das partículas massivas; a equação de Schroedinger e o princípio da indeterminação? Armadilhas eletrônicas: poço de potencial infinito; poço de potencial finito; o átomo de hidrogênio: o modelo atômico de Bohr e a equação de Schröedinger; propriedades dos átomos: spin, momento angular, momento magnético? O experimento de Stern-Gerlach, a ressonância magnética nuclear? O princípio de exclusão de Pauli e as armadilhas com mais de um elétron, funcionamento
    dos lasers?
    Armadilhas eletrônicas: poço de potencial infinito; poço de
    potencial finito; O átomo de hidrogênio: o modelo atômico de Böhr e a equação de Schröedinger; propriedades dos átomos: spin, momento angular, momento magnético. O experimento de Stern-Gerlach, a ressonância magnética nuclear? O princípio de exclusão de Pauli e as armadilhas com mais de um elétron? Funcionamento dos lasers, descoberta do núcleo, propriedades dos nuclídeos, decaimento radioativo alfa e beta, datação radioativa, medidas de dose de radiação, modelos nucleares, Fissão nuclear e reator nuclear, fusão termonuclear e fusão nuclear controlada?
    .
    .
    Esse negócio de associar crendices idiotas com MECÂNICA QUÂNTICA é semelhante ao que aconteceu há alguns anos quando a eletricidade era novidade, quando James Clerk Maxwell publicou a “Teoria da Propagação das Ondas Eletromagnéticas”. Todo charlatão começou a falar de eletricidade e magnetismo, misturar com espiritualidade.
    .
    A eletricidade, o magnetismo, não têm nada a ver com espiritualidade, mas possibilita, dentre outras coisas, que nós troquemos ideias aqui no blog. Só não permite que saia nenhum fluido da ponta dos dedos dos magnetizadores ou mesmeristas ou espíritas. Esta seria a base científica do passe.

  90. Toffo Diz:

    A sabedoria mineira, de onde vem parte da minha formação, sempre diz: confie, desconfiando.
    .
    NVF: Eu só acho muito interessante a sugestão nas palavras dos céticos, no sentido de insinuar que eles são mais sãos e inteligentes que os “crentes”. Isso é tão interessante quanto o religioso achar que sua religião é melhor que a do outro, como os próprios espíritas fazem.
    .
    Eu gosto de observar a parcialidade presente em todos nós, o que me faz concluir que é coisa da natureza humana. Por quê, não sei. Talvez os “espíritos de Kardec” tenham razão: é o orgulho humano.
    .
    Assim, o cético vai negar tudo de qualquer jeito, simplesmente porque ele não quer acreditar, prefere desse jeito, acha mais inteligente. Assim como o “crente” vai forçar argumentos a favor do seu fenômeno.

    .
    Aceitar isso que você diz equivale mais ou menos a aceitar que os ateus “têm fé” de que Deus não existe, o que os botaria num patamar semelhante, por via oposta, aos crentes que “têm fé” de que Deus existe. Fé é convicção, mas convicção nem sempre é fé.

    O cético não nega; apenas duvida. Eu passei uns 45 anos da minha vida acreditando no espiritismo, mas hoje não é que eu tenha “mudado de lado” e cerre fileiras contra. Eu apenas me tornei cético porque comecei a perceber que tudo aquilo não fazia sentido, e me tornei um crítico daquilo que o espiritismo propõe. Mas eu não nego categoricamente que haja alguma coisa “au-délà”; apenas acho que é mais improvável que haja. Até hoje não houve provas conclusivas de que haja espíritos e que eles se comuniquem, mas se algum dia houver eu passo a aceitar. Por ora, acho muito mais importante dar a devida atenção à vida presente, que é a única certeza que temos. É isso.

  91. Sanchez Diz:

    Falar de mecânica quântica de forma filosófica é fácil. Tem até na HD da Marvel. Quero ver estudar a matemática da coisa como eu aprendi na faculdade. Se o ministro Carlos Ayres Britto conhece-se só a matemática do método hartree-fock eu acho que não iria achar a mecânica quântica tão encantadora.
    .
    Saudações quânticas

  92. Sanchez Diz:

    É HQ
    .
    Foi mal!

  93. NVF Diz:

    Marciano,
    .
    “NVF,
    o que você acha de quem acredita em monstro de Loch Ness, casas assombradas, pé grande, abominável homem das neves, triângulo das Bermudas, foo fighters (não o grupo de música), quiromancia, tarot, telepatia, levitação, atlântida, lemúria, premonição, lobisomens, rabdomancia (e qualquer outra “mancia”), ubiquidade, possessão, cirurgias espirituais, poder da prece, i ching, acupuntura, viagem no tempo, multiversos, duplo etéreo, doppelgängers (mitologia alemã), saci-pererê, duendes, exus, Far darrig (mitologia irlandesa), leprechauns (idem), Baal-Zebub (o das moscas), chupa-cabras, vampiros, ghouls (mitologia árabe), golem (mitologia judaica), caipora, zumbis?”
    .
    Acho essas coisas menos prováveis ou possíveis que o espírito.

  94. NVF Diz:

    Marciano,
    .
    “Quando foi que eu disse que sou mais inteligente do que qualquer um aqui?”
    .
    Referi-me ao comportamento cético em geral.

  95. NVF Diz:

    **Referi-me ao comportamento cético em geral, que vemos na prática, apesar de o ceticismo ser, a rigor, a dúvida saudável.

  96. NVF Diz:

    Marciano,
    .
    Então as pessoas realmente distorcem o sentido de física quântica, né? Eu achava que ela fosse alguma subespécie de metafísica, diante de tantos “maconheiros” que relacionam o “sobrenatural” a tal ramo da física.
    .
    Toffo,
    .
    “Por ora, acho muito mais importante dar a devida atenção à vida presente, que é a única certeza que temos. É isso.”
    .
    Concordo. E quanto aos seus possíveis artigos sobre as origens do espiritismo? Eles existem? Gostaria de lê-los, hehe

  97. NVF Diz:

    Marciano,
    .
    Observo no Carlos Vereza um grau elevado de loucura. Não o vejo como um enganador. Ele realmente acredita nas suas esquizofrenias.
    .
    Vou deixar alguns videos em que, talvez, vocês todos percebam a mesma coisa que eu:
    .
    http://www.youtube.com/watch?v=uQfziXsTBO0
    .
    Droga… Não achei os outros videos.
    .
    Na verdade, são todas as entrevistas dele no programa do Jô, que devem ser umas cinco. Em uma delas, ele diz que tem dado aula de física quântica em seu apartamento, relacionando com espiritismo. OBS.: Essas aulas são gratuitas.

  98. Marciano Diz:

    NVF,
    você tem razão, melhor observando, ele parece mais um maluco mesmo, um “maconheiro” no sentido que você emprestou ao vocábulo, eu acho que te entendi, alguns maconheiros de verdade são dados a misticismos esquizoides.

  99. robespierre Diz:

    Carlos Vereza deve ter um grau elevado de loucura mesmo. Pra apoiar o PSDB……..

  100. NVF Diz:

    Ei, eu apoio o PSDB! Principalmente o FHC e o Aécio Neves. (Discute-se tudo nesse blog, menos espiritismo, huauhahua)

  101. Marciano Diz:

    Mais uma prova de que Robesbierre e Biasetto são a mesma pessoa, o esquerdismo. Se bem que o Partido da SOCIAL Democracia Brasileira é esquerdista, mas não é esquerdista o bastante para Biasetto/Robespierre.
    Eu gosto de você assim mesmo, Biasetto, “warts and all” (peça para o Vitor traduzir pra você, é um “idiom” e tenho a impressão de que outra coisa em comum que Robespierre e Biasetto têm em comum é que não sabem nenhuma língua estrangeira, nem italiano – Biasetto nem francês – Robespierre).

  102. Marciano Diz:

    “Outra coisa em comum que têm em comum” (redundância minha) é porque estou me preparando para a “night”, je suis une créature de la nuit, notívago.

  103. Marciano Diz:

    Tudo dentro da lei (preciso avisar por causa do difamador merden). Whisky. Jesus aprovaria, se existisse no tempo dele (milagre de Canaã).

  104. Robespierre Diz:

    NVF,

    Você é de São Paulo? tá estourando uma bomba deliciosa aqui no colo do PSDB.

  105. Robespierre Diz:

    Marciano,

    Errou de novo…ser contra o PSDB não significa ser ESQUERDISTA. Seu detector de Biasetto precisa urgentemente ser recolhido do mercado.

  106. Yacov Kadowski Diz:

    Ainda dentro do tema reencarnação é interessante notar que ao contrário do alegado pelos católicos e pseudo-céticos (visto que um verdadeiro cético nada pode afirmar, tão somente duvidar…) nem todos os anglos- saxões eram contra o conceito.
    Vejam:
    “Reincarnation could be optional; it could be punitive. It could be imposed for the purposes of retribution or it could be undertaken for the fulfillment of a mission. The teachings of the spirit control ‘‘Imperator’’ through medium W. Stainton Moses admitted the possibility of reincarnation as another chance for souls that had sunk so low as practically to lose identity, and in the case of high spirits who descend with a mission.”

    Saudações Reencarnacionistas

    Yacov

  107. Yacov Kadowski Diz:

    Mais algumas referências:
    “Among Spiritualists, those who favored reincarnation countered Home. His argument was no argument; reincarnation, if true, may not necessarily be a universal fact. It may not take place at once. In The Road to Immortality, by Geraldine Cummins (1932), the spirit of F. W. H. Myers, communicating from ‘‘the other side,’’ admits reincarnation as an optional choice and as a necessity for ‘‘animal men,’’ but not through a series of existences, and counters Theosophical notions of karma by a fascinating theory of group souls.”

  108. Gorducho Diz:

    No question. Conforme ensina o Sr. JCFF na apostila Algumas Notas sobre a Origem, e os Primeiros Tempos, do Espiritismo utilizada aqui pelo Sítio:
     
    Mas, como mencionado, a escola anglo-saxã repelia o “reencarnacionismo”, não a reencarnação em si. P.ex., um dos espíritos-guias (“controles”) de Stainton Moses,
    chamado “Imperator”, havia ensinado que a reencarnação podia ocorrer em certos casos excepcionais, como uma segunda chance a almas que se haviam por demais aviltado moralmente, tendo, por assim dizer, praticamente perdido a sua personalidade, ou para
    espíritos superiores em missão especial na Terra. Conan Doyle, por sua vez, ponderou que, sendo algo concernente ao seu próprio futuro, a reencarnação, para um espírito, poderia ser-lhe tão desconhecida e misteriosa como o é para nós (ou seja, que os
    espíritos poderiam, mesmo quando “desencarnados”, não se lembrar de encarnações anteriores).

     
    O que caracteriza essencialmente o Kardec é ter colocado a Reencarnação Romântica como dogma; baseado nos escritos do Fourier, Jean Reynaud, &c.

  109. Sanchez Diz:

    Teste

  110. Yacov Kadowski Diz:

    Gorducho,
    De fato é exatamente isso que ocorria.
    Não só era a opinião do Stainton Moses ( O Kardec Inglês rs) como também F.W.H Myers através da médium Geraldine Cummins.
    Reencarnacionistas também temos a Anna Kingsford, e a Mrs. Blackwell.
    E certamente outros mais.
    Também temos os detratores de “peso” da época como o Dunglas Home, e o William Howitt.
    É que infelizmente alguns católicos (incluindo o Pe. Quevedo s.j.) e pseudo-céticos tentar alegar que “não havia reencarnacionistas” na Inglaterra, o que uma leitura atenta demonstra tal afirmação ser falaciosa.
    Yacov

  111. Yacov Kadowski Diz:

    ERRATA: (tentam alegar…)

  112. Yacov Kadowski Diz:

    Agora sabe o que eu acho mais interessante…
    Que essa tese reencarnacionista defendida pelo Stainton Moses e a mesma que alguns “guias” da Umbanda alegam que ocorre.
    Já vi alguns Caboclos e Exus explicarem o processo reencarnatório da mesmíssima forma.
    É curioso a Umbanda sendo filha (ilegítima rs) do Kardecismo compartilhar alguns conceitos Spiritualists, a qual os seus respectivos médiuns nunca ouviram falar.
    É claro que os pseudo-céticos podem alegar que existem médiuns instruídos na Umbanda (Sarraceni, Matta e Silva) porém eles não são maioria nas roças e terreiros que encontramos por aí.
    Aliás é exatamente o oposto.
    E o fato da Umbanda não ser “codificada” depõe a favor dos relatos de tais “guias” visto não terem uma Teologia unificada.
    Saudações Especulativas
    Yacov

  113. NVF Diz:

    Acho a umbanda extremamente interessante e convincente. Precisa ser melhor observada, sem estigmas. Vejo o ambiente como o mais rico para se fazer pesquisas sérias, não daquelas do tipo “eles NÃO preveem o futuro, logo não existem”.
    .
    Pegando o gancho no que o Yacov disse, melhor ainda observar os supostos espíritos nas umbandas das “roças” e subúrbios do Brasil, onde os médiuns (ou “cavalos”) quase sempre mal sabem ler, e ainda assim dizem coisas surpreendentes sobre a pessoa (e olha que não existe entrevista antes de entrar), comprovando se tratar de uma outra individualidade ali se comunicando.

  114. NVF Diz:

    OBS.: Acho a umbanda convincente no sentido de “espíritos genuínos”. Quanto à ritualística deles, não entro no mérito.

  115. NVF Diz:

    Robespierre,
    .
    “NVF,
    Você é de São Paulo? tá estourando uma bomba deliciosa aqui no colo do PSDB.”
    .
    Virou modismo de pseudopolitizado se insurgir contra os governos estaduais, sem nem conhecer os novos paradigmas de administração pública. Aliás, sem nem conhecer qualquer forma de administração.
    .
    Os caras são tão burros que não sabem o significado de fascismo, mas chamam todo mundo de fascista, inadequadamente. Do tipo: “Conheço a palavra ‘fascista’, logo sou bem informado”.
    .
    Tomara que o PT governe tudo aí em São Paulo, pra vocês sentirem falta da gestão do PSDB.
    .
    Mas o assunto aqui são obras psicografadas e espiritismo. Política é outra religião, rs.

  116. Gorducho Diz:

    E o fato da Umbanda não ser “codificada” depõe a favor dos relatos de tais “guias” visto não terem uma Teologia unificada.
     
    Bien sûr.
    Minha avó materna era crente no Espiritismo (dentro da generalidade, conforme lecionou NVF), e era o assunto predileto dela. Frequentar, frequentava eventualmente a Umbanda. Se bem me lembro (era pequeno) curou-se de grave cobreiro no terreiro. Minha mãe (que depois foi Evangelizadora Chiquista) e eu íamos junto.
    Me lembro que um dos que incorporavam era o Pai Jobim.
    Também essa minha avó com minha tia adolescente – mais moça que minha mãe – faziam trabalhos do copo, com os amigos dela. Minha mãe tinha medo de participar, pois sabia que só se comunicam espíritos das trevas, deixando maus fluídos na casa. Os relatos delas confirmavam o que hoje sabemos – os espíritos só comunicam besteiras ou frivolidades: quem gostava de quem, &c.
    Por isso é inútil consulta-los.
    Inobstante, já que a fonte de conhecimentos para os espíritas são são os Espíritos, que se lhes consulte, e se creia no que disseram os “espíritos genuínos”. Não se fique inventando dogmas baseados nos escritos dos Socialistas Utópicos.

  117. Robespierre Diz:

    NVF,

    Não sentirei saudades do PSDB….e tbm não quero o PT. Tudo farinha do mesmo saco. Saudades do Maluf (BRINCADEIRA PO….rsrs). Mas o assunto aqui é outro, como vc mesmo já disse….

  118. Robespierre Diz:

    Os kardecistas olham torto para a umbanda e o candomblé. Eles se sentem superiores….

  119. Robespierre Diz:

    Já me “consultei” com médiuns da umbanda e do candomblé e nunca ouvi nada que me impressionasse.

  120. NVF Diz:

    Tem muita umbanda esquisita por aí, principalmente as das grandes cidades, rs. Existe até um ditado popular que diz: “terreiro bom, é terreiro longe!”, rs. Deve ser essa relação que fazem.
    .
    Observei um centro de umbanda em Vila Isabel, aqui no RJ, que parecia um grupo fuleiro de teatro. Fiquei com uma enorme impressão de que estavam fingindo estarem “incorporados”.

  121. Yacov Kadowski Diz:

    NVF disse: “Acho a umbanda extremamente interessante e convincente. Precisa ser melhor observada, sem estigmas. Vejo o ambiente como o mais rico para se fazer pesquisas sérias, não daquelas do tipo “eles NÃO preveem o futuro, logo não existem”.
    COMENTÁRIO: Concordo contigo NFV.
    A Umbanda é um vasto campo de pesquisas tanto para a Antropologia, como para as Ciências da Religião, pois é uma religião “recém-nascida” que traz em si uma mistura de diferentes culturas e credos desde o Cristianismo até o Candomblé.
    Ademais a ênfase que é dada na prática do Mediunismo (comparada ao Kardecismo) e a pluralidade de manifestações só enriquece a pesquisa.
    Eu vejo uma similaridade muito grande (ressalvadas diferenças históricas)entre a Umbanda e o New Spiritualism.
    Nesse sentido acho muito positivo os Umbandistas não terem adotado a Codificação Kardequiana (com exceção da Umbanda Kardecista) pois isso evitou que ela ficasse fechada em dogmas ou sob o controle de federações.
    Comparada as igrejas cristãs a Umbanda é como a Batista onde cada pastor (e cada pai-de-santo) é responsável pelas regras tanto administrativas quanto espirituais de seu templo/terreiro.
    Atualmente estou lendo os “Spirit Teachings” de Stainton Moses e percebo o quanto Kardec sistematizou as comunicações espiritualistas afim de combinar com aquilo que ele previamente já acreditava.
    Não tenho dúvidas que o Toffo está corretíssimo ao afirmar que a intenção de Kardec era reformar a ICAR…
    E deu no que deu, hoje com exceção dos fanáticos (Sergio Aleixo, Randolfo Medeiros, Carlos Imbassahy) ninguém quer saber de Kardec.
    Enfim
    Yacov

  122. Yacov Kadowski Diz:

    Gorducho, Robespierre/Biasetto,

    Aí eu acho que vai da experiência de cada um.
    Não tenho dúvidas que devem ter muitos charlatães, muito animismo, e alguns fenômenos genuínos.
    As comunicações que vi, achei-as muito interessantes e deveras elucidativas.

    Saudações Elucidativas
    Yacov

  123. Yacov Kadowski Diz:

    NFV,
    Esse argumento “eles NÃO preveem o futuro, logo não existem”, ou então “Se existissem eles davam o número da mega-sena.” é um típico argumento pseudo-cético.
    Pois quem disse que a “morte” é sinônimo de onisciência?
    A menos que esses céticos acreditem que ao morrermos viramos deuses.
    Obviamente não é o caso.
    Engraçado que a pessoa que diz isso é a mesma que diz a alguém que pratica uma arte marcial: “Depois que inventaram a pólvora não adianta lutar”
    Ou que diz a alguém que prática musculação: “Devia aumentar o cérebro e não os músculos”
    Enfim filosofia de churrasco de fim de semana amparada no senso comum idiotizante…
    Para esse pessoal, a morte não é a cura para a burrice e nem a chave para sabedoria rs
    Yacov

  124. Marciano Diz:

    YACOV,
    Muitos mecânicos de automóveis, pintores de parede e pedreiros aprendem seus ofícios sem cursar um SENAI da vida, aprendem com outras pessoas.
    Na umbanda é a mesma coisa.
    Um cavalo umbandista aprende com outros cavalos.
    Mesmo não havendo propriamente uma codificação, uma doutrinação, os ensinamentos são passados como na cadeia da união, de pessoa para pessoa, o mais das vezes, oralmente, tal qual a palavra semestral é passada na cadeia da união.
    Se uma geração anterior teve contato com idéias vindas de fora, essas ideias são passadas adiante, da mesma forma que celacanto prova maremoto e demian esteve aqui.
    São os memes.
    Não vejo nenhum mistério nisso.
    A linguagem dos mesmos caipiras da “roça” está contaminada de expressões estrangeiras aportuguesadas, passadas há mais de cem anos, através de imigrantes.
    Por isso vemos gente “pelejando” para conseguir algo na roça, “cercando” um companheiro, amigo ou parente, “antaunce”, nada de misterioso. Como um caipira que nunca teve contato com espanhóis ou italianos pode saber que procurar é “cercare” em italiano?
    A influência dos “spiritualists” deve ser explicada por modo semelhante.
    O que eu acho engraçado é um psiquiatra acreditar em entidades espirituais da umbanda, desculpe, YACOV, lembre-se de que somos amigos agora, pode discordar de mim, jorrar seus conhecimentos acadêmicos, não vou me importar, ao contrário, provavelmente aprenderei alguma coisa sobre psiquiatria. Difícil vai ser me convencer de que os exus são seres reais que incorporam nos cavalos.
    .
    .
    Quanto às coisas surpreendentes que as entidades dizem nos terreiros de macumba, NVF, é tudo leitura fria, consciente ou não. YACOV pode te explicar sobre o processo de leitura fria melhor do que eu.
    Outra coisa, “en passant”, NVF: o Robespierre/Biasetto tem a aura vermelha, em forma de foice e martelo. O nome completo dele é Eduardo Robespierre Biasetto Marx. É o único comunista de quem eu gosto, pois apesar de algumas discordâncias, temos muitas afinidades.
    .
    Voltando ao espiritismo.
    Gorducho o cobreiro, ou como diria o Dr. YACOV, herpes-zóster, é comum em quem já teve catapora (o vírus permanece no corpo, de forma latente), quando por qualquer razão a imunidade da pessoa baixa, como, por exemplo, na velhice (sua avó já era velha?).
    Na maioria dos casos, a pessoa cura-se sozinha, quando isso não acontece, alguns chegam a cometer suicídio, por não suportarem a dor (neuralgia pós-herpética). Não sei por que (claro que sei, tô apenas brincando) acho que você já sabe disso. Por que então escrever? É porque sei que outros que não sabem também lêem os comentários, eu leio tudo.
    É comum, também, que pessoas, após remissão espontânea, atribuam a cura ao milagroso São Sebastião, ao infalível médico Dr. Fulano, algum remédio que é “batata”, como diria sua avó, ou seja, a última coisa que tentaram antes da cura espontânea.
    Estas são as modestas opiniões deste “cavalo” que vos fala (escreve, na realidade).

  125. Marciano Diz:

    YACOV,
    se seu interesse na umbanda é apenas acadêmico, retiro tudo o que eu disse a seu respeito.
    Ainda não tinha visto seus últimos comentários quando escrevi o anterior.

  126. Yacov Kadowski Diz:

    Marciano,
    Em relação a Umbanda e as incorporações, eu não posso afirmar que o fenômeno seja genuíno, porém não posso afirmar que seja falso.
    Entretanto o fato é que o fenômeno existe.
    Agora podemos dar dezenas de explicações para ele.
    Desde charlatanismo passando por estados alterados de consciência até a possibilidade de um fenômeno real.
    Prefiro não formar uma opinião a respeito baseado em alguma convicção pré-estabelecida (seria muito confortável e conveniente para mim alegar que são estados alterados de consciência) antes de verificar “in loco”, além de levantar os estudos (antropológicos, psicológicos) que já foram feitos (certamente eles existem).
    Só depois disso poderei te dizer se acredito em “espíritos de umbanda ou não”.
    Por enquanto só posso relatar aquilo que vejo.
    Yacov

  127. Yacov Kadowski Diz:

    Marciano disse: “O que eu acho engraçado é um psiquiatra acreditar em entidades espirituais da umbanda…”
    COMENTÁRIO: Marciano, eu sou um Espiritualista Inconvicto rs.
    Ou talvez um buscador do sobrenatural (não me arrogaria dizer pesquisador rs).
    Se já obtive provas convincentes?
    Não.
    As explicações materialistas dão conta de TODOS os fenômenos “supra-materiais”?
    Não.
    Nesse caso sigo buscando (pequisando) como um hobby pessoal.
    Yacov

  128. Antonio G. - POA Diz:

    Cavalos (de umbanda), médiuns, psiquiatras…
    Que turminha…!!!

  129. Gorducho Diz:

    Gorducho o cobreiro, ou como diria o Dr. YACOV, herpes-zóster &c.
     
    Eu estava tentando manter o misticismo, já que o Sítio trata do Sobrenatural :(
     
    Já vi alguns Caboclos e Exus explicarem o processo reencarnatório da mesmíssima forma.
     
    Exus lecionando Reencarnação 101? Então a cousa evoluiu muito nestes quasi 2 quartéis desde os tempos dos quais falei… Se bem me lembro – dê-se o desconto do tempo decorrido, meus ficheiros de memória podem estar corrompidos – quando baixava um Exu, até havia uma certa tensão no terreiro!

  130. Robespierre Diz:

    A pergunta que nao quer calar: Na umbanda os espiritos falam cavalo…e na mesa branca (Kardecismo)??? A exmpressão muda?

  131. Marciano Diz:

    Valeu, YAVOC.
    Agora é realmente um prazer trocar ideias com você.
    Parabéns pela mudança de personalidade.
    Eu, do baixo de minha insipiência, só posso dizer que, estatisticamente falando (estatística eu estudei, fui um aluno brilhante, modéstia deixada de lado), acho mais prováveis que sejam estados alterados de consciência, em alguns casos, em outros são fraudes mesmo. O problema é que não adianta conhecer estatísticas e cálculos de probabilidade, além de observar o fenômeno em si (já observei várias vezes), se a gente não tem um conhecimento razoável de estados alterados da consciência (o meu, confesso, é bastante perfunctório e produto isolado de leitura de alguns textos).
    Um abraço.
    .
    .
    Pois é,
    Antônio,
    eu fico mais alinhado contigo mesmo, somos tão parecidos quanto Biasetto/Robespierre.
    .
    .
    Gorducho, como deixei claro, eu sabia que você sabia, foi mais para o público do blog em geral (nem todos comentam, muitos só lêem artigos e comentários).
    Você é uma das feras que eu admiro aqui. E o cobreiro/herpes-zóster é uma coisa comum ainda (infelizmente – com as vacinas a tendência é ter o mesmo destino da varíola).
    .
    Robespierre,
    Você foi espírita tanto tempo, então sabe que eles falam “médium”. Se falam em cavalos, devem ser os espíritos desencarnados, entre eles (e nesse caso devem rir pra caramba quando chamam os médiuns de cavalo – a morte não retira o senso de humor – está provado).
    .
    Atenção: favor não confundirem “insipiência” com “incipiênca”, são homófonos, porém têm sentidos completamente diversos.

  132. Robespierre Diz:

    Xiiii entao conheço gente que tá baixando espirito de umbanda (dizem que sao diferentes dos do kardecismo). Aliás…dando nome aos bois…os KARDECISTAS que falam que os espiritos da umbanda são mais…digamos…inferiores.

    NÃO SOU O BIASETTO CASPITAAAAAAAAAAAAAA!!!!!!!!!!!!

  133. Marciano Diz:

    NVF,
    Um dia desses eu te falava da equação de Schrödinger. Coincidentemente, hoje é a data do nascimento dele, ocorrido há 126 anos. O Google está comemorando com um doodle.
    Veja a equação aqui:
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Equa%C3%A7%C3%A3o_de_Schr%C3%B6dinger
    .
    Agora imagine o Carlos Vereza explicando essa equação para um bando de “maconheiros” (no sentido em que você empregou a palavra).
    .
    É de matar de rir.
    Essa tu tá me devendo, mano veio.rsrs

    A propósito, Schrödinger se dizia ateu, o que, segundo alguns, comprova que ele era um pseudo-cético.
    .
    .
    Robespierre,
    Neste universo você pode não ser o Biasetto, mas em outro universo, paralelo ao nosso, VOCÊ É.
    Agora preciso voltar ao trabalho.
    Até logo mais, bros and sis.

  134. Sanchez Diz:

    Existe algum vídeo do Carlos Vereza ensinado mecânica quântica na net?

  135. Robespierre Diz:

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  136. NVF Diz:

    Marciano,
    .
    “Um cavalo umbandista aprende com outros cavalos.
    Mesmo não havendo propriamente uma codificação, uma doutrinação, os ensinamentos são passados como na cadeia da união, de pessoa para pessoa, o mais das vezes, oralmente, tal qual a palavra semestral é passada na cadeia da união.”
    .
    Isso está muito ligado às influências africanas, apesar de a Umbanda ser uma religião brasileira. Dá uma olhada por alto nesse artigo: http://super.abril.com.br/religiao/livro-nao-escrito-447679.shtml
    .
    A tradição oral das religiões africanas é interessante.
    .
    “Quanto às coisas surpreendentes que as entidades dizem nos terreiros de macumba, NVF, é tudo leitura fria, consciente ou não.”
    .
    Chamar de “terreiro de macumba” parece uma ofensa proposital. Esse termo é pejorativo e desrespeitoso.

  137. NVF Diz:

    Robespierre,
    .
    “A pergunta que nao quer calar: Na umbanda os espiritos falam cavalo…e na mesa branca (Kardecismo)??? A exmpressão muda?”
    .
    Existe uma diferença conceitual. Para os umbandista, ocorre uma espécie de “incorporação”, daí é como se o espírito montasse no cavalo (médium), tomando controle do seu corpo.
    .
    Já para o kardecismo, não há “incorporação”, mas um procedimento baseado em fluidos ou “gases” ao redor do médium e do espírito comunicante. Toda matéria estaria circundada por fluidos, chaves da mediunidade. O espírito, também possuidor de fluidos, misturaria-se aos fluidos do médium, entrando em contato direto com ele, porém sem adentrar em seu corpo.
    .
    No kardecismo se fala apenas “médium”. Eles acham os umbandistas estúpidos, atrasados, ignorantes, burros, etc, por pensarem como pensam. Não existe isso de “cavalo”, porque não há incorporação. O médium que deixa o espírito dominar seu corpo, é porque pouco estudou sobre espiritismo.
    .
    É que “só Kardec salva!”.

  138. NVF Diz:

    Sanchez,
    .
    “Existe algum vídeo do Carlos Vereza ensinado mecânica quântica na net?”
    .
    Não. Na verdade ele convidou as pessoas a irem ao apartamento dele, para assistirem às leituras sobre física quântica que ele faz, “comprovando o espiritismo”. Esse convite foi feito no programa do jô, recentemente.

  139. Yacov Kadowski Diz:

    Robespierre,
    Em tese os espíritos são os mesmos não só na Umbanda/Kardecismo como em outras religiões que realizam práticas de evocação.
    O Exu tranca-rua da Umbanda pode ser o mesmo demônio goéthico, um guia iluminado do Kardecismo, ou até um anjo enochiano.
    Muda-se o nome e a apresentação mas as entidades são as mesmas.
    Ou melhor a “energia” é a mesma.
    Ela só muda a aparência de acordo com o contexto sócio-histórico e a época que ela está inserida.
    Em relação ao contato mediúnico no Kardecismo eles usam a Psicofonia que seria o contato mental entre o médium e a entidade (a ligação ocorre através do chakra Ajna) já na Umbanda, Candomblé, Vodun, Santeria os contatos se dão através de mais chakras (muladhara, manipura,) portanto um “contato maior” o que dá a impressão de estarem “incorporados”.
    No Kardecismo eles também usam o termo “aparelho” em relação ao médium.
    Yacov

  140. Marciano Diz:

    NVF,
    “Isso está muito ligado às influências africanas, apesar de a Umbanda ser uma religião brasileira. Dá uma olhada por alto nesse artigo:http://super.abril.com.br/religiao/livro-nao-escrito-447679.shtml
    .
    A tradição oral das religiões africanas é interessante.”
    .

    Basicamente é o que eu queria dizer.
    Não sou muito chegado a essa revista, não.
    .
    “Chamar de “terreiro de macumba” parece uma ofensa proposital. Esse termo é pejorativo e desrespeitoso.”
    .
    Preciso ajustar meu senso de ironia aos comentadores do blog. Ironia fica completamente sem graça quando não é percebida, quando levada ao pé-da-letra.
    Tenho explicado algumas ironias (previamente) e traduzido alguns estrangeirismos, o que torna o texto sem graça, quando leio após postar o comentário.
    Não sei o que é pior, explicar as ironias, não fazê-las ou deixar pra lá e perder totalmente o objetivo.
    Vamos lá (talvez pela derradeira vez):
    Em outro artigo do blog eu comentei que na umbanda chamavam os médiuns de cavalos. Nos comentários imediatamente anteriores ao meu comentário sob comento (redundância proposital) todo mundo se referiu aos médiuns como cavalos. Eu, ingenuamente, ao que parece, quis fazer um gracejo continuando a usar o termo (o qual parece que os umbandistas não consideram pejorativo) e apelar para o “terreiro de macumba”, até porque falaram até em “roça” para se referir a cidades do interior e subúrbios de cidades.
    Resumindo, foi isso.

    Ainda estou sob o efeito hilariante de imaginar Carlos Vereza explicando a equação de Schrödinger em seu apartamento.
    Os símbolos não sairão no blog, mas imaginem o Vereza em seu apartamento:
    .
    “A equação de Schrödinger permite calcular a função de onda associada ? (r,t) a uma partícula que se move dentro de um campo de forças descrito por um potencial V (r,t) (que pode depender da posição r e do tempo t). A equação pode ser traduzida pela seguinte expressão:

    onde = h/2? é a constante de Planck reduzida, ?2o laplaciano e m a massa da partícula.
    No caso em que o potencial não depende do tempo, pode resolver-se a parte temporal da equação dando lugar a outra(equação de Schrödinger para estados independentes do tempo), cujas soluções são orbitais estacionárias. É expressado assim:

    A resolução da equação de Schrödinger conduz a um conjunto de funções de onda e a um conjunto de energias correspondentes aos estados do elétron permitidos nesse átomo. Só são permitidas certas funções de onda como soluções da equação.
    As expressões matemáticas das funções de onda permitem determinar a probabilidade de encontrar o elétron na vizinhança de um ponto próximo do núcleo. No caso do elétron do átomo de hidrogênio no estado fundamental, essa probabilidade só depende da distância ao núcleo.”
    .
    .
    YAVOC,
    Parece que você é neófito no estudo de candomblé, umbanda, kardecismo, santeria, voodoo. Se for mesmo, dê uma olhada no Google sobre as diferenças entre voodoo e hoodoo, muita gente confunde as duas coisas.
    .
    Os “companheiros” do “camarada” de codinome Robespierre tinham outro conceito de “aparelho”.
    Ele usava o codinome Robespierre na VPR.
    ATENÇÃO, INCAUTOS – ESTOU BRINCANDO, NÃO É PARA LEVAR A SÉRIO ESTE ÚLTIMO COMENTÁRIO!!! (pronto, estraguei a brincadeira de novo).
    .
    Nas próximas horas estarei na estrada. Rezem por mim, para que tudo transcorra bem e eu não (mais) um acidente.
    Até mais, amigos.

  141. Marciano Diz:

    ERRATA: “não SOFRA (mais) um acidente”.

  142. Yacov Kadowski Diz:

    Marciano,
    Por que diz que sou neófito?

    Yacov

  143. Gorducho Diz:

    Dr., o Sr. já viu Exus explicarem o processo reencarnatório?

  144. Marciano Diz:

    YACOV,
    No offence intended.
    .

    “Em tese os espíritos são os mesmos não só na Umbanda/Kardecismo como em outras religiões que realizam práticas de evocação.
    O Exu tranca-rua da Umbanda pode ser o mesmo demônio goéthico, um guia iluminado do Kardecismo, ou até um anjo enochiano.”
    .
    A explicação que você deu ao Robespierre/Biasetto é corrente no espiritismo kardecista, não na umbanda ou no candomblé.
    Aconselho a você a leitura do livro “Os Orixás”, de Pierre Verger, o sociólogo francês que veio ao Brasil para proceder a um estudo sociológico, “bolou no santo”, acabou ficando até a morte.
    Tenho um exemplar, se não desse um trabalho dos infernos escaneá-lo, eu mandaria pra você.
    Tente obter na net ou no mercado livre.
    O livro tem um capítulo dedicado inteiramente aos exus.
    Não são só os exus, todas as entidades do candomblé e da umbanda têm sua identidade, na tradição deles.
    Não posso transcrever todo o capítulo, veja só esta parte:
    .
    “Exu é um orixá ou um ebora de múltiplos e contraditórios aspectos, o que torna difícil defini-lo de maneira coerente. De caráter irascível, ele gosta de suscitar dissensões e disputas, de provocar acidentes e calamidades públicas e privadas. É astucioso, grosseiro, vaidoso, indecente, a tal ponto que os primeiros missionários, assustados com essas características, compram-no ao diabo, dele fazendo o símbolo de tudo o que é maldade, perversidade, abjeção, ódio, em oposição à bondade, à pureza, à elevação e ao amor de Deus.”
    .
    Existem vários exus, inclusive vários exus tranca-rua.
    Veja isto:
    “Tranca Rua das Almas
    É o Guardião dos Caminhos, companheiro dos Pretos Velhos, Caboclos, aparador entre os homens e os Orixás, lutador incansável, sempre de frente, sem medo, sem mandar recado. Senhor tranca rua das Almas um espirito muito doutrinado atuando dentro de seus mistérios, regendo seus domínios e os caminhos por onde percorre a humanidade.

    Senhor do mundo espiritual onde está sua origem e sua morada. Senhor dos caminhos, orixá mensageiro e vencedor de demandas.
    Fonte: http://comunidadeumbanda.blogspot.com.br/2009/07/quem-e-tranca-rua-das-almas.html
    .
    Dê uma olhadinha neste blog:
    http://trancaruas.blogspot.com.br/
    .
    Sua explicação para o nosso amigo parece estar de acordo com a “communis opinio doctorum” dos kardecistas, porém longe da visão dos umbandistas e condomblecistas.
    Perdoe-me se incorri em erro.
    Êpa babá!

  145. Marciano Diz:

    Em tempo:
    Agradeço a todos pelas orações, como podem ver, acabo de chegar são e salvo. Mais uma vez.

  146. Marciano Diz:

    Alguns comentaristas mais antigos devem lembrar-se do tempo em que o merden assombrava o blog, certa vez eu disse aqui que costumava dirigir em alta velocidade pelas estradas, já tinha sofrido até acidentes (nenhum causado por mim) e que desafiava qualquer espírito do mal, inclusive todos os exus e afins, a me causarem uma fatalidade. Era um teste para avaliar a então alegada periculosidade de alguns espíritos, defendida na época por alguns no blog.
    Depois de algumas viagens (estou sempre viajando a trabalho e sempre com pressa, cruzando grandes distâncias), nada aconteceu.
    O merden aproveitou-se para dizer que eu infringia as leis de trânsito, que eu era um demônio, em outras palavras.
    Como a gente estava falando de exus, lembrei-me do ocorrido e quis fazer mais uma provocação, pelo bem da ciência (só uma experiência).

  147. Yacov Kadowski Diz:

    Marciano,
    Esse livro do Fatumbi eu tenho aqui em ebook.
    É muito bom sem dúvida.
    Talvez no comentário para o Robespierre eu não tenha me expressado com clareza, vamos lá:
    Eshu ou Elegbara é um Orisá (deidade) do panteão Yorubá.
    Seu arquétipo carrega em si a característica dos Tricksters.
    Isso significa que ele é aquele deus que dentro do panteão mitológico tem a função de mostrar aos demais deuses as suas respectivas fraquezas, bem como trazer o conhecimento dos deuses aos humanos.
    Temos tricksters nas mais diversas mitologias como por exemplo: Loki na mitologia Germânica, Ogma (Céltica), Thoth (Egipcia), Mercurio (Romana), Hermes (Grega), Prometeus (Grega), Anansi (Africana) e etc.
    Originalmente no Candomblé (bem como na maioria das religiões anímicas antigas) não havia a prática do mediunismo dentro dos ritos “oficiais”.
    Muito pelo contrário, você tinha ritos extremamente elaborados para aqueles que faleciam dentro da comunidade (os egípcios são o exemplo máximo disso) afim fazer com que a alma dos mortos seguisse o curso natural destinado a ela.
    A prática do mediunismo é um fenômeno recente (surge no século XIX junto com o New Spiritualism)porém ela é filha direta da Necromancia.
    E o que é a Necromancia?
    Nada mais que uma prática antiquíssima (há relatos de ritos necromânticos na Suméria) de evocação dos espíritos dos mortos.
    Sendo que essa prática corre ao largo dos ritos oficiais de seus respectivos povos, sendo até mesmo marginalizada.
    Portanto podemos dizer que o Mediunismo é a versão “light” (passiva) da Necromancia.
    Sendo assim não há diferença entre invocarmos uma guia de luz do Kardecismo, um Exu (entidade, não orixá), um demônio goético, ou um anjo enochiano.
    Todas essas evocações são em última instância evocações de espíritos.
    Tais espíritos podem diferir em quanto forma, entretanto o fundo é o mesmo.
    Vou até mais longe e lhe dar um exemplo prático:
    Se você pegar o “Liber Sacer” que é um grimório de necromancia medieval encontrará uma relação de nomes de “demônios”, dentre eles vou destacar um: “Frimost”.
    Esse é um nome cabalístico de uma entidade que é evocada na Umbanda.
    Agora você pode chegar no terreiro e chamá-lo pelo nome de Exu…(alguma coisa) ou pode chegar lá e evocá-lo pelo nome cabalístico dele no caso “Frimost”.
    Para o espírito (energia) pouco importa se você o chama de Exu…(alguma coisa) ou pelo nome cabalístico, ou pelo nome Enochiano, ou pelo nome Sumeriano.
    E sim o tipo de conexão que você está realizando.
    Esses nomes são meros “uniformes” que essas energias usam conforme a apresentação do contexto sócio-histórico em que se encontram.
    Reitero portanto que a diferença dessas entidades se dá enquanto forma e não conteúdo.
    Fiquei muito surpreso em saber que esse era a linha de pensamento Kardecista, pois coincidentemente é a linha de pensamento Kabbalistica.
    Talvez o Kardecismo não seja tão limitado quanto eu pensei rs.
    Em relação ao Vodun cabe alguns esclarecimentos.
    Vodun é a religião anímica do Haiti similar ao Candomblé (brasileiro), a Santeria (Cubana), ao Palo Mayombe (Venezuelana), a Obeah (Caribenha).
    O Vodun do ponto de vista antropológico é a religião mais completa dentre as supra-citadas pois é a única que traz consigo a prática de ritos sexuais.
    Já Voodoo (nesta grafia) refere-se em geral as crenças dos povos creoles que habitam a Louisiana mais especificamente New Orleans.
    E por fim o Hoodoo refere-se exclusivamente as práticas populares (separadas das crenças e dos rituais) também dos povos creoles de New Orleans.
    Sendo este um termo similar ao que temos aqui por “Macumba”.
    Muito Axé meu rei!!!rs
    Yacov

  148. Yacov Kadowski Diz:

    Gorducho,
    Já vim sim, só fiquei na dúvida se o arcabouço conceitual vinha do médium ou da entidade.
    Muito interessante

    Saudações

    Yacov

  149. Yacov Kadowski Diz:

    Em tempo, para quem se interessar mais pelo tema recomendo três filmes que tratam dessas religiões afro-americanas:
    The Skeleton Key (Hoodoo);
    Angel Heart (Voodoo);
    The Serpent and the Rainbow (Vodun).

    Saudações cinematográficas

    Yacov
    PS: Se eu lembrar de algum filme “realista” sobre Necromancia eu passo o nome.

  150. Gorducho Diz:

    Tais espíritos podem diferir em quanto forma, entretanto o fundo é o mesmo.
     
    Como já mencionei, minha experiência prática ocorreu na infância – faltante pouco mais de lustro para ½ século. Minha avó adorava o assunto e conversava em casa com as “comadres” dos terreiros, além de eventualmente frequentarmos. Mas não havia grandes elaborações teóricas, e se havia eu não acompanhava, claro. Mas pela minha lembrança, quando baixava um Exu havia tensão e até um certo medo no terreiro. Eu fiquei com a impressão de que são entes com essência distinta dos “Espíritos” criados a partir do barro, que reencarnam, irão progressivamente se desmaterializando até serem reincorporados ao nous, &c. Vide a oportuna discussão suscitada pelo Analista Nestor.
    Exu lecionando Reencarnação me cheira a Exu Chiquista.
     
    Se você pegar o “Liber Sacer” que é um grimório de necromancia medieval encontrará uma relação de nomes de “demônios”, dentre eles vou destacar um: “Frimost”.
    Esse é um nome cabalístico de uma entidade que é evocada na Umbanda.
    Agora você pode chegar no terreiro e chamá-lo pelo nome de Exu…(alguma coisa) ou pode chegar lá e evocá-lo pelo nome cabalístico dele no caso “Frimost”.
    Para o espírito (energia) pouco importa se você o chama de Exu…(alguma coisa) ou pelo nome cabalístico, ou pelo nome Enochiano, ou pelo nome Sumeriano.
    E sim o tipo de conexão que você está realizando.
    Esses nomes são meros “uniformes” que essas energias usam conforme a apresentação do contexto sócio-histórico em que se encontram.
    Reitero portanto que a diferença dessas entidades se dá enquanto forma e não conteúdo.

     
    Como eu já disse, acho que a diferença está na essência do ente. Sim, eu sei que no grimório (Verum no caso eu cito) eles são chamados “espíritos”. Porém eternamente subordinados a Lúcifer, i.e. da milícia de anjos que se rebelou. São demônios, não “Espíritos” no sentido Espírita.
    Veja bem: eu sei que Exus não se rebelaram coisa nenhuma. A comparação foi sua, dizendo que o Frimost é um Exu. Minha intenção é reiterar que são entes com essências distintas da dos “Espíritos” dos Espíritas.<br/
     
    Discendiamo agli inferiori di Lucifero, “Put Satanachia, et Agalierep” quelli, di Belzebuth sono: Tarchimac e Fleruty, i due di Astaroth sono: Sagathana, Nesbiros, vi sono ancora altri Demonj che stan sotto il duce Syrach. Ve ne sono altri diciotto i cui nomi sono questi:
    Bèchard 1. Frimost 2. Klepoth 3. Khil 4. Merfilde 5. Clistheret 6. Silcharde 7. Segal 8. Hicpacth. 9. Humots 10. Frucissière 11. Guland 12. Surgat 13. Morail 14. Frutimière 15. Claunech 16. Musofin 17. Huictugaras 18. (Vedete i loro caratteri nelle Tavole 4, 5, 6, 7, 8, alle pagine 29, 32, 33 e 39.)

  151. NVF Diz:

    Yacov,
    .
    Essa teoria dos chacras é polêmica no meio espírita. Não é unânime esse entendimento.

  152. NVF Diz:

    Marciano,
    .
    “Nos comentários imediatamente anteriores ao meu comentário sob comento (redundância proposital) todo mundo se referiu aos médiuns como cavalos. Eu, ingenuamente, ao que parece, quis fazer um gracejo continuando a usar o termo (o qual parece que os umbandistas não consideram pejorativo) e apelar para o “terreiro de macumba”, até porque falaram até em “roça” para se referir a cidades do interior e subúrbios de cidades.”
    .
    Os próprios guias/espíritos da umbanda se referem ao médium como “esse meu cavalo”. Não é pejorativo para os umbandistas. No entanto, se chamar “terreiro de macumba”, certamente vão se ofender.

  153. NVF Diz:

    Marciano,
    .
    “Preciso ajustar meu senso de ironia aos comentadores do blog. Ironia fica completamente sem graça quando não é percebida, quando levada ao pé-da-letra. Tenho explicado algumas ironias (previamente) e traduzido alguns estrangeirismos, o que torna o texto sem graça, quando leio após postar o comentário.
    Não sei o que é pior, explicar as ironias, não fazê-las ou deixar pra lá e perder totalmente o objetivo.”
    .
    É que tu és um ser mais evoluído intelectualmente que nosotros. És superior.

  154. Montalvão Diz:

    .
    FOI DITO: mas um procedimento baseado em fluidos ou “gases” ao redor do médium e do espírito comunicante.
    .
    COMENTÁRIO: hummm… gases ao redor do médium? De onde proviriam?

  155. Marciano Diz:

    Já percebi que você conhece o assunto YACOV.
    O que eu quis dizer e você corrobora é que a visão da umbanda e do candomblé difere, para estes últimos, os espíritos não tem nada em comum com outros espíritos citados em outras crenças, são bem individualizados.
    .
    Eu vi The Skeleton Key, ótimo filme.
    Nos extras tem até receita de jambalaya, que eu preparei (já conhecia, mas não aquela receita), comi e achei delicioso.
    Saravá!
    .
    .
    Gorducho, você tem razão, existe uma novel linha de umbanda espiritualizada, como é chamada, com esse negócio de reencarnação.
    .
    .
    NVF disse:
    “É que tu és um ser mais evoluído intelectualmente que nosotros. És superior.”
    .
    Se eu não conhecesse você há algum tempo e não soubesse que você, no fundo, é boa gente, se já não tivesse começado a ter empatia por você (no início eu não gostei do YACOV, agora tô cheio de empatia), eu iria mandar você para algum lugar desagradável, para fazer alguma coisa que espero que você não goste.
    Tá me devendo mais uma.rsrs

  156. Montalvão Diz:

    .
    YACOV: Em tese os espíritos são os mesmos não só na Umbanda/Kardecismo como em outras religiões que realizam práticas de evocação.
    O Exu tranca-rua da Umbanda pode ser o mesmo demônio goéthico, um guia iluminado do Kardecismo, ou até um anjo enochiano.
    Muda-se o nome e a apresentação mas AS ENTIDADES SÃO AS MESMAS.
    OU MELHOR A “ENERGIA” É A MESMA.
    Ela só muda a aparência de acordo com o contexto sócio-histórico e a época que ela está inserida.
    .
    COMENTÁRIO: creio que ficaria melhor: a origem dessas “entidades” é a mesma… O fato de elas mudarem conforme o contexto é boa evidência (assim me parece) de que advêm da igual fonte, qual seja o psiquismo dos ditos médiuns, pais-de-santo, cambonos, profetas, faladores de línguas…

  157. Sanchez Diz:

    Montalvão
    .
    Eu penso que as supostas entidades são diferentes por exemplo: se uma pessoa não gosta de dançar vai se sentir desconfortável em um salão de dança. As pessoas com suas concepções culturais impõe um “padrão” nas manifestações mediúnicas. Seja em qualquer caso se pode haver um fenômeno genuíno ele está diluído com as nossas tendências sociais e psicológicas.

  158. NVF Diz:

    Marciano,
    .
    Vou ter que explicar minha ironia/brincadeira misturada com alusão à obra de Kardec? rs

  159. Marciano Diz:

    Não, NVF,
    já estamos começando a nos entender melhor.
    Eu só disse “terreiro de macumba” pra continuar do “espírito” da coisa.
    .
    YACOVC,
    Apesar de não ser sua especialidade, você é o único médico (que eu saiba) aqui.
    Eu mencionei o jambalaya, do The Skeleton Key.
    Um dos ingredientes é o filé powder, o qual leva sassafras, o qual tem sido relatado como possível carcinogênico.
    É verdade?
    Se for, preciso parar com essas comidas créole e cajun, as quais adoro.

  160. Marciano Diz:

    Aos desavisados, esclareço que o skeleton, do título do filme, não tem nada a ver com esqueleto. Skeleton key é chave mestra, como foi bem traduzido, chave micha, como diria o Zé Pelintra (exu).

  161. Marciano Diz:

    “Na Umbanda, Zé Pelintra é um guia pertencente à linha do Povo da Malandragem, mas incorpora nas sessões de Exu, haja vista que não existe o hábito nos terreiros de se promoverem sessões exclusivas para os Malandros. Já no Catimbó, é considerado um “mestre juremeiro”. Na Umbanda, Zé Pelintra é creditado como pertencente à linha das almas, cujos seres humanos desencarnados auxiliam no benefício da humanidade como forma de expiação de uma vida anterior de extrema dissipação material4 .
    Majoritariamente os seguidores de Zé Pelintra concentram-se nos ambientes urbanos de Rio de Janeiro e São Paulo, mas eles também podem ser encontrados no Nordeste do Brasil, entre os “catimbozeiros”, e nas áreas rurais de praticamente todo o país.
    Zé Pelintra, tanto na Umbanda como no Catimbó, é tido como protetor dos pobres e uma entidade de importância entre as classes menos favorecidas em geral, tendo ganhado o apelido de “Advogado dos Pobres”, pela patronagem espiritual e material que exerce. Um exemplo real chama-se Lala. É comum achá-lo em festas e exposições, sempre rindo. E é claro, sem fazer rir. A cidade de Piraúba concentra-se exemplos disso.”
    Fonte: wikipedia.
    .
    Já eu, só advogo para classe média alta (a de verdade, não essa criada pelo IBGE para deixar o governo bem na fita).
    Meu sonho é só advogar para ricos.
    Não é preconceito, antes que me acusem. É que preciso ganhar meu dinheirinho e assim fica mais fácil.
    Já dei minha contribuição caritativa quando fui defensor público e, antes, estagiário.
    Não sou burguês, sou apenas um trabalhador que não se deixa enganar pelo falso esquerdismo.

  162. Yacov Kadowski Diz:

    Gorducho disse:”Como eu já disse, acho que a diferença está na essência do ente. Sim, eu sei que no grimório (Verum no caso eu cito) eles são chamados “espíritos”. Porém eternamente subordinados a Lúcifer, i.e. da milícia de anjos que se rebelou. São demônios, não “Espíritos” no sentido Espírita.”
    COMENTÁRIO: Tanto no Liber Sacer quanto no Grimório Verum eles estão subordinados em geral a Lucifer, Belzebuth e Astaroth.
    Porém aí cabe um parênteses:
    Lucifer é uma expressão latina que significa o “portador da luz” que foi empregada pela primeira vez por São Jeronimo na Vulgata.
    É a tradução da palavra hebraica “hêl?l” que encontra-se citada no livro do profeta Yeshayahu
    Capitulo 14, versículo 12: “Quomodo cecidisti de caelo, Lucifer, qui mane oriebaris? corruisti in terram, qui vulnerabas gentes?” (Versão da Vulgata)
    “Heylel mishamaym nalafëta eykh cholesh laarets nigëdaëta shachar ben goym al (Versão Hebraica transliterada)
    Se lermos o capítulo 14 até o fim veremos que a referência do texto é o rei da babilônia N????a?ne??ar e não o Diabo como inventado pela ICAR.
    Portanto dentro dessa lógica podemos descartar a figura de Lucifer enquanto Rei dos Infernos.
    Belzebuth é um dos sinônimos para Ba’al que era um deus cananeu e posteriormente foi transformado em demônio pelos cristãos (como era o costume da época).
    Portanto dentro dessa lógica também podemos descartar a figura de Belzebuth como um demônio.
    Resta ainda Astaroth conhecido como Astarté ou Ashtoret que é uma deusa feminina cananéia semelhante a Venus (romana) ou a Afrodite (grega).
    Semelhante aos outros podemos descartá-la enquanto demônio.
    Feito isso podemos inferir que tais figuras mitológicas foram arbitrariamente misturadas as “entidades” (espíritos) afim de criar uma mitologia que sustentasse a crença no Diabo e seus demônios pelos cristãos.
    Desconstruído esses mitos resta-nos apenas entidades (espíritos, energias) que são evocadas por necromantes.
    Na Umbanda/Kimbanda temos entidades (espíritos, energias) que são invocadas por médiuns.
    Salvo as diferenças ritualisticas, culturais e a distância temporal podemos chegar a conclusão que as práticas são as mesmas.
    E digo isso não só em teoria como na prática pois temos muitos Umbandistas hoje no Brasil invocando Exus pelos nomes cabalísticos.
    Saudações
    Yacov

  163. Yacov Kadowski Diz:

    ERRATA: Nebukadnessar

  164. Yacov Kadowski Diz:

    Montalvão diz:creio que ficaria melhor: a origem dessas “entidades” é a mesma… O fato de elas mudarem conforme o contexto é boa evidência (assim me parece) de que advêm da igual fonte, qual seja o psiquismo dos ditos médiuns, pais-de-santo, cambonos, profetas, faladores de línguas…
    COMENTÁRIO: É uma hipótese bastante plausível Montalva, porém prefiro não concluir nada, antes de examinar melhor a questão.
    Yacov

  165. Yacov Kadowski Diz:

    Marciano,
    O Sassafrás coném Safrole que tem propriedades genotóxicas e carcinogênicas.
    Portanto procede a informação sobre o potencial cancerígeno.
    Mas nesse caso prevalece o bom senso.
    Se você utiliza o tempero em poucas quantidades e esporadicamente (assumo que suas três refeições diárias não são constituídas de comida Cajun ou Creole rs)
    não vejo nenhum problema.
    Ainda vale a máxima: A diferença entre o remédio e o veneno é a dose e o tempo de exposição”.
    Abraços
    Yacov

  166. Gorducho Diz:

    Dr., de minha parte nada a opor porque obviamente sei que essas entidades advêm da igual fonte, qual seja o psiquismo dos terrícolas. Quando faço os comentários, assumo os modelos respectivos.
     
    Porém, da sua parte, é apenas uma interpretação arbitrária sua, o que é um direito seu. Como interessado em estudar o tema, o Sr. tem mesmo que elaborar suas teses próprias. O Sr. descarta a existência de Criaturas com essências diferentes, igualando-as.
    Metafísica é assim. Por isso, como nunca se chega a conclusão nenhuma, o Kant já dizia ser ela uma amante que concede poucos favores…
    Não tenho cá material para fundamentar meu ponto de vista, mas digo: Exus não são “Espíritos” no sentido Espírita (i.e., Criaturas criadas do barro – “humanos”). Eu digo que são da mesma natureza dos jinns.
    É isso.

  167. NVF Diz:

    Acho que o Gorducho tem razão.
    .
    Na mitologia das religiões africanas ou com elementos delas, nem todos os entes incorpóreos são “espíritos” no sentido de “alma dos homens”.
    .
    Não sei o que seriam os exús. Mas já vi gente negando que eles sejam “demônios.” Os “demônios” seriam os chamados “quiúmbas”. Mas confesso minha ignorância com relação às religiões de matrizes africanas, ou de grande influência delas (como a umbanda).

  168. Yacov Kadowski Diz:

    Gorducho disse:
    “O Sr. descarta a existência de Criaturas com essências diferentes, igualando-as.”
    COMENTÁRIO: Não descarto a existência de entes de diferentes essências.
    Só acho que entre os entes comparados (guias de luz espíritas, exus de Umbanda, exus de kimbanda, demônios medievais, anjos cabalísticos) todos são da mesma natureza ou essência.
    Gorducho disse: “Exus não são “Espíritos” no sentido Espírita (i.e., Criaturas criadas do barro – “humanos”)”
    COMENTÁRIO: Não acho que os Exus sejam espíritos tal qual seres humanos criados do barro.
    É justamente aí que entra confusão rs.
    Ao meu ver quem errou foi o Kardecismo e a Umbanda em achar que tanto os guias de luz quanto os Exus de evolução são espíritos que estiveram encarnados e já foram humanos.
    Aí reside o equívoco.
    Por isso inicialmente usei o termo Energia e não Espírito.
    Pois ao meu ver são Energias que nunca estiveram e nunca estarão encarnadas.
    Infelizmente na visão do Kardec eram inconcebível existir seres de outra natureza diversa da humana.
    Porém se ele tivesse estudado um pouquinho do seu contemporâneo Eliphas Levi teria percebido que os guias dele nada tinham que ver com os nomes que apresentavam: Santo Agostinho, São Luis e etc.
    Yacov

  169. Yacov Kadowski Diz:

    NFV disse: Na mitologia das religiões africanas ou com elementos delas, nem todos os entes incorpóreos são “espíritos” no sentido de “alma dos homens”.
    COMENTÁRIO: Exatamente NFV por isso disse energia e não espíritos.
    NFV disse: Não sei o que seriam os exús. Mas já vi gente negando que eles sejam “demônios.” Os “demônios” seriam os chamados “quiúmbas”. Mas confesso minha ignorância com relação às religiões de matrizes africanas, ou de grande influência delas (como a umbanda).
    COMENTÁRIO: Na verdade o Kiumbas dentro do contexto da Umbanda seriam semelhantes ou Eguns do Candomblé que seriam espíritos de pessoas mortas porém malévolas que não conformadas com a sua morte estariam obsediando os encarnados.
    Similar ao conceito Kardecista de Obsessor.
    Yacov

  170. Yacov Kadowski Diz:

    ERRATA: aos eguns do candomblé

  171. Yacov Kadowski Diz:

    Gorducho disse: “Porém, da sua parte, é apenas uma interpretação arbitrária sua, o que é um direito seu. Como interessado em estudar o tema, o Sr. tem mesmo que elaborar suas teses próprias.”
    COMENTÁRIO: Infelizmente não mereço o mérito pela interpretação.rs
    Ela é baseada tanto na Qabalah Hermética, quanto no Hermetismo Ocidental.
    Eu apenas estou repassando a teoria.rs

    Yacov

  172. Gorducho Diz:

    Por isso inicialmente usei o termo Energia e não Espírito.
    Pois ao meu ver são Energias que nunca estiveram e nunca estarão encarnadas.

     
    Bom, assim sim!

  173. NVF Diz:

    Herculano Pires diria que “gente evoluída como nós não deveria perder tempo com religiões de negros selvagens de tribos africanas”, rs Já viram um texto em que ele fala coisa do tipo?

  174. NVF Diz:

    http://www.autoresespiritasclassicos.com/Autores%20Espiritas%20Classicos%20%20Diversos/Herculano%20Pires/Nova%20pasta/Herculano%20Pires%20-%20O%20Centro%20Esp%C3%ADrita.htm

  175. NVF Diz:

    “Raízes Africanas
    .
    O Centro Espírita apresenta-se, às vezes, entre nós, na dupla forma de Centro e de Terreiro. Isso repugna à maioria dos espíritas que vêem no Terreiro uma explosão de práticas supersticiosas africanas, inegavelmente de origem selvagem. Na verdade, isso acontece por falta de estudo da Doutrina Espírita nos Centros. Os culpados desse fato não são as pessoas simples que acreditam mais na força dos Orixás do que na ajuda inteligente dos Espíritos esclarecidos. A culpa é dos dirigentes de Centros que se atrevem a dirigi-los sem tomar conhecimento dos mais rudimentares princípios do Espiritismo. Em última instância, a culpa é da nossa pobreza cultural. O que não deve escandalizar tanto, pois também nas altas camadas da cultura nacional e mundial, muitos doutores em coisas várias fazem a mesma confusão. Mesmo nas Universidades do Brasil e do Mundo, onde os problemas culturais são ampla e minuciosamente examinados, os doutores em Sociologia revelam, até mesmo em suas teses de doutoramento, pasmosa ignorância a respeito, usando a palavra Espiritismo, nome culturalmente consagrado da Doutrina Espírita, para designar as mais variadas manifestações de magia primitiva e de mediunismo popular.
    .
    Ante essa ignorância generalizada, não podemos condenar a nossa gente humilde por tais confusões. A palavra Espiritismo foi criada por Kardec para designar a Doutrina que ele formulou, com os dados da revelação dos Espíritos Superiores, transmitidos por médiuns em suas sessões experimentais, e com os dados de suas pesquisa pessoais a das ilações que delas naturalmente tirara. Essa Doutrina, como o reconheceram todos os estudiosos sérios no Mundo, constitui-se de partes sucessivas, referentes aos do Conhecimento: a Ciência, a Filosofia, a Moral e a Religião. Kardec sempre considerou a Religião, no Espiritismo, como uma conseqüência das partes anteriores. Por isso, e para não confundir a Doutrina Espírita com confusas e perecíveis Teologias da época, tão perecíveis que chegaram aos nossos dias discutindo em torno de um problema sem sentido, como o desenvolvimento da Teolo-gia Radical da Morte de Deus “Deus morreu”. Essa foi a grande conclusão dos teólogos em nosso tempo.”
    .
    (Herculano Pires, em O Centro Espírita, cap. 4)

  176. NVF Diz:

    Vejam como Herculano era mais um ortodoxo exaltado que pensava que Espiritismo se resume a Allan Kardec.

  177. Marciano Diz:

    Valeu, YACOV.
    Meu consumo é esporádico.
    Tenho um paladar muito eclético.
    .
    Quanto aos exus, umbandistas e candomblecistas não se entendem sobre sua origem.
    Há quem sustente que algumas entidade, como o Zé Pelintra, que eu citei, são exus, outros dizem que não. Se for considerado exu, tem gente que diz até onde ele nasceu e morreu.
    .
    Consegui o livro do Pierre Verger em versão digital, como eu tenho a versão impressa, não me preocupava, mas assim fica melhor para transcrever trechos.
    Ele era uma, digamos, autoridade no assunto, estudou-o profundamente, primeiro como sociólogo, depois como candomblecista, pois converteu-se ao longo dos estudos.
    Aqui vão alguns textos dele sobre exus (não vou aspear):
    .
    No Brasil, como em Cuba, Exu foi sincretizado com o Diabo. Não inspira, porém, grande terror, pois
    sabe-se que, quando tratado convenientemente, ele trabalha para o bem, quer dizer, pode ser enviado
    para fazer mal às pessoas más ou àquelas que nos prejudicam ou, ainda, àquelas que nos causam
    ressentimentos.
    Chamam-no, familiarmente, o “Compadre” ou o “Homem das Encruzilhadas” , pois é nesses lugares
    que se depositam, de preferência, as oferendas que lhe são destinadas.
    Poucas pessoas lhe são abertamente consagradas em razão desse suposto sincretismo com o Diabo. A
    tendência, logo que ele se manifesta, é de acalma-lo, de fixa-lo, oferecendo-lhe sacrifícios e
    procedendo à iniciação da pessoa interessada em proveito de seu irmão Ogum, com o qual Exu divide
    um caráter violento e arrebatado.
    . . .
    Diz-se na Bahia que existem vinte e um Exus, segundo uns, e apenas sete, segundo outros. Alguns dos
    seus nomes podem passar por apelidos, outros parecem ser letras dos cânticos ou fórmulas de
    louvores. Eis alguns: Exu-Elegbá ou Exu-Elegbará e seus possíveis derivados: Exu-Bará ou Exu-
    Ibará, Exu-Alaketo, Exu-Laalu, Exu-Jeto, Exu-Akessan, Exu-Loná, Exu-Agbô, Exu-Larôye, Exu-
    Inan, Exu-Odora, Exu-Tiriri.
    .
    .
    Segundo a Wikipédia, Exu é um orixá africano, também conhecido como: Esu, Eshu, Bara, Ibarabo, Legbá, Elegbara, Eleggua, Akésan, Igèlù, Yangí, Ònan, Lállú, Tiriri, Ijèlú. Algumas cidades onde se cultua o Exu são: Ondo, Ilesa, Ijebu, Abeokuta, Ekiti, Lagos.
    Exu é o orixá da comunicação. É o guardião das aldeias, cidades, casas e do axé, das coisas que são feitas e do comportamento humano. A palavra È?ù em yorubá significa “esfera” e, na verdade, Exu é o orixá do movimento.
    . . .
    Na África na época das colonizações, o Exu foi sincretizado erroneamente com o diabo cristão pelos colonizadores, devido ao seu estilo irreverente, brincalhão e a forma como é representado no culto africano.
    . . .
    No Brasil, no candomblé, Exu é um dos mais importantes Orixás e sempre é o primeiro a receber as oferendas, as cantigas, as rezas, é saudado antes de todos os Orixás, antes de qualquer cerimônia ou evento. O Exu Orixá não incorpora em ninguém para dar consultas como fazem os Exus de Umbanda, eles são assentados na entrada das casas de candomblé como guardiões, e em toda casa de candomblé tem um quarto para Exu, sempre separado dos outros Orixás, onde ficam todos osassentamentos dos exus da casa e dos filhos de santo que tenham exu assentado.
    . . .
    IMPORTANTE:
    Não deve ser confundido com a entidade Exu de Umbanda. Os exus de umbanda sao entidades de pessoas desencarnadas que, por motivos de evoluçao espiritual, retornaram à terra para cumprir essa missão junto ao seus seguidores. Essas entidades são confundidas com esu ou exu do Candomblé devido à proximidade que Exu tem com os homens. Entretanto, não são considerados orixás como o Exu, e sim quiumbas – conhecedores das vontades de homens e mulheres no plano terrestre, tendo vivido em épocas diferentes, porém com os mesmos problemas, desejos e sonhos.
    . . .
    Exus de Umbanda, de acordo com a crença religiosa, são espíritos de diversos níveis de luz que incorporam nos médiuns de Umbanda,Omolokô e Candomblé de Caboclo.
    Nos candomblés normalmente não há incorporação de espíritos oficialmente, já nos Candomblés de Caboclo podem ser encontradas casas que adotem a incorporação de exus, pomba-giras, boiadeiros e marinheiros.
    Porém, o exu orixá, cultuado somente nas nações de Candomblé, não incorpora para dar consultas, diferentemente do exu de Umbanda, que é considerado uma entidade, povo de rua ou catiço.
    .
    O brincalhão Exu, que entre outras coisas é o Mensageiro dos Orixás no Candomblé, tem origem na religião africana, de modo que apenas em um período posterior, na fase do sincretismo, foi reinterpretado e até marginalizado nos cultos afro-brasileiros, notadamente na Umbanda. Aliás, pela influência Católica na colonização e formação político-social do Brasil, Exu foi associado com o demônio mesmo antes da fundação da Umbanda. Nessa religião, entretanto, essa figura foi complementada como entidade maligna. Exu se tornou o representante do demônio, do perigo e da imoralidade. Por causa dessas características, parece que os primeiros umbandistas o associaram com africanos e escravos rebeldes. Exu foi, portanto, segregado da Umbanda, e se tornou o legislador da quimbanda, do submundo.
    .
    Outra interpretação umbandista coloca Exu na ordem evolucionista de precedência, conforme o modelo kardecista. Ele é reduzido a um espírito menos evoluído, que todavia tem potencial para evoluir e se tornar um espírito bom. Alguns umbandistas distinguem entre Exu pagão e Exu batizado, que se submeteu à doutrinação e encontrou o caminho certo da escada da evolução. Essa distinção reflete algo do caráter original ambivalente de Exu, apesar do rito de passagem do batismo, que define a distinção que é certamente nova. Novamente esse batismo do Exu pagão tem sido interpretado como uma expressão e aculturação e domesticação do mal, do perigo e da imoralidade.
    Há quem creia que os Exus são entidades (espíritos) que só fazem o bem e outros que creem que podem também ser neutros ou maus. Dividem-se, de acordo com uma hierarquia espiritual, em falanges, sub-falanges, grupos e sub-grupos. Observa-se que, não raro, os médiuns dos terreiros de Umbanda, e mesmo de Candomblé, não têm uma ideia muito clara da natureza da(s) entidade(s), quase sempre, por falta de estudo das religiões. Na verdade, essasentidades não devem ser confundidas com os chamados obsessores.
    .
    A Umbanda considera os exus como entidades que buscam, através da caridade, a evolução espiritual. Em síntese, o grande agente mágico do equilíbrio universal. Também é o guardião dos trabalhos de magia, pela qual opera com as forças do astral. E também são considerados “policiais”, “sentinelas”, “seguranças” que agem pela Lei, no submundo do “crime” organizado e principalmente policiando seu médium médium no seu dia a dia. As falanges de exus sempre estão nas zonas consideradas infernais, embora delas não façam parte. Com efeito, realizam os seus trabalhos de guarda em todas as partes onde são necessários. Certos exus guardam entradas de hospitais, necrotérios e cemitérios para impedir que kiumbas, espíritos sem evolução, de natureza vampiresca e zombeteira, se alimentem do duplo etéreo dos que estão à beira da morte ou daqueles que desencarnaram recentemente. A força vital permanece nos corpos sem vida e não deve ser sugada para alimentar almas que desejam praticar o mal. Esses espíritos devem ser impedidos de qualquer maneira. Participam também do resgate de almas localizadas em zonas inferiores, os chamados umbrais.
    .
    EXU CAVEIRA
    Segundo o livro Legião de Robson Pinheiro, os Exus Caveiras são guardiões que utilizam-se do símbolo da caveira (não que eles sejam caveiras, é apenas uma simbologia, afinal seu trabalho é no cemitério – símbolo óbvio). Esses guardiões guardam os cemitérios, pois há ladrões de ectoplasma, como os magos negros que se utilizam dos vampiros astrais e dos quiumbas para conseguir seu intento. Este ectoplasma são restos vitais que ficam no cemitério após o sepultamento dos recém desencarnados (energia material).
    .
    .
    .
    Como se vê, reina a maior confusão dentro da área, gerando uma tremenda dor de cabeça para o árbitro e os auxiliares, os bandeirinhas.
    A imaginação humana é muito fértil.
    Acho difícil classificar esses entes imaginários como formas de energia. Quantos joules, kW/h, calorias, eles têm?
    Seriam uma forma de energia térmica, gravitacional (potencial gravitacional), nuclear, cinética?
    Que “diabos” (de propósito – ironia) de energia é essa?
    Que instrumentos de medida podemos usar para mensurar essas energias?
    Qual o mecanismo de geração dessas energias?
    Só se inventarmos um nosso tipo de energia, a energia imaginária, como os números imaginários, aqueles cujo quadrado dá um número negativo.
    Nesse caso, podemos mensurar a quantidade de energia elétrica gerada pelo cérebro quando pensa em um exu, quando “incorpora” um deles.
    O que acham, companheiros de divagação?

  178. Marciano Diz:

    Será que é possível concentrar a energia dos exus e direcioná-la sem dispersá-la, como se faz com a energia luminosa (laser)?
    Quais as aplicações tecnológicas que no futuro poderemos fazer da energia espiritual?
    Será que no futuro, em vez de energia elétrica ou atômica, eólica, solar, etc., usaremos energia espiritual?
    Deve ser muito mais econômica e limpa.
    Montalva,
    o que tu achas disso?
    Vamos patentear?
    Se descobrirmos como funciona a energia espiritual poderemos ganhar um Nobel e se inventarmos um computador que use energia espiritual poderemos ficar riquíssimos, mais do que Steve Jobs e Bill Gates juntos.

  179. Gorducho Diz:

    Dr., me parece que um caminho interessante seria o Sr. pesquisar se o Pierre Verger (pena que já não dê mais para conversar pessoalmente com ele!) fala algo sobre Reencarnação; muito especialmente o que disseram lá na Africa, com influencias brasileiras minimizadas (zero é impossível, claro).
    Aprecio essa sua postura intelectiva percebendo que, se se deseja investigar essas cousas, tem que ser via trabalho de campo, sem Escrituras Sagradas; dogmas; ou tentativas de manipular as “mensagens” (Kardec).
    O que o Sr. está tentando fazer – só agora percebo porque comentava tanto – é um new-CUEEE. Só que agora está difícil, até mesmo na Africa, pelas teologias Islâmica e agora tem até os evangélicos brasileiros – além da ICAR e demais cristãos que havia já um pouco, que influem (óbvio) no sistema de crenças.
    O Sr. já percebeu certamente essa dificuldade pelo Exu Chiquista que consultou :(
    Boa sorte nos estudos e divulgue os resultados!

  180. Gorducho Diz:

    Veja eg., Dr., esse texto extraído de Voodoo
    http://africanholocaust.net/news_ah/vodoo.htm
    (não consegui identificar o autor, aparentemente é du Bénin) – os negritos são meus.
    É uma reencarnação impessoal à la Pierre Leroux (e se bem tenho noção, um dos motivos da ronha com o Jean Reynaud). Ou a Budista: no Budismo a reincarnação é impessoal, não é?
     
    Despite the terminological ambiguities inevitably encountered in the formulation of the term Joto, any idea of reincarnation should be absolutely discarded: the child is not the reincarnation of his Joto Ancestor. The Fon religious belief holds that the individual Sê is immortal. When a person dies and enters the Yêsùnyimê (world of the Spirits, metaphysical world), the individual Sê goes back to Sêgbo (the Great Sê), in other words, to his origins, his original state. In his role as Joto, it is he who places his hand on the head of the candidate to life (Alodotanumêto) “to take him in a way under his protective shadow”. There is no reincarnation in the proper sense, but a transmission of the personality. The individual soul of the Joto does not become incarnate in his protégé, but theJoto transmits to the latter “his sociological part, his status and his role”. A proof of this is that several persons living at the same time can have and indeed most often do have the same Joto.

  181. Toffo Diz:

    E pensar que um dia eu admirei esse homem… Depois de anos que saí do espiritismo, ler esses textos de JHP é uma experiência surpreendente… de como um sujeito letrado e instruído pode se deixar levar por uma “causa” a resultados no mínimo constrangedores. Quando eu li que Kardec “criou” a palavra espiritismo para designar a doutrina dos espíritos (a “sua” doutrina), pensei, ai meu deus, o que faz a sombra do fanatismo….
    .
    Estou lendo Samba in the Night”, do antropólogo americano David Hess, em que ele fala das suas experiências com as religiões mediúnicas no Brasil. Embora sejam antigos de 30 anos atrás, os relatos do autor não trazem nada de diferente do que seria do meu conhecimento. Interessante que eu comprei esse livro usado, da biblioteca da Universidade de Salford, no qual consta um carimbo na ficha de retorno, no início do livro, datado de setembro de 2000, que diz: “withdrawn” (retirado). Teria perdido o interesse para a biblioteca?

  182. Toffo Diz:

    errei o itálico: inclui apenas o título do livro.

  183. Marciano Diz:

    Gorducho, pelo menos no livro “Os Orixás” não é mencionada a palavra reencarnação, com qualquer grafia.
    Cristãos e muçulmanos estão reinventando a religião na África, há muito tempo.
    Não posso afirmar, entretanto acho que hoje sabe-se mais sobre candomblé no Brasil do que em qualquer país africano, como acontece com o kardecismo, melhor conhecido aqui do que na França.

  184. NVF Diz:

    Marciano,
    .
    O mais interessante é que o candomblé na verdade é muito comum em toda a America Latina. Fiquei surpreso de ver no programa “Tabú – America Latina”, do History, uma série de países, como a Colômbia, em que parece se praticar comumente o candomblé. Depois vi quanta burrice a minha, pois os escravos por onde passaram deixaram sua cultura.
    .
    Quanto à Africa, não sei se no Brasil tem mais candomblé que lá… Mas sei que devido ao baixo índice educacional, as neopentecostais estão levando a pouca grana dos africanos em troca de salvação.

  185. NVF Diz:

    Toffo,
    .
    Faz um resumo desse livro, por favor. Pode ser em um parágrafo de 5 linhas. Fiquei interessado, mas não sei ler inglês com facilidade.

  186. Marciano Diz:

    Hesse relata os estudos que fez durante 3 viagens ao Brasil, fala sobre espiritismo, kardecismo, umbanda, candomblé, raças e classes sociais, sua própria busca espiritual, fala sobre médiuns, cirurgias espirituais, terapias de vidas passadas, exorcismos e poltergeists.
    Para ele, raça e classe social influenciam na religião.
    Não é o livro de um cético.

  187. Toffo Diz:

    The Skeleton Key é um filme que se passa em Nova Orleans, com a Gena Rowlands no papel da velha? é um filme muito bom!

  188. Toffo Diz:

    Estou na metade do livro. Realmente ele não parece ser imparcial, mesmo porque a amiga dele, a quem é dedicado o livro, queria se tornar espírita. Mas o livro é interessante do ponto de vista cultural.

  189. Marciano Diz:

    O filme é este mesmo, Toffo.
    Enquanto você se lembra da Gena Rowlands eu só consigo me lembrar da Kate Hudson. Na época ela ainda era uma gatinha.
    O filme é mesmo um bom entretenimento.
    O que eu achei interessante é que era preciso acreditar para que funcionasse. E a Kate acabou se dando mal. Se tivesse se aconselhado comigo…

  190. Marciano Diz:

    Para quem quiser fazer uma experiência de quase morte (não, morte certa):
    http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/empresa-holandesa-prepara-viagem-so-de-ida-a-marte-em-2023

  191. Marciano Diz:

    Meu amigo Biasetto, que deixou de ser espírita há alguns anos, afirmou categoricamente que espíritos existem, embora o espiritismo seja uma mentira.
    É o que pensa o Vitor.
    Se eu tivesse tempo pesquisaria o que leva as pessoas a mudarem de crença, quando se desiludem, em vez de simplesmente deixaram de crer em coisas sem sentido.
    Tenho a impressão de que, para alguns, a crença é necessária. Quando descobrem que a atual crença não tem qualquer fundamento, buscam outra para preencher seu lugar. Até quando?
    O fato de ter acreditado e defendido absurdos até a algum tempo passado deveria fazê-los ao menos desconfiar que o mesmo processo poderia estar se repetindo.
    Há alguns anos atrás veríamos o Vitor e o Biasetto defendendo o espiritismo da mesma maneira que faz Arduin agora.
    Eles começaram a desconfiar, investigaram, desiludiram-se, então passaram a ter uma crença um pouco diferente. Existem espíritos, o resto até pode ser mentira, mas isto é um fato.
    Nem todos trocam seis por meia-dúzia. Antonio e Toffo desistiram de vez.
    Parece que o Contra também, vamos aguardar o término da suspensão dele para ver o que diz.
    Arduin garante que experimentos do passado provaram a mediunidade espírita. Vitor garante que estudos mais recentes provam a existência do espírito.
    Está aí uma coisa que deveria ser premiada com um Nobel, a prova científica da existência de espíritos, primeiro, depois da reencarnação.
    Infelizmente, como diz Arduin, a maioria dos cientistas prefere negar, fingir que não sabe.
    Muito parecido com a história dos UFOs. Todos os governos e comandos militares sabem de sua existência, mas negam, só de maldade.

  192. Marciano Diz:

    Vejam só para o quê servem as religiões:
    http://www.orientaltrading.com/testamints-a2-_K294.fltr
    São balas de menta enroladas em papel com versículos da bíblia. Cada balinha vem com uma indentação de uma cruz. E são caras.
    Aqui também tem um monte de produtos comerciais específicos para católicos, evangélicos, umbandistas.
    São os modernos vendilhões do templo.

  193. Toffo Diz:

    eu não me lembrava do nome da atriz, Kate Hudson. A Rowlands é veterana de vários filmes bons (aliás é uma das melhores de Hollywood). Hudson continua bonita, embora na linha jovem senhora. É um filme muito bom, contendo práticas mágicas do sul americano, um pouco semelhantes às práticas mágicas dos negros daqui.
    .
    Estou no trecho do Samba em que ele visita um centro espírita rustanista. Impressionante como certos espíritas parecem aqueles televangelistas da TV americana! Agora ele vai se consultar com Dr. Fritz. Depois conto.

  194. Marciano Diz:

    Hess está no programa de pós-graduação em ciência da religião, na Universidade Federal de Juiz de Fora.
    Não estou brincando.
    Quem não acreditar, pode conferir aqui:
    http://www.ufjf.br/ppcir/mestrado/disciplinas-mestrado/espiritismo/
    .
    Quem quiser fazer um doutorado tradicional, pode ver aqui:
    http://www.ufjf.br/ppcir/doutorado/disciplinas-doutorado/
    Os docentes têm currículo no Lattes e tudo.
    .
    Que tal fazer um mestrado em espiritismo?
    http://www.ufjf.br/ppcir/mestrado/disciplinas-mestrado/espiritismo/
    Nosso amigo cx está no currículo:
    Espitirismo
    Créditos: 04
    Carga Horária: 60h
    Ementa
    Estudo do fenômeno nos seus aspectos sociais, culturais e históricos enquanto corrente de pensamento e movimento religioso nascido no contexto da modernidade. Exame de sua doutrina e cosmologia dentro de um projeto que visa articular Ciência, Filosofia e Religião combinando antigas concepções orientais do Hinduísmo e Budismo com o Evolucionismo moderno. Foco na sua transplantação da França para o Brasil, onde constitui-se como religião de letrados e de camadas médias. Compreensão de seus aspectos terapêuticos, éticos e de sua posição no campo religioso brasileiro particularmente em relação ao catolicismo e religiões afro-brasileiras.
    Programa da Disciplina
    Doutrina, Cosmologia: Evolução dos Espíritos, Reencarnação, lei de causa e efeito,livre arbítrio, perispírito.
    Afinidades eletivas do Espiritismo com o Brasil: crenças nas “almas”, entidades protetoras, caridade, cura religiosa, Chico Xavier.
    Espiritismo e camadas médias letradas: imprensa espírita, estudos e conferências.
    Estruturação do movimento espírita: Federações e autonomia dos Centros espíritas, clivagens e correntes do movimento.
    Espiritismo e relações no Campo religioso brasileiro: catolicismo e religões afro-brasileiras.
    Dinâmica atual e transformações no Espiritismo na (pós) modernidade: relações com o meio new age e espiritualismos.
    Hess na bibliografia, com outro livro, não esse que Toffo está lendo.
    .
    Ainda dizem que religião não é ciência. . .

  195. Vitor Diz:

    oi, Marciano
    comentando:
    01 – “O fato de ter acreditado e defendido absurdos até a algum tempo passado deveria fazê-los ao menos desconfiar que o mesmo processo poderia estar se repetindo.”
    .
    Minha defesa não era fruto de pesquisa. Outra coisa, os céticos já estiveram equivocados várias vezes, como quando negaram a deriva continental, o sonar dos morcegos, a existência de meteoros… será que a mesma coisa não está se repetindo?

  196. Montalvão Diz:

    .
    SANCHEZ DISSE: Eu penso que as supostas entidades são diferentes por exemplo: se uma pessoa não gosta de dançar vai se sentir desconfortável em um salão de dança. As pessoas com suas concepções culturais impõe um “padrão” nas manifestações mediúnicas. Seja em qualquer caso se pode haver um fenômeno genuíno ele está diluído com as nossas tendências sociais e psicológicas.
    .
    COMENTÁRIO: diferentes são, realmente. Não há como comparar um exu sete covas da umbanda com, por exemplo, Mozart, Humberto Campos do kardecismo. Tampouco comparar alguns desses com as aparições da Virgem, ou as manifestações do Espírito Santo. O que afirmei é que a origem de todos é comum, qual seja, o psiquismo dos que interagem com as entidades (quando não for fraude pura e simples). Para que o fenômeno seja confirmado genuíno mister se faz pô-lo sob verificação controlada, mas nenhuma manifestação religiosa realiza testes para aferir seus acreditamentos. Vai ver existe decreto cósmico proibindo…
    .
    Eu tenho sete inimigos
    mas não posso com nenhum
    vou chamar seu Sete Covas
    que de pé não fica um!
    /
    Sete Covas vem chegando
    não tropeça no caminho
    passa no quintal dos outros
    mas não mexe com vizinho
    .
    Saravá.

  197. Marciano Diz:

    Mais sobre ciência da religião na Wikipédia:
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Ci%C3%AAncia_da_religi%C3%A3o
    Segundo ela, “a maioria dos programas acadêmicos na área são oferecidos por universidades com afiliação religiosa. “
    .
    O CAPES tem uma relação de cursos RECOMENDADOS e reconhecidos. O CAPES.
    http://conteudoweb.capes.gov.br/conteudoweb/ProjetoRelacaoCursosServlet?acao=pesquisarIes&codigoArea=71000003&descricaoArea=CI%CANCIAS+HUMANAS+&descricaoAreaConhecimento=TEOLOGIA&descricaoAreaAvaliacao=FILOSOFIA%2FTEOLOGIA%3Asubcomiss%E3o+TEOLOGIA
    .
    Preciso urgentemente rever meu atrasado conceito de ciência.
    Ainda bem que quando eu fiz vestibular só tinha provas de física, química, biologia, matemática.
    Se eu tivesse de fazer uma prova de espiritismo estaria numa fria.
    Alia sunt tempora, alii mores (Em outros tempos, outros costumes).

  198. Sanchez Diz:

    Montalvão
    .
    Entendi agora.

  199. Marciano Diz:

    Vitor disse:
    “. . . os céticos já estiveram equivocados várias vezes, como quando negaram a deriva continental, o sonar dos morcegos, a existência de meteoros… será que a mesma coisa não está se repetindo?”.
    .
    É provável que sim.
    Hoje mesmo estão fazendo EQMs com ratos, está nos jornais.
    Agora mesmo cientistas falam sobre viagem no tempo, multiversos.
    Pode ser que estejam certos sobre isso também.
    Quem sabe se os espíritos não vivem em um universo paralelo?
    Provavelmente são (os espíritos) constituídos de matéria escura. Ou energia escura. Anti-matéria? Acho que não, se fossem de anti-matéria seria perigoso entrar em contato com eles.
    .
    Montava,
    Estou vendo que você é protegé do seu sete covas.
    Já eu, sou fio da véia , eu não pego nada
    A véia tem força na encruzilhada

    Não bati mais meu carro
    Tenhos sempre uma grana e mulher de montão
    Tou sempre coberto dos pés a cabeça
    Nego me encosta cai tudo no chão
    Com sete pitadas de sua cacimba, mará de dendê
    Banho de arruda todinho enfusado
    Minha horta só tem que chover

    Quem quiser que acredite
    Ou então deixe de acreditar
    A força que ela me deu só ela é quem pode tirar
    Eu não sou vencido aqui nesse reino
    E em qualquer lugar
    Zóio de inveja de boi mandingueiro
    A véia levou pro fundo do mar

  200. Marciano Diz:

    Eu provavelmente teria duvidado da tectônica de placas e teria errado, mas também teria duvidado do homem de Piltdown e teria acertado.
    Somando lucros e perdas, acho melhor continuar com meu ceticismo, sem abrir mão da proteção da véia, por via das dúvidas.

  201. Montalvão Diz:

    .
    MARCIANO DIZ: Está aí uma coisa que deveria ser premiada com um Nobel, a prova científica da existência de espíritos, primeiro, depois da reencarnação.
    .
    COMENTÁRIO: se se demonstrar que espíritos comunicam estará comprovado que espíritos existem… os mediunistas com a faca e o queijo em mãos mas não querem cortá-lo… lamentável.

  202. Montalvão Diz:

    Marciano, seu fio da véia, zuncê tá precisando tomá um descarrego com o cabôco Macedo, que é pra mode de abri seus caminho e limpar o colesterol de suas veia…

  203. Marciano Diz:

    Montalvão,
    você não se manifestou sobre minha proposta.
    Repito-a:
    Será que é possível concentrar a energia dos exus e direcioná-la sem dispersá-la, como se faz com a energia luminosa (laser)?
    Quais as aplicações tecnológicas que no futuro poderemos fazer da energia espiritual?
    Será que no futuro, em vez de energia elétrica ou atômica, eólica, solar, etc., usaremos energia espiritual?
    Deve ser muito mais econômica e limpa.
    Montalva,
    o que tu achas disso?
    Vamos patentear?
    Se descobrirmos como funciona a energia espiritual poderemos ganhar um Nobel e se inventarmos um computador que use energia espiritual poderemos ficar riquíssimos, mais do que Steve Jobs e Bill Gates juntos.
    .
    E com a benção de seu sete e da véia, não vai ter pra ninguém.
    A gente pode buscar uma verba na UFRJ, na UERJ ou na USP, eu tenho mestrado e doutorado em ciências espirituais pela UFJF e currículo no Lattes.

  204. Toffo Diz:

    Acho que vou consultar um centro pra resolver uma dor persistente de ciática que se irradia do meu quadril esquerdo perna abaixo. Tá duro de aguentar.

  205. Marciano Diz:

    TOFFO,
    Especificamente para o seu caso de dor no nervo ciático, veja este site:
    http://www.arcanjomiguel.net/exorcismo_mal_familias.html
    Exorcismo De São Miguel Contra O Mal Nas Famílias(SMA)

    São Miguel Arcanjo vencendo demônios

    ORAÇÃO DE EXORCISMO DE SÃO MIGUEL ARCANJO

    Somente o Sacerdote, PE:[ Padre ] RL: [ Resposta do Leigo ]

    *Lembrem-se, porém: o exorcismo maior compete apenas aos sacerdotes, que forem nomeados pelos bispos. Como infelizmente muitas dioceses não tem estes padres especializados, hoje e sempre o Céu tem suscitado pessoas com este dom, este carisma, de expulsar demônios. Que ninguém se meta a enfrentar diretamente estes espíritos, embora sempre DEVEMOS e PODEMOS rezar as orações de Cura e libertação. Isso diariamente e até muitas vezes ao dia.

    [ * somente o sacerdote, quando se reza para outra pessoa, mas pode ser rezado somente para si mesmo (ou sua família) , para outra pessoa, somente o sacerdote, com devido preparo, Jejum e Oração. ]

    PE: Levanta-te Deus pela Intercessão da Imaculada Conceição, a Virgem Maria, São Miguel Arcanjo , os Santos Inocentes e toda a Milícia Celeste, que sejam dispersos os seus inimigos e fujam de vossa face todos os que vos odeiam. SINAL DA CRUZ[]

    RL: São Miguel Arcanjo protegei-nos no combate, sede o nosso refúgio, contra as maldades e ciladas do inimigo.

    Ordene-lhe Deus instantemente vos pedimos. E vós príncipe da milícia celeste, pela santa virtude divina precipitai ao inferno a satanás e todos os espíritos malignos que andam pelo mundo para perderem as almas. Assim seja.PE: Em nome de Jesus, pela ação do Espírito Santo, para a Glória de Deus Pai, pelo intermédio da Santíssima Virgem Maria, aquela que esmaga a serpente infernal eu ordeno, no amor da Santíssima Trindade e de São Miguel Arcanjo , que se retirem espíritos de vingança, demônio do ódio, demônio dos males da garganta e do tórax, demônio que faz as pessoas se tornarem loucas, demônio das doenças nas articulações, demônio das dores e problemas na nuca, demônio das dores e problemas nos músculos, demônio dos truques e enganos, demônio das dores e problemas no tornozelo, DEMÔNIO DO NERVO CIÁTICO, chefe de todos os demônios, demônio das dores nos ombros. Eu ordeno que saiam.[]

    RL: Invocamos São Miguel Arcanjo nesta Quaresma Angélica, para adorar não aqueles que adoram, mas o adorado Jesus sacramentado.(SMA)

    PE: Pela aparição gloriosa no monte angélico na gruta do Gargano, e pelo triunfo da cruz de Cristo sejam submetida todas as formas e vias de modo maléfico em nossas famílias, esconjuro os modos diabólicos como vindo de forma amorosa enganadora.[]

    RL: Pela espada e humildade do Arcanjo do Céu seja aniquilada toda a infestação para destruir a relação do verdadeiro amor em família.

    PE: Espada angélica de São Miguel Arcanjo destrua em nome de Jesus e da Virgem Maria todo o venéfico que provoca o mal físico, psíquico, econômico e familiar.[]

    RL: Pelo estandarte da Cruz seja destruída toda a amarração para criar impedimentos a ação, movimentos e relações.(SMA)

    PE: Pela quaresma angélica da entrega do pobre de Assis saia imediatamente todo o malefício de transferências a males físicos feitas por bonecas, fotografia ou vodu.[]

    RL: Por Jesus amado e senhor Nosso saia toda putrefação, feitas para procurar um mal mortal, fazendo apodrecer um material possível de apodrecer e transferido a vida de pessoas e relacionamentos.

    PE: Saia pela espada de São Miguel Arcanjo e pelo manto da Virgem Maria, em nome de Jesus todo o malefício feito para causar possessão de causa verdadeira e não forjada.[]

    RL: Pela aparição na gruta e pelos estigmas da paixão do monte Alverne peço Jesus a libertação de toda a ligação direta pelas vias maléficas como líquido e comidas ingeridas amaldiçoadas, ou objeto mal que tenha ficado dentro de casa ou no trabalho.[]

    PE: A espada de São Miguel Arcanjo corta agora malefícios feitos com objetos como roupas, ou coisas pessoal que foram entregues de forma direta ou indireta. Se neste lugar estiver algum objeto contaminado que Jesus e Maria expulse e desmascare a ação diabólica.

    RL: São Miguel Arcanjo toda a infusão de torturas com alfinetes, pregos, martelos, pontas, fogo e gelo, liberte-nos.[]

    PE: Pelos andamentos de ligadura com laços, nós, fitas, rédeas, faixas e círculos, essas vias são rompidas pelo sangue de Jesus.

    RL: Pela Quaresma angélica não autorizamos as vias de putrefação tais como o enterro de objetos, animal, símbolo depois de enfeitiçados. Ajudai-nos guardião São Miguel.[]

    PE: Desfaço como sacerdote de Deus, toda a maldição direta na pessoa através de fotos ou símbolos, e ainda pelo poder do nome de Jesus desfaço também todo o rito satânico, como missa negra feita por escopo para alguém. Desfaço em nome de Jesus todo o feitiço com bonecos ou carne com alfinetes, ossos de mortos, terra de cemitério, sangue, sapos, frangos, desmascares grande Arcanjo adoradorSão Miguel, todo o malefício feito com presentes,travesseiros, plantas, bonecas, talismãs, toda a via de maldição com olhares, toque de mãos ou abraços, poderes de vias maléficas feitas por telefone, quando uma maldição foi jogada ao atender o telefone, e aconteceram sopros estranhos de maldição ou de qualquer outro modo.[]

    RL: Pela quaresma angélica os anjos do bem nos protejam agora de todo o mal, de todo o desejo e anseio do mal, falta de perdão, ódio, ressentimento, amargura, indignação, depressão, zombaria, medo, angustia,loucura, aflição, rebeldia, revolta e todo o mal da alma, pelos estigmas de Cristo cravados no monte Alverne sobre o corpo de São Francisco de Assis o santo da alegria e da sagrada pobreza nos preparamos para a suprema libertação, porque Ninguém é como Deus!

    (somente o sacerdote)

    Somente o Sacerdote, PE:[ Padre ] RL: [ Resposta do Leigo ]

    [ * somente o sacerdote, quando se reza para outra pessoa, mas pode ser rezado somente para si mesmo, para outra pessoa, somente o sacerdote, com devido preparo, Jejum e oração. ]

    EU TE EXPULSO PELA ESPADA DE SÃO MIGUEL ARCANJO E TE ACORRENTO NA GRUTA DO MONTE GARGANO TODAS AS VIAS DO MAL CAUSADAS POR AKABOR, BELSEBUL, BAAL, ALMAS AMALDIÇOADAS, ZAGO, ALBATROS, NOSFERATUS, ALLIDA, EXU CAVEIRA, SATANÁS OU LÚCIFER E TODA A CATERVA, PADILHA DE DEMÔNIOS, TODOS PELA FORÇA DESTA QUARESMA, PELA VIRGEM DE MENDGOURJE, LOURDES, GUADALUPE E FÁTIMA, VOCÊS DEVEM SE RETIRAR AGORA EM NOME DE JESUS, SUAS MALDADES SEJAM GRAVADAS E SEPULTADAS NO MONTE ANGÉLICO DE SÃO MIGUEL, É A ORDEM DE JESUS E DA IMACULADA CONCEIÇÃO, PELO SACRAMENTO DA ORDEM SAGRADA VOS EXTIRPO AGORA TREMAM DIANTE DA FACE DE SÃO MIGUEL PRÍNCIPE DA IGREJA DO SENHOR JESUS, GRITEM DE MEDO DEMÔNIOS MALVADOS E SEJAM ACORRENTADOS EM NOME DE JESUS. EM NOME DO PAI, E DO FILHO, E DO ESPÍRITO SANTO. AMÉM .[]
    Créditos:http://
    Clevinho Maia (Combatentes de São Miguel Arcanjo )

    QUEM COMO DEUS? NINGUÉM COMO DEUS! 10 x

    DEPOIS DA BENÇÃO DA ÁGUA

    O Senhor te abençoe e te guarde!!
    Amém.

    O Senhor te mostre a Sua face e conceda-te Sua graça!
    Amém.[]

    O Senhor volva o Seu rosto para ti e te dê a paz!
    Amém.

    Deus Uno e trino vos abençoe. Pai , Filho e Espírito Santo.
    Amém. Assim seja. Eu creio.

  206. NVF Diz:

    Obrigado, Toffo e Marciano, pelo resumo sobre o livro.

  207. Montalvão Diz:

    .
    Toffo Diz: Acho que vou consultar um centro pra resolver uma dor persistente de ciática que se irradia do meu quadril esquerdo perna abaixo. Tá duro de aguentar.
    .
    COMENTÁRIO: Toffo, de quem já sofreu para quem está sofrendo. A crise ciática é barra pesada mesmo. Quando vivenciei a minha era difícil deitar, difícil levantar, difícil me virar na cama e, de pé, era difícil andar. Tirante isso, até gostei…
    .
    Vivenciei duas crises, da primeira consegui livrar-me com repouso, bolsa de água quente, antiinflamatórios, evitar carregar pesos (consciência pesada pode), e fisioterapia. Na segunda, já escolado, aos primeiros sintomas, suspendi as atividades, tomei um antiinflamatório leve (ibuprofeno – atenção, não o estou receitando, apenas relatando que dele fiz uso) e apliquei bolsa d’água quente, foi o sufiente.
    .
    O lado bom: depois que a crise passa a gente vê quão a vida é bela sem ela…
    .
    Boa sorte.

  208. Montalvão Diz:

    .
    MARCIANO Diz: Montalvão, você não se manifestou sobre minha proposta.
    .
    MONTALVÃO RESPONDE: Red Orbe, não lembro de tê-la visto, a sua proposta, agora que vi quedei-me deveras embasbacado, tanto para responder quanto para aquilatar sua exequibilidade… vejamos o que é possível dela dizer…
    /
    /
    MARCIANO Diz: Repito-a: Será que é possível concentrar a energia dos exus e direcioná-la sem dispersá-la, como se faz com a energia luminosa (laser)?
    .
    MONTALVÃO RESPONDE: se a energia exuística é concentrável se-lo-á certamente nos médiuns de terreiro e, eventualmente, nos cambonos. Se for concentrável fora dessa esfera orgânica, para confirmar, seria preciso a realização de experimentos específicos. A não ser que consideremos que tal “energia” seja comum a todas as vertentes mediúnicas, caso em que, para compreendê-la, deveremos recorrer a hipótese ectoplasmática. Se for o ectoplasma a energia que corre nos terreiros, então danou-se: essa substância(?) sabidamente só se apresenta perante os que nele acreditam e que, mesmo acreditando, não interponham qualquer dúvida sobre suas apresentações fotográficas e testemunhais. Em suma, a energia mais energética de todo o universo é inconcentrável sob qualquer modalidade, com exceção dos entornos em que a fé em sua realidade e aplicações seja cultivada. O caminho é, ou todos passemos a acreditar, ou desistamos do projeto…
    ./
    /
    MARCIANO Diz: Quais as aplicações tecnológicas que no futuro poderemos fazer da energia espiritual?
    .
    MONTALVÃO RESPONDE: as mesmas de sempre: materializações de gente e de coisas, visão a distância, teletransporte, levitações, e cura presencial ou sem presença. O desafio é conseguir enlatar essa energia para distribuição ao grande público, a preço promocional.
    ./
    /
    MARCIANO Diz:Será que no futuro, em vez de energia elétrica ou atômica, eólica, solar, etc., usaremos energia espiritual? Deve ser muito mais econômica e limpa.
    .
    MONTALVÃO RESPONDE: quem viver verá…
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    /

    MARCIANO Diz: Montalva, o que tu achas disso? Vamos patentear?
    .
    MONTALVÃO RESPONDE: podemos patentear, mas a patente de ideias deve ser acompanhada de projeto técnico em que a execução da inspiração seja plenamente demonstrável, de modo que qualquer investidor possa pô-la para funcionar sem necessidade de estudos adicionais (a não ser os que decorrerem a viabilização). Ou seja, a ideia não pode ser “seca”, tem que ser inteiramente construível a partir do que consta no projeto. Infelizmente, tem esse óbice, não fosse assim eu já teria patenteado milhões de inspirações que me visitam a todo instante, por exemplo: 1) extrator inteligente de melecas; 2) silenciador, não-violento, de nenês chorões; 3) conversor automático de pagode e funk em sons enlevantes; 4) brotador autorregulável de furúnculos em políticos corruptos (tautologia?); (este pede explicação adicional, é o seguinte: a cada safadeza levada a termo o representante do povo ganha nova tumoração, preferecialmente nos cantos mais sugestivos: cu, dobra do joelho, nariz, suvaco…); 5) transformador de água em pó (a fim de facilitar transporte e armazenamento: para reconduzí-la ao estado líquido, basta dissolver o pozinho num pouco d´água…), etc.
    .
    .
    MARCIANO Diz:Se descobrirmos como funciona a energia espiritual poderemos ganhar um Nobel e se inventarmos um computador que use energia espiritual poderemos ficar riquíssimos, mais do que Steve Jobs e Bill Gates juntos.
    .
    MONTALVÃO RESPONDE: não almejo enricar mais que Jobs e Gates unidos, para mim bastaria estar acima de Eike Batista, visto que pouco ambicioso sou. Temos, pois, dois desafios: a) descobrir como funciona a energia espiritual (desde que o desafio anterior tenha sido superado: demonstrar que existe energia espiritual); b) inventar computador que se sirva dessa energia (por acaso você sabe inventar computador? Eu sei apenas usar (mal e porcamente)…
    ./
    /
    MARCIANO Diz: E com a benção de seu sete e da véia, não vai ter pra ninguém.
    .
    MONTALVÃO RESPONDE: A véia tudo bem, mas seu sete sugiro o seu sete rei da lira, que é meu protetor e sara e cura minha dor…
    /
    /

    MARCIANO Diz:A gente pode buscar uma verba na UFRJ, na UERJ ou na USP, eu tenho mestrado e doutorado em ciências espirituais pela UFJF e currículo no Lattes.
    .
    MONTALVÃO RESPONDE: verba é sempre bom, venha de onde vier… Posso desviar um “pouquinho” para aplicar na obra que faço cá em casa? É por uma boa causa, vai me ajudar e ajudará os pedreiros que sustento…e suas famílias…
    .
    Saudações projetotecnitivas.

  209. Montalvão Diz:

    .
    Toffo,
    .
    Desconsidere as sugestões que dei para sua ciática, fique com a reza braba indicada pelo Marciano: essa é porreta de fato, até peguei uns esconjuros para meu uso… pena que não tem uma para soerguer falo (não que eu esteja carecendo, apenas para deixar como reserva).
    .
    Que São Miguel nos proteja.

  210. Montalvão Diz:

    .
    Agora que me tornei devoto de São Miguel, assomou-me dúvida que talvez nosso extraterreno doutorando em espiritualidade possa esclarecer. Considere o texto a seguir:
    .
    “[...]Apesar desta ausência, seres livres, conhecendo a DEUS e sendo amparados pela graça divina, podiam todos triunfar da prova a que o SENHOR e PAI os sujeitaria O numero dos Anjos é incalculável, milhares e milhares de milhões. – Quantos?[www.arcanjomiguel.net]
    .
    Não o sabemos, As Sagradas Escrituras falam-nos de Anjos agrupados em 9 coros, a saber: Serafins, Querubins, Tronos, Dominações, Potestades, Virtudes, Principados, Arcanjos e os simples Anjos, que por sua vez, CONSTITUEM TRÊS HIERARQUIAS. A primeira hierarquia: Os Serafins, Querubins e Tronos têm por missão o serviço principal perante o Trono de DEUS; a segunda hierarquia: Dominações, Potestades e Virtudes tem por missão o serviço no espaço da Criação; e a terceira hierarquia: Principados, Arcanjos e simples Anjos têm por missão o serviço junto à humanidade na Terra.(SMA).”
    .
    Minha dúvida é simples, mas apoquenta minhas noites insones: se há hierarquia entre os anjos (e sabemos que há visto que quem entende do assunto diz que sim e acredito), haverá promoções por mérito e por tempo de serviço? Quero estar informado porque, quando eu me for tornar-me-ei um deles, posso já planejar minha vida profissional-espiritual, inclusive a aposentadoria, considerando que aqui deixei de fazê-lo… Por isso é bom saber das coisas…
    .
    saudações profissionalizantes.

  211. Toffo Diz:

    Acho que nenhum de vocês tem coisa pra fazer, hein? Marciano, cadê seus prazos? rsrsrsrs

  212. Antonio G. - POA Diz:

    Vitor disse (e Marciano comentou): “Os céticos já estiveram equivocados várias vezes…”
    .
    É certo que sim. De minha parte, no que concerne à existência de espíritos e suas decorrências, permanecerei “em equívoco” até que apareça uma evidência incontestável em contrário a minha convicção. Por enquanto, tudo o que se tem a respeito é só conversa fiada.
    .
    Boa Tarde !

  213. Marciano Diz:

    Montalvão,
    Lamento que a resposta não seja a que parece que esperava. Os espíritas (a esta altura acho que já podemos adjetivá-los de kardecistas) acreditam no critério de promoção, bônus-hora, etc. Mas estão enganados. Os anjos são criados como são e assim permanecerão por toda a eternidade, pelo Grande Arquiteto Do Universo (assim mesmo, com a contração da preposição e do artigo com inicial maiúscula – o motivo não pode ser explicado aqui).
    Melhor dizendo, “foram criados”, não mais o são. E foram criados antes dos homens. Estava nos planos do Divino, dentre outras coisas, a criação da Terra, das estrelas (assim mesmo, pode ver no Gênesis – não na Gênese), do homem e depois da mulher e demais animais, e estava planejado que os anjos, além de outras missões, alguma secretas, serviriam de mensageiros do Senhor.
    Saudações angelicais.
    .
    TOFFO,
    Você é um ingrato, perco o maior tempo procurando uma solução eficaz para sua nevralgia ciática e você me responde assim, me lembrando dos meus prazos?
    Aproveito para esclarecer que estão todos dentro de seus limites, tenho um programa de computador que gerencia tudo pra mim.

  214. Montalvão Diz:

    MARCIANO DISSE: Os anjos são criados como são e assim permanecerão por toda a eternidade, pelo Grande Arquiteto Do Universo (assim mesmo, com a contração da preposição e do artigo com inicial maiúscula – o motivo não pode ser explicado aqui).
    .
    COMENTÁRIO: se foi o GADU quem os criou, talvez fosse melhor dizer, construídos…
    .
    Certo que os anjos foram feitos como são e como são ficarão, mas há questões a considerar. Fala-se que parte das legiões angelicais desviou-se de Deus para seguir Belzebu. Se esses transmudaram-se de bons em maus, então houve modificação. E, se eles de projetados para mensageiros de Deus transformaram-se em asseclas do Bode significa que não são imutáveis. Pense nas consequências…
    .
    Além disso, Jesus conversando com os saduceus disse-lhes: “errais por não conhecerdes as escrituras: no céu os homens não se casarão nem se darão em casamento, MAS SERÃO COMO OS ANJOS DE DEUS. Quer dizer, não serão anjos mas serão tais quais. Por isso, minha preocupação é válida e pertinente e você, como meu advogado a limine selecionado para aconselhamento jurídico-espiritual, tem por incumbência passar-me os ditames legais-transcendentais que regem os parâmetros, isso antes que ocorra a sucumbência de meus direitos.
    .
    Desse modo, a novo, requeiro reveja os normativos que, ab aeternum, incidam sobre o pleito e deles fale ab ovo, antes que eu fique irato.
    .
    Cogito ergo sum.

  215. Marciano Diz:

    Montalvão,
    O que você me pede é muita responsabilidade para uma só pessoa.
    Na forma do cânone 1482 do Codex Iuris Canonici, § 1º, peço-lhe autorização expressa para substabelecer para o Toffo, com plenos poderes.
    .
    Reproduzo o cânone citado, alertando que o Codex pode ser consultado aqui, no site do Vaticano (clique):
    http://www.vatican.va/archive/cod-iuris-canonici/latin/documents/cic_liberVII_lt.html#TITULUS_IV

    .
    TITULUS IV
    DE PARTIBUS IN CAUSA

    CAPUT II
    DE PROCURATORIBUS AD LITES
    ET ADVOCATIS
    . . .

    “Can. 1482 — § 1. Unicum sibi quisque potest constituere procuratorem, qui nequit alium sibimet substituere, nisi expressa facultas eidem facta fuerit”.
    .
    Em bom português:
    “Cân. 1482
    — § 1. Qualquer pessoa pode constituir um único procurador, que não pode substabelecer em outrem, a não ser que lhe tenha sido dada expressamente tal faculdade.”
    .
    Agora é que o Biasetto vai dizer que sou católico mesmo.

  216. Toffo Diz:

    Desculpe, Homem de Marte. Quis apenas brincar. Eu sei que às vezes os prazos nos dão uma folga. E resolvi minha ciática com uma consulta médica e uma injeção no traseiro (em Portugal, uma pica ao cu) que, apesar dos desconfortos e constrangimentos, me aliviou 95% da dor. Eu não conseguia nem dobrar a perna para amarrar o sapato, estava travado.
    .
    Continuando as peripécias de Samba in the Night, o autor foi a Curitiba visitar o Alexandre Sech e seu sanatório espírita e acabou dando aulas na faculdade espírita que havia na capital paranaense. Visitou igualmente um centro mezzo alici mezzo mozzarella, ou seja, meio umbanda meio kardecista, numa cidade paupérrima do E. do Rio, Casimiro de Abreu. Depois relacionou-se com a elitista Associação Médico Espírita de São Paulo (AMESP) que na época litigava contra as cirurgias espirituais do Dr. Edson Queiroz. Fizeram um congresso médico do qual participou gente do exterior, que estava interessada em conferir a veracidade dos procedimentos do dr. Edson, mas a AMESP autoritariamente vetou a presença dele. Os gringos acabaram por coincidência vendo o dr. Edson porque ele estava em São Paulo na ocasião. Tece considerações sobre o fato de a classe média brasileira, principalmente a espírita, ter horror ao Brasil, tido como terra da corrupção e da pobreza, e desejar ser o mais europeia possível. Dá a entender que os espíritas na generalidade são excessivamente pios, como os evangélicos, e a atividade espírita é um tanto tediosa pelo excesso de sermões e exigências de estudo, e relativamente pouco acolhimento afetivo.

  217. Yacov Kadowski Diz:

    Pessoal,
    Destruí o arrogante Randy Medy (aquele fanático espírita a la Sergio Aleixo).
    Quem tiver interesse em verificar a execração pública kkkk
    http://www.nefca.org.br/forum-do-nefca/forum-publico/sobre-o-cuee#comment-18890
    Marciano, estou ficando muito mau contra esses religiosos…hehehe

    Abraços
    Yacov

  218. NVF Diz:

    Cuidado que ele tem traços de psicopatia, ein, Yacov. Não reclame se de repente você for sequestrado ou coisa pior, rs

  219. NVF Diz:

    “2ª Tudo o que está na doutrina passou pelo CUEE? Todas as Obras Básicas? Inclusive a Revue Spirit?”
    .
    Cara, o CUEE é apenas um apelo teológico. Kardec acredita que os espíritos se manifestaram ao mesmo tempo, num período histórico, por ordens de Deus. Daí, portanto, a autoridade da doutrina. Basta ler no ESE: “A autoridade da doutrina espírita”.
    .
    Não tem nem como defender isso como método científico, ou qualquer outra coisa séria, pois a vontade de Deus é imponderável. Aliás, o próprio Deus é imponderável e impossível de provar.
    .
    Quanto à Revista Espírita, devo defender Kardec e dizer que ele deixou claro diversas vezes se tratar de uma espécie de “laboratório” de hipóteses e análises de psicografias e teorias espíritas. Disse que não era pra incorporar nada dela a sua doutrina antes de muito se averiguar.

  220. NVF Diz:

    OBS.: O Sérgio Aleixo é bem melhor que o Randolfo, por incrível que pareça.
    .
    O Sérgio admite que o espiritismo de Kardec é uma religião. Também admite que não se pode acreditar na doutrina, se não tiver crença em Deus. Admite que houve uma revelação, que o kardecismo é cristão, etc. É um cara mais honesto.
    .
    O Randolfo nega tudo isso. Superestima a obra de Kardec com base no que ele gostaria que ela fosse.

  221. NVF Diz:

    OBS.: Não achei que tenha ocorrido nenhuma execração pública.
    .
    No meio deles, na cabeça deles, foi você quem pagou de ridículo. Execração boa seria se os fizessem sentir equivocados, mas está claro que eles pensam que o errado é você.
    .
    E, acredite, eles não vêem erros em Kardec, tanto que mandaram você argumentar, certamente para rebaterem que não existem esses erros, com outros argumentos deles.
    .
    Já vi aquele pessoal defendendo a geração espontânea de seres e partículas super hiper microscópicas. Também vejo eles dizendo que há raças humanas, sim, só que a visão politicamente correta não permite enxergar, etc.
    .
    Ou seja, você não os execrou.

  222. Marciano Diz:

    Fica frio,
    Toffo,
    Eu seu que você estava brincando e conheço a linguagem portuguesa, sou português/descendente por parte de pai.
    Vamos vibrar pela sua recuperação, embora saibamos que a injeção é o melhor remédio.
    Valeu pelo resumo do Samba, você está sendo atencioso com
    NVF.
    .
    Um abraço,
    YACOV,
    O pior cego é o que não quer ver.
    Keep up the good work.

  223. Toffo Diz:

    Yacov, é a era telespírita. Estou começando a concordar com Hess que os espíritas são um tanto pios demais, e que a sua prática é também um tanto tediosa, pelo excesso de sermonário. E olhe que nem de longe ele fala em chiquismo.

  224. Montalvão Diz:

    YACOV DISSE: Pessoal,
    Destruí o arrogante Randy Medy (aquele fanático espírita a la Sergio Aleixo).
    .
    COMENTÁRIO: não diria que “destruir” seria o termo adequado, mas ficou claro que o pessoal daquele fórum fugiu de enfrentar as questões que apresentou.

  225. Gorducho Diz:

    Eles nunca irão dar um tiro-no-pé debatendo – e portanto liquidando com – as crenças deles.

  226. Gorducho Diz:

    Para os Espíritas, “debate” é uma conversa entre fraternos com reforços mútuos das Verdades contidas na Codificação. Funciona como a Société do Kardec: o médium já sabia o que tinha que canalizar.

  227. Montalvão Diz:

    .
    NVF Diz: “2ª Tudo o que está na doutrina passou pelo CUEE? Todas as Obras Básicas? Inclusive a Revue Spirit?”
    .
    Cara, o CUEE é apenas um apelo teológico. Kardec acredita que os espíritos se manifestaram ao mesmo tempo, num período histórico, por ordens de Deus. Daí, portanto, a autoridade da doutrina. Basta ler no ESE: “A autoridade da doutrina espírita”.
    .
    COMENTÁRIO: Embora o comentário esteja correto em linhas gerais, Kardec não diz que os espíritos se manifestaram ao mesmo tempo, num período histórico: disse que “Prova a experiência que, quando um principio novo tem de ser enunciado, isso se dá espontaneamente em diversos pontos ao mesmo tempo e de modo idêntico, senão quanto à forma, quanto ao fundo.”
    .
    Quer dizer: o CUEE se manifestará sempre que houver novidade da parte dos espíritos a ser transmitida aos vivos.
    .
    A impressão que a leitura do ESE causa é a de que a doutrina, em sua forma geral, fora transmitida na conformidade da pluralidade dos espíritos manifestantes. A partir daí ela poderia ser ou enriquecida com novos ensinamentos ou aprimorada pela ampliação do conteúdo original. De um modo ou de outro essas ampliação e enriquecimento se fariam sempre na dependência do Consenso Universal dos Espíritos. Veja a seguir o texto do ESE.
    /
    /
    Controle universal do ensino dos Espíritos
    /
    Se a Doutrina Espírita fosse de concepção puramente humana, não ofereceria por penhor senão as luzes daquele que a houvesse concebido. Ora, ninguém, neste mundo, poderia alimentar fundadamente a pretensão de possuir, com exclusividade, a verdade absoluta. Se os Espíritos que a revelaram se houvessem manifestado a um só homem, nada lhe garantiria a origem, porquanto fora mister acreditar, sob palavra, naquele que dissesse ter recebido deles o ensino. Admitida, de sua parte, sinceridade perfeita, quando muito poderia ele convencer as pessoas de suas relações; conseguiria sectários, mas nunca chegaria a congregar todo o mundo.
    /
    Quis Deus que a nova revelação chegasse aos homens por mais rápido caminho e mais autêntico. Incumbiu, pois, os Espíritos de levá-la de um pólo a outro, manifestando-se por toda a parte, sem conferir a ninguém o privilégio de lhes ouvir a palavra. UM HOMEM PODE SER LUDIBRIADO, PODE ENGANAR-SE A SI MESMO; JÁ NÃO SERÁ ASSIM, QUANDO MILHÕES DE CRIATURAS VÊEM E OUVEM A MESMA COISA. Constitui isso uma garantia para cada um e para todos. Ao demais, pode fazer-se que desapareça um homem; mas não se pode fazer que desapareçam as coletividades; podem queimar-se os livros, mas não se podem queimar os Espíritos. Ora, queimassem-se todos os livros e a fonte da doutrina não deixaria de conservar-se inexaurível, pela razão mesma de não estar na Terra, de surgir em todos os lugares e de poderem todos dessedentar-se nela. FALTEM OS HOMENS PARA DIFUNDI-LA: HAVERÁ SEMPRE OS ESPÍRITOS, CUJA ATUAÇÃO A TODOS ATINGE E AOS QUAIS NINGUÉM PODE ATINGIR.
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    SÃO, POIS, OS PRÓPRIOS ESPÍRITOS QUE FAZEM A PROPAGAÇÃO, COM O AUXÍLIO DOS INÚMEROS MÉDIUNS QUE, TAMBÉM ELES, OS ESPÍRITOS, VÃO SUSCITANDO DE TODOS OS LADOS. Se tivesse havido unicamente um intérprete, por mais favorecido que fosse, o Espiritismo mal seria conhecido. Qualquer que fosse a classe a que pertencesse, tal intérprete houvera sido objeto das prevenções de muita gente e nem todas as nações o teriam aceitado, ao passo que os Espíritos se comunicam em todos os pontos da Terra, a todos os povos, a todas as seitas, a todos os partidos, e todos os aceitam. O Espiritismo não tem nacionalidade e não faz parte de nenhum culto existente; nenhuma classe social o impõe, visto que qualquer pessoa pode receber instruções de seus parentes e amigos de além-túmulo. Cumpre seja assim, para que ele possa conduzir todos os homens à fraternidade. Se não se mantivesse em terreno neutro, alimentaria as dissensões, em vez de apaziguá-las.
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    NESSA UNIVERSALIDADE DO ENSINO DOS ESPÍRITOS RESIDE A FORÇA DO ESPIRITISMO E, TAMBÉM, A CAUSA DE SUA TÃO RÁPIDA PROPAGAÇÃO. Enquanto a palavra de um só homem, mesmo com o concurso da imprensa, levaria séculos para chegar ao conhecimento de todos, milhares de vozes se fazem ouvir simultaneamente em todos os recantos do planeta, proclamando os mesmos princípios e transmitindo-os aos mais ignorantes, como aos mais doutos, a fim de que não haja deserdados. É uma vantagem de que não gozara ainda nenhuma das doutrinas surgidas até hoje. Se o Espiritismo, portanto, é uma verdade, não teme o malquerer dos homens, nem as revoluções morais, nem as subversões físicas do globo, porque nada disso pode atingir os Espíritos.
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    NÃO É ESSA, PORÉM, A ÚNICA VANTAGEM QUE LHE DECORRE DA SUA EXCEPCIONAL POSIÇÃO. ELA LHE FACULTA INATACÁVEL GARANTIA CONTRA TODOS OS CISMAS QUE PUDESSEM PROVIR, seja da ambição de alguns, seja das contradições de certos Espíritos. Tais contradições, não há negar, são um escolho; mas que traz consigo o remédio, ao lado do mal.
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    Sabe-se que os Espíritos, em virtude da diferença entre as suas capacidades, longe se acham de estar, individualmente considerados, na posse de toda a verdade; que nem a todos é dado penetrar certos mistérios; que o saber de cada um deles é proporcional à sua depuração; que os Espíritos vulgares mais não sabem do que muitos homens; que entre eles, como entre estes, há presunçosos e sofômanos, que julgam saber o que ignoram; sistemáticos, que tomam por verdades as suas idéias; enfim, que só os Espíritos da categoria mais elevada, os que já estão completamente desmaterializados, se encontram despidos das idéias e preconceitos terrenos; mas, também é sabido que os Espíritos enganadores não escrupulizam em tomar nomes que lhes não pertencem, para impingirem suas utopias. Daí resulta que, com relação a tudo o que seja fora do âmbito do ensino exclusivamente moral, as revelações que cada um possa receber terão caráter individual, sem cunho de autenticidade; que devem ser consideradas opiniões pessoais de tal ou qual Espírito e que imprudente fora aceitá-las e propagá-las levianamente como verdades absolutas.
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    O primeiro exame comprobativo é, pois, sem contradita, o da razão, ao qual cumpre se submeta, sem exceção, tudo o que venha dos Espíritos. Toda teoria em manifesta contradição com o bom senso, com uma lógica rigorosa e com os dados positivos já adquiridos, deve ser rejeitada, por mais respeitável que seja o nome que traga como assinatura. Incompleto, porém, ficará esse exame em muitos casos, por efeito da falta de luzes de certas pessoas e das tendências de não poucas a tomar as próprias opiniões como juizes únicos da verdade. Assim sendo, que hão de fazer aqueles que não depositam confiança absoluta em si mesmos? Buscar o parecer da maioria e tomar por guia a opinião desta. De tal modo é que se deve proceder em face do que digam os Espíritos, que são os primeiros a nos fornecer os meios de consegui-lo.
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    A concordância no que ensinem os Espíritos é, pois, a melhor comprovação. Importa, no entanto, que ela se dê em determinadas condições. A mais fraca de todas ocorre quando um médium, a sós, interroga muitos Espíritos acerca de um ponto duvidoso. É evidente que, se ele estiver sob o império de uma obsessão, ou lidando com um Espírito mistificador, este lhe pode dizer a mesma coisa sob diferentes nomes. Tampouco garantia alguma suficiente haverá na conformidade que apresente o que se possa obter por diversos médiuns, num mesmo centro, porque podem estar todos sob a mesma influência.
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    UMA SÓ GARANTIA SÉRIA EXISTE PARA O ENSINO DOS ESPÍRITOS: A CONCORDÂNCIA QUE HAJA ENTRE AS REVELAÇÕES QUE ELES FAÇAM ESPONTANEAMENTE, servindo-se de grande número de médiuns estranhos uns aos outros e em vários lugares.
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    Vê-se bem que não se trata aqui das comunicações referentes a interesses secundários, mas do que respeita aos princípios mesmos da doutrina. Prova a experiência que, quando um principio novo tem de ser enunciado, isso se dá espontaneamente em diversos pontos ao mesmo tempo e de modo idêntico, senão quanto à forma, quanto ao fundo.

  228. Montalvão Diz:

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    Marciano Diz: Montalvão,
    O que você me pede é muita responsabilidade para uma só pessoa. Na forma do cânone 1482 do Codex Iuris Canonici, § 1º, peço-lhe autorização expressa para substabelecer para o Toffo, com plenos poderes.
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    COMENTÁRIO: se vai substabelecer ao Toffo, com plenos poderes, significa que a faculdade do substabelecimento será a ele concedida, nesse caso o substabelecido poderá repassar o incumbimento a outrem, assim até a aurora dos tempos. E agora, quem poderá me defender?

  229. Marciano Diz:

    Só se você concordar, Montalva.
    E eu não vou substabelecer com reserva de poderes, significa que CONTINUAREI te defendendo, apenas contarei com a ajuda de TOFFO.
    Se ele fizer o mesmo e não renunciar aos poderes substabelecidos, melhor pra você, vai contar com mais advogados ainda.
    Várias cabeças pensam mais que uma.

  230. Marciano Diz:

    Saiu errado, eu quis dizer que vou substabelecer COM reserva de poderes.

  231. NVF Diz:

    “Para os Espíritas, “debate” é uma conversa entre fraternos com reforços mútuos das Verdades contidas na Codificação.”
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    Perfeito isso!
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    E acrescento “Para os Espíritas, “debate” é uma conversa entre fraternos com reforços mútuos das Verdades contidas na Codificação …, onde não se deve chegar a lugar nenhum, pois a doutrina já está pronta e encerrada, livre de erros”

  232. NVF Diz:

    Está voltando a ser espírita kardecista, Montalvão?

  233. NVF Diz:

    Capítulo I, de A Gênese, alguns trechos que reforçam a ideia de que o espiritismo kardecista não poderá ser modificado por pesquisadores, senão em meio ao contexto de uma futura “4ª Revelação Divina”:
    .
    ““Pode o Espiritismo ser considerado uma revelação? Neste caso, qual o seu caráter? Em que se funda a sua autenticidade? A quem e de que maneira foi ela feita? É a doutrina espírita uma revelação, no sentido teológico da palavra, ou por outra, é, no seu todo, o produto do ensino oculto vindo do Alto? É absoluta ou suscetível de modificações?
    .
    Trazendo aos homens a verdade integral, a revelação não teria por efeito impedi-los de fazer uso das suas faculdades, pois que lhes pouparia o trabalho da investigação? Qual a autoridade do ensino dos Espíritos, se eles não são infalíveis e superiores à Humanidade? Qual a utilidade da moral que pregam, se essa moral não é diversa da do Cristo, já conhecida?
    .
    Quais as verdades novas que eles nos trazem? Precisará o homem de uma revelação? E não poderá achar em si mesmo e em sua consciência tudo quanto é mister para se conduzir na vida? Tais as questões sobre que importa nos fixemos.
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    Definamos primeiro o sentido da palavra revelação. Revelar, do latim revelare, cuja raiz, velum, véu, significa literalmente sair de sob o véu – e, figuradamente, descobrir, dar a conhecer uma coisa secreta ou desconhecida. Em sua acepção vulgar mais genérica, essa palavra se emprega a respeito de qualquer coisa ignota que é divulgada, de qualquer idéia nova que nos põe ao corrente do que não sabíamos.
    .
    3. – A característica essencial de qualquer revelação tem que ser a verdade. Revelar um segredo é tornar conhecido um fato; se é falso, já não é um fato e, por conseqüência, não existe revelação. Toda revelação desmentida por fatos deixa de o ser, se for atribuída a Deus. Não podendo Deus mentir, nem se enganar, ela não pode emanar dele: deve ser considerada produto de uma concepção humana.
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    6. – Desde que se admite a solicitude de Deus para com as suas criaturas, por que não se há de admitir que Espíritos capazes, por sua energia e superioridade de conhecimento, de fazerem que a Humanidade avance, encarnem pela vontade de Deus, com o fim de ativarem o progresso em determinado sentido? Por que não admitir que eles recebam missões, como um embaixador as recebe do seu soberano?
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    7. – No sentido especial da fé religiosa, a revelação se diz mais particularmente das coisas espirituais que o homem não pode descobrir por meio da inteligência, nem com o auxílio dos sentidos e cujo conhecimento lhe dão Deus ou seus mensageiros, quer por meio da palavra direta, quer pela inspiração. Neste caso, a revelação é sempre feita a homens predispostos, designados sob o nome de profetas ou messias, isto é, enviados ou missionários, incumbidos de transmiti-la aos homens. Considerada debaixo deste ponto de vista, a revelação implica a passividade absoluta e é aceita sem verificação, sem exame, nem discussão.
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    8. – Todas as religiões tiveram seus reveladores e estes, embora longe estivessem de conhecer toda a verdade, tinham uma razão de ser providencial, porque eram apropriados ao tempo e ao meio em que viviam, ao caráter particular dos povos a quem falavam e aos quais eram relativamente superiores.
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    9. – Haverá revelações diretas de Deus aos homens? É uma questão que não ousaríamos resolver, nem afirmativamente, nem negativamente, de maneira absoluta. O fato não é radicalmente impossível, porém, nada nos dá dele prova certa.
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    O que não padece dúvida é que os Espíritos mais próximos de Deus pela perfeição se imbuem do seu pensamento e podem transmiti-lo. Quanto aos reveladores encarnados, segundo a ordem hierárquica a que pertencem e o grau a que chegaram de saber, esses podem tirar dos seus próprios conhecimentos as instruções que ministram, ou recebê-las de Espíritos mais elevados, mesmo dos mensageiros diretos de Deus, os quais, falando em nome de Deus, têm sido às vezes tomados pelo próprio Deus.
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    É, pois, rigorosamente exato dizer-se que quase todos os reveladores são médiuns inspirados, audientes ou videntes. Daí, entretanto, não se deve concluir que todos os médiuns sejam reveladores, nem, ainda menos, intermediários diretos da divindade ou dos seus mensageiros.
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    10. – Só os Espíritos puros recebem a palavra de Deus com a missão de transmiti-la; mas, sabe-se hoje que nem todos os Espíritos são perfeitos e que existem muitos que se apresentem sob falsas aparências, o que levou S. João a dizer: «Não acrediteis em todos os Espíritos; vede antes se os Espíritos são de Deus.» (Epíst. 1ª, cap. IV, v. 4.)
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    12. – O Espiritismo, dando-nos a conhecer o mundo invisível que nos cerca e no meio do qual vivíamos sem o suspeitarmos, assim como as leis que o regem, suas relações com o mundo visível, a natureza e o estado dos seres que o habitam e, por conseguinte, o destino do homem depois da morte, é uma verdadeira revelação, na acepção científica da palavra.
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    13. – Por sua natureza, a revelação espírita tem duplo caráter: participa ao mesmo tempo da revelação divina e da revelação científica. Participa da primeira, porque foi providencial o seu aparecimento e não o resultado da iniciativa, nem de um desígnio premeditado do homem; porque os pontos fundamentais da doutrina provêm do ensino que deram os Espíritos encarregados por Deus de esclarecer os homens acerca de coisas que eles ignoravam, que não podiam aprender por si mesmos e que lhes importa conhecer, hoje que estão aptos a compreendê-las.
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    Participa da segunda, por não ser esse ensino privilégio de indivíduo algum, mas ministrado a todos do mesmo modo; por não serem os que o transmitem e os que o recebem seres passivos, dispensados do trabalho da observação e da pesquisa, por não renunciarem ao raciocínio e ao livre-arbítrio; porque não lhes é interdito o exame, mas, ao contrário, recomendado; enfim, porque a doutrina não foi ditada completa, nem imposta à crença cega; porque é deduzida, pelo trabalho do homem, da observação dos fatos que os Espíritos lhe põem sob os olhos e das instruções que lhe dão, instruções que ele estuda, comenta, compara, a fim de tirar ele próprio as ilações e aplicações. Numa palavra, o que caracteriza a revelação espírita é o ser divina a sua origem e da iniciativa dos Espíritos, sendo a sua elaboração fruto do trabalho do homem.
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    21. – Moisés, como profeta, revelou aos homens a existência de um Deus único, Soberano Senhor e Orientador de todas as coisas; promulgou a lei do Sinai e lançou as bases da verdadeira fé. Como homem, foi o legislador do povo pelo qual essa primitiva fé, purificando-se, havia de espalhar-se por sobre a Terra.
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    22. – O Cristo, tomando da antiga lei o que é eterno e divino e rejeitando o que era transitório, puramente disciplinar e de concepção humana, acrescentou a revelação da vida futura, de que Moisés não falara, assim como a das penas e recompensas que aguardam o homem, depois da morte. (Vede: Revue Spirite, 1861, páginas 90 e 280.)
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    26. – Entretanto, o Cristo acrescenta: «Muitas das coisas que vos digo ainda não as compreendeis e muitas outras teria a dizer, que não compreenderíeis; por isso é que vos falo por parábolas; mais tarde, porém, enviar-vos-ei o Consolador, o Espírito de Verdade, que restabelecerá todas as coisas e vo-las explicará todas.» (S. João, caps. XIV, XVI; S. Mat., cap. XVII.)
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    Se o Cristo não disse tudo quanto poderia dizer, é que julgou conveniente deixar certas verdades na sombra, até que os homens chegassem ao estado de compreendê-las. Como ele próprio o confessou, seu ensino era incompleto, pois anunciava a vinda daquele que o completaria; previra, pois, que suas palavras não seriam bem interpretadas, e que os homens se desviariam do seu ensino; em suma, que desfariam o que ele fez, uma vez que todas as coisas hão de ser restabelecidas: ora, só se restabelece aquilo que foi desfeito.
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    27. – Por que chama ele Consolador ao novo messias? Este nome, significativo e sem ambigüidade, encerra toda uma revelação. Assim, ele previa que os homens teriam necessidade de consolações, o que implica a insuficiência daquelas que eles achariam na crença que iam fundar. Talvez nunca o Cristo fosse tão claro, tão explícito, como nestas últimas palavras, às quais poucas pessoas deram atenção bastante, provavelmente porque evitaram esclarecê-las e aprofundar-lhes o sentido profético.
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    28. – Se o Cristo não pôde desenvolver o seu ensino de maneira completa, é que faltavam aos homens conhecimentos que eles só podiam adquirir com o tempo e sem os quais não o compreenderiam; há muitas coisas que teriam parecido absurdas no estado dos conhecimentos de então. Completar o seu ensino deve entender-se no sentido de explicar e desenvolver, não no de ajuntar-lhe verdades novas, porque tudo nele se encontra em estado de gérmen, faltando-lhe só a chave para se apreender o sentido das palavras.
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    30. – O Espiritismo, partindo das próprias palavras do Cristo, como este partiu das de Moisés, é conseqüência direta da sua doutrina. A idéia vaga da vida futura, acrescenta a revelação da existência do mundo invisível que nos rodela e povoa o espaço, e com isso precisa a crença, dá-lhe um corpo, uma consistência, uma realidade à idéia. Define os laços que unem a alma ao corpo e levanta o véu que ocultava aos homens os mistérios do nascimento e da morte. Pelo Espiritismo, o homem sabe donde vem, para onde vai, por que está na Terra, por que sofre
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    41. – O Espiritismo, longe de negar ou destruir o Evangelho, vem, ao contrário, confirmar, explicar e desenvolver, pelas novas leis da Natureza, que revela, tudo quanto o Cristo disse e fez; elucida os pontos obscuros do ensino cristão, de tal sorte que aqueles para quem eram ininteligíveis certas partes do Evangelho, ou pareciam inadmissíveis, as compreendem e admitem, sem dificuldade, com o auxílio desta doutrina; vêem melhor o seu alcance e podem distinguir entre a realidade e a alegoria; o Cristo lhes parece maior: já não é simplesmente um filósofo, é um Messias divino.
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    45. – A primeira revelação teve a sua personificação em Moisés, a segunda no Cristo, a terceira não a tem em indivíduo algum. As duas primeiras foram individuais, a terceira coletiva; aí está um caráter essencial de grande importância. Ela é coletiva no sentido de não ser feita ou dada como privilégio a pessoa alguma; ninguém, por consequência, pode inculcar-se como seu profeta exclusivo; foi espalhada simultaneamente, por sobre a Terra, a milhões de pessoas, de todas as idades e condições, desde a mais baixa até a mais alta da escala, conforme esta predição registrada pelo autor dos Atos dos Apóstolos: “Nos últimos tempos, disse o Senhor, derramarei o meu espírito sobre toda a carne; os vossos filhos e filhas profetizarão, os mancebos terão visões, e os velhos, sonhos.” (Atos, cap. II, vv. 17, 18.) Ela não proveio de nenhum culto especial, a fim de servir um dia, a todos, de ponto de ligação.
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    46. – As duas primeiras revelações, sendo fruto do ensino pessoal, ficaram forçosamente localizadas, isto é, apareceram num só ponto, em torno do qual a idéia se propagou pouco a pouco; mas, foram precisos muitos séculos para que atingissem as extremidades do mundo, sem mesmo o invadirem inteiramente A terceira tem isto de particular: não estando personificada em um só indivíduo, surgiu simultaneamente em milhares de pontos diferentes, que se tornaram centros ou focos de irradiação. Multiplicando-se esses centros, seus raios se reúnem pouco a pouco, como os círculos formados por uma multidão de pedras lançadas na água, de tal sorte que, em dado tempo, acabarão por cobrir toda a superfície do globo.
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    Essa uma das causas da rápida propagação da doutrina. Se ela tivesse surgido num só ponto, se fosse obra exclusiva de um homem, houvera formado seitas em torno dela; e talvez decorresse meio século sem que ela atingisse os limites do país onde começara, ao passo que, após dez anos, já estende raízes de um pólo a outro.
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    49. – As duas primeiras revelações só podiam resultar de um ensino direto; como os homens não estivessem ainda bastante adiantados a fim de concorrerem para a sua elaboração, elas tinham que ser impostas pela fé, sob a autoridade da palavra do Mestre.
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    50. – A terceira revelação, vinda numa época de emancipação e madureza intelectual, em que a inteligência, já desenvolvida, não se resigna a representar papel passivo; em que o homem nada aceita às cegas, mas quer ver aonde o conduzem, quer saber o porquê e o como de cada coisa – tinha ela que ser ao mesmo tempo o produto de um ensino e o fruto do trabalho, da pesquisa e do livre exame. Os Espíritos não ensinam senão justamente o que é mister para guiá-lo no caminho da verdade, mas abstêm-se de revelar o que o homem pode descobrir por si mesmo, deixando-lhe o cuidado de discutir, verificar e submeter tudo ao cadinho da razão, deixando mesmo, muitas vezes, que adquira experiência à sua custa. Fornecem-lhe o princípio, os materiais; cabe-lhe a ele aproveitá-los e pô-los em obra (n.º 15).
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    51 – Tendo sido os elementos da revelação espírita ministrados simultaneamente em muitos pontos, a homens de todas as condições sociais e de diversos graus de instrução, é claro que as observações não podiam ser feitas em toda parte com o mesmo resultado; que as conseqüências a tirar, a dedução das leis que regem esta ordem de fenômenos, em suma, a conclusão sobre que haviam de firmar-se as idéias não podiam sair senão do conjunto e da correlação dos fatos.
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    Quis Deus fosse assim, primeiro, para que o edifício mais rapidamente chegasse ao ápice; em seguida, para que se pudesse, por meio da comparação, conseguir uma verificação, a bem dizer imediata e permanente, da universalidade do ensino, nenhuma de suas partes tendo valor, nem autoridade, a não ser pela sua conexão com o conjunto, devendo todos harmonizar-se, colocado cada um no devido lugar e vindo cada um na hora oportuna.
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    Não confiando a um único Espírito o encargo de promulgar a doutrina, quis Deus, também, que, assim o mais pequenino, como o maior, tanto entre os Espíritos, quanto entre os homens, trouxesse sua pedra para o edifício, a fim de estabelecer entre eles um laço de solidariedade cooperativa, que faltou a todas as doutrinas decorrentes de um tronco único.
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    O Espiritismo, pois, não estabelece como princípio absoluto senão o que se acha evidentemente demonstrado, ou o que ressalta logicamente da observação. Entendendo com todos os ramos da economia social, aos quais dá o apoio das suas próprias descobertas, assimilará sempre todas as doutrinas progressivas, de qualquer ordem que sejam, desde que hajam assumido o estado de verdades práticas e abandonado o domínio da utopia, sem o que ele se suicidaria. Deixando de ser o que é, mentiria à sua origem e ao seu fim providencial. Caminhando de par com o progresso, o Espiritismo jamais será ultrapassado, porque, se novas descobertas lhe demonstrassem estar em erro acerca de um ponto qualquer, ele se modificaria nesse ponto. Se uma verdade nova se revelar, ele a aceitará.
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    61. – Qual, então, a utilidade dessas manifestações, ou, se o preferirem, dessa revelação, uma vez que os Espíritos não sabem mais do que nós, ou não nos dizem tudo o que sabem?
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    Primeiramente, como já o declaramos, eles se abstém de nos dar o que podemos adquirir pelo trabalho; em segundo lugar, há coisas cuja revelação não lhes é permitida, porque o grau do nosso adiantamento não as comporta. Afora isto, as condições da nova existência em que se acham lhes dilatam o círculo das percepções: eles vêem o que não viam na Terra; libertos dos entraves da matéria, isentos dos cuidados da vida corpórea, apreciam as coisas de um ponto de vista mais elevado e, portanto, mais são; a perspicácia de que gozam abrange mais vasto horizonte; compreendem seus erros, retificam suas idéias e se desembaraçam dos prejuízos humanos.
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    É nisto que consiste a superioridade dos Espíritos com relação à humanidade corpórea e dai vem a possibilidade de serem seus conselhos, segundo o grau de adiantamento que alcançaram, mais judiciosos e desinteressados do que os dos encarnados. O meio em que se encontram lhes permite, ao demais, iniciar-nos nas coisas, que ignoramos, relativas à vida futura e que não podemos aprender no meio em que estamos. Até ao presente, o homem apenas formulara hipóteses sobre o seu porvir; tal a razão por que suas crenças a esse respeito se fracionaram em tão numerosos e divergentes sistemas, desde o nadismo até as concepções fantásticas do inferno e do paraíso. Hoje, são as testemunhas oculares, os próprios atores da vida de além-túmulo que nos vêm dizer em que se tornaram e só eles o podiam fazer. Suas manifestações, conseguintemente, serviram para dar-nos a conhecer o mundo invisível que nos rodeia e do qual nem suspeitávamos e só esse conhecimento seria de capital importância, dado mesmo que nada mais pudessem os Espíritos ensinar-nos.
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    Tais, em resumo, os resultados da revelação nova, que veio encher o vácuo que a incredulidade cavara, levantar os ânimos abatidos pela dúvida ou pela perspectiva do nada e imprimir a todas as coisas uma razão de ser. Carecerá de importância esse resultado, apenas porque os Espíritos não vêm resolver os problemas da Ciência, dar saber aos ignorantes e aos preguiçosos os meios de se enriquecerem sem trabalho? Nem só, entretanto, à vida futura dizem respeito os frutos que o homem deve colher dela. Ele os saboreará na Terra, pela transformação que estas novas crenças hão de necessariamente operar no seu caráter, nos seus gostos, nas suas tendências e, por conseguinte, nos hábitos e nas relações sociais. Pondo fim ao reino do egoísmo, do orgulho e da incredulidade, elas preparam o do bem, que é o reino de Deus, anunciado pelo Cristo.”

  234. NVF Diz:

    A tarefa do pesquisador espírita seria apenas a de identificar espíritos puros, com base na razão, e descartar o resto, desde que vivenciando a “4ª, 5ª, 6ª, etc, Revelações”.

  235. Gorducho Diz:

    No início, no LE e LM (que seria um livro “técnico”) o Kardec ainda deu uma “disfarçadinha”. Mas depois já não conseguiu manter o roteiro e deixa claro que se trata de reformar o Cristianismo, sendo os “Espíritos” apenas estratégia de legitimação via Sobrenatural.
    É patético ver alguns Kardecistas tentarem negar isso…

  236. NVF Diz:

    Kardec considerava os fenômenos ocorridos a partir das mesas girantes até o fim do LE como inseridos num mesmo período histórico: o período em que ocorreu a “3ª Revelação Divina”.
    .
    Não se pode fazer uma interpretação meramente literal, tal como na pobre hermenêutica positivista. É preciso uma interpretação sistemática e teleológica.
    .
    Rogo ao Toffo e ao Gorducho para trabalharem de forma mais clara que a minha essa ideia de Revelação num mesmo período histórico, conforme considerou Kardec.

  237. NVF Diz:

    Corrigindo: o marco inicial do período histórico seriam as irmãs fox.

  238. NVF Diz:

    Gorducho,
    .
    Reforma no sentido de “sofisticação”, melhorias e acréscimos ao cristianismo da suposta “2ª Revelação”.

  239. NVF Diz:

    Rogo ao Toffo e ao Gorducho para trabalharem de forma mais clara essa ideia de Revelação num mesmo período histórico, conforme considerou Kardec, pois o Montalvão assim escreveu:
    .
    “Kardec não diz que os espíritos se manifestaram ao mesmo tempo, num período histórico”

  240. Gorducho Diz:

    Na verdade, Analista Nestor, eu acho que o Kardec foi montando o roteiro aos poucos, conforme as circunstancias – tipo novelas televisivas.
    Ele tinha desde os 15 anos o plano de reformar o Cristianismo e viu aí a oportunidade. Talvez ele acreditasse mesmo nos “espíritos”, mas é muito difícil para mim acreditar que não tivesse consciência de mentiras explícitas, como O que deu lugar ao sucesso da doutrina exposta no LE e no LM foi que em toda parte todos receberam diretamente dos Espíritos a confirmação do que esses livros contêm. [ESE, Introdução].
    Ora, ele sabia perfeitamente que os “Espíritos” não ensinavam a reencarnação. Então era malandragem consciente. E eu não credito em 1/2 malandro…

  241. Gorducho Diz:

    Outra: que todos são esses? Será que os “espíritos” dos asiáticos; africanos; muçulmanos; judeus; native-americans; &c. diziam que o Cristo foi o iniciador da mais pura, da mais sublime moral, da moral evangélico-cristã, que há de reformar o mundo? [ESE, A era nova]

  242. Montalvão Diz:

    NVF Diz: Está voltando a ser espírita kardecista, Montalvão?
    .
    RESPOSTA: não.

  243. Montalvão Diz:

    .
    NVF Diz: Rogo ao Toffo e ao Gorducho para trabalharem de forma mais clara essa ideia de Revelação num mesmo período histórico, conforme considerou Kardec, pois o Montalvão assim escreveu:
    .
    “Kardec não diz que os espíritos se manifestaram ao mesmo tempo, num período histórico”
    .
    COMENTÁRIO: Nestor, “faltei” acrescentar o termo “exclusivo”, a frase assim deve ser lida: “Kardec não diz que os espíritos se manifestaram ao mesmo tempo, num período histórico exclusivo”. Que os espíritos se manifestaram num período histórico, não há dúvidas de que Rivail assim postulou, porém, da leitura de seus escritos não me parece depreendível a suposição de ter sido naquele período e nunca mais. Estando embutida na concepção kardecista a proposta progresso e atualização, sempre que tal ocorresse o CUEE seria acionado. Desse modo, as novidades introduzidas na doutrina por Chico e seus alteregos (cidades espirituais, exilados de Capela, Marte povoado por superinteligências (ao passo que os espíritos da 3ª Revelação informaram a Kardec que lá viviam brutos), mediunidade consolativa, espíritos que dão tiros, hospitais no além, etc.), todas elas teriam de contar com a aprovação da pluralidade dos espíritos.
    .
    Tirante esse ponto, concordo com o demais de sua reflexão.
    .
    Do texto que postou meu entendimento é que Kardec defende ser o espiritismo a revelação que completa o ciclo iniciado por Moisés, passando por Cristo e culminando com o “derramamento do Espírito”. Para validar biblicamente esse derramamento espiritista Kardec afrontou o escrito no livro de Atos e o citou como evidência da profecia mediúnica (visto que o texto bíblico diz que o derramamento ocorreu nos primeiros dias do cristianismo). De qualquer modo, a ideia de que novas manifestações revelativas e ampliativas da doutrina poderiam ocorrer parece-me contida no escrito que citou, pois nele se lê:
    .
    KARDEC: O Espiritismo, pois, não estabelece como princípio absoluto senão o que se acha evidentemente demonstrado, ou o que ressalta logicamente da observação. Entendendo com todos os ramos da economia social, aos quais dá o apoio das suas próprias descobertas, assimilará sempre todas as doutrinas progressivas, de qualquer ordem que sejam, desde que hajam assumido o estado de verdades práticas e abandonado o domínio da utopia, sem o que ele se suicidaria. Deixando de ser o que é, mentiria à sua origem e ao seu fim providencial. CAMINHANDO DE PAR COM O PROGRESSO, O ESPIRITISMO JAMAIS SERÁ ULTRAPASSADO, PORQUE, SE NOVAS DESCOBERTAS LHE DEMONSTRASSEM ESTAR EM ERRO ACERCA DE UM PONTO QUALQUER, ELE SE MODIFICARIA NESSE PONTO. SE UMA VERDADE NOVA SE REVELAR, ELE A ACEITARÁ.
    .
    61. – Qual, então, a utilidade dessas manifestações, ou, se o preferirem, dessa revelação, uma vez que os Espíritos não sabem mais do que nós, ou não nos dizem tudo o que sabem?
    .
    Primeiramente, como já o declaramos, eles se abstém de nos dar o que podemos adquirir pelo trabalho; em segundo lugar, HÁ COISAS CUJA REVELAÇÃO NÃO LHES É PERMITIDA, PORQUE O GRAU DO NOSSO ADIANTAMENTO NÃO AS COMPORTA. Afora isto, as condições da nova existência em que se acham lhes dilatam o círculo das percepções: eles vêem o que não viam na Terra; libertos dos entraves da matéria, isentos dos cuidados da vida corpórea, apreciam as coisas de um ponto de vista mais elevado e, portanto, mais são; a perspicácia de que gozam abrange mais vasto horizonte; compreendem seus erros, retificam suas idéias e se desembaraçam dos prejuízos humanos.
    .
    saudações doutrinárias.

  244. Montalvão Diz:

    .
    na frase: Que os espíritos se manifestaram num período histórico, não há dúvidas de que Rivail assim postulou.
    .
    não há vírgula, se estão vendo algum é ilusão…

  245. NVF Diz:

    “De qualquer modo, a ideia de que novas manifestações revelativas e ampliativas da doutrina poderiam ocorrer parece-me contida no escrito que citou”
    .
    Sim, eu não neguei isso. Só disse que ele considerou que houve um período histórico de revelação divina por meio de espíritos superiores. Essa revelações poderiam ocorrer futuramente, mas sempre a depender da vontade de Deus.
    .
    Na verdade parece até contraditório, porque Kardec deixa entender que os espíritos superiores não se enganam, porque Deus não se engana, mas diz que a doutrina se renderá às novas descobertas científicas.
    .
    Render-se a descobertas científicas novas é admitir que os espíritos superiores erraram, ou seja, dizer que Deus, indiretamente, errou.
    .
    Contraditório.

  246. NVF Diz:

    Corrigindo: *Novas revelações poderiam ocorrer futuramente, mas sempre a depender da vontade de Deus.

  247. Yacov Kadowski Diz:

    NFV disse: [i]Ou seja, você não os execrou.[/i]
    COMENTÁRIO: Curiosamente eles suprimiram (haha) ;D o post do fórum deles: http://www.nefca.org.br/forum-do-nefca/forum-publico/sobre-o-cuee#comment-18890
    Quem diria…rs
    Yacov

  248. Gorducho Diz:

    As tags são com angle brackets:
     
    <i> Ou seja, você não os execrou.</i>

  249. Toffo Diz:

    Terminei de ler Samba in the Night. Destaco apenas uma parte do trecho final do livro, cuja tradução é minha:
    .
    O espiritismo é, para mim, um belo sistema filosófico/religioso, e me agradaria acreditar que o mundo funcionasse mais ou menos da forma que o espiritismo diz funcionar. É sem dúvida reconfortante habitar um mundo teísta de guias espirituais que protegem trajetórias de evolução pessoal e purificação, que vão se desenvolvendo lentamente através de sucessivas encarnações. Entretanto, não obstante toda a conversa de parapsicologia e a “base” em fatos científicos, o espiritismo sempre me pareceu requerer um salto de fé tão grande quanto o de qualquer outra religião. Do ponto de vista espírita, não sou tão evoluído espiritualmente como deveria ser, e sem dúvida estou aprisionado pelos preconceitos de minha educação americana e do treinamento científico.
    .
    Não creio que esta opinião discrepe de tantas outras que se ouviram por aqui.

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