Livro Gratuito! “Minha Vida em Dois Mundos” de Gladys Osborne Leonard (1931)

Uma das médiuns mais pesquisadas de todos os tempos relata a sua vida. Revisei a tradução e enriqueci o livro com notas de rodapé de minha autoria, fornecendo minha explicação para alguns fenômenos bem como dando o desfecho de alguns dos personagens. Em vários momentos do livro a médium mostra grande respeito aos céticos, dizendo inclusive que “o ceticismo de um tipo razoável é muitas vezes uma boa condição na fase inicial de investigação”. Para baixar o livro, clique aqui.

17 respostas a “Livro Gratuito! “Minha Vida em Dois Mundos” de Gladys Osborne Leonard (1931)”

  1. Gorducho Diz:

    As it happened, we had not had a death in our family, or even among our intimate friends.
     
    Será que não ficaria melhor acontece que não tínhamos tido:?:
    M/vó espírita usava muito acontece que
     
     
    Nesse livro ela não fala na reencarnação, não é :?:

  2. Vitor Diz:

    Acho que fica melhor sim. Já alterei e já fiz o upload. Grato.
    .
    Não, não fala de reencarnação.

  3. Borges Diz:

    Conclui a leitura do livro da Sra. Osborne e gostei muito; percebo que se preocupa muito com o aspecto probatório, o mesmo não ocorre na prática do espiritismo atual, cuja preocupação é a religiosidade. Notei uma pontinha de ceticismo do Vitor nas suas incursões sempre oportunas.
    Embora um tanto contrariado, vejo-me obrigado a tecer alguns comentários com o intuito de manter a coerência de minhas ideias. Valho-me para tanto, de um velho ditado muito conhecido de todos: “Pau que bate em Chico, bate em Francisco, digo, em Osborne.”
    Se não posso conceder a CX o direito da dúvida com relação às reais intenções de suposta médium Otília, no caso das materializações de Uberaba, porque certamente seria prevenido pelo seu sempre presente mentor “Emmanuel”; da mesma forma, penso que se as materializações presenciadas pela Sra. Osborne fossem uma farsa, ela certamente seria alertada pelo seu controle “Feda”.
    Assim, deparo com duas alternativas, ou aceito as materializações citadas por Osborne como verdadeiras ou então devo considerá-la uma farsante. Estou inclinado a escolher a primeira.
    Um abraço

  4. Vitor Diz:

    Oi, Borges

    a questão não é que o mentor alertaria ou não. O Emmanuel/Publio Lentulus, um senador romano dos tempos de Cristo descendente de Sura, JAMAIS existiu, assim, não poderia ter se materializado por meio de Chico (como contam alguns livros), e é, portanto, fraude.

  5. Borges Diz:

    Oi Vitor:
    Concordo plenamente com sua argumentação, Utilizei o caso CX e Otília, apenas como “parâmetro” para manter-me dentro da coerência. Pois eu acredito que um médium que é assistido frequentemente por um “mentor” ou “controle”, dificilmente seria ludibriado por outro médium numa seção de materialização.
    Um abraço

  6. Vitor Diz:

    Oi, Borges
    mas para isso você deveria considerar que o controle estava presente assistindo a sessão de materialização… não sabemos se era o caso. Também há a hipótese levantada por Leshan de que os controles não existiriam fora do ambiente da sessão mediúnica…

  7. Borges Diz:

    “Vitor Diz:
    MAIO 18TH, 2016 ÀS 6:04 PM
    Oi, Borges
    mas para isso você deveria considerar que o controle estava presente assistindo a sessão de materialização… não sabemos se era o caso.”
    .
    Aí fica difícil; no tocante a CX, seus relatos nos faz inferir que seu mentor estava sempre presente; cito o caso em que foi socorrido moralmente durante um momento de pânico em uma viagem aérea turbulenta.
    .
    “ Também há a hipótese levantada por Leshan de que os controles não existiriam fora do ambiente da sessão mediúnica…”.
    .
    Meu comentário se acha calcado obviamente no entendimento da informação precedente. Acho estranho que um espírito possa ter existências temporárias, ou seja, é contemplado com a existência por um determinado período (o da sessão mediúnica), sendo extinto logo em seguida, para reaparecer somente na próxima sessão. Seria um espírito quântico? (brincadeirinha).
    Um abraço

  8. Vitor Diz:

    Na verdade pelo LeShan não seria um espírito… dê uma lida em http://obraspsicografadas.org/2014/quando-que-uvani-existe-uma-abordagem-ao-conceito-do-controle-dos-guias-espirituais-por-lawrence-leshan-1974/

  9. Borges Diz:

    Embora seus argumentos tenham sido ardilosamente distribuídos ao longo do artigo, tenho a impressão que Lawrence Leshan deixou pontas soltas, que deveriam ser atadas pelos leitores; ademais acho que abusou da miscelânea. Para contrariá-lo posso imaginar a existência de infinitos “pontos de focalização” entre as mencionadas estrelas (Aldebarã e Altair); assim, não faz sentido considerar o “ponto de focalização” como “viajante espacial”; basta escolher o ponto que aprouver, evitando desta forma, quebrar as “leis normais do espaço tempo”.
    Destaco abaixo um trecho que encontrei na Wikipédia; não para denegrir a imagem de Leshan, e sim mostrar que suas ideias podem se vulneráveis.
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    “Em 1960 e 1970, LeShan realizou uma extensa pesquisa no campo da parapsicologia . Em seu livro The Medium, o místico e o físico: Rumo a uma Teoria Geral do Paranormal, ele investigou temas paranormais, pensamento místico e mecânica quântica . [3] No livro LeShan alegou ter testado sua hipótese da “realidade clarividente” . Ele disse que os resultados foram um sucesso e ele poderia curar com o poder mental e treinar outros a fazerem o mesmo. No entanto, Tim Healey escreveu os resultados não foram convincentes como nove de seus alunos tiveram oito tentativas de usar uma técnica de treinamento clarividente e todos marcou quatro a cincos acidentes.” [3]. .
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    Quando mencionei as palavras “espírito quântico”, eu estava brincando, mas parece que Leshan não. Vamos a mais um trecho.
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    “ Em World of the Paranormal: The Next Frontier, LeShan avançou seus paranormais ideias, alegando que as habilidades psíquicas, como a clarividência , premonição e telepatia pode ser explicada utilizando a teoria quântica.”
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    Trechos do livro da Sra. Osborne deixam transparecer discordância com Leshan:
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    Página 28.

    “A médium passou a dizer que eu tinha “guias” que estavam cuidando de mim, e que eu estava sendo preparada para um trabalho especial, semelhante ao que ela, a oradora, estava fazendo, mas que eu teria grande dificuldade em fazê-lo, e teria muitos estudos e problemas antes que eu estivesse pronta para o trabalho.”.
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    Se a médium tinha guias que estavam cuidando dela, significa que estes guias existiam fora das sessões mediúnicas; pelo menos na consciência de Osborne.
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    Página 38

    “Depois que nossas respectivas mães haviam dado várias mensagens, um Comunicador veio e deu seu nome como Feda, desinteressadamente, explicou que ela era minha antepassada. Ela se casou com o meu tataravô. Minha mãe sempre me contava sobre uma indiana que se casou com esse ancestral, mas você sabe como as crianças ficam entediadas por ouvir a história da família, sendo frequentemente repetida? Eu não prestava muita atenção naquela época. Depois de se casar com essa menina nativa, meu tataravô, William Hamilton, não era popular na Índia, e ele fez arranjos para trazer Feda para a Inglaterra. Na véspera da partida para casa, ela deu à luz a um filho, e morreu. Ela tinha, então, apenas treze anos de idade. Isso foi por volta do ano de 1800.Feda me disse (soletrando as palavras, com o auxílio da
    mesa) que estava zelando por mim desde que eu nasci, esperando que eu desenvolvesse o meu poder psíquico para que ela pudesse me colocar em transe e dar mensagens através de mim.”
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    Página 60.
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    “Em março de 1914, Feda deu a Sra. Watkins uma mensagem direta para dizer que eu arrumaria alguns quartos, onde eu poderia começar a trabalhar como uma médium profissional o mais rápido possível. Feda repetiu esta mensagem através de amigos que eram videntes, através de prancheta, mesa, escrita automática, ou de qualquer maneira que conseguisse.”
    .
    Feda parecia ter uma vida continuada conforme ficou evidente no trecho acima.

    O senso de autocrítica frequentemente me obriga a questionar se não estou adentrando o universo da fantasia ao aceitar a existência de espíritos; o desconforto é imediatamente desfeito ao sentir uma avalanche de evidências invadindo minhas ideias.
    No caso dos controles ou guias, penso que qualquer realidade que não contemple a existência de entidades (espíritos), dentro e fora das sessões mediúnicas, a mim parece um mergulho profundo na fantasia.
    .
    Um abraço

  10. Vitor Diz:

    Oi, Borges
    apenas atente que a situação dos controles ou guias é bem mais precária que a situação dos espíritos que passam mensagens através dos controles ou mesmo daqueles espíritos que tomam o lugar do controle, falando diretamente ao consulente, sem a ajuda do controle. No caso de Feda, houve testes psicológicos que não a validaram como uma entidade independente da médium. Traduzirei um artigo mais recente que aborda o assunto.

  11. Borges Diz:

    Estou aguardando.
    Obrigado pela atenção.

  12. Vitor Diz:

    Se vc já quiser ir dando uma olhada no artigo em inglês, é Williams, B. & Roll, W. (2007). “Spirit controls and the brain”, acessível aqui: http://media.wix.com/ugd/dd736b_2105f2ba668f4b60bbb3870f45e7313e.pdf

  13. Borges Diz:

    Estou tentando traduzir com a ajuda do professor Google; é cansativo e trabalhoso, contudo, “no frigir dos ovos”, verei se consigo entender alguma coisa; só então, farei novos comentários a respeito do assunto.
    Obrigado pela disponibilização do artigo.

  14. Vitor Diz:

    Bem, se quiser esperar, espero colocar a tradução amanhã.

  15. Alcides Diz:

    ela negou a reencarnação

  16. Alcides Diz:

    por isso gostei dela

  17. Vitor Diz:

    Que eu saiba, ela nunca chegou a negar, ela simplesmente não falava a respeito. Mas depois ela passou a admitir a existência de reencarnação sim.

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