O Espiritismo, esta loucura do séc. XIX – Tese de Augusto César Dias de Araújo (2014)

Excelente material para se entender Kardec e o Espiritismo. Para baixar, clique aqui.

177 respostas a “O Espiritismo, esta loucura do séc. XIX – Tese de Augusto César Dias de Araújo (2014)”

  1. Vinicius Diz:

    “pág.139″ : “como se poder ver, no final, Kardec dá razão a São Luiz. Ora, tanto a suporta comunicação do santo, quanto a apropriaçao dela por Kardec são reflexos do racismo generalizado do século XIX ”
     
    ” São Luiz” , sendo superior e conforme preconiza o espiritismo, pressupõe-se que viveu “muitas vidas físicas” culminando em um grau “elevado” despido de discriminações , aja vista que passa a enxergar todos como “irmãos”.
     
    Sendo assim, concordo com o analista GORDUCHO que não houve comunicação mediúnica com espíritos desencarnados e sim a mente fértil dos médiuns que produziram tais escritos, assim como este. Os médiuns ou escritores tinham em seu arcabouço cultural todas essas teses científicas, ou se não tivessem, poderiam muito bem fazer uma “leitura fria” dos frequentadores das reuniões.
     
    Por exemplo, poderiam “sentir” que a plateia , por meio de comentários aqui e acolá, conversas sobre escravidão, sobre evolução, sobre raças e a partir desa troca de ideias montar comunicações que concordam com o pensamento de todos.
     
    Notoriamente Kardec era racista, pelas suas opiniões expressadas, a forma com que menospreza a beleza ou forma física dos negros leva aos médiuns a produzirem mensagens que o agradassem.

  2. Vinicius Diz:

    Alguns creditam o racismo aos espíritos, sim, eles também, mas Kardec o era sim, foi essa a conclusão que cheguei, por mais que venham com as considerações de que ele era filho de sua época.
     
    Aceitável Kardec ser “racista” ou “adepto do racialismo”?
     
    Talvez sim :!: Era a ordem de ideias em voga :?:
     
    Mas daí vem a grande questão ?! E os espíritos superiores??? Não vieram para “consolar os deserdados”, “explicar o que não entendiamos?” , “a chave de todas as questões” ? Como deixaram passar em “branco” as teorias discriminatórias?
     
    Se espíritos se comunicassem e de fato fossem classificados hierarquicamente conforme a escala espírita (O livro dos espiritos questão 100) teriam alertado Kardec, aconselhado seus médiuns, mostrado a eles e a outros racialistas que estavam seguindo um caminho equivocado, que a inteligência e a moralidade não são medidas por cor de pele e por aí vai..
     
    mas não houve, ou ao menos, não publicaram mensagem “psicografadas” com essa intensão… isto é, dos espíritos que reencarnaram milhões de vezes CONTESTAREM a frenologia.

  3. Vinicius Diz:

    Ao invés de consolar, como o “espiritismo” se autointitula o consolador , por mais espantoso que seja publica um livro, lido e estudados por milhares de negros dizendo que eles irão desaparecer? que raio de consolação é essa?
     
    Eu disse aqui certa vez que assisti a uma palestra em que a expositora disse que os maus ricos seriam lixeiros na próxima encarnação… infelizmente ideias como as de Kardec e sua “evolução” fazem com que prosperem outras “mini teorias” bastante “desconsoladoras”.

  4. Marciano Diz:

    É, talvez Rivail fosse esquizofrênico, mas a loucura, pelo menos no Brasil, prossegue até os dias de hoje. Vai adaptando-se e tornando-se mais bizarra, com a vertente do espiritismo lunático, mencionado no tópico anterior, extraído do livro do médium Ruiz e corroborado pela parapsicologia, em outro tópico.
     
    Espiritismo naturista (naturismo (não confundir com naturalismo) é um conjunto de princípios éticos e comportamentais que preconizam um modo de vida baseado no retorno à natureza como a melhor maneira de viver e defendendo a vida ao ar livre, o consumo de alimentos naturais e a prática do nudismo, entre outras atitudes – wikipedia).
     
    EXEMPLO DE ESPIRITISMO NATURISTA AQUI NA TERRA MESMO

  5. Marciano Diz:

    Será que tem centro espírita na Praia de Abricó?
    Será que as regras na lua são semelhantes?
    http://www.anabrico.com/p_pergunt_a.html

  6. Marciano Diz:

    É obrigatório ficar nu ?
    Aos sábados, domingos e feriados não chuvosos, a nudez se faz necessária para todos os frequentadores para que se tenha uma organização eficiente e a tranquilidade esperada. A nudez é necessária, inclusive para vendedores ambulantes e fixos. Nos demais dias da semana o uso de roupas é opcional.
    Já na Lua, a nudez é obrigatória todos os dias, tendo sido aberta exceção apenas para os astronautas do Projeto Apollo.

  7. Gorducho Diz:

    Por que será que Dr. Bezerra largou eles na Lua sem levar direto pra Nibiru?
    Terá havido um motim no OVNI-arca?
    E tomou as roupas deles por punição, pra aumentar o frio… cogito…
    Mas Dr. Bezerra que é tão bom faria isso :?:

  8. Gorducho Diz:

    Apenas em um momento, em abril de 1858, na Revue, Kardec menciona uma possível correlação entre as crenças espíritas e o druidismo. O artigo, que na verdade é uma longa transcrição de trechos de artigos publicados em Le Magasin Pitoresque, assinados por Jean Reynaud, os quais por sua vez, reproduzem trechos inteiros do livro de Alphonse Pictet, Le Mystère de Bardes, intitula-se Le Spiritisme chez les Druides.
    :o
    Le Spiritisme chez les Druides.
    Sous ce titre : Le vieux neuf, M. Édouard Fournier a publié dans le Siècle, il y a quelque dix ans, une série d’articles aussi remarquables au point de vue de l’érudition qu’intéressants sous le rapport historique.
    L’auteur, passant en revue toutes les inventions et découvertes modernes, prouve que si notre siècle a le mérite de l’application et du développement, il n’a pas, pour la plupart du moins, celui de la priorité.
    A l’époque où M. Édouard Fournier écrivait ces savants feuilletons, il n’était pas encore question des Esprits, sans quoi il n’eût pas manqué de nous montrer que tout ce qui se passe aujourd’hui n’est qu’une répétition de ce que les Anciens savaient aussi bien et peut-être mieux que nous
    .
    :?:

  9. vinicius Diz:

    “A nudez é necessária, inclusive para vendedores ambulantes e fixos”
     
    vendedores de cachorros quentes, carne louca também?
     
    no site diz que no frio eles não se reúnem, uai, não querem ser naturistas??? como vivia adão e eva no frio antes de conhecerem a serpente malvada?
     
    hoje MARCIANO disse a uma evangélica que estou procurando não conversar sobre religião , pois ela queria me falar do FG Jesus. Disse a ela que não sei se ele existiu de fato, principalmente aquela história de caminhada SOBRE águas. Parecia que eu tinha dito a ela que alguém morreu, arregalou os olhos etc.

  10. vinicius Diz:

    essa praia do abricó é perto do hospital do dr.bezerra?

  11. Marciano Diz:

    VINICIUS, estou ocupadíssimo, mas quero só registrar que esses naturistas são mais doidos do que você pensa. No lugar em que estão reunidos fica todo mundo pelado, inclusive velhos, crianças e adolescentes, mas fora dali todo mundo volta a ser pudico, I mean, você não pode ver a calcinha de uma mulher que viu ontem pelada.
    Entende isso?
    É como se uma mulher que eu namorei por dois anos e da qual me separei na semana passada, a qual conheço até pelo avesso, me diga para virar o rosto para o outro lado porque ela vai mudar de roupa.
    Eu não entendo, mas sou meio diferente mesmo.

  12. Gorducho Diz:

    Tudo se encaixa e os fatos se confirmam.
    Dr. Bezerra largou passageiros na Lua e o psíquico de M. l’Enfant Terrible viu-os, mas nus:
    But why would they be going around naked?
    No answer was forthcoming to this self-question
    .
     
    Então a pergunta Doutrinária que se impõe é: ¿por que Dr. Bezerra fez isso?

  13. Gorducho Diz:

    Muito bem definido: a melhor designação para a ciência que se ocupa em fornecer aos dados de revelações divinas uma apresentação racional e sistemática é teologia e não filosofia.
    Ou sim: uma “filosofia” escolástica.
    O fundamentalistas sempre tentaram fazer passar o kardecismo como “filosofia”, sem a sub-qualificação de escolasticismo..
     
     
    M l’Enfant, Herivelto Carvalho vem desenvolvendo impostante pesquisa histórica [...]No momento trabalha em artigo a ser publicado brevemente.
    Isso já não saiu?
    Sempre me lembro daquela apostila do Sr. JCFF que me abriu os olhos pra muita coisa que antes nã houvera me flagrado. Até acho que a perdi e terei que lhe pedi-la de novo…

  14. Vitor Diz:

    Há uma palestra, o artigo desconheço:
    .
    https://www.youtube.com/watch?v=4wtnVYBB9Wc

  15. Vinicius Diz:

    Dr. Bezerra obedece a ordens superiores, GORDUCHO, veja que ele pergunta ao seu estagiário se já tinha recebido alguma comunicação (um e-mail :?: ) com um mapa e ordens superiores. Ele faz grupo dos adeptos dos “males que vem para o bem”.
     
    “Enquanto isso, o Dr. Bezerra se informava com seus auxiliares a respeito dos boletins meteorológicos.”
     
    “Depois de solicitar os mapas detalhados sobre as previsões, indagou
    do ajudante ligado a tais medidas:
     
    “– Já foram respondidas nossas indagações, prezado Gustavo?”
     
    “– Ainda não chegaram respostas, doutor. No entanto, acredito que, em nosso próximo contato, já teremos equacionada a questão da precipitação esperada. “
     
    “Entendendo que o Dr. Bezerra não poderia alongar-se nas explicações, Gustavo passou-lhe o documento sucinto no qual a RESPOSTA SUPERIOR INFORMAVA, com minúcias de detalhes, o período em que se promoveria a alteração dos elementos(…)”
     
    “ Os homens não imaginam o BENEFÍCIO VIBRATÓRIO QUE UM AGUACEIRO PODE PRODUZIR, lavando não apenas as ruas e calçadas, telhados e casas, mas, sobretudo, limpando a atmosfera circundante, diminuindo as ansiedades euforizantes, abrandando o calor excessivo em todas as áreas.”
     
    (neste trecho lembrei de desenhos animados onde vilões explicam seus planos e dão gargalhadas)”
     
    Parece-me que Dr.Bezerra atua em consultórios itinerantes, ou será escritório nesse caso??? Há auxiliares, estagiários e ele não está fazendo papel de médico aí , pedindo boletins meteorológicos e perguntando ao estagiário se os “SUPERIORES” mandarem os relatórios …

  16. Vinicius Diz:

    “Sempre me lembro daquela apostila do Sr. JCFF que me abriu os olhos pra muita coisa que antes nã houvera me flagrado. Até acho que a perdi e terei que lhe pedi-la de novo”
     
    VITOR aproveitando a fala do GORDUCHO envie-me essa apostila por favor, também :!:

  17. Vinicius Diz:

    Vitor, veja se minha telepatia está nota 8, vocês ainda não conseguiram as cartas do caso GALDINO certo?

  18. Vitor Diz:

    Nota 10 pra sua telepatia.

  19. Espirita sp Orlando Diz:

    Vinícius. Kardec precisou analisar muitíssimas mensagens, veja no livro obras postumas que os guias o aconselhavam sempre para ir devagar por causa da saúde. Eu creio que por conta disso, por falhas, deixou passar essa dk São Luiz que pode ser que nesse caso a médium tenha sido tomada por um pseudosabios ao inves de São Luís.
    Aqui no Centro já baixou Dr. BEZERRA, mas depois gargalhou de todos, enganou e depois foi embora…
    Espíritos levianos.

  20. Gorducho Diz:

    Bom, mas por que eles cederiam as cartas? Não faz sentido mesmo.
     
     
    Kardec acredita portanto que o chamado período religioso seja fruto da reação dos espíritas que, rechaçados pela Igreja Católica Romana, retroagiram frente à natureza e à violência dos ataques à doutrina que professavam e que esperavam não entrar em contradição com sua fé católica.
    Ora, ao declarar o Espiritismo uma nova religião, ou seja, colocá-lo como contrário ao catolicismo, a autoridade eclesiástica correria o risco de, no futuro, confrontar-se com o esvaziamento e, consequentemente, com o fim do catolicismo. Agora, em 1865, Kardec diagnostica que o equívoco foi perpetrado. A Igreja, recusando a participação dos espíritas que dela haviam se aproximado (ou que nunca tinham se afastado) os fez retroceder
    .
     
    Cá o cara coloca de forma muito clara e elegante o que procuro – & outros: o Analista Toffo se bem me lembro…- sempre mostrar: o Kardec pretendia ser aceito pela ICAR. Aliás, claro, conforme propunha o Jean Reynaud ao notar que nenhum concílio tinha ainda dogmatizado o l’au-delà, e esta tarefa caberia à Gália.

  21. Vinicius Diz:

    “Bom, mas por que eles cederiam as cartas? Não faz sentido mesmo.”
     
    Inda mais sentindo um “clima” de critica talvez?
    Também há o carater particular, e outro o de ser publicado em livros futuros. Esse médium já publicou um livro chamando “Cartas da Imortalidade” contendo diversas delas.

  22. Vinicius Diz:

    Orlando, pelo visto nem passou os olhos no site do catequista, indicado pelo Marciano.
     
    Não é um trecho ou dois: são vários! E em diversas obras e não só nas “Obras Póstumas’ que os espíritas costumam dizer, que “este não vale pois não está na codificação….”
     
    Até quando se cita a Revista Espírita , espíritas alegam “não faz parte do Pentateuco” ?:mrgreen:

  23. Gorducho Diz:

    E esse Dr. Bezerra encarregado de transportar os caras pra Nibiru, e que aparentemente largou uns pelados na Lua, será que é mesmo o espírito certificado do Dr. Bezerra, Dr. :?:

  24. Vinicius Diz:

    GORDUCHO, A ICAR se manifestava contrária a “doutrina de Kardec” (como dá a entender alguns espíritas e ele mesmo) ou era contrária a “suposta evocação dos mortos” ?
    Na minha percepção, a ICAR parecia ser contra não ao espiritismo em si, mas ao fato dos tais espíritos serem consultados, por isso a proibição dos consulentes de espíritos frequentarem.
     
    Do jeito que Kardec coloca dá a impressão que a IGREJA repelia o espiritismo dele “mundialmente”.

  25. Gorducho Diz:

    Companheiro CoC se estressa, mas eu gosto.
    Assim como passamos 99.99% do tempo fazendo sarcasmos & outras espécies de brincadeiras com os absurdos produzidos pelo vale-tudo que é o espiritismo, ele também pode :!:

  26. Gorducho Diz:

    Contra a evocação dos mortos e contra o dogma da reencarnação que implicitamente implica na não eternidade das penas (exaustivamente discutido pelo JR no T&C, claro…).
    Tem também a questão da ST, claro!
    Os anjos têm mesma natureza metafísica que nós outros – grande parte do T&C é dedicada a essa angiologia…

  27. Vinicius Diz:

    Encontrei este trecho em O que é o espiritismo, editado pela FEB:
     
    “ Eis aqui, a título de lembrança, o que a esse respeito escrevia o Sr. Pagès de Noyez, no Journal de Paris, de 3 de abril de 1869:
     
    Aquele que por tão longo tempo ocupou o mundo científico e religioso sob o pseudônimo de Allan Kardec, chamava-se Rivail e morreu na idade de 65 anos.
     
    Vimo-lo deitado num simples colchão, no meio da sala das sessões a que há tantos
    anos ele presidia (…)
    .  
    Resignados pela fé em uma vida melhor, e pela convicção da imortalidade da alma,
    inúmeros discípulos tinham vindo lançar um derradeiro olhar àqueles lábios descorados
    que, ainda na véspera, lhes falavam a linguagem da Terra. MAS ELES RECEBIAM JÁ
    A CONSOLAÇÃO DE ALÉM-TÚMULO: O ESPÍRITO ALLAN KARDEC VEIO DIZER-LHES QUAIS HAVIAM SIDO AS SUAS COMOÇÕES, quais as suas primeiras impressões, quais, dos que o haviam precedido no além-túmulo, tinham vindo ajudar-lhe a alma a desprender-se da matéria. Se “o estilo é o homem”, aqueles que conheceram Allan Kardec em vida não
    podem deixar de ficar emocionados pela autenticidade dessa comunicação espírita”. Henri Sausse”
     
    Pelo que eu entendi houve uma mensagem de Kardec imediatamente após a sua morte, sabem qual foi a sua comunicação? (não é aquela do DD HOME :mrgreen: )

  28. Vinicius Diz:

    COC volta! Ele ainda está suspenso VITOR?

  29. Vitor Diz:

    Está. Até 1º de setembro.

  30. Espirita sp Orlando Diz:

    No caso de Nibiru Gorducho pode ser ele sim. Trata-se de um movimento de transição Universal, enormes proporções. Há uma junta médica universal por trás disso, além de engenheiros, Contadores, enfermeiros etc etc
    Mas não sei quando a missão irá terminar, pode ser que aconteça alguma falha daí a transição ficará para uma próxima oportunidade.

  31. Vinicius Diz:

    Será que Dr. Bezerra é sócio do sistema de transporte Nosso Lar?
     
    “Vida empresarial
     
    Foi sócio fundador da Companhia Estrada de Ferro Macaé e Campos (1870).[2][8]
     
    Empenhou-se na construção da Estrada de Ferro Santo Antônio de Pádua, pretendendo estendê-la até ao rio Doce, projeto que não conseguiu concretizar (c. 1872).[2]
     
    Foi um dos diretores da Companhia Arquitetônica de Vila Isabel, fundada em Outubro de 1873 por João Batista Viana Drummond (depois barão de Drummond) para empreender a urbanização do bairro de Vila Isabel.[2]
     
    Em 1875, foi presidente da Companhia Ferro-Carril de São Cristóvão, período em que os trilhos da empresa alcançavam os bairros do Caju e da Tijuca.[2]”
     
    https://pt.wikipedia.org/wiki/Estrada_de_Ferro_Maca%C3%A9_e_Campos

  32. Gorducho Diz:

    Fraquinha, Sr. Administrador
    Claro que não é crítica a S/pessoa porque fui eu que pedi a referência. Achei que fosse ser along daquelas lines do Sr. JCFF, mas não fala no contexto, no Burned Over…, no porque que o Swedenborg ganhou projeção por lá.
    Acho que só mesmo o Sr. JCFF pra fazer um estudo consistente, mas aparentemente depois que ele provou que o Lentulus não existiu, deu por concluída sua obra e se jubilou, ¿não?
    :(

  33. Gorducho Diz:

    ===============================================================
    Será que Dr. Bezerra é sócio do sistema de transporte Nosso Lar?
    ===============================================================
    De ontem pra hoje tem uma sequência de cousas que se encaixam, informações que fecham, de sorte que prova-se a veracidade por essas congruências!
    Se ele também é sócio ou diretor da CarNoLar Carris de Nosso Lar não sei, mas segue no ramo de transportes!
    Olha que uma empresa tem que ter muita farinha-no-saco e know how pra transportar esse mundo de espíritos até Nibiru :!:

  34. Vinicius Diz:

    Olha que uma empresa tem que ter muita farinha-no-saco e know how pra transportar esse mundo de espíritos até Nibiru :!:
     
    Mas Dr.Orlando disse que poderá haver falhas!
     
    E eu acrescento: umbralinos ou aqueles espiritos judaicos do “amanhecer” tomarem a nave e fazerem todos voltar a Terra… e continuar reencarnando aqui… Deduzo que Dr.Bezerra é forte, mas os umbralinos também, tanto é que Dr. Bezerra já comunicou falhas em outras missões ao próprio Jesus Cristo:
     
    “Jesus cercou-se de Bezerra e, com seus braços luminosos, levantou-o do solo para depositar um beijo em sua fronte generosa.
     
    A emoção tocava a alma dos presentes porquanto, aproveitando a epopéia de Aristeu no salvamento de seu
    filho, de Eulália para amparar seu antigo menino, sem o saberem, todos estavam entrelaçados ao sentimento de Jesus para que Caifás, o antigo sacerdote da lei mosaica, orgulhoso, altivo e rebelde, fosse reconduzido ao redil do Amor.”
     
    “– Senhor, mais uma vez, falhamos na tarefa – exclamou Bezerra, assumindo a responsabilidade pelo insucesso na
    tentativa de arrebanhar este Espírito tão empedernido”
     
    Médium AL Ruiz. Esculpindo…
     
    GORDUCHO, aqui tenho aprendido bem mais que nos cursos da FEESP. Não conhecia nem 10% dessas historinhas sabia :? !:

  35. Vinicius Diz:

    Que cena cômica, levantar BEZERRA do solo…

  36. Gorducho Diz:

    Já que tocou no assunto… tenho péssimas notícias.
    Era uma armadilha do Do Bezerra :!:
    Eles deixaram a vanguarda dos espíritos judeus com o rabino na frente entrarem de propósito na fortaleza, daí fecharam os portões por detrás e chamaram o Pobrezinho de Assis que desceu direto do céu.
    Daí os templários cercaram eles e cooptaram a mãe do rabino pra convencer ele a se entregar.
    Daí bateu o pânico no restante dos espíritos e todos se renderam pro templários que tavam cercando eles.
    Terminou péssima pra nós a história.
    Dr. Bezerra venceu de novo :(

  37. Gorducho Diz:

    Analista Marciano sei que anda sobre-atarefado, mas se acaso puder me ajudar neste trecho… [JR, T&C, claro]
    Não consegui chegar a uma conclusão coerente.
     
    L’histoire de la pensée moderne ne doit-elle se prendre que pour un détail de l’histoire de l’histoire générale de la religion, car ou la voit se placer justement à l’endroit où cette histoire générale lui fait signe de venir.

  38. Gorducho Diz:

    Tinha pensado em pois a vemos [a história das ideias] justo no ponto onde essa história geral necessita [dela]
     
    Mas não faz sentido pois seria um truísmo: as ideias religiosas acompanham o pensamento dos terrícolas.
    :?:

  39. Marciano Diz:

    1. ===============================================================
    Vinicius Diz:
    AGOSTO 25TH, 2016 ÀS 9:00 AM
    Vitor, veja se minha telepatia está nota 8, vocês ainda não conseguiram as cartas do caso GALDINO certo?
    2. Vitor Diz:
    AGOSTO 25TH, 2016 ÀS 9:01 AM
    Nota 10 pra sua telepatia.
     
     
    Veja, futuramente, claro, se minha premonição está nota 10 também:
     

    Vocês nunca vão conseguir as cartas do Galdino.
     
     
    ESTIMADO GORDUCHO, estou realmente sem tempo, mas vale a pena perder alguns minutos para ajudá-lo, se conseguir.
    Acho que se trata mesmo de um truísmo, pois não vejo falha em sua tradução.
    Também vislumbro uma redundância (história da história geral da religião?).
     
    Volto tão logo puder.

  40. Marciano Diz:

    Passei uma vista d’olhos no texto do Reynaud, para ver se a frase poderia ter outra conotação, no contexto em que se encontra, mas nada vi que mudasse o que pensei prima facie.
    Como diria o Terminator, I’ll be back, asap.

  41. Marciano Diz:

    Comment l’âme reprend-elle la chair au delà du tombeau ? Quelles sont les lois que suivent les créatures dans le cours de leur immortalité ?
     
    Cette question est facile de répondre. Il n’y a pas d’âme, pas d’immortalité.
    Fin du mystère.

  42. Gorducho Diz:

    Tentei encontrar falhas na tese, mas jogo a toalha, Sr. Administrador
    Claro, não é o enfoque que eu daria a uma minha, que viria a partir das causas pela quais ele (Kardec) a formulou. Mas, dentro do enfoque que ele deu, i.e., o que o Kardec tentou transmitir, está correta, me parece depois da leitura dinâmica.
    Só o aparente erro na citação do JR mas que é um mero detalhe acessório.
     
     
    Quanto às cartas, quem sabe as esquecemos e partimos logo pros testes de mediunidade :?:
    Que nos diz :?:

  43. Gorducho Diz:

    Obrigado Analista Marciano
    Como pode ver aquilo é um preambulo p/dar senso ao papo sobre as etapas lógico-históricas que a igreja católica seguiu, a falta de dogmas sobre a vida após a morte – no que ele tem toda razão! – e a missão da Gália em providenciar nisso.
    Exatamente o que o Kardec procurou fazer. Esse livro foi publicado em ’54 com bastante sucesso, exatamente no ano em que o Kardec começou a estudar as mesas girantes e as corbeilles-toupies que lecionavam Cristianismo Avançado!

  44. Gorducho Diz:

    Nossos testes de mediunidade não requerem identificação de ossadas.
    Não é concurso pro IML de NL…

  45. Gorducho Diz:

    Arrêté anti-burkini
     
    Que coisa complicada, não :?:
    ¿Será lícito em nome de anti-radicalismo, num lugar civilizado, proibir símbolos e/ou vestimentas com caráter religioso?

  46. Gorducho Diz:

    Proibe-se o acesso às praias a todas pessoas não trajadas de forma correta, conforme aos bons costumes e ao princípio da laicidade :o
    [l’accès à la baignade est interdit, du 15 juin au 15 septembre inclus, à toute personne ne disposant pas d’une tenue correcte, respectueuse des bonnes moeurs et du principe de laïcité, et respectant les règles d’hygiène et de sécurité des baignades adaptées au domaine public maritime.]
     
     
    Conselho de Estado
    6. «Il ne résulte pas de l’instruction que des risques de trouble à l’ordre public aient résulté, sur les plages de la commune de Villeneuve-Loubet, de la tenue adoptée en vue de la baignade par certaines personnes. S’il a été fait état au cours de l’audience publique du port sur les plages de la commune de tenues de la nature de celles que l’article 4.3 de l’arrêté litigieux entend prohiber, aucun élément produit devant le juge des référés ne permet de retenir que de tels risques en auraient résulté. En l’absence de tels risques, l’émotion et les inquiétudes résultant des attentats terroristes, et notamment de celui commis à Nice le 14 juillet dernier, ne sauraient suffire à justifier légalement la mesure d’interdiction contestée. Dans ces conditions, le maire ne pouvait, sans excéder ses pouvoirs de police, édicter des dispositions qui interdisent l’accès à la plage et la baignade alors qu’elles ne reposent ni sur des risques avérés de troubles à l’ordre public ni, par ailleurs, sur des motifs d’hygiène ou de décence. L’arrêté litigieux a ainsi porté une atteinte grave et manifestement illégale aux libertés fondamentales que sont la liberté d’aller et venir, la liberté de conscience et la liberté personnelle. Les conséquences de l’application de telles dispositions sont en l’espèce constitutives d’une situation d’urgence qui justifie que le juge des référés fasse usage des pouvoirs qu’il tient de l’article L. 521-2 du code de justice administrative. Il y a donc lieu d’annuler l’ordonnance du juge des référés du tribunal administratif de Nice du 22 août 2016 et d’ordonner la suspension de l’exécution de l’article 4.3 de l’arrêté du maire de Villeneuve-Loubet en date du 5 août 2016.»

  47. Borges Diz:

    A declaração de Alexander Aksakov sobre a possível “surrupiada” do “mestre de Lyon”, que consta na página 48 da tese de doutorado de Augusto César Dias de Araujo, (não consegui colar o trecho) somente agora chegou ao meu conhecimento; este assunto parece que não é ventilado nos meios espíritas por motivos óbvios.
    Um abraço

  48. Marciano Diz:

    GORDUCHO
    É realmente complicada essa situação na França, mas eu acho que, por uma questão de reciprocidade, princípio basilar de direito internacional público, a França deveria proibir, baseado no fato de que nos países islâmicos eles não permitem conduta semelhante mostrando que se segue outra religião que não o islamismo ou que não se segue religião nenhuma, como as camisetas e bonés que comprei e que ainda estou usando.

  49. Marciano Diz:

    Para que fique mais claro o meu texto, imagine uma mulher vestida de freira tomando banho numa praia no Afeganistão (nem sei se tem) ou no Iraque.
    Seria apedrejada até a morte.
     
    Não podemos tolerar uma cultura que consiste exatamente em não tolerar as outras culturas e forçar a sua com ameaças de morte, muitas vezes cumpridas.
     
    Da mesma maneira que não deveríamos permitir partidos comunistas, como no tempo de Dutra, dado que se eles assumem o poder, proíbem os demais partidos.
    É o meu parecer, ad referendum da bancada.

  50. Gorducho Diz:

    É bem ventilado sim, Analista Borges. Os tais 50 cadernos teriam sido dados a ele pela turma do Victorien Sardou e obtidos então basicamente graças à mediunidade da Mlle. Ruth-Céline Bequet.
    Mas o fato é que ninguém sabe nada e não se tem arquivos nenhuns dele.
    Circulam toda sorte de lendas tais como que a Wehrmacht teria usado-os para calefação quando teria ocupado a (nova na rua Léon Delhome 10 – não: não conheço) Maison dês Spirites.
    Então fica o dito pelo não dito porque o que deveras se sucedeu foi para o túmulo com os partícipes originais do drama.

  51. Gorducho Diz:

    Ou então terão se mudado depois dessa ocupação, quiçá… Aí não sei, porque se mudaram no ano 39…

  52. Gorducho Diz:

    Na prática a lenda vigente é esta: la Revue Spirite cessa de paraître en 1940, la Maison des Spirites à Paris fut pillée et les ouvrages brûlés.
     
    [Boletim do CENTRE SPIRITE LYONNAIS ALLAN KARDEC
    N° 1 – Juin 2000]

  53. Phelippe Diz:

    Esperando os testes em Fortaleza.

  54. Espirita sp Orlando Diz:

    Phellipe visite os centros. Participe dos cursos mediunicos e verá experiências com espíritos.
    Eu tenho uma teoria de que os Espíritos perdem parte da memória terrena e por isso a confusão de linguagem.
    Esse das ossadas por exemplo: o avô provavelmente deve ter mostrado imagens ao médium : ossos, lagoa(por isso a confusão com “lagoa bonita”, trecho mapa das redondezas etc) o espírito do vovo usou o vocabulário do médium para interpretar isso.
    O mesmo aconteceu com Chico Chico e sua maezinha desencarnada que passou por marte. CHICO havia lido Urania e o conteudo “bateu”
    Cientistas da Nasa ja vieram medir Chico e sua energia:

    http://espiritadoterceiromilenio.blogspot.com.br/p/lancamentos.html?m=1

  55. Espirita sp Orlando Diz:

    Gorducho estou meio por fora: falaram em 50 cadernos mas no evangelho segundo o Espiritismo o Kardec fala que recebeu mensagens de milhares de Centro em todo o planeta e de uma porrada de mediuns. FOI muito mais que 50 cadernos. A não ser que os cadernos tenham 200 paginas cada

  56. Gorducho Diz:

    Teses são fundamentais pra qualquer ciência e sem teses os debates perdem a razão de ser. Gosto de teses…
     
    Sim, o falar bizarro do Espírito Dr. Manoel Philomeno de Miranda, que não corresponde ao de médicos, talvez seja causado por perca-de-memória mesmo.
    Ele não se lembra mais de como se fala cá na crosta.
    Tese bem sólida, pois que apoiada em observações experimentais que então temos, como muitas outras, claro.
     
     
    Quanto aos restos mortais não: simplesmente o espírito do avô informou de quem eram do seu neto e onde estavam.
    Pelo que foi divulgado, claro. Period.
     
    Como disse, testes de mediunidade corretos são bem mais simples, e informações de caráter privado são irrelevantes.
    Só interessa num primeiro momento é averiguar a presença dum espírito no ambiente, e a possibilidade do testado capturar e, claro, então retransmitir as informações que o espírito lhe passa.
    Daí se conclui então que há um espírito – que pra fins de testes pode ter qualquer natureza metafísica, i.e., pode ser considerado anjo (decaído ou não), gênio, seja-o-que-for…- está no ambiente, e que o “médium” (aspas no sentido de que é isso que o experimento visa determinar) é médium.

  57. Gorducho Diz:

    O Kardec não menciona nunca os tais 50 cadernos. Que eu saiba eles só foram mencionados pelo Sausse. Mas esse não dizia muita coisa-com-coisa, tanto que inventou que o Kardec tinha estudado medicina!
     
    Não :!:
    O Kardec consultou as meninas e Mlle. Ruth-Céline Bequet, dito por ele. Essa “universalidade” se restringe a uma área do centro de Paris que se percorre num dia isso almoçando-se e a mulher parando em tudo quanto for vitrine e, claro, perpetrando as correspondentes “comprinhas”.
    Note que as correspondências que ele tenha trocado com leitores da Revue e adeptos da crença depois dele ter publicado o LE1 não têm valor pra fins do tal CUEE – que nuca ele fez, claro.
    E mesmo assim o tal “todo o planeta” também é cortina-de-fumaça. Pois quando ele fala e.g. da “Africa”, refere-se a franceses em Constantina. O leitor desatento pode – e era a intenção dele, claro! – imaginar que fossem informações de africanos não-cristãos, &c.
    Mas estou a S/disposição – como já propus a S/colega Dr. Vladimir…- pra analisarmos uma-a-uma as eventuais fontes de CUEE que vocês adeptos possam aportar.

  58. Gorducho Diz:

    Ou melhor…o espírito do avô especulou que pudessem ser do neto dele. Certo :?:
    E acertou, claro :!:

  59. Gorducho Diz:

    Perceba Dr. como nunca que eu saiba os expoentes ilustres do kardecismo como o Gabriel Delanne – que percebia a necessidade das teses espíritas serem comprovadas por fatos porque já a época do socialismo romântico tinha passado e a decadência das crenças deles começara já em França…- ou o religioso Léon Denis, cobraram do Leymarie – que era e é o corinho dos Crentes por ter tentado salvar a coisa fotografando as almas – acesso aos “cadernos de laboratório” (so to say) do “cientista” Kardec…
    Estranho, não se lhe parece :?:

  60. Augusto Araujo Diz:

    Olá pessoal! Boa tarde!

    Sou o autor da tese divulgada aqui no blog. E queria entrar no debate, se for interessante para os leram ou vão ler meu trabalho. Alguns pontos iniciais:

    1) Obrigado, Vítor, pela divulgação! Uma tese acadêmica no Brasil, muitas vezes, acaba ficando esquecida nas bibliotecas. O que é uma pena! Então, toda divulgação é bem vinda.

    2) Sobre os 50 cadernos e os “milhares de centro espíritas ao redor do mundo”: é preciso estabelecer a cronologia para sabermos que não se trata da mesma coisa. A 1ª ed. de O Livro dos Espíritos foi publicado em 1857. Kardec trabalha nele entre os anos de 1855 e o final de 1856. A alegada existência dos 50 cadernos refere-se a este período em que Kardec é um ilustre desconhecido no cenário espiritualista internacional. Sua fama só começa a se espalhar em algum momento entre 1858-1860, quando a Revista Espírita ganha leitores em várias partes do mundo. Então, não é correto alegar que entre 1855-1857 Kardec estivesse em correspondência com milhares de centros espalhados pelo mundo. Outro ponto importante, Kardec só faz essa afirmação em 1864. E não afirma que está em contato com esses centros desde o princípio. Então, parece-me razoável admitirmos que ele fala de um período bastante recente e que está tentando justificar — com o peso da suposta autoridade que retira desses milhares de correspondentes — o novo rumo que ele pretende dar ao espiritismo naquele momento: uma espécie de curva acentuada para a teologia neo-cristã que marcará seus últimos anos de atividade. E, é preciso que se diga com todas as letras: trata-se de grupos que, na maioria dos casos, já está familiarizado com a obra kardeciana e a toma como parâmetro para suas práticas e doutrina. Ou seja, a fonte já está contaminada com a visão do pesquisador, o que a coloca, no mínimo, sob suspeição. E, Kardec só aceita evidências que corroborem seus pontos de vista, isso é bastante claro em toda a obra. Um exemplo: quando se questiona a veracidade do dogma da reencarnação com base em comunicações vindas dos Estados Unidos, Kardec afirma que isso se dá porque os americanos não estariam aptos, ainda, a receber o ensino completo por causa de seus preconceitos. Enquanto ele, sim estaria. Ele não levanta uma única dúvida sobre sua crença previamente estabelecida não pelo controle universal, mas pelas três jovens médiuns com quem alegadamente escreveu O Livro dos Espíritos.

    Abraços!

  61. Borges Diz:

    Dr. Augusto, parabéns pelo trabalho, ainda não terminei a leitura, contudo o que li, agradou-me. Gostaria de aproveitar a oportunidade para fazer uma indagação e ficaria imensamente feliz se pudesse respondê-la.
    Não estou muito certo, mas parece que o Sr. Jean Baptiste Roustaing começou a escrever a obra “OS QUATRO EVANGELHOS” antes que o Sr. Denizard iniciasse o seu livro “IMITAÇÃO DO EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO”. Tudo indica que o “mestre de Lyon” tinha pressa, pois publicou seu trabalho antes que Roustang concluisse o seu. Diante destes fatos, se confirmados, eu pergunto: a guinada religiosa de Kardec teria sido provocada pelo seu amigo e “rival”?
    Um abraço

  62. Augusto Araujo Diz:

    Oi Borges! Por favor, dispensemos a formalidade, chame-me apenas Augusto.

    Sobre a “guinada” de Kardec em direção à religião creio ser necessário esclarecer que, para mim, Kardec sempre foi religioso e fez uma obra toda religiosa. Conforme entendo, quando ele chama a doutrina espírita de filosofia ele comete um erro. Deveria chamá-la de teologia, posto que fundamentada na ordem de uma suposta revelação divina. E isto desde 1857. Se lermos os Prolegômenos da primeira edição de O Livro dos Espíritos, a ideia de uma revelação divina já se encontra ali com força o suficiente para caracterizarmos aquele texto como um produto revelatório. Ao menos, essa é a ideia de Kardec.

    Quando falo, portanto, da “guinada religiosa” de Kardec pretendo falar do momento em que resolve assumir publicamente que o espiritismo passaria por um “período religioso” [RE, dez/1863] e a entrada do espiritismo neste período com a publicação da Imitação do Evangelho [1864]. Talvez, o melhor termo nem fosse guinada, neste contexto. Mas, é como se Kardec finalmente começasse a retirar o espiritismo do armário pseudo-científico e pretensamente filosófico em que o havia metido.

    Em meu trabalho aponto dois elementos que, segundo me pareceram à época, influenciaram Kardec a assumir o caráter religioso do espiritismo [embora tenha tentado não se contradizer em relação ao que afirmara anteriormente].

    O primeiro é um elemento interno: Kardec alega que começou a receber comunicações que apontavam para uma nova fase do espiritismo. E o segundo: uma disputa pelo campo religioso com o catolicismo que começa a reforçar sua condenação ao espiritismo.

    Não levei em conta a polêmica Kardec-Roustaing e tenho consciência de que esta é uma lacuna em minha pesquisa que precisaria ser corrigida. Eu precisaria aprofundar a pesquisa sobre este aspecto. Mas, o certo é que há uma tensão que se estabelece entre Kardec e Roustaing, principalmente a partir de 1866 quando da publicação do livro deste último. Se Roustaing pode ter provocado uma aceleração nos planos de Kardec, é uma pergunta para a qual não tenho resposta. Para termos certeza disso, precisaríamos ter certeza de que Roustaing antecipava seu projeto a Kardec em cartas, por exemplo. Desconheço se podemos comprovar essa situação, embora haja uma grande possibilidade disso ter ocorrido.

    Agora, salvo melhor juízo, a entrada em cena de Roustaing coloca em dúvida a centralidade de Kardec para o espiritismo francês. E acredito que Kardec estava pouco propenso a renunciar a este lugar.

    Há alguns elementos que podem corroborar essa ideia: primeiro a ideia das três revelações e de que Kardec é uma espécie de encarregado para a concretização da terceira revelação. Depois a ideia de que o Espírito de Verdade que passa de guia de Kardec — que ele suspeita ser Sócrates — ao lugar de espírito que “preside” a terceira revelação e cuja identidade é assumida, sutilmente, como a do próprio Jesus. E, por fim, o projeto institucional de Kardec que pretende centralizar em Paris o espiritismo mundial.

    Assim, quando Roustaing publica seu livro com supostas revelações dos apóstolos, etc. e com abordagens distintas das de Kardec, isso deve tê-lo ameaçado na posição que pretendia ocupar.

    Este é um ponto que, como eu disse, precisaria investigar melhor. Quem sabe num artigo… obrigado pela ideia! Prometo dar-lhe o crédito, caso escreva o artigo e o publique. :D

  63. Augusto Araujo Diz:

    Em tempo: fico feliz de que esteja gostando da leitura! Obrigado!

  64. Marciano Diz:

    AUGUSTO, infelizmente ando sem tempo e ainda não li integralmente sua tese.
    Você, certamente, já percebeu que o atual chiquismo não tem mais nada a ver com as ideias de Rivail. Gostaria de dizer algo sobre o assunto, sobre essa “guinada”, so to say, que o espiritismo sonhado por Rivail deu aqui no Brasil?

  65. Borges Diz:

    Oi Araujo, obrigado pela atenção dispensada, fiquei satisfeito, sua resposta foi além do que eu esperava. O livro “IMITAÇÃO DO EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRISTISMO”, que posteriormente passou a ser intitulado “O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO”, deixou-me intrigado, pois parece destoar dos outros quatro que compõem as “obras básicas”. Parece que faltou o esmero característico de Kardec. Ao insinuar que o espiritismo seria o “PARÁCLITO PROMETIDO” que consta no evangelho de João, deixou transparecer falta de cuidado com o texto bíblico, pois uma leitura atenta dos capítulos 14, 15 e 16 do referido evangelho, revela claramente que não se tratava de algo que viria acontecer 1800 anos depois. Em minha opinião, ele pinçou alguns versículos para moldar suas ideias desconsiderando o contexto. Percebe-se ao longo da sua obra que as informações lá contidas estão longe de serem emanadas do além e sim são frutos de sua imaginação.
    Obrigado mais uma vez e um abraço.

  66. Gorducho Diz:

    ===============================================================
    pois parece destoar dos outros quatro que compõem as “obras básicas”.
    ===============================================================
    Não, o que destoa é o LE dos outros 3.
    No LE ele ainda tenta disfarçar, certamente ainda com a esperança de ser aceito como um reformadordo catolicismo.
    N’A Genese ele procura fazer a incorporação da realidade do novo universo – i.e., do universo já não mais aristotélico – à ciência da alma (seguindo a proposição do JR logo no início do T&C) e os milagres e predições do evangelho cristão.
    N’O Céu e o Inferno é extinção do inferno em conformidade com a lei do progresso” – e a implantação do dogma do purgatório como uma solução melhor.
    E o código penal das almas. É a implementação do fim do T&C.
     
    Então Analista Borges, é o LE que destoa do restante do pentateuco.

  67. Gorducho Diz:

    ===============================================================
    uma disputa pelo campo religioso com o catolicismo que começa a reforçar sua condenação ao espiritismo.
    ===============================================================
    É essa a causa. Quando o JR fala que a tarefa agora era da Gália de dogmatizar a parte final do Credo:

    a terceira, as questões relativas à imortalidade. E por conseguinte ao sistema geral do universo: Carnis resurrectionem, vitam æternam: Amen. As duas primeiras secções deste místico programa foram discutidas e explicadas em conformidade com os sentimentos e os conhecimentos das gerações que o ordenamento lógico, favorecido pelas circunstâncias, sucessivamente lhes aplicaram; a terceira permanece em suspenso. Jamais nenhum concílio a fez objeto de suas deliberações e decretos, e, colocada como uma interrogação face ao futuro, se lhes designa a tarefa. Como a alma recupera a carne depois da tumba? Quais são as leis que obedecem as criaturas no curso da sua imortalidade? E qual a verdade que melhor explica todo mistério, senão a circulação da vida pela imensidão do universo, sob impulso do Deus ternário e para um progresso ao infinito?

    está implícito que isso seria incorporado ao catolicismo oficial. E as diversas manifestações do Kardec muitas das quais cá citadas corroboram. Então ele não entendia como uma nova religião mas como uma reforma do catolicismo a ser engulida por Roma (a contragosto dos cardeais, claro!).
    Isso ruiu e então ele foi saindo do armário.

  68. Gorducho Diz:

    Então, Analista Borges: esse sistema geral do universo do JR é uma parte da Gênese. A que contém a Uranografia Geral escrita pelo espírito do Galileu Galilei.

  69. Gorducho Diz:

    Ah! Sim, esqueci do LM :(
    ESE, C&I, G destoam dos 2 primeiros.
    Foi quando ele saiu do armário provavelmente por causa de ver que não seria aceito pela “Igreja” – que na mente daquelas pessoas era sinônimo da católica – e também inflado pelo sucesso das obras iniciais e do espiritismo como um todo. Era o auge do espiritismo e tinham motivos p/crer que de fato fosse se tornar uma crença generalizada.

  70. Gorducho Diz:

    ==============================================================
    Não estou muito certo, mas parece que o Sr. Jean Baptiste Roustaing começou a escrever a obra “OS QUATRO EVANGELHOS” antes que o Sr. Denizard iniciasse o seu livro “IMITAÇÃO DO EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO”. Tudo indica que o “mestre de Lyon” tinha pressa, pois publicou seu trabalho antes que Roustang concluisse o seu.
    ==============================================================
    S/tese ao menos parece-me ter fundamento, Analista Borges.
    Tanto Kardec quanto o Roustaing conhecem Mme. Collignon no fim de ’61 instados a mirar as pinturas mediúnicas de Mlle. Jeannine, certo?
    Especificamente o Roustaing em dezembro. Foi de novo e já nessa segunda visita ela comunicou a ele a missão que o Mais Alto lhe reservara. Então podemos especular que a redação d’Os 4 Evangelhos tenha começado ainda no inverno de ’62…
    E isso deve ter vazado pro Kardec, ou eles mesmos disseram ingenuamente…
    Segundo consta o Kardec trabalhou em segredo: até D. Amélie foi pega de surpresa!
    A obra veio a lume na primavera de ’64, certo?
    Então nada tem de absurda a suposição de que ele tenha se atracado a redigir às pressas uma antecipação à previsível concorrência. Que aliás ele não tinha como prever de que forma sairia e qual receptividade teria, de sorte que a liderança de mercado dele ficaria potencialmente ameaçada de fato.

  71. Vinicius Diz:

    Kardec demonstra neste trecho que o preconceito de cor seria mais racionalmente explicado pela “reencarnação”:
    &nbsp
    “– Tom, o cego, não é um conto de fantasmas, mas um fenômeno de inteligência inacreditável. Tom é um jovem negro de dezessete anos, cego de nascença, supostamente dotado de um
    instinto musical maravilhoso “
     
    Um tal prodígio, mesmo deixando larga parte ao exagero, seria a mais eloquente defesa em favor da reabilitação da raça negra,
     
    “num país onde o preconceito de cor está tão arraigado;’
     
    “e se não pode ser explicado pelas leis conhecidas da Ciência, “
     
    “sê-loia de maneira mais clara e mais racional pela da reencarnação, não de um negro num negro, MAS DE UM BRANCO NUM NEGRO, PORQUE UMA FACULDADE INSTINTIVA TÃO PRECOCE NÃO PODERIA SER SENÃO UMA LEMBRANÇA INTUITIVA DE CONHECIMENTOS ADQUIRIDOS NUMA EXISTÊNCIA ANTERIOR.”
     
    No trecho em caixa alta Kardec não considerava a raça negra como apta a aprender, a ter novos conhecimentos, talentos, artes etc. Kardec diz que é mais lógico e racional a explicação pela lei da reencarnação à “reabilitação da raça negra” ,
     
    “Mas, então, perguntarão, seria uma retrogradação do Espírito passar da raça branca à raça negra? (…) não retrogradação do Espírito, pois teria conservado suas aptidões e aquisições. Esta posição ser-lhe-ia uma prova ou uma expiação; TALVEZ, AINDA, UMA MISSÃO, A FIM DE PROVAR QUE ESSA RAÇA NÃO É VOTADA PELA NATUREZA A UMA INFERIORIDADE ABSOLUTA.”(uma luz no fim do túnel para o racialismo de Kardec, já que nenhum “espírito superior” veio lhe ajudar …)
     
    Revista espírita Set/1866.

  72. Borges Diz:

    “Então Analista Borges, é o LE que destoa do restante do pentateuco.”
    .
    Oi Gorducho; concordo com você, a mim parece o menos religioso, contudo, no ESE o autor mergulhou fundo na religiosidade, procurou analisar o texto bíblico creio que de forma equivocada em diversos aspectos, inclusive com a colocação de orações, que é uma das maiores expressões de religiosidade.
    Corrija-me se eu estiver errado; percebo que nas obras seguintes Kardec procura amenizar os excessos de religiosidade cometidos no ESSE, buscando explicações mais racionais.
    Um abraço

  73. Gorducho Diz:

    Não :!:
     
     
    C&I aborda a justiça divina refeita segundo as visões da época, i.e., abolindo a eternidade das penas e substituindo o inferno pelo purgatório, conforme já recomendara a o JR. Reveja esse trecho emblemático:
    8. O Espiritismo não nega, pois, antes confirma, a penalidade futura. O que ele destrói é o inferno localizado com suas fornalhas e penas irremissíveis. Não nega, outrossim, o purgatório, pois prova que nele nos achamos, e definindo-o precisamente, e explicando a causa das misérias terrestres, conduz à crença aqueles mesmos que o negam.
    Claro que não é um purgatório espacialmente bem localizado. Pode ser cá, &c…
     
    E a angiologia. Só que seguindo a recomendação do JR, os anjos têm mesma natureza metafísica que nós. Es decir: S/Pessoa poderá vir a ser um anjo.
    É religião pura.
    12. Que haja seres dotados de todas as qualidades atribuídas aos anjos, não restam dúvidas. A revelação espírita neste ponto confirma a crença de todos os povos, fazendo-nos conhecer ao mesmo tempo a origem e natureza de tais seres.
     
     
    E a G aborda entre outras coisas os milagres da mitologia cristã. Claro que ele procura naturalizá-los, mas ele crê naquilo tudo piamente. Tanto que tem a famosa discussão sobre que fim teria levado o corpo do Cristo com a posterior querela do sumiço da #67 e tudo.

  74. Gorducho Diz:

    Bom… procurar explicações “racionais” pros escritos religiosos justo é o que caracteriza a “filosofia” escolástica.
    Não acho que isso seja ser “menos” religioso, e sim fazer teologia racional.
    Tem aquela passagem em que ele coloca explicitamente a filosofia a serviço da religião, também seguindo o recomendado pelo JR naquela passagem na qual me atrapalhei pra vernaculizar e pedi conselho do AMa.

  75. Gorducho Diz:

    Note que apesar de todas cortinas de fumaça, ele passa nada sutilmente pro leitor que se trata não dum certo Sr. Jesus, um pregador no-nonsense que teria criticado os formalismos e a ganância do establishment religioso; mas sim do Cristo. Ele passa claramente que se trata da figura mitológica construída pelos romanos.
    Nesse ponto ele me parece se descolar do JR que, até onde pude perceber, não é muito deslumbrado por Jesus. Mas isso pretendo me aprofundar a seguir, de sorte que só é impressão minha.

  76. Borges Diz:

    Todos os cinco livros apresentam inclinações religiosas e racionais; respeito sua opinião, porém, após a leitura de todos, fiquei com a impressão que o ESE além de ser o mais religioso, constitui-se numa espécie de bíblia para os espíritas religiosos.
    Um abraço

  77. Vinicius Diz:

    Concordo Borges. A 625 é uma delas:
     
    “625. Qual o tipo mais perfeito que Deus tem oferecido ao homem, para lhe servir de guia e modelo?
     
    “Jesus.”
     
    Para o homem, Jesus constitui o tipo da perfeição moral a que a Humanidade pode aspirar na Terra. Deus no-lo oferece como o mais perfeito modelo e a doutrina que ensinou é a expressão mais pura da lei do Senhor, porque, sendo ele o mais puro de quantos têm aparecido na Terra, o Espírito Divino o animava.”
     
    O Espirito Divino o animava? só faltou Kardec comentar que seria o próprio Deus encarnado (Santíssima Trindade ?)

  78. Vinicius Diz:

    Kardec utilizou-se de 4 comunicações assinadas por eminentes personagens pata a quesão 1009.
     
    “1009. Assim, as penas impostas jamais o são por toda a”
    eternidade?
     
    “SANTO AGOSTINHO LAMENNAIS, PLATÃO, PAULO, apóstolo”
     
    “E aqui Kardec e os espíritos dizem que a Igreja ensina a reencarnação quando fala em ressurreição da carne (o que fortalece a tese que GORDUCHO sempre fala aqui, da reforma)”
     
    “1010.— Assim, pelo dogma da ressurreição da carne, a própria Igreja ensina a doutrina da reencarnação?”
     
    “É evidente. Demais, essa doutrina decorre de muitas coisas que têm passado despercebidas e que dentro em
    pouco se compreenderão neste sentido. SÃO LUÍS”

  79. Gorducho Diz:

    Que o ESE é a bíblia dos kardecistas ninguém discute ABo.
     
    Veja só, na viajem de ’61 – deve ter sido como sói ser, nas férias de verão, i.e., por esta época…
    [Bordeaux] Entre os médiuns que vimos, um há que merece menção especial. É uma moça de dezenove anos que, à faculdade de escrever, reúne a de médium desenhista e músico. Ela anotou mecanicamente, sob o ditado de um Espírito, que disse ser Mozart, um trecho de música que este não desautorizaria. Assinou-o, e
    várias pessoas, que viram os seus autógrafos, atestaram a perfeita identidade da assinatura. Mas o trabalho mais notável é, sem contradita, o desenho; trata-se de um quadro planetário de quatro metros quadrados de superfície, de um efeito tão original e tão singular que nos seria impossível dar uma ideia pela sua descrição.
    É trabalhado em lápis negro, em pastel de diversas cores e em esfuminho. Esse quadro, começado há alguns meses, ainda não está terminado; é destinado pelo Espírito à Sociedade Espírita de Paris.
    Vimos o médium à obra e tanto ficamos maravilhado com a rapidez, quanto com a precisão do trabalho. Inicialmente, e à guisa de treino, o Espírito a fez traçar, com mão levantada e de um jacto, círculos e espirais de cerca de um metro de diâmetro e de tal
    regularidade, que se encontrou o centro geométrico perfeitamente exato. Nada podemos dizer ainda quanto ao valor científico do quadro; mas, admitindo seja uma fantasia, não deixa de ser, como execução mediúnica, um trabalho deveras notável
    .
    Provavelmente fosse a Jeannine Collingnon.
     
    Em março de ’62 ainda tá tudo na santa paz. Em janeiro um grupo de Bordeaux escreve pra Revue sobre a identificação do espírito do Sr. Carrière, sub-chefe da gare de lá. Testemunham entre outros a Émilie e o esposo.
    Depois uma carta dela com a resposta dela a um abade justificando que espírita são ela e o marido, e não a idosa mãe dela.
    Ele publica no número de março.
    Então acho muito, muito mesmo, provável que ela ou junto mesmo c/o Roustaing algum tempo depois tenham se encorajado inocentemente a contar o trabalho que estavam desenvolvendo.
    Ou vazou pra ele já que não teriam porque fazer segredo.

  80. mrh Diz:

    Terminei 1 1ª leitura da tese. Gostei muito. O analista é muito perspicaz e erudito.
    .
    Mas axo q faltou uma crítica franca da pretensa base empírica q Kardec infindavelmente afirmou ser a garantia d q o espiritismo é 1 ciência. Mesas girantes? Pancadas? Mocinhas mesmerizadas?
    .
    O dístico ci^ncia, filosofia e religião fracassa já na primeira reivindicação, pois trata-se d pseudo-ciência. E Kardec frequentemente se defende das críticas saltando para a ontologia, ou seja, q a realidade da existência dos espíritos se mostrará vencedora.
    .
    E daí? Isso nada fala sobre sua construção pseudo-científica.
    .
    Os organismos vivos podem existir e uma doutrina biológica sobre eles ser construída sobre bases falsas.
    .
    Daí fica a questão: kardec se vincula a esses “fatos” devido à credulidade ou à desonestidade? Pessoalmente, fico com a primeira possíbilidade, mas após analisar o processo dos espíritas e o caso Xavier, realmente a pulga atrás da orelha morde.

  81. Gorducho Diz:

    Uma das coisas que pretendo estudar nos próximos tempos é como o Jean Reynaud encarava o “Cristo”. Mas quer me parecer pelo que já captei até agora que não tinha tanta paixão assim pela figura como o Kardec. E apresentava os raciocínios escolásticos dele sem muita ou nenhuma preocupação em encontrar apoio na bíblia.
    Especificamente o ponto que foi mencionado por AVi, ele, claro, diz que a ressurreição não existe mas não me lembro que tentasse distorcer o escrito na bíblia acerca da.
    Então, essa preocupação do Kardec em se justificar via bíblia, e p/isso distorcendo-a, bem pode ser indício de que estava bem ciente do rei dele estar nu…

  82. Augusto Araujo Diz:

    Bom dia! Peço desculpas pela demora em responder aos questionamentos. Bem, tentando respondê-los por partes.

    Marciano Diz:
    AGOSTO 28TH, 2016 ÀS 9:47 PM
    AUGUSTO, infelizmente ando sem tempo e ainda não li integralmente sua tese.
    Você, certamente, já percebeu que o atual chiquismo não tem mais nada a ver com as ideias de Rivail. Gostaria de dizer algo sobre o assunto, sobre essa “guinada”, so to say, que o espiritismo sonhado por Rivail deu aqui no Brasil?

    Caro, Marciano: honestamente, não me debrucei com o devido cuidado sobre o fenômeno que você chama de “chiquismo”. Mas, ‘grosso modo’, não acho que seja algo completamente distante do modelo kardeciano. Eu apostaria mais num desenvolvimento de certos aspectos daquele modelo. Veja: os princípios fundamentais estão presentes tanto em Kardec, quanto na obra de Chico Xavier: deus, espíritos e sua comunicabilidade, reencarnação… e, inclusive, o modelo neo-cristão inaugurado por Kardec. Claro, não é uma mera colagem do modelo kardeciano no contexto brasileiro. Mas, um verdadeiro desenvolvimento de elementos que já se encontravam em Kardec. Um espiritismo à brasileira, como diria a Sandra Stoll, se preferir. Mas, eu vejo continuidades e desenvolvimentos que seguem, inclusive, as mesmas regras que Kardec propõe para falar do modo como o espiritismo reinterpreta, completa e corrige os rumos da tradição judaico-cristã.

    Claro, como eu disse, não aprofundei minha pesquisa neste sentido. O que poderia ser uma excelente ideia, a propósito!

    Abraço.

  83. Augusto Araujo Diz:

    Oi, Borges! Obrigado pela possibilidade de diálogo.
    .
    Eu também vejo que a “Imitação do Evangelho…” aparentemente destoa dos primeiros escritos de Kardec. Minha hipótese é que, entre 1861 e 1864, alguma coisa mudou no pensamento de Kardec. Como aponto na tese, investigando a partir da própria obra kardeciana, essa mudança teria se dado, aparentemente, pelas seguintes razões:
    .
    1) Em 1861, em O Livro dos Médiuns, Kardec aponta de maneira inequívoca que ele crê que o Espírito de Verdade é Jesus. Ou seja, ele já está convicto que aquele espírito que se apresentou a ele como guia espiritual, não é somente um espírito qualquer e sua presença ampliaria, muito, o alcance da própria missão a que ele cria ter sido chamado pela Providência Divina.
    .
    2) Junto a isso, Kardec adere à teoria das três revelações que aparecerá pela primeira vez, se não me engano, na Revista Espírita ainda em 1861. E, depois, entrará para o cânone com a publicação da “Imitação…”.
    .
    3) Com isso, Kardec começa a desenvolver toda uma mitologia acerca de si mesmo e de sua missão, bem como em torno ao desenvolvimento do espiritismo e a utopia da renovação mundo pelo espiritismo.
    .
    4) De onde vêm essa mitologia? Se acreditarmos em Kardec, ela nasce de supostas comunicações que ele veio recebendo ao longo dos anos. A teoria das três revelações, por exemplo, segundo o próprio Kardec, veio completa de um único médium. Mas, no sentido de sua questão anterior, acho que podemos levantar uma hipótese a ser averiguada: teria vindo a “confirmação” deste papel do espiritismo numa “economia das revelações divinas” de algo que Roustaing tenha lhe contado sobre os livro que pretendia publicar? Note que a hipótese não é tão absurda, já que uma das supostas comunicações que melhor confirmam, a meu ver, a identidade do Espírito de Verdade e publicada por Kardec na Revista em dezembro de 1864, veio de um núcleo de Bourdeaux. É só uma hipótese especulativa, mas essa comunicação poderia ter sido enviada por Roustaing, se eles continuaram a manter contato epistolar após seu primeiro contato em 1861.
    .
    5) No momento estou investigando as influências “encarnadas” de Kardec para a formulação da teoria das três revelações. Como eu indico numa nota de rodapé, na tese, essa perspectiva de que teriam ocorrido três revelações era relativamente comum. Rousseau a cita, de passagem, no Emílio. Embora a trindade seja entendida incluindo o Islã na terceira posição. Kardec, em sua obra, chama o Islã de pretensa revelação para colocar o espiritismo em seu lugar. Mas, as raízes se estendem mais profundamente, a meu ver. E têm origem medieval e teriam chegado a Kardec pela via de um filósofo iluminista alemão.
    .
    6) Sobre o método interpretativo/hermenêutico que Kardec usa para a sua leitura da Bíblia, concordo com você: ele foi guiado, antes, por uma crença prévia e, muitas vezes, forçou a interpretação para assegurar que se encaixasse.

    Um abraço!

  84. Gorducho Diz:

    Mas a cosmologia “prática” – so to say… – é bem diferente.
    No chiquismo temos o universo aristotelo-swedembogriano do espiritualismo anglo com as esferas e não os planetas da física verdadeira que são usados no modelo do Jean Reynaud adotado pelo Kardec.
    Ainda, inexistem as reencarnações progressivas nos outros planetas. Ou não reencarnam at all, como Dr. Bezerra, Eurípedes Barsanulfo &c.&c. – aí mais próximo do espiritismo chinês ou africano do tutelador de localidades; ou quando reencarnam reencarna cá na Terra, como o Emmânuel aí em SP.
     
     
    De saco-pra-mala
    (estou tentando ver se também o JR tentava se escorar na bíblia pra fundamentar as teses escolásticas dele…)
     
    Interessante: o kardecismo (e nisso também o espiritismo evangélico de cá…) estão mais pro zoroastrismo que pro cristianismo! Leio na obra A Filosofia em França no Século XIX por Félix Ravaisson:
    O pensamento que inspirava Jean Reynaud foi o da perfectibilidade universal aplicado ao destino da humanidade. Estudando, para compor o artigo Zoroastro da Enciclopédia universal, os monumentos da religião dos Magos, que Eugène Burnouf começara a interpretar, foi surpreendido pelos traços de semelhança que essa religião tinha com o cristianismo; de mais a mais, a fé mazdiana na vitória definitiva do bem lhe pareceu mais conforme à ideia de universal progresso que o que a teologia cristã ensina do inferno e das penas eternas.
     
    Também ele explica claramente do motivo da briga entre o JR e o Pierre Leroux: a reencarnação deste é a budista…
    O Sr. Pierre Leroux cria numa existência futura consistente numa repetição indefinida, sem identidade pessoal e sem memória, da existência terrícola; Jean Reynaud imaginava, depois da vida neste globo, uma série de outras vidas noutros globos, ao infinito, sem que jamais a personalidade, sem que jamais a memória se perdesse.

  85. Augusto Araujo Diz:

    Caro Gorducho:

    Sobre a sua tese da dissonância entre os dois primeiros tratados e os três últimos publicados por Kardec:

    Eu vejo que há uma inflexão, ou uma espécie de virada auto-interpretativa, de Kardec sobre suas próprias publicações. Embora ele se esforce, enquanto autor, para sustentar a ideia de continuidade entre os livros e seu pensamento. Lembremos que Kardec era positivista de carteirinha. O que, grosso modo, significa dizer que ele cria no progresso irrefreável. Conceito que ele aplicou ao espiritismo em vários níveis. Muito naturalmente ele tenta preservar essa metáfora do progresso no que diz respeito à história do espiritismo e do desenvolvimento de sua obra.

    Contudo, como leitor de Kardec, eu também noto que não ocorre exatamente uma ruptura entre os primeiros tratados e os últimos. Eles se relacionam a partir da própria narrativa de Kardec sobre si mesmo e sua obra e sobre a história do espiritismo.

    Por exemplo, a ideia do espiritismo como revelação providencial já está presente desde 1857, embora a ênfase recaia no suposto caráter científico do espiritismo. Jesus já é uma figura presente na obra kardeciana desde o começo. O cristianismo já é apresentado como modelo de religião superior às demais, ao menos, desde 1859 na polêmica com o abade Chesnel sobre o caráter religioso do espiritismo.

    Assim, ler e interpretar a obra de Kardec, para mim, significa ver como se constrói no tempo a fundação de uma nova religião. Primeiro com a tentativa de não se separar da religião hegemônica, apresentando-se tão somente como uma possibilidade de renovação para esta religião [o espiritismo como auxiliar das religiões]. Depois, diante da não aceitação pacífica de renovação, da construção de uma alternativa religiosa autônoma e, supostamente, mais legítima que a primeira.

    Abraços.

  86. Gorducho Diz:

    ===============================================================
    E têm origem medieval e teriam chegado a Kardec pela via de um filósofo iluminista alemão.
    ===============================================================
    Mais imediatos são os saraus de S. Petesburgo quando o Conde Zé Maria era embaixador de Itália. O Kardec cita-o explicitamente.
    Obs: m/fonte é o artigo do espírita Sr. João A V Donha
    (cujo Sítio aliás é excelente).

  87. Gorducho Diz:

    E que caberia à França receber essa… Analogamente ao que alegou o JR também caber à Gália dogmatizar a sobrevivência da alma.
    Essas são as fontes imediatamente obvias que fizeram a cabeça do Kardec.

  88. Augusto Araujo Diz:

    Oi, mrh!

    Obrigado pelos elogios. Fico feliz que tenha gostado da leitura!

    Sobre sua observação de que faltou uma crítica ao aspecto pseudo-científico do espiritismo, agradeço comentário e explico a ausência:

    Embora eu concorde com sua observação, simplesmente não era o objetivo da pesquisa fazer essa análise que, por si só, daria toda uma nova tese. Contudo, indiretamente, uma crítica ao modelo positivista proposto por Kardec aparece ao longo de todo o capítulo 2. Bem como quando analiso o caráter dogmático da doutrina espírita, no capítulo dedicado à suposta filosofia espírita.

    Agora, sobre sua questão final: minha avaliação pessoal é que Kardec era extremamente bem intencionado e, na mesma proporção, ingênuo e crédulo. Tanto que, creio, ele seria capaz de qualquer coisa pra preservar essa sua crença, inclusive não ser tão rigoroso em verificá-las.

    Abraço!

  89. Gorducho Diz:

    ===============================================================
    Sobre a sua tese da dissonância entre os dois primeiros tratados e os três últimos publicados por Kardec
    ===============================================================
    A “tese” não foi minha. Foi ABo quem postulou discordância entre o ESE e o restante do pentateuco.
    Eu só na apressada resposta a ele me esqueci do LM, mas procurei fazer-lhe ver que todo restante do pentateuco dissoa.
    Ele discordou, o que faz parte dos debates…
    Quanto à tese (agora sim) dele acerca de Mme. Émillie + Sr. Joao Batista terem induzido e atucanado ele a escrever a Imitação, me parece muitissíssimo plausível e fechando com as cronologias :!:

  90. Gorducho Diz:

    Acerca do Kardec: já leu o comentário do Eugène Nus :?:

  91. Vinicius Diz:

    Sr. Augusto, Boa tarde,
     
    Ainda não consegui ler toda sua tese, não sei se abordou isso. Conhece a mensagem de “Jesus Cristo” em o Livro dos Médiuns (Cap.X X X I – IX) e essa mesma mensagem assinada por “Espirito Verdade” em “O Evangelho (Cap. VI – 5″ ?
     

  92. Gorducho Diz:

    O pai do Kardec sumiu… por isso ele nunca falou nem evocou ele!
    Era soldado aparentemente do Junot na invasão da península que fez o D. João vir pro Rio…

  93. Gorducho Diz:

    Bem que o Kardec podia ter pedido pralgum médium evocar ele. Ele explicar onde e como tinha morrido, onde estavam os ossos :(

  94. Marciano Diz:

    Obrigado por sua atenção, AUGUSTO.
    O assunto está bom. Estou acompanhando de forma passiva, lendo apressadamente.
    Infelizmente, ainda estou num momento tormentoso no trabalho, o que me impede de participar mais ativamente, como gostaria, e como é de meu costume.
    Um abraço a todos.

  95. Vinicius Diz:

    outra diferença de kardec e chiquismo:
     
    Kardec: As evocações eram mais rápidas, os seus colegas da Sociedade se manifestaram bem rápido depois da morte, o próprio Kardec se manifestou 24 horas depois.
     
    Chiquismo: não há identificação nominal dos “mentores”. Se o ex-presidente de uma federativa morre vira mentor de trabalho e nunca mais se identifica…
    Ninguém consegue evocar ex-presidentes, ex-conselheiros, ex-dirigentes…
     
    nem mesmo os altos figurões conseguem isso.
     
    Há exceções, claro: Dr.Bezerra se comunicou depois de 2 4 horas de sua descamação por meio de Frederico Junior…

  96. mrh Diz:

    Caracterizar o espiritismo como 1 teologia parece-me adequado, no todo ou em parte.
    .
    + parecer-me-ia incorreto c alguém pretendesse tratar d teologia natural, pois esse epíteto ñ pode ser associado à pseudo-ciência (o autor da tese ñ o fez; ao menos, ñ me lembro d ter lido). Os teólogos naturais faziam ciência d verdade – seus fatos existiam.
    .
    O espiritismo é apenas teologia mesmo, q acaba por derrapar para a religião.
    .
    No terreno d Khun, seria melhor caracterizado ñ como 1 novo paradigma, ideia q pressupõe 1 avanço no modo d conceber a e proceder na ciência, + como em seu famoso ensaio, “algo menos do q ciência”, q utiliza para tentativas q ñ conseguiram cidadania na ciência, ou em alguns momentos para a astrologia, q alguns tomam por pseudo-ciência e para o historiador americano ñ é tão fácil demarcar assim.
    .
    Caracterizar Kardec como 1 racionalista também ñ é tão fácil. Ele parece ter sofrido grande influência d Descartes, do positivismo etc. Todavia, quando afirma q a razão & ciência ñ têm poder universal, q o universo ñ é inteiramente cognoscível, e sua precisa compreensão depende d iniciativas divinas revelatórias (algo da graça de sto. Agostinho?), ele rompe com 1 compromisso fundamental dos defensores da luz natural como 1 poder ao menos equivalente à revelação divina. Como os princípios para bem entender a criação dependem da revelação, a luz natural é subsidiária, ñ equiparável, e o “racionalismo” d Kardec retorna da modernidade para talvez antes da Idade Média.

  97. mrh Diz:

    qto ao “avanço”, falo do Kuhn do posfácio.

  98. Gorducho Diz:

    ===============================================================
    Os teólogos naturais faziam ciência d verdade – seus fatos existiam.
    ===============================================================
    :o
    :?:

  99. Gorducho Diz:

    Jean Reynaud e Kardec são escolásticos; portanto anteriores à modernidade. Bolds meus.
     
     
    G, II, 19 - Deus é, pois, a inteligência suprema e soberana, é único, eterno, imutável, imaterial, onipotente, soberanamente justo e bom, infinito em todas as perfeições, e não pode ser diverso disso.
    Tal o eixo sobre que repousa o edifício universal. Esse o
    farol cujos raios se estendem por sobre o Universo inteiro, única luz capaz de guiar o homem na pesquisa da verdade. Orientando-se por essa luz, ele nunca se transviará. Se, portanto, o homem há errado tantas vezes, é unicamente por não ter seguido o roteiro que lhe estava indicado.
    Tal também o critério infalível de todas as doutrinas filosóficas e religiosas. Para apreciá-las, dispõe o homem de uma medida rigorosamente exata nos atributos de Deus e pode afirmar a si mesmo que toda teoria, todo princípio, todo dogma, toda crença, toda prática que estiver em contradição com um só que seja desses atributos, que tenda não tanto a anulá-lo, mas simplesmente a diminuí-lo, não pode estar com a verdade.
    Em filosofia, em psicologia, em moral, em religião, só há de verdadeiro o que não se afaste, nem um iota das qualidades essenciais da Divindade
    .
     
    LM, 22, 236 - Com efeito, infiltrando-lhe um fluido haurido numa essência superior à essência especial da sua natureza, ele o esmagou, agindo sobre ele, embora mais lentamente, à semelhança do raio.

  100. Marciano Diz:

    Just catching up.
    I too got startled!
    :shock:
    Facts? That existed? Really :?:

  101. Augusto Araujo Diz:

    Gorducho, bom dia! Desculpe-me pela confusão. São muitas as mensagens e pouca a perícia do lado de cá.

  102. Augusto Araujo Diz:

    Em tempo: li muita coisa durante a pesquisa. Francamente não me lembro se li ou não o comentário de Nus especificamente.

  103. Augusto Araujo Diz:

    Oi, Vinícius! Por favor, me chame Augusto somente.

    Sim, eu li as mensagens a que você se refere. Elas são parte da minha argumentação sobre a consolidação da convicção de Kardec sobre a identidade do Espírito de Verdade.

  104. Augusto Araujo Diz:

    Valeu, Marciano! Eu também demoro a responder por causa das exigências do trabalho. Compreendo perfeitamente! Abraço e obrigado.

  105. Augusto Araujo Diz:

    Caro mrh:

    Pessoalmente concordo: o espiritismo kardeciano não pode e não deve ser chamado de teologia natural. Antes, ele é uma teologia da revelação, que é a fonte das religiòes ditas reveladas e justamente o oposto da teologia natural. Afirmo isso com base na própria reivindicação de Kardec, pois para ele, como sabemos, o espiritismo seria a terceira grande revelação da lei deus.

  106. Augusto Araujo Diz:

    Pessoal, peço desculpas por minha limitação de tempo e de competência para acompanhar cada mensagem. Se eu deixei de responder alguma questão, por favor, me avisem.

    Agradeço o interesse de vocês no meu trabalho e no debate. Acho importantíssimo isso, até porque visões diferentes da minha abrem novas perspectivas de entendimento e de pesquisa. Obrigado!

  107. Vinicius Diz:

    Augusto militei na doutrina espírita cerca de 15 anos, fiz mais de 10 cursos na federativa estadual e cheguei a conclusão de que espíritos desencarnados não se comunicam e que tudo vem da cabeça dos médiuns (ou de livros e fatos já existentes aqui)
     
    Depois que conheci o blog isso ficou ainda mais forte.
     
    Por exemplo, São Luiz afirmando que os negros desapareciam da face da Terra, isso me deu a nítida impressão de que quem escreveu a mensagem foi um encarnado bem encarnado assim como todas as outras.
     
    O que acha da possibilidade de não haver espíritos na jogada?
     
    Até Camille Flammarion disse mais tarde que mensagem do suposto Galileu não passava de ideias dele mesmo e que jovem e entusiasmado não percebia isso na época…

  108. Gorducho Diz:

    Pois é importante que leia o comentário do Nus.

  109. Vinicius Diz:

    Em tempo, os 10 cursos me fizeram ter a certeza de que pelo menos lá, o espiritismo virou mais uma igreja, com preleções evangélicas e orientações de conduta moral.
     
    Não sei os motivos mas lá não se admite cirurgias espirituais nem psicografias de entes queridos. Quem chega lá (Federativa SP) com estes objetivos são promovidos diálogos com palestras evangélicas e reforçam que devem procurar médicos terrenos.

  110. Gorducho Diz:

    Ele já disse que não é espírita Analista Vinícius.
     
    É uma tese de doutorado pruma área que creio seja uma especialização da antropologia. Ou seja: estudar o fenômeno antropológico da credulidade religiosa genericamente entendida.

  111. Gorducho Diz:

    ===============================================================
    Não sei os motivos mas lá não se admite cirurgias espirituais nem psicografias de entes queridos.
    ===============================================================
    Prova de sensatez então.
    Assim como a gente critica as besteiras, tem que se reconhecer quando tem alguma postura correta.
     
    Não mais falou c/a bibliotecária acerca do ESE adulterado :?:

  112. Vinicius Diz:

    “Não mais falou c/a bibliotecária acerca do ESE adulterado :?:
     
    Não mais. Quando fui devolver o livro era uma outra, ainda devolvi em atraso e estou suspenso de pegar livros por 2 meses :mgreen:
     
    Estou vendo se o encontro em algum sebo: já fui em 2. O que mais tem são do Guillon.

  113. mrh Diz:

    Bela observação do Vinícius, tema que frequentemente me ocorre:

    “militei na doutrina espírita cerca de 15 anos, fiz mais de 10 cursos na federativa estadual e cheguei a conclusão de que espíritos desencarnados não se comunicam e que tudo vem da cabeça dos médiuns (ou de livros e fatos já existentes aqui). Depois que conheci o blog isso ficou ainda mais forte. Por exemplo, São Luiz afirmando que os negros desapareciam da face da Terra, isso me deu a nítida impressão de que quem escreveu a mensagem foi um encarnado bem encarnado assim como todas as outras. O que acha da possibilidade de não haver espíritos na jogada?”.
    .
    Vou dar dois pitacos: espíritos estão praticamente em toda a parte e, nesse sentido, eles estavam junto com Piper, Kardec etc., assim como quando eu escrevi minha tese de doutorado (eu os percebia e escutei sugestões) etc.
    .
    Todavia, após longos estudos sobre Piper, concluí que sua faculdade não era “mediúnica”, e sim uma rara capacidade de conhecimento que permitia que ela obtivesse informações de qualquer pessoa viva. Uma Dr. Xavier.
    .
    Após estudar Kardec, afirmo que basicamente ele não obteve nenhuma informação dos espíritos. Mas também afirmo que, se não houve comunicação mediúnica, houve contato. Recentemente li uma pequena nota na qual Kardec afirma que os espíritos se apresentam algumas vezes como uma pequena bola cercada de energia. Fiquei pasmo, pois lembrei que, quando meu pai desencarnado finalmente deu o ar da graça, anos atrás, inicialmente era exatamente isso. Somente quando adentrei dentro da massa de energia é que percebi sua identidade. Ou seja, minha experiência pessoal ratificou o que alguma das meninas ou sei lá quem informou a Kardec.
    .
    Assim, e o Fat(bad)boy certamente vai adorar me impugnar, tenho que dar esse testemunho, como matéria prima. Mediunidade existe, mas é um fenômeno que não se presta à obtenção de longos livros, e talvez nada mais do que uma frase, uma ideia força etc.). É muito difícil e raro obter algo mais daí.

  114. Vinicius Diz:

    “Fiquei pasmo, pois lembrei que, quando meu pai desencarnado finalmente deu o ar da graça, anos atrás, inicialmente era exatamente isso. ”
     
    Com todo respeito MRH, como pôde identificar que era seu pai e não uma imagem criada por você mesmo?

  115. Gorducho Diz:

    Às vezes o silêncio é a mais eloquente das respostas…
     
     
    ===============================================================
    Os teólogos naturais faziam ciência d verdade – seus fatos existiam.
    ===============================================================
    :shock:
    :?:
    bis…

  116. mrh Diz:

    Olá Vinicius, sua pergunta é pertinente, claro.
    .
    Posso apenas testemunhar como o fenômeno cognitivo aconteceu. Vendo a bolinha de energia de fora, não havia especial significado. Penetrando a energia, eu “soube” tratar-se de meu pai, e a alegria imensa veio, aparentemente de ambas as partes, e uma frase “é (no sentido de vc tem razão), a gente acaba tendo que dar aval”.
    .
    No contexto a frase fazia sentido, pois naqueles dias estava especialmente irritado com meu passado, de simpatizante do PT, trouxa, idiota, que acreditei q essa força política haveria de mudar o país para melhor. Estava inconsolável e pensava que a democracia acaba por forçar a gente a se tornar cúmplice, votando.
    .
    Outro ponto q me chamou a atenção foi a palavra aval. Não uso. Meu pai usava sempre.
    .
    Agora, vc tem razão. A interpretação do ocorrido não é indisputável. Pode-se pensar várias teorias explicativas. Minha biografia coloca-me diretamente na preferência da existência dos espiritos. Boa sorte na sua decisão.

  117. mrh Diz:

    Fat, procure saber sobre Ray, Newton, Clark, Mendel etc. – na verdade, no empirismo, a tradição baconiana. Um especial acento para meu preferido Whewell.
    .
    Alguns autores colocam Aquino para dizer q essa tendência foi apresentada ou reforçada pelos católicos. Em espírito sim, em realização, talvez. Mas as cinco vias são todas a posteriori, o q permite realmente essa interpretação.
    .
    Os teólogos naturais faziam ciência para, conhecendo o mundo, inferir a natureza e atributos do criador. É história da ciência. Se tiver curioso, ouso recomendar o segundo capítulo de Temas Darwinianos, dum cara chamado Marcio Horta, é só puxar nela net.
    .
    Puxa, não se cale quanto as minhas descabeladas afirmações. É só não insultar q seus argumentos e ironias serão super bem-vindos.

  118. Vinicius Diz:

    “No contexto a frase fazia sentido, pois naqueles dias estava especialmente irritado com meu passado, de simpatizante do PT, trouxa, idiota, ”
     
    Quantos não foram simpatizantes do PT meu caro, não creio ser idiotice;
     
    Eu, por exemplo, simpatizava com Chico Xavier ou Kardec. Só conhecia o lado claro do espiritismo. Não imagina que havia tantas fraudes literárias. Acho que eu era um pouco “alheio” a isso sabe?
     
    Comecei a sentir cheiro de “fumaça” há uns 3 anos quando soube do artigo Frenologia da Raça Negra e o processo Humberto de Campos.

  119. Gorducho Diz:

    Ah! quer dizer que por “teólogo natural” o senhor designa o Newton, o Mendel…
    Clark + Ray não sei quem foram. Ou não estou associando (o da eletrodinâmica era Clerk, então não é…).
    ¿Não estaria fazendo confusão c/Naturwissenschaften?

  120. mrh Diz:

    Oi Fat, não sou eu quem designo. Ontem mesmo baixei duas teses de doutorado da usp, uma sobre Clark, o newtoniano, e a teologia natural contida em suas cartas, e outra sobre a teologia em Newton. Aí está um ponto para vc formar sua erudição em ciência. História da ciência.
    .
    E deixe os preconceitos de lado. Não estou falando sobre o criacionismo antidarwinista de hoje.
    .
    Quanto ao Vinicius, e fraude literária, o Vitor está para publicar um artigo em inglês sobre isso. Solta o artigo, Vitor.

  121. Vitor Diz:

    Só pra já avisar o pessoal, eu não publico nada em inglês no blog, só em português, e uma vez em espanhol, no caso o artigo do márcio é a versão em inglês de um artigo que já foi publicado aqui em português. Seria uma republicação versão em inglês, portanto.

  122. mrh Diz:

    Samuel Clarke é o nome do hómi.

  123. Gorducho Diz:

    :?: ClarkE, Samuel :?:
     
    Se sim, qual ciência de verdade que ele fez e que possa ter aplicabilidade à teologia?
    Ou seja: que tipo de intersecção houve na sua visão?
    Se é isso que quer dizer, claro…

  124. mrh Diz:

    O Vitor é durão… um espírito empedernido…

  125. Vinicius Diz:

    qual é o artigo VITOR (que o MRH cita)

  126. mrh Diz:

    Não li a tese de Clarke ainda. Newton conheço bem, creio que Clarke escreveu como newtoniano. Não vou aceitar o convite para discutir agora esse assunto, pois não é o interesse dessa entrada. Mas o debate é amplo e eles são conhecidos como teólogos naturais mesmo. Em síntese, faziam ciência para inferir a natureza e atributos do criador e, em geral, sustentaram que há um Deus criador poderoso, sábio e bom. O bom gerou uma discussão terrível e Paley acusou o golpe, em seu tratado Teologia Natural, lido por Darwin (e por mim).

  127. Vitor Diz:

    Esse aqui, Vinícius: http://obraspsicografadas.org/2011/reedio-das-evidncias-das-correlaes-plgios-entre-libertao-e-a-vida-alm-do-vu-localizada-a-verdadeira-col-2/

  128. Gorducho Diz:

    São falsas extrapolações…
    Newton descobriu equações que permitem prever o comportamento de objetos em certas situações (pois que, claro não é interesse desta rubrica entrar em discussão do que sejam “campos” “forças”); inventou o cálculo paralelamente e diferentemente do Leibniz.
    O Mendel plantou ervilhas…
    Isso, claro é ciência, e da mais útil. Nada disso é teologia e especulações teológicas feitas por essas mesma pessoas são extrapolações estéreis.
    Ciência e religião pertencem a universos distintos, disjuntos.

  129. Gorducho Diz:

    Vai me derrubar então, Sr. Administrador!
    M/convicção é que CX é invertível – haja-se em vista a tentativa de verter NL… :( – mas S/Pessoa & Associados verteram trechos chiquistas?
    Não me aguento de curiosidade…
    ¿Como terá ficado
    A essa altura da instrutiva conversação, chegamos a gracioso templo. Nesse doce recanto consagrado à materialização de entidades sublimes (…), o instrutor tomou-nos a frente e, juntos, penetramos o jardim que circundava o aprazível santuário. (…) Os doadores de fluidos sublimados encontram-se a postos e a outra comissão já veio. Entramos sem detença. Soube, de imediato, que outro grupo, constituído, aliás, por duas irmãs, ali se achava com objetivo de receber instruções de serviço para esferas mais baixas
    &c.?

  130. mrh Diz:

    Sim Fat, concordamos, a base empírica da ciência feita pelos teólogos naturais era constituída por fatos reais. Esse é o ponto. As extrapolações é o que caracteriza a teologia natural. Aí já não são fatos, mas teologia.

  131. Gorducho Diz:

    Só p/lhe exemplificar: veja se isso tem algo a ver com o Newton ter descoberto fórmulas que permitem prever o comportamento de coisas em determinadas circunstâncias no universo da nossa percepção; e (ou se pra isso) bolou o cálculo fluxional)…
    Nada a ver: é salada-de-frutas lógica.
    [2ª réplica do Clarke, em 10.i.1716]
     
    2)Many ancient Greeks, who derived their philosophy from the Phoenicians and had it corrupted by Epicurus, did indeed believe in matter and vacuum; but they ·were unlike Newton in a way that Leibniz doesn’t mention, namely they didn’t know how put mathematics to work in using those matter-and-vacuum principles to explain the phenomena of nature. As for the question of how much matter we should think there is: Even if there isn’t much matter, that doesn’t reduce God’s scope for exercising his wisdom and power, because he can act wisely and powerfully on things other than matter. Re-applying Leibniz’s amount-of-matter argument, we could say that there must be infinitely many men (and infinitely many dogs, horses, lions etc.), so as to give God enough scope for the full exercise of his power and wisdom.

  132. mrh Diz:

    Isso Fat, houve um tempo q ciência e teologia andavam imbricadas.

  133. mrh Diz:

    Lembre-se de Newton, o tempo e o espaço são o sensorium Dei… e tantas outras dessas.

  134. Gorducho Diz:

    Lhe respondi ao mesmo tempo…
    Sim, certo, os teólogos naturais tentaram introduzir na teologia os fatos científicos que, por definição, estavam sendo recém descobertos.
    Assim sim.
    Só quero lhe fazer ver – se é que não viu…- que de nada adiantou; nem vai adiantar pois são disjunções absolutas.
    O Jean Reynaud é o exemplo típico do seu teólogo natural!
    MAIOR (fato real) – Existem planetas; o universo não é mais o do Aristóteles.
    MENOR (introduzindo a teologia na equação) – D•us não faria nada inútil.
    LOGO – Todos planetas são habitados.
     
    Auxiliar de Teólogo Natural Kardec:
    LOGO bis – alguns dos animais que o Zoroastro cria em Jupiter são tão evoluídos que até jogam uma espécie de bilboquê.

  135. Gorducho Diz:

    Claro, só que daí é o que lhe digo. Ele fez as descobertas super-úteis. Mas daí quando saiu a extrapolar nada saiu.
    O Leibniz pensou num universo mais pro kardecista, com inter-relações contínuas entre os elementos…
    Até hoje nada concluímos sobre. O Einstein tentou revogar o éter, perdeu a querela das condições de contorno pro de Sitter e voltou pro neo-éter.
    Temos o vácuo quântico (éter?).
    A história das 4 dimensões eu não engulo, pois que sempre aparecem na forma 3 + 1, de sorte que é uma ficção matemática.
    Em suma: nada sabemos… calculemos.

  136. Borges Diz:

    Obrigado Augusto pelas informações preciosas sobre os acontecimentos referentes ao período mais pujante dos estudos espíritas. Permita-me destacar um trecho de seus comentários:
    .
    “5) No momento estou investigando as influências “encarnadas” de Kardec para a formulação da teoria das três revelações. Como eu indico numa nota de rodapé, na tese, essa perspectiva de que teriam ocorrido três revelações era relativamente comum. Rousseau a cita, de passagem, no Emílio. Embora a trindade seja entendida incluindo o Islã na terceira posição. Kardec, em sua obra, chama o Islã de pretensa revelação para colocar o espiritismo em seu lugar. Mas, as raízes se estendem mais profundamente, a meu ver. E têm origem medieval e teriam chegado a Kardec pela via de um filósofo iluminista alemão.”
    .
    Plagiando o velho guerreiro “Chacrinha”; na seara Kardeciana nada se cria tudo se IMITA.
    Um abraço

  137. Marciano Diz:

    Leibnitz, com sua teodiceia, buscou na manga da camisa argumentos para justificar o mal, apesar do deus bondoso, o que se encaixa bem na “filosofia” kardecista, em especial no bezerro-chiquismo.
    O papo tá bom, mas eu preciso dormir.
    Sempre dou uma olhada aqui, mesmo que me custe minutos preciosos.

  138. Gorducho Diz:

    Avise quando e onde sair seu artigo em inglês, M. l’Enfant.
    Não tem sacanagem, é que quero ver como traduziram os trechos chiquistas, que na minha tese seriam intraduzíveis pra qualquer outro idioma.

  139. Vinicius Diz:

    Gorducho, já tem obras chiquistas em inglês sim.
    Nosso Lar traduziram como “The Astral City”
     
    “The story of a doctor´s odyssey in the Spirit World”
    http://www.oconsolador.com.br/…/ingles/AstralCity.pdf
    http://www.oconsolador.com.br/linkfixo/bibliotecavirtual/ingles/ingles.html

  140. Vinicius Diz:

    “Notei, ali mesmo, grande grupo de passeantes, em torno de gracioso
    coreto, onde um corpo orquestral de reduzidas figuras executava música
    ligeira. Caminhos marginados de flores desenhavam-se à nossa frente,”
     
    “On entering the park, I noticed a great number of people around a graceful stand where a small orchestra was playing some light music. Flower-bordered paths …”
     
    Agora que vi, as tais “reduzidas figuras executando músicas ligeiras “
     
    Será uma orquestra de pulgas ???
     
    O que é música ligeira?

  141. Gorducho Diz:

    “Tem” mas é isso. Já cá mostrei algumas passagens como ficaram, justo pra defender m/tese.
    Note que não é crítica ao tradutor; é impossibilidade mesmo – até prova em contrário, claro…
    Nem Analista Marciano conseguiria verter o chiquês.
    Note que o cara traduziu pra orquestra pequena que tira todo tempero do chiquês corpo orquestral de reduzidas figuras.

  142. Gorducho Diz:

    Veja essas na passagem do bígamo – que claro, aplicou pro Dr. André que era tudo fraternal, lembra?
     
     
    CHIQUÊS Queria lutar, como a galinha ao lado dos pintainhos.
    INGLÊS Queria lutar, como uma galinha defendendo seu ninho.
     
    (O Dr. se toca que tem 2 mulheres na vida do cara…)
    CHIQUÊS Incapaz de sopitar a curiosidade, esqueci a lição de bom-tom e interroguei:
    INGLÊS Incapaz de conter a curiosidade, e esquecendo o bom-tom, prossegui:
    [Unable to control my curiosity, and forgetting my manners, I went on:]
     
     
    E por aí vai…

  143. Vitor Diz:

    Achei que o tradutor fez um bom trabalho nos exemplos que o Gorducho passou. O lance é entender corretamente a ideia que se quer passar. Se fosse um livro com poemas rimados, aí ficaria muito mais difícil, pois não basta passar a ideia corretamente, mas preservar a rima…

  144. Vinicius Diz:

    Gorducho , não traduziram “mãezinha de lísias” :?:
     
    “Recebido com enormes demonstrações de alegria, esperei o momento propicio, em que pudesse ouvir a mãezinha de Lísias com calma e serenidade.”
     
    e inglês:
    “I was welcomed with great joy and had to wait for na opportunity to talk calmly with my friend´s mother.”
     
    Aqui não houve o tempero chiquês :!: — falar com a mãe do meu amigo.

  145. Vinicius Diz:

    “Note que o cara traduziu pra orquestra pequena que tira todo tempero do chiquês corpo orquestral de reduzidas figuras.”
     
    Neste caso, se eu fosse um leitor de lá e estivesse lendo o ASTRAL CITY entenderia como uma orquestra com poucos membros.
     
    No “chiquês” entendi como uma orquestra de pessoas ou seres baixinhos e caricatos.

  146. Gorducho Diz:

    Repetindo então: não se trata de crítica à tentativa de tradução.
    É impossível mesmo!

  147. Gorducho Diz:

    Sim, Sr. Administrador. Passa o proselitismo religioso que é a finalidade da obra.
    Mas se perde todo bizarrismo do texto. O leitor estrangeiro não percebe que é um “ex-médico” falando como médicos não falam; como ninguém cá ou em pt_PT fala.
    Acaba ficando um texto com compostura, so to say.
    Percebe :?:

  148. Vitor Diz:

    Now I see your point.

  149. Borges Diz:

    Analista Go; voltando às “vacas magras”, veja se concorda comigo: Eu acho o LE e o LM os menos religiosos do Pentateuco da Doutrina Espírita e o ESE o mais religioso (disparado).
    Um Abraço

  150. Gorducho Diz:

    Como dizíamos no “nosso” tempo: agora o senhor apelou, Analista Borges :(
    Claro que a Bíblia ou o Corão por definição serão os livros mais religiosos possíveis, por definição.
    Ocorre que os outros também são, evidenciando a inflexão que é sublinhada pela tese.
     
    Quer um livro mais religioso do que um onde o autor subordina a veracidade de todo conhecimento, tanto científico quanto filosófico, à fórmula escolástica das perfeições do deus abraâmico?
    Se quiser, podemos analisar secção a secção d’A Gênese
     
    O C&I nem se fala, visto discutir basicamente (i) as vantagens do purgatório sobre o inferno; e (ii) a angiologia; (iii) o código penal a ser seguido pelos defuntos.
    Todos itens, levantados pelo JR, claro…
    Se lhe aprouver, também podemos discutir.

  151. Gorducho Diz:

    E o ESE é a bíblia do kardecismo, claro.

  152. Gorducho Diz:

    E para mim está claríssima a veracidade da sua tese: ele correu pra escrevê-lo porque deve ter ficado sabendo que Mme. Émillie + M. Jean-Baptiste estavam trabalhando nisso!
    Aliás, não havendo malandragem da parte deles – incluindo aí o esposo + Mlle. Jeannine-, não teriam nem porque ocultar o que estavam fazendo.
    Consta que nem Mme. Amélie sabia, tendo sido como todos outros pega de surpresa. Ou seja: ele se atracou a escrever…

  153. Vinicius Diz:

    “Consta que nem Mme. Amélie sabia, tendo sido como todos outros pega de surpresa. Ou seja: ele se atracou a escrever…”
     
    E ainda encheu de Santos e outros personagens cristãos em O ESE.

  154. Phelippe Diz:

    Oi, Mrh, Td bem? Li seu comentário de 31, às 1h9min. Poderia descrever melhor como vc sente os espíritos?
    Eu sinto algo, às vezes, mas é diferente.
    Em 2011, passando por situação difícil, sentindo muitas dores, vi repentinamente minha bisavó ao lado da cama, uma figura luminosa, sorridente, que ficou me olhando. Ela falou comigo, se apresentou como minha bisavó, disse para eu ficar tranquilo que ainda não era hora, que eu ficaria aqui mais um tempo. Lembro que ela tocou minha perna (em vida ela sofreu do mesmo mal) e a dor melhorou. Ela se despediu, virou-se e atravessou a janela. O quarto voltou a ficar escuro.
    Quando saí do hospital, em casa, em meu quarto, meus avós apareceram, do mesmo modo. Falaram comigo, mandaram tomar cuidado com um parente em especial, disseram que eu ia melhorar. Meu avô me abraçou. Lembro do toque.
    Acredito que tudo foi criação de minha mente, eu passava por um momento ruim, mas a experiência foi interessante.

  155. Vitor Diz:

    Uma notícia, já conseguimos uma das cartas do caso Galdino, a do avô, na íntegra.

  156. Vinicius Diz:

    Legal VITOR, vai anexar no post do Galdino?

  157. Vitor Diz:

    Não, vamos tentar fazer um artigo e pedir autorização para publicação.

  158. mrh Diz:

    Puxa, Phelippe, sinceramente, o q c passa comigo ñ tem semelhança com o caso por vc descrito. Estou bem surpreso. Muito legal e diferente. Minha mãe conta 1 caso idêntico, qdo eu era 1 garotinho e quase morri d sarampo (ou catapora?). Meu avô desencarnado teria aparecido d modo algo similar ao q vc narrou.
    .
    É difícil dizer exatamente o q c passa comigo, há muito tento elaborar o tema e ganhar em precisão, mas eu simplesmente “percebo”.
    .
    Tantos anos no ramo, como vítima d obsessão furiosa desde a adolescência e d frequentador/médium d sessões d desobsessão (fenômeno q, ao contrário das absurdas mesas girantes, deveria ser considerado o carro-chefe do vero (neo) espiritismo) desde a mocidade, e pretensiosamente afirmo q nalgumas oportunidades os espíritos e suas intenções ñ passam despercebidos.
    .
    Mas em vigília, na maior parte das vezes, é 1 percepção “cerebral”, ou “espiritual”. Eu simplesmente “percebo, sei”, e fica muito claro para mim q eu “percebo e sei”. Com alguma frequência ñ só capturo a presença e as intenções das entidades, mas “ouço” partes do q eles pensam, no sentido d q consigo traduzir em palavras uma frase significativa do enredo.
    .
    Vc descreveu 1 ocorrência visível. Talvez em 1 ou 2 oportunidades algo como 1 materialização possa ter chegado perto d ocorrer comigo, tal a “materialidade” das entidades perversas, mas nunca chegou a tanto.
    .
    Vc descreve algo como 1 “materialização”. Ou 1 experiência super vívida. Pessoalmente, tendo a ñ acreditar em materialização. Mas estou longe d ser a última palavra em qquer coisa.
    .
    Agora, passei por tantas, q ñ descarto a possibilidade d os espíritos terem recursos inusuais para passarem suas mensagens (falo d fenômenos psicológicos), q ñ são materializações mas simulam o fenômeno.
    .
    Legal vc ter postado.

  159. mrh Diz:

    Vitor, por gentileza, forneça o link para o caso Galdino.

  160. Vitor Diz:

    http://obraspsicografadas.org/2016/crimes-brasil-201/

  161. Borges Diz:

    Acho que a palavra “religiosidade” não exprime corretamente o que pretendo transmitir; eu penso que os livros LE, LM, A G e o C&I constituem uma espécie de tratado sobre informações religiosas e princípios religiosos, suas origens, comparações com detalhes de outras religiões, etc.; parece tratar de detalhamentos das leis divinas. Quanto ao ESE, percebo que esta voltado mais diretamente para o fiel espírita, ditando normas de conduta, ensinando a rezar e assim por diante. Vou destacar dois trechos da oração “fatiada” do “Pai Nosso”, com comentários de Kardec após cada seguimento da oração.
    .
    “ V – Perdoai as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos que nos devem. Perdoai-nos as ofensas como nós perdoamos aos que nos ofenderam.
    Cada uma das nossas infrações às vossas leis, Senhor, é uma ofensa que vos fazemos, e uma dívida contraída, que cedo ou tarde teremos de pagar. Solicitamos à vossa infinita misericórdia a sua remissão, sob a promessa de empregarmos os nossos esforços em não contrair outras.”
    .

    “ As perseguições que os maus nos fazem sofrer são parte das nossas provas terrenas; devemos aceitá-las sem murmurar, como todas as outras provas, sem maldizer os que, com as suas perversidades, nos abrem o caminho da felicidade eterna, pois vós nos dissestes, nas palavras de Jesus: “Bem-aventurados os que sofrem pela justiça!”. Abençoemos, pois, a mão que nos fere e nos humilha, porque as mortificações do corpo nos fortalecem a alma, e seremos levantados da nossa humildade. (Cap. XII, nº 4).”
    .
    Creio que este estilo, mais voltado para o louvor à divindade, ao pedido de perdão e apelo ao sacrifício, além de um envolvimento total com a imagem do “Rabino da Galileia”, foi determinante para que se tornasse a bíblia dos espíritas religiosos.
    Um abraço

  162. Phelippe Diz:

    Oi, Mrh, agradeço sua resposta. Creio que o meu caso não foi materialização, mas algo como uma “impressão forte”, ou “experiência super vívida”, como vc disse. No caso do “sentir” algo por perto eu tenho essa impressão quando leio baralho lenormand. Nem sempre funciona, porém quando a sensação vem as respostas das cartas são corretas. Tenho muitas dúvidas, creio que exista uma resposta racional, contudo tais eventos aconteceram e acontecem comigo. Daí o meu interesse na matéria.

  163. Vinicius Diz:

    Vitor qual foi sua impressão sobre o conteúdo do documento? Segue o padrão Xavier?

  164. Gorducho Diz:

    Perceba que até nessa de comentar trechos, ele imitou o JR, Analista Borges. Claro que proporcionalmente às diferenças de erudição…
    T&C (JR argumentando sobre a necessidade dos franceses dogmatizarem a sobrevivência, o que não fora feito em nenhum concílio) [trad. minha :mrgreen: ]
     
    « A primeira implica as questões relativas à Trindade e à pessoa do mediador: Credo in Deum patrem, etc.; a segunda, as questões relativas à instituição da Igreja e dos sacramentos: Sanctam ecclesiam catholicam, sanctorum communionem, remissionem peccatorum; a terceira, as questões relativas à imortalidade. E por conseguinte ao sistema geral do universo: Carnis resurrectionem, vitam æternam: Amen. As duas primeiras secções deste místico programa foram discutidas e explicadas em conformidade com os sentimentos e os conhecimentos das gerações que o ordenamento lógico, favorecido pelas circunstâncias, sucessivamente lhes aplicaram; a terceira permanece em suspenso. Jamais nenhum concílio a fez objeto de suas deliberações e decretos, e, colocada como uma interrogação face ao futuro, se lhes designa a tarefa. Como a alma recupera a carne depois da tumba? Quais são as leis que obedecem as criaturas no curso da sua imortalidade? E qual a verdade que melhor explica todo mistério, senão a circulação da vida pela imensidão do universo, sob impulso do Deus ternário e para um progresso ao infinito? »

  165. Gorducho Diz:

    Olhe só esse trecho do C&I Analista Borges.
     
    A necessidade da reparação é um princípio de rigorosa justiça, que se pode considerar verdadeira lei de reabilitação moral dos Espíritos. Entretanto, essa doutrina religião alguma ainda a proclamou.
    [...]
    Quando esta perspectiva de reparação for inculcada na crença das massas, será um outro freio aos seus desmandos
     
     
    Então pense comigo: afinal
    ◊ isso é verdade, o Universo funciona assim :?:
    ◊ ou se trata de proclamar um princípio religioso com a finalidade de controlar e engrupir as massas :?:
    Como fez o Numa Pompílio logo que assumiu…
     
    Por essas e por outras eu suspeito muito que ele tinha consciência que tudo era uma enorme farsa em nome duma “boa causa”.
    Claro, acredito que ele acreditasse piamente no deus dos abraâmicos, que Jesus “Cristo” tenha existido, que espíritos existam. Mas a “Doutrina” no seu todo, por essas e por outras me fazem suspeitar muito.
    Como na dúvida levantada acima pelo Dr. mrh:
    Daí fica a questão: kardec se vincula a esses “fatos” devido à credulidade ou à desonestidade?

  166. Vinicius Diz:

    Eu acho GORDUCHO, que KARDEC era no fundo adepto daquela frase chiquista sobre a verdade ferir e tal e que os fins justificam os meios.
     
    Não sei se o termo desonestidade seria o melhor, é algo muito forte, vinculada a crime talvez(na minha opinião).
     
    Kardec demonstra em certos momentos que não era tão crédulo assim, por exemplo, aquele capitulo dedicado a reencarnação, essas regras rígidas aos médiuns (que você até brinca que até para ir ao banheiro tinham de avisar).

  167. mrh Diz:

    Oi Phellipe, vou buscar saber o que é o baralho lenormand.

  168. Gorducho Diz:

    Só citei a reflexão dele – Dr. mrh – como colocada, mas que ele não conclui que seja, bem entendido.
     
    Não sei que termos usar para coisas complexas. “Desonestidade” pode ser intelectual, digamos – figura de linguagem, claro.
    Veja, e estou pensando em voz alta, e não tirando conclusões. Alguém propõe: devemos mostrar a realidade pro povo.
    Ok, fine!
     
    Outro propõe: devemos inculcar crenças no povo.
    Que diz?
    Isso é intelectualmente “honesto”? Devemos dizer a verdade pro povo, ou devemos incutir-lhes crenças para induzi-lo (o povo) a se comportar conforme nós queremos que ele se comporte?

  169. mrh Diz:

    Penso q ético é divulgar o q cremos ser a verdade, e se pudermos superar o cremos, melhor ainda. A crença pela crença é bobagem, ou até desonestidade. E interesseira. Gostei de saber q essa política foi iniciada por Numa Pompílio. No renascimento era amplamente conhecida e praticada.
    E só mrh tá muito bom. Aqui no cartório me chamam de “seu”… isso é mortal.
    Quando um músico ofereceu fazer o songbook para o Tim Maia, ele disse que songbook é pé na cova. O cara faz e morre. Ele fez, e morreu dias depois. Seu tá por aí, dá vontade de investir em jazigo…

  170. Vinicius Diz:

    “Isso é intelectualmente “honesto”? Devemos dizer a verdade pro povo, ou devemos incutir-lhes crenças para induzi-lo (o povo) a se comportar conforme nós queremos que ele se comporte?”
     
    Não acho honesto intelectualmente. É a mesma coisa do bicho papão ou homem do saco para as crianças.

  171. Gorducho Diz:

    Um ex-chefe meu me dizia: Grassouillet, o Senhor está no céu (aliás ele tem um passado religioso…). E eu dizia: simplesmente não consigo pelo respeito (aí não era sacanagem, tenho mesmo pelas excelentes qualidades dele) que lhe tenho, vendo-o nesse seu terno de algodão egípcio, essa pasta de couro legítima…
    Até hoje chamo ele de “Dr.”
    E S/Pessoa: Ph.D in Philosophy, de sorte que não tome por ironia porque não é!
     
    Claro que não foi o primeiro a fazer, mas que eu conheça é o primeiro e talvez único caso onde é explicitamente mencionada a intencionalidade dessa prática [Ab Urbe Condita, I, 19]
    The removal of all danger from without would induce his subjects to luxuriate in idleness, as they would be no longer restrained by the fear of an enemy or by military discipline. To prevent this, he strove to inculcate in their minds the fear of the gods, regarding this as the most powerful influence which could act upon an uncivilised and, in those ages, a barbarous people. But, as this would fail to make a deep impression without some claim to supernatural wisdom, he pretended that he had nocturnal interviews with the nymph Egeria: that it was on her advice that he was instituting the ritual most acceptable to the gods and appointing for each deity his own special priests.

  172. Vinicius Diz:

    “Penso q ético é divulgar o q cremos ser a verdade, e se pudermos superar o cremos, melhor ainda.”
     
    Conheci muitas pessoas na lide espírita que acreditavam e acreditam piamente nos livros de CX, na transição mundial, no planeta “chupão” (isso um colega aluno da FEESP me confidenciou ao “pé do ouvido”, nessa época pensei juro! “que maluquice, mas fiquei quieto. Ele falava de forma chorosa, quase suplicando que deveriamos fazer o bem para ir (ou não ir, não lembro) ao tal planeta).
     
    Há coisas muitíssimo curiosas em religiões: na época do curso conheci uma garota que me disse que era “forçada” pelos pais a frequentar cursos espíritas e que ela não gostava e não acreditava em nada, mas tinha que vir …

  173. Borges Diz:

    “Daí fica a questão: kardec se vincula a esses “fatos” devido à credulidade ou à desonestidade?”
    .
    Oi analista Go;fica difícil fazer um julgamento, pois a barreira do tempo nos impede de penetrar no contexto e fazer uma avaliação precisa. Creio que sua formação religiosa e uma avalanche de informações que seriam provenientes do além, moldaram o seu trabalho.
    Um abraço

  174. Gorducho Diz:

    Dê uma olhada nessa palestraAnalista Vinícius, a partir dos [18:00].
    O cara define perfeitamente o que é a “mediunidade” e as “comunicações” hoje no espiritismo brasileiro.
    Exatamente a ideologia & praxis tanto dos Centros quanto dos cursos que S/Pessoa tanto cita :!:
    É só uma ritualização, nada acrescenta como ele diz – claro que no ponto-de-vista dele que é espírita e portanto acha que mediunidade existe.
     
     
    APERÇU
    Tem um jeito que o espírito tem que chegar, se não chegar daquele jeito não serve.
    Tem que dizer as coisas que a gente já sabe; se disser coisa diferente não serve. Se não tiver como diz nos livros que a gente já tem, ou seja: se não repetir o que a gente já sabe, não serve.
    “Sessão mediúnica” é um rito que não tem mais novidades, são só Efeitos Celebrativos da Crença.
    Kardec chamava psicofonia + psicografia de mediunidade de efeitos intelectuais (pra diferenciar das físicas, claro.) Só que a “mediunidade de efeitos intelectuais” perdeu os efeitos intelectuais! Agora é uma mediunidade de efeitos celebrativos.
    Os espíritas aprenderam que não têm mais nada a aprender.
     
    Verdade Como é que os espíritas brasileiros resolveram o problema da Verdade?
    Duma maneira muito simples: verdade é o que o Kardec escreveu.
    Aí foi o único furo do cara. Na verdade pro “espiritismo” brasileiro, Verdade é o que o CX escreveu.
    No mais é perfeita a exposição dele e se encaixa perfeitamente à realidade do “Movimento Espírita” :!:

  175. Gorducho Diz:

    :(
     
     
    Uma visão sociológica do movimento espírita com Luiz Signates

  176. Vinicius Diz:

    dei olhada na Palestra GORDUCHO. Ele tem toda razão.
    Também ouvi algo parecido de uma palestra em 2002 do Sr.Wlademir Lisso e que acrescentou que a mediunidade tende a ser mais anímica com o passar do tempo.

  177. Pacheco Diz:

    Tenho um trabalho realizado depois de muitos anos de estudo e pesquisa. Criei um Blog chamado
    http://espiritismotransplanetaria.blogspot.com.br/
    e estou aceitando críticas e sugestões. Nele, provo que a vida em Marte não pode ser invisível nem somente espiritual, segundo o ensinamento dos Espíritos.
    Muito obrigado.
    Saudações fraternas.
    O assunto tratado no Blog pode ser tema de estudo.

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