Policiando o Desvio Epistêmico: Albert von Schrenck-Notzing e Albert Moll (2012), por Andreas Sommer

Pouco após a morte de Albert von Schrenck-Notzing (1862-1929), o decano da psicologia alemã do início do século XX, seu ex-colega de hipnotismo e sexologia, Albert Moll (1862-1939) publicou um tratado sobre a psicologia e patologia dos parapsicólogos, com Schrenck-Notzing servindo como um protótipo de um cientista sofrendo de um ‘complexo oculto’. A análise de Moll concluía que os parapsicólogos que atestavam a realidade dos fenômenos supranormais, como a telepatia, a clarividência, a telecinese e as materializações, sofriam de uma mórbida vontade de acreditar que paralisava suas faculdades críticas e os fazia acobertar a óbvia fraude mediúnica. Usando o tratamento de Moll de Schrenck-Notzing como um estudo de caso histórico de disputas de fronteira na ciência e medicina, este artigo traça a carreira de Schrenck-Notzing como um pesquisador em hipnotismo, sexologia e parapsicologia; discute a relação entre Moll e Schrenck-Notzing; e problematiza as estratégias de patologização e difamação de epistemologias desviantes por autores como Moll. Para ler o restante do artigo em português, clique aqui. Para ler o original em inglês, clique aqui.

55 respostas a “Policiando o Desvio Epistêmico: Albert von Schrenck-Notzing e Albert Moll (2012), por Andreas Sommer”

  1. Gorducho Diz:

    parapsicólogos que atestavam a realidade dos fenômenos supranormais, como a telepatia, a clarividência, a telecinese e as materializações, sofriam de uma mórbida vontade de acreditar que paralisava suas faculdades críticas
     
     
    Bom, pra mim sem entrar no mérito de que seja “mórbido” – e pra começar a definição de, &c…– me perece claro que é sim impulso religioso/misticismo mal contido.
    Claro que pode ser inconsciente ou outros efeitos psicológicos similares, que bloqueiem a capacidade de auto análise.
    A pessoa então entra no conhecido processo de “racionalização”. Quando não foi mais possível defender a realidade dos fenômenos originalmente alegados – os “macro” – esse processo inconsciente de racionalização levou às fugas pra estatística onde há muito mais amplitude pra “justificar” jogando com esperanças e outras funções de espaços estatísticos.

  2. Gorducho Diz:

    No caso do Crookes aparentemente esse processo se desencadeou com o desespero dele com a febre amarela contraída pelo Philip…

  3. Vitor Diz:

    GORDUCHO DISSE: “me perece claro que é sim impulso religioso/misticismo mal contido.”
    .
    Difícil é provar isso, né? O Moll não conseguiu, e acabou ele próprio sofrendo o mesmo tipo de ataque.

  4. Vitor Diz:

    Dei uma atualizada na tradução.

  5. Gorducho Diz:

    Nem sei quem é esse Sr. Moll – muito menos me interessa saber.
    Só me ative a esse trecho que tem analogia c/minha hipótese: a indevida mistura das crenças metafísicas – ainda que, claro, inconscientes/ocultas dentro do psiquismo – com o universo físico, externo a nós (claro: axioma anti-solipsismo cá…).
    Passei uma vista-d’olhos e vi que este artigo aparentemente é sobre esse Sr. Moll (é, não é :?: ) que não interessa portanto a quem de fora dessa controvérsia. De sorte que não pretendo tentar alfinetar a tradução – não se preocupe.
     
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    Difícil é provar isso, né?
    ===========================================================
    Claro que sim. É só hipótese.
    Mas então como explicar a incapacidade de discernimento crítico que se vê :?:

  6. Gorducho Diz:

    Claro que a religiosidade & misticismo é uma faceta dos seres humanos, tanto que a grande maioria a exerce.
    Mas o absurdo é pretender misturar esses 2 universos – o metafísico onde R&M “residem” – com o físico, onde acontecem nossas vidas e atividades profissionais.
    Em suma: pretender comprovar de forma “científica” a Fé religiosa.

  7. Vitor Diz:

    GORDUCHO DISSE: “Nem sei quem é esse Sr. Moll – muito menos me interessa saber.”
    .
    Mas devia, já que ele lançou “sua” hipótese. E saber as respostas dos acusados também seria de bom tom.
    .
    GORDUCHO DISSE: “Passei uma vista-d’olhos e vi que este artigo aparentemente é sobre esse Sr. Moll ”
    .
    Não exclusivamente.
    .
    GORDUCHO DISSE: “De sorte que não pretendo tentar alfinetar a tradução – não se preocupe.”
    .
    Ao contrário do que você aparentemente pensa, sugestões de tradução são bem vindas.
    .
    GORDUCHO DISSE: “Mas então como explicar a incapacidade de discernimento crítico que se vê :?:
    .
    Se você ler o artigo, verá que o discernimento crítico de Notzing estava bem apurado…

  8. Gorducho Diz:

    Minha hipótese NADA tem a ver com esse artigo :!:
    Falo isso há anos cá; depois no RéV e ultimamente no CC.
    Apenas vi a chamada e comentei essa parte dela.
    Não preciso de 3°s pra pensar sobre um tema que é hobby meu – além de ter SIDO CRIADO DENTRO do espiritismo.
     
    Já viu as fotos que ele publicou no Materialisations-Phänomene :?:
    Como que alguém exercendo suas faculdades críticas vai fazer aquilo :?:
    Me parece a melhor hipótese supor que essas sejam paralisadas quando a vontade (provavelmente inconsciente) de Crer se sobrepõe…
    Essa minha hipótese NADA DEPENDE deste artigo.

  9. Gorducho Diz:

    Sim: sei que sugestões são bem vindas e nesses nossos exercícios-brincadeira se aprendemos todos.
    Mas é que este artigo não me interessou porque o foco é nessa querela particular que de fato não me interessa perder tempo lendo.
    Como lhe disse: SÓ comentei aquele trecho da sua manchete porque tem analogia com o meu pensamento.

  10. Vitor Diz:

    GORDUCHO DISSE: “Como que alguém exercendo suas faculdades críticas vai fazer aquilo?”
    .
    Se ele não conseguiu pegar a médium em flagrante fraude, pode ter sentido a obrigação moral de declarar o fenômeno genuíno, por mais bizarro que fosse. Ele obviamente confiava em seus colegas. Juliette Bisson é quem revistava a médium, não o cientista, logo as suspeitas de fraude recaem sobre ela. Porém Warcollier a defendeu dizendo que se Bisson estivesse envolvida em alguma fraude então as sessões bem sucedidas seriam muito mais numerosas. O que aconteceu exatamente que permitisse a fraude não se sabe.

  11. Vitor Diz:

    E Notzing não defendia a ideia de espíritos, e sim de ideoplastia.
    .
    A hipótese apresentada por Schrenck-Notzing para explicar estas observações bizarras foi a de ‘ideoplastia’. Os processos teleplásticos, ele acreditava, tinham sua origem na mente inconsciente da médium em transe em termos de ‘imagens de sonhos materializados’, isto é, precipitações efêmeras e externalizadas das impressões psíquicas, imaginação e memórias da médium; por exemplo, certas materializações ostensivas foram identificadas como fotografias reproduzidas de forma imperfeita em revistas e outras fontes que a médium já havia sido exposta. Pesquisadores como Richet e o psicólogo suíço Théodore Flournoy relataram experiências que indicavam que memórias de impressões esquecidas às vezes eram restauradas em estados de consciência alterados, como sonhos e transes hipnóticos e mediúnicos. Schrenck-Notzing se referiu ao tratamento de Carl Gustav Jung da criptomnesia — ou seja, o surgimento de impressões sensoriais esquecidas ou não conscientemente registradas — na tese de doutorado de Jung sobre psicologia e psicopatologia da mediunidade.
    .
    Isso NADA tem a ver com fé religiosa…

  12. Marcos Arduin Diz:

    Bem, pelo que vi da comunidade cética, como mentir em defesa da fé cética e aceitar QUALQUER testemunho, por imbecil que seja (aqui não vale dizer que são evidências anedotas: quem testemunha avacalhando algum médium é pessoa da mais absoluta confiança e que JAMAIS PODERIA MENTIR), então o tal desejo mórbido aí tem seta para os dois lados…

  13. Gorducho Diz:

    Ele não precisava ter publicado nada – aí entraria o discernimento.
    Quanto ao escândalo no IMI, não tenho a revista julho ’55 onde eles admitem via F. Masse. Já olhei no catálogo deles e esse n° não tem mais à venda. Tinha numa livraria de usados em Lyon, então se um dia eu puder ir lá e ainda tiver, compro.
    Só tenho de 2ª mão da Civiltà Cattolica caderno 3008 18/10/1975, como citação literal mas traduzido claro:
    “i fatti riferiti dal Lambert sono esatti nel loro insieme, e nessuno deve farsi scrupolo nel riconoscerli”
     
    A mesma revista ressalta que “Ma la fidúcia sulle affermazioni del Richet non ne há guadagnato”.
    O artigo original do Lambert vertido pro inglês eu tenho. Mas, claro, nem o F. Masse nem ninguém que não participou tem como saber se o Richet e o Schrenck-Notzing interferiram mesmo no abafamento.
    Nem que dizer que a Juliette Bisson tivesse participação.
    Ela foi afastada do Comitê aparentemente por precaução.

  14. Gorducho Diz:

    Os acentos doidões são do SEU “corretor” ortográfico :(

  15. Vitor Diz:

    GORDUCHO DISSE: “Ele não precisava ter publicado nada – aí entraria o discernimento.”
    .
    Não ia adiantar nada, porque a viúva publicou tudo após a morte dele. Se tivesse lido o artigo saberia :-)
    .
    GORDUCHO DISSE: “O artigo original do Lambert vertido pro inglês eu tenho.”
    .
    A acusação de Lambert dificilmente pode ser aceita de boa fé. Lambert era um homem difícil e é possível que tudo isso fizesse parte de uma vingança pessoal tardia contra Schrenck, que criou vários inimigos entre os seus pares (sendo um dos homens mais ricos da Alemanha e, portanto, determinou praticamente o alcance e os métodos da pesquisa psíquica alemã de forma bastante autoritária). Acho que Brian Inglis discutiu o episódio em seu livro “Science and Parascience”, e acho que também houve uma discussão entre ele e o Sr. H. Coleman no Journal of the SPR em 1990.
    .
    Além disso, parece haver uma carta no arquivo de Schrenck da secretária de Schrenck reclamando que Lambert a molestou. Não se sabe a atitude de Schrenck em resposta a essa carta, mas isso pode ter algo a ver com o ataque estranhamente agressivo de Lambert contra Schrenck após sua morte. Também é estranho que Lambert continuou a servir como assistente de editor do jornal de Schrenck-Notzing até 1932, 3 anos após sua morte – se Schrenck realmente tivesse cometido um crime tão imperdoável, Lambert deveria ter cortado seus laços com Schrenck e tornado o assunto público imediatamente.
    .
    Por outro lado, não há dúvidas de que Schrenck às vezes suprima material que parecesse suspeito, embora não provando necessariamente fraude. No artigo sobre Moll e Schrenck (que você não leu), vê-se que Schrenck e seus colegas pesquisadores que estudam materializações eram os alvos de uma caça às bruxas nos jornais. Muitas vezes, os críticos tiravam as fotografias de suas obras publicadas para apresentá-las como evidências intrínsecas de fraude, desacoplando essas imagens dos textos fornecidos pelos investigadores que explicavam o contexto concreto para cada fotografia (os críticos costumavam fingir, por exemplo, que Schrenck-Notzing afirmava que as fotografias eram evidências para espíritos, o que, é claro, ele não afirmava).

  16. Gorducho Diz:

    Só pra recordar (sei que S/Pessoa conhece…) esse é a passagem que vem ao caso da comunicação do Rudolf Lambert (acho que ele escreveu uma carta pra SPR – não publicou na Alemanha aparentemente).
    &nbsp:
     
    Osty also told me that he wanted to publish his discovery. As, however, Richet and Schrenck-Notzing protested energetically against it and M. Jean Meyer, a militant spiritualist, who financed the Institut Metapsychique, also forcibly demanded the concealment of the scandal, Osty had to give up the idea of publishing his discovery. But, by exerting a certain amount of pressure, he did at least manage to have Eva’s patron, Mme Bisson, excluded from the French Congress Committee, whereupon she absented herself from the Congress.
     
    Mas, claro, se essas pessoas falaram mesmo isso pro Osty ninguém mais tem como saber…

  17. Vitor Diz:

    Nada a acrescentar. Vide acima.

  18. Gorducho Diz:

    :o
    MÜNCHEN 1914
    VERLAG VON ERNST REINHARDT
    :?:

  19. Gorducho Diz:

    Sem dúvidas, como eu disse e repito: NINGUÉM tem como saber se eles conversaram ou não com o Osty. Ou mesmo se o Osty falou isso mesmo pra ele.
    Mas essas fotos devem estar nos arquivos do IMI, certo :?:
    Tanto que na própria revista oficial deles foi admitido o fato básico. Claro que a conversa entre Osty & outros ninguém tem como saber.

  20. Gorducho Diz:

    Cumié que NÃO seriam alvo dos jornais publicando aqueles absurdos :?:

  21. Gorducho Diz:

    É justo aí que vem a incapacidade de discernir daquelas pessoas.
    Claro: pode-se especular a causa dessa incapacidade.

  22. Vitor Diz:

    GORDUCHO DISSE: “Cumié que NÃO seriam alvo dos jornais publicando aqueles absurdos :?:
    .
    Se os críticos fossem minimamente éticos não seriam atacados. Os ataques feitos em si nada acrescentavam. Não diziam como a fraude poderia ter acontecido, não ofereciam uma melhora metodológica. Apenas citavam conluio.

  23. Gorducho Diz:

    Note que o mote do meu comentário (i.e.: da minha hipótese) – NADA A VER COM O ARTIGO, entenda – é justo ¿por que a incapacidade de discernir face a óbvios absurdos?
     
    Claro: QUAL a causa disso é suscetível de debates, evidentemente.

  24. Gorducho Diz:

    Ok; deixemos de lado “caça às bruxas” por jornais. Não foi isso que eu comentei, então aí já é sair pra outro tema.
    Repito: EU NÃO COMENTEI O ARTIGO :!:

  25. Marciano Diz:

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    Se ele não conseguiu pegar a médium em flagrante fraude, pode ter sentido a obrigação moral de declarar o fenômeno genuíno, por mais bizarro que fosse.
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    Se ele não conseguiu pegar a médium em flagrante fraude o fenômeno é genuíno? Quer dizer que não existe uma única pessoa capaz de escapar do escrutínio do pesquisador. Se conseguiu enganá-lo, é porque não houve engano, é fenômeno real.
    Quanta presunção… Tsc, tsc, tsc.
     
     
    Não sei o que é mais bizarro, espíritos ou ideoplastia.
    Cada coisa!
     
     
    ===============================================================
    Os ataques feitos em si nada acrescentavam. Não diziam como a fraude poderia ter acontecido, não ofereciam uma melhora metodológica.
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    Ma che bello! Se não fosse o Valentino (o masked magician, aqui conhecido como “Mr. M.”), nós teríamos de acreditar em mulheres serradas ao meio, espetadas por objetos perfurantes, etc.
     
    Eu ainda não sei como mágicos atravessam paredes, logo, deve ser de verdade.
     
    Acho que já entendi como funciona o negócio. Se a gente não sabe explicar como o truque é feito, não é truque, é realidade.
    Se um pesquisador qualquer não consegue pegar um “médium” em fraude, é porque o cara é autêntico.

  26. Marciano Diz:

    O que é mais fácil? Um camelo passar pelo buraco de uma agulha ou um rico entrar no reino dos céus?
    O que é mais fácil?
    Esses parapsicólogos serem fanáticos e/ou mentirosos, ou essas fotos ridículas serem de verdade, de espíritos que refletiram a luz que incidiu sobre eles, absorvendo outras frequências, claro, deixando sua imagem no filme?
    Bem, pode ser também ideoplastia. Afinal, no NL os caras “vivem” (quer dizer, morrem) “plasmando” coisas.
    A culpa dessas cretinices é do Aristóteles. Ele e sua matéria quintessenciada, que atrasou a ciência por cerca de dois mil anos.

  27. Marciano Diz:

    Tudo bem, Ari viveu há mais de dois milênios. Tinha direito de acreditar nos seus elementos e outras bobagens.

  28. Marciano Diz:

    É por essas e outras que o Presidente abandonou o cargo.
    Está traumatizado até hoje.
    Antes que seja acometido do mesmo colapso nervoso que nosso Presidente sofreu, vou logo dizendo que me rendo.
    Todas essas fantasias são reais. Não tenho como provar que são fraudes ou enganos, logo, só podem ser reais.

  29. Vitor Diz:

    MARCIANO DISSE: “Se ele não conseguiu pegar a médium em flagrante fraude o fenômeno é genuíno? Quer dizer que não existe uma única pessoa capaz de escapar do escrutínio do pesquisador. Se conseguiu enganá-lo, é porque não houve engano, é fenômeno real.
    Quanta presunção… Tsc, tsc, tsc.”
    .
    Bom, com o Houdini era a mesma coisa. Fazia parte do acordo. Se a Margery tivesse passado nos testes dele, ele seria forçado a admitir a existência de mediunidade, ou que ela era genuína. (Lembrando que o teste que aparentemente anulou os poderes da Margery não foi desenvolvido por Houdini, e Houdini também não conseguiu pegá-la em flagrante de fraude, apenas arranjou explicações normais). O mesmo com Randi e seu desafio. Ele não teria que dizer “não consegui pegar o sensitivo em fraude”, ele teria que dizer “de fato paranormalidade existe”.

  30. Marciano Diz:

    O ônus da prova deveria ser invertido no nosso processo penal, também.
    Bandido fichado só poderia ser absolvido se provasse sua inocência e a culpa de outra pessoa, que tivesse cometido o crime que se lhe atribuiu.
    E eu não duvido nada de que o Cabral, por exemplo, consiga “provar” sua inocência e embuchar a culpa em um de nós aqui.
    Nós é que ficamos com a grana das propinas, ele é que foi para a cadeia. Coitadinho.

  31. Vitor Diz:

    MARCIANO DISSE: “Eu ainda não sei como mágicos atravessam paredes, logo, deve ser de verdade.”
    .
    Mas você não está colocando o mágico em situação controlada. É bem diferente.

  32. Marciano Diz:

    Toc, toc, toc.
    Ouviu, Arduin?
    Foi agora, na sua parede.
    Eu ouvi daqui. Por ondas telepáticas.
    O cara tava batendo em Morse, dizendo que foi macumbeiro quando vivo e que agora, morto, virou espírita, como é de costume.
    Mandou bons eflúvios para todos, em nome do Salvador.

  33. Marciano Diz:

    E quem garante o controle desses ambientes controlados?
    Que eu saiba, muitos fraudadores já passaram em testes em ambientes controlados, antes de serem desmascarados.
    Vou dar uma conferida na história do Geller, pois acho que é um deles.

  34. Marciano Diz:

    O “controle” desses ambientes é tão bom que os “médiuns” fazem um monte de exigências: tem de ser no escurinho, não pode tocar nos fantasmas, não pode isso, não pode aquilo…
    Ambiente controlado pelos fraudadores. Com suas exigências descabidas.

  35. Marciano Diz:

    Abra os olhos, Vitor! 👀

  36. Marciano Diz:

    No escurinho dos ambientes “controlados”, todos os gatos são pardos. Pardos, não. Afro-descendentes. Foi mal.

  37. Gorducho Diz:

    Olhe o que diz na Civiltà, Sr. Administrador, dando como ref. o artigo Sobre o Ocultismo por K. MARBE,
    Zeitschrift für Psychologie., XCII, 1923, 337-345
     
    Schrenck-Notzing ebbe le critiche di studiosi di fama mondiale, come G. Kafka, ordinario di psicologia all’Università di Monaco e di K. Marbe, professore di psicologia all’Università di Würzburg. Questi invitò lo Schrenck-Notzing a tenere le sue sedute nella sua università. Ma lo Schrenck non accettò.
     
     
    Veja se consegue o artigo pra gente conferir…

  38. Marcos Arduin Diz:

    Vitor: vê-se que Schrenck e seus colegas pesquisadores que estudam materializações eram os alvos de uma caça às bruxas nos jornais. Muitas vezes, os críticos tiravam as fotografias de suas obras publicadas para apresentá-las como evidências intrínsecas de fraude, desacoplando essas imagens dos textos fornecidos pelos investigadores que explicavam o contexto concreto para cada fotografia (os críticos costumavam fingir, por exemplo, que Schrenck-Notzing afirmava que as fotografias eram evidências para espíritos, o que, é claro, ele não afirmava).
    .
    - Ufa! Finalmente caiu a ficha, Vitor? É o que eu tenho dito há tempos. Em matéria de materialização, NADA do que se apresente aos céticos pode convencê-los. Sempre haverá uma desculpa, por mais esfarrapada que seja. Os céticos dizem que os controles eram “precários”, mas não dizem como foram burlados. Nunca descreveram como se deu o processo de fraude. Assim é fácil.

  39. Marcos Arduin Diz:

    De Morte: Pardos, não. Afro-descendentes. Foi mal.
    .
    - De Morte, já tivemos vários casos de branquelos se apresentarem como afrodescendentes em vestibulares e ganharem a reserva de vaga. Teve um caso recente, de um loiro e de olhos verdes, que pegou e quando saiu nas reportagens, acabou saindo da faculdade.
    Só que NÃO HOUVE FRAUDE alguma nessas atitudes: TODA a Humanidade é afrodescendente, pois a África é o berço da Humanidade, desde os Australoptecos até o Homo sapiens. Portanto, somos todos afrodescendentes.

  40. Marciano Diz:

    Eu já sabia, ARDUIN, mas se TODOS são afrodescentes, não pode haver cota para alguns (nem faz sentido cotas para TODOS).
    Portanto, se alguém ligeiramente MAIS afrodescendente do que outro, se declara negro para conseguir uma vaga criada por comunistas, há fraude. Fraude em relação aos demais afrodescendentes (TODOS, como você RECONHECE).
    Os dinamarqueses e noruegueses estão certos em pedir essa cota comunista, pois são TÃO afrodescendentes quanto qualquer neguinho desbotado porque pegou uma chuva há milênios.

  41. Marciano Diz:

    Atualmente não existe negro que não seja eurodescendente. Alguns são espertinhos e outros (não importa que “raça” se lhes atribua) são comunistas safados (desculpe o pleonasmo).

  42. Marciano Diz:

    De qualquer maneira, com gatos oriundos de qualquer continente, à noite são todos pardos.
    É muito mais fácil produzir uma fraude no escurinho, principalmente quando ninguém pode tocar no fantasma, quando existem várias regras para proteger o fantasminha.

  43. Marciano Diz:

    Sabem por que fantasmas gostam do escuro? Porque é mais fácil simular fantasmas no escuro.
    Sabem por que não se pode tocar no ectoplasma de algodão do médium? Porque vai ser fácil ver que a matéria quintessenciada foi comprada na farmácia da esquina.
    Por aí vai.

  44. Marciano Diz:

    Se os fantasmas querem mesmo ser reconhecidos por todos, não só por crentes, deveriam trabalhar melhor.
    Parecem ETs. Só aparecem, só se mostram, para quem neles crê.
    Será que os governos de todo o mundo, unidos à CIA e outras agências de inteligência, se uniram para esconder os fantasmas e os discos voadores das pessoas comuns?
    Esse negócio de escurinho, estatística, idiomas estrangeiros invertidos, não me convence de nada.
    Isto só convence quem já está convencido, quem não precisa de convencimento.

  45. Vitor Diz:

    Gorducho,
    os números da Civiltà estão disponíveis para download?
    .
    A referência que você pede é:
    .
    Marbe, Karl. Über den Okkultismus. Erörterungen im Anschluß an v. Schrenck-Notzings Materialisationsphänomene, in: Zeitschrift für Psychologie 92 (1923), 337-345.
    .
    A revista não está online, mas é possível consegui-la enviando um email ao IGPP. Um contato de lá é Uwe Schellinger, cujo email é [email protected]
    .
    Já enviei um email pedindo uma cópia pdf.

  46. Gorducho Diz:

    Digitalizado pelo Google.
    Ano 126 vol. IV caderno 3008 18/10/1975
    I fenomini fisici straordinari della parapsicologia
    por Vittorio Marcozzi S.I.
     
     
    Se tiver custo me avise por correspondência…

  47. Gorducho Diz:

    Olhe só: o Rhine era colega do Professor :!:
    Note que tem outro artigo quasi de mesmo título:
    Psichisici… que não nos vem ao caso.
    Deste:
    Il Rhine era botanico, ma si interessava di parapsicologia. Fu chiamato dal noto psicologo McDougall ad occuparsi di tali studi. Quando, nel 1927, McDougall andò ala Facoltà della Duke University, il Rhine lo seguì.

  48. Marcos Arduin Diz:

    De Morte: Atualmente não existe negro que não seja eurodescendente.
    .
    - De Morte, mas e o piloto Hamilton, que já é tetracampeão? Ele é negro e nasceu na Inglaterra. Então é eurodescendente…

  49. Marcos Arduin Diz:

    De Morte: Sabem por que fantasmas gostam do escuro? Porque é mais fácil simular fantasmas no escuro.
    .
    Ah! Sim, mas mesmo quando os pesquisadores (muitos dos quais nem eram espíritas e até eram contra ele – como René Sudre) diziam em seus protocolos que o ambiente estava escurecido, mas em nível que se permitia ver o ambiente, pessoas, objetos, etc e tal, de modo que não havia como algum cúmplice entrar escondido, ainda assim não vale… A visão do fantasma foi simulacro.
    .
    De Morte: Sabem por que não se pode tocar no ectoplasma de algodão do médium? Porque vai ser fácil ver que a matéria quintessenciada foi comprada na farmácia da esquina.
    Por aí vai.
    .
    Ah! Sim… Mas mesmo quando se permitiu tocar o dito cujo, inclusive o fantasma materializado, como fez o Crookes, quando puxou os cabelos da fantasma para ver se não era uma peruca, quando cortou cachos e antes que o cacho cortado caísse ao chão, outro reaparecia no lugar, quando notou que os traços físicos da fantasma não coincidiam com os da médium, etc e tal… Oh! Isso não vale: é evidência anedota. Coisa séria é o jornalista Jules Bois contar que foi amante da dita médium, que esta lhe revelou todos os truques, que ele os simulou e confirmou a plena viabilidade deles… Mas nunca nos contou como eram os tais truques. Só ele ficou sabendo. Mas como avacalha a médium e o cientista, então, em nome da fé cética, temos de aceitar tais declarações sem questionar, pois o dito jornalista jamais poderia mentir.
    .
    De Morte: Isto só convence quem já está convencido, quem não precisa de convencimento.
    .
    E quem disse que os que precisam de convencimento querem ser convencidos? Eles já estão convictos de sua fé cética. Fim de papo.

  50. Marciano Diz:

    ===============================================================
    Marcos Arduin :

     
    - De Morte, mas e o piloto Hamilton, que já é tetracampeão? Ele é negro e nasceu na Inglaterra. Então é eurodescendente…
    ===============================================================
     
    – Foi exatamente isto que eu disse!
     
     
    ===============================================================
    Ah! Sim, mas mesmo quando os pesquisadores (muitos dos quais nem eram espíritas e até eram contra ele – como René Sudre) diziam em seus protocolos que o ambiente estava escurecido, mas em nível que se permitia ver o ambiente, pessoas, objetos, etc e tal, de modo que não havia como algum cúmplice entrar escondido, ainda assim não vale… A visão do fantasma foi simulacro.
    ===============================================================
     
    Já entrou num cinema (fora do shopping) em sessão vespertina? No meio da sessão?
    Quando você entra, o ambiente está escurecido, mas em nível que se permite ver o ambiente, pessoas, objetos, etc e tal, de modo que não há como alguém entrar escondido, ainda assim a gente não vê nitidamente, como vê depois que os olhos se adaptam…
     
    É mais fácil esconder algo na penumbra do que à luz do sol de meio-dia próximo do equador.
     
     
    Quanto ao Crookes (você é fã dele, nunca deixa de o mencionar), é evidência anedota mesmo.
    No que pertine ao assunto “fantasmas”, a palavra do Crookes vale tanto quanto a do Nerso da Capitinga.
     
     
    ===============================================================
    E quem disse que os que precisam de convencimento querem ser convencidos? Eles já estão convictos de sua fé cética. Fim de papo.
    ===============================================================
     
    Não deixa de ter uma certa razão, mas assim as aparições fantasmagóricas perdem o sentido. Não convencem céticos nem crentes. Os primeiros não se deixam convencer, por já estarem cientes de que “estas cosas non eczistem”, e os segundos acreditam em qualquer história da carochinha que contarem.
     
    Pena que seja fim de papo, porque adoro conversar consigo.

  51. Marciano Diz:

    Embora eu já esteja convencido da inexistência de fantasmas, posso me desconvencer, se o Quevedo morrer e se materializar na minha frente, dizendo que estava enganado e que agora (isto é, depois da morte) virou chiquista.

  52. Vitor Diz:

    GORDUCHO DISSE: “Se tiver custo me avise por correspondência…”
    .
    Eis a resposta dele:
    .
    Dear Mr. Visoni,
    please let us know your postal adress for sending you a paper copy.
    Many thanks,
    Uwe Schellinger

    .
    Zero custo, pelo visto. mas era tão mais fácil enviar um pdf…

  53. Gorducho Diz:

    Sabe como é toda aquela retidão germânica…
    Talvez não tenha autorização pra scanear – direitos autorais não deve ser…
    Em França se bem me lembro é 80, lá não sei.
    Mas é muita gentileza :!:

  54. Marciano Diz:

    Até onde sei, são 80 no mundo quase todos. Acordos internacionais.

  55. Marcos Arduin Diz:

    De Morte: Já entrou num cinema…
    .
    _ De Morte, estou falando em AMBIENTES CONTROLADOS, PEQUENOS E NÃO DE SALAS DE CINEMA. Os pesquisadores faziam isso: trancavam portas e janelas, punham lacres nelas, etc e tal, examinavam chão, paredes e teto, tudo para se certificar que não havia passagens secretas por onde um cúmplice pudesse entrar. Mas COMO SEMPRE, a fé cética arruma desculpa. Richet e Delanne disseram ter fiscalizado tudo no aposento onde houve o evento de materialização. Mas como você diz: isso não vale pois é evidência anedota. Contudo, vem um cocheiro ladrão dizendo que entrava lá por um alçapão secreto e imitava o fantasma. Vem um certo Marsault dizendo que a Eva Carriere e seu pai lhe confessaram as fraudes que fizeram lá. Para a comunidade cética, tais declarações, SEM NENHUMA PROVA, NÃO SÃO EVIDÊNCIAS ANEDOTAS, pois essa gente JAMAIS PODERIA MENTIR. Parece que vocês céticos querem ser levados tão a sério quanto os discos voadores registrados pelo Cruzeiro…

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