Arquivo fevereiro, 2018

Livro Gratuito! “Crenças Extraordinárias”, de Peter Lamont (2013)

quarta-feira, fevereiro 28th, 2018

O livro aborda diversas figuras famosas do Espiritualismo. Em determinada passagem, o médium Daniel Douglas Home é citado: “Ele chegara a Londres em 1855 e atraíra a atenção de algumas pessoas importantes. Uma delas foi David Brewster, cofundador da British Association for the Advancement of Science [Associação Britânica para o Avanço da Ciência] e autor de Letters on Natural Magic. Em outras palavras, era um eminente cientista e autoridade em explicações naturais para eventos aparentemente sobrenaturais. Ele participou de uma sessão espírita com Daniel Home “para ajudar a descobrir o truque’’ (nas palavras do próprio Brewster) e depois não conseguiu “dar qualquer explicação” (em suas próprias palavras). Alguns anos mais tarde, Home estava em Amsterdam a convite de um grupo de racionalistas que o haviam desafiado a produzir fenômenos diante deles, com seus olhares céticos. Segundo eles, quando conversavam à luz de velas em um salão do hotel, a mesa ao redor da qual se sentavam — uma mesa grande o suficiente para acomodar mais de uma dezena de pessoas — ergue-se no ar. Eles olharam debaixo dela e sobre ela e não encontraram nenhum dispositivo; logo em seguida, a mesa começou a descer, a despeito de todos os esforços que eles fizeram para impedir que ela o fizesse. Os racionalistas afirmaram que não conseguiam explicar o que haviam visto, e até hoje ninguém o fez.” Para baixar o livro, clique aqui. Aproveito para avisar que amanhã iniciam minhas férias, e o blog agora só volta em abril.

A Posição Atual do cético Chris French sobre a Parapsicologia (2018)

terça-feira, fevereiro 20th, 2018

Em 12 de janeiro de 2018 foi lançado o livro “Pseudoscience: The Conspiracy Against Science” pela MIT Press. Os autores dizem que, “embora o escopo da pseudociência seja muito amplo para um único livro [...], a próxima seção, sobre a pseudociência no mainstream, explora exemplos de como a pseudociência se espalha em vários campos diferentes. David H. Gorski ressalta que a “medicina integral” geralmente tem tanta credibilidade quanto a medicina baseada na ciência (ou seja, “real”). Steven Jay Lynn, Ashwin Gautam, Stacy Ellenberg e Scott O. Lilienfeld fornecem uma visão geral da hipnose, ilustrando como ela pode legitimamente ser usada e como ela pode ser cooptada pela pseudociência. Mark Benisz, John Willis e Ron Dumont descrevem os usos dos testes de inteligência, seus limites e como a falta de compreensão dos testes pode levar a conclusões exageradas. Por fim, Christopher C. French discute seu trabalho em parapsicologia, juntamente com suas ideias sobre como a pesquisa na área deve ser abordada”. Trago aqui traduzido justamente o capítulo que o cético Chris French escreveu. O capítulo é um marco, pois em um livro voltado especificamente para discutir pseudociência, French defende a parapsicologia como uma ciência legítima, e que existem evidências para fenômenos paranormais. Em um ano em que o cético Stanley Jeffreys replica resultados positivos de micro-pk, cientistas gregos replicam o fenômeno de mentes entrelaçadas, e meta-análises confirmam a precognição, o capítulo de French é uma guinada em direção a uma melhor compreensão e aceitação do campo por outros cientistas. Para ler o capítulo, clique aqui.

Percepção Extrassensorial de Partículas Subatômicas I. Evidências Históricas (1995), por STEPHEN M. PHILLIPS

quinta-feira, fevereiro 15th, 2018

E se um psíquico afirmasse ver objetos tão microscópicos que a ciência da época não soubesse nada sobre eles nem possuísse a capacidade tecnológica de estudá-los? Suponha que, mais tarde, a ciência verificasse muitas de suas observações a ponto de descartar que seu sucesso na descrição desses objetos fosse devido apenas ao acaso? Se protocolos suficientemente rigorosos foram aplicados ou se o psíquico ou o pesquisador fraudaram não seria algo pertinente para os crentes e os céticos discutirem, porque a ausência de informações científicas sobre as coisas que o psíquico afirmou ver obviamente fariam a fraude impossível em princípio. O fato de suas observações não terem sido feitas em condições cegas ou duplo-cegas seria irrelevante. Adquirir informações sobre o mundo paranormalmente, confirmadas pelos avanços da ciência muitos anos depois é, sem dúvida, o tipo mais convincente de PES, porque tais circunstâncias não dão ao cético espaço para dúvidas ou explicações racionais se as correlações entre fatos científicos e as observações psíquicas são tão numerosas que deixam a adivinhação fortuita extremamente implausível. Este artigo examinará um caso muito raro em que descrições paranormais de partículas subatômicas publicadas há mais de 100 anos foram confirmadas por fatos da física nuclear e de partículas e consistentes com algumas ideias ou teorias científicas ainda não testadas. Para ler o artigo em português, clique aqui. Em inglês, aqui.

Ernesto Bozzano sobre os Fenômenos de Bilocação (2005), por Carlos Alvarado

quarta-feira, fevereiro 7th, 2018

O pesquisador psíquico italiano Ernesto Bozzano (1862-1943) foi um famoso investigador dos fenômenos parapsicológicos e um forte defensor do conceito de sobrevivência à morte do corpo. Este artigo inclui um trecho do que Bozzano se referiu como fenômenos de bilocação, um termo usado para as sensações de membros fantasmas experienciadas por amputados, experiências de autoscopia, fora-do-corpo e de quase-morte (EFCs e EQMs), e uma variedade de emanações luminosas semelhantes a nuvens que os clarividentes alegavam deixar o corpo no momento da morte. Ele acreditava que tais fenômenos indicavam a existência de um corpo sutil capaz de se exteriorizar durante a vida, bem como no momento da morte. Para ler o artigo em português, clique aqui. Para conferir a versão em inglês, clique aqui.

RELATÓRIO SOBRE O CONTROLE-HODGSON DE MRS. PIPER (1909), por William James

quinta-feira, fevereiro 1st, 2018

Importantíssimo artigo sobre a Sra. Piper, com mais exemplos de conhecimento paranormal. James, falando sobre as sessões com o Prof. Newbold, diz: “Algumas pessoas parecem ser melhores consulentes que outras, e o Prof. Newbold está evidentemente entre os melhores. As duas sessões efetuadas por ele, e donde eu tirei as minhas citações, são mais naturais e contêm talvez menos coisas supérfluas que outras. Se o R. H. que apareceu então não é mais que uma ficção do eu subconsciente de Mrs. Piper a «representar», então temos de pôr na conta desse eu um autêntico gênio para acumular os traços apropriados e não se desviar da linha da personalidade verdadeira. Quase não houve nas sessões pormenores certamente errados, e a grande maioria era seguramente exata. Se se pudessem ter publicado duas das comunicações omitidas, o efeito de verdade produzido teria sido com isso consideravelmente aumentado.” Para ler o artigo em português, clique aqui. Para ler em inglês, clique aqui.

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