Sobrinho contra tio: “CHICO XAVIER É UM MISTIFICADOR” (1958)

Com a digitalização de todo o acervo da revista Manchete, várias reportagens a respeito de Chico Xavier ressurgiram. Nesta temos, ao que me conste, a única foto de Amauri Pena, sobrinho de Chico, disponibilizada ao público até o momento. É mencionado ainda o jornal espírita “Síntese”, em que Amauri publicava suas psicografias. Tal jornal não se encontra disponível, e agradeceria imensamente se os espíritas o recuperassem e disponibilizassem ao público. Para ler a reportagem, clique aqui. Agradeço ao internauta Senhor dos Anéis pela dica.

37 respostas a “Sobrinho contra tio: “CHICO XAVIER É UM MISTIFICADOR” (1958)”

  1. Marcos Arduin Diz:

    Engraçado é que nunca apresentam provas de que o tal Amauri esteve junto do Chico, sob influência deste, e nem alguma declaração escrita do Chico que apontava seu sobrinho como sucessor… Ainda mais num momento em que estava em plena atividade. Diz um íntimo que o tal Amauri nunca foi visto lá no centro onde Chico atuava em Pedro Leopoldo. Mas como era sobrinho e fez a suposta denúncia… É como o tal tetraneto evangélico do Bezerra de Menezes, que teve uma vida desgraçada, mas foi salvo por Cristo e agora avacalha o ancestral e o Espiritismo. Parentes… Pro bem e pro mal.

  2. Phelippe Diz:

    Vitor, se tiver acesso procure pelo número de janeiro de 1989. 1a semana. Há uma interessante matéria sobre materialização e previsões políticas para o Brasil pelo espírito do JK. Li naquela época, mas a revista se perdeu.

  3. Vitor Diz:

    Phelippe, eu achei as previsões políticas, e no final da reportagem diz assim: “A Seguir – JK: um depoimento no além”. Só que depois vem propaganda e não aparece essa reportagem! Veja aqui:
    .
    http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=004120
    .
    Aí vai na edição de 1989, nº 1916. Dá uma olhada lá. As previsões começam a página 24.

  4. Phelippe Diz:

    Vitor, edição 1917, página 62 e seguintes. Tem entrevista com o espírito de JK e depois vem um texto sobre materialização, inclusive aparece uma “noiva” materializada e a estória duma rosa que se materializou, um presente dum “espírito”. Veja se interessa. Foi essa reportagem que eu li faz 30 anos.

  5. Vitor Diz:

    Oi, Phelippe
    peguei a matéria, valeu! O médium é José Medrado, já conhecia. Tinha um vídeo com imagens da “Noiva” no youtube. Acho que ainda tem. Bom, para mim, fraude clara. Depois vejo se publico. Já há umas reportagens na frente…

  6. mrh Diz:

    Çaído do phorninho:
    .
    “Infelizmente, neste livro (LE 1ª ed.), Kardec não apresentou as provas históricas que alega existir sobre mesas girantes ou dançantes desde a mais alta antiguidade. No Boletim da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas de 30/12/1859, publicado na Revista Espírita de 03/1960, há uma citação de Tertuliano (Apologia, cap. 23): “se é dado aos mágicos o poder de fazer com que os fantasmas apareçam, de evocar a alma dos mortos, de forçar a boca das crianças a dar oráculos; se esses charlatães imitam um grande número de milagres, que parecem devidos aos círculos e às correntes que as pessoas formam entre si; se induzem sonhos, se fazem conjurações, se têm às suas ordens espíritos mentirosos e demônios, pela virtude dos quais as cadeiras e as mesas que profetizam são um fato vulgar etc.” (Feb, tradução de E. Bezerra). No original latino, a frase que interessa especialmente é a seguinte: “per quos et Caprae, et Mensae divinare consueverunt” (The apologies of Justin Martyn, tradução de W. Reeve, 1709). Na versão francesa sancionada por Kardec, as cabras e tábuas do original se tornaram cadeiras e mesas; ademais, Tertuliano não viveu na mais alta antiguidade (sua Apologia foi publicada em 197 d.C) e profetizar não é um fenômeno de telecinese. Na versão inglesa citada, temos cabras em “groaning boards”, cabras gemendo em tábuas. E por que as genéricas tábuas (mensae) não seriam mesas? O tradutor inglês informa que, na tradição cristã, já em Eusébio há “cabras treinadas para a adivinhação”, expressão retirada do anterior Clemente de Alexandria. Do que estamos falando aqui? Do testemunho historicamente relevante de Tertuliano de que no mundo romano era comum mesas e cadeiras profetizarem? Ou de uma detratação dirigida a pagãos gregos, uma apologia ao cristianismo com palavras duras contra as crenças e práticas de rivais, na senda de Justino Mártir e da tradição cristã? Uma interpretação possível refere-se ao papel da cabra e do bode na cultura judaico-cristã. Era comum no mundo judaico antigo, em festivais, o povo colocar todos os pecados em uma cabra ou bode e soltá-lo no deserto; após isto, a nação judaica se considerava purificada. Tais animais tornaram-se culturalmente o símbolo do pecado, tanto que, no cristianismo, o diabo é frequentemente representado com esta figura. O texto agressivo de Tertuliano não é um testemunho de cadeiras e mesas girantes, nem de móveis que profetizam; sua misoginia provavelmente está chamando as pitonisas gregas de cabras (como hoje, na cultura brasileira, poderiam ser chamadas de “cadelas”) e a tábua refere-se ao banquinho, o trípode, onde as pitonisas se sentavam para, após inalar o gás do subterrâneo de Delfos, relatarem suas experiências místicas. Delfos era a terra das cabras, como salienta o tradutor inglês, e “neste buraco de terra … ficavam os tripos, ou um banquinho assentado em três pés, com uma donzela sobre ele consagrada como sacerdotisa, que recebia sua inspiração de baixo”; Reeve observa também que muitos romanos, inclusive Virgílio, citam o trípode, que Kardec e os seus tomaram por mesas. Portanto, provavelmente toda a construção cultural espírita relativa a mesas girantes e dançantes consiste apenas em uma sucessão de equívocos, ligados a observações e estudos frágeis realizados por seu fundador (NT)”.

  7. mrh Diz:

    O d scimma me custou um dia d domingo d reflexões e studos históricos. Axo q é sustentável. Por favor, metam o pau, para q eu possa aprimorar o texto.

  8. mrh Diz:

    Bem, como ninguém se manifestou, vou eu mesmo me criticar: encontrei na versão inglesa a seguinte passagem…
    .
    “Sozomen, em seu sexto livro, cap. 35, nos diz que os filósofos gentios, estando extremamente preocupados com o aumento do cristianismo, fizeram e consagraram um tripé de louro, com todas as letras do alfabeto fixadas a ele, para saber quem deveria ser o homem que iria suceder Valente no império; um artifício talvez em imitação de Urim e Tumim, que (como alguns dizem) consistia de todas as letras do alfabeto, que, sobre uma questão proposta, surgiam depois de uma maneira estranha e juntavam-se em palavras ou sílabas, e assim retornavam uma resposta completa”.

    Tal prática recorda efetivamente não a parte da dança das mesas, mas o momento em que se tentava obter respostas delas, ou seja, as mesas “falantes”. Na antiguidade romana, tentado sobre um trípode, ou seja, um banquinho.

  9. mrh Diz:

    Mais pesquisa, portanto.
    .
    Todavia, registro aqui que o tradutor inglês tomou a mensae por tripodes mesmo, e não como mesa:
    .
    “Agora, as Mensae neste lugar de Tertuliano considero ser o Trípode, chamado por Virgil Mensae”.
    .
    Outro aspecto que merece mais pesquisa: as cabras são literalmente cabras? Acreditava-se obter-se mensagens de seus sons? Isto chegou a acontecer no império romano?

  10. mrh Diz:

    Sozomen, História Eclesiástica, 6, 35:
    .
    “THE WOODEN TRIPOD ON WHICH WERE INDICATED THE FIRST LETTERS COMPOSING THE NAME OF HIM WHO WAS TO SUCCEED TO THE THRONE. DESTRUCTION OF THE PAGAN PHILOSOPHERS.
    .
    Sucn is the information which I have been enabled to colect concerning the ecclesiastical philosophers. As to the Pagan philosophers, they were nearly all exterminated about the period to which we have been referring. Some among them who were reputed to excel in philosophy, and who viewed with extreme displeasure the progress of the Christian religion, were desirous of ascertaining who would be the successor of Valens on the throne of the Roman empire, and resorted to magical arts for the purpose of attaining this insight
    into futurity. After various incantations, they constructed a tripod of laurel wood, and uttered certain magical words over it so that the letters of the alphabet might appear upon the tripod, and indicate the name of the future emperor. Theodore, who held a distinguished appointment at court, and who was a Pagan, was the individual whom they most desired to see on the imperial throne; and the lirst letters of his name, so far as the letter c/, appeared on the tripod, and deceived the philosophers. They hence, expected that Theodore would be the future emperor; but their hopes were utterly frustrated, for their proceedings wen; detected by Valens, and he was as deeply incensed as if a conspiracy had been formed against himself. He ordered all the parties concerned in the construction of the tripod to be arrested; commanded them to be burned alive, and caused Theodore himself to be beheaded.
    The indignation of the emperor was, in fact, so unbounded, that the ino-1 famous philosophers of ihe time were slain in consequence of what had occurred; and even those who were not philosophers, hut who wore garments similar to those of the philosophers, 1 were Micriliced to his resentment; hence, these garments were disused, lest they should lead to the imputation of magic and sorcery. I believe that all sensible persons will not blame the cruelty and impetuosity of the emperor more than the rashness of the philosophers in entering upon so unphilosophical an undertaking. The emperor, absurdly supposing that he could put his successor to death, 2 spared neither those who had performed the incantations, nor those who bore the name that had been indicated, for he sacrificed even those whose names commenced with nearly the same letters as those that had appeared on the tripod. The philosophers, on the other hand, acted as if the deposition and restoration of emperors had depended solely on them; for if the imperial succession was to be considered dependent on the arrangement of the stars, what was requisite but to await the accession of the future emperor, whoever he might be ? or if the succession was regarded as dependent on the will of God, what right had man to interfere with His decrees? Can man penetrate the secret counsels of God? or can man, whatever may be his wisdom, make a better choice than God? If it were merely from rash curiosity to discern the things of futurity, that these philosophers were induced to violate the laws of the Roman empire, that had subsisted ever since the legislation of the Pagan sacrifices, their motives and conduct differed widely from those of Socrates ; for, when unjustly condemned to drink poison, he refused to save himself by violating the laws of his country, nor would he escape from prison, although it was in his power to do so”.

  11. mrh Diz:

    “O TRIPÉ DE MADEIRA ONDE FORAM INDICADAS AS PRIMEIRAS LETRAS QUE COMPORTAM O NOME DELE QUE FOI BEM-SUCEDIDO AO TRONO. DESTRUIÇÃO DOS FILÓSOFOS PAGÃOS.
    … Quanto aos filósofos pagãos, quase todos foram exterminados pelo período a que nos referimos. Alguns entre eles que tinham a fama de se destacarem em filosofia, e que viam com extremo desagrado o progresso da religião cristã, estavam desejosos de averiguar quem seria o sucessor de Valente no trono do Império Romano, e recorreram às artes mágicas com o objetivo de alcançar essa visão do futuro. Depois de vários encantamentos, eles construíram um tripé de madeira de louro e proferiram certas palavras mágicas sobre ele, de modo que as letras do alfabeto pudessem aparecer no tripé e indicar o nome do futuro imperador. Teodoro, que tinha um nome destacado na corte e que era pagão, era o indivíduo que mais desejavam ver no trono imperial; e as primeiras letras de seu nome, até onde a letra * aparecia no tripé, enganou os filósofos. Assim, esperavam que Teodoro fosse o futuro imperador; mas suas esperanças foram totalmente frustradas, pois seus procedimentos foram em vão; detectados por Valens, e ele estava tão profundamente enfurecido como se uma conspiração tivesse sido formada contra ele mesmo. Ele ordenou que todas as partes envolvidas na construção do tripé fossem presas; mandou que fossem queimados vivos e fez com que Teodoro fosse decapitado.
    A indignação do imperador era, de fato, tão ilimitada que os filósofos famosos da época foram mortos em conseqüência do ocorrido; e mesmo aqueles que não eram filósofos, mas que usavam roupas semelhantes às dos filósofos, foram ****** ??por seu ressentimento; Portanto, essas vestimentas estavam em desuso, para que não pudessem levar à imputação de magia e feitiçaria. Acredito que todas as pessoas sensatas não culparão mais a crueldade e a impetuosidade do imperador do que a precipitação dos filósofos em se ocuparem de um empreendimento tão antifilosófico. O imperador, absurdamente supondo que ele poderia colocar seu sucessor à morte, não poupou nem os que executaram os encantamentos, nem aqueles que usavam o nome que havia sido indicado, pois ele sacrificava mesmo aqueles cujos nomes começavam com quase as mesmas letras daqueles que apareceu no tripé. Os filósofos, por outro lado, agiam como se a deposição e restauração dos imperadores dependesse apenas deles; pois se a sucessão imperial fosse considerada dependente do arranjo das estrelas, o que seria necessário, senão aguardar a ascensão do futuro imperador, quem quer que ele fosse? ou se a sucessão era considerada dependente da vontade de Deus, que direito tinha o homem para interferir em Seus decretos? Pode o homem penetrar nos conselhos secretos de Deus? ou pode o homem, qualquer que seja a sua sabedoria, fazer melhor escolha do que Deus? Se fosse apenas de curiosidade precipitada discernir as coisas do futuro, que esses filósofos foram induzidos a violar as leis do império romano, que subsistiam desde a legislação dos sacrifícios pagãos, seus motivos e conduta diferiam amplamente daqueles de Sócrates; pois, quando injustamente condenado a beber veneno, recusava-se a salvar-se violando as leis de seu país, nem escaparia da prisão, embora estivesse em seu poder fazê-lo “.

  12. mrh Diz:

    Enfim, só a superstição de sempre, que nada fundamenta.

  13. Gorducho Diz:

    Na versão francesa sancionada por Kardec, [O Século, domingo 22/1/60. Revista Hebdomadária] as cabras e tábuas mesas do original se tornaram cadeiras e mesas;

  14. mrh Diz:

    Grato Fat, com as correções, ficou assim:
    .
    “Infelizmente, neste livro, Kardec não apresentou as provas históricas que alega existir sobre mesas girando ou dançando desde a mais alta antiguidade. No Boletim da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas publicado na Revista Espírita de 03/1860, há uma citação de Tertuliano (Apologia, cap. 23): “cadeiras e mesas que profetizam são um fato vulgar”. Mas no original latino, a frase é a seguinte: “per quos et Caprae, et Mensae divinare consueverunt” (The apology of Tertullian, tradução e notas de W. Reeve, pp. 74-75, 1709). Na versão francesa aceita por Kardec (extraída de O século, 22/01/1860, revista hebdomadária), as cabras e “tábuas” do original se tornaram cadeiras e mesas; ademais, Tertuliano não viveu na mais alta antiguidade (sua Apologia foi publicada em 197 d.C) e profetizar pode não envolver telecinese. E por que as genéricas tábuas (mensae) não seriam mesas? Reeve oferece dois caminhos interpretativos para se entender a frase de Tertuliano: 1) informa que, na tradição cristã, já em Eusébio, há menção a “cabras treinadas para a adivinhação”, expressão retirada de Clemente de Alexandria. Recordo que em festas do judaísmo antigo, o povo colocava seus pecados em uma cabra e a abandonava no deserto, retirando as faltas de seu espaço social através de um “bode expiatório”; assim, a nação judaica se purificava. Tal animal se tornou o símbolo do pecado, tanto que, no cristianismo, o diabo é frequentemente representado com sua figura. Tertuliano, de modo misógino, talvez estivesse chamando as pitonisas greco-romanas de cabras e a tábua se referisse ao banquinho, o trípode, em que elas se sentavam para, após inalar gases subterrâneos, relatar suas experiências místicas. Delfos era a terra das cabras, como salienta o tradutor inglês, e “neste buraco de terra … ficavam os trípodes, ou um banquinho assentado em três pés, com uma donzela sobre ele consagrada como sacerdotisa, que recebia sua inspiração de baixo”; Reeve observa também que muitos romanos, inclusive Virgílio, se referem ao trípode com a palavra “mensae”. Esta seria a interpretação “metafórica”. 2) Vejamos a interpretação “concreta”: Reeve observa que, em uma oportunidade, seguindo certas práticas pagãs, alguns filósofos tentaram adivinhar o nome do futuro imperador romano utilizando uma banqueta com louros. Após palavras mágicas e encantamentos, buscaram nela ver as letras do nome do laureado. Sua fonte é Sozomen: “estavam desejosos de averiguar quem seria o sucessor de Valente no trono do Império Romano, e recorreram às artes mágicas com o objetivo de alcançar esta visão do futuro. Depois de vários encantamentos, construíram um trípode de madeira com louros e proferiram certas palavras mágicas sobre ele, de modo que as letras do alfabeto pudessem aparecer e indicar o nome do futuro imperador. Teodoro, que tinha um nome destacado na corte e que era pagão, era o indivíduo que mais desejavam ver no trono imperial; e as primeiras letras de seu nome, até onde a letra * aparecia, enganou os filósofos” (História Eclesiástica, 6, 35). Esta obra foi publicada em 443 d.C., portanto, após Tertuliano; mas tais práticas deviam existir em seu tempo. Assim, pode-se imaginar que pagãos treinassem cabras e tentassem ver na tábua para adivinhar o futuro. Mas nada há nestes textos sobre mesas inteiras girando e dançando (NT)”.

  15. Gorducho Diz:

    as cabras e “tábuas” mesas do original se tornaram cadeiras e mesas;

  16. Gorducho Diz:

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    utilizando uma banqueta com louros
    ============================================================
    Utilizando uma banqueta tripé de louro feita ao estilo de Delfos sobre a qual ia uma placa metálica (provavelmente bronze…) circular c/as letras do alfabeto gravadas.
    Era uma espécie de trabalho-do-copo só que usando um anel que o médium segurava por um fio – no trabalho-do-copo são vários sentantes que põe do dedo junto c/o(a) médium.
    ============================================================
    até onde a letra * aparecia
    ============================================================
    Até onde a letra O aparecia. O espírito ditou
    ΘEO

  17. mrh Diz:

    ops, me dê a fonte, pois na versão que consultei não havia estes detalhes

  18. Gorducho Diz:

    Que detalhes❓

  19. mrh Diz:

    placa de bronze… na minha versão, são cartas com a letra do alfabeto inscrita. Fala explicitamente de um trípode feito de madeira de louro… portanto, trata-se de adivinhação por cartas…
    e a letra que apareceu ao fim foi o delta.

  20. mrh Diz:

    se vc tem o texto latino, favor postar.

  21. Gorducho Diz:

    ============================================================
    se vc tem o texto latino, favor postar.
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    ============================================================
    placa de bronze…
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    “Bronze” foi conjectura minha porque já li e vi (em museu) coisa semelhante. Explicitamente o que fala é liga metálica
    lance rotunda pure superposita, ex diversis metallicis materiis fabrefacta.

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    na minha versão, são cartas com a letra do alfabeto inscrita
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    Cuius in ambitu rotunditatis extremo, elementorum viginti quattuor scriptiles formæ incisae perite, diiungebantur spatiis examinate dimensis.
     
    Portanto não são “cartas”, certo❓
    Como falei: é como trabalho-do-copo só que o copo era 1 anel seguro pelo(a) médium por 1 fio de linho
    pensilem anulum librans, aptum ex carphathio filo perquam levi, mysticis disciplinis initiatum: qui per intervalla distincta, retinentibus singulis litteris, incidens saltuatim, heroos efficit versus
    ============================================================
    e a letra que apareceu ao fim foi o delta
    ============================================================

    et assiliens anulus, duas perstrinxerat syllabas θεο cum adiectione litteræ posteræ, exclamavit præsentium quidam

  22. mrh Diz:

    Infelizmente, neste livro, Kardec não apresentou as provas históricas que alega existir sobre mesas girando ou dançando desde a mais alta antiguidade. No Boletim da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas publicado na Revista Espírita de 03/1860, há uma citação de Tertuliano (Apologia, cap. 23): “cadeiras e mesas que profetizam são um fato vulgar”. Mas no original latino, a frase é a seguinte: “per quos et Caprae, et Mensae divinare consueverunt” (The apology of Tertullian, tradução e notas de W. Reeve, pp. 74-75, 1709). Na versão francesa aceita por Kardec (extraída de O século, 22/01/1860, revista semanal), as cabras e mesas do original se tornaram cadeiras e mesas; ademais, Tertuliano não viveu na mais alta antiguidade (sua Apologia foi publicada em 197 d.C) e profetizar pode não envolver telecinese. Importa observar também que a palavra mensae nem sempre deve ser traduzida como mesas. Reeve oferece dois caminhos interpretativos para se entender a frase de Tertuliano: 1) informa que, na tradição cristã, já em Eusébio, há menção a “cabras treinadas para a adivinhação”, expressão retirada de Clemente de Alexandria. Recordo que em festas do judaísmo antigo, o povo colocava seus pecados em uma cabra e a abandonava no deserto, retirando as faltas de seu espaço social através de um “bode expiatório”; assim, a nação judaica se sentia purificada. Tal animal se tornou o símbolo do pecado, tanto que, no cristianismo, o diabo é frequentemente representado com sua figura. Tertuliano, de modo misógino, talvez estivesse chamando as pitonisas greco-romanas de cabras e mensae se referisse às banquetas (trípodes) em que se sentavam para, após inalar gases subterrâneos, relatarem suas experiências místicas. Delfos era uma terra de cabras, como Reeve salienta, e “nestas cavernas … ficavam os trípodes, ou uma banqueta de três pés em que uma donzela consagrada como sacerdotisa assentava, recebendo ela sua inspiração das profundezas”; observa também que muitos romanos, inclusive Virgílio, se referiram aos trípodes com a palavra mensae. Esta seria a interpretação “metafórica”. 2) Vejamos a interpretação “concreta”: Reeve cita que, em uma oportunidade, seguindo certas práticas pagãs, alguns filósofos tentaram adivinhar o nome do futuro imperador romano utilizando uma banqueta. Sua fonte é Sozômeno: “recorreram a todas as variedades da arte mântica com o propósito de alcançar esta visão do futuro. Depois de vários encantamentos, construíram um trípode de madeira de louro e proferiram invocações e palavras mágicas sobre ele, de modo que o nome do futuro imperador pudesse surgir em uma coleção de cartas com letras. Teodoro, um nome militar destacado na corte e um pagão culto, era quem mais desejavam ver no trono; a disposição das cartas, chegando até o delta de seu nome, enganou os filósofos” (História Eclesiástica 6 35). Esta obra foi publicada em 443 d.C., portanto, após Tertuliano; mas tais práticas deviam existir em seu tempo. Assim, pode-se imaginar que pagãos treinassem cabras e utilizassem tampos (o sentido genérico de mensae) consagrados para, sobre eles (e não através deles), tentar adivinhar o futuro. Mas nada há nestes textos sobre mesas girando e dançando (NT).

  23. mrh Diz:

    coloca a passagem latina toda, por favor

  24. Gorducho Diz:

    Rerum Gestarum livro XXIX : 29 a 32
    não vou ficar saturando o sítio c/colagens :(

  25. Gorducho Diz:

    Capítulo 1 (esqueci :oops: )
    de
    [29] ‘Construximus,’ inquit, ‘magnifici iudices, ad cortinæ similitudinem Delphicæ, diris auspiciis, de laureis virgulis infaustam hanc mensulam, quam videtis, et imprecationibus carminum secretorum

     

    [as aspas simples é pg. o Hilariusele tá dizendo pros juízes...]

    até

     
    Nec ultra super negotio est exploratum: satis enim apud nos constabat hunc esse qui poscebatur.’

  26. Marcos Arduin Diz:

    Bem, seu mbr, o uso de objetos diversos em rituais mágicos de adivinhação é conhecido em diversas fontes. Até na Bíblia: o José, adivinhador oficial do faraó, usava uma taça de ouro para fazer adivinhações. Aquela mesma taça que mandou seus guardas esconderem no saco de trigo do irmão caçula só para testar o que os outros diriam em sua defesa… ou o entregariam aos touros por ciúmes, tal como tiveram dele ao vendê-lo como escravo…
    .
    O que interessa é que na época havia essa moda de gente se reunir em torno de uma mesa simples e tentar obter coisas escritas, aleatórias ou com algum sentido.
    .
    O Faraday fez uns experimentos toscos com elas e, por ter concluído que tudo não passava de movimentos involuntários resultantes do entorpecimento dos dedos, é aclamado pelos céticos.
    .
    Já o Hare, compungido por ver tanta gente boa se deixando iludir pelos truques dos charlatães espiritualistas, arregaçou as mangas e trabalhou para expor toda aquela fraudulência. Mas deu azar: ele preparou uma mesa sobre a qual colocou bolinhas de metal sobre o tampo e sobre elas uma chapa de metal. Se a coisa fosse como Faraday disse, a chapa se moveria e a mesa não. Só que deu o contrário: a chapa ficou imóvel e a MESA se moveu. E aí ele pesquisou mais, inventou um dispositivo onde o médium movia um disco sem indicações e noutro havia um disco com letras e símbolos, fora da vista do médium. E dali saiam mensagens inteligíveis.
    .
    Publicou um memorial de seus experimentos e Harvard jogou no lixo e lamentou a adesão de Hare àquele gigantesco embuste. Taí uma Universidade que nunca ouviu falar de suas obrigações para com o povo em geral… Acho que naquela época não havia extensão.

  27. Gorducho Diz:

    Quanto às “cabras” e “corvos” que divinavam pra mim está claro que era literal o sentido: “animais” mesmo.
    Agora fica a dúvida de eram sacrificados e lidas suas entranhas como na divinação clássica, ou se eram interpretados seus movimentos e/ou sons – me parece + provável isso visto que Clemente fala que eram treinados/ensinados na arte…

  28. Vinicius Diz:

    O GORDUCHO tem uma proposta muito boa de experimentos com médiuns, assim atualizaríamos o campo cientifico do espiritismo.
     
    Nas minhas contas básicas de “padaria” acho que devemos ter “milhares de médiuns” com “certificados em federativas espíritas” .
     
    Arduin, ainda figuro entre espíritas e NUNCA vi nada fenomenal:minha primeira “frustração” foi no curso de médiuns donde deveríamos “psicografar” mensagens para nossos colegas de sala. Recebi a mensagem: “continue estudando na seara de Jesus” …

  29. Vinicius Diz:

    “Recebi a mensagem: “continue estudando na seara de Jesus” …”
     
    Foi nos primeiros tempos, há uns 20 anos, em que estava “deslumbrado” – fiquei torcendo para que viesse uma mensagem grandona, e uma de minha avó ou avô.

  30. Gorducho Diz:

    No que concerne ao feijão-com-arroz do espiritismo, es decir: psicografias + psicofonias + voz direta via, a ideia geral foi do Analista Montalvão. Acho fundamental deixar bem claro pra deixar o crédito com quem de direito 👍
    Ou seja: o 1° passo é o espírito evidenciar que está presente no recinto, conforme alegado pelo(a) médium.
     
    Claro: pra alegações de “materialização” ou mesa girante, aí o procedimento seria filmar ou por sensores que indiquem se é a mesa que impulsiona os dedos dos sentantes, ou vv. (este último experimento é o que exige + recursos técnicos, + perfeitamente factível) 👍

  31. Gorducho Diz:

    [...] voz direta via cone [...]

  32. Gorducho Diz:

    O experimento para alegação de mesas girantes é o que requer + recurso$ técnico$, pois é necessário planejar sensores que identifiquem se é a mesa que força ou se são os dedos que forçam a mesa.
    O experimento do Faraday atualizado pra engenharia de hoje, claro 👍
    Aliás, nunca consegui entender bem aquele indicador de palha dele… (&#2753)

  33. Gorducho Diz:

    (&#2753) (❓)

  34. mrh Diz:

    Kardec amarrou o espiritismo a um cadáver.

  35. mrh Diz:

    As mesas girantes não têm o menor fundamento.

  36. mrh Diz:

    https://www.youtube.com/watch?v=43h02-5HZX8

  37. Gorducho Diz:

    ============================================================
    Kardec amarrou o espiritismo a um cadáver.
    ============================================================
    ============================================================
    As mesas girantes não têm o menor fundamento.
    ============================================================

    Texto do Tertuliano em francês pra poder comparar, claro :mrgreen:

    TRADUCTION LITTÉRALE
    par
    J.-P. WALTZING
    Or donc, si les magiciens, eux aussi, font paraître des fantômes et vont jusqu’à déshonorer les âmes des morts(en les évoquant), s’ils tuent des enfants pour leur faire rendre des oracles, si par leurs jongleries charlatanesques ils font, en se jouant, quantité de prodiges, s’ils envoient même des songes, ayant à leur service la puissance des anges et des démons, qu’ils ont invoqués une fois pour toutes et grâce à qui il y a jusqu’aux chèvres et aux tables qui prédisent l’avenir : à combien plus forte raison cette puissance

    [...]

     

    Texto citado pelo Kardec corretamente 👍 transcrito d’O Século de domingo 22/1/60, negritos meus
    S’il est donné à des magiciens de faire apparaître des fantômes, d’évoquer les âmes des morts, de forcer la bouche des enfants à rendre des oracles ; si ces charlatans imitent un grand nombre de miracles qui semblent dus aux cercles et aux chaînes que des personnes forment entre elles; s’ils envoient des songes, s’ils font des conjurations, s’ils ont à leurs ordres des esprits mensongers et des démons par la vertu desquels, les chaises et les tables qui prophétisent sont un fait vulgaire, etc., etc.
     
     
    Se poderia conjecturar que algum redator, revisor, ou tipógrafo terá visto chèvres e achado que era chaises por causa que é o que tem junto a mesas…
    Mas e as demais diferenças (texto a +)

    Ou será OUTRA passagem semelhante escrita pelo Tertuliano❓

    De qq. maneira, cadeiras “girantes” tem no ESPIRITISMO CHINÊS aparentemente desde pelo menos o século XIII cristão. Então eles não deixam de ter razão indiretamente…

    [nome em Mǐnnán (não em (Pǔtōnghuà)]
     
    轎 仔
    轎 仔

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