Erros de Física e Biologia Encontrados no Livro “Evolução em Dois Mundos”

Este artigo se destina a apresentar alguns erros de Física e Biologia encontrados no livro “Evolução em Dois Mundos”, de Chico Xavier e Waldo Vieira.

 

Introdução 

O artigo “A Física no Espiritismo”, de Érika de Carvalho Bastone[1], trata de analisar dois livros de Chico Xavier e Waldo Vieira do ponto de vista da Física. Aqui neste blog serão apresentadas apenas uma parte das críticas da autora (em que houve concordância por um outro físico) de um dos livros, no caso “Evolução em Dois Mundos”, cujo autor “espiritual” seria André Luiz. Também serão aproveitadas críticas do site “Criticando Kardec”, de autoria do biólogo Júlio César Siqueira. 

Sobre o livro em si, é dito:  

“[...] os médiuns Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira receberam os textos deste livro em noites de domingos e quartas-feiras, respectivamente nas cidades de Pedro Leopoldo e Uberaba, Estado de Minas Gerais. As páginas psicografadas por um e outro podem ser identificadas pela data característica de cada texto.” 

Vamos portanto às análises: 

Trechos do livro em análise

Comentários

Página 10, Capítulo 1, por Waldo Vieira:

Sob a orientação das Inteligências Superiores, congregam-se os átomos em colmeias imensas, e, sob a pressão, espiritualmente dirigida, de ondas eletromagnéticas, são controladamente reduzidas as áreas espaciais intra-atômicas, sem perda de movimento, para que se transformem na massa nuclear adensada, de que se esculpem os planetas, em cujo seio as mônadas celestes encontrarão adequado berço ao desenvolvimento.

Semelhantes mundos servem à finalidade a que se destinam, por longas eras consagradas à evolução do Espírito, até que, pela sobrepressão sistemática, sofram o colapso atômico pelo qual se transmutam em astros cadaverizados. Essas esferas mortas, contudo, volvem a novas diretrizes dos Agentes Divinos, que dispõem sobre a desintegração dos materiais de superfície, dando ensejo a que os elementos comprimidos se libertem através de explosão ordenada, surgindo novo acervo corpuscular para a reconstrução das moradias celestes, nas quais a obra de Deus se estende e perpetua, em sua glória criativa.

[Esse trecho] descreve a formação dos planetas como agrupamento de átomos que sob força eletromagnética espiritualmente dirigida têm área espacial intra-atômica reduzida formando os núcleos adensados que darão origem aos planetas. Os planetas teriam vida até que implodiriam sob a pressão dos átomos, e depois explodiriam, em processo de reciclagem. [Essa] descrição [é] incoerente com o atualmente postulado pela ciência. Os planetas não implodem sob a pressão dos átomos (contudo isso ocorre com as estrelas…). E essa implosão não dá como resultado uma explosão (não no caso das anãs brancas – estrelas. Contudo, dá com as supernovas). A força eletromagnética diminui a área intra atômica? Ela diminui o tamanho do átomo? Penso que não. Na verdade, penso que ela talvez defina o tamanho do átomo. E ela não define o tamanho do núcleo atômico (não faz o núcleo diminuir), se for isso que ele quer dizer com núcleos adensados.

 

(Comentário de Júlio César Siqueira)

Página 10, Capítulo 1, por Waldo Vieira:

… confessamos que não sabemos ainda, principalmente no que se refere à elaboração da luz, qual seja a força que provoca a agitação inteligente dos átomos, compelindo-os a produzir irradiações capazes de lançar ondas no Universo com velocidade de 300.000 quilômetros por segundo.

Na primeira metade do século XX tanto a física quântica quanto o eletromagnetismo (eletrodinâmica) já estavam formulados. A emissão de luz é, atualmente, um fenômeno explicado e controlado (aplicações tecnológicas).

(Comentário de Érika de Carvalho Bastone)

Página 28, Capítulo 7, por Waldo Vieira:

Lentamente, os cromossomos adquirem a sua apresentação peculiar, em forma de ponto-alça-bastonete-bengala, e a evolução que lhes diz respeito na cariocinese, desde a prófase à telófase, merece a melhor atenção dos Construtores Divinos, que através do centro celular mantêm a junção das forças físicas e espirituais, ponto esse em que se verifica o impulso mental, de natureza eletromagnética, pelo qual se opera o movimento dos cromossomos, na direção do equador para os pólos da célula, cunhando as leis da hereditariedade e da afinidade que se vão exercer, dispondo nos cromatídeos, em forma de granulações perfeitamente identificáveis entre o leptotênio e o paquitênio, os genes ou fatores da hereditariedade, que, no transcurso dos séculos, são fixados em número e valores diferentes para cada espécie.

[Esse trecho] diz que os cromossomas se movem durante a divisão celular devido à força eletromagnética, devido a impulso mental. O movimento dos cromossomas durante a divisão celular está ligado à ação mecânica de componentes do citoesqueleto, e não meramente relacionado a ações eletromagnéticas originadas diretamente de um impulso mental.

 

(Comentário de Júlio César Siqueira)

Página 51, Capítulo 13, por Waldo Vieira: …encontra a matéria conhecida no mundo, em nova escala vibratória. Elementos atômicos mais complicados e sutis, aquém do hidrogênio e além do urânio, em forma diversa daquela em que se caracterizam na gleba planetária, engrandecem-lhe a série estequiogenética.

 

 

André Luiz prediz a existência de novos elementos químicos, aquém do hidrogênio e além do urânio. O urânio é o elemento de número 92 na tabela periódica. Acima dele temos 11 elementos da série dos transurânios, que são elementos instáveis, com meias vidas curtas, descobertos entre 1940 e 1966. Acima destes ainda temos os elementos da série dos transactinídeos, com meias vidas bastante curtas. O hidrogênio é o átomo mais simples, contendo um elétron e um próton. A existência de elementos aquém do hidrogênio, segundo o modelo atômico atual, é impossível. 

(Comentário de Érika de Carvalho Bastone)

 

Além desses erros, uma importante informação é fornecida por Luciano dos Anjos em uma entrevista disponível em http://site.andreluiz.vilabol.uol.com.br/CA_luciano_dos_anjos.html 

É óbvio que, mormente para escrever livros como “Evolução em Dois Mundos” e “Mecanismos da Mediunidade”, ele se socorreu de outros autores. E antes que algum padre ou pastor o digam de má-fé, eu mesmo direi: sei, inclusive, de que livros André Luiz retirou os elementos contidos nesses trabalhos. Digo mais: ele nem se preocupou em alterar os textos copiados; quase usou as mesmas palavras. Eu, por exemplo, teria modificado um pouco mais, dentre outras razões para evitar problemas de direitos autorais, já que ele sequer usou aspas. Mas isso prova apenas que André Luiz não estava preocupado em esconder o que fez. 

Faço aqui um apelo a Luciano dos Anjos que revele o mais rápido possível as fontes terrenas dos livros psicografados que ele tem conhecimento. Não que ele não tenha motivos para guardar tais informações para si, mas os espíritas e quaisquer outras pessoas que possuem um interesse legítimo no assunto têm o direito de saber que fontes e que trechos são esses para que possam melhor refletir sobre o assunto. Esse tipo de informação pode – e no meu entender, vai – nos auxiliar a entender melhor o modus operandi da mediunidade, e portanto avançar com as pesquisas. Achei muito bom e louvável que Luciano tenha revelado a fonte do livro “Mecanismos da Mediunidade”, já tratada neste blog. Porém faltam as demais, e segundo ele mesmo me disse em comunicações pessoais, não são poucas. Não que Luciano tenha se negado a revelar tais informações, mas a demora me é preocupante. Reter essas informações é no mínimo, no meu entendimento, algo como bloquear o progresso científico da área. 

Conclusão 

Até o momento foram encontrados erros somente nos trechos ditos “psicografados” de Waldo Vieira, e há indicações de cópias de fontes terrenas, ainda não reveladas. Minha recomendação é que os livros que envolvam temas científicos passem pela análise de pelo menos dois peritos no assunto, colocando notas de rodapé nos trechos considerados discordantes. Um processo parecido com a revisão por pares que é feito em artigos científicos. Àqueles que porventura suspeitem de fontes terrenas usadas para a confecção de livros ditos “psicografados”, peço por favor que me escrevam acerca do assunto citando as fontes para eu analisar. As contribuições serão devidamente citadas, naturalmente. 

Referências 

Xavier, Chico; Vieira, Waldo. “Evolução em Dois Mundos” (1960). FEB. 

Bastone, Érika de Carvalho. “A Física no Espiritismo” (2003), apresentado no VIII Simpósio Brasileiro do Pensamento Espírita. 

Siqueira, Julio César. http://paginas.terra.com.br/educacao/criticandokardec/erros1.htm (acessado dia 29/10/2007) 

http://site.andreluiz.vilabol.uol.com.br/CA_luciano_dos_anjos.html (acessado dia 29/10/2007)


[1] Este artigo foi apresentado no VIII Simpósio Brasileiro do Pensamento Espírita (evento bienal), ocorrido em Santos, de 17 a 19.10.2003.  O organizador desses simpósios é o ICKS – Instituto Cultural Kardecista de Santos.

20 respostas a “Erros de Física e Biologia Encontrados no Livro “Evolução em Dois Mundos””

  1. Gilberto Diz:

    É impressionante que esses “psicografistas” fazem. Eles têm respostas para tudo, pois eles alegam que os espíritos sabem tudo. Morrer é uma faculdade instantânea!! A minha avó, semianalfabeta, me “disse” em certa ocasião, em mensagem psicografada, que quando eu estivesse em “decúbito dorsal” eu deveria rezar três Ave-Marias. Bom, ela era presbiteriana e nunca me pediria para rezar Ave-Marias, a não ser que ela tivesse se convertido pós-mortem (os espíritas nos fazem entender que todos que morrem se convertem ao Espiritismo, que é um híbrido de Catolicismo, Espiritualismo, informações de almanaque Biotônico Fontoura e ciência de livro do 2º grau de 1940), mas o “decúbito dorsal” foi o máximo. É vocabulário de Chico Xavier, que ingenuamente achava que linguagem empolada é sinônimo de inteligência, mas com certeza impressionava. Minha pobre avó, além de ter se convertido, teria feito uma faculdade no plano espiritual. Isso é que eu chamo de “ensino à distância”!!

  2. Lúcio Alexandre Diz:

    Todas essas manifestações, tanto intrafísicas como extrafísicas, são nada mais que períodos de lúcidez das conscins, e mesmo assim não há separação de intra ou extra física, apesar da insistência no contrário.
    Me refiro inclusive nas questões psicográficas !

    Sem Mais…..
    Lúcio Alexandre…..
    (51) 3666 3079
    (51) 9808 0386

  3. Elias Diz:

    …Na primeira metade do século XX tanto a física quântica quanto o eletromagnetismo (eletrodinâmica) já estavam formulados. A emissão de luz é, atualmente, um fenômeno explicado e controlado (aplicações tecnológicas).
    (Comentário de Érika de Carvalho Bastone)

    Elias: O comportamento Onda/Partícula não é entendido. Um dos cálices da Geração de Energia é obter energia a partir da matéria, e isso aind anão é possível.

    [Esse trecho] diz que os cromossomas se movem durante a divisão celular devido à força eletromagnética, devido a impulso mental. O movimento dos cromossomas durante a divisão celular está ligado à ação mecânica de componentes do citoesqueleto, e não meramente relacionado a ações eletromagnéticas originadas diretamente de um impulso mental.
    (Comentário de Júlio César Siqueira)

    Elias: Não seria devido à uma força eletromagnética qualquer, pois especifica que é mental, intencional.
    Uma questão: podem os cromossomos serem movimentados por forças eletromagnéticas aplicadas a eles. Resposta: sim, pois os átomos (exceto gases nobres) possuem carga elétrica. Mesmo em moléculas, pode-se aplicar campos eletromagnéticos em átomos específicos como se fosse uma pinça, e movimentar a molécula toda.
    É factível? Pra nós ainda não, mas isso é tecnologia. O que usamos hoje são pinças óticas (de luz):
    http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=010165050620
    http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=010165050711
    http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=010165050729
    http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=010115071204

  4. Elias Diz:

    Sobre os outros comentários, terei que pesquisar…

    Vitor escreveu:
    Minha recomendação é que os livros que envolvam temas científicos passem pela análise de pelo menos dois peritos no assunto, colocando notas de rodapé nos trechos considerados discordantes.

    Elias: muito bom! Parabéns pela postura.
    Assim teremos uma posição científica, livre de dogmas e “acho que” ou “ouvi que”. A ciência só avança assim.

  5. Elias Diz:

    Excelente artigo do Luciano dos Anjos!
    Vitor: acho que você não entendeu o artigo. O Luciano está convicto que o espírito de André Luiz usou textos da época, não o médium que psicografou!

    Muito bom o comentário do Luciano:
    CA: Luciano, como você vê o atual panorama espírita brasileiro?
    - Quanto ao espiritismo, vejo-o com entusiasmo. Embora poucos, há livros muito bons que têm surgido, há estudos proveitosos, aprofundamento de pontos importantes feito por autores sérios; ao lado disso, vejo a ciência caminhando cada vez mais na direção de Deus e das verdades espíritas. Isso é alentador. Mas quanto ao movimento espírita, o panorama é de tragédia. Fortalecem a organização, otimizam a estrutura hierárquica, sedimentam a obediência aos que aparecem no ápice da pirâmide. E, então, tudo o que vamos pregueando no campo doutrinário vai se esgarçando porque vai sendo deturpado e se tornando de pouca importância. A massa está sendo manipulada e convencida, por exemplo, de que a freqüência ao centro espírita (como a dos católicos à igreja) solucionará todos os problemas e trará a salvação. Por isso estou para lançar o Fora do Centro Espírita não há Salvação.

    Elias: as pessoas, como sempre, falhando nas organizações…

  6. Elias Diz:

    Elias: colocando o resto da resposta mencionada acima de Luciano dos Anjos:

    É óbvio que, mormente para escrever livros como Evolução em Dois Mundos e Mecanismos da Mediunidade, ele se socorreu de outros autores. E antes que algum padre ou pastor o digam de má-fé, eu mesmo direi: sei, inclusive, de que livros André Luiz retirou os elementos contidos nesses trabalhos. Digo mais: ele nem se preocupou em alterar os textos copiados; quase usou as mesmas palavras. Eu, por exemplo, teria modificado um pouco mais, dentre outras razões para evitar problemas de direitos autorais, já que ele sequer usou aspas. Mas isso prova apenas que André Luiz não estava preocupado em esconder o que fez. E para acentuar bem essa despreocupação, escreveu no intróito de Mecanismos da Mediunidade, p. 19 da 3ª edição:
    “Prevenindo qualquer observação da crítica construtiva, lealmente declaramos haver recorrido a diversos trabalhos de divulgação científica do mundo contemporâneo para tornar a substância espírita deste livro mais seguramente compreendida pela generalidade dos leitores, como quem se utiliza da estrada de todos para atingir a meta em vista, sem maiores dificuldades para os companheiros de excursão.”
    “Assim, as notas dessa natureza, neste volume, tomadas naturalmente ao acervo de informações e deduções dos estudiosos da atualidade terrestre, cabem aqui por vestimenta necessária, mas transitória, da explicação espírita da mediunidade, que é, no presente livro, o corpo de idéias a ser apresentado.”
    E Emmanuel, na p. 15 do mesmo livro, advertia em forma de Prefácio:
    “Compreendemos, assim, a validade permanente do esforço de André Luiz, que, servindo-se de estudos e conclusões de conceituados cientistas terrenos, tenta, também aqui, colaborar na elucidação dos problemas da mediunidade, cada vez mais inquietantes na vida conturbada do mundo moderno.”
    Isto posto, o que conta na obra de André Luiz não é o conjunto de informações, possível de ser encontrado em compêndios de outros autores. O que conta é a sua tese, a sua colocação notável no contexto do espiritismo. Finalmente devo dizer que acho Evolução em Dois Mundos e Mecanismos da Mediunidade as duas melhores obras da série André Luiz.

  7. Elias Diz:

    Gilberto disse:
    “É impressionante que esses “psicografistas” fazem. Eles têm respostas para tudo, pois eles alegam que os espíritos sabem tudo.”
    .
    Elias: O detalhe é exatamente este: os espíritos são pessoas como nós, nós somos espíritos encarnados, e estamos em evolução. Não sabemos de tudo.
    Como espíritos desencarnados, não temos as mesma limitações, mas também há restrições ligadas a evolução.
    Quanto mais evoluído o espírito, mais conhecimento ele terá, mas isso é devido ao esforço dele, não ganha instantâneamente.
    O médium que psicografa é apenas uma ponte, nada mais. Esta ponte pode ser eficiente ou não, conforme a mediunidade.

    Segundo Luciano dos Anjos:
    CA: O que é mediunidade, em sua opinião?
    - A definição é de Allan Kardec: “Medianimidade – Faculdade dos médiuns. Sinônimo de mediunidade.” “Médium – Pessoa que pode servir de intermediária entre os espíritos e os homens.” (O Livro dos Médiuns, cap. XXXII.).
    No entanto, há aspectos que requerem estudos. Por exemplo: o médium clarividente ou de desdobramento que visita e observa o plano espiritual estará agindo como médium? Mas não existe nenhum espírito se comunicando por ele. Então, cumpre hoje em dia ampliar o conceito de mediunidade, definindo-a como a faculdade que permite estabelecer relações com o plano espiritual independente de haver ou não um espírito comunicante. Generalizando: é médium todo aquele que possui alto desenvolvimento psíquico e consegue fazer qualquer tipo de contato com o mundo espiritual, abstração é claro dos contatos que fazemos durante o sono e que são acessíveis a qualquer pessoa. Há a respeito trabalhos interessantes, como o do Hermínio C. Miranda A Diversidade dos Carismas, editado pela Publicações Lachâtre. A certa altura o autor aborda precisamente essa questão.
    Apenas para juntar outros detalhes: mediunidade é carma, é missão, e é tecnicamente o desvio do eixo do perispírito em relação ao corpo físico.

    Elias: também é bom ler o artigo:
    http://www.espirito.org.br/portal/artigos/diversos/mediunidade/mediuns-profissionais.html

  8. Elias Diz:

    Página 51, Capítulo 13, por Waldo Vieira: …encontra a matéria conhecida no mundo, em nova escala vibratória. Elementos atômicos mais complicados e sutis, aquém do hidrogênio e além do urânio, em forma diversa daquela em que se caracterizam na gleba planetária, engrandecem-lhe a série estequiogenética.

    (Comentário de Érika de Carvalho Bastone)
    André Luiz prediz a existência de novos elementos químicos, aquém do hidrogênio e além do urânio. O urânio é o elemento de número 92 na tabela periódica. Acima dele temos 11 elementos da série dos transurânios, que são elementos instáveis, com meias vidas curtas, descobertos entre 1940 e 1966. Acima destes ainda temos os elementos da série dos transactinídeos, com meias vidas bastante curtas. O hidrogênio é o átomo mais simples, contendo um elétron e um próton. A existência de elementos aquém do hidrogênio, segundo o modelo atômico atual, é impossível.
    (Comentário de Érika de Carvalho Bastone)

    Elias: André Luiz foi correto em predizer a existência de elementos químicos além do urânio, como a Érika mencionou.
    Abaixo do Hidrogênio, se levarmos ao pé da letra, a Érika está certa, não temos.
    Agora, se levarmos em conta a Antimatéria, teremos toda uma tabela periódica “negativa”!
    Há, mas isso é forçar a barra! Em parte sim, confesso.
    Mas venho a lembrar que há avanços científicos que nos trazem novos conceitos:
    http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=010130070928
    .
    Outra coisa interessante é que os prótons, elétrons e nêutrons estão longe de ser as menores partículas…
    A própria Érika menciona o modelo atômico padrão:
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Modelo_padr%C3%A3o
    Quando André Luiz diz “Elementos atômicos mais sutis” não estaria ele se referindo a estas partículas fundamentais do modelo padrão.

    Nós ainda não chegamos na menor partícula e acreditamos que ela seja explicada pela teoria das cordas:
    http://dupyckles.googlepages.com/teoriadassupercordas

    Conclusão: há sim Elementos mais sutis que o átomo de Hidrogênio.

  9. Vitor Diz:

    Elias, eu havia colocado os comentários no local errado, agora coloquei no certo, por isso apaguei as mensagens, ok? Estão no artigo que aborda “Mecanismo da Mediunidade”

  10. Elias Diz:

    Página 10, Capítulo 1, por Waldo Vieira:
    … confessamos que não sabemos ainda, principalmente no que se refere à elaboração da luz, qual seja a força que provoca a agitação inteligente dos átomos, compelindo-os a produzir irradiações capazes de lançar ondas no Universo com velocidade de 300.000 quilômetros por segundo.

    (Comentário de Érika de Carvalho Bastone):
    Na primeira metade do século XX tanto a física quântica quanto o eletromagnetismo (eletrodinâmica) já estavam formulados. A emissão de luz é, atualmente, um fenômeno explicado e controlado (aplicações tecnológicas).

    Elias: eu entendi que André Luiz se refere a Luz em si, sua velociade de propagação, não ao processo de emissão (que também não está em nosso domínio não!)
    Um dos “Cálices Sagrados” é quebrar a barreira da velocidade da luz. Só agora estamos COMEÇANDO a brincar com a luz:
    http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=010165070817
    Este conhecimento tem implicação direta na Teoria da Relatividade de Einstein.

    Assim, não sabemos/entendemos ainda a natureza e o comportamento da Luz.

    Conclusão: a afirmação de André Luiz está correta.

  11. Vitor Diz:

    Caro Elias,

    sobre seu último comentário, eis o que o físico José Edmar respondeu:

    André Luiz está falando, sim, sobre os processos de emissão de luz, que são relativamente bem conhecidos, e erra por que:
    1- Fala em “agitação” de átomos como fator de produção de luz, ou seja, procura explicar classicamente um fenômeno que, em sua essência, é quântico.
    2- Fala em “(…) irradiações capazes de lançar ondas (…)”; absurdo total. No contexto em questão, as irradiações são as próprias ondas.

    Um abraço.

  12. Elias Diz:

    Legal,
    grato ao físico José Edmar pela elucidação do problema, visto que a professora Érika não tinha deixado claro no comentário.

    a) O físico José Edmar usou outras palavras e eu concordo com ele: “…sobre os processos de emissão de luz, que são relativamente bem conhecidos,…”. Ou seja, muito diferente da afirmação da Érika: “A emissão de luz é, atualmente, um fenômeno explicado e controlado (aplicações tecnológicas).” Ok, novamente eu acho que ela não quis ser literal, expressou-se mal, gerando um erro. Prefiro pensar assim.

    b) José Edmar disse: “Fala em “agitação” de átomos como fator de produção de luz, ou seja, procura explicar classicamente um fenômeno que, em sua essência, é quântico.”
    Acontece que a frase é: “…agitação INTELIGENTE dos átomos”.
    Sabe-se que quando os elétrons decaem de um estado de mais alta para um de mais baixa energia emitem um fóton (ou irrradiação). Assim é observado o fenômeno, hoje.
    Só que interpretei “agitação inteligente dos átomos” no contexto como “produção de movimento/energia necessária para emissão de luz aplicado ao conjunto de partículas que é o átomo”. (embora isto não está especificado, concordo).
    Não sei se é problema de português ou não, encontrei uma explicação dita quase do mesmo jeito que André Luiz usou (citando átomo como um conjunto) num site de um cursinho pré-vestibular, só usando a palavra excitação (de uso mais atual), em vez de agitação (hoje associado a nível mais macro):
    “A semelhança das cordas, que só começam a emitir som depois dos batimentos do martelo, os átomos só emitem luz depois de ser excitados.
    Para que um átomo comece a irradiar é necessário transmitir-lhe uma determinada quantidade de energia. Ao irradiar, o átomo perde a energia que adquiriu e para que a matéria emita luz continuamente é necessária a afluência de energia do exterior. ”
    http://www.algosobre.com.br/fisica/formas-de-radiacao.html

    Conclusão: vejo aqui um problema de português, visto que li (sem tanto rigor, confesso) e entendi a descrição do processo como ele é observado hoje.

    c) José Edmar disse: Fala em “(…) irradiações capazes de lançar ondas (…)”; absurdo total. No contexto em questão, as irradiações são as próprias ondas.
    Elias: Concordo, a frase está ruim. Tinha associado “capazes de laçar ondas” como uma ação dos átomos, e aí estaria correto. Parece uma frase com o meio truncado.
    Novamente avalio a possibilidade de erro de português, ou de transcrição.

    Conclusão: aqui, temos três hipóteses sobre o erro:
    - Erro conceitual de André Luiz (como já levantado). (É necessário estudar o restante da obra para verificar se este conceito, da forma como está aqui, é mencionado novamente. Se o conceito de emissão de luz for mencionado de forma diferente em outro trecho, esta hipótese perde força.
    - Erro de português de André Luiz
    - Erro de transcrição da obra (durante a fase de edição).
    (Para tirarmos a dúvida teríamos que examinar os originais, manuscritos… dureza hein!)

    Espero ter contribuido. Um abraço.

  13. Elias Diz:

    Sobre:
    Página 28, Capítulo 7, por Waldo Vieira:
    Lentamente, os cromossomos adquirem a sua apresentação peculiar, em forma de ponto-alça-bastonete-bengala, e a evolução que lhes diz respeito na cariocinese, desde a prófase à telófase, merece a melhor atenção dos Construtores Divinos, que através do centro celular mantêm a junção das forças físicas e espirituais, ponto esse em que se verifica o impulso mental, de natureza eletromagnética, pelo qual se opera o movimento dos cromossomos, na direção do equador para os pólos da célula, cunhando as leis da hereditariedade e da afinidade que se vão exercer, dispondo nos cromatídeos, em forma de granulações perfeitamente identificáveis entre o leptotênio e o paquitênio, os genes ou fatores da hereditariedade, que, no transcurso dos séculos, são fixados em número e valores diferentes para cada espécie.

    Comentário de Júlio César Siqueira:
    [Esse trecho] diz que os cromossomas se movem durante a divisão celular devido à força eletromagnética, devido a impulso mental. O movimento dos cromossomas durante a divisão celular está ligado à ação mecânica de componentes do citoesqueleto, e não meramente relacionado a ações eletromagnéticas originadas diretamente de um impulso mental.

    Notícia recente:
    Medicamentos substituídos por campos magnéticos em técnica nanobiotecnológica
    http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=medicamentos-substituidos-por-campos-magneticos-em-nanobiotecnologia

  14. Vitor Diz:

    Elias,

    no meu entender, não há relação entre uma coisa e outra. O texto do biólogo observa que André Luiz se reporta a uma ação sem a intermediação dos componentes do citoesqueleto, já que ele não descreve isso. A ausência de tais componentes é que seria incorreto. André Luiz parece atribuir tudo ao suposto impulso mental ou onda eletromagnética.

    Um abraço.

  15. Ed Diz:

    Livro dos Espíritos – Capítulo II – Questão 28
    “Sendo o espírito, em si mesmo, alguma coisa, não será mais exato, e menos sujeito a confusões, designar esses dois elementos gerais pelas expressões: matéria inerte e matéria inteligente?”
    — “As palavras pouco nos importam. Cabe a vós formular a vossa linguagem de maneira a vos entenderdes. Vossas disputas provam, quase sempre, de não vos entenderdes sobre as palavras. Porque a vossa linguagem é incompleta para as coisas que não vos tocam os sentidos.”

    Nesta questão, podemos claramente observar que a preocupação dos Espíritos Superiores é o esclarecimento entre o Mundo Físico e o Extrafísico e não detalhes acadêmicos. Se algo é extrafísco, obviamente o ser humano ainda não pôde provar com suas limitações físicas. Daqui a pouco terá físico querendo dar pitaco na estrutura de um perispírito…
    Se as palavras foram mal utilizadas por André Luiz ou copiadas (ou mal capitadas pelos os dois médiuns), enfim, era para se explicar algo de forma aos leigos compreenderem e não com a intenção de se explicar física para os leitores. Quanto a detalhes mais profundos e complexos, é sempre fácil dizer que algo é impossível… Há astrofísicos que acreditam na Teoria de “atalhos cósmicos” em que o homem poderia em curto tempo passar para outra dimensão, mas na outra ocasião levaria PERANTE A NOSSA FÍSICA 100.000 anos-luz, por exemplo. “Não, isto é impossível!!! A ciência prova que isto é impossível!!!” É… Assim como tem astrofísico da NASA que crer que isso é possível, mesmo contrariando a física que ele estuda, por isso devemos então pôr em teoria (bem contrário de caluniar e difamar) as coisas do plano extra-corpóreo, que os Espíritas acreditam ou não, usando cada um o crivo de sua razão.
    Em os Livros dos Espíritos também nos foi dito que é possível seres em outros planetas estarem encarnados, porém em matéria menos densa… Como isso seria possível? Com as leis da física que conheço, seria impossível, mas sou Espírita e creio! Creio porque não conheço 1 décimo das leis físicas que regem este Universo e creio que a nossa física se limita a outras dimensões e percepções…
    Nós somos fótons dividos por “n” vezes e achamos que já conhecemos todas as Leis do Universo se baseando em uma limitada sabedoria de física.
    Se fosse outro a propagar, há não ser Einstein, dúvido que a Teoria da Relatividade ganharia adeptos. O mundo é realmente feito de convencimentos!
    Há varias explicações no Livro dos Espíritos que eles passam para o codificador as mensagens se utilizando de palavras e conceitos da época e de ocasiões mundanas para TENTAR explicar algo extrafísico, pois não há palavras para coisas que não vemos e por isso não daria para entender e a intenção destes são sempre o cunho da mensagem e não uma explicação acadêmica pomposa.

  16. Gasparzinho, a consciência extrafísica camarada Diz:

    Lembrando que os erros não se limitam nas ciências exatas. Mostre algum desses livros sobre “evolução consciencial” para um psicólogo/ sociólogo/ antropólogo/ filósofo: erros graves mesmo antes da consolidação das ciências sociais!

    Apoiam-se em Descartes quando é interessante – posteriormente na parte “agradável” de Kant, não na qual ele detona Descartes!
    Platonismo, método Socrático…
    Alguém citou o exagero linguístico, da complexidade dos jargões. Bem, vários conceitos “novos” foram copiados de antigos. Basta ter uma pequena noção de grego, latim ou sânscrito… Enfim, para a galera que mal terminou o curso de inglês, é fácil perceber como tais termos são impressionantes e, sobretudo, “inovadores”!

    Abraços!

  17. Vitor Angelo Baeta D. Diz:

    É óbvio que, mormente para escrever livros como ““Evolução em Dois Mundos” e “Mecanismos da Mediunidade”, ele se socorreu de outros autores. E antes que algum padre ou pastor o digam de má-fé, eu mesmo direi: sei, inclusive, de que livros André Luiz retirou os elementos contidos nesses trabalhos. Digo mais: ele nem se preocupou em alterar os textos copiados; quase usou as mesmas palavras. Eu, por exemplo, teria modificado um pouco mais, dentre outras razões para evitar problemas de direitos autorais, já que ele sequer usou aspas. Mas isso prova apenas que André Luiz não estava preocupado em esconder o que fez. ”

    Muito pertinente o comentário Vitor,o proprio Luciano dos Anjos diz que Andre Luis na verdade fora pseudonimo de Faustino Esposel,o qual era um medico que tinha doutorado.Sera que o senhor Faustino se esqueceu completamente de como se fazer citações ou sera que o médium infelizmente não recebeu comunicação alguma e sim retirou esses conceitos de varios livros e misturou com subjetivismos para escrever esse livro?Pois é,na falta de provas pode-se argumentar qualquer coisa,por isso que eu passei a desconfiar da escrita automática,tem que ser muito reservado em aceitar todas as obras de escrita automatica como autentica,eu prefiro as obras de pessoas que tem experiencias fora do corpo pois ai da para saber exatamente com quem esta falando,mas bom,excelente materia,e a credibilidade dos dois mediuns esta em quarentena comigo.

  18. Marciano Diz:

    Até o momento foram encontrados erros somente nos trechos ditos “psicografados” de Waldo Vieira, e há indicações de cópias de fontes terrenas, ainda não reveladas.

  19. Marciano Diz:

    Kardec sempre deixou claro que onde a CIÊNCIA avançar, o Espiritismo deve acompanhar ou seja, se a ciência provar que o Espiritismo errou em algum ponto, a doutrina se reajustará para andar lado a lado com a ciência.

  20. ricardo Diz:

    comentários demasiadamente vagos. Aqui existe a necessidade de mais estudo e menos dizer.
    por favor pessoas que conheceram o espiritismo agora, estudem, estudem com afinco, pois muitos só querem falar e falar e no final escrevem besteiras.

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