Arquivo ‘Obras de Gladys Osborne Leonard’ Categoria

Livro Gratuito! “Os Experimentos Leonard e Soule” (1929)

segunda-feira, abril 20th, 2026

Publicado em 1929 pela Sociedade de Investigação Psíquica de Boston, Os Experimentos Leonard e Soule é um livro que atravessa uma galeria de nomes centrais da investigação psíquica do início do século XX. Desfilam por suas páginas médiuns célebres como Osborne LeonardAnnie BrittainSra. SouleSra. SandersSra. Dowden e Vout Peters; surgem pesquisadores como James H. Hyslop e críticos atentos como Eric Dingwall. Lydia W. Allison reúne páginas e páginas de sessões mediúnicas realizadas em Boston e Londres. Ao lado dela está Walter Franklin Prince, psicólogo, investigador da SPR, conhecedor de hipnose, automatismo psicológico, sugestão, leitura fria e das artes do ilusionismo — num campo onde ele próprio já participara de exposições de fraude mediúnica. Muitas sessões não levam a nada. Outras produzem erros claros. O texto não esconde isso. Mas é justamente nesse terreno irregular que, de repente, algo brilha.

Um dos momentos mais notáveis do livro – longe de ser o único – ocorre numa sessão de 12 de agosto de 1925, em Boston, com a Sra. Soule. Desta vez, o experimentador é o próprio Prince, sentando-se para tentar comunicação com sua esposa falecida. Nada anuncia o que virá. A sessão avança com a monotonia familiar dos encontros mediúnicos, até que, quase de passagem, surgem duas palavras: “Kitty … e Teddy.” O controle então afirma que “Kitty” não é uma pessoa. É um gato. O nome do gato não é dado, mas descrito: o nome é estranho, estrangeiro, muito longo, histórico, vindo de uma língua antiga: a grega. “Teddy”, por sua vez, encontra lugar com clareza: não pertence ao gato, mas ao cão ao qual a esposa de Prince fora particularmente apegada. A distinção é mantida com firmeza. Gato e cão não se confundem.

Somente em sessões posteriores, realizadas em novembro de 1925, após Prince solicitar explicitamente que o nome do gato fosse dado quando possível, o cerco se fecha. O nome finalmente surge, inteiro, incontornável: Mefistófeles — o último gato da casa conjugal, morto havia cerca de trinta anos, ausente da memória consciente havia décadas. Prince, mesmo admitindo investigações normais, considera que nem um detetive particular diligente, nem uma agência profissional, teria meios plausíveis de recuperar, décadas depois, nomes tão específicos, sem circulação pública, sem histórias, sem rastros. São suas as palavras:

Não creio que tenha pensado nele nos últimos vinte anos. Não tivemos o gato por mais de um ano, creio. Pode ser que um visitante ocasionalmente tenha ouvido o nome, mas isso foi há trinta anos, numa aldeia rural a duzentas milhas de distância. “Teddy” é explicável por associação de ideias: um último animal de estimação de anos passados a recordar outro. Tivemos o cão por menos de duas semanas antes de ele morrer, e é improvável que haja alguém além da Theodosia e de mim próprio que se lembrasse do seu nome. Haverá algum leitor tão credulamente cético ao ponto de supor que a Sra. Soule por acaso conheceu uma pessoa que anteriormente viveu naquela aldeia rural duzentas milhas a Leste e que, contra toda a probabilidade, se lembrou do nome do gato de um vizinho após trinta anos, e que também por acaso encontrou outra pessoa, desta vez daquela cidade 3.000 milhas a Oeste, e que, contra a probabilidade, se lembrou após dez anos do nome de um cão que o mesmo vizinho possuiu por menos de uma quinzena, e que ambas as pessoas por acaso mencionaram os animais de estimação do seu vizinho mútuo (embora longe de serem simultâneos) à Sra. Soule? E se a Sra. Soule tivesse tido ao seu dispor tantos milhares de dólares quanto tem moedas de dez cêntimos, e tivesse contratado Sherlock Holmes para descobrir o nome de qualquer cão ou gato que eu alguma vez tivesse possuído antes de 1924, creio que esse dignatário se teria matado a fumar antes de chegar a uma “pista”.

Para ler em português, clique aqui. Para comparar com o original em inglês, clique aqui.

“Minha Vida em Dois Mundos” (4ª edição), de Gladys Osborne Leonard

sexta-feira, novembro 1st, 2024

Segue a quarta edição deste livro da médium Gladys Osborne Leonard – jamais pega em fraude – acrescida de várias notas de rodapé por Márcio Rodrigues Horta, em que relata suas próprias experiências psíquicas, além de críticas a alguns pontos duvidosos da narrativa de Leonard. Para ler, clique aqui.

Testes com Imagens (1942)

quinta-feira, fevereiro 24th, 2022

Este artigo fornece evidência de fenômenos paranormais, possivelmente clarividência ou precognição. A médium do caso é Gladys Osborne Leonard. Ela obteve resultados interessantes, descrevendo imagens que apareceriam em jornais do dia seguinte. Infelizmente algumas imagens estão reproduzidas pessimamente no jornal, outras estão excelentes. Tentei conseguir as imagens originais para por no lugar das que estão ruins, mas não obtive sucesso. Se alguém consegui-las, por favor, me avise! Uma curiosidade é que os testes que ela fez foram reproduzidos recentemente, mas com uma metodologia que me pareceu mais avançada, com menos chance de ocorrência do acaso. Tais experimentos já foram publicados neste blog (busquem por Dale Graff).

Para ler o artigo, clique aqui!

“Minha Vida em Dois Mundos”, de Gladys Osborne Leonard – 3ª edição

quarta-feira, março 17th, 2021

Médium jamais pega em fraude, Gladys Osborne Leonard passou em diversos testes e escreveu vários livros, sendo este o primeiro traduzido para o português. A obra já havia sido publicada e até republicada aqui, sendo esta portanto sua 3ª edição, acrescida de notas do tradutor (Márcio Rodrigues Horta) e do revisor (eu). Buscamos separar o que seria fantasia e realidade, em especial à luz do que conhecemos hoje, e da vivência pessoal extraordinária do tradutor. Para ler o livro, clique aqui.

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