Arquivo ‘EFC’ Categoria

Avaliação da correspondência entre relatos subjetivos e alvos visuais durante tentativas de experiências fora do corpo (2026)

sexta-feira, setembro 18th, 2026

Alegações de percepção verídica frequentemente acompanham as experiências fora do corpo (EFCs), mas sua avaliação sistemática em condições controladas continua sendo um desafio. Investigamos se descrições produzidas após tentativas de EFC correspondiam a alvos visuais ocultos além do que seria esperado pelo acaso, utilizando métodos computacionais de similaridade semântica. Vinte e um indivíduos vinculados a uma instituição especializada em treinamento para EFC tentaram perceber um alvo selecionado aleatoriamente, exibido em uma sala separada e inacessível. Os alvos foram extraídos de um banco de dados padronizado e permaneceram desconhecidos tanto para os participantes quanto para os pesquisadores. Dez participantes relataram ter vivenciado uma EFC, e treze forneceram descrições dos alvos para análise. As descrições dos participantes e as legendas dos alvos foram convertidas em representações semânticas vetoriais de alta dimensionalidade por meio de um modelo de linguagem previamente treinado. Em cada ensaio, calculou-se o coeficiente de similaridade do cosseno entre a descrição do participante e cada um dos 100 alvos candidatos. O alvo correto foi então comparado à distribuição dos alvos de distração do mesmo ensaio por meio de uma métrica baseada em classificação ordinal (análise principal) e de escores z padronizados (análise secundária, de caráter descritivo). Análises de controle confirmaram que o procedimento identificava corretamente os alvos quando havia correspondência semântica, embora esses controles não demonstrem sensibilidade à linguagem humana natural. Nenhum ensaio individual apresentou correspondência estatisticamente significativa acima do nível esperado pelo acaso, e um teste combinado baseado em classificação ordinal, abrangendo os 13 ensaios, também não revelou evidências de desempenho superior ao acaso. Dois participantes, entretanto, relataram espontaneamente detalhes corretos sobre a localização e as atividades dos pesquisadores em uma sala adjacente. Embora os resultados referentes à identificação dos alvos não ofereçam suporte à hipótese de cognição anômala, esses relatos espontâneos do ambiente podem ter relevância metodológica e merecem investigação sistemática. Para ler em português, clique aqui. Para ler em inglês, clique aqui.

Livro Gratuito! “Viagens a Mundos Invisíveis”, de Anthony Peake (2011)

segunda-feira, março 16th, 2026

Em Viagens a Mundos Invisíveis, Anthony Peake investiga fenômenos associados às experiências fora do corpo (EFCs), partindo de um episódio pessoal vivido em abril de 2010, quando psicólogos austríacos o convidaram à Suíça para testar o dispositivo de estimulação luminosa Lucia. Durante cerca de 20 minutos, Peake, de olhos fechados, viu luzes internas em explosões azuis e manchas amarelas que não provinham da máquina, mas de sua própria atividade cerebral. A certa altura, suas percepções se dissociaram completamente do ambiente físico: ele se viu flutuando sobre uma vasta planície, milhares de metros acima dela, experimentando vertigem intensa e a sensação de estar simultaneamente na sala e em outro “lugar”. Vibrações corporais atravessaram-no como se parte de si estivesse se desprendendo do corpo físico. Assustado, pediu que o aparelho fosse desligado. Esse episódio marcou o início de sua investigação sistemática sobre estados ecsomáticos.

Peake então revisita relatos de experiências de quase morte, como os clássicos casos analisados por George Ritchie, Raymond Moody e Michael Sabom, nos quais pacientes descrevem ver seu corpo durante reanimações. Também examina episódios considerados “verídicos”, incluindo o célebre “Sapato de Maria”, no qual uma paciente descreveu com precisão um tênis encontrado depois em um parapeito externo. O autor registra, porém, críticas importantes: o caso carece de documentação independente além do testemunho da assistente social que encontrou o sapato, e análises posteriores sugerem que o objeto poderia ter sido visível a partir de certos ângulos internos, enfraquecendo sua força probatória. Porém, o autor também cita casos mais fortes.

A narrativa passa ainda pela obra de Robert Monroe, que relatou viagens a diferentes “Locais” durante estados fora do corpo, embora seus testes com o psicólogo Charles Tart não tenham conseguido validar percepções verificáveis. Outro eixo importante envolve os experimentos de visão remota com Ingo Swann no Stanford Research Institute. Apesar de Swann afirmar identificar objetos ocultos, Peake registra a crítica do mágico Milbourne Christopher, que questionou a falta de controle experimental, incluindo o fato de Swann ter ficado sozinho no ambiente e não ter percebido números posicionados onde um espelho improvisado não os alcançaria.

Peake faz um excelente trabalho mostrando as forças e fraquezas de cada caso, mostrando uma honestidade intelectual que merece ser muito elogiada!

Para ler, clique aqui.

UM DOS PRIMEIROS CASOS MODERNOS DE EQM COM EFC

segunda-feira, setembro 5th, 2022

Aqui constam dois registros históricos de uma das primeiras EQMs com EFCs da era moderna, tendo o caso sido investigado pelo brilhante Richard Hodgson. Márcio Rodrigues Horta acrescenta ricos comentários próprios. Para ler o artigo, clique aqui.

EFCs: Tudo Ocorre no Cérebro? (2006)

terça-feira, abril 5th, 2022

Ótimo artigo que refuta a ideia de que o giro angular por si só explicaria as Experiências Fora do Corpo (EFCs). Foi publicado originalmente no Journal of Near Death Studies. Para ler o artigo, clique aqui. Muito agradeço ao Márcio pela tradução!

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