Este artigo apresenta sínteses de três casos holandeses não resolvidos do tipo reencarnação (CORTs). O autor considera que esses casos apresentam uma estrutura semelhante à dos CORTs estudados pelo Dr. Ian Stevenson, da Universidade da Virgínia, seus colaboradores e outros pesquisadores independentes da área. Portanto, conclui que é plausível interpretá-los de maneira semelhante. Além disso, ao menos um desses casos parece exibir características paranormais que corroborariam a hipótese da reencarnação. A principal contribuição deste artigo pode ser a inclusão de CORTs holandeses na literatura sobre pesquisa em reencarnação. Para ler, clique aqui.
É com tristeza que anuncio o falecimento de Titus Rivas, pesquisador de reencarnação e de EQM, vítima de um AVC, em 25 de setembro de 2026. Eu estava traduzindo seu livro O Eu Não Morre, e já tinha feito a metade do trabalho. Infelizmente não pude entregar a tradução completa a tempo. Desculpe, Titus! Espero que em outra vida você possa ler minha tradução por inteiro.
As experiências de quase-morte (EQMs), embora amplamente estudadas em diversas partes do mundo ocidental, permanecem insuficientemente documentadas em outras regiões, havendo uma notável escassez de literatura proveniente da Índia. As EQMs fazem parte da cultura popular na Europa e nos países de língua inglesa, o que torna a questão das expectativas prévias um problema metodológico relevante. Em contraste, a quase total falta de conhecimento sobre esse fenômeno na Índia faz do país um ambiente particularmente favorável para a coleta de relatos de experienciadores e sua comparação com os relatos ocidentais. Durante a realização de um estudo com esse objetivo, encontrou-se um caso interessante de percepção verídica, isto é, uma percepção posteriormente confirmada como correta, ocorrida durante a fase extracorpórea de uma experiência de quase-morte. Para ler, clique aqui. Para ler o original em inglês, clique aqui.
Inicialmente foram descobertas semelhanças muito grandes entre dois sonetos atribuídos a Cruz e Souza por intermédio da psicografia de Francisco Cândido Xavier: “Missionário”, publicado em Coletânea do Além (1945), e “Espírita”, publicado posteriormente em Através do Tempo (1972). Porém, outras semelhanças se seguiram. Reunimos aqui o que encontramos até então. Para ler, clique aqui.
Alegações de percepção verídica frequentemente acompanham as experiências fora do corpo (EFCs), mas sua avaliação sistemática em condições controladas continua sendo um desafio. Investigamos se descrições produzidas após tentativas de EFC correspondiam a alvos visuais ocultos além do que seria esperado pelo acaso, utilizando métodos computacionais de similaridade semântica. Vinte e um indivíduos vinculados a uma instituição especializada em treinamento para EFC tentaram perceber um alvo selecionado aleatoriamente, exibido em uma sala separada e inacessível. Os alvos foram extraídos de um banco de dados padronizado e permaneceram desconhecidos tanto para os participantes quanto para os pesquisadores. Dez participantes relataram ter vivenciado uma EFC, e treze forneceram descrições dos alvos para análise. As descrições dos participantes e as legendas dos alvos foram convertidas em representações semânticas vetoriais de alta dimensionalidade por meio de um modelo de linguagem previamente treinado. Em cada ensaio, calculou-se o coeficiente de similaridade do cosseno entre a descrição do participante e cada um dos 100 alvos candidatos. O alvo correto foi então comparado à distribuição dos alvos de distração do mesmo ensaio por meio de uma métrica baseada em classificação ordinal (análise principal) e de escores z padronizados (análise secundária, de caráter descritivo). Análises de controle confirmaram que o procedimento identificava corretamente os alvos quando havia correspondência semântica, embora esses controles não demonstrem sensibilidade à linguagem humana natural. Nenhum ensaio individual apresentou correspondência estatisticamente significativa acima do nível esperado pelo acaso, e um teste combinado baseado em classificação ordinal, abrangendo os 13 ensaios, também não revelou evidências de desempenho superior ao acaso. Dois participantes, entretanto, relataram espontaneamente detalhes corretos sobre a localização e as atividades dos pesquisadores em uma sala adjacente. Embora os resultados referentes à identificação dos alvos não ofereçam suporte à hipótese de cognição anômala, esses relatos espontâneos do ambiente podem ter relevância metodológica e merecem investigação sistemática. Para ler em português, clique aqui. Para ler em inglês, clique aqui.
Um sonho precognitivo é um sonho relacionado a eventos futuros aparentemente imprevisíveis, mas que parecem ter sido antecipados pelo próprio sonho. As evidências mais convincentes desse fenômeno foram obtidas em dois estudos de caso que utilizaram um único sonhador precognitivo altamente habilidoso (os estudos de Maimonides conduzidos por Krippner et al., 1971, 1972). Em vez de simplesmente repetir esses estudos com outro indivíduo dotado de alegada capacidade precognitiva, o presente trabalho buscou investigar se uma pessoa possuidora de uma habilidade onírica incomum diferente, a capacidade de entrar em estado de sonho lúcido quase à vontade e de desenhar, ao despertar, as imagens observadas durante o sonho, poderia desenvolver a capacidade de sonhar precognitivamente por meio da prática. Foi previamente registrado um experimento formal composto por dois conjuntos de cinco tentativas cada. Em cada tentativa: 1) o sonhador registrava o conteúdo de seu sonho lúcido em uma transcrição; 2) enviava essa transcrição por e-mail a um selecionador de alvos cético; 3) o selecionador utilizava um gerador de números aleatórios para escolher um alvo; 4) o selecionador enviava ao sonhador o endereço eletrônico (URL) correspondente ao alvo; 5) enviava também a URL do alvo e a transcrição do sonho ao responsável pela análise; 6) o analista armazenava, em um banco de dados, a data, a transcrição do sonho e o alvo correspondente. Foram empregados três métodos de avaliação: 1) um método previamente registrado, mas posteriormente reconhecido como metodologicamente problemático, utilizando dois juízes humanos especializados (3 acertos em 10); 2) um método exploratório baseado em juízes humanos não especializados (1 acerto em 10); 3) um método exploratório que comparou o desempenho de cinco modelos distintos de representações vetoriais semânticas (embeddings) textuais incorporados a modelos de linguagem de grande porte (5 acertos em 10). Os métodos de avaliação baseados em inteligência artificial produziram evidências consistentes com a hipótese da precognição, incluindo uma correspondência entre sonho e alvo cuja probabilidade de ocorrência ao acaso foi calculada de forma conservadora como extremamente baixa (p < 1,2 × 10-5). Entretanto, os autores ressaltam que um experimento confirmatório será necessário antes que conclusões definitivas possam ser estabelecidas. Para ler o artigo, clique aqui.
Os fenômenos rotulados como psi costumam ser descartados pela psicologia convencional, rejeitados como impossíveis em princípio e relegados ao domínio marginal da “parapsicologia”, considerada externa ao campo científico dominante. Essa rejeição, contudo, parece fundamentar-se principalmente em duas premissas equivocadas: uma de natureza empírica e outra de natureza teórica. Do ponto de vista empírico, sustenta-se que não existem evidências robustas em favor dos fenômenos classificados como psi. Do ponto de vista teórico, argumenta-se que, ainda que alguns resultados experimentais pareçam sugerir sua existência, não haveria qualquer mecanismo capaz de explicá-los, uma vez que tais fenômenos violariam as supostas “leis da natureza”. Logo, conclui-se que os dados devem estar comprometidos de alguma forma, seja por erro metodológico, viés do experimentador ou fraude. No entanto, nenhuma dessas objeções se mostra plenamente justificada. Quanto às evidências, Jessica Utts, que mais tarde viria a presidir a Associação Americana de Estatística, escreveu em um relatório de 1995 ao Congresso dos Estados Unidos sobre uma modalidade específica de psi: “Aplicando-se os mesmos padrões utilizados em qualquer outra área da ciência, conclui-se que o funcionamento psíquico está bem estabelecido. Os resultados estatísticos dos estudos examinados vão muito além do que seria esperado pelo acaso.” No que se refere à teoria, grande parte das objeções à plausibilidade dos fenômenos psi parece apoiar-se em uma concepção materialista da realidade herdada da física clássica, concepção esta profundamente abalada pelos avanços científicos ocorridos ao longo do último século, especialmente no âmbito da física quântica. Embora tais desenvolvimentos não constituam prova da existência dos fenômenos psi, eles enfraquecem diversas objeções tradicionalmente apresentadas contra sua possibilidade. Diante disso, este artigo sustenta que a psicologia deveria voltar a examinar a questão da psi com a mente aberta. Para ler, clique aqui.
A policial civil de Ituiutaba (Minas Gerais), Leida Maria de Assis, gravou um vídeo defendendo a “médium” Maira Rocha, dizendo ser impossível ela ter conseguido as informações que ela passou sobre seus familiares, pois Maira só a conheceu uma hora antes de seu suposto contato com o espírito do seu filho falecido. Veremos que não é bem assim. Abaixo um vídeo desmontando o caso. Clique aqui para um arquivo em word do caso e algumas considerações.
Diversas reportagens sobre a “médium” Maira Rocha com denúncias de fraude foram publicadas hoje. Vejam aqui a matéria do jornal Metrópoles, aqui a matéria do DCM. Abaixo um vídeo do Metrópoles.