Mais Provas de que Emmanuel Não Existiu

Este artigo busca fornecer mais provas de que Públio Lentulus, vida passada de Emmanuel (guia de Chico Xavier), jamais existiu. 

 

Introdução 

Resolvi apresentar aqui mais uma parte – longe de ser a totalidade – das provas que me foram apresentadas pelo senhor José Carlos quanto à inexistência do senador Públio Lentulus como retratado no livro “Há Dois Mil Anos”, de Chico Xavier. Ei-las: 

Não há nenhum indício de um Públio Lêntulo, que fosse “governador” ou “procurador” da Judéia (nomear um aristocrata romano para o governo de uma província procuratoriana de segunda classe, como era o caso da Judéia após a deposição de Arquelau em 6 dC, e ainda mais um da alta aristocracia patrícia republicana, seria um insulto inimaginável[1]; Pilatos não era um aristocrata, um “nobilis”, era um “éqüites”, um “cavaleiro”, espécie de classe média, e o pretenso Lêntulo seria seu superior social e hierárquico; jamais o trataria como igual, e, se acaso estivesse na Judéia, daria ordens a Pilatos…). Em todo o livro perpassa uma TOTAL IGNORÂNCIA das estruturas político-administrativas, e mesmo militares, romanas (por exemplo, não havia legiões estacionadas na Judéia naquela época, somente tropas auxiliares); também, não há nenhum registro de que um Lêntulo estivesse no estado-maior de Vespasiano e Tito na guerra judaica; e assim por diante… Isso sem contar que o pretenso Públio Lêntulo jamais poderia (como diz) ser descendente direto por linha masculina de Públio Cornélio Lêntulo Sura, o conspirador catilinário, cônsul 71 aC, expulso do Senado por imoralidade em 70 aC, pretor em 63 aC para poder reentrar no Senado, e nesse ano executado por Cícero por envolvimento na conjuração de Catilina. Todas as evidências apontam para o fato de que Lêntulo Sura não teve descendentes masculinos que lhe sobrevivessem; ele foi, aliás, o padrasto, e pai de criação, de Marco Antônio, o triúnviro, que teve que interceder junto a Cícero para obter o seu corpo a fim de lhe prestar as honras fúnebres – sinal de que Sura não tinha filhos, a quem caberia, pelo costume romano, esse sagrado dever. A inimizade de Antônio para com Cícero, entre outras coisas, muito teve a ver com o fato de Cícero ter condenado a morte, sem apelação, Lêntulo Sura, segundo marido de Júlia, a mãe de Antônio, e que o havia criado. Tudo aponta, pois, para uma fraude, quer tenha sido ela consciente, quer inconsciente. 

Discussão 

Algumas pessoas tem-me citado como evidência da existência do senador Públio Lentulus o site http://br.geocities.com/cepak2001br/cartadepubliolentulo.html. No entanto, sinto dizer que o site absolutamente nada prova com relação à existência do senador. Eis o que o pesquisador José Carlos disse a respeito de seu conteúdo: 

De meu conhecimento, nenhum autor clássico, ou Padre da Igreja, cita a carta de Públio Lêntulo. Se ele diz que Tertuliano a menciona, deve dizer em que obra de Tertuliano está tal menção. Igualmente, se ele diz que algum escritor eclesiástico a menciona (e, para que se tivesse ao menos um mínimo de credibilidade, teria de ser Eusébio de Cesaréia, ou os bizantinos do séc. V dC), deve indicar o nome do historiador e a obra (incl. capítulos). Do mesmo modo, diz-se que São João de Damasco (séc. VIII dC) teria citado a carta – mas ninguém, até agora, disse em que obra está essa citação. Todas as citações conhecidas por mim são espúrias, do séc. XIII ou de além, e mais, ocidentais. Isso não quer dizer que não possa haver citações mais antigas, mas, mais uma vez, eu pergunto: quem citou, e em que obra, e em que data, e qual a tradição do manuscrito que chegou até nossos dias? Coisa bem direta, e simples de responder – se se tiver a resposta. 

Então até que o autor do referido site aponte as referências em que vinculou tais informações, só posso dizer que seu conteúdo é completamente inválido como uma pesquisa séria. Ademais, a carta é só uma pequena parte dos problemas do livro. Ainda que existisse – o que considero altamente improvável – há uma miríade de erros no livro “Há Dois Mil Anos” que permaneceriam sem solução.  

Algumas pessoas, infelizmente, tem-me acusado de querer denegrir a imagem de Chico. Não é verdade. Meu objetivo é simplesmente conhecê-lo em sua totalidade, com seus erros e acertos. A idolatria sempre considerei o primeiro passo para o fanatismo, e penso que o Movimento Espírita Brasileiro (MEB) sofre muito de ambos. Meu trabalho não é para destruir o Espiritismo, pelo contrário, é uma tentativa de salvar o MEB de cair em tais armadilhas geradas pela falta de senso crítico. 

Outras pessoas, ainda, apelam para possíveis lacunas da História alegando que nem todos os registros foram descobertos ou sobreviveram ao tempo. Para o período e a maior parte das pessoas retratadas no romance, considero tal argumento inválido. Nas palavras do senhor José Carlos: 

“Mesmo que algumas causas dos fenômenos sociais não sejam ainda conhecidas, ou o sejam somente de modo incompleto, ou mesmo tenham um caráter polêmico, a factualidade daquela sociedade, daquela época e lugar, é suficientemente conhecida para se poder apresentar como um plano de comparação para a ambiência exibida pelo livro. 

Tal factualidade, no caso específico de “Há Dois Mil Anos”, exibe-se como um tríptico: a estrutura dos nomes; a estrutura da personagem principal, seus antepassados e seus descendentes; enfim, a estrutura social, política e administrativa do Império e de sua província da Judéia.  Tem-se, por um lado, um tríptico que se pode obter do consenso histórico; e, por outro, um tríptico que se pode obter a partir da ambiência do romance. Deve-se-os comparar, para ver se, em termos de verossimilhança histórica, é factível dizer que o romance foi escrito por alguém (“alguém” que pode ser uma entidade, um ET, um maluco-beleza um falsário, etc.) que poderia ter sido testemunha ocular dos acontecimentos.  Uma vez que se tenha conseguido chegar a tal ponto, passar-se-ia a tentar descobrir quem seria esse alguém: poderia ser uma entidade? Ou um ET? Ou alguém que, sabe-se lá como, capte “fluidos energéticos” de várias centenas de anos, de modo a ter conhecimentos aos quais não poderia normalmente ter acesso? Ou um bom fraudador?  

Não se chegou ainda à segunda fase, e nela apenas se há de chegar, dedicando-lhe a nossa atenção, o nosso tempo e os nossos esforços, se o livro “passar”, por assim dizer, no crivo da primeira fase (a da verossimilhança histórica).  Não há sentido algum em se começar (no caso específico de “Há Dois Mil Anos”) as investigações referentes à segunda fase antes de se terminar satisfatoriamente a primeira.  O livro é histórico, e pinta (ou diz pintar) um retrato histórico de uma época e lugar, e de algumas personagens. Se esse quadro não encontra respaldo no “estado da arte” do que se sabe, por via estritamente histórica, acerca dessa época, lugar e personagens, então não há necessidade de se ir além.  

A menos que se considere que o “estado da arte” atual seja incompleto, ou falso. Mas, nesse caso, deve-se inicialmente provar, e provar circunstanciadamente, que o consenso atual dos estudos acerca da sociedade romano-judaica da época Júlio-Cláudia, e da família dos Lêntulos, é efetivamente incompleto ou equivocado.  Sem querer ser dogmático, isso é, para todos os efeitos práticos, virtualmente impossível: o “estado da arte” atual é fruto de várias gerações de estudos realizados sobre fontes históricas literárias, arqueológicas, numismáticas e (muito importante, e quase sempre esquecido por quem não é do ramo!!!) epigráficas; estudos esses realizados por uma miríade de especialistas, de várias nacionalidades, de várias convicções religiosas, que não estavam particularmente interessados em afirmar ou negar a mediunidade, ou a espiritualidade, mas simplesmente em reconstituir, do ponto-de-vista histórico, e do modo mais confiável possível, a sociedade mediterrânica do Império Romano no séc. I dC, e as famílias da nobreza dirigente romana no período.”  

Conclusão 

Foram apresentados muitos mais erros constantes no livro “Há Dois Mil Anos”, que tornam cada vez mais inverídico o relato do livro. Foram respondidas as críticas mais comuns que buscavam aumentar a chance da existência de tal senador. Foram respondidas as acusações quanto às intenções deste trabalho. Qualquer pesquisa que se pretenda séria deve citar devidamente os documentos que permitiriam a existência de tal senador do séc. I. e solucionar os demais vários erros presentes na obra. Por fim, devo dizer que poderia apresentar muitíssimos outros problemas constantes na obra, mas para não ser muito extenso, resolvi revelar apenas alguns, que já fornecem enorme dificuldade para considerar a obra minimamente plausível. 

Agradecimentos 

Agradeço muitíssimo ao senhor José Carlos Ferreira Fernandes por sua ajuda e pesquisa. Ambas foram e são inestimáveis para a feitura deste trabalho. 

Referências 

Xavier, Chico. “Há Dois Mil Anos”, FEB, 1939.


[1] Na verdade, o livro em nenhum momento chama Lentulus de “governador”, e sim uma das famosas “cartas” [apócrifas] de Lentulus ao Senado descrevendo Jesus [vide o artigo "Emmanuel, o Guia de Chico Xavier", para ler as cartas]. O livro “Há Dois Mil Anos”, porém, não reproduz o conteúdo da carta, apenas cita Lentulus escrevendo-a. Não se pode dizer, portanto, que isto seja um erro. Pelo contrário, essa situação (historicamente incorreta) foi, por assim dizer, “corrigida” no livro “Há Dois Mil Anos” – afinal, já se sabia que à época de Jesus que o governador romano era Pôncio Pilatos.  Assim, para justificar a presença de Públio Lêntulo na Judéia, inventaram uma “comissão especial”, ou algo que o valha – comissão essa que estendeu-se além do próprio mandato de Pilatos.

35 respostas a “Mais Provas de que Emmanuel Não Existiu”

  1. Moodyxadi Diz:

    Parabéns pelos artigos. Sempe me incomodou a facilidade com que os espíritas “engolem” anacronismos históricos e colocam o valor “moral” de uma obra acima de sua factualidade. Se o espiritismo deseja realmente ser fiel às suas origens, não pode prescindir da validação científica ortodoxa para sua afirmações (deixando as ciências “alternativas” de lado e o jargão metafísico ultrapassado e vazio).

    Sou ex-espírita exatamente por não ter encontrado nem nas pessoas, nem na literatura especializada, o extremado amor à verdade e ciência tão propugnado aos leigos. O consolo é importante, mas quais sõ as bases sobre as quais ele se sstenta? Seu esforço particular em relação a Chico Xavier é importantíssimo, e a má-recepção se deve à idolatria, ao péssimo costume dos espíritas de se isolarem do resto do mundo intelectual (um Tolstoi “psicografado” é lido, mas os Tolstois “encarnados” – “Guerra e Paz” – são ignorados) e por demais argumentos falhos e dignos de pessoas ignorantes – no mais amplo sentido do termo.

  2. Carlos Magno Diz:

    The more I know some kind of people the more I love my dog.

  3. MoonChild Diz:

    Que tristeza, ou alegria. Estão imitando meu nickname… quem será (quem descobrir ganha um single do Iron Maiden – MoonChild) ? Bem… como virou bagunça, não vou mais comentar. Vitor, você deveria impedir esse tipo de coisa, enquanto isso, não comentarei mais nada.

    Abraços

  4. Vitor Diz:

    MoonChild,

    não posso controlar o nickname dos usuários. Mas em minha opinião, são apenas levemente parecidos.

    MoonChild/Moodyxadi = 9 letras, 3 primeiras coincidentes

    Isso quer dizer que 66% do nick não é coincidente. Não vejo motivo para vc parar de postar, sempre gostei dos seus comentários.

    Abraço.

  5. weirdo Diz:

    Se me permite, postarei um comentário meu aqui, que postei no link de setembro, uma vez que talvez ele seja lido primeiro aqui. Um abraço:
    Vítor, se não me engano, vc está cometendo uma contradição em termos ao dizer que é um espírita ateu. O termo espírita (como o entendemos hoje) foi definido por Allan Kardec para diferenciar de outras crenças espiritualistas, desta forma, só é espírita quem compartilha da ideologia, doutrina, ou o que quer que seja, espírita definida por Kardec, todos as outras formas de definir o espíritas são errôneas, tais como, dizer que quem lê cartas de tarô, etc é um espírita. Como percebi nos seus comentários, vc não compartilha da crença Espírita, vc apenas crê na reencarnação e mais uma ou duas coisas que o espiritismo aborda. Com isso, reafirmo que vc não é espírita, e penso que é interessante vc criar um novo termo para sua crença. Quem sabe não consegue adeptos para ela. Sinceramente, weirdo.

  6. Fernando BH Diz:

    concordo com o weirdo.
    também acho que espírita ateu não é só contradição em termos não. O ceticismo exagerado irá causar tristes decepções aos que insistem em causar polêmica de “formas” e ignorando o principal que é o conteúdo.

  7. Nomade BR Diz:

    Gostei muito de sua iniciativa. Gostaria apenas de saber qual o método que você está utilizando para a análise. Qual é?

  8. Vitor Diz:

    Caro Nomade,

    com relação à obra “Há Dois Mil Anos”, o melhor é enviar suas dúvidas diretamente para o senhor José Carlos (já que ele foi quem analisou a fundo a obra), para o email [email protected]

    Um abraço.

  9. Gustavo Diz:

    Olá amigo. Interessante sua pesquisa. Porém, procurei sem sucesso mais referencias bibliograficas ou mesmo de web sites, quais sao suas mais referencias sobre o assunto. Abraços.

  10. Vitor Diz:

    Gustavo,

    procure pelos outros artigos deste mesmo tópico referentes a Emmanuel, e verá as citações. Ou escreva para o senhor José Carlos, email citado acima para o internauta Nomade.

  11. Elaine Diz:

    A verdade não existe, existem pontos de vistas e interpretações. Os historiadores interpretam parte de fontes que se conservaram através dos tempos. O bom senso nos diz, que existiram pessoas e acontecimentos que não sabemos, não é porque não vimos ou não sabemos, que não existiu, o ser humano é falivel, o que a ciência ou a história diz agora, daqui a 15 minutos pode ser negada. A ciência hoje em dia é bem cuidadosa, e não afirma nada como verdade absoluta, a história mudou muito no último século, não se tem mais essa interpretação positivista de que se pode conhecer a verdade através da ciência, hoje se tem plena consciência da ideologia do pesquisador, da sua formação cultural e familiar isso interfere na pesquisa e que é impossível fazer uma pesquisa isenta e neutra. Como pessoas “racionais”, não podemos aceitar o que a ciência ou história diz como verdade absoluta sem crítica… E muitocomplicado afirmar o que aconteceu há mais de 2000 anos atrás… Mas como religiosos podemos aceitar a revelação como uma convicção íntima e particular.
    “ou seja, escritos ou ditados por um suposto espírito através de um “médium”, apontando erros e acertos à luz da Ciência ”
    A ciência não é a última palavra.. Ela não é a dententora da verdade… não podemos aceita-la com uma credulidade religiosa…

  12. LAN Diz:

    Estou contente, pois os maiores adversários sinceros da doutrina espirita passaram a ser seu maiores defensores, antes ou depois do desencarne. Por falar em contradições, erros e equivocos, analise de fatos, datas e etc., devemos perceber os erros da matemática, fisica, quimica, biologia, e tudo mais, simpelsmente porque não somos perfeitos, isto serve para quem escreve, e também para que analisa e critca os escritos.

  13. Christiane Diz:

    Importantes essas discussões, pra que possamos ter fortalecer a fé raciocinada… contudo, diversamente do que informou o senhor José Carlos, em nenhuma das obras do Emmanuel a personagem Públio Lentulus é designado como “procurador da Judéia” ou “governador”, mas, sim, como senador, assim como o seu ascendente Públio (…)Sura… abraços a todos

  14. Vitor Diz:

    Christiane,
    a designação está numa das versões da carta, que não é reproduzida no livro. Há tempos coloquei uma nota em
    http://obraspsicografadas.haaan.com/2007/mais-provas-de-que-emmanuel-no-existiu/#_ftn1 explicando isso.

    Um abraço.

  15. Sandra Sá dos Santos Diz:

    Provar a existência ou não de uma pessoa no século I é quase tentar remontar sua própria árvore genealógica. O que me deixou bastante estarrecida é que alguém queira comprovar a existência de um espírito numa encarnação há 20 séculos atrás. O livro não atrapalha em nada a vida das pessoas ou do MEB o que conta são as atitudes e os ensinamentos que são mencionados. A veracidade dos fatos compete aos cientistas para quê? Se o que é transmitido pelo livro é a base do Cristianismo. “Sem caridade não há salvação”. Se houve um Publio Lentulus ou não o que muda na vida e no livre-arbítrio de quem procura mencionar e provar a existência dele. Por acaso toda a História do Brasil foi mencionada com toda a veracidade dos fatos ou foi apenas escrita por aqueles que detinham o conhecimento? Não li nenhuma história do Descobrimento do Brasil escrita por índios e nem escravidão escrita pelos escravos. Provar a inexistência de um patrício romano no século I como em Há dois mil anos deve dar muito trabalho não? Desmentir Emmanuel muda o que na vida de vocês? Então procurem ver se 50 anos depois também não existiu um escravo chamado Nestório.
    Por favor eu gostaria de receber todas as provas e quanto ao MEB a preocupação não é provar quem viveu ou não, é reformar-se intimamente para melhorar este mundo que está muito difícil de viver sem nenhum preceito cristão de amor ao próximo.

  16. LAN Diz:

    Bom, é ótimo ver o debate, agora pergunto aos detratores?
    E o não julgueis? E o fazer ao próximo aquilo que queres que te fazas? E o orgulho e vaidade já estão dominadas e nossos corações? O perdão já é ato constante em nossas vidas?
    Lembrom-me daquele ditado..sorria Jesus te ama, não esqueças que ele também ama a teu próximo.
    Paz

  17. Andrea Diz:

    Eu gostaria de saber se esses que chamam os críticos do espiritismo de detratores, também são cheios de conselhos e palavrinhas de amor para aqueles que mostram as mentiras e enganos do Edirmacedo, por exemplo…Será que eles não julgam o tal “bispo”? Ou outros líderes religiosos (ou pseudo-religiosos) enganadores? Será que eles dizem para os que mostram as falcatruas de “pastores” deste tipo: “tenha mais amor no coração!” ou será que aplaudem quando tais “religiosos” são criticados?

    Já cansei de ler livros e mais livros do Sr. Chico Xavier e de outros “médiuns” criticando acidamente (e falsamente também, pois há muitas mentiras em tais livros, que só fui descobrir depois que passei a estudar os bons livros de historiadores e antropólogos sérios) religiosos, principalmente da Igreja Católica (o alvo preferido). Nessa hora ninguém aconselha o “médium” a ter “amor no coração” ou outras pieguices do gênero, mas quando o alvo é algum espírita a coisa muda de figura e logo aparece a face idólatra de certos espíritas e simpatizantes.

    Amor à verdade é o mais importante e isso eu admiro no Vítor. Parece ser uma pessoa que busca a verdade.

    O trabalho disponibilizado neste site tem se mostrado sério e digno de consideração.

  18. Carlos Magno Diz:

    Andréa:

    Quem escreve (ou fala) o que quer, lê (ou escuta) o que não quer.

    O amor à verdade do Vitor é dele somente, não meu e de muitos outros.

    A verdade é única, descubra-a quem puder.

  19. Margareth MG Diz:

    Vitor,
    estava fazendo uma busca “carta do Senador Públio Lentulus” e cai aqui. Fiquei triste, tudo bem que vc busca evidências materiais (científicas, históricas…) para afirmar que os livros de Chico, ou passagens não deixaram rastros ou não se confirmam, mas lembre-se muitas de nossas pegadas não deixam rastros. O que vc me diz dos livros de nosso querido André Luiz. Existe a Colônia Nosso Lar? Existe a Mansão Paz (Ação e Reação)? Existem as cidades umbralinas? Nossas vidas possuem um roteiro divino? Deus existe? Como prová-lo?
    Será que vc não é um Saulo e não chegou ainda às portas de Damasco? Feliz Natal. Um ano cheio de paz, de luz!

  20. Chico Sá Diz:

    O crente é mesmo uma comédia, quando apertado desvia do assunto é começar citar Jesus que nunca existiu.

  21. Edmilson Cavalcante Diz:

    olá!
    há tantas coisas mais importante e porque não dizer importantíssima?
    Ao invés de se ficar perdendo tempo em provar que alguém existiu ou não seria mais interessante, e importante oculpar o seu tempo em favor dos próximos que vivem sofrendo na miséria material e moral. Os que não tem e não buscam conhecimentos com isso vivi a mercer dos exploradores da ignorância e da miséria alheia. Os lideres religiosos e os políticos, querem de preferências que todos sejam analfabetos, assim serão mais enganados e explorados. Porque aqueles que ficam perdendo tempo, em pesquisar algo que não acrescenta em nada para o melhor? por favor peço a todos que perdem tempo em busca do nada para empregar seu tempo para ajudar o próximo se tornando um voluntário do bem. Vamos trabalhar para fazermos um Brasil maravilhoso.
    Que Deus continue a abençoando a todos nós em Geral.

  22. leiza Diz:

    Eu tenho em minha casa um retrato de Jesus que segundo o que esta ecrito la é o verdadeiro retraro de nosso senhor Jesus Cristo enviado por Publio Lentulo pro consul romano naJudéia. Gostaria de saber se alguem tem idéia se realmente esse retraro existiu.

  23. Artur Diz:

    Parabéns, Vítor.
    Eu também sou extremamente exigente em relação algumas coisas e também sou muito criticado por fazer perguntas tais como:
    Qual é a fonte?
    Onde encontro evidências de é verdade o que me “vendes” ?
    O que mais vejo e encontro são achólogos e achistas. Aacham tudo e não têm nada.
    Sucesso e continue firme, sem se deixar abalar pelas críticas destrutivas que lhes são encaminhadas.
    Abraços

  24. Sley Diz:

    Não sei se entendi ou não talvez seja ignorancia minha, e por isso desde já pesso desculpas, mas você esta tentando prova que a história de a 2.000 anos não se passo, acho facil prova teorias da não existecias com provas da história que se perderam ou não são deficientes ou não ou por lerem um artigo de internet, assim como conseguem provar que a biblia é uma mentira e que deus não existe.

  25. robert Diz:

    Gostaria apenas de parabenizar Elaine e Sandra de Sá dos Santos. Pois apresentaram comentários coerentes e muito sensatos, refletindo clareza de raciocínio. Insisto que seus comentários merecem importância.

  26. FERNANDO Diz:

    Caro amigo você ja parou para pensar quantos livros o sr. Chico Xavier escreveu? E aposto que ele usou todo dinheiro das obras para viver na luxuria! Se Emmanuel existe ou nao existe o que interfere na sua vida? Eu tambem gosto de fatos reais que possa ver a veracidade das coisas mas vidas passadas e complicado e fora que foi na época de Cristo, a maioria dos documentos escritos sao de 2 seculos apos! Entao o novo testamento não e verdadeiro. Cade a prova qu existiu os apostolos? Ou ate Cristo?!!!

  27. cláudio Diz:

    O livro e o tema mensionado, são de autoria espirita e relata aos seus seguidores fatos relatados a um médium, não por acasso ” CHICO CHAVIER ” que nunca disse que eram de sua autoria, mas do mundo espiritual, respeitar um trabalho construtivo aos homens, na minha opinião, é respeitar a liberdade Religiosa, cada ser tem seu grau de evolução, ninguém ira ler se não aprender aos poucos. É fácil afrontar qualquer coisa, o difícil é respeita-las, mesmo achando que não condiz com nossos conhecimentos, por isso, continuemos a estudar e pesquisar, mas não temos o direito de julgar nínguém, pois todos somos obras da criação, quer creiam ou não
    de um ser superior que chamamos de ” DEUS ” respeito quem não acredita ou ainda não o percebeu, pois em tudo ele está, nada é por acasso, tudo segue uma Lei chamada de Lei Universal e a ela estamos todos sujeitos, a ela responderemos por nossos atos e atitudes, que o AMOR, esteja com todos que considero e aceito e ainda chamo de IRMÃOS, pois é assim que os vejo !

  28. André Luiz Leal Diz:

    Muitos falam de história e esquecem que quem as escreve não viveu a maioria dos fatos citados. Por ezemplo, fala-se de independência do Brasil, mas não citam que quem patrocinou todos os movimentos dessa natureza foram os maçons. Hoje fala-se de um Jesus após crucificação, com estudos sérios, feito por pesquisadores. bastam ler o livro Jesus Viveu na India e outros mais. Há evidências, inclusive históricas, de uma tumba em Rosabal (India), que pode ser de Jesus (Yeshua). Isso colocaria qualquer crença cristã em questão. Sejamos críticos, sim, mas não saberemos a verdade histórica e, por isso, não podemos dizer se são falsas ou verdadeiras.

    Fraternalmente

    André Luiz Leal

  29. luiz gustavo Diz:

    Quem é esse cara que falou dos fatos e epocas, comos e fosse dono da verdade ? Jesus nunca escreveu nada, e nem por isso deixamos de crer na grandeza de seus ensinamentos. A palavra mata o espirito vivifica.

  30. haroldo ferreira Diz:

    Se voce procura por um espirito,a fonte mais segura é o Espiritismo,estude profundamente,sem achismo,entreviste médiuns renomados e desmascareos,desmintaos,prove de uma vez por todas que és o certo e está revelando a verdade ao mundo,feliz natal e uma exelente pesquisa.

  31. LIZ Diz:

    Buscar a verdade nunca é demais. Estamos em uma época em que o conhecimento é dado a todas as criaturas, mas gostar de ler, pesquisar para contestar não é pra todo mundo. Mas ler notícias de morte, sobre sexo bizarro, gastar tempo na internet com vídeos chocantes, ou acontecimentos criminosos,…etc parece ser interessante pra muita gente, inclusive aí com a Grande Bobagem da Globo. Super interessante não é mesmo?

  32. LIZ Diz:

    Uma coisa eu concordo, que no MEB, encontra-se muitos adéptos que gostam de endeuzar médiuns e palestrantes, como também esses escritores que se passam por médiuns de psicografia. Livros psicografados agora é moda, potanto todo tempo tem nos centros ou federativas seminários, visitantes de outros estados para lançamento de suas obras e tome dinheiro nisso, as nossas estantes ficam abarrotadas de livros atuais quando nem se quer estudamos as obras da Codificação Espírita. Isso é uma vergonha. Depois fazem referencias aos evangélicos, católicos, esotéricos,budistas e outros e não se tocam com o que estão fazendo. Olha a responsabilidade!

  33. Rafael Martins Diz:

    Muito importante haver pesquisas nesse sentido. Perguntas serão, pra nós, e por muito tempo, mais importantes do que as respostas.
    Contudo, na minha opinião, provou-se que com as provas que se tem * não teria existido o patrício romano, o que por si só, não exauri em absoluto a chance dele ter existido.
    Também, embora encontre certa razoabilidade por parte dos argumentos do artigo, não há como olvidar de que se trata de um trabalho isolado sobre tal contenda. Debalde seria tomar por verdade incontestável um único estudo.
    Quem poderá afirmar que as verdades históricas propagadas não seriam na verdade, “inverdades”?
    Que estamos a propagar conclusões que outrora eram simples premissas?
    Ante a dúvida que paira pros dois lados prefiro filtrar a essência do texto (bons ensinamentos). Aqui entendo ser uma parte mais complicada de se atacar
    Em suma, um belo artigo, inconclusivo pra mim em virtude do tema em si.

  34. Adriana Diz:

    Estimado Vitor,

    Vejo pela primeira vez o seu blog e, lendo os comentários, vi que você se denomina um espírita ateu… achei muito interessante, pois tenho para mim a mesma definição sobre crença, embora nunca tenha encontrado alguém que compartilhasse tais ideias. Admiro a filosofia espírita, mas tenho críticas severas relacionadas à religião. Voltarei com mais frequência. Até breve!

  35. André Gomes Velloso Diz:

    Vítor, lendo o seu artigo lembrei-me de um livro que li sobre a vida do Einstein. Quando estudou o comportamento atômico, Einsten começou a pensar que Deus “jogava os dados”, pois havia fatos físicos de conhecimento impossível pelo ser humano. Por exemplo, o conhecimento simultâneo da localização de um elétron e sua velocidade. A impossibilidade de conhecer essas duas variáveis é chamada de princípio da indeterminação (incerteza) de Heisenberg. Pois, ao encarar essa impossibilidade e outros fatos impossíveis de serem modelados pela visão determinística da Física (que está baseado num concepção dos objetos como partículas, coisa que não ocorre com a luz, por exemplo, que, às vezes, se comporta como uma onda), Einstein passou a considerar que, se ele não conhecia tais fatos, então Deus também não os conhecia. E, se Deus não os conhecia, então Ele “jogou os dados” (ou seja, não havia como prever, por meio de uma série de equações, o comportamento de variáveis atômicas. Portanto, dever-se-ia abandonar a visão determinística da natureza, por uma visão probabilística da mesma).
    Einstein não deu a si mesmo o benefício da dúvida. Não passou por sua cabeça que errar é humano, e que ele poderia não conhecer, ainda, algo já previsto por Deus. Porque Deus é perfeito, mas o ser humano, não é.
    Você faz o mesmo. Se o atual conhecimento historiográfico não chancela os fatos e as situações narrados em “Há Dois Mil Anos”, então eles não existem. São, por conseguinte, uma fraude!!! Tudo o que a douta ciência não puder atestar como verdadeiro, é falso. Não há o benefício da dúvida. Melhor seria dizer: “com os conhecimentos atualmente dispostos por diversos historiadores, não se pode afirmar que existiu um Publio Lentulus.”
    Se a ciência tivesse resposta para todos os problemas do ser humano, eu até poderia considerar a sua opinião. Se já soubéssemos, por exemplo, porque a Terra situa-se na Via Láctea (poderia localizar-se em outra galáxia, porque não?), porque algumas pessoas têm depressão (e outras, não), porque o pequeno Mozart aos 9 anos de idade já tocava o cravo como se fosse um adulto e porque um Tsunami ocorreu em 26/12/2004 no Oceano Índico (poderia ter ocorrido um dia antes ou depois, ou, até, não ter ocorrido com a intensidade que teve…) entre milhões de outras perguntas que podem ser feitas a um astrofísico, a um psicólogo e a um geógrafo, então eu pensaria em considerar o que você escreveu.
    Há livros psicografados que dizem que as pirâmides do Egito não foram construídas para abrigar os corpos dos faraós mortos (como as evidências apontam), mas que eram centros de força, locais de troca de energia com o astral superior. Outros livros explicam que os acidentes com aviões que sobrevoaram o Triângulo das Bermudas ocorriam porque naquela região, no fundo do mar, jaz uma grande pirâmide, e que ela ainda continua emitindo sinais magnéticos, e que eles atrapalhavam os equipamentos dos aviões. Outros livros explicam que os egípcios de muitos séculos antes do Cristo utilizavam os futuros cadáveres de parentes para dar em garantia de operações de crédito, vez que, na época, se acreditava que era necessário evitar a putrefação de um corpo de carne para que se pudesse viver depois da morte. Outros livros explicam que há 10 mil anos antes do Cristo já existia um povo hebreu, que era tão religioso quanto orgulhoso, como atualmente.
    A ciência de hoje nada diz acerca dessas hipóteses, pois não há provas de que isso tudo tenha ocorrido. No entanto, é uma explicação, não é? Melhor do que nenhuma. A ciência não explica um monte de coisas que ocorreram e que continuam ocorrendo no mundo. Mas, apesar disso, os cientistas continuam pensando que o único meio de descobrir a verdade é por meio da ciência materialista… Alguns religiosos também pensam dessa forma exclusiva, e é por isso que a ciência e a fé trabalham de costas uma para a outra. É uma pena.
    Cuidado com o dogma!

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