A Esperteza de Chico Xavier – David Nasser e Jean Manzon

Muito se tem falado do episódio em que Chico Xavier descobriu as identidades do repórter David Nasser e do fotógrafo Jean Manzon. O episódio, ocorrido em 1944, é tratado como uma evidência da paranormalidade do médium. No entanto, foram encontradas contradições na narrativa e mesmo uma explicação completamente normal para o caso.

Antes de expormos as contradições e a explicação normal para o caso, faremos um resumo relembrando o episódio. Extraímos um trecho do livro de Marcel Souto Maior, As Vidas de Chico Xavier: 

No início do ano [1944], Chico Xavier abriu um envelope enviado pela Oitava Vara Cível do Rio de Janeiro e levou um susto. A viúva e os três filhos de Humberto de Campos moviam um processo contra ele e a Federação Espírita Brasileira. Como titulares dos direitos autorais da obra do escritor, exigiam explicações. As livrarias espíritas expunham nas prateleiras cinco obras “ditadas pelo espírito de Humberto de Campos a Francisco Cândido Xavier”, duas delas já em terceira edição sem que ninguém, até aquele momento, tivesse se dignado a conversar sobre dinheiro com eles. 

A situação da viúva, Catarina Vergolino, era incômoda: não podia assistir quieta à publicação de livros assinados pelo marido, pois ainda mantinha contrato com a editora da obra produzida por ele em vida,a W. M. Jackson. Diante de seu silêncio, os editores poderiam até pensar que ela lucrasse com os títulos póstumos de Humberto de Campos.  

Após expor os motivos para o processo, a herdeira do escritor lançou ao tribunal uma questão delicada. 

As cinco obras atribuídas ao espírito do escritor foram mesmo ditadas pelo morto? Catarina era exigente. Pedia “todas as provas científicas possíveis”, exigia demonstrações mediúnicas para “verificação da sobrevivência e operosidade” do espírito de Humberto de Campos, propunha exames gráficos e estilísticos dos textos escritos por Chico Xavier e requisitava depoimentos dos envolvidos, além de provas testemunhais. 

Chico ficou em pânico: não poderia convocar espíritos para depor. 

A notícia do processo correu por Pedro Leopoldo e desandou em boato: Chico estaria prestes a ser preso. 

[...] 

Os críticos esmiuçavam os poemas e as crônicas escritos por Chico Xavier, e o juiz estudava o processo Humberto de Campos, quando a dupla David Nasser-Jean Manzon desembarcou em Pedro Leopoldo. O repórter e o fotógrafo mais ousados e mais temidos da revista O Cruzeiro chegaram à cidade dispostos a “desvendar o homem Chico Xavier”. Missão quase impossível: a privacidade do autor do ‘Parnaso de Além-Túmulo’ era preservada por um círculo fechado de amigos. Durante o processo na justiça, a vigilância tinha sido redobrada. Fotos, por exemplo, só eram permitidas em sessões públicas no centro espírita. 

O desafio era um estímulo. Nasser e Manzon iriam romper o cerco. Mas começaram mal: foram direto para a Fazenda Modelo e deram de cara com Rômulo Joviano. O pedido da entrevista foi negado com um não inflexível. 

Chico está exausto e precisa descansar. 

Jean Manzon, sempre irônico, sugeriu ao patrão do rapaz umas férias para seu empregado. Como troco, recebeu mais uma resposta atravessada: 

O Chico funcionário nada tem a ver com o outro Chico. 

Se quisessem mesmo fazer a entrevista, os jornalistas do Rio teriam de esperar até a sessão pública da sexta-feira seguinte. Era sábado. A dupla tinha mais o que fazer. Não podia ficar plantada na cidade mineira uma semana à espera do matuto. Aqueles caipiras não sabiam com quem estavam lidando. 

Nasser e Manzon mereciam respeito. Saíram do Rio a bordo do avião do próprio Assis Chateaubriand, dono do império dos Diários Associados, foram recepcionados em Belo Horizonte por Juscelino Kubitschek e engoliram poeira uma hora e meia seguida na viagem de carro de Belo Horizonte até ali. Ou seja: a hipótese de voltar à redação da revista com as mãos abanando era inadmissível. 

Para liquidar o assunto de vez, David Nasser, Jean Manzon e o piloto do avião de Chateaubriand, Henrique Natividade, bolaram um plano infalível. Nasser e Manzon se apresentariam como repórteres americanos e Natividade faria o papel de intérprete da dupla. Chico ficaria seduzido pela idéia de ser notícia internacional e se sentiria mais à vontade diante dos estrangeiros. Afinal de contas, a reportagem seria lida longe dali, longe do Rio. 

Havia um porém: Rômulo Joviano. O engenheiro conhecia a identidade deles e podia desmascarar o trio a qualquer momento. Precisavam concluir o serviço antes da chegada do patrão de Chico. Mas, mesmo sendo rápidos, eles ainda corriam perigo. E se Rômulo telefonasse para alertar o empregado? Nasser, Manzon e Natividade tomaram a decisão: cortariam o fio do telefone do entrevistado. Dito e feito. 

O truque deu certo. Chico escancarou as portas de casa para os “estrangeiros” e posou para fotos então inéditas na imprensa. [...] Após uma hora e meia de entrevista, Jean Manzon, David Nasser e o “intérprete” se despediram do entrevistado. Enganaram o “idiota” e ainda ganharam livros de presente. Jogaram os exemplares na mala e saíram às pressas, eufóricos. No dia seguinte, estavam no Rio. 

A reportagem foi publicada no dia 12 de agosto com uma lacuna estranha. Ela não mencionou como os jornalistas conseguiram passar o vidente para trás. Nasser jogou fora a chance de lançar a dúvida: Se Chico tem um guia e tem acesso aos espíritos, como foi enganado tão facilmente? 

Chico leu o texto e ficou apavorado, O juiz não teria dúvidas. O rapaz já imaginava o veredicto: todos os indícios levam a crer que Francisco Cândido Xavier imitou o estilo de Humberto de Campos. Culpado. Sacudia-se, em meio à violenta crise de choro, quando Emmanuel voltou. Estava inspirado: 

Chico, você tem que agradecer. Jesus foi para a cruz e você foi só para O Cruzeiro. 

O réu não conseguiu achar graça. Por que Emmanuel não evitou aquele vexame? Por que não desmascarou a fraude e revelou a identidade dos jornalistas? 

Só trinta anos depois, uma reportagem publicada por O Dia, em 28 de abril, e assinada por João Antero de Carvalho, revelaria, em detalhes, os bastidores daquela saga de David Nasser e Jean Manzon. A confissão foi feita por um Nasser arrependido, o mesmo capaz de definir Chico Xavier como “o maior remorso da minha vida”. 

O repórter voltou no tempo e reconstituiu a noite em que passava para o papel seu furo jornalístico, dois dias depois do encontro com Chico Xavier. Já era madrugada, quando ele foi interrompido por um telefonema de Jean Manzon. O fotógrafo parecia nervoso.  

- David, você trouxe aquele livro que o homem nos ofereceu?

- Claro que sim.

- Pois bem, abra-o na primeira página e leia a dedicatória. Nasser largou o telefone fora do gancho e, curioso, correu à procura de seu exemplar. Levou um susto ao deparar com a frase:  

“Ao irmão David Nasser, oferece Emmanuel”. 

- Que negócio é esse, Manzon, alguém revelou nossa identidade? 

O fotógrafo e o motorista também foram pegos de surpresa. Diante do mistério, os três fizeram um pacto de silêncio. A reportagem saiu sem aquele episódio.  

Segundo Nasser, a verdade, em jornalismo, era menos importante do que a verossimilhança. 

O episódio acima é a versão mais conhecida. Porém, um outro biógrafo do Chico conta essa história de forma completamente diferente. Consta em ‘Chico Xavier – Uma vida de amor’. Autor: Ubiratan Machado. IDE, 1992, pág 67: 

Já no Rio de Janeiro, David Nasser, que não abrira o livro recebido do médium, comentou com a esposa: ‘Ontem iludimos o Chico’. E narrou a astúcia empregada. ‘Iludiram coisa nenhuma’ – respondeu a esposa. – ‘Olha aqui a dedicatória’:  

“Ao meu caro David Nasser, com o abraço do Chico Xavier”.  

Desconcertado, o repórter ligou para o colega que o acompanhava. O fotógrafo correu, abriu o seu exemplar e lá encontrou a dedicatória:  

“Ao meu caro Jean Manzon…”  

Qual a contradição? Simples: na 1ª versão, Jean Manzon ligou para Nasser. Na 2ª, foi Nasser quem ligou primeiro para Manzon. Pergunto-me qual a fiabilidade que podemos ter nessa história… 

Mesmo que a descoberta de Chico seja autêntica, há uma explicação para ela. A revista Época certa vez publicou um suplemento sobre Chico Xavier. Lá lemos: 

Desviando da muralha de protetores, os jornalistas foram encontrá-lo, desavisado, em casa. Apresentaram-se como pertencendo a uma revista americana (embora Manzon falasse com o médium em francês!) e Chico os recebeu de portas abertas, respondendo a todas as perguntas e se dispondo a ser fotografado da forma como desejassem. 

Assim, Chico facilmente poderia ter descoberto quem os repórteres eram porque o Jean Manzon cometeu um erro pra lá de grosseiro: ele falou com o médium em FRANCÊS. O médium poderia facilmente ter identificado quem eles eram, pois alegavam outra nacionalidade, AMERICANA, e aí percebido a mentira. Isso sem contar que o tanto repórter quanto o fotógrafo já eram famosos nessa época, o que pode até fornecer um simples reconhecimento como explicação. 

Conclusão 

O episódio da descoberta de Chico da identidade dos funcionários de O Cruzeiro possui contradições, o que coloca em dúvida a veracidade do relato, mas mesmo que seja verdadeiro, há explicações perfeitamente normais para o episódio. Assim, o caso não pode ser usado como evidência da paranormalidade do médium.

46 respostas a “A Esperteza de Chico Xavier – David Nasser e Jean Manzon”

  1. Carlos Magno Diz:

    Engraçado, tudo o que o Chico fez, disse ou escreveu são fatos colocados em seríssimas dúvidas. Os críticos sempre arranjam um jeito de torcer as coisas e o Chico passa por um tremendo mau caráter, espertalhão e vigarista com refina inteligência.
    -
    Já outros, principalmente esse bando de céticos conhecidos, aventureiros escritores de livros que pesquisam e descem pauladas no Chico somente para vender e ficar conhecidos, mesmo quando se contradizem são sempre abonados. Há, para eles, o agraciamento da crítica por terem sido enganados pelo Arsène Lupin brasileiro. Já para o Chico, o Lupin, o cadafalso ou os cravos da cruz são seus prêmios.
    -
    Descanse em paz, Chico, e fique por lá mesmo!

  2. Carlos Magno Diz:

    correção: refinada inteligência

  3. Codename V. Diz:

    Bom, se os repórteres eram famosos já deixa uma brecha, sim. Devo concordar. Mas acho que essa evidência é meio fraca se compararmos com outras que você trouxe. A do caderno e aquela da foto são realmente tiros de morte na moral do Chico de alguma maneira.

  4. Sergio Diz:

    Codename V. se conselho fosse bom não se dava, se vendia! Mas mesmo assim vai um pra você: Leia um bom livro e se inteire do assunto para depois falar da moral de Chico Xavier.
    Essas provas que levantaram contra Chico não querem dizer nada se o foco do assunto for MEDIUNIDADE. Quem sabe como funciona mediunidade automaticamente sabe o que é e como funciona a PSICOGRAFIA e não precisa crucificar ninguém para chegar a uma resposta, basta vc procurar entender para depois criticar, mas aposto que quando entender não vai mais querer criticar. Como o amigo Carlos disse que Chico fique por lá mesmo, mas quanto ao “Descanse em paz”, acho que ainda não… Ele deve estar trabalhando mais do que aqui, pois lá não há tantos obstáculos como esses “tiros de morte” aqui da Terra que atrasam seu progresso.

  5. Codename V. Diz:

    Sergio. Você está correto. Eu me equivoquei ao escrever ali acima. Faço uma correção do que disse, da seguinte maneira: é um tiro de grave perigo à mediunidade de Chico Xavier. Quanto a sua pessoa, se era idônea ou não, deixo o homem a seu próprio carma, seja ele positivo, negativo ou o que quer que seja.
    De qualquer forma, já que o senhor se deu ao direito de me aconselhar, aconselho-te da seguinte forma: embora você me pareça nobre em seus ideais, considero esse humor exaltado dos confrades espíritas muito desagradável.
    Por fim, desafio-o a contra-argumentar os argumentos apresentados. Eu tenho pedido insistentemente aos amigos espíritas que são sérios em suas orientações espirituais que o façam. Mas tenho recebido silêncio ou falácias infelizes sobre o autor do blogue (que não é também meu alvo de discussão).
    Ademais, reitero outra vez: errei ao referir-me à moral. Chico e sua moral são problemas dele. Não me interessam. A mediunidade é um fenômeno do qual tenho interesse e, por ora, percebo que há muito silêncio diante dos argumentos além de críticas que, por sua vez, pecam na falta de argumentação sólida.
    Um grande abraço e obrigado pelo conselho. Espero que o senhor não se irrite com minhas colocações.

  6. Codename V. Diz:

    “desafio-o a contra-argumentar os argumentos” = solicito-lhe contra-argumentação aos argumentos. Acredito que assim soe menos arrogante. Não posso exigir algo de alguém. No máximo pedir. Obrigado.

  7. Marcos Brum Diz:

    Olá Vitor,
    Sou bastante cético também em relação a muitas coisas e confesso que até hoje estou também procurando provas sobre a veracidade da mediunidade, se existe a reencarnação e outras questões que fazem parte do dia-a-dia do ser humano. Mas confesso que esperava mais das provas contra a mediunidade de Chico nesta matéria. Sinceramente achei-as bastante incipientes. O que eu não entendi é como o confronto de duas versões (a do Marcel Souto versus Ubiratan Machado) sobre a história da assinatura no livro de David Nasser e Jean Manson pode provar alguma coisa. No início você afirma: “foram encontradas contradições na narrativa e mesmo uma explicação completamente normal para o caso.” Porém nas suas conclusões você não explica nem prova nada. Faço questão de destacar uma frase: “mas mesmo que seja verdadeiro, há explicações perfeitamente normais para o episódio.“ Que explicações “normais” são essas? Eu também como cético, acredito que sobre aquele que faz determinadas alegações recai o ônus da prova, certo? No entanto, você faz comparação entre duas versões de uma história e toma isso como prova contra a mediunidade de Chico Xavier? Ainda não consegui “sacar” como isso pode ser considerada uma evidência contra a mediunidade de Chico. Vitor, coloco aqui outras evidências sobre esta questão que é uma matéria do Globo Repórter em que podemos ver o próprio David Nasser falando desta experiência sobre a dedicatória do Chico em seu livro. Deste modo, acredito que diminuímos a polêmica deste artigo sobre qual versão da história é a certa ou errada, afinal temos aqui a versão declarada da própria boca do David Nasser. Bom, eu espero que você continue suas investigações, pois elas são muito úteis para instigar nas pessoas a busca de novas evidências sobre a veracidade ou não do fenômeno mediúnico. Um grande Abraço!

    David Nasser falando do episódio. A parte deste episódio está em 9:15 desta primeira parte.

    http://www.youtube.com/watch?v=PmUIf8q1RJY

    E no início da segunda parte:

    http://www.youtube.com/watch?v=ZtfPXx6Z_Wk

    Abraço a todos!

  8. Vitor Diz:

    Caro Brum,

    em primeiro lugar, muito grato pelos links. Ali tem o restante das fotos da reportagem, que eu estava à procura.

    Respondendo às suas perguntas:

    Que explicações “normais” são essas? Eu também como cético, acredito que sobre aquele que faz determinadas alegações recai o ônus da prova, certo? No entanto, você faz comparação entre duas versões de uma história e toma isso como prova contra a mediunidade de Chico Xavier? Ainda não consegui “sacar” como isso pode ser considerada uma evidência contra a mediunidade de Chico.

    Não é exatamente contra a mediunidade de Chico, e sim contra a veracidade da história narrada por Nasser. Contradições na narrativa indicam que alguém está enganado ou mentindo. A polícia pede que o suspeito repita a história diversas vezes justamente para ver se ele cai em contradição.

    O Nasser deu sua versão, perfeito. Isso agora prova que Nasser de fato narrou a história, e até nisso eu tinha minhas dúvidas. Agora não há mais dúvidas nesse ponto. Mas eu queria ver a versão do Manzon e comparar, para saber se não há contradições.

    Seria interessante se Nasser e Manzon tivessem mostrado os livros com as dedicatórias, para provar que existem. Por exemplo, Nasser pode ter inventado a história anos depois por algum motivo qualquer, desde ter sido pago pelos espíritas a apenas voltar a ser notícia.

    A explicação normal, caso a história de fato tenha acontecido, e não se trate de invenção de Nasser, é justamente o reconhecimento por parte de Chico Xavier dos repórteres, sem o auxílio de qualquer entidade espiritual, afinal, eles eram famosos.

    Um abraço!

  9. SeriousBusiness Diz:

    Marcos Brum,

    “Ainda não consegui “sacar” como isso pode ser considerada uma evidência contra a mediunidade de Chico.”

    Meras suposições podem constituir evidências, quando há um ardente desejo de que assim o seja.

    Veja que há muito mais indícios de que o relato é verdadeiro do que de sua suposta falsidade (aliás, valeu pelos links). O sujeito em questão – David Nasser – é considerado um dos maiores detratores que o Espiritismo já teve, inclusive, é muito citado aqui nesse blog, mas mesmo assim procura-se subterfúgios para tentar negar o próprio erro. Ainda que o tal Manzon tivesse confirmado a mesma história e mostrado o livro com a tal dedicatória, alegar-se-ia que os dois poderiam ter sido comprados pelo Espiritismo que a dedicatória no livro poderia ser falsa. Ou seja, a crença da negação tem uma fé absoluta e inquestionável ;)

    Realmente é possível que o Chico conhecesse os repórteres. Mas, como se trata apenas de uma hipótese e não de informação consolidada, não se tem prova de nada aqui, nem a favor nem contra…

    Abraços!

  10. Gilberto Diz:

    Sérgio disse: “Quem sabe como funciona mediunidade automaticamente sabe o que é e como funciona a PSICOGRAFIA…” A minha pergunta é simples: Será que Allan Kardec sabia o que é a psicografia? Acredito piamente que ele, e todos os espíritas, acreditam também que “SIM”. Pois bem, no anuário da Revista Espírita, de 1868, Allan Kardec descreve e transcreve, uma carta “psicografada” de São José, pai terreno de Jesus. Nessa carta, “São” José revela ao mundo que o terceiro Messias (sem conhecer a teologia, ele aponta Moisés como “primeiro” Messias), que viria mudar o mundo havia encarnado e já estava pronto pra ação. Aí Kardec complementa a carta, dizendo que o alegado Messias estava oculto, esperando o momento oportuno pra agir, fazendo maravilhas, trazendo o juízo final, e principalmente acabando com o ceticismo das pessoas. Minha pergunta é simples: Cadê esse Messias? Se ainda vivo, ele estaria com 148 anos, bem velhinho pra estar simplesmente esperando o momento certo pra agir, como afirmou Kardec. Será que ele já até passou por aí? Será que foi Chico Xavier? Não, pois Xavier nasceu bem depois disso. Cadê o sujeito? Kardec afirmou com a “ciência” espírita que o sujeito ia aparecer a qualquer momento. Essa foi talvez a revelação psicografada mais importante já feita no Espiritismo, pela pessoa mais respeitada do Espiritismo, na publicação mais criteriosa e renomada da doutrina. Puff. Desapareceu e esvaziou Kardec de credibilidade. Mas os espíritas “pulam essa parte”. Aliás, os espíritas são craques em “pular essa parte”. Só mencionam o que, bem ou mal, funcionou ou deu certo. Geralmente apenas coisas bem subjetivas, sem necessidade ou possibilidade de verificação. Ces´t la Vie…

  11. Gilberto Diz:

    Pardon my French…

  12. SeriousBusiness Diz:

    Essa mensagem relativa aos “Messias do Espiritismo” foi dada por vários espíritos ( e não apenas S. José) de maneiras diferentes. Kardec sobre tais mensagens, afirmou:

    “A idéia da vinda de um ou de vários messias era mais ou menos geral, mas encarada sob certos pontos de vista mais ou menos errôneos, por força das circunstâncias de detalhes, contidos em certas comunicações, e de uma assimilação demasiado literal, por parte de alguns, com as palavras do Evangelho sobre o mesmo assunto. Esses erros podiam ter inconvenientes materiais, cujos sintomas já se faziam sentir; importava, pois, não deixar que se propagassem. Eis por que julgamos útil dar a conhecer o verdadeiro sentido no qual essa previsão era entendida pela maioria dos Espíritos, retificando, assim, pelo ensinamento geral, o que o ensino isolado podia ter de parcialmente defeituoso.”

    Esse é um pequeno trecho da “exegese” das tais mensagens, quem quiser conferir o texto completo, segue a url:

    http://www.opiniaoespirita.org/csomde_ak.htm

    Abraços!

  13. Gilberto Diz:

    É claro que Kardec explicou tudo “melhor” na edição de Março, depois que os leitores ficaram perplexos pelas revelações da edição anterior, em Fevereiro. Ele floreou, subiu no muro e disse que não podemos ver de forma literal o que foi psicografado de forma tão direta. Não poderia se esperar outra coisa. Nem se acha o texto da edição de Fevereiro na Internet. Eles “pularam” essa parte.

  14. SeriousBusiness Diz:

    Nem vou discutir o mérito de qualquer questão contigo, continue com seus achismos acerca do que vc queira dar crédito ou não. Falar que não se encontra o texto da edição de fevereiro na internet é tão intelectualmente desonesto quanto o resto das suposições contidas no seu último post. Qualquer um que tenha bom senso e que saiba usar o google não vai levar isso a sério…

    Abraços!

  15. Gilberto Diz:

    Apenas mostre o “intelectualmente honesto link”. Eu possuo a edição impressa. O próprio Kardec mencionou as cartas dos leitores no link que você colocou. Nos sites espíritas da Internet só publicam o que é não é claramente mentiroso do Espiritismo. Essas partes são estrategicamente “puladas”, omitidas, ou desonestamente desmentidas. Quando Kardec e companhia dizem totais asneiras científicas, como a superioridade caucasiana, coisa até referendada e assinada embaixo por Chico Xavier (que era mestiço!!!) essas coisas recebem uma floreada engenharia retórica e uma distorção das palavras que levam o mais incauto leitor a acreditar em toda essa filtragem de informação. Quem detém a informação detém o poder. E o Espiritismo investe pesado nos meios de comunicação. MUITO mais que os evangélicos, por exemplo, pois tendo as organizações Globo (Rede Globo, O Globo, Época, Galileu), o Jornal O Dia, a revista Isto É, a finada Manchete, que deu sustentáculo total ao Espiritismo nas décadas de 60, 70 e 80, isso sem contar com dezenas de publicações de editoras diversas, além dos links filtrados na Internet, o marketing é PODEROSO. Publica-se o que interessa. O que não interessa, “pula-se”. Tem que se ter muita paciência, ainda de não se deixar levar pelas firulas e floreações retóricas dos espíritas dissiminadores de informação, para se entender algo. Por exemplo, Chico xavier, respondendo certa vez uma pergunta sobre a condição de inferioridade dos negros, ele respondeu com centenas e centenas de palavras à resposta, de maneira bem delicada e cheia de repetições das palavras “amor” e “respeito”. Mas bem no meio desse mar de carinho e amor, ele responde à pergunta, bem rápida e seguida de mais umas centenas de palavras lindas sobre o amor e a caridade. Ele disse, literalmente: “Devido às leis cármicas, milhões de irmãos nossos foram reencarnados na África para que eles servissem às nossas casas e às nossas famílias na condição de serviçais.” É, esses negros serviram como escravos, empregadas domésticas, trabalhadores braçais, etc. por estarem “pagando” por pecados. Moral da história: Seja bonzinho nesta vida, senão você reencarna NEGRO!!!!!

  16. SeriousBusiness Diz:

    Caramba! Esse tal de Espiritismo é mesmo pergioso hein! Domina a Globo,SBT, Manchete, Revista Isto É, Época, Galileu , Scientific American, as empresas/multinacionais Microsoft, Vale do Rio doce, Nestlé, General Motors; tem prepostos na NASA, no FBI, na CIA, no FMI, na Yakusa, na Sony e na Nintendo (entre outras). Além disso domina também tudo que é publicado na Internet – seja a favor ou contra seus propósitos… Decerto o Daniel Dantas só está solto porque tem ligações com o tal Espiritismo, que domina também a cúpula do STF ( a exceção do Ministro Joaquim Barbosa, que é negro) . Ainda bem que há pessoas destemidas como o Sr., arriscam as próprias vidas para levar a verdade aos menos esclarecidos!

    Esse outro ensinamento que o Sr. expôs, de que só ha´negros na África também é bastante interessante e revelador. Eu, na minha ignorância, jurava que havia negros em toda parte do mundo, inclusive no Brasil. Inclusive, eu cheguei até a crer que seria um deles. Maldito Chico Xavier, sempre tentanto explicar o que só o acaso explica !!!

    E tenho dito: ainda bem que há pessoas como o Sr. que se dispõem a orientar os menos esclarecidos sobre os perigos do tal Espiritismo e sobre o mau caráter de seus representantes.

    Desde já agradeço sua solicitude.

    Abraços!

    PS: em retirbuição a sua honorável contribuição para o esclarecimento da humanidade, quebrarei o protocolo imposto pela Organização e lhe fornecerei o link “intelectualmente honesto” que o Sr. solicitou. Eis o tal: http://www.forumespirita.net/fe/index.php?action=tpmod;dl=item152

  17. Gilberto Diz:

    SeriousShit disse: “Maldito Chico Xavier, sempre tentanto explicar o que só o acaso explica !!!” Ora, o acaso não existe. Não é por acaso que o número de espíritas encolhe sem cessar. O “crescimento” de 40% que publicações ligadas ao Espiritismo (Época, Galileu, etc.) apregoa nada mais é que uma recuperação em relação aos anos 80 e 90, quando o Espiritismo encolheu 40%. Que bom, já são 2,2 milhões de brasileiros. Quase tantos quanto os membros da Congregação Cristã no Brasil. Peraí! O que diabos vem a ser essa tal Congregação Cristã no Brasil? Alguém neste fórum já passou na porta de algum templo desses caras? Eu nunca vi ninguém dizer que é membro de tal congregação. Por que ela é maior que o espiritismo? Não deve ser por acaso, pois o acaso não existe!!!

  18. SeriousBusiness Diz:

    Correu bonito do assunto, hein! rs. Tentou partir pra ofensa pessoal, e falhou miseravelmente…

    Essa conversa de tentar impor que o Espiritismo está encolhendo nem vou discutir… Sempre a mesma ladainha pra tentar provar que os fatos estão errados. Mas deixa pra lá…

    O número de adeptos de uma determinada idéia pouco importa para atestar sua veracidade. O fato de só um homem acreditar que a Terra seria redonda e o resto do mundo acreditar que ela seria quadrada, não fez o Planeta se tornar quadrado, como sabemos…

    Estou no aguardo para ver qual vai ser o próximo tema que o Sr. irá abordar…

  19. Gilberto Diz:

    Que assunto? Daniel Dantas? CIA? Yakusa? Desses eu corro sem pestanejar… O fato de só os poucos espíritas creditarem que o lado escuro da lua (QUE NÃO É ESCURO!!) possuí cidades, e que BILHÕES acreditam na besteira de que o lado escuro da lua é um mito, com certeza é um ponto extra para os espíritas, que sabem muito mais que a ignorante maioria. Capela é 5.800 vezes maior que a Terra, e Canópus tem um brilho oitenta vezes superior ao do Sol. Isso é uma verdade que só a minoria esclarecida espírita vê. Os outros bilhões de terráqueos nunca viram tais orbes quando olham pra cima? Ora, como disse SeriousSid, “O número de adeptos de uma determinada idéia pouco importa para atestar sua veracidade.” “Conheça a verdade, e a verdade lhe deixará com cara de babaca”, como disse o grande filósofo Alfred E. Newman.

  20. SeriousBusiness Diz:

    Mais uma fuga ao tema… Pra variar. É muito choro pra uma pessoa só. Mas tudo bem, o choro é livre…

    Começou falando sobre o Messias do Espiritismo. Depois, sem argumentos, tentou suscitar o tema do poder de dominio do espiritismo sobre a mídia e internet. Depois, sem argumentos novamente, foi para o numero de adeptos do espiritismo e agora, mais uma vez sem argumentos, vem com vida em outros planetas ,etc e tal. Detalhe : tudo filtrado e distorcido sob o prisma do cão raivoso . Daqui a pouco vai falar da cotação do dólar e vai começar a piorar na questão das tentativas de ofensa pessoal…

    Semana que vem tem mais! Vou ficar no aguardo do próximo tema…

  21. SeriousBusiness Diz:

    Bom feriadão, paz e prosperidade a todos! ;)

  22. Sergio Diz:

    Codename V. , sinto muito se meus comentários soaram com certo humor exaltado, e quero esclarecer que não me considero um espírita, pois espíritas verdadeiros tem muito mais conhecimento e mais elevação moral do que eu e ocupam o tempo com causas maiores, auxiliando e socorrendo irmãos em situações piores que a nossa.
    Eu ainda me considero um aprendiz, que como você está em busca de respostas. A diferença é que eu tive a oportunidade de crescer em uma família espírita e desde que me entendo por gente, convivo com certos fenômenos que para muitos é coisa de maluco! Meu pai tem uma mediunidade bem aflorada, ele conta que convive com isso desde criança e minha Vó o tratava como louco, até que com seus quase 40 anos de idade, após muitos encontros e desencontros em várias seitas e religiões diferentes, encontrou respostas para o seu “problema” no espiritismo. Posso dizer a você com toda a certeza do mundo que o espiritismo só fez ajudá-lo a entender o que se passava em sua vida e hoje meu pai com com seus 71 anos, consegue ajudar muita gente, graças ao conhecimento que adquiriu após anos de muita leitura e esclarecimento sobre o assunto. E já que os amigos acima, tocaram no nome de Allan Kardec, ou podemos dizer: O maior estudioso da vida espiritual de todos os tempos, pois bem, foi graças às obras de Allan Kardec que hoje meu pai é uma pessoa de bem, caso contrário hoje poderia estar até internado em um hospício sendo tratado como louco, pois não é de hoje que internam jovens e adultos por alegarem que ouvem vozes e enxergam pessoas mortas e até hoje ainda não encontrei nenhuma escola, seita ou igreja que ensine a pessoa a entender e lidar com isso além da doutrina espírita.
    Por isso posso afirmar por experiência própria que os estudos sobre mediunidade, ou psicografia, só levam a pessoa a descobrir um mundo diferente do que estamos habituados.
    O que realmente eu quero dizer é que para obter maiores respostas sobre o assunto, é preciso estudá-lo a fundo, e
    só para reforçar: NÃO SOU UM VERDADEIRO ESPÍRITA, AINDA ESTOU NA FASE DE CURIOSO A PROCURA DE RESPOSTAS QUE TEM UM PAI QUE VÊ E ESCUTA ESPÍRITOS. ENTÃO NÃO ENTENDA MEUS COMENTÁRIOS COMO SE FOSSEM DE UM ESPÍRITA E NÃO JULGUE OS ESPÍRITAS SEM CONHECÊ-LOS A FUNDO, POIS INDEPENDENTE DE SER ESPÍRITA, CATÓLICO, EVANGÉLICO OU ATEU, CADA SER TEM SEUS MOTIVOS E EXPERIÊNCIAS PRÓPRIAS PARA ACREDITAR NO QUE ACHAR CERTO.
    Quanto ao seu pedido de confronto, não vejo essa necessidade de confrontar algo que vc não quer acreditar. Ai vc vai dizer: Ele também se calou! Não é bem assim, não vejo motivos de ficarmos nos atacando para ver quem tem razão se a resposta está ao seu alcance. Se o que vc disse sobre querer respostas é verdade, então terá boa oportunidade de descobrir suas respostas lendo O LIVRO DOS ESPÍRITOS, O LIVRO DOS MÉDIUNS, O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO, GÊNESE, todos obras de Allan Kardec baseadas em orientações espirituais. Agora se o seu negócio é medir força com argumentos eu vou ser franco com você que não sou bom nisso, pois não tenho o conhecimento suficiente para te dar todas as respostas.
    Espero que dessa vez eu tenha sido bem claro em minhas intenções e deixo um forte abraço a a todos.

  23. Sergio Diz:

    Retificando: Coloquei acima que Codename V. quis um confronto e na verdade me desafiou a contra-argumentar seus argumentos e também citei Allan Kardec como o maior estudioso da vida espiritual e na verdade não sei se isso é verídico, mas posso retificar dizendo que Allan kardec foi um dos maiores estudiosos da vida espiritual.

  24. Codename V. Diz:

    Sergio. Não te preocupes. Não tenho por intento, nem vaidade, agredir a tua pessoa porque não pode me oferecer as respostas que pedi. Eu tenho parentes espíritas e uma mãe que é médium, mas ainda assim prefiro o postulado do Espírito de Verdade: negar dez verdades a aceitar uma mentira. Por isso ser um pouco turrão. Li obras de Kardec, Chico Xavier e outros autores. E eu considero que o espiritismo, do ponto de vista moral, tem muito mais respostas que as religiões cerimoniais. Mas ainda assim, percebo que falta uma certa base e atualização dentro da DE. Isso já vem sendo proposto pelos “ortodoxos” (esse termo não existe) há algum tempo, através da restauração do CUEE (Controle Universal dos Ensinamentos dos Espíritos – que foi utilizado para cunhar a maioria dos livros da Codificação). Mas percebe-se ainda uma certa resistência dos cristãos espíritas (sim, eu dissocio os espíritas dos cristãos espíritas porque o espiritismo não é uma religião, de modo que eu posso ser hindu e ser espírita sem o menor problema) ainda no Brasil. Isso se dá exatamente porque há uma “canonização dos médiuns e espíritos” que atuam no MEB, o que é muito prejudicial, haja vista que o próprio Livro dos Médiuns tem por base o enunciado de “que o melhor médium é aquele que é MENOS enganado”. Percebe-se aqui no nosso país, grande nação de espíritas, uma necessidade gritante das pessoas em converter o espiritismo num catolicismo light, igual o catolicismo à brasileira que é praticado apenas aqui em nosso país. Eu não duvido da nobreza de ideais dos meus irmãos cristãos espíritas, mas não posso deixar com que essa moral, essa nobreza, impeça, por exemplo, as investigações sobre mediunidade. É uma necessidade. Até porque, meu caro, nós conhecemos muito pouco. Kardec deixou-nos uma base, mas temos o dever de investigar especialmente essa base e analisar se ela realmente está adequada ou se os médiuns falharam em algum ponto. O espiritismo, como ciência, está aberto a possibilidade de enganos, tanto que criou o CUEE como meio de ir se acertando onde está pecando. Enfim, não me considero um ateísta. Na verdade, vejo-me como não-teísta. E, em razão disso, não posso ser considerado espírita, já que o espiritismo é uma DE teísta. No entanto, não nego a existência da mediunidade, tampouco a possibilidade uma força divina operando no cosmos (mas à moda do Tao, do Kaos grego, entre outros nomes)… De qualquer forma, apenas ressalto que se critico Chico, é na sua mediunidade mesmo. E não com o intento de difamá-lo e fazer dele alvo de escárnio. Presumo a mesma postura por parte do Vitor, que geralmente é mal compreendido.
    Enfim, agradeço sua sinceridade e, se me permitir a sugestão, tome as traduções de José Herculano Pires como base para os teus estudos com Allan Kardec. Ele é, sem dúvida alguma, o maior espírita que esse país produziu e, ainda assim, um grande desconhecido. Abraços!

  25. SeriousBusiness Diz:

    Achei muito interessante essa “prosa” entre o Sérgio e o Codename V.

    Apesar de serem posturas divergentes, considero ambas muito sensatas, de alto nível ambas as opiniões…

    Essa questão de o Espiritismo ter alguns aspectos de um “catolicismo light” eu concordo em partes. Fui católico por vários anos, estudei sua doutrina com profundidade e conheço ( ou conhecia, pq esqueci muita coisa com o tempo ) a sua estrutura. Nem de longe o Espiritismo é tão rígido e dogmático como a Igreja Católica – pelo menos não para quem conhece bem os dois. Talvez alguns pensem dessa forma porque conhecem apenas o Catolicismo mais superficial que a maioria do povo pratica…

    Por outro lado, o Espiritismo praticado em muitas casas tem sim algumas características incorporadas da Doutrina Romana, mesmo porque seus maiores precursores, aqui no Brasil, foram em grande maioria, Católicos. Além disso, a muitos de seus adeptos foram criados sob uma visão católica da religiosidade. No centro que frequento, p.ex. tem oradores que finalizam suas preces com Ave Maria, Pai Nosso…

    Outro ponto que o Codename V. falou, que é bastante interessante e que poucos sabem, é que o espiritismo não é uma religião no sentido estrito da palavra. Pois pode-se ser hindu e espírita, católico e espírita. Tem até gente que se diz ateu e espírita. Desse modo, fazendo conexão com o ponto anterior, tem muita gente que está na Igreja Católica e aceita de bom grado as idéias de reencarnação e comunicação com os mortos, o que faz com que o Espiritismo e o Catolicismo estejam muito próximos no contexto da religiosidade praticada no Brasil.

    Concordo também com a máxima: “É melhor rejeitar 10 verdades do que aceitar uma mentira”. Na casa onde frequento eu sempre questiono fortemente as coisas que não passam pelo crivo da minha razão, às vezes sou até visto como chato. Porém, sempre observo que em qualquer área, sempre vai haver pessoas mais ou menos crédulas em relação às idéias propostas. É assim na até na própria Ciência, que, segundo um notável cientista que conheci, prega a opinião dos “bam-bam-bans” de cada área como se fosse verdade absoluta, sendo que muitas vezes esses tais se vão, vêm outros em seu lugar e a tal “verdade absoluta” muda significativamente.

    Por fim, no que se relaciona ao Chico Xavier, acredito sim na mediunidade dele e que muito do que se lhe atribui é verdade. Mas julgo necessário separar o homem do mito. Pois, se ele mesmo se declarava como falho, porque tantos insistem em declará-lo perfeito. Creio que entre suas obras, há psicografias recheadas de animismo, outras híbridas, algumas que estão no campo do puro romance e assim por diante. Mas, não desmereço a obra dele e não duvido que ele fosse uma pessoa incrível, abnegado, de muito bom coração e que merece respeito por conta disso…

    Grande Abraço ;)

  26. luiz Diz:

    Vocês sabiam que o Chico Xavier era homossexual? E o Divaldo Franco também é. Mas nunca admitiram o fato. Será que eles acham que não ficaria bem para a sua imagem?

  27. Ricardo RJ Diz:

    CHICO XAVIER E DIVALDO FRANCO,GRANDES BENFEITORES DO BRASIL.ROTULÁ-LOS DE OUTRAS MANEIRAS NÃO IRÁ DIMINUIR SUA IMPORTÂNCIA PARA OS BRASILEIROS,ESPÍRITAS E NÃO ESPÍRITAS.SE FOSSEM MESMO HOMOSSEXUAIS,ISSO DIMINUIRIA SUA IMPORTÂNCIA NO TRABALHO DO BEM?

  28. Luciano Diz:

    Realmente não entendo o motivo de tanta polêmica.
    Se o respeito fosse predominante nas linhas acima escritas, as pessoas não estariam tentando impor o seu pensamento umas às outras.
    Sem querer ser simplista ou reducionista, se alguém acredita na doutrina espírita, que a viva em sua plenitude. Se outra não lhe põe fé, seja pelos motivos que forem, respeite o primeiro.
    Sei que minhas palavras são pobres em erudição se comparadas a tudo que acima foi muito bem exposto, que apenas toscamente expresso o que sinto, mas, em pleno século XXI, após tantas desgraças ocorridas em nome de religiões, não vejo motivos para tanta agressão e ironia.
    Isso para não falar no preconceito sexual que nos foi legado acima como complemento.
    Sugestão: respeitemo-nos!

  29. Paulo Diz:

    David Nasser e Jean Manzon pouco representaram para o jornalismo brasileiro. Esse tipo de jornalismo maquiado que faziam nunca foi adotado em faculdades. Quem lembra dessa dupla hoje ? Que legado deixaram ? Tão importantes quanto a revista Cruzeiro: um vazio incomensurável …

  30. Ana Maria Diz:

    Como Espírita Kardecista, concordo com o Luciano: Respeito. Que foi o que sempre Chico teve com relação a qualquer pessoa e religião. As obras psicografadas por ele(portanto não são de sua autoria) foram feitas num reduto católico(Pedro Leopoldo eUberaba – Minas). Consciente de sua missão e responsabilidade nunca se intimidou. Toda a renda das obras foram revertidas para instituições as quais Chico ajudava. Ele viveu do trabalho e de sua aposentadoria e jamais se vangloriou de sua missão mediúnica(uma tarefa(árdua) , não um prêmio).
    Concordo também com Paulo, quem são esses jornalistas??? O que fizeram de bom em prol de um Brasil melhor?? Quem eles auxiliaram??? Onde estão??
    A revista já não existe, Assis o dono também não…isso prova que aqui chegamos sem nada e nada (de material) levaremos, apenas nossas conquistas espirituais.

  31. Roberto Barbosa Diz:

    Só relembrando:
    Esta matéria a maneira ridicula e sem profissionalizmo enterrou estes nomes, com perdão da palavra: nasser e mason e com eles o CRUZEIRO.

  32. Marcos Guerra Diz:

    Pois é… uma perda de tempo.

    O Vitor acusa Chico. Vem o próprio reporter e mostra que Chico não mentiu. Daí Vitor acusa o reporter.

    Ou seja, todo mundo que discorda dele, está errado.

    Vitor, abra os olhos meu filho.

  33. William X Diz:

    A PROVÁVEL VERDADEIRA VERSÃO DO OCORRIDO ENVOLVENDO CHICO, NASSER E MAZON:
    -
    http://criticaespiritualista.blogspot.com/2010/04/critica-chico-xavier-david-nasser-e.html

  34. Wagner Freitas Diz:

    Meu caro Codename V.

    Em todas as ocorrências controversas, a questão que logo se levanta é: O MOTIVO. Chico psicografou muitos livros, mais de 400, e NUNCA RECEBEU DIREITOS AUTORAIS, sempre alegando ser apenas um instrumento dos espíritos. Entretanto deu sempre sua cara a tapa, se expôs de maneira sempre digna, diferentemente de vc, que com todo o direito expõe seu conceito, mas se esconde atrás de codinome. Essa é uma faceta do caráter do médium.Outra questão é o DOLO. Qual a intenção do Chico em falsificar se financeiramente não se beneficiava ? E mais, qual o mal que ele praticava com esse ato ? Na própria Bíblia existe uma passagem em que os discípulos reclamam com Jesus que um homem estava pregando, dizendo-se participante das coisas do Mestre. Jesus retrucou: O que ele prega? Coisas boas ou más? Responderam: Ora, o que nós também falamos. Jesus: Então ,que o deixem falar, melhor que esteja conosco que contra nós.
    Chico viveu humildemente, inocentemente (pode ser até que pessoas a seu redor tenham, de alguma forma , tirado lucro da situação, o que não o torna cúmplice), trabalhou visando o bem, não prejudicou ninguém com sua conduta e crença. Entretanto o julgamento dele não nos pertence, temos outros mais sérios, que são de nossa competência, como Igrejas que compram as graças de DEUS. Quanto mais dinheiro for depositado em envelopes nas “Fogueiras Santas da Vida”, mas favores receberão, esta é a verdadeira vergonha e para onde deve ser dirigida nossa atenção.Mas respeito sua opinião, e é só uma opinião.

  35. João Paulo Diz:

    Sinceramente, a única contradição que vejo aqui é sua, meu caro blogger. Não sou espirita e sou critico ce muitos dos ensinamentos e obras de Chico Xavier. Mas infelizmente sua critica é vazia, futil e sem uma estrutura logica forte.

    Em primiero lugar: não existe nenhum erro em dois americanos se dirigirem a um falante de português em francês, isso era muito comum naquela época e entre pessoas da idade de Chico Xavier e dos reporteres, já que provavelmente foram educados pelos anos dos anos 30, onde pelo mundo inteiro o francês era a lingua franca. Não há erro nenhum nisso. Até hoje, muitos nativos do inglês têm o francês como segunda lingua, tanto nos EUA como no Reino Unido. Portanto, ao se dirigirem ao falante do português – uma lingua latina que quase nenhum deles conhece – que desconhece o inglês, muitas vezes eles procuram o que há de mais próximo do português para poderem se comunicar o mais claramente possivel, logo, na maioria dos casos, o francês. Naquela época, o espanhol não tinha credito nem prestigio academico absolutamente nenhum. E outra coisa, encontrar uma lingua comum entre reporter e entrevistado é essencial para que qualquer atividade jornalistica – que tem que ser baseada na comunicação – ocorra. Seria futil e estupido de um reporter recorrer sempre a sua lingua nativa para falar com um estrangeiro. Seria inteligente se um grupo de reporteres mongois fossem a Argentina e quisessem entrevistar pessoas comuns – como o proprio Chico Xavier – em sua lingua nativa, ou seja, o mongol? Tenha certeza, eles sairiam do país sem sequer uma linha de papel escrita. Na época de Chico Xavier, no auge de sua carreira, o inglês aida era muito pouco conhecido e dominado aqui – como ainda o é na pratica, mas definitivamente o era ainda menos – então, julgando pelo histórico do paradigma Francofono da tradição educativa brasileira a que os reporteres (sejam eles de onde forem) e Chico Xavier foram expostos em sua formação, o francês devidamente era mais plausivel.

    Segundo erro lógico do seu artigo: Você cai na falácia que discordância entre relatos equivale a inexistência total dos fatos alí presentes. A história do Brasil e do Mundo é cheia de incongruências entre relatos e fontes, nem por isso, os acontecimentos são ditos fictícios e fraudulentos por essência. Fontes sim podem ser ficticias e fraudulentas, mas seu erro de pesquisa é chegar a conclusões ilógicas baseando entre discordância de fontes. Se apenas conteudos absolutamente indisputados e unanimes fossem aceitos como fatos na historiografia, nós não teriamos mais de uma página de história mundial. Os evangelhos não reportam exatamente a mesma história em suas totalidades, devemos então julgar que a integralidade do que está escrito neles é falso e mentiroso? Oras, meu caro jornalista, porque você insiste em focar em um pequeno pedaço de contradição entre as fontes e ignorar a imensa margem de concordância entre elas? Qual o sentido então de descartar o acontecimento como ficticio se as fontes muito mais concordam entre si do que discordam? Não seja infantil e estúpido de pensar que fatos investigados muito depois do ocorrido, sem acesso direto aos eventos, apenas por ivestigação indireta e apreciação distanciada dos fatos, e ainda por cima feita por varias pessoas diferentes, poderiam terminar em narrações idênticas. Se testemunhas oculares de fatos qualqueres divergem entre si em seus testemunhos, o que esperar de frios e distanciados investigadores que apenas tem acesso a documentos e a relatos de terceira, quarta ou quinta mão? E ainda por cima, se tratando de um acontecimento tão privado e presenciado por um grupo extremamente restrito de pessoas como o telefonema dos reporteres ao constatarem a mensagem talvez mediunica de Emmanuel ou Chico Xavier a Nasser a Manzon? Como ter certeza de algo que foi testemunhado por duas ou três pessoas que, ainda por cima, estavam profundametne interessadas em colcoar Chico Xavier como fraude? Deveriamos então colocar toda a história da vida privada humana como inexistente por falta de testemunhos absolutametne sem contradição? Vê sobre que principios absurdos seu raciocínio se fundamenta? Contradição entre as fontes não equivale a inexistencia dos fatos, isso é uma verdade básica para qualquer investigador. Se investigações policiais fossem feitas como a sua, todos os réus seriam inocentados, pois a versão destes entaria em contradição com a das vitimas e, segundo seu próprio principio, levaria a anulação da validade de todo processo. Realmente estupido, meu bom amigo.

    Terceira falácia: O fato de quem ligou para quem é irrelevante, se foi Nasser para Manzon, ou Manzon para Nasser. Hitler deu muitos telefonemas em sua vida, em quase todos eles, é futil se saber quem teve a iniciativa de ligar para quem. Não se sabe se quem ligou para quem sempre, quem começou o telefonema, então, você acha lógica presurmirmos que HItler apenas telefonou nas vezes em que sabemos que ligou para quem? Meio idiota, não acha? Se nós mesmos muitas vezes sabemos que ligamso para determinada pessoa e nos esquecemos de quem ligou para quem, seria mentalmente sano chegarmos a conclusão que a ligação telefônica nunca existiu pelo simples fato de não nos lembrarmos de que ligou primiero? Não temos relatos precisos se Hitler ligou para Fegelein ou se Fegelein ligou para Hitler, mas o que se sabe é que a ligação, o telefonema, ocorreu, e isso é a única coisa que importa para o tipo de conhecimento que estamos almejando. O fato de não sabermos quem ligou para quem anula a possibilidade de exisência da propria ligação? “Iniciativa de ligar” e “ligação” não são a mesma coisa e não são o mesmo fenômeno. Pense novamente…

    Quarto ponto: Você está inerentemente voltado a negação da validade de Chico Xavier e do espiritismo desde o principio. Você não está interessado a chegar a conclusões e elucidações independentemente do resultado, mas sim em forçar conclusões pre-prontas antes mesmo de começar a investigação. Isso não é ceticismo, isso é dogmatismo claro e óbvio. Durante todo o artigo, você apenas focou o alvo de seu texto contra a legitimidade da pessoa pública de Chico Xavier e você permaneceu alheio e complacente com as picaretagens dos reporteres e coma falta e respeito imensa deles com a pessoa de Chico Xavier, deixando tudo passar sem crítica nenhuma e considerando-as como estrategias validas para se produzir senssacionalismo midiatico. Oras, meu amigo, seu objetivo aqui é criticar Chico Xavier por inclinações emocionais pessoais suas? Ou chegar a verdade com o objetivo de elucidar e iluminar a sociedade com os fatos, o que, com certeza, levará a um bem social e moral imenso para todos? Se seu objetivo fosse este ultimo, você não seria tolerante as mentiras, safadezas, velhacarias e indecências dos reporteres, porque, se você fosse justo, seria imparcial criticaria ambos os lados. Mas que justiça, imparcialidade e pretensa racionalidade é essa que só consegue enxergar defeitos em Chico Xavier e se manter totalmetne cego aos das demais pessoas? Isso caracterizaria motivos a priori para critica-lo, não acha? Então, não seria isso preconceito? E que credito você acha que merece um trabalho inerentemente preconceituoso como o seu se mostra ser?

    Um forte Abraço de um Teosofista.

  36. Vitor Diz:

    João Paulo,

    1) Vc não pode dizer que não há nenhum erro nisso. O máximo que você pode dizer é que “pode não haver um erro nisso.” Mas não foi essa ideia que o suplemento da Época passou. Outra coisa: você mesmo confirma então que Chico Xavier sabia francês.

    2) Em NENHUM momento eu disse que “contradição entre as fontes equivale a inexistencia dos fatos”. O que eu disse é que contradições claramente diminuem o valor dos testemunhos. Quanto às investigações policiais, se o que temos são de fato apenas testemunhos contraditórios como prova, então sim, atrevo-me a dizer que TODOS os réus serão inocentados, veja o caso do goleiro Bruno. Se nenhuma prova surgir, ele será inocentado. O menor, por exemplo, já deu 4 versões diferentes. Podemos acreditar no menor? não, em absoluto.

    3) Estou interessado em saber se é possível explicar o caso por vias normais. Assim, aqui não é o local de ser imparcial. Só devemos procurar por hipóteses paranormais quando conseguirmos excluir todas as hipóteses normais. E isso não foi necessário aqui.

  37. Frazão Diz:

    Senhor autor da matéria objeto dos comentários aqui feitos.
    Na matéria aqui referida consta a informação de um dos biógrafos do Chico, Marcel Souto Maior, de que “Só trinta anos depois, uma reportagem publicada por O Dia, em 28 de abril, e assinada por João Antero de Carvalho, revelaria, em detalhes, os bastidores daquela saga de David Nasser e Jean Manzon. A confissão foi feita por um Nasser arrependido, o mesmo capaz de definir Chico Xavier como “o maior remorso da minha vida””.
    Esclareça-se que há também um vídeo, circulando internet afora, em que o próprio David Nasser, pessoalmente, e de viva voz, afirma que foi o Jean Manzon quem telefonou para dar a informação sobre a dedicatória, que o senhor quer descaracterizá-la, com base em uma informação de um outro biógrafo, de nome Ubiratan Machado, que informa que foi o David Nasser quem telefonou para o Jean Manzon. Para tirar as suas dúvidas sobre quem telefonou pra quem, acesse http://wn.com/Chico_Xavier,_apresenta%C3%A7%C3%A3o,_caso_David_Nasser, onde verá e ouvirá do próprio participante do fato, que foi o Manzon quem telefonou ao David Nasser.
    Para que o senhor sinta a fragilidade do seu argumento, suponha um exemplo bem simples: duas pessoas testemunharam um desastre de avião, ocorrido entre duas fazendas contíguas e uma delas telefona para a outra informando que viu a queda da aeronave e a outra informa que também viu a queda. Agora, suponha que as autoridades apurem o fato e constatem a ocorrência do acidente, e a existência de 30 corpos entre os destroços e um sobrevivente. Suponha que no depoimento de cada uma das testemunhas conste a informação de que foi ela quem telefonou para a outra. Suponha, ainda, que a companhia aérea e a sua seguradora não queiram indenizar as famílias das vítimas e aleguem que a história do acidente não merece fiabilidade porque as duas testemunhas do acidente deram informações truncadas quanto a quem telefonou para quem, semelhantemente ao que o senhor alega, conforme o texto abaixo transcrito: “Qual a contradição? Simples: na 1ª versão, Jean Manzon ligou para Nasser. Na 2ª, foi Nasser quem ligou primeiro para Manzon. Pergunto-me qual a fiabilidade que podemos ter nessa história…” Novamente suponha que uma das vítimas tenha sido o seu pai; o que, nessas alturas do campeonato, o senhor irá dizer em relação às duas empresas? Será que, em função dessa dúvida, de quem ligou para quem, o senhor vai dizer que elas estão com a razão de descaracterizar o fato ocorrido, que foi o acidente, mesmo que o corpo do seu pai tenha sido reconhecido?!…
    É essa a dedução a que se pode chegar, com relação às dedicatórias do espírito Emmanuel ao David Nasser e ao Jean Manzon, em virtude dessa sua afirmativa sobre a dúvida quanto a fiabilidade da ocorrência do acidente…
    O senhor não acha que é forçar demais, na tentativa de provar a inexistência de um fato, real, diga-se de passagem?!…
    Abraços. Frazão

  38. Espirita Convicta Diz:

    Isso que é discussão longa!!!….2 anos de conversa em torno de algo…uau! Impressionante! Adorei.
    Mas, ainda mais impressionante para mim, foi perceber o quanto as pessoas não aceitam indagações, contra argumentações, questionamentos sobre suas declarações, discordâncias…é incrível isso! A necessidade de auto afirmação, de serem os ultimos a falarem, de serem os portadores de toda razão, é absurda e nitidamente demonstrado e exposto aqui.

    O ser humano tem dificuldade em se manter calado. A dificuldade é tanta que muitos se manifestaram só mesmo para demonstrarem sarcasmo e irritação.
    Houve quem falou, falou, falou e não disse nada, só pela simples necessidade de sentir-se um pouco melhor em ver o seu, como o último post lido.
    Quando não vê respostas abaixo das dele, se sente um pouco melhor, talvez numa falsa sensação de superioridade ou algo assim.
    Lamentável!

    Que quando chegarem lá no umbral, possam se lembrar dessa soberba descabida e irracional, de quererem sempre saber e ser mais do que os outros, em não aceitarem as provas de que estão equivocados, em não serem humildes e em tratar os outros, que são seus irmãos, de forma respeitável e SEM IRONIAS.
    Que possam arrepender-se, conscientizando-se de suas mazelas e recebendo novas oportunidades de resgatarem suas graves faltas.

    Que DEUS abençõe.

  39. Paulo Diz:

    Boa noite,comecei a frequentar o centro espirita recentemente,pois notadamente estou me sentindo melhor em relação a minha situação anterior,seja crença religiosa,situação amorosa,civil,saúde,enfim em todas diretrizes,embora tenha vivido em outras denominações religiosas,o espiritismo é a doutrina que mais me interessei,pois é a que mais está a me ensinar,seja em sentido cientifico,filosófico e em vários seguimentos de minha vida,por isso só tenho que agradecer o espiritismo codificado por Kardec.

  40. Paulo Diz:

    Sr moderador…sinceramente nada vi ou senti,que minha postagem pudesse ser deletada,pois não ofendi nem denegri ninguém,é uma pena que o Sr tenha entendido como escarnio ou sinônimo deste.Visto que dei minha opinião,apenas isso.Lamentável seu procedimento.

  41. Vitor Diz:

    Paulo, sua mensagem nunca foi deletada porque ela simplesmente nunca entrou! Liberei agora, estava para ser aprovada e eu não vi.

  42. Paulo Diz:

    Sr Vitor,acusei o recebimento de seu post,por favor queira desconsiderar minha mensagem,se fui critico,lanço aqui meu pedido de desculpas.

  43. fernando Diz:

    Eu nunca vi tanta besteira junta,se você não acredita é uma coisa agora duvidar da idoneidade de um homem que se dedicou a vida inteira na prática do bem,um homem que nunca quis um centavo da venda de seus livros,onde todo o dinheiro foi e é revertido para as instituições de caridade; e ainda de uma maneira covarde falar mal de uma pessoa que não mais vive entre nós é realmente de uma falta de conhecimento enorme.Aí vai uma dica; porque voce não escreve sobre os políticos ladrões do dinheiro público que andam por aí.

  44. eduardo de sbc Diz:

    Quanta bobagem, acreditam que Xico estaria ou está disso tudo preocupado? Preocupado devemos nós, e principalmente os céticos que logo encontraremos o derradeiro no surpreso! Xico me disse, risco de vida, diga-lhes “risco de morte”, melhor, já que o espírito nunca morre!Abraços de eduardo de sbc.

  45. Cláudia Diz:

    Ora, se Chico fosse um farsante, teria então obviamente pleno conhecimento de quem eram os jornalistas, e do que havia escrito como dedicatória nos livros.
    Não teria ele então revelado o que havia escrito nos livros e com isto acabado com o intento dos jornalistas e firmado sua condição de médium? Por que, se ele era farsante, sofreria calado com este trunfo por tanto tempo? Aguardando a consciência dos rapazes falar mais alto.
    Ah, por favor.

  46. Fabio Gatt Diz:

    Que explicação mais sem lógica! Então o fato do jornalista ter cometido o grave erro de falar francês quando se dizia pertencer a um jornal americano, fez com que Chico automaticamente descobrisse a identidade deles, configura no mínimo uma desculpa para justificar o fracasso da empreitada. Ora, uma empresa de comunicação americana não poderia ter um repórter de nacionalidade francesa?????
    Ainda tentaram jogar a culpa do insucesso no Chico e fazê-lo um vilão transgressor? Ahhh me poupem!
    Ahh….fui espirita durante décadas e por outras questões, virei ateu ha dois anos. Analiso fatos e uso da justiça pela ótica do Direito,sobretudo o Penal.

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