CARTA DE HERCULANO PIRES SOBRE O PLÁGIO DE DIVALDO PEREIRA FRANCO

Nesta carta Herculano Pires não só acusa Divaldo Franco de impostor, mas também previne contra o médium Hercílio Maes, o espírito Ramatis, Roustaing e a própria FEB!

 

(Carta endereçada ao jornalista Agnelo Morato)

Você sabe que o Chico mudou-se de Pedro Leopoldo para Uberaba, arrancado ao seio da família e à cidadezinha do seu coração por força das manobras das Trevas através do seu pobre sobrinho. Lembra-se? E não se lembra que o tópico mais importante da carta do Chico ao Jô é aquele em que ele (Chico) afirma que são essas mesmas Trevas (a mesma falange) que está agora se servindo do Divaldo? Para que fim? Para que fim?!

Muito antes do “estouro” com o Chico eu já havia sido advertido espiritualmente a respeito do médium baiano. Durante meses evitei encontrar-me com ele, pois é sempre desagradável constatar uma situação mediúnica nessas condições. Quando me encontrei, tudo se confirmou. Não tenho, pois, nenhuma prevenção pessoal, nada particular contra ele. O que tenho é zelo, é prudência, é necessidade de por-me em guarda e evitar que os outros se entreguem de olhos fechados às manobras que infelizmente se desenvolvem através da palavra ilusória desse rapaz. Espero em Deus que ele (agora roustainguista confesso e novo ídolo da FEB) ainda encontre o seu momento de despertar, antes que esta encarnação se finde.

Do pouco que lhe revelei acima você deve notar que nada sobrou do médium que se possa aproveitar: conduta negativa como orador, com fingimento e comercialização da palavra, abrindo perigoso precedente em nosso movimento ingênuo e desprevenido; conduta mediúnica perigosa, reduzindo a psicografia a pastiche e plágio – e reduzindo a mediunidade a campo de fraudes e interferências (caso Nancy); conduta condenável no terreno da caridade, transformando-a em disfarce para a sustentação das posições anteriores, meio de defesa para a sua carreira sombria no meio espírita.

Você acha, Agnelo, que Emmanuel advertiria o Chico sem motivo? Que o Chico se recusaria a receber o Divaldo e escreveria uma carta como aquela ao Jô por despeito ou ciúme mediúnico? Você acredita que o Chico esteja obsedado e que o Divaldo seja uma vítima inocente? Que todas as trapaças do Divaldo sejam bênçãos do Céu para o nosso movimento? Que seja nossa obrigação acobertar e bater palmas a companheiros que têm esse procedimento, relatado acima apenas em parte?

Ainda hei de lhe contar um dia, pessoalmente, a trama que tive de ajudar alguns amigos a desfazer – uma trama maquiavélica, de tipo medieval, para pôr um “fim feliz” ao caso Chico-Divaldo, deixando o Chico na condição de ciumento e o outro na condição de vítima inocente.

Temos de ser, meu caro, mansos como as pombas, mas prudentes como as serpentes. Quem o disse foi o Cristo, que deve entender do assunto. E Kardec adverte, em “O Livro dos Espíritos”, Kardec e os Espíritos, que é obrigação dos homens de bem desmascarar os falsos profetas. Obrigação, veja bem, obrigação! Por isso não recuo diante (embora não me considere tão “de bem” assim…) diante dos casos de Divaldo, Hercílio Maes e Ramatis, Roustaing e FEB. Não será com a minha conivência que o joio sufocará o trigo da seara. Isso tem me custado caro, muito caro: mas Deus me tem ajudado a suportar o ônus. 

Sua carta é muito engraçada em certo sentido. Para defender o Divaldo você critica a minha posição em referência a três médiuns. Um é o Urbano, de quem você diz “o discutido Urbano”. Confesso que isso me surpreende. Soube, ainda em vida do Urbano, de um caso entre ele e o Russo, aí em Franca, que aliás me pareceu sem sentido. Fora disso, o que sempre vi foram demonstrações de confiança na mediunidade de Urbano, mesmo de parte daqueles que condenavam seu temperamento às vezes violento – pois a mediunidade é uma coisa e o temperamento é outra. Minha experiência de muitos anos com Urbano foi das mais felizes. Ainda não encontrei outro médium de tanta sensibilidade e que tantas provas me desse da sua legitimidade. E você deve saber que essa foi também a opinião do Schutel, do Leão Pita, do Baptista Pereira, do Odilon Negrão, do Wandick de Freitas, do Parigot de Sousa e tantos outros. Nunca o Urbano serviu de instrumento para mistificações conscientes ou para desvirtuamentos doutrinários. Tenho por ele o respeito que merecem os verdadeiros médiuns.

No caso Arigó, você diz que eu o defendi mesmo depois da sua queda. E como não fazê-lo? Ainda há pouco enviei a Matão uma entrevista, pedida pelo Jô, em que explico algo do assunto. Arigó, realmente, nos últimos tempos, deixou-se levar pelos interesses materiais, empolgou-se pelas possibilidades que se abriam diante dele, mas esteve longe de praticar os atos indígnos que lhe atribuíram os adversários. 

Esteve em grande perigo, mas a culpa foi mais dos espíritas do que dele. Era um homem rude, semialfabetizado, vivendo num burgo medieval dominado pelo clero. As instituições espíritas em geral só se interessaram pelos resultados positivos do seu trabalho, mas não lhe deram apoio. As Federações fizeram como Pilatos: lavaram as mãos na bacia de César. Em Marília, num congresso de jovens, a FEB proibiu que fosse votada uma moção a favor dele (que estava preso em Lafaiete), mas autorizou a votação de uma moção em favor da construção da sua sede em Brasília… Isso, sim, é que é dois pesos e duas medidas. Até que Arigó resistiu muito, demorou bastante a entrar em deterioração, e só não acabou no desastre completo porque o Fritz já havia dito que, na hora perigosa, o levaria para lá.

A morte de Arigó o salvou na hora “h”, no dia “d”. Cabe-nos agora aproveitar o saldo positivo que ele deixou e que é imenso. Por sinal que os seus erros eram pessoais, individuais. Nunca Arigó tentou levar os seus erros pessoais ao meio espírita como prática e exemplo. Errou por falta de visão, por envolvimento do meio, por falta de apoio moral. Nunca tivemos, porém, no campo da intervenção cirúrgica espiritual mediunidade maior. E não seríamos nós, agora que ele se foi, que o seu caso já se encerrou, não seríamos nós que iríamos desmoralizá-lo. A mediunidade é uma coisa e o médium é outra. Mas para os jejunos no assunto as duas coisas se misturam. Acusar Arigó depois de morto, por deslizes que não chegaram a comprometer a sua mediunidade, seria dar armas aos adversários e às Trevas. Além disso, na enxurrada de mentiras e calúnias lançadas contra ele há muita incompreensão espírita. O que nos interessa em Arigó é a espantosa mediunidade que enriqueceu o patrimônio das realidades espíritas na Terra. Você queria que eu o acusasse? 

No caso do Rizzini não há também intenção malévola alguma. Rizzini é médium e bom médium. Conheço-o há tempos e já tive boas experiências com ele. Se você acha que a sua atual produção psicográfica deixa a desejar, isso não me parece motivo suficiente para que eu o ataque ou desencoraje. Rizzini está se iniciando nesse campo novo e já produziu muita coisa boa, quase excelente. Não é um fingido nem um trapaceiro, mas um espírita corajoso e que deu mostras de sua fidelidade à doutrina nas horas difíceis, quando muita gente boa se encolheu, se fechou em copas. Ele é sincero, franco, leal – e às vezes até agressivo, mas dessa agressividade que caracteriza os espíritos corajosos. Não há a menor possibilidade de compará-lo ao perigo que Divaldo representa em nosso movimento. Entre Rizzini e Divaldo há o abismo da impostura.

Perdoe-e, caro Agnelo, se acaso usei de algumas frases ou expressões que poderão impressioná-lo. Escrevo-lhe de coração aberto, de irmão para irmão, tratando de assuntos que exigem clareza, posições definidas. A hora é de transição, de confusões, e devemos manter nossa posição com segurança. Não me seria possível calar nem desconversar diante da sua “provocação”. Aqui vai a resposta, caboclo velho, o tiro de trabuco desfechado na testa, como convém quando o tocaieiro escondido na moita ameaça a caravana desprevenida.

Não me queira mal. Nem me interprete mal. Divaldo me interessa como criatura humana, como nosso irmão, pelo qual devemos orar, pedir a Deus que o livre de maior envolvimento das trevas. Estou pronto para recebê-lo para o cafezinho, principalmente na sua companhia, mas sem que você ou ele alimente a vã esperança de me arredar da posição assumida. Como você viu acima, meus motivos são fortes demais, são de rocha. 

Perdoe-me se magoei a sua sensibilidade, principalmente nesse campo tão melindroso da afetividade. Com a qual Divaldo e outros da mesma linha costumam jogar com habilidade. Não trapaceio com o coração, com o sentimento. Louvo o seu interesse fraterno pelo Divaldo – ele necessita disso, e muito. Mas entendo que o Chico também precisa da nossa fidelidade, do nosso amor, da nossa gratidão. Ele não tomaria a atitude que tomou no caso por simples leviandade. Chico é uma personalidade espiritual formada no cadinho da dor, do sacrifício. Os seus guias espirituais são bastante conhecidos de nós todos. Que direito temos nós de rejeitar a sua advertência num caso como esse? Então ele só nos serviria quando fala em coisas que nos agradam?

Recomende-me ao Novelino, a d. Aparecida, aos seus familiares e aos amigos francanos. E não se esqueça, meu caro, de que estou escrevendo francamente para um francano…

Um grande e sincero abraço do:

HERCULANO

Obs: O texto acima foi postado na comunidade do Orkut “Eu sou espírita – Espiritismo” no dia 24/10/2008 por Artur Azevedo, a quem muito agradeço, e pode ser conferido aqui.

60 respostas a “CARTA DE HERCULANO PIRES SOBRE O PLÁGIO DE DIVALDO PEREIRA FRANCO”

  1. Carlos Magno Diz:

    Herculano, jornalista, parece-me que desejou ser o dono da cocada preta. Falou mal do Dr. Hercílio Maes e de outras pessoas famosas. À minha ótica deixou transparecer a evidente mágoa de não ter sido amigo do médium de Ramatís.
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    Ao falar mal das obras de Ramatís só demonstrou total despreparo nos assuntos abordados pelo Mestre. Não sabia nada de esoterismo, e pela suas palavras depreciadoras e condenatórias também nada conhecia do papel de Umbanda.
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    Entrou na seara linguística e criticou as textualizações do médium. Os excelentes textos anotados pelo Dr. Hercílio Maes foram revistos por profissionais de conhecida competência. Penso que Herculano Pires também almejara ter sido chamado para prefaciar e fazer revisões de obras de Ramatís e como não foi virou crítico ferrenho.
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    As mensagens de Ramatís são prolixas, formidáveis, com a entidade espiritual demonstrando conhecimentos profundos de história, religiões, medicina, biologia e de várias outras áreas do saber humano, além de filosofia e ocultismo.
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    Ramatís é reconhecido em inúmeros países por praticantes do espiritismo não necessariamente cardecista, bem como nos meios esotéricos. E nunca se comparou a Kardec, ao contrário, sempre o elogiou e procurou dar ênfase à obra missionária do articulador do espiritismo moderno. Dr. Hercílio Maes comprou briga com jornalistas maldosos em defesa de Chico Xavier e do espiritismo brasileiro.
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    Eu sempre soube que Ramatís era mal recebido nos meios cardecistas justamente por uma casta que fazia campanhas difamatórias. Ramatís criticou os espíritas ortodoxos arraigados somente “ao que Kardec falou e ao que não falou”. E isso atiçou mais ainda a raiva dos donos do espiritismo no Brasil.
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    A meu ver essa carta somente vem demonstrar que o Herculano, jornalista, estava com o ego vaidoso ferido e atirou em várias direções. Com isso, mais uma vez provou que a loquacidade e a humildade de espírito normalmente não convergem, pois a letra é uma coisa, o espírito outra e o espírito da letra ainda outra. Parece-me, também, pelo menos no caso às críticas à Ramatís, que o desassossegado Herculano perdeu esse rumo. E ao que lhe restara como argumentos de seu saber, resolveu voltar-se para o exigente aspecto linguístico rebuscado ou erudito, clamando por defeitos na forma de conteúdos preciosos do mensageiro.
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    Herculano Pires, salvo melhor julgamento por eu não tê-lo conhecido pessoalmente, sugere-me pessoa que tenha sido mordido pelas moscas transmissoras dos vírus da vaidade, orgulho e crítica, independentemente de que tenha dividido com outros espíritas algumas tarefas de formulações teóricas do espiritismo brasileiro.

  2. Marcos Arduin Diz:

    Carlos Magno, sou obrigado a discordar profundamente de suas palavras.

    Antes devo dizer-lhe que por alguns anos fui participante de um grupo mediúnico, muito simpático a Ramatis e que estudava suas obras. Comprei todos os livros psicografados por Hercílio Maes e devo dizer-lhe que muito pouco se aproveita deles.

    Não dá para tapar o Sol com a peneira. Quando Ramatis dita todo um livro (Vida no planeta Marte) falando de toda uma civilização em Marte, com cidades, povo, água, etc e tal, acho que é o bastante para qualificá-lo como farsante. Quero ver se consegue defendê-lo disso.

    Quer mais? Disse ele no livro Mensagens do Astral, que no fim do século XX já seria notada a verticalização do eixo da Terra. Cadê?

    Disse você que: “As mensagens de Ramatís são prolixas, formidáveis, com a entidade espiritual demonstrando conhecimentos profundos de história, religiões, medicina, biologia e de várias outras áreas do saber humano, além de filosofia e ocultismo.” Que tiro no pé! O próprio Ramatis, no seu livro O sublime peregrino, fala da consisão da linguagem de Jesus, pois os pseudo-sábios têm exatamente a tendência de serem prolixos e verborrágicos (coisa que Ramatis é de sobra!). Profundos conhecimentos de medicina e biologia? Que gracinha! Através de Ramatis descobri porque sou careca: é porque eu corto o cabelo… Ele fala de toda uma questão energética, ligada ao ciclo anual, em que o corte de cabelo levava à perda dessa energia. Devia no máximo serem cortadas as pontas a cada mês e, corte raso, só no inverno, quando essa energia baixava e os cabelos viravam “tubos vazios”… Só não entendi uma coisa: meu pai cortava tanto cabelo quanto eu e morreu cabeludo. Que deu errado nessa sabedoria ramatisiana?

    Você quer crer em Ramatis e em suas tolices? Nada contra: gosto não se discute, lamenta-se.

    É isso.

  3. Carlos Magno Diz:

    Marcos,
    Não vou debater com quem já tem a opinião formada e negativa. Mas responderei ao que me pergunta:
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    Li ( e estudei) quase todos os livros do mestre Ramatís, do Dr. Hercílio, ainda em meu começo, e não tenho qualquer dúvida sobre os assuntos.
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    Sobre a verticalização do eixo da Terra, não lhe contaram, não? Procure saber.
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    As previsões do final do século, eram de outros profetas, até de Nostradamus, e Ramatís somente adicionou segundo as inclinações dos acontecimentos inclusive tecendo paralelos com lobos e cordeiros, direitistas e esquerdistas, etc. E ele sempre repetiu que os engenheiros siderais podem mudar situações; deu exemplos de acontecimentos menores de cidades impenitentes que foram poupadas porque as populações se arrependeram.
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    Você tem o mesmo tipo de raciocínio chumbado do Gilberto. Se uma previsão não se confirmou, nada mais presta.
    @
    Você leu a Fisiologia da Alma? Leu nada.
    @
    Quanto a você ter frequentado grupos. Há grupos e grupos e há seguidores e seguidores e quem busca a sabedoria não precisa de grupos para se amparar. Conhecimento e sabedoria são pedras pessoais que se lapidam no íntimo. A sua ainda está bruta, compadre, é daquele que não quer enxergar e pensa que sabe muito.
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    Olhe, vou ser sincero, você não leu foi nada, e se leu não entendeu coisíssima nenhuma. É a sina dos críticos rasos e obtusos.

  4. Marcos Arduin Diz:

    1) Realmente você, de mente tão fechada, não é mesmo uma pessoa indicada para debater…
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    2) Ah! Leu todos os livros do mestre Ramatis em seu começo? Já vi então que começou mal. E tudo indica que vai terminar mal.
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    3) O que me interessa é que Ramatis disse que o eixo da Terra se verticalizaria sob influência da aproximação de um planeta no final do século XX. Nem planeta, nem verticalização. E não me contaram nada sobre “alguma mudança de planos ou de data”. De qualquer forma, não seria explicação melhor do que as justificativas dos testemunhas de jeová para o fracasso de sua profetadas.
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    4) Engenheiros siderais… Cidades cujas populações se arrependem… Parece até os contos da Carochinha da Bíblia.
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    5) Se uma previsão não se confirmou, isso significa que o preditor não sabia do que falava. Chutou e errou. Chamo a isso de imprudência.
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    6) Li si o Fisiologia da alma. Gozado como você gosta de afirmar coisas sem saber dos fatos. Achei muita paquatada naquela obra, tanto que a passei para frente.
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    7) Acho que no seu caso, sua pedra foi tão lapidada e tão polida que até sumiu…
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    8) Também vou ser sincero: você é tão pedante e arrogante e, principalmente, tão inseguro da grande sabedoria do Ramatis que tenta prevalecer-se atacando por baixo que não concorda com o que pensa.
    .
    Faltou justificar porque é que não se achou em Marte tudo aquilo que Ramatis afirmou existir…

  5. Carlos Magno Diz:

    Só para encerrar essa conversa chatíssima
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    Vou repetir e adicionar:
    Você não leu nada, não conhece nada; é um australopithecus com uma safira à sua frente que faz xixi nela. É a sina dos críticos rasos e obtusos.
    @
    “Faltou justificar porque é que não se achou em Marte tudo aquilo que Ramatis afirmou existir…”
    @
    Além de tudo é cego robotizado pela mídia que ama ser enganado. Meus parabéns pela sua honestidade em confessar.

  6. Rafael Diz:

    Só passo por aqui de vez em quando, mas nos últimos tempos tem sido muito, muito divertido. A última agora é “verticalização do eixo da Terra”, com um “plus” de “Profecias de Nostradamus”. Realmente é uma tentativa de superação, até nas adivinhações: “Você não leu nada” (sic), “não conhece nada” (sic), ” você não leu foi nada” (sic, sic sic!). E o humorista não é mais o Gilberto, agora é o Marcos!

  7. Gilberto Diz:

    Não sei se sou humorista, mas o meu contato com o espiritismo foi através da ufologia que tanto me interessava. Foi a partir da Sociedade Ramatis, aqui no Rio, que eu me interessei pelo espiritismo. E foi a partir da mesma que passei não apenas a não crer mais em UFOs e também a não levar a sério esse lado “pseudo-científico” e “pseudo-filosófico” do espiritismo. As obras mencionadas pelo Sr. Marcos são exaustivamente estudadas na Sociedade Ramatis. Os pontos mencionados por ele são a “ponta do iceberg” das sandices do tal espírito. Não aconselho ninguém a ler suas obras, pois descobri a duras penas que foi um tempo perdido sem volta, mas se quiserem “crer sem mesmo ver”, como o espiritismo prega, é uma pândega diversão assistir às reuniões na tal Sociedade. Contata-se ETs de Marte através de transcomunicação, estuda-se Xavier (não apenas Xavier compartilhava da idéia do planeta que passaria “de raspão” pelo planeta Terra, como ele ainda o batizou de “Planeta Chupão”!) e textos de diversos outros autores, além de uma leitura rasíssima da Bíblia por supostos ‘especialistas no Evangelho”. Conhecem a citação bíblica repetida ad nauseum pelos espíritas “O Meu lar tem muitas moradas…”, que os mesmos usam para explicar a reencarnação e os ufólogos para a vida em outros planetas? Pois é, um dia eu fui ler o resto da página na própria Bíblia e vi que o texto em questão está bem explicado nos próximos versículos. Não tem nada a ver com reencarnação ou Ets. E é sempre assim, trechos desconexos da Bíblia (para dar uma certa credibilidade dentro do cristianismo) e textos desconexos de obras de filosofia, física e outras coisas, sempre no afã de dar credibilidade ao incrível. Escola que é bom, nada!

  8. Yago Barbosa Diz:

    Ramatis nada tem a ver com o Espiritismo, apesar dele assim se classificar. O Espiritismo é uma doutrina codificada no séc.XIX por Kardec, e Ramatis o contradiz muitas vezes em suas obras (e antes que aleguem que eu não as li, respondo já o fiz).
    Herculano foi um dos maiores, e na minha opinião o maior, expoentes Espíritas e concordo com tudo o que foi dito.
    Ramatis fala, por exemplo, falou que um planeta(o “chupão”) passaria até o ano 2000 mudando o eixo da Terra…

  9. Mando Diz:

    Pelo que sei Yago está correto, ramatis difere da doutrina codificada por kardec. Logo, estudar espiritismo por Ramatis… começou mal.

  10. Andre Diz:

    Por gentileza, onde encontro a referência sobre o Chico falar de um suposto “planeta chupão”?

  11. Ricardo Diz:

    Ramatís, apesar dos encômios feitos à Doutrina Espírita, nunca se disse “espírita”… ele se dizia espiritualista (ou universalista). Em seus livros encontra-se muita coisa lógica e interessante, mas há também inconsistências, se utilizarmos a Doutrina Espírita como “filtro crítico”. Hoje, não leio mais seus livros. Fui emprestando todos, só ficou o “Mensagens do Astral” , esquecido na estante. Mas procuremos fazer como recomendou Paulo de Tarso, em 1Ts 5.21: ” Examinai tudo. Retende o bem.” (em outras traduções: “Lêde tudo, retende o que for bom”).
    Saudações fraternais!

  12. João Luiz Diz:

    Não cheguei a ler nenhuma obra de Ramatis, mas já li vários artigos sobre este espírito e um que me chamou a atenção foi a da colunista da FEAL ( Fundação Espírita André Luiz ), Christina Nunes, artigo publicado no dia 02/08/2005, com o título ” O Astro Higienizador”. Nele a colunista além de enaltecer as Obras de Hercílio Maes relata a experiência de 2 viagens astrais , onde em desdobrameno ela visualizou este planeta higienizador, ou chupão, ou planeta x ou sei lá o que que causa tanta controvérsia.( Se quiserem ler o texto na íntegra, ainda ta lá no site da FEAL).
    Também tenho uma grande amiga, que tem uma mediunidade excepcional e diz ter contatos com a equipe de Ramatiz, e que quase toda noite faz viagens astrais para outros planos para fazer resgates de almas sofredoras e, no próprio centro espírita que frequenta ( Kardecista), os médiuns da casa relataram ver a figura de Ramatiz do lado dela durante os trabalhos espirituais. O que é verdade? O que é mentira? O que ta certo? O que ta errado?
    Prefiro ficar com as palavras do amigo Ricardo que deixou o comentário logo acima:” Lede tudo, retendo o que for bom”.

  13. Sonia N. Diz:

    João Luiz, qualquer um fala o que quer. Nos meios espíritas há muito fanatismo. Depois de ler um livro, a maioria ficaria impressionada com o que leu e aí começam as fantasias. Isto não é Espiritismo!!!! Para ser espírita, não é necessário entrar em contato com espíritos! Assim como, não é necessário entrar em contato com Cristo para ser cristão, ou com Buda para ser budista, ou com Maomé para ser muçulmano. O Herculano tinha toda a razão. Sabem por que? Porque os médiuns citados chegaram depois de Chico Xavier. O Chico foi o primeiro a intermediar informações complementares à Doutrina codificada por Allan Kardec. Antes dele, ninguém se “atrevia” a nada. Depois dele, “tudo ficou fácil” e cada “médium” usou da própria linguagem, mudando alguns pontos e vírgulas, títulos, nomes de personagens, etc. Tudo justificado para alimentar a vaidade pessoal e dos Centros aos quais pertenciam. Informações de relevo e monta só vieram através da mediunidade de Chico. Depois dele, cópias mal feitas, distorcidas, com informações esdrúxulas e exóticas, para dar maior credibilidade ao “fenômeno”. Essa iniciativa, levada a efeito em todo o Brasil, funciona porque a maioria desconhece o verdadeiro Espiritismo, não tendo pois, critério para rechaçar ou separar o joio do trigo.
    Abraço a todos.

  14. Carlos Magno Diz:

    Prezada Sonia N.
    @
    O espírita precisa sim entrar em contato com espíritos, mesmo inconscientemente, o cristão com Cristo, o budista com Buda e o muçulmano com Maomé. Claro, prezada, tem de haver esse elo, senão os mentores e grandes continuadores não precisariam ter existido em corpos carnais e estabelecido regras e credos. E mesmo que se reconheçam elementos religiosos e filosóficos semelhantes noutras correntes, não é a mesma coisa. Se o Herculano não entendeu assim na minha modesta opinião, foi extremamente infeliz ou totalmente ignorante. Aliás, ignorante ele foi quando criticou Ramatis, nada sabendo de esoterismo, ou de umbanda e criticou o médium porque seu estilo literário não o agradava.
    @
    O verde não é o amarelo, nem o azul é o rosa. Nessa analogia sob cujas figuras você se expressou, o umbandista daqui a pouco não necessitará de seus rituais e chamamentos de forças, porque lerá Kardec ou Moisés. E os muçulmanos precisarão derrubar suas mesquitas porque a mensagem e experiências que necessitam está noutro lugar. Porém, as diversas culturas religiosas e iniciáticas, étnicas ou raciais não se desmancham assim, simplesmente por movimentos modernos.
    @
    E o espiritismo, embora com mensagem universal, atende a uma necessidade momentânea de determinado número de almas que se encaixam nesse prisma ou raio até que não seja mais necessário. Com todo o respeito e admiração que tenho pelo espiritismo, o movimento está longe de ser o ideal para todos, nem jamais será, nem absorverá outros pensamentos religiosos, esotéricos ou de movimentos paralelos. Ser espírita é ser espírita, ser budista é ser budista, ser esotérico é ser esotérico e ponto final, são coisas diferentes que podem ter semelhanças em determinados planos do pensamento, mas somente isso.
    -
    Grande abraço, prezada.

  15. Sonia N. Diz:

    Prezado Carlos, você tentou distorcer as minhas palavras. Você sabe muito bem o que eu quis dizer com “não é necessário entrar em contato com os espíritos para ser espírita ou…”
    Se eu estou aqui, dando minha opinião sobre o Herculano Pires, está clara a minha simpatia pela doutrina espírita; portanto, sou religiosa, ou seja, ligo-me a Deus. Sendo cristã, ligo-me a Jesus Cristo, mentalmente. Assim como, os budistas ligam-se a Buda, os muçulmanos a Maomé, os católicos a seus santos de devoção, etc. Portanto, minha ligação com Deus e com os espíritos, lògicamente, é mental . E assim deveria ser com todo mundo. Evitar-se-ia tanto comércio, tanta falta de escrúpulo na cobrança dos “pedágios”, para chegar-se a Deus, através de “médiuns” ávidos por destaque e por dinheiro. Meu comentário não se restrige a leituras ou a “conversas de ouvir dizer”. São testemunhos de experiência própria. Quanto ao Espiritismo não ser um movimento ideal, discordo de você. Os homens, com seus disparates, suas vaidades, seu raciocínio lento, seus anseios totalmente voltados para a vida material, é que estão longe do ideal Espírita.
    Quanto ao que você citou sobre os Umbandistas (que eu respeito muito, assim como, a todas as religiões), procure conhecer a verdadeira história da Umbanda e você descobrirá que ela não foi criada para ter qualquer tipo de ritual. Infelizmente, ela foi totalmente desfigurada, ao longo dos anos. O Cristo nos advertiu para “orar e vigiar”. Não vigiaram, portanto, não protegeram, e lá se foi mais uma grande oportunidade que nos foi dada pela Espiritualidade.
    Abraços

  16. Carlos Magno Diz:

    Prezada Sonia N.
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    Não distorci suas palavras, entendi-as perfeitamente, e não lhe faltou clareza, pois são nítidas suas afirmações.
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    Veja só, eu não disse que o espiritismo não é um movimento ideal. Eu disse que não é ideal para todos, e não é mesmo, pois nele somente se encaixam almas com determinados perfís. Percebe a grande diferença?
    -
    A ligação mental com as religiões não é a mesma coisa que seguir seus rituais, credos e incorporar suas energias. Somente posturas mentais e abstrações não levam aos mesmos resultados ou efeitos. Cada religião tem sua egrégora e fundamentos. Pois em todas há seus mistérios, esoterismo, liturgias e uma série de outros preceitos específicos com significados diferentes que, seguidos em seus ritmos, invocações e práticas corretas, levam a resultados especiais. Admitir que somente abstrações mentais universalizam o conhecimento religioso é como desejar aprender natação por correspondência.
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    Sou também umbandista. Acho que já consegui aprender de suas origens e outras coisas mais.
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    Grande abraço, e a parabenizo por ser espírita cardecista, mas a alerto de suas visões irrefletidas que conduzem a erros.

  17. Paulo Cesar Diz:

    O Espiritismo é universal. O espírita – dependendo do avanço moral do médiun – pode ter contatos com Jesus, Buda, Maomé, etc. Todos são espíritos. Isso é muito natural. A diferença do Espiritismo para as religiões é que aquele se baseia na fé raciocinada e não em uma fé cega. Ele é evolucionista e segue sempre a ciência!!
    Obrigado.

  18. Ricardo RJ Diz:

    Amigos,calma!O foco dos comentários deve ser a carta de Herculano Pires e não Ramatis.

  19. evanessenciaS » Blog Archive » reflexõeS ectoplásmicaS, partE 2: chicO xavieR Diz:

    [...] programa Fantástico muito tempo depois, e que se confirma através de carta de Herculano Pires, disponível online. Chico Xavier rompeu com Divaldo por cerca de 40 anos devido ao ocorrido. Esse fato é muito bem [...]

  20. doni Diz:

    toda pessoa que afirma que existe espiritismo nao kardecista mostra como é UMA GRANDE ESTUPIDO IGNORANTE.
    pois a palavra foi inventada por kardec exatamente para diferenciar o espiritismo de outras doutrinas.logo o carlos magnos e outros se mostram desqualificados pela ignorancia historicas de qualquer critica ao espiritismo

  21. Vitor Diz:

    Doni,

    ao contrário do que você diz e do que muita gente pensa, Kardec NÃO inventou a palavra espiritismo.

  22. Rafael Diz:

    Vi uma palestra de Divaldo uma vez na cidade de Poá/SP. Um orador brilhante, um sujeito muito inteligente. Talvez tenha começado sua “carreira” mal, mas hoje tem seus méritos.

    Não penso que um erro do passado deva seguir uma pessoa por toda a sua vida. O erro é essa história de colocar homens em tronos e torná-los intocáveis, afinal, “Vanitas vanitatum, et omnia vanitas”.

  23. Emanuel Oliveira Diz:

    Estudo da mediunidade de Divaldo
    http://www.divaldofranco.com/noticias.php?not=163

  24. Regina Moraes Diz:

    Alguem questionou se essa carta é mesmo de Herculano Pires?

  25. Uma refutação ao espiritismo | Evangelizando pela Razão?! Diz:

    [...] programa Fantástico muito tempo depois e que se confirma através de carta de Herculano Pires, disponível online. Chico Xavier rompeu com Divaldo por cerca de 40 anos devido ao ocorrido. Esse fato é muito bem [...]

  26. Francisco Diz:

    Vitor, quem inventou a palavra espiritismo?

  27. Vitor Diz:

    Com certeza absoluta NÃO foi Kardec.

  28. lucio flavio gomes Diz:

    Só mesmo incautos e ingênuos para acreditar que essa carta é do Herculano Pires.
    Acorda galera!

  29. lucio flavio gomes Diz:

    como alguém tem um site que se presta a exigir provas dos espíritas se o próprio autor do site não prova nem a autenticidade das informações que posta? Como essa carta que claramente se vê que não é do Herculano, não é o estilo dele escrever assim. Outra coisa. Essa suposta carta do Herculano só tem um propósito: Dar força à autenticidade da carta do Chico acusando o Divaldo. Acha que somos ingênuos, tolos, burros? Ora, ora! O Chico não escreveu nada, e se escreveu, cadê a prova? Você, Vitor que exige que tudo se prove, pergunto: CADÊ A PROVA DA AUTENTICIDADE DAS CARTAS QUE VOCÊ APRESENTA COMO SENDO DE CHICO E DE HERCULANO PIRES?????
    E vê se não tira desta vez meu comentário.

  30. Vitor Diz:

    A autenticidade da carta consta no livro “100 anos de Chico Xavier”. Não sei se lá consta a de Herculano. Como em ambas quem conseguiu foi o Artur, confio plenamente no trabalho dele. O Luciano dos Anjos também confirmou a autenticidade da carta do Chico.

  31. Salvio Diz:

    Minha opinião, ainda que tardia. Chico foi o mestre. Mas a tendência do espiritismo, como de tudo, é processo, mobilidade, avanço. Médium, cada um de nós é em alguma nuance de nossa sensibilidade. Penso que devemos ter respeito pelas vivências pessoais de cada um, porque em meio ao joio tem muito trigo, e nem tudo – mas nem tudo mesmo! – é fanatismo, senão que novas notícias trazidas por médiuns competentes e de boa vontade, do muito que povoa as dimensões invisíveis ao nosso redor. Extremismos de opinião, de ortodoxia mesmo dentro da universalidade característica do Espiritismo, de ataques às posições alheias, a meu ver, é que é indício sério de fanatismo. É preciso cuidado para não se incorrer nos mesmos erros inquisitoriais de caça às bruxas das religiões do passado. Abraços a todos.

  32. Cristiane S Carvalho Diz:

    Qual é mesmo o objetivo do espiritismo? É descobrir qual médium é melhor, qual livro é mais “correto”, qual médium tinha melhor conduta?
    Quanta bobagem. A vaidade é o meio mais fácil de derrubar a Doutrina.
    Pq ñ discutir princípios morais ou o quanto estamos nos esforçando por sermos exemplos vivos da beleza do espiritismo?

  33. Ignis Diz:

    Que desgosto!! o que vocês estão fazendo! com um comportamento assim é justamente o que as forças trevosas desejam! Bando de obsidiados! Apontam o argueiro no olho do outro sem antes tirar as traves dos seus ! É isso que o pentateuco ensina? Que prato cheio para os evangélicos e todos aqueles que nos acusam de doutrinas de charlatães e impostores! Que lástima ! é vergonhoso! de todos os lados só ouço infâmias advindas de pessoas mais enojantes ainda ! Falta de estudo, caridade, amor ao próximo! Quem são vocês até para defenderem o Chico? Chico deve estar desolado, achando que não adiantou nada ter levado sua vida em nome da fé espírita, em nome de enxugar tantas lágrimas…. Quem são vocês para falarem de Ramatís? ou de Divaldo Franco? o que vocês fizeram em nome dos pobres e flagelados? o que vcs fazem em nome da caridade e do amor ao próximo? bando de fariseus! Sepulcros caiados por fora cheios de imundice por dentro! Que triste ser espírita , me dizer ser espírita com um bando de pessoas desprovidas de amor!Que lástima pensar que o espiritismo codificado por Kardec fica sendo utilizado e menosprezado por uma meia dúzia de pessoas que não estudam, não se dedicam a prática da caridade e do trabalho espiritual…
    Que a espiritualidade os cuide para que vocês VERDADEIRAMENTE estudem a DOUTRINA ESPÍRITA, deixando de lado as fofocagens e mentiradas próprias de alguns seres objetivamente voltados para as trevas.
    Rogo que Deus os absolva de suas calúnias e os reencaminhem ao bem maior

    Fraternalmente,

  34. rafael Diz:

    Li varias obras de Divaldo franco e não encontrei nada que desabone sua s obras, pois ele só nos orienta para o bem e como disse cristo reconhece a arvore pelo seu fruto, que Deus e Joana de Angeles tenham piedade de vocês se bem que se tratando de amor e compreensão eles não se abalaria com tamanhas injuria pois com certeza já sabiam que só se atira pedra em frutos maduros

  35. lucio flavio gomes Diz:

    Esse livro, 100 Anos de Chico Xavier, do Baccelli, aquele que você, Victor, tece críticas quanto à sinceridade e também à mediunidade????????? Pois, é, você mesmo já postou aqui sobre o Baccelli, não é mesmo? Então, meu amigo, se agora resolveu acreditar naquele que critica e ainda mesmo sem NEM TER LIDO O LIVRO, indo na conversa de um tal Arthur (quem será esse???), como quer que demos crédito às suas palavras????? Não citou a fonte, não conhece J.Herculano Pires nem seu estilo, não COMPROVA o que diz!!!!!Aliás, essa é sua tônica, qual seja, especular somente, sem provar nada. Estude que ganhará mais. Um assunto que você não domina é o espiritismo. E a sua perseguição e intolerância só tem crédito perante os de pouca inteligência, preconceituosos e intolerantes. Muita paz(e estudo).

  36. Divaldo Massom Junior Diz:

    Irmãos,

    Conheci este sítio e confesso que me desapontei tanto na forma como os artigos são apresentados quanto nos comentários sobre eles.
    Aos espíritas peço que reflitam sobre a postura que um espírita deve ter diante das críticas (as boas são bem-vindas; as negativas, perdoadas; ambas analisadas).
    Para os não espíritas, peço tolerância.
    Qualquer tipo de texto, seja religioso, científico, filosófico e outros, deve ser cuidadosamente analisado. Isto porque ninguém na Terra está isento de falhas.
    Todas as religiões podem possuir seguidores que, excluindo a possibilidade de má-fé, podem errar.
    Qualquer conteúdo produzido, queridos irmãos, devemos comparar com a conduta moral do Mestre Jesus.
    Mesmo quem não acredita em Cristo, reflita sobre os ensinamentos Dele. Podem fazer bem? De que forma? Podem fazer mal a alguém?
    Gostaria que uma pessoa o tratasse da forma como o Mestre ensinou (ou ensinaram em nome Dele), ou gostaria de ser tratado de maneira diversa.
    Um importante parâmetro aos cristãos e não-cristãos, é o Amor e seus derivados naturais (benevolência, perdão, caridade, etc…).

    Tolerância irmãos.

    Que todos tenham paz em seus corações.
    Abraços,

    Divaldo Massom Jr.

  37. Larissa Diz:

    Eu, desde sempre, por algum motivo, não simpatizo com Divaldo. No entanto, não posso atacar uma pessoa que tem uma obra social vasta e bela, coisa que eu não tenho. Quero saber quantos aqui já pegaram numa vassoura para varrer um centro espírita.

    Sabe o mais engraçado deste post? É o fato de C. Xavier SEMPRE ser duramente criticado tanto pelo Artur (o q postou a carta no orkut) e pela referida comunidade ” Eu sou espírita”. Quando convem, C. Xavier é bom, quando não convém, ele é espinafrado. Acho que o q falta é vergonha na cara e coragem para bancar as palavras. No dia 02 de abril deste ano, na comunidade Eu sou espírita, o moderador Randy postou uma psicografia falsa de C. Xavier, ridicularizando o médium. Qual será a intenção real destas pessoas? Lamento muito pelas pessoas que acreditam nestes lobos e sua prole…

  38. Julio Ismael Diz:

    Fica claro que Herculano Pires não tenha um linguagem tão vulgar como demonstra nesta carta, fácil identificar, e mais fácil ainda lamentar esta publicação!

  39. Romero Evandro Carvalho Diz:

    Acho que, conforme diz um dos amigos comentadores, que “o Sr. Herculano é dono da cocada preta” e, isso, acho também, que é hereditário: pois estava eu lendo uma entrevista feita pela fiha dele – Heloísa Pires – quando ela afirma: “Se Herculano fugisse à sua missão, Deus enviaria outro espírito para a realização da importante tarefa. Mas seria difícil encontrar alguém que reunisse tantas qualidades, como humildade, compreensão da brevidade e efemeridade da vida na Terra, cultura, bondade, carisma, copmpreensão de que não viera para servir instituições, mas a Jesus”(Isso, está publicdo no jornal O Mensgeiro-Informativo da Use de Araraquara- o artigo original, foi publicdo na Revista Dewlfos-maio/junho de 2001)

  40. NIlo Diz:

    Eu só acho uma coisa sobre essa discussão toda, se todos se ativessem em ver no Evangelho onde diz: “fora da caridade não há salvação” e o pessoal ai de cima resolvesse praticá-la não perderiam tempo escrevendo assuntos sem a menor qualidade “aproveitativa” (acho ótima essa palavra que inventei.

  41. Cristina Diz:

    Respeito, compreensão, perdão, resignação,fraternidade, caridade, amor e reforma íntima não são apenas palavras…devem pautar cada ato das nossas vidas!

    Quem somos nós pra saber o que é certo ou quem é verdadeiro?

    E não é fato que tudo tem dois lados e, portanto, de tudo se pode extrair o bem…até mesmo das sombras!?

    O que é verdade ou possível somente a evolução nos mostrará, então, procuremos alcançá-la! Deixemos de lado a insatisfação, o inconformismo, a mediocridade, a ignorância, o orgulho e a vaidade e vamos nos unir em oração…energia de amor pra neutralizar o mal aqui gerado.

    Sejam todos muitos felizes e que o Pai abençõe à todos nós, também aos irmãos citados e à todos os seres deste planeta.

  42. JOÃO SENNA Diz:

    A ingenuidade é graciosa nas crianças pequenas mas em adultos pode nos levar a tristes enganos. Onde estão as cartas originais de herculano? Ou a xerox ou algo que o valha? Alguém escreve algo na internet e diz que foi Herculano Pires e todos correm para contar a novidade…
    Pessoalmente, não reconheço nesta pretensa carta de herculano o estilo, a profundidade e nem mesmo a gentileza quer caracterizam a forma de herculano escrever. Quem fez essa carta? Eu não sei, apenas sei que Não foi Herculano Pires que sempre presou pela inteligencia, nunca foi prolixo e muito menos caluniador.
    Percebam como a carta é cheia de veneno, muito veneno verbal para um médium que estava iniciando seu trabalho de caridade e divulgação do Espiritismo em todos os continentes. Quem tem um trabalho monumental e sem interrupção como Divaldo, tem argumentos e argumentos são maiores que que quaisquer outras considerações. João Senna

  43. Francis Diz:

    Quando Pilatos interroga Jesus sobre o que é a Verdade, o Mestre entra em silêncio. Na verdade, o chamado “silêncio eloquente”, um oxímoro que diz muito sem articular palavras. Tanto é que ao formular a pergunta em latim (a única língua que dominava na qualidade de um romano de boa cepa), indagando “quid est veritas?”, Pilatos não atentou em que a perguntava já carregava a resposta. Melhor explicando: ele já estava diante dessa mesma verdade, ou seja, Jesus. Basta atinar em que a indagação pilatônica, por razões quânticas do Invisível, traz consigo um anagrama perfeito. Isto é, sem alteração do número de letras, por ela obtém-se “est vir qui adest”, o que se traduz por “é o homem que está diante de ti”. O silêncio, portanto, tentava iluminar o achado da resposta em que infelizmente um detrator enceguecido não poderia penetrar.
    Herculano Pires nunca deve ter se lembrado do exemplo evangélico quando se punha com sua linguagem sulfídrica a desmerecer quem não se encaixasse no seu pessoalíssimo estalão aferitório. Vaidoso, mas hábil argumentador jornalístico, elegeu-se como guardião da pureza doutrinal do espiritismo, tornando-se – ainda bem – um Torquemada sem expressão, a não ser num recorte de tempo insignificante no relógio da eternidade. Não aprendeu que o silêncio, mais que a verbosidade, é que faz aflorar a verdade. Por isso, e também por isso, Chico e Divaldo merecem respeito por não terem se deixado cair na armadilha do “fermento das discussões”. O espírito de igreja é a maior ameaça ao espiritismo, não os outros setores da religiosidade cristã oficial. Mais uma vez, Herculano descurou a obviedade do exemplo vindo dos Evangelhos: quando João se alarma com a existência de um homem que expulsava demônios e pede a Jesus que o proíba, este serenamente diz que “quem não é contra vós outros, é por vós” (Lucas, 9: 49). Ora, a obra doutrinária de Divaldo, que segue Jesus e reverencia Kardec, articula-se coerentemente com o caráter cristão de sua obra assistencial. Por que exorcizá-lo, anatematizá-lo, adotando práticas inquisitoriais em relação às quais fizemos o compromisso pré-encarnatório de nos desvencilharmos pelo abrigo consolador do espiritismo?
    Observemos serenamente os fatos: qual o legado doutrinário dos dois grande detratores de Divaldo? Ou seja, Herculano Pires e Waldo Vieira? Ambos tinham ciúme da facúndia do médium baiano e de sua capacidade mediúnica, o que já foi esclarecido de forma terminativa por Luciano dos Anjos na obra “A anti-história das mensagens co-piadas” (2006). Herculano chegava a dizer que Divaldo memorizava os discursos e tributava seu desempenho a uma falsa influência espiritual . Ora, se isso fosse verdade, Divaldo sairia ainda maior de sua atuação espírita, pois se tornaria um escritor prolífico e um orador incomparável e imbatível. Que exemplo Herculano nos outorgou com seu espírito de querelância? Sua obra foi erodida pela ação do tempo por não ter a durabilidade do bronze que portam consigo as produções sérias e fecundas.
    Quanto a Waldo Vieira, dispensam-se maiores comentários. A vaidade de não ter conseguido manter “pari passu” o prestígio de Chico, que era fundado na humildade, o fez criar sua própria “doutrina”, sem travação interna, um amontoado de pensamentos amorfos e desconexos, a que se junta uma aparência apocalíptica de gosto duvidoso.
    Não me agrada dizer tudo isso, afinal, termino por entrar em contradição com o alvitre do “silêncio eloquente”. Mas é preciso dar fim à falsa credencial de “patrulha espiritista” de que ainda se acham investidos alguns (poucos) profitentes.
    Francis ([email protected])

  44. erandy Diz:

    Parabéns pelo bom senso,pela lucidez dos argumentos.Enfim,Francis,alguém com real comprometimento com a verdade ,sem a polêmica de ver defeito e acusação a torto e direito como os querelantes acima.Haja paciência e uma tolerância cristã para em lendo tanta vontade de aparecer,de polemizar, de ter razão sempre,ficar imune a tanta vaidade.Você,finalmente pôs as idéias em sua dimensão exata,’quem não é contra nós,é por nós’…..valeu….um abraço..Dy

  45. Ariston Teles Diz:

    Movimento espírita
    LIBERADA a pedidos

    Brasília, 30.jul.2009

    Estimado Felipe Salomão,
    Franca-SP

    Saúde e paz.

    Eis o resumo do que conversamos num dos nossos últimos encontros. Você achou interessante que eu lhe escrevesse, deixando o assunto mais claro. No entanto, a responsabilidade em face do que se acha nestas páginas é inteiramente minha. Fique tranqüilo. Falo de assunto que conheço muito bem. Pedi a proteção do Alto antes de fazer esta exposição.

    Se a questão não manchasse e descaracterizasse a imagem da Doutrina Espírita, adulterando a visão e a prática de seus ensinamentos, não mereceria este comentário. Portanto, esta carta se fundamenta no ideal de servir e no amor que dedicamos ao Espiritismo, que traz Jesus de volta aos nossos corações.

    O problema, portanto, não é pessoal; é institucional, público e doutrinal. Pena que muita gente não esteja respeitando o exemplo e o nome de personalidades como Léon Denis, Dr. Bezerra de Menezes, Guillon Ribeiro, Eurípedes Barsanulfo, Ivonne Pereira e tantos outros que honraram a História do Espiritismo.

    A pessoa de quem falamos discretamente em nosso encontro não deve ter seu nome citado aqui. Não é necessário. A situação é por demais identificável. Trata-se de homem que ainda jovem traçou um projeto de vida dentro do Movimento espírita, seguindo métodos que o levariam obviamente ao posto de liderança que hoje ocupa. É um intelectual com dezenas de livros publicados. Tem seu público cativo para os livros e para as palestras. Entretanto, seu mestre nunca foi Jesus. O Nazareno foi e continua sendo o disfarce. Seu verdadeiro mestre – fonte inspiradora – chama-se Nicolau Maquiavel.

    Fez escola. Sua postura autoritária, mesclada à mediunidade mal conduzida, sempre impressionou os menos esclarecidos. Tem muitos clones e seguidores ingênuos e fanáticos. Primeiro, o médium deixou-se envolver pela própria vaidade; depois, passou a influenciar outras pessoas. Algumas, desinformadas, deixam-se seduzir ingenuamente, outras conhecem a realidade, mas preferem manter o ego alimentado pela fantasia. Nosso irmão possui representantes em toda parte. Rede é isso.

    Ele sabe que é usado politicamente pela maioria das organizações que o convidam. Sua presença é garantia de público. Lembramos aqui a Voz de A Grande Síntese: “O aplauso das multidões quase sempre é pronto e prolongado na razão inversa dos valores.”

    Dr. Eurípedes Higino, o filho incompreendido de Chico Xavier, ultimamente tem conversado comigo a esse respeito. Ocorreram fatos lamentáveis. Tentaram puxar o tapete do médium de Uberaba várias vezes.

    Considerando a vitória final e definitiva do bem, cabe-nos compreender essa realidade e trabalhar sob o orvalho da consciência tranqüila. É o que podemos sugerir aos valorosos e marginalizados trabalhadores da Seara espírita. Os verdadeiros amigos e discípulos de Jesus.

    “Vigiai e orai incessantemente” – advertiu-nos o excelso Mestre.

    Em várias ocasiões, tentei discretamente despertar sua consciência. Aliás, pessoas bem mais influentes que eu, fizeram o mesmo. Não foi possível. O anti-Cristo sabe trabalhar.

    Ao longo de quarenta anos ouvi a esse repeito muita gente séria, na Bahia, no Brasil e no mundo. Por último, um filho de sua instituição, residente em Brasília. Ninguém conseguiu evitar que o problema se alastrasse.

    Parece que o atual presidente da FEB tem consciência dessa realidade, mas, a essa altura nada pode fazer, assim como João Paulo II, intimamente lamentava não poder mudar a estrutura do Vaticano.

    Ele, de fato, é médium, fundou um trabalho social meritório, mas prevaleceu o personalismo. Passou a usar nomes veneráveis, desencarnados, a serviço de seus interesses pessoais. Determinou que seria o Guru do Espiritismo. A carta-advertência de Chico Xavier, chamando-o de “menino irresponsável”, que muita gente conhece, não mudou nada. Pessoas de reconhecido valor intelectual e moral, pessoas do nosso ciclo de amizade, também embarcaram nessa canoa. Esse foi um dos maiores problemas na vida do médium de Emmanuel. Os dois Valdos dão o que pensar.

    A instituição que dirige desde sempre, a essa altura deve ser dona de um patrimônio incalculável. O que antes era centro espírita transformou-se em centro empresarial. Esse poder econômico certamente é uma das bases de todo o seu trabalho. A revista que fundou serve de vitrine pessoal.

    Talvez as crianças “índigos” e as de “cristal” (?) que estão chegando, mudem esse quadro. As lâmpadas da fantasia estão acesas por toda parte.

    Esse cidadão conseguiu, sob orientação e influência de espíritos perigosíssimos, envolver e dominar a FEB e todas as demais federações espíritas e outras grandes organizações. Impôs-se como médium da corte. Para tanto, desde cedo se encarregou de empurrar para fora do Movimento Espírita todos os jovens que, de alguma forma, tentassem lhe empanar o brilho. Uma das primeiras grandes
    vítimas foi o inesquecível Jacob Holzmann Netto – grande orador e médium. Uma das perdas mais lamentáveis. Muitos outros valores tiveram o mesmo fim. Outros acharam melhor se afastar do Movimento assim administrado para continuar na Doutrina.

    Eurípedes Barsanulfo hoje estaria marginalizado e depreciado. Não passaria de uma figura interessante, porém, simplória, interiorana e sem expressão. Os tempos mudaram. O modelo atual de médium é outro, segundo os convencionalismos e os padrões sociais do momento.

    A literatura mediúnica coordenada por Emmanuel está em segundo ou terceiro plano. O mercado foi invadido por uma avalanche de novidades, ou melhor, fantasias.

    Nosso irmão, profundamente vinculado ao poder econômico e político, tornou-se imbatível. É um
    fenômeno. Ao longo do tempo realizou seu sonho, tornando-se mito. Sua rede de influências é vasta.

    Se na imprensa espírita houvesse uma Crítica impessoal, construtiva, independente e livre, a situação poderia ter sido contornada. Aliás, recorrendo à minha formação jornalística, ponho em dúvida a existência de uma imprensa verdadeira em nosso meio. Temos noticiários fraternos e publicações doutrinárias. É fácil chegar a essa conclusão. Basta folhear com atenção as principais revistas e jornais do país, estabelecendo a necessária comparação.

    Se, no curso de uma palestra, ele disser que esteve durante toda a noite conversando com Jesus, a platéia acredita, se emociona e aplaude. No dia seguinte o “fenômeno” passa a ser notícia nos tablóides.

    Conseguiu construir um grande teatro do qual ele, obviamente, é o principal ator. Com o desenlace de Chico Xavier isso se tornou mais evidente e mais ostensivo. É o principal agente de um plano sombrio que pretende anular a influência do médium que veio consolidar a Codificação espírita. Vale lembrar que Kardec e Chico são indissociáveis.

    Representa o pavão que prefere não pensar que um dia poderá ser espanador, embora o espanador também tenha seu mérito.

    O Congresso de 2004, em Paris, mostrou através de psicografia, um icberg que poucas pessoas viram. A mensagem atribuída ao ícone Léon Denis, a meu ver, constitui frontal desrespeito ao Espiritismo. Dias depois jornais e revistas espíritas publicaram “o espantoso fenômeno”. A orquestra do titanic continua distraindo os passageiros. O sr. Roger Perez, presidente da União Espírita Francesa e Francófona, sabia que isso poderia acontecer mas nada pode fazer para evitar. Conversamos muito a esse respeito.

    Desafiou Abrahão Lincoln que se arriscou em afirmar ser impossível um homem enganar todo um povo durante todo tempo. Por pouco o festejado conferencista não derrubou a afirmação do estadista americano.

    Viveu como se não acreditasse em Deus. É dono do movimento federativo, estruturado para promover grandes eventos. Excelentes médiuns e oradores, comprometidos com a Mensagem de Jesus e Kardec, estão marginalizados. O joio se misturou ao trigo.

    Bem, estamos no começo do século XXI. O estrago na mente coletiva é grande. O psicologismo e o elitismo que ele protagoniza, se espalharam por toda parte. “A simplicidade evangélica é coisa do passado”. É o que muitos dizem.

    Sob o ponto de vista humano, o consagrado líder goza de impunidade. Conta com o voto da maioria. Não sei, porém, o que dirá a sua própria consciência. Seus oitenta anos lhe permitem respirar na atmosfera daqueles a quem resta o prazer dos aplausos e das homenagens efêmeras de uma glória que ainda não passou, como diria Taylor Caldwdell.

    Exibe um exuberante currículo recheado de títulos e homenagens que nada tem a ver com a essência e a simplicidade de nossa Doutrina e com o pensamento da Espiritualidade Superior. Mas, há quem aprecie e divulgue. De sua presença sempre emanaram luxo, formalidade, requinte e vaidade intelectual. Em razão disso, sua impactante presença sempre incomodou as pessoas simples e sensíveis.

    É exemplo vivo e atual do conto A Roupa Nova do Imperador, da lavra de Hans Christian Andersen. Entretanto, continuo otimista. Espíritos superiores, comprometidos com Jesus e Kardec, estão reencarnando. Nova luz vai brilhar.

    Não preciso dizer nada mais. Certamente antes de desencarnar, o endeusado médium repetirá o gesto de Nero: “Logo mais o mundo estará perdendo um grande ator.”

    Apesar de tudo, confiemos. O Cristo continua no leme. “A sementeira é livre, mas a colheita é obrigatória”.

    Caro amigo, desculpe as metáforas. O que escrevi nestas linhas não passa de simples resumo. O terreno é escorregadio, entretanto, creio que estou me desincumbindo de um dever de consciência, usando linguagem mais adequada à delicadeza do assunto, mesmo que com esta iniciativa possa provocar tristeza ou fúria em determinadas pessoas que ainda dormem em “berço esplêndido”.

    Você talvez não concorde com algumas colocações aqui apresentadas. É natural. É um direito. Você e eu temos amigos que ainda estão nessa onda colorida. Por isso é que eu faço questão de assumir inteira responsabilidade pelo teor desta carta. Estou tranqüilo com minha consciência. Tudo que fiz e procurei fazer ou deixar de fazer até hoje foi movido pelas melhores intenções. O Bem é minha eterna religião.

    Que Deus nos abençoe sempre!

    Afetuosamente,
    Ariston Teles

    Obs: 1. O caro amigo pode fazer desta carta o uso que achar conveniente.

    2. Esta carta, cujo protagonista está apresentando neste mês de julho-11, mais um workshoping em luxuoso hotel de Salvador, com ingresso na ordem de R$ foi rubricada em todas as páginas e devidamente assinada.

  46. Francis Diz:

    Caro Ariston, não se deixe transir de tanto atrabílis misturado a furor. Quando vejo Divaldo arrastado às gemônias por gente como você, não me furto de lembrar das palavras do Padre Vieira no Sermão de Santa Catarina, de 1663, ao discorrer sobre o episódio da conversão de Paulo: “Pois tanto empenho, tanto aparato, tanto estrondo, tanta máquina, para reduzir a um homem?”. Espero que você encontre sua estrada de Damasco quando na acústica de sua consciência ouvir a voz ressonando algo como “Aristone, Aristone, quid me persequeris”? Até lá, não é preciso ter argúcia clarividente para saber que você se permite corroer pelo ciúme, sentimento perigoso, cuja chama pode ser uma vela que se apaga ao vento da adversidade pessoal ou uma fogueira que se alimenta dela. Não é senão por causa desse sentimento que um moralista francês, La Rochefoucauld, advertiu também que quando não podemos ocupar os primeiros lugares de um partido, logo orgulhosamente queremos fundar o nosso. É isso, você quer um lugar de maior destaque no movimento espírita ou na FEB? Sendo assim, sem nenhuma jocosidade, vou-me permitir parafrasear o mais moderno Seu Madruga, da Turma do Chaves, e dizer que “o ciúme não vale a pena; mata a alma e a envenena”.
    Essa incontinência por aparecer infelizmente vem desde o Cristianismo apostólico. Voltemos no tempo, por breve instante, para focalizar uma outra polêmica, que Emmanuel, além daquela com Tiago na Casa do Caminho, preferiu evitar na obra “Paulo e Estêvão”: ou seja, a que medrou entre o Apóstolo da Gentilidade, com seu verbo inflamado responsável por fazer sair a Boa-Nova para além da modesta faixa de terra conhecida como Palestina, e Apolo. Polêmica séria, a ponto de merecer a atenção de Paulo em mais de uma passagem: “Porque, dizendo um: Eu sou de Paulo; e outro: Eu de Apolo; porventura não sois carnais? Pois, quem é Paulo, e quem é Apolo, senão ministros pelos quais crestes, e conforme o que o Senhor deu a cada um? (1 Cor. 3:4-5). A historiografia religiosa tem fixado que esse Apolo não é senão Apolônio de Tiana, filósofo neopitagórico que longevamente viveu mais de 90 anos (morreu por volta do ano 98 da era cristã), médium de efeitos físicos notáveis, capaz de levitar em torno da igreja e de outras manifestações que assombravam a vista do “homo medius”. O encanto em torno dele fez com que seguidores mais próximos o incensassem em demasia, dizendo-o maior que Paulo, que, enquanto isso, corria o mundo a pregar o verbo evangélico, em passagens de todos nós conhecidas e que dispensam referências. Instado a responder a muitas provocações, o Apóstolo dos Gentios sabiamente escreveu: “Eu plantei, Apolo regou; mas Deus deu o crescimento” (1 Cor. 3:6). Por que você não se abebera dessa inesgotável e fecunda fonte evangélica e se põe a trabalhar, Ariston? Não necessariamente como chefe de escola (“caput scholae”), mas como um trabalhador comum. É desconcertante a quantidade de seguidores espíritas querendo palco, sobretudo como oradores e palestrantes. Enquanto isso, as uvas da ação evangélica aguardam aos borbotões ser vindimadas. Na contabilidade cármica de cada um de nós, é esse tipo de trabalho que tem valor e não quixotescamente procurar monstros em inofensivos moinhos de vento. Ou será que você não é o Sancho Pança de um Cavaleiro da Triste Figura que não quer aparecer? Se você se mantivesse silente, teria em seu favor o sinete evangélico. Mas fala, fala e fala – e o que é pior, deforma, afinal, Chico jamais chamou Divaldo de “menino irresponsável”. Nesse caso, não será você que merece a lembrança das palavras de Abraham Lincoln, ou seja, aquelas que alertam contra o perigo de uma mentira ser tomada como verdade de tanto ser repetida?
    Por gentileza, faça-se um favor: não mencione Eurípides como “filho incompreendido”, porque todos nós sabemos que há muitos séculos esse personagem sacudido por toda sorte de conflitos internos se tornou uma “petra scandali” que Emmanuel, mas sobretudo Chico com seu amor, têm tentado emendar. Não é difícil identificá-lo como o problemático nos vários romances espíritas ditados por Emmanuel a Chico. Ele agora acredita dar bom direcionamento ao espiritismo arrasando reputações alheias, como zelote do nome do maior médium brasileiro de todos os tempos, que não deve ser transformado em antítese de Divaldo Franco. Ora, quem já não ouviu Divaldo dizer que Chico tem o mais brilhante chacra coronariano de todos os espíritos que reencarnaram no Brasil? Quem não o ouviu proclamar que Chico foi recebido na Espiritualidade pelo próprio Jesus, fato desconhecido da biografia de qualquer outro benfeitor nascido por aqui? Leia o livro de Luciano dos Anjos. Por ele saberá que, no episódio da carta, que foi escrita insuflado por Herculano e Waldo Vieira, Chico se arrependeu e chorou perante o presidente da FEB, Zeus Wantuil, prometendo reavê-la, o que já era tarde, pois os corvos que negrejavam em torno dele já tinham feito várias cópias dela. Não se deve vincular Emmanuel ao conteúdo da famigerada missiva, pois do contrário se terá que fazê-lo em relação ao episódio, em mais uma prova de sua doce e casta inocência, em que Chico se deixara fotografar numa banheira de cueca e com vela na mão, estimulado por inescrupulosos jornalistas.
    Focalizemos outro aspecto de sua mensagem: Divaldo é vaidoso. Já ouvi gente dizer que essa vaidade está evidente no apuro com a imagem pessoal, a começar da tintura nos cabelos e da roupa formal. Não disseram o mesmo de Chico quando passou a usar peruca e se apresentar sempre com terno e gravata? Chico, o incomparável Chico, não anda por aí duramente criticado como fautor da ditadura militar porque, no programa Pinga-Fogo 2, teria saído em defesa das Forças Armadas, que patrocinavam torturas e mortes, no comando da nação? Como vê, ninguém está livre dos detratores de plantão. Diferentemente de Herculano Pires que disparava seu lança-chamas contra toda a diretoria da FEB, você engenhosamente tenta salvaguardar nomes como Bezerra de Menezes, Guillon Ribeiro, Eurípedes Barsanulfo, Ivonne Pereira, esquecendo-se de que o movimento que você diz encabeçar sempre detratou a quase todos eles.
    Não se carcoma de ciúme por Divaldo ser apresentado com tantos títulos. Ele não os buscou, foram-lhe dados exogenamente e têm sido anunciados numa atitude que realmente me parece perigosa por parte de apresentadores de congressos e seminários. Mas, honestamente, você tem se furtado a isso em suas movimentações como médium, orador e palestrante neófito?
    Serenamente, nos diga a todos aqui: qual passo da vasta obra literária de Divaldo desmerece a doutrina espírita ou tenta fundar algum exclusivismo em torno do nome dele? Aponte-nos que passagem é essa. É sempre assim. Não se deu o mesmo com o advento da obra “Nosso Lar”? Fantasias de uma mente cerebrina, diziam. Hoje são trivialidades para qualquer catecúmeno espírita. Como se vê, a expansão do conhecimento espírita no tempo realmente se dá em velocidade superior à clepsidra dos que preferem viver de costas para o futuro.
    Ora Ariston, Ariston, se o volume da obra de Divaldo como benfeitor, orador e palestrante não se incompatibiliza com o espiritismo cristão, por que nos incomoda a luz pessoal dele? Só porque, em eventos, não conseguimos aparecer como ele? A mim e a milhares de pessoas não nos perturba que esse grande orador se mostre um gigante da tribuna. É um espírito antigo com longa trajetória por ambientes de refinada educação humanística ou de esforço pessoal em adquiri-la. Sua rede neural mais volumosa que a comum, capaz de estabelecer complexas conexões sinápticas com a interferência dos espíritos que o guiam nesses momentos, não caiu do céu. É fruto de longo tirocínio. Não devemos nos incomodar se não somos capazes de repetir o mesmo resultado. Isso requer tempo e serenidade, além de um revenir especial. A termometria de que esse progresso começa a se instalar em nossa alma está na atitude de silêncio e oração ante os detratores, ou seja, ante os inquisidores modernos que, afinal, têm como antecedentes, para quem lê bons de livros de pesquisa histórica, os que se diziam defensores da pureza do Cristianismo no século XVI e por isso se julgavam no direito de atirar à fogueira as vozes dissonantes. Se quer um bom parâmetro, aconselho-o a tomar como símbolo da emulação (ou seja, a inveja saudável) as palavras de Temístocles em relação aos sucessos de outro general ateniense: “Os louros de Milcíades não me deixam dormir”. Busque essa proeminência, mas não tente tirá-la de quem a detém por muitos títulos de merecimento.
    Você quer realmente nos fazer crer que “o bem é sua eterna religião”, Ariston, utilizando-se dessa linguagem vitriólica por trás da qual se esconde puro orgulho ferido? Seu movimento heliotrópico positivamente está vagaroso. Tome cuidado: essas atitudes dissolventes podem comprometer a unidade do espiritismo e transformá-lo numa arena de egos inflamados, ou seja, a repetição de uma história que já conhecemos…
    Francis ([email protected])

  47. Diniz Diz:

    foi um “bate-boca” que não nos levou a nada de concreto; apareceram sim as vaidades de cada um. Teceram-se comentarios de pessoas que não estão nem aí para este debate. Cada um segue ou seguiu seu caminho e pelo qual responderão certamente.Só quem pode julgar é o PAI.

  48. Flavio Carlos Villela Diz:

    Uma pergunta, não aparece, neste debate a principal testemunha da carta acima. Caros irmaos a filha de Herculano Pires ou seja sua filha Eloisa Pires.

  49. Flavio Carlos Villela Diz:

    Uma pergunta, não aparece, neste debate a principal testemunha da carta acima. Caros irmaos a filha de Herculano Pires ou seja Eloisa Pires.

  50. Sam Diz:

    Meus irmãos, o papel do espirita é filtrar o bem, é saber apreciar os bons frutos… Vejam a roseira, tão cheia de espinhos mais que da belas rosas que perfumam qualquer ambiente e ilumina se singular beleza nossa visão. No planeta terra por ser um mundo ainda de provas e expiação, não há ninguém perfeito, há sim, praticadores do bem e praticantes no melhoramento da reforma intima. Sejamos cuidados em apontar e criticar os irmãos de nossa própria seara, pois é através de cada irmão trabalhador de nossa vinha que nosso espiritismo esta tomando grandes proporções em nosso mundo e consolando os quatros cantos do mundo… Vejam bem, para uma irmão se deslocar de uma cidade para outro ele gasta com transporte, alimentação, dormitório etc… Não estamos mais no tempo de Jesus nosso amado mestre no qual no tempo se podia pedir brigo nos lares sem temer grandes perigos, não nos era negado um prato de comida ou agua para beber, hoje o medo da violência nos impede de praticar tal ato. Então amigos, o que acrescentará em nossa transformação intima o debate dos atos dos outros? Que possamos nos unir, porque não se consegue nada se não for de mãos dadas, vamos começar a respeitar as diferenças dentro de nossa própria doutrina… O que achamos errado, consultaremos nas obras dos espíritos e no evangelho de Jesus, para que não tomemos nossas ideias preconcebidas de achismo como verdade absoluta… Porque é bom que lembremos que pobre daquele em que o escândalo vinher! Não que venhamos acobertar os defeitos dos outros. Mais o amor corrige tudo, o amor ensina o amor é solução para todos os problemas…. Transbordemos nossos atos de amor…

  51. Samaritano Diz:

    Caros e amados irmãos vejam o espetáculo do século: Kardec Vrs Roustaing , o vencedor levara à Doutrina Espírita! Ah esqueci ,o premio será entregue por jesus,aguardem a entrega em paz! É pena tanto empenho e ninguém aprendeu nada,pobre Jesus,tenha paciência conosco!

  52. Eduardo silveira Diz:

    Irmãos, paz a todos.
    Venho aqui externar minha tristeza depois de ler os comentários dos digníssimos irmãos. sou neófito na ciência, filosofia e religião espírita, tenho encontrado conforto depois de vários anos, anos esses a ouvir líderes religioso e ler a bíblia e tentar encontrar nexo em tudo. Por favor, não me digam que esse conforto que encontro nas palavras de kardec, não foi de encontro aos senhores!! Desejo-lhes paz, conforto e amor de nosso Pai.
    [email protected]

  53. ALEXANDRE PONTES Diz:

    Caros amigos Boa Noite

    A carta ora apresentada como sendo de Herculano Pires difere em muitos pontos daquilo que o próprio Herculano costumava escrever, seria desnecessário repitir, mas como vi alguns comentários dando razão como sendo de Herculo, transcrevo esse trecho da carta: …Do pouco que lhe revelei acima você deve notar que nada sobrou do médium que se possa aproveitar… Herculano quando criticava tinha a prudência de criticar a obra, o espírito, a idéia em si, nunca desmerecendo quem quer que seja, é o mínimo que se espera dos espíritas sinceros, só isso é o bastante para desacreditar nessa carta como sendo de Herculano Pires, só para estudo recomendo os Livros de Herculano:
    - Na era do espírito (em parceria com Chico Xavier)
    - Na hora do testemunho (em parceria com Chico Xavier)
    - O verbo e a carne – duas análises do roustainguismo (em parceria com Júlio de Abreu Filho)
    - A pedra e o joio, entre outros!

    Abraço Fraterno

  54. odair Diz:

    Essa carta não tem nada de Herculano Pires alias mais um espirito pseudo Sábio tentando confundir os neófitos , quem conhece as obras de Herculano Sabe do que estou falando.

  55. Maria Lucia Diz:

    Conheço as obras de Herculano Pires. Admiro e respeito profundamente sua postura e forma de nos apresentar a Doutrina Espírita, seus embates jornalísticos, seus posicionamentos ante o movimento espírita, e confesso que não reconheci como dele, a autoria da tal carta, pivô de todo esse debate e comentários. Foi com alguma estranheza que finalizei a leitura, e uma pergunta veio-me a mente : Herculano mudou o estilo, a educação e a ética?
    Abraços!

  56. Wilson Diz:

    Estudos Espíritas
    1) Vamos analisar com calma o problema das macumbas, centros de umbanda, candomblé, quimbanda e os centros de magia, primeiramente temos que colocar o seguinte, não estamos criticando pessoas, estamos analisando princípios e certas práticas. Os Espíritos Elevados e Superiores, não precisam de velas, charutos, cachaça, despachos, sacrifícios de animais, quem precisa e pede essas coisas são espíritos desencarnados ainda apegados a matéria e aos vícios terrenos, os bons Espíritos já estão depurados moralmente dessas coisas.
    Os espíritos ainda apegados a matéria, querem manter as sensações da vida terrena, é por isso que eles procuram certas praticas viciosas, como, beber, fumar e outras sensações materiais . Os Espíritos Elevados já se libertaram dessas praticas negativas e nocivas, muitos desses espíritos atrasados são maldosos, vingativos e obsessores, temos que tomar muito cuidado nesses assuntos. Perguntamos, os Espíritos Elevados precisam de velas, cachaça, charutos e pede sacrifícios de pobres animais???

    Vamos analisar a questão dos Animais, pelo estudo do Espiritualismo e do Espiritismo, sabemos que os animais são nossos irmãos menores na escala evolutiva, devemos respeitar e amar os animais, eles também estão evoluindo, existe nos animais um principio inteligente ou principio espiritual que está num processo evolutivo, como o ser humano. O nosso dever é respeitar e tratar bem dos animais, os Espíritos de Luz jamais vão pedir essas coisas ou praticas, quem pede sacrifícios de animais são espíritos maldosos e ignorantes ainda apegados a matéria e aos vícios terrenos.
    O ser humano é um Espírito encarnado no mundo terra ou plano material para processar a sua Evolução Moral e Intelectual, no qual ele tem que se libertar das suas imperfeições morais, vícios, maus desejos e maus hábitos, para poder evoluir e crescer espiritualmente, portanto, qual o beneficio que essas praticas podem trazer para nossa evolução??
    As pessoas que se entregam a essas praticas, só podem atrair pela Sintonia vibratória espíritos ainda apegados a matéria e aos vícios terrenos, os semelhantes atraindo os semelhantes, essa é a Lei das atrações. O Espiritualismo e o Espiritismo não mandam ninguém usar velas, roupas brancas, amuletos, talismã, imagens de santos, despachos, cachaça, charutos e sacrificar animais inocentes, nada disso existe no Espiritismo verdadeiro. Para se atrair os Espíritos Superiores e os bons espíritos, temos que cultivar pensamentos elevados, sentimentos nobres e ter atitudes positivas no bem e nas virtudes, pela lei das atrações psíquicas, o bem atraia o bem e o mal atraia o mal.
    Existem centros de umbanda que não praticam essas coisas, devemos sempre analisar essas questões pelo crivo severo e sereno da Fé Racional, não podemos aceitar nada sem exame rigoroso, devemos sempre analisar e raciocinar.

    Uma outra questão, os assuntos tratados nesses ambientes, são sempre assuntos relacionados a questões materiais sem elevação moral, assuntos como, volta da pessoa amada, sorte no jogo, melhoria nos negócios, prejudicar desafetos etc.
    Os Espíritos Superiores e os bons espíritos só tratam de assuntos moralmente elevados, eles pregam a pratica sincera do Bem e das Virtudes, os Espíritos de Luz procuram moralizar, educar, disciplinar e espiritualizar as pessoas, incentivando elas a praticarem o amor e as virtudes. É pelo pensamento e sentimentos que entramos em sintonia vibratória com o plano astral ou mundo espiritual, e vamos atrair bons ou maus espíritos, conforme o padrão Moral desses pensamentos e sentimentos.
    Não adianta usar objetos matérias, como amuletos, talismã, velas, roupas brancas e imagens de santos ou anjos, o que vale são nossos Pensamentos, sentimentos e atitudes. Uma pessoa falsa, maldosa, com vícios e maus hábitos, podem usar roupas brancas, velas, amuletos, talismã, falar em Jesus e em Deus, que não tem nenhum valor espiritual, o valor está em nossos Pensamentos e sentimentos. Ela tem que procurar combater as suas imperfeições morais, modificar seus pensamentos e sentimentos para melhor. Repetimos, não estamos criticando pessoas, estamos analisando princípios e praticas, os Espíritos de Luz jamais vão pedir essas coisas, que se encontram nesses centros de macumbas, candomblé e umbanda.

    2)O ser humano é um Espírito encarnado no mundo terra ou plano material para Evoluir mediante seu Aprimoramento Moral e Intelectual, temos que ter uma Conduta Moral reta, praticar o bem e as virtudes, temos que combater os maus hábitos, os maus desejos, os maus pensamentos e os vícios, o Espírito precisa Vencer as influências negativas da Matéria para poder evoluir espiritualmente.
    Temos que nos libertar das superstições e das crendices, temos que ter uma fé racional ligada a Ciência e a Moralidade, as superstições e o misticismo levam as pessoas para a completa ignorância das Leis espirituais, um exemplo, a pessoa para afastar os maus espíritos não precisa de velas, roupas brancas, amuletos, palavras sacramentais, sinais cabalísticos, talismã, terços, nada disso funciona, somente nossos pensamentos e sentimentos podem exercer ação Vibratória para atrair ou repelir os espíritos.
    Nós somos o que pensamos e atraímos pelo pensamento o bem ou o mal, pelos pensamentos elevados e firmes no Bem e pela Conduta Moral reta, vamos afastar os espíritos inferiores e obsessores e atrair os Espíritos de Luz. A proteção espiritual quem faz é a própria pessoa, conforme, seus pensamentos e conduta moral. O Bem repele sempre o mal, assim como o Calor repele o frio.

    3)O Deus bíblico que realiza milagres e fatos sobrenaturais não existe, o Deus bíblico é uma criação humana.Deus é Espírito, Ele não têm forma material e nem corporal, Deus é Luz ou Grande Foco de Luz, Ele estabeleceu Leis perfeitas, naturais, eternas e imutáveis, e essas Leis regulam tudo no Universo material e espiritual, tudo é Perfeição e Sabedoria na Obra do Grande Foco o Criador incriado. Não existem milagres e nem o sobrenatural, tudo é explicado de forma Racional e Científica pelas Leis do Criador, temos que ter uma fé racional sem superstições e crendices. O Deus bíblico tem as paixões humanas, como, a ira, a cólera, manda exterminar povos estrangeiros, pede sacrifícios de animais,como pode o Criador do Universo sentir cólera e ira, manda exterminar povos estrangeiros, mulheres e crianças, isso mostra que foi o homem que criou o Deus bíblico dentro da sua forma de pensar e sentir.Qualquer sentimento negativo não pode representar o Criador incriado. Basta analisar o velho testamento, no qual vamos encontrar um Deus que sente ódio e ira, o senhor dos exércitos que gosta de guerras. Temos que ter uma visão mais Racional e espiritualista sobre o Criador, como disse o Mestre Allan Kardec, a fé têm que ser Raciocinada e não cega.

    4) Não podemos ser omissos e nem passivos diante das coisas erradas e falsas, o sacrifício de animais nesses centros de macumbas, é algo errado, vejamos, os Espíritos de Luz não pedem essas coisas que vemos nesses ambientes, somente espíritos inferiores apegados a matéria é que pedem esses absurdos.
    J Herculano Pires no seu livro Mediunidade, fala que o Movimento Espírita deveria se LEVANTAR contra a matança de animais nesses centros, porem, muitos espíritas são omissos e passivos (covardes) diante desses assuntos, ficam calados.
    Quem cala consente.
    Allan Kardec fala em seus livros, que o objetivo principal e básico do Espiritismo é a melhoria MORAL do ser humano, perguntamos, qual a melhoria Moral que uma pessoa vai ter, usando, charutos, cachaça, velas, despachos, sacrificando animais inocentes???
    Os animais merecem nosso respeito, chega de omissão.
    Não estou criticando pessoas, estou analisando princípios e praticas.

    5)O Espírito para poder Evoluir ele têm que Combater as suas imperfeições Morais, vícios, maus desejos, maus hábitos, maus pensamentos, temos que Dominar as influências negativas da Matéria, os vícios da bebida, do cigarro, da gula, do jogo, das drogas, são nocivos ao corpo físico e ao perispirito, os vícios provocam desequilíbrios no Espírito. Sem aprimoramento moral e intelectual ficaremos travados em nossa Evolução espiritual.
    Os centros de macumbas visam na maioria das vezes interesses matérias, terra a terra, sem elevação moral, tratam de assuntos matérias vulgares, como, volta da pessoa amada, melhoria nas finanças, sorte com as mulheres etc.
    O Mestre Allan Kardec fala em seus luminosos livros, que o objetivo principal do Espiritismo é a melhoria Moral do ser humano, perguntamos, qual melhoria moral uma pessoa vai ter usando charutos, cachaça e sacrificando inocentes animais???
    Essa é a questão chave.
    A melhoria moral e espiritual de uma pessoa está na pratica do bem e das virtudes, ser bom, ser correto, ser honesto, ser cordial, ser educado, cultivar pensamentos elevados e sentimentos nobres, combater os maus desejos, combater os maus hábitos, combater os vícios, respeitar os animais, isso é ser Cristão.
    Os Espíritos Elevados e Superiores e os bons espíritos, só tratam de princípios morais elevados, que visam a melhoria moral e espiritual do ser humano, eles nunca vão tratar de assuntos matérias terra a terra,o ser humano precisa se espiritualizar se elevando acima das coisas matérias, devemos buscar e as Virtudes.
    Esses espíritos que se apresentam nesses centros pedindo cigarros, bebida, charutos, velas, despachos, cachaça, só podem ser espíritos apegados a matéria, e muitos deles são maldosos, gozadores, embusteiros e obsessores, usam nomes falsos e pomposos e uma Linguagem melosa para enganar as pessoas, eles falam macio, cuidado.
    São lobos em pele de ovelhas.
    O Mestre Allan Kardec fala em seus Livros, que devemos passar pelo Crivo severo da Razão e da Lógica todos os ensinamentos e mensagens que venha do plano espiritual, só devemos aceitar o que tiver uma base Moral e Racional elevada.

    6) Vejamos essa questão.
    O que vai atrair os Espíritos Elevados e Superiores?
    a)amuletos, talismã, velas, incenso, roupas brancas, imagens, charutos, e outros objetos matérias.
    b)pensamentos positivos e nobres, bons sentimentos, a pratica sincera do bem e das virtudes, a conduta moral reta, a caridade, a honestidade, a fraternidade.

    Essa é a questão que devemos analisar, pensar e raciocinar, nós somos o que pensamos e atraímos pelo Pensamento bons ou maus espíritos, nenhum objeto material tem ação para atrair ou repelir os espíritos desencarnados, nossos pensamentos, sentimentos e atitudes, é o fator principal para estabelecer Sintonia vibratória com o plano astral ou mundo espiritual.
    Uma outra questão.
    Para afastar os maus espíritos ( espíritos inferiores, perturbadores e obsessores), temos que buscar a nossa melhoria Moral e Mental, cultivar pensamentos puros, elevados e firmes no Bem, ter atitudes corretas e honestas, combater os maus pensamentos, combater os vícios, combater os maus hábitos, praticar a caridade e a fraternidade, ter uma fé racional e não cega, dessa forma a pessoa consegue elevar o seu padrão Vibratório, repelindo as vibrações negativas e pesadas dos espíritos obsessores, eles não conseguem entrar em Sintonia com a pessoa, as vibrações positivas repelem as vibrações negativas. Tudo é uma questão de Afinidade moral ou Sintonia, o Bem tem sintonia com o Bem, e o mal tem sintonia com o mal, tudo depende dos nossos PENSAMENTOS, SENTIMENTOS E ATITUDES.
    Vamos concluir que a Proteção espiritual quem faz é a própria pessoa, conforme seus pensamentos e conduta moral, essas superstições tolas de usar, velas, incenso, roupas brancas, amuletos, talismã, imagens de santos, banho de ervas, palavras sacramentais, são tudo baboseiras do misticismo, não tem nenhuma base racional.
    É no Pensamento e na Conduta Moral que está a defesa psíquica contra os maus espíritos.
    Allan Kardec disse que são as imperfeições morais da alma que atraem os maus espíritos, portanto, temos que combater essas imperfeições morais, para podermos afastar esses espíritos maldosos e ignorantes do plano astral.

    7) Todos os ensinamentos e mensagens que venha dos espíritos desencarnados, tem que ser analisados com muito cuidado e critério, por que, existe no mundo espiritual ou plano astral, muitos espíritos mentirosos, hipócritas, embusteiros, sedutores e mistificadores, que usam nomes falsos, pomposos e importantes para enganar as pessoas, eles também usam uma LINGUAGEM melosa, suave e doce para seduzir e mistificar, eles falam macio, são lobos em pele de ovelhas, temos que ter muito cuidado. O Mestre Jesus disse, cuidado com os falsos profetas, esses falsos profetas também existem no plano astral, são os mistificadores desencarnados, tudo fazem para iludir, enganar as pessoas.
    Como evitar isso?
    Não devemos aceitar nada cegamente e passivamente, todos os ensinamentos e mensagens que venha dos espíritos desencarnados têm que passar pelo crivo severo da Razão e da Lógica, para poder ser aceiro, qualquer ofensa a Razão, a lógica e a Moral, denuncia um espírito embusteiro e mal intencionado. Portanto, a regra é essa, passar tudo pelo crivo rigoroso da razão e da lógica, a nossa fé tem que ser raciocinada e não cega. Os maus espíritos não suportam o exame rigoroso e racional das suas mensagens e comunicações, é por isso, que eles evitam a critica, e tentam colocar na mente das pessoas que criticar é algo ruim, eles querem levar as pessoas para um estado de aceitação passiva, ninguém critica, ninguém analisa, ninguém raciocina, ninguém questiona, ninguém pensa, somos robôs em suas mãos.
    Os espíritos mistificadores e obsessores, usam nomes falsos e pomposos e também usam uma LINGUAGEM melosa, suave, doce, para seduzir e enganar as pessoas, tudo isso ocorre, por que, as pessoas não usam o crivo severo da Razão e da lógica, para analisar as comunicações mediúnicas.
    Esses espíritos desencarnados que se apresentam nesses centros de macumbas, pedindo, charutos, cachaça, sacrifícios de animais e despachos, são espíritos apegados a matéria e aos vícios terrenos, muitos deles são maldosos, vingativos, embusteiros, sedutores e obsessores, são os espíritos imundos relatados nos Evangelhos, que as religiões chamam de demônios. Devemos evitar esses ambientes de baixa espiritualidade, são lugares perigosos.

  57. Eduardo J. Cabral Diz:

    Li uma resenha boa sobre um livro do Herculano, a única séria que encontrei:

    http://aoinvesdoinverso.wordpress.com/2013/08/19/resenha-os-filosofos-herculano-pires/

  58. Wilson Diz:

    Observações Espiritualistas e a Umbanda.

    1) O Espirito é o ser pensante.
    O principio da inteligência e do senso moral no ser humano esta no Espirito e não na matéria física ou matéria corporal.
    O pensamento, a vontade, o raciocínio, a inteligência, as emoções, os sentimentos, o senso moral são atributos do Espirito ou alma.
    Quem pensa e sente é o Espirito.
    A matéria não pensa e nem sente.
    O Espirito não tem cor racial, nem nacionalidade, nem idade física e nem sexo, no mundo espiritual ou extra físico os espíritos desencarnados não são nem brancos, nem negros, nem amarelos, nem mestiços, nem crianças e nem velhos ou idosos e também não são mulheres e nem homens.
    Isso são condições da vida terrena, na desencarnação os Espiritos deixam essas características físicas ou matérias e voltam a ser Espiritos livres do corpo carnal.
    Porem, os espíritos desencarnados possuem um corpo fluídico semi material chamado de perispirito ou corpo astral, esse corpo é flexível ou plasmavel a vontade do Espirito que é o ser pensante, os espíritos desencarnados podem conforme as suas condições mentais e morais tomar varias formas perispirituais, eles podem plasmar a forma fluídica de um negro, um branco, um amarelo, uma criança, um idoso, uma mulher, um homem, um militar, um medico, um índio etc…
    Portanto, no Mundo Espiritual que é o verdadeiro mundo, NÃO EXISTE RAÇAS E NEM SEXO E NEM IDADE FÍSICA.
    Essa idéia de raça superior ou raça inferior não tem fundamento racional, por que, um Espirito Superior pode se reencarnar como, negro, branco, amarelo, mestiço.
    Quando um espírito desencarnado se apresenta como preto velho ou índio ou caboclo isso é um erro, o Espirito repito não tem raça e nem cor de pele e nem nacionalidade o Espirito é Luz.
    Os espíritos desencarnados podem tomar a forma perispiritual de um caboclo, índio, preto velho, medico, professor, militar etc…
    Podemos analisar, que não existe espíritos de caboclos e pretos velhos, isso é uma condição da vida terrena, na desencarnação o Espirito deixou seu Corpo carnal e suas condições raciais e de sexo.
    A nacionalidade, a cor racial, a idade física e o sexo ficaram no plano terreno.
    O espírito desencarnado não tem corpo físico, não tendo corpo físico o espírito desencarnado não tem raça, nem cor de pele, nem idade física e nem sexo.
    Deu para entender.
    Isso que Divaldo P Franco tentou explicar.
    O Espirito desencarnado não tem raça e nem cor de pele, por que, ele não tem mais o Corpo carnal ou corpo físico.

    2) O negro só é negro pelo corpo físico.
    O branco só é branco pelo corpo físico.
    O amarelo ou mestiço só o é pelo corpo físico.
    A criança ou o idoso só o é pelo corpo físico.
    Ser mulher ou ser homem é uma condição do corpo físico.
    Deu para entender.
    O preto velho ou o caboclo ou índio só o é pelo CORPO CARNAL.
    Um negro velho ou um branco velho ou um índio ou caboclo quando desencarnam, eles deixam essas características físicas no plano material ou plano terreno.
    Espirito desencarnado não tem corpo físico.
    As características físicas e racias estão no CORPO CARNAL.
    Muitos umbandistas falam que os seus médiuns videntes conseguem ver a forma espiritual de um caboclo e de um preto velho em seus trabalhos mediúnicos.
    Eles estão vendo a forma do perispirito.
    O perispirito é um corpo fluídico plasmavel ao pensamento do Espirito que é o ser pensante.
    Os espíritos desencarnados podem conforme a sua vontade tomar formas perispirituais que eles quiserem, eles podem plasmar fluidicamente a forma de um militar, um medico, um índio, um negro, um branco, um amarelo, um preto velho ou branco velho.
    Os médiuns videntes umbandistas vêem a forma perispiritual de índios, caboclos, pretos velhões.
    No mundo espiritual ou plano astral as condições raciais e de nacionalidade e sexo deixaram de existir.
    Vamos concluir, que não existe pretos velhos e nem caboclos ou índios no plano astral.

    3) Vejamos um exemplo, um espírito teve 5 reencarnações no plano terreno, ele foi numa reencarnação negro, na outra ele foi branco, na outra ele foi amarelo, na outra ele foi mestiço e em outra reencarnação ele foi um índio.
    Perguntamos, esse espírito voltando para o mundo espiritual ele vai ser de qual raça????
    Nenhuma, não existe raças no plano espiritual.
    As condições físicas e raciais são do Corpo carnal e não do Espirito que é o ser pensante.
    Da mesma forma não existe crianças nem idosos no mundo espiritual, isso é uma condição terrena.
    Os espíritos desencarnados podem tomar formas perispirituais de pessoas brancas, pessoas negras, pessoas mestiças, de índios, de orientais e ocidentais, o perispirito é um corpo fluídico plasmavel ao pensamento e a vontade do espirito , quando um espírito se apresenta numa reunião mediúnica como preto velho ou caboclo isso é a forma perispiritual que ele tomou.
    São formas perispirituais somente isso.
    Repetimos o Espirito não tem raça, nem cor de pele e nem nacionalidade e nem sexo.

    4) Questões morais.
    Os espíritos elevados e os bons espíritos já estão com seus pensamentos e sentimentos moralmente depurados, eles não tem vícios, nem maus desejos, nem maus pensamentos, nem apegos a coisas matérias.
    Portanto, os Espiritos Elevados não vão pedir coisas matérias, como, cigarros, charutos, cachaça, velas, despachos, sacrifícios de pobres animais.
    Quem pede essas coisas são espíritos moralmente atrasados ainda apegados a matéria e aos vícios terrenos.
    Quando um espírito desencarnado se apresenta numa reunião mediúnica pedindo essas coisas matérias vamos concluir o que???
    Um Espirito Elevado um Espirito de Luz vai pedir essas coisas???
    É uma questão de usar o bom senso e a lógica.
    Eu estou apenas analisando uma questão espiritista só isso, não estou criticando ninguém.
    Como reconhecer a elevação dos espíritos desencarnados???
    Como podemos saber se um espírito que se apresenta numa reunião mediúnica é um espírito bom ou mal???
    Vejamos esses princípios.
    Uma pessoa boa, correta, honesta, digna e culta jamais vai usar uma Linguagem grosseira, agressiva, pesada, com palavrões, com palavras obscenas, falando aos gritos e de forma violenta.
    Ela terá uma Linguagem que reflete suas condições morais e intelectuais, ela terá uma Linguagem digna, correta, elevada, com palavras positivas e limpas.
    Veja a linguagem de Chico Xavier, ele usava uma Linguagem pesada, grosseira, agressiva, com palavras obscenas e ímpias???
    Claro que Não.
    Ele tinha uma Linguagem doce, meiga, suave e moralizadora.

    A Linguagem é o ponto chave.
    Os Espiritos elevados e os Bons Espiritos possuem sempre uma Linguagem digna, pura, elevada, lógica, nobre e sublime de moralidade.
    E seus Ensinamentos visam sempre a melhoria Moral e espiritual das pessoas, os Espiritos de Luz pregam sempre o Amor, a fraternidade, o respeito, a dignidade, a disciplina, a elevação moral, a ordem, as Virtudes, a caridade, eles procuram sempre moralizar, educar e disciplinar as pessoas.
    Os Espiritos Superiores e os Bons espíritos são Virtuosos em seus ensinamentos.
    Um Espirito elevado jamais vai usar uma Linguagem grosseira, agressiva, vulgar, chula, sem lógica, com palavrões e palavras obscenas.

    Os espíritos inferiores apegados a matéria e aos desejos e vícios terrenos, possuem sempre uma Linguagem que refle as paixões humanas, sua Linguagem é pesada, grosseira, vulgar, agressiva, ímpia, com palavras sujas e palavrões.
    Na Linguagem desses espíritos se reflete sentimentos impuros de ódio, raiva, desejos de vingança, rancor, cólera, racismo, querem dar ordens e serem obedecidos, eles se impõe .
    Basta avaliar o teor moral da linguagem que usam, que vamos ver o tipo moral desses espíritos.

    5) O Espirito é o ser pensante.
    Quem pensa e sente é o Espirito.
    O corpo físico ou corpo carnal não pensa e nem sente. A matéria não possui qualidades morais e nem qualidades intelectuais essas são atributos do Espirito ou alma.
    O espírito desencarnado não possui mais o corpo físico, as características físicas como, cor da pele, cor dos cabelos, cor dos olhos, a idade física e o sexo são somente do CORPO FISICO, os espíritos desencarnados não tem mais características físicas ou raciais, no mundo espiritual ou plano extra físico não existe espíritos de brancos, nem negros, nem amarelos, nem mestiços, nem crianças, nem idosos, os Espíritos são seres de Luz, seres inteligentes.
    Quando um espírito desencarnado se manifesta numa reunião mediúnica como preto velho, caboclo, índio, isso é a forma perispiritual que ele tomou, por que, para o Espirito não existe raças e nem nacionalidades e nem sexo.

    As características físicas e raciais pertence ao corpo físico.
    As características morais e intelectuais pertence ao Espírito que é o ser pensante.
    Perguntamos, os espíritos desencarnados possuem corpos físicos???
    Claro que não.
    Se eles não possuem corpos físicos, eles não possuem características físicas e nem raciais.
    Logo os espíritos desencarnados não possuem raças.
    O negro só é negro pelo corpo fisico.
    O branco só é branco pelo corpo fisico.
    O mestiço só é mestiço pelo corpo fisico.
    O amarelo só é amarelo pelo corpo fisico.
    A mulher só é mulher pelo corpo fisico.
    O homem só é homem pelo corpo fisico.
    A criança só é criança pelo corpo fisico.
    O idoso só é idoso pelo corpo fisico.

    Casos os senhores discordem tudo bem, só não precisa ficar com raiva de mim, eu só estou colocando um pensamento, somente isso, eu gosto de Estudar o Espiritismo.

    6) Questões para pensar.
    O Espírito se reencarna no mundo terra é para evoluir no campo moral e no campo intelectual pela sua luta e esforço pessoal, temos que combater as nossas imperfeições morais para podermos evoluir e crescer espiritualmente.
    Evolução espiritual é aprimoramento MORAL E INTELECTUAL.
    Temos que praticar o Bem, o amor, as virtudes, ser honesto, correto, cordial, caridoso, educado, solidário, ajudar os necessitados, amar e respeitar os animais, combater os maus pensamentos, combater os vícios e maus desejos, isso é evoluir.
    Temos que nos Espiritualizar e nos moralizar.
    Perguntamos, qual melhoria moral e espiritual uma pessoa vai ter usando charutos, cachaça, matando covardemente animais inocentes em rituais sangrentos???
    Qual melhoria moral vamos ter com essas coisas???
    Uma outra questão.
    O que vai atrair os Espíritos Superiores e os Bons Espíritos??
    Charutos, cachaça, despachos, velas, incenso, amuletos, talismã, sacrifícios de pobres animais?
    Ou são os pensamentos elevados e nobres, a prece sincera, a caridade, o amor, a elevação moral, as virtudes, a pratica das boas ações, a honestidade, a fraternidade e o respeito pelos animais????
    Pense nisso.
    Procure raciocinar.

    7) O Verdadeiro Sacrifício, não é sacrificar animais inocentes nesses rituais sangrentos e primitivos para agradar espíritos inferiores do plano astral.
    O verdadeiro sacrifício consiste em Sacrificar as nossas imperfeições morais, para podermos Evoluir espiritualmente.
    Sacrificar os maus pensamentos, sacrificar os maus desejos, sacrificar os sentimentos impuros de ódio, raiva, inveja, racismo, falsidade, desonestidade, desejos de vingança, os vícios etc…
    O Verdadeiro sacrifício é de ordem Moral.
    Esse sacrifício moral ou Depuração moral vai atrair a assistência luminosa dos Espíritos Elevados e dos Bons Espíritos.
    É disso que precisamos nos melhorar no campo moral e intelectual, ficar matando pobres animais vai trazer algum beneficio espiritual e moral para as pessoas???
    Pense nisso.

    O Mundo Invisivel.

    O mundo invisível também conhecido como o mundo espiritual ou plano astral é o mundo habitado pelos espíritos desencarnados, esse muno é invisível aos olhos físicos mais ele existe ele é real muito real.
    Esse plano espiritual ou extra físico exerce uma influencia muito grande sobre as pessoas, tudo nesse plano é regulado pela Lei das atrações psíquicas ou sintonia vibratória.
    Os iguais se atraem e os diferentes se repelem.
    As pessoas que cultivam maus pensamentos e sentimentos impuros de ódio, raiva, ciúmes, inveja, falsidade, racismo, desonestidade, desejos de vingança, são arrogantes e maliciosos, estão sempre em sintonia com espíritos desencarnados que pensam e sentem a mesma coisa, os semelhantes atraindo os semelhantes, essa é a Lei das atrações psíquicas.
    As pessoas boas, corretas, honestas, cordiais, educadas, trabalhadoras, caridosas, solidarias, que procuram ajudar os necessitados, procuram ajudar os animais, procuram cultivar pensamentos elevados e puros e a prece sincera, essas pessoas estão atraindo pela sintonia vibratória dos pensamentos os Espiritos de Luz, os Espiritos Superiores.
    Tudo depende somente dos nossos pensamentos e da nossa Conduta Moral.
    Como disse o Mestre Jesus, o ser conforme pensar assim será.
    Nós somos o que pensamos.

    Os maus espíritos não conseguem entrar em sintonia vibratória com as pessoas que estão vibrando bons pensamentos e bons sentimentos, a melhor defesa psíquica contra os maus espíritos esta exatamente em nossa melhoria moral e mental.
    Não adianta usar velas, imagens de santos, amuletos, talismã, roupas brancas, terços, palavras sacramentais, sinais cabalísticos, exorcismos, nada disso funciona, é nos pensamentos puros, nobres, elevados, e na pratica sincera do Bem, do amor e das virtudes que esta a proteção contra os maus espíritos.

  59. João Donha Diz:

    Papo bom. A carta e os comentários. Dá para ver lá no torvelinho de paixões que é a alma humana a confusão entre crença e conhecimento. Talvez fosse um bom exercício periodicamente criticar impiedosamente nossas crenças, procurar suas origens, quando e como foi que aquilo se incorporou à minha visão de mundo. Ramatis eu sempre critiquei. Desde o dia longínquo em que me caiu nas mãos um opúsculo com dias e meses de influências, terremotos e outros distúrbios crescentes, que um certo planeta exerceria sobre a Terra, até culminar com um amanhecer radiante do XXIº século da era cristã. E no dia em que interpelei pessoalmente o autor. Numa manhã de domingo com sol, em Curitiba, estava eu proseando em frente ao Centro Espírita Luz Eterna, com o Sech e, se não me falha a memória, o Marins, quando apareceu um senhor com mais ou menos a minha estatura, um pouco mais baixo talvez, porém com bem mais idade, e o Sech, após abraçá-lo efusivamente com seu jeito sempre debochado, nos apresentou como sendo o Hercílio Maes. Umas cordialidades trocadas e eu , com o ímpeto da mocidade, o interpelei sobre a temeridade de produzir uma profecia com datas e horas marcadas que, por sinal, naquele momento, com cerca de vinte anos de proferida, nada estava se confirmando. Ele me respondeu que aquilo foi uma psicografia que ele recebera durante uma noite, também achou um pouco exagerada, deixou sobre a mesa (não lembro se da sala ou da cozinha) para ler mais atentamente depois, e um certo general o visitou naquele dia, viu, gostou, saiu com ela nas mãos e publicou. Daí, o autor resolveu pensar como o Antonio da peça de Shakespeare: “Desgraça, estás de pé! Toma agora o curso que bem te parecer!” (Sim, claro,este final é meu, não do Hercílio!)

  60. CELSO LOUREIRO MACEDO Diz:

    Parte de uma entrevista dada por Chico Xavier sobre RAMATÍS. E fianl de uma entrevista de Carlos Baccelli de afirmações de Chico Xavier sobre RAMATÍS.

    3. — PERGUNTA: Pode Emmanuel dizer-nos algo a respeito da verticalização do eixo da Terra e das transformações que esta sofrerá segundo Ramatis?
    CHICO XAVIER: 1 Afirma nosso orientador espiritual que não podemos esquecer que a Terra, em sua constituição física, propriamente considerada, possui os seus grandes períodos de atividade e de repouso.
    2 Cada período de atividade e cada período de repouso da MATÉRIA PLANETÁRIA, que hoje representa o alicerce de nossa morada temporária, pode ser calculado, cada um, em 260.000 anos. 3 Atravessando o período do repouso da matéria terrestre, a vida se reorganiza, exatamente de novo, nos vários departamentos do planeta, representando, assim, novos caminhos para a evolução das almas.
    4 Assim sendo, os GRANDES INSTRUTORES da Humanidade, nos PLANOS SUPERIORES consideram que, desses 260.000 anos de atividade, 60 a 64 mil anos são empregados na reorganização dos pródromos da vida organizada. 5 Logo em seguida, surge o desenvolvimento das grandes raças que, como grandes quadros enfeixam assuntos e serviços, que dizem respeito a evolução do Espírito domiciliado na Terra.
    6 Assim, depois destes 60 a 64 mil anos de reorganização de nossa casa planetária, temos sempre grandes transformações, de 28 em 28 mil anos. n
    7 Depois do período dos 64 mil anos, tivemos duas raças na Terra, cujos os traços se perderam por causa de seu primitivismo.
    8 Logo em seguida, podemos considerar a grande raça Lemuriana, como portadora de uma inteligência algo mais avançada, detentora de valores mais altos, nos domínios do Espírito.
    9 Após a raça Lemuriana em seguida aos 28 mil anos de trabalho lemuriano propriamente considerado — chegamos ao grande período da raça Atlândida, em outros 28 mil anos de grandes trabalhos no qual a inteligência do mundo se elevou de maneira considerável.
    10 Achamo-nos, agora, nos últimos períodos da raça Ariana. 11 Podemos considerar estas raças como grandes ciclos de serviços, em que somos chamados de mil modos diferentes, em cada ano de nossa permanência na crosta do planeta, ou fora dela, ao aperfeiçoamento espiritual que é o objetivo de nossas lutas, de nossos problemas, de nossas grandes questões na esfera de relações, uns para com os outros.
    12 Assim considerando, será mais significativo e mais acertado, para nós, venhamos a estudar a transformação atual da Terra sobre um ponto de vista moral, para que o serviço espiritual, confiado às nossas mãos e aos nossos esforços, não se perca em considerações, que podem sofrer grandes alterações, grandes desvios; 13 porque o serviço interpretativo da filosofia e da ciência está invariavelmente subordinado ao Pensamento Divino, cuja a grandeza não podemos perscrutar.
    14 Cabe-nos, então, sentir, e, mais ainda, reconhecer, que os fenômenos da vida moderna e as modificações que nosso “habitat” terreal vem apresentando nos indicam a vizinhança de atividades renovadoras, de considerável extensão.
    15 Daí esse afluxo de revelações da vida extraterrestre, incluindo sobre as cogitações dos homens; esses apelos reiterados do mundo dos Espíritos; essa manifestação ostensiva, daqueles que, supostamente mortos na Terra, são vivos na Eternidade, companheiros dos homens em outras faixas vibratórias do campo em que a Humanidade evolui.
    16 Toda essa eclosão de notícias, de mensagens, de avisos da Vida Espiritual, devem significar para o homem, domiciliado na Terra do presente século, a urgência do aproveitamento das lições de JESUS. 17 Elas devem ser apreciadas em si mesmas, e examinadas igualmente no exemplo e no ensinamento de todos aqueles que, em variados setores culturais, políticos e filosóficos do globo lhe traduzem a Vontade Divina, que, na essência, é sempre a nossa jornada para a Supremo Bem.
    18 Os termos da comunicação obtida em Curitiba, são de admirável conteúdo para a nossa inteligência, de vez que, realmente, todos os fatos alusivos à evolução da Terra, e referentes a todos os eventos, que se relacionam com a nossa peregrinação para a vida mais alta, estão naturalmente planificados, por aqueles MINISTROS de Nosso Senhor JESUS CRISTO; os quais, de acordo com Ele, estabelece programas de ação para a COLETIVIDADE PLANETÁRIA, de modo a facilitar-lhe os voos para a divina ascensão.
    19 Embora, porém, esta mensagem, por isso mesmo, seja digna de nosso melhor apreço, contudo, na experiência de companheiro mais velho, recomenda-nos nosso orientador Espiritual Emmanuel um interesse mais efetivo, para a fixação de valores morais em nossa personalidade terrena, de conformidade com os padrões estabelecidos no Evangelho de nosso Divino Mestre. 20 Porque, para nossa inteligência, os fenômenos renovadores da existência que nos cercam têm qualquer coisa de sensacional, de surpreendente; nosso coração deve inclinar-se, humilde, diante da Majestade do Senhor que nos concede tantas oportunidades de trabalho em nós mesmos; 21 a revelação dos grandes acontecimentos porvindouros: novo soerguimento íntimo, novo modo de ser, a fim de que estejamos realmente habilitados a enfrentar valorosamente as lutas que se avizinham de nós, e preparados para desfrutar a Nova Era que, qual bonança depois da tempestade, facilitará nossos círculos evolutivos.
    22 Será todavia, muito importante encarecer, que não devemos reclamar, do TERCEIRO MILÊNIO, uma transformação absolutamente radical, nos processos que caracterizam, por enquanto, a nossa vida terrestre.
    23 O prazo de 47 anos é diminuto, para sanar os desequilíbrios morais de tantos séculos, em que o nosso campo coletivo e individual adquiriu tantos débitos, diante da sabedoria e diante do amor, que incessantemente apelam para a nossa alma, no sentido de nos levantarmos, para um clima mais aprimorado da existência.
    24 Não podemos esquecer, que grandes imensidades territoriais, na América, na África e na Ásia, nos desafiam a capacidade de trabalho. 25 Não podemos olvidar, também, que a Europa, superalfabetizada, se encontra num Karma de débitos clamorosos, à frente da LEI, em dolorosa expectação, para o reajuste moral, que lhe é necessário.
    26 Aqui mesmo no Brasil, numa nação com capacidade de asilar 900 milhões de habitantes, em quatrocentos e alguns anos de evolução, mal estamos passando das faixas litorâneas. Serviços imensos esperam por nossas almas no futuro próximo.
    27 E, se é verdade que devemos aguardar, em nome de Nosso Senhor JESUS CRISTO, condições mais favoráveis para a estabilização da saúde humana, para o acesso mais fácil às fontes da ciência; 28 se nos compete a obrigação de esperar o melhor para o dia de amanhã, cabe-nos, igualmente, o dever de não olvidar que, junto desses direitos, responsabilidade constringentes contam conosco, para que o Mundo possa, efetivamente, atender ao programa Divino, 29 através, não somente da superestrutura do pensamento científico — que é hoje um teto brilhante para os serviços de inteligência do mundo — mas também, através de nossos corações, chamados a plasmar uma vida, que seja realmente digna de ser vivida por aqueles que nos sucederão nos tempos duros; 30 entre os quais, naturalmente, milhões de nós os reencarnados de agora, formaremos, de novo, como trabalhadores que voltam para o prosseguimento da tarefa de autoacrisolamento, para a ascensão sublime, que o Senhor nos reserva.
    31 Considerando, assim, a questão sob este prisma, cabe-nos contar com o concurso da ciência, no setor das observações de ordem material; com a evolução dos instrumentos de óptica; com o avanço dos processos de exame, na esfera da QUÍMICA PLANETÁRIA, na qual os mundos podem ser analisados, como ÁTOMOS DA AMPLIDÃO DE UNIVERSOS, que se sucedem uns aos outros, no infinito da vida.
    32 Será lícito, então, esperar que certas afirmativas, referentes à vida material, se positivem satisfatoriamente, para mais altas concepções da MENTE PLANETÁRIA; 33 de vez que, muito breve, o homem estará ligado à glória da RELIGIÃO CÓSMICA, da Religião do Amor e da Sabedoria, que o CRISTIANISMO RENASCENTE, no Espiritismo de hoje, edificará para a Humanidade, ajustando-a ao concerto de bênçãos, que o grande porvir nos reserva.

    4. — PERGUNTA: Foi, de fato, há 37.000 anos que submergiu a Atlântida?
    CHICO XAVIER: Diz nosso Amigo Emmanuel que o cálculo é, aproximadamente, certo, considerando-se que as últimas ilhas, que guardavam os remanescentes da civilização Atlântida, submergiram, mais ou menos, 9 a 10 mil anos, antes da Grécia de Sócrates.

    5. — PERGUNTA: Acha nosso irmão que a Mensagem de Ramatis deva ser divulgada com amplitude?
    CHICO XAVIER: Diz nosso Orientador que a Mensagem é de elevado teor. E todo trabalho organizado com respeito, com o carinho e com a dignidade, dentro dos quais essa Mensagem se apresenta, merece a nossa mais ampla consideração, de vez que todos nós, em todos os setores, somos estudiosos, que devemos permutar as nossas experiências e as nossas conclusões, para assimilação do progresso, com mais facilidade em favor de nós mesmos.

    [1] Revista Boa Vontade, Ano I, n° 4 — Outubro de 1956.

    ———————///——————————

    ALEX – E sobre Ramatís, o que Chico dizia?

    BACCELLI – Tinha respeito pelo espirito Ramatis e pelo seu médium Hercilio Maës. Discordava de algumas opiniões de Ramatis, que interpretava com uma opinião particular dele – mas não criticava ou fazia campanhas contra, absolutamente! disse-me que Ramatis no começo de sua mediunidade quis escrever por seu intermédio, mas que ele se recusou a se enquadrar na disciplina de Emmanuel. O mesmo aconteceu com o poeta português Abilio Guerra Junqueiro e seus poemas ácidos contra a Igreja Católica, que após as páginas iniciais que escreveu para o “Parnaso de Além Túmulo”, a não ser em poucos outros poemas, quatro deles inseridos em “Lira Imortal”, não mais voltou a escrever por Chico.

    ALEX – Interessante essa divergência de opinião entre espiritos…

    BACCELLI – Os espiritos mais não são que homens fora do corpo.

    http://alexscguimaraes.blogspot.com.br/2012/01/84-alex-entrevista-carlos-baccelli.html

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