Psicografia à Luz da grafoscopia – O que Perandréa Não Viu

Por muito tempo existiu o mito de que em diversas cartas psicografadas por Chico Xavier a letra do morto seria perfeitamente reproduzida. No entanto, apenas um estudo sobre o assunto surgiu, o do perito em grafoscopia Carlos Augusto Perandréa. Em sua pesquisa o perito validou um – e apenas um – caso de psicografia, o de Ilda Mascaro Saullo. Neste trabalho de Moizés Montalvão, escrito de forma bastante acessível aos leigos em grafoscopia,  analisa-se minuciosamente a validade do estudo de Perandréa, descobrindo-se problemas graves e ao menos 1 erro grotesco por parte do médium:  a escrita do nome de um parente do morto de forma bastante equivocada. Montalvão, apesar de não poder ser qualificado de técnico, foi caixa do Banco do Brasil durante alguns anos e realizou cursos sobre a matéria, estudando com base em uma apostila preparada pelo próprio Perandréa, podendo assim falar semitecnicamente sobre o assunto. O mito de que o médium conseguia reproduzir a letra dos falecidos, portanto, cai por terra.

34 respostas a “Psicografia à Luz da grafoscopia – O que Perandréa Não Viu”

  1. José Geraldo Diz:

    Caramba, é quase impossível ler esse arquivo aí no Issu…

  2. Eduardo José Biasetto Diz:

    Depois de ter feito vários comentários no tema “Os problemas metodológicos de Kardec”, quando me empolguei com o blog e achei que estava fazendo sucesso, até mesmo com algumas besteiras que falei, resolvi me conter e ficar só na observação. Os dois últimos temas propostos pelo blog, inclusive este sobre “grafoscopia”, não encontraram repercussão. Em parte, acredito eu, porque quando se foge ao tema Chico Xavier, o blog fica esvaziado, o que demonstra o significativo apelo emocional que envolve o Chico, mesmo entre aqueles que dizem não acreditar nas psicografias.
    Nos últimos 30 dias, reli o livro “Ação e Reação” do Chico e estou lendo um livro chamado “Decepcionado com Deus”, de um autor evangélico chamado Philip Yancey. Eu já havia lido um livro desse escritor “Maravilhosa Graça” (recomendo), que tinha me causado uma impressão muito boa.
    Não sou e nunca fui “evangélico”, mas Yancey não mistura as coisas, porque os temas que ele debate são, digamos, “universais”.
    Há poucos dias, estive em uma clínica especializada no tratamento ao câncer, em Campinas, acompanhando uma pessoa querida. Vi coisas lá de deixar a gente com um nó na garganta. Então, pensei sobre o Chico, o Yancey, a Madre Teresa, Gandhi, Confucio, Jesus… Como certas pessoas aparecem na Terra para consolar pais, filhos, doentes, miseráveis, “injustiçados”. O que é a fé? Quem tem a resposta para os mistérios da vida. Qual a finalidade desse blog, questionando os fundamentos de fé das pessoas, suas esperanças nos momentos de dor e desilusão.
    Até acho interessante a ideia de se questionar algumas informações no campo da espiritualidade, de se discutir temas polêmicos, especialmente quando estão relacionados a dogmas enraizados e, claramente, frágeis.
    Porém, o que identifiquei no blog é um desejo claro de desacreditar o espiritismo, esculhambar com o Chico e suas obras. Penso que o Vítor e seus colaboradores deveriam reformular seus conceitos. Ao invés de partir da ideia “É”, por que não adotar a ideia “PODE SER”.
    Minhas dúvidas sobre Deus, Chico Xavier, os milagres de Jesus… continuam existindo, mas de uma coisa eu tenho certeza: ninguém tem a resposta concreta para estes temas. Então, se a fé alivia a dor das pessoas, traz esperança, conforta, cura! Que assim seja…
    Felizes o que creem. A todos um Feliz Natal!

  3. Juliano Diz:

    Antes de mais nada um feliz natal e um ótimo ano de 2011 a todos.

    Eduardo
    Nestes últimos tempos a coisa por aqui no blog andou fria. É assim mesmo, tem épocas que pega fogo e em outras esfria. É cíclico.
    Como você, creio que todos sempre estamos num constante filosofar sobre os temas aqui debatidos e ligados aos aqui debatidos. Quem somos, pra onde vamos, há certo ou errado? Quem foi o Chico? Ele foi uma fraude? e etc (…) Pessoalmente só sei que sou um mar de dúvidas e um laguinho de certezas, sei muito pouco, quase nada. São dúvidas e mais dúvidas. Agora, o que eu já sei eu já sei, e me servem pra refutar certas coisas. Sei que pra mim esta conversa religiosa moralista cristã não serve. Uma das hipóteses que eu tenho hoje dentro das minhas dúvidas é que na verdade até o ideário espírita de “Nosso Lar” possa existir de fato pra quem é da turma espírita, assim como possam existir colônias evangélicas pra turma “Jesus é amor”, e assim por diante. Seríamos como ondas onde ficamos juntos no outro plano de quem reza mais ou menos cartilhas parecidas com a nossa, sem certo ou errado. É uma hipótese. Como disse, hoje tenho poucas certezas, muitas dúvidas. Mas creio que faz parte da festa!!! Um grande abraço.

  4. Eduardo José Biasetto Diz:

    Saudações, Juliano!
    Bom te reencontrar.
    Suas idéias me parecem sensatas e como estudante de psicologia, acho mais que você tem que buscar os fundamentos da ciências mesmo, pois não dá pra imaginar um psicólogo aconselhando seus pacientes a ficarem lendo a Bílbia ou livros espíritas.
    Agora você fala do “moralismo cristão”, como algo negativo. Eu não sei, pode até existir exageros, talvez as próprias pessoas exagerem, mas sem amor, disciplina, certos “freios” em nossa vida, como fica o mundo?
    Você fala do André Luiz em Nosso Lar, único livro espírita que diz ter lido, não sei se ele fica só falando desse “moralismo” que você menciona. Eu li vários livros da série Nosso Lar. A imprensão que fiquei do André Luiz, a mensagem que ele quis passar, é de que a gente, muitas vezes, faz muitas bobagens na vida, por egoísmo, comete exageros. Ele dá a entender que se arrepende de muitas coisas que fez na vida, então quando se descobre lá no plano espiritual, percebe que poderia ter dado mais valor à família terrena, à própria profissão. Não vejo isto como um moralismo barato e tolo. Afinal de contas, por que ainda existe tanto sofrimento e injustiças no mundo? Não seria exatamente por causa do egoísmo que a humanidade terrestre ainda apresenta com muita força? Não seria por causa da ganância, do materialismo exagerado? E de repente não é exatamente isso que os espíritos desencarnados que estão enviando mensagens a nós, estão querendo dizer: “olha, valorizem mais a família, sejam mais contidos em suas ações, pensem mais no ser ao invés do ter!”…

  5. Eduardo José Biasetto Diz:

    Juliano, veja o que o Chico respondeu à seguinte pergunta:
    “O sexo é um dos principais problemas da vida? Como se deve encarar o ato da sedução”?
    Resposta do Chico: “Sendo o sexo uma força criativa, eu diria que talvez quem não tiver problemas de sexo estará doente. Somos seres sexuados, esta é uma das realidades humanas. Aquele que nada sente neste sentido, no mínimo está com os centros genésicos oclusos. Não somos anjos e, se o fossemos, nosso lugar não seria aqui… saibamos porém que os anjos não podem ser ingênuos. Eles passaram com certeza por nossas experiências. Frequentemente, os espíritos orientadores nos esclarecem que devemos evitar a promiscuidade. (…)”
    Então, Juliano, não vejo nenhum moralismo tolo, nestas colocações, por exemplo. Muito pelo contrário, as considero muito sábias.

  6. Juliano Diz:

    Eduardo

    Antes de mais nada, a recíproca é verdadeira. Sempre é bom o debate.
    Amor e disciplina, esta um conceito necessário para determinados fins na vida, no meu entender, ambos nada tem a ver com o “moralismo cristão” que aqui eu critico. Não dá pra dizer que amor é o que é nos vendido pela maioria das religiões. O amor para estas são freios, mensagens coercitivas enrustidas, que no fundo possuem o único intento de por medo mesmo nas pessoas, afinal sem o igrediente do medo é difícil dominar.
    Eu já falei aqui, inclusive postei alguns vídeos que você viu, onde eu vejo ser possível uma sociedade com regras, com amor e disciplinas, mas sem o peso religioso nas costas incutindo medo, mesmo que este seja de forma disfarçada na maioria das vezes.
    Sobre Andre Luiz, repito o que já falamos aqui, é mais um personagem criado pelo Chico Xavier.
    Sobre o que diz Chico Xavier sobre o sexo. Me permita discordar, mas a mensagem do Chico é claramente contraditória no seu intento, e ao final só deixa claro nas entrelinhas a real mensagem dele, que tem a ver diretamente com ele. Ele fala de sexo mas não vivenciou o sexo, até onde se sabe. Por quê será? No fundo é por quê na verdade ele, no seu íntimo, ele via que tinha um problemão na sua sexualidade, que foi recalcado e não enfrentado, não foi assumido o seu real “eu” de Chico Xavier. Qual seja, ele era homossexual. Nada contra ser homossexual, pelo contrário. Se tem uma coisa que eu acho que não tenho, é preconceito. Mas para ele (chico), tal situação era um problema inaceitável. Provavelmente por isto que ele fala ao final em “evitar a promiscuidade”. Vejamos.
    Veja que ele fala que quem não tiver “problemas” de sexo é doente. Por quê? Pois ele tem “problemas” de sexo, logo ele não é doente por ter o “problema”. Imagina, ele um doente. Mas o sexo é visto como um “problema”, e só.
    Veja que ele fala que aquele que “nada sente” está com os centros genésicos oclusos. Ele sente o “problema”, logo, ele não está com os centros genésicos oclusos. Pois “ele só sente o problema”, mas não o realiza.
    Por fim, ele fala em anjos, que ele ainda não é, ainda, mas fala em evitar a “promiscuidade”. O que seria esta “promiscuidade”? Lógico que é o sexo, o problema. Que ele tem que evitar, pois se não evitar, recalcar, terá que (…) realizar os seus desejos humanos, demasiadamente humanos. Mas como recalcar por completo não dá. A sua mente criou um loiro, romano, inteligente, forte, de 1.90 m pra lhe acompanhar o dia todo e aplacar o fogo interno. Uma saída genial, diga-se, porém, no meu entender, o que não olvida o aspecto claramente doentio.
    É isto Eduardo, um grande abraço.

  7. Eduardo José Biasetto Diz:

    Juliano,
    Você continua me supreendendo com sua sinceridade e colocações bastante ousadas. Porém, me permita discordar.
    Pirmeiro, você afirmar que o Chico era homossexual, considero uma conclusão precipitada:”as aparências enganam”. Segundo, você afirmar que o André Luiz “é mais um personagem criado pelo Chico”, também considero uma afirmação precipitada.
    A questão é o seguinte: quem já leu tudo que escrevi neste blog, pode achar que estou sendo contraditório, pois em uma das minhas opiniões, comentei sobre minhas dúvidas a respeito da mediunidade do Chico e a existência de André Luiz e Emmanuel. Pois bem, depois daquilo voltei a ler livros do Chico, e mais uma vez não cheguei a nenhuma conclusão, mas confesso que continuo achando muito difícil que ele tenha inventado tudo isso, porque bato mais uma vez na tecla dos 400 livros e na compexidade das informações contidas nos livros.
    Quem afirma que o Chico lia almanaques e escrevia os livros, eu sugiro que tente fazer o mesmo, depois a gente conversa…
    Agora, quanto ao Chico ter escolhido uma vida de abstinência, a questão envolve a mediunidade. Supondo, que o Chico fosse mesmo médium, o espiritismo ensina que a comunicação entre o espírito e o médium, especialmente no caso de se produzir obras amplas, como os romances romanos, é muito complexa, porque o médium tem de estar em uma sintonia, uma tranquilidade, um equilíbrio muito grande. Então, médiuns que fumam, ingerem bebida alcoólica, se alimentam de forma demasiada e fazem sexo com frequência, dificultam a comunicação com os espíritos, espíritos num estado mais puro, porque estes hábitos e costumes interferem nas mensagens. Nada contra o sexo, mas a pessoa envolvida numa relação amorosa intensa, fica com o pensamento bastante influenciado por esta relação, então a mente divaga, entende?
    Talvez, o difícil pra nós e para a maioria das pessoas seja exatamente abrir mão de muitos prazeres para poder ser um médium como o Chico. É claro, caso a pessoa “queira ser médium!”
    Quanto a delicadeza do Chico, é evidente que ele era uma pessoa muito serena, calma e amorosa. É um mito afirmar que pra ser “machão” tem que ser rude, falar grosso. Citando novamente o polêmico Waldo Vieira, ele disse que o Chico vinha de uma sequência de reencarnações como mulher. Porém, o “plano maior” entendeu que seria mais recomendável ele reencarnar como homem pra cumprir sua missão mediúnica. Ocorre, então, que ele sentiu na sua personalidade os reflexos das últimas reencarnações como mulher.
    Nesse contexto, como eu digo, supondo a mediuindade do Chico, seria muito importante a tal delicadeza, porque se ele tivesse uma “genética de italiano”, é possível que ele ficasse furioso facilmente, com todas aquelas pessoas que duvidavam dele, tantos pedidos, tantos afazares. Então, para cumprir sua missão, somente com uma paciência, “jeito de moça”, mesmo!!!

  8. Juliano Diz:

    Eduardo

    Entendo e respeito a tua opinião. Mas, evidentemente, não concordo. Como eu e outros já disseram aqui, tudo pode, até o Chico ser médium de fato. Porém, as evidências aqui colhidas magistralmente pelo Vitor indicam que ele não era médium. Escreveu quatrocentos livros? Mas que literatura há nestes quatrocentos livros? Qual o grau de repetição nas estórias (com “e” mesmo) narradas? Tem que ver e analisar. Infelizmente me falta tempo e dinheiro pra isto ainda, mas é uma das minhas curiosidades que espero aina realizar.
    Sobre a questão da homossexualidade ou não do Chico Xavier. O Waldo Vieira que você cita, que diga-se, já fui do time dele algum tempo atrás, e tem coisas positivas dele, mas eu não coloco a mão no fogo nas suas afirmações. Porém, quando o Waldo foi questionado sobre este ponto numa de suas reuniões diárias chamadas de Tertúlia, ele diferente até da enrolação dele em assumir a fraude de Uberaba de 64, o Waldo foi assertivo e afirmou que Chico Xavier era homessexual. E no movimento espírita ninguém o interpelou formalmente para que ele provasse o que afirmou categoricamente. Em vida, o Chico Xavier foi algumas vezes questionado sobre este ponto e foi sempre evasivo. Que mal averia em ser assertivo e dizer sou, ou então não sou. O silêncio denota na verdade, no meu entender, preconceito puro e simples aos homossexuais.
    A tese que a pureza física é melhor para um médium não é unânime nem no movimento espírita. E hoje é sabido que energia sexual é algo complicado se não trabalhado. Sem enaltecer a mesma, mas recalque, sublimação sexual é algo que a psicologia vê com olhos de, no mínimo, dúvida sobre algum benefício prático. Ao contrário, apenas o conservadorismo cristão católico e outras religiões conservadoras também vêem como algo positivo. Este é o típico tema que merece muito debate. Como seria um Chico Xavier no outro plano? Com uma energia sexual toda recalcada? Eu não questiono a sexualidade dele e muito menos a “amabilidade” dele, a gentileza é até louvável e rara atualmente, diga-se. Eu simplesmente acho que ele não foi o que ele de fato gostaria de ser. Tudo com fins de ser um ser humano não humano mais de fato, mas “um quase anjo”, já não humano. E eu acho que a coisa não é por aí. Repito, a vida é para ser vivida na sua plenitude e na máxima realização como ser humano, com tudo que o ser humano tem, inclusive sexo/amor/troca direta de afeto. Muitos dos problemas nossos, mas muitos mesmos, decorrem exatamente por falta disto. Se ama de verdade muito pouco, aí entrando sexo de qualidade, prazer, orgasmo. É isto.

  9. Juliano Diz:

    Li o texto de Moizés Montalvão. Primoroso. Só não vê as evidentes diferenças de grafia quem não quer ver.
    Creio que uma análise comparativa de outras cartas “psicografadas” de Chico Xavier seriam interessantes. Se há espíritos diferentes, há evidentemente várias grafias diferentes. Porém creio que uma análise grafoscópica atestaria a similaridade nas escritas de Chico Xavier. Inclusive nos escritos ditos dos seus ditos “espíritos guias”.
    Por fim, teria que ver quem pagou o Perandréa para fazer o laudo. Ou se ele não faturou com o laudo posteriormente. O dinheiro faz milagres! E laudos técnicos também conforme o pedido do freguês. É isto.

  10. Eduardo José Biasetto Diz:

    Juliano,
    Quanto à sexualidade do Chico, acho melhor esquecermos este assunto, porque ele é totalmente secundário e é deselegante de nossa parte ficarmos fazendo apontamentos sobre algo íntimo, inclusive de uma pessoa que já não se encontra entre nós.
    O problema daqueles que duvidam da mediunidade do Chico, é que ficam buscando todo tipo de explicação para justificar o fato de um quase analfabeto ter escrito centenas de livros.
    Olha Juliano, desde o lançamento do “Parnaso”, em 1932, não faltaram opositores ao espiritismo, que “escrafuncharam” as obras do Chico, procurando todo tipo de erro, contradições, informações absurdas, algo realmente significativo que pudesse derrubar de vez com a ideia da mediunidade do Chico. O que encontraram?
    Praticamente nada! Você disse que o Vítor fez um trabalho brilhante a este respeito.
    Então, vamos lá:
    1 – Duas ou três páginas muito parecidas no livro “Há dois mil anos” e “Vida de Jesus” – e as outras 400 páginas???
    2 – “Mecanismos da Mediunidade” e o “Átomo” muito semelhantes – no prefácio do livro do André Luiz há a citação de que obras terrenas foram consultadas.
    3 – O Chico tinha um caderno de anotações, recortes com nomes e informações de escritores, pequenas biografias. E daí? Quem garante que ele tenha feito uso dessas informações para escrever seus livros? Quem garante quando e como ele fez este caderno? E se ele quis saber algo sobre os espíritos que se comunicavam com ele, que escreviam as poesias, então ele fez anotações, guardou lembranças sobre vários autores. Eu tenho uma verdadeira biblioteca em casa, mas não li 1/10 dos livros e não recordo 1/3 dos livros que li.
    4 – Teve a história lá da fraude de materializações. O Waldo Vieira afirmou que ele e o Chico não criaram a fraude. Eles estavam estudando a suposta mediunidade da mulher.
    5 – Tem a história da luz misteriosa no quarto do Chico…
    6 – Eu mesmo já afirmei que as informações sobre o André Luiz não batem com a de vários nomes de médicos conhecidos, então André Luiz não existiria. Depois de ter chegado a esta conclusão, me surgiram novas idéias:
    o próprio André Luiz afirmou em Nosso Lar que ele queria o anonimato. Desta forma, ele pode muito bem ter modificado algumas informações a seu respeito, justamente para que ninguém descobrisse quem ele foi.
    Se o Chico tivesse inventado o André Luiz, não seria fácil pra ele, ter checado, por exemplo, a biografia do Carlos Chagas ou do Osvaldo Cruz e ter escrito os livros da série Nosso Lar, em concordância com uma dessas biografias, para que as pessoas descobrissem quem foi André Luiz?
    7 – Descaracterizar as obras sobre Roma Antiga, livros de alto nível – “Há Dois Mil Anos” “50 Anos Depois”, “Paulo e Estevão”, “Ave Cristo!”, por causa dos nomes que ali aparecem – faça-me um favor, os nomes podem ter sido modificados, são secundários.
    8 – Quanto à existência do senador romano Publius, não há registros. Eu pergunto que registros há, como fonte histórica, da existência de Jesus Cristo? Se o Chico estivesse fraudando, não seria fácil pra ele ter escolhido um personagem conhecido da história para escrever as obras?
    9 – No livro Nosso Lar, André Luiz narra que existem na cidade espiritual, nas casas, “aparelhos” de comunicação entre os habitantes. Hoje nós temos a internet. O Chico escreveu Nosso Lar no início dos anos 1940, percebe como os habitantes da Terra reproduzem, em um determinado espaço de tempo, os recursos que já existem no plano espiritual? Se o Chico fosse um fraudador barato, será que ele teria coragem de fazer “revelações” como esta, seria e até foi mesmo, ridicularizado. Mas a história tem mostrado que muitas informações de seus livros, se anteciparam a descobertas terrenas.
    10 – Sou professor de História. Vamos supor que eu resolva fraudar e então me declare médium. Então, eu decido escrever um livro sobre Napoleão Bonaparte, afirmando estar psicografando seu espírito. Quantos livros eu precisaria consultar a respeito de Napoleão? Quantos livros eu precisaria consultar sobre a França e até mesmo a Europa de sua época? Quanto tempo levaria para realizar minhas pesquisas?
    Hoje temos a internet, mas o Chico não a tinha a seu dispor.
    Eu poderia escrever o livro sobre Napoleão sim, talvez até ficasse bom. Mas eu seria capaz de fazer isso com diversos outros temas, com poucos recursos, em pouco tempo?
    Nota: Recebi um email do Luciano dos Anjos, um texto sobre o tópico 18, do capítulo 6 – O papel da mulher, trecho do livro “O verdadeiro André Luiz”. Não vou reproduzir o texto aqui, porque não tenho autorização do Luciano dos Anjos. Mas só passo a informação para que todos saibam que o Luciano dos Anjos está concluindo a obra. Vamos aguardar.

  11. Eduardo José Biasetto Diz:

    A respeito do tema “autenticidade da escrita mediúnica”, sob a análise da grafoscopia, é óbvio que há fraudes neste campo, porque muitas pessoas se passam por médiuns. Antes de me dedicar integralmente à área da educação, fui funcionário do Banespa por 12 anos. Trabalhei como caixa e também fiz curso sobre grafoscopia que, na época, achei muito interessante e, até posso dizer, que aprendi muito sobre o tema.
    De fato, é possível perceber, analisando-se pontos como “a gênese gráfica”, “os traços tendendo ao infinito”, por exemplo, quando ocorre simples imitação de escrita.
    Mas também, quero registrar minha opinião a respeito da idéia que algumas pessoas têm que o médium reproduz com “perfeição” o que está sendo passado pelo espírito. Isto não é verdade, porque o médium também interfere na produção do trabalho mediúnico. Veja esta história contada pelo Chico Xavier, reproduzida do Pinga-Fogo:
    João de Scantimburgo – Chico Xavier, (…) O que o Sr. tem escrito de Augusto dos Anjos dos Anjos, por exemplo, não seria apenas reminiscência de leitura?
    Chico Xavier – Em 1931, quando eu ia fazer 21 anos, o espírito de Augusto dos Anjos sentia muita dificuldade em escrever por meu intermédio. Nesse tempo eu trabalhava num armazém e esse armazém me dava também serviços para cuidar de uma horta muito grande com plantações de alho, porque o alho na região em que eu nasci é um fator econômico de muita importância. Então, depois das 6 da tarde, para mim, era um prazer regar os canteiros de alho e os espíritos começavam a conversar comigo.
    Eu achava muito prazer naquelas horas, porque eu me isolava de todo o serviço do armazém para ficar plenamente à disposição dos espíritos amigos. Então ele começou a ditar uma poesia que está no “Parnaso de Além-Túmulo”, o primeiro livro da nossa mediunidade. A poesia chama-se “Vozes de uma Sombra”. E ele começou a falar com aquelas palavras maravilhosas, muito técnicas, e eu com o regador na mão, custava a compreender. E ele falava e falava que gostava de escrever no campo e que aquela era uma hora em que ele queria ditar, para que eu ouvisse para poder compreender na hora de escrever, porque muitas vezes escrevo também como médium ouvinte. Então eu sentia aquela dificuldade, então ele falou assim comigo: “Olha, você quer saber de uma coisa? Eu vou escrever o que puder, pois a sua cabeça não agüenta mesmo”. E a poesia está no livro mas só o que ele pode, mas era muito mais, era uma beleza. Ele falava de fótons, cores, de mundos, galáxias. Quem era eu pra entender aquilo, eu que estava regando canteiros de alho?

  12. Psicografia de Chico Xavier colocada à prova Diz:

    [...] Como uma avaliação crítica centrando-se à parte técnica do trabalho resultaria? Perandréa publicou logo depois o trabalho como um livro, “A psicografia à luz da grafoscopia” (Editora Jornalística Fé, 1991), e recentemente Moizés Montalvão, embora tampouco seja um perito em grafoscopia, divulgou uma análise extremamente interessante da obra: “Psicografia à luz da grafoscopia: o que Perandréa não viu” [...]

  13. Eduardo José Biasetto Diz:

    Somente hoje, tive a paciência de consultar a documentação que dá título a este tema, proposto no blog.
    Não sou especialista em grafoscopia, apesar de ter feito um curso, como já disse em comentário anterior.
    Obviamente, que as observações feitas por Montalvão têm o objetivo de descaracterizar as psicografias do Chico. Mas, sinceramente, não desqualifica:
    1 – Há semelhanças entre a escrita do espírito e a do Chico.
    2 – Obviamente, que também há diferenças. Agora, é isto que precisa ser entendido: a comunicação entre um espírito desencarnado e um espírito encarnado, especialmente no caso de psicografia, é complexa, sofre interferências.
    3 – Existe o estado emocional do médium e também do espírito desencarnado.
    4 – Quem já viu o Chico psicografando, era muito automática a escrita dele, muitas vezes, de olhos fechados.
    5 – Como esperar que ele reproduza a escrita idêntica à do espírito?
    Eu faço estas observações, é apenas a minha opinião, não simplesmente porque quero defender o espiritismo e somente criticar os críticos da doutrina. É que os argumentos utilizados, são falhos, frágeis. Sabe-se lá como, (vamos admitir que exista), ocorre a comunicação entre espíritos encarnados e desencarnados. Ficar querendo usar como prova da existência ou não dos espíritos, da mediunidade; argumentos como nomes de personagens, semelhanças na escrita do médium à dos espíritos desencarnados, sinceramente…
    Por que não se avalia, no caso do Chico, a obra como um todo? A qualidade dos textos, as informações, as mensagens, o alcance de todas as obras relacionadas à sua vida?
    Não vou dizer neste momento, que não venha a fazer novos comentários no blog. Porém, pra mim fica claro aquilo que já afirmei, anteriormente, o blog não se propõe a discutir espiritismo, mediunidade, psicografia. O blog tem a clara intenção de ridicularizar, de atacar, de menosprezar o espiritismo.
    Entre erros e acertos, mais um ano se passou e desejo, com sinceridade mesmo, um ótimo 2011 a todos aqueles que conheci neste blog, e espero que a verdade, um dia, seja de fato revelada.
    Abraços, feliz 2011!!!
    Obs.: com a permissão dos criadores deste blog, caso alguém queira trocar idéias comigo, meu email é:
    ejbiasetto@hotmail.com
    Valeu…Tchau!

  14. ary Diz:

    Eduardo José Biasetto …..me explique aqui no blog, quais seriam os argumentos que você acharia inquetionáveis para provar que xico xavier era uma fraude…coloque alguns para que possamos debater.
    estou no debate tbém

  15. Eduardo José Biasetto Diz:

    Ary,
    eu fiz um enorme comentário para te responder, mas quando fui enviá-lo, o comentário se perdeu. Apareceu uma mensagem – erro 404 não encontrado, algumas coisa assim.
    Vou refazer o comentário, salvá-lo antes e depois envio.
    Até…

  16. Eduardo José Biasetto Diz:

    Ary,
    Primeiramente, não sou dono da verdade, estou correndo atrás dela. Estamos pisando num “campo minado”, porque os temas aqui tratados envolvem crenças e valores, que geram dúvidas e questionamentos.
    O Chico Xavier pra mim é, indiscutivelmente, um fenômeno. Eu só não tenho certeza de qual é a natureza desse fenômeno.
    Não se faz necessário lembrar, que o Chico escreveu centenas de livros, que venderam 50 milhões de exemplares.
    A questão é: como o Chico escreveu estes livros?
    Para os criadores deste blog e alguns participantes dos debates, o Chico simplesmente estudou assuntos diversos e escreveu os livros a partir das informações obtidas. Para dar um “tchan” na sua obra literária e na sua vida, resolveu inventar que os livros eram obras de espíritos.
    É possível isto? Talvez! Mas, sinceramente, me parece pouco provável.
    O 1º livro do Chico publicado foi o “Parnaso de Além-Túmulo”, em 1932. Uma coletânea de poemas de “autores desencarnados”.
    Naquela época, o Chico tinha 22 anos. Parece-me surreal, imaginar que o jovem Francisco, em meio à pobreza, cheio de afazeres e todo tipo de dificuldades, encontrasse tempo, disposição e recursos para ficar estudando poetas, com o objetivo de imitá-los e afirmar que os psicografava.
    Escrever poemas, e não estamos falando de “batatinha quando nasce…”, não é algo fácil. Poemas do tipo que estão no “Parnaso”, exigem significativo conhecimento de Língua Portuguesa e Literatura. A questão envolve vocabulário, escolas literárias, estilo dos autores. Não sou especialista no assunto, mas sei que não é nada fácil.
    Ary,
    Por enquanto é isto, aguardo sua resposta. Como disse, eu tinha escrito mais, mas o comentário se “perdeu”. Tudo bem, fica pra próxima…

  17. Eduardo José Biasetto Diz:

    Ary,
    Agora, entendi melhor o que você colocou no seu comentário.
    Você perguntou, o que seria pra mim, argumentos inquestionáveis para considerar que Chico Xavier foi uma fraude.
    Bem, primeiramente, o Chico Xavier não foi uma fraude, ele existiu e realizou, do ponto de vista do amor ao próximo, uma grande obra. Mas, vamos lá! Você está falando da mediunidade e das psicografias.
    Oras, eu acho que ficaria num beco sem saída, se fosse provado que o Chico tinha em sua casa, ainda quando era dolescente, uma grande quantidade de livros literários, com os poetas que ele cita no “Parnaso”.
    Se me fosse provado, que o Chico teve em mãos, um exemplar do livro “Vida de Jesus”, em período anterior à publicação de “Há Dois Mil Anos”.
    O mesmo vale para “O Átomo”, no que se refere “A Mecanismos da Mediunidade”.
    Se me fosse provado, que o Chico gastava horas diárias em leituras e estudos de temas diversos.
    Agora, esse papo de grafoscopia, nomes de personagens históricos. Isto aí, pra mim, é pura perda de tempo.

  18. Eduardo José Biasetto Diz:

    Vítor,
    Você afirmou lá no site do Mori, que o Waldo Vieira disse que o Chico não era médium. Eu coloquei um comentário lá, mas não sei se vai ser publicado e se você vai responder.
    Eu já li e assisti algumas entrevistas do Waldo. Em nenhuma delas, ele afirmou que o Chico não era médium. Ele disse que as cartas que o Chico recebia de jovens desencarnados, ele – Waldo, nunca recebeu. Mas, quanto aos livros psicografados, o Waldo disse que eram autênticos.

  19. Vitor Diz:

    Eduardo,
    em nenhum lugar eu digo que o Waldo disse que o Chico não era médium. O que eu digo é que o Waldo acusou o Chico de fraude.

  20. Eduardo José Biasetto Diz:

    Vítor,
    Eu voltei a acessar o site e, de fato, parece que me enganei sobre você ter dito que o Waldo afirmou que o Chico não era médium. Mas, de qualquer forma, o que você diz de que o Waldo falou sobre o Chico, dá quase na mesma.
    Você pega na questão do senador romano. Não há provas de que tenha existido. Tudo bem, eu até paro para pensar sobre esta indagação. Agora, veja bem:
    Se o Chico tivesse escrito “Há Dois Mil Anos”, usando o nome de um imperador romano conhecido, digamos lá, pouco conhecido, mas que fosse possível identificá-lo, pesquisando a história de Roma Antiga, você não usaria o argumento de que o Chico pesquisou a biografia do tal senador e daí inventou a história? Então, é isto que eu quero te mostrar: de qualquer forma, você diria que a história é inverídica.

  21. Vitor Diz:

    Se o senador tivesse existido, eu não poderia de forma alguma dizer que a história é inverídica, a menos que outros fatores na história narrada desafiasse seriamente o conhecimento estabelecido que temos da sociedade romana (p.ex, o uso pelos Imperadores de gorilas em vez de leões para castigar os cristãos). Também não acusaria seu guia de ser fictício.

  22. Juliano Diz:

    Boa noite a todos

    Tirei uns dias de férias, parada geral necessária. Eduardo, acabei não continuando o debate que levantamos dias atrás. Hoje estou meio cansado, cheguei de viagem agora, mas nos próximos dias irei ler com mais atenção as tuas colocações e irei emitir o que penso das mesmas.

    Vitor

    Nestes dias de férias fiz um estudo das “alegadas” reencarnações do Dalai Lama. Em tese, os últimos 14 “renascimentos” (termo usado pelos budistas) dele são conhecidos. Uma história que ao que parece é muito bonita. Acho que ele merece mais estudos. O mais interessante é que cai na linha das pesquisas do Ian Stevenson, ou seja, morre-se e logo logo se resnasce (no máximo 2 a 3 anos após a última vida já se nasce novamente). Você até colocou num de seus comentários o período médio de 16 meses para o renascimento de uma vida para outra, segundo as pesquisas do Ian Stevenson. Eu acho que seria interessante a ciência se debruçar um pouco mais sobre este personagem histórico que está vivo, é um líder espiritual e parece bem aberto na sua forma de ver o mundo e o processo de renascimento/reencarnação.
    Sobre a tua colocação no outro comentário, vou entrar em contato contigo pra dar uma mão.
    Um grande abraço.

  23. Cristiano Diz:

    Eu li só as 3 primeiras páginas,seria bom se desse para ampliar…

    O fato de escrever o nome errado,não prova muita coisa.
    Prova que se tem a interferência do médium.Isso acontece quando um médium julga ser os seus pensamentos o do espírito,é o animismo.

    Se a interferência acontece sobre o pensamento que será escrito,por que não pode acontecer também na ora da escrita?Já que quando ocorre o animismo algumas palavras não foram ditadas pelo espírito.
    Pode portanto o médium escrever erradamente uma palavra ou o nome.

    Por tanto isso é muito secundário.

  24. Amarildo Diz:

    Caro Juliano, li alguns artigos e vejo que vc esta bastante desinformado falando asneira de Chico Xavier e da doutrina espírita muitos colegas seus formaram a AME associação medica espírita embora vc não seja médico estude um pouco mais como diz Kardec passe pelo seu crivo da razão
    e não aceite por acertar certas coisas mas veja os artigos cientificos a respeito e inclusive da reencarnação.

    Abraços
    Amarildo

  25. Daigorô Diz:

    Caro Vitor, vim dar uma olhada no seu blog e os comentarios.

    Como estamos debatendo na comunidade do orkut, ja sabe q o tal contestacao do Montalvão nao procede por alguns tocantes basicos:

    1 – Nao leva em consideracao q a analise é de uma comunicaçao mediunica – Usa somente metodologia convencional para contestar. So isso ja invalida. Se o Mantolvao quiser debater la, convide ele… demonstro facilmente q precisa entender de mediunidade para analisar contestar corretamente.

    2 – Analisou de forma focada em detalhes como se fosse uma grafia feita diretamente, algo q nao o foi, usando um medium (terceiro) para comunicar.

    3 – Nao comparou efetivamente as grafia de Chico como meio intermediario, obviamente pois nao entende de mediunidade e discartou evidencias basicas.

    4 – Nao explica como a grafia de Ilda apareceria junto as de Chico e nem cita, omite.

    5 – Omite q Perandrea descreve q a grafia no texto predomina a de Chico, enquanto q na assinatura a da Ilda.

    6 – Na hipotese remota (pois nao ha evidencia alguma do Chico ter acesso a letra original de Ilda) de falsificacao, haveriam erros grotescos e nao ha “parada”, caracteristica de falsificacao. Ele omite isso tb na contestacao.

    7 – Ele omite q, ao haver hipotese de falsificacao, nao explica a presenca de tracos da letra da Ilda, em genealogia e outros… Portanto, somente faz uma analise contestadora superficial.

    Desacreditar o trabalho dele sera facil, pois mais q os “furos” do Perandrea, ficaram furos na contestacao pericial do “nao perito”, Montalvao.

    Em suma, o texto dele ilude quem nao domina os conhecimentos sobre psicografia e ilude quem nao conhece o basico sobre grafoscopia e o livro do Perandrea. Afinal, qtos leram o livro e quantos leram a contestacao? Ja sabe a resposta.

    Ah proprosito, eu adoraria q o Julio (indicado por vc) fosse ate a comunidade e participasse do debate comigo, inclusive o proprio Montalvao.

  26. Luidje Diz:

    Conforme as próprias palavras do autor: o objetivo é CONTESTAR. Ou seja, está apenas interessado em RACIONALIZAR em nome dos próprios interesses.

    Para piorar, ao fim faz uma revelação a respeito do próprio caráter: afirma que Chico teve “clara intenção de SIMULAR” a escrita da desencarnada.

    Que tipo de pessoa PRESSUPORIA que um desconhecido é desonesto? (estudemos psicologia) Não dá para levar esse tipo de pessoa a sério.

  27. Vanderson Diz:

    Desculpe-me se estou “pegando o bonde andando”, mas o autor do texto fez um breve comentário dizendo: “No entanto, apenas um estudo sobre o assunto surgiu, o do perito em grafoscopia Carlos Augusto Perandréa. Em sua pesquisa o perito validou um – e apenas um – caso de psicografia, o de Ilda Mascaro Saullo.”

    Poderia, então, o senhor autor me dizer algo sobre isso:

    “O perito em Grafoscopia, Dr. Carlos Augusto Perandrea, escreveu um Livro chamado “A Psicografia à Luz da Grafoscopia” (Editora Fé). É um Trabalho Científico inédito no mundo publicado na Revista Científica Semina da Universidade Estadual de Londrina. O autor prova a comunicação psicográfica comparando a letra ( padrão ) do indivíduo antes da morte e depois em mensagens mediúnicas ( psicografia ) analisando em laudo Técnico e chegando à conclusão de autenticidade gráfica.

    Perandrea é professor da Universidade Estadual de Londrina Paraná, Criminólogo, Perito Judiciário em Documentoscopia ; Professor Universitário, na Universidade Estadual de Londrina, desde 1972 ( Medicina Legal – Identificação Datiloscópica e Grafotécnnica – Curso de Direito ) ; confirma a autoria gráfica de mais de 400 psicografias ( mensagem de “Espíritos” ) recebidas através do médium Chico Xavier quando comparadas com a grafia das pessoas enquanto ainda vivas ( o que se constituiria em uma prova da sobrevivência da consciência humana ao fenômeno da morte física ).

    Das 400 psicografias, 398 foram também confirmadas por outros peritos da área, ou seja, UMA CONFIABILIDADE DE MAIS DE 99,5%. A autenticidade deste Trabalho foi publicado na Revista Científica da Universidade de Londrina, a Revista Semina, em 1990, e igualmente apresentada, em outra oportunidade, em um Congresso Nacional, diante de mais de 500 Profissionais e Peritos da área, sem uma única contestação (!!!) O método grafoscópico empregado por esse Perito é totalmente aberto a investigações, sendo amplamente utilizado pela Justiça, em casos de âmbito geral de todo o mundo há muito tempo ( tanto para condenar um réu, como para absolver ). A metodologia utilizada por Perandrea é a padrão em Grafoscopia Judiciária, que é uma área que tem sólido respaldo Científico já há muitas décadas.”

    Fonte: http://www.geocities.ws/logica_reencarnacao/grafoscopia.html

    ???
    O que dizer desse fato? Como o próprio texto diz, está aberto a investigações. Que eu saiba, me desculpe se eu estiver enganado ou equivocado, nada foi provado ao contrário.

  28. Vitor Diz:

    O que dizer? A notícia das 398 psicografias é completamente inventada.

  29. Lívio Diz:

    Fiquei observando um pouco dessa discussão e resolvi me pronunciar a respeito.
    É difícil acreditar em qualquer coisa usando o pouco da razão que possuímos, pois a verdade depende da nossa capacidade de enxergá-la. Por isso, gostaria de fazer alguns questionamentos a respeito das psicografias (ou cartas) que o Chico Xavier realizou:
    - Quantas psicografias são atribuídas à Chico Xavier?
    - Chico Xavier seria capaz de imitar (com um mínimo de semelhança) a letra de todos aqueles supostamente autores das cartas?
    - Por que os ditos autores das cartas (pessoas já falecidas) nem sempre possuíam ligação alguma com aqueles que se faziam presentes nas sessões?
    - Se a psicografia fosse considerada uma técnica verdadeira por especialistas, seria capaz de escritas 100% iguais aos dos autores quando vivos?
    - Quantas psicografias eram realizadas a cada sessão?
    - Em especial, quantas foram realizadas naquela em que foi escrita a psicografia em questão?
    - Qual a influência do médium (Chico Xavier) na escrita das psicografias?
    e principalmente,
    - Se as psicografias são falsas, qual o motivo de Chico Xavier realizá-las?
    Gostaria de ter as respostas!
    Mas fico preocupado com as afirmações sobre esses questionamentos, pois muito se fala sobre ciência, mas para se ter uma visão científica de tudo isso teríamos que realizar não uma análise minimalista, mas um profundo e longo estudo livre de conceitos pré-concebidos!

    Fiquem em paz!

  30. Resilo Diz:

    Paz e luz a todos do fórum, o debate está bem interessante, não sei se alguém já postou aqui sobre uma critica bem interessante feita por Sandro Fontoura, ao senhor Moizes Montalvão. Segue o link

    http://pt.scribd.com/doc/77783476/Critica-a-Moizes-Montalvao-sobre-o-trabalho-de-Carlos-Augusto-Perandrea

  31. Sandro Fontana Diz:

    Depois de “eras” acabei passando por aqui e apenas para comentar um breve detalhe que o Vanderson levantou.

    A historia das 400 pericias foi mal interpretada por quem a escreveu. Qdo falei com Perandrea, a informaçao se referia aos “status” do perito e nada tinha a ver com psicografias.

    A real intençao era dizer q, em 400 pericias (gerais de grafismos) feitas por Perandrea, 398 delas foram confirmadas por outros peritos como pareceres (laudos) iguais, ou confirmantes.

    Isso quer dizer q o perito Perandrea possuia (e possui) imagem e competencia respeitável no meio pericial, uma vez q seus trabalhos foram “assinados” por outros peritos.

  32. Luiz Castro Diz:

    Li as opiniões dos debatedores deste assunto tão importante.Percebo alguns com muita sinceridade e conhecimento enquanto uns poucos são superficiais nos argumentos e demonstram baixo desempenho intelectual,mas talvez sinceros por não terem ainda alcançado uma maturidade que certamente um dia virá e ficarão meio que envergonhados das afirmações que hoje ousam registrar para o mundo.Mudanças são benéficas ex:
    a de Paulo de Tarso que de grande e temido perseguidor de
    cristãos,tem a graça de conhecer o próprio Cristo e se torna seu grande apóstolo até morrer decapitado por amor ao que foi seu maior inimigo .Quando Jesus se mostra a Paulo,era ou não era um espírito pois já fazia tempo que tinha sido morto …(Que debate bom esta afirmação provocaria,hein?).”Não se joga pedras em árvore que não dá fruto…”Quem sabe o dia de amanhã,não é Vitor ou Montalvão?…

  33. Luiz Castro Diz:

    A propósito do livro “A Psicografia à Luz da Grafoscopia” de
    Carlos Augusto Perandrea,não só admiro o trabalho dele como acompanhei passo a passo sua pesquisa e explico porque .
    Como jornalista tomei conhecimento em Londrina na resi-dência da sra. Esther Benoni que um certo grafotécnico do
    Banco do Brasil estaria analisando as assinaturas de mortos os quais teriam se comunicado com os vivos através de cartas através da psicografia .Imediatamente vislumbrei uma matéria inédita para o jornal e que seria um “Furo de reportagem”.Corri para o Banco do Brasil,na
    Avenida Paraná onde fui recebido pelo sr.Perandrea.Disse-lhe o motivo de minha visita,que desejava informações sobre sua pesquisa para publicar na Folha de Londrina.Muito solícito me contou que sua atenção foi voltada para esse assunto pois num curso da matéria Grafoscopia que lecionava para funcionários do Banco do Brasil em Brasília,um aluno questionara se poderia analisar a letra de Chico Xavier .Disse que respondeu que sim,bastava que trouxessem originais das letras dele .O aluno porém explicou que não a de Chico Xavier mas do falecido que estivesse enviando mensagens.Perandrea confirmou,consiga o original da letra do morto quando vivo e podemos comparar se a escrita é de Chico, ou se é do morto.
    Um dos alunos lembrou que seus sobrinhos Fausto e Acelino morreram em acidente e que os pais deles receberam mensagem através da psicografia de Chico Xavier .
    O aluno entrou em contato com os pais e obteve cadernos de escola com as escritas originais e entregou ao professor inclusive a mensagem original de Chico Xavier que os jovens enviaram para consolar os pais até ali inconsoláveis .
    De volta a Londrina,salvo falha de minha memória,assim que chegou à cidade,foi direto ao velório do filho de um advogado, grande amigo seu,causídico famoso no Paraná,que morrera em acidente .
    O velório,segundo Carlos Augusto Perandrea ,estava muito conturbado com o grande alarido provocado pelo desespero e choro dos familiares e amigos presentes .O sofrimento e lamento era de cortar o coração dos presentes .Diante dessa situação,de posse das mensagens para análise que trazia consigo do Fausto e do Acelino,resolveu mostrar ao amigo,pai do rapaz falecido,e este passou a mensagem para os demais familiares .Comenta Perandrea que o desespero que reinava no ambiente,como num passe de mágica,transformou-se num silêncio respeitoso e compenetrado após tomarem conhecimento da mensagem consoladora dos meninos , também ,filhos únicos .
    Tomei nota dessa narrativa como também de que Perandrea era católico e cético com relação ao espiritismo .
    Ali mesmo nas dependências do Banco do Brasil,na sua sala,fotografei Perandrea pedindo a uma jovem funcionária para escrever uma frase que ele ditava mas guiava com sua mão .Mostrou-me todo o material de análise científica que vinha fazendo e já tinha uma certeza:As assinaturas dos irmãos Fausto e Acelino eram
    autênticas e se fosse uma peça proveniente do Forum on-de exercia também a função de Perito em Grafoscopia,assinaria confirmando a autenticidade da letra,da assinatura,pela mão de Chico Xavier.Me deu copia de lâminas transparentes com as letras em tamanho aumentadas para análise como fazem os grafotécnicos
    e copia das mensagens como também das letras de Chico,originais quando não psicografando e a psicografia
    que Chico recebia de olhos fechados e incrivel velocidade.
    Corri para a Redação da Folha de Londrina,para fazer uma matéria como freelance pois já não trabalhava mais naquele jornal .Walmor Macarini ou Leonardo dos Santos ou Edilson Leal,alguém me autorizou e me cedeu uma mesa com máquina de escrever .Não me recordo quem,pois já são decorridos muitos anos . Creio ter sido em 1979 ou 1982.
    Escrevi a matéria ,mas não conseguia o fechamento .Tinha começo,meio,mas não conseguia achar um fim conveniente .Enrolei dois dias e nada de achar o fecho.No terceiro dia,diante da máquina e já meio preocupado com a decepção provável de quem esperava a matéria para publicar e vergonha para mim como jornalista que não estava sabendo fechar uma reportagem…e eis que o telefone toca .Era o Dr. Perandrea .Boa tarde,Luiz .Já publicou a reportagem?
    Respondi que não ainda,mas provavelmente no dia seguinte sairia no jornal.Quase expliquei que não conseguia dar o fecho… mas me interrompeu com a voz
    meio aliviada…por favor,não publique,pode ser ?
    Perguntei a razão,agora quem estava preocupado era eu,e ele muito enfático mas muito educado informou que
    tomou a decisão de escrever um livro após fazer uma pesquisa mais apurada e de confrontar outras mensagens submetendo-as à análise grafotécnica para que nenhum grafotécnico do mundo pudesse contestar seu trabalho .
    Diante disso agradeci a confiança que depositara em mim e prometi que não publicaria e assim o fiz.Entretanto,daquele dia em diante,participei de todas as etapas da sua pesquisa e por nove anos,segui os passos dele,colaborando com a pesquisa .Por isso vocês vão ver que na introdução do seu livro tenho a honra de ter meu nome lembrado .Depois eu continuo para contar como trabalhamos juntos para elaboração do seu livro.

  34. carlos barbosa Diz:

    Gostaria de fazer uma consideração sobre o caso. O que mais chama a atenção é que a falecida era italiana e o Chico psicografa uma cara em sua língua materna. Como? o Chico então era fluente em italiano? Sei até bastante italiano, já estudei, etc… para mim seria impossível escrever até mesmo um bilhete nesse idioma. Não sou religioso, apenas tenho bastante curiosidade nesses temas. Obrigado!

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