Resposta aos argumentos mais comuns dos espíritas sobre o livro Há Dois Mil Anos de Chico Xavier

Este texto, escrito pelo Senhor José Carlos Ferreira Fernandes, é uma resposta aos argumentos mais comuns usados pelos espíritas que se dividem em dois grupos: o 1º grupo alega que o romance Há Dois Mil Anos de Chico Xavier é um relato histórico fidedigno, real; o 2º grupo diz tratar-se apenas de uma história fictícia. Veremos que nenhum grupo tem razão. O escrito também mostra a falácia de se querer comparar a evidência histórica de Jesus ou a de Paulo de Tarso com a de Publio Lentulus.  O texto, que era anteriormente uma resposta a um internauta específico, foi ligeiramente adaptado por mim para uma maior audiência.

Acerca da historicidade de “Públio Lêntulo”, uma das pretensas encarnações do espírito-guia de Francisco Cândido Xavier, que a si mesmo denominou-se “Emanuel”, segue um conjunto de considerações que, espero, venha a esclarecer a situação, de uma vez por todas.  Vários argumentos já discutidos foram reelaborados; outros novos foram acrescentados.  Peço aos eventuais leitores, que me perdoem o tamanho desta mensagem, mas, diante das circunstâncias, é absolutamente necessário se descer a detalhes.  Procurei desenvolver o argumento da forma mais coerente e didática possível, recuperando todo o cerne da discussão desde o seu início – algo que, em parte, vem progressivamente se perdendo, tendo em vista as inúmeras falácias e subterfúgios que sucessivamente têm poluído os debates.  Afora novas evidências históricas e/ou documentais que venham a ser acrescentadas, os vários posicionamentos quedam-se definidos; os leitores, assim, após cuidadosa leitura e ponderada reflexão, podem se pronunciar, íntima ou publicamente, a respeito.  Quanto a eventuais dúvidas, desde que de caráter estritamente histórico, e dentro do tema tratado, desde já coloco-me à disposição.

PRIMEIRA PARTE – APRESENTAÇÃO DO PROBLEMA, E DEMONSTRAÇÃO DE QUE NÃO HÁ COMO SUSTENTAR RACIONALMENTE A HISTORICIDADE DE “LÊNTULO”

Inicialmente, tratemos da questão de “Públio Lêntulo”; tentando recuperar, como se costuma dizer, “o fio da meada”, os seguintes itens podem ser enunciados:

1) Desde a época da morte de Jesus (30-33 dC) até ao séc. XV dC, não há, em nenhum escritor, historiador ou cronista, quer cristão, quer pagão, qualquer menção a um “Públio Lêntulo” contemporâneo de Cristo que tivesse exercido algum tipo de missão na Judéia e, de lá, escrito um relatório sobre Jesus ao Senado romano (ou ao Imperador).  Isso é um FATO.

2) Uma descrição de Cristo, principalmente de seu rosto, tida como “constando nos anais dos Romanos”, aparece pela primeira vez no “Prólogo” da “Vida de Cristo” de Ludolfo, o Cartuxo, que escreveu nos finais do séc. XIV – mas tal descrição não traz o nome de ninguém, muito menos o de nenhum “Lêntulo”.  Ela é versada no típico “latim eclesiástico” medieval, inclusive com uma série de expressões de clara influência bíblica (hebraísmos).

3) A partir do séc. XV, uma série de manuscritos aparecem, repentinamente, com a citação virtualmente “verbatim” da citada descrição constante no “Prólogo” da “Vida de Cristo” de Ludolfo, desta vez atribuindo-a a um certo “Públio Lêntulo”, “procônsul” ou “chefe dos habitantes de Jerusalém” (“praeses Hierosolymitanorum”), antecessor de Pilatos.

4) A identificação de “Lêntulo” é variável nesses manuscritos (“procônsul” ou “chefe dos habitantes de Jerusalém” – sendo que nenhuma dessas denominações foi, alguma vez, a dos prefeitos ou procuradores romanos da Judéia na época de Cristo); igualmente, a carta é endereçada ao Senado (quando deveria ter sido endereçada ao Imperador, já que a Judéia era uma província senatorial, tanto na época de Cristo quanto depois); enfim, “Lêntulo” é identificado, em vários dos manuscritos, como “antecessor de Pilatos”, quando se sabe que o antecessor de Pilatos na procuradoria foi Valério Grato; e mais, tem-se, a partir das obras do historiador Flávio José, o elenco completo de todos os prefeitos/procuradores romanos da Judéia (de 4 aC a 41 dC, e de 44 dC a 66 dC), sendo que, em tal lista, NÃO CONSTA nenhum Lêntulo.

5) Todos esses detalhes históricos, mais o estilo da carta (escrita, como citado, num “latim medieval”, um tipo de linguagem que um oficial romano jamais empregaria), mais o fato de não haver nenhum traço do referido documento por mil e quatrocentos anos (surgindo ele, convém mais uma vez lembrar, como que do nada, no séc. XV), e mais a ausência de qualquer referência nas fontes históricas romanas a um “Públio Lêntulo” contemporâneo de Cristo que houvesse exercido algum tipo de missão na Judéia, fizeram com que o documento fosse considerado espúrio, e o seu “autor”, fictício, pelo consenso dos historiadores – e isso desde o séc. XVI.

6) Tal situação não impediu, contudo, que o documento permanecesse vivo, ou melhor, “latente”, como uma espécie de texto “devocional”, entre protestantes também, mas principalmente em certos meios populares católicos.  Note-se que uma das leituras que, ao longo de sua convalescença, levou Santo Inácio de Loiola à conversão foi justamente a “Vida de Cristo” de Ludolfo, o Cartuxo.  De tempos em tempos, o interesse pelo documento reaparecia, como uma espécie de “testemunho pagão contemporâneo” da existência de Cristo, para ser esquecido logo depois, diante da evidenciação de sua flagrante fraude e de seu caráter apócrifo (pelos motivos acima elencados).

7) Em 1939, ao psicografar “Há Dois Mil Anos”, Francisco Cândido Xavier contou com a orientação, ao que se diz, dum “guia” espiritual, o qual se auto-denominou Emanuel.  Emanuel, nessa obra, revelou que teria sido, numa de suas encarnações passadas, justamente o senador “Públio Lêntulo” (bisneto por linha paterna de Lêntulo Sura, o conspirador catilinário), contemporâneo de Cristo, que com Ele conviveu na Palestina, para onde havia sido mandado em missão especial; sobre Ele teria mandado um relatório ao Senado (ou ao Imperador).  Depois de muitas peripécias, teria participado do “complot” aristocrático para depor Nero (68 dC), servindo depois no conselho de guerra de Tito, durante a etapa final da guerra judaica, estando presente na queda de Jerusalém (70 dC).  Morrera na erupção do Vesúvio, em Pompéia, no ano 89 dC.  Essa, bem resumidamente, foi sua “encarnação” como Públio Lêntulo.

E esses são, em linhas bem gerais, os fatos relativos a Lêntulo.  Ora, a identificação do “guia” Emanuel com esse “Públio Lêntulo” é extremamente problemática, para se dizer o mínimo.  Pelos seguintes conjuntos de razões:

PRIMEIRO) Inicialmente, pelo conjunto de evidenciações históricas já citadas acima, nos itens “1” a “5” anteriores: a identidade apóia-se num documento espúrio (pois foi a “carta” que originou “Lêntulo”), que não tem nenhuma ligação com a época de Cristo, aparecendo como que “do nada” cerca de mil e quatrocentos anos após a Sua morte.  Note-se que o conhecimento de tais fatos já estava amplamente disponível a QUALQUER UM que se dispusesse a pesquisar o assunto com um mínimo de seriedade, no próprio ano de 1939, como demonstrarei mais adiante;

SEGUNDO) Também pelo fato de que uma análise cuidadosa da genealogia dos Lêntulos, possível a partir das pesquisas históricas dos séculos XIX e XX (e consolidadas e resumidas, entre outras, nas obras altamente técnicas e respeitáveis de historiadores ou genealogistas como, p.ex., Ronald Syme [“The Roman Revolution” e “The Augustan Aristocracy”], G. V. Sumner [“The Orators in Cicero’s Brutus – Prosopography and Chronology] e, principalmente, Christian Settipani [“Continuité Gentilice et Continuité Familiale dans les Familles Sénatoriales Romaines à l'Époque Impériale: Mythe et Realité]), torna evidente de forma cabal que: a) nenhum dos Lêntulos presentes na era imperial descendia de Lêntulo Sura, o conspirador catilinário; b) nenhum dos parentes de Lêntulo citados na psicografia “Há Dois Mil Anos” tinha atestação histórica; e c) nenhum dos Lêntulos atestados historicamente na época de Cristo apareciam em “Há Dois Mil Anos”.  Este item é tratado com detalhes em minha pesquisa, disponível no “blog” “Obras Psicografadas”;

TERCEIRO) Igualmente, pelo fato de que a descrição das estruturas político-administrativas constantes na psicografia “Há Dois Mil Anos” não conferem com o que a pesquisa histórica atesta para o lugar e para a época (missão dum “senador” na província judaica, que era imperial e procuratoriana; presença de “tropas legionárias” na Judéia segundo a psicografia, algo que nunca ocorreu até à revolta de 66-72 dC; cargo pretensamente exercido por Lêntulo em Esmirna, quando tal cargo não existia; Lêntulo como membro do “conselho de guerra” de Tito, quando se conhece, por Flávio José, a composição exata desse conselho, lá não aparecendo nenhum Lêntulo; etc.).  Estes aspectos também são tratados, com detalhes, em minha pesquisa, no “blog” “Obras Psicografadas”.

QUARTO) Também, pelo modo como as personagens romanas são nomeadas na psicografia “Há Dois Mil Anos”.  O modo como “Emanuel” nomeia seus (pretensos) confrades romanos é totalmente incoerente com a maneira pela qual os romanos eram efetivamente nomeados na época.  Este aspecto é tratado, com detalhes, num trabalho meu à parte, também constante no “blog” “Obras Psicografadas”;

QUINTO) Continuando, pela própria descrição do rosto de Cristo constante na “carta de Lêntulo”.  Tal descrição do rosto de Jesus (como o adulto barbado, de cabelos compridos cortados ao meio, etc.) somente originou-se a partir dos finais do séc. IV dC, não tendo ligação com nenhuma tradição genuína rastreável à época do próprio Cristo, ou à época apostólica.  Tal imagem somente se consolidou para a representação de Cristo, lentamente, entre os séculos V dC e IX dC, tornando-se a imagem “padrão”, ou “canônica”, após a superação da querela iconoclasta em Bizâncio (843 dC).  Portanto, apenas isso seria suficiente para colocar a redação da “carta de Lêntulo” numa época posterior ao séc. V dC, ou, mais provavelmente, após o séc. IX dC – como se viu, os mais antigos manuscritos são do séc. XV dC, sem NENHUMA atestação anterior.  Portanto, a “carta de Lêntulo” NÃO É um testemunho histórico autêntico da época de Jesus, mas sim um documento falso, forjado quando a imagem canônica de Jesus já estava, por assim dizer, “estabelecida”, e que seguiu justamente tal imagem.  Este aspecto é tratado na continuação de minha pesquisa, também constante no referido “blog”; embora ainda incompleta, o que já está publicado é suficiente para mostrar que a imagem canônica de Jesus, que é a da descrição de Cristo na “carta de Lêntulo”, não se originou e consolidou na época do próprio Jesus, sendo, ao contrário, posterior em séculos;

SEXTO) Enfim, pela própria ausência de citação da referida carta, bem como de seu autor, entre os séculos I e XV dC – mais especialmente, durante a “querela das imagens”, a “questão iconoclasta”, que transcorreu entre os anos de 726 e 843 dC, e que dizia respeito à licitude da representação de imagens (de Cristo, da Virgem, dos Anjos e Santos) nas igrejas.  Todo tipo de argumento foi utilizado, quer a favor, quer contra as imagens; todo tipo de documento “antigo”, quer autêntico, quer não, foi “desencavado” e exibido por ambos os campos em conflito.  Ora, se, na época, já existisse a “carta de Lêntulo”, ela certamente teria sido utilizada pelo partido favorável às imagens (os “iconódulos”) para justificar seus pontos de vista (como usaram, p.ex., a lenda do “Mandylion” de Edessa, que originou a do Santo Sudário).  Teria sido um argumento contundente – um testemunho contemporâneo do próprio Jesus, citado por um pagão! No entanto, há um silêncio total, mesmo durante a querela das imagens, acerca da “carta de Lêntulo”.  E nenhum dos historiadores ou cronistas bizantinos posteriores cita, quer o documento, quer o seu autor – mesmo o crédulo e detalhista Nicéforo Calisto Xantópulo, do séc. XIV, que cita tudo, que coleciona todas as “lendas piedosas” cristãs, antigas ou modernas, todas as tradições, verdadeiras ou não; mesmo ele não tem uma única palavra sobre esse “Lêntulo”… Tal aspecto ainda será por mim tratado em detalhes, na continuação de minha pesquisa, mas, para a presente discussão, basta o que aqui foi dito – a “carta de Lêntulo” não foi citada por nenhum historiador ou cronista, cristão ou pagão, até ao séc. XV, e, o que é mais estranho, esteve totalmente ausente das disputas encarniçadas ocorridas na época da “querela das imagens” (726 a 843 dC), quando, se existente, teria sido muito útil ao partido “iconódulo” (que foi o partido que, ao fim, venceu a disputa).

Então, por tudo isso, deve ficar claro que a historicidade de Lêntulo, e a sua identificação com o “espírito-guia” Emanuel é sumamente problemática, e extremamente improvável.  Notem que, até aqui, trata-se de fatos, não de conjecturas.  Mas o irônico é que a implausibilidade de “Lêntulo” já era conhecida mesmo no distante ano de 1939; é o que demonstraremos na próxima parte.

SEGUNDA PARTE – DEMONSTRAÇÃO DE QUE A IMPLAUSIBILIDADE HISTÓRICA DE “LÊNTULO”, ESTABELECIDA PELA HISTORIOGRAFIA EM GERAL, ERA CONHECIDA EM 1939, INCLUSIVE NO BRASIL, SENDO, ALÉM DISSO, DE RÁPIDA PESQUISA E FÁCIL CONSTATAÇÃO

No final da década de 1930, quando, no interior de Minas Gerais, um certo “espírito-guia”, chamado “Emanuel”, reivindicou a identidade de “Públio Lêntulo”, o contemporâneo de Cristo, etc., essa pretensão já podia ser, ao menos em suas linhas gerais, checada.  Os espíritas kardecistas se orgulham de seu racionalismo, bem como de sua “fé raciocinada”.  Não são ignorantes, como os demais, que simplesmente “crêem”; eles, ao contrário, “entendem”, são “científicos” – são “evoluídos”.  Portanto, nada mais razoável que um mínimo de investigações fossem efetuadas acerca da nova “maravilha”, trilhando-se inclusive as orientações do próprio Kardec.  Ora, na ocasião (1939), já estava disponível a edição de 1913 da “The Catholic Encyclopaedia”, com um artigo bem detalhado acerca desse “Públio Lêntulo”, demonstrando cabalmente sua implausibilidade histórica – esse artigo, aliás excelente, encontra-se “online”, e pode ser lido no seguinte endereço: http://www.newadvent.org/cathen/09154a.htm.

Contudo, mesmo que se suponha que, no Rio de Janeiro, então capital federal, tal obra não estivesse disponível, ou então que fosse de difícil consulta, na Biblioteca Nacional duas obras de referência já se encontravam presentes, e traziam informações interessantes sobre esse “Lêntulo”.

A primeira é a “La Grande Encyclopédie” (Paris, H. Lamirault et Cie. Éditeurs), que já estaria disponível (já que a obra em questão foi publicada por Lamirault entre os anos 1886 e 1902; ademais, os volumes ostentam um carimbo datado de 1935 do catálogo da “Bibliotheca Nacional”).  No tomo 22, pág. 18, após a enumeração dos Lêntulos históricos (esses, sim, existentes…), pode-se ler: “Le Publius Lentulus, prédécesseur supposé de Pilate en Judée, auquel on a atribué une lettre ao Sénat décrivant la physiognomie de Jésus-Christ, n’as pas de caractère historique”. (tradução livre: O Públio Lêntulo, suposto predecessor de Pilatos na Judéia, a quem se atribui uma carta ao Senado descrevendo o aspecto físico de Jesus Cristo, não tem comprovação histórica).

A segunda é o “Dictionnaire de la Biblie”, de F. Vigouroux e outros, Letouzey & Ané Éditeurs, Paris, 1908 (portanto, também disponível na época da “aparição” de “Lêntulo” nos confins das Gerais).  No seu quarto tomo (quatrième tome), entre as colunas 167 e 172, encontra-se um detalhado verbete acerca de “Publius Lentulus”.  Alguns trechos fundamentais:

“Publius Lentulus: personnage immaginaire auquel on attribué une lettre apocryphe décrivant la personne de Notre Seigneur. Il est pensé avoir été gouverneur de la Judée, avant Ponce Pilat, et avoi écrit la lettre qui suit au Sénat romaine.”  (tradução livre: Públio Lêntulo: personagem imaginária, à qual se atribui uma carta apócrifa descrevendo as feições de Nosso Senhor.  Pensa-se ter sido governador da Judéia, antes de Pôncio Pilatos, e ter escrito a carta seguinte ao Senado Romano).

(…)

“L’Epistula Lentuli se trouve en manuscrit dans de nombreuses bibliothèques. Elle fut imprimé d’abord dans La ‘Vita Iesu Christi’ de Ludolphe Le Chartreux, qui parut in-fo à Cologne, 1474, Prooemium, 14 (t. I. pag. 10, de l’édition de Paris, 1870), et à Nuremberg em 1491 dans l’Introduction aux oeuvres de Saint Ansèlme de Cantobéry (E. von Dobschütz, ‘Christusbilder’, 309-10, et L. Hain, ‘Repertorium Bibliographicum’, t. I, 1826, n. 1163, p. 126), ainsi que dans les ‘Opuscula’ du même docteur, sans date. Plus tarde, elle fut reproduite dans l’Ecclesiastica Historia per Aliquot Studiosos et Pios Viros in Urbe Magdeburgica, connue sur le nom de ‘Centuries de Magdebourg’, 13, in-8º, Bâle, 1559-1574, t. I, p. 344. Elle a eté souvent réimprimée depuis, en particulier dans plusieurs collections de livres apocryphes du Nouveu Testament. L’auteur de cette lettre s’était visiblement proposé de satisfaire la pieuse curiosité des fidèles, avides de détails sur la personne de Notre-Seigneur.”  (tradução livre: A carta de Lêntulo chegou-nos em vários manuscritos, presentes em inúmeras bibliotecas.  Foi impressa pela primeira vez na “Vida de Jesus Cristo”, de Ludolfo o Cartuxo, em Colônia, 1474, proêmio, fólio 14 (tomo I, pág. 10, da edição de Paris, 1870), e em Nuremberg, em 1491, na Introdução às obras de Santo Anselmo da Cantuária, segundo E. von Dobschütz, ‘Christusbilder’, 309-10, e L. Hain, ‘Repertorium Bibliographicum’, t. I, 1826, n. 1163, p. 126.  Também nos “Opúsculos” do mesmo Doutor, sem data.  Mais tarde, ela foi reproduzida na “História Eclesiástica” [...], conhecida como as “Centúrias de Magdeburgo”, 13 volumes, in-8o, Basiléia, 1559-1574, tomo I, pág. 344.  Foi reimpressa várias vezes depois, particularmente em numerosas coleções de apócrifos do Novo Testamento.  O autor de tal carta propunha-se claramente a satisfazer a curiosidade piedosa dos fiéis, ávidos de detalhes acerca da fisionomia de Nosso Senhor).

(…)

“La lettre de Lentulus est une composition apocryphe; la caractère apocryphe de cette lettre est indubitable. Les copistes savent trop quel titre donner à son auteur prétendue; ce titre varie dans la plupart des manuscrits qu’on en connait; les uns l’appelent proconsul, d’autres gouverneur ou ‘praeses Hierosolymitanorum”, etc. Leur embarras provient de ce qu’il n’y a jamais eu à Jérusalem ni en Judée de gouverneur de nom Lentulus.”  (tradução livre: A carta de Lêntulo é uma composição apócrifa; o caráter apócrifo de tal carta é indubitável.  Os copistas mal sabiam ao certo que titulatura utilizar para seu pretendido autor, que varia, na maior parte dos manuscritos conhecidos, quer de “procônsul”, quer de “governador”, ou de “chefe dos Hierosolimitanos”, etc.  Seu embaraço provinha de que jamais houve em Jerusalém, ou na Judéia, um governador de nome Lêntulo).

(…)

“D’ailleurs, un Romain n’aurait jamais pu employer plusieurs des expressions qu’on lit dans la lettre: ‘propheta veritatis’, ‘filii hominum’; ce sont là des hébraïsmes, et le dernier est emprunté au Ps. XLIV, 3. La dénomination de ‘Jesus Christus’ trahit aussi une époque postérieure et est emprunté au Nouveau Testament. Enfin, sans relever d’autres détails, notons que, si elle avait été écrite par um procurateur de Judée, elle aurait été adressée non au Sénat, mais à l’empereur, parce que la Syrie, dont faisait partie la Judée, était une province impériale, et non une province sénatoriale.”  (tradução livre: Ademais, um romano jamais empregaria algumas das expressões que constam na carta; “propheta veritatis” [profeta da verdade], “filii hominum” [filhos dos homens] – são hebraísmos, e a última expressão é tomada emprestada do Salmo 44, vers. 3.  A denominação de “Jesus Cristo” trai também uma época posterior, e é um empréstimo do Novo Testamento.  Enfim, sem entrar noutros detalhes, note-se que, se tal carta tivesse mesmo sido escrita por um procurador da Judéia, estaria endereçada não ao Senado, mas ao Imperador, porque a Síria, donde fazia parte a Judéia [como apêndice administrativo], era uma província imperial, e não uma província senatorial).

(…)

“Aucun ancien écrivain ecclésiastique n’a parlé de la lettre de Lentulus, quoiqu’ils aient si souvent cité les autres écrits apocryphes connues de leur temps.”  (tradução livre: Nenhum escritor eclesiástico antigo menciona a carta de Lêntulo, apesar de mencionarem inúmeros outros escritos apócrifos, conhecidos em seu tempo).

(…)

“Le manuscrit d’Iéna qui contient l’Epistula Lentuli part à la fin ces mots: ‘Explicit epistula Iacobi de Columna, anno Domini 1421 reperit eam in annalibus Romae, in libro antiquissimo in Capitolio ex dono Patriarchae Constantinopolitani’. Si l’on peut s’en repporter à cette note, la lettre aurait donc été envoyée de Constantinople au XVe siècle, comme présent à la cour romaine et un Jacques Colonna, de l’illustre familie de ce nom, l’aurait travée em 1421 au Capitole et insérée dans les Annales de Rome. Mais le patriarche de Constabntinople n’avait pu envoyer em Italie que des manuscrits grecs et le premier auteur de la Epistula Lentuli dut s’en servir pour la composer. Sa parenté avec le portrait tracé par Nicéphore [Callixte Xantopoulos] est incontestable: l’un et l’autre ont puisé à des sources communes. D’aprés E. von Dobschütz, ‘Christusbilder’, p. 330, elle est probablement pour le fond d’origine grec, mais elle a été rédigée en latin, en Occident, au XIIIe siècle ou au XIVe siècle; elle a reçu de quelque humaniste du XVe siècle ou du XVIe siècle la forme nouvelle sous l’aquelle elle s’est répandue partout dans l’Église latine”.  (tradução livre: O manuscrito de Iena que contém a carta de Lêntulo menciona em nota o seguinte: “Dum documento arquivado em 1421 nos anais da cidade de Roma, no Capitólio, por Tiago Colonna, a partir dum livro antiqüíssimo, doado pelo patriarca de Constantinopla”.  Se se pode acreditar em tal observação, a carta teria sido enviada de Constantinopla no séc. XV, como um presente à corte pontifícia, e um Tiago Colonna, da ilustre família dos Colonnas, o fez inserir em 1421 nos Anais da cidade.  Mas o patriarca de Constantinopla somente enviou a Itália manuscritos gregos, e o primeiro autor da carta de Lêntulo teria [nesse caso] de se servir de um para a compor.  A semelhança entre a [descrição de Cristo presente na] carta de Lêntulo e a figura traçada por Nicéforo Calisto Xantópulo é incontestável; ambas podem ter uma fonte comum.  De acordo com o parecer de E. von Dobschütz, ‘Christusbilder’, p. 330, ela provavelmente tem como base um original grego, tendo sido redigida em latim no Ocidente no séc. XIII ou XIV, recebendo então retoques de humanistas dos séculos XV e XVI, até atingir a forma que se expandiu pelo Ocidente a partir de então).

Tais textos, repito, estavam disponíveis a qualquer um que os quisesse consultar, em 1939.  A mim me custaram umas poucas horas de pesquisa na Biblioteca Nacional, na Cinelândia, Rio de Janeiro, para obter essas informações.  A qualquer espírita, na época, teria custado mais ou menos o mesmo tempo (pois não utilizei busca eletrônica, indo diretamente ao salão de livros de referência e manuseando enciclopédias e livros antigos de História).  No entanto, torna-se claro que as pretensões do “guia” Emanuel de ser esse implausível “Lêntulo” foram tomadas pelos espíritas ao pé da letra, com credulidade ímpar, tanto então quanto depois.  Causa espécie o fato de a FEB, p.ex., não se ter dado ao trabalho de investigar a situação (que era séria e importante, e merecedora de especial atenção) no mínimo que fosse.

Assim sendo, teria sido perfeitamente possível conhecer-se, na época, a fragilidade da alegação da identidade do “guia”.  Tal tipo de pesquisa teria sido uma das primeiras, e principais, e mesmo primárias, responsabilidades dos próprios espíritas – trata-se de tal tópico a seguir.

TERCEIRA PARTE – DEMONSTRAÇÃO DE QUE O ÔNUS DA PROVA SEMPRE COUBE, DESDE O INÍCIO, AOS PRÓPRIOS ESPÍRITAS, QUE, AO CONTRÁRIO JAMAIS SE DIGNARAM A INVESTIGAR O ASSUNTO, ACEITANDO TUDO MECANICAMENTE; E DESCRIÇÃO DOS POSTERIORES SUBTERFÚGIOS UTILIZADOS PELOS ESPÍRITAS, OU POR ALGUNS DELES, PARA FUGIREM DE TAL ÔNUS

O ônus da prova pertence a quem afirma algo por primeiro, e, mais especialmente ainda, a quem usufrui de tal informação para fins de prestígio, ou de fortalecimento doutrinário.  Ora, esse é justamente o caso dos espíritas kardecistas brasileiros, no geral, e da FEB, em particular, no caso “Emanuel”/“Lêntulo”.  Contra todo o consenso histórico já disponível (e exemplificado à exaustão nos itens anteriores), afirmaram (e afirmam) não apenas que “Públio Lêntulo” existiu, mas também que era o “guia” Emanuel, do médium Francisco Cândido Xavier.  Assim, quanto a isso:

PRIMEIRO) Teriam os espíritas kardecistas que demonstrar, a partir de seus “protocolos de validação”, que, efetivamente, o que estava ocorrendo com Xavier era a incorporação, ou auxílio (ou qualquer outro nome técnico que tenham para o fenômeno) duma “entidade”, dum “espírito”.

SEGUNDO) Teriam, igualmente, que demonstrar que tal “entidade” (“guia”) era, de fato, efetivamente, quem dizia ser – ou seja, o tal “Públio Lêntulo”, senador romano, contemporâneo de Cristo, bisneto de Lêntulo Sura, etc.  Deve-se notar, que isso era, e é, e sempre será, OBRIGAÇÃO DOS ESPÍRITAS, e OBRIGAÇÃO ELEMENTAR.  Tal verificação cabal de identidade somente seria decentemente possível a partir da demonstração histórica da existência de tal personagem, refutando e derrubando todo o consenso histórico então existente (como agora) – e isso a partir de evidenciação histórica sólida (documentos autênticos, achados arqueológicos, pesquisas epigráficas, numismáticas, etc.), não de simples “revelações mediúnicas”, bem entendido.

Quanto ao primeiro item, não é o assunto desta mensagem; suponho apenas que haja documentação comprobatória razoável e suficiente acerca das “manifestações” do “guia”, de modo a, de acordo com os princípios gerais enunciados por Kardec, bem como em obediência aos princípios desenvolvidos e explicitados pela FEB, garantir, com um mínimo de plausibilidade e de racionalidade, que o que ocorria era mesmo a manifestação duma “entidade”, não uma alucinação, ou o inconsciente de Xavier, ou algo pior.  Com certeza tais protocolos existem, podendo ser consultados e analisados a qualquer tempo por pesquisadores interessados; mas isso não diz respeito ao que ora se discute.

Concentrando-nos, então, no segundo item: o ônus da prova, no “affair” Lêntulo, É DOS ESPÍRITAS; são eles (ou aqueles dentre eles que sustentem a identidade do “guia”) que devem demonstrar, RACIONAL e EXAUSTIVAMENTE, a pretensão histórica da identidade de Emanuel.  Tanto quanto é de meu conhecimento, isso nunca foi feito.  A identidade do “guia” foi aceita sem discussão pelo meio espírita kardecista brasileiro, ao menos em seu todo, e isso desde o início.  Nenhuma pesquisa minimamente séria, que seja de meu conhecimento, foi levada adiante, sequer iniciada.  Quanto a isso, todos aqueles que (espíritas ou não), por qualquer razão que seja, venham a duvidar de tal identidade, têm apenas a obrigação de expor suas “dúvidas razoáveis” a esse respeito, e esperar a resposta espírita.

Enfatizando bem este último ponto (e isso tem que ficar muito bem claro, porque às vezes se perde), são os espíritas kardecistas que acreditam na identidade do “guia” que a têm que provar, porque foram os espíritas que por primeiro acreditaram e afiançaram a referida identidade, e dela colheram todos os louros possíveis em termos de prestígio e de “confirmação” de fenômenos (psicografias) e de doutrina.  Assim, aos demais, cabe-lhes, se considerarem tal identidade não suficientemente estabelecida, pelas razões que forem, a apresentação de suas dúvidas razoáveis – obviamente, “dúvidas razoáveis”, não simplesmente “dúvidas incessantes”.

De minha parte, creio ter deixado bem claro que há dúvidas MUITÍSSIMO MAIS QUE MERAMENTE RAZOÁVEIS acerca da existência (o que não dizer da plausibilidade histórica) da referida identificação.  Todos aqueles que sustentam a plausibilidade e/ou a verdade da citada identificação, então, que a provem.  Convido qualquer outra pessoa, espírita ou não, a tomar a si tal função – DEMONSTRAR que Públio Lêntulo existiu, que foi contemporâneo de Cristo, que era bisneto de Lêntulo Sura, que participou do conselho de guerra de Tito, etc.  Fazer, enfim, o que os espíritas deveriam (e poderiam) ter feito desde o início, mas que, aparentemente, não fizeram, sabe Deus a razão.

Se qualquer espírita não pode demonstrar tal coisa, então, seguindo os próprios ditames de Kardec, teria, por mera prudência que fosse, que descartar a identificação – em prol de sua própria doutrina, seguindo a sua tão decantada “fé raciocinada”.  Lembre-se do que o próprio Codificador enunciou:

 “O Espiritismo, pois, não estabelece como princípio absoluto senão o que se acha evidentemente demonstrado, ou o que ressalta logicamente da observação. (…) Caminhando de par com o progresso, o Espiritismo jamais será ultrapassado, porque, se novas descobertas lhe demonstrassem estar em erro acerca de um ponto qualquer, ele se modificaria nesse ponto. Se uma verdade nova se revelar, ele a aceitará.” (“A Gênese”, cap. I, “Caráter da Revelação Espírita”, seção 55, pág. 59 da última edição disponível para “download” no portal da FEB)

“Lançar anátema ao progresso, por atentatório à religião, é lançá-lo à própria obra de Deus. É ao demais, trabalho inútil, porquanto nem todos os anátemas do mundo seriam capazes de obstar a que a Ciência avance e a que a verdade abra caminho. Se a Religião se nega a avançar com a Ciência, esta avançará sozinha.” (“A Gênese”, cap. IV, “Papel da Ciência na Gênese”, seção 9, pág. 116, idem)

“Somente as religiões estacionárias podem temer as descobertas da Ciência (…) Uma religião que não estivesse, por nenhum ponto, em contradição com as leis da Natureza, nada teria que temer do progresso e seria invulnerável.” (“A Gênese”, cap. IV, “Papel da Ciência na Gênese”, seção 10, págs. 116-117, idem)

“Fé inabalável é somente aquela que pode encarar a razão face a face, em todas as épocas da humanidade.” (“O Evangelho segundo o Espiritismo”, cap. XIX, “A Fé Transporta Montanhas”, item “A Fé Religiosa – Condição da Fé Inabalável”, seção 7, pág. 388, idem)

E, principalmente,

“Na dúvida, abstém-te, diz um dos vossos velhos provérbios. Não admitais, portanto, senão o que seja, aos vossos olhos, de manifesta evidência. Desde que uma opinião nova venha a ser expendida, por pouco que vos pareça duvidosa, fazei-a passar pelo crisol da razão e da lógica e rejeitai desassombradamente o que a razão e o bom-senso reprovarem. Melhor é repelir dez verdades do que admitir uma única falsidade, uma só teoria errônea.” (“O Livro dos Médiuns”, cap. XX, “Da Influência Moral do Médium”, item 230, pág. 340, idem)

Diante das circunstâncias, contudo, o que tenho pessoalmente observado é a recusa dos espíritas em analisar a questão.  Ao contrário, delineiam nitidamente quatro subterfúgios, três dos quais serão aqui examinados, sendo o quarto tratado com especial detalhe na próxima parte:

A) Ataques “ad hominem”;

B) Acusações de prolixidade ou “verborragia”;

C) O fato da psicografia “Há Dois Mil Anos” ser uma mera “obra de ficção”, sendo a identidade do “guia” Emanuel, assim, algo secundário;

D) A comparação da historicidade de Lêntulo com a de Jesus e/ou Paulo de Tarso, subentendendo-se que, da mesma forma que Lêntulo é implausível historicamente, tanto Jesus quanto Paulo de Tarso também o são, o que não impede a sua aceitação.

Quanto às acusações à minha pessoa, passo por alto; qualquer um que se dê ao trabalho de ler as mensagens do “blog” “Obras Psicografadas” referentes ao tema as poderá, se quiser, evidenciar.

Quanto às acusações de prolixidade ou de “verborragia”, são obviamente falaciosas, evidenciando a total falta de argumentos daqueles que querem, a todo custo, justificar o injustificável – e, convenientemente, confundindo (ou procurando fazer os leitores confundirem) um tratamento cuidadoso e detalhado com “prolixidade” ou “verborragia”.  Textos ou mensagens relativamente longos ocorrem pelo simples fato de que se quer analisar a questão da melhor forma possível, cotejando-se todos os pontos de vista, e mais, justificando todas as posições tomadas.  A bibliografia por mim utilizada é citada e comentada, item a item, no próprio corpo de pesquisa, e várias notas de rodapé procuram elucidar detalhes específicos.  A questão, ao menos a meu ver, é séria, e merece um tratamento assim cuidadoso, justamente para se evitarem assertivas gratuitas; e o próprio autor colocou-se, mais de uma vez, à disposição para elucidar quaisquer pontos referentes à análise histórica em si.  Inclusive, os espíritas vangloriam-se de seu elevado nível intelectual, estando bem representados (assim asseveram) entre as camadas mais cultas e mais instruídas da população.  Pela lógica, dever-se-ia esperar que recebessem bem estudos detalhados e minuciosamente documentados; que não titubeassem em os ler e em os analisar (utilizando tanto seus cérebros privilegiados quanto as premissas de sua “fé raciocinada”); e que, enfim, sem subterfúgios, e muito menos sem acusações gratuitas, refutassem, embasadamente, os pontos que julgassem duvidosos, ou mal documentados.  Os leitores são convidados a ler as sucessivas trocas de mensagens, referentes a este tópico, no “blog” “Obras Psicografadas”, e a julgarem se, porventura, essa foi, no geral a atitude de tão “evoluídas” pessoas.

Quanto ao fato de a psicografia “Há Dois Mil Anos” reduzir-se a uma mera obra de ficção, já foi aqui demonstrado que tal tese não se sustenta.  Basta uma simples pesquisa num veículo de busca na Internet, o “Google”, p.ex., com nomes do tipo “Emmanuel”, ou “Lentulus”, para se verificar que os diversos portais espíritas consideram Emanuel EFETIVAMENTE como tendo sido, numa de suas encarnações passadas, a referida personagem – e sem serem em absoluto desencorajadas a isso por parte da liderança espírita kardecista.  Ou seja, para os espíritas kardecistas, ao longo das últimas décadas, a autoridade do “guia” repousa, em larguíssima medida, na veracidade de sua identidade como “Públio Lêntulo”, sem que tenham sido avisados de que a obra seria apenas “ficção”, e a identificação do “guia”, um assunto secundário.

Aliás, o caráter não ficcional da psicografia “Há Dois Mil Anos” (apesar do uso ambíguo da palavra “romance”) é explicitado, pelo próprio “guia”, na Introdução à mesma, intitulada “Na Intimidade de Emanuel – Ao Leitor”.  Os trechos a seguir são, quanto a isso, cristalinos:

“Leitor, antes de penetrares o limiar desta história, é justo apresentemos à tua curiosidade algumas observações de Emmanuel, o ex-senador Públio Lentulus, descendente da orgulhosa ‘gens Cornelia’, recebidas desse generoso Espírito, na intimidade do grupo de estudos espiritualistas de Pedro Leopoldo, Estado de Minas Gerais”.

“Em 7 de setembro de 1938, afirmava ele em pequena mensagem endereçada aos seus amigos encarnados: ‘Algum dia, se Deus mo permitir, falar-vos-ei do orgulhoso patrício Públio Lentulus, a fim de algo aprenderdes nas dolorosas experiências de uma alma indiferente e ingrata. Esperemos o tempo e a permissão de Jesus’”.

“Emmanuel não esqueceu a promessa. Com efeito, em 21 de outubro do mesmo ano, voltava a recordar, noutro comunicado familiar: ‘Se a bondade de Jesus nos permitir, iniciaremos o nosso esforço, dentro de alguns dias, esperando eu a possibilidade de grafarmos as nossas lembranças do tempo em que se verificou a passagem do Divino Mestre [i.e., Jesus] sobre a face da Terra’”.

“Durante todo o esforço de psicografia, o Autor deste livro [i.e., Emanuel] não perdeu ensejo de ensinar a humildade e a fé a quantos o acompanham. Em 30 de dezembro de 1938, comentava, em nova mensagem afetuosa: ‘Agradeço, meus filhos, o precioso concurso que me vindes prestando. Tenho-me esforçado, quanto possível, para adaptar uma história tão antiga ao sabor das expressões do mundo moderno, mas, em relatando a verdade, somos levados a penetrar, antes de tudo, na essência das coisas, dos fatos e dos ensinamentos. Para mim essas recordações têm sido muito suaves, mas também muito amargas. Suaves pela rememoração das lembranças amigas, mas profundamente dolorosas, considerando o meu coração empedernido, que não soube aproveitar o minuto radioso que soara no relógio da minha vida de Espírito, há dois mil anos. (…)’”

“No dia 4 de janeiro de 1939, grafava ele [i.e., Emanuel] esta prece, ainda com respeito às memórias do passado remoto: (…) ‘Diante de meus pobres olhos, desenha-se a velha Roma dos meus pesares e das minhas quedas dolorosas… Sinto-me ainda envolto na miséria de minhas fraquezas e contemplo os monumentos das vaidades humanas… Expressões políticas, variando nas suas características de liberdade e de força, detentores da autoridade e do poder, senhores da fortuna e da inteligência, grandezas efêmeras que perduram apenas por um dia fugaz!… (…) Ante minh’alma surgem as reminiscências das construções elegantes das colinas célebres; vejo o Tibre que passa, recolhendo os detritos da grande Babilônia imperial, os aquedutos, os mármores preciosos, as termas que pareciam indestrutíveis… Vejo ainda as ruas movimentadas, onde uma plebe miserável espera as graças dos grandes senhores, as esmolas de trigo, os fragmentos de pano para resguardarem do frio a nudez da carne. Regurgitam os circos… Há uma aristocracia do patriciado observando as provas elegantes do Campo de Marte e, em tudo, das vias mais humildes até os palácios mais suntuosos, fala-se de César, o Augusto!… (…)’”

Leiam os trechos acima selecionados e vejam se aí não há a pretensão clara, por parte do próprio Emanuel, de que a psicografia “Há Dois Mil Anos” efetivamente contava suas memórias REAIS como “Públio Lêntulo”, suas recordações da antiga Roma…

Portanto, resumindo o que até aqui foi DEMONSTRADO:

A) Um (pretenso) espírito-guia apresentou-se a um médium dos confins das Gerais, no final da década de 1930, como tendo sido “Públio Lêntulo”, um senador romano contemporâneo de Cristo, bisneto de Lêntulo Sura, etc.; tanto a autenticidade da manifestação quanto a identidade do “guia” foram considerados autênticos pelo movimento espírita kardecista brasileiro, como um todo;

B) Não se tratou a identificação de mero “nom de plume”, e nem a psicografia de ficção – a identificação do guia foi tomada por ele, por seu médium Xavier e pelo movimento espírita brasileiro como um todo como algo efetivo e como fato consumado, e suas peripécias na antiga Roma e na Judéia como fatos REAIS;

C) O ônus da prova, tanto no que se refere à autenticidade do fenômeno quanto à identidade da “entidade”, cabem a quem por primeiro os esposou, e com eles lucrou – aos espíritas kardecistas brasileiros, que, quanto a isso, aparentemente nada fizeram, limitando-se a aceitar tais alegações como um rebanho de ovelhas aceita a orientação de seu pastor;

D) No entanto (como sobejamente demonstrado), tal personagem já era considerado fictício pela historiografia séria na própria época das referidas manifestações – sendo inclusive perfeitamente possível, e relativamente fácil, a qualquer pessoa interessada obter as informações necessárias quanto a isso;

E) Os estudos posteriores (principalmente de índole genealógica, prosopográfica e epigráfica) apenas confirmaram e fortaleceram a total implausibilidade da existência desse “Lêntulo”, bem como de sua “carta”, endereçada ao Senado romano (ou ao Imperador);

F) Tal implausibilidade diz respeito à existência da referida personagem, à sua descrição do mundo romano de sua época e ao modo como nomeava as personagens romanas da própria psicografia – tendo sido tudo isso, igualmente, demonstrado quase “ad nauseam” em minha pesquisa;

G) Todos esses dados, que perfazem uma dúvida MUITO ALÉM DA MERAMENTE RAZOÁVEL acerca da identidade do referido guia, foram apresentados do modo mais cuidadoso e documentado possível, em pesquisas disponíveis no “blog” “Obras Psicografadas”, bem como nos respectivos comentários que se seguiram;

H) Ao invés de fazer o que tinham que fazer DESDE O INÍCIO (ou seja, PROVAR RACIONAL E OBJETIVAMENTE, inclusive contra o consenso historiográfico tanto da época quanto posterior, a existência efetiva desse Lêntulo, e mais, a identificação de tal personagem com o “guia” Emanuel), ou então de examinar as evidências apresentadas e a questão em si, os espíritas kardecistas, fiéis sem dúvida à sua “fé raciocinada”, somente puderam apresentar: a) ataques “ad hominem”; b) acusações (infundadas) de prolixidade ou de “verborragia” (a fim de esconder sua ignorância e sua falta de argumentos minimamente razoáveis); c) alegar que “Há Dois Mil Anos” era uma mera “obra de ficção”, sendo então a identidade de “Emanuel” algo secundário – algo desmentido pelo próprio livro; d) escorar-se na comparação entre a historicidade de “Lêntulo” e a de Jesus e/ou Paulo de Tarso.

Fazer o que tinham que fazer – provar seus pontos de vista, mostrar que Lêntulo existiu, e que foi Emanuel – isso não foi feito.  Na próxima (e última parte), analisa-se o último dos subterfúgios utilizados pelos espíritas kardecistas para tentar justificar o injustificável – alegar que, sendo as “evidências históricas” de Jesus, ou de Paulo de Tarso, tão “fracas” quanto as de “Lêntulo”, então não se poderia, por isso, descartar “Lêntulo”.

QUARTA E ÚLTIMA PARTE – O MAIS RECENTE DOS SUBTERFÚGIOS INTENTADOS PELOS ESPÍRITAS: A COMPARAÇÃO DA HISTORICIDADE DE “LÊNTULO” COM A HISTORICIDADE DE JESUS E/OU DE PAULO DE TARSO

Basicamente, em termos do subterfúgio em questão, assevera-se que personagens como Jesus, ou mesmo Paulo de Tarso (São Paulo Apóstolo), têm atestação histórica tão superficial quanto a de “Lêntulo” (sendo Jesus basicamente conhecido a partir dos Evangelhos canônicos, e Paulo basicamente a partir de suas cartas, e do livro neotestamentário dos Atos dos Apóstolos).  Não obstante, tanto Jesus quanto Paulo são considerados personagens históricas, reais.  Assim, desse modo, e seguindo o mesmo princípio, “Lêntulo”, apesar de sua implausibilidade histórica, também deveria ser considerado “ipso facto”, ou existente a partir dos testemunhos que se possuem, ou a ele dever-se-ia dar, ao menos, o “benefício da dúvida”.  Ou, pondo-se o argumento sob outra forma, defender a implausibilidade/inexistência de “Lêntulo” implicaria automaticamente em, por coerência, defender o mesmo tanto para Jesus quanto para Paulo.

Uma primeira explicação de nossa parte, centrada nos diferentes tipos de testemunhos históricos que se poderiam, ou deveriam, esperar, foi rejeitada por alguns espíritas, com base nos pressupostos citados no parágrafo anterior.

Tal linha de argumentação, aparentemente coerente, e mesmo poderosa, revela-se, contudo, quando se a examina com mais detalhe, totalmente falaciosa.  Examinaremos a questão com detalhe a partir de agora.

Em primeiro lugar, deve-se insistir nos, e mesmo enfatizar os, diferentes tipos de testemunhos históricos que podem sobreviver a respeito de determinadas épocas, ou mesmo referentes a determinadas pessoas.  O argumento geral que antes já havíamos esboçado, ou seja, de que se tratam de dois casos substancialmente diferentes (por um lado, “Lêntulo”; por outro, “Jesus/Paulo”) foi negado, mas não foi absolutamente refutado – mesmo porque não pode sê-lo.  Convém repeti-lo, ainda que resumidamente, e firmar sua coerência e inatacabilidade.

O tipo de testemunho histórico, ou de evidência histórica, referente a determinada pessoa, dependerá da importância relativa que tal pessoa teve em sua vida.  Portanto, pode-se esperar que pessoas poderosas, ou ligadas diretamente ao círculo de poder (como, no caso da Roma Imperial dos Júlio-Cláudios, os próprios Imperadores e os senadores) tenham legado à posteridade uma quantidade maior de testemunhos acerca de si, quer nas fontes históricas (historiadores, poetas, etc.), quer, mesmo, no importantíssimo testemunho epigráfico.  Isso, aliás, é assim em qualquer época, ou lugar – a memória dos poderosos tem maior probabilidade de deixar vestígios.  Especificamente nos dois conjuntos de personagens considerados (por um lado “Lêntulo”, por outro “Jesus/Paulo”), um referia-se (pretensamente) a um membro duma das mais distintas famílias do patriciado, com ligações diretas com o círculo do poder; outro referia-se a “judeus comuns”, que sequer sacerdotes eram, iniciador um e propagador outro duma (então) obscura seita messiânica judaica.  Portanto, independente de qualquer outra coisa, dever-se-ia esperar uma probabilidade maior de testemunhos contemporâneos (ou imediatamente pós-contemporâneos) sobreviventes de “Lêntulo” do que de “Jesus/Paulo” (isso para não mencionar os próprios Imperadores).

Isso é um fato, e um fato lógico, que não foi em absoluto refutado, e que não pode sê-lo.

Obviamente, nem todos os “600 senadores”, e suas respectivas famílias, deixaram testemunhos, quer nas fontes históricas, quer na epigrafia (embora o período em questão, de Augusto e dos Júlio-Cláudios, seja, contrariamente ao que alguns sábios espíritas disseram, um dos mais bem documentados da História romana, conforme aliás já se demonstrou); o simples fato de se estar “entre os maiorais” não era, necessariamente, passaporte para a sobrevivência histórica.  E o fato de se ser “humilde” ou mesmo “marginal” não era também, em absoluto, uma condenação ao esquecimento.  Não obstante, os “humildes” e “marginais” somente se tornavam conhecidos quando, por alguma razão, criavam problemas – eles próprios, ou seus adeptos posteriores.  Assim, Espártaco, o escravo trácio fugitivo, que aterrorizou a Campânia nos fins da República, garantiu sua sobrevivência histórica, ao passo que muitos senadores do mesmo período caíram no total olvido.  E o mesmo se diga, quanto a isso, de Jesus, ou de Paulo de Tarso, ou mesmo dos Apóstolos.  Em sua própria época, quando vivos, eram ainda por demais insignificantes para deixarem, DIRETAMENTE, testemunhos seus nas fontes históricas romanas, mesmo na epigrafia.  Jesus, como não escreveu nada, não deixou nenhum testemunho direto; quanto a Paulo, deixou algumas de suas cartas, e aspectos de sua vida foram narrados por seu auxiliar e companheiro de missão, o médico Lucas de Antióquia, no escrito neotestamentário denominado “Atos dos Apóstolos”.

Mas não seria esse, justamente, o caso de “Lêntulo”? Deve-se inicialmente levar em conta que a personagem em questão (se existente) estava (segundo seu próprio testemunho ao longo da psicografia “Há Dois Mil Anos”) no mais íntimo círculo do poder; que, em termos genealógicos, tinha uma história familiar bem pouco usual, sendo bisneto, por linha paterna, de Lêntulo Sura, o conhecidíssimo conspirador catilinário imortalizado por Cícero e por Salústio (duas fontes históricas importantes do final da República); que, posteriormente, havia estado entre os “patrícios” que urdiram a conspiração contra Nero; que havia servido na própria guerra judaica, ao lado de Tito, como “consultor” e como membro do conselho de guerra.  Ora, trata-se duma carreira notável, e importante – muito acima da média.  Após a deposição e o suicídio de Nero (68 dC), que pôs fim à dinastia Júlio-Cláudia, seguiu-se uma rápida mas sangrenta guerra civil (68-69 dC), quando quatro Imperadores sucessivamente disputaram o trono (Galba, Otão, Vitélio e Vespasiano).  Com a vitória deste último, general competente, que inaugurou a nova dinastia dos Flávios (69-96 dC), todos os seus partidários (e “Lêntulo” foi, por força do que ele próprio narrou em “Há Dois Mil Anos”, um partidário dos vitoriosos Flávios – chegando a lutar ao lado do filho de Vespasiano, Tito, na campanha judaica, e com um cargo importante) foram regiamente recompensados.  Há abundantes evidências, principalmente epigráficas, desse processo.  “Lêntulo”, um dos “vitoriosos”, ou melhor, estando no “lado correto”, teria também de sê-lo; pela lógica da época, teria de ter obtido pelo menos um consulado sufeta; teria, assim, deixado algum rastro na História, e mais: forçosamente teria sido mencionado por Flávio José na sua “Guerra Judaica”.  O historiador judeu, ex-guerrilheiro, agora protegido dos Flávios, fatalmente não se furtaria em escrever umas poucas linhas que fossem acerca dessa notável carreira, desse notável e leal servidor da nova dinastia – ainda mais com o seu peso familiar, dos Cornélios Lêntulos, uma das mais antigas e prestigiosas casas da aristocracia patrícia…  E, no entanto, não apenas não cita, em nenhum lugar de suas obras, esse “Lêntulo”, como também se dá ao trabalho de mencionar a composição do “conselho de guerra” de Tito, antes do assalto final a Jerusalém – no qual não constava nenhum “Lêntulo”… Maldita história!…

A situação, portanto, por si só, já é um tanto desconfortável.  Esse “Lêntulo” não é citado em parte alguma, nem mesmo no lugar que disse que ocupava (o “conselho de guerra” de Tito), e, por outro lado, de todos os Lêntulos citados no período (e são muitos), nenhum se encaixa no seu perfil, nenhum “é ele”, e mais, nenhum desses citados e documentados descende de Lêntulo Sura, o conspirador catilinário…

Assim, a questão dos diferentes tipos de testemunhos ou de evidências históricas já cria uma situação problemática para esse “Lêntulo”.  Claro, ainda não se trata, neste ponto, dum “caso perdido”; afinal, se Jesus e Paulo têm os textos neotestamentários, “Lêntulo” tem, a seu favor, tanto a sua “carta” quanto o inefável testemunho emanuelino.

Tudo isso posto, e “esquecendo-se”, por um momento, que, afinal, não somos nós que temos que demonstrar à exaustão que “Lêntulo” não existiu, mas sim os espíritas que têm que demonstrar, à exaustão, que ele, ao contrário, existiu, as duas considerações a seguir são suficientes para derrubar totalmente a suposta comparação entre os casos de “Lêntulo”, por um lado, e de “Jesus/Paulo”, por outro, pondo as coisas em seu devido lugar:

A) Os Evangelhos canônicos, os Atos dos Apóstolos e as cartas paulinas são, efetivamente, fontes históricas, confeccionadas quer contemporaneamente, quer pós-contemporaneamente aos eventos que narram, ou às personagens que descrevem – sendo como tais consideradas por todos os historiadores sérios.  Têm, além disso, uma “corrente de transmissão” bem estabelecida e ininterrupta desde então.  Ao contrário, os “testemunhos” acerca de Lêntulo não são, em absoluto, nem fontes históricas, e nem podem exibir uma “corrente de transmissão” estabelecida ou ininterrupta: tem-se, ao cntrário, uma “carta” forjada no séc. XV dC, ou, na melhor das hipóteses, nos finais do séc. XIV dC, que surge do nada, de repente, sem nenhum testemunho anterior, a par duma “psicografia” do ano de 1939…

B) Além disso, os escritos neotestamentários, principalmente os Atos dos Apóstolos (que, quanto a isso, pode ser confrontado com um maior número de situações histórico-geográficas verificáveis por outros testemunhos), são fontes históricas confiáveis, preservando inclusive informações perdidas que somente foram reencontradas recentemente, mercê de pesquisas arqueológicas.  Por outro lado, os “testemunhos” de Lêntulo (sua “carta” e a “psicografia” “Há Dois Mil Anos”) são um amontoado de equívocos e de erros históricos (como já se demonstrou).

Agora, analisemos com vagar cada uma das assertivas, “A” e “B”.

Os textos dos Evangelhos canônicos (principalmente), mas também os Atos e os demais textos do Novo Testamento têm, quanto a seus textos, ou a parte deles, testemunhos FÍSICOS (papiros) que remontam ao início do séc. II dC – sendo, assim, pós-contemporâneos aos eventos que narram, e às personagens que descrevem.  Com efeito, o fragmento de papiro denominado P52 (“Papiro Rylands”, originariamente um códice, atualmente na Biblioteca John Rylands, em Manchester, Reino Unido) é datado, pelos mais eminentes papirólogos mundiais, do início do séc. II dC (110-125 dC), e exibe fragmentos do Evangelho de João: o diálogo de Pilatos com os judeus (cap. 18, vers. 31-33) e com Jesus (idem, vers. 37-38).  O assim denominado “Papiro de Oxirrinco 3523” (P90), atualmente no Museu Ashmoleano de Oxford, Reino Unido, mostra igualmente porções do Evangelho de João (18:36 a 19:7), sendo datado pelos especialistas nos meados do séc. II dC.  Em 1935, foi publicado outro papiro, denominado “Papiro Egerton 2” (do nome de seu comprador e proprietário), datável do período 130-150 dC, o qual mostrava trechos aparentemente presentes nos quatro Evangelhos canônicos.  O papiro denominado “Bodmer II” (P66), de c. 200 dC, na Biblioteca Bodmeriana de Genebra, contém quase todo o Evangelho de João, em 154 páginas numeradas, escritas em maiúsculas.  Para uma tabela dos principais manuscritos neotestamentários sobreviventes (tanto papiros quanto pergaminhos), com suas datações estimadas, pode-se consultar com proveito http://www.skypoint.com/members/waltzmn/MSConv.html; especificamente para detalhes acerca dos principais papiros (que englobam os mais antigos testemunhos), ver http://www.skypoint.com/members/waltzmn/ManuscriptsPapyri.html.

Portanto, evidencia-se uma sucessiva e contínua cadeia de transmissão dos textos do Novo Testamento, inicialmente via papiros, posteriormente via pergaminhos, desde o início do séc. II dC (época imediatamente pós-contemporânea aos eventos narrados e às pessoas referidas), até ao séc. XV dC e à invenção da imprensa de tipo móvel.  Quanto aos papiros, atualmente há cerca de 100 espécimes (numerados P1 a P98), cobrindo do início do séc. II dC ao séc. VII ou VIII dC.  Quanto aos códices (livros em pergaminho), cobrem do séc. IV dC ao séc. XV dC, havendo mais de 4.200 espécimes: a) os denominados “maiúsculos” (unciais), cobrindo do séc. IV ao X dC, são em torno de 210 (entre eles se contam os famosos Códice Vaticano, Códice Sinaítico e Códice Alexandrino); b) os “minúsculos” (cursivos) vão do séc. IX ao XV, somando cerca de 2.400 espécimes; c) enfim, os “lecionários” (contendo os trechos das Sagradas Escrituras que eram lidos publicamente nas funções litúrgicas), cobrem do séc. VI dC ao séc. XV dC, sendo mais de 1.600.

Compare-se, assim, toda essa cadeia de transmissão, toda essa massa de testemunhos, que vai quase à época dos próprios eventos, com o que se tem a respeito de “Lêntulo”.  Conforme já se comentou (e se demonstrou) nesta mensagem, não há NENHUMA menção a “Lêntulo”, em nenhum manuscrito de qualquer espécie, em papiro ou pergaminho, em obras sobreviventes ou em palimpsestos, até ao séc. XV dC.  Mil e quatrocentos anos, aproximadamente, sem menção de qualquer espécie; depois, uma série de manuscritos da “carta”, repletos (como se viu) de erros e de incoerências a respeito tanto da personagem quanto de seu cargo e de sua situação.  E, mais uns trezentos anos, e eis que surge… a “psicografia” “Há Dois Mil Anos”, de 1939, que dá mais alguns “detalhes” da personagem (bisneto de Lêntulo Sura, membro do “conselho de guerra” de Tito, etc.), detalhes esses ou inverificáveis e inverossímeis, ou então francamente desmentidos por fontes históricas independentes.

E, adicionalmente, a essa “cadeia de transmissão”, notam-se, para os testemunhos neotestamentários, já alusões (como comentado) nas próprias fontes históricas, pagãs ou mesmo judaicas, a partir do instante em que o “movimento cristão” se tornou conhecido: as citações já comentadas em Suetônio, em Tácito, em Plínio o Moço; mesmo as alusões tanto a João Batista quanto a Jesus (o “Testimonium Flavianum”) em Flávio José (esposo a autenticidade parcial do “Testimonium”, seguindo o raciocínio de John P. Meier no 1o volume de sua coleção “Um Judeu Marginal”).

Isso tudo quanto à “tradição manuscrita” e à “cadeia de transmissão”, de um lado para “Lêntulo”, de outro para “Jesus/Paulo”, bem como as menções nas próprias fontes históricas pós-contemporâneas.  Nada disso ocorre com “Lêntulo” – nem de longe; ao contrário, mil e quatrocentos anos de silêncio, até ao surgimento da “carta” apócrifa, e mais de mil e novecentos anos até à escrita da “psicografia”.  Mas não se trata, em absoluto, apenas disso – apenas da antiguidade e da persistência da “cadeia de transmissão”.  Trata-se da própria exatidão dos textos.

No caso de “Lêntulo”, examinando-se a “carta” e a “psicografia”, encontram-se ambas eivadas de contradições.  Não se trata apenas, assim, de implausibilidade de identificação.  A “carta” é um documento flagrantemente apócrifo, cheia de inexatidões (já examinadas em detalhe nesta mensagem); quanto à “psicografia”, basta ler minha própria pesquisa, disponibilizada no “blog” “Obras Psicografadas” (em seu texto integral, ou numa tabela resumida), ou o trabalho acerca da onomástica romana presente em “Há Dois Mil Anos”, para se ter a relação de todas essas incoerências, inadmissíveis em alguém que, pretensamente, teria vivido na época.

Os “testemunhos” de “Lêntulo”, assim, são tanto descontínuos (intervalo de uns mil e quatrocentos anos entre os eventos narrados e as pessoas envolvidas e o primeiro “testemunho” disponível, a tal “carta”) quanto flagrante e demonstravelmente incorretos.

Não é o que ocorre com as fontes neotestamentárias referentes a Jesus e/ou Pedro.  A partir de agora, faz-se uma pequena análise acerca dos “Atos dos Apóstolos”, que se constituem, por suas características de “narrativa”, como a fonte que mais se presta a desafios/comparações de índole histórico-geográfica com o que se poderia averiguar por testemunhos independentes; seria o que de mais próximo haveria da “psicografia” “Há Dois Mil Anos”.  Não obstante, enquanto esta se revela nitidamente incorreta e não confiável, aqueles se revelam confiáveis, e mesmo exatos.  Uns poucos exemplos:

A) A menção à “coorte itálica” presente na Cesaréia Marítima (Atos, 10:1-2), coincidente com a indicação de tropas auxiliares com esse nome presentes na região síria nessa época (assunto inclusive citado em minha pesquisa);

B) As fomes no tempo de Cláudio: citadas em Atos, 11:27-30, fato confirmado tanto por Suetônio (“Vida de Cláudio”, par. 18) quanto por Tácito (“Anais”, livro 12, cap. 45) e por Cássio Dião (“História Romana”, epítome do livro 60, cap. 11); trata-se, no caso, daquela que ocorreu em 44-45 dC, a pior delas;

C) O caso do altar “ao deus desconhecido” em Atenas: cf. Atos, 17;22-25.  Com efeito, Pausânias (“Descrição da Grécia”, livro I, cap. 1, seção 4), que visitou Atenas entre 143 e 159 dC, fala de altares dedicados pelos atenienses “aos deuses desconhecidos”; Diógenes Laércio, na sua biografia de Epimênides de Cnossos (“Vidas e Doutrinas dos Filósofos”, livro I, cap. 10, seção 10), fala de ovelhas soltas em Atenas durante uma peste e imoladas cada uma, de acordo com as instruções de Epimênides, onde se deitava, “ao deus do lugar”, concluindo: “Desse modo, até aos nossos dias se podem achar na Ática altares sem dedicatória a um deus conhecido, como memoriais desse acontecimento”.  Enfim, Filóstrato (“Vida de Apolônio de Tiana”, livro 6, cap. 3) faz seu biografado mencionar o fato de que em Atenas eram erguidos altares até mesmo a deuses desconhecidos;

D) A expulsão dos judeus de Roma, sob Cláudio: ao retornar a Corinto, depois de ter estado em Atenas, Paulo encontrou um judeu chamado Áquila, natural do Ponto, recém chegado da Itália com sua esposa Priscila (ou Prisca), já que Cláudio havia expulsado os judeus de Roma (cf. Atos, 18:2).  Com efeito, houve tal expulsão (cf. Suetônio, “Vida de Cláudio”, par. 25).  O casal voltará a Roma mais tarde (carta aos romanos, 16:3);

E) Galião como procônsul da Acaia: Galião é mencionado como procônsul da Acaia em Atos, 18;12-17.  Com efeito, uma inscrição comemorativa de Delfos (SIG 2, 801-D), datada de 53 dC, e descoberta (em etapas) entre 1885 e 1910, permite localizar Lúcio Júnio Galião Aneano (irmão de Sêneca o Filósofo, e adotado por Lúcio Júnio Galião) como procônsul da Acaia no período 51-52 dC (detalhes específicos acerca dessa inscrição délfica no seguinte endereço:  http://www.kchanson.com/ANCDOCS/greek/gallio.html);

F) Os magistrados da Tessalônica, corretamente denominados “politarcas”: cf. Atos, 17:1-9, especialmente o versículo 6 (no original grego).  Esse termo permaneceu virtualmente esquecido, mas pôde ser recuperado, a partir das escavações modernas: embora os magistrados epônimos da Tessalônica fossem “sacerdotes” (“hiereis”), os oficiais encarregados da administração eram, efetivamente, os politarcas.  Cf. “Eponymous Officials of Greek Cities II” – Zeitschrift für Papyrologie und Epigraphik 84, 1990, págs. 231–295; como oficiais (mas não epônimos) na Tessalônica, pág. 249; como epônimos em Caradro, no Épiro, pág. 236; em Anfípolis, págs. 248-249; e na Beréia, págs. 249-250;

G) Os Sérgios Paulos de Chipre e a missão na Galácia: estando Paulo e Barnabé em missão na ilha de Chipre (de onde Barnabé era originário), converteram o governador da ilha, o procônsul Sérgio Paulo (Atos, 13:4-12); zarpando então de Pafos, dirigiram-se ambos para a Ásia Menor; desembarcando em Perga da Panfília, adentraram-se até Antióquia da Pisídia, ao norte (Atos, 13:13-14).  Ora, uma série de recentes descobertas arqueológicas, tanto em Chipre quanto em Roma e em Antióquia da Pisídia, lançam uma nova luz sobre esse trecho do livro:

G.1) Duas inscrições gregas em Chipre mencionam Sérgios Paulos: a) uma, de Solos, encontrada em 1877, menciona um “procônsul Paulo”: “Apolônio a seu pai […] consagrou este recinto e o respectivo monumento, de acordo com os desejos de sua família [...] tendo ocupado os ofícios de agorânomo, prefeito, secretário e sacerdote, e estando a cargo dos registros oficiais.  Erigido no dia 25 do mês de Demarquexúsio, no décimo terceiro ano [de Cláudio, i.e., 53-54 dC].  E ele [Apolônio] também alterou a lista dos decuriões, com o auxílio de assessores, sob Paulo o [proc]ônsul (“epi Paulou [anthy]patou”)”.  A inscrição em si data de 53-54 dC, mas a reorganização da lista dos decuriões (senadores municipais) é mencionada como fato anterior – ou seja, esse [Sérgio] Paulo havia sido procônsul de Chipre algum tempo antes; b) outra, de Citéria (atualmente no Museu Metropolitano de Arte de Nova York), numa placa de mármore azulado, refere-se a um decreto regulamentando sacrifícios e oferenda, mencionando “[...]iou Kaisaros Sebastou kai [epi] Kointou Ser[ghiou] [Paulou anthypatou?]”, citando um Quinto Sérgio [Paulo], atuante em Chipre provavelmente sob o império de Gaio (Calígula), 37-41 dC;

G.2) De modo complementar, outra inscrição em latim (GIL VI.3 1.545), encontrada em Roma em 1887, menciona um Lúcio Sérgio Paulo como um dos curadores das margens do Tibre (“curatores riparum et alvei Tiberis”) sob Cláudio (“ex auctoritate Ti. Claudi Caesaris Aug. Germanici”, i.e., entre 41-54 dC);

G.3) Enfim, duas inscrições encontradas em Antióquia da Pisídia mencionam membros dessa família: a) a primeira em 1912 menciona “Lúcio Sérgio Paulo, o moço, filho de Lúcio” (sendo que houve um Lúcio Sérgio Paulo cônsul sufeta em 72 ou em 78 dC); b) a segunda em 1913 menciona uma Sérgia Paula, filha de Lúcio, casada com Gaio Caristânio Frontão, que, por sua vez, foi cônsul ordinário em 90 dC.

G.4) A partir daí, e via estudos complementares, Settipani (“Continuité Gentilice”, pág. 114) pôde reconstituir a árvore genealógica dos Sérgios Paulos: a) primeira geração: dois irmãos, Lúcio (que foi curador das margens do Tibre, e procônsul de Chipre 46-48 dC) e Quinto (procônsul de Chipre na época de Calígula); b) segunda geração: o filho de Lúcio, Lúcio Sérgio Paulo, o Moço, cônsul sufeta 72 ou 78 dC; c) terceira geração: seus dois filhos: Lúcio Sérgio Paulo, quatuórviro encarregado da limpeza das ruas de Roma (“quattuorvir viarum curandarum”) e cônsul designado para 96 dC, e Sérgia Paula, a esposa de Gaio Caristânio Frontão, que foi cônsul 90 dC.

G.5) Estabelece-se assim todo o nexo da referida passagem dos “Atos”: confirma-se a proeminência dos Sérgios Paulos em Chipre na época de Calígula e de Cláudio (37-54 dC), i.e., na época em que Paulo e Barnabé lá atuaram; e mais, o fato de que a família tinha interesses no interior da Ásia Menor, na região da Pisídia e da Galácia (centro em Antióquia da Pisídia), para onde, logo após Chipre, Paulo e Barnabé se dirigiram.

Que os exemplos listados acima sirvam para demonstrar a confiabilidade histórica dos “Atos”, sendo que os três últimos (“E”, “F” e “G”) referem-se a DETALHES PERDIDOS DESDE HÁ MUITO, E QUE SOMENTE PUDERAM SER RECUPERADOS EM ÉPOCAS RECENTES.   Compare-se tal situação com a mixórdia tanto da “carta de Lêntulo” quanto da “psicografia” “Há Dois Mil Anos”, onde pululam equívocos e erros, como já exaustivamente se demonstrou.

Assim sendo, torna-se evidente que qualquer tipo de comparação entre a situação de “Lêntulo” e de “Jesus/Paulo” é falaciosa.  No primeiro caso, não apenas não há fontes históricas (durante mil e quatrocentos anos NENHUMA menção a Lêntulo), mas os testemunhos (a “carta” e a “psicografia”) mostram-se eivados de contradições, enganos e erros.  No segundo caso, lidam-se, ao contrário, com genuínas fontes históricas, que mostram não apenas uma “cadeia de transmissão” ininterrupta desde a época imediatamente pós-contemporânea, mas exibem igualmente um alto grau de exatidão histórica, inclusive em assuntos há muito perdidos e esquecidos, e que somente recentemente puderam ser novamente trazidos à luz.

É justamente por isso que, em termos da evidenciação histórica, não há dúvidas acerca da existência real quer de Jesus, quer de Paulo de Tarso; o que não ocorre com “Lêntulo” – o consenso histórico rejeita tanto a “carta” quanto a própria identidade da pessoa que a teria escrito.

Tome-se, para finalizar, um testemunho entre tantos: o posicionamento duma prestigiosa obra de referência para toda a época greco-romana, e que não pode, em absoluto, ser acusada de credulidade ou de parcialidade, o “The Oxford Classical Dictionary” terceira edição, Simon Hornblower e Antony Spawforthy Editors, Oxford University Press, 1996 – da Oxford do Reino Unido; e escrito via colaboração de especialistas nos vários temas.  Na pág. 1.128, consta uma pequena biografia de São Paulo Apóstolo, tratado normalmente como uma figura histórica:

“St Paul was a convert from Pharisaic to Messianic Judaism as a result of a mystical experience (Gal 1:12 and 16) when he believed himself called to be the divine agent by whom the biblical promises about the eschatological ingathering of the pagans would be fulfilled.  That transference of allegiance led him to renounce his previous religious affiliations (Phil. 3:6f), even though the form of his religion remains in continuity with apocalyptic Judaism.  We know him as the result of letters which he wrote over a period of about ten years to maintain communities of Jews and gentiles in Rome and several other urban centres in a pattern of religion which enjoined faithfulness to Jesus Christ as the determining factor in the understanding of the Mosaic Law.  His subordination of the Law inevitably led to conflict with Jewish and Christian opponents who suspected him of antinomianism and apostasy.  His doctrine of justification by faith was hammered out as a way of explaining his position in relation to Jewish Law.  He commended Christianity as a religion which was both the fulfillment of the Jewish tradition and also the negation of central precepts like food laws and circumcision, though he was emphatic in his rejection of idolatry.  In his letters we have clear evidence of the emergence of identifiable Christian communities separate from Judaism with a loose adherence to the Jewish tradition as interpreted by Paul.  At the end of his life he organized a financial offering for the poor in Jerusalem from the gentile churches he had founded.  According to Acts his journey to Jerusalem with this collection preceded his journey to Rome where later Christian tradition suggests that he died in the Neronian persecution.  The letters in the New Testament which are widely assumed to be authentic are Romans, 1 and 2 Corinthians, Galatians, Philippians, 1 Thessalonians, and Philemon, and possibly Colossians and 2 Thessalonians.  Ephesians and 1 and 2 Timothy and Titus are probably pseudonymous.  This last group of documents indicates the direction of the Pauline tradition after the apostle’s death when accredited teachers began to be ordained to ensure the preservation of the apostolic traditions and institutions in the face of emerging Gnosticism and antinomianism”. (artigo sob responsabilidade de Christopher C. Rowland, Dean Ireland’s Professor de Exegese e Escrituras Sagradas da Universidade de Oxford).

Igualmente, no artigo “Christianity” (págs. 325-28), a figura de Jesus é, naturalmente, tratada como histórica: “(…) Christianity began as a Jewish sect and changed its relationship with the Jewish community at a time when both groups were affected by later Hellenism (…) The first followers of Jesus inhabited a political system, the Roman empire, that regarded Jews as singular. (…) Jesus lived, therefore, in a divided Palestine.  The rule of Rome and the fortunes of her Jewish allies seemed secure; but the cruelty of Herod had kept alive strong forces of resistance and revolt. (…) It is likely that Jesus reflected several tendencies in the Judaism of his day.  Followers saw him variously as a forerunner of the rabbis, holy man, wonder worker, rebel, and prophet.  Attempts to decide how he saw himself have proved difficult. (…)” (artigo sob a responsabilidade de Philip Rousseau, Professor Associado de História, Universidade de Auckland, Nova Zelândia).

Não obstante, é inútil procurar-se, nesta obra de referência, por “Públio Lêntulo” (apesar de constarem vários Lêntulos históricos, reais).  Que fique tudo isso como um testemunho do “estado da arte” atual da historiografia a respeito de tais assuntos.

Obviamente, a reação de alguns a todos os argumentos e demonstrações detalhadas constantes desta mensagem já é esperada: acusações de “verborragia”, de que se trata de texto “longo”, etc.; igualmente, torcerão os argumentos, taparão os próprios olhos e teimarão em não aceitar as evidências.  Não obstante, toda a questão foi exposta da forma mais completa e documentada possível, com o máximo de cuidado; mesmo assim, tenho certeza, será vilipendiada por alguns, que, ao contrário, não poderão contrapor argumentos plausíveis e racionais a cada uma das constatações e demonstrações ora feitas, e nem, muito menos, arcar com os desafios lançados.  Como última mensagem àqueles que persistem se agarrando à autenticidade de “Lêntulo”, que confeccionem então, se têm tanta confiança em seus próprios conhecimentos, um trabalho detalhado sobre o assunto, demonstrando racionalmente, e com evidências palpáveis, seus pontos de vista, e o apresentem como trabalho histórico sério, para publicação.  A presente mensagem procurou, assim, encerrar, de vez, as discussões sobre o assunto, até que contra-argumentos efetivos (e não acusações e ilações desesperadas de fanáticos) sejam apresentados.

 

PÓS-ESCRITO: TRÊS DIÁLOGOS IMAGINÁRIOS

Até aqui cuidei de demonstrações – nada foi inventado, e nada do que foi dito o foi sem justificativa, e justificativa detalhada (ao contrário do que ocorre com os defensores de “Lêntulo”, que esbravejam, mas não mostram nada).  Portanto, creio que, agora, posso permitir-me um pequeno exercício de ficção – em três diálogos.  Dois deles eu, sinceramente, gostaria de ter travado; o outro é o que, infelizmente, venho sendo forçado a travar.

A) PRIMEIRO DIÁLOGO

Duvidador Leal: Então, sobre minhas pesquisas históricas que derrubam a identificação do espírito “guia” “Emanuel”, que me dizes?

Espírita Kardecista: Li tudo, e reli.  Andei pesquisando por fora, mandei-te aquelas dúvidas, que me respondeste… e, realmente, o argumento, em seu conjunto, é coerente.

Duvidador Leal: Então, reconheces que as evidências são acachapantes?

Espírita Kardecista: Tenho que reconhecer.  Mas isso ainda me parece um sonho… Digo, algo incrível.  Olha, não é pela tua pesquisa, é que… Bem, alguém da envergadura moral de Xavier ter sido enganado assim, por tantos anos…

Duvidador Leal: Ora, há, quanto a isso, outras explicações; para início de conversa, quem é que pode garantir que o fenômeno foi, em si, algo ligado à mediunidade? Tu bem sabes que não acredito nessas coisas… Poderia ter sido o subconsciente de Xavier; isso em absoluto o desmereceria em termos morais.

Espírita Kardecista: Cá já entramos num outro tipo de assunto, que não gostaria de abordar contigo, ao menos não por enquanto.  Tu negas tais fenômenos, eu os aceito.  Deves ter motivos para a tua negação, mas eu te asseguro que tenho motivos para a minha aceitação.  Assim, me é difícil simplesmente aceitar tuas conclusões, e simplesmente dizer que tudo não passou de fantasia… Como é que as esferas espirituais não interferiram? E como se pôde construir tanta coisa boa, e tanto bem pôde ser feito a tantos, a partir duma mentira?

Duvidador Leal: É uma frase velha, mas creio que ainda vale: “os desígnios de Deus são imperscrutáveis” (bonito, não?)… Olha, tu falas em “mentira”, mas talvez esse conceito seja inadequado, ao menos para a situação como um todo.  Claro, a identificação desse tal “Emanuel” com “Lêntulo” é, efetivamente, insustentável; é uma mentira, para se falar as coisas como elas são; mas Deus escreve certo por linhas tortas.  Talvez te sirva, e aos teus confrades, como lição para não aceitardes qualquer coisa como um bando de carneiros.  Talvez sirva, ao fim, a nós todos, para nos ensinar um pouco de humildade, por que não?…

Espírita Kardecista: Como assim?

Duvidador Leal: Bem… a ti, mostrando que teus dogmas (e, quanto a isso, deves reconhecer que esse culto a Xavier já se transformou, para muitos dos teus, num dogma; e o nome do homem, num mantra…) são tão falíveis, e ocos, e irrisórios, quanto quaisquer certezas de origem humana; e a nós, mostrando-nos que, mesmo diante duma situação assim tão intratável, torta desde o início – bem, mesmo diante disso, Deus pôde extrair algo de bom para o auxílio de muitos…

Espírita Kardecista: É, talvez… Mas ainda tenho que digerir isso.  As conseqüências são sérias, tu bem sabes.  Não é algo que se proclama tocando a trombeta diante de si… Deixa-me um pouco, depois discutiremos esses assuntos…

B) SEGUNDO DIÁLOGO

Espírita Kardecista: E aí? Que fizeste das minhas observações sobre aquela tua pesquisa?

Duvidador Leal: Ora, li tudo, e reli.  Andei pesquisando por fora, mandei-te aquelas dúvidas, que me respondeste… e, realmente, tenho que concluir que não há o que ser desconsiderado.

Espírita Kardecista: Não era nada tão sólido assim quanto te parecia, não?

Duvidador Leal: Mas o fato é que pesquisei tudo, e com detalhe, e ao longo de tanto tempo… E o consenso historiográfico…

Espírita Kardecista: É, sim, eu sei.  Essas descobertas são, de resto, recentíssimas.  Sabes, quando mencionaste a questão epigráfica, pus-me a pesquisar o assunto, e dei (talvez por sorte, mas Deus saberá se apenas por isso) com os resultados daquelas escavações – as do Egito, em Crocodilópolis, e os achados naquele desvão até então desconhecido da biblioteca do monastério de Santa Catarina… Bem, tu sabes dos detalhes, já t’os mostrei…

Duvidador Leal: Sim, sim, e é algo absolutamente inacreditável.  Muda tudo.  Todo um ramo até então desconhecido dos Lêntulos, toda uma evidenciação manuscrita dos meados do séc. II dC, se não de antes, sobre os registros enviados ao Imperador.  É, não há o que dizer; só não te tiro o chapéu porque não uso um.

Espírita Kardecista: Tudo bem; as coisas são assim.  Olha, creio que, no fim, todos acabamos ganhando.  Porque as tuas pesquisas esclareceram muitas coisas; e, afinal, se não fosse por elas, talvez essas novas descobertas passassem despercebidas a todos nós.  Sim, eu te digo: todos lucramos: tu ganhaste mais conhecimento, nós confirmamos insofismavelmente um tesouro que já julgávamos possuir.  Tínhamos prata, agora temos ouro; e tu tens, ao fim, a tua verdade, pela qual lutaste.  Não é mesmo?

Duvidador Leal: Bem, isso é verdade…

Espírita Kardecista: Agora, somente nos resta irmos além em nossos debates – aceitas então a mediunidade?

Duvidador Leal: Alto lá! Devagar com o andor; há muitas coisas ainda para se pensar.  Quero dizer, ainda tenho que digerir isso.  As conseqüências são sérias, tu bem sabes.  Não é algo que se proclama tocando a trombeta diante de si… Deixa-me um pouco, depois discutiremos esses assuntos…

C) TERCEIRO “DIÁLOGO”

Duvidador Leal: Então, sobre minhas pesquisas históricas que derrubam a identificação do espírito “guia” “Emanuel”, que me dizes?

Chicólatra Fanático: Que derrubam o quê! Tu não sabes o que dizes! Não entendes nada disso!

Duvidador Leal: Não leste o texto?…

Chicólatra Fanático: Aquele amontoado verborrágico? Aquela montanha de raciocínios farsescos? Ridículo! O que é que tu pensas da vida, afinal? Vai fazer algo de útil! Quem é que pensas ser?

Duvidador leal: São evidências históricas; está tudo bem documentado, e…

Chicólatra Fanático: E eu lá me importo com essa tal de “história oficial”? É tudo tendencioso! As verdades não estão nesses documentos encardidos, ou nessas inscrições empoeiradas! Há uma conspiração para esconder as verdades – e somente nós, os iniciados nas ciências esotéricas, temos acesso a isso! Tu não passas dum bufão!

Duvidador Leal: Mas, e as evidências? Que evidências tens para o que afirmas? Lançar tudo ao desconhecido e ao místico é fácil, explica qualquer coisa… e portanto não explica nada…

Chicólatra Fanático: Cala-te! Já te disse, não sabes o que fazes; não enxergas um palmo adiante do nariz… Além do mais, o que importa é a mensagem, é tudo o que Chico construiu, a ajuda e o consolo que prestou a tanta gente…

Duvidador Leal: Ninguém nega isso, e nem isso está sob discussão; mas permanece o fato de que …

Chicólatra Fanático: Permanece nada! Ficas tu aí com essa tua ciência, com esses textos empolados, posando de superior… Tu me achas um estúpido? Por que alguém pesquisaria tanto, apenas para denegrir a excelsa memória de Chico? Tens algum motivo oculto, claro que tens! Ou então estás sendo assediado por forças malignas! E teus conhecimentos de nada valem, eu repito; só os iniciados é que detêm, verdadeiramente, o mistério das coisas!…

Duvidador Leal: Não se trata disso, e tu bem o sabes.  Mas é algo importante, e que deve ser enfrentado.  E eu não afirmo essas coisas gratuitamente!… Aliás, o teu próprio Kardec recomendou não apenas prudência, como também uma investigação cuidadosa e racional nesses casos… repudiarem-se dez verdades sendo preferível a aceitar-se uma só mentira…

Chicólatra Fanático: Bah! Quem pensas ser para me ensinares Espiritismo? Logo tu? Esses teus tratados de nada valem; esses historiadores eram todos céticos, materialistas, contrários à verdadeira espiritualidade… Tudo falso!

Duvidador Leal: Caramba, nem todos! Aliás, nem a maioria! São historiadores e estudiosos de várias épocas e tendências; seu consenso tem valor.  E as próprias evidências têm valor, falam por si! Se és contra, apresenta evidências contrárias!

Chicólatra Fanático: Têm valor nada! Além do mais, que grande importância assim tem a identidade desse Publius? É tudo simbólico, o livro é ficção, o que vale é a mensagem!

Duvidador Leal: Não, em absoluto! O “guia” nunca deu a entender que o que revelava de si próprio fosse ficção! E sua própria autoridade deriva de sua identificação…

Chicólatra Fanático: Bah, és um detrator, apenas isso! Então, diga-me lá, Jesus, ou Paulo, têm, eles mesmos, essa tal de “evidenciação histórica” a seu favor? Não são citados apenas na Bíblia? No entanto, ninguém duvida de sua existência! Eu sei o que tu queres, bufão: tu queres negar tudo, és um cético, ou um maldito papa-hóstia, marionete duma conspiração satânica, instrumento das forças das Trevas, com o objetivo de mostrares a inexistência tanto do Publius quanto do Mestre Jesus!

Duvidador Leal: Caramba, nada disso! Uma coisa não tem nada a ver com a outra; o tipo de evidência que se tem para Jesus, ou para Paulo, é totalmente diferente do que se tem para “Lêntulo”…

Chicólatra Fanático: E não podes provar, assim, que ele não existiu!

Duvidador Leal: Mas são os espíritas que têm que provar que ele existiu, e não eu que ele não existiu! No que me tange, mostrei que há dúvidas muitíssimo mais que razoáveis contra sua existência; e, voltando à historicidade de Jesus e de Paulo, não apenas há fontes históricas sobre eles desde épocas bastante próximas aos eventos, fontes essas que se estendem continuamente a partir de então, como essas fontes são confiáveis.  E quanto a “Lêntulo”? O silêncio de mil e quatrocentos anos; depois, uma “carta” cheia de equívocos; e, ao fim, após mais uns quinhentos anos, uma “psicografia” mal-arranjada e cheia de incorreções!

Chicólatra Fanático: Tu falas, muito, falas demais, vomitas palavras e textos! Quero todos os seiscentos senadores! Cada um, e suas famílias! Quero tudo! Não provaste nada! Chico é imbatível! E sua miserável “ciência”, e seu miserável racionalismo, de nada valem! Bah!

—(*)—

Os leitores, se puderem, adivinhem qual dos três diálogos é o que, miseravelmente, se vem travando…

170 respostas a “Resposta aos argumentos mais comuns dos espíritas sobre o livro Há Dois Mil Anos de Chico Xavier”

  1. Emanuel Oliveira Diz:

    ALLAN KARDEC
    Não esqueçamos que o Espiritismo tem inimigos interessados em obstar-lhe à marcha, aos quais seus triunfos causam despeito, não sendo os mais perigosos os que o atacam abertamente, porém os que agem na sombra, os que o acariciam com uma das mãos e o dilaceram com a outra. Esses seres malfazejos se insinuam onde quer que contem poder fazer mal. Como sabem que a união é uma força, tratam de a destruir, agitando brandões de discórdia. Quem, desde então, pode afirmar que os que, nas reuniões, semeiam a perturbação e a cizânia não sejam agentes provocadores, interessados na desordem? Sem dúvida alguma, não são espíritas verdadeiros, nem bons; jamais farão o bem e podem fazer muito mal.
    (…)Religando os homens honestos e conscienciosos, elas imporão silêncio à crítica e, quanto mais puras forem suas intenções, mais respeitadas serão, mesmo pelos seus adversários: Quando a zombaria ataca o bem, deixa de provocar o riso: torna-se desprezível.

  2. Gilberto Diz:

    Chicólatra Fanático: Esse JCFF é f****!
    Duvidador Leal: P****, se é!
    Chocólotra Fanático: Que tal uma Nhá Benta?
    Duvidador Leal: Já é!
    -
    Li todo o texto, mas meus Tico e Teco precisarão de algumas releituras, mas o texto é bombástico. Parabéns JCFF pela pesquisa séria, longe de ser verborrágica, pois cada palavra é sorvida com prazer. Os espíritas têm que entender que ninguém quer detratar Xavier e seus objetivos religiosos. Ele amou o próximo mais que a maioria das pessoas. O bem que ele dissiminou foi (e é) ímpar. NADA pode mudar isso. Mas no momento em que Kardec afirma que espiritismo é ciência, ele deve ser tratado como tal. Análises históricas sérias têm que ser feitas para se separar o proverbial joio do trigo. O espiritismo não apenas precisa mudar, mas MERECE mudar. Pra melhor. Isso é possível, não tenho dúvidas.

  3. Emanuel Oliveira Diz:

    BONDADE PARA COM TODOS
    Vários materialistas chegaram a Pedro Leopoldo, para assistir àsessão
    pública do “LUIZ GONZAGA”, numa noite de sexta-feira.
    E, desrespeitosos, começaram por dizer que não acreditavam na Doutrina
    do Espiritismo e que a mediunidade era pura mistificação quando não fosse
    simplesmente loucura…
    Ainda assim, queriam ver os trabalhos do Chico.
    O Médium, em concentração, perguntou a Emmanuel:
    — O senhor não julga melhor convidarmos esses homens à retirada?
    Afinal de contas, não admitem nem mesmo a existência de Deus…
    — Não pense nisso, — exclamou o orientador — são nossos irmãos.
    Precisamos recebê-los com bondade e ser-lhes úteis, tanto quanto nos seja
    possível.
    — Mas, — ponderou o Chico — Jesus recomendou-nos não atirar pérolas
    aos porcos.
    — Sim — disse Emmanuel com serenidade e compreensão — o Mestre
    determinou, não atiremos pérolas aos porcos, todavia não nos proibiu de
    oferecer-lhes a alimentação compatível com as necessidades que lhes são
    próprias… Procuremos ajudar a todos e o senhor fará por nós todos o que seja
    acertado e justo.
    E o Médium, emocionado, guardou a formosa lição.
    LINDOS CASOS DE CHICO XAVIER
    RAMIRO GAMA

  4. Dave Mustaine Diz:

    “A) Os Evangelhos canônicos, os Atos dos Apóstolos e as cartas paulinas são, efetivamente, fontes históricas, confeccionadas quer contemporaneamente, quer pós-contemporaneamente aos eventos que narram, ou às personagens que descrevem – sendo como tais consideradas por todos os historiadores sérios”
    -
    -
    -
    Parei de ler aqui!
    -
    -
    Não acredito de jeito nenhum tal de “Emmanuel” exista. Agora atacar existência dele e defender a existência de Jesus com o argumento de que os evangelhos da bíblia são considerados como fonte histórica por TODOS os historiadores sérios tá me soando papo de crente. Ou seja, é mais um artiguinho de guerra religiosa, “minha religião é a certa e a dos outros é a errada”. (Deixa eu adivinhar…Você deve ser evangélico, né?)
    -
    Quando eu criar meu fórum “religion wars” vou chamar você e o Willian pra participarem dele.
    -
    Beigos

  5. Vitor Diz:

    Dave,

    só posso dizer que achei lamentável sua atitude de parar de ler o texto. Se acha que não são fontes históricas, refute, apresentando bibliografia que desminta a base apresentada pelo Senhor José Carlos, a qual você não leu.

  6. João Batista Siqueira Gomes Diz:

    Li com cuidado o texto sobre Publio Lentulus, sua crítica à obra de Chico Xavier e a considero extremamente pertinente. Sou espírita praticante, estudioso das obras básicas e, com certeza, não me considero capaz de discutir os argumentos expostos em seu blog, que é extremamente elucidativo para todos aqueles que queiram entender e elucidar-se no viés do pensamento Kardequiano e de suas obras básicas. Não acho que seus argumentos seja passíveis de contestação, e sim de debate honesto e sério, da maneira como foi exposto. Até mesmo a apresentação dos personagens com quem o senhor debate de maneira fictícia demonstra respeito com a Doutrina Espírita e sua visão básica de fé raciocinada. A busca da verdade é válida para todos, e, siceramente, agradeço sua ousadia. Precisamos de questionadores do seu nível, pelo menos para que possamos repensar nossas posturas de idolatria. Nem mesmo Jesus pregou tal postura de adoração. Clamou acima de tudo que seguíssemos seu exemplo, ensinando-nos que nos amássemos uns aos outros acima de tudo. Só que amar também inclui a aceitação da diversidade de pensamentos e o questionamento que nos traz a luz da razão. É uma vacina contra o obscurantismo. Por favor, considere as posturas agressivas de alguns de nossos irmãos como atitudes pontuais, e aceite meus votos de fraternidade, independente de quaisquer posturas contrárias que tenhamos com relação ao ideário espírita. Sua crítica traz um arejamento às nossas idéias e debates, e, em momento algum, agride a essência do pensamento dourtinário espírita. Pode-se dizer que, como discípulo de Pestalozzi e seguidor de Rousseau, o professor Rivail, seja com seu nome de batismo, seja com o pseudônimo com o qual passou à posteridade, Allan Kardec, lhe diria o mesmo.

  7. João Batista Siqueira Gomes Diz:

    Revi meu texto e percebi diversos erros de digitação. perdoe a nossa filha, digo, a nossa falha. João Batista

  8. moizes montalvao Diz:

    Emanuel Oliveira Disse:
    APRIL 21ST, 2010 ÀS 4:51 AM
    ALLAN KARDEC
    Não esqueçamos que o Espiritismo tem inimigos interessados em obstar-lhe à marcha, aos quais seus triunfos causam despeito, não sendo os mais perigosos os que o atacam abertamente, porém os que agem na sombra, os que o acariciam com uma das mãos e o dilaceram com a outra. Esses seres malfazejos se insinuam onde quer que contem poder fazer mal. Como sabem que a união é uma força, tratam de a destruir, agitando brandões de discórdia(…)
    .
    COMENTÁRIO: Prezado Emanuel, belo o discurso de Kardec que apresentou, mas, e quanto ao texto apresentado pelo José Carlos, tem algum reparo a fazer? Acredito que o autor esclareceu, e muito bem, a fantasia que Chico criou em torno da figura de Lêntulo. Não seria o momento de reconhecer isso? Ou, ao menos mostrar que o estudo carece de reparos…
    .
    Sustentar o insustentável, defender o indefensável não é medida sábia e o próprio Kardec recomendou que quando a ciência comprovasse um fato, que se deixasse a doutrina e ficasse com a ciência.
    .
    Discursos engalanados não vão mudar as coisas: Públio Lêntulo foi fantasia urdida pela imaginosa mente de Francisco Xavier. Consequentemente, Emannuel também foi um sonho…
    Sorry.

  9. moizes montalvao Diz:

    Emanuel Oliveira Disse:

    “BONDADE PARA COM TODOS
    Vários materialistas chegaram a Pedro Leopoldo, para assistir àsessão
    pública do “LUIZ GONZAGA”, numa noite de sexta-feira.
    E, desrespeitosos, começaram por dizer que não acreditavam na Doutrina
    do Espiritismo e que a mediunidade era pura mistificação quando não fosse
    simplesmente loucura…
    Ainda assim, queriam ver os trabalhos do Chico.
    O Médium, em concentração, perguntou a Emmanuel:
    — O senhor não julga melhor convidarmos esses homens à retirada?
    Afinal de contas, não admitem nem mesmo a existência de Deus…
    — Não pense nisso, — exclamou o orientador — são nossos irmãos.
    Precisamos recebê-los com bondade e ser-lhes úteis, tanto quanto nos seja
    possível.
    — Mas, — ponderou o Chico — Jesus recomendou-nos não atirar pérolas
    aos porcos.
    — Sim — disse Emmanuel com serenidade e compreensão — o Mestre
    determinou, não atiremos pérolas aos porcos, todavia não nos proibiu de
    oferecer-lhes a alimentação compatível com as necessidades que lhes são
    próprias… Procuremos ajudar a todos e o senhor fará por nós todos o que seja
    acertado e justo.
    E o Médium, emocionado, guardou a formosa lição.
    LINDOS CASOS DE CHICO XAVIER
    RAMIRO GAMA”
    .
    COMENTÁRIO: Chico foi um homem bom. Deixou-nos belos exemplos de dedicação, solidariedade, despojamento… Entretanto, não estava livre de cometer equívocos e de deixar-se levar por seus devaneios dissociativos. O “próprio” Emannuel se condenou ao falar de si mesmo com informes inconsistentes e falsos. o fato nos dá fortes evidências de que Emannuel, André Luiz e outras supostas entidades, todas brotaram da fertilíssima mente de Francisco que, certamente, era dotada de habilidades e capacidades incomuns. Os estudos sobre Chico Xavier devem procurar responder como pode ele ter tamanha criatividade e ser capaz de copiar tantos estilos diferentes; que peculiaridades mentais o homem possuia para que surpreende-se até mesmo críticos literários renomados? Ou, por outra, como explicar tanto talento concentrado numa só pessoa?
    .
    As tentativas de responder às indagações acima por meio da atuação de espíritos, conforme o estudo do José Carlos bem mostrou, são incabíveis. Que Chico foi um grande homem não há dúvidas; que era um talentoso incomum, indiscutível. Quanto a estar assessorado por espíritos trata-se de hipótese cada vez mais distante…

  10. José Carlos Ferreira Fernandes Diz:

    Sr. Mustaine:

    Sobre sua mensagem, cabem alguns esclarecimentos, que não puderam ser feitos no corpo do texto, inclusive por não dizerem respeito, diretamente, ao assunto tratado, mas que podem ser feitos agora.

    Considerar um documento como “fonte histórica” não o torna algo “inatacável” – pelo contrário, torna-o, ou deve torná-lo, para o pesquisador, alvo de análise detalhada. Todas as fontes históricas, em maior ou em menor grau, apresentam problemas, quer de isenção (todas têm um “viés”, porque, afinal, foram escritas por seres humanos, e nas nossas veias corre sangue, não linfa), quer de harmonização (com outras fontes independentes, ou com os resultados de achados arqueológicos – embora a interpretação de tais achados, também, possa envolver problemas…).

    Ter-se, por conseguinte, os Evangelhos canônicos, os Atos dos Apóstolos e o “corpus” epistolar paulino como fontes históricas (o que são) não lhes tira (aos olhos do pesquisador, ou do historiador) os problemas mencionados anteriormente, e muito menos a necessidade duma crítica minuiosa. Não obstante, continuam a ser “fontes históricas”, o que a “carta de Lêntulo” (para não mencionar a “psicografia” “Há Dois Mil Anos”), em absoluto, não é.

    Tentarei explicar isso melhor com dois exemplos, tomados entre casos extremos.

    O primeiro, muito bem documentado, diz respeito ao historiador Flávio José. Ele era um sacerdote, e duma família rica, inclusive com ligações (ainda que bem indiretas) com a antiga casa hasmoneana. Seu nome original era José, filho de Matias (ou Matatias), Iosef ben-Matathiahu. Durante a grande revolta judaica contra Roma (66-c.72 dC), lutou, um tanto relutantemente, ao lado dos rebeldes, como comandante, na região da Galiléia. Foi derrotado e aprisionado pelos romanos; sua elevada posição rendeu-lhe o privilégio de, como prisioneiro de guerra, ser tomado como escravo pelo comandante romano, Vespasiano (o futuro Imperador). Durante seu cativeiro, e tendo em vista sua posição social e seu caráter nitidamente “pró-ordem”, foi sendo utilizado, mais e mais, como conselheiro de guerra, inicialmente por Vespasiano, depois por Tito, o filho de Vespasiano e seu sucessor na liderança das forças romanas. Enfim libertado, tomou, como qualquer liberto, o prenome e o gentílico de seu benfeitor, Titus Flavius Vespasianus, e, como cognome, escolheu seu próprio nome hebraico, latinizado (Iosef – Iosephus). Assim, Iosef ben-Matathiahu transformou-se em Titus Flavius Iosephus (Tito Flávio José, ou “Flávio José”, como grafo seu nome). Ele era uma pessoa culta e informada; estava razoavelmente próximo dos altos círculos do poder, tanto na Judéia pré-revolta quanto na Roma pós-neroniana, sendo um “cliente” e protegido da nova dinastia Flávia. Nessa condição, escreveu várias obras, em grego, que nos chegaram completas. Dessas, merecem destaque duas: a) “A Guerra Judaica”, que escreveu c. 75 dC, em 7 “livros” (i.e., “rolos”, sendo que cada 5 “rolos” equivaleriam, “grosso modo”, a um livro médio atual), que tinha como principal foco de interesse a própria revolta (tratada a partir do final do 2º “livro”), e que cobria a história judaica no período compreendido de 175 aC (época de Antíoco IV Epífanes e a sua perseguição aos judeus) até ao final da revolta, com a rendição de Masada (c. 72 dC); e b) “As Antiguidades Judaica”, que escreveu c. 94 dC, em 20 “livros”, cobrindo toda a história judaica desde a Criação até imediatamente antes do início da revolta, em 66 dC; desses 20 “livros”, os 9 últimos (12º a 20º) cobre o período posterior à morte de Alexandre o Grande (323 aC), sendo que o período de Alexandre a Antíoco abrange apenas uma parte do 12º “livro”. Se lhe interessar, as obras de Flávio José, em tradução em língua inglesa, podem ser consultadas no seguinte endereço: http://www.ccel.org/j/josephus/works/JOSEPHUS.HTM.

    Assim sendo, sr. Mustaine, temos duas fontes distintas, do mesmo autor, cobrindo a história judaica no período que vai de 175 aC a 66 dC: os dois primeiros “livros” da “Guerra”, e virtualmente os 9 últimos das “Antiguidades”.

    Pois bem: mesmo nesse caso, há incoerências e mesmo incompatibilidades entre as duas narrativas. Note bem, sr. Mustaine, estamos falando duma mesma pessoa, dum mesmo autor. As diferenças não decorrem apenas do fato de que a narrativa da “Guerra” era bem mais curta (dois “livros”) que a das “Antiguidades” (quase nove “livros”); há discrepâncias maiores. Mas a ênfase, e mesmo os interesses do autor, devem ser levados em consideração: a “Guerra” (escrita c. 75 dC), foi escrita logo após o conflito, sob os auspícios romanos, por um “protegido” da corte imperial; as “Antiguidades” (escritas c. 94 dC) tiveram por motivação principal o clima de anti-semitismo que se espalhava perigosamente entre os pagãos, no final do império de Domiciano (p.ex., o historiador Suetônio, na sua “Vida de Domiciano”, narra que a cobrança do imposto “per capita” especial que incidia sobre os judeus, o “fiscus iudaicus”, a didracma, ou meio-siclo, que antes era utilizada para financiar o culto no Templo de Jerusalém, e que, desde a destruição do Templo havia sido redirecionada pelos romanos para o tesouro do templo capitolino de Júpiter Ótimo Máximo, Juno e Minerva, em Roma, era então efetuado de modo rigorosíssimo; e testemunha o próprio Suetônio que, na sua juventude, presenciou uma cena constrangedora, dum velho sendo despido em público pelos arrecadadores, a fim de se saber se era ou não circuncidado e, assim, sujeito ao tributo… cf. Suetônio, “Vida de Domiciano”, cap. 12, par. 2º, final).

    O clima, portanto, era outro. As intenções, outras. O próprio modo de o autor ver-se a si próprio, e ao mundo, provavelmente era outro…

    Por causa disso, descartamos Flávio José e suas obras? As consideramos “falsificações”, ou mesmo “não confiáveis”? Não… apenas as manuseamos com a necessária prudência. E elas não deixam de ser fontes históricas (e bem importantes) por causa disso…

    O segundo exemplo, bem mais drástico que o primeiro, refere-se ao sermão de Gildas, o Sábio, escrito talvez c. 540 dC, “Sobre a Destruição e a Conquista da Britânia” (“De Excidio et Conquestu Britanniae”). Colocando toda a situação no devido contexto: com o início das Grandes Invasões bárbaras, sendo a Gália submergida em 407 dC, as tropas romanas acantonadas na província da Britânia (a ilha da Grã-Bretanha) proclamaram seu comandante (que se chamava Constantino, mas que não deve ser confundido com Constantino o Grande, o 1º governante cristão de Roma, o qual reinara oitenta anos antes) como Imperador; ele rapidamente cruzou o Canal da Mancha, com virtualmente todo o exército romano, tanto para combater os bárbaros quanto para consolidar o seu título imperial usurpado. Mas fracassou miseravelmente, quer num caso, quer noutro; e mais, mostrou-se incapaz de sequer assegurar a proteção da própria Britânia; desprotegidos e desiludidos, entre 409 e 411 dC tanto a Britânia quanto a região da Armórica (a atual península da Bretanha, no litoral noroeste da França) rejeitaram o governo do usurpador Constantino, expeliram seus oficiais e tomaram a si próprias a defesa de seus territórios. Embora essa revolta tenha sido, ao menos em tese, favorável ao governo “legítimo” do Imperador Honório, em Ravena, na prática, dada a posterior incapacidade de este restabelecer seu controle efetivo nessas regiões, elas, de fato, se destacaram do Império.

    Iniciou-se então uma época obscura na história britânica, principalmente pela extrema escassez de fontes escritas confiáveis; ao que parece, tornou-se impossível organizar um governo centralizado na antiga província, que passou inicialmente por um período de fragmentação e de lutas entre vários chefes locais, da aristocracia britano-romana. A religião cristã foi mantida, bem como o latim como língua culta, embora a população como um todo falasse, e continuasse a falar, dialetos celtas. Logo a seguir, a Britânia teve que se defender duma série de ataques externos: tanto dos “raids” marítimos dos germanos anglos, saxões, jutos e frísios, e também dos irlandeses, quanto dos ataques terrestres dos escoceses, que atravessaram a dilapidada muralha de Adriano – todos esses povos eram pagãos. Nem assim os chefes britano-romanos lograram se unir, e às invasões externas somavam-se infindáveis guerras internas. Vários britânicos, então, acabaram migrando de sua esquecida e esfrangalhada ilha para a Armórica, ao longo do período compreendido entre c. 450-c.500 dC; essa região passou a ser conhecida como a “Pequena Britânia”, ou “Bretanha” (e seus habitantes como “bretões”, lá introduzindo um dialeto celta, o “bretão”), ao passo que a ilha passou a ser conhecida como a Grande Bretanha – a Grã-Bretanha.

    Por volta de 450 dC, os anglos, saxões e jutos iniciaram um povoamento permanente no sudeste da Grã-Bretanha, a pouco e pouco empurrando os britano-romanos celtas para o norte e para o oeste. Foram contidos provisoriamente, cerca do ano 490 dC, pelos britano-romanos, temporariamente unificados e comandados por Aurélio Ambrósio, na batalha do monte Badônico (“Badon Hill”, de localização incerta); essa batalha, bem como a figura de Aurélio Ambrósio, provavelmente estão na origem das lendas do rei Artur.

    A vitória do monte Badônico permitiu uma pausa (provisória) no avanço anglo-saxão; essa era a situação geral, no primeiro quartel do séc. VI dC – aproximadamente na época de Gildas.

    Afora citações esporádicas (p.ex., em Zósimo, ou na “Vida” de São Germano de Auxerre), a única fonte histórica sobrevivente para esse período é justamente o sermão de Gildas, o Sábio, monge britânico de cultura romana, o já referido “Sobre a Destruição e a Conquista da Britânia”. Trata-se duma peça interessantíssima, mas que, infelizmente, por ser um sermão de cunho moralista (culpando a avidez, a imoralidade e a sede de poder dos líderes britano-romanos pela situação calamitosa em que vivia a ilha – nisso, aliás, tinha uma boa dose de razão), não registrava uma apresentação cronológica e ordenada dos fatos.

    De qualquer modo, a pausa foi temporária; os anglos, saxões e jutos (sendo aparentemente os mais numerosos os anglos) acabariam reduzindo, pelos meados do séc. IX dC, os britano-romanos à região de Gales, conquistando todo o restante da antiga província, que passou a se chamar “terra dos anglos” (Angleland – daí England, ou, em língua portuguesa, “Inglaterra”).

    Voltando a Gildas: a “história” que conta, das épocas finais da dominação romana até à vitória do monte Badônico (parágrafos 13 a 26 do sermão) são, na maior parte, um “mishmash” deliciosamente inexato; a situação da “partida das legiões” (parágrafos 17 e 18) é uma maravilha de “nonsense” e ficção; uma tradução livre dos principais trechos desses dois parágrafos:

    “[17] Novamente, emissários suplicantes foram enviados [a Roma], com roupas rasgadas e cabeças cobertas de cinza [em sinal de luto e desespero]. Chorando como tímidos filhotes de aves sob as asas protetoras de seus pais, imploraram ajuda aos Romanos a fim de evitar a completa destruição de seu país, asseverando que o próprio nome dos Romanos, seus aliados, que para os bárbaros não mais passava duma palavra sussurrada aos ouvidos, ficaria para sempre manchado diante de todas as nações se não lhes prestassem auxílio. Então eles [os Romanos], movidos [à ação], tanto quanto possível à natureza humana, pela narrativa dos horrores da invasão, puseram-se a caminho, com a velocidade do vôo das águias, com tropas de cavalaria em terra e com esquadrões de barcos no mar, rapidamente enterrando suas terríveis espadas nos pescoços de seus inimigos; o massacre que infligiram deve ser comparado à queda outonal das folhas das árvores, ou a uma torrente na montanha (…) Assim, nossos ilustres aliados rapidamente puseram em fuga as hordas de inimigos (…), se é que lhes foi possível escapar (…) [18] Logo depois, os Romanos informaram aos nossos que não mais poderiam ser perturbados freqüentemente por custosas expedições desse tipo, e nem o grande símbolo do poder de Roma, qual seja, um exército de tamanha envergadura e poder, poderia se arriscar, em lutas terrestres ou marítimas, para auxiliar um povo assim tão covarde e tão pouco afeito à guerra. Eles aconselharam os Britânicos a se acostumarem às artes da guerra, e a lutarem bravamente, a fim de salvarem, com o melhor de seu esforço, sua terra, suas propriedades, suas mulheres, seus filhos e, muito mais importante do que tudo isso, sua liberdade e suas vidas. Os Britânicos, assim disseram [os Romanos] não deveriam nunca manter suas mãos desarmadas, a fim de serem acorrentados por nações que de nenhum modo lhes eram superiores – a não ser que se tornassem efeminados pela indolência e pela preguiça. Ao contrário, deveriam providenciar a confecção de armaduras, espadas e lanças, e manterem-se sempre prontos para a luta. E, porque consideraram que traria não pequena vantagem para a população que estavam agora deixando, [os Romanos] construíram uma muralha, diferente de outras, a partir de contribuições públicas e particulares, utilizando nessa empresa [como mão-de-obra] tanto a si próprios quanto aos habitantes do lugar. Eles construíram tal muralha da maneira que lhes era usual, em linha reta, de mar a mar (…) aconselharam enfim as populações a superarem o seu medo, e deixaram aqui instalações para a manufatura de armas. No litoral sul, onde seus navios haviam ancorado, para futura proteção dos ataques dos bárbaros, cujas hordas todos temiam, construíram torres a intervalos, para a vigilância do oceano. Então, desejaram-nos sorte, e partiram, com o intento de nunca retornarem.”

    Tente-se encaixar isso com o que se sabe, quer de outras fontes históricas, quer a partir das descobertas arqueológicas, e se tem um grandíssimo problema, para se dizer o mínimo. Compare-se isso, inclusive, com o resumo que eu mesmo citei anteriormente, da situação REAL na época do “abandono”. E não são apenas erros de detalhe; note, sr. Mustaine, apenas à guisa de exemplo, que a muralha de Adriano (construída, obviamente, por aquele Imperador, que reinou de 117 a 138 dC) é, em Gildas, colocada como tendo sido construída pouco antes do abandono da Britânia pelas forças romanas (inícios do séc. V dC)! E que as fortificações romanas no litoral sul, erguidas entre os finais do séc. III dC e os meados do séc. IV dC, foram consideradas também obras da mesma época!

    No entanto… é o que se tem. Nem por isso, o sermão de Gildas é desqualificado como fonte histórica. Deve ser utilizado com EXTREMA prudência, mas guarda, ainda assim, informações úteis. Mais importante, foi escrito para a sua época, para encorajar as populações locais a resistirem às invasões anglo-saxãs, e, para isso, utilizou o que ainda se tinha, na memória oral, dos “tempos passados”, cujos vestígios ainda estavam bem visíveis. É a visão que tinham os romano-britanos da primeira metade do séc. VI dC do que havia ocorrido com a sua ilha, desde que “os romanos se foram”, e que as invasões e a insegurança se tinham tornado endêmicas.

    Problemático, necessitando de extremo cuidado no manuseio… mas, mesmo assim, fonte histórica. Escrito na época dos acontecimentos (i.e., na época dos grandes embates entre britano-romanos celtas e anglo-saxões germânicos), incorporando a “memória oral” da história anterior. Não uma composição farsesca, escrita “do nada” mil e quatrocentos anos depois. Fonte histórica, não documento apócrifo.

    Espero, então, ter deixado meu ponto de vista um pouco mais claro, sr. Mustaine. Os Evangelhos, os Atos, as cartas paulinas, são fontes históricas. Com os seus problemas e contradições. Mas fontes históricas. Não é preciso ser-se cristão, sequer religioso, para admitir isso. É por isso que Jesus e Paulo são considerados personagens históricas, e “Públio Lêntulo” é uma peça de ficção.

    Apenas para concluir, não saquei as citadas obras do Novo Testamento do nada; meu texto foi a resposta a um desafio. Eu, por mim, não teria descido a tantos detalhes; mas as objeções têm que ser respondidas.

    Apenas para acalmá-lo um pouco, é claro que tenho consciência duma série de problemas ligados à interpretação histórica de várias passagens dos Evangelhos, ou mesmo dos Atos. Tomando os Evangelhos, p.ex., é um verdadeiro “décimo terceiro trabalho de Hércules” tentar harmonizar as duas “narrativas da Infância”, no início dos Evangelhos de Mateus e de Lucas. Praticamente a única coisa que têm em comum é dizerem que Jesus nasceu em Belém no tempo de Herodes o Grande. Todos os demais detalhes divergem. Outrora, eu mesmo, ingênuo que era, tomei a peito essa situação, e realizei pesquisas as mais cuidadosas possíveis. Li Cássio Dião, Flávio José e Orósio; pesquisei as fontes epigráficas (incluindo, é claro, o famoso “Titulus Tiburtinus”), e pensei ter conseguido “montar” uma harmonização decente: o último fecho das portas do Templo de Jano coincidindo com aquela tão célebre conjunção de Júpiter e Saturno na constelação de Peixes, que Kepler já havia assinalado, c. 7-6 aC; o recenseamento de Quirínio posto nessa época, a partir da asserção de que a personagem em questão teria servido duas vezes como legado no Oriente (apoiado na leitura do “Titulus Tiburtinus”)… Mas eis que a leitura dum capítulo de Syme pôs tudo de novo a perder; a maldita gramática latina… e o “Titulus Tiburtinus” sem ser evidência alguma dum senador ter sido duas vezes legado da mesma província, muito menos de que esse senador fosse Quirínio… Enfim, coisas… De volta à prancheta…

    Mesmo nos “Atos”, claro, há algumas dificuldades, como p.ex. a relação dos insurgentes judeus posta por Lucas na boca de Gamaliel o Velho (cf. Atos, cap. 5, vers. 33-42), que é um tanto problemática, quando se a compara com o que se sabe por Flávio José. Mas, por outro lado, as alegadas “discrepâncias” entre os Atos e as cartas paulinas são, no mínimo, exageradas, e podem, numa boa medida, ser justificadas e harmonizadas. “Atos”, além de ser uma fonte histórica, é uma fonte histórica muito boa. Não vou me deter quanto a isso, para não tornar esta mensagem excessivamente longa.

    Portanto, os Evangelhos, os Atos, as cartas paulinas, são fontes históricas, mesmo com seus problemas. Como Flávio José. Como o próprio Gildas. Todos esses testemunhos são o que a “carta de Lêntulo” não é, o que a “psicografia” “Há Dois Mil Anos” também não é.

    Assim, o que quero deixar claro, sr. Mustaine, é que dificuldades, mesmo contradições (não necessariamente fruto de maldade, mas sim de pontos-de-vista diferentes, ou de testemunhos distintos do mesmo fato) são uma constante em QUALQUER fonte histórica – além do próprio viés do autor. Isso é normal, e pode ser levado na devida conta. Além do velho bom senso, há uma série de técnicas para tal, quando mais não for, o confronto com outras fontes, ou com os testemunhos arqueológicos, epigráficos, numistmáticos, etc. A aceitação não implica a idolatria. Todas as fontes históricas devem ser submetidas a uma dieta espartana, e a uma crítica cuidadosa. Afinal, creio que o que se procura é a verdade, e não a ilusão, por mais doce que esta última possa vir a ser.

    Mas há uma grande diferença, e uma enorme distância, entre dificuldades eventuais, em testemunhos contemporâneos ou pós-contemporâneos, e amontoados de equívocos, em obras apócrifas surgidas do nada, ou em “psicografias” que se pretendem históricas.

    Somente espero, sr. Mustaine, que, agora, o sr. se digne a ler o texto até ao final.

    JCFF.

  11. Roberto Diz:

    Preciso reproduzir aqui as respostas que coloquei na postagem original.

    José Carlos,

    Te parabenizo pela epopéia de buscar provas para a inexistência de Emmanuel assim, tão denodadamente..

    Certamente tivestes que ler o romance Há 2000 Anos “Ad nauseum” pois parece-me que não entendeste o que continha nele.

    Alias, o testemunho de vida de Chico Xavier mostrou para ti que ele era um homem fraudador, mentiroso, louco varrido que falava consigo mesmo e inventava amigos imaginários qual criança solitária. Chico Xavier era esta negação que tu te arrojou a buscar provas de ser ou a construir com esforço hercúleo de arauto da verdade, de defensor da fé cega, de mantenedor do ideal kardecista, de caçador de bruxas ilusionistas.

    Li todo o teu texto. Fui reler para ver o caminho da resposta mas, como ficou exaustivamente grande.

    Para acertar melhor o teu alvo, recomendo, se quiseres, tirar a mira da citação sobre a tal carta que surgiu por encanto no sec. XV pois não foi psicografada por Emmanuel através de Chico ou de qualquer médium. Não te desgaste tanto batendo nesta mesma tecla pois o teu textão ficou na maior parte do tempo focado nisto de forma repetitiva. Deixe as pesquisas para o início dos tempos de Cristo.

    Mas é assim ó, estes moínhos parecidos com dragões que tentas espetar, hum, sei lá sabe, mas o dragão tá parecendo muito grandioso que temo que a tua lança afiada não vai fazer estrago considerável neste gigante da humildade, da caridade, do desprendimento, da cristandade, da tolerância e da honestidade.

    Se tu queres, vai firme José Carlos, leve teu fiel escudeiro Vitor Moura que por certo chegarás à verdade. Conheças a verdade e ela te libertará, não é assim. Tu vais para lá e a chicolatraiada ou chicoraiada vai para o outro lado, oposto ao teu, tentando se esforçar ao máximo para fazer de suas vidas uma ínfima parcela do que Chico Xavier fez da sua.

    Alegues, ou acuse-nos, os admiradores de Chico Xavier, os consolados, encorajados, assistidos, esperançados que foram vítimas deste embusteiro mentiroso e farsante, de que somos anti-kardec, de que temos a fé cega como orientadora, e coisa e tal, e tal e coisa, mas isto não te trará o sucesso que almejas pois a força do bem é soberana aos ataques das trevas.

    Ah, mas aí tu farás um diálogo imaginário dizendo que os chicólatras te atacaram com ameaças de trevas, e aí vai choramingar, escrever livros de contra-provas imaginárias, mas fazer o quê não é? Tu sabes que eu acho que sou tão soberbo quanto tu porque não aprendi o suficiente com o exemplo do Chico Xavier para ser tolerante e amoroso o quanto eu precisaria.

    Vai saber né José e Vitor? Vai saber se não vamos nos encontrar lá nas trevas exteriores para purgar nossa estultícia transbordante de orgulho e gastar milênios de recuperação até retomarmos o ponto de partida do hoje, quando poderíamos ter aproveitado melhor nossos talentos?

    Bom, concluo que saio do teu blog tranquilizado porque se tu me revelasses novidades sérias eu certamente teria que revisar meus conceitos e restabelecer novos rumos quanto à vida e obra de Chico Xavier e de Emmanuel, e abandonaria o erro para seguir a premissa principal do espiritismo que é: FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO, ou seja, prosseguiria buscando agir como Chico agia tão bem posto que a vida dele foi a caridade em pessoa.

    Pobre de mim, tão atrasado.

    Obrigado pelo belo trabalho inconclusivo mas dedicado, e pela consideração das respostas.

  12. Roberto Diz:

    Roberto Diz:
    April 21st, 2010 às 4:13 pm

    E concluo minha participação, dizendo o que Chico não diria, pois é muito superior moralmente do que eu:

    Gritemos a altos brados, anunciemos nos jornais, extra, extra, criemos páginas no msn, uol, bol, aol, chamemos a Globo, Record, CNN, Al Jazera, CBN, BBC,…, convoquemos a ONU, o FMI, a CIA, o governo de Israel, a Al Qaeda, o Hugo Chaves Bolivariano, o Lula Messiânico, o Dunga e o Maradona, vamos todos, juntos, unidos, reverenciar a maior descoberta da história da humanidade: o ilustríssimo “ad nauseum” demonstra INCANSAVELMENTE que JESUS CRISTO existiu através de “indícios e evidências” históricas, e “DE UMA VEZ POR TODAS” soluciona o enigma que acompanha o planeta Terra há mais de 2000 anos.

    Especula-se que haveremos de modificar nosso calendário novamente pois o tempo passará a ser contado AC e DC, ou seja, Antes de Carlos e Depois de Carlos, começando pelo aniversário do José Carlos, JC, compreenderam? Será a redivisão da história.

    Agora, à partir deste evento espetacular, poderemos todos erguer um altar escarlate onde o mais novo pop-star, mais rutilante luminar da humanidade, o José Carlos, ladeado de seu fiel escudeiro Vitor Moura, haverão de receber as oferendas de todas as nações pois são todas devedoras deste ilustre, incomparável, inigualável, magistral “historiador” que se baseou mormente no livro de um especialista em nomes francês, o Settipani, para provar muitas e tantas coisas, o mesmo Settipani que se negou a apresentar a árvore genealógica de Jesus Cristo, o mesmo que diz “o mais provável é que seja tal e qual, etc.”, um adivinho moderno, às vezes.

    À partir da descoberta que mudará o rumo de todas as religiões do planeta, inconteste, que norteará a conduta política de todos os governantes e de todo o populacho, nada mais será como era antes.

    Rendamos todos graças ao cientista, historiador, espírita experimentador, magnânimo, que lançou luz sobre as trevas da ignorância que avassalava as gerações por séculos e séculos.

    Muitos tentaram, mas ELE conseguiu.

    Agora ele prosseguirá suas pesquisas fatais e empenhar-se-á para desmascarar o furibundo inexistente espírito de Emmanuel, guia, alterego, inconsciente coletivo, ou o que valha, do quadrilheiro Francisco Cândido Xavier.

    Este homem que dizimou nações, massacrou criançinhas, abusou da ignorância de multidões iludindo-as com mentiras desprezíveis somente para arrecadar fortunas que fingidamente destribuiu na totalidade, morrendo numa falsa humildade, numa falsa simplicidade, numa teatral serenidade para que todos pensassem que ele era uma boa pessoa, que construiu seus impérios em regiões ermas e ignaras que nenhum ser vivente ainda as encontrou para se deleitar das maravilhas do luxo, conforto, prazeres que tal oasis de riqueza proporcionou ao astuto Chico Xavier, que para lá ia sem ninguém saber, das 3 da manhã até às 7, aproximadamente, que magnetizou com tamanho poder a mente dos seus adeptos, chamados chicólatras, que os mesmos se empenharam em agradecê-lo por tudo o que receberam de sua pretensa caridade, e ainda o continuam fazendo, vítimas do ilusionismo magnetizador de longa duração, uma verdadeira lavagem cerebral. Muitos acham que o efeito do magnetismo do amor com o qual ele enfeitiçava seus coevos tende a se propagar para sempre caso o José Carlos não os salve deste hipnotismo em massa.

    Chico será desmascarado “ad nauseum” pelo José Carlos, ou melhor, já foi, EXAUSTIVAMENTE desmascarado, que o acusa também de distorcer a doutrina de Allan Kardec, o espiritismo, com influências de espíritos zombeteiros que enganaram Chico Xavier (ou ele o sabia ou fingia receber espíritos moralizados) convocando-o a fingir-se de cristão para estimular as multidões à trabalharem até a madrugada, diariamente, perdoando, compreendendo, se sacrificando, estudando o exemplo de Jesus para espalharem doações de alimentos, dinheiro, consolo e esperança.

    Bom, resta a todos nós, filhos da Terra, agradecer pela vida e obra de José Carlos, que tanto bem faz a humanidade, e refugar a vida e obra do criminoso Chico Xavier, que tanto mal nos fez, que tão poucos livros, uns 417, escreveu repleto de mentiras.

    Louvemos o blog templário do Sr. José Carlos, o “Duvidador Leal”, nosso mantra doravante, berço de toda verdade “ad nauseum”, de todo o FATO que não pode ser absolutamente refutado, onde se encontra “com vagar” tudo o que precisamos saber sobre os quadrilheiros chicólatras, e por onde conseguiremos esclarecer “qualquer dúvida, desde que estritamente histórica” pois ele se colocou à disposição, magnanimamente.

    E eis que poderemos aguardar, em breve, o novo repto sendo vencido pelo Dom Quixote moderno, Sr. José Carlos, juntamente com seu escudeiro Sancho Pança, na figura de Vitor Moura, que haverão de descrever novamente, “ad nauseum”, todas as farsas em que mergulham os Kardecólatras. Esperemos os novos capítulos que o gênio, o nosso “em definitivo” irá escrever, aguardando também os sensacionais capítulos dos diálogos imaginários em três versões onde ele exercerá o papel principal de Sr. Duvidador Leal.

    O Duvidador Leal nos promete iniciar uma carreira de guru escritor e tentará bater o recorde do falsário Chico Xavier escrevendo mais de 417 livros, aos quais ele doará na íntegra todos direitos autorais para o bem da humanidade, posto que o seu oponente só fez obras de iniquidade com o fruto dos seus, e nunca se quedou a responder este e outros tantos ataques.

  13. Roberto Diz:

    E aqui, a postagem que provavelmente deu origem à este novo tópico do JCF.

    http://obraspsicografadas.haaan.com/2010/os-nomes-das-personagens-no-livro-h-dois-mil-anos-de-chico-xavier/#comment-4212

    E aqui, copiei um dos inúmeros textos de Emmanuel, sobre ataques da ordem que o JCFF:

    http://obraspsicografadas.haaan.com/2010/os-nomes-das-personagens-no-livro-h-dois-mil-anos-de-chico-xavier/#comment-4211

    Percebo que a tendência dos espírita que não estudarem criteriosamente os interesses do JCFF poderão ter suas convicções abalançadas pois o JCFF se diz científico, historiador, denodado pesquisador de livros franceses, mas assim o faz para exercitar sua habilidade na verborragia e nos sofismas que cria à partir delas.

    Quem me dera poder reagir consoante recomendação de Emmanuel para Chico Xavier, mas meu atraso espiritual ainda não está me permitindo fazer como ele fez, ou seja, silenciou aos frequentes e muitíssimos mais graves ataques que sofreu ao longo de sua profícua existência de missionário de Jesus, tolerou, compreendeu e tomou-se de compaixão.

    Não precisou, desejou ou esperou que tornassem-no um ídolo, mais um santo de pedra, imagem desbotada em quadros de adoração, pois isto NÃO FAZ SENTIDO ALGUM no espiritismo, e se os miseravelmente invejosos do brilhante resultado que toda a sua humildade, trabalho incessante, disciplina, disciplina e disciplina conseguiu gerar, sob os auspícios de Jesus nosso Mestre, pussesem suas mãos à charrua igualmente ao invés de engendrar planos fajutos de desmascaramento, todos ganharíamos, pois a grandeza de sua obra está muitas vezes mais na perseguição do lema FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO do que todos os programas que participou e todos os 417 livros escritos.

  14. Vitor Diz:

    Caro Roberto,
    vc disse:

    01 – Para acertar melhor o teu alvo, recomendo, se quiseres, tirar a mira da citação sobre a tal carta que surgiu por encanto no sec. XV pois não foi psicografada por Emmanuel através de Chico ou de qualquer médium.

    Errado, Roberto. O livro ‘psicografado’ “Cornelius, o centurião que viu Jesus”, reproduz a carta fraudulenta. E ainda diz que esse Cornelius foi uma das reencarnações de Allan Kardec.

    Aqui está a reprodução da página do livro com a carta:

    http://sites.google.com/site/heriveltocarvalho/CORNELIUS01.JPG

    Minha conclusão? O livro é uma fraude descarada.

  15. Sonia N. Diz:

    Roberto:
    -
    Nenhum espírita convicto vai balançar. E, tampouco os não espíritas, que conhecem e respeitam o trabalho de Chico Xavier, pois, sabem identificar o que é o BEM e o que é a ausência dele. Contra OBRAS, não há teorias ou argumentos que resistam.
    -
    Mais uma vez, peço a você, entre em contato com o William, através do e-mail abaixo, para que ele te passe o meu e-mail. Gostaria de trocar informações com você. É importante.
    [email protected]
    -
    Aplausos calorosos

  16. Sonia N. Diz:

    Vitor:

    -Não confunda os leitores. Este livro não tem nada a ver com Chico Xavier ou Emmanuel. Basta de falácias, Vitor!
    -
    O Roberto se referiu ao fato do Sr. José Carlos citar em demasia a carta de Públio Lentulus, surgida do NADA, a partir do século XV.
    -
    Eu não quero fazer comentários, porque ainda não terminei minha pesquisa. Mas, vou fazer uma pequena citação . É, no mínimo, estranho que esta carta tenha surgido do NADA.
    Ela é citada em diversos documentos, principalmente, os que são considerados HEREJES, pela Igreja do Catolicismo Romano, à qual o Sr. José Carlos pertence, de corpo e alma, e que se considera dona de Jesus Cristo e de Deus.
    Aliás, para a Igreja Católica Apostólica Romana, HEREJE é todo aquele que professe outra religião ou crença que não seja a Católica Apostólica Romana, ou seja, estão em queda, destituídos das graças de Deus.
    Fiquei sabendo disso, pesquisando nos sites católicos que ele me aconselhou.

  17. Vitor Diz:

    Sônia,

    O Roberto disse que a carta não tinha sido psicografada por nenhum médium, o que é falso. É isso que estou criticando.

    A carta é considerada uma fraude, que eu saiba, por qualquer historiador. Você conhece algum historiador que diga o oposto?

  18. Roberto Diz:

    Ah Vitor, ah Vitor Vitor, por Jesus Cristo, o que estás fazendo criatura?

    É assim que fazem seus preciosos trabalhos desmascaradores, não é? Sofismas e mais sofismas.

    Preciso dizer alguma coisa sobre isto? Melho do que isto, vou te perguntar Vitor, menino levado:

    O QUE FOI QUE EU DISSE?
    e agora:
    O QUE FOI QUE TU DISSE QUE EU DISSE?

    Jogo de palavras à soldo de uma má-fé escancarada, vergonhosa, ou dificuldade de interpretação de texto?

    Que lástima, que lástima! Respeitem-se um tanto mais meus queridos irmãos.

  19. Vitor Diz:

    O que você escreveu NITIDAMENTE comporta minha interpretação, Roberto. Você é que deveria se expressar melhor e tirar a dubiedade de sentido das suas palavras.

  20. Vitor Diz:

    Aliás, você inverteu as bolas. Você disse:

    a tal carta (…)não foi psicografada por Emmanuel através de Chico ou de qualquer médium

    Quem psicografa é o médium, não o suposto espírito. Para a sua frase estar correta e ter o sentido que você deseja dar a ela, você deveria ter dito “a tal carta (…) do Emmanuel não foi psicografada por Chico ou por qualquer médium pelo mesmo espírito

  21. Roberto Diz:

    Vitor,

    Sim, sim, agora tu vais criar um caso de polícia por conta de algo que tu leu, não entendeu, concluiu errado e ainda te acha no direito de ficar brabinho culpando a mim porque não escrevi do jeitinho que tu querias?

    Lembra do que tu disse (escrito aqui) para a comentadora Sonia N quando ela queixou-se da recomendação do José Carlos para que ela lesse livros em francês e inglês? Não lembra? Vou transcrever aqui para ti lembrar:

    – “Seu problema com francês e inglês é SEU problema. Pague um tradutor, se não entender o que dizem. É o que eu fiz e faço quando preciso ler algo numa língua que não entendo. Tudo na vida tem suas dificuldades.”

    E vocês, Vitor e José Carlos, deveriam se expressar como hein?

    Vocês estão entrando numa fase crítica, não dizem coisa com coisa, e teimam orgulhosamente de que estão corretos, arrumando picuínhas para garantirem alguma autoridade.

    Esqueçais o espiritismo que tanto abominais. Dediquem-se, você e o José Carlos, a ler a Bíblia e a procurar nela a inspiração necessária para seguir os passos de Jesus, ou a estudarem as vidas operárias dos diversos enviados dEle ao seio da Igreja Católica Apostólica Romana, com missões bem cumpridas de realizarem obras vivas e inquestionáveis, por mais má fé que se tenham para combatê-las, inspirados por Jesus, em nome de Jesus.

    Fransisco de Assis, o “poveretto”, Madre Theresa “de Calcutá”, e outros que vocês dois, como católicos que somente agora descobri que são, deveis conhecer melhor do que eu, um ex-católico “não praticante”, deveriam ser alvo dos seus estudos de aprimoramente.

    Espelhem-se nestes missionários que honraram suas existências terrenas, assim como o fez Chico Xavier. Chico devotava a gratidão e o amor sincero pela Igreja Católica, seus cânones e padres, e que através dela abriu as portas de sua alma gentil para a grandiosidade do servir, assim como Jesus nos ensinou.

    Se não consegues compreender os mistérios nada misteriosos aos espíritas, mas complexos para a maioria, da comunicação dos espíritos, da reencarnação, da mediunidade, não atormeitai-vos e não fomenteis novas guerras santas, novas cruzadas, ou caça às bruxa, ou queima de livros hereges. O mundo já está farto disto e este não é o caminho à ser trilhado por um religioso verdadeiro, independendo da agremiação religiosa que o abrigue.

    Asserenai-vos pois:

    “A árvore que produz maus frutos não é boa e a árvore que produz bons frutos não é má; – porquanto, cada árvore se conhece pelo seu próprio fruto. Não se colhem figos nos espinheiros, nem cachos de uvas nas sarças. – O homem de bem tira boas coisas do bom tesouro do seu coração e o mau tira-as más do mau tesouro do seu coração; porquanto, a boca fala do que está cheio o coração. (S. Lucas, cap. VI, vv. 43 à 45.)

    Quais os frutos produzidos pela vida e obra de Chico Xavier juntamente com seu guia Emmanuel?
    Quais os frutos que vocês se candidatam a produzir, José Carlos e Vítor?

  22. Gilberto Diz:

    Roberto disse:
    -
    “…ele era um homem fraudador, mentiroso, louco varrido que falava consigo mesmo e inventava amigos imaginários qual criança solitária.”
    -
    “… [Chico] morrendo numa falsa humildade, numa falsa simplicidade, numa teatral serenidade para que todos pensassem que ele era uma boa pessoa, que construiu seus impérios em regiões ermas e ignaras que nenhum ser vivente ainda as encontrou para se deleitar das maravilhas do luxo, conforto, prazeres que tal oasis de riqueza proporcionou ao astuto Chico Xavier”…
    -
    “…[fomos] vítimas do ilusionismo magnetizador de longa duração, uma verdadeira lavagem cerebral.”
    -
    …[os espíritas] foram vítimas deste embusteiro mentiroso e farsante…”
    -
    É impressionante como os espíritas, em total processo de negação e de projeção, dizem que os céticos sérios ou espíritas com senso crítico os xingam de forma totalmente descabida, como se fossem convencer os leitores mais desavisados de que é aquilo que acontece. Mas é justamente o oposto. Quem critica, mesmo com intenções elucidativas, que parecia ser a base da doutrina codificada por Kardec, é que recebe tais xingamentos. Amigos espíritas, vamos manter a calma e meditar sobre tudo isso em vez de atacar cegamente. Repito o que disse anteriormente: não apenas o espiritismo precisa crescer, mas ele MERECE crescer. Pessoas como Sonia, Carlos Magno, entre muitos outros visitantes deste blog MERECEM respeito e acho que são respeitados em suas crenças. O problema do espiritismo, assim como de todas as religiões, é quando se afirmam ciência apresentando apenas casuísticas, opiniões e psicografias sem verificação, fazendo afirmações estapafúrdias sobre História, Física, Antropologia (só faltou Educação Física!), entre outras. Afirmações extraordinárias exigem evidências extraordinárias. Mas isso não acontece em NENHUMA religião quando elas querem se meter em ciência. Se Kardec afirmava que sua doutrina era ciência, ela tem que ser vista como tal, ou ignorada completamente. É simples assim.

  23. Roberto Diz:

    E Vitor,

    Corrigindo mais um pouco tuas réplicas, já que te mostra tão afeito à exegeses, cioso que és da verdade para os outros e não para si mesmo, digo:

    Eu escrevi ” a tal carta (…) não foi psicografada POR Emmanuel (…) e não “DE Emmanuel” como você ardilosamente sugeriu, pois se assim o fizesse eu estaria atribuindo a autoria da carta à ele.

    Você adulterou o que eu escrevi. Também eu usei a palavra ATRAVÉS de Chico ou qualquer médium, ou seja, se uma psicografia não é de autoria que quem a psicografa então o médium é apenas o instrumento, o veículo da comunicação, ou tu acha que Emmanuel ou qualquer espírito não precisam PSICOGRAFAR junto com o médium, que é instrumento psíquico tanto quanto o espírito?

    Bem, enfim Vitor, isto aqui virará um blá-blá-blá inútil, uma armadilha diversionista que foge do foco que interessa. Tu insistes tanto em miudezas que vou deixar que fiques falando sozinho doravante, a não ser, é claro, que tenhas uma verdadeira revelação à fazer, para que eu possa aprender algo mais consigo e com teu superior clerical, o José Carlos.

    Que assim seja! Para os espíritas.
    Amém! Para os católicos.

  24. Vitor Diz:

    O Roberto realmente acha que a comunicação é uma via de mão única. Não é, Roberto. Se você não sabe se expressar, eu não tenho a mínima obrigação de interpretar corretamente o que você diz. E ponto final nessa história.

    Quanto a sua pergunta: No meu entender, Chico Xavier produziu o fruto do fanatismo, criando uma verdadeira seita de adoradores que aceitam tudo o que ele diz. Meu fruto é o do raciocínio crítico, algo que foi esquecido em Kardec.

  25. Vitor Diz:

    Roberto,
    infelizmente vou ter que continuar depois do ponto final.

    01 – Eu escrevi ” a tal carta (…) não foi psicografada POR Emmanuel (…) e não “DE Emmanuel” como você ardilosamente sugeriu, pois se assim o fizesse eu estaria atribuindo a autoria da carta à ele.

    Mas o DE Emmanuel é que seria o correto! É isso que estou te dizendo.

    02 – Você adulterou o que eu escrevi.

    Eu CORRIGI o que você escreveu.

    03 – Também eu usei a palavra ATRAVÉS de Chico ou qualquer médium, ou seja, se uma psicografia não é de autoria que quem a psicografa então o médium é apenas o instrumento, o veículo da comunicação, ou tu acha que Emmanuel ou qualquer espírito não precisam PSICOGRAFAR junto com o médium, que é instrumento psíquico tanto quanto o espírito?

    O fato de a psicografia ser um ato conjunto do médium + espírito não faz com que a psicografia se torne uma capacidade do espírito. Tanto que o espírito não depende do organismo do médium para escrever nos casos de escrita direta. Quem possui a capacidade de psicografia é o médium. A menos que o espírito estivesse sendo médium de outro espírito…

  26. Roberto Diz:

    Ora, ora, Gilberto, pois, pois!

    Você se está agindo no limiar do surreal.

    Por um lado reconhece o bem, “impar”, disseminado por Chico Xavier, tece elogios e tal, e por outro acha que o espiritismo “merece” mudar!

    Chico Xavier não solicitou isto para fazer todo este bem que tu reconheces ter ele feito. Tu, a teu turno, acha que têm que mudar.

    Se mudar Gilberto, tu vais começar a seguir o exemplo dele ou vai ficar para a próxima?

    E claro, o espiritismo DEVE, e não MERECE mudar, sempre que for detectadas incorreções nos seus postulados, o que não é em absoluto o caso aqui, com este arremedo de “pesquisa histórica” feita pelos clérigos José Carlos e Vitor.

    Cessem-se as basófias e façam-se pesquisas científicas, para os que desejam, mais honestas e qualificadas, que estaram colaborando para o progresso da humanidade toda, e não só do espiritismo.

    Este dito senso crítico, que atribuis aos “espíritas”, deveria principiar com a revelação de quais os reais propósitos por detrás desta verborragia e de quêm é e o que faz o autor das pretensas “pesquisas científicas”. Verificará, dentre outras questões duvidosas, que os autores não são espíritas em verdade, e se travestem de tal, usando citações do próprio Kardec quanto aos tipos de espíritas, para acharem um álibi que os dê credibilidade.

    Os propósitos dos pretensos “espíritas” deste blog são corrosivos e desabonadores. Mas cada qual crê no que lhe convém, não é?

    Sucesso Gilberto!

  27. Roberto Diz:

    Vitor,

    Tu não desiste né vivente? Que bichinho mais teimoso.

    Pega lá no livro dos médiuns a definição de PSICOGRAFIA. Pode ser só no finalzinho para não te cansar, no Vocabulário Espírita, cap. XXXII:

    “PSICOGRAFIA – Escrita dos ESPÍRITOS pela mão de um médium.”

    Dai-me paciência Senhor!
    Vou ter que escapar daqui senão vou ter uns 16 anos de atraso no ínfimo progresso que consegui desde conheci o Espiritismo, além de não levar a lugar algum.

  28. Vitor Diz:

    Exatamente, Roberto. Note que o DE se refere ao ESPÍRITO, e o POR ao MÉDIUM. Você trocou as bolas quando escreveu.

  29. Sonia N. Diz:

    Vitor:
    -
    Nem sempre tenho tempo para replicar de imediato. Quanto à afirmação de que a carta de Publio Lentulus é uma fraude, muita calma. Nada é conclusivo.
    -
    Ainda vai rolar muita água, debaixo dessa ponte…
    -

  30. Gilberto Diz:

    Roberto: Prefiro passar. Mas conheço MUITOS espíritas que vivem para o próximo e querem evoluir. A evolução é natural. Ficar perdido em truques de salão e em ciência do século retrasado, não. Quero evoluir como cético. Quem sabe chegar perto (que pretensão!) de um Einstein, que se considerava muito religioso, mas era cético em relação ao sobrenatural sem verificação. Sou um aprendiz. Quem sabe um “futuro espírita” num pretenso “futuro espiritismo”? Como disse Anna Hickmann. “Tudo é possível”! Um super-abraço!

  31. Roberto Diz:

    Vitor,

    Tu és padre ou coroinha?
    Arcebispo ou bispo?
    Monsenhor ou cardeal?

    Te apresente, por obéquio?

    E quanto à este caso dramático de “pingos em is”, “ponto e vírgulas” e “vírgulas”, que se tornou uma questão de honra para ti, está parecendo conversa de ébrios.

    Veja o papel dos senhores! Estão lutando sofregamente contra o espiritismo, seus seguidores, etc. Não existe atividade mais nobilitante dentro da Igreja para que vocês se ocupem dela? Trabalhar contra a fé de quem quer for é uma missão útil? Não existem sofredores em abundância para serem consolados, orientados, atendidos? Os senhores não poderiam aprender algo com Chico Xavier sobre o que fazer de suas vidas, ainda mais sendo representantes de religiões, ao invés de ficarem detratando, perseguindo, caluniando, inventando pesquisas “definitivas”, mentindo, e chafurdando nas trevas da ignorância?

    O Jesus de vocês, católicos, por acaso seria diferente do Jesus dos espíritas, talvez? Porque Chico, como espírita, soube ouvir os conselhos de Jesus e vocês insistem nesta cruzada inglória que já nasceu derrotada?

    Aonde vocês querem chegar com esta pseudo-ciência?

    Intrigante pois vocês, religiosos que são, já devem estar cônscios do alerta de Jesus Cristo: “muito será cobrado de quêm muito recebeu”.

    É para esta patuscada que vocês se matricularam nas hostes do Cristo?

  32. Roberto Diz:

    digo,

    “quem quer que seja” (desculpem os erros pois nem sempre reviso os textos)

    Sonia,

    Já enviei o email para o Willian.

    Saudações.

  33. Gilberto Diz:

    Caro irmão Roberto. Depois de nos ocultarmos por anos, nós, comentaristas neste blog que se dizem céticos, temos que revelar a verdade. Somos todos parte importante da igreja, sim. Membros fervorosos e militantes. Isso com as bênçãos da Mãe de todos nós. Na nossa igreja, a única com a autoridade nos dada pelo próprio messias, somos humildes, mas não podemos negar que a verdade está do nosso lado. Nossa doutrina pode parecer dura para alguns, mas quem tem a verdade de deus ao seu lado nada pode temer. Converta-se, filho. Batize-se em um de nossos sagrados templos, e arrependa-se de sua vida pregressa. A humildade te espera. A mansidão o aguarda. Não temas as ofertas dos dízimos, pois elas são uma terna amostra do amor singelo dos membros da igreja para com o seu messias. Quando clamares pela salvação, lembre-se que ela só existe após o seu encontro pessoal com o messias, Filho dos Filhos. Pai dos Pais. E sua virginal criação. Convido-te humildemente a participar de nossas missas, e de compartilhar de nossa castidade abençoada. Venha para a verdade, para a vida, e apague seu passado pecaminoso de adoração aos espíritos, que falsamente se dizem de pessoas mortas, mas todos sabemos quem ELE é! Que tu sejas coberto de bênçãos. Para honra e glória da verdade libertadora. A propósito, a igreja a que me refiro é a Igreja dos Anti-Teóricos de Conspiração Com Paranóia Em Alto Grau Que Acham Que O Mundo Tá Muito Preocupado com o Número de 1,3% dos Espíritas No Brasil Sobre Os 1,7% De Membros Da Congregação Cristã No Brasil Que Nunca Ninguém Ouviu Falar E Que Acha Que Todo Trabalho Sério Só Pode Vir De Católicos Irados Em Perder 1,6 Fiéis Por Milhão De Católicos Para O Espiritismo.

  34. Kirk Hammett Diz:

    Não vejo como conciliar ciência com religião. Se o espiritismo pretende fazer tal conexão, então fracassou retumbantemente. Nada há de ciência no espiritismo, ele contém os mesmos ingredientes de todas as outras religiões, é mais do mesmo….religião é uma m*****, e o futuro delas é a extinção. Mas, haja vista o número de fanáticos e fundamentalistas radicais que até aqui neste espaço verificamos, isso ainda vai demorar…

  35. Roberto Diz:

    Gilberto,
    Quase não li até o final do teu comentário, e já estava preparando um gentil agradecimento pelo convite para participar de tão valorosa igreja.
    Obrigado, mesmo assim, pelo quase convite e pelo senso de humor que apesar de cutucar algumas práticas religiosas não pode ser desprezado pois é uma manifestação legítima com basto fundamento no que vemos hoje em dia, e há muito tempo, infelizmente.

  36. Roberto Diz:

    Kirk,
    Você deve ter estudado um beirada para fazer esta afirmação. Deve ser respeitado também a tua opinião, embora não discorde de quase todos os teus conceitos, mas concorde com a questão dos fundamentalistas, aos quais espero não chegar ao ponto de fazer parte.

  37. Roberto Diz:

    Kirk,
    Desculpe, digo: “embora discorde” e não “não discorde”.

  38. Vitor Diz:

    Roberto,

    já te disse que sou espírita experimentador. Se você não aceita isso, isso é problema exclusivamente SEU. Mas, se é para começar a rotular as pessoas, eu te classificaria, segundo a nomenclatura kardequiana, como:

    Espírita exaltado: aquele que tudo aceita sem reflexão ou exame, sendo mais nocivo que útil à Doutrina.

  39. Emanuel Oliveira Diz:

    Verifica-se q apesar dos avisos, os espíritas estão a perder a calma e o discernimento, caindo nas armadilhas
    provocatórias q nos colocam, respondendo no mesmo tom e dando dinheiro a quem não merece
    Não sou ninguém para defender Allan Kardec, Chico Xavier e Divaldo Franco
    As suas vidas e obras defendem-se por si próprias
    Jesus e estes espíritos superiores pedem-nos obras,
    não q percamos tempo com coisas sem a mínima importância
    Quem não quiser acreditar não acredita
    Eu só acredito naquilo q compreendo
    Mas já passei a fase do “ver pra crer”
    ALLAN KARDEC diz-nos
    “A fé necessita de uma base, e essa base é a perfeita compreensão daquilo em que se deve crer.
    Para crer, não basta ver, é preciso, sobretudo, compreender…”
    Portanto, é necessário crer para ver
    As convicções espirituais de cada um são pessoais e intransmissíveis (ainda bem!)
    Os espíritas não querem convencer ninguém e não têm nada a vos provar
    A verdadeira prova é perante a consciência!
    Muito menos converter e fazer prosélitos
    Quem quiser receber ajuda as portas estão abertas sempre de graça
    Há muitas pessoas q se sentem bem noutras religiões e aí devem ficar
    Quem diz q não tem fé e é bom ser humano, aprendamos com ele
    Cada espírito está na sua escalada evolutiva e devemos respeitar isso
    Se um espírito, mesmo não sendo espírita, ainda está na fase da experimentação, preocupado com o fenómeno, isso é problema do seu livre arbítrio. A escala dos espíritos (ver Livro dos Espíritos) enquadra-o bem.
    Ele fará o seu percurso para a fase da lógica e depois para a fase de aplicar os ensinamentos a si mesmo,
    pelo aguilhão da dor ou pela via do amor consoante a sua vontade
    Mesmo estando de boa fé (o q não é manifestamente o caso de mtos), quem não compreende profundamente não pode acreditar
    Há uma natural resistência àquilo q aprendemos durante anos, por causa do nosso orgulho milenar
    E a resistência à nossa própria mudança é muito maior ainda
    E nós espíritas temos mais responsabilidades do q quem não tem este conhecimento
    JESUS ensinou-nos que “Muito será pedido a quem muito foi dado, mas “muito será dado a quem mto deu”
    Os espíritas não são melhores nem piores
    Muitos de nós estamos nesta Doutrina pq somos dos mais endividados e necessitados
    Os outros podem não nos compreender, mas nós temos obrigação de aceitá-los e respeitá-los como são
    Q Deus nos ampare a todos

  40. Roberto Diz:

    Vitor,

    Tomo a liberdade de colocar mais dados da definição, dada por Kardec, para “espíritas exaltados”.

    “Há, enfim, os espíritas exaltados. (…) O exagero é nocivo em tudo; em Espiritismo, dá uma confiança muito cega e, freqüentemente, pueril nas coisas do mundo invisível, e leva a aceitar, muito facilmente e sem controle, o que a reflexão e o exame demonstrariam a absurdidade ou a impossibilidade; (…); são enganados de boa-fé, seja por Espíritos mistificadores, seja por homens que procuram explorar sua credulidade. (…) e conhecer a fundo aquilo do que falam é o menor dos seus cuidados.”

    Seria eu realmente um espírita exaltado se tivesse dado uma confiança muito cega às coisas do mundo invisível, facilmente e sem controle. Acaso esperarias que eu desse esta confiança para ti e para o José Carlos, sem ler todo o texto dele, sem procurar informações das fontes, sem ler os link que ele ofereceu para consulta, sem racionalizar em hipótese mesmo que contrária ao meu entendimento inicial, ou seja, acreditando que com um bom material de comprovação da crítica a Emmanuel poderia ser uma realidade, mas que desafortunadamente os senhores nãoconseguiram produzir, e sim justamente o oposto, demonstrando o quão tendenciosos sois e vocês SIM É SÃO MAIS NOCIVOS DO QUE ÚTEIS À CAUSA QUE ABRAÇAM.

    Depois, em detectando vossa vocação para adulterarem os próprios dados que utilizam, assim como fez com o meu singelo texto, escrito às pressas mas para minha sorte, sem incorreções, e o transformando em “erro” quando o “erro” era, intencionalmente ou não, teu ao lê-lo, forçoso é que eu me posicionar claramente.

    Claramente te disse que aguardo uma prova autêntica, não metamorfoseada em prova, para rever meus conceitos sobre Chico Xavier e seu mentor, e que, caso vocês consigam confirmar isto, não hesitaria em agradece-los e me desculpar, primeiramente, e depois abandonar a defesa da existência do senador e abraçar apenas os exemplos de vida deixados à mancheias por Chico Xavier. Lembre-se, se leste realmente algo do espiritismo, “FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO” – Kardec.

    Talvez tenha a ventura de ser, especialmente no caso de vocês dois, caridoso tanto quanto Chico Xavier o foi. Ele não respondia e nem tinha orientação neste sentido de Emmanuel para responder aos ataques tresloucados. Silenciava nobremente. Tenho muito o que aprender com eles.

    Minta, como mentes tu e teu guru católico, e terás algumas respostas do ignorante que vos escreve, mas que mesmo sendo ignorante assim como tu e teu mentor demonstram ser, sobejamente, não me arvora à deturpador da realidade, à messias libertário do “povo” que precisa saber sua verdade mentirosa ou no mínimo mal fundamentada que induziu-os à erro de conclusões.

    Já lho disse: melhore tuas pesquisa, use de maior honestidade que serás um benfeitor da humanidade e terás lugar no rol das pessoas de bem, de respeito, de boa fé. Busque em outras referências mais recuadas no tempo, próximas ao tempo de Jesus e não nos estatutos da igreja católica. Referendar o que seja verdadeiro ou falso partindo desta instituição religiosa, embora toda a contribuição que ofereceu a humanidade, é incoerente e lastimável.

    Alias, teu blog onde eu li com mais “vagar” como vocês dizem, só aprofunda o abismo em que vocês estão afundando pois é repleto de incoerência e conclusões incorretas.

  41. Emanuel Oliveira Diz:

    P.S. para quem acredita em Deus
    para quem não acredita, q tudo lhes corra bem
    Quando alguém desafia “Prova q Deus existe!”
    a resposta natural e sábia: “quem faz o desafio é q tem q provar q Ele não existe!”
    E têm a presunção de pedir a Deus q se revele para eles…
    O desafio deste blog é provar que as obras dos Espíritos Superiores não existem e/ou são falsas.
    Nós como espíritas não temos q provar q elas existem e são verdadeiras.
    O problema é vosso, q o resolvam
    Temos ocupações mais úteis, não este tipo de pre(ocupações) e preconceitos
    Nós também não acreditamos na reencarnação
    Sabemos q ela existe como lei biológica
    De q serve saber isso, se implicações morais da reencarnação como lei de causa-efeito, não têm repercurssão na nossa alma?
    “O materialismo vai acabar por falta de matéria” diz-nos Einsten. A sua queda é inevitável.
    Continuem a achar-se o centro do universo, q o Sol mesmo assim vos rodeia e ilumina
    O autor deste blog diz q “o objectivo deste site é analisar cientificamente livros ou mensagens ditos “psicografados”, ou seja, escritos ou ditados por um suposto espírito através de um “médium”, apontando erros e acertos à luz da Ciência atual”.Ele q se diz espírita devia ter estudado a lição q Kardec lhe deu há 153 anos: A ciência materialista (a mesma de 2010) não tem autoridade nenhuma para se pronunciar sobre o espírito, pq o seu objecto de estudo é a matéria. As suas intenções desmascaram-no e os seus argumentos desfazem o seu castelo de cartas (muitas delas anónimas)
    E estar a considerar as suas análises como científicas é dar de barato.
    A História diz-nos q tudo o q é feito com mto aparato, faz mto barulho mas não tem credibilidade, cai por si e desvanece-se no esquecimento
    Se conseguir fazer 1% do q Gandhi, Madre Tereza,Gandhi, Francisco de Assis,Kardec,Chico Xavier,Irmã Lúcia,Divaldo(entre tantos outros Homens e Mulheres de bem) fizeram para o bem da Humanidade, vamos todos prestar-lhe a devida homenagem

  42. Roberto Diz:

    Emmanuel,

    O que queres dizer com dar dinheiro para quem não merece???
    Te referes, talvez, a bônus que de qualquer sorte os autores possam ganhar para cada acesso que recebam?

  43. Vitor Diz:

    Roberto,
    comentando:

    01 – Acaso esperarias que eu desse esta confiança para ti e para o José Carlos, sem ler todo o texto dele, sem procurar informações das fontes, sem ler os link que ele ofereceu para consulta, sem racionalizar em hipótese mesmo que contrária ao meu entendimento inicial, ou seja, acreditando que com um bom material de comprovação da crítica a Emmanuel poderia ser uma realidade, mas que desafortunadamente os senhores nãoconseguiram produzir, e sim justamente o oposto, demonstrando o quão tendenciosos sois e vocês SIM É SÃO MAIS NOCIVOS DO QUE ÚTEIS À CAUSA QUE ABRAÇAM.

    Onde você deu a mínima base para o trecho em negrito?

    02 – Claramente te disse que aguardo uma prova autêntica, não metamorfoseada em prova, para rever meus conceitos sobre Chico Xavier e seu mentor, e que, caso vocês consigam confirmar isto, não hesitaria em agradece-los e me desculpar, primeiramente, e depois abandonar a defesa da existência do senador e abraçar apenas os exemplos de vida deixados à mancheias por Chico Xavier.

    Mais provas do que já foram dadas? Se essas provas não são suficentes para convencê-lo, nada será. Você não quer aceitar as provas. Optou por não raciocionar. Virou fanático. Simples assim.

    03 – Talvez tenha a ventura de ser, especialmente no caso de vocês dois, caridoso tanto quanto Chico Xavier o foi. Ele não respondia e nem tinha orientação neste sentido de Emmanuel para responder aos ataques tresloucados. Silenciava nobremente. Tenho muito o que aprender com eles.

    O silêncio nem sempre é a melhor resposta…

    04 – Minta, como mentes tu e teu guru católico, e terás algumas respostas do ignorante que vos escreve, mas que mesmo sendo ignorante assim como tu e teu mentor demonstram ser, sobejamente, não me arvora à deturpador da realidade, à messias libertário do “povo” que precisa saber sua verdade mentirosa ou no mínimo mal fundamentada que induziu-os à erro de conclusões.

    Onde foi que eu ou o Senhor José Carlos mentimos? Xingar é a saída que você encontrou para a falta de argumentos?

    05 – Já lho disse: melhore tuas pesquisa, use de maior honestidade que serás um benfeitor da humanidade e terás lugar no rol das pessoas de bem, de respeito, de boa fé. Busque em outras referências mais recuadas no tempo, próximas ao tempo de Jesus e não nos estatutos da igreja católica. Referendar o que seja verdadeiro ou falso partindo desta instituição religiosa, embora toda a contribuição que ofereceu a humanidade, é incoerente e lastimável.

    Meu caro, acreditar que todos os historiadores apresentados, inclusive “The Oxford Classical Dictionary”, estão mancomunados com a Igreja Católica, é acreditar numa teoria da conspiração sem tamanho! Além disso, se você desconfia tanto assim da Igreja Católica, MAIS UM MOTIVO para não acreditar no Emmanuel, que foi padre em pelo menos duas encarnações, inclusive a última…seus argumentos são simplesmente completamente incoerentes.

  44. Roberto Diz:

    E Vitor,

    Concluindo, vou me referir à mais uma distorção do sentido do que foi escrito, uma especialidade tua, com o que tu dizes que foi escrito. Muito normal para quem despreza o significado moral da doutrina, pois se assim não o fosse, não farias isso.

    Você se autodenomina “espírita experimentador” e te baseia no livro dos médiuns para tal. Certo.

    Dentre os que se convenceram por um estudo direto, destacam-se:

    1 – Espíritas experimentadores: creem pura e simplesmente nas manifestações e o espiritismo é apenas uma ciência de observação, uma série de fatos mais ou menos curioso;
    2 – Espíritas imperfeitos: veem mais que os fatos, compreendem a filosofia, admiram a moral mas não a praticam;
    3 – Espíritas verdadeiros ou espíritas cristãos: (…) esforçam-se para fazer o bem e coibir seus maus pendores (…) a convição que nutrem os preserva de praticar o mal. A caridade é, em tudo, a regra de proceder a que obedecem;
    4 – Espíritas exaltados: (…) confiança demasiado cega e frequentemente pueril quanto ao mundo invisivel (…) Graças à sua boa fé, são iludidos por espíritos mistificadores ou por homens que exploram-lhes a credulidade (…).

    Veja que das quatro classe, o espírita VERDADEIRO é SOMENTE o terceiro, o CRISTÃO.
    Portanto, Chico Xavier era espírita, Emmanuel era espírito espírita.
    Eu, para me classificar como Exaltado, teria que ter aceito o que vocês escreveram, “detalhadamente”, “ad nauseun”, e “exaustivamente” como disseram, ingenuamente, preguiçosamente, sem estudar, sem consultar, e coisa e tal.
    Para ser espírita Verdadeiro, me falta a caridade como regra do meu proceder, pois não o sou quando refuto suas análises falsárias e uso de ironia, acompanhando-os a baixeza moral.
    Posso dizer que minha classe não é a 1 nem a 4, por certo, mas acredito que sou um espírita desclassificado, por enquanto.

    Agora, tu advogas orgulhosamente ser um espírita de classe 1, experimentador, ou seja, um falso espírita por não dar bola para tudo o que há de moral na doutrina, te permitindo ser adúltero e enganador.

    Portanto, eu e tu NÃO SOMOS ESPÍRITAS VERDADEIROS, mas CHICO XAVIER, este sim, o era, e tu, avesso à moralidade, não te habilita a avaliar a vida e obra de Chico Xavier pois te entregas às tendências do teu interesse custe o que custar, e eu, pouco capaz de ser caridoso, não tenho o gabarito necessário para defender Chico Xavier.

    É uma questão de SE ENXERGAR.
    Já te disse noutra postagem: “vamos juntos purgar nas trevas exteriores nossa estultícia”.

    Nos vemos eu, tu e o Antes de Carlos, Depois de Carlos (José Carlos – the master who proves that Jesus Christ did exist and divide the history, once again, at before him and after him) nas Trevas Exteriores do Planeta Chupão/Nibiru/Hercólubus/X/Abominação da Desolação/Absinto/Marduk/Higienizador e outros nomes que lho demos.

    Lá, meus futuros colegas de planetão primitivo, o JC (AC/DC) poderá a vir desempenhar o papel de futuro Caifás (religioso inescrupuloso e presunçoso, cioso de seu poder), tu serás ajustado à um papel semelhante ao de Judas, pois conheceu diretamente Jesus e o traiu (espírita experimentador que olha a situação consoante ao seu limitado entendimento e acaba vendendo-se tristemente), e eu, eu meu caro Vitor, quiça possa ser o Barrabás, temível pela violência e impiedade.

    “Au revoir. Vous voyez à Nibiru”
    “Good By. See you in Nibiru”

  45. Roberto Diz:

    Vitor,

    Ai, ai! Que Deus nos defenda!

    O Dicionário de História Clássica da Universidade de Oxford é a tua melhor fonte, agora que eu pesquisei o teu detalhadíssimo Settipani tu apelou para um dicionário!?!? Foi lá, num dicionário de 685 entradas para cobrir TODA A HISTÓRIA DAS CIVILIZAÇÕES ANTIGAS que vocês encontraram a prova (porque esta palavra de novo se vocês disseram estes dias que PROVA não cabia em história, mas sim EVIDÊNCIA e INDÍCIOS?) de que EMMANEUL não houver existido?

    Que gente mais incrível. Que perda de tempo! Como fui acreditar que os senhores eram sérios, estudiosos científicos, e que poderiam oferecer dados confiáveis sobre qualquer coisa?

    Já fui tarde seus “Pesquisadores que Consultam Dicionários de 2 Professores de História que Não São Sequer Historiadores” e que dão veredictos fatais em cima disto. Sou eu quem estou num lugar errado.
    Desculpem a inconveniência.
    Fiquem com suas descobertas científicas que eu não tinha nada que estar aqui, e só um espírita deficiente quanto eu para gastar seu tempo consigo.

    Por isto que Chico não respondia. É muita burriçe minha ter feito isto.

    Que esperança!

  46. Vitor Diz:

    O Oxford Dictionary foi só UM exemplo que fonte que você jamais poderia acusar de não ser imparcial. É o melhor livro de referência geral para a Antiguidade Greco-romana (1.640 páginas, com 6.250 artigos, escritos por uma seleção de 364 especialistas entre 1991 e 1994). Aqui uma revisão do Dicionário:

    At 1,640 pages [...], this massive reference work summarizes all that is known about the Greek and Roman worlds. It is a detailed volume that has plenty of entries for both the specialist and general reader.

    http://www.amazon.com/Oxford-Classical-Dictionary-Simon-Hornblower/dp/019866172X

    Você realmente não tem a mínima ideia do que fala, Roberto. Aliás, vc quer as fontes completas do estudo, Roberto? Bem, aí vai a bibliografia apenas da primeira parte:

    • Barrett, Anthony A., Caligula – The Corruption of Power, Routledge, London & New York, 2000. Possui inúmeras informações detalhadas acerca de Gneu Cornélio Lêntulo Getúlico e de seu pai, o velho Cosso.

    • Broughton, T. Robert S., The Magistrates of the Roman Republic, vol. II (99 bC – 31 bC), American Philological Association, Nova York, 1952. Evidências, para o ano 63 aC, da conspiração catilinária e do papel de Públio Cornélio Lêntulo Sura.

    • Broughton, T. Robert S., The Magistrates of the Roman Republic, vol. III – Supplement, American Philological Association, Nova York, 1952. “Cursus” de Lêntulo Sura (questor 81 aC, pretor de repetundis 74 aC, cônsul 71 aC, pretor pela 2a vez 63 aC).

    • Cheesman, G. L., The Auxilia of the Roman Imperial Army, Ares Publishers, Chicago, 1975. Após uma apresentação geral acerca das forças auxiliares no exército romano, lista todas as unidades auxiliares (auxilia), tanto de cavalaria quanto de infantaria, conhecidas a partir de evidências epigráficas ou literárias, seus locais de origem e de serviço.

    • Eilers, Claude, The Proconsulship of P Cornelius Scipio, cos. 16 bC, in Classical Quarterly, 51.1 (2001), págs. 201-205. Análise da carreira de Públio Cornélio Cipião, cônsul 16 aC.

    • Elton, Hugh, Frontiers of the Roman Empire, Indiana University Press, Bloomington and Indianapolis, 1996. Observações acerca do sistema administrativo imperial, incluindo reinos-clientes e o processo de sua eventual absorção (págs. 12-19), bem como a ajuda militar que se podia obter dos reinos-clientes (págs. 29-35).

    • Flower, Harriett I., Ancestor Masks and Aristocratic Power in Roman Culture, Clarendon Press, Oxford, 1996. Minucioso estudo acerca as tradições aristocráticas romanas, com alusões à cripta dos Cipiões e ao seu uso pelos Lêntulos, bem como à continuidade entre Cipiões, Lêntulos e Salvidienos Orfitos.

    • Herrero, Marta González, El Abogado Olisiponense Lucceius Albinus y Familia, in Revista Portuguesa de Arqueologia, vol. 8, no 1, 2005, págs. 243-255. Trata-se dum estudo acerca de Quinto Lucéio Albino, natural de Olisipona (Lisboa), na Lusitânia, procurador da Judéia e, depois, das duas Mauritânias.

    • Hillebrand, Sarah, Der Vigintivirat: Prosopographische Untersuchungen für die Zeit von Augustus bis Domitian, novembro 2006, Ruprecht-Karls-Universität Heidelberg, Zentrum für Altertumswissenschaft, Seminar für Alte Geschichte und Epigraphik, Dissertation. Detalhado estudo acerca do vigintivirato no período de Augusto a Domiciano, com cursus de alguns Lêntulos: Lúcio Cornélio Lêntulo (cônsul 12 aC), págs. 133-134; Cosso Cornélio Lêntulo (Getúlico), cônsul 1 aC, pág. 135; Marco Júnio Silano Lutácio Cátulo (pág. 201).

    • Hornblower, Simon, e Spawforth, Antony, The Oxford Classical Dictionary, Third Edition, Oxford University Press, 1996. O melhor livro de referência geral para a Antiguidade Greco-romana (1.640 páginas, com 6.250 artigos, escritos por uma seleção de 364 especialistas entre 1991 e 1994). Várias dezenas de artigos foram consultados, podendo-se citar, entre alguns dos mais importantes: Archelaus (pág. 144), Archives (págs. 149-150), Roman Armies (págs. 172-173), Auxilia (págs. 224-225), Caesarea in Palestine (pág. 272), Careers (págs. 290-291), Cornelius Lentulus (diversos, págs. 395-396), Cursus Honorum (págs. 414-415), Galilee (pág. 623), Herod the Great (pág. 694), Herod Antipas (págs. 694-695), Idumaea (pág. 746), Ituraea (pág. 776), Iulius Agrippa I (págs. 778-779), Iulius Agrippa II (pág. 779), Jerusalem (págs. 794-795), Jews (págs.796-798), Judaea (pág. 799), Legion (págs. 839-842), [Herod] Philip (pág. 1.163), Pontius Pilatus (pág. 1.220), Praefectus (pág. 1.238), Praefectus Urbi (pág. 1.239), Procurator (págs. 1.251-1.252), Province (págs. 1.265-1.267), Records and Record-keeping (pág. 1.296), Samaria (págs. 1.350-1.351).

    • Jones, Brian W., Domitian and the Senatorial Order – A Prosopographical Study of Domitian’s Relationship with the Senate, A.D. 81-96, Memoirs of the American Philosophical Society, Philadelphia, 1979. Embora referindo-se principalmente à época de Domiciano, esse trabalho, detalhado e eruditíssimo, traz inúmeras informações sobre a aristocracia romana na época dos Flávios, informando sobre a última época dos Lêntulos.

    • Jones, Brian W., The Emperor Domitian, Routledge Paperbacks, 1993. É uma das principais obras de referência do reinado de Domiciano; traz também várias informações acerca da ascensão dos Flávios, com dados referentes à nobreza romana desde a época de Cláudio até à do próprio Domiciano.

    • Josephus, The Jewish War, Penguin Classics, Penguin Books, London, 1981. Uma tradução integral, na língua inglesa, da “Guerra Judaica” de Flávio José. Tem valiosas anotações e apêndices.

    • Josephus, The Works of Josephus – Complete and Unabridged, Hendrickson Publishers, Peabody, MA, USA, 2004. Um massivo volume com todas as obras de Flávio José, traduzidas em língua inglesa. É bastante útil por conservar toda a numeração de capítulos e parágrafos, permitindo fácil localização, referenciação e citação. Deve-se notar que edições no grego original de Flávio José podem ser obtidas no portal http://khazarzar.skeptik.net/books/.

    • Levick, Barbara, The Government of the Roman Empire – A Sourcebook – Croom Helm, London & Sydney, 1985. Livro de referência para vários aspectos da administração romana do Alto Império, com documentos originais (literários, epigráficos, numismáticos, papirológicos, etc.), comentados.

    • Millet, Piero Berni, et al., Sobre dos Nuevos Cornelii del Viño Tarraconense, in Laietania nº 11, 1998, págs. 111-123. Evidências (págs. 118, 119 e 121, nota 1) acerca de ânforas de vinho com o selo de propriedade de Gneu Cornélio Lêntulo, o Áugure, na Tarragonense.

    • Petit, Paul, A Paz Romana, trad. João Pedro Mendes, Pioneira Editora – EDUSP, São Paulo, 1989. Obra de referência geral sobre o Alto Império (32 aC a 192 dC), com boa tábua cronológica (págs. 55-80), o exército romano (págs. 86-114), aspectos da administração (págs. 115-142, principalmente tabelas págs. 127 e 128; também págs. 235-257).

    • Remesal Rodríguez, J., Producción Artesanal, Viticultura y Propiedad Rural en la Hispania Tarraconense, in Gerión, nº 13, 1995, Servicio de Publicaciones, Universidad Complutense, Madrid, págs. 305-338. O texto mostra evidências (pág. 333) de ânforas com o selo de Gneu Cornélio Lêntulo, o Augure.

    • Rhodes, P. J., Public Documents in the Greek States: Archives and Inscriptions, Part II, in Greece and Rome, vol. 48, no 2, outubro 2001, págs. 136-153. Evidências sobre os arquivos na época romana (Appendix – Rome, págs. 145-148).

    • Romero, Ildefonso Fernández, Tabularium: el Archivo en época romana, in Anales de Documentación no 6, 2003, págs. 59-70. Visão geral dos arquivos na época romana.

    • Rüpke, Jörg, et al., Fasti Sacerdotum: Die Mitglieder der Priesterschaften und das sakrale Funktionspersonal römischer, griechischer, orientalischer und jüdisch-christlicher Kulte in der Stadt Rom von 300 v. Chr. bis 499 n. Chr., Franz Steiner Verlag, 2005. Eruditíssima coletânea (1.860 págs.) de todos os membros dos colégios sacerdotais de Roma (incluindo os cultos judaico e cristão) de 300 aC a 499 dC, elencada ano a ano. Origem da determinação dos sacerdócios de Décimo Júnio Silano Getúlico (63-76 dC, págs. 220-234) e de Marco Júnio Silano Lutácio Cátulo (81-85 dC, págs. 239 a 243).

    • Saddington, D. B., A Context for a Dedication by Five Cavalry Regiments to a Cornelius Scipio in Rome?, in Zeitschrift für Papyrologie und Epigraphik 104 (1994), págs. 73-77. O texto analisa a inscrição referente a Cornélio Cipião e a Cipião Orestino, encontrada no Vaticano.

    • Settipani, Christian, Continuité Gentilice et Continuité Familiale dans les Familles Romaines à l’époque imperiale – Mythe et Réalité, Linacre College, Oxford, 2000. Essa é a principal referência genealógica e prosopográfica para a época imperial romana. Cuidadosos e eruditos estudos, abundantemente documentados, acerca de toda a nobreza imperial romana, até ao final do Império Ocidental, bem como sua continuidade e suas raízes na nobreza republicana. Árvores genealógicas dos Lêntulos (págs. 50-52 e 64), bem como detalhadíssimo estudo da continuidade a partir dos Salvidienos Orfitos (págs. 85 a 166).

    • Sherk, Robert K., The Eponymous Officials of Greek Cities IV – The Register Part III: Thrace, Black Sea Area, Asia Minor (continued), in Zeitschrift für Papyrologie und Epigraphik no 93 (1992), págs. 223-272. Nesse eruditíssimo trabalho, evidências acerca da situação de Esmirna sob o Alto Império e acerca de seus magistrados epônimos (pág. 247).

    • Sherk, Robert K., Translated Documents of Greece and Rome – Vol 4, Rome and The Greek East to the Death of Augustus, Cambridge University Press, 1984. Um valioso livro de referência para inúmeros aspectos da civilização greco-romana, cobrindo, no caso, o período de c. 200 aC até à morte de Augusto (14 dC). Documentos originais (literários, epigráficos, numismáticos, papirológicos, etc.), elencados cronologicamente, com comentários e várias notas.

    • Sherk, Robert K., Translated Documents of Greece and Rome – Vol. 6, The Roman Empire – Augustus to Hadrian, Cambridge University Press, 1988. Um valioso livro de referência para inúmeros aspectos da civilização greco-romana da época imperial, cobrindo, no caso, o período do principado de Augusto (31 aC a 14 dC) ao de Adriano (117-138 dC). Documentos originais (literários, epigráficos, numismáticos, papirológicos, etc.), elencados cronologicamente, com comentários e várias notas.

    • Sumner, G.V., The Orators in Cicero’s Brutus – Prosopography and Chronology, University of Toronto Press, 1973. Um cuidadoso e erudito estudo biográfico e prosopográfico de todos os oradores citados na obra “Brutus” de Cícero, dentre os quais inúmeros Lêntulos (da época republicana).

    • Syme, Ronald, The Augustan Aristocracy, Clarendon Paperbacks, Oxford University Press, 1989. Uma coletânea de ensaios acerca da aristocracia senatorial romana na época de Augusto e dos Júlio-Cláudios, por um dos mais renomados historiadores clássicos da época atual. Um capítulo (págs. 244-254) trata dos “Últimos Cipiões” e de suas conexões com os Lêntulos; outro trata, especificamente, dos “Últimos Lêntulos” (págs. 284-299). Algumas de suas hipóteses foram apefeiçoadas por descobertas mais recentes, que constam integralmente no trabalho de Settipani, mas a leitura de Syme ainda é sumamente proveitosa, dado o seu meticuloso e cuidado detalhismo e a sua vasta erudição.

    • Webster, The Roman Imperial Army of the First and Second Centuries AD, University of Oklahoma Press, Norman, 1998. Edição totalmente revista e atualizada desse clássico. Todo o livro é valioso, mas cita-se principalmente o capítulo III, “The Composition of the Army” (págs. 96-166), com destaque para a organização das legiões (págs. 102-118) e das unidades auxiliares (págs. 141-151).

    Pronto, Roberto. No SEU caso, o silêncio teria sido a melhor resposta. Não vá cometer o mesmo erro duas vezes…

  47. Vitor Diz:

    Outra coisa, Roberto, escreve-se “burrice”, não “burriçe”…

  48. Gilberto Diz:

    Os espíritas ainda confundem a palavra “caridade” como era dita em traduções antigas do Latim. ‘Caridade” vem do Latim “Charitas”, que quer dizer “amor”. As novas traduções já utilizam essa palavra. Os espíritas confundiram tudo e resolveram “fazer caridade” em obras assintenciais, com o sentido atual da palavra. Ótimo, mas que é uma interpretação anacrônica do uso da palavra, isso é. Leiam a Bíblia na NTLH (Nova Tradução na Linguagem de Hoje), e não se preocupem, ela é publicada por editoras evangélicas e católicas ao mesmo tempo, num ecumenismo jamais visto no Brasil. Então, corrigindo a tradução para o português de Kardec: “Sem amor não há salvação.” Frase de impacto, e acredito, muito auto-explicativa, mas de difícil aplicação. Abraços.

  49. Vitor Diz:

    Roberto, quanto à SUA ideia de que Kardec considerou apenas os espíritas cristãos como verdadeiros e os demais falsos, está nitidamente equivocada. O que ele diz é:

    Os que não se contentam com admirar a moral espírita, que a praticam e lhe aceitam todas as conseqüências. Convencidos de que a existência terrena é uma prova passageira, tratam de aproveitar os seus breves instantes para avançar pela senda do progresso, única que os pode elevar na hierarquia do mundo dos Espíritos, esforçando-se por fazer o bem e coibir seus maus pendores. As relações com eles sempre oferecem segurança, porque a convicção que nutrem os preserva de pensarem em praticar o mal. A caridade é, em tudo, a regra de proceder a que obedecem. São os verdadeiros espíritas, ou melhor, os espíritas cristãos.

    Viu, Roberto? A expressão ‘ou melhor’ indica justamente que Kardec expressou-se mal, corrigindo-se em seguida, justamente porque ele não queria passar a ideia de que os demais espíritas fossem falsos. Ele podia ver o espírita cristão como um tipo IDEAL de espírita no caráter COMPORTAMENTAL, mas lembre-mos que a INSTRUÇÃO também é importantíssima:

    Espíritas! amai-vos, este o primeiro ensinamento; instruí-vos, este o segundo.

    O Espírito de Verdade, Evangelho Segundo o Espiritismo, Capítulo VI, item 5.

  50. Eduardo Diz:

    Olá José Carlos,
    -
    -
    Tem dois Eduardos no blog. Não sei como vc vai indenficar um ou outro.
    -
    Como disse antes, parabenizo seu estudo e acho que vc está certo em alguns aspectos quando critica a Doutrina Espírita. Tb entendo em alguns momentos vc endurecer o discurso. Lembre-se que somos todos “aprendizes da luz”, sendo a reação mais forte uma condição normal dos que defendem a causa espírita.
    -
    Continue a postar suas pesquisas, pois estou lendo e aprendendo. Sou espírita e entendo que esta Doutrina tem a verdade como premissa maior. Se seu estudo é bem feito e verdadeiro eu tenho de respeitar.
    -
    Vc citou, em uma resposta a uma pergunta que te fiz, uma carta de Publiu Lentulus encontrada nos arquivos do Duque de Cesadini. Mas veja no site abaixo que a Igreja Católica tem pessoas que tb concordam com essa carta, colocando a primeira identificação em 1280 em Aquileia (próximo a Roma e Tibur). Veja que o Padre Inácio José do Vale usa a carta como referência histórica de prova da existência de Jesus. Em um dos links tem o e-mail do Padre que tb é professor de História da Igreja.
    -
    http://fimdostempos.net/provas-existencia-deus.html
    -
    http://www.cleofas.com.br/virtual/texto.php?doc=OPINIAO&id=opi0482
    -
    Abraços,
    -
    Os.: Vitor, pq o espaço não “funciona” no blog e temos de por os traços?

  51. Vitor Diz:

    Oi Eduardo,

    o espaço funciona, só que não é intuitivo, nem mesmo fácil. Tem que dar o comando < !- -more- -> sem os espaços uma linha abaixo do que vc acabou de escrever para ele fazer o espaço:

    Eu acho mais fácil fazer o traço.

    Não posso falar pelo Senhor José Carlos, mas quanto ao padre que acredita ser a carta autêntica, observe a bibliografia que ele usa e nada consta ali que seja literatura especializada.

  52. Roberto Diz:

    Vitor,

    Ah tá. Ahãn. Sim. Obrigado viu.

  53. José Carlos Ferreira Fernandes Diz:

    Olá, sr. Eduardo (o da última mensagem…).

    Sem dúvida, existem católicos (como creio que devem existir protestantes também) que, volta e meia, “redescobrem” esse documento, e o utilizam como “prova” da existência de Cristo – como sendo uma fonte fidedigna, vinda duma “testemunha ocular”, e mais, dum pagão!…

    O potencial “devocional” desse texto é muito grande, principalmente porque sua “descrição” do rosto de Cristo é exatamente aquela à qual se está acostumado, pela tradição artística – e não poderia ser de outro modo, já que tal descrição baseou-se justamente nessa tradição iconográfica, já consolidada.

    Mas a posição por assim dizer “oficial” da Igreja é aquela esposada na “The Catholic Encyclopaedia”: http://www.newadvent.org/cathen/09154a.htm.

    Especificamente sobre a “primeira identificação” em 1280, “em Aquiléia (próxima a Roma e Tíbur)”, o texto é extremamente pobre e não tem referências complementares. Assim, poderiam ser tecidas as seguintes considerações:

    A) Quer isso dizer que em 1280 foi encontrada uma cópia dessa carta, em Aquiléia? Ou, por outro lado, que foi encontrado um manuscrito da carta que diz basear-se num escrito encontrado em 1280 em Aquiléia? Note que são duas coisas bem distintas…

    B) Se esse manuscrito tivesse sido encontrado em 1280, ou então antes de 1900, provavelmente teria constado quer do artigo que citei da “The Catholic Encyclopaedia”, quer do testemunho do “Dictionnaire de la Biblie”, de F. Vigouroux e outros, de 1908, que também já mencionei. Portanto, pode (supondo que a informação esteja correta) tratar-se duma descoberta recente; mas o autor, o tal padre Inácio José do Vale, não dá nenhum detalhe que permita o esclarecimento…

    C) A própria expressão “em Aquiléia, próxima a Roma e a Tíbur”, é estranha, para se dizer o mínimo. Para começar: onde, exatamente, nessa “Aquiléia”, foi encontrado o tal manuscrito? Numa biblioteca? Num mosteiro? Em que circunstâncias? Aliás, onde fica, exatamente, essa “Aquiléia”? “Tíbur” é o antigo nome romano da localidade que hoje se chama Tívoli, e que fica, realmente, nas cercanias de Roma; lá o Imperador Adriano construiu uma luxuosa “villa”. Mas, quanto a Aquiléia, não conheço nenhuma “Aquiléia” próxima a Roma ou a Tíbur. Há uma pequena Aquiléia na região de Luca, no norte da Itália, BEM distante de Roma; e uma outra Aquiléia, a mais famosa, na Venécia, também no norte da Itália, mas no Adriático, e também BEM distante de Roma. Era uma grande e florescente cidade na época romana, sede duma oficina monetária, onde havia até uma residência imperial, até ser arrasada por Átila, o Huno, em 452 dC; os refugiados de Aquiléia e das regiões vizinhas esconderam-se nas lagunas, fundando então Grado e Veneza; o próprio bispo de Aquiléia mudou-se para Grado (embora mantivesse o título da antiga cidade). Tal bispado separou-se da comunhão com a sé romana, tornando-se cismático, e autodenominando-se “patriarcado”, por não concordar com as decisões do Segundo Concílio de Constantinopla (557 dC); a questão só se resolveu em 606 dC, mas, mesmo depois, dissidentes continuaram negando a autoridade papal até pelo menos 699 dC.

    D) Assim, pode ser que a tal “Aquiléia” citada seja, de fato, uma referência ao patriarcado de Grado-Aquiléia, em cujos arquivos ter-se-ia descoberto (em 1280? Ou, o que é mais provável, depois, com referências à data de 1280) mais um dos vários manuscritos da “carta de Lêntulo”. Isso, claro, se essa história é, de fato, verdadeira… Mas, nesse caso, essa “Aquiléia” não ficava, absolutamente, “próxima de Roma e de Tíbur”… De qualquer modo, não é de meu conhecimento, e nem pude encontrar, nenhuma “Aquiléia” “próxima de Roma e de Tíbur”…

    Sds,

    JCFF.

  54. CALOQUIANO Diz:

    Por que Xeco Xavier não psicografa uma placa de circuito integrado de um celular com tv digital?

  55. Antonio Dias - RJ Diz:

    “Te parabenizo pela epopéia de buscar provas para a inexistência de Emmanuel assim, tão denodadamente..

    Certamente tivestes que ler o romance Há 2000 Anos “Ad nauseum” pois parece-me que não entendeste o que continha nele”.

    Caro companheiro de jornada Roberto,
    Muita paz!

    Permita-me parafrasear o amigo, utilizando-me acima da sua judiciosa e oportuna introdução ao seu não menos judicioso comentário endereçado ao Sr. José Carlos Ferreira Fernandes. Parabéns!

    Quanto aos artigos aqui apostos pelo Sr. José Carlos, faz-se mister ressaltar, não cabendo, aqui nestes parcos comentários, nenhum tom jocoso, ressaltar, pelo menos, o dom literário do acima referido senhor e mais, sua inegável prosopopéia.

    Pena que tais dons estejam sendo, admitimos que até de forma inconsciente,utilizados indevidamente.

    Salvo melhor interpretação dos comentários feitos pelo Sr. José Carlos, estou inferindo que o referido companheiro não crê que existam reencarnações, como também, põe ele em dúvida a veracidade da existência do mentor espiritual de Chico Xavier (corrijam-se quando assim o julgarem necessário).

    Em assim sendo, podemos inferir que o Sr. José Carlos não acredita nas demais reencarnações de Emmanuel, bem como naquelas atribuídas ao codificador da doutrina espírita, principalmente a se refere ter sido o professor Rivail um sacerdote druida, cujo nome era Allan Kardec.

    Para não tornar por demais enfadonho este texto, permita-me o Sr. José Carlos que apresente seu comentário relativamente ao episódio que envolveu o repórter David Nasser (já desencarnado) e um outro amigo seu, também repórter, que se disfarçaram em repórteres estrangeiros e foram entrevistar Chico Xavier em Minas Gerais.

    Desnecessário, julgo eu, narrar este episódio, mormente ao Sr. José Carlos, que certamente, sendo dotado de tanta erudição, o que tem comprovado nos comentários por ele apostos neste espaço, há de ter compulsado alguma das diversas biografias a respeito do venerando médium mineiro e do seu mentor Emmanuel.

    Abraços fraternais,

    Antonio Dias
    RJ

  56. Eduardo Diz:

    Eu já havia lido o link que vc sugeriu. Veja que tem mais citações sobre a carta em:
    -
    Pilate literature and other apocrypha concerning Christ
    -
    http://www.newadvent.org/cathen/01601a.htm
    -
    Essa parte da enciclopéida católica analisa escritos apócrifos. A carta foi para o que a Igreja considera apócrifo?
    -
    -
    Sobre Aquiléia:
    -
    Fotos
    -
    http://www.tripadvisor.com.br/LocationPhotos-g187812-Aquileia_Friuli_Venezia_Giulia.html#20236812
    -
    -
    O Patriarcado de Aquilea foi um estado e uma entidade político-religiosa que existiu entre os anos 568 e 1751 que, sobretudo baixo perfil eclesiástico, governou um vasto território com centro na região do Friuli.
    -
    Já a cidade:
    -
    “Aquilea era uma próspera cidade portuária romana, fundada em 181 a. C.|181 a. C.]] como colónia e posto avançado militar. Foi a sede da Legio X Venetia et Histria. Nos primeiros séculos de era-a cristã, a cidade contou aproximadamente com 200.000 habitantes e era a quarta urbe da península itálica, após Roma, Milão e Capua. O importante porto fluvial no rio de Natissa, era o ponto da saída do tráfico para a área do Danubio e desde esta para o Nórico e as províncias de Iliria e de Panonia.”
    -
    “Parece ser que, ainda dantes do século III, existiu em Aquilea uma comunidade cristã com fortes laços com a Igreja patriarcal de Alejandría, do qual teria estado a origem de sua cristianización, se se assume que os primeiros misioneros chegaram de Alejandría. Nos primeiros séculos, a igreja foi organizada em 5 patriarcadois, com diferente jurisdição e áreas de influência: era o telefonema Pentarquía. O patriarca de Roma (Papa) tinha a supremacía honorífica.”
    -
    “Aquilea converte-se muito cedo um centro importante para a cristianización da Itália nororiental e as regiões limítrofes, tanto que, já no século IV, seu bispo impôs em sua vasta área de concorrência jurisdiccional os oficios baixo o rito litúrgico, mais tarde chamado, «patriarquino» (permanecido no vigor até 1596). No final do século IV (381) celebrou-se um Concilio em Aquilea, promovido por San Ambrosio de Milão e presidido do bispo de Aquilea, Valeriano, que condenou os bispos fio-arrianos Palladio e Secondiniano e a doutrina arriana difundida entre os povos germanos que invadiram a parte ocidental do Império Romano.”
    -
    “Nesse período criaram-se as diócesis sufragáneas foram criadas: Zuglio (a antiga Julium Carnicum), Trento, Concordia Sagitaria, etc…, dependentes do arcebispo ou metropolitano de Aquilea.”
    -
    Sds,

  57. Sonia N. Diz:

    Vitor:
    -
    Muito oportuna a tua pontuação, retirada ao “Evangelho segundo o espiritismo”, de Allan Kardec:
    -
    - Espíritas! amai-vos, este o primeiro ensinamento; instruí-vos, este o segundo (Espírito Verdade)
    -
    - Instruí-vos – é o segundo. E não, destruí-vos, como você vem tentando fazer. Sua incoerência dizendo-se espírita, é flagrante. Nota-se um ódio acirrado ao Espiritismo e aos espíritas, principalmente à figura de Chico Xavier, que é com certeza, dos espíritas, o que mais agiu como um verdadeiro espírita cristão, ou seja, aquele que cumpriu à risca o primeiro ensinamento do Espírito Verdade – Espíritas! Amai-vos, este o primeiro ensinamento.
    -
    Nenhum espírita, seja qual for a classe em que ele se encontre, JAMAIS atacaria Chico Xavier, do jeito que você tem feito. Principalmente, por tudo o que ele fez de bom e, que pode ser comprovado, sem jamais ter sido preconceituoso com quem quer que seja, fazendo o Bem, sem olhar a quem. Mesmo sendo atacado, humilhado, difamado, caluniado, escorraçado , pelos inimigos gratuitos, pelo simples fato dele ter feito tanto Bem em nome de uma nova religião, de uma nova doutrina, de uma nova filosofia. Que atrevimento o dele, não? Como ele se atreveu a sentir-se bem na pobreza?… a seguir os ensinamentos de Jesus: “Meu reino não é deste mundo” – “Não se pode servir a Deus e a Mamon” – “Perdoai, não sete, mas setenta vezes sete vezes”. “Amai aos vossos inimigos e fazei o Bem àqueles que vos perseguem” – “Dai de graça o que de graça recebestes”.
    -
    É claro que ele não se encontra (graças, senhor!) na Enciclopedia Católica, que se diz única detentora da verdade universal ( eu traduzi a página, viu Vitor?).
    -
    Ele permanecerá nos corações de todos aqueles que foram beneficiados direta e/ou indiretamente por ele e por aqueles que virão, porque os ESPÍRITAS VERDADEIROS, a exemplo dos primeiros cristãos, manterão viva a sua memória para as futuras gerações. Para que os nossos filhos, netos e bisnetos saibam que, a despeito de muita luta em contrário, o AMOR continua vencendo todos os obstáculos, todas as barreiras, sendo a ÚNICA RESPOSTA para qualquer dúvida que se tenha, em qualquer momento da Vida. E que é possível sim, SER BOM!.

  58. Vitor Diz:

    Sônia,
    minha “destruição” tem o objetivo de construir algo melhor: um Espiritismo menos cego, menos fanático, mais racional. Chico Xavier fazia o “bem” pelos meios errados, algo como Robin Hood, que roubava dos ricos para dar aos pobres.

  59. Sonia N. Diz:

    Vai se entregando, Vitor… vai se mostrando cada vez mais, prá que todos vejam QUEM É VOCE…

  60. Vitor Diz:

    Sônia, em vez de se preocupar com minhas intenções, preocupe-se que as evidências que mostram que Chico não tinha qualquer contato com espíritos, ou que ao menos esses espíritos não eram quem diziam ser.

  61. Sonia N. Diz:

    Qua Quá Quá Quá Quá…
    -
    Ah Ah Ah Ah Ah!…
    -
    Qui Qui Qui Qui Qui…
    -
    Eh Eh Eh Eh Eh …
    -
    Essa foi ótima, Dom Vitor!
    -
    Conta outra…

  62. Vitor Diz:

    O riso é a saída dos ignorantes, Sônia.

  63. Sonia N. Diz:

    Eu diria que é a tônica dos que estão de bem com a Vida…, dom Vitor.-
    -
    Ah Ah Ah Ah Ah

  64. Sonia N. Diz:

    Ah! não adianta retrucar agora, porque estou de saída.
    Até a noite. Tenha um bom dia, Dom Vitor!

  65. Guruga Diz:

    Para uma doutrina que se diz baseada em fatos e evidências científicas, os espíritas (os que aqui tem postado, pelo menos) mostram-se tão cegos ou ignorantes (estou usando a palavra no sentido de não aceitarem sequer considerar os fatos expostos nos textos) quanto os crentes de qualquer religião. Seus argumentos são tão circulares e enganosos, quando os das religiões evangélicas mais retrógradas. O que eu critico aqui não é a fé que a pessoa tem. Isso é direito de cada um. O que me deixa realmente chateado é a intolerância contra qualquer pessoa que tente questionar um princípio de sua fé. A fé é sua, você é que não pode questioná-la; mas eu posso. Você tem todo o direito de questionar a ciência em que me baseio e eu aceitarei seus argumentos, se os achar válidos. Senão, sua argumentação em nada me abalará.

    Os ataques (se assim queira-se chamar os textos aqui colocados) não deveriam de forma nenhuma causar essa revolta entre os espíritas. A base da ciência, à qual o espiritismo diz reconhecer e admirar, é o questionamento. Ninguém é inatacável, irrepreensível, perfeito… Todos somos humanos e como tal temos nossos defeitos. Se eu não posso criticar Chico Xavier, como saber se ele foi essa pessoa tão boa quanto dizem? É duvidando de algo, que se consegue provar sua veracidade. Se eu já parto do pressuposto que ele seja bom, no final não terei provado nada; apenas que já acreditava nisso desde o início. E bondade também não torna a pessoa imune a falhas. Conheço diversas pessoas muito boas, mas todas com um ou outro desvio de conduta. Todos somos humanos e, portanto, limitados. A menos que se queira provar que Chico Xavier não era humano, ele também não é imune a críticas.

    O problema das religiões de uma forma geral é se considerarem acima de qualquer crítica. Peço aos espíritas a gentileza de entrarem em outros blogs que tem uma posição de contestação a outras religiões. Qualquer que seja a religião, os crentes dela usarão dos mesmos argumentos que vocês utilizam aqui. Talvez assim vocês percebam que as afirmações que vocês fazem aqui, como prova irrefutável da veracidade de sua religião, podem ser usadas por pessoas de qualquer fé. E, portanto, não provam nada.

    As pessoas tem o direito (inclusive garantido por lei) de acreditarem no que quiserem. Se eu quiser acreditar que o Senhor dos Anéis é um livro de não-ficção, eu posso. O que eu não posso tentar fazer é dizer que outra pessoa não pode mostrar seus motivos para não crer naquilo que eu creio. Eu posso dizer: eu não acredito no espiritismo, por isso e isso. Se alguém não concordar comigo, que contra-argumente, tentando mostrar as suas razões para crer. Mas não me diga como eu posso ou não me expressar.

    Os evangélicos (e católicos também. Estou evitando usar a expressão cristãos, porque os espíritas também se consideram cristãos, apesar de não serem reconhecidos pelas outras religiões. Mas isso é outra história.) dizem: Isso que você diz está errado porque a Bíblia diz que foi assim. Os espíritas dizem: Isso que você diz está errado porque o Livro dos Espíritos diz que foi assim. Percebem a similaridade das respostas? Agora tentem entender como para mim, que não professo nenhuma dessas religiões, essa argumentação não tem mais valor do que uma evidência científica.

    Eu convivo muito bem com pessoas de todas as religiões. Somente entramos em atrito quando elas tentam me “converter”. Eu simplesmente começo a explicar porque não creio no que elas dizem. Se minha explicação para minha falta de crença vai ou não convencê-las de que eu estou correto, não me interessa. O que eu tento mostrar é que eu não creio e tenho motivos para isso. O que o Vítor, acredito eu, tenta fazer aqui é mostrar porque ele duvida, e os motivos para suas dúvidas. Se eles são suficientes ou não, é uma questão pessoal de cada um. Mas ninguém pode tirar dele o direito de fazê-lo.

  66. Kirk Hammett Diz:

    Guruga,

    Perfeito !!! Vc tocou no ponto certo!!! É como eu disse aqui, o espiritismo é mais do mesmo, é igual a todas as outras, quem está de fora e não professa nenhuma religião consegue enxergar em todas elas os mesmos padrões de comportamento de seus fiéis, as mesmas distorções cognitivas.

  67. Sonia N. Diz:

    Guruga,:
    -
    O meu Centro, sempre foi freqüentado por pessoas de várias religiões:
    judeus, budistas, umbandistas, candomblesistas (desculpem-me os adeptos, se não for este o termo) esotéricos e católicos, sendo que estes últimos são a maioria. Nunca tive qualquer atrito com ninguém, nem dentro e nem fora do Centro Espírita. Porque nós, os espíritas, recebemos as pessoas, sem perguntar a elas qual é a sua religião. E NEM tentamos impor a nossa, porque não somos favoráveis ao proselitismo.
    Quanto a opiniões diferentes das nossas, respeitamos todas, seja qual for o assunto em foco: religião, política, lazer, futebol, sexualidade, relacionamentos, comportamentos sociais, etc. O livre arbítrio é um direito de todos.
    -
    O que eu repudio aqui é a sórdida intenção de difamar Chico Xavier. Calúnias, mentiras, infâmias, injúrias, são cometidas contra ele. Não há seriedade e nem boas intenções, onde existe a calúnia. ÉTICA existe entre inimigos declarados, desde que as partes sejam honestas e dignas, cada qual nos seus propósitos. Não é o que vemos aqui, da parte do Vitor e seus defensores. Quem tiver paciência de ler todas as postagens e comentários, e tiver um mínimo de dignidade, vai perceber as más intenções dele.
    -
    Esse jogo sujo, mostra QUAIS as suas verdadeiras intenções.. Nenhuma pessoa honesta e digna faria isso. Só uma pessoa cheia de ódio (ou inveja, daquela que mata ou manda matar)ou então, como no caso do David Nasser, sem escrúpulo algum, para conseguir projeção.
    -
    Outra coisa, além de ser tratada de forma a caluniar apenas, em vez de esclarecer, essa pesquisa tem muitos furos. Nada é definitivo. Repito, ainda vai rolar muita água debaixo dessa ponte. E eles sabem disso.

  68. Sonia N. Diz:

    Vitor disse:
    -
    “Sônia, em vez de se preocupar com minhas intenções, preocupe-se que as evidências que mostram que Chico não tinha qualquer contato com espíritos, ou que ao menos esses espíritos não eram quem diziam ser”.
    -
    Sonia diz: “Não estou preocupada com nada. Estou OCUPADA com as suas intenções e com as suas supostas evidências… não se engane com as minhas risadas”

  69. Roberto Diz:

    Guruba,

    Belíssima exposição, plena de racionalismo e de boa fé.

    Se você chega a “entrar em atrito” quando tentam te converter, os religiosos, concorda que é crítico quando tentam subverter a tua crença, ou descrença.

    Se você não está procurando crer em algo diferente, se não é uma busca que parte de ti, ninguém poderá fazê-lo para ti ou por ti.

    O atrito aqui, assim como contigo, é gerado por imperfeição dos que se consideram religiosos, e aí eu me incluo nas fileiras primeiras de defeitos.

    Fosse eu como Chico Xavier e nada diria. Silenciaria e prosseguiria fazendo o bem tal qual ele fez (não eu o fiz, mal e mal posso me dizer cristão pois chega a dar vergonha se atribuir este título sendo tão imperfeito assim).

    Assim como tu, sou combativo. Detecto má fé da parte dos autores por várias razões e se eles têm o direito de questionar eu também o tenho. Eles apontam para Chico Xavier e para os espíritas como fraudador um e fanático outros. Ok, exercem seu direito, mas você sabe muito bem que quêm acusa precisa sustentar sua acusação com provas, ou talvez indícios que levem a conclusão, após julgamento, de que é real sua acusação. Já o acusado, se for convocado ou espontaneamente se defenderá também com provas ou evidências.

    Eu, como jurado então, vou analisar a defesa de Chico (principalmente suas obras e sua vida) e os argumentos dos acusadores baseados nos livros que eles apontam para construir suas teses.

    Se eles afirmam que está definitivamente provado que Publio Lêntulus não existiu, eu digo que estudei seus argumentos, admitir a possibilidade, busquei algumas de suas referências bibliográfica e conclui que não provaram nada ainda. Ah, mas você não acreditou porque defende o acusado, porque não analisa o outro lado, porque é parcial.

    Eu respondo que se eles provarem o que pretendem não há problema algum no espiritismo em refutar uma mentira e seguir o caminho da verdade.

    Mas, aproveitei o tempo utilizado neste debate para buscar as razões que movem os ilustres blogueiros e não gostei do que vi, apontei suas incoerências e acabei como você, me atritando.

    Se eles tivessem realmente provado eu seria um fanático, uma besta quadrada, teimosa e cega. E se eles não provaram, o que eles são? Por quem eles são?

    Vou copiar o final do comentário que fiz neste blog, agora à pouco em http://obraspsicografadas.haaan.com/2010/os-nomes-das-personagens-no-livro-h-dois-mil-anos-de-chico-xavier/#comment-4508 . Se quiser ler na íntegra está lá.

    “A gloriosa missão de desmascarar toda esta mentira será melhor alcançada se eles (os autores) fizerem como Chico Xavier fez, sendo autênticos, se revelando ao mundo, mostrando claramente quem são, o que fazem da vida, no que acreditam e não só no que “não acreditam”.

    Quem se apresenta como benfeitor da humanidade, que diz que “ESTÁ NA HORA DO POVO SABER A VERDADE…” (palavras do Vitor), e que “TEM O OBJETIVO DE CONSTRUIR ALGO MELHOR: UM ESPIRITISMO MENOS CEGO, MENOS FANÁTICO, MAIS RACIONAL …” (também palavras do Vitor) e quer fazer isto sem passar pelo nível mais básico, mais rudimentar de um espírita, segundo o próprio Kardec e segundo a autodenominação que o Vítor se dá de ser um ESPÍRITA EXPERIMENTADOR, que resumindo significa o que ele é o tipo de espírita que não se interessa pela parte MORAL da doutrina, só se interessa pelos fenômenos.

    Ora, para que os espíritos se manifestaram no mundo físico? Para o deleite dos experimentadores? Para aumentar os seus lazeres ou gerar fatos curiosos que alimentarão seus orgulhos de pseudo cientistas, pseudo espíritas? Não exigirão estes sempre mais e mais proezas tornando os fenômenos um verdadeiro circo de entretenimento e não um motivo para atentarem para a moral desta história toda, para as consequências que de tais fenômenos se depreendem?

    Bem Boni, esta é a minha opinião. Prefiro dedicar meu tempo e atenção na busca do aprendizado para as pessoas que creem que a moralidade é um atributo de caráter de um HOMEM DE BEM, e que ela precisa ser valorizada e perseguida SEMPRE assim como fez Chico Xavier. Quem está ainda no jardim da infância do espiritismo NÃO PODE SE ARROJAR À REFORMADOR do mesmo.”

  70. Sonia N. Diz:

    Roberto, mais uma vez:
    -
    Uma alegria sem precedentes…
    -
    Aplausos, abraços, flores, beijos, tudo de bom…!

  71. José Carlos Ferreira Fernandes Diz:

    Sr. Roberto:

    Em primeiro lugar, eu não sou clérigo católico. Não teria vergonha nenhuma em ser um, seria até motivo de orgulho para mim, e procuraria seguir tal vocação, se a tivesse, da melhor forma possível. Mas não sou. Cuidado com o que o sr. fala; se possível, não minta mais. Há um limite para a paciência das pessoas.

    Quanto ao assunto que aqui se discute (e do qual o sr., e alguns outros, tentam, a todo o custo, e desesperadamente, se desviar), há uma maneira bem simples de resolver, de uma vez por todas, essa situação: ao invés de continuarem vomitando injúrias, calúnias e mentiras, simplesmente leiam os trabalhos de pesquisa (pelo que falam, nem isso fizeram direito) e refutem, um a um, os argumentos que lá constam. Se a bibliografia não presta, apresentem então obras melhores. E mais: façam o que os espíritas tinham que ter feito desde o início: DEMONSTREM, racional e convincentemente, que Públio Lêntulo existiu, que foi bisneto por linha paterna de Lêntulo Sura, que exerceu um cargo em Esmirna, que esteve em missão na Palestina, que conviveu com Cristo, que escreveu sobre ele às autoridades romanas, que participou da conspiração contra Nero, que serviu no conselho de guerra de Tito, que morreu na erupção do Vesúvio. PROVEM ISSO. O ÔNUS DA PROVA É SEU.

    Só lhe peço, sr. Roberto, que pare com essas baixas calúnias que vem fazendo. Se não por mim, ao menos pelos leitores deste “blog”. Embora isso possa até me dar algum trabalho, e me consumir tempo precioso, se isso continuar sou capaz de as listar, uma a uma, com a respectiva refutação, a fim de que fique claro para todos (se é que já não está) não apenas a sua falta da mais elementar boa educação, mas também o seu fanatismo, a sua irracionalidade e a sua total ausência de argumentos para debater ou refutar os temas aqui tratados.

    Sim, claro, eu sei que esta mensagem não adiantará de nada. O sr. continuará se comportando como vem se comportando até aqui. Mas que isso fique patente a todos os que acompanham este “blog”. Eu o DESAFIO, sr. Roberto, e também a quaisquer outros, a fazerem a coisa mais simples que poderiam ter feito, e que não fizeram até agora: já que a minha pesquisa, e a minha bibliografia, não prestam, já que eu não passo dum católico miserável, que só quer denegrir São Chico Xavier, ENTÃO PROVEM QUE PÚBLIO LÊNTULO EXISTIU, que foi tudo aquilo que Emanuel disse que era, e mais, que era o próprio Emanuel. Elaborem uma pesquisa acerca disso, e a publiquem. Creio que o sr. Vítor Moura não se furtará em lhes ceder espaço aqui para tal publicação. Vamos. Façam isso, se forem capazes. Não há pressa. Pesquisem. Mostrem bibliografia “decente”, já que a minha “não presta”. Se estão com a razão, então conseguirão fazer isso. É algo bem mais digno do que ficarem, como estão, ladrando impropérios.

    Quanto à sra., sra. Sônia N, ainda estou esperando a sua resposta: aquelas suas duas fontes de consulta da brilhante “pesquisa” que a sra. fez, para provar que a Igreja Católica não valia nada, refiro-me à a sra. Mary Schultze, do “Centro de Pesquisas Religiosas” (aquela de “Fátima, a deusa do cascalho; ver em http://www.maryshultze.com/articles.php), e ao pessoal do texto sobre as concordatas da Igreja, do portal http://www.espada.eti.br, eles estão certos ou estão errados no que pensam do Espiritismo? Basta uma palavra, sra. Sônia, “sim” ou “não”…

    JCFF

  72. Fernando Diz:

    É consenso que Publius Cornelius Lentulus não passa de uma personagem fictícia? De maneira nenhuma! Consultem http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_Roman_Republican_consuls baseada em textos de pesquisa histórica altamente fidedignos tais como Baiterus, Georgius (1837), “Consulares Triumphalesque Romanorum ad Fidem Optimorum Auctorum”, Degrassi, Attilio (1952). I fasti consolari dell’impero romano dal 30 avanti Cristo al 613 dopo Cristo, Bagnall, Roger S.; Cameron, Alan; Schwartz, Seth R.; Worp, Klaas A. (1987). Consuls of the later Roman Empire. Vemos claramente P. Cornelius Lentulus entre os anos 27 e 28 d.c. A grande defensora de que Publius Lentulus foi uma personagem fictícia é mesmo a Enciclopédia Católica, e outras fontes são cópias, “virtualmente verbatim” da mesma. Além disso, há outras fontes que atestam a historicidade de Publius Lentulus, como o Fabricii cod. Apoc tom 1 p. 302, que diz “No tempo de Otávius Caesar, Publius Lentulus proconsul em partes da Judéia e território de Heródoto, o rei, é dito ter escrito a epístola para os senadores romanos”. Sobre o fato de a historicidade de Publius Lentulus ser discutida, não prova que ele não existiu. Aliás, a prova de que várias personalidades tenham de fato existido é difícil, o que não quer dizer que sejam fictícias. Vejam como exemplo Sócrates, Hesíodo, Platão, Pitágoras e até Jesus Cristo! Se podem duvidar da existência de Jesus, suponho ser muito fácil duvidar da existencia de um Proconsul romano! Sobre o fato de não aparecerem vestígios da carta de Publius ao senado até o século XV não é nada extraordinário. 13 séculos separam o mais antigo texto de Platão do seu autor, e 16 séculos separam Eurípedes do seu melhor manuscrito mais antigo!!! E estou falando de autores conceituados, cujas cópias eram feitas e refeitas. No caso de Publius, que enviou uma única carta, querer que o original, ou alguma cópia próxima, seja encontrado é um desejo infantil. O fato de aparecer termos não condizentes com um romano no texto do século XV é mais do que esperado. Qualquer pessoa minimamente versada em crítica textual sabe o que estou dizendo. Isso acontece na grande maioria dos casos. O que os cientistas fazem normalmente é comparar uma coleção de cópias, dividi-las em famílias mais ou menos adulteradas e, após várias análises meticulosas, determinam qual o texto original. Ora, como a carta de Publius Lentulus não foi milagrosmente salva da perda que o tempo provocada normalmente nos manuscritos antigos, é impossível fazer tal crítica, e encontrar anacronismos ou pequenas adulterações não só é possível, como provável. Em resumo: seus argumentos não provam que Publius Lentulus tenha sido uma personagem fictícia. Vai ser preciso muito mais que isso se você tem essa pretensão.

  73. Vitor Diz:

    Fernando,
    os argumentos provam sim. O problema é que você não conhece os argumentos, por não ter lido a pesquisa. Esses Lêntulos – reais – são citados na pesquisa do Senhor José Carlos, e demonstrados que nenhum deles é o bisneto de Sura. Leia http://obraspsicografadas.haaan.com/2008/livro-h-dois-mil-anos-uma-fraude-histrica-completa-2/

  74. José Carlos Ferreira Fernandes Diz:

    Sr. Fernando:

    A) Sobre o manuscrito que o sr. citou, e pelo trecho dele que o sr. citou, não passa de um dos vários manuscritos da “Carta de Lêntulo” dos sécs. XV-XVI. Veja o início de minha pesquisa,em que faço uma rápida abordagem acerca disso. E não é “Heródoto”, é “Herodes”. Informe-se sobre a DATA de tal manuscrito, e certamente verá que é recente.

    B) Os Lêntulos da época imperial, que constam dos Fastos Consulares, foram citados um a um em minha pesquisa; eu sugeriria que o sr. a lesse.

    C) Os casos de Sócrates, Hesíodo, Platão, Pitágoras, e mesmo Jesus Cristo não se aplicam. Já se analisou aqui neste “blog”, até com bastante detalhe, o de Jesus e de Paulo. Leia o trabalho a respeito.

    D) A crítica textual e a análise dos manuscritos da “Epistula Lentuli” foram efetuados, sim, e apontam para o fato de se tratar duma obra apócrifa, dum documento falso, forjado entre os séculos XIV-XV. Não é apenas a “Catholic Encyclopaedia” que defende a sua falsidade. Já citei aqui, neste “blog”, trechos da “La Grande Encyclopédie” e do “Dictionaire de la Biblie” que esposam o mesmo ponto de vista, e que NÃO SÃO cópias “verbatim” da E.C. – inclusive por serem de edições anteriores. Leia-os. O considerar-se a carta falsa, e seu autor inexistente, é consenso histórico, não é picuinha.

    E) Prove, então, que Públio Lêntulo, AQUELE Públio Lêntulo, existiu.

    Sds,

    JCFF.

  75. Gilberto Diz:

    Roberto disse:
    -
    ”Ora, para que os espíritos se manifestaram no mundo físico? Para o deleite dos experimentadores? Para aumentar os seus lazeres ou gerar fatos curiosos que alimentarão seus orgulhos de pseudo cientistas, pseudo espíritas?”
    -
    Correção:
    -
    Vou mais longe: os espíritas SÓ SE MANIFESTAM pela psicografia no Brasil de hoje. Na Europa a escrita automática é piada de salão. Nas outras culturas supostamente espiritualizadas mencionadas ‘ad nauseum’ pelos espíritas NUNCA existiu a psicografia. Ela foi uma invenção Européia/Americana, logo descartada por ser de fácil explicação, e adotada no Brasil como a VERDADE absoluta para todos os mistérios humanos. É só perguntar prum desencarnado! Pronto! Acabaram-se os mistérios! Vamos todos ser espíritas!!!!! Agora, porque os espíritos só revelam as ‘verdades’ para brasileiros? Que privilégio é esse que temos? É muita presunção disfarçada em humildade!!!! Por que nenhum mentor espiritual poderosíssimo como Emmânuel não revela tais “verdades’ a pessoas de outros países? A resposta é muito óbvia, como os estudiosos de Kardec e do espiritismo na Europa atestaram: ”Vamos tratar de coisas mais sérias? Vamos procurar por respostas da maneira mais difícil, ou seja ESTUDANDO, PESQUISANDO E SUANDO A CAMISA?”

  76. Roberto Diz:

    Gilberto,

    Conste que quem menciona estes termos “ad nauseun”, “com vagar”, ou “exaustivamente” é o autor destas pesquisas apresentadas neste blog, e repetidas pelo responsável pelo mesmo.

    Nem atribua esta expressão à espíritas porque não são elegantes e demonstram a empáfia de quem cederia algumas migalhas de um conhecimento bufo, vazio e pretensioso para relés ignorantes. Eu as copiei em alguns comentários meus mas sempre entre “aspas” e confessamente em tom irônico.

    Agora, sobre o privilégio brasileiro de ter se tornado o Coração do Mundo, Pátria do Evangelho, conforme bem narrou Humberto de Campos (espírito) através de Chico Xavier, veja lá neste belíssimo livro quais foram as razões desta migração dos esforços do plano espiritual para dar prosseguimento à terceira revelação, o Espiritismo, transladando-o do continente europeu para a pátria brasileira.

    Depois de ler irá entender. Se não quiser ler permanecerás desconhecendo as razões e manifestará esta visão distorcida de que superioridade econômica e política têm o mesmo que ver com superioridade moral e espiritual. Na Europa havia abundância de “ESPÍRITAS EXPERIMENTADORES” que recusavam a progredir da escalada dos fenômenos primários, com objetivo de despertar a atenção, para as consequências morais que derivariam de tais fenômenos. Como se consumiam em debates quanto à forma, em exegeses, se prendendo em novas provas, novos exames sem fim, ciosos de seu saber, tornaram-se ineficientes para dar os passos seguintes que seriam extremamente mais difíceis do que materializar espíritos, psicografar compêndios literários, provocar ruídos e efeitos especiais, ou seja, cristianizarem-se, moralizarem-se, abandonarem seus vícios, sociais ou não, suas paixões, seu primarismo, e marcharem rumo a concretização do homem integral dentre de si próprios.
    Estes folguedos dos frequentadores de salões em busca de diversão ou de promoção de seus egos não levariam a lugar algum. Eram precisos Chicos Xavieres e muitos outros médiuns anônimos ou não para que a tarefa da espiritualidade tivesse o sucesso desejado, e não negadores sofismáticos cheios de pseudo-saber e pseudo-ciência como os nobres mantenedores deste blog.

    Você poderá pensar que estou dizendo que os brasileiros seriam então superiores espiritualmente aos europeus, mas eu antecipo dizendo que não é este o caso, mas sim que pelo fato de no Brasil não existirem carmas coletivos graves, dramas históricos de perseguições e guerras de povos contra povos, não ser um país abastecido dos recursos financeiros conquistados muitas vezes pela exploração de povos contra povos, de fortes sobre fracos, que convidam ao comodismo, à indiferença pelas necessidades do próximo, enfim, que endurecem os corações, e que justamente por não ter brilho mundano tão acentuado quanto os dominadores europeus, será um ambiente muito mais propício, mas fértil para as nascentes espirituais se espargirem ganhando vida e força ao longo do caminho.

    No Brasil não ocorreram revoluções ou guerras para implantação de novos regimes políticos, para abolir-se a escravidão, para conquistar-se a independência, para caírem ditaduras, para manterem-se as fronteiras, todos motivos de guerras sangrentas em outros povos geradoras de ódios que se prolongam pelos séculos ou milênios, dificultando a cicatrização das feridas que se putrefazem sem cessar.

    No Brasil convive-se pacificamente com os múltiplos credos religiosos, não há racismo exacerbado pois no final das contas somos um caldo de cultura e raças. Não há aqui os “sangues puros”, os nobres que não se misturam com a plebe, com os escravos, etc.

    Embora o sectarismo de alguns, nem sombra do que ocorre lá no “primeiro mundo”.

    Se observares com serenidade, com perspicácia, sem preconceitos, sem prevenções egóicas ou de recalques, verá que somos uma grande nação que têm uma missão sublime de preservar a essência do cristianismo para entregá-la à humanidade no momento apropriado.

    Seremos o celeiro de bênçãos para a humanidade sofredora e curvada à fórceps, posto que orgulhosa e materialista, rebelde e hostil, que virá procurar o consolo, o entendimento, a instrução verdadeira e não nas cátedras de conquistas sangrentas, argentárias e anti-fraternas.

    Nos cabe, aos brasileiros, preservar os instrumentos que nos levarão à este destino, não para governarmos os outros como os outros fizeram no passado, mas para dividirmos com nossos irmãos em humanidade as bênçãos que provieram da vida sacrificial de muitos missionários ilustres no terreno religioso como Chico Xavier, Bezerra de Menezes, Irmã Dulce, Petitinga, Zilda Arns, entre outros não tão conhecidos mas valorosos, ou no campo político como Tiradentes, Rui Barbosa, Dom Pedro II, Tancredo Neves, entre tantos outros notáveis do patriotismo, do interesse comum, promotores da paz, bem como inúmeros embaixadores que preservaram nossa posição pacíficas, à favor do diálogo, dos direitos humanos, etc.

  77. Gilberto Diz:

    Roberto, eu uso a expressão “ad nauseum” neste caso porque pessoas como Carlos Magno e outros dizem que culturas espiritualistas antigas são mais evoluídas espiritualmente que nós, mas não possuem essa enxurrada de mensagens, revelações e contatos com sábios através da psicografia como no espiritismo brasileiro. Agora, se o Brasil é realmente a “pátria do evangelho” como afirmam os espíritos, e merecemos atenção especial deles, assim como revelações exclusivas, aí é um ótimo argumento seu. Não tem como derrubar. É um cul-de-sac retórico.

  78. Roberto Diz:

    Dirão outros: “mas com tantas miséria, corrupção, ignorância, violência, …, como crer em tal missão de miseráveis e esfarrapados?”.

    E eu digo, baseado no que nos ensinam os espíritos encarregados de espargir a luz do conhecimento sobre a Terra, mormente através do Brasil, gentil pátria que canta em seu hino Nacional versos como:
    (…) “NOSSOS BOSQUES TEM MAIS VIDA,”
    “NOSSA VIDA” NO TEU SEIO “MAIS AMORES”, ou
    (…) BRASIL, DE AMOR ETERNO SEJA SÍMBOLO
    O LÁBARO QUE OSTENTAS ESTRELADO,(…)
    enquanto as demais nações bradam gritos guerreiros clamando por sangue, por morte, por heroísmo guerreiro, a Pátria Brasileira fala em amor, flores, campos, mãe gentil, e o vaticínio que nos agurada em breve “E O TEU FUTURO ESPELHA ESSA GRANDEZA”, não a grandeza material, mas a grandeza espiritual que um dia habitará todo o planeta renovado.

  79. Sonia N. Diz:

    Roberto:
    -
    Eu ia fazer uma interferência ao comentário do Gilberto, dirigido a você. Já tinha escrito algumas linhas, mas desisti, na certeza absoluta, de que você faria um comentário que se “encaixaria como uma luva” na réplica.
    E não me enganei.
    -
    Seus comentários têm sido excelentes; racionalmente emocionais…
    -
    Se me permite, mais uma vez, obrigada, em nome do Espiritismo e em nome de Chico Xavier, a quem devemos tanto!
    -
    Aplausos, abraços, flores, estrelas e tudo de bom…

  80. Gilberto Diz:

    Realmente, Sônia, não tem como derrubar tal argumento. Toca fundo no nosso patriotismo. Nossos espíritos gorjeam aqui como não gorjeam em nenhum lugar. Carreguemos esse lábaro! Nossa vida tem mais vida. Nossa morte menos morte! Nossa reencarnção tem mais reencarnação! Espero que Dilma ou Serra usem de tais argumentos. Serão imbatíveis! Imorredouros! Aplausos!! Flores! Flores para los muertos!!

  81. Sonia N. Diz:

    Gilberto:
    -
    Que bom que você lembrou de mim… eu estava com saudade, porque você só tem se referido aos nossos companheiros de blog . (ô dó)…
    -
    Você é sempre um refrigério, em meio aos acalorados debates acontecidos aqui.
    -
    Vida longa ao Vitor, que permite total liberdade de comentários, sejam quais forem.
    -
    Flores prá você também, Gilberto

  82. Gilberto Diz:

    “Flores para los Muertos” vem de “Um Bonde Chamado Desejo.” Imperdível. Os mexicanos já têm uma relação diferente com seus mortos que nós. O segundo “Santo” mais cultuado pelos católicos no México não é bem um santo. É a “Santa Muerte”. Personagem com origens pré-hispânicas, que vem do sincretismo com o catolicismo e até mesmo com a cultura pop, do cinema, quadrinhos e desenhos animados. É representada pela caveirinha de capuz, segurando foice. É aquela história, a Igreja Católica não a aceita, mas o povo a elegeu a segunda entidade “supostamente católica” para ser venerada. Será que isso torna os mexicanos “não-cristãos”? Interessante é que o terceiro santo mais cultuado no méxico também é uma criação popular. É o São Jesus Verde. Padroeiro dos endividados, ladrões e protetor dos traficantes. É uma espécie de “Zé Pilintra” de terno e chapéu verdes. É como se o méxico fosse a “Pátria do Evangelho Sincrético”. Flores para los muertos! E flores para você, Sônia!! Boa semana ao Vitor e a todos vocês, pessoas especiais que ousam indagar, defender seus argumentos e respeitar (com escorregadas de todas as partes) seus debatedores. Todos procuramos um mundo melhor. Tenho certeza que Xavier pensava assim nas suas ações, e tenho certeza que o Vitor e todos querem só que cresçamos. Somos irmãos, e de vez em quando saímos “no tapa”. É normal entre filhotes de todas as espécies. Por que seria diferente conosco, filhotes de Deus?

  83. Roberto Diz:

    Aos simpatizantes do Espiritismo, de Chico Xavier, e de Jesus Cristo nosso Modelo, Guia e Mestre.

    Penso que a vida deverá ser longa, também, para o Sr. José Carlos Ferreira Fernandes, fonte de referência para as matérias do Vitor Moura.

    José Carlos, é com profunda admiração que penso em seu trabalho. Quanto de cultura, de trabalho, de raciocínio, de dedicação às suas pesquisas são necessárias para produzirem o resultado que se nos apresenta no blog do Vitor Moura.

    Quando lemos suas frases, embora discordemos das conclusões dos seus estudos, não nos escapa o eruditismo e a excelente gramática. Certamente és um homem valoroso e inteligente que poderá compreender o espanto que toma todos os que somos gratos ao médium Chico Xavier quando recebe ataque à sua reputação. Consideramos um cristão invulgar no mundo como é e como tem sido até então.

    Temos que fazer nosso próprio julgamento no tribunal mais severo do Universo: o da nossa própria consciência, onde se manifestam as Leis do Criador de forma opima e incorruptível.

    Como nos encantaremos com o amor se nos enervamos, intolerantes, contra nossos irmãos. Como defender a paz com a espada desembainhada a bramir revanche?

    Não, não será isto que Jesus espera de nós. Cito São Vicente de Paulo:

    “Homens fortes, armai-vos; homens fracos, fazei da vossa brandura, da vossa fé, as vossas armas. Sede mais persuasivos, mais constantes na propagação da vossa nova doutrina. Apenas encorajamento é o que vos vimos dar; apenas para vos estimularmos o zelo e as virtudes é que Deus permite nos manifestemos a vós outros. Mas, se cada um o quisesse, bastaria a sua própria vontade e a ajuda de Deus; as manifestações espíritas unicamente se produzem para os de olhos fechados e corações indóceis.

    A caridade é a virtude fundamental sobre que há de repousar todo o edifício das virtudes terrenas. Sem ela não existem as outras. Sem a caridade não há esperar melhor sorte, não há interesse moral que no guie; sem a caridade não há fé, pois a fé não é mais do que pura luminosidade que torna brilhante uma alma caridosa.

    A caridade é, em todos os mundos, a eterna âncora de salvação; é a mais pura emanação do próprio Criador; é a sua própria virtude, dada por ele à criatura. Como desprezar essa bondade suprema? Qual o coração, disso ciente, bastante perverso para recalcar em si e expulsar esse sentimento todo divino? Qual o filho bastante mau para se rebelar contra essa doce carícia: a caridade?” O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. XIII – item 12.

    Por isso Jose Carlos, Vitor Moura, que encontrareis inúmeros defensores, milhões quiçá, de Francisco Cândido Xavier, pois sendo a caridade a virtude por excelência, manifestação direta do Criador nas criaturas, teve nele um fiel dignitário, missionário incansável e infelizmente ainda pouco comum na face da Terra.

    A história da humanidade é pontilhada pela passagem luminosa de representantes diretos de Jesus. Jamais ficamos desamparados, ao abandono, mas nossa cegueira faz com que, assim como fizemos com o próprio Messias, pedimos crucifica-o, crucifica-o, crucifica-o à todos os que ousam testemunhá-lo perante os homens. Conhece-se a árvore pelos frutos e a colheita abundante que Chico Xavier deixou é fertilizadora da mensagem do Mestre. É inegável sua vida de sacrifício e abnegação em favor do próximo, que banhou-se na fé que o arrebatava preservando-o da incompreensão, perseguição, calúnia e intolerância dos que não estão ainda preparados para aceitar o chamamento do Senhor da vida.

    Mas não deixou de justificar e desculpar todos os que assim agiram pois cada um têm seu entendimento e progredirá com ele, mais cedo ou mais tarde, e aos que já desconfiam de que algo de muito sério há neste chamamento inconfundível à caridade, à tolerância, à paz, nos resta a sabedoria de ouvir os chamados e convertermo-nos em os trabalhadores da última hora, e não em criadores de cismas, de modernas guerras santas e combates de egos doentes.

    Agradeço, por fim, à paciência e ao espaço cedido aqui, bem como peço me desculpem a acrimônia em alguns momentos (por favor, não acusem-me de mentir pois a única falta que me ocorre é a adivinhação de sua ligação com o clero católico pois como não há nenhuma apresentação formal sobre quem sois, sua história, seu currículo, e diante da falta de respostas combinada com manifestações que procurei nos inúmeros comentários seus deu-se chance à interpretações deste tipo). É a imperfeição que me persegue desde há muito e que custo à dela me libertar, mas permita-me prosseguir sem abalos com minha certeza de que não seriam os espíritos responsáveis pela vitoriosa reencarnação de Chico Xavier tão descuidados, tão tolos de terem comprometido o som da voz que clamou no deserto dos nossos sentimentos com uma nota desafinada de uma mentira como a que alegais. Muito valorosa sua pesquisa, mas cientificamente vocês precisariam apresentá-la não somente em vosso blog mas sim em patamares superiores de critérios analíticos.

    Muita paz!

  84. Vitor Diz:

    Roberto,

    o próprio Chico admitia implicitamente que fraudava. Ele dizia:

    “A verdade que fere é pior do que a mentira que consola…Entenda quem puder.”

    Fonte:

    http://www.correiofraterno.com.br/index.php?Itemid=43&id=104&option=com_content&task=view

    O Evangelho de Chico Xavier. Carlos A. Bacelli. Didier, 2000.

    Veja, Chico fraudava para “encorajar” as pessoas. Ele via os familiares tristes pela perda de entes queridos, e não via mal algum em fabricar cartas para alegrá-los com a esperança de que o morto continuava vivo do “outro lado”. Essa era, para ele, a mentira que consola. E ele, claro, se sentia bem fazendo as pessoas felizes, recebia muito amor em troca, algo que dinheiro algum conseguiria, e por isso nunca parou. Esse era o motivo de tantas fraudes, e porque ele nunca pediu dinheiro por seu trabalho.

  85. Gilberto Diz:

    Vitor, eu não aceitaria tal mentira nem que fosse para me consolar de uma grande perda. Acredito que você e muitos outros também não. Mas parece que muitos (não me parece que foram milhões, como acontece com a Igreja Universal diariamente) encontraram consolo com Xavier. Eles queriam uma verdade diferente daquela que a vida os apresentou. E eles a obtiveram. E com ela a paz. Os milhões de fiéis da igreja Universal também encontram consolo. Moro perto de uma e convivi com muitos membros da tal igreja. Não podemos negar que são pessoas com uma felicidade difícil de encontrar por aí. É impressionante como são brincalhões, sempre no mais alto nível de respeito e até de ingenuidade. Será que Deus, ou que quer que eles interpretem como Deus não funciona como com as almas que procuravam Xavier? Tornando-os ingênuos. Docemente ingênuos? Pacificamente ingênuos? Que paz é essa? O que há por trás dela? Minha mente diz que é um fenômeno cultural, uma promessa de mudança num mundo que nunca muda. Mas meu coração diz: Flores para los muertos…

  86. Roberto Diz:

    Vitor,

    Porque tu fazes isto contigo mesmo homem?

    Quer dizer que esta frase significa isto que você interpretou? Não dá para dizer que tu não estás tentando hein, só toma cuidado para não perder tua credibilidade por completo, afinal há qualidade nas matérias do teu blog, e esta tentativa não está à altura da tua inteligência. Deixe claro no teu texto que ele é TEU, e que tu é quem acha que ele “fabricava cartas”, e não que tu tenhas encontrado em qualquer lugar algo que indique que Chico tenha dito ou feito neste sentido que tu interpretastes. Esta história de “implicitamente” é, bem, deixa prá lá.

    Pense bem viu, e olhe o aviso que Chico deu na mesma frase: “entenda quem puder”!

    Também não há de se negar que por vias tortas você está sendo um grande divulgador das obras de Chico Xavier. Espero que hajam muitos frequentadores do teu blog que o desconhecem e que atraídos pelos títulos sensacionalistas possam despertar o interesse em ver que homem é este que desperta amor e ódio.

    Neste mesmo link que tu passastes têm uma frase dele muito apropriada: “Se tudo o que já disseram a meu respeito fosse verdade, das duas uma, ou eu seria um santo ou um demônio.”

    Saudações.

  87. Vitor Diz:

    Roberto,

    o próprio Waldo, que conviveu com o Chico, admitiu que ele fabricava cartas. Outros amigos de Chico perceberam que ele fabricava cartas, e se afastaram, como narra Marcel Souto Maior.

    Quanto ao Chico, nem santo, nem demônio. Está mais para alguém doente, alguém que sofria de mentira patológica.

    http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI29374-15228,00.html

  88. Sonia N. Diz:

    Roberto:
    -
    Dá prá levar a sério?
    -
    Por isso que eu desisti de me manter “séria”, neste blog.
    -
    Aplausos, novamente….

  89. SeriousBusiness Diz:

    Vitor,
    -
    Onde o Waldo Vieira “admitiu” que o Chico fraudava cartas? Pelo vídeo que vi aqui no blog ele diz exatamente ao contrário, diz que no tempo em que ele tava com o Chico NÃO havia fraude de cartas…
    -
    Gostaria que vc indicasse onde, no livro de Marcel Souto Maior (que já li) está escrito que amigos do Chico Xavier se afastaram dele por que descobriram que ele fraudava as cartas.
    -
    abçs

  90. Vitor Diz:

    Souto Maior, Marcel (2004). Por trás do véu de Ísis. São Paulo: Editora Planeta do Brasil, p. 95.

    Mas nem todos saíam do centro convencidos ou consolados. Muitos desconfiavam do conteúdo e do estilo das mensagens – repetitivas demais – ou se revoltavam com o fato de não receberem notícias do além.

    Chico repetia a frase de sempre – ‘o telefone só toca de lá para cá’ – mas não adiantava. Para muitas famílias, o silêncio dos mortos queridos era insuportável. Por quê?

    As respostas baseadas na doutrina de Allan Kardec ou nas informações dos ‘mentores espirituais’ não aplacavam a indignação ou a revolta: o espírito está em recuperação, está envolvido em outras tarefas, os benfeitores espirituais estão cuidando dele agora… Nada disto adiantava.

    A agonia dos parentes em busca de notícias do outro mundo chegava ao descontrole. Numa noite, em sessão pública, um espírita, amigo de Chico, duvidou da autenticidade de uma mensagem psicografada e cuspiu no rosto do médium.

    Ora, se nem os amigos de Chico acreditavam nele, por que eu deveria? Lembremos ainda do caso do sobrinho que o denunciou, do próprio Waldo, companheiro de anos e por aí vai…

  91. Roberto Diz:

    Vitor, Vitor, Vitor,

    Ah tá! No link este, né? Ah vi! Sim, fui ali, li, procurei e … deixa estar.

    Que perda de tempo. Você não é uma pessoa séria, mas um menino “muito levado”.

    Felicidades, sucesso, continues promovendo a figura admirável e cristã de Chico Xavier. O “povo” que você quer alertar, salvar, e o espiritismo que você quer reformar, agradecem.

    Que Deus te abençoe meu irmão!

  92. Vitor Diz:

    SeriousBusiness,

    o Waldo admite que Chico fraudava cartas na revista Superinteressante.

    Mas há quem diga que Chico tinha um jeito de conseguir os dados. “Funcionários do centro espirita iam á fila pegar detalhes dos mortos. Ou aproveitavam as histórias relatadas por parentes nas cartas em que pediam uma audiência. As mensa gens de Chico continham essas informações”, diz o médico Waldo Vieira, com quem Chico dividiu o trabalho no centro entre 1955 e 1969.

  93. Vitor Diz:

    Roberto,
    não viu o que tinha no link? Eu te mostro:

    Mentira patológica:
    A tendência patológica para mentir raramente fica restrita a um único evento. Difere da mentira comum principalmente em um ponto: enquanto na mentira comum há um objetivo, um propósito de enganar para obter vantagem, na mentira patológica não há. É apenas a expressão do funcionamento do mecanismo mental defeituoso. O mentiroso patológico é pouco reflexivo, muito superficial e imprevidente. Ao contrário do mentiroso normal que, astuto e vivo, é diligente e acurado na sua trama mentirosa. O mentiroso comum calcula o perigo que corre, prevê as contestações, prepara contra-resposta, ao passo que o mentiroso patológico vai mentindo e dando asas à fantasia sem se preocupar em aprofundar e julgar o que diz, não se dando conta de que muitas vezes está caindo no ridículo.

    Esse “não se dando conta de que muitas vezes está caindo no ridículo” se encaixa como uma luva nos episódios em que Chico dizia que os espíritos estavam fazendo cursinho no além para salvar suas psicografias.

  94. Roberto Diz:

    Pessoal,

    Vamos deixar o Vitor em paz. Ele está demonstrando inequivocamente que está com sérios problemas de saúde mental.

    Talvez esteja sendo obsidiado ferozmente, ou já entrou em processo de fascinação. Não percebe a situação lastimável que se encontra e está sendo vítima de sua própria presunção.

    Devemos dirigir-lhe preces sentidas e quêm sabe Chico Xavier não esteja já em condições de ajudá-lo a sair deste cárcere que ele se meteu.

  95. Roberto Diz:

    Vitor,

    Sim, eu li si este texto. Obrigado. Deste o diagnóstico da tua própria doença.

    Que Deus te defenda. Vou agora mesmo me recolher para orar, por ti, sinceramente.

  96. SeriousBusiness Diz:

    No primeiro trecho fala que “um amigo de Chico duvidou”. Você traduz para “Os amigos de Chico não acreditavam nele” ou “Os amigos de Chico se afastaram dele por que perberam que ele fraudava as cartas”. Há uma bela de distorção de sentido aí…
    -
    Esse caso do sobrinho que denunciou já foi comentado e recomentado aqui. Um parente recebe um “jabá” pra falar mal de alguém famoso e logo, logo vira um ícone da verdade para quem quer denegrir o tal famoso. Até hoje acontece isso no meio artístico, político, etc…
    -
    Quanto ao segundo trecho, acho engraçado: eu vi aqui mesmo no blog uma entrevista gravada do Waldo onde ele diz que NÃO havia fraude. Depois você me traz um trecho duma reportagem (muito mal feita e tendenciosa, por sinal) da Superinteressante onde é dito que o Waldo disse algo exatamente o contrário do que ele disse no vídeo. Qual será mais digno de credibilidade, o vídeo com a entrevista do cara ou o que a revista disse que ele teria dito?
    -
    E desconfio seriamente que a repórter utilizou esse blog como fonte para a reportagem (inclusive é citado lá). Essa polêmica sobre o Waldo ter dito que o Chico fraudava foi fabricada aqui, quando você omitiu um “Não” da frase dele,(se foi intencional ou não, não sei) e depois publicou a errata. Decerto a repórter nem entrevistou o Waldo Vieira. Ela colheu essa “informação” aqui ou você a passou diretamente para ela.
    -
    abçs

  97. Vitor Diz:

    Roberto,
    fiz exame psicológico bem recentemente, para pegar carteira. Foi no dia 16/12/2009. A psicóloga foi Máreia de Almeida Costa. CRP 05-7453. Passei. Assim, tenho prova documental de que não tenho problemas mentais. E, mesmo que eu tivesse, isso não me impediria de estar…certo :-)

  98. Sonia N. Diz:

    Roberto:
    -
    Não caia na armadilha!
    -
    O Vitor, astuciosamente, faz essas provocações, quando o blog tem poucos acessos, poucos “cliques”. É o que está acontecendo agora. O último tópico do José Carlos, é totalmente desprovido de “atrativos” que geram o “movimento” do blog, em todos os sentidos. Os outros tópicos já “deram o que tinham que dar”.
    -
    E, diga-se de passagem, os espíritas exacerbados e indignados com o que é dito sobre o Chico, é que dão o “toque especial”, para este cara de pau, que é Dom Vitor.

  99. Sonia N. Diz:

    Serious:
    -
    “Bingo”
    -
    Entendeu?

  100. Vitor Diz:

    SeriousBusiness,
    vários percebiam que Chico fabricava as mensagens.

    Mas nem todos saíam do centro convencidos ou consolados. Muitos desconfiavam do conteúdo e do estilo das mensagens – repetitivas demais – ou se revoltavam com o fato de não receberem notícias do além.

    Além disso, Waldo não era amigo do Chico? Então já tem dois. Aliás, Waldo rcebeu algum ‘jabá’ para falar mal do Chico?

    Por falar nisso, Antonio Pitaguari, amigo de Waldo, confirmou as palavras de Waldo de que Chico fraudava.

    Nem todos sabem, mas Waldo Vieira foi um dos responsáveis pela mudança de Chico Xavier para Uberaba. Os 2 trabalharam juntos durante 10 anos. Neste período psicografaram 17 livros em coautoria. Waldo formado em Odontologia e Medicina acabou deixando o Espiritismo em 1966, em virtude dos obstáculos religiosos. Assim é um maxidissidente, pois saiu para ampliar o trabalho. A pesquisa e o conhecimento não pode ficar preso as adorações. Segundo ele, Chico Xavier foi um médium autêntico, embora fizesse uso ocasional de pequenas fraudes, como as dos perfumes que justificava no sentido de “encorajar” as pessoas. De todo modo, para Waldo Vieira, Chico foi um completista existencial da tarefa assistencial humana da consolação. A Conscienciologia, sem as restrições e dogmas religiosos, se dedica a tarefa do esclarecimento com base no princípio da descrença, ou seja, não se deve acreditar em nada, mas verificar a validade das informaçoes a partir da própria experiência. Todos os dias Waldo Vieira ministra uma tertúlia que pode ser acompanhada pela Internet (www.tertuliaconscienciologia.org), Qualquer pessoa interessada pode participar e enviar perguntas.


    Veja em “comentários”, no link http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=585FDS008

  101. Sonia N. Diz:

    Salve a dupla VI-WALDO… vão longe!!!

  102. SeriousBusiness Diz:

    Esse “muitos” que você ressaltou não se refere a “amigos do Chico Xavier” e sim a pessoas que recebiam suas mensagens. É aceitável que entre centenas/milhares de pessoas houvesse quem não acreditasse. Se você apresentar, p. ex. um artigo científico a milhares de pessoas, é bem comum que muitos não lhe deêm crédito. Isso não significa que se trata de fraude o artigo. Já pensou se tudo que não tivesse reconhecimento unânime fosse fraude?
    -
    Quem recebeu um “jabá” foi o sobrinho dele, e isso você entendeu. Não precisa distorcer meus argumentos…
    -
    Esse trecho que você citou do amigo do Waldo só confirma o que eu disse. Waldo Vieira considerava “Chico Xavier” um médium autêntico. Ou seja, não fraudava as mensagens.
    -
    Não tente fugir do tema. Estamos falando sobre fraudar as cartas/mensagens.
    -
    Você disse que segundo o Waldo, ele colhia informações com os parentes para depois fraudar as mensagens. Só que no vídeo o próprio Waldo diz que isso NÃO acontecia. E nesse trecho que você trouxe, ele também afirma que o Chico Xavier era um médium autêntico, como já ressaltado acima.
    -
    Ou seja, está sendo desonesto quem afirma que, segundo Waldo Vieira, Chico Xavier não era médium autêntico e que fraudava as mensagens aos parentes dos mortos.
    -

    abçs

  103. SeriousBusiness Diz:

    Mais um detalhe: uma coisa é “desconfiar/ não acreditar”, e outra é “perceber”.
    -
    Você “desconfiar” que o homem não foi à lua é um direito seu.
    -
    Agora se você “percebeu” que o homem não foi à lua, é por que você tem provas concretas/ irrefutáveis disso. Aí já não se está falando de opinião e sim de algo comprovado.
    -
    Portanto não troque essas duas palavras. A não ser que tenha a intenção declarada de ser desonesto em sua argumentação.
    -
    abçs

  104. SeriousBusiness Diz:

    SOnia,
    -
    Acho que entendi…
    -
    Abçs

  105. Roberto Diz:

    Sonia,

    Puxa vida, vocês já pensaram no problema que ele está criando para sua própria consciência?
    Veja este caso da revista Superinteressante? Ele foi a pessoa que disse as mentiras para serem publicadas e depois usa a própria revista para dar credibilidade ao que ele diz!?!?

    Este é um caso de obsessão sério. Ele mente descaradamente, repete mentiras, é desmascarado mas prossegue, não se importa com sua própria imagem, com sua índole sendo apresentada quais vísceras putrefatas, enfim, é um irmão necessitado de piedade e orações.

    É fácil, hoje em dia, defender Chico Xavier, mas a verdade é que ele não precisa desta defesa pois senão ele próprio teria a feito quando encarnado. Nós estamos aqui é aprendendo como agir com os inimigos da verdade.

    O Vitor sim é quem é o farsante que está sob o comando das forças inferiores que lutam desesperadamente para manter o estado de atraso do planeta, e estas pressentem algo grave que está por ocorrer. O tão distante, o tão incrível final dos tempos (não o fim do mundo) do Evangelho de João está na eminência de se realizar. Por isso que os espíritos asseveravam a necessidade de matricular-mo-nos como “trabalhadores da última hora”. Analisando o descalabro que toma conta dos organismos sociais, políticos e religiosos, a desfaçatez com que se mente, corrompe, rouba, assassina, o grau de loucura que toma conta da mole humana, avassalada pelas ilusões midiáticas do sensualismo, do materialismo, dos ídolos que se levantam e caem logo em seguida nos abismos dos vícios e paixões sem conta, veremos que não poderíamos prosseguir neste andor sem uma modificação mais drástica.

    Já se deslocam espíritos pertinazes no mal, que não se corrigem por opção, por endurecimento que cristalizou suas emoções superiores aprisionando-se aos baixios das vibrações espirituais, e que estão sendo transladados para regiões preparatórias de onde partirão, em breve, rumo ao planeta inferior que os aguada para estímulo de progresso orgânico e moral de seus habitantes mais primitivos do que seus futuros visitantes.

    Sim, estes que se fazem pedra de tropeço no planeta Terra cansado de suas diatribes, crueldade, indiferença, já chega ao limite e prepara-se para o exílio necessário.

    Os terremotos quase diários, o clima surpreendente, vulcões, inundações, ciclones, furacões, tornados, as doenças inesperadas não são eventos desimportantes. O florescer das filosofias espiritualistas demonstrando que o estertor das multidões está sendo ouvido nas esferas superiores e providências estão em andamento através de MUITOS CHAMADOS que partem de todas as partes do planeta, e até de fora dele quando somos defrontados com as impressionantes mensagens nas plantações (crop circles). O homem não conseguirá progredir com este paradoxo de alcançar o espaço, vislumbrar galáxias, berços de galáxias, contar planetas, buracos negros e mais astros sem fim, avançar em ciência, em comodidades materiais, em comunicações quais as que utilizamos agora e que eram ficção à poucas décadas atrás, a decodificações de genomas, a nano tecnologias, aos quantuns e outras tantas descobertas, e por outro lado convivermos com demonstrações de barbarismo e primitivismo emocional ombreando e perseguindo gigantes do amor e da caridade, pregadores crísticos que se oferecem em holocausto para fertilizarem o solo ácido dos sentimentos humanos.

    Não, não é mais possível progredir com estas forças antagônicas em duelo. Escolhamos em que lado queremos nos abrigar enquanto houver tempo de decisão, no dos fortes que se armam ou no dos fracos que usam de sua brandura e humildade como suas armas para desbravarão o continente do seu próprio ser quais lâminas luminosas de reforma íntima.

    O Vitor persegue sofregamente o lado sombrio e parece ter feito sua escolha. E nós, o que faremos? Ninguém pode se dizer indene desta higienização vibratória. Estejamos atento. Quem tiver ouvidos e ouvir, ouça, olhos de ver, veja.

  106. Vitor Diz:

    SeriousBusiness,
    comentando:

    01 – Esse “muitos” que você ressaltou não se refere a “amigos do Chico Xavier” e sim a pessoas que recebiam suas mensagens.

    E dentre essas pessoas, podia perfeitamente figurar amigos, como o Marcel Souto Maior informa de um caso.

    02 – É aceitável que entre centenas/milhares de pessoas houvesse quem não acreditasse. Se você apresentar, p. ex. um artigo científico a milhares de pessoas, é bem comum que muitos não lhe deêm crédito. Isso não significa que se trata de fraude o artigo. Já pensou se tudo que não tivesse reconhecimento unânime fosse fraude?

    O fato de Chico entrevistar as pessoas antes das psicografias mostra que era fraude.

    03 – Quem recebeu um “jabá” foi o sobrinho dele, e isso você entendeu. Não precisa distorcer meus argumentos…

    Você tinha dado a entender que quem falava contra o chico era porque recebia um ‘jabá’:

    “Um parente recebe um “jabá” pra falar mal de alguém famoso e logo, logo vira um ícone da verdade para quem quer denegrir o tal famoso. Até hoje acontece isso no meio artístico, político, etc…”

    Note que você usou essa desculpa do jabá como uma explicação geral, rotineira…. aí eu questionei isso, querendo saber se essa explicação valia para o Waldo também…não distorci seus argumentos, eu mostrei que eles não podiam ser usados no caso do Waldo.

    04 – Esse trecho que você citou do amigo do Waldo só confirma o que eu disse. Waldo Vieira considerava “Chico Xavier” um médium autêntico. Ou seja, não fraudava as mensagens.

    Ele afirma explicitamente que ele realizava fraudes ocasionais, e isso INCLUI as cartas marcadas. Ele deixa isso implícito no vídeo. No vídeo ele apenas diz que enquanto ele, Waldo, estava presente, ele não deixava o Chico fraudar. Na Super ele fala explicitamente.

    05 – Não tente fugir do tema. Estamos falando sobre fraudar as cartas/mensagens.Você disse que segundo o Waldo, ele colhia informações com os parentes para depois fraudar as mensagens. Só que no vídeo o próprio Waldo diz que isso NÃO acontecia.

    Não enquanto ele, Waldo, estava presente. Note que o chico só passou a se dedicar às cartas consoladores APÓS a saída do Waldo. Por que aí ele estava livre pra fraudar.

    06 – E nesse trecho que você trouxe, ele também afirma que o Chico Xavier era um médium autêntico, como já ressaltado acima.

    Dado a fraudes ocasionais (que no meu entender, eram constantes, e não esporádicas). Eis o que o Antonio me disse por email:

    Waldo pela própria formação e interesse científico nunca fraudou qualquer experimento. Chico o fez, entretanto, de modo ingênuo e inocente. Segundo Waldo, quando ele descobriu as provas da fraude, no armário da casa onde eles moravam, teve uma séria conversa com Chico para reprimir esse tipo de prática.

    Waldo já contou essa e outras histórias correlatas incontáveis vezes nas tertúlias conscienciológicas, que vai ao ar todos os dias de 12h30 às 14h30 pela Internet (www.tertuliaconscienciologia.org). Ele não se importa em absoluto em repetir qualquer uma delas, sob o enfoque do questionador interessado.

    07 – Ou seja, está sendo desonesto quem afirma que, segundo Waldo Vieira, Chico Xavier não era médium autêntico e que fraudava as mensagens aos parentes dos mortos.

    Você é que está tendo problemas de interpretação. No vídeo, repito, o que ele diz é que enquanto ele estava presente, não deixava o Chico fraudar. Depois que ele se afastou do Chico… é aí que entra a Super. Mas nem precisava da Super para confirmar isso. O vídeo do Waldo deixa isso óbvio. Implícito, mas óbvio.

  107. Sonia N. Diz:

    Roberto:
    -
    O que se percebe aqui, é que as regiões umbralinas não passam de extensões de algumas áreas do planeta físico.
    E que estamos “mergulhados” neste mar de energia densa.
    -
    Por isso, a ÚNICA defesa é SER bom. E SER bom ainda é muito mal entendido. Muita gente pensa que é viver rezando ou com o nome de Deus na boca. Se fosse, o planeta Terra seria modelo de moralidade, no nosso sistema solar, porque o que se reza…
    O segundo mandamento divino, segundo Moyses, é “Não falar em Deus, à toa” (mudei as palavras, mas é isso!) Portanto…
    -
    Como espírita desde o berço, não me soa bem, “orar pelos que vos perseguem e caluniam”. Na minha opinião, são expressões muito fortes, para que se atinja o mínimo indispensável ao nosso grau de compreensão, ou seja, “deixar prá lá”. Não levar as coisas à ferro e fogo, não se vingar de ninguém, não desejar o mal aos outros, mesmo que nos tenham feito mal. Quando conseguimos isso, já é um grande avanço, para atingirmos um outro estágio de compreensão.
    -
    Mas, rezar por espíritos endurecidos, não dá nenhum resultado. Se desse, veríamos essas mudanças. A oração faz bem a quem está rezando, só isso. As preces e orações em favor dos outros, só funcionam quando há uma “abertura por parte do outro” . Ou quando o outro se encontra em estado de passividade. Isto é exaustivamente demonstrado nos livros de André Luis. É preciso ler nas entrelinhas.
    -
    Você acha que o Chico se OCUPOU com espíritos endurecidos, ou com necessitados ansiosos por um pouco de luz?
    -
    Jesus se OCUPOU com fariseus e doutores da lei, ou com os humildes e sedentos de justiça, também ansiosos por uma réstia de esperança de que Alguém olhasse por eles?
    -
    Posso estar completamente enganada, mas prefiro orar por um doente, do que pelo Vitor, que está cheio de vida e que tem o discernimento, como qualquer pessoa. A escolha dele é um direito, que dará seus resultados. Ele sabe disso. E ele vai encarar, quando chegar a hora. Mesmo porque ele não estará sozinho. Além das companhias afins, ele sempre poderá contar com a presença de Deus, que não tem qualquer preconceito com seus filhos, embora os prefira no caminho do Bem. E aguardará com a sua paciência INFINITA que, não só o Vitor, mas todos nós nos disponhamos a reverter nosso processo evolutivo, dando o passo definitivo “a caminho da luz”. Como fez o nosso inesquecível CHICO XAVIER.
    -
    Abraços

  108. Roberto Diz:

    Mas o que estamos fazendo e justamente se ocupar de quêm não quer saber do que falamos ou pensamos.

    Se Vitor e afins não se comoveu com a epopéia de Chico Xavier sobre a Terra, se não se interessa pelo próprio ensinamento de Jesus, então quem seremos nós para tentar algo?

    Entrei neste blog para investigar os argumentos, a origem de tais posições. Ao ficar claro o grau de desonestidade que o autor alimenta, não resta à mim o que fazer aqui além de combater os maus sentimentos que possa nutri por quem age assim e substituir esta vibração por tolerância e esperança de que no futuro o próprio buraco em que ele se meteu tornar-se-á indigesto demais para que ele queira permanecer nele. É o nosso próprio mal sendo usado para nosso progresso.

    Acho que bater boca com ele é fazer o que Chico sugeriu, ou seja, defender pontos de vista. O que ele têm a oferecer está explicito em cada comentário que ele manifesta. O que fazer mais? Levá-lo a humilhação maior? Não, para mim já passei da conta e penso que ele é certamente amado por alguém que se entristece com seu estado. Não poderemos alcançar a felicidade enquanto irmãos nosso estão atolados no atraso, e desejar amparo e proteção do Alto para eles é um dever de caridade.

    Jesus não se ocupou deste porque haviam multidões já quedadas do corcel do orgulho e mais preparadas para o auxílio. Eu preciso ver se não há alguém para quem eu possa ser útil pois o Vitor não precisa de Jesus e que se dirá de mim.

    Me despeço de vocês todos. Muita paz!

  109. Vitor Diz:

    Seriousbusiness,
    comentando:
    01 – Decerto a repórter nem entrevistou o Waldo Vieira. Ela colheu essa “informação” aqui ou você a passou diretamente para ela.

    Quem entrevistou o Waldo foi uma repórter freelancer chamada Hellen Samantha, telefone (45) 9962-5440. Nunca ouvi falar. Ligue para ela e veja o que você descobre. É um favor que você me faz. Também tem email: [email protected]

  110. Vitor Diz:

    O Roberto me acusa de mentir, sem apresentar qualquer coisa que sustente a alegação. Mas quem mentiu foi ele, dizendo que leu Settipani ou o Dicionário de Oxford.

  111. Sonia N. Diz:

    Roberto:
    -
    Eu também me decepcionei, quando percdbi que a tônica aqui é difamar o Chico Xavier. Não há qualquer compromisso com a verdade, com a honestidade, com a ética. Nada!
    -
    O Vitor tem uma meta a atingir. O Quevedo já está velho e “O Cruzeiro” expirou há muito tempo.
    -
    É a história se repetindo, com roupagem nova.
    -
    E eu continuo mais um pouquinho aqui, só para alguns apartes àqueles que entram com verdadeira vontade de entender alguma coisa, e do porque esse ataque gratuito ao Chico Xavier.
    -
    Se você quiser fazer alguma coisa melhor, entra em contato com o William. Até agora você não me mandou um e-mail. Não cobrei, porque não quero constrangê-lo a nada.
    -
    Abraços

  112. Roberto Diz:

    Sonia, já troquei emails com o Willian, dei algumas sugestões.

  113. Roberto Diz:

    Vitor,

    Não devo mais perder tempo contigo. Não adiantará fazer provocações para manter a audiência do teu blog, pelo menos a minha.
    Fique com suas razões e motivações e felicidades meu caro.

  114. SeriousBusiness Diz:

    Vitor,

    Waldo Vieira é parente do CX? Não!
    Então da onde que você inferiu que quando eu falei “um PARENTE recebe jabá” eu tava falando do WV (e não do sobrinho do Chico)? Fala sério, viu… Nem vou mais discutir isso, não faz sentido.
    -
    @Vitor
    “E dentre essas pessoas, podia perfeitamente figurar amigos”
    -
    R: “podia” é um termo relativo, não configura prova de nada. Podiam ser ou podiam não ser. Como o ônus da prova cabe a quem acusa. Prove que eram…
    -
    Aliás, nem precisa, se fossem mesmo amigos ou até parentes, o simples fato de eles desacreditarem não constituiu, não constitui e jamais constituirá prova de fraude…
    -
    @Vitor: “Ele afirma explicitamente que ele realizava fraudes ocasionais, e isso INCLUI as cartas marcadas. Ele deixa isso implícito no vídeo. No vídeo ele apenas diz que enquanto ele, Waldo, estava presente, ele não deixava o Chico fraudar. Na Super ele fala explicitamente.”
    -
    R: Em nenhum momento ele fala que Chico usava cartas marcadas. Não tem nada implícito no vídeo, pura invenção interpretativa sua. Ele só fala que o Chico não fraudava enquanto tava com ele por que não podia falar pelo depois, já que eles perderam completamente o contato depois da separação. Aliás, se ele viesse a falar sobre o “depois”, teria que apresentar os meios pelos quais obteve as provas dos acontecimentos.
    -
    Dados os dizeres anteriores do WV, essa entrevista da “Super”, ao que tudo indica, é inverídica ou distorcida. Como é amplamente sabido, esse pessoal de revista costuma distorcer bastante as entrevistas para adequá-las ao seu ponto de vista. Tenho amizades na imprensa e sei muito bem como as coisas funcionam.
    -
    Se divulgarem o áudio completo dessa entrevista eu mudo minha opinião sobre a honestidade da Super. E ainda assim isso não significaria que Waldo Vieira é um homem 100% integro e que só fala a verdade/ inquestionável ( mesmo porque é uma pessoa que teria interesses particulares envolvidos na questão ). Inclusive, se eu tivesse essa imagem dele, eu até iria atrás da freelancer. Mas como não tenho, nem vou perder meu tempo.
    -
    -
    @Vitor “e-mail que o Antônio”..
    -
    R: Agora vou ter que discutir acerca de “e-mail do antônio”? Desde quando esse suposto e-mail de antônio é prova de alguma coisa? Só prova que ele é correligionário do WV.
    Sem contar que ele não falou absolutamente nada sobre as tais “cartas marcadas”.
    -
    Mas já que é assim: Recebi um e-mail do José, dizendo que Chico Xavier nunca fraudou e que Waldo Vieira é um louco megalomaníaco que ataca Chico Xavier por inveja…
    Pronto, pode apagar o blog agora!
    -
    Engraçado que você dá credibilidade a dizeres que contrapõem os próprios argumentos do seu blog. Segundo este blog WV participou de fraude no caso da Irmã Josefa, mas o suposto e-mail do antônio que diz que o Waldo Nunca participou de nenhuma fraude é verdadeiro. Então um dos dois tá mentindo, ou o antônio, ou o Blog.
    -
    No mais, considero fechada a minha exposição acerca desse tema.
    -
    Abçs

  115. Eduardo Diz:

    Sonia, Roberto, SeriousBusiness,
    -
    Eu uso o blog para aprender um pouco sobre a história documentada, que o José Carlos sabe muito e tem a boa vontade em disponibilizar. Procuro elucidar as dúvidas com base no que vejo ser a linha de levantamento bibliográfico que encontrei aqui. Evito citar algumas coisas, que não são aceitas pelo catolicismo ou por céticos. Mantenho-as pra mim, pois sei que vcs já conhecem bem tb o que é a Doutrina Espírita.
    -
    O espiritismo enseja crenças, pois lida com coisas que podem não estar documentadas. Assim, é muito dificil debater com alguém que tem evidências de tudo o que fala e escreve.
    -
    Porém, é nitida a intenção de mostrar aqui só coisas que possam jogar por terra tudo o que foi Chico Xavier. Já vi citações aqui que remetem a leituras com muitas informações sobre Chico e retiram somente aquilo que convém a “causa do blog”, que é ir de encontro ao que foi Chico Xavier.
    -
    A muito tempo que percebi que não adianta colocar nada que seja favorável a Chico neste blog, pois vão refutar. Como não vamos dispor das “evidências” da história documentada, que está longe, mas muito longe mesmo, de ser a história real, não há como debater aqui. Por esse motivo o blog pra mim é uma fonte (excelente, diga-se de passagem) de informações sobre o que pensam os descrentes do espiritismo, pois eu gosto de saber sobre nossos erros e como veem.
    -
    No mais vcs estão gastando tempo atoa ao tentar refutar a história documentada. Vejam que até a carta de Publio Lentulus é apócrifa para os católicos. Está lá na enciclopédia.
    -
    http://www.newadvent.org/cathen/01601a.htm
    -
    Sds espirtias

  116. RICARDO RJ Diz:

    Sônia,Eduardo.Roberto;Dá para perceber que o negócio do Dom Vítor é difamar o Chico e o Espiritismo,quanto maior a carga de inverdades e distorções por ele materializadas no blog,maior sua audiência,vamos sair desse terreno inóspito,não vale a pena dar ibope para esse cara.Melhor procurarmos blogs mais honestos para debates em alto nível.Gostei muito dos comentários de vocês,fui,até a próxima em outro blog.Paz e luz!

  117. Vitor Diz:

    Seriousbusiness,
    comentando:
    01 – Waldo Vieira é parente do CX? Não!Então da onde que você inferiu que quando eu falei “um PARENTE recebe jabá” eu tava falando do WV (e não do sobrinho do Chico)? Fala sério, viu… Nem vou mais discutir isso, não faz sentido.

    Segundo ele, o Waldo, ele é parente sim, em outra vida Chico foi a mãe dele.

    02 – “podia” é um termo relativo, não configura prova de nada. Podiam ser ou podiam não ser. Como o ônus da prova cabe a quem acusa. Prove que eram… Aliás, nem precisa, se fossem mesmo amigos ou até parentes, o simples fato de eles desacreditarem não constituiu, não constitui e jamais constituirá prova de fraude…

    Prova de fraude mesmo é a materialização de Públio Lentulus. Essa NÃO DÁ para negar. Mas note que diversas pessoas próximas a ele o acusavam de fraude.

    03 – Em nenhum momento ele fala que Chico usava cartas marcadas. Não tem nada implícito no vídeo, pura invenção interpretativa sua. Ele só fala que o Chico não fraudava enquanto tava com ele por que não podia falar pelo depois, já que eles perderam completamente o contato depois da separação. Aliás, se ele viesse a falar sobre o “depois”, teria que apresentar os meios pelos quais obteve as provas dos acontecimentos.

    Clro, muita coincidência o Chico só se dedicar às cartas consoladores DEPOIS do sumiço do Waldo…quanto às provas, o Waldo afirma ter recebido as cartas marcadas e queimado. Isso está no vídeo.

    04 – Dados os dizeres anteriores do WV, essa entrevista da “Super”, ao que tudo indica, é inverídica ou distorcida. Como é amplamente sabido, esse pessoal de revista costuma distorcer bastante as entrevistas para adequá-las ao seu ponto de vista. Tenho amizades na imprensa e sei muito bem como as coisas funcionam.Se divulgarem o áudio completo dessa entrevista eu mudo minha opinião sobre a honestidade da Super.

    Por que vc não pede para a repórter a gravação da entrevista?

    05 – E ainda assim isso não significaria que Waldo Vieira é um homem 100% integro e que só fala a verdade/ inquestionável ( mesmo porque é uma pessoa que teria interesses particulares envolvidos na questão ). Inclusive, se eu tivesse essa imagem dele, eu até iria atrás da freelancer. Mas como não tenho, nem vou perder meu tempo.

    Tudo bem. Escreva para o Waldo nas tertúlias então.

    06- Agora vou ter que discutir acerca de “e-mail do antônio”? Desde quando esse suposto e-mail de antônio é prova de alguma coisa? Só prova que ele é correligionário do WV. Sem contar que ele não falou absolutamente nada sobre as tais “cartas marcadas”.Mas já que é assim: Recebi um e-mail do José, dizendo que Chico Xavier nunca fraudou e que Waldo Vieira é um louco megalomaníaco que ataca Chico Xavier por inveja…Pronto, pode apagar o blog agora!

    Tá. Vou colocar um outro vídeo do próprio Waldo dizendo que Chico fraudava sessões de materialização. Quanto às cartas: Não bastam as mensagens serem repetitivas demais, terem erros grosseiros, o Chico entrevistar os familiares antes (algo que foi constatado até pela pesquisa da AME), o Chico receber cartas marcadas, pelo vista NADA prova pra você que o Chico fabricava cartas. Essa montanha de evidências já seria muito mais do que suficiente para qualquer pessoa racional.

    07 – Engraçado que você dá credibilidade a dizeres que contrapõem os próprios argumentos do seu blog. Segundo este blog WV participou de fraude no caso da Irmã Josefa, mas o suposto e-mail do antônio que diz que o Waldo Nunca participou de nenhuma fraude é verdadeiro. Então um dos dois tá mentindo, ou o antônio, ou o Blog.

    Vou fazer uma atualização ali já, já. O Waldo DEPOIS explicou essa parte. Ele se referia às sessões de materialização do espírito Scheila que o Chico fraudou. Ele nunca participou dessas sessões. Quanto à Otília, ele nunca disse que as sessões de materialização que lá ocorreram eram fraudulentas ou não. Mas ele confirmou que a médium fraudava.

  118. RICARDO RJ Diz:

    Sônia,Roberto,Eduardo e Seriousbusines:Realmente não dá para postar mais nesse blog,é um espaço viciado na desconstrução da obra de Chico,Divaldo e do própio Espiritismo.O Dom Vítor Quevedo aí, não é imparcial e muito menos analisa de forma científica a psicografia e os fenômenos espíritas,apesar de se dizer espírita,que tipo de espírita é esse,por Deus?Só se for um espiritólico,lobo em pele de ovelha,afiado no sofisma e na resposta pronta,onde inverte o ônus de provar suas afirmativas infelizes.Gostei muito dos posts de vocês,que foram heróicos na defesa do Espiritismo,mas realmente é perda de tempo ficar aqui.Esse blog é um filhote do ceticismo aberto do Mori,eles podem dizer tudo,mas quando a indignação dos visitantes do blog cresce,eles nos chamam de desequilibrados,levianos e etc.Esse cara quer mesmo é audiência,se todos sairem daqui o blog vai minguar e perde a graça para eles.Foi um prazer estar na companhia de vocês nessa luta,Até outro dia em blogs melhores.E não se esqueçam do Mestre:”Orai por aqueles que vos perseguem e caluniam…”Paz e luz!

  119. Kirk Hammett Diz:

    Vitor,
    Não adianta, cara….as pessoas não conseguem mesmo enxergar as evidências de fraude, que estão MUITO escancaradas……o fanatismo cega as pessoas, é impressionante….não quero entrar em polêmica aqui, pois já vi que não adianta mesmo…
    Não existem obras psicografadas, pois, muito provavelmente não existem espíritos, assim como muito provavelmente não existe nenhum deus….não acreditem em coisas como umbral, espíritos obsessores, não há evidência científica sobre isso!!! Misturar religião com ciência dá nisso!! Um pouco de conscientização darwiniana não faria mal a ninguém….
    Sonia, somos seres morais. As raízes da moralidade na espécie humana é bem conhecida e bem estudada, ela tem raízes darwinianas, isto é, nos conferiu uma tremenda vantagem evolutiva. O altruísmo, desejar o bem ao próximo, a maioria de nós já nasce equipado e preparado para ser assim, pois a sobrevivência da espécie humana dependeu da sobrevivência do grupo. Somos seres morais, que gostamos de ajudar ao próximo, praticar a caridade, e ISSO NADA TEM A VER COM ESTA OU AQUELA RELIGIÃO !!! Se vc não fosse espírita, vc não teria uma moral diferente….

  120. Sonia N. Diz:

    Kirk:
    -
    Compreendo sua posição e respeito sua forma de pensar.
    -
    E agradeço a maneira gentil de expressar o seu pensamento e a as suas crenças a nosso respeito.
    -
    Abraços…

  121. SeriousBusiness Diz:

    Seriousbusiness,
    comentando:
    01 – Waldo Vieira é parente do CX? Não!Então da onde que você inferiu que quando eu falei “um PARENTE recebe jabá” eu tava falando do WV (e não do sobrinho do Chico)? Fala sério, viu… Nem vou mais discutir isso, não faz sentido.
    -
    @Vitor: “Segundo ele, o Waldo, ele é parente sim, em outra vida Chico foi a mãe dele.”
    -
    —–
    -
    Depois dessa “resposta” eu nem quis mais ler o resto. Pura perda de tempo…
    -
    Retiro os elogios que fiz a esse blog, estava enganado achando que se tratava de algo sério.
    -
    Esse é meu último post aqui, não volto mais.
    -
    -
    EDUARDO
    -
    Não estou refutando a suposta não veracidade da carta de Publius Lentulus, nem sequer toquei nesse assunto.
    -
    Veja que meu debate com o Vitor era sobre Waldo Vieira ter dito que Chico Xavier fraudava as cartas que ele recebia dos “mortos”. É só reler meus últimos 3 posts.
    -
    -
    abçs

  122. Sonia N. Diz:

    Serious, Roberto, Eduardo, Ricardo:
    -
    Vou sentir muita falta de seus apartes interessantes, inteligentes, respeitáveis e inteiramente éticos.
    -
    Assim como, sinto muita falta de Carlos Magno, uma pessoa incrível que postou aqui durante muito tempo e, infelizmente, também se afastou, cansado de remar contra a maré.
    -
    Eu vou lembrar sempre de vocês todos, mesmo sem tê-los conhecido pessoalmente. -
    -
    Cada um com estilo próprio, mas com o mesmo senso de JUSTIÇA.
    -
    Aplausos, abraços, flores, estrelas, tudo de bom…

  123. Gilberto Diz:

    Serious, Roberto, Eduardo e Ricardo:
    -
    Por favor, cumpram com suas palavras. E se fizerem greve de fome, saibam que os apoiarei até o final!

  124. José Carlos Ferreira Fernandes Diz:

    Sr. Eduardo:

    Segundo o sr., “O espiritismo enseja crenças, pois lida com coisas que podem não estar documentadas. Assim, é muito difícil debater com alguém que tem evidências de tudo o que fala e escreve”.

    Esse seu pensamento me surpreende muito. As crenças podem, elas próprias, ser também documentadas. Não surgiram “do ar”. Alguém, em alguma época, as enunciou, ou as codificou, ou as comentou, ou as apoiou, ou as contestou. Tudo, sr. Eduardo, tudo, tem História. Pode ser uma história melhor ou pior documentada, mais plausível ou menos plausível, pesquisada com maior ou menor cuidado, ou com maior ou menor seriedade. Mas ela está lá, e dela não se escapa. O próprio Espiritismo tem História. Xavier tem História – ele não “baixou” dum disco voador; seus passos podem ser reconstituídos desde o nascimento e a infância, seus atos podem ser atestados, ora com maior detalhe, ora com menor detalhe… Tudo o que fez, e o que disse, em larga medida foi registrado, quer de modo mais completo, quer menos. Isso é História. E isso forma, entre outras coisas, inclusive, a base na sua crença na grandeza da pessoa. Se o sr. nada soubesse de Xavier, ou do que ele fez, como poderia admirá-lo?

    Mas o que me surpreende mais é a frase: “… é difícil debater com alguém que tem evidências de tudo o que fala e escreve”. Veja, sr. Eduardo, creio que, para qualquer pessoa, o mínimo que se pode esperar (e, inclusive, exigir) é justamente que tenha evidências para o que fala ou escreve – por mínimas que sejam. Sem isso, não pode haver debate de espécie alguma – quero dizer, debate sério. Se o sr. acredita no Espiritismo kardecista, suponho que tenha evidências favoráveis (quaisquer que sejam) sobre ele, sobre o que ensina, e sobre aquilo em que se baseia. O problema aqui, a meu ver, não parece ser a “dificuldade” de se debater com quem tem evidências (este “blog”, tanto quanto percebo, é extraordinariamente democrático, e aceita os argumentos de qualquer um, sem censura de espécie alguma!), mas sim um outro tipo de dificuldade: a de aceitar as evidências que se apresentam, ou, então, a de produzir evidências em contrário.

    Ainda segundo o sr., sr. Eduardo, “como não vamos dispor das ‘evidências’ da história documentada, que está longe, mas muito longe mesmo, de ser a história real, não há como debater aqui”. Essa sua frase me deixou muito espantado; como seria essa tal “história real”, construída SEM evidências documentais (ou arqueológicas, ou epigráficas, ou quaisquer outras fornecidas pelas ciências auxiliares)? Como é que o sr. crê ser possível reconstituir e analisar o passado sem as evidências da história documentada? O sr. realmente crê que isso é possível? Se o sr. não tivesse as “evidências documentais” da trajetória (i.e., da História) de Xavier, como poderia conhecê-lo e identificar-se com suas posturas e seu trabalho? Note que, quando o sr. enuncia essas suas duas frases: “é difícil debater com alguém que tem evidências de tudo o que fala e escreve”, e “como não vamos dispor das ‘evidências’ da história documentada, que está longe, mas muito longe mesmo, de ser a história real, não há como debater aqui”, o sr. renuncia a toda a ciência, a todo o raciocínio – e, portanto, por tabela, faz com que o Espiritismo que professa renuncie a ser a “fé raciocinada” que presume ser. Ao menos, é assim que vejo a situação.

    De qualquer modo, desejo-lhe felicidades. Mas não renuncie à história, muito menos à evidência documental. Fazer isso é dar um passo largo e decisivo na direção da barbárie e do fanatismo.

    JCFF.

  125. Eduardo Diz:

    José Carlos,
    -
    Vc não entendeu o que escrevi.
    -
    Sds,
    -
    Ps.: Aos demais desculpem os erros de português de algumas mensagens.

  126. José Carlos Ferreira Fernandes Diz:

    Sr. Eduardo:

    Bem, então, quanto a mim, sinta-se à vontade para, se desejar, explicar melhor seu ponto de vista…

    Sds,

    JCFF.

  127. Eduardo Diz:

    José Carlos,
    -
    Tudo o que eu escrever, se a tônica for espírita, será refutado, debatido, lançado na esfera de que sou “chicólatra”, que o espiritismo é tudo coisa de maluco e só tem mentiras, etc. Tudo será tratado como algo “errado”, mesmo contendo algo que sensibilize os céticos. Haverá sempre uma forma de construir um argumento contrário.
    -
    Não estou aqui criticando vc, pois todos os questionamentos que fiz a sua pessoa foram respondidos com serenidade, educação e imbuídos de fontes bibliográficas aceitas, principalmente no meio Católico. O Vitor tb foi nessa linha, mas um pouco menos preciso nas referências do que vc.
    Aliás, aqui no blog, as “brigas” são tranqüilas e até aceitáveis. Tem uns toscos, no sentido de impolidos, que aparecem, mas é uma minoria que pode facilmente ser ignorada.
    Sobre o que escrevi acima, para que possamos, pelo menos dessa vez, entrar em consenso, vou copiar um trecho da bíblia, que em minha opinião vai à essência do que é um dia será o “conhecimento” (cientifico, filosófico, religioso…) e explica o que quis dizer ## logico que amplia muito o que quis dizer ##, estando de pleno acordo com a essência do que Deus tem para o homem (sem precisar de nenhuma religião):
    -
    “Tudo desculpa tudo crê, tudo espera, tudo suporta.. O amor ##a caridade, na opinião dos espíritas## jamais passará. As profecias desaparecerão, as línguas cessarão a ciência também desaparecerá. Pois o nosso conhecimento é limitado ## muito limitado, em minha opinião, quer seja espírita, católico ou outro qualquer ##; limitada é também a nossa profecia. Mas, quando vier a perfeição, desaparecerá o que é limitado. Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança ## eu acho que somos ainda crianças, se assim puder me expressar ##. Depois que me tornei adulto, deixei o que era próprio de criança. Agora vemos como em espelho e de maneira confusa; mas depois veremos face a face. Agora o meu conhecimento é limitado, mas depois conhecerei como sou conhecido. Agora, portanto, permanecem estas três coisas: a fé, a esperança e o amor. A maior delas, porém, é o amor”. (I Coríntios, 13, vers 7-13)
    -
    Na medida do possível, eu vou ler os posts do blog, pois eu gosto de ler a opinião da Sonia N (continue firme Sonia, pois vc é uma espírita que admiro nesse mundo virtual), do Roberto, do William X (esse é bom), as suas (tão bom quanto o William X), algumas do Vitor (tem algumas que ele parece que só quer mesmo bater no espiritismo. Desculpe, mas é isso que vc me passa Vitor), do Emmanuel (o espírita) o outro Emmanuel (o não espírita), o outro Eduardo e outros tantos que elevam a qualidade das informações do blog. Os toscos servem tb para sorrir um pouco.
    -
    No mais forte abraço e continue suas pesquisas, pois elas são muito bem feitas e escritas.
    -
    Ps.: Só te passo uma dica: saia um pouco da esfera Católica e pesquise a carta de Publio com base no achado do ano de 1280.
    -
    Sds

  128. José Carlos Ferreira Fernandes Diz:

    Sr. Eduardo:

    Gostaria apenas de deixar bem claro que, no que diz respeito às minhas pesquisas sobre Lêntulo & Cia., as fontes que utilizei não são “católicas”, são “históricas”, e as obras de referência, igualmente, não foram selecionadas por qualquer viés religioso, mas sim por representarem o que de melhor e/ou mais recente se pudesse dispor acerca dos assuntos tratados. Tais fontes e obras foram produzidas por inúmeras pessoas, em diversas épocas, algumas religiosas, outras não; e nenhuma delas tinha como “agenda” descaracterizar qualquer movimento espiritualista (mesmo porque tratavam preponderantemente de temas históricos).

    Mais uma vez, repito o que já mencionei aqui várias vezes: pode ser que eu não tenha consultado todas as fontes pertinentes; pode ser que eu tenha utilizado de maneira equivocada algumas das que consultei. Se é esse o caso: a) que se apresentem fontes alternativas VÁLIDAS; b) que se demonstre o mau uso das fontes listadas.

    O sr. menciona, mais uma vez, a “descoberta” de 1280, em “Aquiléia”. Já listei aqui minhas dúvidas a respeito. Se o sr. se der ao trabalho de me responder às indagações a seguir, então poderemos (se esse for o seu interesse) iniciar uma discussão proveitosa sobre o assunto.

    A) O ano de 1280 refere-se à datação do manuscrito, ou ao ano em que ele teria sido “descoberto”? Neste último caso, onde está a narrativa da descoberta? E, mais importante que tudo: essa datação de “1280” é correta? É esse ano mesmo? No duro?

    B) O manuscrito foi descoberto “em Aquiléia” – que Aquiléia? A antiga cidade vêneta? Mas, nesse caso, ela fica bem distante “de Roma e de Tíbur [Tívoli]”. De onde, afinal, se origina a expressão “descoberta em 1280 em Aquiléia, perto de Roma e de Tíbur”? De onde originou-se, precisamente, essa informação?

    C) O manuscrito em questão é o da carta de Lêntulo (i.e., menciona-se nele, explicitamente, o nome de Lêntulo), é o de uma mera “physiognomia Christi” anônima (como a que consta no “Prólogo” da “Vita Christi” de Ludolfo, e da qual é evidente que a “carta” derivou), ou é mais uma das edições da “carta de Pilatos a Tibério” (ou coisa que o valha)? Porque, se isso tudo, se todo esse “frisson”, se liga ao “ciclo de Pilatos”, eu já lhe posso adiantar, sr. Eduardo, que trata-se dum castelo construído sobre areia. Embora, ao menos, possua uma “cadeia de transmissão” bem mais decente que a da “epistula Lentuli” (o que não é, diga-se de passagem, algo tão difícil assim…), podendo recuar, ainda que tenuemente, até São Justino o Mártir, o “ciclo de Pilatos” trata-se dum “mishmash” de documentos apócrifos, de várias origens e épocas, que não podem ser ligados nem à época de Jesus e nem à época apostólica. Creio que, em meu trabalho sobre os nomes romanos em “Há Dois Mil Anos”, que agora está publicado neste “blog”, teci, numa das notas, alguns comentários sobre os principais escritos desse “ciclo de Pilatos” (porque há vários, e de diferentes épocas, e de diferentes tendências).

    É isso, então. Aguardemos…

    JCFF.

  129. Lazaro Diz:

    Minha opnião: Pode ser que um dia ele teve capacidades mediúnicas? Sim. Porém, a maior parte de sua obra parece ser falsa. É notório que muitas pessoas com capacidades mediúnicas tem alterações na atividade cerebral. Isso é verificado nas neurociências. Hoje em dia vejo a maior parte de suas obras como criação do seu próprio cérebro, não mais influênciadas por fatores espirituais. Pra mim, após ler inúmeros estudos parapsicológicos, parece ser claro. Chico Xavier, assim como a médium Otília, são vítimas da propria condição de um DIA terem a capacidade mediúnica/paranormal. Não me interesse saber da moral de Chico Xavier ou Otília. Considero tal questionamento uma estúpidez e uma desonestidade imensa, pois tais pesquisas parapsicológicas espiritualistas ameaçam somente as crenças egoístas de pessoas que sentem ameaçadas por Chico Xavier perder a respeitabilidade que a suposta mediunidade sempre presente que ele possuia. Sinto muito, mas ele era um ser humano com qualquer UM, bom, mas com capacidades paranormais que não estiveram presentes a todo momento.

    Se você tem evidências que refutam a teoria mais forte, de que a maioria das obras de Chico Xavier não passou de um fenômeno local, cérebral, então apresente. Creio na imortalidade da consciência e em mediunidade, mas ela não é um fenomeno sempre presente. Chico Xavier, assim com Otília, eram boas pessoas, mas não sabiam lidar com as suas capacidades paranormais ou mediúnicas. Podem ter mergulhado na própria condição cérebral/mental, mentindo para si mesmos, enganando a si mesmo, pois não reteram a capacidade de diferenciar que estavam produzindo ficções imensas.

  130. Lazaro Diz:

    Considero infantil, irracional e ignorante a crença em Chico Xavier e boa parte de suas obras. As evidências são muito fortes, basta aceitar que a mediunidade e a paranormalidade não são capacidades sempre presentes e que somos todos humanos de luz, com capacidades cerebrais e espirituais que se alternam. No caso do Chico Xavier, ele vivenciou a sua paranormalidade em algum ponto de vida sim. Infelizmente, a maior parte de suas obras eram recheadas de MUITA ficção cerebral e não espiritual.

  131. Lazaro Diz:

    @Eduardo “O espiritismo enseja crenças, pois lida com coisas que podem não estar documentadas. Assim, é muito dificil debater com alguém que tem evidências de tudo o que fala e escreve.”

    Mas o mesmo pode ser dito sobre qualquer conjunto de afirmações ontológicas, metafísicas, qualquer crença. O que torna uma crença próxima da realidade são evidências objetivas. Se boa parte do escopo do espiritismo apresentado por Chico se baseia em imaginação, então eu também posso criar uma religião diferenciada com base na imaginação. Basta conseguir fiéis. Vide Cientologia.

  132. Eduardo Diz:

    José Carlos,
    -
    A dica que dei foi para que pudéssemos aprender mais sobre este achado, pois fiquei curioso. Já que vi um Padre citar, sem evidências como atestado pelo Vitor, pois se ele as tivesse eu iria à fonte e te informaria, pode ter certeza. De maneira alguma eu disse que seu estudo é puramente Católico. Vi suas referências, vc não precisa nem falar sobre isso. Apenas, no que concerne à carta, e somente esta (acho que eu não falei sobre todo o estudo. Concorda?) vc me mostrou evidencias da EC. Que eu não duvido. Apenas eu acho que algumas coisas apócrifas deveriam ser tratadas de maneira diferente. Mas é um “achismo” meu, e vc pode dizer: Obrigado Eduardo, mas não é isso que estou objetivando realizar, pois o que é apócrifo já foi bem estudado. Pronto, fechou a questão.
    -
    Por favor, vc está meio calejado, talvez, por ter feito um estudo que despertou a ira de pessoas. Mas eu não tenho essa ira. Ao contrário, bato palmas para seu estudo, pois há evidências fortes que levam às considerações finais que vc escreve. Mas eu sei que, por ser um levantamento histórico, poderá surgir uma evidência, um achado que redirecione tudo o que foi feito e vc, de maneira prudente, sempre deixa isso claro. Vc se apegou só a essas duas linhas da “dica” em todo o seu post.
    -
    Quer saber o meu “achismo” sobre a questão de 1280? Talvez seja a mesma coisa do que vc achou nos levantamentos do século XIV ou XV nos achados do Duque de Cesadini. Mas eu não tenho evidencias. Vc sabe disso e tb sabe que eu não tenho como responder as questões. Vc tem muito mais condições do que eu. Eu não falei que foi uma “descoberta”. Eu apenas citei. Tb coloquei algumas coisas sobre a cidade achando que ia te ajudar. Essa foi minha intenção.
    -
    Se eu tivesse escrito: “Peço, por curiosidade minha, que vc pesquise a carta com essa data de 1280” seria mais apropriado?
    -
    Gostaria de poder responder as indagações, mas meu tempo e área de estudos, leituras, são bem diferentes. Escrevo aqui rápido e mal corrijo o português. Às vezes, no que seria a pausa para o cafezinho do trabalho, entro no blog e leio rápido, como agora. Dessa forma, entendo as dificuldades de comunicação.
    -
    Guarde esta última informação: eu não tenho a intenção nenhuma de refutar seu estudo, se puder vou ajudar a enriquecê-lo, mesmo com dicas simples, pois eu considero que vc e o Vitor estão prestando uma grande contribuição para a Doutrina Espírita. Se vier um estudo mais amplo que conteste o seu, seria muito bom, mas não vai invalidar o que vc tem feito. A mecânica quântica não suplantou a mecânica clássica, meio fora de contexto, mas foi o que veio em minha mente agora.
    -
    -
    Lázaro,
    -
    Vc entendeu perfeitamente o que eu quis dizer. É isso mesmo. Por isso que o aspecto moral das religiões, que são iguais em todas, me chama a atenção. A ciência cada uma tem a sua dentro das suas crenças e aceitações, pois estudos existem aos montes. Aqui eu encontrei um espaço muito bom de estudos históricos e por isso que acompanho o blog.
    -
    Sds

  133. Eduardo Diz:

    Lázaro,
    -
    Vc quer dizer que Chico alternou entre a mediunidade e a criação mental? Ele teve um período de mediunidade forte e depois parou, seguindo para uma linha de criação mental? Essa é uma nova faceta dele, pra mim. Mas pq os espíritos não alertaram ele sobre tal risco? Para comprovar tal hipótese vc usa os estudos que contestam a psicografia de algumas obras de Chico, pelo que entendi.
    -
    Sds

  134. José Carlos Ferreira Fernandes Diz:

    Eduardo,

    Se lhe passei alguma hostilidade, peço-lhe desculpas. Grato pela apreciação de minhas pesquisas. Quanto à carta, citei aqui não apenas a E.C., mas também, em mensagens, a “La Grande Encyclopédie” (se bem que ela cita a carta tangencialmente) e o “Dictionnaire de la Biblie”. Minhas evidências específicas sobre a carta ainda estão para ser escritas, em continuação do estudo sobre a fisionomia de Cristo. Eu, sinceramente, creio que essa informação “encontrada em 1280″, “em Aquiléia, próxima a Roma e a Tíbur”, é muito estranha (ainda mais que, em alguns “sites” que pesquisei no “Google”, a descoberta é referida como ligando-se ao “Ciclo de Pilatos”; infelizmente não vi nenhuma remissão a referências bibliográficas, para checagem), mas, claro, confesso a minha ignorância a respeito. Enfim, quem viver, verá…

    Sds,

    JCFF.

  135. Lazaro Diz:

    Sim Eduardo. Acredito na sobrevivência da consciencia, de alguma forma. Porém, acredito que a maior parte das obras de Chico Xavier eram falsas. Falsas no sentido de ele não ter tido a percepção de perceber o que era criação cerebral (ficcção) e o que era inspiração de memórias passadas espirituais.

    Acho que as pessoas estão se sentindo ofendidas ao aceitar a hipotese de que paranormalidade e espiritualidade não são condições absolutas e permanentes. Eu creio que não é uma coisa permanete e passivel de controle. Pelo contrario, a condição causa problemas. Por isso acredito que muitas pessoas ‘loucas’, na verdade, podem ter desenvolvido patologias devido a não ter controle sobre as inspirações espirituais. Mediunidade é um canal que não se tem controle e é preciso paciencia para saber diferencia\r o que é inspiração espíritual de inspiração ficcional.

  136. almir carvalho Diz:

    aos sres: jcff, vitor e gilberto.
    primeiro: obrigado por manterem e lutarem sempre para que este blog exista e esclareça realmente àqueles que procuram por tal. infelizmente vocês tem que lutar também contra os fanáticos, que se não fossem, se renderiam as evidências.

    segundo: com certeza vcs conhecem uma das frases do filósofo voltaire: “não creio no deus bíblico nem no deus dos cristãos…”

    terceiro: Helena Petrovna Blavatsky (que com certeza vcs também conhecem), quando fundou em 1857, o movimento teosófico, declarou que os espíritas não se comunicavam com espíritos. daí por diante, esta mulher foi atacada por eles.

    quarto: “…não cremos no deus bíblico nem no deus dos cristãos…” é uma das frases teosóficas citadas no ítem sobre deus, na obra A Doutrina Decreta. segundo um mestre dos himalaias: “… deus é um bicho papão…” é uma idéia que foi imposta a humanidade, não é uma idéia inata.

    quinto: (HPB -Helena Petrovna B.) afirma que jesus existiu, mas, 100 anos antes do jesus citado no evangelho, portanto, nunca conheceu pilatos, nem foi morto na cruz como relatado nos evangelhos e nos livros espíritas, logo, estas estórias psicografadas cheiram mal.

    sexto: a história narrada nos evangelhos é cópia da vida de krishna, sábio hindu, 70 por cento. porque os tais “espíritos superiores” não tocam nesse assunto de plágio? qual a intenção deles?

    sétimo: o budismo não fala de: “obssessões”, “mensagens mediúnicas”, “espíritos guias” e coisas do gênero. porquê?
    porque o buda não falava sobre fantasias. só de coisas reais.

    oitavo: o filósofo alemão nietzsche, o inglês bertrand russel, e o americano robert g. ingerssol, estavam convencidos e afirmaram que não há na terra nenhuma religião que seja superior em ética e moral ao budismo. mas, coitados dos espíritas, dirão que estes eram loucos…
    nono: um outro teósofo, G. de Parucker, ESCREVEU UM LIVRO BASTANTE convicente e documental, afirmando ser falso o jesus dos evangelhos, uma ficção dos primeiros cristãos baseados em fatos que aconteciam DURANTE as cerimônias NAS CÂMERAS secretas DAS ESCOLAS iniciáticas. e conclui que realmente o homem REAL EXISTIU, mas não na época alegada pelos evangelhos e “comunicações espíritas”. A verdadeira estória de jesus (isto é, a mais proxima da realidade – embora falseada também) está narrada no talmude.

    dez. proponho que voces consultarem algumas obras teosóficas, preferencilamente a Doutina Secreta. esqueçam os teósofos Charles Leadbeater e Annie Besant, que são considerados suspeitos e adulteradores.

    onze. quanto a carta de publius lentulus, muitos pequisadores a conhecem como falsa e manipulada por maõs criminosas dos padres da igreja. somente os desvairados espíritas acreditam nas mentiras “espirituais”.
    assim como o texto do historiador judeu flavius josefus, no qual ele cita jesus. também, segundo HPB é falso, uma adulteração de um famoso bispo da igreja para provar que o jesus dos evangelhos existiu.

    por enquanto é só, da minha parte. abraços

  137. Dárcio Diz:

    Não há dúvidas que as pesquisas do Sr. José Carlos são convincentes, porém, é difícil imaginar como Chico Xavier teria escolhido justamente um nome como Publius Lentulus (pertencente a uma família que realmente existiu) e que teria escrito uma carta ao Imperador Tibério. Como teria ele sabido deste nome, que, queiram ou não, seja a carta falsa ou não, está registrado na história? Teria lido em alguma biblioteca? E como teria sabido de tantos detalhes referentes a Roma? Criptomnésia? Ora, vocês estão fabricando um super homem chamado Chico Xavier, capaz de criptomnésia, memória fotográfica, escrita espelhada, ambidestria, seguida de escrita simultânea com as mãos, com conhecimentos profundos em geografia, história, anatomia, conhecimentos de inglês, hebraico, poesia, especialista em leitura fria, com um aparato de informantes a lhe dar informações dos consulentes, além de tudo, fraudador, autodidata, portador de patologias, mentira patológica, pior (ou melhor), que amava seu próximo e que não quis um tostão do que lhe cabia pela venda dos livros… Realmente, estamos diante de um caso único na história da humanidade, um homem capaz de ser tudo isso, com saúde frágil, quase cego, tendo estado na escola tão pouco tempo, alguém que vivia numa cidadezinha pacata onde lhe foi possível conhecer até a falsa carta de Públius Lentulus, sabe-se lá em que biblioteca, para então escolher este nome para um personagem de um livro que ele naturalmente fabricou com sua mente prodigiosamente infalível, capaz de prodígios para os quais não há registro de outro ser humano ter possuído em tantas qualidades ao mesmo tempo, senão Jesus… O pior cego é o que não quer enxergar…

    Obviamente que os argumentos do Sr. José nos levam a crer que Publius Lentulus não existiu, embora a carta seja uma evidência e a família Lentulus e o bisavô mencionado no livro terem existido de fato, são outras evidências. Ora, se Chico queria fraudar, se leu a história romana (não sei onde o fez, mas segundo vocês, ele o fez!), por que não escolheu então um personagem que tivesse registro na história? Meus caros, tudo leva a crer que, ou Emmanuel quis proteger sua verdadeira identidade (talvez tenha sido Poncio Pilatos, vai saber), escolhendo um nome fictício, ou ele realmente existiu e simplesmente não há registro histórico dele por algum motivo que desconhecemos. Emmanuel pode muito bem estar querendo promover este debate, colocando todos nós à prova. Não sabemos se ele teria autorização para revelar sua verdadeira identidade, caso tivesse sido outra pessoa. Optar pela negação total, a meu ver, é o pior caminho, pois, como Kardec disse, para um assunto dar-se por encerrado, ele deve responder a todos os problemas da questão. E o Sr. José não consegue responder como Chico saberia disso tudo.

    A despeito de vocês, o filme Chico Xavier já foi visto por mais de 3 milhões de pessoas. A despeito (e com o despeito) de vocês, em breve Nosso Lar será também filmado. E isto irá se alastrar agora de forma decisiva, como já ocorre na literatura, mas de forma muito mais abrangente. E queiram ou não, o Catolicismo cumprirá seu ciclo na Terra e, muito provavelmente, dentro de 100 anos não existirá mais, pois ele tenderá para o Protestantismo Pentecostal (isto já está acontecendo) quando então, os próprios pentecostais, evangélicos, etc., já terão se tornado espíritas (é a evolução natural das coisas). O Espiritismo é a religião do futuro, queiram ou não. Eu gostaria, por exemplo, que o Sr. Vitor Moura fundasse um blog para discutirmos as atrocidades e barbaridades que a Igreja Católica fez na história da humanidade, não só com as pessoas, mas também com os textos bíblicos, fato é que, o proprio Jerônimo, ao traduzir a Biblia grega para o latim, na famosa Vulgata Latina, não se sentia tranquilo ao fazê-lo, pois sabia (e declarou isso), que não haveria como ser fiel ao que o texto original queria dizer e passar. E não desconhecia também o fato de que, do hebraico para o grego, muito também já se perdera em significado. Aliás, Jerônimo defendia a unicidade da existência, isto explica por que a palavra reencarnação, no grego, “palingenesia” que aparece no Novo Testamento algumas vezes, foi “expurgada” da Bíblia, sendo substituída, no português, por “regeneração”. Não tenho a versão em latim, mas com certeza Jerônimo não traduziu corretamente a palavra “palingenesia”, sob risco de propagar uma idéia que ele próprio era contra.

    Sou um espírita sério e que estuda. E, posso garantir-lhes, se vocês realmente estudassem e procurassem entender o Espiritismo, vocês veriam que em nenhum lugar está escrito que uma mediunidade pode ser considerada 100% fidedigna, mesmo a de Chico Xavier, assim, alguns erros são possíveis. Por outra, se estudassem realmente, saberiam que nem todos os fenômenos são mediúnicos, há muitos fenômenos anímicos, misturados aos mediúnicos e, com Chico Xavier não poderia ser diferente. Em muitos casos, ele poderia captar no ar, lendo os pensamentos, pois, se estudassem, saberiam, o pensamento se propaga através de ondas no que chamamos de fluido universal ou matéria elementar primitiva. Se estudassem, saberiam que os Espíritos desencarnados fazem parte da humanidade, portanto, estes que nos rodeiam (entre eles Emmanuel, André Luiz, Bezerra), também estão sujeitos a limites. Todos os Espíritos da Codificação, também, possuíam limites. Se estudassem, veriam que em nenhum momento Kardec disse que tudo se esgotou no “pentateuco” espírita, muito pelo contrário. Mas vocês não estudam, vocês não lêem desapaixonadamente, como eu faço com os comentários de vocês. Eu leio, estando aberto a tudo. Vocês lêem negando tudo, então, não enxergam. Vocês desconsideram, por exemplo, que por vezes é necessário pegar os nomes dos desencarnados e detalhes de suas vidas, para que eles possam ser procurados no mundo espiritual (ou vocês acham que os mentores espirituais, em um Centro, sabem tudo, só por que estão desencarnados? Quero dizer, vocês acham sim, pois não se dão ao trabalho de estudar seriamente o Espiritismo, senão verificariam que a morte não confere a ninguém nem santidade, nem conhecimento do futuro, nem uma visão onipresente, nem nenhuma faculdade extraordinária). Saberiam, por exemplo, que os Espíritos que estão em contato conosco não são infalíveis. Os infalíveis, como Jesus, nem conseguem chegar até nós, tamanha é a baixeza de nossas vibrações mentais. Saberiam também que, quando desencarna um Espírito, ele não muda radicalmente, mas passa a ter uma visão diferente da vida, muda conceitos, lembra-se de existências anteriores, repassa valores, muda de opinião, por isso, por vezes, um Santo Agostinho da vida pensava de um jeito enquanto encarnado, depois, manifestou-se pensando de outro. Por isso os conceitos científicos expressos no Livro dos Espíritos são passíveis de validação, mas, no entanto, a validação não pode ser feita somente por nós, sem o concurso deles, porque a visão deles é mais dilatada que a nossa. Meus amigos, os senhores, antes de combater a reencarnação, por exemplo, deveriam estudar as obras espíritas e verificar quão bela e justa é esta lei, quão bem explicitada está esta lei dentro da doutrina Espírita. Deveriam estudas as Leis Morais também, contidas no Livro dos Espíritos e aplicá-las às suas vidas, inevitavelmente teriam as suas vidas melhoradas pelo o que ali está escrito. Deveriam enxergar a perfeita ligação destas 10 Leis, da 3ª Parte do Livro dos Espíritos, com o Decálogo de Moisés e com os ensinamentos de Jesus. Vocês perdem tempo precioso combatendo as crenças alheias, deveriam gastar este tempo combatendo as vossas imperfeições, que não devem ser poucas.

    Eu gostaria que o Sr. José Carlos tivesse este mesmo empenho em provar que a reencarnação, embora uma crença, mas com muitos casos verídicos registrados na história, um deles explicitado no próprio Evangelho, pelo Cristo, em Mateus, capítulo 17, gostaria que ele provasse que ela não exista e que não faz parte da história da humanidade, da história dos judeus e do próprio Cristianismo, por que não dizer, da própria Bíblia? Gostaria que nos esclarecesse o que Justiniano e sua esposa Teodora fizeram com os católicos que acreditavam na reencarnação, no Concílio de 553dC, em Constantinopla, cujo Papa não participou por ter sido preso pelo Imperador?

    Tendo eu, por um instante duvidado de Chico Xavier, após ter lido estes estudos (pois sou um espírita sério e estou aberto a duvidar), estava eu, num Centro Espírita em Belo Horizonte, quando entrei num Memorial que lá existe, dedicado a Chico Xavier. Entre vários livros antigos, doados ao Memorial, bati os olhos no “Pinga Fogo”, de 1972. Abri. Teria sido coincidência eu ter aberto na página em que Chico fala justamente do livro “Há Dois Mil Anos”? De como se deu o início desta psicografia? E, noutra pergunta, quando o próprio Herculano Pires, se não me engano, indagou-lhe se ele lia obras de história, de geografia, etc, então, ele respondeu que desde 1931 ele quase não conseguia ler, por seu problema visual? Teria sido coincidência? Se uma dúvida pairou em minha mente, os Espíritos me levaram à resposta, pois eu pedi por ela. “Buscai e achareis, pedi e obtereis”.

    Meus caros, o Vitor evidentemente escolhe a dedo o material, alguns bons, outros ruins, porém, ele realmente distorce as palavras, como aqui mesmo foi provado, distorcendo as palavras do Marcel Souto Maior, entre outras. O pior cego é o que não quer enxergar. Quando a pessoa opta pela negação total, distorcendo até os fatos, se necessário, ela continuará negando, mesmo que Jesus Cristo se materialize diante dele. É perda de tempo, portanto, discutir com pessoas assim. Leio o que escrevem, levo em consideração o que dizem, até questiono meus posicionamentos, até ponho em dúvida minha própria crença, a título de estudo, a título de validação ou invalidação, mas não perco mais meu tempo discutindo com pessoas cegas. “Quem tiver olhos de ver, que veja”.

    Querem denegrir o trabalho de Allan Kardec, querem destruir o trabalho de Chico Xavier… Meus caros amigos, vocês acham que a mediunidade é 100% infalível? Se sim, não leram atentamente a obra kardequiana. Pensem e reflitam seriamente no que expus aqui. Se vocês acham que os Espíritos estão à nossa disposição para nos satisfazer o ego, enganam-se. O ônus da prova cabe, portanto, aos céticos, não aos espíritas e, neste ponto, discordo frontalmente do Sr. José Carlos. Cabe aos céticos, aos católicos, aos evangélicos, não a nós, porque, de nossa parte, não estamos querendo convencê-los de nada, vocês é que estão querendo nos convencer que Chico está errado, que Kardec está errado. Não somos nós que estamos escarafunchando, não pedimos a vocês que fizessem isso. Por isso, a vocês, então, cabe o ônus da prova e não a nós. Então, não nos imputem esta responsabilidade. Vocês dirão “estamos justamente fazendo isso, tentando provar”. Então, continuem, mas não nos peçam para provar nada a vocês, pois que não temos tempo para isso e tão pouco temos a necessidade e a obrigação de convencê-los do que quer que seja. Eu não me sinto nesta obrigação, pois que a crença é uma coisa pessoal e as formas pela qual cada um se convence, é algo pessoal, algo que não pode servir de prova a mais ninguém, senão a nós mesmos, como foi o caso que relatei sobre o Pinga Fogo. Como este, teria muitos outros casos, mas todos pertencem ao meu foro íntimo, só a mim provam algo, a vocês não tocariam o sentimento, tão pouco a razão. Pois a razão me diz que não poderia existir o super-homem como o que vocês criaram, este sim, um personagem fictício, pois este Chico que vocês apregoam, dotado de super poderes, não existe e nunca existirá, senão numa única pessoa que passou pela Terra, Jesus. Vocês são como “sãos tomés”, a quem Cristo disse: “Por que me viste, creste? Bem aventurados os que não viram e creram” (JO, 20,29).

    E tenho dito! Que Jesus os abençoe e os ilumine, principalmente os ilumine, verdadeiramente.
    Dárcio.

  138. Arnaldo Dantas - SP Diz:

    Alguns comentários postados pelo Senhor José Carlos Ferreira Fernandes:

    Este texto, escrito pelo Senhor José Carlos Ferreira Fernandes, é uma resposta aos argumentos mais comuns usados pelos espíritas que se dividem em dois grupos: o 1º grupo alega que o romance Há Dois Mil Anos de Chico Xavier é um relato histórico fidedigno, real; o 2º grupo diz tratar-se apenas de uma história fictícia. Veremos que nenhum grupo tem razão.
    Quanto a eventuais dúvidas, desde que de caráter estritamente histórico, e dentro do tema tratado, desde já me coloco à disposição.
    1) Desde a época da morte de Jesus (30-33 dC) até ao séc. XV dC, não há, em nenhum escritor, historiador ou cronista, quer cristão, quer pagão, qualquer menção a um “Públio Lêntulo” contemporâneo de Cristo que tivesse exercido algum tipo de missão na Judéia e, de lá, escrito um relatório sobre Jesus ao Senado romano (ou ao Imperador). Isso é um FATO.
    2) “Lêntulo” é identificado, em vários dos manuscritos, como “antecessor de Pilatos”, quando se sabe que o antecessor de Pilatos na procuradoria foi Valério Grato; e mais, tem-se, a partir das obras do historiador Flávio José, o elenco completo de todos os prefeitos/procuradores romanos da Judéia (de 4 aC a 41 dC, e de 44 dC a 66 dC), sendo que, em tal lista, NÃO CONSTA nenhum Lêntulo.
    3) Os espíritas kardecistas se orgulham de seu racionalismo, bem como de sua “fé raciocinada”. Não são ignorantes, como os demais, que simplesmente “crêem”; eles, ao contrário, “entendem”, são “científicos” – são “evoluídos”. O ônus da prova pertence a quem afirma algo por primeiro, e, mais especialmente ainda, a quem usufrui de tal informação para fins de prestígio, ou de fortalecimento doutrinário.
    4) “O Espiritismo, pois, não estabelece como princípio absoluto senão o que se acha evidentemente demonstrado, ou o que ressalta logicamente da observação. (…) Caminhando de par com o progresso, o Espiritismo jamais será ultrapassado, porque, se novas descobertas lhe demonstrassem estar em erro acerca de um ponto qualquer, ele se modificaria nesse ponto. Se uma verdade nova se revelar, ele a aceitará.” (“A Gênese”, cap. I, “Caráter da Revelação Espírita”, seção 55, pág. 59 da última edição disponível para “download” no portal da FEB).
    5) “Fé inabalável é somente aquela que pode encarar a razão face a face, em todas as épocas da humanidade.” (“O Evangelho segundo o Espiritismo”, cap. XIX, “A Fé Transporta Montanhas”, item “A Fé Religiosa – Condição da Fé Inabalável”, seção 7, pág. 388, idem).
    6) “Na dúvida, abstém-te, diz um dos vossos velhos provérbios. Não admitais, portanto, senão o que seja, aos vossos olhos, de manifesta evidência. Desde que uma opinião nova venha a ser expendida, por pouco que vos pareça duvidosa, fazei-a passar pelo crisol da razão e da lógica e rejeitai desassombradamente o que a razão e o bom-senso reprovarem. Melhor é repelir dez verdades do que admitir uma única falsidade, uma só teoria errônea.” (“O Livro dos Médiuns”, cap. XX, “Da Influência Moral do Médium”, item 230, pág. 340, idem).

    Alguns comentários postados pelo confrade Dárcio, em 11 de maio:

    Não há dúvidas que as pesquisas do Sr. José Carlos são convincentes, porém, é difícil imaginar como Chico Xavier teria escolhido justamente um nome como Publius Lentulus (pertencente a uma família que realmente existiu) e que teria escrito uma carta ao Imperador Tibério. Como teria ele sabido deste nome, que, queiram ou não, seja a carta falsa ou não, está registrado na história? Teria lido em alguma biblioteca? E como teria sabido de tantos detalhes referentes a Roma? Criptomnésia?
    Ora, se Chico queria fraudar, se leu a história romana (não sei onde o fez, mas segundo vocês, ele o fez!), por que não escolheu então um personagem que tivesse registro na história.
    Sou um espírita sério e que estuda. E, posso garantir-lhes, se vocês realmente estudassem e procurassem entender o Espiritismo, vocês veriam que em nenhum lugar está escrito que uma mediunidade pode ser considerada 100% fidedigna, mesmo a de Chico Xavier, assim, alguns erros são possíveis. Por outra, se estudassem realmente, saberiam que nem todos os fenômenos são mediúnicos, há muitos fenômenos anímicos, misturados aos mediúnicos e, com Chico Xavier não poderia ser diferente.
    O ônus da prova cabe, portanto, aos céticos, não aos espíritas e, neste ponto, discordo frontalmente do Sr. José Carlos. Cabe aos céticos, aos católicos, aos evangélicos, não a nós, porque, de nossa parte, não estamos querendo convencê-los de nada, vocês é que estão querendo nos convencer que Chico está errado, que Kardec está errado. Não somos nós que estamos escarafunchando, não pedimos a vocês que fizessem isso. Por isso, a vocês, então, cabe o ônus da prova e não a nós. Então, não nos imputem esta responsabilidade. Vocês dirão “estamos justamente fazendo isso, tentando provar”. Então, continuem, mas não nos peçam para provar nada a vocês, pois que não temos tempo para isso e tão pouco temos a necessidade e a obrigação de convencê-los do que quer que seja. Eu não me sinto nesta obrigação, pois que a crença é uma coisa pessoal e as formas pela qual cada um se convence, é algo pessoal, algo que não pode servir de prova a mais ninguém, senão a nós mesmos, como foi o caso que relatei sobre o Pinga Fogo.

    Meus comentários:

    Concordando, em parte, com ambos os missivistas acima mencionados (Sr. José Carlos e Dárcio) acrescento pareceres de dois espíritas, estudiosos, escritores, expositores:

    01 – No tocante ao problema por voce levantado, é preciso dizer que não há registro histórico, completo e confiável, de todos os senadores da República Romana. Nesse caso, não se pode provar que Públio existiu, mas também não é possível provar que ele não existiu. Esse companheiro que escreveu no site, infelizmente, conduz sua argumentação com paixão e ardor, mas sem nenhuma base científica consistente. É um brado sem consistência;

    02 – Não! Não fiz pesquisa sobre esse assunto. Acho que a mediunidade do Chico é seria demais para não ser levada em consideração. A ficção fica por conta da arrumação do enredo, não pelas veracidade histórica dos principais personagem. Mas, eu não estudei sobre esse caso em particular.

    Acrescento, ainda, a opinião de um famoso médium dissidente do espiritismo, auto-explicativa:

    Quando perguntado sobre o livro “Há dois mil anos”, o prof. “X” respondeu que a mesma não representa a realidade, mas seria obra de ficção.
    Arnaldo – SP

  139. Gilberto Diz:

    Darcio, foram 60 anos de criações de hoaxes em cima do homem. Ele não acertava tanto assim. Criaram um mito. Talvez a FEB, para ganhar notoriedade e dinheiro com a venda de livros. Os direitos autorais (10%) eram doados por Xavier, mas o lucro com a produção dos livros, não. Além do mais, por exemplo, o inglês e as outras línguas que ele usava eram escritas totalmente erradas, claramente copiadas de dicionários. Veja o post daqui sobre o inglês de Emmanuel. Uma lástima. Quanto aos espiritismo propriamente dito, ele não pode ser discutido sem uma crença em comum. No caso do espiritismo, a de que os mortos se comunicam com os vivos. Nunca houve uma evidência contundente a esse respeito, então essa crença entra no âmbito da fé, na crença do que não se pode ver. Aí não pode haver discussão. O problema é que certos espíritas dizem que as evidências existem e que elas são fortes. Ora, se elas fossem fortes, toda a humanidade já teria aceitado tal fato. Mas como elas não são, devemos apenas respeitar a fé dos espíritas e pedir que sejam humildes, e que não queiram se achar os únicos iluminados pela verdade. Isso porque, se é necessário ter fé, visto que nenhuma religião é ciência (o espiritismo também não), o respeito às crenças pessoais tem que ser total. Abraços.

  140. José Carlos Ferreira Fernandes Diz:

    Sr. Dárcio,

    O sr. pode acreditar no que quiser, inclusive em reencarnação. O sr. também pode estudar a questão, e elencar evidências, ou justificativas filosóficas, por preferir seguir a linha de pensamento reencarnacionista, ao invés de outras. O que o sr. não pode é querer falsificar a História, e querer descobrir coisas onde elas não existem. Quaisquer que sejam as suas justificativas para a sua crença reencarnacionista, elas não se encontram na Bíblia. Nem o Judaísmo, e nem o Cristianismo, foram, jamais, reencarnacionistas. Apenas pessoas ignorantes, ou fanáticos de mente obtusa, é que ainda têm coragem de esposar essa linha de raciocínio. Sobre reencarnação e Bíblia, há inclusive uma pesquisa muito boa e detalhada, na Internet, no seguinte endereço:
    http://falhasespiritismo.6te.net/reencarnacao_biblica.html

    Consulte-a, e leia o texto com bastante atenção.

    Está muito bem documentada. Fala inclusive sobre esse tal “concílio de Constantinopla”, e esclarece as imbecilidades que o sr. citou.

    Melhore também um pouco o seu grego, sr. Dárcio, e pesquise acerca dos termos utilizados, naquela língua, para expressar a idéia de “reencarnação”. Pesquise também o uso, tanto comum quanto técnico, da palavra “palingenesia”. Um bom começo seria consultar o Léxico Grego de Liddell-Scott; ele está disponível “on-line”, no portal “Perseus”, no seguinte endereço:

    http://www.perseus.tufts.edu/hopper/text?doc=Perseus%3atext%3a1999.04.0057

    E continue, p.ex., estudando um pouco de filosofia antiga. Serve o compêndio (5 volumes, incluindo índices, bibliografia selecionada e comentada e glossário de termos técnicos filosóficos – inclusive a sua “palingenesia”) de “História da Filosofia Antiga”, de Giovanni Reale. Adquira-o; não é tão barato assim, mas eu lhe garanto que vale a pena.

    Enfim, pesquise um pouco, sr. Dárcio, antes de falar idiotices. Eu posso lhe assegurar que dedicar tempo a pesquisas não dói. O sr., como todos os demais de sua espécie, apenas causam um desserviço à doutrina que dizem defender, mostrando a todos o “alto grau” de conhecimento daqueles que esposam a tal da “fé raciocinada”.

    No mais, continuo esperando pelas evidências (racionais e embasadas) acerca da existência efetiva de Públio Lêntulo, bem como pela refutação (igualmente racional e embasada) a todas as evidências que apresentei. Embora tenha sido eu acusado disso, creio que não há ninguém mais “verborrágico” do que certos espíritas, que constróem verdadeiros castelos no ar, ao invés de se dedicarem a pesquisas sérias. Melhor o sr. faria se se dedicasse, então, a esse trabalho. Sds,

    JCFF.

  141. Eduardo Diz:

    Dárcio,
    -
    Excelente seu post. Sua experiencia com o Pinga Fogo é algo que conheço bem. Tb já pedi várias vezes uma luz para entender algumas coisas que só a crença mesmo pode explicar e fui atendido. De maneira similar ao que vc relatou. Entendo perfeitamente o que vc quis dizer. Na principal situação que aconteceu eu usei a Biblia e fui atendido no meu questinoamento.
    -
    Quando li algumas “ordens” que tentaram passar para nós que somos espíritas eu somente sorrir. Parece até que estamos, ao estudar e compreender a Doutrina, comentendo um ato a ser julgado no âmbito jurídico. Parece até que o fato de acreditar em algo nos obriga a um “onus da prova”. Nunca me senti pressionado a provar nada para ninguém. Considero que neste plano cada qual tem seu processo de vida e deve seguir observando o que lhe é colocado pelo “acaso” para assim saber o que deve fazer e não fazer. Os espíritas sabem que devem seguir o modelo que foi o Cristo, mesmo que nossa capacidade seja muito limitada. Então, tentando seguir o que Jesus nos ensinou eu vou caminhando.
    -
    No meu processo a Doutrina Espírita é a que melhor explica alguns fenômenos dessa vida e a que eu encontro o menor número de fanáticos. Gosto de ouvir os debates desses grupos. Escuto tb os protestantes e católicos, mas evito expor muito o que penso, pois eles sempre querem me convencer de que estou errado em ser espírita. Quando se irritam (eles são todos assim?) eles meio que apelam e ficam dizendo que tudo o que estã no meio espírita é obra do “inimigo”…rs… tem que deixar quieto mesmo.
    Como eu acho que nem o protestantismo e muito menos o catolicismo estão “errados” evito o embate, mas se me perguntar eu respondo o que penso e compreendo da Doutrina.
    -
    Sobre o livro Há 2000 Anos eu li e vi muitos relatos feito por Emmanuel de passagens que não foram presenciadas pelo Senador Publiu. Essa questão me chamou atenção logo quando li, há mais de 10 anos, e me fez pensar que a história não é tão real assim. Por isso, pra mim, não foi nenhuma novidade quando li os estudos que não encontraram um Senador Romando tal qual descrito no livro. Porém, o estudo foi muito bem feito e a leitura me proporcionou um bom aprendizado.
    -
    Eu as vezes penso sobre o comportamento moral das pessoas que frequentam o blog, principalmente dos que só fazem bater e criticar a crença alheia. Será que fora desse âmbito virtual tem alguém aqui (me incluo tb) que foi um dedinho do pé do que foi Chico Xavier e o do que é Divaldo Franco, citando só dois exemplos?
    -
    Mas mesmo as coisas simples dentro de casa, no trabalho, etc. Será que os que aqui se colocam como os donos da verdade são pessoas com um comportamento digno?
    -
    Sds

  142. Gilberto Diz:

    Eduardo, os espíritas NÃO TÊM o ônus da prova quando está com seus pares. O ônus da prova é só quando ele quer convencer os outros de que os espíritos se comunicam com os vivos. Aí é que os espíritas não conseguem convencer ninguém…

  143. Eduardo Diz:

    Gilberto,
    -
    O ônus da prova que citei é delimitado ao que foi dito sobre a historicidade da obra Há 2000 Anos. O José Carlos não entra na esfera da forma como a obra foi escrita.
    -
    Sobre a comunicação entre os vivos e mortos é algo muito diferente. Se eu tentar “converter” alguém suas palavras valem pra mim, mas ainda não é o caso e espero seguir assim.
    -
    Vc tem o livre arbitrio para acreditar no que achar que deve.

  144. Arnaldo Dantas - SP Diz:

    Prezados,

    Espíritos se comunicam com os vivos?

    Senhores estudiosos, pesquisadores, historiadores, independentemente da crença que professem, procurem estudar um pouco mais e, iniciem por Sócrates e Platão (500 anos a.C. e, portanto, 2357 anos antes do aparecimento do Espiritismo – que se deu a 18 de abril de 1857) e verificarão que Sócrates já se comunicava com seu mentor (espírito).

    Mais recentemente, no século 20, encontramos outro exemplo de ação espiritual entre os papas, com o Cardeal Eugênio Pacelli (1876-1958), que viria a ser o papa Pio XII, no período de 1939 a 1958. O fato foi relatado pela própria Igreja Católica, em seu jornal oficial L’Observatore Romano, e depois publicado no Brasil, no jornal Ave Maria, de Petrópolis, transcrito pelo Jornal do Comércio, do Rio de Janeiro, em setembro de 1956.
    Em 19 de fevereiro de 1939, nos aposentos do Vaticano, na ala esquerda da Catedral de São Pedro, o cardeal Eugênio Pacelli estava orando; ele era um diplomata da Santa Sé junto aos governos do Ocidente. Em seus aposentos de cardeal, ele ouviu uma voz chamando: “Pacelli, Pacelli”. Ele se voltou e viu o Espírito do papa Pio X (1835-1914). Emocionado, ele se ajoelhou e chamou-o de Santidade. O Espírito respondeu-lhe: “Não sou Santidade, mas apenas um irmão; venho avisá-lo que, dentro de alguns dias, se tornará papa, e que a Terra será devorada por uma avalanche de tragédia”.
    “É da vontade do Senhor que seja papa para governar a Igreja com sabedoria, bondade diplomática e equilíbrio”.
    O cardeal Eugênio Pacelli redarguiu dizendo que não entendia aquilo, porque Pio XI (1857-1939) era o papa de então, e governava a Igreja com sabedoria. O Espírito Pio X não discutiu com o cardeal, desvaneceu-se.
    Emocionado, Eugênio Pacelli desceu de seus aposentos e adentrou na Catedral de São Pedro. Foi até o subterrâneo, onde estão os túmulos papais, ajoelhando-se na cripta de Pio X, permanecendo em oração até o amanhecer. Ao raiar do dia, adentrou novamente na Catedral de São Pedro, e um guarda suíço perguntou-lhe se estava sentindo-se bem, pois estava muito pálido. Eugênio Pacelli respondeu que tinha dialogado com Pio X. Surpreso, o guarda contrapôs que Pio X estava morto. Mas Eugênio Pacelli disse que, naturalmente, o sabia, pois fora ele quem tinha feito o discurso laudatório. Além do quê, Pio X tinha sido seu padrinho de cardinalato.
    Pio X disse-lhe que ele seria papa e, em seguida, a humanidade entraria em guerra. O fato permaneceu em sigilo, mas dois ou três meses depois, Pio XI morreu de uma doença misteriosa. Eugênio Pacelli foi eleito o novo papa, Pio XII, e logo depois eclodiu a Segunda Guerra Mundial, conforme lhe dissera o Espírito Pio X. É mais um fato mediúnico, registrado pela história, de comunicabilidade espiritual com os papas.
    É interessante registrar que não foi por acaso que Pio X apareceu em Espírito e se comunicou mediunicamente com Pio XII. O papa Pio X conhecia os fenômenos espíritas, pois seu médico, Dr. José Lapponi (1851-1906), foi uma pessoa interessada nos estudos espíritas e até publicou um livro à época – Hipnotismo e Espiritismo (1897) – aprovado pelo papa Leão XIII, e que foi traduzido e publicado no Brasil pela editora da Federação Espírita Brasileira.
    O DR. LAPPONI TAMBÉM FOI MÉDICO do papa Leão XIII (1810-1903). Vale anotar que, quando da segunda edição do livro Hipnotismo e Espiritismo, em 1904, o periódico Diário de Noticias, de Madri, do dia seis de julho, publicou carta do Dr. Lapponi na qual ele comentava que o órgão jesuíta La Civilitá Cattolica censurava seu livro porque ele divulgava teorias que não eram aprovadas pela Igreja, e que o próprio papa Pio X reprovara a obra. Mas à época, dom Eduardo Checci, redator do Giornale d’Italia, foi entrevistado sobre isso, desmentindo que o papa Pio X tivesse reprovado a obra. O Dr. Lapponi acrescentou que Pio X conhecia o trabalho desde sua primeira edição e o tinha aprovado, e que o livro tinha merecido louvores até do papa Leão XIII, que disse que a ciência católica não devia ser contrária ao estudo do Espiritismo e suas manifestações.
    É importante esclarecer que o Dr. Lapponi não era espírita e, nesse livro, ele adotou uma postura até de prevenção com relação aos fenômeenos do hipnotismo e do Espiritismo, porque poderiam ensejar fraudes e mistificações. Chega a ser curiosa essa sua atitude, pois a verdade é que, se ele admitiu os fenômenos espíritas (e, para nós, é o que importa), não se compreende por que ele recrimina sua prática.
    O Dr. Lapponi demonstrou que não conheceu realmente o Espiritismo, uma vez que se ateve somente à parte fenomênica; não conheceu a parte filosófica e ética da Doutrina Espírita.

  145. Arnaldo Dantas - SP Diz:

    Prezados,

    Àqueles que leram, apreenderam e aprenderam o contexto por mim postado anteriormente, relativamente à comunicação dos espíritos, permitam-me aduzir: Não é, nunca foi e, nunca será apanágio dos espíritas saber (vejam não estou grafando “crer”) que EXISTE COMUNICAÇÃO ENTRE OS CHAMADOS ‘MORTOS’ E NÓS, AQUELOUTROS DITOS ‘VIVOS’.
    Arnaldo – SP

  146. Arnaldo Dantas - SP Diz:

    Prezados,

    Aos estudiosos, pesquisadores, historiadores (não espíritas) que ainda não se convenceram que os espíritos se comunicam com os vivos sugiro a leitura das seguintes obras (não espíritas):

    01 – do Dr. José Lapone (Lapponni, referido em outra postagem) – “O Estudo Médico Crítico”;

    02 – o livro “Pastor”, do padre Roberto Hermas, em que o autor conta os seus longos diálogos com o espírito Carmelino;

    03- a obra “Relações com o mundo dos invisívies”, do padre Greber;

    04 – o depoimento dos padres Saleti e Albano, encarregados, pelo Vaticano, de estudar o Espiritismo;

    Apesar de serem as indicações acima referidas anteriores ao ano de 1938, julgo que os interessados não deverão encontrar maiores dificuldades de comprová-las,seja através a Internet, bibliotecas, sebos, etc,etc.

    Boa sorte!

    Arnaldo – SP

  147. Arnaldo Dantas - SP Diz:

    Prezados,

    Uma outra biografia, esta certamente, de fácil acesso, é a de Joanna D’Arc.

    Os estudiosos, pesquisadores, historiadores cépticos quanto à comunicabilidade dos espíritos ali encontrarão relatos da vida daquela heroína, que foi queimada à mando da Igreja Católica em face das comunicações que Joanna D’Arc mantinha com os espíritos…E, atentem para as datas, porquanto, na época em que ela viveu não havia ainda o Espiritismo.

    Boa sorte nas pesquisas!

    Arnaldo – SP

  148. Roberto Scur Diz:

    Prezado Dário,
    Prezado Arnaldo Dantas,

    Parabéns pelos arrazoados, pela coerência. A escassês de conhecimentos e de tempo para alcançar todos estes informes, com qualidade, muitas vezes colocam os surpresos leitores destas matérias claramente direcionadas, limitadamente históricas, e esquizitamente improdutivas, desnecessárias e inconclusivas, em ponto de desconsolo por haver tanta confusão na mente destas pessoas à ponto de tentarem inutilmente destruir a fé que eles não entendem e nem querem entender.

    Uma exposição como as vossas são consoladoras pois contextualizam o assombro dos menos esclarecidos, como a mim mesmo, de uma forma elegante e lógica.

    A melhor maneira de medir o efeito das palavras bem sucessidas é perceber as reações de cólera que se seguem, pois a noção da derrota dos argumentos desequilibra os famanazes do orgulho de algo saberem mais que o vulgo, de terem um poder arrasador sobre os ignaros, enfim, personalismo egóico.

    A miríade de argumentos, livros, provas históricas ou contemporâneas, pesquisas científicas, casos comprobatórios, e principalmente, e muito especialmente, o desassombroso avanço das consequências que um ser humano mais cristianizado, mais cônscio de suas responsabilidades e mais dedicado à ação do bem e do amor são todos em conjunto ou em separado razões mais do que justificáveis para que as pessoas ainda céticas atentem para o assunto com mais seriedade e respeito.

    As obras descomunais que a caridade constói no âmago do seres, sejam nos favorecidos, sejam nos agentes, sejam nos observadores atentos, fará que o tempo curve os combatentes desta chama divina espalhada pela Terra através de dignos mensageiros, médiuns, cientístas, pesquisadores, homens comuns ilustres desconhecidos, todos enfim cedendo ao chamado mavioso do amor. Perceberão os negadores que o destino que os aguarda permanecendo em odioso combate não será remanso de paz, de serenidade, de felicidade, mas sim o azedume, o vazio barulhento do vozerio íntimo a reclamar “para onde me levaste ó desditoso orgulho, cegueira e irrisão”.

    A blandícia contagiante que as verdades exaradas pela doutrina Espírita exalam quais miosótis perfumadas crescendo em meio aos pântanos das paixões humanas haverão de superar a turbulência enervante que o nada, o ateísmo, o ceticismo, as religiões dogmáticas, as religiões eletrônicas argentárias, as árvores que não produzem bons frutos enfim produzem todos na humanidade sofredora e alucinada.

    Nada vence o bem porque este é de origem Divina, enquanto o mal não existe por si só e é apenas a ausência do bem. A escuridão não apaga a luz, por mais tênue que seja em meio a mais esparsa treva, já a luz acusa sua presença independo da escuridão que por mais se esforce não consegue extinguir o foco luminoso.

    Novamente parabéns à vocês pela exposição. Muita paz.

  149. Arnaldo Dantas - SP Diz:

    Prezado Roberto Scur,

    Agradeço em meu nome e em nome do companheiro (permita-me este) Dárcio as referências amáveis e eligiosas postados pelo amigo.

    Permita-me, ainda, parabenizá-lo pela excelente redação do seu texto. Honestamente, não teria condições de desenvolver algo melhor.

    Muita paz!

    Arnaldo Dantas – SP

  150. H.Gil Diz:

    Bem, li todo o artigo. E apesar de todas as ressalvas feitas ao longo do artigo sobre os ataques contra o autor (ao invés de atacar o argumento), quanto ao ônus da prova, ainda assim se “filtrar” os comentários pode-se constatar que em nada foi alterado a forma com que se dá a crítica dos espíritas. Em um dos comentários li que a pessoa parou de ler ao chegar em uma parte que o autor citou algo a respeito de provas históricas acerca de jesus cristo. Em que pese minha discordância quanto a esse ponto, não posso negar que a pesquisa foi muito bem feita. E justamente por eu ainda não ter terminado minha pesquisa acerca da existência ou não de provas históricas quanto a possível existência de JC é que não deixei de ler o presente artigo. Todavia, é imprescindível que para se atacar referido texto, se demonstre isso através de pesquisas e contra-argumentos. Na maioria dos casos vejo os espíritas atacando a pessoa do autor e não o seu texto. Ou ainda, perdem o foco do artigo e ao invés de apresentar provas e evidencias que refute aquelas apresentadas se limitam a abonar e exaltar a conduta de Chico Xavier. E esse não é o foco no referente artigo, não é disso que se trata. Então por uma questão de honestidade intelectual deve-se adotar duas posturas: 1) admitir que não possui condições de refutar os argumentos e mudar o posicionamento atual ou 2) admitir que não possui condições de refutar os argumentos e ainda assim permanecer acreditando na fábula de Públius. O que não pode ocorrer é seguidores de uma crença que professa estar pautada na ciência, manter-se da forma como vem se posicionando até o momento, limitando-se a oferecer ataques pessoais ao autor, ou a abonar a conduta de Chico Xavier. Ressalta-se uma vez mais o artigo não trata da pessoa de C.X., não afirma que ele é isso ou aquilo, não diz que o que ele fez foi bom ou ruim. Utilizar esse tipo de argumentação é sair fora do que o artigo se propôs.

  151. Claudio Diz:

    Por tudo que foi exposto aqui pelo JCFF, acabei por me convencer de que com tantos dados históricos, datas, personagens, costumes, geografia, medidas, etc., o rapaz pobre de Pedro Leopoldo, é um gênio, ou melhor, não acredito haver alguma classificação onde possamos incluí-lo. E ele tinha sómente 29 anos quando realizou esta proeza. Ele bateu de 10 x 0 o prof. JFCC.

    Os livros de biblioteca, que deveriam ser inúmeros, todos adquiridos pelo vasto patrimônio monetário da família XAVIER, causaria inveja ao Midlin.

    Apesar do seus estudos no “primário”, o jovem Francisco Xavier superou a todos. Ninguém dos que postaram seus comentários aqui seria capaz de tamanho feito, pois não basta apenas ter acesso aos livros.

    Bem, poderiam alegar que naquela época já havia em Pedro Leopoldo o acesso à internet e então o jovem Chico Xavier passava as madrugadas surfando. Como os fatos históricos são 100% corretos, ninguém contestaria.

    O Sr. JFCC sabe muito bem que não há como contestar a história pois é o mais profundo conhecedor do assunto.

    Portanto gostaria de sugerir a ele que, como magnífico conhecedor da história, poderia fazer um estudo mais aprofundado desta personalidade genial e intrigante que foi Chico Xavier.

    Creio que seria até mesmo mais relevante do que ficar pesquisando as informações que ele escreveu, (uma vez que todas já estavam disponíveis e não precisava que Emmanuel viesse dar sua versão).

    Não poderiam os senhores dedicar espaço e tempo para esta empreeitada?

    Acho que estamos às portas de descobrir um “mutante”. Um super-humano!!!

    Quem sabe poderia dar um excelente estudo para os caminhos da evolução e do progresso a que poderemos chegar pois, pasmem, já aconteceu em Pedro Leopoldo e, acreditem, os críticos de plantão estão mais preocupados com os escritos do que com o “método”!

    Pensem em quantas pessoas poderiam se beneficiar com a aplicação do “método” de estudo deste jovem prodigioso! Com apenas meros 4 anos em uma escola e…,pronto! Teremos escritores capazes de romances com riquesa de detalhes como nunca antes visto na história deste planeta!

    Vale ou não a pena investigar esta metodologia de aprendizado. Far-se-ia a tão necessária revolução do ensino no Brasil e, talvez, do mundo!

    Ficar deduzindo coisas à partir de documentos inconclusicos e querer dar a eles um cunho de 100% certos, até passaria como um ligeiro deslise de um professor de história depois da descoberta deste “metódo”.

    Fica aqui a sugestão.

  152. José Carlos Ferreira Fernandes Diz:

    Prezado sr. Cláudio:

    Se bem entendi seus argumentos, eles podem ser resumidos da seguinte maneira: a) Xavier não poderia, por seus próprios esforços, acumular o cabedal de conhecimento que suas obras “psicografadas” exibem; b) portanto, e a menos que se possa esclarecer como o “rapaz de Pedro Leopoldo” pôde adquirir tais conhecimentos, deve-se admitir, ao menos em parte, o concurso de “fontes sobrenaturais” para tais conhecimentos.

    Quanto a isso, gostaria inicialmente que o sr. lesse o ensaio “Reflexões Xavierianas”, publicado neste mesmo “blog”. Acredito que ele poderia esclarecer-lhe, ao menos em linhas gerais, como encaro atualmente tal questão.

    Tentando, não obstante, apresentar algumas considerações, ainda que rápidas, a seus argumentos, eu gostaria de chamar sua atenção, sr. Cláudio, para os seguintes fatos:

    I – Xavier tinha apenas o curso primário, é verdade; mas deve-se levar em consideração que, na época, um curso primário (creio que sua duração era de 6 anos, não apenas de 4) era muito mais completo, muito mais profundo, e muito mais denso, do que aquilo que se pode obter, atualmente, nos quatro primeiros anos do “primeiro grau”, ou “ensino fundamental”. Normalmente, os que concluíam o curso primário nessa época (proporcionalmente muito menos pessoas, em relação à população “escolarizável”, do que atualmente) saíam dele com muito boas noções acerca de leitura e de escrita, bem como de matemática elementar (as quatro operações, álgebra elementar, geometria elementar) e de conhecimentos gerais (principalmente geografia brasileira e história brasileira) – muito mais do que os que atualmente cumprem o próprio “primeiro grau” completo de 8 anos (ou seja, os antigos “primário” e “ginasial”). Isso é um fato.

    II – Portanto, de seu curso “primário” Xavier recebeu as ferramentas fundamentais (a compreensão da língua escrita, ao menos em seu nível coloquial culto, e a capacidade de escrever textos com um mínimo de lógica, ou seja, com princípio, meio e fim) que lhe possibilitava adquirir mais conhecimentos (se assim desejasse), bem como escrever suas experiências. Muitíssimo mais do que os alunos atualmente obtêm, e conseguem…

    III – Adicionalmente, muito se consegue, sr. Cláudio, com leitura e com dedicação, especialmente quando se o faz por gosto; e tudo indica que Xavier tinha gosto pela leitura, e pela aquisição de conhecimento (era, tanto então quanto agora, quanto a isso, um “ponto fora da curva”). Sem dúvida não havia “Internet” na época, e, claro, os recursos culturais (livros, bibliotecas, publicações, etc.) a que ele tinha acesso eram limitados; mas havia outros meios de se obter informações, ao menos informações de dois tipos distintos: a) de índole literária (através de romances, poesias, etc.), e b) referentes a conhecimentos gerais (i.e., genéricos, não especializados), quer de temas histórico-geográficos, quer, mesmo, de temas científicos “populares”.

    IV – Circulava, e por todo o país, uma série de publicações de ficção, tanto em prosa quanto em verso; a cultura, naquela época, para quem sabia ler e escrever (ainda uma minoria), era bem mais “literária” (e num estilo bem mais formal, e pedante) do que a atual. A esses romances e/ou poesias Xavier tinha acesso, e isso com certeza o ajudava a adquirir maior maestria na língua.

    V – Também circulavam os almanaques, hoje já esquecidos, mas na época importantíssimos meios de “vulgarização” de pelo menos alguns aspectos mais “sofisticados” de cultura, quer histórica, quer mesmo científica. Há evidências seguras de que Xavier os compulsou; neles, bem como eventualmente num ou outro livro ocasional, ou em revistas de variedades, ou também em romances épico-históricos (no estilo de “Ben Hur”, “Quo Vadis”, “Fabíola”, “Os Últimos Dias de Pompéia”, etc.), Xavier poderia obter muitas informações (num nível “genérico”, i.e., não aprofundado) acerca de História, Geografia, mesmo acerca dos últimos “temas” científicos em discussão (mais uma vez enfatizo: informações genéricas – com tais leituras, não poderia obter conhecimento técnico especializado em nenhum desses campos; mas estaria, de qualquer modo, bem acima da “média” de seus conterrâneos brasileiros).

    VI – Há vários testemunhos (que podem ser obtidos, inclusive, em inúmeros textos postados neste “blog”) da dedicação de Xavier em ler, e em obter conhecimento, bem como do seu cuidado inclusive em recortar e/ou anotar, em cadernos razoavelmente extensos, o que lhe parecia, por qualquer razão que fosse, interessante.

    VII – Portanto, a meu ver, não há absolutamente nada de “extraordinário” na “cultura geral” e nos “conhecimentos históricos” exibidos por Xavier em suas “psicografias”, além, claro, de seu esforço pessoal (o que não é pouca coisa). Eram fruto de seu próprio labor, da aquisição própria, da dedicação pessoal, e limitados pelo tipo de informação e de leitura de que podia dispor. Tais limitações eram de dois tipos: a) internas: ele não vivia nos “centros culturais” do país; e b) externas: mesmo em tais “centros culturais” (na época, principalmente, o Rio de Janeiro, capital federal) havia sérias limitações acerca da aquisição de conhecimento técnico especializado (seja científico, seja mesmo histórico…), haja vista, p.ex., a incapacidade, quer entre os espíritas partidários de Xavier, quer entre os seus opositores, de, à época, realizar pesquisas minimamente decentes acerca de “Públio Lêntulo”.

    VIII – Tais limitações mostram-se abertamente em suas obras. Quando Xavier fala em termos “genéricos”, dentro do que “medianamente” as pessoas “letradas” da época, e do Brasil, conheciam, ele acerta. Mas, todas as vezes que tenta (ou que tem de) descer a detalhes técnicos específicos (i.e., toda vez que não pode se fiar em seus conhecimentos “genéricos”, em sua “cultura de almanaque”), ele erra, e erra grosseiramente. Alguns exemplos (dentre muitos) servem, em “Há Dois Mil Anos”, para ilustrar este ponto: a) a antroponímia romana; b) a hierarquia provincial; c) a situação militar específica na província da Judéia; d) a população da cidade de Roma:

    VIII-1) A antroponímia romana (i.e., o conjunto de regras pelas quais os cidadãos romanos eram denominados, e que se calcava ainda, na época dos Júlio-Cláudios, no “tria nomina”) é um tema técnico específico, que poucos dominam (não pelo fato de ser “difícil”, mas sim, mais uma vez enfatizo, porque é um tema técnico e específico, que requer não só leitura e dedicação, não só “cultura de almanaque”, ou mesmo “cultura genérica”, mas uma série de conhecimentos prévios, não disponíveis nos textos de “vulgarização” e de “conhecimentos gerais” disponíveis – mesmo hoje em dia, e ainda mais naquela época). Como NÃO TINHA, pelas suas leituras, tal tipo de conhecimento técnico (referente à antroponímia romana, ao sistema do “tria nomina”, ao papel central do gentilício na determinação das relações familiares, à diferença entre prenomes, nomes gentílicos e cognomes, etc.), Xavier errou, e errou grosseiramente, na antroponímia romana que ingenuamente fornece em “Há Dois Mil Anos”, como aliás já se comentou, e com abundantes detalhes, neste mesmo “blog” (o sr. poderá consultar os textos “Os Nomes das Personagens do Livro ‘Há Dois Mil Anos’”, partes 1 e 2);

    VIII-2) Nem todas as “províncias” do Império eram de mesma “hierarquia”, ou governadas do mesmo modo; a Judéia era uma província procuratoriana, ligada à província propretoriana da Síria; Pilatos era um “cavaleiro”, e uma missão dum “senador” a tal província simplesmente não tinha cabimento, dentro das estruturas administrativas romanas vigentes (se houvesse problemas, ou algo a resolver, era o legado propretoriano da Síria que tomava as providências, como está abundantemente DOCUMENTADO). No entanto, em nenhum momento de “Há Dois Mil Anos” essa diferença entre Pilatos (um “cavaleiro”) e “Lêntulo” (um senador) é citada; os dois se tratam como iguais, quando, na vida real, não eram iguais. Isso também é um tema técnico específico (o conhecimento das diferenças entre províncias senatoriais, entre províncias imperiais propretorianas e entre províncias imperiais procuratorianas), acima do “conhecimento genérico”. Como NÃO TINHA, pelas suas leituras, tal tipo de conhecimento técnico, Xavier errou mais uma vez – e, mais uma vez, errou grosseiramente;

    VIII-3) Sendo uma mera província procuratoriana, na Judéia não estacionavam legiões, mas apenas tropas auxiliares (quer unidades de cavalaria, “alae”, quer de infantaria, “cohortes”). No entanto, “Há Dois Mil Anos” apresenta as “tropas de ocupação” romanas da Judéia como sendo constituídas de legionários. Mais uma vez, se está diante dum tema técnico específico (a constituição das forças armadas romanas, a diferença entre legiões e tropas auxiliares, sua constituição, onde se situavam geograficamente, e mais, que tipo de tropas poderiam estar presentes em que tipos de províncias), acima do “conhecimento geral”. Como NÃO TINHA, pelas suas leituras, tal tipo de conhecimento especializado, Xavier errou novamente – e de modo grosseiro, enchendo a Judéia de “legionários”. Claro, não foi o único que errou; esse panorama é o panorama “usual”, “midiático”, “hollywoodiano”. Mas não importa – é um panorama historicamente equivocado.

    VIII-4) A cidade de Roma não podia possuir de um milhão a um milhão e meio de habitantes; isso já está bem estabelecido pela historiografia moderna, levando-se em conta as variáveis demográficas pertinentes (sua população, no auge, podia ir de duzentas a trezentas mil pessoas, no máximo); a “teoria do milhão” era uma teoria (equivocada) esposada por vários historiadores (que não tinham muitas noções de demografia), entre fins do séc. XIX e meados do séc. XX (e ainda persiste, em certos meios), mas é claramente insustentável. Novamente, a determinação racional e efetiva da população romana (e, de resto das cidades do Império) é (mais uma vez!) um assunto técnico especializado, que aliás evoluiu muitíssimo em épocas mais recentes; não se tratava então, e não se trata ainda, de “conhecimento geral”. Como NÃO TINHA tal tipo de conhecimento pelas suas leituras, Xavier simplesmente repetiu o que era o consenso em sua época, e que aparecia em várias publicações de vulgarização histórica, ou seja, a “teoria do milhão”. Mais uma vez, errou…

    IX) E esses são apenas alguns exemplos, colhidos quase que ao acaso, em que Xavier simplesmente seguiu seu “nível genérico” de conhecimentos até mesmo quando tratou de assuntos específicos – e, por conseguinte, errou. Noutros casos (como, p.ex., no que diz respeito ao fato de “Lêntulo” ser membro do “conselho de guerra” de Tito), ele simplesmente inventou toda a história (talvez inconscientemente). Não podia saber (mais uma vez – NÃO TINHA o conhecimento técnico especializado) que Flávio José havia se dado ao trabalho de fornecer a composição desse conselho de guerra; e de que TODOS os senadores membros desse conselho de guerra eram comandantes legionários, e TODOS estão atestados historicamente por outras fontes (principalmente epigráficas) além da própria narrativa de Flávio José. De novo: errou…

    Neste próprio texto o sr. poderá encontrar outros exemplos desses “erros” e “enganos”, que ocorrem sempre que se descem a detalhes técnicos não disponíveis nas obras “genéricas” disponíveis; é só os ler com atenção e isenção. Agora, sr. Cláudio, pense comigo: se Xavier era assessorado por “espíritos”, “superiores” que fossem ou não, mas que haviam vivido naquelas épocas remotas, e tomado parte (e parte ativa) nos acontecimentos (como eles próprios, os “espíritos”, afirmam), então por que, justamente nesses aspectos técnicos específicos, não disponíveis no universo cultural de Xavier (e nem no da esmagadora maioria de seus contemporâneos), QUE DEVERIAM SER DE SEU TOTAL CONHECIMENTO (quero dizer, conhecimento deles, “espíritos”…), por que, repito, justamente nesses aspectos específicos Xavier comete tantos e repetidos erros, e erros primários, nas suas “psicografias”? Será que “Públio Lêntulo”, o senador romano contemporâneo de Cristo, não sabia como é que seus conterrâneos eram nomeados? Não sabia precisar o “status” da província da Judéia? Não sabia que lá não estacionavam legionários? Não sabia quanta gente habitava na “sua” Roma? Note bem, sr. Cláudio, sempre que Xavier, em suas obras históricas “psicografadas”, vai além do “trivial”, do “genérico”, do “usual”, disponível ao público médio instruído e culto de então, e ao que esse público usualmente “absorvia”… engana-se e erra. Qual a conclusão mais razoável a se tirar disso tudo, sr. Cláudio? Será que “Emanuel” era quem dizia que era? Será que “Públio Lêntulo” existiu? Será que o próprio “Emanuel” existiu? E, se existiu, de que tipo de “espírito” se tratava? Pense a respeito…

    Sds, JCFF.

  153. Claudio Tollin Diz:

    Com relação ao seu argumento I, veja como era “elevado o padrão de ensino” nas escolas primárias da época.

    Chico estudou até a 4a série na Escola Estadual São José. Provavelmente no período de 1917 a 1921.
    No ano de 1906, MG inicia um trabalho de Reforma na Educação. As escolas são vistas como instituições marcadas pela precariedade das condições físicas e materiais, precariedade de “bons” professores.e precariedade do ambiente.

    A reforma do ensino é tentada à partir de modelização no Triângulo Mineiro”. Do ano de 1911 têm-se relatos dos chamados “inspetores” que mostram a precariedade até mesmo no quesito horário: “Sobre a organização do ensino o inspetor Alceu de Souza Novaes conta que providenciou um sino para ordenar e uniformizar os trabalhos escolares do grupo escolar de Vila Platina: Havendo porém muita diferença na hora marcada pelos relógios dos professores, diretor e porteiro, não havia uniformidade nas aulas, no recreio, cantos, princípio e fim dos trabalhos. Obtive então do sr. João Caetano Novaes, por empréstimo, um pequeno sino que, a cargo do porteiro, anuncia as mudanças de horário, cantos, etc. Depois disso, a chamada, que nunca era feita na hora certa, passou a ser feita às 11, conforme o Regulamento. (MINAS GERAIS, Rel. Inspeção. Uberaba,
    1911)”
    “Na modelização do ensino, os inspetores técnicos determinavam a abolição dos métodos “antigos”, das lições decorativas e dos compêndios não autorizados, os quais, por sua vez, eram apontados pelos inspetores como os grandes “vilões” dos processos intuitivos, pois seu uso favoreceria os métodos mnemônicos e decorativos, severamente criticados pelos inspetores, mas profusamente usados pela maioria dos professores da região. O inspetor Ernesto Melo Brandão ao constatar que a professora Maria Marcilieta Campos ensinava “a golpe de compêndios” relata sua intervenção: “Durante seis dias, estive dirigindo os primeiros passos da professora no método intuitivo, que ela vai executando com certa dificuldade por falta de preparo. (MINAS GERAIS, Rel. Inspeção. Uberaba, 1911).”

    Os seus argumentos dos ítens II a VII possuem apenas suposições, de sua parte, sem comprovação alguma. Isto não fica bem para um professor de história.

    A precariedade da vida no ambiente rural contradiz esta sua tentativa de colocar nas mãos de Chico Xavier as publicações que dariam a ele uma ampla visão dos costumes, geografia, e outras informações sobre o império de Roma à época. Isto apenas mencionando o romance de Emmanuel.
    Mas havia também textos que tratavam de ciência, filosofia, economia, religião, etc.
    Observe que não basta apenas a leitura dos documentos a que ele, como você supõe, tenha tido acesso.
    Veja a si mesmo, caro prof. JCFF. Com todo o conhecimento e anos de estudo e tendo acesso a vasta documentação, não conseguiu produzir nada equivalente ao que o jovem Chico, com 29 anos, produziu.

    Seria interessante que o professor procurasse estudar um pouco mais a história do Chico, os relatos de quem o conheceu. Não se limite a querer desacreditar um homem de tal grandeza com base em um livro que, você bem o sabe, não esta desclalificado. Não há ainda nenhuma última palavra a respeito.

  154. Marcos Diz:

    Cáludio Tollin, mas quem disse a você que o Sr. JCFF é professor de história? Saiba que o mesmo é engenheiro e nunca estudou história na vida ,com excessão àquela que estudamos no ensino médio. Isso de acordo com o registrado no curriculum Lates dele. Assim , apesar do ” tom professoral” , o pesquisador em questão não reune nenhuma credencial e não tem qualquer autoridade para apontar erros históricos de que quer que seja. Creio que devido a falta da necessária capacitação ( de acordo com o Lates) nesse campo complexo ele se atrapalha nas argumentações , como você registrou .

  155. Vitor Diz:

    Cláudio Tollin,
    Chico nasceu em 1910. Usar um relatório de 1911 para falar da qualidade do ensino que o Chico recebeu é algo no mínimo… anacrônico. Além disso, o Chico tinha acesso praticamente aos livros que quisesse. Rômulo Joviano havia estudado na Inglaterra e sua filha traduziu ao menos um livro para o Chico direto do inglês. Clóvis Tavares era professor de História, tinha uma vastíssima biblioteca e a partir de 1935 auxiliou o Chico fornecendo-lhe dezenas de livros.

  156. Vitor Diz:

    Marcos,
    por favor, aponte um professor de História que desminta qualquer coisa que o JCFF disse.

  157. Marcos Diz:

    Vitor, descupe , mas seu ” desafio” não tem o menor cabimento.
    Por menos que você queira dar o ” braço a torcer ” , o Sr. JC não tem credenciais para para atestar nada neste campo complexo. Isso é fato .
    -
    Mas , seja como for, veja essa argumentação : “uma pesquisa basear-se em “elementos históricos” obtidos não garante, por si só, sua veracidade. Ele ( o pesquisador) pode não ter utilizado todos os elementos históricos disponíveis. Ele pode ter interpretado mal (deliberadamente ou não) o material que coletou. ”
    -
    Sabe quem disse isso ? Foi o Sr. JCFF em uma outra postagem. Então , é o próprio pesquisador assumindo que sua pesquisa não garante nada . Vai continuar “forçando a barra” Vitor?

  158. Vitor Diz:

    Eu acho que quem está “forçando a barra” aqui é você, Marcos. Primeiro que ele não está falando especificamente de sua própria pesquisa. Ele está falando dos cuidados que se deve ter com as pesquisas de forma geral. Segundo que, mesmo não se tendo todos os elementos históricos disponíveis, pode-se ter o suficiente para se chegar a uma conclusão segura. É preciso que se analise caso a caso. Terceiro, eu não dou a mínima para credenciais. O que me interessa saber é se a pesquisa foi bem feita ou não. E até que me provem o contrário, a pesquisa do JCFF foi bem feita.

  159. Marcos Diz:

    “Ele não estava falando de sua própria pesquisa”. Ocorre que , infelizmente , os “cuidados que se deve ter com as pesquisas em geral” cabem também para a própria pesquisa . Ocorre que os critérios utilizados para avaliar as pesquisas alheias , infelizmente, também devem ser utilizados para avaliação da própria pesquisa. Então , a pesquisa do Sr. JCFF não garante nada.
    -
    Segundo, não se pode dizer que ele dispunha de todos os elementos históricos disponíveis e nem que os interpretou e utilizou corretamente de forma a permitir conclusões seguras . Até porque a isenção dele para a realização deste tipo de pesquisa é questionável .
    -
    Terceiro, mesmo que você não dê a mínima para credenciais , elas continuam não existindo. Isso não muda os fatos. E a pesquisa do Sr. JCFF tem algumas fragilidades ,já apontadas e não respondidas em outras postagens. Se você tem convicção de que ela foi bem feita , tudo bem . Daí a utilizá-la para acusar quem quer que seja do que for torna-se eticamente questionável, para dizer o mínimo.

  160. Vitor Diz:

    Marcos,
    dizer que a pesquisa do JCFF não garante nada, apenas usando retórica, sem apontar falhas na pesquisa, é uma afirmação vazia, sem conteúdo algum. Acusá-lo de não ser isento sem apontar onde tal falta de isenção teria influenciado na pesquisa é outra afirmação vazia. E quanto às “fragilidades não respondidas”, creio que você se refere às “fontes históricas”. Não confunda “fonte histórica” com “valor histórico”. Até a carta fraudulenta do Publio Lentulus achada no séc. XV é fonte histórica, mas não tem valor histórico (justamente pq é apócrifa).

  161. Marcos Diz:

    Vitor, a pesquisa não garante nada , em primeiro lugar , em razão da falta de capacitação do pesquisador para realiza-la . Isso não é retórica vazia. É fato, por menos que você goste disso. É o curriculum dele que diz.
    -
    Questiono a isenção dele em razão do tom agressivo e desrespeitoso que ele utiliza em certos momentos para referir-se a Emanuel ou a Chico Xavier.Termos como “ ËT ”, “galhofeiro “,” mentiroso”, “esse tal Emanuel” não são, de forma alguma, compatíveis com a isencão de um pesquisador. Pelo contrário, levantam forte possibilidade de viés de preconceito do pesquisador frente ao pesquisado com o potencial de contaminar toda a pesquisa . Posso afirmar que aspectos subjetivos de ordem moral, religiosa, política e outras com freqüência comprometem a fidedignidade e imparcialidade de um estudo. Nesses casos a influência pode ser sutil a ponto de nem mesmo ser percebida pelo próprio autor e identificada pelos leitores.
    -
    Existem ainda possíveis problemas de metodologia. Que tipo de material é adequado e seguro para tal pesquisa? Veja que ele defende a bíblia de forma enfática como fonte histórica. Nas palavras dele “os Evangelhos canônicos , os Atos dos Apóstolos e as cartas paulinas são, efetivamente , fontes históricas , confeccionadas quer contemporaneamente , quer pós contemporaneamente aos eventos que narram , ou às personagens que descrevem – sendo consideradas por todos os historiadores sérios”. Agora veja o que diz uma fonte bibliográfica que ele utilizou para contestar a tese da reencarnacão (http://falhasespiritismo.6te.net/reencarnacao_biblica.html) logo no primeiro parágrafo ,quarta linha :” já é consenso que os evangelhos não são obras de valor histórico , mas matérias de fé das comunidades que os preservaram” . Que tal? O próprio pesquisador acusa de falta de seriedade uma fonte que ele próprio utiliza ,de acordo com a conveniência. Isso para citar apenas alguns potenciais problemas relacionados a uma pesquisa como essa. Faz ainda o pesquisador afirmações , no mínimo, sem concesso entre estudiosos , como com relação à população romana , por exemplo. Aventura-se pelo campo da antroponímia romana como se tivesse alguma autoridade para fazer afirmações nesse campo. E por aí vai. Tenho dúvidas quanto a isenção , metodologia, interpretação de dados e suficiência do material utilizado. Isso me traz a convicção pessoal de que a pesquisa é de baixo grau de confiabilidade. Como disse o próprio pesquisador : ” Uma pesquisa basear-se em elementos históricos obtidos não garante sua veracidade. O pesquisador pode não ter utilizado todos os elementos disponíveis e interpretado mal o materia coletado.” Não vejo isentar o Sr.JCFF da análise que ele próprio formulou.

    -
    Com relação à carta de Lêntulo , não tenho elementos para dizer que a mesma é ou não autêntica. Cabe a quem afirma ser fraudulenta apresentar as devidas provas.
    -
    Concluindo , nem mesmo disse que a pesquisa é ruim . Disse que dela não podem ser extraídas conclusões incontestáveis a ponto de permitir acusacões de fraudes contra quem quer que seja, como foi feito neste blog de forma taxativa, até algo sensacionalista ( lembrei-me agora da revista super interessante , devidamente colocada em seu em lugar pelo observatório da imprensa , lembra-se ? Para quem se interessar http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/sobre-chico-xavier) .

    -
    É a minha opinião.
    Cordialmente.

  162. Vitor Diz:

    Cada vez eu chego mais à conclusão que o currículo de uma pessoa não quer dizer absolutamente nada. Há pessoas formadas em Harvard com trabalhos medíocres (o estudo de Mack sobre abduções alienígenas).E há pessoas sem formação alguma com produções magníficas (Machado de Assis). Assim, meu caro, esqueça. Não é atacando o currículo do JCFF que você vai mostrar qualquer coisa.
    .
    Há muito a Filosofia da Ciência já acabou com esse papo ingênuo de pesquisador isento. Isso não existe. Assim, mais uma vez, reclamar de falta de isenção é simplesmente somar zero a coisa alguma. Simplesmente não tem efeito. O que você deve fazer é mostrar onde tal “falta de isenção” atrapalhou a pesquisa de modo a contaminá-la de forma a invalidá-la. Se não é capaz disso, arranje alguém que seja.
    .
    Mais uma vez: não confunda “fonte histórica” com “valor histórico”. A carta fraudulenta do Publio Lentulus é uma fonte histórica sem valor histórico algum, comprovadamente forjada no século XV, talvez XIV. A Bíblia é uma fonte histórica. Se seu conteúdo tem valor histórico ou não, aí é outra história.

  163. Marcos Diz:

    Vitor, não estou atacando o curriculum de ninguém. Estou dizendo que o curriculum dele demonstra que ele não tem capacitação para levar a cabo estudos desta ordem. Isso é fato concreto, por mais que você queira se esquivar. Vejo que não foi mero acaso o fato de você não tê-lo apresentado desde o início , intitulando-o apenas “pesquisador” .
    -
    Você está totalmente equivocado com relação à questão da isenção. Isso é coisa séria em pesquisa científica. Tem forte potencial de comprometimento dos resultados em qualquer campo.

    -Volto a dizer que não sei se a carta do Lêntulo é fraudulenta. Você é quem está dizendo , sem a devida comprovação. No mais , o senhor JC faz afirmações ( como se fosse dono da verdade) referentes à Bíblia, e outros dados históricos , que não são consensuais entre estudiosos .
    -
    Vitor , você quer salvar o que não tem salvação. Até mesmo mesmo o pesquisador em questão já admitiu que pesquisas desta ordem não garantem a veracidade dos fatos.

    Cordialmente.

  164. Vitor Diz:

    Marcos,
    o currículo não demonstra a inabilidade de ninguém. Muitas coisas que desempenhamos bem não estão no currículo. Eu, por exemplo, não coloco meu estudo de parapsicologia no currículo. Sou auto-didata. O JCFF é auto-didata em história. Qual o problema?
    .
    Sobre a isenção, ela NÃO EXISTE EM NINGUÉM. Assim a sua reclamação é sem cabimento. Leia sobre o assunto esse texto:
    .http://crv.educacao.mg.gov.br/sistema_crv/index.asp?ID_PROJETO=27&ID_OBJETO=32496&tipo=ob&cp=000000&cb=
    .
    A carta de Lêntulus (há 4 versões!!!) é fraudulenta. Veja os motivos nesse site:
    .
    http://www.newadvent.org/cathen/09154a.htm
    .
    E os estudiosos são consensuais que a carta é fraudulenta e Lentulus não existiu. É só o que você precisa saber.

  165. Marcos Diz:

    Vitor, o problema é que ele não tem qualquer autoridade para fazer as afirmações que faz. Ele pode ter suas convicções pessoais, porém tentar transformá-las em verdade a ponto de permitir acusões diretas ou indiretas contra outrem não é correto.
    -
    Concordo que todos temos nossas “tendências”. Porém , no campo científico, quando isso ultrapassa certos limites, a confiabilidade do estudo fica prejudicada, às vezes de forma grave. Estamos aqui em um espaço anti espiritismo, mesmo que eventualmente não se queira admitir. Pois o que esperar de pesquisas envolvendo o espiritismo executada por anti espíritas? Fica parecido com a nomeção da rapousa para administrar o galinheiro. É difícil confiar . Some-se a isso o fato de que pesquisas dessa ordem não garantem a veracidade dos fatos, conforme já declarado pelo pesqnada

  166. Marcos Diz:

    Vitor, o problema é que ele não tem qualquer autoridade para fazer as afirmações que faz. Ele pode ter suas convicções pessoais, porém tentar transformá-las em verdade a ponto de permitir acusões diretas ou indiretas contra outrem não é correto.
    -
    Concordo que todos temos nossas “tendências”. Porém , no campo científico, quando isso ultrapassa certos limites, a confiabilidade do estudo fica prejudicada, às vezes de forma grave. Estamos aqui em um espaço anti espiritismo, mesmo que eventualmente não se queira admitir. Pois o que esperar de pesquisas envolvendo o espiritismo executada por anti espíritas? Fica parecido com a nomeção da rapousa para administrar o galinheiro. É difícil confiar . Some-se a isso o fato de que pesquisas dessa ordem não garantem a veracidade dos fatos, conforme já declarado pelo pesqnada

  167. Marcos Diz:

    Continuando… pesquisas dessa ordem não garantem nada conforme já declarado pelo pesquisador em questão.
    -
    Não digo que a carta seja ou não fraudulenta . Mas penso que você deve procurar fonte melhor para embasar sua conclusão.

  168. edson Diz:

    Após (ufa!!) ler tudo que está ai, como espirita convicto e mediun, digo que provavelmente o texto citado tenha razão, já que na há marcas na historia. Mas e dai? isso inviabiliza o espiritismo, isto o transforma em fraude? Vamos acabar com a cerveja porque alguem bebeu demais e bateu na mulher? Os livros são escritos por homens e todos nós somos falíveis, assim como tambem há erros de interpretação na propria biblia. Se Emmanuel foi ou nao o Senador citado, para mim interessa seus textos publicados atraves da historia, com chico, que nos remetem a uma profunda analise, e fala de fatos claros, concisos, com enorme eloquencia, mesmo em passagens cientificas. Isto ao meu ver tem uma enorme importancia moral, como a propria biblia, basea-se em ensinamentos morais, e que pouca gente percebe. Digo que alguns a leem de cabeça para baixo.
    Abraços
    edson

  169. Tatiana Mendes Diz:

    Os argumentos históricos citados pelo autor, são muito interessantes e com certeza fazem muito sentido. A análise da existência de Lentulus gira em torno de um documento que já foi considerado fraude, porém gostaría de saber quando foi que o Lentulus de Emmanuel se tornou o mesmo dos documentos com o nome Lentulus? Para comprovar a inexistência de Lentulus contemporâneo de Jesus o autor comprovou a inexistencia de um suposto Lentulus que teria escrito uma suporta carta. Dentro da minha infinita ignorância, que eu saiba na época deviam existir Vários Publios, então por que pode-se a firmar que o Lentulus do livro de Chico Xavier é o mesmo que foi desmentido em documentos antigos? Se encontrarem entao um documento da época de Jesus relantado fatos sobre um outro Lentulus que teria uma histótia completamente diferente da relatada no livro, esse Lentulus então se tornaria imediatamente o Lentulus do livro e vocês iriam dizer então que o livro é falso foi a história relatada não bate com a que foi descoberta? Por terem o mesmo nome? Não tem como saber históricamente se existiu esse Lentulus ou não. Existem evidências que sugerem coisas muito vagas para fazermos qualquer tipo de afirmação. O fato pra mim é que um caipira formado até a 4ª série não teria a capacidade de escrever obras como as que Chico Xavier escreveu, pois nem vocabulário ele tinha para isso. Deem uma olhada em suas obras como a Gênesi e me digam que caipira com o ensino fundamental escreveria um livro daqueles? Me digam históricamente quantas pessoas com a formação de Chico Xavier escreveram mais de 200 livros com conteúdo inteligentíssimo sem nem ao menos se responsabilizar pela autoria, se isso é loucura eu gostaría de enlouquecer assim! Os argumentos escritos nesse blog são de pessoas letradas com seus canudos e mesmo assim não chegam aos pés da literatura de uma pessoa que não teve estudo nenhum? Como isso sería possível? Os espítiras não “engolem” um conteúdo como foi citado, muitos nem procuram saber sim e a maioria não se importa com as críticas pois são argumentos contra fatos. Os espíritas não têm que provar nada para ninguém como foi citado várias vezes no texto. A espiritualidade nos instrui a nos preocuparmos com quem está no caminho certo e não com quem está contra ele pois um dia todos estarão no caminho, cada um tem seu tempo, eu não posso obrigar uma criança que está aprendendo a ler a entender álgebra! A questão é que a ciência e o racionalismo se baseiam somente em provas físicas só que nem sempre todas elas estão ao nosso alcance ainda… mas um dia estarão. A evidência da presença dos espíritos em nossas vidas é mais clara do que muitos imaginam, mas temos quer ter “olhos de ver”. Estamos cansados de receber nos centros e em tratamentos mediúnicos, espíritos nossos irmãos céticos, como vocês, que desercarnam todos os dias e não conseguem se livrar da cegueira de suas almas e não conseguem perceber o que se passam com eles, é muito triste mas a misericórdia de Deus é muito grande e podemos então ajudar a esclarecer esses irmãos através da misericórdia da mediunidade. Não temos como querer que todos acreditem na vida após a morte, e muito pelo contrário como todos acham, o mundo espiritual não é espírita… as pessoas continuam as mesmas depois que morrem com suas crenças e culturas… o espiritismo é somente uma luz que nos auxilia a entendermos melhor o que se passa conosco. Os únicos espíritas que debatem sobre a veracidade do espíritismo são alguns ainda orgulhosos e ignorantes como eu,. Podem observar que não existe nenhum medium de renome que se preste a perder tempo com esses questionamentos pois existe muito trabalho a fazer. Como podemos ver os maiores médiuns dedicam suas vidas ao trabalho de amor ao proximo e a caridade, como foi com Chico Xavier e como acontece atualmente com Divaldo Franco. Quando quiserem julgar alguém pela veracidade de suas palavras verifiquem então seus atos e se eles correspondem ao que dizem. Quem duvida da psicografia nada mais é que uma pessoa que nunca teve acesso à mediunidade pura, pois os maiores cientistas que tiveram o propósito que derrubar a doutrina espírita ou de desmistificá-la estuadando-a a fundo se tornaram espíritas! Quer melhor argumento que esse? Contra fatos não há argumentos! Somos muito pequenos não entendemos nem o que se passa conosco e ainda temos a pretenção de querer julgar o que não temos nem mesmo a capacidade de enxergar! Espero de coração que toda essa pretenção de criar um site para analisar cientificamente as psicografias te ajude a entender melhor o que se passará com você quando desencarnar! Não existe nenhum mal nesse mundo que não seja para um bem, com certeza esse site está ajudando a muitas pessoas a abrirem seus olhos…Que Jesus te abençõe!!

  170. Vitor Diz:

    Bráulio,

    ótimos arquivos! Muito grato! Tem mais?

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