Chico Xavier e Augusto dos Anjos: O Plágio

Uma internauta, que se auto-denomina Claudinha, chamou-me a atenção para uma notável semelhança entre dois poemas, especialmente nas estrofes iniciais. Um poema é de Augusto dos Anjos ainda vivo, e outro é de seu suposto espírito, psicografado por Chico Xavier, publicado no livro Parnaso de Além Túmulo. Entretanto, parece que quem descobriu a relação originalmente foi Cassionei Petry, postando a descoberta em seu blog no dia 19 de abril de 2010. Muito agradeço a ambos.  Aqui faço apenas uma análise mais completa dos poemas, verificando mais semelhanças.

Aparentemente alguns críticos décadas atrás já reclamavam de repetições de temas nos poemas de Chico, chegando inclusive a acusações de plágio. Neste link é dito:  

O crítico literário Osório Borba, a pedido do “Diário de Minas” (10-VIII-58) resume assim sua perícia crítica, apoiado também no II Congresso Brasileiro de Escritores (1947):  

Levo anos e anos pesquisando. Catei números defeitos de várias espécies, essenciais ou de forma. A conclusão de minha perícia é totalmente negativa. Aqueles escritos ‘mediúnicos’, por quem quer que conheça alguma coisa de poesia ou literatura, não podem ser tidos como de autoria dos grandes poetas e escritores a quem são atribuídos. Autores de linguagem impecável em vida, aparecem ‘assinando’ coisas imperfeitíssimas como linguagem e técnica poética. Os poetas ‘desencarnados’ se repetem e se parodiam, a todo momento, nos trabalhos que lhes atribuem ‘mediunicamente’. Por exemplo Antero de Quental plagiando (!) em idéia e até em detalhes, literalmente um soneto de Augusto dos Anjos. Tudo isso está exaustivamente documentado, através de um sem número de citações e confrontos.

As pessoas que se impressionam pela ‘semelhança’ dos escritos ‘mediúnicos’ de Chico Xavier com os deixados pelos seus indigitados autores, ou são inteiramente leigas sem maior discernimento em matéria de literatura, ou deixaram-se levar ligeiramente por uma primeira impressão. Se examinarem corretamente a literatura psicográfica verão que tal semelhança é de pastiche, mais precisamente, de caricatura. O pensamento das psicografias (de Chico Xavier) é absolutamente indigno do pensamento dos autores a quem são imputados, e a forma em geral e a técnica poética, ainda piores. E há inúmeros casos de parodia e repetição de temas, frases inteiras, versos, além dos plágios.

Por exemplo, Bilac aparece com sonetos verdadeiramente reles, e incorretos, pensamento primário, péssima linguagem, péssima técnica poética, que qualquer ‘Caixa de Malho’ recusaria. De Augusto dos Anjos, os poemas ‘mediúnicos’ repetem assuntos, pensamentos, versos e frases. Etc.

Realmente, como se verá, há um fundo de verdade no que Osório disse. Analisemos o caso abaixo:  

Monólogo de Uma Sombra,

de Augusto dos Anjos

Vozes de Uma Sombra,

de Chico Xavier

“Sou uma Sombra! Venho de outras eras,

Do cosmopolitismo das moneras…

Pólipo de recônditas reentrâncias,

Larva de caos telúrico, procedo

Da escuridão do cósmico segredo,

Da substância de todas as substâncias!

A simbiose das coisas me equilibra.

Em minha ignota MÔNADA, ampla, vibra

A alma dos movimentos rotatórios…

E é de mim que decorrem, simultâneas

A saúde das forças subterrâneas

E a morbidez dos SERES ILUSÓRIOS!

Pairando acima dos mundanos tetos,

Não conheço o acidente da Senectus

— Esta universitária sanguessuga

Que produz, sem dispêndio algum de vírus,

O amarelecimento do papirus

E a miséria anatômica da ruga!

Na existência social, possuo uma arma

— O metafisicismo de Abidarma —

E trago, sem bramânicas tesouras,

Como um dorso de azêmola passiva,

A solidariedade subjetiva

De todas as espécies sofredoras.

Com um pouco de saliva quotidiana

Mostro meu nojo à Natureza Humana.

A podridão me serve de Evangelho…

Amo o esterco, os resíduos ruins dos quiosques

E o animal inferior que urra nos bosques

É com certeza meu irmão mais velho!

Tal qual quem para o próprio túmulo olha,

Amarguradamente se me antolha,

À luz do americano plenilúnio,

Na alma crepuscular de minha raça

Como uma vocação para a Desgraça

E um tropismo ancestral para o Infortúnio.

Ai vem sujo, a coçar chagas plebéias,

Trazendo no deserto das idéias

O desespero endêmico do inferno,

Com a cara hirta, tatuada de fuligens,

Esse mineiro doido das origens,

Que se chama o Filósofo Moderno!

Quis compreender, quebrando estéreis normas,

A vida fenomênica das Formas,

Que, iguais a fogos passageiros, luzem

E apenas encontrou na idéia gasta,

O HORROR dessa mecânica nefasta,

A que todas as coisas se reduzem!

E hão de achá-lo, amanhã, bestas agrestes,

Sobre a esteira sarcófaga das pestes

A mostrar, já nos últimos momentos,

Como quem se submete a uma charqueada,

Ao clarão tropical da luz danada,

O espólio dos seus dedos peçonhentos.

Tal a finalidade dos estames!

Mas ele viverá, rotos os liames

Dessa estranguladora lei que aperta

Todos os agregados perecíveis,

Nas eterizações indefiníveis

Da energia intra-atômica liberta!

                                

Será calor, causa úbiqua de gozo,

Raio* X, magnetismo misterioso,

Quimiotaxia, ondulação aérea,

Fonte de repulsões e de prazeres,

Sonoridade potencial dos SERES,

Estrangulada dentro da matéria!

E o que ele foi: clavículas, abdômen,

O coração, a boca, em síntese, o Homem,

— Engrenagem de vísceras vulgares —

Os dedos carregados de peçonha,

Tudo coube na lógica medonha

Dos apodrecimentos musculares!

A desarrumação dos intestinos

Assombra! Vede-a! OS VERMES assassinos

Dentro daquela massa que o húmus come,

Numa glutoneria hedionda, brincam,

Como as cadelas que as dentuças trincam

No espasmo fisiológico da fome.

É uma trágica festa emocionante!

A bacteriologia inventariante

Toma conta do corpo que apodrece

E até os membros da família engulham,

Vendo as larvas malignas que se embrulham

No cadáver malsão, fazendo um s.

E foi então para isto que esse doudo

Estragou o vibrátil plasma todo,

À guisa de um faquir, pelos cenóbios?!…

Num suicídio graduado, consumir-se,

E após tantas vigílias, reduzir-se

À herança miserável dos micróbios!

Estoutro agora é o sátiro peralta

Que o sensualismo sodomista exalta,

Nutrindo sua infâmia a leite e a trigo…

Como que, em suas CÉLULAS vilíssimas,

Há estratificações requintadíssimas

De uma animalidade sem castigo.

Brancas bacantes bêbedas o beijam.

Suas artérias hírcicas latejam,

Sentindo o odor das carnações abstêmias,

E à noite, vai gozar, ébrio de vício,

No sombrio bazar do meretrício,

O cuspo afrodisíaco das fêmeas.

No HORROR de sua anômala nevrose,

Toda a sensualidade da simbiose,

Uivando, à noite, em lúbricos arroubos,

Corno no babilônico sansara,

Lembra a fome incoercível que escancara

A mucosa carnívora dos lobos.

Sôfrego, o monstro as vítimas aguarda.

Negra paixão congênita, bastarda,

Do seu zooplasma ofídico resulta…

E explode, igual à luz que o ar acomete,

Com a veemência mavórtica do ariete*

E os arremessos de uma catapulta.

Mas muitas vezes, quando a noite avança,

Hirto, observa através a tênue trança

Dos filamentos fluídicos de um halo

A destra descarnada de um duende,

Que, tateando nas tênebras, se estende

Dentro da noite má, para agarrá-lo!

Cresce-lhe a intracefálica tortura,

E de su’alma na caverna escura,

Fazendo ultra-epiléticos esforços,

Acorda, com os candeeiros apagados,

Numa coreografia de danados,

A família alarmada dos remorsos.

É o despertar de um povo subterrâneo!

É a fauna cavernícola do crânio

— Macbeths da patológica vigília,

Mostrando, em rembrandtescas telas várias,

As incestuosidades sanguinárias

Que ele tem praticado na família.

As alucinações tactis* pululam.

Sente que megatérios o estrangulam…

A asa negra das moscas o HORRORIZA;

E autopsiando a amaríssima existência

Encontra um cancro assíduo na consciência

E três manchas de sangue na camisa!

Míngua-se o combustível da lanterna

E a consciência do sátiro se inferna,

Reconhecendo, bêbedo de sono,

Na própria ânsia dionísica do gozo,

Essa necessidade de HORROROSO,

Que é talvez propriedade do carbono!

Ah! Dentro de toda a alma existe a prova

De que a dor como um dartro se renova,

Quando o prazer barbaramente a ataca…

Assim também, observa a ciência crua,

Dentro da elipse ignívoma da lua

A realidade de uma esfera opaca.

Somente a Arte, esculpindo a humana mágoa,

Abranda as rochas rígidas, torna água

Todo o fogo telúrico profundo

E reduz, sem que, entanto, a desintegre,

À condição de uma planície alegre,

A aspereza orográfica do mundo!

Provo desta maneira ao mundo odiento

Pelas grandes razões do sentimento,

Sem os métodos da abstrusa ciência fria

E os trovões gritadores da dialética,

Que a mais alta expressão da dor estética

Consiste essencialmente na alegria.

Continua o martírio das criaturas:

— O homicídio nas vielas mais escuras,

— O ferido que a hostil gleba atra escarva,

— O último solilóquio dos suicidas —

E eu sinto a dor de todas essas vidas

Em minha vida anônima de larva!”

Disse isto a Sombra. E, ouvindo estes vocábulos,

Da luz da lua aos pálidos venábulos,

Na ânsia de um nervosíssimo entusiasmo,

Julgava ouvir monótonas corujas

Executando, entre caveiras sujas,

A orquestra arrepiadora* * do sarcasmo!

Era a elégia* ** panteísta do Universo,

Na podridão do sangue humano imerso,

Prostituído talvez, em suas bases…

Era a canção da Natureza exausta,

Chorando e rindo na ironia infausta

Da incoerência infernal daquelas frases.

E o TURBILHÃO de tais fonemas acres

Trovejando grandíloquos massacres,

Há de ferir-me as auditivas portas,

Até que minha efêmera cabeça

Reverta à quietação da treva espessa

E à palidez das fotosferas mortas!

Donde venho? De era remotíssimas

Das substâncias elementaríssimas

Emergindo das cósmicas matérias.

Venho dos invisíveis protozoários,

Da confusão dos SERES embrionários,

Das CÉLULAS primevas, das bactérias.

 

Venho da fonte eterna das origens,

No TURBILHÃO de todas as vertigens,

Em mil transmutações, fundas e enormes;

Do silêncio da MÔNADA invisível,

Do tetro e fundo abismo, negro e HORRÍVEL,

Vitalizando corpos multiformes.

 

Sei que evolvi e sei que sou oriundo

Do trabalho telúrico do mundo,

Da Terra no vultoso e imenso abdômen;

Sofri, desde as intensas torpitudes

Das larvas microscópicas e rudes,

A infinita desgraça de ser homem.

 

Na Terra, apenas fui terrível presa,

Simbiose da dor e da tristeza,

Durante penosíssimos minutos;

A dor, essa tirânica incendiária,

Abatia-me a vida solitária

Como se eu fora bruto entre os mais brutos.

 

Depois, voltei desse laboratório,

Onde me revolvi como infusório,

Como animálculo medonho, obscuro,

Te atingir a evolução dos SERES

Conscientes de todos os deveres,

Descortinando as luzes do futuro.

 

E vejo os meus incógnitos problemas

Iguais a HORRENDOS e fatais dilemas,

Enigmas insolúveis e profundos;

Sombra egressa de lousa dura e fria,

Grita ao mundo o meu grito que se alia

A todos os anseios gemebundos: —

 

Homem! Por mais que gastes teus fosfatos

Não saberás, analisando os fatos,

Inda que desintegres energias,

A razão do completo e do incompleto,

Como é que em homem se transforma o feto

Entre os duzentos e setenta dias.

 

A flor da laranjeira, a asa do inseto,

Um estafermo e um Tales de Mileto,

Como existiram, não perceberás;

E nem compreenderás como se opera

A mutação do inverno em primavera,

E a transubstanciação da guerra em paz;

 

Como vivem o novo e obsoleto,

O ângulo obtuso e o ângulo reto

Dentro das linhas da Geometria;

A luz de Miguel Ângelo nas artes,

E o espírito profundo de Descartes

No eterno estudo da Filosofia.

 

Porque existem as crianças e os macróbios

Nas coletividades dos micróbios

Que fazem a vida enferma e a vida

Os antigos remédios alopatas

E as modernas dosagens homeopáticas

Produto da experiência de Hahnemann.

 

A psíquico-análise freudiana

Tentando aprofundar a alma humana

Com a mais requintadíssima vaidade,

E as teorias do Espiritualismo

Enchendo os homens todos de otimismo,

Mostrando as luzes da imortalidade.

 

Como vive o canário junto ao corvo

O céu iluminado, o inverno torvo

Nos absconsos refolhos da consciência;

O laconismo e a prolixidade

A atividade e a inatividade,

A noiteda ignorância e o sol da Ciência.

 

As epidermes e as aponevroses,

As grandes atonias e as nevroses,

As atrações e as grandes repulsões,

Que reunindo os átomos no solo

Tecem a evolução de pólo e pólo,

Em prodigiosas manifestações;

 

Como os degenerados blastodermas

Criam a descendência dos palermas

No lupanar das pobres meretrizes,

Junto dos palacetes higiênicos

Onde entre gozos fúlgidos e edênicos

Cresce a alegre progênie dos felizes.

 

Os lombricóides mínimos, OS VERMES,

Em contraposição com os paquidermes,

Assombrosas antíteses no mundo;

É o gigante e germe originário,

Os milhões de corpúsculos do ovário,

Onde há somente um óvulo fecundo.

 

A alma pura do Cristo e a de Tibério,

Vaso de carne podre, o cemitério,

E o jardim rescendendo a perfumes;

O doloroso e tetro cataclismo

Da beleza louçã do organismo,

Repleto de dejetos e de estrumes.

 

As coisas sustanciais e as coisas ocas,

As idéias conexas e as loucas,

A teoria cristã e Augusto Comte;

E o desconhecido e o devassado,

E o que é ilimitado e o limitado

Na óptica ILUSÓRIA do horizonte.

 

Os terrenos povoados e o deserto,

Aquilo que está longe e o que está perto;

O que não tem sinal e o que tem marca;

A funda simpatia e a antipatia,

As atrofias e a hipertrofia,

Como as tuberculoses e a anasarca.

 

Os fenômenos todos geológicos,

Psíquicos, científicos, sociológicos,

Que inspiram pavor e inspiram medo;

Homem! Por mais que a idéia tua gastes,

Na solução de todos os contrastes,

Não saberás o cósmico segredo.

                                             

E apesar da teoria abstrusa

Dessa ciência inicial, confusa,

A que se acolhem míseros ateus,

Caminharás lutando além da cova,

Para a Vida que eterna se renova,

Buscando as perfeições do Amor em Deus.”

 

À luz dessa dourada ignorância,

E com certezas lógicas, numéricas,

Notava as pestilências cadavéricas

Iguais à carne angélica da infância,

 

A sutilez do arminho que se veste,

A coroa aromática das flores,

Irmanadas aos pútridos fedores

De emanações pestíferas da peste!

 

Extravagância e excesso jamais visto,

De idéia que esteriliza e desensina,

Loucura que igualava Messalina

À pureza lirial da Mãe do Cristo.

 

Assim vivi na presunção que via,

Dos cumes da Ciência e do saber,

Os princípios genéricos do ser,

No pantanal da lama em que eu vivia.

 

Vi, porém, a matéria apodrecer,

E na individualidade indivisível

Ouvi a voz esplêndida e terrível

Da luz, na luz etérica a dizer:

 

“Louco, que emerges de apodrecimentos,

Alma pobre, esquelético fantasma

Que gastaste a energia do teu plasma

Em combates estéreis, famulentos…

 

Em teus dias inúteis, foste apenas

Um corvo ou sanguessuga de defuntos,

Vendo somente a cárie dos conjuntos,

Entre as sombras das lágrimas terrenas.

 

Vias os teus iguais, iguais aos odres

Onde se guarda o fragmento imundo,

De todo o esterco que apavora o mundo

E os tóxicos letais dos corpos podres.

 

E tanto viste os corpos e as matérias

No esterquilínio generalizados,

E os instintos hidrófobos, danados,

Em meio de excrescências e misérias,

 

Que corrompeste a íntima saúde

Da tua alma cegada de amargores,

Que na Terra não viu os esplendores

E as ignívomas luzes da virtude.

 

Olhos cegos às chamas da bondade

De Deus e à divinal misericórdia,

Que espalha o bem e as auras da concórdia

No coração de toda a Humanidade.

 

Descansa, agora, vibrião das ruínas,

Esquece O VERME, as carnes, os estrumes,

Retempera-te em meio dos perfumes

Cantando a luz das amplidões divinas.”

 

Calou-se a voz. E sufocando gritos,

Filhos do pranto que me espedaçava,

Reconheci que a vida continuava

Infinita, em eternos infinitos!

As semelhanças começam desde o título, praticamente idênticos. E diversas palavras e expressões são encontradas em ambos os poemas: venho de outras eras/venho de eras remotíssimas; cósmico segredo; turbilhão; larva; telúrico; corpo que apodrece/corpos podres; simbiose; energias; esterco; células; abdômen; sanguessuga; coração; ciência; dor; micróbios; túmulo/cova; mônada; caos/confusão; mundo; o verme; origens; alma… creio ser suficiente. Chico claramente copiou o Augusto dos Anjos, já que seria algo no mínimo inusitado imaginar que o espírito plagiou a si mesmo, sabe-se lá por quais motivos… e hoje sabemos que Chico tinha um caderno em que ele colava versos de dezenas de poetas.  

As hipóteses de plágio e de pastiche creio que estão ambas confirmadas além da dúvida razoável. Tudo aponta que o livro “Parnaso de Além Túmulo” não teve qualquer influência espiritual.

28 respostas a “Chico Xavier e Augusto dos Anjos: O Plágio”

  1. Biasetto Diz:

    Vítor,
    Como disse, no post anterior, com tempo, paciência e recursos, encontram-se “trocentas” “semelhanças” nos escritos do Chico com os de diversos autores. É só procurar.
    Só discordo de você em uma coisa: pra mim não tem nada de criptominésia. A coisa foi pensada e calculada.
    É o que concluo.

  2. Milton Diz:

    Li superficialmente as semelhanças, mas encontrei uma que considerei relevante e não está destacada:

    Augusto: Toma conta do corpo que apodrece…

    Chico: E os tóxicos letais dos corpos podres.

  3. Vitor Diz:

    Oi, Milton
    tá destacado sim, tanto na tabela quanto no texto, mas só o par “corpo que apodrece/corpos podres”

  4. Caio Diz:

    Eu fico aqui imaginando… Se o Vitor, que não dedica sua vida inteiramente à análise das obras do Chico Xavier, consegue levantar uma quantidade razoável de possíveis casos de plágio e criptominésia, imaginem só quais seriam os resultados de pesquisadores trabalhando em tempo integral nessas análises?
    Biasetto, a impressão que tenho também é a mesma. A meu ver, a criptominésia está cada vez mais longe de explicar todos esses casos, simplesmente porque as semelhanças são muitas e em muitos textos.
    Valeu.

  5. Biasetto Diz:

    Caio,
    Eu relutei, relutei, demorei pra aceitar que o Chico não era médium.
    Mas agora, em razão de tantas evidências, algumas eu mesmo percebi, nem precisei das informações do blog.
    Porém, num ponto eu sou mais radical que o Vítor – NÃO TEM NADA DE CRIPTOMINÉSIA – tudo foi planejado, estudado, organizado. Cópia/Adaptação/Plágio/Algumas idéias originais… É por aí.

  6. Biasetto Diz:

    Vítor,
    Estive pensando sobre umas colocações do Gilberto, no post anterior, caso você publicasse o livro.
    Achei que ele exagerou, apesar de que ele, inteligente como é, tem lá suas razões.
    Por outro lado, um dia desses, pensei em sugerir à produção do Jô Soares, tua participação lá. Assim como ocorreu com o Mori.
    Só que aí, eu acho que não ia rolar mesmo: a Globo adora o Chico – tem muitos artistas, diretores por lá, todos espíritas. A Globo tem produzido especiais sobre o Chico, tem participação no filme – o Daniel Filho (ele se diz ateu) dirigiu o filme sobre o Chico.
    É Vítor, acho mais fácil você aparecer no programa da AntaGimenez – mas lá é muito baixaria. Melhor deixar quieto!

  7. CLAUDINHA Diz:

    Gosto muito do seu site, Vitor, e essas contradições do chico são conhecidas de há muito. Meu nome não é Claudinha e sim Marcelo. Sou servidor público em Brasília, e frequento sites ateus desde a finada STR.

  8. Carlos Diz:

    Biasetto,
    .
    Acho que você acelera além do recomendado ao sugerir que Chico Xavier foi uma completa fraude. Concordo que as evidências mostradas no blog indicam que o médium Chico colocou nas mensagens (consciente/inconscientemente) informações que ele retirou de suas leituras e pior, atribuiu tudo aos espíritos. No entanto, afirmar que todo o trabalho mediúnico foi uma fraude é uma precipitação, no meu modo de entender
    .
    Observe que no blog comentamos os casos evidentes de plágio e fortes suspeitas de fraude (trabalhos de materialização) que depõe contra o CX. Isso é tipicamente o que chamamos “efeito gaveta”, ou seja, examinamos os fatos A (negativos) e deixamos de lado (engavetamos) as evidências B (positivas). Some-se a isso as características de mediunidade, um ponto que tenho insistido em comentários passados e que novamente retorno.
    .
    Não há comunicação espiritual (seja de que tipo for) sem a participação do médium (estou me colocando na posição de advogado de defesa, embora reconheça que tudo não passa de teoria). Ou seja, não há mensagem 100% espiritual visto que o espírito retira do intelecto do médium os recursos para se fazer compreender. Se assim for, seria preciso considerar algum grau de criptominésia nas mensagens mediúnicas. Concordo, no entanto, que como tal todo o processo é passível de fraude generalizada, haja visto a quantidade de “romances espirituais” disponíveis nas livrarias atualmente.
    .
    Voltando ao Chico, e aos médiuns de modo geral. Não é a constatação que parte de uma obra possui evidência de plágio que faz com que toda a obra seja produto da mente do médium. Você certamente me perguntaria: então como separar uma coisa da outra? Honestamente não sei. No caso da psicografia, a única coisa que podemos examinar com alguma segurança é quando a mensagem se põe a falar de temas que podem ser verificáveis pela ciência. E nesse aspecto, a bem da verdade, as revelações tanto na obra de Kardec como na do Chico são um desastre.
    .
    Continuando ainda com Kardec-Chico, me parece claro que os espíritos (se houveram espíritos!) que inspiraram a obra dos dois não conheciam muito mais que os homens de sua época. Quem os elevou à hierarquia de “superiores” foram Kardec, Chico e os espíritas fascinados com a nova “revelação”. A situação hoje infelizmente é essa: muito misticismo, ingenuidade e, principalmente, muita gente ganhando dinheiro para o descrédito generalizado de tudo o que diz respeito ao tema “espiritualidade”.

  9. Biasetto Diz:

    Olá, Carlos!
    Nós já comentamos algo nesta linha aqui: “nem tudo seria psicografia, nem tudo seria fraude”.
    Agora, vejamos Calros:
    .
    - como separar o que é psicografia autêntica, daquilo que é fraude?
    - como dar credibilidade pra esta ou aquela obra e dizer: “ah não! esta aqui é fraude!”
    Não dá pra seguir esta linha.
    .
    O próximo post que o Vítor colocou no blog, foi eu que sugeri a ele, e ele achou que tinha fundamentos.
    Então, Carlos, vou passar pra você, 15 motivos que me fizeram concluir que o Chico não foi médium, pelo menos no que diz respeito às psicografias: [e também, o que me faz desconfiar de tudo ligado a ele]
    .
    1º) A fraude da materialização é INACEITÁVEL. Qualquer bobão, perceberia aquilo.
    .
    2º) O Waldo Vieira disse e um taxista confirmou, que o Chico fraudava exalação de perfumes. Este taxista disse que levava o Chico para jogar os frascos vazios. Mostrou até o lugar. O Waldo Vieira disse que descobriu os perfumes no guarda-roupas do Chico. Disse pro Chico não fazer aquilo – e o Chico até chorou.
    .
    3º) No livro Há Dois Mil Anos há duas páginas idênticas às do livro Vida de Jesus, do Ernest Renan. Não há nada, razoável, que explique isto, a não ser uma “cópia”.
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    4º) O livro Mecanismos da Mediunidade tem muitas semelhanças a O Átomo, de Fritz Khan. Neste livro, Emmanuel e André Luiz dão informações de que obras terrenas foram consultadas, mas não fornecem a fonte o que, no mínimo, é uma falta de respeito, além, é claro, de ser crime.
    .
    5º) A informação sobre “o número da besta” presente no livro “A Caminho da Luz”, é uma cópia descarada da informação que consta em livro do Caibar Shutel.
    .
    6º) Kardec disse que há vida em Marte, num estágio menos avançado que o nosso; Chico escreveu um livro dizendo que há vida lá, num estágio mais avançado que o nosso. Temos uma contradição séria: Kardec x Chico. E o mais importante: NÃO HÁ QUALQUER EVIDÊNCIA CIENTÍFICA DE QUE EXISTA VIDA EM MARTE, nem de seres unicelulares.
    .
    7º) O Chico tinha um caderno com biografias de poetas, poemas, assinaturas dos mesmos… Até acho que isto, a princípio, não seria prova alguma, porque ele poderia ter feito uma espécie de coletânea de alguns autores literários, por gostar deles. Só que, não podemos nos esquecer, que o 1º livro do Chico foi Parnaso de Além Túmulo. Então, há algo muito suspeito nisso. Sabe-se que o Chico teve vários outros cadernos. Foram todos destruídos. O que será que havia nestes cadernos?
    .
    8º) Complementando o comentário anterior, o Marcelo (Claudinha) colocou um comentário aqui, indicando um poema de Augusto dos Anjos e uma suposta psicografia do Chico, do mesmo autor. Só que a tal psicografia, é uma cópia do poema original, inclusive muito inferior em qualidade literária. Então, eu pergunto: Seria possível, o espírito desencarnado, gozando dos bons ares e das belezas de uma colônia como Nosso Lar, precisar copiar a si próprio, e ainda escrever com menos qualidade?
    .
    9º) Não existe qualquer prova histórica de que Emmanuel existiu/existe. O livro de Pedro de Campos, lançado recentemente, não prova nada. Ele, o Campos, apenas coloca ali algumas possibilidades, mas não apresenta nada de concreto. Ele usu, inclusive, informações de Há Dois Mil Anos, pra apresentar dados biográficos de Emmanuel, na condição do citado senador romano.
    .
    10º) Não existe qualquer prova de que André Luiz existiu/existe. Não um único médico desencarnado na cidade do Rio de Janeiro, entre 1929 e 1931 (período que “André Luiz” teria desencarnado), que apresente uma biografia compatível com as informações do “próprio” André Luiz, em Nosso Lar e outros livros subsequentes. As explicações para isto são: André Luiz quis o anonimato, André Luiz pode ter modificado dados. Acontece, que o André Luiz diz em Nosso Lar, que estaria contando sobre sua vida. Muito já se falou que André Luiz seria o Osvaldo Cruz, mas ele desencarnou em 1917. O Waldo Vieira diz que André Luiz foi Carlos Chagas. Chagas desencarnou em 1934, além disso outros dados sobre a vida dele não batem com as de André Luiz. O Luciano dos Anjos afirma que André Luiz foi o médico Faustino Esposel. Há vários anos diz que vai lançar um livro pra provar isto, mas só fica na promessa. Além disso, antes de mais nada, Faustino Esposel não teve filho algum – André Luiz afirma ter tido três filhos.
    .
    11º) Há erros históricos em obras de Emmanuel e erros científicos em obras de André Luiz. Mesmo admitindo-se que os espíritos não sabem tudo, e isto eu concordo, mas há erros bem comprometedores!
    .
    12º) O Waldo Vieira disse que o Chico tinha informações das pessoas que o procuravam para receber mensagens. Ele disse que entrevistas eram feitas com familiares. E esta prática, realmente é comum no meio espírita.
    .
    13º) O Chico combinou um código (uma senha secreta) com três pessoas para autenticar possíveis mensagens dele. Há várias pessoas “recebendo” mensagens dele, ninguém nem menciona o tal código. Inclusive, no seio da FEB, há o tal Wágner Paixão, “psicografando” o Chico. Ele não me passa qualquer credibilidade, escreve mal e só fala bobagens. A FEB dá aval a ele – então, dá pra acreditar nisso?
    .
    14º) Eu li o livro do George Vale Owen – A Vida Além Do Véu – não tenho dúvida alguma que este livro serviu de referência pro Chico escrever Nosso Lar e outros livros, da chamada “série André Luiz”. Fiiz algumas observações de semelhanças entre as duas obras, que estão no próximo post, mas há muito mais. Com uma análise mais cuidadosa, posso identificar várias outras “semelhanças”, inclusive há semelhanças com outros livros, um deles é A Caminho da Luz.
    .
    15º) Por fim, a outras inúmeras informações neste blog, mostrando falhas, contradições, “erros clássicos”, nas psicografias do Chico.
    Com tudo isto, cheguei à conclusão de que a mediunidade psicográfica do Chico não merece qualquer credibilidade. E, dos demais médiuns brasileiros, menos ainda.
    .
    Saudações.

  10. mrh Diz:

    Parabéns, parabéns…

  11. Biasetto Diz:

    Carlos,
    Desculpe-me, escrevi errado seu nome, na 4ª linha!
    o CORRETO É CARLOS!

  12. Carlos Diz:

    Biasetto,
    .
    Concordo em 14 dos 15 itens que você listou.O 15° item é o que requer um pouco mais de cuidado, na minha opinião.
    .
    O que procuro chamar a atenção, contudo, é para a natureza específica da mediunidade; a memória subliminar é parte integrante do processo e pode mesmo dominar todo o teor da comunicação (uma mensagem anímica). Em outras situações poderíamos ter uma mescla de informações do médium e, por que não, o de uma inteligência externa ao médium. Separar uma coisa da outra evidentemente não é trivial, e talvez mesmo impossível.

  13. Biasetto Diz:

    Mas caro amigo, Carlos:
    Como distinguir?
    Você acha que é fácil pra mim, considerar o Chico uma fraude.
    Eu amo ele! Acho que até o Vítor ama ele também!
    Tenho um monte de revistas e publicações sobre ele.
    Agora, como distinguir o que é psicografia e o que não é?
    Caro amigo, pra mim é difícil.
    Um erro: tudo acabou!
    É o que penso!

  14. Leonardo Diz:

    Este é um exemplo de criptomnésia/fraude mais robusto…

  15. Cassionei Petry Diz:

    Obrigado pela citação e parabéns por ter “destrinchado” o resto. Com mais tempo comento aqui por que fiz o post do meu blog.

  16. Vinicius Diz:

    então, eu sou leitor do Augusto a muito tempo, e juro, mesmo tendo minhas confirmaçoes e experiencias no espiritismo (ou outras doutrinas espíritas) que quando me deparei com poemas psicografados do augusto poeta eu estremeci de dúvida. Porém, agora, sem querer provar ou não a veracidade, alerto para uma leitura que talvez os acadêmicos não sejam inclinados a fazer.
    os poemas que vi do augusto, a meu ver, n se tratam de plágio, mas sim de uma resposta a idéias passadas (em poemas) revisadas nos poemas póstumos. Assim sendo, a semelhança n seria uma mera coincidencia, ou plágio como alguns disseram, mas uma releitura do próprio autor revisando idéias agora falidas (pelo contato do mesmo com o mundo póstumo e pelas certezas existenciais agora alcansadas). Não sei se repararam, mas os poemas apontados como plágio são na verdade praticamente o contrário (em idéias) dos originais.

    Enfim, acho que verdadeiros ou não, os “analistas” pecaram ao observar apenas palavras, métricas…floreios, mas n atentaram ao significado geral, que, por minha humilde análise, entendo como complemento aos poemas originais, ou erratas.

  17. Vinicius Diz:

    alcançadas*

  18. Marcos Diz:

    Vinícius , concordo com sua liha de raciocínio. Também porque mediunidade é um fenômeno bem complexo , como ressaltou o Carlos.
    E assim como o Carlos, também prefiro ter um pouco mais de cuidado com algumas coisas. Percebe-se nesse “site” uma preocupação excessiva , e para mim algo estranha , de vasculhar a vida e obra de Chico Xavier em busca de deslizes. Os “erros clássicos” precisam ser melhor avaliados, em minha opinião. Publicou-se aqui uma pesquisa de um pesquisador identificado como Jose Carlos Ferreira Fernandes , que ninguém sabe quem é , posto que não se apresentou e nem foi apresentado. A pesquisa tem várias inconsistências e conclusões especulativas por parte do autor. Bem , foi publicada aqui como prova de fraude.
    Em outro ponto , surge outra acusação de ” fraude internacional de Chico Xavier” logo contestada e derrubada por alguém que nem era espírita.
    Sobre o Parnaso de Além Túmulo , um livro com 256 poesias , encontram-se semelhanças ( explicáveis do ponto de vista do fenômeno mediúnico) em uma delas e decreta-se fraude de toda a obra. E assim vai.
    Veja o comentário inicial postado aqui do crítico literário Ozório Borba, sobre a” péssima qualidade da obra que qualquer Caixa de Malho rejeitaria”, referindo-se a Parnaso de Além Túmulo . Ao menos deve ser dito que há posições contrárias, como a de Monteiro Lobato e Humberto de Campos, a respeito desta mesma obra.

  19. PauloSalmaci Diz:

    Um videoclipe de Versos a um Coveiro em homenagem ao grande poeta

    http://www.youtube.com/watch?v=Wx2m4yQLI3A&feature=fvsr

  20. Johnny Diz:

    É clara a falcatrua, a forja feita pelo Chico para puxar a bola para o seu espiritismo. Nas últimas 6 estrofes fica clara a intenção de Chico em convencer o leitor da legitimidade de sua religião fazendo Augusto dos Anjos sacudir no túmulo e dizer o que jamais diria.

  21. Marcos Arduin Diz:

    Bem, não vou entrar no mérito da análise de UM poema, mas sim na fala de Osório Borba. Então esse aí pesquisou durante ANOS e encontrou todas aquelas falhas… Mas por que não publicou suas descobertas? Aliás, por que nenhum dos nossos “grandes literatos” que malharam o Chico não fez nada semelhante? Devo acreditar neles apenas sob palavra?

  22. Eduardo Diz:

    E digo mais, na versão do CX, há citações da personagem ‘Messalina’ encontrada no poema ‘Idealismo’ e também ‘Cristo e Tibério’ do poema ‘Último Credo’, ambos de Augusto dos Anjos. Isto, na minha opinião, denota que o plágio não é apenas do ‘Monólogo de uma Sombra’ mas de toda a obra do A.A

  23. Neto Diz:

    Ninguem conta cm a hipotese de que o espirito pode ser o autor do plagio, e nao o chico:)) hehehehe

  24. Bruce Diz:

    Sei que o objetivo aí do site é destruir, não importa como. E então nada do que eu dissesse teria valor. Mas eu poderia mostrar e comprovar, facilmente, Fernando Sabino plagiando Fernando Sabino, Machado de Assis plagiando Machado de Assis, Milton Nascimento plagiando, na música, Milton Nascimento, Renato Russo plagiando Renato Russo e assim por diante. Os autores, estejam encarnados ou desencarnados, têm um estilo, um vocabulário, um tema recorrente… Para falarem de plágio, vocês precisam, primeiro, saber o que é plágio. De todas as baboseiras escritas tentando derrubar Chico Xavier e Divaldo P. Franco, o que me pareceu mais digno de atenção foi a questão Delanne/Emmanuel. Significa ser evidente que Emmanuel leu Delanne, mas não existe ali nenhum plágio, e sim referências. Mas vou dar um crédito ao Osório Borba e dizer, ironicamente, com ele, que pessoas como Humberto de Campos e Agripino Grieco, dentre tantos outros (vide “A psicografia ante os tribunais) “ou são inteiramente leigas sem maior discernimento em matéria de literatura, ou deixaram-se levar ligeiramente por uma primeira impressão”.

  25. Consciência Diz:

    Vocês sabem quantos autores Chico psicografou em Parnaso de Além Túmulo? Meus amigos, foram sessenta poemas, assinados por nove poetas brasileiros, quatro portugueses e um anônimo. Acreditam vocês que Chico aos 21 anos de idade na situação de caixeiro que era nesse período, e na humildade que ele possuía em termos financeiros, tendo estudado até o primário, poderia ter lido treze autores diferentes e ao mesmo tempo que lia pudesse subtrair a essência poética de cada autor e escrever sessenta poemas diferentes respeitando essa mesma essência poética já falada? É preciso usar a consciência e o bom senso meus amigos, se se tratasse de plágio poderíamos observar que das 31 psicografias de poemas de Augusto dos Anjos em Parnaso de Além Túmulo, somente uma seria plágio? Ou será que o espírito do próprio Augusto dos Anjos teria pego o poema feito enquanto encarnado e depois do desencarne modificou-o de modo que quisesse exprimir neste mesmo poema um traço de espiritualidade? Chico Xavier possui mais de 450 livros psicografados, e em nenhum deles lhe atribuiu sua autoria, meus irmãos, que vocês possam se colocar a pensar como poderia um homem tão abnegado e justo e possuindo um caráter tão límpido como o dele se comprometer a escrever algum plagio. As conclusões desacertadas evidenciadas nesse blog só são utilizadas por aqueles que querem ver mas apesar de tudo não sabem sentir.

  26. Johnny N. dos Santos Diz:

    Para aqueles que gostam de uma leitura mais densa, com uma metodologia científica clara e objetiva, sugiro a leitura desta tese de doutorado de Alexandre Caroli Rocha.

    Achei que os argumentos citados aqui estão impregnados de opiniões pessoais, sem referência de fontes e com uma estrutura retórica mal construída, longe da neutralidade científica.

    http://www.hoje.org.br/arq/artigos/HumbertodeCampos_tese-AlexandreCaroliRocha.pdf

  27. Jorge Diz:

    Engraçado. Vocês olham para estas coisas e concluem que não existe psicografia. Ele olho para isto e concluo que realmente foi psicografado.

  28. Andressa Diz:

    Deixo só esse vídeo pra Vossíssima Exclência Continentária da Supervisão Aclamárica da Terceira Ordem dos Especialíssimos Sabe-Tudotores da Última Observância do Pacote de Greiscon Von Literatustóvsky, que pelo visto tem dificuldade de enxergar muito além da própria caixinha materialista.
    Note que o Senhor Chico Xavier ao qual Vós dizeis que é um plagiador sem tamanho deixa bem claro que não entendia tudo o que Augusto dos Anjos lhe dizia, mas que TENTAVA traduzir da melhor maneira :)
    https://www.youtube.com/watch?v=daCH5OZ71oI

    AGORA, basta conhecer um mínimo da poesia do Augusto pra saber que ele usa todos esses termos e etc repetidas vezes, é da natureza artística dele. Então ou tu é muito leigo ou só consegue enxergar o que quer.

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