O Caso do Espírito que Não Descansou Enquanto não Obteve sua Perna de Volta

Este caso ocorreu em 1937 na Islândia, tendo sido estudado na época e posteriormente relatado e estudado em bons detalhes por Erlandur Haraldsson e Ian Stevenson. Trata-se de um espírito que apareceu em uma sessão mediúnica e reclamou que havia sido enterrado sem sua perna. Só sossegou depois que acharam a perna dele, seguindo as instruções do próprio…

JOURNAL A.S.P.R, Vol. 69, Jan. 1975, pp. 33-59 

Um Comunicador do Tipo “Inesperado” na Islândia:

O Caso de Runolfur Runolfsson [1] 

ERLENDUR HARALDSSON E IAN STEVENSON [2], [3]  

INTRODUÇÃO                 

Em artigos anteriores, um de nós chamou a atenção para a importante evidência de vida após a morte oferecida ao médium e aos assistentes presentes através de comunicações mediúnicas de comunicadores desconhecidos, no momento da sessão (Stevenson, 1965, 1970, 1973). A literatura mais antiga sobre mediunidade contém numerosos exemplos individuais de casos deste tipo (Gibbes, 1937; Hill, 1917; Moses, 1874, 1875, 1879; Tyrrell, 1939; Zorab, 1940). A importância desses casos talvez tenha passado despercebida porque eles foram publicados principalmente em relatórios isolados. Gauld (1971) publicou uma série de relatórios sobre casos dessa natureza ocorridos em um círculo mediúnico privado na Inglaterra.

Nós nos referimos aos comunicadores de tais casos como comunicadores “inesperados”. A importância desses casos deriva do fato de que sua interpretação como resultado de telepatia entre o médium e as pessoas vivas (ou a clarividência) deve incluir o entendimento de por que uma pessoa morta em particular ao invés de outra é selecionada para representar em forma dramatizada o papel de comunicador de uma mensagem que o médium construiu a partir de ingredientes derivados da percepção extra-sensorial de pessoas vivas. Além disso, quando um comunicador “inesperado” parece ter propósitos para o que ele deseja comunicar, a sua motivação em transmitir uma mensagem aos acompanhantes freqüentemente parece maior do que a motivação do médium em fornecer uma mensagem dessa pessoa em particular. Em outras palavras, a hipótese de telepatia entre pessoas vivas e/ou de clarividência não explica adequadamente a representação, pelo menos não em alguns desses casos, dos fatores cognitivos apresentados pelo comunicador em questão. Uma hipótese que leve em conta todos os fatos deve de algum modo explicar não apenas os detalhes cognitivos — isto é, a informação correta mostrada na comunicação — mas também a personificação exata feita pelo médium da pessoa morta representada como comunicante. (As mesmas dificuldades se verificam nas tentativas de se explicar todos os casos do tipo reencarnação como inteiramente devidos à clarividência ou telepatia entre as pessoas vivas). Nós não estamos afirmando categoricamente que a telepatia entre vivos ou a clarividência não poderia interpretar melhor alguns casos de comunicadores “inesperados” e também alguns casos de reencarnação. O que estamos dizendo é que muitos defensores dessas hipóteses (algumas vezes convenientemente chamadas conjuntamente de “a hipótese de super PES”) parecem considerar apenas os aspectos cognitivos dos casos nos quais eles aplicam a teoria sem pensar nos outros aspectos, tais como as características conativas, na representação total do comunicador. Devemos reconhecer, entretanto, que em muitas comunicações “inesperadas”, o comunicador diz pouco sobre si mesmo. Freqüentemente ele não diz por que escolheu se comunicar em uma sessão particular e nem mesmo fornece informações suficientes para que possamos conjecturar sobre os seus motivos.

O termo que se tornou popular para estes comunicadores deriva-se do fato de que muitos deles parecem “surgir espontânea e informalmente” e, após serem registrados oficialmente, por assim dizer, eles muito rapidamente “abandonam a sociedade”, de modo que nunca mais se estabelece contato com eles outra vez. Os exemplos de Abraham Florentine (Moses, 1874, 1875, 1879; Stevenson, 1965), Robert Passanah (Stevenson, 1970), e Robert Marie (Stevenson, 1973) todos ilustram esta característica de manifestação transiente. O comunicador Abraham Florentine nunca deu qualquer razão para o seu aparecimento na Inglaterra, quando tinha morrido no Brooklyn, Nova Iorque. O comunicador Robert Passanah não deu também qualquer razão para a sua aparição, embora toda a informação disponível sobre o caso permitisse especular que ele poderia ter vindo tranqüilizar a mãe dele que estava aflita, informando-a sobre sua sobrevivência em um momento em que a remoção de sua lápide no cemitério renovava a tristeza dela. Robert Marie foi dito ter sido trazido às sessões em que se manifestou expressivamente para fornecer evidência de sobrevivência após a morte porque era completamente desconhecido ao médium e ao único assistente e, portanto, assim supôs-se, suas comunicações exatas não poderiam ser explicadas como o resultado de telepatia entre o médium e o assistente. Destes três comunicadores, Robert Passanah apareceu em apenas uma sessão, Abraham Florentine em duas somente, e Robert Marie em cerca de quatro somente. Mais tarde todos desapareceram sem deixar vestígios. Esta característica dos comunicadores “inesperados” não invalida a reivindicação de que são pessoas falecidas que realmente transmitem mensagens através dos médiuns. É possível que os comunicadores, supondo que eles sejam pessoas falecidas reais, desejam somente estabelecer suas identidades, talvez para tranqüilizar seus parentes sobreviventes, e que após conseguirem alcançar esse objetivo, não têm motivo adicional para aparecerem em sessões posteriores. Em uma análise dos casos de Phantasms of the Living que sugerem sobrevivência, Gibson descobriu que o “agente, moribundo ou falecido, parece ser o agente principal e constrangedor nos fenômenos observados, enquanto o percipiente normalmente tem um papel secundário” (Gibson, 1944, p. 105). Talvez o motivo para comunicar-se não seja somente uma característica da suposta situação do agente falecido, mas uma exigência real para uma comunicação bem sucedida. E uma vez que a motivação tenha sido mitigada, por assim dizer, por uma comunicação bem sucedida, pode faltar ao agente o “poder” para fornecer comunicações adicionais sobre ele mesmo ou algum outro tópico, não importando quão ansiosos os acompanhantes possam estar para ouvir mais dele.

Seja como for, não se pode evitar um sentimento de desapontamento, quase irritação, já que muitos comunicadores “inesperados” desaparecem para sempre logo após se identificarem. Seria preferível familiarizar-se com eles e entender melhor os motivos de suas comunicações e o desenvolvimento adicional de seus pensamentos e de outros aspectos de suas personalidades. Nós apresentamos aqui um exemplo de um comunicador “inesperado” que não “falou e foi embora”, mas, pelo contrário, continuou a comunicar-se freqüentemente com o médium, e eventualmente transformou-se em seu controle regular. Este caso tem a importante característica adicional de que a informação escrita que permitiu finalmente a verificação da identidade do comunicador não existia em uma única fonte, mas em duas. Mas mesmo estas duas fontes escritas não continham todos os detalhes verificados da comunicação. Nós não acreditamos que todos estes detalhes fossem conhecidos por nenhuma pessoa viva, embora não possamos estar completamente certos sobre este último ponto. Nossa informação no caso deriva-se de três fontes. Primeiro, usamos relatórios publicados sobre o caso e escritos na língua islandesa. Segundo, obtivemos informações adicionais sobre o médium de outros relatórios ou originais publicados. E finalmente, nós (principalmente E.H.) fizemos pessoalmente inquéritos adicionais na Islândia sobre vários detalhes do caso.

HAFSTEINN BJORNSSON, O MÉDIUM DO CASO 

O médium do caso que nós relataremos, Hafsteinn Bjornsson,[4] nasceu em Skagafjordur, no norte da Islândia, em 30 de outubro de 1914. Seus poderes paranormais manifestaram-se cedo na infância e têm, de acordo com os seus próprios clientes (Bjornsson, 1972), permanecido fortes desde então. Um de nossos informantes, Ingibjorg Danivalsdottir, o conheceu em 1934 e disse a E.H. que, na época, Hafsteinn tinha experiências psíquicas e freqüentemente “via” pessoas falecidas.

Entre 1933-35, Hafsteinn passou cerca de dois anos na área de Keflavik, sudoeste de Reykjavik. Por volta de 1936, mudou-se para um lugar a aproximadamente 40 milhas ao leste de Reykjavik, e, no ano seguinte (1937), para a própria Reykjavik. Também nesse ano começou a dar sessões regulares como médium, e continuou a fazê-lo desde então. Hafsteinn é um empregado em período integral de uma estação de rádio em Reykjavik. Não é um médium profissional no sentido de ganhar a vida através da mediunidade, mas aceita pagamentos dos assistentes. Hafsteinn às vezes pode descrever entidades desencarnadas que alega ver em volta das pessoas presentes quando está aparentemente em um estado desperto. Nós relatamos resultados de uma experiência (Haraldsson e Stevenson, 1974) na qual Hafsteinn participou desta maneira; os resultados foram significativamente positivos.

Hafsteinn também é um médium de transe que tem controles regulares, assim como comunicadores (além dos controles) que parecem às vezes falar diretamente através de suas cordas vocais. Ele tem um dom notável para obter nomes próprios que, como é sabido, poucos médiuns possuem. Suas realizações neste campo nos fazem lembrar um médium inglês pouco conhecido, A. Wilkinson, que foi, a propósito, o médium para diversos exemplos excelentes de comunicadores “inesperados” (Monte, 1917). Certamente, uma habilidade acima da média de comunicar nomes próprios é quase essencial para as comunicações “inesperadas”, que de outra maneira raramente conteriam detalhes suficientes para tornar a verificação possível. Hafsteinn parece também ter a habilidade, manifestada em ocasiões muito raras, de permitir que um comunicador fale em uma língua desconhecida ao médium. De acordo com um relatório publicado (Larusdottir, 1970), o professor Svend Fredriksen da Dinamarca, visitando a Islândia, atendeu a uma sessão com Hafsteinn e conversou por um curto tempo na língua esquimó com um comunicador que alegava ser um esquimó da Groenlândia. O professor Fredriksen tinha passado muito tempo na Groenlândia e conhecia bem a língua esquimó (apesar da proximidade geográfica da Islândia e da Groenlândia e de sua associação comum por séculos com a Dinamarca, quase ninguém na Islândia fala a língua esquimó e o médium certamente nunca a aprendeu). O comunicador esquimó era uma pessoa que o professor dinamarquês conheceu quando vivera na Groelândia. E.H. entrevistou dois assistentes que tinham comparecido a esta sessão e uma terceira pessoa, em cuja casa o professor Fredriksen estava hospedado em Reykjavik. Todos disseram que o professor Fredriksen havia dito que ele conversara na língua esquimó com o comunicador. Infelizmente, não foi feita nenhuma anotação simultânea ou gravação desta conversa na língua esquimó e não estamos em posição de considerar essa informação como algo mais do que uma ilustração da variedade dos poderes atribuídos a Hafsteinn.

A mediunidade de Hafsteinn despertou muito interesse em seu próprio país e particularmente entre os membros da Sociedade da Islândia para a Pesquisa Psíquica. Ao retornar à Islândia após diversos anos no exterior, um de nós (E.H.) se familiarizou com ele e também com várias pessoas que o tinham conhecido durante muitos anos. Estes inquéritos confirmaram a impressão contida nos relatórios publicados na Islândia de que Hafsteinn é um médium notável. Infelizmente, os registros anteriores das sessões com Hafsteinn deixam a desejar, já que os acompanhantes raramente fizeram transcrições textuais ou gravações de fita. Alguns acompanhantes fizeram breves anotações dos eventos das sessões e outros escreveram as anotações posteriormente. Somente algumas sessões foram gravadas em fita. Entretanto, as datas de cada sessão e os nomes e os endereços de todos os acompanhantes foram registrados. Elinborg Larusdottir (1946, 1965, 1970) escreveu diversos livros nos quais ela incluiu relatórios das sessões de Hafsteinn. No processo de preparação dos relatórios ela entrevistou os acompanhantes nas sessões relevantes, individual e coletivamente, e então incluiu nos registros somente os detalhes sobre os quais todas as pessoas entrevistadas tivessem concordado. Por vezes ela também obteve e publicou originais escritos, incluindo depoimentos dos acompanhantes que afirmaram que os relatórios dela correspondiam às memórias deles.

RELATÓRIO DO CASO 

Primeiro apresentaremos um resumo extraído de uma tradução feita por um de nós (E.H.) de um relatório do caso escrito por Elinborg Larusdottir (1946).[5]

Durante os anos 1937-38, um grupo de pessoas participou de sessões regulares com Hafsteinn no lar de Einar H. Kvaran, em Reykjavik. No início, as sessões eram semanais e mais tarde geralmente duas vezes por semana. Algumas vezes, no outono de 1937, um comunicador, que mostrou o comportamento mais incomum, começou a se manifestar através do médium em transe. Quando pediram que ele se identificasse, ele disse: “Meu nome é Jon Jonsson ou Madur Mannsson”[6] e adicionou: “Para que diabos você quer saber o meu nome?”

Einar Kvaran perguntou ao comunicador o que ele queria e ele respondeu: “Eu estou procurando a minha perna. Eu quero a minha perna.” Em seguida Einar Kvaran perguntou onde estaria a perna dele, e o comunicador respondeu: “Está no mar.”

O comunicador continuou a se manifestar nas sessões subseqüentes, sempre exigindo a perna e se recusando a revelar a sua identidade.

No outono de 1938, as sessões com Hafsteinn ocorreram no lar de Lilja Kristjansdottir. O mesmo comunicador apareceu também nestas sessões ainda exigindo sua perna e se recusando a dizer quem era. Estas sessões tiveram a presença de alguns acompanhantes que não estavam presentes durante as sessões ocorridas no ano anterior. As pessoas que participaram das sessões incluíam Niels Carlsson e sua esposa, Gudrun Stefansdottir, de Hafnarfjordur. Logo após (1º de janeiro de 1939) Ludvik Gudmundsson juntou-se ao grupo. Ele era um comerciante de peixes que possuía uma fábrica processadora de peixe na vila de Sandgerdi, a aproximadamente 36 milhas de Reykjavik, mas ele e sua esposa viviam em Reykjavik. Eles possuíam também uma casa em Sandgerdi.

Quando Ludvik Gudmundsson juntou-se às sessões, o estranho comunicador, que referia-se a si mesmo apenas como Jon Jonsson ou Madur Mannsson, expressou satisfação em conhecê-lo. Ludvik Gudmundsson e Niels Carlsson, um acompanhante em ocasiões anteriores, se conheciam e eram parentes, mas o médium nunca tinha visto Ludvik Gudmundsson antes e não sabia nada sobre ele ou a família dele. Ludvik Gudmundsson não conseguia identificar nenhuma razão para o prazer que o comunicador demonstrava em conhecê-lo na reunião. Quando perguntou ao comunicador quem ele era, como os outros acompanhantes tinham feito previamente, o comunicador continuou o jogo de não revelar a sua identidade. Mas disse finalmente que Ludvik Gudmundsson sabia sobre sua perna que agora estava na casa dele em Sandgerdi. Contudo, mesmo após ter dito tudo isto, ele continuou a esconder a sua identidade.

Durante este período, o comunicador mostrou um comportamento completamente diferente do que era habitual ao médium. Por exemplo, ele freqüentemente pedia rapé. Então fazia o movimento de cheirar o rapé levando a mão ao nariz (do médium) e aspirando em seguida. Ele também pedia café e sugeria que quando os acompanhantes tomassem café após a sessão, o que era habitual, eles deveriam encher uma xícara para ele! Uma vez, uma sessão com Hafsteinn ocorreu no lar de uma Sra. Soffia. O enigmático comunicador manifestou-se e a Sra. Soffia perguntou se ele gostaria de provar algum rapé. Ele recusou a oferta e disse que também não queria café, mas que tomaria qualquer coisa que ela tivesse. Quando ela perguntou o que poderia ser, o comunicador disse que ela tinha algo em um vidro na parte traseira de um armário na cozinha. A Sra. Soffia recordou então que ela tinha algum rum em sua cozinha que usava ocasionalmente para cozinhar. No entanto, ela se recusou a dar o rum ao comunicador, e essa recusa provocou resmungos da parte dele. Uma vez um acompanhante perguntou ao comunicador, em referência aos seus desejos carnais, porque ele deixou de evoluir ainda mais. E ele respondeu: “Eu não quero ser [mais evoluído]. É ótimo ser como eu sou.” [7]

Finalmente, em uma sessão, Ludvik Gudmundsson e Niels Carlsson deram ao comunicador um ultimato. Eles exigiram saber a identidade dele e disseram que de outra forma não fariam nada para ele. Isto teve o efeito de irritar o comunicador, que então não apareceu por muitas sessões. Quando ele finalmente retornou (a data exata desta sessão não foi registrada; veja a nota de rodapé 11 abaixo), ele pareceu vir abruptamente e os acompanhantes tiveram a impressão de que ele literalmente se forçou a entrar no médium acotovelando de lado outro comunicador. O comunicador então disse:

Bem, é melhor para mim dizer-lhes quem sou. Meu nome é Runolfur Runolfsson, e eu tinha 52 anos quando morri. Vivi com minha mulher em Kolga, ou Klappakot, perto de Sangerdi. Eu estava voltando de Keflavik[8] (a cerca de 6 milhas de Sandgerdi) no fim do dia, e estava bêbado. Parei na casa de Sveinbjorn Thordarson em Sandgerdi e aceitei beber alguma coisa para me refrescar. Quando quis ir embora, o tempo estava tão ruim que não queriam me deixar sair, a menos que alguém me acompanhasse. Fiquei nervoso e disse que não iria, se não pudesse ir só. Minha casa estava a apenas 15 minutos de distância. Assim, saí sozinho, mas estava molhado e cansado. Caminhei sobre o kambuin [9] (cascalho) e cheguei ao rochedo conhecido como Flankastadaklettur, que agora já quase desapareceu. Fiquei sentado lá, peguei minha garrafa [de conhaque] e bebi um pouco mais. Então caí no sono. A maré veio, e me levou embora. Isto aconteceu em outubro de 1879. Só fui encontrado em janeiro de 1880. Fui trazido pela maré, mas os cães e os corvos despedaçaram o meu corpo. Os restos (do meu corpo) foram encontrados e enterrados no cemitério de Utskalar [10] (a umas 4 milhas de Sangerdi). Mas um fêmur estava faltando. Foi de novo levado para o mar, mas depois, apareceu em Sandgerdi. Ali passou de mão em mão, e agora está na casa de Ludvik. (Larusdottir, 1946, pp. 203-204). 

O comunicador mencionou também outro detalhe, a saber, que tinha sido muito alto, mas nós não sabemos se mencionou isto na época em que se identificou ou em uma sessão anterior.[11]

Ao ouvir estas declarações, Ludvik Gudmundsson e Niels Carlsson perguntaram onde poderiam encontrar a prova da exatidão do que o comunicador tinha narrado. Ele então respondeu: “No livro da igreja de Utskalar.” Os acompanhantes examinaram os livros da igreja de Utskalar e rapidamente encontraram neles o registro de uma pessoa com o nome citado pelo comunicador. Tanto a presumida data quanto a idade da morte fornecida provaram estar corretas. Mas o mistério da perna permaneceu.

Algum tempo antes destas sessões, quando Ludvik Gudmundsson tinha comprado a fábrica de peixes e sua casa em Sandgerdi, ele tinha ouvido relatos de assombração na casa. Contaram-lhe sobre dois crânios que eram mantidos no local. Um jovem que vivia lá tinha jogado um destes crânios em um canto com uma observação desdenhosa sobre o lixo que se encontra ao redor. Na noite seguinte, os habitantes da casa sentiram as “presenças” de dois homens que pareceram circular olhando todos que estavam dormindo, ou tentando dormir. “Eles” pararam principalmente ao lado da cama do menino que tinha jogado o crânio e ele ficou totalmente estarrecido. Os crânios permaneceram na casa depois disso até que Ludvik Gudmundsson a comprou. Ele os colocou em uma caixa de vidro. Aconteceu de ele mencionar a história dos crânios a um habitante da área que observou que talvez existissem outros ossos na casa que poderiam ser encontrados se alguém os procurasse. Ludvik Gudmundsson refletiu sobre esta sugestão naquela época, mas apenas quando o comunicador, Runolfur Runolfsson,[12] afirmou que sua perna estava na casa de Ludvik em Sandgerdi, ele recordou o incidente dos crânios. Então ele recorreu a diversos homens idosos da vila e perguntou se eles sabiam qualquer coisa sobre um osso da perna encontrado na área. Alguns deles recordaram vagamente que um osso da coxa (fêmur) “tinha circulado”, mas não sabiam onde ele tinha ido parar. Então alguém disse que achava que o carpinteiro que construíra a parede interna abaixo da escada na parte norte da casa tinha colocado um osso da perna lá, entre as paredes interna e externa. Tinha dito, parece, que lá o osso não atrapalharia ninguém![13]

Contudo, a casa de Ludvik Gudmundsson era grande, e não era fácil decidir em que parede, caso a história fosse verdadeira, o osso da perna tinha sido colocado. Alguém sugeriu a área entre duas janelas. A parede foi aberta, mas o osso da perna não foi encontrado. Então um homem chamado Helgi Thordarson, um mecânico empregado na fábrica dos peixes que tinha vivido uma época em um quarto da casa de Ludvik, e que também sabia que o carpinteiro tinha colocado um fêmur entre as duas paredes, sugeriu que podia ser no quarto onde ele tinha vivido.[14] A parede foi aberta neste quarto e um fêmur foi descoberto. Era extremamente longo, concordando assim com uma das indicações anteriores do comunicador sobre o fato de que ele tinha sido muito alto. (O neto de Runki, Jonas Bjarnason, nos disse mais tarde que o seu avô tinha mais de seis pés de altura.) Este osso, possivelmente de Runki, foi encontrado dessa forma em 1940, isto é, mais de 60 anos após a morte de Runki e aproximadamente três anos após as primeiras comunicações que aparentemente vieram dele.

Quando Ludvik Gudmundsson encontrou o osso, ele o levou ao seu escritório para guardá-lo num caixão que construíra para ele. Guardou-o por um ano, e então houve uma cerimônia religiosa de enterro executada para ele em Utskalar. Os participantes acreditaram que enterravam o último resto terreno de Runki, embora fosse uma mera suposição que o fêmur descoberto na casa de Ludvik tinha vindo do corpo desmembrado de Runki encontrado e enterrado aproximadamente 60 anos antes. A cerimônia do enterro seguiu o procedimento tradicional para tais ocasiões na Islândia. O clérigo deu um sermão elogiando Runki, o coro cantou, e mais tarde os participantes participaram de uma recepção na casa do clérigo. Diversos acompanhantes regulares das sessões de Hafsteinn compareceram à cerimônia e à festa do enterro mais tarde. O médium, entretanto, não estava presente.

Runki veio expressar a sua gratidão em uma sessão feita imediatamente após a cerimônia do enterro para o fêmur. Declarou que tinha estado presente na cerimônia e na recepção e as descreveu em detalhes, chegando a mencionar os nomes dos diferentes bolos servidos na casa do clérigo. Expressou agradecimentos principalmente a Ludvik Gudmundsson e sua esposa por terem organizado a cerimônia do enterro. Elinborg Larusdottir examinou os registros da paróquia de Utskalar e de outros documentos relevantes para o período mencionado na comunicação de Runki. Os registros indicaram que em 1849 ele teve um lar em Klopp na paróquia de Hvalnes. Em 1859 viveu em Flankastadakot (perto da rocha mencionada na comunicação) com uma mulher chamada Gudrun Bjarnadottir. Tiveram uma filha chamada Gudrun Maria. Esta mesma informação também foi registrada no censo nacional de 1860. Nesse cadastro Runki foi registrado como um trabalhador solteiro e nascido na paróquia de Melar. Os registros da igreja em Melar dizem que ele nasceu em 25 de dezembro de 1828, em Melaleiti, em Borgarfjordur. Era o filho de Runolfur Thorsteinsson, um lavrador em Hafthorsstadir em Nordurardal, e de Gudrun Magnusdottir, que trabalhou como uma empregada doméstica em Melaleiti. A igreja também registra a informação de que Gudrun Bjarnadottir estava viva (em 1860) e era uma dona de casa, mas o documento não indica se ela foi casada legalmente com Runki. Alguns registros posteriores mostraram que Runki morava em Klappakot (Kolga) com três crianças, dois meninos e uma menina. Em 1879, registros mostravam que ele ainda vivia em Klappakot. Como o nome de Gudrun Bjarnadottir não mais apareceu nos registros da igreja, supõe-se que ela tenha morrido antes dessa data. No ano seguinte (1880) o nome de Runolfur Runolfsson também desapareceu dos livros da igreja de Utskalar. Entretanto, os clérigos da Islândia mantinham registros e notas oficiais de eventos incomuns, principalmente de funções e de cerimônias religiosas de suas paróquias. E o livro de registros do clérigo da paróquia de Utskalar contém a seguinte nota:

Em 16 de outubro de 1879, Runolfur Runolfsson, residente em Klappakot, desapareceu por causa de alguma ocorrência acidental ou anormal no caminho de casa saindo de Keflavik durante uma tempestade com chuva perto de sua fazenda no meio da noite. Acredita-se que ele tenha sido levado pela tempestade descendo a praia ao sul da fazenda limítrofe em Flankastadir, onde o mar o levou para longe, porque seus ossos foram encontrados desmembrados muito mais tarde e sua roupa foi carregada também separadamente [isto é, separada de seus ossos]. 

Os registros do clérigo ainda afirmam que o resto do corpo de Runolfur Runolfsson foi enterrado decentemente em 8 de janeiro de 1880. Foi registrado como tendo 52 anos de idade na época da morte.[15]

O relatório publicado por Elinborg Larusdottir (1946), do qual extraímos o registro acima, continha no fim o seguinte depoimento dos acompanhantes presentes durante as sessões quando Runki comunicou:

Os eventos ocorridos em relação a Runolfur Runolfsson eram tão memoráveis que acreditamos que aqueles que, assim como nós, fizeram parte destes eventos os recordam distintamente. Portanto, temos o prazer de testemunhar que o relatório acima é exato.

Datado:    Reykjavik, 23 de abril de 1946

Assinado:             Ludvik Gudmundsson             Kristjana Arnadottir

Jorunn Gudmundsson                         Niels Carlsson

Lilja Kristjansdottir 

Verificações Adicionais

Anteriormente, em 1969, um resumo deste caso apareceu em um jornal de Reykjavik, Lesbok Morgunbladsins. Isto levou um correspondente, o Rev. Jon Thorarensen, a escrever ao Lesbok Morgunbladsins chamando a atenção para outro lugar onde existia um registro escrito da morte de Runki. Isto ocorreu em um livro, Anais de Sudurnes, escrito pelo Rev. Sigurdur B. Sivertsen,[16] o clérigo de Utskalar na época da morte de Runki, e editado pelo Rev. Jon Thorarensen. (Este livro, entretanto, não tinha sido publicado até 1953, um ponto ao qual retornaremos mais tarde). Citaremos a seguir a tradução feita por E.H. da comunicação do Rev. Jon Thorarensen publicada em 9 de março de 1969, no Lesbok Morgunbladsins.

O Rev. Sigurdur B. Sivertsen da paróquia de Utskalar nasceu em 1808 e morreu em 1887. Era um clérigo devotado, diligente dentro e fora de sua igreja. Era um dos poucos homens que combinava o trabalho literário com as questões práticas. Seus anais contêm registros detalhados do ano 1879. O escritor cita com freqüência a extrema severidade do tempo. Nós lemos que muitos navios foram perdidos em Skagi quando o tempo se mostrou extraordinariamente ruim na noite de 16 de outubro de 1879. Durante a mesma noite um acidente ocorreu. Um determinado homem de Klappakot, chamado Runolfur, que tinha vindo de Keflavik tarde do dia durante uma grande tempestade com chuva, chegou à fazenda em Landakot[17] e partiu às onze horas. Ele tinha percorrido somente uma curta distância na escuridão para chegar à sua própria casa. Acredita-se que ele foi arrastado pela tempestade que caiu na praia e que o mar o levou para longe. Ele tinha ficado bêbado com o conhaque que levava consigo.

Este relatório dá a entender que Runolfur não era muito conhecido nesta área. O Rev. Sigurdur Sivertsen sem dúvida conhecia as pessoas de sua região muito bem, no entanto referiu-se somente “a um determinado homem de Klappakot chamado Runolfur.” Quando isto foi escrito, ele tinha sido um clérigo da região (Utskalar) por 48 anos.[18] Nos registros do período após o ano novo (1880), podemos ler a seguinte passagem nos Anais de Sudurnes:

“Naquela época, os ossos de Runolfur foram levados posteriormente para a praia perto de Flankastadir. Seus ossos estavam todos em pedaços e a carne tinha sido arrancada dos ossos; a roupa dele também tinha sido levada e algumas delas não foram rasgadas. A jaqueta dele estava abotoada. [Isto implica que o corpo e a roupa foram levados separadamente.] As pessoas supuseram que o mar o levou quando ele sentou exausto ou que ele tinha sofrido uma morte repentina por causa do frio e da exaustão. Acredita-se que animais marinhos tenham comido sua carne e rasgado em pedaços o seu corpo e que camarões tenham consumido sua carne. Acredita-se que tudo isso aconteceu de uma maneira estranha”. Esta [última] conjectura não corresponde ao que Runolfur [o comunicador] disse nas sessões mediúnicas, a saber: “eu fui levado, mas depois os cães e os corvos vieram e me destroçaram.” 

Inquéritos Posteriores Feitos por Nós

Os relatórios anteriores pareceram justificar alguns inquéritos adicionais sobre detalhes não incluídos neles, os quais os investigadores anteriores talvez tivessem negligenciado ou não mencionado em seus relatórios. Assim, nós fizemos uma lista de vários pontos que nos pareceram necessitar de mais esclarecimentos. Ao visitar a Islândia em 1971-72, E.H. fez os inquéritos que cobrem quase todos estes itens. Em setembro de 1972, I.S. passou vários dias na Islândia e trabalhou com E.H. na verificação de diversos detalhes. Nós fomos a Sudurnes e visitamos o terreno onde Runki morreu, assim como o cemitério (em Utskalar) onde o corpo e o fêmur (que acreditou-se ser o dele) foi enterrado mais tarde. Posteriormente, E.H. fez algumas entrevistas adicionais e continuou verificando em detalhes o que julgamos que ainda precisava ser investigado. Ao final, entrevistamos um grande número de pessoas que tinham informação para nos dar sobre o médium (Hafsteinn), as sessões em que Runki tinha se comunicado, as verificações das afirmações feitas nestas sessões, ou sobre o próprio Runki.

Pessoas Entrevistadas Durante a Investigação

Nós entrevistamos individual ou coletivamente as seguintes pessoas:

Hafsteinn Bjornsson, o médium.

Elinborg Larusdottir, autora de um relatório publicado no caso e de outros relatórios sobre a mediunidade de Hafsteinn.

Niels Carlsson, assistente das sessões em que Runki se comunicou.

Ingibjorg Danivalsdottir, um amigo de Hafsteinn.

Helgi Thordarson, inquilino anterior da casa possuída por Ludvik Gudmundsson em Sandgerdi onde um fêmur foi encontrado na parede.

Gudmundur Jorundsson, um amigo de Hafsteinn e acompanhante freqüente em suas sessões.

Eggert Briem, acompanhante em sessões de Hafsteinn.

Helgi Briem, acompanhante em sessões de Hafsteinn.

Rev. Jon Auduns acompanhante em sessões de Hafsteinn.

Jon Eiriksson, que nos ajudou na investigação sobre o fêmur situado na casa de Ludvik Gudmundsson.

Jonas Bjarnason, neto de Runki.

Elisabet Helgadottir, neta de Runki.

Rev. Gudmundur Gudmundsson, clérigo da paróquia de Utskalar.

Rev. Jon Thorarensen, editor dos Anais de Sudurnes.

Sigurleifur Thorleifsson, guardião de um farol em Sudurnes, que estava presente na cerimônia para o enterro do fêmur.

Hulda Helgadottir, acompanhante freqüente nas sessões de Hafsteinn.

Otto Michelsen, acompanhante nas sessões de Hafsteinn.

Zophonias Petursson, um amigo de Hafsteinn que o tinha acompanhado aos Arquivos Nacionais em novembro de1939 (veja abaixo).

Ulfur Ragnarsson, M.D., acompanhante freqüente nas sessões de Hafsteinn.

Gisli Gudmundsson, morador de Sandgerdi.

Einar Gestsson, morador de Sandgerdi.

Johannes Sigurdsson, de Akranes, o capitão do mar aposentado que tinha vivido em Sandgerdi por volta de 1920.

Johannes Jonsson, de Gerdum, proprietário de um navio em Sandgerdi durante os anos 1917-37.

Durante os anos de 1971-72 E.H. se tornou bem familiarizado com Hafsteinn e soube através dele próprio que ele nunca tinha estado em Sandgerdi antes do desenvolvimento do caso. Nem ele tinha, até onde se sabe, sequer conhecido qualquer pessoa de Sandgerdi antes de o comunicador se identificar nos meses anteriores a 1939. Esta possibilidade, entretanto, não pode ser excluída, especialmente em vista do fato de que Hafsteinn tinha passado aproximadamente dois anos (por volta de 1933-35) na área de Keflavik, que está a cerca de cinco milhas e meia de Sandgerdi.

Em suas primeiras reuniões E.H. perguntou a Hafsteinn se ele tinha estado alguma vez nos Arquivos Nacionais ou na Biblioteca Nacional (em Reykjavik) onde os registros escritos relevantes que suportam este caso são mantidos. Na época Hafsteinn disse que não tinha estado nos Arquivos Nacionais, embora nós tenhamos descoberto mais tarde que ele esteve, um tópico ao qual nós retornaremos mais tarde. Mas além desta questão, nós pensamos que seria importante examinar estes registros escritos para conhecer todos os detalhes que eles continham, sendo que alguns deles poderiam ter sido omitidos do relatório de Elinborg Larusdottir. E nós quisemos estar tão certos quanto possível de que Hafsteinn não tinha visto os registros escritos antes de o comunicador revelar a sua identidade nos meses anteriores a 1939.

O leitor já terá observado que os dois registros escritos relevantes, o da paróquia em Utskalar e o dos Anais de Sudurnes (ambos escritos pelo Rev. Sigurdur B. Sivertsen) contêm alguns detalhes diferentes. A comunicação mediúnica não poderia ter como base apenas um desses registros porque nenhum deles contém todos os detalhes citados durante a comunicação. Os registros da igreja não mencionam que Runki tinha bebido conhaque quando o mar o levou. E os Anais de Sudurnes não citam o sobrenome dele (Runolfsson) nem mencionam o fato de que seus ossos foram enterrados em Utskalar. Contudo, talvez o mais importante seja o fato de que embora ambos os registros se refiram ao corpo como “desmembrado”, nenhum deles afirma que um osso da perna foi perdido quando o restante foi encontrado e enterrado em janeiro de 1880[19]. Mas se nós supusermos que o osso da perna encontrado na casa de Ludvik tinha sido parte do corpo desmembrado de Runki, então a interpretação do caso como um exemplo de clarividência (com ou sem o uso de alguma telepatia com as pessoas vivas) requer que a informação que conduz todos os fatos comunicados verificados deve ter vindo de três fontes.

Por causa da importância que nós atribuímos ao detalhe do osso que faltava, E.H. estudou os registros da igreja de Utskalar (nos Arquivos Nacionais de Reykjavik) e os Anais de Sudurnes na Biblioteca Nacional de Reykjavik. Ele descobriu que Elinborg Larusdottir e o Rev. Jon Thorarensen reproduziram os registros de maneira exata[20] e que de fato ninguém mencionou que uma perna (ou o osso) faltava do corpo de Runki quando ele foi encontrado em janeiro de 1880.

Com exceção dessa informação que acaba de ser citada, nos parece improvável que Hafsteinn pudesse ter lido um ou outro relatório a respeito da morte de Runki antes das sessões relevantes. Ele sempre negou ter examinado os registros da igreja de Utskalar ou ter lido os Anais de Sudurnes.

Por volta de 1939, e provavelmente por algum tempo antes disso, os registros da igreja da paróquia de Utskalar (para o período em questão) tinham sido transferidos para os Arquivos Nacionais em Reykjavik e lá permaneceram desde então. Os registros dos Arquivos Nacionais são geralmente utilizados apenas pelos universitários ou pelas pessoas associadas à pesquisa de alguma maneira. Em princípio, entretanto, esses registros estão abertos ao público. Cada pessoa que usa os materiais dos arquivos deve assinar o livro de visitas.

Nós mencionamos anteriormente que quando E.H. perguntou a Hafsteinn se ele tinha estado alguma vez nos arquivos nacionais, ele disse que não, que nunca esteve. Disse que tinha enviado uma vez um homem aos Arquivos Nacionais para obter uma cópia do certificado de morte da mãe dele. Mais tarde, entretanto, E.H. encontrou a assinatura de Hafsteinn no livro de visitas dos Arquivos Nacionais na data de 24 de novembro de 1939. (Nós obtivemos uma fotocópia da página relevante do livro de visitas.) O nome dele não aparece no livro de visitas antes desta data em 1939. Quando E.H. mencionou mais tarde a Hafsteinn que a assinatura dele tinha sido encontrada no livro de visitas, ele então recordou que realmente tinha visitado os Arquivos Nacionais com o seu amigo Zophonias Petursson. Disse a E.H. que tinha ficado curioso para ver por si mesmo os detalhes nos registros da paróquia, os quais os acompanhantes lhe disseram que tinham verificado. Ao mesmo tempo ele quis ver os arquivos nacionais para verificar algo a respeito da mãe falecida. Zophonias Petursson (cuja assinatura também aparece no registro dos visitantes) corroborou a memória revivida de Hafsteinn de sua visita aos Arquivos Nacionais em 24 de novembro de 1939. Isto pode ser interpretado como um erro honesto de memória sobre um evento que aconteceu 32 anos antes de nossos inquéritos de 1971-72. Hafsteinn disse ainda que nunca havia estado nos Arquivos Nacionais antes de novembro de 1939, aproximadamente seis meses depois que o comunicador tinha revelado a sua identidade correta e todos os detalhes essenciais restantes da comunicação sobre ele próprio.[21]

Seria enganoso dizer que as assinaturas no livro de visitas dos Arquivos Nacionais fornecem um registro completamente digno de confiança de todas as pessoas que consultam os livros e originais nele. Nós estávamos naturalmente interessados em encontrar no livro de visitas as assinaturas dos acompanhantes que tinham verificado as indicações do comunicador nos registros da igreja da paróquia de Utskalar que foram mantidos nos Arquivos Nacionais. Nenhum dos nomes dos acompanhantes apareceu no livro de visitas. Niels Carlsson disse a E.H. que tinha ido aos arquivos nacionais olhar os registros da paróquia de Utskalar. Ao explicar a sua missão a um dos arquivistas, o último tornou-se interessado na matéria, trouxe à luz o livro relevante dos arquivos, e examinou-o com Niels Carlsson. No fim Niels Carlsson verificou os detalhes (a maioria) da comunicação deste exame dos registros da paróquia e deixou os arquivos sem assinar o livro de visitas.[22] Nós mesmos observamos uma falta de controle em pedir que os visitantes assinem o livro de visitas nos Arquivos. Nós fomos até o local verificar alguns registros, passamos algum tempo na sala dos visitantes, e então deixamos o local sem que ninguém nos pedisse para assinar o livro. Entretanto, em uma visita anterior aos arquivos, E.H. foi solicitado para assinar o livro de visitas. A sala onde os registros podem ser consultados é bem pequena, com lugares para apenas 18 visitantes. Parece razoavelmente certo que todo o visitante regular se tornaria rapidamente conhecido à equipe de funcionários dos arquivos. Todavia, quando se considera todos os aspectos, o melhor a ser feito é confiar mais nas memórias individuais do que nas assinaturas no livro de visitas para decidir se uma pessoa em particular tinha visitado os arquivos em uma determinada data.

Nós consideramos também a possibilidade de que Hafsteinn tivesse examinado o manuscrito dos Anais de Sudurnes que em 1939 foi mantido na Biblioteca Nacional. Sendo que este último está no mesmo edifício que os Arquivos Nacionais em Reykjavik.  O acesso a este local não exigiu a assinatura do livro de visitas. Os Anais de Sudurnes existiram somente na forma de manuscrito até serem editados e publicados em 1953. O manuscrito, entretanto, podia ser prontamente consultado pelas pessoas que pedissem para vê-lo. O obstáculo principal a qualquer um que assim o fizesse era que muito poucas pessoas souberam de sua existência antes de sua publicação em 1953. Ao contrário dos registros da paróquia, em que exige-se que cada ministro anote os principais eventos de seu pastorado, os Anais de Sudurnes eram um diário confidencial que o Rev. Sigurdur B. Sivertsen, clérigo de Utskalar para o período em questão, mantinha mais ou menos para o seu próprio interesse. Nós não podemos dizer se ele o escreveu pensando em publicá-lo algum dia. Mas, em todo o caso, sabemos que existia apenas em forma de manuscrito, o que era conhecido somente por alguns estudantes até 1953. É praticamente impossível que Hafsteinn pudesse acidentalmente “ter esbarrado nele”. Ele teria que estar na Biblioteca Nacional e procurar deliberadamente este manuscrito, ou algo parecido, para chegar até ele. Supor que isso tenha acontecido é implicar em fraude, e isso nos parece uma interpretação improvável para o caso.

Nenhum jornal diário existia no período de 1879-80 na Islândia e conseqüentemente nenhum obituário ou notícia da morte de Runki poderia ter aparecido nesse formato. Dois jornais eram publicados duas vezes por semana nas regiões sul e oeste da Islândia em 1879-80. E.H. examinou as edições de setembro de 1879, até fevereiro de 1880, de ambos os jornais e não encontrou nada neles sobre Runki. Isto não é surpreendente já que estes jornais pequenos continham na maior parte notícias políticas ou anúncios governamentais. Publicavam obituários ocasionais de pessoas proeminentes, mas ignoravam a morte de um homem desconhecido como Runki, mesmo supondo que o editor tivesse ouvido falar dele.

Outra possibilidade existe para uma comunicação normal. Nós nos referimos ao fato de que algumas pessoas que ainda viviam no fim da década de 1930 e no início da década de 1940 souberam que um fêmur “tinha circulado” em Sandgerdi e que um carpinteiro o tinha colocado nas paredes da casa que mais tarde foi comprada por Ludvik Gudmundsson. Parece completamente improvável que algumas destas pessoas soubessem qualquer coisa sobre Runki. De qualquer modo, elas não associaram conscientemente o osso ao nome dele quando Ludvik Gudmundsson fez perguntas na região sobre a existência de um osso que pertencia a uma pessoa com esse nome. É apenas remotamente possível, entretanto, que uma destas pessoas idosas, nascidas talvez antes de 1880, tivesse sabido quando criança da morte muito incomum de Runki e tivesse esquecido mais tarde deste fato ao mesmo tempo em que ainda se lembraria, mesmo que vagamente, do fêmur que faltava. Se tal pessoa existisse e fosse faladeira, o que ela sabia pode de algum modo ter chegado ao conhecimento de Hafsteinn talvez através de terceiros. (Isto seria à parte de uma comunicação telepática, que nós consideraremos mais tarde).

Pareceu importante conseguir qualquer informação que pudéssemos obter sobre as questões acima. Por causa do longo lapso de tempo desde a morte de Runki, e também desde as sessões em 1938-39, não supusemos que muitas testemunhas em primeira mão ainda estivessem vivas. Apesar disso, E.H. conseguiu encontrar alguns informantes úteis.

O primeiro destes foi Helgi Thordarson, que nasceu na no sul da Islândia em 1901 e se mudou para Sandgerdi em 1914. (Ele estava vivendo em Keflavik em 1972.) Ele tinha vivido na casa comprada por Ludvik Gudmundsson em Sandgerdi e é mencionado no relatório feito por Elinborg Larusdottir que nós resumimos anteriormente. Ele lembrou que um fêmur tinha sido mantido na casa que mais tarde foi comprada por Ludvik Gudmundsson. Acreditou-se que o fêmur tinha sido trazido pelo mar. O osso não foi associado a nenhum homem em particular. Helgi Thordarson recordou também que quando um quarto no segundo andar da casa foi remodelado, o carpinteiro, Asbjorn Palsson, colocou o fêmur entre as paredes. Isto aconteceu não muito antes de Ludvik Gudmundsson ter comprado a casa. Depois da sessão em que Runki se identificou, Ludvik Gudmundsson veio a Helgi Thordarson (porque tinha vivido na casa que Ludvik Gudmundsson tinha comprado) e perguntou a ele sobre a perna que o comunicador tinha afirmado que estava em sua casa (de Ludvik). Helgi Thordarson contou a Ludvik Gudmundsson sobre o carpinteiro, Asbjorn Palsson, que mostrou a Ludvik onde ele tinha colocado o fêmur na parede.[23] Helgi Thordarson não soube dizer com certeza se tinha ouvido falar de Runki antes que Ludvik Gudmundsson lhe contasse sobre a comunicação mediúnica. Apesar disso, ele estava completamente certo de que o fêmur não tinha sido associado ao nome de Runki antes das sessões.

Nossa investigação nos levou também a Jonas Bjarnason, neto de Runki. Ele sabia desde pequeno sobre o modo como o avô desapareceu.  Sabia também que o corpo dele, após ter sido encontrado e enterrado, consistia em “restos” mortais já que ele teria sido comido presumivelmente pelos camarões. Ele não sabia, entretanto, se faltava ou não um pedaço da perna quando o corpo do avô foi enterrado. Ele nasceu depois que o avô dele morreu.

Um informante, Johannes Jonsson, que era um proprietário de navio em Sandgerdi desde 1917, disse a E.H. que Ludvik Gudmundsson lhe tinha dito que depois que (Ludvik) se interessou pelo caso de Runki e que o osso da perna foi encontrado em sua casa, a investigação dele o levou a acreditar que o fêmur tinha sido recuperado no início da década de 1920 quando foi feita uma escavação para uma casa na praia. Um outro informante, Gisli Gudmundsson, disse que o fêmur tinha estado na casa de Ludvik quando ele viveu no local em 1922, e que tinha sido levado para lá no ano anterior, provavelmente pelo mar. Gisli Gudmundsson (1948) tinha ouvido falar de Runki, mas afirmou que o fêmur nunca tinha sido associado a nenhum homem em particular. O meio-irmão de Gisli, Einar, recordou também que o fêmur estava na casa em 1922. O osso, ambos concordaram, tinha sido de um homem incomumente alto. Assim, a informação mais confiável indica que o osso foi descoberto no início da década de 1920s. Parece quase não ter sido conhecido na vizinhança que os dois crânios mencionados acima foram associados aos pescadores que se afogaram um pouco antes da virada do século. Nenhum dos informantes em primeira mão que foram interrogados recordava que o fêmur, quando encontrado, foi associado ao Runki (ou a alguma pessoa em particular). Isto não é surpreendente, já que o osso não foi descoberto até aproximadamente 40 anos após a morte de Runki.

E.H. soube também do Rev. Jon Thorarensen, que, por causa da edição dos Anais de Sudurnes, era uma possível fonte de informação, que ele nunca se encontrou com Hafsteinn antes de 1940 e nunca ouviu falar do fêmur perdido antes do desenrolar do caso, apesar de ele ter vivido na região da Islândia onde o fato aconteceu.

A fim de auxiliar no processo de compreensão dos detalhes complicados deste caso, nós apresentamos nas tabelas abaixo um sumário das afirmações feitas pelo comunicador, junto com as fontes da verificação para elas e de alguns comentários.


DISCUSSÃO

Antes de discorrermos sobre as interpretações deste caso, faremos uma revisão do que consideramos como sendo os seus pontos fracos e fortes mais importantes.

O primeiro ponto fraco deriva-se da negação inicial feita por Hafsteinn de que nunca tinha estado nos Arquivos Nacionais. Isto pode ter sido um lapso honesto de memória, mas outras interpretações não podem ser excluídas. Uma destas seria a de que Hafsteinn, antes das sessões relevantes, tinha obtido muitas das informações comunicadas sobre Runki consultando os registros da paróquia de Utskalar nos Arquivos Nacionais. Nosso conhecimento de Hafsteinn não suporta a idéia de uma fraude tão deliberada. É também possível que Hafsteinn tivesse se lembrado desde o começo que tinha ido uma vez aos Arquivos Nacionais depois das sessões relevantes a fim de verificar a exatidão das comunicações de Runki; mas tenha suprimido esta informação ao falar primeiramente com E.H. por medo de que nós pudéssemos pensar que ele tinha ido aos Arquivos Nacionais antes das sessões com a finalidade de bolar uma fraude. Sabendo que era inocente da última ofensa, ele pode ter decidido nos iludir sobre uma visita aos Arquivos Nacionais.

Uma segunda fraqueza do caso encontra-se no fato de que o osso encontrado na parede da casa de Ludvik Gudmundsson em Sandgerdi nunca foi identificado de forma definitiva como pertencente ao Runki. Embora se saiba que o corpo de Runki, quando encontrado na praia, estava “desmembrado” ou “em pedaços” estas frases por si só não implicam que alguma parte do esqueleto estivesse faltando. Foi posteriormente suposto por todas as pessoas relacionadas que o fêmur encontrado na parede da casa de Ludvik Gudmundsson tinha sido parte do corpo de Runki. Os fatos de que o fêmur era longo e de que Runki foi conhecido por ter mais de seis pés de altura sustentaram esta suposição. Assim como a raridade de se encontrar corpos e ossos emergidos no litoral dessa parte da Islândia. É natural ligar qualquer resto que seja encontrado na praia às poucas pessoas conhecidas por terem morrido em acidentes fora do litoral dessa área. Sendo assim, e considerando tudo isto, nós permanecemos sem uma evidência clara de que o fêmur encontrado na casa de Ludvik era parte do corpo de Runki.

Nós consideramos seriamente um esforço para desenterrar o corpo e o fêmur de Runki de modo que pudéssemos determinar se combinavam. Conseguimos o consentimento da neta e do neto de Runki para isto. Infelizmente, o cemitério em Utskalar é grande e não havia nenhum indício da posição de nenhum dos ossos individuais. As lápides eram na maior parte de origem razoavelmente recente, embora algumas datassem do século XIX e algumas do século XVIII. As sepulturas pareciam ter sido aglomeradas, e acreditamos que o cemitério contém muitas sepulturas sem identificação, assim como corpos “depositados” no mesmo lote, colocados em níveis diferentes. O Rev. Gudmundur Gudmundsson, clérigo de Utskalar, concordou mais tarde com E.H. em nossa conclusão desanimadora sobre a impossibilidade de uma busca pelos ossos de Runki no cemitério.

Do lado forte do caso, temos a característica notável do comunicador Runki de expressar prazer em encontrar-se com Ludvik Gudmundsson quando se juntou a ele pela primeira vez nas sessões, dizendo que “seu osso” estava na casa de Ludvik. Um fêmur foi encontrado subseqüentemente na casa de Ludvik como foi indicado pelo comunicador. Nenhuns dos acompanhantes sabiam da existência deste osso nem tinham ouvido falar da pessoa viva que o comunicador reivindicava ter sido. A descoberta do fêmur condiz com todas as indicações restantes que foram feitas pelo comunicador e verificadas se nós supusermos que o fêmur tinha sido parte do corpo vivo de Runki. Vamos supor por um instante que esta suposição seja incorreta e que o fêmur descoberto não era de Runki. O médium ainda teria que unir um grupo incomum de detalhes que dão forma a uma história coerente em que o fêmur teve um lugar muito natural. Isto justifica o fato de que tenhamos desejado investigar ainda mais sobre como o médium pôde ter obtido toda a informação correta comunicada. Nós consideraremos a possibilidade de que Hafsteinn tenha adquirido de algum modo o conhecimento sobre Runolfur Runolfsson através dos meios normais (a) das pessoas vivas informadas sobre os fatos essenciais da morte do comunicador, (b) dos registros escritos sobre ele, ou (c) de uma combinação de ambas estas fontes. Nós consideraremos cada uma destas hipóteses.

Como nós mencionamos anteriormente, Hafsteinn viveu aproximadamente dois anos na área de Keflavik e, embora negue que isso tenha acontecido, é concebível que durante este tempo ele tinha ido até Sandgerdi (aproximadamente a seis milhas de distância) e que lá tivesse aprendido mais do que recordou posteriormente sobre Runki. E embora nenhuma das pessoas mais velhas que sabiam sobre o fêmur que tinha sido colocado na parede de uma casa em Sandgerdi muitos anos antes o tivesse associado a nenhuma pessoa em particular, muito menos ainda ao Runki, não é impossível supor que Hafsteinn uniu de algum modo os vários fragmentos de informações que colheu acima e mais tarde os inseriu nas comunicações subseqüentemente verificadas.

Se decidirmos que Hafsteinn não teve nenhum contato normal com as pessoas que sabiam sobre a morte de Runki, podemos supor em seguida que ele obteve as informações de tais pessoas por telepatia. Podemos identificar diversos possíveis candidatos para o papel do “agente” nesta troca. Mas nenhum deles parece ser qualificado o bastante em todos os aspectos.

Podemos considerar os homens mais velhos de Sandgerdi, em especial, o carpinteiro, Asbjorn Palsson, que sabia que o fêmur tinha sido colocado na parede, como fontes da informação sobre ele. Mas, como mencionamos anteriormente, estas pessoas nunca tinham relacionado o fêmur a qualquer pessoa em particular e mal poderiam ter sido as fontes para todas as informações corretas fornecidas pelo comunicador.

O Rev. Jon Thorarensen era uma fonte da informação sobre a área de Sandgerdi e sabia da morte de Runolfur Runolfsson. Mas não conheceu Hafsteinn antes de 1940 e nada sabia da existência de um osso da perna em uma parede da casa de Ludvik Gudmundsson antes deste ser encontrado lá.

Jonas Bjarnason, neto do comunicador, sabia desde a infância que o seu avô tinha desaparecido durante uma tempestade, mas não sabia que um pedaço da perna estava faltando quando o corpo do avô foi enterrado. E também não sabia que o avô estava bêbado quando morreu. (Isto ele só soube após a publicação do primeiro relatório do caso que foi escrito por Elinborg Larusdottir.) Jonas Bjarnason tinha ouvido falar antes dos crânios e de um osso da perna na casa de Ludvik Gudmundsson em Sandgerdi, mas não tinha associado estes ossos a nenhuma pessoa em particular, incluindo o seu avô. Se o caso pudesse ser interpretado como um exemplo de telepatia entre o médium e pessoas vivas, então Jonas Bjarnason pareceria ser uma fonte mais provável das informações extraídas telepaticamente, mas ele também não poderia ser qualificado como o único conhecedor de toda a informação correta comunicada. Os registros escritos disponíveis fornecem dificuldades similares se nós desejarmos supor que o médium obteve toda a informação correta comunicada de uma única fonte através da clarividência. Nós já mencionamos que os detalhes principais sobre a morte de Runki estavam em dois registros escritos em Reykjavik, nos registros da igreja de Utskalar e nos Anais de Sudurnes. Mas cada um destes registros omitiu um ou dois detalhes significativos encontrados no outro. O médium negou que houvesse estudado alguma vez estes registros mas, mesmo que o tivesse feito, sozinho ele não poderia ter obtido deles a informação correta sobre o osso da perna que foi encontrado na casa de Ludvik Gudmundsson.

Recapitulando as possibilidades que se referem a como o médium teria adquirido todas as informações corretamente comunicadas, não parece possível atribuir todas essas informações a nenhuma pessoa ou fonte escrita isolada. E isto seria verdade, acreditamos, quer o médium tenha adquirido as informações normalmente ou através de PES. Achamos, portanto, que algum processo de integração de detalhes extraídos de diferentes pessoas ou de fontes diversas deve ser considerado na interpretação deste caso. Pode ser mais simples explicar esta integração como o resultado da sobrevivência de Runki após a sua morte física, com a retenção de muitas memórias e sua subseqüente comunicação através da mediunidade de Hafsteinn. Por outro lado, sabe-se que os sensitivos têm realizado feitos notáveis ao receber e integrar informações sem a participação de qualquer personalidade desencarnada.

Este caso, entretanto, não pode ser satisfatoriamente interpretado apenas com base nos detalhes cognitivos. Ao contrário da maioria dos casos de comunicadores “inesperados”, o caso atual contém detalhes comportamentais ricos e nesse aspecto assemelha-se a muitos dos casos do tipo reencarnação na Ásia (Stevenson, 1974). Os advogados da hipótese de telepatia entre o médium e as pessoas vivas devem também explicar, em nossa opinião, a personificação vivida pelo médium de um caráter completamente diferente dos seus próprios. Infelizmente, não sabemos como a personalidade de Runki realmente era. Os Anais de Sudurnes mencionam que ele estava bêbado quando foi levado pelo mar, mas esta é a única sugestão de um traço de personalidade contido nos registros escritos. Não podemos, conseqüentemente, dizer que a personificação mostrada pelo comunicador correspondia ao caráter de Runki, já que temos informações escassas sobre ele. Apesar disso, o comunicador exibiu uma personalidade bem definida e harmoniosa com o pouco que é sabido ou que pode ser conjecturado sobre o Runki vivo. Houve primeiramente os pedidos importunos e incessantes para a recuperação de uma perna que faltava. Depois vieram os gestos bruscos, e até mesmo rudes, e o desejo de que lhe servissem rapé, café, e álcool. E finalmente o comunicador mostrou uma ressalva bastante inexplicável sobre revelar a sua identidade, a qual manteve em segredo por mais de um ano. Estes traços comportamentais parecem indicar o que nós devemos esperar de um homem apegado aos prazeres carnais e ao seu próprio corpo físico. Eles concordam com os fatos sabidos a respeito da morte do Runki real. O leitor deve decidir se pensa que Hafsteinn teve uma motivação maior para se comportar na maneira descrita por diversos anos do que estar sob o controle real de Runki, supondo que ele tivesse sobrevivido à morte.

A história de Runolfur Runolfsson não terminou com o enterro do fêmur removido das paredes na casa de Ludvik Gudmundsson em Sandgerdi. Runki continuou a se comunicar com Hafsteinn. Embora, como já mencionamos, ele tenha rejeitado anteriormente uma proposta de modificar suas maneiras rudes, isso acabou acontecendo gradualmente. Ele se tornou cada vez mais gentil e útil aos outros comunicadores. Eventualmente (em 1949) ele se transformou no controle principal do médium e tem continuado a agir desde então nesta função. E.H. compareceu a várias sessões com Hafsteinn em que Runki foi o controle. Em 1972, Hafsteinn veio a Nova Iorque pela primeira vez e em sessões que nós dois assistimos na A.S.P.R. Runki se comunicou e exerceu um papel importante nas atas.

 Tabulação

Sumário das Declarações Feitas pelo Comunicador Runolfur Runolfsson (Runki) 

Item

Verificação

Comentários

1. Seu nome era Runolfur Runolfsson

Registros da paróquia de Utskalar

Anais de Sudurnes

Os Anais de Sudurnes fornecem apenas o primeiro nome do falecido, Runolfur.

2. Ele morreu com 52 anos.

Registros da paróquia de Melar citado por Larusdottir (1946)

Os registros da igreja mostram que Runolfur Runolfsson nasceu em 25 de dezembro de 1828. Ele tinha assim 51 anos quando morreu e 52 quando o seu corpo foi encontrado em janeiro de 1880. Eles presumivelmente registraram a partir da data em que seu corpo foi encontrado e que ele podia ser declarado morto oficialmente ao invés de somente desaparecido.

3. Ele viveu em Kolga ou Klappakot.

Registros da paróquia de Utskalar

Anais de Sudurnes

 

4. Ele tinha uma esposa.

Registros da paróquia de Utskalar

Elisabet Helgadottir, neta de Runki

O registro da paróquia afirma que Runki vivia com Gudrun Bjarnadottir, mas não que foram casados. Elisabet Helgadottir disse que seus avós foram casados.

5. No dia de sua morte ele estava em uma viagem, “voltando de Keflavik.”

Registros da paróquia de Utskalar

Anais de Sudurnes

 

6. Tinha parado na casa de Thordarson em Sandgerdi.

Não verificado.

É praticamente certo que Runki atravessou Sandgerdi antes de alcançar o lugar onde a maré o carregou para longe. Este lugar (Flankastadir) é perto de Sandgerdi e entre Keflavik e Klappakot, que era o seu destino.

7. O tempo estava extremamente ruim.

Registros da paróquia de Utskalar

Anais de Sudurnes

 

8. A casa dele estava a somente 15 minutos de distância [da casa de Sveinbjorn Thordarson].

Verificado por nós em nossa visita à área entre Sandgerdi e Klappakot

 

9. Ele retomou a caminhada sozinho e andou sobre o cascalho até alcançar Flankastadir.

Registros da paróquia de Utskalar

Anais de Sudurnes

Os registros da paróquia não dizem exatamente onde o corpo de Runki foi levado. Mas foi conjecturado que tenha sido levado pelo mar na área de Flankastadir.

10. Sentou-se e bebeu conhaque de uma garrafa que ele carregava consigo.

Anais de Sudurnes

Os Anais de Sudurnes simplesmente registram que “ele tinha ficado bastante bêbado com o conhaque que ele carregava consigo.”

11. Caiu no sono e a maré subiu e o arrastou para longe.

Registros da paróquia de Utskalar

Anais de Sudurnes

Os registros da paróquia indicam que Runki pode ter sido “levado pela tempestade.” Os Anais de Sudurnes afirmam que “o mar o carregou para longe.” A informação de que ele estava adormecido nessa hora é inverificável, mas provável, já que é improvável que ele teria se afogado caso estivesse acordado.

12. Isso ocorreu em outubro de 1879.

Registros da paróquia de Utskalar

Anais de Sudurnes

Os registros da paróquia contêm a data exata como sendo: 16 de outubro de 1879.

13. Ele [seu corpo] não foi encontrado até janeiro de 1880.

Registros da paróquia de Utskalar

Anais de Sudurnes

Os restos mortais foram enterrados no dia 8 de janeiro de 1880, presumivelmente alguns dias depois de ter sido arrastado e encontrado.

14. Seu corpo foi trazido de volta pelo mar e os cães e os corvos o desmembraram.

Registros da paróquia de Utskalar

Anais de Sudurnes

Ambos os registros declaram apenas que o corpo foi desmembrado, mas não indicam como isto aconteceu. Os Anais de Sudurnes incluem a suposição de que os animais carnívoros marinhos comeram e desmembraram o corpo dele e que os camarões fizeram um estrago ainda maior.

15. Um osso da coxa estava faltando.

 

 

16. Ele foi carregado novamente pelo mar, e arrastado até Sandgerdi.

 

No começo da década de 1920 um osso da coxa não identificado foi colocado na casa (mais tarde possuída por Ludvik Gudmundsson) em Sandgerdi. Presumivelmente, o osso foi achado perto da casa, mas isso nós não sabemos com certeza.

17. O osso da coxa estava na casa de Ludvik [Gudmundsson].

E. Larusdottir (1946)

Helgi Thordarson, inquilino anterior da casa de Ludvik Gudmundsson em Sandgerdiem

Johannes Jonsson

Gisli Gudmundsson

Um osso da coxa foi encontrado na casa de Ludvik Gudmundsson. Este osso não pôde ser definitivamente identificado como sendo um dos ossos da coxa de Runki. Helgi Thordarson tinha participado na busca pelo osso na parede da casa de Ludvik Gudmundsson e de sua descoberta. Veja texto para detalhes das entrevistas de E. H. com todos os informantes para este item.

18. Seu corpo foi enterrado no cemitério de Utskalar.

Registros da paróquia de Utskalar

 

19. Ele parecia ser muito alto.

Jonas Bjarnason, neto de Runki

Runki era três “alin” (“ell” em dinamarquês) alto. Isto quer dizer aproximadamente seis pés e uma polegada.

20. Há um registro de suas declarações “no livro da igreja de Utskalar”.

Registros da paróquia de Utskalar

 

REFERÊNCIAS

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MOSES, W. S. Correspondence. The Spiritualist, December 11, 1874, and March 10, 1875.

MOSES, W. S. Spirit Identity. London: W. H. Harrison, 1879.

STEVENSON, I. New evidence on an important detail in the case of Abraham Florentine. Journal of the American Society for Psychical Research, 1965, 59, 47-55.

STEVENSON, I. A communicator unknown to medium and sitters: The case of Robert Passanah. Journal of the American Society for Psychical Research, 1970, 64, 53-65.

STEVENSON, I. A communicator of the “drop in” type in France: The case of Robert Marie. Journal of the American Society for Psychical Research, 1973, 67, 47-76.

STEVENSON, I. Twenty Cases Suggestive of Reincarnation. 2nd ed. rev. Charlottesville: University Press of Virginia, 1974.

TYRRELL, G. N. M. Case: A communicator introduced in automatic script. Journal of the Society for Psychical Research, 1939, 31, 91-95.

ZORAB, G. A case for survival? Journal of the Society for Psychical Research, 1940, 31, 142-152.

 

Departamento de Psicologia

Divisão de Parapsicologia

Universidade da Islândia

Departamento de Psiquiatria

Reykjavik

Faculdade de Medicina

Islândia

Virgínia

 

Charlottesville, Virgínia 22901

Referência original: Erlendur Haraldsson & Ian Stevenson (1975). A communicator of the “drop in” type in Iceland: The case of Runolfur Runolfsson. Journal of the American Society for Psychical Research, 69, 33-59.

_________________________ 

Este artigo foi traduzido para o português por Vitor Moura Visoni e revisado por Inwords.




[1] Um breve relatório deste caso foi apresentado na Décima Quinta Convenção Anual da Associação de Parapsicologia, Edimburgo, Escócia, de 2 a 5 de setembro, 1972.

[2] Nós estendemos os nossos agradecimentos à Sra. Elinborg Larusdottir de Reykjavik por ter feito a gentileza de responder as nossas perguntas sobre este caso e facilitar os nossos inquéritos adicionais sobre ele.

[3] Palavras islandesas, incluindo a maioria dos nomes próprios, têm muitas vogais acentuadas; por questões de economia na composição, nós omitimos todos esses acentos neste artigo.

[4] Acreditamos que os leitores acharão útil se mencionarmos agora que na Islândia todos usam um nome que (geralmente) une o nome do pai a uma identificação adicional. Os homens adicionam geralmente o sufixo “son” ao nome do pai e as mulheres o sufixo “dottir.” As mulheres geralmente mantêm seus próprios nomes após a união. Na Islândia as pessoas são identificadas (por exemplo, no livro de telefone) principalmente por seus primeiros nomes. Seguindo esse costume, daqui por diante nos referiremos ao médium como “Hafsteinn”.

[5] Fizemos algumas correções menores e sem importância nas datas com base em nossos inquéritos anteriores na Islândia, incluindo as recordações do próprio Hafsteinn.

[6] Estes são nomes fictícios estereotipados. O uso deles pelo comunicador seria o equivalente a um comunicador em uma sessão americana dizendo: “apenas me chame de Henry Jones ou Sr. Anyman, se você preferir.” Era parte da tentativa do comunicador de evitar revelar a sua identidade verdadeira.

[7] Hafsteinn bebe café e fuma pouco. Mas não cheira rapé. No que diz respeito ao álcool, ele disse que “toma uma garrafa de vinho uma ou duas vezes ao ano”.

[8] Keflavik é uma cidade pequena que fica a aproximadamente seis milhas de Sandgerdi. Encontra-se no lado norte da península de Sudurnes a aproximadamente 30 milhas de Reykjavik. Sudurnes é o nome da área em que todos os lugares (exceto Reykjavik) a serem mencionados estão situados. Localiza-se a sudoeste de Reykjavik.

[9] O kambinn é uma formação de seixos na praia perto do mar.

[10] Utskalar é uma fazenda perto da ponta da península de Sudurnes, onde Sandgerdi e Keflavik estão situadas. Fica a aproximadamente quatro milhas de Sandgerdi e seis de Keflavik.

[11] Em uma entrevista (em 1972) com E.H., um dos assistentes que esteve presente, Niels Carlsson, disse que a sessão em que o comunicador se identificou ocorreu no inverno ou na primavera de 1939. Niels Carlsson afirmou também que nenhuma anotação foi feita durante as sessões, mas, logo depois, as declarações que os assistentes queriam verificar foram anotadas. Infelizmente, estas notas não foram mantidas.

[12] “Runki” é o nome familiar para Runolfur na Islândia e o nome pelo qual o comunicador rapidamente tornou-se conhecido, após se identificar.

[13] Alguns leitores podem achar este um meio ímpar de liquidar um osso humano. Deve ser entendido, no entanto, que seria considerado desrespeitoso, se não um sacrilégio, na Islândia simplesmente jogar um osso humano fora. Ao mesmo tempo, seria impraticável enterrar um osso no chão consagrado de um cemitério sem saber a quem ele pertenceu. Descreveremos a cerimônia associada ao enterro do fêmur após ele ter sido encontrado.

[14] De acordo com alguns inquéritos posteriores de E.H., o próprio carpinteiro, Asbjorn Palsson, foi chamado na busca e indicou o lugar na parede onde tinha posto o fêmur durante a remodelagem da casa. Veja umas seções posteriores deste artigo para obter alguns detalhes adicionais.

[15] Como Runki nasceu (de acordo com os registros da igreja em Melar) em 25 de dezembro de 1828, ele não tinha realmente completado 51 anos de idade quando morreu em outubro de 1879. O clérigo que escreveu a nota pode ter pretendido dizer que Runki estava em seu 52º ano na época em que sua morte foi finalmente provada pela recuperação dos seus restos corporais.

[16] O Rev. Sigurder B. Sivertsen também era o autor dos registros da paróquia de Utskalar. Estes registros consistiram na maior parte em notas oficiais sobre as atividades na paróquia, por exemplo, nascimentos, casamentos, e mortes, visto que os Anais de Sudurnes têm a qualidade de um registro pessoal, quase um diário, dos eventos na área examinada.

[17] Landakot é (e era) a fazenda ao lado da fazenda de Sandgerdi. (Quando Runki estava vivo Sandgerdi era uma fazenda, não a vila que se tornou desde então). Em suas comunicações Runki disse que na noite de sua morte, durante a tempestade, ele tinha parado em Sandgerdi no caminho para sua casa; há assim uma discrepância entre a sua afirmação a respeito de onde ele parou nesta viagem e as notas do Rev. Sigurdur B. Sivertsen.

[18] Os outros registros que nós citamos já indicavam que Runki tinha vivido a primeira parte de sua vida em uma outra parte da Islândia. Os registros mostram que ele viveu em diversos lugares diferentes e pode ter sido uma espécie de “andarilho”, o que poderia talvez esclarecer o fato de que o Rev. Sigurdur Sivertsen pouco o conhecia mesmo sendo (o Rev. Sigurdur Sivertsen) o clérigo da paróquia de Utskalar por quase a metade de um século naquela época.

[19] Nós não estamos particularmente preocupados com a discrepância entre a explicação do comunicador sobre como o corpo dele foi desmembrado e a explicação oferecida nos Anais de Sudurnes. Ambas são inverificáveis.

[20] Ao examinar o manuscrito (na Biblioteca Nacional) do diário mantido por Rev. Sigurdur Sivertsen (e subseqüentemente editado e publicado em 1953 como Anais de Sudurnes pelo Rev. Jon Thorarensen), E.H. descobriu que algumas páginas relevantes do manuscrito estavam faltando. Ao fazer perguntas sobre isto, E.H. soube que quando o Rev. Jon Thorarensen fizera fotocópias do manuscrito antes de preparar o livro para a publicação, as páginas não tinham sido encadernadas. Parece que algumas páginas tinham sido perdidas na encadernação. Infelizmente, o Rev. Jon Thorarensen tinha emprestado suas fotocópias a um amigo que morreu e sua viúva não pôde encontrá-las. E.H., entretanto, pôde comparar uma página do manuscrito com a página reproduzida na edição publicada do diário do Rev. Jon Thorarensen e a julgou bastante exata.

[21] Em vista da facilidade notável de Hafsteinn em obter nomes próprios, não é surpreendente que houvesse uma certa suspeita de que ele às vezes guardava em sua mente informações que mais tarde poderiam ser úteis em uma sessão. Nós prestamos atenção principalmente nas informações que os informantes poderiam nos dar com base em evidência, ao contrário de conjecturas, indicando que Hafsteinn tivesse de fato trapaceado deste modo. Um informante falou sobre duas situações que ele conhecia nas quais Hafsteinn dera uma informação incorreta que correspondia aos registros escritos. Entretanto, em nenhum exemplo pareceu provável que o erro surgiu do uso fraudulento do material escrito por Hafsteinn. Em um destes exemplos pareceu improvável que ele pudesse ter tido acesso ao material escrito (não publicado) mesmo se tivesse a intenção de consultá-lo. Em uma terceira situação (mencionada pelo mesmo informante) Hafsteinn disse que não tinha ido a um lugar particular quando de fato foi. A pessoa que descobriu isto acusou Hafsteinn de mentir, mas nosso informante pensou que o mais provável é que se tratasse de um lapso de memória, que também é uma explicação possível para o fato de ele ter negado anteriormente a E.H. que estivera alguma vez nos Arquivos Nacionais. Para um exemplo das dificuldades em avaliar correspondências entre comunicações de um médium e fontes publicadas da informação veja Stevenson (1965).

[22] Em seu relatório do caso que nós resumimos, Elinborg Larusdottir (1946) afirmou que tinha verificado as comunicações nos registros da paróquia de Utskalar. Entretanto, foi Niels Carlsson que, em nome dos outros acompanhantes, primeiramente foi aos Arquivos Nacionais e examinou os registros da paróquia de Utskalar.

[23] Este registro difere em alguns detalhes do que o livro de Elinborg Larusdottir (1946) tinha previamente resumido.

54 respostas a “O Caso do Espírito que Não Descansou Enquanto não Obteve sua Perna de Volta”

  1. Vitor Diz:

    Pessoal, a revisão da tradução deste caso custou 190 reais. Que puder ajudar para que mais artigos como esse apareçam aqui no blog… ajude :D

  2. Gilberto Diz:

    Sério e triste ao mesmo tempo: meu pai foi enterrado num cimitério e a perna dele, que havia sido amputada semanas antes, foi enterrada em outro. Ele nunca voltou pra reclamar… Parece piada de mau-gosto, mas não mentiria sobre meu próprio pai. Ele não foi o único, é claro. Mas este artigo é sobre o poder incrível deste médium. Pra mim é mais uma história mal contada. Pode ser que ele obtera as informações de outra forma. Isso se trata de uma dúvida razoável, e não dá pra se afirmar que o fato ocorreu mediunicamente. É mais um “Bob Lazar” do espiritismo…

  3. Gilberto Diz:

    Pô, Vítor, tô f*didaço… Mas vou clicando nos seus ads… Espero que ajude!

  4. Vitor Diz:

    Oi, Gilberto
    ajuda sim! Por acaso hoje entrou na minha conta 171 reais do adsense, mas o banco cobrou 60 reais pela operação + 0,38 de IOF. Restou 110. Foram 5 meses até juntar essa grana!
    .
    Quanto a seu pai…cara, nem sei o que dizer. Mas torço que, se houver vida após a morte, esteja tudo bem com ele. Às vezes sinto que a crença na vida após a morte traz mais preocupação que outra coisa…

  5. Caio Diz:

    Vitor, li o artigo linha por linha até a metade. Depois da metade, li pontualmente uma coisa ou outra. A minha questão é: o fato do médium poder acessar as informações por vias normais, como os documentos da igreja e relatos de moradores antigos, não invalida completamente o caso, mesmo que o médium aparente ser idôneo? Por mais interessante que o caso seja, eu penso que invalida.

  6. Vitor Diz:

    Caio,
    não é impossível explicar o caso por meios normais, mas exige-se que uma série de improbabilidades ocorram para explicá-lo. Os “Anais de Sudurnes” era um manuscrito que pouquíssimos estudantes conheciam até sua publicação impressa em 1953, e que não detinha todas as informações. O osso ficou perdido por mais de 40 anos, e aparentemente ninguém associou a Runki. Mais: foram 3 anos de comunicações antes de o osso ser localizado, e embora inverificável, a explicação de como o corpo foi desmembrado não bate com nenhuma fonte. O fato de o comunicador levar mais de um ano para se identificar vai contra uma explicação fraudulenta do caso.

  7. Rafael Diz:

    Vitor, o blog que eu falei é um canal de comunicação que o biasaneto criou junto com caio e o lenardo.

    Vitor estou diposto ajudar as tradução de materia relacionadas a vida pos morte, me envie um email quando tiver para traduzir algo nesse sentido.

    Vitor o que vc acha de calso almeida medium ?

    To fazendo uma pesquisa sobre esse sujeito, ele me parece ser verdadeiro

  8. Rafael Diz:

    onde se lâ:Vitor o que vc acha de calso almeida medium ?
    leia-se:Vitor o que vc acha do medium celsio almeida?

  9. Rafael Diz:

    quero dizer verdadeiro no sentido de haver paranormalidade, seja lá qual fenomeno seja aquilo. super psi

  10. Caio Diz:

    Vitor, dúvida: No “Raymond”, existem trechos das comunicações onde o espírito expressa claramente sua admiração por Jesus e Deus, trechos que poderiam muito bem estar em qualquer livro espírita brasileiro. Para você, considerado o fato de que esse relato do Lodge seja verdadeiro, como fica essa questão da existência de Jesus e Deus no plano espiritual?

  11. Rafael Diz:

    caio eu nao vi essa passagem que aparece admirição por deus. vi por jesus. poderia transcreve-la aqui

  12. Rafael Diz:

    caros companheiros, sugestao desse mes vai para a leitura da super interessante que traz criticas a ideia de jesus como sendo um ser divino. muito bom.

  13. Vitor Diz:

    Caio,
    o Raymond, descobriu-se, lia a Bíblia direto. Assim suas idéias estavam impregnadas de um Jesus como ‘único e verdadeiro’ salvador, místico etc.

  14. Vitor Diz:

    Rafael,
    você conhece alguém que traduziria um livro francês?

  15. Caio Diz:

    Rafael, trechos extremamente longos do livro falam sobre Deus. Primeiramente, Raymond entra em contato com Jesus e, posteriormente, ele pôde entrar em contato, ou pelo menos vislumbrar, o “Ser Absoluto”. Inclusive, ele faz disntinções entre um e outro.

  16. Rafael Diz:

    Vitor nao se fala como sendo real jesus como unico e verdadeiro no livro de raymond. Salvo engano meu. O livro de raymond se torna interressante porque nao coloco jesus como um ser proximo de deus. Muito pelo contrario ele chega até negar a existencia de jesus como entidade propia

  17. Vitor Diz:

    Oi Rafael,
    ele fala sim, veja:
    .
    Raymond diz: “Sei que muitos procuram provar que existem outros grandes mestres; e pode ser que sim; mas quando entrais no mundo do espírito, compreendeis por que não há outro senão Ele.(1).
    (1) Cristo.

    .
    Muita arrogância do Raymond no meu entender. Fruto de sua leitura da Bíblia.

  18. Caio Diz:

    Justamente… E, pouco depois, ele, Raymond, narra a “viagem” que fez até a última das esferas, onde, supostamente, ele teria enxergado o Ser Supremo, ou algo equivalente.

  19. Rafael Diz:

    Mas porque vc acha que essa frase significa que jesus é o que é ?

    No mesmo livro ele fala justamente que todos pensam que jesus é um espirito residindo em um local, mas logo depois diz que todos estavam errados

  20. Rafael Diz:

    Aqui na terra mesmo, maomá é considerado o grande mestre para sua religiao. Para outros seria buda.
    Perceba que raymond diz que o mundo lá é EXATAMENTE IGUAL AO DAQUI DA TERRA, com apenas algumas diferenças, dai ele começa a sitar. Ou seja, divergencia de opiniao é possivel numa vida pos morte tb, assim como é possivel religioes diferentes

  21. Rafael Diz:

    Desculpa pelos erros estou escrevendo rapido. Mas vamos analisar fria e tecnicamente o livroo de raymond:

    Fato um: Ele diz expressamente sem possibilidade de interpretações divergentes que o mundo de lá é exatamente igual ao daqui,inclusive citando ter cerveja, fabricas e outras coisas

    Fato2- Ele nao afirma em momento nenhum que Jesus é o que todos pensam

    Fato 3- Ele afirma expressamente que todos tem uma visao errada sobre jesus. Continuo os fatos depois

  22. Vitor Diz:

    Oi, rafael
    mas aí só piora a situação. Esse lance de “Jesus está em toda parte” é querer colocá-lo como um ser especial. No livro diz:
    .
    “Disseram-me que Jesus está sempre na terra — uma espécie de projeção, alguma coisa como aqueles raios, alguma coisa dele em cada um.
    Pensam que ele é um Espírito residindo num certo lugar. Cristo está em toda parte, não como personalidade. Há um Cristo, e Ele vive no plano mais elevado — e foi onde me permitiram vê-lo.”

    .
    Note que ele diz que Jesus está sempre na terra – sua projeção – mas que ele vive no plano mais elevado. Ou seja, lá de cima ele irradia para dentro de cada um. Isso pra mim é papo furado. Jesus não era mais especial que o Inri Cristo é hoje com suas inriquetes.

  23. Rafael Diz:

    Pra mim o trecho citado mostra uma crença dos cristãos. Ainda vou mais longe, o trecho citado me parece vir carregada de emoção, já os trechos que ele descreve o mundo espiritual parece vir mais isento de emoção. O que eu quero dizer é que a descrição do mundo me parece menos politica e mais tecnica, já a descrição de jesus parece mais politica.

    Nao me surprenderei se lá existam cidades e governos.

  24. Rafael Diz:

    Vitor vou dar uma interpretação que tem ganhado força na minha cabeça nos ultimos tempos com base nesses textos do raymond:

    jesus é um espirito evoluido apenas isso. por isso vive num plano mais elevado. Jesus é uma madre tereza de caucutá do tempo dele que ganhou destaque inesperado

    Mas nao se pode interpretar viver num plano elevado como ser igual a jesus é exatamente como se diz na biblia.

    Jesus é um espirito evoluido, por isso vive num plano mais elevado(nesse caso parto da premissa que a evolução se dá a partir de atos de caridade)

    O grande mestre que raymond fala é devido ao fato das pessoas nao saberem como funciona as coisas nesses planos superiores, por isso o tratam como “o verdadeiro mestre”

    É algo parecido com aqui no brasil a gente defende o lula, mas la na politica(no plano mais elevado!) as regras são diferentes, os fatos nao sao mostrados para nos.

    Jesus me parece ser um ideologia lider politico ou coisa do genero para as pessoas que acreditam nele aqui na terra.

    As pessoas que acreditam em buda, certamente farao as mesmas afirmações sobre budo, do jeito que os cristao fazem com jesus. Porque todos eles vivem num plano mais elevado e ninguem sabe como funciona as coisa por la.

    A maioria da população mundial nao é cirstao é mulçumanos. No minimo, se jesus fosse o verdadeiro mestre, teriamos milhares de comunicações espiritas falando da decepção dos mulçumanos que descobrem estarem errados, isso nao acontece

  25. Rafael Diz:

    Acredito que a religiao exista lá da mesma forma que existe aqui, com algumas diferenças. A diferença basica é que todos podem ter acesso aos seus mestres religiosos, diferente daqui que os mestres religiosos parecem mais ficção.

    Porem esses mestres nao vivem no plano dessas pessoas(por isso raymond fala: onde foi me permitido ve-lo; ou entao fala:- avançei pela 4,5 e sexta dimensao)

    Acredito que o mesmo evento ocorra com outras religisoes lá, como exemplod e maomé, buda e outros

  26. Rafael Diz:

    resumo da opera: a passagem do mestre que raymond diz, no minimo entra em contradição com a passagem que ele diz: jesus vive como uma projeção, todos estao errados sobre como pensam existir jesus)

    porque se jesus é o verdadeiro mestre, logo todos nao poderiam estar errado, afinal ele é o cara que se diz na biblia

    por outro lado, se jesus nao é o mestre mas apenas um objeto de religiao nesse plano superior, nao entra em contradição e ainda por cima se equadra perfeitamente de acordo com outra passagem de raymond que diz as pessoas pensam errado sobre jesus(por isso estao errado, ele nao é “o cara descrito na biblia” ele é apenas um espirito evoluido, nada mais que isso

  27. Rafael Diz:

    vou escrever com cuidado daqui pra frente, desculpem pelos erros

  28. Rafael Diz:

    a questao da projeção vitor me parece dizer mais a respeito das regras da natureza nesse mundo do que com jesus propiamente dito. pra mim nao significa nada, apenas as leis da natureza sao diferentes. a relação entre mente e materia sao diferentes. muita gente acredita em jesus, por isso deve existir essa tal projeção que ele fala.Se perceber a creça das pessoas influe diretamente no ambiente onde elas vivem, isso é o que me parece

  29. Rafael Diz:

    Bom definitivamente acho que as chances são praticamente zero de que todas as outras religiao do planeta na historia da humanidade estejam erradas e só uma religiao(mera coencidencia ser a religiao cristã ocidental da qual estamos falando!) esteja certa.

    Acho improvavel, nenhum dos 3 bilhoes de mulçumanos(hoje, se contar em toda historia da humanidade talvez 3 bilhoes e 500 milhoes), islamicos budistas jamais ter aparecido em mensagens do outro lado dizendo(-poxa eu estava errado o tempo todo).

    Acho muito improvavel espirito falecido em toda a historia ter tido contato com as pessoas aqui da terra e jamais ter mencionado SEQUER sobre o erro das outras religioes e decepções dos que chegam lá ao saberem que estavam toda sua vida errados

    Acho improvavel a religiao crista esta certa, sendo jesus o ser bondoso que é, e nao ter dado a chance à crianças islamicas(como deve existir muitas), ter a possibilidade de escolher, livre de influencia dos pais, entre o cristianismo e o islamismo.

  30. Rafael Diz:

    E por fim a ultima critica as interpretações do referido texto(existem outras, mas acho que convem citar apenas essas):“Sei que muitos procuram provar que existem outros grandes mestres; e pode ser que sim; mas quando entrais no mundo do espírito, compreendeis por que não há outro senão Ele.(1).

    Tecnicamente falando, ele admite que jesus pode nao ser o UNICO MESTRE(mais uma vez corroborando com tese de que jesus seria apenas um ser evoluido), pois a expressao “pode ser que sim” imediatamente traz a idéia de “isso pode estar certo” “eu nao sei como fuinciona as coisas por aqui”.

    Ou seja há varios mestres, logo jesus seria apenas um. A teste dos espiritos evoluidos se encaixa nisso.

    E o propio autor admite que pode nao saber o que esta falando, portanto o texto perde sua força isso, pois nao se trata de uma certeza, mas apenas de um “achismo”

    “Ele” com “E” maiusculo significa deus nao jesus, SALVO CONTEXTO DA FRASE(preciso olhar o contexto em que isso foi escrito)

  31. Caio Diz:

    Rafael, só um detalhe: não existe nenhuma evidência mais forte de que realmente o espírito de Raymond (ou de qualquer outro) exista e se comunique. Temos apenas um livro, escrito pelo pai dele, onde tais experiências são narradas. Por isso, acho que não é importante conjecturar sobre isso, ou aquilo. A comunicação de Raymond é apenas uma hipótese. Fica a dica.

  32. Rafael Diz:

    Certo caio eu entendo. Tudo que eu falo aqui sao conjecturas, como vc mesmo disse, porque nao tenho certeza absoluta de nada ainda. Por isso faço essas conjecturas, porque preciso analisar TODAS as possibilidades.
    Caso seja verdadeiro o livro, a tese de jesus espirito evoluido se encaixa melhor.

    Caso seja verdadeiro o livro, 3 bilhoes e meio de outras pessoas que adoram outras religiões…

    É isso que eu quero dizer, nao estou dizendo ser tudo verdade.

    O livro ser verdadeiro ou nao já é uma outra hsitoria….
    Mas ja que vc falou disso, digo o seguinte:
    As pesquisas com leonard osborn teve inicio na spr por causa desse livro, isso é dito expressamente nas pesquisas, nao é halgo de duvida,e as criticas feitas a ele(o livro), pelo menos até agora, nao achei nenhuma capaz de ferir a sua credibilidade

    Perceba que, na proia leitura do bauld, ele fala EXPRESSAMENTE SOBRE O livro de raymond e nada questiona sobre sua autencidade ou nao, muito pelo contrario, as pesquisas da spr, dão confirmabilidade de que a medium leonard, a mesma que disse todas as frases acima por nos discutido, na posse do espirito de raymond, se tratava de uma verdadeira medium

    Ou seja, vc tem spr afirmando ser leonard uma veradeira medium.

    Vc tem o livro de raymond SEM NENHUMA critica forte DA EPOCA E nos tempos atuais, onde mostra essa medium descrevendo com funciona as coisas lá do outro lado

  33. Rafael Diz:

    Se o livro tivesse criticas fortes, é muito provavel que leonard jamais fosse objeto de pesquisa.

    Se o livro fosse mentiroso, é muito provavel que leonard tivesse dito expressamente ser mentira o que tinha no livro(nao há nenhuma passagem em lugar nenhum na internet que vc encontrarar a medium negando que o livro de raymond usou indevidamente seu nome falando de mentiras, muito pelo contrario, foi graças ao livro que a spr chegou a leonard, isso esta dito expressamente no bauld

  34. Rafael Diz:

    vitor o medium que eu falei pra vc acima ele me parece ter algum dom sobrenatural. diz ter contato com pessoas falecidas.

    uma das coisas que me surpreendeu nele foi o fato dele pregar exatamente AS MESMAS COISAS que o livro de raymond descreve como sendo “o sucesso” para evolução espiritual

    Esse medium ja apreceu no globo reporter, ana maria braga, veja, jornal nacional, na record na band e fez mais de 20.000 psicografias.

    Caso esse medium seja verdadeiro, eu tenho algumas cirticas para ele, mas antes de dizer preciso saber se essas criticas de fato existem ou sao apenas impressao minha, teremos duas fontes verdadeiras independendetes contando a mesma historia com a diferença de 100 anos aproximadamente

  35. Rafael Diz:

    As duas fontes falam exatamente a mesma coisa em periodos muito diferentes

  36. Vitor Diz:

    Oi, Rafael
    que eu me lembre o Celso também entrevista as pessoas antes das psicografias. Eu não confio nele não.

  37. Rafael Diz:

    diz a noticia que eu vi a entrevista e apenas 30 minutos antes da psicografia.

    um especialista que era cetico, no programa da ana maria braga, inclusive ele pensava que o celsio usava de fenomenos super psi para obter informações, mudou de opiniao e acredita que o celsio é verdadeiro. pois ,segundo ele, algums mediuns consegue dar informações que nem mesmo PESSOA ENTREVISTADA sabia. Ou seja, como celsio iria saber se nem mesmo a pessoa que foi entrevistada sabia

    to pesquisando sobre esse cara, se eu morassse em sp eu ia conhecer esse sujeito como nao moro tenho que usar a internet

  38. Rafael Diz:

    esse tipo de informação é muito facil de se descubrir é só pedir uma entrevista e ver se tudi é verdade

  39. Caio Diz:

    Vitor, você acha que o Jim Tucker substituiu bem o Stevenson? O livro “Vida Antes da Vida” tem um título bem apelativo, algo que Stevenson com certeza não faria…

  40. Vitor Diz:

    “Vida antes da Vida” é um livro para o povão mesmo. O livro de Stevenson é acadêmico, tendo sido publicado antes no JASPR.
    .
    Tucker investigou um caso bem forte, o de Kemal Atasoy. Então ele parece ter sido um bom substituto, sim.

  41. marcelo Diz:

    Para os que gostam deem uma olhada no link abaixo
    http://jus.uol.com.br/revista/texto/19438/a-psicografia-no-direito-processual

  42. Biasetto Diz:

    Olá Pessoal,
    Ando meio sumido, verifiquei que vocês estão bastante empolgados aqui. Não tive tempo para ler os comentários, nem cheguei a ler este artigo.
    Final de bimestre, final de semestre. Na próxima semana, vou entrar em férias, nada mais do que 16 dias, mas acho que vai dar para relaxar e refletir sobre muitas coisas. Pretendo ler algumas aqui do blog, coisas que li superficialmente. Apesar que agora, tenho mais dois livros pra ler, presentes de meu amigo Roberto Scur.
    A presença dele, em minha casa foi muito gratificante. Blogs são bons lugares para se trocar ideias, fazer amigos, travar umas discussões, mas nada como a conversa tranquila no face a face, como diz o gaúcho. Rimos muito, o gaúcho é bom de garfo, e provou aquilo que eu várias vezes disse aqui: ele é muito tranquilo, divertido, bem humorado, defende com bastante coerência suas crenças, apesar de eu não concordar com todas elas, enfim, um grande sujeito!
    Agradeço ao Vítor Moura por ter me proporcionado está oportunidade, de conhecer gente interessante, como muitos outros aqui.
    Assim que meu filho passar as fotos do celular dele, vou colocar uma no meu face. E passarei aos amigos do grupo criamos.
    Vou ler os livros do Scur, e refletir sobre muitas coisas que conversamos.
    Estarei “meio ausente” aqui, mas quando sentir vontade, ou achar conveniente, apareço.
    A todos um grande abraço!
    Especialmente ao Paulo, desejando melhoras sempre.
    Valeu!

  43. Carlos Diz:

    Biasetto,
    .
    Um abraço e boas férias.

  44. Gilberto Diz:

    Boas férias, Biasa. Já eu não tiro férias há 11 anos…

  45. Gilberto Diz:

    Descobri um fato no mínimo curioso, publicado pela FEB há alguns anos. Foi uma entrevista com Chico Xavier. Nessa entrevista, ele revelou que Emmanuel AMEAÇOU CHICO XAVIER DE MORTE, caso ele parasse de psicografar. Isso é que eu chamo de “espírito superior”. É incrível, mas mesmo com o floreado característico do estilo Xaveriano, vemos que a ameaça de MORTE é séria, e Xavier ficou preocupado, talvez até com medo!!! Além de jogar por terra o conceito de livre-arbítrio, defendido pelo espiritismo. Leiam só:
    .
    [Disse Emmanuel a Xavier certa vez:] “Agora, estou na obrigação de dizer a você que os mentores da Vida Superior, que nos orientam, expediram certa instrução que determina seja a sua atual reencarnação desapropriada, em benefício da divulgação dos princípios espíritas-cristãos, permanecendo a sua existência, do ponto de vista físico, à disposição das entidades espirituais que possam colaborar na execução das mensagens e livros, enquanto o seu corpo se mostre apto para as nossas atividades.’ Muito desapontado, perguntei: então devo trabalhar na recepção de mensagens e livros do mundo espiritual até o fim da minha vida atual? Emmanuel acentuou: ‘Sim, não temos outra alternativa!’ Naturalmente, impressionado com o que ele dizia, voltei a interrogar: e se eu não quiser, já que a Doutrina Espírita ensina que somos portadores do livre arbítrio para decidir sobre os nossos próprios caminhos? Emmanuel, então, deu um sorriso de benevolência paternal e me cientificou: ‘A instrução a que me refiro é semelhante a um decreto de desapropriação, quando lançado por autoridade na Terra. Se você recusar o serviço a que me reporto, segundo creio, os orientadores dessa obra de nos dedicarmos ao Cristianismo Redivivo, de certo que eles terão autoridade bastante para retirar você de seu atual corpo físico!’ Quando eu ouvi sua declaração, silenciei para pensar na gravidade do assunto…” ( De “O Espírita Mineiro”, n. 205, abril/junho de 1988).
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    Incrível, não?

  46. Rafael Diz:

    Meu deus que foda heim. brincadeiras a parte, se isso tudo for verdade, realmente mostra que a vida do outro lado nao tem tantas diferencas em relacao as daqui, como ja havia dito.

    E alem disso, mostra o quanto todas as religioes estao erradas ao descrever a vida pos morte.

    As coisas do mundo espiritual sao muito mais humanas do que divinas

  47. Biasetto Diz:

    Carlos e Gilberto, obrigado!
    Gil, umas feriazinhas de vez em quando é bom.
    Aproveita, vem passear aqui por Bragança, que eu te levo numa big igreja da Universal… hehe! (brincadeirinha).
    O Scur eu levei na “casa das primas”. (brincadeirinha tb, ele disse que tem o corpo fechado).
    Estou preocupado com ele, pq ele está em Campinas, tomando a água de lá… é perigoso!
    Ele vai retornar aqui, hoje, vou ver se não desbundou.
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    Esta história do Chico aí, eu já conhecia.
    Ele quis dizer, que ele tinha uma missão aqui na Terra. Se ele não cumprisse o combinado no plano espiritual, ele sofreria o desencarne.
    Só não entendo, porque Hitler e outros dementes que passaram por aqui, não foram desencarnados, logo que começaram a fazer besteira.
    Estranho né?
    Abraços a todos!

  48. Biasetto Diz:

    O Leonardo me passou isto:
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    Em 1992 uma toxicóloga e médica legista chamada Svetla Balabanova, do Instituto de Medicina Forense em Ulm, na Alemanha, teve oportunidade de examinar a múmia de Het-Nut-Tawy, uma sacerdotisa da XXI dinastia (c. 1070 a 945 a.C.). Com grande surpresa constatou traços de nicotina e cocaína naquele corpo. O extraordinário é que essas duas substâncias só seriam conhecidas no mundo antigo após a expedição de Cristóvão Colombo, 2500 anos mais tarde. Portanto, sua presença em uma múmia egípcia seria totalmente impossível. Outros testes foram realizados e confirmaram a primeira análise. Acreditando em erro de manipulação, a pesquisadora enviou as amostras a três outros laboratórios e obteve idênticos resultados. Em síntese: a múmia de Het-Nut-Tawy apresentava traços de duas substâncias que só apareceram no Egito pelo menos 25 séculos mais tarde!

    Sempre havia a possibilidade de que a múmia houvesse sofrido contaminação externa. Um novo teste foi então realizado usando um método infalível que permite saber se um defunto realmente absorveu a droga. Isso se consegue pelo exame dos folículos capilares, pois eles conservam traços das moléculas correspondentes durante meses, ou indefinidamente no caso de morte e só podem ser metabolizados enquanto o corpo está vivo. Novamente os resultados foram positivos e, portanto, não tinha havido contaminação externa.
    Restava ainda a hipótese de que a múmia examinada fosse falsa. Rosalie David, egiptóloga da cidade de Manchester, nos Estados Unidos, suspeitou dessa possibilidade mas, ao ter acesso aos relatórios das pesquisas e considerando o bom estado da conservação do corpo e das faixas que o envolvem, concluiu que a múmia era provavelmente autêntica. Resolveu então efetuar análises nas múmias que tinha sob sua guarda no museu americano e descobriu que duas dentre elas apresentavam traços de nicotina. Essa confirmação provou, de maneira irrefutável, que o tabaco era conhecido na antiguidade.

    Em 1976 a múmia de Ramsés II (c. 1290 a 1224 a.C.) esteve em Paris para restauração e constatou-se a presença de cristais característicos do tabaco. Tratando-se de algo impossível de ser concebido, atribuiu-se o fato a algum erro e o assunto foi sepultado. Vinte anos mais tarde a consagrada egiptóloga Christiane Desroches Noblecourt escreveu em seu livro sobre aquele faraó: No momento de sua mumificação, seu tronco foi preenchido com numerosos produtos desinfetantes. Os embalsamadores usaram um fino “picadinho” de folhas de Nicotiana L., encontrado nas divisões internas do tórax, juntamente com depósitos de nicotina, certamente contemporâneos da mumificação, mas que nos trazem um problema, pois esse vegetal era ainda desconhecido no Egito, ao que parece.

    Ao prosseguir suas pesquisas, Svetla Balabanova constatou, surpreendentemente, que a quantidade de nicotina encontrada nos cabelos da múmia demonstra um enorme consumo, tão grande que provocaria a morte do consumidor, a menos que esse consumidor já estivesse morto, obviamente. Assim, ela aventou uma outra hipótese: a de que o tabaco entrava no processo de mumificação. Esse procedimento sempre foi guardado em segredo pelos sacerdotes e até hoje são ignorados os detalhes sobre ele e, principalmente, que substâncias eram utilizadas.

    A Dra. Balabanova resolveu coletar amostras de corpos preservados naturalmente e abrigados em museus de toda a Europa. Ela as obteve de 134 corpos originários do antigo Sudão, datados de um tempo muito anterior a Colombo ou aos Vikings. Um terço destes corpos continham nicotina e cocaína. Pesquisou também corpos da China, Alemanha e Áustria e, depois de examinar 3000 amostras de um período compreendido entre 3700 a.C a 1100 da nossa era, concluiu, sem sombra de dúvida, que o tabaco era conhecido na Europa e na África muito tempo antes de Colombo.

    Quanto a origem do tabaco e da nicotina no antigo Egito, permanece o mistério. Não existem representações da planta do tabaco ou assemelhadas em papiros, relevos ou pinturas dos túmulos e templos. É provável que ele viesse do exterior, mas de onde? Originário da América do Sul, também existem variedades desse vegetal na Oceania e na Polinésia. Sua presença no Egito faz supor a existência de rotas comerciais com tais regiões ou contato com intermediários que de lá o trariam. Essa hipótese é corroborada pelo fato de que já foram encontrados fios de seda em uma múmia egípcia, os quais só podem ter vindo da China.

    Com relação à cocaina, existem na África plantas assemelhadas à coca, mas nenhuma delas contém droga. Para os botânicos, a presença de uma planta com as mesmas características da coca americana naquele continente é uma heresia. A verdade é que a hipótese de comércio transoceânico na antiguidade já não pode ser descartada liminarmente e é possível que tenha havido contato entre o Peru e o Egito antigos. É possível que a coca — uma planta sul americana — tenha encontrado seu caminho para o Egito há mais de 3000 anos atrás? A resposta definitiva para essa pergunta ainda não foi dada.

    http://www.fascinioegito.sh06.com/fatos2.htm

    Veja – Cientistas descobriram traços de tabaco e cocaína nos tecidos de uma múmia. Como isso é possível se ambos os produtos são originários da América?

    Jacq – Bem, há quem diga que existia uma rota de comércio entre o Antigo Egito e a América. Além das amostras de tabaco e cocaína nas múmias, os defensores dessa tese apontam como evidência o fato de os astecas também terem construído pirâmides. Conheço muito pouco as civilizações da América do Sul para dar uma opinião séria a respeito desse ponto, mas acho que é preciso manter o espírito aberto. Eis aí uma bela questão para os jovens arqueólogos. Não acho que seja absurda a idéia de que os egípcios possam ter realizado viagens transoceânicas.

    Trecho de entrevista realizada com Christian Jacq. Autor de romances ambientados no Antigo Egito.

    http://veja.abril.com.br/100500/entrevista.html

    Então, o que pensam?

  49. Biasetto Diz:

    O Leonardo me passou isto:
    .
    CAPÍTULO 4

    Marcadas por Toda a Vida

    Patrick Christenson é um menino que nasceu de parto por cesariana em Michigan, no ano de 1991. Quando as enfermeiras o levaram para a mãe, ela imediatamente percebeu estar na presença do primeiro filho, falecido de câncer aos dois anos de idade em 1979, doze anos antes. A mãe notou imediatamente que a criança exibia três defeitos parecidos com os do outro filho quando morreu.

    O primeiro filho, Kevin, começou a mancar com a idade de um ano e meio. Certa feita, caiu e quebrou a perna esquerda. Isso levou a um exame médico que incluiu a biópsia de um nódulo no couro cabeludo, acima da orelha direita. Os médicos diagnosticaram câncer já com metástase. Uma radiografia dos ossos revelou diversos pontos anormais. O olho esquerdo do menino estava protuberante e inflamado devido a um tumor. Ele recebeu quimioterapia para uma vasta área central, do lado direito do pescoço. Embora a área do pescoço por onde os agentes quimioterápicos entravam no seu corpo ficasse inchada e levemente congestionada várias vezes, ele não teve problemas maiores com o tratamento e acabou recebendo alta. Passou a ser tratado em casa, mas retornou ao hospital cinco meses depois. Àquela altura, parecia cego do olho esquerdo. Estava com febre, tomou antibióticos e foi dispensado. Morreu dois dias mais tarde, três semanas antes de completar dois anos.

    Os pais de Kevin se separaram após sua morte e a mãe voltou a se casar. Deu à luz uma menina e um menino antes do nascimento de Patrick. Ao nascer, ele exibia uma marca oblíqua, com a aparência de um pequeno corte, no lado direito do seu pescoço — a mesma localização da incisão de Kevin —, um nódulo no couro cabeludo acima da orelha direita, tal qual o tumor biopsado de Kevin, e uma opacidade no olho esquerdo diagnosticada como

    leucoma da córnea, o que lhe diminuía, como a Kevin, a visão daquele olho. Quando começou a andar, viu-se que mancava da perna esquerda.

    Com cerca de quatro anos e meio, começou a contar à mãe coisas que, no entender dela, estavam relacionadas à vida de Kevin. Por algum tempo, falou em querer voltar para sua antiga residência e disse que havia deixado a mãe lá. Explicou que a casa era alaranjada e marrom, o que era correto. Perguntou à mãe se se lembrava da cirurgia pela qual ele havia passado; e quando ela lhe disse que não tinha havido nenhuma cirurgia, apontou para a área acima da orelha direita, onde Kevin teve o seu nódulo biopsiado. Patrick disse também que não se lembrava, ele próprio, da cirurgia porque estava dormindo na ocasião. De outra feita, viu uma fotografia de Kevin (normalmente, as fotos de Kevin não eram mostradas na casa) e disse que se tratava dele.

    Depois que Patrick começou a fazer essas declarações, a mãe entrou em contato com Carol Bowman, autora de dois livros sobre crianças que falam de vidas anterioes — Children Past Lives e Return from Heaven. Conversaram por telefone diversas vezes, com Carol oferecendo orientação a respeito de como lidar com os problemas de vidas passadas que pareciam estar surgindo. Mais tarde, comunicou-nos o fato, para que o inestigássemos. O Dr. Stevenson e eu visitamos então a família, quando Patrick tinha cinco anos.

    Uma vez lá, examinamos e fotografamos a marca de nascença no pescoço de Patrick, uma linha curva, escura, de 4 mm na parte inferior do lado direito do seu pescoço, que parecia um corte cicatrizado. O nódulo na cabeça era difícil de ver, mas fácil de apalpar, de sorte que documentamos a pequena massa ali existente. Notamos a opacidade no olho esquerdo de Patrick e obtivemos cópias dos exames oftalmológicos a que ele havia se submetido. Nós o vimos andar e logo reparamos que de fato mancava um pouco da perna esquerda, embora nenhuma condição médica explicasse o problema. Conseguimos o prontuário médico de Kevin, que documentava a história já descrita, inclusive as lesões que pareciam corresponder às marcas de nascença subseqüentes de Patrick. Levamos o menino à casa onde Kevin tinha vivido com a mãe. Patrick, infelizmente, não pronuncia bem as palavras e às vezes é difícil entendê-lo, mas não disse nada que indicasse em definitivo que reconhecia a casa.

    Em suma, Patrick apresentava três marcas pouco usuais de nascença, que pareciam corresponder às lesões do seu meio-irmão Kevin. Além disso, mancava desde que começara a andar e também havia mencionado eventos na vida de Kevin ao conversar com a mãe.

    O caso de Patrick é um dos exemplos de marcas e defeitos de nascença sobre os quais o Dr. Stevenson escreveu em Reincarnation and Biology: A Contribution to the Etiology of Birthmarks and Birth Defects, livro no qual apresenta diversos casos de crianças que não apenas relataram lembranças de vidas passadas como exibiam sinais que evocavam feridas no corpo de personalidades anteriores. São crianças de várias partes do mundo, com diferentes tipos de marcas e defeitos. Embora eu não vá tentar resumir todos os 225 episódios ali narrados, alguns merecem ser revistos mais de perto.

    Vida Antes da Vida – Jim Tucker – Capítulo 4.

  50. Juliano Diz:

    Olá Pessoal. Após muito tempo sem reaparecer, resolvi voltar. Mais cético que nunca, mas ainda com a intuição forte que de alguma forma continuamos existindo após a morte do corpo físico.

    Ultimamente andei estudando, assistindo filmes, lendo na internet sobre algo que sempre me encantou desde menino, qual seja, a Guerra da Secessão. E desta eu assisti o filme “Gettysburg”, que já havia assistido outras duas vezes, diga-se, mas após ver o filme entrei na internet para baixar a sua trilha sonora, que eu acho muito bonita. E qual não foi a minha surpresa quando me deparei com as informações no youtube que Gettysburg, cidade nos Estados Unidos onde ocorreu a batalha mais sangrenta da Guerra da Secessão, é um local onde segundo muito relatos, fantasmas aparecem. Há vários relatos de aparecimento, inclusive com alguns documentários, e estudos em vários sites americanos sobre o local e o fenômeno das aparições. Óbvio que isto gera muito dinheiro para a cidade, e talvez não se tenha de fato nenhum fantasma lá, tudo seja uma grande crença. Mas achei interessante levantar a questão. Disto, há alguns vídeos na internet sobre o local que achei interessantes, seguem os mesmos, descobri como se faz no youtube para copiar/colar inteiro. E fico no aguardo de comentários, caso ocorram. Desde já valeu, e é bom voltar. Um abração a todos.

    http://www.youtube.com/watch?v=2StlW9XuA2g
    http://www.youtube.com/watch?v=G39FMA26NK8
    http://www.youtube.com/watch?v=_xlyofmznOs

  51. Gilberto Diz:

    Biasetto 1:
    .
    No Egito Antigo já conheciam não somente a nicotina e o tabaco, mas outras drogas como a bolinha, o crack e o Vasco.
    .
    Biasetto 2:
    .
    O garoto talvez até não conseguisse levantar o braço direito totalmente, mas como não procuravam por essa característica, ela passou desapercebida. O processo se dá dessa forma. Você só acha o que procura.
    .
    Leonardo 3 (bem, tecnicamente tinha que ser Leonardo 1!!)
    .
    Baixe as 6 temporadas de Ghost Hunters e as 2 de Ghost Hunters International. É muito divertido e mostra casos como esse todo o tempo. Levo sempre alguns episódios comigo no meu Ipod e vejo no metrô!!

  52. Gilberto Diz:

    Biasetto 4:
    .
    A Svetla Balabanova já posou pro Met-Art?

  53. Biasetto Diz:

    Vamos lá,
    Primeiramente, saudações ao amigo Juliano.
    .
    O Gilberto que conheço, reapareceu.
    A história lá das múmias, é muito interessante, não venha com tiração de sarro. Tb, discordo das drogas que tu citastes (estou falando igual ao Scur, se ele fica mais uns dias em casa, eu voltava a ser espírita!) – mas enfim, tira o Vasco desta.
    .
    Quanto a Svetla Balabanova ter pousado pro Met-Art, acho muito pouco provável (hehe!). Você conhece: Angel Dark e Laura Angel? São dois anjinhos…

  54. Biasetto Diz:

    Olá Juliano,
    Muito intrigantes os vídeos.
    .
    Só duas observações:
    1º) Quanto aos dois primeiros, que são fantásticos, fica a dúvida sobre a autenticidade dos mesmos, pq com a tecnologia que se tem hoje, sei lá, será que são reais? Se forem, são espetaculares!
    2º) O 3º vídeo, eu acho que já tinha visto, e vi um comentário, não sei se foi no e-farsas, dizendo que são pessoas, caminhando por ali.
    Um abraço!

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