Uma Investigação de Médiuns que Alegam Receber Informações Sobre Pessoas Falecidas (2011)

Este artigo foi publicado em janeiro de 2011 no Journal of Nervous and Mental Disease, uma revista científica indexada com fator de impacto 1,771 (JCR-2009). A revisão da tradução custou 117 reais, e aqueles que quiserem contribuir financeiramente para que mais artigos como esse sejam traduzidos e disponibilizados para o público, entrem em contato comigo. Meu email pode ser visto ao fim da página, colocando o mouse sobre o meu nome.

ARTIGO ORIGINAL  

Uma Investigação de Médiuns que Alegam Receber Informações Sobre Pessoas Falecidas  

Emily Williams Kelly, PhD,* e Dianne Arcangel, MA  

Resumo: O crescente interesse do público no fenômeno da mediunidade, principalmente entre as pessoas desoladas pela perda de um parente, sugere a necessidade de se renovar os estudos controlados de médiuns, tanto para fornecer aos clientes potenciais critérios para julgar os médiuns quanto para ajudar os pesquisadores a saber se eles podem produzir informações específicas e precisas para as quais não tiveram acesso normal e, em caso afirmativo, sob que condições. Dois estudos foram conduzidos com médiuns que forneceram leituras sobre algumas pessoas falecidas em particular a um assistente substituto. Os assistentes reais, em condições cegas, avaliaram a leitura que se destinava a eles, juntamente com várias leituras de controle. No primeiro estudo, os resultados não foram significativos. No segundo estudo, muito maior, os resultados foram altamente significativos (z = –3.89, p < 0.0001, bi-caudal). Os autores discutem duas possíveis deficiências do estudo bem sucedido e indicam alguns caminhos para novas pesquisas.  

Palavras-chave: mediunidade, dissociação, luto, mente e cérebro.

(J Nerv Ment Dis 2011; 199: 11–17)  

Nos últimos anos, a mídia popular tem tanto refletido quanto incentivado o interesse crescente do público nos médiuns, isto é, indivíduos que afirmam transmitir informações sobre pessoas falecidas que o médium não teria um meio normal de conhecer. (“Médiuns” são normalmente distinguidos de “psíquicos” na medida em que os primeiros se comunicam ostensivamente com uma pessoa falecida, enquanto que o segundo dará a seus clientes ou “assistentes” informações importantes sobre os próprios assistentes ou sobre outras pessoas vivas. A distinção se destina a prejulgar a fonte real da informação que está sendo dada — sendo esta a principal questão a ser abordada pela pesquisa. Além disso, muitos médiuns e psíquicos exercem ambas as atividades.) Inúmeras pessoas têm começado a trabalhar como médiuns profissionais, e muitos deles, apesar de cobrarem altas somas, possuem longas listas de espera. Obviamente, muitas pessoas que perderam seus entes queridos procuram nos médiuns um alívio para essa dor, o que podem não ter encontrado em outro lugar.

O interesse na mediunidade e na evidência que ela pode proporcionar para a sobrevivência da personalidade humana depois da morte não é um fenômeno novo. Começando no final do século XIX e continuando pelos próximos 50 anos, os médiuns foram investigados de forma intensa e prolongada (para revisões, ver Braude, 2003; Gauld, 1982; Stevenson, 1977). O estudo da mediunidade era parte de um programa maior de pesquisa, chamado de pesquisa psíquica, que foi motivado por uma pergunta básica: a suposição de que a consciência é produzida pelo cérebro é adequada para explicar toda a experiência humana? Muitos fenômenos estudados pelos pesquisadores psíquicos, incluindo alucinações não patológicas, hipnose e mesmerismo, fenômenos psicofisiológicos incomuns, e psi (o termo coletivo para telepatia, clarividência, precognição e psicocinese), sugerem fortemente que os fenômenos mentais não são sempre ou totalmente confinados aos limites sensório-motores normais (Kelly et al., 2007). No que diz respeito à mediunidade em particular, métodos foram desenvolvidos para garantir que os médiuns não tivessem acesso normal à informação fornecida por eles, e as pessoas que estudaram cuidadosamente a pesquisa, tais como os psicólogos William James (Burkhardt, 1986) e Murphy e Dale (1961), não tinham dúvidas de que, entre os melhores médiuns, pelo menos algumas das informações dadas não vieram de fontes sensoriais normais. No entanto, a questão permaneceu: qual foi a fonte dessas informações? Considerando que algumas pessoas argumentaram que a fonte parecia ser uma pessoa falecida, outros achavam que a telepatia, a clarividência, ou algum outro processo “supranormal” entre pessoas vivas poderia explicar todos os fenômenos relatados.

Os pesquisadores psíquicos se tornaram cada vez mais frustrados com a incapacidade de resolver esta questão e, por fim, concentraram-se em problemas aparentemente mais tratáveis. Desde meados do século XX, a pesquisa com médiuns tem sido, na melhor das hipóteses, esporádica. Contudo, e com base no renovado interesse do público em geral, no entanto, parece importante voltar a realizar pesquisas bem controladas com os médiuns, por duas razões principais. Primeira: é importante oferecer às pessoas, e principalmente às pessoas que sofrem pela perda de seus entes queridos, critérios para julgar aqueles que afirmam possuir capacidades mediúnicas. Infelizmente, devido à natureza comercial e não controlada das leituras normalmente dadas por médiuns, é muitas vezes difícil avaliar adequadamente a qualidade do material produzido, e existem vários tipos de explicações “normais” em potencial sobre as quais os clientes dos médiuns devem estar cientes. A segunda razão é que parece importante tentar repetir a pesquisa de alta qualidade anterior que pôs seriamente em dúvida a adequação dos pressupostos científicos modernos sobre a relação entre a mente e o cérebro. Como a maioria dos melhores médiuns do passado fornecia leituras enquanto eles estavam em um estado de transe, o interesse na mediunidade entre os primeiros pesquisadores psíquicos foi parte de um interesse maior em fenômenos dissociativos. Muitos eventos “supranormais” ou psi parecem ocorrer enquanto a pessoa está em algum tipo de estado alterado de consciência, sugerindo que tais estados podem alterar a relação normal entre a mente e o cérebro permitindo assim que os acontecimentos paranormais surjam. São poucos os médiuns de hoje que trabalham em um estado de transe, mas se pudermos identificar os médiuns contemporâneos cujas leituras não sejam imputáveis às explicações normais, a investigação com eles pode nos ajudar a entender melhor as condições psicológicas favoráveis para o seu sucesso. A presente investigação foi realizada com estes objetivos em mente.

ESTUDOS RECENTES

Nos últimos anos, houve poucos estudos experimentais com médiuns. No primeiro destes (Schwartz e Russek, 2001; Schwartz et al, 2001, 2002), os assistentes avaliaram leituras que eles sabiam ser destinadas a eles. Além disso, em muitos casos, eles foram capazes de fornecer feedback durante a leitura para os médiuns. Estes estudos foram corretamente criticados (Bem, 2005; Hyman, 2003; Stokes, 2002; Wiseman e O’Keefe, 2001), pois forneceram controles inadequados na condução das leituras e da avaliação. Em um estudo posterior realizado pelo mesmo grupo de pesquisa, envolvendo um médium e 6 assistentes (Schwartz et al., 2003), sob condições duplo-cegas, cada assistente avaliou duas transcrições, sem saber qual era a destinada a ele. Os resultados globais, porém, não foram estatisticamente significativos. Os autores escolheram os resultados de um assistente como sendo particularmente impressionantes, mas os exemplos de declarações citadas no documento não foram, em nossa opinião, nada impressionantes, a maioria delas sendo vagas e aplicáveis a muitas pessoas.

Outro estudo (Robertson e Roy, 2004) também envolveu um método duplo-cego (Roy e Robertson, 2001) em que os assistentes alvos foram escolhidos aleatoriamente e o médium fez a leitura em um outro quarto, isolado do grupo. Havia 10 médiuns e 300 participantes. Infelizmente, em vez de realizar um único estudo ou uma série de estudos utilizando o mesmo procedimento, os investigadores conduziram 13 diferentes sessões experimentais nas quais diversos projetos experimentais foram implementados. Além disso, os resultados foram avaliados por uma análise estatística complexa de probabilidade de valores dados às declarações individuais. Embora os autores tenham relatado resultados altamente significativos, os métodos estatísticos têm sido fortemente criticados (Markwick, 2007). O mais preocupante talvez seja o fato de que os investigadores não relataram separadamente os resultados das diferentes experiências ou condições experimentais, o que torna impossível determinar os resultados reais e comparar os testes mais rigorosos com aqueles menos rigorosas ou simplesmente diferentes.

O’Keeffe e Wiseman (2005) relataram um estudo em que 5 médiuns fizeram leituras para cada um dos cinco assistentes, e chegaram a um total de 25 leituras. Os médiuns e os assistentes estavam visual e acusticamente isolados uns dos outros. Os assistentes receberam as listas de declarações de todas as leituras, avaliando-as de maneira cega. Os resultados não foram significativos. Além disso, o estudo indicou que as leituras que tinham mais declarações, e as mais gerais, receberam pontuações mais altas do que as leituras em que algumas declarações um tanto mais específicas foram feitas, o que na conclusão dos autores sustenta a hipótese de que grande parte do aparente sucesso das leituras mediúnicas comuns e não cegas pode ser atribuído à imprecisão e generalidade das declarações.

Outro estudo (Beischel e Schwartz, 2007) envolveu o que os investigadores descrevem como condições “triplo-cegas”: os médiuns desconheciam a identidade dos assistentes, os assistentes julgavam as leituras sem saber quais eram destinadas a eles, e os pesquisadores que interagiram com os médiuns e os assistentes desconheciam a identidade dos assistentes e a identidade dos alvos corretos (leituras). Para cada um dos oito assistentes, agrupados em 4 pares, houve duas leituras, fornecendo um total de 16 leituras. Cada assistente avaliou dois pares de leituras, de cada par uma leitura era destinada a ele, enquanto a outra leitura era para o assistente com quem ele/ela estava emparelhado. Das 16 leituras, 13 foram escolhidas corretamente, o que (assumindo independência) é um resultado marginalmente significativo (probabilidade binomial bicaudal de 0,021).

Por fim, Jensen e Cardeña (2009) relataram um estudo em que 1 médium realizou 7 leituras para assistentes ausentes que sofreram perdas significativas de pelo menos duas pessoas. Tanto o médium quanto o experimentador que interagia com o médium desconheciam a identidade dos assistentes. Os assistentes avaliaram de forma cega todas as 7 leituras e as listas de declarações associadas com cada leitura, sem saber qual era realmente a deles. Nenhum assistente pegou a leitura correta, e os resultados gerais não foram significativos.

OBJETIVOS DO ESTUDO PRESENTE  

O objetivo do estudo foi tentar identificar os médiuns contemporâneos que possam, assim como os melhores médiuns do passado, produzir material probatório, sob condições controladas.

Ao avaliar as informações dadas por um médium, o primeiro objetivo e o mais importante é determinar se as declarações do médium podem ter derivado de uma fonte normal ou não. Uma explicação normal comum para a mediunidade é que os médiuns pescam a informação (“leitura fria”), seja de forma deliberada ou inadvertida, primeiro fazendo afirmações vagas ou gerais e, em seguida, recebendo qualquer feedback ou pistas a partir das respostas ou aparência do assistente para refinar e ajustar essas declarações vagas. Mesmo quando o médium não permite ao assistente dizer qualquer coisa exceto um “sim” ou um “não” em resposta a uma declaração, ele ou ela podem, contudo, obter uma grande quantidade de informações e orientações com base nessas respostas. A forma mais importante para evitar tais comentários é eliminar qualquer contato direto sensorial entre o médium e o assistente. Há duas maneiras de garantir que isso seja feito. Em alguns estudos, os assistentes estavam presentes na leitura, mas visualmente e acusticamente isolados dos médiuns (Haraldsson e Stevenson, 1974; O’Keeffe e Wiseman, 2005). Em outros estudos, um assistente por procuração — ou seja, alguém com pouco ou nenhum conhecimento sobre o falecido — sentou-se com o médium em vez de com o assistente real (Kelly, 2010).

Uma segunda explicação normal é que as declarações do médium são tão gerais e vagas que podem ser aplicadas a muitas pessoas ou ser interpretadas de várias maneiras diferentes pelos assistentes. Nesta hipótese, as sessões mediúnicas aparentemente bem-sucedidas são simplesmente o resultado do acaso, da seleção arbitrária de declarações, e de interpretação por parte do assistente tendencioso devido à dor ou ao pensamento fantasioso. Diversas têm sido as tentativas de desenvolver métodos para resolver este problema através da avaliação quantitativa das declarações dos médiuns para determinar quão específicas ou gerais elas são (Burdick e Kelly, 1977; Kelly, 2010; Schouten, 1994). Nestes estudos, tanto os assistentes intencionados como as pessoas de controle avaliaram quão bem as declarações individuais podiam ser aplicadas a si mesmos e a seus entes queridos e, em seguida, com base nas respostas dos controles, os pesquisadores tentavam calcular a probabilidade de uma determinada declaração ser precisa. Em alguns estudos (Hyslop, 1919; Saltmarsh, 1929; Stevenson, 1968; Thomas, 1937) os controles sabiam que as declarações não foram destinadas a eles. Em outros estudos (Pratt, 1936, 1969, Pratt e Birge, 1948), as pessoas-alvo e de controle desconheciam o fato de as leituras terem sido feitas para elas. Claramente, este último método é preferível para uma avaliação quantitativa objetiva.

No presente estudo, todas as sessões foram realizadas com um assistente substituto que sabia pouco ou nada sobre a pessoa morta, e sem o assistente real estar presente ou ouvindo a leitura. As sessões intermediadas reduzem muito a probabilidade de as explicações acima serem aplicáveis. Em primeiro lugar, a tentativa de “pescar” informações pelo médium pode provocar pouco ou nenhum feedback relevante. Em segundo lugar, os assistentes reais podem avaliar as leituras cegas e reduzir os efeitos da interpretação enviesada das declarações vagas ou gerais.

Este estudo é composto de duas partes. Embora o procedimento básico tenha sido o mesmo em ambas, foram feitas mudanças suficientes no segundo estudo; portanto, iremos descrever os métodos e os resultados dos dois estudos em separado.  

ESTUDO 1  

Métodos

No estudo 1, 4 médiuns fizeram 3 leituras cada um, um total de 12 leituras, uma para cada um dos 12 assistentes diferentes. E.W.K. recrutou os médiuns e serviu como o assistente substituto. D.A., um conselheiro pastoral e antigo capelão do hospício, recrutou os assistentes, nenhum deles era conhecido de E.W.K. E.W.K. agendou os horários para as leituras com os médiuns, e D.A. não sabia qual médium faria uma leitura particular. Os assistentes não tiveram acesso aos nomes dos médiuns que participaram do estudo. D.A. escolheu um assistente para cada leitura, e nem o médium nem E.W.K. sabiam quem o assistente seria até o momento da leitura. O médium e E.W.K. receberam apenas o primeiro nome e a data de nascimento (mas não o ano) do assistente (Os próprios médiuns tinham sugerido que estas informações seriam suficientes para ajudá-los a concentrar-se no assistente). D.A. disse aos assistentes o dia e a hora em que sua leitura seria realizada e os instruiu a sentarem-se calmamente durante a hora seguinte e pensarem sobre o(s) falecido(s) que pretendiam entrar em contato. Em nenhum momento do estudo houve qualquer contato entre os assistentes e os médiuns, ou D.A. e os médiuns. Qualquer contato entre E.W.K. e os assistentes só ocorreu após os assistentes terem feito suas avaliações e suas pontuações terem sido calculadas.

No momento de cada leitura programada, E.W.K. chamou o médium, forneceu o primeiro nome e a data de nascimento do assistente intencionado, e registrou a leitura através do telefone. Foram feitas transcrições de todas as 12 leituras. Além disso, E.W.K. fez listas detalhadas dos itens individuais ou declarações feitas em cada leitura. Todas as referências ao nome do assistente, sexo, ou datas de aniversário foram substituídas nas transcrições e nas listas de declarações por um X.

A cada um dos 12 assistentes foram enviadas transcrições de sua própria sessão e de três sessões destinadas a outra pessoa, escolhidas aleatoriamente, bem como as listas de declarações individuais extraídas dessas quatro sessões. Eles classificaram a precisão e o significado de cada declaração em uma escala de 5 pontos e, em seguida, tentaram pegar a sua própria leitura do grupo de 4. E.W.K. calculou a pontuação para cada uma das 48 listas de declarações, com base no número de declarações e nas classificações dadas para precisão e significado.  

Resultados

Os resultados do estudo 1 não foram significativos: apenas 2 dos 12 assistentes foram capazes de identificar corretamente a sua própria leitura, quando aleatoriamente se esperava que 3 o fizessem. Apesar disso, uma terceira assistente, que se recusou a escolher uma leitura usando o argumento de que nenhuma delas parecia ser suficientemente precisa para ela, obteve uma maior pontuação em sua própria leitura do que nas outras 3. Curiosamente, os dois assistentes que escolheram corretamente a sua própria leitura receberam as leituras do mesmo médium.  

ESTUDO 2  

Métodos

Como os resultados do estudo 1 não foram significativos, decidimos fazer 3 mudanças principais no estudo seguinte:

1. No estudo 1, fornecer ao médium somente o primeiro nome e a data de aniversário do assistente pareceu insuficiente para o médium se concentrar na pessoa falecida, apesar de todos os médiuns terem pensado que isto seria suficiente. Portanto, no estudo 2, enviamos fotos das pessoas falecidas para os médiuns, mas não fornecemos outras informações, nem sobre os assistentes nem sobre as pessoas falecidas.

Para ajudar a minimizar a possibilidade de o médium deduzir informações sobre a pessoa da fotografia, pedimos aos assistentes que enviassem fotografias “neutras” que mostrassem a pessoa sozinha e não engajada em atividades específicas (tais como jogar tênis ou ler) que pudessem fornecer informações significativas sobre o falecido.

2. Para analisar a questão de saber se o assistente substituto pode desempenhar algum papel no sucesso ou fracasso de uma leitura, E.W.K. e D.A. dividiram o papel de substitutos, cada um tornando-se responsável por conduzir metade das sessões com cada médium.

3. Nós também decidimos simplificar o método dos assistentes avaliarem as leituras. Há duas maneiras básicas de avaliar o material de resposta livre, incluindo leituras mediúnicas. Pode-se marcar o material item por item e calcular a exatidão de todas as afirmações feitas em conjunto, como foi feito no estudo 1 e, como tem sido feito em estudos mais recentes de médiuns. A segunda maneira é avaliar a leitura de maneira global, ou seja, considerando a leitura em geral e não afirmação por afirmação. Este método é amplamente utilizado em parapsicologia na pesquisa Ganzfeld (Bem e Honorton, 1994; Bem et al, 2001), mas, embora tenha sido introduzido na pesquisa mediúnica em 1949 (West, 1949), não tem sido muito usado nesse contexto. O método global é uma maneira muito mais simples e direta de se avaliar as leituras. Discriminar declarações não é um processo simples, especialmente porque muitas declarações estão inter-relacionadas e não são independentes umas das outras. Além disso, e talvez o mais importante, é o fato de que uma avaliação global permite a possibilidade de que muito do que se diz no meio de uma sessão seja de fato o que poderíamos chamar de material de “enchimento” — isto é, geral, vago, ou imagens e impressões estranhas provenientes da mente do próprio médium e que não têm nada a ver com o alvo pretendido, a pessoa falecida. No entanto, se as informações suficientemente precisas vierem através deste material de “enchimento” de modo que os assistentes possam identificar a leitura correta de um grupo de controle, então o material impreciso ou irrelevante pode ser desconsiderado. Decidimos adotar esse método de avaliação global no estudo 2.

No estudo 2, 9 médiuns e 40 assistentes participaram. Para cada assistente, uma leitura foi realizada; 2 médiuns fizeram 6 leituras cada um e 7 médiuns fizeram 4 leituras cada um. E.W.K. recrutou os médiuns novamente, sendo que nenhum deles havia participado do estudo 1. E.W.K. recrutou 30 assistentes de um grupo de pessoas que haviam sofrido perdas significativas e que manifestaram interesse em participar. Dez outros assistentes foram recrutados por D.A. Cada assistente nos enviou uma fotografia da pessoa falecida, com quem eles queriam fazer contato.

E.W.K. dividiu as pessoas falecidas em 4 grupos: homens com mais de 30 anos de idade, mulheres com idade acima de 30 anos, homens com idade inferior a 30, mulheres com idade inferior a 30 (como E.W.K. só sabia a idade real de algumas dessas pessoas, elas foram designadas para as categorias de acordo com a sua aparência na fotografia). Havia 11 homens idosos, 10 mulheres idosas, 10 jovens do sexo masculino e 9 jovens do sexo feminino.

E.W.K. fez cópias de todas as fotografias, escreveu um número na parte de trás de cada uma, e enviou cópias das fotografias para os médiuns. Dois médiuns receberam 6 fotografias, e 7 médiuns receberam quatro fotografias.

Nenhuma das 40 fotografias foi enviada para mais de um médium. Para cada médium, E.W.K. tentou enviar fotografias de pessoas de diferentes idades e sexos, mas isso não foi feito de forma sistemática, porque tantos os assistentes como os médiuns foram recrutados durante o estudo.

E.W.K. e D.A. agendaram suas próprias 20 leituras com os médiuns de modo independente. No início de cada leitura os médiuns escolhiam com qual fotografia pretendiam trabalhar ou se sentiam particularmente atraídos naquele momento. Assim, em nenhum dia E.W.K. ou D.A. sabiam qual leitura seria feita, e os assistentes não tinham informações sobre quando as leituras seriam feitas. Os assistentes também não sabiam os nomes de quaisquer dos médiuns que participavam do estudo.

Como E.W.K. numerou as fotografias, durante as 20 leituras em que ela era a substituta, ela sabia a identidade da pessoa falecida. Por outro lado, D.A. não sabia quais os números que correspondiam às fotografias, e assim ela tinha bem menos informações sobre o que aconteceria nas sessões. Todavia, o conhecimento de E.W.K. sobre as pessoas falecidas e os assistentes geralmente era extremamente limitado e, portanto, ela ainda não estava em condições de fornecer feedback útil ao médium. (Mais adiante nessa discussão nós comentaremos a extensão do conhecimento de E.W.K sobre os assistentes e as pessoas falecidas e o seu possível impacto nos resultados).

As 40 leituras gravadas em áudio foram transcritas, e E.W.K. editou todas as transcrições para remover quaisquer referências à aparência da pessoa na fotografia ou outras pistas semelhantes. Ela também removeu todos os trechos de conversas não relacionadas à leitura, bem como palavras desnecessárias ou repetidas muitas vezes (como “hum”, “você sabe” e afins), para fazer com que a transcrição da sessão fosse menos cortada (como uma conversa falada muitas vezes é) e, portanto, mais fácil de ser lida. Por outro lado, nenhum dos termos do palavreado do próprio médium foi alterado; a transcrição é uma cópia literal do que o médium disse durante a sessão. (Agradecemos os comentários de outras pessoas sobre a edição das transcrições, e forneceremos cópias das transcrições editadas e não editadas às pessoas que desejarem examiná-las e analisá-las).  

Tabela 1: Sumário das Avaliações: Como os Assistentes Cegamente Classificaram a Leitura Correta em Comparação Com as 5 Leituras Controle

Classificado 1 (isto é, escolhida corretamente)

14

Classificado 2

7

Classificado 2.5 (empatado com 2)

1

Classificado 3

5

Classificado 3.5

3

Classificado 4

4

Classificado 4.5

2

Classificado 5

1

Classificado 5.5

1

Classificado 6

0

Cada assistente recebeu 6 transcrições, a real, assim como as 5 destinadas a outras pessoas, todos as seis selecionadas com base na mesma faixa etária e sexo. As leituras também foram distribuídas de tal forma que cada uma delas serviria como um “controle” um mesmo número de vezes. Os assistentes foram instruídos a ler cuidadosamente todas as 6 e então pontuar cada uma em uma escala de 0 a 10. Também se pediu a eles que comentassem as leituras e explicassem por que escolheram a que eles classificaram como a mais alta.  

Resultados

Trinta e oito conjuntos de avaliações foram devolvidos. Para 1 médium todas as 6 avaliações foram devolvidas; para 1 médium 5 das 6 avaliações foram devolvidas; para 6 médiuns todas as 4 avaliações foram devolvidas, e para 1 médium 3 de 4 avaliações foram devolvidas.

As avaliações foram convertidas em posições. A Tabela 1 resume a classificação que os assistentes deram às cegas à leitura feita para eles, em comparação com as 5 leituras de controle.

Em resumo, a distribuição das posições obtidas está longe de ser aleatória: 14 das 38 leituras foram corretamente escolhidas, e outras 7 foram classificadas em segundo lugar. Ao todo, 30 das 38 leituras foram classificadas na metade superior. A análise destes resultados com o método de soma das ordens (Solfvin et al., 1978) dá o escore z de –3.89 (p < 0.0001).

Como mencionamos anteriormente, um dos principais objetivos do estudo era identificar os médiuns que pudessem se sair bem sob condições experimentais controladas. Um médium claramente se destacou: todas as suas 6 leituras foram classificadas como número 1. Alguns outros também se saíram bem, embora com poucas tentativas. Os resultados individuais dos médiuns são apresentados na Tabela 2.  

Tabela 2: Resultados Individuais para os Médiuns: Como suas Leituras Foram Ordenadas

Médium

Posições

Posição Média

1

6 leituras ordenadas 1 (todas as 6 leituras escolhidas corretamente)

1

2

2 leituras ordenadas 1; 2 ordenadas 3

2

3

2 leituras ordenadas 1; 2 ordenadas 2; 1 ordenada 4.5

2.1

4

1 leitura ordenada 1; 2 ordenadas 2; 1 ordenada 4

2.25

5

2 leituras ordenadas 2; 1 ordenada 2.5; 1 ordenada 3

2.38

6

1 leitura ordenada 1; 1 ordenada 3; 1 ordenada 3.5; 1 ordenada 4

2.88

7

1 leitura ordenada 2; 1 ordenada 3; 2 ordenadas 3.5

3

8

1 leitura ordenada 1; 2 ordenadas 4; 1 ordenada 5

3.5

9

1 leitura ordenada 1; 1 ordenada 4.5; 1 ordenada 5.5

3.67

Média de todas as ordenações: 2.4

 

Mesmo quando os resultados do médium com a maior pontuação são removidos, a análise das leituras restantes, novamente usando o método de soma das ordens, dá o escore z de –2.69, o que ainda é altamente significativo (p < 0.0074).

Também procuramos saber se a pessoa que serviu como assistente substituta teve qualquer efeito sobre os resultados. Em 20 sessões para as quais E.W.K. foi a substituta, a soma das ordens foi de 51 (z = 2.42, p < 0.016, bicaudal); nas 18 sessões para os quais a D.A. foi a substituta, a soma das ordens foi de 40.5 (z = –3.04, p < 0.002, bicaudal). Embora ambos sejam independentemente significativos, os resultados das sessões de D.A. foram um pouco melhores. A diferença, entretanto, não é significativa, sugerindo que a pessoa que serve como substituta não tem efeito sobre os resultados.

RESULTADOS QUANTITATIVOS VERSUS QUALITATIVOS

No presente estudo, nos concentramos em um projeto de pesquisa que nos permitisse avaliar os resultados estatisticamente e, assim, tentar minimizar a possibilidade de que os resultados fossem devido ao acaso ou à excessiva interpretação de declarações vagas. No entanto, os aspectos qualitativos das leituras são igualmente importantes, não só por causa do impacto emocional que elas costumam ter sobre a pessoa que está em luto, mas também porque eles podem nos dar mais detalhes sobre, por exemplo, o tipo de informações mais propensas a passar.

Embora tenhamos solicitado aos assistentes que comentassem as leituras e explicassem por que escolheram uma em especial, poucos o fizeram em detalhes. A maioria das 14 pessoas que havia escolhido a sua própria leitura fez comentários do tipo: “Eu não vejo como poderia ser outra coisa senão (leitura X)”, “Tenho certeza que esta é a escolha correta e apostaria a minha vida nisso”, “uma leitura se destacou das demais… Só soube que (esta) era a correta porque soava como a minha mãe”, ou “tinha alguns trechos que poderiam ser aplicados ao meu filho.”

Além de tais afirmações gerais, no entanto, alguns comentaram detalhes específicos que os impressionaram. Por exemplo, a pessoa que afirmou que “apostaria a vida” na escolha feita citou a declaração do médium: “há algo engraçado sobre as balas de alcaçuz pretas… Alguma grande piada sobre o assunto, algo do tipo, óóó, você gosta disso?” De acordo com o assistente, o seu filho falecido e sua esposa [do assistente] faziam piadas sobre as balas de alcaçuz freqüentemente. Além disso, o médium tinha dito “Eu também tenho uma dor aguda na parte de trás do lado esquerdo da minha cabeça, atrás, no occipital. Então, talvez tenha havido uma lesão lá na parte de trás, ou [ele] bateu em alguma coisa ou algo o atingiu.” O falecido tinha morrido de uma lesão desse tipo sofrida em um acidente de carro.

Em outra leitura, o médium disse: “Eu sinto como se o cabelo que eu vejo aqui [na foto] tivesse caído, então eu imagino que foi câncer ou alguma doença do tipo que fez o cabelo cair”, e mais tarde “o cabelo dela — em algum momento ela passou a ripar o cabelo, ela tentou várias cores. Eu acho que ela experimentou tingi-lo de diferentes cores antes de sua morte.” A mãe da menina confirmou que ela tinha morrido de câncer, tinha tingido o cabelo de “rosa-choque” antes de sua cirurgia, e quando o cabelo começou a cair, ela raspou a cabeça (o cabelo dela estava com uma aparência normal na foto). O médium também disse: “Eu sinto que estou em Northampton, Massachusetts… Northampton tem esse ar de cidade universitária que rejeita o comportamento convencional.” Embora a menina tenha vivido e morrido no Texas, de acordo com a sua mãe “este é o lugar onde ela disse a uma amiga que queria ir para a faculdade.”

Em outra leitura, o médium disse que “ela trabalhava com números ou recebendo faturas prontas ou ajudando com as contas, porque ela está me mostrando números em volta dela. Então eu não sei se ela ajudava o marido a pagar as contas, ou se ela o ajudava no trabalho com as faturas. Mas ela está me mostrando que ela teve que aprender muita matemática. Ou que tinha que lidar com o dinheiro”. De fato, ela e o marido tinham começado um negócio que se tornou muito bem sucedido, e ela tinha feito toda a contabilidade nos primeiros anos.

Em outro exemplo, entre muitos outros detalhes, o assistente comentou especialmente sobre a declaração “ele disse ‘eu não sei por que eles mantêm aquele relógio se não vão fazê-lo funcionar’. Então alguém ligado diretamente a ele tem um relógio que ou não deram corda, ou deixaram parar, ou ele fica ali só parado. E ele perguntou qual é a lógica de se ter um relógio que não está funcionando? Então alguém provavelmente conhecia essa história e sabia que ela faria muita gente dar risada.”  A assistente riu (e chorou) após ouvir essa declaração, porque um relógio de pêndulo que seu marido vivia dando corda não tinha sido dado corda desde a sua morte. O médium tinha também comentado que “ele costumava pregar insistentemente o seu ponto de vista”; seus filhos quando jovens freqüentemente se queixavam do “papai estar sempre pregando”.

Entre os 26 assistentes que não tinham escolhido a leitura correta, a imagem qualitativa ficou mais confusa. Doze destes assistentes não ficaram impressionados com nenhuma das leituras, fazendo comentários como “eu estou tentando encontrar algo e não estou certo sobre qualquer uma das leituras”, “nenhuma dessas leituras me chamou a atenção”, “nenhuma delas era do meu filho… Eu nunca vi tantos erros”, ou “no geral, a maior parte continha ruídos, pouco sinal”. Por outro lado, 12 outros assistentes fizeram comentários bastante semelhantes àqueles feitos pelos assistentes que escolheram corretamente. Por exemplo, um assistente disse que “no terceiro parágrafo, eu ‘já sabia’ que esta era a leitura correta”, ou “[a leitura] se destacou e tem muitas descrições precisas de talentos, traços e personalidade da minha filha.” Não muitos desses assistentes apontaram detalhes específicos, mas alguns o fizeram. Uma assistente, que disse que a leitura “dava a ‘impressão’ de ser sobre a minha filha”, explicou também que ela pediu a sua filha para lhe enviar uma mensagem sobre o Mágico de Oz, e no final da leitura o médium havia dito “eu estou ouvindo uma referência ao Mágico de Oz. E ao Totó também. E à Glinda, a bruxa boa.”

Os 2 assistentes restantes escolheram duas sessões como as principais — uma das quais era, na verdade, a correta — mas em uma última análise acabaram favorecendo a incorreta. Uma pessoa deu o aval para a incorreta por causa de uma das observações contidas nela: “ela a vê [sua filha], e ela está lá com ela. Especialmente quando ela está lavando roupa.” A assistente comentou: “O que realmente me impressionou foi o comentário [na leitura errada] sobre a roupa. Quando a minha mãe vinha me visitar e passar duas semanas comigo e com minhas filhas, a alegria dela era lavar a minha roupa… Na semana anterior à morte de minha mãe, sabendo que ela não se recuperaria, eu segurei a mão dela e lhe disse que desejava que ela pudesse nos visitar e lavar a minha roupa. E nós rimos, e depois com um suspiro, ela me disse o quanto ela também desejava poder fazer isso novamente.”

Outra assistente também pegou duas leituras, sendo que uma delas era a correta, dizendo que as outras 4 “não apresentam qualquer semelhança com o meu marido”. Na leitura correta, o médium tinha começado dizendo que “talvez ele fosse um professor ou algo parecido… Eu sinto como se fosse algo que envolvesse [pausa] matemática. Parece que eu estou vendo derivadas e funções. Sim. Então, ele deve trabalhar numa área de engenharia aplicada, como metalurgia, esse tipo de coisa. Eu sinto que ele lida com metais. Metais? Mas não está envolvido na fabricação… talvez em engenharia civil.” O homem morto era um professor de ciência dos materiais e engenharia, e “A pesquisa mais importante do meu marido era dedicada às amostras de metal no microscópio eletrônico.” Apesar disso, a assistente em uma última análise não escolheu essa leitura (a correta), porque, como ela explicou, o restante da leitura não parecia ser sobre o seu marido e “na verdade uma pessoa diferente parecia ter assumido a comunicação”.

DISCUSSÃO

Os resultados do segundo e maior estudo foram altamente significativos, mas há pelo menos dois possíveis pontos fracos que devem ser abordados em estudos futuros.

Em primeiro lugar, pode-se argumentar que, não importa quão “neutra” uma fotografia possa parecer, os médiuns podem ser capazes de usá-las para “ler” informações úteis sobre o caráter de uma pessoa. Deve-se salientar que as coisas mais óbvias que podem ser lidas em uma fotografia e que podem influenciar o que o médium diz sobre a pessoa — ou seja, idade e sexo — foram eliminadas como fatores no estudo presente, pelo envio de seis leituras para o assistente julgar, que foram feitas com um grupo da mesma faixa etária e sexo. Muitas pessoas, entretanto, acreditam que outras características faciais revelam muito sobre o caráter ou personalidade de uma pessoa, e pode haver um “fundo de verdade” para esta crença (Berry e Finch Wero, 1993). Até agora, porém, o “fundo” parece ser bastante pequeno e talvez de pouca relevância no contexto atual. Muitos dos estudos experimentais sobre a relação entre os traços do rosto e a personalidade têm envolvido não só fotografias, mas pequenos videoclipes ou breves interações presenciais entre os sujeitos que estão sendo avaliados e os estranhos que fazem as avaliações. E em estudos envolvendo as fotografias, os resultados têm sido geralmente inconsistentes. Por exemplo, embora a extroversão pareça ser a dimensão de personalidade mais freqüentemente “lida” com base em fotografias (Fink et al, 2005;. Penton-Voak et al, 2006.), alguns estudos falharam em confirmar esse achado  (Shevlin et al., 2003). Mais genericamente, “enquanto muitos estudos têm encontrado pareceres parcialmente precisos de extroversão dos alvos, existem consideráveis inconsistências entre os estudos no que diz respeito à precisão dos pareceres de outros traços” (Penton-Voak et al., 2006, p. 617).

No presente estudo, a base para a hipótese de que os médiuns podem ler a personalidade a partir de fotografias pode vir do fato de que alguns assistentes de fato comentaram que eles escolheram a leitura que eles fizeram porque, nas palavras de um assistente: “a descrição da personalidade foi um acerto muito bom”. Por outro lado, alguns assistentes fizeram comentários semelhantes sobre leituras que acabaram não sendo a leitura correta.

Mais importante ainda é o fato de que muitos daqueles que escolheram com sucesso a sua leitura comentaram sobre detalhes que certamente não poderiam ser “lidos” a partir de uma fotografia, como várias das afirmações que são descritas na seção anterior. Por exemplo, o assistente citado no parágrafo anterior também observou o comentário do médium “Eu acho que ela colecionava algumas coisinhas… ou pequenas porcelanas ou coisas de vidro. Pequenas bugigangas. Mas eu continuo vendo um elefante com a tromba para cima, então ente deve ser um objeto especial ou algo que as pessoas possam entender”. O assistente posteriormente enviou a E.W.K. uma fotografia de um pequeno elefante de cerâmica, com a tromba para cima, parte de uma ampla coleção de sua falecida esposa e um item que estava sobre uma mesa em seu hall de entrada. Outro assistente observou, entre outras coisas, dois itens especialmente significativos: o médium se referiu a “Mike, Mikey, Michael”. O irmão do assistente (filho do falecido) era conhecido como “Mikey” quando jovem, “Michael” quando ficou mais velho, e, finalmente, “Mike”. Além disso, o médium se referiu a “uma mulher que foi muito influente nos anos de formação [da pessoa falecida]. Então, seja ela a mãe ou a avó… ela pode estrangular uma galinha.” O assistente comentou que a sua avó (mãe da pessoa falecida) “matava galinhas. Eu me assustei a primeira vez que a vi fazer isso. Eu chorei tanto que meus pais tiveram que me levar para casa. De modo que o estrangulamento da galinha é muito significativo… na verdade, eu muitas vezes me referi à minha querida avó como a assassina de galinhas.”

Nenhuma dessas afirmações pode ser considerada inteiramente única, embora nenhum outro assistente que tenha recebido essas leituras como controles comentou sobre elas. O que é ainda mais importante, é claro, é o fato de que a estrutura geral do estudo foi concebida para minimizar os efeitos de tais coincidências. Mas o ponto importante aqui é que estes tipos de detalhes específicos são improváveis de serem “lidos” a partir de fotografias, especialmente quando aplicados a alguém que não é a pessoa na fotografia.

O segundo potencial ponto fraco deste estudo foi que, como nós mencionamos acima, E.W.K. numerou as fotografias, e assim ela não estava uniforme e totalmente cega à  identidade dos assistentes ou das pessoas falecidas. Além disso, como também foi mencionado, ela tinha algum conhecimento prévio sobre alguns dos assistentes. Como se revelou, uma vez que os médiuns escolheram as fotografias que pretendiam trabalhar em um dia qualquer, 16 dos 20 assistentes de E.W.K. tinham sido recrutados por ela, e apenas 4 recrutados pela D.A. Entre os 20 assistentes de E.W.K., 8 eram completos estranhos, 6 eram conhecidos, e 6 eram colegas ou amigos. O conhecimento de E.W.K. sobre as pessoas falecidas associadas, porém, era muito mais limitado. Ela sabia do relacionamento entre a pessoa falecida e o assistente em 15 dos 20 casos, o modo de morte da pessoa falecida em 10, e a ocupação da pessoa falecida em 4. Em nenhuma dessas leituras, no entanto, o relacionamento específico, o modo de morte, ou a ocupação foram declarados pelo médium. Em 4 outros casos, o conhecimento de E.W.K. sobre a pessoa falecida era um pouco maior, mas novamente não pareceu haver nenhuma relação entre o seu conhecimento e as ordenações dos assistentes. Dois assistentes tinham participado do estudo 1, e como resultado disso E.W.K. tinha mais tarde sabido algo sobre a vida e morte da pessoa falecida. Nestes dois casos, uma assistente classificou sua leitura como a número 1, a outra classificou a sua como a de número 4,5 (ou seja, empatado em quarto lugar com outra leitura). Em dois outros casos, E.W.K. tinha conhecido a pessoa falecida. Uma delas ela conhecia muito bem, a outra ela encontrou uma única vez. O último caso foi ordenado como sendo o número 1, mas o anterior foi ordenado apenas como 4,5.

Também deve ser mencionado que E.W.K. não disse quase nada durante as leituras, exceto “OK” e similares — principalmente para permitir que o médium ouvisse a voz dela e, ocasionalmente, para garantir ao médium que ela ainda estava ouvindo. Naturalmente, os leitores têm apenas a nossa palavra para acreditar que foi assim que aconteceu, mas nós ficaríamos contentes em fornecer aos leitores interessados as transcrições ou as fitas originais para que possam avaliar por si mesmos.

Contudo, o mais importante é que o grau de conhecimento prévio de E.W.K., seja sobre o assistente ou sobre a pessoa falecida, parece irrelevante, pois, como lembramos aos leitores, não houve diferença significativa nos resultados das sessões em que E.W.K. era a substituta em relação às sessões em que D.A. — que desconhecia completamente a identidade dos assistentes — foi a substituta; e de fato os resultados de D.A. foram um pouco melhores e independentemente significativos.

Além dessas duas potenciais fraquezas do presente estudo em particular, também é importante para os estudos futuros ter em mente uma potencial fragilidade da investigação com assistentes substitutos em geral. A realização de leituras mediúnicas em condições intermediadas é um procedimento altamente incomum e artificial; o procedimento habitual envolve uma interação pessoal entre o médium e o assistente que está em luto. Nenhum dos médiuns com que trabalhamos havia feito uma leitura com assistentes substitutos anteriormente, e o fato de que todos eles estavam dispostos a tentar é um testemunho do sincero interesse deles na pesquisa e em aprender mais sobre suas próprias habilidades.

No entanto, tais condições artificiais, tão necessárias para uma avaliação adequada da mediunidade, podem inibir e prevenir importantes condições psicológicas favoráveis a leituras bem sucedidas, caso se postule que a fonte da informação precisa é uma pessoa falecida ou algum outro processo não ordinário de comunicação.

Conforme Stevenson (1968) advertiu, “remover o assistente da presença do médium… pode diminuir ambos os motivos do médium e do comunicador para a comunicação” (p. 336). Um procedimento alternativo que pode combinar as vantagens metodológicas da pesquisa por substituição com as vantagens psicológicas do contato pessoal é ter os assistentes presentes durante as leituras, mas visual e acusticamente isolados do médium, um procedimento que Haraldsson e Stevenson (1974) utilizaram com sucesso em um estudo.

Além disso, garantir que o assistente substituto desconhece completamente o assistente ou a pessoa falecida pode também não ser o ideal. Alguns conhecimentos mínimos podem ajudar a “soltar a bomba”.

James (1890), por exemplo, observou que “muitas vezes acontece assim: se você der a este personagem do transe um nome ou algum pequeno fato, cuja falta o levaria a uma paralisação, ele irá começar um copioso fluxo de conversa adicional, que contém em si uma abundância de ‘provas’” (p. 652).

Nenhuma das afirmações qualitativas descritas acima pode ser considerada única para uma e apenas uma pessoa, um fato que ressalta a necessidade de avaliações cegas e quantitativas que possam minimizar a possibilidade de puras coincidências. Além disso, seria útil avaliar quantitativamente, em uma grande amostra de leituras, a freqüência com que certas declarações qualitativas ou tópicos, incluindo nomes, ocorrem. Os médiuns, seja de modo geral ou individual, se referem com freqüência a avós “estranguladoras de galinhas”, ou a balas de alcaçuz, ou ao “hábito de pregar um ponto de vista de modo insistente?” Neste estudo, tais observações muito específicas foram feitas em apenas uma das 40 leituras, mas uma grande análise da escala da freqüência de determinados tipos de declarações que os médiuns fazem é essencial.

CONCLUSÕES

Ainda é muito cedo para comentar as implicações mais amplas deste estudo, o qual se trata apenas de uma tentativa preliminar de avaliar objetivamente as leituras de médiuns contemporâneos. O estudo parece de fato ter sido bem-sucedido em alcançar os objetivos da pesquisa, no sentido de que identificamos ao menos um médium que obteve resultados especialmente bons nos testes em condições controladas. Esperamos acompanhar esse indivíduo em estudos futuros. Esperamos também que nós, ou outros pesquisadores, possamos identificar mais pessoas desse tipo. Médiuns verdadeiramente talentosos podem, como outras pessoas dotadas, ser raros, e aqueles que podem atuar sob os tipos de condições necessárias para uma adequada avaliação científica mais raros ainda. No entanto, se pudermos identificar essas pessoas, e aprender mais sobre elas e as condições propícias ao seu êxito, tais estudos podem contribuir de forma importante para a nossa compreensão da natureza da consciência, em particular dos aspectos subliminares que raramente encontramos em nossos estados normais de consciência.  Entretanto, esperamos que este estudo possa sugerir aos leitores que os médiuns não são os oráculos infalíveis que muitas pessoas do público em geral parecem acreditar que eles são, nem as fraudes ou impostores que muitos cientistas assumem que eles são invariavelmente. A história da pesquisa sobre a mediunidade mostra que o fenômeno deve ser levado a sério, e nós esperamos que os resultados do nosso estudo possam encorajar outros cientistas a fazer isso.

AGRADECIMENTOS

Os autores agradecem à Fundação Bial por seu apoio a esta pesquisa. Os autores agradecem aos médiuns que participaram neste estudo, todos eles dispostos a experimentar um processo que nenhum deles havia usado antes, e aos assistentes pelo tempo e o esforço despendido na leitura e avaliação cuidadosa das transcrições. Os autores agradecem também a Edward F. Kelly e a Kristen Bowsher pela ajuda durante o estudo e na elaboração deste artigo. 

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Referênca original: Kelly EW, Arcangel D. An investigation of mediums who claim to give information about deceased persons. J Nerv Ment Dis. 2011 Jan;199(1):11-7.

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Este artigo foi traduzido para o português por Vitor Moura Visoni e revisto pela Inwords.



* Divisão de Estudos Perceptivos, Departamento de Psiquiatria e Ciências Neurocomportamentais, Sistema de Saúde da Universidade de Virgínia, Charlottesville, VA.

Enviar pedidos de reimpressão para Emily Williams Kelly, PhD, Divisão de Estudos Perceptivos, Departamento de Psiquiatria e Ciências Neurocomportamentais, Sistema de Saúde da Universidade de Virgínia, 210 10th St, NE, Suite 100, Charlottesville, VA 22902. E-mail: [email protected]

Copyright © 2011 by Lippincott Williams & Wilkins

ISSN: 0022-3018/11/19901-0011

DOI: 10.1097/NMD.0b013e31820439da

50 respostas a “Uma Investigação de Médiuns que Alegam Receber Informações Sobre Pessoas Falecidas (2011)”

  1. Carlos Diz:

    Vitor,
    .
    Li o artigo porém sem entender o que é uma “condição cega”. O parâmetro z que os autores utilizam é o que se chama em estatística “escore padrão” ?
    .
    Um comentário do resumo me chamou a atenção. As autoras propõem (dentre outras coisas) “fornecer critérios aos clientes potenciais para julgar os médiuns…”. Se entendi bem, elas pretendem “quantificar” o médium? Será que isso funciona?
    .
    De qualquer forma, Vitor, parabéns pela iniciativa de divulgar esse tipo de estudo e o esforço de colocá-lo em português.

  2. Vitor Diz:

    Oi, Carlos

    uma condição cega é uma condição em que uma pessoa desconhece determinada coisa. No caso, os assistentes tinham que escolher a leitura que o médium fez para eles, entre 5 leituras feitas para os outros assistentes. Cada assistente desconhecia dentre as 6 leituras possíveis qual era a leitura correta. Assim, estavam “cegos” quanto à identificação da sua leitura.

    E que eu saiba o parâmetro z é o escore padrão sim.

    Quanto a “fornecer critérios aos clientes potenciais para julgar os médiuns”, não creio que seja exatamente “quantificar”, e sim “tipificar”. Algo como, “o médium é charlatão ou não? Ele está passando informações por meio da leitura fria ou por um processo genuinamente paranormal?”

    Creio que os autores se referem a formas de os clientes se protegerem contra possíveis charlatões, reconhecendo seus padrões.

    No Brasil pensa-se que só porque o médium não cobra pelas sessões então ele é genuíno (mas veja o caso do Chico Xavier, que não cobrava e que de médium não tinha nada). E que se o médium cobra pelas sessões, então é charlatão (mas veja o caso de Leonora Piper, que cobrava e era uma médium genuína).

    O critério brasileiro para se julgar se um médium é genuíno ou não é simplesmente horroroso, não serve.

    Grato pelo incentivo.

  3. Flávio Josefo Diz:

    Vítor,
    Você pode me esclarecer uma coisa: você traduz os textos ou paga para que sejam traduzidos?
    Outra coisa, eu pedi desculpas a uma pessoa aqui em seu blog, mas acho que não devia.
    Eu li uma matéria, está na internet, sobre esta pessoa, a respeito de “cartões corporativos”, que me deixou bastante preocupado, estarrecido!
    Já que esta pessoa alimenta teu blog, peça dinheiro a ela, pois ela deve ter muito.
    Ficamos por aqui!!!

  4. Vitor Diz:

    Flávio Josefo,

    eu traduzo os textos e pago (ou melhor, pagamos, refiro-me aos membros da minha lista de discussão [fechada] chamada ECAE) para que a tradução seja revista para ficar fluente e sem erros.

    Você deve estar com muito ódio no coração para continuar com essas acusações pessoais, agora do mau uso de cartões corporativos.

  5. José Carlos Ferreira Fernandes Diz:


    O “José Carlos Ferreira Fernandes” dos cartões corporativos é um homônimo.

    Antes de vomitar acusações, as pessoas deviam investigar um pouco as coisas – mas, é claro, sabendo-se de quem se trata, isso é algo impensável e impossível.

    Eu EXIJO (veja bem, não estou pedindo, estou EXIGINDO) um pedido formal de desculpas acerca de (mais essa) acusação infundada.

    JCFF.

  6. Flávio Josefo Diz:

    Senhor JCFF,
    Frente a tua explicação, peço-lhe desculpas com muito prazer.
    Agora, por favor, me entenda: a coincidência era muito grande – dois funcionários do governo federal, o mesmo nome.
    Mas, confirmo minhas DESCULPAS!!!

  7. José Carlos Ferreira Fernandes Diz:

    -
    Sr. Flávio Josefo:
    -
    Grato pelo reconhecimento de seu engano; desculpas aceitas. A única coisa boa que resulta (ou pode resultar) disso tudo é: devemos tomar cuidado com o que falamos, e, principalmente, com o que escrevemos. A investigação e a pesquisa prévias são sempre salutares. Erros sempre serão cometidos, mas a sua probabilidade, bem como a sua magnitude, diminuem bastante quando tais providências são tomadas.
    -
    JCFF.

  8. Roberto Scur Diz:

    JCFF,

    Tenho uma imensa vontade de pedir-te desculpas quanto à questão do teu horário de trabalho.

    Porque você não dá uma explicação sobre como funciona o teu expediente na repartição pública do Banco Central?
    Se este trabalho te permite acessar blogs à qualquer hora do dia em qualquer dia da semana então pode ser que lá você não precise dar satisfações à ninguém, pode ser que seja tão talentoso que apenas alguns minutos de suas intervenções profissionais valham por um dia todo, etc., mas a transparência seria bem vinda neste caso e eu quedar-me-ía em pedidos de desculpas imediatamente.

  9. José Carlos Ferreira Fernandes Diz:

    -
    Sr. Scur:
    -
    Entenda de uma vez por todas: no que diz respeito à minha vida pessoal, eu não tenho que provar nada, e nem dar satisfações, nem ao sr., e nem a ninguém. Se, por outro lado, o sr. me tem como mau funcionário, uma ruína para o país, um parasita, etc., então seja um bom cidadão, e livre nossa terra, mais garrida, cujos bosques têm mais vida, e cuja vida tem mais amores, dessa peste miserável que sou eu: reúna as provas, e me processe; mas saiba que, assim que fizer isso, EU o processarei por calúnia e difamação – ao contrário do sr., tenho material suficiente para isso; e levo isso até ao fim, sem acordo de espécie alguma. Foi o sr. que lançou, covardemente, essa acusação; então o sr. que a prove. Não adianta inverter o ônus da prova, como aliás é usual entre os espíritas no caso de “Lêntulo”. Ou então, peça-me desculpas, incondicionalmente; ou cale-se; ou continue ladrando. Qual das opções o sr. escolherá? Eu tenho cá as minhas desconfianças, mas… a esperança é a última que morre, como se costuma dizer.
    -
    Agora, o que realmente importa, e o que deveria ser feito, isso, claro, o sr. não faz: ao invés de usar seu tempo para “investigar JCFF” (como se, me investigando, pudesse automaticamente refutar meus argumentos! Ah, como a ignorância e o fanatismo cegam as pessoas!…), use-o para algo de útil: investigar Lêntulo.
    -
    O sr., pelo que vem dizendo, já leu o trabalho do sr. Campos, e diz que ele abre novas perspectivas, que desmascara meus sofismas, que realiza uma pesquisa melhor que a minha, etc. Então, elabore um texto, ou resumo, ou o que quer que seja, e torne públicas algumas dessas qualidades; mostre os miseráveis sofismas desse parasita do JCFF, e como eles são derrubados. Mas o sr. não fará isso, em parte porque não tem competência para tanto, e em parte porque, malgrado o esforço de pesquisa, aliás louvável, o estilo ameno, que torna a leitura interessante, e até algumas frases espirituosas, do ponto de vista histórico, e no que tange exclusivamente ao tema aqui sob análise, o trabalho do sr. Campos não acrescenta ABSOLUTAMENTE NADA ao conhecimento existente sobre “Públio Lêntulo”, e é incapaz de mostrar uma evidência sequer que essa personagem existiu – como espero, nalgumas semanas, detalhar. Pior, apela (sem demonstrar) ao fato da “carta” existir para provar que ela é autêntica (!!!); tenta utilizar o “ciclo de Pilatos” como saída (outro amontoado de obras apócrifas, e assim consideradas pelo consenso dos historiadores), como se se tratasse de investigar Pilatos, e não Lêntulo; não faz uso de nenhuma pesquisa epigráfica ou papirológica; e não utiliza nenhum dos estudos sérios e especializados realizados a respeito do tema (já manuseou, ou ao menos já ouviu falar, p.ex., do “Christusbilder” de Ernest von Dobschütz; ou de Cora Elizabeth Lutz, “The Letter of Lentulus Describing Christ”; ou mesmo de Giles Constable, “Forged Letters in the Middle Ages”? Não, não é? E o sr. Campos?)…
    -
    Mas, já que o sr. o leu, e tem tanta confiança nos seus resultados (dele, livro), brinde-nos, já agora, com uma pequena amostra de que eu estou errado em minha avaliação. Mostre a todos como sou uma pessoa ruim, um enganador (além de parasita) – quem sabe até, como os espíritas costumam dizer dos que os incomodam, eu não seja um obsediado?
    -
    Antes, porém, eu lhe proponho, sr. Scur, participar dum pequeno jogo, que o sr. haverá de aceitar, já que leu a obra do sr. Campos, e nela vê potencial de acabar com os meus sofismas; é o “Jogo dos Quatro Erros”. Até ao prsente momento, encontreu quatro ERROS FACTUAIS na pesquisa do sr. Campos. O sr. poderia me listar quais? Vou dar-lhe as pistas:
    -
    a) “Lêntulo Batíato” e a revolta de Espártaco (não tem nada a ver diretamente com Lêntulo, mas, já que o sr. Campos ocupa quase metade de seu livro discorrendo sobre Lêntulo Sura e a história republicana até à ascensão de Augusto – coisas que jamais foram questionadas – então vale a pena a observação);
    -
    b) “Públio Lêntulo” como “legatus iuridicus”; desde quando existem “legati iuridici” em Roma, e a quem tais “legati” se reportavam, nas suas funções?
    -
    c) A carta de São João de Damasco ao imperdor Teófilo (aliás, essa “carta” fala explicitamente de Lêntulo?);
    -
    d) A “carta” de Jerônimo Xavier, que “provaria” que a “epistula Lentuli” já era conhecida desde o séc. VIII dC. Provaria mesmo? O sr. tem certeza? Leia com cuidado, sr. Scur…
    -
    Pronto. Já lhe forneci todas as pistas. O resto é com o sr. Ah, aproveite e nos mostre, a mim também, mas principalmente aos demais leitores deste “blog”, já que leu sua obra, quais evidências (documentos, manuscritos, inscrições, etc.) o sr. Campos pôde obter que, antes dos sécs,. XIV-XV dC, explicitamente, se referissem a “Públio Lêntulo”. Não estou falando de Pilatos, nem de descrições do rosto de Cristo – estou falando de “Públio Lêntulo”, desse nome especificamente. Deve ser fácil para o sr., já que leu a pesquisa do sr. Campos, e assegura que ela derruba os meus sofismas. Vá em frente, capitão!…
    -
    Até mais, sr. Scur.
    -
    JCFF.
    -

  10. Roberto Scur Diz:

    JCFF,
    -
    Uau, que fera ferida e perigosa!? Um cartãozinho ponto assim é tão secreto que a sua apresentação invoca ameaças de processos, vitupérios, ira, presunção e toda sorte de reações ao orgulho ferido?
    -
    Não se apoquente meu irmão. Vamos por amor neste coração pois raiva traz doenças, insalubridade. Te cuida homem!
    Puxa, com tantas provas desta calúnia contra ti, já que o senhor não deve explicações para ninguém sobre a sua vida, embora eu seja um dos teus empregadores pois você é um servidor do público da nação e deve explicações de seus atos assim como qualquer cidadão que precisa seguir leis, pagar impostos, etc., faça a justiça contra tantas ofensas e ponha este processo para andar, se lhe apraz e se o seu ego exige. Porque esperar por mim?

    Afora este tenebrosa e assustadora ameaça de processo (nem vou dormir mais meu irmão), quanto à Publio eu vou aguardar calmamente que seu trabalho dedicado para contradizer o livro de Pedro de Campos seja apresentado, vou lê-lo e caso ele tenha qualidade observarei a utilidade de dar minha opinião. Antecipar esta prodigiosa estratégia de quatro erros não é apropriada e demonstra muita ansiedado do nosso feroz amigo e irmão JCFF.

    Bom trabalho!

  11. José Carlos Ferreira Fernandes Diz:

    -
    Como eu havia antecipado: das opções, preferiu continuar com acusações (que não prova); com fanfarronices de ter lido o livro (sendo que, provavelmente, nem o leu, e, se o leu, não conseguiu entender nada, já que, como é notório, é incapaz de construir um único argumento racionalmente embasado que seja…); e com a pretensão (que nada mais é que “wishful thinking”) de ele “derrubar meus sofismas” (sendo que, claro, nem cita quais seriam tais “sofismas”)…
    -
    Aí está o retrato perfeito do que o ódio e o fanatismo pode fazer com uma pessoa – fritam até mesmo os poucos neurônios que ela ainda tem. Aí está um exemplo acabado da “caridade” espírita. Aí está, enfim, o resultado prático do exercício da “fé raciocinada”.
    -
    JCFF.

  12. Roberto Scur Diz:

    Tá jota, deixa de encher linguiça. Revela teu horário de trabalho, ou então cumpra tua ameaça tenebrosa de processo, ou sei lá, dá uma sambadinha aí, toma uma ducha fria e se debruçe sobre o livro do Pedro de Campos que é mais interessante já que vais ficar atrás do toco mesmo.

  13. José Carlos Ferreira Fernandes Diz:

    -
    Sr. Scur:
    -
    É incrível… cada vez que o sr. se pronuncia, somente confirma, mais e mais, o que venho afirmando… Quem ameaçou e acusou sem provas foi o sr., sr. Scur. Seja homem, rapaz, e me processe, se tem confiança no que diz! Mas, é claro, isso é esperar demais de gente de sua laia…
    -
    Sobre a análise da obra do sr. Campos, não se preocupe: ao contrário do sr., que só é capaz de fanfarronices e de mentiras, que foge do debate (porque não tem argumento algum a apresentar), que é incapaz de contribuir com um único argumento que seja para o esclarecimento da questão, e que fica somente ladrando impropérios, a minha análise virá. Pode ter certeza disso.
    -
    JCFF.

  14. Roberto Scur Diz:

    Jota,
    Tá duvidando da minha masculinidade? Vamos aguardar tua análise pois tu têns tempo de sobra para fazê-la. Eu li o livro, não todo, mas nos pontos que mais me interessavam para comparar aos teus palpites históricos e gostei muito do que vi.
    Bom trabalho, novamente, para ti, oh grande Jota. Aos que não acreditam que deus exista, acordem, ele existe sim, e assina com o codinome JCFF no blog do Vitor Moura transmitindo a tábua rasa dos mandamentos para todos os que queiram se ajustar aos seus padrões de inteligência, de masculinidade e de pesquisa histórica.
    Oh lord Jota, oh lord, logo terás tuas igrejas pontilhando este país e daqui partirão para dominar o mundo qual o Cérebro dos desenhos animados. Decretemos o fim do ceticismo pois o todo poderoso Jota nos dá a magnânima graça de postar aqui; embora não admita revelar os mistérios do seu cartão ponto, por exemplo, utiliza sua onipresença para fazer várias coisas ao mesmo tempo e a sua sapiência para esclarecer toda “evidência” histórica não encontrada antes.
    Glória ao Jota! Glória Aleluia!

  15. Sonia N Diz:

    Roberto Scur,

    Calma, meu amigo, em suas considerações. Os céticos não mudarão suas opiniões. O José Carlos também não.
    Dentro das proposições dele, o seu trabalho tem sido impecável, com o material de que dispõe. Todos sabemos que há lacunas que NUNCA serão preenchidas, porque muitos documentos foram destruídos e não há como modificar essa realidade. Ataques, grosserias, maldições não nos levarão a nada de bom. Ao contrário, a imprudência que observo aqui, após tantos meses ausente, depõe contra os nossos ideais e interesses.
    Roberto, você é inteligente, tem boa argumentação, mas
    perde terreno ao querer bater de frente. O mesmo acontece com o Carlos Magno.

    Nada do que se diga aqui, tanto da parte dos céticos, quanto da parte dos espíritas, irá mudar a disposição e a crença de cada um.

    Por isso, deixei de postar aqui. É pura perda de tempo.

    No Brasil, os céticos jamais conseguirão inocular as suas idéias. O Brasil é um país que crê. Por isso, o Espiritismo desenvolveu-se aqui e não em França, de onde se originou.

    Grande abraço a todos, inclusive, ao José Carlos, com quem tive o prazer de debater há alguns meses atrás.
    Sei que ele me detesta, mas não sinto o mesmo por ele, graças a Deus!

  16. Roberto Scur Diz:

    Sônia,
    O bálsamo apaziguador é uma benção. Nada melhor do que ficar uma temporada fora do circuito, ou do ringue do blog do Vitor para harmonizar os pensamentos.
    Parabéns pela intervenção e pelo merecido puxão de orelhas em mim!

  17. Carlos Magno Diz:

    Sonia, minha querida irmã. Faço das palavras do tribuno Scur as minhas já que me citas.
    .
    Mas devo perguntar-te, se tu perdeste aquele elan guerreiro que tanto em ti admirei, ou repousas por uns tempos e afias tua espada e dás polimentos a tua dourada armadura? Se te transformas pela doutrina dou-te os parabéns, pois dás a lição da outra face, mas sentirei falta de tua ironia inteligente, fina ou provocativa.
    .
    Abraços.

  18. José Carlos Ferreira Fernandes Diz:

    -
    Sra. Sônia,
    -
    A sra. se engana; eu não a detesto. Simplesmente não confio na sra., e tenho motivos para isso. Sempre a tratei com educação e cortesia, acreditei que uma troca de opiniões entre nós seria muito boa (e não era para “convencer” ou “converter” ninguém), mas a sra., e somenet a sra., mudou isso para ataques (gratuitos e infundados, diga-se de passagem) a minhas motivações e à minha religião. É só qualquer um reler as mensagens que trocamos para ver que as coisas se passaram assim. Portanto, não diga que eu a detesto. Se, e quando, quiser argumentar, a sra. ou qualquer outro, estarei à disposição – é, no que me diz respeito, tanto um compromisso quanto uma obrigação. Mas aviso, desde já, que não tenho vocação para saco de pancadas, muito menos de gente desqualificada. Sds,
    -
    JCFF.

  19. Juliano Diz:

    Vitor

    Ando com o dia-a-dia bastante ocupado, muito estudo e trabalho. Então está complicado acompanhar os debates. E também pois não há muito o que dizer aos espíritas de plantão.
    Excelente artigo!! Parabéns mais uma vez! É por aí o caminho. Os espíritas deviam agradecer a tua iniciativa. Abram o olho que até pros anseios de vocês tais pesquisas serão interessantes. Imagina um dia se poder ter um rol com aval técnico experimental de médiuns dignos de assim serem chamados?
    Um grande abraço.

  20. Sonia N Diz:

    Meu caro Roberto,
    em poucas palavras, você definiu em que se transformou este blog. Não consigo enxergar algo de positivo para o Espiritismo, dessa forma. É muita energia gasta pelos espíritas, favorecendo ao Vitor, que tem ganho cada vez mais, com a nossa interferência. Sem contar, que o Vitor não é cético. Ele é cético em relação aos espíritas brasileiros, que não fazem comércio com a mediunidade. Seu preconceito com os brasileiros é tanto que, de uns tempos prá cá, declara-se ateu. Com certeza, porque dizem que…”Deus é brasileiro”, rsss.
    .
    O que ele deseja estabelecer aqui, qual acontece nos Estados Unidos e Europa, já tem sido feito por alguns inescrupulosos. Roberio de Ogum, no Programa Superpop, declara sua profissão: médium. É brincadeira?! Mas, o Vitor acha o maior charme, porque nos países capitalistas, cobram por esses serviços. A diferença entre cobrar e não cobrar está na qualidade dos espíritos envolvidos. Fenômeno é fenômeno em qualquer lugar do mundo. Entretanto, a qualidade do fenômeno é que é discutível. Confunde-se mediunidade com sensitividade. Mediunidade não é diversão ou distração para curiosos e/ou medíocres.
    .
    O único e exclusivo objetivo do fenômeno mediúnico é chamar a atenção da humanidade para as realidades espirituais, ou seja, que a vida continua após a morte do corpo físico, que já tivemos e teremos ainda múltiplas encarnações, tendo estas, a finalidade de evolução e progresso do espírito. E que somos responsáveis pelos nossos atos, devendo portanto, prestar contas à nossa consciência por quaisquer deslizes cometidos contra nós mesmos, contra o próximo e contra a natureza. Essas realidades, se fossem divulgadas em larga escala, através da televisão, com certeza, mudaria o comportamento das pessoas para melhor. Ao menos as pessoas saberiam “porquê” devemos ter ou não, determinadas atitudes, tipos de pensamentos, etc, de uma maneira prática, e não mística.
    .
    Entretanto, na minha humilde opinião, esse objetivo não tem sido alcançado, principalmente, após o desencarne de Chico Xavier. Interesse escusos e estranhos ao próprio Espiritismo, estão sutilmente sendo insuflados no meio, deturpando os reais objetivos da Doutrina Espírita e dividindo-a em diversos seguimentos antagônicos. Mas, o que se há de fazer? Somos formiguinhas num terreno imenso!
    .
    Força meu querido e um grande abraço dessa amiga que muito lhe admira!!!!!

  21. Sonia N Diz:

    Meu querido Carlos Magno,
    agradeço os elogios (que não mereço), mas abstive-me de postar aqui, porque tenho compromissos com o Centro que fundei e dirijo há quase dezessete anos e que ocupa muito de meu tempo, pois, sou um verdadeiro “bom-bril”(rssss), cobrindo funções que vão desde a limpeza da casa (que é grande demais para uma “nanica” como eu), palestra, atendimentos, reunião de estudos e tantas outras que não cabe apontar aqui. Além da divulgação de meu livro.
    .
    Participar dos debates requer disponibilidade de tempo, inclusive, para pesquisas, a fim de tornar o debate interessante e inteligente. E, infelizmente, tanto os tópicos, quanto os comentários, são muito longos, difíceis de acompanhar com a precisão necessária a um bom e produtivo debate. Difícil também para uma Escorpiniana manter a calma, frente às injúrias dirigidas a Chico Xavier. Causou-me muito mal esta situação, pois, perdi a paciência aqui, em casa, no Centro, na rua e onde eu estivesse. Não podia me conformar com o fato de surgirem tantas mentiras e calúnias sobre o Chico. Acho que atualmente estou mais controlada, mas mesmo assim, continuo não suportando a falta de escrúpulos de algumas pessoas, por causa de dinheiro ou de poder.
    .
    Mas, na verdade, passei por aqui, porque tenho saudade dos seus textos, de sua apaixonada defesa ao nosso querido Chico Xavier. E também, porque por mais paradoxal que possa parecer, admiro o povo que posta aqui, céticos ou religiosos, porque são, em geral, inteligentes (não confundir com bem informados).
    Aceite o meu mais carinhoso abraço e um beijo luminoso em seu coração de ouro!!!

  22. Sonia N Diz:

    José Carlos:
    .
    Final de seu texto:
    “Mas aviso, desde já, que não tenho vocação para saco de pancadas, muito menos de gente desqualificada. Sds,”
    .
    José Carlos, se você me considera desqualificada perante a sua pesquisa, eu concordo consigo. O que não significa que você esteja certo. Mas, se por acaso, me considera desqualificada como pessoa, eu penso que você tem passado tempo demais enterrado em livros e papéis, na obssessiva idéia de provar que Públio Lentulus nunca existiu e, consequentemente, que Chico Xavier era um mistificador. Por isso, está perdendo, pouco a pouco, o verniz de civilização que todo estudioso traz consigo, para manter um razoável entendimento com as pessoas normais, principalmente, com as mulheres. Tivemos sim, desentendimentos no passado, que considero normal, pelos interesses envolvidos, mas dediquei-lhe até um acróstico, para que nunca esquecesse de mim. Vejo que consegui o que eu queria. Eu também não consigo esquecer você! Talvez lhe dedique outra poesia. Você merece!!!
    .
    Um grande e carinhoso abraço prá você, porque acho que você está precisando!

  23. José Carlos Ferreira Fernandes Diz:

    -
    Sra. Sônia:
    -
    Sinceramente, eu não consigo entender como é que pessoas tão “espiritualizadas”, adeptas da “fé raciocinada”, que têm por mote, como costumam dizer, a “caridade”, que se consideram tão “especiais”, diferentes e superiores aos outros, conseguem mentir tanto, e tão frequentemente, e tão constantemente. Parece que a imersão no “mundo espiritual” não lhes adiantou de absolutamente nada…
    -
    A) Onde é que eu disse que Xavier era um “mistificador”?
    -
    B) A sra. aceita então “Públio Lêntulo” como historicamente verdadeiro, e sua “carta” como autêntica? Em que bases? Por favor, exponha seus argumentos… Sou eu que estou obcecado em provar a implausibilidade histórica tanto da carta quanto do seu autor, ou é a sra. (e outros) que estão obcecados por manter, contra todas as evidências históricas, e contra toda a racionalidade, a crença na existência desse documento espúrio, e dessa personagem fantasmagórica? É isso que é a tal da “fé raciocinada”?
    -
    C) Nós não tivemos desentendimentos no passado, sra. Sônia; o sujeito da frase é outro. Foi a sra., e somente a sra., que criou e moldou esse desentendimento, por ataques gratuitos, grosseiros e falsos tanto às minhas motivações quanto à minha religião – se não se lembra disso, releia nossas mensagens. Portanto, sra., creio que sua pessoa não é a mais indicada para me falar acerca de “verniz de civilização”.
    -
    JCFF.

  24. Sonia N Diz:

    José Carlos, respondo aos seus comentários, tópico por tópico:

    Sra. Sônia:
    ”Sinceramente, eu não consigo entender como é que pessoas tão “espiritualizadas”, adeptas da “fé raciocinada”, que têm por mote, como costumam dizer, a “caridade”, que se consideram tão “especiais”, diferentes e superiores aos outros, conseguem mentir tanto, e tão frequentemente, e tão constantemente. Parece que a imersão no “mundo espiritual” não lhes adiantou de absolutamente nada…”
    .
    Sonia – Quando e onde escrevi que sou uma pessoa “tão espiritualizada” e que me considero “tão especial, diferente e superior aos outros”?
    O senhor é que está mentindo (e muito), porque eu NUNCA fiz esta afirmação. E , NUNCA vi, ouvi ou li a respeito de algum espírita que tenha dito isto acerca de si mesmo ou dos espíritas em geral. As afirmações espíritas são sempre no sentido de que temos que trabalhar muito o nosso mundo moral, burilando as nossas imperfeições, fazendo o Bem ao próximo, procurando nos “elevar acima de nós mesmos” e não dos outros.
    Os não espíritas, qual o senhor, é que costumam fazer essa afirmação a respeito dos espíritas, possivelmente, pelo pressuposto de suas obras.
    Quando e onde eu afirmei que “imergi no mundo espiritual”? Se adquirir conhecimento sobre a doutrina que se professa tem esse significado, a afirmação vale para o senhor também!
    .
    José Carlos:
    “Onde é que eu disse que Xavier era um “mistificador”?”

    Sonia – Meu querido José Carlos, o seu orgulho lhe cegou tanto que você nem percebe que nos trata como acéfalos:
    José Carlos Ferreira Fernandes Diz:
    março 11th, 2010 às 12:06 pm
    “Estou pesquisando sobre Públio Lêntulo desde os inícios de 2002. Procurei, por todos os modos possíveis e imagináveis, descobrir se podia haver mesmo um “Públio Lêntulo” senador romano, contemporâneo de Cristo, descendente de Lêntulo Sura, etc., etc., etcTenho um vastíssimo material sobre a História do Espiritismo, recolhido desde cerca de 2000. Mas não está organizado, e uma quantidade razoável ainda tem que ser verificada e re-verificada (inclusive com a aquisição e anexação de cópias dos textos originais). Alguns núcleos já estão suficientemente consolidados”.
    . Diga-me, qual a finalidade de um católico ferrenho qual você, dedicar-se anos a fio, pesquisando o personagem de um livro psicografado, senão para tentar aniquilar o melhor EXEMPLO que temos de CRISTÃO, na História Contemporânea, e que este mesmo MELHOR CRISTÃO, apesar de ter sido criado no catolicismo, transformou-se no GUIA ESPIRITUAL DOS ESPÍRITAS DO BRASIL, através do Espiritismo que ele soube honrar como ninguém. Ele é para nós o que o Papa é para vocês. Com a diferença de que ele viveu para servir (como ensinou Jesus) e não para ser servido (como ensinam os senhores do mundo). E, note-se, que você começou sua pesquisa, no ano em que ele faleceu (2002)…muito interessante, não é mesmo?
    .
    José Carlos:
    “A sra. aceita então “Públio Lêntulo” como historicamente verdadeiro, e sua “carta” como autêntica? Em que bases? Por favor, exponha seus argumentos… Sou eu que estou obcecado em provar a implausibilidade histórica tanto da carta quanto do seu autor, ou é a sra. (e outros) que estão obcecados por manter, contra todas as evidências históricas, e contra toda a racionalidade, a crença na existência desse documento espúrio, e dessa personagem fantasmagórica? É isso que é a tal da “fé raciocinada”?”
    -
    Sonia: Senhor, estes são os seus argumentos, exaustivamente aclamados, por falta de documentos, que o senhor sabe muito bem, que foram destruídos, por vários motivos, inclusive, por conveniências dos “senhores do mundo”. E porque os que existem, são considerados “apócrifos” pela Igreja do Catolicismo Romano, que se considera a “dona da História”. Esses documentos considerados apócrifos são citados a partir do século III. Qual o interesse espúrio dos “Patriarcas” do Cristianismo (seguidores de Jesus, antes da fundação da Igreja do Catolicismo Romano) em inventar um documento escrito por um romano, descrevendo a figura de Jesus?
    Tenho cá com os meus botões, que uma única frase de Jesus, citada por Públio Lentulus nesta carta, é que incomodou sobremaneira os fundadores da Igreja do Catolicismo Romano, pois, colocaia por terra os planos de dominar as massas, dando continuidade ao Império Romano, com um novo nome.
    Este documento é o ÚNICO que traz esta frase de Jesus, citada por Públio Lentulus ao Imperador Tiberius Cesar: “Afirma publicamente que os reis e escravos são iguais perante Deus” (do ciclo de Pilatos, achado em Aquileia em 1280).
    .
    Trecho de seu comentário, dirigido a mim, no tópico Livro “Há dois mil anos” – Uma fraude histórica completa
    José Carlos Ferreira Fernandes Diz:
    março 14th, 2010 às 4:45 am

    “Quanto àqueles que, sem me conhecerem, já me taxaram, aqui, de “céptico” e de “materialista”, voto-lhes o meu mais profundo desprezo, não pelo fato de encarar “cépticos” ou “materialistas” como pessoas ruins (não encaro), mas sim pelo julgamento pré-concebido, testemunho duma alma absolutamente inferior, duma alma de escravo”.
    .
    Sonia: Se o senhor mantém essa visão estreita e preconceituosa, nos dias de hoje, após tantas conquistas do homem pelo ideal de liberdade pessoal e de expressão, podemos imaginar o que significou a frase de Jesus, citada na carta de Publio Lentulus, aos que desejavam manter o poder, a qualquer preço, através do Novo Império da Igreja do Catolicismo Romano.
    .
    José Carlos: “ Nós não tivemos desentendimentos no passado, sra. Sônia; o sujeito da frase é outro. Foi a sra., e somente a sra., que criou e moldou esse desentendimento, por ataques gratuitos, grosseiros e falsos tanto às minhas motivações quanto à minha religião – se não se lembra disso, releia nossas mensagens. Portanto, sra., creio que sua pessoa não é a mais indicada para me falar acerca de “verniz de civilização””.
    .
    Sonia: – Bem, quanto a este tópico de seu comentário, a “minha pessoa” escusa-se de comentários, já que o senhor, tão fino e educado, profundo conhecedor da alma humana, chamou-me de desqualificada. E tenta, a qualquer custo, desqualificar, a pessoa de Chico Xavier, através de suas “pesquisas” estreitas e preconceituosas.
    Agora, pode estrebuchar e me desqualificar um pouco mais, porque eu não me importo. Possivelmente, tenho uma alma “absolutamente inferior, uma alma de escravo”.
    E fico muito feliz, porque os escravos trabalharam muito, e evoluiram espiritualmente à custa do próprio suor e do sangue derramado pelos seus magnânimos “senhores”.

    Um grande e carinhoso abraço, cheio de luz dourada, porque o senhor está precisando… e muito!!!!

  25. Juliano Diz:

    Vitor

    Veja como são as coisas. E disto se pode aferir a linha espírita de aversão a pesquisa empírica científica. Você disponibiliza um artigo interessantíssimo, merecedor de maiores debates, mas o que temos? Nada. Só uma comparação exdrúxula, sem qualquer fundamento, da tua linha de pesquisa com Robério de Ogum. E um nacionalismo espírita de botequim. rsrsrsrs Aí os espíritas ficam bravos quando é dito que a pregação deles nada mais é que uma religião, onde eles são os fiéis. E disto mais atrapalham que ajudam na busca por evidências de vida após a morte. E é isto.

  26. Juliano Diz:

    Corrigindo: esdrúxula.

  27. Roberto Scur Diz:

    Sônia,
    Parabéns pelos argumentos!

  28. Eduardo Diz:

    Sônia,
    -
    Eu estou na mesma linha que vc sobre a questão dos documentos apócrifos. Porém eles não são aceitos pelo “consenso dos historiadores”. Eu não acredito que tudo o que é apócrifo tenha sido de fato por questões de historicidade. Sempre acho que tem um cunho político nas decisões, principalmente quando a questão é religiosa.
    -
    Eu já havia visto essa referência sobre a cidade de Aquiléia, que me parece ser na Itália. Mas não havia ainda me tocado sobre essa frase que vc destacou da carta e os efeitos para a religiosidade da época. Igualar reis a escravos naquela época eu nem imagino o que poderia representar. Havia distinção para os que podiam ler a biblia e os que não podiam, imagine isso aí?
    -
    Mas o que mais me chama a atenção não é o fato de existir ou não um Publiu Lentulus. O que eu observo é como pode um personagem como Chico Xavier mexer justo nessa questão, que tem coisas comprovadas (Lentulus Sura) e coisas tão distantes e aparentemente não comprovadas (Publio Lentulus). O Chico era muito “esperto”…rs
    -
    Pra mim é sempre a mesma coisa. Cada vez que se mexe nas “coisas” de Chico ele ganha mais pontos na sua jornada terrestre. E olha que ele foi “poderoso” sem ter dinheiro algum e sem considerar que os escritos eram dele. Nunca assinou nada em seu nome, mas sim em nome de mentores espirituais.
    -
    E ainda fez isso tudo sem faltar sequer um dia de trabalho.
    “Neste período, Francisco ingressou no serviço público federal, como Auxiliar de Serviço no Ministério da Agricultura. Como curiosidade, refere-se que, em toda a sua carreira como funcionário público, não existe registro de qualquer falta ao serviço.”
    -
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Chico_Xavier
    -
    Sds
    -
    Eduardo

  29. Sonia N Diz:

    Eduardo,

    Saudade de você, também!!!!
    .
    Pois é, meu amigo, Chico trabalhou a vida inteira “feito um escravo”… de convicções legítimas e verdadeiras.
    .
    E sem arrogar-se de Senhor, conquistou o Reino dos Corações de milhões de pessoas que foram agraciadas pelo seu labor.
    .
    Esse é o Reino que as traças não comem e a ferrugem não corrói. E ninguém há de lhe tirar a coroa de luz.
    .
    Grande abraço, meu amigo!

  30. Carlos Magno Diz:

    Sonia,
    .
    Olhe, torço muito por você em seus comentários inteligentes. Acho que tem toda a razão de não desejar discussões com os tipos céticos daqui entrando em rota de conflitos. Isso faz um mal danado para espiritualistas, principalmente médiuns acostumados com energias sutís. Fere a sensibilidade, doi até fisicamente. Sei disso e sou teimoso.
    .
    Os comentaristas daqui dizem as mesmas coisas de cem maneiras diferentes, e quando questionados juram que não disseram. A primeira coisa que falam é: como é que pode um(a) religioso(a) como você dizer isso? Passando-se fingidamente por ingênuos como se o interlocutor em sendo religioso(a) deva fornecer-lhes incontinenti um salvo-conduto para que digam o que desejam e a tudo devesse engolir em seco, mandando-lhes nas réplicas sempre generosas bençãos, não se aborrecendo, não dizendo de vez em quando umas inconveniências para desabafar.
    .
    As acusações deles com um Português gramaticalmente correto, mas cheio de subterfúgios, com metáforas lisas e citações apócrifas, acham eles, os fazem elegantes, consensuais, moderadores e não acusatórios. Ao invés de dizer claramente viado, falam gays, homossexuais, inclinados etc. com fina educação, e seguem em frente cinicamente, vitimando-se quando alguém os contradizem.
    .
    Faz bem minha irmã, não voltar aqui com sua índole guerreira, pois aqui só se trocam insultos, passam verniz na mentira e fazem maquiagens nas acusações sérias e desnecessárias, quando deveriam estar tratando de suas vidas, endireitando-se a si mesmos, como na parábola do argueiro.
    .
    Lá no Centro você obra, realiza, dá carinho e ensinamentos que eles jamais entenderão e nem desejariam fazer, pois preferem a fofóca dissoluta. Fique por lá mesmo, irmã, por que já estou seguindo os seus passos em direção de meus afazeres.
    .
    Beijão.

  31. Vitor Diz:

    Sônia,
    você é tão mentirosa que me dá ânsias de vômito. Em NENHUMA parte do trecho que você recortou o José Carlos chamou o Chico de mistificador. Você, mais uma vez, foi incapaz de provar o que diz.

    E o intuito do José Carlos NÃO É aniquilar “o melhor exemplo de cristão que temos na história contemporânea”. Ele está simplesmente questionando o que a sua psicografia produziu. Acaso Kardec disse para aceitarmos tudo que vem por meio da psicografia? Os “Espíritos Superiores” por acaso nos proibiram de estudar? Hein, Sônia? Proibiram?

    E me responda uma coisa, Sônia: no seu centro você vende os livros do Chico? É por isso que você o defende com tanto afinco? para não perder o dinheirinho extra que ganha? Hummm?

  32. Sonia N Diz:

    Vitor,
    muita luz dourada para você também!!!!!
    .
    Vitor, “Não julgueis para não serdes julgados”
    .
    No nosso Centro não vendemos absolutamente NADA!
    .
    Temos uma pequena biblioteca de livros usados, disponíveis para quem quiser ler, por tempo indeterminado. A devolução fica por conta da consciência de cada um. E não cobramos um tostão por isso. “Dai de graça o que de graça recebeste”.
    .
    Quanto ao Sr. José Carlos, a palavra “mistificador” está implícita na sua obssessão em provar que Publio Lentulus nunca existiu.
    .
    E na sua, Vitor, em querer provar que ele sequer era médium.
    .
    Pois bem, qual o vosso propósito, senão o de querer provar que ele era um mistificador?
    .
    Repito, muita luz dourada prá você!!!!

  33. Sonia N Diz:

    Consertando:
    .
    E na sua, Vitor, em querer provar que ele, Chico Xavier, sequer era médium.

  34. Vitor Diz:

    Sônia,

    IMPLÍCITO, Sônia? Que irresponsabilidade é essa? Como é que você coloca palavras na boca de outra pessoa assim? Por favor, quando for acusar alguém, prove sua acusação sem apelar para fantasias da sua cabeça.

    Já o meu propósito, Sônia, é o de mostrar a verdade por trás do mito. Se a verdade for de que o Chico era um mistificador, ou um homem doente, ou um auto-iludido, ou um psíquico ou mesmo um médium genuíno, ou ainda uma mistura de cada um desses elementos, assim será, Sônia. Até hoje não encontrei evidências de que ele fosse psíquico ou médium. Que posso eu fazer se minha pesquisa não vai ao encontro da imagem que você projeta dele? Fraudar a minha pesquisa para satisfazer aos seus interesses é que eu não vou, sinto muito.

  35. Adriano Diz:

    Tem um ponto nesse trabalho que não foi citado (só se pulei o parágrafo) e que é muito importante em minha opinião.
    Como foram selecionados os médiuns? Vejam que um dos médiuns foi sempre ordenado como o melhor, e isso pode ser também pelos outros serem “muito ruins”. Se um médium “profissional” (mais tarimbado) foi chamado junto a 5 médiuns iniciantes que nao sabem nem falar, o primeiro irá se sair melhor até pelo fato de melhor expor idéias (ou fatos), mesmo que sejam de leitura fria.
    Os números apresentados são muito interessantes e mostram que existem evidências para afirmar que os resultados não são aleatórios, porém o estudo foi realizado com base em dados qualitativos (descrições,etc).

    Sugestão:

    Um estudo melhor desenhado deveria contemplar respostas do médium para diversos itens que então ao serem analisados nos dariam maior certeza sobre as alegações mediúnicas do mesmos , como exemplo:
    faça o médium marcar a opção correta (inicialmente se separariam 50% de cada caracteristicas para os falecidos do estudo)

    o falecido:
    destro ou canhoto?
    preferia basquete ou volei?
    cerveja ou vinho?
    loira ou morena?
    pesava em geral mais ou menos que 70kg?
    gostava de pescar? sim ou nao?
    fazia unhas toda semana? sim ou não?
    etc para 50 itens.

    pronto, respostas de “sim-não”, binárias, fariam com que as análises estatísticas fossem apuradas e não dependessem do emocional dos entes envolvidos analisando “sessões transcritas” e decidindo se estão falando mesmo da mesma pessoa.

    Esse sim seria, para mim como estatístico, um estudo sério e que não deixaria dúvidas desses contatos com espíritos.
    Se algum centro espírita topar fazer esses testes, eu ajudaria na parte estatística e desenho do experimento.

    Agora, se os espíritos só falam o que querem sem nenhum tipo de comunicação, aí não tem como fazer nada :-)

  36. Vitor Diz:

    Oi, Adriano
    eu acho esse seu teste meio ‘furado’. Você está partindo do pressuposto que em todas as opções a chance de acerto é 50%, mas 90% das pessoas são destras e apenas 10% são canhotas. Se eu fosse “chutar”, marcaria destro e teria grande chance de acertar. Outro problema, se gostava de cerveja ou vinho. De repente a pessoa é de baixa classe social e toma praticamente só cerveja, mas prefere vinho. E aí, se marcar vinho, os familiares vão considerar errado porque só o viram tomar cerveja e não sabem de sua preferência interna?

  37. Adriano Diz:

    Putz :-) vou explicar melhor.

    Seleciona-se pessoas que morreram, faz-se um questionário com seus entes ainda vivos, seleciona-se então 50% de destros, 50% de canhotos, 50% que preferem e tomavam vinho, 50% cerveja, e que gostavam de beber,etc….desculpe não explicar melhor antes…espero que agora esteja mais claro.
    E claro,apenas para itens que as pessoas vivas tenham certeza, seria um questionário de 300-400 questões, para então serem selecionadas as que são “certas”, montando um grupo homogeneo com chances 50% para cada item e só então aplicado.

    Explicando ainda mais um pouco: Se selecionar 10 pessoas que morreram pra serem contatadas, e se for usar a questão destro-canhoto, obrigatoriamente serão selecionados 5 destros e 5 canhotos,etc.
    Ficou mais claro agora?

  38. Adriano Diz:

    E para criar um grupo de pessoas a serem analisadas os entes, tem-se que fazer uma super pesquisa, claro. Entrevistando pelo menos umas 500 pessoas para então selecionar as 10 que participariam.
    Seguinte: Se tiver medium interessado, consigo até verba para esse estudo, desde que assine compromisso de não voltar atrás, pois vai custar alguma dinheiro.

  39. Juliano Diz:

    Adriano

    Sou estudante de Psicologia e escritor e leitor, até posso dizer antigo, deste blog. Ando meio sumido pela correria diária. Mas entrando na tua colocação. Interessante a tua tentativa de se fazer uma pesquisa empírica sobre o tema. Você não imagina como a não existência de pesquisas empíricas no Brasil me incomoda. Eu tenho um amigo meu que é coordenador de um Centro Espírita aqui no Paraná, e apesar de espírita ele é um cara cabeça relativamente aberta. Estes tempos ele estava falando que uma professora que participa do Centro onde ele é o coordenador é quem “incorpora” os espíritos, é ela quem passa as mensagens do além. Vou conversar com ele sobre a possibilidade de entrar em contato com esta professora para fins de uma pesquisa científica empírica. Achei ótimo a iniciativa, vai na linha que eu a tempos falo aqui.

    Um abraço

  40. Adriano Diz:

    ok Juliano, aguardo você ou qualquer outro centro que tenha algum médium interessado no assunto. Seria sensacional provar a mediunidade cientificamente de uma vez por todas.

  41. Leonardo Diz:

    Tenho a impressão de que mais da metade dos comentários encontra-se no post errado. Alguém tem alguma outra visão do apontado no artigo?

  42. Juliano Diz:

    Adriano

    Só uma coisa, eu não pertenço a nenhum Centro Espírita. Espero que iniciemos um projeto que descambe numa pesquisa empírica. O Vitor tem o meu e-mail, acho interessante você entrar em contato com o Vitor e pedir o meu e-mail, ou passa o teu e-mail ao Vitor que ele me repassa. E após vamos iniciar por e-mail maiores detalhamentos. Um abraço

  43. Juliano Diz:

    Ando estudando a vida de alguns médiuns conhecidos internacionalmente. O que me espanta é que os médiuns mais discutidos internacionalmente tinham a humildade de participar de pesquisas empíricas. E alguns dados levantados empiricamente são dignos de serem levados em consideração (Hafsteinn Bjornsson, Sra. Eileen Garrett e alguns outros). Porém, o que temos de pesquisas empíricas dos médiuns brasileiros? E disto realmente me espanta que figuras como o Chico Xavier, Divaldo Franco, Waldo Vieira, Carlos Bacceli, Robson Pinheiro, Zíbia Gasparetto Wagner Borges e etc (…) Se colocarem como médiuns, e pode até ser que o sejam, mas não há uma pesquisa empírica sequer com a participação dos mesmos, pelo menos eu não achei, se tiver agradeço a informação, mas intuo que não tem uma pesquisa sequer, uminha que fosse!!! Isto é espantoso! Você pega o Waldo Vieira, vende-se como “cobaia humana”, como projetor lúcido consciente, como médium, e disto fez um instituto com uma infra-estrutura digna de consideração, mas fez tudo isto sem participar pessoalmente de uma pesquisa empírica sequer com variáveis controladas. Isto é algo espantoso! Também noto que os “médiuns” brasileiros conhecidos possuem uma característica que os médiuns conhecidos europeus e americanos não tem, qual seja, o ato de dizer o que é certo e errado, segundo “informações passadas do além”, e destas o dizer como se deve viver a vida, segundo a linha dos mesmos, por óbvio. Interessante.

    Obs: Uma consideração, na verdade não sou escritor do blog, sou comentarista do mesmo! Na verdade não nego fui traído pelo inconsciente, coisas da vida. Mas fica a menção.

  44. LUIS Diz:

    Waldo vieira farsa, chico( interpretação do que recebia ,duvidoso). E não existe viajem astral(anímico)

  45. LUIS Diz:

    Detalhe,não existe em hipótese alguma incorporação. Por favor, vamos usar os termos adequados, ocorre influenciação. O espírito que vem passar sua mensagem ele usa os canais que o médium dispõem, incorporar é entrar dentro do corpo.

  46. LUIS Diz:

    Sou espirita, mas pertenço a corrente que nao deseja que nada fique fora dos critérios científicos, portanto não creio na existência do Nosso Lar( Kardec, nada falou sobre existência de colônias). E detalhe a existência de luz no mundo espiritual, sendo que luz é algo material.

  47. LUIS Diz:

    A história ( o estudo da história de forma correta e metódica) tem mostrado que alguns personagens de livros pisocografados por Chico Xavier, não existiram. E alguns fatos ocorridos no livro Coração do Mundo e Pátria do Evangelho estão incorretos e sem relação, fazendo a obra cair em descrédito completo, Kardec avisou se a ciência comprovar que estmaos em erro, ficaremos com a ciência

  48. LUIS Diz:

    Detalhe, tentem achar quantas vezes os nomes das obras de Kardec, aparecem nos livros pisocografados por chico, sendo eles aqueles ditados pelo suposto espírtio André Luiz. Analisem

  49. Rafael Diz:

    A situação nao anda nada bem para mediunidade.
    Testes controlados de medium de sucesso aconteceram a aproximadamente 100 anos atras, como o livro mediunidade e sobrevivencia.

    Atualmente, o maximo que temos sao testes duvidosos de mediuns razoaveis.

    Acho que para comprovar melhor a existencia de vida pos morte precisamos encontrar bons mediums que passe em testes rigidos, senao ficaremos eternamente na duvida se isso existe ou nao.

    Essa situação é lamentavel.

  50. Rafael Diz:

    Andei procurando bons mediums por ai que tiveram resultados satisfatorio em testes cientificos, mas o maximo que encontrei foi mediuns que tiveram sucessos nos testes, mas nao conseguiram convencer de forma absoluta.

    O que eu acho que nao resta nenhuma duvida e tem resultados satisfatorio é a questao da “reencarnação”(seja la como haja esse processo).

    De fato isso existe, porém, quanto a existencia de uma vida pos morte, com um mundo espiritual, ainda estamos engatinhando

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