Afinal de contas, o que aconteceu a Amauri Pena, o sobrinho de Chico Xavier?

Em um artigo recente do jornalista Johnny Bernardo de 26/12/2011, levantou-se novamente a polêmica do que aconteceu ao sobrinho de Chico Xavier, que acusou o tio de mistificador e jamais ter sido assessorado por espíritos, sendo um devorador de livros. Tudo isso hoje é comprovadamente verídico. Mas há grandes dúvidas sobre como Amauri morreu. Felizmente, a FEB está digitalizando os antigos números da revista “Reformador” e consegui achar no número de setembro de 1961, página 215, a versão correta sobre a sua morte. Tenho, assim, o prazer de revelar com exclusividade aqui o verdadeiro destino de Amauri.

Antes, porém, reproduzirei o conteúdo do artigo de Bernardo que traz as versões levantadas:

Filho de Maria Xavier, irmã mais velha de Chico Xavier, Amauri Pena nasceu em 1933, em Pedro Leopoldo; um ano e seis meses depois muda com sua família para Sabará (MG). Desde pequeno demonstrou interesse por literatura e aos dez anos já havia lido a versão “psicografada” de Parnaso Além-túmulo, de seu tio. Aos 13 começou a escrever poesias e despertou o interesse do professor Rubens Costa Romanelli, líder de um grupo espírita mineiro. Influenciado por Romanelli e pela aproximação com Chico Xavier, Amauri produziu seu primeiro texto “psicografado” intitulado “Os Cruziladas” – uma epopéia que descrevia o descobrimento do Brasil do ponto de vista espiritual, e que teria sido “assinada” por Camões.

A capacidade intelectual de Amauri, associada ao fato de ele ser sobrinho de Chico Xavier, despertou interesses promíscuos e estratégicos da FEB através de seus interlocutores mineiros da UEM, como Romanelli que a época era secretário do jornal O Espírita. Trazer Amauri para o espiritismo seria vital para a consolidação da doutrina no Brasil e no mundo. De um jovem intelectual e com um futuro promissor, Amauri foi aos poucos seduzido pelo espiritismo. Seu pai viu na proposta espírita uma oportunidade de fugir à pobreza, que a época atingia boa parte dos moradores de Sabará. Acuado, Amauri não viu alternativa a não ser se entregar aos interesses da FEB. Algo, porém, incomodava o poeta sabarense. Veio à depressão e o alcoolismo com suas consequências sociais. Sua família e especialmente seu pai não entendia os motivos de tanto desânimo. Mas Amauri sabia o porquê de sua degeneração. Em julho de 1958, então com 25 anos, procura a redação do Diário de Minas com a intenção de desabafar. Frei Boaventura descreve com fidelidade esse episódio. 

Iam às coisas nas mais risonhas esperanças. E eis que, num belo dia de 1958, Amauri Pena procura a imprensa profana para fazer sensacionais declarações: “Tudo o que tenho psicografado até hoje – declarou – apesar das diferenças de estilo, foi criado por minha própria imaginação, sem que precisasse de interferência de almas de outro mundo”. E explicava: “Depois de ter-me submetido a esse papel mistificador, durante anos, usando apenas conhecimentos literários, resolvi, por uma questão de consciência, contar toda a verdade”.

E o sobrinho de Chico Xavier esclareceu mais: “Sempre encontrei muita facilidade em imitar estilos. Por isso os espíritas diziam que tudo quanto saía do meu lápis eram mensagens ditadas pelos espíritos desencarnados. Revoltava-me contra essas afirmativas, porque nada ouvia e sentia de estranho, quando escrevia. Os espíritas, entretanto, procuravam convencer-me de que era médium. Levado a meu tio, um dia, assegurou-me ele, depois de ler o que eu escrevera, que deveria ser seu substituto. Isso animou bastante os espíritas. Insistiam para que fosse médium”.

O jovem e improvisado médium Amauri continua na descrição de sua estranha aventura: “Passei a viver pressionado pelos adeptos da chamada terceira revelação. A situação torturava-me e, várias vezes, procurando fugir àquele inferno interior, entreguei-me a perigosas aventuras. Diversas vezes, saí de casa, fugindo à convivência de espíritas. Cansado, enfim, cedi, dando os primeiros passos no caminho da farsa constante. Teria 17 anos. Ainda assim, não me vi com forças para continuar o roteiro. Perseguido pelo remorso e atormentado pelo desespero, cometi desatinos (…) Não desmascaro meu tio como homem, mas como médium. Chico Xavier ficou famoso pelo seu livro Parnaso de além túmulo. Tenho uma obra idêntica e, para fazê-la, não recorri a nenhuma psicografia. 

Feita a confissão, Amauri passa a ser alvo do descrédito do seu próprio pai e do delegado de Sabará que o acusa de “desordeiro” e “beberrão”. Chico decide permanecer neutro, deixando para outros a tarefa de desacreditar o sobrinho se resguardando, ao mesmo tempo, de possíveis ônus da exposição do menino e transmitir a sociedade uma imagem de benevolência e capacidade de perdoar. Somente algum tempo depois, quando deixara Pedro Leopoldo e criara raízes em Uberaba, Chico decide falar sobre o caso seguindo a mesma linha defendida pelo pai de Amauri e o delegado de Sabará.

Sem o apoio da família, e ainda sofrendo as consequências do seu envolvimento com o espiritismo, Amauri se entrega de vez ao alcoolismo e acaba por ser internado em manicômio de São Paulo. Pelo menos essa é a versão oficial. Se verdadeira a informação, em qual dos sanatórios de SP Amauri foi internado? Procurada, a FEB não emitiu qualquer comunicado a respeito. Qual o motivo do sigilo? Como até o começo dos anos 70 não havia em SP clínica particular preparada para atender pacientes com deficiência mental, Amauri somente poderia ter sido internado em um hospital público, e, mesmo assim, como não havia o SUS as transferências eram difíceis e exigia a participação de terceiros – políticos ou entidades com alguma influência no governo – para se concretizar. Não seria esse o caso da FEB?

Há também uma informação desencontrada com relação à morte de Amauri. A história oficial dá conta de que Amauri teria morrido em decorrência do agravamento de sua saúde mental, enquanto se tratava em São Paulo. Mas de acordo com o boletim espírita “Síntese”, de Belo Horizonte, publicado à época, Amauri teria morrido vítima de um atropelamento. Tal versão levanta a suspeita se, de fato, Amauri sofria de problemas mentais e que em decorrência disso teria sido levado às pressas para um sanatório de SP. Como não há indicações claras do local e data de internação, a história oficial parece ter sido criada com o objetivo de abafar o caso desqualificando o relato de Amauri. 

E de fato nenhuma das versões está correta. Eis o que de fato aconteceu, contado em detalhes pela revista Reformador de setembro de 1961:

Em nossos números de Agosto a Dezembro de 1958, tratámos do «caso» de um sobrinho de Chico Xavier, o jovem Amauri Pena, cujo pai, com tristeza, havia dito aos jornais: «O meu filho é um doente da alma, todo mundo sabe disso.»

Posteriormente fomos informados de que ele passou, após o premeditado e bem estudado escândalo, amplamente aproveitado pelo clero, por um período de boa situação monetária, sendo visto, em cafés de Belo Horizonte, a exibir o seu novo estado financeiro.

Já no correr de 1959, soubemos que ele estava internado no Sanatório «Bezerra de Menezes», na cidade de Pinhal, Estado de S. Paulo. Sendo-lhe dado alta, ficara trabalhando e residindo na mesma cidade, onde passou a receber (?) e publicar poesias mediúnicas (ou ditas mediúnicas), então com o pseudônimo de Otaviano Severo, conforme se vê à página 6 da publicação «I Conclave Estadual da Fraternidade», editada em Maio de 1959, nas oficinas de «O Município», de S. João da Boa Vista, também do Estado de S. Paulo.

Bebendo, bebendo sempre e o dia inteiro, uma hepatite finalmente veio ocasionar-lhe a desencarnação, em Sabará, sua terra natal, no dia 26 de Junho do corrente ano de 1961. Contava ele 27 anos de idade.

Lamentamos sinceramente o ocorrido, visto que fomos todos vencidos pelos Espíritos trevosos de ambos os planos da vida, os do Além e os que se aproveitaram da fraqueza de um jovem para conduzi-lo por caminhos tortuosos e, por fim, à morte. Todos fomos vencidos. Nós, por não nos ter sido possível encaminhá-lo para a estrada da ascensão espiritual, e ele, por haver perdido uma encarnação que tudo indicava ter-lhe sido concedida para que se reabilitasse de grandes faltas certamente por ele cometidas nos séculos anteriores.

Nada mais poderemos fazer, senão pedir a Deus que lance sobre Amauri Pena a sua misericórdia e que .lhe conceda novas oportunidades de trabalho construtivo.

Um consolo nos resta: Em seus últimos instantes, a pedido dele, sua bondosa genitora leu a “prece por um agonizante”, inserta em ”O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XXVTII. n.” 58. 

Assim, Amauri não morreu em decorrência de sua saúde mental nem de atropelamento, mas de uma hepatite, uma inflamação no fígado. Notem também que não há qualquer menção ao Amauri ter se arrependido das acusações que fez ao tio, ao contrário do que consta em seu verbete na Wikipédia.[1] Aliás, a Wikipédia não traz até hoje (dia 7 de junho de 2012) o ano de sua morte. Bem, ao menos agora essa lacuna poderá ser preenchida.

Vá em paz, Amauri. O tempo encarregou-se de mostrar que você tinha razão. Caso haja outras vidas, que você possa ser mais feliz dessa vez.




[1] Da Wikipédia: “Ainda de acordo com a pesquisa de Souto Maior, o seu último desejo, algum tempo antes de falecer, foi o de divulgar um documento com um pedido formal de desculpas ao tio, sem que o conseguisse, uma vez que os então diretores da Federação Espírita Brasileira decidiram adiar essa retratação sob a alegação de que os adversários da Doutrina poderiam insinuar que Amauri fora forçado a se arrepender”.

45 respostas a “Afinal de contas, o que aconteceu a Amauri Pena, o sobrinho de Chico Xavier?”

  1. roberto Diz:

    Que coisa impressionante este VMware. Enxerga conspirações espíritas em tudo, tenta denegrir, lançar suspeitas, subverter à todo o custo o valor da verdade, da virtude, do bem, e fantasia-se de várias formas para ganhar credibilidade no que fala.
    É uma doença avassaladora que sacrifica os anos da vida dele deste jeito.
    Rest in peace VMware!

  2. Marcos Arduin Diz:

    Acho que não está preenchida devidamente, Vitor: é preciso saber se há atestado de óbito do Amauri com a referida causa de morte…
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    De qualquer forma, parece ficar evidente uma coisa: se Amauri era um pé rapado e logo após dedar o tio ficou aparentemente mais rico, então a versão que ouvi do irmão caçula do Chico de que Amauri teria sido subornado para fazer o escândalo ganha força. Senão, de onde veio essa condição financeira melhorada?
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    Falta agora os quevedetes acharem os 50 livros que Amauri publicou, só com a ajuda do seu maravilhoso IIIIIncosciente, sem qualquer espírito para ajudá-lo…

  3. Vitor Diz:

    Oi, Arduin
    eu acho que ele sempre teve esse dinheiro e só passou a exibi-lo depois que se arrependeu. Provavelmente ele não exibia o dinheiro antes para não prejudicar a imagem de uma família pobre.

  4. Roberto Diz:

    Achando morreu um burro.

  5. Bruno Diz:

    “Tudo isso hoje é comprovadamente verídico”
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    Você e essa mania bobinha sua de achar que tudo a respeito de Chico já foi comprovado. Um pouco menos de presunção, por favor né?!

  6. Gilberto Diz:

    Chico Xavier não escreveu tanto assim. Foram muitos títulos. Analisei todos e li a maioria. É moleza, pois 90% dos seus livros têm o tamanho de uma redação de aluno do colegial. Dá pra se ler 40 livros num dia só, facilmente. Não tenho tempo, mas um dia ainda vou colocar todos os livros dele em Word ou .txt e contar o número de palavras. Dou um milhão de reais se todos os livros de Xavier juntos (tirando os 10 principais, mais “caprichados”) derem mais palavras que “It” de Steven king, que ele escreveu em 6 meses!! Talvez até contando com esses 10 principais. Desafio lançado aos chiquistas!!!!!!
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    TODOS os livros dão 36 megabites. O tamanho de 4 fotos de minha máquina digital! Mas texto gasta menos espaço, é claro. O link pra quem quer ter o privilégio de ter (e, se possível, contar o número de palavras total) a obra Xaveriana é esse:
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    https://rapidshare.com/#!download|87p7|93143743|Chico.Xavier-387.livros.rar|35577|R~0|0|0

  7. Gilberto Diz:

    Observação, não cliquem no link, o copiem e colem no seu browser que assim funciona.

  8. Marciano Diz:

    Os espíritas retratam Amauri como um bêbado despeitado. O filme que narra a vida do CX (não li o livro do Souto Maior) diz claramente que ele vendia lugares na fila para contato com o “médium” e que foi descoberto, agindo por vingança.
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    Sempre achei muito cômoda a morte dele, mas não sei se dá pra tachar de suspeita. É cercada de mistérios.
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    O artigo linkado no texto é muito bom, não o conhecia ainda.
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    Não acredito na hipótese de criptomnésia, o cara fazia tudo de modo pensado, ensaiado, treinado. Basta ver as poses dele nas fotos com Peixotinho, Otília Diogo, etc. Essa revista “superinteressante” é supersensacionalista e superinfantil.

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    O tal Emmanuel, pra mim, pecou quando descreveu Jesus, personagem fictício, inventado cerca de cem anos após a data em que teria morrido, tão fictício quanto Moisés, Jor-El ou Far Darrig. Quando o Hulk conta como foi seu encontro com o Batman soa como o Emmanuel convivendo com Jesus.
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    Os espíritos aprendem a falar idiomas estrangeiros no além, o que é muito curioso, visto que, segundo eles, a comunicação na espiritualidade é telepática, o idioma que aprenderem não servirá pra nada quando reencarnarem, nunca vi criança que já nasce falando. O fictício Emmanuel escreveu uma carta em portinglês. Quando os erros típicos de aprendiz que fala português foram apontados, surgiu a desculpa de que estava aprendendo inglês na espiritualidade. O curso devia ser ministrado em português, ficou claro pela mistura das gramáticas das duas línguas.

  9. Bruno Diz:

    E se Emmanuel tivesse escrito em inglês perfeitamente, sem erros, a desculpa seria que Chico era poliglota, falava inglês fluente. Ah, e tudo isso de maneira autodidata.
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    Pra mim é uma prova a mais de que, se existe mesmo os plagios dos livros de Chico, ela se deu por Emmanuel e não por Xavier.

  10. Leonardo Diz:

    Vitor, onde posso encontrar esse artigo do Bernardo?

  11. Gilberto Diz:

    UM DOS MAIORES MITOS XAVERIANOS DERRUBADO:
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    Diz-se comumente, e gabam-se os espíritas chiquistas, que Xavier possui uma bibliografia extensíssima, com cerca de 400 livros, feito que poucos autores no mundo todo conseguiram igualar. Feito ainda mais espetacular em se tratando de uma pessoa com poucos estudos. Sabe-se que ele era um autodidata e leitor voraz de livros, portanto escrever com uma certa qualidade era tarefa simples para ele, na verdade. Ele era também muito articulado, e era mestre no uso de sinônimos, de adjetivos pouco usuais, e caprichava no vocabulário rebuscado, preciosista, e floreado, o que causava espanto nos outros, principalmente pelo já mencionado uso de palavras pouco usuais. Mas enganam-se os que tomam isso como fato. sua obra NÃO É TÃO EXTENSA, se não contarmos AS CENTENAS de títulos, mas sim a sua produção como escritor, em NÚMERO DE PALAVRAS, e não em número de edições.
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    Este é um trabalho em andamento, mas vou citar o que me leva a ter essa certeza. “Nosso Lar”, obra seminal de Xavier e um dos livros mais extensos em número de palavras de Xavier, tem menos de 55.200 palavras. Mas “Vida no Além”, exemplo dos títulos prolíficos e corriqueiros de Xavier, tem menos de 6.000. esses livros fininhos e com pouquíssimas palavras se tratam do corpo maior da obra de Chico Xavier. Peguei esses livros aleatoriamente, pois é trabalhoso transforma-los em .pdf e depois em .txt e depois em .doc para poder contar as palavras. COM O TEMPO TEREI UM NÚMERO PRECISO. Na literatura não-espírita, podemos citar um exemplo. “It”, de Steven King, tem 460.000 palavras. Parece-me um trabalho árduo fazer essa contagem com todos os livros de Xavier, mas suspeito que, se tirarmos os 10 ou 20 livros mais populares e extensos de Xavier, a obra dele é muito menor do que as pessoas acham. A esmagadora maioria dos 400 livros, juntos, pode ser menor que UM ÚNICO EXEMPLAR de um livro extenso de um escritor prolixo qualquer de romances, como Stephen King. Nem entro na seara dos livros-texto, pois alguns podem ser, sozinhos, maiores que a obra completa de Xavier.
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    400 LIVROS É UM NÚMERO QUE IMPRESSIONA, É VERDADE. MAS A VERDADE É ALGO MUITO MAIS IMPRESSIONANTE.
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    Mais um HOAX, TALVEZ O MAIOR MITO DE TODOS, uma mentira implantada na mitologia xaveriana DERRUBADO.

  12. Leonardo Diz:

    Sem menosprezar o esforço do Gilberto, não há nenhuma novidade nisso. Qualquer espírita que se já se deu o trabalho de ler alguns livros de Chico Xavier sabe disso.

  13. Vitor Diz:

    Leonardo, é só clicar no link que tem na palavra “artigo”.

  14. André Ribeiro Diz:

    Gil,
    Fica mais fácil ainda, escrever 400 livros, plagiando.

  15. Toffo Diz:

    Vitor, eu tenho uma pulga atrás da orelha com essa afirmação de que a versão “verdadeira” dos fatos esteja em O Reformador, que é a publicação oficial da FEB e que, sem dúvida, tem interesse em preservar os interesses de CX, sua galinha dos ovos de ouro. O livro de Souto Maior diz que Amauri efetivamente fora internado em Espírito Santo do Pinhal, no sanatório espírita Bezerra de Menezes (fundado por espíritas da cidade, entre eles o meu avô, na década de 1940), morrendo pouco tempo depois. Mas quem ler o trecho do livro que menciona Amauri vai verificar que o sobrinho de CX jamais foi ouvido por ninguém, a não ser naquela declaração ao Diário de Minas. O repórter do Diário da Tarde que foi a Sabará apurar a verdade não conversou com ele. Conversou com o delegado da cidade e com o pai, que disseram que ele era um beberrão e arruaceiro. Depois conversou com o próprio tio, que, segundo Souto Maior, exibiu seu talento para medir palavras. Disse que Amauri não era seu auxiliar, que estava sendo orientado por espíritas de BH, que era muito moço e idealista e que o perdoava desejando-lhe o melhor na vida. Mas dias depois escreveu uma carta magoadíssima ao presidente da FEB, Wantuil de Freitas, dizendo que “um familiar fora vendido pelos adversários da causa”. Ora, Wantuil era o presidente da FEB na época dessas reportagens de Reformador que falam do assunto, e portanto creio que a opinião da revista é bastante tendenciosa. Souto Maior também diz que o mistério de Amauri jamais foi desvendado, e que o rapaz nunca voltou do além para dizer a verdade sobre o assunto. Coincidência ou não, o fato de CX ter saído de Pedro Leopoldo logo a seguir é bastante significativo. Como tudo na vida dele, nada é explicado razoavelmente. Souto Maior tem toda a razão: Chico Xavier sempre viveu no limite. Inclusive da verossimilhança.

  16. Biasetto Diz:

    O Leonardo me lembrou sobre este vídeo, bem interessante:
    http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=hnQR__-zqDQ#!

  17. Toffo Diz:

    Realmente o tempo é o senhor da razão. 10 anos após sua morte, começam a aparecer os “rabos” deixados por ele.

    A história de Amauri Pena me traz semelhanças com aquele filme “Bicho de 7 Cabeças”, com o Rodrigo Santoro num papel memorável. Um rapaz que acabou enfrentando o inferno dos manicômios por fumar um baseado. Nunca se soube o que se passou na cabeça de Amauri. Nunca ninguém o ouviu, nunca ninguém teve oportunidade de conversar com ele a sério. Mas a se considerar aquilo que ele disse ao jornal, a pressão sobre ele devia ser tão insuportável que, talvez já propenso, acabou se entregando ao álcool. Não foi uma pressão brutal ou violenta; pelo contrário, à semelhança das torturas chinesas, foi infligida aos poucos, na sua tenra adolescência, por pessoas próximas e afetivamente ligadas a ele, incluindo gente esclarecida (como os espíritas gostam de se considerar). Tenho muita pena desse pobre rapaz, já que era talentoso.

  18. Contra o Chiquismo. Diz:

    Gilberto, só uma curiosidade. Para ser considerado LIVRO, a publicação tem que ter no mínimo 50 páginas. Abaixo disso, é folheto, catálogo… etc. Informação colhida de uma bibliotecária que passa o dia catalogando livros. Se vc ver a biografia do general Osório, ela é tão grande que precisou ser dividida EM 2 volumes. Que trabalho foi esse!

  19. Vitor Diz:

    Contra o Chiquismo,
    eu já vi livro espírita em que uma página era composta APENAS por uma linha.

  20. Toffo Diz:

    Vitor,

    tenho uma sugestão para você: investigar as relações entre CX e Wantuil de Freitas, presidente da FEB por décadas e mentor (não espiritual) e confidente de CX. Existem situações muito interessantes nessa relação, que perdurou mais ou menos no período em que apareceram os livros de André Luiz. Existem duas fontes que merecem uma investigação sua: 1) um livro de Suely Caldas Schubert, “Testemunhos de Chico Xavier (1986)”, editado pela FEB, em que ela descreve a correspondência entre ambos justamente no período entre os primeiros e os últimos livros atribuídos a André Luiz, incluídas na correspondência detalhes sobre o conteúdo desses livros; 2) o episódio do chamado “Pacto Áureo”, ocorrido em 1949, no qual, de maneira autoritária, a FEB arrogou para si a direção e os rumos do movimento espírita brasileiro, submetendo as demais federações à sua autoridade. Wantuil era o presidente da FEB nessa ocasião e desempenhou um papel fundamental nesse episódio. Wantuil era tido como uma personalidade centralizadora, meio mística, meio fundamentalista, um tipo complexo, e a relação dele com CX talvez explique muito da “psicografia” dos livros de André Luiz, da personalidade de CX e do próprio espiritismo. Topas?

  21. Gilberto Diz:

    Sei que todos aqui sabem, mas os espíritas chiquistas usam desse factóide sempre. Essa informação poderia ser mais bem explorada, e divulgada nos meios espíritas, e principalmente nos meios “simpatizantes”, que dão força ao mito.

  22. Gilberto Diz:

    Talvez um artigo numa site de peso de pesquisa, como este aqui, ou Ceticismo Aberto,sei lá. Algo mais oficial, que possa ser usado como referência.

  23. Marciano Diz:

    Semper crescis aut decrescis, vita detestabilis. Música estranha para o vídeo.
    Todos nós já conhecemos os fatos mostrados no vídeo.
    Boa sugestão, Toffo.

  24. Marcos Arduin Diz:

    É gozado a mentalidade cética…
    O caso aí do Amauri é extraído de uma fonte católica (Boaventura Kloppenburg) e o bom cético sábio, culto, racional e inteligente JAMAIS desconfia que tal fonte pudesse mentir, ser parcial, ocultar o que não lhe interessava mostrar… Esse modo de agir e de pensar do pessoal cético é o que mais me agrada neles.
    .
    Sempre quis saber quem indicou Amauri como o SUCESSOR do tio Chico Xavier. Afinal Chico estava em plena atividade, sem nenhum vislumbre de vir se aposentar em tempo próximo e… já se falava em sucessor? Bem, agora fiquei sabendo: foi o próprio Amauri que veio dizer que o tio lhe disse que ele o sucederia. Ah! Bom! Tinha receio de que tal indicação tivesse vindo de alguma fonte séria e confiável.
    .
    Então o Amauri, cheio de remorsos e deprimido, veio a público denunciar a pressão sofrida vinda dos fanáticos espíritas e renegar toda a sua mediunidade. Tudo era obra de sua mente mesmo. Li não, me lembro onde, de que os poemas de Amauri teriam sido atestados como sendo de boa qualidade. Ora, se sem espíritos nenhuns ele era tão talentoso, porque não continuou escrevendo seus ótimos poemas? Já que a turma da Igreja aproveitou bem a denúncia que ele fez, por que a editoras católicas não passaram a editar suas obras com o chamativo:
    _ Sobrinho de Chico Xavier produz obras tão “psicografadas” como as do tio e sem espírito nenhum no pedaço!
    .
    Mas deu xabu em algum lugar. Ao invés de continuar fazendo seus lindos poemas só com a ajuda de sua mente, Amauri passou só a encher a cara (suponho que o pessoal cético vai achar que é mentira deslavada em algum lugar…) até acabar morto de modo incerto ou não sabido (fiquei com a impressão de que se insinuou por aqui que espíritas zangados teriam “apagado” o cara…).
    .
    Ah! Vitor, é engraçado que Amauri é apontado como sendo um pobre de marré-marré-marré, no entanto você diz que ele SEMPRE TIVERA dinheiro. De onde ele veio? Acaso ele publicou suas belas poesias e recebeu os direitos autorais por isso? Veja se me esclarece isso, pois há tempos venho querendo saber dos mais de 50 livros que Amauri publicou e até hoje nunca achei nenhum.

  25. Vitor Diz:

    Arduin, você pergunta:
    .
    01 – “Ora, se sem espíritos nenhuns ele era tão talentoso, porque não continuou escrevendo seus ótimos poemas?”
    .
    Mas ele continuou! Isso está dito no artigo:
    .
    “Sendo-lhe dado alta, ficara trabalhando e residindo na mesma cidade, onde passou a receber (?) e publicar poesias mediúnicas (ou ditas mediúnicas), então com o pseudônimo de Otaviano Severo, conforme se vê à página 6 da publicação «I Conclave Estadual da Fraternidade», editada em Maio de 1959, nas oficinas de «O Município», de S. João da Boa Vista, também do Estado de S. Paulo.”
    .
    02 – “no entanto você diz que ele SEMPRE TIVERA dinheiro. De onde ele veio?”
    .
    Poderia vir de gente rica que resolvesse ajudar a família do Chico.

  26. Contra o Chiquismo. Diz:

    Vitor, já viu o livro ‘ Tesouro de Alegria’ do CX? Tem versos que são 2 trovinhas e ocupam uma página toda. Essas coletâneas de ‘espíritos diversos’ são de doer mesmo… como o cara imaginava tantas entidades?
    LIvro pequeno com um minúsculo poema por página, assim é mole escrever mais de 400.

    Tim Maia falou “poxa só uma música do João Gilberto tem tanto acorde que dá pra eu escrever umas 15″

    Ou seja, tem livro de 400 páginas, que equivalem a 5 livros do CX. E olha que livro de 400 páginas eu já li e sendo bom não desanima, já estou trocando na biblioteca na semana seguinte por outro.

  27. Antonio G. - POA Diz:

    Para mim, é interessante perceber que não sou apenas eu que considero a “extensa” obra dos 400 a tantos livros do CX uma coisa muito menor do que este expressivo número anuncia. Há algum tempo, eu venho dizendo que toda a obra de Chico, que eu li quase toda, é muito pobre em conteúdo, em ideias e em vocabulário. E que são todos muito parecidos entre si, sendo alguns quase cópias uns dos outros. Digo, também, que qualquer adolescente bom de redação é capaz de escrever muito melhor do que Chico fazia e que os livros dele têm “a profundidade de um pires”. Mas alguns comentários furiosos a respeito destas afirmações me fizeram pensar se eu não estava sendo muito passional na análise. Ao ver outras opiniões parecidas com a minha, fico mais confortável.

  28. Antonio G. - POA Diz:

    Certamente, os espíritos dos escritores que ditaram os livros que Chico psicografou perderam muitíssimo de sua qualidade ao passarem para o mundo espiritual…

  29. Antonio G. - POA Diz:

    “qualidade literária”, para ser bem entendido.

  30. Toffo Diz:

    Arduin, a questão toda é que o epicentro dessa questão toda, Amauri Xavier Pena, NUNCA foi ouvido por quem quer que fosse. Todas as informações que foram obtidas sobre ele eram de segunda mão (pai, tio, delegado etc). Nunca ninguém conseguiu checar as informações que ele passou para o jornal “Diário de Minas”, nunca ninguém conversou com ele ao vivo, nunca se soube o que ele pensava e o que ele sentia a não ser nessa reportagem. Se houve uma “operação abafa” tampouco ninguém sabe. O fato é que, por desleixo, por desencontros ou por qualquer outro motivo, o jovem acabou levando para o túmulo o segredo da sua dor, transformando o episódio em mais um dos fatos controversos da carreira de CX. A História nos mostra que o mal-explicado acaba virando mito, e a vida de CX está cheia de episódios mal-explicados. É isso.

  31. Contra o Chiquismo. Diz:

    “O fato é que, por desleixo, por desencontros ou por qualquer outro motivo, o jovem acabou levando para o túmulo o segredo da sua dor, transformando o episódio em mais um dos fatos controversos da carreira de CX. ”

    Toffo, daqui a pouco para imacular de vez a imagem de CX, vai surgir uma ‘psicografia’ de alguém de peso do movimento ‘espiririta’ dizendo que recebeu a imagem de Amauri Pena e que este foi recebido no ‘além’ por CX e que se encontra profundamente arrependido e foi encaminhado ao ministério da regeneração em nosso lar e vai reencarnar como um grande ‘médium’ que vai trazer de volta o cristianismo redivivo e que irá converter o coração dos adversários da doutrina…

    resta saber quem será o ‘médium’ que vai se prestar a isso… Diviado Frango? Bacelar? Roberto sCUr? Queria mesmo é saber quantas mensagens e quantas incorporações o sCUr cavalo velho bagual já recebeu…

  32. Marciano Diz:

    Acho que houve uma operação abafa. Por isso não se consegue nada a respeito do Amauri, nem os livros. Talvez tenha havido uma operação apaga.

    Fico curioso de saber qual era o estilo literário do Amauri, o CX era meloso, melífluo, adjetivado ao extremo, com neologismos, pernóstico, aviadado.

  33. Marcos Arduin Diz:

    Mas Vitor, continuar dizendo estar PSICOGRAFANDO não vale! Afinal ele não renegou a psicografia? Não denunciou o tio, etc e tal? Se tudo era farsa, então ele teria sido muito mais esperto se continuasse a escrever seus belos poemas com sua própria assinatura. Mas o que deu de errado? Será que só os espíritas se interessavam por ele?
    .
    Ah! Você pode SUPOR que gente rica dava dinheiro pro Chico? E ele saía distribuindo pra família toda? É… Quanto falta provas, a imaginação faz a festa!
    .
    Ex-Toffado:
    Então o Amauri faz essa denúncia e só o Diário de Minas é que se interessa pela coisa? Nenhum padre ou bispo se interessou pelo garoto e pediu para que ele escrevesse cobras e lagartos contra o tio e o Espiritismo em alguma pastoral? Eu diria que a FEB poderia ter obtido o seu depoimento, registrado-o em cartório na ocasião, com firma reconhecida e tudo o mais, mas com o compromisso de fazer a divulgação apenas após a morte do Amauri, por exemplo. Mas deixou a coisa passar. De qualquer forma, ficou algo sem qualquer repercussão além do episódio na época. Só o pessoal da fé cristã e o pessoal cético é que quer ver no Amauri alguma coisa mais significativa do que um rapaz eventualmente ambicioso, eventualmente apaixonado, que avacalhou com o tio por uma ou as duas dessas coisas.
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    Ei, ô de Marte, veja se acha o Luiz Roberto Turrato (ops! Turatti), pois ele repete o Quemedo, que diz que Amauri teria publicado mais de 50 livros só com a ajuda do seu Inconsciente quevediano. Só que NINGUÉM jamais viu esses livros, nem sabe os títulos, nem editoras, nem ano de publicação, NADA! Muito estranho isso, não acha? Se ninguém sabe desses livros, como sabemos que são mais de 50? Não teria jeito de se apagar toda essa publicação. Além do mais, nem haveria motivos para isso.
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    Quer comparar estilos? Veja se acha em algum lugar exemplares do boletim espírita A Síntese, pois Amauri escrevia seu poemas para este periódico.
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    É isso.

  34. Marciano Diz:

    Arduin, procurei, mas não consegui. Se tiver um link para qualquer livro do Amauri, agradeço.

  35. Toffo Diz:

    Não ficou sem repercussão não. Segundo Souto Maior, a coisa repercutiu muito e deixou CX arrasado. A correspondência com Wantuil, dizendo que era um golpe ‘contra a causa’ é uma grande evidência. Isso com certeza deve ter contribuído para sua saída de Pedro Leopoldo. Naqueles tempos sem internet, celulares, e sem redes sociais, sair do lugar já era uma boa solução. Se fosse hoje o estrago teria sido muito maior. Amauri podia ir ao Facebook e fazer a festa. Por que não deixaram o garoto falar? Teriam abafado com grana, ou coisa parecida? como eu disse, esse é um dos muitos episódios mal-explicados da vida e da carreira de CX.

  36. Marcos Arduin Diz:

    Ô de Marte é o seguinte: NÃO EXISTE livro algum publicado pelo Amauri. O único livro que ele escreveu, do qual sobra apenas uma parte, é o tal Cruzilidas, QUE PERMANECEU INÉDITO. Jamais foi publicado. É por isso que não se acha livro nenhum dele. Mas o Quemedo diz que Amauri teria publicado 50 livros só com a ajuda do seu inconsciente. E eu acho estranho que o Vitor não tenha acreditado no padre…
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    Ex-Toffado, só se repercutiu muito no bateboca, pois além do Diário de Minas, onde mais na época saiu essa história? Ficou por acaso sendo divulgada no Brasil inteiro? E o Chico, como dizia Waldo, tão suscetível, tão chorão, não teve outra saída a não ser responder humirdemente. Se fosse um pouco mais durão, poderia dizer:
    _ É… Esse meu sobrinho, ficou sabendo que meus livros psicografados até vendem bem e quis fazer igual e encher a burra. Só que não teve a mesma sorte e agora saiu com essa. Ele sempre foi pobre. Vejam o quanto anda gastando ultimamente e somem dois mais dois…

  37. Antonio Lourival Diz:

    Sem despresar todos comentários, pois, devem ser considerados. Em vários momentos podemos comprovar a autenticidade da mediunidade de Chico. Como podemos esplicar isso passando pelo clivo da razão? Suas obras e atitudes foram sempre de amor e compreensão, porque insistir tanto em critica-lo? Porque não apresentar alternativas de paz melhores que as dele? O mundo esta precisando tanto de harmonia e não podemos perder tempo criticando quem tanto lutou para fazer algum de bom. Devemos aproveitar o tempo procurando fazer algo de melhor pelo o nosso próximo. Com todo respeito ao modo de cada um pensar, mas, penso que devemos sermos humildes e procurar avaliar os acontecimentos com bons olhos usando a razão, o bom senso e a coerência para não correr o risco de sermos injustos. Esta é a minha simples opinião. Muita paz.

  38. Gilgamesh Diz:

    Li o artigo e constatei que é integralmente tendencioso, mas também pudera: O sr. Johnny Bernardo é evangélico (http://jtbernardo.blogspot.com.br). É notória a aversão desmedida desse senhor contra o Espiritismo. Ele chega a ponto de mentir, caluniar e difamar. Quando é pressionado a apresentar provas, ele sofisma e nunca prova. Basta pesquisar, para comprovar o que digo.
    A que ponto chegamos! É preciso apelar para detratores notoriamente mentirosos e caluniadores, para contestar Chico Xavier? É como utilizar argumentos de Nazistas, para contestar o judaísmo. Se for para ser imparcial e ético, então, que sejamos, por favor!

  39. tanialobo Diz:

    Quem, afinal, vai querer trazer alguma “mensagem” do Amauri, visto que Cx é um médium indolatrado pelos espítitas e simpatizantes? ninguém querer se sujar, pois os Xaverianos e cia não acreditariam e ainda condenariam o pseudomédium. Lamentavelmente ficaremos com mais essa duvida, porém, temos uma certeza: Chico foi uma farça que alimenta a mente dos alienados e desprovidos de inteligência. O Chico é tão mala que antes de morrer disse que não se comunicaria mais com ninguém, salvo, se o pseudomédium fornecesse um código que ele mesmo revelou ao seu filho. Isso ele fez propositalmente para que os seus descendentes não fossem ludibriados como ele sempre o fez aos Xaverianos. Psicografar qualquer obra é fácil, inventa-se qualquer “estória” fantasiosa para as mentes infrutiferas, fanáticas e deprimidas, atribui a autoria a algum “espírito” e pronto, o comércio mediúnico está aberto aos lucro$$$$. Por favor crianças, não façam isso em casa.

  40. tanialobo Diz:

    Quem, afinal, vai querer trazer alguma “mensagem” do Amauri, visto que Cx é um médium idolatrado pelos espítitas e simpatizantes? ninguém vai querer se sujar, pois os Xaverianos e cia não acreditariam e ainda condenariam o pseudomédium. Lamentavelmente, ficaremos com mais essa dúvida, porém, temos uma certeza: Chico foi uma farça que alimenta a mente dos alienados e desprovidos de inteligência. O Chico é tão mala que antes de morrer disse que não se comunicaria com mais ninguém, salvo, se o pseudomédium fornecesse um código que ele mesmo revelou ao seu filho. Isso ele fez propositalmente para que os seus descendentes não fossem ludibriados como ele sempre o fez aos Xaverianos. Psicografar qualquer obra é fácil, inventa-se qualquer “estória” fantasiosa para as mentes infrutíferas, fanáticas e deprimidas, atribui a autoria a algum “espírito” e pronto, o comércio mediúnico está aberto aos lucro$$$$. Por favor crianças, não façam isso em casa.

  41. Gilgamesh Diz:

    O comentarista acima disse: “Psicografar qualquer obra é fácil, inventa-se qualquer “estória” fantasiosa”. Sim, dessa maneira é fácil psicografar, e existem muitos que assim o fazem, mas Chico Xavier psicografou muitas mensagens de falecidos a parentes vivos.

  42. Senhor dos Anéis Diz:

    Quero que vocês leiam este texto bastante polêmico. E, a propósito, se alguém puder encontrar uma foto do Amauri Xavier, poderia publicar na Internet. O linque do texto:

    http://data-limite-2019.blogspot.com.br/2014/12/amauri-xavier-pena-teria-sido.html

  43. Senhor dos Anéis Diz:

    Outros textos:

    http://data-limite-2019.blogspot.com.br/2014/12/amauri-xavier-pena-teria-sido.html

    E um mais “chocante” (para os adeptos de CX) ainda:

    http://data-limite-2019.blogspot.com.br/2015/01/artigo-revela-odio-dos-espiritas-amauri.html

  44. ADRIANA Diz:

    Triste essas afirmações levianas quanto à família do Sr.Jaci Pena e Dona Maria Xavier, pessoas corretíssimas, que viveram modestamente e sempre dedicadas a ajudar o próximo.
    Convivi quando criança com esse casal, que morava próximo a minha casa e afirmo com propriedade: dizer que eram ávidos por dinheiro ou que impuseram a alguém a teoria espírita chega a ser ridículo, dada a postura discreta e respeitosa que exibiram sempre.
    Enfim, cada um age de acordo com seu nível de evolução espiritual. Esperar caridade e respeito de quem não tem condições de dar é uma falácia. Mas ainda há tempo, senhores. Estudem mais e estudem temas e conteúdos edificantes e talvez possam um dia perceber o desserviço que prestam.

  45. Flavio Amaral Diz:

    Sobre a extensão da obra xavieriana (melhor do que “chiquista”, não?). Penso que mais preciso seria comparar Chico com algum escritor de sua própria época e realidade, por exemplo, que nascesse no Interior brasileiro em 1910, de família simples, tivesse baixa escolaridade e precisasse repartir o tempo entre escrever e ganhar a vida em condições tão precárias como uma fábrica de tecelagem. Me parece que colocar Chico para concorrer com Steven King é uma certa concorrência desleal. Mas vamos lá:
    Tomemos o exemplo citado pelo colega Gilberto, do thriller “It”, de Steven King, com 460 mil palaras, publicado em 1986. Além da formação universitária em Letras o autor já tinha 20 anos de experiência como escritor profissional. Se tinha alguma assistência na revisão ou digitação, não sabemos, mas possivelmente. Como eram seus recursos? Máquina de escrever? Elétrica?
    O primeiro livro de Chico, Parnaso de Além-Túmulo, de 1932, tinha 53 mil palavras. É difícil comparar prosa com verso. A velocidade de escrita em verso pode ser sim 5 a 10 vezes mais lenta do que a escrita em prosa.
    De 1935 a 1940 Chico publicaria cerca de 450 mil palavras, a maior parte em prosa. De 1941 a 1943 escreveria mais 450 mil. De 1944 a 1947, mais 450 mil palavras.
    Talvez nosso colega Gilberto tenha percebido isso e por este motivo não deu continuidade a sua contagem em andamento. Não é preciso endeusar Chico para reconhecer que o mesmo tem uma obra sim extensa para os padrões em que vivia. Se é boa ou ruim, se é espiritual ou não, podemos ficar horas debatendo. Mas dizer que o mesmo escrevia pouco é um engano, e qualificar isso de HOAX foi precipitado.

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