“Brasil, Coração do Mundo”, de Chico Xavier (1938) e a Conferência de Leopoldo Machado (1934)

Nesse artigo Eduardo José Biasetto mostra que Chico Xavier claramente se inspirou numa Conferência de Leopoldo Machado para escrever o livro “Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho”.

Primeiramente, Codename V. nos passou a seguinte informação, em 26 de outubro de 2011: 

Vitor. Mais uma suspeita de plágio. Não bastasse o formato enciclopedista da obra “Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho”, parece que a base para obra apareceu quatro antes, numa Conferência de Leopoldo Machado, dada pela F.E.B. chamada “Brasil, Berço da Humanidade, Pátria dos Evangelhos” (Reformador, 03-10-1934, pg. 519; 01-11-1934, pg. 575). Quem trouxe à lume a informação da semelhança (e não uma acusação de plágio) foi o palestrante Sergio F. Aleixo no canal dele do youtube (já conhecido por vocês), na palestra “O Primado de Kardec”, na parte 1:46:41. Até mais! 

Então, o Vitor contatou o Sérgio F. Aleixo, que disponibilizou o material citado nas informações de Codename V. Também obtive contato com Sérgio F. Aleixo, que se mostrou cordial, fazendo a seguinte colocação: 

“bem… se é plágio, não sei… mas que é curioso, é… acesse, por favor este meu texto aqui:” 

http://oprimadodekardec.blogspot.com/2011/02/capitulo-13-o-rustenismo-nas-obras-de.html 

Obs.: 

·        Consulta recomendada 

·        Agradeço a Codename V. e Sérgio F. Aleixo, pela informação e cordialidade. 

A CONFERÊNCIA DE LEOPOLDO MACHADO 

Graças a uma informação de Codename V. conseguimos contatar Sérgio Aleixo, que nos enviou uma importante fonte, intitulada Brasil, Berço da Humanidade, Patria dos Evangelhos, uma Conferência lida na F.E.B., em 9 de setembro de 1934, por Leopoldo Machado, o qual se configura em oito partes ou “documentos”, sendo que reproduzimos abaixo, um pequeno, mas significativo trecho, da 1ª parte. 

- Obs.: A ortografia apresentada é a original. 

Irmãos meus em humanidade e provações terrenas, Jesus ilumine os vossos Espiritos, christianise os vossos corações. (…)

A despeito de assim pensarmos, de sentirmos assim, não sabemos, de nossa parte, por que singular preferência de nosso espirito, porque sentimos congenito e secreto de nosso coração, queremos mais, muito mais, ao Brasil, a porção maravilhosa do Planeta em que tivemos a dita de nascer! E a nossa alma vibra, mao grado, ás vezes, ao nosso desejo, por tudo o que é brasileiro, que fala do Brasil. Sentimos que amamos á terra que nos é berço com um amor que é, talvez, a maior manifestação emotiva do nosso espírito. Este amor, em nós, é, porém, muito differente desse jacobinismo, desses bairrismos por ahi campeantes, que procuram, vangloriosos, que pensam, exclusivistas, que tudo de grande, de bom, de bello, de maravilhoso se restringe ou se deve restringir, só se contém ou se deve conter a dentro das fronteiras de sua Pátria! Nosso amor ao Brasil é o de quem sente e sabe a sua Pátria destinada a desempenhar uma gloriosa e providencial funcção dentro da Vida. É o affecto de quem sente e sabe que o Senhor de Todas as Coisas confiou á sua terra a mais bela funcção, que um povo e uma nacionalidade podem desempenhar, qual a de serem verdadeiros interpretes da Doutrina luz, amor e verdade, emanada dos Evangelhos de Jesus! (…) 

No Prefácio (assinado por Emmanuel) do livro Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho, podemos ler: 

Meus caros filhos. Venho falar-vos do trabalho em que agora colaborais com o nosso amigo desencarnado, no sentido de esclarecer as origens remotas da formação da Pátria do Evangelho a que tantas vezes nos referimos em nossos diversos comunicados. O nosso irmão Humberto tem, nesse assunto, largo campo de trabalho a percorrer, com as suas facilidades de expressão e com o espírito de simpatia de que dispõe, como escritor, em face da mentalidade geral do Brasil. (…)

O Brasil não está somente destinado a suprir as necessidades materiais dos povos mais pobres do planeta, mas, também, a facultar ao mundo inteiro uma expressão consoladora de crença e de fé raciocinada e a ser o maior celeiro de claridades espirituais do orbe inteiro. (…)

Se outros povos atestaram o progresso, pelas expressões materializadas e transitórias, o Brasil terá a sua expressão imortal na vida do espírito, representando a fonte de um pensamento novo, sem as ideologias de separatividade, e inundando todos os campos das atividades humanas com uma nova luz. 

Comentário: Nota-se que o nome da conferência citada, Brasil, Berço da Humanidade, Patria dos Evangelhos, se assemelha ao nome da obra de Chico Xavier, atribuída ao espírito de Humberto de Campos: Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho. Também é possível constatar a semelhança da idéia contida no trecho apresentado, da referida conferência, com aquela apresentada por “Emmanuel”, no livro em questão: a idéia de que o Brasil seria o berço da revelação das verdades de Jesus (“Doutrina de Luz”), uma “nova luz”, isto é, ao povo brasileiro caberia difundir os fundamentos do espiritismo. 

Em razão das inúmeras críticas apresentadas neste blog, no que se refere à duvidosa mediunidade de Chico Xavier, alicerçadas em evidências de plágios, julgamos não ser exagero, concluir que Chico Xavier deve ter se alimentado das idéias contidas na Conferência de Leopoldo Machado, datada de 1934, visto que o livro de Chico Xavier/Humberto de Campos, teve seu 1º lançamento em 1938. 

Uma característica marcante neste livro do Chico, é a exaltação do povo brasileiro, como podemos perceber nos seguintes exemplos: 

Afãs, se numerosos pensadores e artistas notáveis lhe traduziram a grandiosidade de mundo novo, contando "lá fora" as inesgotáveis reservas do gigante da América, todo esse espírito analítico não passou da esfera superficial das apreciações, porque não viram o Brasil espiritual, o Brasil evangélico, em cujas estradas, cheias de esperança, luta, sonha e trabalha o povo fraternal e generoso, cuja alma é a "flor amorosa de três raças tristes", na expressão harmoniosa de um dos seus poetas mais eminentes. (p. 7)

(…)

Estas páginas modestas constituem, pois, uma contribuição humilde à elucidação da história da civilização brasileira em sua marcha através dos tempos. Têm por único objetivo provar a excelência da missão evangélica do Brasil no concerto dos povos e que, acima de tudo, todas as suas realizações e todos os seus feitos, forros dos miseráveis troféus das glórias sanguinolentas, tiveram suas origens profundas no plano espiritual, de onde Jesus, pelas mãos carinhosas de Ismael, acompanha desveladamente a evolução da pátria extraordinária, em cujos céus fulguram as estrelas da cruz. (p. 10-11)

(…)

Tu, Helil, te corporificarás na Terra, no seio do povo mais pobre e mais trabalhador do Ocidente; instituirás um roteiro de coragem, para que sejam transpostas as imensidades desses oceanos perigosos e solitários, que separam o velho do novo mundo. Instalaremos aqui uma tenda de trabalho para a nação mais humilde da Europa, glorificando os seus esforços na oficina de Deus. Aproveitaremos o elemento simples de bondade, o coração fraternal dos habitantes destas terras novas (…) (p. 15)

Comentário: Assim, voltando à Conferência de Leopoldo Machado, no final do “1º documento” e início do “2º”, lemos: 

E este grande sentimento nosso pela terra que nos é berço cresce á medida que lhe conhecemos a natureza éxuberante e bôa; que estudamos a sua Historia cheia de lances heroicos,em que fulgem os sentimentos christãos de seus filhos, que estudamos a indole pura, pacifica e piedosa de seu povo, que, a despeito de suas imperfeições, que são muitas, de seus defeitos de educação, que são enormes, traz, dentro do peito, um coração aberto sempre a caridade, que é a maior revelação de amor ao próximo, e ao sentimento religioso. Por isso sentimos e vemos a gente desta abençoada gleba, que é o nosso povo, com a mesma vitralidade com que a vê Leoncio Correa: “Como te vejo nobre no teu idealismo e forte na tua risonha sabedoria! Povo do samba, povo da intrigalhada da politiquice, povo carnavalesco por excelencia, como és grande nas tuas virtudes, como és doce nos teus affectos, como és magnanimo nas tuas victorias! 

Comentário: repetição freqüente do termo povo, da idéia de que os brasileiros são fraternais, generosos, caridosos, alegres, cheios de virtudes… capazes de difundir o “verdadeiro” cristianismo. Ainda que estas idéias não se apresentem explícitas nos textos, se configuram implícitas neles. 

Ainda no “2º documento da Conferência de Leopoldo Machado”, encontramos a seguinte colocação: 

Propuzemo-nos, confrades illustres, discretear comvosco na esperança de chegarmos á convicção de que tudo nesta maravilhosa terra, neste “Brasil que nos corre nas veias com o sangue, que nos vibra nos nervos com a vida”, attesta, confirma, demonstra, testemunha que elle é, realmente, a Terra da Promissão; por isso, a terra para onde se está removendo a árvore aberta, gloriosamente em flor, dos evangelhos de Jesus. 

Em Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho encontramos, nas páginas 10 e 11, “Humberto de Campos” afirmando: 

Estas páginas modestas constituem, pois, uma contribuição humilde à elucidação da história da civilização brasileira em sua marcha através dos tempos. Têm por único objetivo provar a excelência da missão evangélica do Brasil no concerto dos povos e que, acima de tudo, todas as suas realizações e todos os seus feitos, forros dos miseráveis troféus das glórias sanguinolentas, tiveram suas origens profundas no plano espiritual, de onde Jesus, pelas mãos carinhosas de Ismael, acompanha desveladamente a evolução da pátria extraordinária, em cujos céus fulguram as estrelas da cruz. São elas, ainda, um grito de fé e de esperança aos que estacionam no meio do caminho. Ditadas pela voz de quem já atravessou as estradas poeirentas e tristes da Morte, dirigem-se aos meus companheiros e irmãos da mesma comunidade e da mesma família, exclamando:

Brasileiros, ensarilhemos, para sempre, as armas homicidas das revoluções!… Consideremos o valor espiritual do nosso grande destino! Engrandeçamos a pátria no cumprimento do dever pela ordem, e traduzamos a nossa dedicação mediante o trabalho honesto pela sua grandeza! Consideremos acima de tudo, que todas as suas realizações hão de merecer a luminosa sanção de Jesus, antes de se fixarem nos bastidores do poder transitório e precário dos homens! Nos dias de provação, como nas horas de venturas, estejamos irmanados numa doce aliança de fraternidade e paz indestrutível, dentro da qual deveremos esperar as claridades do futuro.

Não nos compete estacionar, em nenhuma circunstância, e sim marchar, sempre, com a educação e com a fé realizadora, ao encontro do Brasil, na sua admirável espiritualidade e na sua grandeza imperecível! 

Comentário: mais uma vez, nos dois textos, tem-se a idéia de que ao Brasil caberia a missão evangelizadora dos ensinamentos de Jesus. 

No “3º documento” da Conferência de Leopoldo Machado, encontramos a seguinte descrição: 

Humboldt, que bem estudou a nossa Geologia dá o nosso rio S. Francisco feito, primitivamente, um mar interior, que se tornou mediterrâneo quando aquella parte, o Archinotis, se desprendeu da África, indo sobre outras terras do occidente, constitundo, assim, a Lybia Occidental, de que trata Herodoto. Dessa antiguidade se ocupou Platão, que chegou a nomear a nossa terra, a que chamou a Ilha dos Brasis, perdida para os mares do sul. E seculos antes do sabio grego, rezam as chronicas, vieram – sabem-no todos – ao valle do Amazonas as expedições pheniciais, de Hiram II, á busca de madeira para a construção do celebre Templo de Salomão.  

Em Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho, na página 4, “Emmanuel” diz: 

Os dados que ele fornece nestas páginas foram recolhidos nas tradições do mundo espiritual, onde falanges desveladas e amigas se reúnem constantemente para os grandes sacrifícios em prol da humanidade sofredora. Este trabalho se destina a explicar a missão da terra brasileira no mundo moderno. Humboldt, visitando o vale extenso do Amazonas, exclamou, extasiado, que ali se encontrava o celeiro do mundo. O grande cientista asseverou uma grande verdade: precisamos, porém, desdobrá-la, estendendo-a do seu sentido econômico à sua significação espiritual. 

E na página 45, “Humberto de Campos” diz: 

A esse tempo, a terra do Evangelho não é mais conhecida pelo nome suave de Santa Cruz. À força das expressões comuns, dos negociantes que vinham buscar as suas fartas provisões de pau-brasil, seu nome se prende agora ao privilégio das suas madeiras. 

Voltemos à Conferência de Leopoldo Machado, encontrando no “3º documento”: 

É bem este o retrato do Brasil de todos os tempos (…) Se há ou houve, com estes requisitos, um eden terreal, impossível não seja, ou não fosse a Terra do Cruzeiro! 

Em Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho: 

Pecamos a Deus que inspire os homens públicos, atualmente no leme da Pátria do Cruzeiro, e que, nesta hora amarga em que se verifica a inversão de quase todos os valores morais, no seio das oficinas humanas, saibam eles colocar muito alto a magnitude dos seus precípuos deveres. (p.6-7) 

(…) corporificadas na terra do Evangelho, e, com a sua divina pobreza, se fizeram os iniciadores da grande missão apostólica do Brasil no seio do mundo moderno, inaugurando aqui um caminho resplandecente para todas as almas, transformando a terra do Cruzeiro numa dourada e eterna Porciúncula. (p. 33) 

Rodeado dos seres santificados e venturosos que constituem a coorte luminosa de seus mensageiros abnegados, recebeu o Senhor, com a sua complacência, o emissário dileto do seu amor nas terras do Cruzeiro. (p. 34) 

Havia eu determinado que a Terra do Cruzeiro se povoasse de raças humildes do planeta, buscando-se a colaboração dos povos sofredores das regiões africanas; (…) (p. 35) 

(…) Ismael considerou a necessidade de estabelecer uma diretriz para a organização econômica da terra do Cruzeiro. (p. 41) 

Comentário: Chico Xavier parece ter gostado tanto da expressão Terra do Cruzeiro, proferida na Conferência de Leopoldo Machado, que além dos exemplos acima, a empregou mais de 25 vezes no livro – algumas vezes, trocando-a por “Pátria do Cruzeiro”. 

Conclusão: É perfeitamente lógico concluir, que Chico Xavier, tendo conhecimento das informações contidas na Conferência de Leopoldo Machado, idealizou o livro Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho, com o intuito de reproduzir uma das idéias centrais da conferência citada: exaltar o Brasil como um país “abençoado pela mãe natureza”, em razão de seus recursos e belezas naturais, além de glorificar o povo brasileiro, como alegre, fraternal e generoso, detentor da sublime missão de levar ao mundo, o “evangelho de Jesus”. 

Sérgio F. Aleixo, em seu texto (link citado na introdução deste artigo), diz: 

Curioso que o substrato dessa obra tenha surgido anos antes, em estranha conferência de Leopoldo Machado na F.E.B., de título Brasil, Berço da Humanidade, Pátria dos Evangelhos.” 

Assim como afirmou Aleixo, também considero “curioso” e, vou além: demasiadamente suspeita as semelhanças existentes entre a Conferência de Leopoldo Machado e o livro Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho. 

Também merece atenção, a colocação de Aleixo, quando diz: “estranha conferência”, porque a explanação de Leopoldo Machado se fundamenta em concepções totalmente absurdas, indicando referências ao Brasil, até mesmo na Bíblia. Parece que até as “idéias viajeiras”, presentes na conferência, contaminaram a mente criativa de Chico Xavier, que se dispôs a escrever um amontoado de informações confusas na concretização de sua obra literária. Bem, se não foi o Chico, é difícil (se não impossível) entender o que se passava com o espírito de Humberto de Campos. 

Para fazer o download da conferência, clique aqui

72 respostas a ““Brasil, Coração do Mundo”, de Chico Xavier (1938) e a Conferência de Leopoldo Machado (1934)”

  1. Roberto Scur Diz:

    Biasetto,
    Você precisa de tratamento, está cada vez pior. Teu caso é para tratamento espiritual mesmo.
    Vá num centro espírita aí na tua cidade e peça, humildemente, auxílio, porque você está precisando muito.
    Melhoras amigo, e que Deus te abençõe e Jesus de proteja desta fascinação que estás sendo vítima.

  2. Biasetto Diz:

    CONSIDERAÇÕES COMPLEMENTARES:
    - O Vítor fez uma enxugada no artigo, coerentemente. Porém, se faz necessário algumas considerações adicionais:
    .
    1º) O Artigo que escrevi foi uma reedição do artigo “BRASIL, CORAÇÃO DO MUNDO, PÁTRIA DO EVANGELHO”, DE CHICO XAVIER, É UM LIVRO RECHEADO DE CONSERVADORISMO, PRECONCEITOS, JUSTIFICATIVAS LEVIANAS, ERROS HISTÓRICOS, ALÉM DE MOSTRAR UM JESUS CONFUSO, INSEGURO, E INJUSTO, postado pelo Vítor, em maio de 2011.
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    2º) Consta ainda, que meu amigo e “companheiro de pesquisas”, Márcio Rodrigues Horta, me trouxe a informação de que havia encontrado trechos do livro “A Vida Além do Véu”, do reverendo George Vale Owen, que indicavam possíveis “inspirações xavierianas”, na confecção da obra “Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho”, a qual Xavier afirmou ter psicografado do espírito Humberto de Campos.
    Sobre este tema, tenho a dizer que:
    Ismael foi um dos colaboradores de Jesus Cristo, na concretização da descoberta e colonização da América, destacando o Brasil, a “Pátria do Cruzeiro”. Não TENHO A MENOR DÚVIDA, de como o livro “A Vida Além do Véu”, do reverendo George Vale Owen influenciou de forma muito significativa a produção literária de Chico Xavier. Já é sabido, àqueles que “frequentam” este blog, que as obras “Nosso Lar” e “Libertação” foram plagiadas do livro do Owen. O mesmo aconteceu com “Obreiros da Vida Eterna”. Mas há outros plágios, não só de textos como de ideias. Oportunamente, pretendo reescrever o artigo sobre “A Caminho da Luz”, quando farei uso, para os complementos, de passagens do livro do reverendo inglês. No momento, vale mencionar, que no “livro 4” de “A Vida Além do Véu”, Arnel (espírito que se comunica com o Owen) afirma a existência dos “exércitos celestes do Cristo”, considerando que Jesus Cristo esteve sempre no comando das “aventuras” terrestres, contando com a colaboração de abnegados espíritos. Na página 79, do livro citado, lê-se: “Agora deixe-me prosseguir. Você vê agora que Ele, que é Presidente do Conselho, o filho eleito de Deus, é Ele que dá a arrancada adiante para ver a aventura. Isto é, aos olhos daqueles que trabalham comigo, como deveria ser: que Ele que têm em Seus ombros a responsabilidade da decisão faz-se audaz para pôr em prática e assistir ao fim. Isto fez o Cristo. Hoje Ele está em seu meio com esta atual missão apenas cumprida até a metade, tendo tocado a Terra e voltado para cima, em marcha para casa.”
    .
    3º) Posteriormente à publicação do artigo (maio de 2011), fiz novas descobertas, confirmando o quanto Chico Xavier tinha conhecimento dos autores citados, destacando Léon Denis e Gabriel Delanne. Do 1º, Chico Xavier plagiou a obra “No Invisível”, para escrever “Nos Domínios da Mediunidade” (atribuindo psicografia de André Luiz); do 2º, Chico Xavier e Waldo Vieira plagiaram a obra “Evolução Anímica”, para escreverem “Evolução em Dois Mundos”, que atribuíram a André Luiz. De Camille Flammarion, o Vítor mostrou que Chico Xavier plagiou “Cartas de Uma Morta”, falando da vida em Marte. Quero registrar ainda, que o “livro 4” de “A Vida Além do Véu” (Owen), também menciona vida em Marte. Arnel diz, na página 80: “Agora mencionarei Marte. Muitos pensamentos foram dirigidos anos atrás para aquele solitário planeta que tornou-se o primeiro lugar em interesse daqueles que não são da ciência, mas simples cidadãos. Não é assim, meu filho? (Sim, penso que não está longe disso.) [Opinião do Owen] A razão é reflexo. As pessoas de Marte começaram isto. Eles enviaram uma ampla carga de ondas de pensamentos em sua direção e vocês responderam – não, mais que isso. A razão desta intercomunhão é encontrado no parentesco entre a população da Terra e de Marte. Alguns de seus astrônomos falam deles tão familiarmente que os chamam de marcianos. Isto os divertiria, como também nos dá um gostoso arrepio de alegria. Bem, aqueles que conhecem bem os marcianos dizem que estão bastante à sua frente em desenvolvimento intelectual. Não é assim, meu filho? (Sim, é bem certo. Eles realmente dizem isso.) [Opinião do Owen] Estão errados. A população de Marte está, em algumas coisas, na frente de vocês da Terra. Em outras coisas, não poucas, mais atrasados que vocês. Estive lá. Sei disso. Mas nestas coisas vocês, com o tempo, deverão alcançá-los normalmente por sua ciência, e então eles serão de vocês, e vocês estarão mais justa-mente orgulhosos de conhecê-los. É por causa disto que freqüentemente a gente se abstêm e temos restrições em nossas línguas para conversação. É por isso que faço isso agora. (Você diz que esteve em Marte?) [Owen perguntando] Tanto quanto os de Marte têm estado conosco e na Terra.”
    4º) No artigo de maio de 2011, cometi um erro, ao afirmar que Tiradentes havia sido o único enforcado, dentre os conjurados mineiros, porque ele era o pobre da turma. Então, Aqui vale uma retificação. Recentemente li um interessante artigo da “Revista de História da Biblioteca Nacional” (Ministério da Educação, FNDE), ano 6, nº 67, abril 2011, intitulado “Inconfidência / Que bom negócio!” Resumidamente, o artigo diz que: “A Inconfidência Mineira já foi muitas coisas: serviu para a construção de um projeto republicano, foi fábrica de heróis, base para uma identidade nacional no século XX, bandeira, em diversos momentos, para chefes políticos ou seus opositores. Neste emaranhado de usos do passado, os fatos de 1789 ficaram cada vez mais turvos. Mas pesquisas realizadas nos últimos anos trouxeram à tona outra realidade: vários envolvidos nos planos de revolta não tiveram seus pertences definitivamente tomados pela Coroa portuguesa. Familiares e administradores dos bens dos inconfidentes conseguiram permanecer com um vasto patrimônio recorrendo a estratégias que incluíam a troca da titularidade dos bens, recursos judiciais e protelações. Alguns peixes grandes do movimento ainda foram incorporados à ordem monárquica, ocupando postos de destaque. (…) Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, não era um homem de puçás posses como se diz. Na verdade, ele era muito abastado, pois possuía sítios, várias cabeças de gado, sesmarias e escravos. Em 1781, o alferes comandou a construção do Caminho do Meneses, que atravessava a Serra da Mantiqueira. Ao perceber que os rios e córregos da região estavam cheios de riquezas minerais, pediu autorização para explorar oitenta jazidas, mas só recebeu do comandante do distrito o direito de explorar quarenta e três delas, o que fez até ser preso como inconfidente. Quase um mês depois do seqüestro dos bens de Tiradentes, a devassa descobriu que ele era dono de um sítio de aproximadamente cinqüenta quilômetros quadros na Rocinha Negra, no porto do Meneses, no rio Paraibuna. O mártir da Inconfidência também tinha fazendas na freguesia de Nossa Senhora da Glória de Simão Pereira, no Caminho Novo, que ligava o Rio de Janeiro a Minas Gerais. Nessas propriedades, ele mantinha atividades de mineração e práticas agrícolas, além de criar gado. Mas, no início do processo de confisco, todo esse patrimônio passou para as mãos de Jerônimo da Silva Ferreira, um de seus sócios. (…)” – Muito interessante este artigo, assinado por André Figueiredo Rodrigues.
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    4º) Ao final do artigo “reeditado”, fiz uma brincadeira, que o Vítor achou melhor excluir. Mas, pra quem conhece o conteúdo do 1º artigo, veja:
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    Em síntese, concluo que Chico Xavier tendo conhecimento das informações contidas na Conferência de Leopoldo Machado, idealizou o livro “Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho”. Fez uso de algumas ideias contidas na citada conferência, especialmente no que se refere a exaltação das “virtudes brasileiras” e a concepção do Brasil como a Pátria do “verdadeiro evangelho de Jesus”, apostando que o espiritismo ganharia significativo espaço dentre as religiões praticadas no país. Na construção do “Jesus e seus exércitos”, Chico se fundamentou nas informações do “livro 4” de “A Vida Além do Véu”. As informações sobre a história do Brasil, Chico obteve com facilidade, consultando manuais, livros, jornais, enciclopédias da época.
    Obviamente, que os espíritas chiquistas fanáticos, vão dizer que faltam evidências, o trabalho não é científico… fazer o quê? Quem não quer ver, não vê! Mesmo porque, a verdade machuca (mas também esclarece e liberta).
    Aliás, a estes confrades (legal esta palavra né?), eu sugiro o seguinte quiz:
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    1 – Qual é o nome da Conferência de Leopoldo Machado? Quando ocorreu?
    2 – Qual é o nome do Livro de Chico Xavier/Humberto de Campos? Quando teve sua 1ª edição?
    3 – Qual é a ideia contida na Conferência de Leopoldo Machado, a respeito do povo brasileiro?
    4 – Qual é a ideia contida no livro de Chico Xavier/Humberto de Campos, a respeito do povo brasileiro?
    5 – Qual é o famoso geógrafo citado na Conferência de Leopoldo Machado? Vale de qual rio ele explorou?
    6 – Qual é o famoso geógrafo citado no livro de Chico Xavier/Humberto de Campos? Vale de qual rio ele explorou?
    7 – Na Conferência de Leopoldo Machado, como o Brasil é chamado?
    8 – No livro de Chico Xavier/Humberto de Campos, como o Brasil é chamado?
    9 – No livro A Vida Além do Véu, do Owen, Jesus tem colaboradores? Explique.
    10 – No livro de Chico Xavier/Humberto de Campos, Jesus tem colaboradores? Explique.
    11 – As informações do livro de Chico Xavier/Humberto de Campos, escrito em 1938, se confirmaram? Como é o Brasil hoje?
    12 – Você acha que Chico Xavier se influenciou pela Conferência de Leopoldo Machado para escrever o livro Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho? Justifique.
    13 – Se você não acha que foi o Chico Xavier que recebeu a influência citada acima, você acha que foi, defendendo as teses do confrade Luciano dos Anjos, o espírito de Humberto Campos, quem fez isto? Justifique.
    14 – Se você acha que nem o Chico Xavier, nem o Humberto de Campos se deixaram influenciar pela Conferência de Leopoldo Machado, pois você não vê “plágio” algum; e, se você acha que Eduardo José Biasetto anda vendo coisas demais, porque tem medo do umbral, então diga alguma coisa a ele.
    .
    Notas de esclarecimento:
    .
    Quem quiser conferir o gabarito, precisa enviar um email pro Ministério do Esclarecimento de Nosso Lar.
    Quem acertar TODAS as questões vai ganhar a coleção de livros espíritas do Scur (são mais de 400). Agora ele tem todos, digitalizados.
    Quem errar mais de 50%, vai receber TODOS os artigos e TODOS os comentários do JCFF, como lembrança.
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    Saudações!

  3. Biasetto Diz:

    Scur, responda às questões, que você vai ver que não estou precisando de tratamento, e quem está fascinado, é você!
    .
    Eu já sabia que os fanáticos, tipo Scur, não iam ver nada demais nos apontamentos deste artigo. Mais uma vez, eles não conseguem ver (ou não querem), as evidências:
    1ª) Em 1934, ocorre uma Conferência da FEB, palestrada por Leopoldo Machado, intitulada
    .
    Brasil, Berço da Humanidade, Patria dos Evangelhos,
    .
    Em 1938, a FEB lança um livro de Chico Xavier, supostamente uma psicografia do espírito Humberto de Campos, intitulado
    .
    Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho.
    -
    2º) Na Conferência de Leopoldo Machado e no livro de Xavier, é dito que:
    .
    os brasileiros são cordiais, puros, alegres, fraternais…
    -
    3º) Na Conferência de Leopoldo Machado e no livro de Xavier, é dito que:
    .
    o Brasil seria a Pátria do Evangelho, o berço do Evangelho, de onde sairiam os verdadeiros ensinamentos de Jesus.
    o Brasil seria um exemplo para o mundo, iria se destacar como um país da verdadeira religião.
    -
    4º) Na Conferência de Leopoldo Machado, assim como no livro de Xavier, há menção
    .
    ao geógrafo alemão Alexander von Humboldt, indicando uma excursão dele pelo vale do rio Amazonas.
    -
    5º) Na Conferência de Leopoldo Machado, assim como no livro de Xavier, o Brasil é chamado de
    .
    Terra do Cruzeiro ou Pátria do Cruzeiro.
    -
    6º) As descrições dos exércitos do Cristo, presentes em “A Vida Além do Véu”, do George V. Owen, se encaixam nas ideias do livro do Chico, indicando Jesus e seus colaboradores, como os responsáveis pela descoberta da América e “fundação” da Pátria do Cruzeiro, a Pátria do Evangelho. Este tema, os “exércitos do Cristo”, espero que seja possível, pretendo com o Márcio Rodrigues Horta, dedicar maior atenção, numa reedição ou novo artigo sobre “A Caminho da Luz”.
    .
    Enfim, pra quem sabe ler e interpretar (o Scur não sabe, obviamente!), não estou nem um pouco equivocado.
    A questão é muito simples: (completo o comentário, depois)

  4. Biasetto Diz:

    Desculpem-me, precisei interromper o comentário.
    .
    Então, a questão é muito simples:
    - Chico Xavier leu a Conferência de Leopoldo Machado, tendo a ideia de escrever o livro Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho. Também usou umas ideias do livro do Owen e complementou com as maluquices da mente criativa dele. Não tem segredo.
    Isto é plágio? Na opinião de alguns, não! Mas não importa, a caracterização técnica do plágio. O que importa, é que ele psicografou coisa alguma. Aliás fez isto EM TODOS os livros que escreveu.
    .
    Se alguém quiser a íntegra do artigo, onde faço mais comentários, inclusive sobre História, é só me enviar um email: [email protected]
    .
    Recebi este comentário de um amigo, que já participou muito do blog:
    .
    “Li a tua nova pesquisa. Parabéns, mais uma das muitas provas que o Chico Xavier era um embusteiro. A coisa já virou no famoso ditado: “Hoje discutir Chico Xavier é bater em bêbado!” Só fanáticos acreditam que ele era o psicógrafo que a mídia vende. Repito, era um picareta que queria e conseguiu ser visto como um santo pela sociedade. Uma coisa meio paradoxal, mas há tanta maluquice e esquicitices neste mundo! O Chico foi mais uma!”
    .
    Obrigado amigo, mas há fanáticos que não querem ver mesmo. O gaúcho de Caxias não conseguiu ver nem os truques mal feitos, mostrados no youtube, pelo SaiBabão lá da Índia, dizer o que mais?

  5. Biasetto Diz:

    Corrigindo:
    O que importa, é que ele NÃO psicografou coisa alguma.

  6. Paulo-rs Diz:

    Dedico esse video para os bem humorados Ateus
    http://www.youtube.com/watch?v=WSzxJrjUeJE

  7. Roberto Scur Diz:

    É Paulo,
    Como é que tu foi colocar este vídeo aí onde o apresentador zombou do evangélico, riu na cara dele, levou ele ali de propósito para ridicularizá-lo deste jeito? Tu achou graça da esposa dele que estava paraplégica ao lado dele, e foi o motivo da ida dele ao programa?
    Você me chamou de que mesmo por ter feito tu uma confusão com o que eu tinha dito a respeito de doença?
    Qualquer outro que tivesse postado este vídeo seria aceitável pois os ateus não respeitam as pessoas e suas crenças, consideram-nas fanáticas e a si próprios, inteligentes, lúcidos, livres.
    Sim, são livres para ter este bom humor com o sofrimento dos seus semelhantes, e acusam agressivamente qualquer menção a doenças que eles próprios tenham.
    Que contrasenso! Isso é que é inteligência!

  8. Vitor Diz:

    Scur,
    é um quadro humorístico. Tudo ali é falso, são todos atores. O texto em português é uma invenção de quem postou no youtube. E ali o riso é em relação à crença, não em relação à doença das pessoas (que, repito, são atores e não estão doentes).

  9. Paulo-rs Diz:

    Scur, o video é um programa humoristico europeu da década de 80 e era uma brincadeira sobre os serviços de saúde (particular X publicos) FAKE !
    No youtube existem várias versões sobre tudo o que é tema…essa alguém colocou legendas sobre evangélicos.
    É para rir, viu?
    Não seja precipitado como eu fui ontem.
    Comece o ano diferente, ok?
    Divirta-se!

  10. Paulo-rs Diz:

    Vitor, o mais legal é ver o Scur acreditando literalmente no video e ainda criando uma realidade alternativa.
    Veja, a mulher vira esposa, o marido vai ao programa por causa dela, o apresentador é um conspirador …. chegando na conclusão final:
    Os ateus são imorais!

    Eu acho que a lógica dele deve seguir esse modelo:
    1) Chico xávier é bonzinho
    2) Quem é bonzinho é honesto
    3) logo, Otília materaliza, Marte tem vida, Biasetto está influênciado por obsessores.

  11. Biasetto Diz:

    Paulo,
    Teu raciocínio está perfeito!
    É exatamente isto que ele pensa.
    Acertou em cheio. Ele disse pra mim ontem: (outra lógica dele)
    “Sem caridade, não há salvação” e quem é caridoso prova que é bom e honesto. O Chico foi demais caridoso, então, jamais mentiria.Até porque, “é pelo fruto que se conhece a árvore”.
    .
    O Scur, este vídeo que era uma brincadeira, você achou que era verdadeiro.
    Aquele vídeo que mostra o saibabãobabado fraudando é sério, mas você acha que é brincadeira.
    Você não tem jeito mesmo Scur, “Meeeuuuuu Deeeuuuusssss!!!!!!!!”

  12. Vitor Diz:

    O Chico mentia e fraudava para ser caridoso.

  13. Biasetto Diz:

    Que isso Vítor, como você acusa o homem de mentiroso?
    E o Divaldo falando do babão? Fiquei traumatizado com aquilo.

  14. Biasetto Diz:

    O Tonigui também é cheio de graça. Vive falando que o blog anda “abandonado” e, agora, que deu uma “esquentadinha”, ele sumiu!

  15. Codename V. Diz:

    Pessoal, não precisam agradecer em nada! Eu sei que o trabalho de vocês não é de cunho difamatório, mas investigativo. Posso não concordar em tudo (afinal, seres humanos são seres discordantes desde a concepção), mas sou totalmente a favor de que essas investigações e pesquisas sejam levadas adiante a fim de que se mostre que mediunidade é coisa séria (e não essa palhaçada que existe em toda casa espírita que se diz séria e, no fim, é uma bagunça). Só assim esses ditos fiéis de “santos médiuns” (“infalíveis” como o culto dos “santos espíritos evoluídos” caucasianos e bonitinhos, cheios de “luz”), com a sombra da dúvida, tomarão um pouco de vergonha em suas caras e passarão a fazer o que o Codificador – que apesar do altor que possui, está ali de enfeite – da DE orienta: esgotar todas as possibilidades normais para aí então se pensar na hipótese mediúnica.
    .
    Bem, é isso aí. Um abraço a todos e que continuem dando o seu melhor.

  16. mrh Diz:

    Bia, parabéns pelo texto. + como vc sabe, minhas contribuições serão lentíssimas… len-tissssi-massss. Daqui uns 3 ou 4 meses, apresento a vc o texto inicial… ahhh, q sono… ahhh!

  17. Biasetto Diz:

    Márcio,
    Você anda muito preguiçoso. Assim não dá.
    Acorda aí, rapaz!
    .
    O Vítor me informou de mais uns plágios do Chico, rs…
    É brincadeira o que este mineirinho fez.
    Ele pegava estes livros do Dellane, do Léon Denis, do Owen, do Shuré, do Ernest Renan, ia selecionando, fazendo anotações. Estava tudo naqueles cadernos que o pai dele andou queimando, que pena!
    Aí, quando ele ia escrever algum livro, ele pegava uma parte de um autor, de outro autor, e ia criando umas ideias também.
    É por isso, que não é fácil apontar, de forma bem explícita, os plágios.
    Se tivesse um programa de computador, onde fosse possível colocar os livros dos autores que citei e colocar os livros do Chico, os 400, deixando rodar o programa, pra procurar correlações, olha! não sobrava um, sem plágio. Garanto isso! TENHO CERTEZA!
    Isto merecia um filme: “A fraude do século”
    O Scur iria assistir e diria que o filme não convence. Haha!
    O programa do computador, para cada plágio encontrado, daria um apito. Ninguém iria conseguir dormir, iria parecer estes alarmes… pipipipipipipipipipipipipipipipipipipipipipipipipipi….

  18. Biasetto Diz:

    Mineirinho danado sô!
    Alguém quer um queijo?
    Você gosta de queijo, Scur?
    Ah! o teu negócio é churrasco e chimarrão né?
    Mas você deveria conhecer as cidades mineiras, tem queijo bom demais lá.

  19. Paulo-rs Diz:

    Olha como são as coisas Biasa….
    Imagina se o imperio romano não tivesse adotado o cristianismo…. basta um deslize histórico e a coisa está feita.
    Possivelmente, nunca teriamos ouvido falar de Cristo, não teriamos a Teosofista e Kardek com suas fraudes e soluções mágicas… Nem o islã nasceria…
    Não teriamos a idade das trevas… todas as ciências estariam bem mais evoluídas…
    É uma pena…
    Vou descontar a minha frustração no italiano do buteco.
    abraço

  20. Vitor Diz:

    As “Idades das Trevas” NÃO foram um período sem desenvolvimentos. MUITO pelo contrário. Inclusive, a Igreja ajudou bastante em diversos campos de conhecimento. Já tratei disso. Quem duvida, recomendo o livro “Invenções da Idade Média”, de Chiara Frugoni. Um resumo: “Com belas ilustrações e um texto cativante, essa obra mostra um período luminoso e inédito, um tempo de progressos e descobertas notáveis, como: bússola • relógio • universidade • garfo • roupas de baixo • Carnaval • macarrão • xadrez • anestesia • e muito mais!”

  21. Biasetto Diz:

    O Vítor,
    Se você começar a puxar o saco do catolicismo, mais uma vez, eu vou mandar você “passear no bosque”.
    É claro, que a Idade das Trevas, não foi tão trevosa como dizem. É claro que a Igreja, pessoas da Igreja também contribuíram pra cultura, ajudaram artistas.
    Mas, NUM CONTEXTO GERAL, foi um período problemático, não negue isto Vítor.
    Basta dizer o seguinte Vítor: a GRANDE MAIORIA da população europeia, vivia de FORMA MISERÁVEL, enquanto a nobreza e o clero (pelo menos a cúpula da Igreja), formava uma CLASSE PRIVILEGIADA e exploratória.
    Eu entendi o que o Paulo quis dizer, e é muito coerente.
    Que nem diz o Scur, “tu pára aí rapaz!”

  22. Vitor Diz:

    Biasetto,
    num contexto geral, QUALQUER período da História é problemático. A ideia de que se não fosse a “Idade das trevas” as Ciências estariam muito mais avançadas é um erro completo, e é a isso que me referi. A “Idade das Trevas” trouxe MUITOS desenvolvimentos. Isso é um FATO. Ponto.

  23. Biasetto Diz:

    Vítor, leia este comentário, por favor!
    .
    O riso era condenado pelo cristianismo oficial da Idade Média. O tom sério caracterizava a cultura medieval oficial, sendo a única forma de expressar a verdade, o bem e tudo que era importante. Valorizava-se o medo, a veneração, a docilidade, a resignação, a estratificação e a permanência da tradição, considerando-os o tom correto para os cultos, os rituais e as cerimônias oficiais.
    Essa seriedade, entretanto, fazia com que se legalizasse o riso e a alegria em cerimônias puramente cômicas, com máscaras, fantasias, danças e festivais. Os tiros e os símbolos religiosos eram então degradados de forma grotesca, passando do plano espiritual para o material e terreno: embriaguez, comilanças, gestos obscenos, desnudamentos etc. Eram dias dos bufões e das brincadeiras. (…)
    A cultura popular do riso na Idade Média viveu e desenvolveu-se assim, fora da esfera oficial da ideologia e da literatura elevada. e graças a essa existência extra-oficial, ela se distinguiu por seu radicalismo e sua liberdade, por sua implacável lucidez.
    Durante o Renascimento, o riso, na sua forma mais radical, universal e alegre, pela primeira vez, separou-se das profundezas populares e penetrou decisivamente no seio da grande literatura e da cultura “superior”, contribuindo para a criação de obras de arte mundiais, como Decameron, de Boccaccio, o livro de Rabelais, o romance de Cervantes, os dramas e comédias de Shakespeare etc.
    Mil ano de riso popular extra-oficial foram, assim, incorporados na literatura do Renascimento.
    (…)
    Em outros termos, o riso da Idade Média, durante o Renascimento, tornou-se a expressão da consciência nova, livre, crítica e histórica da época.
    .
    Mikhail Bakhtin. A Cultura popular na Idade Média e no Renascimento: o contexto de François Rabelais. Universidade de Brasília, 1987, p. 62 e 87
    .
    Vítor,
    Na época dos governos militares na América Latina, a cultura não deixou de florescer. Muito pelo contrário, os anos 60, por exemplo, foram de grandes mudanças culturais. Mas não porque os militares queriam isto. A Igreja sempre foi muito seletiva culturalmente, interessada inclusive em cultura. Só que ela DITAVA AS REGRAS. Ao mesmo tempo em que ajudou, muito mais ser a única, talvez, propicia a isto, a difundir a cultura e o conhecimento; também, criou muitas dificuldades para a difusão cultural, no contexto daquilo que não interessava a ela. E, desta forma, também foi um GRANDE ATRASO.

  24. Biasetto Diz:

    Correção na 8ª linha: [Os] tiros e os símbolos = [Os] RITOS e os símbolos…
    Correção na 4ª linha (de baixo pra cima): muito mais ser a única, = muito mais POR ser a única, …

  25. Biasetto Diz:

    Vítor,
    O Paulo indicou uma hipótese: “e se o Império Romano não tivesse oficializado o cristianismo?” “e se a figura de Jesus tivesse ficado esquecida na história, perdida no tempo e espaço?” Talvez, vivêssemos em um mundo melhor? Não sei!
    Talvez pior? Não sei!
    Mas foi isto que ele quis dizer, acho!
    E você já saiu correndo defender a igreja católica.
    Outra coisa Vítor, as igrejas, de modo geral, elas dão com uma mão, mas depois tiram com as duas.
    Não só as igrejas, mas muitos religiosos também.
    Um amigo me enviou um email, falando que o Divaldo Franco ajudou e ajuda muitas crianças lá em Salvador.
    Bem, este tipo de caridade, o Chico fez muito né? Tem que ser bem analisada. Porque, se por um lado, realmente resolve as necessidades imediatas de algumas pessoas; também, acaba contribuindo para que os governantes, o sistema, o elitismo, se mantenham isolados de determinadas críticas, cobranças e obrigações.
    “Caridade” é um coisa muito séria. Sei de um monte de ricão, que, às vezes, faz umas doações pros necessitados, inclusive com direito a festejos e holofotes. Porém, sonegam dez, ou cem vezes mais, em impostos. Preciso falar mais alguma coisa?

  26. Vitor Diz:

    Biasetto,
    o Paulo disse: “Não teriamos a idade das trevas… todas as ciências estariam bem mais evoluídas…” Isso é um erro e foi isso que critiquei.

  27. Paulo-rs Diz:

    Vitor os gregos a 400 AC já sabiam que a terra não era o centro do universo, tinham a filosofia desenvolvida que foi sufocada depois, Aritóteles estava um passo de conjecturar a teoria da evolução… na idade média era proíbido fazer autópcias e estudar o corpo humano…
    não sei não.
    Reconheço que a igreja fez as universidades. Eu particularmente tenho essa impressão.
    Biasa, sabe que o e-book “uma breve história do mundo” está na rede para download? Se quiser passar para os teus alunos…

  28. Vitor Diz:

    Paulo, não era proibido fazer autópsias e estudar o corpo humano. Já tratei disso aqui também. Novamente:
    .
    No livro “galileo goes to jail”, da Universidade de Harvard, no capítulo 5 os autores tratam justamente de desmontar o mito de que a Igreja teria proibido a dissecação humana, e revela que estudos detalhados do corpo humano já existiam há séculos! Eis os trechos:
    .
    Versões mais recentes do mito reconhecem que a dissecação era, de fato prescrita e praticada em uma série de universidades medievais. Elas enfatizam, no entanto, que a dissecção limitou-se a corpos de criminosos executados, que tinha perdido qualquer direito à reverência ou salvação. Em ambos os casos, a história conta a natureza sacrílega da dissecção, combinada com uma popular superstição, o que significava que a dissecação era raramente praticada. Esta versão atribui uma adesão servil às autoridades livrescas por parte dos anatomistas medievais: aquelas poucas almas corajosas que estavam comprometidas com o estudo racional do corpo humano com base na experiência direta, principalmente Leonardo da Vinci (1452-1519); Andreas Vesalius (1514-1564), autor do famoso livro ilustrado anatômico “On the Fabric of the Human Body” (1543) e, na mente do senador Arlen Specter, o médico espanhol e teólogo Miguel Servet (1511-1553), foram forçados a roubar cadáveres dos túmulos e forcas e dissecá-los clandestinamente na calada da noite.
    .
    Embora existam alguns pontos de contato suficientes entre esta história e realidade histórica para dar-lhe uma aparência de plausibilidade, mas a situação era de fato muito mais complexa. A maioria das autoridades da igreja medieval, não só tolerava, mas incentivava a abertura e desmembramento de cadáveres humanos para fins religiosos: o embalsamento de corpos sagrados por evisceração; sua divisão para produzir relíquias corporais; a inspeção dos órgãos internos de homens e mulheres santos para os sinais de santidade ; e a operação que veio mais tarde a ser conhecido como cesariana, cujo objetivo era batizar fetos extraídos dos corpos das mulheres que morreram no parto. Todas estas práticas desmentem a afirmação de que a igreja como uma instituição estava comprometida com a integridade do corpo humano após a morte, assim como a prática generalizada de dividir os cadáveres dos príncipes e nobres antes do enterro. Ao mesmo tempo, a cultura medieval colocou limites distintos sobre o tratamento aceitável de cadáveres humanos, que dramaticamente restringiram o número de cadáveres disponíveis para dissecação. Mas esses limites refletem os valores seculares da honra pessoal e familiar e do decoro do ritual e foram aplicados por governos locais e não pelas autoridades religiosas.
    [...]
    No final do século XIII, encontramos a primeira evidência da abertura de corpos humanos por parte dos homens médicos, em conexão com autópsias municipais ordenadas para determinar a causa da morte, no interesse da justiça penal e de saúde pública. O aparecimento da dissecção humana – a abertura de cadáveres a serviço do ensino médico e a pesquisa contínua, com modernas práticas acadêmicas, ocorreu por volta de 1300 na cidade italiana de Bologna, em casa do que foi sem dúvida a maior faculdade de medicina da época. Inspirada pelo interesse renovado nas obras do escritor grego médico Galen (ca. 129-ca. 200) e seus seguidores árabes, nenhum dos quais são conhecidos por terem dissecado os seres humanos, professores e estudantes de medicina em Bolonha começaram a abrir corpos humanos, e Mondino de’ Liuzzi (1275-1326 aC) produziu o primeiro livro de anatomia conhecido com base na dissecação humana, que se manteve um elemento principal de orientação médica da universidade até início do século XVI. Inicialmente, a dissecção esteve confinado a universidades italianas e faculdades de médicos ou cirurgiões, [...] e o sul da França na universidade de Montpellier. No final do século XV, no entanto, a prática se espalhou para as faculdades de medicina no norte da Europa, e por volta do século XVI, foi amplamente realizada em universidades e faculdades de medicina, tanto em áreas católicas quanto protestantes.

  29. Paulo-rs Diz:

    beleza Vitor, mito derrubado!

  30. Vitor Diz:

    O Paulo tem honestidade intelectual… bem diferente do Scur… :D

  31. Juliano Diz:

    Vitor

    Esta tua paixão pela Idade Média é algo impressionante! Realmente ela teve seus pontos positivos. Pode até não ter sido uma idade das trevas, mas também se vivessemos ainda com o pensamento medieval, estaríamos muito perto de um regime nos moldes do atual Afeganistão, muita superstição e muito fanatismo. Apesar que nos “tempos modernos” atuais também sobra fanatismo e superstição, mas hoje não é a regra, na idade média era a regra.
    Dois pontos. De algumas pesquisas minhas, temos que colocar que a Idade Média variou e muito de região para região, de época para época, não foi um período onde houve apenas uma forma de conduta, pelo contrário. Em determinado período histórico a região francesa foi mais “liberal”, aberta, em outros períodos a sombra negra do atraso do atraso se fez presente. E assim foi em toda Europa. Então, de fato, não é possível generalizações, estamos falando de quase 1.100 anos! Não é pouco tempo não.
    O outro ponto, sei que o Vítor vai dizer que tal pessoa não tem competência para escrever o que escreveu e tal e tal, mas deixo abaixo um artigo do já falecido médico e jornalista, um estudioso e pessoa respeitada no meio acadêmico, o gaúcho Moacyr Sclier. Mesmo um pouco longo, perto do que alguns textos que já foram colocados aqui, acho que ainda fica menor. Pode não ser tudo verdade, ou tudo mentira, como o Vitor vai querer demosntrar, mas acho bem interessante.

    Medicina na Idade Média: Doutor Sinistro
    Amputações sem anestesia, sangrias e estranhos remédios que misturavam fezes de pombo e saliva. Conheça a fantástica, assustadora e sobrenatural medicina da Idade Média

    Moacyr Scliar 01/11/2003 (Revistas Aventuras na História)

    O progresso científico é necessariamente um processo descontínuo, em que avanços se alternam com períodos de estagnação. Disso, a história da medicina é um exemplo. Durante muito tempo predominou, na Antiguidade, a visão mágico-religiosa, segundo a qual doença era resultado de castigo dos deuses, de maldições ou de feitiçaria. Assim, a epilepsia era chamada “doença sagrada”: seria a manifestação da posse do corpo por divindades. Mas então, na Grécia clássica, surgem Hipócrates e seus discípulos, sustentando que a enfermidade tinha causas puramente naturais, ligadas ao modo de vida, à alimentação, ao meio ambiente. Sagrada, a epilepsia? Claro que não. Doença, sim, mas doença como outra qualquer. Claro que era preciso ter coragem para defender idéias assim, mas Hipócrates e a escola hipocrática tinham prestígio. Suas concepções foram incorporadas pela Roma imperial e desenvolvidas por Cláudio Galeno, no século 2, em uma gigantesca obra que sintetiza praticamente todo o conhecimento médico da época.

    Minado pela corrupção e pela pobreza de grande parte de uma oprimida população, assediado pelos povos bárbaros, o Império Romano entrou em declínio. Nesse processo, aliás, as doenças desempenharam um papel significativo: malária, peste e varíola dizimavam populações e tropas. Contra essas doenças os médicos de então muito pouco podiam fazer.

    A queda de Roma marca o começo da Idade Média. O cristianismo, perseguido no Império, será agora a religião da maioria da população. Aos pobres, aos deserdados, aos servos, aos aflitos, aos doentes, oferecia uma explicação para as pestilências e o conforto espiritual necessário em época de tanto sofrimento.

    E o cristianismo tinha sua própria concepção sobre a doença. Esta é freqüentemente um resultado do pecado. Exemplo era a lepra, na qual estava implícita a maldição bíblica. Diz o Levítico, livro do Antigo Testamento: “Quem quer que tenha lepra será pronunciado impuro e deverá morar sozinho”. Verificada a doença – e o diagnóstico, como se pode imaginar, era muito impreciso, incluindo certamente outras doenças da pele –, o leproso era considerado morto. Rezava-se a missa de corpo presente e ele era enviado a um leprosário, instituição que se multiplicou na Idade Média, ou tinha de vagar pelas estradas, usando roupas características e fazendo soar uma matraca para advertir a outros de sua contagiosa presença.

    Já as epidemias eram consideradas um castigo divino para os pecados do mundo (outra idéia bíblica). Mas, sendo um castigo, a doença podia funcionar como penitência e absolvição; uma vida virtuosa levaria então à cura resultante da graça divina. Ou seja: a religião proporcionava um sentido para o sofrimento. Quando em 251 a peste assolou Cartago, sob ocupação romana, no norte da África, o bispo Cipriano consolou os cristãos: morrer significa ser libertado deste mundo. Poderia representar um castigo para os pagãos e os inimigos de Cristo, mas para os servos de Deus era uma feliz partida. Verdade, estavam morrendo tanto os justos como os pecadores, porém, dizia Cipriano, os primeiros eram chamados para o gozo, os segundos para a tortura eterna. A pestilência fazia assim uma conveniente triagem.

    O poder divino da cura poderia ser delegado aos reis, por exemplo. Essa foi a origem de um procedimento conhecido como “toque real”, usado no caso da escrófula, a tuberculose dos gânglios linfáticos. Essa doença, muito comum então, sobretudo em crianças, era transmitida pelo leite de vacas com mastite tuberculosa (hoje, graças à pasteurização do leite, um procedimento que mata os micróbios da tuberculose, praticamente desapareceu). A escrófula não era uma doença mortal, mas causava um grande transtorno para o paciente: os gânglios, situados em geral no pescoço, fistulizavam, isto é, formava-se um canal que ia se abrir na pele, e por ali saía uma substância viscosa, o cáseo, resultante da infecção. A criança doente era levada, em determinado dia, ao rei, que lhe punha as mãos, dizendo: “Eu te toco, Deus te cura”. Por causa disso, a doença era conhecida como mal du roi na França e the king’s evil na Inglaterra.

    Pergunta: o toque real curava mesmo? Bem, o fato é que a escrófula pode regredir espontaneamente. E essas remissões ocasionais contribuíam para manter o prestígio do procedimento e do monarca que o executava. Também exerciam poder de cura as relíquias de santos e locais sagrados, para onde os doentes eram muitas vezes levados em peregrinação. Alguns desses caminhos ficaram famosos e são percorridos até hoje.

    Ao lado do cristianismo e da corrente mística que ele carregava, a Idade Média herdou tradições e práticas supersticiosas surgidas com o declínio do Império Romano. Acreditava-se, por exemplo, que as doenças eram causadas por emanações de regiões insalubres, os chamados miasmas. A denominação “malária” vem daí, significa “maus ares”. A propósito, essa concepção não estava totalmente equivocada. De fato, o mosquito transmissor da malária se prolifera em regiões pantanosas, em que o odor não é dos melhores.

    Se havia superstições para explicar as doenças, havia também aquelas que visavam promover a cura. O livro De Medicina Praecepta (“Acerca dos Preceitos da Medicina”), escrito por Serenus Sammonicus, famoso médico da Roma antiga, recomenda que os doentes usem um amuleto com a palavra mágica abracadabra. Sextus Placidus, médico do século 5, tratava de febres com uma felpa de madeira de uma porta por onde passou um eunuco. O “doutor” Marcellus Empiricus, que viveu na França entre os séculos 4 e 5, cuidava de lesões oculares tocando-as com três dedos e cuspindo. O encantamento valia também para venenos.

    Era comum também a associação entre as doenças e os astros ou constelações. Assim, Aquário estava ligado aos joelhos, Libra aos rins, Peixes aos pés. Saturno, o planeta mais distante e de rotação mais lenta (a astronomia e a indústria de telescópios também não eram tão evoluídas), condicionava o surgimento da melancolia. Também se recorria à numerologia – os números correspondentes ao nome do paciente indicariam se o prognóstico da doença era favorável ou não.

    Em relação à medicina como ciência, e até mesmo em relação às medidas higiênicas, havia desconfiança – quando não franca hostilidade. Tertuliano dizia que o Evangelho tornava desnecessária a especulação científica. Para São Gregório de Tours, era blasfêmia consultar médico em vez de ir à tumba de São Martinho. Avisava São Jerônimo àqueles cuja pele mostrava-se áspera pela falta de banho: quem se lavou no sangue de Cristo não precisava lavar-se de novo.

    Os médicos, poucos, não inspiravam muita confiança. Escolas de medicina só surgiram no final da Idade Média; até então o aprendizado era empírico e excluía importantes conhecimentos, como o da anatomia. Dissecar cadáveres era uma prática severamente restrita, sobretudo por motivos religiosos. Considerava-se que a sacralidade do corpo de Cristo estendia-se aos demais corpos, vivos ou não. Em conseqüência a medicina continuava baseando-se nos trabalhos de Galeno, que não associava doenças a órgãos ou sistemas e na qual erros de anatomia não eram raros.

    As raras cirurgias, conduzidas sem anestesia e sem qualquer assepsia, eram praticadas por barbeiros. Até hoje existe, diante de antigas barbearias inglesas, uma espécie de mastro com listras brancas e vermelhas, lembrando essa antiga atividade: o vermelho simboliza o sangue e o branco as bandagens usadas nos operados. Os barbeiros também faziam a sangria, um dos procedimentos mais comuns à época (leia quadro na página 42). A sangria era usada para tratar a “pletora”, uma situação na qual o corpo tinha excesso de sangue. O tratamento clínico não era muito melhor. John Arderne, autor de uma Arte da Medicina e médico de reis da Inglaterra, tratava cólicas renais como um emplastro quente untado com mel e fezes de pombos.

    Mas engana-se quem pensa que a medicina estagnou completamente nessa época. Na Espanha muçulmana, médicos árabes e também judeus (os dois grupos então conviviam em paz) inspiravam-se em Hipócrates e Galeno para introduzir importantes progressos na cirurgia, na oftalmologia, na farmácia. Avicena (Ibn Sina), por exemplo, que viveu de 980 a 1037, foi autor de uma importante obra, o Canon, que até o século 17 serviu como texto básico das escolas de medicina. Mas a cristandade tinha escasso acesso a esse conhecimento. A biblioteca de Carlos Magno, famosa por sua extensão, continha um único texto sobre medicina, De Curandis Morbis (“A cura das doenças”), de Serenus Sammonicus, famoso médico de Roma antiga. Apenas no mosteiro medieval o conhecimento médico da Antiguidade grega era preservado; ali, sob a guarda dos monges, tal conhecimento não se transformaria em heresia ou apelo ao paganismo.

    A ineficácia dos procedimentos mágicos ou religiosos era compensada com a caridade. Foi assim que surgiram na Idade Média as instituições precursoras dos modernos hospitais, os xenodochia, asilos para doentes (e também para viajantes) nos quais os pacientes recebiam, se não o tratamento adequado pelo menos conforto espiritual. No final da Idade Média as coisas começaram a mudar. O ensino da medicina torna-se mais institucionalizado. Nessa época surge a famosa escola de Salerno (Itália), que funcionou do século 10 ao 12. Eram quatro anos de estudo mais um de prática sob a supervisão de um médico. O mais famoso professor em Salerno foi Constantino Africanus, que viveu no século 11 de Cartago, então uma cidade árabe.

    Na Escola de Salerno foi elaborado o Regimen Sanitatis Salernitanum, um código de saúde que continha regras simples, práticas e sensatas para uma vida saudável. Detalhe curioso: essas recomendações eram em versos, para serem mais facilmente lembradas. Salerno e depois Montpellier, no sul da França, eram os pilares da educação médica na época.

    Mas a medicina ainda não era uma área autônoma. Era ensinada da mesma forma que filosofia ou direito, com muitas referências aos mestres e seus textos e pouca observação ou experimentação. A anatomia continuava ausente do currículo e só apareceria na Renascença. Mas a cirurgia já era largamente praticada em Salerno. Quem operava deveria adotar, previamente, certas precauções: evitar o coito, o contato com mulheres menstruadas e alimentos cujo cheiro pudesse “corromper” o ar, tal como a cebola. Uma outra inovação de Salerno foi a licença para que mulheres pudessem praticar a medicina. Santa Hildegarda, uma abadessa beneditina, escreveu vários tratados médicos. E Trótula ficou conhecida como parteira.

    O fim da Idade Média foi marcado pelas pestilências. Epidemias naturalmente já tinham sido registradas, tanto no Oriente como na Grécia e no Império Romano. Tucídides em Atenas (430 a.C.) e Galeno em Roma (164) faziam menção a elas, sem falar no próprio Hipócrates. Mas os movimentos populacionais, a miséria, a promiscuidade e a falta de higiene dos burgos, os conflitos militares, tudo isso criou condições para explosivos surtos epidêmicos. O exemplo mais conhecido são as repetidas epidemias de peste. Doença causada por uma bactéria, Pasteurella pestis, a peste é em geral transmitida por pulgas de ratos.

    Manifesta-se por febre, aumento dos gânglios linfáticos (bubões), que podem supurar, ou por pneumonia grave, ou por septicemia. Apesar dos antibióticos, ainda hoje a mortalidade é alta. Ao final da Idade Média as viagens marítimas e o aumento da população urbana favoreceram a eclosão de surtos de peste bubônica. A Peste Negra, que começou em 1347, matou grande parte da população européia de então (ver “A Grande Peste”, em Aventuras na História 1).

    O Ocidente medieval estava despreparado para enfrentar a peste. Por outro lado, a doença coincidiu com o início de importantes mudanças econômicas, sociais e culturais e, em certa medida, até contribuiu com elas. A enorme hecatombe paradoxalmente valorizou a mão-de-obra. Os servos já não estavam tão presos às terras do senhor feudal e muitos deles mudaram-se para as cidades, onde novos ramos de atividades se desenvolviam. O comércio, inclusive o marítimo, desenvolveu-se muito, as ciências e as artes progrediram e tudo isso repercutiu na prática médica. Acabou o tabu em relação aos estudos anatômicos, a medicina tornou-me mais prática e mais científica. Era a modernidade que tinha início e sob o signo dela ainda vivemos.

    Isso não quer dizer que crendices e superstições em relação a doenças tenham desaparecido. A ciência não tem explicação para tudo, muito menos para os mistérios do corpo humano. Enquanto esses enigmas persistirem, muitas pessoas continuarão recorrendo ao sobrenatural para diminuir a angústia que a enfermidade sempre causa, na Idade Média ou em qualquer outra época.

    Sangria, sanguessugas, ventosas

    “A vida humana está no sangue”, diz a Bíblia, uma afirmativa que a medicina medieval levava muito a sério, complementando-a: a vida humana está no sangue, e as ameaças à vida também. Que ameaças eram essas? Em primeiro lugar, o “excesso” do próprio sangue, que podia resultar em riscos à saúde. Mas o sangue era apenas um dos quatro humores que, segundo a medicina hipocrática, regulariam o funcionamento do organismo e também o temperamento. Os outros três humores eram a linfa, a bile amarela e a bile negra. Aos quatro humores correspondiam quatro temperamentos: o sanguíneo, vivaz e energético; o linfático ou fleugmático, contido, reservado; o colérico, capaz de se irritar facilmente; e o melancólico, predisposto à tristeza. Dos quatro humores, o sangue era o único a que se podia facilmente ter acesso; assim, os outros eram “evacuados” através dele. E como se retirava o excesso de sangue? De três maneiras.

    Uma era a sangria pura e simples, que consistia em cortar uma veia do braço. Esse procedimento foi usado até meados do século 20 para tratar o edema agudo de pulmão, uma situação em que a falência do coração faz o sangue se acumular perigosamente nos pulmões.
    A outra maneira era pelas sanguessugas. Esses curiosos vermes nutrem-se do sangue de mamíferos, para o que dispõem de “dentes” especiais. Secretam, além disto, uma substância que dificulta a coagulação do sangue – este, então, flui livre. Essa substância, aliás, serve de base para medicamentos anticoagulantes, usados quando o sangue, por excesso de gorduras, fica “grosso”. Sanguessugas ainda são utilizadas hoje em tratamentos de reimplantes de membros, por exemplo, para reestabelecer o fluxo sanguíneo dos membros amputados. E o terceiro processo eram as ventosas: copos de vidro nos quais criava-se vácuo (mediante aquecimento) e que colocados sobre escarificações, ou seja, arranhões fundos na pele, aspiravam sangue.

  32. Biasetto Diz:

    Olha,
    Agradeço a todos os colegas, pelas importantes informações. Paulo, valeu pela dica.
    Olhem, como as coisas são interessantes. A princípio, este blog só seria um espaço pra se discutir a autenticidade ou não das obras psicografadas, mas quantos assuntos e temas novos surgem aqui. Dicas de filmes, vídeos, livros, artigos.
    Isto é ciência. Se a escola funcionasse assim, os alunos aprenderiam muito mais. Eu entendo tudo que vocês estão falando. Os estudos do José Carlos, também já me ajudaram a aprender mais, pesquisar, refletir.
    Juliano, que bom que você “voltou”. Você mencionou algo muito importante: “a Idade Média variou e muito de região para região, de época para época, não foi um período onde houve apenas uma forma de conduta, pelo contrário.” Isto é uma grande verdade. É comum, na escola se estuda isto, falarmos que a Europa Medieval conheceu o FEUDALISMO, então apresenta-se o sistema feudal para os alunos. Porém, o feudalismo também variou de região para região, “épocas diferentes”, “modelos diferentes”. Nós, devemos ver a História como algo dinâmico e diversificado. As generalizações sempre complicam e nos levam ao erro. Criamos ideias do tipo: “padres são pedófilos”, “pastores são mentirosos”, “todo político é ladrão”, isto é muito falho, com certeza. Bem, só mais duas coisas:
    1º Eu também tenho uma grande paixão pelo tema Idade Média, “mundo medieval” – é um dos meus temas prediletos em História, adoro filmes da época, histórias, livros.
    2º A única generalização que está me parecendo concreta é a seguinte: “todos os médiuns mentem”. O que vocês acham?

  33. Paulo-rs Diz:

    Pesquisa comprova:
    Ateus conquistam mais mulheres jovens do que religiosos
    http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=ItXKGyO6cRA#!

  34. Biasetto Diz:

    Paulo,
    O Caio precisa ver isto aí. rs…
    .
    Pessoal, vejam isto aqui:
    .
    http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=omhtPrw3B4Y#!
    .
    Recebi de uma amiga que visita este blog há muito tempo, mas prefere não se manifestar aqui. O que é uma pena, porque iria acrescentar muito às discussões.

  35. Biasetto Diz:

    Vejam isto também:
    .
    http://www.youtube.com/watch?v=_YPkw7_uWKc&feature=related

  36. Biasetto Diz:

    Meu Deus! Os maias … as revelações de Chico Xavier …
    Gil, vou tomar meu lexotan (ou melhor, xoxotan, com conhaque!)
    Esta turma deve tomar chá de cogumelo, só pode ser isto!!! chá de lírio … chá de fita … cheirinho da loló …

  37. Paulo-rs Diz:

    Apareceu até quem psicografa o jojo da montanha! rsrsrs

  38. Paulo-rs Diz:

    Tive que deixar um comentário lá
    “Jojo da montanha me revelou em psicografia que 2012 não será o fim de nada mas sim o começo de uma nova? fase de transição para a humanidade.

    Será um periodo onde as pessoas despertarão de seus sonhos de fantasia e enfrentarão a vida de peito aberto, derrubando os mitos e as morais impostas. Será a redenção!

    Quem torce para que isso aconteça, dá um joinha nesse comentário!

    Um grande abraço de sabedoria fraternal para todos. :)

  39. Biasetto Diz:

    Cola de sapateiro deve deixar a pessoa bem doidona né?
    .
    Agora, o Scur vai me agradecer, porque descobri uma nova palestra maravilhosa pra ele: a da Doutora (ela é ginecologista) Marlene Nobre.
    .
    Scur, foi minha amiga que me mandou.
    Não é a Sônia não!

  40. Biasetto Diz:

    Paulo,
    Vamos ser sincero hein? Esta turma curti a vida pra valer.
    Você não viu a festa, as fotos, os autógrafos…
    “Jojo da montanha” …

  41. Paulo-rs Diz:

    Biasa, que coisa triste essa Marlene, falo sério!
    Ela é médica….estou chocado.
    Estou vendo ainda o video… :(

  42. Biasetto Diz:

    Vai curtindo aí Paulo: são tantas revelações…

  43. Biasetto Diz:

    Cadê o Tonigui hein?
    Ele precisa ver isto.

  44. Juliano Diz:

    Biasa

    rsrsrsrsrsrsrsrsrs Assisti os primeiro cinco minutos, mas não consegui parar de rir. A Dra. Marlene perdeu a noção do ridículo rsrsrsrsrsrs Deve tomar algum alucinógeno! E outra coisa, os mais estão vivos! rsrsrsrsrsrsrsrsrsrs

  45. Biasetto Diz:

    Juliano,
    Está turma é doida demais!
    Estou tentando salvar o Scur, mas tá difícil.
    Vai ficar piradinho.
    Eu não paro de rir também, que maluquice!
    Juliano,
    Meeeuuuu Deeeeuuuussss!

  46. Biasetto Diz:

    Paulo,
    Isto tudo é uma grande piada.
    Chico Xavier, o maior médium do Brasil, nunca foi médium.
    Nosso Lar, a Doutora Marlene, disse que é a melhor obra psicografada na história. Não passa de um plágio descarado do livro do Owen, sendo que a tal colônia, é uma réplica da Universidade das Cinco Torres.
    Então, isto merece ou não merece um filme? “A fraude do século”.

  47. Paulo-rs Diz:

    Olha, eu falo sério…não consegui rir, fiquei com pena dela…dos que acreditam nisso, dos pacientes dela ( será que ela usa alguma pseudociência?) Será que ela é uma picareta ( até torço que seja) ou uma pessoa doente que precisaria tratamento? Fiquei triste mesmo!

    Oi Juliano, seja bem-vindo!
    Vou olhar algo engraçado no youtube ou ler um pouquinho

  48. Paulo-rs Diz:

    Olhem esse comentário que alguém postou sobre esse video
    “Se Chico Xavier fez essa Revelação ,eu me dou ao direito de acreditar em 100% no que ele disse .Duvidar de Chico Xavier, na? minha opinião, é um ato inconsebível para um espirita !”
    Juro que não fui eu com a minha ironia ( já tem mais de mes)

    Minha conta no youtube é trns1000

  49. Biasetto Diz:

    Paulo,
    Relaxa, Deus existe…
    http://www.youtube.com/watch?v=vXgQTd3hJwI&feature=related

  50. Paulo-rs Diz:

    Dá uma olhada lá nos comentários do video da marlene… se possível divulgue o blog do vitor.

  51. Biasetto Diz:

    Eu não tenho conta no youtube, mas vou fazer uma. boa sugestão.
    Alguém precisa divulgar mais as coisas deste blog.
    Achar um jeito pra isto.

  52. Paulo-rs Diz:

    Legal Biasa, fazer uma conta tem muitas vantagens.

  53. André Ribeito Diz:

    Olá pessoal, prazer em revê-los.
    Biasa, aqui em Campinas também tem bastante gazelas, umas gracinhas.
    Vejam este vídeo do Divaldo Franco, mais uma amostra de que os palestrantes espíritas adoram falar e não dizer nada. Isto quando não falam um monte de besteiras, como a dona Marlene.
    Só que eu achei que o Divaldo está mais pra bambi do que gazela.
    Abraços!
    http://www.youtube.com/watch?v=87q-0RA13BQ&feature=related

  54. Paulo-rs Diz:

    Dra Marlene, vou explicar para a senhora meu problema:
    Minha esposa está em greve dos prazeres carnais, alegando que está perdendo um pouco do perispirito através da menstruação, diminuindo assim a sua vitalidade.
    Gostaria de saber da senhora se a homeopatia ajuda nesses casos ou terei que buscar uma nova companheira com a mesma vibração energética do que a minha.
    Informo que ela já foi em um centro de Umbanda e mesmo sendo incorporada por um preto velho, continuou a se sentir mal.
    Saudações

  55. Paulo-rs Diz:

    Nossa Biasa…tu tem um gosto nota 10!
    Já coloquei ela nos meus favoritos. :)

  56. André Ribeito Diz:

    Paulo,
    A dona Marlene também sabe tudo de colônia espiritual. Ela disse onde ficam as colônias, como elas acompanham os movimentos da Terra.
    Ela falou que o umbral fica a uns 1000 km de altitude.
    Ela falou que o inferno fica abaixo, abaixo da onde?
    “Nossa Senhora da Espiroqueta”, quanta doideira.

  57. André Ribeito Diz:

    Bom dia pessoal.
    Paulo,
    O nome da gata, não sei se você sabe, é Ellen Rocche.
    M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-A, e o Scur fica encantado como a palestra do Divaldo. Pode?

  58. André Ribeito Diz:

    O Scur, disse que o Biasa e todos vocês, descrentes e adoradores dos prazeres carnais, vão pro umbral. Está chegando a hora, é 2019.
    Abraços a todos, preciso trampar.

  59. Biasetto Diz:

    André,
    Este vídeo que você colocou do Divaldo, só vem provar, que o negócio dele, assim como o de outros palestrantes espíritas, é falar um monte de besteiras, sem nada de útil. E aja “bambice”!
    Paulo,
    Que bom que você gostou da Ellen Rocche. O Scur acha que este tipo de exibicionismo não é correto. Então, já pensou que desperdício, uma gata destas, ficar escondendo o corpo, à vida toda? Até ficar velha, “feia” (porque no fundo é o que resta a todos, os que não morrem jovem né?) – e aí, ficar lembrando o quanto era linda, pra nada!

  60. Paulo-rs Diz:

    André, a fita métrica que a doida usa começa material e termina em energia sutil…já imaginou?
    Se vc olhar a Ellen Rocche pela beleza em si, pela harmonia das formas e não ter pensamentos baixos… tu se salva, viu?
    Assim todos aqui podem admirar ela.

  61. Biasetto Diz:

    Paulo,
    É perfeitamente possível, admirar a beleza, o erotismo sem leviandade. Quantos pintores, quantos poetas, quantos compositores, já fizeram isto, criando obras maravilhosas.
    “O que é belo faz bem a alma”. Pode ser uma paisagem, a beleza do corpo humano, um sorriso, uma canção, um quadro, um filme, até mesmo uma transa, feita com desejo e prazer. Isto é a vida, no fundo, todos querem saboreá-la.
    Besteiradas são propagadas por muitos religiosos, incluindo cristãos, que ficam falando que é através do sofrimento, da “feiúra”, que se chega a Deus. É óbvio, que a vida não é só alegria, temos que saber lidar com isto, com dignidade também. Mas este discurso patético dos religiosos, já era faz muito tempo.

  62. Biasetto Diz:

    http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=bgNn-NVLJnE#!
    .
    Cadê o Antonio?

  63. Emmanuel de Atlântida Diz:

    Sensacional esse vídeo da dra. Marlene!

    Fim do mundo = 1969 + 50 + ALEATÓRIOENTRE(-10000000000;1000000000)

  64. Biasetto Diz:

    Emmanuel de Atlântida e colegas, vamos analisar, seriamente as coisas que a Dra. Marlene disse:
    1º) Primeiramente, ela supervaloriza uma “profecia maia” (nem existe tal profecia), o que já demonstra total falta de critérios e apego a crendices.
    2º) Ela disse que Nosso Lar é o melhor livro psicografado no século XX, sendo que ela desconhece que Chico Xavier copiou este livro de “A Vida Além do Véu”.
    3º) Ela fala que os maias “dizem” (empregou mal o verbo, porque o correto seria disseram), que haverá um novo tempo. Ocorre que nem ela sabe dizer o que seria “este novo tempo”. Ou seja, uma informação que não diz nada de nada.
    4º) Ela volta a dizer “eles dizem [os maias] que já existe uma mudança desde 1992…” Como os maias podem dizer isto, se esta civilização não existe mais há séculos?
    5º) Ela diz que ocorreu “uma reunião de espíritos puros, eleitos pelo Senhor”, a partir da chegada do homem à Lua. “Um mês depois desta conquista”, os espíritos se reuniram… onde será que ocorreu está reunião hein?
    6º) Ela disse, que “está prevista uma transformação do mundo, onde grande parte da humanidade será testada, pra ver se fica ou vai embora do planeta”. O que que ela quer dizer com isto? Putz!
    7º) Ela disse, que “é claro que em nossa galáxia, também existem aqueles que dirigem os planetas” … “esses governadores se reúnem, de tempos em tempos, para as grandes decisões dentro da galáxia.” O que será que eles ficam fazendo, quando não estão em reunião?
    8º) “Um espírito que seja evoluído, ele não traz data e hora em que o mundo vai acabar” … acredite se quiser!
    9º) Ela disse, mais ou menos o seguinte: uma vez que o homem atingiu a Lua, ele criou poderes para colocar em risco toda a galáxia. Será que ela tem ideia do tamanho da Via-Láctea?
    10º) Ela disse que se ocorrer uma 3ª Guerra Mundial, estamos ferrados. Nossa! Que novidade! Qualquer pessoa que tenha um mínimo de conhecimento, pode imaginar isto, porque a tecnologia da destruição evoluiu num ritmo incrível. Além disso, ela disse que os cataclismos fazem parte da evolução do espírito, que eles, assim como os flagelos, têm uma finalidade: “fazer evoluir, mais rapidamente os seres humanos”. Então, aleluia para os terremotos, para os tsunamis, para os vulcões, os deslizamentos de terras… viva a evolução, aleluia irmão!
    .
    Então, amigos espíritas, não achem ruim das coisas que falamos e mostramos neste blog. É uma questão de raciocínio. Não dá pra aceitar este monte de bobagens, de absurdos que são ditos nas palestras e muitos livros espíritas. E olha que não é de hoje hein? A Conferência da FEB, em 1934, que foi a base para o artigo aqui apresentado, tem um monte de absurdos. Chega afirmar que vieram buscar madeiras no Brasil, quando da construção do Templo de Salomão, século XI a.C.
    Por favor, não dá mais. Isto é abominável.

  65. Paulo-rs Diz:

    Biasetto, como sempre, você é um homem de pouca fé que não conhece nada da doutrina!
    A ATA da reunião já está sendo psicografada e será a prova definitiva.
    É melhor vc mudar de posição, pois o fim do ano está próximo!

  66. Biasetto Diz:

    Paulo,
    Eu fiz a conta no youtube: “biasa21″
    .
    Vejam isto, uma das coisas mais PATÉTICA e RIDÍCULA, que eu já tive o DESPRAZER de assistir:
    http://www.youtube.com/watch?v=D8Cd__Qz-e4&feature=youtu.be

  67. Paulo-rs Diz:

    Sim Biasa, já te encontrei!

  68. Ed Diz:

    Olá. Se não existe vida após a morte, melhor gozarmos a vida. Cometermos as mais diversas atrocidades (orgias, assassinato, estupro, roubo, tráfico…). Enfim, ao invés de discutirmos a veracidade disso, já que tudo é mentira. Melhor gozarmos a vida. Pois não existe nada depois da morte. Jesus, os profetas e todos os médiuns estavam e estão errados. Quase 100 % dos parentes de falecidos que receberam as cartas através de médiuns como Chico Xavier também estavam enganados. Provavelmente Chico Xavier já havia pesquisado a vida de cada pessoa que foi ao seu centro espírita, pois havia uma equipe que pesquisava toda a vida das pessoas que lá estavam, então, dessa forma, falsificava uma carta com assinatura igual ou semelhante aos falecidos em 35 % dos casos e em 93 % das cartas colocava nomes de parentes do falecido na carta com exatidão de 100% (revista superinteressante – abril 2010), sendo que nos outros 7% não colocava nome de parente nenhum e mesmo assim, os relatos que nelas continham, faziam os parentes acreditarem na carta do falecido. Também o estudo da Transcomunicação Instrumental com Sonia Rinaldi e com apoio de estudantes da USP, gravando vozes e imagens de espíritos são pura farsa e interferência de ondas ou sei lá o quê como os céticos acreditam (não precisa ser médium para gravar vozes de espíritos, qualquer um pode gravar vozes desde que se use a técnica apropriada, só não sei se vão gostar de ouvir o que vão escutar). Vamos gozar a vida, porque nada disso existe gente! Nem mesmo, as sessões de psicografia de Carlos Bacelli, atendendo famílias de madrugada em Uberaba com o recebimento de cartas, são uma total farsa. Pois ele gosta de acordar de madrugada, para receber carta de espíritos e não cobrar nada por isso e curiosamente as famílias saem de lá chorando com informações precisas, de nomes, e fatos relacionados aos seus entes queridos, todas chorando numa teatral falsidade. Será que Carlos Bacelli pesquisa a vida de cada familiar que vai lá receber a carta dele? Qual o motivo dessa discussão? Saber se há vida após a morte? Se existem informações semelhantes nos livros? Isso todo livro tem, informação muito semelhante. Tem um monte também com informações falsas ou erradas. Kardec nem Chico Xavier são donos da verdade, pois o próprio Kardec disse: “Caminhando de par com o progresso, o Espiritismo jamais será ultrapassado, porque, se novas descobertas lhe demonstrassem estar em erro acerca de um ponto qualquer, ele se modificaria nesse ponto. Se uma verdade nova se revelar, ele a aceitará” (Kardec, A Gênese, capítulo I, item 55). Sendo assim, os erros já estavam previstos, já que nenhum espírito é um Deus, somente estão desencarnados, e isso não os tornam melhores do que nós. Espíritos mentem e nenhum médium é perfeito… Mas as cartas de Chico Xavier e a Transcomunicação Instrumental não deixam dúvidas para os que pesquisarem um pouco mais além dos romances espíritas… Alguém aqui já foi a um médium psicógrafo e recebeu cartas de familiares?Bem, já tive a oportunidade e não esquecerei jamais, guardo a verdade para mim, infelizmente cada um tem que compravar por si mesmo. Só posso falar por mim, e sei que as coisas que vi e ouvi não poderiam ser mágica ou fraude. Pois eram verdadeiras e ninguém de lá as conhecia. Somente eu.

  69. Leonardo Diz:

    Olá, Ed. Se pesquisar no Blog, verá que o Vitor postou vários artigos interessantes que sugerem a existência dos espíritos e a mediunidade.

  70. Toffo Diz:

    Olá, pessoal. Como ex-toffo, como me chamam, conheço a Dra. Marlene Rossi Severino Nobre há um bom tempo, desde a adolescência, mais de 40 anos. Ela sempre militou na imprensa espírita, junto com o marido, o falecido deputado Freitas Nobre. Nunca fui fã dela, desde meus tempos espíritas, mas acho que agora ela despirocou de vez. Minha nossa… Outra coisa: como CX teria soprado tudo isso, não tem o negócio da senha que ele teria deixado? Funcionou? Ele voltou mesmo?

  71. Toffo Diz:

    Outra coisa. Desculpe, Ed, mas essa conversa de que “já que não existe vida após a morte, vamos gozar a vida e fazer todo tipo de atrocidade” que você propõe é indefensável. Conversa de gente sem juízo. A suposição de não existir nada depois que morremos não tem nada a ver com a nossa conduta em vida. Qualquer pessoa sensata, seja ela crente ou descrente, sabe que a vida é o bem mais precioso que existe e que todo esforço para preservá-la é indispensável. Então o melhor é vivê-la da melhor maneira possível, inclusive gozando-a, como você diz. Viajando, fazendo amizades, construindo planos, criando os filhos, fazendo um patrimônio, namorando, ouvindo música, tomando uma cervejinha com os amigos no bar, tornando a vida mais confortável, fazendo uma serenata para a mulher amada, isso para mim é gozar a vida. O próprio Jesus teria transformado a água em vinho em uma festa, para que os convidados não ficassem literalmente a pão e água. Nós fomos programados para ser felizes, e não infelizes. Agora, se você acha que gozar a vida é passar a perna nos outros, trapacear, mentir, enganar, destruir a própria vida e a dos outros, então, estranho conceito esse você tem, hein?

  72. Saenes de Mello Diz:

    Senhores eu gostaria de adquirir com vocês o material espirita que deu cunho ao livro brasil coração do mudo, pois tenho dois grupos na casa que pertenço e realmente não como pesquisar as interação dos espíritos e principalmente Ismael com o livro, tenho pesquisado mas não tenho encontrado como pesquisar esse livro.
    Obrigado,
    Saenes

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