“Operações Espirituais” de Urbano Pereira (1946) – Novas Fotos de Ectoplasmia

Esse livro, do físico Urbano Pereira, traz fotos inéditas de ectoplasmia através do médium Francisco Antunes Bello e a documentação de uma apendicectomia por meio de uma cirurgia espiritual que seria inexplicável. A entidade espiritual dirigente dos trabalhos é o Padre Zabeu – que jamais ofereceu uma identidade terrena verificável – mas quem realizou a operação foi o Espírito do Dr. Luiz Gomes do Amaral, médico de existência comprovada desencarnado em Bauru. Inclusive seu filho esteve presente à operação. O paciente era André Di Bernardi. O livro é fenomenal, mas NÃO pela documentação da suposta cirurgia espiritual, e SIM pela extrema ingenuidade – para não dizer outra coisa – do autor do livro. Explicações, fotos, e links para download do livro a seguir.

Por que digo que o autor, Urbano Pereira, é extremamente ingênuo? Simples. Na página 88 do livro, ele diz sobre as sessões:

“O testemunho das máquinas fotográficas foi algumas vezes invocado. Bate-se uma chapa antes do apagar das luzes e outra durante a sessão, às escuras, com lâmpadas de ignição. Nas últimas, aparecem sempre os cordões de ectoplasma ligados ao médium. Numa delas o médium se apresenta enrolado num lençol e com a máscara de um rosto estranho. Padre Zabeu informa tratar-se do Dr. Francisco Costa, médico falecido, cuja identidade não foi estabelecida.”

Perceberam por que ele é ingênuo? Não? Leiam de novo. Se ainda não perceberam, leiam o trecho mais uma vez. Bem, se ainda não perceberam, explico: notem que ele próprio diz que o médium está ENROLADO EM UM LENÇOL e USANDO UMA MÁSCARA de rosto estranho. Meu Zeus… o que isso quer dizer?! Isso significa simplesmente que… O MÉDIUM ESTÁ FRAUDANDO! Bem na frente dele! E o autor SABE que NÃO É um espírito materializado, e sim o próprio médium! E ele acha isso normal! Não tem problema o médium estar enrolado em um lençol se fazendo passar por um espírito usando uma máscara! E ele ainda reproduz as fotos com as legendas:

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Intervenção Cirúrgica. Fotografia batida no claro, antes dos trabalhos, vendo-se deitado o Sr. Cuido Brandão Scaciotta, e ao lado o Sr. Francisco Antunes Bello.

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Fotografia batida no escuro, durante os trabalhos, vendo-se a máscara do Dr. Francisco Costa sobreposta ao rosto do médium.

QUE É ISSO, PEREIRA, QUE É ISSO?! Então você não percebeu que isso era uma fraude?! Só me resta concluir que algumas pessoas realmente gostam de ser feitas de trouxa! Senso crítico para quê, afinal?! Seria cômico se não fosse trágico!

Abaixo seguem mais algumas fotos de ectoplasmia que constam no livro, baixem o livro para ter acesso a todas elas:

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Fotografia tirada durante os trabalhos, vendo-se o disco enrolado suspenso sobre a vitrola e ligado ao médium por um cordão de ectoplasma.

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Cordões de ectoplasma ligando o médium ao disco levitado sobre a vitrola.

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Cordões de ectoplasma.

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Cordões de ectoplasma e levitação de uma das cornetas fosforescentes.

Link para baixar o livro no formato imagem aqui. (40 mega)

Link para baixar o livro no formato texto aqui. (5,5 mega)

61 respostas a ““Operações Espirituais” de Urbano Pereira (1946) – Novas Fotos de Ectoplasmia”

  1. Leonardo Diz:

    É realmente incrível.

    Vitor, você conhece algum caso de materialização que aparenta ser verídico?

  2. Vitor Diz:

    Bom, há médiuns de materialização/ectoplasmia jamais pegos em fraude, como o Franek Kluski, o Daniel Home e o Indridi Indridason. A própria Gladys Osborne Leonard e a Sra. Thompson chegaram a manifestar efeitos físicos nesse sentido. Leonard chegou a materializar um braço que tentou estrangular um dos assistentes. Tétrico…

  3. Contra o Chquismo Diz:

    Demais! Por isso que gosto tanto desse blog! parabéns Vitor Moura!

    Leonardo perguntou e vc respondeu. Mas e quanto a ‘médiuns’ brasileiros? Acho que até agora só fraude mesmo…

  4. Antonio G. - POA Diz:

    Boa, Vitor! Estava na hora de mudar um pouco de assunto. Aquele papo de Jesus Histórico e/ou Jesus Mito já tinha esgotado, eu acho.
    Quanto a estas fotos, o que é aquele objeto junto à cabeça do “médium” na última foto? Seria um chapéu de palhaço com umas serpentinas saindo de dentro?
    Que realismo! Eu era cético, mas, agora, fiquei na maior dúvida… rsrsrs

  5. Toffo Diz:

    Em 1946 não existia a expressão “me engana que eu gosto”. Mas é isso aí. Este livro é contemporâneo do OEOM, do Cornélio Pires, que o Vitor publicou, e do Materializações Luminosas, do Ranieri. Todos das décadas de 1940 e 50, um período em que pipocaram essas sessões de materialização Brasil afora. Tudo fraude, como se vê. Desde lá atrás, do Processo dos Espíritas, até as fraudes de Uberaba, quase 100 anos de enganação e o povo não aprende!

  6. Lúcio Corrêa Diz:

    Vitor: não pode esquecer da sra. lá, que tira os objetos de dentro da peneira com algodão!

  7. Toffo Diz:

    Aproveitando, li alguma coisa sobre a famosa médium italiana Eusápia Palladino, morta há perto de 100 anos. Entre outras coisas, ela era irascível e temperamental, e não hesitava em sair da sala se as coisas não fossem do jeito que ela queria. Além do que, não era muito amiga de água e sabão, e dizem que era penoso ficar perto dela, devido à falta de higiene pessoal. Eusápia também fez das suas e fraudou.

  8. Vitor Diz:

    Lúcio,
    Essa aí o Biasetto já postou como ela faz a fraude.

  9. Biasetto Diz:

    De acordo com o Gilberto (faz muita falta aqui), a Palladino escondia coisas até no ânus.
    Sobre a Ederlazil, o Fábio nos deu os detalhes de como ela frauda.
    Quanto a esta fotos? Trash!

  10. Vital Cruvinel Diz:

    Antonio G. – POA Diz: “o que é aquele objeto junto à cabeça do “médium” na última foto?”

    Se não me engano é uma espécie de megafone normalmente feito de papelão por onde supostamente os espíritos produziam o fenômeno de voz direta. Era comum isso.

  11. Biasetto Diz:

    Antonio,
    Acabei de conversar com o Scurzório. Ele está voltando de viagem.
    Em seguida, conversei com o Marcelo Amari.
    Se tem uma coisa que agradeço ao Vítor, é esta magnífica oportunidade de ter conhecido pessoas tão fantásticas, através do blog.
    E não falo só dos que concordam com minhas ideias não. Mas todos.
    Na boa mesmo, obrigado!

  12. Vitor Diz:

    Pessoal, tem alguém que more perto de Pindamonhangaba e possa pegar ou xerocar as atas das sessões no “Lar de Velhos Irmã Terezinha”? O endereço é:
    .
    Rua São João Bosco, 706 – Santana
    Pindamonhangaba / SP
    Telefones: (12) 3642-2203
    .
    O livro diz que esse local tem as atas das sessões.

  13. Vitor Diz:

    Biasetto,
    o Scur é a reencarnação do Urbano Pereira.

  14. Biasetto Diz:

    Vítor,
    Não moro nem perto, nem tão longe de Pindamonhangaba, mas tenho um amigão que mora lá.
    Passa as informações no nosso grupo.
    Talvez, eu possa ajudar.

  15. Biasetto Diz:

    Quem é Urbano Pereira?

  16. Biasetto Diz:

    Já sei quem é o Ubano Pereira.
    Coitadinho do Scur.

  17. Juliano Diz:

    Vitor

    Acertou rsrsrsrsrsrsrsrsrssrs a segunda foto é hilária!!! Este pessoal era e é maluco, só pode. Muito boa! rsrsrs

  18. Lúcio Corrêa Diz:

    Biasetto: tem como postar o link sobre a fraude da mulher da peneira?

  19. Biasetto Diz:

    Olá Lúcio Corrêa!
    É o seguinte: o Fabio já tinha ido a Votuporanga duas vezes. Ele havia nos dito, que tinha desconfiado da fraude, mas não tinha descoberto o que ocorria. Ele disse que tem um cômodo, onde fica um filho dela, às vezes, outro filho entra lá também. Ele já desconfiava deste local. A conclusão dele é a seguinte:
    - neste local, já existem peneiras preparadas com algodão e bugigangas.
    - quando as pessoas deixam as peneiras próximas ao local em que a Ederlazil faz as “materializações”, antes que o evento se inicie, ela fica fazendo umas pregações lá. Aí, neste intervalo, o filho ou filhos dela, incluem outras peneiras no local, já com os objetos. Peneiras que eles tiram deste outro cômodo.
    - então, quando ela começa a agir, as peneiras que vão sendo manipuladas não são as que as pessoas deixaram lá.
    Vou reproduzir aqui, o que ele nos disse (já havia colocado aqui no blog) e mais uma outra conversa que ele teve com o Vítor:
    .
    Não sei nem por onde começar mas lá vai….o Biasetto vai gostar disso :-) ) Minhas suspeitas se confirmaram, o tal do quartinho era peça fundamental para a fraude do algodão!!!! Finalmente consegui ver como que eles fazem. É tão simples que dá até raiva, kkkkkk Todas as peneiras que são enchidas com o algodão pelos visitantes são colocadas ao redor do tanque onde ela realiza as “materializações”. Quando ela está terminando a palestra e começa a fazer as orações de encerramento abençoando os trouxas que foram lá para serem enganados, um dos filhos dela se coloca na frente da porta do salão onde as sessões são realizadas e o outro entra no tal quartinho. A posição do primeiro filho é fundamental pois ele tampa parcialmente a visão de quem está de fora, dando uma cobertura para o pilantra que rapidamente coloca as peneiras que foram previamente preparadas por eles e que ficam escondidas nesse quartinho. Ele empurra as peneiras feitas pelos visitantes e coloca as deles ao lado. Dai pra frente é simples. Ele coloca a peneira dele no tanque e usa o algodão das outras peneiras para cobrir e dar volume as peneiras que eles deixam preparadas. Todo mundo fica com a sensação de que as peneiras que estão sendo usadas são aquelas que os visitantes fizeram, ledo engano. Para ratificar ainda mais a fraude eu preparei uma peneira com o algodão dos visitantes e posicionei ela no tanque. Ai não tive dúvida quando o filho dela retira a minha peneira de cima do tanque e coloca a dele! FRAUDE! Truqe simples mas que passa despercebido porque as pessoas ficam entretidas com as besteiras que ela fala durante a palestra. Regra numero um do ilusionismo, crie uma distração para que o truque ocorra! Com o inicio da sessão com a primeira turma de 30 pessoas a sala é fechada e só é reaberta após eles recolocarem as peneiras que eles prepararam previamente. Começar é a parte mais dificil, porque tem que criar a distração e o cara tem que ser rápido em retirar as peneiras da sala e colocar no pé do tanque, depois é só seguir o roteiro. Enfim, fraude descoberta.
    .
    Vítor disse para o Fábio:
    — parabéns pela descoberta, mas poderia explicar melhor essa parte?

    ” Para ratificar ainda mais a fraude eu preparei uma peneira com o algodão dos visitantes e posicionei ela no tanque. Ai não tive dúvida quando o filho dela retira a minha peneira de cima do tanque e coloca a dele!”

    Não entendi como foi a ratificação. Como foi essa preparação da sua peneira? Você a marcou de algum modo, escreveu seu nome nela? E aí viu que a sua peneira não estava lá?
    .
    O Fábio respondeu:
    — Vitor, o salão onde as ditas “materializações” são feitas fica aberto e tem uma porta grande. O que eu fiz foi o seguinte, pouco antes de começar a palestra, quando todo mundo eh retirado deste salão para ouvir a moça eu peguei uma das peneiras que fica a disposição dos visitantes, enchi ela com o algodão das caixas e coloquei ela em cima do tanque. Aquela peneira eu tinha certeza de que não era nem furada nem tinha nada dentro além de algodão. Pouco antes do início do “espetáculo” o filho dela retira essa peneira que eu coloquei em cima do tanque e a substitui por uma daquelas que ele retirou de dentro do quartinho. Ou seja, ele coloca a peneira que foi preparada por ele com os objetos já dentro dela.

  20. HENRIQUE Diz:

    Não acredito como esse pessoal dessa época era inocente…esse Urbano Pereira era físico, uma pessoa pelo menos mais culta, deixar se enganar por um medium fraudulento!!!nao dá para entender…

  21. HENRIQUE Diz:

    Sempre que o Vitor coloca um novo Post no Blog eu fico na expectativa que o mesmo será mais convincente, livre de fraudes…e assim reforçar a minha convicçao na existencia de um “apos vida”…mas cada dia que passa eu fico mais decepcionado e mais cético em relação a mediunidade, comunicação espiritual, etc…será que não vou encontrar algo que eu possa acreditar, sem risco de estar sendo enganado??

  22. Antonio G. - POA Diz:

    HENRIQUE, seja bem vindo ao Clube dos Prudentes! rsrsrs

  23. Antonio G. - POA Diz:

    Para quem não conhece, um interessante link para um site sobre “medicina alternativa” e outras besteiras: http://www.espiritualismo.hostmach.com.br/curas.htm

  24. André Ribeito Diz:

    É Henrique, quanto mais se pesquisa …
    Acho que se você quer encontrar “motivos” para crer, este não é o local indicado.
    Antonio, você não é um “bom moço”.

  25. André Ribeiro Diz:

    Errei meu nome mais uma vez, kkk … “André Ribeito”. Deve ser a falta do hábito de marcar presença aqui.
    Falando em marcar presença, senti falta do Scur e do Marden.
    Pra onde foram?
    Gosto do contraponto. Quando só os céticos se manifestam, fica “esquisito”.

  26. Vitor Diz:

    O Scur não faz falta alguma, pelo contrário. Fico feliz quando ele não aparece. Eu só gostaria que ele aparecesse para admitir que o Chico nunca foi médium.

  27. Biasetto Diz:

    Ah Vítor,
    Admita vai? O Scur faz falta, um pouquinho, às vezes, faz.
    Só que o Scur é aquele tipo de sujeito, que a saudade que temos dele dura só por uns minutos.
    Mas eu acho que sem o Scur, o blog fica sem graça, isto fica.
    Quem sabe ele acha um jeito de justificar esta fotos também. Isto não é divertido? Sorria, meu amigo!

  28. Marcos Arduin Diz:

    “Não acredito como esse pessoal dessa época era inocente…”
    _ Ah… Seu Henrique, não sei se eram mesmo inocentes. Ainda não me dei ao trabalho de ler o dito livro e nem sei porque o autor faz os ditos comentários.
    .
    Mas saiba que NADA do que se faça agrada a esse pessoal cético. William Crookes, também físico e químico, tomou providências e cuidados necessários para impedir fraudes, mas basta que se diga uma besteira qualquer (ex: ele tinha um “causo” com a médium), sem qualquer prova ou indício, isso JÁ BASTA para que o pessoal cético diga que o cientista foi um incompetente para achar a fraude.
    .
    Veja só que no caso deste cientista, ele analisou e validou a médium Ana Eva Fay. Seu trabalho foi tão bom que o bambambam cético Massimo Polidoro viu-se obrigado a mentir para defender a fé cética. E o Vitor aqui acredita num artigo onde o autor diz que “o fato de Crookes a todo instante interromper o circuito do galvanômetro possibilitou a Ana Fay fraudar”. Só que quem lê o relatório de Crookes, fica sabendo que só houve três “interrupções” do circuito. E na verdade não foram interrupções e sim um desvio para se medir a resistência do corpo da médium. Qual seria essa resistência se a médium não estivesse segurando os eletrodos para fechar o circuito?
    .
    É assim que funciona a fé (cética inclusive): crê-se em qualquer bobagem para se validar o que se acredita.

  29. Vitor Diz:

    Arduin,
    .
    é consenso entre os parapsicólogos que a Sra. Fay pode perfeitamente ter fraudado, e mais de um método foi sugerido para isso:
    .
    “Em uma carta para o Journal de setembro de 1964, o Sr. G. T. Thompson fez uma interessante sugestão de que a Sra. Fay pudesse ter vindo preparada com eletrodos alternativos e condutores os quais ela fosse capaz de ligar às manivelas. Essa e as outras especulações na carta dele parecem-me inteiramente compatíveis com as leituras que Crookes fornece. [...] Eu – C. J. STEPHENSON – concluo, junto com THOMPSON e BROOKES-SMITH, que a Sra. Fay bem pode ter fraudado mais ou menos como eles sugerem, tirando vantagens dos intervalos durante as medições de resistência.”
    .
    Assim, 3 INVESTIGADORES CONCLUÍRAM QUE O EXPERIMENTO DAVA MARGEM À FRAUDE. E não conheço defesas a esse experimento após o artigo de Stephenson. O assunto morreu aí.

  30. Roberto Diz:

    Buenas tchê!
    Vejo novos movimentos dos matadores de criancinhas, mas o que está valendo é o relato do Fábio na sua nova ida a Ederlazil.
    Este, como diz o vigário geral jcff, “vale o sal que come” e não se contenta em roubar livros de outros violando direitos autorais como alguns por aqui, e se movimentam para pesquisar, para descobrir a verdade.
    Se não me engano são uns 500 km de viagem e o Fábio já foi lá pelo menos 3 vezes. Parabéns Fábio; tomara que ti inspire os “cientistas” de poltrona e sofá para fazerem algo que preste em favor de suas “pesquisas”.
    .
    Tu não perguntou por que o sujeito trocou as peneiras? Ficou com receio de alguma represália? Se tu tivesse filmado estes movimentos terias realizado um feito importante nestes 40 anos de história de materializações ou, pelo que relatas, “materializações”.
    .
    Só que ouvi de ti aí em São Paulo que ela retirava objetos maiores do que a peneira. Encontrou alguma explicação para isso? É uma pena que não dê para apresentar provas e encerrar a questão, talvez até entregar para alguma emissora que já tenha se envolvido com isso e liquidar de uma vez o assunto, talvez até com processos jurídicos acusando fraudes lamentáveis. Porque não se faz ou fez isso até hoje, mais de 40 anos? Que lástima.

  31. Roberto Diz:

    Sobre estas fotos daqui, bem, muito fracas, xaropes, perda de tempo.
    Caberia aos combatentes das materializações encontrarem explicações para as materializações que foram autênticas como as de Uberaba. Fora isso é chover no molhado e dar coiçe em cachorro morto.
    .
    Sobre o debate interminável tentando provar que Jesus Cristo existiu ou não na história, e as diversas teorias que apresentam com direito até a documentário de um vídeo espetaculoso de um carioca (outro) metido a besta que acha que é “lindo de morrer” e fica numa apresentação patética de sua megalomania, de sunga, de cavalo, de lancha, de sky, piscinas, maozinha no queixo, olhar 43, com caras e bocas sem fim de um debilóide que quer convencer alguém que Jesus não existiu, bem, afora estas esquizitices, nada a acrescentar, nada a retirar em termos da vida de Jesus.

  32. Roberto Diz:

    Vou caindo da boca de novo porque o papinho aqui não tá rendendo e não estou à fim do cursinho de narcisismo que o Biasetontório tá fazendo com o tripa seca lá do Rio.

  33. Biasetto Diz:

    Scur,
    Estávamos com saudade, mas já passou, valeu!
    (Espero você em maio, aqui em Bragança. Desta vez, vou te dar uma linguiça bem mais apimentada, pode esperar)

  34. Vitor Diz:

    Faço questão de deixar explícito que eu não tinha saudade alguma do Scur (reencarnação do Urbano Pereira que teria sido melhor se tivesse sido abortado).

  35. Biasetto Diz:

    Scur,
    Vê se aprende um pouco:
    http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=oGZfwjmLmgA#!
    (Vítor, me desculpe desviar do assunto, mas estas fotos não merecem comentários).

  36. Biasetto Diz:

    Não fale isto Vítor. O Scur é gente boa demais. É tontão, mas isto é outra história. Um dia ele “abre os olhos”.

  37. Biasetto Diz:

    A religião é a política realizada em nome de Deus. O líder religioso, assim como qualquer líder político, pretende governar o maior número de pessoas possível. Um governo que se faz não por leis, mas por dogmas.

    O monoteísmo é autoritário na sua essência. Nunca houve plebiscitos e nem mesmo reuniões com representantes eleitos pelo povo para criar os dogmas de uma religião. Eles são ditados de cima para baixo, por alguém que fala em nome do próprio Deus e, portanto, é incontestável, mesmo pela vontade da maioria.

    Como os líderes religiosos não dispõem, nos dias de hoje, de um braço armado para fazer valer suas leis pela força, precisam convencer seus governados a se sujeitarem às suas normas pelo proselitismo. E mais: precisam convencer também aqueles que não se sujeitam àquelas normas, ao menos a respeitá-las.

    A fé é a mais autoritária das ideologias políticas já inventadas. Um instrumento político quase perfeito que permite ditar normas unilateralmente, governar sem a necessidade de armas e, ainda por cima, blindar-se de críticas em nome da tolerância religiosa.

    Como em toda ideologia, há aqueles que acreditam piamente nela e lutam para vê-la concretizada e há também aqueles que simplesmente a tomam como pretexto para satisfazer seus interesses pessoais. Creiam ou não em sua ideologia e em seus deuses, todos agem politicamente no sentido de agregar cada vez mais um número maior de seguidores e de acumular riquezas para sustentar a expansão de sua ideologia e de seu poder político.

    E não há nada de errado, por si só, em tentar expandir uma religião ou uma ideologia, acumulando patrimônio e gente disposta a seguir seu código de condutas. É natural que as pessoas se unam em torno de convicções comuns e a partir daí surjam lideranças políticas. O problema surge quando estas lideranças reconhecidas dentro de um grupo resolvem expandir seu poder político para além do grupo, impondo suas normas de condutas não a quem resolveu por conta própria aderir a elas, mas a quem tem ideologias e deuses completamente diferentes. Neste ponto, não se trata mais de uma questão religiosa, mas de uma questão meramente política. A religião só é religião até ser imposta; depois disso é simplesmente política e pode ser exercida tanto pela força das armas como pelos votos de uma maioria fundamentalista. E o uso do nome de Deus para mascarar o exercício deste poder político é a ferramenta política mais hipócrita que já se inventou, mas tem funcionado muito bem ao longo da história.

    O exemplo mais bem sucedido deste exercício de poder político em nome de Deus é o da Igreja Católica Apostólica Romana, que acumulou riquezas e impôs suas normas de condutas para populações espalhadas por todo o mundo em nome de seu Deus, durante vários séculos. A Inquisição e a catequização de índios não foram ações religiosas, mas políticas. E pouco importam as boas ou más intenções daqueles que as realizaram, o fato é que buscavam com elas impor normas de condutas a populações que não a aceitaram por livre e espontânea vontade.

    O neopentecostalismo e a bancada teocrática

    Na atualidade, o Vaticano perdeu grande parte de seu poder político na Europa e, mesmo no Brasil, onde sempre foi muito forte, tem perdido espaço para o neopentecostalismo que, nos últimos anos, vem acumulando grande poder político e econômico.

    Se, por um lado, a ausência da uma liderança unificada dificulta o exercício do poder político por estas novas lideranças, por outro, sua ideologia espiritual favorece bastante a acumulação de riquezas pelos seus pastores. Enquanto a moral católica considera a temperança, a caridade e a humildade como virtudes, o neopentecostalismo está fundado na Teologia da Prosperidade e afirma que os verdadeiros fiéis devem desfrutar de uma excelente situação econômica. Há, é claro, um detalhe: para que Deus conceda ao fiel as benesses materiais, é preciso que este faça um pacto com Ele, oferecendo-Lhe toda sorte de oferendas materiais, dentre as quais se destaca o dízimo. É a chamada Doutrina da Reciprocidade, que viabilizou todas estas rápidas expansões de igrejas neopentecostais nos últimos anos.

    Escudados na liberdade religiosa, pastores cobram impostos privados de seus fiéis – o famoso dízimo – e não precisam pagar qualquer imposto ao Estado, pois a Constituição da República garante em seu artigo 150, VI, b, a imunidade tributária a templos de qualquer culto. Verdadeiros impérios econômicos vêm sendo erguidos assim, tal como ocorreu no passado com a Igreja Católica. E, tal como ocorreu no passado também, esse dinheiro vem sendo usado para expandir o poder político dos líderes desta Igreja, seja por meio da aquisição de meios de comunicações (inclusive de redes de televisão), seja pelo financiamento de campanhas para cargos públicos destes líderes que cada vez mais vêm ocupando cargos, especialmente no Parlamento brasileiro.

    Como sempre, os novos líderes espirituais afirmam que todos estes investimentos materiais têm como único e exclusivo objetivo a expansão da palavra do Deus deles e de seu código moral, que, como em toda boa religião monoteísta, deve ser universalizado para o “bem de todos”. Ainda que se admita, porém, que não haja interesses pessoais por trás da expansão destes impérios da fé, fato é que o seu principal objetivo declarado é a expansão de seu poder político, açambarcando a cada dia um número maior de fiéis e impondo seu código de condutas a um maior número de pessoas. Mesmo que para isso precise passar por cima do Estado Democrático de Direito que, ao contrário do monoteísmo, não impõe normas unilateralmente e pressupõe o respeito à pluralidade de opiniões.

    Do ponto de vista exclusivamente político, o Estado Democrático de Direito é o maior entrave à expansão do império econômico e político das igrejas neopentescostais e de seus bispos. Não é à toa que cada vez mais eles têm buscado conquistar cadeiras do Parlamento. E a bancada teocrática tem se tornado a cada dia uma das principais forças políticas de nosso Congresso, restringindo os direitos fundamentais de quem não acredita em seu Deus em prol da expansão política e econômica de seu império.

    A teocracia é incompatível com o Estado Democrático de Direito, dado o autoritarismo inerente ao monoteísmo. Não se realizam votações para saber se é da vontade de Deus receber dízimos ou condenar os homossexuais a passarem a eternidade no inferno. São seres humanos que afirmam isso e que impõem aos outros a palavra de Deus que eles próprios escreveram. E estas são ações políticas e como tais devem ser tratadas.

    E é por isso que o Estado Democrático de Direito é, por sua própria natureza, laico. Porque é impossível ser democrático e monoteísta ao mesmo tempo. Assim como é impossível ser candidato a um cargo público e bispo, pastor ou padre ao mesmo tempo. Há um evidente conflito de interesses entre aquele que fala em nome de seu Deus e aquele que pretende falar em nome do povo em meio ao qual nem todos acreditam em seu Deus.

    Para minimizar esta incompatibilidade é necessário, ao menos, que se exija que bispos, padres, pastores e outros clérigos se licenciem de suas atividades sacerdotais um ano antes de se candidatarem a cargos públicos. Restrição semelhante já é aplicada pela lei complementar 64/90 a magistrados, diretores de sindicatos e outros cargos públicos, tendo em vista a incompatibilidade de suas funções com uma campanha eleitoral, e poderia perfeitamente ser aplicada também aos sacerdotes de qualquer crença. Projeto de lei neste sentido foi apresentado pela deputada Denise Frossard (PSDB-RJ) na Câmara dos Deputados em 2004 (PLP 216/2004), mas foi arquivado em 2007, pois ainda se encontrava em tramitação no fim da 52ª legislatura e não houve pedido de desarquivamento na legislatura seguinte.

    Uma outra iniciativa necessária é limitar a transmissão de programas religiosos em rádios e televisões para no máximo uma hora diária, tal como foi proposto em 1999 (PLS 299/99) pelo senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT). A Constituição da República é explícita em seu artigo 221, ao determinar que a programação das emissoras de rádio e televisão terá, por preferência, finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas. É inconcebível que, no Estado laico, concessões públicas de rádio e TV sejam usadas, como são nos dias de hoje, em prol do proselitismo religioso que não raras vezes passa boa parte do tempo solicitando doações financeiras a seus fieis. Um autêntico merchandising da fé, patrocinado pelo Estado que, por definição constitucional, é laico.

    Lamentavelmente, porém, há pouca vontade e coragem política dos parlamentares brasileiros de desafiar o poder político e econômico do novo e do velho clero. A esquerda tem sido bastante leniente com as violações do Estado laico e as poucas inciativas para amenizar o problema, como se viu, por mais paradoxal que seja, partiram do conservador PSDB.

    O Brasil precisa urgentemente de uma bancada secular no Congresso Nacional para fazer frente à bancada teocrática (que prefere ser chamada de evangélica). Os valores democráticos da laicidade precisam ser reafirmados por parlamentares que não temam desafiar o crescente fundamentalismo religioso que a cada dia ganha espaço na política brasileira. Não se trata de um combate a qualquer religião, mas à política realizada em nome de Deus e que pretende impor seus códigos de condutas conservadores a toda uma população.

    A luta pela efetivação do Estado laico é a luta pela democracia. Por leis que sejam ditadas não de cima para baixo por uma autoridade que fala em nome de Deus, mas construídas a partir do diálogo plural e com respeito aos direitos fundamentais. E isto, deus monoteísta nenhum poderá conceder, pois seus mandamentos são – por definição – mandamentos.

    Monoteísmo e democracia são ideologias políticas antagônicas. É esta a grande cruzada da religião contra o Estado. (TÚLIO VIANNA)

  38. Biasetto Diz:

    Legalizar o Aborto
    Em 28 de setembro, mulheres de toda a América Latina saem às ruas para lutar por um direito que já é garantido há tempos às européias, estadunidenses e canadenses: o direito de interromper uma gravidez indesejada. É o Dia pela Descriminalização do Aborto na América Latina e Caribe.
    Por Túlio Vianna
    O aborto não é crime na maioria esmagadora dos países desenvolvidos. Nos Estados Unidos, no Canadá e na Europa, se uma mulher desejar interromper uma gravidez por questões socioeconômicas, poderá fazê-lo sem maiores riscos para sua saúde em um hospital, de forma plenamente legal.
    No Brasil, o aborto é tratado como crime e tanto a mulher que o praticar, como quem de qualquer forma auxiliá-la, poderão ser presos. Os rigores da legislação brasileira, porém, não impedem que os abortos sejam realizados clandestinamente. A Pesquisa Nacional do Aborto, publicada pela Universidade de Brasília (UNB) este ano, estimou que 1 em cada 5 mulheres brasileiras já realizaram aborto, sendo que metade delas foram internadas devido a complicações causadas pelo procedimento.
    Uma pesquisa realizada pela Universidade de São Paulo (USP) constatou que, entre 1995 e 2007, a curetagem pós-aborto foi a cirurgia mais realizada no Sistema Único de Saúde (não foram levadas em conta cirurgias cardíacas, partos e pequenas intervenções que não exigem a internação do paciente). Foram 3,1 milhões de curetagens e estima-se que a maioria delas sejam decorrentes de abortos provocados.
    Por que então não garantir às brasileiras o mesmo direito ao aborto já garantido às norte-americanas e europeias e evitar tantos riscos desnecessários à sua saúde?
    Direito à vida
    O argumento central de quem é contrário à legalização do aborto é que a vida humana surge no momento da concepção e que, a partir de então, este seria um direito a se garantir ao embrião. Claro que esta é uma concepção de cunho exclusivamente religioso.
    Cientificamente, não é possível se determinar ao certo quando começa a vida humana. Nas 12 primeiras semanas de gestação (período em que o aborto é permitido, na maioria dos países onde é legalizado), o feto ainda não desenvolveu seu sistema nervoso e para considerá-lo vivo neste estágio, seria preciso rever o próprio conceito jurídico de morte. Isso porque a lei 9.434/97 permite o transplante de órgãos desde que haja morte cerebral, ainda que, eventualmente, o coração continue a bater. E, se é a morte cerebral que indica o fim da vida, é razoável entender que o início da vida humana surge com a “vida cerebral”, o que seria impossível nas primeiras 12 semanas, antes da formação do sistema nervoso do feto.
    No entanto, o conceito de vida defendido pelos opositores da legalização do aborto parece ser bem mais amplo do que qualquer um que possa ser estabelecido por critérios científicos. A ponto de abarcar, inclusive, fetos sem cérebros, como se vê por algumas das teses defendidas na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental nº 54, que tramita no Supremo Tribunal Federal desde 2004 e trata da interrupção de gravidez nos casos de anencefalia do feto. Já passados 6 anos, ainda não houve tempo suficiente para que o STF concluísse o óbvio ululante: sem cérebro, não há vida humana a ser protegida, então não há crime de aborto.
    Infelizmente, o debate sobre o aborto no Brasil não se faz com base em constatações científicas ou jurídicas. O aborto é discutido no Brasil com base em dogmas religiosos, como os do arcebispo de Olinda e Recife Dom José Cardoso Sobrinho, que excomungou os médicos e os parentes de uma menina de 9 anos de idade que foi estuprada por seu padrasto e precisou realizar um aborto para se livrar de uma gravidez de gêmeos que lhe causava risco de morte. Detalhe: o padrasto que estuprou a menina não foi excomungado por Sua Excelência Reverendíssima, que considerou este crime menos grave que o aborto.
    É preciso entender, porém, que o Brasil é uma república laica e, portanto, não se pode admitir que qualquer religião imponha seus dogmas aos demais, muito menos por meio de criminalizações.
    Questão social
    A legalização do aborto é uma questão de saúde pública que atinge quase que exclusivamente as mulheres pobres, que não têm condições financeiras de arcar com o alto custo de um aborto em alguma das maternidades de luxo que realizam a cirurgia ilegalmente. Para uma mulher rica que tenha uma gravidez indesejável, a solução – ainda que ilícita – é recorrer a uma boa maternidade onde conversando com a pessoa certa e pagando o preço necessário poderá abortar com toda a infraestrutura e higiene de um bom hospital.
    Ainda que não optem pelo procedimento cirúrgico, as mulheres de melhor condição socioeconômica têm um acesso muito mais amplo a informações sobre como realizar o auto-aborto de forma relativamente segura. Há vários sites internacionais dedicados a esclarecer às mulheres dos países onde o aborto ainda é proibido como utilizar medicamentos para este fim. No International Consortium for Medical Abortion , por exemplo, há informações de como usar o remédio Cytotec (Misoprostol) em conjunto com o Mifiprex (Mifepristone), de forma a tornar o procedimento um pouco mais seguro e menos doloroso.
    Para a maioria das mulheres brasileiras, porém, este tipo de informação ainda não é acessível e elas acabam adquirindo o Cytotec no mercado paralelo e “aprendendo” como usá-lo com o próprio vendedor que, em geral, não possui qualquer conhecimento médico. Sem informação, utilizam o Cytotec sem qualquer outro medicamento, obrigando a uma dosagem maior, diminuindo as chances de sucesso e tornando todo o procedimento mais arriscado e doloroso. Por se tratar de um comércio ilegal, sem qualquer tipo de controle por parte da Anvisa, há ainda o sério risco de adquirir um produto falsificado.
    Outra significativa parcela de mulheres pobres opta por realizar o aborto por procedimentos de curetagem ou sucção em clínicas clandestinas, sem as mínimas condições de higiene e infraestrutura. São procedimentos bastante arriscados para a vida e saúde delas e muitas acabam sendo socorridas nos hospitais do SUS, após abortos mal sucedidos. As complicações não raras vezes levam à morte, sendo o aborto a terceira causa de morte materna no Brasil, segundo pesquisa do IPAS.
    Legalização
    A criminalização do aborto não evita o aborto, mas tão-somente obriga a mulher a realizá-lo na clandestinidade. As ricas pagando um alto preço pelo sigilo e segurança do procedimento e as pobres relegadas à própria sorte, em um oceano de desinformação e preconceito.
    O debate sobre a descriminalização do aborto não é sobre o direito ou não de a gestante abortar, mas sobre o direito ou não de a gestante ter auxílio médico para abortar. A Constituição brasileira garante em seu artigo 226, §7º, que “o planejamento familiar é livre decisão do casal, competindo ao Estado propiciar recursos educacionais e científicos para o exercício desse direito, vedada qualquer forma coercitiva por parte de instituições oficiais ou privadas”.
    O que se vê, porém, no Brasil é uma completa interferência do Estado no direito da mulher de decidir ter ou não um filho, amparado em uma interpretação religiosa do direito constitucional à vida. O axioma católico de que a vida inicia na concepção é apresentado como fundamento “jurídico” contra a legalização do aborto, no Estado laico brasileiro. É este dogma religioso o grande responsável pelo cerceamento do direito constitucional ao livre planejamento familiar.
    A criminalização do aborto no Brasil coloca nossas leis ao lado da tradição legislativa de países do Oriente Médio e da África, ainda marcada por uma intensa influência religiosa, e nos distancia dos Estados laicos da Europa e da América do Norte.
    Direitos fundamentais, como é o direito à liberdade de planejamento familiar, não podem ser cerceados com base na fé em dogmas religiosos. O Estado é laico e ainda que a maioria da população brasileira acredite que o aborto é um grave pecado que deve ser punido com a excomunhão, estas concepções religiosas não podem ser impostas por meio de leis que criminalizam condutas, pois a separação entre Estado e religião é uma garantia constitucional.
    Os abortos acontecem e acontecerão, com ou sem a criminalização, pois nenhuma lei conseguirá constranger uma mulher a ter um filho contra sua vontade. Não é um fato que agrade à mulher que se submete a ele, ao Estado, ou a quem quer que seja. Mas acontece.
    Cabe ao Estado legalizar a prática e evitar os males maiores que são consequências dos abortos realizados sem assistência médica: os danos à saúde ou mesmo a morte da mulher. Talvez esta mudança na lei não faça muita diferença para os homens ou para as mulheres ricas que não sentem na pele as consequências de sua criminalização; mas para as mulheres pobres esta seria a única lei que, de fato, poderia ser chamada de pró-vida.
    Túlio Vianna é professor da Faculdade de Direito da UFMG.
    .

  39. Vitor Diz:

    Nossa, esse artigo 226, parágrafo 7º é simplesmente show! Dá para revogar as proibições ao aborto por ele!

  40. Biasetto Diz:

    Então,
    A CF/88 se contradiz?

  41. Biasetto Diz:

    Ou, as nossas leis, nossos códigos jurídicos se contradizem?
    Mas a CF tem supremacia, não é?

  42. Vitor Diz:

    Oi, Biasetto,

    O aborto é proibido pelo Código penal, que é inferior à Constituição. Não sei se há uma contradição, porque a Constituição não define o que é *vida humana*.

  43. Biasetto Diz:

    Então, mas o que está exposto no artigo que você citou, dá margem pra uma boa discussão. Você não acha?

  44. Marcos Arduin Diz:

    “Assim, 3 INVESTIGADORES CONCLUÍRAM QUE O EXPERIMENTO DAVA MARGEM À FRAUDE. E não conheço defesas a esse experimento após o artigo de Stephenson. O assunto morreu aí.”
    .
    - Vitor, faça-me um favor… Três panacas que fizeram experimentos mal feitos não me dizem nada, já que se concentraram em explicar UM aspecto da coisa e desconsideraram todo o resto. O fato de eventualmente ninguém tê-lo refutado não impede o Zé Mané aqui de pensar a respeito e acatá-los por fé, conforme exige o verdadeiro ceticismo. Vejamos:
    .
    1 – Qual era o tipo de resistor disponível na época que a dona Fay aí poderia ter usado para colocá-lo no lugar de si mesma?
    .
    2 – Que negócio é esse de “intervalos de medidas”? Quanto tempo esse intervalo demorava e como a Fay ficava sabendo que era o tal momento do intervalo?
    .
    3 – Quando Cox entrou na biblioteca, viu DUAS entidades ali: a própria médium e uma fantasma. Como essa “fantasma” entrou lá sem romper os lacres da porta e das janelas?
    .
    4 – Como é que a Fay achou os livros de Crookes no escuro e como ela sabia que os escolhidos correspondiam às preferências das testemunhas, algumas das quais nem o Crookes tinha intimidade?
    .
    5 – Como apareceu na biblioteca o prato de porcelana do modelar da sala de visitas do Crookes se a médium não teve qualquer oportunidade de ficar sozinha para pegá-lo?
    .
    6 – A “explicação” cética, ufanamente defendida pelo Massimo Polidoro (não há mais dúvidas de qual truque de fato ocorreu) foi a de que Fay liberou uma mão por substituí-la pela dobra de seu joelho… Mas como foi que ela conseguiu assim percorrer a biblioteca à procura dos livros e objetos? Era ela alguma “mulher elástica”?
    .
    Como se vê, as explicações céticas são como os truques ilusionistas: faz-se uma distração para supostamente explicar certo evento e passa-se uma borracha no resto, na esperança de que os desconhecedores do assunto mergulhem de cabeça nas “explicações” céticas. Exatamente como você faz…
    .
    Uma pena.

  45. Contra o Chiquismo. Diz:

    “Espero você em maio, aqui em Bragança”

    Não vai ter “Festa da Noz” aí né?

  46. Biasetto Diz:

    Não, “Festa da Noz” eu tô fora!
    Hahaha!

  47. Toffo Diz:

    Essa história de cientistas, gente estudada etc ter uma visão mais “cética”, por assim dizer, da realidade, é balela. Li ontem no jornal sobre a questão do criacionismo, e vi um cientista bastante conhecido por seu trabalho como pesquisador (biólogo) da Unicamp que é… criacionista. Ele é evangélico e defende o criacionismo. Tenho uma prima que é professora universitária aposentada, psicóloga, que diz que o médium da sua sessão lhe disse que a mãe dela, já falecida, está fazendo cursos no plano espiritual. Vê ela de pastinha e tudo. Pois então.

  48. Marciano Diz:

    Dá pra perceber que o tal do ectoplasma está sujeito à ação da gravidade (portanto é matéria) e tem bastante massa (leia-se: bastante MATÉRIA). Acredito que tenha a mesma consistência do tecido de algodão. Será coincidência?
    Quanto ao aborto e o art. 226, § 7º da CR, ele não tem nadinha a ver com aborto. Para quem não sabe ou deveria saber, é regulamentado pela Lei nº 9.263, de 12 de janeiro de 1996, a qual não deixa dúvida de seu verdadeiro objetivo.

  49. Marciano Diz:

    Toffo, acho que você está enganado quanto aos cientistas religiosos. Se for olhar mais de perto, verá que eles tiram alguma vantagem da religião. Ou recebem dinheiro, ou prestígio no meio, ou auferem qualquer tipo de vantagem, por isso fingem que acreditam. Talvez até para não arranjarem encrenca com família, amigos, etc.

  50. Marcos Arduin Diz:

    “Essa história de cientistas, gente estudada etc ter uma visão mais “cética”, por assim dizer, da realidade, é balela.”
    _ Acertou, seu ExToffado. Tanto assim que os sábios céticos, que se apresentam como gente sábia, culta, racional e inteligente, acreditam EM QUALQUER besteira que se diga, desde que avacalhe aquilo que o pessoal cético critica.
    Veja aí o Massimo Polidoro: ele usa como argumento o livro publicado por Harry Houdini, que diz ter-se entrevistado com a Ana Eva Fay e ela revelou-lhe seus truques numa boa. E disse como enganou o Crookes. Ela fazia uma turnê pela Inglaterra, mas deu o azar de ser “exposta” pelo ilusionista Maskeline e aí foi se socorrer com o cientista e objetivava se aproveitar dele. Quando ela se submeteu ao teste do galvanômetro, viu-se completamente sem chances de fraudar. Só que para sorte dela e azar do Crookes, faltou força no teatro por um segundo e isso foi o que bastou para ela colocar a dobra do joelho num dos contatos e assim liberar uma mão, com a qual pôde fazer os truques.
    .
    Veja como funciona a fé cética: o experimento com Crookes foi feito em 1875. A lâmpada elétrica foi (re)inventada pelo Edson bem depois disso, logo, as casas e teatros eram iluminados A GÁS. Não havia portanto como faltar força elétrica no teatro, já que esta nem existia… E o experimento não foi feito no teatro e sim na casa de Crookes. E como não havia força elétrica fornecida industrialmente, o galvanômetro funcionava a bateria.
    O crédulo burro que aqui escreve, só de ver isso, já pode ver que esse testemunho de Houdini é uma balela, coisa inventada. Algo que ele faria em sua época (1920), mas que seria impossível de ser feito em 1875. Mas um SÁBIO CÉTICO deixa passar batido esse detalhe porque senão sua fé cética vai pras cucuias…

  51. Antonio G. - POA Diz:

    “Cientista religioso” é uma incongruência.
    Um cientista religioso faz como o Professor Pardal, dos gibis de Disney, que certa vez inventou uma “lâmpada preta para escurecer ambientes claros”. Não faz sentido.

  52. Marcos Arduin Diz:

    Pode parecer gozado, Antonio Gê da Aeronáutica de Poá, mas há muito mais cientistas que seguem alguma religião do que os céticos querem admitir.
    Eu mesmo tenho colegas que são muito mais cacifados que eu e que são católicos ou protestantes. O que acontece apenas é que separam os territórios: nas suas respectivas igrejas, exercem as suas respectivas fés. Nos ambientes científicos, fazem seus trabalhos científicos.
    .
    E como lhe mostrei, fé não é particularidade de quem tem religião: os céticos sábios, cultos, racionais e inteligentes têm muito mais fé do que os religiosos…

  53. José Carlos Ferreira Fernandes Diz:

    Quem afirma ser incongruente um cientista ter uma fé religiosa mostra não entender nada, de fato, nem de Ciência, nem de História da Ciência, nem de Filosofia, e nem de Religião (cometendo erros primaríssimos, p.ex., confundindo “materialismo metódico” com “materialismo ideológico”). Mas isso já era de se esperar. É mais um meio de esse tipo de gente se convencer, e tentar convencer os demais, de que são superiores, de que são, de algum modo, “melhores” que os outros, mais “racionais”, mais “sábios”, e, assim, obter algum tipo de justificativa para suas crenças, suas opiniões e, principalmente, seus programas (p.ex., querer transformar a educação em geral, e, mais especialmente, o ensino das “ciências”, numa ferramenta para a disseminação e propaganda da ideologia “neo-atéia” – tudo isso pago, claro, com os impostos da maioria religiosa)…

    Daí para se exercer “patrulhamento ideológico” sobre cientistas que tenham alguma religião (concentrando verbas e cargos apenas entre os “puros ateus”), é só um passo. Afinal, esses crentes nojentos não são “verdadeiros cientistas”, não é assim?

    Tudo isso está aí, só não vê quem não quer. Como na época de Hitler – o sujeito falou tudo, tudinho, no “Mein Kampf”; só não viu quem não quis. Ah, claro, não passava de “teoria de conspiração”…

    JCFF

  54. Antonio G. - POA Diz:

    JCFF, você é risível com esta sua teoria conspiratória. Tudo porque eu afirmo – e reitero – que deveria ser proibido ensinar religião às indefesas mentes infantis. Por defender esta “heresia”, eu seria, uma espécie de “apóstolo” de Hitler, Stalin, Mao, etc. Olhe, entre as volumosas inutilidades que você costuma postar, esta é uma das mais alucinadas.
    Ah! Por mais que você esperneie, ciência e religião são totalmente incompatíveis, sim. Realmente, não conheço nenhum “cientista” religioso. Pelo menos, nenhum que possa ser chamado de cientista, “estrictu sensu”.

  55. Vitor Diz:

    Antonio,
    a História mostra que Ciência e Religião são bem compatíveis sim. Inclusive, a primeira ou mais antiga Academia de Ciências do mundo foi criada pela Igreja Católica, em 1603. A história da Academia pode ser examinada no site do Vaticano, em Pontifical Academy of Sciences. O artigo abaixo mostra que a Academia de Ciências do Vaticano foi integrada pelos melhores cientistas do mundo, ganhadores de muitos Prêmios Nobel, e que a Igreja Católica nutre profundo amor à Ciência.
    .
    http://tridentina.blog.com/2012/01/19/vaticano-24-premios-nobel-de-ciencias/

  56. José Carlos Ferreira Fernandes Diz:

    Risível (e alucinado) é o sr., sr. Antônio. Não tem absolutamente nenhuma evidência empírica para NADA do que afirma. É apenas um papagaio, repetidor de “slogans”, um fahático anti-religioso, ignorante não digo nem em termos de Filosofia, mas em termos de História; eu às vezes me pergunto se é possível tanta ignorância assim nalguém que, supostamente, se considera tão “livre”, tão “esclarecido”. Pior do que muitos dos supostos “fanáticos crentes” que despreza. Só isso. E o sr., no fundo, sabe perfeitamente que o que digo é verdade.

    Volto a repetir: é tudo uma questão de luta de poder; venho apresentando FATOS acerca disso. Só não vê quem não quer.

    JCFF.

  57. Antonio G. - POA Diz:

    Vitor, você sabe que é preciso contextualizar os fatos. Novamente chamo a atenção para a questão da cronologia: Nos tempos em que se “amarrava cachorro com linguiça”, era mais do que normal encontramos cientistas religiosos. A Igreja já foi a guardiã da ciência e do conhecimento. Hoje, isso já não faz mais sentido. Desconfie seriamente de um cientista religioso: Ou é cientista, ou é religioso. As duas coisas não andam juntas.
    .
    JCFF, você comete um erro que eu quero corrigir: Eu não desprezo os crentes, desprezo as religiões. Seus seguidores não são culpados. São vítimas.
    .
    E você tem toda razão. Eu sou um sujeito realmente ignorante, muito aquém de um “douto” como vossa senhoria. Estou muito abaixo de sua capacidade, inteligência e cultura.
    Na verdade, eu só tenho uma vantagem sobre você: Eu não tenho medo.

  58. José Carlos Ferreira Fernandes Diz:

    Desconfie seriamente dum cientista ateu: ou é cientista, ou é ateu; as duas coisas não andam juntas. Geralmente, é um militante fanático “neo-ateu”, sem qualquer conhecimento de filosofia da Ciência, e nem de História, que anda espalhando seus “slogans”, e, quando confrontado, apela para o “contexto” (algo que, nas outras situações, despreza solenemente)…

    E desconfie também (e principalmente) duma pessoa que se pavoneia de “não ter medo de nada”, e, mais ainda, capaz de ler as mentes das pessoas (não apenas as vivas, mas também as já mortas, e as que ainda vão nascer) e saber, infalivelmente, e de antemão, quais aquelas que terão medo, isso apenas em função de sua escolha de crenças…

    Quanto à desculpa de “não desprezar os crentes”, mas apenas “as religiões”, esse truque já é muito velho. Do desprezo das opiniões e crenças de alguém para o desprezo (e a perseguição) desse alguém, a distância é pequena, muito pequena. É, aliás, o mesmo que dar um tiro na mãe duma pessoa na frente do próprio filho, e depois, hipocritamente, com o rosto mais compungido desse mundo, pedir-lhe desculpas, dizendo: “Não era nada contra você, afinal você é apenas uma vítima…”. E, aliás, sobre o (pretenso) respeito que os regimes militantemente ateus têm por pessoas, basta perguntar às vítimas soviéticas, chinesas, coreanas, albanesas, do Campuchea Democrático, que se contam aos milhões… Tudo isso, claro, em nome do “progresso da Humanidade” (espero sinceramente não ter que ouvir a desculpa nojenta de que esses regimes não eram “ateus”…).

    Por outro lado, posso garantir que não sou “douto”; apenas procuro, tanto quanto me é possível, analisar FATOS, da melhor maneira, contextualizando-os. Nunca apresentei nada neste “blog”, quer em textos, quer em comentários, que não tivesse uma justificativa. E não acredito na ignorância de certas pessoas – apenas no seu embotamento mental, fruto do lava-rápido cerebral ao qual foram expostas pela cartilha de doutrinação neo-atéia.

    JCFF.

  59. Marcos Arduin Diz:

    Seu Antônio Gê da Aeronáutica de Poá essa suposta incompatibilidade não existe a rigor. O fato de eu ser espírita em nada interfere com minha competência científica. Eu não uso o Espiritismo para justificar coisas da Evolução ou fecundação das plantas…
    .
    O seu jeito de pensar é compartilhado por outros. Eu disse a uma prima minha, testemunha de jeová, cobras e lagartos de um livro criacionista editado por essa religião. Ela fez o seguinte: pediu a um outro biólogo para ler e avaliar o livro. Ao contrário de mim, ele não percebeu os numerosos furos e rombos das interpretações e os fatos falseados que há no livro. Quando a minha prima lhe falou o motivo de ter pedido sua avaliação, esse camarada disse que se ela tivesse falado antes, ele nem a faria. Achou que o livro não era tudo o que eu falava e que não achava que eu seria capaz de fazer um trabalho científico decente por ser espírita…
    .
    Bem, tenho publicações científicas por aí e ninguém as criticou azedamente…
    .
    No jornaleco Mensageiro da Paz, da Assembleia de Deus, há um artigo em que fala de um cientista que trabalhava com o grupo que monitora a sonda Cassini. Bem, esse cientista teria sido demitido, supostamente por não fazer segredo de sua crença no Design Inteligente. A NASA diz que o demitiu por ele fazer proselitismo e não por conta de sua crença pessoal.
    .
    Faz sentido. Aqui mesmo na UFSCar houve uma vez um palestrante que veio falar de Criacionismo, num anfiteatro que foi reservado por um grupo de alunos evangélicos. Houve chiadeira de professores contra isso. Não me lembro exatamente no que deu, se a palestra acabou cancelada ou não, mas ficou estabelecido que isso não mais deveria se repetir.
    .
    Concordo, meu caro. Aqui no meu ambiente de trabalho, sou apenas cientista. Fora dele, sou filho, dono de cachorros e gatos, cidadão comum que paga os impostos, auxiliar de atendimento espiritual no centro espírita que trabalho e vai por aí.
    .
    Enquanto o cientista mantém os departamentos separados, não há porque criticá-lo por ter religião. Além do mais, os sábios céticos-ateus que mentem para defender a fé cética diferem no quê daqueles crentes que mentem para defender a Bíblia?

  60. Antonio G. - POA Diz:

    JCFF, eu nunca disse que não tenho medo de nada. Eu tenho medos, é claro. Mas só de coisas reais.
    .
    Arduin, eu estou embarcando num vôo agora mesmo, já chamaram os passageiros para o portão de embarque. Quando der, eu respondo às suas colocações.
    .
    Boa Noite a ambos.

  61. Silva Diz:

    Eu sou de Pindamonhangaba e conheci o Dr. Lessa, na época ele morava no centro da cidade, eu estudei com o filho dele.
    Hoje é que me enviaram uma copia do livro, não sabia da existência do mesmo, muito interessante.

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