Renasceu por Amor: Livro de Hernani Guimarães Andrade (1995)

O livro, disponível para download gratuito no final desta postagem, trata da suposta reencarnação de um padre. Do ponto de vista evidencial, embora a personalidade anterior fosse bem conhecida à família da criança, e grande parte das informações, portanto, seriam acessíveis ao infante, há registros escritos antes que fosse verificada a causa da morte da personalidade anterior. A família não sabia exatamente como o padre tinha morrido, e a criança deu alguns detalhes mais ou menos específicos que foram depois verificados corretos. A mãe tinha o hábito de escrever um diário, e ela anotou as palavras exatas da criança assim que foram proferidas. Acredito que possa ser considerado o caso mais forte já pesquisado por Hernani. No entanto, deve-se salientar que os registros escritos do que a criança disse não foram feitos pelo próprio pesquisador, o que em si é um problema para uma maior credibilidade do caso.

Há problemas teóricos também. Sobre o processo da reencarnação, Hernani faz suposições bem duvidosas: “O processo da reencarnação parece iniciar-se logo após a ocasião em que se dá a fusão dos dois gametas no ato da fecundação, após a qual se forma o zigoto. Uma vez efetuada a ligação inicial do modelo organizador biológico (MOB) do Espírito ao ovo, a operação prossegue gradualmente à medida que as sucessivas duplicações mitóticas das células do embrião vão ocorrendo. Durante o processo em que o embrião está se formando, o MOB irá ganhando terreno naquele ser começante, orientando a disposição celular do novo organismo em crescimento”.

Hernani pelo visto resolveu ignorar diversos casos estudados por Ian Stevenson que demonstrariam que o Espírito, caso exista, pode se ligar meses após a fecundação (um exemplo é o caso de Ravi Shankar, constante no livro Vinte Casos Sugestivos de Reencarnação). A teoria do MOB de Hernani está bem desacreditada hoje também, ao menos da forma como ele a propôs.

Nas palavras do médico Gustavo Leopoldo Rodrigues Daré, integrante da lista da CEPA, “a teoria do Modelo Organizador Biológico defende que a estrutura que organiza as células está no perispírito. Um trabalho publicado na revista Nature [notícia em português aqui] sugere que há uma programação das células não especializadas (células tronco) para adquirir esta organização, na dependência de estímulos adequados. O cientista não conseguia produzir tecidos em laboratório antes porque as células tronco não eram cultivadas e não se conhecia os estimulantes adequados (atualmente é conhecido uma série de substâncias produzidas pelos embriões em períodos limitados do desenvolvimento do embrião e que direcionam a especialização das células e tecidos). Estes trabalhos científicos indicam, cada vez mais, que há uma programação interna na célula, e também que há uma interferência externa à célula no direcionamento da especialização (a interferência externa pode vir do ambiente externo ao corpo ou da secreção de substâncias por células vizinhas). Para mim, as pequisas reforçam cada vez mais a teoria do automatismo sequencial, mas ao mesmo tempo, não exclui a interferência externa. Ou seja, se existir um Modelo Organizador Biológico no perispírito, este, provavelmente, precisará "dialogar" com o automatismo genético e ambiental do mundo carnal.” (ligeiramente adaptado)

A ideia de que o perispírito era o único responsável pela diferenciação celular também era divulgada pelos guias de Chico Xavier chamados Emmanuel e André Luiz (ver aqui), o que os coloca como espíritos pseudo-sábios, no mínimo.

Link para download: aqui

69 respostas a “Renasceu por Amor: Livro de Hernani Guimarães Andrade (1995)”

  1. Emmanuel de Atlântida Diz:

    Vitor,

    Com relação ao comentário “se existir um Modelo Organizador Biológico no perispírito, este, provavelmente, precisará ‘dialogar’ com o automatismo genético e ambiental do mundo carnal”: há alguma hipótese plausível (à luz do que se sabe hoje sobre a Física) sobre como o espírito poderia interagir com a matéria de forma a influir no desenvolvimento do organismo?

  2. Vitor Diz:

    Oi, Emmanuel de Atlântida,
    eu desconheço.

  3. Biasetto Diz:

    Vítor,
    Eu sou “f”, achei os plágios da Conferência do Leopoldo Machado. Te passei um email, mas tem mais. Estou trabalhando no artigo. Mais uma farsa do Chico vai pro ventilador.

  4. Toffo Diz:

    Essa questão de reencarnação é complicada. Primeiramente por se tratar de um fenômeno FÍSICO e não espiritual; ora, como se pode comprovar um fenômeno físico que supostamente se daria por influência do chamado “perispírito”, que é apenas uma teoria? O caminho para isso é complicado, porque passa pela fé, e não pela ciência. Para aceitar a reencarnação, é preciso antes aceitar (a) que existem espíritos; (b) que sobrevivem à morte do corpo; (c) que teriam um envoltório “semimaterial” a que chamam perispírito, que seria o vínculo para uma nova existência; (d) que haveria uma razão moral para o renascimento, uma vez que na nova existência se purgariam os erros e imperfeições das anteriores. Todos esses são artigos de fé, sem os quais necas de pitibiriba de reencarnação, ela não se sustenta. Ou seja, como se pode assumir um fenômeno físico por razões que nada têm de físicas? Existem também problemas no que concerne ao tal perispírito. Essa me parece uma teoria “ad hoc”, uma adaptação, como esses adaptadores de tomada que permitem que se conecte um cabo incompatível a uma tomada para que funcione. Uma teoria “gambiárrica”, sem a qual a reencarnação não seria possível. Ora, não se pode aceitar uma coisa que só pode ser possível através de um único caminho, sendo que a natureza tem vários, e a diversidade é a tônica do universo.

    Muito bem. Cada ser humano é único, correto? Todos nós temos um genoma que é só nosso, não há outro igual. Ora, pela teoria espírita, o perispírito “herda” todas as características do finado corpo – inclusive doenças – evidentemente, herdaria o genoma do indivíduo morto. Esse genoma, sendo único e insubstituível, permaneceria com o espírito “perispiritizado” por tempo indeterminado, certo? Ora, quando fosse reencarnar, teria de trocar o genoma por outro completamente estranho. Aí é que eu acho que essa teoria da reencarnação é uma fantasia. Como pode isso, simplesmente trocar um pelo outro, como se troca de roupa? Acho conceitualmente impossível. Por isso acho tudo isso furado, porque os espíritas forçam a barra dizendo que o perispírito seria “plástico” e moldável, portanto aceitaria qualquer modificação. Caramba, mas se trata de um genoma diferente, de outra herança genética… e como ficaria a antiga? como se poderia passar as doenças e imperfeições de um corpo para outro, sendo que são patrimônios genéticos completamente diferentes? Os livros de André Luiz se torcem para explicar isso, mas se enroscam, tropeçam, e chicoxaviermente falam, falam e pouco esclarecem. Sei bem porque li com cuidado os trechos que falam disso, como por exemplo o livro Missionários da Luz, em que ele trata de uma reencarnação. A bem dizer nem eu, que não sou cientista, não consegui engolir aquilo. Por isso acho que a reencarnação é uma fantasia, assim como a crença em duendes; ela é, como diria Monteiro Lobato, uma espécie de mentira bem pregada que acaba parecendo verdade.

    Existem problemas também em outras áreas, que aí eu domino. Admitindo-se que exista a reencarnação e seja motivada por razões morais: o sujeito comete uma ou várias faltas em uma existência e volta em outra para repará-las. Ora, a regra da reencarnação viola o princípio mais elementar da justiça humana, que é o do devido processo legal. Aquele que é punido sabe perfeitamente por que está sendo punido: foi instruído por um processo legal e teve oportunidade de se defender. Na reencarnação, o sujeito nasce absolutamente inconsciente de tudo o que fez na outra vida, e sofre as consequências de seus supostos atos infracionais sem sequer saber por que está sofrendo, e às vezes sofre pela vida toda, por décadas. Se a justiça divina tem de ser melhor que a humana, esse caminho me parece o pior que há: um ato de império, de absoluta arbitrariedade. Outro problema: a punição tem de ser imediata, senão deixa de ser punição. Quem é pai ou mãe sabe que jamais poderá castigar um filho que fez uma travessura uma semana, um mês, um ano depois do ato, dependendo de sua gravidade. A punição tem função educativa, e a demora na sua implementação esvazia totalmente essa função. Ora, pela reencarnação se expiam faltas cometidas cem, duzentos anos atrás. Que sentido tem isso? Outro problema: o conceito de delito muda com a época. Uma coisa que é delituosa numa época pode não o ser numa outra, ou mesmo o grau de nocividade do delito muda. Por que você iria expiar uma falta de duzentos anos atrás se hoje nem mais falta é?

    Por fim: com a reencarnação, você é outra pessoa. Se você era Pedro, hoje é João (ou Margarida). Ou seja, você é uma pessoa civil diferente, com uma história de vida diferente, com um ambiente doméstico e cultural diferente, morando em um lugar e uma época diferentes, quer dizer: você não é mais aquela pessoa. É outra. Não pode mais ser a mesma. Isso é impossível.

    Você não é obrigado a gostar de todo mundo. Com a reencarnação, você seria obrigado a voltar a esse mundo para conviver com aquele cunhado que você detesta, com a sogra chata, ter os mesmos problemas de relacionamento com um pai ou uma mãe complicados (sim, porque pela explicação espírita você não se livra dessas pessoas enquanto não se compuser com elas), ser casado com alguém com quem você foi completamente infeliz, e por aí vai. Por isso, com todo o respeito pelos que pensam assim, para mim reencarnação é uma verdadeira história da carochinha.

  5. Paulo-rs Diz:

    Toffol concordo em tudo!
    O Ectoplasma ou perispírito que eles alegam serem “semi-material” , se existisse, poderia ser pesado, medido, guardado, fotografado nitidamente…seria a coisa mais corriqueira, encontravel em qualquer autopsia.

  6. Biasetto Diz:

    Toffo e Antonio,
    Uma amiga me garantiu que este filme prova a reencarnação. (Ainda não assisti)
    .
    http://www.youtube.com/watch?v=Jmdx4txZDsM

  7. Juliano Diz:

    Como voltou todo mundo, e na verdade eu já estava de teimoso (ninguém é perfeito) não escrevendo aqui, morrendo de vontade de escrever, coisa do meu lado infantil, cedi. Então Vitor, esqueça o que eu falei tempos atrás, pessoalmente eu não gosto desta coisa do “nunca mais”, mas eu falei e não devia ter falado. Porém, humildemente estou de volta, não aguentei, rsrsrssrsrsrs Felizmente não foi só eu, não é Biasa? rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrs (grande Biasa, uma pessoa especial e única).
    Então, sobre o tema ectoplasma, tempos (um tempo bem razoável) atrás eu assisti uma entrevista de um médico espírita falando da comprovação científica do ectoplasma, ele seria um líquido branco que fica circulando no cérebro. Pois bem, a pergunta que não quer calar. Por quê só os médicos espíritas vêem e conhecem a existência deste líquido? Seria o liquor cerebral? Acho que não. O li
    quor é essência água, e na época eu não fazia psicologia e não conhecia lhufas de anatomia do cérebro. Mas não lembro do médico falar em liquor. Então, fica a pergunta que não quer calar? Por quê só os médicos espíritas conhecem deste líquido no cérebro que faz surgir o dito ectoplasma? Um grande abraço a todos.
    Biasa, eu vou achar os vídeos do julgamento da tese “científica” que deu com os “burros na água do design inteligente e vou postar no face. É bem interessante. Valeu

  8. Vitor Diz:

    Bem vindo de volta, Juliano! :)

  9. Biasetto Diz:

    Juliano,
    Não te explica não!
    Eu já me despedi aqui no blog, umas 15 vezes. O Scur, umas 30. Ele vive me dizendo que não liga mais pra isso, só que ele sabe TUDO que acontece aqui… hehehê!
    Quando encher, a gente dá um tempo, novamente e manda o Vítor “passear no bosque”.
    Agora, o legal nesta doideira, é que ninguém precisa ficar puxando o saco de ninguém. Não gostou fala e ponto final.
    Eu sou sincero e digo: este blog do Vítor é muito atrativo.
    Bem bolado, este troço. Permite uma interatividade, que não achei em nenhum outro. O Bule Voador, por exemplo, que é um ótimo blog, em razão dos artigos, não consegue ter este lado agradável.
    Às vezes a gente comenta lá, ninguém dá bola. Parece que todos lá são uns esnobes.
    Aqui não tem essa, “a gente se odeia, mas se ama” (“entre tapas e beijos”) – maluquice total. Precisa o Gazozzo dar as caras por aqui também. Vítor, este Gazozzo é muito figura, muito legal. Diverto muito com ele no face.
    .
    Falando em face, o Gilberto anda cheio de graça por lá. Está bravo comigo por dois motivos: 1º Disse que só coloco música velha (aí, achei uma música nova, só pra ele: do Michel Teló, legal né?); 2º Anda me execrando porque falo mal das religiões e alguns religiosos. Colocou até um comentário lá, defendendo uns padres e cia. Deixa ele continuar fazendo graça, impressionando os amiguinhos de face, vou copiar uns comentários dele, nos “bons tempos” do blog, vou colocar lá, aí ele vai ver.
    .
    É o Arduin sumiu mesmo! Acho que abandonou o espiritismo.

  10. Biasetto Diz:

    * Divirto muito com ele…

  11. Paulo-rs Diz:

    Biasa
    Vi o filme. Se tu gosta de belas paisagens da Irlanda, veja.
    História comovente, um drama bom, mas que não prova nada ( para variar!)
    Pesquisei na wiki Inglesa e depois no site cético.
    A mulher em questão dá provas que sempre fantasiava.(auto-sugestão)
    Aparentemente não agia de má fé, mas se confundia bastante (com nomes, lugares, datas).
    Depois de ser “investigada” por “pesquisador” começou a crer que além de ser uma “reencarnada” possuia também poderes mediunicos. (?!?!)
    en.wikipedia.org/wiki/Jenny_Cockell

  12. Biasetto Diz:

    Paulo,
    Boa informação. Talvez eu consiga ver o filme hoje. Acho que vale como passatempo, além disso, se você disse que tem belas paisagens, isto é legal.
    Um abraço!

  13. Roberto Scur Diz:

    O Toffo é também um “ex-espírita” como os que circunvagam aqui?
    Então poderia ser um Extoffo.
    Meu caro Extoffo, você demonstra que estudou alguns livros espíritas, conhece alguns termos, mas não compreendeu a sistemática da lei da Reencarnação.
    Você escreveu um monte de coisa, fez várias afirmações do que é e do que não é.
    Se quiser trocar idéia sobre uma única, escolha, pois estou de férias e é bom debater idéias.
    O papo do Biasetto com esta lenga-lenga de plágios está muito fraco, não rende, não convence nem meus filhos adolescentes, mas a tua argumentação atual é interessante Extoffo.
    Biasório, não te apoquente não, é que esta grande revelação que tu prometeu, de uma nova “descoberta” heróicamente descoberta, é fraquinha que nem a raiz dos teus cabelos, e já se foram pelo ralo musturado com o shampoo e o sabonete, mais um pouquinho de Minoxidil, que são os ingredientes das tuas idéias, ou seja, são inócuos para sustentar raízes.
    Tu percebeu que o VM não precisou mais falar em plágio depois que tu surgiu para fazer este serviço? Ele foi substituido na pelada científica que estava jogando, e tu, amador como ele, entrou prometendo gol de placa mas está conseguindo só participar do ‘bola murcha’ do ano.
    Manda vê Extoffo, estou aguardando tua escolha.

  14. Roberto Scur Diz:

    tirem o assento do ó, por obséquio

  15. Biasetto Diz:

    Scur,
    Se as minhas descobertas são tão fraquinhas, eu já te desafiei.
    Escolhe um lugar aí em Caxias, convida um monte de gente, e vamos pra um debate.
    Eu só não tenho grana para as passagens. Mas, penso que isto não é problema pra tu.
    Agora, se você quiser, pode ser em São Paulo também.
    Pode filmar, pôr no youtube. Eu não sou bonitão, assim no seu estilo, mas não tem problema algum.
    Bla Bla Bla é o que você faz. Até hoje, não apresentou UM ÚNICO argumento concreto pra defender a mediunidade de Xavier e Cia. Até agora, não apresentou UM ÚNICO argumento concreto para desqualificar os estudos do JCFF a respeito de Lentulus.
    Você só sabe fazer duas coisas:
    - pregar feito um fanático, um adorador, um bocó!
    - ou então, dizer pra mim, por Vítor, pro Toffo, pro Paulo, pro Antonio, pro Caio e qualquer outro que bata de frente com tua paixão pelas “gazelices”, que nós não conhecemos a doutrina, que nós não estudamos. Você, até nisso, fala bobagens. Porque as “psicografias” do Chico refutam os ensinamentos de Kardec. Vai ler as coisas do Sérgio F. Aleixo, pra aprender um pouco, vai! Assim não fica falando tantas asneiras.
    O que eu apresento aqui, ainda que o artigo seja simples, e o problema é que a Conferência lá, falando da Pátria do Evangelho, é curta, não tem muita coisa. Mas tem o suficiente pra quem é um pouquinho inteligente, ou não é fanático religioso, perceber que o livro do Chiquinho foi influenciado por aquele troço lá do Leopoldo Machado. Aliás, uma doideira também, porque o cara faz até correlação entre o deserto do Saara e o Ceará no Brasil, dizendo que a bíblia já citava a Pátria do Evangelho. Em síntese: a palestra do cara é uma bosta e o livro do Chico é uma merda – não qual fede mais!

  16. Biasetto Diz:

    * não sei qual fede mais!

  17. Biasetto Diz:

    O Carl Sagan disse que a pseudociência é pior que a ciência errônea, exatamente, porque a ciência errônea se fundamente em fatos empíricos, enquanto que a pseudociência é pura abstração. O Scur, age como os fanáticos evangélicos que, quando não têm argumentos concretos pra rebater os críticos, afirmam que eles agem influenciados pelo mal.
    Para o Scur, qualquer pessoa que questione a mediunidade de Chico Xavier, Divaldo Franco e cia., é uma pessoa que não atingiu o estado evolutivo para perceber a sublimidade, ou seja, ele usa de um “salvo conduto”, uma artimanha para escapar do enfrentamento racional.
    Se o meu artigo é fraco, derrube os meus argumentos, um a um, apresente-me suas explicações para explicar as semelhanças entre a Conferência e o livro, de forma que não fique a suspeita de plágio ou inspiração. Faça isto, quem sabe você me convence.

  18. Biasetto Diz:

    Scur,
    Eu você fazer mais uma “revelação bombástica”:
    Eu descobri os verdadeiros mentores espirituais do Chico. Foram eles:
    Kardec, Gabriel Delane, Dante Alighieri, Léon Denis, Edouard Shuré, Cairbar Shutel …
    Esqueça Emmanuel e André Luiz, estes foram os verdadeiros guias do Chico, você sabia?
    Scurbabão…

  19. Biasetto Diz:

    na 1ª linha: “você” = VOU
    estou atrapalhado hoje: lembrei-me da palestra do Divaldo Gazela Franco

  20. Paulo-rs Diz:

    Scur, topa fazer um teste de sinceridade?
    Já te digo de antemão que isso não é uma pegadinha buscando te ofender ou te ridicularizar, mas sim, entender algumas coisas sobre suas motivações internas. Senão quiser responder, fique a vontade e o assunto encerra-se aqui. Agora se achar importante fazer esse exercício, responda sinceramente, sem medo, não querendo dar respostas ao contrário do que tu acha que pensamos.

    1)Você acredita firmemente, que se ficasse provado de uma vez por todas que não existe vida após a morte e que nunca mais iremos encontrar nossos entes-queridos, isso faria você entrar em colapso perdendo a vontade de viver? ( depressão, apatia, revolta, perda de sentido)
    2)Você sente uma necessidade de ter uma resposta do porque acontece coisas ruins ( tragédias, acidentes, fatalidades) a pessoas boas?
    3)Você acredita que sem Deus, o mundo ficaria mais perigoso, violento, mais difícil de conviver?
    4)Acredita que se a partir de agora Deus não fizesse parte de sua vida, isso lhe faria ser uma pessoa sem moral capaz de causar danos a terceiros sem sentir culpa?
    5)Consegue aproveitar o seu aqui/agora, ter sentimentos bons sem ter que fazer uma ligação disso com alguma divindade?

  21. Biasetto Diz:

    Ótimas perguntas Paulo. Permita-me só acrescentar mais uma:
    6) Scur, você não reconhece uma única evidência, em TUDO que já foi mostrado neste blog, de que o Chico Xavier não psicografou coisa alguma? Justifique.

  22. Roberto Scur Diz:

    Pablo,
    .
    Eu tenho imensa dificuldade em não ser sincero. Não posso dizer que eu sempre sou sincero porque seria uma ousadia de minha parte, mas meu natural, meu “default” é ser sincero. Posso deixar de dizer alguma coisa para não magoar alguém, aquela “mentira que consola” como disse o Chico Xavier, por exemplo, se uma mulher gorducha estivesse aflita com seu estado, e dissesse que sofria porque era muito gorda, se diminuindo, eu não iria concordar com ela, iria dizer que não é da forma que ela está falando, iria buscar uma visão positiva, otimista, para que ela pudesse acreditar que não seria tão gorda, embora não diria que ela era magra.
    .
    Posso também dizer, com alto grau de certeza, que até hoje, e nem acho que exista alguma possibilidade, jamais me senti ofendido com um til sequer do que escreveram contra mim. Não é presunção, apenas o que vocês pensam sobre mim, ou o que poderiam dizer, não poderia me afetar. Sou um homem com alguma experiência de vida, com reveses um tanto intensos, mas com alegrias e vitórias que não são afetadas pelos tropeços que eu dê, ou que outros tentem me impor. Se eu erro em questões morais, que são as que me interessam, que eu dou valor, eu reconheço imediatamente meu erro, não me acho, combato em mim as eflorescências do orgulho, e isto é um trabalho diário, difícil de ser empreendido, muito difícil, só que vocês não fazem nenhum efeito no meu orgulho doente, está domado para as questões deste blog.
    .
    Eu não receio dar respostas que vocês não gostem, não quero agradar vocês, bajular vocês, não quero nem converter vocês, fazê-los “verem a luz”, “descobrirem a verdade”, “salvarem-se”, não, nada, comento porque me diverte, ocupa meu tempo com coisas mais interessantes do que ver um jogo de futebol, ver novela (nunca assisto), enfim, é um passatempo. Claro que me preocupo com certos pontos cegos que existem na visão de céticos e ex-espíritas que nunca foram, assim como tu meu caro conterrâneo Extoffo, mas cada um no seu estágio de compreensão, o que é absolutamente normal que exista.
    .
    Vamos aos teus questionamentos:
    .
    1)Sua pergunta deveria se dividir em duas pois você fez um mistura que acaba por condicionar a resposta ao que você supõe que eu sentiria caso ficasse provado que não existe vida após a morte.
    Em primeiro lugar eu não posso contrariar algo em mim que é irreversível; é inconcebível para a minha razão a ideia de que a vida após a morte não exista. A convicção é tão robusta, inamovível, que eu já a possuía antes mesmo de conhecer o espiritismo aos 26 anos. Antes disso eu apenas não tinha uma ideia de como seria esta vida, quais seriam os princípios que a regiam, o porquê de a vida corporal ser da forma que era. Vivia no ocaso do saber sobre as questões transcendentais, mas possuía um interesse nato que me atraia para divagações, elucubrações desta natureza desde que eu era menino.
    .
    Tenho lembrança de tentar entender o que seria o nada absoluto, como seria se o Universo não tivesse sido criado, como seria Deus, e trazia estes assuntos, admirado, para amigos da infância que davam de ombros e não queriam nem saber do assunto. Isto foi quando eu tinha uns 9 anos?! Quando eu tinha 10 fiz uma redação no colégio, 4ª série, em que tentava descrever o sofrimento, as dores de um soldado em meio a guerra, e decidi lê-lo, empolgado, para meus familiares, pais, avós (nonos), tios, primos, não sei ao certo quem estava presente, mas li achando que estava falando de um assunto importantíssimo e eles, igual aos amiguinhos infantis, deram de ombros, não tinham o que dizer, nem queriam dizer nada.
    .
    Eu ia, por consciência própria, educado que fui a escola católica, observando os costumes dos familiares italianos que iam a missa, principalmente a minha nona, nas datas obrigatórias como Páscoa e Natal, sozinho, a pé, frequentar a missa dominical. Queria também paquerar as meninas que estivessem lá, e sempre tinham bem vestidinhas, graciosas, mas procurava prestar atenção no que era dito e no ritual todo.
    .
    Lembro-me de em uma apresentação escolar, na 5ª ou 6ª série, onde os alunos se reunião em um auditório para ver apresentações por um motivo que não me recordo, onde estávamos ouvindo a canção oração de Francisco de Assis, inesquecível, sublime, profunda, e eu ficava refletindo, enlevado, sobre os dizeres que ouvia, sobre a melodia, e alguns colegas caçoaram de mim por esta razão. Sim, me tocavam aquelas palavras, procurar perdoar do que se perdoado, amar do que ser amado, é dando que se recebe, e é MORRENDO que se VIVE para a VIDA ETERNA!
    .
    E eis que aos 26 anos, depois de ter me afastado totalmente da religião que eu conhecia, pois feria os meus anseios de racionalidade, não podia aceitar dogmas sem explicações, passei a desconsiderar aquelas pessoas que acreditavam de forma autômata em coisas sem sentido, parecia que tinha-se que acreditar e fazer o que mandavam e ponto final, cale-se, e quando descobri literaturas, que não procurei, não me interessava, fui ler porque não tinha o que fazer enquanto usava o vaso sanitário, e você sabe para o quê, e comecei a encaixar peças no quebra-cabeça da vida espiritual. Sim, uma resposta atrás da outra, e depois da resposta novas perguntas, novas indagações, e novos esclarecimentos.
    .
    Aí, como nunca tinha feito, ousei fazer uma prece, e travei envergonhado, incapaz que eu era de simplesmente pronunciar o nome de Jesus. Eu não sabia me dirigir a alguém que estivesse acima de mim, não sabia. Não virei um rezador, mas aprendi a sentir as emoções que este homem incomparável procurou transmitir para os que lhe prestaram atenção.
    .
    Jesus é o referencial absoluto na vida da humanidade terrena, é a sabedoria e o amor no mais alto grau que conheceremos enquanto estivermos estagiando neste planeta. Jesus é a nossa meta, nosso Tutor, nosso Mestre. Meu caro, quem estiver mergulhado nos preconceitos de um passado de deturpações, de mentiras, de adulterações promovidas pelos homens em relação à Ele, não vai admiti-Lo, percebê-lo, entende-lo ainda que precariamente, e ira possivelmente se revoltar contra quem devote a admiração e o respeito, quando não puro amor mesmo, a uma pessoa que não conheceram, que só ouviram falar. Entendo isso, já estive nesta posição, mais ou menos.
    .
    Portanto Paulo, não será você, não será o Biasetto, o Vitor Moura e o JCFF muitíssimo menos ainda, que iriam modificar a convicção que tenho quanto a continuidade da vida após a morte, e mais ainda, não que precisasse, experiência que eu tive de ter meu braço movimentando-se sem a minha vontade quando exercitei a mediunidade. Não tenho, talvez, como em palavras explicar a minha certeza, e acho que você imagina que algum dia irá ser provado isso é tão obtuso, tão sem sentido, que nem têm o que dizer. Se alguém quisesse provar que você não existe, que não está vivo, que não respira, que não tomou jamais chimarrão, que não viu um por do sol aí no Guaíba, o que tu ia achar deste vivente? Cara, não existe, não há, não têm como.
    Agora, a segunda parte da pergunta, sobre eu entrar em colapso perdendo a vontade de viver, e blábláblá, te digo que não dependo da vida continuar depois da morte para estar vivendo agora, não dependi disso para ser parido a fórceps, não dependi disso para viver a minha infância e adolescência sabendo que precisava arrumar uma forma de me sustentar, que tinha que estudar sem que me pedisse, que não poderia contar com a sorte de ter tido um padrasto e uma teto para sempre. Não dependi em absoluto disso para enfrentar a realidade da minha origem em um prostíbulo, pois sou filho e sou neto da prostituição, que soube disse muito jovem. Quando eu já estava me encaminhando para meu casamento, para construir uma família aos moldes que eu gostaria de ter tido, estruturada no amor, no dever, ainda que com muitos defeitos, conheci o Espiritismo e a certeza da continuidade da vida apenas fez-se explicar, racional, lógica, belíssima e justa em totalidade.
    .
    Depois, Paulo, respondo a segunda pergunta, isso, é claro, se você quiser que eu continue. Falei antes em tratar de um assunto por vez, senão virarão dúzias de homilias á lá JCFF qualquer comentário que se faça.

  23. Roberto Scur Diz:

    Não leve em consideração a falta de revisão no texto, com vários erros de concordância e palavras trocadas. Acho que dá para entender.
    Também citei o Extoffo e o comentário era para o Paulo – me confundi.

  24. Paulo-rs Diz:

    Tranquilo Scur…responda como achar melhor, livre

  25. Roberto Scur Diz:

    Pablo,
    .
    Quanto a segunda pergunta eu penso que o porquê de acontecerem coisas ruins é uma indagação que não caberia apenas a pessoas boas, mas a qualquer pessoa.
    .
    O conceito de pessoa boa ou ruim é extremamente relativo. O nosso julgamento é muito falho para avaliar isso; precipitados, preconceituosos e geralmente severíssimos para julgar os erros dos outros, e brandos, suaves, cheios de justificativas para os nosso erros. Este é o conceito da trave no teu olho e da agulha no olho do outro. Parece-me que a psicanálise já deve ter constatado isso, sem precisarmos recorrer aos ensinamentos de Jesus.
    .
    Isso acontece por causa do nosso atraso moral que permite o domínio do orgulho no nosso caráter.
    .
    Ter um porque dos acontecimentos é uma questão de ordem, de justiça, de racionalidade também. Claro que não é preciso descer ao nível do detalhe, como “pisquei x vezes nesta hora porque tal lei determinou que assim fosse”, pois somos co-criadores de nossa realidade, somos o que pensamos, temos o livre-arbítrio que rege muito tranquilamente estas coisas, porém, podemos construir boas ou más obras, singelas ou mais expressivas, e teremos a colheita conforme a semeadura. Há algo mais justo do que isso? Mas se o detalhe não requer tanto aprofundamento, porque não gera grandes consequências mesmo, os acontecimentos relevantes, marcantes, haverão de ter um porque.
    .
    Como somos muito limitados em sabedoria este porque poderá nos fugir por largo tempo, até o ponto em que amadurecidos pelas experiências possamos já participar dos projetos existenciais que teremos. O intuito disso sempre é o progresso, porém o mesmo não se dá de assalto, num golpe mágico, mas é fruto do lento caudal de experimentações que, no concerto da eternidade, serão meros instantes fugidios, mas ao olhar de quem está no olho do furacão, parecerá uma eternidade.
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    Se pessoas sofressem males terríveis e isto não tivesse uma causa justa, o Universo seria o caos completo e não se sustentaria na perfeita ordem em que se encontra.
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    Qual será a criatura que, uma vez desperta, ativa, lúcida, não desejará compreender mais e mais sobre tudo que lhe cerca e o que está lançado no infinito ignorado? Quem não quererá saber muito mais do que até hoje conseguimos conceber em termos de ciências e filosofias? Quem está dormindo procura satisfazer as suas necessidades básicas de subsistência: comer, dormir, sexo, consumir coisas que em verdade não necessitaria, e passar o tempo com distrações variadas, e neste estado está muito satisfeito com o que já se sabe, que por sinal é geralmente fruto do esforço de outros para ser sabido; este é um quase vegetal, mas que já está no reino animal vivendo ainda os automatismos do instinto. Um dia ele irá se fartar de ficar se arrastando em termos de evolução, ou se ser empurrado adiante pela Legislação Divina que instituiu a DOR, a portentosa e generosa DOR a impedir que este ser puxe o freio de mão e estacione indefinidamente, quando não mergulhe-se em abismos de destrambelhos.
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    Bom, querendo saber o porquê das coisas, não será de relance que captará a razão da vida, e digo da vida porque você citou a questão das tragédias, acidentes e fatalidades, como se elas não fossem apenas uma das variadas expressões da mal compreendida MORTE.
    .
    Será que uma tragédia que leva de súbito milhares de pessoas, sendo tomada no âmbito de uma única pessoa desta tenha morrido, será que para ela não seria mais trágico morrer lentamente vítima de uma paralisia cerebral, ou uma doença que o consumisse entre estertores demorados? Estamos todos sujeitos a LEI DE DESTRUIÇÃO Paulo, nascemos e imediatamente começamos a morrer, lentamente, 80 anos em geral, mas estamos morrendo a cada dia que passa. Uns vão antes, outros depois. Uns vão violentamente, outros suavemente.
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    Então Paulo, eu não tenho uma resposta exata do porque acontece algo ruim para alguém, mas sei que existe uma razão e a pessoa que passar por isso conhecerá isso após a morte, e poderá se revoltar, negar que tenha havido uma motivação gerada por ele mesmo, ou tentará compreender para criar uma amanhã melhor para si mesmo, começando já na vida espiritual, imediatamente, ou então erguerá as mangas e partirá para o trabalho pois incontinente já sabia que tudo deveria ser como foi, e fica feliz se conseguir passar pela provação com acerto.
    .
    Quem é bom, aos nossos olhos hoje, observando-se apenas uma vida, foi um dia muito tinhoso e fez barbaridades, sem dúvida alguma. Nosso passado é cheio de horrores e é uma glória não nos lembrarmos o tempo inteiro do que fizemos. Sempre recomeçar para fazer um novo amanhã.

  26. Biasetto Diz:

    Scur,
    Eu nunca quis influenciar você para deixar de crer na vida após morte. Muito pelo contrário, eu até tenho um pezinho nesta crença.
    O que eu estou tentando mostrar a você, é que Chico Xavier passou a vida realizando plágios. Portanto, nunca psicografou nada.
    Uma coisa é bem diferente da outra.

  27. Paulo-rs Diz:

    Certo Scur…
    A parte mais importante da resposta da pergunta 1 seria se tu acredita que continuaria a viver sem desespero.
    Sua resposta pelo que entendi, seria sim. Correto?
    Na pergunta dois pelo o que entendi, vc necessita de uma crença, crer em justiça, algo que explique… não cre no acaso… a resposta seria então Sim.

    Tá indo bem

  28. Roberto Scur Diz:

    Paulo,
    .
    Na pergunta 1 tu fazes uma analogia na tua pergunta, um enquadramento para os que não são ateus em um patamar de frágeis, dependentes de bengalas psicológicas, e que sem elas seriam candidatos à manicômios ou a perecerem em desespero. Que tolice isso Paulo!
    .
    É claro que muitos, talvez até a maioria dos religiosos atualmente, estão seguindo alguma vertente sem consciência do que fazem e falam; repetem rituais mecanicamente, praticam o culto exterior, decoram capítulos e versículos para repeti-los de pronto, estão religiosos sem o serem. Se algum dogma, algum artigo de fé lhe faltasse, periclitariam rumo a insanidade.
    .
    Na literatura espírita há livros narrando este estado de coisas para grande parte dos religiosos deste jaez; chegam ao plano espiritual achando-se merecedores do paraíso, aguardam trabalhos de envergadura por terem sido “ativos trabalhadores”, exigem deferência dos que lhe atendem, enfim, lotam os hospitais apropriados para aqueles que serão muito cobrados por terem muito recebido.
    .
    A fé de superfície é a hipocrisia como praticada pelos antigos fariseus, que se preocupavam com lavar as mãos antes de comer, não trabalhar no sábado e num sem número de rituais inócuos que lhes davam a sensação de dever cumprido, de estarem quites com as obrigações morais.
    .
    É preferível um ateu honesto a um religioso hipócrita, e este terá melhor destino do que o pavão teatral que pouco proveito fez de sua religiosidade, túmulos caiados por fora e cheios de podridão por dentro.
    .
    Mas o fato amplamente comprovado na história da humanidade é que os que tinham a fé verdadeira mostravam-se estoicos e a nada temiam, nem a morte. Os primeiros cristãos tiveram lugar na história para marcar a presença de Jesus entre nós. O cristianismo não ganhou seu lugar por causa da oficialização do catolicismo pelo papa/imperador Constantino, ao contrário, isto demarcou o início de longo percurso de deturpação da mensagem original, uma mutilação calculada às vezes, violenta noutras, e impediu o progresso da humanidade na velocidade que poderia ter alcançado sem esta entronização da fé nos altares faustosos cobertos de ouro e da frieza ferina de seus ocupantes. Jesus não pode ser apagado da história porque acendeu uma chama poderosa no sentimento de cada um que se fez mártir sem renegar a sua fé, cantando hosanas aos céus enquanto os embrutecidos pelo orgulho os destroçavam em algaravia e loucura. A mesma não violência e fé inabalável fez com que Gandhi vencesse o domínio Britânico na Índia colonizada, na África do Sul apartada por leis de segregacionismo ferozes.
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    Quem chega aos portais da morte deixando seu nome escrito em letras luminíferas na nossa história não são os violentos, os perturbados que muitas vezes usam justificativas falsamente religiosas, uma fé fanática que não se sustenta em mínimos gestos e que pregam a morte esperando encontrar paraísos fantasiosos e mentirosos, praticam a rapina, anseiam o predomínio à custa do desprezo e escravidão dos seus irmãos, mas serão os corajosos armados de amor e idealismo nobre, geralmente e mau grado a mofa dos ateus, são crentes em Deus independente do nome que Lhe deem na cultura que os abrigou.
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    Na questão 2 eu não necessito da forma como você fala, como se aquele que acredita na justiça, na existência de causas para todos os efeitos, na impossibilidade de o acaso produzir ordem, fosse alguém tíbio e pusilânime. Não é uma questão de necessidade, assim como não preciso que ninguém que me diga que eu estou vivo, que teclo neste computador, e por aí vai. A fé raciocinada não se amesquinha, não teme. A fé cega sim e é apenas nessa que você aparenta acreditar, pois toma todos por conta de intelectualmente limitados, impressionáveis, dependentes, fracos.
    .
    A fé raciocinada não se deixa levar por guias que pedem ao profitente que se exploda para conquistar o céu, que conquiste territórios para perpetuar poder e comodidades, que assalte a bolsa das viúvas com dízimos repulsivos, que aceite a deturpação de textos ditos sagrados convertidos em arma de predomínio. A fé cega se presta para todo tipo de vilania em nome de falsos deuses ou da incompreensão do verdadeiro Deus.

  29. Roberto Scur Diz:

    Na 3ª pergunta eu penso que o mundo ficar mais ou menos violento depende da evolução do indivíduo, e como é normal que onde existam coletividades atrasadas moralmente hajam violência e dificuldades de convivência. Acontece que não basta acreditar em Deus para ser moralmente evoluído, pois se pode usar a noção da Divindade para fazer tanto o bem quanto o mal. Quando indivíduos decidirem-se por melhorarem-se, a sua religação com a Divindade dará um significado mais profundo a esta tarefa, pois compreender-se que pouco se sabe, ter noção de nossas limitações e da nossa fragilidade perante a grandiosidade da Criação é lição fundamental para iniciar a caminhada rumo ao conhecimento. Muitos dos que supõem bastarem-se por si mesmos, nas limitações estreitas da matéria, alcançam limites que não poderão ser transpostos sem que a mente se abra para a realidade de Deus, não o deus antropomórfico criado pela ignorância humana, mas o Deus Criador de todas as coisas que não têm ainda um espaço de compreensão pleno em nossa mente primária. Quanto mais evoluirmos em sabedoria mais compreenderemos sobre Sua natureza.

  30. Paulo-rs Diz:

    Scur, eu só estou vendo as suas motivações, não estou fazendo juízo de certo ou errado.
    Nem estou comentando nada…estou só lendo.
    ( como te falei, não tem pergunta maldosa)
    A terceira resposta pelo que entendi seria ” Não muda em nada, o mundo seria o mesmo com ou sem Deus”.
    me corrija se eu entendi mal.

  31. Biasetto Diz:

    O Paulo inaugurou o “fala que eu te escuto”, no blog do Vítor.
    Bem, os gaúchos, que se entendam.

  32. Biasetto Diz:

    O Scur rodopia que nem pião, mas de concreto não responde nada! Depois, eu que faço “jogral”.

  33. Paulo-rs Diz:

    Biasa, tu é uma parada mesmo! rsrsrs
    Quando fizer a conta no youtube me procura e seremos amigos. Eu sou o trns1000. Assim, poderemos trocar videos, falar mais fácil e participar dos canais.

  34. Toffo Diz:

    Como assim, Lei da Reencarnação? Não entendi. Reencarnação tem lei?
    Scur, a ciência a cada dia nos mostra que as “leis” da natureza não são tão imutáveis quanto pensávamos. Existe, sim, o fator alea no universo, portanto, a nossa existência aqui cada dia que passa me parece bem mais uma feliz convergência de fatores do que um modelo predeterminado por alguma potência suprema.
    Não há como aceitar uma “lei” de reencarnação à vista dos fatos que estão sendo descobertos e estudados. Como disse, ela só é aceitável condicionalmente – isto é, “se” você admitir uma série de postulados que jamais poderão ser comprovados, mas que são condição sine qua non pra que ela exista. Convenhamos, isso é restringir demais o campo de possibilidades, para um universo cuja tônica é a diversidade, não acha? Aliás, é meio complicado aceitar uma “lei” baseada em artigos de fé. Mais uma vez eu insisto, a fé é privada, o conhecimento científico, objetivo, é público. A “lei” de reencarnação que você aceita pode não ser exatamente a “lei” de outro reencarnacionista, que não seja espírita kardecista.
    Só pra esclarecer, eu fui um pouco além de estudar “alguns livros espíritas”. Eu cheguei a ser monitor por vários anos de um curso de mediunidade, para o qual tive de fazer muitas pesquisas e trabalhos, fato esse que não me envaidece nem acrescenta nada no meu currículo, mas, enfim, aconteceu e não posso negá-lo. Digamos que fui espírita uns 4/5 da minha vida, a contar do nascimento, e o fato de ser “ex” já é um belo indício de que eu não estou brincando de casinha nesta vida, pelo contrário, eu levo muito a sério a busca pelo conhecimento. Só não concordo em ser chamado de “ex-Toffo” porque ainda sou o próprio, e não pretendo ser ninguém mais!

  35. Paulo-rs Diz:

    Scur, se vc conseguir separar a doutrinação da resposta seria melhor. Pode escrever tudo o que ache válido mas no final tente colocar um Sim, Não ou indefinido.

  36. Vitor Diz:

    Toffo,
    eu discordo bastante da sua linha de pensamento, que é:
    .
    “Para aceitar a reencarnação, é preciso antes aceitar (a) que existem espíritos; (b) que sobrevivem à morte do corpo; (c) que teriam um envoltório “semimaterial” a que chamam perispírito, que seria o vínculo para uma nova existência; (d) que haveria uma razão moral para o renascimento, uma vez que na nova existência se purgariam os erros e imperfeições das anteriores.”
    .
    O próprio Ian Stevenson não encontrou evidência que atrelasse a existência da reencarnação com qualquer razão moral ou com a ideia de carma. Inclusive, muitos povos separam completamente a ideia da reencarnação com a ideia de carma, ou com um sistema de punições e recompensas. O tipo de reencarnação que você está falando é como é imaginado pelo kardecismo. Esse tipo de reencarnação considero já refutado pelas pesquisas. Mas não é o único. Há outros. E a reencarnação já está provada cientificamente. Vou colocar aqui as palavras do meu amigo Julio Siqueira, que é biólogo (ligeiramente adaptadas):
    .
    “É justamente isso que os organismos vivos fazem o tempo todo: sobreviver e reencarnar. Vírus reencarnam (mudam de hospedeiro para hospedeiro), genes reencarnam, parasitas os mais diversos reencarnam, etc. Idéias também reencarnam. Então a questão não é se a reencarnação existe ou não. A questão é, o quê estaria reencarnando, o quê estaria sobrevivendo, e como se daria (qual o mecanismo efetor de) tais reencarnações e sobrevivências. Se utilizarmos a hipótese de que existem espíritos, então tais espíritos seriam módulos capazes de processamento de informação e seriam agentes autônomos. Talvez os espíritos tenham aparecido apenas nos animais mais “superiores” (como antropóides e cetáceos). Ou seja, talvez sejam fruto da evolução e tenham aparecido como um desenvolvimento do cérebro de tais seres vivos. Faz sentido sim que tais entidades (espíritos) tentem a sobrevivência autônoma. Isso acontece com algumas células nossas, as células cancerosas, que buscam, através da quebra das regras, sobreviver no modo freelancer individualmente e eternamente (imortalmente). Uma das hipóteses para a origem de vírus é também justamente essa, de que tais entidades eram partes de genomais maiores e que desenvolveram autonomia. Uma outra possibilidade é que espíritos sejam parasitas em contato com corpos humanos. Com o passar do tempo, tal parasitismo começa a ficar mais simbiótico. Enfim, sentido à luz da biologia faz. Mas se é verdade ou não, quem sabe?”

  37. Biasetto Diz:

    Paulo,
    Este negócio de “indefinido”, tá me cheirando “gazelice”.
    O Scurzito não é assim não! Isto não! Porém, é bom ele parar de assistir palestra espírita e se encantar com o jeito meigo dos palestrantes. Vai que o negócio pega?
    Vítor,
    Nem sei se entendi tudo que você colocou aí, também não sei até que ponto se fundamentam estas ideias. Mas concordo contigo, que este papo de “ação e reação”, “causa e efeito”, pelo menos do jeito que é dito pelos espíritas, também não cola mais.

  38. Biasetto Diz:

    Paulo,
    Não entendo destas coisas, mas meu filho mais novo, o Gabriel, fez pra mim: colocou o nome de “biasa21″.
    Se você criar um facebook, caso não tenha, também me avisa, porque temos um grupo fechado lá, com alguns aqui do blog e uns amigos meu. A gente se diverte bastante por lá.
    Agora, depois que o Scur contar as histórias dele, quantas Aves-marias e Pai-nossos você vai falar pra ele rezar?

  39. Toffo Diz:

    Vitor: muito bom o contraditório. É bom debater esses assuntos metafísicos.
    Vamos lá. Não pense que isso que eu disse é apenas aceito pelo espiritismo kardecista. Eu li a autobiografia de um ator de Hollywood, chamado Dennis Weaver, “All the World’s a Stage” (não traduzido em português). Ele já é falecido, e entre outros trabalhos famosos fez “Encurralado” – o primeiro filme de Spielberg, “A Marca da Maldade” de Orson Welles e as séries de TV “Gunsmoke” nos anos 50 e “McCloud” nos anos 70. Weaver é insuspeito de falar sobre espiritismo, porque jamais ouviu falar dele, mas o livro conta as posições filosóficas que ele tinha, que são muito próximas das espíritas. Ele acredita e fala sobre reencarnação do mesmo modo que os espíritas, pela lei do karma, em que voltaríamos para refazer aquilo que houvéssemos feito errado na vida passada. Fala em sobrevivência da alma e tudo o mais. Por isso, acho que essas ideias são bastante difundidas pelo mundo.

    De qualquer forma, eu entendo que não estamos discordando, porque pelo jeito você também não aceita (e acho que muitos aqui) a reencarnação kardecista. Agora, sobre outro tipo de reencarnação eu não saberia mesmo dizer a você. Uma reencarnação “biológica”, você diz? Mas aí seria mesmo reencarnação ou renovação? Nesse ponto eu penduro o lápis na orelha e fico aguardando.

    Tem outra coisa: no meu entender, a reencarnação, se houver, mesmo que sem os fundamentos cármicos, me parece uma coisa perfeitamente inútil. Você é outra pessoa, tem outra vida, outra personalidade etc etc. Que importa se você seja novato ou veterano no palco do mundo?

  40. Vitor Diz:

    Toffo,
    Alguns testes psicológicos mostraram diferenças entre crianças que lembram vidas passadas e seus controles. Num estudo no Sri Lanka, Haraldsson comparou os depoimentos de 23 crianças entre 7 e 13 anos que diziam ter recordações de uma vida anterior com 23 crianças “controle” que não tinham nenhuma recordação. As primeiras tinham maior destreza verbal e melhor capacidade de memória do que as crianças de controle, muito melhor desempenho escolar, e eram socialmente mais ativas, mas não mais sugestionáveis. Então a reencarnação pode trazer algumas vantagens. Mas nem tudo são flores. No Sri Lanka, obteve-se um resultado similar com um segundo grupo composto por 27 crianças, que tiveram melhor rendimento na escola do que o grupo “controle”, mas não eram sugestionáveis. As crianças mostravam ter mais transtornos de conduta, oposição ao mandato dos pais, traços obsessivos e propensão ao perfeccionismo. No teste Childhood Dissociative Checklist, que avalia a conduta e o pensamento dissociativo em crianças, elas pontuaram acima do grupo controle, indicando que eram mais propensas a experimentar mudanças rápidas de personalidade/comportamento e fantasia.
    .
    No Líbano, Haraldsson descobriu que 30 crianças escolarizadas que diziam ter recordações de vidas anteriores não se diferenciavam de seus pares de controle em testes de funcionamento cognitivo. Estas crianças obtiveram pontuações mais altas em propensão à fantasia, busca de atenção, e dissociação que seus pares de controle, mas não maior isolamento social e sugestionabilidade. Haraldsson pensa que as crianças podem mostrar leves sintomas de estresse pós-traumático relacionados às suas afirmações de vidas passadas, reprovação dos pais por suas declarações, e certo grau de marginalização de seus pares, mas descobriu que algumas crianças que diziam recordar vidas passadas também tinham morrido de forma violenta em sua vida anterior e mostravam mais sintomas pós-traumáticos.

  41. Roberto Scur Diz:

    Paulo,
    Sem Deus o mundo não existiria então a tua pergunta fica mal posta da forma que está.
    A noção da Divindade é um atributo inato no ser humano, vem no kit “espírito novo” e não pode ser anexada separadamente, posteriormente, ou dispensada. Penso, logo existo e tenho noção de Deus. Os primitivos mais recuados deixam registros disso, uma tribo perdida nos confins do mundo, sem contato nenhum com a civilização presente neste globo, vai desenvolver coletivamente este culto nas formas dos mais variados deuses.
    Depois de várias e várias reencarnações, o índio velho progride, vai nascer em cidades muito mais adiantadas que suas tendas de vegetação, cavernas, ou qualquer buraco, e vai morar em casas confortáveis, com refrigerador, água quente, ipod, televisão a cabo, computadores e uma miríade de confortos impensados lá na sua época de bicho do mato, e aí ele vai frequentar creches, escolas, universidades, e no meio deste percurso começa se achar muito inteligente, autossuficiente, e passa a acreditar mais no seu umbigo do que em Deus, que a esta altura já virou uma aberração por conta do que outros ex-colegas daquela Taba remota decidiram fazer com sua noção de Divindade para conseguir ganhar dinheiro, serem obedecidos, serem poderosos, inflarem seus egos obesos. Aí ou o carinha começa a se enche de orgulho, ou de insatisfação com as contingências do mundo que lhe rodeia, e começa a negar a sua própria natureza íntima, aquela que lhe avisa desde o princípio que Deus está com ele, e vira ateu, ou funda igrejas para arrecadas dinheiros dos desavisados que vão cair nas suas falácias, ou ficam indiferentes para consigo mesmos e criticam vez ou outra as injustiças que lhe rodeiam sem desejar fazer muito para auxiliar a corrigi-las, pois afinal ele tem que se preocupar com o próprio umbigo e o resto, bem o resto que se vire com o novo deus que ele adotou para chamar de seu, o deus acaso, ou deus matéria.
    Aí ele passa a propagar a ideia que o seu deus acaso é capaz de produzir a perfeita ordem do Universo, assim, de forma mágica, muito mais extraordinária do que a admissão da existência de um Deus verdadeiro que a tudo criou.
    Bem, é uma conversa que já está longa. Espero que tenha ficado claro para ti a minha resposta: a tua pergunta não têm lógica como está feita porque a existência de Deus faz parte da minha e da natureza de qualquer um que queira responde-la, e no âmbito do indivíduo ele crer ou não em Deus não determina seu caráter, mas é uma tendência natural que não pode ser detida, ademais, jamais houve em toda a história da humanidade um tempo em que a noção da Divindade não se fizesse presente, seja na forma de um trovão, do Sol, da Lua, dos deuses mitológicos, deuses místicos, ou o que for.

  42. Vitor Diz:

    O preconceituoso contra ateus chamado Roberto Scur disse:
    .
    “jamais houve em toda a história da humanidade um tempo em que a noção da Divindade não se fizesse presente, seja na forma de um trovão, do Sol, da Lua, dos deuses mitológicos, deuses místicos, ou o que for”
    .
    FALSO, COMPLETAMENTE FALSO! Veja essa tribo:
    .
    http://freethinker.co.uk/2008/11/08/how-an-amazonian-tribe-turned-a-missionary-into-an-atheist/
    .
    The Pirahãs, he said, “believed that the world was as it had always been, and that there was no supreme deity”. Furthermore they had no creation myths in their culture. In short, here was a people who were more than happy to live their lives “without God, religion or any political authority”.
    .
    [Tradução]: “Os Pirahãs, ele disse: ‘acreditavam que mundo foi como sempre foi, e não havia nenhuma divindade suprema nisso’. Eles ainda disse que não havia mitos de criação em suas culturas. Em suma, aqui estava um povo mais do que feliz em viver a vida sem Deus, religião ou qualquer autoridade política.”
    .
    Só em meio a mentiras a doutrina “scuriana” pode subsistir.

  43. Toffo Diz:

    Vitor, eu já havia lido alguma coisa a esse respeito em Haraldsson e Stevenson e confesso a você que nunca me chamou maior atenção, mas isso deixa de ter relevância porque (1) eu li isso há muito tempo e (2) minhas crenças eram outras. Talvez hoje eu lesse com outros olhos, e nesse aspecto você é meu credor. Aliás me deram um livro do Brian Weiss e até hoje não li. Acho que é uma coisa pessoal, esse assunto não me sensibiliza rsrsrsrs.

    De qualquer forma (e aí conclamo os demais a se manifestar) eu não consigo separar a ideia de reencarnação da de espírito, para mim ela só se justificaria mediante a existência de espírito, e como acho muito falhas as explicações a respeito de espírito, pra mim a teoria da reencarnação é muito fraca.

    Aliás nessa esteira de espírito tem uma coisa que me pega e muito. Como funciona o espírito no espiritismo? Pelo que eu entendo, num certo momento indefinido Deus cria o nosso espírito. Daí ele passa por uma série de evoluções que nunca me ficaram muito claras (se é criado humano, se é criado planta, se é criado animal etc), vai passando por uma fieira infindável de reencarnações até virar espírito puro e nunca acaba, ou seja, é imortal. Ora, não existe NADA imortal no universo, nem o próprio universo é imortal, ele tem começo e terá um fim. Ora, como pode um simples ser humano como eu, como você, ser eterno, se nada mais é eterno? Me parece desconcertante. Aliás nem eu queria ser eterno, me horroriza a ideia de viver para todo o sempre, que coisa mais chata, me obrigarem a ser eterno! Não, me reconforta sim a ideia de que eu seja como todas as outras coisas que existem, que nascem, crescem, desenvolvem-se, atingem o apogeu, decaem e morrem. Por que eu ou você teríamos que ser diferentes da ordem das coisas?

  44. Paulo-rs Diz:

    Toffo, muito interessante suas colocações…será que todos os seres vivos seriam imortais ( desde um orgânismo unicelular até a forma mais complexa) ou só é válido para nós Homo sapiens?

    Sei por fontes seguras que a cadelinha do Chico Xavier ( a Boneca) está no astral.

  45. Roberto Scur Diz:

    Vitor Moura, o inveterado procrastinador da verdade, não se rende.
    .
    Em primeiro lugar, eu não havia dito que jamais houve uma tribo que não tivesse noção da Divindade, eu disse que jamais houve um tempo sem que houvesse a noção da Divindade, mas tu, para variar, fizeste mais uma das tuas “artes” e incluiu no contexto a palavra “tribo”.
    .
    Depois sai a me chamar de mentiroso e dizer que o que eu fale era falso, completamente falso, em letras maiúsculas, e lança um link no meio do nada para provar que eu estaria, bem, o que mesmo? Mentindo, pois não!
    .
    Minha opinião foi bastante clara em citar que a ideia, a noção da divindade é algo que NASCE JUNTO com o ser humano, não vem depois, e usei o exemplo dos povos antigos, mesmo tribos remotas, que sempre manifestaram a sua ligação com algo superior, algo que lhes causava admiração, respeito, adoração.
    .
    Bom, aí tu buscaste uma tribo dos nossos dias, nada remoto, que interage com a civilização, bloqueia estradas, faz protestos, para dizer que eles são uma prova de que não há a noção da divindade em sua história, cultura ou crença.
    .
    Tu te trais pela pressa Vitor, que é inimiga da perfeição.
    .
    Veja que o mesmo este missionário perdido no que acreditava precisou vir aprender com índios brasileiros que o deus da Bíblia dele não era compreensível para seus padrões indígenas, mais naturais, mais integrados a natureza, sem impressionismo com espelhos e quinquilharias, ou apetrechos e rituais de ostentação presentes na pobre religião dos homens civilizados, e resolveu abandonar a sua crença, porém curiosamente não adotou a crença dos índios, que naturalmente têm a sua crença como é normal, inevitável, mas escolheu virar ateu e anunciar em livro e palestras que era um ex-missionário.
    .
    Bom, este é o tipo do ex que têm bastante neste blog, ex-espírita, Extoffo, ex prá lá, ex prá cá.
    .
    Como tu é um bom ledor em inglês, vou colocar o texto deste mesmo ateu ex-missionário, dando conta do que estes piranhães, ou pirahãs acreditam Vitor:
    .
    “However, they do believe in spirits that can sometimes take on the shape of things in the environment. These spirits can be jaguars, trees, or other visible, tangible things including people.[12] Everett reported one incident where the Pirahã said that “Xigagaí, one of the beings that lives above the clouds, was standing on a beach yelling at us, telling us that he would kill us if we go into the jungle.” Everett and his daughter could see nothing and yet the Pirahã insisted that Xigagaí was still on the beach”.
    .
    Não vou traduzir, nem precisa. Vitor, arruma outro exemplo aí para continuar me chamando de mentiroso, vai, porque este aí pegou mal para ti e dá bem a medida da qualidade das tuas “pesquisas científicas”.

  46. Roberto Scur Diz:

    Fonte:
    http://en.wikipedia.org/wiki/Pirah%C3%A3_people
    Boa leitura.

  47. Vitor Diz:

    Scur, você disse:
    .
    01 – “A noção da Divindade é um atributo inato no ser humano”. [...] “Minha opinião foi bastante clara em citar que a ideia, a noção da divindade é algo que NASCE JUNTO com o ser humano”
    .
    Uma tribo que não acredita em Divindades vai contra tal ideia.
    .
    02 – “e usei o exemplo dos povos antigos, mesmo tribos remotas, que sempre manifestaram a sua ligação com algo superior, algo que lhes causava admiração, respeito, adoração.”
    .
    “Remoto” pode querer dizer “distante no tempo” e também “distante no espaço”. Tanto que você disse: “uma tribo perdida nos confins do mundo, sem contato nenhum com a civilização presente neste globo, vai desenvolver coletivamente este culto nas formas dos mais variados deuses.”
    .
    Além de você não ser capaz de provar essa ideia, essa tribo da Amazônia – considero que a Amazônia fica nos confins do mundo :D – PROVA que sua ideia é FALSA. Aí você diz que ela tem contato com a civilização. Óbvio! Se não tivesse contato algum seria difícil sabermos da existência dela! Mesmo maias, incas, astecas, egípcios, todos tiveram em algum momento contato com a civilização ocidental e tomamos conhecimento da existência deles. Agora, no próprio link que você indicou eles são chamados de “primitivos”: “Their culture and language have a number of unusual features, and are sometimes described as “primitive”.” E eles são um subgrupo dos Mura, que existem há mais de 2 séculos no mínimo! Podem até ser uma cultura milenar!
    .
    Quanto ao trecho em inglês, o que me pareceu é que eles inventaram essa história para manter o estrangeiro afastado da floresta dele, ou estavam apenas brincando com ele. Mas mesmo que eles acreditem nesses espíritos, eles não acreditam em espíritos superiores: “The Pirahã have no concept of a supreme spirit or god”.

  48. Vitor Diz:

    Scur, confirmei, os Pirahãs existem há seculos, no link abaixo é dito que os Pirahãs iniciaram contato há duzentos anos, logo, são bem mais antigos :

    http://noticias.gospelmais.com.br/apos-trabalho-com-indios-no-amazonas-missionario-evangelico-vira-cientista-ateu.html
    .
    “Folha – O sr. diz que os pirahãs são monoglotas, mas eles estão em contato há 200 anos. Como é possível?

    Everett – Alguns pirahãs falam um pouquinho de português, ainda mais os termos de troca.
    Mas tem outro fenômeno interessante: às vezes, quando os pirahãs falam com um comerciante, eles usam palavras da língua geral, e o comerciante responde em língua geral [mistura de tupi, português e outras línguas amazônicas]. O comerciante acha que está falando pirahã e o pirahã acha que está falando português.”
    .
    Ainda vai insistir dizendo que eles são “uma tribo dos nossos dias, nada remoto”? Poupe-me, Scur. Você foi refutado. Aceite isso e tenha o mínimo de honestidade intelectual, sim?

  49. Roberto Scur Diz:

    Vitor,
    Te faz de louco para passar bem.
    Conta outra velho!
    Que infantilidade tua querer negar que fez bobagem. Disse, assuma, não queira fazer os outros de tolos.

  50. Vitor Diz:

    Leia o que você mesmo escreveu agora e use pra você, Scur.

  51. Roberto Scur Diz:

    Apressado come crú. Se quebrou Vitor, se quebrou!
    .
    O engraçado disso é que tu usa a tua estratagema diversionista para confundir, e livrar a tua cara do erro que cometeu.
    .
    Primeiro, a parte em que os índios dizem que acreditam em espíritos que tomam a forma de coisas tangíveis do ambiente, como árvores, jaguares e até pessoas. Se o ex-missionário cristão virou ateu por causa deles, então ele virou um espírita à tua moda, pois teria que acreditar em espíritos, correto?
    .
    Segundo, é engraçado você inventar uma versão que tu “acha” que os índios teriam inventado a história para manter o estrangeiro fora da floresta deles. Que piada! O missionário ficou um tempão lá, entrou e saiu da floresta, e agora tu acha que os índios inventaram um bicho-papão chamado Xingagai, que mora sobre as núvens junto com “outros seres”, que fica preocupado com os nativos avisando eles dos perigos de entrar na floresta, zelando pela sua integridade, bem, isto não te soa familiar não, não te lembra a definição de divindade, por exemplo?
    .
    Terceiro, tu tirou o foco da questão que eu estava tratando com o Paulo-RS, sobre a noção inata da divindade no ser humano, e tu desviou totalmente a questão para estar ou não a Amazônia em algum lugar remoto. Parece que bebe!
    .
    E eu que sou o mentiroso! Beleza!

  52. Vitor Diz:

    01 – “Se o ex-missionário cristão virou ateu por causa deles, então ele virou um espírita à tua moda, pois teria que acreditar em espíritos, correto?”
    .
    Errado. Por que teria que acreditar? Ele mesmo disse que não viu espírito algum.
    .
    02 – “O missionário ficou um tempão lá, entrou e saiu da floresta, e agora tu acha que os índios inventaram um bicho-papão chamado Xingagai, que mora sobre as núvens junto com “outros seres”, que fica preocupado com os nativos avisando eles dos perigos de entrar na floresta, zelando pela sua integridade, bem, isto não te soa familiar não, não te lembra a definição de divindade, por exemplo?”
    .
    Não. Me lembra uma alucinação. Mesmo estes índios podem sofrer disso. E foi só 1 Pirahã que disse isso. Além da hipótese de alucinação, ele podia não gostar do estrangeiro e da filha dele, podia estar só brincando com eles, podia ter tomado drogas, enfiam, ele podia ter mil e um motivos para inventar essa história. Agora, daonde você tirou que o Xingagaí estava “zelando pela integridade” dos índios? Ficou louco? O que ali está escrito é que o Xingagaí iria MATAR quem entrasse na floresta. ISSO você chama de zelar pela integridade? É justamente o contrário, Scur!

  53. Biasetto Diz:

    O Scur é caso perdido mesmo.
    Tenho que admitir isto Vítor, fazer o quê?
    Nem perca mais tempo com ele.

  54. Toffo Diz:

    Desculpem os deístas, mas essa história de que os seres humanos já nascem com a noção de divindade é pura retórica. O homem sempre temeu aquilo que não podia explicar, por isso divinizou os fenômenos naturais. Igualmente, sempre transferiu para uma entidade extracorpórea e sobrenatural tudo aquilo que lhe escapava à ação. A ideia de Deus é herdada dos tempos de absolutismo, em que havia um rei ou chefe que mandava em tudo e de quem todas as coisas dependiam. Foram milênios de condicionamento, e inclusive hoje você vê muitas das pobres vítimas das enchentes e deslizamentos de terra aqui no Brasil depositando em Deus as esperanças de que um dia se verão livres dos flagelos que os assolam, quando se sabe muito bem que tudo isso depende de fatores muito mais materiais, isto é, da vontade política dos governantes, que não estão nada interessados em resolver essa situação.

  55. Roberto Scur Diz:

    Ora Vitor, se a tribo é primitiva, o deus Xingagai deles e meio faca na bota, tipo o Deus dos Hebreu que mandava apedrejar por razões pueris, matar aos montes, enfim, uma visão primitiva de divindade.
    O Xingagai poderia ser o deus do JCFF!
    E sobre ele acreditar em espíritos é curioso, pois ele acreditou em tudinho que os indios ensinaram para ele sobre o deus que ele conhecia como missionário, não existir, mas não acreditou na parte dos espíritos!? É que nem tu que acredita em espíritos e não acredita no que eles falam, não interessa, só o fenômeno importa, mensagem moralizante é tudo fraude, desnecessário.
    E afinal de contas, tu já está admitindo aos poucos o que deu origem a esta nossa conversa, sempre esparramando faíscas, a de que os indios tinham noção de divindade conforme eu defendi no comentário inicial.
    .
    Mas Vitor, siga o conselho do Biasetto e não perca tempo comigo, nunca deu certo nossas conversas.

  56. Vitor Diz:

    Se você quiser igualar o Bicho-Papão ou a Mula-Sem-Cabeça a uma divindade, em que pese os próprios índios dizerem que não acreditam em divindades, aí não posso fazer nada, Scur. Vai distorcer as coisas assim na Ponte Que Partiu!!!!

  57. Roberto Scur Diz:

    Xingagai, Tupã, Aton,…
    Qual é a tua dificuldade em entender que eles não acreditarem na divindade do missionário ateu de uma figa não é o mesmo que não acreditar nos deuses deles, nos espíritos do fogo, do vento, e por aí vai?
    Se a tribo quiser entronizar ou adorar a mula-sem-cabeça, isso não é uma manifestação religiosa que atesta a noção da divindade em qualquer estágio da evolução do espírito? Os hindus não consideram a vaca uma divindade?
    .
    Não adianta Vitor, você vai rodar, rodar, e não vai sair do lugar. Falou bobagem, pronto, e passa para a próxima.

  58. Roberto Scur Diz:

    Quanto à ponte que partiu, se é para lá que devem ir os que distorcem a verdade, tu deve conhecer todos os caminhos que levam até ela.

  59. Vitor Diz:

    Não, os hindus não consideram a vaca uma divindade. Eles consideram a vaca um animal sagrado. A mula-sem-cabeça não é uma divindade. O curupira não é uma divindade. O saci-pererê não é uma divindade. O elfo não é uma divindade. Um elemental da natureza não é uma divindade. Uma fada não é uma divindade. Não distorça mais as coisas, ok, Scur?

  60. Vitor Diz:

    Para te facilitar, Scur: divindades são geralmente associadas à criação do mundo. Como a tribo citada não possui mitos de criação do mundo, logo ela não acredita em divindades. Ok?

  61. Roberto Scur Diz:

    Vitor,
    .
    Tu deu um jeito de metamorfosear o assunto de consciência de Deus inata no ser humano com o conceito do que significa sagrado, ou seja, desviou o foco, escapuliu que nem lambari recém pescado.
    .
    “Sagrado (do latim sacratu) refere-se a algo que merece veneração ou respeito religioso por ter uma associação com uma divindade ou com objetos considerados divinos.”
    .
    Esta tua definição furada aí do que “geralmente” se associa a divindade é cortina de fumaça para tua ignorância e tua pose de quem sabe alguma coisa. Tu me acusou de mentiroso, foi ligeirinho, e se quebrou, falou tolices. Tu não vai encontrar nenhuma argumentação para refutar o que importava, no início, que era a minha afirmação de que em nenhum tempo a humanidade ficou sem a ideia, a noção de Deus. Mas deixa prá lá, faz de conta que “ajudou” alugém, se te faz se sentir melhor.

  62. Vitor Diz:

    “Associação com a divindade” não quer dizer a própria divindade, Scur. Incrível o quanto você distorce. Incrível.
    .
    Eu também poderia dizer “que em nenhum tempo a humanidade ficou sem a ideia, a noção de demônios”. Isso torna demônios reais? Ou ainda: “em nenhum tempo a humanidade ficou sem a ideia, a noção de astrologia” Isso torna a astrologia real? Agora, povos ateus SEMPRE existiram. O jainismo, por exemplo, é uma religião ateia.

  63. Roberto Scur Diz:

    Sim, tu poderia dizer um monte de coisas, sempre diz, sempre encontra uma coisa para dizer para se safar, por mais patético que pareça, não quer ficar sem dar a última resposta.
    Quando foi que eu disse que associação com a divindade quer dizer a própria divindade? Quando? Quando? O que que eu tenho a ver com o que TU fala? Fala contigo mesmo fingindo que é outro que tá gerando o diálogo.
    Vai Vitor, escreve aí mais uma coisinha boba para deixar o teu brilhante comentário como o último.

  64. Vitor Diz:

    “Quando foi que eu disse que associação com a divindade quer dizer a própria divindade?”
    .
    Quando você disse que a vaca era uma divindade, eu disse que era um animal sagrado e aí você colocou a definição de sagrado que falava em associação com a divindade. Afinal, você já reconhece o seu erro sobre a vaca sim ou não?

  65. Roberto Scur Diz:

    Olha Paulo, eu não vejo conspiração contra mim, pelo contrário, acho bastante favorável que a chapa esquente pois têm mais graça. Ficar de adulação, de “é mesmo, você está certo, concordo contigo, é assim que eu penso, essa foi boa, vai outra…”, este papo acaba levando ao vazio, os neguinhos começam a falar besteira, que nem numa roda de amigos tomando cerveja, além da conta, e perdem a compostura.
    Referências a mulheres peladas, pornografia, bravatas, e principalmente, acusações de que fulano é veado, bem, velho, este é o típico papo de homem reunido depois do futebol (do tempo que dava para jogar, porque hoje em dia o corpo material já bate pino se forçar a musculatura, o esqueleto) que não têm muita coisa para dizer.
    Então faço gosto de tirar a turma do ôba-ôba, e alguns são forçados a se mexer, se puxar. Claro, vão me chamar de veado, de fanático, de mentiroso, de cafajeste, destas coisinhas aí, mas não pense que isso me incomoda, não, nada.
    Me aborrece quando eu vejo a pessoa sendo claramente desonesta, e como aqui se escrevem ideias, pontos de vistas, a desonestidade é intelectual.
    O Vitor Moura é o papa neste particular. Tu não achou aquela conversa dele quando eu te respondia as perguntas sobre Deus uma baita duma cascata? Ele ainda fez alarde me chamando de mentiroso! É muito caretinha de pau. Com ele é dose conversar.
    Até seus aliados ele irrita quando usa da mesmas artimanhas diversionistas para justificar os crimes da Igreja, os mais bárbaros, que tinham que ser esquecidos, passados de lado, mas nunca “defendidos”.
    Tem coisas que é melhor ficar de biquito calado para não passar vergonha, ou então, deixar claro que se é desonesto intelectualmente.
    .
    O Zetontório é diferente pois ele acredita realmente que descobriu a américa, acredita nos plágios e este é o seu mantra diário.
    .
    Zeto! Eu não conto história melodramática, eu conto a minha história. Se tu entende como melada e dramática, é coisa tua, para mim é a vida nua e crua, que eu nem acho ruim, nem fico de chororô pelos cantos, achando que fui injustiçado, que sou coitado, que parece que não sei, nada, para mim tá tudo certo, tudo nos conformes, e temos que lidar com todo o tipo de porrada que a vida nos dê sem rebeldia, com a máxima serenidade possível.
    .
    Tu não ficou perto de bater as botas estes dias? Pelo que tu contou analisou algumas coisas da tua vida, e manteve a serenidade possível diante da ameaça, mas tenho certeza que este encontro te fez pensar qualquer coisa que não era costumeira antes, e o único medo que eu percebi foi de constatar que tu tinha espírito mesmo, Deus te livre né! Se tu te visse fora do corpo ia brigar com teu cérebro, que tu ia culpar pela disfunção visual, e ia querer mergulhar de cabeça na carcaçona para não ter que constatar que todo o teu ceticismo vai para o vinagre.
    .
    Mas é a vida Pablito, sem estresse, encarando de frente, e quando a porca torcer o rabo não te custa lembrar deste tal de Deus para conseguir uma forcinha extra.

  66. Roberto Scur Diz:

    Vitor,
    .
    Olha como tu é bunda-mole mesmo:
    .
    A terceira pergunta do Paulo gerou a minha resposta sete (7) comentários antes do momento em que eu citei a adoração das vacas pelos hindus e usei a palavra divindade. Foram 136 frases ANTES da referência a isso, e tu quer reduzir, infantilmente, todo o pensamento, todo o debate em torno desta frase, como se ela fosse a razão de ser dos comentários, das ideias.
    .
    E veja que tu, se achando malandro, me chamou de mentiroso, que falava coisas falsas, logo no segundo (2) comentário meu.
    .
    Por isso que te digo meu, tu é um saco, um bunda-mole criançinha. O que que te importa afinal? Qual o critério “científico” do escambau que tu usa para dar tuas opiniões nestas tuas matérias, que de tuas tem muito pouco, e quando muito tua participação são apenas de interprete, tradutor, papagaio de pirata?
    .
    Vai tu procurar médiuns, fazer pesquisas que possam ter a tua assinatura, pois tu é o palpiteiro de escrivaninha, cientista de araque, e por ser assim não deveria ser desonesto intelectualmente à ponto de te apresentar, em primeiro lugar, como analista científico, em segundo lugar, como “espírita”.
    .
    Vitor, tu é vigário de mais velho.
    .
    Ah, sim a vaca não é um deus não, mas o que que importa isso se ela é usada nas crenças religiosas do povo indiano, e isto têm 100% relação com aquilo que era objeto da minha exposição, ou seja, é um sentimento religioso, uma vinculação com a Divindade assim como o vento, a terra, o sol, o trovão, todos eles tentativas rudimentares de religação com o Criador, ou com a percepção inata que SEMPRE, em toda a história da humanidade, SEMPRE existiu?
    .
    Não vou mais responder estas tuas infantilidades do tipo: o meu tênis é mais bonito que o teu, a minha bola é melhor que a tua, o meu papagaio voa melhor que o teu…

  67. Roberto Scur Diz:

    Corrigindo:
    Vitor, tu é vigário DEMAIS velho.

  68. Vitor Diz:

    O que tem a ver, Scur, é que você considerou a vaca e o Xingagai como divindades tentando assim comprovar sua tese ridícula de que “a noção da Divindade é um atributo inato no ser humano”, mas não são divindades. No caso dos indianos eles acreditam sim em divindades – não na vaca! – mas os Pirahas não. E mesmo que fosse verdade essa tese de que “a noção da Divindade é um atributo inato no ser humano”, isso em NADA torna uma divindade como algo real. Quando crianças todos temos medos de monstros. Eu poderia dizer que todos temos a noção de alguma espécie de bicho-papão. Isso por acaso torna o bicho-papão real? Pense um pouquinho…

  69. Toffo Diz:

    Que absurdo! A vaca é um animal sagrado para os hindus, mas nunca uma divindade. São alhos e bugalhos.

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