Em torno de Nosso Lar (2014)

Está disponível para download a dissertação de mestrado “Em torno do Nosso Lar: uma análise das controvérsias produzidas no movimento espírita”. Ela foi defendida por Fabiano Vidal em julho deste ano pelo programa de pós em Ciências das Religiões pela Universidade Federal da Paraíba. Para acessá-la, clique aqui. O blog Obras Psicografadas está citado na página 88! Mais uma inserção acadêmica!

90 respostas a “Em torno de Nosso Lar (2014)”

  1. Gorducho Diz:

    Uma referência indispensável acerca das controvérsias e estratégias utilizadas pela FEB para legitimar NL, é o ótimo artigo:
    DE LIVROS E LEITORES: PRODUÇÃO E APROPRIAÇÃO DA LITERATURA ESPÍRITA BRASILEIRA ENTRE OS ANOS DE 1944 E 1968, por Ana Lorym Soares.
     
    Conforme se aprofunda-se no tema, vão aparecendo as fontes inspiradoras do CX… É claro que é só tese, mas plausível supor que as dificuldades alimentícias do período tenham inspirado a revolta pela comida dos ultracariocas, que acabou sendo devidamente reprimida pela teocracia chiquista.
    [pg. 85]
    “A escassez de gêneros alimentícios era grande e, em razão disso, foram criados cartões de racionamento que estabeleciam um limite máximo do consumo de determinados produtos” 66 (BERCITO, 1999, p.49).

  2. Marciano Diz:

    Finalmente um assunto que promete render e é agradável de se discutir.
    Parabéns, VITOR.
    Amanhã eu começo a leitura e os comentários.
    Espero ver todos aqui.

  3. Montalvão Diz:

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    Para quem interessar: coleção dos 412 livros produzidos por Chico Xavier em vida.
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    https://onedrive.live.com/?cid=3E3000D2C9C91B91&id=3E3000D2C9C91B91%212467&authkey=%21AE_qMxFnQDInvRo

  4. Marciano Diz:

    “Para Arribas, apesar da explicação do relator do código, os espíritas estariam sendo enquadrados como causadores de problemas no que se referia ao rótulo de Saúde Pública, uma vez que alguns deles alegavam realizar curas físicas e morais através da homeopatia e da aplicação de “passes magnéticos” através da imposição de mãos. De acordo com esta autora, tais práticas espíritas iam de encontro com a autonomização dos poderes da esfera médica, categoria que reivindicava para si o monopólio da cura”.
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    Parece que pioramos muito de lá para cá. A homeopatia está aí, firme e forte, e as “curas” milagrosas multiplicam-se a cada dia.
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    Tive uma entorse de grau 2 na mão esquerda, o que está me dificultando ao estremo escrever e dirigir, o que faço com uma tala (porque sou meio louco).
    Tenho de moderar-me nos comentários e na velocidade nas estradas.

  5. Marciano Diz:

    “A reelaboração do Espiritismo kardecista no Brasil, de “matiz perceptivelmente católico” (STOLL, 2003, p.61), não se limitará a essa tentativa da construção de um discurso conciliatório entre as doutrinas católica e espírita, mas também aos conceitos de imortalidade e pós-morte elaborados por Allan Kardec durante a implantação e desenvolvimento da doutrina espírita, que serão revistos posteriormente em obras psicografadas por Chico Xavier, como Cartas de uma morta e Nosso Lar, que darão origem a um Espiritismo à brasileira conforme as teses de Stoll”.
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    Esta tese tá danada de boa, sô!

  6. Marciano Diz:

    “os espíritos ateus sofreriam o castigo da primitiva encarnação humana, transformando-se em larvas denominadas por Roustaing de criptógamos carnudos40 (VIDAL, 2012, p. 34)”.
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    Se eu reencarnar como larva, vou comer todos os livros espíritas, começando pelo de Roustaing.
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    Essa tese é massa. Vocês não sabem o que estão perdendo.
    Arduin deveria ler a parte que discorre sobre Roustaing e as discussões no facebook.

  7. Marciano Diz:

    Preguiçoso Arduin, leia ao menos este trecho:
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    “As colônias espirituais são um dos temas mais acirrados de controvérsias no Espiritismo kardecista, com debates acalorados. Um dos autores que polemizam esta temática, Sergio Aleixo, assim se posiciona sobre a questão:
    O conceito de mundos transitórios61 (Kardec assim o batizou) diz que, apesar da ausência de vida na superfície estéril de certos planetas, esses orbes destinados seriam aos espíritos errantes, os que habitariam para repouso, instrução e progresso. Tendo sido esse o caso da Terra durante sua formação, o conceito se vincularia obrigatoriamente à expectativa de que a vida se instale na superfície de tais planetas, ainda inapropriados a ela; apenas em transição para tanto. Desse modo, nada tem ele a ver com as estruturas conhecidas por colônias espirituais; edificações no além, algumas de séculos, protegidas por muralhas, armas e até animais, onde os habitantes teriam uma fruição de gozos e costumes tipicamente físicos, como nutrição, eventos pagos, empregos remunerados, casamentos, etc.; moradia de todos os tipos, com banheiro e cozinha, inclusive; assim como parques, plantações e fábricas, seja de suco, de roupas, de artefatos, etc., etc. À luz da codificação espírita, não passam de abusos ficcionais ditados nos interlúdios invigilantes de médiuns sem discernimento, que acreditam lhes baste a boa intenção e a cega confiança em seus guias para o exercício de suas faculdades (ALEIXO, 2013).”

  8. Marciano Diz:

    Lísias, uma das personagens que busca esclarecer André Luiz sobre os pormenores da vida espiritual na colônia, relata que a alimentação era tão importante para espíritos recém-chegados ao Nosso Lar, que estes exigiam “mesas lautas e bebidas excitantes”, indo de encontro às recomendações da Governadoria que queria enquadrá-los às “leis da simplicidade” ensinando-os as técnicas de retirarem para si os princípios vitais necessários através da ciência da respiração e absorção desses princípios, o que causou grande polêmica, uma vez que colaboradores técnicos da própria colônia afirmavam que não era justo e nem possível desambientar esses “desencarnados” recém-chegados com exigências desse teor (LUIZ, 2008, p.62).
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    O que me espanta é como AL poderia ignorar essas coisas, se não era a primeira vez que desencarnava.

  9. Gorducho Diz:

    A questão é que como tudo, no espiritismo como na política, o discurso acomoda-se à conveniência. Especificamente, o falecido recordar-se-á das vidas anteriores no momento em que isso convier à história. Assim como os espíritos só enxergarão o ambiente da séance quando convier ao relator – e.g.: no caso dum livro aberto na sala não convirá que a alma enxergue-o…
    Será possível transmitir texto em latim ciceroniano ou hebraico, ou francês invertido; ou só fortes emoções. Como convier.
    Se a mensagem for para a mamãe, o falecido estará aos cuidados da vovó e do vovô, dispensado do umbral.
    É assim que funciona…

  10. Antonio G. - POA Diz:

    Na colônia Nosso Lar tem até ônibus prás almas se locomoverem. Mas não lembro de tem instalações sanitárias. Espíritos fazem cocô?

  11. Antonio G. - POA Diz:

    Se fossem atendidos em seu pleito de receberem “mesas lautas e bebidas excitantes”, os espíritos haveriam de secretar alguma substância fisiológica ectoplasmática.

  12. Gorducho Diz:

    :(
    Falta de estudo… falta de estudo! Por isso que sempre é enfatizada na Doutrina requer permanente estudo…
    Violetas na Janela, pg. 8 – negrito meu:
     
    “—Menina Patrícia — disse meu amigo — fique à vontade. Tome banho, escove os dentes, use o vaso sanitário. Vou levar a bandeja, volto daqui a uma hora. Se necessitar de ajuda, toque a campainha.
    Entrei no banheiro e tomei um delicioso banho de chuveiro. Sempre gostei de banhos de água quente e a água estava como queria. O chuveiro é um pouco diferente dos que conhecia, é regulado por um botão
    giratório. (Aqui os aparelhos a que me refiro não são do padrão geral. Para cada local são usados os que mais convêm e são úteis.)”

  13. Marciano Diz:

    Gorducho Diz:
    novembro 26th, 2014 às 7:13 AM
    Se a mensagem for para a mamãe, o falecido estará aos cuidados da vovó e do vovô, dispensado do umbral.
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    Sempre achei uma injustiça AL ser condenado a 8 anos de umbral só por ser glutão enquanto maconheiros que morrem fazendo roleta russa ou pega no carro do papai poderem imediatamente mandar cartinhas cheias de boiolagem para a querida mãezinha.
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    1. Antonio G. – POA Diz:
    novembro 26th, 2014 às 9:38 AM
    Na colônia Nosso Lar tem até ônibus prás almas se locomoverem. Mas não lembro de tem instalações sanitárias. Espíritos fazem cocô?
    .
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    A mesma dúvida já me ocorreu. Fiquei inclinado a acreditar que no LAR DELES existe um eficiente sistema de esgotos, pois se comem…
    Agora, GORDUCHO esclarece de vez a questão. Passou-me despercebido o fato quando tentei ler o livro em questão (Violetas). Parei no ponto em que a patricinha falecida aprendia a plasmar roupas da “moda” espiritual.
    .
    cx fez escola. Marinzeck entrou na onda da cópia mal feita das porcarias terrenas. Nem sei para o que serve a passagem pelas colônias espirituais, se tudo lá é igualzinho a tudo aqui, somente um pouquinho pior. E ainda é preciso que o espírito reaprenda tudo o que já sabia sobre a “vida” após a morte.
    Como diria Boris Casoy (no episódio sobre os garis que ele chamou de lixeiros), –Que merda!
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    Quando será que vai sair uma consolidação sobre as regras dos mundos espirituais?
    Preciso parar. Minha mão esquerda está doendo demais.

  14. Contra o chiquismo Diz:

    “Marciano Diz:
    NOVEMBRO 26TH, 2014 ÀS 1:05 PM
    .
    Sempre achei uma injustiça AL ser condenado a 8 anos de umbral só por ser glutão enquanto maconheiros que morrem fazendo roleta russa ou pega no carro do papai poderem imediatamente mandar cartinhas cheias de boiolagem para a querida mãezinha.

    PO VC TEM Q LER O LIVRO “MOTOQUEIROS NO ALÉM”…
    as motos foram apenas instrumentos para se ir pra “além”.. cada historia tosca danada…

  15. Marciano Diz:

    Vou ler, contra.
    Pelo título, já vi que é diversão garantida. Humor involuntário.

  16. Marciano Diz:

    Foi mal, Contra.
    Esse Euríclides eu nem conhecia.
    Já vou começar a leitura.

  17. Marciano Diz:

    Contra, veja se não parece um filme do Zé do Caixão:
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    Não sabia se havia passado alguns dias, alguns meses ou alguns anos. Perdi completamente a noção do tempo, até que ouvi uma voz chamando-me:
    -Olá, malandro! Foi bem de viagem ?
    Sabia que era comigo que falavam, mas não respondi. A voz continuou chamando-me e rindo às gargalhadas. Lembrava-me a voz de alguém conhecido, mas a escuridão era tanta que eu não podia vê-lo.
    -O que é malandro, vai ficar a vida toda dentro desse buraco? Seu corpo já apodreceu! Vai esperar apodrecer o seu espírito? Você está vivo, cara! A morte não existe! Olha para mim! Estou numa “boa.”. Aqui tem tudo o que a gente gosta. Vamos. Sai desse buraco.
    Uma força estranha impeliu-me e eu sai dali. Demorou muito para que eu pudesse recobrar a visão.
    Alguém me estendeu a mão e segurou-me pelo braço…
    Era um homem cuja fisionomia chegava a assustar-me; tentei lembrar-me de onde eu o conhecia mas não consegui.
    -Está assustado, “garotão”? Não tenha medo, eu domino esta região! Você é meu convidado especial. Eu sou seu fã!
    -Quem é você ?
    -Somos velhos amigos, não vai se lembrar, fazem apenas alguns séculos…
    Suas gargalhadas assustavam-me. ele continuou:
    -Você deve ter pensado que o inferno não existe, mas o inferno existe somente para os fracos; estamos no Paraíso. Eu governo esta parte da cidade. Você vai adorar ficar aqui comigo e com todos os que estão sob o meu comando. Venha! Vou ensinar a você como se vive fora do corpo.
    Constrangido e assustado, segui seus passos até sairmos do cemitério. Na rua, entrei em pânico.
    Sai correndo sem saber para onde; vaguei não sei quanto tempo; estava aflito; minhas roupas estavam cheias de vermes, quanto mais eu sacudia mais caíam no chão. Desesperado entrei em um motel. Precisava tomar um banho! Fui até a recepção, falei com a mulher que atendia na portaria, mas ela não me ouviu; ia insistir novamente quando aproximou-se de mim uma outra mulher:
    -Olá, querido! Não adianta falar com ela, não pode vê-lo, você é um espírito desencarnado como eu.
    Em que posso ser útil ?
    -Preciso tomar um banho.
    -Só um banho, amor ?
    -Sim. Tenho que me livrar destes vermes.
    -Que vermes?
    -Você não os vê ? Olha aqui! Estão no meu corpo todo, já estou ficando desesperado!
    -Você não é o primeiro louco que vem aqui com essa história. Isso é o que dá eu trabalhar perto do cemitério. Vamos até a minha suíte que eu o faço esquecer os vermes. Vem meu bem, vem!
    -Eu quero apenas tomar um banho.
    -Está bem! Eu o levo para tomar um banho. Venha.
    Caminhamos em direção à tal suíte, passamos por algumas em que, do lado de fora, alguns homens e mulheres se acotovelavam; pareciam estar enxergando através da janela fechada e da parede; achei estranho. Antes de eu perguntar, a mulher começou a falar: -Você deve estar chegando agora; não sabe nada dessas coisas. Esses espíritos são os sexólatras; estão participando do conluio amoroso do casal que está na suíte. Se gostarem do desempenho do homem ou da mulher, irão com eles para casa.
    Os gestos que eles faziam eram de verdadeiros alucinados; fiquei apavorado e sai correndo. A mulher ficou gritando:
    -Onde você vai, meu bem ? Vem cá!
    Não olhei para trás; segui em frente, sem rumo e sem destino; caminhei pelas calçadas; vaguei por muito tempo. Notei que algumas pessoas que passavam por mim pareciam me ver, outras não, então entendi que as que me viam eram espíritos como eu, as outras eram pessoas encarnadas.
    Fiquei admirado de ver um número tão grande de espíritos caminhando entre os encarnados. Muitos pareciam saber para onde iam, outros vagavam como eu. Estava meditando sobre a minha situação,
    quando ouvi uma música que me era familiar; o som vinha de um automóvel estacionado; aproximei-me…

    Era um casal de jovens enamorados. Ela tinha pouco mais de dezesseis anos, ele, uns dezenove ou mais; ouvi o diálogo:
    -Eu adoro ouvir esse cara cantar!
    Exclamou a jovem.
    Ele era demais, pena que morreu, era um dos nossos! vamos homenageá-lo ?
    Vamos! – Respondeu a jovem.
    O rapaz abriu um papelote de cocaína e os dois começaram a “cheirar”.
    -Esta é pra você malucão!
    Diante daquela cena, desequilibrei-me. Entrei em crise e comecei a passar mal. Vomitei não sei por quanto tempo; continuei caminhando; cambaleava de um lado pra outro. Eu queria morrer de verdade! Tudo o que eu fiz na vida havia se tornado uma grande loucura. Sentei-me na soleira de uma porta e comecei a chorar; alguns espíritos que passavam por ali vieram ao meu encontro.
    -Não chore companheiro, nós vamos ajudá-lo; venha conosco.
    -Nós vamos levar você até um lugar muito bom que vai atender às suas necessidades.

  18. Marciano Diz:

    Esses livros são piegas demais.
    Cartilhas para débeis mentais.

  19. Marciano Diz:

    Nas colônias espirituais as pessoas usam até óculos. Fabricados em casa mesmo.
    Tratamento dentário também é show no além.

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    “—Recuperado — Oscar continuou — quis entender o que se passava comigo, vim para a Colônia estudar e trabalhar. Nada entendia da existência desencarnada, necessitava aprender. Hoje, anos depois, gosto de ler, saber, trabalho, estou tranqüilo, alimento-me pouco e minhas necessidades fisiológicas são poucas. Aqui estou bonito e sadio. Meus cabelos (passou a mão na nuca) não me preocupam.
    Rimos, Oscar é careca, tem poucos cabelos.
    —O que demorei para largar foram meus óculos — continuou nosso amigo —, tinha a impressão que sem eles não enxergava. Por incrível que possa parecer, estive sempre com eles, no Umbral e vagando.
    —É mesmo! — exclamei. —Não é comum ver alguém de óculos aqui. Lembro que vovó Amaziles usava encarnada óculos e agora enxerga muito bem.
    Maurício nos esclareceu.
    —Defeitos, doenças, são do corpo carnal. Embora a impressão destes possa ser forte no corpo perispiritual. Aqui, basta compreender, aprender, para sentir-se sadio. Quando digo aqui me refiro às Colônias e Postos de Socorro. Quem vaga ou por afinidade acaba nos Umbrais, quase sempre tem doenças e deficiências como acompanhantes. Muitos desencarnados bons, ao quererem se identificar entre os encarnados, podem plasmar óculos, ou até mesmo deficiências. O livre-arbítrio é respeitado. Conheço alguns espíritos bons, trabalhadores do Bem, que não querem se desfazer das deficiências, dos óculos ou das bengalas. Estão bem assim, usam porque querem. Como Oscar, é careca porque quer. Se quisesse, teria uma bela cabeleira.
    Rimos.
    —Realmente — disse Oscar —, identifico-me com minha careca e não acho uma deficiência. Mas o que acho bom mesmo é não ter que ir ao dentista.
    —É mesmo! — exclamei novamente. — Não pensei nisto, tenho visto aqui todos com dentes perfeitos.
    Maurício aproveitou para nos esclarecer.
    —Patrícia, todos aqui na Colônia podem ter dentes perfeitos. Ao se recuperar de doenças, recupera-se também a dentição e não estraga mais, nada de cáries. Infelizmente, os desencarnados que vagam, os que não são socorridos, continuam como estavam, se não tinham dentes continuam banguelas. Não tenho conhecimentos que estragam mais os dentes, creio que continuam como desencarnaram.”

  20. Marciano Diz:

    Será que cx continua careca ou plasmou uma peruquinha?

  21. Toffo Diz:

    Marciano, esse trecho que você transcreveu, se não me engano, conta as peripécias de Raul Seixas depois da morte (ou “desencarne”). A qualidade literária do texto é de chorar (de rir?). Isso me parece estelionato literário: golpe para atrair os incautos, usando personalidades conhecidas (e de preferência controvertidas), já falecidas, que não podem se defender.
    .
    É uma pena que o autor do trabalho acadêmico não leu a literatura estrangeira sobre o período francês do espiritismo. Teria enriquecido mil vezes seu trabalho.

  22. Marciano Diz:

    Toffo, que bom te ver aqui.
    Concordo com suas ponderações.
    Se tiver um tempo, dê uma lida na tese e comente algo.
    Com seu profundo conhecimento de espiritismo, na teoria e na prática, poderá sintetizar com clareza a enorme diferença entre o desencarnado espiritismo kardecista francês e essa pantomima que sobrou aqui na pátria do evangelho.
    Rivail falava de “bivacs” (bivaque, acampamento militar para passar a noite, durante uma longa marcha) e erraticidade.
    Os chiquistas/divaldistas falam em colônias espirituais onde há motoqueiros, roqueiros, patricinhas, roupas de moda, em suma, tudo igualzinho ao nosso planeta rochoso, só que piorado, extremamente piegas, parecido com aulas de educação cívica.
    .
    Eu acho que o resto do pessoal está menosprezando esta excelente oportunidade de falar sobre o tema, perdendo tempo com Crookes e outros, no outro tópico, assunto extremamente surrado e já insuportável, com filosofia de botequim sobre a existência de divindades e cientistas do período proterozoico.

  23. Contra o chiquismo Diz:

    Poxa, Marciano… será que o zé da caixa se inspirou no ‘espiritismo’ a brasileira pra fazer seus filmes?

    Ri demais aqui… cx plasmou logo a cabeleira estilo indígena.. tipo caboclo paunoku-sativa na cabeça ativa.

  24. Gorducho Diz:

    Teria enriquecido mil vezes seu trabalho.
     
    Uma falha que se me pareceu é o autor não ter acho que nem tratado a questão se o CX estava sendo induzido pela FEB a elaborar um céu estruturado para uso do espiritismo brasileiro – analogamente ao mito de origem do translado da árvore do evangelho que ele fez a partir da conferência do Leopoldo Machado; ou e a FEB foi pega de surpresa por ele e correu atrás depois com um discurso de legitimação aa partir do céu Americano do Owen.
    Esse ponto deveria ser fundamental e não me pareceu ter sido abordado na tese. Ou eu me passou desapercebido (?)
     
    Sr. Administrador: tente conseguir toda a conferência do LM… Eu não consigo acha-la, só alguns trechos esparsos…

  25. Toffo Diz:

    Eu acredito que a FEB trabalhou CX no sentido de servi-la como instrumento de seus interesses, Golducho. É interessante ler a correspondência de CX e Wantuil de Freitas, que se estendeu por mais de 20 anos, dos anos 1940 aos 1960. Wantuil era um tipo meio místico, que gostava de metafísica, e CX era beato de igreja, e os livros de CX serviam bem à ideologia rustenista que a FEB impôs aos brasileiros simpatizantes do espiritismo. Existe um livro de Suely Caldas Schubert com o título “Testemunhos de Chico Xavier” em que ela comenta e reproduz essa correspondência. Eu dividiria os períodos xavieranos em 3: dos primórdios até 1943, em que ele era ainda o jovenzinho ingênuo e carola que gostava de coisas épicas tipo Brasil Coração do Mundo e romances açucarados; de 1944 até 1971, que foi mais ou menos o período de André Luiz e da estreita conexão com o presidente da FEB, Wantuil de Freitas, em que a FEB viu triplicar? quadruplicar? sua renda com os livros best-sellers de André Luiz e que se tornou a poderosa e autoritária Casa-Máter do espiritismo cristão evangélico rustenista-bezerrista, e se impôs definitivamente o padrão chiquista de espiritismo; de 1971 até 2002, quando CX rompeu com a FEB e foi se tornando cada vez mais um superstar, e mudou radicalmente seu foco: passou a escrever exclusivamente livros de autoajuda, mensagens, cartas de supostos falecidos e alimentar-se intelectualmente das homenagens que lhe prestavam. Após a morte de CX, o chamado movimento espírita parece ter virado um samba do crioulo doido, com gente atirando por todo lado. Acredito que mais uns trinta ou quarenta anos, o espiritismo chiquista terá desaparecido, diluído entre diversas correntes de fé heterodoxa. Mas não estarei aqui pra ver.

  26. Marciano Diz:

    O espiritismo tupiniquim parece mesmo um samba do crioulo doido.
    Não sei como os espíritas não vêem tanta dissensão em seu meio.
    Um monte de dogmas disparatados, disfarçados de revelações didáticas, inconciliáveis entre si.
    Arduin, por exemplo, faz de tudo para conciliar seu pensamento com o que é obrigado a fingir no centro que frequenta.

  27. Contra o chiquismo Diz:

    Toffo, fantástico. Essa FEB tem muito a ser desvendada tb.

    Marciano, essa sua fala sintetiza tudo o que penso dele:

    “Arduin, por exemplo, faz de tudo para conciliar seu pensamento com o que é obrigado a fingir no centro que frequenta.”

    O professor refuta a todos aqui, menos eu. Finge que me ignora, mas contra fatos não há argumentos. Tocamos na ferida dele com dedos besuntados de sal e limão…
    E pra fechar, só mesmo com Mertiolate dos anos 70! Esse Mertiolate de hj… perdeu a graça, água pura.

  28. Gorducho Diz:

    No artigo que eu citei na abertura, é dito, referindo-se à série de artigos no Reformador – provavelmente escritos pelo Wantuil Freitas que aparentemente ainda não era o presidente… – tentando legitimizar a obra:
    O esforço empreendido para desfazer o estranhamento e certa rejeição causados pelas obras da série iniciada em 1944, e especialmente, a forma como se buscou realizar esse intento, desperta muitas indagações. Chama atenção, de início, a tentativa de
    aproximação à escola anglo-saxônica como forma de validar os relatos de Xavier, quando,
    justamente no Brasil buscou-se reafirmar uma continuidade em relação à matriz francesa,
    de Allan Kardec, inclusive, associando a existência da Doutrina, à codificação realizada pelo pedagogo lionês. A forma pretensamente esclarecedora com que os dois autores introduzem o modelo anglo-saxão de literatura mediúnica em suas explicações, pode ser vista, também, como evidência do quão desconhecido era para os leitores de obras espíritas brasileiros esse modelo.

     
    Fica então até como sugestão ao autor da tese se se interessa especificamente por Espiritismo. O livro do Owen teria sido encaminhado ao CX pelo pessoal da FEB já com a intenção dele adaptar esse céu para uso do espiritismo.br, ou o Cx o terá conseguido por meios próprios e surpreendido a cartolagem da FEB, que depois saiu correndo atrás p/legitimizar o modelo(?)
    Como estudos em história de religiões, me parece o fundamental a fazer aqui…

  29. Toffo Diz:

    O livro de Owen, traduzido, foi lançado no Brasil pela FEB nos anos 1920. Não há comprovação, mas parece-me certo que CX tenha lido esse livro na juventude. Se por iniciativa própria ou por encaminhamento, não sei. Mas é fato também que CX era admirador incondicional da literatura anglo-americana. Era leitor habitual das irmãs Brontë, Oscar Wilde, Mark Twain, Poe, Jane Austen, etc. Acredito que ele não só leu Owen como o utilizou em suas obras de André Luiz, assim como a gente vê traços de autores como Poe, Dickens e Mark Twain em seus livros. Não dá pra negar.

  30. Marciano Diz:

    “… é fato também que CX era admirador incondicional da literatura anglo-americana. Era leitor habitual das irmãs Brontë, Oscar Wilde, Mark Twain, Poe, Jane Austen, etc.”
    .
    .
    E ainda tem gente que sustenta que cx era ignorante.

  31. Marciano Diz:

    As traduções que ele lia deviam ser péssimas, a julgar por seu estilo beletrista e melífluo. É certo que EmmÂnuel nada sabia de inglês.
    A propósito,já que se falou em Poe, sobre as mesas girantes “quoth the raven: — Nevermore!

  32. Contra o chiquismo Diz:

    Lascou-se! Agora até a Turma da Mônica vai divulgar o kardecismo…

    Hoje no jornal O Globo:

    http://oglobo.globo.com/sociedade/religiao/mauricio-de-sousa-lanca-meu-pequeno-evangelho-livro-da-turma-da-monica-sobre-espiritismo-14687392

    Cascão vem como engenheiro sanitário na outra vida pra desfazer o mal exemplo que deu de porcarias..

    Mônica vai vir com o braço mirrado de tanto dar coelhadas nos outros, vai sofrer um resgate…

    Magali vai reencarnar na África, cuja qual a ‘espiritualidade’ tudo faz para manter na miséria para servir de depósito reencarnatório de glutões, políticos corruptos e espíritos nas 1ªs encarnações…

    Cebolinha? Vem como fonoaudiologo para tratar de crianças que falam ‘elado’…

    Anjinho? Porteiro do umbral!

    Penadinho? Vai ser levado pra uma colônia pra programar a volta à Terra.

    Chico Bento? Obsidiado por Nhô Lau, vai cometer atrocidades e na d. e. vai encontrar conforto e ainda vai doutrinar o algoz desencarnado…

    E o Mauricio de Souza? Mais rico ainda a custa dos crentes. He he he….

  33. Antonio G. - POA Diz:

    Ô Gorducho, no Violetas, eu sei que tem instalações sanitárias. Mas acontece que o Violetas é um livro considerado por muitas “autoridades espíritas” como sendo apenas um romance espírita, não sendo exatamente uma psicografia como a “médium” Vera Lúcia alega ser. Desqualificaram a mulher! Pode uma coisa destas? Que coisa mais pouco cristã…
    Eu me referia à seríssima obra Nosso Lar, psicografada pelo acima de qualquer suspeita Francisco Cândido Xavier. Este livro sim, é considerado um relato perfeito de como é a vida em uma Colônia Espiritual. E foi, sem dúvida alguma, ditado pelo indefectível espírito do Doutor André Luiz, e não por uma Patricinha qualquer.

  34. Antonio G. - POA Diz:

    Ah!! Motoqueiros do Além é mesmo sensacional !!! Pensei que você já tivesse lido, Marciano. Não sabe o que está perdendo. rsrsrs

  35. Marciano Diz:

    Antonio, eu nunca fui espírita. Até conheço bastante, para um leigo, mas tenho esses gargalos.
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    Veja a mensagem que Eurícledes Formiga enviou do além, para Baccelli:
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    .
    24/11/2014

    PROVA E ACEITAÇÃO

    Eis um fato que na vida

    Por si mesmo se revela:

    Sem que aceite a provação,

    Não há quem se livre dela.

    *

    Trabalha e sofre, mas serve…

    Eleva a vida de nível.

    A quem foge da batalha,

    A vitória é impossível.

    *

    Ante a prova que aparece,

    Procura manter a calma…

    A dor que te aflige o corpo

    Cura as mazelas da alma.

    *

    Em quem vive com alegria,

    Muito lutando, contudo,

    A cruz que lhe pesa aos ombros

    Reveste-se de veludo.

    *

    Quem admite a doença

    Sem se mostrar revoltado,

    Com o remédio da humildade,

    Já começa a ser curado.

    *

    A chaga que tens no corpo

    E que te causa aflição,

    Muitas vezes, é vacina

    Contra o mal da obsessão.

    Eurícledes Formiga

    (Página recebida pelo médium Carlos A. Baccelli, em reunião pública do Lar Espírita “Pedro e Paulo”, na manhã de sábado dia 22 de novembro de 2014, em Uberaba – MG).

  36. Marciano Diz:

    Consta que Formiga era poeta, antes de enveredar pela psicografia.

  37. Marciano Diz:

    Tem outros “poemas” de Formiga, do além para Baccelli, aqui:
    http://formiga-baccelli.zip.net/

  38. Contra o chiquismo Diz:

    Marciano, esse “motoqueiros no além”, é diversão garantida e bem barato , compre q vc n vai se arrepender, tem um caso de um garoto que lavou a moto e ou outro ao ver a moto lavada, pediu p dar uma volta e… pow! Morreu e ainda deu prejuízo na amigo. Cheio de casos assim…só se trocou o automóvel de cx que vagava fagueiro pela estrada, pela moto, o caminhão de vergalhão que atravessou como lanças o carro e o corpo do escravocrata de vidas passada pela moto, o veneno do suicida pela moto… e nunca eles tiveram culpa pelo acidente, poie era necessário tem um “resgate” pela moto…

    Agora que moto tinha em vidas passadas pro cara “resgatar” isso? Muito mal carroças…

    Tem o livro por R$ 5,56 n M LIvre:

    http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-608254874-livro-motoqueiros-no-alem-_JM

    Viu? Diversão por menos de 6,00.

  39. Contra o chiquismo Diz:

    Ahhhhhhhh!!!!!! Esse eu não conhecia!! Alguém conhece esse livro PÉROLA DE CX?

    “Astronautas Do Além – Chico Xavier”

    10,00 no M Livre…

    http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-596228988-livro-astronautas-do-alem-chico-xavier-_JM

  40. Contra o chiquismo Diz:

    Opa! Tem o “Astronautas do além” em PDF:
    http://tendadeoxala.com.br/downloads/livros/128%20Chico%20Xavier%20e%20J%20Herculano%20Pires%20-%20Astronautas%20do%20Al%E9m.pdf

    Um trecho:

    “Hoje, com o desenvolvimento acelerado das pesquisas cósmicas,
    a Astronáutica é a Ciência incumbida desse problema. E a
    teoria espírita da pluralidade dos mundos habitados, que o astrô-
    nomo Camille Flammarion, também médium de Kardec, aprovou
    corajosamente, já se tornou opinião pacífica nos meios científicos.
    Pouco a pouco vão se fazendo as provas da existência de
    vida semelhante à da Terra em outros mundos e outras galáxias.”

    “O homem, espírito encarnado,
    pode ser um astronauta do Cosmos físico, num raio de a-
    ção limitado pelas possibilidades materiais. O Espírito, homem
    desencarnado, é naturalmente um astronauta do Além, dispondo
    de possibilidades infinitas em suas incursões pelo Cosmos eté-
    reo. ”

    “Somos todos,
    na verdade, Astronautas do Além. Se estamos hoje no Aquém,
    imantados ao solo do planeta, é porque ainda nos encontramos
    na Escola de Sagres do infinito, sujeitando-nos aos cursos
    de preparação necessários ao controle futuro das viagens espaciais.
    E essa preparação abrange as técnicas diferenciadas, mas não
    obstante conjugadas, da Astronáutica física e da Astronáutica
    celeste. ”

    “Os fenômenos paranormais nada mais são do que os fenômenos
    mediúnicos. Não existe um campo específico de fenômenos
    parapsicológicos. Os verdadeiros parapsicólogos não criam problemas
    com referência ao Espiritismo, pois sabem muito bem
    que estão trabalhando em campo espírita. Só os falsos parapsicó-
    logos, em geral incapazes de compreender a ciência que dizem
    cultivar e pretendem ensinar, estabelecem um conflito imaginá-
    rio entre Parapsicologia e Espiritismo. Sofrem da cegueira mental
    do sectarismo ou de incompetência intelectual. São os beneficiários
    do preconceito cultural e religioso que impede até agora
    as nossas Universidades de acertarem o passo dos seus currículos
    estreitos com as dimensões maiores dos currículos mundiais.
    Vivem parasitando a ignorância acadêmica e sugando impunemente
    a ignorância popular, desarmada diante do assalto vampiresco
    à sua ingenuidade.”

    “Este livro prova, em seus vários capítulos, que refletem a vivência
    real da mediunidade em nossa terra, que os fatos mediú-
    nicos são a matéria prima da pesquisa parapsicológica. Dispomos
    de uma tradição de mais de um século nesse terreno, mas os
    nossos meios universitários preferem marcar passo na retaguarda
    da cultura mundial, franqueando aos incompetentes e aos espertalhões
    os poderosos filões mediúnicos das nossas camadas populares.”

    É ISSO…

  41. Toffo Diz:

    Se CX já era osso duro de roer, Baccelli, sua cópia, é intragável. Aliás nem CX nem Divaldo nem Baccelli nem Gasparetto & Co. podem ser considerados médiuns, no sentido kardecista da palavra. São xamãs, pajés: são espetaculosos, famintos de público e de aplauso, vaidosos ao extremo. Aliás, como quase todos eles têm uma certa tendência a pisar na sineta, creio que formam uma confraria sólida. Assim como os pajés das tribos.

  42. Toffo Diz:

    A respeito de Astronautas do Além, lançado nos anos 1970, na esteira da conquista da Lua, esse trecho citado é de Herculano Pires, um homem de cultura e grandeza intelectual à toda prova que poderia ter sido um dos maiores filósofos brasileiros, mas decidiu apequenar sua figura sendo militante espírita. Taí um dos inumeráveis “micos” que ele tinha que pagar: defender os astronautas do além…

  43. Gorducho Diz:

    Bota mico nisso…
    Pouco a pouco vão se fazendo as provas da existência de vida semelhante à da Terra em outros mundos e outras galáxias.

  44. Gorducho Diz:

    Acerca da residência do Palissy em Júpiter, mencionada pelo Herculano Pires, está claro que os “médium” se lembrou dele a partir da Exposition Universelle de 55… Ele estava na crista da onda (será que o CX não usaria esse termo para mostrar que captava certo a gíria jovem?).
    Reporta o The Illustrated London News Nov. 10, 1855
    [Wikipedia]
    The collection of Palissy and Majolica ware, however, is that which appears to have created the greatest sensation among Parisian connoisseurs. The reader will remember that the main difference in these wares is that whereas the Palissy ware is coloured by a transparent glaze, Majolica ware contains the colour (opaque) in the material. The care and taste with which these manufactures have been brought by the Messrs. Minton to their present state of perfection, have been amply rewarded. Within a few days of the opening of the Exhibition all the specimens exhibited had been sold.

  45. Antonio G. - POA Diz:

    Certo, Toffo. Primeiro requisito para o sujeito candidatar-se a ser um médium notável: Vaidade exacerbada. Característica comum a todos, sem exceção. Os sedizentes médiuns espítas, de maneira geral, não visam a recompensas financeiras. O que eles mais buscam é o reconhecimento, a admiração, a massagem no ego.

  46. Antonio G. - POA Diz:

    Quanto ao poema do “artrópode”: métrica e rima bem fraquinhas…

  47. Marciano Diz:

    Contra, valeu a dica.
    Eu nem sabia que já era um astronauta. Era meu sonho, quando criança.
    .
    .
    Toffo, será que cx, Baccelli, Divaldo, etc., já leram O Livro dos Médiuns?
    .
    .
    Antonio, o cara era poeta, em vida. Não sei se, no caso dele, a qualidade artística piorou depois de morto, como costuma acontecer.
    .
    Quanto à vaidade, foi isso que eu quis dizer quando comecei a comentar aqui. São todos campeões de humildade, o que é um contrassenso.
    Como eu já disse várias vezes, quando a pessoa é “realmente” humilde, a gente nem nota.
    Só vaidosos gostam de ver sua humildade apregoada.

  48. Marciano Diz:

    Eu não sou humilde nem vaidoso, acho uma besteira as duas coisas.
    Quem não pensa assim é daqueles que acham que você só pode ser amigo ou inimigo.

  49. Gorducho Diz:

    [...] não visam a recompensas financeiras [...]
     
    Só em comida num ano o que o sujeito economiza…

  50. Contra o chiquismo Diz:

    “Gorducho Diz:
    NOVEMBRO 29TH, 2014 ÀS 12:07 PM
    [...] não visam a recompensas financeiras [...]

    Só em comida num ano o que o sujeito economiza…”

    E as viagens pagas pra todo lado? Ou em hotéis dos bons ou em casas abastadas dos confrades as hospedagens. Quero ver ficar abrigado na periferia na casa de um assistido que pega cesta básica…é igual aos superintendentes das Testemunhas de Jeová quando vem vistar a congregação… só fica na casa dos irmãos abastados.

    Não posso provar, mas creio que seja esse o caso de uns defensores ferrenhos do ‘espiritismo’ q

  51. Contra o chiquismo Diz:

    “Gorducho Diz:
    NOVEMBRO 29TH, 2014 ÀS 12:07 PM
    [...] não visam a recompensas financeiras [...]

    Só em comida num ano o que o sujeito economiza…”

    E as viagens pagas pra todo lado? Ou em hotéis dos bons ou em casas abastadas dos confrades as hospedagens. Quero ver ficar abrigado na periferia na casa de um assistido que pega cesta básica…é igual aos superintendentes das Testemunhas de Jeová quando vem vistar a congregação… só fica na casa dos irmãos abastados.

    Não posso provar, mas creio que seja esse o caso de uns defensores ferrenhos do ‘espiritismo’ que tem formação superior, mestrado, doutorado… aliás um DOUTOR afirmando algo dá credibilidade… “vamos agora a palavra do físico zé silva dr em Física Quântica a respeito da pluralidade dos mundos habitados”…
    Poxa, passar a Semana ‘espirita’ de Porto Seguro com tudo pago deve ser demais… e acho que todas as religiões tem doutores em suas fileiras para dar credibilidade…

  52. Antonio G. - POA Diz:

    Vejam, eu não digo que os “médiuns” famosos não obtenham vantagens materiais com sua suposta capacidade de comunicarem-se com os espíritos. É verdade que eles têm alguns privilégios em viagens e bocas livres, além de alguns venderem seus livrinhos com algum lucro financeiro. Sim, é certo. Mas o que eu disse é que, de maneira geral, não me parece que a maioria dos sedizentes tenha como propósito principal auferir dinneiro (e aí excetuo, por exemplo, os Gasparetto, que sempre ganharam um dindin esperto). O que mais os move é, na minha opinião, a vaidade. Foi o que observei na minha vivência como espírita.

  53. Toffo Diz:

    E quase todos pisam na sineta.

  54. Phelippe Diz:

    KKKKKKK, adorando os comentários. Ótimo saber q o blog voltou aos bons e velhos tempos. Continuem, por favor, está muito bom.

  55. Marciano Diz:

    Comente alguma coisa, Phelippe.
    Se você se manifestar, prometo nova invasão ao lar deles.

  56. Antonio G. - POA Diz:

    A bem da verdade, é preciso que se diga: Há uma distância de anos luz entre uma casa espírita típica e uma unidade da IURD, por exemplo, em termos de aliciamento e exploração financeira de incautos.

  57. Antonio G. - POA Diz:

    Os dirigentes espíritas não são gente safada e malfeitora, como regra geral. A maioria dos muitos que conheço é gente de boa índole. Mas muito, muito vaidosa.

  58. Antonio G. - POA Diz:

    E digo “boa índole”, no sentido de não pretenderem explorar/prejudicar os outros. Pelo pelo contrário, muitos têm real interesse em auxiliar. Sim. Só que mentem/mistificam bastante.

  59. Antonio G. - POA Diz:

    Saiu hoje no site G1- Globo.com:
    .
    Livro com cartas psicografadas é lançado por pais de vítimas da Kiss.

    Familiares procuraram quatro médiuns para psicografar mensagens.
    Cartas falam que muitos estão bem, e outras também relatam saudade.
    Um ano e 10 meses depois da tragédia que causou a morte de 242 pessoas em Santa Maria, pais de sete vítimas do incêndio na boate Kiss se reuniram para lançar um livro com cartas psicografadas. Eles acreditam que as mensagens foram enviadas pelos filhos através de médiuns, como mostra a reportagem do Jornal do Almoço – RBS TV.

    As cartas teriam sido enviadas por sete jovens. Na noite de 27 de janeiro de 2013, eles foram se divertir na casa noturna, mas morreram após o local ser tomado pelo fogo. “Estou melhorando e só a saudade é que me maltrata tanto”, diz uma das cartas, que teria sido enviada por Daniela Betega Ahmad.

    A mãe de Daniela, Adriana Betega Ahmad, é uma das mães que está lançando o livro. Ela conta que procurou os médiuns para tentar endender o que aconteceu com a filha e também buscar um pouco de conforto. “É para tentar entender um pouco melhor por que tudo aquilo, por que tudo aquilo aconteceu”, relata Adriana.

    “E despertei desse lado como se desperta toda
    manhã, um lugar lindo e cheio de paz, diz uma
    das cartas”.

    Rose Simeoni, mãe de Stéfani, conta que um recado da filha a deixou mais calma durante uma consulta com médiuns. A mensagem que teria sido enviada pela jovem relata que ela fora socorrida pelo pai, já falecido na época do incêndio.

    “Ela coloca que já estava fora da boate de forma muito rápida. E ela disse que alguém vestido de branco, um anjo, veio resgatá-la. E quando ela olhou para o rosto, ela reconheceu o pai dela. Esta parte da carta, para mim, foi a mais linda”, lembra Rose.

    As cartas foram psicografadas por três médiuns de Uberaba, em Minas Gerais, e outro do interior de São Paulo. Com o livro, intitulado “Nossa Nova Caminhada”, as mensagens deixam de ser apenas de leitura exclusiva das famílias. As psicografias estão reproduzidas na íntegra na obra, que foi editada e custeada pelos próprios parentes.

    Mariângela Pontes Gonçalves, mãe de Guilherme, sustenta que há detalhes nas cartas psicografadas que somente o filho poderia saber. Por isso, ela não tem dúvidas quanto à veracidade das mensagens.

    “São muitos detalhes íntimos, detalhes de dentro de casa. Tem coisas que não teria como o médium saber, já que lá só se diz o nome da pessoa. Isso nos dá uma certeza absoluta de que elas são verdadeiras”, afirma.

    O lançamento ocorreu na quinta-feira (27), dia em que a tragédia completou um ano e 10 meses, em Cachoeira do Sul, a cerca de 120 quilômetros de Santa Maria, cidade onde nasceu Guilherme. Apenas mil exemplares da obra serão vendidos.

    “Não se preocupem. Em sua maioria, estamos todos bem”, está escrito em uma das cartas do menino. “Isso nos trouxe um conforto, uma paz no coração. Única coisa que a gente quer saber é se nossos filhos estão bem, aqui ou lá”, completa Mariângela.

    Leia trecho:

    “Querida mamãe Mariângela e papai Ricardo, o senhor seja louvado.

    Estou aqui em companhia da Stefani e da querida vovó Quirina.

    Não vamos mais pensar no incêndio que nos vitimou em Santa Maria, no que nos sucedeu, como mais uma demonstração de Misericórdia Divina que dilui a dor que era nossa em 242 partes exatamente iguais… Felizmente não era nossa em 242 partes examente iguais… Felizmente não pudemos e, ainda não podemos chorar como se aquele sofrimento fosse apenas nosso.

    Acredito, mamãe e papai, que muitas tem sido as manifestações espirituais em torno da tragédia que precisamos tentar minimizar em nossas lembranças.

    Contudo, de minha parte compreendo que, no último quartel do século passado, mais de duas centenas de espíritos, desejosos de adentrar o Terceiro Milênio da Era Cristã sem maiores comprometimentos cósmicos reuniram-se no Mundo Espiritual e decidiram pelo resgate coletivo das faltas cometidas em séculos anteriores.

    Claro que referidos compromissos não dizem respeito tão somente a nós outros, visto que, em maioria, aqueles que nos acolhiam na condição de filhos igualmente se encontravam comprometidos perante as Leis Divinas, que nos compelem as quitações de nosso débitos para com a consciência ceitil”.
    Carta psicografada assinada por Sfefani Posser Simino.
    .
    “Em vidas que se foram, mamãe e papai, não raro, nos transformamos em incendiários e não foram poucos os filhos que, em nossas atitudes de violência, apartamos dos braços carinhosos de seus genitores.

    Aqui nesta manhã, em nossa companhia orando conosco estão os irmãos Marcelo e Pedro, além de outros, com o nosso irmão Pedro me solicitando dizar aos pais Marcia e Marcelo, que, a semelhança do irmão Marcelo, ele se encontra muito bem, esclarecendo que ainda não escreveu a eles por absoluta falta de oportunidade.

    Não se preocupem. Em maioria estamos todos bem, porque a escolha efetuada por nós foi uma escolha consciente, porque conforme lhes disse, anelávamos adentrar o Terceiro Milênio que começa com novas e mais amplas perspectivas de avanço espiritual.

    Realmente ninguém deve ser considerado culpado pelo que nos sucedeu. Que o episódio naquela casa de espetáculos, em Santa Maria, simplesmente nos sirva de advertência para que sejamos mais cuidadosos, sobretudo, no respeito que nos cabe aos nossos semelhantes.

    Não posso continuar. O meu tempo já se esgotou e preciso ceder lugar e vez a outro comunicante.

    Com meu amor a vocês dois, mamãe e papai, sou o filho que não os esquece e que, em nome de dezenas de outros filhos desencarnados na mesma tragédia, agradecem tudo que vocês dois vem fazendo para confortar aos seus pais.

    Com meu carinho e da Stefani, que já escreveu aos seus familiares, sou o filho sempre agradecido.”
    Carta psicografada por Guilherme Pontes Gonçalves, recebida no Lar Espírita Pedro e Paulo, através do médium Carlos A. Baccelli – Uberaba, Minas Gerais, em 26 de julho de 2014.
    .
    .
    COMENTÁRIO:
    Pois é… Em respeito ao sentimento dos pais e amigos das vítimas, digo apenas que cada um faça seu juízo.
    Ah… O Bacelli tá nessa, como podem ver.

  60. Toffo Diz:

    O estilo piegas é inconfundível. O viés moralista também: foram incendiários em outras vidas, pagaram com a própria na atual.
    .
    Claro que referidos compromissos não dizem respeito tão somente a nós outros, visto que, em maioria, aqueles que nos acolhiam na condição de filhos igualmente se encontravam comprometidos perante as Leis Divinas, que nos compelem as quitações de nosso débitos para com a consciência ceitil”. Eles vão dizer que é o “estilo do médium”, mas mesmo forçando muito a barra fica difícil admitir que esse estilo narrativo venha da cabeça de uma jovem universitária. Resta aos desventurados pais aceitar por conta do luto e da fragilidade emocional, mas no íntimo isso me revolta, pois me parece uma vergonhosa manipulação. A exploração dolosa do luto alheio é uma das coisas mais abjetas que eu já vi.

  61. Antonio G. - POA Diz:

    Concordo inteiramente.

  62. Marciano Diz:

    Antonio, nenhum deles foi parar no umbral?
    Antigamente, até comer feijoada era punido com oito anos de umbral. Imagine morrer em uma boate…
    .
    Alguém já viu alguma carta de um espírito que não esteja mal de morte? Os que vejo, estão todos bem de morte.
    Bem, tem umas comunicações no livro “Le Ciel e L’Enfer” de espíritos sofredores. Acho que de lá para cá as leis divinas foram atenuadas.

  63. Antonio G. - POA Diz:

    Pois é… Não sei. O processo de expiação em grupo pode ter gerado algum efeito equalizador das cargas cármicas, de modo que o grande sofrimento conjunto agiu como um “resgate por atacado”, colocando a todos em um patamar mais elevado no desenvolvimento espiritual, ou seja, pode ter havido um up grade coletivo que alçou todos diretamente a uma aprazível colônia espiritual. Ou não.

  64. Marcelo Esteves Diz:

    No mundo desenhado pelo Espiritismo, a questão de irmos para o “céu” ou para o “inferno” resume-se a adotarmos a teoria correta sobre o mundo dos mortos.
    .
    Se você é kardecista e Kardec estiver correto, bingo. Mas se vc é kardecista e o Chiquismo estiver correto, que pena, vc se ferrou.
    .
    Depois de morto, não adianta fazer autocrítica e aceitar toda a evidência, porque é tarde demais. Você deveria ter acertado a resposta enquanto vivo.
    .
    E então, o Espiritismo eleva o crime de opinião ao máximo grau.
    .
    Não importa a vida que vivi. Se sou ateu, estou ferrado, porque tenho uma opinião que não corresponde à verdade. Mas se sou um filho da puta, mas acertei a teoria, então alvíssaras!
    .
    O Espiritismo é antidemocrático. Não consegue fazer conviver duas opiniões divergentes sem que ambos os lados LITERALMENTE demonizem o oponente. Se me oponho a Roustaing, não me basta apenas o fato de estar enganado. Sobrepesa em mim o árduo fardo de estar à serviço das TREVAS!
    .
    Não me entra na cabeça que caralho as trevas ganham pelo fato de alguém ter uma opinião diferente daquela que por fim vier a se provar verdadeira.
    .
    Ao fim e ao cabo, o céu mais parece uma Universidade e a vida um grande ENEM. Tudo o que se precisa é marcar as respostas certas. Dependendo do resultado, uau, seja bem-vindo ao Nosso Lar. Por outro lado, se perdeu média, porra, é cursinho no Umbral ou repetir o ano nas Trevas.
    .
    Porra, eu sou ateu e materialista. Estou condenado a virar uma larva astral pelo simples fato de não acreditar em um zumbi judeu.
    .
    Para mim já deu!

  65. Marcelo Esteves Diz:

    Na minha opinião, se as leis do Deus Espírita fossem democráticas, Roustaing psicografaria algo do tipo:
    .
    __ Pois é, eu pensei que as coisas eram de um jeito mas elas são de outro. Fazer o que, né? Mas tô de boa, pois agora sei que aquele papo de corpo fluídico de Jesus foi efeito colateral de maconha estragada. Falar nisso bro, você tem que ver a erva que o pessoal planta aqui no Nosso Lar. Doida demais!”
    .
    Fui

  66. Gorducho Diz:

    Não existe religião democrática, e muito menos liberdade de opinião no ultramundo. O sujeito tem o livre arbítrio de Crer, marcar as respostas certas e consequentemente ir para o céu; ou de se ferrar.
    Se tiver dúvidas, veja essas duas vídeo aulas que esclarecem como é a realidade das cousas:
     
    https://www.youtube.com/watch?v=urlTBBKTO68
     
    https://www.youtube.com/watch?v=AD6tqD3TziQ

  67. Marciano Diz:

    Marcelo Esteves Diz:
    DEZEMBRO 2ND, 2014 ÀS 6:49 PM
    .
    .
    “Não me entra na cabeça que caralho as trevas ganham pelo fato de alguém ter uma opinião diferente daquela que por fim vier a se provar verdadeira”.
    .
    .
    .
    COMENTÁRIO: Essa é mole! O que as trevas ganham é o que ganha TODA E QUALQUER religião. Você fica com medo de duvidar, de pensar, e seque roboticamente TUDO o que lhe ensinarem.
    .
    E a erva do LAR DELES é melhor do que a erva da latinha, a julgar pelos relatos de AL.

  68. Marciano Diz:

    É isso, Gorducho! Desde os primeiros religiosos da pré-história, algum gênio descobriu que o pior pecado de todos é pensar com a própria cabeça. Foi uma sacada genial, funciona até hoje. O sujeito tem medo de raciocinar, de questionar as maluquices ensinadas, senão!

  69. Antonio G. - POA Diz:

    É o que eu digo sempre: O medo é o que faz as pessoas (mesmo as inteligentes) acreditarem no improvável. Elimine-se o medo, e a fé vai prás cucuias.

  70. Antonio G. - POA Diz:

    O medo é a base de toda crença religiosa.

  71. Gorducho Diz:

    Foi a primeira providência tomada pelo Numa Pompílio para controlar o populacho: formalizar as crenças religiosas.
    Para tanto, fingia receber instruções da ninfa Egéria.

  72. MONTALVÃO Diz:

    .
    Marciano Diz: (citando Toffo)
    “… é fato também que CX era admirador incondicional da literatura anglo-americana. Era leitor habitual das irmãs Brontë, Oscar Wilde, Mark Twain, Poe, Jane Austen, etc.”
    .
    .
    E ainda tem gente que sustenta que cx era ignorante.
    .
    COMENTÁRIO: Se Toffo quisesse poderia elaborar esclarecedor estudo das influências literárias (e terrenas) havidas sobre Chico. Condições de sobejo para tanto possui, bastaria querer…
    .
    Que Chico nunca foi o parvo que a lenda tenta descrever é fácil de se constatar. Difícil é entender como a intelectualidade espírita se esforça por perenizar essa falácia, diante de tanta evidência contrária. Basta consultar o múltiplos vídeos disponíveis em que Chico se pronuncia, para que fique patente não se tratar de nenhum jeca. Pessoas cultas são facilmente reconhecidas quando falam.
    .
    Melhor constatação se vê no Chico escrevente. Não falo da produção mediúnica, que dizia ser advinda da inteligência dos comunicantes, em vez da do médium. Embora isso, sabemos, não ser realidade, vez que espíritos de mortos não comunicam com vivos (atenção espíritas que me leem, isso não é declaração de autoridade, é fato demonstrável), os escritos não-mediúnicos de Xavier ostentam a boa formação intelectual do autor. Um livro aqui citado (Testemunhos de Chico Xavier, de Suely Caldas Schubert), conquanto a autoria não tivesse tal pretensão, é taxativo em demonstrar possuia nível de instrução acima da média: são dezenas de cartas enviadas por Chico ao seu amigo e presidente da FEB, Wantuil de Freitas. Nelas está a prova taxativa de que a cultura de jacu atribuída a Chico (na pretensão de exaltar sua mediunidade) não resiste aos fatos.
    .
    O acervo de cartas era pretensão do filho de Wantuil incinerar, temendo que caísse em “mãos inimigas”, entretanto, Francisco Thiesen, o sucessor de Wantuil, aconselhou-o a entregá-las, conforme se lê no prefácio do livro:
    .
    “Zeus, no entanto, consultou-nos sobre se devia também entregar, ou não, as cartas dirigidas a A. W. de Freitas por Chico Xavier e por algumas outras personalidades. Pensara mesmo, num primeiro momento, em incinerá-las, com o louvável propósito de prevenir divulgações extemporâneas de documentos não suficientemente analisados e explicados, caso caíssem em mãos de pessoas descomprometidas com os altos fins da Doutrina, do Movimento Espírita e da Casa de Ismael. Sugerimos-lhe, na oportunidade, que nô-las confiasse à guarda, esperando o desenrolar dos acontecimentos e os conselhos do tempo.
    Foi assim que nos tornamos depositário desse acervo de imenso valor. Levando em conta os alvitres de Wantuil e a confiança com que Zeus nos honrou, POUCAS VEZES ESTAMPAMOS EM “REFORMADOR” CARTAS DE CHICO XAVIER E DE OUTROS CONFRADES, SÓ O FAZENDO QUANDO ESSE PROCEDIMENTO PODIA SER ÚTIL AOS LEITORES PARA SUA MELHOR ELUCIDAÇÃO A RESPEITO DA LINHA DOUTRINÁRIA DA FEDERAÇÃO, para esclarecimento de fatos históricos da Unificação ou para dirimir dúvidas de vulto.
    Selecionadas, mais tarde, em dois grupos, as cartas principais tiveram seu arquivo acompanhado de indicações, peça por peça, de seus conteúdos. Oportunamente, excertos dessas missivas foram datilografados e com eles formamos um volume de regular proporção. Pensávamos em escrever um livro, mas o considerável trabalho administrativo e a precariedade da resistência física cedo nos demoveram desse intuito.
    Mantendo-nos no propósito de dar à publicidade alguns tópicos dessa correspondência, já que o tempo e as circunstâncias atuais afastaram, em grande parte, os temores referidos por Wantuil, deveríamos designar, como de outras vezes o fizemos, alguém para realizar a tarefa. A escolha recaiu na pessoa de Suely Caldas Schúbert, dedicada médium e estudiosa da Mediunidade há longos anos. Era necessário, segundo pensávamos, que o trabalho fosse executado por quem estivesse familiarizado com a teoria e a prática da Doutrina Espírita e com os assuntos e fatos gerais do Movimento; que bem conhecesse a pessoa e a obra de Chico Xavier; que estivesse, para maior facilidade de consultas e contados, ligado à Administração da Federação Espírita Brasileira e fosse, por isso mesmo, merecedor de sua confiança, e, se possível, com trabalho já publicado e bem aceito sobre temas pertinentes à Mediunidade. A autora de “Obsessão/Desobsessão — Profilaxia e Terapêutica Espíritas”, convocada ao cometimento — dentro das coordenadas preestabelecidas — dispôs-se à obra, efetuando, inclusive, contados pessoais com Chico Xavier e deste obtendo sugestões de valia e explicações para pontos menos explícitos de determinadas missivas.”
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    COMENTÁRIO: o trecho acima dá alguns esclarecimentos interessantes: 1) Chico é referência doutrinária oficial no espiritismo brasileiro; 2) o conteúdo a ser publicado foi selecionado de um todo maior. Muita coisa que poderia mais amplamente mostrar quão humana e terrena é a mediunidade provavelmente foram dispensados de publicação.
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    Seja como for, o Chico Xavier que emerge das cartas está mui distante de ser o tolo e semialfabetizado que o mito erigiu. Vejam exemplos:
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    CHICO XAVIER – “Dos Presidentes da FEB (…), com quem tenho tido maior, mais intenso e mais prolongado intercâmbio é o nosso caro Dr. Antônio Wantuil de Freitas, em cujo dinamismo e abnegação reconheço haver encontrado um verdadeiro apóstolo na causa do livro espírita, não apenas desde 1943, quando foi eleito para a Presidência da FEB, mas desde 1932, quando nos conhecemos através de correspondência.”

    (Da entrevista de Chico Xavier, in “No Mundo de Chico Xavier”, de autoria de Elias Barbosa, Edição Calvário, São Paulo, 1968, pág. 85.)
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    CHICO XAVIER (1943)“(…) Relativamente aos originais dos nossos humildes trabalhos mediúnicos, para mim será muito mais interessante que a Federação os guarde nos arquivos da Casa. Fico muito grato ao seu carinho. Havia pedido a restituição dos mesmos, porque tendo tido necessidade em 1942 de rever algumas páginas de “Paulo e Estêvão”, pedi à Livraria me emprestasse o original do livro, crendo que estivessem sendo arquivados, mas fui informado de que os originais, após a publicação, eram inutilizados. Felizmente, ainda tínhamos aqui uma cópia que descobri, depois, por ter sido guardada por um companheiro de doutrina, que muito me ajuda no serviço de datilografia e pude, assim, fazer a consulta. Desde então, pedi ao nosso amigo Sr. Carvalho que me enviasse os originais de que não precisasse, porque ficariam guardados conosco. Tenho aqui apenas o original de “Renúncia”, porque os anteriores a esse livro não foram arquivados. O meu amigo daqui, porém, ao qual já me referi linhas acima, tem cópias a carbono e isso me alegra porque tinha receio de não ficarmos com cópia alguma dos trabalhos senão as publicações. Já que Você, porém, quer fazer o grande obséquio de arquivar aí os originais, creia, meu bom Wantuil, que isto me conforta e alegra muitíssimo. Não digo isto por mim, pois bem sei que de nada valho, mas é que a obra de Emmanuel costuma ser atacada, de vez em quando, pela ignorância de algumas criaturas sem a claridade do Evangelho e será sempre útil que tenhamos esses originais em mão para qualquer exame, não acha Você? (…)”
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  73. Gorducho Diz:

    Pensara mesmo, num primeiro momento, em incinerá-las, com o louvável propósito de prevenir divulgações extemporâneas de documentos não suficientemente analisados e explicados, caso caíssem em mãos de pessoas descomprometidas com os altos fins da Doutrina, do Movimento Espírita e da Casa de Ismael.
     
    Essa eu não conhecia! Censura Religiosa explicitada.
    E o Kardec criticava o Vaticano… O mundo é (praticamente) redondo mesmo!

  74. Marciano Diz:

    MONTALVÃO: Basta consultar o múltiplos vídeos disponíveis em que Chico se pronuncia, para que fique patente não se tratar de nenhum jeca. Pessoas cultas são facilmente reconhecidas quando falam.
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    COMENTÁRIO: Pode ser constatado no pinga-fogo, encontrado na íntegra, porém em doses homeopáticas, no youtube.
    Tem várias entrevistas também.
    O mesmo beletrismo e pernosticismo visto nas “psicografias” está presente nas falas do “iletrado” cx.

  75. Contra o chiquismo Diz:

    Esse pinga com fogo (seria Fogo Paulista?) 99% do programa é : ‘emmannuel’ me diz..

  76. Antonio G. - POA Diz:

    A tese de que CX era um iletrado é risível. Mas que dá um “charme” para os crentes, lá isso dá…

  77. Antonio G. - POA Diz:

    Os espíritas gostam de acreditar que CX era um matuto ignorante, com curso primário incompleto. E que cultos eram os mentores espirituais de CX. Isto enaltece a fantasia das psicografias, para quem quer se iludir. Mas, torna a deglutição do endogo ainda mais penosa para quem duvida.

  78. Antonio G. - POA Diz:

    endogo > engodo

  79. Contra o chiquismo Diz:

    Acho que cx era um artista, e na verdade acabou acreditando nos personagens que interpretava podia render algo, e deu “vida” a eles…vida sem corpo, muito esperto, isso sim. A vida imita a arte…

  80. Toffo Diz:

    MONTALVÃO: Se Toffo quisesse poderia elaborar esclarecedor estudo das influências literárias (e terrenas) havidas sobre Chico. Condições de sobejo para tanto possui, bastaria querer…
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    Não é tão simples assim. Nem sempre querer é poder.
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    De qualquer forma, é fácil perceber-se a americanofilia de Emmanuel nos seus livros dos anos 1930, nas citações frequentes a autores anglo-americanos nos livros de André Luiz, personagens esses que na minha opinião são heterônimos, ou projeções, do próprio CX. Leia você um texto autoral dele e qualquer coisa que um dos “espíritos” escreva, e verá que pouco diferem no estilo e no conteúdo.
    .
    A respeito da indigitada falta de cultura dele, a charada é fácil. Uma das armas de CX era a miti/mistificação: histórias, situações e causos que ele criava, ou deixava que criassem em torno dele, alguns com fundo de verdade nos fatos, outros sem a menor preocupação com eles, mas convenientemente adaptados para que servissem à sua maldisfarçada vaidade, gerando conceitos e lendas. Uma das lendas é essa: o homem simples e rústico, que teve o quarto ano primário, sem cultura suficiente para garantir tudo aquilo que escrevia. Mas os fatos desdizem facilmente essa lenda, tanto pelo que escrevia, quanto pelo que falava, quanto pela documentação que deixou: era, sim, um homem de elevada cultura, adquirida arduamente pelo esforço autodidata. CX era leitor voraz, correspondente assíduo e tinha outras qualidades: prodigiosa memória, capacidade de captar intenções e escapar a conflitos, leitura fria, um admirável sentido de timing, senso de oportunidade e, porque não, uma bem-sucedida capacidade de imitação, semelhante à daqueles comediantes que fazem rir imitando com perfeição personagens conhecidos, ou da grande atriz Meryl Streep, que consegue adaptar às suas personagens quaisquer sotaques tão perfeitamente que soam naturais. CX para mim era um prestidigitador, e conseguiu enganar milhões, mas não todo mundo. Infelizmente os não-enganados são minoria.

  81. Marciano Diz:

    Toffo, a falsa ignorância de cx tinha duplo propósito, o de esconder que as obras eram dele mesmo (não teria conhecimento para tanto) e o de enaltecer sua vaidade (na malandragem esse artifício é conhecido como “esconder o jogo”; você se subestima para ser superestimado – até FORREST GUMP ensinou esse truque, quando aconselhou as pessoas a sentarem-se no pior lugar no banquete).

  82. MONTALVÃO Diz:

    .
    MARCIANO: até FORREST GUMP ensinou esse truque, quando aconselhou as pessoas a sentarem-se no pior lugar no banquete).
    .
    COMENTÁRIO: que conselho esquisito foi esse? Imagina se todos resolvem seguir a orientação? Faltarão piores lugares, superabundarão os melhores…

  83. Marciano Diz:

    Montalvão, está perdendo a memória?
    .
    .
    “Reparando como os convidados escolhiam os primeiros lugares, propôs-lhe uma parábola: Quando por alguém fores convidado para um casamento, não procures o primeiro lugar; para não suceder que, havendo um convidado mais digno do que tu, vindo aquele que te convidou e também a ele, e te diga: Dá o lugar a este. Então irás, envergonhado, ocupar o último lugar. Pelo contrário, quando fores convidado, vai tomar o último lugar; para que, quando vier o que te convidou, te diga: Amigo, senta-te mais para cima. Ser-te-á isto uma honra diante de todos os mais convivas. Pois todo o que se exalta será humilhado; e o que se humilha será exaltado” (Lc 14.7-11).

  84. Antonio G. - POA Diz:

    “Ser-te-á isto uma honra diante de todos os mais convivas. Pois todo o que se exalta será humilhado; e o que se humilha será exaltado”
    Pois é… até Jesus Gump Cristo tinha lá sua preocupação com a vaidade…

  85. Toffo Diz:

    Isso só endossa a tese que tenho comigo: de que CX era um exímio prestidigitador, um exímio ilusionista. Como eu disse, conseguiu iludir milhões, mas nem todos. Infelizmente os não iludidos são a minoria.

  86. NVF Diz:

    Os espíritas por si só já são minoria. Não há muito problema quanto a CX.

  87. Toffo Diz:

    Na verdade os espíritas sempre foram minoria. Desde os tempos de Kardec. Vim aprender isso depois que deixei de ser espírita. Como nasci dentro dele, aquilo me reverberava como se eu estivesse dentro de uma caixa de som. Depois eu vi que era só uma caixinha.

  88. Contra o chiquismo Diz:

    Toffo Diz:
    DEZEMBRO 4TH, 2014 ÀS 5:55 PM
    Na verdade os espíritas sempre foram minoria. Desde os tempos de Kardec. Vim aprender isso depois que deixei de ser espírita. Como nasci dentro dele, aquilo me reverberava como se eu estivesse dentro de uma caixa de som. Depois eu vi que era só uma caixinha.
    *
    *
    Nem isso, um fone de ouvido de R$3,00 do camelô.

  89. Marciano Diz:

    Isso que Toffo conta acontece também com TJs. Eles acham que fazem parte de um grande clube, mas são minoria mesmo no meio de protestantes.

  90. Contra o chiquismo Diz:

    Em todo o mundo os TJs não chegam a 6 milhões. A população da cidade do RJ. Agora imagine só eles herdando a Terra… o mundo todo só pra 6mi habitar.

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