QUANDO É QUE UVANI EXISTE? Uma abordagem ao conceito do controle dos guias espirituais, por Lawrence LeShan (1974)

Em todos os casos sérios descritos como “paranormais”, as leis normais de espaço e tempo são violadas. Não conseguimos “explicar” este fato, o que tem constituído o problema essencial da pesquisa da mediunidade. Sabemos que essas leis de espaço e tempo não podem ser violadas, que as exceções não ocorrem. Sabemos também — e o temos demonstrado clara e cientificamente nos laboratórios e em outros lugares — que elas algumas vezes são rompidas. A despeito de todos os nossos esforços, não tivemos a capacidade de resolver este problema. Tivemos de deixá-lo, de acordo com as palavras de Jacob Needleman, “como bolhas de mistério que flutuam num universo que, sob outros aspectos, é ‘normal’”.[1]

Seria proveitoso tentar abordar esse paradoxo de uma nova maneira? Façamos uma tentativa, começando por perguntar: “Existem coisas (entidades) às quais se aplicam as leis e limitações normais de espaço e tempo e coisas às quais elas não se aplicam?”

Se encararmos a questão dessa perspectiva, torna-se evidente que existem dois tipos de coisas. As primeiras podem ser descritas como “entidades estruturais”. São coisas providas de comprimento, largura e espessura. Estão sempre sujeitas às leis “normais” de espaço e tempo. Coisas desse tipo não podem, por exemplo, mover-se a uma velocidade maior que a da luz. Possuem uma existência física definida, e até mesmo o bispo Berkeley se viu forçado a concordar que elas continuam existindo mesmo que num determinado momento o indivíduo não tenha consciência delas. (Uma pessoa pode ser atingida na parte posterior da cabeça por um meteorito em queda do qual ninguém — exceto Deus, provavelmente — tinha consciência.) Em relação a essas coisas poderemos indagar: “O que é isto?”, na esperança de obter uma resposta razoável, qualquer que seja o nível de formulação da pergunta. Foi a esse tipo de entidade que Dean Swift se referiu:

A matéria, como dizem os lógicos sábios

Não pode subsistir sem forma:

E a forma, digo eu tanto quanto eles,

Tem de falhar, se a matéria não contiver substância.[1] 

As coisas do segundo tipo podem ser denominadas “entidades funcionais”. São desprovidas de comprimento, largura e espessura. Não podem ser detectadas por qualquer instrumento, embora não aconteça o mesmo com seus efeitos. Não se sujeitam às leis “normais” de espaço e tempo e muitas vezes podem, por exemplo, deslocar-se a uma velocidade maior do que a da luz. Se eu apontar um telescópio para Aldebarã e depois focalizá-lo em Altair, algo muito “real” — o ponto de focalização do telescópio — moveu-se com maior rapidez do que a luz. Ou, se duas réguas compridas forem sobrepostas e houver entre elas um ângulo bastante reduzido, de tal modo que numa extremidade elas se sobrepõem e na outra extremidade ocorre uma pequena separação, então conseguirei localizar um ponto de divergência definido. Então, se eu juntar essas extremidades separadas, esse ponto de divergência se movimentará ao longo das réguas a uma velocidade maior do que a da luz (pelo menos em teoria). Outros exemplos poderiam ser dados.

Essas entidades são curiosas e difíceis. Um famoso incidente ocorreu com Ludwig Wittgenstein. Perguntaram-lhe o que era um ponto de intersecção, já que ele não possuía comprimento, largura ou espessura. Eis sua resposta: “Um ponto de interseção é um lugar do qual se pode iniciar uma discussão!” Com essa resposta profunda, Wittgenstein assinalou a natureza mais funcional do que estrutural dessa entidade.

A existência dessas entidades também difere consideravelmente da existência das entidades estruturais. Não possuem uma existência contínua, estejam ou não sendo mentalmente conceituadas. Ajustam-se muito bem à formulação que o bispo Berkeley tentou estabelecer. Só existem quando persistem na mente, quando estão sendo conceituadas, quando alguém considera sua existência. Não existe realidade num ponto, a menos que ele esteja sendo conceituado como tal.

Não podemos ser afetados pelo foco de um telescópio quando alguém não estiver pensando nele. Para ser mais explícito, eu diria que uma entidade funcional não pode exercer um efeito sobre outras entidades (e assim, para todos os efeitos, cessa de existir) a menos que esteja sendo conceituada como algo existente.

Em relação a esse tipo de entidade não podemos indagar: “O que é isto?” e esperar uma resposta razoável. Podemos, no entanto, fazer outras perguntas, tais como “Quando isto existe?”, com a esperança de obter uma resposta satisfatória. (Um ponto de intersecção existe quando é conceituado como a intersecção de duas linhas.)

Nem sempre se pode dizer “onde” está uma entidade funcional “quando” ela existe. Em relação a algumas entidades funcionais, como, por exemplo, nosso ponto de intersecção, podemos responder à pergunta e localizá-lo no espaço e no tempo. Em relação a outras entidades — uma melodia, por exemplo — a resposta não é possível. Podemos localizar a melodia no tempo, quando ela está sendo conceituada, mas não no espaço.

Em essência, podemos dizer o seguinte: uma entidade funcional é aquilo que ela faz e quando o faz. Mais ainda: ela somente existe (faz algo) quando está sendo conceituada por uma entidade consciente e perceptiva.

Façamos uma pausa e indaguemos sobre “coisas” que não têm comprimento, largura ou espessura. Será que elas podem realmente existir? Haverá verdadeiramente entidades em relação às quais não se pode indagar “o quê?”, e algumas vezes “onde?”, mas às quais talvez sejam pertinentes as perguntas “quando?” e “por quê?”, e que não existem entre os momentos em que temos percepções delas? Tudo bem com os pontos matemáticos, mas não existirão outras entidades mais significativas para nossas vidas?

Vamos tomar um exemplo e examiná-lo rapidamente. Ninguém duvidaria da realidade de uma experiência emocional. Sabemos que ela é real. A pergunta “onde ela estava, quanto espaço ela ocupava?”, só podemos responder dando de ombros, num gesto de impotência. À pergunta “o quê?”, só podemos responder por meio de analogias — ‘Senti ‘calor’, ‘proximidade’ ou ‘ternura’ “ —, descrições que remetem a correlações fisiológicas ou desvios para o campo da poesia, da música ou da arte. Não podemos quantificar a experiência emocional, embora possamos comparar a intensidade de duas experiências desse tipo. Conseguimos comunicá-la melhor quando recorremos a uma experiência semelhante vivida por uma outra pessoa, mas, como demonstraram os fenomenólogos, ninguém pode conhecer realmente a experiência do outro. Em última análise, qualquer resposta a “o quê?” constitui uma descrição esperançosa, constituída de termos análogos. Entretanto, é possível responder ao “quando” (“Começou ontem, quando o encontrei, às três horas”) e, em se tratando do “por quê?”, a resposta é, no mínimo, teoricamente possível (“Ele me fez lembrar a época em que eu…”). A experiência emocional existe nos momentos em que não está sendo vivenciada? Com toda a certeza diríamos que não. (A questão dos níveis consciente e inconsciente da percepção não é pertinente a esta discussão.) Com efeito, o antigo ditado que diz “Quem ama o feio, bonito lhe parece” mostra claramente a natureza funcional dessa entidade que é a beleza, uma “coisa” que pode nos afetar profundamente. O que é “beleza” para um ser humano nem sempre o é para outro ser humano. Existe, por exemplo, uma estrutura que tem um rosto ou uma forma que nós, com nossos antecedentes culturais e individuais, consideramos “belos”. Esse rosto e essa forma são partes de uma entidade estrutural que continua existindo mesmo que não haja percepção dela. A “beleza”, porém, só existe — segundo nossos critérios de uma detecção teoricamente concebível — quando está sendo percebida como tal, quando alguém a conceitua como algo existente.

A indagação óbvia: “Pode uma entidade funcional afetar uma entidade estrutural?” deve ser respondida afirmativamente. Um ponto de intersecção exerce um efeito sobre um topógrafo, uma pá mecânica ou uma linha de trem. Podemos ser profundamente afetados pelo fato de estarmos sob a mira de um pistoleiro emboscado!

O ponto essencial desta formulação é que ela nos apresenta dois tipos de entidades, um dos quais não está sujeito às leis “normais” de espaço e tempo (isto é, pode comportar-se “paranormalmente”), mas pode afetar outras entidades que estão sujeitas a essas leis. Precisamos investigar se isto nos ajudará a lidar com os problemas da pesquisa da mediunidade.

Será que um guia espiritual sério (Uvani, o principal guia da sra. Garrett; Feda, o principal guia da sra. Osborne-Leonard; Chang, o guia de Douglas Johnson) preenche as condições que conhecemos até agora, pertencendo portanto à classe das entidades funcionais? Certamente jamais conseguimos detectar qualquer estrutura física relacionada com Uvani, por exemplo. No entanto ele (seja lá o que for) sem sombra de dúvida demonstrou a capacidade de comportar-se paranormalmente, de adquirir informações de uma maneira que viola claramente as leis do espaço e do tempo.[2]

Uvani existiria nos momentos em que não está sendo percebido? Se entendermos o termo “existência” como a capacidade de influenciar outras entidades, então Uvani não existe entre uma percepção e outra. (A ciência moderna adota a “capacidade de detecção” como critério da existência. Michelson-Morley adotou esse critério para “provar” que o éter não existe.) Quando está existindo, Uvani consegue influenciar o comportamento de entidades estruturais, tais como o médium, pessoas presentes numa sessão, etc.

Uma das diferenças entre esses dois tipos de entidades é que podemos perguntar “o que é” uma entidade estrutural e obter uma resposta razoável, mas com relação a uma entidade funcional a única pergunta cabível é “quando”. Há noventa anos tentamos perguntar “o que são” Uvani, Feda, etc., sem chegar a uma resposta satisfatória ou extrair um método teórico que nos permita obtê-la. As duas explicações habituais (que Uvani é um espírito, como ele alega ser, ou que é um desdobramento de uma múltipla personalidade) são infrutíferas, improváveis sob qualquer perspectiva. São, conforme as denominou Alan Gauld, “hipóteses fúteis”. A ciência afirma que se pessoas sérias procuram durante muito tempo e sem sucesso uma resposta, é porque estão fazendo a pergunta errada. É, sem dúvida, o que acontece neste caso. Se não podemos perguntar “o que é” uma entidade funcional, a pergunta cabível é “quando?”. Então, “quando” Uvani existe?

Dois incidentes interessantes me ocorrem neste momento. No primeiro deles, Rosalind Heywood falou-me de uma ocasião em que conversava com Abdul Latif, um dos principais guias de Eileen Garrett. Ela decidiu usar suas próprias capacidades paranormais, altamente desenvolvidas, para tentar perceber Abdul Latif. “Liguei minhas antenas e pareceu-me que ele só existia em relação ao assunto que estava sendo discutido”.[3]

No outro incidente o parapsicólogo Ira Progoff perguntou a Uvani, quando Eileen Garrett se encontrava em transe: “Como tem passado desde nosso último encontro?”, referindo-se a uma outra ocasião em que a médium estava em transe. Uvani, uma entidade invariavelmente calma e senhora de si, ficou completamente confuso e foi incapaz de responder à pergunta. Na realidade, ele não parecia entendê-la, embora em várias outras ocasiões tivesse perguntado, a Progoff como ele tinha passado desde seu último encontro e fosse obviamente capaz de entender as implicações da pergunta.[4]

Nestes incidentes, os guias certamente parecem estar indicando que seguem a regra da existência da entidade funcional: existem unicamente quando são conceituados como existentes.

Em outra passagem descrevi o estado de consciência durante o qual ocorrem os processos paranormais, que denominei de realidade clarividente (RC).[5] Tal estado de consciência se orienta mais para a percepção dos relacionamentos do que para a percepção da estrutura. Nele, e na visão de mundo que ele aceita como um sistema metafórico válido, os relacionamentos são encarados como estruturas primárias e individuais. O estado de separação dessas estruturas é considerado secundário ou ilusório. Esta mesma metafísica é aceita como válida tanto pelo místico sério quanto pelo físico einsteiniano. Neste sentido, podemos citar Arthur Eddington: “Talvez a abordagem mais próxima a uma formulação da teoria geral da relatividade é que observamos unicamente relações entre entidades físicas”.[6] Grande número de afirmações desse tipo por parte de físicos e místicos (freqüentemente não conseguimos distinguir qual das duas convicções foi adotada pelo autor) já foram citadas em outros momentos.[7]

Vista sob este prisma, a realidade clarividente é basicamente uma maneira de perceber as entidades funcionais. Começamos a detectar outro motivo para levantar a hipótese de que os acontecimentos paranormais e as entidades funcionais estejam relacionados.

Então, “quando” Uvani existe? Será esta uma indagação proveitosa? Ela nos ajuda a ver um pouco mais longe? Vamos tentar algumas respostas. Uvani existe “quando” Eileen Garrett entra num determinado estado de consciência ao perceber a necessidade de alguém. Quando ela conceitua o mundo de uma determinada maneira (a RC) e, nessa Weltanschauung, conceitua Uvani como tendo uma existência, ele existe. Além do mais, nessa conceituação, ele possui certas características. Sob tais condições, uma entidade funcional provida dessas características passa a existir e funciona de acordo com elas.

É claro que as coisas não são tão simples. Para que uma entidade funcional portadora de certas características passe a existir (e para que seja capaz de afetar entidades estruturais), é preciso que a entidade estrutural acredite completamente num Weltbild altamente coerente e numa visão de mundo que permita essas características. Isto é tão verdadeiro para a “raiz quadrada de menos um” quanto para Uvani. (É inútil perguntar “o que” é ?–l. Pode-se indagar “quando” ela existe e como afeta outras entidades funcionais e estruturais. Só podemos obter respostas a essas perguntas.) Não apenas o Weltbild deve ser aceito, mas a própria entidade funcional deve ser conceituada com clareza como algo que existe potencialmente e de fato.

Entretanto, nessas condições de aceitação de um Weltbild apropriado e da crença na entidade funcional, esta última pode vir a existir. Agora começamos a ver “quando” Uvani existe. Será que isto nos ajuda?

Para ser proveitoso, um conceito precisa explicar os dados previamente inexplicáveis e explicáveis de que dispomos e também prever novos dados. Tentemos ver se, neste caso, nosso conceito é operante.

Ele parece ser capaz de explicar os dados de que dispomos. (Talvez isto se deva ao fato de ele ser tão geral, mas, a essa altura do jogo, isto é aceitável.) Certamente ele explica por que jamais fomos capazes de conceber um método teórico que nos permitisse determinar satisfatoriamente “o que” é um guia espiritual. E também por que nunca conseguimos projetar uma aparelhagem que detectasse diretamente um guia espiritual. (Se um telescópio está focalizado numa parede a um quilômetro e meio de distância, o ponto focal existe. Entretanto não podemos, nem mesmo teoricamente, detectá-lo por meio de qualquer instrumento que exerça a função de monitor. Mas ele existe, e, se for percebido e concebido apropriadamente por uma entidade estrutural que tenho, por exemplo, um canhão à mão, poderá afetar drasticamente a parede.)

De uma maneira curiosamente circular, explicamos as características de Uvani afirmando que essas são as características que ele possui. Este procedimento não é válido — pelo menos desde o fim da era medieval — quando se lida com entidades estruturais. No entanto, alegamos que ele é válido quando lidamos com entidades funcionais. (As características da “gravidade” são aquelas características que lhe atribuímos quando queremos explicar as tabelas de observações dos fenômenos solares. A entidade funcional denominada “gravidade” é muito útil, permite-nos explicar antigos dados e prever dados novos, mas explicamos suas características dizendo que essas são as suas características. À indagação “O que é a gravidade?”, só podemos responder dando de ombros, num gesto de impotência. Mas à pergunta “quando?” podemos responder. Não conseguimos detectá-la diretamente por meio de instrumentos, mas certamente conseguimos detectar seus efeitos.)

Tudo bem quanto ao fato de sermos capazes de “explicar” observações passadas. O teste decisivo, porém, consiste em saber se é possível prever novas observações. Tentemos mais uma vez.

Tomemos a liberdade de abordar Uvani indiretamente, através de outro aspecto da paranormalidadc. Trata-se, no caso, da cura mediúnica. A prova é bastante clara. Existe um tipo de “tratamento” dos problemas físicos que se situa fora de nossos sistemas de explicação atualmente aceitos. O “curador” conceitua de determinada maneira. O “paciente” reage (algumas vezes) por meio de mudanças biológicas positivas. Algumas vezes não existe mudança biológica aparente. O paciente pode ou não saber que o curador está “trabalhando” com ele, pode ou não acreditar nessa possibilidade, pode ou não se encontrar na presença física do curador. O que está acontecendo então?

Já mencionei o comportamento que os curadores sérios acreditam ser relevante, para a cura. (E declarações de curadores como os Worralls, Ronald Beasley e Edgar Jackson indicam que eles acreditam que esta análise é correta. Além do mais, quando adotei esse comportamento consegui resultados terapêuticos positivos, e o mesmo aconteceu com pessoas a quem ensinei esse procedimento.) Esse conjunto de comportamentos implica que o curador aceita uma visão de mundo na qual o aspecto mais importante das “coisas” é seu inter-relacionamento e sua conexão e na qual o isolamento e a separação são ilusórios. A total aceitação desse fato, pelo menos por um momento, preenche completamente o campo da consciência do curador. Ele conceitua uma entidade funcional especial que se encaixa orgânica e naturalmente nesta metafísica, isto é, o paciente não constitui mais uma entidade estrutural separada, isolada e restrita aos limites de sua pele, mas, mantendo intactos sua singularidade e sua individualidade, faz parte de uma entidade funcional que inclui o universo inteiro ou, pelo menos, o próprio curador e uma boa parte do universo. Por um momento, a consciência do curador está completamente tomada por esse conceito. Quando a cura ocorre, foi esse o procedimento que o curador adotou.[8]

O curador seguiu as nossas regras que determinam a existência de uma entidade funcional: em primeiro lugar, conceituando o sistema metafísico apropriado e aceitando integralmente sua validade; em segundo lugar, conceituando uma entidade funcional que se ajusta organicamente a essa visão de mundo e à situação presente, tal como ela é percebida através dessa visão, e aceitando integralmente sua validade. Essa entidade funcional que acaba de surgir, percebida pelo curador e provavelmente pelo paciente em algum nível, afeta suas entidades estruturais. Será que começamos a jogar alguma luz sobre os aspectos paranormais da cura mediúnica? O problema fundamental é transpor o abismo existente entre o curador e o paciente. Exceto quando somos forçados a fazê-lo — como no caso da gravidade — nos sentimos profundamente desconfortáveis diante de qualquer coisa que tenha o mais leve sabor de uma ação à distância. Para nós, isso cheira a paranormalidade. No nosso mundo normal de espaço e tempo, isso é paranormal. As entidades funcionais, entretanto, não são limitadas por tais critérios, e uma entidade funcional que inclua o curador e o paciente faz com que o abismo existente entre eles seja transposto. Pronto! Nossa cura mediúnica já não é mais paranormal. Como se revela conveniente este conceito da existência de dois tipos de entidade!

É possível apresentar uma teoria que “explique” como o abismo é transposto e o efeito disso sobre a entidade estrutural do paciente. (Fiz isso em outro momento, quando levantei a hipótese de que essa ação aproxima o paciente de um “estado organísmico ideal” e, portanto, estimula seus próprios mecanismos de auto-regeneração, a fim de que eles operem num nível mais próximo de seu potencial.) Mas será que esta teoria preverá novos dados? Esta é a dificuldade de toda teoria. Sem essa capacidade de prever, tudo o que nos resta é uma discussão interessante.

Assim, se o curador e o paciente forem incluídos numa mesma entidade funcional e se o curador conceituar uma entidade funcional que exerça efeitos terapêuticos positivos sobre o paciente, este freqüentemente apresentará uma mudança biológica positiva. No Weltbild que o curador está usando, uma entidade funcional desse tipo é perfeitamente razoável. Entretanto, seria igualmente razoável supor que uma entidade funcional semelhante exercesse efeitos terapêuticos positivos tanto sobre o curador quanto sobre o paciente, sobre todas as partes da entidade e não apenas sobre uma delas. Se uma entidade desse tipo for conceituada, deveríamos ter condições de observar efeitos terapêuticos positivos tanto sobre o curador quanto sobre o paciente. Agora começamos a aproximar-nos de uma situação experimental. Mas sabemos que os curadores são incapazes de curar a si mesmos. (Existem um ou dois casos que podem nos confundir, mas as provas são basicamente claras.) Uma mudança na entidade funcional conceituada deveria modificar esta situação, mas sem perda do efeito curativo sobre o paciente. Trata-se sem dúvida de uma previsão que pode ser submetida a um teste.

É possível testar outras previsões agora que dispomos do conceito básico segundo o qual é possível lidar com as entidades funcionais desde que elas se ajustem organicamente ao Weltbild empregado. Uma ampla variedade de testes são hoje teoricamente possíveis. O teste acima mencionado constitui um exemplo.

(Outra previsão que pode ser testada é aquela segundo a qual ninguém inventará um instrumento capaz de detectar diretamente a “energia” usada no tipo 1 de cura. Esse tipo de previsão, entretanto, não tem grande serventia no plano científico, a menos que se possa provar que ninguém pode inventar semelhante instrumento. Se alguém o fizer, mesmo que teoricamente, deve-se descartar a teoria inteira!)

O que acabo de descrever é uma abordagem ao problema da paranormalidade. É verdade que as leis normais de espaço e tempo não podem ser violadas por entidades estruturais. As entidades funcionais, todavia, podem violar impunemente algumas dessas leis. (Que leis poderão ser infringidas por uma determinada entidade funcional depende de suas características, bem como das características do Weltbild a que ela pertence organicamente.)

Se conceituarmos os guias espirituais sérios como entidades funcionais, os dados de que dispomos se tornam mais compreensíveis e parece possível prever novos dados.

Os físicos modernos usaram com grande proveito o conceito a que denominei “entidade funcional”. O elétron constitui talvez um bom exemplo. De acordo com as palavras de Henry Margenau, o elétron não tem uma “posição determinada”.[9] James Jeans escreveu o seguinte: “Discutir que espaço um elétron ocupa é provavelmente tão absurdo quanto discutir qual o espaço ocupado pelo temor, pela ansiedade e pela incerteza”.[10] Eddington afirmou que “um elétron não ocupa um lugar, mas se espalha e se distribui de acordo com as probabilidades”, e J. Robert Oppenheimer assim se manifestou: “O elétron não pode ser objetificado independentemente dos meios escolhidos para observá-lo ou estudá-lo”.[11] É claro que não estamos descrevendo uma entidade estrutural nestes termos. Se a ciência vê utilidade no elétron, na raiz quadrada de menos um, na gravidade e em muitas outras entidades funcionais, talvez valha a pena verificar a utilidade de conceituar dessa maneira os guias espirituais.

Fonte original: LeShan, Lawrence. “Quando é que Uvani existe?” Adendo B de “O Médium, O Místico e o Físico” (1974).

Artigo traduzido por Carlos Eugênio Marcondes de Moura. 




[1] Citado em W. B. Yeats, A Vision, Nova York, Collier, 1970, p. 4.

[2] Ofereço um exemplo característico desse fato em meu artigo “The vanished man”, Journal of the American Society for Psychical Research, 1967, pp. 132-42.

[3] Comunicação pessoal, 1965.

[4] Manuscrito inédito, Parapsychology Foundation, 1967.

[5] Lawrence LeShan, “Toward a general theory of the paranormal. A report of work in progress.” Nova York, Parapsychology Foundation, 1969, pp. 41-61.

[6] Ibid., p. 83.

[7] Lawrence LeShan. “Physicists and mystics: similarities in world view”. Journal of Transpersonal Psychology 1:1-20, outono de 1969.

[8] Refiro-me ao tipo de cura associada aos Worralls, Agnes Sanford, Rebecca Beard, Edgar Jackson, etc., a que, em outra passagem, denominei “tipo 1 de cura”. As curas praticadas por Chapmen-Laing e Arigó podem muito bem constituir fenômenos de tipo muito diferente. No momento, simplesmente não sei dizer. Além do mais, a cura realizada pela “imposição de mãos”, isto é, o “tipo 2”, pode ou não constituir uma variação do tipo 1. Existem razões teóricas que levam à conclusão de que ele é uma variante e outras tantas razões teóricas que levam à conclusão oposta! Espera-se que uma investigação mais aprofundada possa resolver esse dilema.

[9] Henry Margenau. The Nature of Physical Reality. Nova York, McGraw-Hill, 1960, p. 326.

[10] Citado em L. Barnett, The Universe and dr. Einstein, Nova York, William Morrow and Company, 1966, p. 288.

[11] Arthur Eddington. The Phylosophy of Physical Science. Ann Arbor, University of Michigan Press, 1958, p. 50.


[1] Comunicação pessoal, 1969.

92 respostas a “QUANDO É QUE UVANI EXISTE? Uma abordagem ao conceito do controle dos guias espirituais, por Lawrence LeShan (1974)”

  1. Antonio G. - POA Diz:

    Texto impressionante.

  2. Gorducho Diz:

    O artigo está até mais correto do que provavelmente imaginou o autor. Uvani, Feda, e demais guias espirituais existem apenas na imaginação dos supostos médiuns – considerados os que não sejam farsantes e de fato acreditem ser real o que fazem. Por isso toda tentativa experimental de detectá-los fracassou e, vemos por este ótimo artigo, está fadada ao fracasso.
     
    Esse Uvani ainda não conhecia…

  3. Gorducho Diz:

    Emmânuel é uma entidade funcional…
    Gostei da definição e do artigo!
    De uma maneira curiosamente circular, explicamos as características de Uvani afirmando que essas são as características que ele possui.
    Não! O Emmânuel não é circularmente definido, visto que ele foi o pai (adotivo) da Semíramis e o Lentulus.

  4. Gorducho Diz:

    “Liguei minhas antenas e pareceu-me que ele só existia em relação ao assunto que estava sendo discutido”.
    É claro… perfeito! O André Luiz só existe no contexto (em relação aos) dos livros escritos pelo CX.
     
    No outro incidente o parapsicólogo Ira Progoff perguntou a Uvani, quando Eileen Garrett se encontrava em transe: “Como tem passado desde nosso último encontro?”, referindo-se a uma outra ocasião em que a médium estava em transe. Uvani, uma entidade invariavelmente calma e senhora de si, ficou completamente confuso e foi incapaz de responder à pergunta. Na realidade, ele não parecia entendê-la, embora em várias outras ocasiões tivesse perguntado, a Progoff como ele tinha passado desde seu último encontro e fosse obviamente capaz de entender as implicações da pergunta.
    Perfeito de novo. O ente metafísico não fica instanciado durante os intervalos entreséances. Ele não existe.

  5. Marciano Diz:

    Acho que finalmente entendi os discos voadores. Eles são “entidades funcionais”. Tal e qual os espíritos, são desprovidos de comprimento, largura e espessura. Não podem ser detectados por qualquer instrumento, não se sujeitam às leis “normais” de espaço e tempo e muitas vezes podem, por exemplo, deslocar-se a uma velocidade maior do que a da luz.
    .
    .
    “Se eu apontar um telescópio para Aldebarã e depois focalizá-lo em Altair, algo muito “real” — o ponto de focalização do telescópio — moveu-se com maior rapidez do que a luz”.
    .
    COMENTÁRIO: E eu, que pensava que o que se moveu foi o telescópio…
    .
    .
    … se duas réguas compridas forem sobrepostas e houver entre elas um ângulo bastante reduzido, de tal modo que numa extremidade elas se sobrepõem e na outra extremidade ocorre uma pequena separação, então conseguirei localizar um ponto de divergência definido. Então, se eu juntar essas extremidades separadas, esse ponto de divergência se movimentará ao longo das réguas a uma velocidade maior do que a da luz (pelo menos em teoria). “.
    .
    COMENTÁRIO: Bom exemplo “imaginário”. Pena que no universo real, duas réguas tão compridas assim seriam esféricas, por causa da gravidade, e mais pena ainda que a energia necessária para movimentar uma massa dessa magnitude seja maior do que toda a energia produzida por uma galáxia.

  6. Marciano Diz:

    Também achei curioso como uma coisa que não tem comprimento, largura e espessura possa “deslocar-se” em qualquer velocidade.
    Fiquei curioso sobre como se mensuraria essa velocidade, que costuma ser, no mundo real, um espaço percorrido por alguma coisa num determinado tempo.

  7. Vitor Diz:

    Oi, Marciano
    esses exemplos imaginários são bem conhecidos da Física, muito utilizados para explicar tais conceitos:
    .
    http://www.renato.sabbatini.com/correio/ciencia/cp010420.html
    .
    existem várias exceções conhecidas e admitidas pela teoria da relatividade ao limite máximo da velocidade da luz. Por exemplo, imagine uma tesoura infinitamente grande. Se fecharmos essa tesoura a uma velocidade muito grande, o ponto de intersecção das duas lâminas se deslocará para a frente a uma velocidade cada vez maior, à medida que as lâminas ficarem cada vez mais paralelas (próximas uma da outra). Teoricamente, então, esse ponto pode exceder a velocidade da luz em um determinado momento. Outro exemplo: se um feixe de luz laser for jogado sobre uma superfície muito distante, qualquer pequeno movimento na origem do feixe deslocará o ponto de projeção sobre essa superficie a uma velocidade muitas vezes maior. Se essa distância for extremamente grande, a velocidade de deslocamento do ponto de projeção poderá exceder a velocidade da luz!

  8. Marciano Diz:

    Eu sei, VITOR, Einstein mesmo abusava desses exemplos.
    Só acho que eles são uma analogia muito fraca.
    São irreprodutíveis no mundo real.
    Eu imagino um exemplo muito mais real: se é verdade que aglomerados de galáxias se distanciam uns dos outros com velocidade diretamente proporcional à distância entre eles, haverá uma distância em que o deslocamento de um em relação ao outro será mais veloz do que a velocidade da luz. E isto é real.

  9. Marciano Diz:

    Não sei o que Einstein diria do meu exemplo. Talvez ele até tenha imaginado algo assim.
    O fato é que, se isso é real (e parece que é), não só a velocidade da luz pode ser superada como o conhecimento do universo estaria limitado a essa distância.

  10. Marciano Diz:

    Com relação ao feixe de laser, acho que trata-se de outro exemplo caduco.
    Se a velocidade do deslocamento angular for maior do que a frequência da luz do laser, seriam projetados apenas alguns fótons em vários pontos da superfície refletora, com um hiato crescente entre cada um desses pontos.
    É por causa de coisas assim que deixei de gostar de física teórica.

  11. Marciano Diz:

    Esqueci-me de dizer algo.
    Esses pontos da superfície refletora lavariam um tempo cada vez maior para serem atingidos pelos fótons.

  12. MONTALVÃO Diz:

    .
    O texto é bom. O autor traz reflexão a respeito do paranormal e o médium sob enfoque incomum e dá uma solução interessante ao problema.
    .
    Achei curiosa a frase inicial: “Em todos os casos sérios descritos como “paranormais”, as leis normais de espaço e tempo são violadas.”, quais seriam os casos “sérios” e “não sérios”? Tenho a impressão de que, em termos gerais, as histórias do paranormal, mesmo as mais ostensivamente fantasiosas e as claramente fraudulentas (ou seja, não-sérias), costumam quebrar as leis naturais. Entretanto, creio ter entendido a pretensão de Leshan: ele pretende discorrer apenas a respeito dos melhores casos, aqueles em que a falcatrua evidente não esteja manifesta.
    .
    LESHAN: Se encararmos a questão dessa perspectiva, torna-se evidente que existem dois tipos de coisas. As primeiras podem ser descritas como “entidades estruturais”. São coisas providas de comprimento, largura e espessura. Estão sempre sujeitas às leis “normais” de espaço e tempo.
    [...]

    As coisas do segundo tipo podem ser denominadas “entidades funcionais”. São desprovidas de comprimento, largura e espessura. Não podem ser detectadas por qualquer instrumento, embora não aconteça o mesmo com seus efeitos. Não se sujeitam às leis “normais” de espaço e tempo e muitas vezes podem, por exemplo, deslocar-se a uma velocidade maior do que a da luz.
    .
    COMENTÁRIO: O autor utiliza os termos “entidades estruturais” para designar as coisas concretas, detectáveis, que ocupam lugar no espaço-tempo, e “entidades funcionais” para se referir ao que não se enquadre nelas. São interessantes especificações, que casam bem com os conceitos de “coisas objetivas” (concretas) e “coisas subjetivas”.
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    LESHAN: Se eu apontar um telescópio para Aldebarã e depois focalizá-lo em Altair, algo muito “real” — o ponto de focalização do telescópio — moveu-se com maior rapidez do que a luz. Ou, se duas réguas compridas forem sobrepostas e houver entre elas um ângulo bastante reduzido, de tal modo que numa extremidade elas se sobrepõem e na outra extremidade ocorre uma pequena separação, então conseguirei localizar um ponto de divergência definido. Então, se eu juntar essas extremidades separadas, esse ponto de divergência se movimentará ao longo das réguas a uma velocidade maior do que a da luz (pelo menos em teoria). Outros exemplos poderiam ser dados.
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    COMENTÁRIO: ocorre que esse “movimento” além da velocidade da luz é apenas conceitual, ele não existe de fato (não como deslocamento além do limite estabelecido). O ponto de focalização de um telescópio está ligado ao telescópio. Só haveria real movimento acima do permitido pela lei se o telescópio ultrapassasse, na mudança dos pontos de focalização, a rapidez da luz.
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    LESHAN: Essas entidades são curiosas e difíceis. Um famoso incidente ocorreu com Ludwig Wittgenstein. Perguntaram-lhe o que era um ponto de intersecção, já que ele não possuía comprimento, largura ou espessura. Eis sua resposta: “Um ponto de interseção é um lugar do qual se pode iniciar uma discussão!” Com essa resposta profunda, Wittgenstein assinalou a natureza mais funcional do que estrutural dessa entidade.
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    COMENTÁRIO: Sendo o ponto de intersecção possuidor de iguais propriedades gerais que o ponto “comum” (ou seja, ponto não qualificado) bastaria indagar ao filósofo que era o “ponto” e pronto. Ponto de intersecção é o “local” onde duas, ou mais, linhas, que não sigam a mesma direção, se tocam. Em termos geométricos, o ponto geral é uma entidade adimensional, que define uma posição.
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    Só que a coisa se complica um pouco (conquanto não seja essa nossa pretensão) quando percebemos que as entidades funcionais podem possuir uma definição concreta e definições metafóricas. O ponto é bom exemplo. Se entendermos que a definição geométrica é a que lida com o ponto concretamente, veremos que dele existem dezenas de outras conceituações, todas simbólicas, mas sempre ligadas à categoria básica de “posição”.
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    LESHAN: A existência dessas entidades também difere consideravelmente da existência das entidades estruturais. Não possuem uma existência contínua, estejam ou não sendo mentalmente conceituadas. Ajustam-se muito bem à formulação que o bispo Berkeley tentou estabelecer. Só existem quando persistem na mente, quando estão sendo conceituadas, quando alguém considera sua existência. Não existe realidade num ponto, a menos que ele esteja sendo conceituado como tal.
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    COMENTÁRIO: em outras palavras: as entidades funcionais são entidades subjetivas, existem nas mentes que as formulam.
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    LESHAN: Não podemos ser afetados pelo foco de um telescópio quando alguém não estiver pensando nele. Para ser mais explícito, eu diria que uma entidade funcional não pode exercer um efeito sobre outras entidades (e assim, para todos os efeitos, cessa de existir) a menos que esteja sendo conceituada como algo existente.
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    Em relação a esse tipo de entidade não podemos indagar: “O que é isto?” e esperar uma resposta razoável. Podemos, no entanto, fazer outras perguntas, tais como “Quando isto existe?”, com a esperança de obter uma resposta satisfatória. (Um ponto de intersecção existe quando é conceituado como a intersecção de duas linhas.)
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    COMENTÁRIO: Aqui, discordo um tanto: creio possível e válido lançar a indação “o que é isto?”, uma vez as entidades funcionais (ou subjetivas), ao menos parte delas, são definíveis. As entidades funcionais também podem ser compreendidas como “ferramentas do pensamento”, considerando que são utilíssimos apoios para que a mente raciocine sobre e com as coisas que identifica fora de si mesma.
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    LESHAN: Vamos tomar um exemplo e examiná-lo rapidamente. Ninguém duvidaria da realidade de uma experiência emocional. Sabemos que ela é real. A pergunta “onde ela estava, quanto espaço ela ocupava?”, só podemos responder dando de ombros, num gesto de impotência. [...] Não podemos quantificar a experiência emocional, embora possamos comparar a intensidade de duas experiências desse tipo. [...] A experiência emocional existe nos momentos em que não está sendo vivenciada? Com toda a certeza diríamos que não.[...]
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    COMENTÁRIO: Creio que a experiência emocional seja o melhor exemplo de ponto de intercessão entre a realidade objetiva e a subjetiva. A vivência emocional é uma reação subjetiva ante situações objetivas. No seu aspecto subjetivo, obviamente, as reações são variadas de indivíduo a indivíduo: dificilmente duas pessoas reagiriam exatamente do mesmo modo diante da mesma situação vivencial. As reações podem ser bastante parecidas em termos gerais, por exemplo, em meio a um tiroteio a resposta comum dos que dele estão próximo é correr amedrontadamente, mas na intimidade de cada indivíduo os motivos da atitude típica são singulares.

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    LESHAN: Uma das diferenças entre esses dois tipos de entidades é que podemos perguntar “o que é” uma entidade estrutural e obter uma resposta razoável, mas com relação a uma entidade funcional a única pergunta cabível é “quando”. Há noventa anos tentamos perguntar “o que são” Uvani, Feda, etc., sem chegar a uma resposta satisfatória ou extrair um método teórico que nos permita obtê-la. As duas explicações habituais (que Uvani é um espírito, como ele alega ser, ou que é um desdobramento de uma múltipla personalidade) são infrutíferas, improváveis sob qualquer perspectiva. São, conforme as denominou Alan Gauld, “hipóteses fúteis”. A ciência afirma que se pessoas sérias procuram durante muito tempo e sem sucesso uma resposta, é porque estão fazendo a pergunta errada. É, sem dúvida, o que acontece neste caso. Se não podemos perguntar “o que é” uma entidade funcional, a pergunta cabível é “quando?”. Então, “quando” Uvani existe?
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    COMENTÁRIO: Contrariando a alegação de Alan Gauld (de que seja fútil averiguar se Uvani é espírito ou desdobradamento de personalidade), opino que seja relativamente fácil deslindar o mistério de Uvani e correlatos. Primeiramente cabe considerar que não existe resposta única, visto que os “uvanis” da vida provêm de diversas fontes, desde a fonte da safadeza, até a da credibilidade acrítica (o autor toca nesse aspecto de passagem, ao mostrar que, no texto, trata apenas dos guias espirituais “sérios”). Por meio de testes adequadamente urdidos poder-se-ia aferir a presença e realidade dos “uvanis”: não será pelo fato de alguns desses, eventualmente, apresentarem informações que dificilmente (mas não impossivelmente) obteriam por meios normais que suas realidades serão estabelecidas. Há que se demonstrar contra quaisquer dúvidas que os “uvanis” são entes ativos, atuantes e comunicantes. O admirável é que isso se conseguiria com facilidade, porém os cultuadores da hipótese mística, de que Uvani seja real espírito comunicante, preferem evitar verificação esclarecedora.
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    LESHAN: Dois incidentes interessantes me ocorrem neste momento. No primeiro deles, Rosalind Heywood falou-me de uma ocasião em que conversava com Abdul Latif, um dos principais guias de Eileen Garrett. Ela decidiu usar suas próprias capacidades paranormais, altamente desenvolvidas, para tentar perceber Abdul Latif. “Liguei minhas antenas e pareceu-me que ele só existia em relação ao assunto que estava sendo discutido”.[3]
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    COMENTÁRIO: Não fica claro que se o autor considera que Heywood realmente possuísse capacidade paranormal (e “altamente desenvolvida”] ou se cita o que Rosalind dissesse de si mesma.
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    LESHAN: Então, “quando” Uvani existe? Será esta uma indagação proveitosa? Ela nos ajuda a ver um pouco mais longe? Vamos tentar algumas respostas. Uvani existe “quando” Eileen Garrett entra num determinado estado de consciência ao perceber a necessidade de alguém. Quando ela conceitua o mundo de uma determinada maneira (a RC) e, nessa Weltanschauung, conceitua Uvani como tendo uma existência, ele existe. Além do mais, nessa conceituação, ele possui certas características. Sob tais condições, uma entidade funcional provida dessas características passa a existir e funciona de acordo com elas.
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    COMENTÁRIO: embora com uma abordagem específica, fica clara a tese do autor: Uvani é produto da mente do médium. O que concorda com a concepção por alguns de nós aqui esposada.
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    Depois farei novas apreciações.

  13. Gorducho Diz:

    Pouquíssimo surpreendentemente, o Analista Montalvão sintetizou o conceito proposto: ferramentas do pensamento.
    O autor adota alinha do Porfírio & outros tentando dar caráter metafísico, ou seja transformar em entes ferramentas do pensamento ou conceitos. A própria denominação alternativa: entidades subjetivas também reflete essa Weltanschauung. Assim amor; vermelho; números; seriam entes metafísicos.
    De qualquer forma o resultado prático do interessante artigo é verdadeiro: guias espirituais são ferramentas de pensamento por parte dos sedizentes médiuns. Por isso nenhum experimento bem concebido que pressuponha a existência dessas ferramentas enquanto entidades dotadas de “vida” própria terão resultados positivos.
    Intuitivamente cônscios disso, os espíritas preventivamente fogem só ao ouvir falar na possibilidade de realizarem-se-os!

  14. Antonio G. - POA Diz:

    Teorias “Hellmannéticas”…
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    Mudando um pouquinho de assunto, hoje os jornais dão destaque ao posicionamento do Papa Francisco face à origem do universo, declarando que “o criacionismo e o evolucionismo não são incompatíveis”.
    Outro dia, ele bem que tentou – mas foi imediatamente contido pelos arautos da verdade – admitir as uniões homossexuais como fato aceitável pela SMI.
    Cara bom esse Papa! Aos pouquinhos, ele vai abrindo espaço para fazer a “dinossáurica” ICAR “cair na real”.
    Não demora nada, ainda vai dizer que esse papo de Deus é mera figura de linguagem. Ainda vai afirmar que Deus é só um ente simbólico. Inexistente. Fantasia infantil da qual os adultos já deveriam andar tratando de libertarem-se. Que nos tempos atuais, já não cabe mais tal primitivismo. Que o importante é as pessoas buscarem os valores éticos, morais e humanitários. Não terceirizarem a responsabilidade sobre suas vidas. E procurarem viver livres e felizes, tanto quanto seja possível. Sem esperar punições ou recompensas. E sem medo.
    Esse Papa sabe das coisas. Que bom prá Igreja!

  15. Antonio G. - POA Diz:

    Marciano, para seu regozijo, antevejo (pois que tenho algum poder premonitório) o Papa dizendo que o tal Jesus Cristo é também apenas um personagem fictício, um “contador de histórias”. Meio Forest Gump, meio Paulo Coelho.

  16. Marciano Diz:

    ANTONIO, acho que podemos dizer de sua premonição “certus an, sed incertus quando”.
    De que esse dia chegará, não tenho dúvidas. Já quando ocorrerá, acho que ainda está muito distante.

  17. Antonio G. - POA Diz:

    Certo… Exagerei um pouco. Foi um arrebatamento entusiástico. Um arroubo de contentamento.

  18. MONTALVÃO Diz:

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    Tendo conhecido melhor o pensamento de Leshan, comento meus comentários anteriores, com as retificações cabíveis.
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    Primeiramente, cabe salientar que Leshan adota a prática (que considero incorreta) de misturar mediunidade com paranormalidade. Para ele é tudo o mesmo. Embora a parapsicologia tenha em sua pauta de estudos questões atinentes ao médium (e até – pasmem! – a reencarnação consta dessa pauta!), a realidade é que existe a hipótese mediúnica, que postula serem espíritos que fomentam os fenômenos da mediunidide, e a hipótese paranormal, que diz haver poderes em certas pessoas, que lhes facultam obter conhecimento, e realizar certos feitos, por vias anômalas.
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    Isso é de há muito sabido: Charles Richet, no início do século XX, já enfatizava as diferenças entre as propostas espiritista e a metapsíquica, considerando esta superior àquela.
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    É certo que os parapsicólogos atuais podem manter igual postura que Richet e reconhecer a existência de duas linhas explicativas, no entanto, muitos desses agem como se não existisse a reflexão mediúnica, ou, no caso de parapsicólogos espiritistas, defendendo (implicitamente) que existe um tanto de paranormalidade junto com outro tanto de ação de espíritos no processo.
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    No caso de Leshan, o texto que está sob análise (Quando é que Uvani existe?) constitui um adendo ao livro intitulado: “O Médium, o Místico e o Físico”. A leitura isolada dessa parte dá visão distorcida do real pensamento do autor. Por exemplo, ao examinar o escrito, supus que fosse uma avaliação do médium, sob o foco da paranormalidade não comprometida com alguma linha religiosa. Mas, não é isso. Leshan mistura de fato os conceitos de mediunidade e paranormalidade sem piedade. Basta examinar o prefácio de seu livro que o fato fica bem claro, exemplos:
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    LESHAN: “Muitos dos que trabalham com seriedade neste campo (DENOMINADOS PESQUISADORES DA MEDIUNIDADE OU PARAPSICÓLOGOS) acreditam que todos estes termos — precognição, telepatia e clarividência se referem a um mesmo processo geral (freqüentemente denominado PES — percepção extra-sensorial), que se manifesta de diversas maneiras. No entanto, até agora não foi possível chegar a uma compreensão clara sobre em que consiste este processo.”[...]
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    COMENTÁRIO: “pesquisadores na mediunidade” não são necessariamente parapsicólogos, como dá a entender Leshan, nem os termos podem ser intercambiados impunemente um com o outro.
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    LESHAN: “G. N. M. TYRRELL, UM DOS MAIORES PESQUISADORES DA MEDIUNIDADE, resumiu muito melhor do que eu jamais poderia fazê-lo aquilo que se tornou minha própria opinião sobre a natureza deste campo de investigação:[...]”
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    COMENTÁRIO: acontece que Tyrrel foi um legítimo parapsicólogo, foi presidente da SPR, e considerava que as aparições de fantasmas fossem produtos do subconsciente, em vez de entidades desencarnadas. Tem-se a impressão de que Leshan prefere o termo mediunidade, ou pesquisador da mediunidade, ao de parapsicólogo: isso fica claro, ainda no prefácio, onde se lê:
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    LESHAN: UM DOS GRANDES ESPECIALISTAS EM PESQUISA DA MEDIUNIDADE, D. J. WEST, afirmou, por ocasião de sua aposentadoria, que, ao recordar seus anos de pesquisa, ficou deveras surpreso ao notar quanto tempo passara à espera de bons resultados e quão pouco tempo dedicara a dar seguimento a alguns bons resultados que obtivera. Como vemos, a ansiedade suscitada por esse campo de pesquisa também afeta os pesquisadores da mediunidade.
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    COMENTÁRIO: entretanto, D.J. West não era “pesquisador da mediunidade”, sim investigador do paranormal.
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    LESHAN: NOS DIAS DE HOJE A PESQUISA DA MEDIUNIDADE É UM CAMPO DESASTROSO. É pouco provável que no mundo inteiro existam mais do que vinte e cinco pesquisadores que a ela se dediquem em tempo integral. Os fundos destinados a esse tipo de pesquisa são incrivelmente escassos, e, enquanto escrevo estas linhas, o mais importante labo¬ratório de pesquisa nessa área, o Laboratório de Sonhos William C. Meninger, está para fechar por falta de recursos.
    .
    COMENTÁRIO: certamente Leshan se refere à pesquisa do paranormal, mas prefere nomeá-la “pesquisa da mediunidade”. Porém, mesmo perante essa confusão de conceitos, que ainda não compreendi bem a razão, o autor se pronuncia com juízo em certos aspectos do assunto:
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    LESHAN: Por outro lado, a maior parte do interesse por esse campo é seriamente prejudicado na medida em que se perde em bobagens como livros do tipo “Edgar Cayce e a Atlântida”, “Astrologia e sexo”, ou conferências sobre “A percepção extra-sensorial e a reencarnação”
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    COMENTÁRIO: em primeira observação fica a impressão de que o autor desconhece a proposta mediúnica, a que defende a realidade dos contatos entre vivos e mortos. Mas, obviamente, Leshan não poderia desconhecê-la, o mais provável é que não dê valor às concepções dos mediunistas, conforme o trecho a seguir indica:
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    LESHAN: Sensitiva é aquela pessoa que demonstra precognição, telepatia e/ou clarividência com uma freqüência fora do comum. MÉDIUM é o sensitivo (e, na cultura ocidental, deparamo-nos mais freqüentemente com médiuns do sexo feminino) que EXPLICA A AQUISIÇÃO DE INFORMAÇÕES OBTIDAS POR VIA PARANORMAL AFIRMANDO QUE AS RECEBE DE “ESPÍRITOS” OU DE “ALMAS DE PESSOAS MORTAS”. Alguns médiuns entram em transe, no qual se identificam como outra pessoa que não aquela a partir da qual costumam estabelecer a própria identidade. Durante o transe, um bom médium freqüentemente demonstrará um nível muito alto de informações obtidas paranormalmente. SE ELAS PROVÊM OU NÃO DE “ESPÍRITOS”, COMO ACREDITA A MAIORIA DOS MÉDIUNS, É ALGO QUE FICA A CRITÉRIO DE CADA UM DE NÓS.

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    COMENTÁRIO: adiante tenciono dizer mais sobre as ideias de Leshan. Estes comentários são necessários, creio, para melhor entendermos o que o explanador pretende com sua peroração a respeito de “quando Uvani existe?”. Vamos às revisões das ponderações anteriores.
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    MONTALVÃO DISSE: O texto é bom. O autor traz REFLEXÃO A RESPEITO DO PARANORMAL E O MÉDIUM sob enfoque incomum e dá uma solução interessante ao problema.
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    COMENTÁRIO atual: em verdade, Leshan considera que todo médium (Médium “sério”, conforme ele frisa) seja paranormal, descartando valor à idealização mediunista.
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    LESHAN: Se eu apontar um telescópio para Aldebarã e depois focalizá-lo em Altair, algo muito “real” — o ponto de focalização do telescópio — moveu-se com maior rapidez do que a luz. [...]
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    MONTALVÃO DISSE: ocorre que esse “movimento” além da velocidade da luz é apenas conceitual, ele não existe de fato (não como deslocamento além do limite estabelecido). O ponto de focalização de um telescópio está ligado ao telescópio. Só haveria real movimento acima do permitido pela lei se o telescópio ultrapassasse, na mudança dos pontos de focalização, a rapidez da luz.
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    COMENTÁRIO atual: o Marciano, com sua marciância percepção, já destacara, ironicamente, a fantasia de Leshan. Se formos pensar em outros exemplos, poderemos chegar a proposições muitos jocosas, ou inquietantes. Digamos que eu olhe para uma das constelações visíveis a olho nu à noite, em seguida vire meu rosto para outra constelação igualmente visível. Supondo que uma distasse da outra, digamos, dois anos luz, tal significaria que meu foco visual se move muitíssimas vezes acima do nível máximo definido pela física. Se consigo mover meu foco de vista muitississississimo além da lepidez da luz, quem sabe não me mova por inteiro, qual The Flash, pelo menos, à velocidade limite? Já pensou nas implicações? Ainda não pensei, mas estou propenso a considerar as aplicações práticas dessa habilidade em mim recém-descoberta…
    /
    /.
    LESHAN: A existência dessas entidades também difere consideravelmente da existência das entidades estruturais. Não possuem uma existência contínua, estejam ou não sendo mentalmente conceituadas. AJUSTAM-SE MUITO BEM À FORMULAÇÃO QUE O BISPO BERKELEY TENTOU ESTABELECER. Só existem quando persistem na mente, quando estão sendo conceituadas, quando alguém considera sua existência. Não existe realidade num ponto, a menos que ele esteja sendo conceituado como tal.
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    MONTALVÃO DISSE: em outras palavras: as entidades funcionais são entidades subjetivas, existem nas mentes que as formulam.
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    COMENTÁRIO atual: só que Berkeley não postulava a existência de “entidades funcionais”, em contrapartida às “estruturais”, para esse filósofo não existiria coisa alguma subjacente ao registrado sensorialmente. O que tocamos e sentimos é o que existe, ou seja, só existe uma “entidade”: aquela que é percebida.
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    LESHAN: Dois incidentes interessantes me ocorrem neste momento. No primeiro deles, Rosalind Heywood falou-me de uma ocasião em que conversava com Abdul Latif, um dos principais guias de Eileen Garrett. ELA DECIDIU USAR SUAS PRÓPRIAS CAPACIDADES PARANORMAIS, ALTAMENTE DESENVOLVIDAS, para tentar perceber Abdul Latif. “Liguei minhas antenas e pareceu-me que ele só existia em relação ao assunto que estava sendo discutido”.[3]
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    MONTALVÃO DISSE: Não fica claro que se o autor considera que Heywood realmente possuísse capacidade paranormal (e “altamente desenvolvida”] ou se cita o que Rosalind dissesse de si mesma.
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    COMENTÁRIO atual: após conhecer mais amplamente o pensamento de Leshan, fica claro que, para ele, a paranormalidade não só é real, como paranormais poderosos (aqueles que controlam seus poderes) existem. Confira o depoimento dele:
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    LESHAN: Este livro inicia-se, portanto, colocando duas indagações: “POR QUE ACREDITAMOS QUE O PARANORMAL EXISTE?” e “SE ELE EXISTE DE VERDADE, POR QUE É IMPORTANTE?”.
    Como AS CONCLUSÕES A QUE CHEGUEI SÃO ESCLARECIDAS NO CAPÍTULO 1 (EXISTE, SIM, E É MUITO IMPORTANTE), uma questão correlata (Por que ele não é geralmente aceito, nem em nossa sociedade, nem pelos cientistas?) é discutida com alguma profundidade no Adendo A, dedicado àqueles que se interessam pelo problema.
    .
    .
    Comentarei mais, se houver ocasião.

  19. Sharp Random Diz:

    Depois de tanto tempo me impressiona a fidelidade de certos comentaristas que parecem não evoluir no mesmo ritmo das propostas do site.

  20. Antonio G. - POA Diz:

    “Depois de tanto tempo me impressiona a fidelidade de certos comentaristas que parecem não evoluir no mesmo ritmo das propostas do site.
    .”
    Bela frase! Gostei. Se eu entendesse o que exatamente significa, talvez gostasse ainda mais.

  21. Antonio G. - POA Diz:

    Guerra de concorrência:
    O CEO da Apple revelou que é gay. Pois o CEO da Samsung afirma que é ainda mais gay. E à prova d’água.

  22. Montalvão Diz:

    .
    Sharp Random Diz: Depois de tanto tempo me impressiona a FIDELIDADE de certos comentaristas que parecem não evoluir no mesmo ritmo das propostas do site.
    .
    COMENTÁRIO: agora pintou-me a dúvida: quanto tempo?
    .
    E a fidelidade? A quê ou a quem?
    .
    Saudações phillips.

  23. Montalvão Diz:

    .
    Marciano,

    Achei uma igreja adequada ao seu perfil. Quero ver agora não se converter…
    .
    https://www.youtube.com/watch?v=k9NtW6KpdFU

  24. Montalvão Diz:

    Eu tinha um sharp random, mas queimava muita válvula…

  25. Contra o chiquismo Diz:

    O problema da sharp era a queima da rosca. Sempre queimava na reta.

  26. Contra o chiquismo Diz:

    Maldito sharp!!

    http://img.bomnegocio.com/images/59/5986119635.jpg

  27. Marciano Diz:

    MONTALVÃO, eu já sabia que o criador do universo era o diabo, com tanta coisa má que nele existe.
    Na realidade, quando alguém fica infestado de “Ascaris lumbricoides”, não se trata de diabolice, apenas de um dos resultados da seleção natural.
    Já nasci convertido ao pensamento crítico.
    Não me converti, mas me inscrevi no canal.
    .
    Eu já tive um rádio desses (Sharp Random), mas ele só falava coisas incompreensíveis, frases desconexas, discursos hebefrênicos, então joguei-o no lixo.
    .
    Estou mais atarefado do que nunca, não obstante, atento e vigilante, para comentar algum assunto que venha a surgir que traga algo de interessante.
    Saudações a todos.

  28. Gorducho Diz:

    Eu sou do tempo da eletrola: tinha em casa uma Standard Electric com olho mágico (até hoje não lobriguei sistema melhor p/sintonizar corretamente). O prato era forrado com veludo e havia o sistema de multi-discos, de modos que mesmo 1 LP caia no prato e o braço autoposicionava-se. Tinha uns 50 78 e se bem me lembro 2 45 c/4 faixas por lado + 1 de tamanho LP de violão, se bem me lembro do Dilermando de Aguiar.
    Esses 45 ainda devem estar num armário… Os 78 não sei o que ocorreu: perderam-se em múltiplas mudanças, pois que era inviável transportar tudo.
    Rádio rádio havia esse Philips:
    http://www.bn.com.br/radios-antigos/gifs/philips9.jpg adonde as pilhas ficavam numa caixa metálica. No fim ocorreu que vazaram e inutilizou essa caixa e desativaram esse rádio.

  29. Gorducho Diz:

    Também havia esse Philips
    http://mlb-s1-p.mlstatic.com/gorpley-antigo-radio-valvulado-philips-14389-MLB233209161_7463-F.jpg
     
    só que a caixa era verdemais claro; e ficava na mesa-de-luz dos meus pais e eu não o usava quase…

  30. Marciano Diz:

    Esses aparelhos eram bons para a prática de transcomunicação instrumental, mas depois que os espíritos morreram, perderam a graça.

  31. Antonio G. - POA Diz:

    Hummmm… Não seria Dilermando Reis, o violonista do “Abismo de Rosas”?

  32. Antonio G. - POA Diz:

    Antes de poder comprar meus próprios discos e desenvolver meu próprio gosto musical, muito escutei este e outros discos do meu pai. MPB, Chorinhos e Bossa Nova. Naquele tempo, a música tinha uma “batida” um pouco diferente do Funk e do Axé Music de agora…

  33. Gorducho Diz:

    Hummmm…, &c.
     
    Impressionante como a memória me traiu… a mulher tinha-o bem à mão :)
    Dilermando Reis Sua magestade o violão
    Continental 7″ 45RPM
    {Romance de amor, Magoado, Dois destinos, Noite de lua}
     
    O corretor do sítio está brabo, mas é com g mesmo!

  34. Gorducho Diz:

    Formato dos sulcos: Extend-Play

  35. Marciano Diz:

    GORDUCHO e ANTONIO, matem a saudade.
    Tem as mencionadas e ainda outras.
    https://archive.org/details/SuaMajestadeOViolao1956

  36. Contra o chiquismo Diz:

    Esse LP queimou as 2 caixas de som do 3 em 1 da CCE…

    http://mlb-s2-p.mlstatic.com/chico-xavier-preces-e-mensagens-lp-13918-MLB3221291052_102012-O.jpg

  37. Contra o chiquismo Diz:

    E este disco acabou com a agulha da vitrola Sonata..

    http://mlb-s2-p.mlstatic.com/lp-chico-xavier-ternura-espirita-wanderleia-cristina-fre-5855-MLB5001750348_092013-F.jpg

  38. Antonio G. - POA Diz:

    Putz… Tá eu confesso !!! Ouvi horas e horas de fitas K7 e CDs de mensagens e palestras de Chico Xavier, Divaldo Pereira Franco, Zíbia Gasparetto, Raul Teixeira e outros…
    Sim, eu o fiz !!! Sou réu confesso! E arrependido…
    .
    Só tenho uma vantagem: Não há nada que eu não conheça sobre estas ladainhas. Por isto, é ruim de discutir comigo.
    .
    Ontem eu estava vendo um pequeno trecho de um programa de TV que discutia a “farsa” de um sedizente médium que teria apresentado ao advogado de defesa da tal Suzane Von Richthofen uma suposta psicografia dos pais assassinados pela moçoila e seus asseclas. Os dois (juntos!) teriam enviado uma mensagem do além perdoando e inocentando a filha querida, pedindo clemência ao juri que a condenou. Havia uma espírita especialista em mediunidade que dizia ter certeza de que a alegada psicografia era falsa, e mostrava-se “indignada, como todos os espíritas, pelo fato de um farsante utilizar-se de um método tão ultrajante, falseando uma psicografia, fenômeno que realmente existe, conforme a ciência já provou (sic), e não podem ser utilizados de forma tão ignóbil, na tentativa de ludibriar um juri e inocentar um criminoso”. A apresentadora do programa e seu assistente, um advogado, anuiram consternados.

  39. Vitor Diz:

    Antonio,
    qual era o programa? Qual era o nome do médium da psicografia? E quem era a especialista?

  40. Gorducho Diz:

    Tem as mencionadas e ainda outras.
     
    Não, o meu tem o mesmo título mas porém não é LP. Na capa aparece só ele de fatiota sem violão, e as músicas são as 4.
    O furo é o comum não aquele grande daqueles toca-discos multidiscos gozados americanos.

  41. Gorducho Diz:

    E me enganei (noto que recordo melhor o futuro que o passado :( ): os de 4 faixas/face eram 33 – LP 10″

  42. Larissa Diz:

    http://tvuol.uol.com.br/video/sonia-abrao-le-suposta-carta-psicografada-dos-pais-de-suzane-von-richthofen-0402CD9C3064D8915326/

  43. Larissa Diz:

    Tb teve do Chorão.
    http://tvuol.uol.com.br/video/sonia-abrao-desabafa-sobre-suposta-carta-psicografada-de-chorao-04020D1A3366CC815326
    .
    Piada de mal gosto..

  44. Larissa Diz:

    https://m.youtube.com/watch?v=24lfcAJl_Ko
    Tá aqui o,conteúdo todo.

  45. Antonio G. - POA Diz:

    Vitor, o programa era A Tarde é Nossa, na TV Record. A apresentadora, Sônia Abrão. A suposta psicografia teria sido recebida por ninguém menos do que Chico Xavier. Não lembro o nome da espírita especialista em mediunidade. O programa foi ao ar na tarde de 3ª feira, anteontem.

  46. Antonio G. - POA Diz:

    Eu assisti só um pedaço, mas foi isso. O que mais me chamou a atenção foi a afirmação da sensitiva de que “a ciência já provou a existência de psicografias”, mas que aquela era, obviamente, falsa. E me diverti com a concordância da apresentadora e de seu assistente/convidado. O que eu pensei na hora foi que alguns entendidos evocam para si a hegemonia da picaretagem (ou da “viagem na maionese”). Achei engraçado. Me pareceu “o roto falando do esfarrapado”.

  47. Antonio G. - POA Diz:

    Claro que isto é sob o MEU ponto de vista, que considero falsa TODA e QUALQUER psicografia.

  48. Antonio G. - POA Diz:

    Em tempo: Como eu já disse, não assisti ao quadro inteiro, mas entendi que alguém espírita teve acesso a uma mensagem psicografada pelo CX e tentou usá-la na defesa da tal Suzane. Não entendi direito qual teria sido exatamente o papel do advogado de defesa, se ele estava de acordo, se participou da história, sei lá…
    Não deve ser difícil verificar, se alguém se interessa. Eu não me interesso.

  49. Antonio G. - POA Diz:

    Em tempo 2: Me dei conta de que o assassinato do casal Richthofen ocorreu pouco depois do “desencarne” do CX. Então, vejo que não poderia ele ter psicografado a suposta mensagem. Eu “peguei o bonde andando”, mas tenho certeza de que falaram em Chico Xavier.
    Mais um ingrediente para quem quiser pesquisar o teor exato do programa.

  50. Antonio G. - POA Diz:

    .
    Eu disse que não me interessava, mas…
    http://www.forumespirita.net/fe/artigos-espiritas/caso-suzane-von-richtofen/
    .
    Vitor, você já não tratou deste assunto aqui?

  51. Gorducho Diz:

    O absurdo está na origem e, pouco surpreendentemente, a culpa é daquele espíritas que defendem o uso das “psicografias” no sistema judiciário.
    Então: como discernir o “autêntico” – só para fins de argumentação, claro esteja… – do “não”?
     
    Observação complementar: sublinho aqueles pois que espíritas mais sensatos, como certamente o Professor, percebem que isso é absurdo.

  52. Antonio G. - POA Diz:

    Gorducho: Certo. Aceitar uma psicografia como prova em processo judicial é absurdo, inadmissível e perigoso. Um magistrado que admite tal recurso deveria ser imediatamente afastado do serviço público, em nome da segurança jurídica e do bem comum. Mas, no Brasil…

  53. Antonio G. - POA Diz:

    Larissa, só agora vi que você postou parte do referido programa. Valeu.

  54. Antonio G. - POA Diz:

    É interessante a roupagem de “coisa séria” que os espíritas dão – e muita gente aceita – a sua doutrina e práticas religiosas. Parece difícil para muitos entender que não há qualquer diferença entre psicografia e leitura de mãos, de jogo de cartas de tarot ou de jogo de búzios. É por isso que nem se imagina um juiz aceitando a idéia de um pai-de-santo jogando búzios em um tribunal para elucidar alguma dúvida sobre alegados fatos, mas uma psicografia tem alguma chance de ser admitida.
    Como diria Hebe Camargo: “Não é uma graciiiiiinha…?”

  55. Antonio G. - POA Diz:

    melhor dizendo: pai de santo, sem hífen.

  56. Gorducho Diz:

    Mais sensata então a justiça no estilo medieval, ou seja, amarra-se o réu e joga-se-o n’água ou faz-se-o passar sobre brasas e aí analisa o resultado (aliás o Pedro Bartolomeu se deu mal na 1&#170: Cruzada… :( ).
    Aí ninguém interfere e não existe o problema de saber se o affidavit é autêntico ou não, pois que não há interferência humana, sendo tudo providenciado diretamente pela Providência.

  57. Gorducho Diz:

    [...] 1ª Cruzada {…]

  58. Antonio G. - POA Diz:

    Novamente certo, Gorducho. O onisciente, onipresente e onipotente é, por óbvio, infalível. Além de ser soberanamente bom e justo.
    Entregue-se, pois, exclusivamente a ele o papel de justiceiro. E tudo se resolverá.

  59. Larissa Diz:

    Antônio: Como diria Hebe Camargo: “Não é uma graciiiiiinha…?”
    .
    Hebe tb psicografou e Só ia Abraão, sempre antenada, divulgou a mensagem em seu programa.
    http://mais.uol.com.br/view/w72sr1ihch6f/sonia-abrao-le-carta-psicografada-de-hebe-para-silvio-santos-04024D9B3072D8C14326?types=A&

  60. Larissa Diz:

    Corrigindo: Hebe mandou mensagem do além….

  61. Marciano Diz:

    O que eu acho engraçado nas psicografias jurídicas é o fato de que elas sempre se endereçam à absolvição, nunca à condenação.
    .
    Sobre as propostas ordálias, estou de acordo com vocês. Todos os suspeitos de crimes hediondos deveriam ser postos por meia hora num alto forno ligado da CSN.
    Saindo vivos, são inocentes, sendo culpados, a justiça já foi feita.

  62. Marciano Diz:

    Claro que a ordália só dá certo se tivermos muita fé em deus.

  63. Antonio G. - POA Diz:

    Ah… Então, temo que não funcionaria comigo…

  64. Marciano Diz:

    Mas, à quarta vigília da noite, dirigiu-se Forrest Gump para eles, andando por cima do mar.
    E os discípulos, vendo-o andando sobre o mar, assustaram-se, dizendo: É um fantasma. E gritaram com medo.
    Forrest Gump, porém, lhes falou logo, dizendo: Tende bom ânimo, sou eu, não temais.
    E respondeu-lhe ANTONIO, e disse: Senhor, se és tu, manda-me ir ter contigo por cima das águas.
    E ele disse: Vem. E ANTONIO, descendo do barco, andou sobre as águas para ir ter com Forrest Gump.
    Mas, sentindo o vento forte, teve medo; e, começando a ir para o fundo, clamou, dizendo: Senhor, salva-me!
    E logo Forrest Gump, estendendo a mão, segurou-o, e disse-lhe: Homem de pouca fé, por que duvidaste?

    Mateus 14:25-31

  65. Antonio G. - POA Diz:

    24.Porém Antonio é chamado Dídimo, um dos doze, não estava com eles, quando veio Forrest Gump.
    25.Disseram-lhe os outros discípulos: Vimos o Senhor. Mas ele respondeu: Se eu não vir nas suas mãos o sinal dos cravos, e não puser o meu dedo no lugar dos cravos, e não puser a minha mão no seu lado, de modo algum hei de crer.
    26.Oito dias depois estavam outra vez ali reunidos seus discípulos e Antonio com eles. Estando as portas trancadas, veio Forrest Gump, pôs-se em pé no meio deles e disse: A paz seja convosco.
    27.Em seguida disse a Antonio: Chega aqui o teu dedo e olha as minhas mãos; chega também a tua mão e põe-na no meu lado; não sejas incrédulo, mas crente.
    28.Respondeu Antonio: É maracutaia, Gump! Já vi o João de Deus fazer melhor que isto!
    .
    João 20: 24-28

  66. Marciano Diz:

    Eu me lembro, ANTONIO. Eu também estava lá. Eu até perguntei ao Gump como ele fez o truque para fingir que morreu. Esse FG é um cara muito ladino.

  67. Marciano Diz:

    Ele era um cara cheio de atitudes escalafobéticas, mas gostava de uma cana. Lembro-me de uma festa na qual acabou-se a bebida e ele fez um truque para fingir que transformou água em vinho, mas arranjou seis talhas de vinhos da melhor qualidade, melhor do que um Romanée Conti. O mestre de cerimônias ficou impressionado com a qualidade. E era um excelente enólogo.
    Na Robert Parker esse vinho teria nota 110.

  68. Antonio G. - POA Diz:

    Marciano, definitivamente, você não vai para o céu…

  69. Antonio G. - POA Diz:

    Nos encontraremos no purgatório ou no umbral. Acho que não somos tão maus que mereçamos o inferno. Ou será que sim?

  70. Antonio G. - POA Diz:

    Com Jesus não se brinca…
    https://www.youtube.com/watch?v=gy2wuoY2kC4

  71. Antonio G. - POA Diz:

    Ah… se eu tivesse medo…

  72. Antonio G. - POA Diz:

    Mas eu tenho certeza de que não serei castigado por zombar de Deus, porque Ele é um pai piedoso e é onisciente. Sabe que eu, apesar de não acreditar Nele, sou um cara do bem. E não se daria ao trabalho de castigar um filho insurreto. Ele não me castigará, porque é soberamente bom e justo. Ou porque simplesmente Ele não existe. Em qualquer dos casos, estou salvo. Amém…

  73. Marciano Diz:

    ANTONIO, a questão não é se somos ou não somos maus.
    Veja que Lennon disse uma frase despretensiosa, pinçada fora do contexto em que foi dita, e foi morto (muitos anos depois) por FG, o qual apossou-se do corpo do pobre coitado do Mark David Chapman, que encontra-se cumprindo pena até hoje (a vingança divina foi no dia de nossa senhora da conceição, 08 de dezembro de 1980);
    Tancredo não disse nenhuma maldade, e foi morto também;
    Cazuza morreu só porque ofereceu maconha a deus (ele só gosta de vinho, mesmo assim, muitas vezes não gosta);
    Bon Scott cantou música cuja letra não escreveu e morreu assim mesmo.
    Estamos ferrados.
    .
    Ou não, como diria Caetano.
    Dependendo da página da bíblia, seremos perdoados 70×7 ou seremos queimados vivos, apedrejados até a morte, etc.
    É por isso que eu brinco com divindades, zombo delas. Se forem más, me ferrarão de qualquer maneira, se forem boas, me perdoarão.
    Se não existirem (quá-quá-quá), não terão qualquer influência no meu destino. Nem consigo zombar de quem não existe, só de quem é ingênuo o bastante para crer no que não existe.

  74. Antonio G. - POA Diz:

    O poeta Guerra Junqueiro diz que:
    “Existe um ímã, Deus, oculto no infinito.
    E que tem dois polos a alma:
    A crença e a razão.
    A crença é o luar da nossa intuição.
    Onde a razão acaba, a crença principia”.


    O que Guerra Junqueiro quis dizer é que a crença, a religião, são obras da carência intelectual do homem. E que o homem só pode adorar a quem não conhece.
    Paulo Sant’ana – Jornal Zero Hora, 12/11/14

    Leia as outras colunas de Paulo Sant’Ana

  75. Antonio G. - POA Diz:

    A última linha saiu por esquecimento de deletar.

  76. Marciano Diz:

    Parece que todos escafederam-se, até o Vitor.
    Vamos iniciar um outro assunto aqui, Antônio? Topas?
    Temos tema livre, já que o blog está temporariamente (espero) abandonado.
    Que tal Alcyone, as Plêiades, e o cara-de-pau do Divaldo?
    Pode ser qualquer outra coisa, até que os demais despertem.

  77. Contra o chiquismo Diz:

    Marciano, essas pseudo ciências são chatas p caramba de discutir..essa ‘paranormalidade’ que o blog descambou então…pseudo por pseudo o ‘espiritismo’ é mais interessante de se discutir/detratar.

  78. Marciano Diz:

    É verdade, Contra.
    Está na hora de voltarmos às origens.

  79. Antonio G. - POA Diz:

    Uau! O Blog tá mais abandonado do que o Zé Dirceu…
    .
    Detratar a Diva Divaldo é divertido. Especialmente falar da afirmação dele de que o Sathya Sai Baba era “um dos espíritos mais evoluídos já encarnados neste planeta”. Esta declaração é uma “pérola” inestimável! Só não me convidem para falar das fotos do Chico Xavier de braços dados com a materialização da Irmã Josefa. Eu não consigo me conter, e tenho ataques de riso incontroláveis…
    .
    O problema é que os assuntos estão realmente rareando em termos de novidades sobre psicografia e outros fenômenos correlatos. Eu sempre digo que tudo o que há para saber sobre espiritismo cabe nem livro de bolso daqueles que se lê no transcorrer de uma apresentação do Fantástico. Tá, talvez um pouco mais. Uma meia hora mais, no máximo.

  80. Antonio G. - POA Diz:

    Também dá para conhecer tudo sobre espiritismo lendo dois livrinhos do Chico Xavier. Qualquer dois. Mas se quiser virar um expert no matéria, daqueles de dar palestras em aula inaugural de curso de parapsicologia, leia uns três. Qualquer três.

  81. Gorducho Diz:

    O Sítio acabou sendo vítima do fato de ter ultrapassado o próprio objetivo! Foi concebido para estudar o suposto fenômeno das “psicografias”, e acabou provando que o objeto de estudo não existe.
    Daí, dentro do objetivo estatutário, de fato nada mais há para discutir…

  82. Antonio G. - POA Diz:

    Quaisquer dois e quaisquer três…

  83. Antonio G. - POA Diz:

    Gorducho, concordo. Não havendo qualquer evidência de psicografia verdadeira, conclui-se pela inexistência. O que se tem debatido ao longo de alguns anos neste site é a farsa das supostas comunicações dos espíritos, também estes jamais evidenciados.

  84. Antonio G. - POA Diz:

    Só está faltando o Vitor reconhecer estes fatos.

  85. Antonio G. - POA Diz:

    Ou simplesmente declarar-se crente. Neste caso, não se faz necessária evidência alguma. A fé prescinde de provas.

  86. Gorducho Diz:

    Ele Crê… mas só se os “médiuns” forem Americanos ou norte-norteamericanos (Canada). Eu estou procurando desenvolver uma tese correlacionando a existência do fenômeno à dieta – {hambúrger, frango frito, aqueles molhos doces na carne, sucrilhos c/leite…}. Mas não sei bem o que os canadenses comem diuturnamente para então inserir no meu modelo estatístico :(

  87. Gorducho Diz:

    Ele Crê… mas só se os “médiuns” forem Americanos ou norte-norteamericanos (Canada). Eu estou procurando desenvolver uma tese correlacionando a existência do fenômeno à dieta – {hambúrger, frango frito, aqueles molhos doces na carne, sucrilhos c/leite…}. Mas não sei bem o que os canadenses comem diuturnamente para então inserir no meu modelo estatístico. O modelo estatístico não está avançando… :(

  88. Antonio G. - POA Diz:

    Ah…
    Mas, nesta questão de trampas, os norte-americanos em nada ficam atrás dos malandros brazucas…!!! Quando se propõem a enganar, os estadunidenses (em especial) são mestres em farsas e mistificações. São meio fracos em improvisações e poucos têm perfil de generalistas, mas, quando se especializam em algo, são sempre muito bons. E o americano médio é tão ou mais ingênuo quanto o brasileiro. Não são mais espertos do que nós. Só têm mais dinheiro.

  89. Contra o chiquismo Diz:

    Gorducho, ainda não acabou. Falta desossar/analisar/detratar o Divaldo, R Teixeira, Yvonne Pereira (encontro com Frederic Chopin no ‘além’ – esse merecia um artigo!!), Zibia, a FEB, o mercado editorial ‘espirita’ entre outros… Ainda tem muita coisa pra desossar/desvendar no ‘espiritsmo a brasileira’. Faço votos para que voltemos as origens. Quem sabe não voltam os outros debatedores? Ei Vitor, pense nisso amigo.

  90. Marciano Diz:

    Estou com Contra e não abro.
    Ainda falta muita gente para análise no sítio.
    Diz aê, administração.
    Não deixe o site morrer, não deixe o site acabar, o espiritismo é o assunto do site, ainda temos muito o que falar (escrevendo, claro).

  91. Marciano Diz:

    Hello?
    Is there anybody in there?

  92. Antonio G. - POA Diz:

    There’s nobody here…

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