PENSAMENTOS SOBRE O DECLÍNIO DOS FENÔMENOS PARANORMAIS MACROS (1990), de Ian Stevenson

Neste artigo, Ian Stevenson afirma que os fenômenos paranormais macros, definidos como fenômenos em que bastam os sentidos para serem detectados, sem a necessidade do uso da estatística, diminuíram nas publicações contemporâneas da Sociedade comparadas com as publicações das suas primeiras décadas. A falta de relatórios de tais fenômenos macros pode refletir um interesse menor neles por parte dos investigadores, a maioria tendo voltado sua atenção para as experiências de laboratório, extraindo resultados que exigem análise estatística. No entanto, é quase certo que os fenômenos macros ocorrem menos frequentemente no Ocidente hoje do que anteriormente. Stevenson analisa as possíveis causas disso em seu artigo, que pode ser lido aqui.

72 respostas a “PENSAMENTOS SOBRE O DECLÍNIO DOS FENÔMENOS PARANORMAIS MACROS (1990), de Ian Stevenson”

  1. Contra o chiquismo Diz:

    Calma Vitor… só tem 18 comentários no último artigo. Nem dá tempo assim de debater.

  2. Vitor Diz:

    É, mas também dizem que não se deve deixar para amanhã o que se pode fazer hoje :-)

  3. Gorducho Diz:

    É claro que já conhecia esta pérola, mas agora cabe comentar…
    Conseguiram cá me fazer perder o respeito por duas figuras: o Spinoza e o pouco que tinha pelo Stevenson – sobraram Osty Mrs Sidgwick.
    Quanto ao Stevenson tem (i) o caso que não sei se vero do diálogo c/o indiano sobre a conveniência de se provar a reencarnação para fins de moralização; (ii) a participação dele no episódio do islandês; e agora isto – na ordem em que entram em tela cá, claro que o artigo é antigo e conhecidíssimo.
     
    Uma atmosfera de crença totalmente sem ressalvas parece facilitar e de fato pode ser essencial para a ocorrência de fenômenos físicos paranormais que os bobos Crentes sejam enganados.
    É claro: com a devida correção, a afirmação é perfeitamente correta.
     
    Primeiro, podemos ir aos países agora chamados pouco desenvolvidos.
    Perfeito, agora sem necessidade de correção. Nas populações atrasadas e destituídas de senso crítico será bem mais fácil aparecerem “espíritos”; almas se condensarem; ovos de peru voarem e acordeons tocarem sozinhos.
    Por isso mesmo o espírito do Humberto de Campos relata aquela reunião onde foi decidido que o espiritismo migraria sua sede para cá.

  4. Gorducho Diz:

    Como jamais plagiarei conscientemente, e como a síntese é perfeita impossível sendo a meu intelecto melhorá-la, parafrasearei Shen1986 d’The Skeptics Society Forum.
    Stevenson finalmente revela sua verdadeira face, a woo believer and it shows in the whole article. This even more shows how Ian Stevenson was more of a believer then a scientist.

  5. Vitor Diz:

    Gorducho,
    a) qual o problema da participação dele no episódio do islandês?
    b) Há base experimental para a hipótese de que a crença facilita a ocorrência dos fenômenos. De fato crentes costumam pontuar melhor que os céticos em tarefas de PES:
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    In her pioneering work, Schmeidler (1952; Schmeidler & McConnell, 1958) compared two groups of subjects in ESP performance, one called “sheep”, who believed
    in ESP and the other “goats”, who did not. The results confirmed what one might expect if ESP indeed exists: that the sheep on the average outperformed
    the goats. This finding, known as the “sheep-goat effect”, is commonly regarded as one of the most consistent findings in parapsychological work (for a review, see Palmer, 1971), and is often taken as evidence supporting the authenticity of ESP.

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    Essa acima é a evidência experimental (uma delas). Vamos à evidência baseada em estudos de caso. André Percia de Carvalho, baseado em casos ele que próprio estudou, elaborou um Sistema Integrado de 3 Fatores para a eclosão de psi. Seus estudos confirmam e suas ideias estão em linha com o artigo de Stevenson:
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    Fator I – Contexto sócio-cultural no qual o sujeito está inserido
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    Todos os sujeitos de meu estudo estavam de alguma forma em contato com um sistema social e cultural cujas premissas, de alguma forma, apoiavam a crença na ocorrência do que parapsicólogos poderiam chamar de “psi” ou paranormalidade.
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    Todos os sujeitos e/ou suas famílias estavam inseridos, em maior ou menor contato em religiões ou práticas abertas ao “paranormal”. Quando acreditamos em poderes da mente, ou na manifestação de anjos e entidades, ou práticas que estudam ou creem na “paranormalidade”, estamos nesta categoria (controle mental, rosacrucionismo, meditação, religião etc.).
    Vou mais longe com minhas especulações: tendo nascido numa cultura que apoia sistemas de crenças abertos ao “paranormal” uma pessoa se tornaria inconscientemente predisposta a experimentá-los, mesmo que conscientemente sustente um discurso cético (lembre-se, por exemplo, do caso da avó de Cristina que era católica mas dissociava-se e “incorporava” o espírito de um índio curandeiro sem que esta soubesse conscientemente, brevemente relatado em Carvalho,1992).
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    Em ultima análise, a maioria das culturas existentes acredita em uma forma ou de outra na eventual “intervenção” de forças sobrenaturais em nossa realidade ordinária. Seria por isso que quase todas as culturas forneceram ao longo de sua história vários relatos de eventos que poderiam ter sido “paranormais”?
    O caso do Brasil é especial, pois um mesmo indivíduo se vê exposto a muitos sistemas de crença abertos ao “paranormal”, cujas práticas incluem rituais que poderiam induzir Estados Alterados de Consciência, outro aparente facilitador de experiências psi.
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    Fator II – História pessoal
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    A história pessoal parece ser de fundamental importância para “criar referências” que vão moldando gradativamente as características e inclinações do sujeito. Lembrem-se: Cristina foi superprotegida pelo pai (Carvalho 1992). Esse foi um dos fatores que criou uma fantasia onde precisava controlar e monitorar aqueles que eram importantes para ela (filhos, marido, família, amigos) evitando assim sofrimento os quais não podia suportar.
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    Pedro fora excessivamente cobrado e recriminado em sua infância e, em decorrência disso, desenvolveu um forte complexo de inferioridade que o levou a fantasiar que a “solução” para seus problemas estava em buscar pessoas “fantásticas” que o protegeriam e cuja interação ajudaria a resolver seus problemas (seus namorados, seu terapeuta). Precisava ter a sensação de que estas pessoas estariam com ele, e seus eventos “psi” aconteciam mediante a possibilidade de perdê-las.
    Frida sentia-se fortemente transferida por mim, porque eu era visto, dada a transferência, como um dos poucos com o qual ela conseguia manter sua projeção que era uma mescla da busca de amizade, intimidade e desejo de realizar – se sexualmente, tem clara origem em sua história pessoal e desenvolvimento.
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    O mesmo ocorre com os demais casos relatados aqui e nos estudos de caso que já publiquei (Carvalho 1992, 1994, 1995 entre outros). A história pessoal desenvolveu um padrão psicológico de importância fundamental para os fenômenos que iriam ocorrer com seus sujeitos.
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    Fator III – Estrutura da personalidade dos sujeitos, com crenças que favoreceriam a ocorrência de psi.
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    A partir do momento em que nascemos, vamos interagindo com o mundo e tendo experiências prazerosas e desprazerosas. Com base nessas experiências, principalmente se nossa exposição a eventos semelhantes tem o mesmo significado, vai se formando na mente códigos de referência que chamei de padrões indutores, pois formam um vínculo em nossas mentes pelo qual tenderemos a interpretar os eventos que iremos experimentar no futuro.
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    Para Pedro, houve muitos momentos em sua vida onde ele se sentiu miserável, diminuído e completamente indefeso. Coincidentemente, cruzou com pessoas que foram “amigas” cujos gestos e/ou palavras ajudaram-no a superar crises que estava vivendo. A partir de algumas experiências; adotou inconscientemente o “padrão indutor” de tornar-se dependente de fontes externas para aliviar seus temores existenciais. “Indutor” por que o padrão que se formou passou a “dirigir e organizar suas buscas, anseios e necessidades” na vida.
    “Padrões Indutores” organizam nossos processos de pensamento, sentimento e comportamento, e compõe a imagem que transmitimos para o mundo. O “mundo” “compra” esta imagem e tende a nos tratar coerentemente com ela, o que vai continuamente reforçando o padrão, mantendo-nos num círculo vicioso que cresce e se desenvolve cada vez mais.
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    Os sujeitos que observei tinham padrões indutores que os caracterizavam e os supostos fenômenos parapsicológicos que relatei estavam diretamente relacionados às tendências e inclinações de tais padrões: no caso, padrões de motivação neurótica. Em outros momentos, padrões para a manutenção da integridade física e emocional.
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    Não podemos ainda nos esquecer do fenômeno “modelagem”. Podemos modelar inconscientemente padrões psicológicos e comportamentais diversos de outras pessoas, incorporando-os em nossa estrutura psicológica. Os sujeitos aqui estudados parecem ter incorporado padrões ou modelos tanto neuróticos quanto sociais e culturais (crenças, hábitos, atitudes e práticas religiosas coerentes com o meio sócio-cultural no qual estavam inseridos).
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    Os três fatores juntos provocariam uma “reação química” que favoreceria ocorrências psi espontâneas. O fator I seria muito importante, pois uma cultura que “ampara” e “dá as boas vindas” a pessoas que manifestam possíveis eventos psi facilitaria a interação entre os envolvidos, assim como ajuda na predisposição para a vivência de tais eventos.
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    Em muitos ambientes místicos e religiosos, “premonições”, “telepatias” e “curas” são vistos não como “fenômenos psi”, mas como ocorrências bastante possíveis que são, aliás, muito bem-vindas, pois tendem a retro-alimentar a crença, funcionando quase como uma “confirmação” e “motivo” para que a mesma se perpetue.
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    Antropólogos de todo o mundo estudam o sincretismo religioso ou “mix” de crenças que ocorrem no Brasil. É possível encontrar muitas pessoas que sejam, por exemplo, católicas, mas que eventualmente vão a reuniões espíritas, consultam o mapa astral, praticam meditação, visitam mensalmente cultos de filosofia oriental e façam cursinhos de “parapsicologia”. Estas pessoas expõem-se a vários sistemas de crença abertos ao “paranormal”. Tais indivíduos estariam potencialmente predispostos a experimentar fenômenos psi.
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    Apresentarei uma equação que penso ajudar a compreender a dinâmica que ocorre entre fenômenos psicológicos ordinários e fenômenos parapsicológicos:
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    FATOR I + FATOR II = FATOR III
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    O ambiente sócio cultural parece ser um dos fatores mais dominantes. Em minha opinião, o que tem maior poder de construir e respaldar significados para dar sentido a nossa realidade. Em outras culturas menos diversificadas ou bem fechadas ao “místico”, a crença cultural fecha portas para situações e práticas que poderiam ser facilitadores de psi. No Brasil em outros países ou no seio de culturas semelhantes, indivíduos deixarem-se fluir numa situação favorável a psi (estados alterados, crença favorável etc.) não só não causa espanto, como também é muito bem vindo.
    Esta ideia da supremacia de mitos e crenças não é original, tendo sido colocada de diferentes formas por diferentes estudiosos. Entre eles destaco Carl Gustav Jung que propôs a existência de “arquétipos” e do “Inconsciente coletivo”.

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    Assim, realmente não vejo motivos para você perder qualquer respeito por Stevenson (embora nem por um segundo acreditei que você tivesse tido alguma vez respeito por ele…)

  6. Gorducho Diz:

    qual o problema da participação dele no episódio do islandês?
    Evidente que o indivíduo era um stage mentalist colega da Annie, só variando a temática. Pessoas como o Crookes e o Stevenson querem Crer. Por isso suas pesquisas e relatos não podm ser levadas a sério.
     
    Há base experimental para a hipótese de que a crença facilita a ocorrência dos fenômenos.
    Claro que sim. O Crookes cria (não sei se conjuguei certo :mrgreen: ) que veria objetos voadores e viu um ovo de peru. Os chiquistas criam no Emmânuel e portanto viram ele materializado. É claro que a crença facilita a “produção” do “fenômeno”. Mesmo caso do cidadão aquele que o Sr. citou na outra rubrica poucos dias atrás.
     
    O ambiente sócio cultural parece ser um dos fatores mais dominantes.
    É claro que sim: quanto menos socioculturalmente dotado o povo, mais crença. Precisava escrever tudo aquilo p/dizer o que eu já disse sinteticamente acima?
    Foi justamente por isso que a Assembléia Divina recomendou o translado da sede do espiritismo p/cá.
    Depois transcrevo a ata da sessão.

  7. Gorducho Diz:

    Não, eu tinha sim. É claro que não acredito (mais, até os 15 anos eu acreditava piamente, sempre confessei humildemente) em reencarnação. Mas achava a coleta de dados, metodologia transparente, tudo lançado no papel como algo bem feito. sem querer forçar conclusões, como fazem alguns daqueles citados pelo Dr. nas EQMs.
    mas agora comecei a ver essas coisas e já começo a duvidar dos próprio relatos. Um Crente é um Crente. Alguém que quer provar por convicções morais algo não merece credibilidade (não que necessariamente o Stevenson se inclua aqui, pois não sei se o episódio do diálogo è vero, como falei assima).
    É isso.

  8. Vitor Diz:

    Evidente que o indivíduo era um stage mentalist colega da Annie, só variando a temática.
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    Errado. O médium em questão – Hafsteinn Bjornsson – não era médium de efeitos físicos, a Annie era. E Stevenson tomou boas garantias contra fraude.
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    Pessoas como o Crookes e o Stevenson querem Crer. Por isso suas pesquisas e relatos não podm ser levadas a sério.
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    O mesmo poderia ser dito dos céticos que querem descrer. O que não falta são exemplos de pesquisas ridículas feitas pelo céticos. A seriedade da pesquisa está nos métodos adotados, em sua descrição e na honestidade com que o cientista relata os resultados.
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    É claro que sim: quanto menos socioculturalmente dotado o povo, mais crença.
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    Acho muito difícil se falar em um povo mais ou menos socioculturalmente dotado em relação a outro. Culturas são diferentes, não necessariamente melhores ou piores. O que é mais fácil falar é em maior pobreza ou riqueza. E nos EUA, o que não falta são crenças: criacionismo, cientologia etc…

  9. Gorducho Diz:

    Eu traduzi – e o Sr. interpretou como alfinetada, lembra? – o modus operandi dele on stage. Ele apelava p/as probabilidades pescando dicas no auditório.
    Que coisa, se fazendo de desmemoriado… :(

  10. Vitor Diz:

    Ele apelava p/as probabilidades pescando dicas no auditório.
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    Isso seria uma explicação até que o médium fosse colocado em condições controladas, que foi o que Stevenson fez. Ainda não entendi porque vc critica a participação de Stevenson aqui.

  11. Gorducho Diz:

    Falei ontem: não leu?
    América e Israel são exceções, sendo que israel não considero socialmente adiantado, pela falta de definição de cidadania e apartheid – vamos ver no que vai dar…
    O índice de religiosidade na Rússia também não sei. Mas note que, exceto militarmente, a Rússia está regredindo, revertendo p/a produção de matérias primas e capitalistas protegidos do Putin. Está virando um Brasil da vida…

  12. Gorducho Diz:

    Critico porque dado que era um um stage mentalist, está claro que ludibriou o novo Crookes Stevenson.
    Quero ver é quando nós: AMo, AMa, AAG.-POA, eu… participarmos dos experimentos, se os “espíritos” vão aparecer e se os ovos (que sejam de galinha mesmo) vão voar.

  13. Vitor Diz:

    Falei ontem: não leu?
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    Não. Reproduza, por favor.

  14. Vitor Diz:

    Critico porque dado que era um um stage mentalist, está claro que ludibriou o novo Crookes Stevenson.
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    Não, não está claro. Os controles adotados foram muito bons. Para estar claro, você teria que dizer onde houve espaço para algum logro.

  15. Gorducho Diz:

    Nos experimentos do Cookes c/a Annie – p/comparar stage mentalist c/stage mentalist – também não houve.
    A Credulidade e a Crença cauterizam o senso crítico. É isso – a credulidade – que eu vim a me dar conta no que concerne ao Stevenson. O crookes também piorou quando o irmão morreu de febre amarela em Cuba.
    Depois vou procurar ver se essa passagem do indiano não é apócrifa.

  16. Gorducho Diz:

    Deve ter vários. A América é o talvez (não sei o caso da Rússia nem se se puder considerá-la em patamar semelhante) único país evoluído técnica e socialmente adiantado onde a religião é significativa; e muitos são cristãos fanáticos fundamentalistas.
     
    Respondia à inquietação de CoC acerca de haver 1 (ou mais, ele se espantou com a possibilidade de 1) TJ na agência aeroespacial daquele país.

  17. Vitor Diz:

    Nos experimentos do Cookes c/a Annie – p/comparar stage mentalist c/stage mentalist – também não houve.
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    Claro que houve. A começar que a médium não foi revistada e a documentação é capenga. Stephenson ainda diz:
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    Este é um ponto conveniente para fazer uma breve análise dos testes que Crookes fez na Sra. Fay, um ano depois. Os relatórios de Crookes podem ser lidos em M. & G. págs. 95-100, nos quais será visto que as manivelas foram seguras pela médium em vez de as moedas serem presas.
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    Desde já devo dizer que as condições dos testes em Fay não me parecem muito satisfatórias. Se Crookes foi um investigador de boa fé, não vejo porque ele quebraria o circuito a todo instante para então registrar a leitura da resistência; isso não acrescenta nada de valor à evidência e, se ela podia ouvir o que estava acontecendo, isso daria à Sra. Fay a oportunidade de mexer no circuito.
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    Temos vários outros relatos dos testes de Crookes, e o galvanômetro descrito parece muito com o de Varley. (… Quando as manivelas foram seguras ‘o ponto de luz rapidamente piscou até cerca de 200 divisões, ou um espaço de alguns centímetros, e ele ficou ali até que as manivelas fossem liberadas definitivamente, quando prontamente voltou para zero mais uma vez’… qualquer ruptura na corrente ‘seria imediatamente revelada pelo trêmulo e rápido caminho da luz’….) Assumirei, portanto, que Varley havia emprestado seu aparelho para Crookes para os testes.
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    Será visto a partir do diagrama do circuito em M. & G. pág. 96, que para estes testes, a deflexão do galvanômetro foi ajustada com um circuito secundário em vez de com a resistência da série de Varley. Com base na resistência da Sra. Fay de cerca de 6K? (cujo baixo valor foi devido à área da pele comparativamente grande em contato com os eletrodos) e de nosso conhecimento existente sobre o galvanômetro de Varley, pode ser mostrado que o valor do desvio foi de cerca de 10K?, produzindo uma eficaz resistência ‘de lastro’ de 10K? em paralelo com 39K?, a saber, 8K?. Isso se encaixa à declaração de Crookes de que, ‘se os fios ou as manivelas estão em curto-circuito de qualquer forma o ponto de luz voa para fora da escala’.
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    Brookes-Smith afirma que, em suas experiências sobre este teste, foi capaz de deslizar o braço ao longo de uma das manivelas e assim ter uma das mãos livre, e quando as manivelas foram fixadas ao longe ele foi capaz de substituir o seu corpo com uma fita úmida, e em ambos os casos, houve pouca variação na corrente. É lamentável que a dedução acima sobre a resistência de lastro não tenha sido feita no momento de seus experimentos, pois infelizmente Brookes-Smith usou o valor bastante alto de 40K?. Além disso, devido à baixa resistência da sua pele, sua própria resistência no circuito foi de apenas 2K?. Assim, o fator r/(R+r) na equação (7) acima obteve um valor de 0,05, comparado com o 0,4 para os testes de Crookes. Assim, para uma dada mudança percentual na resistência corporal, a deflexão de Brookes-Smith foi somente um oitavo da obtida por Crookes. Com base nos dados fornecidos por ele, estimo que a mudança percentual verdadeira na resistência do corpo que Brookes-Smith produziu ao deslizar seu braço ao longo de um eletrodo foi de cerca de 30%. Isso causou pouquíssima variação em seu circuito, mas causaria uma deflexão pico a pico de cerca de 30 divisões no circuito de Crookes. Obtive resultados similares em alguns testes que eu mesmo fiz sobre isso, usando maçanetas de portas de bronze como eletrodos, e o mesmo grau de variação é produzido quando uma manivela é colocada sob o joelho. A inserção de uma fita provavelmente produz variações iguais ou maiores. Tudo isso não afeta muito as conclusões de Brookes-Smith sobre a Sra. Fay, pois de fato tais oscilações existiram durante a primeira parte da sessão de 5 de fevereiro (M. & G., pág. 99).
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    (Nem as minhas nem as maçanetas de Brookes-Smith desenvolveram qualquer f.e.m. de retorno, nem, provavelmente, as de Crookes).
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    Em uma carta para o Journal de setembro de 1964, o Sr. G. T. Thompson fez uma interessante sugestão de que a Sra. Fay pudesse ter vindo preparada com eletrodos alternativos e condutores os quais ela fosse capaz de ligar às manivelas. Essa e as outras especulações na carta dele parecem-me inteiramente compatíveis com as leituras que Crookes fornece.
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    Eu concluo, junto com Thompson e Brookes-Smith, que a Sra. Fay bem pode ter fraudado mais ou menos como eles sugerem, tirando vantagens dos intervalos durante as medições de resistência.

  18. Gorducho Diz:

    Qual foi a resistência que o Crookes mediu p/a Annie?
    O Varley era um especialista em impedâncias dado que trabalhava c/os cabos submarinos. Não é crível que nunca tenham se interessado em estabelecer (se não tinham à mão o dado) a resistência aproximada dum hominal terrícola.
    Ainda mais que o Crookes também adorava experimentos.

  19. Vitor Diz:

    É dito:
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    Começamos os testes às 8.55 da noite; o galvanômetro indicava uma deflexão de 211°, e a resistência do corpo da Sra. Fay correspondia a 6.600 unidades da British Association. Às 8.56 a deflexão era de 214°, e neste momento um sino de mão começou a tocar na biblioteca. Às 8.57, a deflexão era de 215°. Uma mão projetou-se para fora do gabinete no lado mais distante da Sra. Fay.
    É importante que fique claro que eu estava em um lado da parede com o galvanômetro e que a Sra. Fay estava no lado oposto, segurando as manivelas, que foram soldadas aos pedaços de fios elétricos, e que ela as segurava tão firmemente que não podia mover suas mãos nem as manivelas dois centímetros à direita nem à esquerda, e que, sob aquelas condições, uma mão saiu da porta cortinada ao nosso lado, a uma distância de 90 cm da manivela de metal, e tudo isso aconteceu dois minutos depois que deixamos o quarto.
    Às 8.58 a deflexão era de 208°; às 8.59 era de 215°, e neste momento uma mão saiu do outro lado da cortina, e deu uma cópia do jornal The Spiritualist para o Sr. Harrison.
    Às 9 horas a deflexão era de 209°; neste momento uma mão foi vista novamente saindo e segurando uma cópia do livro de Serjeant Cox intitulado What am I? Às 9.1 a deflexão era de 209°, a mão apareceu novamente, e deu um pequeno livro Spectrum Analysis ao seu autor, que era um dos observadores.
    Às 9.2 a deflexão era de 214°; uma mão era novamente visível e deu a uma viajante famosa que estava presente um livro intitulado Art of Travel.
    Às 9.3, a mão jogou uma caixa de cigarros em outro cavalheiro que estava presente, e que era conhecido por ser inclinado ao uso da erva daninha. Eu posso afirmar que esta caixa de cigarros estava em uma gaveta trancada da minha escrivaninha quando a Sra. Fay entrou no quarto.
    Às 9.4 a deflexão era de 213°. Novamente medi a resistência de corpo da Sra. Fay, que então correspondia a 6.500 unidades da British Association. Neste momento um pequeno relógio ornamentado, que pendia de um pedaço de manto a 1,5 metros da médium, nos foi oferecido.
    Às 9.4 ½, a deflexão era de 210°; Serjeant Cox, e alguns dos outros observadores, disseram que eles viram uma forma humana completa de pé na abertura da cortina.
    Às 9.5, observei o circuito ser subitamente interrompido. Entrei na biblioteca imediatamente, seguido pelos outros, e encontramos a Sra. Fay desfalecida, ou em transe. Ela estava deitada inconsciente na cadeira, mas foi reavivada em cerca de meia hora. Sendo assim, esta notável sessão durou exatamente 10 minutos.

  20. Gorducho Diz:

    Sim, claro que conheço esse trecho. So, 6600Ω (que eu saiba o ° britânico depois foi homologado como o atual)
    me parece razoável, tendo-se salinizado ela, &c.

  21. Gorducho Diz:

    i)
    Não entendi bulhufas a história das resistências: poderia citar o artigo original, ou explicar c/suas palavras?
     
    ii)
    Este fracasso em confirmar os resultados da Experiência 1 pode indicar que as quatro escolhas corretas (onde apenas uma era esperada) nesse estudo foram um desvio estatístico. É possível que o êxito informado na Experiência 1 fosse devido a processos paranormais que foram detectados lá mas não estiveram presente nas experiências subseqüentes. Supondo que esse tenha sido o caso, poder-se-ia especular demoradamente sobre o motivo deste padrão de um êxito inicial ter sido seguido por fracassos repetidos, mas julgamos que não seria útil fazê-lo. Acreditamos que tínhamos uma obrigação, em vista dos três artigos sobre o trabalho com Hafsteinn que foram publicados no Journal, de completar o registro informando o nosso fracasso em confirmar o êxito alcançado na Experiência 1 na pesquisa resumida aqui. Todavia, e em nossa opinião, este resultado não afeta a interpretação da evidência para material paranormal incomum nos dois casos de comunicadores “inesperados” anteriormente informados (Haraldsson e Stevenson, 1975a, 1975b).
     
    A few years later, eleven more experiments were done on Hafsteinn’s psychic gift following the above design, but the results were nonsignificant (Haraldson et al. 1978); sitters occasionally guessed and picked the correct description, but happened as often as one would have expected by chance. In a review article on mediumship, Gissurarson and Haraldsson (1992a: 8670 concluded on Hafsteinn:
    Various knowledge, produced during Hafsteinn’s séances, appears to bear the mark of a paranormal perception, if one can take seriouly what has been written about Hafsteinn and the case studies that Erlendur Haraldson and Ian Stevenson condicted on some of the material which was produced during his séances. That is, it is difficult to see how he would have managed to produce the information by ordinary means. Whatever the reason, it would appear that the conclusion from the 12 experiments, which were conducted on Hafsteinn’s psychic gift, suggests that this gift had not been operating at the time of these experiments or the experiments not conducted in such a manner that Hafsteinn’s gift was allowed to percolate
    .
    [Swatos Jr, William H., and Loftur R. Gissurarson. Icelanding Spiritualism: Mediumshipand Modernity in Iceland. p.223.]

  22. Gorducho Diz:

    Various [...] percolate.

  23. Gorducho Diz:

    (1992a: 867)

  24. Marciano Diz:

    Gorducho Diz:
    MAIO 13TH, 2015 ÀS 11:34 AM
    [...]
    “Quero ver é quando nós: AMo, AMa, AAG.-POA, eu… participarmos dos experimentos, se os “espíritos” vão aparecer e se os ovos (que sejam de galinha mesmo) vão voar”.
    .
    Shermer, referring to facilitated communication:
    .
    “Likewise, psychics claim they cannot perform
    in front of video cameras or in the presence of
    skeptics who make them anxious”.
    .
    .
    SE a bancada crente aceitasse os testes propostos, os espíritos não dariam o ar de sua graça e os ovos não voariam.
    O problema é que é mais fácil espíritos e ovos voarem do que a bancada crente aceitar os experimentos propostos por nós.

  25. Gorducho Diz:

    pode ser mostrado que o valor do desvio foi de cerca de 10kΩ, produzindo uma eficaz resistência ‘de lastro’ de 10kΩ em paralelo com 39kΩ, a saber, 8kΩ.
    Não entendo o que isso quer dizer, e muito menos que conclusão se tira disso (???)

  26. Marciano Diz:

    O cálculo das resistências em paralelo está correto (inverso da soma dos inversos),mas o significado também me escapa.
    .
    39 k Ω é uma impedância e tanto!

  27. Vitor Diz:

    Gorducho,
    eis os artigos sobre Crookes:
    .
    1964a:https://app.box.com/s/f9gy30fuy0s3km3wa1goa4zpw9osz690 – Autores: Medhurst e Goldney
    .
    1964b:https://app.box.com/s/rl62zrm79qba24i1ekyk6ixlkmcsawgg: Autor: Broad
    .
    1964c:https://app.box.com/s/zgsvs409r27zl89xq2bq22lhe3bdnpfu: Autor: George Zorab
    .
    1964d:https://app.box.com/s/xdcdgz20er77gfh9ccc3jtbvfuk4xgbt – Autor: Thompson, Medhurst & Goldney, Gilbert
    .
    1965:https://app.box.com/s/kp7zqxbb1kcqgnef3dnppauvejxx6ehk – Autor: Colin Brookes-Smith
    .
    1966:https://app.box.com/s/dvzhn2ukpvqpkzg1u94kh2bq14otqijn – Autor: C. J. Stephenson

  28. Vitor Diz:

    Gorducho,
    no artigo de revisão sobre a mediunidade do islandês, está bem dito no trecho que você citou: ” it is difficult to see how he would have managed to produce the information by ordinary means.”
    .
    Ninguém, baseado nos controles adotados, é capaz de sugerir alguma espécie de fraude por parte do islandês. Repito que não consigo ainda vislumbrar o motivo de sua decepção com Stevenson, exceto o desejo cético de querer desqualificar qualquer investigador do paranormal que conclui haver evidências positivas para tais fenômenos. Os 2 casos de comunicadores inesperados também possuem boas seguranças contra fraude (embora, evidentemente, a chance de alguma fraude aqui seja um pouco maior do que nas condições laboratoriais).

  29. Gorducho Diz:

    Será que de fato houve esses controles?
    4 dos sentantes, resultando em 50% dos acertos, já haviam sentado lá, certo?
    Os chiquistas também acreditam que CX não teria como ter informações, que não tinha contato c/o Grameiro, nem pesquisava jornais e monumentos.
    É como eu lhe digo: fiquei c/a pulga atrás da orelha em relação ao Stevenson quando se manifestou essa real realidade de Crente. Não levo a sério trabalhos produzidos por Crentes a serviço duma causa.
    Note que quando ele não participou, os experimentos controlados falharam.

  30. Vitor Diz:

    “Será que de fato houve esses controles? 4 dos sentantes, resultando em 50% dos acertos, já haviam sentado lá, certo?”
    .
    Não, 2 dos sentantes que resultaram em 50% dos acertos já haviam presenciado sessões espíritas de Bjornsson na Islândia. Quanto aos controles, acho difícil que qualquer falha não fosse percebida por Haraldsson. Os fones de ouvido foram testados antes, houve entrevistas com os assistentes, penso que qualquer fraude teria que contar com um conluio entre Stevenson e alguns dos assistentes ou entre Stevenson e Haraldsson. Esta última pode ser descartada pela honestidade de Haraldsson em reportar os resultados negativos. O médium fraudando sozinho parece impossível.
    .
    “Os chiquistas também acreditam que CX não teria como ter informações, que não tinha contato c/o Grameiro, nem pesquisava jornais e monumentos.”
    .
    Mas CX nunca aceitou se submeter a condições controladas. Diferentemente do islandês. E os casos de comunicadores inesperados de Xavier diferem radicalmente dos casos de Bjornsson. Até nisso é possível ver as diferenças entre os casos autênticos e os fajutos. Nos casos de Xavier, todas as informações que os ‘espíritos’ comunicaram estavam em uma única fonte. No caso de Bjornsson, em múltiplas fontes (o que torna a fraude mais difícil). Os motivos para o surgimento dos comunicadores inesperados do Bjornsson é forte em ambos os casos documentados. Nos casos de Xavier, não havia qualquer motivo para a comunicação exceto o desejo de aparecer.
    .
    “É como eu lhe digo: fiquei c/a pulga atrás da orelha em relação ao Stevenson quando se manifestou essa real realidade de Crente. Não levo a sério trabalhos produzidos por Crentes a serviço duma causa.”
    .
    Pode-se dizer a mesma coisa com relação aos trabalhos produzidos por céticos a serviço de uma causa, por exemplo, os trabalhos de Wiseman.
    .
    “Note que quando ele não participou, os experimentos controlados falharam.”
    .
    E daí? Há diversos motivos para isso, como o efeito do experimentador. Cada experimentador tem uma relação única com os participantes dos estudos, alguns deixando-os mais animados com o estudo, conseguindo extrair o máximo de entusiasmo neles, outros nem tanto. Inclusive a conduta de Wiseman com seus participantes é bastante criticada. Aliás, o próprio Wiseman admite que ele não incentiva os participantes a conseguirem resultados positivos:
    .
    In the October 2002 issue of The Paranormal Review, Caroline Watt asked each of them [Wiseman and Schlitz] what kind of preparations they make before starting an experiment. Their answers were: Schlitz “. . . I tell people that there is background research that’s been done already that suggests this works . . . . I give them a very positive expectation of outcome. Wiseman: “In terms of preparing myself for the session, absolutely nothing.”
    .
    Então a ausência de Stevenson e sua substituição por outro experimentador pode simplesmente significar que esse outro experimentador não tinha a habilidade de extrair o melhor da performance do islandês. Isso, claro, é só uma hipótese, mas que mostra que há explicações bem mais simples do que a fraude – que no caso de Stevenson parece insustentável, dado que é difícil alguém ficar mais de 40 anos nesse campo e ninguém apanhá-lo nisso.

  31. Gorducho Diz:

    Eu não disse fraude do Stevenson, disse que fico cético quanto a reais controles feitos por crentes a serviço de sua crença. O sujeito pode se auto-enganar, deixar passar.
    Também não estou dizendo que o “médium” fosse fraudador consciente – se passei essa impressão, retiro o dito que a tenha causado. Poderia ser, como muitos “médiuns” espíritas, que acreditasse estar tendo informações ultramundanas, e desconsiderar suas habilidade de obter dados via leitura fria – caso claro nas sessões como a que traduzi – ou outras infos de obituários &c.
     
    Será que essa leitura consta nas 4/10?
    Há mais um caso em que os membros de uma família do assistente confirmaram a primeira escolha do relatório do assistente por reconhecerem mais pessoas mencionadas nele. Neste caso o assistente, que é casado com uma pessoa de origem russa, fez sua escolha unicamente com base nas descrições do médium de pessoas que falavam russo. Nomes russos foram dados, mas eles não puderam ser identificados. Os pais islandeses do assistente, por outro lado, escolheram este relatório apenas por causa de alguns nomes islandeses que eles reconheceram, embora não tivessem um alto grau de certeza.
     
    Não, 2 dos sentantes que resultaram em 50% dos acertos já haviam presenciado sessões espíritas de Bjornsson na Islândia.
    Errei: Five had previously attended trance sittings or clairvoyance meetings with Hafstein in Iceland.
    Não é dito os acertos a esses correspondentes, mas o Sr. confirma terem sido 2. Devo ter tirado esse dado doutro artigo…
     
    Obrigado por passar o sobre o galvanômetro. Ainda não consegui achar o trecho aquele obscuro…
     
    E a história do diálogo do IS c/o indiano: é apócrifa?

  32. Gorducho Diz:

    Não estou conseguindo acompanhar o raciocínio do Stephenson (claro, devo estar errando n’algo)…
     
    ε = 2,1V
    200 divisões / 7 = 28,57 μA (corrente na bobina do galvanômetro)
    = 2,857E-5 A
    Queda de tensão na bobina do galvanômetro Vg = Rg * Ig
    = 39000 * 2,857E-5 = 1,11 V
    ε = Vg + Vm
    Vm = 2,1 – 1,11 = 0,99V
    Queda de tensão na médium Vm = 6000&#937 * I (corrente total)
    I = 0,99 / 6000 = 1,65E-4 A
    I = Ig + Is (corrente na resistência shunt)
    Is = 1,65E-4 – 2,857E-5 = 1,3643E-4 A
    A queda de tensão na shunt é igual à do galvanômetro
    ⇒ 1,11 = Is * Rs (resistência shunt)
    Rs = 1,11 / 1,3643E-4 = 8136Ω :(

  33. Marciano Diz:

    Gorducho, acho que seu erro está em não considerar a vontade de se convencer de algo.

  34. Gorducho Diz:

    Não: fiquei curioso em saber como ele calculou 10000 Ω p/a resistência shunt (que servia p/ajustar o 0 do galvanômetro nos experimentos c/a Annie, aliás como em qq. galvanômero moderno, acho – depois olho o meu antigo analógico).
    Lembrando que nos experimentos c/a Florrie o Varley colocava p resistor em série.

  35. Borges Diz:

    Sabe-se que a presença de um planeta orbitando uma estrela distante pode ser determinada pela variação da luz, quando este planeta passa na frente da estrela; sabe-se também que a matéria escura ainda não pode ser detectada pelos equipamentos de última geração, porém sua presença pode ser confirmada pelo efeito que causa na matéria conhecida. No campo da ciência, este processo é utilizado com frequência, ou seja, a presença de algo indetectável pode ser confirmada pelo efeito que causa em eventos conhecidos.
    O campo da paranormalidade, embora sujeito a processos semelhantes, parece não despertar interesse por parte dos cientistas.
    Acredito que o principal motivo desta apatia está ligado ao preconceito. Para fundamentar minhas suspeitas, sirvo-me de um trecho do artigo do Sr. Ian Stevenson, disponibilizado pelo Sr. Vitor, para nossa apreciação: “Parece-me que os pesquisadores psíquicos das duas última gerações tinham menos receio dos fenômenos macros do que da desaprovação dos colegas em outros ramos da ciência.”
    Com o desenvolvimento das tecnolgias de informação e comunicação passou a haver um patrulhamento mais intenso por parte dos cético, inibindo as pesquisas neste fascinante campo da paranormalidade.
    Obrigado

  36. Marciano Diz:

    Um planeta fora do nosso sistema só pode ser detectado por variação no brilho da estrela QUANDO seu plano orbital está alinhado com nosso planeta, caso contrário, ele não passaria na frente da estrela para diminuir seu brilho.
    Normalmente são gigantes maiores do que Júpiter.
    .
    O que se chama de matéria escura (o mesmo vale para a energia escura) é a falta de matéria, ou seja, para que as galáxias mantenham-se do modo que se mantém, teoricamente, deveria haver muito mais matéria nelas do que se constata, daí inferindo-se que a matéria que não detectamos deve existir, sendo chamada de escura por ser INDETECTÁVEL, ao menos por ora.
    .
    .
    E pode ser que não seja nada disso.
    Vale a pena transcrever o que eu citei em outro tópico, recentemente:
    .
    1. Marciano Diz:
    MAIO 7TH, 2015 ÀS 9:42 PM
    Só para constar.
    Pesquisas recentes conduzidas pela equipe liderada por Peter Milne, da Universidade do Arizona, indicam que o universo pode estar se expandindo mais lentamente do que se acredita, COM A CONSEQUENTE MENOR QUANTIDADE DE MATÉRIA E ENERGIA ESCURAS.
    .
    A UA-led team of astronomers found that the type of supernovae commonly used to measure distances in the universe fall into distinct populations not recognized before. The findings have implications for our understanding of how fast the universe has been expanding since the Big Bang.
    Certain types of supernovae, or exploding stars, are more diverse than previously thought, a University of Arizona-led team of astronomers has discovered. The results, reported in two papers published in the Astrophysical Journal, have implications for big cosmological questions, such as how fast the universe has been expanding since the Big Bang.
    Most importantly, the findings hint at the possibility that the acceleration of the expansion of the universe might not be quite as fast as textbooks say.
    The team, led by UA astronomer Peter A. Milne, discovered that type Ia supernovae, which have been considered so uniform that cosmologists have used them as cosmic “beacons” to plumb the depths of the universe, actually fall into different populations. The findings are analogous to sampling a selection of 100-watt light bulbs at the hardware store and discovering that they vary in brightness.
    “We found that the differences are not random, but lead to separating Ia supernovae into two groups, where the group that is in the minority near us are in the majority at large distances — and thus when the universe was younger,” said Milne, an associate astronomer with the UA’sDepartment of Astronomy and Steward Observatory. “There are different populations out there, and they have not been recognized. The big assumption has been that as you go from near to far, type Ia supernovae are the same. That doesn’t appear to be the case.”
    The discovery casts new light on the currently accepted view of the universe expanding at a faster and faster rate, pulled apart by a poorly understood force called dark energy. This view is based on observations that resulted in the 2011 Nobel Prize for Physics awarded to three scientists, including UA alumnus Brian P. Schmidt.
    The Nobel laureates discovered independently that many supernovae appeared fainter than predicted because they had moved farther away from Earth than they should have done if the universe expanded at the same rate. This indicated that the rate at which stars and galaxies move away from each other is increasing; in other words, something has been pushing the universe apart faster and faster.
    “The idea behind this reasoning,” Milne explained, “is that type Ia supernovae happen to be the same brightness — they all end up pretty similar when they explode. Once people knew why, they started using them as mileposts for the far side of the universe.
    “The faraway supernovae should be like the ones nearby because they look like them, but because they’re fainter than expected, it led people to conclude they’re farther away than expected, and this in turn has led to the conclusion that the universe is expanding faster than it did in the past.”
    Milne and his co-authors — Ryan J. Foley of the University of Illinois at Urbana-Champaign, Peter J. Brown at Texas A&M University and Gautham Narayan of the National Optical Astronomy Observatory, or NOAO, in Tucson — observed a large sample of type Ia supernovae in ultraviolet and visible light. For their study, they combined observations made by the Hubble Space Telescope with those made by NASA’s Swift satellite.
    The data collected with Swift were crucial because the differences between the populations — slight shifts toward the red or the blue spectrum — are subtle in visible light, which had been used to detect type Ia supernovae previously, but became obvious only through Swift’s dedicated follow-up observations in the ultraviolet.
    “These are great results,” said Neil Gehrels, principal investigator of the Swift satellite, who co-authored the first paper. “I am delighted that Swift has provided such important observations, which have been made toward a science goal that is completely independent of the primary mission. It demonstrates the flexibility of our satellite to respond to new phenomena swiftly.”
    “The realization that there were two groups of type Ia supernovae started with Swift data,” Milne said. “Then we went through other datasets to see if we see the same. And we found the trend to be present in all the other datasets.
    “As you’re going back in time, we see a change in the supernovae population,” he added. “The explosion has something different about it, something that doesn’t jump out at you when you look at it in optical light, but we see it in the ultraviolet.
    “Since nobody realized that before, all these supernovae were thrown in the same barrel. But if you were to look at 10 of them nearby, those 10 are going to be redder on average than a sample of 10 faraway supernovae.”
    The authors conclude that some of the reported acceleration of the universe can be explained by color differences between the two groups of supernovae, leaving less acceleration than initially reported. This would, in turn, require less dark energy than currently assumed.
    “To be clear, this research does not suggest that there is no acceleration,” Milne said, “just that there might be less of it.”
    “We’re proposing that our data suggest there might be less dark energy than textbook knowledge, but we can’t put a number on it,” he added. “Until our paper, the two populations of supernovae were treated as the same population. To get that final answer, you need to do all that work again, separately for the red and for the blue population.”
    The authors pointed out that more data have to be collected before scientists can understand the impact on current measures of dark energy. Scientists and instruments in Arizona will play important roles in these studies, according to Milne. These include projects led by NOAO; the Large Synoptic Survey Telescope, or LSST, whose primary mirror was produced at the UA; and a camera built by the UA’s Imaging Technology Labfor the Super-LOTIS telescope on Kitt Peak southwest of Tucson. Super-LOTIS is a robotic telescope that will use the new camera to follow up on gamma-ray bursts — the “muzzle flash” of a supernova — detected by Swift.
    .
    .
    O estudo pode ser encontrado aqui:
    http://iopscience.iop.org/0004-637X/803/1/20/
    .
    CONTACTS
    Peter Milne
    Department of Astronomy/Steward Observatory
    520-626-5731
    [email protected]
    .
    .
    .
    Last, but no least, citar tais exemplos para justificar o sumiço dos fenômenos paranormais é apelar para falsa analogia, pois o fato de que deveria haver mais matéria e energia do que existe para que as galáxias mantenham-se coesas e o fato de um planeta transitando entre uma estrela e um ponto de observação causar oscilação no brilho aparente da estrela NADA tem a ver com fenômenos alegadamente paranormais ou lobisomens, por exemplo.
    Por essa analogia, podemos concluir que os lobisomens não são estudados por cientistas por preconceito, por receio de não ser levado a sério pelo mainstream.

  37. Gorducho Diz:

    No campo da ciência, este processo é utilizado com frequência, ou seja, a presença de algo indetectável pode ser confirmada pelo efeito que causa em eventos conhecidos>/i>.
    #nbsp;
    Perfeito: no question about it. Und so?
    Qual o efeito que as alegações dos espíritas causam em efeitos conhecidos?

  38. Gorducho Diz:

    Desculpe Sr. Administrador e corrija por favor o itálico (envergonho-me escarnecendo-me do Sr. como às vezes faço… :mrgreen)

  39. Gorducho Diz:

    O campo da paranormalidade, embora sujeito a processos semelhantes, parece não despertar interesse por parte dos cientistas.
     
    Ao contrário: despertou. Tivemos o Crookes, o Richet, o Geley (era médico mas podemos dizer que fosse equiparado a “cientista”), o Osty…
    Ocorre que tudo fracassou. A falta de interesse se deve ao fracasso. E a invenção das câmaras IR – que hoje compra-se pela INTERNET – inviabilizou a produção dos “fenômenos”.

  40. Gorducho Diz:

    Com o desenvolvimento das tecnologias de informação e comunicação passou a haver um patrulhamento mais intenso por parte dos cético, inibindo as pesquisas neste fascinante campo da paranormalidade.
     
    Claro! Antes era praticamente inviável se descobrir as fontes do CX (exemplificando c/o caso mais notório); saber do escândalo no IMI; ver todas as fotos das “meterializações”, em particular as do Crookes e do Richet. Então embarcava-se na mitologia dos espíritas que era alardeada aos 4 ventos nos meios, e cuja literatura cá era a divulgada.
    Quem teria condições de descobrir a Crestomatia, o monumento aquele em SJRP ou o livro cujo até a página foi cá apresentada?
    Claro que inibe. A solução deles p/preservar a crença e garantir a continuidade da obtenção de verbas foi apelar p/a estatística.

  41. Gorducho Diz:

    Ficando no tema do Stevenson…
    O espírito trabalhou 2 anos num escritório cujo dono era amigo do avô da sentante. E agora o espírito se apresenta em NY?
    Faz sentido?
    O cunhado trabalhara no espólio do espírito – seria um notário ou solicitor – e o espírito se apresenta p/esse desconhecido só por causa disso.
     
    Ok, dirá o Sr., Analista Borges: as fórmulas da QM, e muito menos as especulações filosóficas, também não fazem sentido. Mas funcionam.

  42. Borges Diz:

    Gorducho diz: “Qual o efeito que as alegações dos espíritas causam em efeitos conhecidos?”
    Perdoe a ausência de clareza na minha exposição, pretendia apenas realçar um aspecto do artigo do Sr. Ian Stevenson que trata da inibição dos cientistas em face do ceticismo de seus colegas.
    Acredito haver sim evidências suficientes para uma intervenção mais acentuada da ciência no campo da paranormalidade. Destaco os resultados obtidos até aquí pelos corajosos cientistas que ousaram tratar do assunto.Com a utilização de equipamentos de hoje, os resultados poderiam ser melhores.
    Não se pode ignorar também o trabalho de investigadores, que munidos de diversos aparelhos buscam evidências em prédios antigos, onde há relatos de manifestações paranormais.
    Um exemplo que poderia responder ao questinamento contido na abertura do texto, consiste na localização de uma área restrita do espaço onde a temperatura é bem inferior à encontrada no restante do ambiente; se há um espírito presente neste espaço eu não posso afirmar, porém, caberia aos cientistas desvendarem.
    Não se pode ignorar também os casos de comunicação com batidas ou acendimentos de lanternas, os casos de arranhões inexplicáveis, gravações de vozes, além do movimento de objetos sem causa aparente, captado por câmeras.
    Há cerca de três décadas, assisti à uma reportagem da globo, onde uma menina assumiu a personalidade de um primo morto. Procurei na internet e felizmente a encontrei, não sei se está completa, porém é suficiente para entender o caso; basta pesquisar por “menina que assumiu a personalidade do primo morto”. Se assistirem, creio que perceberão a ausência de uma investigação mais séria.
    Espero que a presença do Sr Chico Xavier no final da reportagem não desvie o foco do assunto.
    Et: para Gorducho – já havia terminado este texto quando passei a ler a sequência dos seus, por isso vou responder no rodapé.
    Devo salientar que as câmeras infravermelhas constituem hoje importante recurso utilazado pelos investigadores paranormais; já vi imagens intrigantes captadas por estes aparelhos.
    Quanto ao “QM”, se estiver se referindo às experiências de quase morte, gostaria de dizer que este assunto está merecendo um pouco mais de atenção por parte do meio acadêmico.
    obrigado a todos pela atenção

  43. Gorducho Diz:

    QM = mecânica quântica.
     
    [...] já vi imagens intrigantes captadas por estes aparelhos.
    Que bom! Vamos fazer os experimentos então? Em princípio, claro de adaptáveis ao caso, 1 câmara superior/frontal; 1 lateral e 1 focando os pés.
    E 1 no ambiente caso seja escurinho, p/reduzir a possibilidade de comparsa (inimigo na trincheira dos experimentadores).
    Sala alugada clean.

  44. Gorducho Diz:

    Um exemplo que poderia responder ao questionamento contido na abertura do texto, consiste na localização de uma área restrita do espaço onde a temperatura é bem inferior à encontrada no restante do ambiente; se há um espírito presente neste espaço eu não posso afirmar, porém, caberia aos cientistas desvendarem.
     
    Claro! É o que eu digo e o motivo da m/ronha c/a parapsicologia: eles não investigam os alegados fenômenos! Para se preservarem inventaram fenômenos estatístico que nunca historicamente foram alegados. Mas não lhe duvido que os parapsicólogos acabem inventado uma diminuição estatística da temperatura…

  45. Gorducho Diz:

    Está aí uma sugestão bem prática e concreta do AB. Por que os parapsicólogos aqueles da USP citados pela Administração não investigam médiuns que alegam produzir esses gradientes de temperatura?
    Será tão caro assim? Tanta verba necessária?
    Os instrumentos eles tem disponível na própria universidade, bem como salas as quais seja possível fechar bem, sem possibilitar correntes de ar.

  46. Marciano Diz:

    Gorducho, não é por falta de verbas. É exatamente o contrário. Se for feito um estudo sério, comprova-se inequivocamente a inexistência dos alegados fenômenos e acaba a farra.

  47. Marciano Diz:

    Contra, seria esse aí o tal lucius?

  48. Gorducho Diz:

    Sim, veja esse fenômeno sugerido pelo AB. Uma sala moderna e com aberturas de boa qualidade. A aquisição de dados duns 5 sensores de temperatura para o notebook é um trabalho prático interessante para alunos seja da eletrônica, elétrica, mecânica, da computação…
    Também secundariamente é interessante como trabalho prático a montagem das câmaras IR e gravação dos dados se o médium (provavelmente vai…) exigir escurinho.
    Se num ambiente assim sem correntes externas de ar, fechado com as pessoas dentro, no Brasil que é quente, ocorrerem gradientes térmicos expressivos na sala, será de fato algo interessantíssimo…
    O custo maior praticamente seria o deslocamento e hotel do médium; mas gastam tanto em congressos e convenções inúteis…
    O médium mesmo que seja profissional não tem interesse de cobrar, pois a chancela experimental duma universidade turbina a carreira dele.

  49. Contra o chiquismo Diz:

    Sandro Lucius..kkkkk

    Mas é no outro tópico.

    Gostou da música?

  50. Contra o chiquismo Diz:

    Tem outra dele.. ele é meio PSI , SPR.. tem essa música aqui chamada “Assombração” :

    https://www.youtube.com/watch?v=4xtd7vS1FLA

  51. Contra o chiquismo Diz:

    Marciano, olha a versão ao vivo do Mandiocal..tem tiros e fenômenos no palco e luta marcial!! De mais:

    **

    https://www.youtube.com/watch?v=WXcGoQl5Vmw

  52. Marciano Diz:

    Contra, esse tal lucius é uma figuraça.
    .
    Gorducho, em ambientes como os que você descreve, qualquer que fosse a causa do gradiente térmico (mesmo sendo algum truque não detectado), em pouco tempo as moléculas com menos energia térmica (leia-se menor velocidade molecular, energia cinética) absorveriam energia das moléculas circundantes, causando um equilíbrio térmico.
    Não sou o Quevedo, mas posso afirmar que “isto non ecsiste!”.
    Só na imaginação dos crentes.
    Como é que os fantasmas paranormais conseguiriam isolar o ar mais frio, evitando que moléculas de ar quente colidissem com as moléculas do ar frio?
    Se eu fosse um boi, essa conversa resolveria meu problema de insônia.
    Mesmo numa sauna, onde o ambiente é aquecido artificialmente, o ar mais quente, por causa da velocidade de suas moléculas, fica menos denso e concentra-se na parte superior, mas não de forma estática. Formam-se correntes de convecção, o ar “ferve”, coisa que nenhum fantasma pode evitar.
    Se um tal fenômeno existisse (só para argumentar), teríamos de jogar no lixo todo o conhecimento acumulado de termodinâmica.
    .
    Uma maneira de simular o “efeito” seria fazer passar pelo local uma corrente de ar frio, o qual, embora invisível, fluiria como líquidos fluem, dando a impressão de que o ambiente está mais frio.
    Quando a gente abre um refrigerador o ar frio “escorre” sobre nossos pés e espalha-se pelo ambiente, sendo impossível concentrar-se no solo por tempo considerável.
    .
    Sem correntes de ar, sem fenômeno paranormal, sem fantasmas.
    .
    .
    Supondo-se que fantasmas pudessem manter um sistema em estado de desequilíbrio térmico, como ele conseguiria isso? Isolando o ar numa pericaixa invisível aos olhos dos mortais?
    Fala sério!

  53. Marciano Diz:

    Última forma!
    Descobri como os fantasmas fazem!
    Eles usam uma periválvula termostática.

  54. Marciano Diz:

    Eles usam um perirradiador (invisível e imperceptível aos sentidos dos mortais) para resfriar o ar.
    Fiz um curso relâmpago de refrigeração de ambientes fantasmagóricos no LAR DELES.
    .
    Só não entendi a parte em que eles explicam a razão de os fantasmas gostarem de ar refrigerado, coisa que só agrada aos encarnados.
    Deve ser um truque barato dos fantasmas para anunciar sua presença, sem se fazerem perceptíveis, o que também é ininteligível.
    .
    Lembra os discos voadores, pé grande, etc., os quais fazem de tudo para aparecer, entretanto conseguem permanecer indetectáveis pelos céticos.
    Que coisa!

  55. Marciano Diz:

    Imagine a cena! Um fantasma quer provar sua existência a outros futuros fantasmas que não sabem que são fantasmas encarnados.
    Em vez de simplesmente mostrarem-se, eles se escondem tão bem que ninguém consegue perceber sua existência. Ao mesmo tempo, eles resfriam a ar ambiente, dão pancadinhas na parede (do Professor), falam coisas que todos já sabem, etc.
    Lógica estranha essa, só compreendida pelos crentes.
    Deve ser gozação dos fantasmas. Só pode ser.

  56. Marciano Diz:

    Vocês (da bancada descrente) acreditam que o professor, crente em espíritos, fazendo um trabalho espiritual com seus colegas, ao ouvir pancadas na parede, comunicar-se com um fantasma do mal, iria verificar se não foram pedradas na parede externa?
    Claro que não, ele “sabia” que o barulho fora provocado por um fantasma. Não faria sentido ir procurar as pedras no quintal.
    A molecada deve ter se divertido muito.

  57. Marciano Diz:

    Quando eu falei que provavelmente eram moleques jogando pedras com uma atiradeira, ele disse que não encontraram vestígios no quintal ou na parede.
    Se ele já “sabia”, assim como seus colegas, que o barulho fora causado por um fantasma, com carteira de identidade e tudo o mais, por que razão iria procurar por vestígios de molecagem do lado de fora?
    Sem contar que todos devem ter ficado morrendo de medo do “fantasma”.
    Crendice faz um estrago na cabeça das pessoas…

  58. Marciano Diz:

    Engraçado o fato de que grande parte das pessoas tem medo de fantasmas, quando comigo é ao contrário, os fantasmas têm medo de mim.
    Onde estou, eles não aparecem nem dão sinais, de jeito nenhum.
    Bem que eu gostaria de ser um fantasma encarnado. Preferiria viver no umbral, no inferno, ou até no céu e no LAR DELES, lugares chatos ao extremo, com aqueles anjinhos tocando lira, as preces no final da “tarde” espiritual, aquela bebidinha insossa que eles serviam ao AL, do que deixar de existir, voltar ao status quo ante, quando tudo acontecia e eu não sabia de nada.
    Lembro-me muito bem de como eram as coisas antes de eu nascer. Saber que vou voltar à inexistência é duro.

  59. Marciano Diz:

    Eu sei muito bem o que é o NADA.
    Antes de eu nascer, não existia o universo. Na havia big bang, galáxias, vida, humanos, trilobitas, NADA.
    Até que um dia o universo começou a tomar forma. Daí em diante, ele se expandiu cada vez mais, tornou-se infinito. Um dia ele vai deixar de existir de novo.
    ♪ ♪ “I know what is like to be dead”.
    .
    O mesmo se passa com todos os meus irmãos e meus filhos, os quais nunca nasceram. São inexistentes. Para eles, não existe big bang, galáxias, vida, humanos, trilobitas, NADA.
    Tão simples…

  60. Marciano Diz:

    O conhecimento mostrado por crentes sobre crendices e pseudociências é semelhante ao que Massimo Piatelli chama de “cognitive illusions”, ilusões cognitivas.
    Todos os dias vemos demonstrações desse tipo de conhecimento. Cientistas políticos, economistas, meteorologistas, fazem previsões. DEPOIS que tudo acontece de forma diferente do que eles previram, eles explicam convincentemente a razão de terem errado.
    É o que ele chama de hindsight, que poderíamos traduzir como pós-visão ou, melhor ainda, percepção tardia.
    Tudo faz sentido, mas é ilusório. Explicar os erros DEPOIS que eles acontecem é moleza.
    Não estou dizendo que as matérias acima elencadas não servem para nada. Muitas vezes eles fazem previsões acertadas. O problema é quando querem ser muito específicos sobre o que irá acontecer ou quando as previsões são muito anteriores aos fatos previstos.
    As previsões dos crentes são muito piores, pois são sempre genéricas, ambivalentes, cercadas pelos sete lados.
    Ainda tem o viés de confirmação, memória seletiva, etc.
    E, claro, muita vontade de acreditar.

  61. Gorducho Diz:

    Gorducho, em ambientes como os que você descreve, qualquer que fosse a causa do gradiente térmico (mesmo sendo algum truque não detectado), em pouco tempo as moléculas com menos energia térmica (leia-se menor velocidade molecular, energia cinética) absorveriam energia das moléculas circundantes, causando um equilíbrio térmico.
    Provavelmente, por isso haverá salvamento dos dados temperatura x n° do sensor x tempo na computadora, formando-se depois gráficos: o fenômeno creio seja transiente. Ou então o espírito materializado atua como um ponto (fonte) fria, sugando continuamente energia remetendo-a p/o ultramundo, ou mesmo não valha o axioma da conservação da para o fenômeno de materializações…
     
    Como é que os fantasmas paranormais conseguiriam isolar o ar mais frio, evitando que moléculas de ar quente colidissem com as moléculas do ar frio?
    Colidirão, claro. Não haveria isolamento e sim gradiente térmico entre o espírito materializado e as demais coordenadas na sala. Suponho, claro que não presenciei ainda o fenômeno.
     
    [...] o ar mais quente, por causa da velocidade de suas moléculas, fica menos denso e concentra-se na parte superior, mas não de forma estática. Formam-se correntes de convecção, o ar “ferve”, coisa que nenhum fantasma pode evitar.
    Sim, será necessário colocar os sensores em 2 níveis: próximos ao piso e ao teto. 5 sensores claro que seria pouco – falei como exemplo sem pensar muito. O n° adequado seria outro bom exercício p/os alunos de outros cursos e colaborarem, orientados pelo professor, claro.
     .
    Se um tal fenômeno existisse (só para argumentar), teríamos de jogar no lixo todo o conhecimento acumulado de termodinâmica.
    Depende. Quiçá ao se desmaterializar o espírito não devolve o calor ao ambiente reesquentando-o. Parte talvez como luz… Lembra que o Emmânuel brilhava tanto que alguns maledicentes até insinuaram que poderia ser neon?
     
    Uma maneira de simular o “efeito” seria fazer passar pelo local uma corrente de ar frio, o qual, embora invisível, fluiria como líquidos fluem, dando a impressão de que o ambiente está mais frio.
    Quando a gente abre um refrigerador o ar frio “escorre” sobre nossos pés e espalha-se pelo ambiente, sendo impossível concentrar-se no solo por tempo considerável
    .
    Imagino que é justo isso que se passa.
     
    Sem correntes de ar, sem fenômeno paranormal, sem fantasmas.
    Quando falei sem correntes de ar quis dizer infiltrações externas. Claro que na sala haverá correntes convectivas induzidas pelo espírito.
     
    Supondo-se que fantasmas pudessem manter um sistema em estado de desequilíbrio térmico, como ele conseguiria isso? Isolando o ar numa pericaixa invisível aos olhos dos mortais?
    Respondido acima. Claro que haverá correntes de ar, e em princípio seria transiente o fenômeno.

  62. Marciano Diz:

    É mesmo, estou me lembrando.
    Havia até imagem provando a luminescência de EmmÂnuel. Os maledicentes falaram em neon, em reflexo na objetiva e outras maledicências.
    Quiçá o professor Arduin possa nos esclarecer (iluminar) melhor sobre o assunto. Lançar alguma luz sobre o fenômeno.
    EmmÂnuel, provavelmente, produz luciferase (nada a ver com Lúcifer, o portador da luz, refiro-me à enzima), a qual gera luciferina, e esta, por sua vez, reagindo com o oxigênio da orbe terrestre, produz a luz intensa.
    É a espiritoluminescência, fenômeno semelhante à bioluminescência.
    A presença de trifosfato de adenosina seria um forte indício da veracidade dessa hipótese.
    .
    Se achar que isto não faz sentido, lembre-se da QM, da FQM, da EQM (preferi esta, em vez de NDE, para continuar com qm).
    .
    Se planetas podem transitar entre uma estrela e o observador, causando variação no seu brilho aparente; se as galáxias comportam-se de forma a sugerir que existe mais matéria do que a detectada (matéria escura); se existem mais mistérios entre o céu e a terra do que supõe Horácio; se papai noel nunca me deixou sem presentes, por que haveria de ser diferente com as manifestações fantasmagóricas?
    .
    Depois da FQM, nada mais é impossível.

  63. Marciano Diz:

    E depois da falácia da falsa analogia tornou-se impossível um debate científico sobre o sexo dos anjos.

  64. Marciano Diz:

    Gorducho, não sei se está acompanhando ainda o tópico das cartas de cx, mas eu estou afiadíssimo em dormir com um olho aberto e outro fechado, em ficar com um olho no padre e outro na missa, justamente para usar estas habilidades no dia em que a galinha (que dorme do mesmo jeito) criar dentes e nós nos reunirmos com a bancada crente para fazer os experimentos.
    .
    E você está fornecendo munição à bancada crente para a explicação alternativa dos fenômenos que não se verificarão, na hipótese menos provável do que a mutação genética dos galináceos de a bancada crente tirar as nádegas de cima do banco.
    .
    Mais vale um experimento bem feito do que centenas de livros sobre lana caprina.
    O problema, supondo-se que os experimentos sejam levados a efeito, é a explicação quântica que se seguirá sobre sua interpretação.

  65. Marciano Diz:

    Gorducho, se tiver alguma conjectura sobre o paradoxo de os fantasmas viverem dando sinais de sua presença ao mesmo tempo em que escondem-se tão bem que somente alguns iniciados conseguem percebê-los, agradeço.
    Tal conjectura provavelmente explicaria o mesmo paradoxo com discos voadores, lobisomens, etc., objetos da mesma classe dos fantasmas, qual seja, a dos que são peritos em esconder-se ao mesmo tempo em que anunciam sua presença por meios místicos.

  66. Marciano Diz:

    FANTASMOGÊNESE
    .
    Quando a telergia condensada é exteriorizada modela um vulto completo de pessoa, animal ou coisa, leva o nome de Fantasmogênese, que significa geração, produção de fantasmas.
    (…)
    A fantasmogênese é real, e não fruto da imaginação. Embora os vultos modelados se apresentem sempre rudimentares, ou tênues, ou incompletos, ou vaporosos, são sempre reais. Tão reais a ponto de apresentar uma relação proporcional de peso entre o fantasma e o dotado. O dotado, chegando a diminuir 15, 20, até 30kg, durante a manifestação do fenômeno, e o fantasma acusar o peso correspondente.
    .
    Fonte: Parapsicologia – o poder da mente e os mistérios da vida, Benjamin Bossa, página 77, Edições Loyola, 1993.
    .
    Benjamim Bossa CRP 06/27.509-1. Professor, palestrante e psicológo. Atendo em São Bernado do Campo/SP, faço entrevistas psicoterápicas sobre distúrbios …
    .
    .
    .
    Os supostos “fantasmas”correspondem ao fenômeno conhecido como FANTASMOGÊNESE. É um fenômeno extranormal por força da energia humana material, física (Telergia) que, através do Ectoplasma ( Telergia condensada) produz determinadas figuras ectoplasmáticas. Depende da vontade, do interesse e dos conceitos, corretos ou incorretos, do paranormal ativo ( epicentro) arquivados no seu mundo interior ( Pantomnésia = memória de tudo).
    De acordo com essas marcas arquivadas na Pantomnésia, o paranormal ativo provoca e exterioriza certas imagens, figuras diversas e até de animais. Essa exteriorização molda o Ectoplasma, formando a idéia projetada mentalmente. É o fenômeno da IDEOPLASTIA :- é o fenômeno em que o inconsciente molda o ectoplasma para a reprodução de imagens que ele tem de rostos, mãos, membros, ou, em casos raros , do corpo inteiro de uma pessoa.” (Edvino Augusto Friderichs,em “Panorama da Parapsicologia ao Alcance de Todos”- Ed.Loyola –pag.128).
    Por isso a Fantasmogênese corresponde à produção ectoplasmática de uma imagem, muitas vezes aparentemente inteira, quer de pessoas, coisas ou animais. Nunca é perfeita na sua essência e forma, incompleta com características vaporosas mas, apresenta certa consistência material porém, regra geral, tênue, pequeno e mínimo peso e pode ser transparente.
    Logo, a Ideoplastia formadora do fenômeno parapsicológica da Fantasmogênese é um fato real provocado e exteriorizado pelo paranormal ativo, bem vivo, nada tendo do além- túmulo ou outras dimensões espirituais.
    Assim, não se justifica, em hipótese alguma, ficar assustado, sofrendo com medos irreais por um fantasma que só existe no próprio mundo interior. Por tudo é que insistimos da importância da programação e reprogramação mental para experimentar, se for o caso, a verdade real do fenômeno da Fantasmogênese.
    Fonte: http://www.franceschinipsi.com.br/materias10.htm
    .
    Um livro que pode ser lido como uma mini – enciclopédia de parapsicologia, mostrando as principais abordagens sobre o tema, envolvendo desde os seus antecedentes até o estudo dos fenômenos parapsicológicos, como Precognição, Telepatia, Aparição de “fantasmas”, objetos que atravessam paredes,Despachos, etc.
    O livro se mostra bem interessante para ser utilizado como um guia, com explicações bem esclarecedoras, científicas, verdadeiras, contrariando uma grande quantidade de interpretações supersticiosas e distorcidas que estão bem enraizadas na nossa cultura.
    Com uma linguagem bem clara, leitura bem saborosa, um livro que não pode faltar no seu acervo sobre essa área tão fascinante.
    Editora: Loyola
    ISBN: 85-15-oo487-9

    .
    .
    No papel, é sempre assim. Os doutores falam explicitamente em fenômenos macro, explicam seu mecanismo, falam em medidas.
    Na prática, ganha um doce de coco quem presenciar um fenômeno desses.
    A propósito, alguém aí sabe qual o coeficiente de dilatação cúbica do ectoplasma?

  67. Marciano Diz:

    http://www.inppnet.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=124:curso-de-parapsicologia-psicometafisica&catid=86&Itemid=471&showall=1&limitstart=
    .
    Curso de Parapsicologia E Terapias Holísticas
    MATRÍCULAS ABERTAS
    Ligue: 33471710-Londrina
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    .
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    Aulas Semanais Para as Turmas de Terça e Sexta e Quinzenais Para A Turma de Sábado

    Carga Horária: 600 Horas

    Certificado Expedido pela: FANEH(Faculdade Nacional de Ensino Holístico)

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    Material incluso no valor das parcelas

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    GRADE CURRICULAR

    Apostila Psicoterapia Holística: Prof. Rogelio Raquel

    Reprogramação Mental, Reprogramação Com Mensagens Subliminares, Imagens mentais, Cromoterapia, Radiestesia, Radiônica, Os Tipos de Energia que influenciam nossas vidas,Estudo dos Chakras, Níveis de frequência cerebral;

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    A História da hipnose, níveis mentais, Métodos de hipnose, Estilos hipnóticos, Práticas de Hipnose;

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    Apostila “Prática Terapêutica Com Florais de Bach”: Prof. Rogelio Raquel

    A História do Dr. Edward Bach, Filosofia do Dr. Bach, Aprofundamento no esquema de indicação dos Florais( dosagem, estocagem, preparo, etc), Conhecendo as essências dos Florais de Bach, Método de aplicação dos Florais de Bach, Metodologia de recomendação dos Florais de Bach, Florais de Bach para Plantas, Florais de Bach para animais.

    Apostila “Parapsicologia Científica”: Prof. Rogelio Raquel

    História da Parapsicologia, Conhecendo os maiores Parapsicólogos da História e seus estudos, Fenômenos Psi-gamma(telepatia, cumberlandismo, telemetria, , Autoscopia, heteroscopia, Clarividência, Precognição, Retrocognição, Premonição), Fenômenos Psi-kappa (Telecinese, Osmogênese, Pirogênese, Fotogênese, Termogênese, Bilocação), Fenômenso psicofísicos ou mistos(dermografia, estigmas, faquirismo, auto-sugestão, hetero-sugestão), Temas Gerais sobre Parapsicologia(bricadeira do copo, mensagens subliminares, hipnose, regressão de memória), Práticas de Fenômenos Paranormais.

    Material Ética Terapêutica 1 : Prof. Agnes Jaloto

    Ética e Prática terapêutica embasada nos conceitos da seriedade e do profissionalismo;

    Apostila Ética Terapêutica 2: Prof. Rogelio Raquel

    Estudo do Código de Ética do INPP

    Apostila ” Prática Terapêutica Com Regressão de Memória”: Prof. Rogelio Raquel

    Teoria e prática da técnica de Regressão de Memória até o Ventre materno, Teoria e prática da Técnica de Regressão a vivências passadas(vidas passadas) TVP.

    Estágio Supervisionado: Prof. Responsável Rogelio Raquel

    Torna-se obrigatório o estágio supervisionado com carga horária de 40 horas em locais pré-estabelecidos ou escolhidos pelos alunos. Tudo deverá ser documentado conforme exige a secretaria do INPP.

    Sample image

    APÓS CONCLUÍDO O CURSO O FORMANDO PODERÁ REQUERER A CARTEIRA DE TERAPEUTA JUNTO AO SINTHALPAR(SINDICATO DOS TERAPEUTAS DO PARANÁ)

    E PODERÁ TRABALHAR LEGALMENTE HABILITADO

    Atenção: Os Cursos da Faculdade Teológica Holística CNPJ:17.772.562/0001-56, cujo nome fantasia é FANEH(Faculdade Nacional de Ensino Holístico) por serem Cursos Livres , não estão sujeitos a fiscalização ou credenciamento pelo MEC, estão amparado por Leis Federais: 1821/53, 34.330/53, 5540/68 , Artigo 210, § 1° da Constituição Federal, respaldados nos pareceres: 241 de 15/03/99; 296 de 10/08/99; 97 de 06/04/99; 241/99; Decreto Lei 1051/69 art. 1º; Decreto Lei nº 9394 de 20/12/96 art. 50 (LBD); Decreto nº 5.622 de 20/12/05; Art. 80 da LBD (Lei 9394/96). Art. 1º. Assim, pessoas com atuação nas mais diversas áreas optam por um Curso aberto, não só pela facilidade de cursá-lo, enquanto prosseguem em sua atividade profissional ou estudantil, mas também porque, em geral, os Cursos Livres tendem a ser mais focados na aplicabilidade prática dos conceitos, melhorando assim sua atuação.

    Alguns esclarecimentos em relação ao MEC…O MEC – MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E CULTURA, não reconhece os curso de Graduação teológica Livre” e suas derivações, tanto presencial como à distância. Os cursos de Graduação Teológica Livre e suas derivações, Mestrado, Doutorado e pós doutorado são de caráter eclesiástico, onde está inserida a Faculdade Teológica Holística(FANEH)

    “Como o ensino militar, o ensino religioso foge às limitações dos sistemas vigentes” (Par. 286/81). Os cursos de Teologia e suas derivações não precisam de autorização do MEC para funcionar. A carga horária fica a critério da mantenedora do Instituto e a grade curricular é livre para obedecer a diferentes tradições religiosas. Com a LDB 9394/96, o Conselho Federal de Educação considera os cursos de Teologia e suas derivações não como nível superior, mas sim como tendo o objetivo de exercer ofícios eclesiásticos.

    Portanto todos os cursos da FANEH(Faculdade Nacional de Ensino Holístico) não estão sob a tutela do MEC inexistindo tal obrigatoriedade nesta classificação de cursos livres.
    .
    .
    Precisa dizer mais alguma coisa?

  68. Gorducho Diz:

    Sr. Administrador: numa boa, se coração aberto mesmo, só por curiosidade – sei que o Sr. nem menciona isso…
    Foi exumado o corpo do Runolfur Runolfsson, sepultado dia 8/1/80 p/ver faltava-lhe mesmo o fêmur?
    Eu providenciei na exumação e translado do corpo de m/avô paterno 27 anos após falecido e era quase só pó + cabelos…

  69. Vitor Diz:

    Gorducho,
    não foi exumado, isso está dito no artigo:
    .
    “Nós consideramos seriamente um esforço para desenterrar o corpo e o fêmur de Runki de modo que pudéssemos determinar se combinavam. Conseguimos o consentimento da neta e do neto de Runki para isto. Infelizmente, o cemitério em Utskalar é grande e não havia nenhum indício da posição de nenhum dos ossos individuais. As lápides eram na maior parte de origem razoavelmente recente, embora algumas datassem do século XIX e algumas do século XVIII. As sepulturas pareciam ter sido aglomeradas, e acreditamos que o cemitério contém muitas sepulturas sem identificação, assim como corpos “depositados” no mesmo lote, colocados em níveis diferentes. O Rev. Gudmundur Gudmundsson, clérigo de Utskalar, concordou mais tarde com E.H. em nossa conclusão desanimadora sobre a impossibilidade de uma busca pelos ossos de Runki no cemitério.”

  70. Marciano Diz:

    Eu providenciei na exumação e translado do corpo de m/avô paterno 27 anos após ofalecido e era quase só pó + cabelos…
    .
    E os dentes?

  71. Gorducho Diz:

    Certamente… mas isso faz ~ 38 anos. Não me lembro especificamente dos dentes. Me chamou atenção na época como estava tudo parcialmente “desmanchado” e os cabelos.
    E certamente depois tendo aprendido sobre a questão do reconhecimento via arcada dentária, teria prestado atenção.
    Claro que devia ser identificável o fêmur (do meu avô), assim como provavelmente pudesse ser identificado e comparadas as medidas no caso 50 anos depois (considerando que o espírito identificou-se no início da primavera de ’39).
    Só perguntei ao Sr. Administrador porque parei na parte do artigo onde estão os sumários @ 90°e achei que tinha terminado… E logo percebi empregando m/inteligência que
    i) não tinha como saber se era essa parte da ossada que faltava, se faltava alguma;
    ii) o fêmur era do comunicante;
    sem exumação e reconhecimento por legista experiente.
     
    By the way, o espírito parece esses de agora, por qualquer coisa se melindra e não gostava que fizessem muitas perguntas:
    Quando perguntava ao comunicante quem ele era, como os outros sentantes tinham feito previamente, o comunicador continuou o jogo de não revelar sua identidade. Mas finalmente disse que Ludvik Gudmundsson sabia de sua perna e que ela estava agora em sua casa em Sandgerdi. Mesmo depois de dizer tudo isso, entretanto, continuou teimosamente escondendo sua identidade.
    [...]
    Finalmente numa sessão Ludvik Gudmundsson e Niels Carlsson deram um ultimato ao comunicante. Exigiram saber sua identidade e disseram que senão nada fariam por ele. Isto teve o efeito de irritar o comunicante, que não apareceu por muitas sessões. Quando finalmente retornou (data exata dessa sessão não registrada; vide nota de rodapé 11 abaixo), pareceu vir abruptamente e os sentantes tiveram a impressão que literalmente forçou-se no médium empurrando para o lado outro comunicante. O comunicante então disse:
    “Bem, é melhor pra mim dizer-lhes quem sou
    . [...]”

  72. Marciano Diz:

    Bem, se a única certeza era a afirmação do próprio defunto, o qual identificou-se sem qualquer prova, não há como afirmar que era ele mesmo, poderia ser qualquer um, vivo ou morto.
    Sem DNA, sem arcada dentária, sem identificação.

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