Testes de Livros e Jornais, por Michael Tymn

Este artigo mostra que testes de leitura de livros fechados com supostos espíritos foram feitos no passado por vários investigadores, obtendo-se resultados de muito sucesso. O artigo também explica como seria a percepção do ambiente pelos espíritos, e se daria de dois modos: por meio da ‘sensação’ (mais comum) e por meio da ‘visão’ (lentamente desenvolvida com o tempo). Para ler e baixar o artigo, clique aqui.

190 respostas a “Testes de Livros e Jornais, por Michael Tymn”

  1. Gorducho Diz:

    :lol:
    A gente apronta tanta alfinetada e sacanagem prá cima do Sr. que nada mais justo que dê o troco, Sr. Administrador!
    Quer dizer que quem fez os experimentos foi o Drayton Thomas?
    Só que até na sacanagem o Sr. se deu mal, porque agora está obrigado a admitir que reencarnação não existe!

  2. Vitor Diz:

    Não foi só o Drayton Thomas, houve o William Barrett também. E houve vários outros além deles. Além disso, em mensagens anteriores expliquei que ausência de evidência não é necessariamente evidência de ausência.

  3. Gorducho Diz:

    O fato do Julio César não ter reencarnado em 2000 anos, nem nenhum outro conhecido do pai e da irmã dele torna óbvio que a reencarnação não existe.

  4. Vitor Diz:

    Gorducho,
    é óbvio que você nunca ouviu falar no caso de Lady Nona, que alegou uma vida passada há 3 mil anos no Egito.
    .
    The official Spiritualist position notwithstanding, mediumistic communicators not infrequently spoke about reincarnation, and at times asserted links to the mediums in past lives they said they had shared. Frederick Bligh Bond (1924) employed an automatist (an automatic writer) in his psychic archaeology at Glastonbury Abbey and she transmitted communications from a monk who claimed to have known both Bond and her in previous lives there. J. Arthur Hill (1929) reported on a series of automatic scripts in which communicators claimed to be successive reincarnations of a man in love with a previous incarnation of the automatist. Lady Nona, the communicator in the Rosemary case of apparent Egyptian xenoglossy11 (Hulme & Wood, 1936, Wood, 1935), claimed to have known Rosemary, the medium, in an earlier life three thousand years before.

  5. Gorducho Diz:

    Ela canalizou pelo Drayton Thomas?
    Se sim não.
     
    E deixando de lado a falhada tentativa de contra-gozação – a qual aliás merecemos pelo que lhe aprontamos constantemente – fico feliz que esteja começando a perceber que a coisa é along these lines.

  6. Vitor Diz:

    “Ela canalizou pelo Drayton Thomas?”
    .
    Óbvio que não. Thomas NUNCA foi médium. Quem era médium era Osborne… mas o caso mostra que espíritos que levam milhares de anos para reencarnar não são desconhecidos da literatura espiritualista…
    .
    ” fico feliz que esteja começando a perceber que a coisa é along these lines.”
    .
    Pode explicar que linhas são essas?

  7. MONTALVÃO Diz:

    .
    GORDUCHO: Quer dizer que quem fez os experimentos foi o Drayton Thomas?
    .
    COMENTÁRIO: e o relator é o Michael Tymn: ninguém pode com essa dupla…

  8. MONTALVÃO Diz:

    .

    VITOR:é óbvio que você nunca ouviu falar no caso de Lady Nona, que alegou uma vida passada há 3 mil anos no Egito.
    .
    COMENTÁRIO: será que a esqueceram na gaveta?

  9. Gorducho Diz:

    As que o AM está redigindo o protocolo.
     
    Mas ocorre que o pai e irmã do DT não falam em ninguém que tenha reencarnado. E falam muito de como é a vida nas esferas e fica claro que não há.
    Não se faça de sonso: não venha como aquela vez que fugiu do debate sobre os espíritos-mergulhões alegando que não havia “dado” geografia na escola.
     
    By the way andei lobrigando o livro do McCabe e esse William Barrett me pareceu mais otário até que o Crookes.
    Obrigado pela dica para diversão.

  10. Gorducho Diz:

    Essa foi muito boa: o Departamento de Reencarnações do CX engavetou 3000 anos o processo com o pedido dela
    :lol:

  11. Phelippe Diz:

    Oi, Vitor, texto muito bom. Td bem q o Thomas sênior explicou a respeito das dificuldades para ler textos impressos e tal, mas vc não acha isso meio estranho? os supostos espíritos perdem a capacidade de compreensão? não conseguem mais ler como antes? captam apenas a ideia de um texto, como se pensamento fosse, é isso? a médium Leonard não poderia ter poderes de clarividência/visão do futuro/visão remota/telepatia ou algo do gênero, q se manifestava, consciente ou não, através da “criação” de uma entidade mental denominada Thomas sênior? Lembro q J.W. Brodie Innes, ao relatar algumas experiências mediúnicas, tendo consultado dezenas de médiuns, fotógrafos de espíritos, etc, não ficou totalmente convencido da existência de um mundo espiritual, opinando q em muitos casos a explicação deveria estar na própria capacidade da mente do médium. A respeito do Brodie Innes, seus relatos, há no Brasil o livro “O feiticeiro e seu aprendiz”, editora pensamento, que li faz bastante tempo e q agora me veio a mente.

  12. Phelippe Diz:

    Um teste bom e certeiro para os espíritos é pedir a eles q, através de seus contatos no mundo espiritual, obtenham informações a respeitos de meus mais remotos ancestrais, originários de Flandres, informações das quais eu não tenha conhecimento mas q eu possa comprovar através de livros e documentos. Se o mundo espiritual quiser colaborar não será difícil a qq espírito de boa vontade, de boa formação, dar um pulo em Anvers e prestar esse serviço. Confirmados os dados (o espírito terá que dizer onde ele encontrou os registros, livro, biblioteca, cartório, o q seja) terei a prova de q alguém, ou algo, realmente existe no além e, melhor, pode se manifestar em nosso mundo. É só um exemplo, q considero acertado para mim, mas q fará prova plena. Aliás, prova plena é a alegria dos litigantes.

  13. Gorducho Diz:

    Enxergam perfeitamente sim. O Sr. Arnaldo Paiva relata o caso dum espírito lá em BSB. O espírito estava andando sem nada-o-que-fazer e entrou numa casa onde sobre a cama estava aberto o ESE.
    O espírito começou a ler e se encantou com a doutrina ali contida, de formas que à noite seguiu a dona do livro até o centro espírita deles. E lá se manifestou, e contou &c.

  14. Gorducho Diz:

    Outra prova é que espíritos às vezes passam expressivo tempo sem se aperceberem que desencarnaram. Logo enxergam perfeitamente, caso contrário aperceber-se-iam que algo estava maus.

  15. Phelippe Diz:

    Boa observação, sr. Gorducho, especialmente a última.

  16. Gorducho Diz:

    O espírito dá por si no cemitério. Pensa: que cousa, o que aconteceu? Será que eu bebi tanto, como vim parar aqui?
    Vou voltar pra casa duma vez.
    olha a primeira placa que encontra pra se situar:
    AVe DES COMBATTANTS ETRANGERS MORTS POUR LA FRANCE
    segue-a, sai do cemitério e vê a placa
    RUE DU PÈRE-LACHAISE
    e claro que vai vendo os letreiros nas lojas, bares, hotel, placa dos carros, senão se flagraria que tem algo muito errado com ele.
    MÈTRO GAMBETTA
    entra e vai pra casa seguindo as placas das estações. Tanto que às vezes chega em casa e se espanta que não é lobrigado pelos (ex-)familiares.

  17. Vitor Diz:

    “Mas ocorre que o pai e irmã do DT não falam em ninguém que tenha reencarnado. E falam muito de como é a vida nas esferas e fica claro que não há.”
    .
    http://www.ascsi.org/ASCS/Library/EvidenceRoom/Commentaries/Allen-Thomas_Instinct.pdf
    .
    O espírito de Lodge, embora afirme não lembrar de vidas passadas, claramente diz que apenas pouquíssimas pessoas não precisam reencarnar, ficando permanentemente do mundo espiritual. Ou seja, a grande maioria reencarna várias vezes. Diz isso por meio de Leonard, com Feda participando:
    .
    “This spirit body is unable to adapt itself completely – in complete harmony, complete unity – and, therefore, happily with the conditions of this side until … it has had certain experiences and benefitted by them. … I think that there are few people who can get the sufficiently varied experiences and tests in one incarnation that will enable them to stay permanently on this side. They have to come back until the spirit body is built up.”
    .
    Eu adoro ver as certezas dos céticos virarem pó… :-)

  18. Gorducho Diz:

    Não entendi a correlação de Sir Oliver Lodge c/o DT?
    Eram primos?

  19. Vitor Diz:

    Uai, por que precisavam ser parentes? Lodge morreu em 1940 e Thomas invocou o espírito dele em 1944. Qual o problema? Thomas morreu apenas em 1953.

  20. Gorducho Diz:

    Ele (espírito Oliver Lodge) morava no mesmo bairro que Thomas Sr. & daughter?
    Assistiram juntos aquele sermão de Jesus Cristo na 7ª esfera?

  21. Gorducho Diz:

    Qual é a relação então, for God’s sake?

  22. Gorducho Diz:

    Ah! O DT era o sentante. Tem razão, dou a mão á palmatória!
    Veja: com o passar do tempo eles vão lendo sobre reencarnação e os depoimentos dos “espíritos” vão se adaptando.
    Este seu oportuno e correto aporte literário evidencia claramente que é tudo imaginação. Nas “comunicações” passadas atribuídas ao pai e à irmã não aparece reencarnação.
    Pode ser mudança na médium ou no próprio DT. Não se tem como saber as conversas que rolavam in off tanto nas séances, antes, depois e fora em outros ambientes.

  23. Vladimir Diz:

    Vitor,
    Obrigado por mais um excelente artigo.
    Eu também adoro ver as certezas dos céticos virarem pó rs

  24. Vladimir Diz:

    Nunca uma frase foi tão verdadeira aqui neste sítio:
    .
    “Eles ignoram o assunto com um ar superior, afirmando confiantes que o que não pode ser explicado por meio de fraude, engano, ou memória subconsciente, é simplesmente devido à “vontade de acreditar”.

  25. Vitor Diz:

    Oi, Phelippe
    comentando:
    a) “Td bem q o Thomas sênior explicou a respeito das dificuldades para ler textos impressos e tal, mas vc não acha isso meio estranho? os supostos espíritos perdem a capacidade de compreensão?”
    .
    Conta-se que ao tentar se comunicar ficam um tanto confusos.
    .
    Quando o suposto comunicante teve antes de sua morte o espírito perturbado por uma doença mental, as comunicações produzidas pouco tempo depois do seu falecimento restabelecem aquela perturbação traço por traço; elas são cheias de confusão e de incoerências. Essa confusão e essas incoerências são tanto maiores no começo quanto mais grave a perturbação mental que precedeu a morte. Essas anomalias desaparecem lentamente, mas, às vezes, ficam traços ainda por muitos anos. Mais uma vez a telepatia não explica isto. Se havia loucura no espírito do morto, não existia debilidade mental no espírito dos vivos que guardaram sua lembrança. Ao contrário, se adotarem a hipótese espírita, não há nada mais admissível, seja porque a perturbação mental só desapareça depois de muito tempo, isto é, lentamente, seja porque (e isto é o que os guias afirmam), só o fato do espírito desencarnado mergulhar-se na atmosfera de um organismo humano produza momentaneamente essa perturbação.
    De resto há sempre, mais ou menos, incoerência nas comunicações feitas pouco tempo após a morte, ainda que o comunicante tenha conservado até seus derradeiros momentos a plenitude de suas faculdades mentais.
    Mas, se o comunicante fosse, realmente, o que pretende ser, conviria confiar nele, por três razões: em primeiro lugar, o violento abalo provocado pela desencarnação deve perturbar o espírito; em segundo,
    porque a chegada em um meio inteiramente novo, onde a princípio ele deve distinguir pouquíssimo, deve perturbá-lo ainda; finalmente porque essas primeiras tentativas de comunicações podem ser constrangidas por sua falta de habilidade em servir-se de um organismo estranho; seria preciso fazer uma espécie de aprendizagem.
    No entanto, quando qualquer perturbação mental não precedeu à morte, a incoerência das primeiras comunicações não subsiste muito. Em pouco tempo as mensagens começam a ser tão claras quanto o permitem a imperfeição dos meios pelos quais o morto deve servir-se para manifestar-se. No caso George Pelham, que estudaremos mais adiante, as primeiras comunicações foram, também, um pouco incoerentes. Entretanto, em pouco tempo, George Pelham vinha a ser um dos mais claros e dos mais lúcidos senão o mais esclarecido de todos os mortos que quiseram manifestar-se por intermédio do aparelho de Madame Piper. Mas George Pelham morreu de um acidente, quase subitamente, e suas faculdades intelectuais que, de resto, eram acima do comum, nunca tinham sido atacadas.
    Aí está, repito, o que a experiência parece demonstrar. Sem dúvida serão necessárias muitas observações ainda, para afirmar o que ela demonstra, realmente.

    [...]
    Quando o prisioneiro de Platão é levado de novo à caverna, seus olhos, que perderam a intimidade com a semi-obscuridade, nada mais distinguem durante um certo tempo. Quando interrogado sobre as sombras e objetos que o rodeiam, ele não os vê, e suas respostas são cheias de confusão. Pode ser que alguma coisa de semelhante aconteça aos desencarnados que tentam manifestar-se a nós servindo-se do aparelho de um médium. É isto o que George Pelham nos dá a entender. É assim que ele explica a incoerência, a confusão e mesmo as asserções falsas de muito comunicantes. “Para nos por em comunicação convosco, devemos penetrar na vossa esfera, entreter-nos convosco: eis porque ficamos perturbados e incoerentes. Não sou menos inteligente que outrora, ao contrário, mas as dificuldades de comunicação são grandes. Vejo tudo mais claro que no tempo em que eu estava prisioneiro de um corpo; mas para manifestar-me a vós, para tentar auxiliar o progresso da ciência, devo encerrar-me nesse aparelho e aí sonhar, por assim dizer. Eis porque não se deve considerar minhas palavras com o olho da crítica, mas perdoar meus erros e lacunas.”
    .
    b) “não conseguem mais ler como antes?”
    .
    Se conseguissem eu ia querer saber porque diabos a redundância dos olhos :-)
    .
    Pessoas que perdem os olhos, algumas delas, conseguem desenvolver a eco-localização com o tempo. É um substituto à visão. Mas não serve para detectar buracos. É imperfeito, mas super-útil. A visão também não é perfeita, não vemos em 360 graus, por exemplo (somos surpreendidos se alguém nos ataca silenciosamente pelas costas). Quando alguém morre, o espírito vai ativar um mecanismo para compensar a perda da visão, tal qual no caso da eco-localização, e que vai se desenvolvendo com o tempo. Isso, claro, é a minha opinião :-)
    .
    c) “captam apenas a ideia de um texto, como se pensamento fosse, é isso?”
    .
    No início, aparentemente, sim.
    .
    d)” a médium Leonard não poderia ter poderes de clarividência/visão do futuro/visão remota/telepatia ou algo do gênero, q se manifestava, consciente ou não, através da “criação” de uma entidade mental denominada Thomas sênior?”
    .
    O Draython Thomas trata dessa hipótese no livro dele. Espero traduzi-lo em breve.
    .
    e) “Lembro q J.W. Brodie Innes, ao relatar algumas experiências mediúnicas, tendo consultado dezenas de médiuns, fotógrafos de espíritos, etc, não ficou totalmente convencido da existência de um mundo espiritual, opinando q em muitos casos a explicação deveria estar na própria capacidade da mente do médium. A respeito do Brodie Innes, seus relatos, há no Brasil o livro “O feiticeiro e seu aprendiz”, editora pensamento, que li faz bastante tempo e q agora me veio a mente.”
    .
    Escaneia o livro pra gente? :-)

  26. Vitor Diz:

    “Pode ser mudança na médium ou no próprio DT.”
    .
    É na médium. No texto, é dito na página 2 “the medium had an aversion to the idea. I think that has made a certain barrier”

  27. Gorducho Diz:

    Sim, veja a incoerência: pessoas que gozavam de bom, com visto para irem à 7ª esfera assistir ao Jesus Cristo e ir à 6ª onde reside o Julio Cæsar (se Thomas Sr. chegou a falar c/ele não lembro), nem mencionam a reencarnação que é importantíssima nessa fase posterior.
    Muito bos sua contribuição: mais uma prova que é tudo fantasia.
     
    Acerca do teste com imagens, sim! O Sr. finalmente resolveu contribuir e, pouco surpreendentemente, com fundamento!
    Feda said:-
    “You have a portrait there. A lady is shown three-quarter face. It was done many years ago. Her hair is done in a queer way, standing out towards the top back of the
    head, sticking out there and made to look as if there were a good deal of it. The bodice is dark and rather tight fitting. The face is nice, medium full, between round and oval; the nose rather straight, the chin round yet not prominent, and slightly receding. The brows are rather arched, and the eyes a little full. The face slopes
    down toward the chin, yet is rounded. Has she not one arm across the lower part of the breast, with the wrist a little bent down? The head is slightly on one side, giving a questioning look. Something on the frock looks like lines coming down from the shoulders and approaching from each side as they descend. There is a dark shadow
    behind the shoulders and neck, but not behind the head. Her hair is down a bit on one side as if she wished to show it off.”

    [missing illustration]
     
    Então os espíritas não têm como alegar que os espíritos não ficam míopes e não há óculos disponíveis na erraticidade!

  28. Gorducho Diz:

    Note que não se trata de memória terrícola de Thomas Sr., mas do mesmo observando desde o ultramundo o mundo. É na secção onde ele mostra que isso ocorre, e explicitamente:
    This evidence was given that I might realise my father’s minute acquaintance with our home. As we came here some years after his passing, he had no earth memories of it.
    It was on my second visit to Mrs. Leonard that her control, speaking for my father, described an illuminated address which hung in an obscure position in our box room.
    [...]

  29. MONTALVÃO Diz:

    .
    Gorducho Diz: Enxergam perfeitamente sim. O Sr. Arnaldo Paiva relata o caso dum espírito lá em BSB. O espírito estava andando sem nada-o-que-fazer e entrou numa casa onde sobre a cama estava aberto o ESE.
    O espírito começou a ler e se encantou com a doutrina ali contida, de formas que à noite seguiu a dona do livro até o centro espírita deles. E lá se manifestou, e contou &c.
    .
    COEMNTÁRIO: que os espíritos enxergam muito bem, até melhor que nós, a literatura espiritista deixa muito claro, só não vê quem não quer. Em Nosso Lar, André Luiz conta de sua visita à casa que vivera na Terra, basta examinar o texto para ver que ele via tudo:
    .
    “Imitando a criança que se conduz pelos passos dos benfeitores, cheguei à minha cidade, com a sensação indescritível do viajante que torna ao berço natal depois de longa ausência.
    .
    Sim, a paisagem não se modificara de maneira sensível. As velhas árvores do bairro, o mar, o mesmo céu, o mesmo perfume errante. Embriagado de alegria, não mais notei a expressão fisionômica da senhora Laura, que denunciava extrema preocupação, e despedi-me da pequena caravana, que seguiria adiante.
    .
    Clarêncio abraçou-me e falou:
    .
    - Você tem uma semana ao seu dispor. Passarei aqui diariamente para revê-lo, atento aos cuidados que devo consagrar aos problemas da reencarnação de nossa irmã. Se quiser ir a “Nosso Lar”, aproveitará minha companhia. Passe bem, André!
    .
    Último adeus à dedicada mãe de Lísias e me vi só, respirando o ar de outros tempos, a longos haustos.
    Não me demorei a examinar pormenores. Atravessei celeremente algumas ruas, a caminho de casa. O coração me batia descompassado, à medida que me aproximava do grande portão de entrada. O vento, como outrora, sussurrava carícias no arvoredo do pequeno parque. Desabrochavam azáleas e rosas, saudando a luz primaveril. Em frente ao pórtico, ostentava-se, garbosa, a palmeira que, com Zélia, eu havia plantado no primeiro aniversário de casamento.
    .
    Ébrio de felicidade, avancei para o interior. Tudo, porém, denotava diferenças enormes. Onde estariam os velhos móveis de jacarandá? E o grande retrato onde, com a esposa e os filhinhos, formávamos gracioso grupo? Alguma coisa me oprimia ansiosamente. Que teria acontecido? Comecei a cambalear de emoção. Dirigi-me à sala de jantar, onde vi a filhinha mais nova, transformada em jovem casadoura. E, quase no mesmo instante, vi Zélia que saía do quarto, acompanhando um cavalheiro que me pareceu médico, à primeira vista.
    .
    Gritei minha alegria com toda a força dos pulmões, mas as palavras pareciam reboar pela casa sem atingir os ouvidos dos circunstantes. Compreendi a situação e calei-me, desapontado. Abracei-me à companheira, com o carinho da minha saudade imensa, mas Zélia parecia totalmente insensível ao meu gesto de amor. Muito atenta, perguntou ao cavalheiro alguma coisa que não pude compreender de pronto. O interlocutor, baixando a voz, respondeu, respeitoso:
    .
    - Só amanhã poderei diagnosticar seguramente, porque a pneumonia se apresenta muito complicada, em virtude da hipertensão. Todo o cuidado é pouco, o Dr. Ernesto reclama absoluto repouso.
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    Quem seria aquele Dr. Ernesto? Perdia-me num mar de indagações, quando ouvi minha esposa suplicar, ansiosa:
    .
    - Mas, doutor, salve-o, por caridade! Peço-lhe! Oh! não suportaria uma segunda viuvez.
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    Zélia chorava e torcia as mãos, demonstrando imensa angústia.
    .
    Um corisco não me fulminaria com tamanha violência. Outro homem se apossara do meu lar. A esposa me esquecera. A casa não mais me pertencia. Valia a pena de ter esperado tanto para colher semelhantes desilusões?
    .
    Corri ao meu quarto, verificando que outro mobiliário existia na alcova espaçosa. No leito, estava um homem de idade madura, evidenciando melindroso estado de saúde. Ao lado dele, três figuras negras iam e vinham, mostrando-se interessadas em lhe agravar os padecimentos.
    .
    De pronto, tive ímpetos de odiar o intruso com todas as forças, mas já não era eu o mesmo homem de outros tempos. O Senhor me havia chamado aos ensinamentos do amor, da fraternidade e do perdão. Verifiquei que o doente estava cercado de entidades inferiores, devotadas ao mal; entretanto, não consegui auxiliá-lo imediatamente.
    .
    Assentei-me, decepcionado e acabrunhado, vendo Zélia entrar no aposento e dele sair, varias vezes, acariciando o enfermo com a ternura que me coubera noutros tempos, e, depois de algumas horas de amarga observação e meditação, voltei, cambaleante, à sala de jantar, onde encontrei as filhas conversando. Sucediam-se as surpresas. A mais velha casara-se e tinha ao colo o filhinho. E meu filho? Onde estaria ele?
    .
    Zélia instruiu convenientemente uma velha enfermeira e veio palestrar, mais calmamente, com as filhas.
    .
    - Vim vê-los, mamãe – exclamou a primogênita -, não só para colher notícias do Dr. Ernesto, como também porque, hoje, singulares saudades do papai me atormentam o coração. Desde cedo, não sei por que penso tanto nele. É uma coisa que não sei bem definir…
    .
    Não terminou. Lágrimas abundantes borbotavam-lhe dos olhos.
    .
    Zélia, com imensa surpresa para mim, dirigiu-se à filha autoritariamente:
    - Ora essa! Era o que nos faltava!… Aflitíssima como estou, tolerar as suas perturbações. Que passadismo é esse, minha filha? Já proibi a vocês, terminantemente, qualquer alusão, nesta casa, a seu pai. Não sabe que isso desgosta o Ernesto? Já vendi tudo quanto nos recordava aqui o passado morto; modifiquei o aspecto das próprias paredes, e você não me pode ajudar nisso?
    .
    A filha mais jovem interveio, acrescentando:
    .
    - Desde que a pobre mana começou a se interessar pelo maldito Espiritismo, vive com essas tolices na cachola. Onde já se viu tal disparate? Essa história dos mortos voltarem é o cúmulo dos absurdos.

  30. Vitor Diz:

    “que os espíritos enxergam muito bem, até melhor que nós, a literatura espiritista deixa muito claro, só não vê quem não quer. Em Nosso Lar, André Luiz conta de sua visita à casa que vivera na Terra, basta examinar o texto para ver que ele via tudo:”
    .
    Pena que André Luiz não existiu. Nem deu mostras de poderes paranormais.

  31. Gorducho Diz:

    Na colagem que fiz acima está pouco pertinentemente mencionada a iluminura que pertencera ao avô. Esta Thomas Sr. Spirit lembrar-se-ia a partir de suas memórias de encarnado. A descrição refere-se a retrato num canto do escritório que o espírito terá lobrigado desde o outro mundo.

  32. Gorducho Diz:

    Não terminou. Lágrimas abundantes borbotavam-lhe dos olhos.
     
    O CX é intraduzível. Lembro que há tempos comentei c/o Analista Marciano a impossibilidade de verter CX para outros idiomas. Depois dei uma lobrigada na tentativa de traduzir NL…
    É impossível. Mais fácil traduzir a Divina Comédia p/o Esperanto.

  33. Vladimir Diz:

    Bandeira Brancas ao Céticos!!!
    E aos Crentes também rs
    .
    Estava cá refletindo e me bateu uma dúvida:
    .
    Se as EQMs e a comunicação entre mortos e vivos é verdadeira, isso deveria ser um fenômeno universal?
    .
    Por que só 10% dos “ressucitados” tem EQMs?
    Não deveria ser 100%?
    .
    Por que só pouquíssimos médiuns tem comunicações genuínas?
    .
    PS: Vitor, a mensagem anterior ficou para aprovação pq escrevi o nick incorretamente.
    Pode deletar por favor.
    Obrigado

  34. Vladimir Diz:

    ERRATA: “isso não deveria ser um fenômeno…”

  35. Contra o chiquismo Diz:

    Vladmir.. tá brincado né? Olha quem financia…mó Ad Hoch….

    1. Líder do Grupo de Pesquisa “Farmácia e Homeopatia”, UNIMEP. [email protected]; 2. Bolsista, Curso de Farmácia, FAPIC/UNIMEP;
    3. Faculdade de Ciências da Saúde, UNIMEP; 4.Presidente da Comissão Científica da Associação Brasileira de Farmacêuticos Homeopatas
    (ABFH). O estudo foi financiado pela ABFH.

    **

    Seria o mesmo que a AME – “associação de Médicos ‘Espíritas’ ” financiar uma campanha pra saber se ‘espiritos’ existem…

  36. Contra o chiquismo Diz:

    corrigindo : Ad Hoc

  37. Vladimir Diz:

    Contra disse: Vladmir.. tá brincado né? Olha quem financia…mó Ad Hoch…
    .
    COMENTÁRIO: Humm o que o Sr está insinuando?
    Que houve fraude?

  38. Marciano Diz:

    “Pena que André Luiz não existiu. Nem deu mostras de poderes paranormais”.
    .
    Como não? Ditou um monte de livros para cx, o maior paranormal de todos os tempos.
    .
    .
    .
    1. Gorducho Diz:
    fevereiro 3rd, 2015 às 7:50 PM
    Não terminou. Lágrimas abundantes borbotavam-lhe dos olhos.

    O CX é intraduzível. Lembro que há tempos comentei c/o Analista Marciano a impossibilidade de verter CX para outros idiomas. Depois dei uma lobrigada na tentativa de traduzir NL…
    É impossível. Mais fácil traduzir a Divina Comédia p/o Esperanto.
    .
    É difícil traduzir cx até para o português. Esse dialeto que se fala no LAR DELES é estranhíssimo, muito mais estranho do que o português da carta original de Pero Vaz de Caminha.
    Refiro-me à original de verdade, não a essa versão facilmente encontrada na net, com ortografia atualizada.
    É está aqui:
    .
    “Snõr
    posto que o capitam moor desta vossa frota e asy os outros capitaães screpuam a vossa alteza a noua do achamento desta vossa terra noua que se ora neesta naue gaçom achou, nom leixarey tambem de dar disso minha comta a vossa alteza asy como eu milhor poder ajmda que pera o bem contar e falar o saiba pior que todos fazer, pero tome vossa alteza minha jnoramçia por boa comtade, a qual bem çerto crea que por afremosentar nem afear aja aquy de poer ma is ca aquilo que vy e me pareçeo. / da marinha jem e simgraduras do caminho nõ darey aquy cõ ta a vossa alteza porque o nom saberey fazer e os pilotos deuem teer ese cuidado e por tamto Snõr do que ey de falar começo e diguo”.
    .
    Só o começo, claro. O texto completo é muito longo.

    .
    .
    .
    Parece que o assunto experimentos murchou de vez.

  39. Marciano Diz:

    Vladimir Diz:
    fevereiro 3rd, 2015 às 11:44 PM
    Contra disse: Vladmir.. tá brincado né? Olha quem financia…mó Ad Hoch…
    .
    COMENTÁRIO: Humm o que o Sr está insinuando?
    Que houve fraude?
    .
    .
    Acho que ele está insinuando que qualquer pesquisa financiada pela Coca-Cola prova que ela é melhor do que a Pepsi, mesmo sendo observada toda a metodologia científica :)

  40. Marciano Diz:

    Vlad, deixe de diversionismo (homeopatia) e explique melhor sua epifania.
    Refiro-me a esta aqui:
    .
    Vladimir Diz:
    fevereiro 3rd, 2015 às 10:55 PM
    Bandeira Brancas ao Céticos!!!
    E aos Crentes também rs
    .
    Estava cá refletindo e me bateu uma dúvida:
    .
    Se as EQMs e a comunicação entre mortos e vivos é verdadeira, isso deveria ser um fenômeno universal?
    .
    Por que só 10% dos “ressucitados” tem EQMs?
    Não deveria ser 100%?
    .
    Por que só pouquíssimos médiuns tem comunicações genuínas?
    .
    .
    Será que está havendo algum progresso?
    .
    .
    Minhas camisetas e bonés já chegaram, já usei duas vezes e não percebi nenhum olhar estranho.
    Acho que essa gente é burra demais.
    Tem uma com a palavra “fiction”, escrita com a cruz patriarcal, a estrela de David com um traço embaixo, o símbolo do islamismo , a cruz cristã, o símbolo do taoísmo (ying/yang) com um traço embaixo, a roda cármica do budismo e o símbolo do hinduísmo (Om).
    Fica “fiction” direitinho, mas acho que é sutil demais para os crentes padrão.

  41. Marciano Diz:

    Ando superestimando a crentalhada, e acho que a culpa é dos crentes do blog, cuja inteligência, por incrível que pareça, é muito acima da média dos crentes padrão.

  42. Marciano Diz:

    Talvez seja pelo fato de que a quase totalidade dos religiosos só conhece os símbolos de sua própria religião, só os céticos conhecendo o conjunto (parte dele, claro).
    Um cristão vê o símbolo do hinduísmo e não tem a menor ideia do que se trata. Vê o símbolo do islamismo (lua crescente e Vênus, que eles acham que é uma estrela), e não desconfiam.
    Perdoem o erro aí acima, é a roda do dharma. Aquela que parece um timão, mas também parece-se com a letra “o”.

  43. Marciano Diz:

    Já usei também uma ecológica, “Save the Planet” e a imagem de um cara jogando um livro com uma cruz na capa (bíblia) no lixo.
    Bem grande, no peito.
    Será que tem gente tão ignorante que não percebe do que se trata?

  44. Marciano Diz:

    Eu queria tanto ser provocado por um crente na rua, arranjar uma briga.
    Fiquei decepcionado.
    Vamos ver no próximo fim de semana.
    Durante a semana, só posso usar paletó e gravata. Embora existam umas gravatas assim, nas as comprei, porque não posso ousar muito na minha profissão, ou perco clientela.

  45. Marciano Diz:

    Aviso aos navegantes: como quanto mais clientes endinheirados eu tenho, mais dinheiro ganho, e como a maioria deles é crente, não menciono o assunto religião no meu trabalho.
    Até em família ou com amigos from another walks of life, eu sou parcimonioso com minhas críticas.
    Com estranhos, arranjo confusão com qualquer um que queira.
    Se vierem me doutrinar, Contumeliam si dices, audies.
    Quem diz o que quer ouve o que não quer. He that say what he likes shall hear what he does not like. Qui dira tout ce qu’il voudra, ouïra ce qui lui ne plaira.
    .
    As traduções são para não contrariar o Sebebe, que sumiu e bebe menos do que eu.

  46. Marciano Diz:

    Para não contrariar Sebebe, “He that sayS…
    Look at the grammar there, Anthony!
    Parafraseando o neguinho e brincando com o Antonio, inventando um “idiom” inexistente.

  47. Marciano Diz:

    Comecei a ler o artigo, mas não terminei.
    Continuo amanhã, com a desgraça de Satanás, ops, com a graça de deus.
    Quando der tempo, bien entendu.

  48. Marciano Diz:

    Alles gute, für alles.

  49. Marciano Diz:

    Und Deutshchand über alles.

  50. Marciano Diz:

    Lembrei-me de falsas lições que aprendi em vários livros de medicina legal, em em aulas também.
    Cadáver viria do latim, caro data vermibus.
    É só um dos muitos factoides que nos são ensinados.
    Na verdade, vem do verbo cadere, que significa cair, perecer, cair sem forçar, cair para não mais levantar.
    Isto, junto com o falso efeito coriollis da aulinhas de física me tornam cada vez mais cético com a fantasia e a cara de pau das pessoas.
    vou morrer, quero dizer, dormir.

  51. Gorducho Diz:

    Bandeira Brancas ao Céticos!!!
    Se as EQMs e a comunicação entre mortos e vivos é verdadeira, isso deveria ser um fenômeno universal?
    .
    Por que só 10% dos “ressucitados” tem EQMs?
    Não deveria ser 100%?

     
    Pois muito me surpreendeu. Havia um cessar-fogo vigendo de expressiva data, e uma convivência amistosa. Daí quando SEBEBE tentou um desembarque e estávamos com todas baterias costeiras posicionadas, e aviação no ar, o Sr. iniciou sorrateira e feroz ofensiva através do bosque metafísico de cujos limites externos as unidades haviam sido realocadas (semelhante ao Hitler no Bulge mais aí havia guerra aberta). Causou algumas baixas até que as unidades fossem realocadas às pressas.
    Então é isso e que bom que compreendeu: a gente tem que pensar com o próprio cérebro. Não se terceiriza pensamento para seres só porque seres têm uma carteirinha onde está impressa a palavra
    CIENTISTA
    E procure alguém que trabalhe c/o CorelDraw – há centenas e competentes -, mande fazer um banner bem bonito com o ensinamento do Analista Marciano, e pendure no lugar mais nobre so seu escritório (na sala é claro que a mulher não vai deixar :mrgreen: )

  52. Gorducho Diz:

    De qualquer sorte a tentativa de sacanagem por parte da Administração acabou sendo extremamente produtiva.
    Verificou-se mais uma vez que “médiuns” escrevem o que lhes está na cabeça. na 1ª fase, quando ela era avessa à reencarnação, esta não é mencionada para o DT, apesar dos familiares falecidos dele serem classe média alta da 3ª esfera com security clearance até p/se aproximarem de Jesus Cristo. Ao que me consta nem Emmânuel tinha isso (falo no passado porque agora claro que ele está reencarnado no estado de SP).
    Na 2 fase como a “médium” tinha mudado de ideia, é relatada como algo importante, bem segundo o kardecismo, de cujas teses certamente terá tomado conhecimento durante tantos anos decorridos.

  53. Gorducho Diz:

    Uma dificuldade com o teste a partir de imagens é que terá que ser imagens reconhecíveis por espíritos que estiveram encarnados nos últimos digamos 200 anos.
    1000 imagens será inviável, mas umas 200 se consegue sem demasiado esforço – incluindo aí as 52 + 1 do baralho.
    E.g., se se apresentar o Dr. Bezerra e a imagem for dum botijão de gás, lavarroupas, enceradeira & similares, ele alegará que não reconhece o objeto.
    Também não pode haver 2 entradas tipo #55 flor
    #56 bouquet de flores
    Tem que ser completamente inequívoca a imagem e não se pode exigir resposta com conhecimento especializado. E.g., se a imagem for dum FAL será aceita como resposta fuzil ou rifle.
    Portanto também não poderá haver outra imagem, digamos duma Winchester, para não tornar a probabilidade favorável ao espírito.

  54. MONTALVÃO Diz:

    .
    MARCIANO: Cadáver viria do latim, caro data vermibus.
    .
    COMENTÁRIO: carne em latim é “caro”?

  55. MONTALVÃO Diz:

    .
    Vladimir Diz: Vitor,
    Obrigado por mais um EXCELENTE artigo.
    .
    COMENTÁRIO: ironia?
    .
    Ou quer dizer: “excelente artigo em que o deslumbramento acrítico é mostrado cristalinamente”?

  56. Vitor Diz:

    Montalvão disse:”ironia?”
    .
    Tendo em vista que seu senso crítico vai de mal a pior, idolatrando pessoas como Martin Gardner, Hall e Tanner, e expondo péssimos artigos sobre parapsicologia como se fossem de um brilhantismo genial, suas possíveis críticas ao artigo do Tymn, caso resolva expô-las, prevejo que irão naufragar tanto quanto seus ídolos :-)

  57. Gorducho Diz:

    Olha só como foi traduzido o trecho citado pelo AM. Tira todo bizarrismo: descaracteriza completamente o texto. Mas não estou criticando o tradutor: é impossível mesmo! Só acho que não deviam tentar…
     
    - Vim vê-los, mamãe – exclamou a primogênita -, não só para colher notícias [imagine o filho falando c/a mãe assim :mrgreen: ] do Dr. Ernesto, como também porque, hoje, singulares saudades do papai me atormentam o coração. Desde cedo, não sei por que penso tanto nele. É uma coisa que não sei bem definir…
    I came to see you today, mother, said my eldest child. Not only to pay Dr. Ernest a little visit, but also because all morning the thought of father hasn’t left my mind, and my heart seems to feel his presence. It’s a feeling I can’t define…
    .
    Não terminou. Lágrimas abundantes borbotavam-lhe dos olhos.
    She couldn’t finish, and her eyes filled with tears. To may great suprise, Zelia answered her with sharp authority:
    Zélia, com imensa surpresa para mim, dirigiu-se à filha autoritariamente:

  58. MONTALVÃO Diz:

    .
    .
    VITOR: Pena que André Luiz não existiu. Nem deu mostras de poderes paranormais.
    .
    COMENTÁRIO: conquanto esteja correto, levei em conta a literatura espírita, que considera André e outros existentissíssimos, tanto que mandaram do além mensagens aos magotes.
    .
    A criatividade de Chico, indiretamente explica Piper. Xavier tinha suas inegáveis habilidades e as usava em favor de sua crença, e com muita eficiência. Basta ver a quantidade dos que duvidam de sua mediunidade (além dos céticos aqui presentes, mais uma meia dúzia de dez ou doze), enquanto o número de acreditantes excede a casa de vários milhões.
    .
    De modo semelhante, Piper possuia talentos incomuns e os utiliza em prol das lides mediúnicas, ou metapsíquicas, a depender do gosto do freguês pesquisador.
    .
    Seja como for, ao reconhecer que as comunicações de André Luiz são oriundas do psiquismo de Chico (isso está implícito em sua declaração) inscreve na discussão a esperança de que, em breve, admitirá: “espíritos não comunicam porque espíritos não dão provas de suas presenças entre os vivos”.
    .
    Questão de time.

  59. MONTALVÃO Diz:

    .
    VITOR: Tendo em vista que seu senso crítico vai de mal a pior, idolatrando pessoas como Martin Gardner, Hall e Tanner, e EXPONDO PÉSSIMOS ARTIGOS SOBRE PARAPSICOLOGIA COMO SE FOSSEM DE UM BRILHANTISMO GENIAL, suas possíveis críticas ao artigo do Tymn, caso resolva expô-las, prevejo que irão naufragar tanto quanto seus ídolos
    .
    COMENTÁRIO: acharei, se encontrar, tempinho para expor o tautológico, devido a cristalina clareza: a quase plena ausência de avaliação crítica em Tymn.
    .
    Quanto aos artigos contra o paranormal que apresentei pode também mostrar-lhes as fraquezas, se puder…

  60. Vitor Diz:

    MONTALVÃO: “acharei, se encontrar, tempinho para expor o tautológico, devido a cristalina clareza: a quase plena ausência de avaliação crítica em Tymn.”
    .
    Já começou mal. O artigo de Tymn não precisa ser crítico, é suficiente para os seus propósitos descrever alguns dos experimentos e resultados. Ele quer apenas despertar o interesse das pessoas (inclusive, das céticas) para tais experimentos. O trabalho de crítica é feito no livro de Drayton Thomas, com muito mais exemplos de testes de livros bem como contra-provas (testes que eliminam a coincidência e outras possibilidades normais como explicação, por exemplo).
    .
    MONTALVÃO: “Quanto aos artigos contra o paranormal que apresentei pode também mostrar-lhes as fraquezas, se puder…”
    .
    Você colocou um lixo de artigo lá no ECAE do Alejandro Borgo, que o Marciano já chegou a postar aqui, se bem me lembro, e já destrinchei. O artigo é uma porcaria do início ao fim.

  61. Gorducho Diz:

    Carnis
    Do Terra & Céu, onde o Jean Reynaud advoga a necessidade e a vocação da Gália para definir claramente o que acontece com os mortos – desnecessário dizer que o Kardec abraçou a sugestão…
     
    De fato, essa profissão de fé que se pode considerar como o resumo, e se assim se pudesse dizer, o programa primitivo do cristianismo, se apresenta visivelmente seguindo a ordem natural das ideias, em três partes distintas. A primeira implica as questões relativas à Trindade e à pessoa do mediador: Credo in Deum Patrem, &c; a segunda, as questões relativas à instituição da Igreja e dos sacramentos: Sanctam ecclesiam catholicam, sanctorum communionem, remissionem peccatorum; a terceira, as questões relativas à imortalidade, e por conseguinte ao sistema geral do universo: Carnis resurrectionem, vitam aeternam: Amen. As duas primeiras secções deste programa místico foram discutidas e explicadas conforme aos sentimentos e aos conhecimentos das gerações que o ordenamento lógico, favorecido pelas circunstâncias, foi-lhes sucessivamente aplicando; a terceira permanece em suspenso. Jamais nenhum concílio fê-los o sujeito de suas deliberações e decretos, e, colocada como uma interrogação face ao porvir, ela demanda essa empreitada. [ele faz um trocadilho com mácula, alfinetando essa lacuna do Credo]

  62. Gorducho Diz:

    Ele quer apenas despertar o interesse das pessoas (inclusive, das céticas) para tais experimentos.
     
    Pois é… pelo menos aparentemente serviu para despertar seu interesse, que, além do Dr. cujo motivo é o medo de ter a crença destruída, era o único aqui que ainda não havia percebido a necessidade de se pesquisar o dogma fundamental do espiritismo.

  63. Vitor Diz:

    Eu sempre percebi a necessidade, mas além de já saber dos casos bem sucedidos em que tais testes foram aplicados, a meu ver mesmo tais testes não descartam psi.

  64. Marciano Diz:

    1. MONTALVÃO Diz:
    fevereiro 4th, 2015 às 10:01 AM
    .
    MARCIANO: Cadáver viria do latim, caro data vermibus.
    .
    COMENTÁRIO: carne em latim é “caro”?
    .
    Claro que sim, mas não tem nada a ver com a origem de “cadáver”, que vem de “cadere”. Daí os falsos ensinamentos de meus tempos de medicina legal.
    .
    Por outro lado, penso ter notado um gracejo infame, implicando a inflação do LAR DELES com os velhos tempos romanos.

  65. Gorducho Diz:

    Mas não é carnis? Ou mais de uma forma de dizer conforme o contexto?

  66. Gorducho Diz:

    Entenda: o dogma fundamental do espiritismo prevê resultado positivo no nosso teste proposto.
    Então está-se testando o resultado previsto pelo dogma. É isso que Ciência faz. Já expliquei dezenas de vezes que em Ciência sempre será possível outras explicações, e sempre as há via de regra.
    Convençam-se os místicos (gritarei para que atravesse os condutos auditivos e penetre na mente de vocês):
    CIÊNCIA NÃO É RELIGIÃO!

  67. Vitor Diz:

    “Já expliquei dezenas de vezes que em Ciência sempre será possível outras explicações”
    .
    Não queira ensinar o pai nosso ao vigário :-)
    .
    O que eu disse foi um lembrete ao Montalvão, que acredita piamente que os testes dele comprovariam espíritos (oh, coitado!). E ele acredita piamente que tais testes não foram realizados no passado, quando foram, e com sucesso, embora um teste bem semelhante na época de Kardec tenha obtido um fracasso retumbante, vc sabe qual.

  68. Gorducho Diz:

    Ele acredita não, não: não foram. De idiotas ao nível do Crookes que constatam que ovos de peru luminíferos flutuam pela sala, ou de crentes a serviço da sua religião; não podem ser levados em consideração seus relatórios experimentais.
    Como esses crentes também tem o direito de ter suas dúvidas em relação aos céticos, os experimentos para terem credibilidade devem ser conduzidos paritariamente por representantes de ambos grupos.
    Não estou associando qual esse do Kardec.(?)

  69. Vitor Diz:

    “Como esses crentes também tem o direito de ter suas dúvidas em relação aos céticos, os experimentos para terem credibilidade devem ser conduzidos paritariamente por representantes de ambos grupos.”
    .
    Os experimentos de Thomas foram acompanhados pelo Sr. Bird, que era cético:
    .
    Há alguns pontos quanto aos experimentos acima mencionados que devem ser observados.
    1. Eles não dependem apenas do meu testemunho; eu tive a cooperação de um amigo que era inteiramente cético, e a quem foi determinado que não deveria haver espaço para o vazamento de informações através dos canais normais.
    O Sr. G. F. Bird atestará o sucesso dele quanto a essa precaução.

    .
    Então sua solicitação de que houvesse representantes de ambos os grupos foi inteiramente atendida. A menos que vc ache que a amaizade entre os dois seja suspeita, tal como seria suspeita a amizade entre James Randi e Stanley Krippner (sim, eles são amigos!)
    .
    2. “Não estou associando qual esse do Kardec.(?)”
    .
    Foi publicado na revista espírita. Depois acho a referência exata.

  70. Gorducho Diz:

    Outra coisa: veja. Deu certo o experimento. A interpretação espírita, que seria a minha e a do AM, é que um espírito, &c. Ou seja: o espiritismo tem um modelo para explicar o fenômeno.
    Qual seria a interpretação “Ψ”?
    Desdobramento do médium não seria pela própria negativa deste. “Clarividência”, ou seja, magia?
    Vê agora por que Parapsicologia não é ciência?
    Até o espiritismo é mais ciência que a Parapsicologia.

  71. Gorducho Diz:

    O Sr. Bird era cético… o Kardec era cético…
    Esse filme passa sempre tanto que o celuloide já esta se quebrando nos furinhos onde pega a engrenagem :lol:

  72. Vitor Diz:

    Referência: Revista Espírita de 1858, páginas 21 e 22.
    .
    Kardec descreve e analisa o fracasso da experiência de Boston, em que o Dr. Gardner, mesmo contando com as senhoritas Fox, não conseguiu comprovar a realidade da intervenção dos Espíritos. (PP. 21 e 22)
    .
    O nome do artigo é “Os médiuns julgados – Desafio proposto na América”
    .
    Vc pode acessar aqui: http://www.oconsolador.com.br/linkfixo/bibliotecavirtual/revista-espirita-1858.pdf

  73. MONTALVÃO Diz:

    .
    VITOR: Já começou mal. O artigo de Tymn não precisa ser crítico, é suficiente para os seus propósitos descrever alguns dos experimentos e resultados. Ele quer apenas despertar o interesse das pessoas (inclusive, das céticas) para tais experimentos. O trabalho de crítica é feito no livro de Drayton Thomas, com muito mais exemplos de testes de livros bem como contra-provas (testes que eliminam a coincidência e outras possibilidades normais como explicação, por exemplo).
    .
    COMENTÁRIO: essa não entendi, “o artigo de Tymn não precisa ser crítico”, pode ser que não, mas também não precisaria ser superexaltativo quanto é. Tymn deve jogar no seu time (time do Vitor): quer provar o que não se prova atualmente com o passado.
    .
    Coisa que fica patente na leitura é que o pobre Drayton fora engabelado por Osborne e tornou-se um títere, um inocente útil, nas mãos da espertalhona. Gladys Osborne era finória artista, disso não tenho dúvida e Thomas um encantado pela crença que cultivava em família (a fé vinha deste o pai).
    .
    O alheado Thomas jamais percebeu que os belos testes que realizava estavam sempre no controle de Osborne e ele sempre esquecia de propor contraprovas que superassem esse óbice.
    .
    Quem quiser apreciar a artística técnica de leitura fria que Osborne aplicava basta consultar relatos das consultas que dava, fosse presencial fosse por procuração. Deixo duas sugestões: o caso Bob Newlove, e o caso Edgar Vandy
    .
    Portanto, se a Drayton Thomas coube o trabalho crítico, então está tudo explicado…
    ./
    /
    MONTALVÃO: “Quanto aos artigos contra o paranormal que apresentei pode também mostrar-lhes as fraquezas, se puder…”
    .
    VITOR: Você colocou um lixo de artigo lá no ECAE do Alejandro Borgo, que o Marciano já chegou a postar aqui, se bem me lembro, e já destrinchei. O artigo é uma porcaria do início ao fim.
    .
    COMENTÁRIO: não estamos aqui discutindo o que possa ter acontecido no ECAE. Dos que aqui transitam poucos estão lá inscritos, portanto, suas palavras ficam sem sentido.
    .
    Além disso, se garante que dessaçougueirou UM artigo que lá postei, pode muito bem pô-lo aqui, juntamente com o descarnamento, pois não recordo de ter examinado o que diz ter realizado.
    .
    Falar que o material é lixo sem dar uma demonstraçãozinho, sem nem mesmo mostrar o material, é o fim da agulhada. O artigo de Tymn até dispensaria comentários, pois a baixa qualidade da matéria está exposta para quem queira apreciar. Crítica a ode que Tymn faz a Osborne e Thomas só é necessária para quem não enxerga o sol.
    .
    Só uma coisinha para deixar um início de conversa, Tymn diz:
    .
    “Thomas não via a comunicação com os ‘mortos’ através de médiuns como uma ameaça às suas crenças cristãs. Na verdade, ele via isso como um apoio ao princípio básico do Cristianismo — nós vivemos após a morte.”
    .
    COMENTÁRIO: Thomas era um revoltoso contra a doutrina que abraçara e, pior, como divulgador desta, agia como quinta-coluna. Ele, segundo diz Tymn, achava que se há sobrevivência então os espíritos comunicam. Pronto, fechou o caso. Os seguidores da mesma fé que Drayton não pensavam dessa maneira: para eles não se fazia necessário que espíritos comunicassem para que a sobrevivência se lhes fosse admissível.
    .
    Teologicamente, as concepções de Drayton constituem aberração: o sujeito dizia seguir os ensinamentos bíblicos (que não propõem a mediunidade, ao contrário, a rechaçam) e defende que a mediunidade é prova da sobrevivência e estaria dentro do espírito do cristianismo.
    Michael Tymn, como bom faltoso de espírito crítico que é, assina embaixo.
    .
    Só mais umazinha, para terminar esse bloco:
    .
    “Como Barrett, Thomas era um membro da Sociedade Britânica de Pesquisas Psíquicas (SPR).”
    .
    Quem houve falar da SPR pode ter a falsa impressão de que essa sociedade sempre foi constituída de renomados cientistas, todos céticos e atentos a qualquer engodo. Dentro dessa pobre visão, aqueles que se renderam ao apelo mediúnico o teriam feito pela força das evidências que as pesquisas levantaram.
    .
    Nada mais equivocado.
    .
    A SPR é um balaio de gatos e ratos: lá tem de tudo: tanto gente sábia, céticos prudentes, experimentadores atentos, que se só se dão por satisfeitos após muita investigação, juntamente com deslumbrados (quase alucinados), que só querem confirmar sua prévias crenças e usam o nome da sociedade para dar maior “glamour” às divagações que produzem.

  74. Gorducho Diz:

    É mesmo! Analista Montalvão veja a Revue janeiro ’58 Médiuns julgados.
    Na América uma comissão composta por não-bocós teve essa óbvia ideia.
    Adivinha qual foi o resultado – duvido-do que o Sr acerte…
     
    E depois o Kardec se rasga dando as desculpas esfarrapadas. O espiritismo é o mesmo de ’58!

  75. Vitor Diz:

    a) “essa não entendi, “o artigo de Tymn não precisa ser crítico”, pode ser que não, mas também não precisaria ser superexaltativo quanto é.”
    .
    Não vi nenhuma exaltação. O artigo dele é quase puramente descritivo dos experimentos.
    .
    b) Tymn deve jogar no seu time (time do Vitor): quer provar o que não se prova atualmente com o passado.
    .
    Eu no caso só quero provar a você que, ao contrário do que você disse, tais testes foram realizados no passado, e com sucesso.
    .
    c) “Coisa que fica patente na leitura é que o pobre Drayton fora engabelado por Osborne e tornou-se um títere, um inocente útil, nas mãos da espertalhona. Gladys Osborne era finória artista, disso não tenho dúvida e Thomas um encantado pela crença que cultivava em família (a fé vinha deste o pai).”
    .
    Puro ad-hominem. Nada aproveitável aqui. Até Gauld você chamou de “ultracrente” (e segundo vc mesmo, foi forçado a reconhecer seu erro), então suas opiniões sobre as pessoas só podem ser vistas com extrema reserva.
    .
    d) “O alheado Thomas jamais percebeu que os belos testes que realizava estavam sempre no controle de Osborne e ele sempre esquecia de propor contraprovas que superassem esse óbice.”
    .
    Mais uma falsidade sua. Ele realizou testes próprios, sem consultar Osborne.
    .
    e) “Quem quiser apreciar a artística técnica de leitura fria que Osborne aplicava basta consultar relatos das consultas que dava, fosse presencial fosse por procuração. Deixo duas sugestões: o caso Bob Newlove, e o caso Edgar Vandy”
    .
    Blá blá blá… :-)
    .
    f) “Portanto, se a Drayton Thomas coube o trabalho crítico, então está tudo explicado…”
    .
    E assim Montalvão se livra da necessidade de ler o livro :-)
    .
    g)” não estamos aqui discutindo o que possa ter acontecido no ECAE. Dos que aqui transitam poucos estão lá inscritos, portanto, suas palavras ficam sem sentido. Além disso, se garante que dessaçougueirou UM artigo que lá postei, pode muito bem pô-lo aqui, juntamente com o descarnamento, pois não recordo de ter examinado o que diz ter realizado.”
    .
    É a esclerose chegando :-)
    .
    http://obraspsicografadas.org/2014/arqueologia-intuitiva-egito-e-ir-1976-por-j-norman-emerson/
    .
    Desse artigo do Alejandro, que eu destrinchei no link acima nos comentários (15 de setembro, 11h16min p.m.), e que vc disse “O esclarecedor e bem articulado texto de Alejandro Borgo” recebeu os seguintes comentários do Julio:
    .
    “Na mensagem mais recente dele em que ele cita Wellington e Jayme, ele incluiu mais para o fim um texto absolutamente ridículo de um tal de Alejandro Borgo (Borgo ou Ogro, sei lá), capaz de fazer qualquer ser humano normal com um mínimo de formação científica se esvair em vômitos. Ainda assim, Montalvão posta uma coisa dessas. Para mim fica a pergunta: por quê? O que leva uma pessoa a postar uma coisa dessas, tão factualmente errada e tão indevidamente ofensiva?”
    .
    Bem se vê que vc gosta de lixo. E despreza as joias que a vida te oferece. Triste.
    .
    h)”Falar que o material é lixo sem dar uma demonstraçãozinho, sem nem mesmo mostrar o material, é o fim da agulhada.”
    .
    Fiz isso ano passado!
    .
    i) “O artigo de Tymn até dispensaria comentários, pois a baixa qualidade da matéria está exposta para quem queira apreciar. Crítica a ode que Tymn faz a Osborne e Thomas só é necessária para quem não enxerga o sol.”
    .
    Dois pesos e duas medidas novamente… eu preciso comentar o lixo do Alejandro, vc não precisa comentar o artigo de Tymn. Ó cèus…
    .
    j)”Teologicamente, as concepções de Drayton constituem aberração: o sujeito dizia seguir os ensinamentos bíblicos (que não propõem a mediunidade, ao contrário, a rechaçam) e defende que a mediunidade é prova da sobrevivência e estaria dentro do espírito do cristianismo. Michael Tymn, como bom faltoso de espírito crítico que é, assina embaixo.”
    .
    Ó Céus, Tymn não é padre para defender o cristianismo. Ele simplesmente reproduziu a opinião de Thomas. O artigo dele não tem esse objetivo de defender a bíblia. Ele apenas quer mostrar que a crença cristã não impediu Thomas de possuir uma mente aberta e aceitar a realidade dos fenômenos mediúnicos.
    .
    K) “Só mais umazinha, para terminar esse bloco:”
    .
    Já?! Puxa, mas não deu nem para o começo…:-)
    .
    i) “Quem houve falar da SPR pode ter a falsa impressão de que essa sociedade sempre foi constituída de renomados cientistas, todos céticos e atentos a qualquer engodo.”
    .
    Mas foi o Tymn quem disse isso?!Você não ia discutir o artigo?!Ou vc resolveu discutir qq questão tangente que brota da sua cabeça? Óh céus, dai-me paciência…

  76. Gorducho Diz:

    A experiência feita nos Estados Unidos a propósito dos médiuns, lembra uma outra, realizada dez anos atrás, na França, pró ou contra os sonâmbulos lúcidos, isto é, magnetizados. A Academia de Ciências recebeu a missão de conceder um prêmio de 2.500 francos ao sujet magnético que lesse com os olhos vendados.
    Todos os sonâmbulos fizeram de bom grado essa experiência, nos salões ou nos teatros de feira; liam em livros fechados e decifravam toda uma carta, sentados sobre ela ou colocando-a bem dobrada e fechada sobre o ventre; porém, diante da Academia, não foram capazes de ler absolutamente nada e o prêmio não foi ganho por ninguém.

  77. Marciano Diz:

    1. Gorducho Diz:
    FEVEREIRO 4TH, 2015 ÀS 12:21 PM
    Mas não é carnis? Ou mais de uma forma de dizer conforme o contexto?
    .
    .
    Carnis, caro, carnem, carnibus.
    Veja os exemplos:
    Carnem hesternam, panem hodiernum, annotina vina, sume libens dicto tempore, sanus eris.
    Pão de hoje, carne de ontem e vinho de outro verão fazem o homem são.

    Neque carnem neque piscem esse.
    Não ser nem carne, nem peixe.
    Ancilla fiet sic caro spiritus. [Alain de Lisle / Rezende 316]. Que a carne seja serva do espírito.
    Carnibus est dignus qui bene mandit olus.
    Quem comeu as carnes duras, coma as maduras.

    .
    Você está certo. Em latim, substantivos, adjetivos e pronomes variam no fim da palavra. São as flexões. Em português e outras línguas, também as há, só que no latim era mais complicado.
    As terminações variam de acordo com a função sintática da palavra na oração.
    São os casos gramaticais. São seis, em latim: nominativo, dativo, acusativo, genitivo, ablativo e vocativo.
    A palavra fica no nominativo quando é sujeito ou predicativo do sujeito.
    No genitivo, quando indica relação de posse ou propriedade.
    Acusativo, quando é o objeto da oração.
    E assim por diante.
    A próxima aula vai lhe custar 850 bônus-hora.

  78. Marciano Diz:

    Dativo, quando expressa a pessoa ou coisa em relação à qual a ideia do verbo é relevante, como no caso do objeto indireto, Acquam feminae dat (Ele ou ela dá águas à mulher). Em latim não dava para saber se era ele ou ela porque costumavam omitir o pronome, a frase ficava assim mesmo.
    .
    Ablativo, nos casos em que usamos com, em, por, de onde, etc.
    Ex.: Cum femina ambulat. Ele/ela anda com a mulher.
    .
    Vocativo, como o nome sugere, quando se chama:
    Femina, cave! Mulher, cuidado.
    .
    .
    Pronto: você está me devendo 850 bônus-hora.

  79. Marciano Diz:

    Inteligente como é, GRASSOUILLET deve ter percebido que mulher pode ser femina ou feminae. No exemplo das águas, é feminae porque está no dativo, indica a quem são dadas as águas.
    .
    850 + 850 = 1.700 bônus-hora.
    .
    .
    Alguém mais quer aulas de latim?
    Posso fazer um bico para completar minha renda.

  80. Marciano Diz:

    A gramática alemã também tem essa complicação, mas aulas de alemão são um pouco mais caras. Cada mini-lição custa a bagatela de 18.000 bônus-hora.
    A vida no além está difícil. Mais do que aqui.
    Foi-se o tempo em que as pessoas passavam desta para melhor.

  81. Marciano Diz:

    Grassouillet, por 300.000 bônus-hora, posso ensinar-lhe a fazer análise sintática em latim.
    Em alemão, custa cinco vezes mais.
    Você pode não estar precisando de aulas de latim ou alemão, mas eu estou precisando de bônus-hora.
    Estou pensando em desencarnar em breve, para dirimir de vez essa dúvida de persistência da consciência após a vida e, caso persista e eu vá para o LAR DELES, sei que não poderei levar meus bens para lá, vou ter de começar por baixo, lavando os pratos em que são servidas as lautas refeições nossolarinas ou, pior ainda, cuidando da limpeza do sistema de esgoto.
    Quero uma casa na praia do LAR DELES, com 20 cômodos, piscina, heliponto, barco e tudo o mais.
    Assim eu já chego lá com uma poupancinha.
    .
    Se EmmÂnuel não estiver encarnado e estiver morando lá, posso dar umas aulas de português e de inglês para ele. Aí, sim, estou feito!

  82. Marciano Diz:

    Ah, ia me esquecendo, em latim, como nas demais línguas, também existe sinonímia, de sorte que mulier, mulieribus, et coetera, também existem.
    É o caso de “benedicta tu in mulieribus”.
    Esta, como foi por esquecimento meu, fica de graça.

  83. Marciano Diz:

    Grassouillet, esta não vou te cobrar porque não é minha, é de um advogado, que postou na net.
    Um erro comum entre advogados, juízes, promotores de justiça, delegados de polícia, defensores públicos, desembargadores, procuradores de justiça, ministros de STJ e STF, é pensar que o plural de “coisa furtada”, “res furtiva” é “rei furtivae”.
    Escrevem essa besteira a todo momento, e falam também.
    Todos sabem que verba volant, scripta manent.
    .
    A aula do cara é esta:
    .
    .
    ” As “Rei Furtivae” (querendo significar “as coisas furtadas”, de aparecimento, nem tão furtivo assim, nas denúncias).
    Ocorre que “res” é uma palavra da 5ª declinação, com o significado (entre outros) de “coisa”. Tem o nominativo singular e o plural iguais (RES). “A coisa furtada”, se grafada a expressão em Latim, será “res furtiva”; no plural: “res furtivae”.
    “Rei furtivae” é genitivo singular e significa “da coisa furtada”; e também pode ser dativo singular, hipótese em que significará “para a coisa furtada”.
    Jamais, porém, “as coisas furtadas”.
    Os membros do Ministério Público, em que pesem o sólido conhecimento da doutrina penal e o fácil manejo dos instrumentos processuais, nem sempre estarão imunes a sonolências e cochilos, sobretudo, no manejo do Latim. Crítica, aliás, da qual nem Homero escapou (“Quandoque bonus dormitat Homerus…”: “às vezes, até Homero dá suas cochiladas; ou, mais fielmente: às vezes o nosso bom Homero cochila”)”.
    .
    .
    .
    Veja que ele foi bonzinho, elogiando os promotores e omitindo-se quanto aos demais.
    Em direito, é sempre assim, depois de um elogio, vem uma trombada daquelas.
    .
    .
    Outro erro abissal encontradiço no meio, é chamar maconha de “cannabis sativa”, esquecendo-se de que a primeira palavra é sempre em inicial maiúscula: “Cannabis sativa”.
    É regra mundial de taxonomia.

  84. Marciano Diz:

    Por fim, brincadeiras à parte, volto a dizer, como já disse outrora e alhures, que não sou latinista.
    Conheço algumas expressões em latim, porque profissionais do direito precisam conhecer, e porque tenho o hábito de ler trechos da vulgata, de vez em quando.

  85. Marciano Diz:

    LIBER ECCLESIASTES
    9 Perfruere vita cum uxore, quam diligis, cunctis diebus vitae instabilitatis tuae, qui dati sunt tibi sub sole omni tempore vanitatis tuae: haec est enim pars in vita et in labore tuo, quo laboras sub sole.
    10 Quodcumque facere potest manus tua, instanter operare, quia nec opus nec ratio nec sapientia nec scientia erunt apud inferos, quo tu properas.
    .
    Fonte: http://www.vatican.va/archive/bible/nova_vulgata/documents/nova-vulgata_vt_ecclesiastes_lt.html#9
    .
    Tradução (por causa do Sebebe): Goza a vida com a mulher que amas, todos os dias da tua vida vã, os quais Deus te deu debaixo do sol, todos os dias da tua vaidade; porque esta é a tua porção nesta vida, e no teu trabalho, que tu fizeste debaixo do sol.
    Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque na sepultura, para onde tu vais, não há obra nem projeto, nem conhecimento, nem sabedoria alguma.

    Eclesiastes 9:9-10
    .
    .
    Qui monet, amat. Quem avisa amigo é.
    .
    Esse livro é atribuído a Salomão.
    Seja quem for, já sabia das coisas há milênios, e até hoje tem tanta gente que não sabe.

  86. Marciano Diz:

    Inferos, aí em cima, significa “que está abaixo”, “colocado embaixo”, inferior, como em “mare inferum”, mar inferior, abaixo, ou em “ad infera invocare”, ser chamado a um lugar inferior, “infera aves”, aves que voam rasteiramente.
    Inferus, o inferno, é o que está abaixo.
    No caso do Eclesiastes, é túmulo mesmo, debaixo da terra.

  87. Marciano Diz:

    Vejam esta:
    .
    4 Qui enim sociatur omnibus viventibus, habet fiduciam: melior est canis vivus leone mortuo.
    5 Viventes enim sciunt se esse morituros; mortui vero nihil noverunt amplius nec habent ultra mercedem, quia oblivioni tradita est memoria eorum.
    6 Amor quoque eorum et odium et invidiae simul perierunt, nec iam habent partem in hoc saeculo et in opere, quod sub sole geritur.
    Na língua de Camões:
    .
    Para aquele que está entre os vivos há esperança: melhor é o cão vivo do que o leão morto.
    Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, mas a sua memória fica entregue ao esquecimento.
    Também o seu amor, o seu ódio, e a sua inveja já pereceram, e já não têm parte alguma para sempre, em coisa alguma do que se faz debaixo do sol.

    Eclesiastes 9:4-6

  88. Gorducho Diz:

    Auferstehung des Fleisches
     
    In Brasilien aßen wir viel gebratenes Fleisch
     
    :mrgreen:

  89. Marciano Diz:

    Só mais uma coisinha: como todos aqui devem saber, o Eclesiastes não foi escrito em latim, mas em hebraico.
    A vulgata foi a versão da bíblia em latim (vulgar – para que todos pudessem ler seu texto).
    A palavra “ínferos”, no original em hebraico, é sheol (Grassouillet, escreva em hebraico, por favor – eu não entendo nada de HTML).
    Sheol significa “túmulo”, “sepultura”.
    .
    Só escrevi mais este esclarecimento porque o que não faltam no blog são chatos, prontos a discutir cada vírgula do que se escreve.

  90. Marciano Diz:

    O poltergeist acentuou inferos. Não existem acentos no latim.
    .
    Comemos carne assada também, Grassouillet. O famoso churrasco.
    Dizem os antropófagos que a carne humana assada na brasa é muito mais saborosa do que a carne bovina.

  91. Marciano Diz:

    Cave Sebebe (cuidado com o Sebebe).
    Não que ele goste de carne humana, assada ou frita, mas ele não gosta de frases não traduzidas.

  92. Marciano Diz:

    4 ?ar kiu trovi?as inter la vivuloj, tiu havas ankora? esperon; ?ar e? al hundo vivanta estas pli bone, ol al leono mortinta. 5 ?ar la vivantoj scias, ke ili mortos; kaj la mortintoj scias nenion, kaj por ili jam ne ekzistas rekompenco, ?ar la memoro pri ili estas forgesita. 6 Kaj ilia amo, kaj ilia malamo, kaj ilia ?aluzo jam de longe malaperis; kaj jam por neniam ili havas partoprenon en io, kio fari?as sub la suno.
    .
    9 ?uu la vivon kun la edzino, kiun vi amas en la tempo de via tuta vanta vivo, kaj kiun Dio donis al vi por ?iuj viaj vantaj tagoj; ?ar ?i tio estas via apartena?o en via vivo, kaj en viaj laboroj, kiujn vi laboris sub la suno. 10 Kion ajn via mano povas fari la? via forto, tion faru; ?ar ekzistas nek faro, nek kalkulo, nek scio, nek sa?o, en ?eol, kien vi iros.
    .
    Predikanto, 9, 4-6, 9-10
    ?ar la amiko Kontra?, kiel tradukita supre.

  93. Gorducho Diz:

    É Gegrilltes?
     
     שאול

  94. Marciano Diz:

    Saiu tudo errado, por causa do mecanismo do blog.
    É o mesmo trecho do Eclesiastes, em esperanto, para o Contra.
    .
    Outra informação para ele:
    .
    “O filme Nosso Lar em DVD traz legendas em esperanto

    Já está disponível para os interessados o DVD, bem como o Blu-ray de “Nosso Lar”, o primeiro feito pela Fox entre os títulos nacionais. O Blu-ray traz legendas em sete línguas, entre elas o esperanto. A Fox contratou o ex-presidente da BEL, Pedro Cavalheiro, para executar a empreitada de traduzir o filme para o esperanto, contando com revisores nacionais e internacionais. Para o esperanto no Brasil isso é uma grande vitória, pois raramente filmes nacionais têm legendas em português”.
    .
    Fonte:
    http://www.oconsolador.com.br/ano4/194/esperanto.html

  95. Marciano Diz:

    Perfeito, Gorducho!
    Eita colaborador bom da mulestia serena!

  96. Marciano Diz:

    Também no livro de Jó se encontra a crença de que quem morreu, morreu mesmo.
    .
    Livro de Jó, 7:9 “Assim como uma nuvem esvanece e some, aqueles que descem ao Sheol não voltarão.”
    .
    .
    Até religiosos de milênios atrás sabiam que morreu, morreu.
    .
    .
    Gorducho, tente desenvolver um programa que permite que eu faça upload da minha consciência integral, do meu eu. Deixo na nuvem e, se um dia, tiver como fazer download num corpo de homem são, eu volto.
    Melhor do que criogenia, outra pseudociência já esquecida.

  97. Marciano Diz:

    Também no livro de Jó se encontra a crença de que quem morreu, morreu mesmo.
    .
    Livro de Jó, 7:9 “Assim como uma nuvem esvanece e some, aqueles que descem ao Sheol não voltarão.”
    .
    .
    Até religiosos de milênios atrás sabiam que quem morreu, morreu.
    .
    .
    Gorducho, tente desenvolver um programa que permita que eu faça upload da minha consciência integral, do meu eu. Deixo na nuvem e, se um dia, tiver como fazer download num corpo de homem são, eu volto.
    Melhor do que criogenia, outra pseudociência já esquecida.

  98. Marciano Diz:

    Gegrilltes é mais saudável. Teoricamente, a gente demora mais um pouquinho antes de ir para o sheol.

  99. Marciano Diz:

    Não pode salgar muito. Tem de ser preparada “cum grano salis” :)

  100. Marciano Diz:

    Ich liebe Insider-Witze.

  101. Marciano Diz:

    Inside jokes. Esse “cum grano salis” tem de ser interpretado “cum grano salis”.

  102. Marciano Diz:

    Gegrilltes Beefsteak
    Zutaten
    .
    ?Portionen: 4
    • 4 Scheiben Beiried (vom Rind)
    • 6 EL Öl
    • 1 Zweig Rosmarin (frisch)
    • Salz
    • Pfeffer
    .
    .
    Zubereitung
    .
    Für die gegrillten Beefsteak aus Öl, Salz, Pfeffer und den frischen Rosmarinnadeln eine Marinade verrühren. Die Steaks auf beiden Seiten damit einstreichen. Auf den heißen Rost legen und nur wenige Minuten von beiden Seiten rösten, so dass das Fleisch innen noch rosa ist.

    Du könnst das Steak auch in einer sehr heißen Pfanne zubereiten.

  103. Gorducho Diz:

    Isso aprendi com um adorado falecido primo: asado vai pouco sal de formas a saborear-se o sabor da carne!

  104. Marciano Diz:

    723. A alimentação animal é, com relação ao homem, contrária à lei da Natureza?

    “Dada a vossa constituição física, a carne alimenta a carne, do contrário o homem perece. A lei de conservação lhe prescreve, como um dever, que mantenha suas forças e sua saúde, para cumprir a lei do trabalho. Ele, pois, tem que se alimentar conforme o reclame a sua organização.”

    724. Será meritório abster-se o homem da alimentação animal, ou de outra qualquer, por expiação?

    “Sim, se praticar essa privação em benefício dos outros. Aos olhos de Deus, porém, só há mortificação, havendo privação séria e útil. Por isso é que qualificamos de hipócritas os que apenas aparentemente se privam de alguma coisa.”
    .
    Apesar disso há grande controvérsia, e.g.:
    .
    Acontece que o fato de haver coisas mais importantes e urgentes para se fazer em busca do aprimoramento moral, em busca da reforma íntima, não invalida o mérito de parar de comer carne. É um passo pequeno, pequeníssimo, mas é um passo. Acho inconcebível que pessoas cultas, inteligentes, acostumadas ao estudo do espiritismo, fiquem presas à questão 723 do Livro dos Espíritos e agirem como crianças birrentas, repetindo a ladainha: a carne alimenta a carne, a carne alimenta a carne, a carne alimenta a carne. Procurem outro argumento, então! Da mesma forma que alguns espíritas tomam a defesa ferrenha e irredutível da alimentação carnívora, só porque um espírito em meados do século XIX disse que “a carne alimenta a carne”, do lado oposto, do lado dos vegetarianos, também há radicais que só falta dizerem que os que se alimentam de carne irão queimar no fogo do inferno, que os que se alimentam de carne vão virar churrasco do diabo. –
    Fonte: http://www.espiritoimortal.com.br/espiritismo-comer-carne-ou-ser-vegetariano/#sthash.Ld0GgCZ7.dpuf

  105. MONTALVÃO Diz:

    .
    GORDUCHO Diz: É mesmo! Analista Montalvão veja a Revue janeiro ’58 Médiuns julgados.
    Na América uma comissão composta por não-bocós teve essa óbvia ideia. Adivinha qual foi o resultado – duvido-do que o Sr acerte…
    .
    E depois o Kardec se rasga dando as desculpas esfarrapadas. O espiritismo é o mesmo de ’58!
    .
    COMENTÁRIO: Kardec ficou passado e deve ter recebido várias cartas comentando dos resultados. Ele se sentiu obrigado a dar uma opinião, pois o experimento abalava a coluna mestra de sua doutrina: a comunicação com mortos.
    .
    De fato, as “explicações” que dá são as mais rotas possíveis, mas devem ter servido aos mediunistas que o sucederam a ela recorrerem quando se viam diante de demonstração fortes da ausência de mortos na mediunidade.
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    Para quem não conhece o artigo, ei-lo:
    .
    .
    Os médiuns julgados – Desafio proposto na América
    .
    Revista Espírita, janeiro de 1858
    .
    Os antagonistas da Doutrina Espírita se apossaram, zelosamente, de um artigo publicado pelo Scientific american, do dia 11 de julho último, sob o título: Os Médiuns julgados. Vários jornais franceses reproduziram-no como um argumento sem réplica; nós mesmos o reproduzimos, fazendo seguir de algumas observações, que lhe mostrarão o valor.
    .
    “Há algum tempo, uma oferta de quinhentos dólares (2,500 francos) foi feita, por intermédio do Boston Courier, a toda pessoa que, na presença e em satisfação de um certo número de professores, da Universidade de Cambridge, reproduzisse alguns desses fenômenos misteriosos que os espiritualistas dizem, comumente, terem sido produzidos por intermédio de agentes chamados médiuns.
    .
    “O desafio foi aceito pelo doutor Gardner, e por várias pessoas que se vangloriavam de estar em comunicação com os Espíritos. Os concorrentes se reuniram nos edifícios Albion, em Boston, na última semana de junho, dispostos a fazerem a prova da sua força sobrenatural.
    .
    Entre eles, notavam-se as jovens Fox, que se tornaram tão célebres pela sua superioridade nesse gênero. A comissão, encarregada de examinar as pretensões dos aspirantes ao prêmio, se compunha dos professores Pierce, Agassiz, Gould e Horsford, de Cambridge, todos os quatro sábios muito distintos. As experiências espiritualistas duraram vários dias; jamais os médiuns encontraram mais bela ocasião de colocarem em evidência seu talento ou sua inspiração; mas, como os sacerdotes de Baal, ao tempo de Elias, invocaram em vão suas divindades, assim como o prova a passagem seguinte, do relatório da comissão:
    .
    “A comissão declara que o doutor Gardner não tendo se saído bem em [:]
    - lhe apresentar um agente, ou médium, que revelasse a palavra confiada aos Espíritos em um quarto vizinho;
    - que lesse a palavra inglesa escrita no interior de um livro ou sobre uma folha de papel dobrada;
    - que respondesse uma questão que só as inteligências superiores podem responder;
    - que fizesse ressoar um piano sem tocá-lo, ou avançar uma mesa, em um pé, sem o impulso das mãos;
    .
    mostrando-se impotente para dar, à comissão, testemunho de um fenômeno que se pudesse, mesmo usando uma interpretação larga e benevolente, considerar como o equivalente das provas propostas; de um fenômeno exigindo, para sua produção, a intervenção de um Espírito, supondo ou implicando, pelo menos, essa intervenção; de um fenômeno desconhecido, até hoje, à ciência, e cuja causa não fosse, imediatamente, assinalável para a comissão, palpável para ela, não tem nenhum título para exigir, do Courríer, de Boston, a entrega da soma proposta de 2,500 francos.”
    .
    A experiência, feita nos Estados Unidos, a propósito dos médiuns, lembra aquela que se fez, há uma dezena de anos, para ou contra os sonâmbulos lúcidos, quer dizer, magnetizados. A Academia de ciência recebeu a missão de conceder um prêmio de 2,500 francos ao sujet magnético que lesse de olhos fechados. Todos os sonâmbulos fazem, voluntariamente, esse exercício, em seus salões ou em público; lêem em livros fechados e decifram uma carta inteira, sentando-se em cima de onde a colocam, bem dobrada e fechada, ou sobre seu ventre; mas, diante da Academia não pôde nada ler de todo e o prêmio não foi ganho.”
    .
    Essa experiência prova, uma vez mais, da parte de nossos antagonistas, sua ignorância absoluta dos princípios sobre os quais repousam os fenômenos espíritas. Entre eles, há uma idéia fixa de que esses fenômenos devem obedecer à vontade, e se produzirem com a precisão de uma máquina.
    .
    Esquecem, totalmente, ou, dizendo melhor, não sabem que a causa desses fenômenos é inteiramente moral, que as inteligências que lhes são os primeiros agentes, não estão ao capricho de quem quer que seja, nem mais de médiuns do que de outras pessoas. Os Espíritos agem quando lhes apraz, e diante de quem lhes apraz; freqüentemente, é quando menos se espera que a manifestação ocorre com maior energia, e quando é solicitada, ela não ocorre. Os Espíritos têm condições de ser que nos são desconhecidas; o que está fora da matéria não pode estar submetido ao cadinho da matéria.
    .
    É, pois, equivocar-se, julgá-los do nosso ponto de vista. Se crêem útil se revelarem por sinais particulares, o fazem; mas, isso jamais à nossa vontade, nem para satisfazer uma vã curiosidade. É PRECISO, POR OUTRO LADO, CONSIDERAR UMA CAUSA BEM CONHECIDA QUE AFASTA OS ESPÍRITOS: SUA ANTIPATIA POR CERTAS PESSOAS, PRINCIPALMENTE POR AQUELAS QUE, ATRAVÉS DE PERGUNTAS SOBRE COISAS CONHECIDAS, QUEREM PÔR A SUA PERSPICÁCIA EM PROVA.Quando uma coisa existe, diz-se, eles devem sabê-la; ora, é precisamente porque a coisa nos é conhecida, ou tendes os meios de verificá-la por vós mesmos, que eles não se dão ao trabalho de responder; essa suspeição os irrita e deles não se obtém nada de satisfatório; ela afasta, sempre, os Espíritos sérios que não falam, voluntariamente, senão às pessoas que a eles se dirigem com confiança e sem dissimulação. Disso não temos, todos os dias, exemplos entre nós?
    .
    Homens superiores, e que têm consciência de seu valor, se alegrariam em responder a todas as tolas perguntas que tenderiam a lhes submeter a um exame, como escolares?
    .
    Que diriam se se lhes dissessem: “Mas, se não respondeis, é porque não sabeis?” Eles vos voltariam as costas: é o que fazem os Espíritos.
    .
    Se assim é, direis, de qual meio dispomos para nos convencer? No próprio interesse da Doutrina dos Espíritos, não devem desejar fazer prosélitos? Responderemos que é ter bastante orgulho em crer-se alguém indispensável ao sucesso de uma causa; ora, os Espíritos não amam os orgulhosos. Eles convencem aqueles que o desejam; quanto aos que crêem na sua importância pessoal, provam o pouco caso que deles fazem, não os escutando. Eis, de resto, sua resposta a duas perguntas sobre esse assunto:
    .
    PODEM PEDIR-SE, AOS ESPÍRITOS, SINAIS MATERIAIS COMO PROVA DA SUA EXISTÊNCIA E DA SUA FORÇA?
    .
    Resp. “Pode-se, sem dúvida, provocar certas manifestações, mas nem todo o mundo está apto para isso, e, freqüentemente, o que perguntais não o obtendes; eles não estão ao capricho dos homens.”
    .
    Mas quando uma pessoa pede esses sinais para se convencer, não haveria utilidade em satisfazê-la, uma vez que seria um adepto a mais?
    .
    Resp. “Os Espíritos não fazem senão aquilo que querem, e o que lhes é permitido. FALANDO-VOS E RESPONDENDO AS VOSSAS PERGUNTAS, ATESTAM A SUA PRESENÇA: ISSO DEVE BASTAR AO HOMEM SÉRIO QUE PROCURA A VERDADE NA PALAVRA.”
    .
    Escribas e fariseus disseram a Jesus: Mestre, muito gostaríamos que nos fizésseis ver algum prodígio. Jesus respondeu: “Esta raça má e adúltera pede um prodígio, e não se lhe dará outro senão aquele de Jonas (São Mateus).”
    .
    Acrescentaremos, ainda, que é conhecer bem pouco a natureza e a causa das manifestações para crer estimulá-las com um prêmio qualquer. Os Espíritos desprezam a cupidez, do mesmo modo que o orgulho e o egoísmo. E só essa condição pode ser, para eles, um motivo para se absterem de se comunicarem. Sabei, pois, que obtereis cem vezes mais de um médium desinteressado do que daquele que é movido pela atração do ganho, e que um milhão não faria ocorrer o que não deve ser. Se nós nos espantamos com uma coisa, é que se tenha procurado médiuns capazes de se submeterem a uma prova que tinha por aposta uma soma de dinheiro.
    .
    http://www.espirito.org.br/portal/codificacao/re/1858/01i-os-mediuns-julgados.html (1 of 3)7/4/2004 08:12:24

  106. MONTALVÃO Diz:

    .
    Marciano,
    .
    Tô aprendendo para carácola com suas aulas de latim e alemão, já estou quase dizendo Deutsch Reich sem sotaque. Em latim, falo abimo pectore em três línguas… estou quase vini, vidi, vincendo, data venia…
    .
    Só um comentariozinho complementar: o seol (ou sheol) não equivale a sepultura, sim ao lugar dos mortos. No antigo testamento até a época do cativeiro as “sombras” dos que pereciam iam para esse lugar. Os povos vizinhos a Israel tinham crenças parecidas, com a diferença de que costumavam pedir conselhos aos familiares falecidos, que eram obtidos por necromantes. Entre os hebreus a prática era vedada porque Javé reivindicava exclusividade: só ele podia passar orientações ao povo. Assim, os profetas não evocavam mortos, sim ao todo-poderoso.
    .
    Na prática porém, os hebreus sofriam influência das crenças de outros povos: de vez em quando era necessário uma limpeza, como a que fez Saul, que expulsou do reino todos os que praticavam adivinhação. No fim de seu governo ele próprio, em desespero porque Javé não lhe respondia, buscou orientação do falecido Samuel.
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    Posteriormente, outro termo ganhou força: geena, que perece ter significado lugar de castigo para as almas.

  107. Vladimir Diz:

    Marciano disse:
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    Livro de Jó, 7:9 “Assim como uma nuvem esvanece e some, aqueles que descem ao Sheol não voltarão.”
    Até religiosos de milênios atrás sabiam que morreu, morreu.
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    COMENTÁRIO:
    Os hebreus (em geral o Judaísmo)não aceita a comunicação entre Mortos e Vivos.
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    Pois eles acreditam que os espíritos que vierem a se comunicar serão Espíritos “Trevosos”, chamados “Dibbuk”.
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    Mas acredita-se em Reencarnação “Gigul”, porém não de uma única alma.

  108. Vladimir Diz:

    A respeito da minha epifania mais acima cheguei a seguinte ponderação:
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    Nem todos os médiuns conseguem se comunicar pois nem todos são competentes para isso.
    Assim como existem muitos jogadores de golf mas nem todos são Tiger Woods. rs
    .
    Em relação ao fato da EQM só acometer 10% dos pacientes com PCR fica em aberto o motivo.
    Ainda não tenho uma resposta a isso.

  109. Marciano Diz:

    ” … ora, é precisamente porque a coisa nos é conhecida, ou tendes os meios de verificá-la por vós mesmos, que eles não se dão ao trabalho de responder; essa suspeição os irrita e deles não se obtém nada de satisfatório;”.
    .
    COMENTÁRIO: Se é assim, eles bem que poderiam ter resolvido o teorema de Fermat antes daquele britânico, ter publicado uma teoria do campo unificado, ter revelado os cálculos diferencial e integral antes de Newton ou Leibniz, etc.
    .
    Calam-se sobre o que já sabemos, calam-se sobre o que AINDA não sabemos.
    São mudos.
    .
    Os espíritos superiores não têm qualquer caridade para com os orgulhosos.
    .
    .
    “Escribas e fariseus disseram a Jesus: Mestre, muito gostaríamos que nos fizésseis ver algum prodígio. Jesus respondeu: “Esta raça má e adúltera pede um prodígio, e não se lhe dará outro senão aquele de Jonas (São Mateus).”
    .
    COMENTÁRIO: Mas ele não vivia se exibindo caminhando sobre as águas, secando figueiras, transformando água em vinho e outras futilidades?
    .
    .
    .
    Pô, Vlad. Eu estava tão esperançoso com você…

  110. Marciano Diz:

    Espíritos superiores ficam irritados?!
    Eu devo ser um espírito superior, pois costumo ficar irritado às vezes, com certas perguntas.
    E eu que pensava estar pecando (ira).

  111. Marciano Diz:

    Montalvão, mortui non mordent.
    Cum mortuis non nisi larvas luctari.
    .
    Esta é de Santo Agostinho:
    Curatio funeris, condicio sepulturae, pompa exsequiarum magis sunt vivorum solacia quam subsidia mortuorum. De Civitate Dei 1.12]. O cuidado com a cerimônia fúnebre, a condição da sepultura, a pompa das exéquias são mais consolo dos vivos do que auxílio aos mortos.
    .
    Mortui non dolent. [Erasmo, Adagia 5.2.35]. Os mortos não sofrem.
    .
    Si mortuorum aliquis miseretur, et non natorum misereatur. [Sêneca, Ad Marciam 19.5]. Se alguém lamenta os mortos, esse deve também lamentar os que não nasceram.
    .
    Vae mortuis! Coitados dos mortos!

  112. Marciano Diz:

    Em bom português, quem morreu se f#*@.

  113. Marciano Diz:

    Eu tenho mais pena dos que não nasceram do que dos que morreram.
    Tenho um irmãozinho que não nasceu, sequer foi concebido.
    Está há milênios na fila da reencarnação, esperando por um Quem Indica dar-lhe um pistolão, não para tirar-lhe, mas para dar-lhe a vida.
    Eu furei a fila, nasci na frente de um monte de espíritos que ansiavam pela oportunidade da reencarnação e estou desperdiçando-a, com meu ceticismo teimoso.
    .
    Tenho um outro irmãozinho que sequer foi criado como espírito. Ainda espera pelo princípio vital, tendo toda a evolução espiritual pela frente.
    Tadinho! Um proto espírito de zenésima ordem, esperando a eternidade para ser criado.

  114. Marciano Diz:

    E pensar que eu já achei que os membros da AMORC eram todos loucos de pedra…

  115. Marciano Diz:

    Tenho fé em Afrodite e Osíris de que um dia a humanidade deixe de ser boba.

  116. Gorducho Diz:

    Nem todos os médiuns conseguem se comunicar pois nem todos são competentes para isso.
     
    Quem não consegue se comunicar não é médium.
    Um piloto que não consegue pousar em condições normais – vento e pista dentro dos limites adequados ao aparelho; motor e controles funcionando normalmente – não é piloto.
     
    Só por curiosidade: o Sr. é judeu? Mencionou que fora católico antes de converter-se ao chiquismo…

  117. Gorducho Diz:

    Em relação ao fato da EQM só acometer 10% dos pacientes com PCR fica em aberto o motivo.
     
    Legítimo tema de pesquisa no âmbito da medicina. O que não é legítimo são as precipitadas extrapolações decorrentes dos delírios religiosos dos Crentes.
    Religião e ciência são absolutamente incompatíveis, e a tentativa de mistura as coisas sempre leva a resultados desastrosos.

  118. Gorducho Diz:

    Mas acredita-se em גלגול
    porém não de uma única alma.
     
    A alma inicialmente é como um vetor com n componentes (como um som com os harmônicos). A cada reencarnação é refinada eliminando os componentes mais “impuros” – digamos os harmônicos superiores. E no dia do Juízo Final, cada corpo ressuscitará encarnado pelo respectivo componente da alma que foi eliminado quando da encarnação da alma total naquele corpo.
    É isso?
    Se sim, então após o JF haveria seres menos “aperfeiçoados” pois que animados de sub-almas menos “puras”…
    Se não, o que significa?

  119. Antonio G. - POA Diz:

    Plagiando a mim mesmo:
    .
    Eu disse recentemente, num outro post:
    “… após exaustivas análises e muita reflexão, cheguei a uma firme convicção: Mortos não se movem, não ouvem, não falam, não vêem, não comem, não bebem, não fazem cocô nem xixi, e não se comunicam de nenhuma forma. E também não nascem novamente. (…) Mortos são pessoas que morreram. E o que morreu, está morto. Já não existe. Acontece igualzinho com as samambaias, escorpiões e ornitorrincos.”

  120. Antonio G. - POA Diz:

    Desejo um Bom Dia a crentes e incréus!

  121. Antonio G. - POA Diz:

    Segundo o dicionário online de português, morto é “aquilo que deixou de viver. Que está extinto. Privado de animação, de atividade.” Não menciona exceções.

  122. Antonio G. - POA Diz:

    Quem escreveu o verbete não acredita na parte imaterial dos seres vivos. É um materialista insensível.

  123. Vitor Diz:

    “A Academia de ciência recebeu a missão de conceder um prêmio de 2,500 francos ao sujet magnético que lesse de olhos fechados.”
    .
    A tradução está errada. Não é “olhos fechados”, é “olhos vendados”. Os sonâmbulos passaram em testes com os olhos fechados. De fato, a Academia Real Francesa validou – considerou comprovada – a clarividência em 1831. Isso vocês mesmos podem conferir na publicação (de 1833) de título “Report of the Experiments on Animal Magnetism”, feita pelo “Committee of the Medical Section of the French Royal Academy of Sciences”, e disponível aqui:
    .
    https://archive.org/details/reportexperimen01fragoog
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    Lá eles dizem: “We have seen two somnambulists who distinguished, with their eyes closed, the objects which were placed before them; they mentioned the color and the value of cards, without touching them; they read words traced with the hand, as also some lines of books opened at random. This phenomenon took place even when the eyelids were kept exactly closed with the fingers.”(página 198).
    .
    Um dos sonâmbulos (M. Petit) disse que não conseguia exercer a clarividência de olhos vendados, apenas de olhos fechados (pág. 154). Por isso essa distinção na tradução é importante.
    .
    Esse teste francês, referido na revista Espírita, se refere evidentemente a outro, realizado provavelmente em 1847 ou 1848, porque diz: “A experiência feita nos Estados Unidos a propósito dos médiuns, lembra uma outra, realizada dez anos atrás, na França”, e o artigo de Kardec é de 1858, referindo à Scientific American de 1857.

  124. Marciano Diz:

    “Só por curiosidade: o Sr. é judeu? Mencionou que fora católico antes de converter-se ao chiquismo…”.
    .
    Não creio que seja. Antes ele usava o pseudônimo Yakov Yacodovsky, mas quando fiz uma brincadeira com o nome, ele não entendeu. Se fosse judeu, entenderia.
    Fiz outra brincadeira enigmática, mais tarde, com outro assunto, a qual ele entendeu imediatamente, respondeu e assumiu, posteriormente, sua condição de pedra polida.
    Só um palpite.
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    .
    Quanto aos mortos, se não me falha a memória, e não estou com tempo para conferir nada agora, FG e sua mãe, a que só fazia anal, por isso era virgem, subiram aos céus em carne e osso, não em espírito, de forma que devem estar vagando pelo espaço até hoje.
    Segundo a descrição do fenômeno, decolaram com aceleração progressiva, até atingirem a velocidade de escape.
    Tá certo que na época em que foram inventados esses fatos, NINGUÉM sabia de nada sobre gravitação universal, velocidade de escape, resistência do ar, etc. Era para ser levado ao pé da letra, como as fantasiosas vidas em outros planetas de Rivail e cx. Depois, quando descobre-se que a narração é completamente impossível, que os feitos dos super heróis não se sustentam, viram símbolos sei lá de quê, nem com qual propósito que não seja de racionalizar e continuar enganando os que desejam ser enganados.
    .
    Vou repetir-me, como fez Antonio:
    Homo vult decipi; decipiatur.
    O homem deseja ser enganado; engane-o.

  125. Marciano Diz:

    Esse truque da venda é conhecidíssimo no meio dos mágicos. Dá para afrouxar a venda com movimentos dos músculos faciais e fica um pequeno espaço pelo qual se pode avistar objetos, com contorcionismos da cabeça atribuídos aos transes.
    O médium de olhos fechados devia ter pouca prática com a venda, preferindo cerrar os olhos, o que também ajuda a dar uma espiadinha, mas impressiona menos.
    .
    O processo é explicado com detalhes em vários livros sobre o assunto.
    Outra hora posso transcrever alguns textos, de vários autores, descrevendo o truque, se for necessário.
    Se não me falha a maldita memória, “Flim-Flam”, de Randi e um outro, de M. Lamar (ex-médium famoso e arrependido) descrevem a técnica.
    .
    Realmente a distinção é importante.

  126. Antonio G. - POA Diz:

    Os atores da Globo no quadro do Faustão estão dando um show de paranormalidade.

  127. Antonio G. - POA Diz:

    Murilo Rosa é um “puta médium” !!!

  128. Antonio G. - POA Diz:

    Fernanda Vasconsellos é uma vidente se primeira linha!

  129. Antonio G. - POA Diz:

    de primeira linha.

  130. Antonio G. - POA Diz:

    Com o selo de qualidade da Globo, fica mais tranquilo aceitar que a paranormalidade, afinal, existe…

  131. MONTALVÃO Diz:

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    As considerações que seguem estão meio grandinhas, mas a culpa não é minha, juro…
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    a) “essa não entendi, “o artigo de Tymn não precisa ser crítico”, pode ser que não, mas também não precisaria ser superexaltativo quanto é.”
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    VITOR: Não vi nenhuma exaltação. O artigo dele é quase puramente descritivo dos experimentos.
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    COMENTÁRIO: citei algumas exaltações, ao longo dos comentários que vierem falarei de outras e mais erronias.
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    b) Tymn deve jogar no seu time (time do Vitor): quer provar o que não se prova atualmente com o passado.
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    VITOR: Eu no caso só quero provar a você que, ao contrário do que você disse, tais testes foram realizados no passado, e com sucesso.
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    COMENTÁRIO: pois eu quero provar a você que está pentagonosfericamente equivocado. Os testes do passado se adequam bem às suas miúdas expectativas, por isso se apega a eles como náufrago se agarra a uma titica no afã de salvar-se. Nem vou reprisar a questão várias vezes apresentada, a qual faz questão de fingir que não é pertinente, qual seja a ausência de repetição dos testes passados, com nova configuração técnica (dispensada a frouxidão investigativa de Drayton Thomas). Esse fato está por demais claro para que o possa esconder no seu tapete de ocultações.
    .
    Os experimentos de Thomas não foram replicados em quantidade e qualidade suficientes para corroborá-los. Além disso, o exame dos relatos deixa claro que era Osborne quem estava no comando. Mesmo quando o pretenso espírito sugeria as experiências as sugestões vinham da boca ladina de Gladys, o que a mantinha no poder de todo jeito. Não se vê Drayton Thomas propondo contraprovas que pusessem as experiências sob seu inteiro controle.
    .
    Outra coisa que a você parece “muito natural” mas é de alta suspeição: as explicações a respeito das falhas e limitações comunicativas dos espíritos de Osborne eram dadas pelos próprios espíritos, não fruto de investigações de Drayton. Desnecessário dizer que esses esclarecimentos entram em choque com os passados por outros espíritos em outras plagas.
    .
    O conjunto dessas fraquezas, que deveria despertar até mesmo a atenção do mais renitente crente, é menosprezado ou olhado com lamentável superficialidade. Essa atitude demonstra porque, mesmo perante as claras mostras de que Osborne fosse uma malandra artista, haja quem a considere legítima demonstradora da presença de espíritos.
    /
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    c) “Coisa que fica patente na leitura é que o pobre Drayton fora engabelado por Osborne e tornou-se um títere, um inocente útil, nas mãos da espertalhona. Gladys Osborne era finória artista, disso não tenho dúvida e Thomas um encantado pela crença que cultivava em família (a fé vinha deste o pai).”
    .
    VITOR: Puro ad-hominem. Nada aproveitável aqui. Até Gauld você chamou de “ultracrente” (e segundo vc mesmo, foi forçado a reconhecer seu erro), então suas opiniões sobre as pessoas só podem ser vistas com extrema reserva.
    .
    COMENTÁRIO: não estamos falando de Gauld, se quiser falar, por favor, conte a história inteira e corretamente. Está mais para Ad hominem sua atitude de selecionar um trecho do caso e apresentá-lo como o todo.
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    O que falo de Drayton Thomas pode ser extraído das manifestações que fez durante o precioso tempo de sua existência que esperdiçou com Osborne.
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    /
    d) “O alheado Thomas jamais percebeu que os belos testes que realizava estavam sempre no controle de Osborne e ele sempre esquecia de propor contraprovas que superassem esse óbice.”
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    VITOR: Mais uma falsidade sua. Ele realizou testes próprios, sem consultar Osborne.
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    COMENTÁRIO: mesmo que sim, tal não muda a realidade…
    ./
    /
    e) “Quem quiser apreciar a artística técnica de leitura fria que Osborne aplicava basta consultar relatos das consultas que dava, fosse presencial fosse por procuração. Deixo duas sugestões: o caso Bob Newlove, e o caso Edgar Vandy”
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    VITOR: Blá blá blá…
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    COMENTÁRIO: nada de blablablá, nem de blebleblé. Que tal passarmos da teoria para o exemplo prático?
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    Vamintão?
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    Para não alongar muito, deixo exemplos de como o espírito do menino Bob Newlove comunicava com Feda que comunicava com Osborne que transmitia para Drayton… (meus comentário entre [colchetes]). Observar-se-á a baixa criticidade de Drayton Thomas e a clara técnica de Osborne, que fazia os espíritos se manifestarem por insinuações vagas e dúbias, que apontavam para vária direções. Rarissimamente os mortos consultados por Gladys diziam coisas objetivas.
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    BOBBIE NEWLOVE
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    Em setembro de 1932 eu recebi uma carta de um estranho, o Sr. Hatch. Ele escreveu de Nelson, uma cidade 200 milhas distante, da qual eu pouco me recordara – tinha lembranças esparsas de uma vez ter dado uma conferência lá, dez anos antes. Seguem abaixo porções pertinentes da carta.
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    “Por dez anos minha enteada vive comigo e com minha esposa, e seu filho era a razão e o centro de nossas vidas. Ele era particularmente inteligente e extraordinariamente amável e adorável. Há algumas semanas ele morreu repentinamente de difteria, com dez anos de idade. A perda é tão terrível que sentimos que precisamos perguntar se pode haver conforto de qualquer forma semelhante àquela relatada em seu livro, Vida Além da Morte.”
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    Eu desencorajei a expectativa de receber mensagens; parecia a mim que esse menino seria muito jovem para fazer uma comunicação bem sucedida. Enquanto isso, a família permaneceu sem saber, até os fragmentos recebidos na primeira sessão, que eu estava tentando (através de métodos previamente frutíferos em casos semelhantes) estabelecer contato com a criança. Foi nessas circunstâncias que eu levei a carta do Sr. Hatch à sessão de 4 de novembro de 1932.
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    Em um momento apropriado durante a sessão eu disse a Feda: “eu tenho um pedido fervoroso por notícias de um pequeno menino, Bobbie Truelove” (POR UM DESLIZE DE MEMÓRIA EU DEI O SOBRENOME ERRADO – DEVERIA TER SIDO NEWLOVE; SERÁ NOTADO QUE EU CORRIGI ISTO NO COMEÇO DA TERCEIRA SESSÃO)
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    [ATENÇÃO: até a terceira sessão, portanto, a médium fazia revelações sobre outra alma que respondia como se fora o buscado.].
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    Eu sugeri então que Feda segurasse a carta. Ela aceitou a idéia. É desnecessário dizer que eu a tinha dobrado de tal modo que nenhuma informação poderia ser conseguida só de olhá-la. Em adição, eu reparei cuidadosamente durante os poucos minutos que a carta estava nas mãos da médium, e observei que os olhos dela não se abriram.
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    Trarei agora as observações de Feda consecutivamente, somando os comentários recebidos da família.
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    Primeira Sessão, 4 de novembro de 1932
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    (1) Feda: Existe um nome ligado a eles começando com “T”?
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    Quando eu disse que não sabia, Feda disse que era um “nome importante”.
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    O comentário da família sobre isso foi que Bobby adorava que sua mãe o chamasse pelo nome de um animal de estimação que começava com a letra “T”.
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    É uma pena que, em muitos casos, Feda forneça somente a inicial, ao invés do nome completo.
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    [Não é exatamente uma “pena”, sim evidência de que a médium utilizava uma técnica, a fim de descobrir o que pretendia. Também, citar uma letra compromete menos que jogar com um nome inteiro. No caso da “leitura por procuração” ela apostava numa letra e lhe dava importância, como se a entidade comunicante estivesse chamando a atenção para uma palavra que não conseguisse pronunciar.]
    .
    Nesse caso, não há nada que faça crer que o nome do animal de estimação de Bobby estava sendo captado; por outro lado, uma tentativa de anunciar esse nome seria bem natural, dadas as circunstâncias. Como veremos adiante, Feda teve a impressão de que a criança estivesse de fato presente.
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    [Engraçado... “Feda teve a impressão de que a criança estivesse presente”... Ora, Feda não era um espírito? Então por que impressão e não certeza? Fica claro que a médium precisava se resguardar dalgum escorregão mais sério, então deixava as coisas intencionalmente nebulosas.]
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    (2) Feda: O senhor poderia dizer se esse menino tinha uma dor na mão? Eu senti uma dor engraçada na mão quando peguei esta carta.
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    [observe-se que o discurso será todo calcado em insinuações incertas em vez de afirmações concretas]
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    Como a médium estava segurando a carta, assumi tratar-se de psicometria. Se afirmativo, então a dor na mão referir-se-ia presumidamente ao escritor da carta, e não propriamente a Bobby. Soube por averiguação, no entanto, que o escritor, Sr. Hatch, não reconheceu esse sintoma como se aplicando a ele, mas Bobby, que sempre fora uma criança frágil, ocasionalmente perdia os movimentos da mão direita após rompantes de riso; em tais momentos ele não reclamava de dor, mas permanecia incapaz de usar a mão para escrever enquanto durava o problema.
    .
    [Thomas buscava explicação “post hoc” para justificar a mediunidade, mas a hipótese de leitura fria é a mais viável aqui: afinal, “perder os movimentos” não é o mesmo que “sentir dor”.]
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    (3) Feda: Também estou recebendo um nome começando com “M”, algo como Mar – alguma coisa, conectado à carta também… Existe um nome nesta carta começando com “M”?.
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    Resta dúvida sobre o que se quis dizer com a referência a Mar—. O primeiro comentário que recebi foi o seguinte:
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    “Sim, a avó de Bobby, a qual ele amava, suponho, mais que qualquer um fora do círculo familiar, se chama Marie.”
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    Porém, não há dúvida que os pensamentos de Bobbie dirigiam-se freqüentemente a uma criança chamada Marjorie, com a qual ele freqüentemente se encontrava, e que tinha deixado uma grande impressão nele. Haverá várias referências a ela em páginas posteriores. Nem este nome, nem qualquer outro começando com “M” foi mencionado na carta que eu tinha recebido. Feda não estava segura da fonte dessas idéias, pois, em relação a este nome, somou ela: “Penso que estou obtendo isto da carta, ou pode estar no pensamento da pessoa que escreveu a carta ao senhor.” A frase “soa como Mar—”, certamente parece supor clarividência, e não psicometria.
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    [Feda, malandramente, mostra-se pouco segura de muita coisa: chutava para várias direções, sabendo que acertaria em alguns pontos. ]
    .
    (4) Feda: O pequeno menino já tentou entrar em contato com eles antes.
    .
    (Os parentes dele escreveram: “Nós tivemos mensagens muito vagas de médiuns locais”.)
    .
    [Por que os “médiuns locais” não foram capazes de captar informes vindos de Bobbie com a mesma facilidade que Osborne? Provavelmente não dominavam a técnica de leitura fria tão bem quanto Osborne Leonard.]
    .
    (5) Feda: Você disse que ele passou [morreu] há algumas semanas; Feda sente que agora seriam vários meses.
    .
    (Fui informado que a criança tinha morrido uns três meses antes dessa sessão, no dia 12 de agosto de 1932.)
    .
    (6) Feda: Glândulas; pergunte se ele teve qualquer problema com suas glândulas. Quando eu capto qualquer coisa assim, saber se estou no rumo certo ajuda.
    .
    [Muito clara a técnica insinuativa. A médium precisava ser avisada se estava “no rumo certo”. Isso lhe permitia consertar a trajetória fazendo-se de adequar ao perfil do falecido.]
    .
    (Sr. Hatch respondeu: “Eu não sei se as glândulas são afetadas na difteria, mas é provável.” Eu era igualmente ignorante, mas recorrendo a livros, descobri, como também fez o Sr. Hatch, que as glândulas são afetadas pela difteria. Assim, este ponto, que não tinha estado em minha mente, nem na do Sr. Hatch, estava correto.)
    .
    [provavelmente algumas glândulas sejam afetadas pela difteria, principalmente as localizadas no pescoço. Entretanto, a médium nada disse de consistente, ela indagou se o menino tivera “problemas com as suas glândulas”, ou seja foi inespecífica. Outro chute, que passou perto da trave, mas não entrou.]
    .
    (7) Feda: Todos os meninos gostam de bolos e doces, mas pouco tempo antes dele fazer a passagem, capto uma sensação de muitos bolos assando e outras coisas cozinhando, como se para alguma ocasião especial.
    .
    (Isto é vago. O único fato pertinente é que, em algum momento dentro de seis meses antes de falecer, Bobbie e um amigo, depois de terem estudado um livro de arte culinária, se reuniram para fazer balas-de-leite.)
    .
    [Aqui a leitura fria falha, e de ambos os lados: a médium arriscou em cima do bolos e doces, e os consulentes não conseguiram encaixar a declaração da médium em nenhum evento conhecido.]
    .
    (8) Feda: Você sabe se ele tinha ligação com uma cidade, não Londres, mas uma cidade, não uma das maiores na província?
    .
    (Isto era, como soube eu, correto em relação a Nelson, onde Bobbie tinha vivido.)
    .
    (9) Feda: Tem algo a ver com um lugar – alguém vai lá fazer algum estudo especial, não como Oxford ou Cambridge, Eton ou Harrow?
    .
    C. D. T.: Não, é uma cidade industrial.
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    Feda: O estudo que eles estão fazendo não é tanto de um tipo acadêmico. É mais como se eles estiverem aprendendo a fazer algo de um modo prático.
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    C. D. T.: E quem está estudando?
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    Feda: Alguém ligado ao menino, estudando como fazer algo, como se especializando na fabricação de algo, não só fabricando ou produzindo com uma máquina, mas um tipo de estudo.
    .
    [Percebe-se que as indistintas descrições se adequariam a muitas cidades. Também, se houvesse fábricas na localidade, a preferência seria por instalá-las próximas aos rios, o que facilita o despejo de detritos e, possivelmente, o transporte de mercadoria. Quanto ao “alguém ligado ao menino”, nada mais se disse.]
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    (Depois de breve pausa, este assunto foi continuado, veja abaixo.)
    .
    (10) Feda: É um lugar ocupado, mas não uma das maiores cidades. Não seria considerada uma cidade grande, mas ainda assim é um local amplo, onde se concentram coisas importantes.
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    C. D. T.: Diria que isto está correto, pelo que sei.

    (Sr. Hatch escreveu: “Esta é, inquestionavelmente, uma descrição precisa de Nelson”.)
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    [Clara vontade do consultor em validar as palavras da médium: a vaguíssima descrição do local é por ele classificada como uma “descrição precisa”.]
    .
    (11) Feda: Você sabe se alguns desses lugares industriais estão nas margens de um canal ou rio? Não parece bonito o bastante para ser chamado de rio por causa dos edifícios e construções ao lado.
    .
    (Há um rio e um canal, e há fábricas nas margens do rio. Bobbie conhecia ambos.)
    .
    Feda: (Retomando tema 9 prévio). Ah, eles fazem parte da produção, lá nesse lugar, de louça de barro ou cerâmica, algo de pedra? Penso que eles estão fazendo mais de uma coisa lá, mas eu capto um sentimento de algo sendo feito de uma natureza dura, algo como pedra, que algo está sendo montado, uma sensação de algo sendo colocado muito perto, misturado; não é aço, ou ferro, ou metal, está mais para coisas que são feitas, e penso que é uma indústria bem nova.
    .
    [Note as tentativas: “1) barro ou 2)cerâmica, 3) algo de pedra?; 4)uma indústria bem nova” ? a médium jogava com diversas opções, esperando que alguma desse certo.]
    .
    (Sr. Hatch respondeu: “Bobbie teve um grande amigo que trabalha usualmente fazendo argamassa e cimento.)
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    [Hatch, sem perceber, favorecia o trabalho da sensitiva, e concluiu que argamassa e cimento, corresponde a barro ou cerâmica ou pedra... inadvertidamente entrava no jogo da médium. Além, a médium afirmara que o amigo de Bobbie estava dedicado a um estudo específico, algo como uma indústria inovadora: construía (montava) coisas duras, de barro, cerâmica ou pedra. Entretanto, a empreita feita pelo amigo de Bobbie era a construão de uma cruz de concreto, a qual, certamente, seria montada sobre ferragens metálicas. Ou seja, a médium não acertou nadica de nada.]
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    (Ele tomou muita afeição pelo menino, e ficou muito abalado quando ele morreu. Depois, ele sugeriu fazer uma cruz de concreto para a sepultura. Nós concordamos com gratidão, sabendo que um trabalho feito com amor seria melhor que qualquer coisa comprada de um pedreiro especialista. Este amigo nunca havia feito tal coisa, e teve que ‘estudar como fazê-la.’)

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    f) “Portanto, se a Drayton Thomas coube o trabalho crítico, então está tudo explicado…”
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    VITOR: E assim Montalvão se livra da necessidade de ler o livro
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    COMENTÁRIO: momento algum falei desnecessário ler o livro, pretendo examiná-lo tão logo oportunidade surja.
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    g)” não estamos aqui discutindo o que possa ter acontecido no ECAE. Dos que aqui transitam poucos estão lá inscritos, portanto, suas palavras ficam sem sentido. Além disso, se garante que dessaçougueirou UM artigo que lá postei, pode muito bem pô-lo aqui, juntamente com o descarnamento, pois não recordo de ter examinado o que diz ter realizado.”
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    VITOR: É a esclerose chegando
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    http://obraspsicografadas.org/2014/arqueologia-intuitiva-egito-e-ir-1976-por-j-norman-emerson/
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    COMENTÁRIO: se isso for esclerose chegando fico muito feliz. Citou o ECAE mas se referia a comentário que postou aqui no Obras, noutro tópico, meses atrás, e esperava que dele eu recordasse. Santa esclerose! Espero que a sua também seja tão produtiva quanto a minha…
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    Sua execração a respeito do artigo de Borgo, basicamente se cingiu em defender a lisura e efetividade dos testes ganzfeld, como se estes fossem o todo dos experimentos psi. As críticas de Alexander Borgo falam da paranormalidade em termos amplos, você a reduziu ao ganzfeld. Vamos conferir a história completa?
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    BORGO: “A parapsicologia é uma disciplina que se enquadra dentro das pseudociências. Tem a duvidosa honra de ser a única pseudociência experimental, embora — a rigor — seja difícil chamar de experimento um teste de parapsicologia. Os fenômenos parapsicológicos ou fenômenos “psi” foram arbitrariamente divididos em:
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    - Telepatia, ou captação do conteúdo mental de outra pessoa.
    - Clarividência, ou captação extra-sensorial de um objeto ou acontecimento objetivo.
    - Precognição, ou captação extra-sensorial de acontecimentos futuros.
    - Psicocinese, ou influência da mente sobre a matéria.
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    Os três primeiros pertencem à mal chamada percepção extra-sensorial, e o último engloba o grupo de fenômenos “físicos”. A parapsicologia concebe a mente como uma entidade separada do corpo e, em alguns casos, os parapsicólogos afirmam que os fenômenos não pertencem ao âmbito do mental, pondo a “psi” em um nível que estaria “mais além do psíquico ou mental”. Os fenômenos psi seriam:
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    a) independentes do espaço e do tempo;
    b) erráticos, ou seja, não se pode saber quando vão apresentar-se;
    c) involuntários; e
    d) inconscientes.
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    Vejamos:
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    a) Ao serem independentes do espaço e do tempo, violam várias leis físicas, mas os parapsicólogos — em vez de duvidar da existência de um fenômeno tão peculiar — sustentam que é preciso reformar toda a física para que psi possa ser explicada (quando nem sequer está demonstrado que exista).
    .
    b) Com a desculpa da erraticidade, os parapsicólogos podem explicar seus fracassos dizendo que “como é errático, o fenômeno desta vez não se apresentou”. Quando obtém um resultado positivo dizem “desta vez se apresentou”. Isto é equivalente a afirmar que um remédio para a dor de cabeça deu resultado depois que a dor passou. Se a dor não passa, então se recorre à explicação seguinte: algo inibiu o efeito do remédio, a concentração dos componentes não era a correta, o paciente não estava predisposto, etc, etc.
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    c) Estes pretensos fenômenos não podem ser manejados à vontade, de maneira que não se pode propor a produção de um fenômeno a bel-prazer, em qualquer momento ou lugar. Esta vulgar desculpa é também frequentemente usada pelos supostos “mentalistas”, “videntes”, etc., quando a colher não se dobra ou as cartas não se acertam.
    .
    d) Outra característica — dizem os parapsicólogos — é que os fenômenos psi são inconscientes. Não se sabe quando nem como se experimenta a telepatia ou a clarividência. Às vezes pode-se perceber algo extra-sensorialmente e “transformá-lo” em uma sensação de tristeza, alegria, dor, sem dar-se conta de que se trata de um fenômeno psi genuíno. Com o mesmo rigor podemos dizer que temos um dragão verde dentro de nossa cabeça, só que o dragão dá um jeito para desmaterializar-se cada vez que nos tiram uma radiografia ou se “transforma” em uma sensação de calor, ansiedade, etc, etc.
    .
    Como vemos, a parapsicologia ignora a física, a biologia, a psicologia científica e todo e qualquer conhecimento que provenha da ciência. Não possui uma teoria que explique satisfatoriamente como um ente imaterial (psi) pode interagir com um sistema material (o cérebro).
    .
    Tentou-se correlacionar os fenômenos psi com diversos aspectos: a personalidade, a atitude crédula ou incrédula, os estados alterados da consciência, a idade, o sexo, e se utilizou uma grande gama de instrumentos para levar a cabo investigações delineadas para pôr à prova a hipótese da existência de psi.
    .
    Fica ridículo começar a correlacionar a psi com qualquer característica ou habilidade se ainda não se provou sequer sua própria existência. Por isso dizemos que a parapsicologia não faz experimentos propriamente ditos. Primeiro deveria provar que a variável crucial psi existe. De igual maneira poder-se-ia propor a existência dos duendes plutonianos, os quais são invisíveis, erráticos e independentes do espaço e do tempo e começar a correlacionar sua presença com o estado de ânimo das pessoas, a personalidade, etc., sem corroborar primeiro que realmente existam.
    .
    Pelo que se vê, a parapsicologia está longe de transformar-se em uma ciência, apesar de que os parapsicólogos falam de “parapsicologia científica” ou “nova ciência”. Mais de 100 anos de pesquisas não conseguiram provar um só fenômeno psi. Foram feitos testes com animais, com plantas, com material subatômico, com cartas, desenhos, estados alterados de consciência, drogas, etc. Foram publicados experimentos assombrosos, mas quando se tentou repeti-los, o resultado foi o fracasso, com as consequentes desculpas pseudoexplicativas. As mais prestigiosas revistas dedicadas à parapsicologia deveriam publicar os milhares e milhares de testes que produziram resultados negativos para a hipótese psi.
    .
    Tendo em conta as objeções precedentes, devemos agregar a fraude, seja ela por parte dos investigadores ou pelos sujeitos “dotados” ou “sensitivos” que fazem trapaça durante os experimentos. Vários ilusionistas peritos têm recomendado que um mágico experimentado se encontre presente quando se faz uma investigação com sujeitos como o famoso Uri Geller, tão propensos à fraude. E o panorama desalentador se completa mencionando os delineamentos experimentais defeituosos, as análises estatísticas errôneas e outras falhas do gênero.
    .
    Antes de afirmar que psi existe, os parapsicólogos deveriam resolver certos aspectos cruciais e ainda pendentes de definição. Perguntas sem resposta:
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    O que é “energia psíquica”?
    O que é psi?
    Por que psi é errática?
    Como sabemos que psi é inconsciente?
    Se psi não responde às leis naturais, a que leis responde?
    Se psi é errática e involuntária, por que há pessoas que parecem exercê-la à vontade em seus “consultórios profissionais”?
    .
    Fazendo um exame crítico e objetivo verificamos que não há provas nem sequer indícios a favor de psi, ou seja, da percepção extra-sensorial e da psicocinese. Para cúmulo, os parapsicólogos inventam novos termos para tratar de explicar o acaso. Exemplo: o que acontece quando uma pessoa acerta menos do que o esperado pelo acaso? Há percepção extra-sensorial negativa? Não. De maneira nenhuma. Preferem chamá-la “psi-missing” (perda de psi). Os mais audazes propõem que a pessoa nega inconscientemente o fenômeno e produz resultados inferiores ao esperado pelo acaso. Este é um procedimento típico da pseudociência.
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    Resumindo:
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    Não há base experimental.
    Os resultados positivos são irrepetíveis.
    Tem sido detectada fraude em proporção alarmante.
    Tem se observado delineamentos experimentais defeituosos.
    Tem se descoberto análises estatísticas errôneas.
    Há uma incômoda maioria de resultados negativos (sem publicar).
    Há mais de 100 anos de pesquisas.
    As definições são vagas.
    Não existem hipóteses nem teorias explicativas.
    Será preciso adicionar algo mais para percebermos que a parapsicologia é uma pseudociência?
    autor: Alejandro J. Borgo
    fonte: Paranormal e Pseudociência em exame.”
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    Vitor Diz:
    SETEMBRO 15TH, 2014 ÀS 11:16 PM
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    Nossa, Marciano, que texto ruim desse Alejandro… pegando o resumo dele:
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    a) Não há base experimental.
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    Há. [COMENTÁRIO atual: discutível]
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    b) Os resultados positivos são irrepetíveis.
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    São repetíveis até por céticos. [COMENTÁRIO atual: discutível. Os resultados dificilmente se confirmam nos mesmos moldes dos de outros.]
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    c)Tem sido detectada fraude em proporção alarmante.
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    Não da parte dos pesquisadores, nem nos casos do tipo reencarnação, nem em ganzfeld, nem nos estudos de precognição. [COMENTÁRIO atual: discutível. O autor não se cinge ao ganzfeld. Nos estudos de precognição a fraude, em vários casos, é presumível]
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    d) Tem se observado delineamentos experimentais defeituosos.
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    O delineamento experimental de ganzfeld foi feito em conjunto com os céticos, que, inclusive, reproduziram os experimentos. Experimentos em micro-pk também foram feitos por céticos com resultados positivos.
    [COMENTÁRIO atual: o autor não se refere especificamente ao ganzfeld]
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    e) Tem se descoberto análises estatísticas errôneas.
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    Diversas estatísticas receberam o aval de estatísticos famosos, como Jessica Utts, e mesmo Burton Camp, presidente do Instituto de Matemática Estatística, numa conferência à imprensa em 1937, declarou:
    .
    “As investigações do Dr. Rhine têm dois aspectos: um experimental e outro estatístico. Na fase experimental os matemáticos, supõe-se, não têm nada a dizer. Mas na fase estatística, recentes trabalhos matemáticos estabeleceram o fato de que, admitindo que as experiências tinham sido realizadas corretamente, a análise estatística é essencialmente válida. Se a investigação de Rhine pode ser atacada, há de sê-la em outro terreno que não o matemático..”
    [COMENTÁRIO atual: sobre este item veja minha ponderação adiante]
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    f) Há uma incômoda maioria de resultados negativos (sem publicar).
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    Invenção da cabeça dele. Nem seria possível isso nos testes ganzfeld devido ao reduzido número de pesquisadores. [COMENTÁRIO atual: discutível]
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    g) Há mais de 100 anos de pesquisas.
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    E muita coisa foi feita. [COMENTÁRIO atual: discutível, depois de 100 anos, ainda sequer se sabe o que é psi...]
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    h) As definições são vagas.
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    Vaga é essa crítica. [COMENTÁRIO atual: as definição em psi são realmente vagas, e não poderiam deixar de ser, como definir adequadamente o que não se sabe o que seja, nem se existe?]
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    i) “Não existem hipóteses nem teorias explicativas.”
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    Mais invenção ou pura ignorância. Já citei várias teorias, o modelo PMRI, o modelo de redução de ruído em ganzfeld, etc. [COMENTÁRIO atual: erro seu, psi não possui teoria consolidada, testável e produtora de previsões.]
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    j) Será preciso adicionar algo mais para percebermos que a parapsicologia é uma pseudociência?
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    Era bom adicionar alguma cultura nos críticos… [COMENTÁRIO atual: discutível]
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    COMENTÁRIO: em seguida, o Marciano o supriu com outro material:
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    Marciano Diz:
    SETEMBRO 16TH, 2014 ÀS 3:50 PM
    Já que VITOR achou muito ruim o texto de Alejandro, aqui vai outro, de outro autor.
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    “Quando se trata de parapsicologia, o maior problema é o charlatanismo e as mentiras existentes relacionados aos fenômenos paranormais. É decepcionante o tempo perdido quando se tenta estudar e comprovar cientificamente tais fenômenos, quando é descoberto que é uma farsa. Com a existência de tantas farsas e charlatões, fica difícil acreditar em paranormalidade.
    .
    Quando o naturalista inglês Charles Darwin lançou seu estudo ou teoria a respeito da origem das espécies, muitas pessoas perderam um pouco da fé na igreja católica pelo fato de que essa teoria vai de encontro a todas as coisas já ditas pela instituição sobre a “criação do homem”. Com isso a população foi criando uma necessidade muito grande de se acreditar em alguma coisa. Na mesma época, no estado de Nova Iorque, as irmãs Fox afirmavam que se comunicavam com espíritos de pessoas mortas. Pronto. Automaticamente esse fenômeno conquistou vários seguidores, quando as irmãs confessaram a fraude trinta anos mais tarde, já era tarde de mais e não tinha mais volta: as pessoas estavam impregnadas por uma nova religião: o Espiritismo.
    .
    Essa religião originou um novo tipo de ciência: a parapsicologia.
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    Muitas vezes, os parapsicólogos têm muita fé nesse tipo de poder, ou seja, acreditam mesmo que poderes paranormais sejam reais e ao fazer testes para estudar a veracidade destes, acabam por forjar as provas escondendo resultados negativos. Essa situação vem se tornando cada vez mais freqüente, fato que preocupa céticos e cientistas que acreditam que isso possa se tornar nocivo à população em geral.
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    Mas nem todos os parapsicólogos são de má índole. É o caso de Susan Blackmore, que após anos e mais anos de insucesso em tentativas de provar a existência desses fenômenos, desistiu da carreira de parapsicóloga. A atitude de Susan é extremamente invejável, pois ela teve a humildade de admitir que seus anos de pesquisas e testes falhos foram jogados fora além de coragem para investigar e ir mais a fundo sobre um assunto no qual Blackmore tinha muita fé.
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    Mesmo as pessoas mais esclarecidas têm uma necessidade muito grande de ter respostas para os assuntos que as afligem e seus questionamentos.
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    Os principais motivos para a crença em poderes paranormais são:
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    1-a impressão de exatidão que os “profissionais” passam ao fazer uma predição;
    2-o mistério que normalmente é deixado em volta de uma predição.
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    Algumas predições realmente se tornam realidade, mas não passam de palpites estudados e, no caso de uma consulta a um paranormal, a própria pessoa acaba por revelar detalhes de informações que precisaria saber. Assim o médium poderia pescar alguns palpites e acertar a predição. Por exemplo:
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    Um bom manipulador consegue dar uma leitura de um estranho fazendo sentir a este que o manipulador possui um dom especial. Exemplo:
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    Algumas das suas aspirações tendem a ser irrealistas. Umas vezes sente-se extrovertido, afável e sociável, embora, por vezes, se torne introvertido e reservado. Descobriu que não deve ser muito franco e revelar-se aos outros. Orgulha-se do seu pensamento e não aceita as opiniões de outros sem as examinar. Gosta de alguma mudança e variedade e sente-se preso por limitações e restrições. Por vezes tem duvidas se agiu bem ou tomou a decisão correta. Disciplinado e controlado para os outros, tende a ser no fundo, inseguro.
    Apesar das suas fraquezas, normalmente consegue compensá-las. Tem capacidades não usadas, que ainda não aproveitou a seu favor. Tem tendência a ser muito auto critico. Tem grande necessidade de que as outras pessoas gostem de si e que o admirem.
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    Efeito Forer: quanto mais vago o sonho ou premonição, mais exato (a) parecerá. Essa afirmação é um tanto quanto óbvia, pois quanto menos certeza tivermos ao afirmarmos alguma coisa, seja ela qual for, qualquer coisa lembrará a possível premonição.
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    Nunca leremos nos jornais entrevistas de clarividentes que falharam ao fazer premonições. Obviamente isso não prova que a clarividência não exista, mas encontrar casos de pessoas que tiveram premonições que se realizaram não significa que esse fenômeno exista. É necessário que se faça testes controlados em cima desses fenômenos para se chegar a uma conclusão embasada. Mas como já foi dito… Infelizmente os parapsicólogos muitas vezes forjam testes o que dificulta, e muito, uma boa conclusão sobre o assunto.
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    Teste de Paranormalidade: Telepatia
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    O poder psíquico facilmente é aceito pelas pessoas, no entanto é negado pela ciência. Contudo a paranormalidade pode ser de certo modo ser comprovada e avaliada por alguns testes simples.
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    Eis a seguir um teste, com ele facilmente você poderá descobrir se tem alguma faculdade paranormal. Neste caso evidenciando a Telepatia
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    Material:
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    1- Para o teste será necessária a utilização do baralho ZENER. Constituído de 25 cartas, formado por cinco elementos básicos: estrela, cruz, círculo, quadrado, e onda. O baralho ficaria completo com: 5 cartas com o símbolo estrela, 5 cartas com o símbolo cruz, 5 cartas com o símbolo círculo, 5 cartas com o símbolo quadrado, 5 cartas com o símbolo ondas, somando assim um total de 25 cartas.
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    Esse teste é bastante famoso e pode ser forjado muito facilmente pelos supostos paranormais: os dois combinam a seqüência em que as cartas devem ficar na mesa e uma seqüência de contagem com um intervalo entre os números a serem contados (por exemplo, 1…2…3…4…5 da esquerda para a direita) assim as duas pessoas seriam tidas como extra-sensíveis.
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    Quando são feitos experimentos adequadamente controlados, geralmente estes produzem resultados negativos, ou seja, são incapazes de demonstrar um único caso claro de poderes psíquicos ou fenômenos paranormais. Os estudos com resultados positivos são, em sua maioria, explicados por cálculos de probabilidade. Mas estudos negativos são veementemente rejeitados pelos devotos do psi. Quando pesquisadores encontram a mínima estranheza estatística, especulam que isso se deva a poderes paranormais. Essa situação se deve à fé que todos os crentes têm nestes fenômenos.
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    O ser humano só se deixa enganar por ser extremamente sugestionável e por possuir um pensamento seletivo. Mas o que é isso?
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    O pensamento seletivo funciona da seguinte maneira: quando ouvimos dizer que “Fulano” teve 25% de acertos em testes paranormais, mas acredita-se que essa pessoa seja mesmo um paranormal, descarta-se os 75% de erros cometidos pelo indivíduo para assimilar apenas os 25% favoráveis, ou seja, selecionamos os dados favoráveis a uma hipótese, enquanto ignoramos os dados desfavoráveis.
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    Assim, concluímos que enquanto as pessoas não aprenderem a desconfiar de tudo que lhe dizem, nunca iremos desenvolver o pensamento cientifico e como conseqüência, a sociedade fica anestesiada enquanto pessoas “mais espertas” a engana e “descaradamente” controla o destino e os atos da população em geral.
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    Como se reconhece uma pseudociência? Reconhece-se por possuir pelo menos duas das dez características seguintes:
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    1- Invoca entes imateriais ou sobrenaturais inacessíveis ao exame empírico, tais como força vital, alma imaterial, super-ego, criação divina, destino, memória coletiva e necessidade histórica.
    2- É crédula: não submete suas especulações a prova alguma. Por exemplo, não há laboratórios homeopáticos e nem psicanalíticos. Correção: na Universidade de Duke funcionou por um certo tempo, o laboratório parapsicológico do botânico J. B. Rhine; e na de Paris existiu o laboratório homeopático do Dr. Beneviste. Mas ambos foram fechados quando se descobriu que haviam cometido fraudes.
    3- É dogmática: não muda seus princípios quando falham nem como resultado de novas descobertas. Não busca novidades, está ligada a um corpo de crenças. Quando muda, o faz apenas em detalhes e em resultado de desavenças no rebanho.
    4- Rejeita a crítica, herbicida normal na atividade científica, alegando que está motivada por dogmatismo ou por resistência psicológica. Recorre pois, ao argumento ad hominem ao invés do argumento honesto.
    5- Não encontra e nem utiliza leis gerais. Os cientistas, por outro lado, buscam ou usam leis gerais.
    6- Seus princípios são incompatíveis com alguns dos princípios mais seguros da ciência. Por exemplo, a telecinésia contradiz o princípio da conservação de energia. E o conceito de memória coletiva contradiz a obviedade de que só um cérebro individual pode recordar.
    7- Não interage com nenhuma ciência propriamente dita. Em particular, nem psicanalistas e nem parapsicólogos têm trato com a neurociência. À primeira vista, a astrologia é a exceção. Mas apenas toma sem dar nada em troca. As ciências propriamente ditas formam um sistema de componentes interdependentes.
    8- É fácil: não requer uma larga aprendizagem. O motivo é que não se funda sobre um corpo de conhecimentos autênticos. Por exemplo, quem pretende investigar os mecanismos neurais do esquecimento ou do prazer terá de começar a estudar neurobiologia e psicologia, dedicando vários anos a trabalhos de laboratório. Por outro lado, qualquer um pode recitar o dogma de que o esquecimento é efeito da repressão, ou de que a busca do prazer obedece ao “princípio do prazer”. Buscar conhecimento novo não é o mesmo que repetir ou mesmo inventar fórmulas vazias.
    9- Só a interessa o que possa ter uso prático: não busca a verdade desinteressada. Nem admite ignorar algo: tem explicação para tudo. Mas seus procedimentos e receitas são ineficazes por não se fundamentarem em conhecimentos autênticos.
    10- Mantém-se à margem da comunidade científica. É dizer, seus sectários não publicam em revistas científicas e nem participam de seminários ou congressos abertos à comunidade científica. Os cientistas, por outro lado, expõem suas ideias à crítica de seus pares: submetem seus artigos a publicações científicas e apresentam seus resultados em seminários, conferências e congressos.
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    Vejamos um exemplo de como trabalham os cientistas quando abordam problemas que também interessam aos pseudocientistas. Em 1998, os psicobiólogos J. S. Morris, Arne Ohman e R. J. Dolan publicaram na célebre revista Nature um trabalho sobre aprendizagem emocional consciente e inconsciente na amígdala humana. Já que este artigo trata de emoções conscientes e inconscientes, pareceria ser de interesse aos psicanalistas. Mas não lhes interessa porque os autores estudaram o cérebro, enquanto que os analistas se ocupam da alma: não saberiam o que fazer com cérebros, alheios ou próprios, em um laboratório de psicobiologia.
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    Assim, a amígdala cerebral é um órgão diminuto, mas evolutivamente muito antigo, que sente emoções básicas tais como o medo e a fúria. Dada a importância destas emoções na vida social, é fácil imaginar os transtornos de comportamento que uma pessoa com amígdala normal sofre, seja atrofiada ou hipertrofiada. Se é o primeiro caso, não reconhecerá sinais perigosos. Se é o segundo, será propensa à violência.
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    A atividade da amígdala cerebral pode ser registrada mediante um escaner PET. Este aparelho permite detectar objetivamente as emoções de um sujeito em cada lado de sua amígdala. Contudo, tal atividade emocional pode ou não aflorar na consciência. O seja, uma pessoa pode estar assustada ou brava inadvertidamente.
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    Como se sabe? Juntando um teste psicológico à observação neurobiológica. Por exemplo, se a um sujeito normal é mostrada uma cara de bravo, e em seguida uma cara sem expressão, ele informará que viu a segunda e não a primeira. Repressão? Os dados científicos citados não se contentaram em batizar o fenômeno. Repetiram o experimento, mas agora associaram a cara de bravo com um estímulo negativo: um intenso e irritante ruído “branco”, ou seja, não significativo. Neste caso, a amígdala foi ativada pela imagem visual, mesmo quando o sujeito não se recordou de tê-la visto. Ou seja, a amígdala cerebral “sabe” algo que ignora o órgão da consciência (seja qual for).
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    A princípio, com o método que acabo de descrever brevemente, poder-se-ia medir a intensidade de uma emoção. Por exemplo, poderia-se medir a intensidade do ódio, que segundo Freud, um homem sente por seu pai. Contudo, antes de proceder a tal medição, teria-se de estabelecer a existência do Complexo de Édipo. Mas este não existe, como mostraram as investigações de campo do professor Arthur P. Wolf, condensadas em seu grosso tomo Sexual Attraction and Childhood Association (1995).
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    As pseudociências são como os pesadelos: desaparecem quando examinadas à luz da ciência. Entretanto, infectam a cultura e algumas delas são de grande proveito pecuniário para seus sectários. Por exemplo, um psicanalista latino-americano pode ganhar em um dia o que seu compatriota cientista ganha em um mês. O que refuta o provérbio, “nem tudo que reluz é ouro”.
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    Fonte: Mario Bunge – Cien Ideas
    Traduzido e editado por: Glauber Frota
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    O status da parapsicologia como uma ciência é altamente contestada por parte da comunidade científica (o mesmo acontece com a teologia e com a ufologia), pois cientistas e psicólogos classificam-na como uma pseudociência devido ao fracasso em mostrar resultados através dos métodos clássicos de pesquisa: ortodoxo, laboratorial, demonstrativo, newtoniano e cartesiano. No entanto, quando comparamos com a ufologia, a parapsicologia deu um salto enorme em 150 anos de pesquisas: já conta com cursos de graduação e pós-graduação em todo o planeta, inclusive vários no Brasil – alguns em universidades grandes e tradicionais.

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    COMENTÁRIO: naquela discussão, fiz a avaliação de um dos quesitos de sua crítica ao texto de Borgo:
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    MONTALVÃO Diz:
    SETEMBRO 16TH, 2014 ÀS 1:05 PM
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    e) Tem se descoberto análises estatísticas errôneas.
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    VITOR: Diversas estatísticas receberam o aval de estatísticos famosos, como Jessica Utts, e mesmo Burton Camp, presidente do Instituto de Matemática Estatística, numa conferência à imprensa em 1937, declarou:
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    “As investigações do Dr. Rhine têm dois aspectos: um experimental e outro estatístico. Na fase experimental os matemáticos, supõe-se, não têm nada a dizer. Mas na fase estatística, recentes trabalhos matemáticos estabeleceram o fato de que, admitindo que as experiências tinham sido realizadas corretamente, a análise estatística é essencialmente válida. SE A INVESTIGAÇÃO DE RHINE PODE SER ATACADA, HÁ DE SÊ-LA EM OUTRO TERRENO QUE NÃO O MATEMÁTICO…”
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    COMENTÁRIO: isso significa que se pode fazer boa estatística com material espúrio… Então, os estatísticos dizem: “estatisticamente falando as mensurações estão corretas, agora quanto às validações pré-estatísticas dessas nada se pode dizer (em termos estatísticos, claro)”.
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    É mais ou menos como ocorre na lógica (a lógica Aristotélica): pode-se construir um raciocínio válido e verdadeiro, desde que as premissas verdadeiras sejam, exemplo: “1- todo marciano é verde; 2) Martiniano é marciano; 3) Martiniano é verde”. O raciocínio é válido e a conclusão verdadeira, se as premissas o forem. Assim se dá com a estatística: alimenta-se o caldeirão calculativo com “sucessos” clarividentes, o resultado será evidências da clarividência… mas será que os sucessos são realmente sucessos clarividentes? Consideremos um caso típico: a imagem-alvo é uma construção, o vidente diz ter visto algo “quadrático”: o avaliador nota que existe um grande portão quadrado na entrada da residência, e que na residência em si destacam-se vários apontamentos quadráticos (janelas, portas, chaminé…) então qualifica a visão de bem sucedida. No final das aferições a estatística dirá que o índice de acertos ficou acima do esperado pela média…
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    VITOR: Desse artigo do Alejandro, que eu destrinchei no link acima nos comentários (15 de setembro, 11h16min p.m.), e que vc disse “O esclarecedor e bem articulado texto de Alejandro Borgo” RECEBEU OS SEGUINTES COMENTÁRIOS DO JULIO:
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    “Na mensagem mais recente dele em que ele cita Wellington e Jayme, ele incluiu mais para o fim um texto absolutamente ridículo de um tal de Alejandro Borgo (Borgo ou Ogro, sei lá), capaz de fazer qualquer ser humano normal com um mínimo de formação científica se esvair em vômitos. Ainda assim, Montalvão posta uma coisa dessas. Para mim fica a pergunta: por quê? O que leva uma pessoa a postar uma coisa dessas, tão factualmente errada e tão indevidamente ofensiva?”
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    VITOR: Bem se vê que vc gosta de lixo. E despreza as joias que a vida te oferece. Triste.
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    COMENTÁRIO: não cheguei a ler o irado comentário do Julio. Pena que ele apenas extravasou seu repúdio sem opinar a respeito do que o levou a tamanha indignação. Será que não encontrou palavras para mostrar as fraquezas do texto? Além disso, a “inbela” apreciação que fez apenas considerou o artigo isoladamente, quando minha postagem final apresentava um bloco de ponderações ilustrativas, da qual a reflexão de Borgo era parte. Fico feliz em perceber que ele aceitou a validade da maior parcela do que leu, apenas rejeitando esse escrito…
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    h)”Falar que o material é lixo sem dar uma demonstraçãozinho, sem nem mesmo mostrar o material, é o fim da agulhada.”
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    VITOR: Fiz isso ano passado!
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    COMENTÁRIO: agora está mais ou menos esclarecido. Sugiro que da próxima vez seja mais claro, afinal não estou dentro de sua memória… De mais a mais seu comentário anterior nem mostrou o artigo, deixando qualquer leitor sem saber do que falava, e nem mesmo se deu ao trabalho de reprisar o que a respeito havia dito, facilitando minha lembrança e a dos demais examinadores. Isso mais me parece uma armadilha para depois poder alegar “desmemoriação” do opositor…
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    Nesta oportunidade, como pode constatar, conserto seu deslize…
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    i) “O artigo de Tymn até dispensaria comentários, pois a baixa qualidade da matéria está exposta para quem queira apreciar. Crítica a ode que Tymn faz a Osborne e Thomas só é necessária para quem não enxerga o sol.”
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    VITOR: Dois pesos e duas medidas novamente… eu preciso comentar o lixo do Alejandro, vc não precisa comentar o artigo de Tymn. Ó cèus…
    .
    COMENTÁRIO: não disse que não preciso comentar, disse que o farei, como estou fazendo, quando achar um tempinho. O que estou lhe explicando é o que deveria lhe ser óbvio, a intenção de Tymn é meramente apologética.
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    j)”Teologicamente, as concepções de Drayton constituem aberração: o sujeito dizia seguir os ensinamentos bíblicos (que não propõem a mediunidade, ao contrário, a rechaçam) e defende que a mediunidade é prova da sobrevivência e estaria dentro do espírito do cristianismo. Michael Tymn, como bom faltoso de espírito crítico que é, assina embaixo.”
    .
    VITOR: Ó Céus, Tymn não é padre para defender o cristianismo. Ele simplesmente reproduziu a opinião de Thomas. O artigo dele não tem esse objetivo de defender a bíblia. Ele apenas quer mostrar que a crença cristã não impediu Thomas de possuir uma mente aberta e aceitar a realidade dos fenômenos mediúnicos.
    .
    COMENTÁRIO: como você deve entender muito pouco de teologia não percebe a incongruência de um clérico presbiteriano advogar a comunicação com mortos. Mas é fácil de entender, seria algo parecido a um espírita propor que defuntos não se manifestam aos vivos…
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    K) “Só mais umazinha, para terminar esse bloco:”
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    VITOR: Já?! Puxa, mas não deu nem para o começo…:-)
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    COMENTÁRIO: referia-me ao “bloco” que consistia naquele comentário… mais virá.
    ./
    /
    i) “Quem houve falar da SPR pode ter a falsa impressão de que essa sociedade sempre foi constituída de renomados cientistas, todos céticos e atentos a qualquer engodo.”
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    VITOR: Mas foi o Tymn quem disse isso?!Você não ia discutir o artigo?!Ou vc resolveu discutir qq questão tangente que brota da sua cabeça? Óh céus, dai-me paciência…
    .
    COMENTÁRIO: e porque minha apreciação seria impertinente? Julgo muito importante esclarecer ao leitor desinformado. Onde foi que falei que, nesse ponto, estava criticando a fala de Tymn? E olha que estou esclerosado, imagina se outros também estivessem?

  132. Marciano Diz:

    VITOR: É a esclerose chegando
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    http://obraspsicografadas.org/2014/arqueologia-intuitiva-egito-e-ir-1976-por-j-norman-emerson/
    .
    COMENTÁRIO MONTALVÂNICO: se isso for esclerose chegando fico muito feliz. Citou o ECAE mas se referia a comentário que postou aqui no Obras, noutro tópico, meses atrás, e esperava que dele eu recordasse. Santa esclerose! Espero que a sua também seja tão produtiva quanto a minha…
    .
    COMENTÁRIO MEU:
    MONTALVÃO, espero um dia ficar tão esclerosado quanto você.
    Eu nem sabia que esclerose é uma coisa tão boa assim.
    .
    Todos os dias eu rendo graças aos deuses por Montalvão não ser advogado e me vir na difícil situação de tê-lo como ex-adverso.

  133. Gorducho Diz:

    De fato, a Academia Real Francesa
    :o
    validou – considerou comprovada – a clarividência em 1831.
    :o :o :o
    L’Académie, dans sa séance du 5 septembre, n’a adopté de tout le rapport de la commission que la conclusion suivante : « Les faits concluans que promettait M. Berna, comme propres à éclairer la physiologie et la thérapeutique, sont con nus de l’Académie. Ils ne sont rien moins que concluans en faveur de la doctrine du magnétisme animal, et ne peuvent avoir rien de commun soit avec la physiologie, soit avec la thérapeutique.»
     
    Isso vocês mesmos podem conferir na publicação (de 1833) de título “Report of the Experiments on Animal Magnetism”, feita pelo “Committee of the Medical Section of the French Royal Academy of Sciences”
     
    Afinal, os indivíduos pertenciam ao comitê da secção médica da Académie des Sciences, ou à Académie de Mèdicine – esta que eu saiba não subordinada àquela.

  134. Vitor Diz:

    Montalvão,
    seguindo:
    .
    aa) “citei algumas exaltações, ao longo dos comentários que vierem falarei de outras e mais erronias.”
    .
    Onde vc citou exaltações? Não vi uma sequer.
    .
    bb) “pois eu quero provar a você que está pentagonosfericamente equivocado.”
    .
    Não está conseguindo. :-)
    .
    cc) “Os testes do passado se adequam bem às suas miúdas expectativas, por isso se apega a eles como náufrago se agarra a uma titica no afã de salvar-se. Nem vou reprisar a questão várias vezes apresentada, a qual faz questão de fingir que não é pertinente, qual seja a ausência de repetição dos testes passados, com nova configuração técnica (dispensada a frouxidão investigativa de Drayton Thomas). Esse fato está por demais claro para que o possa esconder no seu tapete de ocultações.”
    .
    Onde está a frouxidão investigativa de Thomas? Será que você consegue apontar? Até agora sua demonstração nesse ponto foi ZERO. E, mais do que apontar, consegue replicar o que Osborne fazia? Você já tentou e fracassou…
    .
    dd) “Os experimentos de Thomas não foram replicados em quantidade e qualidade suficientes para corroborá-los.”
    .
    Sua opinião, baseada em um completo desconhecimento da quantidade de pesquisadores e da quantidade de testes realizados. E é uma opinião completamente falha. Além de Barrett e Thomas, houve extensa replicação por Pamela Gleenconner, publicada no livro “THE EARTHEN VESSEL”, e mais outra série extensa pela Srta. Radcliffe Hall e por (Una) Lady Troubridge. Osborne se saiu muitíssimo bem em TODAS as séries. Além disso, Braude cita várias tentativas de replicar o que Osborne fazia por meios normais, TODAS fracassadas, inclusive (mas não só) por Theodore Besterman (que viu fraude em Mirabelli). E houve uma extensa revisão de quase todos esses trabalhos pela Sra. Sidgwick, com parecer positivo em relação ao seu caráter paranormal. Assim, meu caro, tem uma PORRADA de experimentos, replicações e revisões CORROBORANDO as conclusões de Thomas.
    .
    ee) “Além disso, o exame dos relatos deixa claro que era Osborne quem estava no comando. Mesmo quando o pretenso espírito sugeria as experiências as sugestões vinham da boca ladina de Gladys, o que a mantinha no poder de todo jeito. Não se vê Drayton Thomas propondo contraprovas que pusessem as experiências sob seu inteiro controle.”
    .
    Não se vê porque você não lê nada. Sua atitude é irresponsável e ridícula. Quer exemplos? Lá vai:
    .
    Na época do experimento a ser descrito agora, forneceram-se testes de oito livros em nossa casa, ?
    três dos quais eu não li; mas como eles foram lidos por outros, pareceu-me melhor testar com um livro que nenhum de nós tivesse lido. Eu assim combinei com meu amigo que ele deveria selecionar de sua biblioteca um livro que me fosse desconhecido, embrulhá-lo e selá-lo, e permiti-lo ficar em meu escritório por algumas poucas semanas. Isto ele fez de um modo bem profissional, colocando uma cartolina robusta em volta dele de modo que fosse impossível para qualquer fazer uma incisão no papel para averiguar o título, e finalmente selando-o com selos particulares. Este pacote foi trazido para mim em 2 de dezembro de 1917, e na sessão seguinte — à qual o meu amigo não me acompanhou, de fato ele nunca viu a Sra. Leonard — eu pedi ao meu comunicador para selecionar testes com ele. Aqueles dados abaixo foram recebidos em 13 e 20 de dezembro. Tendo-os datilografado em duplicata eu enviei o livro ao Sr. Bird e entreguei-lhe uma cópia dos testes; ele os leu, e então passou a abrir o pacote e comparou o livro com as minhas anotações. Ele achou os selos e invólucros intactos.

    .
    Onde, Ó CÉUS, ONDE você viu Osborne no comando aí?! Mais exemplos, quer? lá vai:
    .
    No entanto, eu gostaria de saber se o conhecimento íntimo do Sr. Bird do seu próprio escritório e dos livros pode ter sido subliminarmente comunicado a mim e daí para a médium.
    É inútil discutir a possibilidade ou a impossibilidade do que só o experimento pode decidir. Nós, portanto, concebemos e realizamos as experiências registradas no capítulo seguinte. Na sequência da experiência descrita, restou ser provado se os livros poderiam ser ‘sentidos’ em circunstâncias que impossibilitassem qualquer chance de conhecimento humano a respeito de seu conteúdo. A pedido do meu amigo, um livreiro prestativo reuniu uma dezena de volumes antigos, sem olhar para os títulos, enviando-os em um pacote que permaneceu fechado no escritório do Sr. Bird. Recebi os testes sobre o pacote em duas sessões com a Sra. Leonard, em novembro e dezembro de 1918. As anotações foram datilografadas e uma cópia entregue ao Sr. Bird antes que procedêssemos à abertura do pacote, agora visto por mim pela primeira vez.

    .
    ESTOU CEGO?! CADÊ OSBORNE DITANDO OS EXPERIMENTOS? ONDE THOMAS PERDEU O CONTROLE DO EXPERIMENTO?! ONDE, MEU ZEUS?!
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    AGUARDO SEU PEDIDO DE DESCULPAS AO DRAYTON THOMAS.
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    ff) “Outra coisa que a você parece “muito natural” mas é de alta suspeição: as explicações a respeito das falhas e limitações comunicativas dos espíritos de Osborne eram dadas pelos próprios espíritos, não fruto de investigações de Drayton.”
    .
    Seria talvez impossível à época desenvolver-se testes quanto ao modus operandi da mediunidade. A meu ver só com o desenvolvimento da neurociência que isso passou a ser de certa forma possível. Mas ele tem o mérito de fazer o questionamento. Isso já é, em si mesmo, uma forma de investigação, e uma importante, que poderá ser comparada com os resultados dos avanços tecnológicos atuais.
    .
    gg) “Desnecessário dizer que esses esclarecimentos entram em choque com os passados por outros espíritos em outras plagas.”
    .
    Busquemos fazer os testes possíveis para ver quem está com a razão, então. Se é que alguém está.
    .
    hh) “O conjunto dessas fraquezas, que deveria despertar até mesmo a atenção do mais renitente crente, é menosprezado ou olhado com lamentável superficialidade. Essa atitude demonstra porque, mesmo perante as claras mostras de que Osborne fosse uma malandra artista, haja quem a considere legítima demonstradora da presença de espíritos.”
    .
    Fracas são as críticas dos críticos que não leem o que criticam.
    .
    ii) “não estamos falando de Gauld, se quiser falar, por favor, conte a história inteira e corretamente. Está mais para Ad hominem sua atitude de selecionar um trecho do caso e apresentá-lo como o todo.”
    .
    Não estamos a falar de Gauld, mas vc tem o péssimo hábito de rotular as pessoas com base em leituras insignificantes de suas obras. Lembro-lhe que vc mesmo reconheceu seu erro nisso no tocante a Gauld [tanto que se viu forçado a ler mais de sua obra e a retirar-lhe tal rótulo], e aviso-lhe que está comentando o mesmo erro no tocante a Thomas, como já demonstrei acima, quando acusou-o de não controlar o experimento…
    .
    jj) “O que falo de Drayton Thomas pode ser extraído das manifestações que fez durante o precioso tempo de sua existência que esperdiçou com Osborne.”
    .
    Como visto, não pode. Você mesmo incorre na falácia de julgar o todo pela parte [ínfima]…
    /
    kk)“O alheado Thomas jamais percebeu que os belos testes que realizava estavam sempre no controle de Osborne e ele sempre esquecia de propor contraprovas que superassem esse óbice.”
    .
    VITOR: Mais uma falsidade sua. Ele realizou testes próprios, sem consultar Osborne.
    .
    COMENTÁRIO: mesmo que sim, tal não muda a realidade…
    .
    COMO NÃO?!!!!!
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    ll) “nada de blablablá, nem de blebleblé. Que tal passarmos da teoria para o exemplo prático?Vamintão?Para não alongar muito, deixo exemplos de como o espírito do menino Bob Newlove comunicava com Feda que comunicava com Osborne que transmitia para Drayton… (meus comentário entre [colchetes]). Observar-se-á a baixa criticidade de Drayton Thomas e a clara técnica de Osborne, que fazia os espíritos se manifestarem por insinuações vagas e dúbias, que apontavam para vária direções. Rarissimamente os mortos consultados por Gladys diziam coisas objetivas.”
    .
    Veremos, isso sim, a baixa qualidade das críticas dos críticos :-)
    .
    mm) [ATENÇÃO: até a terceira sessão, portanto, a médium fazia revelações sobre outra alma que respondia como se fora o buscado.].
    .
    Péssima crítica. Conclusão apressada demais. Um nome apenas parcialmente errado não impede que a médium (ou o controle) tenha pego informações suficientemente corretas sobre a família da criança da mente de Thomas (que estava em contato com o Sr. Hatch) que tornasse possível o contato com a criança correta. Esse erro também oferece certa ajuda contra o vazamento de informações por vias normais.
    .
    nn) “Eu sugeri então que Feda segurasse a carta. Ela aceitou a idéia.”
    .
    Outra forma de Feda conseguir localizar a criança correta por meios paranormais [psicometria], apesar do nome parcialmente errado. Nota-se, mais uma vez, a conclusão apressada do crítico.
    .
    oo) [Não é exatamente uma “pena”, sim evidência de que a médium utilizava uma técnica]
    .
    Novamente, conclusão apressada demais, com “n” alternativas possíveis relativas ao modus operandi da mediunidade. De qualquer forma, fica claro que Thomas não foi afetado por validação subjetiva, ao dizer “Nesse caso, não há nada que faça crer que o nome do animal de estimação de Bobby estava sendo captado”
    .
    pp)[Engraçado... “Feda teve a impressão de que a criança estivesse presente”... Ora, Feda não era um espírito? Então por que impressão e não certeza? Fica claro que a médium precisava se resguardar dalgum escorregão mais sério, então deixava as coisas intencionalmente nebulosas.]
    .
    Mais uma vez, conclusão apressada demais. Fica claro que você não leu as explicações dadas pelos controles. Isso mostra ignorância da literatura. Não que você tenha que aceitar a explicação, mas um crítico eficiente necessariamente faria menção à alternativa, e não demonstraria a ignorância que vc demonstrou. No caso, os controles explicam que ficam dentro de uma esfera de influência, incapazes de ver o que está além dela:
    .
    quando estamos dentro desta Esfera de Influência, nós não estamos em nosso estado particular, mas numa névoa, tanto mental como fisicamente, e não conseguimos lembrar direito. Enquanto eu lá estiver, não poderei ser capaz de ver meu pai [Sr. John], ainda que ele estivesse somente dois pés fora dela.
    .
    Fica, assim, demonstrado, que o crítico não tem o mínimo conhecimento sobre o que critica.
    .
    qq) [Thomas buscava explicação “post hoc” para justificar a mediunidade, mas a hipótese de leitura fria é a mais viável aqui: afinal, “perder os movimentos” não é o mesmo que “sentir dor”.]
    .
    Não era uma dor no sentido literal, Feda disse “dor engraçada”(alguém acha engraçado sentir dor? Nem os masoquistas, eles sentem prazer, não graça…). O crítico precisa ter mais cuidado na leitura..
    .
    rr) [Feda, malandramente, mostra-se pouco segura de muita coisa: chutava para várias direções, sabendo que acertaria em alguns pontos. ]
    .
    Conclusões apressadas demais… além disso, uma análise completa do caso mostra que o conjunto de acertos, por mais vagos que fossem, descarta qualquer outra criança.
    .
    ss) [Por que os “médiuns locais” não foram capazes de captar informes vindos de Bobbie com a mesma facilidade que Osborne? Provavelmente não dominavam a técnica de leitura fria tão bem quanto Osborne Leonard.]
    .
    Conclusão apressada demais, mais provável porque, não sendo artistas, não conseguissem captar tão bem a informação psi, como os testes ganzfeld demonstram seres as pessoas com mais alto índice de acerto. E, além disso, na leitura fria o assistente recebe feedback do assistente. Não era o caso aqui, já que Thomas é ignorante das informações, não podendo fornecer feedback.
    .
    tt) [Muito clara a técnica insinuativa. A médium precisava ser avisada se estava “no rumo certo”. Isso lhe permitia consertar a trajetória fazendo-se de adequar ao perfil do falecido.]
    .
    Conclusão apressada demais. Kelly disse que alguns conhecimentos mínimos podem ajudar a “soltar a bomba”. James (1890), por exemplo, observou que “muitas vezes acontece assim: se você der a este personagem do transe um nome ou algum pequeno fato, cuja falta o levaria a uma paralisação, ele irá começar um copioso fluxo de conversa adicional, que contém em si uma abundância de ‘provas’”.
    .
    uu) [provavelmente algumas glândulas sejam afetadas pela difteria, principalmente as localizadas no pescoço. Entretanto, a médium nada disse de consistente, ela indagou se o menino tivera “problemas com as suas glândulas”, ou seja foi inespecífica. Outro chute, que passou perto da trave, mas não entrou.]
    .
    Discordo. Se não entrou, foi porque errou o gol. Não foi o caso. As glândulas de fato foram afetadas. Além disso, ela disse pouco depois: “(13) FEDA: Pergunte a eles se o pescoço ou a garganta do menino foram afetados. Eu fico captando algo sobre isso continuamente.”
    .
    Fica claro que a técnica do crítico é tentar explicar cada acerto de Osborne pelo acaso, esquecendo-se de que o conjunto de acertos torna o acaso virtualmente impossível. É nesse ponto (um deles…) que se revela seu desconhecimento estatístico.
    .
    vv) [Aqui a leitura fria falha, e de ambos os lados: a médium arriscou em cima do bolos e doces, e os consulentes não conseguiram encaixar a declaração da médium em nenhum evento conhecido.]
    .
    Nenhum relevante. Mas isso o próprio Thomas diz, classificando tal declaração como insatisfatória.
    .
    ww) [Percebe-se que as indistintas descrições se adequariam a muitas cidades. Também, se houvesse fábricas na localidade, a preferência seria por instalá-las próximas aos rios, o que facilita o despejo de detritos e, possivelmente, o transporte de mercadoria. Quanto ao “alguém ligado ao menino”, nada mais se disse.]
    .
    NADA MAIS SE DISSE? PÉSSIMA LEITURA DO CRÍTICO! É claramente dito:
    .
    “Bobbie teve um grande amigo que trabalha usualmente fazendo argamassa e cimento. Ele tomou muita afeição pelo menino, e ficou muito abalado quando ele morreu. Depois, ele sugeriu fazer uma cruz de concreto para a sepultura. Nós concordamos com gratidão, sabendo que um trabalho feito com amor seria melhor que qualquer coisa comprada de um pedreiro especialista. Este amigo nunca havia feito tal coisa, e teve que ‘estudar como fazê-la’.”
    .
    O amigo era o Sr. Burrows! Com mais um erro crasso desses, fica claro que o crítico é bem fraquinho, dos piores que existem..
    .
    xx) [Clara vontade do consultor em validar as palavras da médium: a vaguíssima descrição do local é por ele classificada como uma “descrição precisa”.]
    .
    Não é TÃÃÃOO vaga que não dê para descartar algumas opções. Diz que não é uma das maiores cidades. Só isso já descarta várias opções. Se o caso ocorresse em São Paulo ou no Rio de Janeiro, estaria claramente errado.
    .
    yy)[Note as tentativas: “1) barro ou 2)cerâmica, 3) algo de pedra?; 4)uma indústria bem nova” ? a médium jogava com diversas opções, esperando que alguma desse certo.]
    .
    Note o erro do crítico que convenientemente “esquece” que a médium também disse: 5) não é aço 6) não é ferro 7) não é metal
    .
    O crítico assim busca tornar as afirmações da médium mais vagas do que são.
    .
    zz) [Hatch, sem perceber, favorecia o trabalho da sensitiva, e concluiu que argamassa e cimento, corresponde a barro ou cerâmica ou pedra... inadvertidamente entrava no jogo da médium. Além, a médium afirmara que o amigo de Bobbie estava dedicado a um estudo específico, algo como uma indústria inovadora: construía (montava) coisas duras, de barro, cerâmica ou pedra. Entretanto, a empreita feita pelo amigo de Bobbie era a construão de uma cruz de concreto, a qual, certamente, seria montada sobre ferragens metálicas. Ou seja, a médium não acertou nadica de nada.]
    .
    O crítico diz que certamente a cruz de concreto seria montada sobre ferragens metálicas. Este site ensina como fazer uma cruz de concreto, e nada fala sobre ferragens metálicas, bastando jogar o concreto em um molde: http://www.ehow.com.br/cruz-concreto-como_365236/ .
    .

    Encha sua banheira até a metade com cimento seco. Despeje um pouco de água de cada vez e misture-a com o cimento usando uma enxada. Adicione água quente apenas o suficiente para fazer uma pasta com consistência similar a de um mingau de aveia grosso ou massa de biscoito.

    2
    Pulverize o interior do molde da cruz com spray de cozinha. Passe papel toalha para distribuir uniformemente o óleo, ao mesmo tempo em que absorve o excesso. O interior do molde deve ser parecer estar brilhante e gorduroso, mas não deve haver excessos.

    3
    Despeje o concreto no molde. Bata de leve no concreto com um pedaço de madeira e raspe o excesso de concreto usando a borda lisa da madeira.

    4
    Deixe o concreto endurecer por cerca de metade do tempo recomendado. Use os palitos de picolé para desenhar na superfície do concreto. A decoração pode ser com nós Celta, uma forma geométrica, nomes ou até mesmo um verso de poesia. Personalize a cruz da forma que achar adequado.

    5
    Deixe a cruz endurecer completamente. Coloque o molde sobre uma superfície acolchoada, como grama ou um carpete antigo, e puxe as bordas do molde. A cruz irá se soltar.

    .
    Mais uma crítica ruim.

  135. Vladimir Diz:

    Gorducho disse: Só por curiosidade: o Sr. é judeu? Mencionou que fora católico antes de converter-se ao chiquismo…
    .
    COMENTÁRIO: Sim e não rs.
    Minha familia descende de judeus sefarditas convertidos ao Catolicismo, de modo que fui criado como Católico;
    somente depois de adulto é que passei a estudar Mitologia, Religião Comparada e Ocultismo que encontrei a Cabalá Judaica (não a da Madonna, a cantora, não a Santa rs)
    e passei a me interessar mais pelo Judaismo, mas sem nunca me converter oficialmente.
    .
    Gorducho disse: Legítimo tema de pesquisa no âmbito da medicina. O que não é legítimo são as precipitadas extrapolações decorrentes dos delírios religiosos dos Crentes.
    Religião e ciência são absolutamente incompatíveis, e a tentativa de mistura as coisas sempre leva a resultados desastrosos.
    .
    COMENTÁRIO: Concordo inteiramente (seria efeito da bandeira branca??? rs)
    .
    Gorducho disse: A alma inicialmente é como um vetor com n componentes (como um som com os harmônicos). A cada reencarnação é refinada eliminando os componentes mais “impuros” – digamos os harmônicos superiores. E no dia do Juízo Final, cada corpo ressuscitará encarnado pelo respectivo componente da alma que foi eliminado quando da encarnação da alma total naquele corpo.
    É isso?
    .
    COMENTÁRIO: O causo todo é o seguinte, a Alma vem do Eterno (D’us) afim de cumprir uma missão.
    Se ela cumprir uma missão em uma única vida (algo que eu saiba nunca existiu) ela não necessita mais reencarnar, porém
    se a missão estiver incompleta ela vai reencarnando até que seja concluida.
    Concluída a missão ela pode ir para o Guehinom que é uma espécie de Purgatório ou Umbral afim de purificar-se ou se ela for uma pessoa justa
    vai para o Gan Eden que é uma espécie de Paraiso.
    Entretanto o Judaismo não ve a Alma como um todo indivisível ela pode sim em alguns casos dividir-se e reencarnar em várias pessoas pois são
    partículas da Luz do Eterno que é D’us.
    Diz o Talmud que todos os humanos são parte da “Alma” de Adam Kadmon que seria o Adão que conhecemos.
    Por isso ele é o pai de todos nós (na visão Judaica).
    E é evidente que nessas idas e vindas todas as almas estão aguardando o retorno do Mashiach e o Dia do Julgamento para desfrutar do “Mundo Vindouro” Olam Habá.

  136. Marciano Diz:

    Estudar essas coisas como elas realmente são, mitologia, é legal, mas levar a sério é outra coisa.
    Lembrem-se de que a mitologia romana, a grega, a egípcia, a nórdica, todas muito divertidas, já foram levadas a sério.
    O universo real não está nem aí para o que um ser que surgiu na história recente de um planeta anômalo está fabulando.
    É natural pensar que o Homo sapiens sapiens seja o rei da cocada preta, mas é ledo engano.

  137. Gorducho Diz:

    Baseei a pergunta naturalmente na sua assertiva, Dr., associando-a com a explicação seguinte contida na secção Q&A do Sítio
    http://www.chabad.org.br/interativo/faq/Gilgul.html
    Mas então o modelo cosmológico é outro. As almas de vocês podem estar simultaneamente encarnadas em vários vasos, pelo que depreendo…
    &nbsp
    Com a morte, a alma e o corpo, que formavam uma entidade, se separam. O corpo é enterrado e volta a matéria, perdendo toda sua conexão com a vitalidade. Já a alma é eterna, e se transfere deste mundo para o próximo, um mundo totalmente espiritual. Essa transferência se dá por etapas. Há vários estágios nos quais a alma se desliga gradativamente deste mundo. A Chassidut explica que a alma matriz é composta por várias partes. Cada vez que a alma passa por um “período de vida” num corpo, certas frações dela são aperfeiçoadas e elevadas. No momento da ressurreição dos mortos, cada corpo virá com a parte da alma que foi trabalhada durante a “estadia” nesse corpo.

  138. Vitor Diz:

    aaa) “se isso for esclerose chegando fico muito feliz. Citou o ECAE mas se referia a comentário que postou aqui no Obras, noutro tópico, meses atrás, e esperava que dele eu recordasse. Santa esclerose! Espero que a sua também seja tão produtiva quanto a minha…”
    .
    Eu esperava que vc recordasse sim. É tão difícil assim vc recordar que já discutiu aqui no Obras em setembro de 2014 esse mesmo artigo lixo que você postou no ECAE???? Sua memória se apaga em menos de 5 meses? É isso que vc está me dizendo?
    .
    bbb) “Sua execração a respeito do artigo de Borgo, basicamente se cingiu em defender a lisura e efetividade dos testes ganzfeld, como se estes fossem o todo dos experimentos psi. As críticas de Alexander Borgo falam da paranormalidade em termos amplos, você a reduziu ao ganzfeld.”
    .
    Mas isso já mostra a porcaria que o artigo desse Borgo é! Ele não pode generalizar do jeito que ele fez! Isso é passar uma imagem completamente falsa do campo! E não a reduzi ao ganzfeld, citei os estudos de precognição, poderia citar os estudos de reencarnação, de mediunidade, entre outros.
    .
    ccc) Há. [COMENTÁRIO atual: discutível]
    .
    Não há o que discutir. Há experimentos de diversos tipos: ganzfeld, precognição, mediúnicos.
    .
    ddd) “São repetíveis até por céticos. [COMENTÁRIO atual: discutível. Os resultados dificilmente se confirmam nos mesmos moldes dos de outros.]”
    .
    Não é preciso que se repita milimetricamente “nos mesmos moldes” para se considerar uma replicação bem sucedida. Especialmente quando lidamos com seres humanos, que não são iguais uns aos outros, nem possuem o mesmo histórico de vida, reagindo de forma diferente a situações idênticas. Uma pessoa conduzindo um trem ao ver alguém amarrado aos trilhos pode desacelerar, seguir na mesma velocidade ou… acelerar. O que a Ciência pode dizer é algo como “90% das pessoas desacelerarão o trem”… não se espera reprodutibilidade 100%. Porque o ser humano não é uma máquina sem vida que basta trocar as peças. Nenhum estudo que use EEG ou fMRI, por exemplo, você vai encontrar o efeito predito toda vez.
    .
    eee) “Não da parte dos pesquisadores, nem nos casos do tipo reencarnação, nem em ganzfeld, nem nos estudos de precognição. [COMENTÁRIO atual: discutível. O autor não se cinge ao ganzfeld. Nos estudos de precognição a fraude, em vários casos, é presumível]”
    .
    É presumível onde? Nos estudos de Bem? Nos estudos com Malcolm Bessent? Nos estudos de sonhos precognitivos realizados em Maimonides e em outros laboratórios? Em NENHUm desses estudos a fraude é presumível. Essa rejeição por atacado, tanto do Borgo quanto a sua é simplesmente ridícula, irresponsável e nojenta. NÃO DÁ PARA GENERALIZAR. PONTO. Aliás, se fosse para generalizar, seria pela excelência metodológica, não o contrário…
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    fff) “O delineamento experimental de ganzfeld foi feito em conjunto com os céticos, que, inclusive, reproduziram os experimentos. Experimentos em micro-pk também foram feitos por céticos com resultados positivos.
    [COMENTÁRIO atual: o autor não se refere especificamente ao ganzfeld]”
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    Ele faz uma rejeição do campo todo, então ganzfeld está necessariamente incluso. Ele diz: “E o panorama desalentador SE COMPLETA mencionando os delineamentos experimentais defeituosos, as análises estatísticas errôneas e outras falhas do gênero.” Se completa, é porque ele não deixou nada de fora. É ridículo e nojento o que ele faz.
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    ggg) Invenção da cabeça dele. Nem seria possível isso nos testes ganzfeld devido ao reduzido número de pesquisadores. [COMENTÁRIO atual: discutível]
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    Até Susan Blackmore descartou o efeito gaveta em:
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    Blackmore, S. (1980). The extent of selective reporting in ESP ganzfeld studies. European Journal of Parapsychology, 3, 213–219.
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    hhh) “E muita coisa foi feita. [COMENTÁRIO atual: discutível, depois de 100 anos, ainda sequer se sabe o que é psi...]”
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    Psi é um fenômeno de natureza psicológica voltado ao ganho de informação sem o uso dos sentidos conhecidos.
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    iii) “Vaga é essa crítica. [COMENTÁRIO atual: as definição em psi são realmente vagas, e não poderiam deixar de ser, como definir adequadamente o que não se sabe o que seja, nem se existe?]”
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    Já se sabe o bastante para sustentar a definição dada acima, e já há experimentos suficientes que dão sólida evidência de sua existência.
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    jjj) “Mais invenção ou pura ignorância. Já citei várias teorias, o modelo PMRI, o modelo de redução de ruído em ganzfeld, etc. [COMENTÁRIO atual: erro seu, psi não possui teoria consolidada, testável e produtora de previsões.]”
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    O modelo de redução de ruído em ganzfeld está bastante consolidado, é testável e gerou previsões, inclusive sobre o perfil de participante que geraria os mais altos índices nos testes ganzfeld.
    .
    kkk) Era bom adicionar alguma cultura nos críticos… [COMENTÁRIO atual: discutível]
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    Mais uma coisa que, como PROVADO, não cabe discussão :-)
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    lll) “em seguida, o Marciano o supriu com outro material:”
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    Mas nem pra reciclar esse lixo dá! :-)
    .
    mmm) “naquela discussão, fiz a avaliação de um dos quesitos de sua crítica ao texto de Borgo:”
    .
    Mais uma avaliação ruim.
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    nnn) “isso significa que se pode fazer boa estatística com material espúrio…”
    .
    Provou que era espúrio?
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    ooo) “mas será que os sucessos são realmente sucessos clarividentes? Consideremos um caso típico: a imagem-alvo é uma construção, o vidente diz ter visto algo “quadrático”: o avaliador nota que existe um grande portão quadrado na entrada da residência, e que na residência em si destacam-se vários apontamentos quadráticos (janelas, portas, chaminé…) então qualifica a visão de bem sucedida. No final das aferições a estatística dirá que o índice de acertos ficou acima do esperado pela média…”
    .
    Sim. É uma forma válida, legítima, de se atestar a realidade paranormal, aceita por qualquer pessoa com a mínima formação científica.
    .
    ppp) “COMENTÁRIO: não cheguei a ler o irado comentário do Julio. Pena que ele apenas extravasou seu repúdio sem opinar a respeito do que o levou a tamanha indignação. Será que não encontrou palavras para mostrar as fraquezas do texto?”
    .
    Pergunte para ele. Pare de supor e busque se informar.
    .
    qqq) “Além disso, a “inbela” apreciação que fez apenas considerou o artigo isoladamente, quando minha postagem final apresentava um bloco de ponderações ilustrativas, da qual a reflexão de Borgo era parte. Fico feliz em perceber que ele aceitou a validade da maior parcela do que leu, apenas rejeitando esse escrito…”
    .
    Se não for ironia, é mais um exemplo de salto lógico, de conclusões apressadas… ele ia comentar, mas disse ainda se dirigindo a vc: “como você já “meteu o pé” (pegou a estrada), não haverá proveito em meus comentários”. Viu como há outras explicações as quais você NUNCA pensa? Viu como vc tece raciocínios que chegam a conclusões totalmente equivocadas?
    .
    rrr) agora está mais ou menos esclarecido. Sugiro que da próxima vez seja mais claro, afinal não estou dentro de sua memória…”
    .
    É… 5 meses provocam um efeito devastador em sua memória :-)
    .
    sss) “De mais a mais seu comentário anterior nem mostrou o artigo,”
    .
    Mas eu citei o nome do autor!!!! Você DEVERIA ter reconhecido, até porque vc discutiu o artigo há menos de 5 meses!
    .
    ttt) “Nesta oportunidade, como pode constatar, conserto seu deslize…”
    .
    Ó Céus… dai-me paciência!!!
    .
    uuu) “não disse que não preciso comentar, disse que o farei, como estou fazendo, quando achar um tempinho. O que estou lhe explicando é o que deveria lhe ser óbvio, a intenção de Tymn é meramente apologética.”
    .
    Mas não me interessa a intenção dele. Não vou julgar o artigo pelas intenções do autor. Vou julgar o artigo pelo seu mérito próprio, pelo seu conteúdo, pelas informações que ele oferece, se são verdadeiras ou não.
    .
    vvv) “como você deve entender muito pouco de teologia não percebe a incongruência de um clérico presbiteriano advogar a comunicação com mortos.”
    .
    Percebo a contradição. Mas o artigo não quer e não precisa discutir isso. O artigo só quer passar informações fidedignas sobre aqueles experimentos e seus pesquisadores. Isso aí é outra questão que absolutamente não vem ao caso.Seria encher linguiça.
    .
    xxx) “e porque minha apreciação seria impertinente?”
    .
    Porque isso é sair do foco da discussão, que seria o artigo.
    .
    yyy)” Julgo muito importante esclarecer ao leitor desinformado.”
    .
    Gauld já fez isso muito melhor que vc. Se quisesse esclarecer, copiasse o trecho de Gauld.
    .
    zzz) “Onde foi que falei que, nesse ponto, estava criticando a fala de Tymn? E olha que estou esclerosado, imagina se outros também estivessem?”
    .
    Respondendo á sua primeira pergunta, na parte: “O artigo de Tymn até dispensaria comentários, [...] Só uma coisinha para deixar um início de conversa, [...]
    Só mais umazinha, para terminar esse bloco”
    .
    Então pelo próprio andar da carruagem do seu discurso, vc disse que ia comentar o artigo de Tymn, mas o que vc faz é criticar coisas tangentes e absolutamente secundárias ao artigo. Parece que você não tem o que atacar e fica procurando qualquer fio de ligação com outras questões que fogem do foco da discussão.

  139. Marciano Diz:

    Gorducho transcreve trecho extraído do site chabad.org:
    .
    ” No momento da ressurreição dos mortos, cada corpo virá com a parte da alma que foi trabalhada durante a “estadia” nesse corpo”.
    .
    No tempo em que eu estudava português, “estadia” era de navio no porto. Com relação ao tempo durante o qual se estava em algum lugar, era “estada”.
    .
    Imagino que o “estadia” esteja entre aspas porque indica relação de semelhança, porém, mesmo assim, teria de ser “estada”.
    O pessoal do chabad pode entender de lana caprina, mas de gramática da nossa língua, estão mal.
    .
    Post Scriptum: lana caprina é lã de cabra em português. Quando si vuol criticare qualcuno che sottilizza, arzigogola su argomenti futilissimi, si dice che perde tempo intorno a questioni di lana caprina.

  140. Marciano Diz:

    Per chi non hà capito:
    Arzigogolare = Perdersi in supposizioni, discorsi inutili.
    Sottilizare = Ragionare con eccessiva meticolosità, cavillare.

  141. Marciano Diz:

    Aos demais críticos do blog:
    “O pessoal … estão mal” está correto, porque a concordância foi feita pelo sentido, não por aproximação.

  142. Marciano Diz:

    Quando o sujeito da oração tem por núcleo um coletivo, o verbo pode ser usado no singular ou no plural.
    Advérbios não se flexionam.

  143. Marciano Diz:

    Se estou sendo chato, em parte é por causa do Sebebe, que não me ofendeu, mas me ensinou a ser mais cauteloso.
    Costumo usar ênclise com pronomes átonos, mas também está correta a colocação proclítica, nesse caso, pois o pronome não inicia uma oração.

  144. Marciano Diz:

    Gorducho, se aquele projeto for adiante, do que duvido muito, eu tenho como disponibilizar uma enciclopédia em formato de texto.
    Vai dar um pouco de trabalho, mas eu consigo.

  145. MONTALVÃO Diz:

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    “ESTOU CEGO?! CADÊ OSBORNE DITANDO OS EXPERIMENTOS? ONDE THOMAS PERDEU O CONTROLE DO EXPERIMENTO?! ONDE, MEU ZEUS?!”
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    TYMN: “O objetivo principal desses esforços foi dito [por meu pai] ser uma demonstração de que os espíritos eram capazes de fazer algo que a telepatia dos vivos não podia explicar, uma demonstração calculada para esclarecer a evidência já existente quanto à autoria da comunicação”, escreveu Thomas em 1922.
    .
    COMENTÁRIO: Drayton Thomas, ao contrário do que dizem seus admiradores, estava sempre à mercê do que os espíritos, por meio de Osborne, naturalmente, lhe ditavam.
    /
    /
    TYMN: “O Thomas sênior, que morreu em 1903, disse ao seu filho que os testes foram planejados por outros em uma esfera mais avançada do que a sua e a ideia fora passada para ele.”
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    COMENTÁRIO: se pai morto disse ao filho vivo que em “esfera avançada” o planejamento fora feito, por que o sem-crítica Tymn iria questionar? Quem questiona espíritos sabidamente faz xixi na cama, acha que Tymn iria arriscar?
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    TYMN: Ele menciona que os testes eram secundários a outros assuntos que ele e o seu pai discutiam e que o seu pai continuamente fornecia outras evidências de sua própria identidade.
    .
    COMENTÁRIO: Oh, mas é claro, isso mostra que Drayton Thomas era mesmo um investigador prudente: não aceitava qualquer coisa que Osborne se lhe dizia: conjugava o dito pela mulher com o proferido pelo pai, por meio da boca da mulher…
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    /
    TYMN: Drayton Thomas colocava um caderno em uma mesa com uma lâmpada acesa. Leonard se sentava a vários pés de distância dele e entrava em transe após dois ou três minutos de silêncio. De repente, com uma voz clara e distinta, Feda, o espírito-controle de Leonard, ASSUME O CORPO DE LEONARD E COMEÇA A USAR O SEU MECANISMO DE VOZ, enquanto veicula mensagens do sênior Thomas e outros no mundo espiritual. NÃO HAVIA NENHUMA SEMELHANÇA ENTRE A VOZ DE LEONARD E A DE FEDA, que falava como uma jovem garota. Além disso, Feda falava com sotaque e tinha lapsos frequentes de gramática.
    .
    COMENTÁRIO: não sei por que ainda há quem “não acredito”: quer prova maior que essa? O espírito pegava a garganta de Gladys e a usava! Isso além de instrutivo é altamente científico: um espírito desgarrado assume as rédeas da potranca e a domina por inteiro, até fala por ela! E para quem ainda cultive resquício de dúvida, o morto falava com erros de gramática! Ó meus sais: eu acredito! … acredito inacreditável que tenha quem nisso acredite…
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    /
    TYMN: Ocasionalmente, após Leonard ter entrado em transe, Thomas ouvia sussurros os quais pegava fragmentos, tais como, ‘Sim, Sr. John, Feda vai dizer a ele … Sim, tudo bem …’ Feda muitas vezes referia a si mesma na terceira pessoa, por exemplo, ‘Feda diz que está tendo dificuldade para entender o Sr. John.’
    .
    COMENTÁRIO: pronto, faltasse algo não falta mais: gentem vocês não vão acreditar, Feda falava em terceira pessoa consigo mesma! Nem Jesus nos seus melhores dias o conseguia! Quem bom que Michael Tymn trouxe esse tesouro de revelações e esclarecimentos para nós que só sabemos que espíritos não comunicam e mais nada…
    /
    /
    TYMN: A ideia por trás dos testes de livros era comunicar informações recolhidas pelo pai de um livro na extensa biblioteca do filho.
    .
    COMENTÁRIO: o que prova que Thomas estava sempre no comando: a articulação era entre ele e o pai, Osborne entrava como corpo de aluguel, isso qualquer um faz, quero ver ser espírito e se apossar do corpo de vivo e usá-lo para fins que só espíritos podem conceber. Fico furioso quando alguém se atreve a criticar um artigo desses, tão bem alinhavado e probante…
    /
    /
    TYMN: O pai explicou ao filho, por meio de Feda, que ele era capaz de obter o ‘espírito apropriado da passagem’ muito mais fácil do que as palavras reais.
    .
    COMENTÁRIO: claríssimo o controle de Drayton Thomas sobre todos os passos do processo: ele sabia muito bem que quem falava com a garganta de Feda era seu genitor: qual filho que não conhece o pai quando este usa cordas vocais femininas e “capita” o sentido das coisas? Isso não tem preço…
    /
    /
    TYMN: Percebendo, porém, que seu subconsciente pode ter gravado de alguma forma as informações detalhadas do livro, quando ele o leu anos antes, bem como a localização exata do livro em sua biblioteca, Thomas decidiu experimentar com livros na casa de um amigo. Ele informou ao pai do plano para que o pai soubesse onde procurar. Em um dos testes lá, Feda disse Thomas que, na página 2 do segundo livro da direita em uma prateleira particular, ele iria encontrar uma referência ao mar ou oceano.
    .
    COMENTÁRIO: bastidores, bastidores… Tymn dá a entender que Drayton Thomas assim falou para seu papi defunto: “Dad, sei que é você, mas pode ser que seja meu subconsciente: não fique zangado se eu propuser um teste complementar, você fica?”. O pai, sempre solícito responde: “não, querido filho obediente e consciente, deixe que Osborne cuide de tudo e qualquer prova lhe será dada, daqui a duas semanas, ou quando ela disser que está pronta, começaremos a nova prova”… e foi tiro e queda: quando Leonard declarou-se pronta a coisa aconteceu como só acontece quando verdadeiros espíritos comunicam…
    .
    Porém, teve um espírito-pig que interferiu no processo e disse: “Drayton Thomas, por que você não aplica um teste “in loco” ao espírito presente, objetivando confirmar se ele está presente?”. Thomas refletiu por um átimo de instante e bradou: “MAS NÃO! Você pensa que a mediunidade funciona assim? Tás hexagonalmente equivocado, temos que ficar ao sabor do saber de Feda e de Osborne, são elas que sabem das coisas.”
    .
    (A cortina fecha, enquanto a platéia morre de rir).
    /
    /
    TYMN: Em ainda outro teste em sua casa, Feda disse a Drayton Thomas para ir a um livro em um determinado ponto em um prateleira, onde ele encontraria palavras que se pareciam como ‘A-sh-ill-ee’ na capa. Feda explicou que ela estava dando o som, não a grafia correta. Quando Thomas chegou a sua casa, ele foi para o ponto exato indicado por Feda e encontrou um livro de autoria da Sra. Ashley Carus-Wilson.
    .
    COMENTÁRIO: quem procura sempre acha, o velho Thomas exaustivamente ensinou ao filho…
    /
    /
    TYMN: Quando Thomas perguntou ao pai como ele foi capaz de obter as informações de jornais ainda não datilografados, o pai respondeu que ele próprio não entendia muito bem. Ele se referiu a isso como uma espécie de ‘prenúncio etérico’.
    .
    COMENTÁRIO: é típico dos espíritos fazerem as coisas sem saberem o que estão fazendo… ainda bem que eles mesmos estão para esclarecer…
    /
    /
    TYMN: Ainda assim, no entanto, os ‘Saduceus’ riem, zombam e ridicularizam.
    .
    COMENTÁRIO: seria cômico não fosse trágico…
    .

    Resumindo: quer saber de uma coisa, Michael Tymn? Fala sério, pô! Cadê os contratestes que confirmassem as peripécias dos espíritos? Cadê testes em que Osborne atuasse como agente passivo, estando o controle sob inteiro domínio de Thomas? Cadê a descrição detalhada do que acontecia nos bastidores dos eventos? Cadê Osborne testada por céticos (céticos de verdade, não os amigos do reverendo), o quanto suficiente para conclusão segura? Cadê Osborne proferindo afirmações firmes, em vez de insinuações e tergiversações?
    .
    Quer brincar? Então vamos jogar videogame, é mais produtivo…
    .
    Moi, o que às vezes nem acredita…

  146. Gorducho Diz:

    Essa é d++: a Feda falava c/sotaque! Sotaque Indiano?
    E depois querem fazer crer que espíritos só comunicam emoções. Médium que é médium capta tudo, até se o espírito sofre dos pulmões ou das cordas vocais.
    Comecei a acreditar nessa médium.
    Bem que o Sr. Administrador avisa sempre que é verdade!

  147. Gorducho Diz:

    Alma vem do Eterno (D’us) afim de cumprir uma missão.
    Se ela cumprir uma missão em uma única vida (algo que eu saiba nunca existiu) ela não necessita mais reencarnar, porém se a missão estiver incompleta ela vai reencarnando até que seja concluída.

     
    Isso está me cheirando a chiquismo… Lembra daquele Exú chiquista que o Sr. consultou, Dr.?
    Poderia citar uma fonte judaica – claro que em inglês, hebraico eu só psicografo inconscientemente – sem contaminações brasileiras?

  148. Gorducho Diz:

    (A cortina fecha, enquanto a platéia morre de rir).
     
    Comparado com o nível da TV brasileira e dado que o Chavo infelizmente terminou, é muita mais cômico mesmo
    :lol:

  149. Vitor Diz:

    Montalvão,
    Eram ESSAS as críticas que você tinha a apresentar ao artigo do Tymn? Eu SABIA que eu não ia perder nada :-)
    .
    1) TYMN: “O objetivo principal desses esforços foi dito [por meu pai] ser uma demonstração de que os espíritos eram capazes de fazer algo que a telepatia dos vivos não podia explicar, uma demonstração calculada para esclarecer a evidência já existente quanto à autoria da comunicação”, escreveu Thomas em 1922.
    .
    COMENTÁRIO: Drayton Thomas, ao contrário do que dizem seus admiradores, estava sempre à mercê do que os espíritos, por meio de Osborne, naturalmente, lhe ditavam.
    .
    VITOR: Que os espíritos tenham PROPOSTO um experimento não quer dizer que o CONTROLE do experimento tenha saído das mãos do investigador. Você sabe a diferença entre as duas coisas, OU NÃO SABE?! Thomas tomou todas as garantias possíveis para que não houvesse vazamento de informações, verificou a possibilidade de coincidência, trocava a posição dos livros de sua estante a todo instante, variou os experimentos (como mostrei em mensagem precedente, a qual você fugiu de comentar). ISSO É CONTROLE EXCLUSIVO DO EXPERIMENTADOR. Assim sua crítica cai por terra.
    .
    2) TYMN: “O Thomas sênior, que morreu em 1903, disse ao seu filho que os testes foram planejados por outros em uma esfera mais avançada do que a sua e a ideia fora passada para ele.”
    .
    COMENTÁRIO: se pai morto disse ao filho vivo que em “esfera avançada” o planejamento fora feito, por que o sem-crítica Tymn iria questionar? Quem questiona espíritos sabidamente faz xixi na cama, acha que Tymn iria arriscar?”
    .
    VITOR: Questionar iria adiantar alguma coisa? Como você colocaria tal afirmação de forma que fosse testável? E se não é testável, de que adianta qualquer questionamento?
    .
    3) TYMN: Ele menciona que os testes eram secundários a outros assuntos que ele e o seu pai discutiam e que o seu pai continuamente fornecia outras evidências de sua própria identidade.
    .
    COMENTÁRIO: Oh, mas é claro, isso mostra que Drayton Thomas era mesmo um investigador prudente: não aceitava qualquer coisa que Osborne se lhe dizia: conjugava o dito pela mulher com o proferido pelo pai, por meio da boca da mulher…
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    VITOR: Sim, na parte “o seu pai continuamente fornecia outras evidências de sua própria identidade” era exatamente o que era feito.
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    4) TYMN: Drayton Thomas colocava um caderno em uma mesa com uma lâmpada acesa. Leonard se sentava a vários pés de distância dele e entrava em transe após dois ou três minutos de silêncio. De repente, com uma voz clara e distinta, Feda, o espírito-controle de Leonard, ASSUME O CORPO DE LEONARD E COMEÇA A USAR O SEU MECANISMO DE VOZ, enquanto veicula mensagens do sênior Thomas e outros no mundo espiritual. NÃO HAVIA NENHUMA SEMELHANÇA ENTRE A VOZ DE LEONARD E A DE FEDA, que falava como uma jovem garota. Além disso, Feda falava com sotaque e tinha lapsos frequentes de gramática.
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    COMENTÁRIO: não sei por que ainda há quem “não acredito”: quer prova maior que essa?
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    VITOR: Ridícula sua atitude. Por acaso Thomas ou Tymn estão dizendo que essa é uma prova? Tymn está apenas descrevendo o que acontecia. Gauld faz a mesma coisa em “Mediunidade e Sobrevivência: “Feda falava com voz aguda, com ocasionais erros gramaticais e má compreensão do significado de algumas palavras, e por vezes um toque de infantilidade que, numa forma mais extrema, cativou muitos assistentes de meia-idade, por parte de comunicadores infantis.” Nenhum deles diz que isso é prova de nada. Veja como você DISTORCE o artigo. Isso é má fé do “crítico” [está mais para "encosto"].
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    5) TYMN: Ocasionalmente, após Leonard ter entrado em transe, Thomas ouvia sussurros os quais pegava fragmentos, tais como, ‘Sim, Sr. John, Feda vai dizer a ele … Sim, tudo bem …’ Feda muitas vezes referia a si mesma na terceira pessoa, por exemplo, ‘Feda diz que está tendo dificuldade para entender o Sr. John.’
    .
    COMENTÁRIO: pronto, faltasse algo não falta mais: gentem vocês não vão acreditar, Feda falava em terceira pessoa consigo mesma! Nem Jesus nos seus melhores dias o conseguia! Quem bom que Michael Tymn trouxe esse tesouro de revelações e esclarecimentos para nós que só sabemos que espíritos não comunicam e mais nada…
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    VITOR: E continua a má fé… é triste, viu, encosto?
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    6) TYMN: A ideia por trás dos testes de livros era comunicar informações recolhidas pelo pai de um livro na extensa biblioteca do filho.
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    COMENTÁRIO: o que prova que Thomas estava sempre no comando:a articulação era entre ele e o pai, Osborne entrava como corpo de aluguel, isso qualquer um faz, quero ver ser espírito e se apossar do corpo de vivo e usá-lo para fins que só espíritos podem conceber. Fico furioso quando alguém se atreve a criticar um artigo desses, tão bem alinhavado e probante…
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    VITOR: Thomas estava no comando. Ele continuamente trocava a posição dos livros na estante, mudava a própria estante, usava a de outras pessoas etc. Mas ele não estava SEMPRE no comando, pois às vezes deixava o comando com o Sr. Bird.
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    7) a articulação era entre ele e o pai, Osborne entrava como corpo de aluguel, isso qualquer um faz, quero ver ser espírito e se apossar do corpo de vivo e usá-lo para fins que só espíritos podem conceber. Fico furioso quando alguém se atreve a criticar um artigo desses, tão bem alinhavado e probante…
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    VITOR: Já eu fico furioso com a má fé dos críticos, com as distorções, as mentiras, a ignorância, a recusa em se informar melhor antes de criticar, as generalizações indevidas, e principalmente, com o tempo que perco respondendo a tantos disparates dos encostos.
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    8) TYMN: O pai explicou ao filho, por meio de Feda, que ele era capaz de obter o ‘espírito apropriado da passagem’ muito mais fácil do que as palavras reais.
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    COMENTÁRIO: claríssimo o controle de Drayton Thomas sobre todos os passos do processo: ele sabia muito bem que quem falava com a garganta de Feda era seu genitor: qual filho que não conhece o pai quando este usa cordas vocais femininas e “capita” o sentido das coisas? Isso não tem preço…
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    VITOR: Mais uma vez fica clara a confusão do crítico/encosto, que acha que CONTROLE DO PROCESSO e EXPLANAÇÃO DO MECANISMO são a mesma coisa…
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    9) TYMN: Percebendo, porém, que seu subconsciente pode ter gravado de alguma forma as informações detalhadas do livro, quando ele o leu anos antes, bem como a localização exata do livro em sua biblioteca, Thomas decidiu experimentar com livros na casa de um amigo. Ele informou ao pai do plano para que o pai soubesse onde procurar. Em um dos testes lá, Feda disse Thomas que, na página 2 do segundo livro da direita em uma prateleira particular, ele iria encontrar uma referência ao mar ou oceano.
    .
    COMENTÁRIO: bastidores, bastidores… Tymn dá a entender que Drayton Thomas assim falou para seu papi defunto: “Dad, sei que é você, mas pode ser que seja meu subconsciente: não fique zangado se eu propuser um teste complementar, você fica?”. O pai, sempre solícito responde: “não, querido filho obediente e consciente, deixe que Osborne cuide de tudo e qualquer prova lhe será dada, daqui a duas semanas, ou quando ela disser que está pronta, começaremos a nova prova”… “.
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    VITOR: Ao contrário do que o encosto diz, o espírito não solicitou tempo algum. Thomas júnior é que achou de bom tom que o pai tivesse tempo para localizar a estante do amigo e vasculhar os livros lá. Eu mesmo penso ser um pedido bem razoável, uma vez que as condições de controle contra o vazamento de informações se mantiveram.
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    10) “Porém, teve um espírito-pig que interferiu no processo e disse: “Drayton Thomas, por que você não aplica um teste “in loco” ao espírito presente, objetivando confirmar se ele está presente?”. Thomas refletiu por um átimo de instante e bradou: “MAS NÃO! Você pensa que a mediunidade funciona assim? Tás hexagonalmente equivocado, temos que ficar ao sabor do saber de Feda e de Osborne, são elas que sabem das coisas.”
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    VITOR: Testes “In-loco”? Thomas NUNCA deixou que Osborne adentrasse em sua casa! Se ele fizesse isso, isso sim daria margem ao vazamento de informações, até por meio de concluio com algum integrante da casa. Além disso, obrigando o espírito a ir até a casa de um amigo (que Osborne também NUNCA visitou), ele não só prova a presença do espírito, como prova que espíritos se locomovem…
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    11) (A cortina fecha, enquanto a platéia morre de rir).
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    VITOR: no caso o espetáculo – triste – foi do “crítico”. Lamentável…
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    12) TYMN: Em ainda outro teste em sua casa, Feda disse a Drayton Thomas para ir a um livro em um determinado ponto em um prateleira, onde ele encontraria palavras que se pareciam como ‘A-sh-ill-ee’ na capa. Feda explicou que ela estava dando o som, não a grafia correta. Quando Thomas chegou a sua casa, ele foi para o ponto exato indicado por Feda e encontrou um livro de autoria da Sra. Ashley Carus-Wilson.
    .
    COMENTÁRIO: quem procura sempre acha, o velho Thomas exaustivamente ensinou ao filho…
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    VITOR: nas suas tentativas de reproduzir o que Osborne fazia não achei nada… e as tentativas de achar os mesmos resultados por coincidência também não… mais uma crítica infundada…
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    13) TYMN: Quando Thomas perguntou ao pai como ele foi capaz de obter as informações de jornais ainda não datilografados, o pai respondeu que ele próprio não entendia muito bem. Ele se referiu a isso como uma espécie de ‘prenúncio etérico’.
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    COMENTÁRIO: é típico dos espíritos fazerem as coisas sem saberem o que estão fazendo… ainda bem que eles mesmos estão para esclarecer…
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    VITOR: É típico dos encostos quererem todas as respostas já prontas, mastigadinhas, sem esforço nenhum…
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    14) TYMN: Ainda assim, no entanto, os ‘Saduceus’ riem, zombam e ridicularizam.
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    COMENTÁRIO: seria cômico não fosse trágico…
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    VITOR: Uma autocrítica aos seus comentários? :-)
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    15) a) “Resumindo: quer saber de uma coisa, Michael Tymn? Fala sério, pô! Cadê os contratestes que confirmassem as peripécias dos espíritos?”
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    VITOR: Já respondido, mas novamente: Thomas alterava a posição dos livros a todo instante, trocava os livros em si, a própria estante, e até a casa…
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    15b) “Cadê testes em que Osborne atuasse como agente passivo, estando o controle sob inteiro domínio de Thomas?”
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    VITOR: Estão aí. Você que acha que “propor um experimento” e “controlar o experimento” são sinônimos. Só posso lamentar tamanha ignorância.
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    15 c) “Cadê a descrição detalhada do que acontecia nos bastidores dos eventos?”
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    VITOR: Está no livro, ué. Se o crítico não lê sequer o que critica, só posso lamentar tamanha MÁ FÉ.
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    Era 25 de junho, quando eu discuti o assunto com o meu amigo, George Frederick Bird, em sua casa. Seu escritório é no andar de cima, uma sala que eu não tinha visto e da qual eu nada sabia. Nós concordamos que ele selecionaria uma estante especial naquela sala e que a preencheria com os livros que ele próprio houvesse lido; pois nessa época eu considerava que os livros que tinham sido lidos eram mais fáceis para o meu comunicador operar. O Sr. Bird foi para o seu escritório, e ao voltar disse que tinha preparado tudo para o teste. Ele desenhou um esboço do aposento, indicando a estante selecionada, e escreveu a seguinte descrição para facilitar a tentativa de informar meu pai sobre a sua localização antes da minha próxima visita à Sra. Leonard. O escritório de Fred Bird está imediatamente em frente à parte de cima do primeiro lance de escadas em sua casa. A estante maior fica do lado direito quando a porta é aberta. A quarta estante a partir do fundo — não incluindo as duas prateleiras no armário embaixo. A seção do lado direito da quarta estante’.
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    Seis dias mais tarde eu tentei dar ao meu pai o paradeiro desta estante, e repeti a tentativa à noite e de manhã ao longo de quatro dias antes da sessão de 5 de julho. Nem uma única vez durante essa, ou nas sessões seguintes, eu disse qualquer coisa sobre a localização dos livros do teste além da seguinte pergunta: ‘Será que o meu pai recebeu a mensagem que eu tentei lhe dar sobre a posição de uma estante de livros que escolhemos para o teste de livros na casa de Fred Bird?’ A resposta foi: ‘Ele achou que sim; ele chegou perto o suficiente’, e então
    imediatamente várias declarações foram feitas, das quais as seguintes são exemplos, nossas verificações posteriores sendo anexadas a cada uma.
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    VITOR: Precisa de mais alguma coisa? Achou a descrição insuficiente? Tem mais:
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    As férias vieram, e não foi até os dias 8 e 18 de outubro que eu tive as duas sessões seguintes que completaram o experimento. Enquanto isso, eu não entrei no escritório de Bird, e ele cuidou para que a estante do experimento permanecesse intocada. Foi só após toda a lista de itens do teste ser recebida, datilografada, e entregue ao Sr. Bird, que eu o acompanhei até o seu escritório, onde juntos, comparamos as notas com os livros e o aposento. A seguir estão os resultados mais marcantes.
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    15d) “Cadê Osborne testada por céticos (céticos de verdade, não os amigos do reverendo), o quanto suficiente para conclusão segura?”
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    VITOR: Ah, tipo assim, se ela fosse testada por Stanley Krippner que solicitasse o auxílio de James Randi, vc não aceitaria por eles serem amigos? É isso?
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    15e) “Cadê Osborne proferindo afirmações firmes, em vez de insinuações e tergiversações?”
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    VITOR: Você quer dizer afirmações mais firmes do que dizer a localização exata do livro, o número exato da página, em que parte exata da página o trecho respectivo seria encontrado? Trecho esse que não é encontrado em outros livros da estante, o que por si só elimina coincidência e validação subjetiva, e todas as tentativas que buscaram por tais trechos por meios normais resultaram em fracasso?
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    15f) Quer brincar? Então vamos jogar videogame, é mais produtivo…
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    VITOR: Em vez de ler o material que critica, você joga videogame. Está explicado :-)

  150. Marciano Diz:

    RECADO URGENTE PARA MONTALVÃO!
    Você que costuma usar o tradutor do google, cuidado!
    Experimentei, só para ver como ficaria, traduzir a seguinte frase, no google:
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    Si gloriam famamque optavissem, laboravissem.
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    Ele retornou:
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    Se o meu desejo a nossa glória e reputação, muito.
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    Se não acredita, experimente você mesmo.
    Só que o significado é:
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    Se eu tivesse querido glória e fama, teria trabalhado.
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    O google não sabe nada de sintaxe e “pensa” que traduzir é trocar uma palavra num idioma por outra, em outro idioma.
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    Quer um conselho?
    Você já sabe um pouquinho de inglês. Estude, aproveite seu tempo vago, e dentro de uns dois ou três anos você vai rir muito do tradutor do google.

  151. Marciano Diz:

    Outros tradutores online são a mesma porcaria.
    Traduttore online, traditore online.

  152. MONTALVÃO Diz:

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    aa) “citei algumas exaltações, ao longo dos comentários que vierem falarei de outras e mais erronias.”
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    VITOR: Onde vc citou exaltações? Não vi uma sequer.
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    COMENTÁRIO: Se não viu, basta ficar ciente de que o texto inteiro é só exaltação. Comecei a comentar e enviei, mas, infelizmente, por mais boa vontade que se possa ter, não há muito a falar do material.
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    bb) “pois eu quero provar a você que está pentagonosfericamente equivocado.”
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    Não está conseguindo.
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    COMENTÁRIO: ao menos tentei… se o paciente é recalcitrante ao tratamento a culpa não é do médico…
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    cc) “Os testes do passado se adequam bem às suas miúdas expectativas, por isso se apega a eles como náufrago se agarra a uma titica no afã de salvar-se. Nem vou reprisar a questão várias vezes apresentada, a qual faz questão de fingir que não é pertinente, qual seja a ausência de repetição dos testes passados, com nova configuração técnica (dispensada a frouxidão investigativa de Drayton Thomas). Esse fato está por demais claro para que o possa esconder no seu tapete de ocultações.”
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    VITOR: Onde está a frouxidão investigativa de Thomas? Será que você consegue apontar? Até agora sua demonstração nesse ponto foi ZERO. E, mais do que apontar, consegue replicar o que Osborne fazia? Você já tentou e fracassou…
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    COMENTÁRIO: vou selecionar trechos comprovativos, enquanto isso pode, se quiser e puder, apontar exemplos da força investigativa desse senhor que dependia da orientação dos “espíritos” para conduzir suas experiências (esta uma das mostras de sua fraqueza perquiritiva).
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    dd) “Os experimentos de Thomas não foram replicados em quantidade e qualidade suficientes para corroborá-los.”
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    VITOR: Sua opinião, baseada em um completo desconhecimento da quantidade de pesquisadores e da quantidade de testes realizados. E é uma opinião completamente falha. Além de Barrett e Thomas, houve extensa replicação por Pamela Gleenconner, publicada no livro “THE EARTHEN VESSEL”, e mais outra série extensa pela Srta. Radcliffe Hall e por (Una) Lady Troubridge. Osborne se saiu muitíssimo bem em TODAS as séries. Além disso, Braude cita várias tentativas de replicar o que Osborne fazia por meios normais, TODAS fracassadas, inclusive (mas não só) por Theodore Besterman (que viu fraude em Mirabelli). E houve uma extensa revisão de quase todos esses trabalhos pela Sra. Sidgwick, com parecer positivo em relação ao seu caráter paranormal. Assim, meu caro, tem uma PORRADA de experimentos, replicações e revisões CORROBORANDO as conclusões de Thomas.
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    COMENTÁRIO: bem, se for como desconfio, se as porradas das citadas repetiram as fraquezas de Thomas nada de novo terá havido no front, mas se realizaram experimentos seguros e tudo deu certo essa, então, quero ver…
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    Para ficar com bom exemplo das fraquezas de Drayton Thomas, considere a generosidade com que avaliava os resultados dos experimentos que conduzia. Generosidade que eu havia identificado, quando examinei o caso de Bobbie Newlove. Depois, descobri que outros já a haviam percebido, qual foi o caso do parapsicólogo Robert amadou e da Sra. Sidgwick. Aliás, falando nesta, é interessante conhecer pedaços da análise que realizou em registros de leitura mediúnica de livros. Seria até desnecessário, porque você conhece bem o material, e quem bem conheça essa avaliação, no mínimo, conclui que esses experimentos são inconclusivos; porém, como sua generosidade avaliativa ombreia com a de Thomas nada é de surpreender. Relembro, pois.
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    SIDGWICK: “Percebe-se pela descrição geral que eu forneci de um teste de livro típico que o plano de referir o assistente para uma certa página para uma “mensagem” FORNECE UMA GRANDE OPORTUNIDADE PARA VALIDAÇÃO SUBJETIVA.
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    E de fato EM ALGUNS CASOS NENHUMA INDICAÇÃO DE QUALQUER TIPO É FORNECIDA DA NATUREZA DA MENSAGEM, E EM ALGUNS CASOS A DESCRIÇÃO É MUITO SUPERFICIAL.
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    RARAMENTE ACONTECE DE O ASSISTENTE DIZER ANTES PELA DESCRIÇÃO DE FEDA EXATAMENTE O QUE ELE ESPERA ENCONTRAR. A coisa toda é frequentemente apresentada a ele como um enigma, como se o comunicador dissesse: “Veja se você consegue adivinhar o que eu quero dizer quando eu digo que há uma mensagem para você em tal e tal página”. Seria um erro, entretanto, supor que quase em qualquer página de qualquer livro algo que possa passar como uma mensagem seja encontrado; e há claro ainda menos chances de quando as indicações, mesmo vagas, da natureza da mensagem são dadas, a mensagem quando encontrada se adequará a elas. A DIFICULDADE ESTÁ EM DECIDIR O QUE PODE SER LEGITIMAMENTE ESPERADO EM TERMOS DE COINCIDÊNCIAS ACIDENTAIS; E ESTA DIFICULDADE ESTÁ PRESENTE EM MUITOS DOS CASOS A SEREM CONSIDERADOS.
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    Isso é obviamente uma questão sobre quais pessoas são prováveis de formar julgamentos diferentes em alguma extensão, e que tipo de vieses podem entrar em cena. [...]
    Antes de prosseguir com ele é melhor eu dizer que eu NÃO TIVE PARTICIPAÇÃO ALGUMA EM VERIFICAR OS TESTES, tendo simplesmente aceitado os registros como eles me foram entregues, tanto a respeito do que foi dito nas sessões quando em sua subsequente verificação. Essa verificação foi, tanto quanto eu posso julgar, muito cuidadosamente realizada em cada momento que eu fiz uso. Aqui e ali eu fiz perguntas para deixar certos pontos claros, mas isso é tudo. Ao citar os registros das observações de Feda, para deixar a leitura mais fácil, eu alterei o seu linguajar infantil — omitindo o ceceio do l pelo r e alguns de seus erros de pronúncia. Eu também ocasionalmente troquei pontos finais por vírgulas ao citar os registros, mas nunca de forma que o sentido fosse alterado.”
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    COMENTÁRIO: Sidgwick nos dá diversas informações interessantes e mostra o quadro geral e predominante em testes de leitura (e o admirador de Osborne ainda quer que esse tipo de testagem seja implementado modernamente). O destaque que agora faço é quanto ao fato de ela noticiar que nada teve a ver com a montagem do experimento e, embora acredite que fora feito em lisura, sobre o fato nada pode dizer. Nosso problema atual é este, não há como fiscalizar o que possa ter acontecido na parte oculta dessas experimentações, tanto pode ser que todos os envolvidos (inclusive a suspeitíssima Osborne) tenham agido corretamente, quanto pode ter ocorrido algumas facilitações safadas. A maneira de solucionar isso passa por testar espíritos na atualidade. Se a resposta por satisfatória teremos motivos apreciáveis para aceitar sem maiores reservas os resultados de Drayton Thomas, caso contrário, babou…
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    Seguindo com sua reflexão, a Sra. Sidgwick explana:
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    SIDGWICK: “DEVE-SE ENTENDER DESDE O INÍCIO QUE MUITOS TESTES DE LIVROS E ITENS DELES SÃO FRACASSOS COMPLETOS, E QUE A APARENTE PRECISÃO E RIQUEZA DE DETALHES NO QUE O COMUNICADOR DIZ, E QUE A CONFIANÇA EXPRESSA POR ELE DE QUE O TESTE SERIA BOM, NÃO SÃO GARANTIA DE SUCESSO. Eu portanto busquei tabular o número de sucessos e fracassos dos casos diante de nós. Grosseiramente falando, de cerca de 532 itens, POUCO MAIS DE UM TERÇO FORAM COMPLETAMENTE OU APROXIMADAMENTE BEM SUCEDIDOS!(2) MAS EU NÃO ACHO QUE ISSO REALMENTE NOS DIGA MUITA COISA; PRIMEIRO, PORQUE A CLASSIFICAÇÃO É DIFÍCIL E IMPRECISA; E SEGUNDO, PORQUE A IMPORTÂNCIA EVIDENCIAL DOS CASOS BEM SUCEDIDOS, EMBORA IMPROVÁVEIS DE OCORRER PELO ACASO, VARIA ENORMEMENTE.
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    COMENTÁRIO: então se vê a fragilidade argumentativa de quem quer, de qualquer jeito, “provar” que os espíritos já deram provas concretas de suas presenças. Sidgwick nem pode ser chamada de cética (ou pseudocética, como muitos gostam de rotular aqueles de quem não gostam), ela demonstrava ser simpática à hipótese mediúnica e à paranormalidade, embora fosse mais consciente que boa parte dos desse grupo.
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    ee) “Além disso, o exame dos relatos deixa claro que era Osborne quem estava no comando. Mesmo quando o pretenso espírito sugeria as experiências as sugestões vinham da boca ladina de Gladys, o que a mantinha no poder de todo jeito. Não se vê Drayton Thomas propondo contraprovas que pusessem as experiências sob seu inteiro controle.”
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    VITOR: Não se vê porque você não lê nada. SUA ATITUDE É IRRESPONSÁVEL E RIDÍCULA. Quer exemplos? Lá vai:
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    “Na época do experimento a ser descrito agora, forneceram-se testes de oito livros em nossa casa, três dos quais eu não li; mas como eles foram lidos por outros, pareceu-me melhor testar com um livro que nenhum de nós tivesse lido. Eu assim combinei com meu amigo que ele deveria selecionar de sua biblioteca um livro que me fosse desconhecido, embrulhá-lo e selá-lo, e permiti-lo ficar em meu escritório por algumas poucas semanas. Isto ele fez de um modo bem profissional, colocando uma cartolina robusta em volta dele de modo que fosse impossível para qualquer fazer uma incisão no papel para averiguar o título, e finalmente selando-o com selos particulares. Este pacote foi trazido para mim em 2 de dezembro de 1917, e na sessão seguinte — à qual o meu amigo não me acompanhou, de fato ele nunca viu a Sra. Leonard — eu pedi ao meu comunicador para selecionar testes com ele. Aqueles dados abaixo foram recebidos em 13 e 20 de dezembro. Tendo-os datilografado em duplicata eu enviei o livro ao Sr. Bird e entreguei-lhe uma cópia dos testes; ele os leu, e então passou a abrir o pacote e comparou o livro com as minhas anotações. Ele achou os selos e invólucros intactos.”
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    COMENTÁRIO: prezado, não gastemos nosso precioso tempo útil em vão… não será pelo uso de palavras contundentes que solucionará a encrenca em que se meteu. Duas coisinhas precisa considerar: o contexto da experimentação e os resultados. Você ilustrou apenas uma parte da primeira. Posso lhe adiantar, mesmo sem conhecer esse experimento que relata, que as respostas de Osborne (que as atribuia à imaginada Feda) são todas tipicamente evasivas, nebulosas, incertas e dependem da boa vontade do pesquisador para serem aceitas. E boa vontade, creio que disso nem você duvida, não faltava em Drayton Thomas. Apesar de que, no exemplo acima, ter-se a impressão inicial de que Thomas fazia o dever de casa corretamente, lamentavelmente a avaliação que realizava do sucesso mediúnico do discurso de Gladys era de uma pauperrimidade pasmante. Em outras palavras, mesmo quando parecia estar no controle Drayton Thomas fraquejava. Em alguns casos Drayton passou perto de estar no caminho certo, como a ilustração postada exemplifica, mas falhava em aceitar a “percepção etérica” como realidade da visão que espíritos teriam do meio material. O que lhe faltou? Simples: se os mortos que junto a Osborne transitavam tinham suas particulares dificuldade em ver, Thomas deveria elaborar verificações que, mesmo perante esse óbice, proporcionassem respostas satisfatórias e não a safadeza que Osborne prolatava, tipo dizer: “o livro contém algo que lembra a água”; “na capa vai encontrar uma palavra que parece relacionada a madeira”…
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    Considerando que sua acreditante pessoa não percebe a fragilidade e subjetivismo desse tipo de “revelação” não se avexa de sugerir que a linha de trabalho de Thomas seja hoje repetida.
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    VITOR: Onde, Ó CÉUS, ONDE você viu Osborne no comando aí?! Mais exemplos, quer? lá vai:
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    “No entanto, eu gostaria de saber se o conhecimento íntimo do Sr. Bird do seu próprio escritório e dos livros pode ter sido subliminarmente comunicado a mim e daí para a médium.
    É inútil discutir a possibilidade ou a impossibilidade do que só o experimento pode decidir. Nós, portanto, concebemos e realizamos as experiências registradas no capítulo seguinte. Na sequência da experiência descrita, RESTOU SER PROVADO SE OS LIVROS PODERIAM SER ‘SENTIDOS’ EM CIRCUNSTÂNCIAS QUE IMPOSSIBILITASSEM QUALQUER CHANCE DE CONHECIMENTO HUMANO A RESPEITO DE SEU CONTEÚDO. A pedido do meu amigo, um livreiro prestativo reuniu uma dezena de volumes antigos, sem olhar para os títulos, enviando-os em um pacote que permaneceu fechado no escritório do Sr. Bird. Recebi os testes sobre o pacote em duas sessões com a Sra. Leonard, em novembro e dezembro de 1918. As anotações foram datilografadas e uma cópia entregue ao Sr. Bird antes que procedêssemos à abertura do pacote, agora visto por mim pela primeira vez.
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    VITOR: ESTOU CEGO?! CADÊ OSBORNE DITANDO OS EXPERIMENTOS? ONDE THOMAS PERDEU O CONTROLE DO EXPERIMENTO?! ONDE, MEU ZEUS?!
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    COMENTÁRIO: o controle de Osborne, nesses casos, está nas respostas que Osborne produzia. Se pusesse o inteiro trabalho ao exame de quem interessado fatalmente ficaria claro que a mulher não disse nada de consistente a respeito do conteúdo dos livros. O admirável é que esse resultado incerto, para Drayton Thomas e Vitor, é considerado aceitável. O que faltou aqui? É claro: testes complementares para confirmar se havia mesmo espíritos inenxergantes no ambiente, já que os experimentos até então eram inconclusivos. A falta de percepção dessa realidade faz com que experiências gambetas sejam aceitas como probativas.
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    VITOR: AGUARDO SEU PEDIDO DE DESCULPAS AO DRAYTON THOMAS.
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    COMENTÁRIO: então pegue aí: “Drayton Thomas, desculpo-o por ter se deixado lograr pela espertíssima Gladys Osborne. Ela aproveitou sua firme crença na presença de mortos entre os vivos, crença essa que nem sua formação religiosa foi capaz de debelar, e a explorou o quanto pode, transformando o almejo que você, Thomas, tinha em comunicar com defuntos em aparência de realidade. Eu o desculpo porque não vejo maldade em sua atitude, sim o resultado de anseio ingênuo cultivado e estimulado desde a infância. O que você nunca percebeu, Thomas, foi que o que Osborne lhe dava era o que a fantasia que seu pai lhe deixou de herança requeria: pseudocomunicação assumida como legítima. Em verdade, o que você pretendia com seu trabalho não era conferir se espíritos comunicavam com vivos, isso já lhe estava estabelecido como certeza; sua pretensão, ínclito Drayton Thomas, era tão somente aquilatar até onde ia a capacidade de ação dos mortos no mundo material. Esse foi seu grande equívoco. Por isso o desculpo, meu nobre”.
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    Tá bom assim?
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    ff) “Outra coisa que a você parece “muito natural” mas é de alta suspeição: as explicações a respeito das falhas e limitações comunicativas dos espíritos de Osborne eram dadas pelos próprios espíritos, não fruto de investigações de Drayton.”
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    VITOR: Seria talvez impossível à época desenvolver-se testes quanto ao modus operandi da mediunidade. A MEU VER SÓ COM O DESENVOLVIMENTO DA NEUROCIÊNCIA QUE ISSO PASSOU A SER DE CERTA FORMA POSSÍVEL. Mas ele tem o mérito de fazer o questionamento. Isso já é, em si mesmo, uma forma de investigação, e uma importante, que poderá ser comparada com os resultados dos avanços tecnológicos atuais.
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    COMENTÁRIO: êba! Essa eu gostaria de ver: o que a neurociência tem a falar da mediunidade (aqui admitindo-se, para efeito de avaliação, que fosse realidade). Está tão fixado em Gladys Osborne que esquece que naquela época o “modus operandi” dos mortos fora “explicado” por muita gente: Allan Kardec, Ernesto Bozzano, e tantos outros. Nestas explicações (em várias delas) os espíritos veem normalmente e conseguem articular palavras sem restrições. Nas comunicações tiptológicas as letras dos nomes eram soletradas sem dificuldades, pondo por terra a desculpa dos “espíritos” de Osborne de que teriam grande dificuldade em articular nomes próprios. Como exemplo considere trechos da codificação espírita:
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    KARDEC: (Livro dos Médiuns) Observemo-los atentamente, no instante em que acabem de deixar a vida; acham- se em estado de perturbação; tudo se lhes apresenta confuso, em torno; VÊEM PERFEITO OU MUTILADO, conforme o gênero da morte, o corpo que tiveram; por outro lado se reconhecem e sentem vivos; ALGUMA COISA LHES DIZ QUE AQUELE CORPO LHES PERTENCE E NÃO COMPREENDEM COMO PODEM ESTAR SEPARADOS DELE. Con¬tinuam a ver-se sob a forma que tinham antes de morrer e esta visão, nalguns, produz, durante certo tempo, singular ilusão: a de se crerem ainda vivos.
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    Falta-lhes a experiência do novo estado em que se encontram, para se convencerem da realidade. Passado esse primeiro momento de perturbação, o corpo se lhes torna uma veste imprestável de que se despiram e de que não guardam saudades. Sentem-se mais leves e como que aliviados de um fardo. Não mais experimentam as dores físicas e se consideram felizes por poderem elevar-se, transpor o espaço, como tantas vezes o fizeram em sonho, quando vivos (1). Entretanto, mau grado à falta do corpo, comprovam suas personalidades; têm uma forma, mas que os não importuna nem os embaraça; têm, finalmente, a consciência de seu eu e de sua individualidade. Que devemos concluir daí? Que a alma não deixa tudo no túmulo, que leva consigo alguma coisa.
    [...]
    “20a Os que vêem os Espíritos vêem-nos com os olhos?
    “Assim o julgam; mas, na realidade, É A ALMA QUEM VÊ e o que o prova e que os podem ver com os olhos fechados.”
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    (Livro dos Espíritos)
    “Aquela perturbação apresenta circunstâncias especiais, de acordo com os caracteres dos indivíduos e, principalmente, com o gênero de morte. Nos casos de morte violenta, por suicídio, suplício, acidente, apoplexia, ferimentos, etc., o Espírito fica surpreendido, espantado e não acredita estar morto. Obstinadamente sustenta que não o está. NO ENTANTO, VÊ O SEU PRÓPRIO CORPO, RECONHECE QUE ESSE CORPO É SEU, MAS NÃO COMPREENDE QUE SE ACHE SEPARADO DELE. Acerca-se das pessoas a quem estima, fala-lhes e não percebe por que elas não o ouvem. Semelhante ilusão se prolonga até ao completo desprendimento do perispírito. Só então o Espírito se reconhece como tal e compreende que não pertence mais ao número dos vivos. Este fenômeno se explica facilmente. Surpreendido de improviso pela morte, o Espírito fica atordoado com a brusca mudança que nele se operou; considera ainda a morte como sinônimo de destruição, de aniquila¬mento. Ora, PORQUE PENSA, VÊ, OUVE, TEM A SENSAÇÃO DE NÃO ESTAR MORTO. Mais lhe aumenta a ilusão o fato de se ver com um corpo semelhante, na forma, ao precedente, mas cuja natureza etérea ainda não teve tempo de estudar. Julga-o sólido e compacto como o primeiro e, quando se lhe chama a atenção para esse ponto, admira-se de não poder palpá- lo. Esse fenômeno é análogo ao que ocorre com alguns sonâmbulos inexperientes, que não crêem dormir. É que têm sono por sinônimo de suspensão das faculdades. Ora, como pensam livremente e vêem, julgam naturalmente que não dormem.”
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    (227) – De que modo se instruem os Espíritos errantes? Certo não o fazem do mesmo modo que nós outros?
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    “Estudam e procuram meios de elevar-se. VÊEM, OBSERVAM O QUE OCORRE NOS LUGARES AONDE VÃO; ouvem os dis¬cursos dos homens doutos e os conselhos dos Espíritos mais elevados e tudo isso lhes incute idéias que antes não tinham.”
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    (241) – Os Espíritos fazem do presente mais precisa e exata idéia do que nós?
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    “DO MESMO MODO QUE AQUELE, QUE VÊ BEM, FAZ MAIS EXATA IDÉIA DAS COISAS DO QUE O CEGO. OS ESPÍRITOS VÊEM O QUE NÃO VEDES. Tudo apreciam, pois, diversamente do modo por que o fazeis. Mas, também isso depende da elevação deles.”
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    (246)- Precisam da luz para ver?
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    “VÊEM POR SI MESMOS, SEM PRECISAREM DE LUZ EXTERIOR. Para os Espíritos, não há trevas, salvo as em que podem achar-se por expiação.”
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    (247)- Para verem o que se passa em dois pontos diferentes, precisam transporta-se a esses pontos? Podem, por exemplo, ver simultaneamente nos dois hemisférios do globo?
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    “Como o Espírito se transporta aonde queira, com a rapidez do pensamento, pode-se dizer que vê em toda parte ao mesmo tempo. Seu pensamento é suscetível de irradiar, dirigindo-se a um tempo para muitos pontos diferentes, mas esta faculdade depende da sua pureza. QUANTO MENOS PURO É O ESPÍRITO, TANTO MAIS LIMITADA TEM A VISÃO. SÓ OS ESPÍRITOS SUPERIORES PODEM COM A VISTA ABRANGER UM CONJUNTO.”
    No Espírito, a faculdade de ver é uma propriedade inerente à sua natureza e que reside em todo o seu ser, como a luz reside em todas as partes de um corpo luminoso. É uma espécie de lucidez universal que se estende a tudo, que abrange simultaneamente o espaço, os tempos e as coisas, lucidez para a qual não há trevas, nem obstáculos materiais. Compreende-se que deva ser assim. NO HOMEM, A VISÃO SE DÁ PELO FUNCIONAMENTO DE UM ÓRGÃO QUE A LUZ IMPRESSIONA. DAÍ SE SEGUE QUE, NÃO HAVENDO LUZ, O HOMEM FICA NA OBSCURIDADE. NO ESPÍRITO, COMO A FACULDADE DE VER CONSTITUI UM ATRIBUTO SEU, ABSTRAÇÃO FEITA DE QUALQUER AGENTE EXTERIOR, A VISÃO INDEPENDE DA LUZ (Veja-se: Ubiqüidade, n° 92.)
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    (248)- O Espírito vê as coisas tão distintamente como nós?
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    “MAIS DISTINTAMENTE, POIS QUE SUA VISTA PENETRA ONDE A VOSSA NÃO PODE PENETRAR. NADA A OBSCURECE.”

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    gg) “Desnecessário dizer que esses esclarecimentos entram em choque com os passados por outros espíritos em outras plagas.”
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    VITOR: Busquemos fazer os testes possíveis para ver quem está com a razão, então. Se é que alguém está.
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    COMENTÁRIO: Oba, finalmente um aceno otimista. Isso é que venho dizendo há bastante tempo, eu e vários aqui: deixemos o passado incerto e busquemos confirmar a presença de mortos com verificações atuais e técnicas.
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    hh) “O conjunto dessas fraquezas, que deveria despertar até mesmo a atenção do mais renitente crente, é menosprezado ou olhado com lamentável superficialidade. Essa atitude demonstra porque, mesmo perante as claras mostras de que Osborne fosse uma malandra artista, haja quem a considere legítima demonstradora da presença de espíritos.”
    .
    VITOR: Fracas são as críticas dos críticos que não leem o que criticam.
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    COMENTÁRIO: crítico que não lê o que critica é soda, já dizia Fócrates. Ainda bem que aqui não costuma acontecer coisa assim, não é?
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    ii) “não estamos falando de Gauld, se quiser falar, por favor, conte a história inteira e corretamente. Está mais para Ad hominem sua atitude de selecionar um trecho do caso e apresentá-lo como o todo.”
    .
    VITOR: Não estamos a falar de Gauld, mas vc tem o péssimo hábito de rotular as pessoas com base em leituras insignificantes de suas obras. Lembro-lhe que vc mesmo reconheceu seu erro nisso no tocante a Gauld [tanto que se viu forçado a ler mais de sua obra e a retirar-lhe tal rótulo], e aviso-lhe que está comentando o mesmo erro no tocante a Thomas, como já demonstrei acima, quando acusou-o de não controlar o experimento…
    .
    COMENTÁRIO: o caso com Gauld, já que o narrador não quer contar a história direito, foi que tive uma impressão de seu perfil baseado na leitura de um artigo do próprio, que estimulava a opinião que expressei, e deixei bem claro que minha avaliação tinha por motivo aquele texto específico. Depois, ao examinar mais amplamente o trabalho desse senhor recuei e arrefeci minha classificação. Inicialmente o alcunhei de “ultracrente” e depois o considerei apenas crente…
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    jj) “O que falo de Drayton Thomas pode ser extraído das manifestações que fez durante o precioso tempo de sua existência que esperdiçou com Osborne.”
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    VITOR: Como visto, não pode. Você mesmo incorre na falácia de julgar o todo pela parte [ínfima]…
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    COMENTÁRIO: penso diferente, pode sim, e muito bem… Nem o “melhor” de Thomas é suficiente para mudar essa impressão.
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    kk)“O alheado Thomas jamais percebeu que os belos testes que realizava estavam sempre no controle de Osborne e ele sempre esquecia de propor contraprovas que superassem esse óbice.”
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    VITOR: Mais uma falsidade sua. Ele realizou testes próprios, sem consultar Osborne.
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    COMENTÁRIO: mesmo que sim, tal não muda a realidade…
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    COMO NÃO?!!!!!
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    COMENTÁRIO: não muda a realidade de que Osborne, direta ou indiretamente, era quem ditava as regras do jogo.
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    ll) “nada de blablablá, nem de blebleblé. Que tal passarmos da teoria para o exemplo prático? Vamintão?Para não alongar muito, deixo exemplos de como o espírito do menino Bobbie Newlove comunicava com Feda que comunicava com Osborne que transmitia para Drayton… (meus comentário entre [colchetes]). Observar-se-á a baixa criticidade de Drayton Thomas e a clara técnica de Osborne, que fazia os espíritos se manifestarem por insinuações vagas e dúbias, que apontavam para vária direções. Rarissimamente os mortos consultados por Gladys diziam coisas objetivas.”
    .
    VITOR: Veremos, isso sim, a baixa qualidade das críticas dos críticos
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    COMENTÁRIO: então vejamos…
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    mm) [ATENÇÃO: até a terceira sessão, portanto, a médium fazia revelações sobre outra alma que respondia como se fora o buscado.].
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    VITOR: Péssima crítica. Conclusão apressada demais. Um nome apenas parcialmente errado não impede que a médium (ou o controle) tenha pego informações suficientemente corretas sobre a família da criança da mente de Thomas (que estava em contato com o Sr. Hatch) que tornasse possível o contato com a criança correta. Esse erro também oferece certa ajuda contra o vazamento de informações por vias normais.
    .
    COMENTÁRIO: essa é de lascar até o cocuruto de Kardec. Aqui temos a mesma fragilidade de Piper revelada, embora fosse acidentalmente. Se Drayton Thomas tivesse tido a ideia de jogar iscas vazias e falsas sobre Osborne, e o fizesse tecnicamente (talvez melhor seria dizer “artisticamente”, visto que se o experimentador não fosse convincente, a médium poderia captar o logro), certamente os espíritos que visitavam Gladys facilmente esvairiam na fumaça da simulação. A ocorrência pode ser assim resumida: o nome buscado, inadvertidamente, fora passado erroneamente para a médium. Mesmo assim ela trouxe o garoto sem consertar o deslize. Quando Thomas finalmente citou o nome certo (no terceiro encontro), Feda ao ouvir o nome correto deu o alarme, vejamos como a coisa se deu: (texto entre aspas são comentários meus)
    .
    THOMAS: Em um momento apropriado durante a sessão eu disse a Feda: “eu tenho um pedido fervoroso por notícias de um pequeno menino, Bobbiebie Truelove” (por um deslize de memória eu dei o sobrenome errado – deveria ter sido Newlove; será notado que eu corrigi isto no começo da terceira sessão)
    [...]
    TERCEIRA SESSÃO.

    C. D. T.: Eles conseguiram trazer Bobbiebie Newlove?
    .
    Feda: Você quer dizer Truelove, não?
    [Feda lembrava claramente que tinha ouvido Truelove, no entanto, o nome do garoto era Newlove... Isso compromete grandemente a qualidade do relato. Veja a apreciação abaixo.]
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    C. D. T.: Eu cometi um erro, o nome é Newlove. Vamos chamá-lo de Bobbiebie. Eles trouxeram-no?
    [Santa misericórdia! A vidente deveria saber que o nome do garoto estava errado! Isso a alma do menino ter-lhe-ia revelado logo na primeira vez. Raciocinem comigo: Feda, o espírito-guia, recebeu a incumbência de contatar Bobbiebie Truelove. Ela deve ter saído pela erraticidade, conclamando que o espirito se apresentasse.. Certamente, não apareceria Truelove algum. Então, ela diria à médium: “não existe ninguém com esse nome por aqui, temos um Bobbiebie Newlove”... Mas, nada! Noutra hipótese, imagina-se que tenha aparecido um Truelove: em consequência, Feda estava a fazer comentários advindos da pessoa errada! Então, teria que despachar o Truelove e chamar o Newlove, o que não foi feito! Êta confusão!]
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    (34) Feda: Sim, e eles querem passar alguns mensagens. O que é que você está me mostrando?
    [Tem alguma coisa esquisita... Feda diz: “eles querem passar algumas mensagens”. Então, eram vários, porém o contato dela com “eles” é meio vago, como se estivessem longe um do outro. O que estaria acontecendo? Feda esqueceu de explicar como é que a visitação transcorria lá nos campos celestiais. Entretanto, alguém estava lhe monstrando alguma coisa. Ela não diz se o que lhe mostravam era o garoto propriamente dito ou a reprodução dele. Vejamos a continuidade da cena...]
    FEDA: Pergunte se há uma fotografia de Bobbiebie em uma posição estranha. Eu o vejo por inteiro, ou quase, mas com algo em frente a ele, como se houvesse uma tábua em frente a ele. É como se ele tivesse sido fotografado sentado atrás de alguma coisa, como a parte de trás de uma tábua, ou uma bandeja, ou algo parecido. Ele parecia estar se inclinando um pouco para frente em direção à bandeja, ou à tábua, ou o que quer que seja, se abaixando.
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    (Sr. Hatch escreve: “Isto é certamente notável. A última fotografia que nós temos de Bobbiebie é dele vestindo uma fantasia. Ele é o Valete de Copas, com tábuas na frente e atrás, como um homem-sanduíche. Na cabeça dele há uma coroa, como num baralho. Ele não estava sentando ou se abaixando, ele estava de pé, ereto (veja Fig. I).”)
    [Notável sim foi toda a cena e a infantil reação do Sr. Hatch. Mas não podemos condená-lo: ele estava distante e recebia da testemunha as notícias do que a médium dissera. Vamos esmiuçar o quadro. As entidades espirituais que vieram visitar Feda, trouxeram consigo o menino. Feda, lembramos, também é um espírito. Parece que eles não se enxergavam muito bem, uma vez que Feda não sabia dizer corretamente o que estaria presenciando. Neste ponto, nos bate uma dúvida: a médium falava o que Feda lhe transmitia ou esta se pronunciava utilizando o corpo da vivente? De um modo ou de outro, a confusão ocorria “do outro lado”. Não entendemos o que estaria acontecendo, de modo a impedir que Feda visse claramente o garoto e ouvisse o que ele, ou os seus tutores espirituais, diziam. Decerto, Feda enxergava muito mal, pois confundiu a fantasia do menino com uma tábua. Outro dado confuso, por que o menino veio fantasiado? Seria para comprovar melhor sua identidade? Então por que Feda não o descreveu corretamente? Note que Feda declarou ter visto o menino “atrás de uma tábua” ou coisa parecida e sentado! ]
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    (Não se sabe se Feda recebeu uma impressão visual dessa fotografia em particular ou se ela recebeu a impressão generalizada de Bobbiebie das várias posições que ele assumiu enquanto usava a fantasia.)
    [Mais uma vez, a testemunha tenta salvar as falhas da médium ]
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    (35) Feda: Pergunte também se ele ganhou – acho que deve ter sido uma brincadeira – algo novo que ele gostava de usar na cabeça, algo redondo; se fosse um boné, não tinha pala. Ele usava na cabeça e eu acho que ele gostava. O Sr. John está tentando desenhar como um círculo, algo que ele vestia. Sem qualquer pala. É melhor o senhor mencionar uma coisa redonda, nova, usada na cabeça, que ele gostava de ter. Era como se ele se achasse bastante importante usando esta coisa redonda na cabeça.
    (Isto se refere aparentemente à coroa. Ele gostava tanto de usá-la que sua mãe teve que contê-lo para que ela não ficasse surrada. (Veja Fig. II.))
    [Que coisa: Feda insiste em brincar com a benevolência dos audientes: por que ela não diz claramente do que se trata? Por que opta por descrições vagas e imprecisas, obrigando os interessados a preencherem os claros com aquilo que eles gostariam que fosse?]
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    nn) “Eu sugeri então que Feda segurasse a carta. Ela aceitou a idéia.”
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    VITOR: Outra forma de Feda conseguir localizar a criança correta por meios paranormais [psicometria], apesar do nome parcialmente errado. Nota-se, mais uma vez, a conclusão apressada do crítico.
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    COMENTÁRIO: vejo que ainda não se desvencilhou da ilusão de que psicometria tenha algo de realidade. Você acredita infantilmente que um pedaço de papel, que nem pelo garoto fora segurado, tenha o poder de registrar informes da pessoa. São coisas assim que explicam como é difícil fazê-lo perceber que suas certezas estão sustentadas no vazio.
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    oo) [Não é exatamente uma “pena”, sim evidência de que a médium utilizava uma técnica]
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    VITOR: Novamente, conclusão apressada demais, com “n” alternativas possíveis relativas ao modus operandi da mediunidade. De qualquer forma, fica claro que Thomas não foi afetado por validação subjetiva, ao dizer “Nesse caso, não há nada que faça crer que o nome do animal de estimação de Bobbie estava sendo captado”
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    COMENTÁRIO: é que nesse ponto a falhança de Osborne era tão evidente que não havia como salvá-la…
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    pp)[Engraçado... “Feda teve a impressão de que a criança estivesse presente”... Ora, Feda não era um espírito? Então por que impressão e não certeza? Fica claro que a médium precisava se resguardar dalgum escorregão mais sério, então deixava as coisas intencionalmente nebulosas.]
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    VITOR: Mais uma vez, conclusão apressada demais. FICA CLARO QUE VOCÊ NÃO LEU AS EXPLICAÇÕES DADAS PELOS CONTROLES. Isso mostra ignorância da literatura. Não que você tenha que aceitar a explicação, mas um crítico eficiente necessariamente faria menção à alternativa, e não demonstraria a ignorância que vc demonstrou. No caso, os controles explicam que ficam dentro de uma esfera de influência, incapazes de ver o que está além dela:
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    “quando estamos dentro desta Esfera de Influência, nós não estamos em nosso estado particular, mas numa névoa, tanto mental como fisicamente, e não conseguimos lembrar direito. Enquanto eu lá estiver, não poderei ser capaz de ver meu pai [Sr. John], ainda que ele estivesse somente dois pés fora dela.”
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    COMENTÁRIO: e você acha que tal explicação faz algum sentido? Por que ela não vê mas ouve? A visão humana é mais eficiente que a audição, sendo os espíritos semelhantes ao que foram em vida, só mais melhorados, conforme bem ensinou Kardec e tantos outros, porque ouvem e não enxergam? Quem mostra ignorância da literatura é quem acha que as “explicações” dos espíritos de Osborne mereçam ser levadas a sério.
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    Parece-me que essa coisa de espírito não enxergar ou enxergar mal começou a partir de testes que procuravam fazer os mortos lerem frases ou verem figuras e eles falhavam. Então, em vez de concluírem que havia algo de muito estranho nessa situação, criou-se a explicação de que enxergavam com dificuldade; e quando nomes não eram pronunciados pelos médiuns (os espíritos apareciam mas não conseguiam pronunciar seus nomes), inventou a história de que certas palavras limitavam a fala dos mortos (justamente as palavras que mostrariam mais efetivamente a presença desses mortos), conforme se observa na declaração de Doyle, achado em seu livro “A Nova Revelação” (observe-se como Conan Doyle tem cândidas explicações para as erranças mediúnicas).
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    DOYLE: Ao que parece, os espíritos sabem com exatidão o que imprimem nas mentes dos encarnados, mas não sabem até que ponto penetram nestes as instruções que lhes dão. E intermitente o contacto deles conosco. Daí vem que, nas experiências de correspondência-cruzada, continuamente os vemos perguntar:
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    “Apanhou isto?” ou: “Estava direito?” Algumas vezes têm conhecimento do que se como, por exemplo, quando Myers diz: “Eu via o circulo, mas não estava muito certo do triângulo.” É evidente, ao demais, que OS ESPÍRITOS, MESMO OS DAQUELES QUE, COMO MYERS E HODGSON, SE RELACIONARAM DE MODO ESPECIAL COM AS QUESTÕES PSÍQUICAS E PRESENCIARAM TODOS OS FENÔMENOS QUE SE PODIAM PRODUZIR, SE ACHAM EM DIFICULDADE SEMPRE QUE PRETENDEM TOMAR CONHECIMENTO DE UMA COISA MATERIAL, TAL COMO UM DOCUMENTO ESCRITO. Creio que só materializando-se em parte po-deriam consegui-lo, mas falece-lhes o poder de se materializarem.
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    ESTA OBSERVAÇÃO LANÇA ALGUMA LUZ SOBRE O CASO CÉLEBRE, TANTAS VEZES CITADO PELOS NOSSOS ANTAGONISTAS, EM QUE MYERS NÃO LOGROU DIZER QUAL A PALAVRA OU FRASE QUE FORA ESCRITA E COLOCADA DENTRO DE UMA CAIXA SELADA. Evidentemente, da posição em que se encontrava, ele não podia ver o documento e, fa¬lhando-lhe a memória, teria muito provavelmente in¬corrido em erro.
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    Penso que muitos equívocos podem ser explicados deste modo. Já foi dito do Além, e a asserção se me afigura racional, que, quando eles se referem às suas próprias condições, falam do que sabem e podem de pronto e com segurança discutir; ao passo que, quando insistimos, somo algumas vezes temas que fa¬zer, em lhes pedir testemunhos de natureza terrena, os arrastamos para coisas de um outro plano, colocando-os numa posição extremamente difícil, em que ficam sujeitos a errar.
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    Um outro argumento que pode ser utilizado contra nós é este: OS ESPÍRITOS ENCONTRAM A MAIOR DIFICULDADE EM NOS DECLINAREM NOMES, SENDO ISSO O QUE TORNA TÃO VAGAS E POUCO SATISFATÓRIAS SUAS COMUNICAÇÕES. Giram em volta de uma coisa e não dizem nunca à palavra que cortaria a questão.
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    Temos exemplo desse fato numa recente comuni¬cação publicada em Light, a propósito da qual essa revista descreve os esforços feitos por um jovem oficial, morto havia pouco, para transmitir, pelo método das vozes diretas, a que se presta a médium Mrs. Susana Harris, uma mensagem a seu pai. NÃO CONSEGUIU DIZER COMO SE CHAMAVA. Apenas pôde indicar com clareza que seu pai era membro de Kildare Stret Club, em Dublin. Procedendo-se a indagações, chegou-se a descobrir o pai do oficial e por ele se veio a saber que já havia recebido em Dublin uma comunicação do Além, informando-o de que em Londres se faziam pesquisas a seu respeito.
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    NÃO SEI SE O NOME DO INDIVÍDUO NA TERRA É COISA PURAMENTE EFÊMERA, QUE NENHUMA CONEXÃO GUARDA COM A PERSONALIDADE, E, COMO TAL, A PRIMEIRA A SER ABANDONADA NA OUTRA VIDA. Possivelmente o nosso co¬mércio com o Além é regulado por leis que não per¬mitem seja ele muito direto, deixando o que quer que seja aos esforços da nossa própria inteligência.
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    Esta idéia da existência de alguma lei que torna a comunicação indireta com o Além mais fácil do que a direta encontra forte apoio nas correspondên¬cias-cruzadas, em as quais as circunlocuções substi¬tuem constantemente as asserções. É o que verifica, na correspondência de S. Paulo, assunto do opúsculo de julho da Psychical Research Society. O nome de São Paulo tinha que ser escrito por um médium mecânico e transmitido a mais dois, separados um do outro, achando-se um destes na Índia. O espírito do Dr. Hodgson foi o designado para presidir a essa ex¬periência. ESTÁ VISTO QUE AS SIMPLES PALAVRAS “SÃO PAULO”, ESCRITAS PELOS DIVERSAS MÉDIUNS, TERIAM BASTADO. TAL, PORÉM, NÃO SE DEU.
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    O ESPÍRITO TEVE DE RECORRER A TODA SORTE DE ALUSÕES INDIRETAS, FALANDO A RESPEITO DESSE APÓSTOLO EM CADA UMA DAS MENSAGENS E FAZENDO CINCO CITAÇÕES DE SEUS ESCRITOS.
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    Este fato exclui qualquer explicação por mera coincidência e é de todo ponto convincente. Mas também MOSTRA O CURIOSO PROCESSO DE QUE SE SERVEM OS ESPÍRITOS: o de lançarem mão de circunlóquios em vez de irem diretamente ao fim que se propõem. Apreenderia perfeitamente o caso quem imaginasse um anjo cauteloso a dizer aos espíritos: “Não torneis muito fáceis às coisas a essa gente. Deixai que eles usem um pouco da inteligência própria. Se lhes fizer-des tudo, tornar-se-ão simples autômatos.” Seja qual for à explicação, o fato é digno de notar-se.
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    VITOR: Fica, assim, demonstrado, que o crítico não tem o mínimo conhecimento sobre o que critica.
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    qq) [Thomas buscava explicação “post hoc” para justificar a mediunidade, mas a hipótese de leitura fria é a mais viável aqui: afinal, “perder os movimentos” não é o mesmo que “sentir dor”.]
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    VITOR: Não era uma dor no sentido literal, Feda disse “dor engraçada”(alguém acha engraçado sentir dor? Nem os masoquistas, eles sentem prazer, não graça…). O crítico precisa ter mais cuidado na leitura..
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    COMENTÁRIO: o “engraçado” de Feda quer dizer estranho: dor engraçada=dor estranha, indefinida…
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    rr) [Feda, malandramente, mostra-se pouco segura de muita coisa: chutava para várias direções, sabendo que acertaria em alguns pontos. ]
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    VITOR: Conclusões apressadas demais… além disso, uma análise completa do caso mostra que o conjunto de acertos, por mais vagos que fossem, descarta qualquer outra criança.
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    COMENTÁRIO: o conjunto de acertos mostra a técnica da mulher em ação, ao ressaltar que ela também acertava (ao mesmo tempo em que errava e muito), está privilegiando um lado da história e deixando o que não lhe convém fora da avaliação. O mesmo ocorre com a exaltação que dá a Piper. Leonora acertava várias coisas e errava outras tantas, mas aos crentes só interessam os acertos.
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    ss) [Por que os “médiuns locais” não foram capazes de captar informes vindos de Bobbiebie com a mesma facilidade que Osborne? Provavelmente não dominavam a técnica de leitura fria tão bem quanto Osborne Leonard.]
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    VITOR: Conclusão apressada demais, mais provável porque, não sendo artistas, não conseguissem captar tão bem a informação psi, como os testes ganzfeld demonstram seres as pessoas com mais alto índice de acerto. E, além disso, na leitura fria o assistente recebe feedback do assistente. Não era o caso aqui, já que Thomas é ignorante das informações, não podendo fornecer feedback.
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    COMENTÁRIO: parece considerar o ganzfeld sua tábua de salvação, bem como a incerta alegação de que “artistas” pontuam bem em psi. A leitura fria de Osborne, no caso das sessões por procuração, eram indiretas: ela usava seu conhecimento natural dos hábitos e costumes da sociedade que conhecia e as trabalhava muito produtiva e convincentemente, ao menos para alguns.
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    tt) [Muito clara a técnica insinuativa. A médium precisava ser avisada se estava “no rumo certo”. Isso lhe permitia consertar a trajetória fazendo-se de adequar ao perfil do falecido.]
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    VITOR: Conclusão apressada demais. Kelly disse que alguns conhecimentos mínimos podem ajudar a “soltar a bomba”. James (1890), por exemplo, observou que “muitas vezes acontece assim: se você der a este personagem do transe um nome ou algum pequeno fato, cuja falta o levaria a uma paralisação, ele irá começar um copioso fluxo de conversa adicional, que contém em si uma abundância de ‘provas’”.
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    COMENTÁRIO: rê, rê, até parece Conan Doyle (aliás suspeito que, se reencarnação existir, você seria ele retornado). Desde quando Kelly sabe do que os “espíritos” precisam para dar partida no motor de revelações? Médium agora pega no tranco?
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    uu) [provavelmente algumas glândulas sejam afetadas pela difteria, principalmente as localizadas no pescoço. Entretanto, a médium nada disse de consistente, ela indagou se o menino tivera “problemas com as suas glândulas”, ou seja foi inespecífica. Outro chute, que passou perto da trave, mas não entrou.]
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    VITOR: Discordo. Se não entrou, foi porque errou o gol. Não foi o caso. As glândulas de fato foram afetadas. Além disso, ela disse pouco depois: “(13) FEDA: Pergunte a eles se o pescoço ou a garganta do menino foram afetados. Eu fico captando algo sobre isso continuamente.”
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    COMENTÁRIO: tá fazendo mesmo que Drayton: juntando pontos que possam validar o nebuloso discurso da mulher: em momento algum ela identificou difteria no garoto e o que disse das glândulas é tão vago quem nem merece consideração, mas para quem queira achar motivos para acreditar valem…
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    VITOR: Fica claro que a técnica do crítico é tentar explicar cada acerto de Osborne pelo acaso, esquecendo-se de que o conjunto de acertos torna o acaso virtualmente impossível. É nesse ponto (um deles…) que se revela seu desconhecimento estatístico.
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    COMENTÁRIO: engana-se, acaso é o que menos conta no trabalho de Osborne, falei várias vezes (não leu?) que a mulher era uma artista, uma técnica, e das boas. Em vez de ficar se equilibrando nos acertos da médium, contemple do solo firme as falhas e as muitas insinuações que indicavam vários caminhos e começará a compreender a matreirice dessa senhora.
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    /
    vv) [Aqui a leitura fria falha, e de ambos os lados: a médium arriscou em cima do bolos e doces, e os consulentes não conseguiram encaixar a declaração da médium em nenhum evento conhecido.]
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    VITOR: Nenhum relevante. Mas isso o próprio Thomas diz, classificando tal declaração como insatisfatória.
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    COMENTÁRIO: como falei antes: algumas das coisas que Gladys dizia eram tão “nada a ver” quem nem Thomas as engulia.
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    ww) [Percebe-se que as indistintas descrições se adequariam a muitas cidades. Também, se houvesse fábricas na localidade, a preferência seria por instalá-las próximas aos rios, o que facilita o despejo de detritos e, possivelmente, o transporte de mercadoria. Quanto ao “alguém ligado ao menino”, nada mais se disse.]
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    VITOR: NADA MAIS SE DISSE? PÉSSIMA LEITURA DO CRÍTICO! É claramente dito:
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    “Bobbiebie teve um grande amigo que trabalha usualmente fazendo argamassa e cimento. Ele tomou muita afeição pelo menino, e ficou muito abalado quando ele morreu. Depois, ele sugeriu fazer uma cruz de concreto para a sepultura. Nós concordamos com gratidão, sabendo que um trabalho feito com amor seria melhor que qualquer coisa comprada de um pedreiro especialista. Este amigo nunca havia feito tal coisa, e teve que ‘estudar como fazê-la’.”
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    VITOR: O AMIGO ERA O SR. BURROWS! Com mais um erro crasso desses, fica claro que o crítico é bem fraquinho, dos piores que existem..
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    COMENTÁRIO: acho não entendeu o que eu quis dizer: Osborne nada mais disse desse alguém “ligado ao menino”, não declinou seu nome (imagine se conseguiria?), não arriscou letra, tampouco o descreveu. E olha que o Sr. Burrows era intensamente ligado à vida de Bobbie…
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    xx) [Clara vontade do consultor em validar as palavras da médium: a vaguíssima descrição do local é por ele classificada como uma “descrição precisa”.]
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    VITOR: Não é TÃÃÃOO vaga que não dê para descartar algumas opções. Diz que não é uma das maiores cidades. Só isso já descarta várias opções. Se o caso ocorresse em São Paulo ou no Rio de Janeiro, estaria claramente errado.
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    COMENTÁRIO: discordo, mas entendo sua defesa… Bobbie espírito deveria saber em que cidade a coisa se deu e dar o nome ou, considerando a suposta dificuldade em pronunciá-lo, descrevê-la claramente…
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    yy)[Note as tentativas: “1) barro ou 2)cerâmica, 3) algo de pedra?; 4)uma indústria bem nova” ? a médium jogava com diversas opções, esperando que alguma desse certo.]
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    VITOR: Note o erro do crítico que convenientemente “esquece” que a médium também disse: 5) não é aço 6) não é ferro 7) não é metal
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    O CRÍTICO ASSIM BUSCA TORNAR AS AFIRMAÇÕES DA MÉDIUM MAIS VAGAS DO QUE SÃO.
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    COMENTÁRIO: ôpa! Gostei dessa: está a reconhecer que as afirmações da médium são vagas? Vejo esperança…
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    zz) [Hatch, sem perceber, favorecia o trabalho da sensitiva, e concluiu que argamassa e cimento, corresponde a barro ou cerâmica ou pedra... inadvertidamente entrava no jogo da médium. Além, a médium afirmara que o amigo de Bobbiebie estava dedicado a um estudo específico, algo como uma indústria inovadora: construía (montava) coisas duras, de barro, cerâmica ou pedra. Entretanto, a empreita feita pelo amigo de Bobbiebie era a construão de uma cruz de concreto, a qual, certamente, seria montada sobre ferragens metálicas. Ou seja, a médium não acertou nadica de nada.]
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    VITOR: O crítico diz que certamente a cruz de concreto seria montada sobre ferragens metálicas. Este site ensina como fazer uma cruz de concreto, e nada fala sobre ferragens metálicas, bastando jogar o concreto em um molde:http://www.ehow.com.br/cruz-concreto-como_365236/ .
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    Mais uma crítica ruim.
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    COMENTÁRIO: ok, admito que se possa fazer cruz de concreto sem ferragem, mas isso pouco muda em favor de Osborne: observe que ela nem a palavra cruz citou, tampouco falou de concreto, citou uma indústria de barro, cerâmica ou “algo de pedra”, foram os próximos a Bobbie que validaram a difusa “revelação”.
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    Acorda…

  153. Gorducho Diz:

    É como sempre digo: muita conversa rolava in off antes, depois e fora das séances. Nunca houve a rigidez formalista que o leitor pedestre infere dos relatos.
    O livro da Juliana Hidalgo é esclarecedor também nesse aspecto. O que o Crookes relatava formalmente e o que anotava no diário paralelo, e no que de fato acreditava (nos espíritos).
    Também o caso do Geley, quando não havia controle sobre as pessoas todas que assistiam aos experimentos no escurinho…
    Está visto que o crédulo DT deve ter mencionado que havia uma cruz na sepultura do Bobbie feita por um amigo. Aí a “médium” chutou tudo que lhe ocorreu, mas não se lembrou de concreto desarmado.
    Então como essas coisas do passado nunca se poderão esclarecer, a solução é experimentar no presente.

  154. Gorducho Diz:

    [Muito clara a técnica insinuativa. A médium precisava ser avisada se estava “no rumo certo”. Isso lhe permitia consertar a trajetória fazendo-se de adequar ao perfil do falecido.]
     
    Em navegação isso se chamava correção do rumo (com o GPS está praticamente obsoleto :( ).

  155. MONTALVÃO Diz:

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    MARCIANO: RECADO URGENTE PARA MONTALVÃO!
    Você que costuma usar o tradutor do google, cuidado!
    Experimentei, só para ver como ficaria, traduzir a seguinte frase, no google:
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    O google não sabe nada de sintaxe e “pensa” que traduzir é trocar uma palavra num idioma por outra, em outro idioma.
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    COMENTÁRIO: como usuário contumaz do google tradutor conheço-lhe bem as manhas, já tomei uns tombos com ele e de alguns me livrei por pouco. Ele não só troca linearmente uma palavra por outra, também não arruma, por não ter condição, o raciocínio de uma língua para outra, isso acarreta “traduções” inusitadas como o texto afirmar algo de algo e a tradução negar. Como conheço um titinho da língua, e quando tenho tempo, faço a arrumação, mas nem sempre dá.
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    MARCIANO: Quer um conselho?
    Você já sabe um pouquinho de inglês. Estude, aproveite seu tempo vago, e dentro de uns dois ou três anos você vai rir muito do tradutor do google.
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    COMENTÁRIO: belo conselho. Fim do ano atrasado minha resolução fimdearina era em 2014 dedicar-me ao estudo do ianque sem falta, o ano passou e a falta ficou. Este ano reiterei a promessa: quem sabe seu conselho não será o empurrão de que preciso para tomar vergonha? Tomara…

  156. MONTALVÃO Diz:

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    Prezado Vitor,
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    Acredito que já lhe dei mostras suficientes dos dois pontos principais de nossa presente discussão: 1) não há evidências firmes da presença de espíritos nos eventos mediúnicos, nem nos do presente, nem nos do passado. Podemos por certo admitir que alguns pesquisadores até pensaram em explorar esse caminho, mas não foram adiante. Tenho a impressão de que ao perceberem que a via não era produtiva em apoiar as expectativas de confirmar mortos ativos na natureza, preferiram outras opções.
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    De pouca serventia será derribar seus argumentos um a um, vez que, para cada que cai dois erige em substituição. Portanto, o melhor é focar a base e averiguar se está bem firmada. A meticulosa observação mostra que a negativa é a resposta.
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    O mesmo pode ser dito em relação ao paranormal. A certeza que cultiva, de que psi é realidade: firme, concreta, controlável e, muitas vezes, controlada, não harmoniza com o que se conhece do geral das pesquisas. Portanto, ou concluímos conforme a conjetura de Moi que, se psi existe é “força” incerta, débil, incontrolada e sem serventia, ou aguardamos mais e melhores experimentos para que conclusão segura se obtenha.
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    Você diz que Blackmore em certo caso descartou o efeito gaveta, se bem entendi, nos experimentos ganzfeld. Conquanto não tenha postado o que Blackmore efetivamente falou, ainda que ela tenha reconhecido algo favorável em favor das experiências com o paranormal, certamente a opinião que tem a respeito da incerteza dos estudos nessa área continua inalterada. Susan pode até examinar um experimento e outro e opinar que o trabalho lhe pareça corretamente conduzido, porém tal não significa que tenha mudado seu ponto de vista sobre as dificuldade de evidenciar a paranormalidade. Sem esquecer que, em relação a Blackmore, temos que considerar dois momentos, aliás três, nos quais a autora contemplou o paranormal e a mediunidade com olhos variados: o primeiro vai dos anos de 1970 até meados de 1980, quando ela acreditava piamente na realidade do paranormal e fazia experiência e estudos visando confirmar o que julgava real; o segundo período começa a partir de 1986, ocasião em que as dúvidas passaram a acossá-la; e o terceiro bloco (o atual) inicia-se em 2001 quando ela “jogou a toalha”. É interessante conhecer esses momentos:
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    “Quando ainda era estudante, Susan estava plenamente convencida da realidade dos planos astrais, telepatia e vida após a morte. Num esforço decisivo para demonstrar fenômenos paranormais, ela testou crianças em grupos de recreio, treinou estudantes em imagística e estados alterados da consciência, e conduziu experimentos com Tarô. Visitou casas mal assombradas e fez regressão a uma vida passada. O livro autobiográfico Em Busca da Luz é uma história pessoal simples e comovedora de como uma crente ardorosa em fenômenos estranhos e maravilhosos pôs em cheque todas as suas crenças e terminou tendo que mudá-las.
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    Eis uma breve sinopse do livro, em suas próprias palavras:
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    “Em 1970, enquanto estudante jovem e idealista, eu passei por uma dramática experiência de viagem-fora-do-corpo que veio a alterar toda a minha vida. Comecei a fazer meditação, estudei bruxaria e teosofia, aprendi a ler cartas de Tarô e fiquei fascinada com os problemas da consciência e seus estados alterados.
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    Eu estava convencida de que meus professores estavam totalmente errados e que a Parapsicologia era a grande ciência do futuro. Decidi devotar minha vida a ela. Sem bolsa de estudos ou suporte de qualquer espécie, eu dei um jeito de fazer meu doutorado (PhD) em Parapsicologia e foi aí que minhas dúvidas começaram. Cada investigação de fenômenos psíquicos que eu levava a cabo resultava menos e menos convincente quanto mais eu aprendia sobre ela. Em cada experimento que eu fazia obtinha resultados estatísticos não significativos enquanto que meus colegas declaravam ter obtido evidências de PES ou PK. Comecei a ficar um pouco cética – e eventualmente [?] fiquei cética p´ra valer.
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    O lado maravilhoso da ciência é que você pode usar seus métodos para estudar praticamente qualquer coisa e, se você estiver preparado para manter sua mente aberta, certamente achará a verdade. Para mim, ter a mente aberta significou ter que mudar completamente todas as minhas crenças. Eu pensei que ia chocar o mundo com as minhas novas e brilhantes teorias psíquicas, mas fui forçada a concluir que eu estava errada. Mas ainda assim nunca tive certeza absoluta de que não existem fenômenos psíquicos.
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    Essa foi uma grande experiência! Mas não é o tipo de experiência que eu desejaria a outras pessoas. Portanto, decidi escrever acerca do meu trabalho esperando que possa ter alguma utilidade para outros que pretendam vir trilhar o mesmo caminho. A primeira edição do livro levava o título de As Aventuras de uma Parapsicóloga e foi muito bem acolhida pela crítica. Esta nova edição (2ª) inclui três novos capítulos. Eu espero que você aprecie a minha história pessoal cuja conclusão única (quanto à realidade da Parapsicologia) era, e é, “eu não sei”.” (Susan Blackmore se desilude da Parapsicologia – Jorge A. B. Soares)
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    E no texto que segue temos o depoimento de Blackmore, noticiando as razões que a levaram a deixar a pesquisa do paranormal de lado.
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    “Na edição do New Scientist, de 4/11/2000, e posteriormente na edição do Skeptical Inquirer de Março/Abril 2001, Susan Blackmore divulgou uma nota pessoal vazada nos seguintes termos:
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    ‘Finalmente. Eu fiz. Joguei a toalha, larguei o vício, e abstive-me da droga (paranormal). Após trinta anos, livrei-me de uma terrível dependência.
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    Pensando bem, ainda não estou certa de ter feito um tratamento de choque. Há um mês apenas eu estava em minha última conferência de pesquisas paranormais. E faz somente uns dias que esvaziei as últimas estantes daqueles arquivos meticulosamente organizados, lutando contra a pequenina voz que prevenia: “Não faça isso – você poderá precisar ler isso outra vez” enquanto uma grande onda de alívio varreu-a para longe com o pensamento “Você desistiu!” Documento após documento sobre PES, psicocinese, animais sensitivos, aromaterapia e casas mal assombradas são atirados no saco de lixo reciclável. Se os “sintomas de remoção” (da droga) atacarem, os homens do lixo reciclável já terão levado a minha “dose”.
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    Na verdade sinto-me um pouco triste. Trinta anos atrás eu tive uma dramática experiência de viagem fora do corpo que me convenceu da realidade dos fenômenos paranormais – e me lançou numa cruzada para mostrar a todos aqueles cientistas de mente estreita que a consciência poderia estender-se além do corpo e a morte não era o fim. Apenas uns poucos anos de cuidadosos experimentos mudaram tudo isso. Eu não encontrei nenhum fenômeno paranormal – apenas racionalização de desejo, auto-engano, erro experimental e mesmo alguma fraude ocasional. Tornei-me uma cética.
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    Assim, porque não desisti então? Existe um monte de falsos motivos. Admitir que você está errada é sempre difícil – mesmo que seja uma habilidade que todo cientista tem que aprender (ou alguns cientistas estão sempre certos?). Mas fica cada vez mais fácil com a prática e eu não mais receio ter que mudar de opinião. Começar de novo como um bebê num campo novo é uma perspectiva desalentadora. Também é perder todo o status e poder advindos de ser uma especialista. Eu tenho que confessar que adoro o meu conhecimento arduamente adquirido. Sim, eu li o trabalho de Michael Faraday de 1853 sobre mesas giratórias, os primeiros estudos da década de 30 sobre parapsicologia, e os últimos debates sobre meta-análise de experimentos de PES controlados por computador, sem deixar de lado o infame estudo de Scole (New Scientist, 22 de janeiro, 2000). Deveria eu sentir-me obrigada a continuar usando esse conhecimento, se pudesse? Não. Chega, de uma vez por todas. Tudo isso nunca levou a nada. Essa é uma boa razão para parar.
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    Mas talvez a razão verdadeira é que eu estou apenas muito cansada – cansada, acima de tudo, de trabalhar para manter a mente aberta. Eu não podia descartar de imediato todas aquelas afirmações extraordinárias. Afinal de contas, elas poderiam ser verdadeiras, e caso se revelassem verdadeiras grandes blocos de ciência teriam que ser reescritos.
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    Aparece um outro sensitivo alegando possuir poderes paranormais. Eu preciso delinear mais experimentos, levar a sério suas reivindicações. Ele fracassa – outra vez. Vejo uma foto de Cherie Blair usando seu “escudo bioelétrico”. Me incomoda que há gente pagando preços elevados por engenhocas fraudulentas. Faço os testes. Os “escudos” não funcionam. Ninguém quer saber, pois resultados negativos não são notícia. Um homem me explica como os seqüestradores alienígenas implantaram algo no céu da sua boca. Testes revelaram que é apenas uma obturação – mas pode ter sido. . .
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    Não, eu não tenho mais que pensar desse jeito. E quando os sensitivos, videntes e adeptos da Nova Era me gritarem (como sempre fazem) “O problema com todos vocês cientistas é que vocês não têm uma mente aberta,” eu não me perturbarei. Eu não discutirei. Eu não sairei apressadamente a fazer ainda mais experimentos por via das dúvidas. Eu vou sorrir afavelmente e dizer, “eu não faço mais isso atualmente.”
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    COMENTÁRIO: quem aposta alto na paranormalidade e na mediunidade deveria meditar atentamente na experiência de Blackmore. Ela mergulhou fundo em assuntos de paranormalidade e misticismo: o caminho que percorreu pode facilitar àqueles que estão a caminhar pela mesma senda a queimarem algumas etapas. No mínimo, a vivência de Susan indica que a prudência e moderação devam ser ingredientes que não podem faltar nas manifestações dos crentes a respeito desses assuntos.
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    VITOR: Eu esperava que vc recordasse sim. É tão difícil assim vc recordar que já discutiu aqui no Obras em setembro de 2014 esse mesmo artigo lixo que você postou no ECAE???? Sua memória se apaga em menos de 5 meses? É isso que vc está me dizendo?
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    COMENTÁRIO: embora acusado de esclerosado, lembro que o artigo que reputa ser lixo não foi motivo de discussão. O assunto em debate era “Arqueologia intuitiva”, o artigo de Borgo foi postado ilustrativamente pelo Marciano e dele fiz pequenos comentários. Que eu saiba o material não ensejou qualquer conversa que pudesse calar fundo na memória dos envolvidos. Se você dele se lembrou tão cristalinamente é porque a matéria lhe provocou a ira e as emoções sensibilizam a memória marcantemente. Além disso, a apreciação que fez, como viu nos comentários que postei há pouco, não desqualificou o artigo, você apenas achou que sim.
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    hhh) “E muita coisa foi feita. [COMENTÁRIO atual: discutível, depois de 100 anos, ainda sequer se sabe o que é psi...]”
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    VITOR: Psi é um fenômeno de natureza psicológica voltado ao ganho de informação sem o uso dos sentidos conhecidos.
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    COMENTÁRIO: deve estar sonhando… desde quando psi significa “ganho de informação”? Que informação é “ganhada” com psi? Além dos devaneios da paranormalidade desvairada (da qual temos aqui representantes) psi não agrega qualquer “plus” à comunicação entre humanos.
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    iii) “Vaga é essa crítica. [COMENTÁRIO atual: as definição em psi são realmente vagas, e não poderiam deixar de ser, como definir adequadamente o que não se sabe o que seja, nem se existe?]”
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    O modelo de redução de ruído em ganzfeld está bastante consolidado, é testável e gerou previsões, inclusive sobre o perfil de participante que geraria os mais altos índices nos testes ganzfeld.
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    COMENTÁRIO: se puder citar experiências que se tornaram consenso no meio talvez nos convença de que essa ideia, a qual se apega dramaticamente, tenha o significado que apregoa.
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    VITOR: Que os espíritos tenham PROPOSTO um experimento não quer dizer que o CONTROLE do experimento tenha saído das mãos do investigador. Você sabe a diferença entre as duas coisas, OU NÃO SABE?! Thomas tomou todas as garantias possíveis para que não houvesse vazamento de informações, verificou a possibilidade de coincidência, trocava a posição dos livros de sua estante a todo instante, variou os experimentos (como mostrei em mensagem precedente, a qual você fugiu de comentar). ISSO É CONTROLE EXCLUSIVO DO EXPERIMENTADOR. Assim sua crítica cai por terra.
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    COMENTÁRIO: você se ilude e não percebe. Os controles que Drayton implementava tinham o fito de evitar interpretações outras, quais clarividência e telepatia. Thomas estava tomado pela convicção de que mortos comunicavam, em momento algum ele pretendeu pôr em testagem essa suposição que, para ele, era a mais rotunda certeza. Eu ficaria muito satisfeito se lesse nos apontamento de Thomas algo mais ou menos assim:
    “Após diversos experimentos tenho a firme convicção de que espíritos comunicam, mas devo admitir que as provas que Osborne me proporcionou são insuficientes para demonstrar a qualquer interessado a realidade de mortos em meio aos vivos. Meu objetivo com as próximas experimentações é conseguir evidências robustas o suficiente para que outros examinadores cheguem ao mesmo grau de convicção a que cheguei e, se quiserem conferir com rigor, repitam minhas experiências e obtenham igual sucesso. Para tanto, em vez de aferir até onde vai o alcance do poder dos espíritos, em verificações que podem ser interpretadas de outras maneiras, até mesmo considerando a fraude (embora esta me pareça altamente improvável), intentarei demonstrar, sem resquícios de dúvidas, que as revelações de Osborne provêm de entidades desencarnadas atuando junto a ela. Pugnarei por obter respostas objetivas, que digam claramente do objeto de teste. Por exemplo, em vez de obter informações do tipo: “o terceiro livro tem o verde predominante; na terceira página há uma palavra que indica ou parece indicar comida”, esforçar-me-ei por conseguir dados precisos como o título do livro, frases específicas, coisas assim. É sabido que os espíritos que visitam Osborne têm grande dificuldade em enxergar o mundo físico como nós enxergamos, mas devo buscar superar essa limitação (ou mesmo usá-la) para conseguir retornos efetivos, em número e qualidade suficientes para elidir suspeitas de que outros processos ou procedimentos, que não recorrem a espíritos, melhor expliquem o trabalho de Gladys Osborne.”
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    Uma declarações de intenções dessa natureza e sua consequente execução, aí sim, poria Drayton Thomas noutro patamar de excelência investigativa.
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    15 c) “Cadê a descrição detalhada do que acontecia nos bastidores dos eventos?”
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    VITOR: Está no livro, ué. Se o crítico não lê sequer o que critica, só posso lamentar tamanha MÁ FÉ.
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    [...]
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    “Seis dias mais tarde eu tentei dar ao meu pai o paradeiro desta estante, e repeti a tentativa à noite e de manhã ao longo de quatro dias antes da sessão de 5 de julho. Nem uma única vez durante essa, ou nas sessões seguintes, EU DISSE QUALQUER COISA SOBRE A LOCALIZAÇÃO DOS LIVROS DO TESTE ALÉM DA SEGUINTE PERGUNTA: ‘SERÁ QUE O MEU PAI RECEBEU A MENSAGEM QUE EU TENTEI LHE DAR SOBRE A POSIÇÃO DE UMA ESTANTE DE LIVROS QUE ESCOLHEMOS PARA O TESTE DE LIVROS NA CASA DE FRED BIRD?’ A resposta foi: ‘Ele achou que sim; ele chegou perto o suficiente’, e então imediatamente várias declarações foram feitas, das quais as seguintes são exemplos, nossas verificações posteriores sendo anexadas a cada uma.”
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    COMENTÁRIO: quando lemos tal descritivo somos tentados a considerar: “eis aí um bom experimento”, mas, analisando melhor algumas incongruências ressaltam. Observe. Drayton acreditava que o pai lhe ouvisse os pensamentos. Se quisesse verificar se era assim, deveria ter mandado ao falecido pensamentos da localização da estante e acrescentado: “diga, na sessão de amanhã a Feda, para que ela comunique a Osborne e esta me informe, se o senhor está pronto para o teste: ela deverá se manifestar sem que eu nada lhe pergunte, assim saberei que recebeu o recado direitinho”. Esta seria boa forma de conferir a comunicação ente vivo e morto, conquanto de forma pessoal. Entretanto, ao indagar a Osborne se o teste com livros, na casa do livreiro, numa certa estante, Thomas facilitou a vida da médium, só faltou passar-lhe o nome do livro… e, esperta como ela era, não é de descartar a hipótese de que tenha enrolado Thomas e conseguido mais informações. Além disso, os resultados sempre dão retornos imprecisos, exatamente os do tipo que não buscamos. Drayton Thomas não conseguia, como alguns atualmente não consegue, entender que respostas concretas, objetivas, devem ser a meta de todo experimentador com espíritos, em vez de se contentar com nebulosidades.
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    15d) “Cadê Osborne testada por céticos (céticos de verdade, não os amigos do reverendo), o quanto suficiente para conclusão segura?”
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    VITOR: Ah, tipo assim, se ela fosse testada por Stanley Krippner que solicitasse o auxílio de James Randi, vc não aceitaria por eles serem amigos? É isso?
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    COMENTÁRIO: uma dupla tipo Krippner e Randi seria plenamente aceitável, e é o que estamos reivindicando: experimento conjunto com céticos e crentes.
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    15e) “Cadê Osborne proferindo afirmações firmes, em vez de insinuações e tergiversações?”
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    VITOR: Você quer dizer afirmações mais firmes do que dizer a localização exata do livro, o número exato da página, em que parte exata da página o trecho respectivo seria encontrado? Trecho esse que não é encontrado em outros livros da estante, o que por si só elimina coincidência e validação subjetiva, e todas as tentativas que buscaram por tais trechos por meios normais resultaram em fracasso?
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    COMENTÁRIO: parece mesmo muita coisa, mas e os testes confirmativos, que reportassem iguais resultados? Observe que essa aparente firmeza testativa não abalou Sidgwick, que era contemporânea de Thomas e conhecia bem as mumunhas desse tipo de investigação. Você garante que a informação só era encontrada no livro referido, talvez sim, talvez não. Quem fez a conferência? Thomas, que queria ver sua fé confirmada, ou pessoas não tão crentes quanto ele?
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  157. MONTALVÃO Diz:

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    Parece que esse tópico está se esgotando. Aqui apenas para esclarecer uma manifestação do Vitor:
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    10) “Porém, teve um espírito-pig que interferiu no processo e disse: “Drayton Thomas, por que você não aplica um teste “in loco” ao espírito presente, objetivando confirmar se ele está presente?”. Thomas refletiu por um átimo de instante e bradou: “MAS NÃO! Você pensa que a mediunidade funciona assim? Tás hexagonalmente equivocado, temos que ficar ao sabor do saber de Feda e de Osborne, são elas que sabem das coisas.”
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    VITOR: Testes “In-loco”? Thomas NUNCA deixou que Osborne adentrasse em sua casa! Se ele fizesse isso, isso sim daria margem ao vazamento de informações, até por meio de concluio com algum integrante da casa. Além disso, obrigando o espírito a ir até a casa de um amigo (que Osborne também NUNCA visitou), ele não só prova a presença do espírito, como prova que espíritos se locomovem…
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    COMENTÁRIO: tentei fazer uma “gracinha” e fui mal entendido. Por teste “in loco” quis me referir a teste no local do experimento, do tipo que aqui sugerimos. E vez de mandar o espírito para as lonjuras, conservá-lo no local, ou no máximo remetê-lo a aposento contíguo, de modo que o controle fique facilitado e se possa mensurar imediatamente o resultado. Desse modo, no lugar de fazer um mapa para que o morto não se perca (de certo modo facilitando o trabalho da médium-suspeita) manter as verificações no local das provas. Poder-se-ia por exemplo, levar Osborne até a entrada da casa do livreiro, ali vendá-la seguramente e conduzi-la ao local das verificações. Desse modo, Thomas poderia escolher qual livro quisesse, sem ficar dependente de instruções confusas de sua parte e respostas ainda mais provindas de Gladys.

  158. MONTALVÃO Diz:

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    Atualizo a proposta de verificação de espíritos presentes. Reitero que contribuições são bem-vindas.
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    Proposta de verificação da presença real de espíritos, atuantes e comunicantes, na natureza.

    Autores: 1) Moizés Montalvão – pesquisador independente.
    2) “Fatboy” – pesquisador independente.

    Objetivo: conferir se as alegações de que mortos comunicam com vivos se confirma por meio de verificações controladas.

    Método: aplicação de testes simples, voltados especificamente para a demonstração de que inteligências invisíveis estejam presentes nos ambientes ditos mediúnicos, os quais pressupõem a interação entre agentes vivos, denominados médiuns, e espíritos de quem já viveu.

    Motivação: as investigações conhecidas, que intentam dar provas da atuação de espíritos de mortos em meio aos vivos, são insuficientes para produzir evidência ampla e generalizadamente aceita. As formas tradicionais de suposta comunicação mediúnica (psicografias, psicofonias, etc.) são incapazes de atender a exigência de demonstração cabal, passível de ser admitida por todos, sejam crentes ou céticos. Mesmo nas comunicações mais expressivas, em que aparentemente o médium diz coisas que ultrapassam seu limite de saber, outras interpretações do evento são cabíveis. A proposta aqui apresentada tem por meta gerar sinal conclusivo de que a produção dos médiuns provém de seres desencarnados (descartadas as fraudes).

    A seguir damos exemplos de enxoval de pesquisa, destacando que outras sugestões são admissíveis, desde que tenham por foco a detecção concreta de seres invisíveis em ação. Estudos que avaliam o grau de acertos contidos em mensagens mediúnicas não atendem ao requisito de excelência aqui previsto.

    Inicialmente concebemos que as investigações propostas sejam realizadas por equipe mista, composta de adeptos da mediunidade e céticos. As experiências serão filmadas e gravadas, permitindo que interessados as examinem e avaliem a importância da prova obtida.

    Projeto nº 1.

    “Leitura Cega”

    Os pesquisadores disporão de conjunto de envelopes preparado fora de suas vistas, de modo que ninguém presente saiba do conteúdo, com no mínimo dez amostras e no máximo vinte.

    Cada envelope, lacrado, indevassável mesmo posto contra a luz, conterá uma folha de papel tipo A4, de gramatura grossa, com algum tipo de informação ou em branco. As informações podem ser letras, números, frases curtas, imagens simples. O dado informativo constará do centro da folha, em orientação “paisagem”, tamanho da fonte 72, fonte arial ou times new roman.

    O médium em teste ficará sentado confortavelmente numa poltrona e evocará espírito com o qual tenha intimidade.

    Tendo iniciado o teste, o evento é filmado sem interrupção, do início ao fim. É recomendado que junto ao médium esteja um gravador de voz de boa qualidade igualmente ligado do início ao fim do experimento.

    Nesta posição será vendado, com segurança, de modo que não possa enxergar nenhuma fresta de luz. Quaisquer apetrechos que traga (óculos, relógio, celular, fones de ouvido, etc.) serão tirados. O médium deverá trajar roupa simples e camisa de manga curta.

    Um dos participantes é sorteado ao início do experimento como coordenador do grupo, a ele caberá dar explicação ao médium do que será a experimentação e sanar-lhe eventuais dúvidas.

    Estando o médium devidamente preparado, todos os pesquisadores se posicionam atrás do testando (inclusive o que estiver filmando), de forma que, mesmo que enxergasse, não pudesse ver os presentes. Só então o médium é cientificado do teste que deverá realizar. Se-lhe-á dada oportunidade de expressar suas dúvidas, caso não tenha entendido a explicação, porém nenhuma pista do que possa estar contido nas folhas (se número, letra, desenho…). Um dos investigadores, indicado no momento pelo coordenador, abre a esmo algum dos envelopes, retira a folha e, sem olhar o que nela está escrito (ou se está em branco), a exibe acima da cabeça, após avançar um passo em relação aos demais (para quem nenhum dos experimentadores veja a informação). O coordenador profere em voz alta “início do teste nº…”. Neste momento, um toque de campanhia sinaliza ao médium que deverá receber do espírito a informação do que se contém na folha mostrada. Ser-lhe-á concedido mais ou menos trinta segundos para a resposta. Findo este tempo, sem que o médium se manifeste, o coordenador toca a campanhia para avisar que o prazo se esgotou e indaga do médium “precisa de mais tempo?”. Caso a resposta seja positiva, o cartaz é passado para outro experimentador, com a parte escrita voltada para baixo, para que não olhem o que nele está escrito e este procede do mesmo modo que o anterior, concedendo mais 30 segundos. Terminado o segundo prazo e não havendo resposta o teste é considerado erro.

    Para evitar suspeita de código verbal previamente combinado as falas durante o teste devem ser mínimas, antecipadamente acordadas, e não podem ser modificadas (por exemplo: a) “alguma dúvida?”; “o teste consiste em o espírito ler um cartaz que está sendo exibido e informar seu conteúdo”). As falas devem se restringir ao período anterior e posterior ao teste, durante a experimentação nada deve ser falado. Caso o médium faça perguntas nesse período o teste é cancelado e inicia-se outro, após esclarecer a dúvida do medianeiro.

    Após o médium noticiar o que o espírito tenha lhe passado, ou findo o prazo sem manifestação, a câmara filma imediatamente o conteúdo da folha, que será numerada com o número do teste correspondente. Nesse momento nenhuma informação é dada ao médium quanto ao sucesso ou fracasso. Após o sujeito em teste ter se pronunciado, e a folha reposta no envelope, o coordenador diz em voz alta “fim do teste nº…”;

    Retorno esperado: cem por cento de acertos, ou próximo disso.

    Caso haja respostas corretas, mas não suficientes para produzir conclusão satisfatória, verificam-se as explicações possíveis e, se necessário, repete-se o teste com nova configuração, ou aplica-se outra modalidade de prova.

    Exemplo de dados que podem constar das folhas de teste, considerando 10 folhas.

    1. AE
    2. Ivo viu a uva
    3. 2
    4. (em branco)
    5. 128
    6. Feche a porta
    7. BOB
    8. (em branco)
    9. Imagem de um óculos
    10. IA

    Alternativamente, e visando eliminar o intermediário na feitura do teste, pode-se usar programa que manipula frases e as apresenta aleatoriamente na tela do computador. Neste caso, o suposto espírito deverá olhar o termo que a tela exibir e informar ao médium que dirá em voz alta o que lhe foi passado.

    Projeto nº 2.

    “Leitura de livro”

    Este é experimento dos mais simples que, entretanto, proporciona respostas evidenciativas. Pode-se realizá-lo com o médium vendado ou tendo os olhos descobertos. Na primeira opção a venda constitui quesito de segurança adicional, embora, em princípio, não se considere essencial para o efetivo controle.

    Os experimentadores têm à disposição, digamos, cinco livros, todos encapados com papel pardo, de modo que ninguém no ambiente visualize o título. Um dos experimentadores é sorteado a realizar os procedimentos. Este se colocará atrás do médium, tendo os volumes do teste ao seu alcance. Os demais ficam afastados, acompanhando e filmando o processo. O pesquisador pega um dos livros e abre a esmo, de modo que as páginas impressas fiquem voltadas para baixo e ninguém, nem que segura o volume, veja o que está escrito. O espírito é convidado a ler o trecho e informar duas ou três frases que tenha visto. Alternativamente poderá noticiar o assunto ali contido (isso para atender certas alegações de que os mortos, apesar de presentes, não enxergam como os vivos, apenas “sentem” o conteúdo de textos). Depois de o médium instruído do que se espera da entidade espiritual (que, pressupondo que esteja presente, certamente já ouviu o que seja), um dos experimentadores diz em voz alta: “início do teste nº…, uma campanhia dá o toque de início. Após um período combinado (que pode variar de um minuto a dois) a campanhia dá dois toques a indicar o fim do teste. O experimentador declara: “fim do teste nº… O livro do experimento é então marcado na parte que fora aberta, a fim de se conferir se a informação dada pelo médium será achada naquele trecho.

  159. Vitor Diz:

    Montalvão,
    seguindo:
    .
    aa) “Se não viu, basta ficar ciente de que o texto inteiro é só exaltação. Comecei a comentar e enviei, mas, infelizmente, por mais boa vontade que se possa ter, não há muito a falar do material.”
    .
    VITOR: Alegou, mas… não provou. Sigamos adiante…
    .
    bb) “pois eu quero provar a você que está pentagonosfericamente equivocado.”
    .
    Não está conseguindo.
    .
    COMENTÁRIO: ao menos tentei… se o paciente é recalcitrante ao tratamento a culpa não é do médico…
    .
    VITOR: É que não quero brincar de médico com vc :-)
    .
    cc) COMENTÁRIO: vou selecionar trechos comprovativos, enquanto isso pode, se quiser e puder, apontar exemplos da força investigativa desse senhor que dependia da orientação dos “espíritos” para conduzir suas experiências (esta uma das mostras de sua fraqueza perquiritiva)
    .
    VITOR: Ser orientado pelos espíritos não é fraqueza alguma. Até o James Randi é orientado pelas pessoas que testa até supostamente chegarem a um comum acordo (daí porque os testes levarem ANOS até ocorrerem). Todo teste envolve um acordo mútuo entre o pesquisador e o sujeito da experiência. O importante é não deixar espaço para as explicações normais. E isso o Thomas fez.
    .
    Dito isso, Thomas mostrou que a hipótese de fraude, intencional ou não, pela médium é insustentável; e quanto às possibilidades de recordação imprecisa, interpretação forçada e de acaso, ele as eliminou com sucesso; em primeiro lugar, tomando notas completas em cada sessão e enviando cópias duplicadas para outras pessoas no mesmo dia, e, em segundo lugar, através da análise de inúmeros livros e papéis, diferentes dos indicados pelo comunicador invisível, e provando que a coincidência, embora possa explicar (como sempre faz) alguns acontecimentos improváveis, não explica a grande massa das provas. Thomas assim fez dois tipos de testes: (I) os ‘testes de livros’, que ocorreram antes perante outros assistentes, e foram completa e criticamente discutidos pela Sra. Henry Sidgwick na Parte 81 dos Proceedings of the Society for Psychical Research, e (2), os assim chamados ‘testes de jornais’, os quais Thomas foi o primeiro a receber, e foi capaz de confirmar a precisão em muitos casos.
    .
    A conclusão muito cautelosa que a Sra. Henry Sidgwick chegou em relação a estes testes de livros é que ‘no geral, eu acho, a evidência perante nós se trata de um caso prima facie razoável para a crença’ — em clarividência telepática, i.e., ‘a percepção de coisas externas desconhecidas a qualquer pessoa presente, mas conhecidas por alguém em algum lugar’. Mesmo que isso significa alguém na face da Terra, em muitos dos testes de livros do Sr. Thomas a evidência vai muito além disso, e envolve um escopo mais amplo.
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    dd) “Para ficar com bom exemplo das fraquezas de Drayton Thomas, considere a generosidade com que avaliava os resultados dos experimentos que conduzia. Generosidade que eu havia identificado, quando examinei o caso de Bobbie Newlove. Depois, descobri que outros já a haviam percebido, qual foi o caso do parapsicólogo Robert amadou e da Sra. Sidgwick. Aliás, falando nesta, é interessante conhecer pedaços da análise que realizou em registros de leitura mediúnica de livros. Seria até desnecessário, porque você conhece bem o material, e quem bem conheça essa avaliação, no mínimo, conclui que esses experimentos são inconclusivos; porém, como sua generosidade avaliativa ombreia com a de Thomas nada é de surpreender. Relembro, pois.”
    .
    VITOR: Certamente você tem uma impressão completamente equivocada da verdadeira conclusão de Sidgwick! Isso é o que dá não ler o material todo…
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    dd1)COMENTÁRIO: “Sidgwick nos dá diversas informações interessantes e mostra o quadro geral e predominante em testes de leitura (e o admirador de Osborne ainda quer que esse tipo de testagem seja implementado modernamente). O destaque que agora faço é quanto ao fato de ela noticiar que nada teve a ver com a montagem do experimento e, embora acredite que fora feito em lisura, sobre o fato nada pode dizer. Nosso problema atual é este, não há como fiscalizar o que possa ter acontecido na parte oculta dessas experimentações, tanto pode ser que todos os envolvidos (inclusive a suspeitíssima Osborne) tenham agido corretamente, quanto pode ter ocorrido algumas facilitações safadas. A maneira de solucionar isso passa por testar espíritos na atualidade.”
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    VITOR: Isso não resolve absolutamente nada. O processo de revisão por pares das revistas científicas, onde o artigo será publicado, funciona do mesmíssimo modo. Os revisores não entram numa máquina do tempo para conferir se tudo se passou do jeito que se disse… no entanto, houve replicação por pesquisadores independentes suficientes que nos asseguram que houve um legítimo processo paranormal.
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    dd2) Seguindo com sua reflexão, a Sra. Sidgwick explana: “DEVE-SE ENTENDER DESDE O INÍCIO QUE MUITOS TESTES DE LIVROS E ITENS DELES SÃO FRACASSOS COMPLETOS, E QUE A APARENTE PRECISÃO E RIQUEZA DE DETALHES NO QUE O COMUNICADOR DIZ, E QUE A CONFIANÇA EXPRESSA POR ELE DE QUE O TESTE SERIA BOM, NÃO SÃO GARANTIA DE SUCESSO. Eu portanto busquei tabular o número de sucessos e fracassos dos casos diante de nós. Grosseiramente falando, de cerca de 532 itens, POUCO MAIS DE UM TERÇO FORAM COMPLETAMENTE OU APROXIMADAMENTE BEM SUCEDIDOS!(2) MAS EU NÃO ACHO QUE ISSO REALMENTE NOS DIGA MUITA COISA; PRIMEIRO, PORQUE A CLASSIFICAÇÃO É DIFÍCIL E IMPRECISA; E SEGUNDO, PORQUE A IMPORTÂNCIA EVIDENCIAL DOS CASOS BEM SUCEDIDOS, EMBORA IMPROVÁVEIS DE OCORRER PELO ACASO, VARIA ENORMEMENTE.
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    COMENTÁRIO: então se vê a fragilidade argumentativa de quem quer, de qualquer jeito, “provar” que os espíritos já deram provas concretas de suas presenças. Sidgwick nem pode ser chamada de cética (ou pseudocética, como muitos gostam de rotular aqueles de quem não gostam), ela demonstrava ser simpática à hipótese mediúnica e à paranormalidade, embora fosse mais consciente que boa parte dos desse grupo.
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    VITOR: Não há fragilidade alguma. À época que Sidgwick escrevia – 1921 – não havia ainda sido feita a vasta experiência de controle por Salter (mas Thomas já havia feito tal experiência de controle, mas numa quantidade menor), publicada em 1923. Gauld informa:
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    Num extenso trabalho publicado em 1921 (145c), a sra. E. M. Sidgwick analisou os resultados de 532 testes. Classificou 92 (17%) como sucessos; 100 (19%) como aproximadamente bem-sucedidos; 96 como dúbios; 40 como fracassos quase completos, e 204 como fracassos completos. Numa experiência de controle (138a; cf. 10) 1.800 testes simulados foram sujeitos a uma análise similar. Houve 34 sucessos (menos de 2%) e 51 sucessos parciais (menos de 3%).
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    Como eu te disse, TODAS, ABSOLUTAMENTE TODAS AS TENTATIVAS DE REPLICAR OS TESTES POR MEIOS NORMAIS FRACASSARAM.
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    ee1) “Duas coisinhas precisa considerar: o contexto da experimentação e os resultados. Você ilustrou apenas uma parte da primeira. Posso lhe adiantar, mesmo sem conhecer esse experimento que relata, que as respostas de Osborne (que as atribuia à imaginada Feda) são todas tipicamente evasivas, nebulosas, incertas e dependem da boa vontade do pesquisador para serem aceitas. E boa vontade, creio que disso nem você duvida, não faltava em Drayton Thomas. Apesar de que, no exemplo acima, ter-se a impressão inicial de que Thomas fazia o dever de casa corretamente, lamentavelmente a avaliação que realizava do sucesso mediúnico do discurso de Gladys era de uma pauperrimidade pasmante. Em outras palavras, mesmo quando parecia estar no controle Drayton Thomas fraquejava. Em alguns casos Drayton passou perto de estar no caminho certo, como a ilustração postada exemplifica, mas falhava em aceitar a “percepção etérica” como realidade da visão que espíritos teriam do meio material. O que lhe faltou? Simples: se os mortos que junto a Osborne transitavam tinham suas particulares dificuldade em ver, Thomas deveria elaborar verificações que, mesmo perante esse óbice, proporcionassem respostas satisfatórias e não a safadeza que Osborne prolatava, tipo dizer: “o livro contém algo que lembra a água”; “na capa vai encontrar uma palavra que parece relacionada a madeira”…
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    VITOR: Mas Thomas elaborou verificações que mostravam que o caráter “evasivo, nebuloso, incerto” das respostas não era explicável por coincidências. Aliás, a própria Sidgwick disse isso: “Seria um erro, entretanto, supor que quase em qualquer página de qualquer livro algo que possa passar como uma mensagem seja encontrado; e há claro ainda menos chances de quando as indicações, mesmo vagas, da natureza da mensagem são dadas, a mensagem quando encontrada se adequará a elas.”
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    Quer ver as verificações de Thomas?
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    Eu testei a possibilidade de coincidência. Usando os primeiros 40 testes recebidos, eu tentei para cada um, com livros selecionados aleatoriamente, buscar por correspondências em três ou mais páginas. O resultado foi um fracasso nítido; as exceções quase invariavelmente relacionadas a um único teste, e vagamente descrito, como ‘uma referência a um esforço’, ou ‘uma referência a uma cor’. Mas quando nos testes do comunicador tais generalidades como essas foram associadas com itens adicionais, sendo encontradas nas mesmas páginas ou em páginas relacionadas, o acaso raramente forneceu qualquer paralelo ao sucesso da verificação original.
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    Os exemplos a seguir estão entre as melhores coincidências neste experimento: —
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    O teste de livro Nº 2, registrado no Capítulo III, contém seis itens:
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    ‘A-sh-ill-e’ . . . ‘algo sobre esforço’ . . . ‘uma palavra começando com “M” proeminente lá’ . . . ‘uma referência a um evento em minha vida de três anos atrás’. . . ‘algo relacionado à minha esposa’. . . ‘descrição do local onde meu pai e eu vivemos juntos’.
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    Dos seis pontos, um livro escrito por Spiller chamado The Meaning of Marriage conseguiu três: —
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    ‘A-sh-ill-e’. O nome Spiller na capa fornece as letras ‘ille’ na ordem correta.
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    ‘Uma referência a um esforço, menos da metade do caminho descendo a página 87’. Abrindo aleatoriamente na página 3, havia a seguinte passagem perto do fim da página, ‘Nós podemos sem ressentimento pagar um merecido tributo à gata mãe cuja incansável devoção ao seu jovem é tanto tocante quanto heroica. Maternidade significa muito no mundo animal! Os pais humanos têm, entretanto, uma tarefa muito mais árdua e dispendiosa de tempo a realizar’.
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    Tudo isso pode ser entendido como uma referência a ‘esforço’. Isso é completado por ‘Maternidade’. A coincidência assim obteve três acertos consecutivos. Mas aqui eles se encerram. Pois com os três itens restantes do teste meus mergulhos aqui e lá não obtiveram o menor traço de conformidade.
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    Outra coincidência bastante boa aconteceu na comparação do teste de livro Nº 4, registrado no Capítulo IV, com o Vol. II de Types of Ethical Theory de Martineau (3ª edição, Clarendon Press Series).
    ‘Página 87 tem a ver com “ouvir”’, etc. Fracasso.
    ‘Página 132 é um tipo de continuação do acima; uma referência à sua mediunidade, mas levemente diferente de “ouvir”. Descendo por acaso na página 393 eu achei umas poucas linhas sobre evolução que não me pareceram totalmente irrelevantes.
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    ‘A letra “S” está na página de título’. A palavra ‘Séries’ estava no título.
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    ‘A página 3 se refere a alguma coisa que você uma vez estudou e era interessado, mas depois suas opiniões sobre isso passaram por uma mudança’.
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    Na página 3, Martineau menciona Descent of Man, de Darwin, o qual, curiosamente, traz a história da Criação do Gênesis, e esse foi o tema que comprovou o teste original.
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    Aqui houve três coincidências, mas não mais; os três itens restantes do teste não combinavam com qualquer correspondência.
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    Dessa forma a probabilidade de coincidência foi provada ser pequena; pois dos 40 testes de livros em que meu pai esteve correto 35 vezes, o acaso conseguiu apenas 14 acertos, embora cada teste buscasse por três páginas diferentes para dar um escopo mais abrangente para a operação de coincidência.
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    Uma investigação adicional feita em linhas similares mostrou que os testes de livro originais obtiveram 25 sucessos de um total de 32 possíveis, e o acaso apenas 10, e nenhum desses foi notavelmente bom.
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    Um teste de livro dado pelo meu comunicador continha seis itens, quatro dos quais foram encontrados em duas páginas opostas. É bem pouco provável que alguém pudesse alcançar qualquer chance de paralelo a essas verificações; de fato, eu pesquisei 20 páginas abertas ao acaso sem sucesso.
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    Várias comparações dessa natureza podem ser aduzidas, indicando como, na qualidade, ainda mais do que na quantidade, os testes como originalmente verificados se mostraram superiores aqueles encontrados pelo acaso.
    A sucessão de verificações registradas no Apêndice B, onde testes de livros e de títulos estão entremeados, apresenta um exemplo em que uma correspondência pelo acaso seria dificílima.
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    Mas o método mais satisfatório pelo qual um juízo hesitante pode ser convencido seria provavelmente a tentativa de combinar o padrão dos resultados obtidos nos testes registrados no Capítulo VIII. Há a evidência do meu amigo Sr. Bird de que as anotações deles estavam em sua posse antes que os livros vissem a luz do dia, e ele confirmou as verificações.
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    Nestes exemplos, portanto, a questão da minha veracidade ou exatidão não precisa ser considerada. Fossem essas verificações atribuíveis ao acaso seria possível combiná-las pela inspeção de livros tomados ao acaso. Uma tentativa nessas linhas pode efetivamente impressionar no não convencido uma ideia da pequena probabilidade de se alcançar resultados igualmente precisos pelo acaso.

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    Thomas mostra assim seu brilhantismo, e desafia qualquer um a reproduzir o sucesso dos testes por vias normais. Muitos tentaram. Ninguém conseguiu.
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    ee2: COMENTÁRIO: o controle de Osborne, nesses casos, está nas respostas que Osborne produzia. Se pusesse o inteiro trabalho ao exame de quem interessado fatalmente ficaria claro que a mulher não disse nada de consistente a respeito do conteúdo dos livros.
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    VITOR: Então seria atribuível ao acaso, o que claramente não é o caso, como diversos testes mostram.
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    ee3: “O admirável é que esse resultado incerto, para Drayton Thomas e Vitor, é considerado aceitável. O que faltou aqui?”
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    VITOR: Faltou o Montalvão replicar o que Osborne fazia por meios normais. Mas sua tentativa resultou em… fracasso. Mais uma vez.
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    ee4: “É claro: testes complementares para confirmar se havia mesmo espíritos inenxergantes no ambiente, já que os experimentos até então eram inconclusivos. A falta de percepção dessa realidade faz com que experiências gambetas sejam aceitas como probativas.”
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    VITOR: Os experimentos não eram inconclusivos. Eles concluíram que coincidência, memória defeituosa, fraude, nada disso explicava os resultados, só restando alguma hipótese paranormal como explicação.
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    ee5: COMENTÁRIO: então pegue aí: “Drayton Thomas, desculpo-o por ter se deixado lograr pela espertíssima Gladys Osborne. Ela aproveitou sua firme crença na presença de mortos entre os vivos, crença essa que nem sua formação religiosa foi capaz de debelar, e a explorou o quanto pode, transformando o almejo que você, Thomas, tinha em comunicar com defuntos em aparência de realidade. Eu o desculpo porque não vejo maldade em sua atitude, sim o resultado de anseio ingênuo cultivado e estimulado desde a infância. O que você nunca percebeu, Thomas, foi que o que Osborne lhe dava era o que a fantasia que seu pai lhe deixou de herança requeria: pseudocomunicação assumida como legítima. Em verdade, o que você pretendia com seu trabalho não era conferir se espíritos comunicavam com vivos, isso já lhe estava estabelecido como certeza; sua pretensão, ínclito Drayton Thomas, era tão somente aquilatar até onde ia a capacidade de ação dos mortos no mundo material. Esse foi seu grande equívoco. Por isso o desculpo, meu nobre”.
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    Tá bom assim?”
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    VITOR: Não. Péssimo. Agora peça perdão a Drayton e a Osborne.
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    ff1) “COMENTÁRIO: êba! Essa eu gostaria de ver: o que a neurociência tem a falar da mediunidade (aqui admitindo-se, para efeito de avaliação, que fosse realidade). Está tão fixado em Gladys Osborne que esquece que naquela época o “modus operandi” dos mortos fora “explicado” por muita gente: Allan Kardec, Ernesto Bozzano, e tantos outros. Nestas explicações (em várias delas) os espíritos veem normalmente e conseguem articular palavras sem restrições.”
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    VITOR: Bozzano jamais disse coisa semelhante. Kardec sim. Essa sua mania de jogar tudo no mesmo saco me dá nos nervos…
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    ff2) “Nas comunicações tiptológicas as letras dos nomes eram soletradas sem dificuldades, pondo por terra a desculpa dos “espíritos” de Osborne de que teriam grande dificuldade em articular nomes próprios.”
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    VITOR: Você acha que se comunicar por batidas e se comunicar por meio da voz é a mesma coisa? E que reproduzir o próprio nome e reproduzir o nome de outro espírito é a mesma coisa? Como um exemplo das dificuldades, Feda levou 3 anos para aprender a controlar o braço de Osborne para poder escrever no ar com o dedo.
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    ff3) “Como exemplo considere trechos da codificação espírita: [...]”
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    Um bom teste de livros de Thomas tem mais conteúdo paranormal que toda a obra kardequiana.
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    gg) “COMENTÁRIO: Oba, finalmente um aceno otimista. Isso é que venho dizendo há bastante tempo, eu e vários aqui: deixemos o passado incerto e busquemos confirmar a presença de mortos com verificações atuais e técnicas.”
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    VITOR: O passado não é incerto. E testes são feitos ainda hoje, usando imagens, e são bem conclusivos de paranormalidade.
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    hh) “COMENTÁRIO: crítico que não lê o que critica é soda, já dizia Fócrates. Ainda bem que aqui não costuma acontecer coisa assim, não é?”
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    VITOR: Por quem tem responsabilidade e busca agir de boa fé, certamente não ocorre. Mas há os irresponsáveis que agem de má fé…
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    ii1) “COMENTÁRIO: o caso com Gauld, já que o narrador não quer contar a história direito, foi que tive uma impressão de seu perfil baseado na leitura de um artigo do próprio, que estimulava a opinião que expressei, e deixei bem claro que minha avaliação tinha por motivo aquele texto específico.”
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    VITOR: Mas cuja impressão também não se justifica com a leitura daquele texto específico.
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    ii2) “Depois, ao examinar mais amplamente o trabalho desse senhor recuei e arrefeci minha classificação. Inicialmente o alcunhei de “ultracrente” e depois o considerei apenas crente…”
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    VITOR: Um “crente” inteligentíssimo e muito culto, conhecedor fenomenal da história da pesquisa psíquica, e que sabe avaliar bastante bem a força de um caso.
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    jj) COMENTÁRIO: penso diferente, pode sim, e muito bem… Nem o “melhor” de Thomas é suficiente para mudar essa impressão.”
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    VITOR: Como visto, sua impressão não se justifica, até porque ninguém reproduziu os resultados por meios normais.
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    kk) “COMENTÁRIO: não muda a realidade de que Osborne, direta ou indiretamente, era quem ditava as regras do jogo.”
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    VITOR: Dizer isso é o mesmo que dizer que os testandos do James Randi ditaram as regras do jogo quando finalmente chegaram a um acordo em comum…
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    mm1) “COMENTÁRIO: essa é de lascar até o cocuruto de Kardec. Aqui temos a mesma fragilidade de Piper revelada, embora fosse acidentalmente. Se Drayton Thomas tivesse tido a ideia de jogar iscas vazias e falsas sobre Osborne, e o fizesse tecnicamente (talvez melhor seria dizer “artisticamente”, visto que se o experimentador não fosse convincente, a médium poderia captar o logro), certamente os espíritos que visitavam Gladys facilmente esvairiam na fumaça da simulação. A ocorrência pode ser assim resumida: o nome buscado, inadvertidamente, fora passado erroneamente para a médium. Mesmo assim ela trouxe o garoto sem consertar o deslize.”
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    VITOR: Nada demais aí. No artigo recente de Beischel que foi publicado esse ano, apenas o primeiro nome do falecido foi fornecido e mesmo assim os médiuns conseguiram informações por meios paranormais. Um segundo nome apenas parcialmente errado, portanto, não obsta a localização do espírito. Além disso, no caso de Piper os assistentes forneciam nomes falsos de si mesmos e mesmo assim Piper trazia os espíritos corretos relativos àquele assistente.
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    mm2) [Que coisa: Feda insiste em brincar com a benevolência dos audientes: por que ela não diz claramente do que se trata? Por que opta por descrições vagas e imprecisas, obrigando os interessados a preencherem os claros com aquilo que eles gostariam que fosse?]
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    Thomas explica muito bem esse ponto:
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    Essa coroa era parte da fantasia de Valete de Copas de Bobbie, e se estudarmos a maneira como foi descrita pela primeira vez, (veja 34 e 35), poderemos supor que as tábuas foram “mostradas” a Feda, mas o boné (coroa) foi descrito a ela com palavras. Se isso de fato ocorreu, não podemos ficar surpresos com o fato de, quando o boné ter sido descrito novamente, passado um intervalo de cinco meses, Feda não o ter reconhecido.
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    Se lermos as seções 24 e 31, comparando as mensagens com suas verificações, teremos a impressão de que Feda recebeu as descrições de forma tão vaga que ela não fora capaz de formar uma imagem clara dos pretensos objetos. A idéia “construindo na área de serviço” chegou à consciência de Feda assim: “como construindo uma casinha”. O segundo item, que se referia à montagem da sala de ginástica, foi relatado de uma maneira que sugere ter vindo em fragmentos. É evidente que a recepção não foi visual, mas uma sucessão de idéias nebulosas. E não é justamente essa a forma como impressões telepáticas são geralmente recebidas pelos pesquisadores, e frequentemente, também, nos casos de impressões telepáticas espontâneas? Quão freqüente é o fato de pessoas “sentirem que algo está errado na sua casa”, mesmo sem saber qual é o problema específico?

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    Eu me pergunto por que o crítico faz perguntas que estão respondidas no texto? Simples: PORQUE NÃO LÊ!!!!!! E se leu, não leu direito… mas, perceba que mesmo essas descrições vagas dificilmente se encaixariam em outra criança… o que mostra que não são tão vagas assim.
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    nn) COMENTÁRIO: vejo que ainda não se desvencilhou da ilusão de que psicometria tenha algo de realidade. Você acredita infantilmente que um pedaço de papel, que nem pelo garoto fora segurado, tenha o poder de registrar informes da pessoa. São coisas assim que explicam como é difícil fazê-lo perceber que suas certezas estão sustentadas no vazio.”
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    VITOR: Há muitos experimentos a apoiar a realidade da psicometria. E pode ser que o toque nos objetos seja apenas o gatilho psicológico necessário para buscar as informações por meio de psi, não que o objeto em si tenha a capacidade de registrar informações.
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    oo1) “COMENTÁRIO: é que nesse ponto a falhança de Osborne era tão evidente que não havia como salvá-la…”
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    VITOR: Falhança eu uso para definir para erros claros. Não para situações ambíguas, indefinidas, que podem estar certas.
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    oo2) “COMENTÁRIO: e você acha que tal explicação faz algum sentido?”
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    VITOR: A questão não é essa. A questão é que o crítico não conhece a pesquisa do Thomas e o critica… mas, respondendo a sua pergunta, sentido faz sim.
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    oo3) “Por que ela não vê mas ouve?”
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    VITOR: Será que vc pode ler o artigo? :-)
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    (33) FEDA: Acho que ele virá de novo e me deixará vê-lo.
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    Fica assim claro que o menino não apareceu a Feda até a terceira sessão.
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    qq) COMENTÁRIO: o “engraçado” de Feda quer dizer estranho: dor engraçada=dor estranha, indefinida…
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    VITOR: Tanto faz. Também serviria para descrever a perda temporária dos movimentos da mão. Fica claro que não é a dor típica.
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    rr) “COMENTÁRIO: o conjunto de acertos mostra a técnica da mulher em ação, ao ressaltar que ela também acertava (ao mesmo tempo em que errava e muito), está privilegiando um lado da história e deixando o que não lhe convém fora da avaliação. O mesmo ocorre com a exaltação que dá a Piper. Leonora acertava várias coisas e errava outras tantas, mas aos crentes só interessam os acertos.”
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    VITOR: Tente encaixar os erros e acertos em outra criança e verá que não terá sucesso.
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    ss) “COMENTÁRIO: parece considerar o ganzfeld sua tábua de salvação, bem como a incerta alegação de que “artistas” pontuam bem em psi. A leitura fria de Osborne, no caso das sessões por procuração, eram indiretas: ela usava seu conhecimento natural dos hábitos e costumes da sociedade que conhecia e as trabalhava muito produtiva e convincentemente, ao menos para alguns.”
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    VITOR: IDEM ACIMA.
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    tt) “COMENTÁRIO: rê, rê, até parece Conan Doyle (aliás suspeito que, se reencarnação existir, você seria ele retornado). Desde quando Kelly sabe do que os “espíritos” precisam para dar partida no motor de revelações? Médium agora pega no tranco?”
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    VITOR: Por que não? Se o médium está recebendo dois ou mais fluxos de informação (por exemplo, oriundos de diversas mentes [vivas ou falecidas]) e precisa decidir qual o correto, um informe pode ser o necessário para ele decidir o fluxo correto e daí passar as demais informações sem receio.
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    uu1) “COMENTÁRIO: tá fazendo mesmo que Drayton: juntando pontos que possam validar o nebuloso discurso da mulher:”
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    VITOR: É para não correr o risco de focar na árvore e perder a floresta…
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    uu2) “em momento algum ela identificou difteria no garoto”
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    VITOR: Não precisa, ela não é médica. Identificar os sintomas corretos já está de bom tamanho. Com Phinuit, que se dizia um médico francês, talvez pudéssemos ser mais rigorosos (e de fato era o que acontecia… diagnósticos precisos).
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    uu3) “COMENTÁRIO: engana-se, acaso é o que menos conta no trabalho de Osborne, falei várias vezes (não leu?) que a mulher era uma artista, uma técnica, e das boas. Em vez de ficar se equilibrando nos acertos da médium, contemple do solo firme as falhas e as muitas insinuações que indicavam vários caminhos e começará a compreender a matreirice dessa senhora.”
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    VITOR: Enquanto ninguém conseguir reproduzir o que Osborne fazia por meios normais, ficará difícil…
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    yy) “COMENTÁRIO: ôpa! Gostei dessa: está a reconhecer que as afirmações da médium são vagas? Vejo esperança…”
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    VITOR: Já vimos que mesmo o caráter vago das mensagens não é explicável por coincidência ou validação subjetiva.
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    zz1) “COMENTÁRIO: ok, admito que se possa fazer cruz de concreto sem ferragem, mas isso pouco muda em favor de Osborne:”
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    VITOR: A questão é que depõe contra você. Mostra, mais uma vez, que vc faz afirmações sem a devida pesquisa, sem o devido cuidado, de maneira irresponsável. Não é uma postura de alguém que age de boa fé.
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    zz2) eSSE observe que ela nem a palavra cruz citou, tampouco falou de concreto, citou uma indústria de barro, cerâmica ou “algo de pedra”, foram os próximos a Bobbie que validaram a difusa “revelação”. Acorda…
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    VITOR: E se esquece mais uma vez que ela ela somou a isso que não era aço, ferro, ou metal… que insistência em esconder informação…

  160. Vitor Diz:

    MONTALVÃO 1: “ACREDITO que já lhe dei mostras suficientes dos dois pontos principais de nossa presente discussão: 1) não há evidências firmes da presença de espíritos nos eventos mediúnicos, nem nos do presente, nem nos do passado. ”
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    VITOR: Crença sua. Demolida, já.
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    MONTALVÃO 2: “Podemos por certo admitir que alguns pesquisadores até pensaram em explorar esse caminho, mas não foram adiante. Tenho a impressão de que ao perceberem que a via não era produtiva em apoiar as expectativas de confirmar mortos ativos na natureza, preferiram outras opções.”
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    VITOR: Outro erro.
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    MONTALVÃO 3:”De pouca serventia será derribar seus argumentos um a um, vez que, para cada que cai dois erige em substituição.”
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    VITOR: Sou a Hidra. Mas não lembro de ter tido nenhuma cabeça cortada. :-)
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    MONTALVÃO 4: Portanto, o melhor é focar a base e averiguar se está bem firmada. A meticulosa observação mostra que a negativa é a resposta.
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    VITOR: O melhor é vc ler antes de criticar, ou vai continuar pagando mico.
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    MONTALVÃO 5: “O mesmo pode ser dito em relação ao paranormal. A certeza que cultiva, de que psi é realidade: firme, concreta, controlável e, muitas vezes, controlada, não harmoniza com o que se conhece do geral das pesquisas.”
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    VITOR: Em vez de ficar só no “geral”, desça até os detalhes…
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    MONTALVÃO 6: “Portanto, ou concluímos conforme a conjetura de Moi que, se psi existe é “força” incerta, débil, incontrolada e sem serventia, ou aguardamos mais e melhores experimentos para que conclusão segura se obtenha.”
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    VITOR: Já debatemos isso extensamente. Se vc não tem nada novo a apresentar, concordemos em discordar.
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    MONTALVÃO 7: “Você diz que Blackmore em certo caso descartou o efeito gaveta, se bem entendi, nos experimentos ganzfeld. Conquanto não tenha postado o que Blackmore efetivamente falou, ainda que ela tenha reconhecido algo favorável em favor das experiências com o paranormal, certamente a opinião que tem a respeito da incerteza dos estudos nessa área continua inalterada. Susan pode até examinar um experimento e outro e opinar que o trabalho lhe pareça corretamente conduzido, porém tal não significa que tenha mudado seu ponto de vista sobre as dificuldade de evidenciar a paranormalidade.”
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    VITOR: Opinião dela expressa sobre Ganzfeld em 1997:
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    Susan Blackmore, uma psicóloga da University of Western England, diz que se ela tivesse que colocar seu dinheiro em cima da mesa, ela ainda apostaria que psi não existe. No entanto, ela sente que enquanto os parapsicólogos se adaptaram aos tempos e melhoraram seus métodos, o mesmo não pode ser dito sobre os céticos. “Eu cheguei à conclusão que Honorton fez o que os céticos pediram, ou seja, ele produziu resultados que não se devem a qualquer falha experimental muito óbvia. Eu acho que ele tem levado os céticos como eu a dizer que ou é alguma falha extraordinária que ninguém pensou, ou é algum tipo de fraude. Ou é PES genuína. Muitos céticos têm sido condescendentes em sua atitude. Os argumentos são ad hoc e mal referenciados. Acho um verdadeiro desafio foi apresentado”, diz Blackmore.
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    http://www.dichotomistic.com/mind_readings_psi%20ganzfeld.html
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    MONTALVÃO 8: quem aposta alto na paranormalidade e na mediunidade deveria meditar atentamente na experiência de Blackmore. Ela mergulhou fundo em assuntos de paranormalidade e misticismo: o caminho que percorreu pode facilitar àqueles que estão a caminhar pela mesma senda a queimarem algumas etapas. No mínimo, a vivência de Susan indica que a prudência e moderação devam ser ingredientes que não podem faltar nas manifestações dos crentes a respeito desses assuntos.
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    VITOR: Pelas palavras dela está faltando cultura e boa fé aos céticos. O que eu sempre disse :-)
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    MONTALVÃO 9: “embora acusado de esclerosado, lembro que o artigo que reputa ser lixo não foi motivo de discussão. O assunto em debate era “Arqueologia intuitiva”, o artigo de Borgo foi postado ilustrativamente pelo Marciano e dele fiz pequenos comentários. Que eu saiba o material não ensejou qualquer conversa que pudesse calar fundo na memória dos envolvidos. Se você dele se lembrou tão cristalinamente é porque a matéria lhe provocou a ira e as emoções sensibilizam a memória marcantemente. Além disso, a apreciação que fez, como viu nos comentários que postei há pouco, não desqualificou o artigo, você apenas achou que sim.”
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    PIROU GERAL :-)
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    MONTALVÃO 10: “deve estar sonhando… desde quando psi significa “ganho de informação”? Que informação é “ganhada” com psi?”
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    VITOR: Relativas ao ambiente e pessoas.
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    MONTALVÃO 11: “Além dos devaneios da paranormalidade desvairada (da qual temos aqui representantes) psi não agrega qualquer “plus” à comunicação entre humanos.”
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    Agrega até entre cachorros e humanos…
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    MONTALVÃO 12: “se puder citar experiências que se tornaram consenso no meio talvez nos convença de que essa ideia, a qual se apega dramaticamente, tenha o significado que apregoa.”
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    KB also found that the four groups of participants in their database that conformed to one of the four measures of “optimal subjects” as defined by Honorton (1997)—previous psi experiences, previous psi testing, a feeling-perception (FP) personality on the Myers-Briggs Type Inventory, and practice of a mental discipline— produced overall hit rates ranging from 31% to 36%. This finding is of significant importance considering that this same subpopulation aggregate for the PRL and FNRM databases—the latter an independent replication of the
    PRL trials (Broughton, Kanthamani, & Khilji, 1989)—was 31% (Honorton, 1997). Moreover, when three of these optimal-participant measures were combined in the KB studies, forming what Honorton (1997) called the “three predictor model,” the results were striking: KB’s database exhibited a hit rate of 41.3% (46 trials; exact binomial p = .011, one-tailed), whereas the PRL and FNRM databases yielded a combined rate of 43% (99 trials; exact binomial p = .0004, one-tailed). It should be noted that these results are surprisingly consistent, and not post hoc data selection; Honorton and Schechter (1987) originally found these predictors in the PRL-1 novice series before Honorton (1997) applied them to the PRL-2 novice series, as well as the independent FNRM database, shortly before his passing. Honorton (1997) wrote:
    .
    At the 1986 PA Convention, Honorton and Schechter (1987) presented an exploratory analysis of performance
    correlates for the first two PRL novice series (Series 101-102; hereafter designated PRL-1), suggesting that initial ganzfeld ESP performance was positively and significantly related to self-reports of personal psi experiences, Feeling/Perception (FP) preferences on the MBTI, and prior participation in nonganzfeld psi experiments. A positive but nonsignificant tendency for better performance among participants reporting
    involvement with mental disciplines such as meditation was also found. . . . In this paper, the PRL-1 findings
    will be compared with those in the later PRL novices series (Series 103-105; hereafter designated PRL-2)
    and the FRNM series to estimate the overall magnitude and consistency of the four predictors. (p. 143)
    .
    Here we should note that Honorton produced a “three-predictor model” in addition to his four-predictor model; the former was created because of the small number of subjects satisfying the prior psi testing condition, and omitted this requirement.
    .
    Recall now the results that KB found for their three-predictor dataset; if these are added to the total PRL
    and FRNM databases, there are 145 trials which yield a 42.06% overall hit rate (exact binomial p = 5.07 × 10-5, onetailed).
    .
    As for the omitted characteristic, Kanthamani and Broughton (1994) stated that prior psi testing was also
    successful, but because of the broader scope of the three-predictor model, they chose to apply it instead. This rather strongly confirms the improved performance of the selected participants, and it provides corroboratory evidence against the null hypothesis

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    MONTALVÃO 13: “você se ilude e não percebe. Os controles que Drayton implementava tinham o fito de evitar interpretações outras, quais clarividência e telepatia.”
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    VITOR: provei que impedia coincidência, validação subjetiva, fraude, memória defeituosa.
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    MONTALVÃO 14: “Thomas estava tomado pela convicção de que mortos comunicavam, em momento algum ele pretendeu pôr em testagem essa suposição que, para ele, era a mais rotunda certeza. Eu ficaria muito satisfeito se lesse nos apontamento de Thomas algo mais ou menos assim:
    “Após diversos experimentos tenho a firme convicção de que espíritos comunicam, mas devo admitir que as provas que Osborne me proporcionou são insuficientes para demonstrar a qualquer interessado a realidade de mortos em meio aos vivos. Meu objetivo com as próximas experimentações é conseguir evidências robustas o suficiente para que outros examinadores cheguem ao mesmo grau de convicção a que cheguei e, se quiserem conferir com rigor, repitam minhas experiências e obtenham igual sucesso. Para tanto, em vez de aferir até onde vai o alcance do poder dos espíritos, em verificações que podem ser interpretadas de outras maneiras, até mesmo considerando a fraude (embora esta me pareça altamente improvável), intentarei demonstrar, sem resquícios de dúvidas, que as revelações de Osborne provêm de entidades desencarnadas atuando junto a ela. Pugnarei por obter respostas objetivas, que digam claramente do objeto de teste. Por exemplo, em vez de obter informações do tipo: “o terceiro livro tem o verde predominante; na terceira página há uma palavra que indica ou parece indicar comida”, esforçar-me-ei por conseguir dados precisos como o título do livro, frases específicas, coisas assim. É sabido que os espíritos que visitam Osborne têm grande dificuldade em enxergar o mundo físico como nós enxergamos, mas devo buscar superar essa limitação (ou mesmo usá-la) para conseguir retornos efetivos, em número e qualidade suficientes para elidir suspeitas de que outros processos ou procedimentos, que não recorrem a espíritos, melhor expliquem o trabalho de Gladys Osborne.
    .
    Uma declarações de intenções dessa natureza e sua consequente execução, aí sim, poria Drayton Thomas noutro patamar de excelência investigativa.”
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    VITOR: Os dados são suficientes para descartar qualquer explicação normal. Isso ele provou e foi corroborado por vários outros. Agora, vc quer títulos? Tudo bem.
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    A seguir, um exemplo do modo com que o comunicador é capaz de me deixar perplexo, mesmo naquelas raras ocasiões em que eu tenho uma clara ideia dos livros que se encontram no local de onde ele está selecionando o teste.

    ‘Chegando agora à prateleira mais baixa próxima a porta, há um título perto da porta sugerindo grego ou relativo à Grécia’.
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    Neste caso, eu era capaz de lembrar que os livros mais próximos da porta sobre a prateleira mais baixa foram comprados usados para fins de referência. Eu ainda não tinha usado os livros, e pensava neles coletivamente como ‘Os Primeiros Pais da Igreja’. Que eles se relacionavam com o grego era certo, mas eu esperava alguma referência no prefácio de escritos gregos, ou possivelmente uma citação grega na folha de rosto. Que não nada havia nada grego ou relativo à Grécia nos títulos propriamente ditos eu achava bastante certo. Qual não foi o meu espanto ao ver que o segundo a partir da porta incluía em seu título o nome ‘Atenágoras’. Isso sugere inteiramente a Grécia, e o livro afirma que Atenágoras foi um filósofo de Atenas.

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    Quer Thomas pedindo por mais especificidade sobre o título? Ok.
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    ‘Acima do 14º livro, ou quase em cima dele, há um título que irá lembrá-lo de seu tio Alfred’.
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    Temendo que isto não fosse suficientemente claro, perguntei se o título iria me lembrar dos seus gostos ou do seu nome? Foi-me dito que a ligação seria clara e imediata. Apesar de tal garantia, eu estava preparado para o fracasso, já que eu nunca lembrei meu tio por nada vindo das minhas prateleiras, exceto por dois volumes que ele me dera em meus tempos de estudante e que não eram suscetíveis de estarem nesta parte do aposento. Mas quando, ao voltar para o meu escritório, eu olhei com uma leve curiosidade para a fileira de livros imediatamente acima do 14º, um deles por uma ligação dupla trouxe esse tio à minha mente. Era um livro escrito pelo pai dele, e em suas costas estava um nome que, exceto por uma inicial, era idêntica ao seu. O nome do tio era A. W. Thomas, e sobre o título aparecia J. W. Thomas. Este livro ficava perpendicularmente acima do número 14.

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    Há muitos mais exemplos de títulos.
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    MONTALVÃO 15: “quando lemos tal descritivo somos tentados a considerar: “eis aí um bom experimento”, mas, analisando melhor algumas incongruências ressaltam. Observe. Drayton acreditava que o pai lhe ouvisse os pensamentos. Se quisesse verificar se era assim, deveria ter mandado ao falecido pensamentos da localização da estante e acrescentado: “diga, na sessão de amanhã a Feda, para que ela comunique a Osborne e esta me informe, se o senhor está pronto para o teste: ela deverá se manifestar sem que eu nada lhe pergunte, assim saberei que recebeu o recado direitinho”. Esta seria boa forma de conferir a comunicação ente vivo e morto, conquanto de forma pessoal. Entretanto, ao indagar a Osborne se o teste com livros, na casa do livreiro, numa certa estante, Thomas facilitou a vida da médium, só faltou passar-lhe o nome do livro… e, esperta como ela era, não é de descartar a hipótese de que tenha enrolado Thomas e conseguido mais informações. Além disso, os resultados sempre dão retornos imprecisos, exatamente os do tipo que não buscamos. Drayton Thomas não conseguia, como alguns atualmente não consegue, entender que respostas concretas, objetivas, devem ser a meta de todo experimentador com espíritos, em vez de se contentar com nebulosidades.”
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    VITOR: O que vc não entende é que basta-se conseguir resultados não explicáveis por meios normais, não importa qual “nebulosos” eles possam parecer à primeira vista. Os testes mostram que nada os explica, exceto alguma explicação paranormal.
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    MONTALVÃO: “uma dupla tipo Krippner e Randi seria plenamente aceitável, e é o que estamos reivindicando: experimento conjunto com céticos e crentes.”
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    VITOR: E pq vc não aceita a dupla dele com Bird? Dois pesos e duas medidas de novo?
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    MONTALVÃO 16: “parece mesmo muita coisa, mas e os testes confirmativos, que reportassem iguais resultados? Observe que essa aparente firmeza testativa não abalou Sidgwick, que era contemporânea de Thomas e conhecia bem as mumunhas desse tipo de investigação.”
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    VITOR: Sidgwick não concluiu o que vc achou que ela concluiu. A conclusão dela, favorável ao caráter paranormal, já expus bem acima.
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    MONTALVÃO 17: “Você garante que a informação só era encontrada no livro referido, talvez sim, talvez não. Quem fez a conferência? Thomas, que queria ver sua fé confirmada, ou pessoas não tão crentes quanto ele?”
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    VITOR: Thomas, Salter, Besterman, não faltam exemplos. Até vc serve como exemplo…
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    MONTALVÃO 18: “tentei fazer uma “gracinha” e fui mal entendido. Por teste “in loco” quis me referir a teste no local do experimento, do tipo que aqui sugerimos. E vez de mandar o espírito para as lonjuras, conservá-lo no local, ou no máximo remetê-lo a aposento contíguo, de modo que o controle fique facilitado e se possa mensurar imediatamente o resultado. Desse modo, no lugar de fazer um mapa para que o morto não se perca (de certo modo facilitando o trabalho da médium-suspeita) manter as verificações no local das provas. Poder-se-ia por exemplo, levar Osborne até a entrada da casa do livreiro, ali vendá-la seguramente e conduzi-la ao local das verificações. Desse modo, Thomas poderia escolher qual livro quisesse, sem ficar dependente de instruções confusas de sua parte e respostas ainda mais provindas de Gladys.”
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    VITOR: Céticos diriam que vendas não vendam seguramente nada (o Marciano até citou exemplos de como burlar, fingindo um transe convulsivo e tirando a venda aos poucos…). Prefiro a metodologia de Thomas, que não deixa a médium sequer pisar na casa dele.

  161. Marciano Diz:

    Oi, Vitor.
    Leia de novo. Eu não disse que os contorcionismos faciais devem ser feitos até TIRAR a venda, só para abrir um espaço, pequenino, uma frestinha.
    Depois, com os mesmos contorcionismos, consegue-se ver o que não se deveria ver.
    Eu não inventei o método, ele existe e já foi demonstrado. É apenas um dos métodos.

  162. Vitor Diz:

    Oi, Marciano
    foi o que eu quis dizer, esse “tirar” não se referia a uma remoção completa, e sim parcial, o suficiente para permitir enxergar. O truque eu conhecia, eu só não conhecia a desculpa do transe convulsivo para dar a oportunidade. Mas não creio que precise isso. Basta simular um espirro para criar a oportunidade.

  163. MONTALVÃO Diz:

    .
    .
    Vitor,
    .
    Para abreviar essa conversa que já periga tornar-se infinda e improdutiva, ressalto que seus últimos argumentos em favor do trabalho de Drayton Thomas foram insuficientes para demonstrar que a realidade de espíritos em atuação fora por ele registrada. Em relação à avaliação de Sidgwick, que afirma não ter eu entendido, creio que a entendi bem. O fato é que essa analista, em momento algum, cogitou de algum truque da parte de Osborne, tampouco supôs a utilização de sofisticada e bem desenvolvida técnica, a atender (ainda que parcialmente) as exigências perquiritivas de Thomas. Ela trabalhou com a hipótese de que os relatos de Thomas foram conforme os acontecimentos (o que precisaria ser rigorosamente cotejado por outros investigadores, preferencialmente céticos, e não foi), e que Gladys Osborne era honesta (coisa de que duvido e que também não foi verificada com o rigor necessário).
    .
    Naqueles tempos de mediunidade pujante havia outra prática muito comum e que constumava surpreender muitos pesquisadores e os convenciam da legitimidade de espíritos: as escritas em ardósias. A considerar os relatos, os mortos faziam nas ardósias coisas que só seres espirituais poderiam fazer, aliás até mesmo ultrapassaria a capacidade que se pensava limitasse a atuação de desencarnados no meio material, qual de manusearam objetos. Os espíritos pegavam um miúdos lápis e com ele escreviam entre duas placas de ardósia firmemente amarradas (sem que se explicasse como pode um espírito segurar um lápis). A cena era tão dramaticamente convincente que até se ouvia o som do instrumento de escrita rabiscando as placas.
    .
    Admiravelmente, o Vitor e outros defensores não falam dos admiráveis feitos com a ardósia que, se fossem verdadeiros, constituiriam provas muito mais vibrantes que as complicadas experimentações que Drayton fazia com Osborne (seguindo sugestões que os espíritos lhe ditavam por meio de Gladys…). Por que o Vitor e os defensores atuais da mediunidade “esquecem” de falar nas ardósias? Simples, porque está constatado que aqueles admiráveis feitos eram realizados por meio de truques! Truques que exigiam muita habilidade da parte de seus realizadores, e que iam além da mera escrita nas pedras, pois muitas das mensagens continham recados que aparentemente estavam totalmente além do conhecimento do médium! No entanto, tudo truque.
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    Hoje, com métodos de controles seguros, médiuns e “espíritos” largaram as ardósias: talvez nalguns nichos específicos ainda se façam espetáculos tais, do mesmo modo que as materializações do passado só são realizadas modernamente em ambientes onde a crença seja intensa e a crítica anêmica. Então, o Vitor não arrisca seu prestígio defendendo a legitimidade das ardósias, mas consegue defender a contento a validade dos teatros de Osborne porque, nestes, é mais fácil afirmar a impossibilidade de fraude, ao menos na aparência. Sim, na aparência, Osborne, pelo que sei, jamais foi criteriosamente testada, com contratestes específicos, que confirmassem a impossibilidade de suas leituras de livros a distância fossem frutos de bem urdida maquinação. Bastava aos testadores a sensacionalidade dos resultados.
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    Mesmo com o bem descrito resultado (que não sabemos se só exalta o lado bom) tenho apontado fraquezas na exibições de Osborne, quais “revelações” nebulosas, incertas, vagas, apontantes para várias direções, em vez de declarações objetivas, do tipo: na página 108, está escrito, no terceiro parágrafo: “mortos não comunicam”. Nada disso, curiosamente, os espíritos não conseguem captar o escrito mas conseguem “sentir” o assunto, aliás mais que curiosamente, inexplicavelmente… as explicações que dão para essa pecualidade são rotas e mal alinhavadas e, é claro, dadas pelos próprios “espíritos”, quer dizer: produzidas pela fonte cuja origem é discutida.
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    O Vitor e adeptos passam por cima dessas incongruências e clamam do alto dos montes: “Osborne era legítima, Piper falava com espíritos, nenhuma outra explicação dá conta de suas realizações!”…
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    Em outras palavras: as dúvidas sobre a presença de mortos entre os vivos permanece. E, sem a feitura de experiências atuais e demonstrativas permanecerá para sempre, embora para os crentes isso faça pouca diferença, pois costumam se contentar com os teatros mediúnicos que lhes são oferecidos. Outros, mais sofisticados, qual o caso do Vitor e mais alguns, cavoucam o passado em busca de “provas” de que os mortos estiveram intensamente presentes no passado e, na atualidade, arrefeceram suas manifestações…
    /
    /
    ff1) “COMENTÁRIO: êba! ESSA EU GOSTARIA DE VER: O QUE A NEUROCIÊNCIA TEM A FALAR DA MEDIUNIDADE (aqui admitindo-se, para efeito de avaliação, que fosse realidade). Está tão fixado em Gladys Osborne que esquece que naquela época o “modus operandi” dos mortos fora “explicado” por muita gente: Allan Kardec, ERNESTO BOZZANO, e tantos outros. Nestas explicações (em várias delas) os espíritos veem normalmente e conseguem articular palavras sem restrições.”
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    VITOR: Bozzano jamais disse coisa semelhante. Kardec sim. Essa sua mania de jogar tudo no mesmo saco ME DÁ NOS NERVOS…
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    COMENTÁRIO: Quanto ao que a neurociência tem a dizer da mediunidade, que foi a solicitação principal, nada a dizer?
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    Jogaria tudo no mesmo saco se citasse conjuntamente Lombroso, Conan Doyle, León Denis, Gabriel Delanne, Camille Flamarion; conquanto estes três fossem crias do kardecismo, não tenho certeza se se pronunciaram a respeito, mas Bozzano posso tranquilamente dar prova de que deixou claro que os mortos não tinham maiores dificuldades em comunicar, mesmo sendo Bozzano adepto do “círculo de influência do médium”. Considere o trecho que segue, no qual, além de constatar a facilidade com que o morto se expressava, verá a esperteza e fina técnica dos médiuns de ardósia. Extraído do livro “Cinco Casos Excepcionais de Identificação de Espíritos” (não faço comentários ao texto porque o considero autoilustrativo):
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    INTERESSANTE CASO DE IDENTIFICAÇÃO ESPÍRITA
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    O caso que vou resumir foi narrado por um investigador que procede a suas pesquisas por meio de métodos rigorosamente científicos e que continua irredutivelmente cético com referência à interpretação espírita das extraordinárias manifestações mediúnicas por ele próprio obtidas.
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    O livro do qual resumo o caso em questão tem o título Forty years of psychic research, e é da autoria de Hamlin Garland. O bem conhecido escritor norte-americano, aos setenta e cinco anos de idade, resolveu publicar os importantes relatos das pesquisas psíquicas por ele próprio dirigidas como research officer das duas sociedades americanas de pesquisas psíquicas que se sucederam nos Estados Unidos da América. Trata-se de um investigador oficial, rigorosamente científico, que, além de tudo, sabia experimentar. Isto significa que, ao contrário dos outros research officers, nunca se esqueceu de que os instrumentos de trabalho neste campo são pessoas humanas dotadas de extrema sensibilidade. Em todos os momentos e antes de tudo, portanto, teve o maior cuidado em atrair a simpatia e a confiança dos médiuns com quem ia trabalhar, a fim de poder, por tal meio, aplicar os mais rigorosos controles, isto é, os mais desapiedados, com pleno consentimento das vítimas que a ele se entregavam com emocionante espiritualidade. Tendo realizado sessões com numerosos médiuns profissionais, no seu livro, porém, somente cita alguns fenômenos excepcionais por ele obtidos, a fim de se consagrar pessoalmente às experiências com cinco ou seis médiuns particulares que, embora permanentemente desconhecidos, eram, não obstante, bastante poderosos para se tornarem célebres se não houvessem considerados seus poderes como algo sagrado e religioso, que não era conveniente profanar buscando notoriedade e interesse de qualquer forma.
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    A obra do senhor Garland, pelas manifestações extraordinárias a que assistiu seu autor e pelo rigor dos controles aplicados, é uma das mais importantes e edificantes que tem aparecido à luz do mundo inteiro, depois de muitos anos. Publiquei, a respeito dela, extensa análise que foi comentada na Itália. Aqui, porém, quero somente narrar e estudar um caso complexo e pouco comum de identificação espírita que apresenta modalidades excepcionais de desenvolvimento, ainda que tenha tido a mesma sorte de todos os outros casos do gênero, isto é, não conseguiu convencê-lo da origem extrínseca ou espírita dos casos desta natureza.
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    A tal propósito, saliento que o irredutível ceticismo do autor ante a eloqüência das provas obtidas foi severamente exprobrado por certos críticos, o que, conforme a minha opinião pessoal, é injusto. Cada um tem o direito de pensar por si mesmo, sempre que as suas convicções sejam a expressão sincera de sua alma e sob a condição indispensável de que cada um respeite também, escrupulosamente, as convicções dos outros. Ora, Hamlin Garland respeita totalmente as opiniões dos que divergem de sua maneira de pensar e vai mesmo a ponto de declarar que se esforça, ardosamente, por participar daquelas convicções, lamentando seu próprio critério que a isto o impede. Que mais se lhe poderá exigir?
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    Parece-me que seu ceticismo, baseado em considerações gratuitas de filósofo estranho a metapsíquica, deva ser, pelo contrário, um tema de reflexão instrutiva para os leitores do livro, visto que não se poderá censurar um autor que sinceramente expõe o seu estado d’alma, seja ele qual for. Nada mais há além de imoderações de linguagem que, bem freqüentemente, são empregadas pelos adversários contra os defensores da hipótese espírita; nada mais que imoderações injustificáveis e irritantes que devem ser superadas por um raciocínio enérgico, tanto mais por serem empregadas em termos de pena e de superioridade, cheios de arrogância, pelos que se esquecem de que, dentre os defensores dos casos em questão, há célebres homens de ciência como Wallace, Crookes, Myers, Barrett, Hodgson, Hyslop, Geley, Du Prel, Lombroso, Profferio, Luciani. Misérias e erros da vaidade humana.
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    Depois desta longa introdução, proponho-me a resumir o acontecimento, advertindo que meu resumo só pode dar uma pálida idéia da impressão altamente sugestiva, do ponto de vista espírita, que se obtém dos informes deste caso, que ocupam nada menos do que uma centena de páginas do supracitado livro.
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    Achando-se em Chicago, o autor do livro deparou, casualmente, na residência de um amigo, com uma senhora de sobrenome Hartley, que lhe foi apresentada como médium escrevente. Naturalmente expressou o desejo de realizar com ela algumas sessões, mas a referida senhora se recusou sob o pretexto de que não era médium profissional para, em seguida, confessar:
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    Sois escritor e eu não quero expor-me a ser assunto de artigos sensacionais. Viúva e mãe de um menino de doze anos, devo ser prudente.
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    Finalmente, o nosso autor, rodeando-a de atenções e fazendo-lhe promessas, conseguiu vencer seus escrúpulos e, com alguns amigos comuns, realizou a primeira sessão. A mediunidade da senhora Hartley era de voz direta e de escrita direta. A escrita se efetuava entre duas ardósias unidas e dispostas de modo a deixar um espaço suficiente para permitir que um pequeno lápis escrevesse entre elas. A médium não caía em transe e as sessões se realizavam a plena luz do dia.
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    O senhor Hamlim Garland levara suas ardósias consigo e entre elas introduzira uma folha de papel dobrada, com as seguintes palavra escritas:
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    Querido Edward, para servir de prova de identidade, queira reproduzir aqui alguns compassos de seu manuscrito musical inédito.
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    Referia-se a seu amigo Edward Mac Dowell, músico e compositor de talento, falecido há poucos meses.
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    Ele próprio quis fechar as ardósias, que, em seguida, entregou à médium. Esta, por sua vez, colocou-a em cima da mesa, convidando o experimentador a conservá-las a seu lado.
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    O senhor Hamlin fez a seguinte observação:
    Percebi o ruído de um lápis que escrevia no interior das ardósias bem como o fenômeno produzido pelas vibrações delas ao mesmo tempo, quando a médium igualmente as segurava por um lado com a mão direita, estando à esquerda pousada sobre a mesa.
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    Terminada a escrita, a médium retirou as ardósias e as abriu, verificando que ambas haviam sido utilizadas. Em uma podia-se ler uma mensagem do espírito-guia e na outra, estas palavras, bem significativas para mim: “Desejaria que me pudesses ver transformado tal qual estou, sempre absorvido pelo trabalho e feliz por ser assim! (a) E. A. Mc Dowell”.
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    Abaixo da mensagem, à esquerda, estavam traçadas quatro linhas sobre as quais se podiam ler três notas musicais.
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    O autor observa:
    O nome escrito era Mc Deowell em vez de Mac Dowell, mas as iniciais que o precediam e que eu não havia escrito no papel eram exatas.
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    O mesmo fenômeno se reproduziu numa das sessões seguintes, tendo o falecido amigo escrito esta mensagem:
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    Estou extenuado, já não sou o mesmo. Agora sinto-me reviver em um ambiente de progresso infinito. Como está a minha mulher? Alguém a auxilia?
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    A esta última pergunta, o senhor Hamlind Garland respondeu em voz alta:
    Ela está bem. Não é infeliz e alguém a protege.
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    A mensagem tinha um elevado significado probatório, pois o espírito comunicante havia sofrido grave enfermidade mental que o impedira de trabalhar até a sua morte.
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    Durante uma das repetições do fenômeno, quando a médium mantinha as ardósias sobre a mesa, elas escaparam-lhe das mãos e foram cair em cima dos joelhos do autor, que assim observa:
    .
    Enquanto estas (as ardósias) se achavam sobre os meus olhos, ou ouvia o lápis correr em seu interior. Quando as abri, notei que o pentagrama tivesse sido retocado, as linhas estavam mais bem marcadas e numerosas notas tinham sido acrescentadas.
    .
    Outras notas musicais continuavam a alinhar-se a cada nova repetição, ao mesmo tempo em que um fraco murmúrio começou a fazer-se ouvir, respondendo diretamente as perguntas do experimentador em lugar de fazê-lo por meio da escrita nas ardósias, como anteriormente. A este respeito, observa o autor:
    .
    Devo reconhecer que todas as observações do amigo defunto eram feitas de modo impressionante, absolutamente de acordo com o seu caráter. Além disto, parecia ansioso, profundamente ansioso, por obter notícias de sua esposa e de seu estado de saúde. Simultaneamente, pela escrita direta, outras notas se alinhavam e eram mais cuidadosamente traçadas. O murmúrio informou que essas notas eram extraídas do terceiro movimento de sua Sonata Trágica. Logo se sucederam outras notas, mas encimadas de um título: Húngara ou Hungria. Falando com o invisível, perguntei-lhe:
    .
    – Estas notas são talvez extraídas de alguma composição inédita?
    – Sim.
    – É uma composição, ou melhor, são notas à margem de uma composição?
    – É um pequeno trecho de música
    – Onde se encontra ele?
    – Entre meus manuscritos em Nova Iorque, em minha casa…
    .
    Note-se que esta nova música apareceu nas ardósias, quando elas estavam debaixo de meu pé, e mesmo assim eu sentia as vibrações do fenômeno. Note-se ainda que fui eu mesmo quem abriu as ardósias, sem intervenção da médium…
    .
    Devo confessar ainda que, em tal momento, senti a impressão de achar-me em contato com o meu falecido amigo. À medida que esses sussurros se tornavam mais interessantes, eu vigiava com redobrada atenção os lábios da médium, sem conseguir perceber sequer um sinal de movimento deles ou mesmo da garganta. Como quer que seja, é claro que a hipótese de ventríloqua não poderia explicar o fenômeno das notas musicais traçadas nas ardósias, seguras, a princípio, em minhas mãos e, em seguida, debaixo de um dos meus pés.
    .
    Como as notas musicais continuassem a aparecer, dirigi-me ao invisível para lhe dizer:
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    – Edward, você foi além de minhas capacidades de experimentador. Não posso transcrever estas notas de música e muito menos identificá-las. Preciso de alguém que me ajude. Lembra-se de Henry Fuller, de Chicago?
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    – Sim – respondeu ele.
    – Vou convidá-lo para vir às nossas reuniões. Ele tem prática de escrita musical e é um excelente pianista. Graças a ele, estarei em condições de pôr em ordem as três mensagens.
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    O invisível deu o seu consentimento, apesar da desagradável e inevitável interrupção das sessões que se seguiu.
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    Foi então que começaram as sessões mais importantes desta extensa série de experiências, porém não é possível resumir aqui as outras cinqüenta páginas dedicadas ao caso em questão, cheias como estão de interessantes episódios.
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    Devo, pois, limitar-me a citar breves passagens destacadas e tentar fazê-lo de uma forma coerente e lógica. Conta o autor o seguinte:
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    Apenas presente o músico Fuller; nasceu no músico do além a esperança de chegar a transcrever totalmente a sua composição musical. Seus sussurros tornaram-se agudos, produzindo a impressão da presença de uma personalidade poderosa e resoluta, tal como fora seu temperamento quando vivo. Eu falava como se realmente me achasse na presença de meu amigo Mac Dowell ressuscitado. Durante estas séries de sessões, a médium nunca tocou as ardósias, em nenhuma circunstância. Mesmo que se concedesse a possibilidade de uma ventríloqua, restaria insolúvel o mistério da escrita entre as ardósias, que se produziu sobre os meus joelhos ou nas mãos de Fuller, sem intervenção da médium.
    .
    À medida que os murmúrios se tornavam mais distinguíveis, revelaram-se progressivamente os característicos de Mac Dowell. A maneira de falar era incontestavelmente a dele, a ponto de causar espanto – concisa, rápida, imperativa. De quando em quando, indicava os erros do copista, ditava as correções, como mais adiante veremos.
    .
    Em um dado momento, Fuller sentiu dificuldade de transcrever um compasso e a voz do defunto aconselhou-o a experimentá-lo ao piano. Então a médium sentou-se numa ampla poltrona, como uma simples observadora, e Fuller foi ao piano. Coloquei-me a seu lado e assim permanecemos por duas horas. Fuller transcrevia, sob ditado, as notas musicais dadas pelo defunto e, em seguida, as executava ao piano. Assim foi composta uma suave melodia, de tom místico. Quando Fuller tocava, meu corpo sentia-se sacudido por vibrações estranhas e, em um dado momento, pareceu-me perceber Mac Dowell suspenso no ar, diante de mim… Dir-se-ia estar vigiando o ditado, colocado por detrás dos ombros de Fuller, mas sua voz, ao contrário, vinha do alto… Um fato notável: quando ele mesmo queria corrigir o ditado, não podia fazê-lo se de antemão as ardósias não tivessem sido fechadas!
    .
    Quando Edward voltou a tomar o controle, disse a Fuller:
    – Agora toque tudo o que lhe ditei!
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    Fuller executou oito compassos e o defunto exclamou:
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    – Muito bem. Agora eu acrescento o acompanhamento.
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    Foi quando se produziu um incidente assombroso. Sentindo-me fatigado, deixei-me cair na cadeira, retirando a mão que havia posto em cima da mesa. Logo ouvimos a voz do defunto perguntar com ansiedade:
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    – Onde está Garland? Não o vejo mais! Garland, onde você está?
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    Respondi-lhe:
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    – Estou aqui! – E coloquei de novo a mão sobre a mesa.
    Com um grande suspiro de satisfação, o invisível fez esta observação:
    – Agora o vejo novamente. Não se retire mais.
    .
    Dir-se-ia que, durante certo momento, eu estive afastado da estreita zona de ectoplasma por onde se estabelecia o contato entre os dois mundos. Era evidente que o fato de eu ter retirado a mão de sobre a mesa me colocara fora de sua zona de visão…
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    Em certa ocasião, o espírito comunicante observou que, durante sua vida, não se encontrara com Fuller mais do que duas vezes. Este perguntou:
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    – Pode dizer-me onde já nos encontramos?
    – Sim, em Nova Iorque e, nas duas circunstâncias, durante um almoço em casa de amigos.
    – Exatamente – confirmou Fuller. Pode indicar-me, com precisão, os lugares?
    – Da primeira vez foi em um almoço realizado na Quinta Avenida. Não posso indicar exatamente o lugar onde nos reunimos pela segunda vez, mas o almoço foi servido no subsolo de um edifício, ao qual éramos forçados a descer por uma escada apertada.
    Interrogando, por minha vez, disse:
    – Também é verdade. Pode dizer-me quais eram os demais convidados?
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    O timbre de sua voz mudou, titubeava:
    .
    – Eis aqui! Estavam presentes minha Maria, John Lane, você, Fuller e… não me recordo mais.
    .

    Sua voz se apagava e, com um suspiro, declarou:
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    – Não estou certo dos demais…
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    Fuller e eu nos encaramos, estupefatos.
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    Como ousar pretender que semelhantes indicações pudessem provir do subconsciente da médium? Mesmo admitindo que ela fosse ventríloqua, poderia ter conhecimento do tal almoço servido no subsolo de um edifício da Quinta Avenida?
    .
    Houve, ademais, algo de emocionante e de convincente no doloroso suspiro com o qual o defunto confessou sua falta de memória, o que teve para mim uma significação bem maior do que para Fuller, pois foi precisamente nesse banquete que, pela primeira vez, percebi vacilar a razão de meu pobre amigo Mac Dowell. Era o começo de sua decrepitude mental.
    .
    Terminado o ditado musical, o espírito-guia Couler interveio para nos informar:
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    – A peça de música que lhes foi ditada não é a reprodução de um manuscrito do espírito comunicante, mas a fusão de vários arranjos musicais.
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    Depois disso, o comunicante, referindo-se ainda à composição ditada, empregou a palavra misturamos e assim nos fez compreender que havia jurado nela notas musicais espalhadas em folhas volantes, em seus manuscritos.
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    Quando Fuller executou a composição ficou impressionado pela melodia de pensamento místico, completamente diferente de qualquer classe de música ouvida e ela penetrou em minha alma, provocando o mesmo calafrio que me assaltara durante a última sessão, quando, ao despedir-me, pareceu-me sentir a mão de Mac Dowell apoiar-se sobre os meus ombros.
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    Devo suspender aqui o resumo das sessões para narrar os dolorosos fatos que se sucederam, motivados pela mencionada identificação das duas composições musicais obtidas de tão maravilhosa maneira.
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    O narrador do caso foi à casa da viúva de Mac Dowell temendo, com certa ansiedade, vê-la sofrer alguma comoção ao relatar-lhe o sucedido, mas o contrário foi o que aconteceu. Ela sorriu com ar piedoso e apenas divertiu-se ao ouvir contar tais coisas. De início negou que existissem, entre os manuscritos de seu falecido marido, fragmentos de uma composição intitulada Hungria. Negou também que o editor musical Schubert possuísse um manuscrito do defunto que devesse devolver. Finalmente fez notar ao senhor Garland que ele fora vítima de uma miserável mistificação. Garland insistia para que a viúva tomasse informações com o referido editor e ela, finalmente, acabou por ceder – ou dar mostras de que cedera –, informando, em seguida, que nada havia sido encontrado na residência do editor.
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    Apesar de tudo e a despeito de tantas negativas, produziu-se inesperadamente um notável incidente de identificação e este por meio da própria viúva, que, não obstante, se dignara a olhar com completa indiferença as ardósias que traziam as comunicações ditadas por seu falecido esposo. Ao vê-las, estremeceu subitamente e, examinando a firma do defunto, perguntou com vivacidade:
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    – Como o senhor obteve esta assinatura?
    – Obtive-as ao mesmo tempo que as mensagens que a senhora leu nas ardósias colocadas sobre os meus joelhos. A médium estava sentada do outro lado da mesa. Contudo, não dou muita importância a esta assinatura, que não deve ser a de Edward.
    – Mas sim, é a firma de Edward. Ele assinava exatamente assim quando pela primeira vez o encontrei em Leipzig.
    – Mas a senhora não percebe, entre outras coisas, que a assinatura está incompleta? Ele assinava Edward A. Mac Dowell, enquanto aqui está Edward Mac Dowell, com o acréscimo de um ‘florejo’ em ziguezague debaixo da firma, o que ele nunca fez.
    – Não! Não! Tudo está certo. Naquela época, ele não assinava de outro modo e desenhava estes arabescos infantis debaixo de seu nome. A assinatura é verdadeira!
    Dizendo isto, tirou da parede um quadro com um manuscrito e disse:
    – Pode ver. Aqui está a assinatura autêntica, a mesma que está reproduzida na ardósia.
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    E continua o redator:
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    O tal manuscrito era um certificado que atestava ser a srta. Mary Nevins (nome da viúva em solteira) exímia pianista e estava assinado Edward Mac Dowell, com os mesmos arabescos debaixo do nome.
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    Apesar disto à indiferença da sra. Mac Dowell por nossa mensagem musical permaneceu sem mudança alguma, o que me causou, confesso-o, o efeito de uma ducha fria. Nem ao menos quis tocar ao piano essa composição, nem tampouco quis controlar a autenticidade dos compassos que o espírito comunicante assegurava haver tomado de empréstimo de sua Sonata Trágica.
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    Tal foi o objetivo da investigação levada a cabo por nosso Research Officer, que julgou que esses resultados equivaliam a uma anulação da identificação pessoal de seu falecido amigo Mac Dowell e que, ao contrário, tudo fora um produto de sua mente, combinada com a de Fuller.
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    Persistiam esses fatos indubitavelmente supranormais – se não mesmo maravilhosos – que deram lugar à pretensa mistificação simbólica. Eles não podiam ser refutados e o seu relator o reconhece e o afirma pessoalmente, terminando com estas reflexões:
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    Quando analisei os fatos à luz de minha nova experiência, eles adquiriram valor em vez de perdê-lo. Em tais condições, senti um princípio de arrependimento e certo dia eu disse a Fuller:
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    – Sinto que devia perseverar nas minhas investigações. O amigo Edward com certeza espera a nossa volta.
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    Se eu tivesse sido um pouco menos desconfiado sobre a verdadeira natureza das conversações-murmúrio, certamente teria prosseguido as minhas investigações, mas, ao contrário, não o fiz. Havia algo em mim que me impedia, criando uma insuperável barreira psicológica. Desejava sair convencido, mas este desejo nunca foi suficientemente forte para determinar a ação.
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    Foi desta maneira que o autor do livro terminou o seu relato do caso. No que me diz respeito, desde logo compreendi que a má vontade da viúva de Mac Dowell, evidentemente hostil ao espiritismo, me autoriza a crer que as suas negativas não exprimiam a verdade inteira. Sem pensar que, além do mais, ela se recusou a controlar duas das circunstâncias fundamentais relativas a este complexo caso de identificação.
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    Por outro lado, porém, é preciso considerar esta outra circunstância, isto é, que a morte de Mac Dowell ocorreu depois de uma grave enfermidade mental (paralisia progressiva) que, nos últimos anos de sua vida, lhe havia alterado a memória e a razão. Nada mais natural, portanto, que, comunicando-se mediunicamente, quer dizer, voltando a entrar em contato com a vida terrestre graças aos fluidos vitais exteriorizados pela médium, tenha-se produzido o bem conhecido fenômeno dos espíritos comunicantes, que, manifestando-se por médiuns de incorporação ou por formação ectoplásmica, recuperam parcialmente as condições mentais em que se achavam durante a vida terrena. Ao caso em questão corresponde a época da perda da memória sofrida durante sua enfermidade. Daí a possibilidade de uma confusão de recordações, quando o defunto pretende ter remetido seu manuscrito ao editor Schubert, como se lê na seguinte passagem de um diálogo entre o defunto e narrador:
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    – Caro Garland, há um estudo musical meu que confiei ao editor Schubert. Desejava recuperá-lo para remetê-lo a Schmidt. Minha esposa deve sabê-lo.
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    Depois disto, o comunicante, com ar de incerteza e de tristeza, acrescentou:
    Tive intenção de fazê-lo, mas teria mesmo conseguido sua devolução? Minha mente já estava tão conturbada e não sei, não sei realmente se o recuperei.
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    O próprio comunicante duvidava, pois, de sua afirmativa.
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    Acrescentamos que esta incerteza do defunto confirma-se mais ainda pela outra circunstância de ter o espírito-guia intervindo certa vez para retificar uma afirmação errada do defunto, com relação à composição musical que ele próprio havia ditado. O espírito-guia sabia, pois, que o comunicante, devido à sua imersão na aura da médium, voltara a cair novamente nas condições de amnésia cerebral que sofrera durante a sua última enfermidade.
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    Quanto ao outro episódio dos compassos que, a título de prova de identidade, havia extraído de sua composição Sonata Trágica, nada se pode garantir, desde que a viúva se recusou a controlar o fato.
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    Esclarecido isto, parece-me que o muito interessante caso de identificação espírita do qual viemos tratando deve adquirir todo o valor demonstrado que incontestavelmente possui, malgrado a decepção desalentadora que produziu nos que o testemunharam.
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    Voltarei a este ponto nas minhas conclusões, mas antes convém que me dedique a esclarecer a natureza do ceticismo irredutível do autor do livro, narrando alguns incidentes eloqüentes da mesma categoria.
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    Em outra vasta série de experiências em que era médium uma senhora idosa, amiga da família e dotada da faculdade de voz direta, pouco desenvolvida mas realmente mediúnica no verdadeiro sentido do termo, obteve Garland um considerável número de provas de identificação espírita em várias sessões que se relacionavam com o músico Fuller, que então já havia falecido. Fuller se lhe manifestara em várias sessões, fornecendo-lhe uma série particularmente sugestiva de pequenos incidentes de identificação pessoal que, sem serem provocados, surgiram das mesmas conversações com o velho amigo, através da voz direta.
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    Outro amigo do relator – o poeta Walt Whitman – manifestou-se, com o seu estilo característico, e fê-lo exclamar:
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    Esta frase de Walt Whitman seria para mim mais que surpreendente se eu pudesse crer em sua presença real neste lugar.
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    Certa tarde se lhe manifestaram, um após outro, numerosos amigos que lhe eram muito queridos, e, terminada a sessão, tornou a encontrar suas firmas autênticas, traçadas no caderno. O autor não deixou de responder à tentativa de convencê-lo, com esta declaração:
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    Estas sessões são absurdas! Não posso acreditar na presença, aqui em meu escritório, de Fuller, William James, Conan Doyle e a sua, caminhando de quatro pés, a chiarem através de uma corneta de lata!
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    Um dos espíritos comunicantes replicou com indagação:
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    – Mas quem lhe disse que nos arrastamos a quatro pés em seu estúdio? Ao que lhe respondeu então o relator:
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    – Pode-se então acreditar que vocês podem viver em um ‘plano’, que podem manter-se independentemente de um recinto? Assim penso devido ao modo pelo qual vocês se comportam. Esta encenação é ridícula e não posso levá-la a sério. Suas atitudes são inexplicáveis, inaceitáveis, sem significação alguma.
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    Foi quando William James tomou a palavra para explicar ao insolente cético, com toda a serenidade, a razão da presença deles em seu escritório e o nosso autor assim retorquiu:
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    Apesar de tudo, não posso chegar a crer que Walt Whitman, Roosevelt e os demais amigos estejam aqui, combinados, para minha própria satisfação e a de minha família. Gostaria de acreditar mas não posso.
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    Outro amigo, chamado William V. Moody, manifestou-se em seguida, traçando sua própria firma pela escrita direta. A este respeito observou o autor:
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    Essa firma era perfeita em suas mais insignificantes garatujas, mas é verdade que nenhum de nós a pedira e nem mesmo pensara nela. Apesar disto, manifestou-se deixando uma firma tão perfeita que o mais perito caixa de banco teria aceitado como autêntica.
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    Finalmente se lhe manifestaram o pai e a mãe, porém, infelizmente, malogrados todos os esforços que fizeram, não conseguiram convencê-lo. É nos seguintes termos que ele descreve uma dessas piedosas tentativas:
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    Depois disso a corneta acústica, lenta e docemente, veio aninhar-se em meus braços, como já o fizera em outra ocasião, e tive a impressão real da presença de meu visitante tímido e afetivo. Perguntei-lhe:
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    – Será talvez novamente a minha mãe?
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    O visitante respondeu afirmativamente, por meio de fracas pancadas na corneta. Acrescentei então:
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    – Mamãe, dirija-se de preferência a Isabel (minha filha) e tente falar-lhe, pois ela compreenderá melhor suas palavras tão dolorosas!
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    A corneta se levantou, aproximando-se de minha filha, quase a tocar-lhe na orelha. Os esforços se renovaram com dificuldade, mas continuaram impotentes para pronunciar as palavras. Eu a animava:
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    – Vamos, vamos, mamãe! Pronuncia o nome de Isabel! E da corneta escapou um sussurro bem claro:
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    Isabel!
    .
    E, quando exclamei:
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    Também o ouvi!, um suspiro entrecortado de lágrimas reprimidas saiu da corneta, como se minha mãe houvesse chorado de alegria. Foi então que escaparam de mim estas palavras:
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    Ah! Se eu pudesse acreditar neste murmúrio! Este instante fugitivo seria o maior acontecimento de minha vida! O murmúrio deste nome assumiria para mim um significado incomparavelmente superior ao de todas as pesquisas de Millikan sobre os raios cósmicos.
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    Esta última exclamação do nosso autor, tão sincera e tão cheia de pesar, basta por si mesma para tornar patente o estado d’alma de quem a expressou. Desejava, por todos os meios possíveis, convencer-se, mas se achava em completa impossibilidade de consegui-lo devido a sua mentalidade literalmente fechada à idéia da existência, no ser humano, de um espírito que sobrevivesse à morte de seu corpo.
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    No capítulo das conclusões, volta a todas as perplexidades de ordem experimental sobre as razões científicas e as especulações filosóficas que o levam à descrença. Quanto às perplexidades de ordem experimental que apresenta diante das provas de identificação pessoal dos defuntos, são elas tão pouco numerosas e tão fúteis que nem ao menos podem surpreender. Mais numerosas são as objeções de caráter científico e filosófico, que, segundo o autor, contrariam toda possibilidade de existência e de sobrevivência da alma humana. Estas, porém, também são fúteis, ingênuas ou absurdas. Como não são novas e são completamente indignas de discussão, abstenho-me de citá-las para não perder tempo, tanto mais que as abstrações filosóficas e a presunção pseudo-científica nada podem contra fatos reais.”
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  164. MONTALVÃO Diz:

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    Éu que não quero brincar de médico com vc
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    COMENTÁRIO: brinquei de médico com garotinhas quando garotinho era, com meninos nunca e nem pretendo…

  165. MONTALVÃO Diz:

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    VITOR: Ser orientado pelos espíritos não é fraqueza alguma. Até o James Randi é orientado pelas pessoas que testa até supostamente chegarem a um comum acordo (daí porque os testes levarem ANOS até ocorrerem). Todo teste envolve um acordo mútuo entre o pesquisador e o sujeito da experiência. O importante é não deixar espaço para as explicações normais. E isso o Thomas fez.
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    COMENTÁRIO: a diferença entre um bom e um mau teste é que o primeiro leva em conta a alegada limitação atuativa ditada pelo morto mas a supera, mantendo o controle apesar dela; os maus experimentos se cingem ao ditado pela entidade cuja realidade está sub judice e não ousam ultrapassá-la. Por exemplo, se um defunto, matreiramente, diz que não consegue “enxergar letras”, por isso não pode participar de testes de leitura, o experimentador deveria pôr à prova, de modo objetivo, sua capacidade de “sentir” o assunto. Se o espírito diz que pode trabalhar com imagens, mas não com números e nomes próprios, adapta-se o experimento à essa circunstância. O que não pode é, depois de a prova realizada, constado que o morto não foi claro, contentar-se com as explicações que o falecido der sobre o resultado.
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    Por que tão difícil entender esse fato?

  166. MONTALVÃO Diz:

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    VITOR: Thomas mostrou que a hipótese de fraude, intencional ou não, pela médium é insustentável; e quanto às possibilidades de recordação imprecisa, interpretação forçada e de acaso, ele as eliminou com sucesso; em primeiro lugar, tomando notas completas em cada sessão e enviando cópias duplicadas para outras pessoas no mesmo dia, e, em segundo lugar, através da análise de inúmeros livros e papéis, diferentes dos indicados pelo comunicador invisível, e provando que a coincidência, embora possa explicar (como sempre faz) alguns acontecimentos improváveis, não explica a grande massa das provas. Thomas assim fez dois tipos de testes: (I) os ‘testes de livros’, que ocorreram antes perante outros assistentes, e foram completa e criticamente discutidos pela Sra. Henry Sidgwick na Parte 81 dos Proceedings of the Society for Psychical Research, e (2), os assim chamados ‘testes de jornais’, os quais Thomas foi o primeiro a receber, e foi capaz de confirmar a precisão em muitos casos.
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    COMENTÁRIO: tudo muito bonitinho, mas cingido ao entorno avaliativo do próprio Drayton Thomas que, sabidamente assumia como fato que espíritos comunicavam: ele nunca pretendeu pôr essa certeza à prova. Isso faz toda a diferença. Outra coisa, quando as gentis avaliações de Thomas ao desempenho de Osborne, foram cotejadas por outros menos bonachões, mesmo que fossem adeptos da mediunidade ou do paranormal (caso de Sidgwick), a crítica não chegava às mesmas conclusões que o autor. Os testes com jornais que ainda não haviam sido publicados produziam o mesmo tipo dos de publicações existentes: pouquíssimas informações consistentes, a maior parte constituída de apreciações vagas que eram validadas pelos intérpretes crentes.
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    Que tal deixar o passado em regime de espera e envidar esforço atual em demonstrar que mortos estão presentes nos eventos mediúnicos? Vamos fazer engenharia reversa da mediunidade: se o presente confirmar as alegações antigas estas ganham robustez como evidência, caso contrário, infelizmente não…

  167. MONTALVÃO Diz:

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    “Num extenso trabalho publicado em 1921 (145c), a sra. E. M. Sidgwick analisou os resultados de 532 testes. Classificou 92 (17%) como sucessos; 100 (19%) como aproximadamente bem-sucedidos; 96 como dúbios; 40 como fracassos quase completos, e 204 como fracassos completos.
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    Numa experiência de controle (138a; cf. 10) 1.800 testes simulados foram sujeitos a uma análise similar. Houve 34 sucessos (menos de 2%) e 51 sucessos parciais (menos de 3%).”
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    VITOR: Como eu te disse, TODAS, ABSOLUTAMENTE TODAS AS TENTATIVAS DE REPLICAR OS TESTES POR MEIOS NORMAIS FRACASSARAM.
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    COMENTÁRIO: a ilustração que postou está um tanto difícil de entender, que 1800 testes de controle foram esses?
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    Outra coisa: 1800 testes de controle retornaram 2%; 532 de Osborne produziram 17%. Será que se aumentado o número de experiência com Osborne os resultados não cairiam?
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    Mesmo sem o esclarecimento, não vejo nada de excepcional entre os 17% de Osborne e os 2% dos controles. Isso ilustra o que vem reclamando de meus “testes”, considerando que meus resultados, em sua severíssima avaliação (severidade que admiravelmente não se vê aplicada a Gladys e outros) meus ensaios superficiais não produzem os mesmos resultados (como se eu fosse versado em artes simulativas): que nem nos testes controles. E não poderia ser de outro modo, a artista era Osborne, ela que desenvolvera afinada habilidade simulativa, ela que conseguia trabalhar afortunadamente com hábitos que lhe eram conhecidos, que tinha capacidade de revestir alegações confusas com roupagem de grande coisa, que disfarçava bem as erranças, mudando rapidamente de assunto ao perceber que o caminho era infértil. Mesmo assim, se vê que, comparando-se o trabalho da artista controles não tão técnicos, ainda assim resultados eram anotados.
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    Isso sem considerar que Osborne, que era a estrela mediúnica, conseguia apenas 17% de respostas satisfatórias. Ora se for mesmo assim, podemos dizer que 99% da mediunidade cai por terra.

  168. MONTALVÃO Diz:

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    VITOR: Há muitos experimentos a apoiar a realidade da psicometria. E pode ser que o toque nos objetos seja apenas o gatilho psicológico necessário para buscar as informações por meio de psi, não que o objeto em si tenha a capacidade de registrar informações.
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    COMENTÁRIO:”experimentos a apoiar a realidade da psicometria”, nem de brinca dá para aceitar essa declaração… o sujeito segura uma foto e diz um monte de besteirinhas do fotografado, num processo típico do de leitura fria “indireta” e há quem ache que está revelando mediunicamente ou paranormalmente algo de real a respeito da imagem.
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    Essa modalidade de crença serve muito para demonstrar quão difícil é conversar objetivamente com quem acredita que coisas indefinidas sejam realidades concretas…
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    “Buscar informações por meio de psi”: superstição conjugada com crendice: onde experimentos que mereçam esse título que demonstrem que psicômetras obtenham informes psiquicamente?

  169. MONTALVÃO Diz:

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    oo3) “Por que ela não vê mas ouve?”
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    VITOR: Será que vc pode ler o artigo?
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    “(33) FEDA: Acho que ele virá de novo e me deixará vê-lo.”
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    VITOR: Fica assim claro que o menino não apareceu a Feda até a terceira sessão.
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    COMENTÁRIO: não é de admirar que interprete da maneira que o faz… quem acredita em psicometria terá mesmo dificuldade de ver o que está cristalinamente diante dos olhos…
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    “Acho que ele virá de novo e me deixará vê-lo” foi dito na segunda sessão: se “ele virá de novo” quer dizer que já havia vindo antes. Se o menino não apareceu no campo visual de Feda, apareceu-lhe no campo auditivo. Quer dizer, a incongruência continua, o espírito ouve (o que lhe convém, naturalmente), mas só vê quando o aparecido se permite ser visto…
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    Caia na fantasia e tente sair dela: aí perceberá a encrenca em que se meteu…

  170. MONTALVÃO Diz:

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    VITOR: Tente encaixar os erros e acertos em outra criança e verá que não terá sucesso.
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    COMENTÁRIO: certo, sucesso algum com criança atual, bom sucesso com crianças da época. É certo que Osborne fazia suas sondagens, mesmo estando limitada nas sessões por procuração: esperta, sabia captar miúdos sinais de assentimento ou de negação e elaborava enredos promissores, principalmente para quem queria ser convencido.

  171. MONTALVÃO Diz:

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    “rê, rê, até parece Conan Doyle (aliás suspeito que, se reencarnação existir, você seria ele retornado). Desde quando Kelly sabe do que os “espíritos” precisam para dar partida no motor de revelações? Médium agora pega no tranco?”
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    VITOR: Por que não? Se o médium está recebendo dois ou mais fluxos de informação (por exemplo, oriundos de diversas mentes [vivas ou falecidas]) e precisa decidir qual o correto, um informe pode ser o necessário para ele decidir o fluxo correto e daí passar as demais informações sem receio.
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    COMENTÁRIO: o “se” faz toda a diferença: e se o médium não estiver recebendo “fluxo” algum, como é o mais provável?

  172. MONTALVÃO Diz:

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    Enquanto ninguém conseguir reproduzir o que Osborne fazia por meios normais, ficará difícil…
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    COMENTÁRIO: enquanto pensar dessa forma, ficará mesmo difícil…

  173. MONTALVÃO Diz:

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    MONTALVÃO 7: “Você diz que Blackmore em certo caso descartou o efeito gaveta, se bem entendi, nos experimentos ganzfeld. Conquanto não tenha postado o que Blackmore efetivamente falou, ainda que ela tenha reconhecido algo favorável em favor das experiências com o paranormal, certamente a opinião que tem a respeito da incerteza dos estudos nessa área continua inalterada. Susan pode até examinar um experimento e outro e opinar que o trabalho lhe pareça corretamente conduzido, porém tal não significa que tenha mudado seu ponto de vista sobre as dificuldade de evidenciar a paranormalidade.”
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    VITOR: Opinião dela expressa sobre Ganzfeld em 1997:
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    Susan Blackmore, uma psicóloga da University of Western England, diz que se ela tivesse que colocar seu dinheiro em cima da mesa, ela ainda apostaria que psi não existe. No entanto, ela sente que enquanto os parapsicólogos se adaptaram aos tempos e melhoraram seus métodos, o mesmo não pode ser dito sobre os céticos. “Eu cheguei à conclusão que Honorton fez o que os céticos pediram, ou seja, ele produziu resultados que não se devem a qualquer falha experimental muito óbvia. Eu acho que ele tem levado os céticos como eu a dizer que ou é alguma falha extraordinária que ninguém pensou, ou é algum tipo de fraude. Ou é PES genuína. Muitos céticos têm sido condescendentes em sua atitude. Os argumentos são ad hoc e mal referenciados. Acho um verdadeiro desafio foi apresentado”, diz Blackmore.
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    http://www.dichotomistic.com/mind_readings_psi%20ganzfeld.html
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    COMENTÁRIO: se explorar bem a caminhada de Blackmore no meio paranormal (quem sabe?) poderá encontrar bons subsídios para ser mais prudente em suas crenças exacerbadas, tanto no médium quanto em psi. É possibilidade remota, mas factível.
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    Susan e Honorton eram amigos, porém nunca foram de igual opinião. O artigo a seguir ajuda a melhor entender.
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    O LEGADO PARAPSICOLÓGICO DE CHARLES HONORTON
    de Susan Blackmore
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    Charles Honorton foi um dos mais importantes pesquisadores da parapsicologia. Em 4 de novembro de 1992, sofreu um enfarte fatal em casa, em Edimburgo, deixando em estado de choque o pequeno mundo da parapsicologia. Embora muitos de nós soubéssemos que ele tinha problemas cardíacos, a perda de um pesquisador dinâmico no auge da carreira e ainda aos 46 anos de idade sempre é um choque. Para a parapsicologia, foi um duplo choque devido à importância singular de sua obra.
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    Eu queria escrever algo em homenagem a ele, não só porque o conhecia havia muitos anos, mas porque sua perda terá enorme repercussão na parapsicologia. Não tenho certeza de que espécie de repercussão será.
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    Em 1990 Honorton publicou os resultados de 11 experiências ganzfeld bem-elaboradas que renderam resultados importantíssimos. Ao contrário de tantos estudos anteriores de parapsicologia, esses não podem ser facilmente descartados.
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    Eu e ele nunca tínhamos, para dizer o mínimo, entrado em acordo com relação ao paranormal. Lembro-me com carinho uma discussão, um tanto ébria, numa convenção de parapsicologia na Tufts University, na qual ambos quase chegamos às lágrimas e a abraços desesperados devido ao nosso fracasso total em compreender como o outro continuava acreditando no que acreditava.
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    Naquela época, em 1985, ele era diretor dos Psychophysical Research Laboratories, em Princeton, Nova Jersey. Em 1989 a verba acabou (como tem acontecido com tantos laboratórios de parapsicologia) e ele se mudou para a Edinburgh University a fim de trabalhar com Bob Morris e equipe na Koestler Chair. Depois que ele chegou lá, eu e ele tivemos muitas conversas longas por telefone e descobrimos que, fossem quais fossem nossas diferenças, tínhamos em comum a determinação de tentar entender os depoimentos paranormais e a falta de disposição para aceitar pesquisas ou críticas sem qualidade.
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    Um jornal italiano de céticos pediu recentemente a três parapsicólogos famosos que escrevessem sobre o futuro da parapsicologia. A mim e a Chuck pediram que comentássemos as contribuições de pontos de vista opostos. Embora eu ainda não tenha visto a resposta dele, tenho o pressentimento de que o texto dele e o meu terão mais em comum do que em oposição.
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    Mas já é o bastante de minhas recordações. O mais importante é explicar por que a morte dele terá tão grande repercussão.
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    Sempre se diz que surgem e desaparecem modas na parapsicologia mais ou menos a cada dez anos: como o trabalho de S. G. Soal na década de 1950 e a telepatia em sonhos na década de 1960. A suposta moda da década de 1970 foi o ganzfeld. Mas é uma moda que ainda não passou.
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    Foi em 1974 que Honorton e Harper publicaram o primeiro trabalho que descrevia a técnica psi-ganzfeld no qual o sujeito, ou receptor, relaxa numa cadeira ou cama confortável, tem bolas de pingue-pongue cortadas ao meio sobre os olhos para produzir um campo visual uniforme (o ganzfeld) e ruídos brancos ou sons repetitivos nos fones de ouvido. A hipótese dele era que essa redução nos dados sensoriais padronizados incentivaria o fluxo livre de imagens e a incorporação da percepção extra-sensorial (PES), e que seria muito mais fácil estudar outros “estados psi-conducentes”, tais como a meditação e os sonhos.
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    Os resultados significativos incentivaram muitos outros parapsicólogos a reproduzir ou ampliar o método.
    Por volta de 1982, quando a Parapsychological Association juntou-se à Society for Psychical Research numa conferência durante as comemorações do centenário, o “Debate Ganzfeld” estava a todo vapor.
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    Ray Hyman encarregara-se da tarefa de avaliar toda a base de dados, com cerca de 40 experiências ganzfeld. Ele afirmava que o índice de 55% de êxito era um grande exagero, que a multiplicidade de testes forçava o verdadeiro nível de importância para muito além dos 0,05 presumidos, e que muitos estudos sofriam de falhas na execução.
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    Ele submeteu os dados à meta-análise e demonstrou que algumas falhas tinha correlação positiva com a extensão do efeito – em outras palavras, as falhas eram provavelmente responsáveis pelo efeito e os dados eram fracos demais para sustentar quaisquer afirmações sobre a psi (Hyman 1985).
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    Em reação a isso, Honorton (1985) empregou uma técnica estatística para eliminar o problema da multiplicidade de análises. Demonstrou que os resultados bem-sucedidos não dependiam de investigador nenhum e realizou sua própria meta-análise, que não demonstrou relação nenhuma entre as falhas e os resultados do estudo. O debate completo foi publicado em 1985 e foi um momento decisivo na parapsicologia.
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    Embora continuasse havendo divisão na questão mais importante – Existe PES no ganzfeld ou não? – havia consenso com relação à grande utilidade do debate e que Hyman e Honorton mereciam parabéns pelas persistência e coragem ao trabalhar juntos e elaborar uma declaração conjunta (Hyman e Honorton 1986).
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    Talvez o mais importante seja que o debate uniu céticos e parapsicólogos para discutir os assuntos. Lembro-me de diversos congressos, nos quais tentaram entrar em acordo apenas acerca do que se poderia considerar experiência sem falhas. Percebendo, naturalmente, que tal ideal é inatingível, ainda era possível chegar a algum consenso.
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    Foi então que Chuck elaborou um teste ganzfeld totalmente automatizado.
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    Nos anos seguintes, Honorton e sua equipe de Princeton trabalharam com esse sistema e, em 1990, publicaram os resultados de 11 experiências com 241 voluntários e 355 sessões do teste ganzfeld (Honorton et al. 1990). Imagino a quantidade de tempo e trabalho investidos nisso com base na minha própria experiência em uma experiência ganzfeld simples com apenas 20 tentativas. Os resultados desses estudos automatizados foram surpreendentemente significativos. Minha própria impressão ao ler o texto muitas vezes foi que as experiências foram muito bem-elaboradas e os resultados decerto não se deviam ao acaso.
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    Caso fossem provenientes de algo que não fosse psi, não estava óbvio o que era.
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    Em outras palavras, essas experiências se destacavam de toda a massa de estudos fracassados, de pouca importância ou obviamente falhos.
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    Por que tiveram êxito? Esse é o X da questão e um dos motivos porque Chuck Honorton fará muita falta.
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    Todos os interessados em parapsicologia, sejam crentes, descrentes ou céticos, devem levar esses resultados a sério. Não podem ser facilmente descartados. Obedecem à maioria, se não a todos, os requisitos definidos pelos céticos, e os resultados foram importantíssimos, convincentes para muitos da realidade da psi em laboratório.
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    Com certeza o grupo de Edimburgo os levou a sério e ficou muito contente quando Chuck foi à Escócia para montar o mesmo sistema automatizado em outro local e com outros colegas. Eles, assim como todos nós, queriam saber se obteriam os mesmos resultados.
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    Agora é claro que jamais saberemos. A equipe de Edimburgo está decidida a dar prosseguimento ao bom trabalho de Chuck, mas o que descobrirão?
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    Se tiverem tanto êxito quando a equipe de Chuck em Princeton, haverá material de trabalho, e talvez ainda cheguemos ao fundo do mistérios – seja a solução paranormal ou normal.
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    Mas se fracassarem, desconfio que jamais saberemos por que Chuck Honorton parecia ter o dom da magia quando se tratava de produzir psi.
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    Seria a personalidade dele? Seria algo que ele levou consigo ao projeto experimental? Estaria mesmo correta a hipótese da redução dos ruídos sensoriais? Lamento muitíssimo que não possamos ver o próprio Chuck repetir tais experimentos aqui para nos dar a oportunidade de descobrir. Sua morte foi um golpe para a parapsicologia e ele fará muita falta.
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    Bibliografia
    • Honorton, C. 1985. Meta-analysis of psi ganzfeld research: A response to Hyman. Journal of Parapsychology, 49: 51-86.
    • Honorton, C., R. E. Berger, M. P. Varvoglis, M. Quant, P. Derr, E. L Schechter, and D. C. Ferrari. 1990. Psi communication in the ganzfeld. Journal of Parapsychology, 54:99-139.
    • Honorton, C., and S. Harper. 1974. Psimediated imagery and ideation in an experimental procedure for regulating perceptual input. Journal of the American Society for Psychical Research, 68: 156-168.
    • Hyman, R. 1985. The ganzfeld psi experiment: A critical appraisal. Journal of Parapsychology, 49: 3-49.
    • Hyman, R., and C. Honorton. 1986. A joint communique: The psi ganzfeld controversy. Journal of Parapsychology, 50:351-364.
    ***
    Susan Blackmore era professora titular de psicologia da University of the West of England, Bristol, quando escreveu este artigo. Publicado em 1993 na Skeptical Inquirer, Vol. 17, 306-308.

  174. MONTALVÃO Diz:

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    MONTALVÃO 9: “embora acusado de esclerosado, lembro que o artigo que reputa ser lixo não foi motivo de discussão. O assunto em debate era “Arqueologia intuitiva”, o artigo de Borgo foi postado ilustrativamente pelo Marciano e dele fiz pequenos comentários. Que eu saiba o material não ensejou qualquer conversa que pudesse calar fundo na memória dos envolvidos. Se você dele se lembrou tão cristalinamente é porque a matéria lhe provocou a ira e as emoções sensibilizam a memória marcantemente. Além disso, a apreciação que fez, como viu nos comentários que postei há pouco, não desqualificou o artigo, você apenas achou que sim.”
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    VITOR: PIROU GERAL
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    COMENTÁRIO

  175. MONTALVÃO Diz:

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    VITOR: PIROU GERAL
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    COMENTÁRIO: de fato, alguém está piradão e não percebe…

  176. MONTALVÃO Diz:

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    MONTALVÃO 10: “deve estar sonhando… desde quando psi significa “ganho de informação”? Que informação é “ganhada” com psi?”
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    VITOR: Relativas ao ambiente e pessoas.
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    COMENTÁRIO: é isso o que pode dizer melhor de psi? Onde estão as informações úteis ao ser humano oriundas de psi? Quem as conhece, descartadas as alegações fantasiosas e discutíveis?

  177. MONTALVÃO Diz:

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    “Além dos devaneios da paranormalidade desvairada (da qual temos aqui representantes) psi não agrega qualquer “plus” à comunicação entre humanos.”
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    VITOR: Agrega até entre cachorros e humanos…
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    COMENTÁRIO: o que nos dá a dimensão da crendice…

  178. MONTALVÃO Diz:

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    “uma dupla tipo Krippner e Randi seria plenamente aceitável, e é o que estamos reivindicando: experimento conjunto com céticos e crentes.”
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    VITOR: E pq vc não aceita a dupla dele com Bird? Dois pesos e duas medidas de novo?
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    COMENTÁRIO: se não consegue enxergar a diferença não serei eu quem o fará vê-la…

  179. MONTALVÃO Diz:

    .
    MONTALVÃO 17: “Você garante que a informação só era encontrada no livro referido, talvez sim, talvez não. Quem fez a conferência? Thomas, que queria ver sua fé confirmada, ou pessoas não tão crentes quanto ele?”
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    VITOR: Thomas, Salter, Besterman, não faltam exemplos. Até vc serve como exemplo…
    .
    COMENTÁRIO: muito vago…

  180. MONTALVÃO Diz:

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    VITOR: Céticos diriam que vendas não vendam seguramente nada (o Marciano até citou exemplos de como burlar, fingindo um transe convulsivo e tirando a venda aos poucos…). Prefiro a metodologia de Thomas, que não deixa a médium sequer pisar na casa dele.
    .
    COMENTÁRIO: O que quer é fugir dos testes conclusivos… ao menos ficou ciente de mais um dos muitos engodos perpetrados por espertalhões, talvez lhe seja útil no futuro, ajudando-o a melhor avaliar àqueles a quem empenha credibilidade. Mas há vendas que vendam sim. Além disso, nos testes que propomos as vendas são segurança adicional, pois, mesmo sem elas o médium teria grande dificuldade em visualizar o escrito. Por fim, médium rememelexento vai ter que ficar quietinho ou explicar muito bem a remelexidão…

  181. MONTALVÃO Diz:

    .
    Vitor se esfalfa em provar que o passado é provado e não dá uma sugestão que se preze para verificação atual e conclusiva de mortos presentes nas lides mediúnicas.
    .
    Isso é que é “saltar de banda”…

  182. Vitor Diz:

    Montalvão,
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    seguindo na eterna demonstração de seus erros :-)
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    1) “Para abreviar essa conversa que já periga tornar-se infinda e improdutiva, ressalto que seus últimos argumentos em favor do trabalho de Drayton Thomas foram insuficientes para demonstrar que a realidade de espíritos em atuação fora por ele registrada.”
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    Nada é suficiente para quem não quer ser convencido. Seus argumentos, além de vários demonstrados errados, é que foram insuficientes para descaracterizar a pesquisa de Thomas como probatória do paranormal.
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    2) “Em relação à avaliação de Sidgwick, que afirma não ter eu entendido, creio que a entendi bem.”
    .
    Não acho. Eis a conclusão dela:
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    É impossível duvidar, eu acho, que a Sra. Leonard em transe POSSUI PODERES SUPRANORMAIS. Apenas a evidência apresenta neste artigo é MAIS DO QUE SUFICIENTE para provar a telepatia, ao menos a oriunda dos vivos, e em um caso (o da Sra. Talbot, ver acima, § 2) aparentemente oriunda dos mortos. Mas haverá evidência suficiente para nos convencer da possibilidade de clarividência — a aquisição de conhecimento de coisas físicas por outros meios que não através dos canais sensoriais comuns?
    .
    No geral, eu acho, a evidência perante nós se trata de um caso prima facie razoável para a crença, e no futuro nós devemos considerar a clarividência como uma possibilidade a ser levada em conta ao interpretar coisas misteriosas.

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    3) “O fato é que essa analista, em momento algum, cogitou de algum truque da parte de Osborne, tampouco supôs a utilização de sofisticada e bem desenvolvida técnica, a atender (ainda que parcialmente) as exigências perquiritivas de Thomas. Ela trabalhou com a hipótese de que os relatos de Thomas foram conforme os acontecimentos (o que precisaria ser rigorosamente cotejado por outros investigadores, preferencialmente céticos, e não foi), e que Gladys Osborne era honesta (coisa de que duvido e que também não foi verificada com o rigor necessário).”
    .
    Osborne foi seguida por detetives que nada descobriram, e muitos outros investigadores (já extensamente citados) reproduziram os experimentos. Não precisamos sequer de Thomas para atestar a realidade dos fenômenos exibidos por Osborne. Mas o cuidado de Thomas contra o vazamento de informações excluem qq técnica imaginável. Você supor alguma técnica, sem jamais explicitá-la, é demonstrar o mesmo desespero que Blackmore demonstrou relativo aos testes ganzfeld, dizendo que um verdadeiro desafio foi apresentado.
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    4) “Mesmo com o bem descrito resultado (que não sabemos se só exalta o lado bom) tenho apontado fraquezas na exibições de Osborne, quais “revelações” nebulosas, incertas, vagas, apontantes para várias direções, em vez de declarações objetivas, do tipo: na página 108, está escrito, no terceiro parágrafo: “mortos não comunicam”. Nada disso, curiosamente, os espíritos não conseguem captar o escrito mas conseguem “sentir” o assunto, aliás mais que curiosamente, inexplicavelmente… as explicações que dão para essa pecualidade são rotas e mal alinhavadas e, é claro, dadas pelos próprios “espíritos”, quer dizer: produzidas pela fonte cuja origem é discutida.”
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    Parece haver convergência do que os espíritos disseram com o que as pesquisas atuais indicam, pois Dean Radin informou que a informação psi parece ser percebida como vislumbres impressionistas no lado direito do cérebro, como sentimentos, formas e cores, ao invés de palavras ou detalhes analíticos no lado esquerdo do cérebro. Em muitos testes de livros há inclusive a descrição precisa de objetos próximos às estantes. E o que você apontou como fraqueza há muito foi notado por Sidgwick, pelo próprio Thomas entre outros. De ineditismo você não apresentou nada :-) . Mas as tentativas fracassadas de reproduzir os resultados por meios normais demonstram a força das revelações. E os espíritos muitas vezes conseguem captar o escrito, como os testes de jornais bem mostraram.
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    5) “O Vitor e adeptos passam por cima dessas incongruências e clamam do alto dos montes: “Osborne era legítima, Piper falava com espíritos, nenhuma outra explicação dá conta de suas realizações!”…
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    Dizer que eu ou os “adeptos” passam por cima dessas incongruências é de lascar… veja o que Sidgwick diz:
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    Um obstáculo talvez mais sério em aceitar a clarividência como explicação dos testes de livros está nas dificuldades e confusas inconsistências no que é dito sobre o modo de identificar a página, e sobre o tipo de coisa — formas ou ideias — percebida nelas. Por motivo de consistência, muito do que é dito precisa ser deixado de lado como muito provavelmente absurdo, e caso aceitemos a clarividência como um fato, devemos admitir que até agora não sabemos nada sobre o que ela se constitui. Nós sabemos principalmente que, no caso da Sra. Leonard, ela geralmente parece confusa e vaga.
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    Nossa aceitação da clarividência como um fato deve assim depender somente do nosso julgamento se o sucesso registrado é maior do que o acaso permite em um tipo de caso em que as chances são muito difíceis de estimar, e em uma matéria que está, no momento, desconectada de todo o nosso conhecimento estabelecido e que é, assim, muito difícil de acreditar.
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    No geral, eu acho que a evidência perante nós se trata de um caso prima facie razoável para a crença, e no futuro nós devemos considerar a clarividência como uma possibilidade a ser levada em conta ao interpretar coisas misteriosas.

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    6) “Em outras palavras: as dúvidas sobre a presença de mortos entre os vivos permanece.”
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    Mas não o caráter paranormal das realizações dos médiuns.
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    7) “COMENTÁRIO: Quanto ao que a neurociência tem a dizer da mediunidade, que foi a solicitação principal, nada a dizer?”
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    http://obraspsicografadas.org/2012/cientistas-de-coimbra-estudam-a-mente-dos-mdiuns-agosto-de-2012/
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    8) “Jogaria tudo no mesmo saco se citasse conjuntamente Lombroso, Conan Doyle, León Denis, Gabriel Delanne, Camille Flamarion; conquanto estes três fossem crias do kardecismo, não tenho certeza se se pronunciaram a respeito, mas Bozzano posso tranquilamente dar prova de que deixou claro que os mortos não tinham maiores dificuldades em comunicar, mesmo sendo Bozzano adepto do “círculo de influência do médium”. Considere o trecho que segue, no qual, além de constatar a facilidade com que o morto se expressava, verá a esperteza e fina técnica dos médiuns de ardósia. Extraído do livro “Cinco Casos Excepcionais de Identificação de Espíritos” (não faço comentários ao texto porque o considero autoilustrativo):
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    Tsc, tsc, tsc… O próprio Bozzano, nesse mesmo livro, diz que tais casos são exceções, e fala da dificuldade de comunicação, veja:
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    Deve-se notar ainda a observação da personalidade mediúnica: “… os meus amigos que aqui vieram para as comunicações com o mundo dos vivos afirmam que eu possuo uma especial aptidão para transmitir, corretamente, provas de identificação pessoal”. Tal observação repete-se várias vezes nessas mensagens
    e é sem dúvida razoável, já que se mostra como a única explicação racional tanto do caso aqui considerado, de Hattie Jordan, quanto do outro, mais extraordinário ainda, do sr. Hacking, quando os espíritos comunicantes se mostraram capazes de entrar em contato com os vivos com a mesma facilidade de uma conversa telefônica.
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    O que mais surpreende nesses casos é a excepcional espontaneidade com que um e outro espíritos conseguem transmitir nomes próprios e nomes comuns. Esta última dificuldade é quase insuperável para os mortos comunicantes, pois os nomes próprios não são idéias nem imagens e, portanto, não podem ser transmitidos telepaticamente aos centros cerebrais da imaginação dos médiuns. Faça-se, porém, uma exceção para aqueles nomes aos quais se pode dar uma idéia de uma imagem simbólica, como seria o caso, por exemplo, do nome Margarida, que é suscetível de transmissão simbólica, fazendo-se surgir diante da visão subjetiva do médium uma flor margarida. E, de fato, é notório que uma boa parte dos nomes próprios e comuns, conseguidos mediunicamente (especialmente através dos médiuns Piper e Thompson), foi transmitida de forma simbólica. Essa enorme e especial dificuldade a que se submetem as personalidades mediúnicas comunicantes foi revelada desde o início do movimento espiritualista, assumindo aspectos de formidável perplexidade.
    Isto impediu que muitos aceitassem as interpretações espíritas dos fatos, pois parecia impossível que um desencarnado, que fornecia maravilhosas provas de identificação pessoal, não pudesse esforçar-se um pouco mais para transmitir corretamente o nome dos próprios familiares e só conseguisse, no máximo, transmitir apenas as suas iniciais.

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    Quanto ao episódio descrito da ardósia, pelo próprio relato fica clara a falta de controle.
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    9) “a diferença entre um bom e um mau teste é que o primeiro leva em conta a alegada limitação atuativa ditada pelo morto mas a supera, mantendo o controle apesar dela; os maus experimentos se cingem ao ditado pela entidade cuja realidade está sub judice e não ousam ultrapassá-la.”
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    Mas o controle ainda é mantido?
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    10) Por exemplo, se um defunto, matreiramente, diz que não consegue “enxergar letras”, por isso não pode participar de testes de leitura, o experimentador deveria pôr à prova, de modo objetivo, sua capacidade de “sentir” o assunto. Se o espírito diz que pode trabalhar com imagens, mas não com números e nomes próprios, adapta-se o experimento à essa circunstância. O que não pode é, depois de a prova realizada, constado que o morto não foi claro, contentar-se com as explicações que o falecido der sobre o resultado.”
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    E se o espírito não conseguir ser mais claro do que já foi? O que você faz? A meu ver, a única saída é fazer o que os pesquisadores fizeram: verificar se o resultado era possível de ser explicado pelo acaso. E não era.
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    11) “Por que tão difícil entender esse fato?”
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    Por que é tão difícil para vc trabalhar com os resultados que a vida te oferece?
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    12) “tudo muito bonitinho, mas cingido ao entorno avaliativo do próprio Drayton Thomas que, sabidamente assumia como fato que espíritos comunicavam: ele nunca pretendeu pôr essa certeza à prova. Isso faz toda a diferença.”
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    Se você se refere a pedir que o espírito dissesse o conteúdo de um livro fechado, isso ele fez bastante. Um exemplo abaixo:
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    EXPERIMENTO COM UM LIVRO SELADO
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    Na época do experimento a ser descrito agora, forneceram-se testes de oito livros em nossa casa,
    três dos quais eu não li; mas como eles foram lidos por outros, pareceu-me melhor testar com um livro que nenhum de nós tivesse lido. Eu assim combinei com meu amigo que ele deveria selecionar de sua biblioteca um livro que me fosse desconhecido, embrulhá-lo e selá-lo, e permiti-lo ficar em meu escritório por algumas poucas semanas. Isto ele fez de um modo bem profissional, colocando uma cartolina robusta em volta dele de modo que fosse impossível para qualquer fazer uma incisão no papel para averiguar o título, e finalmente selando-o com selos particulares. Este pacote foi trazido para mim em 2 de dezembro de 1917, e na sessão seguinte — à qual o meu amigo não me acompanhou, de fato ele nunca viu a Sra. Leonard — eu pedi ao meu comunicador para selecionar testes com ele. Aqueles dados abaixo foram recebidos em 13 e 20 de dezembro. Tendo-os datilografado em duplicata eu enviei o livro ao Sr. Bird e entreguei-lhe uma cópia dos testes; ele os leu, e então passou a abrir o pacote e comparou o livro com as minhas anotações. Ele achou os selos e invólucros intactos. O livro revelou-se ser um que eu tinha lido oito anos antes, mas é difícil imaginar como isso poderia influenciar o resultado do experimento. A seguir estão as declarações dadas nas duas sessões, junto com os nossos achados e meus comentários.
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    ‘O livro não tem uma fita em volta dele? Parece que tem duas’.
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    Havia apenas uma fita em volta do revestimento exterior, mas também uma segunda fita em volta de um invólucro interno. Ele foi amarrado duas vezes. É óbvio que eu tinha visto a fita externa, mas nada sabia da outra fita e do invólucro interno.
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    ‘O livro parece ter sido amarrado de um modo peculiar e embrulhado duas vezes’.
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    As extremidades de ambos os montes de corda foram selados ao papel de modo bem elaborado. Havia um papel externo amarrado e selado, e um papel interno similarmente amarrado e selado. Quando este foi removido revelou a cartolina que envolvia o livro.
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    ‘Este livro é sobre um assunto que encantaria o seu pai, mas sobre o qual ele alterou seu modo de pensar em certa extensão’.
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    O livro era The Supernatural? por L. A. Wheatherly, M. D., e J. N. Maskelyne, publicado pela Arrowsmith, prefácio datado de 1891. Os autores muito resolutamente se opõem à ideia de que os espíritos de falecidos se comunicam com os seres humanos, e ridicularizam a alegação de que tais comunicações possam de fato vir através de médiuns. Meu pai, que morreu cerca de 14 anos antes, era um ministro wesleyano , e através dos seus 45 anos de pregação frequentemente voltou seus pensamentos para o mundo espiritual. Mas a atmosfera teológica dos seus dias ter-lhe-ia dado pouca ideia da íntima relação possível entre aquele mundo e o nosso, e sua referência a uma alteração de ideias após morrer, indica sua descoberta das íntimas relações existentes entre os dois mundos, e a possibilidade de comunicação. Isso é abordado novamente depois.
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    ‘A página 5 se refere a algo que ele gostava de fazer na terra; está por volta de um terço da página, descendo’.
    .
    A linha 12 fala de fazer um combate à superstição, e isso está em inteira harmonia com o caráter do meu pai. Mas uma referência tão indefinida teria pouco valor probatório se isolada; mas ela estava ligada a outra.
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    ‘Também pouco após isso há uma referência a luz ou fogo’.
    .
    Perto do fim da página há uma menção a luz elétrica sendo instalada nas ruas de Calcutá. Será observado que há duas referências para essa página, uma indefinida e outra definida, e que elas são encontradas na ordem citada.
    .
    Feda então continuou, —
    .
    ‘Você ficará alegre em ver o livro’.
    .
    Mais de uma vez Feda observou que meu pai estava rindo sobre esse livro e a influência que tinha sobre si. O Sr. Bird, que conheceu meu pai 40 anos atrás, ficou impressionado por essa declaração, e antes de abrir o pacote observou que, supondo meu pai ser capaz de ler o livro, seria bastante característico dele se divertir com a situação resultante da seleção de tal livro para o propósito deste experimento. Aqui está um livro que escarnece da afirmação de que um espírito possa entrar em comunicação com a terra através de um médium. E é a partir deste mesmo livro que um espírito está selecionando referências e transmitindo-as através de um médium, — e ele faz isso com o propósito expresso de provar que um espírito pode se comunicar com os homens por este método. Deve ter sido uma situação deliciosa, e evidentemente foi apreciada ao máximo; Feda várias vezes interrompeu seu discurso para dizer o quanto ele estava se divertindo. Nenhuma dessas observações foi feita durante os testes dos oito livros anteriores selecionados por ele para a experiência, e para nenhum deles isso teria sido minimamente aplicável.
    Feda continuou, —
    .
    ‘Este era um assunto que lhe interessava muito, e sobre o qual ele mudou de opinião quando na terra e mudou-o novamente desde que morreu’.
    ‘Bem no início do livro há uma associação estranha para ele sobre assuntos que lhe diziam respeito cerca de vinte anos antes de falecer. Você já deve ter ouvido falar sobre isso, ou se não, você pode verificar isso, perguntando à sua mãe. Há uma ligação com esse período de quase vinte anos antes’.
    .?
    Dezoito anos antes de sua morte, em 1903, meu pai conheceu uma senhora, uma médium natural, cuja vida foi repleta de fenômenos notáveis. Ela virou amiga de meus pais, e suas narrações os interessavam muito, sendo um assunto frequente para conversas. Naquele período, portanto, mais do que em qualquer outro momento, as matérias relacionadas ao mundo dos espíritos e aos fenômenos psíquicos foram faladas em nossa família. Minha mãe diz que meu pai deve, em certa medida, ter mudado suas opiniões após se encontrar com essa senhora, já que ambos estavam convencidos da veracidade de suas experiências. Os três estados mentais aludidos podem, portanto, ser denominados: uma indiferença inicial, interesse desperto e, desde o seu falecimento, compreensão. Seguindo-se essa referência ao ‘bem no começo do livro’ verifica-se que suas primeiras palavras são a seguinte citação do Maudsley, ‘Se todas as visões, intuições e outros modos de comunicação com o sobrenatural, acreditadas agora ou em qualquer época, não foram mais do que fenômenos da psicologia — momentos, isto é, de função mental subnormal, supernormal, ou anormal — e se todas as crenças sobrenaturais existentes são sobreviventes de um estado de pensamento condizente com os estágios mais baixos do desenvolvimento humano, a permanência de tais crenças não pode ser útil, sendo nocivas ao progresso da Humanidade’. As primeiras palavras da Tabela de Conteúdos são — ‘Superstição, Bruxaria, Crentes no Sobrenatural’. Assim, o objeto do livro, tal como expresso em seu início, levou de volta seus pensamentos ao momento em que ele se deparou pela primeira vez seriamente com o tema da comunicação com os amigos falecidos. Que era uma possibilidade que ele não podia deixar de acreditar após conhecer a senhora mencionada acima. Ele mantinha uma mente aberta, mas não insistiu no assunto, e estava inclinado a partilhar a opinião convencional de que as obras do Espiritualismo eram ou fraudulentas ou erradas. Na minha primeira sessão com a Sra. Leonard, ele observou, através de Feda, referindo-se ao estudo da comunicação com os amigos no Além, que ‘quando na terra, ele teria sido muito cauteloso a respeito disso’.
    .
    ‘Este livro tem, perto do início, uma palavra escrita à mão. Ou está escrita ou é um fac-símile. Não há nenhum equívoco quanto a isso. Uma declaração tão definida deve ser um pedaço notável de evidência’.
    .
    No canto superior direito da folha de rosto, a assinatura do meu amigo foi escrita em tinta. É a única escrita no livro. Nem todos os livros possuem o nome do proprietário nesse lugar: nem tal item foi mencionado em nenhum teste anterior.
    .
    ‘Há uma página com colunas nela’.
    .
    Isso talvez se refira a uma imagem que estampa a folha de rosto. A imagem representa um conservatório, cujo telhado se apoia em cima de vinte colunas finas.
    .
    ‘Uma das primeiras páginas tem algo na natureza de um diagrama; é mais um diagrama do que uma imagem. Para Feda parecem linhas escuras’.
    .?
    Isso estava correto. O diagrama está na página 13, que é ‘uma das primeiras’, já que o livro vai até a página 273. Ocupa uma boa metade da página, e consiste em quatro linhas pretas que unem círculos grandes.

    .
    Feliz?
    .
    13) “Outra coisa, quando as gentis avaliações de Thomas ao desempenho de Osborne, foram cotejadas por outros menos bonachões, mesmo que fossem adeptos da mediunidade ou do paranormal (caso de Sidgwick), a crítica não chegava às mesmas conclusões que o autor.”
    .
    Como visto, vc está enganado. A própria Sidgwick aceitou o caráter paranormal dos testes.
    .
    14) Os testes com jornais que ainda não haviam sido publicados produziam o mesmo tipo dos de publicações existentes: pouquíssimas informações consistentes, a maior parte constituída de apreciações vagas que eram validadas pelos intérpretes crentes.”
    .
    Tymn em seu artigo selecionou vários exemplos que de vagos não tinham nada.
    .
    15) “Que tal deixar o passado em regime de espera e envidar esforço atual em demonstrar que mortos estão presentes nos eventos mediúnicos? Vamos fazer engenharia reversa da mediunidade: se o presente confirmar as alegações antigas estas ganham robustez como evidência, caso contrário, infelizmente não…”
    .
    Repetidos testes de conteúdos desconhecidos, mas que usam imagens, tem confirmado as pesquisas antigas. Exemplos são os testes de Sean harribance com fotografias e Lina R. Johansson com imagens em envelopes opacos.
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    16) COMENTÁRIO: a ilustração que postou está um tanto difícil de entender, que 1800 testes de controle foram esses?
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    Foram testes voltados exclusivamente para saber se o acaso explicaria os resultados Referência: Salter, H. de G. ‘On the Element of Chance in Book Tests’ (Proceedings of the Society for Psychical Research, 1923, 33, pp. 606-620).
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    Os resultados foram analisados por Colonel C. E. Baddeley, C. B. e C. M. G. Depois os resultados foram analisados por Sidgwick para saber se as classicifações (sucesso, sucesso parcial, leve sucesso, fracasso) estava em linha com o padrão adotado por ela própria. Ela disse que concordava bastante.
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    17) Outra coisa: 1800 testes de controle retornaram 2%; 532 de Osborne produziram 17%. Será que se aumentado o número de experiência com Osborne os resultados não cairiam?
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    Nem se todos os testes futuros fossem fracassos os resultados cairiam ao ponto de igualar os resultados. Com 92 sucessos em 532 testes (que, suponhamos, tenha parado aí ao elevar a quantidade de testes para 1800) contra 34 em 1800, ainda assim Osborne teria sido o triplo mais eficiente.
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    18) “Mesmo sem o esclarecimento, não vejo nada de excepcional entre os 17% de Osborne e os 2% dos controles.”
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    Bom, já que vc não vê nada de excepcional nos 31% de ganzfeld contra 25%, eu não esperava nada diferente… desisto de falar de estatística com você.
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    19) “Mesmo assim, se vê que, comparando-se o trabalho da artista controles não tão técnicos, ainda assim resultados eram anotados.”
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    Se entendesse um pouquinho de estatística não ficaria falando o óbvio ululante.
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    20) “Isso sem considerar que Osborne, que era a estrela mediúnica, conseguia apenas 17% de respostas satisfatórias. Ora se for mesmo assim, podemos dizer que 99% da mediunidade cai por terra.”
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    São 36%. Entre os resultados satisfatórios, encontram-se os sucessos e os parcialmente bem sucedidos. São casos em que as referências estavam na página defronte ou oposta. Apenas os considerados sucessos é que são 17%. Agora, eu é que não entendi sua estatística do 99%. Mas e se for, qual o problema? Então 1% é genuíno. Ótimo. Provada a vida após a morte e que espíritos se comunicam.
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    21) “experimentos a apoiar a realidade da psicometria”, nem de brinca dá para aceitar essa declaração… o sujeito segura uma foto e diz um monte de besteirinhas do fotografado, num processo típico do de leitura fria “indireta” e há quem ache que está revelando mediunicamente ou paranormalmente algo de real a respeito da imagem.”
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    Sean Harribance deu claros exemplos disso sem poder ver a foto.
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    22) “Buscar informações por meio de psi”: superstição conjugada com crendice: onde experimentos que mereçam esse título que demonstrem que psicômetras obtenham informes psiquicamente?
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    Idem.
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    23)“Acho que ele virá de novo e me deixará vê-lo” foi dito na segunda sessão: se “ele virá de novo” quer dizer que já havia vindo antes. Se o menino não apareceu no campo visual de Feda, apareceu-lhe no campo auditivo.”
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    Por que vc diz que apareceu no campo auditivo?
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    24) “certo, sucesso algum com criança atual, bom sucesso com crianças da época.”
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    Prove isso.
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    25) “o “se” faz toda a diferença: e se o médium não estiver recebendo “fluxo” algum, como é o mais provável?”
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    Então qualquer explicação normal é ainda mais inacreditável.
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    26) “enquanto pensar dessa forma, ficará mesmo difícil…”
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    É a única coisa cientificamente aceitável a ser feita. Ou vc arranja alguém que reproduza o que Osborne fazia por meios normais, ou ela permanecerá como paranormal legítima até lá.
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    27) “Susan e Honorton eram amigos, porém nunca foram de igual opinião. O artigo a seguir ajuda a melhor entender.”
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    Ela concordou no principal: “Minha própria impressão ao ler o texto muitas vezes foi que as experiências foram muito bem-elaboradas e os resultados decerto não se deviam ao acaso. Caso fossem provenientes de algo que não fosse psi, não estava óbvio o que era.”
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    28)” é isso o que pode dizer melhor de psi? Onde estão as informações úteis ao ser humano oriundas de psi? Quem as conhece, descartadas as alegações fantasiosas e discutíveis?”
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    Stephan Schwartz as conhece. Mishlove também. E nada fantasioso ou discutível, tudo se tratando de casos concretos e filmados e/ou gravados e/ou documentados pela imprensa.
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    29)” o que nos dá a dimensão da crendice…”
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    dos testes…
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    30) “se não consegue enxergar a diferença não serei eu quem o fará vê-la…”
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    Tem razão, de Fred Bird não temos indícios de desonestidade. Já de James Randi…
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    31) “muito vago”…
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    Para quem não busca se informar tudo parece muito vago :-) Mas dei mais informes em 16. O livro de Braude também dá mais informes.
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    32) “O que quer é fugir dos testes conclusivos… ao menos ficou ciente de mais um dos muitos engodos perpetrados por espertalhões, talvez lhe seja útil no futuro, ajudando-o a melhor avaliar àqueles a quem empenha credibilidade.”
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    Sempre estive ciente do truque. Só a desculpa para o truque é que não conhecia.
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    33) “Mas há vendas que vendam sim. Além disso, nos testes que propomos as vendas são segurança adicional, pois, mesmo sem elas o médium teria grande dificuldade em visualizar o escrito. Por fim, médium rememelexento vai ter que ficar quietinho ou explicar muito bem a remelexidão…”
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    Mesmo sem elas o médium teria grande dificuldade em ver o escrito… é sério isso? Bem, então esse teste de Crookes prova a presença objetiva de espíritos?
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    ‘Uma senhora escrevia automaticamente por meio da prancheta; experimentei descobrir o meio de provar que o que ela escrevia não era devido à “ação inconsciente do cérebro”. A prancheta, como o fazia sempre, afirmava que, ainda que fosse posta em movimento pela mão e pelo braço dessa senhora, a inteligência que a dirigia era a de um ser invisível, que se servia do cérebro da senhora como de um instrumento de musica, e fazia, assim, mover-lhe os músculos.
    Disse eu, então, a essa inteligência: “Vê o que há neste aposento?” – “Sim”, escreveu a prancheta. – “Vês este jornal e podes lê-lo?” acrescentei, colocando o dedo sobre um número do Times que estava em uma mesa atrás de mim, mas sem olhá-lo. – “Sim”, respondeu a prancheta. – “Bem”, disse eu, “se podes vê-lo, escreve a palavra que está agora coberta por meu dedo, e dar-te-ei crédito”. A prancheta começou a mover-se lentamente, e com alguma dificuldade escreveu a palavra “however”. Voltei-me e vi que a palavra however estava coberta pela extremidade do meu dedo.
    Quando fiz essa experiência, tinha evitado, de propósito, olhar para o jornal, sendo impossível à senhora, embora o tentasse, ver uma só das palavras impressas, porque estava assentada perto de uma mesa, além de que o jornal estava sobre outra, que se achava atrás de mim, e o meu corpo interceptava-lhe a vista’.

    .
    Muito bem, Montalvão. Pelos seus próprios critérios, a realidade dos espíritos está provada. Ok. Podemos agora dormir com a certeza da vida após a morte. Ou pelo menos com a certeza de que a sua afirmação de que tais testes nunca haviam sido tentados antes (e se foram teriam resultado em fracasso) cai por terra :-)

  183. Marciano Diz:

    Vitor, você não sabe o que acabou de fazer.
    Se o teste proposto por Montalvão já foi feito com sucesso por Crookes, ele pode ser reproduzido por nós, o que é exatamente o que a bancada descrente está querendo.
    Você não pode mais apelar para resultados fracos e estatísticos, para meta-análises.
    O que nós queremos é justamente mostrar que as histórias à la Crookes não foram bem assim.
    Se você sustenta que isso é possível, vamos à demonstração ATUAL.
    .
    P.S.: Avise aos comentadores que o blog voltou, o que me deixou bastante feliz.

  184. Marciano Diz:

    Sem querer, dei uma válvula de escape para Vlad:
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    Marciano Diz:
    FEVEREIRO 10TH, 2015 ÀS 1:25 AM

    “Como não tenho carteira de autoridade em psiquiatria, fico no achismo.
    Conta também o fato de que não examinei o paciente pessoalmente. BAseio meu diagnóstico em vídeos, escritos e citações de e sobre o paciente.
    E na minha audácia de ultra crepidam ascendere, como diria o falecido e saudoso Apeles, que há milênios não vejo”.
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    Se eu soubesse que estava dando cola, teria omitido essa parte.
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    Por falar nisso, o Dr. Respondeu a todos, menos aos meus VÁRIOS comentários sobre a indisfarçada e malfeita apologia de cx.
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    RODRIGO, parece-me que você não está acompanhando o tópico anterior.
    Para quem está interessado em testes, veja isto:
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    ‘Uma senhora escrevia automaticamente por meio da prancheta; experimentei descobrir o meio de provar que o que ela escrevia não era devido à “ação inconsciente do cérebro”. A prancheta, como o fazia sempre, afirmava que, ainda que fosse posta em movimento pela mão e pelo braço dessa senhora, a inteligência que a dirigia era a de um ser invisível, que se servia do cérebro da senhora como de um instrumento de musica, e fazia, assim, mover-lhe os músculos.
    Disse eu, então, a essa inteligência: “Vê o que há neste aposento?” – “Sim”, escreveu a prancheta. – “Vês este jornal e podes lê-lo?” acrescentei, colocando o dedo sobre um número do Times que estava em uma mesa atrás de mim, mas sem olhá-lo. – “Sim”, respondeu a prancheta. – “Bem”, disse eu, “se podes vê-lo, escreve a palavra que está agora coberta por meu dedo, e dar-te-ei crédito”. A prancheta começou a mover-se lentamente, e com alguma dificuldade escreveu a palavra “however”. Voltei-me e vi que a palavra however estava coberta pela extremidade do meu dedo.
    Quando fiz essa experiência, tinha evitado, de propósito, olhar para o jornal, sendo impossível à senhora, embora o tentasse, ver uma só das palavras impressas, porque estava assentada perto de uma mesa, além de que o jornal estava sobre outra, que se achava atrás de mim, e o meu corpo interceptava-lhe a vista’.
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    Muito bem, Montalvão. Pelos seus próprios critérios, a realidade dos espíritos está provada. Ok. Podemos agora dormir com a certeza da vida após a morte. Ou pelo menos com a certeza de que a sua afirmação de que tais testes nunca haviam sido tentados antes (e se foram teriam resultado em fracasso) cai por terra ?
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    Marciano Diz:
    FEVEREIRO 12TH, 2015 ÀS 3:41 PM
    Vitor, você não sabe o que acabou de fazer.
    Se o teste proposto por Montalvão já foi feito com sucesso por Crookes, ele pode ser reproduzido por nós, o que é exatamente o que a bancada descrente está querendo.
    Você não pode mais apelar para resultados fracos e estatísticos, para meta-análises.
    O que nós queremos é justamente mostrar que as histórias à la Crookes não foram bem assim.
    Se você sustenta que isso é possível, vamos à demonstração ATUAL.
    .
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    Pense nisso, seria um bom teste para suas dúvidas, eu acho.

  185. Marciano Diz:

    Espero que Vlad se abstenha, doravante, de inventar qualquer análise profissional de personagens históricos ou não (serve para comentadores, aqui) que ele não examinou pessoalmente.
    Se o fizer, eu me lembrarei e cobrarei.
    Está registrado.

  186. Marciano Diz:

    E uma vez que Vlad ignora meus comentários, vou ser mais franco, ele vai ignorar mesmo.
    Sua apologia a cx ficou uma merda.
    Todo um fim de semana para produzir “aquilo”?

  187. Vitor Diz:

    Oi, Marciano
    .
    esse teste de Crookes, que eu saiba, não foi reproduzido por ninguém à época. E sabemos que as notas de Crookes estavam longe de serem cuidadosas. Nem o nome dessa senhora temos. Seu caso chega a ser anedótico. Crookes até destruiu material de suas pesquisas. A situação é completamente diferente com Osborne e seus pesquisadores.
    .
    a) Houve replicação das pesquisas com pesquisadores independentes.
    b) Temos os nomes e conhecemos as carreiras de todos os envolvidos.
    c) Thomas e os demais pesquisadores mantinham registros bastante minuciosos de suas pesquisas.
    .
    Além disso, se pudermos confiar na mediunidade de Stainton Moses, veremos que não é todo e qualquer espírito que consegue ler, nem todo e qualquer médium capaz de atingir as condições necessárias:
    .
    ‘Eu perguntei como foi possível dar uma informação tão precisa. Respondeu-me que isso era extremamente difícil, possível apenas quando um estado extremamente passivo e receptivo do médium era alcançado. Além disso, diz-se que os espíritos possuem acesso a fontes de informação, de forma que eles podiam refrescar a sua lembrança imperfeita’.
    ‘Eu perguntei como? Pela leitura; sob certas condições, e com um fim especial em vista; ou por inquérito, como o homem faz, embora para espíritos isso seria mais difícil, embora possível.
    ‘Poderia o meu próprio amigo adquirir informação assim? Não; ele deixou a Terra há muito tempo, mas ele mencionou os nomes de dois espíritos acostumados a escrever ocasionalmente, que poderiam realizar essa façanha. Eu pedi que um deles fosse trazido. Eu estava sentado à espera de um aluno em uma sala, não a minha própria, que era usado como um escritório, e cujas paredes estavam cobertas de estantes de livros.
    A escrita se aquietou, e após um intervalo de alguns minutos, outro tipo de escrita apareceu. Perguntei se o espírito recém-chegado poderia demonstrar-me o poder alegado.
    ‘Você consegue ler?
    Não, amigo, eu não posso, mas Zachery Gray pode, e Reitor. Eu não sou capaz de me materializar, ou comandar os elementos.
    ‘Há algum desses espíritos aqui?
    ‘Vou trazer um por um. Vou enviar. . . . Reitor está aqui.
    ‘Disseram-me que você pode ler. É isso mesmo? Você pode ler um livro?
    ‘(A caligrafia do espírito mudou).
    ‘Sim, amigo, com dificuldade.
    ‘Você me escreveria a última linha do primeiro livro da Eneida?
    ‘Espera — Omnibus errantem terris et fluctibus aestas’.
    ‘(Isto estava correto).
    ‘Exato. Mas eu poderia ter sabido. Você poderia ir até a estante, pegar o último livro, mas um da segunda prateleira, e ler para mim o último parágrafo da página 94? Eu não o vi, e eu sequer sei seu nome.
    “Irei provar em breve, por meio de uma curta narrativa histórica, que o papado é uma novidade, e surgiu ou cresceu de forma gradativa desde o tempo primitivo e puro do Cristianismo, não só desde a era apostólica, mas mesmo desde a lamentável união da Igreja e do Estado por Constantino”.
    ‘(O livro em questão revelou-se ser um esquisito, chamado Rogers’ Antipopriestian, an attempt to liberate and purify Christianity from Ropery, Politikirkality, and Priestrule. O trecho dado acima era preciso, mas a palavra “narrativa” foi substituída por “relato”).
    ‘Como vim parar em uma frase tão apropriada?
    ‘Eu não sei, meu amigo. Foi coincidência. A palavra foi alterada por erro. Eu percebi quando aconteceu, mas não mudei.
    ‘Como é que você leu? Você escreveu mais lentamente, e aos trancos e barrancos.
    ‘Eu escrevi o que eu me lembrava, e depois fui buscar mais. Ler requer um esforço especial, é útil apenas como teste. Seu amigo estava certo na noite passada: podemos ler, mas apenas quando as condições são muito boas. Vamos ler mais uma vez, escrever, e, em seguida, tirar uma prova do livro: “O Papa é o último grande escritor daquela escola de poesia, a poesia do intelecto, ou melhor, do intelecto misturada com a fantasia”. É isso que está escrito. Vá à mesma prateleira e pegue o décimo primeiro livro. (Eu peguei um livro chamado Poetry, Romance, and Rhetoric.) Uma página ser-te-á mostrada. Pegue-a e leia, e reconheça nosso poder, e a permissão que o grande e bom Deus nos dá, para mostrar-lhe o nosso poder sobre a matéria. A Ele seja a glória. Amém.
    ‘(O livro abriu na página 145, e havia a citação perfeitamente verdadeira. Eu não tinha visto o livro antes; certamente não fazia ideia do seu conteúdo)’.

  188. Marciano Diz:

    Oi, Vitor.
    Entendo seu ponto de vista.
    Só não entendo o seguinte trecho:
    .
    “…veremos que não é todo e qualquer espírito que consegue ler, nem todo e qualquer médium capaz de atingir as condições necessárias…”.
    .
    Afirmações como esta são inverificáveis por princípio, não se pode aplicar a falsifiability, Popper que se dane.
    .
    Sempre que não pudermos provar a existência de um fenômeno, é só dizermos que não é sempre que ele acontece, bla bla bla…
    .
    Aceito sua afirmação, se disser em que circunstâncias o espírito pode ler e em quais não pode, bem como quais são os médius capazes.

  189. Vitor Diz:

    Marciano,
    a afirmação é perfeitamente falseável, aqui vale a regra do corvo branco, basta aparecer um para mostrar que nem todos os corvos são negros. Osborne foi esse corvo branco, outro que nem ela não sabemos se teremos novamente. Eu espero que sim, mas sempre é uma incógnita. Mas médiuns ou psíquicos que exibem capacidades mais ou menos similares hoje vc encontra em Lina R. Johansson ou Sean Harribance (este já bem velhinho).

  190. Marciano Diz:

    Vitor, esses que você mencionou estão fora do nosso alcance, de maneira que só podemos conjecturar sobre eles, jamais aplicar-lhes quaisquer testes.
    Vamos ficar no 0×0.
    Como aqui, neste tópico, só estávamos eu, você e o Montalvão, tendo este tirado uma licença para tratamento de saúde e eu não estando à altura dele para continuar o debate, vou ficar só no post mais recente.

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