Mediunidade não produz História – por Elias Moraes

Elias Moraes lançou o vídeo abaixo em 13/05/2025, onde defende que a mediunidade é incapaz de produzir informações de cunho histórico úteis ao nosso atual conhecimento:

Transcrevi o principal do vídeo e teci críticas. Para ler, clique aqui.

3 respostas a “Mediunidade não produz História – por Elias Moraes”

  1. Guilherme Diz:

    Olá Vitor, quanto tempo!
    Você conhece o trabalho do Kenneth Feder? (“Frauds, Myths and Mysteries”). No capítulo 7, ele desmonta algumas “descobertas” da arqueologia psíquica.

  2. Vitor Diz:

    Oi, Guilherme!
     
    Desculpe a demora em liberar seu comentário, só vi agora que estava pendente!
     
    Sobre o Feder, esse livro dele tem para consulta aqui:
     
    https://archive.org/details/fraudsmythsmyste0000fede_n9k9/mode/2up
     
    Ele me pareceu analisar só casos fracos, não vi menção ao George McMullen ou à Sra. Zierold, por exemplo.

  3. Nammugal Diz:

    De fato, a mediunidade pode não servir para produzir história, mas também não podemos negar como que a religião e afins são utilizadas para fazer história, o mesmo para a própria ciência e academia como formas de controle social.

    Enfim, tanto Kenneth Feder quanto Martin Gardner são passíveis de várias críticas, tal como a noção de “settled science” que não acontece na prática.

    E o trabalho de Kenneth Feder é engraçado pois ele não levou em conta que comunidades como r/Sumer, r/Kemetic, r/Hellenism, r/Christian, r/Islam, r/Pagan, r/Paganism, r/NorsePaganism, r/ArabianPaganism e comunidades relacionadas que tratam a arqueologia e a história antiga igual como fundamentalistas religiosos tratam seus livros sagrados.

    O mesmo dá pra falar do dogmatismo científico/secular/ateu da r/Atheism e comunidades afins.

    Enfim, tudo aí são passíveis de críticas.

    Mas sim, a banalização da mediunidade é bem triste, mas não é só a mediunidade que é banalizada. A razão, a lógica, a racionalidade, o pensamento crítico, o ceticismo até mesmo a própria ciência são bem banalizadas. Inclusive com essa ideia de que é possível “argumentar racionalmente” com a extrema-direita e com gente abertamente racista, supremacista branca, supremacista ocidental etc.

    E o pior são os que ainda falam “vocês que tem que provar que não são relativistas / pós-modernistas” etc. Ou seja, o debate já deixa de ser lógico / busca pela verdade e passa a ser a disputa pelo poder e a luta pelo poder; a lógica, a ciência e afins ocupando os mesmos espaços que a religião e a igreja ocupavam até séculos atrás.

    A ciência e a academia também são espaços de disputas de poder, mas falar isso virou “relativismo / pós-modernismo.”

    E uma crítica válida a Martin Gardner é como que ele errou quando a descredibilizar o vegetarianismo e afins, claro, Gardner considerava o Marxismo como pseudociência/pseudagem, então é claro que ele não iria conseguir ver que teríamos um Lobby dos Agrotóxicos e um Lobby dos GMOs tão forte hoje em dia aqui no Ocidente…

    E sim, Nassim Nicholas Taleb acerta e muito sobre QI ser pseudociência/pseudagem, mesmo que o Lobby do QI irá negar isso até o fim…

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