Materializações Espantosas
Segue artigo com fotos de materialização do médium Cyril Budge e seu guia Agar. Para ler, clique aqui.
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Publicado em quinta-feira, fevereiro 26th, 2026, 9:08 AM categorias Materializações. Você pode acompanhar as respostas a esta entrada através do feed RSS 2.0. Você pode deixar seu comentário, ou trackback de seu sítio.
O objetivo deste site é analisar cientificamente livros ou mensagens ditos "psicografados", ou seja, escritos ou ditados por um suposto espírito através de um "médium", apontando erros e acertos à luz da Ciência atual. Também busca analisar possíveis fontes de informação em que o médium teria se baseado para escrever a obra, possibilidades de plágio (fraude), de "plágio inconsciente" (também conhecido como criptomnésia), e mesmo a possível ocorrência de um genuíno fenômeno paranormal. Serão analisadas obras de médiuns famosos e menos conhecidos.
fevereiro 26th, 2026 às 12:01 PM
Boa tarde, Vitor e leitores do blog.
Fenômenos ligados à materialização abalam, para mim, a própria noção de realidade — e falo isso com total sinceridade. Peço desculpas por desviar um pouco do tema publicado, mas gostaria de comentar sobre pesquisas em PES, com foco na precognição.
Reavaliando a literatura, observo que a evidência estatística a favor da precognição é tão robusta quanto aquela encontrada em estudos clássicos de PES. Enquanto alguns defensores da visão remota ao vivo apontam mecanismos baseados em ondas ELF (como as propostas por Persinger), a precognição logicamente não se enquadra nessa hipótese. O Dr. Edwin C. May, por exemplo, reconhece a existência de testes estatisticamente relevantes sobre precognição, mas admite que não há ainda um mecanismo físico identificado. (Ver: https://journals.sagepub.com/doi/10.1177/2158244015576056??.)
Mesmo excluindo explicações simplistas — e concordando com May quando ele afirma que o emaranhamento quântico não resolve a questão da transmissão de informação — fica um problema teórico: não encontro um espaço físico plausível para explicar como a informação precognitiva teria de ser transferida. Ou seja, há forte evidência experimental, mas sem um modelo ontológico físico que explique o “como”.
Se aceitarmos que a materialização possa ser contestada, ainda assim parece que já dispomos de um fenômeno anômalo identificado: a precognição. Isso nos coloca diante de uma escolha interpretativa difícil. A possibilidade de um “não físico” —por mais desconfortável que seja admitir— precisa ser levada a sério como hipótese de trabalho. Pessoalmente, essa lacuna conceitual me leva a considerar interpretações mais amplas sobre a natureza da realidade; em meu íntimo, cabe a hipótese de que tais fenômenos apontem para algo que desafia o arcabouço físico atual — uma espécie de simulacro, por assim dizer.
Sei que essa leitura pode soar ousada ou mesmo absurda para alguns; ainda assim, penso que negar a consistência estatística dos resultados sem oferecer uma alternativa teórica plausível não resolve o problema.
fevereiro 26th, 2026 às 12:41 PM
Para ler a meta-análise de Daryl Bem sobre precognição ( infelizmente em inglês, mas o resumo pode ser traduzido com o Google Tradutor ), publicada em um importante periódico científico, recomendo a leitura neste link:
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26834996/
E também a meta-análise traduzida pelo Vitor, do Dr. Tressoldi:
https://app.box.com/s/gyqyheerq7w8rhwd0r4hf13e802u1ygx
O fato é que esses dados demonstram, estatisticamente, a existência desse fenômeno. Diante disso, enquanto não houver provas ou evidências concretas que apontem para fraudes ou uma conspiração altamente organizada entre os pesquisadores, tais especulações não podem ser usadas para descartar os resultados obtidos.
No entanto, é importante destacar que não há, até o momento, modelos teóricos na física que expliquem o mecanismo de transporte de informação envolvido — como o entrelaçamento quântico, que não se sustenta em escala macroscópica. Da mesma forma, também não existem modelos práticos que permitam aplicar esse fenômeno de forma controlada.
Diante disso, se um fenômeno que desafia as leis da física como as conhecemos parece, de fato, ocorrer, cabe a pergunta: será que estamos diante de algo real, ou lidamos com algo característico a um simulacro?
fevereiro 26th, 2026 às 1:03 PM
Lucas, os experimentos de Daryl Bem colecionam poucas, pouquíssimas replicações bem sucedidas e muitas replicações fracassadas. As provas de precognição se dão por outros tipos de experimentos, inclusive atualmente por ganzfeld (ainda inicial nos estudos pré-registrados, com 2 estudos de sucesso e 1 fracasso).
fevereiro 26th, 2026 às 1:21 PM
Boa tarde Vitor.
Obrigado pelo esclarecimento.
Irei procurar os estudos de ganzefld em relação a precognição.
Tenham uma excelente quinta feira.
fevereiro 26th, 2026 às 1:57 PM
Boa tarde Lucas Arruda, bem, podemos dizer a mesma coisa para fenômenos espirituais, fenômenos ditos paranormais/sobrenaturais. Como a Kasdeya/Ahaiyuta diz, tudo isso faz parte do mundo natural. Bem, eu já expliquei aqui em outros comentários sobre a visão da Kasdeya/Ahaiyuta aqui neste blog. Mas sim, a Kasdeya acerta sobre a questão de tentar explicar tudo com base em frequências e afins. Mas sim, a mediunidade e afins fazem parte do natural. Vida após a morte e vidas passadas também fazem parte do natural. É igual aquilo que ela explicou que nós damos significado/meaning para as coisas, coisas infinitas que damos um sentido limitado para isso. Como a Kasdeya diz, o sobrenatural/paranormal são o natural/normal não conseguimos explicar ainda. A Kasdeya não nega que o sobrenatural/paranormal existem, mas sim que fazem parte do mundo natural. Assim como que o mundo espiritual/astral/divino fazem parte do mundo natural.
fevereiro 26th, 2026 às 2:02 PM
Boa tarde Lucas Arruda, bem, podemos dizer a mesma coisa para fenômenos espirituais, fenômenos ditos paranormais/sobrenaturais. Como a Kasdeya/Ahaiyuta diz, tudo isso faz parte do mundo natural. Bem, eu já expliquei aqui em outros comentários sobre a visão da Kasdeya/Ahaiyuta aqui neste blog. Mas sim, a Kasdeya acerta sobre a questão de tentar explicar tudo com base em frequências e afins. Mas sim, a mediunidade e afins fazem parte do natural. Vida após a morte e vidas passadas também fazem parte do natural. É igual aquilo que ela explicou que nós damos significado/meaning para as coisas, coisas infinitas que damos um sentido limitado para isso. Como a Kasdeya diz, o sobrenatural/paranormal são o natural/normal não conseguimos explicar ainda. A Kasdeya não nega que o sobrenatural/paranormal existem, mas sim que fazem parte do mundo natural. Assim como que o mundo espiritual/astral/divino fazem parte do mundo natural.
fevereiro 26th, 2026 às 2:50 PM
Boa tarde, Enkigal.
No campo dos fenômenos considerados sobrenaturais, há alguns casos que, para mim, apresentam fortes indícios de anomalia. Um exemplo é a Experiência de Quase-Morte (EQM), cuja ocorrência clínica é documentada por pesquisadores como Sam Parnia. Embora haja divisão interpretativa entre materialistas e dualistas quanto à natureza do fenômeno, os relatos verídicos durante paradas cardiorrespiratórias — especialmente considerando que, segundo Parnia, apenas cerca de 1% das vítimas de RCP chegam a abrir ou mover os olhos durante o procedimento — reforçam, a meu ver, a hipótese de que as percepções descritas nas EQMs possam estar relacionadas a algum tipo de percepção extrassensorial (PES).
Outro caso relevante é o da micro-PK e, em especial, o Global Consciousness Project, idealizado por Roger Nelson e posteriormente associado a pesquisadores como Dean Radin. O projeto é interpretado basicamente sob três perspectivas principais:
A de que eventos globais emocionalmente significativos, quando vivenciados simultaneamente por milhões de pessoas, influenciariam fisicamente geradores de números aleatórios (RNGs).
A hipótese de micro-PK restrita ao próprio grupo de pesquisa, interpretação defendida por Peter Bancel.
A hipótese de Decisão Anômala Teórica (DAT), proposta por Edwin C. May, segundo a qual os resultados seriam explicados por um efeito precognitivo da própria equipe envolvida.
Em qualquer dessas leituras, argumenta-se que os desvios estatísticos observados no GCP seriam extremamente improváveis ao acaso — com estimativas chegando à ordem de 1 em mais de 1 trilhão.
A meu ver, esse conjunto de fenômenos levanta duas possibilidades radicais: ou há algo fundamentalmente incompleto em nossa compreensão da física, ou o que vivenciamos como realidade poderia não ser ontologicamente fundamental — algo próximo a um “simulacro”.
Reconheço que as EQMs ainda carecem de uma comprovação científica formal quanto à sua natureza ontológica, apesar de sua ocorrência clínica ser bem documentada. No caso do GCP, mesmo assumindo a existência de uma anomalia estatística, a multiplicidade de interpretações (micro-PK ou precognição) dificulta uma conclusão definitiva.
O que mais me inquieta, porém, é a PES de caráter precognitivo. Se considerada válida, ela não representaria apenas uma anomalia estatística, mas também um desafio físico-teórico profundo, pois não há atualmente um mecanismo físico estabelecido que permita a transmissão de informação do futuro para o presente. O próprio emaranhamento quântico, frequentemente citado, não possibilita transferência de informação macroscópica retrocausal.
Já argumentei anteriormente que, em um mundo ontologicamente real e regido por leis físicas consistentes, a lógica estrutural da física não poderia ser violada. Por isso, caso a precognição fosse confirmada como fenômeno genuíno, estaríamos diante de algo que exigiria uma revisão radical da própria natureza da realidade. É essa implicação — mais do que o fenômeno em si — que pessoalmente me causa apreensão.