Vendo a Si mesmo Após a Morte, por Michael Tymn

O artigo “Vendo a Si Mesmo Após a Morte”, de Michael Tymn, explora o fenômeno das materializações espirituais — particularmente a ideia de que os espíritos precisam reconstruir a própria aparência após a morte. O texto defende que, nas supostas manifestações mediúnicas, o espírito não surge automaticamente com a aparência que tinha em vida. Em vez disso, ele precisa lembrar, imaginar e “projetar” sua imagem, muitas vezes usando o ectoplasma do médium como matéria-prima. Essa reconstrução depende da memória, da capacidade visual e até de referências — como fotografias. O autor reúne diversos relatos históricos para sustentar essa hipótese:

  • Um espírito que não conseguia recordar o próprio rosto apareceu sem face.
  • Outro, após visitar sua antiga casa para ver uma fotografia, retornou com aparência mais fiel.
  • William T. Stead, após morrer no Titanic, materializou apenas o rosto — pois era assim que se imaginava.
  • Em vários casos, as figuras surgem incompletas ou rudimentares (somente mãos, rostos ou formas bidimensionais).

Esses exemplos sugerem que a materialização seria menos uma “reprodução automática” e mais um ato mental criativo do espírito.

Um ponto especialmente instigante do artigo é a reflexão sobre como nos enxergamos:

  • O autor observa que muitas pessoas possuem uma autoimagem diferente da realidade (como parecer mais jovens do que são).
  • Assim, um espírito poderia projetar não a aparência real, mas aquela que acredita ter.
  • Espíritos de épocas sem fotografia, como “Silver Belle”, talvez criem imagens imprecisas por falta de referência visual.

Essa ideia aproxima o fenômeno espiritual de processos psicológicos — memória, imaginação e identidade.

O texto não ignora o ceticismo:

  • Várias materializações famosas foram acusadas de fraude.
  • Pesquisadores como Harry Price denunciaram truques (como o uso de gaze).
  • Ainda assim, cientistas renomados — como Charles Richet e Schrenck-Notzing — afirmaram ter observado fenômenos difíceis de explicar, mesmo após centenas de experimentos.

Curiosamente, alguns desses pesquisadores aceitaram a realidade dos fenômenos, mas resistiram à explicação espiritual por considerá-la “anticientífica”.

Para ler o artigo, clique aqui.

9 respostas a “Vendo a Si mesmo Após a Morte, por Michael Tymn”

  1. Gorducho Diz:

    Acaso terá usado AI pra redigir esta apresentação, Sr. Administrador
    🤔

  2. Vitor Diz:

    Oi, Gorducho, sim, as últimas apresentações com uma ou outra exceção tenho usado IA.

  3. Gorducho Diz:

    👍 logo saltou-me à vista, eis que o texto me passa ideia de, so to speak, novidade surpreendente pra ponto Doutrinariamente assente desde 158+ anos.
    E, claro: ao Sr. o tenho por sólido Conhecedor de Espiritismo; então…

  4. Vinicius Diz:

    Diz a tradição da FEESP que lá inicialmente havia “sessões de materialização” e que foi descontinuado quando Edgard Armond estruturou a casa de forma a priorizar cursos e palestras.
    Outros dizem que é por causa da advertência do Emmanuel ao CX sobre psicografias serem mais produtivas.

  5. Vinícius Diz:

    Gorducho, Kardec também não se interessou tanto por materializações né? Preferiu mensagens de cunho evangélico ou que batiam com o espiritismo dele. (reencarnação, Jesus líder etc.)
    Nas entrelinhas dá a entender que não importa a origem e sim o conteúdo, porém, nas materializações não me recordo de nenhuma instrução dele.

  6. Gorducho Diz:

    Não havendo instrução específica vale interpretar por analogia.

    menos uma “reprodução automática” e mais um ato mental criativo do espírito.

    Perfeito👍
    Agora compulsando e.g. AG Capítulo XIV – 14 – destaques meus:

    É assim, por exemplo, que um Espírito se faz visível a um encarnado que possua a vista psíquica, sob as aparências que tinha quando vivo na época em que o segundo o conheceu, embora haja ele tido, depois dessa época, muitas encarnações. Apresenta-se com o vestuário, os sinais exteriores – enfermidades, cicatrizes, membros amputados etc. – que tinha então. Um decapitado se apresentará sem a cabeça. Não quer isso dizer que haja conservado essas aparências, certo que não, porquanto, como Espírito, ele não é coxo, nem maneta, nem zarolho, nem decapitado; o que se dá é que, retrocedendo o seu pensamento à época em que tinha tais defeitos, seu perispírito lhes toma instantaneamente as aparências, que deixam de existir logo que o mesmo pensamento cessa de agir naquele sentido.

  7. Gorducho Diz:

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    Analista Vinícius disse:

    nas materializações não me recordo de nenhuma instrução dele.

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    Reveja a reunião da Société em 24/6/59. Depois aproveitada pro LM – VIII.
    Claro: se refere a objetos, mas vale a interpretação por analogia.
    O Léon Denis já estuda materializações de Espíritos. E as obras dele e do Gabriel Delanne são totalmente Canônicas, podendo-se dizer que integram complementarmente a Doutrina – como sabe perfeitamente, claro.

  8. Vinícius Diz:

    Conferido!
    Mas a predileção dele era por mensagens escritas.
    a propósito sessões de materialização públicas são extremamente escassas nesse tempo moderno tecnológico né?
     
    Na FEESP e em vários centros nem mesmo psicografias de entes queridos tem mais: o enlutado vai pro DEPOE ser aconselhado, recebe uma filipeta em que deverá ir em 10 palestras seguidas, denominadas P3C (P de Pauster e C de Consolação), e as fichas perfuradas o enlutado deverá retornar e ver se precisa de mais P3C ou se vai para passes comuns com evangelho (A2 e A3).
     
    Já no meu caso recebi cartinha de meu avô, em centro nao coligado a FEESP, ele nunca foi espirita : a mensagem parecia um expositor espirita , falando sobre a doutrina, sobre Jesus e nem lembrou de seus filhos e netinhos…
     
    Algumas senhoras me confidenciaram morrer de medo se algum espirito se materializasse durante o curso (juro mesmo).

  9. NVF Diz:

    Dizem ter superado e desmascarado Kardec, mas é impressionante como sempre vejo coincidir com coerência explicações de sua obra com fenômenos paranormais. O Gorducho trouxe exatamente o trecho que me veio à memória.

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