O Dr. Fritz quer Entrar na política!

É época de eleições e, como de praxe, surgem os tipos mais bizarros de candidatos, não só nesse país, como no resto do mundo. Mas acho que só aqui os mortos também querem entrar na política… pois não é que o Dr. Fritz – aquele mesmo das cirurgias espirituais! – é candidato a vereador em Uberaba pelo PMDB na coligação “Uberaba no Rumo Certo”? Acessem esse link para conferir!

O médium que diz incorporar o Dr. Fritz é Maurício da Silva Magalhães, nascido em 26/12/1957. Abaixo segue a reprodução de uma matéria de 2009 que traz dados muito importantes para que você, eleitor, possa decidir se confia nele ou não… de minha parte, adianto que ele não tem meu voto – até porque eu não voto em Uberaba…. :D

Cirurgia da alma

por Thiago Ferreira
4º período de Jornalismo

A reportagem do Jornal Revelação foi até a Chácara Vale do Sol, no município de Uberaba, onde o médium Maurício Magalhães diz incorporar o espírito de Dr. Fritz para realizar cirurgias espirituais. Movidas pela fé, pessoas de todas as idades e com vários tipos de enfermidades buscam soluções. Encontramos casos de sucesso e outros que apresentaram complicações.

Saindo de Uberaba pela rodovia MG 427, sentido Conceição das Alagoas, percorremos dois quilômetros e entramos à esquerda. Rodamos mais um quilômetro por uma estrada estreita. O asfalto acaba e são mais alguns metros de estrada de terra até chegarmos à Chácara Vale do Sol, sede do centro espírita do médium Maurício Magalhães.

O lugar é bem simples, com muitas árvores e cerca de dez salas para os atendimentos. Maurício nos recebe e exibe o consultório odontológico, montando, em um trailer, a cozinha industrial, ambientes para cromoterapia, musicoterapia, salas de passes e de estudos sobre a doutrina espírita. Por último, nos apresenta a sala do Dr. Fritz. Na parede, um quadro do mentor, o médico alemão Adolf Fritz, que nasceu em Munique, em 1876. Após sua formatura, Fritz ingressou no exército atuando como clínico geral, na Primeira Guerra Mundial. Pela falta de recursos, tornou-se mestre no uso de material improvisado para o atendimento emergencial e cirúrgico.

Estudiosos da doutrina espírita dizem que ele teria causado muitos danos às pessoas e que voltou à terra por meio de um intermediário para se redimir dos males. A primeira manifestação que se tem conhecimento no Brasil foi na década de 50, com Zé Arigó, em Congonhas/MG.

Com o mato-grossense Maurício Magalhães, a incorporação de Fritz teria sido quando o médium completou 17 anos. “A minha família é espírita e os líderes do centro que frequentávamos achavam meio absurdas aquelas manifestações, já que o Fritz é um espírito raro”, fala o médium.

O retrato de Fritz fica em meio a outros de espíritas renomados, como Alan Kardec, Chico Xavier e Bezerra de Menezes. No canto da sala, há um armário cheio de medicamentos, sondas, bisturis e tesouras.

Em dia de cirurgia espiritual, os quadros são expostos sobre uma mesa em uma imensa varanda, onde o médium “opera” as pessoas.

Uma trabalhadora autônoma, de 41 anos, mãe de duas filhas, que preferiu ter sua identidade preservada, já esteve na chácara em busca de cura. Ela sentia fortes dores na coluna, causadas por uma hérnia de disco, quando foi incentivada por amigos a procurar o Dr. Fritz, por meio de Maurício Magalhães.

A senhora não entrou na fila, organizada por um sistema de senhas, pois tinha conhecidos que trabalhavam como voluntários auxiliando as sessões. Ela conta que com um bisturi, o médium fez um corte de aproximadamente um centímetro na região lombar. Ela afirma que sentiu uma leve dor, mas não saiu sangue. Depois, seguiu para uma sala, onde foi feito o chamado “ponto espiritual”, uma sutura. Na volta para casa, sentiu uma forte dor e percebeu um leve sangramento. No terceiro dia após a cirurgia, estava agendado o retorno. Houve um segundo corte, no mesmo local. A senhora conta que, desta vez, sentiu uma dor forte. Nos dias anteriores, ela já havia percebido que uma secreção esbranquiçada saia do corte e a região apresentava inchaço.

O que a trabalhadora não imaginava é que o bisturi usado para fazer o corte estava contaminado com uma bactéria comum em hospitais. Exames clínicos comprovaram, cerca de uma semana após a cirurgia, uma infecção pela bactéria Staphylococcus Aureus, comum em materiais cirúrgicos não esterilizados. Foram 18 dias internada sob os cuidados de um ortopedista, um infectologista e um neurologista. O uso de anti-inflamatórios e de outros medicamentos se prolongou por mais um mês. Além do emocional abalado, houve ainda o agravamento do problema na coluna. “Eu tinha 10% de chance de me livrar da morte ou de uma paralisia. Fui envolvida e levada pelo desespero, pela minha dor. Não volto e não recomendo”, desabafa a entrevistada.

Perguntamos ao médium Maurício o que ele tem a dizer sobre a história da mulher que contraiu a infecção e ele foi enfático: “Eu não tenho conhecimento desse caso”. O médium diz que as pessoas o procuram quando estão em um estágio avançado da doença e que, na maioria das vezes, já não há eficácia no tratamento. Ele explica que há uma “bipolaridade espiritual”, ou seja, que teria ouvido falar que outro médium na cidade também estaria recebendo o Dr. Fritz. “Eu não sei quem é essa pessoa, apenas ouvi dizer que é no bairro Volta Grande. Ela deve ter confundido o local que ela foi”, justifica-se.

O médium se empenha para passar credibilidade. Afirma que todas as quartas- feiras, a partir das 18h, são recebidas cerca de 1500 pessoas na Chácara Vale do Sol, mas ressalta que apenas 500 são atendias. Quando nossa equipe de reportagem esteve no local no dia 30 de setembro, havia aproximadamente 100 pessoas. Segundo ele, o atendimento é totalmente gratuito, realizado com o apoio de uma equipe com 150 voluntários. Maurício assegura que são médicos, dentistas e fisioterapeutas. O médium ressalta que realiza um trabalho rigoroso de assepsia dos materiais cirúrgicos, além de um cadastro que funciona como um prontuário médico.

Na noite da reportagem, luvas descartáveis não foram utilizadas. Os bisturis e tesouras estavam expostos nas bandejas dos assistentes.

Durante as entrevistas, chegamos a mais um “paciente” de Maurício Magalhães. O auxiliar de produção Antônio Júnior, de 47 anos. Ele contou que em 2004, durante uma partida de futebol, sofreu uma contusão. O diagnóstico médico foi o rompimento do tendão do joelho esquerdo. Antônio chegou a fazer tratamento com um ortopedista, mas achava que a melhora estava muito lenta. Com a indicação de amigos, foi até a Chácara para a “cirurgia” com o Dr. Fritz. Foram três cortes, um a cada sessão, e seis semanas de tratamento, baseadas em passes. Ele garante que conseguiu se curar. “Os auxiliares do Maurício explicam tudo o que será feito. É evidente a minha melhora. É preciso ter fé, caso contrário, não vai adiantar”.

À medida que fomos produzindo esta matéria, localizamos vários outros personagens, mas todos se negaram a dar entrevista.

Buscamos novo contato com Maurício e ele nos assegurou que em seus 34 anos de trabalho já atendeu mais de quatro milhões de pessoas de todos os lugares do país. Nos revelou que esteve preso, quando morava na capital paulista, em 1998. Segundo o próprio Magalhães, são 49 processos por diferentes acusações, como prática ilegal da medicina, curandeirismo, charlatanismo e formação de quadrilha.

No Fórum Mello Viana, em Uberaba, não há nenhuma ação criminal; encontramos alguns autos ligados a assuntos financeiros.

Membro do Conselho Regional de Medicina de Uberaba, Nelson Barsan, diz que nada pode ser feito quanto ao trabalho de Maurício Magalhães. De acordo com ele, o conselho só pode agir e interferir na classe médica. O que o CRM pode fazer é orientar qualquer pessoa que tenha alguma queixa a formalizar uma denúncia no Ministério Público para que seja aberta uma investigação. “Esse tipo de atividade exerce um certo fascínio sobre as pessoas, mas lhe garanto que tratamento médico verdadeiro só é possível com profissional qualificado”, assegura Barsan.

A equipe do Revelação também procurou a AME – Aliança Municipal Espírita de Uberaba. Depois de vários telefonemas conseguimos conversar com o coordenador do Departamento da Juventude, Júlio César da Silva. Ele disse, por telefone, que não há ninguém da AME que possa falar sobre o trabalho realizado por Magalhães. “Não conhecemos o trabalho desenvolvido na Chácara Vale do Sol, por isso não podemos falar sobre a questão”, frisa Júlio.

Para o link original, com fotos, clique aqui.

40 respostas a “O Dr. Fritz quer Entrar na política!”

  1. Vitor Diz:

    Esqueci de dizer, a dica de matéria acima veio de Leonardo Montes, integrante da lista da CEPA e participante deste blog também!

  2. Marcos Diz:

    Quando li nao acreditei…. que piada.

  3. Antonio G. - POA Diz:

    Se eleito, atuará de maneira “cirúrgica” nos problemas urbanos de Uberaba?

  4. Toffo Diz:

    Esse é o resultado de décadas de descaso com educação e saúde da população, desde a ditadura militar: um povo com péssima escolarização, saúde precária, sem senso crítico, com péssima distribuição de renda. A proliferação de curandeiros e “médicos espirituais” é a maior prova disso, e a sua aparição nas eleições reflete o precário grau de cidadania que nós temos. Dá vontade de chorar.

  5. Umare Sauaru Diz:

    Desculpe, mas li todo o texto e não há nada nele que justifique o Título ou indique um desejo do Dr. Fritz de entrar na politica. Dr. Fritz não foi entrevistado, a matéria relata uma visita de um grupo de “resportagem”, acerca de um sítio onde ocorrem tratamentos médico-espirituais e algumas palavras e comentários superficiais do médium e alguns pacientes, nada mais.

  6. Biasetto Diz:

    Olá Vítor,
    Peço licença pra postar um vídeo, que não tem nada a ver com o artigo, mas considero interessante e vai de encontro com aquilo que tenho tentado mostrar há tempos.
    Quando eu questiono os dogmas católicos, o JCFF não quer comentar e sou criticado por estar “desviando o assunto e a proposta do blog”. Porém, NÃO É POSSÍVEL criticar o chiquismo, sem criticar o catolicismo. Por quê?
    Convido todos a verem este vídeo:
    (Agradeço a Ana Cesar por tê-lo me indicado)

    http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=f44dy1wzQJ8&gl=BR

  7. Antonio G. - POA Diz:

    Saudades de seus comentários, Biasetto!
    Eu também ando pouco ativo, mas aqui e ali, sempre dou os meus “pitacos”. Abraço,

  8. Biasetto Diz:

    Fala Antonio, grande amigo, grande sábio !
    Abração pra você também, ando sem tempo, um tanto cansado do blog, não tenho muito mais a acrescentar.
    Eu achei este vídeo super interessante, peço que todos vejam até o final. As palavras finais têm muito a ver com minha própria história, perante ao espiritismo, em especial o chiquismo e as pesquisas que fiz aqui.
    Abração gaúcho, uma horinha, acha um tempo, me passa um email, vem pra nosso grupo do face, você vai se surpreender – o Toffo e o Montalvão parecem estar gostando.
    Até …

  9. Leonardo Diz:

    Umare,
    .
    O link que fala sobre a política está na introdução do artigo, antes da reportagem. É este: http://www.eleicoes2012.info/dr-fritz/

  10. Marciano Diz:

    Também ando ausente, pouco tempo (é só olhar a hora que tenho entrado aqui, quando entro).
    Gostaria de dizer mais a respeito do Dr. Fritz, mas como preciso dormir um pouco, só digo que gostaria de vê-lo falando alemão fluentemente, com sotaque de austríaco, sobre medicina (mesmo a do início do século passado) e sobre a Grande Guerra.
    Aposto como não sabe nada de nada.

  11. Toffo Diz:

    Se esse Dr. Fritz fosse português, ou nativo aqui de Pindorama, ou mesmo italiano, não teria nenhuma credibilidade. Ninguém o procuraria e ainda ririam dele. Precisou pintá-lo com uma tinta exótica – alemão, austríaco, de uma cultura supostamente “mais adiantada” que a nossa pobre cultura tupiniquim, de uma língua que ninguém entende (embora jamais fale nessa língua) – para que ele despertasse atenção e o crédito da massa ignara. É uma das facetas do “complexo de vira-lata” a que Nelson Rodrigues aludia, em relação aos habitantes desta nossa terrinha. O mesmo com outra personagem recorrente nesse meio, a tal Scheilla, uma corpulenta enfermeira germânica que pretensamente solta gases perfumosos e cura pessoas, carregando no sotaque. Se a tal Scheilla fosse do Haiti, diriam que era voduzeira; se fosse japonesa, ririam do sotaque dela; se fosse indiana, diriam que é um embuste místico; se fosse africana, desprezariam por ser preta; enfim, é preciso criar avatares nos quais o povão creia, e nada melhor do que o “sangue bom” germânico, eslavo, nórdico, anglo-saxônico etc. Bem branquinho.

  12. Daniel Diz:

    olá Vitor!
    acompanhei um debate há muito tempo, sobre o Parnaso de além túmulo, onde você aponta a obra de Chico Xavier como fraude. Ou tu acha que o artigo é uma “análise imparcial e científica”? Você se dizia espírita, embora sem acreditar em Deus…
    Por que isso? ora, tu não é espírita! tu nem aceita os princípios básicos! não acredita em Allan Kardec, Chico, Bacelli e nem em Deus! (só um comentário. curiosidade)
    Não vejo objetivo nas suas pesquisas. Quero dizer, acho que você não é imparcial e não acrescenta muita coisa.
    Num dos comentários do post sobre a reencarnação de João Evangelista, te pedem algo sobre o caso da reencarnação de João Batista e olha o que tu indica: “Falhas do espiritismo” ! Tu não acredita também que João já tinha sido Elias? (o link não abriu, desconheço o material)
    Me desculpe os modos, não quero ofender e nem ser arrogante. Tô admirando seu trabalho!
    abraço pra todos!

  13. Antonio G. - POA Diz:

    Eu concordo com o Daniel! Acho uma leviandade apontar o Parnaso como sendo uma fraude.
    Outra coisa: Se existe uma coisa óbvia, é o fato de que João, o batista, foi a reencarnação de Elias. É preciso ser muito obtuso para não entender isso! Melhor começar tudo de novo.
    Durma com um barulho desses, Vitor!
    .
    Abraço!

  14. Vitor Diz:

    Oi, Daniel
    01 – o Parnaso é uma fraude. Há plágio lá. Veja: http://obraspsicografadas.org/2011/chico-xavier-e-augusto-dos-anjos-o-plgio/
    .
    02 – Procure a definição de “espírita experimentador” que Kardec criou. Basta usar o google. Verá que não é preciso aceitar princípio algum para ser chamado de espírita. Aliás, o termo espírita nem foi criado por Kardec, logo o kardecismo não pode ter o monopólio da palavra.
    .
    03 – Há diversos outros sentidos cabíveis para as palavras de Jesus, e muito mais plausíveis, do que a reencarnação de Elias como João Batista. Veja os comentários aqui:
    .
    http://falhasespiritismo.org/category/cristianismo-primitivo/

  15. Gorducho Diz:

    O curioso é que a definição de Espiritismo/Espírita do Kardec é (na minha opinião, claro) irretorquível:
    Quem quer que acredite haver em si alguma coisa mais do que matéria, é espiritualista. Não se segue daí, porém, que creia na existência dos Espíritos ou em suas comunicações com o mundo visível. Em vez das palavras espiritual, espiritualismo, empregamos, para indicar a crença a que vimos de referir-nos, os termos espírita e espiritismo, cuja forma lembra a origem e o sentido
    radical e que, por isso mesmo, apresentam a vantagem de ser perfeitamente inteligíveis,
    deixando ao vocábulo espiritualismo a acepção que lhe é própria. Diremos, pois, que a doutrina espírita ou o Espiritismo tem por princípio as relações do mundo material com os Espíritos ou seres do mundo invisível. Os adeptos do Espiritismo serão os espíritas, ou, se quiserem, os espiritistas.

    Estava cheio de propósitos de seriedade e rigor… E aí rapidamente desvirtuou tudo, “viajando” doidão na Metafísica. Até o Jesus Cristo caiu de para-quedas – um Analista do sítio até comentou que foi “especialmente convidado” :) – na história!
    Agora, que o João Batista era o Elias, era. Quem é que não sabe isso??
    :) )

  16. Biasetto Diz:

    Vítor, esta história do Dr Fritz é interessante pra se discutir até onde chegam as bobageiras propagadas por alguns: nem eleição escapa.
    O Leonardo já tinha me mandado via face, fiquei sem saber o que comentar e continuo assim.
    Eu queria voltar no tema Chico Xavier. Ninguém deu bola pra minha postagem, um tema que considero muito bom: a influência católica no meio espírita, especialmente na obra de Xavier.
    Agora, porém, quero abordar outro tema: “as colônias espirituais”. Uma das discordâncias dos “espíritas ortodoxos”, “kardecistas radicais”, se refere à ficção difundida por Xavier, com “Nosso Lar”. Acontece, entretanto, que no Livro dos Espíritos, a questão 234 diz:

    234 – Existem, como já foi dito, mundos que servem de estações ou de ponto de repouso aos Espíritos errantes?
    – Sim, há mundos particularmente destinados aos seres errantes, mundos nos quais eles podem habitar temporariamente, espécies de acampamentos ao ar livre, de lugares em que possam repousar de uma erraticidade demasiado longa, estado este sempre um tanto penoso. São, entre outros mundos, posições intermediárias, graduadas de acordo com a natureza dos Espíritos que podem alcançá-los e onde eles gozam de maior ou menor bem-estar.

    234-a – Os Espíritos que habitam esses mundos podem deixá-los à vontade?

    – Sim, os Espíritos que se encontram nesses mundos podem deixá-los, a fim de irem aonde devam ir. Imaginai-os como aves de arribação que pousam numa ilha, para aí aguardarem que se refaçam suas forças, a fim de seguirem seu destino.

    235 – Os Espíritos progridem durante sua estada nos mundos transitórios?

    – Certamente. Os que assim se reúnem o fazem com o objetivo de se instruírem e de poderem mais facilmente obter permissão para dirigir-se a lugares melhores e chegar à posição que os eleitos atingem.

    236 – Pela sua natureza especial, os mundos transitórios se conservam perpetuamente destinados aos Espíritos errantes?

    – Não; sua posição é apenas temporária.

    236-a – Esses mundos são, ao mesmo tempo, habitados por seres corpóreos?

    – Não; sua superfície é estéril. Os que os habitam não precisam de nada.

    236-b – Essa esterilidade é permanente e resulta da sua natureza especial?

    – Não; são estéreis transitoriamente.

    236-c – Então esses mundos são desprovidos de belezas naturais?

    – A Natureza se reflete nas belezas da imensidade, que não são menos admiráveis do que aquilo a que chamais de belezas naturais.

    236-d – Já que o estado desses mundos é transitório, nossa Terra será contada um dia entre eles?

    – Ela já o foi.

    236-e – Em que época?

    – Durante a sua formação.

    .
    Observe o que é dito na questão 234: São, entre outros mundos, posições intermediárias, graduadas de acordo com a natureza dos Espíritos que podem alcançá-los e onde eles gozam de maior ou menor bem-estar.
    .
    Portanto, não vejo como o LE, os ensinamentos de Kardec derrubam a ideia das colônias/cidades espirituais.

  17. Biasetto Diz:

    Outra questão Vítor:
    - Você vive dizendo que o Ian Stevenson já provou que não existe relação entre a vida dos desencarnados com a última encarnação – uma vez que ficam perambulando por aí, até encontrarem uma possibilidade de reencarne. Você também diz que não há qualquer carma, qualquer “continuidades reencarnatórias”, inclusive cita o caso da menina que voltou num boi (foda essa hein?), mas tudo bem, vamos analisar esta passagem do livro Nosso Lar, onde Lísias diz pra André Luiz:
    .
    “A morte do corpo não conduz o homem a situações miraculosas. Todo processo evolutivo implica gradação. HÁ REGIÕES MÚLTIPLAS PARA OS DESENCARNADOS, como existem planos inúmeros e surpreendentes para as criaturas envolvidas de carne terrestre. Almas e sentimentos, formas e coisas, obedecem a princípios de desenvolvimento natural e hierarquia justa.”
    .
    Veja bem, NÃO ESTOU DEFENDENDO A MEDIUNIDADE DE XAVIER, estou apenas querendo SER COERENTE.
    Eu vejo diversos motivos pra se duvidar, desqualificar a suposta mediunidade dele, mas pesquisando melhor, não considero que os ensinamentos de Kardec, nem as pesquisas do Stevenson sejam referências para isso.
    .
    Supondo, apenas SUPONDO, que exista o espírito, que a morte do corpo físico não seja o fim, o que impede, que os espíritos desencarnados ajam, no plano espiritual, assim como os encarnados na Terra, isto é, “procurem a sua turma”, “sua igreja”, “seu buteco”,”seu estilo de vida”?
    E, quando do reencarne, o que impede que este espírito, sinta-se atraído, ou até não possa escolher diferente, por aqueles que fizeram/fazem parte de sua história, suas vivências?

  18. Biasetto Diz:

    * quaisquer continuidades reencarnatórias …

  19. Toffo Diz:

    Isso tudo pra mim é masturbação mental. Enquanto não me convencerem de que os “ensinamentos” de Kardec são de espíritos e não da cabeça dele, por via de médiuns sugestionáveis e sujeitos a interferência, de que a reencarnação que ele prega não tem nada a ver com as teorias de Jean Reynaud e Pierre Leroux, de
    que ele nunca tentou fazer uma composição com a Igreja católica, essa discussão toda pra mim não faz sentido algum.

  20. Biasetto Diz:

    Tudo bem Toffo,
    é coerente o que você diz, mas eu quis mostrar que certas críticas àquilo que o Chico escreveu, não são coerentes.
    Pra mim, a “doideira” começa lá no Egito antigo, Mesopotâmia, China, Índia e assim foi se propagando, com adaptações aqui e acolá.

  21. Gorducho Diz:

    Portanto, não vejo como o LE, os ensinamentos de Kardec derrubam a ideia das colônias/cidades espirituais.
    (…)
    – Não; sua superfície é estéril. Os que os habitam não precisam de nada.
    236-b – Essa esterilidade é permanente e resulta da sua natureza especial?
    – Não; são estéreis transitoriamente.
    236-c – Então esses mundos são desprovidos de belezas naturais?
    – A Natureza se reflete nas belezas da imensidade, que não são menos admiráveis do que aquilo a que chamais de belezas naturais.
    236-d – Já que o estado desses mundos é transitório, nossa Terra será contada um dia entre eles?
    – Ela já o foi.
    236-e – Em que época?
    – Durante a sua formação.

    O assunto deveria ser resolvido mediante a convocação de um Concílio. Porém, de fora, palpito como segue:
    Cosmologia Kardecista: são usados mundos estéreis, pelo que se depreende sem vegetação e menos ainda fauna. Seria a Terra antes do aparecimento da vida, explicitamente isso sendo informado – durante a formação (sic) desta. Os vaporosos entes não necessitam nutrição nem têm fisiologia (deduzo).
    Cosmologia Ortodoxa:
    i) Landscape: Deslumbrou-me o panorama de belezas sublimes. O bosque, em floração maravilhosa, embalsamava o vento fresco de inebriante perfume. Tudo em prodígio de cores e luzes cariciosas. Entre margens bordadas de grama viçosa, toda esmaltada de azulíneas flores, deslizava um rio de grandes roporções. A corrente rolava tranqüila, mas tão cristalina que parecia tonalizada em matiz celeste, em vista dos reflexos do firmamento. Estradas largas cortavam a verdura da paisagem. Plantadas a espaços regulares, árvores frondosas ofereciam sombra amiga, à maneira de pousos deliciosos, na claridade do Sol confortador.
    ii) Os entes alimentam-se – Terminada a oração, chamou-nos à mesa a dona da casa, servindo caldo reconfortante e frutas perfumadas, que mais pareciam concentrados de fluidos deliciosos – e têm uma fisiologia semelhante aos terráqueos, havendo até hospitais.
    iii) Localização: existe uma rodovia ligando Nosso Lar à Crosta terráquea: Nossa peregrinação, francamente, foi muito pesada e dolorosa, e, somente aí, avaliei, de fato, a enorme diferença da estrada comum, que liga a Crosta a “Nosso Lar” e aquela que agora percorríamos a pé, vencendo obstáculos de vulto (…) Segundo alguns sítios espíritas, Nosso Lar situa-se numa esfera (sublunar imagino) na vertical do Rio, RJ. Deve haver na literatura Canônica suporte a essa localização. Portanto existe num Cosmo Xico-Ptolomaico. O Cosmo da heresia Kardecista é o “convencional” da física mundana atual. Incompatíveis, acho.

  22. Biasetto Diz:

    Gorducho,
    Estou apenas falando em hipóteses, em tese. Para aquecer esta “discussão”:

    http://www.harmoniaespiritual.com.br/2012/04/o-livro-dos-espiritos-e-as-colonias.html

  23. Marciano Diz:

    Boa, Gorducho. O Biasa tá tendo uma recaída.
    Sobre o “Nosso Lar” (filme) assino embaixo do que o André, do ceticismo.net, disse (menos alguns errinhos de português, claro:
    Está em cartaz o incrível, magnífico e totalmente idiota filme Nosso Lar, baseado no livro “psicografado” por Chico Xavier, cujo autor espiritual é André Luiz (é, eu mereço…). Aqui você não lerá uma resenha do filme, posto que eu não gastarei meu rico dinheirinho material (sim, sou um porco capitalista e os pobres coitados africanos não estão no meu pensamento quando encomendo meus Armanis) vendo besteiras. Entretanto, eu li o livro e, por isso, posso tecer algumas considerações a respeito. E a principal consideração é “quem tem cérebro não aceita o monte de insanidades constante no livro”.

    Vamos começar analisando alguns pontos-chave do livro Nosso Lar, e demonstrarei a vocês que bem longe do que espíritas kardecistas pregam, não temos ali provas de amor, companheirismo e devotamento. Só o que as religiões pregam em sua totalidade: Aceite as coisas sem contestar, você não é livre!

    Bem, tudo começa com André Luiz no meio do Umbral. O Umbral é como se fosse o Purgatório ou alguma forma sádica de punir as pessoas de forma prévia. TODO MUNDO passa pelo Umbral, nem que seja poucos minutos (estamos dentro da mitologia kardecista, lembrem-se). Antes, contudo, vamos ao flashback. André Luiz era médico. Pelo que o texto diz (e já elucidaremos isso), era um cara bon vivant, com grana, uma família semelhante às dos comerciais de margarina (o que eu chamo Família Doriana), uma índole não muito legal e que gostava de pegar umas primas de vez em quando (sim, é deste tipo de prima que estou falando). Um dia, durante o jantar, ele cai duro e vai pro hospital. É diagnosticado câncer ele vai alegre e feliz pro outro lado da vida, mas sem o Patrick Swayze esperando por ele. Isso ocorre no início dos aos 1930.

    Bem, Andrézão (não, idiotas, não sou eu) morre e vai parar no Umbral. Lá ele vê algo sombrio, lúgubre, enevoado e só faltou zumbis dançando Thriller. Ele corre pra um lado qualquer desesperado, sem rumo. Vozes fantasmagóricas e maléficas ficam zombando dele e chamando-o de “suicida”. Ele bebe água que escorre de paredes, não come nada, não encontra com ninguém, só ouve vozes todo o tempo. Dorme, acorda, corre, dorme, acorda, corre. Ele chora, implora ajuda, corre, dorme, acorda, chora, se desespera. Mas então (som de clarins), alguns espíritos chegam para resgatá-lo. Ok. Só tenho que confessar o que pode ser um pecado. O espírito que comanda os dois que foram buscá-lo é chamado Clarêncio e é descrito como um “velhinho simpático com um cajado feito de uma substância luminosa”. Meu pensamento na hora que li: Caramba, ele foi socorrido pelo Yoda!

    Quando chegam em Nosso Lar, o que eu posso definir como o que é genuinamente uma cidade-fantasma, ele é mandado para um hospital e aqui temos a sucessão de insanidades e demonstração do sadismo divino (sem considerações filosóficas, estou apenas me baseando no livro). André Luiz foi diagnosticado como “suicida”. A explicação é dada pelo trecho a seguir:

    Sim – esclareceu o médico [falando para André Luiz], demonstrando a mesma serenidade superior -, mas a oclusão radicava-se em causas profundas. Talvez o amigo não tenha ponderado bastante. O organismo espiritual apresenta em si mesmo a história completa das ações praticadas no mundo. E inclinando-se, atencioso, indicava determinados pontos do meu corpo:
    – Vejamos a zona intestinal – exclamou. – A oclusão derivava de elementos cancerosos, e estes, por sua vez, de algumas leviandades do meu estimado irmão, no campo da sífilis. A moléstia talvez não assumisse características tão graves, se o seu procedimento mental no planeta estivesse enquadrado nos princípios da fraternidade e da temperança. Entretanto, seu modo especial de conviver, muita vez exasperado e sombrio, captava destruidoras vibrações naqueles que o ouviam. Nunca imaginou que a cólera fosse manancial de forças negativas para nós mesmos? A ausência de autodomínio, a inadvertência no trato com os semelhantes, aos quais muitas vezes ofendeu sem refletir, conduziam-no freqüentemente à esfera dos seres doentes e inferiores. Tal circunstância agravou, de muito, o seu estado físico. (…) Já observou, meu amigo, que seu fígado foi maltratado pela sua própria ação; que os rins foram esquecidos, com terrível menosprezo às dádivas sagradas? (…) Os órgãos do corpo somático possuem incalculáveis reservas, segundo os desígnios do Senhor. O meu amigo, no entanto, iludiu excelentes oportunidades, esperdiçado patrimônios preciosos da experiência física. A longa tarefa, que lhe foi confiada pelos Maiores da Espiritualidade Superior, foi reduzida a meras tentativas de trabalho que não se consumou. Todo o aparelho gástrico foi destruído à custa de excessos de alimentação e bebidas alcoólicas, aparentemente sem importância. Devorou-lhe a sífilis energias essenciais. Como vê, o suicídio é incontestável.

    I beg your pardon? Vamos analisar estes pontos, senhor com “atitude superior”.

    1º Como, em nome de Afrodite, o cara saberia que o que se faz ao corpo aqui na Terra seria refletido no corpo espiritual. Aliás, POR QUE deveria refletir? Ademais, como o carinha saberia que realmente existe um corpo espiritual? Alguém avisou? Bem, outras religiões falaram que não há corpo espiritual, já que morreu, bau bau. Enquanto isso, outras religiões dizem que estaria em círculos cármicos ou reencarnaria imediatamente ou viraria um crocodilo (realmente existem tais ideias espirituais) ou sua alma voaria como um falcão etc.

    2º Ok, bebida e fumo fazem um mal desgraçado. Beleza, mas isso é motivo pra tratar o cara com desprezo e chamá-lo de suicida? Suicídio é quando você quer se matar, tendo consciência disso. Ele fala também em sífilis, uma doença venérea comum na época. Com certeza, não foi com a devotada esposa, o que só resta a opção de ter dado uns pegas nas “primas”. Se bem que a esposa devotada poderia ter dado umas puladas de cerca, mas o texto precisa que André Luiz seja o vilão da parada.

    Agora, a maravilha é quando ele descobre quanto tempo ficou no Umbral: 8 anos. OITO ANOS! Supondo 2 anos bissextos no meio, temos 2922 dias de desespero. Supondo que ele dormia cerca de 8h por dia (quando os espíritos-de-porco deixavam), totaliza-se 46752 horas de dor, angústia e sofrimento ininterruptos, bebendo água da lama, correndo em frangalhos para lugar nenhum (tá no livro), rezando e pedindo por ajuda. A cereja do bolo é que Clarêncio esclarece (mas hein?) que ele conseguiu a dádiva de ser salvo porque implorou pela ajuda divina e que vários entes queridos dele imploravam para que Deus, em sua suprema bondade e justiça, o livrasse daquele mal. Ou seja, se o cara não tivesse ninguém para pedir por ele, seria bem capaz de ele estar correndo pra lá e pra cá pelo Umbral até hoje.

    Conclusão para uma mente que para 1 minuto para refletir sobre isso: Sadismo! Pombas, entra na cabeça de alguém que uma Entidade Suprema fique observando alguém em estado de sofrimento extremo por oito anos, resolvendo livrar a cara só depois de estar satisfeito com as rezas e puxações de saco? ISSO é fraternidade? ISSO é bondade? ISSO é atitude que algo tido como a bondade extrema tenha? Não seria mais fácil dizer: Tirem logo o cara de lá, e dêem-lhe um esporro. Mas tira o cara de lá pelo amor de… pelo MEU amor, droga! E tudo isso porque ele bebeu demais, comeu relativamente muito e dava uns pegas em tudo que era rabo-de-saia? Se bem que mais pra frente aparece uma velhinha que ficou uns100 anos lá pelo Umbral, mas sua pose não parece que estava tendo o mesmo sofrimento de André Luiz.

    Desculpem, mas meu intelecto me impede de aceitar tal coisa. Estou condenado ao Umbral por causa disso? Provavelmente, mas também já me ameaçaram com coisa muito pior.

    Se analisarmos com critério, a mitologia católica e a protestante (algumas vertentes) são mais justas: Você é bom vai pro Céu. Você é ruim vai pro Inferno. Deus não fica esperando você implorar, já te ferra logo. Enquanto isso, outras religiões dizem que você vai dormir e só aordar no dia do Juízo. Pelo menos, é pá-pum! “Tá ferrado, fora com ele!”. O interessante é que André Luiz está fraco e debilitado. O que parece que ee ainda tem um corpo sujeito a doenças. Não seria mais fácil curá-lo logo? Ou será que sem essa convalescência não teríamos muitos ensinamentos lindos como:

    Abençoemos aquelas beneméritas organizações microscópicas que são as células de carne na Terra. Tão humildes e tão preciosas, tão detestadas e tão sublimes pelo espírito de serviço. Sem elas, que nos oferecem templo à retificação, quantos milênios gastaríamos na ignorância?

    Aquelas maravilhosas células que por alguma mutação genética se tornam criaturas vorazes que destroem nosso corpo. Aliás, porque bebês contraem câncer, leucemia etc? Essas crianças de hoje são tão desapegadas às benesses da vida, saem pra night, fumam baseado, bebem até não poder mais e ficam cheirando cocaína. Esses bebês não aprendem…

    Passado um tempo, Lísias (o enfermeiro de André Luiz) fica passeando com o cara pra lá e pra cá num aeróbus, uma espécie de metrô celestial. Daí, Andrézão fica sabendo que Nosso Lar foi fundado por espíritos portugueses e aprende sobre sua organização interna. Soube até que o diretor de Nosso Lar quase teve uma espécie de guerra civil lá por causa de algumas decisões que alguns espíritos não concordaram. Obviamente, os espíritos foram ouvidos, mas ninguém deu a menor bola, demonstrando que democracia é um conceito humano. Então, Andrézão resolve ajudar em Nosso Lar e ganha uma audiência com o Manda-Chuva da parada (não, não é Deus. Este só recebe chefes, gentalha não), que na verdade é Clarêncio, o Mestre Yoda de Nosso Lar. Chegando lá, Andrézão pede um serviço qualquer, de modo que não fique parado e possa contribuir para com os enfermos. Então, temos mais uma amostra de como somos bem tratados no Além, quando o espiritão diz:

    Já sei. Verbalmente pede qualquer gênero de tarefa; mas, no fundo, sente falta dos seus clientes, do seu gabinete, da paisagem de serviço com que o Senhor honrou sua personalidade na Terra.

    Aqui parece que ele ia concordar, mas no decorrer da fala notamos bem como é a personalidade do espiritão:

    Convém notar, todavia, que às vezes o Pai nos honra com a Sua confiança e nós desvirtuamos os verdadeiros títulos de serviço. Você foi médico na Terra, cercado de todas as facilidades, no capítulo dos estudos. Nunca soube o preço de um livro, porque seus pais, generosos, lhe custeavam todas as despesas. Logo depois de graduado, começou a receber proventos compensadores, não teve sequer as dificuldades do médico pobre, compelido a mobilizar relações afetivas para fazer clínica. Prosperou tão rapidamente que transformou facilidades conquistadas em carreira para a morte prematura do corpo. Enquanto moço e sadio, cometeu numerosos abusos, dentro do quadro de trabalho a que Jesus o conduziu.

    Lindo, um espírito comunista! O nasceu em família rica. So what? Nunca soube o preço dos livros. Isso faz com que quem ralou mais seja melhor médico ou pessoa de melhor caráter? O cara teve sorte de não ser médico do SUS, devemos censurá-lo por isso? Vamos fazer uma socialização dos bens do cara, camarada? E eu nem vou comentar sobre a parte que Jesus fez ou deixa de fazer…

    O interessante nesta sociedade socialista do além é que critica quem ganha pelos serviços, mas possui moeda própria, o bônus-hora. Assim, você só pode solicitar coisas se tiver bônus-hora suficientes. Bem como em qualquer país comunista, você só podia solicitar coisas se suas cotas estivessem em dia. Só faltou dizer que o espírito era o Lula, mas o livro não faz menção se o espírito tinha nove dedos. O interessante é que antes de Andrézão ser atendido, o espírito atende uma mãe que pede ara interceder pelos filhos aqui na Terra e toma uma censura pela cara por ela não ter bônus-hora suficientes.

    Trezentos e quatro (bônus-hora). É de lamentar – elucidou Clarêncio, sorrindo -, pois aqui se hospeda, há mais de seis anos, e apenas deu à colônia, até hoje, trezentos e quatro horas de trabalho.

    A senhora sempre arruma uma desculpa para não participar de alguns trabalhos. Ok, mas porque chegando lá tem que trabalhar, hein? Ah, sim. Para ter os bônus-hora e conseguir comprar as coisas.

    Os que não cooperam não recebem cooperação. Isso é da lei eterna. E se minha irmã nada acumulou de seu para dar, é justo que procure a contribuição amorosa dos outros. Mas, como receber a colaboração imprescindível, se ainda não semeou, nem mesmo a simples simpatia? Volte aos Campos de Repouso, onde se abrigou ultimamente, e reflita. Examinaremos depois o assunto com a devida atenção.

    Sentou-se a mãe inquieta, enxugando lágrimas copiosas.

    Você trataria uma senhora de idade assim? Bem, se prestarmos atenção nas palavras, extraímos muitas coisas interessantes, basta ver a última fala de Mestre Yoda Clarêncio para André Luiz:

    Aprenderá lições novas em “Nosso Lar” e, depois de experiências úteis, cooperará eficientemente conosco, preparando-se para o futuro infinito.

    Sinceramente, isso dá arrepios! Me lembrou a voz do Don Vito Corleone dizendo “Esta é una proposta que non poderá recusar…”

    É absolutamente insano como são os diálogos, como quando André Luiz encontra sua mãe e ela relembra que eles devem trabalhar incessantemente e se regozijarem com isso. E o pior é que acham LINDO!! Como, caramba? Você passa a vida toda se ferrando aqui, morre, vai pra sei-lá-onde, tem que trabalhar mais para conseguir nem que seja favores pros seus amigos aqui na Terra ou implorar por ajuda caso um deles vá parar no Umbral, continua-se a trabalhar e a produzir, e a servir e, no final das contas, você deve reencarnar para pagar suas dívidas, as quais você não saberá quais são depois que nascer. Isso faz muito sentido, na mente insana da fé religiosa. você não trabalha por amor e sim para conseguir ter direitos, benesses e favores. WTF???

    O mais estranho é que André Luiz sendo um médico não faz nenhuma pergunta do estilo:

    As Leis da Física e da Química valem aqui também? (imagino que não)

    Ok, estou morto, mas tenho um corpo. De que é feito este corpo? Dos mesmos elementos químicos existentes no Universo?

    Espírito é feito de quê?

    Estas construções foram feitas com quais materiais?

    Eu tenho órgãos internos como tinha na Terra? Parece que sim. Posso ver um ultra-som ou RMN? (ops, na época de André Luiz só tinha Raio-X, mesmo, mas tá valendo!)

    Quantos bônus-hora os poderosos daqui ganham por dia e quantos eles tinham quando conseguiram ser eleitos para seus cargos?

    Aliás, eles foram eleitos ou são candidatos impostos pelo coronel, digo, diretamente por Deus?

    Posso conversar com Adolfo Lutz, Oswaldo Cruz, Carlos Chagas entre outros médicos famosos do Brasil?

    Posso ler as mais modernas publicações sobre medicina?

    O que existia antes do Universo ser criado e por que Deus criou o Universo (ele criou?)?

    Mas não. Como todas as religiões, há uma necessidade que você não saiba das coisas, como o espírito de uma senhora adverte André Luiz:

    É justamente neste sentido que lhe ofereço minhas sugestões humildes. Falo com o direito de experiência maior. Detendo, agora, essa autorização, abandone, quanto lhe seja possível, os propósitos de mera curiosidade. Não deseje personificar a mariposa, de lâmpada em lâmpada. Sei que seu espírito de pesquisa intelectual é muito forte. Médico estudioso, apaixonado de novidades e enigmas, ser-lhe-á muito fácil deslizar na posição nova. Não esqueça que poderá obter valores mais preciosos e dignos que a simples análise das coisas. A curiosidade, mesmo sadia, pode ser zona mental muito interessante, mas perigosa, por vezes.

    Ignorância é força! Guerra é paz. Liberdade é escravidão.

    O festival de insanidades vai de vento em popa. Um repórter de rádio (sim, rádio. Nada de TV ou Internet) anuncia problemas na Europa, num modelo “Repórter-Esso Celestial”. Hitler está prestes a invadir a Polônia e o bicho começa a pegar. André Luiz interroga Lísias sobre os destinos e este solta uma coisa para lá de esquisita:

    Estamos ainda muito longe das regiões ideais da mente pura. Tal como na Terra, os que se afinam perfeitamente entre si podem permutar pensamentos, sem as barreiras idiomáticas; mas, de modo geral, não podemos prescindir da forma, no lato sentido da expressão. Nosso campo de lutas é imensurável. A humanidade terrestre, constituída de milhões de seres, une-se à humanidade invisível do planeta, que integra muitos bilhões de criaturas. Não seria, portanto, possível atingir as zonas aperfeiçoadas, logo após a morte do corpo físico. Os patrimônios nacionais e linguísticos remanescem ainda aqui, condicionados a fronteiras psíquicas. Nos mais diversos setores de nossa atividade espiritual existe elevado número de espíritos libertos de todas as limitações, mas insta considerar que a regra é sofrer-se dessas restrições. Nada enganará o princípio de sequência, imperante nas leis evolutivas.

    Acontece, Lísias, meu filho, que mesmo naquela época a população mundial já estava na casa de bilhões de pessoas, e não milhões. Espírito desinformado é coisa feia. Segundo, por causa de que haveria barreiras linguísticas no outro lado?

    Fica difícil tomar nota de todos os absurdos, mas o principal é ver o que é dito nas entrelinhas, como as pessoas são tratadas no pós-vida. Você precisa servir para ser considerado digno, precisa trabalhar incessantemente e ser grato por isso, e depois voltar para a Terra e ter que pagar pecados e corrigir coisas. Quando o caldo engrossa na Europa, os espíritos alegam que não podem fazer nada. Pessoas morrem e… onde está o livre-arbítrio, mesmo? Ele não existe, pois você pode ter o direito de não fazer nada, mas não será nada e não terá direito a nada.

    Pessoas mortas começam a chegar a Nosso Lar, vítimas do Nazismo. Não importa se você era judeu, cristão ou muçulmano. Você passou pelo Umbral, mesmo que tivesse morrido de forma ignominiosa na mão da SS. Aliás, o livro não fala dos soldados da Wehrmacht. Eles eram jovens e lutavam por seu país, da mesma forma que os Rangers e os Tommies. E no final, para que? Para ver que eles todos estavam errados. Judeu se ferra até no Além, independente se cortaram um pedaço do pau ou não. Mas alguém avisara antes? Não, claro que não. Macumbeiro passa no Umbral por ter feito despacho com galinha preta? E quem matou em legítima defesa? Isso não é importante, o importante é que você precisa chegar lá, ser tratado como cachorro, com palavras que ferem e te faz chorar de forma humilhante. E que se você quiser algo, verão o quanto você foi produtivo, examinarão suas cotas e você só terá valor por isso.

    Eu não vi o filme, nem verei. Li uma análise no blog do Aurélio e verifiquei o amor dos kardenazi na produção do filme, onde eles resolvem atacar céticos a ateus (coisa que não é dita em nenhum momento no livro de Chicão Xavier). É o que eu chamo de Argumentum ad Espernienti, ou Apelo ao Esperneio (Vocês são céticos e vão pro Umbral, blé!).

    Outro exemplo do amor e fraternidade kardenazi no blog do Maurício Stycer. Ele fez um artigo questionando o porque daquela ópera-bufa que chamam de filme ter gasto 20 milhões de reais. Por sinal, aquele sistema de blog dele é uma bosta. Coisas do UOL. O que despertou a ira insana dos kardenazis foram estes parágrafos:

    O mais curioso é justamente a informação de que o filme custou R$ 20 milhões, um valor obtido quase integralmente sem recorrer a renúncia fiscal. Passei boa parte da sessão tentando entender onde “Nosso Lar” gastou os seus recursos. Na cenografia de mau gosto? No roteiro verborrágico? Nos figurinos simplórios? No enorme elenco de poucas estrelas? Na trilha sonora (nada) original de Glass? Nos magros efeitos especiais?

    No conjunto de seus esforços, “Nosso Lar” não vai desapontar os espíritas e é capaz, no mínimo, de arregimentar simpatia para a causa. É provável, ainda, diante da corrida do público aos cinemas, que não desaponte os seus investidores. Mas não poderá nunca dizer que é cinema de qualidade.

    Eles pularam, enterraram um dos pés no chão e se rasgaram que nem Rumpelstiltskin (google it), alegando que sim, que eles tinham que arregimentar mais ovelhinhas espirituais para seu domínio global, ou algo nesse sentido. Alguns comentários solicitaram (quase na beira da exigência) que o Maurício fosse demitido. Exemplos abaixo (grafia crental mantida):

    Maurício, No mínimo posso dizer que a viagem com LSD é a atual situação de sua mete putrída e inútil. Fácil falar, criticar, comentar. Difícil? Fazer melhor. O dia em q eu ler que milhões de pessoas se juntaram numa sala para assistir e refletir sobre Maurício Stycer mudo de opinião, até lá vc não deixa de ser um fracassado que ganha a vida criticando a criatividade, capacidade e dons de outros profissionais, características estas que você tanto desconhece. Deveria ser demitido sim, não por este post, mas assim com o seu ex colega Cosme Rimolí, pela falta de profissionalismo e de qualidade. Como assinante UOL me sinto mal sabendo que nos presta serviço. Saudações!

    —-

    NÓS, ESPÍRITAS, DEVEMOS VER NA CRÍTICA DO SENHOR STYCER MAIS UMA OPORTUNIDADE PARA O EXERCÍCIO DA COMPREENSÃO E DO AMOR AO PRÓXIMO. DEVEMOS ORAR POR ELE E PEDIR QUE EVOLUA COMO PESSOA E PRINCIPALMENTE COMO CRÍTICO, POIS NESSA CONDIÇÃO PARECE NÃO ESTAR ADEQUADAMENTE PREPARADO PARA COMPREENDER A MENSAGEM DA DOUTRINA. CRÍTICAS A PARTE, O FILME É MARAVILHOSO, NÃO CONTÉM CENAS DE VIOLÊNCIA, DE SEXO E NEM DO USO DE LSD, QUE CERTAMENTE AGRADARIA MUITOS COMO STYCER.

    —-

    Como mostra o filme “Nosso Lar”, cada um está num degrau evolutivo e enxerga a vida de acordo com sua evolução espiritual.Não se preocupem gente um dia O Stycer chega lá!A reencarnação serve para progredirmos!

    —-

    Mais uma vez: só li os dois primeiros parágrafos e o último. Que crítica mais vazia essa desse filme, hein??? E digo o pq: “No conjunto de seus esforços, “Nosso Lar” não vai desapontar os espíritas”. Nós, ESPÍRITAS, estamos INDIFERENTES a esse filme pois tanto o filme como a OBRA (livro) não são espíritas e nem base DOUTRINÁRIA. Não condeno tanto o seu erro. Afinal, não deve ser espírita. Mas para ser crítico, não pode ser papagaio. Tem que estudar um pouco sobre o que vai se falar. Sem mais

    O quanto se gastou?? O importante foi não ter desviado do principio base da Doutrina. Simplicidade,Humildade, Amor…caminhos para alcançar a LUZ.

    —-

    Como previsto. Vamos divulgando a doutrina espiríta aos poucos, os critícos vai sempre existir é por que não compreende ainda.

    —–

    SR.(USANDO A SUA ARROGACIA )NEM SEI SEU NOME! A DOUTRINA ESPIRATA PREGA A SIMPLICIDADE, O AMOR AO PROXIMO ASSIM TORNA-SE NECESSORIO RETRATR O ASSUMTO DE MANEIRA SIMPLES,E DELICADA,LEMBRO O SR QUE A ARROGANCIA E O SENTIMENTO DE SUPERIORIDADE DE ANDRÉ LUIZ O LEVOU PARA AS ESFERAS MAIS BAIXAS,POBRE DE NÓS SRES HUMANOS QUE PARA UM FILME SER BOM TEMOS QUE VER COM NOJO A DEGRADAÇÃO HUMANA , A PROSTITUIÇÃO E O DESAMOR ISSO SR. ESQUECI O NOME MOSTRA COMO TEMOS QUE CAMINHAR PARA CHEGAR ATÉ A PUREZA DA CIDADE QUE TV TENHA SIDO MESMO PROJETADA POR UM TRANSE ….CHAMADO AMOR A HUMANIDADE!

    —-

    Deixa o Chico fora disso! Caraca!!!! É do Nosso Lar que tamo falando! Vai estudar menino!

    —-

    Pelo amor de Deus vcs da UOL tirem este comentarista mediocre e insatisfeito com a vida pois ele ja foi infeliz ao comentar sobre o filme do Chico xavier agora vem com esta babozeira vc e ridiculo e ainda mais seus comentarios não tem pe nem cabeça ate logo va comentar as olimpiadas do Faustos vai ter muito sucesso

    Este é o amor cristão-espírita-kardecista. Tão preconceituosos quanto seus irmãozinhos evangélicos radicais. Não acompanho as críticas do Maurício Stycer, nem tenho tal desejo. O que vi foi ele criticar onde enfiaram os 20 milhões. Nem mesmo uma crítica SOBRE o filme ele fez e muito menos sobre o estúpido livro do Chicão, nem a ridícula crença kardecista. Amor, humildade? Eu não vi nada disso nos comentários,mas é comum esse pessoal chamar o outro de arrogante. Eu não sou um perfeito exemplo, perante o que tenho que aturar nos comentários? Stycer ainda fez outra postagem elucidando que podem chamá-lo de “embecil”, mas não deve-se agredir ao próximo. Kardecistas agem bem de acordo com o fundamentalismo mais tosco.

    Mas eles seguem a doutrina do amor e do perdão de Jesus. Eu vou pro Umbral? Pode ser, mas encontrarei um bando de kardenazi junto comigo. Bem capaz de eu chegar na cidade dos Jetsons antes deles…

  24. Marciano Diz:

    Errei, lembrei-me que era do filme, ele começa falando do filme, depois fala do livro, mas ele não conhece a DE, dá pra notar, mesmo assim, esclarece bem o que seria o “nosso lar”.

  25. Marciano Diz:

    Errei de novo, “lembrei-me DE que era do filme…” (verbo transitivo indireto). Já que falei mal do português do André…
    E a única coisa incontroversa é que João fora Elias em outra encarnação.

  26. Antonio G. - POA Diz:

    Marciano: SHOW !!!!

  27. Antonio G. - POA Diz:

    Eu estou certo de que vou para o Umbral (prá aprender a não duvidar do Chico). Azar o meu… É a lei da causa e efeito. Paciência, eu mereço… Mas eu não sou de me entregar. Dou um jeito de assumir uma posição de chefia. Aí, vou dar uma organizada naquela “zona”. Quem se recusar a colaborar, perde os passes para o “aerobus”. Vai andar à pé, pisando naquela lama fétida. Não admito insubordinação!

  28. Phelippe Diz:

    Acho que vou para o Umbral também. Paciência. É a vida,

  29. Toffo Diz:

    Marciano (será que você é um dos espíritos que habitam um planeta estéril? rsrsr): muito boa a sua análise. Vi pela televisão uma parte do filme. Achei parecido com algumas telenovelas espíritas (A Viagem, O Profeta) que exibiram na antiga TV Tupi, mas com mais técnica. Mas o filme constrange pela indigência dos diálogos e pela artificialidade das situações e dos cenários. Constrange também pelo desprezo à inteligência dos espectadores. Um filme muito, muito ruim. Mas não é do filme que eu quero falar. Na verdade, Nosso Lar nada mais é do que um livro de autoajuda, escrito numa época em que não havia essa palavra nem essa intenção, mas não deixa de ser autoajuda. E o livro reflete, talvez de forma solar, todo o modo de pensar de Chico Xavier: (a) o horror à prostituição (refletido nos sintomas de sífilis de André Luiz); (b) a obediência irrestrita à ordem estabelecida; (c) o horror ao contraditório e a necessidade de evitar o conflito, compondo-se com todo mundo; (d) a visão da mulher como o vaso sagrado da humanidade (veja-se o discurso da senhora Laura, criticando as mulheres que trabalham); (e) a visão católica da culpa, materializada na ideia de umbral e de punição, de que os malfeitos da vida se imprimem no corpo espiritual, do sofrimento através da reencarnação como meio para atingir a redenção final etc etc. Enfim, nada há de espiritual nessa e nas outras obras dele; ele usa a personalidade André Luiz para funcionar como uma espécie de alter-ego, do cara pecador que sofre para conseguir um lugar no céu, assim como Emmanuel é o professor e intelectual culto que se sobrepõe ao ser real Chico Xavier, inculto e inservível. Pra mim, é o fruto de uma mente doentia. Me impressiona o fato de que ele enganou e engana tanta gente.

  30. Toffo Diz:

    Outra consequência da culpa chiquista é o “suicídio inconsciente”, dito por um médico. Que é uma rematada asneira, porque suicídio implica um ato de vontade de acabar com a própria vida. Um comportamento negligente não é indutor do suicídio. É a questão jurídica do dolo e da culpa. Pena que CX não soubesse direito, para falar tanta bobagem. Em suma, o ideário chiquista é esse: seja obediente, respeite os mais velhos, conheça o seu lugar, trabalhe sem reclamar, procure ser o mais medíocre possível e evite se destacar dos outros e assim, de sofrimento em sofrimento, você alcança o reino dos céus.

  31. Biasetto Diz:

    Meu amigo DeMarte, conheço bem as ideias do André, tanto que já naveguei muito pelo blog dele, inclusive já a crítica que ele faz sobre Nosso Lar/André Luiz/Umbral e tudo mais. Aliás, críticas muito boas e interessantes. Você sabe que se reforça, cada vez mais, a ideia de que André Luiz foi Carlos Chagas, apesar de o Vítor já ter feito um artigo neste blog, mostrando as incoerências entre a vida de Carlos Chagas e o que o “próprio André Luiz” narra em seus livros. Eu também já fiz comentários aqui no blog, inclusive considerando absurdo que um médico com tantos predicados, tivesse que passar oito anos no umbral, porque foi favorecido (em sua vida terrena) por um “condição burguesa”, além de ter dado umas escapadelas sexuais.
    De qualquer forma, só para agir como porta-voz de alguns espíritas, incluindo nosso amigo Roberto Scur, seguem-se as seguintes explicações:
    - o ir ou não para o umbral, assim como sair dele, estaria relacionado também, à própria mente da pessoa (do espírito), de modo que a própria pessoa ficaria aprisionada às suas culpas, à sua consciência. Seria, mais ou menos, como que uma pessoa terrena (encarnada), ficasse “mastigando” coisas indigestas, culpas, manias, remorsos … mantendo-se depressiva, maltratando-se a si mesma. A libertação pode aparecer externamente, mas seria principalmente interna.
    - quanto ao fato de André Luiz ter sido Carlos Chagas (nisto o Scur não se mete), a explicação para as incoerências biográficas (do Chagas terreno e o Chagas espírito) seria explicada, porque ele, ao assumir o nome André Luiz (tirado do nome do irmão de Chico Xavier), já estava assim, querendo dificultar ser reconhecido, tanto que teria alterado dados, nas informações que menciona nos livros que passou ao Chico, para que ninguém o descobrisse.
    Waldo Vieira e o tal Carlos Bacelli afirmam categoricamente, que André Luiz foi Carlos Chagas; Luciano dos Anjos, garante que foi Faustino Esposel.
    Meu grande amigo mrh (Márcio Rodrigues Horta), diz que André Luiz é mãe do George Vale Owen – para quem leu nosso artigo sobre “Nosso Lar x A Vida Além do Véu”, sabe do que estou falando.
    Abraços a todos.

  32. Biasetto Diz:

    * desculpem-me pelos erros gramaticais, é a pressa, até …

  33. Antonio G. - POA Diz:

    Arduin, já que você falou no Dawkins, já leu a carta que ele escreveu para a sua filha Juliet, sobre “as boas e más razões para se acreditar”? Se não leu, recomendo. É só procurar no Google.
    Sds.

  34. Antonio G. - POA Diz:

    Vitor, postei na matéria errada. Se possível, delete. Obrigado.

  35. Toffo Diz:

    É muito simples. André Luiz é um personagem, uma criação de CX. Sobre essa criação, se criou no correr dos anos toda a mística sobre o personagem, assim como criaram no caso do Emmanuel, que mais tarde virou Emânuel, para dar um touch of class. O próprio criador dessas criaturas criou parte dessa mística, e outra parte espertamente deixou que criassem.

  36. Biasetto Diz:

    Antonio,
    Fugindo completamente do assunto, gostaria de saber se você já viu isso?

    http://www.youtube.com/watch?v=J78YegFAIOY&feature=relmfu

    Agorinha, eu estava conversando no face com o Juliano e passei este vídeo para ele, aí lembrei-me de você, queria mostrar-lhe.
    Um grande abraço!

  37. Biasetto Diz:

    A você e demais participantes do blog, um grande abraço a todos, especialmente ao Carlos, saudades dele.

  38. Antonio G. - POA Diz:

    Biasetto, conheço bastante o Luiz Carlos Prates. É um jornalista gaúcho, que atuou por décadas em veículos de comunicação no RS. Lá pelos anos 80 mudou-se para SC, onde está até hoje. Seus pronunciamentos são sempre assim: vibrantes, contundentes, um tanto “histriônicos”. Mas eu geralmente concordo com suas opiniões. Neste vídeo, onde ele defende o direito da mulher de decidir livremente sobre a questão do aborto, eu já disse aqui que esta é também a minha opinião. E entendo que o pior motivo para defender a lei de proibição ao aborto é o motivo religioso. Este, não é apenas um motivo injusto. É um motivo asqueroso.
    .
    Abraço!

  39. Leonardo Diz:

    E não foi dessa vez:

    DR. FRITZ PMDB 15.000 1.624 1,02% (ainda assim, ficou entre os 30 mais votados)

  40. maranhao Diz:

    Já fui em um Dr. Fritz com minha esposa. Ela falou com ele em alemão e ele não respondeu….

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