Algumas Direções para a Pesquisa Mediúnica (2010) de Emily Williams Kelly

O estudo de médiuns foi parte de um programa mais vasto da pesquisa psíquica, iniciado no final do século XIX, destinado a examinar especificamente se a personalidade humana sobrevive à morte do corpo, e mais geralmente se o cérebro produz a mente ou a consciência, como a maioria dos cientistas assumiu desde o final do século XIX. Apesar da grande quantidade de pesquisas de alta qualidade que resultou desse esforço, o estudo da mediunidade foi quase completamente abandonado durante a segunda metade do século XX, principalmente por causa do impasse sobre se os fenômenos são melhor interpretados como atribuíveis a agentes falecidos ou vivos. Neste artigo, a autora examina alguns tipos de pesquisa mediúnica que foram considerados particularmente importantes para a questão da sobrevivência: as correspondências cruzadas, os comunicadores inesperados, e os casos por procuração. Ela argumenta que um renascimento da pesquisa mediúnica, especialmente com as sessões por procuração, pode contribuir de forma importante para a atual pesquisa psíquica e, talvez, em última análise, mover-nos para além do impasse atual. Para ler o artigo, clique aqui.

11 respostas a “Algumas Direções para a Pesquisa Mediúnica (2010) de Emily Williams Kelly”

  1. Sanchez Diz:

    Parabéns Vitor pela tradução do artigo. Eu estava procurando por um artigo de revisão e este caiu como uma luva.

  2. Borges Diz:

    Artigo como este me faz acreditar que existem pesquisadores de mente aberta e que não foram contaminados pelo religiosismo nem pelo ceticismo.
    O que impressiona é o excesso de zelo e a prudência exagerada visando não tecer uma conclusão preciptada sobre a existência de comunicação espiritual. Estas características estão presentes também na experiências protagonizadas pelo Sr. Camille Flammarion.
    Bem diferente é o que ocorre no meio espírita onde médiuns se tornam mitos, pela facilidade com que recebem mensagens emanadas de supostos mentores, cujas existências não se preocupam em provar. Livros são produzidos aos montes; adeptos são sufocados com mensagens religiosas e evangélicas pelos palestrantes, como se fossem verdadeiras. Na citação da origem das mensagens, não se preocupam sequer em utilizar o verbo no futuro do pretérito, para deixar o ouvinte decidir se aceita ou não como mensagem do além.
    Um abraço a todos.

  3. Gorducho Diz:

    O “médium” recebe um objeto particularmente apreciado pelo falecido – claro que jamais poderá ser foto…
    A hora marcada, o procurador, o qual não faz a menor ideia de quem seja o interessado (o parente ou amigo do falecido a ser evocado) telefona p/o “médium”.
    E daí? Para que serve o telefonante procurador, se não sabe absolutamente nada de nada?
    Serve dizer: – “Alô, tudo bem com você Sr. médium?
    Está muito frio aí em Minneapolis?”
    Completo nonsense… não faz sentido…
     
    By the way: como vão os experimentos? Descobriram mais alguma coisa sobre Ψ ou sobre o ultramundo (se forem almas de falecidos…) nesses 4 anos?

  4. Vitor Diz:

    “E daí? Para que serve o telefonante procurador, se não sabe absolutamente nada de nada?”
    .
    Falar com alguém auxilia na comunicação, ainda que a pessoa não saiba nada sobre quem é o falecido ou a família dele. Torna a comunicação mais natural com o que o médium está habituado.

  5. Gorducho Diz:

    - Abaixo dos 30… e não paguei a conta da calefação porque achei que ia esquentar.
    - Ah… que coisa, em abril!
    - Lobrigo uma mulher toda de preto, com um chapéu preto e véu no rosto…
    - Bah! Cuidado! [o fonoentante desliga em pânico]
     
    E como vão os experimentos nesses 4 anos?

  6. Vitor Diz:

    Não achei essa palavra, “fonoentante”, em lugar nenhum. Mas supondo que seja a pessoa que está do outro lado da linha, o “fonoentante” provavelmente ficará praticamente em silêncio, no máximo resmungando um “hum, hum” ou “ok…” ante as declarações do médium. É importante para o médium e/ou espírito saber que não está falando com as paredes, que tem alguém ouvindo. É uma situação mais natural.
    .
    Os experimentos vão bem, obrigado. O que me parece ser o mais recente deles é esse, da Julie Beischel:
    .
    http://obraspsicografadas.org/2015/recepcao-anomala-de-informacao-por-mediuns-de-pesquisa-sob-condicoes-cegas-ii-replicacao-e-extensao-2015/
    .
    Aí também aborda o papel do “fonoentante”.

  7. Gorducho Diz:

    FONOSENTANTE Não é isso?
    O contato não é feito (americanamente) por telefone?

  8. Gorducho Diz:

    Vejo (sua resposta) mas não acredito: como dizem que escreveu o Cantor ao Dedekind pouco antes de ser interdado :(
    Então, voltando a minha sugestão que lhe dei há mais de 2 anos se bem me lembro: o Sr. nunca pensou em negociar uma franquia para certificar médiuns?
    O item #8 do treinamento – Treinamento Consolatório (Grief Training) teria que ser tropicalizado. Eu proporia o Analista Montalvão p/coordenador didático e, caso ele aceitasse, até poderia entrar como sócio, se o Sr. achar conveniente.

  9. Contra o chiquismo Diz:

    teste :vts:

  10. Contra o chiquismo Diz:

    ::vts:

  11. Contra o chiquismo Diz:

    : vts :

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