Republicação: Wallace, a Matemática e a Reencarnação (em inglês), por Marcio Rodrigues Horta

Esse texto já havia sido publicado em português no blog aqui. Segue agora sua versão em inglês aqui.

91 respostas a “Republicação: Wallace, a Matemática e a Reencarnação (em inglês), por Marcio Rodrigues Horta”

  1. Gorducho Diz:

    if reincarnation were real, it would eventually produce the evolution of human form, intellect & morality, implying that some aspect of these changes should be noticeable in humans and by humans. However, according to the eminent sage, since “man began to exist at some period, not very remote geologically”, it is known due to the laws of heredity1 that his form, intellect & morality remain virtually the same
    …………………………………………………………………………………………………………..

    Desconhecimento do básico-do-básico da Doutrina.
    Tudo bem: ela não era espírita mas espiritualista então não tinha obrigação de conhecer. Mas então – como mui bem sempre salientava o Kardec – que não ficasse metendo o bedelho numa área da qual não entendia.
    Os espíritos que evoluem moralmente vão encarnar em globos outros destinados a abrigarem essas almas.
    Só a partir de 2057 segundo xaverianismo brasileiro é que a Terra passará a abrigar esse tipo, ficando algum(ns) outro(s) globo(s) reservado a acolher carnalmente o tipo de alma que ora costuma encarnar por cá.

  2. Gorducho Diz:

    ela ele, o Wallace
    &c.

  3. Gorducho Diz:

    the charm that the reincarnation subject exerted over Kardec was undoubtedly due to the possibility of formulating an acceptable theodicy, which theologically explained the inequalities and injustices of the world, preserving, in Plato’s wake, the divinity innocent.
    …………………………………………………………………………………………………………..

    Sim, foi esse mesmo o motivo pelo qual a reencarnação romântica foi posta na Doutrina: garantir justiça social pra todas as almas. E sem necessidade de revoluções.
    Aliás essas até seriam improdutivas nessa metafísica.
    Kardec é mais “conservador” que as fontes utópicas nas quais se baseou – o Jean Reynaud, Pierre Leroux, Fourier &c – tanto assim que era até anti-abolicionista :!:
    E sempre tem que se ter em mente que estavam escaldados pelos desastres de ’48.

  4. Gorducho Diz:

    Thus, here are some possible scenarios: if it is accepcted that narratives and cultures do not suit the natural law of the sex ratio in human births when they should have
    …………………………………………………………………………………………………………..

    :o
    Entendi bulhufas
    :?:

  5. Vitor Diz:

    Por que você não usa a versão em português? não acha que vai facilitar?

  6. Gorducho Diz:

    Pôs assim então pra que: ¿pra complicar?

  7. Vitor Diz:

    Eu cito a versão em português logo no início. Pus a versão em inglês atendendo a um pedido do Márcio.

  8. mrh Diz:

    Fat, aproveite para propor correção no q vc acha q deve… estamos em aperfeiçoamento.
    .
    O Kardec era anti-abolicionista? Idindonde vc viu isso?

  9. Gorducho Diz:

    Se tem em mente o versionamento: por enquanto não encontrei nada p/alfinetar :(
    Se tem em mento o conteúdo: esclareça o ponto onde me causou inquietação…
     
     
    Revista, fevereiro ’62
    (note que é o abolicionista quem ele alfineta – não confundir c/o ex-escravo homônimo que casou c/a inglesa e ficou bem na foto…)

    Le nègre est-il à la hauteur des peuples de l’Europe, et la prudence humaine ou plutôt la justice humaine doit-elle leur montrer l’émancipation comme le plus sûr moyen d’arriver au progrès de la civilisation ? Les philanthropes, à cette question, montrent l’Évangile et disent : Jésus a-t-il parlé d’esclaves ? Non ; mais Jésus a parlé de résignation et a dit cette parole sublime :
    « Mon royaume n’est pas de ce monde. » John Brown, quand je contemple votre cadavre au gibet, je me sens saisi d’une pitié profonde et d’une admiration enthousiaste ; mais la raison, cette brutale raison qui nous ramène sans cesse au pourquoi, nous fait dire en nous-mêmes : « Qu’auriez-vous fait après la victoire ? »

  10. Vinicius Diz:

    Interpretei este trecho de Kardec da seguinte forma:
     
    Para quê lutar pela libertação dos escravos negros? é uma causa perdida, os mesmos reencarnarão como brancos para continuar a evolução. Mesmo que Jonh Brown tivesse “ganho” a batalha o que ele ganharia com isso? Na visão de Kardec talvez até “atrapalharia a evolução dos negros”.
     
    Junta isso, mais outro montão de textos : (perfectibilidade da raça, negro Pai César, teoria do Belo, Hotentote nunca será um LaPlace etc.)

  11. Marciano Diz:

    Bons tempos esses.
    Lembro-me de que fiz muitos comentários no tópico original.
    Até a questão da Ederlazil foi abordada. Uma pena que acho que disse tudo o que tinha a dizer naquela ocasião.
     
    Se algum novo comentarista, como VINICIUS, quiser ver como eram as coisas aqui, veja o original:
     
    http://obraspsicografadas.org/2012/wallace-a-matemtica-e-a-reencarnao-2012/
     

  12. Marciano Diz:

    Continuo acompanhando. Se alguém disser algo a que eu não tenha respondido no tópico original, comentarei. Se já comentei antecipadamente, quem quiser que leia o artigo e comentários originais.
    De qualquer forma, é bom saber que Vitor deu (parece) um tempo na cantilena paranormal.
    Acho que está desprevenido, por isso republicou um tópico de cinco anos atrás, quando isto não estava às moscas.
     
    O tempo dirá.

  13. Vitor Diz:

    Eu tinha prometido ao Márcio que publicaria em agosto. Como agosto já está chegando ao fim, achei melhor publicar logo. Mas artigos da ‘cantilena paranormal’ não faltam… e ainda dizem que não existem experimentos replicáveis na parapsicologia…

  14. Marciano Diz:

    Ainda tem muito assunto inexplorado dentro do tema “obras psicografadas”, espiritismo, etc.
    O livro “Transição Planetária”, de DPF, é um assunto que nunca foi discutido amplamente aqui (só a título de exemplo) e que contém muitos absurdos que provocariam intensos debates, como aconteceu com a publicação original deste mesmo tópico.
    Uma sugestão a título de exemplo, claro. Não estou pedindo que o tal livro seja colocado em pauta, só exemplificando o tipo de assunto que creio que tiraria o blog do marasmo.

  15. Vitor Diz:

    Outro artigo que usa a mesma metodologia e obteve bons resultados e que ainda não consegui obter para traduzir é esse:
    .
    Honorton, C., and Stump, J. P.: A preliminary study of hypnotically induced clairvoyant dreams. J. Am. Soc. Psychical Res., 63: 175-184; 1969.
    .
    Essa série de estudos, seja através de sonhos ou hipnose, telepatia ou clarividência (e recentemente precognição), são extremamente bem sucedidos.

  16. Gorducho Diz:

    O Dr. apesar de curtinho – e talvez inclusive por isso mesmo…– fez um dos mais brilhantes comentários da história do Sítio: disse tudo sobre o que está se sucedendo citando diagnóstico do próprio Kardec.
     
     
    Seja “boicote” ou não, agradeço a todos por não fazerem nenhum comentário sobre o tema na rubrica passada.

  17. mrh Diz:

    Uma tradução livre para o texto acima, de Allan Kardec:

    “O negro está à altura dos povos da Europa, e a prudência, ou melhor, a justiça humana deve apresentar a emancipação como o meio mais seguro de se alcançar o progresso da civilização?

    A esta questão, os filantropos mostram o Evangelho e dizem: -Jesus falou de escravos?
    Não; mas Jesus falou de resignação e disse aquela frase sublime: “Meu reino não é deste mundo.”

    John Brown (famoso abolicionista norte-americano, ao fim executado. Nota do tradutor…), quando contemplei seu corpo na forca, senti uma profunda piedade e uma admiração entusiasmada; mas a razão, esta razão brutal que trazemos incessantemente, diz-nos intimamente: “O que você faria após a vitória?”

    Interpretando Kardec, e dando razão ao Fatboy, o abolicionismo seria então emotivo e irracional. Não haveria como continuar no sentido da igualdade, após a abolição, pois (esta passagem e o conjunto da obra de Kardec parece sugerir) seria uma tentativa vã de igualar os desiguais. Ele aparentemente não tinha expectativa de que os negros pudessem realizar progresso significativo, tornando-se cientistas, sábios, (espíritas verdadeiros?) “seres moralizados” (Kardec nunca conheceu um negro pessoalmente? Tratar-se-ia de uma idealização extremamente negativa?) etc.

    A opinião de Kardec recende a Aristóteles e, em sua época, a opinião dos confederados (a argumentação destes parecia muito com a de Kardec e, mais atrás, a de Aristóteles).

  18. Gorducho Diz:

    Já que a coisa persiste, vale (re)citar o comentário de lá cá:

    Está fascinado
    Dissemos que as consequências da fascinação são muito mais graves. Com efeito, graças a essa ilusão que lhe é consequente o Espírito dirige a sua vítima como se faz a um cego, podendo levá-lo a aceitar as doutrinas mais absurdas e as teorias mais falsas como sendo as únicas expressões da verdade. Além disso, pode arrastá-lo a ações ridículas, comprometedoras e até mesmo bastante perigosas.
    Sua tática é quase sempre a de inspirar ao seu intérprete afastamento de quem quer que possa abrir-lhe os olhos. Evitando, por esse meio, qualquer contradição, está certo de ter sempre razão.

  19. mrh Diz:

    Kardec, como os confederados, utilizava o cristianismo no sentido do conformismo.

  20. Gorducho Diz:

    Como falei comentando seu artigo, Dr. mrh, o Kardec era + “conservador” – ou (-) socialista como queira posicionar a régua…– que as fontes utopianas dele.
     
     
    Faça o favor de elucidar a passagem obscura.
    Pode até ser repetido o tema, mas pelo menos não é sobre joguinhos com a estatística…

  21. mrh Diz:

    Pelo excerto oferecido Kardec não seria apenas “conservador”, talvez fosse reacionário mesmo. Ele escreveu isto em 62, durante a guerra de secessão americana? Claramente apoiando os escravistas do sul dos EUA?
    Kraedus in cruxis…

  22. mrh Diz:

    Não dá para esclarecer nada. Não consigo baixar o texto do Victor.

  23. Vitor Diz:

    Tenta mudar o navegador, mrh.

  24. Gorducho Diz:

    Pros adeptos das NDEs…
    viram – se não viram podem ver lá no CC > Ceticismo > EQM –
    que um padre viu Deus e descobriu que é mulher (o que causou certo stress entre os reacionários religiosos…)
    :?:

  25. Gorducho Diz:

    Edge baixou ok…

  26. Gorducho Diz:

    Percebe por que tenho tanta antipatia pela pessoa dele :?:

  27. mrh Diz:

    na traduçãozinha acima, melhor esta versão:
    .
    “O negro está à altura dos povos da Europa, e a prudência, ou melhor, a justiça humana deve apresentar a emancipação como o meio mais seguro de se alcançar o progresso da civilização?
    .
    A esta questão, os filantropos mostram o Evangelho e dizem: -Jesus falou de escravos?
    .
    Não; mas Jesus falou de resignação e disse aquela frase sublime: “Meu reino não é deste mundo.”
    .
    John Brown (famoso abolicionista norte-americano, ao fim executado. Nota do tradutor…), quando contemplei seu corpo na forca, senti uma profunda piedade e uma admiração entusiasmada; mas a razão, esta razão brutal que nos remete incessantemente aos porquês, diz-nos intimamente: “O que você faria após a vitória?”
    .
    Na essência, a mesma eca.

  28. Gorducho Diz:

    Por isso que não convém ficar “traduzindo”…
    Tem que ler…
     
     
    Sobre a NDE: diz que é hoax…
    ou fizeram passar por ter sido hoax (?)
    :?:
     
     
    O ponto pertinente é que a reencarnação foi a forma como eles garantiram “justiça social” sem necessidade nem conveniência de disrupções institucionais.
    O Kardec mais retrógrado ainda que as fontes dele.

  29. Gorducho Diz:

    Se quiser estudar de fato a reencarnação kardecista, o 1º passo – aliás o passo 0: pré-requisito antes de ler o T&C…– é entender a mente dessas pessoas.
    Estude The Problem of Romantic Socialism por Jonathan Beecher.
    Pra nós parece absurdo que alguém pense assim, mas assim era o arcabouço mental deles.
    Eram escolásticos vivendo num ambiente pós-iluminista.

  30. Gorducho Diz:

    However, in the overwhelming majority of the existing palingenesic descriptions these circunstances did not occur; a fundamental principle of credibility has not been observed, making the vast majority of the reincarnation descriptions refutable
     
     
    PERFEITO :!:
    O autor derruba o trabalho do Stevenson :!:

  31. mrh Diz:

    C ñ reclamava um novo modelo? Testável? Primeiro ponto, talvez, a reencarnação seria um pacote, no qual não se escolhe çekso.

  32. Gorducho Diz:

    Mas se de fato fossem lembranças seriam 50% como S/Pessoa pôs.
    o outro ponto que detona c/o Stevenson é o desequilíbrio continental das “lembranças”. E não me venham tentar alegar que viajar da America pro sul da Asia seja mais barato que pra cá ou pra África e então ele tenha pesquisado só aquelas regiões por economia monetária.
     
     
    :?: Não seria moves itself :?:
    Foucault

  33. Gorducho Diz:

    the subject of reincarnation presents itself just as the subject of the mobility of the Earth presented itself to Huygens. At the moment, I do not have satisfactory arguments to overcome this difficulty; on the other hand, thanks to the history of science, it is known that such situation can be due to a momentary ignorance in regard to the falsity of the subject. Therefore, those who study reincarnation from a scientific perspective need to be aware that, at the beginning, will inevitably have to use miserably hypothetical reasoning, hoping that nature will, in reasonable extent, correspond to their expectations and models
    ………………………………………………………………………………………………………….

    Non!
    Aqueles como o Copérnico que especularam sobre a possibilidade do semovente ser a Terra e as consequências que disso derivaram – corretamente comentadas no artigo – se deveram a todos observarem os deslocamentos posicionais aparentes entre os diversos corpos do firmamento.
    Es decir: haviam motivos reais para que se debatesse o FATO OBSERVADO.
    Reencarnação não.
    São postos n’alguma mesa de brasserie postulados metafísicos – uma substância chamada “D·us” tem várias perfeições (em linguagem moderna de informática: propriedades) a ela atribuídas – ao embalo da irrigação neuronal propiciada pelos espíritos etílicos, claro…–;
    e sociológicos: essa substância metafísica TEM QUE SER SOCIALSTA.
    Daí, a parte-se pra “superar cientificamente” as “dificuldades” de ajustar papo-de-pub ao mundo real…
    Non, non et non !

  34. Gorducho Diz:

    E “existir” como integrando a essência da Substância – delírio em cima de delírio…
     
     
    Fvr. corrigir o travessão acima, Sr. Administrador
    “&3150;”.replace(’3′,’#')

  35. Vitor Diz:

    Não sei corrigir isso.

  36. Gorducho Diz:

    :roll:
    Não consegue trocar “3″ por cerquilha dentro dum string aí no seu terminal :?:

  37. Vitor Diz:

    Não era mais fácil vc ter escrito isso ao invés de escrever “.replace”? Achei que fazia parte do comando.

  38. Gorducho Diz:

    Desculpe:!:
    Tem razão… :( em PHP (suponho que seja, certo?) é
    str_replace($texto_a_substituir, $novo_texto, $comentario);
     
     
    :oops:

  39. mrh Diz:

    Fat disse: “Non! Aqueles como o Copérnico que especularam sobre a possibilidade do semovente ser a Terra e as consequências que disso derivaram – corretamente comentadas no artigo – se deveram a todos observarem os deslocamentos posicionais aparentes entre os diversos corpos do firmamento.
    Es decir: haviam motivos reais para que se debatesse o FATO OBSERVADO. Reencarnação não. São postos n’alguma mesa de brasserie postulados metafísicos – uma substância chamada “D·us” tem várias perfeições (em linguagem moderna de informática: propriedades) a ela atribuídas – ao embalo da irrigação neuronal propiciada pelos espíritos etílicos, claro…–;
    e sociológicos: essa substância metafísica TEM QUE SER SOCIALSTA. Daí, a parte-se pra “superar cientificamente” as “dificuldades” de ajustar papo-de-pub ao mundo real… Non, non et non!”
    .
    Dear Fofus, estudei bastante o caso Copérnico, cheguei a ler as partes legíveis de seu “Da revolução” e, seguindo um comentador especializado no caso, o T. Kuhn, não foram os fatos novos q levaram Copérnico ao seu sistema, mas uma reinterpretação dos fatos conhecidos.
    .
    Acrescento ao ilustre comentarista: além de reinterpretar os fatos conhecidos, Copérnico juntou ao conjunto uma teologia IDÊNTICA em muitos pontos à de Kardec. Na verdade, creio fortemente q Kardec bebeu dessa fonte. A certeza q Copérnico tinha d que o sol é o centro derivava não da parte técnica da astronomia, mas da crença que Deus é econômico (ele fala isso diversas vezes – o mesmo mote de Kardec), portanto, só poderia dispor as coisas do modo mais simples – o simples é o verdadeiro: seu sistema é mais simples do que o de Ptolomeu, logo, por inferência teológico-natural, é o verdadeiro.
    .
    Galileu convenceu-se inteiramente e Newton tb.
    .
    Impressionante pensar q a ciência moderna começa com um postulado assim, mas é vero.
    .
    Por isso q costumo dizer: jogar fora Kardec é jogar fora um bilhete premiado, como diriam os Beatles. Apesar dos grosseiros erros, ele reinterpreta dados familiares no sentido dualista e faz uma abertura tão limitada quanto a de Copérnico. Todavia, como está do lado direito da natureza (afirmo por meus estudos e também pelas experiência que vivi e vivo), grávida de futuro.

  40. Gorducho Diz:

    não foram os fatos novos q levaram Copérnico ao seu sistema
    ………………………………………………………………………………………………………..………….

    Puxa! Conseguiu não entender nada do que eu disse &3150; sem dúvidas que por falha minha…
    :(
    Claro que não tinha “fato novo” nenhum :!:
    Desde que o mundo-é-mundo que os hominais vêm que os habitantes do zimbório (já que o assunto é espiritismo usemos vocabulário técnico da respectiva arte certo?) mudam suas posições relativas entre sis.
     
     
    mas uma reinterpretação dos fatos conhecidos.
    ………………………………………………………………………………………………………..………….

    :roll:
    Que foi que eu disse distinto disso :?:
     
     
    Na verdade, creio fortemente q Kardec bebeu dessa fonte. A certeza q Copérnico tinha d que o sol é o centro derivava não da parte técnica da astronomia, mas da crença que Deus é econômico (ele fala isso diversas vezes – o mesmo mote de Kardec), portanto, só poderia dispor as coisas do modo mais simples
    ………………………………………………………………………………………………………..………….

    Ah! O Kardec “simplifica” a interpretação do real…
    Pra começar postulando essa Substância e atarrachando um monte de postulados encima dela (claro: copiou dos catecismos católicos, mas o fato é que adota a metafísica escolástica nesse empilhamento de “perfeições”).
    Mas é um debate que me interessa: ¿onde que o Kardec é “simplifica”?

  41. Gorducho Diz:

    NB: fatos reais observados SEMPRE devem ser debatidos.
    “D·us” NÃO é fato real observado;
    e muito menos o mesmo TER QUE SER socialista :!:
    Isso é a típica conversa de barzinho depois dun(ma)s
    ► 5 doses de whisky;
    ► 750+ mL vinho tinto;
    ► 3+ L de cerveja

     
     
    Desculpe as desformatações: é um lap-top com defeito de teclado e eu não vou pedir pro Administrador corrigir de novo se não ele se irrita de novo comigo…

  42. Gorducho Diz:

    By the way: se deu mal no dogma da “Economicidade Divina” resultando na besteira dos círculos.
    Como se deram mal todos que foram pra essa raia.
    O Sistema Solar tem milhares e milhares ou talvez milhões de corpos;
    tem tudo tipo de planeta ou estrela que se possa nem imaginar.
    Tem os que ficam incandescentes e poucas horas depois gelificados graças às respectivas órbitas “circulares” da Simplicidade Divina do Copérnico.
    As humanidades desses globos devem passar uma trabalheira danada pra construírem as casas deles – e imagine só o $ das hipotecas… :( – porque também graças ao mesmo mote proferido – segundo informa S/Pessoa, eu não me lembro…– pelo Kardec todos são habitados.

  43. mrh Diz:

    Foi Jiordanus Brunus q enxeu eles d gentes… acabou c tornando 1 pto programático da nova astronomia…

  44. Gorducho Diz:

    Não vem ao caso…
    Vem ao caso que as alterações de posições relativas – e isso ciclicamente – eram FATOS OBSERVADOS POR TODOS DESDE SEMPRE.
    E tudo que é observado deve ser sempre discutido.
    No caso da reencarnação nem “D·us” nem “necessidade d’Ele ser socialista” são fatos observados.
    É conversa metafísica de bar ou de seminário (cuja própria raison d’être é justo ela, ingrata amante do Kant).

  45. mrh Diz:

    Ora ora, dear Fat, não subestime…
    .
    pessoas com ideias de suicídio são “fatos observados por todos desde sempre”, isso se, além d observar, o observador não sofrer de tais ideias… ouvir vozes tb tem essa característica, ver vultos, sentir-se muito bem ou muito mal com “presenças”, sonhos q vão além de sonhos, e um monte d fatos reinterpretados dualisticamente.
    .
    Lembrando o vecchio projeto científico grego, tão bem exumado por Duhem, de ‘salvar as aparências’ (os fenômenos, vale dizer – faneron, o que aparece), uma teoria é legítima contanto que leve em conta as aparências disponíveis em seu campo, podendo a explicação de sua natureza íntima variar extraordinariamente (diríamos hoje, no caso, em termos monistas, dualistas etc.).
    .
    Kardec é perfeitamente legítimo nesse aspecto, embora não em outros.

  46. mrh Diz:

    Aliás, esse é exatamente o projeto de Copérnico.

  47. Gorducho Diz:

    :roll:
    O que que tem a ver “ideia de suicídio” c/a Substância “D·us”;
    necessidade metafísica de socialismo;
    reencarnações :?:
     
    Como dizia vovó – espírita mais pra linha umbandista advindo daí meu conhecimento empírico de exus, mediunidade inconsciente (que se “médiuns” existissem seriam os únicos deveras confiáveis), &c… –:
    – Ai Jesus!

  48. Gorducho Diz:

    Tem pessoas que experimentam inquietações, visões (sem entrar no mérito de que sejam “alucinações” ou não…

    “D·us” existe e é socialista.
     
    Poderia me indicar o livrinho-texto de lógica silogística que vocês usaram pra eu ver se consigo baixar :?:

  49. mrh Diz:

    Vou economizar meus perfumosos argumentos.
    .
    Vou evitar quem distorce tudo por ceticismo profissional.
    .
    Mas agradeço a dica do Kardec anti-abolicionista.

  50. Espírita Sp Orlando Diz:

    Eu fiquei puto quando soube dessas passagens de Kardec sobre os negros. Sou negro mas mesmo se fosse ficaria pasmo e enojado.
    Meus amigos do centro espírita, minha mãe disseram para pular essas partes e ficar com as explicações do evangelho e reencarnação.
    E que Kardec teve influência espiritual negativa para tentar comprometer a doutrina. É infelizmente não aplicaram o filtro nessas mensagens.
    De toda sorte foi até bom não aplicarem filtro algum pois assim conhecemos com quem estamos lidando.

  51. Espírita Sp Orlando Diz:

    Tem pessoas que experimentam inquietações, visões (sem entrar no mérito de que ”
    Algumas senhoras médiuns já disseram ter visto Dr. Bezerra de Menezes, uma senhora com um véu ao lado dele inspecionando os trabalhos e 12 seres jovens com camisetas estampadas com cruzes anotando detalhes em pranchetas.

  52. Gorducho Diz:

    É isso Dr.
    E essa figura é venerada como um “Codificador”.

     
    Não que venha ao caso mas m/linhagem é italiana (só me faltava pegar a certidão de nascimento de vovô na prefeitura – isso nos bons tempos pré-internet, claro – mas o amigo que me levaria lá de carro se reconciliou com a antiga namorada de cá e voltou antes de eu tirar férias… :( e depois acabei deixando pra lá porque eu mesmo me assentei por cá, so…) + alemã (apesar de ter que me socorrer do Analista Marciano até pra diferenciar um bife fritado na chapa ao estilo brasileiro dum grelhado sobre fogo ao estilo (say) argentino…).

  53. Gorducho Diz:

    —————————————————————————————————————————–
    mrh said:

    Vou economizar meus perfumosos argumentos.
    .
    Vou evitar quem distorce tudo por ceticismo profissional.

    —————————————————————————————————————————–

    Ou porque não talvez não saiba debater…
    Filósofo que não quer se expor a debate…
    QUÆSTIONES ORDNÆ são a essência da filosofia.
     
     
    QO1 – ¿Onde a tal “economicidade cósmica” do Kardec?
     
    FATO: Algumas pessoas experimentam alucinações ou talvez que sejam visões místicas.
    QO2 – ¿Onde entra reencarnação nisso?

  54. mrh Diz:

    Orlando disse:
    .
    “Meus amigos do centro espírita, minha mãe disseram para pular essas partes e ficar com as explicações do evangelho e reencarnação”.
    .
    Pular partes é uma atitude prática. Meus respeitos. Mas temo que não resolva o problema posto.
    .
    “É que Kardec teve influência espiritual negativa para tentar comprometer a doutrina”.
    .
    Invocar Satanás não dá conta do problema tb.
    .
    Kardec (e os espíritas acreditam nisso) alegava uma grande intimidade com os espíritos superiores (Jesus vivia com sua mão em seu ombro), que presumidamente lhe davam concurso incessantemente etc.
    .
    Estes em qualquer instante poderiam ter apontado o erro, caso considerassem o racismo um erro, e tal não aconteceu.
    .
    “assim conhecemos com quem estamos lidando”.
    .
    Concordo inteiramente. Já havia pistas pela obra do dito cujo de com quem estamos lidando. Ele incluiu Napoleão Bonaparte entre os espíritos superiores da codificação.
    .
    Napoleão foi um brutamontes terrível, afora a questão judaica, aproximável a Hitler, um assassino sistemático – só que era francês, e Kardec o amava.
    .
    Agora vemos que Kardec tem a estatura moral de um escravista, de um confederado, cuja causa apoia defendendo sua teoria basilar.
    .
    Lamento, mas é necessário admitir que o nível moral de Kardec é muito baixo. Ele e seus “espíritos superiores” estão abaixo do general Lee (que, ao menos, no início da guerra civil, era contra a secessão e a ideia d q os negros não deviam ser libertos).
    .
    E Lee, para mim, habita um lugar moral muito baixo.
    .
    Minha decepção não tem fundo…

  55. Vinicius Diz:

    SIM, MRH, tem toda razão. Até em “Obras Póstumas” está registrada uma “ajuda” dessas:
     
    “R. — Para ti, chamar-me-ei A Verdade e todos os meses, aqui, durante um quarto de hora, estarei à tua disposição.
     
    P. — Ontem, quando bateste, estando eu a trabalhar,
    tinhas alguma coisa de particular a dizer-me?
    R. — O que eu tinha a dizer-te era sobre o trabalho a que te
    aplicavas; desagradava-me o que escrevias e quis fazer que
    o abandonasses.
     
    NOTA — O que eu estava escrevendo dizia respeito, precisamente, aos estudos que empreendera acerca dos Espíritos e de suas manifestações.
    P. — A tua desaprovação era referente ao capítulo que eu escrevia ou ao conjunto do trabalho?
     
    R. — Ao capítulo de ontem; submeto-o ao teu juízo; se o releres, reconhecerás tuas faltas e as corrigirás.”
     
    Dr.Orlando, o espirito Verdade quase deu uma pedrada na cabeça dele uma vez poxa vida, não poderia ter alertado sobre outras passagens ???
    SIM, MRH, tem toda razão. Até em “Obras Póstumas” está registrada uma “ajuda” dessas:
     
    “R. — Para ti, chamar-me-ei A Verdade e todos os meses, aqui, durante um quarto de hora, estarei à tua disposição.
     
    P. — Ontem, quando bateste, estando eu a trabalhar,
    tinhas alguma coisa de particular a dizer-me?
    R. — O que eu tinha a dizer-te era sobre o trabalho a que te
    aplicavas; desagradava-me o que escrevias e quis fazer que
    o abandonasses.
     
    NOTA — O que eu estava escrevendo dizia respeito, precisamente, aos estudos que empreendera acerca dos Espíritos e de suas manifestações.
    P. — A tua desaprovação era referente ao capítulo que eu escrevia ou ao conjunto do trabalho?
     
    R. — Ao capítulo de ontem; submeto-o ao teu juízo; se o releres, reconhecerás tuas faltas e as corrigirás.”
     
    Dr.Orlando, o espirito Verdade quase deu uma pedrada na cabeça dele uma vez poxa vida, não poderia ter alertado sobre outras passagens ???
     
    MRH, também decepcionado com Kardec e o espiritismo como um todo. Mais com Kardec e essas passagens!

  56. Gorducho Diz:

    —————————————————————————————————-
    mrh Diz:
    Agora vemos que Kardec tem a estatura moral de um escravista, de um confederado, cuja causa apoia defendendo sua teoria basilar.
    .
    Lamento, mas é necessário admitir que o nível moral de Kardec é muito baixo. Ele e seus “espíritos superiores” estão abaixo do general Lee (que, ao menos, no início da guerra civil, era contra a secessão e a ideia d q os negros não deviam ser libertos).
    .
    E Lee, para mim, habita um lugar moral muito baixo.
    .
    Minha decepção não tem fundo

    —————————————————————————————————-

    Se do que o (contemporâneo e também Crente…) Eugène Nus fala sobre ele no Choses :?:

  57. Gorducho Diz:

    Se lembra do que…
     
     
    Teste… (120)
    ————————————————————————————————————————
    (110)
    ————————————————————————————————————–

  58. Vinicius Diz:

    “Se do que o (contemporâneo e também Crente…) Eugène Nus fala sobre ele no Choses ”
    Gorducho poderia me mandar este artigo? Ia lhe pedir mas esqueci.

  59. Vinicius Diz:

    é Gorducho, abriram o tópico bizarrices espíritas lá no CC, mas as vezes ACHO que os céticos se cansam de tanta bizarrice será? kkk

  60. Gorducho Diz:

    Não é artigo, é no capítulo O Espiritismo do Coisas do outro mundo (chefe “deles” é dos espíritas no caso).
    Pode ter erros porque OCRizei agora e estou num LibreOffice sem corretor ortográfico…

    Je n’ai pas connu leur maître, Allan Kardec, et n’ai pas cherché à le connaitre. J’étais prévenu contre lui. Quand parut sa première publication, le Livre des Esprits, dicté, affirme-t-il, par saint Louis, patron des spirites de France, et par une série d’auIres habitants de l’erraticité, nous eûmes, mes amis et moi, la curiosité de le lire. Il fut évident pour nous qu’il avait lu Fourier, et qu’il avait emprunté à la théorie des quatre mouvements la base do son système, à savoir la réincarnation des almes dans des existences successives et la théorie de leur enveloppe fluidique que Fourier appelle corps aromal, et Kardec, pèrisprit. L’attribution à l’autre monde de ces idées écloses et développées, presque dans la même, forme, depuis vingt ans dans le nôtre, nous parut, comme on dit aujourd’hui, un peu raide. Il nous sembla que saint Louis et les autres désincarnés qui apportaiént cette révélation a la terre, ne pouvaient ignorer qu’un homme de génie, au moins égal au roi qui fut le fils de la reine Blanche, était venu la formuler avant eux. Allan Kardec nous parut un rusé qui démarquait tout simplement un système à sa convenance. Comme il nous était agréable do voir, même sous une autre étiquette, propager ces idées bien supérieures aux doctrines` courantes, nous ne cherchâmes pas à entraver l’oeuvre, et laissâmes faire l’ouvrier. Je suis convaineu aujourd’hui que nos réclamations eussent été noyées dans le courant spirite, et que saint Louis était nécessaire pour donner à cette grande conception, antique mais rajeunie, qui est la logique suprême de la justce, l’impulsion qu’il lui fallait pour pénétrer dans les esprits.

  61. mrh Diz:

    Mas convém também apresentar o outro lado do Kardec “escravista”.
    .
    Kardec fez publicar em “O livro dos espíritos” a seguinte passagem:
    .
    “Esclavage.
    829. Y a-t-il des hommes qui soient, par la nature, voués à être la propriété d’autres hommes ?
    «Toute sujétion absolue d’un homme à un autre homme est contraire à la loi de Dieu. L’esclavage est un abus de la force; il disparaît avec le progrès comme disparaîtront peu à peu tous les abus.»
    .
    La loi humaine qui consacre l’esclavage est une loi contre nature, puisqu’elle assimile l’homme à la brute et le dégrade moralement et physiquement.
    .
    830. Lorsque l’esclavage est dans les moeurs d’un peuple, ceux qui en profitent sont-ils répréhensibles, puisqu’ils ne font que se conformer à un usage qui leur paraît naturel?
    «Le mal est toujours le mal, et tous vos sophismes ne feront pas qu’une mauvaise action devienne bonne; mais la responsabilité du mal est relative aux moyens qu’on a de le comprendre. Celui qui tire profit de la loi de l’esclavage est toujours coupable d’une violation de la loi de nature; mais en cela, comme en toutes choses, la culpabilité est relative. L’esclavage étant passé dans les moeurs de certains peuples, l’homme a pu en profiter de bonne foi et comme d’une chose qui lui semblait naturelle; mais dès que sa raison plus développée, et surtout éclairée par les lumières du christianisme, lui a montré dans l’esclave son égal devant Dieu, il n’a plus d’excuse.»
    831. L’inégalité naturelle des aptitudes ne place-t-elle pas certaines races humaines sous la dépendance des races les plus intelligentes?
    «Oui, pour les relever, et non pour les abrutir encore davantage par la servitude. Les hommes ont trop longtemps regardé certaines races humaines comme des animaux travailleurs munis de bras et de mains qu’ils se sont cru le droit de vendre comme des bêtes de somme. Ils se croient d’un sang plus pur; insensés qui ne voient que la matière! Ce n’est pas le sang qui est plus ou moins pur, mais bien l’Esprit.» (361-
    803).
    832. Il y a des hommes qui traitent leurs esclaves avec humanité; qui ne les laissent manquer de rien et pensent que la liberté les exposerait à plus de privations; qu’en dites-vous?
    .
    Parece estranha a evolução (ou involução) do pensamento do autor, não? Ou é possível conciliar as passagens?

  62. mrh Diz:

    E para findar essa citação, o finzinho que faltou:

    «Je dis que ceux-là comprennent mieux leurs intérêts; ils ont aussi grand soin de leurs boeufs et de leurs chevaux, afin d’en tirer plus de profit au marché. Ils ne sont pas aussi coupables que ceux qui les maltraitent, mais ils n’en disposent pas moins comme d’une marchandise, en les privant du droit de s’appartenir.»

  63. mrh Diz:

    E para findar essa citação, o finzinho que faltou:

    «Je dis que ceux-là comprennent mieux leurs intérêts; ils ont aussi grand soin de leurs boeufs et de leurs chevaux, afin d’en tirer plus de profit au marché. Ils ne sont pas aussi coupables que ceux qui les maltraitent, mais ils n’en disposent pas moins comme d’une marchandise, en les privant du droit de s’appartenir. »

  64. mrh Diz:

    O caso foi reaberto – o tema não é tão simples como a condenação imediata acima sugeria.

  65. Gorducho Diz:

    autres
    âmes
    presque dans la même forme, depuis vingt ans dans le nôtre,
    apportaient
    l’œuvre,

  66. mrh Diz:

    Segue uma tradução livre do texto provavelmente publicado em 1860, ou seja, dois anos antes do outro:
    .
    “Escravidão.
    829. Existem homens que, por natureza, estão destinados a ser propriedade de outros homens?
    Toda sujeição absoluta de um homem a outro é contrária à lei de Deus. A escravidão é um abuso de força; ela desaparecerá com o progresso, pouco a pouco todos os abusos desaparecerão.
    .
    A lei humana que consagra a escravidão é uma lei contra a natureza, pois assimila o homem ao bruto e o degrada moral e fisicamente.
    .
    830. Quando a escravidão está de acordo com os costumes de um povo, os que se beneficiam com isso são censuráveis, já que eles apenas se adequam a um costume que parece natural para eles?
    O mal é sempre mau, e todos os seus sofismas não fazem uma ação ruim se tornar boa; mas a responsabilidade do mal é relativa aos meios de entendê-lo. Quem se beneficiar da lei da escravidão é sempre culpado de violação da lei da natureza; mas nisso, como em todas as coisas, a culpa é relativa. A escravidão faz parte dos costumes de certos povos e há quem consiga lucrar com ela de boa fé e como algo que lhe parecia natural; mas logo que sua razão se desenvolve e, acima de tudo, é esclarecida pela luz do cristianismo, o escravo se mostra seu igual diante de Deus e ele não tem mais desculpas.
    831. A desigualdade natural das aptidões coloca certas raças humanas sob o controle das raças mais inteligentes?
    Sim, para levantá-los, não para estressá-los ainda mais por servidão. Por muito tempo, os homens consideraram certas raças humanas como animais trabalhadores com braços e mãos que eles pensavam ter o direito de vender como feras de carga. Eles pensam ter um sangue mais puro; tolos que só vêem a matéria! Não é o sangue mais ou menos puro, mas o Espírito.
    832. Há homens que tratam seus escravos com humanidade, sem forçá-los demais, e pensam que a liberdade os exporá a mais privações. O que você diz?
    Digo que eles melhor compreendem seus interesses; eles também cuidam de seus bois e cavalos para obter mais lucros no mercado. Eles não são tão culpados quanto aqueles que os maltratam; mas, no entanto, deles dispõem como mercadorias, privando-os do direito de pertencerem a si mesmos”.
    .
    Há um o conflito evidente aqui, entre a primeira publicação e a segunda.
    .
    Na primeira, os “espíritos” parecem falar um pouco mais. Na segunda, há apenas Kardec.
    .
    Tenho uma linha interpretativa já em gestação, mas realmente não creio que obterá consenso.

  67. Vitor Diz:

    A escravidão desapareceria quando não houvesse mais negros, todos “evoluíssem” e virassem brancos. Lembre-se: “A raça negra desaparecerá da Terra. Ela foi feita para uma latitude diferente da vossa”.

  68. Gorducho Diz:

    Eu acredito na existência dos tais 50 cadernos, por uma série de coisas que ficam estranhas mesmo como e.g. a famosa #540.
    Veja que ele põe explicitamente na “boca” (¿lápis de cestinha-de-bico?) do “espírito” a resposta.
    Quiçá daí :?:
    Se foi ele mesmo quem escreveu a “resposta” será in, porque o 2.0 é de 18/3/60 (portanto escrito em ’59, certo :?: ).

  69. mrh Diz:

    Sim, Victor, mas aí já estamos em pleno domínio das opiniões de Kardec de 1862.
    .
    Em 1860, eram outras, como publiquei.
    .
    Em 1857, na primeira edição, também eram outras. Curiosamente, uma passagem comentário de Kardec de 1857 à última pergunta, em 1860, é apresentada como resposta dos espíritos. Curiosíssima falha.
    .
    Ele claramente mudou de opinião, mas o germe da mudança já está em 1860, quando os “espíritos” assumem a superioridade e inferioridade das “raças”. *831, resposta, oui”.

  70. mrh Diz:

    Claramente uma involução.

  71. Gorducho Diz:

    Aliás a nível Doutrinário são as tantas contradições intrínsecas. Porque se alguém tinha que reencarnar por “resgate cármico” mas ao mesmo tempo ninguém devesse ter escravos…
    É análogo ao causo esse do espiritismo brasileiro onde os anjos-da-guarda se contactaram entre sis pra providenciarem nos pax pro GWI18G.

  72. mrh Diz:

    Vitor e cia, olhem a edição canuto abreu perguntas 419 a 422. Não consegui copiar aqui, mas vou fazê-lo outra hora.

  73. mrh Diz:

    Vejam as opiniões de 1857, na tradução de Canuto Abreu:
    .
    419 — A obrigação de respeitar os direitos de outrem tira ao Homem o direito de pertencer-se a si mesmo?
    «Não.»
    — Existem acaso pessoas que sejam, de natureza, votadas a ser propriedade de outros homens?
    «Não, a escravatura é mero abuso de força; desaparecerá, vindo o Progresso, como desaparecerão a seu dia todos os abusos.»
    .
    Ninguém tem, por direito natural, propriedade
    de outro homem; toda sujeição absoluta de uma pessoa a outra pessoa é contrária à Lei Divina. A Lei Humana que consagra a escravatura é uma lei contra a Natureza, porque assemelha o Homem à alimária, e o degrada não só moral como fisicamente.
    .
    420 — Enquanto houver escravidão em os costumes dum povo, aqueles que se aproveitarem dela serão repreensíveis, se não fizerem mais que se adaptar ao uso que lhes pareça natural?
    «Já temos dito muitas vezes que o Mal é sempre o Mal; e todos os vossos sofismas não farão nunca que uma ação
    má venha a tornar-se boa; entretanto a responsabilidade do Mal é relativa às maneiras que haja de o compreender.»
    .
    Aquele que tira lucro da Lei de Escravatura é sempre culpável de uma violação da Lei Natural; todavia, neste caso como em todas as coisas, a culpabilidade é relativa. Como a escravidão entrou nos costumes de certas populações, o Homem a pôde aproveitar de boa fé e qual de uma coisa que lhe pareceu natural; desde que porém sua razão mais desenvolvida lhe mostrou no escravo um seu igual ante DEUS, está sem excusa.
    .
    421 — A desigualdade natural das aptidões não colocaria acaso certas raças humanas sob a dependência doutras
    raças mais inteligentes?
    «Sim, para as alevantar e não para as aviltar ainda mais por meio da servidão.»
    422 — Existem pessoas que tratam os seus escravos com humanidade; que não lhes deixam faltar nada, e que todavia pensam que a libertação os exporia a maiores privações; que dizeis disto?
    «Digo que essas pessoas compreendem melhor seus interesses; têm igualmente grande cuidado com seus bois e seus cavalos para tirar deles maior lucro
    no mercado.»
    .
    Não são tão culpáveis de fato como
    aqueles que os tratam com brutalidade;
    não deixam porém de dispor deles como
    simples mercadoria animal, privando-os
    do direito de ser senhores de si.
    .
    e etc.
    .
    Ou seja, estamos em um devir. Inicialmente, Kardec estava em meio abolicionista, provavelmente as moças “médiuns”, e ainda assim forçou a pergunta da inferioridade das raças, obtendo o que queria. Mais tarde, sozinho, usou esta ponta de lança (o “oui” obtido) para passar seu vero pensamento “racional”.
    .
    E isso em dois níveis. Primeiro, o abolicionismo cristão das moças médiuns, ingênuo porém, pois abriu uma fresta; em seguida, a frenologia aristotélica “científica” do suposto racionalismo de seus artigos de 62.

  74. Gorducho Diz:

    É… deve ser.
    O mais detestável é que ele é sarcástico pra com o pobre daquele herói enforcado!
    E aquela do “santo” deles dizendo que as pessoas de pele negra iram desaparecer mostra toda tosquidão mental dele.
    Mesmo que a peça tenha sido produzida provavelmente pela Honorine Huet na Société (em março ’59 se bem me lembro era ela que canalizava ele) ele, um “intelectual” segundo os adeptos, publicar tamanha sandice é porque achava razoável :(

  75. Gorducho Diz:

    Sr. Adminstrador
    Sabe como se instala corretores ortográficos pro Write (francês no caso…)
    :?:

  76. Vitor Diz:

    Não sei não. Muito difícil eu usar o Write.

  77. mrh Diz:

    Ou seja, o quadro todo parece o seguinte: em 57, Kardec recebe respostas abolicionistas; talvez concorde com elas talvez não; particularmente, creio q ele não ficou confortável com o radical igualitarismo emotivo/cristão inicialmente apresentado e, valendo-se da tese da desigualdade, consegue que a(s) médium(s)/espíritos admitam a tese da desigualdade natural, que dois parágrafos antes tinham combatido veementemente.
    .
    Isso é possível conseguir de quem não domina o conceitual da discussão, ingenuamente cedendo no inegociável; provavelmente suas interlocutoras eram inocentes nessa pesada trama filosófica e não perceberam a contradição em que incorreram.
    .
    Em seguida, escrevendo por conta própria na Revista Espírita e alhures, Kardec expõe claramente seu pensamento, pretensamente “racional” e reacionário.

  78. mrh Diz:

    Sim Fat, mas John Brown é um “herói” complicado mesmo, cristão radical, terrorista, assassino em série, abolicionista…
    .
    inspirou uma canção cantada durante e após a guerra.
    .
    Por outro lado, Lincoln deu tantas ordens brutais aos seus generais durante a guerra q, no fundo, Brown era até mansinho… rs.
    .
    To começando a achar q não sirvo para este mundo…
    .
    Não gosto dos confederados e tampouco dos métodos de alguns abolicionistas… rs…
    .
    Acho melhor voltar para a essência de ambrosia.

  79. Gorducho Diz:

    Em ’59 a Ermance não está mais.
    Em ’60 S. Luis é canalizado com exclusividade pela Honorine Huet.
    Nesse interregno canalizam ele os médiuns M. Rose; M. Collin; Mme. Costel; e a própria Mlle. Huet.
    Foi um desses que terá produzido a peça mediúnica essa então…

  80. mrh Diz:

    Fat e Victor, acho q cometi um erro. A mensagem do suposto SLuiz é de 59 (?), então todo o raciocínio tem q ser reconsiderado.
    .
    Como disse o Fat, há um monte de contradições na coisa toda. Digo eu, um erro conceitual atrás doutro. Impressionante colcha de retalhos. Mas a deriva parece clara. Vai de um abolicionismo para um anti-abolicionismo.

  81. mrh Diz:

    Em favor da passagem gradual e rápida de Kardec de um abolicionismo para um anti, veja a passagem de 61, outubro. RE:
    .
    “porque o Espiritismo, restituindo ao Espírito o seu verdadeiro papel na Criação, constatando a superioridade da inteligência sobre a matéria, faz com que desapareçam, naturalmente, todas as distinções estabelecidas entre os homens, conforme as vantagens
    corporais e mundanas, sobre as quais só o orgulho fundou as castas e os estúpidos preconceitos de cor”.

  82. Gorducho Diz:

    Vamos por partes…
     
     
    (i) a mensagem do “santo” deles foi psicografada na Société na (noite suponho…) de 25/3/59. Então deve ter sido por um daqueles médiuns pós Ermance…
    Resp. –A raça negra desaparecerá da Terra. Foi feita para uma latitude diversa da vossa.
     
    (ii) O sarcasmo anti-abolicionsta pra cima do executado
    é de fevereiro ’62
    Méditations philosophiques et religieuses Dictées par l’esprit de Lamennais. (Société Spirite de Paris, méd. M. A. Didier)
    La Croix.
    Bienheureux les pauvres d’esprit.
    L’Esclavage.

    É nessa…
     
    Ah! Assina ALLAN KARDEC por ser o fim do número de fevereiro.
    Então a mensagem é do “espírito” do Lamennais e não do punho do Kardec.
    Apesar de que ele tinha controle absoluto sobre o que era publicado, ameniza bastante então, pois se pode tomar como ponto controverso na época.

  83. Gorducho Diz:

    Retornamos à básica obviedade então: não tem “espírito desencarnado” (claro que tem os “espíritos dos vivos como se podemos dizer acerca dos nossos “espíritos” agora) nenhum por detrás do espiritismo.
    Se o “espírito” Lamennais que era um dos “evoluídos”…
    De novo cai a clássica desculpa de que o Kardec era (claro!) “homem do seu tempo”.
    Ele sim, mas e os “espíritos” :?:

  84. mrh Diz:

    Preciso.

  85. mrh Diz:

    Tenho lido e relido as provas essa noite toda.
    .
    Uma hipótese conciliatória de leitura das provas aparentemente antagônicas é a seguinte: por todo o tempo, o conjunto Kardec/médiuns/espíritos foi abolicionista, queria o fim da escravidão e dos maus tratos – nível prático.
    .
    Mas o mesmo conjunto, por todo o tempo, advogou a inferioridade racial. Queria os negros evangelizados e alfabetizados, embora acreditasse que sua evolução moral e intelectual seria inevitavelmente limitada – nível teórico.
    .
    Os negros seriam iguais perante Deus mas inferiores “por natureza”.
    .
    Ou seja, em potência eles seriam totalmente homens um dia, ou seja, brancos em futuras encarnações e, em ato, a saber, agora, momentaneamente, seriam como crianças, inferiores portanto.
    .
    A zombaria contra Brown seria porque esse não só era abolicionista, mas tomava os negros como moral e intelectualmente equivalentes aos brancos (uma suposta ilusão dos abolicionistas).
    .
    Assim, o conjunto espírita citado seria racista, mas não escravista. Defendia a libertação, o fim do preconceito de cor, bons tratos, evangelização, alfabetização, mas sem ilusões – nada esperava dos negros (nem um especial desenvolvimento moral nem um intelectual), a não ser seu ‘breve’ desaparecimento físico.
    .
    O conjunto já não estaria mais na companhia moral dos confederados (apenas na companhia teórica), como apontei acima, mas no nível moral e teórico de parte dos abolicionistas de então (o abolicionismo era um saco de gatos).
    .
    Talvez os textos conflituosos tenham finalmente sido conciliados. O tempo de 57 a 62 é realmente muito curto para mudanças muito extravagantes de entendimento.
    .
    Ou seja, é a regra pedagógica de que não é por que é criança que pode abusar.
    .
    Racista sim, empedernido ou escravista não.
    .
    Que Kardec pensasse assim é lamentável, mas na média do tempo. Que suas médiuns pensassem assim, o mesmo. O problema é quando se leva a sério a ideia d que espíritos superiores pudessem pensar assim.
    .
    Como mantenho peremptoriamente que a teoria toda É FALSA, o episódio pode ser utilizado para mais uma vez refutar Kardec.
    .
    A decorrência dessa crença seria alguém como Kardec imaginar que seus espíritos superiores sabiam que espíritos inferiores encarnavam sistematicamente como negros porque, estando do lado de lá, VIAM ISSO ACONTECER como parte de seu dia a dia. E viam também espíritos superiores sistematicamente se dirigirem a corpos brancos para encarnar.
    .
    Sabedores dessa “realidade”, comunicaram isso a Kardec.
    .
    Como a doutrina da inferioridade natural é falsa, os espíritos não podem ter testemunhado aquilo em seu mundo, nem revelado para Kardec. Podemos concluir racionalmente portanto que no episódio não há espírito superior revelando coisa alguma, e que o pressuposto de autoria espiritual admitido por Kardec é falso.

  86. Marciano Diz:

    ===============================================================
    … (apesar de ter que me socorrer do Analista Marcianoaté pra diferenciar…).
    ===============================================================
     
    O Analista Marciano (aquele que fala de si próprio na terceira pessoa) está sempre de olho ────────────────────────────────── e sempre pronto a auxiliar quem de seus préstimos precise.
     
    As sumus.

  87. Marciano Diz:

    Ad sumus!

  88. Marciano Diz:

    ===============================================================
    … (apesar de ter que me socorrer do Analista Marcianoaté pra diferenciar…).
    ===============================================================

    O Analista Marciano (aquele que fala de si próprio na terceira pessoa) está sempre de olho ಠ _ ಠ e sempre pronto a auxiliar quem de seus préstimos precise.
     
    Ad sumus!
     
    Agora sim!
    ──────────────────────────────────
    ─────────▄▄───────────────────▄▄──
    ──────────▀█───────────────────▀█─
    ──────────▄█───────────────────▄█─
    ──█████████▀───────────█████████▀─
    ───▄██████▄─────────────▄██████▄──
    ─▄██▀────▀██▄─────────▄██▀────▀██▄
    ─██────────██─────────██────────██
    ─██───██───██─────────██───██───██
    ─██────────██─────────██────────██
    ──██▄────▄██───────────██▄────▄██─
    ───▀██████▀─────────────▀██████▀──
    ──────────────────────────────────
    ──────────────────────────────────
    ──────────────────────────────────
    ───────────█████████████──────────
    ──────────────────────────────────
    ──────────────────────────────────

  89. Marciano Diz:

    É que o Analista Marciano está sempre com pressa, também, pois vive superocupado, em razão de trabalhar muito e de estudar, praticar esportes, ter vida social e namorar, nas (poucas) horas vagas.

  90. Marcelo Esteves Diz:

    Para mim, isso resume tudo: “Retornamos à básica obviedade então: não tem “espírito desencarnado” (claro que tem os “espíritos dos vivos como se podemos dizer acerca dos nossos “espíritos” agora) nenhum por detrás do espiritismo.”(Gorducho)

  91. Marcelo Esteves Diz:

    Ser ateu e materialista é virar as costas para questões metafísicas (não confundir metafísica com sobrenatural. Metafísica é um ramo da Filosofia) que não levam a lugar algum e ainda por cima retira a pessoa do aqui e agora.

    Não me interessa se Deus existe ou não. Não me interessa se existe vida após a morte ou se os espíritos do mortos se comunicam com os vivos (embora eu não acredite em ambos). Não me interessa se estou certo ou errado, conceitos infantiloides que só alimentam vaidades. Creio no que creio ou não creio no que não creio por uma questão de honestidade intelectual e porque as minhas crenças ( sim, crenças que eu poderia sustentar com um caminhão de argumentos mas cansei de me justificar para as pessoas.) Creio e exijo respeito às minhas crenças, da mesma forma que defendo a liberdade de consciência, de expressão e de autodeterminação. Já fui ateu militante, mas aprendi que ser ateu é uma condição que não agrega as pessoas, no máximo cria uma simpatia. Sam Harris está certo, é uma palavra que não deveria existir e há coisas mais produtivas a se fazer do que anticlericalismo, antirreligião e coisas do gênero.

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