Segue a entrevista de Wanda Joviano, filha do patrão de Chico Xavier, Rômulo Joviano. O vídeo com a entrevista ficou disponível por anos, porém atualmente encontra-se privado. Felizmente eu transcrevi a entrevista toda antes de ter sido privada. Uma coisa que vai por terra na entrevista é que diziam que o Chico não teria acesso a bibliotecas, mas o Rômulo tinha uma com muitos livros técnicos em inglês. Não é verdade, porém, que todos os livros eram técnicos, pois ao menos um livro da escritora reencarnacionista Joan Grant, Wanda admite que leu e traduziu a história do Peixinho Vermelho constante no livro para o Chico. E na entrevista fica claro que os entrevistadores souberam das acusações de plágio contra o médium, tentando abordar a questão com muito tato com a Wanda – que, até onde sei, ainda está viva, bem velhinha…
Para ler o livro, clique aqui. Abordando o fenômeno de materialização, é reproduzido o parecer de Alfred Russell Wallace, que diz:
Apresentavam-se mãos, relata Wallace, que escreviam de modo visivel e podiam ser tocadas. Em seguida, formavam-se figuras humanas e, por fim, após certo tempo, aparecia uma forma completa. Este fenomeno, conquanto o hajam posto em dúvida, está hoje comprovado e muito conhecido.
O artigo “Vendo a Si Mesmo Após a Morte”, de Michael Tymn, explora o fenômeno das materializações espirituais — particularmente a ideia de que os espíritos precisam reconstruir a própria aparência após a morte. O texto defende que, nas supostas manifestações mediúnicas, o espírito não surge automaticamente com a aparência que tinha em vida. Em vez disso, ele precisa lembrar, imaginar e “projetar” sua imagem, muitas vezes usando o ectoplasma do médium como matéria-prima. Essa reconstrução depende da memória, da capacidade visual e até de referências — como fotografias. O autor reúne diversos relatos históricos para sustentar essa hipótese:
Um espírito que não conseguia recordar o próprio rosto apareceu sem face.
Outro, após visitar sua antiga casa para ver uma fotografia, retornou com aparência mais fiel.
William T. Stead, após morrer no Titanic, materializou apenas o rosto — pois era assim que se imaginava.
Em vários casos, as figuras surgem incompletas ou rudimentares (somente mãos, rostos ou formas bidimensionais).
Esses exemplos sugerem que a materialização seria menos uma “reprodução automática” e mais um ato mental criativo do espírito.
Um ponto especialmente instigante do artigo é a reflexão sobre como nos enxergamos:
O autor observa que muitas pessoas possuem uma autoimagem diferente da realidade (como parecer mais jovens do que são).
Assim, um espírito poderia projetar não a aparência real, mas aquela que acredita ter.
Espíritos de épocas sem fotografia, como “Silver Belle”, talvez criem imagens imprecisas por falta de referência visual.
Essa ideia aproxima o fenômeno espiritual de processos psicológicos — memória, imaginação e identidade.
O texto não ignora o ceticismo:
Várias materializações famosas foram acusadas de fraude.
Pesquisadores como Harry Price denunciaram truques (como o uso de gaze).
Ainda assim, cientistas renomados — como Charles Richet e Schrenck-Notzing — afirmaram ter observado fenômenos difíceis de explicar, mesmo após centenas de experimentos.
Curiosamente, alguns desses pesquisadores aceitaram a realidade dos fenômenos, mas resistiram à explicação espiritual por considerá-la “anticientífica”.
Segundo este site, o romance ‘As badaladas dos séculos – o despertar de um cristão’, foi psicografado em apenas cinco horas e com o espírito Frei Ângelo. O médium é Henrique Bottaro. Para ler, clique aqui.
Vídeo do forte caso sugestivo de reencarnação do menino Kemal Atasoy. O canal “Círculo das Vidas” possui muito material de qualidade (não digo que não haja material com problemas, mas é bem acima da média). Vale a pena conhecer!
Segue minha participação de ontem, dia 01/06/2026, no canal do Prof. Daniel Gontijo, abordando o meu recente artigo publicado na revista científica Explore. A capa do vídeo, feita com ajuda de IA, ficou boa, mas me envelheceu uns dez anos rs.
Poucos sabem, mas o delegado Rafael Américo Ranieri também se dizia médium, e “psicografou” Humberto de Campos. Seu livro “Jerusalém Libertada” foi terminado em 1946, mas publicado apenas em 1989. Está é a 2ª edição, de 1996. Para ler, clique aqui.
É com imensa alegria que comunico que uma refutação minha ao artigo “Análise de ocorrência de recepção anômala de informações: o caso de Chico Xavier e Isidoro Duarte Santos”, da equipe do NUPES, acaba de ser publicada pela revista Explore: The Journal of Science and Healing. O artigo original em inglês estará disponível gratuitamente até o dia 14/07/2026 aqui. Para uma versão em português, clique aqui. Agradeço demais ao Guilherme Gustavo Riccioppo Rodrigues pela brilhante ideia de transformar o artigo original em uma carta ao editor e ao colaborador de pseudônimo Míssel Crítico pela ajuda na confecção do artigo original!