O fenômeno comovente descoberto por médico que acompanha pessoas próximas à morte, por Carine Mardorossian (2021)

Segue um artigo interessantíssimo sobre o fenômeno de visões ou sonhos com parentes ou animais de estimação falecidos no leito de morte. Para lê-lo, clique aqui.

6 respostas a “O fenômeno comovente descoberto por médico que acompanha pessoas próximas à morte, por Carine Mardorossian (2021)”

  1. mrh Diz:

    “Descoberto” com aspas (ou redescoberto, ou descoberto para a ciência contemporânea), pois há muita literatura sobre isso.
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    Todavia, esta literatura foi negligenciada por não ser considerada “científica”.
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    No futuro (se é q a humanidade o tem), palpito, essa nossa era, no que tange à ciência, em virtude da adesão numerosa de seus participantes à uma metafísica materialista e não-sobrevivencialista, de modo a formar um mainstream resistente a qualquer outra posição, será considerada supersticiosa, do mesmo modo q Sagan aponta os “demônios” do escuro, nos quais, aliás, eu acredito, quando reexplicados.
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    “Teremos d reformular os nossos conceitos acerca do universo e do espaço que nos rodeia. Talvez cheguemos à conclusão de que vivemos no seio de um espaço mal-assombrado…”
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    Brilhante e corajosa conclusão de Andrade, um cientista brasileiro, após o estudo de um caso de poltergeist.

  2. Phelippe Diz:

    Meu avô, qdo estava para morrer, mas lúcido, via e conversava com parentes. Vieram confortá-lo. Pediram que agradecessem aos que haviam dele cuidado e se foram. No outro dia faleceu. Tranqüilo. Hj eu acredito.

  3. Phelippe Diz:

    Agradecesse. Erro ao digitar.

  4. Phelippe Diz:

    Sinto falta imensa do Marciano, Biasetto, Arduim e outros. Bem que podiam fazer paz e retornar. Os comentários eram altamente produtivos.

  5. Míssel Crítico Diz:

    Interessante a matéria. Esses fenômenos de fase terminal, juntamente com as EQMs são realmente misteriosos. Todavia, ao mesmo tempo que sugere alguma variante de transcendência, também demonstra claros caracteres de uma construção subconsciente do indivíduo. Saca só:
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    “[traduzido]Cinquenta e nove participantes compuseram a amostra final. A maioria dos participantes relatou ter experimentado pelo menos um sonho / visão. Quase metade dos sonhos / visões ocorreram durante o sono e quase todos os pacientes indicaram que pareciam reais. Os sonhos / visões mais comuns incluíam amigos / parentes falecidos E AMIGOS / PARENTES VIVOS. Sonhos / visões com o falecido (amigos, parentes e animais / animais de estimação) eram significativamente MAIS RECONFORTANTES DO QUE OS VIVOS, vivos e falecidos combinados, e outras pessoas e experiências. À medida que os participantes se aproximavam da morte, sonhos / visões reconfortantes do falecido tornaram-se mais prevalentes.”
    Fonte: https://www.liebertpub.com/doi/10.1089/jpm.2013.0371
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    Obs: Ou seja, as visões realistas também incluíam pessoas vivas.
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    “[traduzido]Para adultos com doença terminal, os ELDVs foram concebidos como um meio de resolver as preocupações da vida durante a vigília enquanto se prepara psicologicamente para a morte. 8 , 24Estudos anteriores mostraram uma mudança temporal na frequência e no conteúdo do ELDV à medida que os pacientes se aproximam da morte. 1Os ELDVs de Ginny (15 anos) também refletiam o que era mais importante em sua vida desperta e mudavam tematicamente em correspondência com sua proximidade da morte. Seus sonhos iniciais começaram quando Ginny foi confrontada pela primeira vez com a realidade de um diagnóstico terminal. À medida que sua doença progredia, suas preocupações começaram a se concentrar em uma existência sem a presença de entes queridos vivos. Na ausência deles, Ginny sonhou com uma nova realidade, segura em um castelo e cercada por animais mortos e pessoas que ela amou e perdeu. Poucos dias depois de morrer, seus ELDVs começaram a incorporar um significado espiritual e religioso, o que facilitou ainda mais seu processo de morte e assegurou a sua família que Ginny estava em paz e cuidada.”
    Fonte: https://www.liebertpub.com/doi/10.1089/jpm.2019.0547
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    “[traduzido]A maioria dos pacientes tem ELDVs quando ficam muito doentes e, essencialmente, acamados (…) Com a melhora da carga de sintomas, os ELDVs diminuem na frequência ou desaparecem (…) Curiosamente, em nosso estudo, descobrimos que os ELDVs tiveram uma correlação positiva com a carga de sintomas e diminuíram em frequência ou desapareceram conforme a carga de sintomas diminuiu”
    Fonte: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4843550/
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    Obs: Ou seja, dirimindo os sintomas físicos e biológicos as experiências cessam. Voltando esses a ficarem fortes, as experiências retomam. Estranho… seria possível, talvez, o cérebro criar tais situações diante da percepção consciente ou inconsciente da deterioração biológica?
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    “Claro que eventuais indícios de alucinação não excluem a possibilidade de ser apenas um processo de transição da consciência para algo que não compreendemos ainda. É uma experiência subjetiva, impossível de ser averiguada.
    Há um outro fenômeno de fase terminal bem curioso, denominado de lucidez terminal ou lucidez paradoxal. Neste, pacientes com demência que já não falavam há anos, recobram a consciência plena pouco tempo antes da morte, conversando com cuidadores e familiares de maneira bem lúcida e ostentando memória. É algo que PODE sugerir uma continuidade da consciência, livre das limitações do cérebro. Neste caso, há como fazer certas averiguações, por se tratar de fenômeno com incidência objetiva. Além disso, o estudo desse fenômeno pode trazer descobertas de uma possível reversibilidade da doença. São questões promissoras.

  6. Vitor Diz:

    Oi, Míssel
    Obrigado, eu não sabia da existência deste artigo. Peguei a versão completa e espero traduzir em breve.

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