Mecanismos da Mediunidade x O Átomo – Novas Correspondências

Notável correspondência foi observada pelo escritor Luciano dos Anjos em seu livro “A Anti-História das Mensagens Co-Piadas” entre o livro “Mecanismos da Mediunidade”, do alegado espírito André Luiz, psicografado por Chico Xavier e Waldo Vieira e “O Átomo”, de Fritz Kahn. Porém, o colaborador Míssel Crítico encontrou mais correspondências e, dadas as descobertas feitas desde o esboço original deste artigo, bem como a compreensão mais madura do conceito de plágio, uma reformulação do artigo se fez necessária. Para ler o novo artigo, clique aqui.

8 respostas a “Mecanismos da Mediunidade x O Átomo – Novas Correspondências”

  1. Gorducho Diz:

    Cada x + fica evidente a conveniência do Sr. e seus companheiros de pesquisas começarem a trabalhar n’1 publicação consolidada em padrão da ABNT🙄 e, claro, daí c/# ISBN.

  2. Vitor Diz:

    Oi, Gorducho
    estou ocupado em estudos para concurso público, as provas devem terminar em julho, e independente do resultado, devo me dedicar à publicação a partir de agosto!
    Abs!

  3. C. Diz:

    Na minha opinião, Luciano dos Anjos, apesar de enganado na sua concepção, recorreu a única possibilidade que restou para não encarar a hipótese do médium ter fraudado.
    Se houvesse sido animismo ou criptoamnésia, ocorrências em que o médium acharia estar psicografando espírito mas que na verdade seriam coisas da sua cabeça ou de que leu, não teria a admissão do uso de livros preexistentes no prefácio pelo espírito.
    Isso mostra que o autor do livro psicografado SABIA que estava usando outras obras como a desse Fritz Kahn. Esse fato exclui o caráter não consciente que caracterizaria o animismo e a criptoamnésia.
    Para além de o Luciano saber que uma hipótese anímica ruiria toda a validade do mundaréu de crenças construído por Chico em milhões de brasileiros como ele, e isso ele não queria suportar, restou acreditar no que o próprio texto atribuído a André Luiz revelava, que foi ele mesmo, o espírito autor, que copiou. Caso contrário, Chico e Waldo estariam mentindo.
    A informação do uso de livros científicos pelos autores espirituais podem suscitar algumas suposições.
    Do mesmo modo que o Luciano descobriu alguns dos plágios ocultados, alguém na época da edição do livro espírita também pode ter percebido, se resolvendo tudo nos bastidores com a nota genérica de que os espíritos usaram outros livros, no plural. O que também possivelmente indica ter mais livros usados ainda não descobertos no mecanismos da mediunidade.
    Ou quem sabe por ser a primeira colaboração de Waldo Vieira, pode ter ficado inseguro de supostamente plagiar, concordando os dois em prevenir com o prefácio, tranquilizando o pupilo psicógrafo que estava se iniciando para a fama no meio espírita.
    Mas de qualquer jeito o prefácio torna-se caduco uma vez que 3 anos antes Chico Xavier parece ter usado o mesmo livro científico para embasar revelação espiritual de espírito diverso, como mostrou o post do livro vozes do grande além.
    Junte a isso o histórico de rastros de outros possiveis plágios em toda trajetória do médium, desde um capítulo inteiro do livro de Delanne até descrições ambientais indiscutíveis do livro de história do Ernest Renan.
    Portanto, como animismo e suposta confissão do próprio espírito de ter copiado são hipóteses mutuamente excludentes como justificativas para esse plágio, a hipótese que se sobressai sobre as justificativas religiosas é a forte possibilidade do plágio consciente do médium. E se isso acontecia, o médium era indubitavelmente um fraudador.

  4. ViniciusSP1979 Diz:

    Então C.
     
    No acervo digital histórico da Revista “O Reformador” encontrei alguns poemas assinados por F.XAVIER e acredito ser o Chico Xavier no inicio e que enviou tais poemas para FEB publicar.
     
    https://docvirt.com/docreader.net/DocReader.aspx?bib=revreform&pagfis=14304
    https://docvirt.com/docreader.net/DocReader.aspx?bib=revreform&pagfis=14522
    https://docvirt.com/docreader.net/DocReader.aspx?bib=revreform&pagfis=15264
     
    Segue link completo:
    https://docvirt.com/docreader.net/DocReader.aspx?bib=revreform
     
    Obs: Gostei do acervo e da ferramenta de busca do ACERVO da FEB. Muito bem feito!
     
    GORDUCHO, já conhece a nova ferramenta do ACERVO FEB? ficou bom, o mecanismo de busca está melhor.

  5. ViniciusSP1979 Diz:

    Pode ser que leitores atentos já devem ter enviado mensagem à editora sobre semelhanças encontradas em obras. Chico não podia inserir em livros passados e fez neste, para não dar muito na vista rsrs só conjecturas.
     
    Mas sempre considero o lado comercial da coisa sabe?
     
    Diminuição em vendas por alguém ligado à editora falar de plágios e tal, ainda mais colocando um espirito desencarnado copiando livro dos terrícolas???
     
    Hoje esses livros tem aos montes em PDF para baixar então acho impacto menor
     
    ATÉ NOS CINEMAS NOSSO LAR 2 , imaginem distribuir panfletos com os plágios encontrados nele, nos cines?

  6. C. Diz:

    Oi Vinicius, bem legal esse site de buscas. Esses poemas assinados por F.Xavier é sim do Chico. Alguns deles mais tarde foram reunidos em um livro chamado Chico Xavier: O primeiro livro. Eram poemas que ele escrevia antes do Parnaso. O engraçado é que o irmão do Chico, José Candido, também escrevia poemas. O casal de espiritas que colocou Chico no espiritismo também escrevia poemas. O sobrinho do Chico bem mais tarde também escrevia poemas kkkk isso me lembra a crítica do canal Questionando Crenças do Morel, que o chico notou que atribuir a autoria dos poemas a espíritos dava a visibilidade que antes ele não tinha. A partir disso deve ter treinado imitar os poetas que lia.

  7. C. Diz:

    Está aí um dos poemas do irmão do Chico:

    “Neste vale de lágrimas e dores,
    Onde há o crime; o remorso e pecado,
    Existe alguém que leva vida de horrores,
    É criminoso ignorante e celerado.

    É imperfeito, vil, degenerado,
    Indigno até mesmo de viver;
    E vive só, no mundo abandonado,
    Cumprindo provas para depois morrer.

    Pergunta, às vezes, ao nosso Criador
    Qual a razão de tanto sofrimento:
    – Estás na Terra, por isso és sofredor!
    É o que responde a voz do pensamento.

    E agradece aquilo que ele passa.
    Bendiz a dor sagrada que sofreu.
    E esse alguém na Terra tem sua raça,
    Pois esse alguém, meu amigo, sou eu.”

    José C. Xavier
    Pedro Leopoldo, 14-3-1929

  8. Gorducho Diz:

    Sim, claro que conheço. Excelente!
    Já tinha visto essas poesias.
    Note que na edição 1900 – Julho 1 pgs. 3 – 4 é introduzida a carta do Lentulus no Espiritismo Brasileiro.

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