Como Não Fazer Pesquisa sobre a Sobrevivência da Consciência: Reflexões sobre o Concurso de Ensaios do Instituto Bigelow (2022)

Este artigo do cético Keith Augustine inicia uma longa discussão que abrange as evidências de vida após a morte premiadas em um concurso. Para ler, clique aqui.

8 respostas a “Como Não Fazer Pesquisa sobre a Sobrevivência da Consciência: Reflexões sobre o Concurso de Ensaios do Instituto Bigelow (2022)”

  1. Gorducho Diz:

    Excelente artigo!

    (e.g., digitalists or “resurrectionists”)

    ❔

  2. Carlos Diz:

    O título não traduz o que é exposto no texto: “Como NÃO fazer pesquisa sobre a sobrevivência da consciência”. Deduz-se então que o autor iria finalmente nos revelar “Como fazer pesquisa sobre a sobrevivência da consciência”. No entanto, o artigo esforça-se para desconstruir o que tem sido feito na área (com razão em vários momentos).
    .
    No Resumo e Conclusão o autor afirma: “são as probabilidades que deveriam orientar nossas crenças (beliefs), e não o contrário”. A afirmação não é clara. Como conciliar crença (belief) e probabilidade? Se creio na sobrevivência, a chance da probabilidade mostrar que estou errado é literalmente nula!

  3. Gorducho Diz:

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    Sr. Carlos disse:

    Deduz-se então que o autor iria finalmente nos revelar “Como fazer pesquisa sobre a sobrevivência da consciência”. No entanto, o artigo esforça-se para desconstruir o que tem sido feito na área (com razão em vários momentos).

    ==================================================================
    Perfeito 👏
    Ou então que o título fosse algo como
    Acerca da Impossibilidade de Testar Sobrevivência da Consciência.
    Mas de qualquer modo, ainda que o artigo seja trivial pra nós Especialistas em Espiritismo, tem a excelente qualidade de instruir leitores interessados no tema, mas sem maior background teórico e/ou prático.
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    Como conciliar crença (belief) e probabilidade? Se creio na sobrevivência, a chance da probabilidade mostrar que estou errado é literalmente nula!

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    Perfeito de novo 👏
    Crença é… CRENÇA.
     
    By the way: Espiritismo Científico século XXI repagina Espírito → Consciência🙄

    e.g., digitalists or “resurrectionists”)

    ❔❔

  4. MARIANA Diz:

    Oi Vitor, tudo bem?
    Artigo interessante deve ter dado trabalho traduzir
    Li meio por cima pq tô no celular e ele tá ruim
    Mas impressão minha ou Augustine pareceu flertar as vezes com a clarividência, a PES mesmo em alguns momentos?
    Poooor favor refute a parte da Piper, ou diga uns porques fortes dela ser real
    Obrigada grande abraço

  5. Vitor Diz:

    Oi, Mariana
     
    sim. o Augustine chegou a considerar a PES em alguns momentos. Não que ele acredite nela, mas como algo que poderia explicar alguns fenômenos tidos como evidência de sobrevivência pós morte.
     
    Quanto à Piper, o Alan Gauld já tinha feito um artigo refutando as explicações normais para ela:
     
    https://obraspsicografadas.org/2015/dois-casos-dos-anos-perdidos-da-sra-piper/
     
    Pus há pouco uma resposta do Braude também.

  6. Gorducho Diz:

    (e.g., digitalists or “resurrectionists”)

    ❔❔❔

  7. Vitor Diz:

    Oi, Gorducho
     
    Digitalistas são pensadores — frequentemente ligados ao transumanismo, à filosofia da mente e às ciências da computação — que concebem a pessoa como um padrão de informação ou “programa”, e não como uma alma imaterial separada do corpo. Para eles, a sobrevivência poderia ocorrer por upload mental, cópia ou transferência da personalidade para outro suporte computacional, simulação, ou alguma forma de continuidade tecnológica.
     
    Autores frequentemente associados a essa perspectiva incluem Hans Moravec, Frank Tipler, Nick Bostrom e Ray Kurzweil; Eric Steinhart os reúne sob o rótulo de digitalists. Nessa visão, “ressurreição” pode significar recriação computacional do padrão psicológico de alguém, não comunicação de um espírito já existente.
     
    “Ressurreicionistas” são os que defendem que a sobrevivência pessoal exige, em algum sentido, retomar um corpo — seja por ressurreição corporal futura, reencarnação, reconstrução tecnológica do corpo, ou continuidade psicofísica. A ênfase não está num eu puramente desencarnado, mas na restauração ou continuação da pessoa como ser corporificado.
     
    No contexto transumanista, alguns ressurreicionistas rejeitam a ideia de que o upload deixaria a carne para trás: sustentam que a ressurreição deve ser física, envolvendo um corpo — possivelmente reconstruído ou aumentado tecnologicamente.
     
    Se os experimentos não encontram evidência de um eu desencarnado comunicante, o digitalista pode responder que a sobrevivência dependeria de tecnologia futura, e o ressurreicionista, de uma ressurreição corporal posterior. Por isso, o autor os trata como capazes de acomodar os resultados negativos — mas isso também os afasta do modelo de sobrevivência que a mediunidade mental supostamente confirmaria.

  8. MARIANA Diz:

    Valeu Vitor, muito obrigada!

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