RESENHA DO LIVRO “THE SORCERER OF KINGS: THE CASE OF DANIEL DUNGLAS HOME AND WILLIAM CROOKES” POR JOHN BELOFF (1994)
Em sua resenha de The Sorcerer of Kings, John Beloff analisa criticamente a tentativa de Gordon Stein de retratar Daniel Dunglas Home como um simples prestidigitador e William Crookes como um cientista comprometido pela crença espiritualista. Embora reconheça o mérito da pesquisa de Stein, Beloff considera frágeis suas conclusões, especialmente a acusação de que Crookes teria deliberadamente apoiado fraudes para promover o espiritualismo.
Segundo Beloff, Stein confunde a questão central ao atacar crenças espiritualistas em vez de enfrentar o verdadeiro problema: os fenômenos atribuídos a Home eram paranormais ou ilusionismo habilmente executado? O autor admite que algumas explicações propostas por Stein para os feitos de Home são engenhosas, mas ressalta que elas permanecem hipóteses que dificilmente reproduzem a magnitude dos fenômenos relatados pelas testemunhas da época.
Um dos pontos mais interessantes da resenha é a lembrança de que Home não impressionou apenas crentes. Beloff cita o famoso mágico francês Jean-Eugène Robert-Houdin por meio de seu sucessor, o ilusionista Cante, que conseguiu participar de uma sessão de Home em Paris e posteriormente declarou que, qualquer que tivesse sido a força em ação, aquilo não era um truque de mágica. Esse testemunho é apresentado como um desafio à alegação de que Home jamais foi observado por conhecedores da arte do ilusionismo.
A conclusão de Beloff é que o livro de Stein não resolve o mistério de Home. Amparando-se também na autoridade do pesquisador cético Eric Dingwall, ele sustenta que, após mais de um século de debates, o “enigma de D. D. Home” continua sem explicação satisfatória. Para ler, clique aqui.