Livro Gratuito! “Martírio e glória do professor Carmine Mirabelli” (1944)
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Publicado em segunda-feira, maio 4th, 2026, 7:56 PM categorias Livros Gratuitos, Obras de Carmine Mirabelli. Você pode acompanhar as respostas a esta entrada através do feed RSS 2.0. Você pode deixar seu comentário, ou trackback de seu sítio.
O objetivo deste site é analisar cientificamente livros ou mensagens ditos "psicografados", ou seja, escritos ou ditados por um suposto espírito através de um "médium", apontando erros e acertos à luz da Ciência atual. Também busca analisar possíveis fontes de informação em que o médium teria se baseado para escrever a obra, possibilidades de plágio (fraude), de "plágio inconsciente" (também conhecido como criptomnésia), e mesmo a possível ocorrência de um genuíno fenômeno paranormal. Serão analisadas obras de médiuns famosos e menos conhecidos.
maio 5th, 2026 às 9:42 AM
Obrigado pela indicação, Vitor.
Tenha uma boa terça feira!
maio 6th, 2026 às 9:23 AM
Vitor, li um artigo de Peter A. Bancel, de 2018, intitulado “Simulating Questionable Research Practices”, no qual ele realiza simulações matemáticas sobre probabilidades de vieses, efeito gaveta, fraude e outras questões relacionadas ao Ganzfeld, à micro-PK e ao Global Consciousness Project (GCP), de Roger Nelson.
Sem nenhuma surpresa, Bancel demonstrou nas simulações que os resultados do Ganzfeld não podem ser explicados por fraudes ou outros vieses. Sobre a micro-PK, os resultados foram menores, mas igualmente conclusivos ao afirmar que também não são explicáveis por vieses. Já em relação ao GCP, embora Bancel conclua que de fato existe um efeito psi, ele afirma de forma conclusiva que tal efeito não é causado por uma “mente global”, como Nelson tanto afirmou.
Traduzi o artigo no Google Translate ( ficou uma porcaria, infelizmente ), já que não domino o inglês. Caso você queira traduzir o artigo e publicá-lo aqui no blog para que outros leitores também tenham acesso, acredito que isso seria muito bom para o blog.
Desde já, tenha uma boa quarta-feira!
maio 6th, 2026 às 9:32 AM
No caso, Bancel analisou a metanálise de Bösch, Steinkamp e Boller (2006), que examinou 377 estudos sobre micro-PK. Bösch concluiu que os efeitos observados poderiam ser explicados pelo “efeito gaveta”, isso é, a não publicação de resultados negativos. No entanto, Varvoglis e Bancel (2015, p. 274) já haviam contestado essa conclusão, considerando ela equivocada. No artigo de 2018, Bancel provou essa inconsistência e concluiu haver fortes evidências a favor da micro-PK.
maio 6th, 2026 às 10:52 AM
Caro Lucas Arruda,
Excelente contribuição. Você acabou de dar um tiro certeiro exatamente onde os debunkistas mais se escondem: atrás do “viés de publicação” e do “efeito gaveta”.
O artigo de Peter A. Bancel (2018) é fundamental porque simula matematicamente o impacto de fraudes, viés de publicação e outras más práticas nos resultados dos experimentos psi. E a conclusão é clara:
· Ganzfeld: os resultados não podem ser explicados por fraudes ou vieses.
· Micro-PK: os resultados, embora menores, também não são explicáveis por vieses.
· GCP (Global Consciousness Project): há um efeito real, só não necessariamente causado por “mente global” – mas o efeito está lá.
Isso é devastador para o discurso de que “a parapsicologia só produz resultados por má conduta científica”. Bancel fez o trabalho de casa: testou a hipótese da fraude como hipótese alternativa, e ela não se sustenta.
O caso da metanálise de Bösch, Steinkamp e Boller (2006) é emblemático. Eles alegaram que o efeito na micro-PK poderia ser explicado por viés de publicação. Varvoglis e Bancel já haviam contestado em 2015. Agora, Bancel (2018) provou matematicamente que a conclusão de Bösch estava equivocada.
Ou seja: as evidências a favor de fenômenos psi (Ganzfeld, micro-PK) são robustas o suficiente para resistir ao escrutínio mais rigoroso.
Sugiro que Vitor traduza e publique o artigo de Bancel aqui no blog. Seria um serviço de utilidade pública. Enquanto isso, deixo a pergunta para Moisés, Montavão e os céticos de plantão: se os vieses e fraudes não explicam os resultados, o que explica?
A resposta, meus caros, é que o fenômeno psi é real. Podem não gostar. Podem continuar recuando para o “não é replicável” (quando metanálises mostram replicação). Podem continuar patologizando. Mas os números estão aí – e eles não mentem.
maio 6th, 2026 às 11:17 AM
Bom dia, William.
Vale lembrar que essas são conclusões do autor mencionado, o artigo ainda precisa passar por revisão por pares, conforme indicado no ResearchGate.
Recomendo a leitura atenta do artigo, pois os dados são um pouco difíceis de interpretar.
Sugiro também ler a meta-análise de 2006 e os comentários de Bancel (2015), para que você conheça ambas as opiniões e compreenda melhor o raciocínio.
maio 6th, 2026 às 11:27 AM
Bom dia, Lucas,
Agradeço pela ponderação e pela lembrança de que o artigo de Bancel (2018) ainda carece de revisão formal por pares, conforme consta no ResearchGate, e que a interpretação dos dados exige leitura atenta. Sua postura — recomendar que se conheçam ambas as opiniões, ler a metanálise de Bösch et al. (2006) e os comentários de 2015 antes de bater o martelo — é exatamente o tipo de conduta que separa a investigação honesta do tribunal inquisitorial.
É irônico que justamente você, que trouxe o artigo à discussão, seja agora quem freia qualquer entusiasmo precipitado. E está certíssimo. A ciência de verdade não se faz com manchetes; faz-se com escrutínio paciente, com a leitura dos dados difíceis, com a consciência de que um preprint não é uma sentença. Essa humildade epistêmica é o que tenho cobrado do outro lado do balcão: se Moisés e companhia lessem os estudos que ridicularizam com o mesmo cuidado que você recomenda, talvez descobrissem que o que chamam de “pseudagem” é, no mínimo, um campo com evidências suficientemente intrigantes para merecer investigação, não deboche.
Dito isso, não posso deixar de sublinhar o que o trabalho de Bancel representa. Ele fez o que os céticos exigem: testou, via simulação matemática, as hipóteses alternativas de fraude, efeito gaveta e viés de publicação. E concluiu que essas hipóteses não explicam os resultados do Ganzfeld nem da micro-PK. Isso não é um artigo de opinião; é um modelo quantitativo. Se ainda assim se exige mais um degrau — a revisão por pares —, que se espere. Mas que não se finja que o degrau anterior não foi galgado. A escada rolante da dúvida, como tenho dito, move-se perpetuamente: quando o experimento existe, pede-se replicação; quando a replicação aparece em metanálise, alega-se viés; quando o viés é simulado e descartado, recorre-se ao status de preprint. Se Bancel for revisado e publicado, qual será o próximo recuo? “Não há mecanismo”? Mas a física de Klauber está ali, mostrando que mundos sutis são compatíveis com a teoria quântica de campos. O mecanismo existe, a evidência existe, a metanálise existe, a simulação de fraudes existe. Em algum momento, a resistência deixa de ser ceticismo e se revela preconceito ontológico.
Sua recomendação de ler Bösch (2006) e Bancel (2015) é valiosa. Mostra que o debate dentro da parapsicologia é vivo, com réplicas e tréplicas, metodologias cada vez mais refinadas — exatamente como ocorre em qualquer ciência de fronteira. Mas pergunto: quantos dos que bradam “pseudociência” já leram Bösch? Quantos já abriram o artigo original do Ganzfeld? Quantos sabem quem foi Charles Honorton? A esmagadora maioria apenas repete o selo de autoridade emitido pela “Soiência”, como Luke Smith a chama: uma casca retórica que afirma sem refutar, que exclui sem examinar.
Portanto, Lucas, sua postura ponderada é um sopro de sanidade neste debate. Recomendo que Vitor traduza não apenas Bancel (2018), mas também os comentários anteriores, para que o blog se torne um repositório de fontes primárias. Quem sabe, com o tempo, alguns leitores percebam que a parapsicologia não é um bando de crédulos contando cartinhas, mas um campo que há décadas enfrenta — e sobrevive — ao escrutínio mais rigoroso que qualquer outra disciplina tem sido forçada a enfrentar. E sobrevive não porque seja dogma, mas porque há algo real ali, por mais incômodo que seja.
maio 6th, 2026 às 11:28 AM
Caso queiram ler o artigo, ele está aqui nesse link:
https://www.researchgate.net/publication/325735253_Simulating_Questionable_Research_Practices
maio 6th, 2026 às 2:00 PM
No caso, como nota de referência ao artigo acima, os leitores podem pesquisar pelos artigos através dos seguintes direcionamentos:
“Bösch, H., Steinkamp, F., & Boller, E. (2006). Examining psychokinesis: The interaction of human intention with random number generators—A meta-analysis.Psychological Bulletin, 132,497–523. http://dx.doi.org/10.1037/0033-2909.132.4.497”
“Varvoglis, M., & Bancel, P. A. (2015).Micro-psychokinesis. In E. Cardeña, J. Palmer, & D. Marcusson-Clavertz (Eds.),Parapsychology: A handbook for the 21st century(pp. 266–281). Jefferson, NC: McFarland.”
Infelizmente, não encontrei versões em português ( para quem não domina o inglês, não recomendo que coloquem no tradutor de PDFs do Google. Por experiência de quem tentou passar nesse recurso, é um péssimo tradutor ).
maio 6th, 2026 às 2:17 PM
Encerrando essa questão por hoje, pois não tem relação direta ao tema acima: Li sobre um pesquisador, chamado Walter von Lucadou, que pelo visto realizou um estudo em 2020 com replicação favorável ao fenômeno referido. Os leitores podem acessar o estudo através dessa referência:
“Walach, H., Horan, M., Hinterberger, T., & von Lucadou, W. (2020). Evidence for anomalistic correlations between human behavior and a random event generator: Result of an independent replication of a micro-PK experiment. Psychology of Consciousness: https://doi.org/10.1037/cns0000199”
Porém, outros autores pelo visto não conseguiram replicar o estudo posteriormente:
“Walach, H., Kirmse, K. A., Sedlmeier, P., Vogt, H., Hinterberger, T., & Von Lucadou, W. (2022). Nailing jelly: The replication problem seems to be insurmountable. Two failed replications of the Matrix Experiment. Journal of Scientific Exploration, 35(4), 788–828. https://doi.org/10.31275/20212031”
Caso queiram analisar os artigos acima, eu acredito que isso seria bom para a interpretação.
maio 6th, 2026 às 3:37 PM
Para colaborar com o tema proposto, existe um engenheiro nuclear chamado Valério Marinelli que afirma ter estudado a médium italiana Natuzza Evolo.
Segundo suas pesquisas, ela seria capaz de realizar o fenômeno da bilocação.
Um detalhe curioso é que esse engenheiro também menciona que a médium apresentava em seu corpo cicatrizes que remetiam ao rosto de Jesus Cristo, formações que, segundo testemunhas, não teriam explicação racional.
Natuzza Evolo também foi citada como exemplo em defesa do holossoma e da bilocação no livro Projeciologia, de Waldo Vieira.
A entrevista com Marinelli está disponível no link:
https://opusmaterdeiblog.wordpress.com/2020/11/03/eu-engenheiro-nuclear-venho-falar-das-bilocacoes-de-natuzza-evolo-entrevista-com-o-fisico-italiano-valerio-marinelli/
maio 6th, 2026 às 5:22 PM
William, respondendo ao seu segundo comentário: bom, no caso, não sou físico, apenas li os artigos e apresentei as conclusões que constam neles.
Sobre o que você escreveu a respeito de “o mecanismo existe”: até o momento, nenhum mecanismo foi identificado para a tríade do fenômeno Ganzfeld (telepatia, visão remota e precognição). O que existe, na verdade, são teorias, como a dos campos ELF de Michael Persinger, atualmente superada pelos experimentos de Stephan Schwartz e pela própria lógica de que ondas ELF não viajam do futuro para o presente. A teoria mais atual é a do Dr. Edwin C. May, que envolve questões avançadas de física, embora ele mesmo admita que, mesmo em nível teórico, o mecanismo de transporte permanece desconhecido.
No caso da Micro-PK, desconheço qualquer trabalho teórico que explique seu mecanismo. Os artigos apenas indicam que há desvios significativos na aleatoriedade justamente quando um ser humano tenta influenciar geradores de números aleatórios (RNGs). O mecanismo, porém, continua desconhecido.
Por fim, recomendo que você leia os próprios artigos e se baseie na interpretação direta deles.