Minha nova participação no canal do Daniel Gontijo
Segue minha participação de ontem, dia 01/06/2026, no canal do Prof. Daniel Gontijo, abordando o meu recente artigo publicado na revista científica Explore. A capa do vídeo, feita com ajuda de IA, ficou boa, mas me envelheceu uns dez anos rs.
junho 2nd, 2026 às 9:06 PM
Só uma coisa que eu não entendo. Pq o Gontijo aceita falar com você sendo que ele mesmo patologiza pessoas que tem qualquer tipo de crença espiritual/religiosa/metafísica etc? Isso que eu não entendo.
É muito injusto o que Gontijo faz com psicanálise, marxismo, “pós-modernismo”, “relativismo”, teoria crítica e afins.
Infelizmente isso também é questão de interesse, é honestamente complicado isso. Já que ninguém aplica isso pra refutar Kumaré e afins, ou mesmo pra refutar Helen Lee Bouygues e afins que acha que Anticapitalismo e/ou questionar o discurso oficial ocidental é o mesmo que ser “terraplanista/antivacin” etc.
Enfim, eu sei que o assunto é sobre Chico Xavier, mas o fato de não poder falar de outros temas meio que prova o porquê do Programa Forte da sociologia da ciência e afins ter de fato razão.
Sem contar que sofisma aristotélico de fato existe, é totalmente possível ter um argumento sem nenhuma “falácia lógica” mas com as premissas sendo falsas/erradas/inválidas. Não é atoa que falam tão pouco da lógica não-aristotélica.
Ser espiritual/religioso tá virando crime hoje em dia, a “ciência” (cientificismo) e o neoateísmo dão inveja no ateísmo de estado da URSS… Falam que comunismo é “religião” sendo que a ciência (cientificismo), neoateísmo, capitalismo, neoliberalismo, democracia liberal, estados nação, sistemas jurídicos e afins são muito mais religião… Ou agora vai falar que nas escolas não existe doutrinação / lavagem cerebral secular para que acreditemos em dinheiro, em indivíduo, em estados nação, no capitalismo, na democracia liberal etc…? Por isso que Jiang Xueqin é tão odiado…
O Ocidente é de fato bem mais totalitário que a URSS de Stalin…
junho 7th, 2026 às 7:57 PM
Eu sei que talvez meu comentário será removido, mas é engraçado como que Gontijo, Moizés, Montalvão e afins falam “devemos falar apenas do assunto em questão” quando se trata de críticas mas quando se trata da militância antipseudociência aí é tudo colocado em um saco só das “pseudociências”, desde terraplanismo, antivacina e homeopatia até pós-modernismo, “relativismo”, teoria crítica, filosofia continental, Marxismo… É incrível como que essa forma de sofisma antipseudociência é tão aceita socialmente e academicamente/cientificamente…
Isso me lembra da discussão sobre a existência do sofisma aristotélica e de toda a disputa de milênios entre a lógica clássica aristotélica vs lógicas não-clássicas e não-aristotélicas. Eles falam que é “falácia lógica” falar da sociologia da lógica, sociologia da ciência e afins sendo que isso também é uma posição de poder, de como que os conceitos de “falácias lógicas” são moldados para manter a hegemonia/dominação lógica clássica aristotélica.
É engraçado como que Gontijo, Pirula e afins adoram falar que “psicanálise/Marxismo/filosofia continental/teoria crítica/Comunismo/Socialismo é religião” mas se falar “Neo-Ateísmo (Ateísmo Contemporâneo) / Cientificismo / Debunkismo / Ceticismo Contemporâneo / Evidencialismo Científico / Filosofia Analítica etc é religião (religião secular)” aí ou é chorando copiosamente ou mordendo os beiços de raiva ou com acusações/imputações de “pós-modernismo”, “relativismo”, “charlatanismo”, “pseudagem”, “falácias lógicas” etc.
É engraçado como que o blog charlatanismoespirita.blogspot.com reconhece que fenômenos espirituais e afins de fato existem e são válidos e aí chega aqui o ceticismo é de mandar espíritas, espiritualistas e pessoas religiosas/espirituais para hospícios e/ou pra cadeias e/ou para manicônicos penais… É engraçado como que é isso na prática… E depois falam que falar do lado ideológico e político da ciência para criticar a ciência é “pós-modernismo”, “relativismo”, “falácias lógicas” etc.
junho 7th, 2026 às 8:22 PM
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Willis Guy Diz: Só uma coisa que eu não entendo. Pq o Gontijo aceita falar com você sendo que ele mesmo patologiza pessoas que tem qualquer tipo de crença espiritual/religiosa/metafísica etc? Isso que eu não entendo.
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COMENTÁRIO: mais um texto doidão do William, agora com um novo “pisilônimo”…
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Willis Guy Diz: É muito injusto o que Gontijo faz com psicanálise, marxismo, “pós-modernismo”, “relativismo”, teoria crítica e afins.
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COMENTÁRIO: sopa de ideias díspares! Possível caso de delirius culturalis…
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Willis Guy Diz: Infelizmente isso também é questão de interesse, é honestamente complicado isso. Já que ninguém aplica isso pra refutar Kumaré e afins, ou mesmo pra refutar Helen Lee Bouygues e afins que acha que Anticapitalismo e/ou questionar o discurso oficial ocidental é o mesmo que ser “terraplanista/antivacin” etc.
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COMENTÁRIO: o Gontijo refuta crenças religiosas, é direito dele expressar o que pensa a respeito. O que não dá para entender é essa mistureba willieana de um montão de coisas com montão de outras coisas, coisas que sequer passaram pela cabeça do Gontijo.
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Willis Guy Diz: Enfim, eu sei que o assunto é sobre Chico Xavier, mas o fato de não poder falar de outros temas meio que prova o porquê do Programa Forte da sociologia da ciência e afins ter de fato razão.
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COMENTÁRIO: Ufa! Enfim o William sabe que o assunto é o Chico! Aleluia, toquem, anjos, as trombetas! Só que o William sabe, mas continua a falar de nada a ver…
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Willis Guy Diz: Sem contar que sofisma aristotélico de fato existe, é totalmente possível ter um argumento sem nenhuma “falácia lógica” mas com as premissas sendo falsas/erradas/inválidas. Não é atoa que falam tão pouco da lógica não-aristotélica.
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COMENTÁRIO: sofisma aristotélico… pirou geral! Não é à toa que o William não ouve falar das lógicas (são várias) não aristotélicas!
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Willis Guy Diz: Ser espiritual/religioso tá virando crime hoje em dia, a “ciência” (cientificismo) e o neoateísmo dão inveja no ateísmo de estado da URSS… Falam que comunismo é “religião” sendo que a ciência (cientificismo), neoateísmo, capitalismo, neoliberalismo, democracia liberal, estados nação, sistemas jurídicos e afins são muito mais religião… Ou agora vai falar que nas escolas não existe doutrinação / lavagem cerebral secular para que acreditemos em dinheiro, em indivíduo, em estados nação, no capitalismo, na democracia liberal etc…? Por isso que Jiang Xueqin é tão odiado…
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COMENTÁRIO: esse discurso lembra o LSD: lindo sonho delirante… só que o treco não é tão lindo assim…
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Willis Guy Diz: O Ocidente é de fato bem mais totalitário que a URSS de Stalin…
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COMENTÁRIO: E ele sabe que o assunto é Chico Xavier… imagine se não soubesse?
junho 7th, 2026 às 9:37 PM
Então Montalvão, o que você acha do caso Kemal Atasoy? Pode refuta-lo? Seria ótimo se você pudesse refuta-lo de alguma forma. Talvez isso seria uma prova que literalmente qualquer coisa pode sim ser refutada se você elaborar bem e/ou se você forçar um pouco, igual sobre como tudo ser doença mental etc.
Mas enfim, sobre o neoateísmo (novo ateísmo, ateísmo contemporâneo) ser ou não uma religião secular, vale a pena citar que até mesmo dentro de grupos neoateus e de grupos de ateologia você tem discussões e afins que você vê em qualquer outro grupo religioso por aí, tal como sobre Nietzsche ter sido ou não um “charlatão” estilo “Freud” e “Marx”, o que é engraçado ver neoateus discutindo se Nietzsche foi ou não um charlatão igual alegam o Freud ter sido.
Eu poderia citar outros exemplos, tal como a questão sobre “Comunismo é religião Vs Capitalismo é religião” entre outras questões, até mesmo dentro de grupos/comunidades antipseudociência você tem isso tal como aquilo de Marxismo ser ou não pseudociência, aquilo da Economia clássica/neoclássica ser ou não pseudociência, aquilo da Psicanálise ser ou não ciência/pseudociência, aquilo de que toda a superestrura (política, economia, estados-nação, cultura, etnia, direito, lei, justiça, sistemas jurídicos e afins) ser ou não pseudociência e afins.
Ou seja, até mesmo dentro da ateologia e afins você tem essas mesmas dinâmicas que em religiões teístas. Tipo, assim como que você tem temas que todos concordam, como evolução, o formato da Terra e método científico (pelo menos a metodologia científica em sua estrutura), há aqueles que tem mais discordância como Marxismo, Capitalismo, Economia, política e afins.
Enfim, eu sei que não há debate aqui pq eu sei que você não vai mudar de opinião nem eu irei. Mas eu penso que se vc diz que sobrenatural/paranormal é impossível e “caso de psiquiatria e de polícia”, você deveria aplicar isso também para Kemal Atasoy. Seria ótimo se vc pudesse refutar o Kemal Atasoy, seria interessante demais.
Mas enfim, desculpa qualquer coisa. Mas de fato, a ciência ela tem o seu lado metodológico e o seu lado político e ideológico, como eu disse anteriormente.
Sim, concordamos sobre o Chico Xavier, mas eu penso que dizer que Chico Xavier prova que mediunidade é pseudociência é como dizer que Kumaré refutou todas as religiões e todas as formas de espiritualidade e afins, ou dizer que Sokal refutou o pós-modernismo e todas as ciências sociais e humanas ou que Victor Moberger refutou toda a filosofia continental e todas as ciências sociais e humanas relacionadas a ela… Ignorando todas as críticas, contracríticas, contra-contracríticas e afins sobre estes temas…
junho 7th, 2026 às 10:05 PM
Você diz “mais um texto doidão do William, agora com um novo ‘pisilônimo’…” e fala em “delirius culturalis”. É curioso como você recorre imediatamente ao enquadramento psiquiátrico para lidar com argumentos que desafiam seu quadro de referência. Isso não prova exatamente meu ponto sobre como o discurso “cético” opera? Quando alguém aponta as dimensões políticas e ideológicas da prática científica, a resposta não é engajamento substantivo, mas patologização implícita.
Você pergunta por que misturo coisas “que sequer passaram pela cabeça do Gontijo”. Ora, Montalvão, isso é justamente o ponto: o que estou descrevendo é uma estrutura, uma matriz discursiva que opera independentemente das intenções conscientes dos atores. Gontijo pode nunca ter pensado explicitamente em Helen Lee Bouygues, mas a lógica pela qual ele agrupa “pseudociências” díspares é estruturalmente homóloga à lógica que permite equiparar anticapitalismo com terraplanismo. O Programa Forte da sociologia da ciência explica exatamente isso: como certas demarcações são socialmente construídas e mantidas, não por necessidade epistêmica, mas por função social e política.
Você ironiza meu uso de “sofisma aristotélico”. Sugiro consultar a literatura sobre lógicas não-clássicas: da lógica paraconsistente de Newton da Costa à lógica difusa de Lotfi Zadeh, há um vasto campo demonstrando que a hegemonia da lógica clássica aristotélica é precisamente isso — hegemonia, não necessidade ontológica. Um argumento pode ser formalmente válido e ainda assim ter todas as suas premissas falsas. Isso não é “pirou geral” — é lógica elementar, mas convenientemente esquecida quando se quer usar “falácia lógica” como cassetete retórico.
Sobre o caso Kemal Atasoy, mantenho a pergunta: você se dispõe a refutá-lo? Ou será que, como Kumaré, ele revela algo desconfortável sobre os limites do debunking? A questão não é “provar o sobrenatural”, mas demonstrar que o arcabouço “cético” frequentemente opera com critérios tão elásticos que podem ser aplicados seletivamente conforme conveniência ideológica.
Quanto ao Chico Xavier: sim, concordamos sobre ele, e isso é justamente o que torna a discussão interessante. Pois se concordamos sobre o fenômeno específico, por que a discordância sobre a estrutura mais ampla? Talvez porque reconhecer que a ciência tem dimensões ideológicas e políticas seja mais ameaçador do que refutar um médium específico. O Sokal não “refutou o pós-modernismo” — no máximo mostrou que editores de uma revista específica eram descuidados. Mas isso vira “prova cabal” porque serve a uma função política.
E isso me leva ao ponto central, que você chama de “discurso de LSD”: as instituições seculares modernas operam com mecanismos de fé, autoridade e exclusão que são estruturalmente análogos aos religiosos. Não estou dizendo que ciência “é” religião no sentido ontológico; estou dizendo que o cientificismo como ideologia ocupa funções sociais historicamente religiosas. Isso não é “sonho delirante” — é análise institucional comparativa.
A pergunta sobre “doutrinação secular nas escolas” permanece: você nega que o sistema educacional inculca crenças fundamentais como a naturalidade do dinheiro, do estado-nação, do individualismo possessivo? Essas não são “verdades científicas” — são constructos históricos contingentes tratados como naturais. Chamar isso de “delírio” é, novamente, patologização no lugar de argumentação.
Enfim, Montalvão, sei que não vamos concordar. Mas registre-se: quando você diz que mediunidade é “caso de polícia e psiquiatria”, está literalmente defendendo o mesmo mecanismo que a URSS usou contra dissidentes religiosos — o enquadramento médico-policial da divergência ideológica. Não é acusação leviana; é descrição de homologia estrutural.
Se isso é “texto doidão”, talvez seja porque a realidade é mais complexa do que a dicotomia “ciência vs. charlatanismo” permite capturar. E como você mesmo notou, eu sei que o assunto é Chico Xavier — mas saber não significa concordar que o debate deva permanecer confinado nos termos estreitos que os guardiões da ortodoxia estabelecem.
Você cunhou essa pérola — “delirius culturalis” — como se fosse um diagnóstico sério, mas é só um ad hominem com jaleco. Você pega um conjunto de ideias que te desagradam (ou que você simplesmente não conhece) e joga no balaio do “delírio” pra não ter que engajar com elas. O problema é que esse truque retórico pode ser aplicado a qualquer posição política, ideológica ou epistemológica que você queira desqualificar sem argumentar.
Vamos testar seu conceito na prática, já que você gosta de exemplos “concretos”.
Você diria que um ocidental que apoia Nicolás Maduro tem “delirius culturalis”? Provavelmente sim. “Como alguém pode defender uma ditadura socialista que destruiu a economia venezuelana?” — diriam os críticos. Mas então, o mesmo ocidental que apoia Donald Trump — um presidente que tentou reverter uma eleição, incentivou uma invasão ao Capitólio, e tem mais condenações judiciais que Maduro — esse teria “delirius culturalis” também? Ou seria “realismo político” ou “defesa da soberania nacional”? Estranho como o diagnóstico muda conforme a bandeira.
Agora pegue Bashar Al-Assad. Os mesmos apologistas ocidentais que chamam de “delírio” quem justifica Assad (porque usou armas químicas, porque matou centenas de milhares) são os que agora aplaudem Ahmed Al-Sharaa (ex-Jolani, líder do HTS), um ex-membro da Al-Qaeda, só porque ele está no “lado certo” contra Assad e contra o Irã. De repente, apoiar um ex-terrorista não é “delirius culturalis” — é “realpolitik” ou “contenção do eixo da resistência”. O mesmo ocidental que acha Maduro um tirano e Assad um monstro aplaude Trump e Jolani sem piscar. Cadê o diagnóstico psiquiátrico pra essa seletividade?
Você também adora repetir que “Marxismo/comunismo/socialismo” é pseudociência, delirante, coisa de culto. Mas aplica o mesmo crivo ao capitalismo? Ao neoliberalismo? À democracia liberal? Ao “sistema baseado em regras”? O capitalismo tardio (late-stage capitalism) não tem suas próprias crenças não testadas, seus rituais (o “mercado” como entidade onisciente, o “crescimento infinito” em planeta finito), suas hierarquias sacerdotais (economistas de Chicago, banqueiros centrais) e sua inquisição (quem questiona o PIB é chamado de “populista” ou “anticiência”)? Se você for consistente, o “delirius culturalis” deveria ser aplicado a todos os sistemas que se baseiam em premissas metafísicas não demonstráveis — incluindo o seu.
E o caso mais óbvio: você, Montalvão, que defende que mediunidade é “caso de psiquiatria e polícia” — isso não é uma crença política travestida de ciência? Não é uma posição normativa sobre o que deve ser tolerado ou patologizado? Onde está o estudo duplo-cego que prova que toda experiência espiritual é delírio? Não existe. O que existe é uma filosofia materialista vestida de jaleco, e qualquer desvio dela é tratado como doença. Isso, sim, é “delirius culturalis” aplicado a meia humanidade.
Resumindo: seu conceito não passa de um guarda-chuva para você não precisar debater. Você pode chamar de “delírio” o apoio a Maduro, a Assad, ao socialismo, à espiritualidade — mas quando alguém apoia Trump, Jolani, o capitalismo ou o cientificismo, magicamente é “opinião legítima”. Ou você aplica seu diagnóstico simetricamente, ou está só fazendo política com outro nome.
E sabe o que é mais “cultural” no seu “delirius”? A incapacidade de enxergar que a ciência, a política e a psiquiatria sempre andaram juntas na história ocidental. De alienistas diagnosticando revolucionários franceses a psiquiatras soviéticos rotulando dissidentes, até hoje nos EUA com o DSM sendo usado para patologizar lutas anticapitalistas (vide “transtorno de oposição desafiante” em crianças pobres). Você só está repetindo o gesto mais velho do mundo: chamar de louco quem discorda do poder estabelecido.
Então, fique à vontade para continuar usando “delirius culturalis” como seu fetiche verbal. Mas lembre-se: o termo diz muito mais sobre sua própria âncora ideológica do que sobre meus argumentos.
junho 7th, 2026 às 10:18 PM
Montalvão, você riu de eu mencionar “sofisma aristotélico” e “lógica não-aristotélica” como se fosse invenção minha ou “pós-modernismo” — mas o problema é que você não conhece a história da lógica. Os antigos gregos já tinham desenvolvido várias lógicas não-clássicas muito antes de Aristóteles ganhar o monopólio intelectual do Ocidente por dois milênios.
Pegue a lógica difusa (fuzzy logic), que todo mundo atribui a Lotfi Zadeh nos anos 1960. Os gregos antigos já lidavam com o paradoxo do monte (sorites): se você tira um grão de areia de um monte, ele ainda é um monte? Quando vira não-monte? Eubulides de Mileto, contemporâneo de Aristóteles, formulou isso perfeitamente. Os megáricos e os estoicos sabiam que a lógica bivalente (verdadeiro/falso) não dá conta de predicados vagos. O que chamamos hoje de “lógica difusa” já estava ali, mas foi marginalizada porque não se encaixava no projeto aristotélico de cortes binários.
Quanto à lógica paraconsistente (que tolera contradições sem explosão lógica — princípio ex contradictione quodlibet), Heráclito já dizia “tudo flui” e que “ser e não-ser são a mesma coisa”. Os dialéticos gregos, como Zenão e os sofistas, trabalhavam com contradições produtivas. Aristóteles, ao contrário, transformou o princípio da não contradição em dogma intocável (“é impossível que o mesmo atributo pertença e não pertença ao mesmo sujeito no mesmo sentido”). Isso é uma escolha filosófica, não uma necessidade lógica — tanto é que existem sistemas paraconsistentes consistentes (Newton da Costa, na UFPR, mostrou isso nos anos 1960).
A lógica dialética (Hegel, Marx) também tem raízes na disputa entre Parmênides (ser imutável) e Heráclito (devir contraditório). Os gregos conheciam bem os argumentos que lidam com movimento, mudança e contradição real. Mas por que Aristóteles venceu? Razões sociológicas e políticas: sua lógica servia perfeitamente à teologia cristã medieval (Deus não contradiz), à escolástica, à hierarquia da Igreja e, mais tarde, à ciência mecanicista. A obra de Aristóteles foi preservada, traduzida, ensinada obrigatoriamente nas universidades europeias por mais de 20 séculos. As outras lógicas sobreviveram em margens (estoicismo, neoplatonismo, filosofia árabe, misticismo judaico), mas nunca no currículo oficial.
Portanto, quando você fala em “falácias lógicas”, está repetindo o dogma aristotélico como se fosse o único jogo na cidade. Não é. A hegemonia da lógica clássica é resultado de poder institucional, não de verdade transcendental. Se os gregos antigos tivessem decidido canonizar Eubulides em vez de Aristóteles, hoje você estaria chamando de “falácia” o princípio da não contradição.
Então, antes de rir de “sofisma aristotélico”, sugiro ler os pré-socráticos e os megáricos. E talvez admitir que a história da lógica é também uma história de exclusão, tradução e dominação cultural.
E já que você adora falar de “escola” e “doutrinação”, vale citar Jiang Xueqin e a série “História Secreta” (recomendo a todos aqui). Jiang mostra algo que o Ocidente não quer ouvir: o modelo escolar moderno não foi criado para “libertar mentes”, mas para preparar corpos e psiques para a guerra, o trabalho fabril e a crença em abstrações como “dinheiro”, “indivíduo”, “estado-nação” e “fronteiras nacionais”.
Vamos por partes.
Esparta: a primeira “educação pública obrigatória” registrada — a agoge. Dos 7 aos 30 anos, meninos espartanos eram retirados da família e submetidos a treinamento militar brutal, com ênfase em obediência, resistência à dor e lealdade ao Estado. Não havia “pensamento crítico” ou “autonomia”. O objetivo era produzir hoplitas intercambiáveis.
Astecas: tinham dois sistemas escolares obrigatórios para todos os meninos — o calmecac (para elites, formando padres e governantes) e o telpochcalli (para plebeus, formando guerreiros e trabalhadores). Ambos ensinavam rituais, história oficial e, acima de tudo, lealdade ao império e aos deuses. Questionar o sistema era punido com a morte.
Prússia (século XVIII-XIX): o modelo que o Ocidente copiou. Friedrich Wilhelm criou o Volksschule (escola do povo) obrigatória, gratuita e estatal. O objetivo? Formar soldados obedientes e súditos que pagassem impostos sem reclamar. Horários rígidos, sinos (como fábricas e quartéis), castigos físicos, memorização de decretos reais. Horace Mann importou esse modelo para os EUA no século XIX. John Taylor Gatto (professor do ano em NY) denunciou isso: a escola ensina dependência, superficialidade, aceitação de classes sociais.
O que Jiang Xueqin acrescenta é a crítica ao conteúdo oculto: a escola ensina que dinheiro é real (quando é só um símbolo de confiança), que indivíduo é uma unidade natural (quando é uma invenção do liberalismo), que estados-nação e fronteiras são eternos (quando são constructos de tratados e guerras). As crianças passam 12 anos sentadas, levantando a mão, pedindo permissão para ir ao banheiro, decorando capitais de países que mudam de nome a cada guerra. E depois chamam os outros de “doutrinados”…
A escola pública obrigatória nunca foi sobre “florescer o potencial humano”. Foi sobre docilidade, padronização e reprodução da ordem. Esparta para os pobres, Astecas para os súditos, Prússia para os soldados. Hoje é a mesma coisa, só que com provas do ENEM e boletins de ocorrência para quem “desvia”.
Pergunta honesta: quantas escolas ensinam que fronteiras são ficções jurídicas e que moedas são dívidas? Nenhuma. Porque isso quebraria o encanto.
Jiang Xueqin é odiado justamente por mostrar o óbvio: a educação de massa é um dispositivo de guerra e de crença, não de libertação. Mas claro, falar isso é “delirius culturalis”… não é?
Ok, não vou mais publicar comentários até Montalvão responder.
junho 7th, 2026 às 10:36 PM
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Willis Guy Diz: Isso me lembra da discussão sobre a existência do sofisma aristotélica e de toda a disputa de milênios entre a lógica clássica aristotélica vs lógicas não-clássicas e não-aristotélicas. Eles falam que é “falácia lógica” falar da sociologia da lógica, sociologia da ciência e afins sendo que isso também é uma posição de poder, de como que os conceitos de “falácias lógicas” são moldados para manter a hegemonia/dominação lógica clássica aristotélica.
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COMENTÁRIO: “isso” o quê, te lembra da discussão sobre a existência do sofisma aristotélico?
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Fale mais um pouco sobre essa disputa milenar entre as lógicas, fiquei curioso…
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Se não for pedir muito, esclareça essa de que se quer manter a “hegemonia/dominação lógica clássica aristotélica”… fiquei mais curioso…
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Sofisma aristotélico, meu caro, basicamente é o mau uso do silogismo. Nem sei por que envolvem o nome do pobre Aristóteles nessa conversa. A lógica aristotélica cuida da FORMA correta do raciocínio, não avalia a legitimidade das premissas, simplesmente postula que se elas forem verdadeiras a conclusão será verdadeira!
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Consideremos a frase: os habitantes de Mercúrio têm duas cabeças; Godofredo é habitante de Mercúrio, logo, Godofredo tem duas cabeças.
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Provavelmente, o William, agora cognominado Willis (parente do Aero Willis, será?) dirá que se trata de sofisma aristotélico. Seria se algum doido usasse tal silogismo como veraz em uma discussão, pois sabe-se que não existe vida em Mercúrio.
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No entanto, o raciocínio acima é FORMALMENTE correto. Isso significa que se houver habitantes em Mercúrio e se Godofredo for nativo de lá, então ele tem duas cabeças.
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Estabelecer a correta forma de raciocínio é útil para se evitar construções falaciosas, como tomar a premissa menor pela maior. Usemos a frase exemplificativa com outra construção:
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Os habitantes de Mercúrio têm duas cabeças; Godofredo tem duas cabeças, logo, Godofredo é habitante de Mercúrio
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Aparentemente tudo certo, se os mercurianos têm duas cabeças e Godofredo também, é certo que ele é mercuriano. Não, não é certo! Trata-se de uma conclusão falaciosa, pois diz mais do que a premissa maior assevera. É só observar com atenção que o erro formal fica patente.
junho 7th, 2026 às 11:21 PM
Montalvão, você tenta me corrigir com um exemplo de silogismo formalmente correto (mercurianos de duas cabeças) e acha que isso resolve algo. O problema é que você concorda comigo sem saber.
Você mesmo diz: “A lógica aristotélica cuida da FORMA correta do raciocínio, não avalia a legitimidade das premissas”. Exato! E é justamente por isso que o conceito de “falácia lógica” é insuficiente para avaliar a verdade de um argumento. Algo pode ser formalmente impecável e ainda assim ser enganoso ou falso — como no seu exemplo. Pois bem: quando um “cético” acusa alguém de cometer uma “falácia lógica”, muitas vezes está ignorando que o problema não está na forma, mas na aceitação acrítica das premissas. E de onde vêm essas premissas? Da matriz cultural, política e ideológica dominante. É isso que o Programa Forte da sociologia da ciência chama de simetria: explicar o conhecimento verdadeiro e o falso pelos mesmos tipos de causas sociais.
Você pergunta: “Fale mais um pouco sobre essa disputa milenar entre as lógicas”. Pois falarei, já que você “ficou curioso”.
Aristóteles não inventou a lógica. Ele canonizou uma lógica — a bivalente, que trabalha com verdade/falso, identidade, não-contradição e terceiro excluído. Mas os megáricos (Eubulides, Diodoro Cronos) e os estoicos (Crisipo) já desenvolviam lógicas proposicionais, modais e até paraconsistentes (que toleram contradições sem explodir o sistema). O paradoxo do mentiroso (“esta frase é falsa”) era conhecido e debatido. O problema não é técnico — sistemas formais consistentes que abandonam a não-contradição existem (Newton da Costa, a lógica paraconsistente brasileira, é matéria na UFPR). A questão é política: a Igreja medieval precisava de um Deus não contraditório, de uma teologia que não implodisse. Aristóteles, traduzido e adaptado por Tomás de Aquino, serviu perfeitamente. As lógicas não-aristotélicas foram marginalizadas ou esquecidas porque não serviam ao poder institucional.
Então quando você usa “falácia lógica” como cassetete, você não está invocando a Verdade. Está invocando uma hegemonia de dois milênios que começa em Bizâncio, passa por Paris no século XIII e chega nos manuais de “pensamento crítico” do século XXI. É sociologia da lógica, não ontologia.
Sobre o “Aero Willis”: criativo, mas fraco. Seu deboche não responde ao conteúdo. Vou ignorar.
Quanto a Jiang Xueqin e a escola: você não tocou no ponto. Você acha que o sistema educacional brasileiro — que ensina que o real é dinheiro, que as fronteiras do Amapá são sagradas, que o indivíduo é uma mônada autônoma, que o capitalismo é o único sistema possível — não é uma forma de doutrinação? Onde está o estudo duplo-cego que prova que o dinheiro tem valor intrínseco? Não existe. É uma crença coletiva mantida por violência institucional (se você não aceitar, não come). Ora, isso é estruturalmente análogo à fé religiosa. Não estou dizendo que são “a mesma coisa” — estou dizendo que operam por mecanismos análogos de autoridade, inculcação e punição à descrença. Chamar isso de “delirius culturalis” é apenas a defesa ideológica de quem já está confortável dentro da matriz.
E já que você gosta de exemplos “concretos”: aplique seu “delirius” simetricamente. O ocidental que defende a invasão do Iraque em 2003 por “armas de destruição em massa” (que não existiam) — delirante ou apenas mal informado? O que defende a “democracia liberal” na Ucrânia enquanto financiava golpes na América Latina — delirante ou realista? O que acredita que o “mercado” vai resolver as mudanças climáticas — delirante ou otimista? Se você só aplica o diagnóstico psiquiátrico aos que discordam de você, você não tem uma teoria — tem um preconceito de classe.
Por fim, mantenho a pergunta sobre Kemal Atasoy. Você vai refutá-lo, ou vai fazer como sempre — silêncio, deboche ou patologização? Atasoy é um caso real, documentado, com materialização de objetos que desafia explicações materiais. Se o seu materialismo é tão robusto, mostre o furo. Se não puder, talvez admita que o “caso de polícia e psiquiatria” é seletivo — reservado para os fenômenos que você já decidiu, a priori, serem impossíveis.
Não vou prolongar mais. Você disse que eu “sei que o assunto é Chico Xavier” — mas o assunto, Montalvão, sempre foi mais do que Chico Xavier. O assunto é como se constrói a autoridade para dizer o que é ciência e o que é delírio. Se você não quer discutir isso, fique com seus “delirius culturalis” e seus silogismos de mercúrio. Eu, continuarei apontando que a lógica formal não salva ninguém de premissas idiotas — e que as premissas dominantes hoje são tão idiotas quanto as que criticamos nos outros. Só que você não percebe porque vive dentro delas.
junho 8th, 2026 às 12:00 AM
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WILLIS DISSE: E já que você adora falar de “escola” e “doutrinação”, vale citar Jiang Xueqin e a série “História Secreta” (recomendo a todos aqui). Jiang mostra algo que o Ocidente não quer ouvir: o modelo escolar moderno não foi criado para “libertar mentes”, mas para preparar corpos e psiques para a guerra, o trabalho fabril e a crença em abstrações como “dinheiro”, “indivíduo”, “estado-nação” e “fronteiras nacionais”.
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COMENTÁRIO: depois fica com raivinha porque digo que seu texto é… já até esqueci qual foi o elogio que dei… Ah, doidão! Donde foi que tirou que adoro falar de “escola” e “doutrinação”? E onde foi que me viu mostrar satisfação em falar a respeito dessas coisas?
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Outra coisa: você diz que “sabe” que o assunto em pauta é Chico Xavier, mas sobre o que menos fala é do assunto em pauta! Prefere navegar por divagações nunca dantes divagadas, para mais confundir que esclarecer. Dá a impressão de que quer se mostrar um inconformista, um sem regras, cujas regras constrói no momento em que se manifesta e que se dane o assunto trazido à discussão.
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Uma curiosidade: qual é a IA que usa para montar esses textões? Gostaria de experimentá-la, só para ver o que ela dirá a respeito de algumas questões…
junho 8th, 2026 às 12:02 AM
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WILLIS DISSE: e fala em “delirius culturalis”. É curioso como você recorre imediatamente ao enquadramento psiquiátrico para lidar com argumentos que desafiam seu quadro de referência. Isso não prova exatamente meu ponto sobre como o discurso “cético” opera?
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COMENTÁRIO: depois fica com raivinha porque digo que seu texto é doidão! Desde quando “delirius culturalis” é enquadramento psiquiátrico? Esse é um neologismo que as deusas do Olimpo me inspiraram a prolatar enquanto eu comentava seu texto doi… digo, complexo… Quer dizer, nem fui eu quem inventei, foram elas…
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Se para você o “delirius culturalis” é prova de como o discurso “cético” opera estaremos mal arrumados em termos de provas…
junho 8th, 2026 às 12:16 AM
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WILLIS DISSE: Então Montalvão, o que você acha do caso Kemal Atasoy? Pode refuta-lo? Seria ótimo se você pudesse refuta-lo de alguma forma. Talvez isso seria uma prova que literalmente qualquer coisa pode sim ser refutada se você elaborar bem e/ou se você forçar um pouco, igual sobre como tudo ser doença mental etc.
[…]
Enfim, eu sei que não há debate aqui pq eu SEI QUE VOCÊ NÃO VAI MUDAR DE OPINIÃO NEM EU IREI. Mas eu penso que se vc diz que sobrenatural/paranormal é impossível e “caso de psiquiatria e de polícia”, você deveria aplicar isso também para Kemal Atasoy. Seria ótimo se vc pudesse refutar o Kemal Atasoy, seria interessante demais.
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COMENTÁRIO: então, você me pede que refute o caso Kemal Atasoy, em seguida diz que não há debate, pois ninguém irá mudar de opinião… de que adianta refutar se sua distinta pessoa já deu a prévia sentença?
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Mas, vou ser obrigado a refutar sua alegação, coisa que raramente faço… nessas conversas só há debate. Debate ocorre quando as partes partem para o confronto decididos a defender suas opiniões a qualquer custo, sem dar maior importância à opinião contrária, conforme é comum nos parlamentos. Seu posicionamento é o de debatedor radical, pois garante que não mudará de opinião, e isso antes mesmo de conhecer os armentos do opositor!
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Quando tiver um tempinho darei vista d’olhos nesse caso que parece tê-lo impressionado profundamente. Li alguma coisa a respeito há algum tempo e não vi grande coisa onde você viu coisa sensacional… será um bom modo de avaliar a crença no insustentável.
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De antemão, adianto que não digo o que você pensa que digo: que sobrenatural/paranormal é impossível e “caso de psiquiatria e de polícia”.
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Por outro lado, deu-me a impressão de que você acha que paranormal e sobrenatural sejam a mesma coisa, é isso?
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Infelizmente, você ainda não teve a ventura de conhecer o postulado de Moi, que sintetiza tudo o que de concreto se pode dizer do paranormal, anote no seu caderninho de anotações para consultas futuras e alumiamento mental:
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“PSI, CASO EXISTA, é ‘força’ de atuação tênue, de ocorrência esporádica e imprevisível, sem controle de quem supostamente a possui, e sem utilidade conhecida.”
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Hoje, pelo menos, sua curiosa pessoa sai da conversa um pouco mais instruído…
junho 8th, 2026 às 8:48 AM
Montalvão, acabo de ler sua tentativa de “resumir” nosso debate, e é fascinante como até mesmo um resumo pretensamente neutro entrega o jogo. Você diz que eu faço “crítica epistemológica e sociológica ampla” enquanto você seria o “guardião do rigor lógico e da relevância temática”. Reparou na assimetria da sua própria formulação? Minha posição é “crítica” (logo, secundária, derivada, quiçá ressentida), a sua é “guarda” (logo, primária, protetora, defensora do templo). Esse enquadramento não é neutro — é a autojustificação da ortodoxia.
Você admite, com todas as letras, que eu “acuso o ceticismo de se esconder atrás de patologização e desqualificação” e que você “confirma exatamente isso ao chamar o oponente de delirante”. Ora, Montalvão, se você mesmo reconhece essa metalinguagem circular, por que insiste no gesto? Dizer “sim, eu desqualifico você, e isso prova que você tem razão, mas continuarei desqualificando” não é argumento — é performance de poder. Você não está debatendo; está exibindo sua imunidade autoconcedida à crítica.
Sobre as lógicas não-aristotélicas, você reduziu tudo a “sofisma é mau uso do silogismo” e fingiu que Eubulides, Crisipo e os megáricos são irrelevantes. Mas não são. O fato de Aristóteles ter virado currículo obrigatório por vinte séculos enquanto Diodoro Cronos ficou em fragmentos não é acidente epistêmico — é decisão institucional, como a Igreja medieval bem sabia. Se você lesse Newton da Costa em vez de ironizá-lo, entenderia que a lógica paraconsistente não é “sofisma”, é matemática formal consistente. Sua insistência em tratar lógicas não-clássicas como delírio só reforça meu ponto: você defende uma hegemonia, não uma necessidade racional.
Quanto ao caso Kemal Atasoy, sua resposta é evasiva. Diz que “dará vista d’olhos” e que “não viu grande coisa” — mas não refuta. Cita o postulado de Moi como se fosse tábua da lei: “PSI, caso exista, é força de atuação tênue…”. Ora, isso não é ciência; é uma aposta ontológica disfarçada de definição prudente. O caso Atasoy envolve materializações testemunhadas e documentadas em condições que desafiam explicações corriqueiras. Se você não pode refutá-lo, admita. Seu “postulado” é apenas uma forma elegante de dizer: “mesmo que aconteça, já decidi que é insignificante”. Isso é blindagem, não investigação.
E já que você mencionou o assunto do post — Chico Xavier —, retomo-o agora para que não me acuse de fuga temática. Concordo com você sobre Chico. E é exatamente essa concordância que torna o debate relevante: se somos capazes de concordar sobre um fenômeno específico usando critérios compartilhados, por que você recorre à patologização quando aplico os mesmos critérios simetricamente a outras esferas? Por que posso falar de Chico Xavier, mas não posso falar de como a escola inculca crenças no dinheiro e no estado-nação? Quem define a fronteira do “assunto em pauta”? Você? Com que autoridade?
Você pergunta se uso IA para escrever. Não, Montalvão, eu uso décadas de leitura — dos pré-socráticos a Jiang Xueqin, de Newton da Costa a David Bloor. O fato de você achar que argumentos estruturados só podem ser gerados por máquina diz mais sobre seu círculo de interlocução do que sobre mim.
Por fim, celebro sua confissão involuntária: “delirius culturalis” foi inspirado pelas “deusas do Olimpo”. Excelente. Então o guardião do ceticismo Materialista admite receber inspiração de entidades mitológicas para cunhar neologismos desqualificadores. Isso não é deliciosamente sintomático? Quando você quer me atingir, recorre às musas. Quando eu quero argumentar, recorro à história da lógica, à sociologia da ciência e à antropologia da educação. Mas o delirante sou eu, claro.
Fico por aqui, Montalvão. Não por falta de argumentos — eles estão todos aí, e você segue sem respondê-los. Paro porque debater com quem transforma desqualificação em método é como jogar xadrez com quem insiste que as peças do oponente são invisíveis. Você pode declarar vitória se quiser. Mas o caso Atasoy continua não refutado. A hegemonia aristotélica continua sendo fato histórico, não ontológico. E seu “delirius culturalis” continua sendo o que sempre foi: um espantalho com aspas gregas.
junho 8th, 2026 às 8:56 AM
Willis Guy disse:
“O caso Atasoy envolve materializações testemunhadas e documentadas em condições que desafiam explicações corriqueiras”
O caso Atasoy NADA tem a ver com materializações. Para dizer uma bobagem dessas ou você nem viu o vídeo, ou botou alguma IA para redigir o seu texto.
junho 8th, 2026 às 9:49 AM
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Sr. Willis Guy disse:
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O Sr. que, nota-se, é um estudante de Lógica…: é 1 AXIOMA dele.
Besides: axioma que tem se visto refletir perfeitamente a realidade prática da Parapsicologia até agora.
junho 11th, 2026 às 12:48 AM
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WILLIAM DISSE:
“Montalvão, acabo de ler sua tentativa de “resumir” nosso debate, e é fascinante como até mesmo um resumo pretensamente neutro entrega o jogo. Você diz que eu faço “crítica epistemológica e sociológica ampla” enquanto você seria o “guardião do rigor lógico e da relevância temática”. Reparou na assimetria da sua própria formulação? Minha posição é “crítica” (logo, secundária, derivada, quiçá ressentida), a sua é “guarda” (logo, primária, protetora, defensora do templo). Esse enquadramento não é neutro — é a autojustificação da ortodoxia.”
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COMENTÁRIO: Para, esse menino, de ficar pondo na boca alheia palavras que por ela não foram ditas! Em vez de traduzir o que o outro (no caso, eu) disse, diga o que ele disse literalmente e depois interprete o dito ao seu alvedrio, de modo que o infeliz possa avaliar se sua leitura corresponde ao que ele efetivamente prolatou… Inventar discurso em nome dos outros é coisa feia!
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Minha crítica aos seus textos, insistentemente repetida e teimosamente desconsiderada, prende-se ao fato de que o tema trazido para discussão é medonhamente menosprezado por sua persona, ao qual atropela como se passasse com trator sobre uma penca de tomates. Aí, tendo matado o assunto na violência epistemológica, passa a discorre sobre temas tão extensos quanto extensa é a galáxia que honrosamente habitamos.
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A impressão que fica é a de que TEME argumentar em favor do que diz defender, o que deveria fazer com ponderações diretamente aplicadas à temática em destaque, e se compraz em partir para digressões estupidificantes, tentando forçar o opositor a seguir nessa via repleta de desvios, cada qual levando a não se sabe onde!
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Em vista disso, e para a saúde da conversa, rogo que se atenha a Chico Xavier e sua pretensa mediunidade. Deixe as divagações múltiplas que tanto aprecia para o momento que for adequado. Aliás, lembro que quase havíamos começado a discutir sobre a mediunidade, dando a entender que a conversa engrenaria em troca de argumentos produtivos, focados no médium, mas – que desilusão! — logo a coisa desandou para os textões doidões, digo, prolixos que tanto aprecia e tanta confusão causam…
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William disse:
Você pergunta se uso IA para escrever. Não, Montalvão, eu uso décadas de leitura — dos pré-socráticos a Jiang Xueqin, de Newton da Costa a David Bloor. O fato de você achar que argumentos estruturados só podem ser gerados por máquina diz mais sobre seu círculo de interlocução do que sobre mim.
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COMENTÁRIO: se não usas IA, peço as mais humildes desculpas. Entendi que sim a partir de textos precedentes, em que o estilo era gritantemente artificial, especificamente num comentário seu que parecia admitir que recorria a essa ferramenta. Se está redigindo a partir de sua própria cabeça, parabéns, continue e todos os envolvidos na discussão ficarão felizes. Só lhe falta se ater ao conteúdo da postagem para que a conversa flua leve, suave e profícua.
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Que teu anjo da guarda te oriente.
junho 11th, 2026 às 12:48 PM
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WILLIAM DISSE:
Você admite, com todas as letras, que eu “acuso o ceticismo de se esconder atrás de patologização e desqualificação” e que você “confirma exatamente isso ao CHAMAR O OPONENTE DE DELIRANTE”.
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COMENTÁRIO: pera lá, EU ACUSO O CETICISMO DE QUÊ? Quais foram as “todas letras” que usei para dizer o que diz que falei?! Busquei nas coisas que escrevi e não logrei encontrar o que afirma ter saído de minha caneta! Você, que enxerga melhor que eu, pode reproduzir essas “todas a letras” que eu teria grafado? Se realmente escrevi algo assim, precisarei me explicar ou reconhecer que falei bobagem… Caso contrário, a bobagem não estará do lado de cá, se é que me entende, entende?
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“CHAMAR O OPONENTE DE DELIRANTE”… essa, após intensa busca, que varou a madrugada, deparei o que parece ter sido o que motivou sua interpretação, veja se não foi aqui:
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MONTALVÃO DISSE: “esse discurso lembra o LSD: lindo sonho delirante… só que o treco não é tão lindo assim…”
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Foi aqui ou não foi? Supondo que acertei, devo lembra-lo de que existe abismal diferença entre o carteiro e a carta, a mensagem e o mensageiro, a comida e a panela… entre o discurso e o orador…
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Quando falei “ESSE DISCURSO LEMBRA…” fica óbvio que o alvo é o discurso não a pessoa que o expôs. Ao asseverar que pratiquei ad hominem está cometendo a falácia do espantalho. Sabe o que significa falácia do espantalho, não? Ocorre quando se distorce o que foi proferido pelo opositor e descarrega a crítica sobre a leitura distorcida, em vez de abordar o que de fato foi dito.
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Essa atitude sofística se vê de montão nas múltiplas acusações que faz contra quem se lhe opõe: reescreve ao seu bel-prazer os comentários alheios, dando-lhes outra feição para que possa ataca-los da maneira que pretende, como se estivesse derribando a argumentação do outro! Coisa feia…
junho 11th, 2026 às 7:43 PM
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WILLIAM DISSE:
“Montalvão, […] você concorda comigo sem saber.”
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COMENTÁRIO: bom saber disso…
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WILLIAM DISSE:
“Você mesmo diz: “A lógica aristotélica cuida da FORMA correta do raciocínio, não avalia a legitimidade das premissas”. Exato! E é justamente por isso que o conceito de “falácia lógica” é insuficiente para avaliar a verdade de um argumento. Algo pode ser formalmente impecável e ainda assim ser enganoso ou falso — como no seu exemplo. Pois bem: quando um “cético” acusa alguém de cometer uma “falácia lógica”, muitas vezes está ignorando que o problema não está na forma, mas na aceitação acrítica das premissas. E de onde vêm essas premissas? Da matriz cultural, política e ideológica dominante. É isso que o Programa Forte da sociologia da ciência chama de simetria: explicar o conhecimento verdadeiro e o falso pelos mesmos tipos de causas sociais.”
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COMENTÁRIO: está correto: “algo pode ser formalmente impecável e ainda assim ser enganoso ou falso”, assim voltamos ao que falei anteriormente, sobre o mau uso da lógica clássica. Sofistas se esmeram em apresentar raciocínios distorcidos no afã de fundamentar suas alegações. Isso não é “culpa” da lógica, mas do mal uso dela. Assim fecha-se esse ciclo.
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Mas, para não fechar o ciclo, sua dileta figura introduz a alegação de que falsas premissas provêm “da matriz cultural, política e ideológica dominante”. Quer dizer, as falácias e sofismas são produções sociais! Se você acredita nesse relativismo, boa sorte, para mim mais parece codidoido!
junho 11th, 2026 às 7:45 PM
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WILLIAM DISSE:
Você pergunta: “Fale mais um pouco sobre essa disputa milenar entre as lógicas”. Pois falarei, já que você “ficou curioso”.
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COMENTÁRIO: não perguntei, solicitei. De qualquer modo devo parabeniza-lo por se dignar dar sua explicação, coisa que não tem feito com indagações precedentes.
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WILLIAM DISSE:
Aristóteles não inventou a lógica. Ele canonizou uma lógica — a bivalente, que trabalha com verdade/falso, identidade, não-contradição e terceiro excluído.
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COMENTÁRIO: óbvio que “Aristóteles não inventou a lógica”, mesmo porque não existe uma única lógica, sim várias, portanto foram vários os “inventores” das várias lógicas.
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Aristóteles “apenas” brilhantemente sistematizou um sistema lógico formal, que se mantém funcional desde então, nenhum outro pensador no seu tempo fez algo parecido. Apesar de ter recebido contribuições de filósofos medievais, as bases desse sistema nunca foram questionadas. Só que a lógica de Aristóteles não é a única lógica possível e disponível, várias outras propostas coexistem.
junho 11th, 2026 às 7:47 PM
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WILLIAM DISSE:
Mas os megáricos (Eubulides, Diodoro Cronos) e os estoicos (Crisipo) já desenvolviam lógicas proposicionais, modais e até paraconsistentes (que toleram contradições sem explodir o sistema). O paradoxo do mentiroso (“esta frase é falsa”) era conhecido e debatido. O problema não é técnico — sistemas formais consistentes que abandonam a não-contradição existem (Newton da Costa, a lógica paraconsistente brasileira, é matéria na UFPR). A questão é política: a Igreja medieval precisava de um Deus não contraditório, de uma teologia que não implodisse. Aristóteles, traduzido e adaptado por Tomás de Aquino, serviu perfeitamente. As lógicas não-aristotélicas foram marginalizadas ou esquecidas porque não serviam ao poder institucional.
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COMENTÁRIO: essa sua explicação para a hegemonia da lógica aristotélica pode fazer sentido em parte, mas peca pelo exagero. Outras lógicas provavelmente não prosperaram tão produtivamente porque não havia campo para serem aplicadas e, principalmente, por não terem sido tão rigorosamente organizadas quanto o foi o trabalho do estagirita. Afirmar que os estoicos desenvolveram a lógica paraconsistente não é correto. Pode até ter havido elementos que mais tarde fariam parte dessa lógica, mas ela é criação moderna.
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Essas lógicas não aristotélicas não morreram, ao contrário, seus postulados foram retomados (se não de todas, de boa parte) e aproveitados para desenvolver sistemas lógicos variados atuais.
junho 11th, 2026 às 7:49 PM
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WILLIAM DISSE outras…
“Então quando você usa “falácia lógica” como cassetete, você não está invocando a Verdade…”
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COMENTÁRIO: se bem entendi, em seu entendimento, denunciar raciocínio falacioso não é laborar com a verdade, visto que existem lógicas que lidam com o argumento falso em suas considerações… isso que diz (ou parece dizer) é mais uma falácia!
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“Sobre o ‘Aero Willis’: criativo, mas fraco. Seu deboche não responde ao conteúdo. Vou ignorar…”
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COMENTÁRIO: só de saber que achou criativo já me deixou todo arrepiado…
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“Quanto a Jiang Xueqin e a escola: você não tocou no ponto…”
“E já que você gosta de exemplos “concretos”: aplique seu “delirius” simetricamente…”
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COMENTÁRIO: esses trechos, dos quais reproduzo apenas o início, servem tão somente para demonstrar o quanto sua pessoa se distancia do assunto que deveríamos discutir, que é Chico Xavier e sua mediunidade!
junho 11th, 2026 às 7:54 PM
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WILLIAM DISSE:
Por fim, mantenho a pergunta sobre Kemal Atasoy. Você vai refutá-lo, ou vai fazer como sempre — silêncio, deboche ou patologização? Atasoy é um caso real, documentado, com materialização de objetos que desafia explicações materiais. Se o seu materialismo é tão robusto, mostre o furo. Se não puder, talvez admita que o “caso de polícia e psiquiatria” é seletivo — reservado para os fenômenos que você já decidiu, a priori, serem impossíveis.
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COMENTÁRIO: sei não se te compreendo… você larga de mão Chico Xavier que deveria estar sendo discutido e daria boa discussão, para insistir que devo também abandonar o médium e cuidar do Kemal! Ainda não consegui entender o que foi que encontrou de tão admirável nesse caso bem bundinha…
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WILLIAM DISSE:
Não vou prolongar mais. Você disse que eu “sei que o assunto é Chico Xavier” — mas o assunto, Montalvão, sempre foi mais do que Chico Xavier. O assunto é como se constrói a autoridade para dizer o que é ciência e o que é delírio. Se você não quer discutir isso, fique com seus “delirius culturalis” e seus silogismos de mercúrio. Eu, CONTINUAREI APONTANDO QUE A LÓGICA FORMAL NÃO SALVA NINGUÉM DE PREMISSAS IDIOTAS — e que as premissas dominantes hoje são tão idiotas quanto as que criticamos nos outros. Só que você não percebe porque vive dentro delas.
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COMENTÁRIO: você pode continuar apontando o que bem entender, mas isso não o salvará de estar fugindo de enfrentar o tema postado para ser discutido (Chico Xavier, para lembra-lo). Acusar-me de não querer “discutir isso” e, ao mesmo tempo, não querer discutir o que está na pauta é, como diria meu amigo Moi, codilouco!
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Agora, que tal deixarmos de lado divagações extemporâneas e nos fixarmos no tema apresentado pelo blog: Chico Xavier e sua mediunidade? Hem?
junho 11th, 2026 às 8:32 PM
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Corrigindo comentário precedente:
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WILLIAM DISSE:
Você admite, com todas as letras, que eu “acuso o ceticismo de se esconder atrás de patologização e desqualificação” e que você “confirma exatamente isso ao CHAMAR O OPONENTE DE DELIRANTE”.
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COMENTÁRIO: pera lá, VOCÊ ACUSA O CETICISMO DE QUÊ? Quais foram as “todas letras” que usei para dizer o que diz que falei?! Busquei nas coisas que escrevi e não logrei encontrar o que afirma ter saído de minha caneta! Você, que enxerga melhor que eu, pode reproduzir essas “todas a letras” que eu teria grafado? Se realmente escrevi algo assim, precisarei me explicar ou reconhecer que falei bobagem… Caso contrário, a bobagem não estará do lado de cá, se é que me entende, entende?
(Na postagem original troquei as bolas, em vez de “você acusa o ceticismo..” como consta nessa corrigenda, grafei “eu acuso o ceticismo…”)
junho 11th, 2026 às 9:37 PM
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WILLIAM DISSE:
E já que você mencionou o assunto do post — Chico Xavier —, retomo-o agora para que não me acuse de fuga temática. CONCORDO COM VOCÊ SOBRE CHICO. E é exatamente essa concordância que torna o debate relevante: se somos capazes de concordar sobre um fenômeno específico usando critérios compartilhados, por que você recorre à patologização quando aplico os mesmos critérios simetricamente a outras esferas?
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COMENTÁRIO: Jesus do céu! Nunca uma conversa se elucidou em tão poucas palavras! Então concorda comigo a respeito de Chico? Em que pontos concorda?
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Se realmente houve concordância e para encerrarmos esta tão produtiva discussão, na qual ambos aprendemos muito (assim creio), esclareça como pode concordar comigo se nossas considerações a respeito do médium e da mediunidade são opostas?! Será que estamos criando uma nova lógica, a logica da harmonia dos contrários?
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Talvez seja mais formoso admitir a realidade: que não está nem um pouco a fim de falar do pobre Chico e quer, porque quer, conversar sobre coisas de seu pessoal interesse…
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WILLIAM DISSE:
Por que posso falar de Chico Xavier, mas não posso falar de como a escola inculca crenças no dinheiro e no estado-nação? Quem define a fronteira do “assunto em pauta”? Você? Com que autoridade?
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COMENTÁRIO: meu caro, em nossa pujante democracia relativa podes falar do que bem entender, desde que não caias nas más graças de certas cabeças…
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E não se trata de “definir fronteira”, sim de se ater ao tema em pauta. Bem diferente…
junho 11th, 2026 às 11:17 PM
Montalvão, Vitor, Gorducho — responderei a todos neste comentário, pois o sistema parece estar fragmentando minhas respostas e quero que os pontos fiquem registrados de forma organizada. Peço paciência aos leitores, pois há muito a destrinchar.
???
AO MONTALVÃO (em resposta aos seus múltiplos comentários de 11 e 12 de junho):
Você começa uma de suas tréplicas me acusando de “pôr na boca alheia palavras que por ela não foram ditas”. E, no entanto, foi exatamente isso que você fez comigo durante toda esta discussão. Você me atribuiu a afirmação de que “sobrenatural/paranormal é impossível e caso de psiquiatria e de polícia” — e agora, tardiamente, admite: “adianto que não digo o que você pensa que digo”. Ora, Montalvão, se você não diz o que eu penso que diz, por que não esclareceu isso antes? Por que deixou correr solta a impressão de que você defende a criminalização e a patologização de experiências espirituais? Se eu “distorci” sua posição, foi porque você a deixou convenientemente ambígua. Quando você chama meu discurso de “doidão”, “delirante”, “LSD”, “codilouco”, “codidoido” e cunha termos pseudoclínicos como “delirius culturalis”, qual exatamente é a impressão que você quer passar sobre o estado mental do seu interlocutor? Você está fazendo análise de discurso ou diagnóstico implícito? A diferença entre “seu discurso é delirante” e “você é delirante” é uma diferença semântica tão tênue que nenhum tribunal retórico a aceitaria como defesa. É a falácia da distinção sem diferença: se o discurso é sintoma de delírio, o que sobra para o emissor do discurso? Sanidade plena?
Você insiste que eu “fujo do tema Chico Xavier”. Mas fui eu quem trouxe Chico Xavier à baila, lembrando que concordamos sobre ele. Fui eu quem escreveu um artigo acadêmico sobre o tema — artigo que motivou o vídeo que motivou este post que motivou esta discussão. Você quer falar de Chico Xavier? Vamos falar de Chico Xavier. Mas vamos falar com a profundidade que o tema merece, não com o reducionismo rasteiro de “refutamos Chico, logo toda mediunidade é pseudociência”. Esse é o pulo do gato que você não quer discutir: a passagem ilegítima do particular para o universal. Refutar um médium não é refutar a mediunidade como fenômeno humano e histórico, assim como refutar um economista não é refutar a economia, e refutar um padre pedófilo não é refutar o cristianismo. Você quer me confinar ao caso específico porque sabe que a generalização indutiva que sustenta sua posição é epistemicamente frágil. Quer que eu fale só de Chico para não ter que defender o salto lógico que vai de “Chico Xavier provavelmente fraudou” para “toda experiência espiritual é delírio”. Esse salto é seu, não meu. Eu o estou denunciando desde o primeiro comentário.
Sobre sua “curiosidade” acerca das lógicas não-aristotélicas: você me pede que fale mais e, quando falo, responde que “outras lógicas provavelmente não prosperaram tão produtivamente porque não havia campo para serem aplicadas”. Isso é uma petição de princípio. Não havia campo porque o campo foi ocupado pela hegemonia aristotélica. É exatamente o argumento do Programa Forte: teorias não prosperam apenas por mérito intrínseco, mas por condições sociais de aceitação. Você mesmo reconhece que “as lógicas não-aristotélicas não morreram” e que “seus postulados foram retomados” — ora, se foram retomados, é porque havia valor epistêmico nelas. Por que ficaram soterradas por dois milênios? A resposta que a sociologia da ciência dá é: poder institucional. A que você dá é: “não havia campo”. Mas quem define o campo? A instituição que canoniza Aristóteles. Você está usando a consequência para explicar a causa.
Sobre sua correção no comentário das 8:32 PM: você trocou “eu acuso” por “você acusa” e isso é revelador. Na pressa de me corrigir, você mesmo se confundiu sobre quem disse o quê. Isso é sintomático do nível de emaranhamento retórico a que esta discussão chegou.
???
AO VITOR (comentário de 8:56 AM, 8 de junho):
Você está certo, Vitor. Cometi um erro factual: o caso Kemal Atasoy não envolve materializações no sentido estrito. O fenômeno central é a psicografia — o médium turco escreve em idiomas que supostamente não conhece, sob alegada influência de espíritos. Peço desculpas pelo equívoco. Agradeço a correção.
Dito isso, o erro não invalida o argumento central. O caso Atasoy segue sendo um fenômeno documentado, com testemunhas e registros, que desafia explicações materialistas simplórias. Se não há materialização de objetos, há produção de texto em línguas não-aprendidas — o que é, por si só, um desafio empírico. Você vai refutá-lo, ou vai se contentar em apontar meu erro terminológico como se isso resolvesse a substância?
E já que você suspeita de IA nos meus textos: não, não uso IA para escrever. Mas acho curioso que a primeira reação a um texto estruturado seja “isso é máquina”. Diz muito sobre o que se espera de um debatedor espiritualista: que seja confuso, emocional, ilógico. Quando aparece um que cita fontes, estrutura argumentos e domina lógica, a única explicação aceitável para o cético é “deve ser robô”. Isso não é argumento — é preconceito epistemológico.
???
AO GORDUCHO (comentário de 9:49 AM, 8 de junho):
Você diz que o postulado de Moi é um “axioma” e que “tem se visto refletir perfeitamente a realidade prática da Parapsicologia até agora”. Vamos por partes.
Primeiro: um axioma é uma proposição assumida como verdadeira sem demonstração, a partir da qual se deduz um sistema. Se o postulado de Moi é um axioma, então ele não é uma conclusão empírica — é uma premissa. E premissas não se “verificam” na prática; elas são o ponto de partida, não de chegada. Você está tratando como descoberta o que é, na verdade, uma estipulação. Isso é circular: “PSI, caso exista, é tênue e sem utilidade” — por quê? Porque todos os casos investigados até agora são tênues e sem utilidade? Mas isso só é verdade se você já descartou ou reinterpretou os casos que sugerem o contrário. É uma profecia autorrealizável.
Segundo: mesmo que fosse verdade que os fenômenos PSI documentados são tênues e imprevisíveis, isso não implica inexistência. A radioatividade natural também é tênue, esporádica e imprevisível em escala individual — e nem por isso é “delirius culturalis” estudá-la. A utilidade é uma questão de engenharia, não de ontologia. Raios cósmicos não tinham “utilidade conhecida” até que desenvolvemos detectores e teorias para aproveitá-los. Seu argumento utilitarista é um non sequitur.
???
A TODOS:
Esta discussão começou com um comentário meu sobre a participação no canal do Daniel Gontijo. Eu apontei uma contradição: Gontijo aceita dialogar comigo, mas patologiza crenças espirituais em geral. Isso levou a uma avalanche de desqualificações, acusações de “fuga temática”, ironias sobre IA e correções pontuais que não tocam o argumento central.
O argumento central é este: o discurso “cético” contemporâneo opera com uma demarcação assimétrica. Quando quer, exige foco estrito no “tema em pauta” (Chico Xavier, e só Chico Xavier). Quando convém, agrupa temas díspares sob o guarda-chuva das “pseudociências” — pós-modernismo, marxismo, psicanálise, homeopatia, terraplanismo, antivacina, tudo no mesmo saco. Essa assimetria não é epistemicamente inocente. Ela é politicamente funcional: permite desqualificar adversários ideológicos sob o manto da defesa da ciência, enquanto blinda as próprias posições ideológicas (capitalismo, neoliberalismo, democracia liberal, individualismo possessivo) como se fossem neutras ou “naturais”.
Quando vocês me acusam de “misturar temas”, estão apenas denunciando que eu explicitei a mistura que vocês já fazem. Gontijo mistura psicanálise com terraplanismo, mistura marxismo com homeopatia — e ninguém o acusa de “fuga temática”. Por quê? Porque a mistura dele serve à hegemonia. A minha, não.
Montalvão, você pergunta em que pontos concordo com você sobre Chico Xavier. Respondo: concordo que há elementos problemáticos na biografia de Chico Xavier que merecem escrutínio crítico. Concordo que a aceitação acrítica de alegações sobrenaturais é epistemicamente imprudente. Concordo que a mediunidade como instituição social pode e deve ser estudada com rigor, incluindo a possibilidade de fraude, autoengano ou fenômenos psicológicos não-espirituais.
Onde discordamos: você (e o movimento cético hegemônico) toma a refutação de um caso como refutação da categoria inteira. Isso é generalização indutiva fraca. Você toma a inexistência de prova segundo seus critérios como prova de inexistência. Isso é apelo à ignorância. Você trata a ciência como empreendimento puramente epistemológico, ignorando suas dimensões políticas, econômicas e ideológicas. Isso é idealismo científico.
Encerro com uma observação sobre seu “delirius culturalis”. Você diz que foi inspirado pelas “deusas do Olimpo”. Brincadeira ou não, é notável: o guardião do ceticismo materialista recorre a musas mitológicas para cunhar termos desqualificadores. Não vou acusá-lo de contradição — isso seria rasteiro. Vou apenas anotar que mesmo o cético mais empedernido, quando precisa de criatividade retórica, visita as mesmas fontes que os poetas e os místicos. Talvez isso diga algo sobre os limites do materialismo estrito que você defende. Talvez não diga nada. Deixo a interpretação a seu critério.
Quanto a continuar esta discussão: Montalvão, você pede que eu me atenha a Chico Xavier. Eu me atenho quando há condições simétricas de debate — quando o escopo não é definido unilateralmente pelo interlocutor que se autodesigna “guardião do rigor lógico e da relevância temática”. Enquanto você insistir que falar de sociologia da ciência, história da lógica ou antropologia da educação é “fuga temática”, não há debate possível — há apenas um interrogatório onde você define as perguntas, o perímetro e as respostas aceitáveis.
Se quiser debater Chico Xavier com seriedade — incluindo a pergunta metacientífica sobre como sabemos o que sabemos e quem define o que conta como evidência —, estou à disposição. Se quiser apenas me encurralar no caso específico para aplicar seu martelo cético sem contestação, então sua acusação de “debatedor radical” é projeção pura. Quem se recusa a sair do próprio quadro de referência não sou eu.
Fico por aqui. Respondi a todos. O resto é silêncio — ou mais “delirius culturalis”, conforme a preferência olímpica de cada um.
junho 12th, 2026 às 12:01 AM
Willys Guy:
“Você está certo, Vitor. Cometi um erro factual: o caso Kemal Atasoy não envolve materializações no sentido estrito. O fenômeno central é a psicografia — o médium turco escreve em idiomas que supostamente não conhece, sob alegada influência de espíritos. Peço desculpas pelo equívoco. Agradeço a correção.”
Você pode parar de tirar as informações do cu? Não tem NADA a ver com psicografia. Não vou te responder mais. Você é um troll. Está bloqueado PERMANENTEMENTE.
junho 12th, 2026 às 1:16 PM
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“Está bloqueado PERMANENTEMENTE”
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Pena que o cabra foi bloqueado, assim não dá para rebater as coisas que diz.