O Caso Ruytemberg Rocha (1980)
Em O Caso Ruytemberg Rocha, Hernani Guimarães Andrade reconstrói um dos episódios mais intrigantes e bem documentados da literatura parapsicológica brasileira: a inesperada manifestação mediúnica de um jovem oficial morto na Revolução Constitucionalista de 1932.
Em novembro de 1961, durante uma sessão espírita familiar em São Paulo, uma médium inconsciente – que supostamente jamais ouvira falar no militar – passa a incorporar uma entidade que se identifica como Ruytemberg Rocha, aluno-oficial da Força Pública morto em combate quase 30 anos antes. O comunicante descreve seu nome completo, filiação, local de nascimento, unidade militar, batalhão, data da morte e até o apelido íntimo da mãe – detalhes que surpreendem os presentes e que, mais tarde, são cuidadosamente verificados.
A partir daí, inicia-se uma investigação quase policial: entrevistas com testemunhas da sessão, consultas a arquivos militares, busca em bibliotecas, jornais raros, documentos oficiais e biografias de combatentes. Aos poucos, confirma-se que informações dadas pela médium – e desconhecidas por todos os presentes – eram exatas, enquanto certas discrepâncias levantam questões ainda mais provocadoras.
Andrade analisa minuciosamente hipóteses como fraude, criptomnésia e telepatia, examinando cada detalhe histórico, biográfico e documental. Contudo, o conjunto de elementos – especialmente aqueles improváveis ou inacessíveis – aproxima o fenômeno da categoria dos chamados casos drop in, em que um espírito desconhecido irrompe espontaneamente em uma sessão mediúnica.
O resultado é um estudo rigoroso, envolvente e profundamente inquietante, que desafia explicações convencionais e convida o leitor a acompanhar passo a passo uma das pesquisas parapsicológicas mais completas já realizadas no Brasil.
Uma leitura imperdível para quem busca compreender os limites entre memória, consciência e sobrevivência da personalidade após a morte. Clique aqui.
março 23rd, 2026 às 4:02 PM
Este caso m/parece Doutrinariamente estranho (???)
38 anos e o Espírito seguia vagando sem perceber que havia desencarnado – sem nem ser recolhido pra NL…
março 23rd, 2026 às 4:12 PM
29
mesmo assim…
março 23rd, 2026 às 7:49 PM
e) trazido à séance pelo pai + amigos (Espíritos dos supõe-se).
???
março 26th, 2026 às 5:22 AM
e o “espírito” que não sabia q tinha morrido afirmou em seguida ter morrido por estilhaços de granada, o que não é fato, ele morreu com um tiro na cabeça.
março 26th, 2026 às 5:24 AM
Daí o contorcionismo no fim do texto para alegar que estilhaços de granada é tiro na cabeça.
março 26th, 2026 às 5:26 AM
Por phim, o Vitor encontrou um texto de época que informava que houve muitas mortes no front devido a estilhaços de granadas. Tudo muiiito mediúnico, como c pode constatar.
março 26th, 2026 às 5:27 AM
Tudo o q consta no estudo está em artigos de época, inclusive os erros.
março 26th, 2026 às 5:29 AM
No mérito e inclusive por experiência, digo e afirmo q um médium não consegue transmitir um nome complexo tal como Ruytemberg. Nem a extraordinária Piper conseguia. Chegou perto, mas não conseguiu.
março 26th, 2026 às 10:59 PM
Eu entendo os teus pontos, principalmente que um psíquico/médium/sensitivo não consegue transmitir informações tão complexas e tão específicas sem um conhecimento prévio… A Ahaiyuta/Kasdeya explica bastante sobre isso. É aquilo das frequências e afins.
Tipo, é totalmente possível você ter pessoas que são naturalmente Voidpunk/Voidborne/Voidling, que já nasceram assim, mas que só se descobrem na fase adulta.
Mas é isso que você disse mesmo.