A falsificação científica da fé – Comentários Críticos a texto de Carlos Orsi

O artigo “A falsificação cientítica da fé“, de Carlos Orsi critica estudos sobre xenoglossia e outros fenômenos psi, classificando-os como “sciencewashing” e acusando seus pesquisadores de usarem ciência como fachada para crenças espirituais. Os comentários críticos se fazem necessários porque o texto de Orsi simplifica indevidamente a prática científica, desconhece pesquisas sérias que testam hipóteses alternativas e ignora evidências empíricas relevantes. Além disso, ele generaliza injustamente a motivação dos pesquisadores e desconsidera a importância científica, filosófica e clínica de investigar fenômenos anômalos e questões fundamentais sobre consciência e sobrevivência pós-morte. Para ler os comentários críticos ao artigo de Orsi, clique aqui.

7 respostas a “A falsificação científica da fé – Comentários Críticos a texto de Carlos Orsi”

  1. Guilherme Monteiro Junior Diz:

    Isso me lembrou do drama entre a Mila Massuda e o Matheus Coelho (Etologia e Sociobiologia) sobre a natureza política e ideológica da ciência, com foco na biologia e na ecologia. Enfim, são dois lados bem diferentes dentro do mesmo campo científico, mas que muitas vezes é ignorado/dismissed pq é metaciência/infraciência. “Sciencewashing” é algo que sempre acontece, sempre acontece e sempre acontecerá, assim como a Mila acusa a Etologia, Sociobiologia e afins de terem uma presença política e ideológica muito forte em defesa do capitalismo etc, assim como o Matheus falando a mesma coisa sobre a Mila e afins.

    Então, é algo muito complicado mesmo, mesmo que isso seja sobre biologia e ecologia, isso também acontece para todas as áreas da ciência, como a que você citou. Sim, Carlos Orsi também comete muito Sciencewashing em defesa dos agrotóxicos, do QI e afins. É complicado mesmo.

    Enfim, já são 22:30 e eu não estou conseguindo pensar muito bem sobre este tema. Mas eu penso que nos comentários anteriores isso já foi muito bem discutido.

    Assim como que a Mila e Coelho acusam uns aos outros de “pseudagem”, também há disputa em outras áreas na ciência, a ciência é um espaço de poder, afinal.

    É algo que envolve muita metaciência, infraciência e áreas afins.

    É uma discussão bem cansativa e exaustiva. Mas que é bem útil.

    Inclusive tem todo aquele drama sobre Psicologia Vs Religião, mas também há o drama da Psicologia Vs Política, é algo muito complicado mesmo, já que no mundo em que vivemos hoje em dia, em um contexto de realismo capitalista / hiperrealismo capitalista e de capitalismo de estágio tardio, então infelizmente esse debate de separar ciência da política é algo mais político e ideológico do que algo propriamente técnico.

    Mas enfim, é algo bastante complicado mesmo, é um debate que simplesmente entra em várias camadas de metadebate e infradebate.

  2. Guilherme Monteiro Junior Diz:

    Sobre a Xenoglossia, isso me lembra muito a hipótese da Kasdeya/Ahaiyuta sobre frequências e de que na prática as frequências são algo que de fato existe, tal como na mecânica de frequências (Kasdeya/Ahaiyuta), e sim, isso é compatível com a hipótese da ciência extendida e da física extendida. Eu penso que dá para fazer todo um tratado paracientífico sobre isso.
    Inclusive isso me lembrou de quanto que o Professor Jiang Xueqin está sendo atacado hoje em dia pelos tais “desmistificadores/debunkers”, apesar que honestamente Jiang Xueqin meio que deixa a desejar em várias vezes. Mas muitas coisas do que ele fala sobre civilização antiga e afins é algo que é ensinado da República Popular da China e a galera Ocidental tratando isso como “pseudagem”, ou seja, isso mostra como que a ciência, tal como a arqueologia e a história, possuem seu lado político e ideológico, tanto na China quanto no Ocidente.

  3. Enkigal Diz:

    Comentário que eu fiz no vídeo do João Carvalho ” Como os Humanos Começaram a Mudar o Planeta | João Carvalho”:

    Seria bom um “debate” entre a Camila “Mila” Matsuda e o Matheus Coelho da Sociobiologia e Etologia, seria bom pq pelo menos as pessoas iriam perceber como que até mesmo dentro da ciência o fator política e ideologia está muito presente de ambos os lados. Seria interessante um debate estes pq tem uma galera que compra o discurso de ortodoxia científica (ou cientificismo ortodoxo) de que “ciência = verdade” e de “tudo é pós-modernismo / relativismo / pseudagem” tanto no centro e na direita quanto na esquerda… Isso me lembrou aquele Matheus Coelho da Etologia e Sociobiologia, o trabalho dele é achismo e ideologia pura, é cheio de propaganda capitalista, cherry-picking, effect-picking, fallacy-picking, normalização do capitalismo e afins. E o pior é que tem muita gente que cai nisso. Por isso que eu falo que charlatanismo baseado em evidências é bem pior que o charlatanismo das pseudociências clássicas, pq é mais difícil de você desconstruir e você precisa ter uma base bem sólida e argumentos bem sólidos para conseguir desconstruir/desmistificar. E sim, em ambos os casos os mesmos mecanismos de controle social e de viés de objetividade são os mesmos. Precisamos falar mais sobre isso, a galera que chama tudo isso de “pós-modernismo / relativismo” não são tão diferentes assim dos neopentecostais…

  4. Enkigal Diz:

    Sobre o charlatanismo baseado em evidências, charlatanismo científico e afins. É um tema bem mais complicado de se debater, e principalmente de se desmascarar/desmistificar pq vc precisa ter muito conhecimento sobre a área e talvez até mesmo ser da área para conseguir refutar tais coisas. É complicado quando você tem divulgadores científicos e “desmistificadores” de “pseudociência/pseudagem” que promovem charlatanismo baseado em evidências pq vc acaba, inconscientemente, acreditando que aquilo é de fato verdade, principalmente aqueles que sempre leem os artigos e tudo mais. Então é bem mais complicado do que parece ser. Enfim, essa disputa de que “ciência = verdade” também leva a fenômenos que acontecem em qualquer outra religião etc. Que é a disputa de paradigmas e a disputa de quem é dono da verdade absoluta, ou agora, da verdade objetiva. Um exemplo agora é todo o drama envolvendo Jiang Xueqin onde que você tem gente de todos os lados tentando jogar ele pro lado do Antissemitismo/N4zismo e outro tentando jogar ele como sendo um Agente Sionista / Agente do Mossad… Sem contar aqueles que dizem que ele é um Agente Federal dos EUA, aqueles que dizem que ele é um Agente do Partido Comunista da China e aqueles que dizem que ele é um Agente Duplo tanto dos EUA quanto da China. Enfim, é algo bastante complicado. Mas o drama entre a Mila e o Coelho mostram muito bem como que até mesmo dentro da ciência existe disputas de poder e disputas pela verdade objetiva mesmo que o senso comum científico e o senso comum acadêmico e a hegemonia científica/acadêmica tentam negar isso a todo o custo…

  5. Alessandro Diz:

    Nem perco mais meu tempo lendo os textos escritos por ele. Em geral seguem um rígido viés, além do fato de ele nunca ter feito pesquisa de campo.

  6. Enkigal Diz:

    Eu vejo muito este erro sendo repetido por literalmente 90% dos que escrevem contra “pseudociência”, os tais do militantes anti-“pseudociência”, tipo aqueles artigos em que eles tentam patologizar quem tem crenças não-científicas como se o fato de vc acreditar no espiritual e afins te tornasse vc igual a um terraplanista. Nem vou citar nomes mas no Google Results o que mais tem são exemplos, inclusive a própria Wikipedia. Essa galera tem um Viés Científico e um Viés Técnico de dar inveja em qualquer um e depois acusam os outros de “viés de confirmação”, “falácias lógicas”, “pós-modernismo”, “relativismo” e afins. Os mesmos que chamam tudo se seita/culto. É complicado essa galera. Essa galera trata a ciência como se a ciência fosse a religião do Terceiro Milênio por mais que eles neguem isso com força…

  7. Namenki Diz:

    É algo bem complicado, são várias camadas de metaciência, infraciência, filosofia da ciência, sociologia da ciência e afins. Principalmente como a maioria dos militantes anti-pseudociência quase sempre fazem, como o Carlos Orsi e afins.

    É complicado e é bem cansativo, simplesmente não tem como ganhar deles. O foco é único e exclusivo em desacreditar.

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