A Realidade da Próxima Fase da Vida: Como Comprovada em Sessões com a Sra. Piper.

Publicado em Mediunidade, Obras de Leonora Piper, março 2nd, 2026 por Vitor / Deixe seu comentário »

Nesta segunda parte de seu relato, Lilian Whiting aprofunda os episódios vividos nas sessões com a médium Sra. Piper, ampliando a investigação iniciada anteriormente. Logo no início, surgem mensagens atribuídas ao Dr. Livermore — inicialmente afetuosas, embora não evidenciais — até que uma referência inesperada à Sra. Norton fornece à esposa do falecido um elemento altamente significativo, inaugurando um momento central do artigo.

Kate Field, cuja presença espiritual é recorrente ao longo do texto, descreve com clareza suas primeiras impressões após a morte: o reencontro com familiares, deslocamentos tranquilos, interesses intelectuais preservados e até a participação em uma palestra científica. Em um momento particularmente notável, ao relatar suas atividades desde a sessão anterior, Kate menciona ter visto Lilian ocupada em tarefas específicas de organização doméstica e de documentos — descrição que corresponde exatamente ao que Whiting fazia naquele instante. Esse episódio, narrado de forma simples e direta, constitui um dos acertos mais marcantes do relato.

A narrativa inclui ainda uma experiência independente, ocorrida anos depois, quando Whiting ouviu uma música intensa e inesperada em seu quarto de hotel, acompanhada da voz de Kate anunciando que a guerra — a que devastava o mundo naquele momento — estava prestes a terminar. Quando o Dr. Hyslop retornou ao hotel naquela noite, Whiting relatou o episódio, e ele pediu que ela o registrasse por escrito, com a data — o que acrescenta um elemento documental ao relato.

O artigo encerra-se com uma reflexão madura e serena sobre a continuidade da mente humana após a morte. Para Whiting, a mudança de plano não extingue interesses, talentos ou capacidades — apenas os reorganiza em novas condições, assim como a própria vida terrena já nos transforma continuamente. O conjunto do texto oferece uma visão de continuidade e propósito, na qual o progresso espiritual se desenrola de maneira natural, sustentado pela mesma energia que move os esforços humanos aqui.

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A Realidade da Próxima Fase da Vida

Publicado em Mediunidade, Obras de Leonora Piper, fevereiro 27th, 2026 por Vitor / 13 comentários »

Neste artigo fascinante, Lilian Whiting — uma das escritoras americanas mais respeitadas de seu tempo — relata suas experiências pessoais com a célebre médium Sra. Piper e apresenta, com força surpreendente, a ideia de que a comunicação entre o mundo visível e o invisível é não apenas possível, mas natural.

Ela começa lembrando que pensadores como Sir Oliver Lodge viam o “outro lado” não como fantasia, mas como extensão legítima da existência humana. A Sociedade de Pesquisas Psíquicas, fundada por estudiosos que recusavam tanto o ceticismo simplista quanto a credulidade ingênua, investigou esses fenômenos com rigor científico — e acabou ampliando radicalmente a própria psicologia moderna.

O centro emocional do artigo, porém, é a história da relação singular entre Whiting e Kate Field — celebrada jornalista e personalidade brilhante da vida cultural americana. Embora quase não tenham convivido em vida, Kate exerceu sobre Whiting uma influência profunda desde a infância. Após a morte de Kate, experiências sensíveis e intensas começaram a ocorrer: uma claraudiência poderosa, coincidências improváveis e, sobretudo, comunicações escritas por meio da Sra. Piper — uma médium cujo trabalho era respeitado por alguns dos maiores pensadores da época.

Essas mensagens revelavam detalhes íntimos da vida de Kate Field, especialmente sobre um misterioso anel gravado com “14 de janeiro de 1878”. A narrativa ganha contornos quase detetivescos quando Whiting busca, nos diários e documentos da amiga falecida, alguma prova que confirme essas revelações. O clímax vem quando, após investigações frustradas e até uma nova “orientação espiritual” para procurar outra mala de papéis, surge enfim a confirmação inesperada: uma testemunha viva, o coronel William Reynolds, garante ter estado presente no exato dia em que Kate comprou o anel.

O artigo termina com um breve poema intitulado “Eternidade”, no qual Elise Emmons expressa em versos a mesma visão luminosa que permeia todo o texto: a vida terrena como começo, a vida espiritual como continuidade inevitável — e bela.

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Materializações Espantosas

Publicado em Materializações, fevereiro 26th, 2026 por Vitor / 20 comentários »

Segue artigo com fotos de materialização do médium Cyril Budge e seu guia Agar. Para ler, clique aqui.

Um caso de reencarnação em Cuba

Publicado em Reencarnação, fevereiro 25th, 2026 por Vitor / 3 comentários »

Este caso pertence ao início do século XX. Para ler, clique aqui.

VIDÊNCIAS XENOGRÁFICAS

Publicado em Mediunidade, Obras de Adela Albertelli, Psíquicos, fevereiro 23rd, 2026 por Vitor / 6 comentários »

Seguem mais registros de xenoglossia com a médium argentina Adela Albertelli. O suposto modo de vidência dela, se verdadeiro, é bem interessante. Para ler mais, clique aqui.

Outro plágio da médium argentina Adela Albertelli

Publicado em Obras de Adela Albertelli, fevereiro 22nd, 2026 por Vitor / 2 comentários »

Para ver o novo plágio da médium argentina Adela Albertelli, clique aqui.

Um plágio da médium argentina Adela Albertelli

Publicado em Obras de Adela Albertelli, Plágio, fevereiro 20th, 2026 por Vitor / 6 comentários »

Segue um plágio descoberto da médium argentina Adela Albertelli e publicado originalmente na revista portuguesa “Estudos Psíquicos”. Para ler, clique aqui. Pretendo ainda trazer outros artigos dessa revista, incluindo fotos “inéditas” de materialização.

Chico Xavier desmascarado!

Publicado em Mediunidade, Obras de Chico Xavier, fevereiro 6th, 2026 por Vitor / 7 comentários »

O canal do youtube “Matheus Benites” traz um vídeo de meia hora relatando diversas fraudes de Chico Xavier. Há a participação do Nicolas Junqueira (Neuromágico).

Humberto e Chico: Intertextualidade ou Apropriação Textual?

Publicado em Obras de Chico Xavier, Plágio, janeiro 23rd, 2026 por Vitor / 6 comentários »

Em sua tese O Caso Humberto de Campos: Autoria Literária e Mediunidade (2008), Alexandre Caroli Rocha identifica múltiplas correspondências entre obras psicográficas de Chico Xavier atribuídas ao espírito de Humberto de Campos e textos publicados por Humberto de Campos em vida. Segundo o autor, tais aproximações visariam criar, entre leitores familiarizados com a literatura de Humberto, um “efeito de sobrevivência”: a impressão de que a voz do escritor persiste após a morte.

Reunimos parte dessas correlações em tabelas. Também nos valemos de exemplos próprios — inclusive oriundos não de livros, mas de matérias publicadas em jornais ou revistas da época. Consideramos, contudo, que a hipótese de plágio oferece uma explicação mais parcimoniosa para tais semelhanças do que a ideia de um efeito literário pós-morte. Os motivos explicitaremos no decorrer da análise. Para ler mais, clique aqui.

“Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho” (1938), de Chico Xavier x “História do Brasil” (1914), de João Ribeiro.

Publicado em Mediunidade, Obras de Chico Xavier, Plágio, janeiro 15th, 2026 por Vitor / 6 comentários »

Imagine descobrir que um dos livros espirituais mais influentes do Brasil — Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho, publicado por Chico Xavier em 1938 — tem sua espinha dorsal historicamente apoiada, quase passo a passo, nas páginas de um manual escolar de 1914. O artigo a seguir revela exatamente isso: “Brasil, Coração do Mundo” não brota do invisível — mas de um livro escolar muito visível, publicado em 1914, que Chico reconta, reorganiza e espiritualiza para moldar o Brasil ao papel de protagonista moral da humanidade. Enquanto João Ribeiro fornece a arquitetura factual, Chico adiciona o verniz providencialista — Ismael aconselha, Jesus inspira, falanges intervêm, e o Brasil surge como o “coração do mundo”, destinado a irradiar fraternidade. Mas essa espiritualização não apenas transforma: ela omite, suaviza e idealiza. Bandeirantes violentos viram desbravadores luminosos; conflitos sociais se tornam provações necessárias; a escravidão aparece amenizada em “filantropia” e “resignação”; erros factuais são repetidos com a certeza de quem afirma falar pelo além. Por trás do discurso da “Pátria do Evangelho”, há mais história terrestre do que celeste. Para saber mais, clique aqui.

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