O recrutamento e a socialização (enculturação) dos médiuns espíritas nos Estados Unidos são investigados através de entrevistas etnográficas, observação participante e biografias em bibliotecas de Lily Dale, Nova York. A mediunidade espírita, a alegada transferência de informações de almas que já partiram para os vivos através de outro ser humano vivo (o médium) é uma maneira alternativa de conhecimento nessa sociedade. A maioria das crianças com sinais de capacidade mediúnica é desencorajada pela família e pela comunidade. Entrar no papel requer definições positivas e apoio social, como nas turmas da Igreja Espiritualista. Dado o ceticismo geral sobre a intuição na sociedade ocidental, mesmo os próprios médiuns procuram “confirmações” para validar suas comunicações não racionais. Assim, o domínio da racionalidade científica é aceito até certo ponto mesmo por esse grupo que pratica uma maneira alternativa de saber. Para ler o artigo em português, clique aqui. Para lê-lo em inglês, clique aqui.