Arquivo ‘Plágio’ Categoria

Humberto e Chico: Intertextualidade ou Apropriação Textual?

sexta-feira, janeiro 23rd, 2026

Em sua tese O Caso Humberto de Campos: Autoria Literária e Mediunidade (2008), Alexandre Caroli Rocha identifica múltiplas correspondências entre obras psicográficas de Chico Xavier atribuídas ao espírito de Humberto de Campos e textos publicados por Humberto de Campos em vida. Segundo o autor, tais aproximações visariam criar, entre leitores familiarizados com a literatura de Humberto, um “efeito de sobrevivência”: a impressão de que a voz do escritor persiste após a morte.

Reunimos parte dessas correlações em tabelas. Também nos valemos de exemplos próprios — inclusive oriundos não de livros, mas de matérias publicadas em jornais ou revistas da época. Consideramos, contudo, que a hipótese de plágio oferece uma explicação mais parcimoniosa para tais semelhanças do que a ideia de um efeito literário pós-morte. Os motivos explicitaremos no decorrer da análise. Para ler mais, clique aqui.

“Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho” (1938), de Chico Xavier x “História do Brasil” (1914), de João Ribeiro.

quinta-feira, janeiro 15th, 2026

Imagine descobrir que um dos livros espirituais mais influentes do Brasil — Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho, publicado por Chico Xavier em 1938 — tem sua espinha dorsal historicamente apoiada, quase passo a passo, nas páginas de um manual escolar de 1914. O artigo a seguir revela exatamente isso: “Brasil, Coração do Mundo” não brota do invisível — mas de um livro escolar muito visível, publicado em 1914, que Chico reconta, reorganiza e espiritualiza para moldar o Brasil ao papel de protagonista moral da humanidade. Enquanto João Ribeiro fornece a arquitetura factual, Chico adiciona o verniz providencialista — Ismael aconselha, Jesus inspira, falanges intervêm, e o Brasil surge como o “coração do mundo”, destinado a irradiar fraternidade. Mas essa espiritualização não apenas transforma: ela omite, suaviza e idealiza. Bandeirantes violentos viram desbravadores luminosos; conflitos sociais se tornam provações necessárias; a escravidão aparece amenizada em “filantropia” e “resignação”; erros factuais são repetidos com a certeza de quem afirma falar pelo além. Por trás do discurso da “Pátria do Evangelho”, há mais história terrestre do que celeste. Para saber mais, clique aqui.

Breaking News: Humberto de Campos e o “Crime do Século”.

terça-feira, dezembro 9th, 2025

Como um crime bárbaro, ocorrido nos Estados Unidos, foi transformado em espetáculo público pela ‘Yellow Press’ americana e veio parar no Brasil, ‘turistando’ de corpo e alma?

Em 1936, nosso “repórter astral”, o suposto espírito de Humberto de Campos, veio dar sua versão sobre um dos casos mais emblemáticos da década, que passou à história como “o crime do século”.

Estaria “Humberto”, que já se ensaiava como um grande revelador dos segredos recônditos do universo, nos adiantando mais uma apuração, haurida nos planos superiores, ou será que apenas seguia o fluxo das publicações nacionais? Para saber mais, clique aqui.

“Cartilha da Natureza” (1943) x “Agora é o Tempo” (1984), de Chico Xavier

quinta-feira, novembro 27th, 2025

A literatura mediúnica atribuída a Chico Xavier é frequentemente considerada prova de comunicação com espíritos desencarnados. No entanto, quando encontramos repetições significativas entre obras publicadas em épocas distintas, surge uma questão crítica: estamos diante de mensagens espirituais autênticas ou de um processo criativo humano? Este estudo tem como objetivo analisar duas narrativas — “A Aranha” (1943), presente no livro “Cartilha da Natureza”, atribuída ao espírito Casimiro Cunha, e “A Lição da Aranha” (1984), presente no livro “Agora é o Tempo”, atribuída ao espírito Emmanuel — para verificar se há indícios de autoria única, contrariando a hipótese de ditado espiritual. Para ler o estudo, clique aqui.

“Palavras do Infinito” (1936), de Chico Xavier, e o Nobel da Paz

terça-feira, novembro 25th, 2025

Imagine descobrir que uma das mais célebres psicografias de Chico Xavier, atribuída ao espírito Humberto de Campos, carrega um erro gritante: afirmar que Charles Richet ganhou o Prêmio Nobel da Paz em 1913. Na verdade, Richet foi laureado com o Nobel de Medicina por seus estudos sobre anafilaxia. Mas como esse equívoco foi parar nas páginas de um livro considerado “mensagem do além”?

O artigo, escrito por Míssel Crítico, mergulha em uma investigação fascinante: jornais da década de 1930, dependentes de telegramas truncados e traduções apressadas, espalharam a mesma informação errada. A expressão “mentir como um telegrama” não surgiu à toa — e Chico parece ter bebido dessa fonte. A comparação entre a psicografia e reportagens da época revela coincidências impressionantes, sugerindo que o “repórter astral” tinha, na verdade, os pés bem fincados na imprensa terrena.

Mas a história não para aí. O texto expõe outro ponto polêmico: as sessões de materialização que Richet teria validado, envolvendo a médium Marthe Béraud (Eva Carrière). Longe de “revolucionar a ciência”, essas experiências foram desmascaradas como fraudes grotescas — ectoplasmas feitos de recortes de revistas, rostos colados com fios, e até um cocheiro árabe interpretando um “fantasma hindu”. Mesmo assim, Richet e outros pesquisadores se recusaram a admitir o embuste, criando um campo chamado “metapsíquica”.

O artigo é uma viagem pela história da desinformação, mostrando como erros telegráficos, crenças espirituais e vaidades científicas se entrelaçam. No fim, resta a pergunta: quantas “verdades do além” nasceram de simples recortes de jornal?

Para ler o artigo (atualizado em 26/11/2025), clique aqui.

Ficou impossível defender Chico Xavier

terça-feira, junho 17th, 2025

Segue o vídeo do Neuromágico (Nicolas Junqueira) que faz um compilado das evidências de fraude por parte de Chico Xavier:

“Quando Voltar a Primavera” (1976) de Divaldo Pereira Franco x “Jesus no Seu Tempo” (1953), de Daniel-Rops

segunda-feira, março 31st, 2025

O livro “Quando Voltar a Primavera”(1976), de Divaldo Pereira Franco, possui trechos nitidamente extraídos de “Jesus no Seu Tempo” (1953), de Daniel-Rops. Para ver as correspondências, clique aqui.

“A Lenda do Esconderijo Seguro” (1998) de Divaldo Franco x “Sabedoria de um Minuto” (1997) de Anthony de Mello

segunda-feira, março 17th, 2025

O livro infantil “A Lenda do Esconderijo Seguro”, de 1998, é uma psicografia feita pelo médium Divaldo Pereira Franco e atribuída ao espírito da escritora sueca Selma Lagerlöf, Prêmio Nobel de Literatura de 1909. Só que a história foi nitidamente extraída do livro “Sabedoria de um Minuto” de Anthony de Mello, publicado em português no ano anterior, e em inglês em 1986. Para saber mais, clique aqui.

“Primícias do Reino” (1967), de Divaldo Pereira Franco, e suas fontes terrenas

sexta-feira, março 14th, 2025

Eu e Míssel Crítico conseguimos descobrir vários trechos do livro “Primícias do Reino”, de Divaldo Pereira Franco, nitidamente extraídos de duas ou três fontes terrenas no mínimo. Além disso, há pelo menos um erro histórico no livro de Divaldo. Para saber mais, clique aqui.

Daniel Gontijo aborda as supostas evidências de fraude de Chico Xavier no podcast LendaCast (2025)

quinta-feira, fevereiro 6th, 2025

Gontijo me citou com 1h02m do episódio.

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