Refutação ao artigo “Incursões históricas sobre o livro “Há Dois Mil Anos” – A erupção do Vesúvio” de Marco Paulo Denucci Di Spirito (2013)

É impressionante como ainda existem pessoas tentado defender a historicidade do livro “Há Dois Mil Anos”, de Chico Xavier, tendo em vista que há décadas se sabe que a sua personagem principal, um senador romano chamado Públio Lentulus da época de Cristo, não existiu (embora o seu ‘bisavô’, de mesmo nome, tenha de fato existido e morrido em 63 a.C. Este ‘bisavô’, porém, não deixou descendentes). Este artigo será uma refutação aos argumentos apresentados por Marco Paulo Denucci Di Spirito, que concluiu haver informações não acessíveis ao médium à época em que ele psicografou o livro “Há Dois Mil Anos”, informações estas relativas a Pompéia e à erupção do Vesúvio em 79 a.C. Como se verá, isso é um grande equívoco.

O artigo do Sr. Spirito se encontra disponível aqui. Selecionarei as passagens mais importantes, e abaixo delas, colocarei meus comentários. Antes disso, porém, cabe dizer que a única fonte histórica disponível sobre a erupção do Vesúvio é a carta de Plínio, o Jovem, a Tácito, que lhe pedira informações sobre Plínio, o Ancião, que era tio e pai adotivo de Plínio, o Jovem, e que morreu durante o cataclismo. Na carta é dito, de acordo com o artigo:

Meu tio encontrava-se em Miseno, onde comandava a frota. Era o nono dia antes das calendas de setembro (24 de agosto), pela sétima hora (13 horas), quando minha mãe lhe mostrou que se formava uma nuvem volumosa e de forma incomum. Havia tomado seu banho de sol, depois um banho frio, e, num leito, estudava. Levantou-se e subiu a um lugar do qual podia ver melhor o fenômeno. 

Spirito ainda informa:

O sistema de mensuração do tempo em Roma possuía como parâmetro a luz do dia. Assim, os estudiosos da história romana esclarecem que a sétima hora referida no texto diz respeito ao horário entre meio-dia e uma hora da  tarde. Exatamente por isso consta em algumas traduções a seguinte indicação temporal: 

“Ele estava naquele momento com a frota sob seu comando em Misenum. No dia 24 de Agosto [nonum Calend. Septembres], por volta de uma da tarde [Hora fere Septima], minha mãe pediu-lhe que observasse uma nuvem que apareceu de um tamanho e forma muito incomuns.” 

“Meu tio estava no Miseno, onde mantinha o comando da frota em pessoa. Logo após o meio-dia, em 24 de agosto, minha mãe apontou-lhe o surgimento de uma nuvem de tamanho e aparência incomuns.” 

Vejamos, agora, o trecho em que constam o ano e o horário da erupção do Vesúvio na obra psicografada e o que diz Spirito acerca da plausibilidade do conhecimento de Xavier sobre esse assunto:

Trecho da Obra “Há Dois Mil Anos”

Trecho do artigo do Sr. Spirito

Em radiosa manhã do ano de 79, toda a

Pompeia despertou em rumores festivos. [...] Antes do meio-dia, um deslumbramento de viaturas, de cavalos ajaezados e de jóias faiscantes sobre vestiduras reluzentes se deparava às portas da vila plácida e  graciosa, provocando a admiração e o interesse curioso das vizinhanças

A erupção do Monte Vesúvio sob análise realmente ocorreu em 79 d.C, mais especificamente em 24 de agosto. Há, todavia, quem situe o evento em novembro.

O ano em que se verificou tal tragédia é um dado que, se não é do conhecimento geral, também não pode ser tido como de domínio exclusivo dos especialistas.

Por outro lado, o mesmo não pode ser dito quanto ao horário específico em que o vulcão iniciou suas atividades no dia em questão. [...]

Recapitulando resumidamente [...], o livro apresenta a seguinte sequência: i) o encontro de Públio Lentulus com Plínio Severus, antes do meio-dia; ii) a breve permanência de Plínio Severus na residência de Públio Lentulus; iii) a saída apressada de Plínio Severus para acompanhar o questor ao local das festividades; iv) a chegada de Plínio Severus ao anfiteatro; v) a erupção do Vesúvio. [...]

O contexto geral, assim, aponta para a chegada de Plínio Severus à casa de Públio Lentulus antes do meio-dia e para a chegada do primeiro ao anfiteatro de Pompeia por volta de uma hora, momentos antes da erupção. [...]

A informação sobre a hora de início da erupção do Vesúvio requer não apenas um conhecimento muito específico, porquanto registrada apenas na epístola de Plínio, o Jovem, destinada a Tácito, mas também porque requer conhecimentos especiais da cultura romana para decifrar que a referência à sétima hora diz respeito ao horário por volta de 13:00h.

Portanto, o trecho em destaque apresenta verossimilhança em cotejo com os registros históricos e aduz informações específicas típicas daquelas dominadas por especialistas.[...]

Sobre os pontos selecionados foi possível identificar fontes primárias e secundárias de pesquisa. [..]

Acerca de tais fontes, pode-se afirmar, em síntese, que se cuidam de obras desconhecidas ou inacessíveis ao público comum, sobretudo ao brasileiro, em razão da barreira linguística. São, também, obras que devem ser tidas por específicas e especiais, ou seja, trabalhos acessados e estudados por experts.

A necessidade de habilidades ou conhecimentos especiais para o domínio dos assuntos em tela pode ser aferida, por exemplo, pelo fato de que a carta de Plínio, o Jovem, consiste na única fonte histórica que aduz o horário em que o Vesúvio entrou em erupção. Note-se que se trata de um documento originalmente escrito em latim e que apresenta padrões de tempo segundo as convenções romanas. Como visto, somente por meio de estudos especializados é possível constatar que a referência à “sétima hora”, contida na epístola em tela, diz respeito ao horário entre meio-dia e uma hora da tarde.

 Comentário: Não, não é somente através de estudos especializados que se descobre o horário da erupção do Vesúvio, nem sequer existe a questão da “barreira lingüística”. Uma fonte que Spirito se esqueceu por completo de verificar é o livro “Herculanum”, que foi traduzido para o português por Manuel Quintão (várias vezes presidente da Federação Espírita Brasileira) e publicado em 1937, antes, portanto, da publicação de “Há Doi Mil Anos”, em 1939. O esquecimento de Spirito é inaceitável, uma vez que existe uma nota de rodapé da própria Editora que avisa para a similitude entre as obras.

Pois bem, em “Herculanum” é dito o ano e a hora em que a erupção se deu. Logo no 1º capítulo da obra, na primeira frase, é dito:

Era uma radiosa manhã primaveril, do ano da graça de 79 (832 de Roma). 

E no capítulo XV, intitulado “Os últimos momentos de Herculanum”, é dito:

Em casa de Semprônius, enquanto se atrelavam os carros, toda a família se reunia para o almoço das despedidas. 

Pouco tempo após o almoço ocorre a erupção. Xavier tinha assim condições de, sem qualquer conhecimento especializado, deduzir a hora da erupção.

Muitas outras semelhanças na narrativa existem nas duas obras, como a menção a festividades, a ida a um anfiteatro, e expressões raríssimas usadas, como “pirâmide de fumo”, o que, repete-se, a própria Editora constatou. [1] 

O Sr. Spirito ainda faz muito da menção de vilas em Pompéia, em especial, a “vila de Lentulus”:

Os registros históricos também confirmam o costume romano de associar as vilas ao nome de seu proprietário, como é o caso das conhecidas vila de Giulia Felice, a vila de Popeia, a vila de Diomedes, a vila de P. Fannius Synistor ou a vila de M. Fabius Rufus, donde se constata a verossimilhança da referência “vila de Lentulus” contida em “Há Dois Mil Anos” 

Comentário: Esse costume é claramente mencionado no livro “Herculanum”, logo no início do capítulo “Corações enlutados”:

À beira-mar, entre Nápoles e Pusoles, erguia-se a vasta e magnífica vila de Fabrícius Agripa, na qual se haviam refugiado a família e os amigos poupados à destruição de Herculânum. 

É triste ver que a pesquisa do Sr. Spirito foi conduzida apenas no intuito de reforçar sua própria crença na mediunidade de Chico Xavier.




[1] Ver este link.

1.083 respostas a “Refutação ao artigo “Incursões históricas sobre o livro “Há Dois Mil Anos” – A erupção do Vesúvio” de Marco Paulo Denucci Di Spirito (2013)”

  1. Marcos Arduin Diz:

    É o poder da fé, Vitor. O dito historiador aí quer acreditar que Há 2000 anos é um romance HISTÓRICO e não uma clara obra de ficção, sem qualquer apoio na realidade.
    .
    É como você, que acredita nas bobagens ditas para explicar os eventos ocorridos com a Ana Eva Fay e o Crookes. Essa madame aí, de acordo com o Polidoro, confessou TODOS os seus truques a Houdini, inclusive como enganou o Crookes.
    .
    E a estratégia de engano foi substituir uma mão pela dobra do joelho e assim teria feito TODOS os truques relatados lá no texto que Crookes publicou… Ela só fala disso. Nada diz sobre clipes, fios, resistor ou fita de pano molhada. No entanto, quando se vê que o lance da dobra do joelho é insuficiente para explicar o que consta no relatório, aí o sábios céticos recorrem a tais coisas para tapar os buracos.
    .
    Simples assim.

  2. Vitor Diz:

    Aeduin,
    diversas replicações mostraram ser possível que Crookes fosse enganado e a própria Anna Eva Fay era mágica e não retrucou Houdini quando da publicação do livro. Pelo contrário, chegou a acompanhá-lo em sua turnê, mostrando que ficou amiga dele. O relatório de Crookes é imprestável, ele sequer revistou Anna Fay. Não serve como evidência de um processo paranormal. Não vou mudar minha posição sobre o caso a menos que novas evidências surjam.

  3. Gorducho Diz:

    Confesso que não entendi o motivo da rubrica em tela. Qual é a controvérsia? Quem é que não sabe que a erupção foi avistada – segundo o único relato disponível, claro – na sétima hora do nono dia…??
     
    Nonum Kal. Septembres hora fere septima mater mea indicat ei apparere nubem inusitata et magnitudine et specie.

  4. Marcos Arduin Diz:

    Pois é, Vitor: é o que eu falei do PODER DA FÉ.
    .
    As replicações são mais imprestáveis do que o relatório do Crookes, pois NENHUMA replicou o que a médium de fato fez. No máximo mostraram que sim, seria possível substituir uma mão por uma dobra de joelho, mas isso não liberaria a médium para agir livremente pela biblioteca, já que os contatos estavam chumbados na parede.
    .
    A Fay NADA DISSE sobre clipes, fita molhada, fios, resistor, alçapão, cúmplice e, como você bem notou, NÃO DESMENTIU o livro do Houdini (nem sei se de fato ela o leu). Então se TUDO se resumiu a trocar uma mão por uma junta de joelho, o que o pessoal cético tem de fazer é só mostrar isso tornaria a fraude totalmente possível e, POR SI SÓ, explicaria TUDO o que Crookes relatou no seu relatório. Simples assim.
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    Já que você diz que isso FOI DEMONSTRADO, então por favor, apresente-me a tal demonstração, pois eu ainda não a vi.

  5. Toffo Diz:

    A discussão aqui é sobre Há 2000 Anos, não sobre Crookes. Daí desvia o assunto, e leva uma data pra voltar.
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    Essa polêmica é requentada, na minha opinião. O articulista volta-se a um livro publicado há quase 75 anos, contrariando todas as evidências surgidas ao longo desse tempo com as novas pesquisas e datações científicas. Ademais, acredito que seja um livro que provocou certo impacto na época, mas hoje é visto como entretenimento espírita, pelo leitor contemporâneo. Na verdade, a avalanche de romances espíritas dos últimos tempos, muitos deles passados em épocas históricas, vazados em linguagem mais simples e popular – em contraponto com as empoladas narrativas da pena de CX – acabou por esmaecer o vigor do romance.
    .
    Mas em relação especificamente a esse romance, recomendo a leitura de uma obra muitíssimo superior, fruto de um devotado estudo e pesquisa que se estendeu desde os anos 1920 e que é expressamente autointitulada ficção – ao contrário da obra de CX, que se pretende autêntica – e que se passa numa época um pouco posterior a A 2000 Anos, o século II. Refiro-me ao livro de Marguerite Yourcenar, Memórias de Adriano, um imaginário relato autobiográfico em que Yourcenar encarna o famoso imperador, tendo como pano de fundo o panorama da antiguidade romana maravilhosamente reconstruído. Essa obra foi lançada originalmente em 1951 em língua francesa e a tradução brasileira no início dos anos 1980, não sei se recebeu reedição aqui em Pindorama. Eu amei o livro, a despeito da linguagem elaborada (mas não preciosa como a de CX).

  6. Montalvão Diz:

    Marcos Arduin Diz: “É o poder da fé, Vitor. O dito historiador aí quer acreditar que Há 2000 anos é um romance HISTÓRICO e não uma clara obra de ficção, sem qualquer apoio na realidade.”
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    COMENTÁRIO: não só o Spirito, vários autores espíritas reputam à obra o epíteto de “histórica”, isso no óbvio almejo de legitimar a existência de Públio Lêntulo e,consequentemente, autenticar a entidade espiritual que Chico dizia acompanhá-lo onde quer que fosse, sob o pseudônimo de Emmanuel. Arduin, ao posicionar-se contrário a essa maré ingênua, parece reconhecer que Emmanuel fora apenas um alterego de Francisco. No entanto, pelo que entendi do pensamento desse nobre comentarista, a tese que defende é outra, e um tanto mais complicada: para ele, Emmanuel é figura real, apenas por motivos não claramente revelados não quis se dar a conhecer e assumiu uma falsa identidade. Nessa linha de pensamento, tudo pode ser concebido, desde que Emmanuel fosse um espírito sacana e inconfiável, ou um ente de luz movido por motivações nobres, embora não reveladas, até, como é o mais provável, mera dissociação da doentia mente do bondoso Xavier.
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    Marcos Arduin Diz: É como você, que acredita nas bobagens ditas para explicar os eventos ocorridos com a Ana Eva Fay e o Crookes. Essa madame aí, de acordo com o Polidoro, confessou TODOS os seus truques a Houdini, inclusive como enganou o Crookes.
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    COMENTÁRIO: admirável é como Arduin consegue trazer qualquer discussão mediúnica para Crookes e para o pobre Polidoro, a quem parece considerar indivíduo a ser tenazmente caçado, como se esse autor fosse o único denunciador das fragilidades do trabalho de William Crookes na investigação espiritualista. No belo cérebro arduínico, assim me parece, se demonstrar que Polidoro falhou na apreciação que fez, William Crookes despontará como o grande arauto das materializações de espíritos, seguido de Richet. em suma, Arduin advoga que entes espirituais são capazes de construírem e usarem um corpo material inteirinho, com órgãos funcionantes e tudo o mais, sem atinar para o nonsense da ideia. E como consegue defender tão exótica conjetura? Recorrendo a experiências realizadas em mil oitocentos e deus-nos-acuda, que hoje não mais podem ser replicadas, e nem descritivamente são isentas de equívocos.
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    Esse Arduin…

  7. Toffo Diz:

    São as chamadas teorias “ad hoc” (para isso), que não explicam nada, antes justificam um fato que não tem comprovação empírica, como disse o Montalvão: Emmanuel [seja] um espírito sacana e inconfiável, ou um ente de luz movido por motivações nobres, embora não reveladas, até, como é o mais provável, mera dissociação da doentia mente do bondoso Xavier.
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    A questão é que, independentemente dos detalhes, como é o caso aqui da destruição de Pompeia no dia do meu aniversário, 24 de agosto (sou poderoso, não?), o romance HDMA padece de tal conjunto de inconsistências históricas, fáticas, sociais e políticas que fazem com que, mesmo admitindo-se a existência do espírito que se assina Emmanuel, e que seja dele a autoria do livro, não deixe de carrear um travo de constrangimento à narrativa, e dar-lhe um caráter meia-boca em termos de compreensão da época. Em outras palavras, se foi mesmo Emmanuel que ditou o livro, ele deu a si mesmo a pecha de incompetente.

  8. Sanchez Diz:

    O romance “Há dois mil anos” mostrou-se não histórico pelas exposição da palestra de Lair Amaro Faria?
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    http://obraspsicografadas.org/2011/historiador-da-ufrj-lair-amaro-revela-absurdos-em-diversos-livros-psicografados/
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  9. Marciano Diz:

    Ao menos um espírito parece que existe, esse tal Spirito, pena que seja avesso à verdade. E de carne e osso.
    “Credere nil sapiens amat, omnia credere simplex; scilicet hic aliis credulus, ille sibi” (Ao sábio agrada não acreditar em nada, ao homem simples, acreditar em tudo; este acredita nos outros, aquele acredita em si.).

  10. Montalvão Diz:

    TOFFO DIZ: São as chamadas teorias “ad hoc” (para isso), que não explicam nada, antes justificam um fato que não tem comprovação empírica [...] O romance HDMA padece de tal conjunto de inconsistências históricas, fáticas, sociais e políticas que fazem com que, mesmo admitindo-se a existência do espírito que se assina Emmanuel, [...] ele deu a si mesmo a pecha de incompetente.
    .
    COMENTÁRIO: em suma: se correr o bicho pega, se ficar o bicho nhac!
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    Parabéns Toffo, embora atrasado. Eu aniversario manhana, então tem tempo de sobra para comprar o presente…

  11. Marcos Arduin Diz:

    Malvadão, eu não ligo a mínima para quem seja de fato Emmanuel. A sua afirmativa de que pode ser uma dissociação da mente do Chico é perfeitamente plausível, já que o próprio Emmanuel teria dito o médium que se ele ensinasse algo distinto de Kardec, então Chico deveria renegá-lo. Mas Emmanuel assinou textos através do Chico que contradiziam Kardec, dando apoio às absurdas teses rustenistas… Ora, se Chico era rustenista…
    .
    A hipótese de algum espírito mistificador, ou de vários espíritos se passando por Emmanuel, é outra coisa a se considerar, mas só diz respeito aos espiritas.
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    Quanto ao Crookes, só o citei em vista da ação do poder da fé, que é o caso dos espíritas que querem ver no Há 2000 anos a descrição de uma história real e do mesmo efeito que tem na mente dos negativistas do Crookes, como é o caso do Vitor, de você e mais alguns outros por aí.
    Fragilidades do trabalho de Crookes… Eu ainda estou no aguardo da apresentação dessas fragilidades e não tenho esperanças de vê-las sendo apresentadas. Veja só o que o Vitor diz: apenas pelo fato de Crookes não haver revistado a médium, isso INUTILIZOU todo o trabalho que fez com ela. Nossa! Que argumento! Ele não revistou pois não achou que precisasse. Entendia que o galvanômetro oferecia um controle seguro, já que não havia como a médium burlá-lo.
    .
    Nenhuma demonstração foi apresentada neste sentido. Como já disse alhures, o máximo que puderam demonstrar é que pode substituir uma mão por um joelho, mas disto nada sai que explique o que os pesquisadores viram. Só que o Vitor já fica contente com isso, pois a Ana Fay não desmentiu o Houdini. É o poder da fé que nos faz ficar contentes com pouca porcaria.

  12. guto Diz:

    CARA, VC GANHA DINHEIRO COMO??? A INTERNET É UMA FONTE DE RENDA??? QUER SER FAMOSO??? QUER SER O CARA QUE REVELOU AO MUNDO A FARSA DO CHICO XAVIER???

  13. Vitor Diz:

    Guto,
    por incrível que pareça, eu ganho dinheiro trabalhando. A internet é uma fonte de renda para quem sabe usá-la, eu infelizmente não tenho o tino de um Felipe Neto. Busco fazer um trabalho de qualidade, se eu for reconhecido por isso, ótimo. Quanto à sua última pergunta, outros já haviam revelado a farsa de Chico, eu não sou pioneiro nisso.

  14. guto Diz:

    Pelo que eu percebo, não existe uma pesquisa, mas um trabalho voltado ao ceticismo/ateísmo a qualquer custo!!! Escrevi num outro post coisas grosseiras, perdoe-me, por favor!!! Abraço e Paz e Amor!!!

  15. Vitor Diz:

    Arduin,
    comentando:
    01 – “Ele não revistou pois não achou que precisasse. ”
    .
    Pois é. Ele estava errado nisso. Isso é uma fragilidade.
    .
    02 – “Entendia que o galvanômetro oferecia um controle seguro, já que não havia como a médium burlá-lo.”
    .
    E foi demonstrado que havia formas de burlá-lo, daí a fragilidade.
    .
    03 – “Como já disse alhures, o máximo que puderam demonstrar é que pode substituir uma mão por um joelho, mas disto nada sai que explique o que os pesquisadores viram.”
    .
    Explica sim, veja:
    .
    Uma segunda experiência então foi executada para repetir as condições dos testes de 1874 com Florence Cook. As manivelas foram desparafusadas do assento e usadas como eletrodos livres em fios metálicos flexíveis. Sendo assim, será conveniente se referir a elas como eletrodos ao se discutir os testes com Florence. Não tendo nenhuma fita elástica para mantê-los presos aos meus pulsos, eu simplesmente segurei um eletrodo em cada mão e ajustei a deflexão do galvanômetro para mais ou menos 40 cm como antes. Então coloquei ambos os eletrodos sucessivamente dentro das minhas meias, de forma que minhas mãos ficaram livres sem produzir quaisquer grandes mudanças na escala do galvanômetro. As mesmas precauções tinham, porém, de ser tomadas para manter um contato firme até que eu tivesse pressionado os eletrodos firmemente entre as minhas meias e tornozelos. Os fios não eram longos o bastante para permitir que eu caminhasse, mas movimentei os meus pés de cima para baixo sem produzir muito movimento na escala do galvanômetro.
    Pode haver pouca dúvida, portanto, de que a nota de rodapé explicativa escrita por Houdini em 1924 (pág. 102) de que, em 1874, Florence poderia ter tirado de um pulso um dos eletrodos que consistiam em um soberano de ouro e de papel mata-borrão embebido em solução salina e o segurado debaixo de seu joelho está substancialmente correta. Existem várias possibilidades. Ela poderia tê-lo prendido debaixo de seu joelho enquanto sentada ou poderia tê-lo colocado no alto da meia-calça embaixo da liga elástica usada normalmente naqueles dias. De fato, ela podia ter prendido ambos os eletrodos na parte de cima da meia-calça de ambas as pernas, deixando suas mãos completamente livres e então dar alguns passos além da abertura do gabinete até a extensão máxima dos fios de conexão, que se arrastariam no chão, longe da vista das testemunhas. Nas ocasiões em que ela tivesse ambos os eletrodos presos em seus pulsos por fios elásticos e quando ela de repente quisesse libertar uma mão, tudo que teria de fazer seria remover o eletrodo daquele pulso com a outra mão e segurá-lo em seus dedos ou prendê-lo na curva de seu braço. O vestido de mangas curtas que ela aparece vestindo na fotografia, Chapa 3, teria facilitado isto. Ao repetir este truque de substituição, é surpreendente o quão rápido ele pode ser executado sem produzir muita deflexão do galvanômetro, mas a superfície da pele tem que estar bem molhada com uma solução salina forte.
    Semelhantemente, quando em 1875 a Sra. Fay viu-se diante de manivelas de metal ‘pregadas agora mais separadamente’, ela poderia ter empregado qualquer um de vários truques para conseguir libertar uma ou ambas as mãos e acenar em qualquer lado do gabinete ou pegar e em seguida entregar objetos para os assistentes (pág. 98). Ela poderia ter empregado a manobra do braço deslizante descrita acima ou não teria sido uma impossibilidade ginástica para ela puxar para baixo uma meia-calça e fazer sua perna nua ficar em cima de ambas as manivelas e enquanto se apoiava na outra perna, obter alcance adicional. Eu consegui fazer isto com sucesso, mas não é fácil.
    Alternativamente, ela poderia ter escondido uma fita comprida em seu vestido, embebida em solução salina ao mesmo tempo em que ela molhava as suas mãos (pág. 97) e quando deixada só na escuridão, ela poderia ter amarrado a fita de uma manivela até a outra sem quebrar a continuidade do circuito, e então livrar ambas as mãos. Este truque pode ser fácil e convincentemente repetido, mas a fita deve ser larga ou dobrada e a solução salina forte. Mesmo com as manivelas separadas por 60 centímetros, não existe nenhuma grande dificuldade em fazer este truque sem grandes oscilações no galvanômetro.
    Tanto a Florence Cook quanto evidentemente à Sra. Fay não faltavam coragem nem iniciativa para empregar alguma manobra visando vencer os testes de Varley e conseguir libertar suas mãos. É uma pergunta em aberto se cada uma delas inventou um método próprio ou se receberam alguma instrução de como poderiam fazê-lo. É significativo que, nos testes de 1875 com a Sra. Fay, apenas pequenos movimentos na escala do galvanômetro foram registrados, e é bastante difícil evitar a conclusão de que como resultado das experiências com Florence em 1874, alguém, talvez o hipotético ‘namorado’ (pág. 172), realizou experimentos para achar as melhores condições para vencer o teste de continuidade e, seja diretamente ou através de Florence, dizer à Sra. Fay como fazer isto.
    Não seria muito correto dizer que se a médium largasse as manivelas por um instante sequer o marcador do galvanômetro retornaria imediatamente para o zero. O período de tempo comparativamente longo do sistema suspenso retardaria o retorno pela fração apreciável de um segundo. Quando eu tentei a experiência no museu, onde o período do galvanômetro era de quatro segundos, um circuito aberto momentaneamente só produziu uma excursão pequena do marcador. Se as leituras da escala registradas forem consideradas como dados médios estimados de um marcador oscilando continuamente, que é o que muitos delas sugerem, é mais do que provável que mudanças momentâneas na corrente devido a movimentos rápidos das mãos da médium seriam completamente mascaradas. Eu também descobri, tanto no museu quanto em experiências subsequentes, que quando o circuito era completado através de meu antebraço e mão cobrindo ambas as manivelas, o ato de segurar a segunda manivela com a minha mão livre não produziu uma deflexão correspondentemente grande do marcador devido ao caminho paralelo através de meu corpo como seria de se esperar. A resistência ôhmica entre quaisquer dois pontos no corpo parece ser quase a mesma e grande comparada com a mão que controla a resistência se a solução salina é forte, de forma que os truques de substituição de mão não precisam de nenhuma destreza em particular.

    .
    Caso Crookes encerrado.

  16. Vitor Diz:

    Guto,
    como você diz que não existe pesquisa? Só a consulta de possíveis fontes alternativas dá um trabalho enorme de pesquisa. Busca-se com isso identificar a possibilidade de plágio. Todas as explicações alternativas precisam ser examinadas.

  17. GUTO Diz:

    Vitor, sábio é o homem que vê o mundo através da lente do AMOR!!! Amor este ensinado de forma magnífica por Jesus Cristo. Que oferece a outra face a quem lhe agride. Que perdoe as ofensas recebidas. Que busca transformar todos os seres humanos em irmãos. O bem que alguns fazem parece que é agressão para outros, pois, se for divulgado e propagado pelo mundo, colocará tal pessoa e sua crença em destaque. E, se essa crença for contrária a minha, devo procurar combater essas pessoas! Denunciá-las como farsantes, santos do pau oco e tudo de ruim, pois assim, as pessoas não mais as respeitarão e admirarão. É um trabalho feio e sujo, pois a maioria dessas pessoas não estão mais entre nós para poder, no mínimo, apresentar as suas defesas!!! Valeu!

  18. Vitor Diz:

    Oi, Guto
    e daí que não estejam mais entre nós? A verdade precisa vir à tona, mais cedo ou mais tarde. Eu busco melhorar a sociedade tornando-a mais crítica contra vigaristas. Você acha esse um trabalho feio e sujo?

  19. GUTO Diz:

    Quando ele é feito com TOTAL ISENÇÃO DE ÂNIMO, não, não acho!!! O fato é quando o trabalho é feito com o interesse de ratificar uma linha de pensamento através de pesquisas forjadas por pessoas que tinham o TOTAL INTERESSE em destruir o teísmo e as religiões. Assim, o trabalho é leviano feio e sujo. Onde está a “VERDADE” que se diz querer conhecer???

  20. GUTO Diz:

    forjada não é literal, no sentido de inventar, mas de trabalhar, só isso. Sem essa definição estaria julgando sem provas!!!

  21. Montalvão Diz:

    Arduin,
    .
    Não tenho qualquer reserva de antipatia por Crookes, ao contrário, desejava que ele tivesse comprovado as materializações com igual eficiência qual fez no trabalho de cientista. O que me admira é que você seja um dos poucos esclarecidos (não falo dos ingênuos que aceitam qualquer historietazinha que confirme crenças como a mais pura realidade, pois não o alinho com esses) que não percebe que a investigação de Crookes é, dizendo o mínimo dos mínimos, insuficiente para demonstrar que entes sem carnes se vistam delas e desfilem ante olhares enlevados dos crentes. Argumentos suficientes sobre essa limitação foram postados aqui e em outros sítios várias vezes, desnecessário repetí-los. Porém, tentarei tirar um tempinho para compilar essas conversas, só para confrontá-lo com sua rabugenta teimosia em admitir os fatos.
    .
    Se não consegue vislumbrar fraquezas na parte interna do trabalho de Crookes, olhe o entorno dele e verá cristalinamente que nenhum saber produtivo essas imaginadas materializações produziram. E o que é que esse quadro infértil lhe diz?
    .
    Outra coisa: você acha que Houdini teria comido a Fay? Falo não no sentido canibalístico do termo…
    .
    Saudações eróticas

  22. Montalvão Diz:

    GUTO DIZ: Vitor, sábio é o homem que vê o mundo através da lente do AMOR!!! Amor este ensinado de forma magnífica por Jesus Cristo. Que oferece a outra face a quem lhe agride. Que perdoe as ofensas recebidas. Que busca transformar todos os seres humanos em irmãos. O bem que alguns fazem parece que é agressão para outros, pois, se for divulgado e propagado pelo mundo, colocará tal pessoa e sua crença em destaque. E, se essa crença for contrária a minha, devo procurar combater essas pessoas! Denunciá-las como farsantes, santos do pau oco e tudo de ruim, pois assim, as pessoas não mais as respeitarão e admirarão.
    .
    COMENTÁRIO: Vitor, abra seu coração, entregue-se à força cósmica e deixe de se dedicar a tais fuxicos de legitimidades. Deixe cada um crer no que quiser, e todos seremos felizes. Garanto de que dentro de cem anos nenhum de nós estará vivo, mas o amor este permanece. Ame a todos e por todos serás amado, e se levardes tirambaço dum insano, lembre-se: é tiro amoroso!
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    Ouça o profeta Gu que aqui veio retirar-lhe a trave de seus olhos, para que finalmente sejas destravado. Entenda que aprender e se esclarecer é pra jacu, importa amar e dar o… melhor de si…
    .
    Saudações neófitas

  23. Toffo Diz:

    Herculanum é um romance atribuído ao Conde Rochester, sedizente autor espiritual de uma porção de obras fantásticas (A Vingança do Judeu, Romance de uma Rainha, Abadia dos Beneditinos, O Faraó Mernephtah, A Lenda do Castelo de Montinhoso, etc), escritos pela médium russa Wera Krijanowskaya. Eu li vários na minha adolescência, atraído pelo fantástico como sempre fui (Edgar Allan Poe, Hoffmann, Guy de Maupassant etc) e posso dizer que esses livros são narrativas eletrizantes, com muita ação, aventuras, mortes, romances secretos, castelos sombrios com passagens secretas, e assim por diante. Não li Herculanum e confesso que não lembrava que CX pudesse ter tido acesso a ele. No entanto eu sei, porque VI CX COMENTANDO, que ele era grandíssimo fã de Rochester. Nessa época de minha adolescência, me lembro que minha mãe leu “Romance de uma Rainha” e passou mal, tinha pesadelos todas as noites, e CX lhe assegurou que ela tinha participado de todas as ações que havia no livro. No fim do livro, o personagem principal, o bruxo, morre e se transforma num vampiro. CX garantiu à minha mãe que vampiros existem, mas que o fato devia ser mantido em segredo, porque quem dissesse que existissem seria considerado “visionário” (o termo que ele usou). É claro que a minha mãe acreditou piamente em tudo o que ele disse. Eu com meus 14, 15 anos ouvi isso e, mesmo na minha ingenuidade, achei meio esquisito tudo isso. Na mesma época, vendo o que acontecia com ela, eu li o livro. Achei um excelente passatempo, nada mais. Esse fato que narro aqui mostra o quão CX era capaz de fazer amigos e influenciar pessoas, botando-lhes minhocas na cabeça por toda a vida. Se ele enganou minha mãe, que não costumava ser boba, imagine quantos mais ele enganou.

  24. Toffo Diz:

    Obs: “Romance de uma Rainha” se passa no antigo Egito na época da rainha Hatshepsut (18ª Dinastia), ca. 1500 AC.

  25. Gorducho Diz:

    A Hatshepsut não foi uma retroencarnação do CX?
     
    Tentei ler esse Herculanum mas não consegui online.

  26. GUTO Diz:

    Sabe o que vejo aqui. Pessoas que estão em busca no nada. Esse mundo não lhe dará nada além do pó que virarás. Ah! Quero ser esclarecido, sabedor de todas as coisas!!! E aí? No final o que isso lhe trouxe de bom? Ninguém me enganou!!! Ninguém me enganou!!! Descobri as farsas das pessoas e que todos são um bando de safados!!! Ok! Cada um segue o que dá MAIS FELICIDADE!!! Se para vc é nisso que ela está, que bom!!! Seja feliz

  27. GUTO Diz:

    Meu caro Montalvão, se vc me der testemunhos reais de que as pessoas que se empenharam tanto em verificar as possíveis falhas nas outras pessoas, ditas como “santas”, foram melhores do que elas, moralmente falando, eu retiro o que disse. Aliás, o que MORAL??? Ela faz parte do seu dia-a-dia. Ela é relativizada, de vez em quando, ou a sua conduta é sempre reta? Hum!!! Esse papo é furado, né?!?!? Chato!!!!!! Prefiro enxergar os problemas alheios, pois o meu dá muito mais TRABALHO!!! Ah!!! Incomoda também, pois assim, vejo quem realmente sou!!! Ah!!! O profeta de novo!!! Rsrsrs. Chaaaaato! RSRSRSRSRS! Valeu.

  28. Toffo Diz:

    Hã??

  29. GUTO Diz:

    Já escrevi para alguns ateus e percebo que eles estão “vagando” no mundo sem direção. Vivem como se fosse em sobrevivência eterna. A felicidade está nos prazeres que eles podem ter. Sexo e dinheiro são as duas palavras principais. O triste disso está em ver que é certo que serão infelizes, pois a “felicidade” que essas coisas lhe dão é FUGAZ!!! Tem prazo para acabar!!! É como o viciado em DROGA. Sempre precisarão correr atrás de um pouco mais, um pouco mais, um pouco mais, um pouco mais, um pouco mais … cansei!!! No dia seguinte, um pouco mais, um pouco mais, um pouco mais, um pouco mais, um pouco mais … cansei!!! É isso, valeu SENHORES DETETIVES DO UNIVERSO!!!

  30. Marcos Arduin Diz:

    01 – “Ele não revistou pois não achou que precisasse. ”
    Pois é. Ele estava errado nisso. Isso é uma fragilidade.
    - A suposta fragilidade, seria se ele desconfiasse que a dita médium pudesse ter algum recurso que lhe permitisse burlar o galvanômetro. Só que temos aqui alguns problemas: tudo isso era do conhecimento de cientistas e não do público comum, ou seja, não é de se esperar que a Eva Fay soubesse o que fazer para burlar o engenho. O próprio Crookes e seus colegas tentaram e viram que não tinha jeito. Qualquer tentativa, destas que já foram aventadas pelo pessoal cético, denunciaria a fraude.
    .
    02 – “Entendia que o galvanômetro oferecia um controle seguro, já que não havia como a médium burlá-lo.”
    E foi demonstrado que havia formas de burlá-lo, daí a fragilidade.
    - Não foi. Tudo o que apresentaram até agora NÃO EXPLICA os resultados observados. Se o Brookesmith ou o Stephenson dizem que “uma fita molhada fecharia o circuito”, você ACREDITA PIAMENTE, sem perguntar se isso de fato funcionaria (é a credulidade causada pelo poder da fé). Agora os colegas do Crookes perceberam essa possibilidade e tentaram usar um lenço molhado para simular essa fraude e FRACASSARAM, pois não conseguiam obter o valor da resistência do corpo humano na bamba: era preciso que Crookes lhes cantasse a leitura do galvanômetro. Isso demonstra a inviabilidade dessa fraude, mas neles você não acredita, né? Tal experimento, feito NA OCASIÃO, prejudica a sua fé nesse método de fraude, certo?
    .
    03 – “Como já disse alhures, o máximo que puderam demonstrar é que pode substituir uma mão por um joelho, mas disto nada sai que explique o que os pesquisadores viram.”
    .
    Explica sim, veja:
    .
    “Uma segunda experiência então foi executada para repetir as condições dos testes de 1874 com Florence Cook. As manivelas foram desparafusadas do assento e usadas como eletrodos livres em fios metálicos flexíveis.”
    - Olha aí a piada. Veja bem, Vitor, como você acredita em QUALQUER BOBAGEM, desde que endosse a sua fé na falência experimental do Crookes. Então o Brookesmith aí, que deu todas as pintas de fazer um experimento TODO IMPROVISADO, usou… fios FLEXÍVEIS. Mas Crookes teria usado fios flexíveis? Eles eram comuns em sua época? Ao menos nisso o Stephenson foi mais honesto. Ele usou fios flexíveis e viu que o “médium” podia até fazer flexões de braços que isso não afetava a leitura. Mas quando repetiu isso com fios maciços, que não têm a mesma flexibilidade a curta distância como os de cobre industriais flexíveis, aí a coisa já complicava muito…
    .
    “Sendo assim, será conveniente se referir a elas como eletrodos ao se discutir os testes com Florence. Não tendo nenhuma fita elástica para mantê-los presos aos meus pulsos,”
    - Como eu disse, o cara nem PLANEJOU o experimento. Foi fazendo-o de qualquer jeito. Nem elásticos, que podem ser comprados em qualquer papelaria, ele arranjou. Só mesmo você para achar que esse cara fez um experimento sério…
    .
    “Os fios não eram longos o bastante para permitir que eu caminhasse, mas movimentei os meus pés de cima para baixo sem produzir muito movimento na escala do galvanômetro.”
    - Como se vê, ele nem pesquisou nada, nem planejou nada para obter coisas comuns NA ÉPOCA, nem simular exatamente como se teria sido feito nos experimentos registrados. Nisso ao menos eu respeito o Stephenson.
    .
    “Pode haver pouca dúvida, portanto, de que a nota de rodapé explicativa escrita por Houdini em 1924 (pág. 102) de que, em 1874, Florence poderia ter tirado de um pulso um dos eletrodos que consistiam em um soberano de ouro e de papel mata-borrão embebido em solução salina e o segurado debaixo de seu joelho está substancialmente correta.”
    - Com um experimento improvisado e porcaria e com a nota de rodapé de um MENTIROSO, só mesmo um cético sábio, culto, racional e inteligente para levar isso a sério.
    .
    “Existem várias possibilidades. Ela poderia tê-lo prendido debaixo de seu joelho enquanto sentada ou poderia tê-lo colocado no alto da meia-calça embaixo da liga elástica usada normalmente naqueles dias.”
    - No experimento do Stephenson, notei essa falha. Ele colocou mataborrões embebidos na solução salina entre dois contatos e a queda na indicação só ocorreu quando estavam quase secos. Teoricamente, isso desmentia a hipótese chutada pelo Varley, de que a constante queda que ele notava seria devido ao fato de os mataborrões estarem secando. O Stephenson deveria ter montado o mesmo sistema do Varley e ir secando os mataborrões em contato com a pele do “médium” com secadores de cabelo e aí verificar se haveria queda na leitura ou não. Mas isso ele não fez.
    E o babacão do Brookesmith nem sequer tentou nada parecido: só SUPÔS que se poderia ter feito isso ou aquilo. Se a hipótese de Varley estiver certa, então os mataborrões, em contato com o tecido das meias calças, secariam rapidamente e haveria uma forte e inexplicável queda na leitura do galvanômetro. Além disso tem toda a palhaçada de não ter ele montado a coisa como foi feita na ocasião. Com fios soltos e flexíveis, sem nada em perigo de desmoronar, explicam-se os resultados bobos do Brookesmith.
    .
    “e então dar alguns passos além da abertura do gabinete até a extensão máxima dos fios de conexão, que se arrastariam no chão, longe da vista das testemunhas.”
    _ Mas não dos pés da médium. Se as testemunhas não podiam vê-los, a médium, com aquela saiona, menos ainda. Não havia perigo de pisar em cima deles e romper o contato? Pensar nisso é proibido pela comunidade cética. Certo?
    .
    “tudo que teria de fazer seria remover o eletrodo daquele pulso com a outra mão e segurá-lo em seus dedos ou prendê-lo na curva de seu braço. O vestido de mangas curtas que ela aparece vestindo na fotografia, Chapa 3, teria facilitado isto. Ao repetir este truque de substituição, é surpreendente o quão rápido ele pode ser executado sem produzir muita deflexão do galvanômetro, mas a superfície da pele tem que estar bem molhada com uma solução salina forte.”
    - Outra piada na qual só um cético sábio consegue crer. Qual a chance de ela fazer isso sem desmoronar o precário arranjo feito? Ah! A pele tem de estar BEM MOLHADA e a SOLUÇÃO SALINA FORTE? Então ela também teria de ter consigo um frasco com a dita solução… Por que ele não foi mencionado? E como é que ela saberia disso tudo?
    .
    “Semelhantemente, quando em 1875 a Sra. Fay viu-se diante de manivelas de metal ‘pregadas agora mais separadamente’, ela poderia ter empregado qualquer um de vários truques para conseguir libertar uma ou ambas as mãos e acenar em qualquer lado do gabinete”
    - Ô babacão Brookesmith, só daria para ela acenar para UM LADO da porta, pois o outro estava além da medida do braço da madame. E não foi só acenar o que ela fez não.
    .
    “ou pegar e em seguida entregar objetos para os assistentes (pág. 98). Ela poderia ter empregado a manobra do braço deslizante descrita acima ou não teria sido uma impossibilidade ginástica para ela puxar para baixo uma meia-calça e fazer sua perna nua ficar em cima de ambas as manivelas e enquanto se apoiava na outra perna, obter alcance adicional. Eu consegui fazer isto com sucesso, mas não é fácil.”
    - Ah! Você conseguiu fazer isso? E conseguiu PERCORRER os corredores da biblioteca e achar livros no escuro e destrancar uma escrivaninha com fechadura de segredo, tirar um cinzeiro de lá, com tal recurso? Faça-me um favor, Vitor, diga-me POR QUE você acredita nisso. E não vou aceitar como resposta: _ Porque o Brookesmith disse.
    .
    “Alternativamente, ela poderia ter escondido uma fita comprida em seu vestido, embebida em solução salina ao mesmo tempo em que ela molhava as suas mãos (pág. 97) e quando deixada só na escuridão, ela poderia ter amarrado a fita de uma manivela até a outra sem quebrar a continuidade do circuito, e então livrar ambas as mãos.”
    - Tá só faltando uma coisa: garantir que essa fita produziria exatamente a mesma declinação e corrente que o corpo da madame. Lembre-se que antes de todos saírem, isso foi medido. E aproveite para explicar como ela conseguiu isso e os colegas de Crookes, não.
    .
    “Este truque pode ser fácil e convincentemente repetido, mas a fita deve ser larga ou dobrada e a solução salina forte. Mesmo com as manivelas separadas por 60 centímetros, não existe nenhuma grande dificuldade em fazer este truque sem grandes oscilações no galvanômetro.”
    - E você fez isso, babacão? Então por que não nos contou como é que se consegue isso na bamba? E por que com você não houve oscilações e com os colegas do Crookes houve? Será que depois de 90 anos de fabricação e 45 de desuso, o galvanômetro já não estava prestando mais?
    .
    “Tanto a Florence Cook quanto evidentemente à Sra. Fay não faltavam coragem nem iniciativa para empregar alguma manobra visando vencer os testes de Varley e conseguir libertar suas mãos. É uma pergunta em aberto se cada uma delas inventou um método próprio ou se receberam alguma instrução de como poderiam fazê-lo.”
    - Impossível inventar esses métodos se não conhecessem o mecanismo da coisa. E pra piorar, os sábios céticos de hoje NÃO CONSEGUIRAM inventar método algum que burlasse o galvanômetro, servindo-se dos recursos da época.
    .
    “É significativo que, nos testes de 1875 com a Sra. Fay, apenas pequenos movimentos na escala do galvanômetro foram registrados, e é bastante difícil evitar a conclusão de que como resultado das experiências com Florence em 1874, alguém, talvez o hipotético ‘namorado’ (pág. 172), realizou experimentos para achar as melhores condições para vencer o teste de continuidade e, seja diretamente ou através de Florence, dizer à Sra. Fay como fazer isto.”
    - Quem é o namorado?
    .
    “Não seria muito correto dizer que se a médium largasse as manivelas por um instante sequer o marcador do galvanômetro retornaria imediatamente para o zero. O período de tempo comparativamente longo do sistema suspenso retardaria o retorno pela fração apreciável de um segundo. Quando eu tentei a experiência no museu, onde o período do galvanômetro era de quatro segundos, um circuito aberto momentaneamente só produziu uma excursão pequena do marcador. Se as leituras da escala registradas forem consideradas como dados médios estimados de um marcador oscilando continuamente, que é o que muitos delas sugerem, é mais do que provável que mudanças momentâneas na corrente devido a movimentos rápidos das mãos da médium seriam completamente mascaradas.”
    - Aventei a hipótese de este galvanômetro já não funcionar bem devido à velhice. Mas por que Crookes e os outros mentiriam sobre isso? No máximo, tal declaração apavoraria o médium, que se sentiria muito inseguro para tentar uma fraude, largando o contato ainda que por um instante…
    .
    “Eu também descobri, tanto no museu quanto em experiências subsequentes, que quando o circuito era completado através de meu antebraço e mão cobrindo ambas as manivelas, o ato de segurar a segunda manivela com a minha mão livre não produziu uma deflexão correspondentemente grande do marcador devido ao caminho paralelo através de meu corpo como seria de se esperar. A resistência ôhmica entre quaisquer dois pontos no corpo parece ser quase a mesma e grande comparada com a mão que controla a resistência se a solução salina é forte, de forma que os truques de substituição de mão não precisam de nenhuma destreza em particular.”
    - Nenhum desses truques permitiram à médium afastar-se da parede e percorrer a biblioteca, nem fazer aparecer um fantasma, que foi visto por uma testemunha que ENTROU na biblioteca. Como se pode ver, as explicações céticas exigem, além de MUITA FÉ, varrer para baixo do tapete as informações inconvenientes.
    .
    Caso Crookes encerrado.
    - Dessa maneira, com muita mentira e malabarismo, é muito fácil encerrá-lo.

  31. Gorducho Diz:

    De qualquer maneira o Sr., Professor, concordará que se foram verdadeiras as materializações, ficou desprovada a hipótese do “ectoplasma”, certo? Cedendo o médium matéria teria o galvanômetro registrar aumento ou diminuição na resistência do médium.
    Sim, eu sei que o ectoplasma é história do Richet, posterior.

  32. GUTO Diz:

    Caro Vitor, se me permite dar uma sugestão, aqui vai. Por que vc não faz uma pesquisa sobre os doutores da alegria. Eles estão nos hospitais fazendo um trabalho de alto valor, de doação e amor ao próximo. Eles têm muitas histórias sobre vida, morte, fé, felicidade e caridade!!! Vale a pena. Abraço e Paz e Amor para vc. Valeu.

  33. Sanchez Diz:

    Esse post vai dar o que falar.

  34. ary Diz:

    e então voltamos a nossa programação normal……(até que enfim voltou a se falar do principal personagem… CX. ë isso dá audiência…..Acorda Vitor)

  35. GUTO Diz:

    Tolo é o homem que acredita estar o mundo na fase das revelações. Que a ciência revelará tudo, incluindo a inexistência de Deus. Que o saber humano está tão avançado que pode, com todo a CERTEZA, ridicularizar o pensamento de que tudo é obra de um ser supremo (a teoria criacionista), criador de todas as coisas. Só o homem ensobercido (não sei se está certo) afirma aquilo que não pode ser afirmado, ou seja, que não existe Deus!!! Esse homem, pelo orgulho, rejeita a própria lógica afirmando o que não foi provado. Desta forma, não havendo provas contra o réu (Deus), este é inocente por falta de provas. Há quem diga que por incompetência dos cientistas!!! Pode ser!?!?!? O futuro revelará que sim ou que não! Quem sabe? Rsrsrsrs Olha o trocadilho no “Quem sabe?” – Perceberão??? Rsrsrsrs!!!

  36. GUTO Diz:

    onde se lê estar = está; e
    Perceberão = Perceberam. O Aurélio ligou pra mim para avisar!!! Rsrsrs!

  37. Marcos Arduin Diz:

    Balofo, o que tem uma coisa a ver com outra? Por que uma autêntica materialização invalidaria o ectoplasma?

  38. Vitor Diz:

    Oi, Arduin,
    comentando:
    01 – “tudo isso era do conhecimento de cientistas e não do público comum, ou seja, não é de se esperar que a Eva Fay soubesse o que fazer para burlar o engenho.”
    .
    Isso foi planamente respondido pelo Brookes-Smith: “é bastante difícil evitar a conclusão de que como resultado das experiências com Florence em 1874, alguém, talvez o hipotético ‘namorado’ (pág. 172), realizou experimentos para achar as melhores condições para vencer o teste de continuidade e, seja diretamente ou através de Florence, dizer à Sra. Fay como fazer isto.”
    .
    Quanto ao ‘namorado’, é dito: “Esse ‘namorado’ hipotético pode bem ter sido Crookes; mas pode igualmente ter sido algum outro membro de seu círculo (se havia tal) com os conhecimentos e técnicas necessários.”
    .
    02 – “O próprio Crookes e seus colegas tentaram e viram que não tinha jeito. Qualquer tentativa, destas que já foram aventadas pelo pessoal cético, denunciaria a fraude.”
    .
    Errado. As tentativas de Crookes e seus colegas possuem uma falha grotesca. Lá é dito:
    .
    “Meus amigos inspecionaram estas condições, e dois deles, membros famosos da Royal Society, tentaram tudo o que foi possível, conectando os dois terminais com um lenço úmido. Em meio a uma série de ajustes cuidadosos, eles me consultavam sobre a quantidade de deflexão que havia sido produzida no galvanômetro, de modo que com o tempo obtiveram uma quantidade de resistência equivalente a de um corpo humano. Porém, isto não teria sido possível sem as informações do galvanômetro, que indicava violentas oscilações do raio de luz e denunciava que eles estavam tentando restabelecer um novo contato através de algum tipo de truque. Após a sugestão de um deles, e para prevenir futuros erros, as manivelas de metal foram fixadas bem distantes uma da outra. Feito isso, ele expressou estar satisfeito, pois sabia que nem ele mesmo, nem qualquer outra pessoa poderia repetir a experiência com o lenço que ele acabara de exibir.”
    .
    Qual o problema então? O problema é que nem Crookes nem seus colegas molharam as próprias mãos na solução salina. Eles ficaram tentando acertar a resistência de um corpo humano a esmo. Só que não foi isso que Fay fez. Ela colocou as próprias mãos e o lenço que ela trazia escondido na roupa na solução salina. Assim tanto ela quanto o lenço ficaram com as mesmas propriedades, e com a mesma resistência. Veja o momento em que Fay faz isso: “As manivelas de metal foram firmemente cobertas com dois pedaços de linho embebidos em sal e água. Antes de começar as experiências, a Sra. Fay mergulhou suas mãos em sal e água, e então, ao segurar nas manivelas, notei que a deflexão era sempre muito constante, devido à ampla quantidade de superfície exposta ao contato com as mãos. Quando ela segurou os terminais, a quantidade exata de deflexão devido à resistência de seu corpo foi medida pelo galvanômetro; se ela fizesse com que as manivelas tocassem uma à outra a deflexão seria tão grande que faria a luz pular rapidamente para fora da escala; se ela parasse de segurar as manivelas por um momento o raio de luz cairia para zero; se ela tentasse substituir qualquer coisa além de seu corpo para estabelecer um contato parcial entre as duas manivelas, as grandes oscilações do índice luminoso, que aconteceriam enquanto isso estivesse sendo feito, tornar-se-iam evidentes, uma vez que as possibilidades teriam sido infinitas contra a produção da quantia correta de deflexão.”
    .
    Crookes estava errado em dizer as possibilidades teriam sido infinitas. Isso só seria verdadeiro se ela trouxesse uma fita já embebida numa solução salina que ela própria tivesse feito antes do experimento. Não se ela mergulhasse a fita ou lenço na mesma solução salina em que ela mergulhou as mãos no momento do experimento. Essa foi a falha de Crookes e colegas.
    .
    E quanto a Crookes achar que afastando as manivelas resolveria o problema, isso mostra outra fragilidade do experimento, que o Brookes-Smith respondeu também: “Alternativamente, ela poderia ter escondido uma fita comprida em seu vestido, embebida em solução salina ao mesmo tempo em que ela molhava as suas mãos (pág. 97) e quando deixada só na escuridão, ela poderia ter amarrado a fita de uma manivela até a outra sem quebrar a continuidade do circuito, e então livrar ambas as mãos. Este truque pode ser fácil e convincentemente repetido, mas a fita deve ser larga ou dobrada e a solução salina forte. Mesmo com as manivelas separadas por 60 centímetros, não existe nenhuma grande dificuldade em fazer este truque sem grandes oscilações no galvanômetro.”
    .
    Pois então, a solução salina era forte. E tanto as mãos quanto o lenço ficaram embedidos na mesma solução salina, então não há diferenças para a resistência de um corpo humano. Crookes e colegas não mergulharam as próprias mãos na solução salina. Tivessem feito isso, veriam que a resistência das mãos deles e do lenço seriam iguais, ou muito próximas.

  39. Vitor Diz:

    Arduin
    o que o Gorducho quis dizer é que se a Fay ou a Florence estivessem materializando alguma coisa mesmo, então a resistência do corpo delas cairia muito! Afinal, o médium doa parte de seu ectoplasma para a materialização, há relatos até de braços e pernas do médium que desaparecem. Imagina se as mãos de Fay são desmaterializadas durante a materialização do espírito? Não deveria haver um registro dos instrumentos dessa perda de resistência do corpo das médiuns? Como isso não aconteceu, não estava havendo materialização alguma, ou os instrumentos acusariam a desmaterialização do corpo das médiuns. A materialização do espírito não é sempre acompanhada da desmaterialização de uma parte do corpo do médium?

  40. Gorducho Diz:

    Ou talvez aumentar. Se poderia alternativamente supor que a perda de sustança reduzisse a concentração de portadores de carga disponíveis à disposição do Varley.

  41. Gorducho Diz:

    21:04:30 a alma aparece parada na cortina aberta;
    21:05:00 luz pula fora-da-escala.
     
    A “médium” ao testar os limites da fiação, rompe o circuíto. Exatamente como disse o cara que refez o experimento dos bocós Vitorianos.

  42. Gorducho Diz:

    Leitura das 21:04 (quando a mão materializada entregou o reloginho que ficava a 5′ da cadeira):
    I = 213° (portanto praticamente a mesma 211 inicial);
    Rmédium = 6500 BAU (Δ -1,5% desprezível)

  43. NVF Diz:

    Vitor,
    .
    Um parênteses: conhece o caso a seguir?
    .
    http://homepage2.nifty.com/anomalousphenomena/JournalPaulista1972-7-28.PDF

  44. NVF Diz:

    “A materialização do espírito não é sempre acompanhada da desmaterialização de uma parte do corpo do médium?”
    .
    Isso aí é polêmico. Há diversas correntes e entendimentos sobre o processo de materialização.
    ,
    Porém, como Flammarion bem disse: “ninguém sabe os meios de produção” de tais fenômenos.

  45. Toffo Diz:

    Há um arquivo aqui sobre as semelhanças entre Herculanum e HDMA, mas as discussões nele não foram muitas. De qualquer forma, como eu disse, CX era fã de Rochester e, muito provavelmente, leu o livro antes de escrever HDMA.

  46. Gorducho Diz:

    Por isso me bateu na cabeça a Hatshepsut. O CX talvez tenha se encantado com o “Romance de uma Rainha”, e se meteu na cabeça que fora ela… Daí talvez tenha assoprado isso no ouvido de algum(ns) discípulo(s).
    Na verdade não sei se ele terá surgido isso – se será como a história da NASA que ninguém sabe de donde saiu -, mas a lenda circula por entre os crédulos.

  47. Gorducho Diz:

    Na verdade não sei se ele como terá surgido isso (…)

  48. Montalvão Diz:

    DITOSO GUTO,
    .
    Embora esteja eu quilômetros abaixo de sua gorducha sapiência, tento aqui explicar-me explicativamente tendo por inspiração o magnânimo proferimento que prolatou de seu pedestal.

    .
    GUTO Diz: Meu caro Montalvão, se vc me der testemunhos reais de que as pessoas que se empenharam tanto em verificar as possíveis falhas nas outras pessoas, ditas como “santas”, foram melhores do que elas, moralmente falando, eu retiro o que disse.
    .
    COMENTÁRIO: VIXI, essa é difícil pracaramba, creio que a fadinha-do-dente seja a mais indicada para atender sua reivindicação.
    /
    /
    GUTO Diz: Aliás, o que MORAL???
    .
    COMENTÁRIO: vamos ver: MORAL, oxítona(?), tônica, que vezes cumpre função substantiva, quando se diz: “a moral”, mas pode cumprir outras funções que não me arrisco nomear porque tem tempo pracaramba que estudei essas coisas…
    /
    /

    GUTO Diz: Ela faz parte do seu dia-a-dia.[?]
    .
    COMENTÁRIO: acho que deve fazer, mas se não fizer, fazer o quê?
    /
    /
    GUTO Diz: Ela é relativizada, de vez em quando, ou a sua conduta é sempre reta?
    .
    COMENTÁRIO: se fala de minha conduta em relação à moral, ela será sempre reta desde que eu não beba muito, ocasião em que posso andar tanto pra frente quanto pros lados.
    /
    /

    GUTO Diz: Hum!!! Esse papo é furado, né?!?!? Chato!!!!!! Prefiro enxergar os problemas alheios, pois o meu dá muito mais TRABALHO!!! Ah!!! Incomoda também, pois assim, vejo quem realmente sou!!! Ah!!! O profeta de novo!!! Rsrsrs. Chaaaaato! RSRSRSRSRS! Valeu.
    .
    COMENTÁRIO: entendi tudinho, quase… só não entendi o que significa “?!?!?”, ou “!!!”… No tempo em que me alfabetizei (sim, pode não parecer, mas leio, escrevo e assino o nome) pontuação era um sinalzinho só e, às vezes, se admitia o “?!” para indagação exclamativa. De qualquer modo, valeu pra mim também!?
    .
    saudações na moral.

  49. Montalvão Diz:

    GUTO Diz: Sabe o que vejo aqui. Pessoas que estão em busca no nada. Esse mundo não lhe dará nada além do pó que virarás. Ah! Quero ser esclarecido, sabedor de todas as coisas!!! E aí? No final o que isso lhe trouxe de bom? Ninguém me enganou!!! Ninguém me enganou!!! Descobri as farsas das pessoas e que todos são um bando de safados!!! Ok! Cada um segue o que dá MAIS FELICIDADE!!! Se para vc é nisso que ela está, que bom!!! Seja feliz
    .
    COMENTÁRIO: tem toda a razão e é por isso que eu bebo.
    aliás, acho que bebi sem saber: estou vendo um monte de exclamações (!!!) onde só deveria haver uma…

  50. Montalvão Diz:

    GUTO Diz: Caro Vitor, se me permite dar uma sugestão, aqui vai. Por que vc não faz uma pesquisa sobre os doutores da alegria. Eles estão nos hospitais fazendo um trabalho de alto valor, de doação e amor ao próximo. Eles têm muitas histórias sobre vida, morte, fé, felicidade e caridade!!! Vale a pena. Abraço e Paz e Amor para vc. Valeu.
    .
    COMENTÁRIO: acho que alguém está apaixonado…

  51. Montalvão Diz:

    Gorducho Diz: De qualquer maneira o Sr., Professor, concordará que se foram verdadeiras as materializações, ficou desprovada a hipótese do “ectoplasma”, certo? Cedendo o médium matéria teria o galvanômetro registrar aumento ou diminuição na resistência do médium.
    Sim, eu sei que o ectoplasma é história do Richet, posterior.
    .
    COMENTÁRIO: bem lembrado Gorducho, noutro tópico confrontei Arduin com essa questão mas ele passou batido pelo óbice. Vamos ver se agora ele, que tanto reclama por explicações, saberá explicar essa dificultática oriunda da problemática materializativa. Aliás, sempre que se vê diante da irrealidade do ectoplasma o lúdico professor lembra que esqueceu de regar as plantinhas…

  52. Montalvão Diz:

    .
    GORDUCHO e ARDUIN,
    .
    Para recordar o comentário que fiz ao douto magister sobre a não perda de massa de Fay, reproduzo o que fora dito no tópico “Crimes e desaparecimentos resolvidos com a ajuda de médiuns”, parte2:

    .
    ARDUIN: Ôh Moisés, não dê uma de Houdini… Os resistores que conhecemos de circuitos eletrônicos foram inventados muito tempo depois de 1875. Naquela época nem se imaginavam circuitos assim. Não me lembro onde foi que li isso, mas o único resistor possível para a Fay seria um certo arame de aço feito na França e que teria de ter ao menos 300 metros de comprimento. Uma coisa muito fácil de se transportar e de se esconder, certo? Além disso, se ela usasse um suposto resistor, haveria um problema: a resistência ficaria suspeitosamente fixa. O fato de ela segurar os contatos fazia a resistência oscilar e daí as variações de leituras.
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    COMENTÁRIO: engano seu, resistores modernos se referem aos utilizados em eletrônica. Fala-se que foi Thomas Edison o inventor da peça, outros atribuem o feito a Nicola Tesla. Talvez se não houvesse resistores naqueles tempos houvesse peças com poderes equivalentes. Isso teria de ser averiguado. No entanto, quem falou em resistor foi você, citando comentário do Vitor. Como não contestou a alegação do Visoni entendi que aceitara a hipótese, apenas achando que Fay não conseguiria montar um desses no tamanho certo.
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    MAS HÁ UMA QUESTÃO QUE ESTÁ SENDO DEIXADA DE LADO, APESAR DE EU A TER COMENTADO ANTERIORMENTE, E QUE É IMPORTANTE. Fala-se que foi comprovada haver perda de massa por parte da médium durante o processo de materialização. Você mesmo defende tal coisa. Pois bem, alterando a massa do corpo creio que a resistência se modifica e isso deveria ser apontado no galvanômetro, ou não? Pelo visto, Fay não perdeu nem uma massinha de dentes e isso precisaria ser esclarecido…

  53. GUTO Diz:

    Caro Montalvão, nada a declarar! Desta vez, só um, ok? Seguirei a minha vida da forma que melhor me convém. Da forma que me faz sentir VIVO e FELIZ. Como Jesus dizia: Existem pessoas que estão mortas e nem sabem disso.

  54. GUTO Diz:

    Ah, faltou… PATÉTICO!

  55. Arnaldo Paiva Diz:

    Senhores, boa noite
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    Me desculpem a intromissão, mas sempre leio o que está escrito no rodapé da página que diz:
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    “O objetivo deste site é analisar cientificamente livros ou mensagens ditos “psicografados”, ou seja, escritos ou ditados por um suposto espírito através de um “médium”, apontando erros e acertos à luz da Ciência atual. Também busca analisar possíveis fontes de informação em que o médium teria se baseado para escrever a obra, possibilidades de plágio (fraude), de “plágio inconsciente” (também conhecido como criptomnésia), e mesmo a possível ocorrência de um genuíno fenômeno paranormal. Serão analisadas obras de médiuns famosos e menos conhecidos”.
    .
    Eu perguntaria – baseado nas informações acima -, ao senhor Vitor, Toffo e Montalvão, que parecem ser os principais pesquisadores científicos dos assuntos aqui estudados e examinados, se é um comportamento científico desclassificar uma pesquisa científica de tantos anos, e o próprio cientista como Williams Crooks, que não fez uso somente deste aparelho de teste tão discutido, que não trabalhou somente com uma médium, mas com vários outros, baseados apenas em argumentos que mostram os meios em que os médiuns poderiam ter usado para enganar esse cientista – eu disse poderiam ter usado – dessa ou daquela maneira, feito assim ou assado, sem nenhum teste no terreno dos fatos?
    .
    Não estou falando do teste tipo “reconstituição” que se empenharam em mostrar através dele, os artifícios com os quais a médium ou médiuns poderiam (poderiam) ter usado para enganar Crooks, estou falando em testes para verificar por meio de uma experiência científica, usando médiuns sérios, se o fenômeno de materialização (hoje comprovado a sua veracidade) é possível ou não. Por outro lado resta saber se os médiuns fraudaram.
    .
    Vale aqui lembrar, que os senhores como cientistas que dizem ser, deviam saber que a fraude representa o lado negativo de uma investigação, principalmente neste campo dos fenômenos psíquicos, pelo fato de envolver diretamente como instrumento de investigação, o ser humano. Portanto, pode haver fraude tanto no Espiritismo como em qualquer outro campo de investigação, é só um dos diversos escolhos ou pedra de tropeço no caminho de todo aquele que trabalha para descobrir a verdade no campo das experiências.
    .
    Agora temos o outro lado da questão que são os fenômenos rigorosamente provados, que representam o lado positivo da investigação, no caso, os fatos incontestável do Espiritismo. Da mesma forma que a mentira jamais destruirá a verdade, a fraude também jamais destruirá a evidência dos fatos. Mais cedo ou mais tarde, a fraude desmascara-se por si só, mas os fatos permanecem. Assim é que os fatos espíritas passaram e estão passando por todas as experiências e críticas, enquanto as fraudes – como já falei -, se desacreditaram por si mesmas.
    .
    Quanto ao Toffo e o Montalvão, se esconderem por trás de um argumento anti-científico, de que as experiências feitas por estes cientistas envelheceram, (é mais um preconceito contra a velhice), faço minha as palavras de Ian Stevenson no seu livro CASOS EUROPEUS DE REENCARNAÇÃO:
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    “Os leitores que acreditam que a força da prova evapora com a passagem do tempo e os que pensam que os observadores precoces são menos cuidadosos que nós acharão esses casos antigos não convincentes. Não pertenço a esse grupo. Se um leitor perguntar por que devemos achar esses casos dignos de confiança, eu retruco: e por que não?
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    E por que não? Toffo e Montalvão…

  56. Henrique Diz:

    Arnaldo Paiva
    Boa noite….gostaria de ler o livro do Dr. Wickland
    “Trinta anos entre os mortos”…eu tenho uma versão inglesa do livro, mas não sou muito afeito a língua do Tio Sam…será que já existe uma versão traduzida? Seria uma ótima oportunidade de discussão, se todos os integrantes deste blog pudessem tb ler, afinal o que mais se discute aqui é a existência do espirito…ou será que não vale a penar perder tempo com essa obra? Seria loucura da cabeça do Dr. Wickland ou puro animismo? Se não tem versão traduzida, não seria o caso de traduzirmos? O Vitor poderia ver o custo e se seria viável.

  57. Marcos Arduin Diz:

    “Isso foi planamente respondido pelo Brookes-Smith: “é bastante difícil evitar a conclusão de que como resultado das experiências com Florence em 1874, alguém, talvez o hipotético ‘namorado’ (pág. 172), realizou experimentos para achar as melhores condições para vencer o teste de continuidade e, seja diretamente ou através de Florence, dizer à Sra. Fay como fazer isto.”
    - Vitor, faça-me um favor: isso não é nenhuma resposta plana (nem plena): é um CHUTE. NÃO HÁ PROVA ALGUMA, NEM MESMO QUALQUER INDÍCIO de que alguém houvesse passado qualquer informação privilegiada de como burlar o sistema, inclusive porque não conseguiram achar um jeito de burlá-lo. Exatamente por isso é que confiavam no sistema. E como se vê, até agora nenhum cético pôde apresentar algum sistema VIÁVEL. Tudo o que fazem é CHUTAR possibilidades, mas que não passam pelos testes.
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    “Quanto ao ‘namorado’, é dito: “Esse ‘namorado’ hipotético pode bem ter sido Crookes; mas pode igualmente ter sido algum outro membro de seu círculo (se havia tal) com os conhecimentos e técnicas necessários.”
    - Mais CHUTES. É outra pataquada cética achar que Crookes ficasse bobamente apaixonado por médiuns, inclusive os médiuns homens aos quais validou. Vitor, tal alegação NÃO FAZ O MENOR SENTIDO, pois tais pesquisas eram vistas com hostilidade pela comunidade científica (e são vistas assim até hoje). Os envolvidos nelas só se envolviam mesmo porque viam que lá tinha coisa REAL. E se mesmo tendo coisa real, não conseguiam convencer aos seus colegas, com que cara ficariam se endossassem farsantes e esses fossem pegos no flagra?
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    “Qual o problema então? O problema é que nem Crookes nem seus colegas molharam as próprias mãos na solução salina. Eles ficaram tentando acertar a resistência de um corpo humano a esmo.”
    - KKKK! Isso aí me faz lembrar o Weissman na sua avaliação do relatório Fielding, que validou a Eusápia. Di ele que o cúmplice que ajudou a Eusápia entrou pelo alçapão que havia no teto do quarto do hotel. Como Weissman descobriu a existência desse alçapão? Simples: os investigadores NÃO DISSERAM que NÃO HAVIA alçapão no quarto do hotel. Como não disseram isso, então fica comprovado que tal alçapão existia… mesmo que alçapões em quartos de hotel sejam coisa muito rara.
    A única concessão que lhe faço, Vitor, é que os eventos relatados no relatório não obedeceram uma exata ordem cronológica, mas uma leitura atenta nos permite perceber que tal coisa não poderia ter acontecido depois de outra, pois inviabilizaria sua realização.
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    De onde concluiu que não mergulharam as mãos em solução salina? Por que adotariam dois procedimentos distintos: um pro teste e outro para médium? Isso NÃO FAZ SENTIDO. O máximo que se pode dizer é que não disseram ter feito isso por detalharam o processo mais adiante quando a médium foi testada.
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    “Só que não foi isso que Fay fez. Ela colocou as próprias mãos e o lenço que ela trazia escondido na roupa na solução salina. Assim tanto ela quanto o lenço ficaram com as mesmas propriedades, e com a mesma resistência.”
    - Olha aí o poder da fé… Leva ao DESESPERO de inventar propriedades em coisas nada equivalentes… Desde quando um lenço molhado em solução salina vai ficar com a mesma resistência do corpo da pessoa que mergulhou as mãos na mesma solução salina? Acaso o corpo da pessoa vai se embeber dessa solução salina tal como o lenço? Pare de falar besteira! Mergulhar as mãos na solução salina NÃO VAI REDUZIR a resistência do corpo da pessoa. Essa resistência é dada pela pele (o sangue é condutor) e mesmo molhada na superfície, não o será por dentro. É MUITA ILUSÃO SUA achar que o lenço e a pessoa vão ficar com a mesma resistência. Pegue um galvanômetro moderno e experimente fazer isso.
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    “Veja o momento em que Fay faz isso: “As manivelas de metal foram firmemente cobertas com dois pedaços de linho embebidos em sal e água. (…) uma vez que as possibilidades teriam sido infinitas contra a produção da quantia correta de deflexão.
    Crookes estava errado em dizer as possibilidades teriam sido infinitas. Isso só seria verdadeiro se ela trouxesse uma fita já embebida numa solução salina que ela própria tivesse feito antes do experimento. Não se ela mergulhasse a fita ou lenço na mesma solução salina em que ela mergulhou as mãos no momento do experimento. Essa foi a falha de Crookes e colegas.”
    - Vitor, de novo vem aqui as SUPOSIÇÕES (tolas) da comunidade cética. O único jeito de isso ser feito seria se ela, ao invés de segurar as manivelas, colocasse imediatamente o lenço nelas. A comunidade cética EXIGE que eu acredite que Crookes e seus colegas eram um bando de cegos e tapados que NÃO TERIAM A MENOR CONDIÇÃO DE PERCEBER ISSO. Se está dito lá que ela SEGUROU as manivelas e aí a leitura começou a ser feita e só então foi deixada sozinha, NÃO HAVIA COMO soltar as mãos, pegar o lenço no fundo do balde e colocá-lo entre as manivelas SEM CAUSAR AS OSCILAÇÕES na leitura do galvanômetro. Ela teria de já estar com o lenço com as pontas uma em cada mão e prendê-lo nas manivelas quando fingiu que as seguro. Só que aí você terá de defender a tese de que tal lenço, além milagrosamente ter a exata mesma resistência do corpo dela, ainda por cima era INVISÍVEL.
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    “E quanto a Crookes achar que afastando as manivelas resolveria o problema, isso mostra outra fragilidade do experimento, que o Brookes-Smith respondeu também: “Alternativamente, ela poderia ter escondido uma fita comprida em seu vestido, embebida em solução salina ao mesmo tempo em que ela molhava as suas mãos (pág. 97) e quando deixada só na escuridão, ela poderia ter amarrado a fita de uma manivela até a outra sem quebrar a continuidade do circuito, e então livrar ambas as mãos. Este truque pode ser fácil e convincentemente repetido, mas a fita deve ser larga ou dobrada e a solução salina forte. Mesmo com as manivelas separadas por 60 centímetros, não existe nenhuma grande dificuldade em fazer este truque sem grandes oscilações no galvanômetro.”
    - Outra piada na qual só você acha graça. Quer largar a mão de ser tão crédulo? Pegue um galvanômetro moderno e tente repetir isso que o babacão aí sugere. Você não vai conseguir pelas razões que já disse acima. É incrível a sua credulidade. Então quando os colegas de Crookes tentaram simular uma fraude com o lenço, não conseguiram e houve FORTES OSCILAÇÕES. Nisso você não acredita, certo? Aí vem o Brookesmith a dizer que não havia grandes dificuldades de fazer isso sem causar grandes oscilações e você ACREDITA. É só por fé mesmo.
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    “Pois então, a solução salina era forte. E tanto as mãos quanto o lenço ficaram embedidos na mesma solução salina, então não há diferenças para a resistência de um corpo humano. Crookes e colegas não mergulharam as próprias mãos na solução salina. Tivessem feito isso, veriam que a resistência das mãos deles e do lenço seriam iguais, ou muito próximas.
    - Tendo em vista o seu temor em ver esse seu castelo de cartas desmoronar ao repetir você mesmo esse experimento, então vou aproveitar que um técnico onde eu trabalho tem um galvanômetro e aí vou fazer todas essas simulações e depois lhe conto os resultados.
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    E mais uma coisa: lembre-se de que a Ana Eva Fay revelou tranquilamente TODOS os seus truques ao Houdini. Você mesmo diz que ficaram ambos MUITO AMIGOS. Não lhe parece estranho que Houdini tenha dito que caiu a força no teatro e aí ela substituiu a mão pelo joelho e assim fez o truque, mas NÃO TENHA FALADO NADA DA TAL FITA MOLHADA?

  58. Marcos Arduin Diz:

    “MAS HÁ UMA QUESTÃO (…) Pelo visto, Fay não perdeu nem uma massinha de dentes e isso precisaria ser esclarecido…”
    - Moisés, faça o seguinte: pegue um galvanômetro e coloque os terminais dele numa vasilha com água destilada. Você verá que a corrente será zero, pois a água pura não conduz eletricidade. Aí vá acrescentando colheres de café de sal, e a cada acréscimo, meça a corrente. Diga-me se houve MUITA ALTERAÇÃO na leitura. Caso não tenha havido, transporte isso para o médium: mesmo que ele perca parte da matéria de seu corpo, isso não influenciaria a leitura, ainda mais se for uma perda seletiva: ele perderia massa de locais onde a corrente não está passando.

  59. Marcos Arduin Diz:

    Arnaldo, é o seguinte:
    A ÚNICA hipótese testável nesses casos citados pelos cientistas que investigaram os médium é a da FRAUDE. Entretanto, como você deve ter percebido pelas minhas respostas, os defensores dessa hipótese NÃO TÊM O COSTUME DE FAZER OS TESTES DEVIDOS. Eles não verificam se aquilo que estão achando que o médium fez é, de fato, viável em vista dos resultados obtidos.
    Veja só os chutes que têm de ser dados para tapar os buracos: havia namorado, havia fita molhada invisível e de resistência idêntica ao do corpo humano, etc e tal.
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    A minha maior decepção com a comunidade cética é que ela combate a fé… mas é cheia de MUITA FÉ. O bambambam cético Massimo Polidoro, no caso aí da Eva Fay, cita o Harry Houdini, que afirmou ter obtido confissão dela nesse sentido:
    .
    “Houdini propôs uma explicação alternativa para o teste elétrico. Em Magician Among the Spirits (Harper, Nova Iorque, 1924, pág. 204), ele reporta uma suposta conversação com a Sra Fay.

    ‘Ela me disse que quando Maskelyne, o mágico, surgiu com uma exposição do trabalho dela, ela se viu forçada a recorrer a uma estratégia. Indo à casa do Professor Crookes, ela se lançou aos seus cuidados e fez uma série de testes especiais. Com um lampejo nos olhos ela disse que se aproveitaria dele. Parece que ela tinha apenas uma remota chance de passar no teste do galvanômetro* mas por um golpe de sorte para ela e de azar para o Professor Crookes, a luz elétrica falhou por um segundo no teatro em que ela estava se apresentando e ela aproveitou a oportunidade para enganá-lo.’

    * O ‘galvanômetro’ é um instrumento usado para controlar a médium. É um dispositivo elétrico composto de um sintonizador e duas manivelas, construído de modo que se o médium soltar qualquer uma das manivelas, o contato seria interrompido e o indicador registraria a falha. A médium, para enganar o assistente, simplesmente colocou uma das manivelas na dobra nua de seu joelho e a manteve presa lá e assim, com sua perna, manteve o circuito intacto e pôs a mão livre para fora e assim produziu o ‘espírito’. (Nota de rodapé de Houdini.)”
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    E Polidoro conclui todo ufano: _ Não há mais dúvidas de que tal truque de fato aconteceu.
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    Agora, Arnaldo, veja só isso:
    1 – Os experimentos foram feitos na casa de Crookes e não num teatro.
    2 – Foram feitos em 1875, um ano antes de Edson fazer o primeiro protótipo de lâmpada elétrica. Mas como você pôde ver pela “confissão” da Eva Fay, antes mesmo de essa lâmpada ser inventada, já havia redes elétricas distribuídas pelas cidades e sujeitas a queda de força…
    3- O galvanômetro funcionava a bateria e a luz dele era por chama de vela refletida num espelho. Suponho que uma queda de força em nada alteraria o seu funcionamento, mas um verdadeiro cético sábio, culto, racional e inteligente afirma que sim. Consulte o Vitor, o Toffo e o Montalvão.
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    Isso se chama VERDADEIRO CETICISMO.

  60. Gorducho Diz:

    (…) mesmo que ele perca parte da matéria de seu corpo, isso não influenciaria a leitura,(…)
     
    Pergunte a seus colegas aí na Universidade, ou leia e.g. a secção 16.10 Lei de Ohm até o exemplo 16.15 do Alonso & Finn – deve ter na biblioteca.
     
    (…) ainda mais se for uma perda seletiva: ele perderia massa de locais onde a corrente não está passando.
     
    Ah! Eu sabia. Os “Espíritos” são inteligentes (aliás o Kardec já tinha dito isso) e entendem bastante de Física (porque será então que só falam besteiras nas canalizações?): retiram ectoplasma cuidadosamente dos lugares onde não passe corrente, com o intuito de enganar o galvanômetro. Explicação bem Espírita. Parabéns!
    Inclusive concluo que segundo a Ciência Espírita o Flying Spaghetti Monster é feito de filamentos ectoplásmicos inlobrigáveis ao olhar terrícola, não Professor?

  61. Gorducho Diz:

    Sr. Administrador, favor fechar o itálico após “está passando.”
    Desculpe.

  62. Gorducho Diz:

    Professor: o Sr. leu o livro do Houdini? Não consegui vê-lo na INTERNET. Pois que se falou que a experiencia com o Cookes foi num teatro e este iluminado por luz elétrica, e a Annie ter tido um lampejo de sorte…
    Será que ele escreveu mesmo isso. O Sr. conferiu pessoalmente o livro?

  63. Marcos Arduin Diz:

    Balofo
    Sim, eu tenho o livro em pdf e diz exatamente o que foi transcrito. Se você é um cético moderno, lembre: é sua obrigação, em defesa da fé cética, ACREDITAR NISSO.

  64. Arnaldo Paiva Diz:

    Henrique, bom dia

    Não estou sabendo se já existe uma versão em português, vou procurar saber com meus amigo espíritas e caso não obtenhamos podemos ver com o Vitor quanto ficaria a tradução.

  65. Gorducho Diz:

    De fato então isso descredita completamente o Houdini. Aliás, até onde sei, o livro foi escrito antes da entrevista com a Annie. Não é?
    E, bom, pelo menos o galvanômetro funcionou, servido para provar experimentalmente que o “ectoplasma” dos Espíritas não existe (claro que o da biologia existe :) ).

  66. HENRIQUE Diz:

    ARNALDO PAIVA
    OBRIGADO POR TER ME RESPONDIDO..
    ABÇ

  67. Montalvão Diz:

    GUTO Diz: Caro Montalvão, nada a declarar! Desta vez, só um, ok? Seguirei a minha vida da forma que melhor me convém. Da forma que me faz sentir VIVO e FELIZ. Como Jesus dizia: Existem pessoas que estão mortas e nem sabem disso.
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    COMENTÁRIO: se vai seguir, feliz, sua vida, que a felicidade o acompanhe em sua ditosa caminhada. Apenas esclareça: onde e quando foi que Jesus falou o que diz que ele disse? E, quando mostrar o texto que corresponde a tal fala, esclareça o que o Mestre pretendeu explicar com tal admoestação e a quem se aplica. Nos ajude aí a melhor entender os mistérios teológicos…
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    saudações venturosas
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  68. Montalvão Diz:

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    Grande Arnaldo Paiva, bons ventos o tragam em retorno a esse espaço de conversas e colóquios. Vejamos se consigo enfrentar as aprofundadas questões que postou.
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    Arnaldo Paiva Diz: Me desculpem a intromissão, mas sempre leio o que está escrito no rodapé da página que diz: “O objetivo deste site é analisar cientificamente livros ou mensagens ditos “psicografados”, ou seja, escritos ou ditados por um suposto espírito através de um “médium”, apontando erros e acertos à luz da Ciência atual. Também busca analisar possíveis fontes de informação em que o médium teria se baseado para escrever a obra, possibilidades de plágio (fraude), de “plágio inconsciente” (também conhecido como criptomnésia), e mesmo a possível ocorrência de um genuíno fenômeno paranormal. Serão analisadas obras de médiuns famosos e menos conhecidos”.
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    COMENTÁRIO: o site não é meu, nem nele tenho ingerência, mas creio que seja fácil explicar o “desvio” para assuntos diversos: A mediunidade acaba se emaranhando por outros temas, direta ou indiretamente a ela relacionados e se torna inevitável a postagem de temática adjunta. Mesmo porque o espaço só se enriquece com o acrescentamento de assuntos quais os que são veiculados. Os ilustres visitantes têm, desse modo, opção de se manifestarem dentro dos artigos que mais diretamente lhes digam respeito.
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    Arnaldo Paiva Diz: Eu perguntaria – baseado nas informações acima -, ao senhor Vitor, Toffo e Montalvão, que parecem ser os principais pesquisadores científicos dos assuntos aqui estudados e examinados, se é um comportamento científico desclassificar uma pesquisa científica de tantos anos, e o próprio cientista como Williams Crooks, que não fez uso somente deste aparelho de teste tão discutido, que não trabalhou somente com uma médium, mas com vários outros, baseados apenas em argumentos que mostram os meios em que os médiuns poderiam ter usado para enganar esse cientista – eu disse poderiam ter usado – dessa ou daquela maneira, feito assim ou assado, sem nenhum teste no terreno dos fatos?
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    COMENTÁRIO: grato por juntar-me aos grandes nomes que aqui transitam, porém não sou cientista, quando muito um meditabundo vagabundo. De qualquer modo, justiça seja feita, creio que personas quais Gorducho, Marciano, Arduin (esqueci alguém?), sem olvidar o mestre José Carlos, são mais presentes e mais atuantes que essa miúda figura que vos fala. Conversemos agora sobre Crookes. Primeiramente, devo expressar minha curiosidade quanto a ligeira semelhança entre seu pronunciamento e o do profeta Gu, bem assim ao fato de a saída de um ser a entrada do outro. Mera coincidência ou caso de identidades secretas?
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    Falando por mim, não há qualquer intenção em desmerecer William Crookes, reconhecidamente grande cientista, tampouco seu trabalho. Entretanto, a investigação espiritualista dessa pessoa está mui aquém da lide científica que conduziu. No papel de cientista Crookes produziu frutos verdejantes e férteis, tanto que vários de seus experimentos serviram de base para futuras invenções, dentre as quais pode-se citar a televisão.
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    No campo espiritualista William Crookes não convenceu o meio científico de jeito maneira. É certo que outros cientistas, como Richet e Geley e outros se inspiraram em Crookes ao investigarem materializações. Porém, bem sabemos, o resultado dessas empreitadas não rendeu dividendos. Constata-se essa verdade pelo fato de hoje, mais de cem anos passados, o conhecimento a respeito dessa fantasia de desencarnados produzirem corpos humanos para uso quando em visita ao mundo dos vivos, continua tão ou mais fantasiosa que na época em que aqueles homens acreditaram que tal acontecesse.
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    Você reclama que os detratores de Crookes-espiritualista deveriam realizar “testes no terreno dos fatos”. Concordo plenamente, e se examinar os comentários céticos aqui postados é exatamente isso que reclamamos. Infelizmente, nosso guru para assunto de materialização, o carnificante Arduin, já nos desiludiu dessa esperança: segundo ele, médiuns de materialização, se é que ainda existe algum, são coisas raras e ele próprio, que é especialista na matéria, não conhece umzinho que seja para nos indicar. Temos, pois, que ficar mesmo no campo das especulações. Porém, mesmo sem experimentos, a realidade está diante de nós nua e bela: a ciência das materializações que produziu no passado resultados próximos de zero, hoje estacionou nesse ridículo patamar, ou regrediu. Desse modo, o tempo comunga por inteiro em desfavor dessa esdrúxula crença.
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    Arnaldo Paiva Diz: Não estou falando do teste tipo “reconstituição” que se empenharam em mostrar através dele, os artifícios com os quais a médium ou médiuns poderiam (poderiam) ter usado para enganar Crooks, estou falando em testes para verificar por meio de uma experiência científica, usando médiuns sérios, se o fenômeno de materialização (HOJE COMPROVADO A SUA VERACIDADE) é possível ou não. Por outro lado resta saber se os médiuns fraudaram.
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    COMENTÁRIO: entendi bem? Está a afirmar que a realidade das materializações é presentemente comprovada? Se for isso, por gentileza, comunize esse conhecimento, pois, pelo que sei (e com exceção do Arduin) todos aqui estão certos de que espíritos não se materializam, e as ocorrências que parecem comprovar o contrário se explicam por fraudes, ilusões, alucinações ou admissão de boatos inconfirmados. Que os médiuns do passado fraudaram é mais do que certo e os de passado mais recente, quais Otília Diogo, Peixotinho, Chico Xavier, e outros, materializavam só safadezas. Porém, posso estar sendo injusto, se conhece pesquisas que comprovem o contrário, inclusive as que atestem a existência do ectoplasma, não deixe de nos atualizar para que possamos visualizar a verdade.
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    Arnaldo Paiva Diz: Vale aqui lembrar, que os senhores COMO CIENTISTAS QUE DIZEM SER, deviam saber que a fraude representa o lado negativo de uma investigação, principalmente neste campo dos fenômenos psíquicos, pelo fato de envolver diretamente como instrumento de investigação, o ser humano. Portanto, pode haver fraude tanto no Espiritismo como em qualquer outro campo de investigação, é só um dos diversos escolhos ou pedra de tropeço no caminho de todo aquele que trabalha para descobrir a verdade no campo das experiências.
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    COMENTÁRIO: atualize suas anotações: se alguém aqui se diz cientista (e alguns podem fazê-lo) este não é o meu caso, acabei de confessar-me simples comentarista-curioso. Realmente, fraude existe em qualquer área, há mesmo quem as cometa sem mesmo disso ter consciência. O dramático é que no meio espiritualista a simulação, consciente ou não, é a tônica, seguida das demais situações (ilusão, crença cega, etc.).
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    Arnaldo Paiva Diz: Agora temos o outro lado da questão que SÃO OS FENÔMENOS RIGOROSAMENTE PROVADOS, que representam o lado positivo da investigação, no caso, os fatos incontestável do Espiritismo.
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    COMENTÁRIO: seu declarativo é bom exemplo de crença exacerbada: esteja certo, inexistem “fenômenos rigorosamente provados”, o que há são discursos rigorosamente engalanados com asseverações alucinadas e alucinantes, capazes de convencer incautos de que materializações sejam fato demonstrado. Reveja seu rol de “provas”, passe-o pela peneira da avaliação prudente e confira se sobrará algum. Caso ao menos um escape, mostre-nos para que o conheçamos.
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    Arnaldo Paiva Diz: Da mesma forma que a mentira jamais destruirá a verdade, a fraude também jamais destruirá a evidência dos fatos. Mais cedo ou mais tarde, a fraude desmascara-se por si só, mas os fatos permanecem. ASSIM É QUE OS FATOS ESPÍRITAS PASSARAM E ESTÃO PASSANDO POR TODAS AS EXPERIÊNCIAS E CRÍTICAS, enquanto as fraudes – como já falei -, se desacreditaram por si mesmas.
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    COMENTÁRIO: conforme falei, o tempo é o maior juiz, e é ele quem mostrou que as “provadas” materializações de tempos idos são atualmente demonstradas serem ou fraude, ou ilusão, alucinação, crença cega… os fatos espíritas não passaram por nenhuma experiência crítica que mereça esse classificativo. Até hoje os nobres espíritas não apresentaram um estudo que demonstre a realidade da comunicação entre vivos e mortos, nem um… Então, com base em que afirma que a imaginada fenomenologia espiritista tenha sido ratificada?
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    Arnaldo Paiva Diz: Quanto ao Toffo e o Montalvão, se esconderem por trás de um argumento anti-científico, de que as experiências feitas por estes cientistas envelheceram, (é mais um preconceito contra a velhice),
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    COMENTÁRIO: engano seu, as coisas velhas são a base das atuais, portanto, nesse aspecto não são velhas. Velhas sim são as alegações do passado que não se confirmaram no presente. Estas são mantidas vivas por haver agremiações que as inseriram em seu conjunto de crenças. Deixaram de ser eventos de investigação científica para se tornarem dogmas religiosos. Veja, por exemplo, que o Arduin consegue demonstrar que materializações são realidade fazendo referência exclusiva a casos antigos, com os quais pode esticar o discurso apologético a perder de vista (embora ele exagere, pois mesmo os casos “comprovados” de antanho, se examinados com olhos severos, se mostram cheio de dúvidas e inexplicabilidades).
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    Arnaldo Paiva Diz: faço minha as palavras de Ian Stevenson no seu livro CASOS EUROPEUS DE REENCARNAÇÃO:
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    “Os leitores que acreditam que a força da prova evapora com a passagem do tempo e os que pensam que os observadores precoces são menos cuidadosos que nós acharão esses casos antigos não convincentes. Não pertenço a esse grupo. Se um leitor perguntar por que devemos achar esses casos dignos de confiança, eu retruco: e por que não?”. E por que não? Toffo e Montalvão…
    .
    COMENTÁRIO: não é por que Stenvenson acreditava que casos antigos (que não prosperaram, frise-se) mereçam crédito que vão passar a merecê-lo. O erro dessa alegação está em que não são atualizáveis, ou seja, experimentos atuais não confirmam as certezas do passado.
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    De qualquer modo, apresente bons casos que provavelmente possui para nosso ilustramento. Muito nos ajudará a que mudemos de ideia se forem bons conforme afiança.
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    Saudações expectativas.

  69. Marcos Arduin Diz:

    Ah! É, Balofo? O livro foi publicado em 1924 e por que o relato que nele consta teria sido obtido numa entrevista… posterior?
    .
    Embora o Vitor acredite que tal entrevista ocorreu, eu prefiro pensar que ela NUNCA revelou truque algum a Houdini, especialmente esse aí envolvendo Crookes. Ela recebeu oferta de polpuda quantia para revelar como enganou o cara, mas RECUSOU a dita oferta! Por que? Ao Maskelyne, que a havia “exposto” (= fez por ilusionismo o que ela dizia fazer por obra de espíritos), também foi oferecida uma “baba” para demonstrar como ela teria enganado o cientista, mas RECUSOU também.
    Não é gozado isso? Com oferta de dinheiro, a Anna recusou-se a revelar seu truque, mas ao Houdini, ela revelou TODOS os seus truques e DE GRAÇA.
    .
    Eu prefiro pensar, Balofo, que ela NUNCA revelou coisa alguma ao Houdini. Como ele viveu num país onde já se havia começado a se tornarem comuns as iluminações elétricas, ele se esqueceu do detalhe de que os experimentos com a Anna Fay foram feitos antes disso. O que Houdini descreveu como uma “confissão” dela, foi o que ELE faria se estivesse lá e tivesse havido a tal “queda de força”, mas como se percebe, o tão sábio Houdini nem cuidou de se informar de como o galvanômetro funciona. Daí falou besteira, mas um verdadeiro sábio cético acredita nela.

  70. Gorducho Diz:

    Eu ouvi dizer que o livro era anterior ao(s) encontro(s), por isso lhe perguntei. E.g., está n’O Detective Mágico
    http://www.themagicdetective.com/2011/09/life-of-anna-eva-fay.html
     
    He had exposed her act in his book A Magician Among the Spirits, and was actually meeting her after the book had come out.
     
    O Sr. tem certeza que ele está se referindo aos testes do Crookes ao falar do teatro? E o texto que o Sr. tem é o próprio livro, ou relato retransmitido por terceiros?

  71. Gorducho Diz:

    Será que o Sr. não está misturando favas com garrofóns, Professor?

  72. Montalvão Diz:

    Gorducho Diz: Professor: o Sr. leu o livro do Houdini? Não consegui vê-lo na INTERNET. Pois que se falou que a experiencia com o Cookes foi num teatro e este iluminado por luz elétrica, e a Annie ter tido um lampejo de sorte… Será que ele escreveu mesmo isso. O Sr. conferiu pessoalmente o livro?
    .
    Marcos Arduin Diz: Balofo, Sim, eu tenho o livro em pdf e diz exatamente o que foi transcrito. Se você é um cético moderno, lembre: é sua obrigação, em defesa da fé cética, ACREDITAR NISSO.
    .
    COMENTÁRIO: a obrigação de quem investiga não é acreditar sim conferir: visto que parece ser o único a ter o texto (em português? Eu tenho-o em inglês, mas no meu ritmo de leitura nessa língua o assunto já estará elucidado quando conseguir achar o trecho, por isso) poste-o para que possamos tentar entender por que Houdini, mais próximo da realidade daqueles tempos que nós, conseguiu eletrificar teatros ou casas ainda não servidas por essa benesse.

  73. Marciano Diz:

    Andei ausente por pouco tempo, tive um acidente.
    Isto aqui tá bombando.
    Montalvão (vou comentando à medida em que vou lendo, algumas coisas podem sair fora do contexto atual),
    Você perguntou ao Arduin, mas EU acho que o Houdini (também) comeu a Fay. Ela era uma gatinha, quando nova.
    Eu já disse para o Arduin (há muito tempo, em outra postagem – viu? – não estou mais usando a palavra “post”) que eu comeria, se tivesse convivido com ela e tivesse a oportunidade.
    Só não acobertaria qualquer engodo por conta disso nem o faria somente para que ela me confidenciasse algo.
    Eu achava que ela era Fay(a), quem me chamou a atenção para o fato de que ela era bonita foi o Arduin.
    .
    Não vou comentar nada sobre o Guto porque tenho medo desse pessoal “paz e amor”. Eles costumam ser muito violentos.
    .
    Se você,
    Montalva,
    talvez o melhor argumentador do grupo de comentaristas, não consegue lapidar as pedras brutas, ninguém mais o fará.
    Eu já disse e vou repetir:
    Credere nil sapiens amat, omnia credere simplex; scilicet hic aliis credulus, ille sibi (Ao sábio agrada não acreditar em nada, ao homem simples, acreditar em tudo; este acredita nos outros, aquele acredita em si).
    Saudações profanas.
    .
    Toffo,
    Também sempre gostei de literatura fantástica, sou fã de Poe, sei o “The Raven” todinho de cor, já citei Maupassant aqui, temos mais alguma coisa em comum além da profissão.
    Ah, eu adoro música, inclusive erudita, mas não toco nada.
    .
    Grassouillet,
    M. Le Professeur mélange des stations.

  74. Montalvão Diz:

    Marcos Arduin Diz: – Moisés, faça o seguinte: pegue um galvanômetro e coloque os terminais dele numa vasilha com água destilada. Você verá que a corrente será zero, pois a água pura não conduz eletricidade. Aí vá acrescentando colheres de café de sal, e a cada acréscimo, meça a corrente. Diga-me se houve MUITA ALTERAÇÃO na leitura. Caso não tenha havido, transporte isso para o médium: mesmo que ele perca parte da matéria de seu corpo, isso não influenciaria a leitura, ainda mais se for uma perda seletiva: ele perderia massa de locais onde a corrente não está passando.
    .
    COMENTÁRIO: nosso engenheiro elétrico de plantão, o Gorducho, já contestou esse explicamento. Peço, pois, que volte a ele, pois a questão a importante, visto que seu melhor atual argumento em favor de Fay (e em favor das materializações por consequência) é o galvanômetro. Não sou versado na arte do choque, mas sei que quanto mais fino for o condutor (menor massa) maior a resistência. Um médium que perca mais de 50% de sua massa vai provocar oscilações registráveis no galvanômetro, assim me parece. Outra coisa, sua experiência com sal não me soa aplicável ao corpo humano que, embora seja salgadinho, possui outros ingredientes. O teste no caso, teria de ser feito com alguém pesando 60 kg, em seguida substituir este por outro com 120 kg (ou vice-versa) e conferir se a corrente não se altera.
    .
    Pode até ser que não haja modificação significativa, mas precisaria ser bem esclarecido. Porque se a perda de massa for sugestiva e com Crookes tal não se deu aí, meu filho, vamos ter sérios problemas para sustentar a validade do galvanômetro como fiscalizador seguro.
    .
    Ainda: quando esclarecer se há ou não mudança de resistência em corpos com massas diferentes, explique também por qual motivo o galvanômetro, sendo ferramenta tão eficiente na verificação do que acontecia por detrás das cortinas (tão mais simples e elucidativo seria retirá-las…) por que nem mesmo Crookes o utilizou rotineiramente em seus estudos com médiuns materializadores? Os demais investigadores (Richet, Bozzano, Geley, etc.) não fizeram qualquer referência a terem recorrido a tão eficaz meio de controle. Estranho, não? Mas, você que sabe tudo de materialização (até sabe que elas existem) esclareça, por favor, esse misterioso mistério…
    .
    Saudações elétricas

  75. Montalvão Diz:

    .
    ARDUIN DIZ: “Ela recebeu oferta de polpuda quantia para revelar como enganou o cara, mas RECUSOU a dita oferta! Por que? Ao Maskelyne, que a havia “exposto” (= fez por ilusionismo o que ela dizia fazer por obra de espíritos), também foi oferecida uma “baba” para demonstrar como ela teria enganado o cientista, mas RECUSOU também.
    Não é gozado isso? Com oferta de dinheiro, a Anna recusou-se a revelar seu truque, mas ao Houdini, ela revelou TODOS os seus truques e DE GRAÇA.”
    .
    COMENTÁRIO: você ainda não respondeu à indagação que lhe fiz retramente e que agora se torna mais pertinente: não terá sido Fay, digamos assim, comida por Houdini (obviamente, comida no bom sentido) e, por isso, preferiu não arrancar-lhe mais nada?

  76. Montalvão Diz:

    .
    MARCIANO DIZ: Ah, eu adoro música, inclusive erudita, mas não toco nada.
    .
    COMENTÁRIO: nada?

  77. Montalvão Diz:

    .
    Marciano,
    .
    Espero que não tenha sido nada grave seu acidente. Já lhe disse que esse negócio de viajar até Marte em dobra dois iria acabar resultando nalgum acontecimento indesejado. Outra coisa, calibre os pneus da nave e verifique sempre o nível do óleo, inclusive o dos freios. Ah, não mexa no termostato do carburador…
    .
    Almejo boa e pronta recuperação. Beba uns singles ou blendeds, ajudam.

  78. Gorducho Diz:

    Não sei se minha memória me trai, mas o Analista Marciano não andou há poucos dias terrícolas desafiando os Espíritos (em geral, sem entrar no mérito se são incriados; criados a partir de argila de barro modelável, ou dum fogo fortíssimo, ou…)? :(

  79. Vitor Diz:

    Arduin
    comentando:
    01 – “NÃO HÁ PROVA ALGUMA, NEM MESMO QUALQUER INDÍCIO de que alguém houvesse passado qualquer informação privilegiada de como burlar o sistema,”
    .
    Aqui não interessam as provas, interessam apenas as possibilidades. A Fay tinha boas chances de conseguir informações de como burlar? Tinha. Ela teve mais de um ano para pesquisar desde que os testes foram feitos om Florence.
    .
    02 – “inclusive porque não conseguiram achar um jeito de burlá-lo.”
    .
    Conseguiram sim, tanto o Brookes-Smith como o Stephenson fizeram experimentos próprios, e o Stephenson concordou com o Brookes-Smith. A experiência não só foi feita, como foi replicada. Ele diz:
    .
    ” Obtive resultados similares em alguns testes que eu mesmo fiz sobre isso, usando maçanetas de portas de bronze como eletrodos, e o mesmo grau de variação é produzido quando uma manivela é colocada sob o joelho. A inserção de uma fita provavelmente produz variações iguais ou maiores. Tudo isso não afeta muito as conclusões de Brookes-Smith sobre a Sra. Fay, pois de fato tais oscilações existiram durante a primeira parte da sessão de 5 de fevereiro (M. & G., pág. 99). [...] Eu concluo, junto com Thompson e Brookes-Smith, que a Sra. Fay bem pode ter fraudado mais ou menos como eles sugerem, tirando vantagens dos intervalos durante as medições de resistência.”
    .
    Eis as oscilações brutais que ocorreram como narrado pelo Crookes: “Em 5 de fevereiro último nós tivemos uma sessão que começou às 9.15 da noite. Quando ela segurou as manivelas, a deflexão foi de 260°; oscilou — 266°, 190°, 220°, 240° e então permaneceu fixa em 237°;”
    .
    A deflexão indica que houve fraude sim. Não dá para negar que havia meios de Crookes ser enganado. O próprio Crookes disse: “se ela tentasse substituir qualquer coisa além de seu corpo para estabelecer um contato parcial entre as duas manivelas, as grandes oscilações do índice luminoso, que aconteceriam enquanto isso estivesse sendo feito, tornar-se-iam evidentes, uma vez que as possibilidades teriam sido infinitas contra a produção da quantia correta de deflexão.” E houve grandes oscilações, desde 190 até 266. Além disso, é falso que haveria grandes oscilações, como Brookes-Smith demonstrou através de suas próprias experiências: “Não seria muito correto dizer que se a médium largasse as manivelas por um instante sequer o marcador do galvanômetro retornaria imediatamente para o zero. O período de tempo comparativamente longo do sistema suspenso retardaria o retorno pela fração apreciável de um segundo. Quando eu tentei a experiência no museu, onde o período do galvanômetro era de quatro segundos, um circuito aberto momentaneamente só produziu uma excursão pequena do marcador. Se as leituras da escala registradas forem consideradas como dados médios estimados de um marcador oscilando continuamente, que é o que muitos delas sugerem, é mais do que provável que mudanças momentâneas na corrente devido a movimentos rápidos das mãos da médium seriam completamente mascaradas. Eu também descobri, tanto no museu quanto em experiências subsequentes, que quando o circuito era completado através de meu antebraço e mão cobrindo ambas as manivelas, o ato de segurar a segunda manivela com a minha mão livre não produziu uma deflexão correspondentemente grande do marcador devido ao caminho paralelo através de meu corpo como seria de se esperar. A resistência ôhmica entre quaisquer dois pontos no corpo parece ser quase a mesma e grande comparada com a mão que controla a resistência se a solução salina é forte, de forma que os truques de substituição de mão não precisam de nenhuma destreza em particular.”
    .
    03 – “Desde quando um lenço molhado em solução salina vai ficar com a mesma resistência do corpo da pessoa que mergulhou as mãos na mesma solução salina? Acaso o corpo da pessoa vai se embeber dessa solução salina tal como o lenço? Pare de falar besteira! Mergulhar as mãos na solução salina NÃO VAI REDUZIR a resistência do corpo da pessoa. Essa resistência é dada pela pele (o sangue é condutor) e mesmo molhada na superfície, não o será por dentro. É MUITA ILUSÃO SUA achar que o lenço e a pessoa vão ficar com a mesma resistência. Pegue um galvanômetro moderno e experimente fazer isso.”
    .
    É ilusão MINHA? então por que diabos o próprio Crookes ficou preocupado com a possibilidade de pegarem o lenço usado na experiência?: “sabia que nem ele mesmo, nem qualquer outra pessoa poderia repetir a experiência com o lenço que ele acabara de exibir.”
    .
    04 – “Se está dito lá que ela SEGUROU as manivelas e aí a leitura começou a ser feita e só então foi deixada sozinha, NÃO HAVIA COMO soltar as mãos, pegar o lenço no fundo do balde e colocá-lo entre as manivelas SEM CAUSAR AS OSCILAÇÕES na leitura do galvanômetro. Ela teria de já estar com o lenço com as pontas uma em cada mão e prendê-lo nas manivelas quando fingiu que as seguro. Só que aí você terá de defender a tese de que tal lenço, além milagrosamente ter a exata mesma resistência do corpo dela, ainda por cima era INVISÍVEL.”
    .
    Um truque básico dos mágicos é justamente o de tirar diversos lenços de locais que não são visíveis.

  80. Gorducho Diz:

    (…)nosso engenheiro elétrico de plantão, o Gorducho, já contestou esse explicamento.
     
    Não diria isso. Mas a frase: Aí vá acrescentando colheres de café de sal, e a cada acréscimo, meça a corrente. Diga-me se houve MUITA ALTERAÇÃO(…) não diz nada, bem ao gosto da Ciência Espírita. Que eu saiba, pelo menos em princípio – i.e., que não haja saturação e/ou outros fenômenos eletroquímicos ocorrendo -, a condutividade depende da concentração de íons, e portanto da massa do fornecedor destes. Ou seja, uma solução de “sal” de 0,05M conduzirá metade da corrente duma 0,1M. Exatamente isso que está dito no capítulo que indiquei do Alonso & Finn (que está disponível a todos na INTERNET). Ou seja, em princípio, a condutividade é proporcional ao número de portadores de carga (electrons ou “buracos”) disponíveis (livres) por unidade de volume do material.
    Evidentemente, quem elabore o modelo (no caso do tal “ectoplasma”) é o responsável por dizer porque o comportamento seria diferente, e qual seria essa diferença.
    É isso.

  81. Marciano Diz:

    Essa questão eletrizante (galvanômetro) seria melhor explicada pelo Otavio, que é engenheiro eletrônico (não precisa ser engenheiro eletricista – um de semi-condutores sabe questão tão simples). O problema é que ele foi expulso, por estar sempre em curto-circuito.
    .
    Pelo pouco de que me lembro, o corpo humano oferece resistência à passagem de corrente elétrica, porém não exatamente como um resistor comum, pois a corrente não o atravessa linearmente, como nos resistores. Não obstante, parece-me que haveria maior dissipação de potência elétrica em um corpo com menor massa.
    Acredito que um galvanômetro faria melhor o serviço do que um amperímetro, dado que mede correntes menos intensas. O corpo do médium não poderia estar em contato com outros condutores, para não haver fuga de corrente. Não parece ter sido o caso.
    Palpite de leigo.
    .
    1. Montalvão Diz:
    SETEMBRO 5TH, 2013 ÀS 23:06
    .
    MARCIANO DIZ: Ah, eu adoro música, inclusive erudita, mas não toco nada.
    .
    COMENTÁRIO: nada?
    .

    Montalvão,
    está sugerindo que eu toque algum instrumento de sopro?
    A resposta é: não! Sempre tem alguma musicista que toca pra mim.
    Antigamente eu usava os punhos para praticar a nobre arte (não confunda com a arte suave); hodiernamente, por falta de uso, seja para golpear ou para segurar o gi (aquela vestimenta de tecido resistente) estou acometido de infestação de óxido de ferro, o que não atrapalha o funcionamento do oboé, imune à ferrugem, por ser de madeira (pau), além do fato de que é sempre exercitado, para ambos os fins. Ou seja, realmente não toco nada.
    .
    Não sofri nenhum dano, só a nave (danos graves e custosos – vou morrer em dois e quinhentos da franquia).
    Foi uma tentativa de roubo.
    Sou o melhor navegador de Marte, o que contribuiu para que dominasse a nave desgovernada por ação de objeto não identificado de grande tamanho, colocada em seu curso, com o objetivo de desestabilizá-la e provocar seu descontrole, após o que, eu seria atacado.
    Frustrei a manobra, pois apesar de fazer pouco caso de todas as divindades e espíritos de luz e das trevas, sempre sou ajudado por eles.
    .
    Estou com um JW Platinum (18 anos) para abrir, talvez amanhã, quando devo receber uns amigos.
    .
    Saudações agradecidas.
    .
    .
    Gorducho,
    sua memória é parcialmente traidora. Eu os desafiei realmente, há poucos dias terrícolas (o dia marciano é só alguns minutos mais longo), só que eu os desafio desde a minha infância. Aqui no blog foi a segunda vez, da primeira cheguei a xingá-los, só não repeti os xingamentos porque a política do Vitor mudou, ele está intolerante com palavrões.
    Essas divindades, esses demônios e esses espíritos (inclusive anjos, decaídos ou não) não são de nada.
    O desafio continua de pé.
    Sou ateu na trincheira também.

  82. Gorducho Diz:

    Pelo que eu saiba – não tenho referências em mãos – a impedância da pele é não-linear; e a do resto do corpo seria aproximadamente linear (em primeira aproximação), modelável grosso modo como um eletrólito. Mas o Crookes usou cc (bateria), com voltagem fixa (claro) Z = R = constante. Assim teríamos 2x resistência da pele + interna do corpo. A resistência da pele logico que não variaria com a materialização; a interna sim.
    A questão seria se 2x Rpele é tão dominante nos 6500 BAU (depois = ohms) de modo a não ser registrável a massa requisitada pela alma em condensação. Não tenho esses dados.

  83. Marciano Diz:

    Acho que estamos sendo mais enrolados do que uma bobina de Tesla.
    Enquanto ficamos divagando sobre conceitos de correntes elétricas e impedância o habilidoso Professor consegue prosseguir com digressões diversionistas.
    Se o Professor não fosse botânico, seria um bom político, ele pode não entender de prestidigitação propriamente dita, entretanto é mestre na prestidigitação com palavras.

  84. Marcos Arduin Diz:

    Balofo, o livro é o mesmo sim. ,Eu posso postá-lo no ECAE e aí o Malvadão poderá pegá-lo conferi-lo e o Vitor tem como repassá-lo a você, já que tem o seu email. Mas se você tem a versão em inglês (não há versão em Português que eu saiba), então é chover no molhado.
    E não troque as bolas: uma coisa é ter havido um encontro público deles em 1924 e outra é o Houdini haver conseguido uma entrevista particular com a madame antes disso. De qualquer forma, o relatado por Houdini é RIDÍCULO, o que sugere mais que ele tenha INVENTADO isso (e apesar de todas as suas habilidades, inventou mal devido à falta de estudo do caso… ou má fé mesmo, como foi com Massimo Polidoro).
    .
    Se o seu ritmo de leitura em Inglês é lento (o meu também é), não precisa ler o livro todo: vá ao capítulo que ele trata da Ana Fay e Crookes e encontrará o que digo.
    .
    CONFERIR é algo que os sábios céticos cultos, racionais e inteligentes MENOS FAZEM. Eles apenas ACREDITAM no que colegas dizem. Vejam só o Vitor citando o Stephenson, que acredita piamente no que diz Brookesmith e o próprio Vitor que crê piamente em ambos.
    .
    O De Morte, agindo como um verdadeiro cético, não confere e mistura as coisas para dar credibilidade à fé cética. A Ana Eva Fay talvez fosse uma gracinha quando jovem, mas quando conheceu (não no sentido bíblico) o Houdini, já tinha 75 anos… Que tesão essa velhota daria no Houdini? Realmente é gozada essa falta de seriedade cética, que quando lhes faltam argumentos, só restam aos sábios céticos apelarem para a baixaria.
    .
    Malvadão, é o seguinte: fenômenos cuja ocorrência depende de material humano não funcionam da mesma forma que um experimento escolar de Física ou Química. Eles estão sujeitos a variáveis humanas. Um estudante tranquilo e relaxado, que estudou a matéria, tem tudo para fazer uma boa prova. O mesmo estudante, a acabou de perder a mãe num acidente, brigou com a namorada, tem uma conta pra pagar, mas perdeu o emprego, certamente não estará com a cabeça legal para fazer a mesma prova.
    A mesma coisa acontece com o dito fenômeno de materialização, que nem sempre será igual para todas ocasiões com um mesmo médium ou com médiuns diferentes. Acho que este raciocínio não cabe na sua cabeça cética…
    .
    Com relação ao galvanômetro, o Crookes estava em fase de encerramento das pesquisas nessa área mediúnica, pois além de não conseguir fazer os colegas se interessarem pela coisa, ainda se viu ameaçado de perder seu prestígio e sua colocação entre eles. Já que deste mato não saía coelho, então ele cessou sua pesquisa, embora NUNCA TENHA SE RETRATADO de nada do que pesquisou.
    Quanto aos outros, se tinham outros recursos de fiscalização que não permitiam fraudes, não era necessário recorrer ao galvanômetro.
    .
    Cabe a quem AFIRMA o ônus da prova. Se você afirma que Jules Bois e Francis Anderson eram amantes da Florence Cook e obtiveram dela confissões de fraudes com truques bobos e infantis e eles eram plenamente viáveis e enganaram a Crookes miseravelmente, então que me apresente as provas de tal relacionamento afetivo e descreva-me os truques bobos e infantis dos quais esses cavalheiros falaram. Eu nunca soube deles e estou muito interessado.
    Idem para Ana Eva Fay e o Houdini. Se está me perguntando se ambos se envolveram, da minha parte eu digo que não: Houdini era famoso e não ia se arriscar a perder prestígio moral perante o público chato, moralista e puritano, ainda mais com uma velha de 75 anos. E como o que ele diz sobre ela é uma baita besteira, então fica muito evidente que, no máximo, se conheceram, mas nunca se envolveram, nem trocaram figurinhas. Isso é um apelo desesperado da comunidade cética em defesa da fé cética.
    .
    “Aqui não interessam as provas, interessam apenas as possibilidades. A Fay tinha boas chances de conseguir informações de como burlar? Tinha. Ela teve mais de um ano para pesquisar desde que os testes foram feitos om Florence.”
    - Quem fala em possibilidades, deve ao menos demonstrar a viabilidade delas, Vitor. Já que você CRÊ em Houdini, lembre-se de que ele fala que Eva viu sua turnê perigar quando o Maskelyne a “expôs”. Obviamente ela não previa isso e portanto não há muita possibilidade de ela vir querer saber do Crookes e da Cook. Apelar a Crookes foi uma “emergência” para salvar sua turnê. Agora desde quando um médium farsante fica ensinando suas farsas a outros, ainda mais para gente com quem não tem intimidade alguma? Qual a POSSIBILIDADE disso?
    .
    Você aponta qualquer suposta falha nos experimentos de Crookes e quer vender o peixe de que isso INUTILIZARIA tudo, certo? Mas a sua fé não lhe permite ver a falência experimental de Brookesmith e Stephenson ou Thompson. Vejamos:
    “A inserção de uma fita provavelmente produz variações iguais ou maiores.”
    - Que história é essa de PROVAVELMENTE? O cara não REPLICOU o experimento e assim verificou se os resultados conferiam? Não replicou? Então pare de inventar mentiras a favor deles, está bem? O cara falar que “fez experimentos”, mas não apresenta os protocolos e resultados, em Ciência isso é o mesmo que ter feito NADA.
    .
    “Eis as oscilações brutais que ocorreram como narrado pelo Crookes: “Em 5 de fevereiro último nós tivemos uma sessão que começou às 9.15 da noite. Quando ela segurou as manivelas, a deflexão foi de 260°; oscilou — 266°, 190°, 220°, 240° e então permaneceu fixa em 237°;”
    .
    A deflexão indica que houve fraude sim. Não dá para negar que havia meios de Crookes ser enganado.”
    - Vitor, ao ver isso DE NOVO, lembrei-me do Boaventura Kloppenburg e seu livro Espiritismo, orientação para os católicos. Lá ele mostra, numa página, contradições na fala de Allan Kardec. Só que conferindo o que ele diz, notei que ele pegava frases soltas de livros do Kardec, tirando-os do contexto e empilhando-as unas sobre as outras.
    Aqui você faz igual. Eu me centro apenas no experimento que ele PUBLICOU e nele NÃO HÁ as tais “violentas oscilações”. Os experimentos que ele registrou em suas notas e guardou-as consigo, são para mim apenas “experimentos preliminares”. Mas você recorre a eles para “justificar” o que disseram os críticos bobos. Esses experimentos preliminares, ele os fazia para testar a médium e as condições experimentais.
    .
    Segurei as pontas de um galvanômetro moderno e notei que se as segurasse frouxamente, o valor da resistência subia a 1400 X 2000 ohms. Apertando forte, a resistência caía a 800 X 2000 ohms. Suponho que isso seja uma “violenta oscilação”. Apertando e afrouxando, o indicador ficava subindo e descendo entre esses valores. Portanto, meu caro, as ditas oscilações que Crookes registrou tanto podiam ser produto de fraude, como de apertos e afroxamentos que a médium fazia involuntariamente nos contatos. Mas no experimento publicado, tais oscilações NÃO OCORRERAM. Neste caso, como ficamos sabendo que houve a fraude proclamada pelos seus queridos autores céticos?
    .
    “Além disso, é falso que haveria grandes oscilações, como Brookes-Smith demonstrou através de suas próprias experiências(…) de forma que os truques de substituição de mão não precisam de nenhuma destreza em particular.”
    - Mais uma vez o mesmo choro. Como já disse, com o galvanômetro novo em folha, os pesquisadores disseram que se soltasse os contatos, a queda seria “imediata”. Tá vou dar um boi: haveria uma inércia, já que o indicador era mecânico e não digital. Digamos que demorasse uns dois segundos, ou vou ser mais generoso ainda: seriam os 4 segundos que Brookesmith viu num galvanômetro velho de 90 anos e com 45 anos de desuso. Quatro segundos seria tempo o bastante para ela fazer sua fraude? Daria para ela colocar sua fita lá, ajustá-la, etc e tal? Então por que os colegas de Crookes não conseguiram fazer evitar essas oscilações com o seu lenço molhado? E quanto a substituir uma mão pelo joelho, já disse que concordo que isso seria viável, mas que em NADA a ajudaria na fraude no experimento publicado.
    .
    “É ilusão MINHA? então por que diabos o próprio Crookes ficou preocupado com a possibilidade de pegarem o lenço usado na experiência?: “sabia que nem ele mesmo, nem qualquer outra pessoa poderia repetir a experiência com o lenço que ele acabara de exibir.”
    - Ele ficou PREOCUPADO? Se ninguém podia repetir a experiência com o lenço, então qual é o motivo de preocupação? E você não me respondeu porque um lenço e uma pessoa terão a mesma exata resistência elétrica por terem sido mergulhados na mesma solução salina…
    .
    “Um truque básico dos mágicos é justamente o de tirar diversos lenços de locais que não são visíveis.”
    - Meu São Cipriano da Capa Preta pela enésima vez… Os lenços estão INVISÍVEIS por que estão escondidos, bem embalados e compactados em pequenos compartimentos situados em locais estratégicos da roupa do mágico. Certo? Mas o lance é torná-los VISÍVEIS ao público uma vez retirados de lá. No caso aqui, a Eva tirou o seu lenço do local secreto, mergulhou-o na dita solução salina, e o prendeu entre as manivelas… E mesmo assim ele teria de continuar INVISÍVEL aos caras que a estavam vigiando e se certificando de que ela segurava as manivelas, uma com cada mão. Como é que eles podiam ver as mãos dela, mas não o lenço entre as manivelas? Ficou claro agora?

  85. Marcos Arduin Diz:

    “Eu concluo, junto com Thompson e Brookes-Smith, que a Sra. Fay bem pode ter fraudado mais ou menos como eles sugerem, tirando vantagens dos intervalos durante as medições de resistência.”
    - Ôpa! Esqueci de comentar essa. Vitor, essa é outra BALELA dita pelo Stephenson e, ao que me consta, ele NÃO TESTOU esse chute. Apenas SUPÔS que isso poderia ter acontecido. Não aconteceu porque NÃO HAVIA intervalos entre as ditas medições: ele parava de ler a declinação e IMEDIATAMENTE começava a ler a corrente. Depois voltava a ler a declinação. Em ambos os casos, a médium tinha de se manter no circuito. E tudo o que tinha de fazer era só VIRAR UMA CHAVE. Quanto tempo isso demora e por que permitira a fraude? Stephenson não diz eu também não sei. Você sabe?

  86. Gorducho Diz:

    Balofo, o livro é o mesmo sim. ,Eu posso postá-lo no ECAE e aí o Malvadão poderá pegá-lo conferi-lo e o Vitor tem como repassá-lo a você, já que tem o seu email. Mas se você tem a versão em inglês (não há versão em Português que eu saiba), então é chover no molhado.
     
    Mas que cousa… Eu lhe disse que não consegui ler o livro na INTERNET, e lhe perguntei se tinha lido o próprio – sem ser via relatos de terceiros, concedendo o benefício da dúvida. Entendeu agora?
    Procuro ser cuidadoso nesse ponto. Mas, então, sim, desqualifica todo livro, não devendo-se ler nem mais um ι do mesmo; incinerando-o de imediato.

  87. Marcos Arduin Diz:

    Ué, Balofo?
    Aqui se desqualifica TOTALMENTE qualquer coisa que o Chico escreveu, apontando-se um suposto plágio, ou personagem inexistente, ou vida num planeta que sabe que não tem vida… Você não perde interesse por uma obra assim?
    Pois muito que bem. Eu NÃO LI o dito livro do Houdini, porque o meu inglês é lento e aí não posso lhe afirmar se ele mentiu muito ou pouco, ou disse verdades ou não disse verdades. O caso é que você queria saber se o que citei está neste livro. Está. Não é um texto inventado por algum defensor de Crookes na inglória tentativa de salvá-lo mentindo, como se precisasse disso.
    .
    Agora voltemos ao tal Houdini e seu livro. Veja lá se encontra a citação e confira se é isso mesmo. Vai que eu tenha me enganado…

  88. Antonio G. - POA Diz:

    Boa Tarde, Senhores!
    .
    Ando ausente, fora de minha base e muito atarefado, mas continuo dando umas espiadas no site. É uma cachaça.
    Um bom abraço a todos.

  89. Gorducho Diz:

    Eu estou concordando com o Senhor, Professor! O livro deve ser totalmente desqualificado e incinerado sem delongas. Eu não tenho o livro, com é que vou ler? Por isso lhe perguntei e repondo com base na sua informação. Por Ba’al… que dificuldade para entender!

  90. Arnaldo Paiva Diz:

    Gorducho
    Boa tarde
    .
    Você Diz:
    SETEMBRO 5TH, 2013 ÀS 11:14
    De fato então isso descredita completamente o Houdini. Aliás, até onde sei, o livro foi escrito antes da entrevista com a Annie. Não é?.
    .
    E, bom, pelo menos o galvanômetro funcionou, servido para provar experimentalmente que o “ectoplasma” dos Espíritas não existe (claro que o da biologia existe)
    .
    Ô grande cientista Gorducho o que tem a ver o galvanômetro com a existência ou não do ectoplasma apresentado nas experiências científicas de materialização? Então por favor, me explique que substância branca é aquela que sai dos ouvidos e boca dos médiuns em transe nas fotografias tiradas nas experiências?
    .
    Como cético, acredito que você vai dizer que era um trem maria fumaça que ia passando por ali.
    .
    Veja bem o que nos diz Hermínio Miranda no seu livro “As Mil Faces da Realidade Espiritual”, comentando sobre a postura de Houdini em relação ao ectoplasma:
    .
    “(…) Não menos negativa é a postura de Houdini em relação à Marghe Béraud, conhecida nos meios científicos de então como Eva C., médium de materializações, que Richet considera, no seu famoso Traité de Metapsichique, um dos “médiuns muito poderosos”, surgidos entre 1885 e 1920. Pouco adiante, ainda no “Tratado”, ele declara que Stanislva Tmezyk, Marthe Béraud (Eva C.) e Miss Goligher, “abriram para a metapsíquica objetiva, inesperadas perspectivas”.
    .
    Houdini não viu nada disso. Da sua sessão com Eva C, ficaram duas conclusões: 1ª) sua experiência de vários anos no palco convencia-o de que aquilo era apenas um ato de ilusionismo; 2ª) que o ectoplasma era uma substância nojenta. Chega a declarar que ignora por que o “Todo Poderoso permitia emanações de substâncias tão horríveis, repugnantes e viscosas do corpo humano”.
    .
    É sempre assim, todos os que estão movidos apenas pelo preconceito contra o Espiritismo, por não aceitar a verdade porque ela os faria descer do pedestal orgulhoso do ceticismo, sempre acham um jeito de matá-la. Não me canso de dizer:
    .
    São os MATA-A-PAU da verdade e os CIENTÍFICOS DA MENTIRA.

  91. Gorducho Diz:

    Será que eu escrevi sem querer em espanhol, e por isso o Sr. não consegue me entender, Professor :)

  92. Marciano Diz:

    O que é isso, Professor?
    Montalvão fez-lhe uma pergunta e eu respondi por você.
    Não há baixaria nenhuma em sexo, como deveria saber um botânico, a baixaria associada com sexo está na cabeça das pessoas. Até algumas de suas plantinhas reproduzem-se através de sexo. “Honni soit qui mal y pense.” Como sei que não fala françuá, traduzo: “tenha vergonha quem pensa mal disso”.
    E foi você quem me alertou para o fato de que a Eva não era Fay(a), quando novinha. Aos 75 anos não estava mais apta à reprodução.
    Et avant les digressions!

  93. Gorducho Diz:

    Ô grande cientista Gorducho &c.
    Obrigado, mas a modéstia me impede de apoiá-lo.
     
    O que tem a ver o galvanômetro com a existência ou não do ectoplasma apresentado nas experiências científicas de materialização?
    Já foi exaustivamente explicado acima. Mas talvez nosso especialista em materializações e poltergeist rappings (vivenciou um), o Professor Arduin, possa lhe esclarecer mais didaticamente. Alô, alô, Professor, favor me ajude a explicar para o Analista Arnaldo…
     
    Então por favor, me explique que substância branca é aquela que sai dos ouvidos e boca dos médiuns em transe nas fotografias tiradas nas experiências?
    Há alguns anos por razões profissionais me mandaram assistir um treinamento de aprox. 12h sobre têxteis. Mas depois isso saiu de foco para mim, de modo que não me lembro muito. Diria que é “gaze” ou “musseline” ou algodão (não-tecido).
     
    Como cético, acredito que você vai dizer que era um trem maria fumaça que ia passando por ali.
    Não, é diferente. Quando pequeno ainda havia onde eu nascera marias fumaças empregadas para manobras de pátio. Lhe digo que são cousas distintas.

  94. Gorducho Diz:

    Aliás, Analista Arnaldo, não sei se o Sr. lembra, a Eva C. fora futura nora e participava no teatrinho que representavam na Villa Carmen, em Algiers, para se divertirem e ao mesmo tempo acalmar os nervos da “generala” Carmencita Nöel. Um dos personagens era o “Bien_Bôa”. Os bocós Richet e Gabriel Delanne assistiram algumas das representações, levaram a sério, e acharam que era um ser ultramundano condensado. A ingenuidade da humanidade terrícola não tem limites.

  95. Marcos Arduin Diz:

    Bem, Balofo, só depois de haver postado o que lhe mandei é que entendi que você não tem o livro, nem em inglês.
    Vou postá-lo no ECAE e aí o Malvadão ou o Vitor dão um jeito de mandá-lo a você ou então me repasse o seu email e eu mesmo mando.
    O trecho em questão está nas páginas 176 e 177:
    “All of this stands as proof that Professor Crookes, even after he was knighted, was of a vacillating mind and for some reason seemed to be deficient in rational methods of discovering the truth, or at least disinclined to put them in force outside of his particular line of science. Possibly, one of the convincing proofs to him may have been the “tricks” played on him by Annie Eva Fay, for if I am not in error his failure to detect her trickery was the turning point which brought him to a belief in spiritualism. She told me that when Maskelyne, the magician, came out with an expose of her work she was forced to resort to strategy. Going to the home of Professor Crookes she threw herself on his mercy and gave a series of special tests. With flashing eyes she told of taking advantage of him. It appears that she had but
    one chance in the world to get by the galvanometer*** but by some stroke of luck for her and an evil chance for Professor Crookes, the electric light went out for a second at the theatre at which she was performing, and she availed herself of the opportunity to fool him. One of the tests was duplicated by Professor Harry Cooke, a magician.
    *** The “galvanometer” is an instrument used to control the medium. It is an electric device provided with a dial and two handles, so constructed that if the medium were to let go of either handle the contact would be broken and the dial fail to register. The medium in fooling the sitter simply placed one of the handles on the bare flesh under her knee and gripping it there with
    her leg kept the circuit intact and left one hand free to produce “spirits.”
    .
    E quanto a Eva Carriére ela foi uma “quase nora”, pois seu noivo morreu pouco antes do casamento. Tem gente que é mais bocó que Richet e Delanne: aqueles que acreditam no que os céticos mentirosos disseram a respeito dos experimentos feitos.

  96. Gorducho Diz:

    Obrigado pela atenção, Professor, mas não precisa mandar o livro. Nunca duvidei de sua palavra, apenas perguntei se havia lido o próprio, pois que tão absurdo é tal dito.

  97. Gorducho Diz:

    Vou fazer aos poucos uma tradução do artigo do Pascal Le Maléfan que esgota o assunto da Villa Carmen, pois infelizmente a maioria dos polemistas tem dificuldade com francês, de modo que não adiante transcrever.
    Quem tiver interesse e ler francês, esse artigo esgota o tema:
    “La psychopathologie confrontée aux fantômes. L’épisode de la villa Carmen”, Psychologie et Histoire, 2004.

  98. GUTO Diz:

    “Deixem os mortos enterrar os seus mortos”. Não é palavra por palavra, mas a interpretação seria mais ou menos essa.Onde está? Procura aí, né? Aproveita e leia um pouco mais. Não custa muito assim. Valeu.

  99. Cacique Diz:

    Vítor,

    Venho acompanhando há alguns meses o site Salto Quântico (www.saltoquantico.com.br), do médium sergipano Benjamin Teixeira de Aguiar. No youtube há diversos vídeos em que ele aparece incorporando espíritos na presença de centenas de pessoas, transmitindo informações dos espíritos Eugênia (apresentada como sua mentora) e outros, como um estranho Anacleto e um médico alemão chamado Hans. Os “beneficiários” das mensagens confirmam tudo que lhes é transmitido, desde preces até pensamentos jamais expostos ou verbalizados. Do que se trata, afinal: fenômeno legítimo ou fraude? Você ou alguns dos frequentadores deste site já viu algum desses vídeos?
    Outra coisa que chama a atenção (evidente loucura ou charlatanismo) é que o tal espírito Eugênia é apresentado por Benjamin como Aspásia de Mileto, Cláudia Prócula (esposa de Pilatos), Santa Bernadete e até Catarina de Aragão. Você conhece o trabalho de Benjamin Teixeira de Aguiar e esse Instituto Salto Quântico?

  100. Montalvão Diz:

    ARDUIN,
    .
    Essas suas respostas em bloco confundem pacas. Não é que não possa nem dava fazê-lo, mas procure especificar claramente a quem e a que ponderamento responde, veja um exemplo: o texto a seguir dá a impressão de que foi dirigido a mim, porém não lhe comentei qualquer coisa que pedisse tal esclarecimento. Se falei algo nesse sentido, destaque onde foi porque não recordo. Confira:
    .
    ARDUIN: Cabe a quem AFIRMA o ônus da prova. Se você afirma que Jules Bois e Francis Anderson eram amantes da Florence Cook e obtiveram dela confissões de fraudes com truques bobos e infantis e eles eram plenamente viáveis e enganaram a Crookes miseravelmente, então que me apresente as provas de tal relacionamento afetivo e descreva-me os truques bobos e infantis dos quais esses cavalheiros falaram. Eu nunca soube deles e estou muito interessado.
    /
    COMENTÁRIO: Embora essa linha argumentativa não tenha sido por mim utilizada, o que sei, quer dizer, desconfio, é que Florence e Fay devem ter dado. Se deram muito ou pouco isso foi lá com elas. Se Fay era velha para entregar-se a Houdini quando o conheceu tal não interfere, depende do gosto das partes: conheço donzela quase-virgem, recatada como ninguém que, aos setenta e dois anos é fogosa qual potranca no cio (falei que conheço, não que desfrutei). Mas, sério, esses aspectos eróticos, a meu ver, não interferem expressivamente na constatação de que espíritos não se materializam. O problema está em que, mesmo não fossem as dúvidas que os investigamentos de Crookes e amigos suscitaram, temos a realidade presente que mostra que nada do que aconteceu naqueles dias frutificou.
    .
    Agora, voltando as medidas galvanométricas, duas coisas: você diz, sem enrusbecer, que Crookes descartou o galvanômetro porque estava a se aposentar das lides espiritistas e que nenhum dos demais que perquiriam a matéria se interessaram pela fenomenal ferramenta. Parece achar que essa explicação seja suficiente. Ora, não é. Seria como se hoje alguém fosse investigar casos desse tipo, espetaculizados no escuro (claro, só fazem dessas coisas no escurinho) e dispensasse equipamento infravermelho. O galvanômetro era peça simples e, pelo que Arduin postula, suficiente para vigiar a médium em plenitude, mas ninguém, além de Crookes, deu atenção ao engenho. Volto a indagar: estranho não?
    .
    O outro ponto está indiretamente relacionado com o galvanômetro (não esqueça que a dúvida sobre a perda da massa e a oscilação no equipamento ainda não foi elucidada). Veja só: postula-se que os médiuns de Crookes (e todos) encolhiam (e encolhem) ao cederem forças para os espíritos. Florence estaria 50% mais magra, ou mais, quando das materializações de Katie King, certo? Concorda?
    .
    Acontece que, diante das acusações de que Florence e seu espírito materializado eram a mesma pessoa, Crookes tratou de fotografá-las juntas, para demonstrar que eram distintas (como se uma fotozinha só fosse suficiente, mas não vamos mexer com isso por enquanto). Pois bem, ocorre que no fotograma, tanto Katie quanto Florence estão inteiras: Florence Cook, que forneceu “energia” para que Katie King viesse ao mundo, não encolhera um dedinho sequer.
    .
    Isso não lhe parece, além de sensacional contradição, altamente suspeito? E estou só falando dos médiuns crokeanos, se formos verificar Peixotinho, Otília, Chico, etc., reconheceremos que há areia no angu.

  101. Montalvão Diz:

    MARCIANO DIZ: Montalvão, está sugerindo que eu toque algum instrumento de sopro?
    .
    COMENTÁRIO: não pensei em sopro: passou por minha mente algo mais manual. Mas estou quase convicto que você não toque nada mesmo, embora tenho dúvidas sobre o que faz nas madrugadas insones…
    .
    Saudações onanistas.

  102. Montalvão Diz:

    .
    GUTO Diz: “Deixem os mortos enterrar os seus mortos”. Não é palavra por palavra, mas a interpretação seria mais ou menos essa. Onde está? Procura aí, né? Aproveita e leia um pouco mais. Não custa muito assim. Valeu.
    .
    COMENTÁRIO: Gu, presumo que esteja respondendo à inquirição que lhe fiz, no entanto, faltou esclarecer a quem se destina. Seja como for, a interpretação passa distante de traduzi-la por “há quem esteja morto e não saiba”, o sentido do conselho é outro. Examine o texto com atenção e verifique.
    .
    Saudações teológicas.

  103. GUTO Diz:

    Vamos lá. “E outro de seus discípulos lhe disse: Senhor, permite-me que primeiramente vá sepultar meu pai.
    Jesus, porém, disse-lhe: Segue-me, e deixa os mortos sepultar os seus mortos.E, entrando ele no barco, seus discípulos o seguiram; Mateus 8:21-23 -A tradução depende da bíblia. O que acha?

  104. GUTO Diz:

    “O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância.
    João 10:10″ Outra passagem onde Jesus fala sobre vida e não morte. Ou seja, para quem está vivo.

  105. Montalvão Diz:

    .
    Essa vai pro Arduin: fala-se que o barão Schrenck-Notzing isolou porções de ectoplasma e as analisou (o que para você, preclaro professor, deve ser prova da existência dessa inexistente substância, certo?), minha pergunta é: Se Notzing conseguiu, por que ninguém mais pode fazê-lo? Por que os cientistas hodiernos são incapazes de proceder como o fez o barão e ampliar o conhecimento dessa gelatina fomentadora de materializações? Que mistério é esse?

  106. Montalvão Diz:

    ,
    GUTO Diz: Vamos lá. “E outro de seus discípulos lhe disse: Senhor, permite-me que primeiramente vá sepultar meu pai.
    Jesus, porém, disse-lhe: Segue-me, e deixa os mortos sepultar os seus mortos.E, entrando ele no barco, seus discípulos o seguiram; Mateus 8:21-23 -A tradução depende da bíblia. O que acha?
    .
    COMENTÁRIO: a tradução pode variar, mas a ideia que a sentença transmite não é a que defende. O candidato a apóstolo queria, antes de seguir o Mestre, “arrumar as coisas”, só depois daria atenção aos assuntos do Reino. Jesus, em outras passagens, afirma que “seu reino não era desse mundo” e que “suas palavras eram palavras de vida”. O concorrente ao cargo de seguidor de Cristo pretendia cuidar das coisas mundanas e depois, implícito que se houvesse tempo, cuidaria de atentar ao ensino de Jesus. Ele estava pondo interesses perecíveis à frente dos imperecíveis, daí a reprimenda que o Filho de Deus lhe dirigiu.

  107. GUTO Diz:

    Mas porque disse claramente: “Deixe os mortos enterrarem seus mortos”. Explícitamente diz que aqueles que não seguiam Jesus estavam mortos, contudo não seria questão física, mas de ordem espiritual. Aqueles que seguiriam Jesus teriam vida e em abundância.

  108. GUTO Diz:

    Meu português está @#@$%#@@$ terrível, desculpe-me! Consegui me fazer entender, pelo menos?

  109. GUTO Diz:

    “A outro disse: Segue-me. Mas ele pediu: Senhor, permite-me ir primeiro enterrar meu pai.
    Mas Jesus disse-lhe: Deixa que os mortos enterrem seus mortos; tu, porém, vai e anuncia o Reino de Deus.”
    Lucas 9:59-60 – Muda um pouco o final, mas Jesus afirma: Deixa que os mortos enterrem seus mortos”. Valeu , vou dormir.

  110. Gorducho Diz:

    Isto é quase tão cômico quanto as experiencias do Crookes :)

  111. Marcos Arduin Diz:

    De Morte, pare de fazer-se de desentendido. Você sabe muito bem que naqueles tempos, era senso comum nas sociedades cristãs de que sexo, mesmo entre casal casado, era PECADO. Só seria desculpável se a mulher ficasse grávida. Pra se ter uma ideia, no filme O Rei Pasmo e a Rainha nua, havia um marido que estava muito preocupado com a atividade sexual do casal, pois a esposa dele gozava pra burro durante a relação. E aí ficaram lá os padres pensando em encontrar uma fórmula para que pudesse haver uma transa entre os dois que fosse de uma forma ABSOLUTAMENTE CASTA.
    Sacou, meu caro?
    Portanto envolvimento sexual fora do casamento era coisa MUITO MAL VISTA. Ao homem em geral era perdoável (é consenso na fé cristã de que o homem pode pecar, ao menos sexualmente _ a mulher, não). E a mão aqui é muito fraca, pois estão sugerindo que a Ana Eva Fay e Houdini se envolveram sexualmente, SEM QUALQUER base que justifique tal afirmativa. Realmente é gozado isso: os cientistas dizem que tomaram tais e quais controles e verificaram tais e quais resultados, mas todos duvidam por aqui. Agora uma afirmativa boba dessas, sem qualquer vislumbre de prova, de repente torna-se PROVA POR SI MESMA.
    .
    Assim é fácil.

  112. Marcos Arduin Diz:

    “Vou fazer aos poucos uma tradução do artigo do Pascal Le Maléfan que esgota o assunto da Villa Carmen, pois infelizmente a maioria dos polemistas tem dificuldade com francês, de modo que não adiante transcrever.”
    - Ei, Balofo, veja se encontra também o que a Eva Carriére e seu pai disseram ao advogado Marsault (ou senhora Marsault – o sexo varia conforme a fonte) e também o que diz o Dr Rouby no original.

  113. Montalvão Diz:

    GUTO Diz: Mas porque disse claramente: “Deixe os mortos enterrarem seus mortos”. Explícitamente diz que aqueles que não seguiam Jesus estavam mortos, contudo não seria questão física, mas de ordem espiritual. Aqueles que seguiriam Jesus teriam vida e em abundância.
    .
    Meu português está @#@$%#@@$ terrível, desculpe-me! Consegui me fazer entender, pelo menos?
    .
    COMENTÁRIO: conseguiu se fazer entender sim, e, em termos gerais, a leitura que fez das palavras de Jesus me parecem corretas. Pelo que se depreende do discurso do mestre, todo aquele que não for iluminado pelo divino está espiritualmente morto em seus delitos. Apenas digo que o uso que fez dessa exortação foi inadequado, quando disse: “Caro Montalvão, nada a declarar! Desta vez, só um, ok? Seguirei a minha vida da forma que melhor me convém. Da forma que me faz sentir VIVO e FELIZ. Como Jesus dizia: Existem pessoas que estão mortas e nem sabem disso.”
    .
    Então veja o que fez: usou palavras de Cristo, em acepção particular, para amparar sua (sua, do Guto) avaliação daqueles que não deram atenção ao apelo que lançou, de deixarem críticas a Chico Xavier (e a outros) de lado e cultivarem a política do amor e da tolerância. Este foi o deslize.
    .
    Saudações espirituais.

  114. Gorducho Diz:

    Ei, Balofo, veja se encontra também o que a Eva Carriére e seu pai disseram ao advogado Marsault (ou senhora Marsault – o sexo varia conforme a fonte)
    Qual é o artigo?
     
    e também o que diz o Dr Rouby no original.
    O Sr. tem o Comunicado? Se tiver, este sim gostaria que me alcançasse.
    Bien-Boâ et Charles Richet, Comptes rendus du XVème Congrès international de médecine, Lisbonne, 19-26 avril 1906, Typographia A. de Mendonça, pp. 459-516.

  115. Gorducho Diz:

    Mais uma vez a Ciência confirma o Espiritismo: a atmosfera da Lua. Kardec [Revista, março '58]:
     
    Não se compreende que semelhante objeção possa ser feita por homens sérios. Se a atmosfera da Lua não foi percebida, será racional inferir que não exista? Não poderá ser constituída de elementos desconhecidos ou bastante rarefeitos para não produzirem refração sensível? O mesmo diremos da água e dos líquidos ali existentes. (…)
    Pela mesma razão, os habitantes da Lua, se um dia pudessem vir à Terra, uma vez que constituídos para viver sem ar ou num ar muito rarefeito, talvez completamente diverso do nosso, seriam asfixiados em nossa espessa atmosfera, como nós quando caímos na água.(…)
    Tal raciocínio acha-se confirmado pela revelação dos Espíritos. Realmente eles nos ensinam que todos
    esses mundos são habitados por seres corpóreos, apropriados à constituição física de cada globo;

     
    http://www.bbc.co.uk/news/science-environment-23939448

  116. Montalvão Diz:

    .
    MARCOS ARDUIN DIZ: DE MORTE, pare de fazer-se de desentendido. VOCÊ SABE MUITO BEM QUE NAQUELES TEMPOS, ERA SENSO COMUM NAS SOCIEDADES CRISTÃS DE QUE SEXO, MESMO ENTRE CASAL CASADO, ERA PECADO. Só seria desculpável se a mulher ficasse grávida.
    .
    COMENTÁRIO: Esse “de Morte” quem é, o Marciano? Ainda estou em dúvida a quem se refere… Mas, de onde foi que tirou essa ideia de que o sexo era pecado? Conquanto esteja, digamos, ideologicamente correto, havia um respeito hipócrita aos ditames morais, principalmente por parte dos homens. Na sociedade vitoriana houve uma maré de castidade, pois a santa Rainha não era chegada a essas coisas e abominava quem o fizesse. As mulheres é que pagaram o pato: delas se esperava que não sentissem qualquer prazer e, mesmo assim, fossem cem por cento receptivas às investidas masculinas. A submissão feminina naqueles tempos era dramática. Por outro lado, embora a fidelidade conjugal (notadamente da mulher) fosse propagada como o apanágio de uma vida aprovada por Deus e pelas autoridades, a prostituição na era vitoriana estava disseminada. Pular a cerca, masculinamente falando, era normal. Não se deixe iludir, se havia muita prostituição, havia muitos fregueses.
    /
    /

    MARCOS ARDUIN DIZ: [...] Sacou, meu caro?
    Portanto envolvimento sexual fora do casamento era coisa MUITO MAL VISTA. Ao homem em geral era perdoável (é consenso na fé cristã de que o homem pode pecar, ao menos sexualmente _ a mulher, não). E a mão aqui é muito fraca, pois estão sugerindo que a Ana Eva Fay e Houdini se envolveram sexualmente, SEM QUALQUER base que justifique tal afirmativa. Realmente é gozado isso: os cientistas dizem que tomaram tais e quais controles e verificaram tais e quais resultados, mas todos duvidam por aqui. Agora uma afirmativa boba dessas, sem qualquer vislumbre de prova, de repente torna-se PROVA POR SI MESMA.
    .
    COMENTÁRIO: Arduin, você mesmo esclarece o assunto, ao reconhecer que ao homem era tolerado ter vida extraconjugal, ora para haver quem coma tem de haver quem seja comida. Concorda? Portanto, não é nada contrário às probabilidades que as mocinhas Fay e Florence acedessem submeter-se aos apetites de seus testadores, em troca de proteção, principalmente proteção financeira, visto que à mulher naqueles tempos restavam poucas opções, basicamente resumidas em casar-se e se tornar plenamente sujeita ao marido; aniquilar-se fisicamente em trabalhos braçais; prostituir-se; tornar-se preceptora de filhos de famílias classe média e alta e perder quaisquer vislumbres de vida própria.
    .
    Saudações pudicas.

  117. Arnaldo Paiva Diz:

    Gorducho boa tarde
    .
    Gorducho Diz:
    SETEMBRO 6TH, 2013 ÀS 17:44
    Aliás, Analista Arnaldo, não sei se o Sr. lembra, a Eva C. fora futura nora e participava no teatrinho que representavam na Villa Carmen, em Algiers, para se divertirem e ao mesmo tempo acalmar os nervos da “generala” Carmencita Nöel. Um dos personagens era o “Bien_Bôa”. Os bocós Richet e Gabriel Delanne assistiram algumas das representações, levaram a sério, e acharam que era um ser ultramundano condensado. A ingenuidade da humanidade terrícola não tem limites.
    .
    É verdade, a ingenuidade humana não só não tem limites como vara o tempo. Você é um exemplo disso, quanta ingenuidade em acreditar que todos os cientistas não passaram de uns bocós, e que só você não se engana. É verdadeiramente uma SANTA ingenuidade.

  118. GUTO Diz:

    Caro Montalvão, reconheço que possui uma capacidade analítica bem peculiar, no bom sentido.
    Visto que entendeu REALMENTE o que pensei e escrevi, não tenho nada a mais a acrescentar.
    É só.
    PAZ e AMOR a todos!!!

  119. Marciano Diz:

    Salve, irmãos da Terra!
    Eu vos desejo muita paz, tranquilidade, harmonia e amor, em vossos lares, em vossos trabalhos, em vossos corações.
    Quem vos escreve, claro, Marciano.
    .
    Gorducho, você tem o artigo em pdf, epub, doc, etc.?
    Encontrei referências no “Scepticisme scientifique”, mas não o vi disponível para “télechargement”.
    .
    Isso que os sábios espíritos disseram sobre a atmosfera e os habitantes da lua foi lunático.
    Como podem os espíritas conciliarem tamanha estupidez com suas crenças? Esse é um mistério maior do que qualquer outro.
    .
    .
    Arduin,
    eu não insinuei qualquer relação sexual entre a Eva e o Houdini, quem talvez o tenha feito (acho que foi só de brincadeira) foi o Montalva. Eu só peguei carona no que achei que tivesse sido apenas “cum animus jocandi” e lembrei a você que eu não sabia que a Eva era bonitinha quando jovem, que você foi quem me alertou para o fato.
    Na maior parte das vezes (senão todas) em que parece que me faço de desentendido, o que estou a fazer, na verdade, é usando o “comic relief”, para tornar os debates menos gravosos.
    .
    .
    Montalva,
    “ . . . para haver quem coma tem de haver quem seja comida.”
    .

    Aqui não é o lugar pertinente, mas eu tenho usado, há anos, a teoria dos conjuntos para explicar o que você disse sobre a fidelidade feminina. Aquele negócio de conjuntos biunívocos, lembra-se? Parece que você já sacou.
    Um brinde ao Georg Cantor.

    E, quanto ao instrumento a que te referiste, é o mesmo, o oboé, instrumento de madeira, pode ser tocado com a boca, com as mãos. Mas que eu não toco, NÃO TOCO.
    Uma dica pra você, o Platinun é show.
    Saudações dipsomaníacas.
    .
    Quanto à despedida de Guto:
    Deus laudetur.

  120. Marciano Diz:

    Errata:
    platinum.

  121. Gorducho Diz:

    Encontrei referências no “Scepticisme scientifique”, mas não o vi disponível para “télechargement”
     
    No Sítio da revista Sumário do vol. 5 é o primeiro artigo. Baixará um ficheiro .htm pessimamente formatado, mas que depois pode ser aberto com editor de textos e transformado em .pdf
    https://sites.google.com/site/psychologieethistoire/autresrevuesd'histoire23222
     
    Le maléfan, P. (2004). La psychopathologie confrontée aux fantômes. L’épisode de la villa Carmen. Contribution à l’histoire marginale de la psychologie et de la psychopathologie. Psychologie et Histoire, Vol. 5, pp. 1-19. (cliquez ici pour voir le texte)

  122. Montalvão Diz:

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    MARCOS ARDUIN DIZ: Bem, Balofo, só depois de haver postado o que lhe mandei é que entendi que você não tem o livro, nem em inglês. Vou postá-lo no ECAE e aí o Malvadão ou o Vitor dão um jeito de mandá-lo a você ou então me repasse o seu email e eu mesmo mando. O trecho em questão está nas páginas 176 e 177:
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    […]
    .
    COMENTÁRIO: o generoso Vitor fez a cortesia de obter a tradução dessa parte do livro de Houdini que Arduin destacou, e acrescentar comentários, aos quais reproduzo por servirem de balizamento para nossas reflexões.
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    VITOR MOURA DISSE: A tradução do texto consta em um artigo de Medhurst e Goldney de 1964:
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    “Houdini propôs uma explicação alternativa para o teste elétrico. Em Magician Among the Spirits (Harper, Nova Iorque, 1924, pág. 204), ele reporta uma suposta conversação com a Sra Fay.
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    ‘Ela me disse que quando Maskelyne, o mágico, surgiu com uma exposição do trabalho dela, ela se viu forçada a recorrer a uma estratégia. Indo à casa do Professor Crookes, ela se lançou aos seus cuidados e fez uma série de testes especiais. Com um lampejo nos olhos ela disse que se aproveitaria dele. Parece que ela tinha apenas uma remota chance de passar no teste do galvanômetro* mas por um golpe de sorte para ela e de azar para o Professor Crookes, A LUZ ELÉTRICA FALHOU POR UM SEGUNDO NO TEATRO EM QUE ELA ESTAVA SE APRESENTANDO E ELA APROVEITOU A OPORTUNIDADE PARA ENGANÁ-LO.’ ”
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    * O ‘galvanômetro’ é um instrumento usado para controlar a médium. É um dispositivo elétrico composto de um sintonizador e duas manivelas, construído de modo que se o médium soltar qualquer uma das manivelas, o contato seria interrompido e o indicador registraria a falha. A médium, para enganar o assistente, simplesmente colocou uma das manivelas na dobra nua de seu joelho e a manteve presa lá e assim, com sua perna, manteve o circuito intacto e pôs a mão livre para fora e assim produziu o ‘espírito’. (Nota de rodapé de Houdini.)
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    VITOR MOURA: A observação sobre a luz elétrica e o teatro é tolice, obviamente, e levanta a dúvida de que essa conversa tenha realmente acontecido. A sugestão de que a médium colocou um elétrodo debaixo de seu joelho é engenhosa e poderia se aplicar às sessões anteriores, já que ela não era mantida sob observação até o momento em que segurava as manivelas. Mas se esta era a explicação, ela teria ficado muito desconcertada durante a sessão de Crookes de 19 de fevereiro de 1875, quando encontrou as manivelas soldadas, e seria de se esperar que os F.R.S.[1] presentes tivessem observado suas contorções com considerável interesse!
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    Brookesmith, entretanto, mostrou que o truque podia ser feito mesmo com as manivelas soldadas.
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    Pode haver pouca dúvida, portanto, de que a nota de rodapé explicativa escrita por Houdini em 1924 (pág. 102) de que, em 1874, Florence poderia ter tirado de um pulso um dos eletrodos que consistiam em um soberano de ouro e de papel mata-borrão embebido em solução salina e o segurado debaixo de seu joelho está substancialmente correta. Existem várias possibilidades. Ela poderia tê-lo prendido debaixo de seu joelho enquanto sentada ou poderia tê-lo colocado no alto da meia-calça embaixo da liga elástica usada normalmente naqueles dias. De fato, ela podia ter prendido ambos os eletrodos na parte de cima da meia-calça de ambas as pernas, deixando suas mãos completamente livres e então dar alguns passos além da abertura do gabinete até a extensão máxima dos fios de conexão, que se arrastariam no chão, longe da vista das testemunhas. Nas ocasiões em que ela tivesse ambos os eletrodos presos em seus pulsos por fios elásticos e quando ela de repente quisesse libertar uma mão, tudo que teria de fazer seria remover o eletrodo daquele pulso com a outra mão e segurá-lo em seus dedos ou prendê-lo na curva de seu braço. O vestido de mangas curtas que ela aparece vestindo na fotografia, Chapa 3, teria facilitado isto. Ao repetir este truque de substituição, é surpreendente o quão rápido ele pode ser executado sem produzir muita deflexão do galvanômetro, mas a superfície da pele tem que estar bem molhada com uma solução salina forte.
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    Semelhantemente, quando em 1875 a Sra. Fay viu-se diante de manivelas de metal ‘pregadas agora mais separadamente’, ela poderia ter empregado qualquer um de vários truques para conseguir libertar uma ou ambas as mãos e acenar em qualquer lado do gabinete ou pegar e em seguida entregar objetos para os assistentes (pág. 98). Ela poderia ter empregado a manobra do braço deslizante descrita acima ou não teria sido uma impossibilidade ginástica para ela puxar para baixo uma meia-calça e fazer sua perna nua ficar em cima de ambas as manivelas e enquanto se apoiava na outra perna, obter alcance adicional. Eu consegui fazer isto com sucesso, mas não é fácil.
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    Alternativamente, ela poderia ter escondido uma fita comprida em seu vestido, embebida em solução salina ao mesmo tempo em que ela molhava as suas mãos (pág. 97) e quando deixada só na escuridão, ela poderia ter amarrado a fita de uma manivela até a outra sem quebrar a continuidade do circuito, e então livrar ambas as mãos. Este truque pode ser fácil e convincentemente repetido, mas a fita deve ser larga ou dobrada e a solução salina forte. Mesmo com as manivelas separadas por 60 centímetros, não existe nenhuma grande dificuldade em fazer este truque sem grandes oscilações no galvanômetro.
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    1] Fellows of the Royal Society, ou Membros da Sociedade Real (N. T.).
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    Vale lembrar que a nota de rodapé de Houdini veio após a entrevista com a Sra. Fay. O que mostra que ela de fato confessou seus truques? Todos os truques? Não sei, há décadas que os eventos se passaram e ela poderia se lembrar de apenas uma parte deles para contar a Houdini. Mas que ela fraudou e enganou Crookes, a nota de rodapé de Houdini comprova-o.
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    COMENTÁRIO: pois bem, a própria Fay teria confessado a Houdini que enganou Crookes. Até que se prove que o galvanômetro seja ininganável (coisa que não parece possível ser demonstrada, quer dizer: o aparelho é falível), a declaração será aceitável. Dizendo de outro modo, embora exigisse certa habilidade para sobrepujá-lo, o equipamento tido como inexpugnável não o seria tanto quanto imaginavam seus utilizadores. Arduin se fixa no fato de que Houdini falara em falta de energia elétrica num tempo em que ela não estava disponível, porém é importante ressaltar que ele estava reportando o que ouvira de Fay. Nada obsta que a mulher tenha realmente prestado esse depoimento e fora ela quem confundira os fatos, devido à idade (estaria misturando memórias de outros acontecimentos). Quer dizer, o cerne da narrativa estava correto, ou seja: Eva Fay iludira Crookes, mas os eventos estavam confundidos.
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    Desse modo, com base no que Houdini ouvira de Fay, ele inferira que o logro deveu-se, preponderantemente, a um golpe de sorte, no entanto, pelo que se lê do comentário adicional, de que a mulher pudesse ter posto uma das manivelas na dobra do joelho ou na liga da calçola, vê-se que havia condição de, num movimento rápido, a oscilação do aparelho passar despercebida ou julgada tratar-se de variação acidental.
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    O que se pode concluir (parece-me) é que o galvanômetro não foi exaustivamente testado a ponto de ser demonstrado controle intransponível. Sem querer ser repetitivo, e já o sendo (mas é necessário), o tempo cuidou de demonstrar que espíritos, se existem, estão impedidos de voltarem ao mundo dos vivos, seja mediúnica, seja materializadamente.
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    Mesmo sendo merecedores de respeito, SNIFF para os que assim creem…
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    Saudações galvanométricas

  123. Vitor Diz:

    Exato, Montalvão. Acho muito mais provável que a Fay tenha confundido os acontecimentos do que o Houdini tenha de fato mentido deliberadamente. Foram décadas de apresentações e a memória dela deve ter misturado tudo.

  124. Montalvão Diz:

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    MARCIANO DISSE: Uma dica pra você, o Platinun é show.
    Saudações dipsomaníacas.
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    COMENTÁRIO: tá podendo, hem? Ser dipsomaníaco com Platinun é pra cachorrão. Eu vou por aqui com meu humilde White Horse até que a sorte me visite com um Chivas 18 anos…
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    Chego lá…

  125. Montalvão Diz:

    pois é, como falei, Plantinum…

  126. Marciano Diz:

    Obrigado, Gorducho.
    Já baixei o texto e estou lendo-o.
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    Montalvão, os espíritos foram punidos por seu exibicionismo e proibidos de materializarem-se. Por isso não se vê mais o fenômeno.
    Agora eles só têm permissão para bater na parede do Arduin (mesmo assim, invisíveis) e para encucarem o Scur, travestidos de óvnis.

  127. Arnaldo Paiva Diz:

    Montalvão
    Bom dia
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    Grande Arnaldo Paiva, bons ventos o tragam em retorno a esse espaço de conversas e colóquios. Vejamos se consigo enfrentar as aprofundadas questões que postou.
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    Comentário: Não estou retornando, pois nunca me afastei deste sítio onde as conversas e colóquios sempre nos trás algum aprendizado, apenas estive esperando a sua volta no tópico PROGRAMA ‘DETETIVES DA FÉ – O MILAGRE DE CHICO XAVIER” (2013), mas infelizmente você o abandonou sem trazer nenhuma resposta às perguntas que te fiz, e nem contestar o que lá postei. Eu entendo perfeitamente, é melhor ficar calado do que admitir a verdade dos fatos, mas tem um velho ditado que vem desde os meus tataravós que diz: Quem cala consente……. que …..di..di..digo? Esqueci que esse adágio tem no mínimo 100 anos e com essa idade, não tem mais nenhum valor para você.
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    VOCÊ DIZ: Primeiramente, devo expressar minha curiosidade quanto a ligeira semelhança entre seu pronunciamento e o do profeta Gu, bem assim ao fato de a saída de um ser a entrada do outro. Mera coincidência ou caso de identidades secretas?
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    Comentário: Este seu comentário que se assemelha ao de Larissa, em desconfiar que eu sou o Guto (creio que você está se referindo a ele), enquanto Larissa achava que eu sou Arduin, não dá para entender, será porque eu disse que só tinha cursado o ensino médio? E conseqüentemente não tenho condições de conversar e nem coloquiar com os Doutores cientistas de obraspsicografadas.org? Ou então eu estou sofrendo de algum comportamento dissociativo. Dupla personalidade, quem sabe!
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    VOCÊ DIZ: No campo espiritualista William Crookes não convenceu o meio científico de jeito maneira. É certo que outros cientistas, como Richet e Geley e outros se inspiraram em Crookes ao investigarem materializações. Porém, bem sabemos, o resultado dessas empreitadas não rendeu dividendos. Constata-se essa verdade pelo fato de hoje, mais de cem anos passados, o conhecimento a respeito dessa fantasia de desencarnados produzirem corpos humanos para uso quando em visita ao mundo dos vivos, continua tão ou mais fantasiosa que na época em que aqueles homens acreditaram que tal acontecesse.
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    Meu comentário: Já que você encontrou esta porta dos fundos do tempo, para se safar das verdades que estão na saída da frente, também não devia ou deviam usar as mensagens psicografadas com essa mesma idade, para dizer que Chico Xavier plagiou. Quer dizer, neste caso estas mensagens vindas do mundo espiritual serve como prova para acusar Chico Xavier de plágio, mas como prova de que os Espíritos existem e podem se comunicar com os homens não, não servem.
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    É inconfundível a honestidade e imparcialidade que são demonstradas nas pesquisas realizadas pelos cientistas céticos de obraspsicografadas.org.
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    Desse seu comentário acima, eu retiro esta parte: “Porém, bem sabemos, o resultado dessas empreitadas não rendeu dividendos. Constata-se essa verdade pelo fato de hoje, mais de cem anos passados, o conhecimento a respeito dessa fantasia de desencarnados produzirem corpos humanos para uso quando em visita ao mundo dos vivos, continua tão ou mais fantasiosa que na época em que aqueles homens acreditaram que tal acontecesse”.
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    Em relação a materialização de Espíritos, você sabe que já foi provado pelos cientistas e comprovados pelos mágicos, conforme eu pude demonstrar no tópico PROGRAMA ‘DETETIVES DA FÉ – O MILAGRE DE CHICO XAVIER” (2013), portanto, são provas que não foram contestada até agora, a não ser que você se disponha a sair a campo, e empreender provas através de experiências, que venha contrariar no terreno dos fatos, o que já foi apresentado.
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    Por outro lado, não estou dizendo que você é – longe disso – em absoluto, mas o seu argumento ao chamar de fantasia um fenômeno só pelo fato de você não o compreender como ele possa se dar, é um argumento medíocre. Primeiro porque os Espíritos não criam corpos de carne, os corpos espirituais são constituídos de uma matéria que está fora do nosso conhecimento, mas não deixa de ser matéria, (pois sabemos que ela existe em estado que desconhecemos) e o que os Espíritos fazem, é fazer com que o ectoplasma, que é uma substância semi-material, (comprovadamente) adira ao esse corpo espiritual, favorecendo que seja apalpado, pesado e fotografado.
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    Não foi somente Williams Crooks que materializou o Espírito Kate King, portanto o trabalho de pesquisa dele não foi uma fraude. Mas aproveito a oportunidade para lhe mostrar como deve se portar um cientista ou outra pessoa que queira entrar no campo de investigação qualquer que seja, e principalmente no campo da paranormalidade. Usarei como exemplo o próprio Crooks conforme está descrito por Wallace Leal V. Rodrigues no seu livro Katie King. Assim ele se expressa:
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    “Relativamente a Sir William Crookes, diz Wallace, seu primeiro contato com os fenômenos psíquicos se deu em julho de 1869, em uma sessão com Mrs. Marshal: sua curiosidade voltou a ser provocada por J. J. Morse. em julho e em dezembro de 1870; após a chegada de Henry Slade a Londres, ele anunciou sua intenção de se aprofundar inteiramente na investigação dos fenômenos espíritas. Em um artigo intitulado “O Espiritismo visto à luz da ciência moderna”. declarou: “Não posso dizer que tenho pontos de vista ou opiniões sobre um assunto que não tenho a pretensão de entender”.
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    Mais tarde voltou a declarar: “Prefiro entrar na questão sem nenhuma noção preconcebida, quanto ao que pode ou ao que não pode ser; mas com todos os meus sentidos alertados e prontos para transmitir informações racionais, acreditando que não temos de modo algum esgotado todo o conhecimento humano ou galgado todos os degraus do conhecimento humano e das forças físicas”.
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    Essa disposição íntima de Crooks revela o que é ser um homem de ciência, que não se dispõe a falar ou fazer juízo daquilo que ele não conhece, que adentra no campo investigatício sem nenhum idéia preconcebida do que possa ser ou não ser, quer dizer, uma mente livre de preconceitos ou de juízos apressados.
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    Diferentemente do seu estado íntimo, que tanto deseja fazer uma pesquisa neste campo. Ponha um médium na sua frente e você já o verá não como um instrumento de investigação, mas como um trapaceiro e como tal, você vai investigar as trapaças que você pensa que ele vai querer usar para te enganar, e se o médium não usar a trapaça e o fenômeno acontecer, você não vai aceitá-lo, porque você não estava procurando a verdade, você estava procurando a mentira, aí é você que vai mentir, dizendo que não aconteceu nenhum fenômeno, e foi apenas uma dissociação, coisa da mente do médium, porque é assim que você pensa e que de tanto pensar assim, isso já se tornou uma verdade para você.
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    O mesmo vai acontecer no caso de materialização, porque você já vai com o pensamento pré-concebido de que não existe ectoplasma, de que um Espírito não pode produzir carne, é tudo fantasia chegando mesmo a dizer que todos os que se entregam a esse tipo de coisas são safados, porque é assim que você pensa, portanto, você não tem uma mente livre para investigar um fenômeno do jeito que ele se apresentar. Eu procurei desenvolver um diálogo com você neste campo fazendo-lhe uma porção de perguntas, mas infelizmente você saiu pelas portas do fundo e deixou-me a te esperar na porta da frente.
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    VOCÊ DIZ: Você reclama que os detratores de Crookes-espiritualista deveriam realizar “testes no terreno dos fatos”. Concordo plenamente, e se examinar os comentários céticos aqui postados é exatamente isso que reclamamos. Infelizmente, nosso guru para assunto de materialização, o carnificante Arduin, já nos desiludiu dessa esperança: segundo ele, médiuns de materialização, se é que ainda existe algum, são coisas raras e ele próprio, que é especialista na matéria, não conhece umzinho que seja para nos indicar. Temos, pois, que ficar mesmo no campo das especulações. Porém, mesmo sem experimentos, a realidade está diante de nós nua e bela: a ciência das materializações que produziu no passado resultados próximos de zero, hoje estacionou nesse ridículo patamar, ou regrediu. Desse modo, o tempo comunga por inteiro em desfavor dessa esdrúxula crença.
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    Meu comentário: Você chama de “Esdrúxula crença”, é uma confirmação do que falei acima.
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    Em relação ao ectoplasma, todos nós temos ectoplasma, uns mais outros menos, aqueles que servem para a produção das materializações, são criaturas que o tem em abundância que, – de certo modo -, é mais difícil de se encontrar, mas existem deles por aí que podem ser aproveitados para se fazer alguns experimentos, talvez não de grande vulto, mas pelo menos para confirmar a presença de Espíritos, sim.. .
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    Vale dizer que estas pessoas estão – se assim posso me expressar – em toda parte, não é somente dentro de grupos espíritas, mas tem no catolicismo, no protestantismo, no ceticismo, enfim, pois faz parte de todo ser humano. O seu problema Montalvão, é que você transforma os céticos em seres que não são humanos, são deuses, porque entre os céticos não pode existir faculdades paranormais, não tem ninguém – pelo fato de ser cético – que possa ser possuidor de ectoplasma, e até mesmo alguma pessoa que tenha alguma faculdade paranormal acaba quando diante de um cético…. isso é conversa para Pantaleão….. é mentira Terta?
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    Eu vou até aproveitar a oportunidade, e postar novamente aqui o que você disse no nosso diálogo no outro tópico acima mencionado sobre este assunto. Esse foi o nosso diálogo sem resposta:
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    “Continuando com Montalvão:
    A idéia não é que os céticos façam suas pessoais experiências, usando médiuns que no meio deles houvesse, como se tal coisa fosse viável (médium que pensa ser médium não se alinha com os céticos).
    .
    Meu comentário: “Pelas barbas de saturno, baseado em que Montalvão diz que no meio deles – céticos -, não é viável ter médiuns. Você poderia me explicar porque no meio cético não é viável ter médium? Eu estou te fazendo esta pergunta não é para ficar no ar não, quero que você me responda por que não é viável ter médium no meio cético?”
    .
    “Também não entendi esta entre parênteses – médium que pensa ser médium não se alinha com os céticos? Já sei…. é uma coisa que já se tornou um axioma, quer dizer: aquele que se diz médium a mediunidade do mesmo acaba quando na presença de um cético, é isto? Então eu gostaria de lhe fazer algumas perguntas e por favor não as deixe sem repostas:
    .
    1 – Considerando que você é um cético, quer dizer que na sua presença um médium que se diz médium não consegue produzir nenhum fenômeno porque a mediunidade acaba, só pelo fato de estar na sua presença?
    2 – Por que a mediunidade acaba? Porque não houve nenhum fenômeno?
    3 – Que tipo de fenômeno você quer que o médium produza? Qual o controle que você submeteu o médium?
    4 – Quanto tempo você acha que leva para um médium produzir o fenômeno que você deseja?”
    5 – Você estipula como o fenômeno deve acontecer para que você acredite que realmente houve o fenômeno?
    .
    Então aí está, aproveite a oportunidade e nos esclareça, porque acredito que todos os que são espíritas aqui neste tópico gostaria de ler as suas respostas.
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    Estive vendo alhures aqui mesmo neste blog, céticos se entregando a experiência dos movimentos da mesa, e ela se mexeu, levando-os a uma gritaria muito grande, o que o amigo tem a dizer dos mesmos? Na verdade aquele fenômeno só se dar com a presença do ectoplasma, e se lá só tem céticos quer dizer que os céticos também tem ectoplasma, confirmando o que tenho dito. Portanto, existe médiuns no meio cético. Seguindo o exemplo desses céticos, por que não aproveita os céticos oferecidos pela Larissa e começa a fazer suas experiências?
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    Voltando aos acontecimentos deste tópico, você diz:
    COMENTÁRIO: entendi bem? Está a afirmar que a realidade das materializações é presentemente comprovada? Se for isso, por gentileza, comunize esse conhecimento, pois, pelo que sei (e com exceção do Arduin) todos aqui estão certos de que espíritos não se materializam, e as ocorrências que parecem comprovar o contrário se explicam por fraudes, ilusões, alucinações ou admissão de boatos inconfirmados. Que os médiuns do passado fraudaram é mais do que certo e os de passado mais recente, quais Otília Diogo, Peixotinho, Chico Xavier, e outros, materializavam só safadezas. Porém, posso estar sendo injusto, se conhece pesquisas que comprovem o contrário, inclusive as que atestem a existência do ectoplasma, não deixe de nos atualizar para que possamos visualizar a verdade.
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    Pois não meu amigo Montalvão, mais uma vez aproveito a oportunidade e vou lhe trazer tudo o que postei no outro tópico e você procure então apresentar suas provas desmentindo sem usar a desculpa do tempo em que as experiências foram feitas. Aproveite também a oportunidade e nos mostre a opinião de qualquer cientista que tenha dito que os fatos – eu estou falando de fatos – perdem seu valor como fato, por causa do tempo.
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    Tudo não tem que ser provado? Então prove-nos também.
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    Vamos agora aos relatos de mágicos, prestidigitadores, escamoteadores e outras coisas mais que verificaram a mediunidade desses médiuns, deles que foram até convidados pelos próprios cientistas.
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    Outro prestidigitador, que teve oportunidade de verificar a mediunidade de Eglinton e a sua levitação, foi o professor Ângelo Lewis Hoffamnn. Acedendo ao pedido da Sociedade de Pesquisas Psíquicas de Inglaterra, que apelou para a sua capacidade profissional, examinou minuciosamente os fenômenos produzidos por aquele médium e declarou honestamente, depois do exame, que tais fenômenos eram autênticos, acrescentando: “Se a prestidigitação fôsse a explicação única desses fatos, estou certo de que seu segredo tornar-se-ia desde logo propriedade pública”. Essa declaração consta de um relatório que a Sociedade publicou nos seus anais, em 1886. (32)
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    Dizieu declarou ao Sr. Méliès, presidente da Câmara Sindical dos Prestidigitadores, que a levitação super-normal de objetos é manifestação que lhes vai muito além da alçada. Quando moço – dizia ele – eu fazia uma mesa levantar-se sem contacto e sem truque. Interrogado por Montorgueil, diretor do “Eclair”, confirmou aquelas declarações e declarou mais: – com 20 anos de idade, eu tinha faculdades de médium; fazia levantar um móvel como o não poderia fazer hoje como prestidigitador. E acrescentou: – A mediunidade e a mágica, são coisas distintas. (33)
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    Carlton refere que, durante uma sessão, viu uma jovem inglesa, médium, falar um dialeto zulu com um dos presentes, e sem que ela pudesse absolutamente conhecer aquele idioma. É indubitável – afirmava esse grande mágico, – que há fenômenos produzidos pelos Espíritos. (34)
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    William Jeffrey, de Glasgow, mágico amador, realizou várias sessões em sua própria casa. Ele assegura que os fenômenos psíquicos não podem ser produzidos pelos meios conhecidos ou por processos comuns.(35)
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    Henri Regnault possui uma carta de Feffrey, alguns de cujos tópicos transcreve. Diz o notável mágico nessa carta:
    “Eu me venho interessando desde a meninice com os mágicos e prestidigitadores de toda a espécie; tenho agora 60 anos e faço parte de quatro sociedades diferentes de ilusionistas e de mágicos, duas em Glasgow e duas em Londres.
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    A princípio fui convidado a estudar o Espiritismo por ministros do culto e amigos vários, para o fim de desvendar onde e como se fazia a fraude.
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    Sou feliz em declarar que todas as minhas pesquisas, nessa época, provaram-me que o Espiritismo era real. Sou fiel à minha convicção e obrigado a reconhecer a realidade tal como verdadeiramente a achei.
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    Alguns dos fenômenos mais notáveis de que fui testemunha, em matéria de materializações, de vozes, de fotografias do Invisível, forçam-me a dizer que é absolutamente impossível ao maior ilusionista, ventríloquo ou truquista, de não importa que gênero, reproduzir essas experiências, por mais hábeis que eles sejam em sua arte.
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    Estou pronto a encontrar-me com qualquer prestidigitador e mostrarei que é impossível obter resultados psíquicos pela prestidigitação.
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    Já convencí numerosos prestidigitadores da realidade das potências invisíveis operantes. Reuní em um dia seis senhores, que eram ilusionistas e prestidigitadores; cada um deles escreveu um artigo num dos seus jornais profissionais para relatar as experiências com as quais ficaram absolutamente estupefactos.
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    Eu sou presidente da Sociedade de Mágica de Glasgow, sociedade de que sou membro há lohngos anos; sou também vice-presidente do Clube dos 12 Místicos (Mystio Iwelde Club), de Glasgow.
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    Em negócios, sou carpinteiro e trabalho em madeiras, nos seus diversos ramos; hoje sou proprietário da Casa Brown & Cia. Utilizei em meu tempo todas as máquinas de trabalhar em madeira e será difícil compreender como um homem dos meus conhecimentos e das minhas aptidões possa ser espírita.”(36)
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    Regnault salienta o fato de haver o prestidigitador mostrado a mais absoluta certeza da autenticidade do fenômeno psíquico. Ele estudou o Espiritismo, não como adepto, mas para descobrir-lhe as fraudes e os embustes. E tão convencido se acha atualmente da sua veracidade, que chegou a lançar um desafio a todos os prestidigitadores. Eis uma prova de boa fé, acrescenta aquele experimentador francês, e pergunta: – Encontrará esse desafio algum eco no campo dos adversários?
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    Não. Até agora não encontrou. Entretanto Regnault fazia espalhar esse oferecimento; – “Se alguém quiser aceitar o desafio do Sr. Jeffrey, terei todo o prazer de apresentar esse prestidigitador inglês; é só me escreverem para a rua Chargrin n. 30, Paris”.
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    (32) “Proceedings”, 1886
    (33) Montorgueil – “Echo du Merveilleux”, 1 de Setembro de 1898.
    (34) Arthur Philips (Carlton) – “Twenty Yeara of Spoot and bluff”, págs. 266.
    (35) George H. Lethem – “How a magician became a Spiritualist”. -,. London Magazine”, Junho, 1920.
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    Arnaldo Paiva Diz: Agora temos o outro lado da questão que SÃO OS FENÔMENOS RIGOROSAMENTE PROVADOS, que representam o lado positivo da investigação, no caso, os fatos incontestável do Espiritismo.
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    COMENTÁRIO: seu declarativo é bom exemplo de crença exacerbada: esteja certo, inexistem “fenômenos rigorosamente provados”, o que há são discursos rigorosamente engalanados com asseverações alucinadas e alucinantes, capazes de convencer incautos de que materializações sejam fato demonstrado. Reveja seu rol de “provas”, passe-o pela peneira da avaliação prudente e confira se sobrará algum. Caso ao menos um escape, mostre-nos para que o conheçamos.
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    Meu comentário: Está acima senhor Montalvão, o que precisa é só o senhor descer do pedestal da ingnorância que é mãe do fanatismo e do preconceito, e se situar como um cientista que deseja ser, porque por enquanto, nem um embrião de cientista o senhor é. Não aconselho nenhum médium se prestar a nenhuma experiência científica com V. Exª , porque com esse ódio contra o Espiritismo que o senhor tem….
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    Você diz:
    COMENTÁRIO: conforme falei, o tempo é o maior juiz, e é ele quem mostrou que as “provadas” materializações de tempos idos são atualmente demonstradas serem ou fraude, ou ilusão, alucinação, crença cega… os fatos espíritas não passaram por nenhuma experiência crítica que mereça esse classificativo. Até hoje os nobres espíritas não apresentaram um estudo que demonstre a realidade da comunicação entre vivos e mortos, nem um… Então, com base em que afirma que a imaginada fenomenologia espiritista tenha sido ratificada?
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    Meu comentário: Não basta apenas apresentar palavras, somente palavras, nada mais que palavras, se faz necessário que o senhor prove o que diz, são coisas que podem ser provadas, o que o está impedindo de você fazer? fora disso meu amigo, suas palavras não tem nenhum valor, não convence ninguém, não passa de uma atitude arrogante.
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    Montalvão comenta:
    COMENTÁRIO: engano seu, as coisas velhas são a base das atuais, portanto, nesse aspecto não são velhas. Velhas sim são as alegações do passado que não se confirmaram no presente. Estas são mantidas vivas por haver agremiações que as inseriram em seu conjunto de crenças. Deixaram de ser eventos de investigação científica para se tornarem dogmas religiosos. Veja, por exemplo, que o Arduin consegue demonstrar que materializações são realidade fazendo referência exclusiva a casos antigos, com os quais pode esticar o discurso apologético a perder de vista (embora ele exagere, pois mesmo os casos “comprovados” de antanho, se examinados com olhos severos, se mostram cheio de dúvidas e inexplicabilidades).
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    Meu comentário: Se você mesmo reconhece que nesse aspecto não são velhas, então está provado o fenômeno porque são fatos e fatos verdadeiramente não envelhecem, portanto não são simplesmente alegações. Procuro ver honestidade nas suas colocações mas não consigo encontrá-las, são recheadas de falácias. Se não houve continuidade, é porque a função para as quais elas foram realizadas foram cumpridas e alcançados os objetivos, que era provar a continuidade da vida após a morte. Agora se a nova geração não se interessou em dar continuidade, o problema não está no fenômeno que está na natureza, pertence à natureza, pode ser começado a qualquer momento, é só se dispor à pesquisa, por que não fazem? Portanto esta atitude não vem em absoluto invalidar o que já foi feito, provado e comprovado.
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    A verdade é que se depender dos ditos cientistas céticos modernos, não vai prosseguir jamais, porque estes não sabem fazer outra coisa senão considerar todos os homens que trabalham trazendo esclarecimentos nessa área como basbaques, e os médiuns trapaceiros sem efetuar ou produzir nenhum evento no terreno dos fatos. Quando se vêem obrigados a aceitar uma verdade, saem pelas portas do fundo e deixa a cargo do tempo fazer cair no esquecimento.
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    Você ainda diz: COMENTÁRIO: não é por que Stenvenson acreditava que casos antigos (que não prosperaram, frise-se) mereçam crédito que vão passar a merecê-lo. O erro dessa alegação está em que não são atualizáveis, ou seja, experimentos atuais não confirmam as certezas do passado.
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    Não me diga que você já está matando o Stenvenson e suas experiências. Você já está se tornando ridículo com esses seus argumentos de desclassificar – na maneira vulgar de se falar – Deus e o mundo. Só você sabe tudo, só o que vier aprovado pelas suas experiências que não são nenhumas, é que tem valor, só que das suas mãos não sai outra coisa senão condenação de quem está trabalhando.
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    Antes a inquisição formada pelos os deuses da ignorância e do preconceito, homens de pensamentos atrasados, tacanha, matava estes homens que traziam a verdade, na fogueira, hoje a mesma inquisição – pois não acabou -, agora com os deuses do intelectualismos, arrogantes do falso saber, seus novos inquisidores vestindo a toga da cegueira – e você é um deles – matam na fogueira da ignorância e do preconceito, todos os que trabalham pelo progresso da ciência.
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    VOCÊ FINALIZA: De qualquer modo, apresente bons casos que provavelmente possui para nosso ilustramento. Muito nos ajudará a que mudemos de ideia se forem bons conforme afiança.
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    Meu comentário: Vou lhe apresentar um caso que – acredito eu – é um bom caso que ilustra muito bem e quem sabe, ponha pelo menos você para pensar, se é que você pensa:
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    É a de um certo indivíduo que atendendo ao desejo do rei, se propunha – mediante pagamento -, ensinar um burro a falar vários idiomas, dentro de dez anos. Após assinar o trato com o rei, alguém que lhe era muito próximo, lhe perguntou como ia ele haver-se depois dos dez anos, ao que o “poliglota” respondeu: – daqui até lá ou morre o rei ou morro eu: e se não morrer nenhum dos dois, eu arranjarei um jeito de que morra o burro.
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    Parafraseando mais uma vez o Antonio G Poa, eu diria: é sempre assim.
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    Saudações burrícas.

  128. Marciano Diz:

    Acabo de tomar o resto da segunda garrafa de JW Platinum que sobrou do meu colóquio com alguns amigos(as). Se eu transbordar, perdoem-me 70×7 vezes.
    Inimaginável confundir o fraterno com o Arduin. Ambos são místicos, não obstante, um é o negativo do outro num aspecto sobre o qual vou abster-me. Quem tiver sabedoria, que calcule o que quero dizer, porque não é um número, mas é bem besta.
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    Ecce nunc patiemur philosophantem nobis asinum?

  129. Marciano Diz:

    Para quem não sabe latir (não é erro de digitação, é ironia) e tem preguiça de pesquisar:
    Será que agora teremos de aguentar um asno que nos filosofa?

  130. Marciano Diz:

    Para os asnos bíblicos:
    Mateus, capítulo 18, versículos 21 e 22.

  131. Marciano Diz:

    21. Tunc accedens Petrus dixit ei: Domine, quotiens peccabit in me frater meus,
    et dimittam ei? Usque septies? .
    22. Dicit illi Iesus: Non dico tibi usque septies sed usque septuagies septies.

  132. Montalvão Diz:

    ARNALDO PAIVA DIZ: Não estou retornando, pois nunca me afastei deste sítio onde as conversas e colóquios sempre nos trás algum aprendizado, apenas estive esperando a sua volta no tópico PROGRAMA ‘DETETIVES DA FÉ – O MILAGRE DE CHICO XAVIER” (2013), mas infelizmente você o abandonou sem trazer nenhuma resposta às perguntas que te fiz, e nem contestar o que lá postei. Eu entendo perfeitamente, é melhor ficar calado do que admitir a verdade dos fatos[...]
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    COMENTÁRIO: ué, pensei não ter ficado qualquer questão pendente naquele tema. Quando saí pareceu-me que as discussões haviam findado. Vou olhar os pronunciamentos e se achar algo não respondido responderei, fique tranquilo. Ou, se quiser, pode me ajudar a clarear-me a nubilosa memória postando o que ficou por esclarecer.
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    ARNALDO PAIVA DIZ: Este seu comentário que se assemelha ao de Larissa, em desconfiar que eu sou o Guto (creio que você está se referindo a ele), enquanto Larissa achava que eu sou Arduin, não dá para entender, SERÁ PORQUE EU DISSE QUE SÓ TINHA CURSADO O ENSINO MÉDIO? E conseqüentemente não tenho condições de conversar e nem coloquiar com os Doutores cientistas de obraspsicografadas.org? Ou então eu estou sofrendo de algum comportamento dissociativo. Dupla personalidade, quem sabe!
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    COMENTÁRIO: nada a ver, Chico cursou apenas o primário e autodidadicamente conquistou nível de saber elevado. Humberto Campos não tinha formação dita superior e foi um dos grandes cronistas do século passado. E tantos outros, inclusive você. A suspeita de identidade secreta foi apenas uma facécia, para desanuviar o ambiente.
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    ARNALDO PAIVA (citando Montalvão): “No campo espiritualista William Crookes não convenceu o meio científico de jeito maneira. É certo que outros cientistas, como Richet e Geley e outros se inspiraram em Crookes ao investigarem materializações. Porém, bem sabemos, o resultado dessas empreitadas não rendeu dividendos. Constata-se essa verdade pelo fato de hoje, mais de cem anos passados, o conhecimento a respeito dessa fantasia de desencarnados produzirem corpos humanos para uso quando em visita ao mundo dos vivos, continua tão ou mais fantasiosa que na época em que aqueles homens acreditaram que tal acontecesse.”
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    ARNALDO PAIVA: Já que você encontrou esta porta dos fundos do tempo, para se safar das verdades que estão na saída da frente, também não devia ou deviam usar as mensagens psicografadas com essa mesma idade, para dizer que Chico Xavier plagiou. Quer dizer, neste caso estas mensagens vindas do mundo espiritual serve como prova para acusar Chico Xavier de plágio, mas como prova de que os Espíritos existem e podem se comunicar com os homens não, não servem.
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    COMENTÁRIO: essa foi de lascar. O que tem uma coisa a ver com outra? O problema com a “porta dos fundos do tempo” é que “ela” é mui pertinente à questão em debate. O caso de Chico Xavier é outro, pois só podemos demonstrar que houve plágio (no ver de alguns), ou que ele era tão somente um escritor inspirado terrenalmente (meu modo de apreciar) avaliando o que Xavier produziu, dããããã… ou haveria outro meio? O tempo no caso dos experimentos antigos comunga contra estes porque nada do que foi realizado no passado, no campos das materializações e da mediunidade geral, progrediu como progridem os saberes saudáveis. No entanto, é fácil derrubar meu argumento: basta demonstrar que houve real progresso… simples.
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    ARNALDO PAIVA DIZ: É inconfundível a honestidade e imparcialidade que são demonstradas nas pesquisas realizadas pelos cientistas céticos de obraspsicografadas.org.
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    COMENTÁRIO: bem… grato pelo elogio…
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    ARNALDO PAIVA DIZ: Desse seu comentário acima, eu retiro esta parte: “Porém, bem sabemos, o resultado dessas empreitadas não rendeu dividendos. Constata-se essa verdade pelo fato de hoje, mais de cem anos passados, o conhecimento a respeito dessa fantasia de desencarnados produzirem corpos humanos para uso quando em visita ao mundo dos vivos, continua tão ou mais fantasiosa que na época em que aqueles homens acreditaram que tal acontecesse”.
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    ARNALDO PAIVA DIZ: Em relação a materialização de Espíritos, você sabe que já foi provado pelos cientistas e comprovados pelos mágicos, conforme eu pude demonstrar no tópico PROGRAMA ‘DETETIVES DA FÉ – O MILAGRE DE CHICO XAVIER” (2013), portanto, são provas que não foram contestada até agora, a não ser que você se disponha a sair a campo, e empreender provas através de experiências, que venha contrariar no terreno dos fatos, o que já foi apresentado.
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    COMENTÁRIO: comete igual equívoco que o insígne Arduin. Estou lhe apresentando argumento objetivo, concreto e que pode ser constatado por quem quer que seja: não houve mínimo progresso no saber mediúnico. Este é o fato. Considere essa realidade: todo conhecimento legítimo prospera, se amplia, se renova, faculta previsões, e nada disso aconteceu com a suposta realidade das materializações. Cobro-lhe que nos apresente experimentos atuais que confirmem os do passado, bastaria isso para dar àqueles relatos a força que não possuem, mas alguns insistem que tenham. É tolice insistir que os que negam deveriam repetir os feitos dos pioneiros, a fim de constatar que foram verazes. Se nem os espiritistas, que vivem mergulhados no universo mediúnico, conseguem apresentar medianeiros dispostos a provarem que realmente canalizam espíritos, como querer que os céticos os achem? Nada disso, quem afirma tem o ônus de demonstrar. Se se escuda no mote de que não precisa provar nada para ninguém, por estar satisfeito com o que possui; tudo bem, respeita-se: mas não use esse discurso como argumentação porque não é.
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    ARNALDO PAIVA DIZ: Por outro lado, não estou dizendo que você é – longe disso – em absoluto, mas o seu argumento ao chamar de fantasia um fenômeno só pelo fato de você não o compreender como ele possa se dar, é um argumento medíocre. Primeiro porque os Espíritos não criam corpos de carne, os corpos espirituais são constituídos de uma matéria que está fora do nosso conhecimento, mas não deixa de ser matéria, (pois sabemos que ela existe em estado que desconhecemos) e o que os Espíritos fazem, é fazer com que o ectoplasma, que é uma substância semi-material, (comprovadamente) adira ao esse corpo espiritual, favorecendo que seja apalpado, pesado e fotografado.
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    COMENTÁRIO: não sei se leu o suficiente sobre materializações. Se não o fez está perdoado. Mais vou ajudá-lo: os relatos de materializações dão conta de seres formados escritinhos quais humanos, tão humanos que possuem batimentos cardíacos, temperatura corporal, cabelos de verdade, respiram, falam, se movem quais pessoas reais, enfim são seres humanos sem tirar nem pôr. Já lhe cobrei e ao Arduin as demonstrações de que o ectoplasma seja substância real. Da parte do Arduin recebi citações velhas (velhas porque inconfirmadas por experimentos posteriores); de sua parte, se não estou esquecido, a mesma coisa. Foi você (ou outro) que citou Notzing como o sujeito que conseguiu isolar o ectoplasma e supostamente pesquisá-lo. Aproveito, então, para reprisar a inquirição que lancei ao Arduin, que ele vai fazer de conta que não a viu, tente respondê-la:
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    MONTALVÃO DISSE: Essa vai pro Arduin: fala-se que o barão Schrenck-Notzing isolou porções de ectoplasma e as analisou (o que para você, preclaro professor, deve ser prova da existência dessa inexistente substância, certo?), minha pergunta é: Se Notzing conseguiu, por que ninguém mais pode fazê-lo? Por que os cientistas hodiernos são incapazes de proceder como o fez o barão e ampliar o conhecimento dessa gelatina fomentadora de materializações? Que mistério é esse?
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    ARNALDO PAIVA DIZ: Não foi somente Williams Crooks que materializou o Espírito Kate King, portanto o trabalho de pesquisa dele não foi uma fraude.
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    COMENTÁRIO: mesmo que Katie King fosse legítima materialização não teria sido Crookes a produzir o fenômeno, sim Florence Cook, a dita médium. Crookes apenas investigava o evento. A pesquisa de William Crookes não foi fraude (pelo menos eu não disse nem digo isso): Crookes foi ludibriado por espertalhões. Particularmente, penso que, em certa altura de seus investigamentos ele teve ter suspeitado de que entranhezas ocorriam, mas estava já tão envolvido na ratificação do fenômeno que preferiu manter a teimosa aceitação a se humilhar e reconhecer que fora safadeado.
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    ARNALDO PAIVA DIZ: Mas aproveito a oportunidade para lhe mostrar como deve se portar um cientista ou outra pessoa que queira entrar no campo de investigação qualquer que seja, e principalmente no campo da paranormalidade. Usarei como exemplo o próprio Crooks conforme está descrito por Wallace Leal V. Rodrigues no seu livro Katie King. Assim ele se expressa:
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    “Relativamente a Sir William Crookes, diz Wallace, seu primeiro contato com os fenômenos psíquicos se deu em julho de 1869, em uma sessão com Mrs. Marshal: sua curiosidade voltou a ser provocada por J. J. Morse. em julho e em dezembro de 1870; após a chegada de Henry Slade a Londres, ele anunciou sua intenção de se aprofundar inteiramente na investigação dos fenômenos espíritas. Em um artigo intitulado “O Espiritismo visto à luz da ciência moderna”. declarou: “Não posso dizer que tenho pontos de vista ou opiniões sobre um assunto que não tenho a pretensão de entender”.
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    Mais tarde voltou a declarar: “Prefiro entrar na questão sem nenhuma noção preconcebida, quanto ao que pode ou ao que não pode ser; mas com todos os meus sentidos alertados e prontos para transmitir informações racionais, acreditando que não temos de modo algum esgotado todo o conhecimento humano ou galgado todos os degraus do conhecimento humano e das forças físicas”.
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    Essa disposição íntima de Crooks revela o que é ser um homem de ciência, que não se dispõe a falar ou fazer juízo daquilo que ele não conhece, que adentra no campo investigatício sem nenhum idéia preconcebida do que possa ser ou não ser, quer dizer, uma mente livre de preconceitos ou de juízos apressados.
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    COMENTÁRIO: prezado, os estados e disposições íntimas de Crookes devem ter sido os mais louváveis, mesmo assim ele não estava isento de avaliar erradamente o que investigou. Se o trabalho de Crookes com médiuns estivesse ao nível do que realizou noutros campos (e que produziram resultados reconhecidos) hoje ninguém discutiria suas falhas, uma vez que estariam sanadas pelas experiências que sucedessem.
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    ARNALDO PAIVA DIZ: Diferentemente do seu estado íntimo, que tanto deseja fazer uma pesquisa neste campo. PONHA UM MÉDIUM NA SUA FRENTE E VOCÊ JÁ O VERÁ NÃO COMO UM INSTRUMENTO DE INVESTIGAÇÃO, MAS COMO UM TRAPACEIRO e como tal, você vai investigar as trapaças que você pensa que ele vai querer usar para te enganar, e se o médium não usar a trapaça E O FENÔMENO ACONTECER, você não vai aceitá-lo, porque você não estava procurando a verdade, você estava procurando a mentira, aí é você que vai mentir, dizendo que não aconteceu nenhum fenômeno, e foi apenas uma dissociação, coisa da mente do médium, porque é assim que você pensa e que de tanto pensar assim, isso já se tornou uma verdade para você.
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    COMENTÁRIO: você não me conhece. Sou filho de médium umbandista, cansei de ver minha genitora receber “espíritos” e modificar seu modo de ser como se fosse outra pessoa. Não vejo os médiuns como trapaceiros, embora alguns reconhecidamente o sejam, mas como pessoas convencidas de uma ilusão que procuram torná-la realidade por todos os meios que encontram. E isso não ocorre só no campo da mediunidade: se pedirmos a carismáticos que deem provas de que o Espírito Santo os visita e lhes concedem “dons do Espírito”, quais profecias, línguas estranhas, dom de curas, etc. não terão como fazê-lo.
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    Os fenômenos sempre “acontecem”: sejam espíritos se “manifestando”, seja o próprio espírito de Deus concedendo poderes aos beneficiados. A fonte real desses eventos é que se discute, e se se investiga com rigor sempre achamos explicações satisfatórias daqui mesmo, da Terra.

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    ARNALDO PAIVA DIZ: O mesmo vai acontecer no caso de materialização, porque você já vai com o pensamento pré-concebido de que não existe ectoplasma, de que um Espírito não pode produzir carne, é tudo fantasia CHEGANDO MESMO A DIZER QUE TODOS OS QUE SE ENTREGAM A ESSE TIPO DE COISAS SÃO SAFADOS, porque é assim que você pensa, portanto, você não tem uma mente livre para investigar um fenômeno do jeito que ele se apresentar. Eu procurei desenvolver um diálogo com você neste campo fazendo-lhe uma porção de perguntas, mas infelizmente você saiu pelas portas do fundo e deixou-me a te esperar na porta da frente.
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    COMENTÁRIO: no caso da mediunidade “inteligente” notadamente a psicografia, digo que nem todos que dizem praticá-la sejam safados, pois, conforme expliquei em outros comentários, muitos acreditam sinceramente que estão se articulando com espíritos e não percebem que o que fazem provêm de suas próprias mentes. No caso das materializações, quem as produz é sempre vigarista: não há como alguém realizar algo que não existe sem recorrer a estratagemas. Desafio qualquer médium de efeitos físicos a se deixar investigar com fiscalização adequada e passar no exame. Hoje em dia nem valem mais as alegações de que céticos, com suas incredulidades, atrapalham a manifestação porque criam “barreiras” psico-espirituais. Os materializadores podem ser perfeitamente vigiados a distância, por meio de câmaras, gravadores de som e alguns controles eletrônicos, os quais são neutros em termos de fé. Agora, se eu lhe perguntar: onde estão as experiências atuais com materializações, certamente não terá resposta, porque não existem.
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    ARNALDO PAIVA (citando Montalvão): “Você reclama que os detratores de Crookes-espiritualista deveriam realizar “testes no terreno dos fatos”. Concordo plenamente, e se examinar os comentários céticos aqui postados é exatamente isso que reclamamos. Infelizmente, nosso guru para assunto de materialização, o carnificante Arduin, já nos desiludiu dessa esperança: segundo ele, médiuns de materialização, se é que ainda existe algum, são coisas raras e ele próprio, que é especialista na matéria, não conhece umzinho que seja para nos indicar. Temos, pois, que ficar mesmo no campo das especulações. Porém, mesmo sem experimentos, a realidade está diante de nós nua e bela: a ciência das materializações que produziu no passado resultados próximos de zero, hoje estacionou nesse ridículo patamar, ou regrediu. Desse modo, o tempo comunga por inteiro em desfavor dessa esdrúxula crença.
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    ARNALDO PAIVA DIZ: : Você chama de “Esdrúxula crença”, é uma confirmação do que falei acima.
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    COMENTÁRIO: confirmação de quê? Não entendi, e não retrucou meu comentário adequadamente, continua válido o que afirmei, ou seja: o tempo comungou contrariamente à crença de que espíritos se materializam. Se puder demonstrar o contrário, fique à vontade…
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    ARNALDO PAIVA DIZ: Em relação ao ectoplasma, TODOS NÓS TEMOS ECTOPLASMA, uns mais outros menos, aqueles que servem para a produção das materializações, são criaturas que o tem em abundância que, – de certo modo -, é mais difícil de se encontrar, mas existem deles por aí que podem ser aproveitados para se fazer alguns experimentos, talvez não de grande vulto, mas pelo menos para confirmar a presença de Espíritos, sim.. .
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    COMENTÁRIO: prezado, está fazendo afirmação de autoridade. Asseverar que “todos temos ectoplasma” sem que esteja comprovada a existência dessa substância equivale a alegar que as pedras ouvem e entendem o que lhes dissermos. Do mesmo modo, afiançar que existem médiuns “bons produtores” de ectoplasma sem identificá-los, de modo que possam ser testados, equivale a declarar a existência do anãozinho gigante sem dar mostras de sua presença no mundo. Então, anote aí o que vou lhe dizer: ECTOPLASMA NÃO EXISTE (existe, sim, um ectoplasma celular mas não é esse que Richet propôs). Quem puder comprovar que estou equivocado, basta enviar-me registros de experimentos atuais, que descreva suas características e potenciais aplicações.
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    ARNALDO PAIVA DIZ: Vale dizer que ESTAS PESSOAS ESTÃO – SE ASSIM POSSO ME EXPRESSAR – EM TODA PARTE, não é somente dentro de grupos espíritas, mas tem no catolicismo, no protestantismo, no ceticismo, enfim, pois faz parte de todo ser humano. O seu problema Montalvão, é que VOCÊ TRANSFORMA OS CÉTICOS EM SERES QUE NÃO SÃO HUMANOS, SÃO DEUSES, porque entre os céticos não pode existir faculdades paranormais, não tem ninguém – pelo fato de ser cético – que possa ser possuidor de ectoplasma, e até mesmo alguma pessoa que tenha alguma faculdade paranormal acaba quando diante de um cético…. isso é conversa para Pantaleão….. é mentira Terta?
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    COMENTÁRIO: nada disso, o cético pode estar equivocado, isso acontece: o que ele reclama são evidências palpáveis de certas alegações extraordinárias. Essa acusação de que céticos são assim mesmo, não acreditam em nada, se consideram semideuses, não aceitam a realidade das coisas, etc., soa como a falácia do desvio tático: em vez resposta objetiva, demonstrando que a dúvida cética não tem razão de ser, opta-se por atacar o ceticismo como se fora doença a ser debelada. Não seria muito mais simples demonstrar concretamente a existência dessa substância? Observe que já discutimos longas linhas e até agora nada de fundamentar a realidade do material, apenas referências a pesquisas antigas que não prosperaram.
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    ARNALDO PAIVA DIZ: Eu vou até aproveitar a oportunidade, e postar novamente aqui o que você disse no nosso diálogo no outro tópico acima mencionado sobre este assunto. Esse foi o nosso diálogo sem resposta:
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    (citando Montalvão): “A idéia não é que os céticos façam suas pessoais experiências, usando médiuns que no meio deles houvesse, como se tal coisa fosse viável (médium que pensa ser médium não se alinha com os céticos).”
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    ARNALDO PAIVA DIZ: Pelas barbas de saturno, baseado em que Montalvão diz que no meio deles – céticos -, não é viável ter médiuns. Você poderia me explicar porque no meio cético não é viável ter médium? Eu estou te fazendo esta pergunta não é para ficar no ar não, quero que você me responda por que não é viável ter médium no meio cético?
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    COMENTÁRIO: simples, meu caro, porque médium (no sentido de quem verdadeiramente contata espíritos) inexiste. Se existisse e aparecessem no meio de quem põe em dúvida essa suposta realidade é óbvio que esses teriam sido rigorosamente testados e comprovados legítimos medianeiros. Você parte da certeza de que autênticos contatadores do além são reais e estão por todos os cantos, até mesmo no meio daqueles que duvidam, porém é incapaz de comprovar essa conjetura. Faça, se quiser, o teste nesse espaço: envie questionário descobridor de médiuns para que os interessados respondam, depois aponte quantos aqui são habilitados a contatarem mortos sem o saberem. Deixe de transformar, retoricamente, vagas suposições em certezas e faça demonstrações definidas.
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    ARNALDO PAIVA DIZ: “Também não entendi esta entre parênteses – médium que pensa ser médium não se alinha com os céticos? Já sei…. é uma coisa que já se tornou um axioma, quer dizer: aquele que se diz médium a mediunidade do mesmo acaba quando na presença de um cético, é isto?
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    COMENTÁRIO: talvez com as ponderações que apresentei fique melhor de entender o que tencionei declarar, tentarei dizê-lo com outras palavras: no meu modo de entender, ninguém se articula verdadeiramente com desencarnados. Os que pensam poder fazê-lo (descontando os que sabem que não capazes e mesmo assim simulam) são iludidos por seus próprios psiquismos. E, até hoje, desconhece-se qualquer comunidade que duvide da comunicação com espíritos, em que seus membros sejam contatadores de espíritos. Ora, a coisa é muito óbvia: quem se julga habilitado a comunicar com os mortos irá procurar gente que pensa como ele e não os que rechaçam essa crença. Essa é a regra geral, nesse mundo cada qual com seu cada qual.
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    ARNALDO PAIVA DIZ: Então eu gostaria de lhe fazer algumas perguntas e por favor não as deixe sem repostas:
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    1 – Considerando que você é um cético, quer dizer que na sua presença um médium que se diz médium não consegue produzir nenhum fenômeno porque a mediunidade acaba, só pelo fato de estar na sua presença?
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    RESPOSTA: a mediunidade não acaba nem na minha presença nem da de ninguém, ela simplesmente nem começa. Lembre-se que vimos reclamando testagens objetivas que demonstrem espíritos em atuação sem que nos deem respostas satisfatórias.
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    2 – Por que a mediunidade acaba? Porque não houve nenhum fenômeno?
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    RESPOSTA: a mediunidade não acaba, ela não existe, não na acepção de que alguém tenha o dom de comunicar com mortos.
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    3 – Que tipo de fenômeno você quer que o médium produza? Qual o controle que você submeteu o médium?
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    RESPOSTA: não faço exigência de fenômeno algum, apenas requeiro que espíritos deem mostras de que estão no ambiente e atuantes. Se eu tiver um livro em minha mochila e o desencarnado informar o título será um bom teste, ou se ele for até a sala ao lado e noticiar coisas que estão lá postadas, também seria boa prova; posso também anotar a caneta um número em minha barriga e cobri-lo com a camisa, se o espírito informar corretamente o registro seria boa demonstração. E coisas semelhantes.
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    4 – Quanto tempo você acha que leva para um médium produzir o fenômeno que você deseja?”
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    RESPOSTA: o que tempo que ele precisar, desde que seja razoável e ninguém saia da sala…
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    5 – Você estipula como o fenômeno deve acontecer para que você acredite que realmente houve o fenômeno?
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    RESPOSTA: sim estipulo, conforme os exemplos dados acima.
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    ARNALDO PAIVA DIZ: Então aí está, aproveite a oportunidade e nos esclareça, porque acredito que todos os que são espíritas aqui neste tópico gostaria de ler as suas respostas.
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    Estive vendo alhures aqui mesmo neste blog, céticos se entregando a experiência dos movimentos da mesa, e ela se mexeu, levando-os a uma gritaria muito grande, o que o amigo tem a dizer dos mesmos? Na verdade aquele fenômeno só se dar com a presença do ectoplasma, e se lá só tem céticos quer dizer que os céticos também tem ectoplasma, confirmando o que tenho dito. Portanto, existe médiuns no meio cético. Seguindo o exemplo desses céticos, por que não aproveita os céticos oferecidos pela Larissa e começa a fazer suas experiências?
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    COMENTÁRIO: mesa se mexendo mediunicamente… faço-lhe uma proposta: ponha, em ambiente fiscalizado, médiuns a dois metros de distância de uma mesa relativamente pesada, postada em solo concretado, peça-lhes para a fazerem se mover 30cm para frente, 50cm para esquerda e 1m para direita. Alguns médiuns devem ser mais que capazes de produzir forças espirituais suficientes. Faça a prova e traga o resultado. Quem afirma existirem médiuns e produtores do inexistente ectoplasma entre céticos é sua pessoa, diz sem o demonstrar…
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    ARNALDO PAIVA DIZ: Voltando aos acontecimentos deste tópico, você diz: (citando Montalvão): “entendi bem? Está a afirmar que a realidade das materializações é presentemente comprovada? Se for isso, por gentileza, comunize esse conhecimento, pois, pelo que sei (e com exceção do Arduin) todos aqui estão certos de que espíritos não se materializam, e as ocorrências que parecem comprovar o contrário se explicam por fraudes, ilusões, alucinações ou admissão de boatos inconfirmados. Que os médiuns do passado fraudaram é mais do que certo e os de passado mais recente, quais Otília Diogo, Peixotinho, Chico Xavier, e outros, materializavam só safadezas. Porém, posso estar sendo injusto, se conhece pesquisas que comprovem o contrário, inclusive as que atestem a existência do ectoplasma, não deixe de nos atualizar para que possamos visualizar a verdade.”
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    ARNALDO PAIVA DIZ: Pois não meu amigo Montalvão, mais uma vez aproveito a oportunidade e vou lhe trazer tudo o que postei no outro tópico e você procure então apresentar suas provas desmentindo SEM USAR A DESCULPA DO TEMPO em que as experiências foram feitas. Aproveite também a oportunidade e nos mostre a opinião de qualquer cientista que tenha dito que os fatos – eu estou falando de fatos – perdem seu valor como fato, por causa do tempo. Tudo não tem que ser provado? Então prove-nos também.
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    COMENTÁRIO: está a distorcer minha argumentação sem contra-argumentos adequados. Não estou recorrendo a nenhuma “desculpa do tempo”, minha alegação é bem fundamentada: o tempo se encarregou de demonstrar que as experiências antigas foram falhadas, visto que o conhecimento que deveriam produzir é desconhecido. Não é pelo fato de o estudo “ser velho” que ele perde o valor, sim por não ter produzido frutos reais.
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    ARNALDO PAIVA DIZ: Vamos agora aos relatos de mágicos, prestidigitadores, escamoteadores e outras coisas mais que verificaram a mediunidade desses médiuns, deles que foram até convidados pelos próprios cientistas.
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    Outro prestidigitador, que teve oportunidade de verificar a mediunidade de Eglinton e a sua levitação, foi o professor Ângelo Lewis Hoffamnn. Acedendo ao pedido da Sociedade de Pesquisas Psíquicas de Inglaterra, que apelou para a sua capacidade profissional, examinou minuciosamente os fenômenos produzidos por aquele médium e DECLAROU HONESTAMENTE, depois do exame, que tais fenômenos eram autênticos, acrescentando: “Se a prestidigitação fôsse a explicação única desses fatos, estou certo de que seu segredo tornar-se-ia desde logo propriedade pública”. Essa declaração consta de um relatório que a Sociedade publicou nos seus anais, em 1886. (32)
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    COMENTÁRIO: veja só a ingenuidade: “declarou honestamente”… Evidências de hipóteses não se fazem com declarações honestas, sim com demonstrações verificáveis. O que o texto diz é que esse Hoffmann deu seu aval à realidade das levitações de Eglinton: mas até que ponto o aval de quem quer que seja é garantia de veracidade? Mais uma vez tenho de recorrer ao argumento do tempo: onde estão as levitações hoje? Se foi possível que médiuns passados superassem as leis físicas levitando, porque não o fazem no presente? Na atualidade não é mais possível requisitar Eglinton, nem qualquer outro levitador daqueles dias para conferir se realmente eram capazes de vencer a força da gravidade e flutuarem, porém seria possível por em teste médiuns modernos de efeitos físicos. Por que esses não aparecem?
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    ARNALDO PAIVA DIZ: Dizieu declarou ao Sr. Méliès, presidente da Câmara Sindical dos Prestidigitadores, que a levitação super-normal de objetos é manifestação que lhes vai muito além da alçada. QUANDO MOÇO – DIZIA ELE – EU FAZIA UMA MESA LEVANTAR-SE SEM CONTACTO E SEM TRUQUE. Interrogado por Montorgueil, diretor do “Eclair”, confirmou aquelas declarações e declarou mais: – com 20 anos de idade, eu tinha faculdades de médium; fazia levantar um móvel como o não poderia fazer hoje como prestidigitador. E acrescentou: – A mediunidade e a mágica, são coisas distintas. (33)
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    COMENTÁRIO: curioso, eu também, aos vinte anos de idade, levitava, falava com mortos, atravessava objetos sólidos e até ficava invisível. Hoje não consigo mais… tá vendo como é fácil provar o improvável? Deviam se envergonhar de usar historietas desse tipo como evidências de fantasias. Isso não é experiência científica nem entre os pigmeus siberianos…
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    ARNALDO PAIVA DIZ: Carlton refere que, durante uma sessão, viu uma jovem inglesa, médium, falar um dialeto zulu com um dos presentes, e sem que ela pudesse absolutamente conhecer aquele idioma. É indubitável – afirmava esse grande mágico, – que há fenômenos produzidos pelos Espíritos. (34)
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    COMENTÁRIO: pois é, um dia vi meu cachorro conversando cachorrês com um marciano (não o que assombra esse sítio). Liguei meu tradutor intergalático e gravei tudo. Pena que, dias depois, a enchente carregou o material, o cachorro e o marciano. Nunca mais os vi, mas garanto que foi verdade…
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    ARNALDO PAIVA DIZ: William Jeffrey, de Glasgow, mágico amador, realizou várias sessões em sua própria casa. Ele assegura que os fenômenos psíquicos não podem ser produzidos pelos meios conhecidos ou por processos comuns.(35)
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    COMENTÁRIO: também realizei várias sessões cá em casa, garanto que os fenômenos não se produzem sem uma causa fenomenológica natural e bem terrena. William Jeffrey, coitado, estava mais perdido que pulga em casco de tartaruga.
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    ARNALDO PAIVA DIZ: Henri Regnault possui uma carta de Feffrey, alguns de cujos tópicos transcreve. Diz o notável mágico nessa carta:
    “Eu me venho interessando desde a meninice com os mágicos e prestidigitadores de toda a espécie; tenho agora 60 anos e faço parte de quatro sociedades diferentes de ilusionistas e de mágicos, duas em Glasgow e duas em Londres. A princípio fui convidado a estudar o Espiritismo por ministros do culto e amigos vários, para o fim de desvendar onde e como se fazia a fraude.
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    SOU FELIZ em declarar que todas as minhas pesquisas, nessa época, provaram-me que o Espiritismo era real. Sou fiel à minha convicção e obrigado a reconhecer a realidade tal como verdadeiramente a achei.
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    COMENTÁRIO: legal mesmo, vamos então conhecer as pesquisas de Feffrey e avaliá-las. Onde estão?
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    ARNALDO PAIVA DIZ: Alguns dos fenômenos mais notáveis de que fui testemunha, em matéria de materializações, de vozes, de fotografias do Invisível, forçam-me a dizer que é absolutamente impossível ao maior ilusionista, ventríloquo ou truquista, de não importa que gênero, reproduzir essas experiências, por mais hábeis que eles sejam em sua arte.
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    Estou pronto a encontrar-me com qualquer prestidigitador e mostrarei que é impossível obter resultados psíquicos pela prestidigitação.
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    Já convencí numerosos prestidigitadores da realidade das potências invisíveis operantes. Reuní em um dia seis senhores, que eram ilusionistas e prestidigitadores; cada um deles escreveu um artigo num dos seus jornais profissionais para relatar as experiências com as quais ficaram absolutamente estupefactos.
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    Eu sou presidente da Sociedade de Mágica de Glasgow, sociedade de que sou membro há lohngos anos; sou também vice-presidente do Clube dos 12 Místicos (Mystio Iwelde Club), de Glasgow. Em negócios, sou carpinteiro e trabalho em madeiras, nos seus diversos ramos; hoje sou proprietário da Casa Brown & Cia. Utilizei em meu tempo todas as máquinas de trabalhar em madeira e será difícil compreender como um homem dos meus conhecimentos e das minhas aptidões possa ser espírita.”(36)
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    COMENTÁRIO: esse sujeito é porreta mesmo: quer ganhar no grito. Basta ele dizer que viu, confirmou e provou e pronto, o mundo tem que aceitar, afinal esse indivíduo nunca mentiu para ninguém e se ele diz que verificou é porque verificou. Por que então o meio científico ainda não aceita? Vai é porque são teimosos até a morte, só pode ser, pois diante de uma prova tão firme quanto essa (qual é a prova mesmo?) só sendo muito teimoso para não reconhecê-la. Essa é a ciência espírita…
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    ARNALDO PAIVA DIZ: Regnault SALIENTA O FATO DE HAVER O PRESTIDIGITADOR MOSTRADO A MAIS ABSOLUTA CERTEZA DA AUTENTICIDADE DO FENÔMENO PSÍQUICO. Ele estudou o Espiritismo, não como adepto, mas para descobrir-lhe as fraudes e os embustes. E tão convencido se acha atualmente da sua veracidade, que chegou a lançar um desafio a todos os prestidigitadores. Eis uma prova de boa fé, acrescenta aquele experimentador francês, e pergunta: – Encontrará esse desafio algum eco no campo dos adversários?
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    COMENTÁRIO: sim, certo, não há dúvidas de que a “certeza” do presditigitador deve ser lei. Se ele falou tá falado. Viva a ciência espírita!
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    ARNALDO PAIVA DIZ: Não. Até agora não encontrou. Entretanto Regnault fazia espalhar esse oferecimento; – “SE ALGUÉM QUISER ACEITAR O DESAFIO DO SR. JEFFREY, terei todo o prazer de apresentar esse prestidigitador inglês; é só me escreverem para a rua Chargrin n. 30, Paris”.
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    COMENTÁRIO: pois eu aceito o desafio: vou levar meus testes furrequinhas e quero ver esse Jeffrey fazer o espírito identificar o título de livros que trago na bolsa, ou ler uma página virada para baixo (de modo que ninguém vivo possa vê-la), ou ir até um endereço que eu lhe indicar e informar cinco objetos que estejam sobre a mesa da sala. Se ele conseguir reconheço que espíritos atuam.
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    ARNALDO PAIVA DIZ: Está acima senhor Montalvão, o que precisa é só o senhor descer do pedestal da ingnorância que é mãe do fanatismo e do preconceito, e se situar como um cientista que deseja ser, porque por enquanto, nem um embrião de cientista o senhor é. Não aconselho nenhum médium se prestar a nenhuma experiência científica com V. Exª , porque com esse ódio contra o Espiritismo que o senhor tem….
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    COMENTÁRIO: não nutro ódio contra o espiritismo, muito menos contra espíritas, meu objetivo é descobrir se há verdade nas alegações místicas. Quanto a crença de cada um, mesmo não concordando com elas, respeito os crentes, o que não impede de pôr as afirmações da espécia sob cotejamento.
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    ARNALDO PAIVA (citando Montalvão): “conforme falei, o tempo é o maior juiz, e é ele quem mostrou que as “provadas” materializações de tempos idos são atualmente demonstradas serem ou fraude, ou ilusão, alucinação, crença cega… os fatos espíritas não passaram por nenhuma experiência crítica que mereça esse classificativo. Até hoje os nobres espíritas não apresentaram um estudo que demonstre a realidade da comunicação entre vivos e mortos, nem um… Então, com base em que afirma que a imaginada fenomenologia espiritista tenha sido ratificada?”
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    ARNALDO PAIVA DIZ: Não basta apenas apresentar palavras, somente palavras, nada mais que palavras, SE FAZ NECESSÁRIO QUE O SENHOR PROVE O QUE DIZ, são coisas que podem ser provadas, o que o está impedindo de você fazer? fora disso meu amigo, suas palavras não tem nenhum valor, não convence ninguém, não passa de uma atitude arrogante.
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    COMENTÁRIO: meu esforço é no sentido de mostrar as fragilidades das alegações mediúnicas, essas fragilidades são minhas provas. Quem quiser aceitar os fatos e melhor examiná-los, a fim de encontrar explicações satisfatórias, ou reconhecer que realmente não existem eventos que demonstrem legítimas atuações de desencarnados, que o faça, ou, se preferir fique com suas crenças, mesmo sabendo que não possuem apoio firme na realidade. Quanto a isso não tenho nada a objetar.
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    ARNALDO PAIVA (citando Montalvão): “engano seu, as coisas velhas são a base das atuais, portanto, nesse aspecto não são velhas. Velhas sim são as alegações do passado que não se confirmaram no presente. Estas são mantidas vivas por haver agremiações que as inseriram em seu conjunto de crenças. Deixaram de ser eventos de investigação científica para se tornarem dogmas religiosos. Veja, por exemplo, que o Arduin consegue demonstrar que materializações são realidade fazendo referência exclusiva a casos antigos, com os quais pode esticar o discurso apologético a perder de vista (embora ele exagere, pois mesmo os casos “comprovados” de antanho, se examinados com olhos severos, se mostram cheio de dúvidas e inexplicabilidades).”
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    ARNALDO PAIVA DIZ: Se você mesmo reconhece que nesse aspecto não são velhas, então está provado o fenômeno porque são fatos e fatos verdadeiramente não envelhecem, portanto não são simplesmente alegações. Procuro ver honestidade nas suas colocações mas não consigo encontrá-las, SÃO RECHEADAS DE FALÁCIAS.
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    COMENTÁRIO: pode ser como diz, mas mostre as falácias, não basta dizer que pronuncio-me falaciosamente, tem que demonstrar onde incorri nesse deslize. Não o fazendo incorre na falácia da falsa acusação…
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    ARNALDO PAIVA DIZ: Se não houve continuidade, é porque a função para as quais elas foram realizadas foram cumpridas e alcançados os objetivos, que era provar a continuidade da vida após a morte. Agora se a nova geração não se interessou em dar continuidade, o problema não está no fenômeno que está na natureza, pertence à natureza, pode ser começado a qualquer momento, é só se dispor à pesquisa, por que não fazem? Portanto esta atitude não vem em absoluto invalidar o que já foi feito, provado e comprovado.
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    COMENTÁRIO: Arduin está fazendo escola… Pois bem, onde estão os cientistas espíritas que não deram continuidade às investigações antigas? Se a ciência ortodoxa desprezou essa linha de trabalho, os grandes interessados em comprovar ao mundo a realidade da comunicação de desencarnados não deveriam deixá-lo cair no vazio. Nesse caso, o erro foi dos cientistas espiritistas que não deram andamento ao que os pioneiros iniciaram e permitiram que a coisa morresse como se não houvera existido…
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    ARNALDO PAIVA DIZ: A verdade é que SE DEPENDER DOS DITOS CIENTISTAS CÉTICOS MODERNOS, NÃO VAI PROSSEGUIR JAMAIS, porque estes não sabem fazer outra coisa senão considerar todos os homens que trabalham trazendo esclarecimentos nessa área como basbaques, e os médiuns trapaceiros sem efetuar ou produzir nenhum evento no terreno dos fatos. Quando se vêem obrigados a aceitar uma verdade, saem pelas portas do fundo e deixa a cargo do tempo fazer cair no esquecimento.
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    COMENTÁRIO: por que acusar os cientistas modernos em vez de cobrar dos cientistas espíritas o dever de casa? A ciência está aí, com suas ferramentas, para quem dela queira fazer uso. Será que o meio espírita é infértil na produção de pesquisadores? Então, meu caro, são os espiritistas quem estão em débito, pois afirmam muito e demonstram nada.
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    ARNALDO PAIVA (citando Montalvão): “não é por que Stenvenson acreditava que casos antigos (que não prosperaram, frise-se) mereçam crédito que vão passar a merecê-lo. O erro dessa alegação está em que não são atualizáveis, ou seja, experimentos atuais não confirmam as certezas do passado.”
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    Não me diga que você já está matando o Stenvenson e suas experiências. Você já está se tornando ridículo com esses seus argumentos de desclassificar – na maneira vulgar de se falar – Deus e o mundo. Só você sabe tudo, só o que vier aprovado pelas suas experiências que não são nenhumas, é que tem valor, só que das suas mãos não sai outra coisa senão condenação de quem está trabalhando.
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    COMENTÁRIO: apenas solicito comprovação das alegações mediúnicas, é pedir muito?
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    ARNALDO PAIVA DIZ: Antes a inquisição formada pelos os deuses da ignorância e do preconceito, homens de pensamentos atrasados, tacanha, matava estes homens que traziam a verdade, na fogueira, hoje a mesma inquisição – pois não acabou -, agora com os deuses do intelectualismos, arrogantes do falso saber, seus novos inquisidores vestindo a toga da cegueira – e você é um deles – matam na fogueira da ignorância e do preconceito, todos os que trabalham pelo progresso da ciência.
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    COMENTÁRIO: fala sério, pô…
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    ARNALDO PAIVA (citando Montalvão): “De qualquer modo, apresente bons casos que provavelmente possui para nosso ilustramento. Muito nos ajudará a que mudemos de ideia se forem bons conforme afiança.”
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    ARNALDO PAIVA DIZ: Vou lhe apresentar um caso que – acredito eu – é um bom caso que ilustra muito bem e quem sabe, ponha pelo menos você para pensar, se é que você pensa:
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    É a de um certo indivíduo que atendendo ao desejo do rei, se propunha – mediante pagamento -, ensinar um burro a falar vários idiomas, dentro de dez anos. Após assinar o trato com o rei, alguém que lhe era muito próximo, lhe perguntou como ia ele haver-se depois dos dez anos, ao que o “poliglota” respondeu: – daqui até lá ou morre o rei ou morro eu: e se não morrer nenhum dos dois, eu arranjarei um jeito de que morra o burro. Parafraseando mais uma vez o Antonio G Poa, eu diria: é sempre assim.
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    COMENTÁRIO: e aí, o que aconteceu dez anos depois? Mas entendi sua “prova” moderna da mediunidade… continue…
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    Saudações improvadas.

  133. Marcos Arduin Diz:

    Ei, Balofo, veja se encontra também o que a Eva Carriére e seu pai disseram ao advogado Marsault (ou senhora Marsault – o sexo varia conforme a fonte)
    Qual é o artigo?
    - Não faço ideia. Já ouvi falar desse(a) pessoa, a quem Eva Carrière e seu pai confessaram farsas ruinosas e APENAS ISSO é citado em obras cristãs anti-espíritas. Ninguém diz de onde isso saiu.

    e também o que diz o Dr Rouby no original.
    O Sr. tem o Comunicado? Se tiver, este sim gostaria que me alcançasse.
    Bien-Boâ et Charles Richet, Comptes rendus du XVème Congrès international de médecine, Lisbonne, 19-26 avril 1906, Typographia A. de Mendonça, pp. 459-516.
    - Não tenho e não sei ler françuá. Imaginava que o cara, por ter sido português, houvesse escrito o dito cujo no nosso idioma.

  134. Marcos Arduin Diz:

    COMENTÁRIO: Esse “de Morte” quem é, o Marciano?
    - Sim
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    “Mas, de onde foi que tirou essa ideia de que o sexo era pecado?”
    - Da maneira de como era visto (e ainda o é) pela sociedade cristã.
    .
    “Conquanto esteja, digamos, ideologicamente correto, havia um respeito hipócrita aos ditames morais, principalmente por parte dos homens. Na sociedade vitoriana houve uma maré de castidade, pois a santa Rainha não era chegada a essas coisas e abominava quem o fizesse.”
    - Engano seu: ela tinha um enorme furor sexual, mas sacomé: as aparências eram muito importantes…
    .
    “As mulheres é que pagaram o pato: delas se esperava que não sentissem qualquer prazer e, mesmo assim, fossem cem por cento receptivas às investidas masculinas. A submissão feminina naqueles tempos era dramática. Por outro lado, embora a fidelidade conjugal (notadamente da mulher) fosse propagada como o apanágio de uma vida aprovada por Deus e pelas autoridades, a prostituição na era vitoriana estava disseminada. Pular a cerca, masculinamente falando, era normal. Não se deixe iludir, se havia muita prostituição, havia muitos fregueses.”
    - Exato, meu caro. TODAS as sociedades são assim dentro de limites mais amplos ou estreitos. Não vi a apresentação toda, mas em Férias na Prisão, uma bichona esteve lá nas Arábias e notou que apesar das leis repressivas, pessoas BEBIAM, TRANSAVAM… e davam em cima das bichonas. Ah! Ele não teve dúvidas e entrou de sola nesta e não deu outra: uma hora a polícia o pegou e aí… Agora as leis repressivas valem.
    É… havia muitos prostíbulos nas grandes cidades inglesas, até porque a miséria era grande e prostituição era praticamente a única coisa que restava às mulheres se não conseguissem um marido que as sustentasse. Inclusive os cafetões percorriam os bairros pobres, em busca de meninas de seis e sete anos, pois grande parte dos fregueses eram PEDÓFILOS e tinham muita necessidade delas… Em 1814, inclusive, já havia em Londres um prostíbulo especializado só em meninas com menos de 14 anos.
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    “COMENTÁRIO: Arduin, você mesmo esclarece o assunto, ao reconhecer que ao homem era tolerado ter vida extraconjugal, ora para haver quem coma tem de haver quem seja comida. Concorda? Portanto, não é nada contrário às probabilidades que as mocinhas Fay e Florence acedessem submeter-se aos apetites de seus testadores, em troca de proteção, principalmente proteção financeira, visto que à mulher naqueles tempos restavam poucas opções, basicamente resumidas em casar-se e se tornar plenamente sujeita ao marido; aniquilar-se fisicamente em trabalhos braçais; prostituir-se; tornar-se preceptora de filhos de famílias classe média e alta e perder quaisquer vislumbres de vida própria.”
    - Só que a Florence Cook ainda vivia com sua família e portanto não precisava dar para ninguém para sobreviver e CASOU-SE logo depois. A mesma coisa é com a Anna Eva Fay, que era CASADA e fazia seus espetáculos junto com o marido. Portanto a sugestão de favores sexuais não tem qualquer respaldo. É um CHUTE dos céticos, uma EVIDÊNCIA ANEDOTA, sem qualquer indício de prova.

  135. Marcos Arduin Diz:

    “COMENTÁRIO: pois bem, a própria Fay teria confessado a Houdini que enganou Crookes.”
    - Essa é outra coisa muito gozada com relação à fé cética? CONFISSÕES… Essa palavra tem um poder merífico sobre a mente cética, levando o sábio cético a crer que de fato ela ocorreu, sem nunca por em dúvida que tudo não passaria de invenção, mesmo quando todos os indícios estão ali: não havia energia, nem lâmpadas elétricas na ocasião em que o experimento foi feito. E o mais gozado de tudo é que NUNCA o médium confessa em público a sua fraude: é sempre um terceiro que diz ter ouvido do médium tal confissão. Pois bem: CREDULIDADE é elemento essencial para o bem estar de uma mente cética…
    .
    “Até que se prove que o galvanômetro seja ininganável (coisa que não parece possível ser demonstrada, quer dizer: o aparelho é falível), a declaração será aceitável.”
    - NINGUÉM demonstrou que enganou o galvanômetro, Malvadão. O máximo que fizeram foi demonstrar que a substituição da mão pela dobra do joelho seria possível, mas NÃO EXPLICA o que os pesquisadores viram o médium fazer. O Vitor (e pelo jeito você e outros) desconsidera tudo isso e citam, feito papagaios, apenas o que disseram os críticos.
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    “Dizendo de outro modo, embora exigisse certa habilidade para sobrepujá-lo, o equipamento tido como inexpugnável não o seria tanto quanto imaginavam seus utilizadores. Arduin se fixa no fato de que Houdini falara em falta de energia elétrica num tempo em que ela não estava disponível, porém é importante ressaltar que ele estava reportando o que ouvira de Fay.”
    - Ou seja, Fay o FEZ DE IDIOTA E ELE ERA MESMO TÃO IDIOTA QUE NEM PERCEBEU QUE EM 1875 NÃO HAVIA nem lâmpada, nem energia elétrica.
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    “Nada obsta que a mulher tenha realmente prestado esse depoimento e fora ela quem confundira os fatos, devido à idade (estaria misturando memórias de outros acontecimentos). Quer dizer, o cerne da narrativa estava correto, ou seja: Eva Fay iludira Crookes, mas os eventos estavam confundidos.”
    - KKKK! Então por que, quando era mais jovem e lúcida, não aceitou a baba que lhe foi oferecida para revelar seus truques? Que esforço para salvar a imbecilidade de Houdini…
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    “Desse modo, com base no que Houdini ouvira de Fay, ele inferira que o logro deveu-se, preponderantemente, a um golpe de sorte, no entanto, pelo que se lê do comentário adicional, de que a mulher pudesse ter posto uma das manivelas na dobra do joelho ou na liga da calçola, vê-se que havia condição de, num movimento rápido, a oscilação do aparelho passar despercebida ou julgada tratar-se de variação acidental.”
    - KKKK! Isso só é possível se você e os outros tapados céticos fizerem de conta que nunca leram o que os pesquisadores relataram ter observado.
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    “O que se pode concluir (parece-me) é que o galvanômetro não foi exaustivamente testado a ponto de ser demonstrado controle intransponível.”
    - Se os “testadores” limitam-se a IMAGINAR o que pode ter acontecido, varrendo para baixo do tapete o que de fato foi relatado, então diremos que o galvanômetro não era infalível… Coisas da fé cética.
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    Sem querer ser repetitivo, e já o sendo (mas é necessário), o tempo cuidou de demonstrar que espíritos, se existem, estão impedidos de voltarem ao mundo dos vivos, seja mediúnica, seja materializadamente.
    - Mas pelo menos por psicofonia e psicografia, ainda podem dar as caras.

  136. Marcos Arduin Diz:

    ARDUIN: Cabe a quem AFIRMA o ônus da prova. Se você afirma que Jules Bois e Francis Anderson eram amantes da Florence Cook e obtiveram dela confissões de fraudes com truques bobos e infantis e eles eram plenamente viáveis e enganaram a Crookes miseravelmente, então que me apresente as provas de tal relacionamento afetivo e descreva-me os truques bobos e infantis dos quais esses cavalheiros falaram. Eu nunca soube deles e estou muito interessado.
    /
    COMENTÁRIO: Embora essa linha argumentativa não tenha sido por mim utilizada, o que sei, quer dizer, desconfio, é que Florence e Fay devem ter dado. Se deram muito ou pouco isso foi lá com elas. Se Fay era velha para entregar-se a Houdini quando o conheceu tal não interfere, depende do gosto das partes: conheço donzela quase-virgem, recatada como ninguém que, aos setenta e dois anos é fogosa qual potranca no cio (falei que conheço, não que desfrutei). Mas, sério, esses aspectos eróticos, a meu ver, não interferem expressivamente na constatação de que espíritos não se materializam. O problema está em que, mesmo não fossem as dúvidas que os investigamentos de Crookes e amigos suscitaram, temos a realidade presente que mostra que nada do que aconteceu naqueles dias frutificou.
    - Malvadão, o que acontece é que quanto todos os argumentos céticos falham, então apelam para coisas desse tipo. É tão engraçado esse critério cético: o que os cientistas, que tinham prestígio a perder por lidarem e endossarem esse tipo de coisa, dizem, é posto em dúvida. Já a declaração de um estranho, que não apresenta prova alguma do que diz, é aceita SEM RESERVAS. Há um artigo “What Kate King did”, onde o autor cita que Florence Cook confessara a dois dos seus amantes (Bois e Anderson) que enganara o cientista. E o pessoal cético NÃO DUVIDA de que tal confissão existiu.
    Enfim, é aquilo que digo: o poder da fé destrói qualquer mente lúcida com a maior facilidade.
    .
    “Agora, voltando as medidas galvanométricas, duas coisas: você diz, sem enrusbecer, que Crookes descartou o galvanômetro porque estava a se aposentar das lides espiritistas e que nenhum dos demais que perquiriam a matéria se interessaram pela fenomenal ferramenta. Parece achar que essa explicação seja suficiente. Ora, não é. Seria como se hoje alguém fosse investigar casos desse tipo, espetaculizados no escuro (claro, só fazem dessas coisas no escurinho) e dispensasse equipamento infravermelho. O galvanômetro era peça simples e, pelo que Arduin postula, suficiente para vigiar a médium em plenitude, mas ninguém, além de Crookes, deu atenção ao engenho. Volto a indagar: estranho não?”
    - Você apenas tira conclusões amplas demais de coisas muito estreitas. Se os pesquisadores futuros não quiseram usar o galvanômetro porque acharam que não precisvam, por que teriam essa obrigação? Cada qual usa o método que achar conveniente, ô meu!
    .
    “O outro ponto está indiretamente relacionado com o galvanômetro (não esqueça que a dúvida sobre a perda da massa e a oscilação no equipamento ainda não foi elucidada). Veja só: postula-se que os médiuns de Crookes (e todos) encolhiam (e encolhem) ao cederem forças para os espíritos. Florence estaria 50% mais magra, ou mais, quando das materializações de Katie King, certo? Concorda?”
    - Eles não encolhem: apenas perdem massa. E porque isso foi constatado em alguns casos, não implica que o sejam em todos, já que massa pode ser retirada dos assistentes também.
    .
    “Acontece que, diante das acusações de que Florence e seu espírito materializado eram a mesma pessoa, Crookes tratou de fotografá-las juntas, para demonstrar que eram distintas (como se uma fotozinha só fosse suficiente, mas não vamos mexer com isso por enquanto). Pois bem, ocorre que no fotograma, tanto Katie quanto Florence estão inteiras: Florence Cook, que forneceu “energia” para que Katie King viesse ao mundo, não encolhera um dedinho sequer.”
    - Conforme já disse, não há esse “encolhimento”. E não foi só na foto e sim em detalhes anatômicos que Crookes notou diferenças entre a médium e a fantasma.
    .
    “Isso não lhe parece, além de sensacional contradição, altamente suspeito? E estou só falando dos médiuns crokeanos, se formos verificar Peixotinho, Otília, Chico, etc., reconheceremos que há areia no angu.”
    - Isso poderia ser suspeito para quem desconhece o assunto. Não me consta que Peixotinho tenha sido pego em fraude. Otília sim foi flagrada anos depois da pesquisa com o Waldo & Cia Bela. E Chico… Há duas versões sobre alguma materialização produzida por ele e as duas se contradizem.

  137. Marcos Arduin Diz:

    “Crookes foi ludibriado por espertalhões. Particularmente, penso que, em certa altura de seus investigamentos ele teve ter suspeitado de que entranhezas ocorriam, mas estava já tão envolvido na ratificação do fenômeno que preferiu manter a teimosa aceitação a se humilhar e reconhecer que fora safadeado.”
    - Pare de falar bobagens, Malvadão. Se Crookes percebesse que estava sendo enganado, denunciaria tudo, já que era isso que a mídia esperava dele. A posição dele foi a mesma que Richet adotou mais tarde: _ Não basta que me digam que fui enganado: quero saber COMO fui enganado.
    E isso até agora NINGUÉM conseguiu dizer.

  138. Vitor Diz:

    Oi Arduin
    comentando:
    .
    01 – “KKKK! Então por que, quando era mais jovem e lúcida, não aceitou a baba que lhe foi oferecida para revelar seus truques? Que esforço para salvar a imbecilidade de Houdini…”
    .
    Porque ela ganhava mais com suas apresentações do que com a baba que lhe ofereciam. Talvez ela temesse que revelando seus truques iria perder seru público. Já idosa não teria problema algum, já estava aposentada, e voltaria a estar na mídia, pelo menos.

  139. Gorducho Diz:

    (…) mas estava já tão envolvido na ratificação do fenômeno que preferiu manter a teimosa aceitação a se humilhar e reconhecer que fora safadeado.”
     
    Tanto foi assim que por precaução e vergonha destruiu as fotos

  140. Gorducho Diz:

    Associei as cousas, Professor, porque o W. T. Stead (para o qual o Crookes revelou que as destruira) foi o primeiro ou um dos dos primeiros – certamente o mais influente… – a iniciar cruzada contra a prostituição infantil, em ’85, com os quatro artigos The Maiden Tribute of Modern Babylon. no Pall Mall Gazette. Os exemplares chegaram a ser revendidos por 20x o preço original, o papel terminou e ele acabou tendo que ser reabastecido pelo concorrente Globe (bonito!).
    http://en.wikipedia.org/wiki/William_Thomas_Stead

  141. Gorducho Diz:

    MONTALVÃO DISSE: Essa vai pro Arduin: fala-se que o barão Schrenck-Notzing isolou porções de ectoplasma e as analisou (o que para você, preclaro professor, deve ser prova da existência dessa inexistente substância, certo?), minha pergunta é: Se Notzing conseguiu, por que ninguém mais pode fazê-lo? Por que os cientistas hodiernos são incapazes de proceder como o fez o barão e ampliar o conhecimento dessa gelatina fomentadora de materializações? Que mistério é esse?
     
    Aqui temos o ectoplasma desidratado. Submetamos o resumo do barão à análise do consultor técnico titular do Sítio para assuntos biológicos, poltergeist knockings e materializações:
    Apenas os elementos que ocorrem em todas preparações são significativos. Esses incluem detritos celulares e células epiteliais, com ou sem núcleos orgânicos, finest veils [termo técnico da biologia, Professor – só não colei no Vestibular porque não tinha como :( ], lamelas intactas ou dissolvidas em fibras, agregados membranosos, grânulos isolados de gordura e muco. O processo de combustão mostra a origem orgânica dos resíduos, mas adicionalmente, os exames microscópicos obtidos em Paris e München não deixam a menor dúvida ser orgânica, i.e., matéria originalmente viva.
    [Only those elements which occur in all the preparations are significant. These include cell detritus and epithelium cells,with or without nuclei, finest veils, lamellae, either intact or dissolving into fibres, filmy aggregates, isolated fat grains and mucus. The combustion process shows the organic origin of the residues, but, in addition, the microscopic results obtained in Paris and Munich do not permit the slightest doubt that we have to do with organic, i.e., originally living matter.]
     
    Obs: talvez esteja um tanto confuso (pelo menos para mim) por ser a versão inglesa do livro (não sei alemão).

  142. Gorducho Diz:

    (…)com ou sem núcleos orgânicos, finest veils (…)

  143. Marcos Arduin Diz:

    “Porque ela ganhava mais com suas apresentações do que com a baba que lhe ofereciam. Talvez ela temesse que revelando seus truques iria perder seru público. Já idosa não teria problema algum, já estava aposentada, e voltaria a estar na mídia, pelo menos.”
    - A menos que eu esteja trocando as bolas, já houve gente que demonstrava tudo o que ela fazia, ao estilo Mr M. Então ela nada teria a perder revelando o que já era coisa velha. O gozado é ela falar disso a Houdini em particular, para ele publicar em seu livro, em vez de chamar o público, cobrar uma grana da boa, pois ia revelar um segredo importante: como fez o sábio Crookes de bobo.
    .
    Não adianta, Vitor. Você sabe muito bem que essa bombástica revelação NÃO REVELA COISA ALGUMA. O fato de ela estar com uma mão livre e uma perna numa manivela chumbada na parede não ia liberá-la para andar pela biblioteca.

  144. Larissa Diz:

    ARANALDO PAIVA,

    Eu nunca disse q vc é o Arduin e nunca me refutei a te responder pq vc só tem o ensino médio. Vc q deve ter algum complexo quanto a isso ou está só manipulando as pessoas mesmo, pq vira e mexe você fala nisso. Os comentários estão registrados para todos os que quiserem ver. Me desculpe a franqueza, mas isso é coisa de gente mentirosa.

  145. Larissa Diz:

    Outra coisa, Arnaldo. O comentário anterior foi meu primeiro neste post. Então, como poderia eu insinuar q vc é o Guto? Vc ficou doido ou esqueceu q tudo aqui fica registrado?
    A MELHOR coisa q eu fiz na vida foi me livrar de religião. Eu não entendo como alguém pode ainda defender com tantas falácias uma religião como o espiritismo com mais falácias.

  146. Montalvão Diz:

    Arduin,
    .
    Conversar com você equivale a repetir igual prazer vezes sem conta: boa parte da presente discussão fora ventilada em colóquios anteriores, mas o eterno retorno parece inevitável (por isso vejo a necessidade de compilar os debates havidos e disponibilizar o resultado para exame de interessados). Vamos apreciar o que a atual troca opinativa nos oferece.
    /
    /
    MARCOS ARDUIN DIZ: (citando Montalvão): “pois bem, a própria Fay teria confessado a Houdini que enganou Crookes.”
    .
    MARCOS ARDUIN DIZ: – Essa é outra coisa muito gozada com relação à fé cética? CONFISSÕES… Essa palavra tem um poder merífico sobre a mente cética, levando o sábio cético a crer que de fato ela ocorreu, sem nunca por em dúvida que tudo não passaria de invenção, mesmo quando todos os indícios estão ali: não havia energia, nem lâmpadas elétricas na ocasião em que o experimento foi feito. E o mais gozado de tudo é que NUNCA o médium confessa em público a sua fraude: é sempre um terceiro que diz ter ouvido do médium tal confissão. Pois bem: CREDULIDADE é elemento essencial para o bem estar de uma mente cética…
    .
    COMENTÁRIO: dileto, várias coisas aprendi consigo nesses anos de proveitosa conversação, uma delas é que sua análise, conquanto sadia, nem sempre corresponde as possibilidades. Lembre-se que estamos especulando sobre eventos antigos e baseados em notícias pouco detalhadas, portanto várias suposições são cabíveis, inclusive a que defende. Que Fay possa ter revelado a Houdini as coisas que ele relatou não é nada complicado de aceitar. Que Houdini possa ter cometido equívocos ao reportar a conversa também é plausível; que Fay houvera confundido os acontecimento é igualmente admissível. Quer dizer, num quadro assim, várias explicações são acatáveis, sem que o relato em si seja por inteiro invalidado. O que vejo de errôneo em sua manifestação é prender-se a um aspecto do todo e com ele anular a narrativa. Ora, bastaria que Fay houvesse relatado os acontecimentos sem datá-los convenientemente para que Houdini os aceitasse sem verificação. Poucos anos depois da invenção da luz elétrica a maioria dos teatros londrinos já estava beneficiada, provavelmente, a Houdini não soou discrepante o que Eva Fay lhe contava.
    .
    Considere a seguinte ilustração: as transmissões de TV em cores no Brasil começaram em 1970.
    Digamos que um amigo seu, torcedor do São Paulo, lhe contasse da emoção de assistir a final do campeonato nos anos setentas, em que o São Paulo dera goleada no Coríntians, e ele enfatizasse essa sensação ao falar das cores do uniforme dos jogadores e do colorido da torcida. Tempos depois, você, casualmente, fosse noticiado que aquele jogo acontecera em 1969, antes pois das programações coloridas. A partir dessa constação concluiria que a história inteira era falsa? Ou entenderia que seu amigo equivocou-se e estivesse misturando eventos?
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    Marcos Arduin Diz: (citando Montalvão): “Até que se prove que o galvanômetro seja ininganável (coisa que não parece possível ser demonstrada, quer dizer: o aparelho é falível), a declaração será aceitável.”
    .
    MARCOS ARDUIN DIZ:- NINGUÉM demonstrou que enganou o galvanômetro, Malvadão. O máximo que fizeram foi demonstrar que a substituição da mão pela dobra do joelho seria possível, mas NÃO EXPLICA o que os pesquisadores viram o médium fazer. O Vitor (e pelo jeito você e outros) desconsidera tudo isso e citam, feito papagaios, apenas o que disseram os críticos.
    .
    COMENTÁRIO: pode ser que não explique, mas considerando que os expectadores viram coisas que não viam claramente como estavam sendo feitas (lembre-se que a cortina e a escuridão os separava da nítida apreciação), nada descarta que, por meio de técnica habilidosa, a mulher não tenha conseguido realizar seus truques. O problema é que seus generosos olhos pró-materialização selecionam um ponto, que seria a segurança fiscalizativa do galvanômetro, e esquecem dos demais fatores favoráveis à simulação. A pergunta que paira no ar, jamais respondida, é porque Crookes (e os demais investigadores) se sujeitaram às exigências dos médiuns em se manterem ocultos, em vez de pugnarem por suplantar essa limitação? Eles poderiam e deveriam usar o aparelho elétrico e, concomitantemente, achar meios de manter a médium sob plena vigilância o tempo inteiro que durasse a apresentação. Isso não foi feito e tal falha joga para detrás das cortinas um caminhão de dúvidas. E seus (do Arduin) instrumentos olhadores não conseguem perceber essa realidade.
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    Marcos Arduin Diz: (citando Montalvão): “Dizendo de outro modo, embora exigisse certa habilidade para sobrepujá-lo, o equipamento tido como inexpugnável não o seria tanto quanto imaginavam seus utilizadores. Arduin se fixa no fato de que Houdini falara em falta de energia elétrica num tempo em que ela não estava disponível, porém é importante ressaltar que ele estava reportando o que ouvira de Fay.”
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    MARCOS ARDUIN DIZ: – Ou seja, Fay o FEZ DE IDIOTA E ELE ERA MESMO TÃO IDIOTA QUE NEM PERCEBEU QUE EM 1875 NÃO HAVIA nem lâmpada, nem energia elétrica.
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    COMENTÁRIO: considere as ponderações acima e talvez compreenda melhor…
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    Marcos Arduin Diz: (citando Montalvão): “Nada obsta que a mulher tenha realmente prestado esse depoimento e fora ela quem confundira os fatos, devido à idade (estaria misturando memórias de outros acontecimentos). Quer dizer, o cerne da narrativa estava correto, ou seja: Eva Fay iludira Crookes, mas os eventos estavam confundidos.”
    .
    MARCOS ARDUIN DIZ:- KKKK! Então por que, quando era mais jovem e lúcida, não aceitou a baba que lhe foi oferecida para revelar seus truques? Que esforço para salvar a imbecilidade de Houdini…
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    COMENTÁRIO: não sei porque ela não aceitou a “baba”, você sabe? Mas tal não invalida por inteiro o testemunho de Houdini.
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    /.

    Marcos Arduin Diz: (citando Montalvão): “Desse modo, com base no que Houdini ouvira de Fay, ele inferira que o logro deveu-se, preponderantemente, a um golpe de sorte, no entanto, pelo que se lê do comentário adicional, de que a mulher pudesse ter posto uma das manivelas na dobra do joelho ou na liga da calçola, vê-se que havia condição de, num movimento rápido, a oscilação do aparelho passar despercebida ou julgada tratar-se de variação acidental.”
    .
    MARCOS ARDUIN DIZ:- KKKK! Isso só é possível se você e os outros tapados céticos fizerem de conta que nunca leram o que os pesquisadores relataram ter observado.
    .
    COMENTÁRIO: e o que foi que os pesquisadores observaram? As coisas vistas mais detalhadamente sempre mostram brechas de suspeição que olhos validativos, semicegos, deixam de observar.
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    Marcos Arduin Diz: (citando Montalvão): “O que se pode concluir (parece-me) é que o galvanômetro não foi exaustivamente testado a ponto de ser demonstrado controle intransponível.”
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    MARCOS ARDUIN DIZ: – Se os “testadores” limitam-se a IMAGINAR o que pode ter acontecido, varrendo para baixo do tapete o que de fato foi relatado, então diremos que o galvanômetro não era infalível… Coisas da fé cética.
    .
    COMENTÁRIO: o que “de fato” foi relatado não permite a análise do que pode não ter sido relatado. Para saber com certeza se o galvanômetro era imperfurável necessário que se o experimentassem em várias situações, sob várias condições… Pergunto-lhe: isso foi feito? O fato desse instrumento ter sido deixado de lado e não ter estimulado outros experimentadores a utilizá-lo depõe contra sua suposta máxima eficiência. Eu acho que o instrumento seria realmente útil, desde que utilizado conjuntamente com outros mecanismos. Da forma como foi aplicado o que se viu foi um jogo tipo “eu sei que você pode fraudar versus abre o olho que vou te enganar”. Falei aqui várias vezes: em casos assim o investigador deve trazer o investigado para seu controle em vez de correr atrás do prejuízo. Crookes, ou quem quer que fosse, tinha de levantar as partes fracas da fiscalização e tapá-las. Destaco duas fraquezas: 1) o médium permanecer oculto aos olhos dos verificadores; 2º: a escuridão ou a baixa luminosidade. Tendo em conta que o risco de malandragem é elevado (e algumas podem ser finamente elaboradas), o cientista teria de buscar meios de suplantar essas limitações e avançar no terreno do adversário. Ora, de Crookes e assessores, hábeis na feitura de engenhos de vigilância, esperava-se que registrado haverem percebido tais dificuldades e mostrado esforços para equacioná-las. Não o fizeram e babaram tudo.
    .
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    /
    Marcos Arduin Diz: (citando Montalvão):Sem querer ser repetitivo, e já o sendo (mas é necessário), o tempo cuidou de demonstrar que espíritos, se existem, estão impedidos de voltarem ao mundo dos vivos, seja mediúnica, seja materializadamente.
    MARCOS ARDUIN DIZ:- Mas PELO MENOS POR PSICOFONIA E PSICOGRAFIA, AINDA PODEM DAR AS CARAS.
    .
    COMENTÁRIO: humm, vejo que admite que materializações não mais acontecem… por que será? A resposta a essa questão é importante. O que os espíritos dizem sobre o assunto? Esclareça, por favor, você que é “assim” com eles. Quanto aos espíritos darem as caras psicofonica e psicograficamente, digo que apenas por suposição seja aceitável o declarado. Aa verdade é que nem mesmo nessas áreas se realizaram, nem se realizam, investigações taxativas. Se estou equivocado, diga-me quais métodos de examinação da atividade de espíritos podem ser citados a demonstrar essas presenças de forma OBJETIVA, em lugar das subjetividades que conhecemos? Cite pelo menos uma metodologia que seja assim reconhecida. Crookes com suas materializações não escapou das avaliações subjetivas (deixou as demonstrações taxativas para os que o sucedessem, os quais nunca apareceram: os que apareceram deram continuidade aos evidenciamentos vagos e duvidosos). William Crookes teve todo o tempo e oportunidade do mundo para dar ao mundo a comprovação definitiva de que os sem carnes se carnificam: ao seu dispor havia médiuns fêmas e machos, dispostos a se entregaram em sessões continuadas, até que ele se desse por satisfeito (alguns diriam saciado). Dramaticamente, tudo o que o sábio cientista legou nesse campo foram experimentos incertos e discutíveis, que encantam uns poucos e causam suspeitas em uns muitos. Para piorar, reitero: os que assumiram a herança perquiritiva do sábio inglês não souberam, ou não puderam, sanar as doenças de seu trabalho.
    .
    Aí, chegamos nos dias de hoje, e eu pergunto ao Arduin o que lhe venho indagando desde que um de nós guardava meleca para comer de noite: onde podemos achar a evolução (necessária e indispensável) do conhecimento dessa fenomenologia? Que prole sadia essas pesquisas geraram? Que rendimentos proporcionaram? Que aproveitamento houve da imaginada presença de descarnados entre os vivos? Se na atualidade existissem tratados de materialização, esclarecendo o fenômeno, mostrando seu caráter preditivo e dando o caminho para quem quisesse trazer entidades do reino celeste a esse mundo, a fim de obter esclarecimentos e orientações que só os mortos seriam capazes de conceder, se houvesse isso, toda e qualquer debilidade na faina dos pioneiros estaria resolvida.
    .
    Vou ficar por aqui, porque hoje quero deglutir um grau entre 18 e 98.
    .
    Saudações dominicais.

  147. Gorducho Diz:

    COMENTÁRIO: e aí, o que aconteceu dez anos depois? Mas entendi sua “prova” moderna da mediunidade… continue…
     
    Eu também entendi!

  148. Marcos Arduin Diz:

    Ei, Larissa, não precisa ficar brava não. O Arnaldo trocou as bolas. Quem sugeriu que eu fosse ele, por que não dei pitacos no post anterior, foi o Malvadão.

  149. Gorducho Diz:

    E o ectoplasma desidratado, Professor? Não vai apresentar seu parecer?
     
    Veils acho que seria traduzível como tecidos dentro da biologia, não? Finest?
     
    Professor, no Trinta anos… o Richet diz: A palavra “ectoplasma”, a qual inventei para os experimentos com Eusapia, parece inteiramente justificada.
    Como é isso? Ectoplasma não é usado em biologia? Ou na época do Richet não havia o termo, ele inventou-o e depois incorporou-se à ciência oficial materialista?

  150. Vitor Diz:

    oi, Arduin
    comentando:
    01 – “Não adianta, Vitor. Você sabe muito bem que essa bombástica revelação NÃO REVELA COISA ALGUMA. O fato de ela estar com uma mão livre e uma perna numa manivela chumbada na parede não ia liberá-la para andar pela biblioteca.”
    .
    Isso o Brookes-Smith já explicou, Arduin! Os objetos que ela pegou estavam bem próximos a ela, a menos de 1,5 metros. Veja o relato de Crookes:
    .
    Começamos os testes às 8.55 da noite; o galvanômetro indicava uma deflexão de 211°, e a resistência do corpo da Sra. Fay correspondia a 6.600 unidades da British Association. Às 8.56 a deflexão era de 214°, e neste momento um sino de mão começou a tocar na biblioteca. Às 8.57, a deflexão era de 215°. Uma mão projetou-se para fora do gabinete no lado mais distante da Sra. Fay.
    É importante que fique claro que eu estava em um lado da parede com o galvanômetro e que a Sra. Fay estava no lado oposto, segurando as manivelas, que foram soldadas aos pedaços de fios elétricos, e que ela as segurava tão firmemente que não podia mover suas mãos nem as manivelas dois centímetros à direita nem à esquerda, e que, sob aquelas condições, uma mão saiu da porta cortinada ao nosso lado, a uma distância de 90 cm da manivela de metal, e tudo isso aconteceu dois minutos depois que deixamos o quarto.
    Às 8.58 a deflexão era de 208°; às 8.59 era de 215°, e neste momento uma mão saiu do outro lado da cortina, e deu uma cópia do jornal The Spiritualist para o Sr. Harrison.
    Às 9 horas a deflexão era de 209°; neste momento uma mão foi vista novamente saindo e segurando uma cópia do livro de Serjeant Cox intitulado What am I? Às 9.1 a deflexão era de 209°, a mão apareceu novamente, e deu um pequeno livro Spectrum Analysis ao seu autor, que era um dos observadores.
    Às 9.2 a deflexão era de 214°; uma mão era novamente visível e deu a uma viajante famosa que estava presente um livro intitulado Art of Travel.
    Às 9.3, a mão jogou uma caixa de cigarros em outro cavalheiro que estava presente, e que era conhecido por ser inclinado ao uso da erva daninha. Eu posso afirmar que esta caixa de cigarros estava em uma gaveta trancada da minha escrivaninha quando a Sra. Fay entrou no quarto.
    Às 9.4 a deflexão era de 213°. Novamente medi a resistência de corpo da Sra. Fay, que então correspondia a 6.500 unidades da British Association. Neste momento um pequeno relógio ornamentado, que pendia de um pedaço de manto a 1,5 metros da médium, nos foi oferecido.
    Às 9.4 ½, a deflexão era de 210°; Serjeant Cox, e alguns dos outros observadores, disseram que eles viram uma forma humana completa de pé na abertura da cortina.
    Às 9.5, observei o circuito ser subitamente interrompido. Entrei na biblioteca imediatamente, seguido pelos outros, e encontramos a Sra. Fay desfalecida, ou em transe. Ela estava deitada inconsciente na cadeira, mas foi reavivada em cerca de meia hora. Sendo assim, esta notável sessão durou exatamente 10 minutos.

    .
    Agora a explicação de Brookes-Smith, mais uma vez:
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    “Semelhantemente, quando em 1875 a Sra. Fay viu-se diante de manivelas de metal ‘pregadas agora mais separadamente’, ela poderia ter empregado qualquer um de vários truques para conseguir libertar uma ou ambas as mãos e acenar em qualquer lado do gabinete ou pegar e em seguida entregar objetos para os assistentes (pág. 98). Ela poderia ter empregado a manobra do braço deslizante descrita acima ou não teria sido uma impossibilidade ginástica para ela puxar para baixo uma meia-calça e fazer sua perna nua ficar em cima de ambas as manivelas e enquanto se apoiava na outra perna, obter alcance adicional. Eu consegui fazer isto com sucesso, mas não é fácil.
    Alternativamente, ela poderia ter escondido uma fita comprida em seu vestido, embebida em solução salina ao mesmo tempo em que ela molhava as suas mãos (pág. 97) e quando deixada só na escuridão, ela poderia ter amarrado a fita de uma manivela até a outra sem quebrar a continuidade do circuito, e então livrar ambas as mãos. Este truque pode ser fácil e convincentemente repetido, mas a fita deve ser larga ou dobrada e a solução salina forte. Mesmo com as manivelas separadas por 60 centímetros, não existe nenhuma grande dificuldade em fazer este truque sem grandes oscilações no galvanômetro.”
    .
    E quanto à frase “eles viram uma forma humana completa de pé na abertura da cortina” isso está explicado também:
    .
    “ela podia ter prendido ambos os eletrodos na parte de cima da meia-calça de ambas as pernas, deixando suas mãos completamente livres e então dar alguns passos além da abertura do gabinete até a extensão máxima dos fios de conexão, que se arrastariam no chão, longe da vista das testemunhas. ”
    .
    Repito: caso Crookes encerrado.

  151. GUTO Diz:

    Larissa, ninguém precisa de religião. Você só precisa se dedicar a você mesma. A sua espiritualidade. Conheça a si mesma e procure dar o seu melhor aos outros e a si mesma. Valeu!

  152. GUTO Diz:

    Não se esqueça que precisamos é de amar. Uns aos outros. Abraço. Paz e Amor a todos!

  153. GUTO Diz:

    Ah! Sou do amor e não da guerra ou da violência tá pessoal! Abraço!

  154. Gorducho Diz:

    Essa questão do grau de liberdade das manivelas já observei. Onde está dito que elas estavam chumbadas na parede? Há layouts disso? Onde?
    Se não podia mover as manivelas nem 2″ à direita nem à esquerda, não estavam chumbadas na parede – aí seria 0.0″ a mobilidade dessas.
    Se foram soldadas aos pedaços de fios elétricos, que fios eram esses? Barramentos de subestação?

  155. Gorducho Diz:

    Se não podia mover as manivelas nem 2″ 1″ à direita (…)

  156. Montalvão Diz:

    Marcos Arduin Diz: Ei, Larissa, não precisa ficar brava não. O Arnaldo trocou as bolas. Quem sugeriu que eu fosse ele, por que não dei pitacos no post anterior, foi o Malvadão.
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    COMENTÁRIO: isso tá parecendo o samba do afrodescendente insano… não sugeri que Arduin fosse o Arnaldo: pilheriei que o egrégio apologista de experiências descontínuas pudesse ser o profeta Gu. Arduin, sei que, dependendo das condições climáticas, se personaliza em William Crookes. Considerando que o inglês nunca deu ares de sua presença nesse espaço não posso ligar nosso botânico professor a ninguém.
    .
    Me tira dessa lama.

  157. Montalvão Diz:

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    GUTO Diz: Larissa, ninguém precisa de religião. Você só precisa se dedicar a você mesma. A sua espiritualidade. Conheça a si mesma e procure dar o seu melhor aos outros e a si mesma. Valeu!
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    COMENTÁRIO: e aí, Gu: você também dá seu melhor aos outros?
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    /
    GUTO Diz: Não se esqueça que precisamos é de amar. Uns aos outros. Abraço. PAZ E AMOR a todos!
    .
    COMENTÁRIO: descobri: o Gu é hippie remanescente da horda que assolou Woodstock e agora procura uma causa para a ela se agregar. Paz e amor procê também, falou bicho!

  158. GUTO Diz:

    Arnaldo Paiva, sábio é o homem que não precisa da opinião dos outros para viver bem, acreditando em si e no que acredita. Deixe os outros pensarem o que quiserem. No final, as verdades sempre vem à tona. Lembro-me na faculdade. Uns colegas falavam cada besteira para mim. Hoje, estou mil vezes melhor do que eles. Espiritualmente e psicologicamente falando. Posso dizer que o mundo conspirou a meu favor. DOU GRAÇAS A DEUS POR ISSO! Valeu!

  159. Marciano Diz:

    Montalvão,
    Eu estava me deleitando com seus jocosos comentários, até o momento em que você disse que seu cachorro conversava em cachorrês com um marciano, deixando implícito que eu “assombro” o blog. Nada disso, outras pessoas espalham sombras aqui, eu só trago luz (mas não sou o portador da luz). Uma das pessoas que assombram aqui é o frater tenebrarum.
    .
    Só para constar: a primeira transmissão pública oficial de TV a cores no Brasil ocorreu na Festa da Uva, em 1972.

  160. Montalvão Diz:

    De Marte,
    .
    Assombrações existem as que trazem boas sombras e as que não. Você está na linha de frente do primeiro grupo.
    .
    A respeito das tvs em cores, está certo: oficialmente a 1ª programação foi nessa festa das uvas, no entanto, antes disso já haviam sido feitos ensaios no território nacional. Nos anos de 1960 algumas emissoras lançaram programas em cores, mas as televisões que processavam o sinal eram importadas e mais custosas que seu imposto de renda. Depois, na copa de 1970, fez-se uma transmissão experimental colorida. Quem podia e tinha televisor em cores desfrutou da novidade, mas a maioria dos brasileiros ainda não podia se dar ao luxo.
    .
    Saudações catódicas.

  161. Marcos Arduin Diz:

    Malvadão, não adianta você querer defender o Houdini das besteiras de disse, supondo que ele tenha se confundido e falado coisas de boa fé. Os experimentos foram feitos na casa do Crookes e não num teatro e não havia jeito de burlar o galvanômetro trocando uma mão por uma perna, pois ela continuaria presa à parede, sem poder circular pela biblioteca em busca de objetos e livros. O Vitor apela para o Brookesmith e para a milagrosa fita de pano, mas até agora não me explicou como é que uma tira de pano molhada na mesma solução salina em que o médium mergulhou suas mãos ficam ambos com a mesma resistência elétrica. Houdini falou besteira pois nem lera o relatório, nem se informou sobre o caso. Merece respeito um pesquisador tão descuidado?
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    As bobagens de Houdini são indefensáveis, mas para que tudo não fique só na minha palavra, então vou repassar o que diz o relatório que Crookes publicou, que Massimo Polidoro LEU e do qual Houdini nem tomou conhecimento.
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    UM EXAME CIENTÍFICO DA MEDIUNIDADE DA SRA. FAY.1
    Por William Crookes, F.R.S.
    Editor do ‘QUARTERLY JOURNAL OF SCIENCE’.
    .
    Há cerca de um ano, a Sra. Annie Eva Fay veio dos Estados Unidos a este país, com a boa reputação de ser uma médium capaz de produzir fenômenos físicos.
    Pareceu-me que os meios inicialmente inventados pelo Sr. Varley para testar a mediunidade da Srta. Cook, e os quais, no caso dela, tiveram resultados muito satisfatórios, como já registrado por ele em The Spiritualist, (A referência entusiástica de Crookes ao teste de Varley deveria ser considerada em relação à sugestão de Trevor Hall de que Crookes desejava ‘jogar um véu’ sobre as experiências de Varley (The Spiritualists, pág. 51) seriam os mais indicados para demonstrar se os fenômenos que aconteceram na presença da Sra. Fay foram produzidos num passe de mágica ou se eram genuínos. A experiência mostrou que as melhores condições para a produção dos fenômenos mais notáveis da mediunidade da Sra. Fay são que ela deveria ficar isolada da presença de outras pessoas e na escuridão. Sendo assim, a fim de conseguir manifestações sob condições de teste, era necessário que a médium estivesse tão amarrada a ponto de não poder se livrar nem sozinha nem com a ajuda de qualquer outra pessoa sem o conhecimento dos observadores. A Sra. Fay foi normalmente amarrada com fitas ou barbante. Eu propus amarrá-la com uma corrente elétrica. Este método tem a vantagem da certeza absoluta, já que, se o médium tiver suas mãos ou corpo liberto dos fios elétricos, em um estado de transe ou não, o galvanômetro do lado de fora faz com que os espectadores saibam o momento em que o circuito foi interrompido. Por outro lado, se os fios elétricos forem unidos, de forma que a corrente ainda possa passar por entre eles, o efeito se torna ainda mais evidente através do galvanômetro.
    .
    Na sexta-feira à noite, 19 de fevereiro, a Sra. Fay veio até a minha casa sozinha, para se submeter a estes testes, na presença de vários homens de conhecido saber científico. Ela entrou na sala de visitas e conversou conosco por mais ou menos um quarto de uma hora, depois disso meus amigos desceram a escada para examinar o equipamento elétrico e a minha biblioteca, que seria usada como quarto escuro. Eles examinaram os armários e abriram as escrivaninhas. Colocaram tiras de papel acima das fixações das venezianas da janela e as fecharam hermeticamente com seus anéis de sinete. Eles também fecharam hermeticamente e de modo semelhante a segunda porta da biblioteca, que leva a uma passagem. A outra porta leva da biblioteca ao meu laboratório, onde os estudiosos permaneceram durante os testes. Posteriormente, uma cortina foi suspensa acima desta mesma porta, para deixar a biblioteca em relativa escuridão e permitir a rápida e fácil passagem de um lado para outro.
    O esquema seguinte mostra o arranjo do dispositivo. (não dá para colocar o esquema aqui).
    .
    D, bateria.
    F, galvanômetro.
    H, controle para cortar mais ou menos a corrente a fim de regular a deflexão do galvanômetro.
    E, caixa de rolos de resistência.
    Chaves A e B, para iniciar e interromper o contato.
    (A) está sempre fechada, e é usada apenas para corrigir ou verificar o zero.
    (B) quando ajustada em K, põe os rolos de resistência no lugar do médium.
    Os dois fios elétricos, um de cada lado da seta, vão para a médium.
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    A médium segura duas manivelas, presas aos fios elétricos abaixo da seta, e deste modo fecha o circuito, e faz com que a luz do galvanômetro seja defletida na escala. Então o desvio é ajustado, o objeto serve para distribuir a corrente entre o galvanômetro e o desvio de modo a causar uma útil deflexão no primeiro. Qualquer movimento da médium passa a ser visto através da variação da posição do ponto de luz. Se os arames ou manivelas sofrerem qualquer tipo de curto-circuito, o ponto de luz salta para fora da escala; se, por outro lado, o contato for rompido pela médium, a luz imediatamente cai para zero.
    Para medir a resistência da médium, a chave B, é fechada, o que coloca os rolos de resistência no circuito no lugar da médium. As cavilhas são então retiradas até que a deflexão no galvanômetro seja igual à produzida pela médium; ambas as resistências são equiparadas, tanto a da médium quanto a dos rolos, e os valores são lidos nos rolos.
    O galvanômetro de reflexão, junto com o rolo de resistência e o de desvio, foi colocado contra a parede no laboratório, pelo lado da cortina; dois pedaços pequenos de fios elétricos muito espessos atravessaram a parede, e foram firmemente soldados às duas manivelas de metal no outro lado. Estas manivelas foram seguras pela Sra. Fay, cujo corpo fechou o circuito elétrico, e apresentou uma deflexão no galvanômetro que variava de acordo com sua resistência elétrica. As manivelas de metal foram firmemente cobertas com dois pedaços de linho embebidos em sal e água. Antes de começar as experiências, a Sra. Fay mergulhou suas mãos em sal e água, e então, ao segurar nas manivelas, notei que a deflexão era sempre muito constante, devido à ampla quantidade de superfície exposta ao contato com as mãos. Quando ela segurou os terminais, a quantidade exata de deflexão devido à resistência de seu corpo foi medida pelo galvanômetro; se ela fizesse com que as manivelas tocassem uma à outra a deflexão seria tão grande que faria a luz pular rapidamente para fora da escala; se ela parasse de segurar as manivelas por um momento o raio de luz cairia para zero; se ela tentasse substituir qualquer coisa além de seu corpo para estabelecer um contato parcial entre as duas manivelas, as grandes oscilações do índice luminoso, que aconteceriam enquanto isso estivesse sendo feito, tornar-se-iam evidentes, uma vez que as possibilidades teriam sido infinitas contra a produção da quantia correta de deflexão.
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    Meus amigos inspecionaram estas condições, e dois deles, membros famosos da Royal Society, tentaram tudo o que foi possível, conectando os dois terminais com um lenço úmido. Em meio a uma série de ajustes cuidadosos, eles me consultavam sobre a quantidade de deflexão que havia sido produzida no galvanômetro, de modo que com o tempo obtiveram uma quantidade de resistência equivalente a de um corpo humano. Porém, isto não teria sido possível sem as informações do galvanômetro, que indicava violentas oscilações do raio de luz e denunciava que eles estavam tentando restabelecer um novo contato através de algum tipo de truque. Após a sugestão de um deles, e para prevenir futuros erros, as manivelas de metal foram fixadas bem distantes uma da outra. Feito isso, ele expressou estar satisfeito, pois sabia que nem ele mesmo, nem qualquer outra pessoa poderia repetir a experiência com o lenço que ele acabara de exibir.
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    Em seguida, a Sra. Fay foi convidada a descer até a biblioteca; ela sentou em sua cadeira de frente para as manivelas de metal, e os bicos de gás da biblioteca foram apagados, exceto por um deles, que foi diminuído. Anotamos a distância entre ela e os vários itens proeminentes. Uma caixa de música sobre a minha escrivaninha a uma distância de cerca de 1,20 metros dela; um violino sobre a mesa a uma distância de cerca de 2,4 metros; e a escada de mão da minha biblioteca estava apoiada contra as prateleiras de livros a uma distância de cerca de 3,7 metros dela. Então pedimos que ela umedecesse as mãos com a solução feita de sal, e segurasse os terminais. Isto foi feito, e de uma só vez uma deflexão foi produzida na escala do galvanômetro devido à resistência de seu corpo; então deixamos a biblioteca e entramos no laboratório, que estava iluminado o suficiente por gás para que pudéssemos observar tudo nitidamente.
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    Começamos os testes às 8.55 da noite; o galvanômetro indicava uma deflexão de 211°, e a resistência do corpo da Sra. Fay correspondia a 6.600 unidades da British Association. Às 8.56 a deflexão era de 214°, e neste momento um sino de mão começou a tocar na biblioteca. Às 8.57, a deflexão era de 215°. Uma mão projetou-se para fora do gabinete no lado mais distante da Sra. Fay.
    É importante que fique claro que eu estava em um lado da parede com o galvanômetro e que a Sra. Fay estava no lado oposto, segurando as manivelas, que foram soldadas aos pedaços de fios elétricos, e que ela as segurava tão firmemente que não podia mover suas mãos nem as manivelas dois centímetros à direita nem à esquerda, e que, sob aquelas condições, uma mão saiu da porta cortinada ao nosso lado, a uma distância de 90 cm da manivela de metal, e tudo isso aconteceu dois minutos depois que deixamos o quarto.
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    Às 8.58 a deflexão era de 208°; às 8.59 era de 215°, e neste momento uma mão saiu do outro lado da cortina, e deu uma cópia do jornal The Spiritualist para o Sr. Harrison.
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    Às 9 horas a deflexão era de 209°; neste momento uma mão foi vista novamente saindo e segurando uma cópia do livro de Serjeant Cox intitulado What am I? Às 9.1 a deflexão era de 209°, a mão apareceu novamente, e deu um pequeno livro Spectrum Analysis ao seu autor, que era um dos observadores.
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    Às 9.2 a deflexão era de 214°; uma mão era novamente visível e deu a uma viajante famosa que estava presente um livro intitulado Art of Travel.
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    Às 9.3, a mão jogou uma caixa de cigarros em outro cavalheiro que estava presente, e que era conhecido por ser inclinado ao uso da erva daninha. Eu posso afirmar que esta caixa de cigarros estava em uma gaveta trancada da minha escrivaninha quando a Sra. Fay entrou no quarto.
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    Às 9.4 a deflexão era de 213°. Novamente medi a resistência de corpo da Sra. Fay, que então correspondia a 6.500 unidades da British Association. Neste momento um pequeno relógio ornamentado, que pendia de um pedaço de manto a 1,5 metros da médium, nos foi oferecido.
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    Às 9.4, a deflexão era de 210°; Serjeant Cox, e alguns dos outros observadores, disseram que eles viram uma forma humana completa de pé na abertura da cortina.
    Às 9.5, observei o circuito ser subitamente interrompido. Entrei na biblioteca imediatamente, seguido pelos outros, e encontramos a Sra. Fay desfalecida, ou em transe. Ela estava deitada inconsciente na cadeira, mas foi reavivada em cerca de meia hora. Sendo assim, esta notável sessão durou exatamente 10 minutos.
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    Uma peça de porcelana antiga, na forma de um prato, foi achado no topo de minha escrivaninha na biblioteca; ele não estava lá antes de as experiências começarem. Em minha sala de visitas de há uma moldura que circunda toda a parede, próximo ao teto, a mais ou menos 2,5 metros do chão; presos nesta moldura estão várias peças de porcelana antiga, inclusive alguns pratos pequenos. A Sra. Fay havia estado na sala de visitas talvez uma hora antes de a sessão começar, mas ela não esteve lá exceto na presença de várias testemunhas; o quarto estava bem iluminado, e ela teria que subir numa cadeira para alcançar um dos pratos próximos ao teto, e é claro que todos teriam visto se isto tivesse acontecido. Os pratos tinham estado naquelas molduras por semanas sem serem mexidos e nenhum membro de minha família tocou em nenhum deles. Um dos cavalheiros presentes disse que ele tinha certeza que o prato não estava na escrivaninha quando as experiências começaram porque ele observou a escrivaninha com a intenção livrar-se de um objeto colocando-o sobre ela. Muitos casos semelhantes de transporte de objetos sólidos de um lugar para outro por meio anormal estão registrados na literatura espiritualista.
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    Antes de a Sra. Fay vir a esta casa naquela noite, ela só conhecia os nomes de dois dos convidados que estariam presentes, mas durante a noite a presença (espiritual) que estava em ação exibiu uma quantidade incomum de conhecimento sobre as testemunhas e o curso de suas vidas. O livro Spectrum Analysis ainda não tinha registro literário, mas foi removido de seu lugar e dado ao seu autor. Embora eu geralmente saiba a posição dos livros em minha biblioteca, certamente não poderia achá-los na escuridão, e não tenho nenhuma razão para supor que a Sra. Fay soubesse qualquer coisa sobre o tal livro recém escrito, ou sobre minha biblioteca, ou que o livro fora escrito por uma das pessoas presentes.
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    Em ocasiões anteriores apliquei um teste elétrico durante as manifestações da Sra. Fay. Em 5 de fevereiro último nós tivemos uma sessão que começou às 9.15 da noite. Quando ela segurou as manivelas, a deflexão foi de 260°; oscilou — 266°, 190°, 220°, 240° e então permaneceu fixa em 237°; a resistência da médium às 920º (Evidentemente um erro de impressão, ou para 220° ou possivelmente para 9.20.) era de 5.800 unidades da British Association. Batidas foram ouvidas às 9.28, quando a deflexão oscilava entre 215° e 245°.
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    Às 9.30, a luz tendia a se fixar em 230°; a resistência era de 5.900 unidades. Muitas batidas foram ouvidas, aparentemente na porta perto da médium, mas a luz não apresentava nenhum movimento, o que provava que as mãos da Sra. Fay estavam completamente imóveis.
    Às 9.31 a deflexão era de 234°. Então ouvi a médium suspirar e soluçar. O indicador da luz estava fixo em 233°, embora vários instrumentos estivessem tocando ao mesmo tempo. Os movimentos passaram a ser ouvidos no quarto; vários itens foram lançados no laboratório pela abertura da cortina; o violino foi entregue a mim por uma mão visível, que também foi vista por outras pessoas presentes no quarto. Tudo isso enquanto o índice luminoso permanecia fixo, o que provava que a médium estava quieta enquanto estas coisas aconteciam. Às 9.34 a luz estava fixa em 236°, e o zero estava correto. Às 9.37 pudemos ouvir a caixa de música sendo tocada, a luz ainda mantinha-se fixa. Às 9.38 a deflexão era de 238°. Às 9.39 a médium interrompeu o circuito, soltando as manivelas. Ela só foi capaz de dizer, ‘Estou tão cansada de segurar estas coisas’. Então ela entrou em transe, mas se recuperou em pouco tempo.
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    No sábado, 6 de fevereiro, uma outra sessão experimental foi feita em minha casa. Foi um pouco às pressas, para o benefício de um eminente F.R.S., que não pôde participar da sessão anterior. A Sra. Fay era a médium. Algumas precauções extras foram tomadas. A biblioteca foi completamente revistada, as portas e janelas foram trancadas e tiras de fitas engomadas foram colocadas nelas. Estas tiras foram seladas com um anel que pertencia a uma senhora que estava presente; em seguida o teste elétrico foi aplicado da mesma maneira que na noite anterior. Quase as mesmas coisas aconteceram, com os mesmos resultados, isto é, não notamos o mais leve movimento por parte da médium.
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    Minha escrivaninha, que se fecha firmemente com uma fechadura Bramah, foi trancada cuidadosamente um pouco antes de a sessão começar e ainda assim foi encontrada aberta depois que a sessão terminou. Isto em muito pouco tempo. A sessão começou às 9.15 e terminou às 9.30 da noite.
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    Inicialmente eu sempre permito aos novos médiuns que vêm a mim que trabalhem sob suas próprias condições; pois não sei quais fenômenos podem vir a ocorrer, não estando em posição de sugerir testes, e, possivelmente, eu não os testemunharia antes de os médiuns terem confiança em mim, sabendo que eu não os acusarei de quaisquer truques, depois disso eles sempre demonstram o desejo de me ajudar na medida do possível. Todas as manifestações dependem de condições delicadas, intimamente conectadas ao estado nervoso dos sensitivos, e a maioria das manifestações é interrompida quando qualquer coisa que acontece os incomoda.
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    De acordo com a nota de Burns (aprovada por Crookes), a sessão de 25 de fevereiro seguiu um curso semelhante. Ele descreve um efeito adicional não mencionado por Crookes.
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    A luz na escala pareceu ser constante o tempo todo, mas uma observação cuidadosa determinou que ela se moveu mais de uma divisão, um espaço menor que o grau em um termômetro, e a atenção precisa por parte de observadores experientes revelou que uma leve pulsação era notável no raio de luz, em função da respiração da Sra. Fay.
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    Se este fosse um efeito genuíno, confirmaria, além de qualquer dúvida razoável, que um ser humano estava no circuito. Claro que é sabido que debaixo de condições difíceis de observação é possível que uma oscilação aparente deste tipo pareça uma ilusão de ótica. Esperamos decidir o assunto experimentalmente no tempo devido.
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    O relatório de Burns acrescenta detalhes adicionais relativos ao ambiente físico. Ele traz uma planta da biblioteca de Crookes, e explica as precauções tomadas para assegurar que nenhuma pessoa estranha pudesse entrar na biblioteca. Burns ficou muito impressionado com a eficácia das preparações de Crookes. Ele escreve:
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    A biblioteca foi minuciosamente examinada e preparada para a sessão. Tivesse o Sr. Crookes tomado tais precauções na casa do mais ardente espiritualista, teria possivelmente sujeitado a si mesmo a alguma pequena ofensa por fazê-lo. Todo canto foi examinado. As fixações das janelas-venezianas postas à mostra, a porta no corredor foi fechada e selada com o selo do Sr. Bergheim. Estas precauções não foram empreendidas com vista a ridicularizar as condições do teste normalmente impostas nas sessões, mas sim da maneira mais séria e concenciosa para não deixar nenhuma brecha para que se pudesse levantar suspeitas sobre a natureza dos fenômenos. As janelas teriam sido seladas também, mas depois de muita reclamação de seus convidados, o Sr. Crookes, em última instância cedeu, abrindo-as, mas devido aos restos de cera e papel, podíamos ver que as venezianas tinham sido seladas em ocasiões anteriores. As janelas dão para um jardim na frente e uma área ampla, separada da rua por uma pesada grade de ferro, de forma que uma entrada pelas janelas não só seria um feito difícil, mas altamente perigoso, já que o candidato a fazê-lo poderia acabar nas mãos da polícia.
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    Só temos conhecimento sobre dois métodos por meio dos quais o médium poderia cometer fraude. Podmore, em Modern Spiritualism, Vol. 2, Methuen, Londres, 1902, pág. 158, faz estas observações:
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    Desta nota [ou seja, a de James Burns] não parece que quaisquer precauções foram tomadas para assegurar que as mãos da Sra. Fay estivessem realmente no circuito; se um rolo de resistência fosse preso às manivelas, teria sido necessário apenas que, na luz fraca, a médium colocasse suas mãos perto das manivelas durante a momentânea inspeção do Sr. Crookes. Para descobrir um truque da natureza do que provavelmente foi praticado, seria necessário nada menos do que fazer uma inspeção cuidadosa em plena luz.
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    Se Crookes fosse descuidado quase ao ponto da imbecilidade, esta poderia ser a explicação para o teste presenciado por Burns, e posteriormente descrito por ele. Contudo, a menos que estejamos preparados para acreditar que Podmore tivesse que aparecer com uma explicação ‘natural’ a qualquer custo, não se sabe por que ele limitou sua atenção apenas à sessão de Burns. (Podmore mostrou uma forte tendência para explicações ‘fáceis’ e negligenciava evidência inconveniente. Cf. análise do Padre Thurston sobre o tratamento de Podmore aos testes de acordeão de D. D. de Home: The Church and Spiritualism, Milwaukee, 1933, Capítulo IX, e especialmente a pág. 173.) Na sessão descrita por Crookes, dois Membros da Royal Society, ambos experimentadores experientes, sendo que um deles, com base no que descobrimos em suas cartas sobre os fenômenos de Fox, (vejam pág. 41) mostrou-se muito atento a qualquer possibilidade de truques. Eles ainda estavam na biblioteca com Crookes quando a Sra. Fay segurou as manivelas, e haviam passado os minutos precedentes à procura de um possível método de fraude. A sugestão de Podmore não pode ser descartada como uma impossibilidade absoluta, mas, como tantas outras sugestões deste tipo, ela implica um grau de incompetência por parte dos experimentadores que parece quase mais incrível do que os efeitos paranormais descritos. É como Crookes disse, em outra ocasião:
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    Meus críticos não me darão crédito pela posse de um mínimo de bom senso? E será que eles não imaginam que as óbvias precauções que lhes ocorrem, tão logo eles se dedicam a apontar falhas em minhas experiências, não são improváveis de também terem ocorrido em minha mente no curso de minha prolongada e paciente investigação?
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    Houdini propôs uma explicação alternativa para o teste elétrico. Em Magician Among the Spirits (Harper, Nova Iorque, 1924, pág. 204), ele reporta uma suposta conversação com a Sra Fay.
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    ‘Ela me disse que quando Maskelyne, o mágico, surgiu com uma exposição do trabalho dela, ela se viu forçada a recorrer a uma estratégia. Indo à casa do Professor Crookes, ela se lançou aos seus cuidados e fez uma série de testes especiais. Com um lampejo nos olhos ela disse que se aproveitaria dele. Parece que ela tinha apenas uma remota chance de passar no teste do galvanômetro* mas por um golpe de sorte para ela e de azar para o Professor Crookes, a luz elétrica falhou por um segundo no teatro em que ela estava se apresentando e ela aproveitou a oportunidade para enganá-lo.’
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    * O ‘galvanômetro’ é um instrumento usado para controlar a médium. É um dispositivo elétrico composto de um sintonizador e duas manivelas, construído de modo que se o médium soltar qualquer uma das manivelas, o contato seria interrompido e o indicador registraria a falha. A médium, para enganar o assistente, simplesmente colocou uma das manivelas na dobra nua de seu joelho e a manteve presa lá e assim, com sua perna, manteve o circuito intacto e pôs a mão livre para fora e assim produziu o ‘espírito’. (Nota de rodapé de Houdini.)
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    A observação sobre a luz elétrica e o teatro é tolice, obviamente, e levanta a dúvida de que essa conversa tenha realmente acontecido. A sugestão de que a médium colocou um elétrodo debaixo de seu joelho é engenhosa e poderia se aplicar às sessões anteriores, já que ela não era mantida sob observação até o momento em que segurava as manivelas. Mas se esta era a explicação, ela teria ficado muito desconcertada durante a sessão de Crookes de 19 de fevereiro de 1875, quando encontrou as manivelas soldadas, e seria de se esperar que os F.R.S. (Fellows of the Royal Society, ou Membros da Sociedade Real (N. T.) presentes tivessem observado suas contorções com considerável interesse!
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    Em sua nota, Crookes relatou que Serjeant Cox, e outros, disseram que às 9.45 da noite viram uma forma humana completa na abertura da cortina. No Spiritualist de 26 de março de 1875 (pág. 151), o próprio Cox muda o tempo desta ocorrência para as 9.00 da noite, o momento em que, de acordo com Crookes, a Cox foi dado pela abertura da cortina uma cópia de seu livro What am I? Ele também afirmou que a forma estava vestida da mesma maneira que a médium. Quatro anos mais tarde, ele se lembrou de mais. Além de ver a forma de pé, ele ‘viu outra forma, parecida com a que estava na cadeira, segurando as manivelas, ela ainda estava lá, na mesma posição, mas estava muito escuro para eu notar o vestido dela’. Sua conclusão, tanto na hora da sessão quanto mais tarde, foi a de que a figura em pé era o corpo em transe da Sra. Fay, e que a figura sentada era sua ‘forma espiritual’. Não é completamente claro o porquê de ele ter decidido expressar o que viu desta maneira, a não ser pelo fato de que ele teve dificuldade em imaginar um vestido similar materializado.
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    Resumindo, não parece haver nenhuma maneira óbvia por meio da qual a Sra. Fay, sem ajuda, pudesse ter burlado as precauções tomadas no que se refere às condições descritas. A observação de Cox poderia sugerir um cúmplice, mas considerando o elaborado modo de busca e lacração (também descrito independentemente por Burns) e o fato de que estas eram premissas de Crookes, parece ser difícil evitar a conclusão de que se os fenômenos eram fraudulentos, o próprio Crookes teria de estar envolvido na conspiração — uma conspiração, diga se de passagem, dirigida contra, entre outros, três cientistas da mesma categoria, com um calibre igual ou maior que o seu próprio. Por outro lado, se os fenômenos eram genuínos, temos aqui ainda outro caso de um médium produtor de maravilhas para Crookes, os quais não estavam, aparentemente, tão prontamente disponíveis para investigadores contemporâneos e que certamente não têm nenhum paralelo nos dias atuais.
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    Crookes, tendo uma vez declarado sua convicção nos poderes de um médium em particular, nunca se retratou. No que diz respeito a esse assunto, os médiuns que ele patrocinou nunca, de forma alguma publicamente, admitiram tê-lo enganado. Citaremos duas cartas relacionadas à investigação de Fay que ilustram estes pontos. Uma carta de Crookes para o Sr. R. Cooper, de Boston, Massachusetts, foi escrita cerca de nove meses depois dos testes elétricos. Lê-se:
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    Caro Senhor,
    Em resposta à sua carta de 25 de outubro, que recebi esta manhã, tomo a liberdade de declarar que ninguém tem autoridade o suficiente para afirmar que eu tenho dúvidas sobre a mediunidade da Sra. Fay. As notas publicadas sobre as sessões teste que aconteceram em minha casa são a maior evidência que posso oferecer sobre a minha convicção nos poderes da Sra. Fay. Eu lamentaria muito se descobrisse que os rumores que você menciona possam vir a afetar a Sra. Fay, que sempre se mostrou disposta a se submeter a todas as condições que eu propus.
    Cordialmente,
    William Crookes.
    20 Mornington Road,
    Londres, N.W. 8 de novembro, 1875.
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    A outra carta que desejamos citar, da Sra. Fay para o Editor do jornal espiritualista americano The Banner of Light, é de interesse adicional em função dos rumores espalhados por mágicos profissionais, de que esta senhora gabou-se de ter enganado Crookes. (Veja a declaração de Houdini citada acima. Em uma carta (preservada nos arquivos da Sociedade) do gerente de W. Morton Maskelyne, para o ‘Dr. Sr. Barrett’, datada de 2 de setembro de 1876, existe o trecho: ‘Sabemos que o Sr. Crookes foi enganado (não foi extorquido mas sim iludido) pela Srta. [sic] Fay, e a madame (?) subsequentemente gabou-se disto.’). O Dr. Carpenter, um velho inimigo de Crookes, lançou um ataque direto na Nature, baseado no apadrinhamento de Crookes à Sra. Fay. Parece que Crookes, cuja habilidade para conduzir ácidas controvérsias era elevada, não enfrentou grandes dificuldades para repelir o ataque. As alegações do Dr. Carpenter fizeram com que a Sra. Fay escrevesse uma carta ao The Banner of Light; e é com esta carta que concluímos esta seção.
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    Eu gostaria de esclarecer alguns fatos em relação a um artigo publicado em seu jornal de 8 de dezembro que se refere a mim, numa carta do Sr. Crookes em resposta ao ataque do Dr. Carpenter.
    Primeiro, não é verdade que o Sr. Crookes tenha dado a mim uma carta que fala da natureza espiritualista de minhas manifestações, e referindo-se a Membros da Royal Society. A única carta, que tenho conhecimento, que o Sr. Crookes tenha escrito referindo-se à minha mediunidade (com exceção da escrita para o Sr. Cooper) foi publicada no Daily Telegraph londrino, e em outros jornais, em março de 1875 [A Sra. Fay confunde-se ligeiramente neste ponto. O que apareceu em vários jornais (inclusive no Daily Telegraph) durante este período foram os resumos do relatório de Crookes no The Spiritualist, os quais reproduzimos. Não existe nenhuma carta de Crookes no Daily Telegraph na ou próximo à data mencionada.] Segundo, em resposta à declaração do Dr. Carpenter que afirma que uma oferta de uma soma de dinheiro equivalente foi feita por meus empresários em maio de 1875 para que eu expusesse todos os meus truques, eu agora direi ao Dr. Carpenter, o que disse aos meus empresários, eu não tenho nada a expor.
    Tenho uma carta em mãos, datada de 18 de novembro de 1877, pedindo que eu estabeleça um preço para visitar a Inglaterra na posição de entrevistada , e mostrar como eu supostamente teria enganado os membros da Sociedade Real.
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    Minha resposta é a seguinte:
    ‘Tão pobre quanto sou, e tão esperta quanto eu deveria ser, de acordo com o que foi sugerido pelo Dr. Carpenter, entre outros, sou obrigada a recusar sua tentadora proposta de encher o meu bolso me aventurado em impossibilidades. Eu sinceramente tenho esperança de poder sustentar a mim e à meu filho com uma ocupação mais decente.’
    Akron, Ohio, 10 de dezembro, 1877. Annie Eva Fay.
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    Bem, Moisés, isso é o que foi registrado. O Vitor está muito convencido de que o Brookesmith teria decifrado toda a fraude com dobra de joelho e fita molhada, EMBORA NÃO DESCREVA NEM COMO FEZ ISSO, NEM APRESENTA OS NÚMEROS OBTIDOS. Simplesmente diz que “se poderia fazer sem grandes oscilações”. Seu relatório é o de uma total improvisação experimental.
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    Não digo que manifestações de materialização não mais acontecem e sim que, quando acontecem, são para consumo nosso, já que “pesquisas científicas” em cima delas não vão produzir nada de diferente do que já foi feito no passado. E se os críticos também não têm novos contra argumentos a prestar…
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    “ela poderia ter empregado qualquer um de vários truques para conseguir libertar uma ou ambas as mãos e acenar em qualquer lado do gabinete ou pegar e em seguida entregar objetos para os assistentes”
    - Vitor, caia na real: esse babaca do Brookesmith só apresentou dois truques possíveis. Um deles, viável, era substituir uma mão pela dobra do joelho. Só que isso em NADA A AJUDARIA. Ou outro, inviável, seria substituir-se toda por uma tira de pano molhada. Só que tal expediente havia sido testado na ocasião verificou-se que não havia como fazer tal truque na bamba: era teria de saber exatamente qual a concentração da solução salina, qual a grossura e comprimento da tira a ser usada e contar com a babaquice geral dos pesquisadores para não notarem que ela prendeu a tira ali enquanto fingiu segurar as manivelas. Como já disseram, crer nessa última assertiva é mais fantástico do que crer nos próprios fenômenos observados.

  162. Vitor Diz:

    Oi, Arduin
    comentando:
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    01 – “O Vitor apela para o Brookesmith e para a milagrosa fita de pano, mas até agora não me explicou como é que uma tira de pano molhada na mesma solução salina em que o médium mergulhou suas mãos ficam ambos com a mesma resistência elétrica.”
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    O Brookes-Smith explicou isso:
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    “Eu também descobri, tanto no museu quanto em experiências subsequentes, que quando o circuito era completado através de meu antebraço e mão cobrindo ambas as manivelas, o ato de segurar a segunda manivela com a minha mão livre não produziu uma deflexão correspondentemente grande do marcador devido ao caminho paralelo através de meu corpo como seria de se esperar. A resistência ôhmica entre quaisquer dois pontos no corpo parece ser quase a mesma e grande comparada com a mão que controla a resistência se a solução salina é forte, de forma que os truques de substituição de mão não precisam de nenhuma destreza em particular.”
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    Aí o que a Fay fez? Brookes-Smith demonstrou:
    .
    “Então coloquei ambos os eletrodos sucessivamente dentro das minhas meias, de forma que minhas mãos ficaram livres sem produzir quaisquer grandes mudanças na escala do galvanômetro.”
    .
    Então na verdade não é que o pano tenha a mesma resistência que o corpo humano. É que o corpo humano tem a mesma resistência em qualquer ponto, e os eletrodos ligam a máquina de Crookes ao corpo da médium. Então a Fay usou o pano ligando as manivelas para liberar as mãos e colocou os eletrodos nas meias. Assim a resistência do circuito continuou a mesma, pois o corpo dela continuava ligado ao circuito. FOI ASSIM QUE ELA FRAUDOU E ENGANOU CROOKES! ENTENDEU AGORA? Ela liberou ambas as mãos, pôde entregar assim os objetos aos assistentes e colocando os eletrodos nas meias ainda pôde ficar de pé e aparecer ante as testemunhas. A resistência não mudou porque o corpo dela ficava ainda ligado à máquina pelos eletrodos nas meias, mas as mãos estavam livres e ela podia se movimentar ainda por cima.
    .
    02 – “Houdini falou besteira pois nem lera o relatório, nem se informou sobre o caso. Merece respeito um pesquisador tão descuidado?”
    .
    Merece, porque a nota de rodapé de fato revelou a possibilidade de truque.
    .
    03 – “Vitor está muito convencido de que o Brookesmith teria decifrado toda a fraude com dobra de joelho e fita molhada, EMBORA NÃO DESCREVA NEM COMO FEZ ISSO, NEM APRESENTA OS NÚMEROS OBTIDOS. Simplesmente diz que “se poderia fazer sem grandes oscilações”. Seu relatório é o de uma total improvisação experimental.”
    .
    Ele fez vários experimentos. E o Stephenson repetiu, informando os números, confirmando os achados de Brookes-Smith.

  163. Gorducho Diz:

    Neste conhecido e l.o..n…g….o….. texto, onde está dito que as manivelas foram chumbadas na parede?
    No esquema, pelo menos no que eu tenho, só há uma seta (como as que as crianças desenham) indicando a médium. Claro que as manivelas estavam soldadas à fiação. Mas qual a rigidez desses “fios” (para alguns mA)?
     
    De qualquer maneira, o Crookes teve razão: o uso do galvanometro foi muito satisfatório. Mostrou:
    i) Que o ectoplasma não existe.
    ii) Que não houve transe. Como é que um médium em estado de transe (lembremos que a Florrie caia inconsciente) conseguia seguras continuamente (dentro do transe lembrando-se de fazê-lo) durante toda sessão?
     
    Que o galvanômetro funcionou, funcionou.
    Quanto ao Houdini, alinho-me com o Professor. Aliás, Professor, a história do advogado também acho que o Sr. tem razão: parece que era um “pseudônimo” do cara e nunca aparece o que o cara disse… Parece a história da NASA com o CX :(

  164. Vitor Diz:

    Gostei do insight do Gorducho. De fato, como a médium poderia segurar firmemente as manivelas em estado de transe? Sendo que ela ainda por cima devia estar debilitada por emprestar sua massa para formar o fantasma!

  165. Marcos Arduin Diz:

    Isso já está ficando chato…
    ““Eu também descobri, tanto no museu quanto em experiências subsequentes, que quando o circuito era completado através de meu antebraço e mão cobrindo ambas as manivelas, o ato de segurar a segunda manivela com a minha mão livre não produziu uma deflexão correspondentemente grande do marcador devido ao caminho paralelo através de meu corpo como seria de se esperar.”
    - Por que seria de se esperar? Se a grande resistência é dada PELA PELE, já que o sangue é condutor, então não deveria mesmo haver TÃO GRANDE (ele dá os valores? Ou só diz isso e você acredita?) de um braço a outro ou de um mesmo braço e antebraço.
    .
    A resistência ôhmica entre quaisquer dois pontos no corpo parece ser quase a mesma e grande comparada com a mão que controla a resistência se a solução salina é forte, de forma que os truques de substituição de mão não precisam de nenhuma destreza em particular.”
    - Não interessa. Isso não ajudaria a Fay a sair de perto da parede, não importa qual mão ela substituísse pelo antebraço ou joelho.
    .
    “Então coloquei ambos os eletrodos sucessivamente dentro das minhas meias, de forma que minhas mãos ficaram livres sem produzir quaisquer grandes mudanças na escala do galvanômetro.”
    - Demonstrou o que? Acaso ele vestia a profusão de panos com os quais as mulheres costumavam a se cobrir na época e, sem soltar as mãos dos contatos, ele conseguiu puxar as saias e saiotes, despir meia calça e meias não calças, etc e tal e aí enfiou as pernas e pés nas manivelas fixas, mas antes ele tinha de mergulhá-las no balde com a solução salina forte (isto é: se a solução salina fosse mesmo forte e se os pesquisadores tivessem esquecido o balde lá, e se era um balde mesmo… Há tanto senão nessa história para fazer a tese cética ser ao menos plausível…). Como? Não tem NADA disso minuciosamente descrito no artigo dele? Então só você e sua fé para acreditar nesse panaca.
    .
    “Então a Fay usou o pano ligando as manivelas para liberar as mãos e colocou os eletrodos nas meias.”
    - Se o pano já dava A MESMA resistência do corpo dela, não havia necessidade alguma de ela colocar suas pernas e meias nas manivelas (e não o contrário, pois as manivelas estavam chumbadas na parede, não se esqueça disso).
    .
    “Então na verdade não é que o pano tenha a mesma resistência que o corpo humano.”
    - Quer decidir de uma vez? Afinal, o pano tem ou não tem a mesma resistência do corpo humano? Se tem, era só ela usar de um truque mágico para torná-lo invisível aos pesquisadores e colocá-lo nas manivelas enquanto os bobões achavam que ela estava segurando as dita-cujas com suas mãos. Se não tem, então era um apetrecho inútil, pois se tentasse colocá-lo no lugar dela, imediatamente a fraude seria percebida.
    .
    “FOI ASSIM QUE ELA FRAUDOU E ENGANOU CROOKES! ENTENDEU AGORA?”
    - Não pois você está propondo coisas que são INVIÁVEIS no experimento publicado.
    .
    “Ela liberou ambas as mãos, pôde entregar assim os objetos aos assistentes e colocando os eletrodos nas meias ainda pôde ficar de pé e aparecer ante as testemunhas.”
    - Como é que ela pôde pegar os objetos e ficar em pé diante das testemunhas se as manivelas estavam chumbadas na parede?
    .
    “Merece, porque a nota de rodapé de fato revelou a possibilidade de truque.”
    - Lembrando-o mais uma vez de que ela revelou TODOS os seus truques ao Houdini, NADA É DITO sobre tiras de pano, nem manivelas enfiadas dentro de meias, NADA de NADA. O máximo que disse é que substituiu uma mão pela dobra do joelho, mas isso EM NADA a ajudaria a se afastar de parede e percorrer a biblioteca.
    .
    “Ele fez vários experimentos.”
    - Mal escritos, mal descritos e sem dados. Caísse na minha mão se eu fosse o editor, mandaria que reescrevesse tudo.
    .
    “E o Stephenson repetiu, informando os números, confirmando os achados de Brookes-Smith.”
    - Repetiu o que?

  166. Marcos Arduin Diz:

    “Neste conhecido e l.o..n…g….o….. texto, onde está dito que as manivelas foram chumbadas na parede?”
    - Após a sugestão de um deles, e para prevenir futuros erros, as manivelas de metal foram FIXADAS bem distantes uma da outra.
    - Se foram FIXADAS, então não estavam soltas. Adicionalmente:
    É importante que fique claro que eu estava em um lado da parede com o galvanômetro e que a Sra. Fay estava no lado oposto, segurando as manivelas, que foram soldadas aos pedaços de fios elétricos, e que ela as segurava tão firmemente que [b] não podia mover suas mãos nem as manivelas dois centímetros à direita nem à esquerda, (…)[/b]
    .
    “Mas qual a rigidez desses “fios” (para alguns mA)”
    - Não é dito, mas não faz nenhuma diferença. A resistência deles é mínima se comparada com a do corpo humano.
    .
    “i) Que o ectoplasma não existe.”
    - conclusão de um inexperto no assunto.
    .
    ii) Que não houve transe. Como é que um médium em estado de transe (lembremos que a Florrie caia inconsciente) conseguia seguras continuamente (dentro do transe lembrando-se de fazê-lo) durante toda sessão?
    - Transe mediúnico nada tem a ver com DESMAIO. A Florence passou a ter um transe relaxado ao longo dos experimentos, mas mantinha-se desperta e consciente no início. E costuma ser assim com os médiuns em geral. A Fay ficava sentada numa cadeira e segurava as manivelas, eventualmente com os cotovelos apoiados sobre a mesa. Bem possível, não?
    .
    O Fernando Palmés também afirma que o Marsault era um pseudônimo e aí pergunto por que o recebedor de tão bombásticas revelações precisaria se esconder atrás disso. Mas o fato é que ele é citado por uns e outros autores anti-espíritas, mas nunca se acha a fonte original. Mas se lembre que um verdadeiro cético é OBRIGADO a crer nessas afirmações.

  167. Gorducho Diz:

    Não é dito, mas não faz nenhuma diferença. A resistência deles é mínima se comparada com a do corpo humano.
    Misericordioso Serápis… Era a flexibilidade [a propósito, bold se faz assim: <b> meu bold </b>] dos fios que estava em questão, Professor!
     
    Da minha parte vou respeitar a Casa e porque há tempo está chato mesmo: assunto Crookes encerrado.
     
    - conclusão de um inexperto no assunto.
    Estou aguardando seu experto parecer sobre o ectoplasma desidratado.
     
    (…)no início.
    Isso… isso. Só no início antes de perder massa e o ultramundano condensar-se completamente.
    Transe não é desmaio.
    Basta observar o transe do Peixotinho e concluir se ele estaria em condições de ficar segurando manivelas chumbadas na parede. Bem como a Florrie sobre a cadeira.
     
    É isso.

  168. Marciano Diz:

    Arduin, habilmente, sempre consegue desviar do foco.
    Ficamos discutindo “fatos” passados na era pré-cambriana quando deveríamos estar discutindo a erupção do Vesúvio e o xaveco de dois mil anos.
    Até que enfim meus amigos saíram do transe imposto por Arduin. O pior é que ele mesmo viu que estava ficando chato.

  169. Marciano Diz:

    Estou com um pressentimento de que Arduin, brevemente, começará a falar de Crookes, Fay e Cia.

  170. Toffo Diz:

    Prefiro falar do soterramento de Pompeia… infelizmente ando muito sem tempo, senão leria Herculanum. De qualquer forma, interessante notar a trajetória tortuosa de um sedizente senador romano, um patrício da mais alta estirpe, enviado pelo imperador a uma remota província do império sem grande importância – um senador jamais faria isso – que acaba conhecendo um judeu rebelde, do baixo estrato – como se fosse aqui no Brasil, em que nobres, fidalgos e desarranjados convivem sem mais problemas – que ainda lhe dá lições de moral e converte a sua mulher, uma patrícia (patricinha moderna), que fica amiga íntima de uma escrava judia, e falam a mesma língua. Não por acaso esse senador, que estaria muito acima hierarquicamente de Pôncio Pilatos, um simples prefeito, estava presente no julgamento e martírio do judeu rebelde – como se fosse um show da TV. Depois de tudo, ainda morre na destruição de Pompeia, em 79 dC, quando teria perto de 100 anos de idade… inverossímil ou querem mais? Me parece mais um plot de cinema do que uma história real

  171. Toffo Diz:

    um plot de [mau] cinema, por oportuno.

  172. Larissa Diz:

    Toffo,
    Quando eu li “Há dois mil anos” já tinha me questionado isso. A expectativa de vida em 79 DC era de cerca de 40 anos. Lóngevo além das expectativas o sedizente Senador.

  173. Larissa Diz:

    Guto, eu não entendo o porquê da resistência em confrontar os fatos. Um simples teste atestaria a veracidade da mediunidade e poríamos uma pedra no assunto. No entanto, os espíritas refutam qualquer teste CIENTÍFICO e sempre fogem pela tangente. No fundo (ou talvez nem tão no fundo assim) eles já saibam os resultados do teste.
    .
    O Senador Públio Lentulus não existiu. Conversei com um amigo antropólogo especializado em cristianismo e ele me garantiu que os registros de senadores romanos são confiáveis. Se Públio Lentulus não está lá é porque ele não era senador.
    Emanuel é uma referência ao próprio Jesus. Que espírito superior ousaria usar tal denominação a si mesmo?
    CX era epilético do lobo temporal. Este tipo de epilepsia raramente causa convulsões, mas frequetemente produz fanáticos religiosos que acreditam ter uma missão especial. Também podem provocar alucinações visuais e auditivas e, mais raramente, olfativas e gustativas.
    .
    Então, qual o problema em admitirmos que HDMA é uma obra de ficção? Eu adoro Senhor dos Anéis e detesto Harry Potter.

  174. Gorducho Diz:

    Depois de tudo, ainda morre na destruição de Pompeia, em 79 dC, quando teria perto de 100 anos de idade…
     
    É que ele se beneficiou com a redução da idade minima feita pelo Otávio, e entrou com os 25 anos.

  175. Toffo Diz:

    Larissa: HDMA é uma obra [ruim] de ficção. Tão longe de HDMA quanto Netuno fica do Sol, está o livro Memórias de Adriano, de Marguerite Yourcenar, essa sim uma obra-prima de ficção compreendendo o Império Romano dos primeiros tempos. Yourcenar levou perto de 30 anos pesquisando para sua ficção confessional, em que ela virtualmente “psicografa” o Imperador Adriano. CX não levou dois, entre a leitura de Herculanum e a edição de HDMA.

  176. Biasetto Diz:

    Olá pessoal!
    Vi que o tema rendeu. Não li todos os comentários, mas pude entender algumas opiniões e ideias, especialmente dos “novatos”, pois já conhece muito bem os debatedores veteranos.
    Já tinha visto um comentário do Guto no post da madre Teresa, pensei em respondê-lo, mas deixei pra lá, aproveito os outros comentários que ele fez e me meto neste embate.
    Bem, sobre a madre Teresa, a questão é simples:
    1º) Ela se dispôs a cuidar de doentes. Parabéns a ela, afinal, quantas pessoas no mundo estão afim desta tarefa?
    2º) Em prol da causa que abraçou, ela se dispôs a arrecadar fundos, visitando países e governantes. Mais uma vez, parabéns a ela, que saiu à luta, em defesa de seus objetivos.
    Agora, as pesquisas do Hitchens e também deste grupo canadense, indicam que a maior parte do dinheiro que ela arrecadou não foi gasto naquilo que deveria. Muito pelo contrário, foi gasto em obras patrimoniais da ICAR. Isto foi, sem dúvida alguma, uma tremenda sacanagem, é fato!
    Além disso, as mesmas pesquisas, mostram que as condições oferecidas aos doentes, necessitados, eram muito precárias, os medicamentos eram muito simples, os tratamentos eram, muitas vezes, ineficazes. E, de acordo com o Hitchens e os canadenses, ela (madre Teresa) mostrava resistência quando alguém queria transferir algum doente, oferecer um tratamento melhor, ou em outro local.
    Então, na minha opinião, de acordo com estas informações, de santa ela não tinha nada. Só porque escrevia, mencionava frases bonitinhas, isto não me convence.
    -
    Quanto ao Chico Xavier, ele passou a vida se dizendo médium, ele gostava de dar e receber carinho, era carismático, simplório, cordial, amistoso, consolava as pessoas … só que existem inúmeras evidências de que participou de fraudes de materializações de espíritos, borrifava perfumes em sessões espíritas (enganado pessoas), adorava (ainda que tentasse disfarçar) bajulações e, o pior de tudo: plagiava escandalosamente livros e mais livros e mais livros e mais livros. Vou morrer defendendo esta tese, a não ser que o espírito André Luiz ou Emmanuel, ou do próprio Chico, um deles venha falar comigo. Aliás, quanto a André Luiz e Emmanuel, os estudos apresentados aqui no blog os detonaram – fantasias criadas por Chico Xavier.
    -
    O Guto critica o Vitor, mais um querendo que o Vitor feche o blog (não disse, “mas disse” ) – e o Vitor respondeu muito bem: abrir a mente das pessoas, mostrar para as pessoas que existem enganadores, que mitos são criados nos meios religiosos. Por que não?
    O Guto também falou de pessoas que vão aos hospitais, que vão ajudar doentes, que fazem um belo trabalho de se doarem por uma causa nobre. E o que isto tem a ver com o que está se discutindo aqui?
    QUE MANIA QUE AS PESSOAS TÊM, CERTOS RELIGIOSOS, DE ACHAREM QUE ATEU, CÉTICO, CRÍTICO, QUESTIONADOR, NÃO PODE FAZER O BEM.
    E o Guto foi além, dizendo que conhece muitos ateus, que vivem só de prazeres, que levam uma vida sem sentido, que só pensam na ciência …
    Mas que papinho hein?
    Mais uma vez este bla-bla-bla!
    E ainda aproveitou pra descarregar toda a sua SIMPLICIDADE CRISTÃ, dizendo que está melhor do que todos os amiguinhos de faculdade, provavelmente graças à sua incansável e inabalável fé.
    Como diz o banido Scur: HAJA PACIÊNCIA!!!
    -
    Só me respondam o seguinte:
    1º) Se Chico Xavier tivesse nascido em 1980, a FEB publicaria em 2005 Cartas de uma Morta?
    2º) Se um de nós criar uma “casa dos moribundos” ao estilo daquela criada pela madre Teresa, aqui no Brasil de hoje, e aparecer uma fiscalização o que irá acontecer?

  177. Marcos Arduin Diz:

    “CX era epilético do lobo temporal. Este tipo de epilepsia raramente causa convulsões, mas frequetemente produz fanáticos religiosos que acreditam ter uma missão especial. Também podem provocar alucinações visuais e auditivas e, mais raramente, olfativas e gustativas.”
    - Larissa, vou supor que é médica da área da neurologia e portanto sabe do que está falando. Gostaria que me indicasse os estudos feitos e que demonstram que pessoas com esse problema são sempre gente messiânica que nem o Chico era.
    Ah! Um detalhe. Corre uma lenda aí que o Chico teria feito um eletroencefalograma que indicou esse tal foco temporal, etc e tal. Nada disso indicava que ele sofresse de alucinações ou outras lendas atribuídas por conta disso. A análise por um terceiro ficava prejudicada, pois não havia indicações de tempo ou ritmo.
    .
    Fico no aguardo.

  178. Biasetto Diz:

    “É mais fácil enganar as pessoas do que convencê-las de que elas foram enganadas.”
    — Mark Twain

  179. Larissa Diz:

    Eu, infelizmente, tive um caso na família. Tive, pq desde q a pessoa foi medicada com lamotrigina parou com delírios messiânicos.
    Venho de uma família de médicos e discutimos sobre o assunto, como não poderia deixar de ser.

    O próprio Herculano Pires saiu em defesa de CX quando soube o resultado do EEG dele, dizendo se tratar de um cérebro paranormal e não epiléptico. Isso significa que, no mínimo, o tal exame realmente existiu.

    “Sempre” é um termo inexistente na área médica. O que se sabe éq a grande maioria dos epilépticos do lobo temporal são hiperreligiosos.

    Cito abaixo trechos e artigos q citam as fontes.

    http://www.lasse.med.br/mat_didatico/lasse1/textos/americo02.html
    ” Alterações na esfera psíquica tais como emotividade, dependência, passividade, hipossexualidade, viscosidade, hipergrafia e religiosidade podem ainda fazer parte do quadro clínico”
    “O EEG interictal freqüentemente demonstra a presença de espículas ou ondas agudas em projeção temporal, uni ou bilaterais”

    http://www.polbr.med.br/ano01/artigo0701_b.php
    ” A Literatura há muito se ocupa do problema. Casos ilustres de indivíduos acometidos pela epilepsia que desenvolveram comportamento religioso notável são, possivelmente, o Apóstolo Paulo, Joana d’Arc, Dostoievsky e Swendenborg, conferindo expressão positiva ao espectro comportamental epiléptico (DEVINSKY & VAZQUEZ, 1993; FOOTE-SMITH & BAYNE, 1991; JOHNSON, 1994; VERCELLETO, 1994).”
    “A freqüência com que a hiperreligiosidade ocorre em pacientes epilépticos não foi determinada. Estudo com 30 pacientes epilépticos mostrou religiosidade significativa: 83% dos pacientes disseram ter uma religião, 76% se identificaram como católicos, 83% nunca mudaram de religião, 91% seguiam uma religião desde a infância e 52% freqüentavam templos religiosos com certa freqüência (FACURE et al, 1992). Em outro estudo, com 59 pacientes epilépticos, mostrou-se que 60% desses pacientes apresentava interesse demasiado por assuntos religiosos e que 51% havia se convertido religiosamente no passado (ROBERTS & GUBERMAN, 1989).”
    “A seguir, casos clínicos ilustrativos da relação entre epilepsia e religiosidade:

    CASO A: M.T.S., 46 anos, atendida no IPQ-HC-FMUSP. Refere ter crises epilépticas desde os 12 anos, que se iniciavam com aflição (sic), seguida de perda de consciência. Quando acordava, mostrava-se confusa. Tinha, de início, cerca de 20 crises diárias. Ressonância Nuclear Magnética mostrou esclerose têmporo-mesial à direita, confirmando hipótese diagnóstica de epilepsia temporal. A paciente refere que se tornou mais religiosa desde o início das crises e até tornou-se crente. Atribuía constantes significados religiosos aos fatos, repetindo várias vezes a palavra “Deus”.

    CASO B: G., 35 anos, tem crises parciais secundariamente generalizadas desde os 10 anos de idade. Na primeira entrevista, mostrava-se muito preocupada com problemas espirituais. Semanalmente, dizia apresentar estados de exaltação religiosa, que poderiam durar um dia inteiro. Começava seu dia orando e lendo a Bíblia, ia à Igreja 3 vezes por semana, escrevia profusamente sobre sentimentos religiosos e regozijava-se de trabalhar para um padre. Apresentava, também, sintomas depressivos. Teve boa melhora com medicação (BLUMER, 1993).”

    “É necessário salientar que a hiperreligiosidade ocorre na epilepsia do lobo temporal, sobretudo no acometimento do lado esquerdo, talvez devido a uma assimetria entre os hemisférios cerebrais (BEAR & FEDIO, 1977; CSERNANSKY et al, 1990; PERSINGER, 1993; PERSINGER & MAKAREC, 1993; SKIRDA & PERSINGER, 1993). Sugere-se também a ocorrência de hiperreligiosidade como parte da sintomatologia de crises parciais simples e mesmo crises generalizadas (cirignotta et al, 1980; SENSKI & FENWICK, 1982). A religiosidade seria conseqüência da psicose epiléptica ou, talvez, de um padrão de emocionalidade aumentado nesses pacientes (BEAR & FEDIO, 1977; FENWICK, 1995). Padrões familiares também seriam influentes na psicose e, indiretamente, na hiperreligiosidade (WOLF et al, 1986). Nisso, crenças religiosas estariam relacionadas a alterações no lobo temporal cortical e a paranormalidade teria gênese em alterações subcorticais (PERSINGER, 1993).”

    http://periodicos.puc-campinas.edu.br/seer/index.php/cienciasmedicas/article/download/832/812

    “Cientificamente, a relação entre epilepsia (particularmente a ELT) e religiosidade é reconhecida desde o início do século XIX, embora sejam poucas as informações disponíveis dessa época. O aumento da sensibilidade religiosa (hiper-religiosidade), a desabilidade, o isolamento social e a grande ne- cessidade de consolo religioso de indivíduos com epilepsias internados em asilos, foram descritos por Esquirol e por Morel, respectivamente em 1838 e em 1860.”

    “Hiper-religiosidade, hipossexualidade e hiper- grafia foram características clínicas descritas na síndrome de Geschwind, em 1975 e confirmadas em estudos posteriores. Entretanto, alguns estu- dos sugerem que a hiper-religiosidade e a conversão religiosa podem ocorrer também em outros tipos de epilepsias.”
    “A psicose pós-ictal, descrita por H. Jackson em 1931 como insanidade pós-ictal, é causada por exaustão neuronal, provocada por aumento das descargas no subcórtex e sistema límbico do lobo temporal, e/ou mediada por neurotransmissores, associados na maioria dos casos a foco ou disfunção nas regiões temporais de ambos os hemisférios. Entretanto, o mecanismo fisiopatológico e a latera- lidade hemisférica ainda são”

    http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-282X2000000300024

    “Hipergrafia é um dos traços relativamente mais óbvios na síndrome interictal, e um conceito de difícil definição, uma vez que não há critérios como número de palavras ou tipo de produção gráfica que estabeleçam seus limites precisos com a “normografia”. ”

    “Embora parcela considerável dos indivíduos com síndrome comportamental interictal inicie sua intrigante apresentação de forma gradual, com interesse crescente em assuntos humanos e metafísicos e compulsão por transcrevê-los ao papel, outro segmento distinto o faz de forma abrupta. Alguns sequer portavam previamente epilepsia. Magnani, discutido por Sacks, sofreu uma “crise de decisão, esperança e temor, mas também uma febre alta, perda de peso, delírios, talvez convulsões; sugeriu-se que podia ser tuberculose, ou psicose, ou algum estado neurológico. [...] No pico da doença [...], Franco começou a ter, todas as noites, sonhos avassaladoramente nítidos. Sonhava toda noite com Pontito [...], as ruas, as casas, as construções, as pedras ¾ sonhos com os detalhes mais microscópicos e verídicos. [...] No hospital, com essas imagens oníricas se impondo sobre sua consciência e vontade, foi tomado por um novo sentimento ¾ o sentimento de que estava sendo `chamado”

    “Finalmente, gostaríamos de ressaltar que as alterações notadas nestas pessoas diferentes não costumam trazer grande prejuízo, e não são necessariamente mal-adaptativas. Embora muitas delas sejam pessoas de difícil convivência, e elas certamente sofrem por isso, elas nos trazem o lado criativo da doença. Ao invés do déficit, o superávit”

  180. GUTO Diz:

    Meus caríssimos senhores, pouco atrapalha ou ajuda a minha vida este blog. A vida é de vcs e façam dela o que acharem melhor. Agora, SEM HIPOCRISIA! Existe alguém aqui realmente preocupado em fazer o bem? Em dar amor às pessoas? Em dedicar seu tempo paras as pessoas necessitadas? Volto a dizer, SEM HIPOCRISIA? Não preciso e nem quero respostas não. As pessoas, como vocês bem sabem, MENTEM BASTANTE, ou seja, não tenho como saber se é VERDADE! Então, vivam felizes, da forma que mais lhes convém! Eu buscarei guiar a minha vida dentr dos preceitos cristãos, pois, para MIM, é o CAMINHO, A VERDADE E A VIDA! A VIDA que estavamos falando, Montalvão! Abraço e até NUNCA MAIS! Paz e Amor a todos!

  181. Biasetto Diz:

    Por que já vai Guto?
    Claro que existem pessoas aqui preocupadas em fazer o bem. Ou você acha que os participantes desse blog são o quê? Bandidos? Pilantras? Enganadores? Políticos corruptos? Mentirosos que aplicam golpes?
    Você acha que alguém ganha dinheiro através desse blog?
    Leva alguma vantagem?
    Quem você diz que MENTEM BASTANTE?
    Por favor, mostre as mentiras apresentadas aqui, fique à vontade. Quero saber.

  182. Vitor Diz:

    Oi, Arduin
    comentando:
    .
    01 – “Por que seria de se esperar? Se a grande resistência é dada PELA PELE, já que o sangue é condutor, então não deveria mesmo haver TÃO GRANDE (ele dá os valores? Ou só diz isso e você acredita?) de um braço a outro ou de um mesmo braço e antebraço.”
    .
    Porque quando ele segurava as manivelas com o antebraço e uma mão, a corrente seguia por um caminho só. Quando ele segura com ambas as mãos, a corrente se divide, teoricamente pela metade, gerando uma deflexão.Só que essa deflexão não é grande, ao contrário do que se esperaria pela queda da corrente pela metade.
    .
    02 – “Não interessa. Isso não ajudaria a Fay a sair de perto da parede, não importa qual mão ela substituísse pelo antebraço ou joelho.”
    .
    Claro que ajuda, ela usou a técnica do braço deslizante. Ela percorreu o eletrodo pelo corpo até enfiá-lo nas meias justamente porque a resistência é a mesma em qualquer ponto do corpo. Aí ela pôde sair.
    .
    03 – “Demonstrou o que? Acaso ele vestia a profusão de panos com os quais as mulheres costumavam a se cobrir na época e, sem soltar as mãos dos contatos,”
    .
    Ele SOLTOU as mãos dos contatos! Era para isso que servia o pano úmido! Para ele liberar as mãos! Ele descreveu ainda como deixar uma das mãos livres sem o pano.
    .
    04 – “Como? Não tem NADA disso minuciosamente descrito no artigo dele?”
    .
    Nem precisa. Já dá para ver como foi feito o truque. Replicação, ao contrário do que vc pensa, não quer dizer que o Brookes-Smith precisa fazer uma mudança de sexo, implantar silicone, se casar e mudar o nome para Sra. Fay…
    .
    Trocar de roupa rápido é algo que QUALQUER assistente de mágico faz. Além disso lembre-se que a Fay não foi revistada. Ela poderia muito bem, além de ser treinada, usar uma roupa que facilitasse a troca de roupa.
    .
    04 – “Se o pano já dava A MESMA resistência do corpo dela, não havia necessidade alguma de ela colocar suas pernas e meias nas manivelas (e não o contrário, pois as manivelas estavam chumbadas na parede, não se esqueça disso).”
    .
    Certo. Eu errei aí. O pano era apenas para fechar o circuito. Não que o pano não pudesse ter a mesma resistência que o corpo da médium. Mas de fato isso era desnecessário.
    .
    05 – “Quer decidir de uma vez? Afinal, o pano tem ou não tem a mesma resistência do corpo humano?”
    .
    Não precisa. O pano, agora entendi, é só para fechar o circuito. Não tem essa função de ter a mesma resistência.
    .
    06 – “Se tem, era só ela usar de um truque mágico para torná-lo invisível aos pesquisadores e colocá-lo nas manivelas enquanto os bobões achavam que ela estava segurando as dita-cujas com suas mãos.
    .
    Não precisava ser invisível, ela enfiava aquilo na “calcinha” e na hora era só tirar.
    .
    07 – “Se não tem, então era um apetrecho inútil, pois se tentasse colocá-lo no lugar dela, imediatamente a fraude seria percebida.”
    .
    O pano era para fechar o circuito. Estava longe de ser inútil.
    .
    08-” Como é que ela pôde pegar os objetos e ficar em pé diante das testemunhas se as manivelas estavam chumbadas na parede?”
    .
    Porque ela usou o pano para liberar as mãos. Ela fechou o circuito com o pano. E os eletrodos ela colocou nas meias, podendo se movimentar.
    .
    09 – “Lembrando-o mais uma vez de que ela revelou TODOS os seus truques ao Houdini, NADA É DITO sobre tiras de pano, nem manivelas enfiadas dentro de meias, NADA de NADA.”
    .
    Ou a Fay se esqueceu, ou Houdini se enganou ao pensar que todos os truques haviam sido revelados. Não importa. O fato é que o teste é falho. Ponto.
    .
    “Repetiu o que?”
    .
    Repetiu os experimentos que o Brookes-Smith fez, com muitos mais detalhes.

  183. Marciano Diz:

    Toffo,
    “plot” de cinema “trash”.
    Não fica devendo nada a Ed Wood.
    .
    Respostas curtas ao Biasetto:
    1ª pergunta: A FEB não se queimaria com uma idiotice dessas; agora que não há como voltar, o jeito é apelar para a imaginação e criar racionalizações.
    .
    2ª pergunta:
    Cadeia! Ela era 00 mater tenebrarum, ou seja, tinha licença para torturar (em nome do bondoso Jesus).
    .
    Vitor, não caia na armadilha do Arduin, ele só quer desviar do assunto. Esse negócio de Crookes já deu.

  184. Marcos Arduin Diz:

    Ah! Bom, Larissa. Parece então haver algumas outras coisas, não digo melhores, mas além do que diz o nosso querido padre Quemedo. Sabe, ele cita um artigo que saiu na revista Realidade de novembro de 1971, assinado pelo José Hamilton Ribeiro. O título é um tanto estranho, mas claramente tendencioso: O Cérebro Anormal de Chico Xavier.
    Não sei porque o cérebro seria anormal, mas sacomé: há uma maioria chatólica no Brasil que compra mais revista do que uma minoria espiritólica…
    .
    O Quemedo diz lá no seu artigo “A Verdade Sobre Chico Xavier” (tem tão poucas verdades nesse artigo…): DOENTE MENTAL
    Por motivos de saúde houve que fazer o eletroencefalograma de Chico Xavier, fora do controle dos espiritistas quando finge que está “psicografando”. Resultado esclarecedor:
    “Foco temporal classicamente responsável por distúrbios sensoriais, alucinações, ouvir vozes (…), arritmia, tendência a ataques epilépticos ou `transes´” (Ver, entre outras publicações, Revista “Realidade”, Novembro, 1971).
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    Agora vou transcrever o que de fato está no artigo da revista (as maiúsculas são minhas).
    Um PSIQUIATRA, o dr. Alberto Lyra, interpretando esse episódio: Tendo em vista que seu eletroencefalograma revela um foco temporal, classicamente responsável por distúrbios sensoriais, com ocorrência de alucinações, vozes, visões, etc., podemos estar diante de um ataque epiléptico. Por outro processo psicológico, uma pessoa, contando repetidas vezes um episódio e obtendo para ele o consenso de seu meio, acaba acreditando que ele é de fato verdadeiro, e nunca mais duvidará de que assim não seja.
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    Nada é dito no artigo sobre os motivos que levaram Chico a fazer o exame e nem que ele teria de fazê-lo sob as vistas dos vigilantes espíritas para que nada comprometedor fosse revelado. Tudo isso é só imaginação do nosso querido padre. Agora a continuação, OMITIDA pelo Quemedo:
    UM ESPIRITUALISTA, o MESMO dr. Alberto Lyra, ex-presidente do Instituto Paulista de Parapsicologia e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Teosofia, analisando o mesmo episódio: – O patológico não exclui, nem deforma, o fenômeno paranormal, ou sobrenatural. Eu acredito na existência dos espíritos, e pode muito bem tudo ter-se passado conforme o relato de Chico Xavier.
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    Quemedo foi a melhor agência de propaganda gratuita do Espiritismo no Brasil. Pena que hoje esteja fora de moda, já que nunca se reciclou. Mas mesmo assim nós espíritas agrademos os serviços que ele nos prestou. Foi daí que surgiu essa história de eletroencefalograma do Chico Xavier.

  185. Marcos Arduin Diz:

    “1º) Se Chico Xavier tivesse nascido em 1980, a FEB publicaria em 2005 Cartas de uma Morta?”
    - A FEB NUNCA publicou Cartas de uma Morta. Chico submeteu o manuscrito à apreciação dos mandatários da FEB e estes o recusaram. Quem publicou foi a LAKE. Décadas depois, quando se ficou sabendo que em Marte nada há do que é dito no livro, o Chico, questionado a respeito, disse que a FEB teria feito bem em recusá-lo e lembrou que na ocasião recuperava-se de uma doença e não estava funcionando bem mediunicamente. Admitiu que aqueles textos teriam sido na verdade coisa da imaginação dele, ou seja, em vez da mãe falecida, ELE AGORA SE ASSUMIA COMO AUTOR.
    Adoque?

  186. Montalvão Diz:

    GUTO DIZ: [...] Agora, SEM HIPOCRISIA! Existe alguém aqui realmente preocupado em fazer o bem? Em dar amor às pessoas? Em dedicar seu tempo paras as pessoas necessitadas? Volto a dizer, SEM HIPOCRISIA?
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    COMENTÁRIO: palavras de vida: “não julgueis para não serdes julgados, pois com a mesma medida com que medis vos medirão”.
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    GUTO DIZ: Não preciso e nem quero respostas não…
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    COMENTÁRIO: não quer respostas não faz perguntas…
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    Saudações confusas.

  187. Larissa Diz:

    Arduin – “O patológico não exclui, nem deforma, o fenômeno paranormal, ou sobrenatural.”

    Comentário – De fato, um não exclui o outro. No entanto, perante as inúmeras fantasias costantes dos livros, somados ao exame e comportamento de CX, pergunto: diante de qual fenômeno estamos? Patológico ou sobrenatural?
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    O exame revela ondas pontiagudas no LT de CX – conhecido como foco epileptogenicamente ativo. Isso, por si só, pode causar ataques, que no caso do lobo temporal estão mormente associados a sintomas emocionais e a psicoses delirantes e não a convulsões típicas.
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    Qualquer colocação do tipo “doente mental” ou “cérebro anormal” é infeliz, uma vez que, medicados, estes pacientes levam uma vida absolutamente normal.

  188. Marcos Arduin Diz:

    “Porque quando ele segurava as manivelas com o antebraço e uma mão, a corrente seguia por um caminho só. Quando ele segura com ambas as mãos, a corrente se divide, teoricamente pela metade, gerando uma deflexão.Só que essa deflexão não é grande, ao contrário do que se esperaria pela queda da corrente pela metade.”
    - A corrente NÃO SE DIVIDE em nenhum dos casos. O máximo que se poderia esperar é uma resistência menor no primeiro e maior no segundo. Contudo, conforme já disse, a resistência elétrica do corpo humano é dada 99% pela pele. Os fluidos corporais, por terem íons, são condutores. Além disso, o Brookesmith DIZ apenas, mas não me consta que tenha apresentado valores. Gozado você criticar os experimentos de Crookes e valorizar os do Brooke, que foram MUITO MAIS CAPENGAS em termos de registro e qualidade experimental feitos.
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    “Claro que ajuda, ela usou a técnica do braço deslizante. Ela percorreu o eletrodo pelo corpo até enfiá-lo nas meias justamente porque a resistência é a mesma em qualquer ponto do corpo. Aí ela pôde sair.”
    - Viu como você se contradiz? Primeiro diz lá em cima que o caminho pela mão e antebraço seria direto e com as duas mãos segurando cada contato, a corrente se “divide”. Ué se a resistência é a mesma em qualquer ponto do corpo…
    Para mim, o chato é que o experimentador capenga sugere isso, mas a Fay não confessou isso…
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    “Ele SOLTOU as mãos dos contatos! Era para isso que servia o pano úmido! Para ele liberar as mãos! Ele descreveu ainda como deixar uma das mãos livres sem o pano.”
    - E demonstrou também que podia largar o galvanômetro medindo nada e sozinho e ainda assim nada alterar a leitura? Sim, pois a Ana Fay ficar com mão e joelho nos contatos, ou com os dois joelhos, ou com os pés mantendo o contado com as meias, NADA DISSO a ajudaria a se afastar da parede e percorrer a biblioteca e nem fazer aparecer uma fantasma que o Cox viu.
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    “Nem precisa. Já dá para ver como foi feito o truque. Replicação, ao contrário do que vc pensa, não quer dizer que o Brookes-Smith precisa fazer uma mudança de sexo, implantar silicone, se casar e mudar o nome para Sra. Fay…”
    - Oba! Já sentiu a fragilidade de seu argumento e do seu querido experimento fajuto do Brookesmith. Por isso está apelando.
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    “Trocar de roupa rápido é algo que QUALQUER assistente de mágico faz. Além disso lembre-se que a Fay não foi revistada. Ela poderia muito bem, além de ser treinada, usar uma roupa que facilitasse a troca de roupa.”
    - Bem, o fato é que os mágicos contam com toda uma equipe de assistentes que montam e dirigem os equipamentos nos bastidores e que permitem ao mágico fazer os truques. Agora um mágico sozinho, sem saber das condições em que o experimento será realizado, vai ter muita dificuldade de improvisar…
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    “Certo. Eu errei aí. O pano era apenas para fechar o circuito. Não que o pano não pudesse ter a mesma resistência que o corpo da médium. Mas de fato isso era desnecessário.”
    - Sem querer ser chato, Vitor, vou lembrá-lo mais uma vez de que os colegas de Crookes também FECHARAM o circuito com o lenço molhado… Mas só conseguiram chegar à mesma resistência do corpo humano depois de VÁRIAS tentativas e ainda porque Crookes lhes cantava os valores obtidos. Ou seja, não bastava fechar o circuito: era preciso que a resistência não se alterasse, pois do contrário a fraude seria imediatamente descoberta.
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    “Não precisa. O pano, agora entendi, é só para fechar o circuito. Não tem essa função de ter a mesma resistência.”
    - Só que aí a fraude ficaria evidente. Não percebeu não?
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    “Não precisava ser invisível, ela enfiava aquilo na “calcinha” e na hora era só tirar.”
    - Em qual hora? Foi deixada segurando as manivelas, aí teria de trocar uma mão pelo joelho, tirar o pano, mergulhá-lo na solução salina (por que a deixariam por lá?), colocar a tira entre as manivelas… pra quê? Não seria mais lógico colocar a outra dobra do joelho na outra manivela? E ainda assim falta me dizer como foi que ela catou os objetos ainda presa à parede…
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    “O pano era para fechar o circuito. Estava longe de ser inútil.”
    - Não adiantaria nada se não tivesse a mesma resistência do corpo da fulana. A fraude seria imediatamente percebida, conforme se viu quando os colegas de Crookes fizeram esse teste.
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    “Porque ela usou o pano para liberar as mãos. Ela fechou o circuito com o pano. E os eletrodos ela colocou nas meias, podendo se movimentar.”
    - Movimentar-se de que jeito se os eletrodos estavam chumbados na parede? Esqueceu-se deste detalhe?
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    “Ou a Fay se esqueceu, ou Houdini se enganou ao pensar que todos os truques haviam sido revelados. Não importa. O fato é que o teste é falho. Ponto.”
    - Ôh! O tão experiente Houdini desmascarador de médiuns fajutos conseguiu ser tão burro a ponto de nem se lembrar que em 1875 ainda não tinha sido inventada a lâmpada elétrica… E o teste do Crookes EM NADA FOI FALHO. Falhas estão sendo as suas propostas, que precisam varrer pra baixo do tapete os dados inconvenientes… Tipo: ela enfiou os contatos nas meias e ficou com as mãos livres e assim pegou os objetos… Só que os tais contatos estavam chumbados na parede e ela não podia se afastar dela…
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    “Repetiu os experimentos que o Brookes-Smith fez, com muitos mais detalhes.”
    - A mim só me pareceu que ele aceitou as SUPOSIÇÕES do Brooke e parou por aí.

  189. Marcos Arduin Diz:

    Larissa, aqui é uma coisa gozada. Quem julga o que é normal ou não normal? O Chico Xavier levou uma vida dedicada ao que acreditava. Trabalhava durante o dia e cuidava do seu Espiritismo à noite e depois em tempo integral quando se aposentou. Não parecia ser uma pessoa dada a “divertimentos mundanos”, como ir a bailes, cinemas, viajar a passeio, etc e tal.
    Seria por isso uma pessoa ANORMAL?
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    Então eu também devo ser um, pois não sou um tipo sociável, também não me ambiento bem em festas, não sei dançar, não gosto de viajar, em vez de ir ao cinema, prefiro alugar os dvds e ficar no conforto da minha casa… Ainda trabalho como professor na UFSCar e, se conseguir deixar o que é da minha responsabilidade do meu jeito e não tiver gente chata me enchendo o saco, talvez continue trabalhando até a expulsória (aposentadoria compulsória aos 70 anos). Seria eu um anormal também?
    Só que no meu caso eu fiz um eletroencefalograma e ele deu normal. Não tem nada de errado no meu foco temporal…
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    É muito provável que o Chico tenha deixado sua imaginação viajar quando leu certas obras… Eu não faço a acusação direta de plágio, mas tenho de admitir que há passagens e eventos que são coincidentes em obras já publicadas antes das dele. Não vejo, como espírita, qualquer problema nessas FANTASIAS.
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    Uma tese que sustento é que ROMANCES e obras literárias em geral NADA PROVAM A FAVOR DA MEDIUNIDADE por si só. Para haver ao menos um indício de prova, deveria haver reconhecimento do estilo do falecido no texto escrito. O único caso que sei (pode haver outros, mas desconheço) é a continuação do romance O mistério de Edwin Drood, que foi deixado inacabado pelo Dickens e foi continuado e concluído por um médium americano.
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    A coisa complica é quando parentes de falecidos reconhecem nas mensagens coisas que só eles deveriam saber, mas o médium não. Parece haver muitos casos assim com relação ao Chico.

  190. Toffo Diz:

    Afinal, esse famoso EEG existiu ou não existiu? O que se sabe é que CX jamais se punha à prova. É por isso que tudo o que se refere a ele fica no “borderline”, na fronteira entre o fato e o falso. Tenho comigo, na minha concepção pessoal, que CX era um sujeito bom, mas agia com dolo. Era a encarnação do “dolus bonus”.

  191. Montalvão Diz:

    Prezado Arduin,
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    Fiz superficial levantamento de suas ponderações anteriores sobre Crookes e derivados. O exame desse material mostra que há severa fixação de sua parte nesse assunto. Só para dar uma pequenina visão do que digo, noto que em quaisquer assuntos trazidos à discussão nesse sítio você encontra jeito de introduzir Crookes e Polidoro na conversa (e mais recente acrescentou Houdini à lista). Seus argumentos se repetem em enfadonha rotina, e são repetidos não porque sejam incontestados (contestações ao seu raciocínio há muitas), mas porque parece ter achado neles o escudo magnético chicoxaveriano, capaz de rechaçar quaisquer investidas contrárias à validade do trabalho espiritualista de Crookes. Para exemplificar, veja títulos de assuntos aqui debatidos em que sua criatividade conseguiu inserir Crookes e Polidoro:
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    1) Incursões históricas sobre o livro “Há Dois Mil Anos” – A erupção do Vesúvio;
    2) Historiador da ufrj lair amaro revela absurdos em diversos livros psicografados;
    3) cartas de uma morta x a vida além do véu: a mãe do chico é a mãe do owen?
    4) como martin gardner enganou os céticos – uma lição ao confiar em um mágico (2010);
    5) O Caso Leonice Fitz – Impressionante Caso de Poltergeist Filmado;
    6) “Operações espirituais” de urbano pereira (1946) – novas fotos de ectoplasmia;
    7) a natureza da pseudociência: algumas considerações sobre o estudo de fenômenos inexistentes;
    8) Fotos de materializações autenticadas por chico xavier
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    Em todos esses, e muitos outros, a mesma alegação: Massimo Polidoro mentiu para defender a fé cética (e, pasmem: juntamente com ele mentiu toda a “comunidade cética”). E como mentiu? Ao alegar que Eva Fay conseguiu burlar o galvanômetro. Ora, a posição prudente, desconsiderando quaisquer ponderações de analistas atuais e do passado, é reconhecer que o teste com o galvanômetro não foi taxativo, portanto não pode ser requerido como demonstração de que realmente Fay estivesse imobilizada e os fenômenos materializativos aconteceram de verdade, em vez de serem simulações.
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    Então, note bem: mesmo que esteja certo ao apontar um escorregão da parte de Polidoro (o que não está, de forma alguma, estabelecido), sua nobre pessoa apela para a falácia da extensão indevida, ao alinhar com o comentarista italiano os demais céticos que põem dúvidas se Crookes realmente fez bom trabalho investigativo. É como se o imaginado equívoco de Polidoro fosse o único e frágil bastião contrário à pesquisa do cientista inglês. Dizendo de outro modo, você dá a entender que a possível falha avaliativa de Polidoro fora o solitário argumento disponível a todo e qualquer avaliador da faina espiritualista de William Crookes.
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    Eis que, de um tempo para cá, pretende fazer o mesmo com Houdini e, para nosso espanto, parece ter conseguido convencer o Gorducho de que sua alegação tem fundamento. Infelizmente, caso realmente o bem nutrido tenha aderido à sua tese, estão ambos equivocados. Explico. Suponhamos que a conjetura seja correta (mas não é), e que Houdini tenha mentido, inventando que Fay lhe revelara os segredos da malandragem, narrando ter aproveitado falta de energia elétrica no teatro para suplantar a vigilância do galvanômetro. Sendo assim, estaríamos diante de atitude pouco condizente da parte de alguém que se diz investigador de alegações espiritistas, qual foi Houdini. Será que esse artifício (caso fosse verdadeiro) seria suficiente para transformar tudo o que Houdini realizou em tramóia?
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    Harry Houdini era profundo conhecedor das artes mágicas e submetia médiuns a verificações que punham em xeque os poderes que alegavam possuir. O trabalho que realizava era diferente do de Crookes e Richet, por exemplo. Estes buscavam implementar metodologia científica na verificações de pessoas que se diziam articulados com espíritos, ou possuídores de poderes especiais (fossem advindos da espiritualidade ou não). Houdini acreditava na viabilidade de haver comunicação entre vivos e mortos, porém sabia que a gorda maioria dos médiuns constituia-se de malandros. Ele buscava encontrar alguém que de fato se entendesse com os desencarnados, e pôs sob verificação técnica todos os que pode, e nunca achou um autêntico. Crookes, Richet, Geley e outros pouco entendiam das artes prestidigitativas e Houdini não era cientista, por aí poderá entender a diferença no trabalho investigativo de um lado e de outro.
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    Esta era a diferença entre Houdini e os homens de ciência interessados no espiritismo, e da vantagem que o mágico tinha sobre os sábios, visto que pululava nos meios mediúnicos safadezas de toda ordem, algumas suficientemente bem realizadas para iludir até experientes pesquisadores.
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    Agora, vejamos onde o equívoco na acusação de que Houdini mentira, o que faria de suas considerações a respeito da aldrabice dos médiuns declaração imerecedora de crédito. O livro de Houdini é uma espécie de história do espiritualismo sob olhar de um ilusionista. Ele colheu informações a respeito de médiuns do passado e analisou algumas, desde os irmãos Davenport (a quem Kardec defendia), passando por Dunglas Home, Eusapia Paladino e vários mais. No caminho não deixou de falar sobre Crookes e Conan Doyle (de quem fora amigo).
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    Esta obra de Houdini seria excelente material a ser traduzido, pena que nenhuma editora por ele se interessou.
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    Pois bem, digamos que o mágico tivesse colhido informações de fontes pouco confiáveis (dentre as quais Fay seria uma) e as pusesse em seu livro. Isso configuraria que o trabalho de desmascaramento de médiuns que Houdini mui eficientemente realizou fosse falhado? Ou que tudo o que se contém no livro seja desprezível? Ora, se as fontes são ruins, o resultado do estudo que nelas se baseiam será ruim, mas não se pode dizer que todas as fontes o sejam. No caso de Fay, a fonte ruim seria a própria. Quer dizer, se alguém mentiu (ou se confundiu, o que parece mais plausível) foi a depoente. O equívoco de Houdini (se que se pode falar assim) seria não ter conferido item a item aquilo que a nova amiga lhe contara. Aí, anos depois, alguém atento descobre que houve uma notícia que não bate com a realidade. Em vez de anotar que essa informação está confusa ou mal verificada, decide que o autor é generalizadamente mentiroso e não merece qualquer crédito, e leva de roldão toda a “comunidade cética”. Sentiu a falácia? De um ponto mal esclarecido extrai conclusão muito mais ampla que aquele tópico permite. E, pior, divulga essa “conclusão” insistentemente.
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    Vejamos poucos exemplos ilustrativos dos muitos comentários seus, sempre enfatizando a mesma inamovível argumentação, da qual não arreda pé um centímetro, mesmo bombardeado por múltiplas objeções.
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    ARDUIN DIZ (in “Cartas de Uma Morta x Vida Além do Véu”) – Mesmo quando as explicações são fajutas. Certo? O Massimo Polidoro diz que NÃO HÁ mais dúvidas que o tal truque que a Ana Eva Fay usou para enganar o Crookes de fato ocorreu. Qual foi o truque? Burlou o galvanômetro por substituir uma mão pela dobra do joelho e assim fazer o truque do fantasma… Só quem não leu o relatório é que acreditaria nisso. O lance é que Polidoro LEU o relatório e sabia que tal truque era TOTALMENTE inviável, mas ele tem a obrigação de defender a fé cética. Certo?
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    COMENTÁRIO anterior: Polidoro… outro do qual discutimos boas linhas, embora talvez não o suficiente. Falei algumas coisas sobre o caso do galvanômetro especificamente e sobre Fay em geral. Nada, “bilossutamente” nada, que se diga parece demovê-lo da fé em Fay, Florence, Otília (e quem sabe quantos outros?). Voltamos sempre ao ponto do qual não arreda pé: quer, porque quer, que os truques sejam minuciosamente demonstrados para então, e só então, aceitar que, naquele específico caso, houve falcatrua, porém com outros (que não foram minuciosamente esclarecidos) continuará defendendo a realidade de materializações. Esta é a falácia da perda da batalha mas da continuidade da guerra, ou da preservação da fé pelo sacrifício de poucos santos.
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    COMENTÁRIO atual (acréscimo): Você garante que o feito de Fay fosse “totalmente inviável” como truque, no entanto, basta ler o que o Vitor tem postado para, no mínimo, admitir-se que, embora pudesse exigir habilidades pouco triviais, a burla sobre o galvanômetro seria realizável.
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    O cerne de sua argumentação está calcada na alegação de que os denunciadores das simulações de Fay mentiram: Polidoro mentiu, Houdini mentiu, consequentemente, Eva Fay era autêntica materializadora de espíritos… seria aceitável esse modo de legitimar alguém altamente suspeita?
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    MONTALVÃO DIZ (in “Cartas de Uma Morta x Vida Além do Véu”) “O desafio está lançado, desde Otília Diogo: QUEREMOS TESTES SEGUROS, SADIOS, QUE SANEIEM QUAISQUER BRECHAS SAFADATIVAS,”
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    ARDUIN – E eu faço outro: pegue o que já foi feito e diga quais foram as brechas safadativas que teriam contornado as medidas de fiscalização. VEJAMOS SE VOCÊ CONSEGUE FAZER MELHOR DO QUE O MASSIMO POLIDORO E A TURMA CÉTICA.
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    COMENTÁRIO: então faço outro desafio: apresente a resenha das pesquisas ectoplasmáticas, desde a origem aos dias de hoje, enfatizando os pontos fortes, e demonstrando que são investigações robustas e que geraram evolução no conhecimento. Examinaremos esse material e dele faremos as devidas apreciações. Você pode elaborar essa síntese, visto possuir oitenta anos de perquirições nos seus registros bibliotecais e dispor da assessoria de duzentos inquiridores do sobrenatural. Está muito melhor municiado que qualquer um de nós, pobres mortais não-reencarnantes.
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    K) Arduin (citando Montalvão): “e que possam ser repetidos quantas vezes necessárias, até forjar conclusão irretocável e replicável.”
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    ARDUIN – Está pedindo muito. É como pedir ao Leonardo da Vinci que pintasse vários quadros da Mona Lisa de forma a ficar confirmado que ele era mesmo capaz de fazer tal pintura. Mediunidade é algo incontrolável e qual é o limite dessas repetições? Quantas terão de ser feitas até que se convença de que não se trata de alguma fraude? Se o cético tem fé de que tal evento não pode ocorrer, ele vai ficar impondo picuinha atrás de picuinha até o infinito. O médium e os espíritos não tem o direito de ficarem de saco cheio?
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    COMENTÁRIO: menos meu príncipe, menos: pedir a Da Vinci que repita a Mona Lisa só porque alguns não o consideram habilitado a fazê-lo é diferente de pleitear testagens que possam ser repetidas conferitivamente, da maneira que se espera da boa ciência. Mesmo que os espíritos tenham suas idiossincrasias o óbice não seria incontornável: são seres inteligentes articulando-se entre si (vivos e mortos), tenho certeza que com uma boa conversa, refrescada por umas geladinhas, a mediunidade poderia ser verificada sem maiores dificuldades. O cético (em termos gerais) não rechaça evidências, o fato é que, com base no conhecimento disponível, não vê como a mediunidade, enquanto canalização de espíritos, seja real. Mas está pronto a verificar se sim ou não. Eis aí a diferença. Você transforma os céticos, os que pedem demonstrações mais firmes, em crentes às avessas: assim como os crédulos aceitam tudo o que reforce suas crenças, acham que os céticos negam tudo o que possam abalar suas descrenças. De onde tira essas ideias? Que espíritos põem em sua mente tais pensamentos? Cuidado, devem ser obsessores, desses que vêm amofinando os jovens, e “pacíficos”, que ora se divertem quebrando tudo o que veem pela frente.
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    L) (citando Montalvão): “Mas, quando diante do desafio, ouço já certa pessoa balbuciar: “nem adianta, não vão aceitar mesmo… se não aceitaram Fay superando o galvanômetro, não aceitarão nada!”. Então o reclamante objeta: “mas, Fay estava oculta sob cortinas, por que não tira a cortina e o galvanômetro e não se faz observação direta com registro em mídia?”. Qual seria a resposta? Não sei, mas imagino que pudesse ser: “Imagina, onde é que já se viu materialização sem um escondidinho e um escurinho?”
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    ARDUIN – Como eu disse, o Sergent Cox ENTROU lá e viu a médium e um fantasma materializado. Se você está TÃO INSEGURO dos métodos de fiscalização, achando que se o médium não estiver à vista, isso abre a possibilidade para INÚMERAS fraudes, então eu sinto muito. O que eu EXIJO É QUE ME APRESENTEM AS DEMONSTRAÇÕES DE QUE O CONTROLE PELO GALVANÔMETRO NÃO ERA CONFIÁVEL POR TAIS E QUAIS RAZÕES, já AMPLAMENTE demonstradas (tem gente que se contenta com UM trabalhinho mixo, como o do Colin Brookesmith, achando que ele EXPLICA TUDO… Aqui pouca porcaria vale, né?
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    COMENTÁRIO: o que tinha a dizer sobre o galvanômetro, eu que não sou especializado nessa engenhoca, falei em postagens anteriores. Não lembro de ter recebido contestação. Agora me responda uma coisa: você estava em são juízo quando defendeu que a entrada de Sergent na cabine seja prova de alguma coisa? Beber eu sei que não bebe, mas passou o repelente de obsessores na casa, antes de pôr-se a redigir? Arduin você é cientista. Sabe melhor que eu que a “prova” de Sergen Cox é prova de nada. Nadinha nadinha. Se serviu de prova o foi tão somente para Cox, para mais ninguém, nem para Crookes, muito menos para Arduin. Como saber se Cox não estivesse tão fascinado pela ideia de ver espíritos que acabou vendo? Ou se ele, antes de chegar ao local da experiência, não passou no bar do bigode e tomou um passa-régua de absinto? Ou mesmo se não considerou o incremento de vendas no publicativo que dirigia? Um cientista confere se testemunhos correspondem à realidade, ciência não se faz meramente com depoimentos.
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    Uma coisa, no entanto, passou despercebida àqueles homens, e quase passa também por nós. Sergent adentrou a cabine e nada aconteceu com a médium. Ele poderia/deveria ter levado o seguinte lero com Crookes:
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    CROOKES (ansioso): e aí, viu lá alguma coisa?
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    SERGENT: acho que vi… mas descobri algo mais importante: é possível estar na cabine sem fazer mal à medium!
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    CROOKES: e daí?
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    SERGENT: e daí que podemos pôr fiscais a acompanhar o fenômeno desde o berço!
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    CROOKES: mas mesmo assim ninguém vai acreditar…
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    SERGENT: eu sei, afinal ninguém saberá se não estamos ambos alucinando, o que eventualmente acontece. Minha ideia é a seguinte: vamos primeiro nós dois nos revesarmos nas verificações, pois pode ser que eu tenha tido visões lá dentro. Quando estivermos convictos de que realmente há uma entidade espiritual-materializada, passaremos a provocar a academia.
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    CROOKES: e você acha que vão dar atenção? Mandei convite para o secretário e ele sequer se dignou responder.
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    SERGENT: em vez de endereçar para alguém especificamente, convidemos a todos. Se alguns derem resposta, logo os demais se interessarão. Em breve teremos as maiores cabeças pensantes da Inglaterra confirmando o que para nós já é evidente… Essa é a única maneira de mostrar ao mundo que não estamos só comendo a médium, mas também fazendo trabalho sério!
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    CROOKES: hummmm… será que vai dar certo? Preciso pensar melhor no assunto…
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    (Comentário final: pelo visto Crookes se pôs a pensar na sugestão de seu amigo e morreu nela pensando…)
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    Você, insígne professor, que é tão rigoroso com investigadores céticos, deles exigindo que façam pesquisa primorosa a partir do acompanhamento de uma única sessão, se mostra dramaticamente simpáticos a essas frouxas alegações.
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    Fim dos exemplos nesta postagem, tem mais, muito mais…
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    Na próxima, que será logo em seguida, apresentarei artigo interessante a respeito do controle elétrico sobre Eva Fay.
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    Saudações voltáicas.

  192. Marciano Diz:

    Arduin,
    Sendo assim, se cx admitiu que o livro foi pura imaginação (torta) dele, por que razões ele (o livro) continua sendo vendido, não fizeram ao menos uma observação nas novas edições?
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    Sem duvidar de sua palavra, não tenho motivos para tanto, pode indicar a fonte em que cx admitiu ser o referido livro obra de sua exclusiva imaginação?
    Acho essa uma informação muito útil, serviria, quando menos, para que deixássemos de considerar a referida obra em nossos futuros comentários.
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    Se isto ocorreu uma vez, poderia ter ocorrido outras vezes, como em toda a série Andre Luiz, por exemplo?
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    O que acha?
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    Aguardo, ansioso, suas respostas, inclusive quanto aos novos argumentos do brilhante Montalvão.
    Obs.:
    Assim como Montalva, também tenho a impressão de que você cita sempre os mesmos exemplos para evitar ter de pensar sobre os questionamentos. Algo assim, se um cético mentiu (você é quem acha), TODOS mentem, portanto, não preciso pensar em nada do que qualquer cétigo diga, é tudo mentira. Posso confortavelmente continuar com minhas fantasias a respeito da imaginária espiritualidade e todas suas consequencias.

  193. Montalvão Diz:

    Arduin,
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    Marcos Arduin Diz: Larissa, aqui é uma coisa gozada. Quem julga o que é normal ou não normal? O Chico Xavier levou uma vida dedicada ao que acreditava. Trabalhava durante o dia e cuidava do seu Espiritismo à noite e depois em tempo integral quando se aposentou. Não parecia ser uma pessoa dada a “divertimentos mundanos”, como ir a bailes, cinemas, viajar a passeio, etc e tal.
    Seria por isso uma pessoa ANORMAL?
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    COMENTÁRIO: Que Chico era alucinado e muito alucinava creio não haver a mínima dúvida. Não fossem seus constantes colóquios com o inexistente Emmanuel, há múltiplos episódios de encontros do mineiro com entidades várias, algumas de maus bofes.
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    Em verdade, não fosse o espiritismo, o destino de Chico provavelmente seria o sanatório. Chico e o kardecismo constituiu felizarda simbiose entre um homem e uma instituição. Chico fez um bem enorme ao espiritismo e este o manteve suficientemente equilibrado para não se afogar em suas visões místicas. Considere alguns de muitos exemplos, estes extraídos do livro “As vidas de Chico Xavier”.
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    Após as confissões, preces e penitências, Chico tagarelava com a mãe já morta, via hóstias cintilantes na comunhão, escrevia na sala de aula textos ditados por seres invisíveis e tornava-se, assim, o assunto mais exótico da cidade. Na empoeirada e católica Pedro Leopoldo, a 35 quilômetros de Belo Horizonte, era difícil encontrar quem apostasse na sanidade de Chico Xavier. (p.21)
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    Chico demorava na cartilha espírita, praticava as lições de caridade, promovia sessões de desobsessão às quartas-feiras, mas o centro ficava cada dia mais vazio.
    José Hermínio Perácio e a mulher, Carmem, se mudaram para Belo Horizonte. Precisavam ficar mais perto da família. José Xavier teve que trabalhar à noite numa oficina de arreios para pagar uma dívida. De repente, o rapaz se viu sozinho no barracão. Quando pensou em sair de fininho, ouviu a voz de Emmanuel.
    - Você não pode se afastar.
    - Como? Não temos freqüentadores.
    - E nós? Nós também precisamos ouvir o Evangelho. Além disso, temos aqui vários “desencarnados” que precisam de ajuda. Abra a reunião na hora marcada e não encerre a sessão antes de duas horas de trabalho.
    Chico seguiu as instruções. Às 8h em ponto iniciava a reza de abertura da sessão. Em seguida, abria O Evangelho Segundo o Espiritismo ao acaso e comentava o capítulo em voz alta. NESSA ÉPOCA, COMEÇOU A VER MORTOS E A OUVIR VOZES COM MAIOR FREQÜÊNCIA E NITIDEZ. Os seres invisíveis ocupavam os bancos vazios.
    (p.53/54)
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    Semanas depois, Chico foi surpreendido por três mulheres nuas se ensaboando embaixo do chuveiro em sua casa. Elas riam, jogavam água uma nas outras e encaravam o moço com olhares convidativos. O autor de Libertação fechou os olhos, rezou e, quando voltou à tona, estava sozinho de novo no banheiro, pronto para o banho. (p. 108)
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    .
    Numa noite, quando já se preparava para dormir suas três horas de sono, Chico foi surpreendido pela visita de uma figura diabólica.
    Você me chamou?
    A voz era arrepiante. Chico ia dizer a verdade, quando Emmanuel o aconselhou a trocar o “não” por um “sim” estratégico.
    Chamei, sim, senhor.
    E o que você quer?
    Chico arriscou uma resposta política: É que a vida está tão difícil que eu queria que o senhor me abençoasse em nome de Deus ou em nome das forças em que o senhor crê.
    O recém-chegado perdeu o rebolado e insultou:
    É só a gente aparecer que você cai de joelhos.
    Depois sumiu. (p.110)
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    Na noite de 11 de setembro de 1948, Chico Xavier e um amigo, Isaltino Silveira, admiravam Pedro Leopoldo do alto de um morro, na beira de um riacho. Sentado numa pedra, sob a luz de um poste, Chico lançava sobre o papel um poema assinado por Cruz e Sousa. Isaltino substituía as páginas preenchidas por outras em branco. Os dois estavam às voltas com o poeta do além quando escutaram um barulho no mato. Eram passos. O amigo de Chico olhou para trás e levou um susto: um homem enorme, com olhos injetados, avançava na direção deles com um pedaço de pau na mão.
    Isaltino levantou-se rápido e se preparou para enfrentar o agressor. Chico, já escaldado, continuou sentado. Sugeriu arma mais contundente: uma boa reza para emitir vibrações positivas. A poucos metros, o agressor parou e começou a balbuciar com a língua enrolada e os olhos fixos em Chico:
    - Esta luz nas suas pernas.., esta luz nas suas pernas.
    Chico aconselhou:
    - Vá para casa e fique na paz de Deus, meu filho.
    Isaltino, já refeito do susto, viu o homem dar meia-volta e ficou perplexo diante de um fato insólito. O mato, em um raio de cinco metros ao redor do agressor, ficou todo amassado enquanto ele caminhava. Chico Xavier tentou explicar a história toda: o homem era um médium poderoso, embora descuidado, e tinha sido arrancado da cama por espíritos obsessores, interessados em assassinar os dois e jogar seus corpos no rio. O plano daria certo se os benfeitores espirituais não tivessem envolvido a dupla com um cinturão de luz.
    Isaltino ainda estava perplexo. Por que o agressor se referiu à luz nas pernas de Chico? A resposta veio rápida, como se fosse óbvia.
    Ele percebeu o foco que os espíritos projetavam sobre o papel durante a psicografia.
    Por que o capim em torno dele se amassava?
    - As tais entidades eram tão ruins que se utilizaram dos fluidos do médium e Conseguiram peso específico para provocar o fenômeno físico. ERAM APROXIMADAMENTE DUZENTOS ESPÍRITOS. Isaltino suou frio. (As vidas de Chico Xavier. p.110)
    .
    .
    Numa noite, Chico já se preparava para dormir quando foi surpreendido pela visita de uma assombração com bafo de quem estava alguns goles acima do normal. O visitante se apresentou como um auxiliar dos benfeitores espirituais. Sua missão: arrancar do túmulo os espíritos mais resistentes à idéia da morte e encaminhá-los ao outro lado. Para cumprir tarefa tão estressante, ele precisava de uns tragos encorajadores. Chico abriu um sorriso para o recém-chegado e avisou:
    Você vai ter que beber muito para me tirar do caixão. (p.233/234)
    .

  194. Biasetto Diz:

    Arduin,
    Valeu pela informação. Fui conferir: Cartas de uma morta foi publicado pela Lake em 1936.
    O que eu quis dizer foi exatamente isto: se alguém, levaria a sério, no início do século 21, uma “psicografia” destas.
    Agora, se o Chico disse tudo o que você citou aí, isto prova que as tais psicografias dele não são nada confiáveis e é o que temos dito aqui no blog, mas sempre aparecem aqueles que nos acusam de caluniadores e membros da “turma do mal”.
    É complicado não é?
    O Guto não precisa ir embora, basta apresentar evidências em contrário, só isso!

  195. Gorducho Diz:

    Infelizmente, caso realmente o bem nutrido tenha aderido à sua tese, estão ambos equivocados.
     
    Revela ao menos a leviandade com a qual o citado terá escrito a obra. Tudo bem que ele imaginasse ser razoável a pouco razoável hipótese do Crookes ter alugado ou conseguido emprestado um teatro; e não tinho acesso aos relatórios publicados devido à epoca, &c. Bem como não saber a data ou não saber que a distribuição de força ainda não havia ainda. Ok.
    Agora, então a Annie não teria nenhum plano – contou com fantástico golpe de sorte – quase como tirar uma loteria – de a força faltar exatamente no momento. Senão, como ela planejava enganar o bocó?
    Ainda se ela dissesse que o marido subornara o zelador para desligar a força, aí seria mais razoável…
     
    O Scontactara o zeladorque um te

  196. Gorducho Diz:

    Poltergeist no teclado – comprovando que espíritos existem… :(
    O Sr.esqueceu de incluir o Pe. Quevedo. O Professor conseguiu incluir o Padre aqui na rubrica!

  197. Larissa Diz:

    Toffo, não há uma única fonte na internet que diga que o EEG não existiu.
    Há um artigo do Herculano Pires que, o saber do resultado EEG de CX, apressou-se em dizer que se tratava de um cérebro paranormal e não epilético.
    Tire suas conclusões…

  198. Marciano Diz:

    De todas as historinhas transcritas por Montalvão a que mais despertou meu interesse foi a das três mulheres nuas, se ensaboando, sob o chuveiro, encarando cx com olhos convidativos. Presumo que fossem novinhas e bonitas.
    Sei que cx não era chegado, só queria saber como se faz para ter uma alucinação exatamente assim. Três mulheres tá de bom tamanho. Nunca nem sonhei com algo assim. Essa seria uma materialização que me converteria imediatamente ao espiritismo.
    Vou tentar danificar meu lobo temporal. Com essas três aí eu até acho que vale a pena levar umas pauladas (no sentido de golpe desferido com um pedaço de pau, não no sentido vulgar, chulo) de uns 200 espíritos.
    .
    Biasetto,
    Foi isso que eu quis dizer, e por isso acho que a revelação da fonte é fundamental.
    Se cx admitiu ter inventado o cartas de uma morta, como podemos saber se não inventou tudo o mais?
    E qual a razão para que o livro continue sendo publicado, sem ao menos uma menção de que cx inventou tudo, de que não houve psicografia?

  199. Larissa Diz:

    Larissa, aqui é uma coisa gozada. Quem julga o que é normal ou não normal? O Chico Xavier levou uma vida dedicada ao que acreditava. Trabalhava durante o dia e cuidava do seu Espiritismo à noite e depois em tempo integral quando se aposentou. Não parecia ser uma pessoa dada a “divertimentos mundanos”, como ir a bailes, cinemas, viajar a passeio, etc e tal.
    Seria por isso uma pessoa ANORMAL?
    ——
    Eu – Os sanatórios estão cheios de gente que acreditam nas piores maluquices. Recentemente, eu estive em Trinidad e Tobago a trabalho e me surpreendi ao ver no aeroporto uns jovens vestidos igual vampiros e em pernas de pau. Abordei-os com curiosidade e eles me informaram que eram parte dos novos seguidores de Cristo, que estava reencarnado na Nigéria e os ordenou a se vestirem assim (tenhos fotos). Eles também vivem para o que acreditam, mas andar em perna de pau em um aeroporto é no mínimo bizarro. É anormal? Para eles é perfeitamente normal.
    Em tempo, a epilepsia do lobo temporal não torna a pessoa profissionalmente disfuncional. Leia os artigos e você vai entender melhor.
    .
    Arduin: Então eu também devo ser um, pois não sou um tipo sociável, também não me ambiento bem em festas, não sei dançar, não gosto de viajar, em vez de ir ao cinema, prefiro alugar os dvds e ficar no conforto da minha casa… Ainda trabalho como professor na UFSCar e, se conseguir deixar o que é da minha responsabilidade do meu jeito e não tiver gente chata me enchendo o saco, talvez continue trabalhando até a expulsória (aposentadoria compulsória aos 70 anos). Seria eu um anormal também?
    Só que no meu caso eu fiz um eletroencefalograma e ele deu normal. Não tem nada de errado no meu foco temporal…
    ——
    Eu: Se espíritos/vozes/alucinações dominam sua vida, te impelem a psicografar mais de 400 livros cheios de fantasias e a inventar histórias fantásticas, e você não tem mais vida por causa disso, acho que você deveria procurar ajuda médica.
    Não estou dizendo que é o seu caso, mas vários epiléticos do lobo temporal tem EEGs normais. Os eletrodos não conseguem captar as áreas mais profundas do cérebro. O diagnóstico ELT é feito através da história clínica e sintomas do paciente. o EEG é um “plus”
    .
    Arduin: É muito provável que o Chico tenha deixado sua imaginação viajar quando leu certas obras… Eu não faço a acusação direta de plágio, mas tenho de admitir que há passagens e eventos que são coincidentes em obras já publicadas antes das dele. Não vejo, como espírita, qualquer problema nessas FANTASIAS.
    —-
    Eu: Eu vejo problemas em qualquer atitude que tire as pessoas da realidade. Uma das coisas que mais me chamou a atenção nos centros espíritas é como as pessoas vivem a vida após a morte e se esquecem desta. A dura realidade é que temos de lidar com o aqui e agora e com os nossos problemas. Ninguém vai vir do espaço nos salvar de nós mesmos…
    A História está cheio de lunáticos que atrasam o progresso da humanidade. Não é à toa que paises com altas taxas de agnosticismo e ateísmo, como Suécia e Dinamarca, são os mais desenvolvidos.
    .
    Arduin: Uma tese que sustento é que ROMANCES e obras literárias em geral NADA PROVAM A FAVOR DA MEDIUNIDADE por si só. Para haver ao menos um indício de prova, deveria haver reconhecimento do estilo do falecido no texto escrito. O único caso que sei (pode haver outros, mas desconheço) é a continuação do romance O mistério de Edwin Drood, que foi deixado inacabado pelo Dickens e foi continuado e concluído por um médium americano.

    Eu: Realmente, nada provam a favor. Apenas depõem contra. Seria de se esperar que o Senador Romano Publio Lentulos Cornélius nos fornecesse dados confiáves sobre seus tempos, sobre a roma antiga e sobre Jesus. Até agora, o que temos de confiável neste romance? Dados importantes, como a própria existência de Publio Lentulus, provaram-se inverídicas.
    .
    Arduin: A coisa complica é quando parentes de falecidos reconhecem nas mensagens coisas que só eles deveriam saber, mas o médium não. Parece haver muitos casos assim com relação ao Chico.

    Eu: Vamos submeter médiuns psicógrafos a testes então – ou só CX tinha esta faculdade? Se o fenômeno for real, ele se repetirá. Eu fui a um centro receber uma psicografia e fui extensamente entrevistada – o conteúdo da “comunicação” não passou de uma narrativa do que eu tinha dito. Como querem que eu acredite nisso…boa vontade eu até tive.
    —–
    Falar do CX ainda me dói muito e já declarei isso aqui no site. Eu fico muito confusa com algumas coisas, mas minhas impressões gerais é que ele era bom, mas que a comunicação mediúnica era falha/inexistente. Infelizmente, ele morreu e não temos como testá-lo objetivamente.

  200. Marciano Diz:

    Deixem-me ver se entendi direito:
    cx inventou tudo em cartas de uma morta, o restante de sua obra é psicografia.
    As baboseiras em Marte são ridículas, já o flutuante Lar Deles, com os acessórios, tipo umbral, etc., é autêntico.
    Faz sentido…
    Na cabeça de esquizofrênicos.
    .
    Outra hipótese:
    Não dá para sustentar o cartas de uma morta. Aí, admite-se que é maluquice, foi um defeito temporário do medium. Já o restante, tudo coisa muito séria.
    Mais ou menos como as coisas da bíblia e do corão que não têm mais como serem consideradas em seu sentido literal. A gente faz de conta que era tudo simbólico, está tudo salvo.
    .
    2 A terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo, mas o Espírito de Deus pairava sobre a face das águas.
    3 Disse Deus: haja luz. E houve luz.
    4 Viu Deus que a luz era boa; e fez separação entre a luz e as trevas.
    5 E Deus chamou à luz dia, e às trevas noite. E foi a tarde e a manhã, o dia primeiro.
    .
    Do corão:
    34. E quando dissemos aos anjos: Prostrai-vos ante Adão! Todos se prostraram,
    exceto Lúcifer que, ensoberbecido, se negou, e incluiu-se entre os incrédulos.
    35. Determinamos: Ó Adão, habita o Paraíso com a tua esposa e desfrutai dele com
    a prodigalidade que vos aprouver; porém, não vos aproximeis desta árvore, porque
    vos contareis entre os iníquos.
    36. Todavia, Satã os seduziu, fazendo com que saíssem do estado (de felicidade)
    em que se encontravam. Então dissemos: Descei! Sereis inimigos uns dos outros,
    e, na terra, tereis residência e gozo transitórios.
    .
    .
    O que é realmente inacreditável, embora seja verdade, é o fato de, em pleno século XXI, pessoas instruídas acreditarem nessas maluquices.
    Agora vou sair para comprar um remédio homeopático e um livro em esperanto.

  201. Larissa Diz:

    Marciano: Danos no lobo temporal também podem provocar êxtase. :)

  202. Marciano Diz:

    Larissa, estou tentado a danificar o lobo temporal, só tenho medo de ficar como cx. Deus me livre. Será que ecstasy resolve? Um ecstasy homeopático, pra não fazer muito mal.
    .
    ARDUIN, je t’apelle, au nom du Tou Poissant.
    Est-ce que tu est là?

  203. Marciano Diz:

    Tout Pouissant.
    Poltergeist na área.
    Poissant seria peixante, rs.

  204. Montalvão Diz:

    Ainda sobre Crookes (paciência Marciano, paciência…)
    .
    O admirável Arduin aposta todas suas fichas na invulnerabilidade do galvanômetro. Empresta plena confiança num único aparelho, que reconhecidamente possuia pontos falhos nos registros, um que me ocorre: o contato elétrico era fechado por meio de papéis umedecidos em solução salina. No correr da experiência os papéis secariam e isso alteraria a medição. Pode ser alegado que essa variação estava prevista e considerada no controle, no entanto poderia ser brecha por onde a mulher aproveitaria para adentrar com seus simulacros. É cogitação especulativa, mas mostra que não se tratava de nenhum engenho supimpamente invencível.
    .
    Nas artes marciais e no mundo da malandragem, o competidor ou o esperto estuda as fraquezas de quem (ou do que) irá enfrentar e se esmera por superá-las. Quem realiza bom trabalho nesse mister atinge o sucesso. Fay e seus asseclas estavam diante desse desafio e trabalharam por vencê-lo. Pelo visto conseguiram…
    .
    O caso é que uma única forma de controle, em atividade tão sujeita a malandragens, ainda mais considerando que a executora se mantinha escondida dos olhares vigiativos, não pode ser tida como eficiente ao nível exigido para avaliação segura.
    .
    Como comparativo, considere-se a sugestão feita por Carlos Éboli aos espíritas que investigavam Otília Diogo, no livro “As materializações de Uberaba” (narrado pelo autor do livro, o kardecista Jorge Rizzini):
    .
    Carlos Éboli – O importante de tudo isso, é voltarmos ao assunto. Eu acho que os srs. poderiam realizar uma sessão, mas com a médium Otília, evidentemente. Sem trazer a biblioteca onde estão incluídos William Crookes, Richet …
    .
    Jorge Rizzini – Quer dizer que o senhor não está convencido que foi uma farsa?
    .
    Carlos Éboli – Estou convencido que é uma farsa! Os senhores é que …
    .
    Jorge Rizzini – O senhor quer uma nova sessão!
    .
    Carlos Éboli – Os senhores é que pediram a prova, eu vou dar a prova! Eu entro com a aparelhagem, porque o dr. Anjos disse que tinha aparelhagem, mas não sabe qual é; e essa aparelhagem é de uma simplicidade extrema! Eu garanto aos senhores que dna. Otília não será algemada, porque isto é uma manifestação circence. A dna. Otília não será de nenhuma forma amarrada em correias de couro. A dna. Otília, pura e simplesmente, ficará numa cadeira, receberá uma gargantilha com um microfone, terá sôbre o peito também um microfone de contato, terá sôbre os pulsos dois pequenos eletrodos, duas máquinas fotográficas, uma para fotografar a entidade, outra para fotografar a médium sentada, e a dez ou quinze metros de distância, através de amplificadores e através de um oscilador de raios catódicos e através de um instrumento de alta sensibilidade para medir …
    .
    [COMENTÁRIO:nesse ponto, Luciano dos Anjos interrompe a explanação, para soltar uma piadinha irônica...]
    .
    Veja, então, como seria a coisa: Éboli estaria dizendo, mais ou menos: “ela tem que ficar no escuro? Tudo bem… Tem que ficar escondida atrás de cortinas? Tudo bem… Vamos tomar as precauções para que, mesmo com essa vantagem, a médium não possa nos lograr.”
    .
    Talvez Arduin (ou outro) alegue que no tempo de Crookes não havia disponível o material referido pelo perito carioca (cerca de oitenta anos separava um do outro). Pode ser, a questão não está aí, está no fato de que o investigador técnico e cauteloso deixou claro que, numa experimentação, se cercaria dos cuidados necessários para não dar margem à fraude, fazendo uso da tecnologia acessível. Com Crookes essa cautela não pode ser achada. Embora possamos reconhecer que alguma precaução ele tomou, é certo que não foi o suficiente. Se o fosse na atualidade ninguém contestaria a validade daquelas experiências (e não são poucos que a contestam…).

  205. Larissa Diz:

    Marciano, há uma fitoterapia que me recomendaram: Santo Daime. Quem experimentar primeiro relata a experiência, ok?

  206. Marcos Arduin Diz:

    Ex-Toffado, eu nem me arrisco a dizer se existiu ou não, porque o negócio é o seguinte:
    1 – Um médico está sujeito a um código de ética. O exame pertence AO PACIENTE. O médico limita-se a analisar os resultados e indicar algum tratamento e entrega tudo às mãos do dito paciente. Ele não pode ficar mostrando esse exame ao público.
    .
    2 – Qualquer um poderia fotografar um exame de um epilético qualquer e dizer que foi do Chico Xavier. E aí pode muito bem um Alberto Lyra viajar na maionese e acreditar que fosse mesmo dele e sair falando aquelas abobrinhas.
    .
    O tal EEG pode ser tão legítimo quanto as alegações do sobrinho dele sobre o segredo da psicografia.

  207. Larissa Diz:

    Arduin, eu não te conheço e espero que vc não me interprete mal. Pelos seus posts você está exatamente na fase que eu estava pouco antes de deixar o espiritísmo. eu sempre dizia: “aré admito que nem tudo seja verdade”, “CX só fazia o bem e por isso deve ser verdade”, “não é possível que tantas pessoas intruídas se enganem”, “o que levaria gente como Divaldo Franco e CX a fazerem o que fazem se não a verdade sobre a comunicação com os espíritos”, “o importante é ser feliz”, etc.
    Vc já tem informações suficientes para constatar os fatos e apresentou várias delas aqui, como a falácia que é o livro Cartas de uma Morta.
    #ficaadica

  208. Larissa Diz:

    Arduin, eu não te conheço e espero que vc não me interprete mal. Pelos seus posts você está exatamente na fase que eu estava pouco antes de deixar o espiritísmo. eu sempre dizia: “aré admito que nem tudo seja verdade”, “CX só fazia o bem e por isso deve ser verdade”, “não é possível que tantas pessoas intruídas se enganem”, “o que levaria gente como Divaldo Franco e CX a fazerem o que fazem se não a verdade sobre a comunicação com os espíritos”, “o importante é ser feliz”, etc.
    Vc já tem informações suficientes para constatar os fatos e apresentou várias delas aqui, como a falácia que é o livro Cartas de uma Morta.
    #ficaadica

  209. Montalvão Diz:

    .
    Gorducho Diz: (citando MOntalvão) “Infelizmente, caso realmente o bem nutrido tenha aderido à sua tese, estão ambos equivocados.”
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    Gorducho Diz: Revela ao menos a leviandade com a qual o citado terá escrito a obra. Tudo bem que ele imaginasse ser razoável a pouco razoável hipótese do Crookes ter alugado ou conseguido emprestado um teatro; e não tinho acesso aos relatórios publicados devido à epoca, &c. Bem como não saber a data ou não saber que a distribuição de força ainda não havia ainda. Ok.
    .
    COMENTÁRIO: meu prezado, o que está me causando deveras espanto é sua inesperada revolta contra Houdini. Mesmo admitindo-se que ele errou nesse quesito, que Arduin considera fatal condenação ao trabalho do ilusionista (mas não é, visto que Houdini não é só isso), há muito mais a ser conhecido na labuta desse personagem, e mesmo o episódio em si, creio, carece ser melhor avaliado. Podemos, se quiser, buscar outros materiais que corroborarão o que digo a respeito do talento desse mágico. Arduin desmerece Houdini chamando-o de “desmascarador de médiuns fajutos”, dando a entender que só pegou vagabundinhos e não sacudiu as crenças espíritas. Em realidade Harry Houdini enfrentou quaisquer médiuns que tiveram coragem de se declarem legítimos e que aceitaram ser adequadamente testados: desmascarou a todos. Não ficou unzinho para contar a história.
    .
    O episódio com Fay, se tiver essa falhança que Arduin denuncia (ainda não o examinei na extensão devida: preciso da tradução inteira) é secundário e, conforme falei antes, se houve erro da parte dele foi o de ter aceitado o relato da amiga sem conferi-lo. Agora, veja o que declarou: “REVELA AO MENOS A LEVIANDADE COM A QUAL O CITADO TERÁ ESCRITO A OBRA…”
    .
    Não necessariamente. Mostraria, se tanto, que esse tópico não recebeu o tratamento verificativo que deveria ter recebido, porém não é suficiente para macular a obra por inteiro. De modo algum.
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    Pelo menos seu atual comentário dá o crédito a quem devido pela má informação, a Fay.
    /
    /
    GORDUCHO: Agora, então a Annie não teria nenhum plano – contou com fantástico golpe de sorte – quase como tirar uma loteria – de a força faltar exatamente no momento. Senão, como ela planejava enganar o bocó?
    Ainda se ela dissesse que o marido subornara o zelador para desligar a força, aí seria mais razoável…
    .
    COMENTÁRIO: não esqueça que estamos cogitando da plausível hipótese de que Fay estivesse confundindo acontecimentos… De qualquer modo, o que entendi desse testemunho é que teria ido enfrentar o desafio sem dispor de plano completamente definido. Provavelmente ela sabia que precisava aproveitar um mole dos investigadores e transferir os contatos para outra parte do corpo, ou ligá-lo à bobina que trouxera (caso fosse esse o golpe). Só não sabia se o momento propício para a falcatrua surgiria. Quer dizer, ela sabia como burlar o galvanômetro, mesmo assim precisaria de um instante de sorte para fazê-lo sem ser percebido.
    .
    Talvez Fay tivesse passado por situação semelhante num de seus espetáculos em teatros, em que necessitou de uma ajudinha do acaso para poder implementar o truque, e estivesse misturando esse acontecimento com o ocorrido na casa de Crookes. Quanto a isso só se pode levantar suposições.
    .
    Saudações houdinianas

  210. Larissa Diz:

    Retirado do site do Herculano Pires: http://www.herculanopires.org.br/newsletter/conflitoscaseiros.html
    Procurem pelo artigo “O Cérebro Paranormal”

  211. Biasetto Diz:

    DeMarte, “e assim caminha a humanidade espírita brasileira”. O Divaldo Franco, depois do Chico Xavier, é considerado o maior médium brasileiro, por muitos seguidores do espiritismo nacional. Quando se trata de palestrante, é o cara.
    Aí, ele vai à Índia, acompanhado da Joana de Angelis, a sua espírito-guia, e vê no Sai Baba o máximo da bondade, da espiritualidade, da paranormalidade, volta falando dos poderes do homem, que ele chega a chamar de avatar, quase um deus … e todo aquela bajulação que já vimos e revimos aqui no blog, naquela palestra exacerbada de mais de uma hora, realizada só pra encher a bola do indiano.
    Só que tem alguns probleminhas: Sai Baba foi desmascarado por diversos vídeos, que mostram seus truques de materializações fajutas, foi acusado de diversas pilantragens e até abusos sexuais. Então, volto a perguntar, por que adoro fazer perguntas:
    COMO PODE O DIVALDO FRANCO E O SEU (A SUA) ESPÍRITO-GUIA NÃO TEREM PERCEBIDO QUE O HOMEM ERA UM FARSANTE? QUE TIPO DE MEDIUNIDADE É ESTA?
    E sabe o que me dizem?
    O Scur, por exemplo:
    - Que os vídeos do youtube não provam nada contra o babão indiano.
    - Que o Divaldo pode ter falhado, mas isto não é motivo para se duvidar da mediunidade dele.
    Repito a frase do Mark Twain
    “É mais fácil enganar as pessoas do que convencê-las de que elas foram enganadas.”
    -
    Não é maldade minha, sua, do Vitor, dos demais críticos aqui do blog. Estas histórias de mediunidade, psicografia, envolvendo estes “heróis espíritas” do Brasil, são ABSOLUTAMENTE RIDÍCULAS!
    E este papo de madre Teresa santa e tudo mais, IDEM.

  212. Larissa Diz:

    - perdoem meus erros de digitação. No Ipad é mais difícil. -

  213. Marcos Arduin Diz:

    Em todos esses, e muitos outros, a mesma alegação: “Massimo Polidoro mentiu para defender a fé cética (e, pasmem: juntamente com ele mentiu toda a “comunidade cética”). E como mentiu? Ao alegar que Eva Fay conseguiu burlar o galvanômetro.”
    - Sabe qual é o problema, Moisés? É o seguinte. Eu tenho lido há tempos textos de autores céticos e notei que eles APROVEITAM as mentiras e tolices ditas por outros SEM QUESTIONAR. Talvez eu esteja sendo injusto ao dizer que quando um cético mente, os outros céticos DEVEM acreditar na mentira dele. Bem, fico no aguardo de algum cético que discorde de outro por ter percebido uma mentira flagrante. Até agora isso eu não vi, mas devido às minhas ocupações, não estou com muito horário disponível para ser um ávido leitor.
    .
    “Ora, a posição prudente, desconsiderando quaisquer ponderações de analistas atuais e do passado, é reconhecer que o teste com o galvanômetro não foi taxativo, portanto não pode ser requerido como demonstração de que realmente Fay estivesse imobilizada e os fenômenos materializativos aconteceram de verdade, em vez de serem simulações.”
    - Ainda estou no aguardo das provas e demonstrações de que o que ocorreu no experimento que foi publicado pudesse ter ocorrido burlando a fiscalização do galvanômentro, as trancas de portas e janelas, os lacres, a trava de segredo da escrivaninha… Até agora o que me apresentam são recursos INVIÁVEIS: tira de pano molhada e dobra do joelho no lugar de uma mão. Não sei porque o Vitor não consegue se convencer de que nada disso explicaria o que ocorreu lá na biblioteca do Crookes.
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    “Então, note bem: mesmo que esteja certo ao apontar um escorregão da parte de Polidoro (o que não está, de forma alguma, estabelecido), sua nobre pessoa apela para a falácia da extensão indevida, ao alinhar com o comentarista italiano os demais céticos que põem dúvidas se Crookes realmente fez bom trabalho investigativo. É como se o imaginado equívoco de Polidoro fosse o único e frágil bastião contrário à pesquisa do cientista inglês. Dizendo de outro modo, você dá a entender que a possível falha avaliativa de Polidoro fora o solitário argumento disponível a todo e qualquer avaliador da faina espiritualista de William Crookes.”
    - Moisés, eu “adoro” o Polidoro, porque o peguei MENTINDO SIM SENHOR. Ele declara no final de seu artigo de que NÃO HÁ MAIS DÚVIDAS de que o truque de substituir uma mão pela dobra do joelho DE FATO OCORREU. Acontece que ele LEU o relatório que Crookes publicou (e eu o coloquei aqui – confira lá em cima) e pelo que é descrito lá, tal truque EM NADA AJUDARIA a médium a fazer tudo o que fez. E ele citou Houdini do original, do livro com a ridícula história da queda de força no teatro… Os experimentos foram feitos na casa do Crookes e em 1875 não havia nem lâmpadas elétricas, nem redes de energia. Tudo isso ele varreu para baixo do tapete e fez de conta que não viu. Isso é ser DESONESTO com os leitores. Se ele tivesse sido honesto, admitiria que o lance de trocar a mão pelo joelho seria trocar seis por meia dúzia e o Houdini, dizendo aquela baita balela, seria desconsiderado como argumento. Ou seja, sua conclusão HONESTA seria:
    _ Não sei como ela fez tudo aquilo.
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    “Eis que, de um tempo para cá, pretende fazer o mesmo com Houdini e, para nosso espanto, parece ter conseguido convencer o Gorducho de que sua alegação tem fundamento. Infelizmente, caso realmente o bem nutrido tenha aderido à sua tese, estão ambos equivocados. Explico. Suponhamos que a conjetura seja correta (mas não é), e que Houdini tenha mentido, inventando que Fay lhe revelara os segredos da malandragem, narrando ter aproveitado falta de energia elétrica no teatro para suplantar a vigilância do galvanômetro. Sendo assim, estaríamos diante de atitude pouco condizente da parte de alguém que se diz investigador de alegações espiritistas, qual foi Houdini. Será que esse artifício (caso fosse verdadeiro) seria suficiente para transformar tudo o que Houdini realizou em tramóia?”
    - Moisés, o poder da fé destrói qualquer mente, por mais arguta que ela seja. O Houdini, quando ELE PRÓPRIO vivenciou um fenômeno mediúnico, interessou-se pela coisa. Ficou dois anos sem fazer espetáculos, contatando médiuns e tentando restabelecer o contato que teve com o espírito de sua mãe. Só encontrou trapaceiros e malandros. Então viu que o melhor a fazer era dedar todos eles. Não posso culpá-lo. Mas também não posso desculpá-los por:
    1 – Ou inventar uma entrevista que nunca existiu e forjar uma mentira boba, esquecido que as condições de vida 50 anos antes não eram as mesmas da época em que vivia.
    2 – Ou então houve mesmo a entrevista e a Eva Fay resolveu tirar um sarro da cara dele, já que ela sabia que o que fez foi um fenômeno mediúnico real, e jogou essa historieta e o tão esperto e arguto Houdini caiu feito patinho nela.
    De qualquer forma, se não serve para desconsiderar todo o trabalho que Houdini fez, ao menos serve para desmoralizá-lo no caso que estamos discutindo.
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    “Harry Houdini era profundo conhecedor das artes mágicas e submetia médiuns a verificações que punham em xeque os poderes que alegavam possuir. O trabalho que realizava era diferente do de Crookes e Richet, por exemplo. Estes buscavam implementar metodologia científica na verificações de pessoas que se diziam articulados com espíritos, ou possuídores de poderes especiais (fossem advindos da espiritualidade ou não). Houdini acreditava na viabilidade de haver comunicação entre vivos e mortos, porém sabia que a gorda maioria dos médiuns constituia-se de malandros. Ele buscava encontrar alguém que de fato se entendesse com os desencarnados, e pôs sob verificação técnica todos os que pode, e nunca achou um autêntico. Crookes, Richet, Geley e outros pouco entendiam das artes prestidigitativas e Houdini não era cientista, por aí poderá entender a diferença no trabalho investigativo de um lado e de outro.”
    - Esse é outro mantra cético: os cientistas eram babacas confiantes e acreditavam piamente nos médiuns. Eram risivelmente empulhados, pois desconheciam totalmente as artes ilusionistas.
    Moisés, caia na real: a ÚNICA hipótese possível de ser testada cientificamente era a FRAUDE. Não havia outra. Então os ditos cientistas tinham justamente de cercar as possibilidades de fraudes. E quando o faziam, acontecia duas coisas: 1) Se era um farsante, ele era DESMASCARADO (talvez não de primeira, mas ao longo dos testes); 2) Se era um médium real, às vezes produzia fenômenos, às vezes não os produzia, mas quando os produzia, NÃO CONSEGUIAM DESCOBRIR por qual processo ilusionista isso acontecia. E por incrível que pareça, apesar de todo o conhecimento de ilusionismo atual, apesar de haver ilusionistas entre os sábios céticos, já ouvi argumento do tipo “após tantos anos, não temos como saber quais truques aqueles médiuns fizeram…” . É mole?
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    “Esta era a diferença entre Houdini e os homens de ciência interessados no espiritismo, e da vantagem que o mágico tinha sobre os sábios, visto que pululava nos meios mediúnicos safadezas de toda ordem, algumas suficientemente bem realizadas para iludir até experientes pesquisadores.”
    - Já que você não está sabendo, então vou lhe contar uma novidade: entre esses pesquisadores mediúnicos, TAMBÉM HAVIA ILUSIONISTAS. E estavam lá justamente para cercar o médium e impedir que ele usasse de truques conhecidos ou para tentar descobrir se estava usando de algum truque.
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    “Agora, vejamos onde o equívoco na acusação de que Houdini mentira, o que faria de suas considerações a respeito da aldrabice dos médiuns declaração imerecedora de crédito. O livro de Houdini é uma espécie de história do espiritualismo sob olhar de um ilusionista. Ele colheu informações a respeito de médiuns do passado e analisou algumas, desde os irmãos Davenport (a quem Kardec defendia), passando por Dunglas Home, Eusapia Paladino e vários mais. No caminho não deixou de falar sobre Crookes e Conan Doyle (de quem fora amigo).”
    - Ao que parece, o Kardec de início se interessou pelos Davemport, mas vendo que cobravam pelos seus espetáculos, afastou-se deles prudentemente.
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    “Esta obra de Houdini seria excelente material a ser traduzido, pena que nenhuma editora por ele se interessou.
    Pois bem, digamos que o mágico tivesse colhido informações de fontes pouco confiáveis (dentre as quais Fay seria uma) e as pusesse em seu livro. Isso configuraria que o trabalho de desmascaramento de médiuns que Houdini mui eficientemente realizou fosse falhado?”
    - No caso específico sim. Não li o resto do livro e por isso não sei se mentiu ou se enganou em outras partes. Mas nesta aí o erro é INDEFENSÁVEL. Faça-me o favor!
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    “Ou que tudo o que se contém no livro seja desprezível? Ora, se as fontes são ruins, o resultado do estudo que nelas se baseiam será ruim, mas não se pode dizer que todas as fontes o sejam. No caso de Fay, a fonte ruim seria a própria. Quer dizer, se alguém mentiu (ou se confundiu, o que parece mais plausível) foi a depoente. O equívoco de Houdini (se que se pode falar assim) seria não ter conferido item a item aquilo que a nova amiga lhe contara. Aí, anos depois, alguém atento descobre que houve uma notícia que não bate com a realidade. Em vez de anotar que essa informação está confusa ou mal verificada, decide que o autor é generalizadamente mentiroso e não merece qualquer crédito, e leva de roldão toda a “comunidade cética”. Sentiu a falácia? De um ponto mal esclarecido extrai conclusão muito mais ampla que aquele tópico permite. E, pior, divulga essa “conclusão” insistentemente.”
    - Essa conclusão, Moisés é VOCÊ quem está construindo. Se dei essa impressão, o pecado é muito grave, mas não é só meu. Por terem constatado que Públio Lêntulo nunca existiu, que trechos das obras literárias do Chico coincidem com as de Owen, que ele falou de vida em Marte, então TODA a obra do Chico NÃO PRESTA. Não é essa a tese que é defendida por aqui?
    No meu caso, estou restrito à bobagem que Houdini falou sobre a Fay. Houvesse ele sido enganado por alguma sutileza plausível, ainda que mentirosa, mas não fácil de se descobrir, eu o perdoaria. Qualquer um pode se enganar. Mas quando trata-se de um erro GROSSEIRO, então no caso em particular, eu o DESCONSIDERO TOTALMENTE. Quanto aos outros, quem sabe um dia eu responda.
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    “Vejamos poucos exemplos ilustrativos dos muitos comentários seus, sempre enfatizando a mesma inamovível argumentação, da qual não arreda pé um centímetro, mesmo bombardeado por múltiplas objeções.
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    ARDUIN DIZ (in “Cartas de Uma Morta x Vida Além do Véu”) – Mesmo quando as explicações são fajutas. Certo? O Massimo Polidoro diz que NÃO HÁ mais dúvidas que o tal truque que a Ana Eva Fay usou para enganar o Crookes de fato ocorreu. Qual foi o truque? Burlou o galvanômetro por substituir uma mão pela dobra do joelho e assim fazer o truque do fantasma… Só quem não leu o relatório é que acreditaria nisso. O lance é que Polidoro LEU o relatório e sabia que tal truque era TOTALMENTE inviável, mas ele tem a obrigação de defender a fé cética. Certo?
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    COMENTÁRIO anterior: Polidoro… outro do qual discutimos boas linhas, embora talvez não o suficiente. Falei algumas coisas sobre o caso do galvanômetro especificamente e sobre Fay em geral. Nada, “bilossutamente” nada, que se diga parece demovê-lo da fé em Fay, Florence, Otília (e quem sabe quantos outros?). Voltamos sempre ao ponto do qual não arreda pé: quer, porque quer, que os truques sejam minuciosamente demonstrados para então, e só então, aceitar que, naquele específico caso, houve falcatrua, porém com outros (que não foram minuciosamente esclarecidos) continuará defendendo a realidade de materializações. Esta é a falácia da perda da batalha mas da continuidade da guerra, ou da preservação da fé pelo sacrifício de poucos santos.”
    - Nada a ver, Moisés. A minha cabeça é muito dura para admitir explicações TÃO FAJUTAS para os eventos, uma vez que elas NÃO EXPLICAM o que foi relatado. Então o Polidoro confirma que não há mais dúvidas de que o truque de substituir a mão pelo joelho possibilitou-a a fazer os truques. Pois bem, então pegue lá o relatório, veja o que as testemunhas disseram ter visto e me diga como é que ela, presa à parede, já que os contatos estavam chumbados, fez tudo aquilo. Fico no aguardo.
    Mas se quer que eu acredite que isso ocorreu e faça de conta que explica tudo o que está no relatório, sinto muito. É o mesmo que pedir para que eu creia na Bíblia, na Terra Plana, no Universo de 6000 anos, no Dilúvio de Noé, na Mula sem cabeça…
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    “COMENTÁRIO atual (acréscimo): Você garante que o feito de Fay fosse “totalmente inviável” como truque, no entanto, basta ler o que o Vitor tem postado para, no mínimo, admitir-se que, embora pudesse exigir habilidades pouco triviais, a burla sobre o galvanômetro seria realizável.”
    - Lamento, Moisés. O que o Vitor tem apresentado, citando três autores, NÃO DEMONSTRA que o galvanômetro pudesse ser burlado.
    1 – Substituir uma mão pelo joelho é viável, mas no experimento publicado, os contatos estavam chumbados na parede. Então ela não teria como sair dali e percorrer a biblioteca à procura do material certo para entregar às testemunhas. Esse truque, do qual Polidoro não tem dúvidas de haver ocorrido, em NADA AJUDARIA.
    2 – Substituir a médium por uma tira molhada. É INVIÁVEL, pois os próprios colegas do Crookes demonstraram isso. Não há como acertar na bamba o valor da resistência do corpo com o de uma tira de pano molhada. Não sei de onde o Vitor tirou de que se mergulhasse a tira e as mãos numa mesma solução salina, ela ficaria com a mesma resistência do corpo da pessoa…
    3 – Usar clipes e fios ligados à médium. É outra coisa que não funcionaria, pois para isso os fios teriam de ser como os modernos flexíveis. Mas naquela época, tais fios não existiam. Eles eram rígidos e maciços. Ela teria de usar das duas mãos para ficar desembaraçando-os e isso ia fazer o galvanômetro ficar subindo e descendo feito iô-iô.
    Entendeu porquê insisto que o galvanômentro não foi burlado?
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    “O cerne de sua argumentação está calcada na alegação de que os denunciadores das simulações de Fay mentiram: Polidoro mentiu, Houdini mentiu, consequentemente, Eva Fay era autêntica materializadora de espíritos… seria aceitável esse modo de legitimar alguém altamente suspeita?”
    - É a pergunta que alguém já fez: – Se não é fraude, o que é?
    A mim, Moisés, só me interessa que PROVEM A FRAUDE. Que me demonstrem que procedendo assim, assado, frito e cozido, os resultados anotados pelos pesquisadores poderiam ser perfeitamente simulados. Agora quererem que eu acredite por fé…
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    MONTALVÃO DIZ (in “Cartas de Uma Morta x Vida Além do Véu”) “O desafio está lançado, desde Otília Diogo: QUEREMOS TESTES SEGUROS, SADIOS, QUE SANEIEM QUAISQUER BRECHAS SAFADATIVAS,”
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    ARDUIN – E eu faço outro: pegue o que já foi feito e diga quais foram as brechas safadativas que teriam contornado as medidas de fiscalização. VEJAMOS SE VOCÊ CONSEGUE FAZER MELHOR DO QUE O MASSIMO POLIDORO E A TURMA CÉTICA.”
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    COMENTÁRIO: então faço outro desafio: apresente a resenha das pesquisas ectoplasmáticas, desde a origem aos dias de hoje, enfatizando os pontos fortes, e demonstrando que são investigações robustas e que geraram evolução no conhecimento. Examinaremos esse material e dele faremos as devidas apreciações. Você pode elaborar essa síntese, visto possuir oitenta anos de perquirições nos seus registros bibliotecais e dispor da assessoria de duzentos inquiridores do sobrenatural. Está muito melhor municiado que qualquer um de nós, pobres mortais não-reencarnantes.”
    - Se quer que eu o leve a sério, fale sério. Você sabe onde há desse material, sem precisar nem de mim, nem dos espíritos. Vá atrás deles. O interessado é você. A mim só me interessa que os céticos provem o que afirmam.
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    “K) Arduin (citando Montalvão): “e que possam ser repetidos quantas vezes necessárias, até forjar conclusão irretocável e replicável.”
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    ARDUIN – Está pedindo muito. É como pedir ao Leonardo da Vinci que pintasse vários quadros da Mona Lisa de forma a ficar confirmado que ele era mesmo capaz de fazer tal pintura. Mediunidade é algo incontrolável e qual é o limite dessas repetições? Quantas terão de ser feitas até que se convença de que não se trata de alguma fraude? Se o cético tem fé de que tal evento não pode ocorrer, ele vai ficar impondo picuinha atrás de picuinha até o infinito. O médium e os espíritos não tem o direito de ficarem de saco cheio?
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    COMENTÁRIO: menos meu príncipe, menos: pedir a Da Vinci que repita a Mona Lisa só porque alguns não o consideram habilitado a fazê-lo é diferente de pleitear testagens que possam ser repetidas conferitivamente, da maneira que se espera da boa ciência. Mesmo que os espíritos tenham suas idiossincrasias o óbice não seria incontornável: são seres inteligentes articulando-se entre si (vivos e mortos), tenho certeza que com uma boa conversa, refrescada por umas geladinhas, a mediunidade poderia ser verificada sem maiores dificuldades. O cético (em termos gerais) não rechaça evidências, o fato é que, com base no conhecimento disponível, não vê como a mediunidade, enquanto canalização de espíritos, seja real. Mas está pronto a verificar se sim ou não. Eis aí a diferença. Você transforma os céticos, os que pedem demonstrações mais firmes, em crentes às avessas: assim como os crédulos aceitam tudo o que reforce suas crenças, acham que os céticos negam tudo o que possam abalar suas descrenças. De onde tira essas ideias? Que espíritos põem em sua mente tais pensamentos? Cuidado, devem ser obsessores, desses que vêm amofinando os jovens, e “pacíficos”, que ora se divertem quebrando tudo o que veem pela frente.”
    - Eu tiro essas ideias dos argumentos que o pessoal cético tem apresentado, apesar de terem até melhores recursos para obtenção de fontes do que eu. Citando mais uma vez o Polidoro como exemplo: ele leu o relatório do Crookes e só por aí veria que o que Houdini e Brookesmith disseram não tinha a menor credibilidade. Se por fé ele não podia acreditar no relatório, tudo bem, mas querer desacreditá-lo usando argumentos imbecis…
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    L) (citando Montalvão): “Mas, quando diante do desafio, ouço já certa pessoa balbuciar: “nem adianta, não vão aceitar mesmo… se não aceitaram Fay superando o galvanômetro, não aceitarão nada!”. Então o reclamante objeta: “mas, Fay estava oculta sob cortinas, por que não tira a cortina e o galvanômetro e não se faz observação direta com registro em mídia?”. Qual seria a resposta? Não sei, mas imagino que pudesse ser: “Imagina, onde é que já se viu materialização sem um escondidinho e um escurinho?”
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    ARDUIN – Como eu disse, o Sergent Cox ENTROU lá e viu a médium e um fantasma materializado. Se você está TÃO INSEGURO dos métodos de fiscalização, achando que se o médium não estiver à vista, isso abre a possibilidade para INÚMERAS fraudes, então eu sinto muito. O que eu EXIJO É QUE ME APRESENTEM AS DEMONSTRAÇÕES DE QUE O CONTROLE PELO GALVANÔMETRO NÃO ERA CONFIÁVEL POR TAIS E QUAIS RAZÕES, já AMPLAMENTE demonstradas (tem gente que se contenta com UM trabalhinho mixo, como o do Colin Brookesmith, achando que ele EXPLICA TUDO… Aqui pouca porcaria vale, né?
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    COMENTÁRIO: o que tinha a dizer sobre o galvanômetro, eu que não sou especializado nessa engenhoca, falei em postagens anteriores. Não lembro de ter recebido contestação. Agora me responda uma coisa: você estava em são juízo quando defendeu que a entrada de Sergent na cabine seja prova de alguma coisa? Beber eu sei que não bebe, mas passou o repelente de obsessores na casa, antes de pôr-se a redigir? Arduin você é cientista. Sabe melhor que eu que a “prova” de Sergen Cox é prova de nada. Nadinha nadinha. Se serviu de prova o foi tão somente para Cox, para mais ninguém, nem para Crookes, muito menos para Arduin. Como saber se Cox não estivesse tão fascinado pela ideia de ver espíritos que acabou vendo? Ou se ele, antes de chegar ao local da experiência, não passou no bar do bigode e tomou um passa-régua de absinto? Ou mesmo se não considerou o incremento de vendas no publicativo que dirigia? Um cientista confere se testemunhos correspondem à realidade, ciência não se faz meramente com depoimentos.
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    Uma coisa, no entanto, passou despercebida àqueles homens, e quase passa também por nós. Sergent adentrou a cabine e nada aconteceu com a médium. Ele poderia/deveria ter levado o seguinte lero com Crookes:
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    CROOKES (ansioso): e aí, viu lá alguma coisa?
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    SERGENT: acho que vi… mas descobri algo mais importante: é possível estar na cabine sem fazer mal à medium!
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    CROOKES: e daí?
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    SERGENT: e daí que podemos pôr fiscais a acompanhar o fenômeno desde o berço!
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    CROOKES: mas mesmo assim ninguém vai acreditar…
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    SERGENT: eu sei, afinal ninguém saberá se não estamos ambos alucinando, o que eventualmente acontece. Minha ideia é a seguinte: vamos primeiro nós dois nos revesarmos nas verificações, pois pode ser que eu tenha tido visões lá dentro. Quando estivermos convictos de que realmente há uma entidade espiritual-materializada, passaremos a provocar a academia.
    .
    CROOKES: e você acha que vão dar atenção? Mandei convite para o secretário e ele sequer se dignou responder.
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    SERGENT: em vez de endereçar para alguém especificamente, convidemos a todos. Se alguns derem resposta, logo os demais se interessarão. Em breve teremos as maiores cabeças pensantes da Inglaterra confirmando o que para nós já é evidente… Essa é a única maneira de mostrar ao mundo que não estamos só comendo a médium, mas também fazendo trabalho sério!
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    CROOKES: hummmm… será que vai dar certo? Preciso pensar melhor no assunto…
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    (Comentário final: pelo visto Crookes se pôs a pensar na sugestão de seu amigo e morreu nela pensando…)
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    Você, insígne professor, que é tão rigoroso com investigadores céticos, deles exigindo que façam pesquisa primorosa a partir do acompanhamento de uma única sessão, se mostra dramaticamente simpáticos a essas frouxas alegações.
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    Fim dos exemplos nesta postagem, tem mais, muito mais…
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    Na próxima, que será logo em seguida, apresentarei artigo interessante a respeito do controle elétrico sobre Eva Fay.
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    Saudações voltáicas.”
    - Se para você o fato de Cox haver entrado no gabinete e visto a médium e um fantasma materializado NADA PROVA, então se Crookes e outros presentes dessem uma espiada lá e confirmassem o que viram, também NADA PROVARIA. Aliás, esse é um dos argumentos céticos: essas pesquisas feitas nada provam. São tudo evidência anedota. Assim é fácil.
    Crookes de fato convidou seus colegas para ver o que ele via, mas exceto por Cox, Gully e algum outro, eles SE RECUSARAM. Ramsay disse que não se podia confiar em Crookes, pois ele era “extremamente míope”; Carpenter dizia que ele sofria de alucinações… E esses caras são acatados pela comunidade cética. Mas nunca me disseram porque tais declarações não seria evidência anedota.

  214. Marcos Arduin Diz:

    O caso da confissão de ser o autor do livro Cartas de uma morta pode ser visto neste site:
    http://fernandoos.blogspot.com.br/2010/06/estudo-de-uma-obra-importante-de-chico.html
    .
    Eu mesmo dei o meu pitaco lá.

  215. Marcos Arduin Diz:

    “Há um artigo do Herculano Pires que, o saber do resultado EEG de CX, apressou-se em dizer que se tratava de um cérebro paranormal e não epilético.”
    - Dessa eu não sabia. Então através de um EEG dá pra se identificar um paranormal? Ele devia ter avisado o Rhine disso… Pra mim é mais um que viajou na maionese…

  216. Marcos Arduin Diz:

    “Se espíritos/vozes/alucinações dominam sua vida, te impelem a psicografar mais de 400 livros cheios de fantasias e a inventar histórias fantásticas, e você não tem mais vida por causa disso, acho que você deveria procurar ajuda médica.”
    - Aqui eu discordo um tanto de você, Larissa. Chico Xavier só não ficou rico pacas porque doou o que ganharia como direito autoral dessas obras. Não só pela quantidade, mas principalmente pelo volume de vendas. Veja só a outra “alucinada” a Zíbia Gasparetto, que está bonita da grana, exatamente porque resolveu que não seguiria o exemplo do Chico.
    Disse ela em entrevista recente que Chico se arrependeu de haver doado os direitos autorais. É verdade. Mas não foi por motivos financeiros…

  217. Gorducho Diz:

    Pra mim é mais um que viajou na maionese…
    :)
    Falta tão pouco pro Sr., Professor… só mais um passinho…

  218. Gorducho Diz:

    Mas será que a Zíbia Gasparetto já levou tiro de espírito, Professor?

  219. Larissa Diz:

    Arduin: O psicótico quer somente dinheiro? Não! Esse é o x da questão e o argumento mais frágil. O fato de CX ser caridoso não quer dizer que a mediunidade seja autêntica. A única coisa que realmente poria uma pedra no assunto seria a realização de experimentos com médiuns sob metodologia científica e em ambiente controlado. Só que nenhum deles aceita algo deste jaez. Você, como espírita, topa?
    .
    Tem gente que só quer bajulação. Outros, pertencer a alguma coisa, a um seleto grupo. Muitos, algo a que se agarrar. A grande maioria são movidos por vaidade; vc sabe que isso é verdade. Quantas vezes você já ouviu em um centro espírita que “tudo é uma questão de evolução”?

  220. Marcos Arduin Diz:

    “Eu: Vamos submeter médiuns psicógrafos a testes então – ou só CX tinha esta faculdade? Se o fenômeno for real, ele se repetirá. Eu fui a um centro receber uma psicografia e fui extensamente entrevistada – o conteúdo da “comunicação” não passou de uma narrativa do que eu tinha dito. Como querem que eu acredite nisso…boa vontade eu até tive.”
    - Nem sempre se acerta de primeira. No caso de uma prima minha, cerca de um ano após o meu tio, pai dela, haver falecido, ela foi a um centro espírita perto de sua casa, mas o qual não frequentava, ou seja, não era conhecida ali.
    Deu o nome do pai, Orlando Arduin, e só, ficando de voltar no dia seguinte.
    Então, no dia marcado, ela ficou a sós com o médium, que perguntou:
    _ Deseja então saber de seu pai, minha senhora?
    _ Sim.
    _ Orlando Emílio Arduin, certo?
    _ Sim.
    Detalhe: Ela NÃO TINHA dado o nome do meio. Então o médium perguntou:
    _ Quem é Elso?
    _ O meu tio.
    _ Luiz Elso Arduin?
    _ Sim.
    Este é o nome do meu pai, falecido um ano antes do meu tio. Ela NADA FALARA SOBRE ELE.
    _ Quem é Aparecida?
    Minha prima ficou confusa nessa hora, pois sempre conheceu minha mãe como Cidinha. Mas então caiu a ficha e respondeu:
    _ Ah! É a minha tia.
    _ A viúva do seu tio, certo?
    _ Sim.
    _ Pois bem, minha senhora, a mensagem não é para você e sim para sua tia. O seu tio, devido ao descuido com a sua saúde, passou por momentos muito ruins após o desencarne. Porém recentemente ele foi socorrido e está em tratamento. Quanto ao seu pai, não tem nada que se preocupar com ele, pois é um espírito adiantado e inclusive chefia uma equipe de socorristas.
    .
    Como vê, Larissa, neste caso não houve entrevista prévia, e embora o médium fizesse perguntas, ele já sabia a resposta e NENHUMA informação foi passada a ele. Como ficamos neste caso? Você falou em TESTAR médiuns. Sobre isso, Kardec já dizia:
    _ As provas não podem ser obtidas à vontade: tem de ser colhidas de passagem.
    Foi exatamente o que aconteceu com minha prima e este médium.

    —–
    Falar do CX ainda me dói muito e já declarei isso aqui no site. Eu fico muito confusa com algumas coisas, mas minhas impressões gerais é que ele era bom, mas que a comunicação mediúnica era falha/inexistente. Infelizmente, ele morreu e não temos como testá-lo objetivamente.

  221. Marcos Arduin Diz:

    “Falar do CX ainda me dói muito e já declarei isso aqui no site. Eu fico muito confusa com algumas coisas, mas minhas impressões gerais é que ele era bom, mas que a comunicação mediúnica era falha/inexistente. Infelizmente, ele morreu e não temos como testá-lo objetivamente.”
    - Faltou comentar isso. Acidente com o teclado.
    Acho que o seu problema, Larissa, é que você focou demais NUM HOMEM e não no conteúdo da Doutrina Espírita. Eu nunca apostei que Chico fosse infalível o que sua fama o fizesse dono da DE. Minha decepção maior com ele foi sua adesão ao Rustenismo.

  222. Arnaldo Paiva Diz:

    MARCOS ARDUIN
    Boa noite
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    Chamo a sua atenção para estas respostas do Montalvão quando apresentei o que disseram os mágicos que foram provar o embuste do fenômeno espírito, inclusive deles foram convidados pelos cientistas investigadores. Veja:
    .
    QUANDO EU DISSE: Outro prestidigitador, que teve oportunidade de verificar a mediunidade de Eglinton e a sua levitação, foi o professor Ângelo Lewis Hoffamnn. Acedendo ao pedido da Sociedade de Pesquisas Psíquicas de Inglaterra, que apelou para a sua capacidade profissional, examinou minuciosamente os fenômenos produzidos por aquele médium e declarou honestamente, depois do exame, que tais fenômenos eram autênticos, acrescentando: “Se a prestidigitação fôsse a explicação única desses fatos, estou certo de que seu segredo tornar-se-ia desde logo propriedade pública”. Essa declaração consta de um relatório que a Sociedade publicou nos seus anais, em 1886. (32).
    .
    MONTALVÃO COMENTA: veja só a ingenuidade: “DECLAROU HONESTAMENTE”… Evidências de hipóteses não se fazem com declarações honestas, sim com demonstrações verificáveis. O que o texto diz é que esse Hoffmann deu seu aval à realidade das levitações de Eglinton: mas até que ponto o aval de quem quer que seja é garantia de veracidade? Mais uma vez tenho de recorrer ao argumento do tempo: onde estão as levitações hoje? Se foi possível que médiuns passados superassem as leis físicas levitando, porque não o fazem no presente? Na atualidade não é mais possível requisitar Eglinton, nem qualquer outro levitador daqueles dias para conferir se realmente eram capazes de vencer a força da gravidade e flutuarem, porém seria possível por em teste médiuns modernos de efeitos físicos. Por que esses não aparecem?
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    MEU COMENTÁRIO: Eu não acredito que você tem coragem de dizer uma – me desculpe a expressão- baboseira dessas de que o aval de uma pessoa que observou, analisou, principalmente de quem fez uma análise minuciosa dos fenômenos produzidos pelo médium não tem valor, se fosse uma simples testemunha teria o seu valor, quanto mais de quem procedeu a investigação do fenômeno. Ângelo Lewis Hoffamnn ainda confirma dizendo: “Se a prestidigitação fosse a explicação única desses fatos, estou certo de que seu segredo tornar-se-ia desde logo propriedade pública”.
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    Creio que não foi pelos seus comentários que este site foi referência em análise científica em alguma revista no exterior (se não estou enganado), se foi, com certeza não será mais.
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    QUANDO EU DISSE: Dizieu declarou ao Sr. Méliès, presidente da Câmara Sindical dos Prestidigitadores, que a levitação super-normal de objetos é manifestação que lhes vai muito além da alçada. Quando moço – dizia ele – eu fazia uma mesa levantar-se sem contacto e sem truque. Interrogado por Montorgueil, diretor do “Eclair”, confirmou aquelas declarações e declarou mais: – com 20 anos de idade, eu tinha faculdades de médium; fazia levantar um móvel como o não poderia fazer hoje como prestidigitador. E acrescentou: – A mediunidade e a mágica, são coisas distintas. (33)
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    APELAÇÃO DO MONTALVÃO: curioso, eu também, aos vinte anos de idade, levitava, falava com mortos, atravessava objetos sólidos e até ficava invisível. Hoje não consigo mais… tá vendo como é fácil provar o improvável? Deviam se envergonhar de usar historietas desse tipo como evidências de fantasias. Isso não é experiência científica nem entre os pigmeus siberianos…
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    QUANDO EU DISSE: Carlton refere que, durante uma sessão, viu uma jovem inglesa, médium, falar um dialeto zulu com um dos presentes, e sem que ela pudesse absolutamente conhecer aquele idioma. É indubitável – afirmava esse grande mágico, – que há fenômenos produzidos pelos Espíritos. (34).
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    APELAÇÃO DO MONTALVÃO: pois é, um dia vi meu cachorro conversando cachorrês com um marciano (não o que assombra esse sítio). Liguei meu tradutor intergalático e gravei tudo. Pena que, dias depois, a enchente carregou o material, o cachorro e o marciano. Nunca mais os vi, mas garanto que foi verdade…
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    QUANDO EU DISSE QUE: William Jeffrey, de Glasgow, mágico amador, realizou várias sessões em sua própria casa. Ele assegura que os fenômenos psíquicos não podem ser produzidos pelos meios conhecidos ou por processos comuns.(35)
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    A APELAÇÃO DO MONTALVÃO: também realizei várias sessões cá em casa, garanto que os fenômenos não se produzem sem uma causa fenomenológica natural e bem terrena. William Jeffrey, coitado, estava mais perdido que pulga em casco de tartaruga.
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    QUANDO FALEI QUE; Henri Regnault possui uma carta de Feffrey, alguns de cujos tópicos transcreve. Diz o notável mágico nessa carta:
    “Eu me venho interessando desde a meninice com os mágicos e prestidigitadores de toda a espécie; tenho agora 60 anos e faço parte de quatro sociedades diferentes de ilusionistas e de mágicos, duas em Glasgow e duas em Londres.
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    A princípio fui convidado a estudar o Espiritismo por ministros do culto e amigos vários, para o fim de desvendar onde e como se fazia a fraude.
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    Sou feliz em declarar que todas as minhas pesquisas, nessa época, provaram-me que o Espiritismo era real. Sou fiel à minha convicção e obrigado a reconhecer a realidade tal como verdadeiramente a achei.
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    Alguns dos fenômenos mais notáveis de que fui testemunha, em matéria de materializações, de vozes, de fotografias do Invisível, forçam-me a dizer que é absolutamente impossível ao maior ilusionista, ventríloquo ou truquista, de não importa que gênero, reproduzir essas experiências, por mais hábeis que eles sejam em sua arte.
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    Estou pronto a encontrar-me com qualquer prestidigitador e mostrarei que é impossível obter resultados psíquicos pela prestidigitação.
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    Já convencí numerosos prestidigitadores da realidade das potências invisíveis operantes. Reuní em um dia seis senhores, que eram ilusionistas e prestidigitadores; cada um deles escreveu um artigo num dos seus jornais profissionais para relatar as experiências com as quais ficaram absolutamente estupefactos.
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    Eu sou presidente da Sociedade de Mágica de Glasgow, sociedade de que sou membro há lohngos anos; sou também vice-presidente do Clube dos 12 Místicos (Mystio Iwelde Club), de Glasgow.”(36)
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    APELAÇÃO DO MONTALVÃO: esse sujeito é porreta mesmo: quer ganhar no grito. Basta ele dizer que viu, confirmou e provou e pronto, o mundo tem que aceitar, afinal esse indivíduo nunca mentiu para ninguém e se ele diz que verificou é porque verificou. Por que então o meio científico ainda não aceita? Vai é porque são teimosos até a morte, só pode ser, pois diante de uma prova tão firme quanto essa (qual é a prova mesmo?) só sendo muito teimoso para não reconhecê-la. Essa é a ciência espírita…
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    MEU COMENTÁRIO: Neste comentário, vemos perfeitamente que a posição do Montavão não é de dialogar com seriedade, não está preocupado em encontrar a verdade, quer apenas a qualquer custo, desclassificar que as experiências só tem valor se for realizada por ele; que só é verdade o que sai da sua boca, o que os outros dizem não passa de mentiras, pois isso é confirmado acima quando Montalvão diz: “Basta ele dizer que viu, confirmou e provou e pronto, o mundo tem que aceitar, afinal esse indivíduo nunca mentiu para ninguém e se ele diz que verificou é porque verificou”.
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    Mas nós sim, nós temos que acreditar em Montalvão, porque quando ele diz que não existe nenhum fenômeno espírita, que não existe mediunidade, que não existe espírito, é porque não existe mesmo, até mesmo porque ele nunca realizou nenhuma experiência, é…. ele não realizou nenhuma experiência, por isso é mais capaz do que qualquer um para fazer essas afirmações, como não acreditar? Ele é o dono da verdade e o único que apresenta a faculdade paranormal de não reconhecer nenhum fenômeno, sim, não reconhece nenhum fenômeno, por isso pode perfeitamente opinar.
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    QUANDO EU DISSE QUE: Regnault salienta o fato de haver o prestidigitador mostrado a mais absoluta certeza da autenticidade do fenômeno psíquico. Ele estudou o Espiritismo, não como adepto, mas para descobrir-lhe as fraudes e os embustes. E tão convencido se acha atualmente da sua veracidade, que chegou a lançar um desafio a todos os prestidigitadores. Eis uma prova de boa fé, acrescenta aquele experimentador francês, e pergunta: – Encontrará esse desafio algum eco no campo dos adversários?
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    Não. Até agora não encontrou. Entretanto Regnault fazia espalhar esse oferecimento; – “Se alguém quiser aceitar o desafio do Sr. Jeffrey, terei todo o prazer de apresentar esse prestidigitador inglês; é só me escreverem para a rua Chargrin n. 30, Paris”.
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    EIS A SÁBIA RESPOSTA DO MONTALVÃO: pois eu aceito o desafio: vou levar meus testes furrequinhas e quero ver esse Jeffrey fazer o espírito identificar o título de livros que trago na bolsa, ou ler uma página virada para baixo (de modo que ninguém vivo possa vê-la), ou ir até um endereço que eu lhe indicar e informar cinco objetos que estejam sobre a mesa da sala. Se ele conseguir reconheço que espíritos atuam.
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    Estes testes já foram feitos, mas você não acredita porque as coisas só são verdades se vierem pelo seu intermédio, e isso é patológico. A isso, Jung deu o nome de INCHAÇO DO EGO.
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    EGO – centricas saudações.
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    (32) “Proceedings”, 1886
    (33) Montorgueil – “Echo du Merveilleux”, 1 de Setembro de 1898.
    (34) Arthur Philips (Carlton) – “Twenty Yeara of Spoot and bluff”, págs. 266.
    (35) George H. Lethem – “How a magician became a Spiritualist”. -,. London Magazine”, Junho, 1920.

  223. Larissa Diz:

    Arduin, eu foquei na Doutrina e tinha em Chico O HOMEM, assim como a maioria dos espíritas que o defendem com unhas e dentes. Eu passei por um momento de luto quando soube que Públio Lentulus não existiu.
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    Não precisamos de uma psicografia complexa cheia de detalhes sobre os familiares. Um experimento mais simples, como o que propos um dos debatedores, já valeria. Ex: Leitura de um parágrafo de uma enciclopédia através de psicofonia. Eu em uma sala e o médium em outra.

  224. Larissa Diz:

    Só um esclarecimento. Eu não sou atéia. Só não acho que a vida após a morte, se houver, seja como descreve CX e Kardec.

  225. Marcos Arduin Diz:

    “Ainda sobre Crookes (paciência Marciano, paciência…)
    .
    O admirável Arduin aposta todas suas fichas na invulnerabilidade do galvanômetro. Empresta plena confiança num único aparelho, que reconhecidamente possuia pontos falhos nos registros, um que me ocorre: o contato elétrico era fechado por meio de papéis umedecidos em solução salina. No correr da experiência os papéis secariam e isso alteraria a medição. Pode ser alegado que essa variação estava prevista e considerada no controle, no entanto poderia ser brecha por onde a mulher aproveitaria para adentrar com seus simulacros. É cogitação especulativa, mas mostra que não se tratava de nenhum engenho supimpamente invencível.”
    - Quando Varley fez seu experimento com a Florence Cook, ele usou deste recurso, com papéis mataborrão molhados em solução salina, envolvendo soberanos de ouro ligados aos fios (maciços e portanto nada fáceis de se remover sem desmoronar o conjunto) e presos com elástico. Ao longo da sessão, Varley notou que houve uma queda constante na leitura e atribui-a ao secamento progressivo dos papéis.
    O Stephenson acha que isso foi um erro, pois deixou um papel destes entre dois contatos e a queda só ocorreu quando estavam praticamente secos. Para mim, ele cometeu um erro experimental, pois deveria ter comparado as medidas de papel ressecando-se em contato com a pele de uma pessoa.
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    “Nas artes marciais e no mundo da malandragem, o competidor ou o esperto estuda as fraquezas de quem (ou do que) irá enfrentar e se esmera por superá-las. Quem realiza bom trabalho nesse mister atinge o sucesso. Fay e seus asseclas estavam diante desse desafio e trabalharam por vencê-lo. Pelo visto conseguiram…”
    - Já que você quer tanto valorizar o Houdini, então saiba que ele endossa a tese de que a Fay e o marido (e nenhum assecla) foram fazer sua turnê na Inglaterra, mas ela deu xabu quando o Maskelyne fez por truques ilusionistas o que ela dizia fazer por espíritos. Na tentativa de salvar a turnê, então foi ter com Crookes, já que sabia que ele validara médiuns. Mas daí a saber que métodos ele usaria, ia muita distância… No caso aqui não houve papéis e sim panos molhados, que demorariam bem mais para secar…
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    “O caso é que uma única forma de controle, em atividade tão sujeita a malandragens, ainda mais considerando que a executora se mantinha escondida dos olhares vigiativos, não pode ser tida como eficiente ao nível exigido para avaliação segura.”
    - Se ninguém conseguiu descobrir um jeito de fraudar a vigilância do dito equipamento… Além disso, continuo cobrando: como é que ela enganou o aparelho, percorreu a biblioteca, entregou objetos DEFINIDOS aos presentes e ainda fez materializar um fantasma, já que não tinha jeito de um cúmplice entrar lá?
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    “Como comparativo, considere-se a sugestão (…) a médium não possa nos lograr.”
    .
    Talvez Arduin (ou outro) alegue que no tempo de Crookes não havia disponível o material referido pelo perito carioca (cerca de oitenta anos separava um do outro). Pode ser, a questão não está aí, está no fato de que o investigador técnico e cauteloso deixou claro que, numa experimentação, se cercaria dos cuidados necessários para não dar margem à fraude, fazendo uso da tecnologia acessível. Com Crookes essa cautela não pode ser achada. Embora possamos reconhecer que alguma precaução ele tomou, é certo que não foi o suficiente. Se o fosse na atualidade ninguém contestaria a validade daquelas experiências (e não são poucos que a contestam…).”
    - Você insiste que o médium deveria ficar à vista, certo? Bem, como disse, o Cox entrou na biblioteca e viu a médium e um fantasma. Então ela não fugiu de lá… Mas logo em seguida, diz que isso NADA PROVA. E o que então provariam mais olhos?
    Os que contestam o galvanômetro são apenas três: Brookesmith, Thompson e Stephenson. Os outros são apenas papagaios destes. E em nenhum dos casos, os cavalheiros em questão demonstraram que o aparelho era de fato contornável em vista dos resultados obtidos.

  226. Marcos Arduin Diz:

    “Mas será que a Zíbia Gasparetto já levou tiro de espírito, Professor?”
    - Sabe, Balofo, há uma coisa que muita gente não sabe ou até mesmo não aceita esse aspecto da personalidade do Chico: bom humor.
    O caso do tiro do espírito, ele contava com um ar de muita gozação. E será que não era só GOZAÇÃO MESMO? Vamos ficar aqui jurando de pés juntos que Chico era uma pessoa incapaz de fazer uma brincadeira dessas?

  227. Larissa Diz:

    Arduin, vamos repetir o experimento de Crooks? Seria possível?

  228. Larissa Diz:

    *Crookes

  229. Marcos Arduin Diz:

    “Estes testes já foram feitos, mas você não acredita porque as coisas só são verdades se vierem pelo seu intermédio, e isso é patológico. A isso, Jung deu o nome de INCHAÇO DO EGO.”
    - Exato, Arnaldo. Desde o começo eu sempre senti isso no Moisés. Ele não consegue sair de si e considerar o que outros fizeram. Quando discuto com ele, penso mais em instruir aos leitores das trocas de farpas do que obter algo sensato dele.

  230. Marcos Arduin Diz:

    “Não precisamos de uma psicografia complexa cheia de detalhes sobre os familiares.”
    - Se queremos saber se a fonte de informação de um médium é o espírito de um familiar falecido, então tais detalhes são fundamentais. Não podem ser negligenciados. Não entendo o seu argumento de que não precisamos disso.
    .
    “Um experimento mais simples, como o que propos um dos debatedores, já valeria. Ex: Leitura de um parágrafo de uma enciclopédia através de psicofonia. Eu em uma sala e o médium em outra.”
    - Quando cursei a USP nos anos 1980, na estranha disciplina Estudo de Problemas Brasileiros, coisa inventada pelos milicos para vender uma imagem de um Brasil sem problemas, naquelas alturas o professor deu outro rumo. Chamou diversos palestrantes, de áreas muito diferentes, para falar de suas especialidades. Um deles foi um padre do CLAP, um cupincha do Quemedo.
    Dentre as coisas que falou, houve um desafio ao Chico Xavier. Ficaria o Chico numa sala e outro médium em outra. Numa terceira, uma pessoa abriria um livro do Chico ao acaso e ele teria de começar a psicografar a primeira linha da dita página, o outro médium a segunda, o Chico a terceira e assim sucessivamente. Dez linhas cada um. O desafio estava feito e nunca foi respondido, disse o padre todo ufano.
    Infelizmente eu tive de sair, pois meu irmão me esperava, mas eu teria feito essa pergunta:
    _ O que ficaria provado com tal experimento?
    Sim, pois digamos que nem o Chico e nem o outro médium nada produzissem? Diria o Quemedo que estava provado que não havia espírito algum e tudo não passava de imaginação do Chico.
    E se ambos conseguissem o proposto? Haveria espírito na jogada então? NÃO! O Chico e o médium teriam captado o inconsciente do leitor e por isso cumpriram a exigência.
    Quer dizer: era um desafio onde o Chico sairia perdendo qualquer que fosse o resultado.
    .
    Assim então faço a você a pergunta: o que pretende provar com o seu experimento de parágrafo?

  231. Marcos Arduin Diz:

    “Arduin, vamos repetir o experimento de Crooks? Seria possível?”
    - Arranje um médium capaz de produzir materializações e podemos tentar alguma coisa.
    Eu aqui quero é fazer uns testes com um galvanômetro moderno e conferir se as pataquadas dos céticos eventualmente podem ter algum sentido.

  232. Montalvão Diz:

    MARCIANO DIZ: De todas as historinhas transcritas por Montalvão a que mais despertou meu interesse foi a das três mulheres nuas, se ensaboando, sob o chuveiro, encarando cx com olhos convidativos. Presumo que fossem novinhas e bonitas. Sei que cx não era chegado, só queria saber como se faz para ter uma alucinação exatamente assim. Três mulheres tá de bom tamanho. Nunca nem sonhei com algo assim. Essa seria uma materialização que me converteria imediatamente ao espiritismo.
    .
    COMENTÁRIO: lascivo Marciano, como psicólogo que sou, formado no bar do bigode, digo que Chico sublimara sua sexualidade, fosse de qual lado fosse, e dirigira a energia não utilizada para outras áreas, mas, vez por outra os anseios recolhidos se expressavam em visões lúbricas. Vai ver os freudianos não conhecem esse episódio, se conhecessem teríamos boas dissertações psicanalíticas a respeito dessas pulsões.
    .
    Para que visões da espécie o convertessem, acredito, seria necessário saber o que elas estariam dispostas a fazer em termos de realização de desejos; imagine, se a empreitada fluísse mal e gerasse processo por assédio sexual, movido por três materializações oportunistas?
    .
    Tenha cuidado.

  233. Marciano Diz:

    Montalvão,
    A paciência é uma virtude marciana. Você até parece ser de Marte, tamanha sua paciência com os “crooked arguments” do Arduin (pun intended).
    .
    Quanto ao inchaço do ego, moléstia diagnosticada pelo fraterno e pelo Arduin, médicos psicopatas, digo, alopatas e telepatas (diagnóstico à distância), recomendo acupuntura. A única coisa para a qual a acupuntura é eficiente é justamente inchaço, seja do ego ou do que for, é só espetar as agulhas que o inchaço desaparece.
    .
    Repensando a experiência erótico-psicodélica de cx, acho melhor não arriscar, tá cheio de piranhas aproveitadoras no além. Algumas foram despachadas para lá por jogadores do futebol, especialmente goleiros.
    .
    Saudações inchadas.
    .
    .
    Larissa,
    Eu até experimentaria o santo daime, mas depois do assassinato do Glauco, fiquei com medo.
    “Veja” aqui:
    http://veja.abril.com.br/240310/alucinacao-assassina-p-066.shtml

  234. Marciano Diz:

    Biasetto pergunta:
    “COMO PODE O DIVALDO FRANCO E O SEU (A SUA) ESPÍRITO-GUIA NÃO TEREM PERCEBIDO QUE O HOMEM ERA UM FARSANTE? QUE TIPO DE MEDIUNIDADE É ESTA?”
    .
    Resposta:
    Divaldo é outro farsante e sua guia não existe, é produto de sua imaginação.
    Scur não acredita nos vídeos e acredita em disco voador.

  235. Marciano Diz:

    Arduin, valeu a dica.
    Vou conferir.
    Quanto ao “causo” de sua prima, fico imaginando por que razão o médium ou o espírito que baixou nele precisariam de um dia inteiro para responder.
    .
    Se você ficou decepcionado com a adesão de cx ao rustenismo, sua expulsória está atrasada.
    Quando foi que cx aderiu ao rustenismo? Em que ano?
    Ou será que você ficou decepcionado quando soube da adesão, não quando ela ocorreu?
    .
    Quem sabe cx não era brincalhão o tempo todo, Arduin?
    Estava de gozação 24×7.
    Gostei de sua hipótese. Ele deve estar rindo igual ao Rabugento, lá do Lar Deles.

  236. Marciano Diz:

    Glossário:
    Crooked = adj 1 curvo, torto, tortuoso. 2 dobrado, arqueado. 3 desonesto, fraudulento, falso. // adv 1 de modo curvo. 2 desonestamente.
    .
    Pun intended = trocadilho intencional
    .
    24×7 = 24 horas por dia, sete dias por semana.

  237. Marciano Diz:

    Crookes, crooked. Entendeu?

  238. Marciano Diz:

    Arduin disse, no blog do Fernando:
    .
    “Bem, essa dita obra pode ter coisas aproveitáveis, mas um erro desses, sobre vida em Marte etc e tal, compromete muito o seu valor e é motivo de desdém para os inimigos vigilantes.
    Em vez de esperar até 1975 para justificar o seu erro, Chico deveria tê-lo feito antes de se descobrir que em Marte não há vida…”
    .
    Concordo, é esclarecedor ver como cx era desonesto.
    Admitiu o que não poderia negar.
    Quantas outras mentiras teria admitido, se tivesse tido a oportunidade de ser desmascarado como o foi, nesse episódio sobre meu planeta natal.

  239. Gorducho Diz:

    Quanto ao “causo” de sua prima, fico imaginando por que razão o médium ou o espírito que baixou nele precisariam de um dia inteiro para responder.
     
    É que na erraticidade o sistema telefônico ainda é com o magneto e as pilhas na caixa de madeira (ainda peguei desses quando recém reencarnado aqui na crosta) e levou 24h pra conseguir a ligação.
     
    Aliás, isso que o que se pode chamar canalização “genérica”:
    O seu tio, devido ao descuido com a sua saúde, passou por momentos muito ruins após o desencarne. [inverificabilidade #1] Porém recentemente ele foi socorrido e está em tratamento. [inverificabilidade #2] Quanto ao seu pai, não tem nada que se preocupar com ele, pois é um espírito adiantado e inclusive chefia uma equipe de socorristas. [inverificabilidade #3]
     
    Porém, pelo menos ficamos sabendo uma coisa: CX tinha razão, existem equipes de socorristas atuando nas esferas sublunares.
    É isso.

  240. Larissa Diz:

    Arduin, como assim “o que ficaria provado”? Cê tá de brincadeira né?

  241. Larissa Diz:

    E quais seriam as características de tal médium capaz de produzir materializações?

  242. Biasetto Diz:

    Resumo da ópera: médiuns fantásticos, só existem no passado. Por que será?
    Eu gosto de perguntar, adoro.
    Eu respeito o Vitor com a questão da Leonora, tudo bem.
    Também tem mais um e outro caso por aí, que merecem atenção.
    Mas esta “turma de médiuns chiquista”, é piada. São tantos absurdos, mas tantos, que nem respeito estes caras merecem.
    Eu só, AINDA, prefiro me permitir a duvida se há ou não um ingrediente de insanidade, maluquice, doideira, esquizofrenia … na mente deste pessoal, por isso deixo esta possibilidade em aberto.

  243. Biasetto Diz:

    Não completei o comentário e enviei …
    … por isso deixo esta possibilidade em aberto, de que não exista mau caratismo nisso, o “dolo” em si, se bem que …
    ah! deixa pra lá, vai …

  244. Vitor Diz:

    Arduin,
    comentando:
    .
    01 a – “A corrente NÃO SE DIVIDE em nenhum dos casos.”
    .
    A corrente antes ia por braço só, depois vai pelos 2 braços. Entendo que ela teria que se dividir. Tanto que o Brookes-Smith diz “devido ao caminho paralelo através de meu corpo”. Depois é claro que no caminho elas se encontram num mesmo ponto, somando-se, e tudo fica igual. A deflexão é apenas momentânea.
    .
    01 b- “Gozado você criticar os experimentos de Crookes e valorizar os do Brooke, que foram MUITO MAIS CAPENGAS em termos de registro e qualidade experimental feitos.”
    .
    Em compensação, são MUITÍSSIMOS mais fáceis de serem averiguados, repetidos, e sem qualquer auxílio de forças sobrenaturais.
    .
    02 – “Viu como você se contradiz? Primeiro diz lá em cima que o caminho pela mão e antebraço seria direto e com as duas mãos segurando cada contato, a corrente se “divide”. Ué se a resistência é a mesma em qualquer ponto do corpo…”
    .
    Não entendi onde está o problema…
    .
    03 – “Para mim, o chato é que o experimentador capenga sugere isso, mas a Fay não confessou isso…”
    .
    Ou ela esqueceu de contar, seja porque a memória dela já estava ruim, seja porque é difícil mesmo se lembrar com precisão de acontecimentos de décadas atrás.
    .
    04 a- “E demonstrou também que podia largar o galvanômetro medindo nada e sozinho e ainda assim nada alterar a leitura?”
    .
    Sim. Ele disse (e demonstrou): “Não seria muito correto dizer que se a médium largasse as manivelas por um instante sequer o marcador do galvanômetro retornaria imediatamente para o zero. O período de tempo comparativamente longo do sistema suspenso retardaria o retorno pela fração apreciável de um segundo. Quando eu tentei a experiência no museu, onde o período do galvanômetro era de quatro segundos, um circuito aberto momentaneamente só produziu uma excursão pequena do marcador. Se as leituras da escala registradas forem consideradas como dados médios estimados de um marcador oscilando continuamente, que é o que muitos delas sugerem, é mais do que provável que mudanças momentâneas na corrente devido a movimentos rápidos das mãos da médium seriam completamente mascaradas. ”
    .
    04 b – “Sim, pois a Ana Fay ficar com mão e joelho nos contatos, ou com os dois joelhos, ou com os pés mantendo o contado com as meias, NADA DISSO a ajudaria a se afastar da parede e percorrer a biblioteca e nem fazer aparecer uma fantasma que o Cox viu.”
    .
    Ela coloca o pano nas manivelas, ligando-as. Assim ela livra ambas as mãos, mantendo o circuito fechado. Coloca os eletrodos nas meias, deixando seu corpo ainda fazendo parte do circuito, mantendo, assim, a mesma resistência. Passa a poder se mover. Isso foi o que o Brookes-Smith fez, ele simplesmente não usou fios longos o bastante, mas se tivesse usado, teria caminhado tranquilamente:
    .
    “Então coloquei ambos os eletrodos sucessivamente dentro das minhas meias, de forma que minhas mãos ficaram livres sem produzir quaisquer grandes mudanças na escala do galvanômetro. As mesmas precauções tinham, porém, de ser tomadas para manter um contato firme até que eu tivesse pressionado os eletrodos firmemente entre as minhas meias e tornozelos. Os fios não eram longos o bastante para permitir que eu caminhasse, mas movimentei os meus pés de cima para baixo sem produzir muito movimento na escala do galvanômetro.”
    .
    05 – “- Oba! Já sentiu a fragilidade de seu argumento e do seu querido experimento fajuto do Brookesmith. Por isso está apelando.”
    .
    Fico espantando com a sua exigência de que o Smith colocasse um monte de panos para considerar a experiência válida. Mas isso o Stephenson fez, assim, não há o que reclamar.
    .
    06 – “- Bem, o fato é que os mágicos contam com toda uma equipe de assistentes que montam e dirigem os equipamentos nos bastidores e que permitem ao mágico fazer os truques. Agora um mágico sozinho, sem saber das condições em que o experimento será realizado, vai ter muita dificuldade de improvisar…”
    .
    QUEM disse que ela não sabia as condições? Ela teve mais de um ano pra se preparar. QUEM disse que ela estava sozinha? Os próprios Medhurst e Godney colocam o Sr. Tapp e vários outros como possíveis cúmplices. E o que ela fez não exigia nada além do que ela já estava habituada em suas apresentações. Ela só tinha que saber que uma parte do corpo dela teria sempre que estar ligada ao circuito. Só isso.
    .
    07 – “Sem querer ser chato, Vitor, vou lembrá-lo mais uma vez de que os colegas de Crookes também FECHARAM o circuito com o lenço molhado… Mas só conseguiram chegar à mesma resistência do corpo humano depois de VÁRIAS tentativas e ainda porque Crookes lhes cantava os valores obtidos. Ou seja, não bastava fechar o circuito: era preciso que a resistência não se alterasse, pois do contrário a fraude seria imediatamente descoberta.”
    .
    Mas a resistência não se alterou justamente porque ela colocou os eletrodos nas meias! O corpo dela continuava oferecendo a mesma resistência porque ele continuava em contato com o circuito, não mais pelas mãos, mas pelos pés! É isso que você não está entendendo!!! O Crookes não pensou nisso!!!
    .
    08 – “Só que aí a fraude ficaria evidente. Não percebeu não?”
    .
    Só ficaria evidente se o corpo dela não fizesse mais parte do circuito! Mas CONTINUOU FAZENDO PARTE!
    .
    09 a-”Em qual hora? Foi deixada segurando as manivelas, aí teria de trocar uma mão pelo joelho, tirar o pano, mergulhá-lo na solução salina (por que a deixariam por lá?),”
    .
    A solução salina foi ANTES de ela sequer segurar as manivelas!
    .
    “Antes de começar as experiências, a Sra. Fay mergulhou suas mãos em sal e água, e então, ao segurar nas manivelas, notei que a deflexão era sempre muito constante,[...] Então pedimos que ela umedecesse as mãos com a solução feita de sal, e segurasse os terminais. ”
    .
    10 – “colocar a tira entre as manivelas… pra quê? Não seria mais lógico colocar a outra dobra do joelho na outra manivela? E ainda assim falta me dizer como foi que ela catou os objetos ainda presa à parede…”
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    Porque ela conseguiu alcance adicional: “Ela poderia ter empregado a manobra do braço deslizante descrita acima ou não teria sido uma impossibilidade ginástica para ela puxar para baixo uma meia-calça e fazer sua perna nua ficar em cima de ambas as manivelas e enquanto se apoiava na outra perna, obter alcance adicional. ”
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    Ela já estava com as mãos livres a essa altura! Era só esticar os braços e pegar os objetos, que estavam a menos de 1,5 metro dela!
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    11 – “- Não adiantaria nada se não tivesse a mesma resistência do corpo da fulana.”
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    O corpo dela continuava no circuito, a resistência que era medida continuava a ser do corpo dela, fosse ela colocando uma perna em ambas as manivelas, fosse ela colocando os eletrodos nas meias! Qualquer técnica serve!
    .
    12 -” A fraude seria imediatamente percebida, conforme se viu quando os colegas de Crookes fizeram esse teste.”
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    Os colegas do Crookes não pensaram que ela ia usar outra parte do corpo para manter a resistência!! Os amigos e Crookes pensaram que se ela tentasse substituir as mãos pelo pano, o pano dificilmente teria a mesma resistência, e a fraude seria descoberta. Só que a fraude não seria descoberta se alguma parte do corpo dela continuasse ligada ao circuito! é essa a falha do experimento!
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    13 – “- Movimentar-se de que jeito se os eletrodos estavam chumbados na parede? Esqueceu-se deste detalhe?”
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    De novo:
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    “não teria sido uma impossibilidade ginástica para ela puxar para baixo uma meia-calça e fazer sua perna nua ficar em cima de ambas as manivelas e enquanto se apoiava na outra perna, obter alcance adicional.”
    .
    14- “- Ôh! O tão experiente Houdini desmascarador de médiuns fajutos conseguiu ser tão burro a ponto de nem se lembrar que em 1875 ainda não tinha sido inventada a lâmpada elétrica… ”
    .
    Houdini era mágico e aviador. Ele não era historiador (embora tentasse ser). Falhas fora de sua área de competência acontecem.
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    15 – “E o teste do Crookes EM NADA FOI FALHO. Falhas estão sendo as suas propostas, que precisam varrer pra baixo do tapete os dados inconvenientes… Tipo: ela enfiou os contatos nas meias e ficou com as mãos livres e assim pegou os objetos… Só que os tais contatos estavam chumbados na parede e ela não podia se afastar dela…”
    .
    Os objetos estavam a menos de 1 metro e meio, nem precisava se afastar! Mas o truque de colocar uma perna nas manivelas daria a ela liberdade de movimentação mais do que suficiente, com ambas as mãos livres. Só o fato de liberar uma mão já tornava isso possível!
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    16 – “A mim só me pareceu que ele aceitou as SUPOSIÇÕES do Brooke e parou por aí.”
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    Céus, Arduin, o cara até colocou uma outra “Florence” lá!

  245. Marciano Diz:

    Biasetto disse:
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    “… por isso deixo esta possibilidade em aberto, de que não exista mau caratismo nisso, o “dolo” em si, se bem que …
    ah! deixa pra lá, vai …”
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    Eu acho que em alguns casos (maioria) há mau caratismo, em alguns outros, delírio, loucura, e em outros ainda, puro escapismo.
    Citando um exemplo (desculpe-me escolher você, Arduin), Arduin é bom-caráter, não é louco, só que, como muitas outras pessoas que conheço, prefere não enxergar. A realidade é chata pra cacete, uma fantasia torna as coisas mais palatáveis, acreditar que fazemos parte de um plano maior. Só que somos todos iguaizinhos aos vegetais que Arduin estuda. Um mero acidente no universo.
    Até os astrofísicos criaram uma fantasia, a astrobiologia, para imaginar que um dia encontraremos vida fora da Terra. No dia em que encontrarem (não valem coisas como aquele meteorito marciano que teria um fóssil de bactéria; passado o êxtase, todos viram o ridículo), eu me retrato.
    Não precisam me provar que existem espíritos, basta provarem que existe vida material fora da Terra.
    Estou esperando. Por toda a eternidade (não resisto a uma ironia).

  246. Marciano Diz:

    Olhem o que acontece, quando se descobre sinais de vida fora da Terra:
    .
    “ALH 84001 é, supostamente, um meteorito de origem marciana com 4-5 bilhões de anos, crê-se que tenha sido lançado ao espaço quando Marte foi atingido por um meteorito, microorganismos marcianos dentro dele vaguearam durante 5 milhões de anos pelo cosmos até cair na Antártida, no Planeta Terra, onde foi descoberto por exploradores.
    Em 1996, pesquisadores estudaram o meteorito ALH 84001 e reportaram características que atriburam a micro-fósseis deixados pela vida em Marte. O meteorito tido como a prova para alguns cientistas que Marte tinha actividade biológica no passado já que contem o que parecem ser fósseis de microrganismos, mas, curiosamente, algumas semanas após a coletiva de imprensa, cientistas apresentaram evidências de que os sinais de vida eram querogênio produzido pela contaminação terrestre. O assunto continua em debate.”
    .
    Até cientistas de verdade têm necessidade de fantasiar.
    Deve ser a seleção natural, mas isso é especialidade do Arduin, eu só tenho um palpite.
    Eu também tenho necessidade de fantasias, por isso leio ficção (até scy fi) e vejo filmes. A diferença é que não misturo realidade e fantasia.

  247. Marciano Diz:

    ERRATA:
    Sci fi.

  248. Marciano Diz:

    Agora vou tomar um hipnótico para dormir, ainda é a melhor forma de sonhar.
    Aí, Montalva, se eu sonhar com as tentações de cx (só sonhar) não corro o perigo de ser processado no além por assédio sexual.
    Vou dormir pensando nas três ensaboadas de cx.
    Mater Tenebrarum, Mater Lacrimarum, Mater Suspiriorum.
    Auf wiederschereiben.

  249. Marcos Arduin Diz:

    “DeMarte, “e assim caminha a humanidade espírita brasileira”. O Divaldo Franco, depois do Chico Xavier, é considerado o maior médium brasileiro, por muitos seguidores do espiritismo nacional. Quando se trata de palestrante, é o cara.”
    - Esse é um dos graves problemas da fama. Lembra-me que o pessoal cético nomeia certas falácias incluindo a força dos número (muita gente acredita nisso) ou a proeminência dos crédulos (Tom Cruise acredita na Cientologia…). O Divaldo é FAMOSO e sua fama acaba virando aval de sabedoria para os trouxas.
    O Alamar Régis manda-me uns emails sobre certos assuntos e um deles é o boicote que os medalhões de instituições espíritas aplicam contra certas figuras. Lá no Pará, em 1900s e tanto, o Divaldo fez uma palestra e teria falado maravilhas do Ali Babá. O povão ouviu o cara todo embasbacado, mas os donos do pedaço não engoliram a palhaçada: NÃO MAIS O CONVIDARAM e o Alamar começou a achar estranho. Contatava do Divaldo e este dizia que não aparecia “de bicão” em lugar nenhum: só ia se fosse convidado. O Alamar começou a chiar com os mandões e acabou descobrindo que a louvação em cima do Ali Babá incomodou-os e fazendo muita pressão, acabou conseguindo que Divaldo voltasse a fazer palestras no Pará.
    A respeito disso, eu disse algo assim a ele: se o povão espírita fica deslumbrado com palestrantes, sem discernimento da coisa, então o Espiritismo por aqui vai mal pacas…
    .
    “Aí, ele vai à Índia, (…), realizada só pra encher a bola do indiano.
    Só que tem alguns probleminhas: Sai Baba foi desmascarado por diversos vídeos, que mostram seus truques de materializações fajutas, foi acusado de diversas pilantragens e até abusos sexuais. Então, volto a perguntar, por que adoro fazer perguntas:”
    - Eu não conheço esse material, não sei quem o fez, mas sempre que vejo “denúncias” partindo de clérigos cristãos em defesa da fé cristã, então fico com dois pés atrás. Não sei nada do Ali Babá e por isso não me pronuncio.
    .
    “COMO PODE O DIVALDO FRANCO E O SEU (A SUA) ESPÍRITO-GUIA NÃO TEREM PERCEBIDO QUE O HOMEM ERA UM FARSANTE? QUE TIPO DE MEDIUNIDADE É ESTA?”
    - Chamo a isso de IMPRUDÊNCIA. Ninguém deveria encher a bola de outro sem antes conhecê-lo bem. Sendo um rustenista, dá até para entender o deslumbre do Divaldo. E quanto ao suposto espírito-guia, veja bem que ele não pode fazer a lição de casa do seu guiado. Este também tem de aprender a viver a vida. Como já dizia Kardec: _ Se a tudo que precisássemos saber, é só perguntar aos espíritos, ora por esse preço, qualquer imbecil se tornaria um gênio.
    .
    É isso.

  250. Marcos Arduin Diz:

    “Quanto ao “causo” de sua prima, fico imaginando por que razão o médium ou o espírito que baixou nele precisariam de um dia inteiro para responder.”
    - Não sei porquê imaginam que no mundo espiritual TUDO DEVERIA SER INSTANTÂNEO, como se lá TODOS se conhecessem. Esse mundo ainda não foi descrito em sua totalidade. Há descrições dadas pelos modern spiritualists, com as quais não concordam os kardecistas. Creio porém, que um dia apenas, não bastaria para o médium obter informações da minha família, se é o que quer insinuar.
    .
    “Se você ficou decepcionado com a adesão de cx ao rustenismo, sua expulsória está atrasada.
    Quando foi que cx aderiu ao rustenismo? Em que ano?
    Ou será que você ficou decepcionado quando soube da adesão, não quando ela ocorreu?”
    - Chico aderiu ao rustenismo DESDE O INÍCIO. Quando ele começou a atuar, foi logo cooptado pela FEB, que já era rustenista na sua fundação. E Emmanuel, caso tenha sido mesmo o jesuíta que dizia ser, não opôs, já que o rustenismo é um contrabando de dogmas católicos para o Espiritismo. Se quer saber mais, leia o livro Conscientização Espírita, de Gélio Lacerda da Silva (esse livro é bom, mas também seus carunchinhos).

  251. Marcos Arduin Diz:

    “Arduin, como assim “o que ficaria provado”? Cê tá de brincadeira né?”
    - Não estou não, Larissa. Agora que sou Coordenador do Curso de Licenciatura em Ciências Biológicas, uma das coisas que quero conversar com quem oferece a disciplina Filosofia da Biologia é justamente isso: o que se quer provar com tal ou qual procedimento?
    .
    O fato de um suposto médium captar o que você pensa ao ler um livro prova o que em favor de um contato espiritual? Por que só um espírito vendo o que você lê e soprando isso nos ouvidos do médium explicaria o sucesso de um experimento desses?
    .
    O Quemedo diria que… através da telebulia, associada com a criptomnésia, pantomnésia e mais uma dúzia de outras anésias e com o reforço ainda a hiperestesia, cripstesia e mais uma dúzia de outras azias, fica perfeitamente explicado pela Parapsicologia Católica como tal evento pode se dar.
    O Zangari diria que foi uma ação da Força PSI, permitindo ao suposto médium um evento telepático. Aliás ele me disse uma coisa bem gozada. O teste telepático é assim: uma pessoa senta-se e segura um papel com uma figura e concentra-se nela. O que vai tentar ler a mente, fica atrás, separado por um biombo, e tenta desenhar o que o outro está vendo. Ele citou que o testado concentrava-se no desenho de uma bicicleta e ou telepata desenhou… um par de olhos. Prova de que houve telepatia: a existência de dois objetos circulares. Quão longe iria um médium com uma telepatia dessas?
    Larissa Diz:
    setembro 10th, 2013 às 21:42

    E quais seriam as características de tal médium capaz de produzir materializações?

  252. Marcos Arduin Diz:

    O médium seria capaz de expelir ectoplasma. Só isso. Agora quanto ao resto…

  253. Gorducho Diz:

    (…) uma das coisas que quero conversar com quem oferece a disciplina Filosofia da Biologia é justamente isso: o que se quer provar com tal ou qual procedimento?
     
    Faz muito bem: este é o cerne da filosofia de qualquer ciência. No caso, o experimento que estamos propondo é desenhado para provar que “espíritos” estão presentes no recinto e se comunicam hoje.
     
    O fato de um suposto médium captar o que você pensa ao ler um livro prova o que em favor de um contato espiritual?
     
    Exato, ficaria a indeterminação vis a vis telepatia. Por isso a página tem que ser aberta sem que o executante olhe para a mesma. Só se saberá depois da psicografia ou psicofonia completada.
    É isso.

  254. Gorducho Diz:

    Não sejamos megalomaníacos: primeiro façamos o experimento para testar se os entes existem e podem se comunicar conosco terrícolas. Depois passemos ás materializações.

  255. Larissa Diz:

    Arduin, NO MÍNIMO comprovaríamos a existência de telepatia e ganharíamos um prêmio Nobel. :)
    Caso o experimento desse certo, poderíamos refinálo de forma a testar a existência de uma consciência extracorpórea atuando no experimento.
    .
    Como cientista, você poderia ajudar a bolar uma metodologia científica para o experimento.

  256. Larissa Diz:

    * refiná-lo

  257. Larissa Diz:

    Vítor, caso eu ganhe um prêmio Nobel em virtude da comprovação de telepatia ou existência de espíritos através dos experimentos acima mencionados, me comprometo a doar tudo para o Obraspsicografadas. Ass: Larissa

  258. Gorducho Diz:

    Agora observe-se as estratégias que empregará o Professor para resvalar dos experimentos. Para operacionalizar os procedimentos escapistas, ele citará o Massimo Polidoro, o Pe. Quevedo, o Houdini, e, finalmente, passará a analisar a resistência da pele da Annie.
    Aliás, Professor: 211° seria quantos mA? :)

  259. Montalvão Diz:

    MARCIANO DIZ: Ou será que você ficou decepcionado quando soube da adesão, não quando ela ocorreu?”
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    ARDUIN DIZ- Chico aderiu ao rustenismo DESDE O INÍCIO. Quando ele começou a atuar, foi logo cooptado pela FEB, que já era rustenista na sua fundação. E EMMANUEL, CASO TENHA SIDO MESMO O JESUÍTA QUE DIZIA SER, NÃO OPÔS, JÁ QUE O RUSTENISMO É UM CONTRABANDO DE DOGMAS CATÓLICOS PARA O ESPIRITISMO.. Se quer saber mais, leia o livro Conscientização Espírita, de Gélio Lacerda da Silva (esse livro é bom, mas também seus carunchinhos).

    .
    COMENTÁRIO: um pequeno trecho que diz muita coisa… nenhuma…
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    Prezadio, se você admite que Emmanuel existe e que pode ter sido o jesuíta (já que Chico o disse), então deverá conceber que as demais vidas do guia-mór também merecem crédito… mas, sabemos que as vidas de Emmanuel não merecem crédito porque todas partem do irreal Publius Lentulus, fato mais que comprovado pelos trabalhos do José Carlos e por outras apreciações aqui postadas. Neste caso, sua admissão de que Emmanuel pudesse ter vivido na pele de Manoel de Nóbrega, mesmo que supositivamente, demonstra que despreza essas constatações e opta por apegar-se à fantasias, o que mostra que seus manifestos (incluindo a fé em materializações) são de índole religiosa, não objetiva, não científica.
    .
    Compreende-se, pois, o motivo de ser tão difícil fazê-lo aceitar coisas óbvias, quais que materializações não existem e espíritos não comunicam. Seu pronunciamento é eminentemente religioso revestido de roupagem investigativa. Em termos de adesão ao discurso religioso que lhe agrada nada contra, cabe respeitar suas opções; em termos de conversa produtiva, fica difícil… mas continuaremos tentando…
    .
    Continuando tentando… então, você diz que Emmanuel não teria orientado Chico a não se meter com o rustenismo, porque ele (Emmanuel) como jesuíta que fora, portanto aderido ao discurso católico, aceitara de bom grado a inclusão do pensamento roustanguista no espiritismo nacional. Emmanuel, espírito livre e, supostamente, superior, encostara num adepto do kardecismo, porém, católico que era (tanto quando vivera na Terra, quanto vivo no além), deu a maior força ao seu pupilo para que se agregasse a crenças rivais…
    .
    Sem estender a reflexão, indago-lhe: é isso mesmo o que pensa, ou estou ficando louco? Ou alguém está?
    .
    Vou dar uma chegada no bar do bigode e refrescar as ideias…

  260. Montalvão Diz:

    .
    Marcos Arduin Diz: O médium seria capaz de expelir ectoplasma. Só isso.
    .
    Por onde?

  261. Montalvão Diz:

    ARDUIN DISSE:
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    O Zangari diria que foi uma ação da Força PSI, permitindo ao suposto médium um evento telepático. Aliás ele me disse uma coisa bem gozada. O teste telepático é assim: uma pessoa senta-se e segura um papel com uma figura e concentra-se nela. O que vai tentar ler a mente, fica atrás, separado por um biombo, e tenta desenhar o que o outro está vendo. Ele citou que o testado concentrava-se no desenho de uma bicicleta e ou telepata desenhou… um par de olhos. Prova de que houve telepatia: a existência de dois objetos circulares. Quão longe iria um médium com uma telepatia dessas?
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    COMENTÁRIO: suponho que nem todo experimento psi seja avaliado com tal grau de nebulosidade, mas são alegações assim, provindas de quem deve entender bem de testagens da espécie, que me fazem questionar a realidade de coisas como telepatia, clarividência, visão remota…
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    Nem circulares são…

  262. Montalvão Diz:

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    Arduin,
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    Para ajudá-lo em sua maturação pensamental, a respeito da improbabilidade das materializações em geral, e da, no mínimo, indefinição dos experimentos de Crookes com o galvanômetro, reproduzo trechos de artigo aqui publicado, com os destaques que entendi necessários. O autor não se pronuncia conclusivamente, seja para aceitar ou negar, mas deixa claro que a experiência fora insuficiente para consignar que a médium fosse legítima, em vez de recorrer a estratagemas. Outra coisa, Broad dá a entender que, embora não pudesse declarar taxativamente que a médium fraudara, nem como ela poderia ter feito o truque, a simulação era possível para quem tivesse habilidades e material.
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    Mesmo não sendo o que sua linda pessoa requere, ou seja: a descrição detalhada de como a médium fraudou, pelo menos o texto parece-me adequado a mostrá-lo que o galvanômetro não seria ferramenta suficiente para coibir fraude. Portanto, ainda que não abra mão da insólita e pouco sustentável suposição de que desencarnados possam voltar ao mundo recheados de carnes, por obra e graça do divino ectoplasma, ao menos admita que não há robustas evidências de que tal se dá (ou se deu). Em suma, tudo se reduz ao que alguém, muito querido por todos, costuma dizer: materialização trata-se de ASQ (acredite se quiser).
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    Talvez já conheça o texto, mas vale a pena reexaminá-lo. Outra coisa: o autor avalia experiência feita com Florence Cook estrelando como médium, mas creio que sirva também para Fay.
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    OS TESTES ELÉTRICOS DE CROMWELL VARLEY COM FLORENCE COOK
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    Algumas Notas e Indagações
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    POR C. D. BROAD
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    CROMWELL Varley foi um eletricista interessado no Espiritualismo, um membro da Royal Society, e um amigo de Crookes. Ele nasceu em 1828 em Kentish Town, Londres, e morreu em 1883, em Bexley Health. Seu pai era o eminente pintor de aquarelas Cornelius Varley. Seu tio, John Varley, uma personalidade marcante, era famoso, não só como pintor e professor de pintura, mas também como um crente entusiasta e praticante de astrologia. Cromwell Varley fez muitas descobertas valiosas e invenções relacionadas à telegrafia elétrica em geral e cabos submarinos em particular; e foi em grande parte devido a ele que o segundo, e bem sucedido, cabo transatlântico foi construído. Ele se tornou um membro da Royal Society em 1871 com quarenta e três anos, e estava no auge de seus poderes em 1874, quando os experimentos com Florence Cook foram feitos.
    [...]
    Varley inventou o seguinte método para indicar de forma automática aos assistentes se o médium ainda estava ou não em seu local na cabine enquanto a alegada materialização estava em progresso. A médium era colocada em sua cadeira na cabine, livre para se mover, mas passava a fazer parte de um circuito elétrico, consistindo de uma bateria de duas células, uma bobina de resistência, e um galvanômetro refletor. O galvanômetro ficava fora da cabine e visível para os assistentes durante toda a sessão. Para que a corrente passasse pelo corpo da médium, dois soberanos, aos quais fios de platina tinham sido soldados, foram ligados a cada um de seus braços pouco acima do pulso, por meio de anéis elásticos. ENTRE CADA SOBERANO E A PELE HAVIA TRÊS CAMADAS DE UM ESPESSO PAPEL MATA-BORRÃO, UMEDECIDO COM UMA SOLUÇÃO DE NITRATO DE AMÔNIA, PARA GARANTIR O CONTATO ELÉTRICO. Os fios de platina eram anexados aos braços da médium e levados até seus ombros, permitindo que ela movesse livremente seus membros. Para a extremidade superior de cada fio de platina foi anexado um fio de cobre fino isolado que ia até a sala onde os assistentes e o galvanômetro ficavam. Estes fios foram conectados às duas células de uma bateria de Daniell, que era a fonte da corrente no circuito.
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    Nestas condições, uma corrente estaria passando, e o desvio da agulha do galvanômetro seria diretamente proporcional à sua magnitude. Uma vez que a magnitude da corrente seria inversamente proporcional à resistência total do circuito, a leitura do galvanômetro seria inversamente proporcional à resistência total. Uma vez que a única resistência variável do circuito estaria no corpo da médium e nas conexões imediatas de seus braços com o restante do circuito, qualquer aumento na leitura do galvanômetro indicaria uma diminuição da resistência em um ou outro ou ambos os locais. Por outro lado, qualquer redução na leitura do galvanômetro indicaria um aumento da resistência nessa parte do circuito. Se fosse para ela quebrar o circuito, mesmo que por um instante, a leitura do galvanômetro imediatamente cairia a zero. Se, sem jamais quebrar o circuito, ela trouxesse os dois contatos juntos e os fixasse nessa posição, preparatório para escorregar suas mãos para fora do circuito, a leitura do galvanômetro imediatamente aumentaria consideravelmente, e assim permaneceria até que ela retomasse o seu lugar no circuito.
    .
    ESTAS PARECEM SER AS ÚNICAS POSSIBILIDADES CONSIDERADAS POR HARRISON E VARLEY. Mas há claramente pelo menos uma outra, que o Sr. Hall sugere. Suponha que a médium foi fornecida de antemão com uma bobina de resistência com mais ou menos a mesma resistência que a de seu corpo juntamente com as ligações para a sua pele; e suponha que ela estava tentando substituir isto pelo seu corpo no circuito, a fim de emergir do gabinete sob a forma de uma materialização. A não ser que ela fosse extraordinariamente hábil e sortuda, haveria saltos repentinos, de uma maneira ou de outra, no galvanômetro-defletor no momento crítico. Se ela se desconectasse por um instante antes de introduzir a resistência da bobina, o galvanômetro teria momentaneamente mostrado uma leitura zero e depois voltado para o que era imediatamente antes. Se, por outro lado, ela conseguisse manejá-lo de forma que nunca houvesse uma ruptura completa no circuito, ela poderia colocar momentaneamente a bobina de resistência, em série ou em paralelo com ela mesma antes de retirar os braços do circuito. No primeiro caso, a resistência efetiva naquele ponto do circuito seria momentaneamente dobrada, e a leitura do galvanômetro subitamente diminuiria. No segundo caso, a resistência efetiva naquele ponto seria momentaneamente diminuída pela metade, e a leitura do galvanômetro de repente aumentaria. Em ambos os casos, deve voltar para o que era imediatamente antes de a médium ter começado as operações, e então permaneceria estável até que ela retomasse a sua posição na cadeira e começasse a desmontar a bobina de resistência e re-introduzisse o seu corpo no circuito. Nessa fase poder-se-ia esperar súbitas flutuações consideráveis em um sentido ou outro.
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    No caso de uma médium fraudulenta, então, fornecida com uma bobina de resistência adequada e com instruções de como usá-la e hábil em fazê-lo, seria de se esperar variações súbitas na leitura do galvanômetro pouco antes da materialização ostensiva surgir, constância na leitura enquanto a figura perambulava pelo ambiente, e novamente variações súbitas após ter re-entrado no gabinete e pouco antes de os assistentes serem admitidos à presença da médium.
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    [AGORA, ARDUIN E INTERESSADOS, CONSIDERE O PARÁGRAFO SEGUINTE]
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    Infelizmente, como me parece, pode-se esperar praticamente o mesmo comportamento por parte do galvanômetro, se a médium não fosse fraudulenta e a materialização genuína. Se, como os espiritualistas sustentam, o espírito materializado retira parte ou toda a sua substância do corpo da médium, certamente seria surpreendente se a resistência elétrica desta última não se alterasse subitamente quando a materialização começasse e, novamente, quando terminasse. Então, parece-me que não estamos nem aqui nem lá com o método de controle de Varley. Tudo o que se pode dizer é que uma súbita e completa queda para zero por parte do galvanômetro no início de uma suposta materialização seria uma circunstância altamente suspeita.
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    Há uma complicação adicional a ser observada. Como salienta Varley, a solução para os pedaços de papel mata-borrão, que fazem a conexão elétrica com os braços da médium, evapora-se lentamente enquanto a sessão prossegue. Isso vai causar um aumento constante da resistência do circuito, que será indicado por uma diminuição constante, ao longo da sessão, no desvio da agulha do galvanômetro. (Isto é, naturalmente, no pressuposto de que a médium honestamente se sente da forma que ela foi colocada, e não tente ‘bulir’ com as ligações.) As duas seguintes consequências devem ser observadas:
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    (i) Suponhamos que a médium seja desonesta, e que um colaborador a tenha fornecido de antemão com uma bobina de resistência, a qual ela introduz, em vez de seu próprio corpo, no circuito, quando está prestes a fraudar uma materialização. Quão grande essa resistência deve ser? Suponhamos que fosse igual ao do seu corpo mais a dos contatos em seu estado original úmido no início da sessão. Numa fase posterior, quando os pedaços de papel mata-borrão estivessem parcialmente secos, a resistência total do circuito terá aumentado, e, portanto, se tornando maior do que a bobina com a qual a médium foi fornecida. Se, então, ela devesse substituir a resistência da bobina nessa fase pelo seu próprio corpo e pelos contatos por então parcialmente secos, haveria uma diminuição brusca da resistência, indicado por um aumento repentino no galvanômetro-defletor. Portanto, esse aumento repentino na deflexão, seguido por uma queda constante, e imediatamente antes de uma materialização ostensiva, sugeriria fortemente fraude do tipo suposto.
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    (ii) Suponhamos, ainda, que o galvanômetro defletor deverá permanecer constante, enquanto a materialização ostensiva está fora do gabinete, embora tenha vindo a cair antes do surgimento da figura, e constantemente caindo novamente depois de sua reentrada. Isso seria um forte indício de artifício do tipo sugerido. Pois uma bobina introduzida no circuito no lugar do corpo da médium, naturalmente, manteria uma resistência constante, enquanto lá estivesse.
    [...]
    4. Está claro que o próprio Varley nunca considerou a possibilidade de fraude pela substituição temporária de uma bobina de resistência pelo corpo da médium, ou, se o fez, descartou a ideia como impraticável. O único tipo de fraude que ele considerou foi que a médium, enquanto permanecesse no circuito, pudesse levantar-se de sua cadeira, ir em direção à cortina, e então personificar ‘Katie’. (Pode-se observar que esta é a sugestão que Podmore faz em seu relato desses experimentos em seu ‘Modern Spiritualism’. Ele conclui (Volume II, pág. 157) com a observação: ‘Não há absolutamente nada no registro que proíba a suposição de que a Srta. Cook deixou seu assento e exibiu-se como ‘Katie’ com os fios ainda presos em seus pulsos’). O que podemos dizer sobre isso?
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    (i) Acredito que as duas coisas seguintes são bastante certas, embora não explicitamente afirmadas:
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    (a) Os fios que ligavam Florence ao circuito deviam ser longos o suficiente para permitir que ela adentrasse a sala externa como a ostensiva ‘Katie’ fez, sem quebrar o circuito e
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    (b) A luz na sala externa devia estar tão fraca que não seria imediatamente óbvio pela visão aos assistentes que a figura tinha fios ligados aos seus pulsos, se de fato os tinha.
    .
    Devo dizer que essas duas proposições estão claramente certas, por duas razões. Em primeiro lugar, a menos que essas duas condições tenham sido preenchidas, não haveria motivo para Varley aduzir (como ele triunfantemente fez) a evidência elétrica indireta para mostrar que a figura não era a da médium, ainda ligada ao circuito. Ele simplesmente diria: ‘Os fios são muito curtos; e, de qualquer modo, a presença das ligações presas aos pulsos da figura seriam facilmente visíveis aos assistentes’. Em segundo lugar, Harrison, em seu prefácio editorial ao artigo de Varley, se refere a uma segunda sessão, em que o experimento foi conduzido por Crookes, Varley estando ausente. Ele afirma que Crookes obteve resultados similares, ‘mas concedeu apenas aos fios o comprimento necessário para permitir à médium, caso ela saísse do lugar, aparecer na abertura das cortinas do quarto escuro…’. Claramente, a implicação é que, na ocasião anterior, isso é, quando o experimento foi conduzido por Varley, havia mais fio do que nesta.
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    (ii) Podemos agora considerar a evidência elétrica aduzida por Varley, e o argumento que a envolve. O ponto essencial é este. Antes de a sessão ter começado, mas após ter conectado a médium ao circuito, Varley A FEZ REALIZAR VIGOROSOS MOVIMENTOS COM AS MÃOS E OS BRAÇOS. Ele descobriu que esses movimentos causavam flutuações de ‘15 a 30 divisões e às vezes mais’ no galvanômetro defletor. No 32º minuto da sessão, quando a ostensiva ‘Katie’ estava escrevendo, Varley pediu-a para mover os pulsos e abrir e fechar seus dedos. Ela assim o fez. No 35º minuto ele pediu que ela repetisse esses movimentos, e assim ela o fez novamente. Em nenhuma ocasião houve qualquer mudança substancial no galvanômetro defletor.
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    O argumento, então, é este. A OSTENSIVA ‘KATIE’, SOB PEDIDO, FEZ MOVIMENTOS DAS MÃOS E BRAÇOS COMPARÁVEIS EM TIPO E EM MAGNITUDE ÀQUELES EM QUE A MÉDIUM TINHA FEITO, SOB PEDIDO, QUANDO CONECTADA AO CIRCUITO ANTES DE A SESSÃO COMEÇAR. Esses movimentos da ostensiva ‘Katie’ não produziram flutuações apreciáveis na deflexão, enquanto que movimentos similares da médium causaram flutuações substanciais. Portanto, a suposição de que a ostensiva ‘Katie’ era simplesmente a médium, ainda no circuito, é insustentável.
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    [COMENTÁRIO DE MONTALVÃO: a explicação do autor não parece satisfatória, pois não está explícito que iguais movimentos que Varley pedira à medium pediu-os à materialização. Pelo que se lê, a movimentação dos pulsos e dedos fora ato mais brando que os “vigorosos movimentos” de mãos e braços requeridos à médium.]
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    Sr. Hall acusa Varley de ‘confusão de pensamento sobre o objeto de seu teste’. Eu não posso ver qualquer confusão; o argumento parece-me perfeitamente sólido para o propósito o qual foi intencionado. Podmore não desafia a lógica do argumento, mas ele me parece ter ignorado uma parte essencial da premissa. Ele diz: ‘… a suposição feita pelo Sr. Varley de que o ato de escrever (durante o qual, obviamente, os braços não experimentariam movimentos súbitos ou violentos) teriam necessariamente envolvido oscilação, parece ter sido puramente gratuita’. Isso ignora a declaração explícita de Varley: ‘Katie então, ao meu pedido, moveu seus pulsos, abriu e fechou seus dedos, mas o galvanômetro ficou constante o tempo todo… O abrir e fechar de seus dedos não causou qualquer variação superior a uma divisão da escala; fosse a mão da Srta. Cook, o galvanômetro teria variado ao menos 10 divisões.’
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    Isso para o experimento que o próprio Varley conduziu, e em que Crookes foi meramente um dos assistentes. Como já mencionado, Harrison se refere a um segundo experimento, realizado numa ocasião posterior, em que Crookes era o experimentador e Varley estava ausente. Como dito acima, ele alega que Crookes permitiu somente fio suficiente para permitir que a médium, tivesse ela se movido, aparecesse na abertura das cortinhas do quarto escuro usado como gabinete. Ele alega que, apesar disso, a figura veio de ‘seis a oito pés além das cortinas, adentrando na sala…’. Ele alega também que Crookes fez ‘Katie’ mergulhar suas mãos numa solução de iodeto de potássio, e que isso não causou mudança no galvanômetro defletor. SE TUDO ISSO É VERDADE, segue-se que ou ‘Katie’ não era idêntica à médium, ou a médium não estava mais no circuito, e alguma resistência equivalente tinha sido substituída temporariamente por seu corpo. Não temos dados para decidir entre essas duas alternativas.
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    DEVO DIZER QUE ACHEI A COISA TODA EXTREMAMENTE CONFUSA.
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    EM VISTA DO QUE NÓS SABEMOS SOBRE OS PRIMEIROS E CONTEMPORÂNEOS ASSOCIADOS DE FLORENCE E DA HISTÓRIA POSTERIOR DELA, É ANTECEDENTEMENTE PROVÁVEL QUE ELA ESTIVESSE FRAUDANDO NESSA OCASIÃO. Mas eu não consigo pensar em nenhuma maneira óbvia, consistente com as observações, em que ela pudesse tê-lo feito.
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    Devo me contentar com as seguintes observações hipotéticas. Vamos supor que o que eu tentei mostrar acima é muito difícil de conciliar com o comportamento registrado do galvanômetro, que ela fraudou temporariamente substituindo uma bobina de resistência pelo seu próprio corpo no circuito. Isso iria pressupor, da parte da médium, a posse e encobrimento de uma bobina de resistência adequada, o conhecimento de como usá-la, e habilidade considerável em fazer duas substituições sem quebrar o circuito. Em 1874 a aparelhagem elétrica era uma raridade, e a familiaridade com seu funcionamento era confinada a alguns poucos peritos. Não podia haver muitas pessoas no círculo de Florence que teriam o conhecimento técnico e os recursos materiais para fornecer Florence com os meios de fraude nesta maneira, e com o treinamento necessário para capacitá-la a usá-los com sucesso. Uma pessoa obviamente teria sido Crookes, mas ele não necessariamente teria que ser a única. Se, portanto, acharmos (apesar das dificuldades que eu apontei em conciliar essa hipótese com os fatos registrados) que Florence estava fraudando deste modo quando foi testada por Varley, e se supormos que Crookes era a única pessoa em seu círculo com as qualificações necessárias para capacitá-la a agir assim, não será fácil resistir à inferência de que Crookes era seu cúmplice intencional. Mas é justo dizer que a primeira dessas hipóteses não é de forma alguma provável, e que a segunda não é de forma alguma certa.
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    É de algum interesse notar que Serjeant Cox, numa carta publicada no The Spiritualist de 10 de julho de 1874, afirma que Crookes aplicou o teste elétrico de Varley a Mary Showers, e que ele provou que ‘Florence Maple’ era idêntica a Mary. Agora, como sabemos, Harrison afirmou, em sua carta de 17 de março de 1874, para o Editor do The Medium, com o conhecimento e aprovação de ambos Varley e Crookes, que os experimentos ‘… provam de muitas maneiras que a Srta. Cook está dentro do gabinete, enquanto “Katie” está fora’. O LEITOR BONDOSO ATRIBUIRÁ ESSA DIFERENÇA À MEDIUNIDADE GENUÍNA DE FLORENCE, EMBORA A DE MARY FOSSE FRAUDULENTA. O MAIS CÍNICO SUSPEITARÁ QUE, EMBORA AMBOS FOSSEM FRAUDULENTAS, FLORENCE TINHA, NO QUE FALTAVA À POBRE MARY, UM ‘NAMORADO’, TREINADO EM TÉCNICAS ELÉTRICAS E DESEJOSO DE COLOCÁ-LAS À SUA DISPOSIÇÃO.
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    Esse ‘namorado’ hipotético pode bem ter sido Crookes; mas pode igualmente ter sido algum outro membro de seu círculo (se havia tal) com os conhecimentos e técnicas necessários.
    .
    Não posso fazer afirmações quanto ao conhecimento de teoria elétrica ou técnica, e eu ADMITO FRANCAMENTE QUE ACHEI O NEGÓCIO TODO DOS TESTES ELÉTRICOS DE VARLEY EM FLORENCE COOK EXTREMAMENTE CONFUSOS. Deve haver membros da S.P.R. com qualificações muito superiores às minhas para expressar uma opinião e realizar experimentos. Escrevi essas notas na esperança que algumas delas sejam respondidas. SERIA EXTREMAMENTE DESEJÁVEL QUE OS EXPERIMENTOS FOSSEM REPETIDOS, TÃO PRÓXIMOS QUANTO POSSÍVEL DAS MESMAS CONDIÇÕES QUE VARLEY DESCREVE (COM SOBERANOS E TUDO O MAIS!) COM ALGUMA PESSOA QUE DÊ TUDO O DE SI PARA FRAUDAR O CONTROLE; e assim estabelecer o que pode e o que não pode ser estabelecido no modo de subterfúgios. (Publicado no Site Obras psicografadas)

  263. Arnaldo Paiva Diz:

    Boa tarde
    .
    Larissa Diz:
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    Não precisamos de uma psicografia complexa cheia de detalhes sobre os familiares. Um experimento mais simples, como o que propos um dos debatedores, já valeria. Ex: Leitura de um parágrafo de uma enciclopédia através de psicofonia. Eu em uma sala e o médium em outra.
    .
    Eu gostaria de propor uma coisa mais sólida, você reunir o seu pessoal, como seja: a psicóloga, o psiquiatra, um físico e outro cientista a fazer as experiências. Você está com medo de fazer a experiência ou está apenas blefando, se assim for, não ressoa bem.

  264. Arnaldo Paiva Diz:

    Boa tarde
    .
    Larissa Diz:
    Só um esclarecimento. Eu não sou atéia. Só não acho que a vida após a morte, se houver, seja como descreve CX e Kardec.
    .
    Você não aceita as provas e comprovações dos fenômenos que já foi apresentado pelos cientistas e confirmados pelos mágicos? Então eu gostaria de propor uma coisa mais sólida, você reunir o seu pessoal, como seja: a psicóloga, o psiquiatra, um físico e outro cientista a fazer as experiências, e com certeza você saber “in loco” como ela é. Aí nós vamos passar a divulgar a vida no mundo espiritual segundo as experiência da Larissa. E os próprios céticos desse blog vão dizer: A Larissa não conseguiu descobrir os embuste e as trapaças que os seus próprios amigos dela usaram. Você está com medo de fazer a experiência ou está apenas blefando, se assim for, não ressoa bem.

  265. Arnaldo Paiva Diz:

    Boa tarde
    .
    Larissa Diz:
    Arduin, vamos repetir o experimento de Crooks? Seria possível?
    .
    A pergunta não foi dirigida à minha pessoa, mas convido-a a repetirmos as experiências de Crooks, basta você reunir o seu pessoal, como seja: a psicóloga, o psiquiatra, um físico e outro cientista a fazer as experiências, e com certeza você vai saber como se dão as materializações de espíritos. Você está com medo de fazer a experiência ou está apenas blefando, se assim for, não ressoa bem.

  266. Arnaldo Paiva Diz:

    Boa tarde
    .
    Larissa Diz:
    E quais seriam as características de tal médium capaz de produzir materializações?
    .
    Uma psicóloga, um psiquiatra, um físico e outro cientista, são capazes de produzir não somente materializações, mas também outros tipos de fenômenos físicos. Você está com medo de fazer a experiência ou está apenas blefando, se assim for, não ressoa bem.

  267. Marciano Diz:

    Arduin,
    Você adora não me entender.
    O que eu quis dizer foi exatamente isto: cx SEMPRE foi rustenista. Se isto o decepcionou, foi porque você não sabia que ele era rustenista.
    Se soubesse DESDE O INÍCIO, já teria sido compelido a deixar o trabalho pela expulsória há décadas. Teria bem mais de cem anos. Estaria no Guiness.
    .
    O Alamar não bate bem e não é muito aclamado no meio espírita, por suas ideias e comportamento considerados extravagantes. Ele tem rancores do tempo em que era sargento da Aeronáutica, achava-se perseguido, injustiçado.
    Pinta o cabelo (pelo menos pintava, da última vez em que o vi) tal qual cx. Vaidade tola para um espírita. Aliás, Divaldo, o vetusto Divaldo, também pinta.
    .
    Outra coisa, Arduin. Seus vegetais são a base da cadeia alimentar, sem eles não existiriam animais. Isto se dá porque seu gasto energético é mínimo, e assim é porque não precisam caçar para se alimentar (se houver algum erro no meu raciocínio, agradeço a correção – não vale falar em plantas carnívoras).
    Já pensou a maravilha que seria se existisse materialização? Ectoplasma de moribundos, os quais não precisarão mais dele, poderia ser usado para resolver o problema da fome mundial.
    Como na física, assim como na economia, não existe criação de energia ou de riqueza, só transferência, através do fim do desperdício de ectoplasma daríamos um salto gigantesco (a humanidade, assim entendida, o equivalente ao mundo dos encarnados).
    .
    A propósito, essas divagações sobre os experimentos de Crookes et al., baseadas nos escritos que alguns descascados deixaram, é bem bizantina. É como se estivéssemos falando de vida sexual e hábitos alimentares de trilobitas. O espaço para o exercício da imaginação é tão vasto quanto o universo.
    Eu tenho a impressão de que a tecnologia das materializações foi abandonada porque mostrou-se completamente inútil. Só servia para espetáculos circences e promoção pessoal de algumas pessoas.
    Fico pensando em qual o propósito de um espírito se materializar. . . Se for para provar a existência de espíritos, seria uma burrice, pelo que sei, espíritos não são feitos de matéria, isto seria uma desespiritualização.
    E por que eles iriam querer provar sua existência para outros espíritos que, em breve, estarão papeando com eles no mundo espiritual?
    Uri Geller entortava colheres, era tudo truque barato, reproduzido com facilidade no bar do bigode. E se fosse real? Para que serve um subpoder desses? Se eu quiser entortar uma colher, entorto e pronto! Não precisa de palhaçada nenhuma para isso.
    É como eu disse mais acima, nem só de pão vive o homem, a fantasia é fundamental, para que fujamos da chatice da realidade. Só é preciso saber não misturar as coisas.

  268. Larissa Diz:

    Arnaldo, eu não estou blefando. Sabendo que o Arduin é um cientista espírita (biólogo), fico ainda mais entusiasmada com a possibilidade de repetir o experimento de Crookes e tirar a dúvida de vez. Temos que encontrar um médium doador de ectoplasma e um laboratório (podes nos ajudar Arduin?) para realizarmos o experimento. Também precisamos desenvolver uma metodologia científica apropriada. Você conhece algum médium doador de ectoplasma que se disponha a participar de nossa empreitada? Ou, na sua opinião, qualquer um pode doar?
    .
    É claro que eu quero acreditar que tenho um mentor, que a vida continua, que há uma razão para tudo, que Publio Lentulus existiu, etc. Seria muito reconfortante! Mas perantes as evidências de fraude, não dá.
    .
    E veja que grande serviço para o espiritismo: a replicação dos resultados de Crookes em tempos modernos e perante céticos. Se isso acontecer, eu dobro os joelhos e passo a divulgar o espiritualismo (isso não é uma ironia, nem um blefe – falo de coração).
    .
    Posso contribuir com alguns custos para o experimento, inclusive com sua passagem aérea e hospedagem (faço questão) Arnaldo, caso queira participar, já que o expert em espiritismo aqui é vc.
    .
    Arduin e Arnaldo, vamos começar a inventariar o que é necessário para replicarmos o experimento de Crookes?

  269. Larissa Diz:

    ARNALDO DISSE – “Uma psicóloga, um psiquiatra, um físico e outro cientista, são capazes de produzir não somente materializações, mas também outros tipos de fenômenos físicos.”
    .
    EU – “Podes explicar como isso seria possível?” Pensei que fosse necessário um doador de ectoplasma.

  270. Marciano Diz:

    A religião desempenha papéis fundamentais para a maioria das pessoas.
    A sensação de pertencer a um grupo;
    A necessidade de fantasiar e intelectualizar, sentindo-se especial por ter conhecimentos restritos a um grupo de iluminados;
    Substituição da figura protetora dos pais pela de divindades.
    É uma espécie de muleta, ajuda aos que não tem uma ou duas pernas, mas atrapalha quem não tem qualquer problema para caminhar.
    Quando a pessoa descobre que sua religião é um engodo, muda para outra, acreditando que agora sim, está no caminho certo.
    Outros preferem ficar sem religião, porém criando um mundo imaginário fantástico e indefinido (a indefinição ajuda a não duvidar de novo – aquilo que não faz sentido é um mistério, pronto!).
    Religião pode perfeitamente ser substituída por crença em pseudociências, parapsicologia, telepatia, florais de Bach, acupuntura, coisas tão idiotas quanto ela.
    Se o pensamento crítico for um pouco mais intenso e os substitutos não satisfizerem, pode-se optar pelas divagações da ciência, tais como viagem no tempo, curvatura do espaço, multiversos.
    A mecânica quântica é ótima para fantasiar. É nebulosa por natureza, assim fica fácil relacionar qualquer maluquice com mecânica quântica, principalmente quando não se têm a menor noção de matemática superior.
    Algumas pessoas não se incluem nesse padrão, deve ser coisa da seleção natural (será, Arduin?).
    Eu adoro aquilo que convencionou-se chamar de Teoria da Evolução, mas não tenho o conhecimento que gostaria de ter sobre o assunto. Trabalho e estudo relacionado ao trabalho roubam meu tempo, por isso sempre peço o aval ou correção do Arduin, o qual, paradoxalmente, deve ser o que mais entende do assunto aqui.
    Digo paradoxalmente porque fico com a impressão de que a chamada Teoria da Evolução é o melhor antídoto contra religião, mas posso estar errado, se não funciona em um botânico. . .
    Acho que a psicologia clínica (pelo amor de deus, não falem em psicologia transpessoal) e a psiquiatria também são bons antídotos. Já que “religião é veneno”.

  271. Montalvão Diz:

    MARCIANO DIZ: Eu tenho a impressão de que a tecnologia das materializações foi abandonada porque mostrou-se completamente inútil. Só servia para espetáculos circences e promoção pessoal de algumas pessoas.
    .
    COMENTÁRIO: segundo nosso guru para assunto de carnificações, o douto mas não doudo Arduin, materializações continuam a, tecnologicamente, acontecer. Porém, visto que ninguém fora do universo mediúnico nelas crê, os espíritos desistiram de conceder ao mundo o benefício do espetáculo: agora só se materializam caseiramente, ou seja, em centros espíritas e semelhados, desde que (anotem) sejam centros acreditantes e praticantes do show.
    .
    Arduin, corrija-me se interpretei erroneamente sua convicção e, caso li direito, informe sob que circunstâncias considera essa ideia argumento válido para justificar a realidade do fenômeno ectoplasmático…
    .
    Tô dando maior apoio à proposta da Larissa: vamos deixar de blablablá e blebleblé e passar aos procedimentos concretos. Você, Arduin, e o Arnaldo, que têm intimidade com doadores de ectoplasma (eu era doador de espermatoplasma, enquanto tive algum), convide médiuns materializadores dispostos a se deixarem testar em condições controladas. Diga-lhes que estamos propensos a dividir o prêmio Nobel com os medianeiros, com exceção da parte da Larissa que será ofertado ao Obras (um incentivo financeiro sempre estimula).
    .
    Achando médiuns assim dispostos planejaremos o melhor meio de juntá-los em local adequado e definiremos a metodologia de trabalho. Avise-os para ficarem tranquilos que não serão machucados nem bulidos, afora revistas normais. Peça-lhes que informem o quanto de lúmens suportam, e quais espectros luminosos são admissíveis. Também precisamos saber se querem cabines e cortinas indevassáveis. Em contrapartida devem aceitar equipamentos de filmagem, inclusive em infravermelho, gravadores de alta sensibilidade, conexões eletrônicas nos pulsos e tornozelos, e outros métodos indolores de fiscalização.
    .
    Podem chamar fiscais espiritistas, que se juntarão a outros, religiosamente neutros, e do resultado dos investigamentos será emitido relatório, ao qual se anexarão as provas colhidas durante os testes.
    .
    Em linhas gerais, creio que será por aí. O que acha?

  272. Toffo Diz:

    essa disposição toda de achar médiuns e montar um experimento não me parece nova não, aqui neste blog. Isso já aconteceu no post dedicado à Dama do Algodão, alguém lembra?

  273. Toffo Diz:

    Interessante achar similitude entre as pessoas portadoras de luzes em alguma disciplina, ou seja, intelectuais, cientistas etc, que sejam espíritas. Quanto mais graduadas no saber, mais se esmeram em raciocínios sinuosos para defender a sua fé. Vejo isso no Arduin em suas argumentações aqui, e nos escritos de Herculano Pires, um filósofo de enorme cultura, que teria muito a contribuir para a incipiente filosofia tupiniquim, mas que acabou se apequenando quando se enfiou nas fileiras espíritas, tornando-se apenas um prosélito. Um prosélito de valor, mas um prosélito apenas. As defesas que faz de episódios como o EEG de CX e o episódio Hamilton (aquele jornalista que deu um endereço falso para consulta espiritual) são desalentadoras. Vejam só: ,i.O repórter Hamilton Ribeiro pediu aos espíritos uma receita para pessoa e endereço inexistentes. Chico Xavier psicografou: “Junto dos amigos espirituais que lhe prestam auxílio, buscaremos cooperar espiritualmente em seu favor. Jesus nos abençoe.”

    Hamilton encerra a sua reportagem perguntando: “O que pensar disso?” Mas está evidente: o recado era para ele mesmo. A regra é essa. Chico já a explicou muitas vezes. Se o nome do consulente é falso, os espíritos respondem para o “solicitante”.
    .
    Equivale a dizer: se as bananas são curvas, é que Deus as criou assim.

  274. Marciano Diz:

    Montalvão, quando for montar a equipe, não se esqueça de mim. E se houver uma médium como (sem trocadilho) a Eva, quando era novinha, eu me encarrego da parte da revista (busca pessoal).
    .
    Toffo, eu me lembro da algodoeira, mas essa eu não quero revistar, não. Tenho medo dela e de seus (dela) advogados.

  275. Gorducho Diz:

    Esprit M. le Professeur,
    Je t’appelle d’esprit à esprit,
    Reviens de l’ombre ou de la lumière
    Et manifeste-toi ici!

  276. Antonio G. - POA Diz:

    Materialização… coisinha difícil de acontecer, salvo no âmbito do imaginário e do fantástico.
    .
    As “fadas” não possuem varinhas de condão. “Papai Noel” não voa em um trenó puxado por renas. O “Saci Parerê” não fuma cachimbo e não tem uma carapuça vermelha.

    E médiuns não produzem “ectoplasma”.
    .
    Bom Dia, amigos!

  277. Antonio G. - POA Diz:

    Muita gente boa já acreditou ou ainda acredita em fadas. Em médiuns também.

  278. Larissa Diz:

    Qual seria o carma destas pobres criaturas? Que crimes terríveis teriam cometido para merecer estes destino que provelmente os levará a óbito em tenra idade? Qual seria a explicação dos espíritas? http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2013/09/siameses-recem-nascidos-na-china-fazem-consulta-para-avaliar-quadro.html
    .
    Para a epilepsia já temos explicação – paranormalidade. Sei…

  279. Larissa Diz:

    * explicção que só vale para CX. No caso de meu familiar, a orientação que eu recebi é que epilepsia é uma coisa e mediunidade é outra. Então a tese de paranormalidade só vale quando é conveniente. SEI…..

  280. Marciano Diz:

    Larissa,
    como os testemunhas de jeová, os espíritas têm resposta para tudo.
    Eles dizem que pode ser uma prova para os pais, por exemplo. Só que existem crianças que sofrem e não têm pais, ou porque foram abandonadas ou porque eles morreram, mas aí pode ser oportunidade para um espírito caridoso que tem ligações com a criança na espiritualidade.
    Eles também dizem que pode ser uma oportunidade para o espírito da criança sofredora se fortalecer espiritualmente ou pode ser carma. No caso, o sofrimento poderia ter sido pedido na espiritualidade pela própria criança, como forma de expiação.
    A Terra é planeta de provas e expiações. Vai passar brevemente para planeta de regeneração.
    Dizem o mesmo de animais que sofrem, seria uma espécie de treinamento para quando evoluírem até serem humanos.
    Dizem cada coisa!
    TJs são iguaizinhos.
    Racionalização é fogo.
    Todo religioso é igual.

  281. Larissa Diz:

    Numa busca rápida sobre as “coincidências” entre os livros Herculanum e Há 2000 anos, achei a primeira espantosa reprodução (CUEE??)

    Herculanum – Era uma radiosa manhã primaveril, do ano da graça de 79 (832 de Roma).
    H2000A – Em radiosa manhã do ano de 79, toda a Pompeia despertou em rumores festivos.
    —-
    Há Cornélius em ambos.
    Herculanum – Quirílius Cornélius
    H2000A – Publio Lentulus Cornélius.

    Vou ver se acho mais coisas…

  282. Gorducho Diz:

    Nada a ver com Herculanum, mas, fantástica coincidência, “Nazaré” (sim eu sei da história do fragmento da “sinagoga” em Cæsarea Maritima, blah blah blah) não poderia deixar de aparecer no enredo, e o Pilatos tinha que ter uma chácara lá :)
     
    Pois bem – replicou Pilatos, com segurança –, em assuntos de clima, sou aqui um homem entendido. Há seis anos que me encontro nestas paragens em função do cargo e tenho visitado quase todos os recantos da província e das regiões vizinhas, tendo motivos para afiançar que a Galileia está em primeiro plano. Sempre
    que posso repousar dos labores intensos que aqui me prendem, busco imediatamente a nossa vila dos arredores de Nazaré, (…)

  283. Larissa Diz:

    Herculanum – O povo precipitava-se em ondas pelas ruas, a gritar: — o Vesúvio! Fogo!
    H2000A – [...] tomados por gente que saía de casa,
    desarvorada, aos gritos de “Fogo, Fogo!… O Vesúvio…
    ——
    Herculanum – [/n] Pelas barbas de Júpiter [/n], minha senhora! que idsia foi essa de nos chamarem no melhor da festa? Estás maluca, Pompônia?
    H2000A – [/n]Pelas barbas de Júpiter! [/n]… Então, por onde andarão a nossa coragem e a nossa fibra?
    —–

  284. Gorducho Diz:

    Sr. Administrador: comentário anterior foi bloqueado? Nada relevante, apenas curiosidade(?)

  285. Marcos Arduin Diz:

    “O que eu quis dizer foi exatamente isto: cx SEMPRE foi rustenista. Se isto o decepcionou, foi porque você não sabia que ele era rustenista.”
    - Eu nunca tinha ouvido falar do Rustenismo até uns 10 anos atrás. Apesar de todo o esforço da FEB em divulgar esse Espiritocatolicismo, nunca tinha lido livro nenhum a respeito. Quando comprei o livro Jesus perante a Cristandade e logo no início da leitura falava do nascimento de Jesus “toda e todo cercados de fluidos”, etc e tal, achei absurdo. Alguma coisa não estava batendo. Se Kardec falava contra essa babaquice de corpo fluídico fantasmagórico, por que um livro editado pela FEB falaria a favor disso? Aí com o tempo as informações foram aparecendo e foi então que fiquei sabendo que Chico e Divaldo eram rustenistas roxos e que obras e escritos deles endossavam esse ponto de vista.
    Um dos melhores livros sobre isso, mas que também tem falhas, é o Conscientização Espírita, de Gélio Lacerda da Silva. Lá ele mostra a subserviência do Chico à vontade da FEB e o desconforto desta quando André Luís escreveu o livro Evolução em Dois Mundos, pois ali desmentia-se totalmente o que a FEB pregava. Wantuil de Freitas escreveu ao Chico, pedindo-lhe que isso fosse retificado, mas não dava para mudar um raciocínio desenvolvido ao longo de 140 páginas. Chico sugeriu que escrevesse ao Waldo Vieira e expusesse suas assertivas. O livro saiu do jeito que André Luís escreveu e sem concessões.
    .
    “O Alamar não bate bem e não é muito aclamado no meio espírita, por suas ideias e comportamento considerados extravagantes. Ele tem rancores do tempo em que era sargento da Aeronáutica, achava-se perseguido, injustiçado. Pinta o cabelo (pelo menos pintava, da última vez em que o vi) tal qual cx. Vaidade tola para um espírita. Aliás, Divaldo, o vetusto Divaldo, também pinta.”
    - Realmente ele tem posições estranhas e quebro o pau com ele nos emails que me manda. Ele defende o Divaldo e eu lhe mostro que este já está gagá e não tem como me refutar.
    .
    “Outra coisa, Arduin. Seus vegetais são a base da cadeia alimentar, sem eles não existiriam animais. Isto se dá porque seu gasto energético é mínimo, e assim é porque não precisam caçar para se alimentar (se houver algum erro no meu raciocínio, agradeço a correção – não vale falar em plantas carnívoras).”
    - Há alguns erros sim, mas não vou encher o saco do pessoal com aulas de metabolismo vegetal.
    .
    “Já pensou a maravilha que seria se existisse materialização? Ectoplasma de moribundos, os quais não precisarão mais dele, poderia ser usado para resolver o problema da fome mundial.”
    - A coisa não funciona assim.
    .
    “Como na física, assim como na economia, não existe criação de energia ou de riqueza, só transferência, através do fim do desperdício de ectoplasma daríamos um salto gigantesco (a humanidade, assim entendida, o equivalente ao mundo dos encarnados).”
    - Se ao morrer uma pessoa, ela fosse retalhada e cozidos ou assados os seus pedaços, o rendimento alimentar bateria de um milhão a zero o ectoplasma. Faça essa sugestão, então.
    .
    “A propósito, essas divagações sobre os experimentos de Crookes et al., baseadas nos escritos que alguns descascados deixaram, é bem bizantina. É como se estivéssemos falando de vida sexual e hábitos alimentares de trilobitas.”
    - Típico de quem nada sabe sobre o assunto.
    .
    “O espaço para o exercício da imaginação é tão vasto quanto o universo.
    Eu tenho a impressão de que a tecnologia das materializações foi abandonada porque mostrou-se completamente inútil. Só servia para espetáculos circences e promoção pessoal de algumas pessoas.
    Fico pensando em qual o propósito de um espírito se materializar. . . Se for para provar a existência de espíritos, seria uma burrice, pelo que sei, espíritos não são feitos de matéria, isto seria uma desespiritualização.
    E por que eles iriam querer provar sua existência para outros espíritos que, em breve, estarão papeando com eles no mundo espiritual?”
    - Porque os espíritos que ainda não estão no mundo espiritual querem se certificar de que estarão por lá mesmo e, já que é um habitante do lugar quem está falando, quem sabe ele revele coisas mais palpáveis do que elucubrações teológicas de padres e pastores…
    .
    “Uri Geller entortava colheres, era tudo truque barato, reproduzido com facilidade no bar do bigode. E se fosse real? Para que serve um subpoder desses? Se eu quiser entortar uma colher, entorto e pronto! Não precisa de palhaçada nenhuma para isso.”
    - Pois, teve um cientista que até montou um laboratório para estudar o safado. Sob rigor científico, ele NADA CONSEGUIU FAZER. O cara foi ridicularizado pelos colegas, pois deveria ter sido óbvio que tudo era fraude desde o início… Eu dou um boi ao cientista, pois ele pensou naquilo que todos os que investigaram médiuns no passado pensaram: _ Que é fraude, todos sabemos que deve ser… Mas e se não for? Não haveria aí uma nova realidade, um novo fenômeno a ser estudado? Entortar colher é besteira, mas e entortar ou remodelar plutônio dentro de uma blindagem protetora e assim fazer a coisa de um jeito muito seguro?
    .
    É como eu disse mais acima, nem só de pão vive o homem, a fantasia é fundamental, para que fujamos da chatice da realidade. Só é preciso saber não misturar as coisas.
    - Pois é: nada é mais chato para mim do que sábios céticos fantasiarem causas impossíveis para explicar fenômenos os quais não querem admitir porque fazem mal à fé cética deles…

  286. Larissa Diz:

    Arduin…. Herculanum é muito parecido com Há 2000 anos. Difícil não especular que seja um plágio, não acha?
    .
    E o nosso experimento?

  287. Marciano Diz:

    Arduin,
    o meu saco você pode e deve (se assim quiser, claro) encher. Eu acato tudo o que disser sobre biologia e quero aprender com você.
    Você tem meu e-mail (se não tiver mais, peça ao Vitor).
    E agradeço antecipadamente as correções.
    .
    Quanto à antropofagia, você sabe que esse é um tabu intocável. Ninguém faria isso e ninguém comeria isso (salvo alguns sobreviventes do acidente aéreo nos Andes).
    .
    “A propósito, essas divagações sobre os experimentos de Crookes et al., baseadas nos escritos que alguns descascados deixaram, é bem bizantina. É como se estivéssemos falando de vida sexual e hábitos alimentares de trilobitas.”
    - Típico de quem nada sabe sobre o assunto.
    .
    De qual assunto? Se for sobre trilobitas, pode me esclarecer, via e-mail. Se for sobre Crookes, obrigado, dispenso.

  288. Toffobus Diz:

    Fora que o Publius Lentulus Cornelius em 79 dC teria perto de cem anos, seria difícil um velhinho desses, gemendo todos os reumatismos, tentar escapar do fogo do Vesúvio. Aliás seria difícil até imaginar uma criatura velha e caquética dessas se deslocar léguas de Roma para recrear em Herculano. Isso se andasse por suas próprias pernas. Que ficasse quietinho no seu canto na capital! Esse ponto CX e seu alter-ego não previram. Nem todo ficcionista é perfeito, né?

  289. Marciano Diz:

    O próprio cx morreu com 92 anos sem condições de sequer falar direito, quanto mais fazer uma viagem dessas num tempo daqueles.

  290. Gorducho Diz:

    Sr. Administrador: meu comentário de ontem sobre “Nazaré” foi bloqueado? Por que?

  291. Vitor Diz:

    Gorducho, ele caiu no spam. Já foi liberado agora.

  292. Marcos Arduin Diz:

    “Arduin, NO MÍNIMO comprovaríamos a existência de telepatia e ganharíamos um prêmio Nobel. :)
    Caso o experimento desse certo, poderíamos refiná-lo de forma a testar a existência de uma consciência extracorpórea atuando no experimento.”
    - Ô Larissa! Você precisa se informar mais a respeito do poder da fé. Veja aqui que eu coloquei coisas muito simples, que não exigiriam nenhum raciocínio elaborado para se fazer a avaliação do caso e o poder da fé IMPEDE o detentor dela de aceitar o fato.
    Veja lá no relatório que Crookes publicou que os colegas dele testaram um lenço molhado para ver se isso permitiria burlar a vigilância do galvanômetro. Concluíram que NÃO PERMITIA. Não era possível, na bamba, acertar o valor da resistência do corpo da pessoa com um pano molhado. Como era uma fonte de erro, então afastaram mais as manivelas e foram chumbadas na parede. Mas o Polidoro vem com a ideia de que tais colegas nem imaginaram que ela podia vir com um pedaço de pano maior ou um outro resistor. E o Vitor defende a viabilidade do uso do pano com unhas e dentes, dizendo que o Brookesmith… Não ficou provada de forma alguma a viabilidade do pano molhado, mas isso, para a fé cética, não é importante.
    .
    A mesma coisa é trocar uma mão pela dobra do joelho. Houdini diz que ela deu sorte porque houve queda de força no teatro e assim ela pôde fazer esse truque. É só isso o que ele diz e olha que ela confessou TODOS os seus truques a ele. Queda de força em 1875 só pode ser gozação. Só isso já inutilizaria ESSE trabalho de Houdini especificamente. Mas veja que o Vitor fica defendendo que “tendo colocado ambas as manivelas nas meias, ela teria obtido um alcance adicional”. No que isso ia ajudar? Ela não teria como examinar as estantes e achar os livros certos, nem destrancar uma escrivaninha, nem fazer aparecer um fantasma materializado. Mas o Vitor CRÊ NISSO.
    .
    Vê como a fé nos faz crer em besteiras? Quando os cristãos vêm me dizer que a Bíblia é exata e infalível e absolutamente verdadeira em TUDO sobre o que se manifesta, eu digo que eles devem crer que a Terra é plana, está no centro do Universo, que o Céu é sólido, etc e tal, pois tudo isso são ENSINAMENTOS BÍBLICOS.
    .
    Quer saber mais do estrago que a fé pode fazer nas mentes científicas? Veja aí na internet o livro Impostura Científica em 10 lições e leia o capítulo sobre Cyrill Burt. O cara fez uma baita fraude que foi inteiramente aceita pela comunidade científica porque confirmava uma coisa na qual queria acreditar: que a inteligência é genética, presente nas raças de boa estirpe, e não produto de educação.
    .
    E falando do nosso experimento bem sucedido que comprovaria a telepatia… eh eh! Íamos ser alvos de gozação de toda a comunidade científica. Nunca seríamos levados a sério. E vou lhe dizendo outra coisa: telepatia, conforme lhe mostrei pelo experimento do Zangari, não se parece nada com aquilo que se vê nos filmes de X-man ou Jornada nas Estrelas. Os resultados são parcos, instáveis, imprevisíveis e aí se aparece um sábio cético e não obtém nada de significativo com o nosso telepata… é bom ir maquiando a sua cara de tacho. A minha eu não preciso porque é sempre a mesma.
    .
    Infelizmente estou ocupado com as minhas obrigações profissionais e não posso me dedicar muito ao blog.
    Depois a gente conversa.
    .
    Como cientista, você poderia ajudar a bolar uma metodologia científica para o experimento.

  293. Vitor Diz:

    Arduin,
    comentando:
    .
    01 – “Não era possível, na bamba, acertar o valor da resistência do corpo da pessoa com um pano molhado. [...] E o Vitor defende a viabilidade do uso do pano com unhas e dentes, dizendo que o Brookesmith… Não ficou provada de forma alguma a viabilidade do pano molhado, mas isso, para a fé cética, não é importante.”
    .
    Eu já respondi a isso, até agora você não respondeu na mensagem de 11 de setembro às 00h16min. O Crookes e colegas acharam que a médium só poderia burlar o teste se usasse um pano com a mesma resistência, ficando com as mãos e os pés livres. Nunca pensaram que ela poderia usar o pano com uma resistência qualquer e continuar a estar no circuito, seja colocando os eletrodos nas próprias meias, seja colocando a perna por cima das manivelas, mantendo assim a resistência do circuito inalterada. Essa foi a falha deles.
    .
    Aguardo sua resposta da minha mensagem de 11 de setembro.
    .
    02 a- “No que isso ia ajudar? Ela não teria como examinar as estantes e achar os livros certos”
    .
    Como não? Os livros estavam a apenas 3,7 metros dela, Crookes diz: “e a escada de mão da minha biblioteca estava apoiada contra as prateleiras de livros a uma distância de cerca de 3,7 metros dela.” Se ela desse apenas uns passos já podia pegar os livros!
    .
    02b – “nem destrancar uma escrivaninha”,
    .
    A escrivaninha JÁ TINHA SIDO ABERTA! Crookes diz:
    .
    “Ela entrou na sala de visitas e conversou conosco por mais ou menos um quarto de uma hora, depois disso meus amigos desceram a escada para examinar o equipamento elétrico e a minha biblioteca, que seria usada como quarto escuro. Eles examinaram os armários e abriram as escrivaninhas. Colocaram tiras de papel acima das fixações das venezianas da janela e as fecharam hermeticamente com seus anéis de sinete.”
    .
    Crookes NÃO DIZ que as escrivaninhas voltaram a ser fechadas. O que ele diz é: “Eu posso afirmar que esta caixa de cigarros estava em uma gaveta trancada da minha escrivaninha quando a Sra. Fay entrou no quarto.”
    .
    Sim, quando ela entrou no quarto a escrivaninha estava fechada, mas logo em seguida o próprio Crookes diz que os amigos ABRIRAM a escrivaninha. A escrivaninha continuou fechada? Isso não é dito. E se foi fechada, a Sra. Fay ou o seu cúmplice poderiam ter pego a caixa de cigarros antes de a escrivaninha ser fechada? Entendo que sim. Há VÁRIAS possibilidades.
    .
    02c – “nem fazer aparecer um fantasma materializado.”
    .
    Era a própria médium, Arduim ligada ao circuito pelos eletrodos nas meias. BrookesSmith já mostrou isso. Stephenson também.

  294. Gorducho Diz:

    Mas o Professor diz que as manivelas e foram chumbadas na parede?

  295. Vitor Diz:

    Gorducho,
    o Brooke-Smith respondeu a isso:
    .
    “Na primeira experiência, as manivelas foram atarraxadas para baixo, separadas inicialmente cerca de 30 centímetros projetando-se horizontalmente do topo do assento do laboratório para simular as condições das experiências de 1875 com a Sra. Fay. O desvio do galvanômetro foi ajustado primeiro até mais ou menos 40 cm e as indicações de deflexão eram lidas na escala quando as manivelas estavam firmemente seguras. Não houve nenhuma dificuldade em deslizar um pulso e um antebraço ao longo de uma manivela e segurar a outra manivela, mantendo assim o circuito fechado através do antebraço, e então colocar a outra mão para fora sem produzir qualquer movimento considerável na escala do galvanômetro. Porém, era essencial manter uma boa pressão exercida pelo antebraço na manivela e segurar a outra manivela firmemente. A escala então não se moveu mais do que 1 cm. Tanto a mão direita como a esquerda podiam ser liberadas em pouco mais de um segundo por este estratagema, que foi subsequentemente repetido com as manivelas separadas 60 centímetros.”
    .
    E o Arduin ainda diz que os experimentos do Brookes-Smith foram capengas…. tá!

  296. Larissa Diz:

    Arduin: “Você precisa se informar mais a respeito do poder da fé. Veja aqui que eu coloquei coisas muito simples, que não exigiriam nenhum raciocínio elaborado para se fazer a avaliação do caso e o poder da fé IMPEDE o detentor dela de aceitar o fato.”
    ——
    Eu: Percebi o poder da fé neste Blog. Mesmo perante evidências, continuam com defesas esdrúxulas para salvaguardar a FÉ.
    Posso falar por mim – eu não sou ateia. Tenho uma vasta vivência religiosa em religiões diversas, inclusive não-cristãs, e em cada uma, parafraseando o Toffo, encontrei argumento sinuosos para defender a FÉ.
    .
    A ÚNICA forma de não se deixar enganar pela vaidade e fantasia é tentar manter um pensamento neutro e não criar ídolos intocáveis. Neste sentido, tudo o que quero é repetir o experimento de Crookes ou algo que possa, de fato, comprovar minimamente a existência mediunidade.
    .
    Acredito que a proposta original do espiritismo, Kardecista ou não, seja construir conhecimento racionalmente, através de experimentos controlados para evitar fraudes como Otília Diogo. Estou errada?
    .
    Vc já parou para pensar pq a proposta acima causa tanta tensão entre os religiosos?

  297. Larissa Diz:

    Para reflexão: Eu aprendi muito com Krishnamurti.
    .
    http://www.youtube.com/watch?v=qWq6uIMVApw
    .
    Jiddu Krishnamurti foi um filósofo, escritor e conferencista internacional.

    Krishnamurti disse: “Eu reafirmo que a Verdade é uma “terra” inalcançável, e que não se pode alcançar por qualquer caminho, seja uma religião, ou uma seita.”

    Jiddu Krishnamurti era livre de que qualquer influência condicionante dos diferentes sistemas de filosofia, religiosidade dogmática, ideologia politica, especulação intelectual e diferenças culturais. Quando o homem fica consciente dos seus próprios pensamentos ele vê a divisão entre o pensador e o pensamento.

    Jiddu Krishnamurti nasceu no dia 12 de Maio de 1985, cerca de 250km a norte de Madras (Chennai) India. Krishnamurti cresceu dentro da sociedade teo-filosófica para ser uma incarnação de Maitreya, o Buda Messiânico.

    Em 1929 Jiddu Krishnamurti, tomando forma como “Sábio do Mundo”, chocou o movimento teo-filosófico dissolvendo a Ordem da Estrela, a organização que estabeleceu para apoiá-lo e começou a emergir como um dos sábios mais influentes e iconoclástico do séc. XX. Ele repudiava não só todas as relações com as estruturas religiosas e ideológicas, mas negava também a sua existência como autoridade espiritual.

    Viajando constantemente, também rejeitou laços com qualquer país, nacionalidade ou cultura. Embora ele escrevesse e apresentasse conferencias, não aceitava qualquer pagamento pelas suas palestras, nem direitos de autor dos seus livros ou gravações..

    O objectivo de Krishnamurti era libertar a humanidade. Ele afirmava que o individuo se torna livre por ficar consciente do seu próprio condicionamento psicológico, e que o seu despertar irá possibilitar o amor ao próximo.

  298. Montalvão Diz:

    MARCIANO DIZ: Eles também dizem que pode ser uma oportunidade para o espírito da criança sofredora se fortalecer espiritualmente ou PODE SER CARMA. No caso, o sofrimento poderia ter sido pedido na espiritualidade pela própria criança, como forma de expiação.
    .
    COMENTÁRIO: extra da Terra, a referência ao carma como explicação espírita não está cemporcento condizente: conquanto na prática o espiritismo adote a ideia de que o feito em vida passada repercute na atual, a doutrina ortodoxa (kardecismo puro) postula a chamada “lei de causa e efeito”, que pode ser considerada um carma abrandado. No conceito do carma, o efeito é inexorável: pisou na bola nesta vida na outra vais pagar. O espiritismo minimiza essa granítica concepção propondo que na erraticidade ocorre planejamento da vida vindoura, de modo a consertar na vida presente os crimes da anterior e, concomitantemente, progredir mais um tantinho no infindo caminho rumo à perfeição. Devemos lembrar que a ideia do carma está agregada a das castas, enquanto a causa e efeito espírita propõe o contínuo e irrecuável progresso.
    .
    saudações metafísicas.

  299. Gorducho Diz:

    Já no Chiquismo compromissos morais adquiridos conscientemente na carne somente na carne devem ser resolvidos. Assim, o corpo carnal não é apenas um vaso divino para o crescimento de nossas potencialidades, mas também uma espécie de filtro (“espécie de carvão miraculoso” – concluo que é um carvão ativado metafísico) que retém impurezas do periespírito transmitidas e este pelo corpo carnal. Então a permanência no campo físico funcionará como recurso para eliminação de feridas existentes nos delicados tecidos da alma, o que permitirá exteriorizar-se doravante a alma em corpos sadios nas futuras encarnações.
    [fonte: ENTRE A TERRA E O CÉU]
     
    Saudações Doutrinárias.

  300. Larissa Diz:

    Se alguém tiver gostado, mais um video recomendado: http://www.youtube.com/watch?v=qonClbGevVM

  301. Montalvão Diz:

    .
    Marciano Diz: O próprio cx morreu com 92 anos sem condições de sequer falar direito, quanto mais fazer uma viagem dessas num tempo daqueles.
    .
    COMENTÁRIO: eu, enquanto mim mesmo, em vida pregressa, que não vou dizer qual para evitar especulações desnecessárias, morri com a idade de 118 anos trepando. Trepei numa goiabeira para tirar a mais formosa goiaba para minha namorada de 19 anos e levei um tombaço de cabeça no chão. O barulho foi tal que despertou a matilha de filas da fazenda próxima. Os animais me atacaram, eram 17, aos quais enfrentei afugentando todos. Um deles, no entanto, resolveu comer minha namorada. Parti em defesa da cachopa quando tropecei numa pedra e rolei o barranco. Caí 80 metros dentro do rio e me afoguei… quase… Quase me afoguei: nadei feito condenado até a margem. Estava saindo da água quando o jacarão me atacou. Era o maior réptil vivente naquelas paragens, suas mandíbulas já haviam partido correntes com elos de duas polegadas. Lutamos desesperadamente por duas horas. Finalmente ele me arrastou para o fundo do rio e foi o fim… O fim deste capítulo, pois chegando ao fundo enfiei o dedo num dos olhos do bicho (qual foi o olho não lembro) obrigando-o a pedir arrego. Preocupado com o destino de minha namorada, caminhei três dias e três noites, sem beber, comer ou dormir. Estava quase chegando em casa quando parei numa banquinha de jornais e fiquei a ler as manchetes. Uma delas dizia: “Avô-lula absolvido das suspeitas de corrupção, ladroagem, safadezas, putarias e bebedices. Em entrevista ao jornal, o vô profetizou que um seu descendente ainda seria chefe do país”. Fiquei tão aborrecido ante tamanha impunidade que sofri três ataques cardíacos e dois avcs. Fiquei três meses em recuperação. No dia em que ia receber alta comi um arroz com chumbinho por engano, que fora postado no quarto para matar os ratos e pensei que fosse meu almoço. E foi assim que morri, mas por culpa dos médicos que demoraram 6 horas até fazerem a lavagem estomacal…
    .
    Vai ver seja por isso que na presente existência sou como sou…

  302. Montalvão Diz:

    ARDUIN DIZ: Vê como a fé nos faz crer em besteiras? Quando os cristãos vêm me dizer que a Bíblia é exata e infalível e absolutamente verdadeira em TUDO sobre o que se manifesta, eu digo que eles devem crer que a Terra é plana, está no centro do Universo, que o Céu é sólido, etc e tal, pois tudo isso são ENSINAMENTOS BÍBLICOS.
    .
    COMENTÁRIO: Arduin, só para nos ilustrar, onde na Bíblia constam esses ensinamentos?

  303. Arnaldo Paiva Diz:

    Bom dia
    .
    Larissa me desculpe pela demora em responder, é que nestes dias estou muito atarefado, mas vamos lá.
    .
    VOCÊ DIZ: Arnaldo, eu não estou blefando. Sabendo que o Arduin é um cientista espírita (biólogo), fico ainda mais entusiasmada com a possibilidade de repetir o experimento de Crookes e tirar a dúvida de vez. Temos que encontrar um médium doador de ectoplasma e um laboratório (podes nos ajudar Arduin?) para realizarmos o experimento. Também precisamos desenvolver uma metodologia científica apropriada. Você conhece algum médium doador de ectoplasma que se disponha a participar de nossa empreitada? Ou, na sua opinião, qualquer um pode doar?
    .
    É claro que eu quero acreditar que tenho um mentor, que a vida continua, que há uma razão para tudo, que Publio Lentulus existiu, etc. Seria muito reconfortante! Mas perantes as evidências de fraude, não dá.
    .
    E veja que grande serviço para o espiritismo: a replicação dos resultados de Crookes em tempos modernos e perante céticos. Se isso acontecer, eu dobro os joelhos e passo a divulgar o espiritualismo (isso não é uma ironia, nem um blefe – falo de coração).
    .
    Posso contribuir com alguns custos para o experimento, inclusive com sua passagem aérea e hospedagem (faço questão) Arnaldo, caso queira participar, já que o expert em espiritismo aqui é vc.
    .
    Arduin e Arnaldo, vamos começar a inventariar o que é necessário para replicarmos o experimento de Crookes?
    .
    COMENTÁRIO: Todas as pessoas são dotadas de ectoplasma em maior ou menor grau, porque ele faz parte do organismo dos seres humanos. Não tem como saber se a pessoa tem um grau maior ou menor senão através da experimentação, razão porque sempre digo que reúna os seus amigos que estão dispostos a participar da experiência e comecem com a mesa, pois através disso se vai descobrindo quem os tem em maior abundância. Acredito que neste ponto Arduin está em vantagem, pois onde ele frequenta, – se for onde estou pensando – tem um grande número de médiuns e dentre eles, deve ter quem ofereça condições de se iniciar uma pesquisa dessa natureza.
    .
    Como este tipo de experiência deve ser feita no escuro ou com o uso de lâmpadas de côr vermelha, devido o ectoplasma ser sensível à luz branca, e podendo trazer prejuízos à saúde do médium, então a aparelhagem moderna de hoje pode prestar um grande auxílio nas investigações desses fenômenos de ectoplasmia.
    .
    Quantos aos fenômenos produzidos sob a direção de Williams Crooks, eu não tenho dúvidas sobre a sua validade, pois não foi somente ele que materializou o Espírito Kate King, mas outros cientistas da época também conseguiram materializar e fotografar esse mesmo Espírito e outros, portanto o fenômeno já foi por demais provado e comprovado. Seria interessante trazer ao mundo novas materializações com o intuíto de espiritualizar o homem.
    .
    Quanto a Publio Lentulus se existiu ou não, para mim não muda em nada a certeza que tenho da vida após a morte, precisaria se fazer uma incursão mais profunda na investigação da história para ser vista todas as possibilidade de o mesmo não ter existido.
    .
    Quanto a metodologia a ser usada, só pode ser definida de acordo como o fenômeno se apresentar, pois nenhum médium pode prometer que vai produzir este ou aquele fenômeno, a não ser que seja um fenômeno anímico, ou seja, produzido pela sua própria vontade, que não é o caso do fenômeno de materialização.
    .
    Você comenta ainda: E veja que grande serviço para o espiritismo: a replicação dos resultados de Crookes em tempos modernos e perante céticos. Se isso acontecer, eu dobro os joelhos e passo a divulgar o espiritualismo (isso não é uma ironia, nem um blefe – falo de coração).
    .
    Posso contribuir com alguns custos para o experimento, inclusive com sua passagem aérea e hospedagem (faço questão) Arnaldo, caso queira participar, já que o expert em espiritismo aqui é vc.
    .
    Você está sendo tão sincera que – não duvido, não estou duvidando – apesar da sua sinceridade, ainda deixa transparecer sua discriminação ao Espiritismo, pois diante da evidência dos fatos não iria divulgar o Espiritismo, mas o espiritualismo. Vale dizer que nem todo espiritualista é espírita, embora todo espírita seja espiritualista.
    .
    Eu gostaria de lhe agradecer o elogio, mas sinceramente não sou expert em nada, sou apenas um estudioso da doutrina até mesmo porque se estou orientando pessoas na prática do Espiritismo, forçosamente tenho por obrigação de conhecer bem o que estou fazendo. Quanto a questão da minha participação nestas experiências, depende onde elas serão feitas, eu moro próximo a Brasília, talvez eu seja até vizinho de algum participante desta lista. Se assim for, podemos marcar um encontro para conversarmos a respeito do assunto.

  304. Sanchez Diz:

    Larissa
    .
    Legal você comentar sobre fazer testes científicos para comprovar a mediunidade.Você está levando bem a sério. Infelizmente os espíritas brasileiros perderam uma bela oportunidade de desvendar esse mistério facilitando o diálogo entre a religião e a ciência. Caso lhe interesse e também a todos eu passo um artigo interessante.
    .
    http://www.windbridge.org/papers/BeischelEXPLORE2007vol3.pdf
    . Link alternativo.
    http://www.espiritualidades.com.br/Artigos/B_autores/BEISCHEL_Julie_e_SCHWARTZ_Gary_tit_Anomalous_information_reception_by_research_mediums.pdf
    .
    O que eu acho importante deste artigo é a metodologia do triplo cego. Não acho os resultados conclusivos, mas o método minimiza as outras alternativas.
    Este artigo é uma referência a um outro artigo postado neste site.
    .
    http://obraspsicografadas.org/2011/uma-investigao-de-mdiuns-que-alegam-receber-informaes-sobre-pessoas-falecidas-2011/
    .
    Se houver problemas para baixar o artigo me avise.

  305. Arnaldo Paiva Diz:

    Bom dia
    .
    Larissa Diz:
    ARNALDO DISSE – “Uma psicóloga, um psiquiatra, um físico e outro cientista, são capazes de produzir não somente materializações, mas também outros tipos de fenômenos físicos.”
    .
    EU – “Podes explicar como isso seria possível?” Pensei que fosse necessário um doador de ectoplasma.
    .
    COMENTÁRIO: Quando assim falo, quero dizer que qualquer pessoa pode ser um doador de ectoplasma, e mesmo entre estas pessoas citadas acima – quem sabe – pode surgir grandes doadores, só pela experiência e observação vamos saber.

  306. Arnaldo Paiva Diz:

    Montalvão:
    Bom dia
    .
    Dos seus comentários peguei apenas este final para, baseado nele, tecer os meus pensamentos. Você diz:
    .
    Achando médiuns assim dispostos planejaremos o melhor meio de juntá-los em local adequado e definiremos a metodologia de trabalho. Avise-os para ficarem tranquilos que não serão machucados nem bulidos, afora revistas normais. Peça-lhes que informem o quanto de lúmens suportam, e quais espectros luminosos são admissíveis. Também precisamos saber se querem cabines e cortinas indevassáveis. Em contrapartida devem aceitar equipamentos de filmagem, inclusive em infravermelho, gravadores de alta sensibilidade, conexões eletrônicas nos pulsos e tornozelos, e outros métodos indolores de fiscalização.
    .
    Podem chamar fiscais espiritistas, que se juntarão a outros, religiosamente neutros, e do resultado dos investigamentos será emitido relatório, ao qual se anexarão as provas colhidas durante os testes.
    .
    Em linhas gerais, creio que será por aí. O que acha?
    .
    COMENTÁRIO: Amigo Montalvão, justamente por causa dessas suas observações, seria interessante primeiro houvesse encontros somente com os interessados e o pessoal da Larissa. Posso participar dessas experiências, dependendo em que parte do Brasil vocês pretendem realizar. Confesso que por questões familiares, não posso me afastar da região em que me encontro.

  307. Arnaldo Paiva Diz:

    Bom dia Antonio G. – POA
    Materialização… coisinha difícil de acontecer, salvo no âmbito do imaginário e do fantástico.
    .
    As “fadas” não possuem varinhas de condão. “Papai Noel” não voa em um trenó puxado por renas. O “Saci Parerê” não fuma cachimbo e não tem uma carapuça vermelha.
    E médiuns não produzem “ectoplasma”.
    .
    Bom Dia, amigos!
    .
    COMENTÁRIO: Eu postei há alguns dias uma mensagem para você no tópico DETETIVES DA FÉ , O MILAGRE DE CHICO XAVIER. Volte lá e me responda alguma coisa.

  308. Larissa Diz:

    Arnaldo disse: “Quanto a Publio Lentulus se existiu ou não, para mim não muda em nada a certeza que tenho da vida após a morte”
    .
    Eu: Eu não tenho tantas certezas assim. Sigo a linha de uma verdade dinâmica e icognoscível sob o prisma dogmático da religião (fé), algo na linha de Krishnamurti. Eu não tenho medo de mudar de opinião. Estou interessada em me aproximar da verdade e não em me afastar dela. E estou aqui de boa-fé. E terei prazer em me colocar a prova.
    .
    A inexistência de Públio Lentulus prova que o trabalho de CX não é confiável já que ele era o mentor do trabalho q CX desenvolvia vida a fora. FATO. Se tudo era falso? Não sei. O que sei é que não há seres infalíveis. Nem CX, nem Divaldo, nem vc e nem eu.
    .
    O espiritismo é somente mais uma explicação no meio de tantas outras teóricas verdades. E acredite, eu já pesquisei muita coisa.
    .
    O que me espanta deveras nas materializações divulgadas é a semelhança física entre as médiuns e os espíritos materializados. Já se perguntou o porquê disso?
    .
    Então estamos progredindo com a tentativa de replicação da experiência de Crookes. Quem mais se dispõe a colaborar e de que forma?
    .
    Reproduzir um fenômeno anímico autêntico está de bom tamanho para começar. A fogueira começa com uma faísca.
    .
    Sanchez, obrigada pelos sites. Lerei atentamente.

  309. Montalvão Diz:

    .
    ARDUIN DIZ: Quer saber mais do estrago que a fé pode fazer nas mentes científicas? Veja aí na internet o livro Impostura Científica em 10 lições e leia o capítulo sobre Cyrill Burt. O cara fez uma baita fraude que foi inteiramente aceita pela comunidade científica porque confirmava uma coisa na qual queria acreditar: que a inteligência é genética, presente nas raças de boa estirpe, e não produto de educação.
    .
    COMENTÁRIO: o caso Burt não é só isso que descreve. A questão tem implicações e raízes mais amplas. A começar pelo fato de que “inteligência” não é conceito rigorosamente científico. Se ler novamente o livro recomendado, verá que o QI foi criado com propósito nobre, qual seja o de proporcionar aos que tivessem dificuldades de aprendizado treinamento especial, de modo que aproveitassem melhor suas potencialidades. No entanto, a ideia de que há pessoas mais e menos inteligentes é atraente para quem a pretenda usar com propósitos mesquinhos. Se há indivíduos inteligencialmente afortunados por que não haveria “raças” aquinhoadas com essa vantagem? Provavelmente foi questão levantada, mal formulada e criminosamente aplicada, que contagiou primeiro a cabeça de políticos e filósofos, depois a de cientistas (os quais são homens como qualquer um e sujeitos a toda sorte de corrupção). Se uma nação poderosa desenvolve a certeza de ser dotada de superioridade em relação às demais, a tendência é que essa venenosa concepção contamine cientistas dessa nação. Aí, o caso deixa de ser científico para se tornar meramente ideológico.
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    Burt não era psicologicamente “normal”, tinha suas idiossincrasias e uma delas era não dar clemência aos que constestavam sua tese. Para dar força ao que tinha por estabelecido não hesitou em engordar sua “pesquisa” com auxiliares inexistentes e gêmeos inventados. Quer dizer, fraude pura. O lado bom de tudo isso é que a ciência, mesmo que demore mais que o esperado, sempre se autocorrige; o lado ruim é que nem sempre a comunidade científica dá atenção condizente a “descobertas” controversas, o que permite a sobrevivência de errôneas proposições por mais tempo que deveriam.
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    Já que sugeriu a leitura do “Impostura Científica” recomendo que aprecie o capítulo (lição) 8, intitulado “Espíritos e demônios invocarás”, lá encontrará comentários ilustrativos sobre as fragilidades da investigação psi e das simulações dos grandes médiuns passados.
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    Saudações imposturais.

  310. Marcos Arduin Diz:

    Vitor, amanhã vou viajar de madrugada e por isso não estou muito disposto a responder a todos no momento.
    Seria possível você postar um desenho esquemático a respeito desse misterioso pano molhado e como, mesmo com o médium ainda no circuito (o que deixaria o pano sem a menor utilidade)?
    Falei em outra ocasião mais acima que a corrente com a pessoa tocando os contatos NÃO SE DIVIDE, mas você insiste que sim. Pois bem, vou lembrá-lo de coisas simples lá do antigo colegial (nem sei se ainda ensinam isso no ensino médio de hoje). Mostrava-se um circuito com lâmpadas e pilhas. Com as lâmpadas ligadas EM SÉRIE, isto é um fio no polo positivo da pilha, depois liga-se ao polo “a” da lâmpada 1, depois um outro fio sai do polo “b” da lâmpada 1 e vai ao polo “a” da lâmpada 2, aí um fio sai do polo “b” da lâmpada 2 e vai para o polo negativo da pilha, fechando o circuito. O resultado é que as lâmpadas brilham menos, pois a voltagem cai para a metade para cada uma, porém a CORRENTE É A MESMA EM TODO O CIRCUITO.
    Agora a ligação EM PARALELO. Saem dois fios do polo positivo da pilha, sendo que um fio vai para o polo “a” da lâmpada 1 e outro para o “a” da lâmpada dois. Do polo “b” da lâmpada 1 e do polo “b” da lâmpada 2 sai de cada um outro fio e os dois se juntam no polo negativo da pilha. Neste caso, ambas as lâmpadas brilham mais, pois a voltagem é a mesma para as duas, porém A CORRENTE CAI PARA A METADE, pois foi dividida em duas.
    .
    Agora me faça um esquema do pano e do médium para eu entender o seu raciocínio e baseado no que disse acima, diga aí se o pano em série ou em paralelo com o médium não ia alterar a leitura do galvanômetro?

  311. Gorducho Diz:

    Professor (se ainda não foi dormir para viajar…). Seja r a resistência de cada das duas lampadas (iguais no caso); e R a resistência do circuíto.
    1/r + 1/r = 2/r
    para o circuíto 1/R = 2/r ∴ R = r/2
     
    Ou seja, a resistência do circuíto cai pela metade (é como duplicar a pista numa rodovia sem que se introduza restrições quanto ao tráfego nessas). Em termos práticos veja: se a corrente tivesse caído pela metade, as lampadas brilhariam menos (não a metade dos lúmens porque não é linear).

  312. Vitor Diz:

    Arduin,
    comentando:
    01 – “Seria possível você postar um desenho esquemático a respeito desse misterioso pano molhado e como, mesmo com o médium ainda no circuito (o que deixaria o pano sem a menor utilidade)?”
    .
    O pano não fica sem utilidade. Ele liga uma manivela à outra, assim sem interromper o circuito.
    .
    Esse desenho que vc quer que eu faça é bem tangente à discussão principal. Os pontos que eu quero que vc entenda são:
    a) A médium nunca se separou do circuito completamente, portanto a resistência do circuito não mudou.
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    b) O pano servia para não interromper o circuito.
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    c) Os testes de Crookes com o pano não previram a possibilidade de a médium continuar ligada ao circuito. Crookes achava que só era possível a ela ficar ligada pelas mãos, e que se ela tentasse usar um pano de mesma resistência para livrar as mãos, ela não conseguiria devido àquelas “infinitas possibilidades”. Ele nunca pensou no uso dos pés.

  313. Montalvão Diz:

    .
    ARNALDO E ARDUIN surpreendidos confabulando…
    .
    ARNALDO DIZ (para Montalvão): “Estes testes já foram feitos, mas VOCÊ NÃO ACREDITA PORQUE AS COISAS SÓ SÃO VERDADES SE VIEREM PELO SEU INTERMÉDIO, e isso é patológico. A isso, Jung deu o nome de INCHAÇO DO EGO.”
    .
    ARDUIN COMENTA – Exato, Arnaldo. Desde o começo eu SEMPRE SENTI ISSO NO MOISÉS. Ele não consegue sair de si e considerar o que outros fizeram. Quando discuto com ele, penso mais em instruir aos leitores das trocas de farpas do que obter algo sensato dele.
    .
    MONTALVÃO MEDITA: que meigura: duas meritórias figuras fazendo a psicanálise deste pobre zé. Não fosse por outra razão esta bastaria para me inflar os corpos cavernosos egóicos.
    .
    Mas, deixe estar, nobres mancebos, este e outros distúrbios já em mim os identifiquei e estou e tratamento com o Dr. Bigode, psicopsiquiatra prático que, com suas beberagens mágicas, tem curado os mais renitentes males. Dia desses cheguei lá, em seu consultório, me sentindo o tal. Falei pra ele: “bigode, acho que estou com edema do ego”. Ele prontamente reagiu: “toma essa aqui, de um gole só”. PÁÁÁÁ, derramei o medicamento. “E aí, indagou, tá sentindo menos inchado?”. “Tô mais ou menos”, respondi. “Então, seu caso é sério, toma outra, desta feita, dupla e passada a régua. Tomei essa e mais outra… para encurtar a história: saí do bar, digo, da clínica quase andando de quatro de miando qual gatinho humilde e humilhado. Meu ego desinflou-se por um bom tempo.
    .
    Agora, voltando ao mundo dos argumentos: por que você, Arduin, e seu sócio Arnaldo, não respondem à argumentação que de cá lhes envio, em vez de dedicaram-se ao nobre esporte da rotulação? O Arnaldo resolveu que meu argumento do tempo-contraria-a-crença-e-desmente-a-validade-dos-experimentos-passados é uma “porta dos fundos”. Não, não é: é um janelão a mostrar que, ou algo muito sério aconteceu na espiritualidade, para que não façam hoje o que faziam ontem, ou o que ontem acreditava-se ter acontecido não passou de ilusão e safadeação.
    .
    Posso estar errado e equivocado ao pensar desse modo? Posso. Porém para que o argumento do “tempo contrário à validade das investigações passadas” se mostre insustentável, seria necessário que se explicasse porque aquela categoria de fenômenos feneceu: explicar muito bem explicadinho, dizer que os espíritos “encheram o saco” de dar demonstrações e ninguém acreditar e decidiram suspender os shows é alegação na qual nem minhoca retardada admite. Ou, como segunda (e melhor) opção, reconhecer que, realmente, aqueles experimentos foram insatisfatórios: se materializações ocorreram em tempos idos deveriam acontecer na atualidade e o conhecimento a respeito dos mecanismos fomentadores do processo deveriam estar mais ampliados, muito mais, que nos tempos pioneiros.
    ,
    Depois desfalo mais.

  314. Marciano Diz:

    Larissa,
    você remoçou o cara (Krishnamurti) em exatos 90 anos. Erro de digitação.
    .
    Montalvão,
    você tem uma imaginação quase tão fértil quanto a de cx, perde por pontos. Em compensação, Você dá um “knock out” no cara no início do primeiro “round” quando se trata da graça das histórias.
    Quanto ao ego edematoso, “moléstia diagnosticada pelo fraterno e pelo Arduin, médicos psicopatas, digo, alopatas e telepatas (diagnóstico à distância), recomendo acupuntura. A única coisa para a qual a acupuntura é eficiente é justamente inchaço, seja do ego ou do que for, é só espetar as agulhas que o inchaço desaparece”.
    Proponha esta terapia do Dr. Bigode.
    .
    Eu fui doador de ectoplasma durante anos, tinha até uma carteirinha. Se vocês resolverem criar o grupo de estudo, candidato-me como doador de ectoplasma, não vou perder nada mesmo, essa substância quintessenciada não serve para nada além de estimular o delírio de alguns esquizofrênicos.
    Podem escolher qualquer lugar, eu participarei em desdobramento físico, sou bom em bilocamento e melhor ainda em ubiquidade.
    .
    Arduin
    deve estar viajando, mesmo assim vai o recado. A resistência em paralelo é calculada invertendo-se a soma dos inversos de cada uma das resistências. Se as lâmpadas forem duas e opuserem a mesma resistência à passagem da corrente, esta cai para a metade. No caso do médium e do pano molhado, há que se saber a resistência de cada um para calcular-se a resistência total.
    Gorducho
    tem razão, o que faz a lâmpada brilhar é a resistência oferecida pelo filamento; quanto mais fino, maior a resistência e maior o brilho. A resistência menor converte menos eletricidade em luz.

    Saudações luminosas e resistentes a todos.

  315. Gorducho Diz:

    Potencia dissipada obedece à fórmula fundamental
    P = VI
    V = RI (sendo que V é constante no circuito em paralelo que é o normal nas instalações elétricas)
    ∴ P = RI^2
     
    Exemplificando com a voltagem daí (se bem me lembro): V = 110 e uma lâmpada incandescente (dessas estamos falando) de 100 W:
    I = 100/110 ≈ 0,9 A
    R = V/I = 110/0,9 = 121 Ω
     
    Se aumentarmos a resistência: R’ = 200 Ω
    I’ = V/R’ = 110/200 = 0,55 A
    P’ = VI’ = 110*0,55 = 60,5 W
    Ou como prova para equipamentos que obedecem à lei de Ohm (resistivos, a lampada inc.):
    P’ = R’I’^2 = 200*0,55^2 = 60,5 W
     
    A potência serve para aquecer o filamento. A luminosidade decorre da temperatura absoluta ∝ T^4 [K]deste.
     
    Agora no caso do Crookes teríamos como limitante prático a área de contado dos mata-borrões encharcados sobre as manivelas. Creio que a isso refira-se o Professor.

  316. Arnaldo Paiva Diz:

    Bom dia
    .
    Duas resistências de valorres iguias, ligadas em paralelo, é igual a metade das resistências, ou seja, se cada resistências forem de 10 ohms cada uma, quando ligadas em paralelo a resistência resultante é de 05 ohms.
    .
    Se duas resistências de valores diferentes forem ligadas em paralelo, o resultado final é um valor menor do que o valor da menor resistência, ou seja, duas resistências uma de 10, e outra de 15 ohms por exemplo, ligadas em paralelo, a resistência final será um valor menor do que a resistência de 10 ohms.
    .
    Saudações resistivas

  317. Gorducho Diz:

    Diria mais: 6Ω

  318. Larissa Diz:

    Marciano – sim, foi erro de digitação. A mensagem q eu queria passar era que tentaram fazer do cara um Messias iluminado, capaz de receber mestres através de psicologia, com seguidores, igreja, etc. E ele pulou fora quando viu o circo armado. Ele se tornou um cético.

  319. Larissa Diz:

    * psicofonia e não psicologia

  320. Larissa Diz:

    Arnaldo, se vc estiver disposto, gostaria de tentar o experimento da mesa girante antes de envolver outrem. Q me dizes? Segundo o centro q eu freqüentava, sou médium de efeitos físicos.

  321. Marciano Diz:

    Larissa,
    essa ideia dos experimentos é recorrente aqui no blog, entretanto, acho-a inviável, posto que todos moramos muito distante uns dos outros, além de sermos todos muito ocupados.
    Só conseguimos manter contato e trocarmos ideias aqui por causa do milagre da ciência, no caso a eletrônica e a informática, com ajuda da tecnologia espacial que mantém os necessários satélites em seus lugares, tudo isto possível devido a avançadíssimos cálculos matemáticos elaborados por gente de carne e osso e executados por potentes computadores.
    Ademais, se houvesse exequibilidade da experiência, o resultado é facilmente previsto por um vidente como eu:
    os céticos chegariam ao óbvio resultado de que mediunidade, ectoplasma, etc. só existem na imaginação dos crentes, e estes arranjariam mil racionalizações para explicar o porquê de os céticos estarem errados.
    Isto não muda. Ao contrário da ciência, que está sempre evoluindo. No tempo de Crookes, usavam um galvanômetro furreca, hoje usamos computadores, smartphones tablets baratíssimos, provavelmente menos custosos do que o tal galvanômetro que foi empregado naquela época, com resultados imprevisíveis para os adivinhadores mais imaginativos daquele tempo.
    Nenhum espírito superior foi capaz de prever a evolução tecnológica da qual estamos desfrutando.
    Eu sugiro que o Vitor encerre a conta do blog e passemos a trocar nossas ideias através da telepatia.
    Se alguém quiser viajar para fazer experiências psicodélicas, digo, espirituais, sugiro que abandonem os aviões (não existentes na época de Rivail) e saia levitando ou volitando (verbo cunhado por cx) por aí. É mais seguro, nunca ouvi falar em desastre aéreo causado por volitação, levitação, aeróbus.

  322. Larissa Diz:

    Posso ir a Brasília. Alias, vou com freqüência. Apenas estenderia a parada por um ou dois dias. Claro q o Arnaldo teria de ajudar, como ele se dispôs.
    .
    Marciano: a principio acho tudo fantasia. Mas como nunca tentei levitar uma mesa e há pessoas jurando de pés juntos q é possível, como cética gostaria de ver com meus próprios olhos.

  323. Arnaldo Paiva Diz:

    Boa tarde
    .
    Montalvão Diz: .
    ARNALDO E ARDUIN surpreendidos confabulando…
    .
    Agora, voltando ao mundo dos argumentos: por que você, Arduin, e seu sócio Arnaldo, não respondem à argumentação que de cá lhes envio, em vez de dedicaram-se ao nobre esporte da rotulação? O Arnaldo resolveu que meu argumento do tempo-contraria-a-crença-e-desmente-a-validade-dos-experimentos-passados é uma “porta dos fundos”. Não, não é: é um janelão a mostrar que, ou algo muito sério aconteceu na espiritualidade, para que não façam hoje o que faziam ontem, ou o que ontem acreditava-se ter acontecido não passou de ilusão e safadeação.
    .
    Posso estar errado e equivocado ao pensar desse modo? Posso. Porém para que o argumento do “tempo contrário à validade das investigações passadas” se mostre insustentável, seria necessário que se explicasse porque aquela categoria de fenômenos feneceu: explicar muito bem explicadinho, dizer que os espíritos “encheram o saco” de dar demonstrações e ninguém acreditar e decidiram suspender os shows é alegação na qual nem minhoca retardada admite. Ou, como segunda (e melhor) opção, reconhecer que, realmente, aqueles experimentos foram insatisfatórios: se materializações ocorreram em tempos idos deveriam acontecer na atualidade e o conhecimento a respeito dos mecanismos fomentadores do processo deveriam estar mais ampliados, muito mais, que nos tempos pioneiros.
    .
    COMENTÁRIO: A questão senhor Montalvão, é que você não pode desfazer um fato, somente pelo fato de já ter transcorrido algum tempo, o tempo não faz com que um fato deixe de ser fato, ele sempre será um fato, da mesma forma que a ciência não pode fazer com que uma coisa que é deixe de ser.
    .
    Por outro lado, um fato não deixa de ser fato, somente porque ninguém deu continuidade às investigações que levaram os cientista do passado àqueles fatos, é essa argumentação que você quer que aceitemos. É a argumentação da novidade, ou seja, os fatos do passado seriam mais fatos se fossem mais novos, ou seja, se tivessem sido feitos hoje.
    .
    Portanto, apresente uma argumentação melhor, mais convincente, – se é que existe argumentação válida contra fatos – principalmente no terreno dos fatos. Mas não, você (e a Larissa) fica apenas numa argumentação de negação sistemática, numa mesmisse, como se quisesse forçar as pessoas acreditarem cegamente no que você diz, e para manter este status, desclassifica qualquer experiências realizadas neste campo por outras pessoas, e ainda fica cobrando experiências dos espíritas como se alguma coisa estivesse te impedindo de realizá-las por você mesmo.
    .
    Portanto, qualquer que seja que lhe traga o resultado de uma experiência, você vai por todos os meios possíveis procurar desclassificá-los porque não foi realizado sob sua ótica, então, porque você não usa o FAÇA VOCÊ MESMO? Algum problema?
    .
    Vou aproveitar a oportunidade e lhe apresentar novamente alguns questionamentos anteriores que ficaram sem respostas:
    .
    Você afirmou:
    Todas as boas testagens com médiuns que se mostraram dispostos ao exame têm malogrado. Enquanto, isso, os mediunistas nem dão bola para essas evidências de que inexiste comunicação e continuam falando com falecidos… Portanto, eles têm que participar, para o bem deles.
    .
    Pergunto-lhe: Quem as realizou e em que época, e mostre-nos como foram realizadas estas experiências e quais as características apresentadas pelos que se disseram médiuns, para assim serem considerados. Quantas testagens você realizou para fazer uma afirmativa dessa natureza, e qual a causa que você acha que levou a experiência a malograr? Me aponte as possíveis causas.
    - O que é uma boa testagem para você?
    - Foram experiências feitas por você mesmo?
    - Que fenômeno você esperava obter?
    - O fenômeno (no caso) tinha que ser aquele que você determinou, ou houve outro fenômeno e você o considerou sem validade?
    - Foi porque você não obteve determinado fenômeno ou nenhum fenômeno?
    - A experiência foi bem orientada? Qual a orientação dada à reunião? Qual o método usado?”
    .
    Você, Montalvão, diz:
    Mesmo que os não-crentes achassem um sensitivo “freelancer” disposto e o submetessem à provas, e depois mostrassem aos mediunistas que os resultados foram negativos (supondo que assim ocorresse) estes retrucariam com explicações casuísticas e a encrenca continuaria. Eu mesmo tenho um experimento, que me parece relativamente bem elaborado, no qual conferi uma famosa médium (sem que ela soubesse). A mulher revelou-se matreira sob todos os pontos de vista.
    .
    Esse seu argumento é contraditório, pois primeiro você afirma “Que todas as boas testagens com médiuns que se mostraram dispostos ao exame têm malogrado”, depois você vem dizer “Mesmo que os não-crentes achassem um sensitivo “freelancer” disposto e o submetessem à provas”, afinal de contas onde está a verdade.
    .
    Depois você me fala de uma experiência realizada por você mesmo:
    “Eu mesmo tenho um experimento, que me parece relativamente bem elaborado, no qual conferi uma famosa médium (sem que ela soubesse). A mulher revelou-se matreira sob todos os pontos de vista”.
    .
    Perguntaria: Quanto tempo durou esta sua experiência? Poderíamos classificá-la mesmo como uma experiência científica? Que tipo de mediunidade era alegada por esta médium? Pelo seu relato, não tinha como fazer nenhum controle através de equipamentos que viesse a medir pelo menos o estado fisiológico/mental em que se encontrava a médium. Você poderia nos descrever como você realizou esse seu experimento sem que a médium soubesse? Ela descobriu ou desconfiou que você estava testando-a? Por que ela era uma médium famosa? O que você tencionava obter com o seu método, e porque você acha que ela se tornou ou se revelou matreira. Ela percebeu que você estava a experimentá-la?”
    .
    Você afirma:
    Todas as boas testagens com médiuns que se mostraram dispostos ao exame têm malogrado. Enquanto, isso, os mediunistas nem dão bola para essas evidências de que inexiste comunicação e continuam falando com falecidos… Portanto, eles têm que participar, para o bem deles.
    .
    Devo entender que você está se referindo a experiências feitas por você mesmo, e quando você faz uma afirmativa dessa natureza, qual a causa que você acha que levou a experiência a malograr? Por favor nos aponte as possíveis causas.
    - O que é uma boa testagem para você?
    - Que fenômeno você esperava obter?
    - Foi por que você não obteve determinado fenômeno ou nenhum fenômeno?
    - A experiência foi bem orientada? Qual a orientação dada à reunião? Qual o método usado?”
    .
    Eu gostaria de saber como você ( e também a Larissa), analisaria este caso que é mais uma prova de que os Espíritos se comunicam com os homens: Ele se encontra no livro do Dr. Carl Wickland – Thirty Years Among The Dead – (Trinta Anos Entre os Mortos) no qual relatou seus diálogos com os Espíritos.
    .
    Certo dia ao chegar do seu trabalho, à tarde, sua esposa manifestou estranho mal-estar. Sentia algo que ela mesma não sabia definir o que seria. Estava prestes a cair quando se empertigou e disse ao marido: – Que história é esta de você me cortar? (Ora, Dr. Wickland estivera fazendo um estudo de anatomia no colégio e dissecara a perna do cadáver de um homem de uns 60 anos de idade). Respondeu-lhe o médico que não estava a cortar ninguém. O Espírito, revoltado, insistiu: – Como não está? Você está cortando a minha perna. Diante deste pormenor, o médico viu então que estava a conversar com o dono do cadáver! E passou a palestrar com ele. Mas o defunto não queria saber de conversas. Não admitia fossem cortadas as suas carnes. Wickland procurou fazer a mulher sentar-se para ficar mais à vontade. O Espírito comunicante protestou, dizendo que ele, o doutor, não tinha o direito de tocar o seu corpo. Ao que o médico redarguiu: – Bem, mas eu tenho o direito de tocar no corpo de minha mulher.
    .
    - Sua mulher? Que é que você disse mesmo? Eu não sou mulher. Eu sou homem!
    .
    Foi-lhe esclarecido que ele havia abandonado o corpo físico e no momento estava se servindo de uma médium na pessoa da mulher do médico. Que o seu cadáver estava lá no colégio, objeto de estudos anatômicos. Só assim é que ele entendeu a sua nova situação espiritual. E o médico aproveitou para explicar ainda o seguinte:
    .
    - Suponha estivesse eu agora cortando o seu corpo, lá no colégio. Isto não poderia matar você. Você está aqui.
    - É, respondeu-lhe o defunto, acho que devo estar mesmo naquele estado a que se dá o nome de morto. Então, de nada me vale mais aquele corpo velho. Assim, se for para você útil aprender alguma coisa nele, corte o que desejar.
    .
    Prosseguindo no diálogo, o defunto pediu tabaco para mascar, no que não foi atendido; todavia, tal detalhe de identificação do morto serviu para Carl Wickland fazer o controle da experiência de vez que sua esposa detestava qualquer tipo de fumo e, depois, examinando melhor o cadáver, o médico verificou que o homem fora, de fato, inveterado mastigador de fumo!
    .
    Concluindo seus estudos, o autor declarou que a Humanidade está envolvida pela influência dos pensamentos de milhões de seres desencarnados que ainda não alcançaram a compreensão integral dos objetivos superiores da vida. E o reconhecimento deste fato explica uma porção de pensamentos indesejáveis, emoções esquisitas, estranhos presságios, estados de depressão, irritabilidades inexplicáveis, impulsos e explosões irracionais de temperamento, paixões sem controle, enfim, inúmeras outras manifestações mentais.
    .
    Ora, tal conclusão para quem lidou com os mortos durante 30 anos, sobre ela não pode prevalecer argumentos de quem não fez nenhuma experiência, e usa apenas a negação sistemática. Então meu amigo, fica muito difícil você me convencer que não existe mediunidade, nem espíritos se todo dia eu vivo este tipo de experiências nas reuniões de desobsessão nas casas espíritas.

  324. Arnaldo Paiva Diz:

    Boa tarde
    .
    Larissa você me pergunta:
    Arnaldo, se vc estiver disposto, gostaria de tentar o experimento da mesa girante antes de envolver outrem. Q me dizes? Segundo o centro q eu freqüentava, sou médium de efeitos físicos.
    .
    Podemos perfeitamente fazer o experimento, e não vejo nada demais seus amigos participarem do feito, – se forem de Brasília, claro – quem sabe, assim descobriremos entre eles pessoas dotadas de alguma faculdade. Como falei, eu estou nos arredores de Brasília, se você pode se deslocar até aqui, tudo bem, basta entrarmos em contato e marcar um dia para nos encontrarmos e empreendermos a experiência. Autorizo ao senhor Vitor passar o meu E-mail para você, e assim entraremos em contato.

  325. GUTO Diz:

    Olha eu aqui! Não venho postar nada, mas só convidar o Arnaldo e o Arduin para conversarmos sobre uma obra do Chico. Será que poderiam me passar os seus e-mails. Ah! Tenho estudado sobre Teosofia e estou gostando muito! Não sei se vcs também se interessam por este campo do pensamento. É isso aí! Abraços espirituais! Guto.

  326. GUTO Diz:

    Quando digo postar, quero dizer voltar a discussões sem fim! Valeu!

  327. Arnaldo Paiva Diz:

    Boa tarde Guto, tudo bem?
    .
    Estou desde agora autorizando o Vitor passar o meu e-mail para você.

  328. GUTO Diz:

    Meu caro, boa tarde!
    Ainda não recebi nada. Permaneço aguardando. Abraço.

  329. Toffobus Diz:

    Arnaldo: o Livro dos Médiuns está cheio de “causos” estranhos, bizarros, que Kardec usava para convalidar seus ensinamentos sobre mediunidade e evocações. Tem o da mulher que via um homem sentado à frente dela com uma caixa de rapé, da professora que se dividia em duas em plena aula, assustando as alunas, da moça que conversara sem o saber com o espírito de um homem, fato que veio ao seu conhecimento quando falou com a mãe dele e viu seu retrato na parede, ao que a mãe respondeu: não pode ser, ele morreu há 3 anos. E assim por diante. No entanto, são todos “causos” de segunda mão, não foram experimentados por ele mesmo, nem documentados, nem fotografados, foram apenas relatados, mas Kardec os considera assim mesmo porque os “acreditava” idôneos.
    .
    Eu tinha uma tia-avó, surda-muda desde os 4 anos de idade, que era o que comumente se chama “benzedeira”, isto é, dava passes a quem os pedia. Ela era tida como uma médium excepcional, e as coisas que aconteciam com ela eram tidas como verdadeiras pelo fato de ela nem ouvir nem falar (falava muito pouco e mal), nem saber ler. Certa vez ela foi surpreendida sentada ao lado do piano fechado, como que ouvindo música. Perguntaram a ela o que estava fazendo ali, e ela disse que estava “ouvindo o Frederico tocar”. Que Frederico? – perguntaram. Depois de algum esforço, alguém trouxe um álbum de compositores, e ela reconheceu a imagem do “Frederico”: Frédéric Chopin. Estaria ela ouvindo Chopin dando-lhe uma canja do além? – sendo que ela provavelmente jamais tinha sabido da existência dele. A família espírita dela está convicta que sim.
    .
    Marcelo Gleiser, um físico conhecido e autor de “A Criação Imperfeita” (cuja leitura eu recomendo), cético de origem judaica, não acredita que tenhamos sido criados por Deus, muito menos que sejamos imortais. No entanto, certa vez numa entrevista disse que já presenciou fenômenos inexplicáveis, como quando, em sua adolescência, viu a cristaleira de sua casa “explodir” sem causa aparente.
    .
    Estou dizendo tudo isso porque não nego a possibilidade de acontecerem fenômenos estranhos e bizarros como esse do médico que cortou o defunto, ou dos que eu citei, mas isso não quer dizer que tenham uma “causa espírita”, ou que possa ser abonada uma explicação espírita para esses fenômenos. O grande problema dos espíritas, e digo isso de cátedra como profundo conhecedor do espiritismo, é serem pios e crédulos demais, e admitirem como certo o que é apenas hipotético.

  330. Montalvão Diz:

    .
    Arnaldo Paiva,
    Você é parente do Paiva Neto?
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    Simidisculpe o imiscuimento na bela conversa entre você e Larissa, porém é por boa causa. Na última pero non derradera conversa que mantivemos no presente tópico você me acusara de ter saído da discussão sem responder às perguntas que dirigiu-me tampouco replicar suas ponderações. De duas uma, ou não viu o que lhe escrevi ou não deu atenção. Como sei que não é dado a não dar atenção ao que lhe escrevem, deduzo que a primeira hipótese seja a aplicável, razão pela reproduzo parte do texto. Caso queira replicá-lo sinta-se em casa.
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    ARNALDO PAIVA DISSE: [...] estive esperando a sua volta no tópico PROGRAMA ‘DETETIVES DA FÉ – O MILAGRE DE CHICO XAVIER” (2013), mas infelizmente VOCÊ O ABANDONOU SEM TRAZER NENHUMA RESPOSTA às perguntas que te fiz, e nem contestar o que lá postei. Eu entendo perfeitamente, é melhor ficar calado do que admitir a verdade dos fatos[...]
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    COMENTÁRIO (ANTERIOR): ué, pensei não ter ficado qualquer questão pendente naquele tema. Quando saí pareceu-me que as discussões haviam findado. Vou olhar os pronunciamentos e se achar algo não respondido responderei, fique tranquilo. Ou, SE QUISER, PODE ME AJUDAR A CLAREAR-ME A NUBILOSA MEMÓRIA POSTANDO O QUE FICOU POR ESCLARECER.
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    COMENTÁRIO ATUAL: além do esclarecimento acima, postei outras coisas que sugiro verifique, caso esteja interessado na continuidade da conversa. Desse modo, verá que nem não fugi da discussão e quem ficou devendo resposta foi o acusador. Vejamos, em seguida, apreciações que fez à Larissa, das quais peço vênia aos dois para uns pitacos, coisa que pretendo fazer na próxima ou posterior postagem, desde que a ceifadora de existência não me ponha em sua lista de prioridades. Se voltar é porque escapei.
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    Saudações de quase-morte.

  331. Montalvão Diz:

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    ARNALDO PAIVA DIZ: A questão senhor Montalvão, é que (1) VOCÊ NÃO PODE DESFAZER UM FATO, SOMENTE PELO FATO DE JÁ TER TRANSCORRIDO ALGUM TEMPO, o tempo não faz com que um fato deixe de ser fato, ele sempre será um fato, da mesma forma que a ciência não pode fazer com que uma coisa que é deixe de ser.
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    Por outro lado, (2) UM FATO NÃO DEIXA DE SER FATO, SOMENTE PORQUE NINGUÉM DEU CONTINUIDADE ÀS INVESTIGAÇÕES QUE LEVARAM OS CIENTISTA DO PASSADO ÀQUELES FATOS, é essa argumentação que você quer que aceitemos. É a argumentação da novidade, ou seja, os fatos do passado seriam mais fatos se fossem mais novos, ou seja, se tivessem sido feitos hoje.
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    Portanto, (3) APRESENTE UMA ARGUMENTAÇÃO MELHOR, MAIS CONVINCENTE, – SE É QUE EXISTE ARGUMENTAÇÃO VÁLIDA CONTRA FATOS – principalmente no terreno dos fatos. Mas não, você (e a Larissa) fica apenas numa argumentação de negação sistemática, numa mesmisse, como se quisesse forçar as pessoas acreditarem cegamente no que você diz, e para manter este status, desclassifica qualquer experiências realizadas neste campo por outras pessoas, e ainda fica cobrando experiências dos espíritas como se alguma coisa estivesse te impedindo de realizá-las por você mesmo.
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    COMENTÁRIO: dê corda ao adversário, depois o derrube com as próprias falhas argumentativas que expressa sem perceber, isso dizia o sábio Jacinrolei ao seu pupilo-promissor Sossinrolado. Nosso querido Arnaldo Paiva pensa ter demonstrado as fraquezas de meus questionamentos e estaria correto se eu houvera dito o que supõe ter lido em meus ponderamentos. Bastaria que o encaminhasse à releitura dos comentários precedentes, de minha lavra, para que, tenho esperança, se visse levado a rever o magnífico discurso que publicou. No entanto, essa saudável sugestão poderia causar-lhe dificuldades, caso não fosse acompanhada dos esclarecimentos que seguem: preste bem atenção ao que lerá, pois essa leitura pode ser a diferença entre reencarnar em boa disposição ou voltar inteiramente destrabelhado. Vamos ver então, numerei os itens para facilitar a crítica.
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    (1) “não se pode desfazer um fato por ter transcorrido tempo desde que ocorreu”. RESPONDO: sem adentrar nas minudências da maravilhosa afirmação, devo informá-lo que tal pretensão não passou pela minha mente nem a milhões de anos-luz de distância. O equívoco fundamental dessa alegação, e do raciocíno que dela decorre, está no fato de que não questiono o FATO em si, mas sua INTERPRETAÇÃO. Fatos acontecem e, depois de acontecidos, não podem ser anulados. Esse ponto não está em discussão. No entanto, FATOS SE INTERPRETAM e são as intepretações que estão sendo discutidas. Portanto, dileto Arnaldo, poderíamos parar por aqui e insistir que reveja meus afirmativos a respeito do assunto em conversação para melhor compreender minha reflexão. Seja como for, continuemos…
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    (2) “Um fato não deixa de ser fato, somente porque ninguém deu continuidade às investigações que levaram os cientista do passado àqueles fatos”. RESPONDO: pois é, e onde foi que afirmei algo que ofenda essa constatação? Sei que sou ingênuo e costumo proferir ingenuidades, porém provavelmente não o sou tanto quanto supõe. Talvez por me considerar demasiadamente singelo leia minhas apreciações com espírito miúdo, o que o leva a compreendê-las miudamente. O problema, meu rei, passa distante do que externou. Continuidade às investigações do passado aconteceu, pelo menos até há alguns anos. Por exemplo, na década de 1960, 19 médicos diziam dar seguimento à experimentação com médiuns de efeitos físicos. Se examinar os livros “Materializações de Uberada”, de Jorge Rizzini; “O Fotógrafo dos espíritos”, de Nedyr Mendes da Rocha”, verá que os autores dizem relatar experiências científicas. Se quiser outro, leia “Os Médicos do Espaço”, de Luiz da Rocha Lima, falando das experiências materializativas acontecidas no Lar Frei Luiz. De qualquer modo, o FATO de que Crookes investigou fenômenos materializativos, bem como Richet, Bozzano, Myers, Scherenck-Notzing e tantos outros, não se modifica mesmo que nunca mais se falasse do assunto. Isso é óbvio e eu seria uma lesma com paralisia cerebral se dissesse algo diferente. O CASO É QUE AS EXPERIÊNCIAS COM MATERIALIZAÇÃO NÃO GERARAM CONHECIMENTO SADIO, SAUDÁVEL, PRODUTIVO, PREDITIVO, APROVEITÁVEL. ESTE É O FATO e é nesse fato que baseio minhas críticas às conclusões dos pioneiros.
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    Como pode constatar, duas de três alegações que fez nada têm a ver com meu discurso. Vejamos o que se oferece contra a terceira.
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    “Apresente uma argumentação melhor, mais convincente, – se é que existe argumentação válida contra fatos”. RESPONDO. Espíritas costumam defender a validade das alegações mediúnicas, recorrendo a essa máxima: “contra fatos não há argumentos”, como se isso fosse a verdade mais inderrubável que se possa postular. Em realidade trata-se de falácia escandalosamente disfarçada em sabedoria. Não se argumenta contra fatos sim contra a leitura que alguns fazem dos fatos. Meu querido Arduin agarra-se à alegação de que ninguém consegue lhe explicar minuciosamente como foi que Florence Cook, Dunglas Home e, sua preferida, Eva Fay enganaram Crookes. Afirma que enquanto essa detalhada explicação não bater em sua mesa continuará advogando em prol da realidade das materializações, mesmo que não consiga trazer um só exemplo atual de pesquisa que confirme e amplie o trabalho dos antigos. Nos tempos em que cientistas decidirem se meter na seara ocultista e investigar fenômenos insólitos que, supostamente, ocorriam nesses contextos o mote de que os fatos falam por si tinha certa validade (principalmente porque os pesquisadores garantiam ter adotado as cautelas necessárias para coibir a fraude), hoje não possuem qualquer valor. Não possuem porque o que lhes parecia ser o fato (ou seja, espíritos se materializam) mostrou-se errônea interpretação de eventos de outra natureza (fraudes, alucinações, desejo de ver, aceitação de testemunhos inconfirmados).

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    /.
    ARNALDO PAIVA DIZ:Portanto, qualquer que seja que lhe traga o resultado de uma experiência, VOCÊ VAI POR TODOS OS MEIOS POSSÍVEIS PROCURAR DESCLASSIFICÁ-LOS porque não foi realizado sob sua ótica, então, porque você não usa o FAÇA VOCÊ MESMO? Algum problema?
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    COMENTÁRIO: não sei porque afirma tal coisa, se reclamo exaustivamente a realização de experiências atualizadas e atualizadoras, a confirmarem o que os sábios do passado declararam ter descoberto, como inferir que minha atitude seja a de negar por negar?
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    Depois respondo às demais considerações. Agora vou assistir a um filmezinho.
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    Saudações cinematográficas.

  332. Marciano Diz:

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Analfabetismo_funcional
    Eu leio tudo o que o Montalvão escreve no blog, não entendo nadica de nada, não obstante, discordo radicalmente do que ele escreve, porque sei que provém de seu ego inflado e de sua fé na descrença.
    Montalvão está precisando fazer um curso de Mecânica Quântica por correspondência com o Professor Doutor (e doublé de ator) Carlos Vereza. Só então poderá compreender algo tão profundamente complexo quanto a ciência espírita, deixará sua fé na descrença, deixará de frequentar o bar do Bigode, local de reunião de espíritos inferiores, inimigos da ciência espírita.
    Não sei qual o filme que está vendo neste momento, mas teria grande proveito se estivesse assistindo “Nosso Lar”, “Chico Xavier”, “Bezerra de Menezes”, “E a Vida Continua” “O Filme dos Espíritos”, “As Mães de Chico Xavier”.
    Eu, de minha parte, estou tão adiantado espiritualmente que preciso retrogradar, por isso vou sair para a night agora. Acredito que será debalde meu esforço, pois, segundo a ciência espírita, “Quand l’Esprit a fini une épreuve, il a la science et il ne l’oublie pas. Il peut rester stationnaire, mais il ne rétrograde pas” (“Quando o espírito conclui uma prova, fica com a ciência que daí lhe veio e não a esquece. Pode
    permanecer estacionário, mas não retrograda.”).

  333. Larissa Diz:

    Eu não estou em negação sistemática nenhuma. Estou até me dispondo ir ate vc para isso, tal é o meu interesse. Veja isso como uma caridade ao meu espírito involuido, que so crê no que vê.

  334. Larissa Diz:

    Para.a experiência com a mesa girante.

  335. Gorducho Diz:

    Da Gazeta de Augsbourg, n° 94 – mesas girantes chegam ao continente no vapor Washington procedente de NY, janeiro ’53:
     
    (…) Os experimentadores não têm contato entre si ou com a mesa exceto pela corrente. Esta é formada com todos pousando as mãos sobre a mesa (sem apoiar) e o dedo mínimo tocando o dedo mínimo do vizinho, de modo que o dedo mínimo da mão direita de um repousa sobre o dedo mínimo da mão esquerda do outro. Os expectadores ficam em volta zombando dos experimentadores. Após uns vinte minutos, uma das damas diz que lhe será impossível permanecer na mesa; se sente indisposta. Se levanta bruscamente e rompe a corrente.
    Esta é refeita de imediato e a lacuna fechada. A coisa se arrastava. Vi no relógio de parede que a sessão já durara mais de meia hora. Começa-se a falar em levantar; só o estudante queria ficar, dizendo que experimentava uma sensação magnética no braço direito, sensação que logo se propaga ainda mais forte ao braço esquerdo. Os outros logo dizem o mesmo, e resulta que todos componentes da corrente foram invadidos pelo mesmo fluído. Três dos experimentadores nunca tinham estado em Bremen e jamais visto o resto dos participantes. Enquanto um velho senhor me dizia não compreender como alguém poderia de divertir com semelhantes besteiras, as damas que estavam na mesa soltaram um grito, e essas sete pessoas gritam todas numa voz:
    “Ela anda, ela se mexe!” E era verdade. A superfície da mesa começa a se mover de alto a baixo, depois a mesa começa a andar sozinha.
    Nós assistentes tivemos que tirar rapidamente as cadeiras dos que deveriam continuar a formar a corrente, e a mesa, sempre em contato com as mãos, anda, indo para o norte, e girando sobre si própria com tal rapidez que as pessoas que formavam a corrente tinham dificuldade de a seguirem.
    Aconselhadas por um expectador, algumas das pessoas que formavam a corrente encostaram seus braços e roupa, e imediatamente a mesa detém imóvel.
    Em seguida se refaz a corrente e no máximo nuns três minutos a mesa se põe em movimento, correndo tão rápido que parecia estar numa carreira. Enfim cansados, deixamos a mesa e a recolocamos no lugar, defronte o sofá onde ela fica calma e imóvel, coberta por sua toalha.

  336. Arnaldo Paiva Diz:

    Larissa, bom dia
    Eu não estou em negação sistemática nenhuma. Estou até me dispondo ir ate vc para isso, tal é o meu interesse. Veja isso como uma caridade ao meu espírito involuido, que so crê no que vê.
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    Até antes de você se decidir a fazer a experiência, você usou a negação sistemática, então mãos a obras

  337. Arnaldo Paiva Diz:

    Senhor Montalvão
    Bom dia
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    Apesar de todo esse seu discurso acima, as perguntas que lhe formulei lá mesmo onde o senhor está se referindo continuam sem respostas, realmente você é igual ao Leão da Monte-vão, digo…Montanha, usa sempre a “saiiiiiiiiiida pela esquerda…

  338. Larissa Diz:

    Engraçado…a teoria da relatividade é testada até hj. Já o experimento de Crookes é tido como um tabu intocável.

  339. Arnaldo Paiva Diz:

    Bom dia
    .
    Toffobus Diz:
    Arnaldo: o Livro dos Médiuns está cheio de “causos” estranhos, bizarros, que Kardec usava para convalidar seus ensinamentos sobre mediunidade e evocações. Tem o da mulher que via um homem sentado à frente dela com uma caixa de rapé, da professora que se dividia em duas em plena aula, assustando as alunas, da moça que conversara sem o saber com o espírito de um homem, fato que veio ao seu conhecimento quando falou com a mãe dele e viu seu retrato na parede, ao que a mãe respondeu: não pode ser, ele morreu há 3 anos. E assim por diante. No entanto, são todos “causos” de segunda mão, não foram experimentados por ele mesmo, nem documentados, nem fotografados, foram apenas relatados, mas Kardec os considera assim mesmo porque os “acreditava” idôneos.
    .
    COMENTÁRIO: Gostaria Toffobus, que o Toffobus desse uma paradinha nestas tortuosas linhas em que estás rodando, para citar mais especificamente o endereço onde posso encontrar esta parada onde se encontra esta “professora que se dividia em duas em plena aula”, bem como “a moça que conversa com o espírito de um homem sem o saber”, a fim de que eu possa melhor me situar nesta viagem, senão o que são uns causos para a ser um caso.
    .
    Toffobus diz:
    Eu tinha uma tia-avó, surda-muda desde os 4 anos de idade, que era o que comumente se chama “benzedeira”, isto é, dava passes a quem os pedia. Ela era tida como uma médium excepcional, e as coisas que aconteciam com ela eram tidas como verdadeiras pelo fato de ela nem ouvir nem falar (falava muito pouco e mal), nem saber ler. Certa vez ela foi surpreendida sentada ao lado do piano fechado, como que ouvindo música. Perguntaram a ela o que estava fazendo ali, e ela disse que estava “ouvindo o Frederico tocar”. Que Frederico? – perguntaram. Depois de algum esforço, alguém trouxe um álbum de compositores, e ela reconheceu a imagem do “Frederico”: Frédéric Chopin. Estaria ela ouvindo Chopin dando-lhe uma canja do além? – sendo que ela provavelmente jamais tinha sabido da existência dele. A família espírita dela está convicta que sim.
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    COMENTÁRIO: Levando em consideração que seja verdade esta sua história, e mesmo que seja fictícia, nos levaria às mesmas conjecturas, portanto, não estou dizendo que você é – longe disso – mas é comum nas pessoas mediocres, não ver pontos importantes para um estudo, num fenômeno como esse relatado por você, que poderia nos levar a resultados que viesse trazer esclarecimentos sobre determinados acontecimentos, ou seja, nos levaria a uma realização de estudos em torno dos efeitos para acharmos as causas. Acredito que os resultados obtidos com os passes eram positivos, tanto é que as pessoas a procuravam, se assim não fosse, ninguém iria procurá-la, então para um observador atento, desprovido de qualquer preconceito, uma mente livre, em absoluto deixaria passar.
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    Quanto a questão de ela dizer que estava ouvindo e vendo Chopin – continuando com as nossas conjecturas -, e o reconhecer numa foto se ela nunca o viu quando em vida, sendo ela uma pessoa simples, analfabeta, é outra matéria de estudo, porque uma surda ouvir música e dizer que quem está tocando esta música é uma pessoa que ela não conheceu quando em vida e a identificar pela foto apresentada, e que já morreu, não deixa de ser um fenômeno paranormal ou que sai do normal, portanto, uma matéria de estudos, mas é como eu disse, a mediocridade tira a capacidade de observação racional do observador.
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    Eu também já viví um caso interessante numa Casa Espírita em que eu freqüentava. Nesta Casa além de outras atividades eu exercia a função de atender as pessoas que lá chegavam pela primeira vez. Certo dia chegou uma senhora que estava vindo pela primeira vez numa Casa Espírita com uma criança de 03 anos de idade a qual não estava bem de saúde, procurando um tratamento para a mesma. Na nossa conversa, a mãe me disse que a criança vivia dizendo que um homem o visitava sempre e que o mesmo dava remédio para ele. Eu apenas respondi que isso era coisa de criança. Mas qual não foi a surpresa para a mãe quando ela entrou numa determinada sala, e que numa das paredes estava o retrato de Dr. Bezerra de Menezes, e a criança passou a apontar para o retrato e dizer que era aquele homem que o visitava sempre. Então foi esclarecida para a mãe que aquele médico já fazia muito tempo que tinha morrido. Eis a questão…
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    Toffobus continua:
    Marcelo Gleiser, um físico conhecido e autor de “A Criação Imperfeita” (cuja leitura eu recomendo), cético de origem judaica, não acredita que tenhamos sido criados por Deus, muito menos que sejamos imortais. No entanto, certa vez numa entrevista disse que já presenciou fenômenos inexplicáveis, como quando, em sua adolescência, viu a cristaleira de sua casa “explodir” sem causa aparente.
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    COMENTÁRIO: As pessoas tem a liberdade de pensar e ter suas próprias opiniões, e devem ser respeitadas nisso. Quanto à cristaleira, deve ter sido por causa de uma imperfeição na estrutura da cristaleira, ou um desarranjo nos intestinos das células causadas por excesso de átomos que teve como consequência uma indigestão nas células que formavam o material da cristaleira causando a explosão. Em outras palavras, um PUM.
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    Você termina dizendo:
    Estou dizendo tudo isso porque não nego a possibilidade de acontecerem fenômenos estranhos e bizarros como esse do médico que cortou o defunto, ou dos que eu citei, mas isso não quer dizer que tenham uma “causa espírita”, ou que possa ser abonada uma explicação espírita para esses fenômenos. O grande problema dos espíritas, e digo isso de cátedra como profundo conhecedor do espiritismo, é serem pios e crédulos demais, e admitirem como certo o que é apenas hipotético.
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    COMENTÁRIO: Não pode negar porque são fatos constatados, agora sem nenhum estudo sobre os mesmos, sem nenhuma análise físicas e/ou psicológica dos fenômenos, sem nenhuma explicação… sua palavra não tem nenhuma autoridade, nenhum valor, nem como um simples comentário e muito menos como uma posição de avaliador científico de um site que se propõe a ser científico.
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    Convido-o como profundo conhecedor do Espiritismo, a me responder – para o meu próprio aprendizado – algumas questões para que eu possa entender sua posição como analista dos fatos apresentados, e até mesmo porque você está – penso eu -, como um dos que estão autorizados pelo site a opinar cientificamente sobre o que aqui é apresentado. Confesso que são – acredito eu -, perguntas inocentes mas que são importantes para a minha formação de idéias.
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    - Sobre os passes da tia avó surtia algum efeito sobre a saúde dos que a procuravam? O que você acha disso? Por que surtia efeito?
    - Sobre o fato de a mesma ser surda, e dizer ouvir música, e com certeza ela estava ouvindo senão não diria isto. O que você tem a dizer sobre isso?
    - Sobre dizer que estava vendo Chopin, é outra verdade, senão ela não o reconheceria numa foto de uma vez que ela nunca o viu. Qual sua análise sobre isso?
    - Por que isso não pode ser analisado sob a luz da Doutrina Espírita? Me apresente outra (as) fora da pensamento espírita para que eu possa sair apenas da analise espírita.
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    No caso da criança apresentado por mim. Como analisar este caso. Este também não pode ser explicado pela ótica espírita? Por quê?
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    Deixei por último o caso relatado da experiência vivida pelo Dr. Wilckland, que não é um único caso apresentado pelo mesmo, pois o mesmo pesquisou por 30 consecutivos.
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    O Dr. Wilckland jamais havia pensado em fazer experiências neste campo. Sua esposa jamais havia apresentado sintomas de mediunidade. De um momento para outro acontece. E só depois desse caso foi que o Dr. Wilckland resolveu entrar neste campo de investigações.
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    Começou com um mal-estar e logo pergunta para o esposo:
    Esposa: – Que história é esta de você me cortar?
    Dr.: – Não estou a cortar ninguém.
    Esposa: – Como não está? Você está cortando a minha perna.
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    Eu lhe perguntaria senhor Toffobus, sabendo que o médico estava a dissecar a perna de um cadáver, do qual a esposa não tinha conhecimento, a que dedução o senhor chegou sobre esse diálogo? O que o levou (você) a chegar a uma dedução qualquer que seja, por favor me explique.
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    Continuemos:
    Wickland procurou fazer a mulher sentar-se, o Espírito comunicante protestou:
    Esposa: – O doutor, não tem o direito de tocar no meu corpo.
    Dr. – Bem, mas eu tenho o direito de tocar no corpo de minha mulher.
    Esposa: – Sua mulher? Que é que você disse mesmo? Eu não sou mulher. Eu sou homem!
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    Mais uma vez senhor Toffobus pergunto a que dedução o senhor chegou nessa continuidade do diálogo? O que o levou (você) a chegar a uma dedução qualquer que seja, por favor me explique.
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    Dr. Wilckland o esclareceu de que ele havia abandonado o corpo físico e no momento estava se servindo do corpo de sua esposa para conversar com ele. Que o seu cadáver estava lá no colégio, objeto de estudos anatômicos. Só assim é que ele entendeu a sua nova situação espiritual. O Dr. explicou ainda:
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    Dr. – Suponha estivesse eu agora cortando o seu corpo, lá no colégio. Isto não poderia matar você. Você está aqui.
    Esposa – É, acho que devo estar mesmo naquele estado a que se dá o nome de morto. Então, de nada me vale mais aquele corpo velho. Assim, se for para você útil aprender alguma coisa nele, corte o que desejar.
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    Mais uma vez senhor Toffobus pergunto a que dedução o senhor chegou nessa continuidade do diálogo? O que o levou (você) a chegar a uma dedução qualquer que seja, por favor me explique.
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    Esposa – o defunto pediu tabaco para mascar, no que não foi atendido;
    Dr. – examinando melhor o cadáver, verificou que o homem fora, de fato, inveterado mastigador de fumo!.
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    Mais uma vez senhor Toffobus pergunto a que dedução o senhor chegou nessa continuidade do diálogo? O que o levou (você) a chegar a uma dedução qualquer que seja, por favor me explique.
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    Eu gostaria mais uma vez de saber por que este caso não pode ser analisado e explicado sob à luz da Doutrina Espírita, e mesmo que assim fizéssemos eu lhe perguntaria, por que seríamos classificados como crédulos? Você pode me explicar quais são os pontos neste caso que pode nos levar a sermos crédulos

  340. Montalvão Diz:

    Arnaldo Paiva,
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    Sugiro que leia atentamente os ponderamentos que seguem, para depois não vir dizer que nada respondi. Vou ver lá no outro tópico o que ficou pendente de responder, já que afirma ter ficado. Para mim aquele assunto estava findado, se for o caso porei a resposta lá e aqui, de modo que não reste pedra sobre pedra de acusativos. Agora, divirta-se…
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    ARNALDO PAIVA DIZ:Vou aproveitar a oportunidade e lhe apresentar [apresentar ao Montalvão] novamente alguns QUESTIONAMENTOS ANTERIORES QUE FICARAM SEM RESPOSTAS:
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    COMENTÁRIO: pô, devemos ambos não estar vendo os questionamentos de parte a parte: pelo visto ficou um monte de questões pendentes tanto de um lado quanto do outro, considerando que identifico vários comentários meus dirigidos a você (Arnaldo) sem resposta e ouço-o dizer a mesma coisa em relação a mim. Estaremos gagaguezando, já? De minha parte, prontifico-me a atualizar qualquer pendência existente. Começaremos pelas seguintes:
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    ARNALDO PAIVA DIZ: Você afirmou: “Todas as boas testagens com médiuns que se mostraram dispostos ao exame têm malogrado. Enquanto, isso, os mediunistas nem dão bola para essas evidências de que inexiste comunicação e continuam falando com falecidos… Portanto, eles têm que participar, para o bem deles.”
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    Pergunto-lhe: Quem as realizou e em que época, e mostre-nos como foram realizadas estas experiências e quais as características apresentadas pelos que se disseram médiuns, para assim serem considerados. QUANTAS TESTAGENS VOCÊ REALIZOU PARA FAZER UMA AFIRMATIVA DESSA NATUREZA, e qual a causa que você acha que levou a experiência a malograr? Me aponte as possíveis causas.
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    - O QUE É UMA BOA TESTAGEM PARA VOCÊ?

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    COMENTÁRIO: a inquirição que faz é ampla, demasiado ampla para ser respondida em poucas palavras. Primeiramente é necessário esclarecer o que entendo por “boa testagem”, embora desconfio que você saiba tão bem ou melhor que eu o significado. Mesmo assim, vou tentar. Os mediunistas alegam possuir bons motivos para considerar as incursões de supostos desencarnados dentre os vivos a mais lídima realidade. Numa olhadela superficial parecem ter motivos para tanto. Em relação à mediunidade de efeitos físicos brandem experimentos de Crookes, Richet, Notzing, Wallace, Gibier, e muitos outros, até o casal Curie entrou nessa parada. Arduin costuma dizer que “possui” duzentos cientistas que atestaram a validade da fenomenologia mediúnica.
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    No que tange à mediunidade dita “inteligente” as provas sobejariam, visto que desde os primórdios, com as irmãs Fox e Kardec, até os dias de hoje as psicografia e derivados dariam mostras de que há inteligências invisíveis agindo entre os humanos.
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    Com tamanha riqueza de provas, por que muitos (muitos mesmo), inclusive praticamente a inteira comunidade científica (as exceções são poucas, conquanto atuantes) repudia a suposição de que somos (gostemos ou não) “assessorados” por espíritos? Temos, pois, situação paradoxal: de um lado as numerosas demonstrações de que entes sem corpo passeiam junto a nós e de outro uma multidão enormíssima que duvida dessa realidade. Sob certo aspecto, tanto duvidar quanto acreditar não tem maior valor, visto que esses acreditamentos e repudiamentos populares são erigidos em bases muito nebulosas. O que causa admiração é a ciência ortodoxa, por regra, não dar a menor atenção às alegações de mediunistas, quando essa classe de fenômenos, se realmente constatada, abriria para as investigações científicas campo de amplitude inimaginável.
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    Tudo indica que, ou há algo errado com a cabeça dos cientistas, ou algo equivocado nas provas dos mediunistas.
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    Quando passamos a examinar mais detidamente aquilo que os adeptos da mediunidade ostentam como demonstração do que pregam, encontramos múltiplos pontos indefinidos, incertos, incompletos e mesmo duvidosos. As provas no campo da mediunidade inteligente são todas subjetivas. Desconhece-se a feitura de testagens concretas por parte dos mediunistas, estas, quando são realizadas por pesquisadores independentes e não alinhados com a crença sempre (anote: sempre) revelam incongruências da parte dos supostos médiuns. Mais adiante apresentarei ilustração a respeito.
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    Em relação à mediunidade de efeitos físicos, tudo o que os defensores possuem de melhor qualidade está enterrado há mais de século. Contemporaneamente, desconhecem-se experimentos ao nível dos realizados por Crookes e Richet com materializações. Se esses sábios do passado descobriram alguma realidade nova esta feneceu com o passar dos anos. O que é muito estranho, visto que os fenômenos não morrem assim, ou eles existem ou não. Se existem, podem existir como realidade real ou como realidade forjada. Esta última significa que alguns sonhariam que certa conjetura fosse autêntica e envidam esforços para prová-la. Nesses esforços podem estar certas facilitações (intencionais ou inconscientes) com o fito de obter o resultado previsto.
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    Parece-nos um dado muito objetivo: se certa espécie de fenômeno é categorizada ele tem de gerar conhecimento contínuo e progressivo. Seria plenamente aceitável que os pioneiros ficassem na observação e registro de casos, sem desenvolverem teoria consistente que amparasse a novidade. Porém, como o decorrer das investigações essa realidade seria cada vez mais clarificada, de modo que os trabalhos iniciais fossem corroborados, retificados onde necessário, e produzissem conhecimento que pudesse se aplicado produtivamente. No caso das materializações era esperado que as diversas questões que ficaram pendentes nos experimentos iniciais estivessem elucidadas e presentemente essa forma de intercâmbio com desencarnados fosse obtida de forma mais eficiente que no passado. Toda nova descoberta no campo da ciência abre uma nova e, inicialmente, imperscrutável área de saber. As pesquisas irão explorar esse filão e dele será extraído tudo o que puder com vistas a utilizá-lo proficientemente. A indagação que cabe aqui é pertinente: com as materializações de espíritos ocorreu algo assim? O conhecimento evoluiu, as partes (vivos e mortos) melhor se articularam, as provas se acumularam e as aplicações práticas do processo se ampliaram? Hoje é possível fazer previsões com esse tipo de manifestação da espiritualidade? É mais do que claro que as respostas para tais interrogações são todas negativas. Se são todas negativas, como pode alguém conceber que espíritos possam retornar ao mundo dos vivos portando corpos orgânicos, quais verdadeiros humanos?
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    Os que acreditam na atualidade que espíritos se materializem deveriam refletir as proféticas palavras do grande Richet (ditas a cerca de um século), um dos destacados apologistas do fenômeno: “NO MOMENTO ATUAL, negá-los é passar ao lado de fenômenos fundamentalmente novos que ABREM UMA VIA FECUNDA AO FUTURO CIENTÍFICO; é afundar-se na velha rotina na qual com tanta frequência se chafurdou uma ciência oficial cega.” (“Ectoplasmias e materializações”, Tratado de Metapsíquica).
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    Charles Richet vaticinava que as materializações seriam o futuro da ciência. Ele, naqueles dias, podia dizer coisas assim, pois parecia armado com experimentações determinantes. Contudo, desnecessário ser especialista no assunto para conferir que a previsão do sábio francês malogrou por inteiro. Quer dizer, uma realidade que abriria para a ciência um novo mundo, de realizações inimagináveis, apodreceu qual árvore roída por térmitas. Tal certamente não sucederia se aquilo que os precursores imaginadamente haviam descoberto fosse real.
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    ARNALDO PAIVA DIZ: – Foram experiências feitas por você mesmo?
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    COMENTÁRIO: experiência pessoal tenho uma com médium nacional, relativamente famosa, e muito conceituada dentre os que a consultam. Em minha investigação verifiquei, sem grande esforço, que as admiráveis louvações que se fazem à mulher, a respeito de sua facilidade de articular-se com mortos, são todas frutos do desejo de que ela fosse realmente contatadora de espíritos; constarei que a dita recorre a estratagemas para simular esses contatos. Posso deduzir, com base em meu trabalho e na verificação de outros da espécie, que todos (insisto, todos) os que sinceramente acreditam realizar contatos com mortos são iludidos por seus próprios psiquismos. A outra parcela de pretensos medianeiros é feita de simuladores.
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    No entanto, posso estar equivocado, por isso, venho pleiteando a realização de testagens objetivas, que ponham às claras a presença de espíritos no ambiente. Em vez de comprovações pessoais, subjetivas, do tipo alguém “ter a certeza” de que foi o parente falecido quem comunicou, provas essas que só atendem a expectativas pessoais, sugiro a feitura de testes que sejam satisfatórios a qualquer interessado em confirmar se os mortos agem dentre os vivos. Uma carta pessoal, bem escrita, ou uma pintura feita em poucos minutos, será algo muito sugestivo mas atinge somente o grupo acreditante; já uma demonstração objetiva, do tipo um espírito ler o contido em certa página de livro fechado, cujo título seja desconhecido dos presentes, esta satisfaria a qualquer interessado, fosse crente fosse cético, e mais, poderia ser repetida por qualquer curioso.
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    Se os mediunistas pensassem seriamente nas vantagens desses testes estariam em muito melhor situação: seriam respeitados, admirados e prestigiados, pois estariam na linha de frente de uma realidade propiciadora de conquistas inimagináveis à humanidade.
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    ARNALDO PAIVA DIZ: – Que fenômeno você esperava obter?
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    COMENTÁRIO: na experiência que fiz, o fenômeno a ser obtido seria a manifestação real de espíritos a mim ligados (pai, mãe, amigos).
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    ARNALDO PAIVA DIZ: – O fenômeno (no caso) tinha que ser aquele que você determinou, ou houve outro fenômeno e você o considerou sem validade?
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    COMENTÁRIO: não “terminei” fenômeno algum, no caso que investiguei houve vários “fenômenos” adicionais, representados pela suposta presença de entidades não esperadas inicialmente. Todas fajutas e mal descritas.
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    ARNALDO PAIVA DIZ: – Foi porque você não obteve determinado fenômeno ou nenhum fenômeno?
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    COMENTÁRIO: ou estou enganado, ou suas indagações consideram que o médium seria minha pessoa. Eu não posso “obter” fenômeno algum, não sou, nunca fui e, embora na infância “visse” espíritos, inexiste qualquer mostras de suposta mediunidade em mim. O que fiz foi investigar alguém que se diz médium, ou seja, capaz de canalizar espíritos. O resultado foi inteiramente negativo, ficou claro que a mulher não contata nenhum desencarnado, apesar de muitos alegarem que receberam revelações “admiráveis”.
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    ARNALDO PAIVA DIZ: – A experiência foi bem orientada? Qual a orientação dada à reunião? Qual o método usado?”
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    COMENTÁRIO: não foi reunião, foi contato particular com a medianeira. A experiência está disponível para seu exame, basta informar o e-mail que envio.
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    ARNALDO PAIVA DIZ: Você, Montalvão, diz:
    Mesmo que os não-crentes achassem um sensitivo “freelancer” disposto e o submetessem à provas, e depois mostrassem aos mediunistas que os resultados foram negativos (supondo que assim ocorresse) estes retrucariam com explicações casuísticas e a encrenca continuaria. Eu mesmo tenho um experimento, que me parece relativamente bem elaborado, no qual conferi uma famosa médium (sem que ela soubesse). A mulher revelou-se matreira sob todos os pontos de vista. Esse seu argumento é contraditório, pois primeiro você afirma “Que todas as boas testagens com médiuns que se mostraram dispostos ao exame têm malogrado”, depois você vem dizer “Mesmo que os não-crentes achassem um sensitivo “freelancer” disposto e o submetessem à provas”, afinal de contas onde está a verdade.
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    COMENTÁRIO: não sei que contradição viu. O que falei do “freelancer” se aplica a uma investigação oficial, do tipo realizado com Eusápia Palladino, em que o médium concorda ser verificado ostensivamente, a fim de demonstrar que é legítimo. Essa concessão não é facil atualmente de ser obtida. Se o fosse você, ou Arduin, ou outro espírita, já teriam indicado, aos céticos que aqui opinam, ao menos meia dúzia de médiuns, ansiosos por demonstrarem-se legítimos . A investigação que realizei com a médium foi feita a partir de consulta (paga) como se fosse um dos muitos clientes que a procuram.
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    ARNALDO PAIVA DIZ: Depois você me fala de uma experiência realizada por você mesmo:
    “Eu mesmo tenho um experimento, que me parece relativamente bem elaborado, no qual conferi uma famosa médium (sem que ela soubesse). A mulher revelou-se matreira sob todos os pontos de vista”. Perguntaria:
    Quanto tempo durou esta sua experiência? [RESPOSTA: cerca de uma hora]
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    Poderíamos classificá-la mesmo como uma experiência científica? [RESPOSTA: de certo modo sim, pois permitiu extrair conclusão baseada nas evidências obtidas].
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    Que tipo de mediunidade era alegada por esta médium? [RESPOSTA: “mediunidade inteligente”]
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    Pelo seu relato, não tinha como fazer nenhum controle através de equipamentos que viesse a medir pelo menos o estado fisiológico/mental em que se encontrava a médium. [RESPOSTA: esse nível de sofisticação foi desnecessário para o experimento levado a cabo].
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    Você poderia nos descrever como você realizou esse seu experimento sem que a médium soubesse? Ela descobriu ou desconfiou que você estava testando-a? [RESPOSTA: a consulta foi telefônica. Gravei toda a conversa. Ela pareceu, no início, desconfiar de que algo pudesse estar sendo feito controlativamente, depois relaxou.]
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    Por que ela era uma médium famosa? O que você tencionava obter com o seu método, e porque você acha que ela se tornou ou se revelou matreira. Ela percebeu que você estava a experimentá-la?”
    [RESPOSTA: era famosa por gozar de fama, ao menos no contexto espiritista: tenho visto vários comentários elogiosos sobre ela na internet. Veja ao final um exemplo. Ela não “se tornou matreira”, ela é matreira, visto aplicar a técnica de leitura fria com seus inocentes consultantes. Ela não percebeu que estava a ser experimentada, nem ela nem os “espíritos” que estariam junto.]
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    Você afirma:
    Todas as boas testagens com médiuns que se mostraram dispostos ao exame têm malogrado. Enquanto, isso, os mediunistas nem dão bola para essas evidências de que inexiste comunicação e continuam falando com falecidos… Portanto, eles têm que participar, para o bem deles.
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    Devo entender que você está se referindo a experiências feitas por você mesmo, e quando você faz uma afirmativa dessa natureza, qual a causa que você acha que levou a experiência a malograr? Por favor nos aponte as possíveis causas.
    [RESPOSTA: não estou me referindo a experimentos meus, estes são poucos, falo em termos genéricos. Minha experiência não malogrou, ao contrário, foi bem sucedida, o que malogrou foi a suposição de que a mulher fosse contatadora de espíritos.]
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    - O que é uma boa testagem para você? [RESPOSTA: é aquela que utiliza metodologia simples e obtém resultados concretos].
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    - Que fenômeno você esperava obter?
    [RESPOSTA: não esperava obter “fenômenos”, pretendia verificar se a profissional demonstraria capacidade de falar legitimamente com espíritos. O "fenômeno" já estava implícito: contatar almas de mortos.]
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    - Foi por que você não obteve determinado fenômeno ou nenhum fenômeno?
    [RESPOSTA: foi porque ficou claro que a alegada mediunidade é forjada].
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    - A experiência foi bem orientada? Qual a orientação dada à reunião? Qual o método usado?”
    [RESPOSTA: você está repetindo perguntas. Não houve reunião, a não ser a “reunião” entre mim e a “médium”. O método utilizado foi o de lançar diversas inquirições, dentre elas algumas iscas, a fim de conferir se a presença de espíritos podia ser deduzida dos resultados.]
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    ARNALDO PAIVA DIZ: Eu gostaria de saber como você ( e também a Larissa), analisaria este caso que é mais uma prova de que os Espíritos se comunicam com os homens: Ele se encontra no livro do Dr. Carl Wickland – Thirty Years Among The Dead – (Trinta Anos Entre os Mortos) no qual relatou seus diálogos com os Espíritos.
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    “Certo dia ao chegar do seu trabalho, à tarde, sua esposa manifestou estranho mal-estar. Sentia algo que ela mesma não sabia definir o que seria. Estava prestes a cair quando se empertigou e disse ao marido: – Que história é esta de você me cortar? (Ora, Dr. Wickland estivera fazendo um estudo de anatomia no colégio e dissecara a perna do cadáver de um homem de uns 60 anos de idade). Respondeu-lhe o médico que não estava a cortar ninguém. O Espírito, revoltado, insistiu: – Como não está? Você está cortando a minha perna. Diante deste pormenor, o médico viu então que estava a conversar com o dono do cadáver! E passou a palestrar com ele. Mas o defunto não queria saber de conversas. Não admitia fossem cortadas as suas carnes. Wickland procurou fazer a mulher sentar-se para ficar mais à vontade. O Espírito comunicante protestou, dizendo que ele, o doutor, não tinha o direito de tocar o seu corpo. Ao que o médico redarguiu: – Bem, mas eu tenho o direito de tocar no corpo de minha mulher.”
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    “- Sua mulher? Que é que você disse mesmo? Eu não sou mulher. Eu sou homem!”
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    “Foi-lhe esclarecido que ele havia abandonado o corpo físico e no momento estava se servindo de uma médium na pessoa da mulher do médico. Que o seu cadáver estava lá no colégio, objeto de estudos anatômicos. Só assim é que ele entendeu a sua nova situação espiritual. E o médico aproveitou para explicar ainda o seguinte:
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    - Suponha estivesse eu agora cortando o seu corpo, lá no colégio. Isto não poderia matar você. Você está aqui.
    - É, respondeu-lhe o defunto, acho que devo estar mesmo naquele estado a que se dá o nome de morto. Então, de nada me vale mais aquele corpo velho. Assim, se for para você útil aprender alguma coisa nele, corte o que desejar.”
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    “Prosseguindo no diálogo, o defunto pediu tabaco para mascar, no que não foi atendido; todavia, tal detalhe de identificação do morto serviu para Carl Wickland fazer o controle da experiência de vez que sua esposa detestava qualquer tipo de fumo e, depois, examinando melhor o cadáver, o médico verificou que o homem fora, de fato, inveterado mastigador de fumo!”
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    “CONCLUINDO SEUS ESTUDOS, o autor declarou que a Humanidade está envolvida pela influência dos pensamentos de milhões de seres desencarnados que ainda não alcançaram a compreensão integral dos objetivos superiores da vida. E o reconhecimento deste fato explica uma porção de pensamentos indesejáveis, emoções esquisitas, estranhos presságios, estados de depressão, irritabilidades inexplicáveis, impulsos e explosões irracionais de temperamento, paixões sem controle, enfim, inúmeras outras manifestações mentais.”
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    Ora, TAL CONCLUSÃO PARA QUEM LIDOU COM OS MORTOS DURANTE 30 ANOS, SOBRE ELA NÃO PODE PREVALECER ARGUMENTOS DE QUEM NÃO FEZ NENHUMA EXPERIÊNCIA, e usa apenas a negação sistemática. Então meu amigo, fica muito difícil você me convencer que não existe mediunidade, nem espíritos se todo dia eu vivo este tipo de experiências nas reuniões de desobsessão nas casas espíritas.
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    COMENTÁRIO: ora, ora, meu dileto opositor, a ingenuidade desse relato e a pasmosa “conclusão” de quem diz ter estado trinta anos entre os mortos é patente. A regra universal das leis cósmicas reza que cabe aos habitantes de cada dimensão resolver os problemas que ali se produzem. Desde quando, a não ser na infantil cabeça de alguns, espíritos precisariam de vivos para elucidar seus conflitos espírito-existenciais? Um morto carece consultar vivos (mediunidade invertida) para descobrir-se morto? Do outro lado não haveria gente capacitada para esclarecer as dúvidas, caso essa fantasia fosse realidade? O que o texto expõe é a (má) concepção do Dr. Carl a respeito de como funcionaria o mundo além, concepção essa que é admita por quem aceitar as palavras desse “pesquisador”. De que material ele dispõe para nos demonstrar que a “outra” vida funcione conforme noticia? Observe, ainda, o argumento de autoridade: foram trinta anos de “pesquisa”, temos, então, de aceitar que as declarações de Carl Wickland possuem força de lei. Tenho certeza de que esse sujeito lucraria muito mais se passasse trinta anos tomando uns goles no bar do bigode.
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    Pegue, a seguir, exemplo da fama da médium que testei. Depois segue ilustração de testagem objetiva com médiuns.
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    “Hoje, eu acredito” – 03 de janeiro de 2012 às 15:50 –
    Mônica é nascida e criada em Santo Ângelo e não há espíritas na família. Todos pertencem a uma religião evangélica tradicional, há muitas gerações. Encerrado o ensino médio, ela foi estudar na Capital do Estado, onde concluiu curso superior e cumpriu a sua opção profissional. Lá, casou e no verão passado ficou viúva. O pai deixou o mundo físico há três ou quatro anos. Ela e o esposo desencarnado nunca acreditaram na continuação da vida após a sepultura. Mas a vida sabe o que faz, como diz a médium Zíbia Gasparetto. Por e-mail, Mônica conta que uma grande amiga, residente em Porto Alegre, consultou uma “cartomante” e ficou impressionada com as informações recebidas, muito além do que se espera de uma cartomante de ofício. O relato da amiga foi, sem dúvida, a primeira senha para que a remetente também fosse lá no bairro Cavalhada.
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    A segunda senha, a Mônica encontrou no meu livro de crônicas, como compartilha a sua inesquecível experiência:
    – Tenho que lhe contar que talvez um mês atrás, estive em Santo Ângelo e a mãe me emprestou o teu livro de crônicas. Qual não foi minha surpresa, quando quase no final do livro você falou na Sônia, com endereço e tudo. Era a mesma pessoa comentada pela minha amiga. Isso não é um sinal? Hoje fui vê-la, e fiquei realmente muito emocionada, pois ELA ME FALOU TANTAS COISAS DESCONHECIDAS PARA ELA, QUE EU, REALMENTE, TIVE CERTEZA QUE MEU MARIDO E MEU PAI ESTAVAM ALI COMIGO. Foi muito emocionante. Eu só falei meu nome, nada mais. Então ela pegou minha mão direita e como que começou a balbuciar palavras, trazendo notícias confortadoras. Eu e meu marido sempre fomos bastante céticos em relação a essa vida depois da morte, não acreditando mas querendo muito acreditar. Hoje posso te dizer que ACREDITO, pois tudo que ela me falou, aconteceu. Por isso tudo, você foi a primeira pessoa que eu estou contando o resultado da consulta com a médium.
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    Por outro lado, a cobrança da consulta, quase cem reais, provocou uma pergunta da Mônica:
    – A única coisa que me causou estranheza foi o fato dela cobrar a consulta. Eu sempre ouvi dizer que os médiuns em geral fazem isso de graça.
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    Respondi a ela:
    - Os médiuns espíritas de fato não cobram nada por trabalhos prestados, tudo é de graça. Nas casas espíritas, ninguém ganha salário, nenhum tipo de gratificação financeira. O médium espírita sabe que ajudando os outros, ajuda a si mesmo. Lá também não há cobrança de dízimo. Jesus nunca pediu dinheiro pra ninguém, nem instalações luxuosas para Deus. Aliás, os guias espirituais salientam que as casas espíritas mais modestas são as que recebem maior amparo dos benfeitores do Alto. Ocorre que há médiuns em vários segmentos religiosos. A Sônia não é médium espírita, é umbandista, que permite cobranças. O médium americano James Van Praagh também cobra consultas, vive disso. Ele também não é espírita, me parece ser católico. Na verdade, ele e a Sônia não têm tempo para mais nada, tanta é a procura de consultas. Não podemos condená-los por isso, até porque, como nos advertia o Chico Xavier, não podemos julgar ninguém, absolutamente ninguém. De qualquer forma, ambos confortam pessoas que não conseguem enxugar lágrimas ante a separação provisória de algum ente querido. Eles trazem dados induvidosos sobre a vida espiritual, retificando conceitos antigos de muita gente, como é o caso presente da Mônica. Antes, cética. Agora, certa de que a morte não existe. E a compreensão dessa realidade maravilhosa traz equilíbrio à conduta humana, alarga horizontes e nos presenteia com a fé raciocinada.
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    A PALAVRA DO CHICO XAVIER – A consciência é o que há de restar de tudo o que somos.”
    http://www.jornaldasmissoes.com.br/colunas/oscar-pinto-jung/id/420/hoje-eu-acredito.html
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    2º ARTIGO: “Videntes conseguem provar seus poderes quando testados em laboratório?
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    A convite da Merseyside Skeptics Society (Sociedade dos Céticos de Merseyside), duas médiuns profissionais aceitaram participar de um teste de laboratório em que poderiam demonstrar seus poderes mediúnicos.
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    O desafio consistia em descrever características de cinco voluntários aleatórios que se sentavam (em silêncio, vale acrescentar) atrás de uma tela opaca. Das dez descrições, apenas duas estavam corretas.
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    “Embora tenham demonstrado confiança ao longo do experimento, nenhuma delas conseguiu fazer mais de uma leitura correta, um resultado totalmente consistente com a probabilidade”, diz o professor Chris French, que ajudou a elaborar o desafio. “É uma pena que não tenham passado, mas ficamos bastante satisfeitos por elas terem aceitado participar”.
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    Mediunidade à prova
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    Embora tenha sido apenas uma em cinco, a descrição feita pela médium Kim Whitton deixou a modelo surpresa: “Ela mencionou muito especificamente algo em que eu estava pensando bastante durante a sessão, ela acertou no ponto, nome e tudo o mais. Isso me chocou um pouco”, relata a voluntária.
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    Whitton tem mais de 15 anos de experiência como médium e curandeira, e aparece regularmente em igrejas espiritualistas em Londres e arredores. Foi a primeira vez em que testou cientificamente sua mediunidade.
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    “Eu sempre quis participar de um teste como esse, já que gostaria de criar uma ‘ponte’ entre energia psíquica e ciência”, conta a médium. “Os céticos precisam perceber que você não pode ver, ouvir e sentir tudo como se fosse matéria sólida com os olhos, ouvidos e corpos humanos. Médiuns usam toda uma parte do cérebro que não é devidamente desenvolvida no homem comum. No todo, eu realmente gostei da experiência”.
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    A outra participante, Patricia Putt, aceitou em 2009 o desafio proposto pela Fundação Educacional James Randi, que oferece 1 milhão de dólares (cerca de R$ 2 mi) a quem demonstrar em laboratório poderes paranormais. Não chegou a se classificar.
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    Em relação ao teste mais recente, Putt não ficou abalada. “Eu lamento por ter aparentemente falhado, mas não estou tão surpresa”, conta. “Eu gostaria de apontar que o trabalho que faço é sempre cara a cara, por isso trabalhar ‘às cegas’ é extremamente difícil para o médium”.
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    Ceticismo
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    “Embora os resultados do nosso experimento não refutem habilidades paranormais, o fato de que nossos médiuns não puderam passar no que consideraram um teste bastante simples e justo sugere que alegações de que essas habilidades existem não são baseadas na realidade”, diz Michael Marshall, vice-presidente da Merseyside Skeptics Society. “É NOTÁVEL QUE, DEPOIS DE CENTENAS DE ANOS DE INVESTIGAÇÕES, NINGUÉM FOI CAPAZ DE DEMONSTRAR A HABILIDADE DE ENTRAR EM CONTATO COM OS MORTOS”.
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    Para o cientista Simon Singh, que ajudou a elaborar e conduzir o teste, a alegada mediunidade estaria relacionada com uma capacidade intuitiva de captar pistas daqueles que procuram os serviços do médium. “Eu suspeito que pessoas como Pat e Kim são intuitivas e de modo subconsciente captam dicas sutis, como a linguagem corporal, pistas verbais e outras. Isso dá uma ilusão de poderes paranormais”, sugere.
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    Whitton, por sua vez, nega essa explicação. “Eu não uso pistas verbais ou linguagem corporal em minhas leituras como mencionado por Simon Singh, uma vez que apenas peço que a pessoa me dê seu nome completo e nada mais e que fique em silêncio enquanto eu recebo informações sobre ela”.[Daily Mail UK]
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    http://hypescience.com/videntes-conseguem-provar-seus-poderes-quando-testados-em-laboratorio/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+feedburner%2Fxgpv+%28HypeScience%29

  341. Montalvão Diz:

    Arnaldo,
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    Você está correto: “faltei” responder a seu longo inquirimento no tópico “Detetives da fé”: não sei como não o notei, provavelmente quando fui lá ou não estava ele ou não estava eu no meu melhor momento. Comecei a esclarecê-lo e ilustrá-lo, uma parte das respostas estão dadas. Vá lá e se informe do que for necessário para ser feliz e melhor entender o que for entendível.
    .
    Saudações atualizativas.

  342. Montalvão Diz:

    Arnaldo,
    .
    Outro pedaço das elucidações de que necessita foram colocadas no título pertinente. Confira-as, pois. Breve estarei quites com as pendências e sua loquaz pessoa devidamente iluminada.
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    Saudações madrugantes.

  343. Biasetto Diz:

    Vejam aí:
    http://extra.globo.com/noticias/religiao-e-fe/gerson-monteiro/seminario-sobre-materializacao-de-espiritos-em-santos-9058791.html

  344. Biasetto Diz:

    Fiz uma leitura um tanto que superficial sobre alguns comentários recentes no post, especialmente sobre alguns apontamentos do Arnaldo Paiva, que achei bem interessantes.
    O tempo (o entusiasmo também) tem sido meu inimigo ultimamente, de forma que não tenho me dedicado com a intensidade de “outras épocas” a estes assuntos/temas.
    De qualquer forma, às vezes passo por aqui, para dar uma olhadinha.
    Histórias interessantes, sempre existiram e continuam existindo, sobre espiritualidade, fenômenos paranormais, a questão ufo. O problema é que quando se começa a fazer uma peneirada nisso tudo, pouca coisa sobra, que realmente mereça alguma dedicação especial. Já contei aqui no blog sobre dois “sonhos premonitórios” que tive, que até hoje me intrigam, um já faz mais de duas décadas; outro, uns seis ou sete anos. Bem, também já ouvi histórias interessantes de amigos(as) que frequentam centros, igrejas … enfim …
    Tem pessoas em minha família que afirmam ser médiuns, tenho conhecidos também.
    O problema todo é que as evidências são sempre muito frágeis ou simplesmente não existem.
    E quando se tratam destes ícones religiosos, estes gurus espirituais, aí a coisa complica de vez, porque pesquisas sérias mostram que, no mínimo 50% do que afirmam é farsa, os outros 50% são duvidosos.
    Há mais de 20 anos, quando ainda era bancário, uma colega se encantou com o mahikari e começou a convidar todos os funcionários da agência a conhecer o grupo que ela frequentava. Ela vivia fazendo imposição das mãos em tudo e em todos. Uma vez, eu e mais dois colegas aceitamos o convite dela e fomos no tal mahikari. Bem, logo de cara, te dão um envelope pra você colocar uma graninha e isto é muito comum pra tudo que você queira lá dentro – eles chamam de “contribuição”, “doação”, “agradecimento” – tudo bem, a casa precisa pagar a conta de luz, água, aluguel …
    Basicamente, eles falam que através da imposição das mãos pode-se passar energias que curam as pessoas, física e espiritualmente. Mas para isto é preciso fazer um curso e estar desintoxicado, limpo em todos os níveis.
    Bem, uma coisa que me chamou a atenção lá, foi que esta amiga (ela continuou no mahikari – hoje é “mestre alguma coisa”) me mostrou uns vidros com alimentos, lembro-me que havia arroz em alguns deles, aí ela mostrou que em um vidro o arroz estava em bom estado, depois de vários dias, porque diariamente recebia a imposição de mãos (do pessoal do mahikari) e em outro vidro, o arroz estava apodrecido porque não recebia este tratamento. Ela disse que este tipo de experiência poderia ser realizada por qualquer um de nós, com várias substâncias, o que provaria que passamos energias pelas mãos.
    Eu nunca fiz a experiência.
    Já que vocês estão falando em testes, fica a dica.

  345. Larissa Diz:

    Eu fui da Mahikari por vários anos, de 1997 a 2006. Inclusive fui lider de um pequeno grupo.
    A Maikari é uma crença que mistura xintoísmo e ensinamentos da messiânica, só que de forma piorada.
    É uma completa lavagem cerebral, que manipula a ignorância das pessoas. Lembro-me que eu lavava os banheiros da instituição com escova de dente porque Deus Su (o Deus deles), abominava a sujeira, que refletia o meu carma e sentimento.
    Tenho muitas histórias sobre a Mahikari e posso compartilhar. Se quiserem saber mais, aconselho a leitura do livro All the Emperor’s men, de Garry Greendwood, um ex líder da seita. Download gratis.

  346. Toffo Diz:

    Arnaldo: todos os “causos” que citei estão no Livro dos Médiuns, quando ele fala de aparições de pessoas vivas, bicorporeidade, agêneres etc. Desculpe, mas não sou dado a votos longos e nem a dissertações intermináveis, sou pela simplicidade e pela síntese. Mas repito o que digo: se há fenômenos bizarros e incomuns, e certamente os há, a explicação espírita para eles é apenas uma entre muitas, e longíssimo de ser “a” verdadeira. A minha crítica não está na admissão ou não da existência de semelhantes fenômenos (aliás eu amo de paixão relatos de fantasmas e assombrações, e sempre lamento que nesses relatos as pessoas geralmente fujam dos supostos seres do além em vez de interagirem com eles; se bem que, na maioria dos relatos, as almas e assombrações agem como mulas ou jumentos, ou acusados de crimes: empacam, não falam nem respondem a nenhum questionamento. Mas isso é outra história). Voltando: a minha crítica não está na admissão ou não da existência de semelhantes fenômenos, mas na maneira garantista com que os espíritas explicam tais fenômenos – geralmente tomando a nuvem por Juno – sempre respaldados na afirmativa de alguma entidade, no ensino dos espíritos e no que Kardec disse. Essas explicações podem satisfazer intra corporis, isto é, dentro da grei, dentro dos que comungam as mesmas ideias, mas na verdade não passam de explicações “ad hoc” (para isso, sob medida, de encomenda).
    .
    Quanto à minha tia-avó supostamente ouvir música, nenhum problema. Eu admito que ela tinha alguma faculdade excepcional, não necessariamente extrassensorial. Não sou cientista, sou operador do direito, mas é sabido que as pessoas que têm determinadas deficiências corporais compensam-nas com a acuidade excepcional em outras faculdades (os ouvidos dos cegos, por exemplo). Ela sempre surpreendeu as pessoas com suas atitudes e seu comportamento, e dentre outras coisas acreditava-se que ela “lia” o interior das pessoas. Sim, muita gente alega ter sido curada ou melhorada com os passes dela, tanto é que ela ficou famosa no final da vida, e paravam ônibus de romeiros à porta dela para ela os abençoar. Não tenho gabarito para analisar essas curas, mas sei que a psicologia estuda o efeito benéfico da fé e da indução sobre estados patológicos do corpo. Não tenho notícia de que algum experimento científico tenha sido feito nela, nem EEG, nem nada, e como a família era espírita acabou prevalecendo a explicação espírita para tudo o que ocorria com ela. É interessante acrescentar que, nos anos finais, ela teve um agravamento da catarata e acabou ficando cega, uma nova Helen Keller: surda, muda e cega. Mas até onde conseguiu enxergar, ela acompanhava as novelas na TV tão bem quanto qualquer espectador são. E, mesmo cega, era possível conversar com ela pelo tato, embora com mais dificuldade. Eu prefiro acreditar na possibilidade das pessoas com algum tipo de deficiência irem além do normal das pessoas sãs – como atestam os maravilhosos resultados das paraolimpíadas e dos trabalhos com os portadores de Down, por exemplo. O caso dessa minha tia-avó não seria diferente.

  347. Biasetto Diz:

    Pois é Larissa, estes segmentos religiosos adoram fazer lavagem cerebral em seus seguidores. Esta amiga que citei, até onde mantive contato com ela, porque sai do banco (quando estava pra ser privatizado), via impureza em tudo, tudo era veneno, tudo tinha que ser purificado. Uma loucura!
    Toffo, minha esposo tem um amigo cego, católico fervoroso, que faz “rezas de curas” pra todo mundo. Aparece até em canais de tevê católicos. Ele já fez previsões pra mim, só errou.
    Sei de várias pessoas em que ele aplicou rezas, que não sofreram melhora alguma, mas mesmo assim, tem um monte de fãs.
    É assim que funciona: muitos o procuram, ele reza pra todos, alguns veem sua vida melhorar, aí acham que foi a reza do católico-cego que ajudou, vai saber né? Talvez, a probabilidade matemática tenha uma explicação melhor pra isso, mas …

  348. Biasetto Diz:

    * minha esposo = minha esposA, hahaha!

  349. Marciano Diz:

    Todas essas armações dependem da crendice das pessoas, nenhuma delas resiste a uma análise crítica, racional.
    O problema é que as pessoas gostam de fantasia e costumam misturar fantasia e realidade. Eu as separo. Fantasia, para mim, só em literatura, cinema, teatro…

  350. Larissa Diz:

    Biasetto – Tinha gente lá na Mahikari que comia sopa com uma mão e aplicava a luz (assim era o jargão) na sopa, por debaixo da mesa, para purificar o alimento.
    .
    Hoje, lá em casa, o assunto mahikari viou piada. Mas eu era uma kumite (nome dos participantes) que fui dedicada nos primeiros anos. Depois fui me afastando aos poucos até que em 2006 entreguei o omitama (medalha sagrada que faz conexão com Deus Su) e acabei com a palhaçada.

  351. Larissa Diz:

    De marte: Você tem toda a razão.

  352. Larissa Diz:

    Só uma observação: saí da Mahikari para o Espiritismo…realmente, eu tinha uma tendência muito forte a acreditar em papai noel. Felizmente, a ciência me salvou do inferno na terra, o único que, de fato, sei que existe.

  353. Antonio G. - POA Diz:

    Marciano, acho que padecemos do mesmo mal: Excesso de adiantamento espiritual. Tenho feito um considerável esforço para retroceder um pouco. Era mais divertido quando eu era menos evoluído. rsrsrsrs…
    .
    Abraços gerais.

  354. Montalvão Diz:

    Arnaldíssimo,
    .
    Pus outro tasco dos respondimentos no tópico “Programas detetives da fé”, visite-o e se deleite (ou, se preferir, se dê leite).
    .
    Depois volto sem revolta.

  355. Montalvão Diz:

    Prezado Arnaldo Paiva,
    .
    Serviço de utilidade pública: noticio que postei mais uma postagem no tema “Programa Detetives da Fé”, acrescentando outro capítulo esclarecitivo.
    .
    Não se desesqueça de dar passadinha lá, para depois não vir reclamar que deixei de responder aos seus perguntamentos.
    .
    saudações de fé.

  356. Marciano Diz:

    Larissa, não conheço esse tal de Mahikari. O que significa kumite? Nos meus tempos de shotokan, jiu kumite era a luta. O árbitro dizia ha jime (acho que significa “lutem”) e a porrada comia solta. Não é brincadeira.
    .
    Salve, Antonio.
    Apareça mais frequentemente.
    O Biasetto anda meio cansado daqui, nem tem mais paciência de ler os comentários.
    Vocês fazem falta.
    .
    Montalvão, “Qui lavat asinum perdit aquam et saponem”. A água e o sabão são seus, você desperdiça como quiser. “Quamvis acerbus, qui monet, nulli nocet” (Ainda que acerbo, quem avisa, a ninguém prejudica).
    Saudações conselheiras.

  357. Larissa Diz:

    A mahikari é uma seita japonesa que diz ser a verdade suprema. É politeísta nos moldes do xintoísmo. Prega uma série de barbaridades como “Jesus está enterrado no Japão”, com foto da tumba e tudo, e que os verdadeiros judeus são os japoneses. Kumite são os seguidores da seita, que são iniciado, mediante “agradecimento” em dinheiro, em três seminários. Nestes seminários, os kumite recebem uma medalha chamada omiitama, que os liga novamente a deus – todos os outros seres humanos estão desligados ou quase desligados de deus devido a seus pecados.
    .
    No ano 2000 era o fim do mundo e vários kumites passaram a passagem de ano no dojo, igreja deles. Como nada aconteceu, o Armmagedon foi transferido para 2012. Como nada aconteceu novamente, a explicação q eles deram é que as orações do grão mestre, Odairi Sama, salvaram a humanidade.
    .
    O espiritismo não é nem de longe a seita mais maluca.

  358. Larissa Diz:

    Arnaldo, saia do passado. Não voltemos mais a uma postagem de julho. Há tantos outros assuntos interessantes …

  359. Biasetto Diz:

    Larissa,
    O que mais me agrada neste blog é a oportunidade de conhecer pessoas muito cultas. Aprendi muito com elas aqui. Sou fã declarado de vários participantes do blog, destacando o Toffo e o Montalvão, extremamente intelectualizados e muito sábios com as argumentações. Há outros participantes que também mandam muito bem, o Gorducho, o próprio Arduin, apesar da teimosia com algumas crenças, o NFV traz pesquisas muito legais, enfim, citar nomes é sempre complicado, e estou mencionando apenas aqueles que já participam há mais tempo.
    Gosto muito do DeMarte e do Antonio G. também. Respeito muito a opinião deles, sempre bem fundamentadas, o ceticismo que eles defendem é lógico, inteligente, interessante, crítico, gosto muito mesmo. Só acho, veja bem, ACHO, que exageram (principalmente o DeMarte) em não considerarem alguma história, “umazinha aqui” ou “ali”, que mereça certa atenção.
    Veja bem, você diz que deixou das fantasias – e eu considero isto muito bom, porque também já me iludi com um monte destas “tralhareiras” todas aí também. Agora, você disse que não é ateia, aí eu já discordo de ti. Pra mim, é mais sensato a existência do espírito, do que de deus. Neste ponto, concordo com o Vitor Moura.
    Já que histórias foram citadas aqui, vou citar uma que um amigo me contou há poucos meses.
    Ele me disse que há dois anos, o filho adolescente começou a reclamar de uma dor no pé. Reclamou, reclamou, reclamou … aí ele levou o menino ao ortopedista, que examinou o pé do garoto e disse que esta dor é comum na adolescência, mas pediu uma tomografia. O exame foi feito, voltaram ao médico – e o médico disse que não havia nada de errado, recomendou 10 sessões de fisioterapia que iria ficar bom …
    Passou-se mais de um ano, o menino voltou a reclamar das dores no pé, a mãe do menino resolveu dar uma olhada na tomografia e viu que lá havia uma interrogação, dizendo sobre um possível cisto.
    Ela comentou com uma médica, numa consulta de rotina, e esta solicitou uma ressonância magnética pro garoto. Na ressonância foi confirmado o cisto no pé do menino, um cisto de 2 cm.
    A médica disse pra mãe do menino: “veja isto, porque pode ser um tumor” e todos ficaram assustados.
    O pai, a mãe do menino, o irmão mais velho, o menino, entraram em pânico, ficaram indignados com o 1º médico, aquelas coisas, aqueles drama …
    O avô materno correu contatar um outro ortopedista, muito conhecido na cidade, muito experiente, até já um tanto idoso, mas muito conceituado, que viu o exame do menino e disse: “nossa, ele tem um tumor aí, que está comendo o osso dele, precisamos tirar logo isto”.
    -
    Bem, a partir daí, foi marcada uma consulta com o tal ortopedista, que atendeu ao menino, explicou que iria fazer uma primeira cirurgia no pé do menino, no osso cubóide, tirando o cisto, mantendo o osso aberto, para enviar o pedaço doente para exame de biópsia – e que durante este período (uns 15 a 20 dias) até que o resultado saísse, o menino ficaria com ferros (parafusos) no local, para só então, fazer um enxerto no local, retirando uma parte de osso da bacia do garoto.
    Isto tudo, porque não era aconselhável fazer biópsia antes da cirurgia, porque a região oferecia risco de sangramento e não poderia ser mexida.
    O pai do garoto achou o procedimento um tanto complicado, mas acreditou na competência, na experiência do médico e deu entrada no plano de saúde para autorização da cirurgia, documentação, exames, procedimentos.
    Só que o médico, ele atendia na cidade, só uma vez por semana, porque ele atendia nos outros dias em São Paulo. E, errou duas vezes, nos documentos. Assim, atrasou com as papeladas.
    O pai do garoto, comentou com um outro profissional, um clínico geral, sobre o que estava acontecendo e perguntou sobre o tal ortopedista que iria fazer a cirurgia no filho dele. Então, veio a saber, por este clínico geral que: “olha, ele é um ótimo profissional, mas não anda bem de saúde, além disso, já está um tanto ultrapassado”.
    O pai do garoto ficou com aquilo na cabeça, comentou com a esposa, pensaram em procurar outro profissional, mas quando comentaram isto com o avô do menino, este respondeu: “começar tudo de novo, agora que a cirurgia esta marcada, isto pede urgência”.
    Depois de meses, a cirurgia estava marcada para uma terça-feira.
    Na segunda-feira à noite, a mãe do menino disse: “Ai meu Deus, se por algum motivo, não for o melhor para o meu filho, não permita que o doutor X coloque as mãos nele”.
    A cirurgia estava marcada para as 14 horas, era para darem entrada às 10 horas no hospital, na manhã de terça-feira. Às 8 horas da manhã da terça, a Santa Casa ligou, dizendo que o doutor não havia passado bem, havia sido internado e a cirurgia havia sido cancelada.
    A história não terminou ainda.
    A partir daí, a família procurou outro profissional, indicado por aquele clínico geral, citado na história, Este outro ortopedista, especializado em tumor ósseo, conhecia uma técnica diferente de biópsia, sem corte, fez a biópsia pré-cirúrgica, constatou um cisto aneurismático, benigno, que não exige obrigatoriedade cirúrgica, a não ser quando há incômodo constante (quem decide é o paciente), porém, o enxerto pode ser feito na mesma cirurgia da extração do cisto, sem precisar tirar osso da bacia.
    Bem, este meu amigo, me disse o seguinte:
    -
    “Biasetto, você me conhece, não sigo religião alguma, também sou cético, mas o doutor X ia fazer uma tremenda cagada no meu filho, ia fazer duas cirurgias, quando uma já resolvia, ia deixar o menino quase um mês com o pé aberto, ia arrancar osso da bacia do menino e ainda por cima, sei lá o que mais ele iria fazer, porque ele está muito doente, nem volta mais a trabalhar e nós não sabíamos disso. Então, sinceramente, todos os atrasos que ocorreram até que a cirurgia fosse marcada e ele ter passado mal na véspera da cirurgia de meu filho, me leva a acreditar que espíritos agiram pra evitar que ele pusesse a mão no meu filho.”
    -
    O DeMarte e meu amigo de POA vão rir de mim, mas já vivenciei umas histórias assim. Eu ACHO que os espíritos amigos ajudaram, atrapalhando a realização da cirurgia do garoto, pelo profissional X, porque sabiam que ia dar meleca.
    Agora, vejam bem, isto não significa de maneira alguma que considero estas historinhas toscas espiritistas-chiquistas-divaldistas e mais outras bobageiras como sérias.
    Eu acho que sobrevivemos à morte do corpo físico, algo em nós sobrevive e pode voltar à experiência do corpo físico. E acho que existem afinidades entre os espíritos e que estes espíritos tentam se ajudarem, da mesma forma como uns espíritos desequilibrados também tentam atrapalhar outros, sejam encarnados ou desencarnados, mas isto é apenas achismo.
    Como realmente isto acontece, penso que quem está aqui na Terra não sabe responder com qualidade – e esta turma que se mete a ser médium, fica misturando toda esta bobageira de crenças religiosas, divindades, messias, salvador, filho de deus e mais um monte de bla-bla-blas e não ajudam em nada.
    Da mesma forma como aqui na Terra, entre pessoas de carne e osso existem aqueles que tentam se ajudar, alguns tentam atrapalhar (fazer o quê?) o mesmo ocorre com os que se encontram desencarnados.
    Mas não consigo ver nada de deus nesta jogada toda, também não faço a menor ideia de como isto tudo surgiu.
    Não ia falar, mas já falei.
    Também tenho mais umas histórias nesta linha, mas deixa pra outro dia, quem sabe!

  360. Montalvão Diz:

    Biasetto,
    .
    Brigadu pelas elogiosas words: embora dela não me considere merecedor mesmo assim grato, faz bem ao ego…
    .
    A história que conta tem certas nuances que podem ser melhor refletidas. A sequência dos acontecimentos parece apontar para uma solução mística ou parecida, dando ao problema do garoto o melhor direcionamento. Mas, tem uma coisinha: se eles continuassem com as orientações do primeiro médico não teriam chegado a bom termo sem precisar passar por todos os contratempos que citou?
    .
    Vejo às vezes as pessoas falarem que o melhor é consultar uma segunda opinião, porém, como garantir que a segunda opinião será melhor que a primeira? Vamos, então, precisar de uma terceira opinião, que pode ser melhor ou pior que as outras, para garantir mesmo o recomendável é consultar a quarta cabeça. Se esta quaternária consulta casar, digamos, com uma das demais, seremos propelidos a concluir que seja a melhor. No entanto, pensando bem, não há garantia que a harmonia entre dois opinamentos elimine a qualidade dos divergentes. Nesta situação recomenda-se buscar a quinta consideração… Agora, imagine se a ponderação número cinco for diferente de todas outras? O que fazer? Claro, consultar a sexta opinião…
    .
    Desde 2004 não adentro em consultório médico. Caso me aconteça algo que doa muito farei uma concessão, se doer razoavelmente aguentarei, se doer só um pouquinho esqueço. Não recomendo a tática para ninguém, porém comigo tem funcionado…
    .
    Saudações medicinais.

  361. Marciano Diz:

    Obrigado pelas informações, Larissa.
    Outra coisa interessante (não sei nada de japonês) é que dojo, no judô, jiu-jitsu e karatê, é o local onde se pratica a luta. Muita gente chama erroneamente de tatame, este era o material que era usado para amaciar o dojo, agora é resina plástica mesmo.
    .
    Biasetto,
    Obrigado por me escalar para a seleção, mesmo jogando na defesa ou ficando no banco eu fico muito feliz por ser incluído no time que você mencionou.
    Você é um cara bastante safo também.
    Eu não exagero, mas isto dá muito pano pra manga.
    Sobre a existência de espírito ser mais sensata do que a existência de deus, eu acho que é como imaginar um galo (macho) pondo ovo, um porco pondo ovo e uma amendoeira pondo ovo. Imaginar um macho pondo ovos é delírio, as outras duas coisas são delírios bizarros.
    Quero dizer que, para mim, se imaginar espíritos é delírio, imaginar divindades é delírio bizarro (veja o conceito em qualquer site sobre psiquiatria).
    .
    Não sei quanto ao Antonio, mas eu estou mesmo rindo (desculpe-me) de sua história.
    Apenas coincidência.
    Em qualquer vôo, sempre tem passageiros que não conseguem embarcar. Se o avião cai, o cara começa a imaginar que foi algum deus ou espírito que impediu que ele embarcasse.
    Isto é apenas coincidência, esse médico deve ter feito muita merda. Se fosse algum deus ou espírito, seria um filho da puta. Por que evitar a tragédia com esse garoto em particular e não evitar com outros?
    É o acaso, só isso.
    .
    .
    Montalvão,
    Agora é que seu ego inflou mesmo. Deve estar voando por aí, tal qual a Dona Redonda.
    Eu também não gosto muito de médicos, pelas razões expostas.
    Saudações saudáveis.

  362. Larissa Diz:

    Biasetto,
    Eu também tenho algumas histórias interessantes. Compartilho uma: Há uns dois anos, sonhei a noite toda com a minha mãe. Ela estava em um supermercado junto a um atendente, passando a mão em um Fiat uno azul escuro. Eu olhava apenas olhava a cena. Minha mãe chamava o atendente e dizia “A primeira coisa que vou fazer é trocar a marcha”. Acordei e contei o sonho a minha mãe. Para minha surpresa ela relatou que no dia anterior fez compras em um supermercado e que estava concorrendo a um fiat uno. Ela, que acredita em “o segredo” e coisas assim, passou a mão por todo o carro mentalizando que ganharia. Ao olhar o interior do carro, falou para o atendente que a primeira coisa que faria era trocar a marcha, pois queria um carro automático.”
    .
    Não tive nenhum acesso à informações, uma vez que quando cheguei em casa minha mãe já tinha ido dormir. Coincidência?
    .
    Eu acredito em um Deus não-intervencionista e sem características antropomórficas do tipo, é bom e é justo. Acredito que coisas fantásticas possam acontecer e que eu não as entendo. Eu não acredito em sobrevivência da personalidade.
    .
    E não acredito mais em espiritismo. Minha esperança era que eles fizessem o que este site faz: pesquisas sérias. O que encontrei foi credulidade e arrogância, além de um profundo antropocentrismo.

  363. Larissa Diz:

    Marciano: Dojo, no jargão da Mahikari, é o local onde se aplica a luz divina – okyiome. Uma informação interessante é que os jovens recebem treinamento quase militar para enfrentar o batismo do fogo – o fim-do-mundo deles. Eu participei de alguns treinamentos, um, inclusive, em uma base militar em GO. Os kumite eram orientados a ter uma “mochila de emergência” , com suprimentos e instrumentos básicos para sobrevivência.
    .
    A mahikari daria um estudo muito interessante.

  364. Larissa Diz:

    O Montalvão me faz dar boas risadas com seu humor fino :)

  365. Marciano Diz:

    Larissa, a coincidência explica muitas histórias. Não explica a sua, mas fazer ilações baseado em wishful thinking não é uma boa ideia.
    Sua história pode ser explicada com alucinação mnêmica (se não conhecer o fenômeno, antes de qualquer reação, procure informar-se sobre o assunto) e fabulação.
    .
    “Fabulações
    A Fabulação consiste no relato de temas fantásticos que, na realidade, nunca aconteceram. Em grande parte, resultam de uma alteração da fixação e de uma incapacidade para reconhecer como falsas as imagens produzidas pela fantasia. O conteúdo das fabulações, como bem salientou Lange, procede do curso habitual da vida anterior, acontecendo muitas vezes que, achando-se perturbada a capacidade de localizá-las no tempo, lembranças isoladas autênticas completam erroneamente as lacunas da memória. Nos casos em que existem alterações dos conceitos e desorganização da vida instintiva, pode-se observar a produção rica de conteúdos fabulatórios absurdos e inverosímeis, que, habitualmente, adquirem um aspecto oniróide. Em outros casos, certas imagens oníricas são rememoradas e atualizadas como lembranças autênticas.
    Enquanto as Fabulações preenchem um vazio da memória e se mostram como que criadas para este fim, podendo variar de tema e conteúdo, as Alucinações Mnêmicas não mudam, tal como uma idéia delirante. No sentido mais particular, a Fabulação é, nos estados em que não há delírio, um sintoma de comprometimento orgânico.”
    .
    “Alucinações Mnêmicas são criações imaginativas com aparência de reminiscências e lembranças, porém, não correspondem a nenhuma imagem de épocas passadas. Nos psicóticos surgem, frequentemente, lembranças reais de vivências irreais que podem atribuir uma história de vida completamente diferente. São lembranças que não correspondem a nenhum acontecimento vivido.
    Pacientes pré-demenciais ou demenciais podem apresentar essas Aucinações Mnêmicas como cenas acontecidas recentemente. Uma paciente em início de demenciação insistia que um antigo namorado vinha quase todas as noites visitá-la de carruagem. Descrevia a cena com detalhes minuciosos.
    Não se trata de realização de sonhos nem tampouco de alucinação dos sentidos, pois muitos dos acontecimentos são situados no tempo em que o indivíduo normalmente se ocupava do seu cotidiano. Em outros casos, as alucinações da memória são menos sistematizadas e constam apenas de particularidades isoladas.”
    .

    Não são apenas pessoas com problemas mentais que são suscetíveis a tais fenômenos, pessoas absolutamente normais como você também podem (e sucede com muita frequência) apresentá-los.
    E não se esqueça de que você tem uma personalidade mística, você já foi kumite, já foi espírita. . .
    Sua memória pode ter te traído, fazendo com que você acrescentasse detalhes a um sonho não tão detalhado assim.
    E não é comum a pessoa sonhar a noite inteira com um assunto qualquer, principalmente se for coisa banal, como concorrer (e, suponho, não ganhar) a um prêmio.
    Cuidado com os truques da mente.
    .
    Coisas fantásticas realmente acontecem, por exemplo, viagem de humanos até à Lua, computadores, internet, TV a cabo, satélites, bombas de hidrogênio, colisores de hádrons. Tudo isso é muito mais fantástico do que poderes paranormais, espíritos e divindades. Estamos tão acostumados com essas maravilhas da ciência que as achamos normais.
    A diferença é que essas coisas fantásticas existem, são facilmente explicáveis, qualquer um pode aprender sobre elas.

  366. Gorducho Diz:

    Puxa, que síntese perfeita: credulidade e arrogância, além de um profundo antropocentrismo.

  367. Marciano Diz:

    Larissa,
    estou apenas tentando te ajudar a continuar no bom caminho, o da realidade.
    Não se esqueça do que eu disse ao Montalvão:
    “Quamvis acerbus, qui monet, nulli nocet” (Ainda que acerbo, quem avisa, a ninguém prejudica).

  368. Marciano Diz:

    Montalvão, por falar nisso, não se esqueça de que “À blanchir la tête d’un âne, on perd sa lessive.”
    Você tem muita água e sabão, estou impressionado.

  369. Marciano Diz:

    Montalvão, acho que você sabe a que estou me referindo. É o seu desperdício de água e sabão tentando uma coisa impossível, que é lavar a cabeça de um asno.

  370. Marciano Diz:

    Vá gastar água e sabão assim lá no Bar do Bigode.

  371. Marciano Diz:

    Larissa, o que eu quis dizer com não ser comum se sonhar a noite inteira com um assunto qualquer é que os sonhos não ocorrem dessa maneira, você não deve ter sonhado a noite inteira, a gente só sonha na fase REM e sonhos recorrentes não são comuns durante toda a mesma noite.
    Sua lembrança de sonhar a noite inteira deve estar distorcida.
    Isso é coisa de sua personalidade mística, mas seu raciocínio crítico está compensando satisfatoriamente.
    Continue a exercitar o pensamento crítico, deixe as fantasias para os momentos de lazer.
    Não fique brava comigo pela sinceridade, é na melhor das intenções, embora eu saiba que delas o caminho do inferno está cheio.
    O Biasetto também tem personalidade mística, mas tem raciocínio crítico.

  372. Biasetto Diz:

    Estes “apontamentos espiritóides” afirmo na condição de puro achismo, o que considero uma virtude, pois tenho aversão a estes que se dizem na certeza da existência de deus, de espíritos, mas não têm evidências concretas para apresentar.
    Histórias sobre o assunto existem de todos os tipos, pra todos os gostos. Algumas eu considero interessantes, é meu ponto de vista.
    Os questionamentos feitos pelo Montalva e o DeMarte são bons, sempre são, por isso também os admiro e os respeito, tudo bem.
    Gostei da história da Larissa, boa, muito boa!
    Há cinco anos, eu trabalhava na atual escola em que leciono do estado e numa escola particular numa cidade vizinha, estas escolas de rede (uma rede famosíssima), que vende o nome e tal, e ia duas vezes por semana lecionar nesta escola. Aí quando chegou no mês de agosto, nos pagaram metade do salário, o mesmo aconteceu em setembro; não recebemos nada em outubro, novembro e dezembro (nem 13º). Bem, o dono da escola lá na cidade estava “quebrado”, não tinha grana, disse que não tinha como pagar, que outra pessoa talvez assumisse a escola e talvez tudo se resolvesse … eu fiquei “p” da vida, final de ano, não era minha principal fonte, mas fazia parte do meu orçamento.
    Aí, eu estava em casa, dezembro, chateadão, sem grana, pensando o que iria fazer, resolvi sair pra dar uma volta sem rumo e me veio a ideia de ir até o bairro onde cresci e passar na banca de revistas de um amigo de longa data. Chegando lá, me encontrei com um outro amigo, que apareceu lá pra comprar um jornal da cidade, que é muito procurado aos sábados, porque traz muitos “classificados locais”, mas o jornal chega às bancas no finalzinho da tarde de sexta – era uma sexta-feira, por volta das 18 horas, aí este amigo que eu não via há tempos, também professor, começamos a conversar e ele me disse que estava trabalhando numa cidadezinha que fica perto de Bragança, numa escola da prefeitura e que estava sendo realizado um concurso, que havia uma vaga pra História, que as inscrições se encerravam naquela sexta às 22 horas, que eu deveria fazer a inscrição, era pela internet.
    Sai dali, fui pra casa, acessei a internet, fiz a inscrição, prestei a seleção, passei e fiquei com a vaga.
    Passado isto, um dia eu estava conversando com este amigo lá escola, aí falei pra ele sobre estas coincidências, que às vezes a vida nos presenteia, que nos surpreende, por que naquele dia, resolvi sair de casa, resolvi ir à banca, me encontrei com ele, ele me disse sobre o concurso, tudo deu certo. Ele me disse que a sogra dele pediu pra ele comprar o jornal, que ele costuma ir em outra banca, mas naquele momento resolveu ir àquela banca, porque veio uma vontade de rever o bairro.
    Aí, ele me contou também, que antes dele ter prestado o concurso anterior que o tinha colocado nesta escola da pref., ele estava trabalhando numa indústria da região ali da Fernão Dias, próxima a Extrema. E estava muito bem. Só que aí, depois de 3 anos na empresa, veio uma crise lá e vários funcionários foram demitidos, inclusive ele. Aí ele ficou 6 meses procurando emprego, sem sucesso, até que resolveu começar a dar aulas como eventual, porque a grana acabou e ficou assim, passando dificuldades por mais de um ano. Foi quando surgiu o concurso da pref. e ele passou. Só que aí, tinha acontecido o seguinte: ele tinha uma conta na Caixa Federal desde a época em que ele trabalhava na indústria, porque os funcionários recebiam pelo banco. Quando ele ficou desempregado, o cheque especial dele “estourou” e ele não conseguiu cobrir e o banco sapecou ele – ele me disse que tentou pagar como podia, mas o banco já tinha entupido de juros, tarifas – e nisso eu acredito, porque os bancos fazem isto mesmo, de modo que ele me disse que “largou” lá, porque não tinha como pagar. Aí teve o nome incluso no serasa, spc e tudo mais. Bem, quando ele passou no concurso da pref. ficou feliz e foi providenciar a documentação, foi na pref. e ficou sabendo que a pref. exigia conta na Caixa Federal, porque a pref. pagava os funcionários e tinha convênio com este banco. Foi quando ele pensou: “caramba, tenho a pendência lá na federal, minha dívida deve estar enorme lá, como que vou fazer, como vou abrir a conta lá, como vou resolver isto?”
    Ele ficou matutando e ficou baixo astral, tinha uns dias ainda pra ele levar toda a documentação, o número da conta no rh da pref. e ele estava “enrolando”. Era sábado, e a esposa dele disse que havia uma aniversário da filha de uma amiga, que queria muito que eles fossem. Ele disse que estava tão “pra baixo” que disse pra esposa que não iria, que ela fosse sozinha, que ele não estava afim, tudo isso por causa da conta na Caixa Federal. Aí, bem quase na hora da esposa ir pra festa, ele disse que deu “estalo” na cabeça dele e ele resolveu ir. Foram. Estando lá festa, ele se deparou com uma amiga, que nem imaginava que estaria na festa, que trabalhava na Caixa Federal. Surpreso, ele pensou em tocar no assunto, ficou meio constrangido, mas resolveu contar o problema. Mais surpreso ele ficou ainda, quando a tal amiga lhe disse, que naquele mês (e o mês estava no final), a Caixa Federal estava realizando uma espécie de “promoção” para umas “dívidas perdidas”, consideradas valores pequenos e que os devedores que procurassem a Caixa poderiam resolver a pendência por ofertas bem baixas. Pois bem, na segunda-feira, ele foi ao banco e pode pagar a dívida por um valor muito baixo, mais baixo do que o próprio valor principal de quando aconteceu o fato gerador, anos atrás.
    -
    Enfim, são histórias, apenas histórias interessantes.
    Simples coincidências?
    Por que muitas vezes falham?
    Por que parecem só acontecer com alguns?
    Mas que me levam a pensar que existe “alguém” querendo nos ajudar no “além”, muitas vezes eu sinto isto.
    Da mesma forma, também sinto, outras vezes, que tem “gente” querendo atrapalhar, mas …

  373. Larissa Diz:

    De marte: No caso da minha mãe, até poderia ser algum truque da minha mente, mas já aconteceram casos com pessoas distantes, com as quais não tinha contato algum há meses.
    .
    Diante do ocorrido, eu fiz uma profundíssima investigação neurológica junto a uma das melhores neurologistas do Brasil para afastar qualquer possibilidade de doenças como a epilepsia do lobo temporal. Ela me explicou que sonhos lúcidos e muitas vezes logicamente concatenados são comuns em pessoas com qualidade de sono ruim, como meu caso (eu fiz uma polissonografia). Ela, que é atéia, informou que não quer dizer que os sonhos sejam um evento sobrenatural mas, por enquanto, não há nenhuma explicação na medicina.
    .
    Eu dei o assunto por encerrado e quase não falo mais disso. Mas gosto de ouvir oponiões a respeito. Diferentemente dos espíritas, eu admito que não sou infalível e que meu passado místico me condena eternamente a ser mais cautelosa.

  374. Larissa Diz:

    Rs, eu não fico brava. Eu expus o que expus pq estou disposta a ouvir opiniões, quaisquer q sejam.

  375. Toffo Diz:

    Essa história do Biasetto tem algo a ver com a história da tia-avó passista. Lembro-me de uma historinha, velha de 50 anos, eu tinha ido a uma festa no dia anterior e negligenciado a lição de casa. Quando cheguei, era muito tarde e a minha mãe, tirânica como sempre, proibiu que eu fizesse a lição àquela hora, e consequentemente deixando que eu me ferrasse no dia seguinte. Fui à aula com cara de cachorro que quebrou a panela, sem a lição. Não é que justamente naquele dia a professora tinha dilatado as pupilas e não estava em condições de ler, portanto me safei? Nos meus 9 anos, não imaginei que fosse intervenção divina, mas com certeza era uma coincidência, para mim feliz, hehe. No caso que o Biasa apresentou, houve tantas intervenções puramente humanas e escolhas (a segunda opinião médica), que fica difícil admitir a intervenção dos deuses ou dos espíritos, embora aparentemente isso tenha acontecido – e culturalmente as pessoas que têm formação religiosa tendem a acreditar nisso. No caso da minha tia-avó, eu tendo a achar que era mais provável que ela tivesse faculdades excepcionais em virtude das suas próprias limitações físicas: ser surda e muda, além de, provavelmente, ser dona de uma inteligência privilegiada. Pergunta-se: se ela fosse sã, seria o que foi sendo portadora de deficiência?
    .
    Para terminar, tenho outro caso muito interessante: uma advogada conceituada do meu conhecimento trabalhava então no Banco Crefisul no Edifício Joelma, aquele que incendiou em 1974. Na manhã do incêndio, ela acordou e disse à mãe: não vou trabalhar, estou sem vontade. Estava ainda na mesa do café quando viu pela TV as imagens da tragédia. O que a teria feito ‘enforcar’ o trabalho justamente naquela manhã, fato que possivelmente tenha lhe salvado a vida?

  376. Larissa Diz:

    Quem aqui se lembra da morte dos Mamonas Assassinas? Um dos integrantes da banda teve uma premonição: http://www.youtube.com/watch?v=KIV3vwobODE a partir de 5:00 min.
    .
    O que acham disso?

  377. Larissa Diz:

    Toffo: “se ela fosse sã, seria o que foi sendo portadora de deficiência?”
    .
    Não, não seria. Há um caso de um homem cego que desenvolveu uma habilidade de localização parecida com os morcegos. Ele emite um assovio e o eco o ajuda a não esbarrar em objetos. Deve haver o vídeo com a reportagem no youtube.

  378. Marciano Diz:

    Toffo,
    Acho que você não leu meu comentário acima, sobre os aviões.
    Pessoas vivem faltando ao trabalho. Quando nada acontece, esquecem. Quando ocorre uma tragédia, foi um “aviso”. Por que só avisam algumas pessoas? E aqueles que só se deram mal por acaso?
    O acaso governa tudo no Universo, quem vê ordem nas coisas está somente validando o conceito de apofenia.
    .
    Larissa,
    Eu já citei aqui o Guy de Maupassant, sobre premonições.
    As pessoas vivem fazendo premonições, elas não dão certo quase nunca e as pessoas esquecem as premonições erradas.
    De vez em quando, precisam acertar (se não fosse assim, aí sim, seria estranho). Quando acertam, lembram-se e contam a história, alimentando o mito do fantástico.
    Várias pessoas já previram a minha morte, porque gosto de altíssimas velocidades e carros possantes, porque já fui policial e era muito audaz, coisas assim. Estou vivinho. Se tivesse morrido, apareceria um monte de gente contando a história da premonição.
    Minha mãe era mística e vivia tendo premonições da minha morte, me dando conselhos. Apenas uma mãe com medo de perder o filho de forma trágica. Coisa natural.
    .
    O papo aqui está ótimo (graças ao verdadeiro milagre da ciência e da tecnologia), mas eu preciso voltar ao trabalho.
    Volto aqui assim que puder.

  379. Larissa Diz:

    Marciano: “As pessoas vivem fazendo premonições”
    .
    Eu: Certo que há as que acham que tem super-poderes (vulgo psicóticos) e vivem fazendo premonições. Nisso estamos de acordo que a chance de acerto é 50% – sim ou não.
    Mas há aquelas que não vivem fazendo premonições e estas simplesmente acontecem, como é o caso do Mamona Assassina que previu a a queda do avião.
    .
    Eu não estou só falando somente de premonições, que é a visão do futuro, mas de “causos” como os que eu, Toffo e Biasetto relatamos em que parece haver um sentido extra (não gosto de falar assim, mas não sei como me expressar de outra forma)
    .
    Um caso famoso? Nikola Tesla e suas fantásticas visões.

  380. Larissa Diz:

    http://www.ee.uwa.edu.au/~chandra/Downloads/Tesla/MindOfTesla.html
    Em inglês. Enjoy!

  381. Marciano Diz:

    Larissa, você não entendeu. Eu quis dizer o seguinte: a gente vive brincando, dizendo que o avião vai cair, ou então sonhando que o avião vai cair. Como ele não cai, a gente esquece. Se acontece de cair, todo mundo lembra e diz que fulano disse que o avião iria cair ou sonhou que o avião iria cair.
    Memória seletiva.
    Foi o caso dos Mamonas.
    Se o avião não tivesse caído, ninguém se lembraria.

  382. Montalvão Diz:

    Marciano,
    .
    Essa você vai gostar (e quem mais se interessar): a inteira obra de Bach disponível para download.
    .
    http://www.blockmrecords.org/bach/download.htm
    .
    Saudações bachianas

  383. Biasetto Diz:

    Talvez estes “avisos” sejam raros, sutis e/ou de difíceis assimilações.
    Lembro-me de que quando contei sobre um sonho meu aqui, um sonho que me intriga até hoje, o Montalva, com toda sua categoria, contou sobre um acontecimento em que, pelo que pude entender, estava chegando com umas compras (algo assim), vindo pela rua, quando teve uma “leve impressão” de que algo iria acontecer, titubeou e foi assaltado. Lembra disso Montalva?
    Quem sabe, algum “anjo da guarda” tentou te avisar, mas não deu muito certo?
    Larissa, você sabe muito mais do que eu sobre o Mahikari, mas lendo suas histórias, parece que estou vendo minha colega lá do banco. Tudo ela ficava “benzendo” com as mãos, tudo ela queria “purificar”. E a lavagem cerebral funcionou nela. Não parou de fazer os tais cursos. Ela se aposentou, é solteira, casou com este troço, tem uns broches, tipo “medalhas” representando algum grau de liderança, evolução, sei lá!
    Lembro-me também, que lá no Mahikari eles diziam “oshizumari”, procede? O que é isso?
    DeMarte, este papo de “galo botando ovo”, não tem nada a ver. Você parece o Scur, quando disse que ateu-espírita é o mesmo que um “quadrado-redondo”.
    Não concordo com esta ideia, em tese, de que não é possível existir espírito sem existir deus. Ou, em outras palavras, a obrigatoriedade de que espíritos só podem ser obra de deus.
    Pode ser até – estou apenas conjecturando – que o espírito tenha surgido depois da vida biológica. Até acho que o Vitor pensa algo assim.
    Se não me engano também, acho que o Gorducho (se não foi ele, não me lembro quem foi), disse alguma coisa aqui, uma vez, que pode ser que (caso exista ‘plano espiritual’) nem no plano espiritual, os espíritos realmente têm alguma certeza se deus existe.
    Quando os iluministas passaram a criticar ferozmente as crendices e a defender a razão e a ciência, muitos deles (a maioria, é verdade), não conseguiu deixar de acreditar na existência de deus. Entretanto, eles trocaram o teísmo pelo deísmo. Voltaire era um deísta convicto. Vários filósofos franceses achavam que o universo seria uma espécie de relógio, repleto de engrenagens que funcionavam em perfeita harmonia. E, uma vez que a existência do relógio é a prova da existência do relojoeiro, porque alguém fez o relógio, então deus seria um grande relojoeiro, pois teria feito o universo com todas as suas engrenagens.
    O problema é que o universo não é “tão harmonioso” assim. Para muitos é um caos total, apenas temporariamente equilibrado em alguns pontos, mas também num equilíbrio frágil, que pode ser rompido a qualquer momento. Além disso, sabe-se muito bem, que o “universo-relógio” é resultado de bilhões de anos de transformações, e que estas transformações continuam em processo contínuo, portanto não cessam.
    Sempre há “algo de podre no reino da Dinamarca”: uma hora vai feder.

  384. Marciano Diz:

    Valeu, Montalvão. Vou completar minha coleção.
    Adoro música barroca, Bach (o João Sebastião) em particular.
    Aliás, gosto do período barroco nas artes plásticas também, só não gosto muito do barroco brasileiro (tipo Aleijadinho).
    Acho que o Toffo vai gostar também.
    .
    Biasa,
    Tu também não me entendeste, acho que estou perdendo a capacidade de expressar meus pensamentos de forma clara. O que eu quis dizer foi que a ideia de divindades é mais louca do que a de espíritos, mas ambas são igualmente disparatadas.
    Quando ao Scur, acho que ele estava se referindo ao termo espírita como “espírita kardecista”. Se for isto, ele tem razão.
    .

    Essa história do relojoeiro é usada pelos TJs. É completamente ridícula. Quem teria feito o relojoeiro? E assim por diante, “ad infinitum”.
    .
    O conceito de harmonia só existe na nossa cabeça, o universo não tá nem aí pra isso. O universo é o que é, nós vemos harmonia porque queremos. Não é caos nem harmonia, só é. Isso de caos ou harmonia tem a ver com a nossa cabeça apenas.
    O universo não obedece às leis da física. Esta é que tenta descrever como é o universo.
    Se não existisse vida (na Terra somente, muito provavelmente), o que seria caos ou organização no universo?
    São conceitos humanos, assim como tempo e espaço.
    Na hora em que “feder”, vai feder para quem? Alguma galáxia, alguma estrela, alguma nuvem de poeira e gás? Pelo menos para o planeta Terra? Ou para uma anomalia chamada vida, existente e conhecida até agora apenas neste planetinha de merda?
    Resumindo, é isto.
    Se não entenderem de novo, desisto.

  385. Marciano Diz:

    Minha capacidade de síntese é uma porcaria.
    Não consigo organizar meu tempo de forma a escrever longos textos (todos ótimos) como o Montalva ou o JCFF.
    Resultado: ninguém me entende.

  386. Marciano Diz:

    Agora vou aproveitar o milagre da tecnologia e cair de ouvidos no link do Montalva.
    Saudações melódicas a todos, e saudações agradecidas ao grande Montalva.

  387. Marciano Diz:

    Montalva,
    o formato é AAC, melhor do que mp3 mas pior do que flac.
    Sem problemas, meu player tem codec para o formato.
    Já estou baixando TUDO.
    Brigadão, véi.

  388. Toffobus Diz:

    Marciano: meu preferido, disparado, do barroco tardio (primeira metade do século 18), é Scarlatti. O homem profetiza, na real, Stravinsky. Amo de paixão. Tanto no cravo quanto no piano.

  389. Larissa Diz:

    Marciano, claro q eu entendi o q vc disse. Mas acho q vc reduz tudo à fantasia, delírio, etc. Eu não sei se é bem por aí. Mas entendo perfeitamente seu ponto de vista. A mente prega muitas peças mesmo. Vc leu o texto sobre o Tesla? O q achou?
    .
    Bisetto, vc desenterrou o oshizumari. Eu tinha esquecido. Isso consiste em passar as mãos ao longo do corpor da pessoa para acalmar o espírito. A mahikari é uma seita fechada e perigosa. Na Belgica ela foi processada. Tenho muita compaixão pela sua colega. Eu entrei muito nova e saí ainda jovem, mas há pessoas q passam a vida ali entocados. No espiritismo levei as coisas bem mais light.
    .
    Minha dificuldade em acreditar em espírito e reencarnação é que eu não consigo engolir nenhuma justificariva quando ao ser humano ser superior às demais espécies. Pq isso ter alma e reencarnar é um privilégio do ser humano?? E se os animais não tem alma nem livre-arbítrio, logo não tem carma. Então pq eles sofrem?

  390. Biasetto Diz:

    O pessoal aqui é bom mesmo, erudição pura, tem até indicações de música clássica. Show!
    Eu entendo sim DeMarte, tanto que te admiro e muito.
    Eu só deixo reservado um lugarzinho em minha mente, pra alguma “crençazinha”.
    Agora, que mandava muito bem nesta linha de pensamento que você mencionou aí ‘Na hora em que “feder”, vai feder para quem?’ era o George Carlin, fantástico!!!

  391. Montalvão Diz:

    .
    MARCIANO DIZ: Montalvão, “Qui lavat asinum perdit aquam et saponem”. A água e o sabão são seus, você desperdiça como quiser. “Quamvis acerbus, qui monet, nulli nocet” (Ainda que acerbo, quem avisa, a ninguém prejudica). Saudações conselheiras.
    .
    COMENTÁRIO: filho de Áries, quem usa sabão cracrá não tem com o que se preocupar…

  392. Montalvão Diz:

    LARISSA diz: No ano 2000 era o fim do mundo e vários kumites passaram a passagem de ano no dojo, igreja deles. Como nada aconteceu, o Armmagedon foi transferido para 2012. Como nada aconteceu novamente, A EXPLICAÇÃO Q ELES DERAM É QUE AS ORAÇÕES DO GRÃO MESTRE, ODAIRI SAMA, SALVARAM A HUMANIDADE.
    .
    COMENTÁRIO: dizem isso por não saberem que as orações do mestre do grão, Moi, também muito ajudaram, e não foi pouco. A próxima data fatídica é 2018, já dei início aos oramentos. A reza, vou ensinar como é que faz, porque se alguém quiser entrar na corrente pra frente que se apresente.
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    “Ó tu que tudo sabes, se sabes tudo, então sabes quando esse trem vai acabar, então por que é que estou falando disso?
    Ó tu que tudo podes, e como tudo podes, para fechar o balanço, nosotros nada podemos;
    Ó tu que tudo sabes e tudo podes, aceite essa oração de puxa saco, e dê um pause no stop… pelo menos até eu terminar a obra no banheiro.”
    .
    Faça a oração três vezes ao dia. Tem dado certo: deu em 1962, 1974, 1986, 2000, 2012 e creia Marciano vai dar em 2018. Porém é preciso que tenham fé: não basta fé de menos, tem que ser fé de mais.
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    Acho que esqueci de pôr umas vírgulas…
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    Saudações orativas.

  393. Montalvão Diz:

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    BIASETTO DIZ: Talvez estes “avisos” sejam raros, sutis e/ou de difíceis assimilações.
    Lembro-me de que quando contei sobre um sonho meu aqui, um sonho que me intriga até hoje, o Montalva, com toda sua categoria, contou sobre um acontecimento em que, pelo que pude entender, estava chegando com umas compras (algo assim), vindo pela rua, quando teve uma “leve impressão” de que algo iria acontecer, titubeou e foi assaltado. LEMBRA DISSO MONTALVA?
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    COMENTÁRIO: lembro…
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    BIASETTO DIZ: Quem sabe, algum “anjo da guarda” tentou te avisar, mas não deu muito certo?
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    COMENTÁRIO: pode até ser, mas se encontro em meu processamento cerebral elementos suficientes para esclarecer o acontecido, porque recorrer, explicativamente, a um anjo da guarda, de cuja existência não possuo o menor indício?
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    BIASETTO DIZ: Pode ser até – estou apenas conjecturando – que o espírito tenha surgido depois da vida biológica. Até acho que o Vitor pensa algo assim.
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    COMENTÁRIO: Sartre dizia: “a existência precede a essência”, então Biasetto é existencialista, prazer em conhecer um ao vivo, nunca pensei ter a honra.
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    BIASETTO DIZ: Se não me engano também, acho que o Gorducho (se não foi ele, não me lembro quem foi), disse alguma coisa aqui, uma vez, que pode ser que (caso exista ‘plano espiritual’) nem no plano espiritual, os espíritos realmente têm alguma certeza se deus existe.
    [...] filósofos franceses achavam que o universo seria uma espécie de relógio, repleto de engrenagens que funcionavam em perfeita harmonia. E, uma vez que [...] alguém fez o relógio, então deus seria um grande relojoeiro, pois teria feito o universo com todas as suas engrenagens.
    O problema é que o universo não é “tão harmonioso” assim. Para muitos é um caos total, apenas temporariamente equilibrado em alguns pontos, mas também num equilíbrio frágil, que pode ser rompido a qualquer momento.
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    COMENTÁRIO: Bia, o problema é que se há um mundo espiritual tem que ter um chefe, senão quem é que vai botar ordem naquela zona?
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    MARCIANO DIZ: O conceito de harmonia só existe na nossa cabeça, o universo não tá nem aí pra isso. O universo é o que é, NÓS VEMOS HARMONIA PORQUE QUEREMOS. Não é caos nem harmonia, só é.
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    COMENTÁRIO: boa, de Marte: só faço uma sugesta retificativa: não é porque queremos, sim porque PRECISAMOS: nosso cérebro, para funcionar a contento, carece coerentificar o mundo que se descortina à sua volta. Não sobreviveríamos no caos (embora o Brasil pareça desmentir isso): a mente necessita harmonizar a realidade, mesmo que, para tanto, tenha que selecionar as partes melhor trabalháveis.
    .
    Saudações sartreanas.

  394. Guto Diz:

    Biaseto, o que escreveu me motivou a quebrar aquela “promessa” que fiz de não mais postar comentários aqui! === Meu caro, o que posso te dizer é que estas “coincidências” acontecem numa quantidade muiiiiito grande. O que, para um ser racional, gera, no mínimo dúvida/desconfiança. O que me parece ser o seu caso. Vou te contar só uma das muitas situações inusitadas que já aconteceram comigo, o que me fez pensar bastante nesse assunto, até que comecei a sentir e não mais ficar no campo das idéias. No ano de 2002 ou 2003, estava eu na Bahia, de férias, com a minha esposa. Fomos visitar o mercado modelo, que fica no bairro cidade baixa, e fazer umas comprinhas. Não havia levado mais do que uns R$ 20,00. Vinte paus naquele época era como se fosse uns R$ 50,00 hoje. Comprei umas coisas para mim e para a minha esposa, utilizando do cartão de débito, ou seja, em nenhum momento demonstrei ter dinheiro “vivo”. Quando estávamos saindo, percebi que estava sendo seguido por um cara que nos “revistava” com os olhos. Percebi que se tratava de um assaltante. Como estava fisicamente bem, me achando o superhomem (olha o pecado da vaidade aí -Rsrsrs), fiquei encarando o cara, que demonstrou em seu rosto descontentamento com as minhas olhadas. Contei para a minha esposa que me disse para parar com aquilo, pois podia ser perigoso. Paramos num ponto de ônibus, que ficava praticamente em frente a saída do mercado modelo, esperando um ônibus que nos levasse à igreja do Senhor do Bonfim, segundo lugar que visitaríamos naquele dia. Contudo, fiquei acompanhando com os olhos o tal sujeito, que se distanciou, porém continuou a nos observar a uns 50 a 70 metros de distância. Pedi a um senhor que estava no ponto de ônibus informação sobre qual o ônibus que poderíamos pegar para ir à igreja. O senhor, ao ver um ônibus passar, me disse que aquele que passava nos deixaria lá. Pegamos, então, aquele ônibus e fomos nos sentar num dos bancos do ônibus. Ficamos mais ou menos no meio do ônibus. O ônibus andou um pouco até que parou. Era o sujeito que pedira para o motorista parar para ele entrar. Ao subir as escadas, percebemos que era ele e ficamos nervosos. O homem veio andando e olhando para a gente e para um outro que entrara pela porta dos fundos. Percebemos, naquele momento, que ele não estava só e que, muito provavelmente, se tratava de uma tentativa de assalto. Só que, no ponto seguinte, entrou um policial militar fardado. Ao ver o policial, o que entrou pela frente pediu para o motorista parar e os dois desceram, pois a porta de trás do ônibus ainda estava aberta. Moral da história: Será mesmo que foi só coincidência? Fica para você mais esta questão. Se eu buscar na memória, talvez eu me lembre de pelo menos mais umas cinco ou seis que me deixaram muito “grilado”. Algumas envolveram minha esposa. Aquela história de intuição. Mas, é isso aí. Valeu!

  395. Marciano Diz:

    Ainda não li, Larissa, vou ler agora. Eu conheço o Tesla e acho que ele é superestimado, mas vou ler com atenção.
    Eu partilho de sua opinião sobre os animais.
    Rivail, na primeira edição (acho que na segunda também) dizia que os animais são diferentes do homem.
    Na terceira (a que todos conhecem) já insinua que o homem tem origem nos animais (LE).
    Tem espíritas que “explicam” o sofrimento dos animais. Eu mesmo tenho um livro da Irvênia Prada (espírita e veterinária) – “A Questão Espiritual dos Animais, em que ela diz que o sofrimento dos animais é uma espécie de treinamento para quando se tornarem humanos.
    Tenho também “Os Animais têm Alma?”, de Ernesto Bozzano.
    Veja o que deixaram escapar na bíblia:
    ECLESIASTES, capítulo 3, versículo 19:
    “19 Pois o que sucede aos filhos dos homens, isso mesmo também sucede aos animais; uma e a mesma coisa lhes sucede; como morre um, assim morre o outro; todos têm o mesmo fôlego; e o homem não tem vantagem sobre os animais; porque tudo é vaidade.”

    .
    Toffo,
    Não conheço bem a obra de Scarlatti.
    Vou procurar ouvi-lo.
    Eu sei que você toca piano, sei que o piano é, teoricamente, um cravo melhorado (cravo cum piano e forte), mas eu adoro a sonoridade do cravo.
    .
    Biasetto,
    O Carlin de que você fala é o comediante?
    Não o conheço bem, só sei que era ateu e irreverente, como eu.
    E fique sabendo que a admiração é recíproca. Ainda vou tirar esse lugarzinho que você tem reservado em sua mente.rs
    .
    Montalva,
    Seu sabão é de primeira e não deve ser desperdiçado com asnos (graças às divindades, deve estar pastando).
    Baixei a primeira parte, é muita coisa, continuo amanhã.
    Gostei de ver que partilha de minha visão do universo, ainda que retificando-a (o). Ou seja, o espaço não é curvo.
    Já estou orando, pra ajudar na próxima salvação, em 2018. Minha única ressalva é que fé demais não cheira bem.
    Saudações miasmáticas.

  396. Marciano Diz:

    Um cara que tinha fixação com o número três (seria maçon?), ideias extravagantes e megalomaníacas (transtorno delirante persistente? – transtorno da personalidade narcisística?), gênio, sem dúvida, talvez não tanto como querem que seja (superaudição? – super-visão?).
    O texto é um tanto fantasioso, na minha opinião.
    Quer dizer que Tesla acreditava em monges hindus, energia universal?
    Ele piorou no meu conceito.
    Sinto muito.

  397. Marciano Diz:

    Múltipla escolha:
    “. . . talvez não tanto como querem que seja . . .”.
    .
    Opção 1- coloquem uma vírgula depois de “tanto”;
    Opção 2 – Não coloquem a vírgula, mas substituam “como” por “quanto”.
    Obrigado.
    .
    Arduin, Gorducho, cadê vocês?

  398. Gorducho Diz:

    A próxima data fatídica é 2018, já dei início aos oramentos.
     
    :( Que eu saiba, é 20/7/2019

  399. Gorducho Diz:

    (…)(caso exista ‘plano espiritual’) nem no plano espiritual, os espíritos realmente têm alguma certeza se deus existe.
     
    Os “Espíritos” sabem tanto quanto nós – aliás o Professor Arduin sempre enfatiza isso. Uma das passagens mais cômicas da “Codificação” é justamente essa. De #1 a #13 o Kardec recita todos argumentos escolásticos que ele aprendeu nas cartilhas de catecismo. Daí em #14 ele se dá conta que não explicou nada. Mas como tinha uma compulsão para meter a colher em tudo, ao invés de ficar quieto e não se meter a dar palpites sobre “divindades” ele apela:
    Deus existe; disso não podeis duvidar e é o essencial. Crede-me, não vades além. Não vos percais num labirinto donde não lograrieis sair. Isso não vos tornaria melhores, antes um pouco mais orgulhosos, pois que acreditarieis saber, quando na realidade nada saberieis.
    :)

  400. Larissa Diz:

    Sabão cracrá hahahahah! BOA
    Montalvão, sem as vírgulas Tupã não aceita a oração!
    .
    Vou contar mais uma história engraçada da Mahikari. Há um quadro que é reverenciado como Deus Su – o Goshintai. Segundo reza a lenda nada acima do Goshintai sobrevive. Uma vez um gato passou no telhado e caiu duro. Bem, acontece que havia pessoas morando nos andares acima do Dojo e eu perguntei: – Mas, e estas pessoas? Eis a resposta: – Deus Su desvia a luz neste caso.
    Eu era mística, mas não deu pra acreditar naquilo.
    .
    Marciano: De fato, a explicação do eclesiastes foi a melhor que ouvi até hoje. Sagan dizia que o ser huamano tende, naturalmente, ao antropocentrismo e a achar que o universo existe para a NOSSA evolução. Dizer que os animais sofrem como treinamento para serem humanos é uma piada sádica e de mal gosto.
    .
    Tenho uma grande amiga que é monja Zen Budista. O Zen Budismo é uma religião ateísta, eles partem do pressuposto de que não sabem e não há como saber sobre todas as coisas. Ela perguntou ao mestre dela se há vida após a morte. Ele respondeu que sim e que não. Ela disse que não havia entendido. Ele disse: – Que diferença isso faz? Simplesmente “é”. Viva a vida que você tem aqui e agora.

  401. Larissa Diz:

    Gorducho – A data foi remarcada para 2019. A Dra. Marlene Nobre disse que o conselho espiritual do sistema solar está preocupado que o ser humano destrua a galáxia e por isso nos deu um ultimato (hauhauhauhauhauah).

  402. Montalvão Diz:

    Gorducho Diz (citando Montalvão): “A próxima data fatídica é 2018, já dei início aos oramentos.”
    .
    Gorducho: Que eu saiba, é 20/7/2019…
    .
    COMENTÁRIO: depende, meu caro, do profeta e da profecia. Veja exemplos:
    .
    “Inglaterra – Depois do mundo não ter acabado nesta sexta-feira, como previam os Maias, seguidores de “A Espada de Deus Irmandade”, anunciaram a nova data do juízo final: 1 de janeiro de 2017.” http://odia.ig.com.br/portal/mundo/depois-da-previs%C3%A3o-maia-novo-39-fim-do-mundo-39-ser%C3%A1-em-2017-1.528447
    /
    Alguém lançou a indagação no Answer Yahoo, veja algumas das respostas: http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20130901150002AALAKRt: “ninguém sabe”; “Deus não vai destruir o que criou”; “em 2045″; “em 2060″; “2024″; “depois da copa”.
    /
    Mas, espiriticamente falando, 2019 realmente está prestigiado, inclusive, diz-se, que essa é profecia cataclísmica de Xavier.
    .
    De qualquer modo, parece-me que você ainda não tem experiência em evitar fins de mundo orativamente (eu, modéstia de lado, já evitei umas quatro catatombes): a tática é antecipar-se ao acontecimento e interferir antes que a desdita tenha lugar. Assim dá tempo de aplicar outra estratégia caso o plano A não funcione…
    .
    Falou o profeta Moi.

  403. Biasetto Diz:

    Guto,
    Não se envergonhe por ter “quebrado a promessa”, pois em 4 anos participando deste blog, já quebrei umas dez.
    Também não se sinta “excluído” por mim, porque tenho o péssimo costume de ficar nervosinho com pessoas que se apresentam aqui com “pregações”, mas geralmente passa.
    Caso a existência do espírito seja realmente um fato e, a reencarnação também, tenho plena convicção que devo ter sido perseguido pela Inquisição em alguma vida passada, ou devo ter tido algum problema sério com religião/religiosos.
    Tem uma página no face que se chama “religião é veneno” e eu acho que é mesmo.
    Também tenho uma verdadeira “reiva” (ao estilo Adoniran Barbosa) a estes gurus mequetrefes que se fazem de santo e líderes espirituais.
    Bem, sua história é boa, mais uma história boa. Pode ter sido apenas uma coincidência, mas pode ser também, que de alguma forma, a “espiritualidade” encontrou um jeito de incentivar o policial a tomar aquele ônibus, exatamente porque viu que você e sua esposa (talvez mais pessoas) estavam prestes a serem assaltados, sofrerem violência.
    Tenho um amigo bombeiro que me contou que estava indo a São Paulo com o comandante da corporação (aqui da cidade), numa viagem isolada (fora do trabalho, carro particular), e quando chegaram perto a Mairiporã, viram o trânsito parado, um grande congestionamento. Resolveram ir pelo acostamento para averiguar e chegaram até um acidente. Viram que era uma ocorrência grave, se apresentaram e este amigo bombeiro viu que havia um corpo coberto a alguns metros. Então foi informado que se tratava de uma moça que tinha falecido. Ele disse que “algo o impulsionou” a ir até o corpo. Quando ele tirou o plástico (ou pano, não me lembro) que cobria o corpo, ele reconheceu a vítima, como uma ex-colega de faculdade. Ele resolveu mexer no corpo da moça e o incrível aconteceu: ela vomitou uma poça de sangue e “voltou” a respirar. A moça estava viva e os procedimentos imediatos ali tomados impediram que morresse, pois já estava no “limite do limite”.
    Em contrapartida, ele me disse que quando estava trabalhando em São Paulo, se tivesse chegado 10 minutos mais cedo a uma residência, junto com a equipe, poderia ter salvo uma mulher grávida de 6 meses que morreu queimada em seu quarto.
    Aí fica a pergunta: por que as “coincidências” nem sempre funcionam, ou parecem funcionar para uns, mas falham para outros?
    Até …

  404. Montalvão Diz:

    .
    Larissa Diz: Sabão cracrá hahahahah! BOA
    Montalvão, sem as vírgulas Tupã não aceita a oração!
    .
    COMENTÁRIO: minha dúvida quanto às vírgulas, ficou no trecho: “Faça a oração três vezes ao dia. Tem dado certo: deu em 1962, 1974, 1986, 2000, 2012 E CREIA MARCIANO VAI DAR EM 2018.”
    .
    A dúvida é se se trata de profecia aplicável ao nosso polivalente extraterrestre, ou aviso em que o dito seja o alertado dos acontecimentos. Como escrevi em estado de transe, e apenas profetizo não interpreto, fico sem saber o que dizer…
    .
    Quem sabe algum tradutor profético aqui presente não esclareça?

  405. Montalvão Diz:

    .
    Arnaldo Paiva.
    .
    Acredito que lhe tenha respondido o que seja relevante em seu pronunciamento no título “Detetives da Fé”. Porém, vi que ficaram umas partes em aberto e vi, também, que naquele tema não há mais sinal de vida, então posto o que possa ter faltado aqui mesmo, ao tempo que me coloco à disposição para sanar qualquer dúvida que lhe brote na perscrutante mente cerebral.
    /
    /
    ARNALDO PAIVA DIZ: Quando fizeram sensação, em Londres, as experiências do conhecido escritor Denis Bradley com o médium Valiantine, Clive saiu a campo para negar a supranormalidade dos fatos. Bradley, então, apostou cem guinéus ou cem libras, em como o artista não os reproduziria com a sua habilidade. Clive, a princípio, aceitou, mas quando soube das condições em que deveriam ser feitas as experiências, retirou-se prudentemente. (25)
    .
    COMENTÁRIO: Valiantine foi desmascado por Houdini, acho não precisa dizer mais nada…
    /
    /

    ARNALDO PAIVA DIZ: Também, quando Harry Price publicou o relato dos fenômenos PRODUZIDOS PELO MÉDIUM SCHNEIDER, os prestidigitadores do Clube dos Mágicos, de Londres, movimentaram-se. MUITOS O CONTESTARAM. Aquele pesquisador, que era igualmente mágico, ofereceu 1.000 libras a quem reproduzisse os fenômenos, sob as mesmas condições de fiscalização. Desta vez o peixe foi mais esperto, não pegou no anzol. Price ficou sem resposta. (26) Doutra feita, em Novembro de 1929, o mesmo pesquisador ofereceu a Noel Maskeline 250 libras, a título de serviços profissionais, se este reproduzisse os fenômenos do médium Scheneider. Noel Maskeline não aceitou. Em Dezembro do mesmo ano Price renovava o oferecimento, caso o mágico quisesse mostrar como era possível que Rudi Schneider fraudasse com a fiscalização a que era submetido e com a aparelhagem elétrica de que se serviam para o “controle”. Noel Maskeline, ainda desta vez, recusou. (27)
    .
    COMENTÁRIO: “Médium Schneider”… tenho a impressão de que Imbassahy não liga de ser intencionalmente nebuloso: houve dois Schneider: Rudi e Willi, a qual deles se refere?
    .
    Afirmo, reafirmo e insisto: esses relatos nitidamente defendendo os acontecimentos sob leitura parcial, apenas contribuem para demonstrar que Imbassahy, se merecia algum respeito pelo esforço pesquisativo que empreendeu, não pode ser referido como boa fonte de informação: o sujeitinho é de lascar quando se trata de advogar em favor da mediunidade. Nitidamente, se vê que adota a filosofia de “os fins justificam os meios”. Se a malandragem for por uma boa causa (e, para ele, a boa causa seria confirmar a mediunidade) então, no triste modo de pensar desse “apologesto” (apologista indigesto), vale qualquer tática. Imbassahy não poderia deixar de conhecer as diversas acusações que pesavam sobre os irmãos Schneider (Willi e Rudi), bem como as críticas à segurança do “infalível” sistema de Price. Por exemplo, V.J. Wooley escreveu contundente análise ao sistema de controle de Price. Este rebateu alegando, dentre outras coisas, que o Dr. Wooley sequer examinou a aparelhagem, falando apenas por suposições. Wooley contra-argumentou que baseara suas considerações na descrição do aparelho, feita pelo próprio Price e que, após a réplica, fora ao laboratório pretendendo examinar a engenhoca, mas a encontrara desmontada, aparentemente, dizia, fora de uso…
    .
    O fato de Noel inaceitar o desafio não transforma automaticamente o artefato utilizado por Price em inexpugnável. Os motivos da recusa não estão clarificados.
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    Harry Price era personalidade complexa, conquistou admiradores e fez muitos inimigos. Seus detratores o acusavam de ser arrogante e repudiar quaisquer contestações às pesquisas que realizava. Nada obstante, produziu bons estudos, um desses foi ter revelado as falcatruas de William Hope, o fotógrafo dos espíritos. No entanto, com os Schneider (principalmente com Rudi, seu predileto) fechou questão na certeza de que eram autênticos. Para o demonstrar criou método de controle, acima comentado, baseado num sistema elétrico que reputava infalível.
    .
    Em 1920 Price ingressou na SPR de Londres e nela permaneceu por vários anos, sendo um dos membros mais ativos, mas acabou sendo afastado por desavenças com os companheiros.
    .
    Price alternou seu trabalho entre flagrar médiuns fraudulentos, e validar outros que considerou autênticos e as vezes se metia em situações contrangedoras por conta disso. O desmascaramento de Hope trouxe-lhe inimigos no meio espiritualista, dentre os quais encontrava-se Conan Doyle. Na década de 1920, Price participou de um congresso de pesquisa psíquica, em Varsóvia, ali testou o médium Guzik, aparentemente com resultados satisfatórios. Para sua frustração, no dia seguinte, as fraudes de Guzik foram expostas por outros experimentadores. Em algumas ocasiões foi acusado de criar facilitadores para que suas investigações tomassem o rumo que pretendia.
    .
    Dentre as incursões polêmicas de Price citam-se o envolvimento com grupos praticantes de magia, que diziam capazes de transformar um homem num bode, experiência da qual o pesquisador participou, com resultado negativo. Outro episódio foi a caça que encetou a uma fuinha falante, na Ilha de Man, na Irlanda. Entretanto, o animal não quis cooperar e faltou a entrevista que Price planejara com ela realizar…

    /
    /
    ARNALDO PAIVA DIZ: Vamos agora aos relatos de mágicos, prestidigitadores, escamoteadores e outras coisas mais que verificaram a mediunidade desses médiuns, deles que foram até convidados pelos próprios cientistas.
    .
    COMENTÁRIO: o restante dos depoimentos, que abaixo mantenho para quem não os leu conhecer, comentei-os anteriormente (o que fez Arnaldo ir chorar ao colo de Arduin): são meros testemunhos parciais, em que não se conhece o inteiro contexto do acontecimento, tampouco a manifestação da parte contrária, ou reportam singelas opiniões dos prolatadores. Nada de probante ou evidenciativo é extraível desses registros, apenas declarações de autoridade, e alguma ridículas, do tipo: “mediunidade e mágica são coisas diferentes”; “declarou honestamente que o fenômeno era autêntico” (desde quando se demonstra alguma em ciência a partir de “declaração honesta”?); “é indubitável que há fenômenos produzidos por espíritos”, etc.
    .
    ARNALDO PAIVA DIZ:Outro prestidigitador, que teve oportunidade de verificar a mediunidade de Eglinton e a sua levitação, foi o professor Ângelo Lewis Hoffamnn. Acedendo ao pedido da Sociedade de Pesquisas Psíquicas de Inglaterra, que apelou para a sua capacidade profissional, examinou minuciosamente os fenômenos produzidos por aquele médium e DECLAROU HONESTAMENTE, depois do exame, que tais fenômenos eram autênticos, acrescentando: “Se a prestidigitação fôsse a explicação única desses fatos, estou certo de que seu segredo tornar-se-ia desde logo propriedade pública”. Essa declaração consta de um relatório que a Sociedade publicou nos seus anais, em 1886. (32)
    .
    Dizieu declarou ao Sr. Méliès, presidente da Câmara Sindical dos Prestidigitadores, que a levitação super-normal de objetos é manifestação que lhes vai muito além da alçada. Quando moço – dizia ele – eu fazia uma mesa levantar-se sem contacto e sem truque. Interrogado por Montorgueil, diretor do “Eclair”, confirmou aquelas declarações e declarou mais: – com 20 anos de idade, eu tinha faculdades de médium; fazia levantar um móvel como o não poderia fazer hoje como prestidigitador. E acrescentou: – A mediunidade e a mágica, são coisas distintas. (33)
    .
    Carlton refere que, durante uma sessão, viu uma jovem inglesa, médium, falar um dialeto zulu com um dos presentes, e sem que ela pudesse absolutamente conhecer aquele idioma. É indubitável – afirmava esse grande mágico, – que há fenômenos produzidos pelos Espíritos. (34)
    .
    William Jeffrey, de Glasgow, mágico amador, realizou várias sessões em sua própria casa. Ele assegura que os fenômenos psíquicos não podem ser produzidos pelos meios conhecidos ou por processos comuns.(35)
    .
    Henri Regnault possui uma carta de Feffrey, alguns de cujos tópicos transcreve. Diz o notável mágico nessa carta: “Eu me venho interessando desde a meninice com os mágicos e prestidigitadores de toda a espécie; tenho agora 60 anos e faço parte de quatro sociedades diferentes de ilusionistas e de mágicos, duas em Glasgow e duas em Londres.
    .
    A princípio fui convidado a estudar o Espiritismo por ministros do culto e amigos vários, para o fim de desvendar onde e como se fazia a fraude.
    .
    Sou feliz em declarar que todas as minhas pesquisas, nessa época, provaram-me que o Espiritismo era real. Sou fiel à minha convicção e obrigado a reconhecer a realidade tal como verdadeiramente a achei.
    .
    Alguns dos fenômenos mais notáveis de que fui testemunha, em matéria de materializações, de vozes, de fotografias do Invisível, forçam-me a dizer que é absolutamente impossível ao maior ilusionista, ventríloquo ou truquista, de não importa que gênero, reproduzir essas experiências, por mais hábeis que eles sejam em sua arte.
    .
    Estou pronto a encontrar-me com qualquer prestidigitador e mostrarei que é impossível obter resultados psíquicos pela prestidigitação.
    .
    Já convencí numerosos prestidigitadores da realidade das potências invisíveis operantes. Reuní em um dia seis senhores, que eram ilusionistas e prestidigitadores; cada um deles escreveu um artigo num dos seus jornais profissionais para relatar as experiências com as quais ficaram absolutamente estupefactos.
    .
    Eu sou presidente da Sociedade de Mágica de Glasgow, sociedade de que sou membro há lohngos anos; sou também vice-presidente do Clube dos 12 Místicos (Mystio Iwelde Club), de Glasgow.
    .
    Em negócios, sou carpinteiro e trabalho em madeiras, nos seus diversos ramos; hoje sou proprietário da Casa Brown & Cia. Utilizei em meu tempo todas as máquinas de trabalhar em madeira e será difícil compreender como um homem dos meus conhecimentos e das minhas aptidões possa ser espírita.”(36)
    .
    Regnault salienta o fato de haver o prestidigitador mostrado a mais absoluta certeza da autenticidade do fenômeno psíquico. Ele estudou o Espiritismo, não como adepto, mas para descobrir-lhe as fraudes e os embustes. E tão convencido se acha atualmente da sua veracidade, que chegou a lançar um desafio a todos os prestidigitadores. Eis uma prova de boa fé, acrescenta aquele experimentador francês, e pergunta: – Encontrará esse desafio algum eco no campo dos adversários?
    .
    Não. Até agora não encontrou. Entretanto Regnault fazia espalhar esse oferecimento; – “Se alguém quiser aceitar o desafio do Sr. Jeffrey, terei todo o prazer de apresentar esse prestidigitador inglês; é só me escreverem para a rua Chargrin n. 30, Paris”.
    .
    Saudações opinativas.

  406. Montalvão Diz:

    Marciano, Toffo, Larissa, Biasetto, e demais interessados.
    .
    Outro tesouro é encontrado no site: http://www.revistabula.com/700-375-livros-de-arte-para-download-gratuito/

    .
    Veja a relação:
    - 25 mil imagens de obras de arte em alta resolução para download gratuito
    - Museu Getty disponibiliza 4700 fotografias artísticas e históricas de alta resolução para download gratuito
    - 1,3 milhão de livros para download ou leitura on-line
    - 350 livros acadêmicos para download legal
    .
    Divirtam-se

  407. Montalvão Diz:

    Prezados,
    .
    Concluindo, por ora, esse momento cultural. Que tal ter acesso a “Toda a obra de Chopin, Schubert, Brahms e Haydn para ouvir on-line ou download”?
    .
    Vejam em: http://www.revistabula.com/594-toda-a-obra-de-chopin-schubert-brahms-e-haydn-para-ouvir-on-line-ou-download/
    .
    Agora vou tomar um birinaite pra dar uma lavada cultural…
    .
    Fui

  408. Larissa Diz:

    Montalvão, adorei! Obrigada.
    .
    Vou deixar minha contribuição tb: 30
    obras de Bauman, Bourdieu e Norbert Elias.
    https://drive.google.com/folderview?id=0B4UG_F2QeFUlREdCR0N3RkktMlE&usp=sharing

  409. Marciano Diz:

    Esse “conselho espiritual” não tem a menor ideia de o que seja uma galáxia, nem precisa ser como a nossa, que não é lá essas coisas como galáxia, mas está no vice-comando do grupo local.
    .
    Para quem gosta da verdadeira ciência: o doodle de hoje comemora o centésimo nonagésimo quarto ano do nascimento do Foucault.
    .
    Biasetto, o policial não precisava embarcar no ônibus, teve uma necessidade imperiosa de fazê-lo, sem saber o porquê nem se preocupar em sabê-lo, os bandidos amarelaram quando viram o policial, este deve ter saído imediatamente do transe espiritual e desembarcado, suponho. Deve ter ficado pensando: “o que me fez embarcar naquele ônibus, sem mais nem menos?”.
    Coitado! Mal sabia que assim fizera para evitar um assalto a pessoas espiritualmente protegidas. Se pelo menos os demais espiritualistas e até os não espiritualistas também fossem protegidos assim, acabariam os roubos.
    Moral da história: quem é intuitivo nunca é roubado.
    Achei uma hipótese científica bastante interessante.
    Vou orar para que a espiritualidade SEMPRE evite assaltos, usando o mesmo “modus operandi” deste “causo”, o qual mostrou-se totalmente eficaz.
    Vivendo e aprendendo.
    .
    Eu desafiei toda a espiritualidade aqui no blog, pela segunda vez, faz pouco tempo.
    Logo depois sofri uma tentativa de roubo na estrada, o que levou o Gorducho a fazer um comentário jocoso. Como sou um motorista bastante hábil e com muitas horas de treino (conto em horas, como aeronautas fazem), e também porque fui favorecido pelo acaso até certo ponto, aliado ao fato de que estou sempre atento, consegui evitá-lo, com pequenos danos ao veículo, ainda não reparados.
    Não é a primeira vez.
    Isto prova que a espiritualidade é boazinha e que está tentando me resgatar para o lado deles. Quiseram de dar MAIS um aviso. O problema é que eu sou uma besta mesmo, não adianta gastarem avisos comigo. Eles também são umas bestas, por ignorarem esse aspecto da minha personalidade. Ficam desperdiçando avisos.
    A propósito, trafegar pelo acostamento é infração de trânsito grave.
    Quanto a descobrir a de face um corpo para ver se conhece o decesso, é comportamento de um grande número de curiosos e que resulta, na quase totalidade de casos, em não reconhecimento. É só ficar observando por alguns minutos que você vai ver como acontece, são inúmeras as pessoas que o fazem.
    Pessoas que são dadas como mortas, apresentam algum sinal vital e são socorridas também acontece aos montes. Algumas sobrevivem por causa disso, para outras não adianta nada, morrem assim mesmo.
    O comportamento de ver chifre em cabeça de cavalo, como aconteceu com o bombeiro, também é bastante corriqueiro, infelizmente.
    .
    A deduração da infração cometida pelo bombeiro foi apenas para as estatísticas do merden, o homem que acata todas as leis de todos os países, em todas as épocas, até que elas mudem ao bel-prazer de corruptos fazedores de leis, aí ele muda de comportamento.
    Os aplicadores da lei agem do mesmo jeito.
    Estou com o pressentimento de que o voto de minerva de daqui a pouco vai beneficiar os mensaleiros. Vamos esperar mais um pouco.
    .
    Resposta à pergunta de Biasetto:
    “. . . por que as “coincidências” nem sempre funcionam, ou parecem funcionar para uns, mas falham para outros?”
    .
    Trata-se de mero acaso.
    Um forte indício de que não existem “vontades” no universo.
    Matéria não atrai matéria porque tem vontade. Atrai porque atrai.
    Cabe à física tentar entender como é o universo e explicar e prever o que for cientificamente previsível, como a órbita de um planeta, a ocorrência de eclipses, etc.
    E eu sou um reducionista, neo-ateu, pseudo-cético ou qualquer outro rótulo cretino que queiram me dar com o propósito de me desqualificar, usar o argumento “ad hominen” e falsamente, mal usado, para poderem (os que quiserem) permanecer confortavelmente com suas crenças imbecis.
    .
    Não é com você, Bia. Não fique nervoso à toa. Falta pouco para você remover aquele restinho de pensamento mágico que você ainda tem.rsrs

  410. Marciano Diz:

    Montalvão,
    “Dar” é verbo transitivo indireto, quem dá, dá algo a alguém ou para alguém.
    Pode ser porrada (se for homem), pode ser pica (se for mulher jovem e bonita), pode ser dinheiro (se for alguém necessitado e merecedor). . .
    Já se for o fiofó, a profecia só está correta se a vírgula suceder o substantivo próprio “Marciano”.
    Está perdoado por seu erro de pontuação, não precisa se preocupar com as porradas. Para sua sorte, não sou um “grammar nazzi”. Ainda contam em seu favor as dicas culturais.
    Aviso aos tradutores proféticos: tenham juízo.
    .
    Quanto ao mais, haja desperdício de água e sabão (espero que a grama esteja apetitosa e que o asno esteja com fome).

  411. Toffo Diz:

    Larissa, segundo o Livro dos Espíritos os animais reencarnam sim. E o reencarne é quase imediato. Só não explica se um gato sempre será um gato, ou será promovido a cão, a cavalo, a elefante etc.
    .
    597.
    Pois que os animais possuem uma inteligência que lhes
    faculta certa liberdade de ação, haverá neles algum
    princípio independente da matéria?
    “Há e que sobrevive ao corpo.”
    a)
    — Será esse princípio uma alma semelhante à
    do homem?
    “É também uma alma, se quiserdes,
    dependendo isto
    do sentido que se der a esta palavra
    . É, porém, inferior à do
    homem. Há entre a alma dos animais e a do homem distân-
    cia equivalente à que medeia entre a alma do homem e Deus.”
    598.
    Após a morte, conserva a alma dos animais a sua
    individualidade e a consciência de si mesma?
    “Conserva sua individualidade; quanto à consciência
    do seu
    eu, não. A vida inteligente lhe permanece em estado
    latente.”
    599.
    À alma dos animais é dado escolher a espécie de
    animal em que encarne?
    “Não, pois que lhe falta livre-arbítrio.”
    600.
    Sobrevivendo ao corpo em que habitou, a alma do
    animal vem a achar-se, depois da morte, num estado
    de erraticidade, como a do homem?
    “Fica numa espécie de erraticidade, pois que não mais
    se acha unida ao corpo, mas não é um
    Espírito errante.
    .
    O
    Espírito errante é um ser que pensa e obra por sua livre
    vontade. De idêntica faculdade não dispõe o dos animais. A
    consciência de si mesmo é o que constitui o principal atri-
    buto do Espírito. O do animal, depois da morte, é classifi-
    cado pelos Espíritos a quem incumbe essa tarefa e utiliza-
    do quase imediatamente. Não lhe é dado tempo de entrar
    em relação com outras criaturas.”

  412. Larissa Diz:

    Marciano: Pq tanta certeza quanto ao ateísmo? Não é uma pergunta provocativa, apenas quero MUITO entender melhor.
    .

  413. Toffo Diz:

    Interessante que fiquei tanto tempo sem manusear o Livro dos Espíritos, lendo-o agora vejo que é tão absurdo que me pergunto: como pude??? rsrs

  414. Montalvão Diz:

    .
    MARCIANO DIZ: Resposta à pergunta de Biasetto:
    “. . . por que as “coincidências” nem sempre funcionam, ou parecem funcionar para uns, mas falham para outros?”
    .
    Trata-se de mero acaso.
    Um forte indício de que não existem “vontades” no universo.
    /
    COMENTÁRIO: o Biasetto lançou uma indagação com a resposta embutida (esse garoto é mesmo muito travesso!). Se existissem “vontades” administrando a boa sorte de alguns, por que os demais não teriam igual direito? A estatística em São Paulo é de que cerca de 10% dos crimes de morte são solucionados, os demais caem na festa dos criminosos. Que sorte bandida é essa, hem? Se esses poderes misteriosos estivessem ativos nem crimes haveriam…
    .
    Gostamos de ultravalorizar os sucedimentos que enriquecem nossa admiração pelo mistério e por “forças místicas” e desvalorizamos os que não as corroboram. Vivenciei há pouco situação assim. Há mais de uma semana estava tentando encontrar uma pessoa, com que precisava esclarecer dúvidas de meu interesse. Liguei, mandei e-mail, mas o sujeito parecia ausente do mundo. Ontem estava me arrumando para a ginástica e percebi que fazia coisas desnecessárias. “Desse jeito vou acabar me atrasando por minha própria autoculpa”, falei de eu pra mim mesmo.
    .
    Não deu outra, sai meio aloprado pela rua, a fim de chegar no exercitamento dentro do horário. Faltava alguns metros para atingir a academia quando o vejo, atravessando a rua em minha direção, o sujeito a quem procurava, e consegui esclarecer o que pretendia. Se eu saísse dentro da rotina normal quando ele passasse não o teria visto…
    .
    Então, posso concluir que as “forças astrais” perceberam minha necessidade e mexeram os pauzinhos para que o encontro acontecesse… Posso?
    .
    Tenho uma ação trabalhista tramitando há oito anos, sem perspectivas de solução imediata. Por que as forças misteriosas não dão uma forcinha para que o caso se resolva: tô fazendo uma obra de igreja em minha humilde morada e o dinheiro viria a calhar…
    .
    Quem tiver intimidade com as “forças” dê uma força para o degas aqui. A torcida agradece.
    .
    E quando as “forças” comungam para a tragédia? Os crimes e os acidentes acontecem, na esmagadíssima maioria, por que as vítimas estavam no lugar errado, na hora errada (hora certa para a nefasta). Passassem os disditosos por onde passaram uns minutos antes e nada sucederia. Porém, passaram no momento ideal para que o errado desse certo.
    .
    Jamais esquecerei do sujeito que, num sábado de manhã, horário sem trânsito, dirigia o carro na ponte Rio-Niterói, ao se posicionar momentaneamente debaixo de uma das torres que sustenta (ou sustentava, acho que agora não tem mais) holofotes de sinalização noturna, a peça com cerca de 500 kg despencou e bateu no pára-brisa do veículo esmagando o motorista. Se o sortudo saísse dois minutos antes de casa, ou dois minutos depois; se tomasse outro caminho; se passasse por outra pista (são quatro e ele foi logo pela sorteada), se um monte se “ses” incidissem no acontecimento o cidadão a esta hora estaria vivo tomando um grau no bar do bigode.
    .
    Será que as forças, assim como livram a cara de uns, ferram com outros? Cruz credo, ave maria, saravá bangalô. Ainda bem que a fitinha do Senhor do Bonfim cuida de mim…
    .
    Saudações coincidentais.

  415. Marciano Diz:

    Larissa,
    Gostaria muito de te responder, mas não cabe uma resposta aqui no blog. Dá para escrever um livro com vários volumes sobre este assunto.
    Numa síntese muito, muito apertada, posso dizer que eu, como todo mundo, nasci sem crenças. Provavelmente devido à seleção natural, nem todos desenvolveram algum gene que favorece a crendice e meus antepassados não me passaram esse gene.
    Conta muito também o fato de que, por mero acaso, na minha família existem as mais variadas religiões, o que me fez questionar ainda mais todas elas (eu nasci questionador e chato – enchia o saco de meus pais com perguntas, algumas irrespondíveis).
    Sempre fui muito observador.
    Tive acesso a literatura religiosa de várias vertentes. Quanto mais se estuda religião (com senso crítico) e quanto mais delas (são muitas) se conhece, mais cético se fica.
    Eu acredito que se você continuar a trilhar o caminho em que se encontra agora, da dúvida sistemática com relação a alegações não provadas e desprezo por aquelas que se mostraram absurdas, vai chegar ao mesmo ponto a que eu cheguei.
    Faço votos de que seja o mais breve possível.
    .
    MONTALVÃO,
    É assim mesmo, as pessoas valorizam o fantástico e fazem-se de cegas para o real.
    E todo mundo gosta de um “causo”.
    Fico imaginando os “causos” que eram contados na época das cavernas. . .
    .
    Acertei na minha previsão (grande coisa).
    Os mensaleiros se deram bem.
    Quem sabe a diferença entre o Zé Mané e o Zé Dirceu?
    O STF sabe.
    .
    LARISSA,
    EU TAMBÉM NÃO ACREDITO NO STF.

  416. Guto Diz:

    Biaseto, meu caro, não tenho respostas. Permanecem as perguntas! O fato é que tenho mais umas cinco ou seis histórias, que eu me lembre. Mais tarde te conto mais uma de quando fui alugar um apartamento. Agora irei tomar um banho e jantar! Até.

  417. Guto Diz:

    Ah! Tolo é o homem que diz saber a Verdade. Verdade essa sem aspas, ou seja, a ABSOLUTA! Todos temos as nossas “verdades”, isso sim é ser sincero e honesto intelectualmente, pois pode passar longe da verdadeira Verdade. Fui!

  418. Biasetto Diz:

    Já que vocês estão falando de justiça, leiam este texto abaixo, que postei em meu face em setembro do ano passado, copiando do face de um amigo. Adivinhem de quem?
    Do Montalva, vejam que show!
    -
    AULA DE DIREITO
    -
    Uma manhã, quando nosso novo professor de “Introdução ao Direito” entrou na sala, a primeira coisa que fez foi perguntar o nome a um aluno que estava sentado na primeira fila:
    - Como te chamas?
    - Chamo-me Juan, senhor.
    - Saia de minha aula e não quero que voltes nunca mais! – gritou o desagradável professor.
    Juan estava desconcertado.
    Quando voltou a si, levantou-se rapidamente, recolheu suas coisas e saiu da sala.
    Todos estávamos assustados e indignados, porém ninguém falou nada.
    - Agora sim! – e perguntou o professor – para que servem as leis?…
    Seguíamos assustados porém pouco a pouco começamos a responder à sua pergunta:
    - Para que haja uma ordem em nossa sociedade.
    - Não! – respondia o professor.
    - Para cumpri-las.
    - Não!
    - Para que as pessoas erradas paguem por seus atos.
    - Não!
    - Será que ninguém sabe responder a esta pergunta?!
    - Para que haja justiça – falou timidamente uma garota.
    - Até que enfim! É isso… para que haja justiça.
    E agora, para que serve a justiça?
    Todos começávamos a ficar incomodados pela atitude tão grosseira.
    Porém, seguíamos respondendo:
    - Para salvaguardar os direitos humanos…
    - Bem, que mais? – perguntava o professor.
    - Para diferençar o certo do errado… Para premiar a quem faz o bem…
    - Ok, não está mal porém… respondam a esta pergunta: agi corretamente ao expulsar Juan da sala de aula?…
    Todos ficamos calados, ninguém respondia.
    - Quero uma resposta decidida e unânime!
    - Não! – respondemos todos a uma só voz.
    - Poderia dizer-se que cometi uma injustiça?
    - Sim!
    - E por que ninguém fez nada a respeito? Para que queremos leis e regras se não dispomos da vontade necessária para praticá-las?
    - Cada um de vocês tem a obrigação de reclamar quando presenciar uma injustiça. Todos.
    Não voltem a ficar calados, nunca mais!
    - Vá buscar o Juan – disse, olhando-me fixamente.
    Naquele dia recebi a lição mais prática no meu curso de Direito: quando não defendemos nossos direitos perdemos a dignidade e a dignidade não se negocia.

  419. Biasetto Diz:

    Beleza, Guto!
    Aguardo …

  420. Biasetto Diz:

    Montalvão,
    Grato pelas indicações culturais, muito boas.
    Continue …

  421. Biasetto Diz:

    Acho que a “velha guarda” vai gostar dessa:
    (só pra relaxar …)
    http://www.youtube.com/watch?v=5KQu5lt4pL0

  422. Biasetto Diz:

    Esse cara é bom:
    http://www.youtube.com/watch?v=Js17BUzCUIk

  423. Marciano Diz:

    1. Guto, o filósofo, Diz:
    SETEMBRO 18TH, 2013 ÀS 19:36
    “Ah! Tolo é o homem que diz saber a Verdade. Verdade essa sem aspas, ou seja, a ABSOLUTA! Todos temos as nossas “verdades”, isso sim é ser sincero e honesto intelectualmente, pois pode passar longe da verdadeira Verdade.”
    .
    Quer dizer que existe pelo menos UMA verdade absoluta, esta acima.
    Já é alguma coisa.
    Ou será que isto também não é uma verdade?
    Se a verdade absoluta é inatingível, devemos acreditar em qualquer cretinice que nos impõem, mesmo que seja inconciliável com outras cretinices que outros dizem e que nosso senso crítico e nosso raciocínio nos mostrem que querem nos impingir asneiras?
    Será que é verdade absoluta que a soma dos ângulos internos de um triângulo em uma superfície plana é SEMPRE igual a 180 graus?
    Para mim, isto deve ser uma verdade.
    Será que é verdade que Jeová, Adonai, Alah, qualquer deusinho desses é o único e verdadeiro deus, ou será que afirmar coisas assim é a mais completa imbecilidade?
    .
    Será que o Guto diz a verdade quando diz que não vai mais comentar aqui?
    Tomara que sim.
    E o outro, aquele? Será que continuará comendo, sem aparecer mais aqui?
    Quantas dúvidas. . .
    .
    O STF ACABA DE NOS BOTAR PARA FORA DA SALA DE AULA, O QUE DEVEMOS FAZER?
    Diga aí, Bia!
    O que fazemos quando o supremo guardião da constituição da república (assim mesmo, com minúsculas) limpa a sujeira de suas cloacas com a dita cuja?
    Quem mais, além do stf sabe a diferença entre o Zé Mané e o zé dirceu?

  424. Biasetto Diz:

    DeMarte,
    Não seja indelicado com o Guto, entendi o que ele quis dizer, pelos menos em parte.
    Estou sem tempo agora.
    Vê se curte as imagens que posto no teu face, você estava muito dez naquela foto de 1965, rs …

  425. Marciano Diz:

    Biasetto e Montalvão, vocês que aprenderam a não se sujeitarem a arbitrariedades, sejam elas de que autoridade forem:
    - Vamos ficar quietos ante o que o stf acaba de fazer?
    Será que quando o Zé Mané for julgado no stf vai ter o mesmo tratamento dos mensaleiros do governo bolivariano/brasileiro?
    Será que isto é justiça?
    Será que tem algum deusinho vendo tudo isto?
    Será que o espírito do Rui Barbosa, lá do LAR DELES, estará indignado, a esta hora, dizendo:
    “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.”?

  426. Marciano Diz:

    Eu vi a foto, Biasa, até curti.
    Estou meio azedo mesmo.
    É indignação. Frustração de não poder fazer nada.
    Vou vomitar um pouco, de nojo de nossas autoridades.
    Se não morrer de desgosto, volto mais tarde.
    Aqueles com quem fui azedo, perdoem-me, se puderem.

  427. Guto Diz:

    O que quero dizer é que TODOS MENTEM. O difícil é ser honesto e dizer a verdade, ou seja, que você mente também! O hipócrita diz que não mente. Eu te digo, minto, porém estou em busca em nunca mais mentir na minha vida. Contudo, essa minha “verdade” você, Marciano, nunca saberá se é mentira ou verdade, pois só eu mesmo tenho como saber se é ou não a verdade (sem aspas)! Biaseto, ficará para outro dia a história que disse que contaria hoje. Abraço VERDADEIRO (será? rsrsr)! Te digo que sim. Acredite vc ou não. Valeu!

  428. Guto Diz:

    Meu caro Biaseto, quando digo que não tenho respostas, quero te dizer que tenho minhas “verdades”, contudo são somente minhas verdades e não respostas. Ah! Tolo o homem que deixa de continuar a questionar, até mesmo as suas “verdades”! Valeu até!

  429. Marciano Diz:

    Montalvão, olha o cara aí:
    http://en.wikipedia.org/wiki/James_Kibbie
    .
    Biasa, veja isto: http://letras.mus.br/pink-floyd/90492/
    .
    Guto, tudo o que eu digo é mentira.
    Será que a frase acima é verdadeira? Se for, estou me desmentindo, se for falsa, estou me desmentindo do mesmo jeito.
    Esta é a mentira por excelência.
    Jogos de palavra à parte, eu duvido de quase tudo, tenho algumas certezas, dentre elas, a de que uma coisa não é verdadeira só porque algum malandro a afirma.
    Os líderes religiosos sempre foram ateus malandrinhos, que ganham dinheiro, poder, prestígio, à custa da ingenuidade, desgraça e miséria dos incautos.

  430. Montalvão Diz:

    MARCIANO DIZ: Quer dizer que existe pelo menos UMA verdade absoluta, esta acima. Já é alguma coisa.
    Ou será que isto também não é uma verdade?

    /
    COMENTÁRIO: a verdade é que depois de uma garrafa de Scotch todas as verdades se tornam absolutas. Quem não crer que experimente…

  431. Montalvão Diz:

    Bia,

    Os vídeos são massa (“adoro” essa girinha…), no primeiro o som do banjo é uma gostosura.
    .
    saudações banjais.

  432. Marciano Diz:

    A única crença verdadeira é aquela que cada um tem em dado momento.
    Cada um tem sua crença, descrê das crenças antagônicas dos outros, muitas vezes muda de crença, como ocorreu com alguns aqui, aí passam a dizer que a crença anterior é falsa e que a atual é a verdadeira, ou talvez o seja.
    Crença é uma bagunça.
    A ciência erra, mas vai acertando os erros com o tempo.
    Depois que uma verdade científica está bem estabelecida, podemos confiar nela.
    A Matemática quase toda é perfeitamente confiável e demonstrável. Veja bem, eu disse “quase toda”.
    A maior parte da Física é indubitável, a gente pode confiar, estamos usando ciência agora mesmo para conversar aqui.
    Você acha que seu computador é uma ilusão, algum truque de salão, como os que Arduin e Montalvão discutem longamente aqui?
    Obs.: Se não estou sendo muito claro, perdoem-me, ainda estou nauseado com a palhaçada da nossa mais alta corte, com a zombaria que o socialismo brasileiro trata o povo.

  433. Marciano Diz:

    “… com a zombaria com que o socialismo brasileiro trata o povo”.

  434. Montalvão Diz:

    .
    Marciano Diz: Biasetto e Montalvão, vocês que aprenderam a não se sujeitarem a arbitrariedades, sejam elas de que autoridade forem:
    - Vamos ficar quietos ante o que o stf acaba de fazer?
    /
    COMENTÁRIO: minha primeira reação particular foi de total indignação, minha segunda reação também. Mas preciso avaliar as razões das partes, para melhor entender o porque disso.
    .
    Por ora, estou inclinado a concluir que juridicamente comprovou-se valer a pena ser criminoso neste país. Vamos ver se a meditação posterior altera esta visão.
    .
    O que quero saber direitinho é se a decisão apenas protela o desfecho inevitável: todos irão para a cadeia, ou livrará boa parte dos gatunos…
    .
    Mais adiante falamos.

  435. Montalvão Diz:

    .
    Guto Diz: O que quero dizer é que TODOS MENTEM.
    .
    COMENTÁRIO: Se todos mentem, ao dizer tal coisa você pode estar mentindo… é como bem diz o velho deitado: “todo aquele que diz que todos mentem mente”.
    .
    Aliás, diga-me: quando foi que lhe falei uma mentira que não fosse verdade?
    .
    Saudações inverdadeiras.

  436. Montalvão Diz:

    Marciano Diz: Montalvão, olha o cara aí:
    .
    COMENTÁRIO: e não é que é? Esse é bão mermo… Queria ter só um dedinho desse talento e morreria feliz…
    .
    Mas, vou morrer feliz de qualquer jeito…

  437. Marciano Diz:

    Montalvão,
    Vai postergar a prestação jurisdicional, vai acarretar em prescrição para alguns, vai diminuir a pena de outros, o que lhes dará o direito de cumprir a pena em regime que, no final das contas, implica pena nenhuma.
    O pior não é isso, toda a palhaçada só vale para os gatunos políticos e seus asseclas, não vale para o cidadão comum que venha a cometer crimes apenados de forma semelhante.
    zé dirceu, por exemplo, não irá para a cadeia.
    São dois pesos e duas medidas.
    Se eu ainda advogasse no crime, aconselharia meus clientes a se filiarem ao PT ou a algum partido governista (PMDB, por exemplo), depois daria um “jeitinho” de levar o processo ao stf.
    Garantia total de impunidade.
    .
    Não são só religiosos e médiuns que enganam a população, o stf também o faz.
    Saudações tristes, envergonhadas de ser brasileiro e desesperançosas.

  438. Marciano Diz:

    Montalvão,
    se alguém for para a cadeia, será o zé mané. o zé dirceu não vai. Nem o “bispo” macedo ou qualquer outro do mesmo naipe.
    Se eu pudesse, me mudaria para a Suíça amanhã.
    Estou com vontade de voltar para Marte. Diferentemente do que dizem a mãe de cx, Rivail, Humberto de Campos, Ramatis, etc., lá não tem religião nem política. Não tem nada. Lugarzinho bom.
    Onde há fumaça, há fogo. E onde há gente, há merda, desonestidade, enganação, mentiras, tudo de ruim.
    Vou virar um misantropo.
    Morrer, talvez, não seja tão ruim assim.
    Exageros de lado, estou realmente enojado, no sentido figurado. Não sou obrigado a ser religioso, só sou obrigado a conviver com religiosos que tentam me convencer a entrar para a religião deles. Mas sou obrigado a continuar brincando de advogado num país onde não existe justiça, o direito serve aos maus propósitos dos poderosos, os bandidos de colarinho branco ou os de mãos sujas de sangue e drogas vivem à solta.
    Ateus (todos os líderes religiosos) criam ou alimentam crenças sem qualquer sentido apenas para tomar dinheiro dos bobos. É uma prática tão antiga que existem vários livros sagrados antiquíssimos pelo mundo afora.
    Não tenho como provar, mas nunca existiu um sujeito de carne e osso chamado jesus, nem outro chamado Sidarta Gautama, nem outro chamado Mohammed, nem outro chamado Krishna.
    Todos criados muitos anos após o tempo em que teriam existido. Todos mitos.
    Como bem disse Millôr Fernandes, quando o primeiro malandro encontrou o primeiro otário, nasceu o primeiro deus.
    “I contend that we are both atheists. I just believe in one fewer god than you do. When you understand why you dismiss all the other possible gods, you will understand why I dismiss yours.”
    Stephen Roberts
    Vai uma tradução livre:
    “Eu sustento que nós dois somos ateus. Eu apenas acredito em um deus a menos do que você. Quando você entender por que você rejeita todos os outros possíveis deuses, você entenderá porque eu rejeito o seu”.

  439. Marciano Diz:

    “Milhões de hindus rezam sobre o pênis da estátua de Shiva. Você acha que existe um Shiva invisível que quer que as pessoas rezem sobre o seu pênis, ou é cético?
    Os mórmons dizem que Jesus foi para os Estados Unidos depois da sua ressurreição. Você concorda, ou duvida?
    Praticantes do candomblé sacrificam cachorros, cabras, galinhas, etc., e jogam os corpos em rios. Você acredita que os deuses da macumba querem animais mortos, ou você é cético a respeito?
    É dito aos homens-bomba muçulmanos que, ao se explodirem, eles se tornarão ‘mártires’, e serão instantaneamente enviados a um paraíso repleto de adoráveis ninfetas. Você acredita que os homens-bomba estão no paraíso com as ninfetas ou não?
    Os membros da Igreja da Unificação acham que Jesus visitou o reverendo Sun Myung Moon e disse a ele para converter as pessoas em “Moonies”. Você acredita nesse dogma sagrado da Igreja da Unificação?
    As Testemunhas de Jeová dizem que, a qualquer dia, exatamente 144.000 deles serão fisicamente arrebatados para o paraíso, onde eles reinarão com Jesus Cristo. Você acredita nesse ensinamento solene da igreja deles?
    Os Astecas esfolavam virgens e arrancavam corações humanos para oferecê-los a uma divindade em forma de serpente emplumada. O que você acha de serpentes emplumadas invisíveis?
    É ensinado aos católicos que a hóstia e o vinho da Comunhão magicamente se tornam o corpo e o sangue de Jesus, literalmente, durante os cânticos e toques de sinos. Você acredita ou é um descrente?
    O curandeiro Ernest Angley diz que ele tem o poder, descrito na Bíblia, de distinguir espíritos, o que permite a ele ver demônios dentro de pessoas doentes e anjos flutuando nos seus cultos. Você acredita nessa afirmação?
    A Bíblia diz que pessoas que trabalham no sábado devem ser mortas (Êxodo, 31:15). Devemos executar trabalhadores de fim de semana ou você duvida dessa escritura?
    Num templo dourado da Virgínia do Oeste, adoradores em roupões alaranjados acham que se tornarão um só com Lord Krishna se cantarem ‘Hare Krishna’ muitas e muitas vezes. Você concorda, ou duvida?
    Membros da comunidade Portão do Paraíso diziam que podiam se livrar de seus ‘contêineres’ (quer dizer, seus corpos) e serem transportados para um disco voador que viajava atrás do cometa Hale-Bopp. Você acredita que eles estão agora naquela nave espacial ou você é cético a respeito?
    Durante a caça às bruxas, padres inquisidores torturaram milhares de mulheres para que confessassem que elas arruinavam as colheitas, faziam sexo com Satanás, etc., e, então, as executaram por isso. Você acha que a Igreja estava certa em fazer cumprir o que diz a Bíblia, “Não deixarás viver a feiticeira” (Êxodo, 22:18), ou você duvida dessa escritura?
    Membros de igrejas Espíritas dizem que podem conversar com os mortos durante seus serviços de adoração. Você realmente acha que eles de fato se comunicam com espíritos de pessoas falecidas?
    Milhões de pentecostais americanos falam ‘línguas desconhecidas’, um espontâneo jorrar de sons. Eles dizem que é o Espírito Santo, a terceira parte da Trindade, falando através deles. Você acredita nesse dogma, para muitos, sagrado?
    Cientologistas dizem que cada ser humano tem algo semelhante a uma alma, que é um ‘Thetan’ que vem de um outro planeta. Você acredita na doutrina deles ou duvida?
    Os gregos antigos achavam que a grande variedade de deuses vivia no Monte Olympo, e alguns dos Novos Agers de hoje acham que Lemurians invisíveis vivem dentro do Monte Shasta. Qual sua posição quanto a deuses da montanha: crente ou descrente?
    Nas montanhas da Virgínia do Oeste, algumas pessoas obedecem ao ensinamento de Cristo de que verdadeiros crentes podem lidar com serpentes (Marcos, 16:18). Eles seguram cascavéis nos cultos. Você acredita nessa escritura ou não?
    Os Thugs indianos acreditavam que a multiarmada deusa Kali queria que eles estrangulassem pessoas em sacrifício. Você acha que há uma deusa invisível que deseja que pessoas sejam estranguladas, ou você é um descrente?
    Os budistas do Tibete dizem que quando um velho Lama morre, seu espírito entra em um bebê que acaba de nascer em algum lugar. Então eles permanecem sem líder por uns doze anos ou mais, até que encontrem o garoto que deve ter conhecimento sobre a vida privada do antigo Lama, e eles o ungem como o novo Lama (na verdade o mesmo Lama só que em um novo corpo). Você acredita que Lamas à beira da morte voam para dentro de novos bebês ou não?
    Na China dos meados de 1800, um cristão convertido disse que Deus apareceu a ele e lhe revelou que ele era o irmão mais novo de Jesus, e ordenou que ele destruísse demônios. Ele levantou um exército de crentes e travou a Rebelião Taiping que matou cerca de 20 milhões de pessoas. Você acredita que ele era o irmão de Jesus, ou não?”

    EVERYONE’S A SKEPTIC – ABOUT OTHER RELIGIONS. James A. Haught. In: EVERYTHING YOU KNOW ABOUT GOD IS WRONG. Russ Kick (org.). Disinformation, New York : 2007. p. 16-18.

  440. Marciano Diz:

    Kali não era multiarmada, era cheia de braços (multiarmed).

  441. Marciano Diz:

    Cada um acredita na maluquice de sua preferência.
    Se a gente não acredita em maluquices, por incrível que pareça, dizem que a gente acredita na descrença.
    Que seja, sou crente na descrença, pseudo-cético, neo-ateu, qualquer adjetivo inventado por cretinos, só não sou bobo.
    Tem gente que acredita até no stf.

  442. Marciano Diz:

    Estou lendo o livro que indiquei acima.
    Se alguém se interessar pelo link, que o diga.
    Posso mandar em pdf, pelo e-mail.

  443. Biasetto Diz:

    Bem, tem muitos assuntos interessantes rolando aqui, vou tentar opinar.
    Quanto à questão política brasileira, nada me surpreende. Tem algumas frases que resumem bem o que penso disso tudo:
    - As leis devem valer também na Casa Grande e não só na Senzala. Pedro Taques
    - Não se deixe enganar pelos cabelos brancos, pois os canalhas também envelhecem. Rui Barbosa
    - As pessoas tendem a criar regras para os outros e exceções para elas. (desconheço o autor)

    Por outro lado, ultimamente tenho me voltado a alguns ensinamentos budistas, há muita sabedoria neles, é fato!
    Um desses ensinamentos diz que devemos aprender a praticar a “lei do distanciamento” para as coisas que nos perturbam e não conseguimos mudar. E a política brasileira, esta nojenta política, politicagem, governança existente em nosso país, “desde sempre”, voltada somente pra privilegiar uma elite parasitária e canalha, ainda que tenha sido um pouco arranhada nos últimos tempos, continua firme, forte e saudável. E o pior de tudo, lembrando de um frase do Toffo, é que, neste caso, realmente só mudam as moscas.
    Ainda que me encante com o texto que reproduzi aqui, copiado do face do Montalvão, estou bem propenso a me distanciar da ideia de ser um defensor dos “fracos e oprimidos” no Brasil, porque já me trouxe problemas e já me desgastou bastante.
    Também existe a famosa frase de que “cada povo tem o governo que merece”, estou passando a acreditar que realmente é isto aí, porque na condição de professor, posso garantir-lhes que não existe um lugar mais apropriado para se conferir que o povo gosta, gosta e gosta de ser besta, do que a sala de aula. Ninguém (salvo raríssimas exceções) quer saber de conhecimento neste país. E não pensem que vai melhorar, porque não vai. A garotada está cada vez mais mal informada, mal formada, estupidamente centrada em valores (se é que podem ser chamados de ‘valores’) horrorosos. E por favor, não culpem os professores. Estes, são uns verdadeiros coitados (não gosto desta expressão) neste país.
    -
    Quanto à colocação do Guto de que “todos mentem”, que gerou boas observações nos comentários posteriores, inclusive se transformou em questão de raciocínio lógico, uma vez que fica difícil de saber onde está a verdade desta premissa, é fato que a mentira é um recurso utilizado pelo homem, como meio à sua própria sobrevivência. Agora, é preciso saber ponderar e contextualizar a mentira. Se é válida a ideia de que “quem nunca pecou que atire a primeira pedra”, também seria válida a ideia de que “quem nunca mentiu que faça a primeira acusação”.
    Só que …
    “Mentiras” existem de vários tipos, com vários objetivos e diversas consequências.
    Acho que foi o Antonio G. que indicou aqui, eu assisti, é muito legal, fica a dica mais uma vez: “O primeiro mentiroso”, show de filme – leve, divertido e faz pensar.
    Aqui o trailer, deve ter completo no youtube, porque já assisti por lá
    http://www.youtube.com/watch?v=PExzTjJLTZ4
    Ainda sobre o que o Guto falou, no que se refere que cada um encontra a sua verdade, eu diria que “sim” e “não”.
    Especialmente no que se refere à questão das crenças pessoais, e especificamente sobre as religiosas/espiritualistas, eu vejo que é preciso separar o que é concreto, evidenciado, daquilo que é subjetivo, imaginário, sonhador, “transcendente”.
    - Concreto: (e este é objeto de estudos do blog) a análise de fenômenos supostamente sobrenaturais – paranormalidade, mediunidade, milagres …
    Exemplos:
    * Chico Xavier foi um médium fantástico;
    * Divaldo Franco é um médium fantástico;
    * Madre Teresa foi uma mulher maravilhosa;
    * Sai Baba foi um avatar, tinha poderes incríveis …
    Tudo isto pode ser analisado e contestado a partir de estudos, pesquisas, depoimentos, que indicam evidências de plágios e/ou adaptações de obras literárias nas obras ditas mediúnicas, fraudes em sessões de supostas materializações de espíritos, erros grosseiros de previsões futuras, erros grosseiros em apontamentos relacionados a temas abordados pelas ciências, desvios de recursos angariados para fins de obras de caridades, atitudes e ações que desqualificam ou colocam em dúvida a condição de “santidade” destas pessoas, vídeos comprometedores, indicando fraudes, pilantragens …
    - Subjetivo: a liberdade de interpretação e o sentimento, a experiência, que cada um viveu/vive no seu dia a dia, ou em determinadas situações da vida – um sonho marcante, o policial que entrou no ônibus num momento de necessidade, o bombeiro que chegou na “hora h”, mesmo quando “não era para estar ali”, a dor de barriga que fez o sujeito perder o voo e o salvou do acidente …
    Por mais que se queiram dar diversas explicações a estes eventos – e é possível que eles sejam apenas terrenos e façam parte da pura e simples lei das probabilidades matemáticas, mas também não se pode negar o direito das pessoas acreditarem que algo de fantástico, divino, espiritualista, transcendente … aconteceu.
    É a tal história, “cada um é cada um”. Então, nesse sentido, eu entendi a colocação do Guto, de que existem “várias verdades”, ou até, em determinados segmentos do pensamento humano, das dúvidas humanas, “não exista verdade alguma”.
    Provavelmente vamos passar mais longos anos debatendo aqui, falando sobre o Chico Xavier, por exemplo, mas NUNCA saberemos TUDO sobre ele.
    Eu não o considero, de jeito algum, o médium maravilhoso, fantástico, incrível … nem o admiro (já admirei) como um homem bondoso, caridoso, exemplo de pessoa. Simplesmente, porque entendo (baseado em muitos estudos), que ele mentia e mentia muito. E considero que a obra mediúnica dele não passa de uma espetacular farsa – do começo ao fim.
    Agora, não sei exatamente quais foram os propósitos dele, não sei se ele tinha algum tipo de “distúrbio mental”, não sei se ele manifestava criptomnésia em muitas obras, não sei se ele se cobrava ou não por não contar a verdade.
    -
    O Marciano também mencionou uma tonelada de bobageiras ensinadas por religiões, realmente algo incrivelmente estúpido, absurdo e inconsistente, mas que encontra um monte de seguidores – e o que me deixa muito curioso é entender por que muitas pessoas não conseguem fazer esta dissociação entre ter uma crença na continuidade da vida, na espiritualidade, no transcendente, na ideia de que exista alguma “energia cósmica” que possa ajudá-las a passar pela experiência e os desafios da vida, mas precisam da institucionalização da fé, da crença; precisam de líderes para adorá-los, idolatrá-los, amá-los, tentar imitá-los.
    Essa própria ideia da “imitação a Cristo”: o sacrifício, as feridas, a dor, o sangue, a superação … e aí a recompensa, o prêmio …
    Isto é de uma ingenuidade, mas cada um com a “sua verdade”, ou não ???
    Até …

  444. Gorducho Diz:

    (…)e o que me deixa muito curioso é entender &c.
    Sua inquietação é esclarecida n’O Grande Inquisidor (do Dostoiévski, claro).

  445. Marciano Diz:

    Biasetto,
    É isto, a gente fica indignado e frustrado, porque sabe que nada pode fazer e que continuará tudo como dantes, no quartel de Abrantes.
    .
    Eu já assisti “O Primeiro Mentiroso”, gostei muito.
    .
    Os questionamentos do Guto me parecem inválidos porque invalidam qualquer investigação, qualquer conclusão.
    Equipole a dizer que só existem verdades particulares ou, então, que a verdade é inatingível, o que torna inútil o raciocínio.
    Assim, qualquer afirmação passa a ser mentirosa e verdadeira ao mesmo tempo. Bom para quem quer mentir.
    .
    Nunca saberemos TUDO sobre cx, nem sobre ninguém, mas muitas verdades incontestáveis já apareceram aqui. Se não fossem os debates, não saberíamos NADA sobre ele e outras pessoas que são aqui discutidas.
    Temos sempre aprendido algo mais aqui, através de nossos debates.

  446. Marciano Diz:

    Eu nasci geneticamente inquisitivo, não acredito que exista uma VERDADE absoluta, acredito que existem várias verdades absolutas, algumas atingíveis pelo raciocínio, outras não.
    Que existem mentiras aos montes, ninguém pode negar, sem criar mais uma mentira.
    Se não podemos descobrir a verdade, descubramos ao menos as mentiras.
    Deixemos de ser cordeiros. Não precisamos ser lobos para isso.

  447. Gorducho Diz:

    Exato: essa linha de pensamento invalida qualquer investigação, qualquer conclusão. Se só existem verdades particulares, inútil se faz o raciocínio.

  448. Montalvão Diz:

    .
    Nossa mãe do céu! Desabafos incisivos! Isso mostra que ainda há esperança, pois há quem se escandalize num tempo em que ser corrupto é a pedida. Esses dias alguém me contava que fora secretário de governo de uma prefeitura e rechaçara múltiplas propostas de dinheirinho fácil em troca de concessões. Porém, não aguentou muito tempo e saiu fora. Segundo contou, a maior frustração foi ouvir de seus companheiros que devia ser muito bobo ou maluco, por deixar de aproveitar a oportunidade “de ouro”…
    .
    .
    BIASETTO DIZ: Se é válida a ideia de que “quem nunca pecou que atire a primeira pedra”, também seria válida a ideia de que “quem nunca mentiu que faça a primeira acusação”.
    /
    COMENTÁRIO: Jesus conversava com seus discípulos quando lhe trouxeram uma prostituta, prestes a ser apedrejada. Os homens queriam saber o que o mestre diria, visto que a lei mandava que fosse justiçada. O Senhor olhou a multidão, olhou a mulher, e disse: “quem nunca errou que atire a primeira pedra”…
    .
    Subitamente, voou um pedregulho do meio do povo e acertou a testa da infeliz que caiu morta. Jesus contemplou o autor do tiro, um lusitano que transitava pelo local, e lhe indagou: “meu filho, você nunca errou?”
    .
    “Dessa distância não”…
    .
    .
    Pilatos perguntou a Jesus: “o que é a verdade”, mas não ficou para receber a resposta. Agora, seria interessante que tentássemos responder: “o que é a mentira?”.
    .
    Guto: está demonstrado: você mente pacas!
    .
    Marciano: qual a sugestão de protesto contra a impunidade dos mensaleiros? tenho algumas ideias mas temo que nenhuma atinja o cerne do problema. Enquanto se gastam fortunas e meses a fio para julgar uma matilha de corruptos, com resultados pífios, pululam na imprensa notícias de que a corrupção grassa à rédea solta. Ninguém tá nem aí para o que aconteceu, só quer salvar o seu… Acho que a solução (se é que há) passa por muita educação e outra geração.
    .
    Sonho meu…

  449. Montalvão Diz:

    MARCIANO DIZ: Não tenho como provar, mas nunca existiu um sujeito de carne e osso chamado jesus, nem outro chamado Sidarta Gautama, nem outro chamado Mohammed, nem outro chamado Krishna.
    .
    COMENTÁRIO: Sidarta Gautama e Krishna tem realidade nebulosa; Mohammed e Jesus possuem dados mais consistentes. O

  450. Montalvão Diz:

    .
    Meti o dedo onde não devia e a mensagem foi sem ser terminada. Recomecemos:
    .
    MARCIANO DIZ: Não tenho como provar, mas nunca existiu um sujeito de carne e osso chamado jesus, nem outro chamado Sidarta Gautama, nem outro chamado Mohammed, nem outro chamado Krishna.
    .
    COMENTÁRIO: Sidarta Gautama e Krishna têm realidade nebulosa; Mohammed e Jesus possuem dados mais consistentes. Historicamente falando, devem ter existido. O que se questiona são as identidades e ações místicas desses. Isso vai por conta da fé de cada um (sentiu, “fedecadaum”?) Por exemplo: a fé de Marciano não é a mesma que a do Dirceu…
    .
    Aliás, quem não acredita no poder da oração, deve pensar melhor: Dirceu e Genuinosacripanta rezaram muito… O que esses têm: fé de mais.
    .
    A minha fé é fé de pessoa normal…

  451. Larissa Diz:

    Montalvão, onde será que consigo a obra completa de Vivaldi em MP3/4?

  452. Toffo Diz:

    Montalvão,
    Vai postergar a prestação jurisdicional, vai acarretar em prescrição para alguns, vai diminuir a pena de outros, o que lhes dará o direito de cumprir a pena em regime que, no final das contas, implica pena nenhuma.
    O pior não é isso, toda a palhaçada só vale para os gatunos políticos e seus asseclas, não vale para o cidadão comum que venha a cometer crimes apenados de forma semelhante.

    .
    Pois é, Marciano, se eu pudesse entregaria hoje mesmo a minha carteira na OAB, dizendo: chega. Cansei de brincar de advogado.
    .
    Muitos maus tempos por aqui, na antiga Pátria do Evangelho – hoje, Pátria dos Evangélicos.

  453. Guto Diz:

    Meus caros, não sou santo, mas não sou a pior pessoa do mundo. Tenho minhas convicções e as sigo, independentemente de questionamentos contrários. Quando digo que todos mentem, quero ser sincero dizendo que me incluo nisso! Contudo, como o Biaseto escreveu, depende das circunstâncias e do fim a que se pretende chegar. GRAÇAS A DEUS tenho uma boa índole e, por isso, tenho CERTEZA de que minhas mentiras nunca ofenderam ou causaram mal a alguém, no máximo, a mim mesmo. Exemplo: Minha esposa não gosta que eu escreva nesse blog. Olha aí, tô escrevendo. Se ela me perguntar se escrevi, vou dizer o quê? Díficil a resposta, né? É claro que vou negar. Faço mal a ela ou a mim. Acho que não, mas mentira é mentira. Será que alguém vai me apontar o dedo? Sempre existem três apontados para aquele que aponta o dedo. Pensem nisso! Depois eu volto! Ah!, gosto muito de filosofia sim Marciano. Até.

  454. Guto Diz:

    Lí em algum momento aqui, nesses posts, sobre geometria. Tô mentindo! Li no post do Marciano (inicialmente não queria ser direto, mas a minha vontade em falar a verdade foi maior). Marciano, segue trecho retirado do wikipedia sobre o pensamento dos discípulos de Pitágoras: “Segundo os pitagóricos, o cosmo é regido por relações matemáticas. A observação dos astros sugeriu-lhes que uma ordem domina o universo. Evidências disso estariam no dia e noite, no alterar-se das estações e no movimento circular e perfeito das estrelas. Por isso o mundo poderia ser chamado de cosmos, termo que contém as idéias de ordem, de correspondência e de beleza. Nessa cosmovisão também concluíram que a Terra é esférica, estrela entre as estrelas que se movem ao redor de um fogo central. Alguns pitagóricos chegaram até a falar da rotação da Terra sobre o eixo, mas a maior descoberta de Pitágoras ou dos seus discípulos (já que há obscuridades em torno do pitagorismo, devido ao caráter esotérico e secreto da escola) deu-se no domínio da geometria e se refere às relações entre os lados do triângulo retângulo. A descoberta foi enunciada no teorema de Pitágoras.” Matemático e FILÓSOFO.
    Alguns pensamentos (frases) de Pitágoras:
    Seguem algumas frases atribuídas a Pitágoras:
    “Não é livre quem não consegue ter domínio sobre si;
    Todas as coisas são números;
    Aquele que fala semeia; aquele que escuta recolhe;
    Com ordem e com tempo encontra-se o segredo de fazer tudo e tudo fazer bem;
    Educai as crianças e não será preciso punir os homens;
    A melhor maneira que o homem dispõe para se aperfeiçoar, é aproximar-se de Deus;
    A Evolução é a Lei da Vida, o Número é a Lei do Universo, a Unidade é a Lei de Deu; e
    Ajuda teus semelhantes a levantar a carga, mas não a carregues.” Penso que não existe antagonismo na RAZÃO e na FÉ. No campo filosófico, Pitágoras não podia provar seus pensamentos, mas na matemática sim. Vou por esse caminho. A minha fé é que me move! Ela me faz querer sair do lugar e buscar a divindade. Essa, mora dentro de mim (de nós), só que é preciso procurar. Como fazê-lo? Se desfaça dos seus preconceitos, de todos os pensamentos “prémoldados” e limpe o seu coração de tudo que é contrário as virtudes que os homens podem posssuir. Essa é a minha “verdade”.

  455. Marciano Diz:

    Você é mesmo mentiroso, Guto. Diz que eu disse coisas que eu não disse.
    Leia de novo.
    Ou cumpra sua promessa.
    Está se fazendo de desentendido?
    Se continuar argumentando desonestamente, como fez agora, vou passar a ignorar você, vá dialogar com o zé dirceu.

  456. Marciano Diz:

    Biasetto, veja esta:
    Teístas que acusa não-teístas de serem ateus são como jogadores de futebol que acusam jogadores de basquete de não terem balizas.
    É por isso que eu não aceito o rótulo de ateu. Sou apenas normal, não sou louco.

  457. Guto Diz:

    Marciano, vou lembrá-lo e mostrar que está enganado ao dizer que sou mentiroso! Marciano Diz:
    setembro 18th, 2013 às 20:09
    “(…)
    Será que é verdade absoluta que a soma dos ângulos internos de um triângulo em uma superfície plana é SEMPRE igual a 180 graus?
    Para mim, isto deve ser uma verdade.
    (…)
    Agora o que escrevi: “Lí em algum momento aqui, nesses posts, sobre geometria. Tô mentindo! Li no post do Marciano (inicialmente não queria ser direto, mas a minha vontade em falar a verdade foi maior).
    Leia seu post e o meu de novo! Pitágoras foi um dos maiores matemáticos e estudou bastante geometria. A partir do seu argumento apenas apresentei que Razão e Fé podem andar juntas. Abraço.

  458. Marciano Diz:

    Não, Guto, você está distorcendo o que eu disse, isto é desonestidade. Não pince trechos de comentários e use-os fora do contexto. Isto não é burrice, é desonestidade.
    Doravante ficarei absolutamente cego a seus comentários.
    Bye bye.

  459. Guto Diz:

    Pinçar? Vc argumentou utilizando de uma questão matemática para falar sobre o que disse. De que não existe , para os homens, verdades absolutas. Sim, seu argumento foi objetivo e claro, quando se fala da ciência. Eu apenas quis apontar que a sua forma de ver as coisas pode não ser a VERDADEIRA VERDADE! O aspecto que falava era sobre as questões humanas. Se não quer comentar mais, tudo bem.

  460. Guto Diz:

    Montalvão Diz:
    setembro 19th, 2013 às 11:05
    (…)
    Guto: está demonstrado: você mente pacas!
    (…)
    O que seria pacas? Não achei em nenhum dicionário!
    Se vc quer dizer que minto? Sim, já disse que sim. Mas para quê e porquê? Essa é uma questão importante a ser respondida. Qual frequência? Posso te garantir que bem pequena, mas muito mais do que eu gostaria. Estou em busca da mentira zero, mas não é fácil! E vc? Pode me responder como vc lida com a mentira e a verdade? Abraço.

  461. Guto Diz:

    Sábio é o homem que busca conhecer a si mesmo! Essa frase não é minha, mas não me lembro quem foi que disse.
    Paz e Amor a todos!

  462. Marciano Diz:

    VITOR,
    este comentário não tem nada a ver com o tópico, mas é do seu interesse (acho).
    Gostaria que se pronunciasse sobre isto:
    .
    “Can computers have ndes?

    When HAL, the treacherous computer in the film 2001: A Space Odyssey, was being slowly throttled by the one surviving astronaut, it tried first to negotiate. Then, as board after board of electronic components were disconnected, it burst into the old song A Bicycle Built for Two. It had learned this tune early in its silicon-based life. Surprisingly, real computers can experience similar Near-Death Experiences (NDEs).

    S.L. Thaler, a physicist at McDonnell Douglas, was studying neural networks designed to mimic the structure and functions of the human brain. Such neural nets can actually learn as programmers train them. As a evening avocation, Thaler devised a program that randomly severed connections in the neural net, in effect destroying the artificial brain bit by bit. When between 10 and 60% of the connections were destroyed, the net spat out only gibberish. Near 90% destruction, though, strange “whimsical” information was produced that was definitely not gibberish. In contrast, untrained neural networks generated only random numbers as they were “put down”!

    Evidently, HAL’s tuneful demise was not so fanciful after all.

    (Yam, Philip; “Daisy, Daisy,” Scientific American, 268:32, May 1993.)”
    .
    Fonte: http://www.science-frontiers.com/sf113/sf113p00.htm

  463. Guto Diz:

    Marciano, vc me chamou de mentiroso e desonesto, mas eu te perdoo. Vc, querendo ou não, acreditando ou não é meu irmão espiritual! Abraço.

  464. Biasetto Diz:

    Vocês me fazem rir.
    Isto é bom, rs …

  465. Biasetto Diz:

    DeMarte, valeu por ter comentado sobre aquele postagem que fiz no meu face. Gostei da frase/ideia, mas não sabia que era de um pastor batista, exclui no ato, principalmente porque você me informou também que o sujeito estava envolvido em escândalos.
    Frases bonitas vindas de pessoas duvidosas não me convencem a postá-las. Todos os dias vejo postagens assinadas pela madre Teresa, Chico Xavier, Divaldo Franco … creeedo!!!
    Aquela mensagem da “sabedoria budista”, que postei é boa. Até o Jurubeba gostou. Pena que ele não participa mais do blog. Vive provocando os crentelhos no face, me divirto pacas (em homenagem ao Guto, que mentiu em dizer que não sabe o significado de ‘pacas’, mas é só uma mentirinha inofensiva, tudo bem).
    Cadê o Yacov hein?
    Quem faz muita falta aqui é o Caio. O Juliano também.
    E o Gilberto? Acho que virou evangélico.

  466. Marciano Diz:

    Guto, sou mentiroso igual a você. Disse que ia ficar cego para os teus comentários e estou respondendo.
    Na verdade, eu compreendo sua ânsia de auto-afirmar suas crenças, não me julgo melhor do que você ou qualquer outro.
    Não pretendo mais debater com você porque acho que você “apela”, digamos assim. Finge que não entende. Acho que você mente para você mesmo.
    Fora isso, não tenho nada contra você, somos irmãos (todos nós) porque somos humanos, da mesma espécie.
    Eu não tenho espírito.
    Você, pelo menos, não é arrogante, como o asno com cuja cabeça estão desperdiçando sabão e água (no outro artigo).
    Over and out.

  467. Marciano Diz:

    Biasetto,
    Ad sumus.
    Conte comigo sempre que eu puder advertí-lo sobre esses fariseus.
    Sei que se eu for enganado por algum, você não deixará passar em branco, virá em meu socorro também.
    .
    Viu o comentário que fiz acima, sobre NDEs em computadores?
    Se for verdade, é intrigante. E implicaria que computadores também têm espírito.
    Estou esperando o Vitor se pronunciar, é um dos assuntos prediletos dele.

  468. Marciano Diz:

    Biasetto,
    cuidado com o budismo. É uma religião não teísta, que tem várias vertentes (zen budismo, budismo tibetano, etc.).
    Você viu o que comentei sobre budismo e outras religiões acima.
    Outra coisa, dá muito trabalho para demonstrar aqui, é controverso, mas o Buda, Siddhartha Gautama, é outro personagem fictício, como jesus, mohammed, krishna, etc.
    Foram criados muito tempo depois das épocas em que teriam existido.
    Extirpe de sua cabeça esse restinho de necessidade de pensamento mágico.
    Só falta você começar a procurar um novo lama, quando o atual morrer.

  469. Vitor Diz:

    Marciano
    nde pode ser um dos meus assuntos favoritos sim, mas computação não. Não posso dizer se a analogia é válida ou não. Mas a ideia de que tudo teria alguma forma de “consciência” ou “experiência subjetiva” – até uma moto, um lápis – é algo especulado já há décadas.

  470. Biasetto Diz:

    DeMarte diz:
    “Outra coisa, dá muito trabalho para demonstrar aqui, é controverso, mas o Buda, Siddhartha Gautama, é outro personagem fictício, como jesus, mohammed, krishna, etc.”
    - Já conversamos sobre isto, CONCORDO CONTIGO PLENAMENTE!
    Fique tranquilo, religião alguma me “laça” novamente.
    Apenas reconheço/admito que existem, em meio a tantas bobagens, algumas ideias, mensagens, conselhos interessantes em seus “ensinamentos” e o budismo, somando-se e subtraindo-se aqui e ali, é muito, mas muito mais agradável que o judaísmo, o cristianismo, o islamismo, e o chiquismo, só para exemplificar.
    Gosto de certos fundamentos do budismo, do confucionismo também. Estes fundamentos foram percebidos por nossos irmãos humanos lá atrás na história, tais como:
    1º) não se revolte, nem perca seu tempo com coisas que não pode mudar.
    2º) não tome decisões movido apenas pela emoção, especialmente em momentos de raiva ou felicidade extrema, porque poderá se arrepender depois.
    3º) não crie expectativas ou fique esperando soluções externas, no que se refere a mudanças que só depende de você mesmo.
    4º) não se cobre em demasia, não deixe que o medo domine sua vida, seja paciente, valorize os amigos, os bons momentos, viva o dia …
    5º) não seja egoísta, não se considere dono da verdade, mas também não se deixe enganar ou exagere na veneração por gurus e ídolos, porque poderá muito se decepcionar com eles …
    Enfim, são preceitos, ideias, experiências acumuladas e já bastante entendidas por alguns “sábios” antigos, que, muito provavelmente, acabaram se sintetizando em um “corpo”, uma espécie de “manual da sobrevivência feliz” e que, sabe-se lá como, terminaram por ser entendidas por gerações futuras como “revelações espirituais” deste ou aquele “profeta”, “filho de deus”, “espírito-guia”, “espírito-verdade” … e deram-se nomes a estes “símbolos da revelação” – Jesus e cia., mas que também penso que é tudo invencionice.
    E quando me refiro aos SÁBIOS ANTIGOS, estou falando de pessoas de carne e osso, muitas vezes, idosos, que conseguiram sobreviver a enormes dificuldades, lutando por sua família, familiares, tribo e foram percebendo que a vida não era nada fácil mesmo, mas conseguiram refletir sobre algumas atitudes que poderiam diminuir o fardo e tentaram mostrar isto aos demais, principalmente aos mais jovens.
    Eu preciso lembrar destes “conselhos” DeMarte, porque sou muito cabeça dura em muitas coisas. Já paguei caro na vida, por exemplo, por querer ser muito transparente, muito sincero, muito emotivo, muito ansioso, “pavio curto” – então, mesmo já não sendo jovem, continuo procurando encontrar uma espécie de equilíbrio em minhas ações, é isto!
    Quanto às suas postagens, sempre muito interessantes, vou vendo-as com calma, depois comento.
    Tenho que sair, até mais.

  471. Larissa Diz:

    Quero sabe qual o som emitido pela raposa. Algum espírita pode me esclarecer?

    http://9gag.tv/v/1068

  472. Larissa Diz:

    Pode ser psicofonia ou psicografia….

  473. Marciano Diz:

    Biasetto,
    “1º) não se revolte, nem perca seu tempo com coisas que não pode mudar.”
    .
    Este é um bom conselho para mim, neste momento de desgosto com a decisão vergonhosa do stf.
    .
    Os demais conselhos (TODOS) fazem-me crer que eu já sou budista e não sabia. Todos fazem parte do meu caráter, meu modo de ser.
    .
    Larissa,
    a raposa “regouga” (brincadeirinha).
    O regougo da raposa pode parecer com os sons emitidos por vários animais, mas há um pássaro (o David Attenborough já mostrou) que imita vários outros pássaros, com perfeição, até mesmo o som aprendido momentos antes do disparo do mecanismo de uma câmera fotográfica, de uma moto-serra e de um carro ligando o motor.
    .
    Veja aqui vários sons reais (os regougos) emitidos por raposas:
    http://www.soundboard.com/sb/Fox_Sounds_audio

  474. mrh Diz:

    o q axo d tudo isso? Q d trmblhos isókrons ativens patrulhae! + c/ tudo o q bsta é: istund falea cromunita.

  475. Larissa Diz:

    Marciano VOCÊ é médium!

    Eu recebi a seguinte psicografia, mas tudo indica que era de um espírito embusteiro se passando por raposa:
    ,—-.
    (.Oi.!.)…………………………..-.
    .`—´_………………………….\..\
    ……..(_)………………………….\..\
    ………..O………………………….|..|
    ………….o………………………..|..|
    ……………../\—-/\…_.,-.-.-.._.|..|
    ……………./.^…^..\,’…………..`..;
    ……………(..O…O…)……………….;
    …………….`..=o=_,’……………….\
    ………………/………._,—-..__……..\
    ……………../.._.)…,’…………`-..`.-..\
    ……………./.,’./..,’………………..\.\.\..\
    ……………/./../.,’…………………(,_)(,_)
    …………..(,;..(,,)……

  476. Marciano Diz:

    Larissa,

    Cauda de vulpe testatur.
    A raposa se conhece pela cauda.
    Isto aí é um espírito zombeteiro de gato.
    Mande meu recado pra ele:

    ……..…../´¯/)………. (\¯`\
    …………/….//…………\\….\
    ………../….//…………. \\….\
    …../´¯/…./´¯\…………/¯ `\….\¯`\
    .././…/…./…./.|_……_| .\….\….\…\.\..
    (.(….(….(…./.)..)..(..(. \….)….)….)….)
    .\…………….\/…/….\. ..\/…………../
    ..\…………….. /……..\……………../
    ….\…………..(………..)…………../

  477. Guto Diz:

    Biaseto, vc está certo, menti sobre “pacas” SIM! O que é VERDADE, a sem aspas, é que minto, mas pouco! Pode acreditar nisso! Abraço. Depois comento contigo sobre: religião é um veneno. Valeu, meu caro irmão!

  478. Guto Diz:

    Marciano, fiquei feliz em ver que me respondeu! Acredito que vejo as coisas diferente e talvez me expresse de forma muito avançada, ou seja, meu pensamento flui mais rápido do que as palavras que digitei. Assim, acho que escrevi coisas acreditando já ter mencionado antes. Mas, na verdade, deveria ter esmiuçado o assunto antes de passar para outro, mesmo que o outro tenha algo relativo ao anterior. Quando leio meu comentário novamente percebo este erro, ou seja, pulei de um ponto a outro sem conectar, sem criar um elo no pensamento. Saiba que sou fã de filosofia, tanto que partir para estudar a teosofia. Minhas crenças morrerão comigo, pois, como já havia digitado, são elas que me movem. Preciso daquela “muleta” que você escreveu. Sem ela, acredito que estaria caindo e caindo e só me machucando. Com ela, pelo menos, não tenho caído tanto assim! Valeu! Um abraço fraternal de um irmão ESPIRITUAL (mesmo não acreditando, te dou esse abraço, que vem do meu interior)!

  479. Marciano Diz:

    Olhem eu mentindo de novo.
    É que não sei ser rude com pessoas educadas.
    Guto, acredito em sua sinceridade.
    Um abraço fraternal, mas material mesmo (ainda que metafórico).

  480. Marciano Diz:

    Biasetto,
    Isto aqui é especialmente para você, que gosta de descobrir e analisar plágios.
    Os profetas bíblicos plagiavam uns aos outros.
    Veja estes trechos da bíblia:
    .

    MIQUÉIAS
    [4]
    1 Mas nos últimos dias acontecerá que o monte da casa do Senhor será estabelecido como o mais alto dos montes, e se exalçará sobre os outeiros, e a ele concorrerão os povos.
    2 E irão muitas nações, e dirão: Vinde, e subamos ao monte do Senhor, e à casa do Deus de Jacó, para que nos ensine os seus caminhos, de sorte que andemos nas suas veredas; porque de Sião sairá a lei, e de Jerusalém a palavra do Senhor.
    3 E julgará entre muitos povos, e arbitrará entre nações poderosas e longínquas; e converterão as suas espadas em relhas de arado, e as suas lanças em podadeiras; uma nação não levantará a espada contra outra nação, nem aprenderão mais a guerra.
    .
    ISAÍAS
    [2]
    2 Acontecerá nos últimos dias que se firmará o monte da casa do Senhor, será estabelecido como o mais alto dos montes e se elevará por cima dos outeiros; e concorrerão a ele todas as nações.
    3 Irão muitos povos, e dirão: Vinde, e subamos ao monte do Senhor, à casa do Deus de Jacó, para que nos ensine os seus caminhos, e andemos nas suas veredas; porque de Sião sairá a lei, e de Jerusalém a palavra do Senhor.
    4 E ele julgará entre as nações, e repreenderá a muitos povos; e estes converterão as suas espadas em relhas de arado, e as suas lanças em foices; uma nação não levantará espada contra outra nação, nem aprenderão mais a guerra.

  481. Marciano Diz:

    For those who speak the language of the Bard:
    http://www.jesusneverexisted.com/

  482. Guto Diz:

    Meus caros, sobre aquele assunto de mentira, achei algo na net que bateu direto ao que penso. Caso se interessem, leiam: “http://filosofiacienciaevida.uol.com.br/ESFI/Edicoes/70/artigo265457-2.asp”. Abraço.

  483. Guto Diz:

    Meus caros, sobre aquele assunto de verdade absoluta, achei algo super interessante! A “persistência dos espelhos”. No caso está voltado para a ciência, no entanto, acredito que pode ser estendido para outros campos do conhecimento, inclusive para as religiões. Caso queiram ler, segue o link na net. “www.usp.br/revistausp/49/12-charbel.pdf.” Abraço.

  484. Guto Diz:

    Uma coisa é achar que está no caminho certo. Outra é achar que o seu caminho é o único! Paulo Coelho. ==/== Ah! Marciano, estou fazendo de novo, ou seja, pulando etapas para falar sobre um assunto! A questão relativa a verdade absoluta, e que postei a pouco, tem a ver com a problemática de que tudo que entendemos, ou seja, decodificamos, é fruto das nossas percepções. E, como elas podem ser falhas, não podemos dar afirmações contundentes sobre as verdades/teorias/leis. O fato de um evento sempre ocorrer nas mesmas condições não é suficiente para afirmar que se trata de uma lei universal, mas de que nossas percepções sobre aquele evento nos induz a crer que se trata de uma lei universal. A questão se deriva do fato de que antes de acontecer o evento já estávamos predispostos a ver aquilo que realmente vimos, ao invés de termos nos prestado a ser tão somente como um mero observador. Não quer dizer que não seja uma lei universal, quer dizer que nossa forma de ver e organizar as coisas pode influir na percepção e, consequentemente, refutaremos ou aceitaremos o algo, deixando de ser puramente científico para afirmar ou refutar os eventos conforme nossa mente se preparou para as respostas apresentadas. É mais ou menos por aí que penso. Agora, leiam o post anterior! Valeu.

  485. Guto Diz:

    Acabei de reler umas duas vezes o que escrevi e vi que escrevi muito mal, mas acho que, com boa vontade, é possível entender. ;-) ! Abraço.

  486. Guto Diz:

    Tira o como: somente como um mero observador; e
    Substitui o influir por influenciar: (…) pode influir na percepção e, (…)
    Acho que é só! Valeu!

  487. Gorducho Diz:

    A questão se deriva do fato de que antes de acontecer o evento já estávamos predispostos a ver aquilo que realmente vimos, ao invés de termos nos prestado a ser tão somente como um mero observador.
     
    Mas qual é o problema aqui? Temos que ter cuidado para ver o que vemos. O próprio artigo admite a existência de verdades externas ao ente – caso contrário impossível se faz qualquer construção de conhecimento útil. Sairíamos daí do Galeão querendo chegar a Paris com o objetivo de visitar a sepultura do Kardec, mas iriamos parar em um lugar aleatório qualquer, porque não haveria nenhum grau de veracidade externa em relação ao funcionamento dos sistemas de navegação e dos órgãos controladores de tráfego. Cuvier e Lamarck vêm fósseis, e concordam que vêm fósseis, e concordam com o que deva ser entendido por “fóssil”.
    E no “Espiritismo”, o que vemos?

  488. Guto Diz:

    Gorducho, você leu toda a revista? O que escreveu não se trata do que escrevi. Acredito que a persistência dos espelhos não vai por este caminho?!?!

  489. Guto Diz:

    Montalvão, o “paradoxo do mentiroso” escreve que todos sempre mentem. A palavra sempre muda totalmente o que escrevi que todos mentem. Abraço.

  490. Guto Diz:

    No caso apresentado por Eubulides de Mileto e não por Epiménides, muda um pouco, contudo a pergunta é: Um homem diz que está mentindo. O que ele diz é verdade ou mentira? O problema é que é VERDADE que todos mentem mesmo, ou você duvida disso? Se não mentem mais, em algum momento da vida já mentiram. Agora esses homens que não mais mentem são a exceção a regra. Não vou buscar “filosofar” sobre exceção a regra como vc o fez, mas é isso aí! Valeu!

  491. Gorducho Diz:

    Mas ninguém aqui, que eu perceba, defende o realismo ingênuo, Analista Guto.

  492. Guto Diz:

    Só para entender, você está me dizendo que NÃO existe VERDADE ABSOLUTA! É isso?

  493. Guto Diz:

    Que pode existir equívocos de interpretação sobre os fatos naturais e as questões relacionadas as visões acerca da vida humana?

  494. Guto Diz:

    Há quem acredite na Infalibilidade científica. Já Paul Feyerabend argumentou: “nenhuma descrição de método científico pode ser abrangente o bastante para incorporar todos os conceitos e métodos usados pelos cientistas. Feyerabend objetou ao método científico prescritivo nos campos que tal método poderia sufocar e barrar o progresso científico. Feyerabend afirmou: “o único princípio que não inibe o progresso é: tudo vale (anything goes)”. E aí? Será? Vamo abrir a cabeça ou tá difícil? Rsrsrsrs!

  495. Gorducho Diz:

    As interpretações sobre os fatos naturais variam conforme a época. Isso se chama modelo. Ciência sem modelo não é ciência. Qual é o problema? Eu não vejo problema aqui.
    Mas tudo vale não. Se os sistemas de navegação (no meu exemplo) fossem construídos na base do tudo vale, nós não chegaríamos a Paris nem a lugar nenhum. Aliás na primeira nevoazinha já mergulhariamos mar ou terra adentro.

  496. Guto Diz:

    Concordo contigo! Mas, vou mais adiante. Peguei uma resposta interessante sobre verdade absoluta, ou seja, É UM PLÁGIO! Rsrsrs. Segue: “A verdade não pode ser absoluta, porque ela é conceito que emitimos sobre uma proposição. Quando as pessoas afirmam que existe uma verdade absoluta, estão se referindo a uma proposição ser sempre verdadeira, ou seja, permanecer imutável independente de contextos. Uma proposição não é necessariamente eternamente verdadeira. Ela pode ser verdadeira diante de determinadas circunstâncias, e num dado momento pode não ser mais. Novos dados acrescentados à avaliação da proposição podem alterar o julgamento que fazemos dela.” IH! Se eu não disser a fonte posso ser processado! Rsrsrs. – Fonte: Estorvo Que nome estranho, né? Deve ser apelido. Rsrsrs.

  497. Guto Diz:

    Ah! o que acrescentei a sua resposta é que: “novos dados, não considerados anteriormente (desprezados), podem alterar o julgamento que fazemos dela (a verdade)”. Valeu!

  498. Guto Diz:

    Ou seja, diante de um problema, já estudado pela ciência, pode-se existir novas alternativas de solução, contudo, se e somente se acreditarmos que só a ciência explica, perderemos a chance de aprender mais, obter outro conhecimento. Como é o caso do remédio e da fé! Não acha? Não tire conclusões precipitadas de que estou defendendo que as pessoas parem de tomar remédios para viver rezando, não é isso! Valeu.

  499. Gorducho Diz:

    Isso aplica-se perfeitamente ao experimento para testar o modelo espírita aqui proposto. Todos “verão” a mesma coisa da qual nenhum dos experimentadores discordará, pois que terá sido feito de comum acordo. Ou seja: a pessoa objeto do experimento vocalizará ou escreverá pequeno trecho de livro aberto no recinto por um dos experimentadores aleatoriamente; e este tendo tomado todo cuidado para não vislumbrar o conteúdo. Equivale, no artigo citado pelo Sr. a ambos, Lamarck e Cuvier, enxergarem um fóssil.
    O modelo espírita terá sido verificado. A pessoa que falou ou escreveu poderá ser considerada um “médium”, e o resultado terá sido compatível com a presença de um “espírito” no recinto, da forma como é suposta no LM e demais elaborações teóricas.
    Evidentemente, como por definição ocorre em Ciência, qualquer um é livre para elaborar modelos alternativos. E, claro, futuros novos dados podem alterar a interpretação (julgamento) do fato.

  500. Marciano Diz:

    Sempre gostei de epistemologia, fiquei em êxtase quando li pela primeira vez a “Crítica da Razão Pura”. Hoje, estou mais pragmático. Acho que a filosofia só é viável naquilo que AINDA não é objeto da ciência.
    Estou mais alinhado com o Gorducho e com os sistemas de navegação (aqui, no sentido metafórico, claro).
    Não se pode navegar do Galeão ao Charles de Gaulle filosofando, mas com ciência e tecnologia, por um preço bastante acessível, bem rapidamente e com toda segurança, fazemos o vôo facilmente.
    Para demonstrar a existência ou inexistência de espíritos ou mediunidade a ciência (bem aplicada e simples, como propõe Gorducho) é necessária e suficiente. Já se formos filosofar sobre tal assunto, jamais decolaremos.

  501. Guto Diz:

    Sobre o papo de caos no universo, tem um site que versa sobre este assunto interessante. O assunto é: De onde vem a ordem no movimento aleatório das partículas do universo. site: http://hypescience.com/de-onde-vem-a-ordem-no-movimento-aleatorio-das-particulas-do-universo/ ===/=== Talvez seja um começo para se chegar a algo maior! Valeu!

  502. Marciano Diz:

    Estou voltando à fase filosófica.
    Defina ordem.
    Defina caos.
    Os conceitos de caos e de ordem são humanos, o universo é o que é, quem vê ordem ou caos é o cérebro dos humanos.
    Durante o processo de seleção natural alguns animais (não são só os humanos) desenvolveram uma necessidade de organização (um meio tendente a um fim).
    O universo não tem qualquer propósito, não tem uma finalidade.
    A cosmologia e alguns tópicos estudados pela astrofísica e pela mecânica quântica estão mais para filosofia do que para ciência.
    Há uma profunda diferença entre físicos teóricos e físicos experimentais.
    Einstein era o cara, mas sem Oppenheimer, sem Enrico Fermi, sem bombas nucleares, sem reatores atômicos.
    Sem Wernher von Braun, sem vergeltungswaffe, sem foguetes Saturno, sem viagem à Lua.
    A filosofia, a física teórica, são maravilhosas, são a base de tudo, porém nem só de filosofia vive o homem. Se dependesse SÓ dos filósofos, não poderíamos usar a eletrônica, a informática, os satélites, para conversarmos aqui mesmo, neste blog.
    Agora vou voltar ao UFC (terminaram as preliminares e começou o card principal), enquanto aprecio um modesto Chianti, após um Chivas preliminar.

  503. Marciano Diz:

    Antes que eu me esqueça: só posso ver o UFC 165, que está rolando no Canadá (Toronto), por causa dos satélites, da tecnologia, da TV a cabo.
    Não fosse pela ciência, eu estaria filosofando sobre MMA.

  504. Marciano Diz:

    Será que tem porrada no mundo espiritual? Tiros eu sei que tem, cx já falou sobre isto.

  505. Biasetto Diz:

    Este papo sobre “verdades” e “mentiras” é muito simples:
    Você tá certo Guto em mentir, se a tua esposa não gosta que você comente neste blog, mas você comenta e mente pra ela, porque não tem nada demais isso.
    Agora, se o sujeito se diz médium e mente, se ele faz isto porque é um “desvirtuado”, tudo bem; mas se faz isto, conscientemente, levando diversas vantagens, ele é um CANALHA, CAFAJESTE, PILANTRA E MAU CARÁTER, mesmo que suas “mensagens” tenham, através da ilusão (isto funciona, pode funcionar, é fato), “ajudado” muitas pessoas.
    Se a madre Teresa e a igreja desviavam o dinheiro das obras de caridade e a causa de suas origens/doações, isto é SACANAGEM, MENTIRA HORROROSA E INADMISSÍVEL!
    Se o Sai Baba enganava (e existem prova de que enganava), se o Divaldo Franco falou que ele era um avatar – e falou mesmo – então: ou Divaldo Franco é um mentiroso, ou ele e sua guia não sabem PORRA ALGUMA!
    EXISTEM VERDADES, EXISTEM MENTIRAS.
    EXISTEM DÚVIDAS, EXISTEM ESCOLHAS PESSOAIS.
    Mas, uma vez que as pessoas têm a oportunidade de se informarem sobre informações diversas, sobre opiniões diversas a respeito de temas polêmicos, duvidosos, importantes, significativos e influentes nas sociedades contemporâneas, entendo que as pessoas devam procurar se informar e procurar encarar com coragem a realidade.
    E, fazer como faz o Vitor e os participantes críticos do blog: PROCURAR DIVULGAR AS PESQUISAS, AS EVIDÊNCIAS DA DÚVIDA, DANDO A OPORTUNIDADE PARA O CONTRADITÓRIO, é isto o que penso, é isto me incentiva a continuar participando deste blog.

  506. Biasetto Diz:

    DeMarte,
    UFC é uma merda.
    Pornô é muito melhor.
    Angel Dark!

  507. Marciano Diz:

    Biasetto,
    Você tem razão. Mentiras inocentes, inofensivas, não fazem mal a ninguém. As que fazem mal são as do Macedo, do Divaldo.
    .
    Quanto ao UFC, “de gustibus et coloribus non est disputandum”.
    Eu gosto de porrada, desde a mais tenra infância.
    Na luta não tem problema algum, tem toda a segurança necessária, tem médicos, tem árbitro para interromper na hora “H”, não tem inimizade. É uma tremenda terapia. Muito diferente de briga. Faz tempo que não brigo, se depender de mim, não brigo nunca mais.
    Eu não luto mais, agora só apanho, mas adoro ver porrada (no dojo, no octógono, no ringue).
    Sou fã de boxe também, na semana passada teve uma luta extraordinária, há muito tempo não via boxe.
    .
    Meus tempos de filósofo também já ficaram para trás (ainda filosofo nas noites de insônia, mas procuro ser mais pragmático na minha vã filosofia).
    Agora vou voltar para a porrada.
    Participe mais do blog, você é 10.

  508. Guto Diz:

    Minha mulher dormiu! Vou escrever a história do aluguel que fiquei devendo ao Biaseto. Foi assim: Eu, minha esposa e filha (neném) fomos procurar um imóvel para alugar, no Recreio-RJ. Era de um conhecido do meu pai. Chegando lá, o senhor já estava esperando na portaria do prédio e foi nos mostrar o apartamento. Subimos o elevador e ele abriu a porta do apartamento. Ele estava todo mobiliado, tinha fotos das pessoas que moraram lá e muitas outras coisas do casal. Cerca de um minuto depois, minha filha começou a chorar, chorar e chorar. Não parava e era um choro angustiante, pois parecia que estava sofrendo, sentindo alguma dor. Senti algo estranho, enquanto o senhor contava que o casal que viveu lá, sua filha e genro, haviam se mudado para os Estados Unidos e deixaram o apartamento assim, mas que podíamos ficar com os móveis se quiséssemos e que depois ela veria como ficaria a questão, já que eles não estavam mais interessados nos móveis. Eu olhei para a minha esposa, que estava com a minha filha no colo e fiz um sinal para irmos embora logo, pois aquilo estava muito estranho. Ela percebeu, contudo, também estava pensando o mesmo. Dissemos ao senhor que íamos dar uma resposta para ele, mas que precisávamos ir e quando o mesmo abriu a porta e colocamos os nossos pés para fora do apartamento, minha filha que se esguelava parou de chorar. Exatamente no momento em que saímos. Estávamos no corredor e fim de choro alucinante! Eu e minha esposa nos olhamos assustados e dissemos: Meu Deus, que sinistro! O que foi isso? Ela disse que se sentiu estranha e eu também. Parecia que aquele apartamento tava muito “carregado”. Foi algo muito estranho. Para quem for ler, pode ser só uma história, mas para quem viveu, viu e sentiu, foi algo SINISTRO! É só. Valeu! ===/===
    Marciano, não fui eu quem escreveu o artigo não. Só escrevi que, lendo o artigo, entendi que no Universo parece existir uma força que dá ordem as coisas, no caso as partículas que estavam sendo estudadas. Não vou entrar nos ramos da física, pois pouco sei, ficou para trás, mas acredito que, vale a pena ler o artigo, AO MENOS? Até.

  509. Guto Diz:

    Frase para reflexão: “Agora, pois, vemos apenas um reflexo obscuro, como em espelho; mas, então, veremos face a face. Agora conheço em parte; então, conhecerei plenamente, da mesma forma como sou plenamente conhecido. Assim, permanecem agora estes três: a fé, a esperança e o amor. O maior deles, porém, é o amor.”
    1 Coríntios 13:12-13 ==/=== É só! Boa noite, senhores.

  510. Marciano Diz:

    Guto,
    Eu li o artigo, sei que não foi você quem escreveu.
    Não sou tão trouxa assim.
    Sua história não tem nada demais, bem banal, é sua mente mística (já vi que da sua mulher também).
    Sabe de uma coisa? Gosto de ler e ouvir “causos”, sempre tenho uma explicação racional para eles, não vou comentar o seu porque sei que você não concordaria com a explicação, entraríamos num debate sem fim, eu gostei de você, achei um cara legal. Não vale a pena discutir coisas que nos levariam a nos exasperar.
    Não quero ficar tentando convencer você, o importante não é ser crente ou descrente, é ser maneiro, você parece ser.
    Eu não sou físico (infelizmente), sou advogado, mas adoro física e matemática. Também gosto de filosofia, hoje menos do que no passado.
    Nunca acreditei em bullshit.
    .
    Na bíblia tem uma ou duas coisas que se aproveita, principalmente no Eclesiastes, uma espécie de manual de bem viver.
    .
    Recado para o Biasetto:
    Se quer um exemplo do materialismo materializado, observe-me. Eu sou a concretização do materialismo.
    Toda vez em que a gente idealiza algo, nossa fantasia nos leva a viajar na maionese. Eu vivo no mundo real.
    Não há whisky ou vinho suficiente no mundo para alterar minha racionalidade.
    Não estou dizendo que sou superior ou inferior a ninguém, só que sou diferente, graças ao acaso.

  511. Marciano Diz:

    Biasetto,
    acabou o UFC, acertei todos os resultados, com alguns errinhos nos detalhes.
    Não é mediunidade, é racionalidade.
    Os errinhos são devidos ao acaso.
    Lembre-se das aulas de probabilidades, eu estudei estatística também, dá pra entender melhor a vida quando você a vê por esse ângulo (no sentido metafórico).
    Nunca gostei muito de geometria, minha paixão era a “al jabara”.
    Estou alegrinho agora, o merden deve estar muito feliz, vai ter muita coisa para alimentar sua maldade. Quantos vitupérios me aguardam. Estou enrugado de preocupação.

  512. Marciano Diz:

    Tomorrow is going to be a long day, maybe I won’t have time to come in here.
    Mais je vous aime, tous.
    Biasetto è um vecchio amico.
    I’m a little drunk, I have to confess that.
    Auf wiederschreiben.

  513. Marciano Diz:

    Esqueço-me sempre de sou um péssimo comunicador.
    Al jabara, literalmente “a reunião”, é árabe padrão (não sei grafar em árabe, disso quem entende é o Gorducho), é a velha e conhecida álgebra.
    Vou tentar dormir. Estou muito entusiasmado com a porradaria. Acho que vou tomar um remedinho, apesar do álcool (outra palavra de origem árabe).
    Não tenho medo de nada, sempre fui ousado.
    Tá ligado, merden?
    Fale mal de mim no seu blog de merden.
    Ou ore por mim, se realmente for um “espírito” superior.
    Um dia, como todos, vou morrer, mas até agora o ceifador não arrumou nada comigo, apesar de ter tentado várias vezes.
    Como diria Émile Coué, “Tous les jours, à tous points de vue, je vais de mieux en mieux”.

  514. Guto Diz:

    Marciano, valeu pelas palavras. E concordo contigo nisso! Eu só “melhoraria” o que você escreveu. Onde se lê maneiro/legal leia-se “irmão”. Não te conheço, mas penso coisas boas para você, para todos, pois acredito que todos somos irmãos “espirituais”. Divergirmos nesse fim (espirituais), mas acredito que concorde com o começo de uma forma ou de outra (irmão). ‘Se eu conseguir atiçar o supergo (de Freud) dos senhores não crentes, já ficarei feliz! Acredita, ao menos, nas teorias Freudianas? Espero que sim. Grande abraço e Fique com Deus! Ou melhor, Saúde e Paz! Fica melhor assim, por enquanto. Rsrsrsrs. Valeu!

  515. Marcos Arduin Diz:

    Usando de um tempinho para não deixar coisas sem respostas…
    Ao Vitor:
    “01 a – “A corrente NÃO SE DIVIDE em nenhum dos casos.”
    .
    A corrente antes ia por braço só, depois vai pelos 2 braços. Entendo que ela teria que se dividir. Tanto que o Brookes-Smith diz “devido ao caminho paralelo através de meu corpo”. Depois é claro que no caminho elas se encontram num mesmo ponto, somando-se, e tudo fica igual. A deflexão é apenas momentânea.”
    - Entendeu errado a divisão: ela não existe. O que ocorre é apenas que a MESMA CORRENTE percorreria um caminho maior, mas como a grande resistência é dada pela pele, a queda de valor seria pequena. Você mesmo admite quando diz que somado-se, tudo fica igual…
    .
    “01 b- “Gozado você criticar os experimentos de Crookes e valorizar os do Brooke, que foram MUITO MAIS CAPENGAS em termos de registro e qualidade experimental feitos.”
    .
    Em compensação, são MUITÍSSIMOS mais fáceis de serem averiguados, repetidos, e sem qualquer auxílio de forças sobrenaturais.”
    - Tá! Então me passe a liste dos que averiguaram esses experimentos… E é óbvio que experimentos mal feitos, mal escritos e sem qualquer registro de valor deve ser mesmo MUITÍSSIMO fáceis de serem averiguados…
    .
    “02 – “Viu como você se contradiz? Primeiro diz lá em cima que o caminho pela mão e antebraço seria direto e com as duas mãos segurando cada contato, a corrente se “divide”. Ué se a resistência é a mesma em qualquer ponto do corpo…”
    .
    Não entendi onde está o problema…”
    - Bem, eu também não entendi o que pretende demonstrar. Já lhe disse para me fazer um esquema, tipo história em quadrinhos, mostrando a sequência dos eventos que Eva Fay, usando essa misteriosa fita molhada que ela esqueceu de mencionar ao Houdini, recorreu para burlar o galvanômetro. Seria muito mais fácil para eu e os outros por aqui entenderem o seu raciocínio.
    .
    “03 – “Para mim, o chato é que o experimentador capenga sugere isso, mas a Fay não confessou isso…”
    .
    Ou ela esqueceu de contar, seja porque a memória dela já estava ruim, seja porque é difícil mesmo se lembrar com precisão de acontecimentos de décadas atrás.”
    - Ah! Vitor! Vai querer me dizer que ela ia se esquecer de um evento tão memorável como fazer de trouxa um cientista do calibre de Crookes? Gozado como você, mesmo não sendo médium, sabe o que se passou na mente de falecidos… Então ela se esqueceu de contar… Mas ter produzido um fenômeno mediúnico autêntico? Ah! Isso JAMAIS!
    .
    “04 a- “E demonstrou também que podia largar o galvanômetro medindo nada e sozinho e ainda assim nada alterar a leitura?”
    .
    Sim. Ele disse (e demonstrou): “Não seria muito correto dizer que se a médium largasse as manivelas por um instante sequer o marcador do galvanômetro retornaria imediatamente para o zero. O período de tempo comparativamente longo do sistema suspenso retardaria o retorno pela fração apreciável de um segundo. Quando eu tentei a experiência no museu, onde o período do galvanômetro era de quatro segundos, um circuito aberto momentaneamente só produziu uma excursão pequena do marcador. Se as leituras da escala registradas forem consideradas como dados médios estimados de um marcador oscilando continuamente, que é o que muitos delas sugerem, é mais do que provável que mudanças momentâneas na corrente devido a movimentos rápidos das mãos da médium seriam completamente mascaradas.”
    - Repetindo: os pesquisadores, com o galvanômetro NOVO EM FOLHA, disseram que cairia ao zero “imediatamente”. Tá digamos que temos uma inércia, mas mesmo tentando salvar o seu argumento, o Brooke aí diz que é “de um segundo a quatro segundos”. Lembro-o que ele está falando de um galvanômetro velho de 90 anos e com no mínimo 45 anos de desuso. Estaria em boas condições? Ainda estou no aguardo da simulação em desenho para que me mostre como é que essa SUPOSTA inércia do aparecho ajudaria a Eva Fay…
    .
    “04 b – “Sim, pois a Ana Fay ficar com mão e joelho nos contatos, ou com os dois joelhos, ou com os pés mantendo o contado com as meias, NADA DISSO a ajudaria a se afastar da parede e percorrer a biblioteca e nem fazer aparecer uma fantasma que o Cox viu.”
    .
    Ela coloca o pano nas manivelas, ligando-as. Assim ela livra ambas as mãos, mantendo o circuito fechado.”
    - Mas como esse cara se contradiz no seu desespero de salvar os experimentos de três incompetentes! Veja mais lá acima e você perceberá que já disse que a tira de pano, sozinha, não daria a mesma resistência do corpo dela. Se ela livrou as mãos, mantendo as manivelas nos joelhos, então NÃO PRECISARIA DA TIRA. Se manteve o joelho e uma mão nas manivelas, enquanto que com a outra mão ajeitava a meia para enfiar a outra perna no contato, TAMBÉM NÃO PRECISARIA DA TIRA. E assim por diante.
    .
    “Coloca os eletrodos nas meias, deixando seu corpo ainda fazendo parte do circuito, mantendo, assim, a mesma resistência. Passa a poder se mover. Isso foi o que o Brookes-Smith fez, ele simplesmente não usou fios longos o bastante, mas se tivesse usado, teria caminhado tranquilamente:
    .
    “Então coloquei ambos os eletrodos sucessivamente dentro das minhas meias, de forma que minhas mãos ficaram livres sem produzir quaisquer grandes mudanças na escala do galvanômetro. As mesmas precauções tinham, porém, de ser tomadas para manter um contato firme até que eu tivesse pressionado os eletrodos firmemente entre as minhas meias e tornozelos. Os fios não eram longos o bastante para permitir que eu caminhasse, mas movimentei os meus pés de cima para baixo sem produzir muito movimento na escala do galvanômetro.”
    - Ele usou FIOS FLEXÍVEIS, viu? Assim como o Stephenson usou-os também e mostrou que estes de fato permitem tal movimentação. Mas com fios RÍGIDOS, a coisa já não funciona, COMO O STEPHENSON DEMONSTROU.
    .
    “05 – “- Oba! Já sentiu a fragilidade de seu argumento e do seu querido experimento fajuto do Brookesmith. Por isso está apelando.”
    .
    Fico espantando com a sua exigência de que o Smith colocasse um monte de panos para considerar a experiência válida. Mas isso o Stephenson fez, assim, não há o que reclamar.”
    - Vitor, noto que você MISTURA todos os experimentos e assim tenta validar um pelo que OUTROS fizeram. Assim não dá!
    .
    “06 – “- Bem, o fato é que os mágicos contam com toda uma equipe de assistentes que montam e dirigem os equipamentos nos bastidores e que permitem ao mágico fazer os truques. Agora um mágico sozinho, sem saber das condições em que o experimento será realizado, vai ter muita dificuldade de improvisar…”
    .
    QUEM disse que ela não sabia as condições? Ela teve mais de um ano pra se preparar. QUEM disse que ela estava sozinha? Os próprios Medhurst e Godney colocam o Sr. Tapp e vários outros como possíveis cúmplices. E o que ela fez não exigia nada além do que ela já estava habituada em suas apresentações. Ela só tinha que saber que uma parte do corpo dela teria sempre que estar ligada ao circuito. Só isso.”
    - Lembro-o, MAIS UMA VEZ, que como o próprio Houdini coloca em seu livro, o caso foi que a sua turnê MELOU por causa do Maskelyne. Ela não foi lá pensando que a coisa ia dar errado. Assim, de última hora (e não no preparo de um ano) como ela ia saber o que fazer a respeito do Crookes? Como ela poderia ter certeza de que conseguiria burlar o galvanômetro? Sacomé: ela só conseguiu isso porque houve a queda de força no teatro. Foi um golpe DE SORTE e não resultado de um muito bem elaborado estudo sobre como burlar o dito galvanômetro…
    .
    “07 – “Sem querer ser chato, Vitor, vou lembrá-lo mais uma vez de que os colegas de Crookes também FECHARAM o circuito com o lenço molhado… Mas só conseguiram chegar à mesma resistência do corpo humano depois de VÁRIAS tentativas e ainda porque Crookes lhes cantava os valores obtidos. Ou seja, não bastava fechar o circuito: era preciso que a resistência não se alterasse, pois do contrário a fraude seria imediatamente descoberta.”
    .
    Mas a resistência não se alterou justamente porque ela colocou os eletrodos nas meias! O corpo dela continuava oferecendo a mesma resistência porque ele continuava em contato com o circuito, não mais pelas mãos, mas pelos pés! É isso que você não está entendendo!!! O Crookes não pensou nisso!!!”
    - Certo. Por isso mesmo estou insistindo que ela NUNCA usou tira alguma. Mas você coloca essa tira não sei aonde e nem porque. Quando vai me descrever o mecanismo da fraude passo a passo e com o esquema em desenhos?
    .
    “08 – “Só que aí a fraude ficaria evidente. Não percebeu não?”
    .
    Só ficaria evidente se o corpo dela não fizesse mais parte do circuito! Mas CONTINUOU FAZENDO PARTE!”
    - Então para que a tira se ela não ia deixar de fazer parte do circuito?
    .
    “09 a-”Em qual hora? Foi deixada segurando as manivelas, aí teria de trocar uma mão pelo joelho, tirar o pano, mergulhá-lo na solução salina (por que a deixariam por lá?),”
    .
    A solução salina foi ANTES de ela sequer segurar as manivelas!
    .
    “Antes de começar as experiências, a Sra. Fay mergulhou suas mãos em sal e água, e então, ao segurar nas manivelas, notei que a deflexão era sempre muito constante,[...] Então pedimos que ela umedecesse as mãos com a solução feita de sal, e segurasse os terminais. ””
    - E daí? Ela não teria de mergulhar essa tira nessa mesma solução salina para que a dita tira e seu corpo ficassem com A MESMA resistência, conforme você já argumentou? E ninguém viu a dita tira? Ela era invisível?
    .
    “10 – “colocar a tira entre as manivelas… pra quê? Não seria mais lógico colocar a outra dobra do joelho na outra manivela? E ainda assim falta me dizer como foi que ela catou os objetos ainda presa à parede…”
    .
    Porque ela conseguiu alcance adicional: “Ela poderia ter empregado a manobra do braço deslizante descrita acima ou não teria sido uma impossibilidade ginástica para ela puxar para baixo uma meia-calça e fazer sua perna nua ficar em cima de ambas as manivelas e enquanto se apoiava na outra perna, obter alcance adicional. ”
    .
    Ela já estava com as mãos livres a essa altura! Era só esticar os braços e pegar os objetos, que estavam a menos de 1,5 metro dela!”
    - Mas Vitor! NÃO FORAM esses objetos que ela entregou às testemunhas! Foram livros que estavam colocados lá nas estantes. Vai querer me dizer que o alcance adicional a faria alcançar esses livros, ver quais eram eles e entregar a cada testemunha segundo seus gostos pessoais?
    .
    “11 – “- Não adiantaria nada se não tivesse a mesma resistência do corpo da fulana.”
    .
    O corpo dela continuava no circuito, a resistência que era medida continuava a ser do corpo dela, fosse ela colocando uma perna em ambas as manivelas, fosse ela colocando os eletrodos nas meias! Qualquer técnica serve!”
    - Mas ela continuaria presa à parede…
    .
    “12 -” A fraude seria imediatamente percebida, conforme se viu quando os colegas de Crookes fizeram esse teste.”
    .
    Os colegas do Crookes não pensaram que ela ia usar outra parte do corpo para manter a resistência!! Os amigos e Crookes pensaram que se ela tentasse substituir as mãos pelo pano, o pano dificilmente teria a mesma resistência, e a fraude seria descoberta. Só que a fraude não seria descoberta se alguma parte do corpo dela continuasse ligada ao circuito! é essa a falha do experimento!”
    - Mas conforme eu disse, ela CONTINUARIA retida à parede. Não teria como percorrer a biblioteca e achar os livros CERTOS, nem destrancar a gaveta da escrivaninha e nem fazer aparecer a forma materializada que Cox viu. Por que você insiste na manutenção do corpo dela no circuito, mas não admite que isso EM NADA AJUDARIA a produzir o que ela produziu? Estou no aguardo da descrição completa do processo de fraude e não adianta querer me convencer só com ginástica elétrica.
    .
    “13 – “- Movimentar-se de que jeito se os eletrodos estavam chumbados na parede? Esqueceu-se deste detalhe?”
    .
    De novo:
    .
    “não teria sido uma impossibilidade ginástica para ela puxar para baixo uma meia-calça e fazer sua perna nua ficar em cima de ambas as manivelas e enquanto se apoiava na outra perna, obter alcance adicional.”
    - Mais de novo: e como ela fez tudo que apontei no parágrafo acima?
    .
    “14- “- Ôh! O tão experiente Houdini desmascarador de médiuns fajutos conseguiu ser tão burro a ponto de nem se lembrar que em 1875 ainda não tinha sido inventada a lâmpada elétrica… ”
    .
    Houdini era mágico e aviador. Ele não era historiador (embora tentasse ser). Falhas fora de sua área de competência acontecem.”
    - Falhas… Bem, o Gélio Lacerda da Silva diz no seu livro Conscientização Espírita que Emmanuel se cansou das constantes mudanças que a FEB fazia nos livros do Chico em favor do Rustenismo, que deu um basta à situação e desde 1979, Chico nada mais publicou pela FEB.
    Isto, Vitor é uma FALHA, ou seja, Gélio foi mal informado a respeito, e achou que o Emmanuel, que nunca renegara o Rustenismo, de repente resolveu deixá-lo. Nada a ver. O que de fato aconteceu é que o Chico ficou muito puto da vida pelo fato de a FEB não permitir que editores americanos publicassem as obras do Chico nos EUA (o Chico cedera os direitos em caráter permanente).
    Já no caso do Houdini, não se trata de falha e sim de BURRICE. Dele e do editor, que nem reparou na baita besteira.
    .
    “15 – “E o teste do Crookes EM NADA FOI FALHO. Falhas estão sendo as suas propostas, que precisam varrer pra baixo do tapete os dados inconvenientes… Tipo: ela enfiou os contatos nas meias e ficou com as mãos livres e assim pegou os objetos… Só que os tais contatos estavam chumbados na parede e ela não podia se afastar dela…”
    .
    Os objetos estavam a menos de 1 metro e meio, nem precisava se afastar! Mas o truque de colocar uma perna nas manivelas daria a ela liberdade de movimentação mais do que suficiente, com ambas as mãos livres. Só o fato de liberar uma mão já tornava isso possível!”
    - Vitor, ela NÃO PEGOU os objetos em questão. Ela pegou outros que estavam NO ESCURO E A MUITO MAIS DO QUE 1 metro e meio de distância. Será que não dá para você ser mais honesto e correlacionar o que o foi registrado no relatório e ver se esse malabarismo ginástico explicaria alguma coisa?
    .
    “16 – “A mim só me pareceu que ele aceitou as SUPOSIÇÕES do Brooke e parou por aí.”
    .
    Céus, Arduin, o cara até colocou uma outra “Florence” lá!”
    - Que não funcionou muito bem. Mas estou me referindo ao que fez a Eva Fay e as explicações do Brooke não foram testadas pelo cara.
    .
    01 – “Não era possível, na bamba, acertar o valor da resistência do corpo da pessoa com um pano molhado. [...] E o Vitor defende a viabilidade do uso do pano com unhas e dentes, dizendo que o Brookesmith… Não ficou provada de forma alguma a viabilidade do pano molhado, mas isso, para a fé cética, não é importante.”
    .
    Eu já respondi a isso, até agora você não respondeu na mensagem de 11 de setembro às 00h16min. O Crookes e colegas acharam que a médium só poderia burlar o teste se usasse um pano com a mesma resistência, ficando com as mãos e os pés livres. Nunca pensaram que ela poderia usar o pano com uma resistência qualquer e continuar a estar no circuito, seja colocando os eletrodos nas próprias meias, seja colocando a perna por cima das manivelas, mantendo assim a resistência do circuito inalterada. Essa foi a falha deles.
    .
    Aguardo sua resposta da minha mensagem de 11 de setembro.”
    - Eu respondo com outra pergunta: Se a médium continuou no circuito, para que essa tira de pano?
    .
    “02 a- “No que isso ia ajudar? Ela não teria como examinar as estantes e achar os livros certos”
    .
    Como não? Os livros estavam a apenas 3,7 metros dela, Crookes diz: “e a escada de mão da minha biblioteca estava apoiada contra as prateleiras de livros a uma distância de cerca de 3,7 metros dela.” Se ela desse apenas uns passos já podia pegar os livros!”
    - Se ela desse alguns passos, quem ia ficar no circuito? A tira de pano? Ué? Agora ela tinha a mesma resistência do corpo da médium?
    .
    “02b – “nem destrancar uma escrivaninha”,
    .
    A escrivaninha JÁ TINHA SIDO ABERTA! Crookes diz:
    .
    “Ela entrou na sala de visitas e conversou conosco por mais ou menos um quarto de uma hora, depois disso meus amigos desceram a escada para examinar o equipamento elétrico e a minha biblioteca, que seria usada como quarto escuro. Eles examinaram os armários e abriram as escrivaninhas. Colocaram tiras de papel acima das fixações das venezianas da janela e as fecharam hermeticamente com seus anéis de sinete.”
    .
    Crookes NÃO DIZ que as escrivaninhas voltaram a ser fechadas. O que ele diz é: “Eu posso afirmar que esta caixa de cigarros estava em uma gaveta trancada da minha escrivaninha quando a Sra. Fay entrou no quarto.”
    .
    Sim, quando ela entrou no quarto a escrivaninha estava fechada, mas logo em seguida o próprio Crookes diz que os amigos ABRIRAM a escrivaninha. A escrivaninha continuou fechada? Isso não é dito. E se foi fechada, a Sra. Fay ou o seu cúmplice poderiam ter pego a caixa de cigarros antes de a escrivaninha ser fechada? Entendo que sim. Há VÁRIAS possibilidades.”
    - Você não quer que eu diga honestamente o que penso dessas várias possibilidades, né? Vitor, dá para tentar ser lógico ao menos uma vez? Melhor eu tentar ajudar sua pobre mente fanatizada:
    1 – A médium ficou na sala de visitas, COM GENTE CONVERSANDO COM ELA, enquanto amigos do Crookes foram inspecionar o equipamento e a biblioteca.
    2 – Nesta inspeção, abriram e examinaram o que estaria destrancado. Se Crookes fala que o cinzeiro estava na gaveta TRANCADA, talvez ele NÃO A TENHA destrancado para o exame (não seria necessário, já que ela estava travada com uma trava de alto segredo).
    3 – Cúmplice? Quem era ele? Se a médium não tinha intimidade com nenhum dos presentes, e nem o Crookes tinha com alguns deles, onde ela foi arrumar este cúmplice?
    4 – Com TANTA sorte que essa dona teve com Crookes, por que não a teve com o Maskelyne?
    .
    “02c – “nem fazer aparecer um fantasma materializado.”
    .
    Era a própria médium, Arduim ligada ao circuito pelos eletrodos nas meias. BrookesSmith já mostrou isso. Stephenson também.”
    - Ô Vitor, o Cox viu DUAS formas lá dentro… Uma ele supôs que fosse a médium em pé e outra a fantasma segurando os contatos…

  516. Montalvão Diz:

    Marciano Diz: Montalvão,
    se alguém for para a cadeia, será o zé mané. o zé dirceu não vai. Nem o “bispo” macedo ou qualquer outro do mesmo naipe. Se eu pudesse, me mudaria para a Suíça amanhã.
    .
    COMENTÁRIO: quer se mudar para a Suiça? Não digo amanhã, mas breve? Vou dar a fórmula: escreva alguns livros com temas místico-esotéricos; anuncie-se como quem diloga com anjos, com forças elementais, gnomos, duendes e que viaja astralmente ao mundo das fadas. Marque entrevistas em programas televisivos, tipo Ana Maria Braga. Em poucos meses estará vendendo milhões de livros e logo realizará seu sonho. Eu se tivesse cara-de-pau suficiente ganharia uma bufunfa produzindo romances espíritas, mas, como não tenciono mudar-me para a Suiça, nem para lugar nenhum, fico aqui mesmo, na minha…
    .
    Quanto ao Zé Mané ir para a cadeia, nem isso. Há poucos meses li de pesquisa em São Paulo, falando que cerca de 10% dos crimes de morte são solucionadas. Tenho comigo recorte de jornal, de 2011, informando que o ministério público achou fórmula de desafogar o órgão de inquéritos abertos e pendentes de solução: de uma pazada só enterraram mais de 90% dos casos (eles usam um eufemismo: “arquivar”). Na prática, significa que os crimes (milhares deles) alguns já em fase avançada de investigação serão zerados, beneficiando os “zés-manés” que delinquiram. O que isso significa? Simples: mate, roube, estupre (ou realize tudo junto) tranquilo, pois sua chance de ser punido é remota, só o será por muito azar…
    .
    Agora, se um menor tentar assaltá-lo e você puder lhe dar uma bifa, não o faça: se fizer amargará aporrinhação a perder de vista com a justiça, afinal não se bate em “crianças”, mesmo que queiram matá-lo…
    .
    Viva a lei e a ordem!

  517. Vitor Diz:

    Oi, Arduin
    comentando:
    .
    00 – “Tá! Então me passe a liste dos que averiguaram esses experimentos… E é óbvio que experimentos mal feitos, mal escritos e sem qualquer registro de valor deve ser mesmo MUITÍSSIMO fáceis de serem averiguados…”
    .
    Sem qualquer registro de valor? Stephenson diz:
    .
    No Journal de março de 1965 Brookes-Smith discute a idéia de que Florence poderia ter movido os eletrodos de seus braços para (digamos) o topo de suas meias, e então se disfarçado de Katie. Ele relata alguns experimentos que ele fez em si próprio como sujeito, e concluiu que teria sido bastante fácil fazer o mesmo. Agradeço ao Sr. Brookes-Smith pela demonstração deste método de fraude, e também por me dar alguns números exatos para as mudanças na corrente produzidos durante a operação. (Aqui, devo salientar que a nota de Houdini, sobre a médium colocando o eletrodo sob seu joelho, que Brookes-Smith menciona na pág. 28 do seu relatório, refere-se ao teste de Crookes na Sra. Fay, e não ao de Varley em Florence Cook; ver M. & G., pág. 102.)
    .
    01 – “Ah! Vitor! Vai querer me dizer que ela ia se esquecer de um evento tão memorável como fazer de trouxa um cientista do calibre de Crookes? Gozado como você, mesmo não sendo médium, sabe o que se passou na mente de falecidos… Então ela se esqueceu de contar… Mas ter produzido um fenômeno mediúnico autêntico? Ah! Isso JAMAIS!”
    .
    Foram DEZENAS de sessões com DIVERSAS variações. Ela JAMAIS se lembraria com perfeição do que foi realizado num espaço temporal de DÉCADAS. A explicação é perfeitamente cabível.
    .
    02 – “Veja mais lá acima e você perceberá que já disse que a tira de pano, sozinha, não daria a mesma resistência do corpo dela.”
    .
    Já disse que a tira não era para dar a mesma resistência. Era apenas para não quebrar uma parte do circuito.
    .
    03 – “os pesquisadores, com o galvanômetro NOVO EM FOLHA, disseram que cairia ao zero “imediatamente”.”
    .
    Estavam errados. O Brookes-Smith usou ainda um galvanômetro mais sensível que o de Crookes. O Stephenson foi quem usou um galvanômentro praticamente idêntico, e que era menos sensível que o usado por Brookes-Smith: “Desde que escrevi este artigo, o Sr. Christopher Stephenson me disse que ele achou e usou um galvanômetro muito mais antigo e menos sensível que o instrumento Kelvin do museu e que é muito mais representativo daquele que Varley deve ter usado.”
    .
    04 – “Ainda estou no aguardo da simulação em desenho para que me mostre como é que essa SUPOSTA inércia do aparecho ajudaria a Eva Fay…”
    .
    Esses segundos da inércia são mais do que suficientes para ela colocar a tira e fechar o circuito assim.
    .
    05 – “Se ela livrou as mãos, mantendo as manivelas nos joelhos, então NÃO PRECISARIA DA TIRA.”
    .
    De fato não. A tira é só uma das muitas possibilidades de fraude. A tira serviria se ela não quisesse usar os joelhos. Aí ela manteria o circuito fechado. Mas penso que a tira teria que ser usada para ela pegar os livros a 3,7 metros dela, já que ela teria que caminhar.
    .
    06 – Se manteve o joelho e uma mão nas manivelas, enquanto que com a outra mão ajeitava a meia para enfiar a outra perna no contato, TAMBÉM NÃO PRECISARIA DA TIRA. E assim por diante.
    .
    Idem acima.
    .
    07 – “Ele usou FIOS FLEXÍVEIS, viu? Assim como o Stephenson usou-os também e mostrou que estes de fato permitem tal movimentação. Mas com fios RÍGIDOS, a coisa já não funciona, COMO O STEPHENSON DEMONSTROU”
    .
    Muito inexato o que vc disse. Stephenson diz: “O que é realmente importante saber é se Florence poderia ter realizado as maiores manobras necessárias para vestir-se como Katie. Aqui nos deparamos com uma dificuldade, porque não sabemos a rigidez dos fios de platina que corriam nos braços de Florence, nem a força dos elásticos que mantinham as moedas no lugar. Nos meus testes eu usei PVC flexível coberto de fios e pequenos elásticos, e nessas condições eu observei sujeitos agitando os braços ao redor, e até mesmo realizando ‘flexões de braço’, sem provocar variações. Contudo, é evidente que esse não seria necessariamente o caso. Se um fio suficientemente rígido foi utilizado, juntamente com elásticos fracos, o movimento do cotovelo pode ter sido totalmente evitado; e, de fato, Varley relata que no início da sessão ele pediu à médium para ‘mover as mãos’ e que isso produziu desvios ‘de 15 a 30 divisões, e às vezes até mais’.
    Com o arranjo de eletrodos I (b) (pág. 394 acima) esta variação teria sido produzida pelas moedas pendentes em suas bordas, ou quase pulando para fora dos elásticos. Com o arranjo de eletrodos II ela teria sido produzida pela solda perdendo contato com o papel mata-borrão. (Neste último caso, a f.e.m. resultante (tipo ?) de ± 0,3 volts teria produzido leituras de mais ou menos 200 e 250 quando a leitura constante foi de 220 (cf. a tabela de Varley).) Os movimentos do braço também podem ter causado a variação da quantidade de contato, se é que ela existiu, entre os fios de platina e a pele dos braços de Florence, mas eu demonstrei pela experiência que tal contato teria um efeito insignificante sobre a leitura.
    Assim sendo, pode haver uma combinação da rigidez dos fios e da resistência dos elásticos, o que teria permitido a Florence produzir grandes deflexões quando quisesse e ainda realizar o seu (suposto) ato sem deflexões
    . ”
    .
    Logo, mesmo com os fios rígidos, a fraude era perfeitamente possível.
    .
    09 – “Lembro-o, MAIS UMA VEZ, que como o próprio Houdini coloca em seu livro, o caso foi que a sua turnê MELOU por causa do Maskelyne.”
    .
    Já disse que não confio no Houdini como historiador. Não estou aqui analisando história, estou aqui analisando as falhas de um experimento. Era possível burlar o experimento de Crookes? Sim, era. Isso que importa.
    .
    10 – “Assim, de última hora (e não no preparo de um ano) como ela ia saber o que fazer a respeito do Crookes? Como ela poderia ter certeza de que conseguiria burlar o galvanômetro? Sacomé: ela só conseguiu isso porque houve a queda de força no teatro. Foi um golpe DE SORTE e não resultado de um muito bem elaborado estudo sobre como burlar o dito galvanômetro…”
    .
    Stephenson diz (sobre Florence, mas vale para a Fay também): “Foi-me sugerido que uma médium que não estava familiarizada com os princípios da eletricidade seria incapaz de contornar um teste elétrico sem o conselho de alguém que fosse conhecedor do assunto. Neste caso, há vários candidatos óbvios para fornecer as informações, a saber, Crookes, Harrison e Varley, já que todos tinham a base de conhecimentos necessária. Porém, não estou em completo acordo com esta visão. Da história mediúnica de Florence fiquei com a impressão de que, se ela era fraudulenta, ela simplesmente perseguia seu objetivo através de suas várias provações da forma mais simples disponível, com o resultado não surpreendente de que ela parece ter sido apanhada em várias ocasiões. Veja, por exemplo, o relato da verificação das amarras (ref. 7, págs. 20-21, ou M. & G. pág. 52). Suas habilidades especiais, se estas não eram espiritualistas, parecem ter sido menos de estratagema do que de destreza, e que seria, se eu estou certo sobre isso, bastante característico dela ter feito no teste de Varley mais ou menos o que eu pressupus acima, mesmo sem o aconselhamento de peritos. ”
    .
    11 – “Então para que a tira se ela não ia deixar de fazer parte do circuito?”
    .
    Porque uma PARTE do circuito ia deixar de fazer. A parte que ligava as manivelas. O corpo dela fechava a OUTRA parte do circuito. O próprio Crookes diz:
    .
    “A médium segura duas manivelas, presas aos fios elétricos abaixo da seta, e deste modo fecha o circuito, e faz com que a luz do galvanômetro seja defletida na escala. [...]Estas manivelas foram seguras pela Sra. Fay, cujo corpo fechou o circuito elétrico, e apresentou uma deflexão no galvanômetro que variava de acordo com sua resistência elétrica”
    .
    12 – “E daí? Ela não teria de mergulhar essa tira nessa mesma solução salina para que a dita tira e seu corpo ficassem com A MESMA resistência, conforme você já argumentou?”
    .
    Eu já desisti dessa argumentação. Não era necessário que a tira tivesse a mesma resistência.
    .
    13 -” E ninguém viu a dita tira? Ela era invisível?”
    .
    Sim, era. Tanto quanto os lenços são invisíveis nas mãos de um mágico. E Crookes ainda deu um brinde para a médium. Ele diz:
    .
    “As manivelas de metal foram firmemente cobertas com dois pedaços de linho embebidos em sal e água. ”
    .
    Isso deve ter facilitado ainda mais as coisas para a médium.
    .
    14 – “Vai querer me dizer que o alcance adicional a faria alcançar esses livros, ver quais eram eles e entregar a cada testemunha segundo seus gostos pessoais?”
    .
    Isso quem fez foi a tira. Ela caminhou para isso.
    .
    15 – “Se a médium continuou no circuito, para que essa tira de pano?”
    .
    Para fechar uma parte do circuito.
    .
    16 – “Se ela desse alguns passos, quem ia ficar no circuito? A tira de pano? Ué? Agora ela tinha a mesma resistência do corpo da médium?”
    .
    Quem “fica” no circuito é a própria médium. Os fios eram longos o suficiente para que ela caminhasse. Stephenson diz: “Não está completamente claro que Florence poderia ter feito com que os fios de platina saíssem de seu pescoço e chegassem até as suas meias; além disso,no ‘minuto ou dois’ que ela tinha para retirar o seu disfarce, ela teria que substituir os eletrodos, no escuro, e voltar a ligar os fios nos braços (ver segundo parágrafo do relatório de Varley, pág. 366). Existem várias outras diferenças nas condições entre as experiências de Varley e de Brookes-Smith, mas com a possível exceção do galvanômetro relativamente lento de Brookes-Smith, elas provavelmente não são importantes.
    Não é certo que Florence poderia ter trapaceado desse modo, e tendo em vista a constatação de que ela seria capaz de agir com os eletrodos ainda em seus braços, isso é de qualquer forma desnecessariamente complicado. ”
    .
    Mais uma forma de fraudar. Esse experimento do Crookes é mesmo muito ruim!
    .
    17 – “Se Crookes fala que o cinzeiro estava na gaveta TRANCADA, talvez ele NÃO A TENHA destrancado para o exame”
    .
    O “talvez” é que é o problema, Arduin. Na minha opinião, se a documentação é ruim, devemos considerar tudo em favor da médium. Ciência de verdade não pode contar com a sorte.
    .
    18 – “Cúmplice? Quem era ele? Se a médium não tinha intimidade com nenhum dos presentes, e nem o Crookes tinha com alguns deles, onde ela foi arrumar este cúmplice?”
    .
    Quem disse que não tinha intimidade? Dunphy, Tapp e Luxmoore poderiam ter ajudado Florence, com o candidato mais provável sendo Luxmoore. Poderia ter ajudado Fay também. Stephenson cita o próprio Varley como possível cúmplice.
    .
    19 – “Ô Vitor, o Cox viu DUAS formas lá dentro… Uma ele supôs que fosse a médium em pé e outra a fantasma segurando os contatos…”
    .
    Cox? Tem certeza? Onde? O próprio Cox disse referindo-se à Florence: “Mas há de se perguntar como podemos explicar o fato de que algumas pessoas foram autorizadas a ficarem atrás da cortina quando a forma materializada estava diante dela, e de que afirmaram que viram ou sentiram a médium. Sinto muito dizer que a confissão à qual me referi confirma sem sombra de dúvidas que estas pessoas sabiam que era uma fraude, e se prestaram a ela. Estou, naturalmente, relutante em adotar uma conclusão tão radical, embora a chamada ‘confissão’ tenha sido um comunicado confidencial de uma médium para outra médium, que havia pedido para ser instruída sobre como a fraude foi feita. Prefiro adotar a conclusão mais caridosa de que essas pessoas foram coagidas . . .”

  518. Marciano Diz:

    Guto,
    Já acreditei muito em Freud, hoje em dia estou mais para as pesquisas neurológicas. Cum grano salis.
    .
    Arduin,
    Só de curiosidade, qual o interesse da FEB em não permitir a publicação dos livros nos Estados Unidos? Para mim eles teriam interesse financeiro e doutrinário.
    Se a venda dos livros ajuda na caridade, ajudaria mais ainda se fossem vendidos mais livros, em outro nicho.
    Se a venda dos livros divulga a doutrina, por que razão deixar nossos irmãos estadunidenses de fora?
    Imagino que você saiba a razão e, se fizer a gentileza de me esclarecer, agradeço, sei que há alguma razão, mas não atino qual seja.
    .
    Montalvão,
    Se o preço a pagar para sair deste país horrível é “vender a alma ao diabo”, prefiro continuar resgatando minhas dívidas espirituais aqui mesmo.
    E esse negócio de direito menorista é nojento.
    Vivam os Estados Unidos e quase todos os países europeus, onde menor delinquente se dá mal.
    O argumento para arquivar inquéritos é o de que se esgotaram todos os meios investigativos. Só que se você examinar o dito cujo, verá que nada foi investigado.
    Quem arquiva o inquérito é o juiz. O Ministério Público somente requer o arquivamento. Se o juiz não concordar, remete os autos à chefia do Ministério Público, na forma do art. 28 do CPP. Se o órgão superior do Ministério Público insistir no arquivamento, não tem jeito. Isto acontece quase sempre que um juiz não acolhe o pedido de arquivamento. A maioria dos juízes arquiva sem nem ler o requerimento do Ministério Público.
    Aqui é mesmo o país da impunidade.
    Saudações impunes.

  519. Marciano Diz:

    CPP, Art. 28.
    “Se o órgão do Ministério Público, ao invés de apresentar a denúncia, requerer o arquivamento do inquérito policial ou de quaisquer peças de informação, o juiz, no caso de considerar improcedentes as razões invocadas, fará remessa do inquérito ou peças de informação ao procurador-geral, e este oferecerá a denúncia, designará outro órgão do Ministério Público para oferecê-la, ou insistirá no pedido de arquivamento, ao qual só então estará o juiz obrigado a atender”.

  520. Marciano Diz:

    Na prática, polícia, MP e magistrados fazem mutirões para garantir a impunidade e varrer a sujeira para debaixo do tapete.

  521. Marciano Diz:

    Os advogados dos criminosos (não advogo para bandidos) e estes, empenhados, agradecem.
    O advogado acredita que ganha defendendo criminosos, mas amanha ele próprio, sua mãe ou seus filhos serão barbarizados por criminosos.
    Quem perde com isso é a população de bem (quero acreditar que seja a grande maioria).

  522. Larissa Diz:

    “Só de curiosidade, qual o interesse da FEB em não permitir a publicação dos livros nos Estados Unidos? Para mim eles teriam interesse financeiro e doutrinário.”

    ESSA EU TB QUERO SABER!

  523. Guto Diz:

    Meu caro Marciano, não concordo com Eclesiastes como manual de bem viver. Vejo o velho testamento com uma obra muita confusa e pouco produtiva para a condução das vidas humanas. Entendo que o Novo Testamento sim possui mais instruções, mais sabedoria, mais proveito. Não me apego as religiões, mas reconheço nelas muitas coisas positivas. A mais importante idéia seria de que o AMOR é a chave para a mudança da humanidade!
    “Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.
    E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria”. 1 Coríntios 13:1-2 ===/=== É só. Abraços.

  524. Marciano Diz:

    Guto,
    Isso que você disse faz-me lembrar de duas músicas de George Harrison.
    Isn’t it a pity?
    Now, isn’t it a shame?
    How we break each other’s hearts
    And cause each other pain
    How we take each other’s love
    Without thinking anymore
    Forgetting to give back
    Isn’t it a pity?

    Some things take so long
    But how do I explain
    When not too many people
    Can see we’re all the same
    And because of all their tears
    Their eyes can’t hope to see
    The beauty that surrounds them
    Isn’t it a pity?

    Give me love
    Give me love
    Give me peace on earth
    Give me light
    Give me life
    Keep me free from birth
    Give me hope
    Help me cope, with this heavy load
    Trying to, touch and reach you with,
    heart and soul
    My Lord…
    PLEASE take hold of my hand, that
    I might understand you
    Difícil é pôr em prática.
    Concordo com o fato de que o mundo seria bem melhor, mas temos de reconhecer que é apenas idealização, impossível, na prática, pela própria natureza, nem outros animais conseguem viver em paz. Até os pombos, que são símbolos da paz, vivem brigando. Observe.

  525. Marciano Diz:

    Veja bem, eu sou a favor do “make love, not war”. Só acho que é um ideal inatingível, a guerra (guerra mesmo, de verdade) é um estado de fato, inevitável muitas vezes.
    Imagine o covarde ataque dos japoneses a Pearl Harbor, sem que existisse guerra, de surpresa. Como você reagiria, se dependesse de você? Render-se-ia ao eixo do mal ou faria o que foi feito em Midway?
    Se o Maiquel Falcão (se não sabe do incidente, procure vídeo na internet), o lutador campeão do Strikeforce, passasse a mão na sua mulher e a agredisse com um tapa, você apanharia dele ou daria pauladas, como fizeram?
    Veja primeiro, responda depois:
    http://www.youtube.com/watch?v=M3j-RQaE3Wo

  526. Marciano Diz:

    Sou a favor da paz e do amor, mas se me agredirem, revido à altura, quanto maior a agressão, maior a reação.

  527. Marciano Diz:

    Larissa,
    espero que o Arduin nos responda, ele conhece bem os mecanismos da FEB, não consigo imaginar nenhum motivo.

  528. Larissa Diz:

    Tenho um palpite: “Não estamos interessados no bem–estar alheio; só estamos interessados no poder. Nem na riqueza, nem no luxo, nem em longa vida de prazeres: apenas no poder, poder puro. (…) Somos diferentes de todas as oligarquias do passado, porque sabemos o que estamos fazendo. Todas as outras, até mesmo as que se assemelhavam conosco, eram covardes e hipócritas. [...] Fingiam, talvez até acreditassem, ter tomado o poder sem querer, e por tempo limitado, e que bastava dobrar a esquina para entrar num paraíso onde os seres humanos seriam iguais e livres. Nós não somos assim. Sabemos que ninguém jamais toma o poder com a intenção de largá-lo. O poder não é um meio, é um fim em si. Não se estabelece uma ditadura com o fito de salvaguardar uma revolução; faz-se a revolução para estabelecer a ditadura. O objetivo da perseguição é a perseguição. O objetivo da tortura é a tortura. O objetivo do poder é o poder.” (George Orwell – 1984)

  529. Marciano Diz:

    Boa hipótese, Larissa.

  530. Montalvão Diz:

    MARCIANO: Se o Maiquel Falcão (se não sabe do incidente, procure vídeo na internet), o lutador campeão do Strikeforce, passasse a mão na sua mulher e a agredisse com um tapa, você apanharia dele ou daria pauladas, como fizeram? Veja primeiro, responda depois:
    .
    COMENTÁRIO: O que me pareceu: o Falcão deve ter pisado na bola, mas no vídeo não fica claro se ele realmente assediou a mulher, o cascudo pode ter sido reação ao que ela disse (que não foi gravado). A retaliação dos amigos da garota (que ostensivamente instigou a briga) foi desproporcional à ofensa. Eles vieram para matar e só não o fizeram por sorte dos agredidos. O cara com o pau, então, covardão de primeira, aposto que sozinho cagava nas calças. O outro que chutou o desmaiado, nem falar, dá engulhos de ver como indivíduos aproveitam a ocasião para extravasar seus mais bestiais instintos, ali nem covardia foi, foi bestialidade pura (sem intento de ofender as bestas). A garotinha a essa hora deve estar cantando vitória aos quatro ventos, a vitória de ter sido fomentadora da quase morte de duas pessoas.
    .
    Bons tempos em que a mulher era a apaziguadora…
    .
    Exemplo de autocontrole:
    http://www.youtube.com/watch?v=Sj8HtfrH_ok
    .
    Exemplo de luta selvagem
    http://www.youtube.com/watch?v=ElJhob6EuWs

  531. Marciano Diz:

    Montalvão, ali só tinha selvagem. Falcão já tinha se metido em outras confusões antes. Foi até expulso de sua equipe. Ele é marrento, conheço ele de lutas no Strikeforce.
    A questão, porém, é outra: seja quem for o provocador, alguém provocou. Digamos que tenha sido a periguete. Aí o Falcão e o amigo dele teriam sido agredidos e reagiram.
    É o que eu falei, você tenta viver em paz e amor, mas alguém te agride.
    Aproveite e dê sua opinião sobre Pearl Harbor.
    Saudações violentas.

  532. Marciano Diz:

    Montalva, fiquei com a impressão de que você não assistiu o vídeo até o final. O dono do posto diz que eles costumavam agredir até funcionários, porque queriam que ficasse aberto além da meia-noite, a hora em que fecham.
    Não deixe de opinar sobre o covarde e revoltante ataque a Pearl Harbor.

  533. Marciano Diz:

    Montalva,
    vi os vídeos que você postou.
    O primeiro é um bom exemplo do que eu falei. Apesar de todo o auto controle, o cara acabou tendo de dar um cascudo no valentão.
    PEARL HARBOR.

  534. Montalvão Diz:

    .
    De Marte diz: Montalva, fiquei com a impressão de que você não assistiu o vídeo até o final. O dono do posto diz que eles costumavam agredir até funcionários, porque queriam que ficasse aberto além da meia-noite, a hora em que fecham. Não deixe de opinar sobre o covarde e revoltante ataque a Pearl Harbor.
    .
    COMENTÁRIO: vi até o fim, o dono do posto declarou que não fora a primeira vez que “lutadores” apareciam ali para arrumar confusão, mas não afirma que esses foram o Falcão e seu companheiro. Também não disse que “costumavam” agredir até funcionário, nem que exigiam que o restaurante ficasse aberto, isso acontecera uma vez “no ano passado” quando oito brigadores foram lá e criaram maior tumulto, foi o que informou.
    .
    Pode ser que tenha mais coisa que não foi gravada, mas, pelo que assisti, a reação dos garotões e da moçoila foi além da justa medida. Eles não se defenderam de uma agressão ou ameaça, partiram foi para o trucidamento. Sem querer defender o lutador, pois ele foi o estopim da confusão, Falcão foi moderado nos bufetes que aplicou nos rapazolas (parece que mais queria conter os meninos que agredir), pois, caso seja de alto nível conforme noticiado, dominaria fácil os desafetos, mesmo o covardão armado de pau. Um lutador sabe onde bater: para derrubar basta um no ponto certo e o contendor cai, queira ou não. No boxe, então, é mole mole derrubar um engraçadinho. Os dois, ou estavam distraídos ou deram um mole danado com o cara de pau. Se quiser explico como se enfrenta um pau grande…
    .
    De Pearl Harbor falo depois.
    .
    Saudações defensivas.

  535. Marciano Diz:

    ÊPA!
    Não quero aprender não, Montavão.
    Desconfio que a melhor defesa seja uma 12 carregada com balote, mas nao quero saber.
    Mas quero aprender como a gente se defende de um ataque covarde e inesperado, sem que haja estado de guerra.
    A não ser que você seja japonês ou nazista, aí eu sei que diria que é só depor as armas, como fizeram os corajosos e valentes franceses.
    Saudações bélicas.

  536. Guto Diz:

    Meus caros, para vivermos em paz precisamos amar a paz. Ser os agentes da paz. Sei que vcs não se interessam por religião, mas a maioria delas possui como fundamento o AMOR. Qdo realmente estamos cheios de amor, conseguimos perdoar as ofensas, oferecer a outra face e … É difícil pacas (rsrsrs) se manter calmo e confiante em meio as adversidades, mas a fé pode fazer isso. Quem realmente tem fé na força do amor (Deus) se transforma e, com isso, inicia o processo de transformação das coisas. Ah! a paciência também é uma virtude, pois um processo é um processo, ou seja, não acontece da noite para o dia. Mas, quem realmente acredita num mundo melhor, precisa assumir a posição de ser um agente da mudança! Assumir que a parte faz parte do todo e o todo nada mais que é a soma das partes! Valeu. Abraços!

  537. Marciano Diz:

    Valeu, Guto, mas eu ainda quero que você diga o que fazer numa situação como a de Pearl Harbor.
    Abraços.

  538. Guto Diz:

    Não li não. Vou verificar. Valeu! Ah! se quiserem, conto mais uns causos da minha vida. Sinistros! Rsrsrs. Abraço.

  539. Marciano Diz:

    Montalvão,
    sabedor que sou de sua proficiência na nobre arte, na arte suave, no caminho suave, na técnica da mão vazia, da espada, do canhão, etc., ardilosamente fiz um pacto de não agressão com você.
    Veja lá se vai me pegar de surpresa, bombardeando meus navios, meus aviões, matando covardemente meus soldados.
    Minha agência de inteligência já me preveniu de manobras suspeitas de sua força aérea, mas eu não estou acreditando neles, tenho fé em você e, ademais, pacta sunt servanda.

  540. Guto Diz:

    Parece que minha esposa não está mais se incomodando com o fato de eu comentar no blog. Percebi que ela já me viu algumas vezes escrevendo e não disse nada. Melhor assim!

  541. Guto Diz:

    Comentando sobre Pearl Harbour, existem visões espíritas sobre as guerras, mas não vou abordá-las aqui. Vou comentar o que entendo. O ser humano pode destruir e construir. Pode amar e odiar, como diz Dalai-Lama: “Todos nós queremos viver uma vida feliz e ter o direito de fazê-lo, seja através do trabalho ou prática espiritual. Estou sujeito a emoções destrutivas, como raiva e inveja, o mesmo que você, mas todos nós temos potencial para o bem também. No entanto, o nosso sistema de ensino existente é orientada para o desenvolvimento material, negligenciando os valores internos. Consequentemente, não temos uma consciência clara dos valores internos que são a base de uma vida feliz”. Como a Larissa escreveu, enquanto o homem amar o poder mais do que as pessoas, enquanto os homens não se verem parte do todo, mas tão somente os “eus”, continuarão a existir conflitos em todos os graus. Se eu não te visse como meu irmão amado, você seria meu potencial “adversário”. Entende? Abraço.

  542. Guto Diz:

    Agora, falando sobre uma decisão de Estado, era necessário declarar a Guerra. E, que

  543. Guto Diz:

    (…) Deus me perdoasse por isso.

  544. Marcos Arduin Diz:

    Sobre a não tradução dos livros do Chico para o inglês foi o seguinte (baseado no que Alamar Régis me mandou por email):
    No início de abril de 1969, um grupo de empresários de uma mega editora americana veio ao Brasil. Entusiasmados com o Chico Xavier, encontraram-se com ele em Uberaba. Fizeram-lhe uma proposta de traduzir todos os seus livros para o Inglês, além de todos os outros livros espíritas que lhes fossem recomendados. Era a intenção editá-los nos Estados Unidos e lançar as obras no mundo inteiro. Queriam saber se ele concordaria com a ideia e se autorizaria. Nem queriam direitos exclusivos.
    .
    Chico ficou feliz da vida, deu mil graças a Deus por aquilo que ele chamou de “uma bênção”. Só faltou dar pulos de alegria, se é que não os deu:
    _ Claro, meus irmãos, que eu concordo! Quanta alegria vocês me trazem, como um verdadeiro presente de aniversário! Isto é uma benção. Acontece que os direitos das obras foram todos doados à Federação Espírita Brasileira, mas eu creio que certamente ela autorizará.
    .
    Diz a lenda que o velho mineiro ficou tão feliz, os convidou para almoçar, eles ficaram três dias em Uberaba, conheceram os trabalhos e um deles até recebeu uma mensagem psicografada, em inglês, de um parente desencarnado, o que os encantou ainda mais.
    .
    De lá os homens partiram para Belo Horizonte e em seguida para Brasília, para um encontro com a diretoria da FEB. (Erro: neste mês a FEB ainda funcionava no Rio de Janeiro _ a mudança para Brasília se deu em outubro daquele ano).
    .
    Na FEB, de cara, levaram um bom “chá de cadeira”. Aconteceu a reunião, a proposta foi feita à diretoria e, pasmem senhoras e senhores, vejam a resposta:
    _ Nós não autorizamos. O problema de tradução é muito sério, vocês vão adulterar as obras e o prejuízo para o Espiritismo vai ser muito grande. Lamentamos, mas não autorizamos.
    .
    O Alamar comenta que de fato, não restam dúvidas de que traduções de obras literárias de um idioma para outro geralmente causam problemas sérios de interpretação de orações, porque os tradutores não podem se limitar apenas a traduzirem as frases como elas aparecem, ou seja, ao pé da letra, mesmo com as colocações verbais e gramaticais corretas, porque existe um fator indispensável a considerar que é “como as pessoas do País de origem da língua da obra entendem determinada frase ou determinada colocação”.
    Este é um problema muito sério e, por incrível que pareça, até mesmo em traduções das obras básicas, do Francês para o Português, existem contradições ao pensamento de Allan Kardec e aos pensamentos dos Espíritos, conforme está no original. As traduções da Bíblia, por exemplo, trazem absurdos terríveis, por causa disto. Mas não é esta a questão que estamos analisando agora.
    .
    A título de exemplo, Alamar coloca a frase e as traduções literais:
    “Não posso comprar este celular agora, eu estou duro”.
    Inglês – I can not buy this cellular now, I’m hard.
    Francês – Je ne peux pas acheter ce cellulaire maintenant, je suis dure.
    Alemão – Ich kann es nicht kaufen Sie dieses Handy jetzt, ich bin zäh.
    Italiano – Non riesco a comprare questo cellulare ora, sono duri.
    Espanhol – No puedo comprar este teléfono ahora, soy duro.
    .
    Um brasileiro entenderia que a dita frase significa que não se poderia comprar um telefone móvel, por falta de dinheiro. Já o americano, o inglês, o francês, o alemão, o italiano, o espanhol não entenderiam lhufas do que se quer dizer com essa frase. Nem o português a entenderia, pois em Portugal não se diz celular e sim telemóvel, e dizer que uma pessoa está dura não quer que está sem dinheiro.
    Daí então a preocupação da FEB era legítima, porém…
    .
    Propuseram os americanos:
    _ Então os senhores indiquem uma equipe de tradutores juramentados para acompanharem todo o trabalho de tradução, que nós bancamos todas as despesas e honorários. Só publicaremos cada obra, após o de acordo da FEB, para manter a integridade da mesma.
    .
    Os tradutores juramentados assim como os que falam o idioma fluentemente têm cuidado na hora de traduzir gírias e expressões adaptadas, para que as frase sejam traduzidas dentro daquilo que o povo do país de origem entende.
    .
    Mesmo assim a FEB não autorizou.
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    Foi absurda, a recusa. A FEB não teria despesa nenhuma, não teria trabalho nenhum, era apenas pedir para alguém da sua confiança que procurasse tradutores juramentados, de preferência, que fossem também da sua confiança. Não é possível que no Brasil inteiro não tenha ninguém, no meio espírita, que não fale inglês fluentemente a ponto de trabalhar em projeto tão gigante, que teria colocado o Espiritismo no Mundo.
    Mas o comodismo lamentável falou mais alto, simplesmente NÃO AUTORIZOU, e pronto. NÃO SE DISCUTE MAIS!
    .
    O meio espírita tem dessas coisas de não valorizar as idéias e os projetos que os outros lhe apresentam, com a velha conversa do “temos que ter muita cautela”, “temos que ter muito cuidado com o que se fala sobre a doutrina”, “esse assunto precisa ser levado à reunião de diretoria”, “precisamos olhar nos estatutos”, etc… sempre com muita frieza e indiferença para com as pessoas. Lamentavelmente, esta é uma realidade que todo mundo pode comprovar em qualquer parte do Brasil. O pior é que muitas coisas são levadas a apreciação de diretorias, onde constam membros que não têm a menor competência para dar qualquer opinião acerca do assunto levantado em questão, quanto mais decisão para dizer sim ou não.
    .
    Consta que os homens ficaram uma semana em Brasília (na verdade foi no Rio de Janeiro), voltando lá diversas vezes, solicitando serem atendidos. Foram atendidos apenas uma vez, mesmo assim do lado de fora, com todos em pé, e não mais foram recebidos, quando ouviram um funcionário lhes transmitir um recado da diretoria que dizia que o assunto estava encerrado.
    .
    Consta que o Chico estava num clima parecido de “lua de mel”, tamanha a sua felicidade, com aquela nova ideia, que só poderia ser trabalho da espiritualidade maior, até que lhe veio a notícia: A FEB NÃO AUTORIZOU!
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    Quando o Chico soube daquilo, quase teve um “piripak”. Custou a acreditar no que estava ouvindo. Diz a lenda que ele tentou falar com alguém da diretoria da FEB, mas estranhamente não encontrou ninguém que pudesse atendê-lo para tratar daquele o assunto. Todos estavam muito ocupados…
    .
    O boníssimo, hurdíssimo, calmíssimo, notável e bondoso médium entrou ficou tão puto da vida que passou mal e até foi levado a um hospital. Supostamente, teria dito uns palavrões, o que não era comum nele e todo mundo sabe disto.
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    Foi quando disse, pela primeira vez, que havia se arrependido de ter transferido os direitos das obras para a FEB.
    .
    Pra quem não sabe como a coisa funciona, é o seguinte: o autor CEDE os direitos à editora, que se limita à publicação de uma tiragem dela. Enquanto durar essa tiragem ou após um número de anos fixado em contrato, o autor não pode autorizar a nenhuma outra editora que publique a sua obra. E do valor da venda da obra, o autor recebe entre 8 e 10%. Se outra editora, entretanto, desejar a publicação em outro idioma, aí não tem problema. Esgotada a edição ou terminado o prazo, o autor pode renovar o contrato ou escolher outra editora.
    Mas a FEB e outras editoras são SACANAS: exigem a cessão PERMANENTE dos direitos autorais. Isso significa que o autor PERDE seu direito à obra: ela passa a ser propriedade da editora. Só ela pode editá-la e autorizar edições em outras línguas. O autor receberá apenas o valor de 8 ou 10% referente às vendas. No caso do Chico, nem isso, pois ele abrira mal em favor da FEB para aumentar a divulgação e baratear a obra.
    .
    Depois dessa, caiu a ficha do Chico e a partir daí decidiu a nunca mais doar os direitos e muito menos autorizar que a FEB publicasse qualquer livro novo escrito sob a sua psicografia.
    .
    O caso se deu em 1969 e em 1971 foram lançados pela FEB o “Rumo Certo”, que é um livro de mensagens do Emmanuel, e o “Antologia da Espiritualidade”, um livro de poesias de Maria Dolores. É que esses livros já tinham sido doados antes e foram os últimos que a FEB lançou.
    .
    Para os que não acreditam no caso, basta usar a inteligência e questionar: Por que motivos o Chico deixou de doar livros para a FEB, exatamente nessa época? Seria sem motivo algum? A partir daí, podem observar, os livros começaram a ser editados apenas pelas editoras Clarim, CEC, Edicel, GEEM, FEESP, IDE, LAKE, CEU etc, mas nenhum mais pela FEB.
    .
    Diante de tão amarga experiência, quando o Chico dava as novas autorizações para as outras editoras, não as dava mais com exclusividade para ninguém, exatamente para evitar que acontecesse novamente o que aconteceu.
    .
    A fim de se saber o que houve, Alamar Régis procurou o presidente da FEB quando soube do caso e Nestor Massotti confirmou:
    _ De fato, Alamar, o episódio aconteceu. Há registros, sim. Mas aconteceu em uma época em que a FEB atravessou um dos momentos mais difíceis da sua história, momento este em que quase há um rompimento até mesmo com as federativas estaduais…”
    .
    Alamar, além de outros, também conversou com o Luciano dos Anjos, que deu outros esclarecimentos. Segundo entendi em outro site, a diretoria da FEB, quando soube que o Chico estava cuspindo fogo e enxofre, foi conversar com ele e explicar seus motivos. Disse coisas do tipo:
    “Os norte-americanos eram empresários e eles queriam dar tratamento ao assunto como empresários, como uma editora qualquer e não como o velho costume espírita. Este determinou que livro espírita tem que ser, sempre, vendido bem baratinho, em nome da humildade. Eles queriam produzir em larga escala e visualizarem o livro espírita como qualquer outro livro, da cultura mundial, como obras boas que vendessem pelo seu conteúdo, que dessem lucro, que virassem Best Sellers em todo o mundo.
    A FEB pretendia que eles ficassem com lucros de venda e distribuição, mas a parte maior deveria ser destinada à produção e divulgação do Espiritismo, como ela costuma trabalhar no Brasil, etc e tal.
    Por conta disso, Luciano dos Anjos diz que Chico se acalmou (na verdade nunca teria ficado irritado). Mas reconhece que não mais mandou nada para a FEB. A desculpa para isso seria sua amizade com Armando de Assis, que não quis mais se candidatar à presidência, em razão das lamentáveis ocorrências de ordem interna (que jamais foram ditas quais seriam). É de se perguntar se Chico ia ficar para sempre “de mal” com a FEB por conta disso…
    .
    A resposta do Chico ao choro dos dirigentes da FEB teria sido:
    _ Uai. Se eu passei os direitos das obras para a FEB, de graça, sem exigir um centavo pelo que fosse vendido, porque ela não fez o mesmo para com os americanos?
    .
    Então é isso gente.

  545. Larissa Diz:

    Arduin, me explique uma coisa: os livros de CX, inclusive os lançados pela FEB, estão à venda nas maiores livrarias do país, a preços compatíveis com obras de Clarice Lispector, por exemplo. Não entendi bem a diferença entre liberar a venda nos EUA e em livrarias no Brasil. O ingresso para o filme Nosso Lar foi vendido ao mesmo preço que “Os Mercenários”. O filme custou R$ 20 milhões e é sabido que teve lucro. Penso cá com meus botões se é mais importante fazer filmes acessíveis apenas à elite ou aplicar estes 20 milhões + lucros em algo que realmente beneficiasse a comunidade.

  546. Gorducho Diz:

    Pior é que eu acho que concordo com os caras da FEB… Alguém se habilita a traduzir (eu não :( ), por exemplo:
     
    Em análogo alicerce, as Inteligências humanas que ombreiam conosco utilizam o mesmo fluído cósmico, em permanente circulação no Universo, para a Co-criação em plano menor, assimilando os corpúsculos da matéria com a energia espiritual que lhes é própria, formando assim o veículo fisiopsicossomático em que se exprimem ou cunhando as civilizações que abrangem no mundo a
    humanidade Encarnada e a Humanidade Desencarnada. Dentro das mesmas bases, plasmam também os lugares entenebrecidos pela purgação infernal, gerados pelas mentes desequilibradas ou criminosas nos círculos inferiores e abismais, e que valem por aglutinações de duração breve, no microcosmo em que estagiam, sob o mesmo princípio de comando mental com que as Inteligências Maiores modelam as edificações macrocósmicas, que desafiam a passagem dos milênios.

  547. Larissa Diz:

    Gorducho, isso foi escrito apenas para confundir.
    Mas sim, poderia ser traduzido para o inglês em uma linguagem mais simples.

  548. Gorducho Diz:

    Não, não pode: tem que manter o clima transcendental.
    A parte técnica de Ciências Biológicas eu terceirizaria para o Professor:
     
    Das cristalizações atômicas e dos minerais, dos vírus e do protoplasma, das bactérias e das amebas, das algas e dos vegetais do período pré-câmbrico aos fetos e às licopodiáceas, aos trilobites e cistídeos aos cefalópodes, foraminíferos e radiolários dos terrenos silurianos, o princípio espiritual atingiu espongiários e celenterados da era paleozóica, esboçando a estrutura esquelética.
    Avançando pelos equinodermos e crustáceos, entre os quais ensaiou, durante milênios, o sistema vascular e o sistema nervoso, caminhou na direção dos ganóides e teleósteos, arquegossauros e labirintodontes para culminar nos grandes lacertinos e nas aves estranhas, descendentes dos pterossáurios, no jurássico superior, chegando à época supracretácea para entrar na classe dos primeiros mamíferos, procedentes dos répteis teromorfos.

  549. Marcos Arduin Diz:

    Bem, Larissa, não sei bem que explicação você quer que eu dê, mas o lance é que um livro psicografado ou um filme de temática espírita terão o mesmo custo de livros e filmes que tratem de outros temas, cada qual com seu número de páginas e sua respectiva sofisticação cinematográfica.
    .
    O que acontece com o Chico é que ele abriu mão inclusive da parte que teria direito a receber como autor. Achou ele que isso seria bom para ajudar a FEB a crescer e ampliar a divulgação do Espiritismo no Brasil.
    Daí então criou-se entre vários espíritas o mito de que obra espírita NÃO DEVE visar lucro. Deve, ao contrário, ser comercializada a preços baixos, etc e tal (o Alamar tem toda uma série de comentários sobre isso).
    .
    Já outros médiuns não navegaram nessa. O melhor exemplo é a Zíbia Gasparetto e seus filhos. Eles já deixaram claro que não aceitavam ser explorados. O negócio deles é grana. Se há espíritas que os condene (devem dar de graça o que de graça receberam) eu não estou entre eles. Obras mediúnicas SÃO TODAS ELAS PASTICHES oficialmente falando. Quem gostar, que pague por elas. Uma tela que o Gasparetto sujou com seus pés e diz que vale 40.000 reais pois foi pintada pelo espírito de Picasso… Bem, eu ficaria com ela, desde que ELE me pagasse os 40.000 para guardá-la comigo…

  550. Larissa Diz:

    Eu tb pintei um quadro de Picasso…está em oferta. Só R$ 1.000,00. Alguém quer comprar? Posso pintar de qualquer artista. Infelizmente, sem a mesma qualidade devido à física do petrefiolismo e dos corpúsculos plasmados em meu veículo fisiopsicossomático.

  551. Larissa Diz:

    Ah! Frete astral incluso.

  552. Toffo Diz:

    Pela primeira vez sou obrigado a concordar com o Arduin pelo último parágrafo do seu último post.

  553. Larissa Diz:

    Eu tbm.

  554. Marciano Diz:

    Foi isso eu eu falei,
    Guto.
    Por mais que a gente se esforce, há vezes em que a guerra é inevitável.
    .
    Arduin,
    Antes de mais nada, obrigado pela resposta.
    É claro que os dirigentes de então da FEB estavam mentindo, ocultando suas verdadeiras razões. Toda a obra de Kardec foi traduzida para o português e a tradução não é absolutamente fiel ao original. Pelas razões apontadas pelo Alamar.
    Se a tradução for literal, não exprime o sentido original. Se for livre, está sujeita a interpretação divergente do original. Eu sei, já fui tradutor.
    Isso se vê da própria tradução de Guillon Ribeiro, que não era um Zé Mané.
    .
    Uma observação: até pouco tempo, celular na França era “portable”, na Inglaterra e nos Estados Unidos, “cell phone”. Será que mudou?
    .
    Gorducho,
    Cx tinha uma linguagem particular, pomposa e esdrúxula, ao mesmo tempo.
    Isto é intraduzível. Aliás, é quase incompreensível, mesmo em português.
    Ele usava palavras menos corriqueiras, fora de seu sentido habitual, misturava expressões que não fazem sentido juntas, criava neologismos. Fica difícil imaginar ele dizendo “uai”.
    Plasmar, volitar, etc., são verbos que, com o sentido que lhes emprestam os espíritas, só existem no espiritismo. Não sei como traduzir uma coisa dessas. Nessas situações, ou o tradutor utiliza uma nota de rodapé ou troca a palavra pela explicação de seu sentido.

  555. Marciano Diz:

    Também concordo plenamente com Arduin quanto a seu último parágrafo.
    Minha única discordância é quanto ao valor, eu não ficaria com uma tela sujada por Gasparetto por menos de 4 milhões de euros.

  556. Toffobus Diz:

    Existem outras traduções das obras de Kardec e a de Guillon não é das melhores. Mas ainda não entendi qual seria a verdadeira intenção da FEB em não permitir a edição americana de seus livros. Para mim, parece-me estreiteza de concepção mesmo. Existe também um outro dado significativo nessa história: de acordo com Suely Caldas Schubert, autora de “Testemunhos de Chico Xavier”, a correspondência entre CX e Wantuil de Freitas se estendeu dos anos 1940 até mais ou menos 1968 ou 69, época em que Wantuil deixou de ser presidente da FEB. Coincidentemente, foi o lapso de tempo em que a série André Luiz foi escrita, sendo que a última obra supostamente ditada por ele foi de 1968. Depois não houve mais edições das novas obras de CX pela FEB. Teria Wantuil de Freitas algo a ver com isso?

  557. Montalvão Diz:

    .
    Gorducho Diz: Não, não pode: tem que manter o clima transcendental. A parte técnica de Ciências Biológicas eu terceirizaria para o Professor:

    [...] o princípio espiritual atingiu espongiários e celenterados da era paleozóica, esboçando a estrutura esquelética.
    Avançando pelos equinodermos e crustáceos, entre os quais ensaiou, durante milênios, o sistema vascular e o sistema nervoso, caminhou na direção dos ganóides e teleósteos, arquegossauros e labirintodontes para culminar nos grandes LACERTINOS e nas aves estranhas, descendentes dos pterossáurios, no jurássico superior, chegando à época supracretácea para entrar na classe dos primeiros mamíferos, procedentes dos répteis teromorfos.
    .
    COMENTÁRIO: por incrível que pareça, isso tem sentido e poderia ser perfeitamente traduzido em outros idiomas (não sei se todo o livro teria igual condição). Chico, no trecho acima, fala da evolução que teria sido fomentada por um “princípio espiritual”, mas, ao que tudo indica, o homem de Uberaba copiou de fontes contaminadas tal discurso. A respeito é interessante conhecer texto de Antonio Luiz M.C. Costa, intitulado “Errar é científico, insistir no erro é esotérico”, confiram:
    .
    “Também nesse campo os erros continuaram a se multiplicar toda vez que os médiuns consultaram os espíritos sobre fatos cientificamente verificáveis. Mais uma vez, pode-se tomar um exemplo de Chico Xavier: Evolução em Dois Mundos (1959), supostamente ditada por “André Luiz”, que supostamente foi médico sanitarista no Rio de Janeiro do início do século XX (claramente inspirado na figura de Carlos Chagas, mas sem se comprometer com detalhes).
    Ao se referir à evolução da “mônada espiritual” através dos corpos materiais, afirma que “caminhou na direção dos ganóides e teleósteos, arquegossauros e labirintodontes para culminar nos grandes lacertinos e nas aves estranhas, descendentes dos pterossáurios, no jurássico superior, chegando à época supracretácea para entrar na classe dos primeiros mamíferos”.
    Nesse caso, não se trata nem de afirmações cientificamente aceitáveis quando foram escritas, mas superadas mais tarde. Mesmo em 1959, não passavam de mal-entendidos típicos de leigos com conhecimento superficial de biologia e evolução. Os dinossauros não são “lacertinos” (lagartos) e mesmo no século XIX, quando a origem das aves ainda era controvertida, sabia-se que elas não descendiam dos pterossauros (seus ancestrais eram dinossauros carnívoros bípedes, da sub-ordem dos terópodes). Os primeiros mamíferos surgiram muito antes da época “supracretácea” (ou seja, o Cenozóico): são quase tão antigos quanto os primeiros dinossauros e isso é sabido desde fins do século XIX.”
    .
    Êta espiritualidadezinha sacana, hem?

  558. Guto Diz:

    Montalvão Diz: “Os dinossauros não são “lacertinos” (lagartos) e mesmo no século XIX, quando a origem das aves ainda era controvertida, sabia-se que elas não descendiam dos pterossauros (seus ancestrais eram dinossauros carnívoros bípedes, da sub-ordem dos terópodes). Os primeiros mamíferos surgiram muito antes da época “supracretácea” (ou seja, o Cenozóico): são quase tão antigos quanto os primeiros dinossauros e isso é sabido desde fins do século XIX.”
    Pode me passar a sua fonte? Obrigado.

  559. Marcos Arduin Diz:

    Chico deixou de editar obras pela FEB por conta daquele evento com os americanos. Não teve nada a ver com o Wantuil. O Luciano dos Anjos tenta salvar a burrada da FEB, dizendo que o Chico deixou de publicar por ela por solidariedade ao Armando Assis, que quis se recandidatar, mas nessa ocasião a FEB estava “dominada pelas trevas”.
    .
    Após esse evento, a FEB passou só a publicar reedições e mensagens do Chico apenas.

  560. Gorducho Diz:

    E aí, Professor: os ganóides, teleósteos, arquegossauros e labirintodontes culminaram nos grandes lacertinos; ou não?

  561. Guto Diz:

    Marciano, com relação à Pearl Harbour, não respondi direito, de forma completa. A Guerra entre dois países só ocorre após fracassadas as negociações diplomáticas. O fato é que nenhuma parte abriu mão dos seus interesses (busca de mais poder) durante as rodadas de negociação. Desta forma, a decisão dos japoneses, após boicotes dos EUA ao Japão, foi realizar um ataque de surpresa a fim de gerar uma vantagem estratégica sobre os EUA. Assim, já estando neste estado de coisas, aí sim, não vejo outra possibilidade senão a guerra. Valeu!

  562. Biasetto Diz:

    Gosto muito das informações trazidas pelo Arduin

  563. Montalvão Diz:

    Marciano Diz: Não quero aprender não, Montavão.
    [...] Mas quero aprender como a gente se defende de um ataque covarde e inesperado, sem que haja estado de guerra.
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    Guto Diz: Meus caros, para vivermos em paz precisamos amar a paz. Ser os agentes da paz. Sei que vcs não se interessam por religião, mas a maioria delas possui como fundamento o AMOR. Qdo realmente estamos cheios de amor, conseguimos perdoar as ofensas, oferecer a outra face e … É difícil pacas (rsrsrs) se manter calmo e confiante em meio as adversidades, mas a fé pode fazer isso. [...]
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    Marciano Diz:
    Montalvão,
    [...]Veja lá se vai me pegar de surpresa, bombardeando meus navios, meus aviões, matando covardemente meus soldados.
    Minha agência de inteligência já me preveniu de manobras suspeitas de sua força aérea, mas eu não estou acreditando neles, tenho fé em você e, ademais, pacta sunt servanda.
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    COMENTÁRIO: da briga no posto de gasolina chegamos a Pearl Harbor… como é que aconteceu isso? Vou dizer algos embora nada acrescente ao que vem sendo dito pelas quebradas desde quando não se sabe.
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    Na guerra não há inocentes, embora sempre haja agressor e agredido. No entanto, o lado agredido pode se tornar agressor, dependendo do andamento do conflito. Há guerras e guerras e no final é tiro pra todo lado. Guerras há em que um lado fica rezando para o outro não fazer nada e se o outro faz o que o um não queria, o fraco agora reza para que alguém venha em seu socorro. Noutras beligerâncias as partes estão doidas para que a briga comece, cada qual achando que vai se dar bem e sair no lucro. A indústria de armamentos agradece.
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    Ao início da 1ª Grande Guerra, quando os batalhões em várias cidades européias partiam para o “front” eram acompanhados por bandas de música, as mocinhas jogavam flores nos soldados e a criançada pulava de alegria. Comemoravam a diversão que esperava os combatentes. Depois que os horrores da frente de luta tomaram forma perceberam o engano. Das desgraças da primeira guerra mundial não passou uma geração e o mundo estava sedento por nova brigança. Veteranos de 1914, vários deles, fretaram um navio (O Navio da Paz) e viajaram pelo mundo pregando a concórdia e noticiando quão horrenda era a vida do guerreiro e a dor das famílias. Foram mal ouvidos e em vários países impedidos de discursarem. O mundo queria guerra.
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    Pearl Harbor foi uma de muitas agressões covardes, boa parte das quais se perdeu na fumaça dos bombardeios. Teve destaque pela magnitude do ataque e pelo ato que contrariou acordos de guerra vigentes (como se estes fossem fielmente respeitados). É claro que exigia pronta reação, como ocorreu. Os japoneses apostaram que os americanos não teriam força para reagir à altura. Se deram mal. Os gringos não só reagiram à altura como foram a alturas nunca dantes supostas. Quando a bomba atômica ficou pronta para uso, os filhos do sol nascente estavam já derrotados. Lutavam por teimosia: era questão de pouco tempo para que nada mais pudessem fazer. No entanto, o presidente americano e seu staff de guerra queriam porque queriam que o explosivo fosse utilizado. Cientistas participantes do projeto, sabedores do potencial destrutivo da arma, sugeriram que as autoridades japonesas assistissem a explosão nalguma ilha deserta do pacífico: veriam o estrago que o petardo causaria se fosse jogado em local habitado. Entretanto, a proposta foi prontamente recusada. A bomba tinha de ser jogada nos japoneses.
    .
    Os sábios deram outra ideia: que se explodisse, como advertência, a bomba na estratosfera japonesa, onde causaria poucos danos mas o efeito visual seria dramático. Nova recusa. A bomba tinha de ser jogada nos japoneses. E foi…
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    Aí, vem o pacifista Guto e diz que tudo se resume em falta de amor. Se todos se amassem não haveria guerras, e arremata: “Qdo realmente estamos cheios de amor, conseguimos perdoar as ofensas, oferecer a outra face e … É difícil pacas (rsrsrs) se manter calmo e confiante em meio as adversidades, mas a fé pode fazer isso”. Está certo, mas, acontece, poderoso Guto, que esse amor idealista não evitaria discórdias, nem evita, quando muito, se levado ao pé da letra, facilita o lado agressor. O amor não substitui o direito à legítima defesa. Pode-se amar o inimigo e enchê-lo de balas, caso não fique quietinho em seu canto e deixe de lado ambições de conquista. O modelo que as religiões, notadamente o cristianismo propõe (“amai-vos uns aos outros”) é uma meta, um ideal a ser atingido e exige que as partes se movam igualmente na mesma direção. Observe que a admoestação envolve os dois lados. Se um lado amar e o outro não estiver nem aí, a meta jamais será atingida. O amor-ideal pressupõe a plena solidariedade entre todos. Se o Mestre dissesse: “amai vossos inimigos (ele disse algo assim, mas não se aplica ao presente raciocínio) e se eles não vos amarem, que se ferrem, pois irão para o inferno e vocês para o céu, portanto, não se preocupem caso aqueles cretinos não obedecerem: quem não obedecer vai se fu…nicar”.
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    Minha leitura (se for errada, paciência) da máxima do amor é a de que o Senhor deu a fórmula do sucesso: todos vivendo em completa solidariedade. Quando isso acontecer, nenhum instrumento de repressão e regularização será necessário: polícia, leis, políticos, juízes, advogados (cuidado, Marciano e Larissa), promotores… nada, tudo estará automaticamente equacionado. Infelizmente, até onde posso ver, tá longe pacas dessa realidade dar ar de sua presença…
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    Agora não sei se falei ou não falei de Pearl Harbor…
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    Saudações madrugalinas

  564. Montalvão Diz:

    Guto Diz: Montalvão Diz: [...]
    Pode me passar a sua fonte? Obrigado.
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    COMENTÁRIO: posso fazer melhor, pegue o artigo inteiro, segue a seguir:
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    “Errar é científico, insistir no erro é esotérico
    Antonio Luiz M. C. Costa
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    Um cientista tem maior probabilidade de estar certo sobre problemas relativos à sua especialidade do que um leigo. Mas errar é inevitável nessa profissão. Sempre que se formula um novo problema ou se abre um novo campo de pesquisa, várias hipóteses concorrentes são formuladas, das quais a maioria sucumbe a questionamentos lógicos e matemáticos ou aos testes experimentais. Mesmo teorias aceitas por muito tempo e com base nas quais foram desenvolvidos programas de pesquisa férteis e invenções úteis, podem ser superadas e se mostrar “erradas” quando confrontadas a problemas novos e inesperados, como a mecânica newtoniana ao ser confrontada com os fenômenos quânticos e relativísticos.
    Isso faz parte da história e da lógica da ciência: não se trata de uma verdade revelada, mas da construção gradual de teorias cada vez mais amplas, precisas e consistentes, buscando por aproximações sucessivas uma explicação mais completa e perfeita do Universo, sem jamais pretender a verdade absoluta e definitiva. Uma nova teoria pretende apenas oferecer uma “verdade” mais robusta – ou seja, mais resistente a testes e questionamentos – e que ao mesmo tempo seja mais abrangente, refinada e precisa que as concepções anteriores.

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    A mentalidade religiosa tem dificuldades em entender a relatividade da verdade e do erro pressupostas pelo método científico. Não compreende que a ciência não propõe apenas um conteúdo diferente, mas também uma diferente concepção de “verdade” e outro caminho para chegar a ela.
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    Não é raro encontrar fundamentalistas religiosos alegando que a teoria da Evolução está refutada porque duas correntes evolucionistas têm alguma discordância ou porque tal ou qual hipótese ou especulação de um evolucionista do século XIX ou do começo do século passado foi superada por descobertas empíricas ou por desenvolvimentos teóricos mais recentes dentro da própria teoria da Evolução. Pensam nas pessoas de mentalidade científica como se fossem seus reflexos invertidos e vissem em cada artigo científico uma Bíblia e em cada cientista um profeta ou papa infalível.
    Esse tema dá muito pano para manga, mas nesta oportunidade pretendemos nos referir ao outro lado da moeda. Pensamentos de tipo religioso que incorporaram partes da ciência de seu tempo e pretenderam superar religiões mais tradicionais apresentando-se como revelação e síntese definitiva da religião e da ciência, esquecendo-se que o segundo termo da equação, por definição, jamais é definitivo.
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    Isso foi particularmente comum em correntes religiosas e esotéricas surgidas a partir de meados do século XIX, quando o interesse popular pela ciência foi despertado pela educação pública, por livros de divulgação científica e pela rápida difusão de novas invenções e descobertas.
    Muitas das novas “verdades reveladas” usaram da aparente compatibilidade com algumas das mais arrojadas concepções científicas de seu tempo para afirmar sua superioridade. Tanto em relação tanto às religiões tradicionais, baseadas em concepções de mundo pré-modernas, quanto à própria ciência de seu tempo, já que alegavam poder “revelar” com certeza o que para a ciência era mera hipótese, proporcionar exatidão quando cientistas podiam apenas oferecer estimativas e preencher com informações claras e detalhadas todas as áreas sobre as quais os especialistas científicos precisavam confessar sua dúvida ou ignorância.
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    Mas aconteceu que, muitas vezes, a ciência avançou de tal maneira que as concepções científicas que as tais verdades reveladas diziam incorporar foram superadas em poucas décadas. Visto que, para o pensamento baseado na suposta revelação por meios espirituais, admitir e corrigir erros é extremamente difícil, o resultado é que essas religiões e filosofias que se tinham como avançadas acabaram por fossilizar em dogma muitas noções que eram cientificamente defensáveis no século XIX ou início do século XX, mas hoje estão tão superadas quanto o geocentrismo ou o criacionismo das correntes mais obscurantistas das religiões tradicionais.
    É o caso da doutrina kardecista, que surgiu em um meio razoavelmente culto e incorporou o espírito científico da segunda metade do século XIX (Allan Kardec escreveu suas obras nas décadas de 1850 e 1860) a ponto de se considerar “ciência”. Um dos amigos e primeiros adeptos de Kardec era um conhecido autor de livros de ciência popular e astrônomo: Camille Flammarion.
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    Flammarion gostava de especular sobre a possibilidade de vida em outros planetas, com tanto entusiasmo quanto Carl Sagan nos anos 1980 e 1990, apesar de ter muito menos informação. No seu tempo, pouco se sabia dos planetas além de seu tamanho e posição: apareciam aos telescópios, quando muito, como pequeninos círculos de luz vagamente manchados.
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    Procurando tirar leite de pedra, Flammarion, como alguns colegas, acompanhava o escurecimento periódico das manchas de Marte (hoje explicado como resultado do transporte de poeira pelo vento) e tentava explicá-lo como crescimento sazonal da vegetação, partindo daí para especulações sobre a avançada civilização sugerida pelos misteriosos (mas completamente ilusórios) “canais” avistados por astrônomos imaginativos que se esforçavam por encontrar padrões precisos por trás dos borrões fornecidos por suas lentes. Em outros planetas, não havia nem esse tipo de sugestão, o que não o impedia de fantasiar sobre a possibilidade de seres vivos em Júpiter ou Mercúrio.
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    Suas concepções influenciaram o espiritismo, para o qual a vida em outros planetas tornou-se um ponto crucial da doutrina – a Terra é apenas um entre inúmeros mundos habitados, nos quais os espíritos passam por um “aprendizado” antes de poderem se encarnarem em mundos mais avançados. Continua difícil refutar cabalmente essa idéia no que se refere a planetas de outros sistemas solares, que ainda não podemos observar em detalhes. Mas Kardec – e também Flammarion, quando atuou como médium – tinham em mente também a Lua, Marte, Vênus, Mercúrio e outros planetas sobre os quais hoje podemos ter certeza que não existe vida tal como a imaginavam.
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    “Todos os globos são habitados”, garantiu Kardec em O Livro dos Espíritos (1857). “Segundo os espíritos, de todos os mundos que compõem o nosso sistema planetário, a Terra é dos de habitantes menos adiantados, física e moralmente. Marte lhe estaria ainda baixo, sendo-lhe Júpiter superior de muito, a todos os respeitos…”.
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    Ainda mais interessente sobre esse tema é A Gênese, os Milagres e as Predições segundo o Espiritismo (1868) que pretendia ser a resposta de Kardec ao Gênesis bíblico, contar a “verdadeira” origem do Universo, da vida e da humanidade e demonstrar o caráter ao mesmo tempo científico e espiritual do espiritismo. Um capítulo inteiro foi escrito com base em supostas revelações a Flammarion de Galileu Galilei – que, na qualidade de espírito desencarnado, supunha-se capaz de viajar por todos os mundos a velocidade do pensamento.
    Mas as revelações que Flammarion atribuiu ao mestre Galileu não eram mais que produto de seu próprio conhecimento somado a seus devaneios e especulações, como a astronomia e a astronáutica do século XX e XXI deixaram óbvio. Afirmou, por exemplo, que embora a face visível da Lua fosse deserta e inabitável, havia fluidos líquidos e gasosos que permitiam a vida na face oposta. Disse que o anel de Saturno era sólido e único (são muitos anéis, feitos de inúmeros fragmentos), ignorou os anéis ainda não descobertos de outros planetas, disse que Júpiter tinha quatro satélites (como se acreditava da época – mas hoje já são contados 63), Marte nenhum (tem dois) e que a Via Láctea é constituída de 30 milhões de estrelas (são centenas de bilhões).
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    Entendam-nos bem: isso não é dizer que Kardec ou Flammarion foram farsantes ou agiram de má-fé. Flammarion foi um cientista respeitado pelos pares até a morte e também foi, presumivelmente, sincero como espírita e médium. Assim como pode-se presumir boa-fé em um pajé de uma aldeia guarani, um xamã na Sibéria, uma ialorixá em Salvador ou um pai-de-santo no Rio de Janeiro. Pessoas podem induzir em si mesmas estados mentais no qual acreditam sinceramente manifestar espíritos ou deuses. Entretanto, por mais impressionantes que sejam essas manifestações, elas não podem realmente “saber” mais do que seus portadores realmente conhecem ou são capazes de imaginar dentro de seu universo cultural – por exemplo, os espíritos supostamente incorporados por pajés e pais-de-santo não discorrem sobre os anéis de Saturno porque são completamente alheios ao universo ou aos interesses de seu público.
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    Como foi só na década de 1960 que sondas puderam fotografar Marte de perto e revelar o lado oculto da Lua, espíritas de várias gerações posteriores puderam continuar impunes seus devaneios sobre astronomia e vida em outros planetas. Vários médiuns famosos descreveram em detalhes (freqüentemente contradizendo-se entre si) a vida nos outros planetas do Sistema Solar – inclusive, por exemplo, Chico Xavier em Cartas de uma Morta (1935), supostamente ditadas pelo espírito de sua mãe. Descrevia em Saturno habitações de estilo gracioso, vegetação azulada e mares rosados; em Marte, “homens mais ou menos semelhantes aos nossos irmãos terrícolas”, mas dotados de asas, que vivem em um planeta que tem oceanos, sistemas de canalização, vegetação avermelhada e “poucas montanhas”.
    As sondas não mostraram nada de oceanos, canalização, vegetação e muito menos homens alados em Marte. Por ironia, lá descobriram, porém as maiores montanhas do Sistema Solar. Ninguém esperava por isso no século XIX, porque se supunha que Marte era um planeta “velho”, desgastado pela erosão.
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    Confrontados com a realidade, a maioria dos espíritas diria hoje que os supostos marcianos, saturninos etc. realmente existem, mas de uma maneira não física. Isso seria deslocar a doutrina espírita da ciência supostamente verificável para a vala comum dos dogmas tradicionais, pois uma civilização marciana invisível e inacessível à observação não é mais “científica” do que o Inferno dos cristãos. É contrariar a afirmação do próprio Kardec no primeiro capítulo de seu Gênese: “o Espiritismo jamais será ultrapassado, porque, se novas descobertas lhe demostrarem estar em erro acerca de um ponto qualquer, ele se modificará nesse ponto”.
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    Ademais, não era apenas de coisas espirituais que tais médiuns estavam falando: “Vi oceanos, apesar da água se me afigurar menos densa e esses mares muito pouco profundos. Há ali um sistema de canalizações, mas não por obras de engenharia dos seus habitantes, e sim por uma determinação natural da topografia do planeta que põe em comunicação contínua todos os mares”, escreveu Chico Xavier sobre Marte com base no suposto testemunho da genitora, sem falar das materialíssimas montanhas.

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    Não é só no campo da astronomia que fracassou a ciência dos espíritos. Também a biologia ensinada pelos desencarnados tende a mostrar-se de acordo com especulações científicas do seu tempo (ou com o grau de compreensão delas que tinham os médiuns), superadas poucas décadas depois. Em O Livro dos Espíritos, para explicar a Kardec o surgimento da vida na Terra e em outros mundos, seus informantes desencarnados perguntam: ”os tecidos dos homens e dos animais não encerram os germes de uma multidão de vermes que aguardam, para eclodir, a fermentação pútrida necessária à sua existência?”
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    Quando o livro foi publicado, uma pessoa bem informada, até mesmo um cientista, poderia ter respondido que sim, ou pelo menos que o assunto era controvertido. Havia quem acreditasse no surgimento de vida a partir de “fermentação pútrida”, nesses termos. Mas a idéia foi cabalmente desmentida por Louis Pasteur em 1861, meros quatro anos depois. Que a vida possa ter surgido de matéria não-viva em certas condições encontradas na Terra primitiva continua uma hipótese aceita, mas os vermes que parecem surgir da podridão certamente não são exemplo disso: nascem de ovos de moscas e besouros.
    Também nesse campo os erros continuaram a se multiplicar toda vez que os médiuns consultaram os espíritos sobre fatos cientificamente verificáveis. Mais uma vez, pode-se tomar um exemplo de Chico Xavier: Evolução em Dois Mundos (1959), supostamente ditada por “André Luiz”, que supostamente foi médico sanitarista no Rio de Janeiro do início do século XX (claramente inspirado na figura de Carlos Chagas, mas sem se comprometer com detalhes).
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    Ao se referir à evolução da “mônada espiritual” através dos corpos materiais, afirma que “caminhou na direção dos ganóides e teleósteos, arquegossauros e labirintodontes para culminar nos grandes lacertinos e nas aves estranhas, descendentes dos pterossáurios, no jurássico superior, chegando à época supracretácea para entrar na classe dos primeiros mamíferos”.
    Nesse caso, não se trata nem de afirmações cientificamente aceitáveis quando foram escritas, mas superadas mais tarde. Mesmo em 1959, não passavam de mal-entendidos típicos de leigos com conhecimento superficial de biologia e evolução. Os dinossauros não são “lacertinos” (lagartos) e mesmo no século XIX, quando a origem das aves ainda era controvertida, sabia-se que elas não descendiam dos pterossauros (seus ancestrais eram dinossauros carnívoros bípedes, da sub-ordem dos terópodes). Os primeiros mamíferos surgiram muito antes da época “supracretácea” (ou seja, o Cenozóico): são quase tão antigos quanto os primeiros dinossauros e isso é sabido desde fins do século XIX.
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    Estendemo-nos sobre o espiritismo por ser uma doutrina particularmente conhecida no Brasil, mas outras caíram na mesma armadilha. Ellen White, a profetisa fundadora dos Adventistas do Sétimo Dia, também disse (em 1846) ter sido transportada em espírito para Júpiter, “mundo com quatro luas”, onde a relva era de um verde vivo, os pássaros gorjeavam cânticos suaves e os habitantes se pareciam todos com Jesus, porque embora ali crescesse o fruto proibido, não o haviam comido. Depois foi a Saturno, “com sete luas” (as que os astrônomos conheciam na época – hoje são contadas pelo menos 60), onde encontrou o profeta Enoc, que estaria morando em uma de suas cidades.
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    Joseph Smith, fundador da Igreja dos Santos dos Últimos Dias (Mórmon), afirmou, em 1837, disse que a lua era habitada por homens e mulheres como na terra, que viviam até quase mil anos, tinham aproximadamente dois metros de altura e vestiam-se quase uniformemente, num estilo próximo aos dos quakers. Também nessa doutrina a existência de mundos habitados é crucial, pois Deus seria um homem ressuscitado e exaltado, mas de carne e osso, que vive em um planeta chamado Kolob e os mórmons podem se tornar deuses se seguirem seus mandamentos.
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    A Teosofia, outro produto do século XIX, descreve também detalhes da vida em Vênus e Marte (embora reconheça que a Lua é um mundo morto), mas é mais característica pelas detalhadas narrativas sobre o passado da Terra e da humanidade, em boa parte baseada em uma mistura de mitos gregos, hindus e budistas com especulações científicas do século XIX.
    Lemúria, por exemplo. Citada por Helena Blavatsky em Ísis sem Véu (1877), havia aparecido pela primeira vez em 1864, como hipótese científica para explicar semelhanças geológicas entre a Índia e Madagascar – seria um continente desaparecido ao qual essas duas terras haviam pertencido, mas que afundara, na maior parte. Alguns biólogos sugeriram que a espécie humana talvez houvesse evoluído nesse continente hipotético, supostamente a pátria original dos primatas, numa tentativa de explicar a dificuldade de encontrar fósseis do “elo perdido” entre os primatas avançados e os seres humanos.
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    Os teósofos fizeram dessa especulação da segunda metade do século XIX uma certeza doutrinária. Entretanto, a tese tornou-se obsoleta com a descoberta, a partir de 1891, de fósseis pré-humanos na Ásia (inicialmente, Java e China) e a partir de 1924, de outros ainda mais antigos na África.
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    A própria idéia de continentes e pontes de terra desaparecidos por afundamento tornou-se obsoleta a partir dos anos 1960, com o mapeamento do fundo dos oceanos e a acumulação de evidências sobre o lento deslocamento dos continentes. Ficou então claro que a Índia e Madagascar estiveram de fato unidas em uma mesma massa de terra, o que explica as semelhanças geológicas, mas o movimento das placas tectônicas levou a Índia a separar-se há 88 milhões de anos e mover-se até sua atual localização no sul da Ásia.
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    Também a cronologia teosófica é um fóssil do século XIX. Em A Doutrina Secreta (1888), Blavatsky fornece uma “cronologia geológica esotérica”, combinando “dados científicos e ocultos”, para concluir que a Terra começou a se sedimentar há 320 milhões de anos (começando a vida a evoluir logo em seguida), o que hoje chamamos Mesozóico começou há 44 milhões e o Cenozóico há 7,87 milhões. Quanto ao Universo, começara a existir precisamente em 1.955.882.800 a.C., de acordo com sua interpretação da numerologia mítica das eras hindus.
    Na época, essas estimativas eram compatíveis com o pensamento de muitos geólogos e da maioria dos biólogos evolucionistas. Podiam até ser consideradas arrojadas, pois a maioria dos físicos ainda se recusava a aceitar números tão grandes: antes que a energia nuclear fosse descoberta e compreendida, julgavam que o Sol e a Terra não podiam ter mais que umas poucas dezenas de milhões de anos, caso contrário já teriam esfriado completamente.
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    Entretanto, hoje essas concepções tornaram-se absurdamente acanhadas. Conforme a datação radioativa, a sedimentação começou há pelo menos 3,8 bilhões de anos (a própria Terra tem 4,6 bilhões), o Mesozóico há 251 milhões e o Cenozóico há 65,5 milhões. O início do Universo, o Big Bang, é hoje datado, de acordo com as melhores estimativas da velocidade e distância das galáxias, de há 13,7 bilhões de anos. Mas os teósofos remanescentes apegam-se às idéias de Blavatsky e seguidores com o mesmo fervor com que os evangélicos fundamentalistas dos EUA se apegam ao mito do Dilúvio e à criação do mundo há alguns milhares de anos.
    Errar é próprio da ciência, mas apegar-se a erros do passado é característico do pensamento dogmático, seja religioso ou esotérico. Isso não quer dizer, bem entendido, que não possa haver valor espiritual ou ético nos ensinamentos espíritas, teosóficos ou cristãos de qualquer corrente. Apenas tais doutrinas não podem reivindicar validação científica para suas supostas revelações. Quem se identifica seus valores e tem fé neles, que esteja à vontade, mas saiba separá-los das alegações científicas e históricas que vêm no mesmo pacote.”
    http://www.cartacapital.com.br/cultura/errar-e-cientifico-insistir-no-erro-e-esoterico/

  565. Marciano Diz:

    Toffobus Diz:
    SETEMBRO 24TH, 2013 ÀS 21:30
    “Depois não houve mais edições das novas obras de CX pela FEB. Teria Wantuil de Freitas algo a ver com isso?”
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    Mystère et boulle de gomme.
    .
    Montalvão,
    Eu já tinha citado Pearl Harbor antes, em conversa com o Guto.
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    Você disse:
    .
    “Quando isso acontecer, nenhum instrumento de repressão e regularização será necessário: polícia, leis, políticos, juízes, advogados (cuidado, Marciano e Larissa), promotores…”
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    Montalva,
    Eu iria vender dragão chinês na praia na maior felicidade, se essas profissões não fossem necessárias.
    .
    Pelo avançado da hora, não vou me estender sobre seus comentários e no texto que reproduziu, só quero acrescentar que o espiritismo apostou alto na vida em outros planetas e se deu mal.
    Agora, o jeito é apelar para a imaginação.
    A mesma coisa aconteceu com a barafunda de livros adulterados que se convencionou chamar de bíblia, sem falar que não existem coletâneas de livros religiosos unânimes ( a ICAR tem vários livros que foram expurgados como apócrifos pelos protestantes, por exemplo) e que cada tradução diz uma coisa diferente. Além do fato de que o que se chama de bíblia é uma tradução de tradução de tradução.
    O gênese bíblico, que Rivail pretendeu corrigir, é cheio de maluquices e de apostas perdidas também.
    .
    Na realidade (não vou discutir isto aqui no blog) os planetas rochosos internos não têm satélites (Fhobos e Deimos são asteróides capturados e a Lua forma um planeta duplo com a Terra). Não estou defendendo Flammarion, ele desconhecia completamente Fhobos e Deimos.
    .
    A única coisa de que não gostei no belo texto que reproduziu foi a alusão a “supostos marcianos”. Estão duvidando da minha existência?

  566. Gorducho Diz:

    Chico deixou de editar obras pela FEB por conta daquele evento com os americanos. Não teve nada a ver com o Wantuil.
     
    !? O Presidente não era o Wantuil?

  567. Gorducho Diz:

    Advanced Higher Biology quiz para o Professor:
    Ganóides, teleósteos, arquegossauros e labirintodontes culminaram nos grandes lacertinos e nas aves estranhas, descendentes dos pterossáurios, no jurássico superior.
     
    ( ) a assertiva é verdadeira;
    ( ) a assertiva é falsa.
    Justifique (maximum 2000 characters)
    ___________________________________________________________________

  568. Marcos Arduin Diz:

    “O gênese bíblico, que Rivail pretendeu corrigir, é cheio de maluquices e de apostas perdidas também.”
    - As correções do Kardec também são cheias de apostas perdidas, já que o que tinha à sua disposição eram os conhecimentos científicos de sua época. Foi uma vã tentativa de salvar os créditos da “Palavra de Deus”, fazendo os dias criativos de Gênese se encaixarem na parca estratigrafia da sua época. Hoje QUALQUER tentativa de encaixar os eventos de Gênese aos períodos geológicos é bobagem. Os testemunhas de jeová, que por serem criacionistas de longo prazo há um bom tempo, diziam que a ordem dos eventos havia sido CONFIRMADA pela Ciência. Baita duma balela. Tanto que reconheceram isso. Hoje dizem que os eventos citados em Gênese não eram estanques, ou seja, as plantas foram criadas no terceiro dia, mas CONTINUARAM sendo criadas nos dias seguintes (quer dizer: reconheceram que há plantas mais recentes do que animais no registro geológico).
    Sobre a Bíblia, há apenas uma verdade incontestável: ela é como uma velha rabeca que toca qualquer toada.
    .
    “O Presidente não era o Wantuil?”
    - Ao que parece, o Wantuil estava muito mal das pernas na ocasião. A FEB tem mais de um vice presidente e ao que parece o Alessandro Assis era o comandante na ocasião. Quis se candidatar a presidente, mas havia um ambiente muito trevoso naquele ano e ele acabou desistindo e o Francisco Thiessen assumiu. Embora rustenista roxo, mudou as coisas por lá e até o Luciano dos Anjos e outros acabaram deixando a FEB.
    .
    “E aí, Professor: os ganóides, teleósteos, arquegossauros e labirintodontes culminaram nos grandes lacertinos; ou não?”
    - Não. A afirmativa está errada.
    .
    “nas aves estranhas, descendentes dos pterossáurios,”
    - As aves não são descendentes dos pterossauros.

  569. Larissa Diz:

    Arduin, só por curiosidade: Pq você ainda é espírita? Ou não é e eu entendi errado?

  570. Marciano Diz:

    Larissa,
    eu acho que o Arduin não é mais espírita, mas ainda não sabe.
    Ele (honestamente, diga-se) reconhece um monte de maluquices e de desonestidades no espiritismo, mas tenta salvar a louca doutrina de qualquer maneira.
    Acho que ele não suporta a ideia de que tudo aquilo em que sempre acreditou é uma fantasia e que foi enganado o tempo todo.
    .
    Vou cutucar uma casa de marimbondos com vara curta agora.
    Eu acho que com o Vitor ocorre algo semelhante.
    O cérebro do Vitor está configurado de forma tal que ele não consegue desvencilhar-se do pensamento mágico. Deve ser a falta de libre arbítrio que ele tanto defende. Ocorre que o Vitor é uma pessoa inteligente, estudiosa, curiosa.
    Sua inteligência e os conhecimentos que foi adquirindo ao longo da vida tornaram-se incompatíveis com as crendices do espiritismo. Ele caiu fora, ficou com mágoas das pessoas que o engaram por tanto tempo, mas não conseguiu abandonar o pensamento mágico. Passou, então, a acreditar em fenômenos paranormais, os quais defende com o mesmo brilhantismo com que Arduin defende o espiritismo.
    É apenas uma hipótese.
    Na verdade, os dois me deixam muito intrigados. Se fossem loucos e maus, como o falso fraterno, eu entenderia, mas são pessoas bastante racionais e de boa índole.
    É um fenômeno psicológico que muito me intriga.

  571. Marcos Arduin Diz:

    De Morte e Larissa
    Sim, ainda continuo espírita. Pensam vocês que por eu reconhecer a existência de desonestidades e maluquices, eu teria a obrigação, caso inteligente fosse, de abandonar o Espiritismo.
    .
    Não sei a idade do ilustre casal, mas devo lhes dizer que já sou suficientemente velho nos meus 55 anos. Só a velhice não conta, pois é preciso acrescentar aí a maturidade de análise, reflexão, casar os correspondentes, etc e tal, coisas que aprendi em minha formação científica.
    .
    Se desonestidades e maluquices fossem elementos que levassem uma pessoa de formação científica a abandonar o Espiritismo, então elas seriam o suficiente para que eu também abandonasse a minha carreira científica e fizesse outra coisa para ganhar a vida.
    Afinal na ciência sobram maluquices. Houve um tempo que cientificamente estava provado que havia raças superiores e raças inferiores. Houve um t