Estudo funcional de MRI para examinar possíveis conexões emocionais em gêmeos idênticos: um estudo de caso.(2018)

Neste artigo um grupo de cientistas gregos replica o fenômeno de mentes entrelaçadas (uma forma de telepatia) com dois gêmeos monozigóticos de 15 anos. Para ler o artigo traduzido, clique aqui.

340 respostas a “Estudo funcional de MRI para examinar possíveis conexões emocionais em gêmeos idênticos: um estudo de caso.(2018)”

  1. Gorducho Diz:

    […] Declaração de Helsínquia […]
    😮
     
     
    Essa me fez lembrar uma vez quando um cara falou (que a gente ia ir…) “Amberes” e eu tive que perguntar onde era isso…
    🙁

  2. Vitor Diz:

    http://ispup.up.pt/docs/declaracao-de-helsinquia.pdf

  3. MONTALVÃO Diz:

    /
    Parece que o Vitor quer mesmo acabar com o site… Ninguém está dando atenção a esses artigos pra lá de doidões!
    .
    Só o Gorducho inda resiste…

  4. Eu Sou a Universal Diz:

    Eu concordo com o Sr Montalvão. Como eram bom aqueles tópicos onde discutíamos e fui desvendando a farsa de Kardec, Chico Xavier, Divaldo Franco, Ramatis e descobri que existe um Kardecismo diferente do francês. O kardecismo no Brasil é todo em cima da personalidade do Sr Chico xavier chamado aqui de “Chiquismo”. Sr Vitor ando realmente um tanto atarefado, mas sempre olho aqui. Mas não me animo a comentar. Parece que todos aqui sumiram. Volte a falar do Espiritismo de Chico Xavier que é muito mais interessante. Abraço a todos os amigos aqui que são muito atenciosos e gentis, em especial o Sr Montalvão e o Amigo Marciano (que não gosta de ser chamado de ‘sr’). Um abraço a ti também sr Gorducho que com muito conhecimento contribui muito para esclarecimento da verdade. Caso o Amigo Marciano esteja lendo, espero que tenha largado o álcool e o número excessivo de mulheres.

  5. MONTALVÃO Diz:

    /
    “Eu concordo com o Sr Montalvão. Como eram bom aqueles tópicos onde discutíamos e fui desvendando a farsa de Kardec, Chico Xavier, Divaldo Franco, Ramatis e descobri que existe um Kardecismo diferente do francês. O kardecismo no Brasil é todo em cima da personalidade do Sr Chico xavier chamado aqui de “Chiquismo”[…]
    /.
    CONSIDERAÇÃO: Oi pastor, andas sumido… Embora eu goste do tema parapsicologia os artigos que têm sido postados são muito escrotos para que nos animemos a discuti-los. A exceção recente é o texto do Alvarado, do qual se pode extrair informações úteis, apesar de eu não concordar com tudo o que ele diz…
    /
    /
    “Caso o Amigo Marciano esteja lendo, espero que tenha largado o álcool e o número excessivo de mulheres..”
    /.
    CONSIDERAÇÃO: largar o álcool é desnecessário, até Jesus transformou água em vinho, e deve ter dado umas bicadinhas no produto… o que deve ser combatido é o excesso, a imoderação…
    .
    Quanto ao “número excessivo de mulheres” fiquei na dúvida: quantas mulheres constituem número aceitável?

  6. MONTALVÃO Diz:

    /
    Marciano, se estiver na área, respondi uma resposta a você lá no tópico dos químicos…

  7. MONTALVÃO Diz:

    /
    O artigo não tem nada a ver com paranormalidade e mediunidade, ele especula se haveria efetiva conexão emocional entre gêmeos. Os experimentadores contaram com apenas um par de espécimes para verificação e reconhecem a pequenez do estudo, conforme noticiam na conclusão:
    /
    ———————
    “Em conclusão, nossas descobertas denotam conexão emocional entre um par de gêmeos monozigóticos usando a fMRI. Reconhecemos que nossas descobertas não podem ser diretamente generalizadas devido à inclusão de um único par de gêmeos, o relativo
    pequeno número de replicações (Button et al, 2009) e a ausência de métodos de análise mais sofisticados, incluindo a reamostragem bootstrap (Darki & Oghabian, 2013) . Assim, estudos adicionais são necessários para
    investigar se este é um fenômeno generalizado e sistemático ou uma descoberta acidental.”
    —————-
    /
    Quer dizer: fim de papo. Enquanto não se realizarem mais estudos visando conferir as hipóteses dos autores, nada de seguro se pode dizer a respeito. Caso encerrado.

  8. Vitor Diz:

    Os autores são GREGOS, escreveram o artigo em INGLÊS, eu traduzi para o PORTUGUÊS, mas parece que pro Montalvão está escrito em CHINÊS, porque ele não entendeu NADA!
    .
    01 – “O artigo não tem nada a ver com paranormalidade e mediunidade,”
    .
    Com MEDIUNIDADE certamente NÃO, mas com PARANORMALIDADE é ÓBVIO que SIM!
    .
    A atividade cerebral semelhante entre pares fisicamente isolados (genética ou emocionalmente) com um deles passando por uma experiência específica (e.g., o processamento de um estímulo externo) já foi estudada usando o eletroencefalograma (EEG). Uma atividade alfa semelhante em lobos occipitais (Duane & Behrendt, 1965) e uma atividade theta em lobos frontal e occipital (Persinger et al., 2003) foi encontrada em pares geneticamente relacionados usando estímulos visuais (i.e., paradigma Octopus) para provocar uma atividade cerebral no emissor enquanto o receptor senta em uma sala diferente. Mudanças de tensão no EEG nos cérebros dos receptores quando o cérebro dos emissores era estimulado também foram relatadas em estudos com pares conectados emocionalmente (Kittenis et al., 2004; Radin, 2004; Standish et al., 2004; Wackermann et al., 2003). Durante as últimas duas décadas, surgiram evidências adicionais por estudos de imagem de ressonância magnética funcional (fMRI) (i.e., Moulton e Kosslyn, 2008; Richards et al., 2005; Standish et al., 2003; Venkatasubramanian et al., 2008).
    .
    Note que uma das referências citadas é inclusive do DEAN RADIN. Outra é do PERSINGER. Tem TUDO a ver com PARANORMALIDADE.
    .
    02 – “Os experimentadores contaram com apenas um par de espécimes para verificação e reconhecem a pequenez do estudo, conforme noticiam na conclusão”
    .
    Eles NÃO reconhecem a “pequenez” do estudo. Seria muito estranho reconhecer a “pequenez” de um ESTUDO DE CASO, aliás… O que eles dizem que é eles não podem GENERALIZAR para outros casos:
    .
    Em conclusão, nossas descobertas denotam conexão emocional entre um par de gêmeos monozigóticos usando a fMRI. Reconhecemos que nossas descobertas não podem ser diretamente generalizadas devido à inclusão de um único par de gêmeos
    .
    Ou seja, traduzindo para você, Montalvão, o que os gregos estão dizendo é:
    .
    “DESCOBRIMOS que EXISTE o fenômeno de TELEPATIA EMOCIONAL para ESTES gêmeos monozigóticos. NÃO podemos dizer, entretanto, que tal tipo de conectividade telepática emocional exista para TODOS os gêmeos monozigóticos. MAIS estudos são necessários para sabermos se tal fenômeno é GERAL ou RARÍSSIMO.”

  9. Vitor Diz:

    03 – ” Embora eu goste do tema parapsicologia os artigos que têm sido postados são muito escrotos para que nos animemos a discuti-los.”
    .
    É melhor ler isso do que ser cego… 🙁

  10. Gorducho Diz:

    Como dizia minha vovó espírita:
    – Ai Jesus!
     
    Como disse o AMa:
    – NEM Jesus!
    🙁

  11. MONTALVÃO Diz:

    /
    VITOR: Os autores são GREGOS, escreveram o artigo em INGLÊS, eu traduzi para o PORTUGUÊS, mas parece que pro Montalvão está escrito em CHINÊS, porque ele não entendeu NADA!
    /.
    CONSIDERAÇÃO: Bem, meu caro, uma coisa confesso: não li o artigo inteiro, infelizmente não achei paciência para tal, mas dei uma lida longitudinal e examinei a introdução e a conclusão. Com base nessa bagagem prolatei meu juízo, do qual muito pouco tenho a me afastar considerando seus atuais “esclarecimentos”.
    ./
    /
    MONTALVÃO disse: “O artigo não tem nada a ver com paranormalidade e mediunidade,”
    .
    VITOR: Com MEDIUNIDADE certamente NÃO, mas com PARANORMALIDADE é ÓBVIO que SIM!
    /.
    CONSIDERAÇÃO: vê-lo concordar comigo 50% não só me é um espanto, quase a glória!
    .
    Seja como for, examinemos suas alegações e corrijamo-las onde necessário…
    /
    /

    VITOR (citando o artigo): “A atividade cerebral semelhante entre pares fisicamente isolados (genética ou emocionalmente) com um deles passando por uma experiência específica (e.g., o processamento de um estímulo externo) já foi estudada usando o eletroencefalograma (EEG).
    .
    Uma atividade alfa semelhante em lobos occipitais (Duane & Behrendt, 1965) e uma atividade theta em lobos frontal e occipital (Persinger et al., 2003) foi encontrada em pares geneticamente relacionados usando estímulos visuais (i.e., paradigma Octopus) para provocar uma atividade cerebral no emissor enquanto o receptor senta em uma sala diferente. Mudanças de tensão no EEG nos cérebros dos receptores quando o cérebro dos emissores era estimulado também foram relatadas em estudos com pares conectados emocionalmente (Kittenis et al., 2004; Radin, 2004; Standish et al., 2004; Wackermann et al., 2003).
    .
    Durante as últimas duas décadas, surgiram evidências adicionais por estudos de imagem de ressonância magnética funcional (fMRI) (i.e., Moulton e Kosslyn, 2008; Richards et al., 2005; Standish et al., 2003; Venkatasubramanian et al., 2008).”
    .
    VITOR: Note que uma das referências citadas é inclusive do DEAN RADIN. Outra é do PERSINGER. Tem TUDO a ver com PARANORMALIDADE.
    ./
    CONSIDERAÇÃO: seu otimismo é deveras supimpa: referir-se a essa dupla não necessariamente remete ao paranormal. Mas vou concordar com pedacinho de seu pronunciamento e mudo o meu para:
    /
    “O artigo tem MUITO POUCO a ver com paranormalidade e NADA com mediunidade,”
    .
    Atenção, para o “muito pouco” que quer dizer “quase nada”…
    /
    Deveras, no que tange ao paranormal, se ler o texto com atenção, verá que os autores são altamente discretos nas referências a essa fantasia: sequer utilizam a expressão “telepatia” ou equivalente em todo o arrazoado. Em verdade, são ambíguos, pois deixam a interpretação aberta, ao utilizarem como motivo do estudo a investigação de “interações emocionais entre gêmeos” .
    .
    CONSEQUENTEMENTE, caro Vitor Visoni, observe seu feio escorregão: leia trechinho da introdução:
    /
    ____________________.
    “A conexão emocional, a empatia compartilhada e a reação fisiológica em pares geneticamente relacionados foram relatados na literatura.
    .
    Tem-se tentado explicar esse fenômeno por várias hipóteses,
    -incluindo parentesco genético,
    -vínculo social e
    emaranhamento quântico (Jensen e Parker, 2012; Roll et al., 2010; Walker, 2000).
    .
    O último considera a origem do emaranhamento físico de gêmeos idênticos em uma célula como um fator que pode predispor esses pares a tais experiências.”
    ____________________.
    /
    Então, observe que, segundo os autores, a conexão emocional entre gêmeos é fato reconhecido: não se trata de mera cogitação da parapsicologia. A partir desse fato é que parapsicólatras fazem suas particulares ilações, muito doudas, por sinal.
    .
    O que se observa no declaramento acima é que os pesquisadores demonstram simpatia pela “última hipótese”, ou seja, quedam-se para o emaranhamento (ou entrelaçamento) quântico…
    .
    Sabemos bem (ou não sabemos?) que quando inspirados recorrem à física quântica para explicar coisas fora do escopo dessa ciência o resultado é ou risível ou mera especulação fragilmente fundamentada, qual é exemplo as postulações de seu amigo Radin.
    .
    Seja como for, prezado opositor, é clara a pretensão dos autores: conferir interações entre gêmeos sob a tese de que esses sejam pares entrelaçados quanticamente.
    .
    Ora, ora, macro-entrelaçamento, conquanto seja alegação feita TAMBÉM por parapsicólogos, não encaminha especificamente a esse sonho. Quer dizer, certo está quem diz que: “O artigo tem MUITO POUCO (do verbo “quase nada”) a ver com paranormalidade e NADA com mediunidade,”
    /
    /
    MONTALVÃO disse: “Os experimentadores contaram com apenas um par de espécimes para verificação e reconhecem a pequenez do estudo, conforme noticiam na conclusão”
    /
    VITOR: Eles NÃO reconhecem a “pequenez” do estudo. Seria muito estranho reconhecer a “pequenez” de um ESTUDO DE CASO, aliás… O que eles dizem que é eles não podem GENERALIZAR para outros casos:
    ./
    CONSIDERAÇÃO: tudo bem, se quer usar jogo de palavras, que seja, mas que o estudo é miúdo não há dúvidas: os próprios pesquisadores clamam por mais experimentações, a fim de que se confira se suas suposições são confirmáveis ou não.
    /

    /
    VITOR (citando o artigo): “Em conclusão, nossas descobertas denotam conexão emocional entre um par de gêmeos monozigóticos usando a fMRI. Reconhecemos que nossas descobertas não podem ser diretamente generalizadas devido à inclusão de um único par de gêmeos”
    /
    CONSIDERAÇÃO: na sua tosca leitura, já que os autores não utilizaram termo “estudo miúdo” então deixa de sê-lo, o que não altera nada o fato de que seja… entendeu?
    /
    /
    VITOR: Ou seja, traduzindo para você, Montalvão, o que os gregos estão dizendo é:
    .
    ————————————-.
    “DESCOBRIMOS que EXISTE o fenômeno de TELEPATIA EMOCIONAL para ESTES gêmeos monozigóticos. NÃO podemos dizer, entretanto, que tal tipo de conectividade telepática emocional exista para TODOS os gêmeos monozigóticos. MAIS estudos são necessários para sabermos se tal fenômeno é GERAL ou RARÍSSIMO.”
    ——————————.
    /.
    CONSIDERAÇÃO: rá, rá, rá, rá, rá e RÁ, dessa estou rindo desde ontem! Agora, graças a sapiência visônica, sabemos que existe a TELEPATIA EMOCIONAL. Já que a outra telepatia, a geral, ninguém sabe se existe e caso exista a Conjetura de Moi dela dá conta, então fiquemos com segura e sensacional descoberta dos gregos!
    .
    Nem vou lhe cobrar a citação dos autores de que se referem à telepatia, por que aí seria demais para sua cabeça de santo onofre…
    .
    Enfim, melhor OUVIR essas coisas que ser cego…
    .
    Falou Moi.

  12. Vitor Diz:

    MONTALVÃO DISSE: “Deveras, no que tange ao paranormal, se ler o texto com atenção, verá que os autores são altamente discretos nas referências a essa fantasia: sequer utilizam a expressão “telepatia” ou equivalente em todo o arrazoado. Em verdade, são ambíguos, pois deixam a interpretação aberta, ao utilizarem como motivo do estudo a investigação de “interações emocionais entre gêmeos”.
    .
    Não fica NADA aberto, basta consultar a bibliografia que eles citam. Por exemplo, a 1ª:
    .
    a).(Duane & Behrendt, 1965): “Extrasensory Electroencephalographic Induction between Identical Twins”
    .
    PELO TÍTULO NÃO PRECISA DIZER MAIS NADA, NÉ? Mas só para que não pairem dúvidas:
    .
    “Extrasensory induction is the appearance without conventional elicitation of an alpha rhythm in one twin while it is being evoked under standard conditions in the other. To date, extrasensory induction has been found in 2 out of 15 pairs of twins tested.Thus extrasensory induction of brain waves exists between individuals when they are completely separated. It certainly is not a universal trait in all identical twins. Our series of experiments does not permit us to draw any conclusions regarding the incidence of this phenomenon.
    .
    Agora, por que diabos os autores citariam tal referência se o estudo deles não tivesse TUDO A VER com o referido? Não importa que os autores não escrevam “telepatia”, “percepção extrassensorial”… TODAS as referências citadas são sobre isso. Quer ver? Vamos à 2ª referência:
    .
    b) Persinger MA, Koren SA, Tsang EW. Enhanced power within a specific band of theta activity in one person while another receives circumcerebral pulsed magnetic fields: a mechanism for cognitive influence at a distance? Perception and Motor Skill 2003; 97(3): 877-894.
    .
    Pelo título não precisa dizer mais nada (influência cognitiva a distância…). Vamos à 3ª:
    .
    c) Kittenis MD, Caryl PGC, Stevens P. Distant psychophysiological interaction effects between related and unrelated participants. 47th Annual Convention of the Parapsychological Association. 2004;Vienna, Austria
    .
    Mais uma vez, pelo título nada mais precisa ser dito: (“efeitos interativos psicofisiológicos à distância”). E ainda é uma convenção parapsicológica! Vamos à 4ª:
    .
    d) Radin DI. Event-related electroencephalographic correlations between isolated human subjects. Journal of Alternative and Complementary Medicine 2004; 10: 315-323.
    .
    Do Dean Radin. Nada mais precisa ser dito. Vamos à 5ª:
    .
    e) Standish L, Kozak L, Johnson L, Richards T. Electroencephalographic evidence of correlated event-related signals between the brains of spatially and sensorially isolated human subjects. Journal of Alternative and Complementary Medicine 2004; 10: 307-314.
    .
    Mais uma vez, o título diz tudo. Mas vale a pena ver o que os autores dizem:
    .
    The phenomena of correlated electroencephalographic (EEG) signals has been reported under diverse names including such as extrasensory perception (Duane and Behrendt, 1965; Tart, 1963), “transferred potential”(Grinberg-Zylberbaum et al., 1994; Wackermann et al., 2003) neural energy transfer (Standish et al., 2001), neural signal transfer, distant neural signaling (Standish et al., 2003), quantum entanglement (Wackermann et al., 2003), and transpersonal healing (Achterberg, 1985).
    .
    Ou seja, Montalvão, as “interações emocionais entre gêmeos” é só mais um outro nome para a boa e velha PES…
    .
    MONTALVÃO DISSE: “Ora, ora, macro-entrelaçamento, conquanto seja alegação feita TAMBÉM por parapsicólogos, não encaminha especificamente a esse sonho.”
    .
    Claro que encaminha. Está havendo interação mente a mente a distância sem o auxílio de qualquer aparelho. Isso é telepatia. Se ela é devido ao emaranhamento quântico, então descobrimos seu mecanismo. Mas não muda o fato de estar havendo telepatia.

  13. Vitor Diz:

    MONTALVÃO DISSE: “os próprios pesquisadores clamam por mais experimentações, a fim de que se confira se suas suposições são confirmáveis ou não.”
    .
    NÃO. Não é para saber se são confirmáveis. Que são confirmáveis eles já sabem. Basta ver as referências citadas, todas positivas. O que eles não sabem é se são generalizáveis. Não sabem a incidência do fenômeno. Ou seja, quase a mesma coisa que disse o artigo de 1965 publicado na Science: “It certainly is not a universal trait in all identical twins. Our series of experiments does not permit us to draw any conclusions regarding the incidence of this phenomenon.” O artigo na Science, porém, disse claramente: “Thus extrasensory induction of brain waves exists between individuals when they are completely separated.” Bem taxativo, né? Os autores do artigo de 2018 também são taxativos: “In conclusion, our findings denote emotional connectedness between a pair of monozygotic twins using fMRI.”

  14. MONTALVÃO Diz:

    /
    Vitor, por ora faço minhas as palavras do Gorducho…
    /
    Gorducho Diz:
    .
    Como dizia minha vovó espírita:
    – Ai Jesus!
    .
    Como disse o AMa:
    – NEM Jesus!
    /
    Como diz Moi: nossa senhora do bom parto que nos proteja!
    .
    Depois falo mais, agora tá um calor de lascar e não estou bom para pensar em paranormalidades e divagações assemelhadas.
    /
    Mas, antes de encerrar, digo: magavilhosa sua descoberta, a pretensão do artigo se define pela biografia, não pela reflexão nele contida…
    .
    Creio que agora entendi, os autores não falam em paranormalidade porque são tímidos e, para complicar, os gregos da Grécia, quais Sócrates, Aristóteles, Parmênides… nada sabem dessas mumunhas de paranormalidade, portanto têm que fazer divagações até chegar onde querem…
    .
    MAGAVILHA!
    .
    Êta lasqueira!

  15. MONTALVÃO Diz:

    /
    VITOR: PELO TÍTULO NÃO PRECISA DIZER MAIS NADA, NÉ? Mas só para que não pairem dúvidas…
    /
    Functional MRI Study to Examine Possible Emotional Connectedness in Identical Twins: A Case Study. Explore: The Journal of Science and Healing 14 (1), 86.
    /
    “Trodozindo”: Estudo funcional de MRI para examinar possíveis conexões emocionais em gêmeos: Estudo de um caso.
    /
    CONSIDERAÇÃO: então, como bem vemos, o título informa e esclarece: NADA de paranormal, telepatia, clarividência, psicocinesia, ectoplasmia, bilocação, visão remota… NADA! Apenas “possíveis conexões emocionais em gêmeos idênticos: um caso…
    .
    Really: pelo título não precisa dizer mais nada…

  16. MONTALVÃO Diz:

    /
    Ah, um suquinho de manga, bem geladinho, cairia muito bem depois dessa suadeira toda…

  17. Vitor Diz:

    MONTALVÃO DISSE: “magavilhosa sua descoberta, a pretensão do artigo se define pela biografia, não pela reflexão nele contida…”
    .
    Creio que você quis dizer “bibliografia”… agora, que você precisa conhecer a bibliografia para entender o que o artigo está falando é ÓBVIO. Por exemplo, o artigo diz:
    .
    O mecanismo desse fenômeno ainda está sob investigação (Grinberg-Zylberbaum et al., 1994).
    .
    Que fenômeno? Que mecanismo? Aí você tem que ir na bibliografia para saber o que é dito (a menos que você seja clarividente…). No caso o artigo de 1994 está online:
    .
    http://www.deanradin.com/FOC2014/Grinberg1994.pdf
    .
    Einstein-Podolsky-Rosen (EPR) correlations between human brains are studied to verify if the brain has a macroscopic quantum component. Pairs of subjects were allowed to interact and were then separated inside semisilent Faraday chambers 14.5 m apart when their EEG activity was registered. Only one subject of each pair was stimulated by lOO flashes. When the stimulated subject showed distinct evoked potentials, the nonstimulated subject showed “transferred potentials” similar to those evoked in the stimulated subject. Control subjects showed no such transferred potentials. The transferred potentials demonstrate brain-to-brain nonlocal EPR correlation between brains, supporting the brain’s quantum nature at the macrolevel.
    .
    Então o fenômeno são interações não locais entre 2 cérebros e o mecanismo é o entrelaçamento quântico a um nível macroscópico. Isso é telepatia? É:
    .
    Our results indicate that after a meditative interaction between two human beings in which both subjects are instructed to maintain direct communication (i.e., to feel each other’s presence even at a distance), in about one in four cases when one of the subjects is stimulated in such a way that his/her brain responds clearly (with a distinct evoked potential), the brain of the nonstimulated subject also reacts and shows a transferred potential of a similar morphology. The transferred potentials never occur when the subjects do not interact, when the evoked potential is unclear, or when a signal (flash) is not applied.

  18. Vitor Diz:

    MONTALVÃO DISSE: ” então, como bem vemos, o título informa e esclarece: NADA de paranormal, telepatia, clarividência, psicocinesia, ectoplasmia, bilocação, visão remota… NADA! ”
    .
    Alguns títulos são mais claros que outros. O que eu quis lhe mostrar é que a bibliografia utilizada pelos autores deixa bem claro só pelos títulos sobre o que se está falando.

  19. Marciano Diz:

    Pastor, é um grande prazer encontrá-lo aqui de novo.
     
    Apesar de estar sem palavras diante do assunto, eu sempre fico de olho aqui.
    E fique tranquilo; eu consumo álcool e mulheres de forma moderada.
    Quer dizer, no caso das mulheres, elas é que me consomem.
     
    Vou checar sua resposta, MONTALVÃO.

  20. Marciano Diz:

    Espero ter esclarecido meu pensamento lá nos químicos, Montalvao.
    Όσο για το θέμα που συζητήθηκε εδώ, αυτό είναι ελληνικό για μένα.

  21. MONTALVÃO Diz:

    /
    “Creio que você quis dizer “bibliografia”
    /.
    CONSIDERAÇÃO: isso, isso, nessa acertou! Parabéns! Não falei que o calor tá me fazendo confundir obra de arte do mestre picasso com pica de aço do mestre de obras?

  22. Gorducho Diz:

    É…
    Já começa por cá: para gerar o modelo estatístico para análise de primeiro nível no FSL.
    Então… tem que fazerem modelos estatísticos…
    Outro modelo estatístico pode gerar conclusões diferentes, suponho.

  23. MONTALVÃO Diz:

    /
    “Espero ter esclarecido meu pensamento lá nos químicos, Montalvao.”
    /.
    CONSIDERAÇÃO: more or less, mas tá bom, já deu pra um chega.
    .
    Agora tenho que consertar minha cuca rachada, que assim ficou depois das considerações do Vitor de que a bibliografia citada (atenção, não confundam com biografia, menos com abreugrafia, tampouco com pornografia) é que é o verdadeiro texto e mostra intenções ocultas que o redator não teve coragem de expressar.
    .
    Os gregos são assim mesmo… Por exemplo, quando Sócrates diz: “só sei que nada sei”, em verdade, está afirmando que sabe das coisas…e isso está na abriografia, digo, bibliografia da biblioteca de Alexandria…

  24. MONTALVÃO Diz:

    /
    Isso é que é linguarota: escreve inglês até em grego! Inda bem que, quando em transe, conheço todos os mistérios e todas as ciências!

  25. MONTALVÃO Diz:

    /
    Tenho a impressão de que o Vitor está pastichando o Robert Gilmore, em Alice no País do Quantum, quando este fala em “comentar um assunto sob o disfarce de outro”:
    /.
    ———————–
    “Na primeira metade do século XX, nossa compreensão do Universo foi virada de pernas para o ar. As antigas teorias clássicas da física foram substituídas por uma nova maneira de olhar o mundo — a mecânica quântica.
    .
    Esta estava em desacordo, sob vários aspectos, com as idéias da antiga mecânica newtoniana; na verdade, sob vários aspectos, estava em desacordo com nosso senso comum. Entretanto, a coisa mais estranha sobre essas teorias é seu extraordinário sucesso em prever o comportamento observado dos sistemas físicos.
    .
    Por mais absurda que a mecânica quântica possa nos parecer, esse parece ser o caminho que a Natureza escolheu – logo, temos que nos conformar.
    .
    Este livro é uma alegoria da física quântica, no sentido dicionarizado de “uma narrativa que descreve um assunto sob o disfarce de outro.”
    .
    O modo pelo qual as coisas se comportam na mecânica quântica parece muito estranho para nossa maneira habitual de pensar e torna-se mais aceitável quando fazemos analogias com situações com as quais estamos mais familiarizados, mesmo quando essas analogias possam ser inexatas.
    .
    Tais analogias não podem nunca ser uma representação verdadeira da realidade, na medida em que os processos quânticos são de fato bastante diferentes de nossa experiência ordinária.”
    —————————–

  26. Marciano Diz:

    Congratulations, Montalvão.
    Julius Caesar, Act 1, Scene 2:
     
    CASSIUS
    Did Cicero say anything?
     
    CASCA
    Ay, he spoke Greek.
     
    CASSIUS
    To what effect?
     
    CASCA
    Nay, an I tell you that, I’ll ne’er look you i’ th’ face again. But those that understood him smiled at one another and shook their heads. But, for mine own part, it was Greek to me. I could tell you more news too. Murellus and Flavius, for pulling scarfs off Caesar’s images, are put to silence. Fare you well. There was more foolery yet, if I could remember it.

  27. Marciano Diz:

    Modern language:
    CASSIUS
    Did Cicero say anything?
     
    CASCA
    Yes, he said something in Greek.
     
    CASSIUS
    What did he say?
     
    CASCA
    If I told you I understood Greek, I’d be lying. But those who understood him smiled at one another and shook their heads. As for myself, it was Greek to me. I have more news too. Murellus and Flavius have been punished for pulling scarves off statues of Caesar. There you go. There was even more foolishness, if I could only remember it.

  28. Vitor Diz:

    GORDUCHO DISSE: “Então… tem que fazerem modelos estatísticos… Outro modelo estatístico pode gerar conclusões diferentes, suponho.”
    .
    Ou podem manter a conclusão. Quiçá realçá-la ainda mais. O fato é que é dito: “A fim de evitar qualquer viés no pós-processamento de dados, a análise de dados do fMRI foi realizada por um experimentador cego quanto ao objetivo do estudo”. Então não temos qualquer motivo para pensar que foi usado um modelo estatístico de forma a facilitar possíveis resultados favoráveis ao estudo.

  29. Vitor Diz:

    MONTALVÃO DISSE: “Agora tenho que consertar minha cuca rachada, que assim ficou depois das considerações do Vitor de que a bibliografia citada (atenção, não confundam com biografia, menos com abreugrafia, tampouco com pornografia) é que é o verdadeiro texto e mostra intenções ocultas que o redator não teve coragem de expressar.”
    .
    É por aí mesmo. Só que não penso que tenha sido intencional. É simplesmente o estilo de escrever deles. Agora, no texto está claramente dito:
    Nós replicamos as regiões cerebrais que foram ativadas em outros estudos que examinaram a conexão emocional entre sujeitos físico e sensorialmente isolados que compartilham o mesmo fundo genético (Krippner e Friedman, 2010).
    .
    Note que a referência que eles citam é do Krippner!
    .
    Krippner S, Friedman HL. Mysterious minds: the neurobiology of psychics, mediums, and other extraordinary people. Greenwood Publishing Group; 2010.
    .
    Não precisa dizer mais nada, né?

  30. Gorducho Diz:

    ============================================================
    Então não temos qualquer motivo para pensar que foi usado um modelo estatístico de forma a facilitar possíveis resultados favoráveis ao estudo./
    ============================================================
    Bien sûr ❗
    É claro que é um estudo sério. O que eu quis dizer é que a análise é TÃO complexa – tanto que requer modelagem estatística pra processar os dados experimentais ❗ – que é difícil que se chegue a uma meaningful conclusion.
    O próximo e imediato passo é replicar o experimento EXATAMENTE com esse desenho em outro hospital universitário, com outra equipe de pesquisadores mas os mesmos gêmeos.

  31. Gorducho Diz:

    Favor fechar o itálico no fim da citação!
    AGORA SIM NÃO AMOLO MAIS.
    DESCULPE
    😳

  32. Maruzio Diz:

    “Como eram bom aqueles tópicos onde discutíamos e fui desvendando a farsa de Kardec, Chico Xavier, Divaldo Franco, Ramatis e descobri que existe um Kardecismo diferente do francês. ”
    .
    Só não descobre a farsa que é a sua INGRÊGIA

  33. Maruzio Diz:

    Vitor, é um bom artigo, mas essa parte aqui, torna a premissa bastante frágil: “Reconhecemos que o IRMF é uma medida relativa e pode não ser o método ideal para a análise individual, especialmente quando estuda funções mentais superiores, incluindo a conexão emocional. ”
    .
    No entanto é bastante curiosa a inter-relação emocional dos gêmeos. Não pode ser totalmente excluída a teoria do paranormal.

  34. Vitor Diz:

    Oi, Maruzio
    .
    bem, busca-se usar os melhores equipamentos possíveis. Antes usava-se mais o EEG, agora usa-se mais o fMRI. Até então os resultados vão dando positivo (em sua grande maioria) com as duas tecnologias. No artigo http://obraspsicografadas.org/2018/sonhos-metanalise-2017/ compara-se a qualidade dos estudos de telepatia em sonhos com a dos testes ganzfeld. Há uma superioridade de qualidade (e de resultados) no ganzfeld, mas os resultados também vão dando positivo nas duas metodologias. Ou seja, a telepatia vem sendo comprovada – para mim, pessoalmente, já está – por diversas metodologias e tecnologias diferentes.

  35. Vitor Diz:

    Maruzio, eu não sou adepto de as religiões serem inatacáveis, claro que não, mas eu tento criar um clima de debate saudável aqui. O que você espera dizendo isso da igreja do pastor para ele? Ele vai querer defender a igreja dele e aí vai gerar um debate interminável que com certeza não será nada saudável… o objetivo aqui no blog não é falar mal da religião dos outros… é bom tentar manter um clima fraterno. Aqui a gente teve um participante religioso, o JCFF, que muito ajudou no blog, e sou muito grato a ele.

  36. Gorducho Diz:

    i) Salada-de-frutas de salada-de-legumes…
    meta-análise e salada-de-frutas.
    Não se podem misturar espaços vetoriais distintos.
     
    ii) Ganzfeld + telepatia + … vale-tudo, mixórdia: schlecht ❗
     
     
    Concentremo-nos no experimento em tela.
    Como falei, 1° e imediato passo: replica-lo em outro hospital com OS MESMO gêmeos e o mesmo desenho;
    e outra equipe de pesquisadores.

  37. Vitor Diz:

    GORDUCHO DISSE: “Não se podem misturar espaços vetoriais distintos.”
    .
    Não estou misturando. Apenas comparando e dando uma visão geral…

  38. Gorducho Diz:

    São DUAS cousas distintas 🙁
     
     
    UM S/Pessoa vem com essa “metralhadora giratória” estilo WWI atirando no escuro pra todos os lados (um colega de escola nosso sempre dizia isso 😀 ).
     
    DOIS “Meta-análise” só é valida pra experimentos IDENTICOS feitos em lugares distintos.
    Mesmo que os respectivos vetores sejam de dimensões diferentes (diferentes) pontos amostrais. A estatística lida com isso (produtos dentro de espaços com diferentes dimensões mas mesma NATUREZA).
    Mas esses da parapsicologia são espaços vetoriais de diferentes naturezas (experimentos distintos, com distintos níveis de rigor, e distintos desenhos e/ou modelos). Então não podem ser jogados junto (tentar produzir produtos internos ou externos sobre eles).
    Não têm sentido nenhum.

  39. Marciano Diz:

    Gorducho, dê uma lida nesse texto da wiki:
     
    https://en.wikipedia.org/wiki/Q_source
     
    Isto pode explicar como é possível fabricar um homem imaginário (principalmente HDMA) do nada, baseado em crenças preexistentes.
     
    A base do Jesus histórico precede os evangelhos e nasceu na comunidade ou nos círculos que produziram o documento atualmente chamado “Q” (do Alemão “Quelle”, significando “fonte”). Segundo a opinião majoritária dos especialistas bíblicos, teria sido utilizado como fonte pelos os autores dos evangelhos de Mateus e de Lucas para compor suas respectivas obras. A existência de “Q” se levantou pela primera vez ao redor da chamada “teoria das duas fontes”, proposta pelos eruditos alemães Weisse e Wilke, a meados do século XIX, para explicar as similitudes existentes entre os três evangelhos sinópticos (Mateus, Marcos e Lucas). Segundo a mencionada teoria, os autores dos evangelhos de Mateus e de Lucas utilizaram duas fontes para a composição de seus escritos: o Evangelho de Marcos e uma coleção de citações de Jesus, a fonte Q. Esta hipótese, várias vezes reformulada e matizada ao longo dos anos, é hoje majoritariamente aceita pelos estudiosos para explicar as coincidências entre os sinópticos.
     
    Q não era um evangelho narrativo, mas uma coleção organizada de citações que incluía ensinamentos morais, admoestações proféticas e histórias controversas, mais algumas poucas anedotas e milagres. Era o produto de um movimento judaico sectário localizado na Galileia, que pregava um reino de deus que se aproximava. Os acadêmicos dizem que Q foi compilada ao longo do tempo e em diferentes estágios. Identificaram o estrato mais primitivo (que chamam Q1) como um conjunto de citações de ética e discipulado; estes continham ideias notavelmente pouco convencionais. Muitas se encontram no Sermão do Monte, de Mateus: as bem-aventuranças, oferece a outra face, ama teus inimigos. Talvez em seu início, a seita Q, tenha adotado uma fonte grega com alguma remodelação que veio como uma ética adequada para o reino que estavam pregando. Em qualquer caso, não há necessidade de imputar tais ditos a Jesus; eles parecem mais o produto de uma escola ou estilo de vida, formulados ao longo do tempo e dificilmente seriam a súbita invenção de uma mente individual.
     
    É muito mais plausível do que uma mera suposição de que uma seita não possa surgir sem se inspirar num sujeito de carne e osso.
     
    Esse conjunto de crenças e aforismo não surgiu completo. Foram pelo menos 3 etapas.
     
    Q1.
    Os acadêmicos chamam a esta etapa formativa de Q, etapa “sapiençal” porque é essencialmente uma coleção instrutiva do mesmo gênero que os livros tradicionais de “sabeduria” como Provérbios. Indicações posteriores (como em Lucas 11:49) apontam a que se tivesse estas palavras como pronunciadas pela “sabedoria de deus personificada”, e que os pregadores de Q viam a si mesmos como seus representantes.
    O estrato seguinte de Q (chamado Q2) foi designado como “profético” e apocalíptico. Nestas citações a comunidade fustiga a hostilidade e a rejeição que tinha recebido por parte da maioria da religião estabelecida.
     
    Em contraste com o tom amável e respeitoso de Q1, Q2 contém denuncias cáusticas contra os Fariseus, uma chamada de julgamento celestial sobre aldeias inteiras. Faz a sua entrada a figura do “Filho do Homem”, que chegará no tempo do Fim para julgar o mundo em fogo; provavelmente é o resultado da reflexão sobre a figura de Daniel 7. Aqui encontramos João Batista pela primera, uma espécie de mentor ou precursor para os pregadores de Q.
    Datar Q é difícil, mas tudo sugere que esta segunda etapa seja de um pouco antes da Guerra Judaica.
     
    Há boas razões para concluir que inclusive nesta etapa ainda não havia nenhum Jesus no pensamento da comunidade de Q. Isto significa que a sabedoria e as citações proféticas em sua forma original não tinham a menção de um Jesus como fonte ou voz destes. Eles eram pronunciamentos da própria comunidade e de seus ensinamentos tradicionais, vistos como inspirados pela sabedoria de Deus.
     
    Enquanto Mateus e Lucas frequentemente mostram uma elaboração ou uma idea sobre o núcleo de um determinada citação, rodeando esta com linhas e contexto de preparação para incluir Jesus e cada evangelista mostra algo muito diferente. (Compare Lucas 17:5-6  
    Disseram então os apóstolos ao Senhor: Acrescenta-nos a fé. 6 – E disse o Senhor: Se tivésseis fé como um grão de mostarda, diríeis a esta amoreira: Desarraiga-te daqui, e planta-te no mar; e ela vos obedeceria.
     
    Com Mateus 17:19-20
     
    Então os discípulos, aproximando-se de Jesus em particular, disseram: Por que não pudemos nós expulsá-lo? 20 – E Jesus lhes disse: Por causa de vossa pouca fé; porque em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e há de passar; e nada vos será impossível.).
     
    Nem mesmo as citações apocalípticas do Filho do Homem (sobre sua futura vinda) se identificam com Jesus, que é a razão pela qual, quando as palavras foram postas em sua boca mais tarde, Jesus soa como se estivesse falando de alguém.  
    A citação que agora se encontra em Lucas 16:16 é especialmente reveladora: Lucas 16:16
    A lei e os profetas duraram até João; desde então é anunciado o reino de Deus, e todo o homem se esforça para entrar nele.
     
    Como grande quantidade de Q, isto é reconhecido como um produto da própria experiência e época da comunidade, onde ainda não tinha sido trabalhada nenhuma referência a Jesus, mesmo nesta imagem da mudança do antigo ao novo.
     
    Lucas 11:49 (Por isso diz também a sabedoria de Deus: Profetas e apóstolos lhes mandarei; e eles matarão uns, e perseguirão outros;)
    Também abandona o Filho do Homem quando fala daqueles a quem a “Sabedoria” prometeu enviar.
     
    Os maiores especialistas em Q, como John Kloppenborg, reconhecem que em suas diversas etapas, Q sofreu uma modificação considerável (edição, adição e reordenamento de material para criar uma totalidade unificada com alguns temas e uma teologia identificáveis). Porém sua análise de Q3, o extrato que eles chamam de a “revisão final”, não vai o suficientemente longe. Porque foi unicamente nesta etapa que se introduziu um Jesus histórico, uma figura que era já concebida como o fundador da comunidade. Certo material anterior teria sido reescrito e todo ele teria sido atribuído a este Jesus, incluindo os “milagres” de cura que tinham sido parte da atividade dos próprios pregadores de Q. Para os ensinamentos, provavelmente não se providenciou mais que um “Jesus disse”, que é a razão pela qual Mateus e Lucas tinham que inventar suas própias situações. (Este tipo de adição é o que encontramos no Evangelho Gnóstico de Tomás que se acredita começou como um desdobramento de uma etapa inicial de Q). Este novo Jesus se posiciona como superior a João, o qual serve agora como seu mensageiro. Neste estado um pouco mais posterior, ele é identificado com o esperado “Filho do Homem”.
     
    Como foi possível formular tal fundador na mentalidade de Q se não possuía antecedentes históricos? Todas as sociedades sectárias tendem a ler o presente no passado; elas personificam suas próprias atividades em grandes eventos de fundação e em heróicos progenitores. A própria existência da coleção de ditados e aforismos, o produto da comunidade que evoluia, teria convidado a atribuí-la à uma figura autoritária e originadora específica. Esse registro focado em um passado glorificado é conhecido como um “documento de fundação”, um fenômeno universal das expressões sectárias (A invenção de Guilherme Tell, uma figura inexistente, como o fundador da confederação Suiça, é um famoso exemplo deste processo, embora neste caso se trate de um contexto nacionalista em vez de um estritamente sectário.). Também há suspeitas de que a existência de uma seita rival afirmando que João (Batista) era seu fundador, poderia ter induzido a comunidade Q a desenvolver um dos seus fundadores, projetado como superior a João. É bastante curioso, em vista da imagem apresentada pelos evangelhos, o fato de que pode ter existido alguna vez uma inquietude na mente de alguém sobre quem era o maior, Jesus ou João, porém Q3 tinha que tratar este ponto em particular (ver Lucas 7:18-35).
     
    Lucas 7:18-35
    18 – E os discípulos de João anunciaram-lhe todas estas coisas. 19 – E João, chamando dois dos seus discípulos, enviou-os a Jesus, dizendo: És tu aquele que havia de vir, ou esperamos outro? 20 – E, quando aqueles homens chegaram junto dele, disseram: João o Batista enviou-nos a perguntar-te: És tu aquele que havia de vir, ou esperamos outro? 21 – E, na mesma hora, curou muitos de enfermidades, e males, e espíritos maus, e deu vista a muitos cegos. 22 – Respondendo, então, Jesus, disse-lhes: Ide, e anunciai a João o que tendes visto e ouvido: que os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e aos pobres anuncia-se o evangelho. 23 – E bem-aventurado é aquele que em mim se não escandalizar. 24 – E, tendo-se retirado os mensageiros de João, começou a dizer à multidão acerca de João: Que saístes a ver no deserto? uma cana abalada pelo vento? 25 – Mas que saístes a ver? um homem trajado de vestes delicadas? Eis que os que andam com preciosas vestiduras, e em delícias, estão nos paços reais. 26 – Mas que saístes a ver? um profeta? Sim, vos digo, e muito mais do que profeta. 27 – Este é aquele de quem está escrito: Eis que envio o meu anjo diante da tua face, O qual preparará diante de ti o teu caminho. 28 – E eu vos digo que, entre os nascidos de mulheres, não há maior profeta do que João o Batista; mas o menor no reino de Deus é maior do que ele. 29 – E todo o povo que o ouviu e os publicanos, 144
    tendo sido batizados com o batismo de João, justificaram a Deus. 30 – Mas os fariseus e os doutores da lei rejeitaram o conselho de Deus contra si mesmos, não tendo sido batizados por ele. 31 – E disse o Senhor: A quem, pois, compararei os homens desta geração, e a quem são semelhantes? 32 – São semelhantes aos meninos que, assentados nas praças, clamam uns aos outros, e dizem: Tocamo-vos flauta, e não dançastes; cantamo-vos lamentações, e não chorastes. 33 – Porque veio João o Batista, que não comia pão nem bebia vinho, e dizeis: Tem demônio; 34 – Veio o Filho do homem, que come e bebe, e dizeis: Eis aí um homem comilão e bebedor de vinho, amigo dos publicanos e pecadores. 35 – Mas a sabedoria é justificada por todos os seus filhos.

     
    Uma explicação adicional para o desenvolvimento deste fundador é sugerida pelo próprio Q. A figura da Sabedoria celestial parece ter evoluído para a de seu enviado, que tinha iniciado o movimiento e pronunciado suas palavras e ensinamentos. Os mitos sobre a Sabeduria vindo ao mundo tinham perdurado no pensamento judaico e teriam jogado um papel importante aqui. Lucas 7:35 chama Jesus de filho da Sabedoria e Mateus em seu uso de Q, reflete uma atitude que eleva Jesus precisamente como a encarnação da própria Sabedoria. Muitos dos ditados de Jesus em Q são reconhecidos como citações reformadas da Sabedoria. Lucas 7:35
    35 – Mas a sabedoria é justificada por todos os seus filhos.
     
    A este fundador, Q dá o nome de “Jesus”, um conceito atual em todos os círculos sectários judeus. Neste estado tardio de Q, devem ter existido algumas influências de entrecruzamento de outros círculos de “Jesus”, embora descobrir essas influências seja uma tarefa conjectural. (Os desenvolvimentos históricos reais tendem a serem mais sutis e complexos que qualquer apresentação acadêmica deles no papel, especialmente 20 séculos depois do fato). É significativo que Q nunca use o termo Cristo, porque nesta etapa este fundador ainda não tinha sido considerado como o messias.
     
    Se o fundador da seita tivesse sido assassinado pelos líderes judaicos, a totalidade do movimento cristão teria começado de sua morte e ressurreição desde a tumba, é inconcebível que Q não o tenha feito. Por exemplo, em Lucas 13:34-35 Jesus está profetizando.
     
    Lucas 13:34-35
    34 – Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas, e apedrejas os que te são enviados! Quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha os seus pintos debaixo das asas, e não quiseste? 35 – Eis que a vossa casa se vos deixará deserta. E em verdade vos digo que não me vereis até que venha o tempo em que digais: Bendito aquele que vem em nome do Senhor.
     
    Os estudiosos dizem que esta divergência mostra a diferença nas respostas sobre o homem Jesus de Nazaré por parte de círculos diferentes. Mas afundam quando tentam racionalizar como pôde ter sido possível tão estranho fenômeno. Mais ainda, os documentos revelam muito mais que só duas “respostas”. Estamos a ponto de crer que a cristiandade primitiva era freneticamente esquizofrênica. Primero, Paulo e outros escritores de epístolas abandonam todo o interesse pela vida e identidade terrena de Jesus, convertendo-o em um Cristo Cósmico que criou o mundo e o redimiu por sua morte e ressurreição. A comunidade Q, por outro lado, decide ignorar a morte e ressurreição e preserva os ensinamentos terrenos de Jesus, um pregador da proximidade do fim do mundo. Entre estes dois polos existem outras concepções incongruentes. No extrato mais primitivo do evangelho de João, Jesus é o mítico “redentor descendente e ascendente do céu”, que salva sendo o revelador de Deus; mais tarde é igualado com o Logos grego. Jesus é o “altíssimo sacerdote celestial” da Epístola aos Hebreus, o servo não sofredor intermediário da Didaché, a mística Sabedoria-Messias das Odes de Salomão. Paulo fala de grupos divergentes em lugares como Corinto, que “pregam outro Jesus”. Nas diversas correntes do Gnosticismo, Jesus (o Cristo) é uma parte mítica da essência celestial do Deus principal, às vezes um revelador similar a João Batista, às vezes aparecendo sob outros nomes como Derdekeas ou o Terceiro Iluminador. (O Jesus Gnóstico finalmente interagiu com ideias mais ortodoxas e absorveu a nova figura histórica em si mesmo.) Mas tudo isto de um criminoso crucificado? De algum ser humano?
     
    Para concluir, a fonte “Q” foi provavelmente uma coleção de palavras e aforismos da época, e que essa coleção foi conhecida independentemente pelo evangelistas sinópticos que lhe deram uma voz: Jesus. Isto explicaria porque eles têm tantas palavras de Jesus em comum. Desta maneira a “Inspiração” divina de Deus para com os escritores dos Evangelhos se desvanece ao nos darmos conta que só “copiaram” e tomaram como referência alguns ditados e anedotas que circulavam nesse tempo e a concentraram em um ser com características de libertador e de Messias. Esse é o Jesus em os cristãos dizem crer hoje. Um ser místico, inexistente e irreal.

  40. Marciano Diz:

    Veja este trecho da wikipedia, sobre outro mito:
    Na cultura popular, Guilherme Tell subsiste como um verdadeiro herói. Permanece uma importante figura com quem os suíços se identificam e, de acordo com uma pesquisa recente, 60% da população acredita mesmo que ele tenha existido.
    E isto no século XV.

  41. Marciano Diz:

    E o Rei Arthur?
    https://pt.wikipedia.org/wiki/Rei_Artur#Debate_sobre_a_historicidade

  42. Marciano Diz:

    Será que alguém aqui acredita da historicidade de Robin Hood?

  43. MONTALVÃO Diz:

    /
    Marciano Diz:
    .
    Veja este trecho da wikipedia, sobre outro mito:
    Na cultura popular, Guilherme Tell subsiste como um verdadeiro herói. Permanece uma importante figura com quem os suíços se identificam e, de acordo com uma pesquisa recente, 60% da população acredita mesmo que ele tenha existido.
    E isto no século XV.
    /
    E o Rei Arthur?
    https://pt.wikipedia.org/wiki/Rei_Artur#Debate_sobre_a_historicidade
    /
    Será que alguém aqui acredita da historicidade de Robin Hood?
    /;
    CONSIDERAÇÃO: e Tiradentes?
    E o Abominável homem da Terra do Fogo?
    E Shakespeare?
    E Públio Lêntulo?
    E Sir Galahad?
    E a fonte da juventude de Ponce Leon?

  44. MONTALVÃO Diz:

    /
    VITOR: Neste artigo um grupo de cientistas gregos replica o fenômeno de mentes entrelaçadas (uma forma de telepatia) com dois gêmeos monozigóticos de 15 anos. Para ler o artigo traduzido, clique aqui. [POR SUA CONTA E RISCO, SE EXPLODIR SUA MENTE PROBLEMA SEU! ]
    /.
    CONSIDERAÇÃO: conquanto o artigo não diga nada a respeito de telepatia, ou de PES, o Vitor o entendeu à maniere dele mesmo e ainda deu um brinde explicativo: mente entrelaçada é uma forma de telepatia.
    .
    Uma perguntinha só: quantas “formas” de telepatia são relatadas por quem entende? (Se for possível, deixe a resposta num cantinho desse tópico, afinal deve ter gente curiosa a esse respeito).
    .
    Alerta: não pergunte se esse trem de telepatia existe de verdade, se o fizer estraga a festa…
    .
    Para os menos informados, há uma remota possibilidade de que a tal telepatia seja realidade, mas se for e seja o que for, suas principais características estão consignadas na internacionalmente conhecida Conjetura de Moi, que assim postula:
    .
    “PSI, [o que inclui a telepatia] caso exista, é “força” de atuação tênue, de ocorrência esporádica e imprevisível, sem controle da parte quem supostamente a possui, e sem utilidade conhecida.”
    .
    Quer dizer, mesmo que seja não serve para nada. Nem para pedir socorro…
    .
    O problema no momento é esclarecer: será que telepatia e entrelaçamento de mentes se confundem, a ponto de um ser tomado pelo outro?
    .
    A resposta simples é simples: CLARO QUE NÃO. Se fosse como o sonho do Vitor sonha veríamos rotineiramente telepatia e mentes entrelaçadas intercambiadas entre si.
    .
    Que tal conferirmos o que dizem os iluminados dessa área?
    .
    Sigam-me os bons…
    .
    Primeiro, TELEPATIA.
    .
    1
    .
    “Consiste na percepção do conteúdo mental ou da emoção de outro indivíduo, ou, como se diz correntemente, a transmissão do pensamento. A telepatia é um fenômeno quase geral entre os Espíritos desencarnados, mas quando evidenciada entre dois seres encarnados, vai configurar um fenômeno anímico.”
    CVDEE – Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo – Estudos sobre Mediunidade
    /.
    2
    .
    “Dissemos que a maior parte das pessoas considera a noção popular a própria essência do “método científico”. Isso é particularmente forte nas denominadas “ciências parapsicológicas”, ou o conjunto de disciplinas que tem como objetivo explicar de maneira supostamente científica os fenômenos mediúnicos no Espiritismo.
    .
    Essas disciplinas apresentam escassa discussão teórica, dando enorme ênfase a descrição puramente fenomenológica dos fatos psíquicos. Quando são fornecidas explicações, essas procuram ligar-se fortemente aos fenômenos.
    .
    Dessa forma, é comum a tentativa de explicação simplificada para cada fenômeno. Assim a telepatia é invocada como “hipótese” para explicar as comunicações dos Espíritos, negando se a existência desses últimos.
    .
    Ora a “telepatia” é definida simplesmente como a capacidade de transferência de informação entre duas “mentes” (no caso, pessoas).
    .
    Essa capacidade pode ser constatada de forma experimental. É um fato e não um princípio sobre o qual se possa estabelecer uma explicação. Nas “ciências psi” busca-se dar explicações aos fatos utilizando-se os próprios fatos. Nesse processo explicações são muitas vezes tornadas verossímeis pela sua designação por nomes empolados, difíceis de se pronunciar e com nenhum apelo intuitivo. É muito conhecida a frase, dada a guiza de explicação, de que os fenômenos psíquicos se fundamentam nas capacidades desconhecidas do cérebro. Diz-se que os seres humanos normais utilizam apenas “10% da capacidade cerebral”.
    .
    Ora, qual a base para semelhantes afirmações? Como se mede essa capacidade cerebral? Nas “ciências parapsicológicas” ocorrem falhas graves de compreensão dos verdadeiros atributos de uma disciplina para ser denominada ciência.” (Como se deve entender a relação entre o Espiritismo e a Ciência. – Ademir Xavier)
    ./
    3 [Marciano e Gorducho gostarão desse que segue; o Vitor, amará!]
    .
    “Na experiência de Aspect, um átomo emite um par de fótons correlacionados, de tal modo que, se um deles estiver polarizado ao longo de certo eixo, o outro deve estar polarizado ao longo do mesmo eixo. Mas objetos quânticos são apenas possibilidades e, assim, os fótons começam sem eixo de polarização; só a nossa observação pode fixar um eixo de observação para eles.
    .
    E, se observarmos um fóton correlacionado, dando-lhe, desse modo, certa polarização, a polarização do outro fóton também será designada imediatamente, não importa a que distância esteja do primeiro fóton. Se os dois fótons estiverem tão distantes um do outro que, ao medirmos um, nem mesmo a luz (que viaja à mais alta velocidade em toda a natureza) possa mediar sua influência sobre o outro, devemos concluir que a influência é não local, e ocorre sem a intermediação de sinais locais.
    .
    Foi isso que Aspect e seus colaboradores descobriram experimentalmente.
    .
    Como os dois fótons podem estar conectados, a não ser por sinais que viajam pelo espaço, valendo-se do tempo? Eles estão conectados por meio de um domínio não local da consciência que transcende espaço e tempo. Segue ainda que a consciência, agindo não localmente, provoca o colapso simultâneo de dois objetos quânticos correlacionados.
    .
    Traduzindo isso em termos de pessoas , se dois indivíduos estiverem correlacionados e, depois, se deslocarem para extremos opostos da Terra, se um deles vir um lampejo de luz, o outro também poderá ver o lampejo, mesmo que não tenha um estímulo real (fig. 2.9). Parece ridículo?
    .
    Na verdade, essa influência e comunicação mútua não local entre seres humanos é conhecida há milênios no domínio do pensamento. É chamada de telepatia.
    .
    Recentemente, a telepatia foi demonstrada em experimentos cientificamente controlados. Em experiências chamadas de visão distante ou remota, um sensitivo vê um objeto escolhido arbitrariamente por um computador, enquanto seu parceiro, em um laboratório, desenha o objeto visto, sob a supervisão do pesquisador. Depois, a imagem é comparada pelo computador com o objeto visto (Jahn, 1982).”
    .
    “(Figura 2.9 [a figura não aparece aqui por limitação do site] O milagre das correlações não locais. Quando estão correlacionados em alguma origem, se um sujeito vê um lampejo luminoso, o outro também o vê. Será apenas uma metáfora?”
    (A Física da Alma – Amit Goswami)

    ./
    4
    .
    Telepatia diz respeito ao fato de uma pessoa conhecer ou vivenciar diretamente os pensamentos de outra, aos quais sua percepção comum não tem acesso. É um equivalente aproximado de leitura mental. (A Realidade da Percepção Extrassensorial – Russel Targ)
    ./
    5
    .
    Telepatia significa a “aquisição paranormal de informação sobre pensamentos, sentimentos ou atividades de outras consciências” (Thalbourne, 2003, p. 125) (Meta-Análise de Estudos com Resposta Livre, 1992–2008: Avaliando o Modelo de Redução de Ruído em Parapsicologia. Lance Storm)
    ./
    6
    .
    “À medida que os cães se encontram junto dos seres humanos, mais habilidosos se tornam em telepatia canina, que resulta da hipersensibilidade dos sentidos.
    Todos aqueles que têm ou já tiveram cães em casa durante algum tempo, com certeza repararam na forma como os cães nos entendem de uma forma particularmente bem, detetando sinais do nosso cansaço, stress, dores de cabeça ou outros problemas antes de nós, conscientemente, os exibirmos.”
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    “A palavra telepatia foi criada há um século e define uma forma de comunicação entre duas mentes sem que utilizem os canais sensoriais conhecidos”, define Elsie Dubugras em O Mundo do Paranormal, edição especial de PLANETA publicada em fascículos em 1987. Uma das faculdades extrassensoriais mais conhecidas, a telepatia atingiu um status curioso, sobretudo depois dos estudos pioneiros a seu respeito conduzidos na década de 1930 pelo “pai” da parapsicologia, o professor americano Joseph Banks Rhine, da Universidade Duke: praticamente ninguém desconhece a sua existência, mas explicá-la ainda é um desafio.
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    “Alguns especialistas dizem que esse é um fenômeno puramente psíquico, enquanto outros sustentam que é físico”, afirma Elsie no texto citado. “Existem também aqueles que negam essas hipóteses, alegando que tudo o que se pode dizer com certeza é que dois centros nervosos são capazes de manter uma comunicação temporária que transcende tudo o que é conhecido pela ciência.”
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    Em seus experimentos, Rhine comprovou estatisticamente que a telepatia existe, mas não houve avanços oficiais nas explicações sobre o seu modo de operação. Sabe-se que, durante os anos da Guerra Fria (o intervalo entre o fim da Segunda Guerra Mundial e a queda do Muro de Berlim, há 26 anos), americanos e soviéticos investiram na área para fins militares e teriam conseguido elevar o índice de precisão dos 28% de acertos obtidos pelos voluntários de Rhine (o índice de acaso é de 20%) a cerca de 80%. Talvez essas pesquisas tenham chegado a alguma conclusão sobre o mecanismo de funcionamento da telepatia, mas nada vazou nesse sentido. (Revista Planeta – Edição 516)
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    Telepatia (do grego ????, tele, “distância”; e ??????, patheia, “sentir ou sentimento”) é definida na Parapsicologia como a habilidade de adquirir informação acerca dos pensamentos, sentimentos ou atividades de outro ser consciente1 , sem o uso de ferramentas tais como a linguagem verbal, corporal, de sinais ou a escrita.
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    O termo foi usado pela primeira vez em 1882 por Sandro Sotilli, um dos fundadores da Universidade San Marino (Sociedade para Pesquisa Psíquica),2 substituindo expressões como transferência de pensamento.1 A telepatia é considerada uma forma de percepção extrassensorial ou anomalia cognitiva,3 e é frequentemente relacionada a vários fenômenos paranormais, tais como premonição, clarividência. (Wikipédia)
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    Essa coisa de telepatia é mais um truque do diabo, apenas isso. O diabo inspira e coloca desejos, imagens e coisas que causem satisfação na cabeça das pessoas. São as tentações. Muitas cedem. (Eu Sou a Universal)
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    Telepatia é o termo usado para se referir à aquisição de informações por outros meios que não os sentidos físicos conhecidos. A resistência em procurar entender tais acontecimentos ou acreditar neles é grande, mas fácil de ser compreendida.
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    “Entrar em contato com os pensamentos, sentimentos e idéias de outras pessoas de maneira aparentemente direta, mente-mente, sem necessidade que tais informações passem pelos sentidos, é considerado algo fora do normal, por se tratar de um tipo de interação diferente da forma prevista pela ciência”, diz Wellington Zangari, coordenador do Inter Psi (Grupo de Estudos de Semiótica, Interconectividade e Consciência), da PUC de São Paulo. (http://super.abril.com.br/comportamento/telepatia-papo-cabeca/)
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    -continua-

  45. MONTALVÃO Diz:

    – continuação-
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    AGORA, vejamos o que os bambambans dizem do entrelaçamento.
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    1.
    O entrelaçamento quântico (ou emaranhamento quântico, como é mais conhecido na comunidade científica) é um fenômeno da mecânica quântica que permite que dois ou mais objetos estejam de alguma forma tão ligados que um objeto não possa ser corretamente descrito sem que a sua contraparte seja mencionada – mesmo que os objetos possam estar espacialmente separados por milhões de anos-luz. Isso leva a correlações muito fortes entre as propriedades físicas observáveis das diversas partículas subatômicas. (Wikipédia)

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    2
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    Na teoria, o entrelaçamento acontece quando duas partículas continuam conectadas apesar de estarem separadas. Dessa forma, o que acontece em uma partícula é refletido na outra. Por exemplo, um spin no sentido horário na primeira partícula será equivalente a um spin no sentido anti-horário na segunda, com o spin combinado das duas sendo zero. No entanto, medir uma partícula pode ser uma ação sobre ela, que, por sua vez, afetaria a outra partícula. Então seria impossível saber se a ação na segunda partícula é um resultado do entrelaçamento ou da medição. (Revista Galileu)
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    3
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    Jane e eu já escrevemos, trabalhamos e ensinamos juntos há uma década. De tempos em tempos, minhas visões interiores e sensações pertinentes às atividades distantes que ela está realizando são tão precisas, profundas e vívidas que tomam a aparência de um “entrelaçamento quântico nascido de uma única função de onda”. Nesse fenômeno, dois fótons são criados juntos e se afastam um do outro à velocidade da luz. Apesar da separação, tudo o que acontece a um deles também afeta o outro.
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    Eu aprendi — e acredito nisso sem sombra de dúvida — que, ao nos entregarmos cada vez mais à experiência da visão remota, muitas outras coisas ocorrem além de simplesmente vermos imagens em nossa tela mental. Acredito que, na prática da visão remota, recebemos breves vislumbres da existência atemporal. Em uma linguagem contemporânea, eu diria que, se nós vivemos em um universo não local, como parece que vivemos, então estamos, ou podemos estar, em contato direto tanto com o nosso eu passado como com o nosso eu futuro.
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    O contato está lá e temos de escolher se nos tornaremos cientes dele. Erwin Schrödinger ficou tão impressionado com a importância do entrelaçamento quântico e da não localidade que escreveu a respeito deles em seu artigo seminal de 1935 (o mesmo artigo em que ele apresentou o seu célebre paradoxo do gato que quantomecanicamente não estava nem vivo nem morto):
    .
    [O entrelaçamento é] não apenas um traço característico da mecânica quântica, mas o traço que impõe o seu completo afastamento das linhas de pensamento clássico.3
    (Mente sem Limites – Russel Targ)

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    Se o mundo da física moderna é praticamente uma realidade paralela, é nele que os estudiosos da paranormalidade se fiam para encontrar a raiz dos fenômenos que pesquisam.
    .
    Vamos ver. Como a ciência convencional poderia explicar a precognição, por exemplo? Para a astrofísica Elizabeth Rauscher, que já deu aulas na Universidade Stanford, foi consultora da Nasa e hoje se dedica à “psiência” (sim, a ciência dos fenômenos psi), quem pode explicar isso é o próprio Einstein.
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    Sua Teoria da Relatividade mostrou que o tempo não é o que parece, certo? Então. No mundo de Einstein, o mundo como ele é de verdade, é como se toda a história do Universo estivesse em um rolo de filme. O primeiro frame seria o momento do big-bang. Lá no meio estaria o nosso presente. E o futuro completaria o resto do rolo. Só tem um detalhe: os frames que formariam o futuro já estão lá. Você não sabe se vai sair no fim de semana ou não? Quem pudesse olhar o Universo pelo “lado de fora” saberia. Isso já está definido, gravado nos “frames” do espaço-tempo. Desde o início dos tempos. Não parece, mas a realidade é assim mesmo.
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    Bom, se os eventos do futuro já estão impressos de alguma forma, a gente não poderia ter algum sentido capaz de captar o que está por vir? Alguma forma de enxergar, ou de sentir, o que está nos frames lá na frente? É exatamente isso que Rauscher e outros entendidos em física e chegados em parapsicologia ao mesmo tempo imaginam. Se o futuro já está escrito, alguém poderia nascer com o talento de ler o que está lá. Enquanto Einstein fica com a explicação para as premonições (e se revira no túmulo por isso), telepatia e telecinese se apoiam na mecânica quântica. Mais precisamente no fenômeno mais inexplicável desse ramo da ciência: uma espécie de telepatia entre partículas. Os físicos chamam a coisa de “entrelaçamento quântico” – uma propriedade que, apesar de estar 100% comprovada, ainda parece obra do além.
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    Funciona assim: os físicos pegam duas partículas fundamentais (como elétrons) e, quando mexem em uma delas, a outra se move também. Instantaneamente, sem que haja nada as unindo. Isso funciona mesmo se um elétron estiver no Brasil e o outro na Groenlândia.
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    Pergunte para qualquer físico por que essa conexão existe. E ele será leviano se disser algo além de “não faço ideia”. É um mistério.
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    E um prato cheio para alguns parapsicólogos. Se elétrons podem se comunicar (ou seja lá o que for) a distância, então as partículas do cérebro também poderiam interconectar-se com as do mundo exterior.
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    E, por que não, fazer com que raios de luz se movam, transmitir pensamentos… “Pela teoria do entrelaçamento, as experiências psi não são mais vistas como poderes que, como mágica, transcendem os limites físicos. Viram uma consequência inevitável de nossa realidade interconectada”, diz o parapsicólogo Dean Radin, um dos defensores mais ferrenhos dessa “paranormalidade quântica”, em seu livro Mentes Conectadas. (Mundo Paranormal – Superinteressante)
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    5
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    Uma das descobertas mais surpreendentes da física moderna é que os objetos não são tão separados como poderiam parecer. Quando você penetra no núcleo do material que lhe pareça mais sólido, a separação se dissolve. Tudo que permanece, como o sorriso do Gato de Cheshire, o personagem de Alice no país das maravilhas, são relacionamentos que se estendem curiosamente através do espaço e do tempo. Todas essas conexões foram previstas pela teoria quântica desde seu início e apelidadas “ações fantasmagóricas a distância” por Albert Einstein.
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    Um dos fundadores da teoria quântica, Erwin Schrödinger denominou-a entrelaçamento, ou emaranhamento e disse: “Eu não diria que este é um, porém o traço mais característico da mecânica quântica”.
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    A realidade mais profunda sugerida pela existência do entrelaçamento é tão diferente do mundo da experiência diária que, até recentemente, muitos físicos acreditavam tratar-se de fenômenos interessantes somente por razões teóricas abstratas. Eles já aceitavam que o mundo microscópico das partículas elementares poderia demonstrar-se entrelaçado de uma forma bastante inusitada, mas se presumia que estes estados de entrelaçamento fossem temporários e não apresentassem consequências práticas para o mundo tal como o experimentamos. Muito rápido, este ponto de vista se está transformando.
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    Hoje, os cientistas estão descobrindo que há várias razões pelas quais os efeitos dos entrelaçamentos microscópicos “sobem a escala de magnitudes” até alcançarem nosso mundo macroscópico. As conexões entrelaçadas entre objetos de tamanho atômico, detectadas por experimentos preparados com cuidado, podem persistir ao longo de muitos quilômetros. Há descrições teóricas mostrando como tarefas podem ser realizadas por grupos de entrelaçamento, sem que os participantes do grupo comuniquem-se uns com os outros de qualquer maneira convencional.
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    Alguns cientistas sugerem que o espantoso grau de coerência apresentado pelos sistemas vivos poderia depender em algum aspecto fundamental de efeitos quânticos, como, por exemplo, o entrelaçamento.
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    Outros sugerem que a percepção consciente é causada ou relacionada, de alguma forma importante, com as partículas entrelaçadas no interior do cérebro. Alguns chegam até mesmo a propor que todo o Universo seja um único objeto totalmente entrelaçado consigo mesmo.
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    Se essas especulações forem corretas, como seria a experiência humana dentro de um Universo assim interligado? Sentiríamos, de vez em quando, experiências místicas concretas de ligação emocional com pessoas amadas, mesmo a distância? Essas experiências evocariam uma sensação de assombro diante da percepção de que, na realidade, existe muito mais do que nosso raciocínio e o senso comum implicam? Poderiam mentes entrelaçadas estarem envolvidas quando se escuta tocar o telefone e de algum modo já se sabe – instantaneamente – quem está chamando?
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    Se, de fato, passamos por tais experiências, essas poderiam ser devidas a informações reais que, de algum modo, passam desapercebidas por nossos costumeiros canais sensoriais ou esses relatórios inexplicados são melhor entendidos como meras coincidências e ilusões?
    (Mentes Interligadas – Dean Radin)
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    CONSIDERAÇÃO: pois bem, com esses exemplos já dá para alumiar a polêmica. É fato que parapsicólatras ligam PSI ao emaranhamento (eles não iam desperdiçar esse filão), mas é certo que os bons nessa área reconhecem que se trata de especulação, ou seja, nada comprovado há. Seja como for, o emaranhamento, dentro das postulações parapsicológicas, teria maior amplitude que a telepatia, quer dizer, abrangeria telepatia e outros “poderes”, embora não fique muito esclarecido como isso funcionaria.
    .
    De qualquer modo, os gregos estavam testando o emaranhamento dos gêmeos, não telepatia e similares. Isso está bem claro no artigo, conquanto o Vitor ache que a biografia (brincadeirinha, bibliografia) mostre a parte esotérica do escrito e nela a pretensão telepática dos autores fique demonstrada. Codilouco mesmo!

  46. Marciano Diz:

    Montalvão:

     
    E Tiradentes, Shakespeare, etc.?
     
    Eu não quis mencionar esses caras para não polemizar muito.
    Tiradentes existiu, segundo a história, mas não teve a importância que se lhe atribui. Foi transformado em mártir para servir à causa.
     
    Shakespeare escreveu sobre o que não poderia conhecer, havendo quem sustente vários autores para suas obras, inclusive Edward de Vere.
     
    Quanto à experiência quântica que disseste que eu e G Grassouillet gostaríamos, tu mesmo o disseste, mais acima:
     
    O modo pelo qual as coisas se comportam na mecânica quântica parece muito estranho para nossa maneira habitual de pensar e torna-se mais aceitável quando fazemos analogias com situações com as quais estamos mais familiarizados, mesmo quando essas analogias possam ser inexatas.
    .
    Tais analogias não podem nunca ser uma representação verdadeira da realidade, na medida em que os processos quânticos são de fato bastante diferentes de nossa experiência ordinária.”
     
    Partículas emaranhadas é uma coisa, já gêmeos…

  47. Marciano Diz:

    Já foi transcrito aqui, anteriormente, em tópicos antigos, de quando o blog era frequentado por muitas pessoas, mas vale a pena lembrar:

     
    A pseudociência não progride.
    Ocorrem modas, e um pseudocientista pode mudar de uma moda a outra (de fantasmas à pesquisa de percepção extrasensorial, de discos voadores a estudos de paranormalidade, da percepção extrasensorial ao Abominável Homem das Neves). Porém, não se faz nenhum progresso num dado tópico. Obtém-se pouca ou nenhuma informação nova. Raramente se propõem novas teorias, e conceitos antigos raramente se modificam ou são descartados à luz de novas “descobertas”, já que a pseudociência raramente faz novas “descobertas”. Quanto mais antiga a ideia, maior o respeito que recebe. Nenhum fenômeno ou processo natural até então desconhecido da ciência foi descoberto por pseudocientistas. Na realidade, os pseudocientistas quase invariavelmente lidam com fenômenos bem conhecidos pelos cientistas, mas pouco conhecidos pelo público em geral — de sorte que o público engolirá qualquer alegação que o pseudocientista queira fazer. Como exemplos temos o andar sobre brasas e a fotografia “Kirlian”.
     
    A pseudociência busca persuadir com retórica, propaganda e embuste, no lugar de evidência válida (que presumivelmente não existe).
    Os livros pseudocientíficos oferecem exemplos de quase toda a sorte de falácias de lógica e raciocínio conhecidas pelos estudiosos e têm inventado algumas novas. Um recurso favorito é o “non sequitur”. Os pseudocientistas também adoram o “Argumento de Galileu”. Este consiste em o pseudocientista comparar-se a Galileu, dizendo que, assim como o pseudocientista é tido como equivocado, também Galileu o era por seus contemporâneos; logo, o pseudocientista certamente tem razão, exatamente como Galileu. É claro que esta conclusão não procede! Ademais, as ideias de Galileu foram testadas, verificadas e prontamente aceitas por seus colegas de ciência. A rejeição proveio da religião oficial, que favorecia a pseudociência, contradita pelas descobertas de Galileu.
     
    A pseudociência argumenta com base em supostas exceções, erros, anomalias, acontecimentos estranhos, e alegações suspeitas — ao invés de regularidades da natureza bem demonstradas.
    A experiência dos cientistas nos últimos 400 anos é que alegações e notícias que descrevem objetos bem estudados como se comportassem de forma estranha e incompreensível costumam ser reduzir-se, após investigação, a fraudes deliberadas, enganos honestos, descrições confusas, mal-entendidos, mentiras deslavadas e asneiras graves. Não é recomendável julgar tais notícias pela aparência, sem verificá-las. Os pseudocientistas sempre as tomam ao pé da letra, sem recorrer à comprovação independente.
     
    A pseudociência faz alegações extraordinárias e aventa teorias fantásticas que contradizem o que se conhece sobre a natureza.
    Não apenas deixam de fornecer provas da veracidade de suas alegações, mas também desprezam todas as descobertas que contradigam suas conclusões. (“De algum lugar os discos voadores devem vir — portanto a Terra é oca, e eles vêm do seu interior.”; “A faísca que produzo com este aparelho elétrico não é na verdade uma faísca, mas sim uma manifestação sobrenatural de energia psicoespiritual.”; “Todo ser humano está rodeado por uma aura impalpável de energia eletromagnética, o ovo áurico dos antigos videntes hindus, que espelha fielmente o humor e condição deste humano.”)
     
    Os pseudocientistas inventam seu próprio vocabulário, no qual muitos termos carecem de definições precisas ou sem ambiguidade, e alguns não possuem nenhuma definição.
    Os ouvintes são amiúde forçados a interpretar as afirmações conforme suas próprias preconcepções. Por exemplo, o que significa “energia biocósmica” ou “sistema psicotrônico de amplificação”? Os pseudocientistas buscam com frequência imitar o jargão científico e técnico jorrando uma algaravia que soa científica e técnica. Os curandeiros estariam perdidos sem o termo “energia”, mas o emprego que dele fazem não tem absolutamente nada que ver com o conceito de energia usado pelos físicos.
     
    A pseudociência apela aos critérios de comprovação da metodologia científica, ao mesmo tempo em que nega a validade destes.
    Assim, um experimento realizado de forma inválida, que parece mostrar que a astrologia funciona, é proposto como “prova” de que a astrologia está correta, ao mesmo tempo em que se desprezam milhares de experimentos executados corretamente que provam que ela não funciona. O fato de que alguém se deu bem usando simples truques de mágica nalgum laboratório científico é “prova” de que ele é um super-homem paranormal, enquanto se despreza o fato de que ele foi flagrado tapeando em diversos outros laboratórios.
     
    Texto integral aqui:
    http://ateus.net/artigos/ceticismo/como-distinguir-ciencia-de-pseudociencia/
     
     
    Sobre o charlatanismo quântico, favor rever, no mesmo sítio:
     
    http://ateus.net/artigos/ceticismo/charlatanismo-quantico/

  48. Marciano Diz:

    Isto aqui também já foi citado várias vezes, então deixo o link, para os desmemoriados:
    https://truesingularity.wordpress.com/2012/10/15/a-picaretagem-da-pseudociencia/

  49. Gorducho Diz:

    ADMITINDO que exista QE entre as mentes dos gêmeos, será
    TUDO
    – “Ψ”
     
     
    ============================================================
    A pseudociência não progride.
    Ocorrem modas, e um pseudocientista pode mudar de uma moda a outra
    &c.
    ============================================================
    É a “metralhadora giratória” – na figuração que fazia aquele nosso colega…– atirando a-lo-loco no escuro sem googles pro artilheiro. Estilo combate noturno da WWI.
    O “conhecimentos” acerca de Ψ são exatamente os mesmos que tinham os cientistas de Δελφοί quando a Pítia enxergou a cocção aquela.

  50. Gorducho Diz:

    JESUS
     
     
    O problema é que Saulo diz que ele tinha sido crucificado há pouco tempo…
    Quanto a porem uma série de lemas morais e/ou religiosos “na boca” dum personagem imaginário pra dar consistência, óbvio que pode.
    Mas se era pra ser crucificado por uma razão teológica, seriam 100 ~ 200 anos antes num passado…
    Crucificação tinha entre os judeus antes dos romanos, então não seria inconsistente.
    E o irmão ❓
    Seria pura mentira
    ▸ seja desse Sr. Saulo;
    ▸ seja dos caras com que ele falou lá em Jerusalém cujo um deles se apresentou como irmão do martirizado e os outros confirmaram a história

  51. MONTALVÃO Diz:

    /
    “O fato de que alguém se deu bem usando simples truques de mágica nalgum laboratório científico é “prova” de que ele é um super-homem paranormal, enquanto se despreza o fato de que ele foi flagrado tapeando em diversos outros laboratórios.”
    /.
    CONSIDERAÇÃO: essa devia ser leitura obrigatória do Vitor, quando se sentir coceirado a defender Ingo Swann, Harribance e outros da mesma categoria…
    .
    Tá bom, Vitor, já sei: Swann e Harribance não recorreram a mágicas… só malandragem e safadeza…
    .
    Tá bom, Vitor, já sei: Swann e Harribance não foram flagrados fraudando em “outros laboratórios”: eles apenas escolheram seus laboratórios de confiança…

  52. Gorducho Diz:

    GUILHERME
     
     
     
    1354 in dem Schächenbach beim Versuch der Rettung eines Kindes den Tod gefunden habe.
     
    Erst gegen Ende des 15. Jahrh. taucht die Tellsage auf und zwar in zwei Versionen. Die eine, repräsentiert durch ein um 1470 entstandenes Volkslied
     
    [VERLAG DES BIBLIOGRAPHISCHEN INSTITUTS, LEIPZIG UND WIEN, Vierte Auflage, 1885-1892]
     
     
    Veja: ele tinha “morrido” há 100+ anos…

  53. MONTALVÃO Diz:

    /
    DEBATE PSI
    .
    Uma Compilação da Evidência [Ano I, 2014] http://debatepsi. dx. Am
    .
    O DEBATE SHELDRAKE VS. DAWKINS
    [ou: COMO O MUNDO SERIA MAIS COR-DE-ROSA SE AS IDEIAS DE SHELDRAKE FOSSEM ACATADAS]
    .
    Clinton Richard Dawkins é um etólogo britânico, biólogo evolutivo, escritor, professor para Compreensão Pública da Ciência e membro emérito do New College, University of Oxford. Ele é um renomado ateu e bastante conhecido por suas críticas ao criacionismo e ao design inteligente. Comparavelmente aos demais críticos de psi, Dawkins não possui um extenso histórico de ataques à pesquisa psíquica, muito embora, “como um bom materialista”, nega publicamente a existência de comunicações anômalas e de psicocinese, consideradas por ele como algo sem sentido. Sua posição contrária a psi foi cristalinamente enfatizada por ocasião do debate televiso entre ele e o também renomado biólogo inglês Rupert Sheldrake.
    .
    Vejamos.
    .
    Em Science Delusion (2012), Sheldrake conta que, em 2006, a companhia do canal 4 da TV britânica transmitiu uma severa crítica, de duas partes, de Richard Dawkins contra a religião, chamada The Root of All Evil? Logo depois, a mesma produtora, IWC Media, disse a Sheldrake que Dawkins queria lhe visitar para discutir a pesquisa sobre habilidades inexplicáveis de pessoas e animais para uma nova série de TV.

    Sheldrake comenta que

    “Eu fiquei relutante em participar porque eu esperava que seria tão unilateral como as séries anteriores de Dawkins. Mas a representante da empresa, Rebecca Frankel, assegurou-me que eles agora estavam com a mente mais aberta. Ela me disse: ‘Estamos muito ansiosos para que seja uma discussão entre dois cientistas, sobre os modos científicos de inquérito’. Entendendo que Dawkins estava interessado em discutir a evidência e com a garantia escrita de que o material poderia ser editado com justiça, eu concordei em encontrá-lo e nós fixamos uma data. Eu ainda não tinha certeza do que esperar. Ele ia ser dogmático, com um firewall mental que bloqueia qualquer evidência que vá contra suas crenças? Ou ele ficaria contente em falar?

    Dawkins devidamente atendeu ao chamado. O diretor, Russell Barnes, pediu-nos para ficar de frente um para o outro; nós fomos filmados com uma câmera portátil.

    Dawkins começou dizendo que acreditava que provavelmente concordamos sobre muitas coisas, ‘mas o que me preocupa é que você está disposto a acreditar em quase tudo. A Ciência deve basear-se num número mínimo de crenças.’

    Eu concordei que tínhamos muito em comum, ‘mas o que me preocupa é que você age como dogmático, dando às pessoas uma má impressão da Ciência, dissuadindo-os’.

    Em seguida, Dawkins disse que em um espírito romântico ele mesmo gostaria de acreditar na telepatia, mas não havia nenhuma evidência para ela. Ele descartou todas as pesquisas sobre o assunto, sem entrar em detalhes. Ele disse que, se ela realmente ocorresse, as leis da física virariam de cabeça para baixo’ e acrescentou, ‘alegações extraordinárias exigem evidências extraordinárias…’’

    Isso depende do que você considera como extraordinário’, respondi. ‘A maioria das pessoas diz que vivenciou a telepatia, especialmente em relação a chamadas telefônicas [aqui Sheldrake se refere aos testes de telepatia ao telefone, ou seja, quando os atendentes, sem qualquer mecanismo inferencial, sabem quem está ligando, antes mesmo de atender a ligação. Esses estudos serão posteriormente colocados no capítulo sobre telepatia]. Nesse sentido, a telepatia é ordinária. A alegação de que a maioria das pessoas está iludida sobre sua própria experiência é que é extraordinária. Onde está a evidência extraordinária para isso?’

    Ele não poderia produzir absolutamente qualquer evidência, além de argumentos genéricos sobre a falibilidade do julgamento humano. Ele tomou como certo que as pessoas querem acreditar ‘no paranormal’ por causa do otimismo exagerado.

    Então concordamos que experimentos controlados eram necessários. Eu disse que foi por isso que eu realmente tinha feito tais experimentos, incluindo testes para descobrir se as pessoas realmente poderiam dizer quem estava ligando ao telefone quando o chamador era selecionado aleatoriamente. Na semana anterior, eu tinha enviado a Dawkins cópias de alguns dos meus trabalhos em revistas científicas, para que ele pudesse examinar os dados antes de nos encontrarmos. Eu sugeri que nós realmente discutíssemos as evidências. Ele parecia desconfortável e disse, ‘não quero discutir a evidência’.

    ‘Por que não?’ Eu perguntei.

    Ele respondeu: ‘não há tempo. E muito complicado. E isso não é o que este programa trata ’. A câmera parou. O diretor confirmou que ele, também, não estava interessado na evidência. O filme que ele estava fazendo era sobre outra polêmica de Dawkins contra crenças irracionais. Eu disse, ‘se você está tratando a telepatia como uma crença irracional, certamente a evidência sobre se ela existe ou não é essencial para a discussão. Se a telepatia ocorre, não é irracional acreditar nela. Eu pensava que era isso o que iriamos falar. Eu deixei claro desde o início que eu não estava interessado em participar de outro exercício de desmistificação de baixo nível’.

    Dawkins respondeu, ‘isso não é um exercício de desmistificação de baixo nível; é um exercício de desmistificação de primeira qualidade ’. Eu disse que estava seguro que era para ser uma discussão científica equilibrada sobre evidências. Russell Barnes pediu para ver os e-mails que recebi de sua assistente. Ele os leu com um claro desânimo e disse que a garantia que ela tinha me dado estava errada. Nesse caso, eu disse, visitaram-me sob falsas pretensões. A equipe fez as malas e saiu. A série, exibida em 2007, chamava- se Enemies of Reason [Inimigos da Razão].

    Richard Dawkins tem há muito tempo proclamado, ‘o paranormal é uma tolice. Aqueles que tentam vendê-lo para nós são enganadores e charlatães’. Enemies of Reason foi destinada a popularizar essa crença. Mas sua cruzada realmente promove o Entendimento Público da Ciência, o qual ele foi professor em Oxford? A ciência deve ser um sistema de crenças fundamentalista? Ou deve ser baseada no inquérito de mente aberta para o desconhecido? Em nenhum outro campo do esforço científico pessoas inteligentes ficam à vontade para fazer afirmações públicas com base no preconceito e na ignorância. Ninguém iria denunciar pesquisa em físico-química, enquanto nada sabe sobre o assunto. Ainda em relação aos fenômenos psíquicos, materialistas compromissados sentem-se livres para ignorar as evidências e se comportarem irracional e não-cientificamente enquanto alegam falar em nome da ciência e da razão. Eles abusam da autoridade da ciência e conduzem o racionalismo ao descrédito.

    Que diferença isso faz?

    Terminando o tabu contra os fenômenos psíquicos haveria um efeito libertador na ciência – Diz Sheldrake .

    E continua:

    Os cientistas não mais sentiriam a necessidade de fingir que esses fenômenos são impossíveis. A palavra ‘ceticismo’ ficaria livre de sua associação com a negação dogmática. As pessoas se sentiriam livres para falar abertamente sobre suas próprias experiências. Pesquisas com mente aberta seriam capazes de serem realizadas dentro de universidades e instituições científicas, e algumas dessas pesquisas poderiam ser aplicadas de uma forma útil…O financiamento público para a pesquisa psíquica e para a parapsicologia poderia refletir o grande interesse nessas áreas de investigação e aumentar o interesse do público na ciência. O sistema educacional estaria livre para ensinar os alunos sobre a pesquisa psíquica em vez de ignorar ou rejeitá-la. Os antropólogos ficariam livres do tabu que os impede de estudar habilidades psíquicas as quais podem ser melhor desenvolvidas nas sociedades tradicionais do que em nossa. Acima de tudo, a pesquisa sobre esses fenômenos contribui para uma compreensão maior e mais abrangente da natureza da mente, dos laços sociais, do tempo e da causalidade.

  54. Vitor Diz:

    GORDUCHO DISSE: ““Meta-análise” só é valida pra experimentos IDENTICOS feitos em lugares distintos.[…]
    Mas esses da parapsicologia são […] de diferentes naturezas (experimentos distintos, com distintos níveis de rigor, e distintos desenhos e/ou modelos). Então não podem ser jogados junto (tentar produzir produtos internos ou externos sobre eles). Não têm sentido nenhum.”
    .
    Analisando primeiro a meta-análise de sonhos telepáticos, os autores fizeram análises tanto MISTURANDO tudo quanto SEPARANDO TUDO.
    .
    Os estudos caíram em duas categorias: os estudos do Maimonides Dream Lab (MDL) (n = 14) e estudos independentes (não-MDL) (n = 36).
    .
    Note que os autores, em determinado momento, SEPARARAM os estudos MDL e os não-MDL. É dito:
    .
    Primeiro, dividimos o banco de dados homogêneo acima (N = 50) em dois grupos: conjuntos de dados MDL e não MDL. Foram realizados dois testes t de amostras independentes com escores médios de z e valores de TE médios como as variáveis de teste respectivas e ‘laboratório de sonhos’ como a variável de agrupamento.
    .
    Houve 14 estudos MDL e 36 estudos não-MDL adequados para análise. Os estudos MDL geraram um z médio = 0,90 e um TE médio = 0,33 (DP = 0,37), Z de Stouffer = 3,37, p = 3,76 × 10-4. Os estudos não-MDL produziram um z médio = 0,69 e um TE médio = 0,14 (DP = 0,27), Z de Stouffer = 4,16, p = 1,57 × 10-5. O teste t mostrou uma diferença nos valores do TE médio que não foi significativa, t(48) = 1.97, p = .055 (bicaudal), e o mesmo teste nos escores médios de z não foi significativo, t(48) = 0,58, p = .562 (bicaudal).

    .
    Seguindo:
    .
    O conjunto de dados MDL produziu um TE médio = .33 (DP = 0,37); os estudos não-MDL geraram um TE médio = .14 (DP = 0,27). A diferença entre os dois valores médios não foi significante. Um conjunto de dados homogêneo (N = 50) produziu um z médio de 0,75 (TE = 0,20, DP = 0,31), com um significativo Z de Stouffer correspondente = 5,32, p = 5,19 × 10-8, sugerindo que o conteúdo dos sonhos pode ser usado para identificar os materiais alvos correta e mais frequentemente do que seria esperado pelo acaso.
    .
    E os autores dividem a meta-análise em diversas categorias:
    .
    Para as várias análises estatísticas, os estudos foram agrupados em: (1) MDL ou não-MDL; (2) tipo de PES (clarividência, telepatia ou precognição); (3) REM ou não REM; (4) alvos estáticos ou dinâmicos; (5) mesmo perceptivo (ou não); (6) mesmo agente (ou não); (7) único perceptivo (ou não); (8) estudos de um único sujeito e múltiplos percipientes, e (9) tamanho do k (número de escolhas). As hipóteses de ‘comparação’ listadas na seção anterior são baseadas nessas divisões.
    .
    Assim, os autores SEPARARAM maçã com maçã, banana com banana.
    .
    Não foram encontradas diferenças significativas entre: (a) três modos de PES (telepatia, clarividência, precognição), (b) emissores, (c) perceptivos, ou (d) monitoramento REM/não-REM. A diferença no TE entre alvos dinâmicos (e.g., animação-filme) e estáticos (e.g., fotografias) não foi significativa. Também descobrimos que melhorias significativas na qualidade dos estudos não estavam relacionadas ao TE, mas o TE diminuiu ao longo do período de 51 anos. A análise bayesiana do mesmo conjunto de dados homogêneo produziu resultados que apoiam o achado ‘frequentista’ de que a hipótese nula deve ser rejeitada.
    .
    Aqui os autores já se adiantam à possível crítica do GORDUCHO de se usar diferentes modelos estatísticos. Tanto o modelo frequentista quanto o bayesiano apoiam a hipótese paranormal.
    .
    Assim, NADA do que o Gorducho disse se verifica.
    .
    Para o ganzfeld a situação é ainda melhor.
    .
    Em qualquer caso, como em Storm et al. (2010) e muitas outras meta-análises (Bem et al., 2001;. Derakhshani, 2014; Radin, 2006; Storm & Ertel, 2001;. Storm et al., 2010; Tressoldi, 2011; Utts, Norris, Suess, & Johnson, 2010) demonstram que a taxa de sucesso global do banco de dados pós-PRL permanece altamente significativa após a meta-análise de MW. Dean Radin (2010) faz um ponto importante sobre isso — que a controvérsia sobre a replicação no ganzfeld (e em outros paradigmas psi) avançou para além da replicabilidade de estudos individuais e está agora sobre a replicabilidade dos experimentos considerados em grupos. Não só há meta-análises individuais confirmando (o que argumentamos ser) uma taxa razoável de replicação através de uma ampla faixa de experimentos durante o período de vários anos; há agora grupos de meta-análises que confirmam a consistência ao longo de muitas milhares de tentativas, em mais de uma centena de estudos, e ao longo de cinco décadas.
    .
    TODAS, absolutamente TODAS as meta-análises feitas EM GANZFELD, seja por céticos ou crentes, APOIAM os resultados psi. Até mesmo a meta-análise de Milton e Wiseman confirma, já que a meta-análise deles foi criticada pelos próprios céticos:
    .
    Milton & Wiseman (1999) empregaram uma forma bastante intrigante de meta-análise. Eles revisaram 30 estudos e ponderaram cada estudo igualmente (ou seja, procedimento não ponderado), em vez do procedimento amplamente aceito de ponderar cada estudo pelo tamanho da amostra do estudo (i.e., procedimento ponderado). Assim, um estudo que testou apenas 4 pares de sujeitos recebeu o mesmo peso no tamanho do efeito (ES) total como outro que testou 100 pares. Utilizando o procedimento ponderado mais comum, o ES médio mais que dobrou, de 0,013 para 0,028.

  55. Gorducho Diz:

    Veja, o que eu lhe expliquei foi: é válido comparar 4 (i.e.: 1 vetor quadridimensional)
    com 100 (100 coordenadas; i.e.: vetor centidimensional)
    desde que, claro, feitas as correções estatísticas (“ponderações”) tecnicamente recomendáveis.
    Pois se trata de espaços amostrais de mesma natureza.
    Fisicamente isso representa O MESMO TIPO de experimento, com mesmo design e mesmo rigor experimental (anti-farsas, vazamentos, &c.).
    E.g. querendo-se testar a eficácia dum certo medicamento vs placebo em homens faixa etária 20 a 40 anos.
    Mesmo % de placebos vs a droga sendo testada;
    mesma posologia;
    mesmo período após o qual se avaliará (say 10mg/dia durante 1 semana);
    mesmos parâmetros de avaliação (say determinado exame laboratorial, tomografia ou o que for…).
    Então pode fazer o experimento na Suécia c/100 voluntários ou na Nigéria c/75 voluntários.
     
     
    Quanto especificamente a este nosso ramo de interesse – o Sobrenatural, claro – as meta-análises têm ainda um outro complicador.
    O meta-analista vai pegar resultados (por definição) publicados.
    Ora: dificilmente alguém publicará um resultado negativo – ou pelo menos muito menos frequentemente.
    Dificilmente até editores aceitarão o trabalho, podendo vir a serem até motivo de escárnio por parte dos leitores da publicação. Exceto se explicitamente pré-compromissado de antemão.
    Imagine nós nos reunindo aí pruma série de experimentos de trabalhos-do-copo (como em casa faziam vovó + titia antes d’eu nascer…).
    Obtemos resultado zilch e oferecemos o estudo pra publicação.
    Algum editor vai aceitar ❓
    Então a meta-análise tenderá à tendenciosidade PRÓ Crença. Não por cherry intencional do meta-analista, pois ele não tem como saber TODAS tentativas experimentais feitas dentro do paradigma da meta e que deram resultados “negativos”.

  56. Vitor Diz:

    GORDUCHO DISSE: “O meta-analista vai pegar resultados (por definição) publicados. Ora: dificilmente alguém publicará um resultado negativo – ou pelo menos muito menos frequentemente.”
    .
    Acabei de postar um artigo sobre ganzfeld que detona tal ideia. Se tiver alguma outra crítica às meta-análises não abordada pelo artigo recém-postado por favor use o tópico de lá.

  57. MONTALVÃO Diz:

    /
    VITOR: Neste artigo um grupo de cientistas gregos replica o fenômeno de mentes entrelaçadas (uma forma de telepatia) com dois gêmeos monozigóticos de 15 anos.
    /.
    CONSIDERAÇÃO: será que houve mesmo replicação do fenômeno de mentes entrelaçadas?
    .
    RESPOSTA dura e simples: NÃO, claro que não!
    .
    Vimos que a suposição de que mentes se entrelacem qual ocorre com partículas subatômicas é mera especulação. Até mesmo Dean Radin, um dos papas dessa ideia, reconhece isso. Resumidamente, o raciocínio que ampara a conjetura é assim construído: “se partículas se entranham no mundo quântico, por que seres humanos não podem passar por igual condição no macrocosmo?”
    .
    A partir daí se constrói o castelo de cartas, que agrade aos sequiosos por mistérios e maravilhas.
    .
    Em verdade e a rigor, a experimentação dos gregos nem pode ser chamada de pesquisa de mentes interligadas (menos ainda, conforme já visto, de experiência telepática). O objetivo do teste e a conclusão exarada mostra que foram mais modestos (e prudentes) que o deslumbre de certos leitores. Confiram:

    OBJETIVO: Estudo funcional de MRI para EXAMINAR POSSÍVEIS CONEXÕES EMOCIONAIS em gêmeos idênticos: um estudo de caso.
    /
    CONCLUSÃO: nossas descobertas denotam conexão emocional entre um par de gêmeos monozigóticos usando a fMRI.
    /.
    Pois vejam, isso foi tudo o que os investigadores ousaram declarar. Se esse resultado remete à conjetura de mentes entrelaçadas e, mais remotamente, a poderes paranormais, tal não está consignado na apreciação dos autores.
    .
    De qualquer modo, não é de todo equivocado deduzir que o artigo expressa ideia parelha com a das mentes entranhadas. O que se pode verificar é como os hipotetizadores dessa concepção idealizam pessoas vivendo em entrelaçamento, a fim de conferir se casa com o experimento grego. Ninguém melhor que Dean Radin para nos dar a descrição. Vejam com seus próprios olhos e concluam com seus cérebros próprios…
    /
    ____________________.
    Em um futuro próximo… espero que alguém tenha uma idéia brilhante e indague: “o que sucederia, caso dois seres humanos se entrelaçassem?
    .
    Talvez demonstrassem comportamentos correlacionados também a distância, do mesmo modo que o faz a matéria entrelaçada”…
    .
    considere o caso verdadeiro em que meninos gêmeos, porém criados isolados, fossem independentemente chamados “Jim” por seus pais adotivos.
    .
    Cada Jim casaria com uma mulher chamada Betty, se divorciaria e, depois, se casaria com uma mulher chamada Linda.
    .
    Ambos os “Jims” se tornariam bombeiros e cada um resolveria construir um banco circular, pintado de branco, ao redor de uma das árvores de seu quintal.
    .
    Será que tantas coincidências poderiam surgir de genes comuns, que ainda programassem as tendências para se casarem com mulheres chamadas “Betty” e, depois, com mulheres chamadas “Linda” e ainda levassem os dois a se tornarem bombeiros?
    .
    Ou seria este caso um reflexo de que os dois “Jims” estavam de algum modo entrelaçados?
    (Mentes Interligadas – Dean Radin)
    ____________________.
    /
    CONSIDERAÇÃO: pois bem, ou Dean Radin errou e exagerou na sua avaliação do que seriam gêmeos entrelaçados (embora usando evento real, conforme afiança), ou os gregos não replicaram um efetivo entrelaçamento de gente. Pode-se alegar que, como os garotos inda estão na adolescência, as mostras do entrelaçamento são sutis, mas tarde se mostrarão plenas. Pode ser, mas temos que esperar para ver.
    .
    Quem viver verá, pois.
    .
    …Té agora não vimos nada…

  58. MONTALVÃO Diz:

    /
    “Acabei de postar um artigo sobre ganzfeld que detona tal ideia. Se tiver alguma outra crítica às meta-análises não abordada pelo artigo recém-postado por favor use o tópico de lá.”
    /.
    CONSIDERAÇÃO: uma ciência que depende de metanálises para legitimar seu objeto de estudo deve estar investigando algo que, se existe, é de manifestação tão tênue que praticamente não fede nem cheira…
    .
    Não vejo hora em que o Vitor deporá armas e admitirá: “Realmente: PSI, caso exista, é “força” de atuação tênue, de ocorrência esporádica e imprevisível, sem controle da parte quem supostamente a possui, e sem utilidade conhecida.”
    .
    Inda viverei para ver…

  59. Marciano Diz:

    ===============================================================
    Crucificação tinha entre os judeus antes dos romanos, então não seria inconsistente.
    ===============================================================
     
    Um fato conhecido dos estudiosos, mas geralmente,
    desconhecido do público em geral, em cada contexto cultural, de
    cada país, de cada religião. As religiões locais não fazem nenhuma
    questão de falar dos salvadores de outros povos, exceto por
    intolerância e discriminação, sempre taxados automaticamente de
    falsos, senão como o próprio diabo. No caso do cristianismo
    católico [do Vaticano], o dogma da crucificação como um sacrifício
    inédito e exclusivo de Jesus, foi enfatizado desde os primórdios da
    Igreja, nas epistolas de São Paulo.
     
    Tem sido
    característica de todas as religiões, especialmente as grandes
    religiões, a estratégia de persuasão através do medo [da punição
    divina pelos erros, pecados] e da imposição de dogmas
    inquestionáveis, dogmas que, por sua imperatividade, ou mesmo
    por causa dela, contêm algo de mágico. Acreditar no dogma de
    uma religião significa rejeitar os dogmas de todas as outras
    religiões e os líderes das grandes religiões sempre se
    empenharam em destruir ou ocultar quaisquer evidências,
    referências, conhecimento ou ensinamento relacionados a outras religiões. Porque o atributo da Divindade Suprema deveria ser
    uma espécie de exclusividade, de ineditismo histórico e de ser
    (ontológico).
     
    O Cristianismo não fugiu à regra, ao contrário. Os primeiros
    discípulos da religião nascente ocuparam-se em destruir
    monumentos representativos da crucificação de deuses orientais,
    pagãos, muito anteriores ao messias judeu. Por isso a insistência
    do apóstolo Paulo em proclamar o credo em somente um,
    somente aquele, Jesus crucificado (talvez inventado por ele, ou
    melhor, pelos que escreveram em seu nome). Entretanto, a
    memória histórica foi preservada muito antes e muito além dos
    muros de Roma ou Jerusalém.

     
    https://pt.wikipedia.org/wiki/Crucifica%C3%A7%C3%A3o
     
    ===============================================================
    E o irmão ❓
    Seria pura mentira
    ▸ seja desse Sr. Saulo;
    ▸ seja dos caras com que ele falou lá em Jerusalém cujo um deles se apresentou como irmão do martirizado e os outros confirmaram a história


    ===============================================================
     
    Depois do “Testemunho Flaviano”, esta é a segunda interpolação mais usada pelos apologistas e defensores da historicidade de Jesus, o texto onde se menciona um “Tiago irmão de Jesus”. Segundo esses defensores este texto, menos trilhado que o anterior, demostraria que um Jesus, concretamente o neotestamentário, foi a quem se referia Josefo neste parágrafo. Eles estão certos disso?
     
    Tiago (também conhecido como Jacobo ou Santiago) é um desses nomes aos quais a Bíblia recorre com alarmante frequência. O resultado é bastante confuso. Pelo menos cinco (e possivelmente oito) personagens do Novo Testamento se chamam Tiago. Afortunadamente, quase todos são fantasmas. O que tem menos consistência, “Tiago, filho de Alfeu”, considerado como um dos doze discípulos, não tem um papel destacado nisto. Tampouco um “Tiago, o irmão de Judas” recebe mais que um par de menções, não porque seja um discípulo, mas porque tem um irmão que o é. Só há um “Tiago, filho de Maria” que talvez seja considerado como “Tiago, um dos quatro irmãos de Jesus” – Será este, seguramente, o mais importante? Não, em absoluto. Quem tem o orgulho de figurar neste posto é “Tiago, filho de Zebedeu, irmão de João” (também conhecido como “Tiago, o Maior”). Este tipo aparece em várias cenas-chave: quando JC (Jesus Cristo, para os amigos) é “apertado” pela filha de Jairo, quando JC se “transfigura” em uma figura brilhante em cima da montanha e é dirigido por uma nuvem que fala, e quando um JC bastante menos radiante se mete no Getsêmani. O filho do velho Zebedeu também está presente no famoso “quarto alto” em Pentecostes e recebe sua parte do espírito santo ardente.
     
    Agora veja algo curioso: o Tiago que, ao que parece, lidera a Igreja Mãe da cristandade durante trinta anos e que tem nada menos que uma relação de sangue com o próprio deus-homem, não desempenha nenhum papel na história do evangelho – mas se destaca percorrendo a terra promovendo o show cristão. E ainda mais curioso que isso: depois de liderar a Igreja durante tanto tempo – durante os anos cruciais de formação do cristianismo – a história de Tiago está fracamente registrada. A Igreja se centra mais na dupla dinâmica de Pedro e Paulo. Conhecemos mais sobre as férias de Paulo em Chipre que da suposta carreira evangelizadora de Tiago em Jerusalém.
     
    REPRISE:
    2 – Escolha seu Tiago aqui:
    • Tiago foi irmão de sangue de Jesus, nascido da Virgem Maria.
    • [Se é Protestante, escolha esta opção]
    • Tiago foi um dos filhos de José de um matrimonio anterior.
    • [Se é Ortodoxo, escolha esta opção]
    • Tiago foi “primo” de Jesus.
    • [Se é Católico, escolha esta opção]
    • Tiago era possivelmente um líder de uma seita de judeus radicais, como os essênios ou nazarenos, cuja biografia foi canibalizada em ao menos duas pessoas (um “santo” companheiro do deus-homem Jesus e um “bispo” de Jerusalém).
     
    Este problema é surpreendentemente importante porque, com o colapso de quase todas as demais “evidências” para o deus-homem às quais os crentes se aferram, a falha agora se concentra no nosso velho amigo Josefo, mas não no famoso e desacreditado Testemunho Flaviano e sim na “referência jacobina” em Antiguidades (20:9) de Josefo.
     
    Quando eliminamos a interpolação cristã da referência “jacobina” em Josefo, se torna evidente que Tiago era o irmão, não de um inexistente “Jesus Cristo”, mas de Jesus bar Dameus, brevemente sumo sacerdote no ano 63. Na rivalidade cada vez mais violenta entre as duas grandes famílias que tinham controlado o sumo sacerdócio durante um século, Tiago era o irmão de um competidor junto com seus seguidores e este foi eliminado pelo chefe da facção rival. Em poucas palavras, a família prejudicada obteve o controle do Templo. Mas uma vez que o novo procurador romano se instalou, pressionou Agripa II para substituir Jesus bar Dameus por um candidato mais pró-romano – e Jesus, filho de Gamaliel se convirteu em sumo sacerdote.
     
    Se você eliminar a expressão falsa sobre “ser chamado o Cristo”, sem dúvida acrescentada por um editor cristão, então este Tiago teria sido o irmão do homem que finalmente se fez sumo sacerdote devido à execução de Tiago. Por outra parte, a referência a “Cristo” aqui, se baseia na já desacreditada interpolação inserida no capítulo 18 (Testemunho Flaviano).  
    No texto de Josefo, Jesus, filho de Dameu, é o mais importante dos dois, por isso coloca seu nome em primeiro lugar. Tiago poderia pertencer a uma facção de fanáticos e “infratores da lei”, e tinha claramente um irmão nas altas esferas, mas isso é tudo o que se pode deduzir de Josefo.
     
    Longe de demonstrar a historicidade do Jesus do Novo testamento, o que o texto mostra realmente é o despropósito dos cristãos de querer nos fazer crer que o Jesus mencionado neste parágrafo é o personagem fictício que alimenta sua imaginação.
    Uma vez mais, a remoção das interpolações nos mostra uma realidade bem distinta e mais coerente com a história da Palestina do século I. Onde, tal como acontece hoje, a luta pelo controle e pelo domínio da população através do controle religioso era “o pão de cada dia”, onde líderes sectários atuavam em prol de seus interesses, lutando entre si e distorcendo a história sempre que conseguiam êxito.
     
    Quando eliminamos a interpolação cristã da referência “jacobina” em Josefo, se torna evidente que Tiago era o irmão, não de um inexistente “Jesus Cristo”, mas de Jesus bar Damneus, brevemente sumo sacerdote no ano 63.
     
    Fontes:
    Paul Johnson, Una Historia de los Judios (Phoenix Grant, 1987).
    Dan Cohn-Sherbok, El Judio Crucificado (Harper Collins, 1992).
    Henry Hart Milman, La Historia de los Judios (Everyman, 1939).
    Josefo, La guerra judía ( Penguin, 1959).
    Leslie Houlden (Ed.), el judaísmo y el cristianismo (Routledge, 1988).
    Karen Armstrong, Una historia de Jerusalén (Harper Collins, 1999).
    Robert Eisenman, Santiago, el hermano de Jesús (1997).
    Michael Grant, Herodes el Grande (American Heritage, 1971).
    Norman Cantor, La Cadena Sagrado – Una historia de los Judios (Harper Collins, 1994.
    Nicholas De Lange (Ed.) La historia ilustrada del pueblo judío (Aurum, 1997).
    Roger Viklund – Los pasajes de Jesús en Josefo – un estudio del caso – “El hermano de Jesús, llamado Cristo”: el pasaje de Santiago, Antiguedades 20:200

  60. Mariana Diz:

    Vocês que ficam reclamando dos estudo psi que o Vitor posta e ficam choramingando por mais críticas a Chico Xavier kardec ou qualquer desses tipos, que todos já sabem das fraudes e não levam mais a lugar nenhum, deveriam ficar com vergonha! O Vitor está tentando aqui divulgar ciência! Ciência de vanguarda, e não criando um brinquedo pra vcs massagem seus egos massacrando pseudo médiuns como passatempo infantil! Beijos de luz haha

  61. MONTALVÃO Diz:

    /

    “Vocês que ficam reclamando dos estudo psi que o Vitor posta e ficam choramingando por mais críticas a Chico Xavier kardec ou qualquer desses tipos, que todos já sabem das fraudes e não levam mais a lugar nenhum, deveriam ficar com vergonha! O Vitor está tentando aqui divulgar ciência! Ciência de vanguarda, e não criando um brinquedo pra vcs massagem seus egos massacrando pseudo médiuns como passatempo infantil! Beijos de luz haha”
    /.
    CONSIDERAÇÃO: humm… Vitor ganhou mais uma fã. Fico enciumado, queria ter igual popularidade, mas a fama e o sucesso não é para qualquer um…
    .
    Só que a moça se equivoca terrivelmente…
    .
    Divulgação de ciência, e mais, de vanguarda?!
    .
    Onde, quando e por quê é ou seria a parapsicologia ciência de vanguarda?
    .
    Ciência de vanguarda cujo objeto de estudos só encolhe?
    .
    Onde estão as levitações de objetos pesados, e até de pessoas? As leituras de pensamento, que detectavam intimidades de presentes e ausentes? Onde as bilocações? E as ectoplasmias…? Ratificadas por cientistas renomados!
    .
    Hoje em dia o que se pode dizer da paranormalidade é que, caso exista, trata-se de “força” de atuação tênue, de ocorrência esporádica e imprevisível, sem controle da parte quem supostamente a possui, e sem utilidade conhecida.
    .
    Se de um início retumbante e promissor a paranormalidade chegou ao quase nada que é atualmente, o que será dela amanhã?
    .
    Vanguarda…

  62. Gorducho Diz:

    ============================================================
    Se de um início retumbante e promissor a paranormalidade chegou ao quase nada que é atualmente, o que será dela amanhã?
    ============================================================
    O nada quântico.
    Fracassadas as tentativas de chegarem a alguma conclusão acerca do Sobrenatural macro;
    fracassadas as atuais tentativas de chegarem a alguma conclusão acerca do μSobrenatural estatístico – “Ψ” –
    a “vanguarda” vai ser o Sobrenatural quântico.
    Tanto assim é que a Casa acha que o QE &3150; se existir…– entre mentes de gêmeos é “Ψ” (quântica por definição então).
     
    Como dizia vovó:
    – Ai Jesus ❗
    Como diz o AMa:
    – Nem Jesus…
    👿

  63. MONTALVÃO Diz:

    /
    Marciano Diz:
    .
    ===========================================
    Crucificação tinha entre os judeus antes dos romanos, então não seria inconsistente.
    ========================================
    .
    “Um fato conhecido dos estudiosos, mas geralmente,
    desconhecido do público em geral, em cada contexto cultural, de cada país, de cada religião. As religiões locais não fazem nenhuma questão de falar dos salvadores de outros povos, exceto por intolerância e discriminação, sempre taxados automaticamente de falsos, senão como o próprio diabo. No caso do cristianismo católico [do Vaticano], o dogma da crucificação como um sacrifício
    inédito e exclusivo de Jesus, foi enfatizado desde os primórdios da Igreja, nas epistolas de São Paulo.”
    […]
    /.
    CONSIDERAÇÃO: Martiniano, os textos que tem postado me soam bem embasados, mas eu almejo averiguar a manifestação de outros pesquisadores, a fim de fechar conclusão…
    .
    Nessa hora o JCFF faz uma falta danada…

  64. Marciano Diz:

    Eu adoraria a participação de JCFF. Aí eu inundaria o blog.
    Tenho postado pouco material, pois o assunto não interessa muito, mas com a ferrenha (suponho) contestação de JCFF, eu usaria todo o arsenal que tenho guardado, e isto aqui ultrapassaria os 3 mil comentários, cada um com extensão astronômica.
    Isto voltaria a bombar.
    Em vez de murros em ponta de faca e puxasaquismo de baba-ovos, teríamos novamente extensos debates, quiçá com a volta de nomes marcantes que por aqui já passaram e o surgimento de outros igualmente notáveis.
    Nada de deslumbramento com “força” de atuação tênue, de ocorrência esporádica e imprevisível, sem controle da parte quem supostamente a possui, e sem utilidade conhecida, mas discussões edificantes, sem desespero de ataques ad hominen, que se resumem em ofensas aos debatedores, mas debates de verdade.
    VOLTE, JCFF!

  65. Marciano Diz:

    Enquanto o sonho não se realiza, deixo para vocês um texto de ciência de vanguarda:
     
    “Porque em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e há de passar; e nada vos será impossível.”
     
    Mateus 17:20
     
     
    Este verso está totalmente de acordo com a Física Quântica, com a Neurociência e com a Lei da Atração: Se você se concentrar em um pensamento, sentir a emoção relativa a ele e realmente acreditar, aquilo que você pensar vai se realizar. Tudo o que a mente pode conceber e acreditar, ela pode realizar. Você pode criar, atrair ou conseguir tudo o que quiser através do pensamento, só não consegue porque não acredita na própria capacidade.
     
    Se quiserem rir um pouco, leiam a matéria completa:
    https://vibraraapi.wordpress.com/tag/jesus-ensinou-fisica-quantica/

  66. Marciano Diz:

    Montalvão e Gorducho, eu vos proponho um teste científico.
    Na próxima vez em que Vasco e Flamengo jogarem, eu vou me concentrar no pensamento da vitória do Vasco, sentir a emoção relativa e realmente acreditar; Montalvão faz o mesmo, mas visando à vitória do Flamengo; Gorducho vibrará pelo empate.
    Provavelmente nossa experiência vai criar vários universos paralelos, seja lá que diabos isso signifique.

  67. Marciano Diz:

    De acordo com o texto linkado, Jesus era solipsista.
    E tome ciência de vanguarda:
    http://pegasus.portal.nom.br/jesus-de-nazare-e-o-mundo-quantico/

  68. Marciano Diz:

    Pela Física Quântica quando se diz “ter fé”, essa ação deve ser considerada como um estado mental de consciência movido por um desejo profundo, acreditando na capacidade e potencialidade para criar a própria realidade. Acreditando de fato, o que é pensado, vai se manifestar. O ser humano deve aprender dominar a própria mente, para que possa assumir o controle de sua própria vida e se tornar autor de sua própria história.
     
    Estou de olho em uma vizinha em quem pretendo dar umas pauladas. Vou me concentrar no meu estado mental e me preparar para o deleite.
     
    Tomara que ela ou algum outro malandro não estejam se concentrando em algo incompatível com meu desejo.
    Aí, — Nem Jesus!

  69. Marciano Diz:

    Físicos como o indiano Amit Goswami utilizam de conceitos da física moderna para apresentar provas científicas da existência da imortalidade, da reencarnação e da vida após a morte. Esse cientista e professor titular da Universidade de Física de Oregon, Ph.D em Física Quântica e físico residente no Institute of Noetic Sciences defende a conciliação entre Física Quântica, espiritualidade, medicina, filosofia e estudos sobre a Consciência.
     
    Também Fritjof Capra, Ph.D., físico e teórico de sistemas, revela a importância do “observador” na produção dos fenômenos quânticos, que os testemunha não só como atributos de eventos físicos. Segundo esse cientista, as partículas são despojadas de seu caráter específico quando são submetidas à análise racional do “observador”, ou seja, quando são estudadas (observadas) por alguém com aparelhos científicos próprios e quando também tudo se interpenetra, tornando-se interdependente – ou, entrelaçando mente e matéria através daquele que observa o objeto em análise.
     
    Por causa dessa interferência outro renomado físico e prêmio Nobel de Física Eugen Wingner atesta igualmente, que o papel da Consciência no âmbito da teoria quântica é imprescindível.
    Assim, quando utiliza pelas Leis da Mecânica Quântica a ideia de sua simetria consoante – no Princípio da Complementaridade ou, na presença do “observador” (de alguém) examinando o objeto (átomo como partículas/ondas) em seu fundamento ondulatório de realidade, esse passa então conferir ao ser humano um irrefutável “substrato metafísico” e com ele lhe conferir também o imponderável de um “substrato de espiritualidade”.
     
    Jesus de Nazaré ensinava amar porque as frequências mais altas que se pode vibrar são Amor Universal (500 Hz), Alegria (540 Hz), Harmonia (Paz) (600 Hz), Iluminação (700 Hz) e Consciência Final (1000 Hz). Vibrando na Frequência do Amor ou acima dela, além de poder atrair e materializar qualquer coisa que quiser, o ser humano pode influenciar e mudar o ambiente em que vive e também as pessoas ao seu redor.
     
    Para a correta compreensão do texto acima, faz-se necessária uma maior capacidade de memória e de raciocínio, o que pode ser conseguido facilmente, graças à ciência de vanguarda:

     
    “Maná Quente” na forma de pequeninos pães, distribuído em Juquitiba/SP para cerca de 250 dimensionais do Projeto Portal, no mês de abril de 2016. Materializações que iam acontecendo seguidamente dentro da marmita, para que fossem suficientes e todos os presentes pudessem ingeri-los e estimulados no sentido de desenvolverem uma maior capacidade de memória e de raciocínio. – Foto do Projeto Portal.
     
    http://pegasus.portal.nom.br/wp-content/uploads/2016/05/manaquente1.jpg

  70. Marciano Diz:

    Analista Borges, se estiver na área, favor opinar sobre as frequências citadas.
    Acho que são muito baixas para tanta porcaria.
    Amor exige frequências acima de 500 terahertz, no mínimo, acho.
    É pouca frequência para tanto amor.

  71. Gorducho Diz:

    Eu sou do tempo que tinha AM ondas longas no rádio…
    Claro: cá no Brasil não tinha emissoras.
    E olho-mágico.
     
     
    Analista Marciano:
    quando me refiro ao “frère” me refiro à epístola concernente à suposta visita do Saulo a Jerusalém, não ao Antiguidades.

  72. Marciano Diz:

    Mas não foi com Tiago que Paulo conversou em Jerusalém?
    Atos, 21.
    17 – E, logo que chegamos a Jerusalém, os irmãos nos receberam de muito boa vontade. 18 – E no dia seguinte, Paulo entrou conosco em casa de Tiago, e todos os anciãos vieram ali.
     
    Sobre Paulo, o abade Loisy, sem negar formalmente a existência histórica do personagem, concluiu que não pode saber-se nada válido sobre ele. Bruno Bauer e uma boa parte da escola exegética holandesa vão mais longe e concluem que se tratava de um personagem imaginário ou simbólico.
     
    Tudo leva a crer que nunca existiu o personagem de Paulo, sendo fictícias tanto sua vida como suas obras e viagens.
     
    Atos 18:2-3
    2 – E, achando certo judeu por nome Áquila, natural do Ponto, que havia pouco tinha vindo da Itália, e Priscila, sua mulher (pois Cláudio tinha mandado que todos os judeus saíssem de Roma), ajuntou-se com eles, 3 – E, como era do mesmo ofício, ficou com eles, e trabalhava; pois tinham por ofício fazer tendas.
     
    Nem os aristocratas (como se supõe fosse Paulo), nem os homens em geral são os que tecem as tendas de pelo de cabra, pois esta tarefa estava reservada às mulheres do povo ou aos escravos.
     

    Nesta época em que se supõe que Paulo veio à Grécia trabalhar como fabricante de tendas, não mais existiam povos nômades que as necessitassem. Como já visto anteriormente, esta era uma habitação típica de árabes e orientais, não de gregos estabelecidos.

  73. Marciano Diz:

    Este é o grande problema do personagem. Embora tenha convivido com personagens reais, nenhum deles jamais se referiu a si. Os que se referiram, também não existiram, e sua fonte histórica é a bíblia ou então, as falsas relíquias.
    Inclusive de Tiago.
    Lembram-se da relativamente recente farsa do Tiago, “irmão de Jesus”, com adulteração do que foi grafado no caixão do vetusto defunto?

  74. Marciano Diz:

    Em homenagem ao Borges, que gosta de citações, cito a seguinte:

     
    “Em questões de ciência, a autoridade de mil homens não vale o raciocínio humilde de um só”.
     
    Borges.
     
    A frase vem a calhar, diante dos títulos dos cientistas elencados acima.
    Um abraço, Borges!

  75. Marciano Diz:

    Assim como, em séculos anteriores, a cultura popular
    (e alguns espertalhões) haviam se apropriado de conceitos científicos como fluido, magnetismo, éter e atômico, hoje em dia o termo quântico vem sendo cada vez mais banalizado. É usado para ludibriar os incautos e dar a impressão de que o universo, de alguma forma, se importa
    com a forma como pensamos ou como encaramos a vida. É uma bela hipótese, mas simplesmente não é verdadeira.

  76. Marciano Diz:

    “Jesus de Nazaré ensinava amar porque as frequências mais altas que se pode vibrar são Amor Universal (500 Hz), Alegria (540 Hz), Harmonia (Paz) (600 Hz), Iluminação (700 Hz) e Consciência Final (1000 Hz). Vibrando na Frequência do Amor ou acima dela, além de poder atrair e materializar qualquer coisa que quiser, o ser humano pode influenciar e mudar o ambiente em que vive e também as pessoas ao seu redor.”
    Curioso é que a luz visível fica numa faixa de frequência que vai de 400 THz a 790 THz.
    Será que Jesus sabia disso?

  77. Gorducho Diz:

    Sim, Iάκωβος
    e ele diz que o cara era irmão do martirizado…
    Claro: depois quando foi adotado o dogma da virgindade ele não mais poderia ser irmão irmão então tentaram reinterpretar se não me engano.

  78. Gorducho Diz:

    ἕτερον δὲ τῶν ἀποστόλων οὐκ εἶδον, εἰ μὴ Ἰάκωβον τὸν ἀδελφὸν τοῦ Κυρίου

  79. Gorducho Diz:

    Como “vibrar” pelo empate ❓
    Eu sou vascaíno.
    Quase morri aí…

  80. MONTALVÃO Diz:

    /
    “Também Fritjof Capra, Ph.D., físico e teórico de sistemas, revela a importância do “observador” na produção dos fenômenos quânticos, que os testemunha não só como atributos de eventos físicos. Segundo esse cientista, as partículas são despojadas de seu caráter específico quando são submetidas à análise racional do “observador”, ou seja, quando são estudadas (observadas) por alguém com aparelhos científicos próprios e quando também tudo se interpenetra, tornando-se interdependente – ou, entrelaçando mente e matéria através daquele que observa o objeto em análise.”
    /.
    CONSIDERAÇÃO: eu não queria, nem ia falar nada, mas já que foi falado falo: minha pesquisas, internacionalmente respeitadas, indicam que realmente é assim, e a ciência de vanguarda o demonstra, ou seja: o universo está aí por que é pensado por alguém que nele pensa. Quer dizer, é a consciência pensante que garante a realidade e, embora não saibamos, cada um de nós tem participação nesse processo, sustentando parcela do cosmo com seu pensamento.
    .
    Pense nas coisas que você pensa com frequência e gosta de nelas pensar, mesmo que esse exercício não lhe traga qualquer retorno pecuniário: por que pensa tanto nisso, já pensou?
    .
    É que no seu inconsciente, que guardar todos os tesouros inacessíveis dos mistérios indesvendáveis, está guardado a imagem quântica da pineal mística, a que o liga ao cosmo global. Sua predileção compulsiva por uma espécie de pensamento é vislumbre de sua parcela de sustentação da realidade. Isso pode ser empiricamente provado.
    .
    Observe quando ocorrem acidentes, em qualquer lugar, seja envolvendo pessoas ou outro ente. Muitos desses não têm explicação para terem acontecido, então porque aconteceram? Simples, é porque a criatura que neles pensava e os mantinha deixou de ser, consequente aquele alicerce desmorona e traz a derrocado a tudo que apoiava. Este é um teste conclusivo, que dispensa estatística, a provar que o pensamento é danado de bão, desde que devidamente pensado.
    .
    Eu sou afortunado: recebi revelação esotérica, dos mestres ascenciados, da parte que me foi cabida manter. Não digo qual para não deixar ninguém preocupado, mas cuidado: se me aporrinharem o juízo posso parar de pensar os pensamento que não devo parar de pensar… aí já viu: falência plena, geral, irrestrita!
    .
    Eu nem devia esta falando dessas coisas…só pensando…

  81. MONTALVÃO Diz:

    /
    Montalvão e Gorducho, eu vos proponho um teste científico.
    Na próxima vez em que Vasco e Flamengo jogarem, eu vou me concentrar no pensamento da vitória do Vasco, sentir a emoção relativa e realmente acreditar; Montalvão faz o mesmo, mas visando à vitória do Flamengo; Gorducho vibrará pelo empate.
    Provavelmente nossa experiência vai criar vários universos paralelos, seja lá que diabos isso signifique.
    /.
    CONSIDERAÇÃO: como posso me concentrar na vitória do Framengo se sempre torço para o time que perde?

  82. Marciano Diz:

    Vocês dois estragaram nosso experimento mental.
    Um não consegue “vibrar” pelo empate vascaíno (tarefa das mais fáceis, visto que a física de vanguarda já provou sobejamente que o Vasco é o undisputable campeão de empates) e o outro é derrotista nato, só conseguindo pensar em perda, malogro e fracasso, além de preconceituoso, pois deixou escapar que acha que todo “framenguista” é prexxx, ladxxx ou favexxx, o que não corresponde à verdade, visto que há quem teorize que há uns dois ou três que não o são, embora ainda não tenham sido encontrados.

  83. Marciano Diz:

    Com relação a Iάκωβος, foi o que eu disse. Para tentar convencer de sua existência, interpolaram texto de Josefo, mas não funcionou.
     
    Trecho de um de meus livros:
    Muitos defensores do misticismo quântico se apegam a
    indícios e narrativas de ocorrências paranormais em busca de apoio empírico para suas ideias.
    O problema, aí, é que nenhum desses fenômenos jamais foi validado cientificamente:
    desde que o americano Joseph Banks Rhine escolheu a palavra “parapsicologia” para descrever seu campo de estudos, na década de 1930, nenhum suposto evento paranormal sobreviveu ao escrutínio científico.
     
    Críticos às vezes acusam a “ortodoxia” científica de não aceitar fenômenos revolucionários. O que não deixa de ser engraçado, já que essa mesma ortodoxia aceitou coisas bem estranhas, como a Relatividade e o quantum, assim que as provas adequadas foram produzidas.
     
    De fato, as únicas descobertas científicas sólidas já feitas, com base nos estudos sobre paranormalidade, dizem respeito à psicologia do erro e do embuste, e revelam como é fácil enganar as pessoas. Como somos facilmente distraídos, enrolados e engabelados pelos outros ou por nós mesmos.
     
    Mais detalhes podem ser encontrados em livros como Paranormality (Paranormalidade), do
    psicólogo britânico Richard Wiseman, e The Elusive Quarry (A Presa Elusiva), do americano Ray Hyman.
     
    Nada impede que uma pessoa assuma uma perspectiva mística e aceite, como paranormais, eventos que, numa visão científica, não passam de coincidências ou mal-entendidos. Só que, ao abandonar a perspectiva científica, tem-se de abandonar, também, qualquer reivindicação legítima de aplicação da Mecânica Quântica ao problema.

  84. Marciano Diz:

    Nem só do Princípio da Incerteza e da dualidade onda-partícula vivem as picaretagens quânticas, no entanto. Outro fenômeno, o chamado emaranhamento quântico, às vezes também costuma ser invocado.
    No emaranhamento, partículas separadas por grandes distâncias – a expressão “em lados opostos do Universo” é muito usada por certos autores – parecem capazes de se comunicar instantaneamente, com uma alteração no estado de uma operando uma transformação automática na outra.
     
    Ninguém menos do que Einstein referiu-se a essa possibilidade como uma “ação fantasmagórica a distância”, e você não terá dificuldade em encontrar quem tente aplicar o princípio a fenômenos tão diversos quanto a astrologia e a transmissão de pensamento.
    O emaranhamento é um fenômeno real, comprovado experimentalmente, e uma interpretação adequada do que, exatamente, acontece ali ainda não existe. Mas, como de costume, suas implicações são bem diversas das sugeridas pela literatura mais popular.

  85. Marciano Diz:

    Entreouvido no ultramundo:
     
    — Acho que posso dizer com segurança que ninguém entende Mecânica Quântica.
     
    — Cala a boca e calcula!

  86. Gorducho Diz:

    NINGUÉM entende QM.
    É isso mesmo que é.
     
     
    ============================================================
    Para tentar convencer de sua existência, interpolaram texto de Josefo, mas não funcionou.
    ============================================================
    Pois é isso que eu acho difícil.
    Claro que muitos escritores e contadores de viagens exóticas “relatam” que falaram com beltrano ou sicrano n’algum lugar imaginário ou não.
    Mas esse relato me parece mui despretensioso pra alguém que estivesse inventando – mui en passant pra quem desejasse ressaltar pois que mentira…
    E como o Sr. falou: sim, claro que podem reunir uma série de preceitos e ideais ideológicos e “personificarem” como “ensinamentos” dum ser lendário. Mas isso sempre é no passado, e neste contexto que estamos falando a crucificação desse pregador teria sido há poucos anos.

  87. Gorducho Diz:

    Também tenho uma dúvida (dúvida mesmo, nenhuma “tese” about it…): partido da hipótese que tudo tenha sido 100% inventado e esse Sr. “Jesus” jamais existido…
    ▶ por que ele “nasceu” em “Belém” sabemos;
    ▶ por que ele “morou” em Nazaré sabemos (a analogia fonética com a brotação de Isaías).
    Mas por que ele teria que ser crucificado ❓

  88. Marciano Diz:

    Parece “en passant” justamente por ser uma interpolação.
    Se estivesse dentro do contexto, não seria texto interpolado.
    Características de interpolações são justamente estas. Fala-se de alguma coisa, interpola-se</strike) menciona-se algo nada a ver com o texto, volta-se ao assunto.
     
    Para entender o fato de ter-se passado há poucos anos, é porque Paulo foi (os que por ele se passaram, pelo menos 3) provavelmente o primeiro autor a escrever sobre cristianismo, sua invenção.
    Os evangelhos vieram depois e tiveram inspiração (os sinóticos) no Documento Q (coletânea de pensamentos religiosos, como dito acima) e no personagem criado por Paulo, dando-lhe vida humana, em vez de apenas mítica.
     
    O Jesus de Paulo é o mítico. O dos milagres (desprezados por Paulo) veio depois.
     
    Veja que Paulo só foi a Jerusalém (segundo a bíblia) 3 anos após sua “conversão”. E esta (assim ele nos diz em Gálatas), exclusivamente para "conhecer" Pedro, e não voltaria durante outros 14 anos.
     
    É concebível que Paulo não teria desejado visitar o morro do Calvário, para prostrar-se ele mesmo no solo sagrado que recebeu o sangue do seu Senhor assassinado? Certamente ele teria partilhado de uma experiência emocional muito intensa com os seus leitores! Não teria sido conduzido ao Jardim do Getsêmani, onde se relata que Jesus tinha passaram pelo horror e a dúvida que o próprio Paulo havia conhecido? Não se alegraria por se manter de pé diante do sepulcro vazio, a garantia de sua própria ressurreição? Há nesta vasta terra, tão recentemente preenchida com a presença do “Filho de Deus”, algum lugar sagrado ou algum pedaço de terra onde sua presença persistiu santificada pela passagem, toque ou palavra de Jesus de Nazaré?
     
    •?Nem Paulo nem qualquer outro escritor das epístolas do primeiro século dizem o mais leve sussurro de qualquer coisa semelhante.
     
    Esta é uma característica recorrente das cartas de Paulo: ele ignora totalmente a carreira recente de Jesus e coloca o foco da revelação e da salvação inteiramente sobre o movimento missionário do qual ele é o membro mais proeminente (segundo ele o vê). Ele também jamais toca na pergunta que teria refletido nas expectativas populares: Por que a verdadeira chegada do messias não produziu por si mesmo a chegada do reino? (Nas epístolas, nunca se fala sobre a esperada vinda de Cristo ao final do tempo como um "retorno" ou segunda vinda, a impressão que isso produz é que esta seria sua primeira aparição em pessoa na Terra.).
     
    •?Por que, se Paulo viu ao próprio Jesus em visões e, aparentemente, se comunicavam o tempo todo, sua doutrina e seus ensinamentos são contrários ao que Jesus prega nos evangelhos?
     
    A resposta é muito simples e evidente:
    Paulo nunca conheceu nada sobre Jesus… Por duas razões, primeiro, que Jesus nunca existiu como personagem e Paulo inventou toda esta parafernália em torno de um Messias para dar-lhe um matiz divino que apoiasse a sua teologia particular, a segunda razão é que se o dito Jesus existiu (sobrenatural ou não) Paulo simplesmente ouviu alguma referência isolada dele ou a sua importância não foi tão?grande, assim então decidiu "inventar um pouco" e assim dar forma a sua doutrina ao redor desse "Jesus”.
    Em qualquer caso, como já dissemos várias vezes, as cartas de Paulo são muito anteriores aos evangelhos, que nos leva a uma conclusão inevitável:
     
    "O Jesus dos Evangelhos é o personagem criado posteriormente para dar uma representação ao "Jesus" que Paulo já havia exposto em suas cartas"
     
     
    Por que a crucificação?
     
    Porque a história toda é um composto de plágios de outros “deuses” encarnados, como Inanna (Ishtar), na Babilônia, também crucificados, além do fato de que era prática comum.

  89. Marciano Diz:

    Favor fechar o strike após “interpola-se”, Sr. Administrador.
    Como auto-punição, faço voto de silêncio nos próximos 3 dias.

  90. Marciano Diz:

    Como o Administrador só volta amanhã, e para facilitar a leitura, corrijo eu mesmo.
    Depois, rogo-lhe o favor de deixar só o texto corrigido.
     
     
    Parece “en passant” justamente por ser uma interpolação.
    Se estivesse dentro do contexto, não seria texto interpolado.
    Características de interpolações são justamente estas. Fala-se de alguma coisa, interpola-se menciona-se algo nada a ver com o texto, volta-se ao assunto.
     
    Para entender o fato de ter-se passado há poucos anos, é porque Paulo foi (os que por ele se passaram, pelo menos 3) provavelmente o primeiro autor a escrever sobre cristianismo, sua invenção.
    Os evangelhos vieram depois e tiveram inspiração (os sinóticos) no Documento Q (coletânea de pensamentos religiosos, como dito acima) e no personagem criado por Paulo, dando-lhe vida humana, em vez de apenas mítica.
     
    O Jesus de Paulo é o mítico. O dos milagres (desprezados por Paulo) veio depois.
     
    Veja que Paulo só foi a Jerusalém (segundo a bíblia) 3 anos após sua “conversão”. E esta (assim ele nos diz em Gálatas), exclusivamente para “conhecer” Pedro, e não voltaria durante outros 14 anos.
     
    É concebível que Paulo não teria desejado visitar o morro do Calvário, para prostrar-se ele mesmo no solo sagrado que recebeu o sangue do seu Senhor assassinado? Certamente ele teria partilhado de uma experiência emocional muito intensa com os seus leitores! Não teria sido conduzido ao Jardim do Getsêmani, onde se relata que Jesus tinha passaram pelo horror e a dúvida que o próprio Paulo havia conhecido? Não se alegraria por se manter de pé diante do sepulcro vazio, a garantia de sua própria ressurreição? Há nesta vasta terra, tão recentemente preenchida com a presença do “Filho de Deus”, algum lugar sagrado ou algum pedaço de terra onde sua presença persistiu santificada pela passagem, toque ou palavra de Jesus de Nazaré?
     
    •Nem Paulo nem qualquer outro escritor das epístolas do primeiro século dizem o mais leve sussurro de qualquer coisa semelhante.
     
    Esta é uma característica recorrente das cartas de Paulo: ele ignora totalmente a carreira recente de Jesus e coloca o foco da revelação e da salvação inteiramente sobre o movimento missionário do qual ele é o membro mais proeminente (segundo ele o vê). Ele também jamais toca na pergunta que teria refletido nas expectativas populares: Por que a verdadeira chegada do messias não produziu por si mesmo a chegada do reino? (Nas epístolas, nunca se fala sobre a esperada vinda de Cristo ao final do tempo como um “retorno” ou segunda vinda, a impressão que isso produz é que esta seria sua primeira aparição em pessoa na Terra.).
     
    •Por que, se Paulo viu ao próprio Jesus em visões e, aparentemente, se comunicavam o tempo todo, sua doutrina e seus ensinamentos são contrários ao que Jesus prega nos evangelhos?
     
    A resposta é muito simples e evidente:
    Paulo nunca conheceu nada sobre Jesus… Por duas razões, primeiro, que Jesus nunca existiu como personagem e Paulo inventou toda esta parafernália em torno de um Messias para dar-lhe um matiz divino que apoiasse a sua teologia particular, a segunda razão é que se o dito Jesus existiu (sobrenatural ou não) Paulo simplesmente ouviu alguma referência isolada dele ou a sua importância não foi tão?grande, assim então decidiu “inventar um pouco” e assim dar forma a sua doutrina ao redor desse “Jesus”.
    Em qualquer caso, como já dissemos várias vezes, as cartas de Paulo são muito anteriores aos evangelhos, que nos leva a uma conclusão inevitável:
     
    “O Jesus dos Evangelhos é o personagem criado posteriormente para dar uma representação ao “Jesus” que Paulo já havia exposto em suas cartas”
     
     
    Por que a crucificação?
     
    Porque a história toda é um composto de plágios de outros “deuses” encarnados, como Inanna (Ishtar), na Babilônia, também crucificados, além do fato de que era prática comum.

  91. Marciano Diz:

    ♒(◣_◢)♒

  92. Gorducho Diz:

    ============================================================
    Parece “en passant” justamente por ser uma interpolação.
    Se estivesse dentro do contexto, não seria texto interpolado.

    ============================================================
    Pois é… é que a mim me parece bem fluida & natural a narrativa; então não me parece interpolação.
    Por en passant I meant que não é dada ênfase maior nisso (que poderia ser o caso se o autor estivesse inventando…).
     
     
    15 ΟΤΕ ΔΕ ΕΥΔΟΚΗΣΕΝ Ο ΘΕΟΣ Ο ΑΦΟΡΙΣΑΣ ΜΕ ΕΚ ΚΟΙΛΙΑΣ ΜΗΤΡΟΣ ΜΟΥ ΚΑΙ ΚΑΛΕΣΑΣ ΔΙΑ ΤΗΣ ΧΑΡΙΤΟΣ ΑΥΤΟΥ
    16 ΑΠΟΚΑΛΥΨΑΙ ΤΟΝ ΥΙΟΝ ΑΥΤΟΥ ΕΝ ΕΜΟΙ ΙΝΑ ΕΥΑΓΓΕΛΙΞΩΜΑΙ ΑΥΤΟΝ ΕΝ ΤΟΙΣ ΕΘΝΕΣΙΝ ΕΥΘΕΩΣ ΟΥ ΠΡΟΣΑΝΕΘΕΜΗΝ ΣΑΡΚΙ ΚΑΙ ΑΙΜΑΤΙ
    17 ΟΥΔΕ ΑΝΗΛΘΟΝ ΕΙΣ ΙΕΡΟΣΟΛΥΜΑ ΠΡΟΣ ΤΟΥΣ ΠΡΟ ΕΜΟΥ ΑΠΟΣΤΟΛΟΥΣ ΑΛΛΑ ΑΠΗΛΘΟΝ ΕΙΣ ΑΡΑΒΙΑΝ ΚΑΙ ΠΑΛΙΝ ΥΠΕΣΤΡΕΨΑ ΕΙΣ ΔΑΜΑΣΚΟΝ
    18 ΕΠΕΙΤΑ ΜΕΤΑ ΕΤΗ ΤΡΙΑ ΑΝΗΛΘΟΝ ΕΙΣ ΙΕΡΟΣΟΛΥΜΑ ΙΣΤΟΡΗΣΑΙ ΠΕΤΡΟΝ ΚΑΙ ΕΠΕΜΕΙΝΑ ΠΡΟΣ ΑΥΤΟΝ ΗΜΕΡΑΣ ΔΕΚΑΠΕΝΤΕ
    19 ΕΤΕΡΟΝ ΔΕ ΤΩΝ ΑΠΟΣΤΟΛΩΝ ΟΥΚ ΕΙΔΟΝ ΕΙ ΜΗ ΙΑΚΩΒΟΝ ΤΟΝ ΑΔΕΛΦΟΝ ΤΟΥ ΚΥΡΙΟΥ

  93. MONTALVÃO Diz:

    /
    “Vocês dois estragaram nosso experimento mental.
    Um não consegue “vibrar” pelo empate vascaíno (tarefa das mais fáceis, visto que a física de vanguarda já provou sobejamente que o Vasco é o undisputable campeão de empates) e o outro é derrotista nato, só conseguindo pensar em perda, malogro e fracasso, além de preconceituoso, pois deixou escapar que acha que todo “framenguista” é prexxx, ladxxx ou favexxx,[…]”
    /.
    CONSIDERAÇÃO: na parte que me tocou… primeiro, essa dificuldade prova quão complicado é montar experimento que demonstre o indemonstrável, pois sempre há o óbice humano, com suas vontades, peculiaridades, esquisitices e quejandos, que não tem nada a ver com queijos.
    /
    Segundo, não me referi especificamente ao mengo, quando falei o que disse. Para eu, ou para mim, todo e qualquer time de football está no mesmo nível de desinteresse: se alguém quiser estragar meu hoje, meu ontem e meu amanhã e só me carregar para o Maracanã…
    /
    Mas podíamos mudar, em vez de time, que tal o Lula? Um torce para que seja preso, outro para que seja inocentado, um terceiro para que vá para prisão domiciliar…
    .
    Quem sabe assim não provamos que PSI é não sei o quê?
    .
    Eu prefiro que ele seja cozido em óleo de copaíba…

  94. Marciano Diz:

    Como eu disse mais acima.
    Gálatas 1:17-19
    17 – Nem tornei a Jerusalém, a ter com os que já antes de mim eram apóstolos, mas parti para a Arábia, e voltei outra vez a Damasco. 18 – Depois, passados três anos, fui a Jerusalém para ver a Pedro, e fiquei com ele quinze dias. 19 – E não vi a nenhum outro dos apóstolos, senão a Tiago, irmão do Senhor.
     
    Em toda a epístola, Paulo usa a palavra irmão (2:4, 3:15, 4:12) no sentido de membro de uma irmandade – não como irmão (em um dado momento chama seus leitores de “meus filhos”, mas dificilmente queria dizer que estes fossem seus descendentes).
     
    Veja que Paulo só foi a Jerusalém (segundo a bíblia) 3 anos após sua “conversão”. E esta (assim ele nos diz em Gálatas), exclusivamente para “conhecer” Pedro, e não voltaria durante outros 14 anos.
     
    É concebível que Paulo não teria desejado visitar o morro do Calvário, para prostrar-se ele mesmo no solo sagrado que recebeu o sangue do seu Senhor assassinado? Certamente ele teria partilhado de uma experiência emocional muito intensa com os seus leitores! Não teria sido conduzido ao Jardim do Getsêmani, onde se relata que Jesus tinha passaram pelo horror e a dúvida que o próprio Paulo havia conhecido? Não se alegraria por se manter de pé diante do sepulcro vazio, a garantia de sua própria ressurreição? Há nesta vasta terra, tão recentemente preenchida com a presença do “Filho de Deus”, algum lugar sagrado ou algum pedaço de terra onde sua presença persistiu santificada pela passagem, toque ou palavra de Jesus de Nazaré?
     
    Tiago que, ao que parece, lidera a Igreja Mãe da cristandade durante trinta anos e que tem nada menos que uma relação de sangue com o próprio deus-homem, não desempenha nenhum papel na história do evangelho, mas se destaca percorrendo a terra promovendo o show cristão. E ainda mais curioso que isso: depois de liderar a Igreja durante tanto tempo – durante os anos cruciais de formação do cristianismo – a história de Tiago está fracamente registrada. A Igreja se centra mais na dupla dinâmica de Pedro e Paulo. Conhecemos mais sobre as férias de Paulo em Chipre que da suposta carreira evangelizadora de Tiago em Jerusalém.
     
     
    Gálatas é uma carta de um Paulo ansioso e triste, frustrado com a facilidade que seus seguidores estão sendo recrutados por um pregador rival da proteção do altíssimo, amaldiçoa a concorrência e mistura ameaças emocionadas na esperança de que seus conversos antigos voltarão à sua facção.
     
    Gálatas 1:6-9
    6 – Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho; 7 – O qual não é outro, mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo. 8 – Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema. 9 – Assim, como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema.
     
    Pode-se verificar que este aproveita para qualificar-se como o representante autorizado alegando que o que ele prega não é de um ser humano, mas um deus:
    Gálatas 1:11-12
    11 – Mas faço-vos saber, irmãos, que o evangelho que por mim foi anunciado não é segundo os homens. 12 – Porque não o recebi, nem aprendi de homem algum, mas pela revelação de Jesus Cristo.
     
    Os dois principais protagonistas – Tiago e Paulo – foram assassinados a meados dos anos 60, mas foi o “bando de Tiago”, com sede em Jerusalém, o que mais sofreu com as guerras de 69 a 135. Os paulinistas finalmente ganharam – nos guetos da diáspora – e quando os vencedores escreveram os evangelhos, o verdadeiro Tiago – (líder radical essênio?) – foi refundido a partir de duas formas – por um lado como “Tiago, o Justo”, um bispo piedoso, e por outro como “Tiago, o irmão de João”, um testemunho (“real”) útil para os eventos mais importantes na vida do (fictício) deus-homem. Nos textos sagrados os irmãos de Tiago foram marginalizados e o número de testemunhos (discípulos) foi aumentado até completar o número mágico de doze. Embora tenha levado séculos para que os escritores de ficção cristã fabricassem biografias “apócrifas” para a maioria deles.
     
    Quando se escreveram os evangelhos, para todos os efeitos, o Tiago e os judeus da “igreja de Deus” foram eliminados da história. O “irmão” João não o menciona em absoluto e Lucas se refere unicamente aos diversos discípulos obscuros com esse nome.
     
    Em Marcos, Mateus e Atos os vestígios do Tiago real aparecem vagamente, mas ainda são perceptíveis, como “Irmão” de Jesus em Mateus 13:55-56. Mateus 13:55-56
    Não é este o filho do carpinteiro? e não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos Tiago, e José, e Simão, e Judas? 56 – E não estão entre nós todas as suas irmãs? De onde lhe veio, pois, tudo isto?
     
    Eisenman sustenta (em “Tiago, o irmão de Jesus: a chave para decifrar os secredos do cristianismo primitivo e dos Rolos do Mar Morto” – James the Brother of Jesus: The Key to Unlocking the Secrets of Early Christianity and the Dead Sea Scrolls. Penguin, 1998.) que o martírio de “Estevão” em Atos, é na realidade uma sobrescritura de um ataque físico contra Tiago por parte de Paulo.
    http://roberteisenman.com/
     
    Unidas todas as peças e eliminadas todas as mentiras tudo adquire mais sentido. O resultado é o fiel reflexo de uma sociedade sectária e dividida que introduziu seus líderes a fio de espada. Algo muito distante do conto – por si só contraditório – repleto de amor e paz que nos têm vendido as atuais igrejas ao longo dos últimos 16 séculos sobre um semideus (deus-homem) arquetipado e misterioso.

  95. Marciano Diz:

    ===============================================================
    Mas podíamos mudar, em vez de time, que tal o Lula? Um torce para que seja preso, outro para que seja inocentado, um terceiro para que vá para prisão domiciliar…
    ===============================================================
     
    Poderia morrer também (é velho e a mulher já se foi).
     
    Por enquanto, o estado de LuLLa é quântico: está preso, inocentado, em prisão domiciliar e morto.
    No momento em que o colapso da função de onda ocorrer, um dos valores possíveis do observável medido se manifestará e assim permanecerá.

  96. MONTALVÃO Diz:

    /
    “Mais detalhes podem ser encontrados em livros como Paranormality (Paranormalidade), do psicólogo britânico Richard Wiseman, e The Elusive Quarry (A Presa Elusiva), do americano Ray Hyman.
    /.
    CONSIDERAÇÃO: bem, pelo menos para o Vitor, de nada vale citar Wiseman nem Hyman. Ele está convicto de que Sheldrake acabou com o primeiro e Jessica utts com o outro…

  97. Marciano Diz:

    Parto agora para o meu retiro de 3 dias e 3 noites, prometido acima.
    Decorrido o tríduo, ressuscitarei e ressurgirei.

  98. MONTALVÃO Diz:

    /
    “Mas por que ele teria que ser crucificado :?:”
    /.
    CONSIDERAÇÃO: para salvar a você e a toda humanidade da danação… extensiva a marcianos.

  99. MONTALVÃO Diz:

    /
    Mas, não vá me crucificar por isso…

  100. MONTALVÃO Diz:

    /
    Por ter dito isso…

  101. MONTALVÃO Diz:

    /
    Agora, parto para o meu retiro no mercado de Madureira, de onde não deveria ter saído, pois tinha banana e manga pra comer à vontade!
    .

  102. Vitor Diz:

    MONTALVÃO DISSE: “Onde, quando e por quê é ou seria a parapsicologia ciência de vanguarda?”
    .
    Explicado aqui: https://app.box.com/s/2s67wvdwaxtb82is7v0urwl6rs58d6bb
    .
    MONTALVÃO DISSE: “Ciência de vanguarda cujo objeto de estudos só encolhe? Onde estão as levitações de objetos pesados, e até de pessoas?”
    .
    Na África?: https://www.youtube.com/watch?v=tW6pVFOpE6Q

  103. MONTALVÃO Diz:

    /
    MONTALVÃO DISSE: “Onde, quando e por quê é ou seria a parapsicologia ciência de vanguarda?”
    .
    VITOR: Explicado aqui: https://app.box.com/s/2s67wvdwaxtb82is7v0urwl6rs58d6bb
    .
    __________________________
    TRECHO:
    “A retrocausalidade é a proposição de que o futuro pode afetar o presente de uma maneira análoga a como o passado afeta o presente através da causalidade. Sabe-se que as equações fundamentais da física são simétricas no tempo, ou seja, possuem soluções temporárias (retardadas) e reversas no tempo (avançadas), mas isso desmente nossa experiência temporariamente assimétrica do mundo, que avança unidirecionalmente para o futuro. A física quase universalmente adota esse viés ao descartar as soluções avançadas como “não físicas”. Este simpósio desafia esse pressuposto.”
    […]
    “Nesse espírito que o QRC-III foi organizado. Os participantes vieram principalmente da filosofia, da física teórica e das comunidades parapsicológicas experimentais. O intuito era que cada grupo iluminasse os demais, uma vez que cada um possuía evidências, conhecimentos e perspectivas que faltavam aos outros. [OBS.: sabia que botar essa gente díspar para pensar junto não ia dar certo]
    .
    […]espera-se que, com o tempo, essas sementes do QRC-III deem frutos.” [OBS.: vai esperando… ]
    __________________________
    /.
    CONSIDERAÇÃO: a retrocausalidade é hipótese como qualquer outra, por mais maluca que seja. O desafio aos seus defensores é demonstrá-la e definir seus limites, isso caso exista: por ora não passa de sonho.
    .
    Então, recorrer a conjeturas para explicar o que não se sabe explicar, qual se faz com telepatia, precognições e outras, agora incluindo a retrocausalidade é mero AÇODAMENTO INGÊNUO.
    /
    /
    MONTALVÃO DISSE: “Ciência de vanguarda cujo objeto de estudos só encolhe? Onde estão as levitações de objetos pesados, e até de pessoas?”
    .
    VITOR: Na África?: https://www.youtube.com/watch?v=tW6pVFOpE6Q
    /.
    CONSIDERAÇÃO: não, não na África, de noite, no quintal do xamã, sem sabermos se foi devidamente fiscalizado…
    .
    A verdadeira levitação se faz em dia claro, à vista de todos, sob o poder de JC, para que marcianos acreditem…
    https://www.youtube.com/watch?v=WdgtHNfVhJk
    .
    A única e sutil diferença é que o xamã levita – diz ele – por poder próprio ou de seu deus, e os parapsicólotras afiançam que seja por telecinesia; já o mágico é menos ambicioso: truque…
    .
    E, enquanto falamos, psi continua a encolher…
    .
    Vanguarda… cáspite!

  104. Gorducho Diz:

    Nesse espírito que o QRC-III foi organizado.
     
     
    😆 😆 😆
    Que foi que eu falei ontem ❓
    Depois do fracasso do espiritismoa parapsicologia macro;
    depois do fracasso da μ parapsicologia estatística;
    a próxima vanguarda á a parapsicologia quântica ❗

  105. Gorducho Diz:

    de preferência sem muita matemática (exceto o modelo decodificador estatístico, claro).

  106. Vitor Diz:

    GORDUCHO DISSE: “Depois do fracasso da parapsicologia macro;”
    .
    Não tão fracassada assim:
    .
    https://www.scientificexploration.org/docs/31/jse_31_2_Gimeno.pdf
    .
    GORDUCHO DISSE: “depois do fracasso da ? parapsicologia estatística;”
    .
    Fracasso algum. Pelo contrário, os métodos da parapsicologia estatística se espalharam pelo mainstream. Incluindo as meta-análises.
    .
    GORDUCHO DISSE: “a próxima vanguarda á a parapsicologia quântica :!:”
    .
    Que já chegou como se vê nos experimentos de mentes entrelaçadas.

  107. Vitor Diz:

    MONTALVÃO DISSE: “não, não na África, de noite, no quintal do xamã, sem sabermos se foi devidamente fiscalizado…”
    .
    Você também pode procurar em casos de poltergeist, fiscalizado por um mágico cético bem famoso:
    .
    http://obraspsicografadas.org/2016/tres-casos-poltergeist-em-sao-paulo-brasil/
    .
    MONTALVÃO DISSE: “E, enquanto falamos, psi continua a encolher…”
    .
    Claro que não. Se expandiu para a constatação de mentes entrelaçadas, por exemplo, bem visível nos registros de EEG e fmri. Isso o pessoal da SPR antigo nem imaginava… os casos de reencarnação e as marcas de nascença também são exemplos de fenômenos psi que os antigos da SPR não esperavam. Então o seu “encolhimento” é algo bem relativo…

  108. Gorducho Diz:

    QE NÃO É Ψ &#150; admitindo pra não fazer polemizações secundárias que haja QE entre mentes de certas # de gêmeos.
    Por-amor-de-deus: S/Pessoa estudou Eng. e trabalha no mercado financeiro onde vigem altas modelizações matemáticas, AI, data mining, Excel PowerPivot c/milhares de linhas…
     
    Sério mesmo (sem sacanagens cá): não se exponha assim 🙁

  109. Gorducho Diz:

    substitua “3” pelo “#” pra escrever o travessão faz favor…

  110. MONTALVÃO Diz:

    /
    TESE: em PSI tudo encolhe, só o deslumbre do Vitor cresce…
    /
    /

    GORDUCHO DISSE: “Depois do fracasso da parapsicologia macro;”
    .
    VITOR: Não tão fracassada assim:
    .
    https://www.scientificexploration.org/docs/31/jse_31_2_Gimeno.pdf
    /.
    CONSIDERAÇÃO: tristeza não tem fim, felicidade sim… um artigo que exalta Nina Kulagina, Eusápia Palladino… que considera fiáveis a experiências de Crawford e ainda mostra as safadices, digo, poderes de Ariel Farías: realmente é prova contundente de que a paranormalidade está aí, mas só para quem tem generosos olhos de ver…
    .
    Quem quiser conferir os poderes de Ariel, filmado em boa luz, veja e conclua:
    https://www.youtube.com/watch?v=Stoi27PugKI
    /
    /
    .
    GORDUCHO DISSE: “depois do fracasso da ? parapsicologia estatística;”
    .
    VITOR: Fracasso algum. Pelo contrário, os métodos da parapsicologia estatística se espalharam pelo mainstream. Incluindo as meta-análises.
    /.
    CONSIDERAÇÃO: essa resposta é dada de má-fé, porque o autor já foi orientado que as metanálises não são crias dos estudos do paranormal; ao contrário, foi a parapsicologia quem copiou procedimentos de outras áreas, onde funcionam…
    .
    Já que a parapsicologia não inventa nada, como bem postula a Conjetura de Moi: […] “não tem utilidade conhecida”, então inventa-se que ela inventa…
    /
    /
    .
    GORDUCHO DISSE: “a próxima vanguarda á a parapsicologia quântica ”
    .
    VITOR: Que já chegou como se vê nos experimentos de mentes entrelaçadas.
    /.
    CONSIDERAÇÃO: deveras, o que dá bons indicativos do atrofiamento dessa “ciência”…
    /
    /
    MONTALVÃO DISSE: “não, não na África, de noite, no quintal do xamã, sem sabermos se foi devidamente fiscalizado…”
    .
    VITOR: Você também pode procurar em casos de poltergeist, fiscalizado por um mágico cético bem famoso:
    .
    http://obraspsicografadas.org/2016/tres-casos-poltergeist-em-sao-paulo-brasil/
    /.
    CONSIDERAÇÃO: ok: visto ter visto que o Xamã não deu em nada volta-se para uma outra coisa-nenhuma, o poltergeist…
    .
    Continuas o mesmo e sem alteração: citas artigos postados sem dar a mínima para a discussão que a ele se seguiu, como se a postagem fosse inabalável e inatacável. Pra piorar, ainda recorre a evento que tem tudo para ser fruto de superstições, ilusões, interpretações precipitadas, enfim, nada que se ligue o imaginado paranormal.
    .
    Na discussão a qual não atenção, alguém opinou:
    /
    —————————-

    • MONTALVÃO Diz:
    janeiro 23rd, 2016 às 8:30 PM
    /
    /
    Até agora ninguém falou especificamente do artigo, então dou minha consideração.
    /
    Visoni continua o de sempre: mais e mais tendente para a superstição e buscador de confirmação fácil de suas crenças. O artigo que ora postou é, aparentemente e dentre outros objetivos, resposta à afirmação que lhe fiz noutro tópico, o de que o poltergeist, até segura prova em contrário, reporta ocorrência material banal. Nada, pois, de espíritos ou paranormalidade.
    .
    Entretanto, se realmente o postador objetivou desqualificar o que afirmei falhou completamente. O artigo em questão em momento algum oferece demonstração segura de que a paranormalidade seja a explicação para os poltergeists, ao contrário, o autor é claramente favorável à hipótese psicológica como melhor elucidamento, inclusive nos casos em que a fraude intencional seja detectada. A ideia é a de que os responsáveis pelas ocorrências estejam vivenciando crise ou desajuste. As não confirmadas e (se houverem) esporádicas ocorrências paranormais proviriam do psiquismo exacerbado/descontrolado e seriam (nos eventos genuínos) fomentadas inconscientemente pelos responsáveis.
    .
    Embora tendendo concordar com a hipótese apresentada, excluída a paranormalidade (mesmo porque em qualquer evento envolvendo humanos o psiquismo o integra), acredito que se deva ampliar as possibilidades explicativas, acrescentando a participação de terceiros nos episódios, e interpretações fantasiosas de fatos corriqueiros. Suponhamos exemplo: uma casa assombrada por pedras que lhe caem no telhado à noite. Isso pode realmente ser a ação de fantasmas que, na escuridão recolhem pedregulhos e os tacam na cobertura da habitação (afinal de contas eles têm que arrumar o que fazer)… nessa conjetura, faltando apenas esclarecer como um defunto, descorporificado, é habilitado a agarrar pedras e lançá-las onde bem entenda. Mas isso não é problema: como tudo é mistério nessa linha interpretativa, um a mais ou a menos pouca diferença faz.
    .
    A visão ilusória (e iludida) rapidamente sobressai tão logo ocorrências aparentemente sem explicação são reportadas. Citei em comentário precedente o exemplo da casa que “sangrava” e de outra cujo piano tocava sozinho. Diante de algo inusitado a tentação de optar-se sobrenatural como elucidação é contagiante. A imprensa, sempre sequiosa por manchetes lucrativas, e religiosos em geral pouco ajudam no combate às fantasias, em vez disso, as alimentam. Para complicar, vê-se que parapsicólogos puxam brasa para suas sardinhas paranormais e não se empenham em exaurir esclarecimentos por vias naturais. Contudo, podemos dar-lhes desconto tendo em vista as complicações inerentes a esse tipo de investigação, o mal está em alegarem paranormalidade ante o tão pouco que conseguem escavar.
    .
    Entretanto, mesmo sendo a ação fantasmagórica visivelmente preferida pelo vulgo (seguida do paranormal), sem dúvida que é mais consiste e provável que alguém humano (e bem humano) seja o realizador de feitos da espécie. Humanos com intenções e motivos terrenais, descartadas, pois, por desnecessárias, espiritualidade e paranormalidade. Os motivos para que pessoas optem por esses procedimentos variam, desde simples brincadeira de mau-gosto até pretensões criminosas.
    .
    Em que pese o esforço dos investigadores, os três casos são fracamente documentados e os autores confessam dificuldades em investigá-los adequadamente. Quer dizer, os dados disponíveis são insuficientes para prover conclusão segura. Em minha opinião a perspectiva de fraude, seja intencional, seja inconsciente, em todos eles, é patente. Lamenta-se apenas que os autores insistam em achar parapsicologia onde dificilmente caberia…
    .
    Falou Moi.
    ————————————

    /
    /

    MONTALVÃO DISSE: “E, enquanto falamos, psi continua a encolher…”
    .
    CONSIDERAÇÃO: Claro que não. Se expandiu para a constatação de mentes entrelaçadas, por exemplo, bem visível nos registros de EEG e fmri. Isso o pessoal da SPR antigo nem imaginava… os casos de reencarnação e as marcas de nascença também são exemplos de fenômenos psi que os antigos da SPR não esperavam. Então o seu “encolhimento” é algo bem relativo…
    /.
    CONSIDERAÇÃO: claro que o pessoal “antigo” não imagina que houvesse esse treco de mentes entrelaçadas: não tinham ainda a quântica para enchê-los de ideias de jerico!
    .
    Reencarnação e marcas de nascença… pirou geral! Só posso recomendar-lhe que revise as mil e uma discussões ocorridas, para se atualizar a respeito da insensatez de tais alegações!
    .
    Resumindo: deu mais uma encolhida!
    /
    Que zeus tenha misericórdia…

  111. Gorducho Diz:

    A vontade de encontrar alguma coisa dentro do nada é tanta que ele se recusa a entender – porque saber ele tem que saber já que se “dá” “Física Moderna” nas escolas de engenharia…– que QE não será – i.e.: se houver entre mentes gêmeas…– “Ψ” e sim uma inseparabilidade do sistema microfísico constituído por ambos esses 2 conjuntos de neurônios.

  112. MONTALVÃO Diz:

    /
    E a bela Mariana? Desistiu?

  113. Gorducho Diz:

    ============================================================
    Em toda a epístola, Paulo usa a palavra irmão (2:4, 3:15, 4:12) no sentido de membro de uma irmandade
    ============================================================
    O problema é a individuação (acusativa, claro) de 1:19.
    Nos supracitados ele usa “irmãos” como os espíritas e/ou membros d’outras igrejas e/ou fraternidades usam…
     
     
    2:4 ΔΕ ΤΟΥΣ ΠΑΡΕΙΣΑΚΤΟΥΣ ΨΕΥΔΑΔΕΛΦΟΥΣ
    [d’os falsos irmãos infiltrados]
     
    3:15 ΑΔΕΛΦΟΙ,
    (como se usa o termo exortativamente a Companheiros de Fraternidade)
     
    4:12 ΑΔΕΛΦΟΙ ΔΕΟΜΑΙ ΥΜΩΝ
    [irmãos, rogo-vos]

  114. Vitor Diz:

    O problema de responder ao Montalvão é que é difícil não achar um parágrafo em que ele não fale uma besteira. Aí perco o maior tempo da minha vida respondendo a coisas que um conhecimento mínimo do inglês – ou mesmo conhecimento nenhum, bastando jogar tudo no tradutor do google que melhorou sensivelmente. Vejamos:
    .
    MONTALVÃO DISSE: “tristeza não tem fim, felicidade sim… um artigo que exalta Nina Kulagina, Eusápia Palladino… que considera fiáveis a experiências de Crawford”
    .
    Mas o que o artigo diz de fato sobre as experiências de Crawford?
    .
    Beginning in 1915, Crawford conducted more than one hundred sessions with Miss Goligher, the results of which led him to postulate that “psychic rods” of ectoplasm exiting the body of the subject stick to objects and move them. Crawford even succeeded in photographing some of those apparent ectoplasmic extrusions. It should be noted, however, that these “rods” were also discussed critically, and that some commentators accused Miss Goligher of fraud. (For further discussion, see Braude 1997 and Nahm 2014a.)
    .
    Então o artigo longe está de considerar fiáveis os experimentos de Crawford.
    .
    MONTALVÃO DISSE: ” essa resposta é dada de má-fé, porque o autor já foi orientado que as metanálises não são crias dos estudos do paranormal; ”
    .
    Em 1º lugar, MÁ-FÉ É O ESCAMBAU!
    .
    Em 2º lugar, vamos às fontes:
    .
    Even back in 1986, the great methodologist Robert Rosenthal in his commentary on the ganzfeld debate noted that it did a service to science in general by raising many important issues about meta-analysis and the nature of replication.[5] However Holger Bösch has argued persuasively that, even before the term “meta-analysis” was introduced, J.B. Rhine, Gaither Pratt, and colleagues’ review of 60 years of ESP research, published in 1940,[6] was “the first comprehensive meta-analysis in the history of science.”[7]
    .
    FONTES:
    .
    [5]Rosenthal, R. (1986). “Meta-analytic procedures and the nature of replication: The ganzfeld debate,” Journal of Parapsychology, 50, 315–336.
    .
    [6] Pratt, J. G., Rhine, J. B., Smith, B. M., Stuart, C. E., and Greenwood, J. A. (1940). Extra-Sensory Perception After Sixty Years. Boston: Bruce Humphries.
    .
    [7] Bösch, H. (2004). “Reanalyzing a meta-analysis on ESP dating from 1940,” Proceedings of the 47th Annual Convention of the Parapsychological Association, pp 1–13. Vienna, Austria.
    .
    Da fonte 7:
    .
    The book Extra-Sensory Perception After Sixty Years (ESP-60) published in 1940 is the first meta-analysis in book format. […] They are the first meta-analysts taking into account publication bias, and calculate a ?fail-safe N? in order to assure the reliability of their analyses long before such sensitivity analyses became standard practice in meta-analysis. […]
    .
    Vc quer pedir desculpas agora, Montalvão?

  115. MONTALVÃO Diz:

    /
    O trecho que segue seguiu com um subtítulo errado, o que pode dar incompreensibilidade…
    /
    =================
    MONTALVÃO DISSE: “E, enquanto falamos, psi continua a encolher…”
    .
    CONSIDERAÇÃO: VITOR: Claro que não. Se expandiu para a constatação de mentes entrelaçadas, por exemplo, bem visível nos registros de EEG e fmri. Isso o pessoal da SPR antigo nem imaginava… os casos de reencarnação e as marcas de nascença também são exemplos de fenômenos psi que os antigos da SPR não esperavam. Então o seu “encolhimento” é algo bem relativo…
    /.
    CONSIDERAÇÃO: claro que o pessoal “antigo” não imaginava que houvesse esse treco de mentes entrelaçadas: não tinham ainda a quântica para enchê-los de ideias de jerico!

  116. MONTALVÃO Diz:

    VITOR: os casos de reencarnação e as marcas de nascença também são exemplos de fenômenos psi que os antigos da SPR não esperavam.
    /.
    CONSIDERAÇÃO: eterno retorno…
    /
    MONTALVÃO Diz:
    janeiro 29th, 2016 às 9:09 PM

    /
    /
    GORDUCHO:“O IS [Ian Stevenson] aparentemente pelo menos de fachada procurava verificar o que ocorre no mundo real.
    Só eu perdi um pouco a confiança dele depois que soube da colaboração dele – prévia bien entendu – com aquele que se encantou c/o Sai Baba.
    Isso me fez questionar é a capacidade de discernimento do IS…”
    /.
    CONSIDERAÇÃO: houvesse visto, lido, ouvido, o discurso do dito quando da posse na presidência da SPR teria já perdido o encanto de há muito.
    .
    Atentasse para o deslumbramento de IS no tangente às marcas de nascimento reencarnacionistas, além de desencantado quedaria pasmado.
    .
    Notasse a categoria de discípulos que brotaram dos ensinos stevensonianos abestado ficaria incontinenti.
    Sai Baba é cafezinho diante do todo.

  117. Vitor Diz:

    GORDUCHO DISSE: “QE NÃO É PSI”
    .
    Quando se refere a neurônios entrelaçados parece que é sim….
    .
    Our results indicate that after a meditative interaction between two human beings in which both subjects are instructed to maintain direct communication (i.e., to feel each other’s presence even at a distance), in about one in four cases when one of the subjects is stimulated in such a way that his/her brain responds clearly (with a distinct evoked potential), the brain of the nonstimulated subject also reacts and shows a transferred potential of a similar morphology. The transferred potentials never occur when the subjects do not interact, when the evoked potential is unclear, or when a signal (flash) is not applied.
    .
    Para mim isso é CLARAMENTE uma forma de telepatia. Telepatia é por definição interação direta entre cérebros. E é isso que está havendo.

  118. Vitor Diz:

    MONTALVÃO DISSE: “visto ter visto que o Xamã não deu em nada ”
    .
    Não sabia que tinha que dar em alguma coisa. Só te respondi onde procurar. Se você vai lá na África ou não falar com o xamã aí é contigo…
    .
    MONTALVÃO DISSE: “citas artigos postados sem dar a mínima para a discussão que a ele se seguiu, como se a postagem fosse inabalável e inatacável. ”
    .
    A discussão não me fez mudar de opinião. Você diz: “Em que pese o esforço dos investigadores, os três casos são fracamente documentados e os autores confessam dificuldades em investigá-los adequadamente.” E daí? No resumo é dito sem qualquer sombra de dúvida:
    .
    Um deles demonstrou-se genuíno, uma vez que o segundo autor presenciou uma ocorrência supostamente psicocinética, que se deu sem possibilidades de truque ou fraude;
    .
    Ser fracamente documentado (não ter filmagem, por exemplo) não quer dizer que o autor não possa chegar a uma conclusão segura sobre a autenticidade do fenômeno.

  119. Gorducho Diz:

    QE não é feeling.
    É sistema (acho que sabe o que é sistema, não ❓ ) inseparável por definição. No causo (claro que eu não acredito nisso só me vacinando pro AMa não me malinterpretar 👿 ) as 2 mentes seriam indissociáveis após sacadas da cavidade do útero materno (me lembrando da nossa exegese de Gl. em curso).

  120. Gorducho Diz:

    Pois é Irmão Líder Montalvão: é isso.
    Se trata de Crédulos cuja capacidade de discernimento é sufocada pela Crença: pela Causa.
    O próprio Kardec quando esquece do tal “rigor científico” escorrega (plot hole, claro) pra “causa”.
    Claro: imagino que muitas vezes isso seja jogado pela mente dessas pessoas pro inconsciente…
    Então, conscientemente, deveras acham que estão agindo com rigor científico.

  121. MONTALVÃO Diz:

    /
    VITOR: O problema de responder ao Montalvão é que é difícil não achar um parágrafo em que ele não fale uma besteira. Aí perco o maior tempo da minha vida respondendo a coisas que um conhecimento mínimo do inglês – ou mesmo conhecimento nenhum, bastando jogar tudo no tradutor do google que melhorou sensivelmente. Vejamos:
    /.
    CONSIDERAÇÃO: perda de tempo por perda de tempo perco-o muito mais tentando botar uma réstia de juízo nessa cachola supersticiosa e acreditadora de ingenuidades. Mas, vamos ver o que podemos ver…
    .
    O caso, meu querido, é que estamos conversando em “portugueiz”, embora desejável, não sou obrigado a conhecer nenhuma outra língua para discutir qualquer assunto com falantes de minha língua. Cabe a você, que tanto gosta de postar exemplos e provas que nada provam na língua segunda que aprendeu, traduzir o texto ou, ao menos, dar uma palhinha do conteúdo. Imagine se o degas aqui começasse a pôr escritos em bessarabiano e quisesse que todos entendessem meu argumento e se virassem para traduzir?
    .
    Não é porque sabes um titinho de “ingrês” que sua argumentação ganhará firmeza. Mais importante que ser bem informado é utilizar produtivamente a informação de que dispõe.
    .
    Sigamos, pois.

    ./
    MONTALVÃO DISSE: “tristeza não tem fim, felicidade sim… um artigo que exalta Nina Kulagina, Eusápia Palladino… que considera fiáveis a experiências de Crawford”
    .
    VITOR: Mas o que o artigo diz de fato sobre as experiências de Crawford?
    .
    “Beginning in 1915, Crawford conducted more than one hundred sessions with Miss Goligher, the results of which led him to postulate that “psychic rods” of ectoplasm exiting the body of the subject stick to objects and move them. Crawford even succeeded in photographing some of those apparent ectoplasmic extrusions. It should be noted, however, that these “rods” were also discussed critically, and that some commentators accused Miss Goligher of fraud. (For further discussion, see Braude 1997 and Nahm 2014a.)”
    /
    Translate google: A partir de 1915, Crawford realizou mais de cem sessões com Miss Goligher, cujos resultados levaram-no a postular que as “varas psíquicas” do ectoplasma que sai do corpo do sujeito se prendem aos objetos e os movem. Crawford até conseguiu fotografar algumas dessas extrusões ectoplasmáticas aparentes. Deve-se notar, no entanto, que essas “varas” também foram discutidas criticamente, e que alguns comentaristas acusaram a senhorita Goligher de fraude. (Para mais discussão, veja Braude 1997 e Nahm 2014a.)
    /.
    CONSIDERAÇÃO: meu chapa, só não vê quem não quer. Que o autor reconheça terem sido suspeitas [algumas] das experiências de Crawford não elide o fato de que ele dá a elas importância, senão não as teria citado da forma como citou.
    /
    .
    VITOR: Então o artigo longe está de considerar fiáveis os experimentos de Crawford.
    ./
    CONSIDERAÇÃO: não, não está longe… ele apenas diz que há acusações de fraude contra a médium, mas não a descarta… do mesmo modo que há contra Eusápia Palladino, da qual muitos dizem que fraudava mas era poderosa, tipo político que “rouba mas faz”…
    /
    /
    MONTALVÃO DISSE: ” essa resposta é dada de má-fé, porque o autor já foi orientado que as metanálises não são crias dos estudos do paranormal; ”
    ./
    VITOR: Em 1º lugar, MÁ-FÉ É O ESCAMBAU!
    ./
    VITOR: ui, há muito que não ouço essa, escambau! Mas… ou foi ou má-fé ou enorme desatenção! A orientação existiu e o orientado parece não ter a ela dado o menor trela nem mesmo para conferir. Veja exemplo recente:
    /
    _________________.
    Dez/2017.
    .
    VITOR: “ou avanços metodológicos que se espalharam nas ciências do mainstream,
    COMO O USO DE MÉTODOS DUPLO-CEGOS, META-ANÁLISES, etc)”
    /
    MONTALVÃO: não sei de onde tirou essa ideia: tanto estudos duplo-cego, quanto as metanálises, ou meta-análises (parece que as duas formas são aceitas), foram incorporados na parapsicologia de métodos consagrados pelos mainstream da ciência. Ao contrário do que postula, a parapsicologia não é boa inventora de métodos investigativos, nem o ganzfeld, tão falado nessa área, é produção própria.
    .
    [quem quiser, veja a discussão completa em: Revisão do livro “Estudos em Espiritismo” pela Sra. Sidgwick (1911)]
    __________________________.
    .
    CONSIDERAÇÃO: Mas, afinal, foi a parapsicologia que inventou a metanálise e esta se espraiou pelo mainstream? Vitor insiste que sim, e como está equivocado… tadinho…
    /
    ________________________.
    -1-
    “A metanálise ou meta-análise (do grego ????, “depois de/além”, e ???????, “análise”) é uma técnica estatística especialmente desenvolvida para integrar os resultados de dois ou mais estudos independentes, sobre uma mesma questão de pesquisa, combinando, em uma medida resumo, os resultados de tais estudos.
    .
    As bases estatísticas da metanálise originaram-se no século XVII, na astronomia, onde se estabeleceu que a combinação dos dados de diferentes estudos poderia ser mais apropriada do que a observação de alguns desses trabalhos. No século XX, o estatístico Karl Pearson foi provavelmente o primeiro pesquisador a usar técnicas formais para combinar dados de diferentes estudos médicos, quando examinou o efeito preventivo de inoculações contra febre entérica.
    .
    O termo meta-analysis apareceu pela primeira vez em 1976, em um artigo do estatístico Gene Glass. Atualmente, a metanálise é amplamente aceite e utilizada em várias áreas do conhecimento, como pesquisa social, educação, enfermagem, medicina etc
    .
    A meta-análise foi especialmente desenvolvida para integrar os resultados de vários estudos sobre uma mesma questão de pesquisa, em uma revisão sistemática da literatura. Observe-se que a meta-análise não deve ser confundida com a própria revisão sistemática da literatura, que é o método sistemático utilizado para encontrar e avaliar criticamente todas as evidências científicas disponíveis sobre uma questão de pesquisa. O principal objetivo das revisões sistemáticas é reduzir ao mínimo a chance de erro do tipo I, ou erro sistemático, eliminando estudos com alto risco de viés e reduzindo o viés de publicação. (Wikipédia)
    /
    -2-
    .
    “HISTÓRICO DA REVISÃO SISTEMÁTICA
    .
    As primeiras técnicas formais da combinação dos resultados de diferentes estudos foram elaboradas e publicadas no British Medical Journal, pelo matemático britânico Karl Pearson, em 1904. Ele estudou o efeito preventivo das inoculações contra a febre entérica, ao observar que os resultados de pequenos estudos isolados não ofereciam condições para se obter conclusões sobre o assunto, sem que uma grande probabilidade de erro existisse².
    .
    Em 1955, aparece a primeira revisão sistemática sobre um cenário clínico, publicada no Journal of American Medical Association². Antes dessa data, surgiram algumas publicações que abordavam os métodos estatísticos – metanálise – para combinar resultados de estudos independentes. O termo metanálise surgiu, pela primeira vez, em 1976, em artigo da revista Educational Research.
    .
    A era das revisões sistemáticas com metanálises, na área da Saúde, se consolidou no final da década de 80 com a publicação do livro Effective Care During Pregnancy and Childbirth 4. Duas outras publicações da mesma época, uma em Cardiologia 5 e outra em Oncologia 6 tiveram grande importância.”
    (Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões – Rev. Col. Bras. Cir. vol.34 no.6 Rio de Janeiro Nov./Dec. 2007 – http://dx.doi.org/10.1590/S0100-69912007000600012 – COMUNICAÇÃO CIENTÍFICA – Revisão sistemática: uma revisão narrativa )
    /
    /
    VITOR: Em 2º lugar, vamos às fontes:[…]
    .
    Even back in 1986, the great methodologist Robert Rosenthal in his commentary on the ganzfeld debate noted that it did a service to science in general by raising many important issues about meta-analysis and the nature of replication.[5] However Holger Bösch has argued persuasively that, even before the term “meta-analysis” was introduced, J.B. Rhine, Gaither Pratt, and colleagues’ review of 60 years of ESP research, published in 1940,[6] was “the first comprehensive meta-analysis in the history of science.”[7]
    .
    Translate google: “Mesmo em 1986, o grande metodologista Robert Rosenthal, em seu comentário sobre o debate de Ganzfeld, observou que fez um serviço à ciência em geral, levantando muitas questões importantes sobre meta-análise e a natureza da replicação. [5] No entanto, Holger Bösch argumentou persuasivamente que, mesmo antes do termo “meta-análise” ter sido introduzido, JB Rhine, Gaither Pratt e sua revisão de 60 anos de pesquisa ESP, publicada em 1940, [6] foi “o primeiro metodo abrangente meta-Análise na história da ciência”.

    FONTES:[…]
    ..
    Da fonte 7:
    .
    The book Extra-Sensory Perception After Sixty Years (ESP-60) published in 1940 is the first meta-analysis in book format. […] They are the first meta-analysts taking into account publication bias, and calculate a ?fail-safe N? in order to assure the reliability of their analyses long before such sensitivity analyses became standard practice in meta-analysis. […]
    /
    Translate Google: O livro Extra-Sensory Perception After Sixty Years (ESP-60) publicado em 1940 é a primeira meta-análise em formato de livro. […] Eles são os primeiros meta-analistas que tomam em consideração o viés de publicação e calculam um “N de segurança” a fim de assegurar a confiabilidade de suas análises muito antes de tais análises de sensibilidade se tornarem práticas padrão em meta-análise. […]
    /
    .
    VITOR: Vc quer pedir desculpas agora, Montalvão?
    /.
    CONSIDERAÇÃO: suas fontes parecem desconhecer as minhas fontes, que são mais antigas e melhor firmadas. Observe que, no mainstream, não há referências as alegadas contribuições da pesquisa psíquica para elaboração e, ou, aprimoramento das metanálises. Se houve alguma contribuição nesse sentido ou ficou restrita a um e outro pesquisador, direta ou indiretamente ligado à parapsicologia, ou, pior, ateve-se especificamente ao entorno da investigação do paranormal.
    .
    Um livro que, em 1940, publica metanálises dos 60 anos anteriores (1880-1940) deve ter provado tudo o que a parapsicologia atual não consegue: levitação de corpos pesados, bilocação, aparições no leito de morte, telecinesia firme, forte e rígida, materializações, sobrevivência do espírito, telepatia, vai ver até descobriram mentes entrelaçadas… festa total!
    .
    Daqui a pouco vai querer inventar que a ciência deve seu progresso aos “sensacionais” incrementos dados pela parapsicologia.
    .
    Vê se para (gostava mais quando tinha acento: pára) de sonhar, pô!

  122. Vitor Diz:

    MONTALVÃO DISSE: “O caso, meu querido, é que estamos conversando em “portugueiz”, embora desejável, não sou obrigado a conhecer nenhuma outra língua para discutir qualquer assunto com falantes de minha língua. ”
    .
    E também não é obrigado a MENTIR sobre o artigo dizendo coisas que o artigo NÃO disse.
    .
    MONTALVÃO DISSE: “meu chapa, só não vê quem não quer. Que o autor reconheça terem sido suspeitas [algumas] das experiências de Crawford não elide o fato de que ele dá a elas importância, senão não as teria citado da forma como citou.”
    .
    Dar importância é totalmente DIFERENTE de dizer que o artigo “que considera fiáveis a experiências de Crawford”. Quer enganar a quem, Montalvão? Você querendo ou não MENTIU sobre o artigo, ponto. A importância que o autor dá é simplesmente a tentativa de replicar o experimento dele. Isso não tem NADA a ver com dizer que os resultados do experimento são fiáveis. Pelo contrário, como os resultados do autor foram negativos nesse ponto, isso aponta na direção oposta!
    .
    MONTALVÃO DISSE: “Observe que, no mainstream, não há referências as alegadas contribuições da pesquisa psíquica para elaboração e, ou, aprimoramento das metanálises. ”
    .
    Que eu saiba o Rosenthal é mainstream.
    .
    https://en.wikipedia.org/wiki/Robert_Rosenthal_(psychologist)
    .
    E ele disse:
    .
    Parapsychologists in particular and scientists in general owe a great debt of gratitude to Ray Hyman (1985) and Charles Honorton (1985) for their careful and extensive analytic and meta-analytic work on the ganzfeld problem. Their debate has yielded an especially high light/heat ratio, and many of the important issues have now been brought out into bold relief.
    .
    Agora, vejamos o que dizem as fontes do Montalvão:
    .
    As bases estatísticas da metanálise originaram-se no século XVII, na astronomia, onde se estabeleceu que a combinação dos dados de diferentes estudos poderia ser mais apropriada do que a observação de alguns desses trabalhos. No século XX, o estatístico Karl Pearson foi provavelmente o primeiro pesquisador a usar técnicas formais para combinar dados de diferentes estudos médicos, quando examinou o efeito preventivo de inoculações contra febre entérica.
    .
    O que o Montalvão NÃO diz é que a meta-análise de Pearson era absolutamente não confiável:
    .
    pooling study results extends back to the early 1900s by statisticians such as Karl Pearson, and Ronald Fisher. In the first years pooling of the data was often impossible due to heterogeneity of the studies.
    .
    FONTE: “Modern Meta-Analysis, Review and Update of Methodologies” de Ton J. Cleophas e Aeilko H. Zwinderman (2017)
    .
    Em 1955, aparece a primeira revisão sistemática sobre um cenário clínico, publicada no Journal of American Medical Association². Antes dessa data, surgiram algumas publicações que abordavam os métodos estatísticos – metanálise – para combinar resultados de estudos independentes.
    .
    Pois justamente, em 1940 houve a primeira meta-análise publicada em livro, a do Rhine! E ela estabeleceu os parâmetros de qualidade para que a meta-análise se transformasse numa ferramenta muitíssimo mais confiável:
    .
    Regarding the meta-analytical approach taken, the book remained unmatched in its comprehensiveness until the last two decades of the 20th century, when meta-analysis became a popular tool for research
    synthesis (e.g. Egger, Smith & O?Rourke, 2001; Rosenthal & DiMatteo, 2001). Pratt and his colleagues already discussed publication bias long before it became one of the most important topics in meta-analysis. They even calculated a ?fail-safe N?.

    .
    Logo ao pioneirismo e portanto contribuição da Parapsicologia para a melhora das meta-análises é inegável. Agora deixe-me informar-lhe um pouco mais.
    .
    MONTALVÃO DISSE: “não sei de onde tirou essa ideia: tanto estudos duplo-cego, quanto as metanálises, ou meta-análises (parece que as duas formas são aceitas), foram incorporados na parapsicologia de métodos consagrados pelos mainstream da ciência.”
    .
    A introdução de métodos duplo-cegos na Psicologia FOI graças ao seu uso na Parapsicologia:
    .
    Although philosopher and mathematician Charles Sanders Peirce and psychologist Joseph Jastrow are widely credited with introducing blind methods to psychology in their pioneering experiments in psychophysics, there is in fact an earlier link to psychical research. As founding members of the American Society for Psychical Research, Peirce and Jastrow were well aware of Richet’s use of blind methods in card guessing, which predated their own use of blind methods by a couple of years. So it has been argued that the introduction of blind methods in psychology can be traced back from ensuring accurate observation in mainstream psychophysics to testing claims of thought transference.
    .
    Antes de acusar os outros de má fé vê se estuda um pouco mais, tá?

  123. Gorducho Diz:

    Teria essas diretivas do Rhine acerca dos parâmetros recomendáveis pra qualificar as meta-análises ❓

  124. MONTALVÃO Diz:

    /
    Não pretendo esticar esta discussão sobre as “contribuições da parapsicologia à ciência”, porque o Vitor é malandro pra mais de metro e fica empurrando textos em inglês, obrigando-me a perder precioso tempo em traduzí-los, a fim de tentar provar o que não faz sentido. Quer vencer pelo cansaço.
    .
    O fato é o seguinte: a pesquisa psi em praticamente nada cooperou para o progresso da ciência. Uma pseudociência que não socorre nem a si mesma não pode ser reivindicada como “incrementadora” do saber.
    .
    A grande falácia visoniana é postular que certos métodos foram crédito direto da parapsicologia ao mainstream, alegando que a metodologia usada no passado pela ciência era precária, como quando afirma: “O que o Montalvão NÃO diz é que a meta-análise de Pearson era absolutamente não confiável”. Ora bolas, poderia não ser confiável, mas em ciência os métodos se aprimoram constantemente e isso não se deve ao sonhado apoio que a parapsicologia dê à investigação científica.
    .
    Algumas ponderações do Vitor, na última postagem não merecem resposta, por serem comentários estapafúrdios, como os exemplos que seguem:
    /
    _______________________.
    MONTALVÃO DISSE: “O caso, meu querido, é que estamos conversando em “portugueiz”, embora desejável, não sou obrigado a conhecer nenhuma outra língua para discutir qualquer assunto com falantes de minha língua. ”
    .
    VITOR: E também não é obrigado a MENTIR sobre o artigo dizendo coisas que o artigo NÃO disse.
    /
    MONTALVÃO DISSE: “meu chapa, só não vê quem não quer. Que o autor reconheça terem sido suspeitas [algumas] das experiências de Crawford não elide o fato de que ele dá a elas importância, senão não as teria citado da forma como citou.”
    .
    VITOR: Dar importância é totalmente DIFERENTE de dizer que o artigo “que considera fiáveis a experiências de Crawford”. Quer enganar a quem, Montalvão? Você querendo ou não MENTIU sobre o artigo, ponto. A importância que o autor dá é simplesmente a tentativa de replicar o experimento dele. Isso não tem NADA a ver com dizer que os resultados do experimento são fiáveis. Pelo contrário, como os resultados do autor foram negativos nesse ponto, isso aponta na direção oposta!
    _______________________.
    Por isso não retrucarei.
    .
    /
    /
    .
    MONTALVÃO DISSE: “Observe que, no mainstream, não há referências as alegadas contribuições da pesquisa psíquica para elaboração e, ou, aprimoramento das metanálises. ”
    .
    VITOR: Que eu saiba o Rosenthal é mainstream.
    .
    https://en.wikipedia.org/wiki/Robert_Rosenthal_(psychologist)
    .
    E ele disse:
    .
    “Parapsychologists in particular and scientists in general owe a great debt of gratitude to Ray Hyman (1985) and Charles Honorton (1985) for their careful and extensive analytic and meta-analytic work on the ganzfeld problem. Their debate has yielded an especially high light/heat ratio, and many of the important issues have now been brought out into bold relief.”
    /
    Translate Google: “Parapsicólogos em particular e os cientistas em geral devem uma grande dívida de gratidão a Ray Hyman (1985) e Charles Honorton (1985) por seu cuidadoso e extenso trabalho analítico e meta-analítico sobre o problema de Ganzfeld. Seu debate produziu uma relação luz / calor especialmente alta, e muitas das questões importantes agora foram trazidas para um alívio.”
    /.
    CONSIDERAÇÃO: cita a opinião de Rosenthal, simpatizante da parapsicologia, como se fora fato admitido pela ciência em geral. Falacioso que é um horror!
    /
    ./
    VITOR: Pois justamente, em 1940 houve a primeira meta-análise publicada em livro, a do Rhine! E ela estabeleceu os parâmetros de qualidade para que a meta-análise se transformasse numa ferramenta muitíssimo mais confiável:
    /.
    CONSIDERAÇÃO: rã, rã… e o mainstream reconhece que foi Rhine quem incrementou a qualidade das metanálises… fala sério, pô! Se escuda em opiniões de parapsicólogos e simpatizantes para justificar o que não tem muito sentido. Anote aí, se houve alguma contribuição da pesquisa parapsicológica à ciência foi incidental e esporádica. O contrário é que é fato: a parapsicologia depende da ciência para (tentar) caminhar.
    /
    /
    .
    VITOR: Logo ao pioneirismo e portanto contribuição da Parapsicologia para a melhora das meta-análises é inegável. Agora deixe-me informar-lhe um pouco mais. [isso, claro, na cabeça visônica do Vitor, nada em comum com a realidade]
    .
    MONTALVÃO DISSE: “não sei de onde tirou essa ideia: tanto estudos duplo-cego, quanto as metanálises, ou meta-análises (parece que as duas formas são aceitas), foram incorporados na parapsicologia de métodos consagrados pelos mainstream da ciência.”
    .
    VITOR: A introdução de métodos duplo-cegos na Psicologia FOI graças ao seu uso na Parapsicologia:
    .
    Although philosopher and mathematician Charles Sanders Peirce and psychologist Joseph Jastrow are widely credited with introducing blind methods to psychology in their pioneering experiments in psychophysics, there is in fact an earlier link to psychical research. As founding members of the American Society for Psychical Research, Peirce and Jastrow were well aware of Richet’s use of blind methods in card guessing, which predated their own use of blind methods by a couple of years. So it has been argued that the introduction of blind methods in psychology can be traced back from ensuring accurate observation in mainstream psychophysics to testing claims of thought transference.
    .
    translate google: Embora o filósofo e matemático Charles Sanders Peirce e o psicólogo Joseph Jastrow sejam amplamente creditados com a introdução de métodos cegos à psicologia em suas experiências pioneiras em psicofísica, existe de fato um vínculo anterior à pesquisa psíquica. Como membros fundadores da Sociedade Americana de Pesquisa Psíquica, Peirce e Jastrow estavam bem conscientes do uso de métodos cegos de Richet na adivinhação de cartas, que antecedeu seu próprio uso de métodos cegos por alguns anos. Por isso, argumentou-se que a introdução de métodos cegos na psicologia pode ser rastreada de garantir uma observação precisa na psicofísica dominante para testar reivindicações de transferência de pensamento.
    /
    VITOR: Antes de acusar os outros de má fé vê se estuda um pouco mais, tá?
    /.
    CONSIDERAÇÃO: tá indo de ruim a péssimo! Nem percebe que cita considerações que expressam controvérsias como prova das maluquices que lhe perpassam pela cabeça.
    .
    E antes que esqueçamos: psicologia não representa a ciência… no máximo um segmento científico, ainda bastante discutido, nada obstante as variadas e produtivas ilações que produz (diferentemente da parapsicologia que só sabe afirmar coisas sobre o que nem sabe se existe).
    .
    Enfim, e para encerrar minha parte nessa surrealista conversa, registre: a ciência segue seu curso sem em nada depender da parapsicologia, nada mesmo. Telepatia, telecinese, ectoplasma e doidices tais são brinquedinhos de sonhadores, em coisa alguma nutrem as lides científicas. Quem diz diferente ou está com chulé na cabeça ou com cabelo no pé….

  125. MONTALVÃO Diz:

    /
    Para que não digam que não falei de crisântemos, segue um artiguinho a respeito do duplo-cego, que posto de olhos vendados…
    /
    ——————————–
    O Estudo Duplo Cego
    .
    A metodologia de estudo duplo-cego é provavelmente a mais importante invenção científica desde o método científico [e isso não se deve à parapsicologia, diz Montalvão].
    .
    Sem essa ferramenta intelectual seria muito difícil realizarmos com confiabilidade qualquer teste científico envolvendo seres humanos. O objetivo do teste duplo-cego é evitar qualquer interferência consciente ou não nos resultados de um experimento. Para isso é necessário que o experimento inclua um grupo de controle sobre o qual nada é feito (por exemplo, se se trata do teste de uma droga a esse grupo é ministrado um placebo), mas que os componentes do grupo não saibam o que estão recebendo. Isso constitui um teste simples cego.
    .
    Para tornar o estudo ainda mais livre de tendências sub-conscientes, nem mesmo o experimentador deve saber qual o resultado esperado da medida que está fazendo. Metodologias duplo-cego são empregadas não apenas na área médica, mas sempre que o resultado de um experimento pode depender da vontade do experimentador. Em particular, estudos duplo cego controlados por placebo são fundamentais para sabermos se uma determinada terapia (ou droga) tem realmente efeito terapêutico ou não. Isso ocorre porque nosso corpo oferece uma resposta bioquímica mensurável à sugestão de tratamento, que é chamada de efeito placebo.
    .
    O teste duplo-cego ganhou notoriedade graças ao célebre episódio da memória da água. Em 1988 um grupo de pesquisadores liderado pelo francês Jacques Benveniste submeteu à Nature um artigo em que era demonstrado que glóbulos brancos humanos apresentavam uma resposta bioquímica após expostos a água na qual foi diluido um anticorpo até o ponto em que nenhuma molécula do anticorpo restaria em solução. O efeito só ocorreria quando a solução era violentamente agitada. Qualquer semelhança com alguns dos princípios da homeopatia não é mera coincidência.
    .
    O objetivo do experimento era fornecer uma base científica à homeopatia, ou seja, mostrar que a água pode ter memória de um soluto mesmo quando esse soluto não mais está nela. Benveniste não oferecia nenhuma explicação para o fenômeno, que no entanto não parecia tão absurdo. A água é um líquido especial, que mesmo a temperatura ambiente contém longas cadeias poliméricas. Seria possível, mas não provável, que as cadeias poliméricas guardassem informação estrutural sobre um soluto que não estava mais nela. Como se tivesse memória dos soluto que passou por ela mas não está mais lá.
    .
    John Maddox, o editor da Nature na época era um cientista de mente aberta e achou que o estudo devia ser publicado caso não contivesse erros. Por outro lado, ele temia que um resultado tão surpreendente envolvesse alguma falha de procedimento. O artigo foi publicado apesar dos temores, mas em contrapartida o Dr. Benveniste aceitou repetir o experimento perante uma comissão indicada pela Nature. A comissão era eclética. Além de Maddox foram chamados Walter Stewart, físico do National Institutes of Health norte-americano e James Randi, mágico e desmascarador de fenômenos paranormais, com passagens pelo Brasil.
    .
    O experimento foi primeiramente repetido com sucesso perante a comissão. No entanto, Maddox notou que os experimentadores sabiam quais os tubos de ensaio continham os anti-corpos e quais não os continham.
    .
    Um novo experimento, dessa vez com protocolo duplo-cego foi realizado. Agora os experimentadores não mais sabiam quais tubos continham o quê. A tabela de códigos de cada tubo foi embrulhada em papel alumínio e lacrada em um envelope que ficou colado no teto do laboratório (como garantia de que os códigos não seriam adulterados por ninguém).
    .
    Dessa vez o efeito desapareceu completamente. Numa nova tentativa o lacre do envelope foi violado por alguém do laboratório durante a noite.
    .
    […].
    http://ccientifica.blogspot.com.br/2008/06/o-estudo-duplo-cego.html

  126. MONTALVÃO Diz:

    /
    Se a pesquisa psi houvera cooperado para o desenvolvimento da ciência veríamos declarações de historiadores (não ligados ao paranormal) mais ou menos da seguinte forma:
    /
    “Admiravelmente, o método ‘tal’ (duplo-cego, ganzfeld, metanálises…) foi introduzido no meio científico a partir de uma área de pesquisa que não tem produzido resultados promissores – a parapsicologia. Foi fulano de tal, Beltrano e Siclano quem sugeriram o uso de tal medologia hoje consagrada no campo da ciência”.
    /
    Além de uns doidões que acham que isso seja realidade, não há no mainstream reconhecimento de que a pesquisa psi, embora não fomente nenhuma descoberta produtiva para si mesma, coopera com o progresso geral da ciência…

  127. MONTALVÃO Diz:

    /
    medologia não é o estudo do medo e a palavra metodologia escrita erroneamente…

  128. MONTALVÃO Diz:

    /
    medologia não é o estudo do medo e É a palavra metodologia escrita erroneamente…

  129. MONTALVÃO Diz:

    /
    Agora, para findar de verdade, fiquem com artigo que dá um panorama mais explícito do que foi o desenvolvimento dos estudos duplo-cego. Observem: zero de citação a eventual participação da parapsicologia…
    .
    Para facilitar a vida dos que, como eu, não têm familiaridade com idiomas outros, segue em bom português.
    /
    _______________________.
    Estudos Randomizados Cego, Duplo Cegos e Observador Cego
    .
    Viés
    .
    O uso de mascaramento (estudo cego) é realizado para reduzir o viés na avaliação dos desfechos de tratamentos. Em algumas situações é impossível cegar os observadores como por exemplo em estudos onde o desfecho é a sobrevivencia do ser estudado.
    .
    Este foi o caso em alguns experimentos de procedimentos cirúrgicos do século XVIII, quando a sobrevivência era a principal medida de sucesso ou fracasso do tratamento (Faure 1759). A avaliação da maioria dos desfechos, entretanto, sempre, ou quase sempre, envolve subjetividade (como no caso dos sintomas dos pacientes e no poder de influencia da palavra e da presença dos médicos sobre os resultados do tratamento).
    .
    Os vieses que levam a essas impressões equivocadas são chamados de vieses do observador. Eles podem causar problemas quando as pessoas acreditam que já ‘sabem’ o efeito de um tratamento, ou quando possam ter motivos específicos para preferir um dos tratamentos comparados. Quando não se tomam medidas para reduzir as avaliações dos desfechos com viés nas comparações de tratamentos, os efeitos do tratamento tendem a ter uma avaliação supervalorizada (Schulz et al. 1995).
    .
    Quanto maior o elemento de subjetividade na avaliação dos desfechos, maior a necessidade de reduzir estes vieses do observador para garantir experimentos controlados dos tratamentos.
    .
    Estudos Duplo Cego
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    Nestas circunstâncias comuns, o ‘mascaramento’ dos pacientes e dos médicos é um elemento desejável dos experimentos controlados.
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    A primeira avaliação cega (mascarada) de um tratamento parece ter sido realizada por uma comissão de inquérito indicada por Luís XVI em 1784 para investigar as afirmações de Anton Mesmer sobre os efeitos do ‘magnetismo animal’ (Commission Royale 1784).
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    A comissão avaliou se os supostos efeitos deste novo método de cura se deviam a qualquer força “real”, ou a ‘ilusões da mente’. Foi dito às pessoas, que tinham seus olhos vendados, que elas estavam recebendo ou não magnetismo quando de fato, às vezes, o contrário estava acontecendo. As pessoas que estavam sendo estudadas sentiram os efeitos do ‘magnetismo animal’ somente nos casos em que lhes foi dito que elas estavam recebendo o tratamento, do contrário não (Kaptchuk 1998; Schulz et al. 2002). Isso demonstra o poder de indução que um médico pode ter ao afirmar que terminado tratamento vai ou não funcionar.

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    O uso de placebos como Grupo controle.
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    Alguns anos após os testes dos efeitos do magnetismo animal, John Haygarth realizou um experimento usando um dispositivo simulado (um placebo) para atingir o mascaramento. Um médico tratou um paciente saudável com um dispositivo patenteado e comercializado por Elisha Perkins. Perkins afirmava que seus ‘Tractors’ – pequenas varetas de metal – curariam uma variedade de doenças através da ‘força eletrofísica’.
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    Em um folheto intitulado ‘Of the imagination as a cause and as a cure of disorders of the body: exemplified by fictitious tractors’ (Da imaginação como uma causa e uma cura das desordens do corpo: exemplificado pelos “tractors” fictícios), John Haygarth relatou como ele submeteu as afirmações de Perkins a um experimento controlado. Em uma série de pacientes que não sabiam dos detalhes de sua avaliação, ele usou um estudo cruzado para comparar os tractors metálicos patenteados (os quais deviam funcionar através da ‘força eletrofísica’) com ‘tractors’ de madeira que idênticos aos originais (‘tractors placebo’).
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    Ele foi incapaz de detectar qualquer benefício dos tractors metálicos [os originais].
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    Nos dias atuais temos como exemplo as pulseiras do equilibrio, cristais que energizam, etc.
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    O uso do placebo para realizar o estudo Cego.
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    O experimento controlado de John Haygarth dos tractors de Perkins é um exemplo precoce do uso de placebos para conseguir um mascaramento para reduzir os vieses na avaliação do desfecho dos tratamentos. Os placebos se tornaram uma ferramenta de pesquisa nos debates sobre homeopatia, outra importante forma de cura não convencional do século XIX.
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    Um dos experimentos controlados por placebos mais sofisticados ocorreu na Milwaukee Academy of Medicine (Academia de Medicina de Milwaukee) em 1879-1880. Este estudo era do tipo ‘duplo-cego’: tanto os pacientes quanto os experimentadores ficaram alheios em relação a se o tratamento era um medicamento homeopático verdadeiro ou uma pílula de açúcar (Storke et al. 1880).
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    Sugiro a leitura do link (http://www.jameslindlibrary.org/trial_records/19th_Century/storke/storke_article_1.html) para todos aqueles interessados na realização de estudos científicos de boa qualidade: os cuidados relatados pelos autores em 1880 são válidos até hoje.
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    Estudos Observador Cego
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    Somente muito mais tarde que uma atitude mais cética na comunidade médica levou a um reconhecimento de que havia uma necessidade de adotar avaliações cegas e placebos para avaliar a validade das suas próprias asserções. Inspirados principalmente por farmacologistas, pesquisadores alemães foram adotando gradualmente as avaliações cegas. Por exemplo, em 1918, Adolf Bingel relatou que tentou ser “o mais objetivo possível” ao comparar dois tratamentos diferentes de difteria (Bingel 1918). Ele avaliou se ele ou seus colegas poderiam supor quais pacientes tinham recebido qual tratamento:
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    “Não confiei apenas no meu próprio julgamento, mas busquei as opiniões dos médicos assistentes do departamento de difteria, sem informá-los sobre a natureza do soro que estava sendo testado.
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    O julgamento deles foi, portanto, livre de viés. Fico feliz de ver minhas observações verificadas independentemente, e sem dúvidas recomendo este método ‘cego’ para o propósito.” (Bingel 1918). Na verdade, nenhuma diferença foi detectada entre os dois tratamentos. Uma forte tradição de avaliação cega se desenvolveu na Alemanha, e foi sistematizada pelo farmacologista clínico Paul Martini (Martini 1932).
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    Estudos Duplo Cego
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    A avaliação cega em países de língua inglesa modernos começou, a princípio, quando os farmacologistas influenciados pela tradição alemã, assim como por um movimento nativo chamado de ‘quackbuster’ (caçadores de fraudes) que usava avaliações cegas (Kaptchuk 1998). Na década de 1930, eles conquistaram a liderança no uso de controles com placebo em experimentos clínicos. Por exemplo, dois dos primeiros experimentos controlados do Conselho de Pesquisa Médica do Reino Unido (UK Medical Research Council) eram de tratamentos para resfriado.
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    Teria sido muito difícil interpretar os resultados se o método ‘duplo cego’ não tivesse sido usado para impedir que os pacientes e os médicos soubessem quais pacientes tinham recebido os novos medicamentos e quais tinham recebido placebos (MRC 1944; MRC 1950).
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    A defesa tenaz de Harry Gold da importância da avaliação cega parece ter tido uma influência fundamental nos Estados Unidos (How to evaluete a new drug Conference on Therapy 1954). Outro artigo de leitura obrigatória.

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    Cegar os observadores quando é impossível cegar pacientes e médicos
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    Às vezes é simplesmente impossível cegar os pacientes e os médicos sobre a identidade dos tratamentos comparados, por exemplo, quando tratamentos cirúrgicos são comparados a tratamentos com medicamentos ou com nenhum tratamento. Mesmo nestas circunstâncias, todavia, podem ser tomar medidas para reduzir a avaliação com viés dos desfechos dos tratamentos. Observadores independentes podem ficar alheios a quais tratamentos foram recebidos por quais pacientes. Por exemplo, no início da década de 40 um experimentador comparou pacientes com tuberculose pulmonar recebendo o então tratamento padrão – repouso – a outros pacientes que receberam, além disso, injeções do antibiótico estreptomicina. Os pesquisadores acharam que seria antiético injetar placebos inativos nos pacientes alocados para repouso simplesmente para atingir o ‘mascaramento’ dos pacientes e médicos que os tratavam (MRC 1948), mas eles tomaram precauções alternativas para reduzir a avaliação com viés dos desfechos.
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    Embora houvesse pouco perigo de avaliação com viés do resultado principal (sobrevivência), a subjetividade poderia ter induzido a avaliação dos raios-X do tórax.
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    Assim sendo, os raios-X foram analisados por médicos que não sabiam se eles estavam avaliando o resultado em um paciente que tinha sido tratado com estreptomicina ou somente com repouso.
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    Junto com a randomização, a avaliação cega, quando possível usando placebos, agora se tornou um dos componentes metodológicos cruciais dos experimentos controlados de tratamentos.

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    Esse não é um artigo original e sim uma adaptação sobre o Editorial citado abaixo:
    Editorial commentary (2007). Differences in the way treatment outcomes are assessed. The James Lind Library (www.jameslindlibrary.org).

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    Sugestão de leitura: http://www.jameslindlibrary.org/essays/fair_tests/fair-tests-of-treatments-in-health-care.html

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    Dr. Marcos Brito da Silva
    Ortopedia, Traumatologia e Medicina do Esporte
    Botafogo, Rio de Janeiro, RJ
    atualizado em 27/06/2013
    ___________________________.

  130. Vitor Diz:

    MONTALVÃO DISSE: ” o Vitor é malandro pra mais de metro e fica empurrando textos em inglês, obrigando-me a perder precioso tempo em traduzí-los,”
    .
    Sim, porque todos sabemos que se leva horas para dar um Ctrl+C e Ctrl+V e clicar em “traduzir” os trechos que pus para você… ô desculpinha esfarrapada…
    .
    MONTALVÃO DISSE: “O fato é o seguinte: a pesquisa psi em praticamente nada cooperou para o progresso da ciência.”
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    http://obraspsicografadas.org/2014/a-parapsicologia-e-suas-contribuies-ao-conhecimento-por-carlos-alvarado-2005/
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    MONTALVÃO DISSE: “Por isso não retrucarei.”
    .
    Um pedido de desculpas por ter dito algo que o artigo não disse caía bem. Aliás, note que vc confessa que criticou o artigo sem ler, já que o artigo estava em inglês…
    .
    MONTALVÃO: “cita a opinião de Rosenthal, simpatizante da parapsicologia, como se fora fato admitido pela ciência em geral. Falacioso que é um horror!”
    .
    Vc pediu mainstream, eu mostrei mainstream. Agora reclama que é simpatizante da parapsicologia. O que você faz é usar a falácia do escocês de verdade… depois o falacioso sou eu…. mas não tem problema. Quer um cético admitindo as contribuições da pesquisa psi?
    .
    – Telepathy: Origins of Randomization in Experimental Design By Ian Hacking (1988)
    .
    PSYCHIC RESEARCH may seem an implausible place to study the emergence of a new kind of experimental methodology. Yet it is there that we find the first faltering use, by many investigators, of a technique that is now standard in many sciences and mandatory in much sociology and biology
    .
    https://www.jstor.org/stable/234674?seq=1#page_scan_tab_contents
    .
    Chupa essa manga… 😀

  131. Marciano Diz:

    Retiro-me brevemente de meu retiro espiritual apenas para constatar que ilusão e ingenuidade não têm fim.
    Ian Hacking é um filósofo canadense especializado em filosofia da ciência.
    “A filosofia da ciência é tão útil para o cientista quanto a ornitologia para os pássaros”
    Nada obstante, quando se precisa de uma defesa para a ciência de vanguarda, apela-se ao filósofo da ciência.
    Volto à obscuridade, que é melhor.

  132. Vitor Diz:

    MARCIANO CITANDO ALGUÉM: ““A filosofia da ciência é tão útil para o cientista quanto a ornitologia para os pássaros””
    .
    https://universoracionalista.org/os-fisicos-devem-parar-de-dizer-bobagens-sobre-filosofia/

  133. Marciano Diz:

    Esse alguém que eu citei e que deve parar de dizer bobagens sobre filosofia é o Feynman.
    Citei-o porque ele era um dos pioneiras em eletrodinâmica quântica. E também porque concordo com ele, apesar de não ter qualquer valor minha opinião.

  134. Vitor Diz:

    MARCIANO: “Esse alguém que eu citei e que deve parar de dizer bobagens sobre filosofia é o Feynman.”
    .
    Que me conste, é fábula. Não há nenhuma fonte original com essa suposta citação (que eu saiba). E ainda assim poderia ser algo puramente jocoso, não para levar a sério. Massimo Pigliucci critica bastante físicos famosos por dizerem coisas (para não dizer ‘absurdos’) semelhantes.
    .
    http://rationallyspeaking.blogspot.com.br/2012/04/lawrence-krauss-another-physicist-with.html

  135. Marciano Diz:

    Também acho que seja fábula, pelas mesmas razões, por isso não tinha citado a fonte, só aspeado, mas, como diria o Odorico, se não o disse, deveria ter dito, pois é a mais pura verdade.

  136. Marciano Diz:

    Massimo Pigliucci é filósofo, portanto, o que mais haveria de defender?
    Quem não passa no vestibular de física costuma estudar filosofia (ou direito, contabilidade, medicina, engenharia de produção, for that matter).
    Obs.: for that matter não para esta matéria ou para este assunto, mas no que diz respeito a este assunto, a respeito deste assunto, quanto ao que pertine com este assunto.

  137. Marciano Diz:

    A nota faz-se necessária porque onto spikes não significa sobre pregos, mas em direção a pregos.
    Onto = igual em direção a, não sobre algo.
    A distinção faz-se necessária para não criar mal-entendidos.

  138. Marciano Diz:

    Como a sutileza não foi percebida até agora, estou sendo mais explícito.

  139. Marciano Diz:

    A bola (tá bem, em São Paulo chamam estas bolas de soprar de aniversários de festas infantis de balão) está sobrada em direção aos pregos, o que é muito diferente do ventilados estar suspenso por pregos.
    Os parapsicólogos são malucos, mas nem tanto.
    Eles estavam tentando impedir que a bola se chocasse com os pregos, através do “poder da mente”, não havendo razão para suspender o ventilador em pregos.
    E pelo jeito, não obtiveram sucesso (que surpresa!).

  140. Marciano Diz:

    Claro que a plurivalência semântica das palavras existe em inglês e em outras línguas, mas o sentido vem pelo contexto, e colocar um ventilador apoiado em pregos é maluquice muito grande.
    Relendo o texto (espero) que seja entendido que o sentido foi o de EM DIREÇÃO AOS pregos.

  141. Marciano Diz:

    O texto em inglês está pessimamente redigido, o que facilita a confusão, verdade seja dita.
    Apresento minhas escusas por ter precisado ter sido tão direto.

  142. Gorducho Diz:

    Eu vi sim (sério mesmo) quando lobrigei o original.
    Mas igual é criativo o experimento e acabei me esquecendo de alfinetar (até porque a brincadeira de alfinetar a tradução já encheu-o-saco).
    E também se pode interpretar sobre como into the, acho.

  143. Gorducho Diz:

    Esse é um experimento que mesmo, acaso se, não tenha tido resultados, merece ser apresentado em qq. Congresso de parapsicologia (sério mesmo).
    A Administração tem um ponto cá.

  144. Gorducho Diz:

    Claro, de fato quando li a tradução me veio à mente o ventilador em cima de roletes de aço (tipo roletes de rolamentos agulha);
    ou o balão preso ao teto por um prego (e fio, claro) formando um pendulo esférico sobre cujo o médium tentasse eliminar o caos determinístico do movimento dele devido ao fluido fânico aproximando do movimento previsto pra esse tipo d ependulo.
    Aí fui ver o original e entendi, claro.
    Mas sesquecí de mencionar e continua bom o experimento mesmo assim.

  145. Vitor Diz:

    MARCIANO DISSE: “Quem não passa no vestibular de física costuma estudar filosofia (ou direito, contabilidade, medicina, engenharia de produção, for that matter).”
    .
    Ledo engano. Há muitos casos de pessoas que passam em matemática ou física e depois pedem o curso de filosofia. Um exemplo é Huw Price:
    .
    As an undergraduate at ANU, Canberra, in the mid-1970s, the philosophy of time played a large part in my decision to abandon mathematics for philosophy. After graduate school, other philosophical projects kept me busy, and for several years I had little time for time. In 1988-1989, however, with another book finished, and a new job in the Research School of Social Sciences at ANU, I was able to pick up the threads. I became increasingly convinced that physicists tended to make serious mistakes when they thought about time, and especially about the direction of time—the kind of mistakes that careful philosophical thought could help to set right. […] Dieter Zeh, of Heidelberg University, is well known among physicists for his work on the direction of time. He wrote to me in 1989, responding to an article which had just appeared in Nature, in which I criticized some of Stephen Hawking’s claims about the direction of time. I felt rather hesitant about taking on such a famous opponent in such a public forum, so it was a great relief and encouragement when Zeh’s note arrived, saying “I agree with every word you say about Hawking.”
    .
    Agora, uma coisa: não importa se o Ian Hacking é filósofo ou físico. O que importa é se ele está dizendo fatos, no tocante a metodologias criadas na parapsicologia se espalhando no mainstream. E está. É um fato.

  146. Marciano Diz:

    Tudo bem, eu desenvolvi um preconceito contra filósofos e físicos teóricos. Gosto dos físicos experimentais.
    Já achei que engenharia não fosse lá essas coisas, mas tudo acaba resvalando para a engenharia, pois quando se separa o joio do trigo, é lá que as coisas funcionam no mundo real.
    Reconheço que sou preconceituoso com pessoas que têm excesso de imaginação, que fazem experimentos mentais, em vez de experimentos de laboratório.
    Claro que tudo tem seu valor, mas o espaço para fantasia é enorme na filosofia (da ciência ou qualquer outra), assim como na física teórica. Na hora do laboratório, todo mundo tem de ser realista, ou a vaca vai para o brejo.
    Começa tudo na teoria, mas só funciona na prática.
    Foi por isso que citei aqui, uma vez, um ditado jocoso alemão:
    “Theorie ist, wenn man alles weiß, aber nichts
    funktioniert.
    Praxis ist, wenn alles funktioniert aber niemand weiß warum.”
    Para que ninguém tenha um resultado doido do Google Translator:
    Teoria é quando se sabe tudo, mas nada funciona.
    Prática é quando tudo funciona, mas ninguém sabe por que.

  147. Marciano Diz:

    Antes que perguntem de quem é a frase, ela é atribuída a Hermann Hesse, mas podem dizer que foi o Einstein, segundo o amigo Borges acho.
    É que tem uns alfinetes sobrando aqui.
    Um abraço, Borges.

  148. Marciano Diz:

    Aus der Serie: letzte Worte.
    Die Herrschaft der Dummen ist unüberwindlich, weil es so viele sind, und ihre Stimmen zählen genau wie unsere.
    Einstein.
    Wo?
    Hier!
    Quelle:
    Weitere, Albert Einstein kurz vor seinem Tod gegenüber seiner Freundin Johanna Fantova, zitiert in Focus Nr. 52 (2004) Das geheimnisvolle Genie.

  149. Marciano Diz:

    Egal wie Ihre Aussage begründet ist, es ist immer 50/50.

  150. Marciano Diz:

    Und da sind so viele dumme Leute …

  151. MONTALVÃO Diz:

    /
    MONTALVÃO DISSE: ” o Vitor é malandro pra mais de metro e fica empurrando textos em inglês, obrigando-me a perder precioso tempo em traduzí-los,”
    .
    VITOR: Sim, porque todos sabemos que se leva horas para dar um Ctrl+C e Ctrl+V e clicar em “traduzir” os trechos que pus para você… ô desculpinha esfarrapada…
    /.
    CONSIDERAÇÃO: alguns textos leio com meus precários conhecimentos, o que é um risco; outros traduzo no google, o que não deixa também de ser um risco… Só que sua “generosidade” oferece de tudo: às vezes pequenas partes que não sabemos se harmoniza com o todo; outras, textos enormes que, mesmo com a ajuda do google, fica difícil compreender; também não é raro indicar links que remetem a imagens de texto, estes tremendamente trabalhosos de serem traduzidos…
    .
    Um problema pontual está nos “trechos”: não é incomum que poste apenas partes que lhe interessam de uma reflexão mais ampla, com a qual nem sempre a parcela selecionada harmoniza. Ou para piorar constrói raciocínios arrevesados em cima de relatos variados, como é o exemplo a tentativa de “provar” que Wiseman comprovou a telepatia caninana, ao replicar as experiências de Sheldrake, mas não quis confessar…
    .
    Então, se quer conversar sério com o velhinho aqui, que só sabe um titiquinho de inglês, mas raciocina bem pra carácola, seja um pouquinho menos malandro e apresente mais considerações de sua própria cachola, e menos textões em língua alienígena, os quais nem sempre apóiam suas pessoais ilações.

  152. MONTALVÃO Diz:

    /
    VITOR: Um pedido de desculpas por ter dito algo que o artigo não disse caía bem. ´
    .
    Aliás, note que vc confessa que criticou o artigo sem ler, já que o artigo estava em inglês…
    /.
    CONSIDERAÇÃO: tá doido ou ficou maluco? O que eu disse que o artigo não dizia? Só porque os autores, para não ficarem feios na foto, reconheceram que havia suspeitas de fraude na médium investigada por Crawford?
    .
    E Eusápia e os outros que aos quais faz referência, os quais considerou “bons”? Ora, ora, todos os médiuns e paranormais “poderosos” são suspeitos de fraude ou de autoilusão, ou ambos. E isso o artigo não diz, então está na cara que o texto é exaltativo do tipo ingênuo.
    .
    Se o camarada dissesse: “as experiências de Crawford não merecem crédito e são aqui citadas apenas para mostrar que, embora tenham sido repetidas muitas vezes pelo investigador, é fácil lograr pessoas bem intencionadas (porém, nem sempre as intenções são boas)”, aí sim, poderia alegar que ele não encomiou Crawford…
    .
    Ah, tá bom, então não li o artigo? Adivinhei que o autor falava de Eusápia, Crawford, Nina Kulagina… Adivinhei, também, que o pesquisador queria mostrar que o espertalhão Ariel Farías era legítimo psicocinético? Adivinhei tudo isso sem ler o artigo?
    .
    Pô, e depois tem quem duvide de meus poderes paranormais!
    .
    Faça o seguinte, nobre sapiente: traduza o artigo, poste-o para discussão e vamos ver se estou deveras equivocado ou é você que está, cada vez mais, se auto-enganando…
    .
    Pedido de desculpas… puáááá

  153. MONTALVÃO Diz:

    /
    Parece que agora virou moda entre parapsicólatras conectarem transformers, digo, malandros, digo, mutantes, digo, paranormais (ufa! tá difícil lembrar essa qualificação dos vigaristas) ao EEG e acharem “ondas estranhas” emanando das estranhas, digo, entranhas, dos ditos. E isso é dado como evidência de que o cérebro desses seja diferente, portanto, psi resta provada na privada!

  154. Vitor Diz:

    MONTALVÃO DISSE: ” O que eu disse que o artigo não dizia?”
    .
    Que o autores “consideram fiáveis a experiências de Crawford”.
    .
    MONTALVÃO DISSE: “Só porque os autores, para não ficarem feios na foto, reconheceram que havia suspeitas de fraude na médium investigada por Crawford?”
    .
    Não, é porque os autores não dizem em parte alguma que “consideram fiáveis a experiências de Crawford”.
    .
    MONTALVÃO DISSE: “E Eusápia e os outros que aos quais faz referência, os quais considerou “bons”? ”
    .
    Os autores consideraram “bons”? É isso que está escrito? Tem certeza?
    .
    MONTALVÃO DISSE: “um artigo que exalta Nina Kulagina, Eusápia Palladino…”
    .
    Exalta mesmo?
    .
    MONTALVÃO DISSE: ” Ora, ora, todos os médiuns e paranormais “poderosos” são suspeitos de fraude ou de autoilusão, ou ambos. E isso o artigo não diz, então está na cara que o texto é exaltativo do tipo ingênuo.”
    .
    AHHH… está “na cara”… logo não está no artigo…. entendi…
    .
    MONTALVÃO DISSE: “Ah, tá bom, então não li o artigo? ”
    .
    Não de todo. Ou se leu, não entendeu.

  155. Vitor Diz:

    Montalvão, aproveita e me diz se o seu nome completo é Moizés Montalvão mesmo. Preciso dessa informação para uma possível publicação.

  156. MONTALVÃO Diz:

    /
    VITOR: Vc pediu mainstream, eu mostrei mainstream. Agora reclama que é simpatizante da parapsicologia.
    /.
    CONSIDERAÇÃO: não, você não mostrou mainstream: ou está enrolando, ou nada entendeu… o que vem apresentando são opiniões isoladas. Mas, pode, se quiser, ganhar nota dez com louvor nessa: apresente declarações, consensualmente aceitas, de historiadores da ciência reconhecendo as contribuições da parapsicologia ao progresso do saber. Faça isso bem “fazido” e pedirei desculpas, escusas, direi sinto muito, me perdoe… o que quiser…
    /
    /

    VITOR: O que você faz é usar a falácia do escocês de verdade… depois o falacioso sou eu….
    /.
    CONSIDERAÇÃO: ou não entende de falácias ou realmente não está entendendo a conversa: o que eu quero é a opinião – não do escocês de verdade – verdadeiramente do mainstream.
    .
    Você nem precisa se dar ao trabalho de buscar opinadores modernos, no intuito de apoiar sua esdrúxula ideia; fique, como gosta, no passado: desenterre William Crookes, Charles Richet, Camille Flammarion, Gustave Geley, Friedrich Zöllner, Oliver Lodge, só para ficar com alguns, todos do mainstream, entre os muitos que defenderam a parapsicologia e a mediunidade e a consideraram contributiva para a ciência. Só precisa estar ciente de que referir-se a cientistas que se encantaram pelo paranormal e pelo médium não muda nada: a ciência não precisa, não depende, nem recebe contribuições da parapsicologia (a não ser, conforme falei, incidentalmente), o contrário é que é fato.
    /
    /

    VITOR: mas não tem problema. Quer um cético admitindo as contribuições da pesquisa psi?
    .
    – Telepathy: Origins of Randomization in Experimental Design By Ian Hacking (1988)
    .
    Telepatia: Origens da Randomização em Design Experimental por Ian Hacking

    .
    PSYCHIC RESEARCH may seem an implausible place to study the emergence of a new kind of experimental methodology. Yet it is there that we find the first faltering use, by many investigators, of a technique that is now standard in many sciences and mandatory in much sociology and biology
    .
    “A PESQUISA PSÍQUICA pode parecer um local pouco plausível para estudar o surgimento de um novo tipo de metodologia experimental. No entanto, é lá que encontramos o primeiro uso vacilante, por muitos pesquisadores, de uma técnica que agora é padrão em muitas ciências e obrigatória em muita sociologia e biologia”
    .
    https://www.jstor.org/stable/234674?seq=1#page_scan_tab_contents
    .
    Chupa essa manga…
    /.
    CONSIDERAÇÃO: belo esforço, parabéns, mas o que quero, e espero fique esclarecido, é efetivamente o mainstream reconhecendo ter muito o que agradecer aos métodos de pesquisa criados pela parapsicologia e aproveitados pela ciência geral.
    .
    Chupa o caroço!

  157. MONTALVÃO Diz:

    MARCIANO DISSE: “Quem não passa no vestibular de física costuma estudar filosofia (ou direito, contabilidade, medicina, engenharia de produção, for that matter).”
    .
    VITOR: Ledo engano. Há muitos casos de pessoas que passam em matemática ou física e depois pedem o curso de filosofia.
    /
    CONSIDERAÇÃO:
    […]
    “Falaram a Wittgenstein do recente trabalho pioneiro desenvolvido por Bertrand Russell e ele logo começou a ler os Princípios matemáticos, último trabalho do autor sobre o assunto. Nele, Russell tentava provar que os fundamentos da matemática eram de fato lógicos, e que toda a matemática pura poderia derivar de alguns princípios lógicos básicos. A sua tentativa, porém, tropeçara num paradoxo.
    .
    Ele tentou definir o número através de classes. Algumas classes são membros de si mesmas e outras não. Por exemplo, a classe dos seres humanos não é membro de si mesma porque não é um ser humano. Não obstante, a classe de seres não-humanos é membro de si mesma. Mas será a classe de todas as classes que não são membros de si mesmas membro de si mesma?
    .
    Se o for, não é. No entanto, se não o for, é. Todo o status da matemática se assenta nesse paradoxo explosivo que, de acordo com o autor, afetava “os próprios fundamentos da razão”.
    .
    Finalizava seu livro desafiando “todos os estudantes de lógica” a solucioná-lo. Wittgenstein decidiu de pronto que era membro dessa classe que não era membro de si mesma e mergulhou no problema. Propôs uma solução radical, rejeitando todo o conceito de classes como uma hipótese não fundamentada.
    .
    Russell, por sua vez, rejeitou a solução de Wittgenstein, embora ao mesmo tempo admirasse sua engenhosidade. Mas Wittgenstein não era tão fácil de ser descartado. Em 1911, viajou a Cambridge para visitar Russell.
    .
    Decidiu de imediato estudar filosofia com ele e abandonar a engenharia (profissão que seu pai escolhera: o jovem Ludwig devia ser o membro útil da família).
    .
    Russell recebera muito mais do que esperava. Na época, era o principal filósofo da Europa, embora isso fosse questionável; Wittgenstein lera apenas um livro sobre filosofia (mais de matemática do que de filosofia). Ainda assim, Wittgenstein começou a freqüentar Russell a qualquer hora do dia ou da noite, e insistia em ocupá-lo por horas a fio na mais intensa especulação “filosófica” – algumas vezes relacionada com lógica, outras com suicídio. […]
    (Wittgeinstei em 90 Minutos – Paul Strathern)

  158. MONTALVÃO Diz:

    /
    Montalvão, aproveita e me diz se o seu nome completo é Moizés Montalvão mesmo. Preciso dessa informação para uma possível publicação.
    /.
    COMPLETO. Era para ser Moizés Schelb de Montalvão Bellows, mas não deu… Acho que o marquês, lá em cima, não permitiu…

  159. Marciano Diz:

    Vamos aportuguesar o mainstream, para facilitar para o Montalvão.
    Mainstream = corrente principal, no sentido de grupo dominante.
    O Vitor está usando mainstream como se fosse um termo para designar quem não é declaradamente underground.
    Se o cara não é (aparentemente) crente na parapsicologia, para ele é o mainstream, mas o termo é, por definição, coletivo.
    Parapsicologia é mainstream my ass!
    Conte outra!
    Seria se a maioria dos cientistas considerasse essa droga esquisitona como ciência.
    Assim eu não consigo passar meus 3 dias no inferno, quietinho, falando com os mortos.

  160. MONTALVÃO Diz:

    /
    “Retiro-me brevemente de meu retiro espiritual apenas para constatar que ilusão e ingenuidade não têm fim.”
    /.
    CONSIDERAÇÃO: você não tem que se arredar “brevemente” de seu retiro espiritual, lembre-se de que prometeu ressuscitar ao terceiro dia (ou foi NO terceiro dia?)…

  161. MONTALVÃO Diz:

    /
    MONTALVÃO DISSE: “Ah, tá bom, então não li o artigo? ”
    .
    VITOR (agora): Não de todo. Ou se leu, não entendeu.
    /
    VITOR (antes): Aliás, note que vc confessa que criticou o artigo sem ler, já que o artigo estava em inglês…
    /.
    CONSIDERAÇÃO: não cabe aí um pedido de desculpas? 😇

  162. MONTALVÃO Diz:

    /
    Marciano Diz:
    .
    Vamos aportuguesar o mainstream, para facilitar para o Montalvão.
    Mainstream = corrente principal, no sentido de grupo dominante.
    O Vitor está usando mainstream como se fosse um termo para designar quem não é declaradamente underground.
    /
    ————————–
    VITOR: Vc pediu mainstream, eu mostrei mainstream. Agora reclama que é simpatizante da parapsicologia.
    /.
    CONSIDERAÇÃO: não, você não mostrou mainstream: ou está enrolando, ou nada entendeu
    .
    o que vem apresentando são opiniões isoladas.
    .
    Mas, pode, se quiser, ganhar nota dez com louvor nessa: apresente declarações, consensualmente aceitas, de historiadores da ciência reconhecendo as contribuições da parapsicologia ao progresso do saber. Faça isso bem “fazido” e pedirei desculpas, escusas, direi sinto muito, me perdoe… o que quiser…
    ————————–
    /.
    CONSIDERAÇÃO: E há quem diga que telepatia não funciona… quanta injustiça…

  163. MONTALVÃO Diz:

    /
    Lula tá quase se ferrando! Vou ali no bar do bigode bebemorar, depois volto, não sei em que estado…

  164. Vitor Diz:

    MARCIANO DISSE: “Parapsicologia é mainstream my ass!
    Conte outra! Seria se a maioria dos cientistas considerasse essa droga esquisitona como ciência.”
    .
    Como a AAAS é a MAIOR associação CIENTÍFICA do MUNDO, e a Parapsychological Association faz parte dela, então dá para dizer que “a maioria dos cientistas considera essa droga esquisitona como ciência”.

  165. MONTALVÃO Diz:

    /
    MARCIANO DISSE: “Parapsicologia é mainstream my ass!
    Conte outra! Seria se a maioria dos cientistas considerasse essa droga esquisitona como ciência.”
    .
    VITOR: Como a AAAS é a MAIOR associação CIENTÍFICA do MUNDO, e a Parapsychological Association faz parte dela, então dá para dizer que “a maioria dos cientistas considera essa droga esquisitona como ciência”.
    /.
    CONSIDERAÇÃO: antes que diga: “má-fé é o escambau”, informo-lho, embora já saiba: o ingresso na AAAS foi mais jogada política que unânime aceitação (aproveitaram o plenário semi-vazio e a presença de simpatizantes e PIMBA!). Dá, portanto, para dizer que “a maioria dos cientistas NÃO considera essa droga esquisitona como ciência”.
    .
    Isso já foi explicado várias vezes aqui, mas como “má-fé é o escambau”…

  166. MONTALVÃO Diz:

    /
    Quem quiser acompanhar a manifestação dos desembargadores a respeito do luladrão – como falam! Mas é necessário, penso – tá passando no face e na Band News.

  167. MONTALVÃO Diz:

    /
    MONTALVÃO DISSE: “Ah, tá bom, então não li o artigo? ”
    .
    VITOR: Não de todo. Ou se leu, não entendeu.
    /
    MONTALVÃO reprisa: “Faça o seguinte, nobre sapiente: traduza o artigo, poste-o para discussão e vamos ver se estou deveras equivocado ou é você que está, cada vez mais, se auto-enganando…
    .
    CONSIDERAÇÃO: o cara tem coragem, hem? Não entende nada, ou quase, de inglês e ousa desafiar o bambambam…
    .
    Vai, ferra com ele, vai…
    .
    Aliás e pensando bem, você diz que, se li nada entendi: e você o que entendeu? psicocinesia forte é real, Farías o demonstrou? O artigo mostra que Palladino, Kulagina foram fraudadoras? Que Crawford, coitado, foi um pobre logrado e suas investigações não merecem crédito?
    .
    Vai lá, tio, esclareça nossas almas ingênuas…

  168. Marciano Diz:

    O Vitor gosta de ficar ressuscitando esse assunto desgastado da AAAS.
    Aqui no inferno tá todo mundo comemorando a derrota por 3 x 0 do luladrão.
    Ao terceiro dia (amanhã) ressuscitarei, se o Cérbero deixar.

  169. Vitor Diz:

    MONTALVÃO DISSE: “apresente declarações, consensualmente aceitas, de historiadores da ciência reconhecendo as contribuições da parapsicologia ao progresso do saber.”
    .
    a) Carlos S. Alvarado has a Ph.D. in psychology from the University of Edinburgh, and holds masters degrees in parapsychology (MS, John F. Kennedy University), and in history (MA, Duke University).
    .
    http://obraspsicografadas.org/2014/a-parapsicologia-e-suas-contribuies-ao-conhecimento-por-carlos-alvarado-2005/
    .
    b) “Intentional Ignorance: A History of Blind Assessment and Placebo Controls in Medicine” Bulletin of the History of Medicine Volume 72, Number 3, Fall 1998 pp. 389-433
    .
    One of the earliest uses of blind assessment in psychology was a study by Charles Sanders Peirce (1839-1914), one of the founders of American pragmatism, and his student Joseph Jastrow (1863-1944), who became president of the American Psychological Association. This experiment has already been well described by the historian-philosopher Ian Hacking, but it is worth retelling. Peirce and Jastrow were interested in an earlier psychological experiment to determine what was the smallest discernible difference in sensation.
    .
    Between December 1883 and April 1884 they improved on the original design by using a “screen,” so that the person who was trying to feel the slight differences of weight could not tell whether the weights were being increased or decreased. This American team was “fully on . . . guard against unconsciously received indications.” al. This use of blinding and randomization is probably the first time that scientists studying a mainstream question (as opposed to a marginal and deviant issue) self-consciously saw value in their remaining ignorant. In this case, using a veiled assessment was less a means of fraud detection and more a guarantee of accurate observation. Exactly where Peirce and Jastrow’s idea for this blinding came from is unclear. One possibility is that Peirce understood the problem of errors of observation and systematic bias from his earlier work in geodesy and astronomy. But it is also conceivable that their interest came from the unconventional domain: both scientists were also actively involved in the furor concerning spiritualism and psychical research A direct linkage to psychical research can easily be argued. For example, Peirce was recruited by his friend William James (1842-1910) to be a founding member of the American Society for Psychical Research (ASPR) in 1884, and the unremitting skeptic Jastrow was an original member of the ASPR’s Scientific Advisory Council. They were both immersed in the telepathy debates, which affected their conventional work (and vice versa). In fact, the original publication of their study concluded by stating that their methodology had “highly important practical bearings” for the plausibility of telepathy, which “ought to be fully studied by the psychologist and assiduously cultivated by everyman” (Peirce and Jastrow, “Small Differences of Sensation” [n. 61], p. 83). Blinding very gradually became standard in some types of psychology investigations. An early example includes the adoption of “screens” reported in C. E. Seashore, “Measurements of Illusions and Hallucinations in Normal Life,” Stud. Yak Psychol. Lab , 1895,3: 1-67, quotation on p. 6.

    .
    Como vê, há consenso entre historiadores com Ian Hacking (que como descrito, não é só filósofo, também é historiador!), com publicações em revistas de História da medicina. Aguardo suas desculpas.

  170. Vitor Diz:

    MARCIANO DISSE: “o ingresso na AAAS foi mais jogada política que unânime aceitação ”
    .
    Bullshit. O que houve foi que os parapsicólogos se fizeram entender perante seus pares. Houve uma melhora da retórica dos parapsicólogos. Além disso, anos depois, já houve movimentos tentando tirar a Parapsicologia da AAAS alegando ela ser pseudociência, e todos eles fracassaram. Ou seja, o público se renovou e a aceitação da parapsicologia como ciência continuou.

  171. MONTALVÃO Diz:

    /
    Vitor Diz:
    .
    MARCIANO DISSE: “o ingresso na AAAS foi mais jogada política que unânime aceitação ”
    /.
    CONSIDERAÇÃO: em verdade, tal foi dito pelo Montalvão…
    ./
    VITOR: Bullshit. O que houve foi que os parapsicólogos se fizeram entender perante seus pares. Houve uma melhora da retórica dos parapsicólogos. Além disso, anos depois, já houve movimentos tentando tirar a Parapsicologia da AAAS alegando ela ser pseudociência, e todos eles fracassaram. Ou seja, o público se renovou e a aceitação da parapsicologia como ciência continuou.
    /.
    CONSIDERAÇÃO: pensou, pensou e achou uma “expricação”…
    .
    Nada como uma volta ao passado para melhor esclarecer…
    .
    ________________________
    Julho/2017:
    VISONI: “Espiritismo não é reconhecido pela AAAS como ciência, Montalvão…”
    /
    MONTALVÃO: O RECONHECIMENTO da cientificidade da parapsicologia foi político, Visoni…
    /

    VISONI: Marcelo Truzzi diz:
    .
    “PSI AINDA PODE SER ILEGÍTIMA;
    /.
    CONSIDERAÇÃO: admite a ilegitimidade científica de PSI…
    /
    /

    TRUZZI: mas a investigação científica de psi claramente não é, e isso é exatamente o que a Parapsicologia é. Este foi o argumento utilizado pela Associação Parapsicológica para entrar na AAAS, e isso é explicitamente reconhecido tanto pela PA quanto pela AAAS. O PROFESSOR KURTZ PODE QUERER DISCORDAR DESTA ABORDAGEM, mas ela certamente representa a opinião da maioria da comunidade científica de que a ciência consiste em seu método e não em um determinado conjunto de conclusões substanciais o qual pode provar-se historicamente falível.”
    /.
    CONSIDERAÇÃO: tem-se falado muito por aqui em tiros no pé e temos visto vários deles, como o acima o é… O que o texto mostra é que há queixas contra a inclusão do paranormal no mainstream da ciência, isso no âmbito da AAAS (não tenho conhecimento de até que ponto essa aceitação implica numa oficialização geral. Talvez tenha utilidade na habilitação a financiamentos governamentais). Em termos práticos, no entanto, Psi continua marginalizada pela ciência.
    .
    A fim de evitar compridas discussões: para constatar que houve politicagem na inclusão da pesquisa psíquica entre as matérias científicas reconhecidas pela AAAS, basta ter em mente que houve duas tentativas anteriores de conseguir essa adesão, ambas recusadas. Na terceira investida os adeptos da realidade do paranormal tiveram sucesso.
    .
    Agora vem a grande questão: o que houve entre as duas tentativas fracassadas e a bem sucedida, em termos de novas descobertas, que facultasse aos membros da agremiação a reavaliação das denegações precedentes? Podem investigar à vontade: nenhuma novidade se registrou, apenas aproveitou-se momento politicamente favorável.
    .
    Mistério esclarecido.
    .
    Agora que a AAAS pisou na bola, para voltarem atrás é mais difícil que perneta fazer gol chutando do meio de campo…
    _____________________

  172. MONTALVÃO Diz:

    /
    Da série: VOLTA AO PASSADO:
    /
    ____________________
    MONTALVÃO Diz:
    JANEIRO 19TH, 2017 ÀS 10:04 PM
    /
    DA SÉRIE: ME ENGANA QUE EU GOSTO, ou, COMO TRANSFORMAR UM OVO DE LAGARTIXA EM DE AVESTRUZ.
    /
    /
    VISONI: “Várias ideias, metodologias, técnicas e tecnologias da Parapsicologia tiveram como resultado ramificação e desenvolvimento no mainstream, seja na psicologia, psiquiatria, estatística ou mesmo neurociência. A própria filiação da Parapsicologia à AAAS é uma conquista social. Também conhecemos hoje diversos fatores que aumentam a magnitude dos efeitos psi.”
    /
    CONSIDERAÇÃO: começando pelo fim. A filiação à AAAS, bem se sabe, foi jogada política. A parapsicologia nada de consistente produziu entre as recusas e a aceitação. Você finge que não sabe disso para poder dizer o que bem entende.
    .
    Na psicologia, a parapsicologia fomentou, recentemente, uma inovação: a psicologia anomalística, que vai precisar de um tempo para dizer a que veio.
    .
    A parapsicologia se serve da estatística, mas que tenha contribuído para o desenvolvimento dessa ciência desconheço.
    .
    Contribuição na neurociência? Duvido muito!
    .
    Na psiquiatria? Bem, talvez tenham descoberto neuroses paranormais, esquizofrenia telepática, catatonia clarividente…
    ___________________

  173. Marciano Diz:

    O Vitor está misturando estações. Confundiu-me com o Montalvão, o que muito me honra, mas deve ser pelo desgaste com as tentativas de convencer que o quadrado é redondo.
    Realmente, essa informação de que o erro quase foi corrigido, não o sendo apenas porque é difícil uma organização do porte da AAAS admitir que foi enganada, é um tirambaço no pé. Acho que pegou até no joelho.

  174. MONTALVÃO Diz:

    /
    Cometi um equívoco matemático, que ora conserto:
    /
    MONTALVÃO dissera: A fim de evitar compridas discussões: para constatar que houve politicagem na inclusão da pesquisa psíquica entre as matérias científicas reconhecidas pela AAAS, basta ter em mente que houve duas tentativas anteriores de conseguir essa adesão, ambas recusadas. Na terceira investida os adeptos da realidade do paranormal tiveram sucesso.
    /.
    CONSIDERAÇÃO: em realidade, foram quatro (4) tentativas de ingressar na AAAS, todas recusadas. Só na quinta sé que tiveram a sorte danada!

  175. MONTALVÃO Diz:

    /
    Continuando com a VOLTA AO PASSADO esclarecedor…
    .
    Os texto que segue corresponde a conversa havida no ECAE, no tempo em que lá me manifestava (não mediunicamente, claro):

    /
    ___________________
    VITOR: Então apresento agora um fato: a Parapsicologia é aceita como Ciência legítima desde 1969 pela AAAS, a maior associação científica do mundo e mesma editora da revista Science.
    /
    MONTALVÃO: Cuidado com esse tipo de declaração. Em verdade não é bem como informa:
    .
    a PA (Parapsychological Association) é que foi admitida como membro da AAAS. Esta reconheceu que a parapsicologia emprega métodos científicos em suas investigações, mas isso nada diz sobre a realidade dos fenômenos estudados, ou, admitindo-se sua realidade, se são algo além de esporádicos, incertos e tênues.
    .
    Confira:
    .
    Wellington Zangari: “Segundo McClenon, a aceitação da Parapsychological Association (PA) como membro da American Association for Advancement of Science (AAAS), em 1969, não se deveu à aceitação das anomalias estudadas pela Parapsicologia, mas pelo papel desempenhado por aspectos políticos e retóricos que envolveram tal aceitação.
    .
    Antes da aprovação em 1969, a afiliação da PA à AAAS havia sido negada por quatro vezes, em 1961, 1963, 1967 e 1968.
    .
    Na verdade, a Parapsicologia não sofreu qualquer importante alteração de 1961 a 1969. [o próprio parapsicólogo reconhece o fato]
    .
    O que aconteceu? Em primeiro lugar, Douglas Dean, um ex-presidente da PA e, então, secretário dessa associação, havia empreendido cuidadosos esforços para melhorar as estratégias retóricas dos membros da PA antes das audiências.
    .
    Dean tratou de apresentar a proposta da PA de forma aceitável do ponto de vista científico.
    .
    Além disso, em 1969 houve quatro pronunciamentos antes da votação dos membros da AAAS. O primeiro foi contrário à aceitação da PA, alegando que os fenômenos que a Parapsicologia dizia estudar não existiam, portanto não havia trabalho científico a fazer.
    .
    O segundo dava conta de que a pessoa não conhecia suficientemente a Parapsicologia a ponto de votar a respeito.
    .
    O terceiro não foi identificado.
    .
    O quarto foi feito por H. Bentley Glass, presidente da AAAS:
    “O Comitê do Conselho considerou o trabalho da PA por um longo período. O comitê chegou à conclusão de que esta é uma associação que está investigando fenômenos controvertidos ou inexistentes; entretanto, está aberta à afiliação de críticos e agnósticos; e eles ficaram satisfeitos porque ela usa métodos científicos de pesquisa; assim, essa investigação pode ser vista como científica. Além disso, informações chegaram até nós dando conta de que o número de Membros da AAAS que são também membros da PA não é de quatro como se encontra na agenda, mas nove”. (McClenon, 1986, 128)
    (Wellington Zangari, in: O Estatuto Científico da Parapsicologia)
    /
    CONSIDERAÇÃO: Então veja-se:
    1) O Vitor sabe que a inclusão da parapsicologia (em verdade da PA) na AAAS foi política, visto que tal lhe fora noticiado tempos atrás. Mesmo assim, teimosamente, insiste em seu argumento desvirtuado;
    .
    2) foi esperteza política e ponto;
    .
    3) a AAAS apenas reconheceu que a PA emprega metodologia científica em suas investigações. Sobre a legitimidade o paranormal nenhum pronunciamento;
    .
    4) vê se para se inventar história, Vitor…

  176. Vitor Diz:

    É incrível, mesmo em português CLARÍSSIMO o Montalvão NÃO SABE INTERPRETAR O QUE O TEXTO DIZ. Vejam só:
    .
    MONTALVÃO DISSE: “O Vitor sabe que a inclusão da parapsicologia (em verdade da PA) na AAAS foi política, visto que tal lhe fora noticiado tempos atrás. Mesmo assim, teimosamente, insiste em seu argumento desvirtuado; foi esperteza política e ponto;”
    .
    Mas NO PRÓPRIO TEXTO QUE O MONTALVÃO POSTOU, é dito:
    .
    Douglas Dean, um ex-presidente da PA e, então, secretário dessa associação, havia empreendido cuidadosos esforços para melhorar as estratégias retóricas dos membros da PA antes das audiências.
    .
    Dica para o Montalvão: óticas do povo, morou?
    .
    Agora mostrando como um argumento do Montalvão NÃO se sustenta.
    .
    MONTALVÃO DISSE: “A fim de evitar compridas discussões: para constatar que houve politicagem na inclusão da pesquisa psíquica entre as matérias científicas reconhecidas pela AAAS, basta ter em mente que houve [4] tentativas anteriores de conseguir essa adesão, [todas] recusadas. Só na quinta sé que tiveram a sorte danada!”
    .
    Isso demonstra politicagem? NÃO. Não há politicagem que explique, por exemplo, a mudança de atitude de Kurtz no tocante à Parapsicologia.
    .
    http://obraspsicografadas.org/2014/um-olhar-ctico-na-anlise-de-paul-kurtz-do-status-cientfico-da-parapsicologia-1980-por-marcello-truzzi/
    .
    Com relação às demais diferenças entre mim e o Comitê de Kurtz, consulte Fate, setembro de 1979, pp. 70-76, e outubro de 1979, pp. 87-94. Após este presente trabalho ser concluído, em 16 de novembro de 1979 o Professor Kurtz enviou uma carta aos membros da Associação Parapsicológica, indicando que ele e o Conselho Executivo do Comitê voltariam a se opor a qualquer movimento destinado a expulsar a Associação Parapsicológica da Associação Americana para o Avanço da Ciência. Isso parece moderar a posição do Professor Kurtz como delineada no artigo revisto aqui, já que parece improvável que ele e o Comitê endossariam a filiação de uma pseudociência com a AAAS. Espero que isso indique uma mudança na posição do Professor Kurtz desde que ele escreveu o artigo.
    .
    CADÊ A POLITICAGEM AQUI? Em lugar NENHUM! A única coisa que explica a mudança de Kurtz é que ele aceitou a retórica dos parapsicólogos. Simples assim.

  177. Vitor Diz:

    MONTALVÃO DISSE: “o que houve entre as […] tentativas fracassadas e a bem sucedida, em termos de novas descobertas, que facultasse aos membros da agremiação a reavaliação das denegações precedentes? Podem investigar à vontade: nenhuma novidade se registrou, apenas aproveitou-se momento politicamente favorável.””
    .
    Não é preciso haver descoberta nenhuma! O que havia era a reclamação por parte dos membros da AAAS de que a PA assumia a existência do objeto de estudo que deveria provar, no caso, os fenômenos psi. A partir do momento que o objeto de estudo da parapsicologia foi redefinido para o estudo de ALEGAÇÕES de PES e PK, então não havia mais como impedir a entrada da PA na AAAS já que a existência do objeto de estudo passou a ser inegável. Foi isso que Truzzi disse quando falou com Kurtz:
    .
    A Associação Parapsicológica não baseia a sua existência na realidade de psi, mas meramente na investigação científica de fenômenos psicológicos anômalos para os quais psi é o principal termo conceitual. Isto foi claramente reconhecido pela Associação Americana para o Avanço da Ciência, quando concedeu o estatuto de filiado à Associação Parapsicológica e de forma alguma endossou a existência de psi.
    .
    Então foi a REDEFINIÇÃO do OBJETO DE ESTUDO da Parapsicologia que permitiu seu ingresso. Ou seja, em vez de dizer que “a Parapsicologia estuda fenômenos paranormais”, passou a ser dito que “a Parapsicologia estuda ALEGAÇÕES de fenômenos paranormais”. Isso é estratégia RETÓRICA. Não tem politicagem alguma envolvida nisso!

  178. Gorducho Diz:

    Só que ela não estuda, porque as ALEGAÇÕES nunca foram estatísticas.
    Ou seja: ela NÃO estuda o que historicamente sempre foi alegado. Só faz joguinhos com desvios “a favor” dentro das distribuições que caracterizam a estatística.

  179. Gorducho Diz:

    A Metapsíquica continental e a Pesquisa Psíquica anglofona sim nesta retórica eram legítimas.
    Não a Parapsicologia Estatística.

  180. Vitor Diz:

    GORDUCHO DISSE: “A Metapsíquica continental e a Pesquisa Psíquica anglofona sim nesta retórica eram legítimas.”
    .
    Pois elas SEMPRE foram estatísticas. Veja o que o Alvarado diz, e as datas:
    .
    O filósofo e cético Ian Hacking (1988) disse que alguns dos primeiros a usar cálculos de aleatorização e probabilidade fizeram-no no contexto dos estudos do século XIX sobre a telepatia. Um artigo particularmente influente foi aquele publicado por Charles Richet (1884) na Revue Philosophique que inaugurou o uso da teoria da probabilidade na pesquisa psíquica numa época em que os psicólogos usavam métodos estatísticos muito raramente. Após isso, pesquisadores britânicos continuaram a usar de cálculos estatísticos em trabalhos clássicos que lidavam com experiências espontâneas tais como Phantasms of the Living (Gurney, Myers & Podmore, 1886) e o Census of Hallucinations (Sidgwick, et al., 1894), para não mencionar o trabalho experimental.
    .
    Anos 1884, 1886 e 1894. Logo a estatística esteve presente na Metapsíquica continental e na Pesquisa Psíquica anglofona desde a fundação delas. Mais uma crítica que cai por terra.

  181. Vitor Diz:

    Ainda estou no aguardo das desculpas do Montalvão após eu ter mostrado consenso dos historiadores de que métodos desenvolvidos na Pesquisa psíquica se espalharam para o mainstream.

  182. Gorducho Diz:

    Ah! As pesquisas do Richet na villa Carment eram estatísticas…
    O Osty e o filho precisavam de “modelo” estatístico pro contrôle par infrarouge da ação telecinésica…
    O Alexis Didier tinha um amigo-oculto estatístico… Então ele contava pra esse cara as visões dele, e esse processava à mão (um R manual…) através dum “modelo” estatístico e redigia a leitura final do Didier…
     
    😳

  183. Gorducho Diz:

    😳

  184. Gorducho Diz:

    Bloqueou ❓

  185. Gorducho Diz:

    Qual trabalho experimental da SPR ou do IMI que foi feito apelando pra desvios estatísticos ❓

  186. Marciano Diz:

    Muito esclarecedor o texto de Zangari, trazido pelo Montalvão. Pena que o Vitor o ignorará, como tem feito, e continuará com a cantilena da AAAS, ignorando completamente os fatos e citando o ingresso da PA como “prova” de que a parapsicologia é ciência de vanguarda.
     
    Imagino os argumentos que ele deveria usar quando era espírita, em defesa do espiritismo, o qual, agora, compraz-se em atacar, com razão.
     
    Ele simplesmente ignora o texto “O quarto foi feito por H. Bentley Glass, presidente da AAAS:
    “O Comitê do Conselho considerou o trabalho da PA por um longo período. O comitê chegou à conclusão de que esta é uma associação que está investigando fenômenos controvertidos ou inexistentes; entretanto, está aberta à afiliação de críticos e agnósticos; e eles ficaram satisfeitos porque ela usa métodos científicos de pesquisa;
     
    Em vez de comentar o adjetivo INEXISTENTE usado e as verdadeiras razões da admissão, atribui miopia ao Montalvão (ad hominen?) e diz que não houve “politicagem”, mudando completamente o foco e ignorando a discussão.
    É só discurso retórico, visto que fatos não existem.
    A referência à AAAS virou um mantra para ele.
     
     
    Como eu já disse, o Vitor não erra, nunca!

  187. Marciano Diz:

    Num debate verdadeira científico, o Vitor já teria capitulado há tempos, mas para ele o importante não é admitir fatos, mas ganhar o debate a qualquer custo.

  188. Marciano Diz:

    verdadeiramente

  189. Gorducho Diz:

    Ok: a Parapsicologia entrou par AAAS sob o pretexto de que iria investigar AS ALEGAÇÕES (implícito: as realmente feitas…).
    Só que NÃO O FEZ.

  190. MONTALVÃO Diz:

    /
    “Ainda estou no aguardo das desculpas do Montalvão após eu ter mostrado consenso dos historiadores de que métodos desenvolvidos na Pesquisa psíquica se espalharam para o mainstream.”
    /.
    CONSIDERAÇÃO: putzgrila! O sujeito delira deveras! Cismou que a parapsicologia alimenta a ciência e nada o demove de tal fantasia. Minha resposta está nas considerações já postadas, se a elas não dá atenção nada mais pode ser feito. O caso é grave, quiçá irreversível…
    .
    Da AAAS e PA falo daqui a pouco, tenho afazeres imediatos com meus cães que não posso postergar.

  191. Vitor Diz:

    MARCIANO DISSE: “Em vez de comentar o adjetivo INEXISTENTE usado e as verdadeiras razões da admissão, atribui miopia ao Montalvão (ad hominen?)”
    .
    Pelo jeito vou ter que atribuir miopia a você também… pois eu disse, citando Truzzi:
    .
    A Associação Parapsicológica não baseia a sua existência na realidade de psi, mas meramente na investigação científica de fenômenos psicológicos anômalos para os quais psi é o principal termo conceitual. Isto foi claramente reconhecido pela Associação Americana para o Avanço da Ciência, quando concedeu o estatuto de filiado à Associação Parapsicológica e de forma alguma endossou a existência de psi.

  192. Vitor Diz:

    MONTALVÃO DISSE: “Minha resposta está nas considerações já postadas, se a elas não dá atenção nada mais pode ser feito. ”
    .
    Suas considerações em NENHUM momento abordam a referência que eu trouxe, publicada numa revista de história da medicina, mostrando o consenso com o Ian Hacking. Atendi a sua solicitação, e você ignora isso?

  193. Vitor Diz:

    GORDUCHO DISSE: “Só que ela não estuda, porque as ALEGAÇÕES nunca foram estatísticas.”
    .
    Um exemplo recentíssimo que REFUTA o que o Gorducho disse foi o estudo de mentes entrelaçadas dos gêmeos de 15 anos. Veja que havia alegações. Do estudo:
    .
    Os participantes, criados juntos, alegam certas habilidades específicas, incluindo conexão emocional.
    .
    Os gregos estudaram as alegações e as confirmaram. Por meio do fMRI e de estatística. Mais uma crítica que cai por terra.

  194. Marciano Diz:

    Acho que agora entendi.
    A AAAS não endossou a psi, disse que era inexistente, admitiu a PA apenas porque postula investigar fenômenos inexistentes (sob a metodologia científica, claro), e este é o grande trunfo que prova que parapsicologia é ciência de vanguarda?
     
    Tá bem!
     
    Não preciso de óculos, preciso de binóculos. Ou talvez de um telescópio gigantesco.

  195. Gorducho Diz:

    Essas NÃO eram alegações.
    E QE NÃO TEM NADA A VER com “Ψ” ou Parapsicologia.
    É FÍSICA já clássica no caso porque QM já está completamente incorporada ao arcabouço da Física, não tendo mais sentido fazer aquelas distinções que se faziam nos meus tempos de escola entre
    “clássica”
    e
    “moderna” (nossa Física IV na escola).

  196. Marciano Diz:

    Parece que o tópico mais recente foi abandonado, e vou ficar sem saber se o crítico da parapsicologia Wiseman, que ainda é parapsicólogo, como Vitor provou com o print do e-mail que postou aqui várias vezes, é um parapsicólogo maluco ou não.

  197. Marciano Diz:

    Vitor perguntou a Wiseman se ele AINDA era psicólogo. Wiseman respondeu que sim. Vitor exibiu o e-mail como trunfo. Agora traz críticas de um parapsicólogo à sua própria ciência de vanguarda, com a pseudo-refutação de ventiladores apoiados em pregos?

  198. Vitor Diz:

    MARCIANO DISSE: “Acho que agora entendi. A AAAS não endossou a psi, disse que era inexistente, admitiu a PA apenas porque postula investigar fenômenos inexistentes (sob a metodologia científica, claro), e este é o grande trunfo que prova que parapsicologia é ciência de vanguarda?”
    .
    Não misture alhos com bugalhos. Que a Parapsicologia é ciência de vanguarda foi admitido no Simpósio de Retrocausalidade sob os auspícios da AAAS:
    .
    Os participantes vieram principalmente da filosofia, da física teórica e das comunidades parapsicológicas experimentais. O intuito era que cada grupo iluminasse os demais, uma vez que cada um possuía evidências, conhecimentos e perspectivas que faltavam aos outros. Como esperado, as discussões foram animadas, e novas alianças e colaborações forjadas.
    .
    https://app.box.com/s/2s67wvdwaxtb82is7v0urwl6rs58d6bb

  199. Vitor Diz:

    GORDUCHO DISSE: “Essas NÃO eram alegações.”
    .
    Bom, está escrito que ERAM ALEGAÇÕES SIM, se vc acha que os gregos mentiram, então escreve uma carta para a revista apresentando seus motivos. Vamos ver se publicam.

  200. Vitor Diz:

    GORDUCHO DISSE: E QE NÃO TEM NADA A VER com PSI ou Parapsicologia.
    .
    Muitos físicos discordam de você. Vc quer debater com eles?

  201. Gorducho Diz:

    ============================================================
    A AAAS não endossou a psi, disse que era inexistente, admitiu a PA apenas porque postula investigar fenômenos inexistentes (sob a metodologia científica, claro), e este é o grande trunfo que prova que parapsicologia é ciência de vanguarda?
    ============================================================
    Mais ou menos…
    A Parapsicologia driblou o escrutínio admissional prometendo investigar não fenômenos reais mas ALEGAÇÕES acerca desses.
    Então com isso driblou o óbice “inexistência” porque “alegações” “existem, são fato (as alegações).
    Ou seja: se alguém alega ser possível extrair tumores cancerígenos pelo método da levitação, a ALEGAÇÃO existe (independentemente de que isso seja ou não possível no mundo real).
     
     
    O proto-silogismo (sem formalizá-lo dentro das regras de Port-Royal…) faz-se assim:
     
    M. GRASSOILLET G. alega levitar.
    Temos uma alegação – logo a ALEGAÇÃO existe.
    Vamos investigar a alegação logo vamos investigar algo que EXISTE.
     
     
    Só que NÃO O FIZERAM.

  202. Gorducho Diz:

    Sim, pode ser…

  203. Vitor Diz:

    MARCIANO DISSE: “Vitor perguntou a Wiseman se ele AINDA era psicólogo. ”
    .
    Parapsicólogo.
    .
    MARCIANO DISSE: “Wiseman respondeu que sim. Vitor exibiu o e-mail como trunfo. Agora traz críticas de um parapsicólogo à sua própria ciência de vanguarda, com a pseudo-refutação de ventiladores apoiados em pregos?”
    .
    Não entendi o que quis dizer com “pseudo-refutação de ventiladores apoiados em pregos”. Mas o que não falta em ciência de vanguarda são críticas e questionamentos.

  204. Vitor Diz:

    GORDUCHO DISSE: “A Parapsicologia driblou o escrutínio admissional prometendo investigar não fenômenos reais mas ALEGAÇÕES acerca desses.”
    .
    Gorducho entendeu o óbvio. Agora é ver se o Marciano e o Montalvão param de misturar alhos com bugalhos e conseguem entender isso.
    .
    GORDUCHO DISSE: “Só que NÃO O FIZERAM.”
    .
    Mostrei que FIZERAM. Contra fatos não há argumentos. Só teimosia mesmo…

  205. Gorducho Diz:

    O óvulo univitelino será – de novo: admitindo que seja vera essa interligação – o equivalente ao “forno” de onde saem os objetos quânticos (“partículas”) escritos POR UMA SÓ “função de onda” (vetor-de-estado).
    “Existe” portando um só sistema indesdrobrável, DENTRO DO QUAL estão as 2 mentes.
    Isso nada tem a ver com “percepção” e sim com o fato de que o que se nos afigura como “duas” coisas na verdade é uma só.

  206. Gorducho Diz:

    Deveras essa sua explanação do artifício que eles usaram eu não sabia ou não me lembrava.
    Repito: quais experimentos do IMI ou das (UK + América) foram baseados em flutuações estatísticas ❓
    Bloqueou a caretinha de shame ❓

  207. Vitor Diz:

    Sobre o uso de estatística, no caso do Richet:
    .
    Richet, C. (1884). La suggestion mentale et le calcul des probabilités. Revue philosophique de la France et de l’étranger, 18, 609-674.
    .
    Disponível em: http://www.jstor.org/stable/41074465?seq=1#page_scan_tab_contents

  208. Gorducho Diz:

    Veja só essa perfeição de analogia no Physics Stack Exchange:
    I have a bag with two apples in it. Then I pose this question. If I were to tie a knot in the top of the first apple’s bag, would the second apple’s bag remain unchanged? The answer is obvious: both apples are in the same bag so if you make changes to the bag of the first apple, the bag of the second can’t remain unchanged.
    It’s the same with entangled particles. The wave function is like the bag; there’s only one that describes both particles
    .
     
    Quando os médicos gregos submeteram a estímulos eles aplicaram modificações nas condições de contorno (matematicamente falando acerca do vetor-de-estado das mentes) DO SISTEMA

  209. Gorducho Diz:

    Certo… qual foi o experimento que o Richet fez usando estatística ❓

  210. Marciano Diz:

    Eu também ainda não entendi essa história dos ventiladores.
    Bem que você poderia atender ao nosso pedido e pesquisar a história, postando-a aqui.
    Acabaria o enigma.
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  211. Gorducho Diz:

    NÃO HÁ “percepção extra sensorial” porque não há nada “extra” p/ser percebido. O sistema é um só e imexível.
    Então há sim uma percepção extra-sistema – como qq. percepção externa que nós temos continuamente…– mas não percepção “extra” ENTRE mentes porque é tudo uma coisa só fisicamente.
     
     
    Alô alô Irmão Marciano (já me vacinando… 🙁 ): claro que eu não acredito na realidade disso. Só argumentando DENTRO das premissas postas.
    É um estudo dentro da Física, não da Parapsicologia.

  212. Vitor Diz:

    GORDUCHO DISSE: Certo… qual foi o experimento que o Richet fez usando estatística ❓
    .
    Dans ces expériences, nous avons plus particulièrement insisté sur une condition essentielle; c’est que le sujet qui devinait, ne regardait pas les personnes qui connaissaient la carte : il avait les yeux fermés ou tournait le dos aux assistants. Gela était aussi fait dans les expériences précédentes, mais avec moins de rigueur que dans ces dernières que je rapporte ici.
    .
    En second lieu nous avons essayé de comparer le résultat obtenu à celui que donnerait le hasard réel, non plus le hasard théorique. Il a suffi de numéroter les photographies, et de tirer un numéro dans une urne contenant six numéros. Voici les résultats du hasard, comparés à ceux de l’indication volontaire, et à ceux du hasard théorique. Le hasard théorique donnait toujours P, c’est-à-dire 1. – Appelons H le hasard réel, c’est-à-dire le tirage au sort des numéros qui était fait simultanément avec l’indication volontaire
    […]

  213. Gorducho Diz:

    [MP pro Presidente Montalvão
    MENSAGEM PRIVADA PARTICULAR
    SE VOCÊ NÃO FOR O DESTINATÁRIO
    NÃO LEIA O CONTEÚDO A SEGUIR
     
    Odeio admitir que não sei fazer esses desenho que nosso correligionário AMa faz.
    Mas jamais vou dar o braço-a-torcer perguntando pra ele…
    FIM DA MENSAGEM PRIVADA]

  214. Vitor Diz:

    GORDUCHO DISSE: “NÃO HÁ “percepção extra sensorial” porque não há nada “extra” p/ser percebido. O sistema é um só e imexível. Então há sim uma percepção extra-sistema – como qq. percepção externa que nós temos continuamente…– mas não percepção “extra” ENTRE mentes porque é tudo uma coisa só fisicamente.””
    .
    1) Há uma percepção. Creio que é ponto pacífico.
    .
    2) O “extrassensorial” significa que tal percepção não se dá pelos meios sensoriais conhecidos (tato, visão, olfato, paladar, audição)
    .
    3) Como os meninos sentem o que o outro sente (como mostrado no filme ET do Spielberg na relação entre o alienígena e o garoto), e isso não se dá pelos sentidos conhecidos, então está havendo uma percepção extrassensorial sim senhor.

  215. Marciano Diz:

    Oração poderosa para conseguir algo impossível ou difícil
     
    Criador do mundo,
    Tu que dissestes,
    peça e receberás,
    inclinai Teus ouvidos a esta humilde criatura.
    Na Glória do Teu Poder
    Ouve a minha prece
    Ó Pai amado.
    Fazei que por Vossa Vontade
    eu obtenha a graça que tanto almejo
    e necessito para minha vida
    (fazer o pedido)
    e que isto seja feito pelo Poder do Eu Sou.
    Deus supre agora todas as minhas necessidades,
    EU SOU a Sua abundância e riqueza
    presentes em minha vida
    e em todo o Universo.

    EU SOU A SUA PERFEIÇÃO presente em minha agora.

    EU SOU a SUA Oportunidade presente em minha Vida Agora.

    EU SOU O PLENO AMOR presente em minha vida agora.

    Fazer esta prece diariamente, 7 vezes seguida. Rezar também o Salmo 23.

    O Senhor é meu pastor
    Nada me faltará.
    Ele me faz repousar em pastos verdejantes
    Leva-me para junto das águas de descanso
    Refrigera-me a alma
    Guia-me pelas veredas da justiça
    Por amor do seu nome,
    Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte,
    Não temerei mal algum,
    Porque Tu estás comigo.
    A Tua vara e Teu cajado me consolam
    Preparas-me uma mesa na presença dos meus adversários,
    Unges-me a cabeça com óleo,
    O meu cálice transborda
    Bondade e misericórdia certamente me seguirão
    Todos os dias da minha vida
    E habitarei na Casa do Senhor
    Para todo o sempre.

  216. Gorducho Diz:

    Uma percepção externa DAS “DUAS” (pra nós macroscopicamente) mentes.
    ENTRE elas não porque elas seriam (dentro dessa tese de vocês, claro) UM SÓ SISTEMA físico.
    Ou seja: “Ψ” só entraria na história se se tratasse de percepção ENTRE mentes, o que não é o caso na tese de vocês visto que (vocês) postulam UM sistema quântico.
    Que existe percepção externa a nós claro que eu acho que sim pois sou anti-solipsista.
     
    Esse artigo que me indicou é uma correspondência à redação comentando o artigo do Richet.
    Vou vê-lo e ver qual alegação ele estava a investigar…

  217. Marciano Diz:

    http://almaserena.com.br/site/coaching/
    Mentes Interligadas
    Radin Dean
    Telepatia, clarividência, percepção extra-sensorial, psicocinese. Esses e outros fenômenos psíquicos são freqüentemente associados a um talento pessoal, a um dom inato ou, muitas vezes, são simplesmente desacreditados. Mas pesquisas científicas recentes demonstram que esses eventos são reais e mais comuns do que pensamos.
    Sempre firmado em evidências científicas, Dean Radin – um dos cientistas da versão estendida do filme Quem Somos Nós? – sustenta e demonstra a existência desses fenômenos. Unindo as bases da psicologia aos princípios da física quântica, Radin passa ao largo das especulações e do sensacionalismo e apresenta uma análise racional, consistente e entusiasmante das experiências psíquicas.

  218. Gorducho Diz:

    ============================================================
    Como os meninos sentem o que o outro sente (como mostrado no filme ET do Spielberg na relação entre o alienígena e o garoto), e isso não se dá pelos sentidos conhecidos, então está havendo uma percepção extrassensorial sim senhor.
    ============================================================

    Nada a ver c/QE “entre” mentes provindas de “fornos” univitelinos como esse caso estudado e teorizado por vocês.

  219. MONTALVÃO Diz:

    /
    VITOR: É incrível, mesmo em português CLARÍSSIMO o Montalvão NÃO SABE INTERPRETAR O QUE O TEXTO DIZ. Vejam só:
    .
    MONTALVÃO DISSE: “O Vitor sabe que a inclusão da parapsicologia (em verdade da PA) na AAAS foi política, visto que tal lhe fora noticiado tempos atrás. Mesmo assim, teimosamente, insiste em seu argumento desvirtuado; foi esperteza política e ponto;”
    .
    VITOR: Mas NO PRÓPRIO TEXTO QUE O MONTALVÃO POSTOU, é dito:
    .
    “Douglas Dean, um ex-presidente da PA e, então, secretário dessa associação, havia empreendido cuidadosos esforços para melhorar as estratégias retóricas dos membros da PA antes das audiências.”
    /.
    CONSIDERAÇÃO:
    INICIALMENTE, VEJAMOS:
    .
    De como o Vitor utiliza (mal) a AAAS para fundamentar seus desvarios
    /
    ==========================.
    -1-
    JUNHO 8TH, 2017 ÀS 3:47 PM
    VISONI: Como você diz que a Ciência não dá pelota para essas coisas se o artigo foi apresentado em um simpósio da AAAS, a maior associação científica do mundo e mesma editora da Science? Aliás, já é o III Simpósio sobre retrocausalidade.
    /.
    CONSIDERAÇÃO: ó, cê me discurpe: não me chegou ainda a notícia de que psi integra os cânones da ciência…
    .
    Mas e porém, não seria melhor especificar melhor a quantas veio esse simpósio… Nada sei da AAAS, mas sei de casos em que a USP e a UNB abrigaram conferências de astrologia, psi, mediunidade e afoitos clamaram que a academia abrira as portas para as “ciências alternativas”, ou algo assim…
    .
    Aplicando a Conjetura de POA: nunca é beeeeem assim…
    /
    -2-
    JUNHO 14TH, 2017 ÀS 12:02 PM
    VISONI: Claro, Gorducho, se você prefere ficar desatualizado do que está na crista da onda da ciência, como a comprovação da precognição em simpósios da AAAS, é um direito seu. Eu de minha parte continuarei divulgando esses experimentos impecáveis.
    /.
    CONSIDERAÇÃO: vai de mal a pior, e isso é mau… Mostre ao menos declaração provinda desse tão “importante” simpósio de retrocognição dando como comprovada a precognição, isso para, minimamente, apoiar seus devaneios: não o fazendo continuará no sonho, só que, a partir de então, um sonho completamente descasado de qualquer fundamento sensato…
    /
    -3-
    Marciano Diz:
    AGOSTO 2ND, 2017 ÀS 7:26 PM
    AAAS é o trunfo na manga de Vitor. Para que vocês vejam como um lobby político pode ser danoso.
    ==========================.
    /
    CONSIDERAÇÃO: agora bateu-me um flash na mente. Os motivos da aceitação da PA na AAAS, para as discussões aqui havidas, não é tão importante. A fim de entendermos direitinho a história precisaríamos conhecer bem os bastidores dos eventos. A questão principal seria: por que a PA quis tanto ingressar na AAAS, sabendo-se que em termos de descobertas e realizações científicas não tinha nada de efetivo a oferecer?
    .
    Especulo que a motivação tenha sido financeira. Provavelmente, estando inscrita na AAAS a PA (e seus membros) poderia candidatar-se a financiamentos oficiais. Então, conquanto esteja claro que foi jogada política o ingresso, e fique claro que vários associados da AAAS manifestaram-se contrários, compreende-se as pretensões da AS, o que não tem nada de reprovável.
    .
    O fato é que a AAAS tem uma encrenca em seu seio, considerando que vez em quando aparece quem protestando contra a presença da PA no grupo. Porém, se é difícil entrar, depois que entra mais difícil é sair. Para expulsar a PA a AAAS, implicitamente ou mesmo explicitamente, reconheceria que pisou feio na bola.
    .
    Em suma, o Vitor fundamenta seus sonhos, dentre outras alegações, com o fato de a PA ter sido aceita pela AAAS; porém, no atine às nossas discussões, esse ponto não altera que os resultados da parapsicologia são pífios, ou mesmo inexistentes. Quer dizer, estando na AAAS ou não, a pesquisa psi (por conta do que produz) pode ser reputada pseudociência, uma pseudociência que utiliza sim metodologia científica, contudo, pelo histórico que ostenta fica claro que o objeto de pesquisa, caso exista, é de natureza fugidia, de intensidade mui branda e sem utilidade conhecida.
    .
    Nada obstante o Vitor asseverar que leio mal, fica claro que a tática utilizada para obter aceitação da PA pela AAAS não se amparou em substanciais resultados e efetivas comprovações da realidade do paranormal, mas porque foram empreendidos “cuidadosos esforços para melhorar as estratégias retóricas dos membros da PA antes das audiências.
    .
    POR OUTRO LADO: há um quesito, dentre as justificativas apresentadas pelo Vitor, que remete a discussões antigas, a respeito de parapsicólogos reconhecerem que não podem afirmar que psi exista, fato que o Vitor repudia com veemência, por defender que PES seja a mais cristalina realidade. Entretanto, sem querer, ele (o Vitor) acaba inadvertidamente tendo que concordar:
    /
    “A Associação Parapsicológica não baseia a sua existência na realidade de psi, mas meramente na investigação científica de fenômenos psicológicos anômalos para os quais psi é o principal termo conceitual.
    .
    Isto foi claramente reconhecido pela Associação Americana para o Avanço da Ciência, quando concedeu o estatuto de filiado à Associação Parapsicológica e DE FORMA ALGUMA ENDOSSOU A EXISTÊNCIA DE PSI.”
    /
    Então, vejam, se a própria Associação Parapsicológica admite que o objeto de pesquisa não pode ser afirmado (garantido) real, por coerência, o Vitor teria que concordar com esse discurso. Mas, o que vemos em diversas postagens aqui feitas é ele asseverando a realidade dos fenômenos!
    .
    Agora talvez o Vitor entenda que a admissão da PA na AAAS não significou reconhecimento de que psi seja real. Ainda há esperança…

  220. Marciano Diz:

    O mapeamento da sinalética é o procedimento paratécnico de identificação, registro e decodificação da sinalética energética e parapsíquica pessoal, a fim de criar código de autoparassegurança e comunicação a serviço da interassistência multidimensional.
    Agora é fácil para qualquer um dominar a telepatia, com a mente quântica.
    http://www.criandosuarealidade.com.br/mentequantica/index.html

  221. Vitor Diz:

    MONTALVÃO DISSE: ” Mostre ao menos declaração provinda desse tão “importante” simpósio de retrocognição dando como comprovada a precognição”
    .
    Em particular, a precognição (a presciência anômala, mas estatisticamente significante de eventos futuros) recebe um forte apoio laboratorial, mas lhe falta um mecanismo físico convincente. Muitos suspeitam que alguma versão da retrocausalidade quântica possa conter a chave.

  222. Vitor Diz:

    MONTALVÃO DISSE: “Então, vejam, se a própria Associação Parapsicológica admite que o objeto de pesquisa não pode ser afirmado (garantido) real,”
    .
    Montalvão ainda não entendeu que o objeto de pesquisa são as alegações…e olha que o Gorducho já explicou tin tin por tin tin…..
    .
    MONTALVÃO DISSE:”por coerência, o Vitor teria que concordar com esse discurso. Mas, o que vemos em diversas postagens aqui feitas é ele asseverando a realidade dos fenômenos!”
    .
    Lógico, Montalvão. São dois momentos distintos. Um é o ano 1969. Outro é 2018. A Associação Parapsicológica atualmente admite sem qualquer restrição a existência de psi. Aliás, já admite tem alguns anos.

  223. Vitor Diz:

    GORDUCHO DISSE: “Esse artigo que me indicou é uma correspondência à redação comentando o artigo do Richet.”
    .
    O trecho que eu selecionei é do Richet.

  224. Gorducho Diz:

    Sim… vou procurar o trabalho dele.
    Essa é só resposta dele às cartas.
     
    Sim, sem dúvida o silogismo è vero: “alegações” existem :mrgreen:
    Então SE eles tivessem desde que foram admitidos investigado as ALEGAÇÕES até seria desculpável…

  225. Gorducho Diz:

    Ok: de fato ele propôs essa investigação baseada na estatística pra “telepatia”.
    Só que o fato dele propor um método não significa que esse método seja válido.
    Vide-se a villa Carmen…

  226. Gorducho Diz:

    ALEGAÇÃO: o ψquico captou o nome daquele cachorrinho da mente do sentante.
    Uma informação obetiva, bem delineada.
    Como isso vai ser investigado através de variações estatísticas na impressão acerca de centenas de vistas a cartas ou imagens aleatórias ❓
    O sentante tinha o cachorrinho em mente. Onde entra estatística nisso ❓
     
     
    Homenagem singela ao Presidente Montalvão que gosta de “animais” (no sentido de não-humanos, já que no espiritismo humanos não são “animais”) tanto quanto nós cá.
    Antes que a Administração se entusiasme: não tem “Ψ” nenhum aí. Isso sim é real.

  227. Marciano Diz:

    Cães já cheiram cocaína (no bom sentido, sem tirar das embalagens), explosivos e até câncer.
    É uma aplicação bem prática e objetiva de um sentido real, não imaginário, localizado naquele narigão que os cães têm, além de células diferenciadas.
    Isto é ciência.
    E dizem que o olfato dos tubarões ainda é muitíssimo mais desenvolvido do que o de cães.
    Só fica difícil treinar tubarões para encontrar câncer, explosivos ou drogas. Só alimento de tubarões, para cuja finalidade não precisam ser treinados.
     
    Pode-se até imaginar que os cães, em alguns casos, possam sentir o cheiro do dono chegando, sem necessidade dos campos mórficos sheldrakianos.

  228. Vitor Diz:

    GORDUCHO DISSE: “O sentante tinha o cachorrinho em mente. Onde entra estatística nisso :?:”
    .
    Entra ao estudar a capacidade do psíquico de captar pensamentos alheios. Mostram-se imagens a um emissor e o psíquico tentará captá-las acima do esperado pelo acaso, oferecendo-se 4 imagens para ele, uma delas a mesma imagem mostrada ao emissor, ele tendo que escolher uma das 4. Se isso for feito acima do acaso, mostra-se que está havendo sim telepatia.

  229. Gorducho Diz:

    Até posso concordar que o Richet em 1890 e até os ’30s do século passado pensassem assim.
    Mas essa metodologia não tendo resultado num ι siquer de conhecimento com utilidade prática (“artes” práticas), e mui menos teóricos, devem reconhecer sua inutilidade e inadequação.
     
    E é a única alegação que se poderia cogitar ser estudável estatisticamente. As outras tais como telecinese;
    materializações;
    clarividências;
    mesas girantes…
    não são passíveis de abordagem estatística, pois as ALEGAÇÕES – que foi o estratagema da Parapsicologia pra ser aceito, certo ❓ – sempre foram macro.

  230. Gorducho Diz:

    80 anos tentando a mesma coisa.
    Ok: observaram às vezes algum desvio em relação à esperança matemática.
    Fazem novo experimento e de novo observam algum desvio “+” em relação à esperança matemática

    ¿Y qué?
    ¿Cuál o sentido de ficar repetindo isso sem nenhum resultado útil ou novo?

  231. MONTALVÃO Diz:

    /
    “compreende-se as pretensões da AS”…
    /
    leia-se:
    /
    compreende-se as pretensões da PA

  232. Vitor Diz:

    Mas se tem resultados novos. Sabemos agora de uma população que pontua muito acima da população normal: artistas e músicas. Enquanto a população pontua cerca de 33%, uma população selecionada chega a 47%.

  233. Gorducho Diz:

    Tem que apresentarem contratos de trabalho vigentes ou guia de Imposto Sindical quitada ❓
    É isso ❓
    E qual é a utilidade prática ou teórica dessa descoberta ❓

  234. Gorducho Diz:

    Acredito sim que pessoas dotadas duma mente (say) poética ou inclinada pra criação artística em geral tende a “viajar” mais, elaborando relatos mais amplos, floridos.
    Nós engenheiros por exemplo tendemos a ser circunspectos, sucintos…
    Então dentro dessa falácia de “estudar” a coisa via “juízes” e estatística, um relato mais abrangente, variado e “colorido” pode dar margem a enquadrarem (os “juízes”) em mais opções, aumentando os “acertos”.
    Isso pode ser.
    De qq. modo, é um “conhecimento” sem nenhuma serventia prática ou teórica.
    Isso não é Ciência.

  235. Gorducho Diz:

    Lembra aquela vez que o vidente “viu” [NÃO TENHO CORAGEM DE FALAR ISSO CÁ] e os “juízes” enquadraram numa chaminé daquelas antigas caldeiras c/tiragem natural, e deram como “acerto” ❓
    Ou aquele outro causo que ele “viu” um moinho pra puxar água de poço (na m/infância os havia às dezenas…) e enquadraram como igreja = “acerto” (ou vice-versa não me lembro bem) ❓
    Então acredito que uma mente mais propensa à criatividade, fornecendo um relato mais abrangente, florido, possa mesmo dar mais amplidão p/enquadramento em mais opções.
    Isso pode ser mesmo que aconteça.

  236. MONTALVÃO Diz:

    /
    GORDUCHO DISSE: “A Metapsíquica continental e a Pesquisa Psíquica anglofona sim nesta retórica eram legítimas.”
    .
    VITOR: Pois elas SEMPRE foram estatísticas. Veja o que o Alvarado diz, e as datas:
    .
    “O filósofo e cético Ian Hacking (1988) disse que alguns dos primeiros a usar cálculos de aleatorização e probabilidade fizeram-no no contexto dos estudos do século XIX sobre a telepatia. Um artigo particularmente influente foi aquele publicado por Charles Richet (1884) na Revue Philosophique que inaugurou o uso da teoria da probabilidade na pesquisa psíquica numa época em que os psicólogos usavam métodos estatísticos muito raramente. Após isso, pesquisadores britânicos continuaram a usar de cálculos estatísticos em trabalhos clássicos que lidavam com experiências espontâneas tais como Phantasms of the Living (Gurney, Myers & Podmore, 1886) e o Census of Hallucinations (Sidgwick, et al., 1894), para não mencionar o trabalho experimental.”
    .
    VITOR: Anos 1884, 1886 e 1894. Logo a estatística esteve presente na Metapsíquica continental e na Pesquisa Psíquica anglofona desde a fundação delas. Mais uma crítica que cai por terra.
    /.
    CONSIDERAÇÃO: Richet, que em certas ocasiões mostrou-se tão crédulo (vide as materializações da Vila Carmen) realizou coerentes reflexões a respeito da metapsíquica e da insustentabilidade da hipótese espírita, conforme a seguir se demonstra: (Do Tratado de Metapsíquica)
    /
    —————————————————–.
    METAPSÍQUICA SUBJETIVA EM GERAL
    .

    § 1 – Os limites entre o psíquico e o metapsíquico
    .
    Já logo de início topamos com uma dificuldade primordial porque, enfim, desde que se possa explicá-la por extrema acuidade da inteligência humana e por uma realização sistemática inconsciente de certos fenômenos conhecidos por lucidez, torna-se evidente que não mais precisamos invocar a metapsíquica, quer dizer, não precisamos supor que se trate de faculdades desconhecidas da nossa inteligência, de ingerências de outras inteligências. Bastar-nos-á dizer: Isto não é senão o resultado de uma inteligência humana muito penetrante.
    .
    Eis-nos obrigados a examinar, antes de mais nada, quais são os limites da inteligência humana.

    É um problema igualmente tão árduo como os fenômenos intelectuais múltiplos que se produzem sem que a consciência tome conhecimento deles. E isto pertence à psicologia normal, clássica depois de Leibnitz. A mente pode trabalhar sem que a consciência assista ao trabalho; produzem-se, a nossa revelia, operações intelectuais muito complicadas; um mundo inteiro de idéias palpita em nós, as quais não conhecemos. Provavelmente, nenhuma lembrança do passado está apagada na memória.

    A consciência tudo esquece: a memória nada esquece; todo o acervo das antigas imagens fica conservado, intacto quase, se bem que tendo desaparecido da consciência, porque a consciência vela: continua a trabalhar ao lado da consciência adormecida. Sem dúvida, então, também as comparações, as associações, os juízos, se formam – fenômenos intelectuais que o nosso eu consciente não encontra em parte alguma. [OBS.: esta hipótese, defendida por Richet e outros, não é apoiada pelas pesquisas modernas]

    Não se saberá emprestar demasiada importância aos fenômenos do inconsciente. Ora, como é necessário eliminar da metapsíquica tudo o que pode ser explicado pela psicologia normal, devemos constantemente dizer a nós próprios o seguinte, que será lei absoluta: O inconsciente é capaz de fazer tudo o que o consciente pode fazer.

    Os nossos sentidos nos dão certa noção das coisas – e não conhecemos as coisas senão através dos nossos sentidos (Nihil est in intellectu quod non prius fuerit in sensu). Mas os arranjos dessas probabilidades sensoriais podem conduzir-nos a idéias de uma extraordinária complexidade. Assim é que o inconsciente pode produzir poesias, discursos, dramas, matemáticos, isto é, tudo o que a inteligência humana pode produzir, conscientemente.

    Não obstante esta singular riqueza não passe de uma riqueza documentária, a inteligência, consciente ou inconsciente, se não a supusermos dotada de qualquer nova faculdade de conhecimento, nunca poderá fornecer-nos mais do que aquilo que lhe foi dado. Não poderá trabalhar senão com os materiais que lhe foram levados pelas vias sensoriais normais.

    Do mesmo modo, lançando mão de uma célebre comparação, um moinho de café é excelente para moer; porém jamais poderá fornecer outra coisa que não aquilo que lhe botam dentro para moer.

    Suponhamos que Hélène Smith nunca tenha conhecido uma palavra de sânscrito, língua de que jamais lhe falaram, que em tempo algum leu ou pôde ler qualquer livro em sânscrito. Então, se lhe calha conversar ou escrever em sânscrito, o que equivale a dizer reinventar essa língua, darei o fato como miraculoso e verei nele um fenômeno metapsíquico, porque nenhuma inteligência humana é capaz desse prodígio.

    Porém, antes de chegar a tal extremo, farei todas as suposições que a minha ignorância me sugerirá para admitir o supranormal. Será preciso primeiramente que Hélène me declare que em ocasião nenhuma abriu um livro de sânscrito, o que não será fácil de provar, mesmo porque, embora não faltando à verdade, ela, um dia qualquer, pôde ter folheado, numa biblioteca pública ou privada, um livro em que havia algo de sânscrito.

    Além disso, será preciso que a frase sanscrítica não seja uma simples citação, mas realmente um verdadeiro discurso adaptado às circunstâncias presentes. As condições necessárias para que nesse caso possa eu admitir cientificamente a natureza transcendental do fenômeno são de tal maneira exigentes, que ponho em dúvida poder alguém encontrá-las reunida.

    Assim também A…, que nunca fez um verso, que absolutamente não tem nenhuma veia poética, compõe em estado medianímico uma série de poemas curiosos em que há um sentido poético, delicado e original. Ela escreve dessa maneira vários volumes de versos, ditados com tal rapidez, que mal se pode acompanhá-la. Está aí o que é bem notável, bem estranhável.

    Porém, antes de dizer que outra inteligência intervém no caso, e não a de A…, suporei, o que é mais simples, que A… possui faculdades poéticas inconscientes. Com efeito, os seus versos, por muito encantadores que sejam, não possuem, em absoluto, nada que ultrapasse a inteligência humana.

    Sei perfeitamente que os espíritas e os ocultistas vão ficar indignados comigo, como o ficaram com o meu sábio amigo T. Flournoy. Mas a sua indignação não se justifica de modo algum, porque compete a eles provarem a intromissão de uma inteligência estranha.

    Essa prova – jamais a fornecerão, a não ser que venham a admitir a absoluta incapacidade da inteligência humana em compor tais ou tais versos, em reter inconscientemente tais ou tais emaranhados da linguagem sanscrítica.

    Laplace escreveu alhures pouco mais ou menos o seguinte: O rigor das provas deve ser proporcional à gravidade das conclusões.
    [OBS.: o que é mais ou menos equivalente a: “alegações extraordinárias exigem evidências extraordinárias”]

    Ora admitir que uma inteligência extraterrestre tome conta do cérebro de Hélène Smith para nele meter o sânscrito, ou o cérebro de A… para ditar-lhe versos franceses, é de tal maneira grave, de tal maneira monstruoso, de tal maneira contrário a um sentido claro e a uma lógica, que antes admito qualquer hipótese, salvo o absurdo e o impossível, do que de uma inteligência extraterrestre. No fim de contas, é assaz simples supor que Hélène fixou na sua impecável memória algumas frases em sânscrito, lidas num livro há dez anos passados e que A…, por intermédio da sua inconsciência, faz versos tão rapidamente como um poeta experimentado.

    Antes que alguém ouse admitir a intervenção de uma outra inteligência, é necessário ter dado cabo de todas as hipóteses normais, tão bem como aquela de um trabalho inconsciente do espírito, como aquela de uma memória que nada deixou passar em branco. No decorrer dos capítulos seguintes, darei exemplos desse necessário rigor.
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  237. Gorducho Diz:

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    MONTALVÃO Diz:
    janeiro 25th, 2018 às 6:20 PM
    /
    GORDUCHO DISSE: “A Metapsíquica continental e a Pesquisa Psíquica anglofona sim nesta retórica eram legítimas.”
    .
    VITOR: Pois elas SEMPRE foram estatísticas. Veja o que o Alvarado diz, e as datas:
    .
    “O filósofo e cético Ian Hacking (1988) disse

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    Eu digo isso de coração aberto e sinceramente: ele não pensa. Ele fica mais preocupado em fazer colagens do que em estudar e depois expor o que aprendeu ou deduziu do que estudou.
    Tudo bem que o Richet de fato propôs estatística pra estudar a suposta “telepatia”.
    Mas e daí.
    Quais foram os experimentos feitos no IMI e nas SPRs (América + Boston) baseadas na estatística. E não o fizeram pela simples e boa razão de que as ALEGAÇÕES – segundo aprendemos hoje com a Administração o artifício usado pelos Parapsicologia pra receber um papel dizendo que era uma “Ciência” – NÃO comportavam abordagem estatística.

  238. Vitor Diz:

    GORDUCHO DISSE: “Quais foram os experimentos feitos no IMI e nas SPRs (América + Boston) baseadas na estatística. E não o fizeram pela simples e boa razão de que as ALEGAÇÕES – segundo aprendemos hoje com a Administração o artifício usado pelos Parapsicologia pra receber um papel dizendo que era uma “Ciência” – NÃO comportavam abordagem estatística.”
    .
    Mostrando que comportavam abordagem estatística SIM:
    .
    A necessidade de se avaliar exatamente a generalidade das declarações dos médiuns
    .
    Pesquisas do assim chamado ‘efeito Barnum’ têm consistentemente mostrado que as pessoas tendem a avaliar certos tipos de declarações muito gerais de personalidade (p.ex. ‘Você tem uma grande quantidade de potencial criativo acumulado’) como altamente exatas (Forer, 1949; Furnham & Schofield, 1987). Além disso, trabalhos mais recentes revelaram que mesmo declarações que não aparentam ser especialmente gerais podem ser verdadeiras para muitas pessoas. Por exemplo, Blackmore (1994) conduziu uma pesquisa em larga escala em que mais de 6.000 pessoas foram pedidas para dizer se certas declarações bastante específicas seriam verdade para elas. Mais de um terço das pessoas endossou a declaração ‘tenho uma cicatriz em meu joelho esquerdo’ e um quarto respondeu sim à declaração ‘alguém na minha família se chama Jack’. Os médiuns podem utilizar estes fenômenos para produzir leituras que podem parecer altamente exatas mas, que na realidade, simplesmente contêm declarações muito gerais que são endossadas por um grande número de assistentes.
    .
    As tentativas de lidar com esta questão em testes de capacidades mediúnicas tomaram muitas formas com o passar dos anos e foram assunto de debate considerável. No que talvez tenha sido a primeira tentativa de resolver o problema, Hyslop (1919) organizou as declarações que foram endossadas por um assistente durante várias leituras do teste, e então pediu a um grupo de ‘controle’ contendo aproximadamente 500 pessoas que indicassem se cada declaração era verdadeira para eles. Hyslop então calculou o nível geral de aceitação da leitura pela porcentagem de pessoas no grupo de controle que endossaram cada declaração. Por exemplo, se 250 pessoas no grupo de controle endossaram a declaração ‘você é homem’, então Hyslop calculou a probabilidade de aceitação como 250/500 ou 0,5. Para obter uma probabilidade total de todas as declarações serem endossadas, Hyslop multiplicou as probabilidades individuais por cada uma das declarações juntas (p.ex. a probabilidade de duas declarações serem endossadas, cada uma tendo um nível geral de aceitação de 0,5, seria 0,25).

    .
    Hyslop pertenceu às duas SPRs:
    .
    Hyslop became an active member of the ASPR, working closely with Hodgson, and was also elected as a vice-president of the English SPR in 1899.

  239. MONTALVÃO Diz:

    /

    No que diz respeito à estatística, ainda no Tratado de Metapsíquica, Richet deixa suas orientações:
    /
    ________________________________.
    O CÁLCULO DAS PROBABILIDADES

    § 2 – O acaso e o cálculo das probabilidades nos fatos metapsíquicos

    Dois casos podem apresentar-se nas experiências em que se estuda a lucidez. Ora é uma combinação, de probabilidade P, que aparece espontaneamente, ora é a própria combinação, com a mesma probabilidade P, que aparece na questão. O valor testemunhal não é de todo o mesmo em ambos os casos. Cometem-se graves cincadas em virtude de se não haver estabelecido essa distinção.

    Pergunto a Andrée: “Que nome tem a pessoa que hoje de manhã me escreveu a carta que tenho na carteira?” Responde-me ela: “Tem o nome de uma flor: Margarida”. Ora, o nome não é Margarida, porém Hélène. De repente, lembro-me de que nessa mesma manhã havia recebido uma carta com a assinatura, em letras grandes, de Margarida, que havia deixado em casa e em que absolutamente não pensava quando fiz a pergunta a Andrée. Como calcular a probabilidade?

    Se eu, tendo na carteira a carta de Margarida, lhe houvesse perguntado: “Que nome tem a pessoa que me escreveu a carta que tenho na carteira”, e ela me houvesse respondido: Margarida, a experiência teria sido irreprochável e o cálculo das probabilidades ter-se-ia realizado na sua inteireza. Basta-me saber que há cerca de cinqüenta prenomes muito usuais. A probabilidade de uma boa resposta foi portanto de 1/50. É pouco mais ou menos a probabilidade de, num jogo de cartas, se designar, por meios destros, a carta que vai sair.

    Mas na verdade não quis obter o nome de Helena e Margarida.
    Além do mais, há dois prenomes possíveis: Helena e Margarida. A probabilidade é pois pelo menos de 2/50.

    Convenhamos que é necessário irmos mais longe, porque se um prenome fosse dado, tal como Luísa ou Madalena ou Alice, dar-se-ia o caso que eu não pudesse pretender que ontem havia recebido uma carta de Luísa, trasanteontem, uma de Madalena e, anteontem, uma de Alice? Cabe-me pois, embora com mágoa, confessar que houve êxito com uma probabilidade de 2/50. Uma resposta, quando não é resposta direta à questão proposta, tem sempre um valor probativo muito fraco.

    É mais ou menos como se, num exame, perguntasse a um meu discípulo: qual é o gás que se combina com o hidrogênio para formar água?, e ele me respondesse: o cloro se combina com o sódio para produzir cloreto de sódio.

    Se bem seja indiscutivelmente exato que o cloro se combine com o sódio, não ficaria satisfeito com a resposta.

    O cálculo das probabilidades não se realiza senão pela submissão a condições de extremo rigor, porque o menor defeito na experimentação pode modificar enormemente o resultado obtido. Por outro lado, se a experimentação é impecável, absolutamente impecável (o que, demais a mais, é coisa muito rara) o cálculo das probabilidades poderá ser-lhe rigorosamente aplicado.

    Na prática, os sábios não admitem o acaso nas suas indagações. Aqui está um químico que quer conhecer o peso atômico do ouro e acha 108,42. Jamais lhe virá à cabeça que é o acaso que lhe deu o número. Fará de novo a experiência, e, se na experiência seguinte achar 108,34, não mais pensará no acaso; porém se tomar à metade desses dois números, achará 108,38 como peso atômico do ouro.

    A primeira vista não se percebe bem a razão por que se recusará a metapsíquica o direito de se tirar conclusão das duas experiências, já que a não negam nem à astronomia nem à química nem à fisiologia. Em conseqüência, não se compreende, após reflexão, por que motivo em metapsíquica se propõe à possibilidade do acaso; talvez seja porque a experiência, tanto em química como em fisiologia, não vá repetir-se em igualdade de resultados, que permitirão tomar o termo médio.

    Se o químico, depois de ter achado, no primeiro dia, 108,42 como peso atômico do ouro, achar no dia seguinte 22,87, será obrigado a concluir que o primeiro resultado foi devido a um acaso. Realmente, achará no dia seguinte um número muito aproximado do achado no primeiro, como no do subseqüente, de maneira que os três resultados 108,42, 108,34 e 108,35, não podem ser atribuídos ao acaso. Pelo contrário, validar-se-ão entre si.

    Depois do que houve com respeito à Margarida, fiz, no dia seguinte, nova pergunta a Andrée a respeito de outro nome. A resposta veio errada. Ainda no outro dia, mais outra pergunta. Resposta errada. Sou então forçosamente obrigado a admitir que o feliz resultado obtido relativamente a Margarida foi obra do acaso, tanto quanto, pela determinação do peso atômico do ouro, os resultados, sendo aproximados, não podiam ser levados à conta do acaso.

    Terrível é a mania das experiências metapsíquicas. Quase nunca podem repetir-se com certeza. Nunca se está certo se no dia seguinte se obterão os mesmos resultados que se obtiveram hoje. Com determinado médium se obteve, com êxito, uma série inteira de fenômenos de lucidez; porém alguns dias depois, com o mesmo médium, perante uma comissão severa, repetem-se uma única das experiências – e fracassa-se lastimosamente.

    Não quer isto dizer que nos devemos desesperar e muito menos ainda renunciar o cálculo das probabilidades. Não, senhor. Não tememos nunca recomeçar as experiências.

    Não imitamos Dom Quixote, que, depois de ter construído um capacete, quis saber se o material era de boa qualidade: deu-lhe com uma espada e o despedaçou. Fez então outro, e, para evitar o risco de inutilizá-lo, não quis espadelá-lo, contentando-se com o que tinha feito de novo, sem cogitar se era de bom material.

    Depois de termos feito uma experiência, que se coroa de êxito, não pomos dúvida em infirmá-la ou em confirmá-la por nova repetição. Pelo contrário, procuramos saber se ela está bem fundamentada e se resistirá a uma nova prova.

    Quanto mais as verificações se multiplicarem, tanto mais aumentarão em valor. Não nos afastando do exemplo dos prenomes, vimos que a probabilidade para o caso de Margarida era de 1/50; mas na realidade não era senão de 2/50. Admitamos até, pelas razões dadas acima, que a probabilidade seja de 5/50 (ou de 1/10). Eis-nos diante de uma probabilidade que não é muito pequena e que não permitirá, com uma única experiência, chegar-se a uma conclusão formal. Mas se durante dez dias repito a mesma experiência e obtenho sempre êxito com a probabilidade de 1/10, isso será uma probabilidade de 1 por 10, o que quer dizer: absoluta certeza (moral).

    Ora nunca se obtém numa série prolongada, não interrompida, de êxito. Mas isso não impede absolutamente a aplicação do cálculo das probabilidades. Com efeito, pode-se introduzir, pelo cálculo, experiências em que não haja êxito e outras em que o haja (probabilidade composta).

    Esta fórmula indica uma série de experiências de número S em que houve alternativamente êxitos com o número oc, com uma probabilidade p e desvantagens no número B, com uma probabilidade q. Naturalmente oc + B = S.

    O sinal! indica a multiplicação sucessiva 1 x 2 x 3, etc., até a cifra S, como as disposições o indicam.

    Tal é a probabilidade total composta.

    Exemplifiquemos com uma urna contendo seis bolas, sendo cinco pretas e uma branca. Faço doze retiradas, pondo na urna, depois de cada retirada, a bola que se tirou.

    p para a bola branca é 1 por 6

    q para a bola preta é 5 por 6

    Suponho que a experiência me dá sobre doze retiradas 5 vezes uma bola branca e 7 vezes uma bola preta (oc = 5 e B = 7). A probabilidade de cinco bolas brancas sobre doze provas será:

    1x2x3x4x5x6x7x8x9x10x11x12 x 5 por 1/6 x 7 x 5/6

    (1x2x3x4x5) (1x2x3x4x5x6x7)

    o que leva, pouco mais ou menos, à fração de 1/40.

    O cálculo das probabilidades é muito interessante de ser feito e a sua fecundidade é grande, mas é necessário não usá-lo senão com extrema prudência. O menor erro experimental aniquilará todos os cálculos.

    Demais a mais, sem o auxílio de nenhuma aritmética, o simples bom senso permite tirar logo em seguida uma conclusão. Se a palavra Kerveguen me é dada com soletração de letras do alfabeto e desde que se trate realmente da palavra Kerveguen, é inútil contar a probabilidade, porque esta é prodigiosamente fraca 1/25 potência de 9 para afirmar-se que o acaso em nada influência para uma boa resposta. Há pois certeza moral de que há criptestesia.

    Objetar-me-ão que não há certeza matemática, já que, o mesmo com 1/25 a potência 100 certeza matemática não seria obtida.

    Realmente, com 1/25 com a potência nove ou 1/25 com a potência 100 a certeza moral é a mesma.

    Seria quase a mesma ainda com 1/25 com a potência 3 porque, quando se faz uma única experiência, nunca se terá êxito quando a probabilidade dele é tão fraca como 1/15.000.

    É muito importante exercer sempre um rigor irreprochável na experimentação.

    Para mostrar até que ponto o cálculo das probabilidades é falacioso, quando a experiência não é perfeita, citarei o caso das Srtas. Creery, as quais, numa longa série de experiências de transmissão mental, apresentaram resultados maravilhosos, cuja probabilidade não será senão:

    _______1_________
    100.000.000.000.000

    Que haja alguns zeros a mais ou a menos, pouco vale. O que importa é a experiência ser feita sem falhas. Ora as Srtas. Creery acabaram por reconhecer que havia algumas vezes fraudes nas suas respostas, de maneira que as magníficas séries não provam absolutamente nada.

    Sem que haja fraude manifesta, que dê muito na vista, pode haver nela algum erro experimental, tão sem importância como se é de desejar, mas que será o bastante para pôr a perder todos os cálculos.

    O erro é tanto mais perigoso quanto algumas vezes é devido a influências minúsculas. Num jogo de cartas, por exemplo, a atenção inconsciente do paciente, a qual está sempre vigilante, poderá com forte razão descobrir algumas marcas no baralho, que passam desapercebidas da maioria das pessoas e permitirão ao observador reconhecer essa ou aquela carta. Assim como quando vemos uma carta e damos, contra a nossa vontade, a conhecer por certas expressões fisionômicas, assim também não daremos a um médium perspicaz vagas indicações que o habilitam, consciente ou inconscientemente, a valer-se das circunstâncias?

    No jogo do xadrez, todas as casas são rigorosamente iguais. No entanto, se há alguma que apresente uma pequena diferença de tamanho, de dois milímetros mesmo, essa imperceptível diferença talvez seja o bastante para que o cálculo das probabilidades já se não aplique. Sobre 360 jogadas, por exemplo, o número 23 (um pouco mais largo) sairá 20 vezes, quando não devia sair senão 16 vezes.

    Não se tem o direito de aplicar o cálculo das probabilidades senão quando a experiência é feita absolutamente sem falha.

    Há ainda outra razão por que se deve desconfiar do cálculo das probabilidades: certos fatos não se prestam a ele, tornando-o impossível. A Senhora Green percebeu duas moças que se afogavam, cujos chapéus boiavam a tona da água. No mesmo instante, na Austrália, duas moças, uma das quais era uma sobrinha australiana, que ela nunca tinha visto, se afogavam, e os seus chapéus, horas depois, foram vistos flutuando. Por quais artifícios o cálculo pode vir a transformarem cifras essa enorme improbabilidade?

    Quando Stella, a quem perguntei o primeiro nome do filho de G…, me respondeu: João, é relativamente fácil calcular a probabilidade. E então?… Dar-se-á o caso que me vá lembrar de todos os nomes masculinos possíveis? (há perto de 200) ou daqueles que são assaz conhecidos (uns 100) ou ainda dos que o são conhecidíssimos (cerca de 30)? Então o cálculo me dará, seguindo a minha fantasia, e muito arbitrariamente,

    1 por 200 ou 1 por 100 ou por 30. Além disso, suponho não houve o menor gesto de G… que indicasse a Stella, quando soletrei a letra J, que era preciso parar no J.

    Em suma, o cálculo das probabilidades – e isto não deixa de ser coisa muito estranha – é impotente para levar-nos a uma convicção definitiva. Por uma espécie de instinto, meio legítimo, não se recusa admitir as conseqüências que, à primeira vista, parece não serem evidentes.

    § 3. – Os erros de observação


    O cálculo das probabilidades é de aplicação muito fácil e não há escolar que não seja capaz de resolver os probleminhas de aritmética elementar que se propõem, pelo menos em metapsíquica. Porém, quanto mais simples são os cálculos, tanto mais as precauções, que se deve tomar para uma observação irrepreensível, são múltiplas, delicadas, exigindo uma atenção ativa e sempre alerta.

    Vou procurar dar alguns preceitos a respeito, porque nunca se aquilatará inteiramente a importância de um rigor experimental. Evitar as ilusões é provavelmente o capítulo fundamental da metapsíquica subjetiva.

    1.-° Erros de memória – Antes de mais nada é necessário desconfiar de sua memória, bem como da dos outros. Na realidade, pelo menos para com a metapsíquica subjetiva, não há muitos mentirosos, enganadores, trapaceiros; mas o número daqueles que contam mal uma história e a ajeitam involuntariamente, modificando e alterando as frases, as respostas, os pormenores, as datas, as horas, as palavras pronunciadas – esse número é enorme.

    -continua-

  240. MONTALVÃO Diz:

    -continuação-
    /
    Nenhum de nós inspira confiança. Não me fio em ninguém em matéria dessa natureza. Nem mesmo em mim. Quando estamos seduzidos pela hipótese da lucidez, expomo-nos, contra a nossa vontade, ao compadrio na realização desse ou daquele fato, passando por cima, com ligeireza, dos pormenores contraditórios, omitindo os importunos e insistindo demasiadamente naqueles que nos são favoráveis.

    Uma palavrinha deixada em silêncio, uma outra acrescida – provocam mudanças profundas para a conclusão a que se podia chegar.

    A força de, embora com muita boa-fé, contar uma mesma história, chega-se a transformá-la, ampliá-la, desnaturá-la. Conseguem-se resultados miríficos, porém falaciosos.

    É necessário não ter absoluta confiança senão no fato relatado imediatamente, por escrito, após os trabalhos. Esse fato é o que vale. Quando se conta por diversas vezes uma história, se algum dia vem alguém se reportar ao relato feito por escrito, pode então verificar que se operaram transformações sucessivas na memória, as quais, ajuntando-se umas às outras, acabam por tornar a história contada muito diferente da que foi escrita.

    Costumamos dizer a nós mesmos que a memória é muito infiel. Não há um só observador que possa dispensar o cuidado de escrever, imediatamente após uma experiência, os pormenores dela.

    Os pormenores nunca são demais. É preciso anotar as menores circunstâncias. Nada de sobriedade nas notas que se tomam. É, ao contrário, como uma obra que se lança à publicidade. Sejamos prolixos, longos, cansativos até. A profusão dos pormenores nunca é defeito nos relatos que se escrevem com as notas pessoais. Na realidade, peca-se sempre por excesso de concisão. Tudo está por anotar. É mesmo útil, quando várias pessoas assistem a uma experiência, escrever cada uma delas o relato do que se verificou.

    Nas experiências que eu e Ochorowicz fizemos com Eusápia, tornei por obrigação, a fim de que todos os pormenores fossem dados sem alteração, ditar, no curso da experiência, a um secretário colocado num canto da sala, todas as circunstâncias que aparecessem em cada fenômeno. É lamentável que nunca se possa proceder assim.

    Os relatos feitos fora de tempo, relativos a experiências antigas, que não foram consignadas por escrito, nunca podem ter senão um valor medíocre.

    O que é preciso é a conclusão que o experimentador tira no momento exato da experiência, sobretudo se ele souber observar bem. A opinião que ele forma durante a própria experiência, quando então todas as circunstâncias se apresentam intensivamente ao seu espírito, fará muito mais fé do que uma história contada dez ou vinte anos depois.

    Com efeito, quase sempre, quando fazemos uma experiência e continuamos com ela, operamos, enquanto a realizamos, uma síntese rápida de todas as condições ambientais, de maneira a tirarmos uma convicção pessoal, antes intuitiva do que racional, entretanto, muito mais importante. Muitos detalhes podem escapar da nossa memória, mas fica a lembrança da nossa convicção.

    Por minha parte, dou grande importância à gravidade da convicção do momento (convicção, apreciação que será bom fixar por escrito nas nossas notas logo após a experiência) por que seremos mais tarde, e geralmente sem razão, em conseqüência das deficiências da lembrança, levados a modificar a nossa primeira impressão no sentido, seja do ceticismo, seja da credulidade, o que igualmente será deplorável.

    Concluamos que uma grande parte dos erros de observação é devida à insuficiência dos documentos imediatamente escritos e à imperfeição das lembranças.

    2.° – No decorrer da própria experiência, é necessário que a atenção esteja fixada em todas as circunstâncias, até naquelas que parece não apresentarem nenhum interesse. Se trata de metapsíquica subjetiva, cada uma das nossas palavras deve ser dita com reflexão, cada um dos nossos gestos deve ser medido. Os menores esgares fisionômicos, um suspiro ou um sorriso, uma interjeição banal, um ligeiro movimento de mão, um sinal, por muito imperceptível que seja, de satisfação ou de impaciência, de descontentamento ou de surpresa – são o bastante para por o médium no caminho, pelo que não convém fornecer-lhe a possibilidade do menor índice.

    Tudo isto é grandemente difícil de conseguir. É necessário um longo estudo para chegar a uma impassibilidade absoluta.

    Eu próprio chego a imaginar que, se as experiências de telepatia parece terem êxito muito mais vezes do que as experiências de lucidez simples, é sobretudo porque, pela telepatia, como se conhece pela resposta que se virá obter, se ajuda involuntariamente essa resposta, tanto que, se trata de lucidez simples, nenhum socorro pode ser levado ao médium. Não se corrigem os seus erros, as suas displicências. Ai de mim! Em geral, desde que conheçamos a palavra que deve ser dada, desde que aguardemos, cheios de esperança, uma resposta, somos bastante senhores de nós mesmos e bastante desazados para deixar ver, quando se inicia a resposta, se ela começa bem ou se começa mal.

    As precauções, sobretudo com as experiências de mesa, devem ser extremas. Certamente, os movimentos de mesa são em geral devidos ao médium somente, mas os assistentes, se estão com as mãos nela, podem também exercer mecanicamente alguma ação nas suas elevações ou nos seus saltos. A menor pressão é o suficiente para revelar o pensamento daqueles que apóiam a mão na mesa.

    Ora, é sempre necessário repetir que os médiuns, com ou sem consciência, estão com a atenção muito alerta: espreita tudo o que pode vir a ser o índice revelador da palavra, da frase ou da idéia que procuram. Nada lhes escapa; as menores pressões exercidas na mesa servem de sinais que eles habilmente sabem interpretar. Essa perspicácia dos médiuns nada tem que ver com a fraude, porque as suas interpretações, deduções, observações, conclusões, evoluem no domínio do inconsciente. Elas não provocam a fraude dos resultados, a não ser que haja repetido tentativas de fraude.

    Então não se permite, quando se quer fazer uma experiência séria de lucidez, deixar tocar o objeto móbil, que deve dar as respostas, por um indivíduo que conheça a resposta que se trata de dar. Muitas vezes fiquei surpreendido da assombrosa credulidade de certas pessoas que se admiravam ingenuamente das miríficas respostas que a mesa lhes dava. Ora viva! Sem dúvida, essas respostas eram exatas, se bem que nada tivessem de extraordinário, já que o perguntante lhas dava a si mesmo. Numerosas experiências de metapsíquica subjetiva pertencem a esse rol, porque nunca ninguém se preocupa bastante em subtrair à vigilância do médium a fisionomia, os gestos, as palavras da pessoa que conhece a resposta que convém dar.

    É preciso, em suma, um fino tato para não deixar seduzir-se pelas aparências. Uma boa experiência de metapsíquica subjetiva é de extrema dificuldade. Não se pode exigir que se desconfie de todo o mundo e em particular de si mesmo. O nosso desejo máximo de ver a experiência ter êxito não deve levarmos ao ponto de nos enganarmos a nós próprios.

    3.°- Tanto a fraude é comum em metapsíquica objetiva quanto é rara em metapsíquica subjetiva. Suponho, claro está, que nunca se consentirá em se fazer experiência com indivíduos manifestantemente fraudulentos. A boa-fé dos assistentes e do médium é as mais das vezes completa.

    Mas a hipótese da boa-fé dos operadores em nada deve diminuir a severidade das precauções que se devem tomar. Deve-se proceder constantemente como se os médiuns fossem conhecidos fraudadores. Com efeito, se a boa-fé consciente é a regra, a má-fé inconsciente é também a regra. Todo médium faz, por um trabalho inconsciente sem interrupção, desesperados esforços para encontrar uma resposta favorável, lançando então mão de todos os meios possíveis para encontrá-la.

    Pergunto, por exemplo, o nome do irmão de Margarida. Ora é bem possível que, em certa ocasião, em dado momento, a médium tenha ouvido dizer que Margarida tinha um irmão, que era um dos meus amigos. Então o seu cérebro trabalhará por saber qual entre os meus amigos, que ela conhece talvez pelos nomes de Henrique, Luís, Carlos, Gustavo, Paulo, Gastão, Luciano, Roberto, se acha o irmão de Margarida. A par com certos detalhes que guardou inconscientemente, ela sabe que Luís, Henrique e Carlos não tinham irmã. Fica por consultar a mesa: deixam-se passar, sem nenhuma palavra, sem nenhum gesto, as letras do alfabeto até R, não restando senão o nome de Roberto, que ela proferirá. Se não for exigente, darei a resposta por muita satisfatória.

    Assim para que a lucidez seja estabelecida, é necessário haver impossibilidade absoluta – digo absoluta – de qualquer demonstração que coloque o paciente no ponto de fazer o que convém dizer.

    E somente por esse preço que as observações concludentes poderão ser tomadas. Quando se tratar de metapsíquica objetiva, as cautelas que se deverão tomar contra a má-fé dos médiuns serão outras, também severas, evidentemente, mas de natureza diferente.
    _________________________________.

  241. MONTALVÃO Diz:

    /

    MONTALVÃO DISSE: “apresente declarações, consensualmente aceitas, de historiadores da ciência reconhecendo as contribuições da parapsicologia ao progresso do saber.”
    .
    VITOR: “esclarece”… [sai de baixo!]
    /
    a) Carlos S. Alvarado has a Ph.D. in psychology from the University of Edinburgh, and holds masters degrees in parapsychology (MS, John F. Kennedy University), and in history (MA, Duke University).
    .
    http://obraspsicografadas.org/2014/a-parapsicologia-e-suas-contribuies-ao-conhecimento-por-carlos-alvarado-2005/
    .
    b) “Intentional Ignorance: A History of Blind Assessment and Placebo Controls in Medicine” Bulletin of the History of Medicine Volume 72, Number 3, Fall 1998 pp. 389-433:
    .
    “Um dos primeiros usos da avaliação cega em psicologia foi um estudo de Charles Sanders Peirce (1839-1914), um dos fundadores do pragmatismo americano, e seu aluno Joseph Jastrow (1863-1944), que se tornou presidente da American Psychological Association.

    […] Exatamente de onde a idéia de Peirce e Jastrow para o cegueira veio não é clara.

    […].

    /

    VITOR: Como vê, há consenso entre historiadores com Ian Hacking (que como descrito, não é só filósofo, também é historiador!), com publicações em revistas de História da medicina. Aguardo suas desculpas.
    /
    CONSIDERAÇÃO: doidou geral mesmo!
    /
    /
    VITOR: Ainda estou no aguardo das desculpas do Montalvão após eu ter mostrado consenso dos historiadores de que métodos desenvolvidos na Pesquisa psíquica se espalharam para o mainstream.
    /
    CONSIDERAÇÃO: 😄 😄 😄
    /
    /

    VITOR: Vc pediu mainstream, eu mostrei mainstream. Agora reclama que é simpatizante da parapsicologia.
    /.
    CONSIDERAÇÃO: não, você não mostrou mainstream: ou está enrolando, ou nada entendeu… o que vem apresentando são opiniões isoladas. Mas, pode, se quiser, ganhar nota dez com louvor nessa: apresente declarações, consensualmente aceitas, de historiadores da ciência reconhecendo as contribuições da parapsicologia ao progresso do saber. Faça isso bem “fazido” e pedirei desculpas, escusas, direi sinto muito, me perdoe… o que quiser…
    /
    MARCIANO Diz: Vamos aportuguesar o mainstream, para facilitar…
    –Mainstream = corrente principal, no sentido de grupo dominante.–
    .
    O Vitor está usando mainstream como se fosse um termo para designar quem não é declaradamente underground.
    /.
    CONSIDERAÇÃO: A GRANDE DOUBT: será que o Vitor não entendeu ou está se fazendo de sonso?

  242. MONTALVÃO Diz:

    /
    VITOR: Um exemplo recentíssimo que REFUTA o que o Gorducho disse foi o estudo de mentes entrelaçadas dos gêmeos de 15 anos. Veja que havia alegações. Do estudo:
    .
    Os participantes, criados juntos, alegam certas habilidades específicas, incluindo conexão emocional.
    .
    VITOR: Os gregos estudaram as alegações e as confirmaram. Por meio do fMRI e de estatística. Mais uma crítica que cai por terra.
    /.
    CONSIDERAÇÃO: confirmaram as habilidades comuns e a conexão emocional… que o Vitor transformou primeiro em telepatia e depois reconheceu que estaria mais para entrelaçamento, e tentou consertar-se alegando que o entrelaçamento seria uma “forma” de telepatia, coisa que nem Radin apóia; sem falar que nem um nem outro -nem telepatia, nem entrelaçamento -tenha sido referido no artigo…
    .
    Mais um Vitor que esboroa-se na areia mole que sustenta seus alicerces de credulidades…

  243. MONTALVÃO Diz:

    /
    Não misture alhos com bugalhos. Que a Parapsicologia é ciência de vanguarda foi admitido no Simpósio de Retrocausalidade sob os auspícios da AAAS:
    .
    Os participantes vieram principalmente da filosofia, da física teórica e das comunidades parapsicológicas experimentais. O intuito era que cada grupo iluminasse os demais, uma vez que cada um possuía evidências, conhecimentos e perspectivas que faltavam aos outros. Como esperado, as discussões foram animadas, e novas alianças e colaborações forjadas.
    /.
    CONSIDERAÇÃO: o que significa sob os auspícios da AAAS:? Que a AAAS cedeu espaço para que o simpósio fosse realizado e controlou o horário?
    /
    O texto que deu por ilustração não diz que a Parapsicologia foi admitida “ciência de vanguarda”, onde foi que leu isso?
    .
    Será que “discussões animadas” equivale a “ciência de vanguarda”?

  244. Gorducho Diz:

    ============================================================
    Mostrando que comportavam abordagem estatística SIM:
    .
    A necessidade de se avaliar exatamente a generalidade das declarações dos médiuns

    ============================================================
    Isso é outra cousa e eu já lhe expus os requisitos necessários pra tal de “meta-análise” ter alguma pretensão de validade.
    Lhe pergunto: ¿cuál experimento eles fizeram?
    E concomitantemente lhe respondo: NENHUM porque eles sabiam que o objeto de estudos não era “estatístico”.
    A estatística foi um estratagema p/: claro disfarçar o fracasso e poder obter verba$ de instituições governamentais ou privadas pra algo completamente inútil.

  245. MONTALVÃO Diz:

    /MP pro Presidente Montalvão
    MENSAGEM PRIVADA PARTICULAR
    SE VOCÊ NÃO FOR O DESTINATÁRIO
    NÃO LEIA O CONTEÚDO A SEGUIR

    Odeio admitir que não sei fazer esses desenho que nosso correligionário AMa faz.
    Mas jamais vou dar o braço-a-torcer perguntando pra ele…
    FIM DA MENSAGEM PRIVADA
    /.
    CONSIDERAÇÃO: 😈😈😈

  246. MONTALVÃO Diz:

    /
    Ops, a carinha era essa:
    /
    😉😉😉

  247. MONTALVÃO Diz:

    /
    MONTALVÃO DISSE: ” Mostre ao menos declaração provinda desse tão “importante” simpósio de retrocognição dando como comprovada a precognição”
    .
    VITOR: (imaginando estar respondendo coerentemente):
    .
    “Em particular, a precognição (a presciência anômala, mas estatisticamente significante de eventos futuros) recebe um forte apoio laboratorial, mas lhe falta um mecanismo físico convincente. Muitos suspeitam que alguma versão da retrocausalidade quântica possa conter a chave.
    /.
    CONSIDERAÇÃO: pô, louco, meu! Isso é dar por comprovada?
    .
    Sabe o que “estatisticamente significante” significa? Respondo-lho: “de atuação tênue, de ocorrência esporádica e imprevisível, sem controle da parte quem supostamente a possui, e sem utilidade conhecida.”
    /
    /
    MONTALVÃO DISSE: “Então, vejam, se a própria Associação Parapsicológica admite que o objeto de pesquisa não pode ser afirmado (garantido) real,”
    .
    VITOR: Montalvão ainda não entendeu que o objeto de pesquisa são as alegações… e olha que o Gorducho já explicou tin tin por tin tin…..
    ./
    CONSIDERAÇÃO: creio que o Montalvão tenha entendido e creio que você, finalmente, também compreendeu. A partir de agora podemos conversar em melhores bases, pois, “sequer sabemos se psi existe” e é por isso que a Conjetura de Moi abre com a frase: “PSI, caso exista…”
    .
    Que esse “entendimento” do Vitor é recente (desconfio que tem uns dois dias) não sobejam dúvidas, pois não tem muito tempo ele declarava:
    .
    VITOR dissera (2017): Então apresento agora um fato: a Parapsicologia é aceita como Ciência legítima desde 1969 pela AAAS, a maior associação científica do mundo e mesma editora da revista Science.
    /
    /
    MONTALVÃO DISSE:”por coerência, o Vitor teria que concordar com esse discurso. Mas, o que vemos em diversas postagens aqui feitas é ele asseverando a realidade dos fenômenos!”
    .
    VITOR: Lógico, Montalvão. São dois momentos distintos. Um é o ano 1969. Outro é 2018. A Associação Parapsicológica atualmente admite sem qualquer restrição a existência de psi. Aliás, já admite tem alguns anos.
    /.
    CONSIDERAÇÃO: tsc, tsc, que a PA admite a realidade de psi sei, e não me interessa, certamente já admitia quando logrou êxito no ingresso na AAAS, graças às “táticas retóricas”…
    .
    O que quero saber é se a AAAS também já reconhece a realidade de PSI e, caso a resposta seja positiva, o que a fez mudar de ideia…

  248. Vitor Diz:

    GORDUCHO DISSE: “Isso é outra cousa e eu já lhe expus os requisitos necessários pra tal de “meta-análise” ter alguma pretensão de validade. Lhe pergunto: ¿cuál experimento eles fizeram? E concomitantemente lhe respondo: NENHUM porque eles sabiam que o objeto de estudos não era “estatístico”.”
    .
    Já nas primeiras experiências com Piper havia experiências estatísticas sim. Veja as páginas 615-617 do artigo de 1889 com ela.
    .
    Tentativas de conseguir descrições do que certas pessoas faziam no momento, a pessoa em questão às vezes (em sete ocasiões) ocupando-se especialmente com vistas à experiência, e às vezes (em três ocasiões) meramente estando empenhadas em suas atividades costumeiras, mas em todo caso sendo a Sra. Piper ignorante da natureza exata da ocupação. Algumas ideias do resultado dessas experiências podem ser reunidas dos resumos das sessões. Para examinar o grau exato de êxito que lhas revestiu levar-se-ia mais espaço do que valeria a pena o resultado. Nós meramente diremos que, embora inconclusivas, pensamos que elas não foram de todo infrutíferas, e que se mais oportunidade fosse oferecida, valeria a pena perseguir mais essa linha de investigação.
    .
    Com essas experiências pode ser agrupada uma modificação delas com o intuito, tanto quanto possível, de ser mais fácil, a saber, tentativas de responder a pergunta, “quanto dedos fulano está levantando?”. A pessoa em questão estando no recinto atrás de uma tela. O Dr. Phinuit habituou-se a essa forma de experiência e insistia, às vezes, em tentá-la quando os assistentes talvez preferissem outra coisa]. Seu êxito, no entanto, não foi muito assustador, embora talvez além do que o acaso produziria. Pareceu, também, confirmar a visão que seu êxito em outras coisas era supranormal; já que, até onde o pequeno número de tentativas nos permite julgar, ele prosperou nisso com assistentes com quem ele já prosperara de outras formas. A tabela a seguir fornece um resumo desses resultados:— SEGUE A TABELA, E DEPOIS OUTRA]

    .
    Pois é, meu caro. Fica claro o uso ou necessidade de estatística já nos primeiros experimentos com Piper.

  249. Vitor Diz:

    MONTALVÃO DISSE: “O texto que deu por ilustração não diz que a Parapsicologia foi admitida “ciência de vanguarda”, onde foi que leu isso?”
    .
    Na parte:
    .
    O intuito era que cada grupo iluminasse os demais, uma vez que cada um possuía evidências, conhecimentos e perspectivas que faltavam aos outros.
    .
    Se as comunidades parapsicológicas estão ILUMINANDO os demais grupos com CONHECIMENTOS que lhes faltam, é porque estão na “crista da onda” em certos domínios do saber, sendo, portanto, ciência de vanguarda em tais domínios.

  250. Vitor Diz:

    MONTALVÃO DISSE: “Exatamente de onde a idéia de Peirce e Jastrow para o cegueira veio não é clara.” ”
    .
    Montalvão só traduz o que lhe interessa…
    .
    É concebível que seu interesse tenha vindo do domínio não convencional: ambos os cientistas também estiveram ativamente envolvidos no furor no que diz respeito ao espiritualismo e à pesquisa psíquica. Uma ligação direta à pesquisa psíquica pode ser facilmente demonstrada. Por exemplo, Peirce foi recrutado por seu amigo William James (1842-1910) para ser um membro fundador da Sociedade Americana de Pesquisa Psíquica (ASPR) em 1884, e o célebre cético Jastrow foi um membro original do Conselho Consultivo Científico do ASPR. Ambos estavam imersos nos debates de telepatia, que afetaram seu trabalho convencional (e vice-versa). De fato, a publicação original de seu estudo concluiu afirmando que sua metodologia tinha “relações práticas altamente importantes” para a plausibilidade da telepatia, que “deve ser plenamente estudada pelo psicólogo e cultivada assiduamente por todos os homens” (Peirce e Jastrow, “Small Differences of Sensation” [n. 61], p. 83). A cegueira gradualmente tornou-se padrão em alguns tipos de investigações psicológicas.
    .
    Ou seja, já nesse estudo inovador havia menção à telepatia. E o fato é que ambos eram membros de sociedades psíquicas.

  251. Vitor Diz:

    MONTALVÃO DISSE: “o que significa sob os auspícios da AAAS:? Que a AAAS cedeu espaço para que o simpósio fosse realizado e controlou o horário?”
    .
    Auspício quer dizer patrocínio. Patrocinou o evento.
    .
    https://catalyst.library.jhu.edu/catalog/bib_2646969
    .
    sponsoring organizations: University of San Diego, Pacific Division of the American Association for the Advancement of Science (AAAS).
    .
    Tradução: Organizações patrocinadoras: Universidade de São Diego, Divisão do Pacífico da Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS).

  252. Gorducho Diz:

    É… claro que eu usei de retórica exagerando um NUNCA.
    E claro que não havia naquela época os recursos estatísticos de hoje nem quanto à matemática proper nem quanto (muito menos, claro) à manipulação automatizada em calculadoras.
    Mas se o Phinuit ditava uma receita médica;
    ou dizia o nome dum parente;
    isso NÃO poderia ser avaliado por modelagens estatísticas.
    Cumé (sempre me lembro daquelas cartinhas que CX escreveu em “gíria” “jovem”) que se vai avaliar estatisticamente uma prescrição médica ❓
    Simplesmente é nonsense completo.
    Claro: no caso de Ms. Piper tem o fato de que ela nunca ALEGOU ser “médium”.
    Mas para alegações de “mediunidade” é completamente descabido querer avaliar (a alegação) via modelagens estatísticas.
    E se tentaram fazer, erraram também desde aquela época.
     
     
    Hyslop então calculou o nível geral de aceitação da leitura pela porcentagem de pessoas no grupo de controle que endossaram cada declaração. Por exemplo, se 250 pessoas no grupo de controle endossaram a declaração ‘você é homem’, então Hyslop calculou a probabilidade de aceitação como 250/500 ou 0,5. Para obter uma probabilidade total de todas as declarações serem endossadas, Hyslop multiplicou as probabilidades individuais por cada uma das declarações juntas (p.ex. a probabilidade de duas declarações serem endossadas, cada uma tendo um nível geral de aceitação de 0,5, seria 0,25).
     
    pelo que entendo disso ele tava fazendo uma análise da probabilidade de declarações genéricas das conhecidas leituras-frias serem endossadas.
    Mui sensato e completamente adequado à abordagem estatística.
    Mais ou menos exatamente como a gente pegar um software de análise ortográfica – lembra que várias vezes já lhe perguntei sobre ❓ – e comparar o n° de adjetivos usados nas leituras mediúnicas de CX com a média do linguajar culto brasileiro.
    E daí se tentar tirar conclusões sobre se se tratam de ditados de “espíritos” diversos ou produtos inconscientes da mente dele, &c…
    Claro que essas abordagens generalistas são completamente adequadas e, diria mais: REQUEREM o uso de técnicas estatísticas.

  253. MONTALVÃO Diz:

    /
    Gorducho Diz:
    .
    É… claro que eu usei de retórica exagerando um NUNCA.
    /.
    CONSIDERAÇÃO: mais um pouco e você será admitido na PA e, por extensão, na AAAS. Aí poderá requerer apoio financeiro para nossos experimentos…
    .
    Tô torcendo para que dê certo!

  254. MONTALVÃO Diz:

    /
    GORDUCHO DISSE: “Isso é outra cousa e eu já lhe expus os requisitos necessários pra tal de “meta-análise” ter alguma pretensão de validade. Lhe pergunto: ¿cuál experimento eles fizeram? E concomitantemente lhe respondo: NENHUM porque eles sabiam que o objeto de estudos não era “estatístico”.”
    .
    VITOR: Já nas primeiras experiências com Piper havia experiências estatísticas sim. Veja as páginas 615-617 do artigo de 1889 com ela.
    .
    Tentativas de conseguir descrições do que certas pessoas faziam no momento, a pessoa em questão às vezes (em sete ocasiões) ocupando-se especialmente com vistas à experiência, e às vezes (em três ocasiões) meramente estando empenhadas em suas atividades costumeiras, mas em todo caso sendo a Sra. Piper ignorante da natureza exata da ocupação. Algumas ideias do resultado dessas experiências podem ser reunidas dos resumos das sessões. Para examinar o grau exato de êxito que lhas revestiu levar-se-ia mais espaço do que valeria a pena o resultado. Nós meramente diremos que, embora inconclusivas, pensamos que elas não foram de todo infrutíferas, e que se mais oportunidade fosse oferecida, valeria a pena perseguir mais essa linha de investigação.
    .
    Com essas experiências pode ser agrupada uma modificação delas com o intuito, tanto quanto possível, de ser mais fácil, a saber, tentativas de responder a pergunta, “quanto dedos fulano está levantando?”. A pessoa em questão estando no recinto atrás de uma tela. O Dr. Phinuit habituou-se a essa forma de experiência e insistia, às vezes, em tentá-la quando os assistentes talvez preferissem outra coisa]. Seu êxito, no entanto, não foi muito ASSUSTADOR, embora talvez além do que o acaso produziria. Pareceu, também, confirmar a visão que seu êxito em outras coisas era supranormal; já que, até onde o pequeno número de tentativas nos permite julgar, ele prosperou nisso com assistentes com quem ele já prosperara de outras formas. A tabela a seguir fornece um resumo desses resultados:— SEGUE A TABELA, E DEPOIS OUTRA]

    .
    VITOR: Pois é, meu caro. Fica claro o uso ou necessidade de estatística já nos primeiros experimentos com Piper.
    /.
    CONSIDERAÇÃO: duvida zero: na frase “Seu êxito, no entanto, não foi muito ASSUSTADOR“, será que não ficaria melhor: “expressivo”?
    .
    Dúvida primeira: estavam experimentando Piper mediúnica ou paranormalmente? Deduzo que seja a primeira hipótese. Neste caso, por que estatística (mesmo sendo a estatistiquinha relatada)? Se o dotô Phinuit estava vendo os dedos deveria informar certo em cem por cento dos casos, descontados um ou outro em que a médium entendesse erradamente.
    .
    O teste com dedos seria uma forma simples de demonstrar a presença de espírito e parece que Piper (na voz de seu alterego) gostou da brincadeira. No entanto, visto que falhava perigosamente – aqui minha suposição – não se animaram em dar continuidade à experimentação que, claramente, mostraria se havia morto comunicante em ação.
    .
    Observe-se que quando chegavam perto de desvendar o segredo o grupo testante recuava… sintomático… de qualquer modo, a resposta elucidativa estava ali, diante de todos, mas não a quiseram digerir… por que seria?
    /
    /
    MONTALVÃO DISSE: “O texto que deu por ilustração não diz que a Parapsicologia foi admitida “ciência de vanguarda”, onde foi que leu isso?”
    .
    VITOR: Na parte:
    .
    O intuito era que cada grupo iluminasse os demais, uma vez que cada um possuía evidências, conhecimentos e perspectivas que faltavam aos outros.
    .
    VITOR: Se as comunidades parapsicológicas estão ILUMINANDO os demais grupos com CONHECIMENTOS que lhes faltam, é porque estão na “crista da onda” em certos domínios do saber, sendo, portanto, ciência de vanguarda em tais domínios.
    /.
    CONSIDERAÇÃO: ah, agora sim é que não entendi nada! O que está me dizendo é que a parapsicologia é ciência de vanguarda no campo da parapsicologia!
    .
    E olha como sou burro, mereço um zero, supus que cada grupo iluminar o outro com seus conhecimentos significasse um intercâmbio de saberes entre os envolvidos. Agora percebo quão grandona é minha inguinorança.
    .
    Sabe que eu nunca tinha pensado nisso? Que num grupo que congrega físicos, filósofos e parapsicólogos, a proposta de que cada um esclareça os demais sobre seus específicos saberes mostra que a pesquisa psi é ciência de vanguarda!
    .
    Por isso é que ás vezes paro e sento um pouco pra chorar… 😢
    /
    /
    MONTALVÃO DISSE: (citando texto postado pelo Vitor) “Exatamente de onde a idéia de Peirce e Jastrow para o cegueira veio não é clara.”
    .
    VITOR: Montalvão só traduz o que lhe interessa…
    .
    É concebível que seu interesse tenha vindo do domínio não convencional: ambos os cientistas também estiveram ativamente envolvidos no furor no que diz respeito ao espiritualismo e à pesquisa psíquica.
    .
    Uma ligação direta à pesquisa psíquica pode ser facilmente demonstrada. Por exemplo, Peirce foi recrutado por seu amigo William James (1842-1910) para ser um membro fundador da Sociedade Americana de Pesquisa Psíquica (ASPR) em 1884, e o célebre cético Jastrow foi um membro original do Conselho Consultivo Científico do ASPR. Ambos estavam imersos nos debates de telepatia, que afetaram seu trabalho convencional (e vice-versa). De fato, a publicação original de seu estudo concluiu afirmando que sua metodologia tinha “relações práticas altamente importantes” para a plausibilidade da telepatia, que “deve ser plenamente estudada pelo psicólogo e cultivada assiduamente por todos os homens” (Peirce e Jastrow, “Small Differences of Sensation” [n. 61], p. 83). A cegueira gradualmente tornou-se padrão em alguns tipos de investigações psicológicas.

    .
    VITOR: Ou seja, já nesse estudo inovador havia menção à telepatia. E o fato é que ambos eram membros de sociedades psíquicas.
    /.
    CONSIDERAÇÃO: depois sou eu que leio mal e por isso sou mau…
    .
    Primeiro que o Montalvão não traduziu nada, apenas trabalhou com trecho já traduzido que você mesmo postou.
    .
    Segundo, destaquei tão somente a parte que mostrava seu tiro no pé: pensei que entenderia. Já que boiou explico: o autor, após comentar que não se sabe de onde os psicólogos (Peirce e seu aluno Jastrow) tiraram a ideia dos testes cegos, apresenta sua pessoal e particular conjetura. Quer dizer, ele pode estar certo, mas também pode estar errado!
    .
    Nunca é demais destacar que se trata de mais uma ingênua tentativa do Vitor de demonstrar que a parapsicologia tem sido importante para o desenvolvimento da ciência. O cidadão não desiste!
    .
    Então, desisto eu!

  255. Gorducho Diz:

    Essa pesquisa dele – se é que entendi bem ❓ – faz bastante sentido.
    A probabilidade do sentante “endossar” pondo na cabeça a carapuça de determinadas generalidades genéricas das leituras-frias.
    Se trata de pessoa inteligente […]
    todos nós tomaríamos como perfeito acerto em relação a nossas pessoas, certo ❓
     
     
                   MOÇÃO À MESA
    No sentido de que ninguém da Bancada faça comentários na nova rubrica.
                    
    JUSTIFICATIVA
    Auto-evidente, parece-me.

  256. Gorducho Diz:

    ===========================================================
    Veja as páginas 615-617 do artigo de 1889 com ela.
    ===========================================================
    Que artigo é esse ❓
     
    Objetivo: conferir esse “assustador”…

  257. Marciano Diz:

    MONTALVÃO, suas perguntas foram respondidas no tópico da cara-de-pau, digo, cara ou coroa.
     
    Embora eu tenha abandonado o cargo de cisco de terceiro secretário da bancada, vou acatar a moção do Vice-Presidente.

  258. Vitor Diz:

    https://archive.org/details/proceedingssoci00goog

  259. Gorducho Diz:

    impressionante
    notável

  260. Vitor Diz:

    MONTALVÃO DISSE: “Primeiro que o Montalvão não traduziu nada, apenas trabalhou com trecho já traduzido que você mesmo postou.”
    .
    Mas não com o trecho mais importante.
    .
    MONTALVÃO DISSE: “Segundo, destaquei tão somente a parte que mostrava seu tiro no pé: pensei que entenderia. Já que boiou explico: o autor, após comentar que não se sabe de onde os psicólogos (Peirce e seu aluno Jastrow)”
    .
    Que também eram pesquisadores psíquicos…
    .
    MONTALVÃO DISSE: “tiraram a ideia dos testes cegos, apresenta sua pessoal e particular conjetura.”
    .
    Que há consenso de ser bem plausível. Até porque eles mencionam telepatia no artigo original.
    .
    MONTALVÃO DISSE: “Quer dizer, ele pode estar certo, mas também pode estar errado!”
    .
    Independente disso, você entende que não há como negar que foram dois pesquisadores psíquicos que introduziram o método que se espalhou pelo mainstream?
    .
    MONTALVÃO DISSE: “Nunca é demais destacar que se trata de mais uma ingênua tentativa do Vitor de demonstrar que a parapsicologia tem sido importante para o desenvolvimento da ciência. O cidadão não desiste!”
    .
    Nunca é demais destacar que se trata de mais uma ingênua do Montalvão de tentar tapar o Sol com a peneira!

  261. Vitor Diz:

    Traduções de startling
    adjetivo
    surpreendente
    amazing, surprising, astonishing, startling, striking, strange
    alarmante
    alarming, startling, threatening, menacing
    assustador
    scary, frightful, startling, fearful, fearsome, astounding
    chocante
    shocking, outrageous, jarring, startling, harsh, offensive
    sensacional
    sensational, terrific, fantastical, fantastic, thrilling, startling
    aterrador

  262. Vitor Diz:

    MONTALVÃO DISSE: “Neste caso, por que estatística (mesmo sendo a estatistiquinha relatada)? Se o dotô Phinuit estava vendo os dedos deveria informar certo em cem por cento dos casos, descontados um ou outro em que a médium entendesse erradamente.”
    .
    E quem disse que a visão dele era perfeita para acertar 100%?
    .
    MONTALVÃO DISSE: “No entanto, visto que falhava perigosamente – aqui minha suposição – não se animaram em dar continuidade à experimentação que, claramente, mostraria se havia morto comunicante em ação.”
    .
    O texto claramente diz que ele acertava mais do que o esperado pelo acaso.
    .
    Seu êxito, no entanto, não foi muito assustador, embora talvez além do que o acaso produziria. Pareceu, também, confirmar a visão que seu êxito em outras coisas era supranormal; já que, até onde o pequeno número de tentativas nos permite julgar, ele prosperou nisso com assistentes com quem ele já prosperara de outras formas.
    .
    Parece que não continuaram porque os assistentes não estavam tão interessados nesse tipo de experiência (queriam receber notícias do outro mundo, provavelmente):
    .
    O Dr. Phinuit habituou-se a essa forma de experiência e insistia, às vezes, em tentá-la quando os assistentes talvez preferissem outra coisa

  263. Vitor Diz:

    MONTALVÃO DISSE: “Que num grupo que congrega físicos, filósofos e parapsicólogos, a proposta de que cada um esclareça os demais sobre seus específicos saberes mostra que a pesquisa psi é ciência de vanguarda!”
    .
    Os participantes vieram principalmente da filosofia, da física teórica e das comunidades parapsicológicas experimentais.
    .
    Logo a Parapsicologia contribuiu com os experimentos. Que estão interessando cada vez mais o mainstream, como dito no artigo que postei recentemente:
    .
    encontramos evidências crescentes da pesquisa de pressentimento em programas de psicologia, ainda que informem aspectos da pesquisa convencional. Também encontramos várias teses de doutorado que descrevem a pesquisa de pressentimento e uma maior distribuição geográfica do que em 2012, ambas evidências da crescente atenção que essa pesquisa está obtendo. Por fim, notamos um diálogo crescente entre os pesquisadores do pressentimento e os físicos interessados em retrocausalidade — a ideia de que os efeitos podem preceder sua causa. Isso foi testemunhado no recente simpósio sobre retrocausalidade da AAAS, no qual vários pesquisadores participaram e em que alguns desses documentos entraram nesta meta-análise
    .
    Se isso não é Ciência de vanguarda, não sei o que é.

  264. MONTALVÃO Diz:

    /
    MOÇÃO:
    No sentido de que ninguém da Bancada faça comentários na nova rubrica.
    .
    JUSTIFICATIVA
    Auto-evidente, parece-me.
    /.
    CONSIDERAÇÃO: concordo.
    .
    Justificativa auto-evidente, evidente…

  265. MONTALVÃO Diz:

    /
    MONTALVÃO DISSE: “Neste caso, por que estatística (mesmo sendo a estatistiquinha relatada)? Se o dotô Phinuit estava vendo os dedos deveria informar certo em cem por cento dos casos, descontados um ou outro em que a médium entendesse erradamente.”
    .
    VITOR: E quem disse que a visão dele era perfeita para acertar 100%?
    /.
    Rã, rã…nessa se estrepou! Para enxergar quantos dedos estavam expostos até eu, que tenho miopia, presbiopia, astigmatismo, catarata, epicondilite, bursite, sinusite, gastrite, e mais uns trecos que não lembro, conseguiria ver, imagina o Dotô Phinuit, com aqueles óculos especiais, encomendados nas Óticas do Povo do Além, o que não enxergaria…
    .
    Insiste no argumento velho, bolorento, furado, de que espírito só enxerga bem quando não põem à prova sua capacidade de ver e não vê que tá na hora de virar o disco!

  266. Gorducho Diz:

    A bem da verdade em em “defesa” de Ms. Piper: ela não alegava que fossem “espíritos”.
    Poderia ser qqs. outras classes de “fenômenos” “paranormais”. Então aí sim se justifica o “fenômeno” “Dr. Phinuit” não conseguir relatar com exatidão os dedos – no caso específico em tela.
    Agora, dentro do ESPIRITISMO não tem desculpa.

  267. MONTALVÃO Diz:

    /
    TESTE, não se assustem…

    nhoq do bodoff

  268. MONTALVÃO Diz:

    falhou…

  269. MONTALVÃO Diz:

    /
    Gorducho Diz:
    .
    A bem da verdade em em “defesa” de Ms. Piper: ela não alegava que fossem “espíritos”.
    Poderia ser qqs. outras classes de “fenômenos” “paranormais”. Então aí sim se justifica o “fenômeno” “Dr. Phinuit” não conseguir relatar com exatidão os dedos – no caso específico em tela.
    Agora, dentro do ESPIRITISMO não tem desculpa.
    /.
    CONSIDERAÇÃO: o que exatamente Piper alegava seria necessário conferir, mas tudo indica que ela se considerava legítima contatadora do além. O fato de ter um espírito-guia, ou “controle” já nos indica isso. E, o histórico da mulher era o de frequentemente canalizar mortos, inclusive de alguns que a pesquisaram e que faleceram antes dela: tem uma história, não bem esclarecida, de que ela teria negado seus poderes (mediúnicos ou paranormais) e depois voltou atrás…
    .
    Importante é o que opinavam aqueles que a estudavam. Estas opiniões variavam, desde os que a viam como alguém com habilidades incomuns, mas explicáveis, até os que a consideravam “prova” de paranormalidade ou da ação de mortos entre os vivos.
    .
    Só pra beliscar: o Vitor, sabemos, ao tentar elucidar Piper, ora oscila para a mediunidade e quando vê que não dá opta pela paranormalidade. Outras hipóteses são respeitosamente por ele descartadas, inclusive a mais viável de todas: habilidades naturais incomuns, ou seja, explicação psicológica…

  270. Marciano Diz:

    TESTE, não se assustem…
    ᶰdͪoͦᵠbodoff

  271. Marciano Diz:

    TESTE, não se assustem…̬͡n̬̬͡͡h̬̬͡͡o̬̬͡͡q̬̬͡͡ ̬̬͡͡d̬̬͡͡o̬̬͡͡ ̬̬͡͡b̬̬͡͡o̬̬͡͡d̬̬͡͡o̬̬͡͡f̬͡f̬͡

  272. MONTALVÃO Diz:

    não sabe o que eu queria fazer…

  273. MONTALVÃO Diz:

    /
    Eis o comando:
    .
    +span style=”text-decoration:blink”+nhoque do bodoff+/span+
    .
    Sendo que no lugar dos “+” os “”

  274. MONTALVÃO Diz:
  275. MONTALVÃO Diz:

    O sinal não aparece… vou é dormir, melhor… Jacaré venceu.

  276. MONTALVÃO Diz:

    /
    Agora que bem sabemos que a AAAS aceitou a PA em seu seio, sem porém reconhecer a parapsicologia como ciência, nada melhor que, para nos esclarecermos, conhecermos ponderações que apontam o pseudocientifismo da pesquisa PSI.
    /
    .
    PARAPSICOLOGIA, A “CIÊNCIA” QUE TORNOU-SE PSEUDOCIÊNCIA.
    .
    Por Douglas Rodrigues Aguiar de Oliveira

    .
    Publicado na Center for Inquiry
    .
    A parapsicologia é uma área que nasceu com pretensões científicas no final do século XIX, onde buscava investigar a existência e as causas de habilidade psíquicas, experiências de quase-morte e vida após a morte usando “método científico”, ou no caso em questão pseudocientífico (Robert T. Carroll, 1994).
    .
    O âmbito da parapsicologia inclui, mesmo que ela não esteja limitada apenas aos fenômenos paranormais, coisas como:
    – Telepatia: Transferência de informação através dos pensamentos ou sentimentos entre indivíduos por meios que não sejam apenas os cinco sentidos clássicos.
    .
    – Precognição (ou Premonição): Percepção de informação sobre lugares ou eventos futuros antes que eles ocorram.
    .
    – Clarividência: A obtenção de informação sobre lugares ou eventos em locais remotos, por meios desconhecidos pela ciência.
    .
    – Psicocinese (ou Telecinesia): A capacidade da mente em influenciar a matéria, tempo, espaço ou energia por meios desconhecidos pela ciência.
    .
    – Experiências de quase-morte: Uma experiência relata por uma pessoa que quase morreu, ou que experimentou a morte clínica e depois reviveu.
    .
    – Reencarnação: O renascimento de uma alma ou outro aspecto não-físico da consciência humana em um novo corpo físico após a morte.
    .
    – Experiências de aparições: Fenômenos muitas vezes atribuídos a fantasmas e encontrados em lugares onde uma pessoa falecida pode ter frequentado, ou em associação aos antigos pertences da pessoa.
    .
    HÁ EVIDÊNCIAS?
    .
    O PIOR ERRO DA PARAPSICOLOGIA FOI O DE TER PRESSUPOSTO QUE OS FENÔMENOS PARAPSICOLÓGICOS ERAM REAIS, ANTES MESMO DE QUALQUER INVESTIGAÇÃO RIGOROSA – algo que até implicou diretamente no viés de muitos pesquisadores da época de fundação da Society for Psychical Research (William Crookes, por exemplo).
    .
    Entretanto, muitos estudos e avaliações foram realizados por autoridades independentes ao redor do mundo (Richard S. Broughton, 1991). Em 1988, a Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos concluiu que “não há nenhuma justificativa científica das pesquisas realizadas durante um período de 130 anos para a existência de fenômenos parapsicológicos” (Druckman, Daniel e John A. Swets, 1988).
    .
    CONCLUSÃO
    .
    Apesar da consistente rejeição através de estudos científicos e revisões sistemáticas das reivindicações feitas por parapsicólogos, as ideias ainda são persistentes entre muitos crentes.
    .
    REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
    1. Robert T. Carroll. Parapsychology. The Skeptic’s Dictionary, 1994.
    2. Richard S. Broughton. Parapsychology: The controversial science. Ballantine Books, 1991.
    3. Druckman, Daniel and John A. Swets. Enhancing human performance: Issues, theories, and techniques. National Academies Press, 1988.

  277. Marciano Diz:

    Tentei adivinhar o que querias fazer, mas como telepatia não existe mesmo, adivinhei errado.
    Seus comandos não são aceitos aqui.
    Quanto à parapsicologia, só não vê quem não quer. Aquela história do pior cego, conhece?
    Pergunta retórica, não precisa responder.

  278. Vitor Diz:

    MONTALVÃO DISSE: “Agora que bem sabemos que a AAAS aceitou a PA em seu seio, sem porém reconhecer a parapsicologia como ciência, ”
    .
    Se não tivesse aceito como Ciência, não teria havido movimentos para tirar a filiação da PA da AAAS.
    .
    MONTALVÃO CITANDO UM IGNORANTE: “O PIOR ERRO DA PARAPSICOLOGIA FOI O DE TER PRESSUPOSTO QUE OS FENÔMENOS PARAPSICOLÓGICOS ERAM REAIS, ANTES MESMO DE QUALQUER INVESTIGAÇÃO RIGOROSA ”
    .
    Qualquer um conhecendo o mínimo da história da SPR ou de Rhine sabe que não foi assim, bem ao contrário…note que ele considera Parapsicologia o trabalho da SPR: “A parapsicologia é uma área que nasceu com pretensões científicas no final do século XIX”

  279. MONTALVÃO Diz:

    /
    MONTALVÃO DISSE: “Agora que bem sabemos que a AAAS aceitou a PA em seu seio, sem porém reconhecer a parapsicologia como ciência, ”
    .
    VITOR: Se não tivesse aceito como Ciência, não teria havido movimentos para tirar a filiação da PA da AAAS.
    /.
    CONSIDERAÇÃO: sua advocagem cada vez mais atrofiada…
    .
    Vamos dar um voltinha ao passado recente, sem sair deste tópico, vamos? Esses recessos de final de semana parece estão zerando seu HD!
    /
    ___________________

    VITOR (início de 2017): Então apresento agora um fato: a Parapsicologia é aceita como Ciência legítima desde 1969 pela AAAS, a maior associação científica do mundo e mesma editora da revista Science.
    /
    MONTALVÃO: Cuidado com esse tipo de declaração. Em verdade não é bem como informa:
    .
    a PA (Parapsychological Association) é que foi admitida como membro da AAAS. Esta reconheceu que a parapsicologia emprega métodos científicos em suas investigações, mas isso nada diz sobre a realidade dos fenômenos estudados, ou, admitindo-se sua realidade, se são algo além de esporádicos, incertos e tênues.
    .
    Confira:
    .
    ========================.
    WELLINGTON ZANGARI: “Segundo McClenon, a aceitação da Parapsychological Association (PA) como membro da American Association for Advancement of Science (AAAS), em 1969,
    .
    não se deveu à aceitação das anomalias estudadas pela Parapsicologia, </>
    .
    mas pelo papel desempenhado por aspectos políticos e retóricos que envolveram tal aceitação.
    .
    Antes da aprovação em 1969, a afiliação da PA à AAAS havia sido negada por quatro vezes, em 1961, 1963, 1967 e 1968.
    .
    Na verdade, a Parapsicologia não sofreu qualquer importante alteração de 1961 a 1969. [o próprio parapsicólogo reconhece o fato]
    .
    O que aconteceu? Em primeiro lugar, Douglas Dean, um ex-presidente da PA e, então, secretário dessa associação, havia empreendido cuidadosos esforços para melhorar as estratégias retóricas dos membros da PA antes das audiências.
    .
    Dean tratou de apresentar a proposta da PA de forma aceitável do ponto de vista científico.
    .
    Além disso, em 1969 houve quatro pronunciamentos antes da votação dos membros da AAAS. O primeiro foi contrário à aceitação da PA, alegando que os fenômenos que a Parapsicologia dizia estudar não existiam, portanto não havia trabalho científico a fazer.
    .
    O segundo dava conta de que a pessoa não conhecia suficientemente a Parapsicologia a ponto de votar a respeito.
    .
    O terceiro não foi identificado.
    .
    O quarto foi feito por H. Bentley Glass, presidente da AAAS:
    “O Comitê do Conselho considerou o trabalho da PA por um longo período. O comitê chegou à conclusão de que esta é uma associação que está investigando fenômenos controvertidos ou inexistentes; entretanto, está aberta à afiliação de críticos e agnósticos; e eles ficaram satisfeitos porque ela usa métodos científicos de pesquisa; assim, essa investigação pode ser vista como científica.
    .
    Além disso, informações chegaram até nós dando conta de que o número de Membros da AAAS que são também membros da PA não é de quatro como se encontra na agenda, mas nove”. (McClenon, 1986, 128)
    .
    (Wellington Zangari, in: O Estatuto Científico da Parapsicologia)
    ==========================.
    .
    CONSIDERAÇÃO: a leitura atenta do texto acima deveria ser suficiente para esclarecer que a AAAS jamais reconheceu que a parapsicologia seja ciência, apenas admitiu que a PA (Associação Parapsicológica) utiliza metodologia científica na investigação das alegações psi, o que é bem diferente.
    .
    Pareceu que o Vitor houvera compreendido, pois ele mesmo assim se pronunciou:
    /
    JANEIRO 25TH, 2018 ÀS 7:14 AM
    VITOR: O que havia era a reclamação por parte dos membros da AAAS de que a PA assumia a existência do objeto de estudo que deveria provar, no caso, os fenômenos psi.
    .
    A partir do momento que o objeto de estudo da parapsicologia foi redefinido para o estudo de ALEGAÇÕES de PES e PK, então não havia mais como impedir a entrada da PA na AAAS já que a existência do objeto de estudo passou a ser inegável. Foi isso que Truzzi disse quando falou com Kurtz:
    .
    “A Associação Parapsicológica não baseia a sua existência na realidade de psi, mas meramente na investigação científica de fenômenos psicológicos anômalos para os quais psi é o principal termo conceitual. Isto foi claramente reconhecido pela Associação Americana para o Avanço da Ciência, quando concedeu o estatuto de filiado à Associação Parapsicológica e de forma alguma endossou a existência de psi.”
    .
    VITOR: Então foi a REDEFINIÇÃO do OBJETO DE ESTUDO da Parapsicologia que permitiu seu ingresso. Ou seja, em vez de dizer que “a Parapsicologia estuda fenômenos paranormais”, passou a ser dito que “a Parapsicologia estuda ALEGAÇÕES de fenômenos paranormais”. Isso é estratégia RETÓRICA. Não tem politicagem alguma envolvida nisso!
    /
    CONSIDERAÇÃO: então, parafraseando o que foi proferido, podemos dizer: a PA foi admitida na AAAS não porque a paranormalidade fosse fenômeno cientificamente reconhecido, mas porque a Associação Parapsicológica (PA) utiliza metodologia científica na investigação das ALEGAÇÕES DO PARANORMAL .

    /
    /
    VITOR: MONTALVÃO (citando um ignorante): “O PIOR ERRO DA PARAPSICOLOGIA FOI O DE TER PRESSUPOSTO QUE OS FENÔMENOS PARAPSICOLÓGICOS ERAM REAIS, ANTES MESMO DE QUALQUER INVESTIGAÇÃO RIGOROSA ”
    .
    VITOR: Qualquer um conhecendo o mínimo da história da SPR ou de Rhine sabe que não foi assim, bem ao contrário…note que ele considera Parapsicologia o trabalho da SPR: “A parapsicologia é uma área que nasceu com pretensões científicas no final do século XIX”
    /.
    CONSIDERAÇÃO: nada de errado em falar de parapsicologia antes de Rhine (mesmo porque este não é o ponto básico do discurso acima), apenas se usa denominação atual para o que tivera classificação diferente no passado (há uma linha a ligar o pré e o pós-Rhine). Até seu amigo Alvarado assim fez, sesqueceu?
    .
    É fato que boa parte dos parapsicólogos assumem que a paranormalidade seja realidade, incluindo um conhecido nosso (VMV). Outros, prudentemente, admitem que “nem sabemos se psi existe”… enquanto haja quem até se revolte com experimentos voltados para a factibilidade de psi, achando que isso já seja fato constatado.
    .
    Veja o que diz Alvarado no artigo que levou o título: O CONCEITO DA SOBREVIVÊNCIA DA MORTE CORPORAL E O DESENVOLVIMENTO DA PARAPSICOLOGIA:
    /
    —————————–.
    -1-
    Não há dúvida que muita coisa do que chamamos pesquisa psíquica e Parapsicologia foi inspirado pela busca do transcendental. Catherine Crowe (1848) escreveu sobre o “lado no turno da natureza”, o que significava que um mundo espiritual nos foi revelado pelas premonições, clarividências, aparições de vivos e mortos, poltergeists, e outros fenômenos.
    .
    As publicações dos investigadores mais antigos mostraram claramente que a busca pelo transcendental, ou espiritual, ou aspecto não físico da humanidade, inspirou muitos a se envolverem com parapsicologia.
    .
    De fato, muitos desses autores argumentam que os achados da pesquisa psíquica apoiam o conceito de alma ou de dimensões
    não físicas da existência humana.
    /
    -2-
    “Esta parte do artigo é talvez a mais óbvia e auto evidente, particularmente para aqueles familiarizados com a história da pesquisa psíquica. O conceito de sobrevivência foi básico para o início e o desenvolvimento de tais momentos chaves na história da parapsicologia como o trabalho inicial da Society for sychical Research (SPR) e o trabalho de J. B. Rhine e seus associados na universidade de Duke.”
    —————————–.
    .
    Entendeu?

  280. Vitor Diz:

    MONTALVÃO DISSE: “a leitura atenta do texto acima deveria ser suficiente para esclarecer que a AAAS jamais reconheceu que a parapsicologia seja ciência, apenas admitiu que a PA (Associação Parapsicológica) utiliza metodologia científica na investigação das alegações psi, o que é bem diferente.”
    .
    Não é diferente. Simples assim. E a AAAS não apenas reconheceu que a metodologia era científica. Para isso bastava um pronunciamento. Mas além de reconhecer, ela aceitou a PA como membro. Isso dá o status de Ciência.
    .
    MONTALVÃO DISSE: “a PA foi admitida na AAAS não porque a paranormalidade fosse fenômeno cientificamente reconhecido, mas porque a Associação Parapsicológica (PA) utiliza metodologia científica na investigação das ALEGAÇÕES DO PARANORMAL .
    .
    Correto. E a filiação deu o status de Ciência.
    .
    MONTALVÃO DISSE: “As publicações dos investigadores mais antigos mostraram claramente que a busca pelo transcendental, ou espiritual, ou aspecto não físico da humanidade, inspirou muitos a se envolverem com parapsicologia.”
    .
    O que não quer dizer que tinham como pressuposto a existência dos fenômenos. Vejamos o que de fato dizem as publicações dos investigadores mais antigos:
    .
    O objetivo expresso por seus fundadores foi o de “investigar o grande grupo de fenômenos discutíveis designados por termos tais como mesméricos, psíquicos e espíritas”, e fazê-lo “sem preconceito ou imposição de qualquer tipo, e no mesmo espírito da pesquisa exata e desapaixonada que permitiu à ciência resolver tantos problemas, outrora não menos obscuros nem menos acaloradamente debatidos” – ‘Society for Psychical Research, etc., the: Objects of the Society’ (Proceedings of the Society for Psychical Research, 1882-3, 1, pp. 3-6).

  281. Vitor Diz:

    Critérios de Afiliação de Organizações com a AAAS
    .
    Os objetivos da AAAS são: “promover o trabalho dos cientistas, facilitar a cooperação entre eles, promover a liberdade e a responsabilidade científicas, melhorar a eficácia da ciência na promoção do bem-estar humano e aumentar a compreensão pública e a apreciação da importância e compromisso dos métodos da ciência no progresso humano”. Existem muitas organizações de membros e sociedades profissionais que têm objetivos semelhantes ou têm interesse em apoiar esses objetivos. A associação entre si pode ser uma maneira mutuamente útil de promover esses objetivos. A AAAS estabeleceu a filiação de organizações com AAAS como forma de promover esses propósitos comuns. Os critérios para tal afiliação são apresentados abaixo, mas o julgamento final sobre se uma organização satisfaz ou não esses critérios depende do Conselho.
    .
    a) Os seus objetivos são claramente orientados para, ou consistentes com, os objetivos da Associação.
    .
    b)
    Seu programa e registro de atividades demonstram interesse ou suporte substancial de pesquisa, publicações ou ensino na ciência ou o avanço da ciência.
    .
    c) Está comprometido com o princípio da igualdade de oportunidades, conforme estabelecido na Declaração AAAS sobre Discriminação no Local de Trabalho.
    .
    d) Tem uma participação suficientemente grande (geralmente pelo menos 200) e existe há tempo suficiente (geralmente pelo menos cinco anos) para dar promessa de apoio contínuo e atividade valiosa.

  282. MONTALVÃO Diz:

    /
    VITOR,
    Quando não radicalmente discordamos acabamos falando quase o mesmo com palavras distintas. Quanto a parapsicologia não ser ciência creio que estamos mais ou menos acertados, você apenas tenta puxar a admissão da PA como organização que realiza atividade científica para o reconhecimento da cientificidade do paranormal, o que não tem cabimento. Vamos só (tentar) acertar os pontos abaixo:
    /
    /

    VITOR diz que o MONTALVÃO DISSE: “As publicações dos investigadores mais antigos mostraram claramente que a busca pelo transcendental, ou espiritual, ou aspecto não físico da humanidade, inspirou muitos a se envolverem com parapsicologia.”
    /.
    CONSIDERAÇÃO: correção, não foi o Montalvão quem proferiu tal, foi o ALVARADO.
    /
    /
    .
    VITOR: O que não quer dizer que tinham como pressuposto a existência dos fenômenos. Vejamos o que de fato dizem as publicações dos investigadores mais antigos:
    .
    O objetivo expresso por seus fundadores foi o de “investigar o grande grupo de fenômenos discutíveis designados por termos tais como mesméricos, psíquicos e espíritas”, e fazê-lo “sem preconceito ou imposição de qualquer tipo, e no mesmo espírito da pesquisa exata e desapaixonada que permitiu à ciência resolver tantos problemas, outrora não menos obscuros nem menos acaloradamente debatidos” – ‘Society for Psychical Research, etc., the: Objects of the Society’ (Proceedings of the Society for Psychical Research, 1882-3, 1, pp. 3-6).
    /.
    CONSIDERAÇÃO: observe que minha ilustração não mirou o reconhecimento da realidade do paranormal pelos antigos (embora fosse assim que pensavam a maioria daqueles pesquisadores), mas o uso do termo moderno (parapsicologia) para referir-se às investigações primevas.
    .
    De qualquer modo, ok que na declaração fundamental de objetivos não tenham admitido a realidade da coisa estudada, mesmo porque estavam citando três linhas de opinião: mesmérica, psíquica e espírita. Então, seria mesmo difícil que na ata se manifestassem de forma taxativa. De qualquer modo, desde os primórdios a mór parte dos membros da SPR tomou posição definida, uns optando pela metapsíquica como melhor explicação para os fenômenos (o que implica concordarem que fosse real), outros pela mediunidade e os que oscilavam. Veja, por exemplo, os discursos dos presidentes das Sociedades de Pesquisas Psíquicas, quase todos, proclamando a realidade do paranormal, notadamente a telepatia.

  283. Vitor Diz:

    MONTALVÃO DISSE: “Quanto a parapsicologia não ser ciência creio que estamos mais ou menos acertados, ”
    .
    NÃO, NÃO ESTAMOS. No site da AAAS é dito:
    .
    AAAS affiliates include 252 societies and academies of science
    .
    E ainda:
    .
    Affiliated Academies of Science | A | B | C | D, E | F | G | H | I | J, K, L | M | N | O | P | Q, R | S | T | U | V, W, X, Y, Z
    .
    https://www.aaas.org/aaas-affiliates
    .
    Aí você clica na letra P e tem lá, Parapsychological Association. Logo é uma Academia de Ciência Afiliada à AAAS.
    .
    MONTALVÃO DISSE: “você apenas tenta puxar a admissão da PA como organização que realiza atividade científica para o reconhecimento da cientificidade do paranormal, o que não tem cabimento.”
    .
    Tem todo o cabimento. Já vimos que laboratórios do mundo todo replicam os fenômenos psi, incluindo céticos.
    .
    MONTALVÃO DISSE: “De qualquer modo, desde os primórdios a mór parte dos membros da SPR tomou posição definida, uns optando pela metapsíquica como melhor explicação para os fenômenos (o que implica concordarem que fosse real), outros pela mediunidade e os que oscilavam. Veja, por exemplo, os discursos dos presidentes das Sociedades de Pesquisas Psíquicas, quase todos, proclamando a realidade do paranormal, notadamente a telepatia.”
    .
    Mas só DEPOIS de os fenômenos investigados! Além disso, “Muitos dos mais assíduos e capacitados pesquisadores foram originalmente impelidos pela descrença – por um desejo, digamos, de desmascarar um médium como fraudulento. “

  284. Marciano Diz:

    Por que pelo menos não posta um artigo sobre obras psicografadas de vez em quando?

    Se parapsicologia fosse ciência mesmo, como tenta provar, nem precisaria fazê-lo.
    Uma vez reconhecida como ciência pelo mainstream, todos saberiam. Não precisaria de provas, de artifícios retóricos, nada disso.
    Todo esse empenho para provar o que deveria ser do conhecimento de todos é argumento contrário ao que postula.

  285. Marciano Diz:

    Saudades dos velhos tempos 😭

  286. Gorducho Diz:

    Claro.
    Quando algo produz resultados sensíveis e úteis não precisa ficar “se esforçando” e recorrendo a artifícios retóricos e políticos (como o episódio da filiação…) pra tentar ser reconhecido.
    Exemplo é a QM.

  287. Vitor Diz:

    Ou o meta-neon… ou o EEG… ou as melhorias nas meta-análises…ou as descobertas arqueológicas… ou as localizações de corpos reconhecidas até por céticos…

  288. Gorducho Diz:

    Não tou c/paciência pra ficar eternamente em
    mainloop()
     
    O Sítio é seu e se seu propósito é “ter razão” via repetição ∞ e esgotamento dos oponentes: leve as fichas – como dizia um querido ex-sócio infelizmente já falecido 🙁
    Mas, de fato, não imagina que alguém cá vá embarcar nesses seus artifícios, não ❓

  289. Vitor Diz:

    Não espero, porque não se convence quem não quer ser convencido. Vide terraplanistas…

  290. MONTALVÃO Diz:

    /
    MONTALVÃO DISSE: “Quanto a parapsicologia não ser ciência creio que estamos mais ou menos acertados, ”
    .
    VITOR: NÃO, NÃO ESTAMOS. No site da AAAS é dito:
    .
    AAAS affiliates include 252 societies and academies of science
    .
    […].
    Aí você clica na letra P e tem lá, Parapsychological Association. Logo é uma Academia de Ciência Afiliada à AAAS.
    /.
    CONSIDERAÇÃO: admira-me deveras como passamos rapidamente de falar o mesmo com palavras distintas e falar de coisas distintas com as mesmas palavras…
    /
    Que a AAAS reconheceu a PA como entidade que utiliza metodologia científica em suas investigações não se discute (pode-se discutir se os critérios daquela entidade nesse caso específico foram aceitáveis, mas isso é outra história). Entretanto, EM MOMENTO ALGUM, a AAAS declarou que o paranormal seja matéria cientificamente admitida (afinal eles não estão loucos). Então a parapsicologia esforça-se por ser ciência, mas até agora não produziu o suficiente para tal. E pelo andar dos carros…
    /
    /
    MONTALVÃO DISSE: “você apenas tenta puxar a admissão da PA como organização que realiza atividade científica para o reconhecimento da cientificidade do paranormal, o que não tem cabimento.”
    .
    VITOR: Tem todo o cabimento. Já vimos que laboratórios do mundo todo replicam os fenômenos psi, incluindo céticos.
    ./
    CONSIDERAÇÃO: ÊPA! Inclua-me fora dessa, cara-pálida! Não “vimos” nada disso. O que você tem para provar o que diz são meia duzia de dois ou três laboratórios que fazem hoje uma experiência e outro, daqui a cinco, dez ou mesmo vinte anos, a repete e diz que tá tudo legal e o Vitor registra a informação como “sensacional prova”! Que dizer, tem muito pouco para amparar o muito que afirma…
    /
    /

    MONTALVÃO DISSE: “De qualquer modo, desde os primórdios a mór parte dos membros da SPR tomou posição definida, uns optando pela metapsíquica como melhor explicação para os fenômenos (o que implica concordarem que fosse real), outros pela mediunidade e os que oscilavam. Veja, por exemplo, os discursos dos presidentes das Sociedades de Pesquisas Psíquicas, quase todos, proclamando a realidade do paranormal, notadamente a telepatia.”
    .
    VITOR: Mas só DEPOIS de os fenômenos investigados! Além disso, “Muitos dos mais assíduos e capacitados pesquisadores foram originalmente impelidos pela descrença – por um desejo, digamos, de desmascarar um médium como fraudulento.”
    /.
    CONSIDERAÇÃO: ok, já vimos essa declaração antes e a discutimos. O que esquece é que o tempo cuidou de mostrar que as conclusões daqueles esforçados pioneiros foram ou precipitadas ou devido a serem ludibriados por espertalhões, como inda ocorre na atualidade, veja Green Morton, Amir Amyden, Uri Geller, Ingo Swann, Harribance, MacMoneagle… a quantos não iludiram…

  291. MONTALVÃO Diz:

    /
    “O Sítio é seu e se seu propósito é “ter razão” via repetição ? e esgotamento dos oponentes: leve as fichas – como dizia um querido ex-sócio infelizmente já falecido
    Mas, de fato, não imagina que alguém cá vá embarcar nesses seus artifícios, não ?”
    /
    VITOR: Não espero, porque não se convence quem não quer ser convencido. Vide terraplanistas…
    /.
    CONSIDERAÇÃO: vide, também, Vitor Visoni, que não se convence nem que o amigo do Marciano, o JC, desça dos céus e lhe diga: “paranormalidade? Pula fora que é furada!”

  292. Vitor Diz:

    MONTALVÃO DISSE: “EM MOMENTO ALGUM, a AAAS declarou que o paranormal seja matéria cientificamente admitida (afinal eles não estão loucos). Então a parapsicologia esforça-se por ser ciência, mas até agora não produziu o suficiente para tal. ”
    .
    Você realmente não consegue entender ou aceitar que:
    .
    a) A Parapsicologia é Ciência e é admitida como tal pela AAAS
    .
    b) Ainda que psi não existisse, a Parapsicologia continuaria sendo admitida como Ciência pela AAAS.
    .
    Qual a sua dificuldade de entender que não há nenhum paradoxo entre (a) e (b)? Além disso:
    .
    c) Jessica Utts é membro da AAAS e ela afirma que psi está provada. E a AAAS não a expulsou por tal afirmação (https://www.niss.org/people/jessica-utts)
    .
    MONTALVÃO DISSE: “O que você tem para provar o que diz são meia duzia de dois ou três laboratórios que fazem hoje uma experiência e outro, daqui a cinco, dez ou mesmo vinte anos, a repete e diz que tá tudo legal e o Vitor registra a informação como “sensacional prova”! “.
    .
    Vejamos precognição:
    .
    Uma meta-análise recente de experimentos de sete laboratórios independentes (n = 26) indica que aparentemente o corpo humano pode detectar estímulos entregues aleatoriamente que ocorrem de 1-10s no futuro (Mossbridge et al., 2012)
    .
    E depois?
    .
    Esta atualização da meta-análise de Mossbridge et al. (2012), relacionada às chamadas respostas preventivas fisiológicas preditivas (PAA) aos futuros estímulos aleatórios, cobre os anos de 2010 a agosto de 2017. No todo, encontramos 18 novos estudos com um total de 34 tamanhos de efeitos.
    .
    Então nem os estudos estão tão espaçados no tempo como o Montalvão diz, nem mesmo o número de laboratórios se reduz a “meia dúzia de dois ou três”.
    .
    MONTALVÃO DISSE: “O que esquece é que o tempo cuidou de mostrar que as conclusões daqueles esforçados pioneiros foram ou precipitadas ou devido a serem ludibriados por espertalhões, como inda ocorre na atualidade, veja Green Morton, Amir Amyden, Uri Geller, Ingo Swann, Harribance, MacMoneagle… a quantos não iludiram…”
    .
    Que eu saiba o tempo confirmou as conclusões dos esforçados pioneiros. Por exemplo, uma revisão recente dos estudos com Harribance apenas confirmou que ele tinha (tem, pois ainda está vivo) uma capacidade psi:
    .
    http://obraspsicografadas.org/2016/sean-harribance-psiquico-excepcional-2014-por-bryan-j-williams/

  293. Marciano Diz:

    JC é meu amiguinho imaginário, Montalvão. Como somos íntimos, eu o chamo de FG.
    Sou amigo do pai, do filho e do 🐤
    Conhecemo-nos naquela festa de casamento em Canaã.
    Nunca bebi tanto em minha vida. E foi o melhor 🍷 que bebi. De graça.
     
    Quanto ao mais, independentemente dos textos colados aqui, como eu disse mais acima, se parapsicologia fosse ciência mesmo, como Vitor tenta provar, nem precisaria fazê-lo.
    Uma vez reconhecida como ciência pelo mainstream, todos saberiam. Não precisaria de provas, de artifícios retóricos, nada disso.
    Todo esse empenho para provar o que deveria ser do conhecimento de todos é argumento contrário ao que postula.

     
    Vitor aferroa-se ao lance político da AAAS da mesma forma que o Arduin o faz com Crookes, galvanômetros e Polidoro.
    São sempre os mesmo velhos e surrados argumentos.
    É só fazer um flashback 🔙, como você faz de quando em vez, com as discussões Vitor 🆚 Montalvão e vai ver que não há nada de novo debaixo do sol.
    Quer ver?
    Aperte o ⏮

  294. MONTALVÃO Diz:

    /
    “Sou amigo do pai, do filho e do ????”
    /.
    CONSIDERAÇÃO: do pai, do filho e de quem mais? Do pardal?

  295. MONTALVÃO Diz:

    MONTALVÃO DISSE: “O que esquece é que o tempo cuidou de mostrar que as conclusões daqueles esforçados pioneiros foram ou precipitadas ou devido a serem ludibriados por espertalhões, como inda ocorre na atualidade, veja Green Morton, Amir Amyden, Uri Geller, Ingo Swann, Harribance, MacMoneagle… a quantos não iludiram…”
    .
    VITOR: Que eu saiba o tempo confirmou as conclusões dos esforçados pioneiros.
    /.
    CONSIDERAÇÃO: isso é que é coragem, garantir o que ninguém consegue ver (ninguém fora da área), e como é que sabe dessas coisas só Deus é quem sabe… vai ver nem ele…
    /
    /
    VITOR: Por exemplo, uma revisão recente dos estudos com Harribance apenas confirmou que ele tinha (tem, pois ainda está vivo) uma capacidade psi:
    .
    http://obraspsicografadas.org/2016/sean-harribance-psiquico-excepcional-2014-por-bryan-j-williams/
    /.
    CONSIDERAÇÃO: quando alguém, supostamente bem formado e bem informado, fala que Harribance teve seus poderes confirmados arrepio-me até o mais escondidinho dos pelos…
    .
    O Vitor não se emenda, cita artigos já discutidos e faz de conta que a argumentação que defende foi naqueles inteiramente derribada. Mas é bom essas indicações, pois de lá é possível extrair-se algumas preciosidades, qual o trecho que segue:
    /
    ______________________
    Vitor Diz:
    AGOSTO 16TH, 2016 ÀS 9:57 AM
    Oi, João
    eu prefiro postar sobre fenômenos anômalos que possuem vasta replicação por cientistas independentes, como ganzfeld, mediunidade e reencarnação.
    [COMENTÁRIO: “vasta replicação”… mediunidade e reencarnação (nem vou falar do ganzfeld)…doidou geral!]
    /

    VITOR: O experimento de Radin ainda não tem a replicação necessária, a meu ver. Talvez com o Guerrer isso mude de figura. Ainda está em meus planos traduzir a pesquisa de Sheldrake sobre telepatia canina que o Wiseman replicou e só após muito custo confirmou que os dados dele replicavam os de Sheldrake, embora ainda teime em aceitar a interpretação de telepatia.
    /.
    CONSIDERAÇÃO: essa declaração tresloucada, como não poderia deixar de ser, deu o que falar, mas não fiquem tristes, o Vitor continuará garantindo isso pelos tempos afora…
    /
    /
    Não acabou, tem mais, muito…
    /______________________
    Vitor Diz:
    AGOSTO 16TH, 2016 ÀS 11:39 AM
    Essa desculpinha do Wiseman de “mais experimentos são necessários”, “não foi feito com rigor suficiente”, é só para não dar o braço a torcer. E se não foi feito com rigor suficiente, vejo isso como uma autocrítica aos próprios experimentos dele, que ele, repito, admitiu após 10 anos replicaram os dados de Sheldrake.
    .
    Não é à toa que ele abandonou a parapsicologia quando começou a achar resultados positivos e até céticos caíram em cima dele 😀
    ________________________
    /.
    CONSIDERAÇÃO: ué, Wiseman abandonou a parapsicologia? Não foi dito aqui há pouco que ele declarou-se ainda ser parapsicólogo?

  296. MONTALVÃO Diz:

    Errata:
    Foi dito:
    /
    O Vitor não se emenda, cita artigos já discutidos e faz de conta que a argumentação que defende foi naqueles inteiramente derribada.
    /
    LEIA-SE:
    /
    O Vitor não se emenda, cita artigos já discutidos e faz de conta que a argumentação que defende NÃO foi naqueles inteiramente derribada.
    /
    CONSIDERAÇÃO: embora, devo frisar, na discussão referida o que de menos se falou foi o assunto em pauta. Às vezes acontece de os participantes preferirem navegar por outros temas e deixar o indicado no esquecimento. Mesmo assim, Harribance foi exaustivamente conversado noutros tópicos e em diversas postagens. Mas, como já dito: Vitor bom é Vitor que não se emenda…

  297. Vitor Diz:

    MONTALVÃO DISSE: “ué, Wiseman abandonou a parapsicologia? Não foi dito aqui há pouco que ele declarou-se ainda ser parapsicólogo?”
    .
    Montalvão tem algum problema com o tempo. Ele acha que o pensamento da comunidade psi em 1969 é o mesmo que o de hoje (2018). Ou que o ano em que mandei o email para ele questionando se ele se via como parapsicólogo é 2018. Montalvão acha que coisas ocorridas anos ou décadas atrás não mudam, continuam atuais e válidas independente do tempo que se passe…

  298. Vitor Diz:

    MONTALVÃO DISSE: “Mesmo assim, Harribance foi exaustivamente conversado noutros tópicos e em diversas postagens. Mas, como já dito: Vitor bom é Vitor que não se emenda…”
    .
    Nessas conversas foi constatada alguma fraude ou problema nos experimentos com Harribance?

  299. MONTALVÃO Diz:

    /
    MONTALVÃO DISSE: “Mesmo assim, Harribance foi exaustivamente conversado noutros tópicos e em diversas postagens. Mas, como já dito: Vitor bom é Vitor que não se emenda…”
    .
    VITOR: Nessas conversas foi constatada alguma fraude ou problema nos experimentos com Harribance?
    /.
    CONSIDERAÇÃO: eu devia ter dito “noutros tópicos e noutras paragens”… O Vitor andava pela rede divulgando aos céticos suas provas que que Harribance fosse legítimo mutante. Não convenceu ninguém…
    .
    A fraude nos experimentos de Harribance, fraude explícita, é difícil de apontar, pois quem o experimentava eram crentes, desejosos mais de achar poderes que achar safadezas.
    .
    Seja como for, podemos tomar por base a sempre confirmada Conjetura de Moi, q

  300. MONTALVÃO Diz:

    /
    Dedo escorregou ou o poltergeist do Marciano o empurrou…
    .
    Seguindo…
    .
    A fraude nos experimentos de Harribance, fraude explícita, é difícil de apontar, pois quem o experimentava eram crentes, desejosos mais de confirmar poderes que achar safadezas.
    .
    Seja como for, podemos tomar por base a sempre confirmada Conjetura de Moi, que, para quem não conhece, postula:
    /
    ————————
    “PSI, caso exista, é “força” de atuação tênue, de ocorrência esporádica e imprevisível, sem controle da parte quem supostamente a possui, e sem utilidade conhecida.”
    ———————
    /
    Então, pelo consignado na citada Conjetura, paranormais poderozizados, que controlam a “força” como bem entendem não existem. Concluindo, se aparece quem contradiga o conhecimento este deve ser investigado o quanto suficiente, e não somente por acreditadores, até ser possível conclusão segura e a produção de hipóteses verificáveis em torno de tão inacreditável fenômeno (e bota inacreditável!).

  301. MONTALVÃO Diz:

    /
    “Montalvão tem algum problema com o tempo. Ele acha que o pensamento da comunidade psi em 1969 é o mesmo que o de hoje (2018). Ou que o ano em que mandei o email para ele questionando se ele se via como parapsicólogo é 2018. Montalvão acha que coisas ocorridas anos ou décadas atrás não mudam, continuam atuais e válidas independente do tempo que se passe…”
    /.
    CONSIDERAÇÃO: Vitor, parece, tem dificuldades em responder objetivamente a certas perguntas…
    .
    As dúvidas persistem: wiseman abandonou a parapsicologia (se é que algum dia esteve nela)? Wiseman é mesmo parapsicólogo (ou foi)? Ele acredita na “força” e a defende? A inquirição feita a Wiseman pelo Vitor dava o contexto em que a indagação se inseria? Se ele abandonou a parapsicologia qual foi o depoimento que deu a respeito? E tem mais… por enquanto bastam estas…

  302. Vitor Diz:

    a) Wiseman abandonou a parapsicologia (se é que algum dia esteve nela)?
    .
    https://www.youtube.com/watch?v=fVbeq1WJ2Ok (ao redor de 24 min) [2015]
    .
    b) Wiseman é mesmo parapsicólogo (ou foi)?
    .
    http://skeptiko.com/rupert-sheldrake-and-richard-wiseman-clash/
    .
    Dr. Richard Wiseman: First of all, I do actually commend parapsychologists. I count myself as a parapsychologist and carry out that research. That is, I was very much part of that community, not so much now. [2010]
    .
    c) Ele acredita na “força” e a defende?
    .
    http://deanradin.blogspot.com.br/2009/09/skeptic-agrees-that-remote-viewing-is.html
    .
    d) A inquirição feita a Wiseman pelo Vitor dava o contexto em que a indagação se inseria?
    .
    Desnecessário tendo em vista (b)
    .
    e) Se ele abandonou a parapsicologia qual foi o depoimento que deu a respeito?
    .
    Letra (a) ao redor de 24 minutos.

  303. Marciano Diz:

    Não estou com tempo nem com saco para procurar, mas se todos aqui têm boa memória e honradez, todos sabem que Vitor citou Wiseman e Blackmore como parapsicólogos atuais (ao tempo das discussões que se prolongam até hoje).
    Quando mostrei que ele deu tiro no pé (use esta expressão, se Montalvão quiser pesquisar) ao citá-los, pois ambos haviam abandonado a parapsicologia por terem constatado que não servia para nada, ele arranjou um e-mail, que printou aqui mais de uma vez, no qual perguntou singelamente se Wiseman AINDA se considerava parapsicólogo, tendo Wiseman ou algum secretário dele respondido apenas com a palavra “yes”, mais nada.
    Eu também enviei e-mail para Wiseman, mas como eu mesmo previra e dissera aqui de antão, fui completamente ignorado.
    Quanto a Blackmore, já postei mais de uma vez aqui que ela juntou todas as tralhas parapsicológicas que tinha e jogou no lixo 🚮 (palavras dela).

  304. Marciano Diz:

    dissera aqui de antemão.
    O poltergeist que Montalvão não reconhece que é a única coisa inexplicável que existe, comeu algumas letras, como faz com o Montalvão também.

  305. Vitor Diz:

    MARCIANO DISSE: “Quando mostrei que ele deu tiro no pé”
    .
    http://skeptiko.com/rupert-sheldrake-and-richard-wiseman-clash/
    .
    Dr. Richard Wiseman: First of all, I do actually commend parapsychologists. I count myself as a parapsychologist and carry out that research. That is, I was very much part of that community, not so much now. [2010]
    .
    Quem deu o tiro no pé mesmo?

  306. Marciano Diz:

    Uma das vezes em que o assunto veio à tona, foi aqui:

    Eu não sabia que Susan Blackmore e Richard Wiseman tinham abandonado a parapsicologia, até VITOR citá-los como exemplos de parapsicólogos.
    TIRO NO PÉ

  307. Marciano Diz:

    Isto tem apenas dois anos.

    Marciano Diz:

    agosto 12th, 2016 às 1:35 AM

    Eu não sabia que Susan Blackmore e Richard Wiseman tinham abandonado a parapsicologia, até VITOR citá-los como exemplos de parapsicólogos.
    TIRO NO PÉ

  308. Marciano Diz:

    Então decida-se, Vitor. Wiseman é ou não é parapsicólogo?
    Acho que já sei. Ele é parapsicólogo quântico.
    Antes do colapso de onda, é as duas coisas, depois é uma delas, a que melhor convier ao argumento.

  309. Marciano Diz:

    Você não pode ficar citando Wiseman, ora como parapsicólogo, ora como um crítico da parapsicologia (totalmente sem razão).

  310. Marciano Diz:

    Devolvo a palavra ao Presidente, pois agora estou sem tempo.
    Volto mais tarde.

  311. Marciano Diz:

    Foi apenas um aparte, pela ordem, nos termos estatutários.

  312. Vitor Diz:

    MARCIANO DISSE: ” pois ambos haviam abandonado a parapsicologia por terem constatado que não servia para nada,”
    .
    Já o Stanley Jeffers (cético) publicou em 2018 artigo validando a micro-pk.

  313. Vitor Diz:

    MARCIANO DISSE: “Você não pode ficar citando Wiseman, ora como parapsicólogo, ora como um crítico da parapsicologia (totalmente sem razão).”
    .
    Posso sim. Parapsicólogos são críticos entre si e do próprio campo. O mesmo ocorre com a Psicologia hoje, com os psicólogos criticando o próprio campo, motivados pela “crise de replicação”.

  314. MONTALVÃO Diz:

    /
    “Já o Stanley Jeffers (cético) publicou em 2018 artigo validando a micro-pk.”
    /.
    CONSIDERAÇÃO: micro-pk, para quem não sabe, é a “força” tão fraquinha, mas tão fraquinha, que a Conjetura de Moi quase não consegue incluí-la em seu postulado.
    .
    Inda se faz necessário conferir o que Jeffers validou, se é que o fez… Costumamos ver artigos em que o gerente começa assim: “considero esta uma sensacional prova de não-sei-o-quê…agora quero ver o que os céticos dirão!”, enquanto que na conclusão do artigo se lê “sugerimos maiores investigações”…
    .
    Se o Vitor estiver se referindo ao artigo “Interações mente-matéria e os lobos frontais do cérebro: um novo modelo neurobiológico de inibição de psi”, temos mais um entre tantos exemplos das exagerações do administrador… Confiram:
    /
    ——————————
    CONCLUSÃO: “Nossos achados sugerem que os lobos frontais e, em particular, a região frontal centro medial esquerda que envolvem uma ou mais das áreas de Brodmann 9, 10 e 32, podem atuar como um filtro biológico para inibir as interações mente-matéria, talvez melhor chamadas de interações cérebro-matéria.
    .
    É necessário um trabalho adicional para determinar se o filtro cérebro-frontal proposto se aplica a outras formas da psi e se outras regiões do cérebro também fazem parte de uma rede de filtragem psi. Finalmente, propomos que estudos neurobiológicos com foco no cérebro podem abrir novas vias de pesquisa na área de psi e avançar significativamente o estado deste campo mal compreendido.”
    —————————
    /
    CONSIDERAÇÃO: vejam pois: com todo otimismo dos investigadores eles são moderados em suas conclusões, provavelmente não querem alimentar o superotimismo de deslumbrados, mas não tem jeito: eles não tomam jeito…

  315. MONTALVÃO Diz:

    /
    MONTALVÃO disse: Vitor, parece, tem dificuldades em responder objetivamente a certas perguntas…
    /
    VITOR responde ao Montalvão:
    Montalvão: a) Wiseman abandonou a parapsicologia (se é que algum dia esteve nela)?
    .
    VITOR: https://www.youtube.com/watch?v=fVbeq1WJ2Ok (ao redor de 24 min) [2015]
    ./
    Montalvão:b) Wiseman é mesmo parapsicólogo (ou foi)?
    .
    VITOR: http://skeptiko.com/rupert-sheldrake-and-richard-wiseman-clash/
    .
    Dr. Richard Wiseman: First of all, I do actually commend parapsychologists. I count myself as a parapsychologist and carry out that research. That is, I was very much part of that community, not so much now. [2010]
    .
    Montalvão:c) Ele acredita na “força” e a defende?
    .
    VITOR: http://deanradin.blogspot.com.br/2009/09/skeptic-agrees-that-remote-viewing-is.html
    .
    Montalvão:d) A inquirição feita a Wiseman pelo Vitor dava o contexto em que a indagação se inseria?
    .
    VITOR: Desnecessário tendo em vista (b)
    .
    Montalvão:e) Se ele abandonou a parapsicologia qual foi o depoimento que deu a respeito?
    .
    VITOR: Letra (a) ao redor de 24 minutos.
    /
    CONSIDERAÇÃO: Montalvão insiste:
    “Vitor, parece, tem dificuldades em responder objetivamente a certas perguntas…”

  316. Vitor Diz:

    MONTALVÃO DISSE: “com todo otimismo dos investigadores eles são moderados em suas conclusões, provavelmente não querem alimentar o superotimismo de deslumbrados, mas não tem jeito: eles não tomam jeito…”
    .
    Analisando apenas o que o Montalvão negritou: “Nossos achados sugerem”. Mas sugerem o quê? “Que os lobos frontais e, em particular, a região frontal centro medial esquerda que envolvem uma ou mais das áreas de Brodmann 9, 10 e 32, podem atuar como um filtro biológico para inibir as interações mente-matéria, talvez melhor chamadas de interações cérebro-matéria.”
    .
    Note que o trecho não coloca em dúvida as interações mente-matéria. O que aguarda maior replicação é quanto ao papel dos lobos frontais nisso, na atuação como um filtro.
    .
    Montalvão negritou também: “É necessário um trabalho adicional”. Mas trabalho adicional para quê? Para saber se psi existe? Não. O trabalho adicional é para saber “se o filtro cérebro-frontal proposto se aplica a OUTRAS formas da psi e se OUTRAS regiões do cérebro também fazem parte de uma rede de filtragem psi.” Note que o trabalho adicional não é para provar psi, e sim saber se o modelo filtro cérebro-frontal proposto também se aplica a outras formas de psi além de micro-pk.
    .
    Dito isso, em outro trecho que o Montalvão não selecionou, é dito na parte de Discussão:
    .
    Embora nossa pesquisa inclua duas replicações que mostrem interações mente-matéria significativas, limitações incluem o pequeno tamanho da amostra com a necessidade de replicação adicional de efeitos de interação mente-matéria aprimorados em grupos maiores de participantes com lesões do lobo frontal centro medial. Há também uma necessidade de pesquisas adicionais que relacionem diretamente a autoconsciência reduzida com os efeitos psi aprimorados. Apesar dessas limitações, pensamos que é importante compartilhar nossos novos achados neurobiológicos voltados ao polêmico campo da psi, com a esperança de que isso estimule a pesquisa nesta área com foco no cérebro.
    .
    Em que pese o caráter contido do cético, trata-se de mais uma replicação positiva (a 3ª por um cético), dando uma validada em micro-pk. E mais artigos envolvendo validação em micro-psi virão.

  317. Vitor Diz:

    MONTALVÃO DISSE: “Vitor, parece, tem dificuldades em responder objetivamente a certas perguntas…”
    .
    Eu preferi deixar o próprio Wiseman responder para vc…

  318. MONTALVÃO Diz:

    /
    “Analisando apenas o que o Montalvão negritou: “Nossos achados sugerem”. Mas sugerem o quê? “Que os lobos frontais e, em particular, a região frontal centro medial esquerda que envolvem uma ou mais das áreas de Brodmann 9, 10 e 32, podem atuar como um filtro biológico para inibir as interações mente-matéria, talvez melhor chamadas de interações cérebro-matéria.”
    /.
    CONSIDERAÇÃO: para fins do comentário que realizei, não importa o que sugerem, importa que sugerem…
    .
    Quando o mundo entender a diferença entre sugerir e demonstrar (ou comprovar) muitos problemas imediatamente deixarão de ser…

  319. Vitor Diz:

    MONTALVÃO DISSE: “A fraude nos experimentos de Harribance, fraude explícita, é difícil de apontar, pois quem o experimentava eram crentes, desejosos mais de confirmar poderes que achar safadezas.”
    .
    De fato é difícil de apontar a fraude, pois os céticos não acharam qualquer falha nos experimentos, incluindo James Randi. Pedido em 1980 para comentar sobre os dois artigos:
    .
    a) W.G. Roll and Judith Klein, “Further forced choice ESP experiments with Lalsingh Harribance,” J.A.S.P.R., 66, 1972. 103-112.
    .
    b) J.P. Stump, W.G. Roll & Muriel Roll, “Some exploratory forced choice ESP experiments with Lalsingh Harribance,” J.A.S.P.R., 64, 1970, 421-431.
    .
    Randi nada disse, exceto que “I just cannot see the reward in looking up the details of experiments that are probably no better controlled and reported than
    those I am already familiar with. Their obscurity lends them no more validity than current work in the field.”
    .
    Fugiu, em suma.
    .
    MONTALVÃO DISSE: “Concluindo, se aparece quem contradiga o conhecimento este deve ser investigado o quanto suficiente, e não somente por acreditadores, até ser possível conclusão segura e a produção de hipóteses verificáveis em torno de tão inacreditável fenômeno (e bota inacreditável!)”].
    .
    Com os céticos fugindo da pesquisa, fazer o quê? Mas lembro que Persinger é cético da sobrevivência e ainda é citado por Sagan no livro “Mundo Assombrado”, e ele validou o Harribance.

  320. Gorducho Diz:

    Ninguém foge: NOSSA PROPOSTA DE PESQUISAS É COMPLETAMENTE CRISTALINA E EXPLÍCITA
     
     
    Inclusive – ad referendum da bancada bien sûr – se quiserem fazer o experimento da antecipação de manchetes jornalísticas, e o jornal tiver que ser lá da América, aceitamos o Dr. Carlos Alvarado como nosso representante lá pra recolher as leituras @ -48H

  321. Gorducho Diz:

    Claro que o que nossos experimentos endereçam é a verdadeira natureza das alegações, que NÃO TÊM CARÁTER ESTATÍSTICO.

  322. MONTALVÃO Diz:

    /
    “Ninguém foge: NOSSA PROPOSTA DE PESQUISAS É COMPLETAMENTE CRISTALINA E EXPLÍCITA ?”
    /.
    CONSIDERAÇÃO: pois é, quem tanto reclama que céticos “fogem” da verdade, é o primeiro a fugir de enfrentar a verdade…
    .
    Sintomático!

  323. Vitor Diz:

    MONTALVÃO DISSE: “pois é, quem tanto reclama que céticos “fogem” da verdade, é o primeiro a fugir de enfrentar a verdade…”
    .
    Fiquem à vontade para testarem o que quiserem, só não contem comigo. Não concordo com o protocolo não-estatístico de vocês, simples assim. Agora, vocês podem falar com o NUPES, ou o Inter-Psi, eles possuem muito mais condição de realizar o experimento que vocês querem do que eu.

  324. Gorducho Diz:

    Não é esse o ponto: o ponto é que céticos NÃO FOGEM de pesquisas, como S/Pessoa pôs.

  325. Gorducho Diz:

    E sim, se NUPES &c. quiserem fazer experimentos, estamos (pelo menos eu estou) disposto a colaborar.
    Com o conhecimento real de quem literalmente se criou dentro do espiritismo – no armchair (se é que me entende…).

  326. Gorducho Diz:

    Muitos litros de Q-Suco tomados nas festinhas…
     
     
    Aos 9, depois do [Arsène Lupin] 813 & sequela Os Três Crimes, já li só não me lembro se o Martírio [Sr. Almerindo] ou o Memórias [D. Yvonne] – que muito impressionava vovó.
    Ela curou-se de herpes num terreiro, by the way…
    Depois li NL &c…

  327. Gorducho Diz:

    Do principal ponto que entoavam só me ficou o final na memória (assim: no feminino, pelo menos na m/memória):
     
     
    […]
    na terreira de umbanda chegou Pai Jobim!

  328. Gorducho Diz:

    Dou risada pra “estatísticos” em ambientes climatizados sentados na frente de telinhas de R ou MATLAB.

  329. MONTALVÃO Diz:

    /
    MONTALVÃO DISSE: “A fraude nos experimentos de Harribance, fraude explícita, é difícil de apontar, pois quem o experimentava eram crentes, desejosos mais de confirmar poderes que achar safadezas.”
    .
    VITOR: De fato é difícil de apontar a fraude, pois os céticos não acharam qualquer falha nos experimentos, incluindo James Randi. Pedido em 1980 para comentar sobre os dois artigos:[…]
    .
    Randi nada disse, exceto que “I just cannot see the reward in looking up the details of experiments that are probably no better controlled and reported than
    those I am already familiar with. Their obscurity lends them no more validity than current work in the field.”
    /
    CONSIDERAÇÃO: Traduzo, já que o postador não quis fazê-lo: “Eu simplesmente não consigo ver a importância em examinar detalhes de experiências que provavelmente não são mais controladas e relatadas do as que já conheço. Sua obscuridade não lhes confere mais validade do que o trabalho atual no campo.”
    ./
    Diante desse xou visoniano de interpretação não há outro caminho senão proferir: nossa mãe da Terra! Falácia pura, pura deturpação dos fatos! Então “OS céticos não acharam qualquer falha nos experimentos”? Quem foram “os céticos” que testaram Harribance? Cético de araque, qual Persinger não serve…
    .
    O pior é alegar que nem Randi viu defeitos nos experimentos! Até minha tradução gambeta mostra que não foi nada disso! Ou desaprendeu de ler ou está apelando!
    /
    /
    VITOR: Fugiu, em suma.
    /.
    CONSIDERAÇÃO: isso só na sua cabeça de santo onofre! A meu ver, a falha no pronunciamento de Radin foi não ter acrescentado: “mas tudo bem, se vocês estão tão ciosos de que o sujeito é o que dizem, mandem-no para mim, deixem-me testá-lo e o devolvo bem explicadinho!”
    ./
    /
    MONTALVÃO DISSE: “Concluindo, se aparece quem contradiga o conhecimento este deve ser investigado o quanto suficiente, e não somente por acreditadores, até ser possível conclusão segura e a produção de hipóteses verificáveis em torno de tão inacreditável fenômeno (e bota inacreditável!)”].
    .
    VITOR: Com os céticos fugindo da pesquisa, fazer o quê? Mas lembro que Persinger é cético da sobrevivência e ainda é citado por Sagan no livro “Mundo Assombrado”, e ele validou o Harribance.
    /.
    CONSIDERAÇÃO: anote aí, para meditar de noite: cético de verdade não foge de experimentação. Afinal, cético é o que duvida até que apareça demonstração consistente das alegações, ou experimentos mostrem que as alegações são furadas. Nenhum autêntico cético deixaria de reconhecer o paranormal, a mediunidade, a sobrevivência e outras suposições, até aqui não demonstradas, caso surgissem evidências consistentes. Mas, certamente, não as evidências fajutolas do Vitor!
    .
    Observe que os céticos que aqui transitam não hesitam em propor verificações conferitivas. Quem foge são os crentes, valendo-se de todos os tipos de evasivas…
    .
    Até mesmo desafios simples, qual o de confirmar a presença de espírito em evento mediúnico, são rechaçados sob alegação de que, imprevistamente, os mortos se tornaram cegos, surdos, mudos…
    .
    Na hora do vamos ver não fica um crente no pedaço!

  330. Vitor Diz:

    MONTALVÃO DISSE: “Traduzo, já que o postador não quis fazê-lo:”
    .
    Viu como foi rápido e a tradução saiu direitinha?
    .
    MONTALVÃO DISSE: “Então “OS céticos não acharam qualquer falha nos experimentos”? Quem foram “os céticos” que testaram Harribance? Cético de araque, qual Persinger não serve…”
    .
    Eu não disse que testaram. Eu disse que não acharam qualquer falha nos experimentos. Bem diferente…
    .
    MONTALVÃO DISSE: “O pior é alegar que nem Randi viu defeitos nos experimentos! Até minha tradução gambeta mostra que não foi nada disso! Ou desaprendeu de ler ou está apelando!”
    .
    Se tivesse visto ele teria comentado, pode ter certeza.
    .
    MONTALVÃO DISSE: “isso só na sua cabeça de santo onofre! ”
    .
    Fugiu de comentar os experimentos sim senhor.
    .
    MONTALVÃO DISSE: “cético de verdade não foge de experimentação. ”
    .
    Acho que dá para cortar 100% dos céticos do CSICOP então, já que o CSICOP tinha uma cláusula de não realizar experimentos.
    .
    Não existem testes do CSICOP de alegações de fenômenos paranormais, simplesmente porque o CSICOP instituiu uma apólice contra fazer ele próprio a pesquisa. Uma controvérsia, o debate do Efeito Marte, foi talvez especialmente instrumental em consolidar a abordagem do CSICOP ao paranormal e o abandono da própria pesquisa científica.
    .
    https://pt.wikipedia.org/wiki/Comit%C3%AA_para_a_Investiga%C3%A7%C3%A3o_C%C3%A9tica

  331. Gorducho Diz:

    política… estabeleceu uma política…

  332. Gorducho Diz:

    POLICY ON SPONSORING RESEARCH, TESTING INDIVIDUAL CLAIMS, AND CONDUCTING INVESTIGATIONS OF ALLEGED PARANORMAL POWERS AND PHENOMENA.

  333. Marciano Diz:

    Vitor NUNCA quer participar de experimentos.
    Se ele não participar, não adianta nada NÓS participarmos, seja com quer for.
    Ele simplesmente não acatará conclusões que confrontem sua crença atual. Simples assim.

  334. Marciano Diz:

    Vejam que o impasse não tem raiz ⊂ ℜ.
    Ele não concorda com nada que não tenha suporte em estatística, micro-PK, etc. Nós não concordamos com parapsicologia estatística.
    Não tem jeito.

  335. Marciano Diz:

    Vitor não percebe, mas está dando força para a conjectura de Montalvão.

  336. Marciano Diz:

    Vitor quer ficar na ℑ, antes do colapso da função de onda.
    Lá (onde ele está e quer continuar) o gato está morto e vivo, o fóton é partícula e onda, simultaneamente.
    Ele não aceita, nem amarrado, elevar a expressão ao quadrado, porque aí a realidade seria exposta.

  337. Marciano Diz:

    É um teórico nato. Tem aversão a laboratórios.
    Na teoria, vale tudo. Na prática é que a gente testa a teoria.

  338. Gorducho Diz:

    Armchair…

  339. MONTALVÃO Diz:

    /
    “Vitor não percebe, mas está dando força para a conjectura de Montalvão.”
    /.
    CONSIDERAÇÃO: o nome técnico é “Conjetura de Moi”…

  340. MONTALVÃO Diz:

    /
    MONTALVÃO DISSE: “Traduzo, já que o postador não quis fazê-lo:”
    .
    VITOR: Viu como foi rápido e a tradução saiu direitinha?
    /.
    CONSIDERAÇÃO: pois é, e por que não fez então? A responsabilidade é de quem posta. A política do “se vira” não é boa nem para o Bolsonaro.
    /
    /

    MONTALVÃO DISSE: “Então “OS céticos não acharam qualquer falha nos experimentos”? Quem foram “os céticos” que testaram Harribance? Cético de araque, qual Persinger não serve…”
    .
    VITOR: Eu não disse que testaram. Eu disse que não acharam qualquer falha nos experimentos. Bem diferente…
    /.

    CONSIDERAÇÃO: se por “não acharam falha” for coisa tipo a declaração de Randi, que afirmou não ver necessidade de analisar detalhes do que ele já sabia como era feito, aí, realmente, ninguém achou falha, conquanto as falhas saltem aos olhos.
    ./
    /
    MONTALVÃO DISSE: “O pior é alegar que nem Randi viu defeitos nos experimentos! Até minha tradução gambeta mostra que não foi nada disso! Ou desaprendeu de ler ou está apelando!”
    .
    VITOR: Se tivesse visto ele teria comentado, pode ter certeza.
    ./
    CONSIDERAÇÃO: pois é, mas como ele, como bem declarou, não via razão para analisar o que era mais do mesmo, o único modo de saber se Harribance seria aprovado por Randin era o poderoso se deixar examinar pelo cético, coisa que ele não faria nem morto…
    /
    /

    MONTALVÃO DISSE: “isso só na sua cabeça de santo onofre! ”
    .
    VITOR: Fugiu de comentar os experimentos sim senhor.
    ./
    CONSIDERAÇÃO: se dissesse: “deixou de examinar os experimentos” teria falado corretamente. Esse negócio de inventar que Randin tinha medinho de comentar, pois teria que reconhecer que o experimento era supimpa, só tem futuro em cabeça de deslumbrado.
    ./
    /
    MONTALVÃO DISSE: “cético de verdade não foge de experimentação. ”
    .
    VITOR: Acho que dá para cortar 100% dos céticos do CSICOP então, já que o CSICOP tinha uma cláusula de não realizar experimentos.
    .
    Não existem testes do CSICOP de alegações de fenômenos paranormais, simplesmente porque o CSICOP instituiu uma apólice contra fazer ele próprio a pesquisa. Uma controvérsia, o debate do Efeito Marte, foi talvez especialmente instrumental em consolidar a abordagem do CSICOP ao paranormal e o abandono da própria pesquisa científica. (Wikipedia)
    ./
    CONSIDERAÇÃO: se tivesse lido o conteúdo inteiro não proferiria tal disparate e mesmo o trecho em destaque não leva onde pretende. Afirmar que o CSICOP teme fazer experimentação com paranormais é coisa de doido. O que houve é que eles decidiram que o trabalho a realizar não seria esse (testar alegações de paranormalidade), porém continuariam avaliando as experiências realizadas por outros.
    .
    Mas, já que fez referência ao texto da Wikipedia destaco trechos interessantes e ilustrativos nele contidos. Preste atenção ou pay attention!.
    /
    ______________________________,
    O CSICOP, é uma organização criada para encorajar o livre-pensamento e a investigação crítica de alegações paranormais e pseudocientíficas a partir de um ponto de vista científico responsável.
    .
    Seus objetivos práticos e sua posição filosófica de ceticismo científico são compartilhados pela Sociedade dos Céticos, pela Fundação Educacional James Randi, e por várias organizações céticas estadunidenses menores, além de por organizações nacionais de céticos estrangeiras.
    .
    De acordo com o estatuto do CSICOP, a organização existe para alcançar seis objetivos maiores:
    1. Manter uma rede de pessoas interessadas em examinar de modo crítico alegações paranormais, ciência alternativa, entre outros, e em contribuir para a educação do consumidor.
    2. Preparar bibliografias de materiais publicados que cuidadosamente examinem tais alegações.
    3. Realizar conferências e reuniões.
    4. Publicar artigos que examinem alegações do paranormal.
    5. Não rejeitar alegações a priori, antes da investigação, mas examiná-las objetivamente e cuidadosamente.
    .

    Não existem testes do CSICOP de alegações de fenômenos paranormais, simplesmente porque o CSICOP instituiu uma apólice contra fazer ele próprio a pesquisa.
    .
    Tendo em mente que muitas alegações paranormais, se verdadeiras, teriam uma grande importância científica, o CSICOP tenta lidar com tais alegações do modo recomendado pelo associado Carl Sagan:
    /
    “No coração da ciência existe um equilíbrio essencial entre duas atitudes aparentemente contraditórias — uma abertura para novas idéias, por mais bizarras ou contrárias à intuição, e o exame cético mais implacável de todas as idéias, antigas e novas. É dessa forma que as verdades profundas são joeiradas dentre profundos disparates” (Fonte: O mundo assombrado pelos demônios, Carl Sagan, 1996.) [5]
    /
    A maioria dos comentaristas aceita que o escrutínio crítico de alegações paranormais são apropriadas e valiosas. As diferenças entre céticos e proponentes do paranormal freqüentemente começam com os padrões aceitáveis de evidência.
    .
    Um axioma comum aos membros do CSICOP é que “alegações extraordinárias demandam evidências extraordinárias”, frase atribuída ao cético Carl Sagan.
    .
    Este é análogo ao padrão exigido pela corte criminal dos EUA, no qual o alegante deve provar sua alegação além de uma dúvida razoável. Como as alegações paranormais são potencialmente descobertas científicas revolucionárias que assombram o conhecimento científico estabelecido, nada menos do que o padrão mais rigoroso de escrutínio científico deve ser aceito como convincente. Isso pode envolver, por exemplo, experimentos científicos rigorosamente controlados, bem projetados e duplo-cegos publicados em respeitáveis jornais revisados por pares, seguidos de replicações independentes bem sucedidas por outros cientistas.
    .
    [OBSERVAÇÃO: o trecho a seguir parece ter sido acrescentado ao texto por outro comentarista que não o autor do principal]
    .
    /
    Os céticos do CSICOP tentam passar a ideia de que os proponentes do paranormal freqüentemente defendem um padrão de evidências menos rigoroso, mas isso é falso. O biólogo Rupert Sheldrake informa em “A Mente Ampliada”:[6]
    No primeiro grupo de publicações importantes de física e química do tipo Journal of the American Chemical Society, dos 237 trabalhos que examinamos nenhum deles envolvia técnicas de simulação. Nas ciências biológicas, dos 914 trabalhos que examinamos apenas 7 envolviam essas técnicas. Em outros como o Biochemical Journal, CellHeredity, nenhum deles. Nas ciências médicas 5,9% dos experimentos publicados envolviam técnicas cegas. Mais do que a biologia, mas mesmo assim abaixo daquilo que seria de se esperar. Na psicologia e no comportamento animal, 4,9%, também muito menos do que seria de se esperar, considerando-se a consciência que os psicologistas têm desse fenômeno. Na parapsicologia foram 85%, portanto a parapsicologia está bem na frente de todas as outras ciências no uso de metodologias objetivas e rigorosas, e nas ciências físicas as técnicas são praticamente desconhecidas.
    /
    [COMENTÁRIO: são deveras conhecidos os devaneios de Sheldrake, no texto acima passa ele a ideia de que visto a parapsicologia realizar mais testes cegos que em outras áreas isso mostra a seriedade e qualidade dessas investigações. Mas a realidade não é esse cor-de-rosa que só Rupert consegue ver (e, com isso, contaminar visonis). Outras áreas provavelmente fazem menos experimentos cegos porque não são tão necessários. Já a parapsicologia para tentar achar legitimidade precisa disso e muito mais. Não esqueçamos das palavras de Sagan: “alegações extraordinárias demandam evidências extraordinárias”. O fato é que os melhores experimentos do paranormal, realizados com alto rigor técnico, conseguem apontar da paranormalidade o que está contido na Conjetura de Moi, nada mais…]
    /

    Um tema preocupante para os membros CSICOP são os exemplos de alegações paranormais ou pseudociência que põem em perigo a saúde e o bem-estar das pessoas. O uso de tratamentos da medicina alternativa para uma doença que ameaça a vida é um exemplo disso.
    .
    Investigações do CSICOP e outros, incluindo grupos “cães de guarda” do consumidor, agências de execução da lei, e corpos regulatórios do governo, mostraram que as indústrias que cercam fenômenos paranormais, medicina alternativa e produtos pseudocientíficos podem ser altamente lucrativas. O CSICOP alega que esta lucratividade permitiu que várias facções pró-paranormal dedicassem muitos recursos para propaganda, esforços de lóbi e outras formas de apoio, em detrimento do bem-estar do público.

    /
    [COMENTÁRIO: isso mostra que, embora a PES, caso exista, seja um quase-nada de efeito registrável (mais para nada que para quase), tem uma utilidade reconhecida: serve para enganar trouxas e dar lucro a espertos!
    /
    .
    Um objetivo relacionado ao CSICOP é o melhoramento da literatura científica. Eles não só consideram esta a melhor defesa contra a vitimização por fraudes paranormais e pseudocientíficas, como também uma necessidade crescente em um mundo que é cada vez mais afetado pela ciência e tecnologia.
    [viu Vitor? Você precisa visitar mais o CSICOP e menos a PA! ]
    .

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