Arquivo ‘Obras de Chico Xavier’ Categoria

“A Invenção da Imagem Autoral de Chico Xavier: uma análise histórica sobre como o jovem desconhecido de Minas Gerais se transformou no médium espírita mais famoso do Brasil (1931-1938)”, de André Victor Cavalcanti Seal da Cunha(2015).

sexta-feira, dezembro 15th, 2017

Nesta tese, investigou-se “a criação da imagem autoral de Xavier, concebendo esta como uma elaboração coletiva da qual participaram vários sujeitos, dentre eles intelectuais ligados ao movimento espírita, editores e leitores. O período do recorte cronológico propriamente dito foi do final de 1931 até o início de 1938. As análises revelaram que a obra literária de Xavier foi produzida dentro do funcionamento de uma matriz febiana, engendrada, no final do século XIX, no bojo das disputas intestinas entre espíritas religiosos e científicos, bem como nos enfrentamentos com interlocutores em tempos de criminalização pelo primeiro código penal republicano. Um sobrevoo na literatura espírita do período da chegada de Xavier permitiu detectar-se indícios de bases culturais para sua escrita psicográfica. Quanto a sua escrita de si, pôde ser identificadas nos textos prefaciais assinados pelo médium estratégias de sedução e convencimento, com o uso de um amplo espectro de dispositivos textuais voltados à denegação autoral. Um segundo movimento analítico foi desenvolvido enfocando-se a criação da imagem autoral do jovem médium de Minas Gerais através da recepção de sua obra, do que dele disse a primeira geração de seus leitores. Pôde-se compreender seu surgimento na cena literária espiritista, integrando um projeto coletivo elaborado e capitaneado por lideranças da Federação Espírita Brasileira. O núcleo editorial febiano, respondendo as críticas que procuravam desqualificar o livro de poesias escritas mediunicamente, promoveu transformações na imagem autoral de Xavier, visando a intensificar a denegação autoral para sustentar a autenticidade espiritual dos poemas. Assim, foram se diluindo os vestígios de suas qualificações intelectuais. Concomitantemente, potencializaram-se suas qualidades mediúnicas. Em adição, se passou a ressaltar seu comportamento virtuoso, acabando-se por conferir-lhe uma representação de médium acima da média. Nesta destacada posição, Chico Xavier inseriu elementos diferentes na matriz literária vigente no Espiritismo febiano de seu tempo”. Para ler e baixar a tese, clique aqui.

Livro Gratuito! “Remotos Cânticos de Belém”, de Wallace Leal V. Rodrigues (1986)

terça-feira, dezembro 12th, 2017

Para ler e baixar o livro, clique aqui. Chico Xavier plagiou um conto deste livro, como mostrado aqui. Talvez tenha copiado outros trechos (ou ele ou outro “médium”). Assim, disponibilizo a obra para quem queira ver se encontra mais cópias.

Canal “Questionando o Espiritismo”, de Morel Felipe Wilkon

quarta-feira, outubro 18th, 2017

Recomendo fortemente a inscrição no canal do youtube Questionando o Espiritismo, de Morel Felipe Wilkon, um ex-espírita que está fazendo um trabalho excelente de divulgação dos erros nas obras espíritas, em especial Chico Xavier, Divaldo Franco e Allan Kardec. Ele terminou ontem uma análise minuciosa, em 8 partes, do livro Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho. Para quem quiser saber os motivos de Wilkon não ser mais espírita, clique aqui.

Blog ‘Obras Psicografadas’ é citado em Tese (2016)

sexta-feira, setembro 22nd, 2017

Para lerem a tese, chamada “De Allan Kardec a Chico Xavier: Uma Visão Histórica das Poesias e dos Romances Mediúnicos”, de autoria de Denise Adélia Vieira Prata, cliquem aqui. O blog é citado entre as páginas 213 e 216. A tese também compara uma poema de Castro Alves com um psicografado por Chico Xavier. Muito agradeço à Denise pela menção ao blog!

Livro gratuito! Chico Xavier, um herói brasileiro no universo da edição popular (2008), por Magali Oliveira Fernandes

sexta-feira, abril 28th, 2017

O livro traz muitas informações sobre o Chico Xavier, e mostra que ele tinha acesso às obras dos autores que supostamente psicografou em Parnaso de Além Túmulo. Para ler o livro, clique aqui.

A CRITICAL ANALYSIS OF THE BOOK LIBERATION AND LOCATION OF THE ORIGINAL “OUR HOME” (2011) – por Marcio Rodrigues Horta e Eduardo José Biasetto

quinta-feira, setembro 1st, 2016

Este artigo é a versão em inglês de um trabalho já publicado no blog sobre a ocorrência de plágio no livro “Libertação” de Chico Xavier. Para ler o artigo em inglês, clique aqui. Para lê-lo em português, clique aqui.

Quatro Casos de Comunicações ou Referências Inesperadas na Mediunidade de Chico Xavier: Uma Análise (2016)

segunda-feira, julho 11th, 2016

Quatro casos de comunicações ou referências inesperadas na mediunidade de Chico Xavier são analisados. A análise revelou um padrão já detectado por outros pesquisadores condizente com a fraude. Para ler o artigo, clique aqui. Para quem quiser ouvir o áudio em que o próprio Divaldo Pereira Franco narra a história de Maria Domingas Bispo, clique aqui.

Livro Gratuito! “O Átomo”, de Fritz Kahn

quarta-feira, maio 11th, 2016

Esse foi o livro que foi usado na confecção do livro “Mecanismos da Mediunidade” de Chico Xavier e Waldo Vieira, como já mostrado neste link. Para lê-lo e baixá-lo, clique aqui.

Livro Gratuito! “Irmão X, meu pai” de Humberto de Campos Filho (1997)

segunda-feira, maio 9th, 2016

Para baixar o livro em pdf no formato imagem, clique aqui.

Livro Gratuito: “Vida de Jesus”, de Ernest Renan (1863)

quarta-feira, outubro 21st, 2015

Este foi um dos primeiros livros que Chico leu e plagiou em suas psicografias – até onde sei, “Há Dois Mil Anos” (1939) e ”Boa Nova” (1941). Talvez com a digitalização do livro isso facilite encontrar mais plágios em outras obras (dele e de outros médiuns). Para baixar o livro, clique aqui. Outra coisa muito interessante é ver a forma com que o livro influenciou a obra psicográfica de Chico Xavier, não só nos trechos copiados, mas também nas ideias. Por exemplo, Ernest Renan tinha certo preconceito contra os judeus. Encontramos o seguinte trecho no Capítulo 20 de sua obra:

Um dos principais defeitos da raça judaica é sua aspereza na controvérsia, e o tom injurioso que ela quase sempre assume nesse caso. Nunca houve no mundo disputas mais acirradas que as dos judeus entre si. É o sentimento da nuança que faz o homem ser polido e moderado. Ora, a falta de sutileza é um dos traços mais constantes no espírito semítico. As obras delicadas, como os diálogos de Platão, por exemplo, são desconhecidas desses povos. Jesus, que era isento de quase todos os defeitos de sua raça, e cuja qualidade dominante era justamente uma delicadeza infinita, foi levado, a contragosto, a usar o estilo de todos na polêmica.

No Capítulo 24, Renan coloca a culpa da morte de Jesus no partido judaico, excluindo qualquer responsabilidade pelos romanos, o que hoje sabe-se ser historicamente incorreto:

Não foi, então, nem Tibério nem Pilatos quem condenou Jesus. Foi o velho partido judaico; foi a lei mosaica.

Essa mesma responsabilização indevida encontramos no livro “Há Dois Mil Anos” e no livro “A Caminho da Luz”, que afirma

o Divino Mestre é submetido aos martírios da cruz, por imposição do judaísmo, que lhe não compreendeu o amor e a humildade (p. 118).

Apesar do preconceito que Renan tinha, é importante ressaltar que ele mesmo diz

Segundo nossas idéias modernas, não existe transmissão alguma de demérito de pai para filho; cada um deve prestar contas à justiça humana e à justiça divina apenas do que ele próprio fez. Em consequência, qualquer judeu que sofra ainda hoje pela morte de Jesus tem o direito de reclamar.

Ainda assim, no mesmo parágrafo, ele segue dizendo:

Mas as nações têm suas responsabilidades, como os indivíduos. Ora, se já houve um crime que fosse o crime de uma nação, foi a morte de Jesus.

Tais ideias encontram eco ainda hoje. O livro “No Limiar do Abismo” (2007), de Carlos A. Baccelli, diz explicitamente:

Foram mesmo os judeus que crucificaram Jesus! Por que não assumir a culpa? (Cap. 27)

No mínimo porque a culpa está longe de estar provada, e no máximo para não reacender qualquer sentimento antissemita. Além disso, é quase unânime hoje entre os historiadores que a culpa é exclusiva ou praticamente exclusiva dos romanos. Para uma discussão profunda dessa questão, sugiro os artigos de Roberto Pompeu Toledo (1995, aqui), de Alexandre Versignassi e Rafael Kenski (2004, aqui) e de Carlos Aranha (2004, aqui).

 

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